Você está na página 1de 26

1

NOTA DA VERSÃO COMPLETA


VERSÃO GRATUITA – 26 PÁGINAS
Ø Não inclui o bônus em pdf com “O essencial para estruturar a redação para a prova da PRF + 20 temas
de redação de elevada probabilidade com resumos do que escrever.
Ø Não inclui: outros tópicos relevantes do CTB, resoluções de trânsito, constitucional, administrativo,
português, penal e processual penal, geopolítica, português, direitos humanos, legislação especial e
ética.
Ø A versão completa possui cerca de 80 páginas e acompanha os PDF`s de redação.

Para elaborar o presente material, foram investidas algumas semanas analisando provas
anteriores do CESPE, buscando tendências da banca e estilo de cobrança do conteúdo. Além
da análise de provas anteriores, para a confecção do Resumão também levamos em
consideração a pertinência temática, ou seja, aquilo que tem maior relevância para o cargo
de Policial Rodoviário Federal. Acreditamos que, com isso, seja possível elevar de 10 pontos
líquidos até 30 pontos líquidos a pontuação de nossos alunos, a depender da bagagem de
cada um.
Importante frisar que não se trata de uma revisão, mas de um estudo estratégico focando na
melhor forma de “ataque” com um método que apelidamos de: “Estudo de Guerrilha”. Assim,
Não queremos que você saiba dar aula de cada assunto, mas que consiga acertar o maior
número de questões possíveis na prova. Por isso, aconselhamos que estude o material da
seguinte forma:
Ø Leia, releia, sublinhe, faça anotações ou crie um sistema de perguntas e respostas.
Memorize sem entender mesmo. Quanto mais palavras-chaves dos conteúdos você
memorizar, melhor será seu desempenho.
Ø Não trave diante de um conteúdo. Não há tempo para entender tudo que está no
Resumão! Memorize de qualquer maneira, mas memorize!
Ø Estude esse Resumão até não aguentar mais =)
Cada matéria no Resumão foi tratada de acordo com suas peculiaridades: algumas matérias
verificamos que a prova foca mais em conhecimento do tipo “letra de lei”, como trânsito.
Outras verificamos que as questões são mais doutrinárias, como Direito Penal.
Outra análise que fizemos foi de “custo x benefício”. Há conteúdos que simplesmente não são
possíveis de aprender em pouco tempo (como matemática e física, por exemplo). Nesse caso,
preferimos focar nossa energia em conteúdos mais fáceis de assimilar, num curto espaço de
tempo.
Como notará, em razão da importância de trânsito, boa parte do Resumão é dedicada a essa
matéria. A partir do nosso material, acreditamos que mesmo um aluno iniciante, que não
possua conhecimento nenhum de trânsito, conseguirá obter mais de 30 pontos líquidos na
matéria, caso se dedique a estudar de forma agressiva, diariamente, este material até a data
da prova.
2

Enfim, caro aluno...

O que você vai encontrar nas próximas páginas pode ajudar FORTEMENTE na sua aprovação.
Não são meras “apostas” do que acreditamos que vai cair, mas o resultado de um grande
esforço de análise.
Obs.: em razão do tempo curto, o material poderá conter erros de grafia/digitação. Releve =)
A seguir, iniciamos o Resumão na versão gratuita. Com ele, você conseguirá certamente
aumentar a sua pontuação na prova da PRF de forma considerável.
Caso queira ter acesso à versão completa, que inclui todas as matérias do edital (à exceção de
física e matemática), além do PDF com os 20 temas de redação mais prováveis e resumos do
que o aluno deve escrever, acesse:
http://quebrandoasbancas.com/produto/resumao-da-esperanca-final/

VERSÃO COMPLETA
3

01 – LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Ø Para o CTB, qual a definição de trânsito?
o Trânsito é a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em
grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e
operação de carga ou descarga.
Ø A responsabilidade é objetiva dos órgãos e entidades do SNT por danos causados em
virtude de ação ou omissão ou erro.
o Ou seja, não há necessidade se comprovar dolo ou culpa.
Ø São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos,
as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão
ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as
circunstâncias especiais.
o Via rural são estradas e rodovias.
Ø São consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública, as vias internas
pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas
de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo.

CRIMES DE TRÂNSITO
Atenção: em alguns tópicos colocaremos as penas como referência, porém o CESPE não
costuma cobrar quantidade de anos das penas, mas os aumentos podem ser cobrados.
REGRAS GERAIS
Ø Para os crimes que analisaremos a seguir, caso o juiz venha a aplicar a substituição da
pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos, a pena deverá ser de
prestação de serviços à comunidade ou entidades públicas em uma das seguintes
atividades (art. 312-A – alteração legislativa recente):
o Trabalho aos fins de semana em equipes de resgate de vítimas de trânsito;
o Trabalho em unidades de pronto-socorro de hospitais que recebem vítimas de
acidente de trânsito e politraumatizados;
o Trabalho em clínicas/instituições especializadas na recuperação de
acidentados de trânsito;
o Outras atividades relacionadas ao resgate, atendimento e recuperação de
acidentes de trânsito.
Ø O objetivo é fazer o condenado se conscientizar dos riscos que envolvem o trânsito e
se tornar um cidadão melhor.
4

Ø São circunstâncias que SEMPRE agravam as penalidades dos crimes de trânsito ter o
condutor do veículo cometido a infração:
o com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave
dano patrimonial a terceiros;
o utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas;
o sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;
o com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de categoria diferente da
do veículo;
o quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte
de passageiros ou de carga;
o utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou
características que afetem a sua segurança ou o seu funcionamento de acordo
com os limites de velocidade prescritos nas especificações do fabricante;
o sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a
pedestres.
Ø Não será preso em flagrante o condutor do veículo que causar acidente que preste
pronto e integral socorro à vítima.
Vamos agora analisar os crimes em espécie do CTB.
MUITA ATENÇÃO! Chance elevadíssima de caírem na prova da PRF.
HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR (art. 302)
(AQUELE EM QUE NÃO HÁ INTENÇÃO DE MATAR, MAS IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA)

Ø O agente é punido com detenção e suspensão ou proibição de se obter a permissão


ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
ü Quando a lei mencionar suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a
habilitação para dirigir veículo automotor, vamos nos referir da seguinte forma
para facilitar o estudo: suspensão ou proibição (suspensão da habilitação ou
proibição de se obter a habilitação).
Ø A pena é aumentada de 1/3 à metade se o condutor do veículo: não possuir habilitação
para dirigir; praticar o crime em faixa de pedestres ou calçada; deixar de prestar
socorro, quando possível de se fazer sem risco pessoal; no exercício de sua profissão
ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.
Ø Se o condutor cometer o crime sob a influência de álcool ou qualquer outra substância
psicoativa que determine a dependência: há uma pena maior (reclusão de 5 a 8 anos)
e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor.
ü Trata-se de alteração legislativa recente, tendo elevada probabilidade de vir a
ser cobrado pelo CESPE. Antes da alteração, aquele que praticasse o homicídio
culposo na direção de veículo automotor sob efeito de álcool, ou outra
substância psicoativa que determina dependência, seria enquadrado apenas
no aumento de pena de 1/3 à metade. Com a Lei 13.546/2017, a situação ficou
mais gravosa.
5

LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR (art. 303)

Ø O agente é punido com detenção e suspensão da habilitação ou proibição de se obter


a habilitação.
Ø A pena é aumentada de 1/3 à metade se o condutor do veículo: não possuir habilitação
para dirigir; praticar o crime em faixa de pedestres ou calçada; deixar de prestar
socorro, quando possível de se fazer sem risco pessoal; no exercício de sua profissão
ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros.
Ø A pena será maior ainda (reclusão de 2 a 5 anos) se o agente conduz o veículo com
capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra
substância psicoativa que determine dependência, e se do crime resultar lesão
corporal de natureza grave ou gravíssima.
ü Alteração recente pela Lei 13.546/2017.
OMISSÃO (art. 304)
Ø É crime deixar o condutor, envolvido em acidente, de prestar imediato socorro à
vitima.
Ø Se não puder prestar o socorro diretamente por justa causa, deverá solicitar auxílio da
autoridade pública (SAMU, PRF, PM, bombeiros ...).
Ø Ainda que terceiros prestem o socorro, deverá o condutor prestar socorro, ou
responderá pelo crime.
Ø Ainda que a vítima tenha tido morte instantânea, deverá o condutor prestar socorro,
ou responderá pelo crime.
Ø Ainda que a vítima tenha apenas ferimentos leves, deverá o condutor prestar socorro,
ou responderá pelo crime.
FUGA DO LOCAL PARA NÃO SER RESPONSABILIZADO (art. 305)
Ø É crime o fato do condutor envolvido em acidente se afastar do local para fugir da
responsabilidade penal ou civil.
ü Artigo com elevada pertinência temática em relação ao trabalho da PRF. Não é
raro de acontecer.
CAPACIDADE PSICOMOTORA ALTERADA – ÁLCOOL OU AFINS (art. 306)
Ø É crime conduzir o veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da
influência de álcool ou de outra substância que determine dependência (exemplo:
maconha, cocaína, LSD, etc.).
Ø A pena é a detenção (6 meses a 3 anos) e suspensão da habilitação ou proibição de se
obter habilitação ou permissão.
Ø Como se constata o crime?
ü Concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue;
ü Concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar
(método maios utilizado pela PRF pelo aparelho etilômetro);
ü Sinais que indiquem a alteração da capacidade psicomotora (conforme
disciplinar o CONTRAN);
6

Ø Quais meios podem ser utilizados para verificar o crime?


ü Teste de alcoolemia;
ü Teste toxicológico;
ü Exame clínico;
ü Perícia;
ü Vídeo;
ü Prova testemunhal;
ü Ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito à
contraprova.
VIOLAÇÃO DA SUSPENSÃO DA PROIBIÇÃO DE SE OBTER HABILITAÇÃO (art. 307)
Ø Comete crime aquele que estiver com a habilitação suspensa, ou com o direito de se
obter habilitação/permissão proibido, e for flagrado conduzindo o veículo.
Ø Além da pena da detenção (seis meses a um ano), haverá nova imposição adicional de
idêntico prazo de suspensão ou de proibição.
ü Violar a suspensão do direito de direito de dirigir é um crime bastante
recorrente na atividade da PRF.
CORRIDA, DISPUTA, EXIBIÇÃO E DEMONSTRAÇÃO (art. 308)
Ø É crime participar de corrida, disputa, exibição, competição ou demonstração de
perícia em manobra de veículo automotor, gerando risco à incolumidade pública ou
privada.
Ø Para ocorrer o crime, os fatos devem ocorrer em via pública (se for em via privada não
há esse crime).
Ø Para ocorrer o crime, deve-se gerar risco à incolumidade pública ou privada.
Ø Não há crime se a autoridade competente autorizar o evento.
Ø Punição: detenção (6 meses a 3 anos), multa e suspensão da habilitação ou proibição
de se obter a habilitação/permissão.
Ø Se alguém se ferir na prática do crime com lesões graves: caso as circunstâncias
demonstrem que o agente (condutor) não quis o resultado (as lesões graves), nem
assumiu o risco de produzi-lo (ou seja, não estava em dolo eventual), a pena será mais
grave (reclusão de 3 a 6 anos).
ü Segundo a legislação penal brasileira, dolo eventual é um tipo de crime que
ocorre quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume
o risco de o produzir.
Ø Se alguém morrer e não houver dolo eventual a pena será mais grave ainda (privativa
de liberdade de 5 a 10 anos).
Ø Caso haja dolo ou dolo eventual, a pessoa responde por homicídio (outro crime).

DIRIGIR SEM HABILTIAÇÃO/PERMISSÃO GERANDO PERIGO DE DANO (art. 309)


Ø Dirigir com a habilitação/permissão cassada equivale a não ser habilitado. Logo,
pratica o crime também se dirigir veículo automotor em via pública com cassação.
7

Ø Para o crime ocorrer, deve dirigir o veículo automotor na via pública.


Ø Deve gerar perigo de dano para que o crime se caracterize.
o Memorize: inabilitado/cassado + perigo de dano + via pública = crime.
o Se o CESPE falar assim: “Fulano, sem habilitação, conduzia seu veículo e foi
flagrado pela PRF. Caso tenha gerado perigo de dano em sua condução,
responderá criminalmente.” – a questão está certa, ainda que não tenha
mencionado a via pública (assertiva incompleta não torna a questão errada).
Contudo, se questão mencionar que não é via pública, aí a questão passa a ficar
errada.
PERMITIR, CONFIAR OU ENTREGAR A DIREÇÃO A PESSOA “SEM CONDIÇÕES” (art. 310)
Ø É crime permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa que não
tenha condições de dirigir:
o não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso;
o ou a quem não consiga dirigir com segurança o veículo em razão de estado de
saúde, condição física ou mental, ou por embriaguez.
Ø A lei não exige perigo de dano. O perigo é presumido pela lei.
o Se liga: a pessoa que dirigir o veículo sem habilitação só comete crime se gerar
perigo de dano. Contudo, aquele que entregar a direção do veículo a pessoa
sem habilitação comete o crime independentemente do perigo de dano.
TRAFEGAR EM VELOCIDADE INCOMPATÍVEL COM A SEGURANÇA PRÓXIMO A LOCAIS
SENSÍVEIS (art. 311)
Ø É crime trafegar em velocidade incompatível com a segurança, GERANDO PERIGO DE
DANO, nas proximidades a:
o Escolas
o Hospitais,
o Estações de embarque e desembarque de passageiros,
o Logradouros estreitos,
o Ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas.
Ø Fique atento às hipóteses em que se exige o perigo de dano ou não.
INOVOAR ARTIFICIOSAMENTE O LOCAL DO ACIDENTE (art. 312)
Ø Comete crime aquele que altera de forma artificial o estado de lugar, de coisa ou de
pessoa envolvida em acidente automobilístico para induzir em erro o agente policial,
o perito ou o juiz.
Ø Exemplo: pessoa se envolve em acidente e está embriagada. Para livrar-se da
responsabilidade, paga outra pessoa para assumir a posição de condutor com o
objetivo de enganar ao policial.

