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Curso de Formação de Soldado Bombeiro Militar

LEGISLAÇÃO DE
SEGURANÇA CONTRA
INCÊNDIO
2018
MÓDULO II

2018
Diretor:
Eloi Camacho Garcia – MAJ BM

Diretor Adjunto
Antônio Ribeiro da Silva Neto – CAP BM

Organização:

Ana Paula Oliveira da Silva – SUBTEN BM


Mauro Augusto Melo Araújo – SGT BM

Comissão de revisão:

Vagner Nascimento – CAP BM – Chefe da Seção de Ensino


Eli Antônio Lima – SUBTEN BM
Ana Paula Oliveira da Silva – SUBTEN BM
Mauro Augusto Melo Araújo – SGT BM
Josilene Dantas Barbosa – CB BM

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PREFÁCIO

Este material é uma compilação de textos e imagens das referências constantes


no final deste trabalho, produzido com o objetivo exclusivo de subsidiar os
estudos dos alunos dos cursos de formação de soldados bombeiros militares no
Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças do Corpo de Bombeiros
Militar do Estado da Bahia.

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Prezado estudante,

Bem-vindos ao módulo II da disciplina Segurança Contra Incêndio,


que tem como objetivo criar condições para que o profissional Bombeiro
Militar possa conhecer a legislação de segurança contra incêndio e pânico
existente no CBMBA.
Esperamos que, até o final da disciplina vocês possam usufruir do
conhecimento aqui abordado, que é de extrema importância para a atuação do
bombeiro militar. Saibam, por exemplo, quais são os procedimentos
administrativos no âmbito da segurança contra incêndio,bem como
conhecerem as principais instruções técnicas de segurança.

Bons estudos!

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SUMÁRIO

1 - Instrução Técnica nº 01/2016 ............................................................................. 06


2 - Visão Geral das Principais Its: ........................................................................ 73
2.1 - Extintores ....................................................................................................... 81
2.2 - Hidrantes ....................................................................................................... 89
2.3 - Saídas de Emergência ................................................................................... 133
2.4 - Iluminação de Emergência ......................................................................... 192
3 - Referências Bibliográficas ................................................................................ 196

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1- INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº O1/2016
1 OBJETIVO

Estabelecer os critérios para apresentação de processo de segurança contra incêndio


das edificações, estruturas e áreas de risco, atendendo ao previsto no Decreto nº
16.302/2015, regulamentador da Lei nº 12.929/2013, que dispõe sobre a Segurança
contra Incêndio das edificações, estruturas e áreas de risco no Estado da Bahia.

2 APLICAÇÃO

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se aos processos de segurança contra incêndio
adotados no Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA).

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

Constituição Federal da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988.


Constituição do Estado da Bahia, de 5 de outubro de 1989.
Lei Complementar nº 123 de 14 de dezembro de 2006.
Lei Estadual n° 13.202, de 09 de dezembro de 2014 – dispõe sobre a organização
básica do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia.

CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITARDOESTADO DE SÃO PAULO, Instruções


Técnicas. São Paulo, 2011.

NBR 6492 - Representação de projetos de arquitetura.


NBR 8196 - Emprego de desenho técnico.
NBR 10067 - Princípios gerais de representação em desenho técnico.
NBR 10068 - Folha de desenho - Leiaute e dimensões.
NBR 12236 - Critérios de projeto, montagem e operação de postos de gás
comprimido.
NBR 13273 - Desenho técnico - Referência a itens.
NBR 14699 - Desenho técnico - Representação de símbolos aplicados a tolerâncias
geométricas - preparos e dimensões.

NBR 14611 Desenho técnico - Representação simplificada em estruturas metálicas.


Meirelles, Hely Lopes - Direito Administrativo Brasileiro, 25ª edição - 2000 – Editora
Malheiros.
Lazzarini, Álvaro - Estudos de Direito Administrativo - Editora Revista dos Tribunais –
2000.

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4 DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as definições constantes da IT


03/16 - Terminologia de segurança contra incêndio.

5 FORMAS DEAPRESENTAÇÃO
As medidas de segurança contra incêndio nas edificações, estruturas e áreas de risco
devem ser apresentadas aoCBMBA para análise por meio de:
a. Projeto Técnico (PT);
b. Projeto Técnico Simplificado (PTS);
c. Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária (PTIOT);
d. Projeto Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente
(PTOTEP).

5.1 Projeto Técnico


5.1.1 Características da edificação e áreas de risco
O Projeto Técnico deve ser utilizado para apresentação das medidas de segurança
contra incêndio das edificações e áreas de risco:

5.1.1.1 Com área de construção acima de 750 m² e/ou com altura acima de 3
pavimentos, exceto os casos que seenquadram nas regras para Projeto Técnico
Simplificado, Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária e Projeto
Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente.

5.1.1.1.1 Para fins do cômputo da quantidade de pavimentos, desconsidera-se o


subsolo quando usadoexclusivamente para estacionamento.

5.1.1.2 Independente da área da edificação e das áreas de risco, quando estas


apresentarem riscos que necessitemde proteção por sistemas fixos tais como:
hidrantes, chuveiros automáticos, alarme e detecção de incêndio, dentre outros.

5.1.1.3 Edificações cuja ocupaç~o é do Grupo “L” (explosivos).


5.1.2 Composição
O Projeto Técnico deve ser composto pelos seguintes documentos:
a. cartão de identificação (Anexo A);
b. pasta do Projeto Técnico;
c. formulário de segurança contra incêndio de Projeto Técnico (Anexo B);
d. procuração do proprietário, quando este transferir seu poder de signatário;

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e. Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade
Técnica (RRT), do responsável técnico pela elaboração do Projeto Técnico, que
devem ser juntadas no processo que permanece no Órgão Técnico competente
do CBMBA;

f. documentos complementares, quando necessário;


g. implantação, quando houver mais de uma edificação e áreas de risco, dentro
do mesmo lote, ou conjunto de edificações, estruturas e áreas de risco;

h. desenhos gráficos contendo plantas baixas, cortes, fachada, situação e


localização;
i. memorial descritivo rubricado pelo responsável técnico em todas as páginas.

5.1.2.1 Cartão de identificação.


Ficha elaborada em papel cartão ou equivalente que contém os dados básicos da
edificação e áreas de risco, com finalidade de controle do Projeto Técnico no CBMBA,
conforme Anexo A desta IT.

5.1.2.2 Pasta do Projeto Técnico.


Pasta aberta, sem elástico, com frente de plástico transparente, com grampo, incolor,
semi-rígida, que acondiciona todos os documentos do Projeto Técnico, afixados na
sequência estabelecida no item 5.1.2. Deve ter dimensões de 215 mm a 280 mm
(largura) x 315 mm a 350 mm (comprimento) e altura conforme a quantidade de
documentos.

5.1.2.3 Formulário de Segurança contra Incêndio de Projeto Técnico.


Documento que contém os dados básicos da edificação, estruturas e áreas de risco,
signatários, medidas de segurança contra incêndio previstas e trâmite no CBMBA,
devendo ser apresentado como a primeira folha do Projeto Técnico e preenchido na
íntegra conforme Anexo B.

