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Didática do Ensino Superior: Cases de Qualidade

Professora Conteudista

Ana Cláudia Barreiro Nagy é natural do Rio de Janeiro, onde cursou


Magistério e começou a estudar na Universidade Federal do Rio de
Janeiro. Graduou-se em Pedagogia na Universidade Presbiteriana
Mackenzie (1994). Especializou-se em Psicopedagogia pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001). É mestre em
Educação: Currículo pela Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (2004), onde iniciou o Doutorado em Linguística Aplicada e
Estudos da Linguagem (2005). Para complementar sua formação,
cursa Letras (Português-Francês) na Universidade de São Paulo.
Atualmente é professora conteudista da pós graduação em
Formação em Educação a Distância da UNIP Interativa. Foi
professora tutora em cursos de EaD no Senac - São Paulo.
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Sumário

Apresentação
Introdução
Unidade 1: A Didática e a docência
1.1 A Didática: definição e seu objeto de estudo - os processos de ensino e de
aprendizagem
1.2 Planejamento em EaD: Objetivos, Conteúdos, Procedimentos, Avaliação
1.2.1 Objetivos, Conteúdos, Procedimentos, Avaliação
1.2.1.1 Objetivos
1.2.1.2 Conteúdos
1.2.1.3 Procedimentos
1.2.1.4 Avaliação
Unidade 2: EaD
2.1 O Ensino à distância: breve histórico a partir das gerações de EaD
2.2 Personagens do EaD: o aluno, o professor/tutor e o curso
2.3 A escolha pela modalidade de estudo à distância: motivação e necessidade
2.4 Carga horária do curso
Unidade 3: Os AVAs e seu papel no fazer EaD
3.1 Universidade Aberta do Brasil
3.2 TICs (Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à Educação: os
AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem)
Unidade 4: Modelos de ensino em EaD
4.1: Modelos de ensino em EaD – SEI (Sistema de ensino Interativo) e SEPI
(Sistema de ensino presencial interativo) desenvolvidos na UNIP Interativa
4.2 Avaliação
4.3 Interdisciplinaridade
4.4 ESD: Educação sem Distância
Unidade 5: Fazendo EaD acontecer
5.1 Ferramentas e objetos de aprendizagem aplicáveis/utilizados em EaD:
vantagens e dificuldades
5.1.1 o correio eletrônico
5.1.2 o AulaNet
5.1.3 M-Learning e groupware
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5.1.4 Classe Virtual


5.1.5 Qsabe
5.1.6 Web Course Creator
5.1.7 Eureka
Unidade 6: Cases de sucesso em EaD
6.1 Análise de Cases de sucesso em EaD: olhar para instituições que
desenvolvem ensino presencial, ensino híbrido e exclusivamente virtuais
6.2 depoimentos de alunos e educadores
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Apresentação

Olá, aluno (a)!

Bem vindo!

Neste material você encontrará os conteúdos pertinentes à disciplina Didática


do Ensino Superior: Cases de Qualidade, na qual serão discutidos,
fundamentalmente, a construção de conhecimento e o ensino e a
aprendizagem na Educação à Distância.

Para tal, vamos analisar práticas de avaliação da aprendizagem em EaD e


questões como as formas de se aproximar dos estudantes, mesmo sabendo
que estes e seus professores/tutores estão separados fisicamente.

Ainda, será muito importante compreender quais são e como funcionam os


meios de comunicação em EAD, seu planejamento – potencialidades e
possibilidades e as concepções atuais e procedimentos pedagógicos que
reorientam a Didática e o professor do Ensino Superior na atualidade.

Também estudaremos a utilização das Tecnologias da Informação e


Comunicação – TICs, aplicadas à Educação, visando despertar atitudes de
aprendizagem mais complexas e significativas.

Para finalizar, vamos analisar cases de sucesso em EaD no ensino superior


pelo mundo a fora, especialmente no Brasil.

Animado (a)?

Então, mãos à obra!


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Introdução

Você já percebeu como nos dias de hoje, cada vez mais as escolas e
universidades estão aderindo à utilização da EaD em sua metodologia de
ensino?

São aulas com apoio de ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) ou


desenvolvidas com a apresentação de uma videoconferência, ou, ainda,
lançando mão de ferramentais, como os blogs, videoblogs, sites, páginas
pessoais e, até mesmo, via telefone celular.

É. Não há mais como escapar dessa...

E nem devemos, afinal, não se pode discutir o quanto todas essas tecnologias
nos auxiliam, especialmente se não queremos ou não podemos ver nosso
tempo sendo consumido no deslocamento entre nossas casas ou locais de
trabalho até o local onde as aulas presenciais acontecem.

Alguns ainda se ressentem e se amedrontam diante dessas possibilidades,


mas uma coisa é certa: devemos ter a cabeça sempre aberta e olhar para tudo
com curiosidade e visão de investigadores, de pesquisadores, que é o que um
docente deve ser: um pesquisador, a todo momento.

Deste modo, e por essa razão, você, aluno (a) do curso de pós graduação da
UNIP Interativa está aqui e agora estudando esse livro texto: para compreender
o que é ser professor na atualidade e com a EaD como mais uma possibilidade
de ensinar e aprender também, pois, como disse certa vez Guimarães Rosa
(1958, p. 16), “mestre é aquele que, de repente, aprende”, certo?

O material que agora você tem em seu poder está dividido em seis unidades
didáticas distintas, porém complementares. Cada uma delas apresenta uma
particularidade do tema e foi organizada tendo em vista facilitar seu percurso
dentro da temática.
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Veja como estão organizadas:

Unidade 1: A Didática e a docência: Ação docente; A Didática: definição e


seu objeto de estudo - os processos de ensino e de aprendizagem;
Planejamento em EaD: Objetivos, Conteúdos, Procedimentos,
Avaliação
Unidade 2: EaD: O Ensino à distância: breve histórico a partir das gerações de
EaD; Personagens do EaD: o aluno, o professor/tutor e o curso; A
escolha pela modalidade de estudo à distância: motivação e
necessidade; Carga horária do curso
Unidade 3: AVAs e tipos de EaD: Universidade Aberta do Brasil; TICs
(Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à Educação:
os AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem); Tipos de aulas em
EaD: teleaula, videoaula, modelo híbrido); ESD - Educação sem
Distância
Unidade 4: Modelos de ensino em EaD: Modelos de ensino em EaD – SEI
(Sistema de ensino Interativo) e SEPI (Sistema de ensino presencial
interativo) desenvolvidos na UNIP Interativa; Avaliação;
Interdisciplinaridade
Unidade 5: Fazendo EaD acontecer: Ferramentas e objetos de aprendizagem
aplicáveis/utilizados em EaD: vantagens e dificuldades; o correio
eletrônico; o AulaNet; M-Learning e groupware; Classe Virtual;
Qsabe; Web Course Creator; Eureka
Unidade 6: Cases de Susesso em EaD: Análise de Cases de sucesso em
EaD: olhar para instituições que desenvolvem ensino presencial,
ensino híbrido e exclusivamente virtuais; depoimentos de alunos e
educadores

Para estudar todos os temas indicados, os objetivos gerais da disciplina são:

¾ Desenvolver a visão sobre a funcionalidade do EaD no ensino superior;


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¾ Ter compromisso com uma ética de atuação profissional e com a


organização da vida em sociedade;
¾ Analisar os desafios da atuação docente frente às TICs;
¾ Identificar as possibilidades da Didática como mediadora de um
processo de ensino interativo.

Também saiba quais são os objetivos específicos, os quais estão indicados a


seguir:

¾ Identificar o conceito de Didática e seu objeto de estudo;


¾ Compreender os processos de ensinar e aprender e a construção do
conhecimento no meio virtual e para o ensino superior;
¾ Conhecer o EaD e sua história;
¾ Conhecer cases de sucesso que se desenvolveram na modalidade EaD;
¾ Identificar AVAs e compreender suas diferenças e potencialidades;
¾ Estudar as ferramentas e objetos de aprendizagem utilizados em EaD

Aproveite a leitura e as imagens do seu livro texto e não deixe de buscar as


indicações do “Saiba mais” para aprimorar seus conhecimentos!

Seja bem-vindo e boa jornada!


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Unidade 1: A Didática e a docência

Conteúdos trabalhados na unidade: Ação docente; A Didática: definição e


seu objeto de estudo - os processos de ensino e de aprendizagem;
Planejamento em EaD: Objetivos, Conteúdos, Procedimentos,
Avaliação.

Nesta unidade a intenção principal é buscar compreender o que é e como se


deve desenvolver a ação docente.

Atenção! Não estamos aqui falando em receituário. Jamais você encontrará


alguma coisa semelhante a isso nos seus livros texto, pois o mais importante é
o processo de reflexão a partir das leituras propostas, das indicações
bibliográficas e assim por diante, certo?

Com este pensamento em mente, vamos voltar um pouquinho na história e


trazer para nossa conversa a principal ferramenta que todo educador deve
conhecer para seguir em frente com seus estudos pedagógicos.

Essa “ferramenta” é a Didática.

1.1 A Didática: definição e seu objeto de estudo - os processos de ensino


e de aprendizagem

Certamente que você já ouviu falar sobre ela, a Didática, que tem como objeto
de estudo os processos de ensino e de aprendizagem.

Ainda, para clarear um pouco mais nossas ideias, lembro que esta – Didática –
é uma palavra que tem origem na expressão grega “Τεχνή διδακτική” (techné
didaktiké), cujo significado é “arte ou técnica de ensinar” ou “técnica de dirigir e
orientar a aprendizagem”.

É um termo antigo, mas que deve ser visto como muito atual e estar presente
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em todas as salas de aula e quaisquer outros espaços educativos, formais ou


não-formais.

Como toda ciência, a Didática também teve um “pai”, Comenius, um dos


maiores educadores do século XVII, que ficou conhecido como pai da Didática
Moderna, especialmente devido à sua grande obra “Didática Magna”.

Uma de suas mais célebres frases é sobre a Didática ser:

“um método universal de ensinar tudo a todos.


E de ensinar com tal certeza, que seja impossível não conseguir
bons resultados.
E de ensinar rapidamente, [...] sem nenhum aborrecimento para
os alunos e para os professores, mas antes com sumo prazer
para uns e para outros.
E de ensinar solidamente, não superficialmente e apenas com
palavras, mas encaminhando os alunos para uma verdadeira
instrução, para os bons costumes e para a piedade sincera.
[...] como de uma fonte viva que produz eternos arroios que vão,
de novo, reunir-se num único rio; assim estabelecemos um
método universal de fundar escolas universais” (COMENIUS,
2001, p.3). (grifos nossos)

Se esmiuçarmos esta fala tão pertinente para todo educador, chegaremos à


arte de conseguir atingir este objetivo: ensinar, pois promover aprendizagens
aos nossos alunos é a verdadeira intenção da ciência Didática.

<Saiba mais início>


ele. Ainda, consulte no endereço:
http://loja.editoracomenius.com.br/q
uem-foi-comenius e veja uma breve
biografia deste estudioso.
Outra indicação importante é o livro
citado, “Didática Magna”, o qual
você baixar a partir do endereço
Pesquise na Internet o nome de
eletrônico a seguir:
Comenius. Anote informações sobre
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http://rizomas.net/educacao/metodo magna-livro-completo.html.
s-de-ensino/313-comenius-didatica-

<Saiba mais fim>

Você já pensou sobre isso? Como você aprendeu na(s) escola(s) onde
estudou? Certamente os professores preparavam aulas com explicações,
atividades, exercícios em grupo, apresentações na frente da sala e, nos últimos
tempos, eles também contavam com recursos tecnológicos, como data show,
computador...

Que tal conhecer a definição de Didática de uma das mais importantes


estudiosas sobre o assunto, a professora pós-Doutora Vera Maria Ferrão
Candau, (PUC-RJ)?

Ela afirma que a Didática precisa ser pensada como “uma reflexão sistemática
e busca de alternativas para os problemas da prática pedagógica” (2012, p.29).

Deste modo, cabe ressaltar que este deve ser um processo contínuo e, se
compartilhado, mais enriquecedor, pois os professores poderão trocar ideias
com seus pares e, a partir dessa interação, refletir sobre suas próprias práticas
e aperfeiçoá-las.

Podemos dizer que há os seguintes elementos envolvidos na prática de cada


educador: ele próprio, seus alunos, os conteúdos com os quais precisa
trabalhar, as estratégias que utilizará para fazer seu trabalho e os processos
avaliativos.

Masetto (1997), assim como Candau (2012), também concorda que a Didática
precisa ser vista com reflexão sistemática. Os dois afirmam que a mesma é um
“estudo das teorias de ensino e aprendizagem aplicadas ao processo educativo
que se realiza na escola, bem como dos resultados obtidos” (p. 14).
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Assim, a Didática contribui com os processos de ensinar e de aprender.

Ressalto que é importante ter em mente que a Didática não resolve tudo
sozinha, pelo contrário, ele precisa das outras ciências para formar o educador
e sua mentalidade transformadora.

Vejamos: várias ciências que procuram entender o desenvolvimento humano


estão presentes nos estudos da Didática, como a filosofia, a sociologia, a
história, a comunicação, a psicologia, a antropologia, a educomunicação, entre
outras.

Cada uma delas traz uma forma de ver o ser humano em sua mais importante
ação: conhecer. Os conhecimentos delas são essenciais para a construção
das ações em sala de aula, assim como também nos ajudam na reflexão sobre
nossa prática, sobre nossos alunos, como eles aprendem, se nossas hipóteses
avaliativas estão corretas e são pertinentes e como podemos ser melhores
professores.
_______________________________________________________________
Para refletir sobre ensinar e aprender...

http://www.maquinadequadrinhos.com.br/
_____________________________________________________________
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Você consegue perceber o quanto ensinar é um processo que deve ser


minuciosamente pensado? Não podemos ir para sala de aula com nosso
conhecimento achando que ele, por si só, já é suficiente.

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer (ou talvez já tenha dito) que “um
determinado professor sabe muito”, “dá para perceber todo o conhecimento
que tem, mas... ele não sabe passá-lo aos seus alunos e, por isso, a aula dele
não é proveitosa”?

Pense nisso e, em seguida, lembre-se da Didática e de como ela pode auxiliá-


lo como docente.

<Observação início>

Lembre-se: a Didática estuda os processos de ensino e aprendizagem!

<Observação fim>

1.2 Planejamento em EaD: Objetivos, Conteúdos, Procedimentos,


Avaliação

O que é planejar? Ouvimos tanto que essa é uma das mais importantes
atividades do educador, mas, o que seria exatamente fazer um planejamento,
apresentar um plano para determinado curso, aula ou atividade?

Certamente você já fez pelo menos uma viagem, não é mesmo?

Então, pense como foi até que você chegasse ao seu destino: há alguns
passos necessários para o sucesso das férias, por exemplo (considere uma
viagem de férias de um mês na qual você viajou de avião e ficou hospedado(a)
num hotel).

¾ Primeiro você estabeleceu o local para onde iria;


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¾ Como você teria um mês de disponibilidade para estar por lá, pensou
em quanto dinheiro seria necessário dispor para passar todo o tempo,
considerando os valores de passagens de ida e volta e de estadia;
¾ Pesquisou os preços das passagens nas companhias aéreas que
fazem o trajeto e os horários de embarque;
¾ Buscou hotéis até se decidir por um em especial;
¾ Em seguida, pesquisou como estaria o tempo durante o período de
sua estadia no local;
¾ Deixou instruções em sua casa para que tudo corresse bem até seu
retorno (exemplo: agendou no banco o pagamento das contas, previu os
gastos costumeiros e, para eles, deixou dinheiro em sua conta corrente,
suspendeu assinatura da TV a cabo/digital e do jornal, etc.);
¾ Arrumou a mala e conseguiu uma carona até o aeroporto como sua
melhor amiga;
¾ Embarcou!

Percebeu o quanto dá trabalho ir “curtir” as férias? Até cansa, né?

É exatamente o mesmo que ocorre com a ação didática: ela precisa ser
detalhadamente pensada e minuciosamente organizada para que seu sucesso
seja a mais concreta possibilidade.

Ainda, cabe ressaltar que mesmo quando fazemos tantos planos para nossos
alunos, alguma coisa pode não funcionar e é nesse momento que aparece uma
das principais características do planejamento, ou seja, a flexibilidade.