COMPETÊNCIA DA PRF NO CTB


Ø Tema MUITO importante. Vai cair pelo menos uma questão daqui!
Ø Em relação ao CTB, a PRF atua no âmbito das rodovias e estradas federais.
Ø Compete à PRF cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito.
8

Ø Realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a


segurança pública, com o objetivo de preservar:
o A ordem;
o Incolumidade das pessoas;
o O patrimônio da União e o de terceiros.
Ø Compete à PRF aplicar e arrecadar:
o As multas impostas por infrações de trânsito;
o As medidas administrativas decorrentes e os valores provenientes da remoção
de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de cargas
superdimensionadas ou perigosas;
Ø Levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos serviços de atendimento,
socorro e salvamento de vítimas;
Ø Credenciar os serviços de escolta;
Ø Fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas à remoção de veículos, escolta e
transporte de carga indivisível;
Ø Assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão
rodoviário a adoção de medidas emergenciais;
Ø Zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança,
promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas.
Ø Coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de trânsito e suas causas,
adotando ou indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao
órgão rodoviário federal;
Ø Implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e Educação de Trânsito;
Ø Promover e participar de projetos e programas de educação e segurança (de acordo
com as diretrizes do CONTRAN);
Ø Integrar-se a outros órgãos e entidades do STN;
Ø Fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos
automotores ou pela sua carga;
Ø Dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais.
Ø NÃO COMPETE à PRF vistoriar veículos que necessitam de autorização especial para
transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para circulação
desses veículos (compete aos órgãos executivos rodovíarios);
Ø NÃO COMPETE à PRF implantar, manter e operar o sistema de sinalização (compete
aos órgãos executivos rodoviários).
Ø Cuidado! O CTB não prevê de forma expressa a competência para a PRF fiscalizar peso,
dimensões e lotação dos veículos, mas prevê expressamente para os órgãos executivos
rodoviários).
o Compete ao órgãos executivos rodoviários da União, dos Estados, do DF e dos
Municípios, no âmbito de sua circunscrição, fiscalizar, autuar, aplicar as
penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infrações por
excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e
arrecadar as multas que aplicar à CERTO.
9

PENALIDADES
Ø As penalidades aplicáveis pelas autoridades de trânsito são:
o Advertência por escrito;
o Multa;
o Suspensão do direito de dirigir;
o Cassação da CNH;
o Frequência obrigatória em curso de reciclagem;
Ø A apreensão foi revogada em 2016 do rol das penalidades, todavia o legislador se
esqueceu de retirar a palavra de diversos artigos ao longo do CTB. Na prática, isso
significa que dificilmente o CESPE irá cobrar na prova a apreensão, em razão da
confusão gerada. Portanto, podemos afirmar que é uma medida não mais existente
no CTB, já que a Lei 13.281 de 2016 revogou tal penalidade, ainda que conste por falha
do legislador em alguns artigos do CTB.
Ø Quem pode receber a penalidade são apenas os seguintes:
o Condutor;
o Proprietário do veículo;
o Embarcador;
o Transportador;
§ Pessoas físicas ou jurídicas também poderão ser responsabilizadas nos
casos expressamente previstos no CTB, em razão do descumprimento
de obrigações e deveres impostos.
Ø Aos proprietários e condutores de veículos serão impostas concomitantemente as
penalidades de que trata este Código toda vez que houver responsabilidade solidária
em infração dos preceitos que lhes couber observar, respondendo cada um de per si
pela falta em comum que lhes for atribuída.
Ø SEMPRE caberá ao proprietário a responsabilidade pela infração referente ao
seguinte:
o Prévia regularização e preenchimento das formalidades e condições exigidas
para o trânsito do veículo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de
suas características, componentes, agregados, habilitação legal e compatível
de seus condutores, quando esta for exigida, e outras disposições que deva
observar.
o Ou seja, problemas DO VEÍCULO, a responsabilidade é do PROPRIETÁRIO,
ainda que seja outro o condutor.
Ø Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados
NA DIREÇÃO do veículo.
Ø O embarcador é responsável pela infração relativa ao transporte de carga com
excesso de peso nos eixos ou no peso bruto total, quando simultaneamente for o
único remetente da carga e o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for
inferior àquele aferido.
Ø O transportador é o responsável pela infração relativa ao transporte de carga com
excesso de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais de um embarcador
ultrapassar o peso bruto total.
10

Ø O transportador e o embarcador são solidariamente responsáveis pela infração


relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou
manifesto for superior ao limite legal.
Ø Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o proprietário
do veículo terá quinze dias de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-
lo, na forma em que dispuser o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do
qual, não o fazendo, será considerado responsável pela infração o principal condutor
ou, em sua ausência, o proprietário do veículo.
Ø Após o prazo previsto no parágrafo anterior, não havendo identificação do infrator e
sendo o veículo de propriedade de pessoa jurídica, será lavrada nova multa ao
proprietário do veículo, mantida a originada pela infração, cujo valor é o da multa
multiplicada pelo número de infrações iguais cometidas no período de doze meses.
Ø Suspensão do direito de dirigir (importante):
o A suspensão do direito de dirigir ocorre nos seguintes casos:
§ SEMPRE que o infrator atingir 20 pontos em 12 meses.
• 6 meses a um ano de suspensão.
• Se reincidente no período de 12 meses, de 8 meses a 2 anos de
suspensão.
§ Quando cometer infração punida com suspensão (exemplo: dirigir sob
efeito de álcool).
• De 2 a 8 meses de suspensão, exceto quando houver prazo
estipulado na própria infração.
• Se reincidente no período de 12 meses, de 8 meses a 18 meses
de suspensão.
o O condutor recebe a carteira de habilitação de volta quando: passar o prazo
da penalidade + curso de reciclagem.
o A imposição da suspensão elimina os 20 pontos computados para fins de
contagem subsequente (zera).
o Se você é condutor que exerce atividade remunerada (motorista de ônibus,
por exemplo), de categoria C, D ou E, e no período de 1 ano atingir 14 pontos,
poderá fazer um curso preventivo de reciclagem para zerar os pontos.
§ Nova reciclagem preventiva só pode ocorrer depois de 12 meses.
Ø Cassação:
o Ocorre cassação quando:
§ Estar com o direito de dirigir suspenso e for conduzir qualquer veículo.
§ Reincidir nas seguintes infrações:
• Dirigir com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para
Dirigir de categoria diferente da do veículo que esteja
conduzindo
• Entregar a direção do veículo a pessoa ou permitir que tome
posse nas condições seguintes:
o não habilitado;
o habilitação/permissão/autorização cassada/suspensa;
habilitação/permissão com categoria diferente;
11