5.1.2.4 Procuração do proprietário


Deve ser apresentada, sempre que terceiro assine documentação do Projeto Técnico
pelo proprietário.

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5.1.2.5 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de
Responsabilidade Técnica (RRT):
a. deve ser apresentado pelo responsável técnico que elabora o Projeto Técnico;
b. todos os campos devem ser preenchidos e no campo "descrição das atividades
profissionais contratadas" deve estar especificado o serviço pelo qual o
profissional se responsabiliza;

c. a assinatura do contratante (proprietário ou responsável pelo uso) é


facultativa;
d. deve ser apresentada a 1ª via original ou fotocópia.

5.1.2.6 Documentos complementares


Documentos solicitados pelo Órgão Técnico competente do CBMBA, a fim de subsidiar a
análise do Projeto Técnico da edificação e áreas de risco, quando as características da
mesma assim os exigirem.

5.1.2.6.1 Memorial industrial de segurança contra incêndio


Descrição dos processos industriais, matérias-primas, produtos acabados, líquidos
inflamáveis ou combustíveis com ponto de fulgor, estoques, entre outros, conforme anexo
H.

5.1.2.6.2 Memorial de cálculo

Memorial descritivo dos cálculos realizados para dimensionamento dos sistemas


fixos contra incêndio, tais como hidrantes, chuveiros automáticos, pressurização de
escada, sistema de espuma e resfriamento, controle de fumaça, dentre outros. No
desenvolvimento dos cálculos hidráulicos para as medidas de segurança de espuma e
resfriamento deve ser levado em conta o desempenho dos equipamentos, utilizando
as referências de vazão, pressão e perda de carga, sendo necessária a apresentação
de catálogos técnicos.

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5.1.2.6.3 Memorial do sistema fixo de gases para combate a incêndio

Memorial descritivo do sistema fixo de gases para combate a incêndio, conforme IT


especifica que trate do Sistema fixo de gases para combate a incêndio, devendo
conter:

a. Norma adotada;
b. tipo de sistema fixo;
c. agente extintor empregado;
d. forma de acionamento (manual ou automático).

5.1.2.6.4 Autorização da Coordenação de Fiscalização de Produtos


Controlados da Polícia Civil (CFPC)

Documento da Polícia Civil do Estado da Bahia que autoriza a atividade de


comercialização e/ou armazenamento de explosivos, com especificação da
quantidade máxima.

5.1.2.6.5 Documentos referentes ao comércio de fogos de artifício:

a. inventário de estoque para fogos de artifício conforme IT especifica que trate


de Fogos de artifício;
b. documento expedido pela Prefeitura Municipal, certificando que pode haver o
comércio do grupo L no local desejado;

c. detalhes construtivos previstos na IT especifica, a serem inseridos no


Memorial básico de construção (Anexo P);

d. autorização da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados da


Polícia Civil (CFPC), conforme o item 5.1.2.6.4 desta IT.

5.1.2.6.6 Memorial de dimensionamento da carga de incêndio

Memorial descritivo da carga de incêndio dos materiais existentes na edificação e


áreas de risco contendo o dimensionamento conforme IT especifica que trate de
Carga de incêndio nas edificações e áreas de risco. No desenvolvimento dos cálculos,

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quando utilizados, os materiais devem ser individualizados em unidades,
relacionando-os com suas respectivas massas (kg), sendo que o resultado final deve
ser dado em unidades absolutas (ex.: 200 prateleiras com 30 pallets em cada uma e
com 20 caixas em cada pallets).

5.1.2.6.7 Documento comprobatório


Documento que comprova a área construída, a ocupação, a data da edificação e áreas
de risco existentes, a exemplo do Projeto do CBMBA, das plantas aprovadas em
prefeitura, do imposto predial, entre outros.

5.1.2.6.8 Memorial de cálculo de dimensionamento de lotação e saídas de


emergência em centros esportivos e de exibição
Memorial descritivo dos cálculos realizados para dimensionamento de lotação e
saídas de emergência em recintos desportivos e de espetáculo artístico cultural,
conforme IT 12 - Centros esportivos e de exibição – Requisitos de segurança contra
incêndio.

5.1.2.6.9 Cálculo de dimensionamento de lotação e saídas de emergência em


locais de reunião de público
Cálculos realizados para dimensionamento de lotação e saídas de emergência em
locais de reunião de público, conforme IT 11 - Saídas de emergência, que podem ser
transcritos em planta.

5.1.2.6.10Planilha de informações operacionais


Planilha que contém um conjunto de dados sobre a edificação, sua ocupação e
detalhes úteis para a qualidade do atendimento operacional do Corpo de Bombeiros,
conforme a IT especifica que trate de Plano de emergência contra incêndio.

5.1.2.6.11 Licença de funcionamento para instalações radioativas, nucleares,


ou de radiografia industrial, ou qualquer instalação que trabalhe com fontes
radioativas

Documento emitido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autorizando


o funcionamento da edificação e áreas de risco.

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5.1.2.6.12Memorial básico de construção, conforme Anexo P
Documento com a descrição das características estruturais da edificação e áreas de
risco.

5.1.2.6.13 Memorial de dimensionamento e descritivo da lógica de


funcionamento do sistema de controle de fumaça

Memorial demonstrativo dos parâmetros técnicos adotados para dimensionamento do


sistema de controle de fumaça e a descrição lógica do funcionamento.

5.1.2.6.14Memorial de cálculo de pressurização de escada


Memorial descritivo dos cálculos realizados para o dimensionamento da
pressurização da escada de segurança.

5.1.2.6.15Memorial de cálculo de isolamento de risco


Memorial descritivo dos cálculos realizados para o dimensionamento do isolamento
de risco entre edificações e áreas de risco.

5.1.2.7 Implantação

Folha única no formato A4, A3, A2, Al ou A0 em escala padronizada, conforme Anexo
E, obrigatória somente nos seguintes casos:

a. quando houver mais de uma edificação e áreas de risco a ser representada;


b. quando houver uma única edificação e áreas de risco, onde suas dimensões
não possam ser representadas em uma única folha.

5.1.2.8 Planta das medidas de segurança contra incêndio


Representação gráfica da edificação e áreas de risco, conforme Anexo F, indicando a
localização das medidas de segurança contra incêndio, bem como os riscos
existentes, conforme descrito no item 5.l.3.