No caso da viagem, se você vai para um país estrangeiro, é prudente levar a


moeda corrente utilizada por lá para não ter surpresas, por exemplo, chegar
muito cedo ao local e as casas de câmbio estarem fechadas.

Ou, ainda, se você for para uma cidade muito fria, é necessário ter à mão um
casaco bem quentinho para você não congelar assim que sair do avião e
estiver esperando as malas...
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Pensando agora sobre a escola, imagine que a aula foi toda pensada para
contar com a utilização de um vídeo: você o grava num cd-rom, reserva o
equipamento necessário com antecedência, avisa aos alunos, prepara-os para
o que lhes será apresentado e constrói fichas de avaliação para serem
preenchidas após o filme.

Contudo, no dia da exibição, simplesmente não há energia elétrica na escola,


ou o local de projeção está às escuras ou, ainda, você percebe que a sala de
aula não é adequada para tal atividade. O que fazer?

É aí que vem a flexibilidade: o plano “B” tem que entrar em prática, ou o “C”, o
“D”, enfim, alguma coisa deve ser feita para que os alunos não percam aquela
aula, mesmo que não consigam assistir ao vídeo.

Nem sempre o que planejamos efetivamente ocorre, mas o mais importante é


exatamente não se tornar refém de uma mídia ou de uma determinada situação
que pode falhar.

Ser flexível é saber sair das possíveis situações em que o planejado não
funcionou ou não surtou o efeito desejado.

Ainda, é ter equilíbrio para que, durante todo o ano letivo, você possa
desenvolver ações e atividades que substituam aquelas pensadas primeiro
lugar: é replanejar sempre que necessário.

Para que isso ocorra, é fundamental que você:

• considere sempre o que os alunos já sabem até o momento e a


relevância do conteúdo que será trabalhado;
• faça avaliações diagnósticas e formativas frequentemente;
• tenha sempre em mente quem é seu aluno, como você está ensinando e
se seus objetivos, que devem ser pensados para os alunos, estão
sendo atingidos (caso não estejam, verifique porquê e refaça suas
propostas de acordo com as necessidades);
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• ouça tudo e todos pois é dos alunos que as dúvidas surgirão ou a real
medida do ritmo cadenciado por você para ensiná-los.

<Observação início>
E importante ser flexível, pois se o professor não fizer um planejamento
maleável, o mesmo corre o risco de não alcançar objetivos previstos e isso é
imperdoável no desenvolvimento de uma ação didática!

Lembre-se: Qualquer plano é uma previsão, portanto, está sujeita a erros. Daí
a importância em mudar sempre que parecer ser uma boa ideia, especialmente
quando não estiver dando certo. É isso o que um verdadeiro educador faz com
grande facilidade, certo?
<Observação fim>

1.2.1 Objetivos, Conteúdos, Procedimentos, Avaliação

Viu como planejar é importante? Vamos sistematizar o conceito nas palavras


de Haydt (2006)? Ela diz que

planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições


existentes, e prever as formas alternativas de ação para superar as
dificuldades ou alcançar os objetivos desejados. Portanto, o
planejamento é um processo mental que envolve análise, reflexão e
previsão (p. 45).

De acordo com a autora, analisar quem são os alunos, refletir sobre quais
conteúdos trabalhar e prever, por exemplo, como serão as aulas, quanto tempo
será necessário para desenvolvê-las, dentre outras preocupações é questão de
ordem para todo educador.

O planejamento entra exatamente nesse momento, ou seja, quando


começamos a pensar no que ensinar, para quem ensinar, como ensinar, como
o aluno aprende e de que modo verificar se aprendeu e como pode ser
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melhorado todo esse processo.

Até aqui, caminhamos bem. Que tal se aprofundarmos um pouco mais nossa
discussão?

Dissemos que planejar é fundamental e, ainda, que este deve ser flexível.
Mas... o que compõe um plano? Quais suas partes imprescindíveis?

1.2.1.1 Objetivos

Os objetivos são o ponto inicial a partir do qual as intenções de trabalho dentro


da instituição de ensino (formal ou não formal) começam a ser pensadas.

São eles que devem orientar a seleção dos conteúdos que serão ensinados
aos aprendentes. Assim, os objetivos são o ponto de partida de todo
planejamento.

Eles subdividem-se em:

a) Objetivos gerais: previstos para um determinado grau ou ciclo,


numa escola ou certa área de estudo, e que serão alcançados a
longo prazo;

b) Objetivos específicos: são aqueles definidos especificamente para


uma disciplina, uma unidade de ensino ou uma aula. Consistem no
desdobramento ou operacionalização dos objetivos gerais. Eles
apresentam, de forma pormenorizada, as ações que se tem intenção
de desenvolver e aonde se quer chegar.

Para simplificar, pode-se afirmar que os objetivos gerais nos forneceriam as


diretrizes para a ação educativa como um todo enquanto os objetivos
específicos norteariam, diretamente, o processo de ensino e aprendizagem e,
ainda, estabeleceriam uma estreita relação com as singularidades relativas aos
conteúdos trabalhados.
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Vejamos exemplos:

Exemplo 1
* OBJETIVO GERAL:

Oferecer aos alunos uma noção precisa da importância do planejamento como


ferramenta de base na organização do turismo.

* OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
. Dominar a aplicação de metodologias e técnicas de planejamento turístico;
· Ampliar o leque de possibilidades de atuação profissional;
· Estabelecer mecanismos de planejamento que venham promover a
sustentabilidade de projetos e programas voltados para o turismo.

Neste caso, percebe-se que o objetivo geral visa que o aluno do curso de
Turismo desenvolva a importante noção de que planejar é fundamental para
sua prática profissional.

Em seguida, esta ideia é esmiuçada, ou seja, é posto que esse mesmo aluno
conheça e aplique metodologias e técnicas do planejamento em sua área de
forma a ampliar a área de alcance de sua atuação como profissional nesta área
e, ainda, que coloque em prática seus conhecimentos para desenvolver a
sustentabilidade associada ao turismo.

O objetivo geral dá uma visão simplificada do que é esperado. Os objetivos


específicos detalham ao máximo a ideia lançada inicialmente.

Vejamos mais um exemplo:

Exemplo 2
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* OBJETIVO GERAL:

O Programa visa à promoção de melhorias no desempenho da Administração


Pública, com a finalidade de aumentar a eficiência e a efetividade das políticas
de governo.

* OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

. Fortalecer a capacidade de planejamento e gestão de políticas públicas;


. Desenvolver a capacidade de administração de recursos humanos;
. Modernizar a estrutura organizacional e seus processos administrativos;
. Fortalecer mecanismos de transparência administrativa e de comunicação
social;
. Modernizar a gestão de informação e integrar seus sistemas de informática.

Neste caso é intenção que melhore o desempenho da administração pública


para aumentar a eficácia das políticas públicas.

Desenrolando, temos que, para que isso aconteça, espera-se que o


planejamento seja melhor construído, levando em conta os recursos reais e
como estes serão administrados para que haja transparência nas ações.

Para isso, contam com uma gestão, não só administrativa mais competente,
como com a gestão das tecnologias envolvidas mais simples e eficiente.

Um último exemplo:

Exemplo 3
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* OBJETIVO GERAL:

Analisar os motivos da evasão escolar nos cursos de formação de professores


no estado do Rio de Janeiro entre os anos 1990 e 2000.

* OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

. Verificar a relação entre professores e alunos de cursos de formação de


professores no estado do Rio de Janeiro entre os anos 1990 e 2000;
. Identificar o nível de interesse dos alunos;
. Reconhecer as prioridades estabelecidas pelos alunos;
. Apresentar os motivos que conduzem os alunos à evasão escolar.

Neste último caso, o que se pode perceber é que a evasão escolar nos cursos
de formação de professores no estado do Rio de Janeiro entre os anos 1990 e
2000 é uma questão pertinente a ser compreendida, assim, este período
aparece identificado.

Em seguida, para compreender os reais motivos da significativa evasão,


esmiuçou-se o problema, buscando entender se houve alguma situação
recorrente que fizesse com que os alunos largassem seus cursos. Para isso
até o relacionamento entre alunos e professores foi pesquisado.

E então, você consegue perceber como são os objetivos que norteiam a ação
pedagógica? É a partir deles que elaboramos as diretrizes a serem
desenvolvidas em nosso trabalho.

<Atividade de Aplicação início>


_______________________________________________________________

Coloque no papel seus objetivos de vida para os próximos cinco


anos. Organize com eles um quadro identificando quais são os gerais e quais
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são os específicos. Justifique suas escolhas.


_______________________________________________________________
<Atividade de Aplicação fim>

1.2.1.2 Conteúdos
Professores e alunos trabalham sempre com conteúdos.

Vamos ver como isso funciona na prática?

Leia os objetivos que seguem:

. Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão,


interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de
diversas situações de intercâmbio social nas quais possa contar suas
vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas;
. Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros
portadores de texto e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se
faça necessário;
. Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do
cotidiano;
. Escolher os livros para ler e escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo
professor.

http://www.beijaflorsorocaba.com.br/arquivos/Maternal%20II.pdf

Imagine que assuntos serão necessários que sejam trabalhados para que os
objetivos acima sejam atingidos?

O que você sugere? Vou ajudá-lo(a).

Se o docente pretende que seu aluno “amplie gradativamente suas


possibilidades de comunicação e expressão”, o que o professor precisa
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trabalhar é com a fala e com a escrita (mesmo que rudimentar, pois é educação
infantil), assim, são conteúdos: fala (expressão oral) e escrita (expressão
escrita).

Mas há ainda outros conteúdos neste objetivo: ao desejar que seu educando
passe a “interessar-se por conhecer vários gêneros orais e escritos”, o
professor precisa criar estratégias de trabalho que desenvolvam o conteúdo
gêneros orais e escritos (por exemplo, roda de conversa, cartazes, cantigas de
roda, histórias em quadrinho, anúncio, carta, etc.).

Assim, sem explicar que gêneros são “formas relativamente estáveis de


enunciados, disponíveis na cultura” (PCNs de Língua Portuguesa, p. ) ou, como
define Bakthin (2003), “tipos relativamente estáveis de enunciados constituídos
historicamente e que mantêm uma relação direta com a dimensão social” (p.
261), o professor estará fazendo com que seu aluno tenha contato com o
conteúdo que está proposto no objetivo.

Na verdade, como o objetivo deve ser construído primeiro, é a partir dele que o
conteúdo será pensado e auxiliará para que aquele seja atingido.

O conteúdo é, portanto, todo aquele saber que foi (e ainda é) acumulado


durante os séculos. De acordo com (HAYDT, 2006, p. 59),

“esse saber apresenta uma natureza dinâmica, porque está em


contínua expansão e atualização, renovando-se constantemente. A
escola, como instituição social e agência formadora, é o centro da
educação sistemática e tem como função básica a transmissão
sistematizada do conhecimento universal”.

De qualquer modo é importante pensar que conteúdo está em toda parte e que
aprendemos coisas novas a todo momento, em qualquer lugar. A escola e a
universidade são espaços que procuram mostrar os conteúdos acumulados
pela humanidade para a sociedade, pois neles há professores cujo trabalho é
exatamente aprender esses conteúdos e apresentá-los aos alunos.
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Você já pensou que existem conteúdos diferentes, com diversas finalidades?


Vejamos como é isso.

Já pensou que há coisas que simplesmente memorizamos com a repetição,


como os nomes das ruas no caminho de casa para a universidade ou os
nomes dos nossos colegas de classe?

Há coisas sobre as quais precisamos refletir para podermos compreender ou


que, na comunicação, precisamos saber definir para que possamos ser
compreendidos.

São conhecimentos diferentes, dos mais simples aos mais complexos, como os
sentimentos.

Vamos classificá-los?

De acordo com Zabala (2006), há quatro tipos de conteúdos:

a) Factuais (aprendizagem de fatos) – o indivíduo aprende por


memorização, por repetição verbal.
Alguns dirão que esse conhecimento é irrelevante, até mesmo
desnecessário. Não é não. Ele é fundamental, pois existem certos
conteúdos que precisam sim ser memorizados, como por exemplo,
nomes de pessoas com as quais trabalhamos ou estudamos: como
saber sem praticar?
A estratégia aqui é, no momento de cumprimentar uma pessoa, dizer
seu nome até que o mesmo seja fixado por você.
Imagine que desagradável você ser escolhido como redator(a) no grupo
de trabalho da faculdade e, na hora de fazer a identificação dos
componentes, ter que perguntar “como é seu nome mesmo?” para
aquela pessoa que sempre o ajuda com alguma disciplina que você tem
dificuldade?
Não há outra forma de aprender seu nome se não pela memorização.
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b) Conceituais (aprendizagem de conceitos e princípios) – estão


diretamente relacionados à busca de informação para melhora do
conteúdo; sua aprendizagem exige do indivíduo uma atividade
cognoscitiva mais significativa que a anterior. Este tipo é, na verdade,
uma ampliação daquela. Poderíamos dizer que este tipo de conteúdo
está associado ao saber conhecer.

c) Procedimentais (aprendizagem de procedimentos) – partem de uma


investigação autônoma e observação direta de cada indivíduo. Associa-
se com o saber fazer, pois é uma aprendizagem das ações necessárias
a realização de algo.

d) Atitudinais (aprendizagem de atitudes) – estão relacionados com a


socialização, a cooperação e a inserção do indivíduo no seu meio social
e cultural.
Em determinadas culturas as famílias decidem com quem seus filhos
vão casar-se. Essa atitude é aceita pelos filhos, que se casam mesmo
que venham a se conhecer apenas no dia do casamento. Esse conteúdo
tem a ver com os valores que são aprendidos ao longo da vida.

Você compreendeu que para cada tipo de conteúdo há formas mais pontuais
de se trabalhar, certo? Essas formas são os procedimentos, ou seja, as
estratégias que todo professor deve inserir em seu planejamento após definir o
conteúdo que vai trabalhar.

Eles são nosso próximo tópico.

<Lembrete início>
Observe o quadro abaixo para não esquecer como devem ser desenvolvidas
as atividades para trabalhar cada tipo de conteúdo.

Conteúdos  Atividades de aprendizagem 


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Factuais  Repetições verbais


Conceituais Experiências
Procedimentais  Aplicações e exercícios
Atitudinais  Vivências + componentes afetivos

<Lembrete fim>

1.2.1.3 Procedimentos

Já falamos sobre os objetivos e os conteúdos. Resta saber como associá-los,


visto que, através do trabalho com os conteúdos é que os objetivos, como
dissemos, poderão ser atingidos, não é?

E agora? É simples! Aqui entram os procedimentos de ensino.

Procedimentos são todas as ações que os educadores planejam visando a


aprendizagem de seu aluno. Eles são as formas através das quais os
professores encontram para mediar o conhecimento a ser trabalhado, ou seja,
é com a utilização de técnicas de metodologias de ensino que a aula irá se
desenvolver.

É com os procedimentos que ocorre a mediação dos conteúdos escolhidos


para serem trabalhados. Ressalto que, quanto mais interativas forem as
escolhas docentes, maior possibilidade de sucesso no curso.

É certo que as formas de se trabalhar devem ser mescladas – ora


individualizadas, ora socializadas, ora sócio-individualizadas, contudo, o mais
importante é que o professor sinta-se seguro para realizar a aula tal como ele a
desenhou.

Há autores que dizem que as estratégias e os procedimentos são a mesma


coisa, outros os diferenciam. Aqui, vamos considerá-los como irmãos gêmeos,
ou seja, eles são imprescindíveis um ao outro.
25

Ao planejarmos uma aula, é indispensável ter em mente como o conteúdo será


trabalho e, assim, qual será o modo de fazê-lo. Daí considerarmos ambos
como trabalhando de mãos dadas para o sucesso da empreitada pedagógica.

Lembre-se, portanto, que a função dos procedimentos e estratégias de ensino


e aprendizagem é auxiliar o processo de reconstrução do conhecimento pelo
aluno!

<Observação início>

Há critérios básicos para selecionar um procedimento de ensino, de acordo


com Haydt (2006):
• adequação aos objetivos propostos para o processo educacional;
• compreensão da natureza do conhecimento a ser construído pelo aluno e
do tipo de aprendizagem a se realizar;
• conhecimento das características do aluno (idade, nível de maturidade e
desenvolvimento mental, grau de interesse e suas expectativas de
aprendizagem);
• noção das condições físicas existentes e do tempo disponível.