o CNH vencida a mais de 30 dias;


o sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar de
audição, de prótese física ou as adaptações do veículo
impostas por ocasião da concessão ou da renovação da
licença para conduzir;
• Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência;
• Disputar corrida;
• Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e
demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles
participar, como condutor, sem permissão da autoridade de
trânsito com circunscrição sobre a via;
• Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra
perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou
frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus;
§ Quando condenado judicialmente por delito de trânsito.
o Decorridos dois anos da cassação da Carteira Nacional de Habilitação, o
infrator poderá requerer sua reabilitação, submetendo-se a todos os exames
necessários à habilitação, na forma estabelecida pelo CONTRAN.
Ø Advertência por escrito:
o Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de
natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo
reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a
autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência
como mais educativa.
o Aplicação da advertência por escrito não elide/suprimi o acréscimo do valor
da multa prevista no § 3º do art. 258, imposta por infração posteriormente
cometida.
Ø Quais os casos em que ocorre o curso de reciclagem?
o Contumaz em infração;
o Suspensão do direito de dirigir;
o Envolvido em acidente grave para o qual haja contribuído (independe do
processo judicial);
o Condenado judicialmente por delito de trânsito;
o Outras situações definidas pelo CONTRAN.

INFRAÇÕES
Ø É infração gravíssima dirigir ciclomotor sem autorização.
Ø Quando o condutor possui algum problema impeditivo (sem possuir habilitação ou
habilitado para categoria diferente, por exemplo), está presente a medida
administrativa de retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado.
Ø É gravíssimo ser flagrado conduzindo veículo: sem estar habilitado, com habilitação
cassada/suspensa ou habilitado para categoria diferente ou com habilitação vencida
há mais de 30 dias, sem usar lentes/aparelho/adaptações. Quem entregar a
12

habilitação para alguém nessas mesmas condições, está sujeito à mesma infração e
penalidade.
Ø Sob influência de álcool:
o É gravíssimo dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância
psicoativa que determine dependência.
o Penalidade: multa + suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
o Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e retenção
do veículo.
o Não se apresentando condutor habilitado no local da infração, o veículo será
removido a depósito.
o A multa é dobrada se houver reincidência no período de até 12 meses.
Ø A recusa a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar
influência de álcool ou outra substância psicoativa gera as mesmas consequências do
que dirigir sob influência de álcool.
Ø Comete infração gravíssima aquele que cofia ou entrega direção de veículo a pessoa
que por seu estado físico ou psíquico não estiver em condições de dirigi-lo com
segurança em razão do estado físico ou psíquico.
Ø Competição/eventos/exibição/demonstração:
o Aquele que promove competição eventos/exibição/demonstração de perícia
na via ou participa como condutor, sem permissão da autoridade, comete
infração gravíssima.
o Penalidade: multa (dobrada em caso de reincidência nos 12 meses) +
suspensão do direito de dirigir.
o Recolhimento do documento de habilitação + remoção do veículo.
o As penalidades também são aplicáveis aos promotores e aos condutores
participantes.
Ø Utilizar o veículo para realizar manobra perigosa/arrancada
brusca/derrapagem/frenagem com deslizamento ou arrastamento dos pneus: multa
(dobro na reincidência nos 12 meses) + suspensão de dirigir.
o O CTB prevê apreensão do veículo como penalidade. Contudo, a apreensão foi
revogada, embora ainda conste no texto de algumas infrações.
Ø Sobre multa e suspensão do direito de dirigir o motorista envolvido em acidente que
deixar de:
o de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo;
o de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar perigo para o
trânsito no local;
o de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia;
o de adotar providências para remover o veículo do local, quando determinadas
por policial ou agente da autoridade de trânsito;
o de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessárias à
confecção do boletim de ocorrência.
Ø É apenas infração grave deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente de
trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes.
13

Ø Deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de adotar as providências para


remover o veículo do local, quando necessário para assegurar a segurança e a fluidez
do trânsito é infração média.
Ø Não comete infração de trânsito fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na via
pública nos casos de impedimento absoluto de remoção e estando o veículo
devidamente sinalizado.
o Não sendo caso de impedimento absoluto, estará presente a infração.
o A infração é grave para as vias de trânsito rápido e leve para as demais vias.
Ø É infração gravíssima deixar de dar passagem aos veículos precedidos de batedores,
de socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fiscalização de trânsito
e às ambulâncias, quando EM SERVIÇO DE URGÊNCIA e devidamente identificados por
ALARME SONORO e ILUMUNAÇÃO VERMELHA INTERMITENTE.
Ø Não é infração seguir veículo de urgência que NÃO ESTEJA com prioridade de
passagem identificada pela iluminação e alarme sonoro.
Ø Sofre multa e suspensão do direito de dirigir aquele que forçar
passagem entre veículos que, transitando em sentidos
opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao
realizar operação de ultrapassagem.
o Multa em dobro na reincidência em 12 meses.
Ø A ultrapassagem proibida comum (sem a forçagem) é gravíssima e não suspende a
habilitação.
Ø Ultrapassagem a veículo em movimento que integre cortejo, prétito, desfile e
formações militares é infração leve, salvo se autorizado.
Ø É infração gravíssima ultrapassar pela direita veículo de transporte coletivo ou de
escolares, parado para embarque ou desembarque de passageiros, salvo quando
houver refúgio de segurança para o pedestre.
Ø Suspende o direito de dirigir transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem
sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às áreas destinadas à
pesagem de veículos ou evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio.
Ø Suspende o direito de dirigir transpor, sem autorização, bloqueio viário policial.
Ø Velocidade superior à máxima:
o Superior em até 20 % à média;
o Superior a 20 % até 50 % à grave;
o Superior em mais de 50 % à gravíssima, gerando suspensão imediata do
direito de dirigir e apreensão do documento da habilitação.
Ø Transitar em velocidade inferior a metade da máxima também gera infração,
retardando o trânsito, a menos que:
o As condições de tráfego e meteorológicas não o permitam;
o Ou esteja na faixa da direita.
Ø Caso um motorista profissional (carga ou coletivo de passageiros) não obedeça ao
tempo de permanência ao volante e aos intervalos de descanso, sofrerá infração
média e retenção do veículo para que descanso pelo tempo determinado. A
reincidência nos últimos 12 meses converte-se em infração grave.
14

Ø Usar o veículo para deliberadamente interromper a via (é a multa criada para as


manifestações dos caminhoneiros) – importante:
o Se, deliberadamente (propositalmente), interromper, restringir ou perturbar a
circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito, a infração
é gravíssima, sofre multa (20x) e suspensão do direito de dirigir por 12 meses,
além da remoção do veículo.
o A multa é agravada em 60x aos organizadores do evento.
o A multa é dobrada na reincidência nos últimos 12 meses.
o As penalidades são aplicadas a pessoas físicas ou jurídicas.