5.1.3 Apresentação da planta das medidas de segurança contra incêndio


5.1.3.1Deve ser apresentada da seguinte forma:

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a. planta impressa e uma cópia em mídia, devidamente identificada, com os
arquivos eletrônicos das plantas com a extensão em PDF;

b. em formato A4 (2l0 mm x 297 mm), A3 (297 mm x 420 mm), A2 (420 mm x


594 mm), Al (594 mm x 840mm) ou A0 (840mm x 1188mm);

c. as escalas adotadas devem ser as estabelecidas em normas oficiais e que


permita a visualização das medidas de segurança contra incêndio;

d. quando a planta de uma área construída ou área de risco não couber


integralmente em escala reduzida em condições de legibilidade na folha A0,
esta pode ser fracionada, contudo, deve adotar numeração que indique onde
está localizada tal área na implantação;

e. os símbolos gráficos conforme IT04/16;


f. a apresentação gráfica conforme padrão adotado por normas oficiais;
g. o quadro de áreas da edificação e áreas de risco deve ser colocado na primeira
folha;
h. os detalhes de proteção estrutural, compartimentação vertical e escadas
devem ser apresentados em planta de corte;

i. quando o Projeto Técnico apresentar dificuldade para visualização das


medidas de segurança contra incêndio alocado em um espaço da planta,
devido à grande quantidade de elementos gráficos, deve ser feita linha de
chamada em círculo com linha pontilhada com alocação dos símbolos exigidos;

j. a apresentação de Projeto Técnico preliminar com a representação do sistema


de chuveiros automáticos deve ser feita em planta separada, porém, em ordem
numérica sequencial do Projeto Técnico.

5.1.3.2 Conteúdo da planta das medidas de segurança contra incêndio.

5.1.3.2.1 Detalhes genéricos que devem constar nas plantas:


a. símbolos gráficos, conforme IT 04, com a localização das medidas de
segurança contra incêndio em planta baixa;

b. legenda de todas as medidas de segurança contra incêndio utilizadas no


Projeto Técnico. A apresentação dos demais símbolos não utilizados no Projeto
Técnico é opcional;

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c. nota em planta com a indicação dos equipamentos móveis ou fixos ou sistemas
de segurança instalados que possuírem a mesma capacidade ou dimensão;

d. áreas construídas e áreas de risco com suas características, tais como:


1) tanques de combustível (produto e capacidade);
2) casa de caldeiras ou vasos sob pressão;
3) dutos e aberturas que possibilitem a propagação de calor;
4) cabinas de pintura;

5) locais de armazenamento de recipientes contendo gases inflamáveis


(capacidade do recipiente e quantidade armazenada);

6) áreas com risco de explosão;


7) centrais prediais de gases inflamáveis;
8) depósitos de metais pirofóricos;
9) depósito de produtos perigosos;
10) outros riscos que necessitem de segurança contra incêndio.
e. as plantas das medidas de segurança contra incêndio devem ser apresentadas
com as medidas de segurança contra incêndio na cor vermelha, distinguindo-as
dos demais detalhes da planta. Outros itens da planta na cor vermelha podem
ser incluídos desde que sua representação tenha vínculo com as medidas de
segurança contra incêndio apresentadas no Projeto Técnico;

f. o esquema isométrico da tubulação deve ser apresentado de acordo com o item


5.1.3.2.2 (Detalhes específicos que devem constar em planta);

g. quadro de situação da edificação e áreas de risco, sem escala, indicando os


logradouros que delimitam a quadra;

h. quadro resumo das medidas de segurança contra incêndio indicando as normas


e/ou legislações aplicadas nas respectivas medidas de segurança constantes do
Projeto Técnico conforme Anexo G;

i. cotas dos desníveis em uma planta baixa, quando houver;


j. medidas de proteção passiva contra incêndio nas plantas de corte, tais como:
dutos de ventilação da escada, distância verga peitoril, escadas, antecâmaras,
detalhes de estruturas e outros quando houver a exigência específica destes
detalhes construtivos;

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k. localização e independência do sistema elétrico em relação à chave geral de
energia da edificação e áreas de risco sempre que a medida de segurança
contra incêndio tiver seu funcionamento baseado em motores elétricos;

l. miniatura da implantação com hachuramento da área sempre que houver


planta fracionada em mais de uma folha, conforme planta chave;

m. destaque no desenho das áreas frias não computáveis (banheiros, vestiários,


escadas enclausuradas, dentre outros) especificadas em um quadro de áreas
próprio, quando houver solicitação de isenção de medidas de segurança contra
incêndio;

n. eixos transversais e longitudinais com cor 252 e respectivas cotas de 10 (dez)


metros no quadrante superior esquerdo, nas plantas de implantação e de risco.

Nota:
Os detalhes genéricos constantes do Projeto Técnico devem ser apresentados na
primeira folha ou, nos casos em que tais detalhes não caibam nesta, devem constar
nas próximas folhas, tais como:
a) legenda;
b) isométrico;
c) quadro resumo das medidas de segurança;
d) quadro de localização da edificação e áreas de risco;
e) quadro de áreas;
f) detalhes de corrimãos e guarda-corpos;
g) detalhes de degraus;
h) detalhe da ventilação efetiva da escada de segurança;
i) detalhe do registro de recalque;
j) nota sobre o sistema de sinalização adotado;
k) detalhe da sucção da bomba de incêndio;
l) especificação dos chuveiros automáticos;
m)quadro do sistema de gases e líquidos inflamáveis e combustíveis e outros.

5.1.3.2.2 Detalhes específicos que devem constar na planta de acordo com a


medida de segurança projetadapara a edificação e áreas de risco, constante nas
respectivas Instruções Técnicas:

a. Acesso de viatura na edificação e áreas de risco (IT06):


1) largura da via de acesso;
2) indicação se a via de acesso é mão única ou mão dupla;

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3) indicação do peso suportado pelo pavimento da via de acesso em Kgf;
4) largura e altura do portão de entrada da via de acesso;
b. Separação entre edificações (IT07):
1) distância de outras edificações;
2) ocupação;
3) carga de incêndio;
4) aberturas nas fachadas e suas respectivas dimensões;
5) fachada da edificação considerada para o cálculo de isolamento de risco e
suas respectivas dimensões;
6) parede corta-fogo para isolamento de risco.
Observação: juntar o memorial de cálculo de isolamento de risco.
c. Segurança estrutural nas edificações (IT 08):

1) Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) das estruturas em nota ou


legenda e no memorial de construção, independente do tipo de estrutura;

2) tipos de estruturas;
3) as áreas das estruturas protegidas com material resistente ao fogo e, se for o
caso, os locais isentos de revestimento, conforme Anexo A da IT08/16.

d. Compartimentação horizontal e compartimentação vertical (IT09):


1) áreas compartimentadas e o respectivo quadro de áreas;
2) aba horizontal;
3) aba vertical;
4) afastamento de aberturas perpendiculares à parede corta-fogo para
compartimentação;

5) tempo de resistência ao fogo dos elementos estruturais utilizados;


6) elementos corta-fogo:
7) parede corta-fogo para compartimentação;
8) vedador corta-fogo;
9) selo corta-fogo;
10) porta corta-fogo;
11) cortina corta-fogo;

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12) cortina d’|gua;
13) vidro corta-fogo;
14) vidro para-chama.

e. Controle de materiais de acabamento e de revestimento (IT10):


Os respectivos cortes ou em notas específicas, as classes dos materiais de piso,
parede, divisória, teto e forro, correspondentes a cada ambiente.

f. Saídas de emergências (IT11):


1) detalhes de degraus, corrimãos e guarda-corpos;
2) largura das escadas;
3) detalhe da ventilação efetiva da escada de segurança;
4) largura das portas das saídas de emergência;
5) barraanti pânico;
6) casa de máquinas do elevador de emergência;
7) antecâmaras de segurança;
8) lotação do ambiente quando se tratar de local de reunião de público,
individualizando a lotação por ambiente.