<Observação fim>

Agora que já falamos sobre partes fundamentais na elaboração do


planejamento, falta acrescentar um processo que nos dá o retorno do nosso
trabalho.

Precisamos saber se nossas ações estão corretas e surtindo o efeito esperado.


Como obtemos essas respostas? Como detectamos que nosso aluno
aprendeu, que construiu seus conhecimentos?

É aqui que entra a avaliação. Vamos falar sobre ela no próximo item.

1.2.1.4 Avaliação
26

O que é avaliação? Por que todo mundo tem medo de ser avaliado? Ter seus
méritos reconhecidos e suas fraquezas apontadas não teria o objetivo de te
ajudar a melhorar ou a manter-se como está?

Avaliar é um nó na educação, embora devesse ser muito diferente. A avaliação


nos mostra nossas potencialidades, nossas falhas e nossos acertos. Assim,
deveríamos vivenciar com tranquilidade esse processo, mas, a história não é
bem essa...

Para começar essa conversa, peço que você assista ao vídeo no endereço
eletrônico: <http://www.youtube.com/watch?v=iiJWUcR0g5M>, no qual o prof.
Dr. Cipriano Carlos Luckesi fala brevemente sobre avaliação X examinação.

Após assisti-lo, acredito que você estará com uma “pulguinha atrás da orelha”
se questionando se o que você faz (se está em sala de aula) ou se seus
professores fizeram com você foi avaliação ou examinação.

O prof. Luckesi define examinação como a prática de aplicar exames, deles


tirar uma nota e aprovar ou reprovar o aluno. Ele diz que a avaliação é muito
diferente, ela é mediadora, dialógica, configura o aluno em sua totalidade e não
em um determinado momento que você, professor, decidiu que seria “A” hora
de ver como está sua aprendizagem apenas respondendo às questões que
você elaborou para aquela oportunidade.

Vamos ver trechos de sua fala em entrevista concedida ao Jornalista Paulo


Camargo, publicado no caderno do Colégio Uirapuru, de Sorocaba, estado de
São Paulo, por ocasião da Conferência: Avaliação da Aprendizagem na Escola,
em 8 de outubro de 2005 (e parece que nem se passaram esses anos)?

“a escola hoje ainda não avalia a aprendizagem do educando, mas sim o


examina (...) Historicamente, mudamos o nome, sem modificar a prática.

(...) Para compreender esse ponto de vista, basta verificarmos as


27

características básicas, de um lado, do ato de examinar e, de outro, do


ato de avaliar.

Iniciemos pelos exames escolares. (...) eles operam com desempenho


final. (...) não interessa como o respondente chegou a essa resposta,
importa somente a resposta. (...) os exames são pontuais, (...) não
interessa o que estava acontecendo com o educando antes da prova,
nem interessa o que poderá acontecer depois. (...) Tanto é assim que se
um aluno, num dia de prova, após entregar a sua prova respondida ao
professor, der-se conta de que não respondeu adequadamente a
questão 3, por exemplo, e solicitar ao mesmo a possibilidade de refazê-
la, nenhum dos nossos professores, permitirá que isso seja feito; mesmo
que o aluno nem tenha ainda saído da sala de aulas. (...)

os exames são classificatórios, ou seja, eles classificam os educandos


em aprovados ou reprovados, ou coisa semelhante” (p.1)

Diante de Luckesi (2005), pergunta-se: o que é avaliar? Estamos realmente


avaliando?

Se a resposta à segunda pergunta foi “Não”, precisamos repensar nossa


prática.

<Saiba mais início>

Em: <http://www.youtube.com/watch?v=6rHvpwKOpQg& feature=related> você


encontrará o vídeo “Avaliação: Prêmio ou Punição?”. Assista-o. Ele é muito
interessante e o(a) auxiliará na reflexão sobre a avaliação.

<Saiba mais fim>

A avaliação deve ser constante em nossa vida, desde a hora em que


acordamos e escolhemos a roupa para usar (e damos uma olhada no espelho
para ver se nos agrada, ou seja, para avaliar se estamos bem e é essa
realmente a roupa daquele dia) até quando voltamos para casa, à noite,
28

cansados, mas felizes pelo dia agradável (pois recebemos vários elogios
devido à roupa escolhida), por exemplo.

Saul (1994, p. 61) aponta que

“Na ação escolar, a avaliação incide sobre ações ou sobre objetos


específicos - no caso, o aproveitamento do aluno ou nosso plano de
ação. Avaliação, portanto, não pode ser confundida, como por vezes se
faz, com o momento exclusivo de atribuição de notas ou com momentos
em que estamos analisando e julgando o mérito do trabalho que os
alunos desenvolveram. Vale dizer que a avaliação recai sobre inúmeros
objetos, não só sobre o rendimento escolar.”

Sob esse ponto de vista, a avaliação, que é uma prática social ampla,
especialmente pelo fato de que o ser humano tem uma capacidade ímpar de
observar – a si e ao outro, de refletir diante do que vê e de emitir juízo de valor
sobre essa reflexão, tem que ser prática educativa, não meramente atribuidora
de notas e de aprovações e/ou reprovações.

De qualquer modo, antes de trazer Jussara Hoffmann e sua avaliação


mediadora para nossa discussão, vamos definir os três tipos mais comuns de
avaliação?

A avaliação, como já dissemos, é um processo interessado em produzir


informações sobre o processo de aprendizagem. A todo momento podemos
colher essa informações, e estas também são diferentes, nos dão sinais
diferentes sobre nossos alunos.

Os três tipos de avaliação sobre os quais estamos falando, são: diagnóstica,


formativa e somativa. Cada uma delas nos fornece dados específicos em
momentos diversos, mas, ressalto, elas são complementares.

Vejamos:
29

a) avaliação diagnóstica: tem por objetivo verificar se os aprendentes já


construíram os conhecimentos necessários para ir adiante, passando a uma
nova aprendizagem, a qual prescinde destes conhecimentos anteriores.
Ex: sempre antes de introdução um novo conteúdo, o professor verifica se não
há brechas, dificuldades com o conteúdo anteriormente trabalhado.

b) avaliação formativa: é o feedback que vai retroalimentar todo o processo


pedagógico. Ela é aplicada ao longo de todo o processo, em todas as situações
de aprendizagem, visto que seus objetivos são: identificar situações de
aprendizagens mal conseguidas, informar sobre medidas para corrigir falhas
e/ou melhorar o processo.
Ex: durante todo o processo o professor promove pequenas avaliações e, ao
detectar que o aluno apresenta dificuldades, vai tentando saná-las ao longo do
bimestre letivo, por exemplo, para que o aluno não carregue para o bimestre
seguinte dúvidas que dificultarão suas novas aprendizagens, o que, se não for
verificado e se o docente não tomar uma providência para sanar, poderá virar
uma “bola de neve”, ou seja, dúvida sobre dúvida.

c) avaliação somativa: é a soma das aprendizagens e competências


adquiridas durante todo um bimestre, um semestre ou um ano letivo. Ela é,
portanto, classificatória.
Ex: os alunos de um curso de Letras são classificados mediante as médias
ponderadas obtidas ao final dos dois primeiros semestres letivos. Mediante a
classificação eles terão ou não a possibilidade de cursar a língua estrangeira
escolhida. Há um ranqueamento pois as vagas são limitadas entre as línguas.

<Lembrete início>

Tipos de avaliação (Adaptado de PROENÇA, Maria Cândida, Didáctica da


História, Lisboa, Universidade Aberta, 1989, pp. 148-150 e de MASACHS,
Roser Calaf; CASARES, M. Ángeles Suárez e FERNÁNDEZ, Rafael
Menéndez, Aprender a Enseñar Geografía, Barcelona, Oikos-Tau, 1997, pp.
181-195)
30

SOMATIVA
DIAGNÓSTICA
FORMATIVA

- Obter
indicações sobre
conhecimentos, - Classificar os
- "Feedback" ao
aptidões, alunos no final de
professor e ao
interesses (ou um período
aluno
outras relativamente
relativamente ao
qualidades do longo (por
progresso deste.
aluno). exemplo, unidade
de ensino;
- Detectar os
- Determinar a período, ano,
problemas de
Objetivos posição dos etc.).
ensino e
alunos no início
aprendizagem.
de uma unidade
de ensino,
período ou ano.

- Determinar as
causas
subjacentes de
dificuldades de
aprendizagem.
- No final de um
- Durante o
período
processo de
relativamente
ensino-
longo (por
aprendizagem.
- No início de exemplo, unidade
uma unidade de de ensino;
ensino, período período, ano,
Quando
ou ano letivo. etc.).

- Aptidões, - Resultados da - Resultados de


interesses, etc., aprendizagem aprendizagem
que são julgados relativamente relativamente aos
necessários (pré- aos objetivos. objetivos.
exigidos ou
Ênfase em
desejáveis - Comparação
relativamente dos diferentes
aos objetivos a resultados
atingir. obtidos pelo
mesmo aluno.
31

- Processo de
ensino-
aprendizagem
que permitiu os
resultados
obtidos.

- Causas dos
insucessos de
aprendizagem.
- Instrumentos de - Instrumentos - Provas finais ou
Tipos de diagnóstico. formativos somativas.
instrumentos especialmente
concebidos.

<Lembrete fim>

Pense sobre esses três tipos avaliatórios e, para esquentar nossa conversa,
trago Jussara Hoffman (2000): ela defende a avaliação mediadora como a
única possível, aquela através da qual é necessário deixar de focar o coletivo e
apreciar o individual para poder perceber como cada um aprende ou não
aprende.

É a multidimensionalidade do olhar para o processo educativo e todas as suas


nuances.

É necessária uma mudança na atitude do professor e dos sistemas de ensino e


de toda a sociedade que ainda está no paradigma de atribuição de valor
numérico para os conhecimentos – construídos ou não pelos aprendentes.

Essa mudança só pode vir pela mudança de mentalidade, se olharmos para


nossas práticas atuais e refletirmos acerca dos resultados que eles tem nos
oferecido.

Deste modo, surge a avaliação mediadora, a qual propõe um. modelo


diferenciado, que está baseado na possibilidade de dialogar com os alunos e
32

aproximar-se deles.

Para isso, reitero: é fundamental que as práticas docentes sejam repensadas e


completamente modificadas, levando-se em consideração a
contemporaneidade, a situação sócio-cultural dos alunos, sua compreensão do
mundo, suas perspectivas para a vida etc.

Deste modo, olhando a avaliação sob este ângulo, até a visão do erro será
diferenciada. Ele será considerado como parte do processo de aprendizagem,
como forma que o aluno encontrou para acertar. É a sua testagem de hipóteses
que deve ter uma carga superior na avaliação, não o resultado final.

Imagine um aluno que acertou todo o raciocínio na resolução de uma


expressão matemática, mas, como errou uma soma, por exemplo, o que o
levou a encontrar um resultado diferente do esperado, teve sua questão
completamente anulada?

Talvez você mesmo(a) já tenha passado por isso.

É avaliativa essa prática de olhar o resultado final e dar certou ou errado? E


todo o desenvolvimento do raciocínio do aluno? Não valeu de nada?

Precisamos mudar essa perspectiva! Um novo paradigma para a avaliação já!


Os professores são capazes de criar e propor situações desafiadoras aos seus
alunos de forma que estes analisem possibilidades, testem hipóteses e
cheguem às suas próprias conclusões a partir de seus percursos individuais,
porém, incentivados por seus mestres, orientadores da aprendizagem.
Somente assim a aprendizagem passará de mecânica à significativa e a
educação poderá exercer seu papel de transformação social.

<Atividade de aplicação início>


_______________________________________________________________
33

Pergunte aos seus amigos, familiares e colegas de trabalho


qual (is) a(s) sensação(ões) mais comum(ns) para eles quando tinham que
fazer prova. Reflita sobre as respostas e construa um breve texto
argumentando sobre a forma de avaliação e a discussão deste item.
_______________________________________________________________
<Atividade de aplicação fim>

<Resumo – início>

Resumo

Nesta unidade você estudou sobre a Didática e todas as possibilidades que a


partir dela são geradas visando o desenvolvimento de um processo de ensino e
de aprendizagem de boa qualidade.

Você foi levado(a) a pensar sobre a aprendizagem, portanto e, para isso,


passeou pelas ações de planejar, onde você estudou os objetivos, os
conteúdos, os procedimentos e a avaliação.

Espero que os conteúdos tenham sido proveitosos para você e o(a) leve
curiosamente às próximas unidades.

Tenha sempre em mente que a razão da instituição escolar existir é a


promoção da aprendizagem e da construção de conhecimento dos alunos e
você será responsável por parte disso.

Bons estudos!

<Resumo – fim>
34

Unidade 2: EaD

Conteúdos trabalhados na unidade: O Ensino à distância: breve histórico a


partir das gerações de EaD; Personagens do EaD: o aluno, o
professor/tutor e o curso; A escolha pela modalidade de estudo à
distância: motivação e necessidade; Carga horária do curso

Um educador deve estar sempre antenado às modificações que ocorrem em


seu tempo. A sala de aula, para alguns, é a mesma desde os tempos
medievais, muito antigos, séculos passados. Para outros, ela se moderniza a
cada dia.

Como seria isso?

É certo que, na grande maioria das escolas, os alunos sentam-se enfileirados,


um atrás do outro, a mesa do professor está à frente, há um grande quadro de
giz no qual o docente escreve as informações que seus alunos precisam
aprender. Estes copiam as mesmas no caderno e devem decorá-las para as
provas.

Em muitas escolas é assim que acontece. Você me diria que não?

Então, em algumas é assim que funciona e funcionará por muitos anos, mas, e
as outras sobre as quais falei que se modernizam a cada dia? O que é isso?
Como ocorre e como percebemos essa modernização?

Vamos ver? Por exemplo: com a inserção de data show, computadores


pessoais, notebooks, tablets, enfim, de recursos tecnológicos que possibilitam
a pesquisa instantânea, de dentro da própria sala de aula.

Não vou mudar de assunto, mas te pergunto: Você já esteve em Paris? Já


visitou um dos mais famosos e interessantes museus do mundo? Eu já! Aliás,
nem preciso de cartão de crédito para fazê-lo, como num reclame antigo, um
35

anúncio de um determinado cartão de crédito que mostrava que, ao possui-lo,


poderíamos conhecer o mundo e ter o que quiséssemos apenas digitando uma
senha.

Ah, ok, eu tenho cartão de crédito, mas vou à Paris agora, como você, sem tirá-
lo da minha carteira. Duvida? Então, bon voyage pour nous!1

Acesse a internet de seu computador e entre no endereço eletrônico a seguir:

http://www.louvre.fr/accueil

Voilá! C’est le musée du Louvre!2

E aí, gastou quanto por isso? Nada! E foi divertido, não foi? O mesmo você
pode fazer para conhecer qualquer lugar do mundo!

Certa vez fui para Bariloche e tive uma grande curiosidade de saber como as
pessoas estavam se vestindo por lá. Antes de viajar, eu quis saber sobre o
clima e, assim, pude arrumar minha mala com mais tranquilidade, levando
exatamente o que seria necessário vestir.

Visitei o seguinte endereço eletrônico:

http://www.bariloche.com.ar/camaras/centro-civico-infoespacio.html

Nele você pode ver imagens atualizadas a cada trinta segundos. Para meu
objetivo, arrumar a mala com roupas adequadas à temperatura, foi muito útil,
não concorda?

Deu para perceber o quanto a internet pode nos ajudar? Encontramos de tudo
nela, das coisas mais corriqueiras às mais complexas. É uma ajuda e tanto na

1
Boa viagem para nós! (tradução do francês).
2
Aí está! É o museu do Louvre! (tradução do francês).
36

sala de aula!

É disso que estou falando. Refiro-me à ampliação do espaço escolar para além
das paredes da sala de aula e, mais ainda, para além dos muros da escola!

Vou reproduzir um pequeno texto, do livro “Tecnologia da informação para


todos”, da Coleção Entenda e Aprenda:

“Em que mundo vivemos, afinal?

Imagine um mundo sem tecnologia. Sem celular, sem namora via


Internet, sem futebol pela TV a cabo e, sobretudo, sem o estresse da
vida moderna. É fácil imaginar, ou não?