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Ø O auto de infração será lavrado constando a assinatura do condutor, sempre que


possível.
Ø Quando alguém é autuado por ter cometido uma infração de trânsito, ele receberá a
notificação da autuação e posteriormente a notificação da penalidade.
Ø A assinatura do condutor no auto de infração vale como notificação do cometimento
da infração.
Ø Quando o auto de infração será arquivado pela autoridade de trânsito e seu registro
julgado insubsistente?
o Se for considerado inconsistente ou irregular
o Se, no prazo máximo de 30 dias, não for expedida a notificação da autuação.
Ø Aplicada a penalidade, será expedida a notificação ao proprietário ou ao infrator.
Ø A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo será
considerada válida para todos os efeitos.

RESOLUCÕES E OUTROS TÓPICOS IMPORTANTES DO CTB – APENAS NA VERSÃO COMPLETA

07 – INFORMÁTICA
SISTEMAS DE BUSCAS DA GOOGLE:
Ø Refinar as pesquisas:
o A Pesquisa Google geralmente ignora pontuações que não façam parte de um
operador de pesquisa.
o Não coloque espaços entre o termo de pesquisa e o símbolo ou palavra. Uma
pesquisa por site:globo.com funcionará, mas por site: globo.com não.
o Pesquisar em redes sociais @: Coloque antes de uma palavra para pesquisar
em redes sociais. Exemplo: @instagram.
15

o Pesquisar um preço $: Coloque o símbolo antes de um número. Exemplo:


celular $1200.
§ Se quiser fazer a pesquisa dentro de um intervalo, utilize dois pontos
(um ao lado do outro ..). Exemplo: câmera $50..$200.
o Excluis palavras da pesquisa – : coloque o símbolo de menos antes da palavra
que deve ser excluída da pesquisa. Exemplo: velocidade do jaguar -carro.
o Pesquisar uma correspondência exata “ “: o que tiver dentro das aspas será
pesquisado junto. Exemplo: “planeta terra” – o sistema irá procurar a
expressão toda. O resultado da busca sem as aspas é diferente. Faça o teste
para entender.
o Combinar Pesquisa or: combina as pesquisas de dois termos. Exemplo: prf or
pf.
o Com este sinal * você procura palavras em uma mesma busca, porém não
necessariamente juntas (uma do lado da outra). Exemplo: planeta*terra.
o Para pesquisar em site específico: coloque “site” antes de um site ou domínio.
Exemplo: site:.gov.
o Se quiser pesquisar por sites relacionados, use o termo “related:” antes do
endereço modelo. Exemplo: realated:quebrandoasbancas.com.
o Para ver a versão em cache do Google de um site, coloque “cache:” antes do
site.
o Para ver detalhes de um site, use “info:” antes do endereço do site.
CONCEITOS DE PROTEÇÃO E SEGURANÇA:
Dica de vídeo para iniciantes: https://www.youtube.com/watch?v=GK69-u1stJY: “os
invasores”
Ø Rootkit:
o É um tipo de cavalo de troia.
o Rootkit é um software malicioso que permite o acesso a um computador
enquanto oculta a sua atividade. Originalmente o rootkit era uma coleção de
ferramentas que habilitavam acesso a nível de administrador para um
computador ou uma rede.
o Caso o antivírus detecte um rootkit, o malware pode tentar desativar a
proteção e deletar alguns componentes delicados da solução.
o A habilidade de se esconder permite que este tipo de malware permaneça no
sistema da vítima por meses ou até anos, possibilitando que hackers usem o
sistema para o que bem entender.
o O sistema operacional Linux/Unix tem relação com o início desse software.
Ø Scareware:
o Scareware é um software malicioso que faz com que os usuários de
computadores acessem sites infestados por malware. Também conhecido
como software de engano, software de verificação desonesto ou fraudware, o
scareware pode vir na forma de caixas suspensas.
Ø Spyware:
16

o É um tipo de malware. Consiste em um programa automático de computador


que recolhe informações sobre o usuário, sobre os seus costumes na internet
e transmite essa informação a uma entidade externa na Internet, sem o
conhecimento e consentimento do usuário.
Ø Koobface:
o O Koobface pode entrar no computador disfarçado de algo chamativo em que
o usuário deseja clicar. Por exemplo, ele pode publicar uma mensagem oculta
no mural do Facebook, como "Você foi visto na nossa câmera secreta", para
incentivar você a clicar em um link que baixa e instala o worm no computador.
o Outra tática do Koobface é usar anúncios do tipo pay-per-click (pague por
clique) para gerar receita enquanto redireciona o tráfego para sites falsificados,
incluindo alguns que oferecem proteção antivírus falsa. Algumas variações
levam você ao YouTube ou a um site semelhante e dizem que, para continuar,
você precisa instalar uma nova versão do Adobe Flash ou de um plug-in.
o Uma vez instalado no computador, o worm Koobface percorre o sistema
coletando informações pessoais, como dados de login ou bancários,
garimpando sua lista de contatos para conseguir mais alvos e criando
publicações falsas em seu nome. Depois disso, o worm transmite os dados para
um centro de comando e controle (C&C). À medida que mais computadores
são infectados, eles formam uma rede robô, conhecida como botnet, que se
reconecta ao mestre para obter atualizações de malware que ajudam o vírus a
contaminar outros sistemas.
Ø Worm Warhol:
o É um worm de computador capaz de se replicar rapidamente e infectar um
grande número de computadores na Internet em apenas 15 minutos.
Ø Adware:
o Adware é o nome que se dá a programas criados para exibir anúncios no
computador, redirecionar suas pesquisas para sites de anunciantes e coletar
seus dados para fins de marketing. Por exemplo, eles rastreiam o tipo de sites
que você costuma acessar para exibir anúncios personalizados.
Ø Cavalo de troia:
o Cavalo de Troia é um tipo de malware que, frequentemente, está disfarçado
de software legítimo. Eles podem ser empregados por criminosos virtuais e
hackers para tentar obter acesso aos sistemas dos usuários. Em geral, os
usuários são enganados por alguma forma de engenharia social para carregar
e executar cavalos de Troia em seus sistemas. Uma vez ativados, os cavalos de
Troia permitem que os criminosos o espionem, roubem seus dados
confidenciais e obtenham acesso ao seu sistema pela porta de fundo. Essas
ações podem incluir:
§ Excluir dados
§ Bloquear dados
§ Modificar dados
§ Copiar dados
§ Atrapalhar o desempenho de computadores e redes de computadores
17