g. Centros esportivos e de exibição – Requisitos de segurança contra


incêndio (IT12):
1) larguras das escadas, acessos e portas das saídas de emergência;
2) larguras das portas das entradas dos recintos;
3) barraantipânico;
4) corrimãos em escadas e rampas, inclusive os corrimãos centrais;
5) dimensões da base e espelho dos degraus;
6) porcentagem de inclinação das rampas;
7) lotações dos ambientes;
8) delimitação física da área de público em pé;
9) dimensões dos camarotes;
10) dimensões das cadeiras fixas (dobráveis ou não) e o espaçamento entre as
mesmas;
11) revestimento do piso;

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12) equipamentos de som;
13) localização do grupo moto gerador;
14) localização dos blocos autônomos;
15) sinalização de piso;
16) nota no quadro de informações sobre os sistemas de como será o controle
de acesso do público.

h. Pressurização de escada de segurança (IT especifica):

1) sala do grupo moto ventilador;


2) localização do ponto de captação de ar;
3) detectores de acionamento do sistema;
4) localização da central de detecção de incêndio;
5) localização da fonte alternativa de energia do sistema;
6) grelhas de insuflamento;
7) caminhamento dos dutos;
8) localização do grupo moto gerador;
9) janela de sobre pressão;

10) apresentação esquemática do sistema em corte;


11) acionadores manuais dos moto ventiladores localizados na sala do grupo
moto ventilador e no local de supervisão predial com permanência humana
constante;

12) elementos de compartimentação de risco (parede e porta corta-fogo) da


sala do grupo moto ventilador;
13) antecâmara de segurança e indicação da porta estanque quando a sala do
grupo moto ventilador estiver localizada em pavimento que possa causar risco
de captação de fumaça de um incêndio;

Observação: juntar o memorial de cálculo de vazão do sistema de


pressurização da escada e do sistema de pressurização do elevador de
emergência.

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i. Carga de incêndio nas edificações e áreas de risco (IT especifica):
A carga de incêndio específica para as ocupações não listadas na IT especifica;

Observação: Juntar o memorial de carga de incêndio.

j. Controle de fumaça (IT especifica):

1) entrada de ar (aberturas, grelhas, venezianas e insuflação mecânica);


exaustores naturais (entradas, aberturas, grelhas, venezianas, clarabóias e
1) os pontos de acionamento alternativo do sistema;
2) os detectores de incêndio;
3) a central de alarme/detecção de incêndio;
4) a casa de máquinas dos insufladores e exaustores;
5) a fonte de alimentação, quadros e comandos;
6)Observação: juntar o memorial de dimensionamento e descritivo alçapões);
7)exaustores mecânicos;
8)adutos e peças especiais;
9)registro corta-fogo e fumaça;
da lógica de funcionamento do sistema de controle de fumaça.

k. Iluminação de emergência (IT especifica):


1) os pontos de iluminação de emergência;
2) as luminárias a serem acionadas em caso de emergência, quando o sistema de
iluminação de emergência for alimentado por grupo moto gerador (GMG) que
não abranja todas as luminárias da edificação e áreas de risco;

3) o posicionamento da central do sistema;


4) fonte alternativa de energia do sistema;
5) a abrangência, autonomia e sistema de automatização, quando o sistema for
alimentado por GMG;
6) duto de entrada de ar, parede corta-fogo e porta corta-fogo da sala do GMG
quando o mesmo estiver localizado em área com risco de captação de fumaça
ou gases quentes provenientes de um incêndio;

7) detalhe ou nota em planta da proteção dos dutos quando passarem por área de
risco.

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l. Sistema de detecção e alarme de incêndio (IT especifica):
1) localização pontual dos detectores;
2) os acionadores manuais de alarme de incêndio;
3) os sinalizadores sonoros e visuais;

4) central do sistema;
5) painel repetidor;
6) fonte alternativa de energia do sistema.
m. Sistema de sinalização de emergência (IT 20):

Deve ser lançada uma nota referenciando o atendimento do sistema de


sinalização de emergência de acordo com a IT20/16.

n. Sistema de proteção por extintores de incêndio (IT especifica):


1) as unidades extintoras;
2) a capacidade ao lado de cada símbolo, quando forem usadas unidades
extintoras com capacidades diferentes de um mesmo agente.

o. Sistema de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio (IT22):


1) hidrantes ou mangotinhos;
2) botoeiras de acionamento da bomba de incêndio;
3) dispositivo responsável pelo acionamento no barrilete, quando o sistema de
acionamento for automatizado;
4) localização do acionador manual alternativo da bomba de incêndio em local de
supervisão predial e com permanência humana constante;

5) registro de recalque com detalhe de suas condições de instalação. Quando


houver mais de um sistema de hidrantes instalado, deve ser indicada a
edificação a qual ele pertence;

6) reservatório de incêndio e sua capacidade;


7) bomba de incêndio principal e jockey com indicação de pressão, vazão e
potência;
8) as medidas ao lado do símbolo do hidrante quando forem usadas mangueiras
de incêndio e esguichos com comprimentos e requintes diferentes;

9) perspectiva isométrica completa sem escala e com cotas;

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10) detalhe da sucção quando o reservatório for subterrâneo ou ao nível do
solo;
11) localização dos mananciais quando o sistema de abastecimento de água
for através de fonte natural (lago, lagoa, açude etc.);

Observação: juntar o memorial de cálculo do sistema de hidrantes.

p. Sistema de chuveiros automáticos (IT especifica) - ver também item5.5.12:


1) bombas do sistema com indicação da pressão, vazão e potência;
2) área de aplicação dos chuveiros hachurada para os respectivos riscos;
3) tipos de chuveiros especificados;
4) cabeçotes detestes;
5) área de cobertura e localização das válvulas de governo e alarme (VGA) e dos
comandos secundários(CS);

6) painel de alarme;
7) locais onde foram substituídos os chuveiros por detectores de incêndio;
8) esquema isométrico da tubulação envolvida no cálculo com cotas de seu
diâmetro e comprimento;
9) tubulações de distribuição com respectivos diâmetros e cotas de distância;
10) pontos de chuveiros automáticos em toda a edificação e áreas de risco.
Para edificações C-3, exceto quando se tratar da área de operação, não será
necessária a apresentação dos pontos de chuveiros automáticos nas lojas com
área inferior a 300 m², neste caso, deve-se indicar a área protegida através de
simbologia específica;

11) registro de recalque;


12) localização dos mananciais quando o sistema de abastecimento de água
for através de fonte natural (lago, lagoa, açude etc.);

13) dispositivo de acionamento do sistema no barrilete;


14) acionador manual alternativo da bomba de incêndio em local de
supervisão predial com permanência humana constante;

15) capacidade e localização do reservatório de incêndio;


16) altura de armazenamento de mercadoria;
17) classe da mercadoria armazenada.