Um belo dia, David Byrne, o cérebro da extinta banda norte-


americana Talking Heads, resolveu fazer uma canção chamada
(Nothing but) flowers – (nada além de ) flores – para tentar descrever
as sensações que o homem experimentaria se, provado das
maravilhas do mundo moderno, tivesse de retornar ao estilo de vida
que a natureza lhe oferecia há 30 ou 40 mil anos.

No início, Byrne se diverte com a delirante hipótese. Vê a si mesmo


como um novo Adão, livre nos Jardins do Éden. E, evidentemente,
fica feliz da vida por ter todo o tempo do mundo para não fazer nada
ao lado da belíssima Eva.

De repente, começa a sentir saudade do micro-ondas, dos shopping


centers, dos letreiros luminosos de Nova York e até da Pizza Hut e do
7-Eleven – duas das mais tradicionais redes americanas de fast-food.
Da saudade á insatisfação é um pulo e, em segundos, Byrne
compreende ser impossível viver sem os referenciais que, mal ou
bem, ajudaram a moldar sua identidade.

Quando a canção (Nothing but) flowers começou a ser tocada, houve


37

quem taxasse o trabalho de Byrne como “antiecológico”. Nada mais


falso. Na verdade, o artista fez uma radiografia perfeita de como a
tecnologia nos transformou, atendendo (ou criando) novas
necessidades.

Sempre se pode dizer, por exemplo, que “inventaram o computador para


resolver problemas que você não tinha antes”. Em certa medida, isso é
verdade, pois ninguém ficaria preocupado em recarregar o cartucho de
uma impressora há 20 anos. Em compensação, há 20 anos você teria
que gastar uns bons trocados se resolvesse imprimir aqueles poemas
infames feitos para reconquistar a sua namorada.

Nesse novo mundo, o computador está transformando a maneira de


pensar, falar, amar, estudar, ganhar dinheiro, visitar um médico e até
eleger o presidente. Em termos de Internet, então, iremos precisar de
uma enciclopédia para descrever as mudanças que a rede mundial de
computadores vem operando. Banco on-line (seu computador conectado
ao da instituição bancária), bibliotecas e shoppings virtuais, educação a
distância, cirurgias complicadíssimas (com o médico nos Estados Unidos
e o paciente na Europa) e, claro, tarefas prosaicas, como declarar seu
imposto de renda e fazer o licenciamento do seu carro.

Se não bastasse, ainda inventaram o celular conectado á Internet. Agora


a gente nem precisa estar mais em casa, diante do computador, para
receber e-mails, consultar os horários do cinema, ver o saldo ou xeretar
a previsão do tempo.

Então, dá para se imaginar sem tecnologia? Boa parte vai responder


com um sonoro “nãããããoooo!”. Seja por gosto, fascínio, necessidade
ou, sem dúvida, imposição – basta pensar no mercado de trabalho. E já
que quem está na chuva “é pra se queimar”, citando o antológico Vicente
Matheus, entender um pouco dessa tecnologia circundante acaba sendo
fundamental, tanto para elogiar quanto para criticar. Filosófica e
empolgadamente: pensar nos progressos da tecnologia significa rever
38

em perspectiva a própria aventura do ser humano” (2002, pp. 9-10).

Após o lançamento do livro do qual extraí o texto acima já se passaram onze


anos, mas, ele descreve bem nossa realidade, certo?

Assim, lhe pergunto: podemos viver sem tecnologia? Não, não mesmo e isso
inclui a escola.

O que precisamos saber é que nem sempre foi assim. Nem sempre a
educação contou com recursos tão modernos, como a lousa digital, por
exemplo, para auxiliá-la.

Os recursos foram modernizando-se, aos poucos ou rapidamente, como hoje


em dia.

Vamos ver como isso aconteceu, como foi a história do EaD?

2.1 O Ensino à distância: breve histórico a partir das gerações de EaD

De qualquer forma, a educação a distância não é


propriamente uma novidade. O uso de novas
tecnologias para educação também não o é. (...) Há
um claro conflito de culturas de uso: de um lado, a
lógica da Internet, fugaz, rápida fria (no sentido de
McLuhan). De outro, a lógica educacional, onde são
necessárias a persistência, a fidelidade e a
informação quente (BLIKSTEIN e ZUFFO, 2003, p.
36).

O Ensino a Distância não é uma modalidade educacional tão recente. Ressalto


que, para pensar em EaD, partimos do pressuposto que alunos e professores
estão separados por espaço e/ou tempo e, com isso, lançam mão dos recursos
tecnológicos para que possam interagir e aproximar-se.

Quando, em pleno século XXI pensamos em EaD, na hora nos vem à mente
um computador conectado à Internet.
39

Ah, eu penso nisso também, mas, nem sempre foi assim e, ainda hoje,
encontramos iniciativas que fazem EaD sem computador, ou, sem Internet. É
verdade!

Você já ouviu falar do Instituto Universal Brasileiro? Ele está há mais de setenta
anos no mercado, oferecendo diversos cursos à distância.

Os alunos do Instituto recebiam o material impresso do curso escolhido em


suas casas, estudavam e, se tivessem qualquer dúvida, poderiam enviá-la via
Correios ou via telefone aos tutores que procurariam saná-las no menor tempo
possível.

Hoje, o IUV tem até site e vende cursos pela Internet, como o de Unhas
decoradas ou de Comida árabe. Ainda apoia-se nas apostilas, mas elas estão
digitalizadas e você pode estudar em seu computador.

Viu que EaD é muito mais que Internet? Podemos dizer, diante disso, que
houve várias gerações de produção de EaD. Vamos conhecê-las?

A cada época a EaD utilizou-se de determinadas mídias através das quais ela
pôde acontecer. Cada um destes momentos específicos ficou conhecido como
“geração”.

Conforme Moore e Kearsley (1996) há três gerações, que são as seguintes:

As 3 gerações da EaD
Geração Características
Estudo por correspondência, no qual o principal meio
de comunicação eram materiais impressos, geralmente
1ª um guia de estudo, com tarefas ou outros exercícios
enviados pelo correio.

Surgem as primeiras universidades abertas, com


2ª design e implementação sistematizadas de cursos a
distância, utilizando, além do material impresso,
40

transmissões por televisão aberta, rádio e fitas de áudio


e vídeo, com interação por telefone, satélite e TV a
cabo.

Esta geração é baseada em redes de conferência por


3ª computador e estações de trabalho multimídia.

Moore e Kearsley publicaram este livro em 1996. De lá para cá, muitas coisas
mudaram, assim, houve a necessidade de ampliar sua classificação. A partir
deste quadro, temos que as gerações de EaD, portanto, são cinco (In:
http://ftp.comprasnet.se.gov.br/sead/licitacoes/Pregoes2011/PE091/Anexos/Eve
ntos_modulo_I/topico_ead/Aula_02.pdf, adaptado de MOORE, M.; KEARSLEY,
G. 1996:

1ª. Geração – 1880


Tecnologia e mídia Imprensa e Correios.
utilizadas
Objetivos pedagógicos Atingir alunos desfavorecidos socialmente,
especialmente as mulheres.
Métodos pedagógicos Guias de estudo, auto-avaliação, material
entregue nas residências.
Formas de comunicação Correios e correspondência.
Tutoria Instrução por correspondência.
Interatividade Aluno/material didático escrito.

Nesta época EaD tinha um caráter assistencial e acontecia totalmente distante


de um tutor. A intenção era de que o aluno estudasse sozinho, em sua casa.

2ª. Geração – 1921


Tecnologia e mídia Difusão de rádio e TV.
utilizadas
Objetivos pedagógicos Apresentação de informações aos alunos, à
41

distância.

Métodos pedagógicos Programas teletransmitidos e pacotes


didáticos (todo o material referente ao curso é
entregue ao aluno pelos correios ou
pessoalmente).
Formas de comunicação Rádio, TV e outros recursos didáticos, como:
caderno didático, apostilas, fita K-7.

Tutoria Atendimento esporádico, apenas por contatos


telefônicos, quando possível.

Interatividade Pouca ou nenhuma interação


professor/aluno.

Aqui, a interação era entre aluno e material. Ainda, como na geração anterior, o
indivíduo estudava sozinho, assistindo aos vídeos ou ouvindo sons preparados
pela equipe. O contato era raro entre alunos e tutores.

3ª. Geração – 1970


Tecnologia e mídia Universidades Abertas.
utilizadas
Objetivos pedagógicos Oferecer ensino de qualidade com custo
reduzido para alunos não universitários.

Métodos pedagógicos Orientação face a face, quando ocorrem


encontros presenciais.

Formas de comunicação Integração áudio e vídeo e correspondência.


Suporte e orientação ao aluno.
Tutoria Discussão em grupo de estudo local e uso de
laboratórios da universidade nas férias.

Interatividade Guia de estudo impresso, orientação por


correspondência, transmissão por rádio e TV,
AUDIOTEIPES gravados, conferências por
telefone, kits para experiências em casa e
biblioteca local.
42

Nesta geração começa a proposta de trabalho híbrido, ou seja, que mescla


momentos presenciais e à distância.

<Saiba mais início>


Recomenda-se a leitura do capítulo 7 (Modelos de ensino e aprendizagem de
instituições específicas) do livro “Didática do ensino a distância”, de Otto
Peters, para conhecer diversas iniciativas nesta modalidade de EaD, como a
University of Air, do Japão e a Open University inglesa.
<Saiba mais fim>

4ª. Geração – 1980


Tecnologia e mídia Teleconferências por áudio, vídeo e
computador.
utilizadas

Objetivos pedagógicos Direcionado a pessoas que aprendem


sozinhas, geralmente estudando em casa.

Métodos pedagógicos Interação em tempo real de aluno com aluno


e instrutores à distância.

Formas de comunicação Recepção de lições veiculadas por rádio ou


televisão e audioconferência.

Tutoria Atendimento síncrono e assíncrono,


dependendo de contatos eletrônicos.

Interatividade Comunicação síncrona e assíncrona com o


tutor, professor e colegas.

Esta foi uma geração que preparou o que temos na atualidade. Foi muito
importante e marcou, definitivamente, o fazer EaD.

5ª geração – 2000
Tecnologia e mídia Aulas virtuais baseadas no computador e
na internet.
utilizadas

Objetivos pedagógicos Alunos planejam, organizam e implementam


seus estudos por si mesmos.
43

Métodos pedagógicos Métodos construtivistas de aprendizado em


colaboração.

Formas de comunicação Síncrona e assíncrona.

Tutoria Atendimento regular por um tutor, em


determinado local e horário.

Interatividade Interação em tempo real ou não, com o


professor do curso e com os colegas de
curso.

Ah, esse modelo soa familiar, não é? Na UNIP Interativa ministramos aulas
virtuais, nas quais os professores vão aos estúdios da universidade para gravá-
las e, depois, as mesmas são disponibilizadas para você, que interage, a partir
da mesma, com seus colegas e professores.

<Saiba mais início>


Consulte a aula sobre EaD que está em:
http://ftp.comprasnet.se.gov.br/sead/licitacoes/Pregoes2011/PE091/Anexos/Eve
ntos_modulo_I/topico_ead/Aula_02.pdf. Lá você poderá estudar mais sobre o
histórico do EaD mundo a fora. Será muito enriquecedor!

<Saiba mais fim>

É importante refletir, após analisar o histórico do EaD, a partir das cinco


gerações, que simplesmente utilizar recursos tecnológicos não é fazer EaD
muito menos garantir ensino e aprendizagem.

Como educadores, temos que ter em mente a importância de nosso papel


diante da realidade que está posta e como podemos fazer cada dia melhor a
docência.

O objetivo é ensinar e aprender. O recurso é um auxílio. O (A) professor (a)


continuará sendo a figura mais importante na tomada de decisões sobre o
44

“como” fazer, o “como” ensinar.

Veja, os recursos com os quais contamos nos dias de hoje requerem que
nossos conhecimentos e dúvidas desenvolvam-se num fazer apurado e
reflexivo.

Reflexão, sempre!

Para isso, discutiremos agora quem são as personagens do EaD. Quem faz
EaD acontecer? Quais os diferentes papéis necessários que devem ser
assumidos pelos protagonistas neste processo de ensinar e aprender?

<Observação – início>

Você, aluno da UNIP Interativa, é parte integrante e sujeito no processo de


educação à distância. O que você está fazendo aqui é exatamente participar e
viver ativamente esta inovação que a EaD trouxe para os processos
educacionais! Já pensou nisso? Você também faz EaD!

<Observação – fim>

2.2 Personagens do EaD: o aluno, o professor/tutor e o curso

Se EaD é uma

“modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos


processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação, envolvendo estudantes e
professores no desenvolvimento de atividades educativas em lugares ou
tempos diversos” (BRASIL, 2005, p. 1),

é imprescindível o papel de um professor/tutor que acompanhe seus alunos em


45

toda sua navegação durante um curso. Sem esses elementos, não haverá
interação e, possivelmente, não haverá aprendizagem.

Se em outros tempos havia a possibilidade de um aluno estudar sozinho, hoje,


é fundamental um tutor, alguém que o acompanhe ou pelo AVA – ambiente
virtual de aprendizagem, ou pela própria forma de construção do curso.

Os tutores podem ser personagens que estão indicando, todo o tempo, o que
fazer, onde clicar, o que acontecerá em seguida ao clique, ou seja, eles são
programados para monitorar toda a navegação dos participantes, já antevendo
possíveis percursos e oferecendo possibilidades.

Claro que não se comparam aos tutores “de verdade”, de carne e osso... Gente
é sempre melhor do que programa de computador.

Gente pensa, sente, sofre, aprende.

Programa de computador só faz aquilo que alguém já pensou por ele, mas não
toma decisão, não escolhe o que fazer.

O papel do tutor pode, porém, ser outro. Este papel se amplia a partir da
possibilidade de interação, propiciada pelas tecnologias digitais interativas. É
aqui que entra o tutor “de verdade”. Aquela pessoa para quem pedimos socorro
quando precisamos ou para quem desejamos um bom final de semana após
árduos dias de trabalho diante da máquina.

E, para sentir que há alguém ali, será através do texto produzido por ele(a) que
vamos perceber. Será uma palavra amável, uma indicação gentil de algo que
devemos saber melhor, ou na demonstração de um errinho nosso que se
desenrolará o relacionamento com o tutor.

A Universidade Aberta do Brasil – UAB – propõe dois diferentes tipos de


tutores:
46

a) tutores presenciais – nos cursos em que são tutores, encontram-se com


seus alunos em um espaço físico. Neste, os alunos acessam os conteúdos por
meio de transmissões (televisivas ou via Internet) ao vivo ou gravadas. A maior
parte das atividades de um curso como esse são desenvolvidas à distância e o
tutor presencial apenas acompanha os alunos;
b) tutores a distância – “mantêm contato com os estudantes apenas por meio
de tecnologia – ambiente virtual de aprendizagem, telefone, e-mail etc”
(BORTOLOZZO, 2009, p. 6162). Também são conhecidos como tutores
técnicos, virtuais ou online. Costumam corrigir os trabalhos ou acompanhar os
alunos na sala de aula virtual.

<Lembrete início>
O tutor é uma figura fundamental no processo de EaD. É ele quem faz a
mediação entre alunos, conteúdos e professores.
<Lembrete fim>

Além dos tutores, há os (as) professores (as). Eles podem, em algumas


instituições, ser a mesma pessoa, mas, de um modo geral, é o(a) professor(a)
quem ministra as aulas (ao vivo ou gravadas), quem propõe e corrige provas e
trabalhos, quem orienta os TCCs (trabalhos de conclusão de curso) e as
monografias e elabora as aulas e os livros texto.

Ainda, os(as) professores(as), participam dos fóruns (assíncronos) nos quais


uma questão é proposta para dar início às discussões sobre o tema da aula
ministrada.

Uma outra figura importante, sem a qual não há o curso, é o aluno. Ele tem
funções primordiais para o bom andamento de qualquer projeto em EaD. Sem
sua participação nenhum curso terá vida, não se constituirá como ação
pedagógica.

O aluno, assim como os tutores e os professores, também tem funções. De


todas, a principal é colocar-se diante dos conteúdos, resolver as questões
propostas, ler os materiais oferecidos, assistir às animações indicadas, buscar
47

além daquilo que é indicado e participar dos fóruns e de todas as discussões


pertinentes aos temas trabalhados.