o Diferentemente dos vírus e worms, os cavalos de Troia não conseguem se


autorreplicar.
o Cavalo de troia backdoro: com um cavalo de Troia backdoor, usuários
maliciosos controlam remotamente o computador infectado. Com ele, o autor
consegue fazer o que quiser no computador infectado, como enviar, receber,
iniciar e excluir arquivos, exibir dados e reiniciar o computador. Os cavalos de
Troia backdoor costumam ser usados para reunir um conjunto de
computadores e formar uma botnet ou rede zumbi, que pode ser usada para
fins criminosos.
Ø Phishing:
o Phishing é uma maneira desonesta que cibercriminosos usam para enganar
você a revelar informações pessoais, como senhas ou cartão de crédito, CPF e
número de contas bancárias. Eles fazem isso enviando e-mails falsos ou
direcionando você a websites falsos.
o Normalmente, o phishing ocorre por meio de spam (e-mails indesejados).
Ø Antivírus – gerações:
o Primeira Geração: escaneadores simples;
§ Os antivirus de primeira geração utilizam os recursos de verificação com
base em assinatura, ou seja, é como se fosse uma marca ou impressão
digital. Caso o código malicioso ou programa possuísse a marca, o
antivirus então barra o código. Entretanto, isso depende de atualização
constante e veloz dos antivirus para serem capazes de capturarem os
diversos códigos que surgem diariamente.
o Segunda Geração (vem sendo cobrado pelo CESPE): escaneadores heurísticos;
§ Os antivírus modernos têm o princípio da heurística. A detecção
heurística permite ao antivírus identificar vírus que não constem do seu
banco de dados, através da análise do comportamento de um arquivo
ou programa (aplicativos que fazem uma varredura na memória RAM,
por exemplo, podem ser considerados suspeitos).
§ O banco de dados de proteção do seu antivírus é atualizado com novas
“assinaturas” ou código de vírus toda vez que você se conecta a
Internet. Porém, quando o antivírus “não conhece o vírus” (não possui
sua “assinatura”) ele parte para a análise do comportamento do
arquivo ou programa suspeito (verificação heurística) o que aumenta a
geração de Falsos Positivos.
o Terceira Geração: armadilhas de atividade;
o Quarta Geração: proteção total.
Ø Firewall
o O firewall é um filtro de conexões que bloqueia ou libera o acesso pelas portas
TCP do computador. Os worms se propagam pelas conexões de rede usando
portas desativadas ou abandonadas. Assim, o firewall impede a sua
propagação, sendo uma ferramenta preventiva.
18

o O firewall não é antispyware. Portanto, apesar de bloquear a propagação, ele


não elimina o worm. Para eliminar, deve-se usar um antispyware, como o
Windows Defender.

REDES
Ø Internet: é a rede mundial de computadores, composta por todos os computadores
do mundo ligados em rede. Seu funcionamento é baseado na Pilha de Protocolos
TCP/IP.
Ø Intranet: é uma internet fechada limitada a um grupo específico de usuários. Ela utiliza
os mesmos protocolos e recursos utilizados através da internet como: TCP – IP
Ø Extranet: é a parte de uma intranet que pode ser acessada pela Internet, ou seja, a
extranet fica disponível na Internet para interação com clientes e fornecedores de uma
organização, mas com acesso autorizado, controlado e restrito. Uma extranet pode
sim ser acessada por meio de smartphones
Ø Protocolos:
o IP – atua na camada de rede.
o TCP – atua na camada de transporte. Realiza o transporte de pacotes com
entrega garantida.
o UDP – atua na camada de transporte. Realiza o transporte de pacotes sem
entrega garantida.
§ ODP – protocolo de ser PRF: Orgulho De Pertencer... zoeira, esquece!
=D. Quando falar em UDP, lembre-se que é algo ao contrário de ODP.
No ODP você tem a garantia de ser PRF, você é servidor estável (depois
do probatório). No UDP não tem garantia.
o SMTP – protocolo para envio de e-mail.
o IMAP – protocolo para recebimento de e-mail. As mensagens podem ser
baixadas ou lidas online. A mensagem fica no servidor e na máquina do usuário.
o POP3 – protocolo de recebimento. O Programa de Correio Eletrônico Puxa a
Mensagem do Servidor.
o Telnet – protocolo para acesso remoto.
o SSH – secure shell é um protocolo de rede criptográfico para operação de
serviços de rede de forma segura sobre uma rede insegura. O melhor exemplo
de aplicação conhecido é para login remoto de usuários a sistemas de
computadores.
Ø Abrangências de redes (extraído do site do canaltech):
o LAN – Rede Local: As chamadas Local Area Networks, ou Redes Locais,
interligam computadores presentes dentro de um mesmo espaço físico. Isso
pode acontecer dentro de uma empresa ou casa, por exemplo, sendo possível
a troca de informações e recursos entre os dispositivos participantes.
o MAN – Rede Metropolitana: Imaginemos, por exemplo, que uma empresa
possui dois escritórios em uma mesma cidade e deseja que os computadores
19

permaneçam interligados. Para isso existe a Metropolitan Area Network, ou


Rede Metropolitana, que conecta diversas Redes Locais dentro de algumas
dezenas de quilômetros.
o WAN – Rede de Longa Distância: A Wide Area Network, ou Rede de Longa
Distância, vai um pouco além da MAN e consegue abranger uma área maior,
como um país ou até mesmo um continente.
o WLAN – Rede Local Sem Fio: Para quem quer acabar com os cabos, a WLAN, ou
Rede Local Sem Fio. Esse tipo de rede conecta-se à internet e é bastante usado
tanto em ambientes residenciais quanto em empresas e em lugares públicos.
o WMAN – Rede Metropolitana Sem Fio: Esta é a versão sem fio da MAN, com
um alcance de dezenas de quilômetros, sendo possível conectar redes de
escritórios de uma mesma empresa ou de campus de universidades.
o WWAN – Rede de Longa Distância Sem Fio: Com um alcance ainda maior, a
WWAN, ou Rede de Longa Distância Sem Fio, alcança diversas partes do
mundo. Justamente por isso, a WWAN está mais sujeita a ruídos.
o SAN – Rede de Área de Armazenamento: As SANs, ou Redes de Área de
Armazenamento, são utilizadas para fazer a comunicação de um servidor e
outros computadores, ficando restritas a isso.
o PAN – Rede de Área Pessoal: As redes do tipo PAN, ou Redes de Área Pessoal,
são usadas para que dispositivos se comuniquem dentro de uma distância
bastante limitada. Um exemplo disso são as redes Bluetooth e UWB.
Ø Proxy:
o Um servidor proxy é um "computador" que atua como intermediário entre
uma rede local e a Internet.
o Exemplo de uso: uma empresa que tenha um link internet em apenas um
computador, pode instalar um servidor proxy neste computador, e todos os
outros podem acessar a Internet através do proxy.
o É o termo utilizado para definir os intermediários entre o usuário e seu
servidor. E por isso desempenha a função de conexão do computador (local) à
rede externa (Internet).
o Os servidores proxy ajudam a melhorar o desempenho na Web armazenando
uma cópia das páginas da Web utilizadas com mais frequência. Quando um
navegador solicita uma página que está armazenada na coleção do servidor
proxy (o cache), ela é disponibilizada pelo servidor proxy, o que é mais rápido
do que acessar a Web.
o Os servidores proxy também ajudam a melhorar a segurança porque filtram
alguns tipos de conteúdo da Web e softwares mal-intencionados, mas não é
antivírus!
Ø Access point é um dispositivo usado para a conexão de computadores em uma rede
sem fio.
Ø VPN:
o VPN - É uma rede privada construída dentro da infraestrutura de uma rede
pública, como a internet, utilizando recursos de criptografia para garantir a
integridade e a confidencialidade dos dados trafegados.
20