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Observação: juntar o memorial de cálculo do sistema de chuveiros automáticos.

q. Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis (IT


especifica):
1) tanques e instalações;
2) tipo de tanque (elevado, subterrâneo, vertical ou horizontal);
3) tipo de superfície do tanque (teto flutuante ou fixo);
4) cotas dos afastamentos entre tanques, edificações, vias públicas, limites de
propriedades e dimensões das bacias de contenção;

5) capacidade de armazenamento de cada tanque;


6) produto inflamável ou combustível, e ponto de fulgor;
7) tanque de maior risco em cada cenário;
8) tanques considerados vizinhos ao tanque de maior risco;
9) equipamentos de proteção contra incêndio (bombas de incêndio, esguichos
reguláveis e lançadores de espuma, proporcionadores, canhões monitores,
aspersores, câmaras de espuma, registro de recalque, entre outros);

10) quadro contendo o produto armazenado, volume, ponto de fulgor,


diâmetro e altura dos tanques;
11) localização e volume do líquido gerador de espuma(LGE);
12) esquema isométrico;
Observação: juntar o memorial de cálculo do sistema de espuma e
resfriamento e as especificações dos equipamentos envolvidos.

r. Sistema fixo de gases para combate a incêndio (IT especifica):


1) botoeira alternativa para acionamento do sistema fixo;
2) botoeira de desativação do sistema de gases;
3) central do sistema de detecção e alarme de incêndio;
4) detectores de incêndio;
5) bateria de cilindros de gases;
6) áreas protegidas pelo sistema fixo de gases;
7) esquema isométrico somente da tubulação envolvida no cálculo;

23
Observação: juntar memorial com o tempo de retardo para evacuação do local
e cálculo do sistema de gases limpos e CO2.

s. Armazenamento em silos (IT especifica):


1) respiro da cobertura de cada silo;
2) largura das escadas;
3) nota no quadro de informações que os elevadores devem ser fechados em
poços estanques com paredes resistentes ao fogo por 2 horas; que as
luminárias, inclusive as de emergência, da área de risco são à
prova de explosão e de pó; que os transportadores verticais e horizontais são
dotados de sensores
automáticos de movimento, que desligam automaticamente os motores ao ser
detectado o escorregamento da correia ou corrente;

4) portas corta- fogo do tipo P-90 das escadas e elevadores, com fecho automático
em todas as aberturas;
5) sensor de temperatura localizado entre os dispositivos de produção de calor e
o secador;
6) dispositivo corta-fogo provido de alívio de explosão no duto de conexão entre
os silos e o dispositivo de coleta de poeira;
7) vedação contra pós e água na cobertura;
8) sistema de detecção e de extinção de faíscas nos dutos de transporte de poeira;
9) ventiladores à prova de explosão, com acionamento manual ou automático em
todos os locais confinados;
10)dispositivos de alívio de explosão nos equipamentos (dutos, silos de pó,
coletores, etc), edificações e estruturas onde exista o risco de explosão de pó.

t. Manipulação, armazenamento, comercialização e utilização de gás


liquefeito de petróleo - GLP (IT especifica):
1) central de GLP;
2) capacidade dos cilindros, bem como a capacidade total da central;
3) afastamentos das divisas de terrenos, áreas edificadas no mesmo lote e locais
de risco;
4) local de estacionamento do veículo abastecedor;
5) sistema de proteção da central;

24
6) o botijão, as aberturas previstas para ventilação e a forma de instalação, em
caso de área interna em unidade habitacional, quando permitido pela IT
especifica;

7) equipamentos de proteção contra incêndio a exemplo de bombas de incêndio,


esguichos reguláveis, canhões monitores, aspersores, registro de recalque,
entre outros, se houver exigência de sistema de resfriamento;

8) esquema isométrico, se houver exigência de sistema deresfriamento;

Observação: juntar o memorial de cálculo do sistema de resfriamento.

u. Comercialização, distribuição e utilização de gás natural (IT especifica):


1) compressores, estocagem e unidades de abastecimento de gás;
2) distâncias mínimas de afastamentos previstos na tabela I da NBR
12236/94,para postos que comercializem gás combustível comprimido;

3) local de estacionamento do veículo abastecedor quando o gás natural for


distribuído por este meio de transporte.

v. Fogos de artifício (IT especifica):

1) nota referenciando o atendimento às distâncias de separação do comércio à


via pública, edifícios habitados e confrontantes de acordo com a IT especifica;

2) quantidades de fogos armazenados e suas classificações.

w. Heliponto e heliporto (IT especifica):


Sinalização e capacidade de carga do heliponto, conforme previsto na IT
referida.

x. Produtos perigosos em edificações e áreas de risco (IT especifica):


1) centro de monitoramento ou a guarita;
2) quantidade e o local de armazenamento ou manipulação.

y. Cobertura de sapé, piaçava e similares (IT especifica):


1) tipo de cobertura utilizada;

25
2) afastamentos dos limites do terreno e de postos de abastecimento de
combustíveis, gases inflamáveis, fogos de artifício ou seus depósitos;

3) fogões, coifas e similares;


4) central de GLP.

z. Hidrante urbano (IT especifica):


1) hidrantes;
2) raio de ação;
3) vazão;
4) traçado da rede de água com indicação de seus diâmetros.

a.a. Túnel rodoviário (IT especifica):


1) interligação dos túneis paralelos;
2) sistema de exaustão;
3) defensas das laterais do túnel;
4) detalhes dos corrimãos;
5) áreas de refúgio;
6) rotas de fuga e as saídas de emergência;
7) medidas de segurança contra incêndio adotadas;
8) sistema de drenagem de líquidos e bacias de contenção;
9) sistema de comunicação interna;
10) sistema de circuito interno de televisão.

a.b. Pátio de contêiner (IT especifica):


Áreas de segregação de cargas e respectivas proteções.
a.c. Subestação elétrica (IT especifica):
1) áreas destinadas aos reatores, transformadores e reguladores de tensão;
2) vias de acesso a veículos de emergência;
3) paredes corta-fogo de isolamento de risco utilizadas no local;
4) bacia de contenção com drenagem do óleo isolante e a caixa separadora de
óleo e água;

26
5) detalhamento do sistema de água nebulizada para os casos de subestação
compartilhada.

a.d. Cozinha profissional (IT especifica):


1) caminhamento dos dutos de exaustão;
2) sistema fixo de extinção.

a.e. Instalações elétricas de baixa tensão (IT especifica):


Nota esclarecendo o atendimento da IT especifica que trate de Inspeção
visual em instalações elétricas de baixa tensão, no quadro resumo das
medidas de segurança.

5.1.4 Apresentação do Projeto Técnico para análise junto ao CBMBA


5.1.4.1 O Projeto Técnico deve ser apresentado na seção de protocolo do Órgão
técnico competente do CBMBA,em no mínimo duas vias, sendo uma em meio físico e
uma em meio eletrônico no formato PDF, contendo todos os documentos pertinentes
ao processo devidamente preenchidos e assinados.

5.1.4.2 O interessado deve comparecer ao CBMBA com originais e cópias do


Documento de ArrecadaçãoEstadual (DAE) e do comprovante de pagamento da taxa
referente ao serviço de análise da área indicada no Projeto Técnico.

5.1.4.3 O pagamento da taxa que apresentar irregularidades de quitação junto ao


Órgão técnico competente doCBMBA deve ter seu processo de análise interrompido.