O curso, outro elemento importante, só acontecerá se o aluno estiver presente,


deixando suas marcas por onde passar.

Quanto a ele, o curso, é de suma importância que ele seja interativo, ou seja,
que o aluno possa sentir que tem amis alguém por lá.

Imagine a escola sem os alunos. Também sou professora presencial e, quando


entro de ferias e vou à universidade, me dá um aperto no coração... Sinto uma
saudade dos corredores cheios, do som das vozes dos alunos, do andar de lá
para cá o tempo todo... Sinto até falta das conversinhas paralelas em sala de
aula (só um pouquinho!)...

Os alunos dão vida, como já disse, aos cursos. Sem sua voz, não se fala com
ninguém.

Continue imaginando: você é tutor(a) num curso em EaD. O curso começa. Os


alunos estão empolgadíssimos, “falam” sem parar. Se você ficar uma hora fora
do ambiente, já sabe que, ao retornar, encontrará o espaço cheio de perguntas
e observações.

Outra situação: você acessa o curso e quase nenhum aluno “aparece”. Os


ambientes estão vazios, as atividades sem participação, nos fóruns só tem
você chamando pelos alunos... Lembrou aqui da universidade no período de
férias? É, triste, não é? E não pode ficar assim!

É preciso motivação! É preciso trazer os alunos para o curso, incentivá-los a


participar, a questionar, a realizar as atividades propostas, todo o tempo! É
preciso vida no curso!

Agora, pense num curso em EaD em que os materiais são tal como no ensino
presencial – textos xerocados, por exemplo, aqui são digitalizados. Há
48

questionários intermináveis que devem ser respondidos e encaminhados por e-


mail para o(a) tutor(a), o qual lhe atribuirá uma nota pelas respostas.

Não há vídeos, sons ou bonequinhos andando pela tela e sorrindo para você.
Só há textos, intermináveis páginas com textos e mais textos. O que você acha
desse curso?

Certamente ficou cansado e torcendo para não ter que realiza-lo, certo? Sou
sua parceira nesse sentimento. Também não quero isso para mim.

Você percebeu a importância da dialogicidade num curso em EaD? Percebeu o


quanto sentir-se fazendo parte daquilo tudo é fundamental para sentir-se
atraído?

Pois bem. Essa é a parte em que eu lhe digo: todo curso em EaD tem que
prever a interação. Mais que interatividade, a troca, a parceria, a construção de
laços e vínculos entre os elementos ou personagens de um curso nesta
modalidade de ensino.

Vamos conceituar e explicar a diferença entre as duas?

a) Interatividade: vem de “interactivity, foi cunhada para denominar uma


qualidade específica da chamada computação interativa (interactive
computing)” (Fragoso, 2001, p. 3), ou seja, relacionamento travado entre
indivíduo e computador.

b) Interação: é um fator muito importante e deve ser predominante em


processos de EaD, visto que há pessoas participando. De acordo com Villardi
(2003, p. 48),

"A educação a distância não pode realizar-se sem a interação, processo

pelo qual o indivíduo é afetado pela presença do outro, que se dá por


meio da colaboração, da crítica, da análise diferenciada, da presença de
um outro ponto de vista.
49

Ao contrário da simples interatividade, de onde podemos esperar apenas


as trocas, a interação culmina em uma mudança de concepções, em
uma construção de conhecimentos a partir da reflexão e da crítica, que
se dá em ambientes cooperativos, onde é possível a aprendizagem
significativa."

Se em EaD a interação deve prevalecer, é certo que buscamos pensar em


cursos com posições mais humanizadoras, que vejam o quanto o(a) aluno(a)
participante e o(a) professor(a) ou tutor(a) tem a colaborar para a construção
de conhecimento – um do outro.

Aprendizagem colaborativa é sempre mais enriquecedora que aquela que se


dá em total clausura, sem um interlocutor parceiro.

Educação é interação, assim, todo curso deve ser interativo e contar com a
colaboração dos participantes para promover e fortalecer a aprendizagem!

<Observação início>

Vou contar uma coisa para você: sou professora em EaD desde 2002 quando
iniciei o Mestrado na PUC-SP. Foi tudo assim, meio de sopetão. Quando me
dei conta, já estava lá, ensinando, aprendendo, criando... Percebo as
potencialidades do EaD a cada dia crescendo e um mundo se abrindo a partir
dele. É emocionante estar num curso em EaD e conhecer as pessoas à
distância!

Vai uma dica: acesse a apresentação que está em:


http://www.slideshare.net/Anated/a-importncia-da-tutoria-motivacional-na-ead
para saber mais sobre EaD e suas personagens.

<Observação fim>
50

2.3 A escolha pela modalidade de estudo à distância: motivação e


necessidade

Até agora temos discutido as mudanças no mundo, as novas formas de se


ensinar e de aprender e quem pode contribuir nesse contexto, certo?

Mas... EaD surge de que modo? Qual sua intencionalidade, inicialmente? E


hoje?

Cada vez mais as pessoas têm menos tempo para se deslocar entre a cidade
em que moram e trabalham. São questões desde grandes distâncias até os
terríveis engarrafamentos que fazem com que percamos, em média, duas
horas desde a saída do ponto inicial até a chegada a um ponto que pode ser o
intermediário, considerando que saímos do trabalho para o local de estudo e só
de lá e que vamos para casa.

É muito tempo jogado fora... Podemos melhorar essa conta, podemos


preencher esse tempo negativamente ocioso com algo que seja precioso para
nós – educação!

“As rápidas mudanças no local de trabalho, o desemprego e a


incerteza exigem alterações imediatas na educação e formação
contínua e ao longo da vida. Sob tais circunstâncias, é irreal esperar
que as estruturas educacionais tradicionais respondam numa base
adequada para o desenvolvimento do conhecimento e das
competências. Deste modo, torna-se necessário encontrar novos
métodos para melhorar os níveis educacionais, iniciais ou de
formação contínua” (RURATO, GOUVEIA & GOUVEIA, 2007, p. 80) .

Assim sendo, uma opção pertinente é EaD. Buscar cursos que podem ser
realizados de acordo com o tempo disponível e com a necessidade latente dos
alunos é uma opção grandiosa.

Se podemos estudar, ter maior informação e melhor formação, mas não é


51

viável frequentar uma escola presencial para tal, porquê não optar por estudar
à distância?

Essa é uma possibilidade. Pensando nisso, antes de escolher um curso em


EaD, procure traçar um perfil de como você seria estudando nesta modalidade.

Não é só responder aos questionários, mas não pode deixar de fazê-los. Não é
decidir entrar sempre à noite, ao final do trabalho, pois você poderá estar muito
cansado(a) e os olhinhos não abrirem o suficiente para ler os materiais e
assistir às apresentações. Não é pensar que clicar na setinha que faz virar a
página o conteúdo terá sido entendido.

Diante disso, vai a pergunta para ser completada: Por que EaD? Você escolheu
a modalidade EaD pois (aqui vai sua resposta).

Vou tentar ajudá-lo(a): veja o esquema que segue:

FATORES QUE AFETAM A DECISÃO DE PARTICIPAR EM PROCESSOS DE


APRENDIZAGEM (adaptado de Henry e Basile, 1994).
52

A partir do esquema anterior, pense se você realmente participaria de um curso


em EaD. Opa! Participaria, sim. Aliás, está participando desta pós-graduação,
certo?

Então, reflita: você optou por essa modalidade, pois se sente motivado a
estudar em EaD ou é uma necessidade que você tem (independente do seu
motivo)?

Para auxiliá-lo(a), vou descrever o que é motivação e necessidade. Veja só:

a) Motivação: de acordo com diversos autores, são os principais fatores


que motivam os aprendentes adultos para realizarem cursos em EaD, a
saber:

• Desenvolvimento na carreira (MacBrayne, 1995; von Prummer, 1990);


• Constrangimentos de tempo, distância e financeiros (Sherry, 1996);
53

• Flexibilidade de acesso e de tempo, oportunidade de colaborar com


outros aprendentes distantes e com diferentes background e
experiências (Jarmon, Frshee, Olcott, Boaz e Hardy, 1998);
• Socialização e conveniência (Ridley, Bailey, Davies, Hash, e Varner
1997).

Ainda, de acordo com Lieb (1991), citado por Rurato, Gouveia & Gouveia
(2007, p. 87), há seis fatores que servem de motivação ao aprendente:

1) Relacionamento social – para fazer novos amigos, necessidade de


novas associações e relacionamentos;
2) Expectativas externas – para cumprir instruções e realizar as
recomendações de alguém com autoridade formal;
3) Bem-estar social – para conseguir realizar algo que ajude os outros,
ou participar em trabalho comunitário;
4) Desenvolvimento pessoal – para conseguir uma promoção, segurança
profissional, ou estar alerta para possíveis necessidades de se adaptar a
mudanças no emprego, necessidade de manter competências antigas
ou de aprender outras novas;
5) Escape ou estímulo – para se livrar da rotina diária;
6) Interesse cognitivo – para aprender pelo simples fato de aprender, ter
novos conhecimentos e satisfazer uma mente inquiridora.

Você se adequa a uma dessas, ou a mais de uma?

Ainda, muitos procuram estudar em EaD por:

b) Necessidade: muitos alunos em EaD tem como objetivos, como


citados anteriormente, buscar um desenvolvimento na carreira
(MacBrayne, 1995; von Prummer, 1990); não tem tempo de ir para uma
escola presencial por questões como distância e os gastos que isso
implicariam (Sherry, 1996).

Essas razões tanto os motivam quanto demonstram sua necessidade, em


54

especial a primeira, ou seja, ter um upgrade em sua carreira, que poderá levar
a promoções, aumento de salários e diversas outras vantagens que todo
profissional deseja obter.

A questão aqui não é levar à discussão se estou em EaD por que gosto ou por
que preciso. O que deve ser levado em consideração é se tenho o perfil para
ser aluno(a) em EaD.

Diante do exposto, espero que você esteja satisfeito por ter feito a escolha
correta e continue buscando outros cursos – em EaD ou em educação
presencial - para aprimorar-se cada vez mais como profissional.

2.4 Carga horária do curso

Estava buscando bibliografia para escrever sobre esse tópico quando me


deparei com um curso sobre carga horária em EaD. É, um curso que ensina
como estipular a carga horária para cursos em EaD.

Confesso que tive curiosidade e quase me inscrevi...

Essa questão de como estabelecer a carga horária para estudos via Internet é
muito curiosa. Como saber qual será o ritmo de cada aluno. Alguns realizarão
as atividades propostas com muita facilidade, com muita rapidez. Outros vão
demorar mais do que foi imaginado e outros nem conseguirão terminar.

Não há receita pronta.

Uma vez uma aluna me perguntou sobre como saber exatamente quanto de
seu tempo seria consumido no curso (ela estava escrevendo o curso e
pretendia vendê-lo).

Minha resposta foi simples (ou não). Fiz a seguinte pergunta: para docente ou
para alunos? É aí que está a diferença e é em cima disso que devemos nos
prender: qual seu foco?
55

Explico melhor: para o(a) professor(a), o número de horas consumidas é


diferente das horas dos alunos. E o momento em que você está pensando
sobre isso importa, ou seja, você está planejando seu curso ou está
ministrando as aulas?

Para planejá-lo, certamente o consumo será maior, já que há a necessidade de


muita pesquisa e organização de materiais até que o curso fique efetivamente
pronto.

Para ministrar será diferente, pois você já o conhece e estará dirigindo as


atividades. Acredito que, nesse caso, duas horas diárias são suficientes. Há
quem o faça em mais, há quem necessite apenas de uma hora para ler as
interações e atividades dos alunos e deixar seus comentários e questões
motivadoras.

Caso você pense em realizar chats, aí cada conversa deve ter em torno de
sessenta minutos, pois é um tempo razoável para falar com os alunos, ouvi-los,
discutir questões previamente indicadas e tomar decisões a partir delas. Nesse
caso, um resumo do chat precisa ser feito para que um aluno que, porventura
não tenha conseguido estar presente, possa, em seu tempo, acompanhar as
discussões e posicionar-se nos fóruns.

É mais ou menos assim.

<Observação – início>

Você quer uma “formulinha”, não é? Já disse que aqui não é o espaço para
apresentação de fórmulas ou receitas prontas, lembra-se? Ainda assim, lá via
uma dica: procure pensar que, para o aluno, seria interessante planejar-se para
estudar por, pelo menos, duas horas diárias e, para o tutor, pelo menos uma
hora diária de acompanhamento dos fóruns e atividades postadas para cada
unidade, ok?
56

Lembre-se: na verdade, cada curso será de um jeito, com exigências muito


particulares. Essa é uma regrinha em geral!

<Observação – fim>

Todo(a) bom(a) tutor(a) de curso em EaD precisa estar presente, mesmo que
fisicamente longe. E, como eu já disse aqui nesse material, é através de seu
texto que conseguirá fazê-lo.

< Exercício de aplicação - início>

Analise as duas situações que seguem:

Situação 1
O aluno 1 faz uma pergunta. O tutor responde de forma seca, objetiva por
demais.
O aluno 2 acrescenta que não entendeu bem. O tutor refaz a resposta, mas
continua distante.
O aluno 3 decide nem participar.

Situação 2
O aluno 1 faz uma pergunta. O tutor responde de forma atenciosa, objetiva,
mas propondo desmembramento da questão e sugere que os demais alunos
coloquem-se.
O aluno 2 coloca-se e acrescenta que não entendeu bem. O tutor refaz a
resposta, apresentando novos exemplos, trazendo a questão da dúvida para a
realidade prática.
O aluno 3, que não é muito ativo, decide participar pois é convidado pelo tutor.
57

Outros alunos também se colocam e o tutor vai acompanhando-os.

Responda:

1) O tempo de participação do tutor 1 será o mesmo que o do tutor 2 no


curso? Sim ou Não? Por que?
2) Qual dos dois tutores terá mais a ensinar e a aprender com seus
alunos?
3) E quanto ao prazer de vivenciar essa experiência em EaD, qual dos
tutores será mais “sortudo”?

<Exercício de aplicação – fim>

<Saiba mais início>


Assista à apresentação que está no seguinte endereço eletrônico:
http://www.slideshare.net/joaojosefonseca/evoluo-social-associada-ao-
processo-histrico-da-ead. Nela você terá um panorama completo sobre EaD.
Ótima exploração!

<Saiba mais fim>

<Resumo – início>

Resumo

Nesta unidade foi possível conhecer um pouco mais sobre EaD – as gerações
pelas quais passou e vem passando e seu desenvolvimento.

Pudemos perceber, assim, que EaD não é uma modalidade tão recente, não é
mesmo? O que aconteceu foi que, especialmente devido à inserção das TICs –
Tecnologias da Informação e de Comunicação - no ensino, muita coisa mudou
e ainda tem a mudar.
58

Foi um grande salto, realmente, que não nos deixa mais voltar aos tempos
antigos, quando só se aprendia formalmente indo à escola.

Hoje temos vários recursos, como os AVAs, ambientes virtuais de


aprendizagem, que são salas de aula, nas quais são desenvolvidos cursos,
inclusive de graduação e pós-graduação.

Você, aluno da UNIP Interativa, é um exemplo de como a Educação a Distância


vem mudando modos de aprender e de ensinar.

Sempre repito isso! Você está aqui, estudando Didática do Ensino Superior:
Cases de Qualidade, pois escolheu EaD para concluir sua pós graduação. Já
pensou nisso?

E ainda, veja como, além de você, a presença de um(a) tutor(a) comprometido


é de extrema relevância.

Precisamos desenvolver todos os dias novas habilidades e competências,


diferentes daquelas desenvolvidas nas salas de aulas tradicionais presenciais
para que possamos acompanhar as mudanças dos tempos em que vivemos,
para que possamos ser aprendizes e ensinantes na contemporaneidade!

<Resumo – fim>
59

Unidade 3: Os AVAs e seu papel no fazer EaD

Conteúdos trabalhados na unidade: Universidade Aberta do Brasil; TICs


(Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à Educação:
os AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem).

3.1 Universidade Aberta do Brasil

Você já deve ter ouvido falar sobre a UAB – Universidade Aberta do Brasil. Já?
Se não, vamos entender o que quer dizer UAB?