o Os principais objetivos na implantação de um VPN são:


§ Disponibilizar acesso por meio de redes públicas, internet, a baixo
custo;
§ Isolar uma rede distribuída contra interferência externa;
§ Proteger a privacidade e a integridade de mensagens atravessando
redes não confiáveis (públicas);
§ Manipular toda faixa de protocolos da internet correntemente em uso
de forma transparente.
o As principais aplicações de VPNs são:
§ Acesso remoto a rede corporativa via internet;
§ Conexão de LANs via internet;
§ Criação de VPNs e dentro de uma intranet.
Ø HTTP e HTTPS:
o HTTP é a sigla em língua inglesa de HyperText Transfer Protocol (Protocolo de
Transferência de Hipertexto), um protocolo de Aplicação do Modelo OSI
utilizado para transferência de dados na rede mundial de computadores, a
World Wide Web. Também transfere dados de hiper-mídia (imagens, sons e
textos).
o HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), é uma implementação do
protocolo HTTP sobre uma camada SSL ou do TLS, essa camada adicional
permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão
criptografada e que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente
através de certificados digitais.
§ HTTPS – associar à Segurança
COMPUTAÇÃO NA NÚVEM
Ø O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se à
utilização da memória e da capacidade de armazenamento e cálculo de computadores
e servidores Hospedados em Datacenter e interligados por meio da Internet, seguindo
o princípio da computação em grade.
Ø No Cloud Computing, quem realiza as tarefas de armazenamento, atualização e
backup é o servidor (ou DATACENTER) e não o usuário.
Ø Com a cloud computing, não há mais necessidade de instalar ou armazenar aplicativos,
arquivos e outros dados afins no computador ou em um servidor próximo, dada a
disponibilidade desse conteúdo na Internet.

08 – LEGISLAÇAÇÃO ESPECIAL
21

ECA
AUTORIZAÇÃO PARA VIAJAR
Ø Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada
dos pais ou responsável, sem expressa autorização judicial.
o Criança, segundo o ECA, é: pessoa até 12 anos de idade incompletos.
o Adolescente, segundo o ECA, é: aquele entre 12 e 18 anos de idade.
Ø Casos em que a autorização não é exigida:
o No caso de comarca contígua à residência da criança (região metropolitana)
o Quando a criança estiver acompanhada de:
§ Ascendente (avô, avó) ou colateral (irmão, tia), comprovado
documentalmente o parentesco.
§ Pessoa maior expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.
Ø A pedido dos pais ou responsável, a autoridade judiciária poderá conceder autorização
válida por dois anos.
Ø Para viagem ao exterior – a autorização é dispensável quando a criança ou
adolescente:
o Estiver acompanhada de ambos pais ou responsável;
o Viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro
através de documento com firma reconhecida.
Ø Viagem ao exterior acompanhado de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior:
o Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente
nascido em território nacional poderá sair do País em companhia de
estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.
Ø A violação dessas regras, implica em:
Art. 251. Transportar criança ou adolescente, por qualquer meio, com inobservância
do disposto nos arts. 83, 84 e 85 desta Lei:
Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de
reincidência.
CONSELHO TUTELAR
Ø O conselho tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional.
Ø É encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do
adolescente.
Ø Em cada Município e em cada Região Administrativa do DF haverá, no mínimo,
`Conselho Tutelar, composto de 5 membros.
Ø Os membros são escolhidos pela população local para mandato de 5 anos, permitida
uma recondução, mediante novo processo de escolha.
Ø O CT poderá requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, serviço social,
previdência, trabalho e segurança.
CRIMES MAIS RELEVANTES:
22

Art. 239. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou


adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de
obter lucro:
Pena - reclusão de quatro a seis anos, e multa.
Parágrafo único. Se há emprego de violência, grave ameaça ou fraude:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 8 (oito) anos, além da pena correspondente à violência.
Art. 244-A. Submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do art. 2o desta
Lei, à prostituição ou à exploração sexual:
Pena – reclusão de quatro a dez anos e multa, além da perda de bens e valores utilizados na
prática criminosa em favor do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente da unidade da
Federação (Estado ou Distrito Federal) em que foi cometido o crime, ressalvado o direito de
terceiro de boa-fé.
§ 1o Incorrem nas mesmas penas o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que
se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste
artigo.
§ 2o Constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de
funcionamento do estabelecimento.
Ø Sobre o crime de exploração sexual infantil (entendimento doutrinário):
o Entende a doutrina que a Lei 12.015/2009, no art,. 218-B, reuniu os artigos 244-
A do ECA e 228, § 1o do CP, criando o delito de favorecimento ou outra forma
de exploração sexual de vulnerável. Nesse ponto, estaria tacitamente revogado
o art. 244-A.
o Na prática, isso significa que o CESPE possivelmente não vai cobrar
conhecimento de direito penal em relação ao crime de exploração sexual de
menores dos alunos, já que o delito previsto no art. 218-B do CP não está
presente no edital:
§ Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma
de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por
enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário
discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que
a abandone: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. (Incluído pela Lei
nº 12.015, de 2009)
§ § 1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica,
aplica-se também multa. (Incluído pela Lei nº 12.015, de
2009)
§ § 2o Incorre nas mesmas penas: (Incluído pela Lei nº 12.015,
de 2009)
23

§ I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém


menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita
no caput deste artigo; (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se
verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo. (Incluído
pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ § 3o Na hipótese do inciso II do § 2o, constitui efeito obrigatório da
condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento
do estabelecimento.
o Resumindo: o CESPE poderá cobrar na prova apenas o crime de exploração
sexual previsto no ECA (art. 244-A), o qual está tacitamente revogado
(conforme doutrina) pelo crime previsto no código penal (art. 218-B), que não
está previsto no edital. Em uma redação, o examinador deverá aceitar as duas
hipóteses como corretas, tanto com base no ECA, quanto com base no CP. Em
razão da “bagunça gerada pelo legislador”, acreditamos que o CESPE irá fugir
do tema, podendo abordar o crime de exploração sexual de forma genérica na
prova, sem exigir detalhes doutrinários, já que o cargo de PRF não é jurídico.