5.1.4.4O processo de análise deve ser reiniciado quando a irregularidade for sanada.

5.1.5 Prazos de análise

5.1.5.1 O Órgão técnico competente do CBMBA tem o prazo máximo de 60 (sessenta)


dias para analisar oProjeto Técnico.

27
5.1.5.2 O Projeto Técnico deve ser analisado conforme ordem cronológica de
entrada.

5.1.5.3 A ordem do item anterior pode ser alterada para o atendimento das
ocupações ou atividades temporáriasou de interesse da administração pública,
conforme cada caso.

5.1.6 Anulação do projeto

5.1.6.1 A qualquer tempo o CBMBA pode anular o Projeto Técnico que não tenha
atendido todas as exigênciasda legislação vigente à época da aprovação.

5.1.6.2 O Projeto Técnico anulado deve ser substituído por um novo, podendo ser
baseado na legislação vigente àépoca da sua elaboração.

5.1.6.3 Constatada a inabilitação técnica do responsável técnico que atuou no Projeto


Técnico para o atopraticado, ao tempo da aprovação, deve ser procedida a anulação do
Projeto Técnico.

5.1.6.4 O ato de anulação de Projeto Técnico deve ser publicado na Imprensa


Oficial do Estado.

5.1.6.5 O ato de anulação nos Setores de Atividade Técnica dos Grupamentos de


Bombeiros do Interior doEstado pode ser publicado na imprensa oficial local, onde
houver, e nas demais hipóteses seguir o princípio da publicidade previsto na
legislação comum.

5.1.6.6 O ato de anulação deve ser comunicado ao proprietário/responsável pelo uso,


responsável técnico,Prefeitura Municipal e, na hipótese do item 5.1.6.3, ao CREA/CAU;

5.1.6.7 Havendo indício de crime, o responsável pelo Órgão técnico competente do


CBMBA deve comunicar o fato ao Ministério Público.

28
5.1.7 Substituição ou atualização do Projeto Técnico
5.1.7.1 Substituição do Projeto Técnico

A edificação e áreas de risco que se enquadrar dentro de uma das condições abaixo
relacionadas devem ter o seu Projeto Técnico substituído:

5.1.7.1.1 Ampliação de área construída que implique o redimensionamento dos


elementos das saídas deemergência, tais como tipo e quantidade de escadas, acessos,
portas, rampas, lotação e outros;

5.1.7.1.2 Ampliação de área construída que implique o redimensionamento do


sistema hidráulico de segurançacontra incêndio existente, tais como: pressão, vazão,
potência da bomba de incêndio e reserva de incêndio;

5.1.7.1.3 Ampliação de área que implique a adoção de nova medida de segurança


contra incêndio;

5.1.7.1.4 A mudança de ocupação da edificação e áreas de risco com ou sem


agravamento de risco que implique aampliação das medidas de segurança contra
incêndio existentes e/ou exigência de nova medida de segurança contra incêndio;

5.1.7.1.5 A mudança de leiaute da edificação e áreas de risco que implique a adoção


de nova medida desegurança ou torne ineficaz a medida de segurança prevista no
Projeto Técnico existente;

5.1.7.1.6 O aumento da altura da edificação e áreas de risco que implique a adoção


de nova medida de segurançacontra incêndio e/ou redimensionamento do sistema
hidráulico de segurança contra incêndio existente e/ou rotas de fuga;

5.1.7.1.7 Sempre que, em decorrência de várias ampliações ou diversas alterações,


houver acúmulo de plantas edocumentos que dificultem a compreensão e o
manuseio do Projeto Técnico por parte do Órgão técnico competente do CBMBA, a
decisão para substituição do Projeto Técnico cabe ao Comando do CATP ou da
Unidade, em atenção a pedido fundamentado da Coordenação de Análise do CATP ou
da chefia do SAT, respectivamente.

29
5.1.7.2 Atualização do Projeto Técnico

5.1.7.2.1 É a complementação de informações ou alterações técnicas relativas ao


Projeto Técnico aprovado, pormeio de documentos encaminhados ao Órgão técnico
competente do CBMBA, via Formulário para Atendimento Técnico, que ficam
apensos ao Projeto Técnico;

5.1.7.2.2 Quando se tratar de área ampliada que represente riscos isolados em


relação à edificação existente,desde que possua as mesmas medidas de segurança
contra incêndio, deve, a área ampliada, atender a legislação atual, e ser regularizada
através da apresentação de plantas.

5.1.7.2.3 São aceitas as modificações ou complementações desde que não se


enquadrem nos casos previstos noitem 5.1.7.1 - Substituição do Projeto Técnico.

5.2 Projeto Técnico Simplificado

5.2.1 Procedimento usado para regularização de edificações com área de construção


de até 750 m² e com alturade até 3 pavimentos nos termos e exceções previstas na IT
especifica que trate de Projeto Técnico Simplificado.

5.2.2 Os procedimentos relacionados ao Projeto Técnico Simplificado são regulados


por meio da IT especificaque trate de Projeto Técnico Simplificado, aplicando-se
subsidiariamente os procedimentos desta IT.

5.3 Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária

5.3.1 Características da instalação

30
Projeto Técnico que deve ser utilizado para apresentação das medidas de segurança
contra incêndio de instalações como circos, parques de diversão, feiras de
exposições, feiras agropecuárias, rodeios, shows artísticos, entre outros, as quais,
devem ser desmontadas e transferidas para outros locais até o prazo máximo de 6
(seis) meses.Após este prazo a edificação e áreas de risco passam a ser regidas pelas
regras do item 5.l.

5.3.2 Composição

O Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária deve ser composto pelos
seguintes documentos:

a. cartão de identificação, conforme Anexo A;

b. pasta do Projeto Técnico;

c. formulário de segurança contra incêndio de Projeto Técnico, conforme Anexo


B;

d. procuração do proprietário, quando este transferir seu poder de signatário;

e. atestado de brigada de incêndio;

f. ART/RRT do responsável técnico sobre:

1) elaboração do Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária;

2) instalação das medidas de segurança contra incêndio;

3) lona de cobertura de material específico, conforme determinado na IT 10/16


para ocupação com lotação superior a l00pessoas;

4) instalação e estabilidade das arquibancadas e arenas desmontáveis;

31
5) instalações dos brinquedos de parques de diversão;

6) instalação e estabilidade dos palcos;

7) instalação e estabilidade das armações de circos;

8) instalações elétricas;

9) grupomotogerador;

10) outras montagens mecânicas ou eletroeletrônicas.

g. planta das medidas de segurança contra incêndio da instalação e ocupação


temporária;

h. memorial descritivo da instalação.