No site da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível


Superior (http://www.capes.gov.br/), temos acesso a todas as informações
relevantes sobre esta iniciativa.

Vamos a elas?

É importante saber que a UAB não é uma universidade, apesar de o nome dar
esse indicativo. Ela é, na verdade, um sistema composto por diversas
universidade públicas visando oferecer cursos de nível superior para alunos
oriundos das camadas da população que tem maiores dificuldades de acesso à
este nível de ensino.

Para realizar seu projeto educacional, a UAB faz uso de uma metodologia que
privilegia a EaD.

Não são só os alunos que recebem formação com esta iniciativa. Professores
que atuam na educação básica têm prioridade de formação, assim como os
dirigentes, os gestores e os trabalhadores em educação básica dos estados,
dos municípios e do Distrito Federal.
60

“O Sistema UAB foi instituído pelo Decreto 5.800, de 8 de junho


de 2006, para "o desenvolvimento da modalidade de educação a
distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de
cursos e programas de educação superior no País". Fomenta a
modalidade de educação a distância nas instituições públicas de
ensino superior, bem como apoia pesquisas em metodologias
inovadoras de ensino superior respaldadas em tecnologias de
informação e comunicação. Além disso, incentiva a colaboração
entre a União e os entes federativos e estimula a criação de
centros de formação permanentes por meio dos polos de apoio
presencial em localidades estratégicas”.

Deste modo, o sistema da Universidade Aberta do Brasil propicia

“a articulação, a interação e a efetivação de iniciativas


que estimulam a parceria dos três níveis governamentais com as
universidades públicas e demais organizações interessadas,
enquanto viabiliza mecanismos alternativos para o fomento, a
implantação e a execução de cursos de graduação e pós-
graduação de forma consorciada”.

O que a UAB procura fazer é “plantar a semente da universidade pública de


qualidade em locais distantes e isolados”, assim como também visa incentivar
o desenvolvimento de municípios cujo Índice de desenvolvimento Humano
(IDH)3 e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)4 são baixos.

3
O IDH é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do
desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de
oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per
capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub
ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de
Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral e sintética que, apesar de ampliar a
perspectiva sobre o desenvolvimento humano, não abrange nem esgota todos os aspectos de
desenvolvimento.
4
O IDEB, criado pelo Inep em 2007, é iniciativa pioneira que reúne num só indicador dois
conceitos fundamentais para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho
nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações a
possibilidade de resultados facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade
educacional para os sistemas. É calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos
61

Se analisarmos a iniciativa, teremos que é o grande objetivo do sistema, abrir


as portas para aqueles estudantes que, por razões de nível sócio-econômico,
não tiveram as mesmas oportunidades que os demais estudantes.

<Saiba mais – início>

Quer saber mais sobre o IDH e o IDEB?


- IDH: acesse http://www.pnud.org.br/IDH/DH.aspx. É a página do PNUD,
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Lá você encontrará
todas as informações necessárias sobre o tema.

- IDEB: acesse http://www.portalideb.com.br/. É o Portal IDEB, onde há todas


as informações sobre esse índice.

Não deixe de acessar, ok?

<Saiba mais – fim>

A UAB funcionaria, portanto,

“como um eficaz instrumento para a universalização do acesso ao


ensino superior e para a requalificação do professor em outras
disciplinas, fortalecendo a escola no interior do Brasil,
minimizando a concentração de oferta de cursos de graduação
nos grandes centros urbanos e evitando o fluxo migratório para as
grandes cidades”.

É uma iniciativa grandiosa. Pretensiosa, eu diria, mas muito necessária tendo


em vista a realidade – e a diversidade – continentais do nosso país.

no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para estados,
DF e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.
62

O Sistema UAB sustenta-se em cinco eixos fundamentais. Você imagina quais


sejam eles?

Vejamos:

1) Expansão pública da educação superior, considerando os processos de

democratização e acesso;
2) Aperfeiçoamento dos processos de gestão das instituições de ensino

superior, possibilitando sua expansão em consonância com as


propostas educacionais dos estados e municípios;
3) Avaliação da educação superior à distância tendo por base os processos

de flexibilização e regulação implantados pelo MEC;


4) Estímulo à investigação em educação superior à distância no País;

5) Financiamento dos processos de implantação, execução e formação de

recursos humanos em educação superior à distância.

Você percebeu quantas vezes aparece a expressão educação a distância na


descrição dos eixos fundamentais do sistema UAB? Eu contei: 3 vezes e os
eixos são cinco.

Entende a importância desta modalidade para o funcionamento do sistema?

Ainda, ressalto que as universidades envolvidas são públicas, o que nos


remete a refletir sobre o quanto as politicas públicas federais preocupam-se e
valorizam a EaD como possibilidade de formação aos estudantes.

Para encerrar, embora ainda haja muito a saber sobre a UAB, para o que
recomendo uma visita ao site indicado anteriormente, você tem ideia de como o
sistema funciona?

Veja a imagem que segue:


63

Articulação entre as instituições públicas de ensino e os polos de apoio


presencial

http://www.uab.capes.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7
&Itemid=19

A proposta é de fazer uma articulação entre as universidades federais visando


atender às demandas locais por educação superior. É mais ou menos assim:
são estabelecidas quais as instituições que serão responsáveis por ministrar
um curso determinado e onde isso acontecerá (qual município), onde haverá
pólos de apoio presencial para gerenciar todo o processo- o que podemos ver
na imagem “Articulação entre as instituições públicas de ensino e os
polos de apoio presencial”.
64

Depois de firmado todo esse esquema, o sistema UAB assegurará o fomento,


ou seja, o incentivo financeiro, para que haja pleno funcionamento das ações
pedagógicas nos polos.

<Lembrete – início>

Todas as informações sobre a UAB estão no endereço eletrônico


http://www.uab.capes.gov.br/. Não esqueça de visitá-lo!.

<Lembrete – fim>

É importante conhecer essa iniciativa, pois ela é a garantia de que as políticas


públicas propõem que processos educacionais sejam viabilizados também via
EaD.

A EaD tendo apoio governamental, certamente, fica mais fácil de que a


iniciativa privada adentre, como já o faz, o mercado com mais segurança e
oferta de cursos variados.

Deste modo, a EaD, devidamente respaldada por legislação eficiente e apoiada


pelo setor público, encontrará apoio cada vez mais eficaz no alcance da massa
interessada, realizando o seu desígnio de popularizar o ensino e disponibilizar
as condições de acesso aos mais remotos recantos do país.

Viu como você fez a escolha certa para sua pós-graduação? Parabéns!
65

3.2 TICs (Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à


Educação: os AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem)

Continuando nossa caminhada pelo mundo do EaD, vamos sempre nos


lembrar que estudar através da modalidade à distância é um recurso cada vez
mais utilizado.

É um modo de estudar de uma forma um pouco diferente do ensino tradicional


presencial, aonde vamos à escola diariamente, no mesmo horário,
encontramos as mesmas pessoas e desenvolvemos a mesma rotina.

<Observação – início>

De acordo com o MEC – Ministério da Educação, em sua página oficial, a EaD


é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos
processos de ensinar e aprender ocorre com o uso de meios e TICs –
tecnologias da informação e educação, com alunos e professores
desenvolvendo, em lugares e tempos diversas, as atividades educacionais
propostas para cada curso.

Encontramos essa definição no Decreto 6.522/05 que regulamenta o art. 80 da


LDN 9394/96.

<Observação – Fim>
66

É diferente. É estudar de outro jeito. E pressupõe pensar sobre como se faz


isso, afinal, imagino que todos nós, ou a maioria de nós fomos formados pela
modalidade presencial, certo?

Aprendemos bastante deste jeito, não é?

Pois bem, o que trago à discussão é exatamente a questão de que EaD é outra
forma, diferente do ensino presencial.
Você já refletiu sobre isso?

Contudo, em ambas é necessária uma sala de aula. É. Uma sala de aula, sim!
Só que em EaD, essa sala de aula estará no ambiente virtual, acessada ao
tempo de cada um. E, para que isso aconteça, é preciso que haja um AVA –
ambiente virtual de aprendizagem – que é, na verdade, essa escola da qual
acabei de falar, com suas salas de aula, biblioteca, secretaria etc.

Você já tinha escutado falar em AVAs antes de estudar na UNIP Interativa? Se


sim, que AVAs você conhece? Se não, vamos conhecer alguns deles.

Veja exemplos:

1) AdaptWeb: projeto da desenvolvido pelo Instituto de Informática da


Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pelo Departamento de
Computação da Universidade Estadual de Londrina.
67

In: http://freecode.com/projects/adaptweb

2) Amadeus Ims: Agentes Micromundos e Análise do Desenvolvimento no


Uso de Instrumentos: um software livre, de apoio à aprendizagem,
executado num ambiente virtual, criado em 2007 pelo grupo de pesquisa
em tecnologia educacional do Centro de Informática da Universidade
Federal de Pernambuco.

3) Moodle5: Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment,


software livre, que permite a criação de cursos on-line, executado em
ambiente virtual; é, ainda, um Sistema de gestão da aprendizagem (LMS
- Learning Management System); pode ser utilizado em contexto e-
learning ou b-learning, está disponível em 75 línguas diferentes e conta
com 25.000 websites registados em 175 países.

5
O verbo "to moodle" descreve, em inglês coloquial, o processo de navegar
despretensiosamente por algo, enquanto fazem-se outras coisas ao mesmo tempo.
68

In: http://aprender.unb.br/course/view.php?id=1567

4) Sócrates: ambiente colaborativo baseado na Web, possibilitando a


criação de projetos e comunidades de aprendizagem de modo a
contribuir para a melhoria da formação e prática pedagógica cotidiana
dos professores da escola básica e pesquisadores dos Programas de
Pós-Graduação.

In: http://www.vdl.ufc.br/socrates/
69

5) Teleduc: é um ambiente de educação a distância pelo qual se pode


realizar cursos através da Internet; desenvolvido em parceria pelo
Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) e pelo Instituto de
Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

In: http://www.teleduc.org.br/

6) Solar: O Instituto UFC Virtual, da Universidade Federal do Ceará


desenvolveu este ambiente virtual de aprendizagem.

7) E-proinfo: é um ambiente colaborativo de aprendizagem; permite a


concepção, administração e desenvolvimento de diversos tipos de
ações, como cursos a distância, complemento a cursos presenciais,
projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de
apoio a distância e ao processo ensino-aprendizagem.
70

In: http://eproinfo.mec.gov.br/

<Observação – Início>

E-learning: E-learning é uma modalidade de ensino a distância que possibilita a


auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente
organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação,
utilizados isoladamente ou combinados, e veiculado através da internet.

B-learning: O B-Learning traduz uma pedagogia de mistura e integração de


diferentes ambientes de ensino: Sala de aula, e-learning e Contexto de
Trabalho, através da adoção de um ensino-aprendizagem flexível, adequado
aos diferentes perfis e estilos de aprendizagem dos estudantes.

<Observação – Fim>

Há ainda diversos outros AVAs. Cada um deles tem uma característica


específica, assim, a instituição pode escolher aquele que melhor servir ao seu
propósito.
71

O importante é ressaltar que os AVAs, que podem ser livres ou pagos, são
similares à escola presencial no sentido de que nele se promove Educação.

A UNIP Interativa optou pelo Blackboard, um dos líderes no mercado, que


atende a um grande número de universidades. A empresa proprietária
desenvolveu o AVA de modo que seja desenvolvido um trabalho em conjunto
com seus clientes para a criação e implementação de tecnologias. Seu objetivo
é aperfeiçoar cada aspecto do processo educacional.

Tela do Blackboard - entrada nos cursos - otimizada para UNIP Interativa

Assim como os demais AVAs, a proposta é que as instituições – e aqui estamos


nós - atraia seus alunos com apresentação de cursos em formatos inovadores
e atraentes, respeitando-os em seu ritmo próprio para conectá-los de maneira
mais efetiva e mantê-los informados, envolvidos e motivados a colaborar.

Veja a seguir a página do Blackboard na qual são indicados alguns clientes,


dentre eles, a UNIP – Universidade Paulista.
72

In: http://blackboard.grupoa.com.br/clientes/

<Atividade de Aplicação – Início>

Que tal conhecer alguns dos mais conhecidos AVAs para


desenvolvimento de cursos em Educação a Distância? Verifique na tabela que
segue os endereços de alguns deles, acesse e conheça um pouco mais sobre
o trabalho com estes recursos.

AVA gratuitos
Moodle
<http://moodle.org/>
Teleduc
<http://www.teleduc.org.br/>

Dokeos
<http://www.dokeos.com/>

E-proinfo <http://eproinfo.mec.gov.br/>
73

Col
<http://col.larc.usp.br/principal/>

EaD Builder
<http://www.eadbuilder.com.br/>

Amadeus
<http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/amadeus/one-
community?page_num=0>
AdatWeb
<http://adaptweb.sourceforge.net>

Sócrates
<http://www.vdl.ufc.br/socrates>

Solar
<http://solarpresencial.virtual.ufc.br/>

AVA pago
Blackboard <http://blackboard.grupoa.com.br/>

Bom trabalho!
<Atividade de Aplicação – Fim>

Os AVAs, para serem utilizados pelos usuários, contam com diversas


ferramentas. Que tal estudar um pouco sobre essas ferramentas que fazem
parte dos AVAs?

Você conhece os aplicativos a seguir? Eles são algumas das principais


ferramentas utilizadas nos AVAs e, portanto, na EaD:

• E-mail;
• Chat;
• Fórum de discussão;
• Wiki;
• Lista de discussão;
74

• Videoconferência;
• Blogs/Fotologs/Videologs;
• Sites de relacionamento.

Todas essas ferramentas têm uma única intenção, ou seja, desenvolver a


aprendizagem colaborativa, ativa dos estudantes. E, para que isso aconteça, é
fundamental incentivar o trabalho em grupo no qual o educador precisa
entender que seu aluno é o foco e que sua aprendizagem vai se dar pela troca
com os demais participantes.

Assim, o principal objetivo é o desenvolvimento de uma ação em que os papéis


de professor e de aluno sejam desempenhados por ambos. Como? A visão da
aprendizagem será de que aprendemos melhor ao compartilharmos com
nossos pares as dúvidas e descobertas.

Essa é um mecanismo para a criação de comunidades de aprendizagem que


vão para além da sala de aula, em uma nova noção de tempo e espaço, dentre
outras possibilidades, o que a EaD nos leva a construir.

<Atividade de Aplicação - início>

Faça uma pesquisa sobre cada uma das ferramentas descritas


acima e construa um conceito para cada uma delas. Utilize a Internet e vivencie
a navegação no mundo virtual.

Bom trabalho!
<Atividade de Aplicação - Fim>

Você já parou para refletir que, com tantos recursos há diversas possibilidades
de aprender e ensinar?

Através das TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação – que


75

possibilitaram a construção de uma Web verdadeiramente colaborativa a todo


tempo e em todo lugar, as aulas podem ser ainda mais estimulantes para
alunos e professores.

É certo que devemos ter sempre em mente que a tecnologia é importante, mas,
independente de recursos tecnológicos que optarmos por utilizar, assim como
os tipos de atividades que vamos desenvolver, é o modelo didático-pedagógico
que adotarmos para aperfeiçoar e potencializar a aprendizagem dos alunos
que irá confirmar se ele é realmente voltado à aprendizagem colaborativa ou
não.

Além, é claro, de que o professor tem que ter muito claros seus objetivos para
não utilizar a tecnologia como um fim em si mesma, e, sim, como mais uma
ferramenta para aprendizagem de seu aluno e sua também!

<Saiba Mais - início>

Trabalhar nos ambientes virtuais de aprendizagem não é simples, não! É


necessário estudar muito para inserir-se nesse mundo.

Quer saber mais sobre isso? Sugiro ler o artigo da profa. Núria Pons Vilardell-
Camas, intitulado “Revisão Teórica das dificuldades e atitudes do professor em
ambientes de aprendizagem virtual”.

Boa leitura!

<Saiba Mais – Fim>

Vamos refletir mais um pouco sobre toda essa nossa conversa?

Existem os AVAs e neles as aulas são inseridas e, de acordo com um


calendário, elas vão sendo disponibilizadas para que o aluno as assista.
76

As aulas são gravadas e você as assiste ao seu tempo, desde que não perca
os prazos determinados. É assim que funciona no seu curso de pós-graduação.