Art. 244-B. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos, com ele
praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
§ 1o Incorre nas penas previstas no caput deste artigo quem pratica as condutas ali tipificadas
utilizando-se de quaisquer meios eletrônicos, inclusive salas de bate-papo da internet.
§ 2o As penas previstas no caput deste artigo são aumentadas de um terço no caso de a
infração cometida ou induzida estar incluída no rol do art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho
de 1990. (ou seja, se for crime hediondo) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

DEMAIS LEIS ESPECIAIS: APENAS NA VERSÃO COMPLETA

10 – HISTÓRIA DA PRF (TEMA POTENCIAL DE REDAÇÃO


1 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL: HISTÓRIA EM DETALHES
Ø A PRF foi criada pelo presidente Washington Luís no dia 24 de julho de 1928, por meio
de um decreto.
Ø A denominação inicial da PRF foi de “Polícia das Estradas de Rodagem”.
Ø Em 1935, o Sr. Natal Crosato, a mando do engenheiro-chefe da Comissão de Estradas
de Rodagem (Yeddo Fiúza), chamou o Sr. Antônio Félix Filho, o Turquinho, para uma
missão:
24

o Organizar os serviços de vigilância das rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e


União Indústria.
o Zelar pela segurança das rodovias federais.
Ø Turquinho foi nomeado Inspetor de Tráfego e foi considerado o primeiro patrulheiro
rodoviário federal.
Ø Ainda em 1935, Yeddo Fiúza indicou Carlos Rocha Miranda para organizar a estrutura
da Polícia das Estradas, auxiliado por Turquinho. Juntos criaram, no dia 23 de julho de
1935, o primeiro quadro de policiais da hoje Polícia Rodoviária Federal, denominados,
à época, “Inspetores de Tráfego”.
Ø Turquinho ficou responsável pelo primeiro posto de fiscalização da Polícia Rodoviária
Federal, que foi construído na estrada Rio-Petrópolis, numa localidade denominada
Castanhinha.
Ø Transformação da Comissão para Departamento:
o Inicialmente, a PRF (então Polícia das Estradas de Rodagem), pertencia às
Comissão Nacional de Estradas de Rodagem.
o Em 1937, a Comissão se transformou no Departamento Nacional de Estradas
de Rodagem.
o Em 1941, foi criado o primeiro Código Nacional de Trânsito.
o No mês de setembro de 1941, foi feito uma emenda no Código Nacional de
Trânsito, criando o CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito, em nível federal
e os Conselhos Estaduais de Trânsito, dos estados, subordinado aos
governadores estaduais.
Ø O Departamento Nacional de Estradas de Rodagens adotou a CLT, sendo que em 1965
contratou a primeira turma sob o regime celetista.
Ø Lei Joppert: foi um decreto, de 1945, que reorganizou o DNER dando autonomia
financeira.
o Esse decreto deu origem ao nome “Polícia Rodoviária Federal”, pois o texto
legal concedia ao DNER o direito de exercer o poder de “Polícia de Tráfego nas
rodovias Federais”.
o Ciro Soares de Almeida, engenheiro, sugeriu o nome de Polícia Rodoviária
Federal.
Ø Grupo de Motociclistas:
o Em 1947, a Polícia Rodoviária Federal criou o Grupo de Motociclistas com a
missão de realizar o batedor do então presidente dos Estados Unidos da
América, Harry S. Truman, que veio a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
o Sua vinda aconteceu por causa da primeira reunião para formação da
Organização da Nações Unidas – ONU.
o Por aquela ocasião, a Polícia Rodoviária Federal recebeu vinte e cinco
motocicletas da marca Harley Davidson. Ao término da missão, dez
motocicletas ficaram no Rio de Janeiro e o restante foi distribuído para vários
estados brasileiros.
Ø Atenção ao Serviço de Polícia Rodoviária Federal:
o Não faz parte da história da PRF ou tem qualquer relação com a PRF o SPRF.
25

o O Serviço foi criado pelo Departamento Federal de Segurança Pública, em


1965.
o Para não confundir a PRF com o SPRF, o DNER, no mesmo ano, mudou a
denominação da PRF para: Patrulha Rodoviária Federal.
Ø Divisão de Polícia Rodoviária Federal – órgão do DNER (competência histórica):
o “À Divisão de Polícia Rodoviária Federal compete: a programação, a
organização, e o controle das atividades de policiamento, orientação de
trânsito e fiscalização do cumprimento da legislação de trânsito nas rodovias
federais; preparar, coordenar, orientar e fazer executar planos de policiamento
e esquemas de segurança especiais; colaborar com as Forças Armadas, órgãos
de Segurança Federais, Estaduais e demais órgãos similares em articulação com
a Assessoria de Segurança e Informações – ASI/DG; colaborar nas campanhas
educativas de trânsito; programar e supervisionar a execução de comandos de
fiscalização; fornecer dados sobre acidentes do trânsito, cabendo-lhes, ainda,
assegurar regularidade, segurança e fluência no trânsito nas rodovias federais,
proteger os bens patrimoniais a elas incorporados, bem como fazer respeitar
os regulamentos relativos à faixa de domínio.”
Ø Primeiras mulheres na PRF:
o Em 1978, cinquenta anos após sua fundação, a PRF recebeu as primeiras
policiais em seus quadros.
Ø CF/88:
o Com o advento da Constituição de 1988, a Polícia Rodoviária Federal foi
institucionalizada e integrada ao Sistema Nacional de Segurança Pública. Foi
inserida no Art. 144, no Título V – Da Defesa do Estado e das Instituições
Democráticas, Capítulo III – Da Segurança Pública.
o A PRF ganha definitivamente o status de instituição permanente de Estado,
atuando no policiamento e na fiscalização de rodovias e de áreas de interesse
da União.
o As organizações associativas e o apoio popular foram relevantes para a
elevação da PRF à condição de instituição policial na CF/88.
o Sob essa nova ótica, a Polícia Rodoviária Federal passou a ter também como
missão parte das responsabilidades do Poder Executivo Federal para com a
segurança pública, além das atribuições normais de prestar segurança aos
usuários das rodovias federais, socorro às vítimas de acidentes de trânsito,
zelar pela proteção do patrimônio da União, etc.

DEMAIS TÓPICOS: APENAS NA VERSÃO COMPLETA