5.3.3 Planta de instalação e ocupação temporária

A planta deve conter:

5.3.3.1 Área com as cotas de todos os perímetros e larguras das saídas em escala
padronizada;

5.3.3.2 Lotação da edificação e áreas de risco;

5.3.3.3 A indicação de todas as dependências, áreas de risco, arquibancadas, arenas e


outras áreas destinadas àpermanência de público, instalações, equipamentos,
brinquedos de parques de diversões, palcos, centrais de gases inflamáveis, enfim,
tudo o que for fisicamente instalado, sempre com a identificação das medidas da
respectiva área;

32
5.3.3.4 Nota com os seguintes dizeres: “A responsabilidade pelo controle de acesso
ao recinto e da lotação, bemcomo em manter as saídas desimpedidas e
desobstruídas, e demais exigências constantes da IT 12/16 é do responsável pela
organizaç~o do evento”;

5.3.3.5 Os símbolos gráficos dos sistemas e equipamentos de segurança contra


incêndio conforme IT 04/16;
5.3.3.6 A apresentação em folha tamanho até A0, assinada pelo proprietário ou
responsável pelo uso e responsável técnico.

5.3.4 Apresentação para avaliação junto ao CBMBA

5.3.4.1 O Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária deve ser


apresentado na seção de protocolo doÓrgão técnico competente do CBMBA, em três
vias, sendo uma em meio eletrônico no formato PDF com todos os documentos
devidamente assinados.

5.3.4.2 A pasta contendo a documentação deve ser formada quando do início das
atividades ou quando daprimeira vez que houver presença no Estado da Bahia. Isso
se fará diante do Órgão técnico competente do CBMBA com atribuições no município.

5.3.4.3 Nesta primeira ocasião, o Órgão Técnico competente do CBMBA deve


orientar o interessado sobre todas as condições de segurança contra incêndio
exigidas, bem como a respectiva documentação necessária.

5.3.4.4 Atendidas as exigências os documentos devem receber carimbo de aprovação,


sendo que uma das pastasdeve ser devolvida ao interessado e a outra arquivada no Órgão
técnico competente do CBMBA do município de origem.

5.3.4.5 A pasta do interessado deve acompanhar a instalação ou a ocupação em todo o


Estado da Bahia e serapresentada ao Órgão técnico competente do CBMBA da localidade
em toda solicitação de nova vistoria.

33
5.3.4.6 Depois de instalada toda a proteção exigida, deve ser realizada a vistoria e
emitido,caso não hajairregularidades, o respectivo Auto de Vistoria com validade
somente para o endereço onde esteja localizada a instalação na época da vistoria.

5.3.4.7 Nos demais municípios, em cada vez que for montada a instalação ou
ocupação, não há necessidade de serefazer a documentação, exceto o cartão de
identificação, o formulário de segurança contra incêndio e a ART/RRT. Esses
documentos, juntamente com a pasta, devem ser apresentados ao Órgão técnico
competente do CBMBA, onde devem ser conferidos e liberados para a realização da
vistoria.

5.3.4.8 A pasta deve ser devolvida ao interessado que deve apresentá-la ao


vistoriador quando da realização davistoria no local.

5.3.4.9 Devido à peculiaridade do tipo de instalação ou ocupação, o Projeto deve ser


protocolado no setor de análise do Corpo de Bombeiros com o prazo mínimo de 07
(sete) dias de antecedência.

5.3.4.10 A taxa de análise do Projeto Técnico de Instalação e Ocupação Temporária


deve ser calculada de acordocom a área delimitada a ser ocupada pelo evento,
incluindo as áreas edificadas, arenas cobertas, estandes, barracas, camarotes,
arquibancadas cobertas, palcos e similares, excluindo-se as áreas descobertas
destinadas a circulação de pessoas e a estacionamentos.

5.4 Projeto Técnico de Ocupação Temporária em Edificação Permanente

É o procedimento adotado para evento temporário em edificação e áreas de risco


permanente e deve atender às seguintes exigências:

a. O evento temporário deve possuir o prazo máximo de 06 (seis) meses;

b. A edificação e áreas de risco permanente devem atender às medidas de


segurança contra incêndio previstas no Decreto nº 16.302/2015, juntamente

34
com as exigências para a atividade temporária que se pretende nela
desenvolver;

c. A edificação e áreas de risco permanente devem estar devidamente


regularizadas junto ao CBMBA;

d. Se for acrescida uma instalação temporária em área externa junto da


edificação e áreas de risco permanente, esta instalação deve estar regularizada
de acordo com o item5.1, desde que não constitua risco isolado;

e. Se no interior da edificação e áreas de risco permanente for acrescida


instalação temporária, tais como boxe, estande, entre outros, prevalece a
proteção da edificação e áreas de risco permanente, desde que atenda aos
requisitos para a atividade temporária em questão;

f. Excepcionalmente, admite-se evento temporário em área descoberta da


edificação permanente sem AVCB, desde que a área a ser utilizada do imóvel
seja considerada risco isolado e atenda medidas de segurança compensatórias
estabelecidas pelo CBMBA.

5.4.1 Composição

Conforme seções 5.1.2 ou 5.3.2.

5.4.2 Apresentação do procedimento para avaliação junto ao CBMBA

Conforme seções 5.1.4 ou5.3.4.

5.5 Disposições gerais para apresentação de Projeto Técnico

35
5.5.1 Cada medida de segurança contra incêndio deve ser dimensionada conforme o
critério existente em umaúnica norma, vedando o uso de mais de um texto
normativo para uma mesma medida de segurança contra incêndio.

5.5.2 É permitido o uso de norma estrangeira quando o sistema de segurança


estabelecido oferecer melhor nívelde segurança.

5.5.3 Se o responsável técnico fizer uso de norma estrangeira, deve apresentá-la


obrigatoriamente anexada aoProjeto Técnico no ato de sua entrega para análise.

5.5.4 A norma estrangeira deve ser apresentada sempre em seu texto total e
traduzida para a língua portuguesa,por um tradutor juramentado.

5.5.5 A medida de segurança contra incêndio não exigida, ou dimensionada acima


dos parâmetrosnormatizados, deve ser orientada por escrito, pelo analista, ao
proprietário ou responsável pelo uso, quanto a não obrigatoriedade daquela medida
ou parte dela.

5.5.6 Devem ser adotados todos os modelos de documentos exemplificados nas


Instruções Técnicas paraapresentação nos Projetos Técnicos, porém, é permitida a
fotocópia e a reprodução por meios eletrônicos, dispensando símbolos e brasões
neles contidos.

5.5.7 Todas as páginas dos documentos onde não haja campo para assinatura devem
ser rubricadas peloresponsável técnico.

5.5.8 Quando for emitido relatório de não conformidades constatadas na análise do


Projeto Técnico pelo Órgãotécnico competente do CBMBA, o interessado deve
encaminhar resposta circunstanciada, por meio de ofício, esclarecendo as
providências adotadas para que o Projeto Técnico possa ser reanalisado pelo Órgão
técnico competente do CBMBA até a sua aprovação.

36
5.5.9 Quando houver a discordância do interessado em relação aos itens notificados
pelo Órgão técnicocompetente do CBMBA e esgotadas as argumentações técnicas na
fase de análise, o interessado pode solicitar recurso em Comissão Técnica, conforme
item9.

5.5.10 O pagamento da taxa de análise dá direito a realização de quantas análises


forem necessárias dentro doperíodo de 02 (dois) anos a contar da data de emissão
do primeiro relatório de não conformidades.