Você assiste, portanto, a uma videoaula, ou seja, a uma aula ministrada à


distância, através do uso de uma Tecnologia de Comunicação, como a TV, o
computador ligado a Internet6 (seu caso), celulares ou outros instrumentos que
veiculem áudio e/ou vídeo.

Uma videoaula, em geral, funciona como um complemento a outras formas de


ensino, utilizando-se outras mídias.

Lembre-se, além da aula gravada, você também tem o Livro Texto, os


questionários e os fóruns para participar, certo? Fazer EaD é pensar em muitos
detalhes, pois todas as ferramentas tem que estar disponíveis para os alunos
dentro dos prazos estipulados.

<Saiba mais Início>


Os cursos em EaD mais procurados são os relacionados a
Educação/Pedagogia, formação de profissionais para EaD, os relacionados à
Administração, Gestão de Recursos Humanos, tecnologia de informação.
Visite o site da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância - e
conheça esse importante órgão em http://www2.abed.org.br/.
<Saiba mais – Fim>

Ainda sobre as videoaulas, você imagina o quanto um professor tem que se


preparar para gravar trinta minutos, que é o que chega até você? Eu vou te
contar.

Cada aula na UNIP Interativa tem dois blocos de quinze minutos. Para cada um
deles é necessário escrever ou revisar o Livro Texto da disciplina, preparar
slides em número compatível com o tempo de gravação, elaborar dez questões

6
Na UNIP Interativa modalidade SEI, as aulas são gravadas com antecedência e
disponibilizadas no Blackboard para que os alunos as assistam desde que forme inseridas até
o término do módulo corrente.
77

fechadas, de múltipla escolha, somando cinco alternativas possíveis de


resposta, comentar a resposta correta e propor uma questão aberta reflexiva
para o fórum de discussão.

Muita coisa, não é? Parece fácil, mas é extremamente complexo de fazer e


colocar no ar. Assim, você consegue perceber a complexidade do processo,
não consegue?

Contudo, o que é produzido na UNIP Interativa vem com uma carga de muita
responsabilidade, seriedade e amor pelo que é feito, afinal, é nas suas mãos
que tudo isso vai chegar e nossa intenção é que você tenha a melhor formação
possível!

Acrescento, como o faz NOGUEIRA (2005) que quem faz EaD não são as
máquinas, não são os programas e, sim, as pessoas. Eu, você, os técnicos...

Cada um de nós é uma peça fundamental nessa engrenagem maior que é a


Educação, portanto,

Professor, ser um educador high tech não significa encaminhar


seus alunos para o laboratório de informática para realizar as
pesquisas virtuais, mas, sim, enquanto mediador do processo de
aprendizagem, engajar seus alunos em um verdadeiro projeto de
investigação e possibilitar que a virtualidade seja um dos
caminhos explorados para este fim (Nogueira, 2005, p. 42).

<Resumo – Início>
Resumo
Nesta unidade trabalhamos com a EaD de forma aplicada, ou seja, olhamos
onde ela acontece – AVAs.

Passamos por uma gama grande de opções de ambientes nos quais os


processos educativos podem ocorrer com apoio da Internet e das diversas
ferramentas contidas nos AVAs.
78

Para finalizar nossos estudos dentro deste tema, gostaria de lembrá-lo(a) o


quanto o seu papel é importante para que a EaD seja efetivada com sucesso.
Sem o professor, mesmo que à distância, não haverá educação.

Você analisar essa questão e refletir acerca da mesma é a razão de ser da


Unidade 3. Pense nisso!

Ah, antes de terminar a unidade, fica uma sugestão: leia o artigo “Professor
derruba os 10 maiores mitos sobre a EaD” e veja os mitos e como são
quebrados. EaD é coisa muito séria!

O artigo está em: http://www.aedi.ufpa.br/index.php/noticias/141-professor-


derruba-os-10-maiores-mitos-sobre-a-ead-.html.

<Resumo – Fim>
79

Unidade 4: Modelos de ensino em EaD


Conteúdos trabalhados na unidade: Modelos de ensino em EaD – SEI
(Sistema de ensino Interativo) e SEPI (Sistema de ensino presencial
interativo) desenvolvidos na UNIP Interativa; Avaliação;
Interdisciplinaridade

Até aqui estudamos sobre a EaD, sua história e seu desenvolvimento. Que tal
se focarmos na EaD construída na UNIP Interativa?

Você concorda que é extremamente importante compreender como a


universidade a qual você escolheu para cursar sua pós-graduação enxerga a
EaD, certo?

Mãos à obra, então!

4.1: Modelos de ensino em EaD – SEI (Sistema de ensino Interativo) e


SEPI (Sistema de ensino presencial interativo) desenvolvidos na UNIP
Interativa

Na UNIP, como você sabe, são desenvolvidos cursos na modalidade presencial


e na modalidade à distância.

Os cursos presenciais são aqueles cursos superiores de graduação tradicional,


nas áreas jurídica, de administração, de saúde, de ciências exatas, humanas,
sociais e da comunicação que possibilitam ao aluno ampla formação teórica e
prática, por meio de currículos extensos que vão da formação básica à do
profissional atualizado.

Há também um elenco de cursos superiores de tecnologia de menor duração –


dois a três anos – nas áreas de Ambiente e Saúde; Apoio Escolar; Controle e
Processos Industriais; Gestão e Negócios; Hospitalidade e Lazer; Informação e
Comunicação; Infraestrutura; Produção Cultural e Design; Produção Industrial;
Segurança; entre outras.
80

Nos cursos presenciais superiores de tecnologia, o aluno é mias rapidamente


habilitado ao desempenho das funções exigidas na área que escolheu, o que
colabora para o aumento considerável do seu nível de competitividade no
mercado de trabalho.

Alunos já graduados também procuram esses cursos e, vale ressaltar que é


uma forma de estudar e ter a oportunidade de ampliação ou de diversificação
de sua área de atuação profissional.

Em ambos a metodologia é desenvolvida presencialmente – as aulas são


presenciais, acontecem diariamente, de segunda à sexta-feira e para alguns
cursos há encontros aos sábados, quando são realizadas aulas extra, de
dependência, eventos solidários, palestras, mini-cursos ou outras atividades
que procuram proporcionar ao aluno cada vez maior conhecimento na área
escolhida.

Já os cursos na modalidade à distância são aqueles em que o aluno faz seu


horário de estudo. Ele assiste à aulas, realiza os questionários, participa dos
fóruns, compartilha com os demais alunos, tira as dúvidas com apoio dos
professores autores, dos tutores presenciais e virtuais e constrói seu
conhecimento ao seu tempo.

O mais importante nessa modalidade é a aprendizagem que ocorre a partir da


troca de informações e na realização de atividades e exercícios propostos.

Como mencionado, é fundamental participar de fóruns e/ou chats, cujos


arquivos ficam disponíveis para futuras consultas. Ainda, há a integração dos
grupos de alunos, com áreas próprias para trocas de arquivos e e-mails, painel
de discussão e sala virtual.

Há uma avaliação presencial obrigatória – de acordo com as normas do MEC


(Ministério da Educação) e, além desta, o aluno dispõe da forma on-line, ou
seja, os questionários que devem ser realizados após a aula ministrada pelo
professor autor, questionário este que vem acompanhado de correção
81

automática e comentários para que o aluno compreenda caso tenha errado a


resposta ou, aprofunde-se caso tenha acertado.

Além das questões de múltipla escolha, o aluno também pode ser avaliado com
a aplicação de questões discursivas, cujas respostas são enviadas para o e-
mail interno do professor on-line.

Para completar a avaliação, são realizados trabalhos e atividades que são


enviados por e-mails internos.

Os conteúdos de cada curso, bem como as teleaulas, estão disponibilizados


aos alunos para acesso a qualquer momento via internet, possibilitando a você
a organização de seu ritmo de estudo.

Os componentes tecnológicos adotados na modalidade à distância são os


seguintes: internet, satélite, CD-ROM, DVD, webcast etc.

O aluno poderá assistir às teleaulas no polo de apoio regional, pois elas são
transmitidas em tempo real da sede da UNIP em São Paulo (para a modalidade
SEPI).

Elas também serão gravadas e o aluno poderá assistir, via internet, a qualquer
momento no local de sua preferência (para a modalidade SEI, mas o aluno
SEPI também terá essa oportunidade, já que tem acesso a essas aulas até o
final do semestre letivo).

Os cursos da UNIP Interativa, na modalidade de Educação a Distância (EaD)


podem ser oferecidos por meio de diferentes metodologias e com uso de
tecnologias variadas.

O conteúdo curricular é disponibilizado em plataforma digital – AVA, ou seja,


ambiente virtual de aprendizagem e/ou material impresso.

Há ainda a tutoria que recebe ligações telefônicas ou e-mails com as dúvidas


82

dos alunos e as responde ou encaminha ao professor autor para que este dê


uma explicação mais pormenorizada, indique material extra para complementar
a aprendizagem etc.

<Saiba Mais início>

Não deixe de explorar o site ( http://www.unipinterativa.edu.br/ ) da UNIP


Interativa para conhecer todos os cursos ministrados.

<Saiba Mais fim>

4.1.1 - SEI - Sistema de Ensino Interativo

Como você pode verificar no site da UNIP Interativa, o sistema SEI foi
construído em formato de modo a privilegiar o ensino por meio do Ambiente
Virtual de Aprendizagem (AVA), espaço em que o aluno pode acessar todo o
conteúdo do curso disponibilizado a qualquer momento pela internet.

O aluno também realiza encontros programados no polo presencial, além das


suas avaliações, atividades e os encontros determinados pela legislação
perfazendo o total de 20% da carga horária do curso.

4.1.2 - SEPI I - Sistema de Ensino Presencial Interativo I

Neste formato, além de utilizar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), o


encontro no polo de apoio presencial é ampliado, sendo oferecidas diversas
atividades semanais programadas.

4.1.3 - SEPI II - Sistema de Ensino Presencial Interativo II

Este formato privilegia as dinâmicas acadêmicas presenciais com o aluno, com


83

o objetivo de promover a flexibilidade, interdisciplinaridade e a articulação entre


teoria e prática. Além dos encontros presenciais, existem atividades
acadêmicas a serem realizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

<Lembrete início>

Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) : Neste ambiente de estudo, o aluno


deverá responder a questionários, acessar fóruns, secretaria virtual, enviar e-
mail para todos os tutores a distância, coordenadores, professores e ter acesso
a todos os serviços oferecidos pela instituição.

<Lembrete fim>

São várias possibilidades de estudar na modalidade EaD. Você escolheu uma


delas e, certamente, fez a melhor opção para suas necessidades no momento.
Esse é um fator importante para o aluno de EaD, ou seja, pensar o que posso e
como posso.

A partir dessa escolha, sua integração com as atividades acadêmicas do que


você estiver cursando será mais interessante, assim, diante da sua realidade, a
aprendizagem terá mais chance de ocorrer de modo significativo!

Relembro nossa conversa sobre o perfil do aluno em EaD: a primeira questão


que deve ser considerada é exatamente em relação ao tempo e ao modo de
estudar.

Vejamos: se você só dispuser e sentir a necessidade de estar pelo menos uma


vez por semana com seus pares (os demais participantes do curso que você
tiver escolhido), a melhor opção será, sem dúvida, pelo Sistema de Ensino
Presencial Interativo – SEPI.

Você encontrará com os outros alunos e seu tutor pelo menos uma vez por
semana e poderá trocar com eles pessoalmente suas descobertas e dúvidas.
84

Será muito enriquecedor!

Caso seja mais complicado, especialmente nos grandes centros urbanos, por
conta dos infindáveis engarrafamentos ou nas cidades menores, pela distância
para chegar ao polo, a melhor opção será o Sistema de Ensino Interativo – SEI,
no qual você estuda no lugar que ficar mais confortável (da sua casa, de seu
local de trabalho, de uma biblioteca e até mesmo de uma lan house).

A escolha será sua, não esquecendo que será fundamental a conexão com a
Internet para poder assistir às aulas gravadas, responder aos questionários,
postar as atividades e participar dos fóruns.

Opção não falta, não é?

<Observação – início>

Realizar um curso a distância exige do estudante disciplina, dedicação e


comprometimento.
Estabeleça seu horário de estudo e dedique-se o máximo que puder!
Pode parecer fácil, mas essa modalidade de ensino, uma realidade em boa
parte do mundo, exige determinação e autodisciplina!

<Observação - fim>

4.2 Avaliação

No início deste Livro texto, falamos sobre a avaliação, como ela ocorre, seus
tipos etc. Vamos relembrar um pouquinho?

A educação nos traz muitos questionamentos. Devemos estar todo o tempo


pensando nas melhores formas de realizar esse tão pertinente processo para
alunos e professores, assim, cabem duas perguntas:

• Como identificar que meu aluno está, realmente, aprendendo?


85

• Como saber se meu modo de ensinar cada um dos conteúdos está sendo
adequado?

É importante lembrar que a avaliação está diretamente relacionada com os


objetivos educacionais determinados no início do processo e com as escolhas
metodológicas feitas pelo docente.

Ainda, toda avaliação deve trazer subsídios visando o ajuste das intervenções
pedagógicas para que a aprendizagem se dê de forma cada vez mais
significativa e produtiva para os participantes de um curso.

Reforço que avaliar é diferente de medir, termo comumente utilizado em


educação.

Medir é atribuir um valor e avaliar amplia esse conceitos, já que corresponde a


um julgamento de valor.

Veja o esquema a seguir para recordar os três tipos mais conhecidos de


avaliação:
86

Avaliação
(Haydt, 2004)

No início do processo Durante o processo Após o ensino


(antes)

Diagnóstica Formativa Somativa

(Para conhecer o que (Orientadora, (Integradora, para a


o aluno sabe) Motivadora) promoção)

• Visa identificar • Auxilia no • Procura


a presença ou controle, na classificar os
a ausência de verificação se resultados
pré-requisitos os objetivos obtidos pelos
para novas educacionais alunos de
aprendizagens, estão sendo acordo com
detectar atingidos níveis de
dificuldades pelos alunos, aproveitamento
específicas de fornece dados previamente
aprendizagem, para estabelecidos
tentando aperfeiçoar o
identificar suas processo de
causas ensinar e
aprender

A partir dessa breve retomada, podemos ir adiante e concentrar nosso olhar


nas formas de se avaliar na Educação a Distância, certo?
87

<Atividade de aplicação – início>

Leia o artigo intitulado “Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil”, do


professor José Manuel Moran, o qual você encontra no seguinte endereço
eletrônico: http://www.eca.usp.br/moran/avaliacao.htm, faça um resumo sobre
as principais ideias e reflita sobre sua leitura.

<Atividade de aplicação – início>

Sendo a EaD uma modalidade de ensino com características especiais, o que


temos discutido em todo esse material, vamos levantar duas delas para falar
sobre a avaliação, processo meio em educação.

Em primeiro lugar, devemos ter em mente que, com um certo uso intensivo das
TICs vem algumas dificuldades de utilização, de adaptação, tecnológicas que
estão diretamente ligadas à uma cultura reprodutivista, não reflexiva e que nem
sempre deixa o indivíduo colocar-se – problema que nossa escola precisa
resolver -, que gera o próximo ponto.

Em segundo lugar, muitas vezes parece estranho ao cursista (e ao docente


também, que foi formado em outro modelo, o presencial) o fato de não estar
junto, faca a faca com seu interlocutor - uma dificuldade de contato entre aluno
e formador gerando desconfianças de ambos os lados, como: escrevo para
quem?, como saber se não será uma máquina que “corrigirá” minha atividade
etc.

Você em algum momento parou para pensar como é feita a avaliação em EaD?
Que caráter ela tem? Como é desenvolvida? Que ferramentas são utilizadas?
Vamos fazer essa discussão?
88

Toda avaliação deve, na verdade, ser processual. Em EaD, como tudo o que
acontece fica registrado – cada palavra proferida, cada atividade desenvolvida,
cada dúvida postada, cada resposta dada - fica mais fácil traçar o perfil e o
percurso do aluno.

É diferente do ensino presencial. Por favor, não estou aqui dizendo que avaliar
em EaD é mais fácil ou mais simples do que no presencial. O que quero dizer é
que é diferente e que o fato de tudo estar registrado facilita a coleta de dados.

Mas... se o educador em EaD estiver despreparado, de nada adianta ter tudo


em suas mãos, pois de nada servirão as informações sobre o que o aluno fez
ou construiu, ou descobriu ou indica não entender, não é mesmo?

No ensino presencial tem-se as provas, testes, seminários, questionários,


relatórios e diversas outras ferramentas através das quais os alunos deixam
suas marcas para que os professores possam compreender o que eles sabem
ou não sabem.

E em EaD? Que ferramentas são utilizadas? Vamos listá-las?

1) Fórum
2) Chat
3) Questionários
4) Wiki
5) Glossário
6) Apresentação
7) Wiki etc.

Você deve ter percebido que, dentre as ferramentas listadas, algumas


acontecem de modo síncrono e outras de modo assíncrono, certo?

<Lembrete – início>

• Atividades síncronas: adj. Sincrônico. Diz-se dos movimentos que se


89

executam ao mesmo tempo. Em EaD considera-se aquelas atividades em que


os participantes encontram-se para realizá-la ao mesmo tempo. Ex: chat.

• Ativdades assíncronas: adj. Que não ocorre ou não se efetiva ao mesmo


tempo. Em EaD refere-se àquelas atividades que não precisam ser realizadas
pelos participantes no mesmo tempo. Ex: fórum, no qual cada participantes,
dentro de um prazo determinado, por exemplo, uma semana, posta suas
contribuições no momento que mais lhe for conveniente.

<Lembrete – fim>

Contudo, cabe ressaltar que TODAS elas deixam no ambiente de


aprendizagem as suas marcas. Serão esses os materiais de onde o professor
obterá dados para a avaliação.

<Saiba mais – início>

Assista à fala do prof. Dr. Marco Silva sobre avaliação da aprendizagem em


cursos online. Aposto que você terá muito a pensar depois dele! Lembro que o
professor não utiliza a mesma nomenclatura que citamos aqui para ferramenta,
mas, ainda assim, ele menciona o mesmo tipo que avaliação que propomos
aqui, ou seja, formativa, processual.

Veja no endereço eletrônico: http://www.youtube.com/watch?v=S7uUd6afEYE

<Saiba mais – fim>

Com todas as possibilidades – tecnológicas e pedagógicas existentes, planejar,


porpor e avaliar atividades de aprendizagem em EaD torna-se, cada vez mais
interessante e pertinente para alunos e professores, concorda?

Avaliar, portanto, não deveria ser um nó no processo. Assim, EDUCADORES e


EDUCADORAS que vão trabalhar com EaD: prestem muita atenção ao
90

processo, às dúvidas, aos questionamentos e caminhos que seus alunos(as)


percorrer!

Se eles errarem, é por que tentaram e se tentaram, é por estão aprendendo,


ou, ao continuar tentando, aprenderão.

Sua função é acompanhar, insicar possíveis caminhos. Lembra-se de ter


ouvido alguma vez um velho provérbio chinês que propõe não dar o peixe, mas
ensinar a pescar como a salvação? É aí que você entra!

Através do que seu(ua) aluno(a) produzir, você poderá compreendê-lo(a) e


auxiliá-lo(a) em sua aprendizagem. É essa uma das funções da avaliação:
guiar.

4.3 Interdisciplinaridade

Você sabe o que é interdisciplinaridade? Nossa! É uma palavra bem comprida,


não é? E quer dizer muito para a educação – presencial ou EaD.

Vamos falar sobre ela?

A interdisciplinaridade tem sido tratada, especialmente, por dois enfoques: o


epistemológico e o pedagógico.

No campo da epistemologia, toma-se como categorias para seu


estudo o conhecimento em seus aspectos de produção,
reconstrução e socialização; a ciência e seus paradigmas; e o
método como mediação entre o sujeito e a realidade. Pelo
enfoque pedagógico, discutem-se fundamentalmente questões de
natureza curricular, de ensino e de aprendizagem escolar.
(Thiesen, 2008, p. 545).

Veja, então, que defini-la não é tarefa simples e, possivelmente, você vai
encontrar inclusive outros termos referenciando-se a ela. Vamos, então,
91

desmembrar a palavra?

Interdisciplinaridade

Inter Disciplina

Entre Área de conhecimento

Ou seja...

Que implica relações entre várias disciplinas ou áreas de conhecimento.


Que é comum a várias disciplinas.

A escola, local legítimo para promover a aprendizagem, a produção e a


reconstrução de conhecimento, cada vez mais precisará acompanhar as
transformações do mundo contemporâneo.

Para acompanhar o ritmo das mudanças sociais, num mundo cada vez mais
interconectado, interdisciplinarizado e complexo, é necessário estar preparada
e trabalhar de modo interdisciplinar é uma solução eficaz e bastante razoável.

Vejamos como. No contexto educacional há várias iniciativas de sucesso no


desenvolvimento de experiências verdadeiramente interdisciplinares, embora
ainda incipientes. Ainda há algumas barreiras, especialmente a questão da
formação fragmentada que construiu os educadores, a grande maioria, na
verdade, de quem está nas salas de aula.
92

Contudo... percebe-se, também, um grande esforço institucional que procura


incentivar esses educadores a quebrar antigos paradigmas – como a
mencionada fragmentação e ir em busca de alternativas mais condizentes com
o aluno da atualidade, que vive num mundo cada vez mais bombardeado com
toda gama de estimulação para aprendizagens diversas – escolares e não
escolares.

Não é difícil identificar as razões dessas limitações; basta que


verifiquemos o modelo disciplinar e desconectado de formação
presente nas universidades, lembrar da forma fragmentária como
estão estruturados os currículos escolares, a lógica funcional e
racionalista que o poder público e a iniciativa privada utilizam para
organizar seus quadros de pessoal técnico e docente, a
resistência dos educadores quando questionados sobre os limites,
a importância e a relevância de sua disciplina e, finalmente, as
exigências de alguns setores da sociedade que insistem num
saber cada vez mais utilitário (Thiesen, 2008, p. 550).

Ainda assim, tentar é estar na metade do caminho para conseguir. Em


educação nada pode ser deixado de lado, principalmente por receio de que não
vai funcionar, e, por isso, acreditar que não vale à pena tentar.

Promover um ensino num paradigma interdisciplinar é buscar uma modificação


profunda (mas necessária!) nos modelos pedagógicos tradicionais vigentes em
boa parte das instituições escolares e, também, em EaD.

Para Fazenda (2003), trabalhar com programas interdisciplinares implica


transformação nas práticas docentes, provocando um novo jeito de ensinar:

Passa-se de uma relação pedagógica baseada na transmissão do


saber de uma disciplina ou matéria, que se estabelece segundo
um modelo hierárquico linear, a uma relação pedagógica dialógica
na qual a posição de um é a posição de todos. Nesses termos, o
93

professor passa a ser o atuante, o crítico, o animador por


excelência (p.45).

Percebeu o quanto fica diferente quando tiramos o foco da transmissão e


passamos para a construção? Da linearidade para a dialogia, para a não-
linearidade? Do saber pronto, absoluto, para o saber construído, conquistado,
refletido?

É um trabalho interdisciplinar que nos levará a essa conquista. Aí você


pergunta: mas... o que é interdisciplinaridade mesmo?

Para Gadotti (2004), a interdisciplinaridade visa garantir a construção de um


conhecimento globalizante, rompendo com as fronteiras das disciplinas. Para
isso, integrar conteúdos não seria suficiente, mas um primeiro passo.

É preciso, como sustenta Fazenda (1979), também uma atitude interdisciplinar


do educador diante de sua ação, diante daquilo que planeja, desde o momento
em que começar a estruturar seu planejamento.

Tal posicionamento só ocorrerá, de fato, se constar do compromisso


profissional do educador, de seu envolvimento com os projetos da instituição
na qual trabalha, na busca constante de estudo para aprofundamento teórico e,
sobretudo, numa postura ética.

A interdisciplinaridade, portanto, é um rompimento com a fragmentação das


disciplinas, das ciências e do conhecimento. A sociedade que aprendeu de
modo fragmentado, agora, passa a conceber o ato de conhecer de modo
inteiro, completo, pleno, total, mudando a antiga forma hierarquizada de
distribuição das disciplinas, reflexo dos valores sociais vigentes até então.

Se pensarmos com bastante clareza, seguir uma ordem de conhecimentos


preestabelecidos, não facilita a apreensão do mundo, que é global.

A interdisciplinaridade faz o papel da completude para a compreensão do


94

mundo real, dos fatos e fenômenos da vida cotidiana.

Atenção: não estamos aqui fazendo uma campanha para que não haja mais
disciplinas. De forma alguma é essa a nossa intenção. O que propomos é um
trabalho em que as disciplinas sejam associadas com as questões da
sociedade e, portanto, que o ensino crie condições para que essas mesmas
disciplinas, integradas, aliem-se à realidade vigente para que nossos(as)
alunos(as) percebam a totalidade do mundo em que vivem.

<Observação – início>
Segundo Fazenda (2003), a interdisciplinaridade surgiu na França e na Itália
em meados dos anos 60, período marcado por movimentos estudantis que
reivindicavam um ensino mais sintonizado com as questões sociais, políticas e
econômicas da época.
A interdisciplinaridade teria sido uma resposta a tal reivindicação. No Brasil
influenciou a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases nº 5.692/71. Desde
então, sua presença no cenário educacional brasileiro tem se intensificado e,
recentemente, mais ainda, com a nova LDB nº 9.394/96 e com os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN).
<Observação - fim>

Questões como as relacionadas à proteção ambiental, por exemplo, serão


vistas como uma coisa só, independente do local, pois o mundo é global, o que
acontece na Europa Oriental influencia a América Latina e vice-versa.

Se há desmatamento na Amazônia, a China, o Canadá ou a Hungria sentirão


os efeitos. A educação não pode deste modo, deixar de fora um fato que
interfere na vida de todos os habitantes do planeta.

Compreendeu a importância de uma ação docente interdisciplinar apoiada na


troca, na colaboração e na construção coletiva e amigável do conhecimento?

Ainda, construir ações interdisciplinares remete ao aprofundamento da


compreensão das relações entre teoria e prática, contribuindo para uma
95

formação mais crítica, criativa e responsável dos educandos(as).

Diante disso, as instituições de ensino e os educadores(as) tem grandes


desafios pela frente - no plano ontológico (teórico) e epistemológico (prático).

Para finalizar esse tema, trazemos que a interdisciplinaridade é

um movimento importante de articulação entre o ensinar e o


aprender. Compreendida como formulação teórica e assumida
enquanto atitude, tem a potencialidade de auxiliar os educadores
e as escolas na ressignificação do trabalho pedagógico em
termos de currículo, de métodos, de conteúdos, de avaliação e
nas formas de organização dos ambientes para a aprendizagem
(Thiesen, 2008, p. 553).

E aí? Aposto que a partir de agora você só vai pensar desenvolver práticas
docentes interdisciplinares, estou certa?

4.4 ESD: Educação sem Distância

Você já ouviu falar sobre esse termo?

O prof. Dr. Romero Tori, da Escola Politécnica (USP) e do SENAC (SP) traz à
tona o termo Educação SEM Distância, pois o mesmo acredita que não é a
distância o que importa quanto o processo educativo acontece e, sim, a
interação promovida pela(s) mídia(s) utilizadas.

Explicando melhor... quanto menos percebemos a mídia, mais próximo nos


sentimos do docente e dos colegas num curso em EaD. Essa afirmação faz
todo sentido se pensarmos que, em um curs o à distância, é mais fácil perder o
aluno do que num curso presencial.

O cursista vai embora com um clique, em EaD. No presencial, na maioria das


vezes ele espera que a aula termine...
96

Assim, cabe ressaltar que é fundamental, para não haver “distância”,


preocupar-se com a maneira como o curso está acontecendo, com as mídias
utilizadas, com as propostas de atividades e, sobretudo, com a rapidez no
feedback que o aluno vai receber sobre suas postagens, suas participações e
suas atividades.

Em EaD é de extrema importãncia que o aluno sinta-se acompanhado e aqui


não tratamos de um chá entre amigos, de uma conversa de bar. Pelo contrário!

A seriedade do que faz-se em EaD deve ser a primeira característica pensada


e trabalhada desde a elaboração de sua concepção e construção.
<Saiba mais – início>

Não esqueça: Assista à palestra do prof. Dr. Romero Tori sobre o tema para
ampliar seus conhecimentos no endereço eletrônico a seguir:
http://www.youtube.com/watch?v=xfu7bgvoZxY

<Saiba mais – fim>

Tori (2010) defende que em processos educativos, como em EaD, por exemplo,
educação apoiada por tecnologias interativas, os conteúdos apresentados aos
alunos(as) em formato digital podem assumir papéis de grande destaque pois
oferecem, principalmente, novas formas de trabalho e de aprendizagem.

Nesse cenário, ele propõe que seja construída uma taxonomia das mídias e
uma linguagem visual para a modelagem de mídia, relações de distância e
sequenciamento, em programas de aprendizagem que integrem recursos
virtuais e presenciais.

E parte dessa ideia para construir sua proposta de educação SEM distância:
Na parte Iao falar sobre “A Distância que Aproxima”, defende uma modalidade
educacional desmembrada do ensino tradicional.
97

Esse desmembramento deixa claro que as formas e os meios que o ensino se


desenvolve interrompem a ideia de que só estamos juntos aos nossos (as)
alunos(as) de a presença física for uma realidade. Pelo contrário! O estar junto
pode ser virtual e ainda assim será real: o que vai realmente importar é ter que
os saberes sejam construídos.

No capítulo que trata da “Distância e presença na medida certa”, Tori (2010)


discute os cursos de EaD estarem direcionados para aprendentes e instrutores
que estão separados geograficamente e, ainda, por muitas vezes
condicionados pela separação temporal.

Como resolver tal fato? Utilizando ferramentas que aproximem as pessoas


envolvidas num curso em EaD: videoconferências, chats etc.

Na terceira parte, intitulada “A presença da tecnologia”, é feita uma discussão


acerca do ambiente virtual trazer ao aluno para interatividade, aproximando-o,
envolvendo-o e ao mesmo tempo transmitindo uma sensação de presença com
o conteúdo.

<Lembrete – inicio>

Lembre-se da presença dos AVAs, que devem ser minuciosamente testados e


escolhidos de acordo com a proposta de cada curso em EaD.

<Lembrete – fim>

Fica a dica da leitura do livro inteiramente. Vale a reflexão, que é o que


pretendemos com esse livro texto.

<Resumo - início>
Resumo
98

Nesta unidade foi objetivo analisar as modalidade de EaD desenvolvidas,


especialmetne na UNIP Interativa, universidade na qual voc~e está realizando
sua pós-graduação.

Pensar em EaD e nos modos em que é construída é fundamental para que


tenhamos certeza de que é a modalidade correta para nosso estilo de
aprendizagem.

De fato, desde que a Internet adentrou a educação, muita coisa mudou. Ela
provovou e continua provocando extraordinárias alterações nas formas de viver
dos homens.

Cada dia somos surpreendidos por novidades, objetos e fatos com os auais
jamais imaginaríamso conviver, nem ao menos que fossem possíveis de
ocorrer.

Para o futuro? A única aformação é de que a tecnologia estará cada vez mais
presente. As tecnologias interativas não deixarão mais a educação. Hoje elas
não podem ser vistas apenas como uma tendência, mas, sim, como realidade,
visto que as transformações vêm ocorrendo sem impedimentos humanos.

Cabe ressaltar que, ainda assim, nenhum professor perderá seu papel, sua
posição carregada de importância na sociedade. A tecnologia não poderá,
sozinha, assumir a educação, pois educação se faz com gente, não com
máquina.

O educador, que não sumirá, precisa adaptar-se com as TICs e insrei-las em


seu trabalho, fazendo com que as mesmas estejam ao seu favor e de seu(ua)
aluno(a).

A educação toma novos rumos e a avaliação continuará com a importante


função de guiar os professores para melhorar cada dia mais as suas práticas.

Oferecemos uma reflexão e esperamos que você não deixe de fazê-la sobre a
99

contribuição que o conceito de interdisciplinaridade traz á educação e à EaD.

<Resumo – fim>

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