5.5.11 Nos casos de extravio do protocolo de análise, o responsável técnico,


proprietário ou responsável pelo uso deveencaminhar uma solicitação por escrito ou
Formulário para Atendimento Técnico (FAT) ao Órgão técnico competente do CBMBA,
esclarecendo o fato ocorrido.

6 PROCEDIMENTOS DEVISTORIA

6.1 Solicitação de vistoria

6.1.1 A vistoria do Órgão técnico competente do CBMBA na edificação, estruturas e


áreas de risco é realizada mediantesolicitação do proprietário, responsável pelo uso
ou responsável técnico com a apresentação dos documentos constantes do item 6.2.

6.1.2 Qualquer pessoa munida dos documentos pré-estabelecidos pode protocolar a


solicitação de vistoria da edificação,estruturas e áreas de risco.

6.1.3 O interessado solicita o pedido de vistoria na seção de protocolo do Órgão


técnico competente do CBMBA indicando onúmero do último Projeto Técnico
aprovado.

6.1.4 Caso o interessado não saiba informar o número do Projeto Técnico, o Órgão
técnico competente do CBMBA deve realizara pesquisa pelo endereço.

37
6.1.5 É facultativa a assinatura da ART ou RRT pelo contratante (proprietário ou
responsável pelo uso) e obrigatória peloresponsável técnico.

6.1.6 Podem ser apresentadas cópias dos documentos especificados nos itens6.2.1.

6.1.7 Deve ser recolhida a taxa junto à instituição bancária autorizada de acordo com
a área construída especificada no ProjetoTécnico a ser vistoriado.

6.1.8 Nos casos de ocupações temporárias conforme descritos nos itens 5.3 e 5.4, a
taxa deve ser calculada de acordo com aárea delimitada a ser ocupada pelo evento,
incluindo as áreas edificadas, arenas, estandes, barracas, camarotes, arquibancadas
cobertas, palcos e similares, excluindo-se as áreas descobertas destinadas a circulação
de pessoas e a estacionamentos.

6.1.9 O pagamento das taxas realizado através de compensação bancária que


apresentar irregularidades de quitação junto aoÓrgão técnico competente do CBMBA
deve ter seu processo de vistoria interrompido.

6.1.10 O processo de vistoria deve ser reiniciado quando a irregularidade for


sanada.

6.1.11 Para a solicitação de vistoria de área parcialmente construída deve ser


encaminhado ao Órgão técnico competente doCBMBA uma solicitação por escrito ou
através de Formulário para Atendimento Técnico, especificando a área a ser
vistoriada.

6.1.12 O pagamento da taxa é correspondente a área a ser vistoriada.

6.1.13 É permitida a vistoria para áreas parcialmente construídas, desde que atendam
aos critérios de isolamento de riscoprevistos na IT 07/16 - Separação entre
edificações, ou as áreas em construção estejam protegidas conforme tabela 6M.4 do
Decreto nº 16.302/2015.

38
6.1.14 Quando um Projeto Técnico englobar várias edificações, tais como
condomínios de edifícios residenciais, comerciais, deescritórios, industriais e de
depósitos que atendam aos critérios de risco isolado e que possuam medidas de
segurança contra incêndio instaladas e independentes, deve ser permitida a vistoria
para áreas parciais desde que haja condição de acesso às viaturas do Corpo de
Bombeiros e às respectivas guarnições.

6.1.15 Quando da vistoria em edificação e áreas de risco que possua critério de


isolamento através de parede corta -fogo, avistoria deve ser executada nos ambientes
que delimitam a parede corta-fogo no mesmo lote e que tenham medidas de segurança
contra incêndio independentes.

6.1.16 Após o pagamento da respectiva taxa, o CBMBA deve fornecer um protocolo de


acompanhamento da vistoria quecontenha um número sequencial de entrada.

6.1.17 Deve ser observada pelo Órgão técnico competente do CBMBA a ordem
cronológica do número sequencial de entrada para a realização da vistoria.

6.1.18 Devido à peculiaridade do tipo de instalação ou ocupação passíveis de serem


regularizadas através de Projeto Técnico paraInstalações e Ocupações Temporárias e
de Projeto Técnico de Ocupação Temporária em Edificação Permanente, a solicitação
de vistoria deve ser protocolada no Corpo de Bombeiros, com antecedência mínima
em relação à data do evento, de acordo com os seguintes prazos:

6.1.18.1 Para os eventos nos dias úteis, o prazo deve ser de 48horas;

6.1.18.2 Para eventos nos finais de semana ou feriados, o prazo deve ser de
72horas.

6.2 Documentos necessários para a vistoria de acordo com o risco e/ou medida
de segurança existente na edificação, estruturas e áreas de risco

39
6.2.1 Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade
Técnica:

a. de instalação e/ou manutenção das medidas de segurança contra incêndio;

b. de instalação e/ou manutenção dos sistemas de utilização de gases inflamáveis;

c. de instalação e/ou manutenção do grupo motogerador;

d. das instalações elétricas;

e. de instalação e/ou manutenção do material de acabamento e revestimento


quando não for de classe I;

f. de instalação e/ou manutenção do revestimento dos elementos estruturais


protegidos contra o fogo;

g. de inspeção e/ou manutenção de vasos sob pressão;

h. de instalação e/ou manutenção da compartimentação vertical de shafte de


fachada envidraçada ou similar;

i. dos sistemas de controle de temperatura, de despoeiramento e de explosão para


silos;

j. de outros sistemas, quando solicitados pelo Órgão técnico competente do


CBMBA.

6.2.1.1 A Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade


Técnica deve ser emitida para os serviçosespecíficos de instalação e/ou manutenção
das medidas de segurança contra incêndio previstas na edificação,estruturas e áreas
de risco.

40
6.2.1.2 A Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade
Técnica de instalação é exigida quando dasolicitação da primeira vistoria da
edificação, estruturas e áreas de risco.

6.2.1.3 A Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade


Técnica de manutenção dos sistemas fixos éexigida quando da renovação do Auto de
Vistoria do Corpo de Bombeiros.

6.2.1.4 Pode ser emitida uma única ART ou RRT, quando houver apenas um
responsável técnico pelas medidas de segurançacontra incêndio instaladas.

6.2.1.5 Podem ser emitidas várias ART ou RRT desmembradas com as respectivas
responsabilidades por medidas específicas,quando houver mais de um responsável
técnico pelas medidas de segurança contra incêndio instaladas.

6.2.2 Atestado de brigada contra incêndio

Documento que atesta que os ocupantes da edificação receberam treinamentos


teóricos e práticos de prevenção e combate a incêndio.

6.2.3 Planilha de informações operacionais


A planilha de informações operacionais constitui no resumo de dados sobre a
edificação, sua ocupação e detalhes úteis para o atendimento operacional, conforme
modelo constante da IT especifica que trate de plano de emergência.

6.2.4 Termo de responsabilidade das saídas de emergência

Documento que atesta que as portas de saídas de emergência da edificação


estão instaladas com sentido de abertura no fluxo da rota de fuga e permanecem
abertas durante a realização do evento.

6.2.5 Quando se tratar de comércio ou armazenamento de fogos de artifício,


deve-se apresentar:

41
a. Autorização expedida pelo órgão competente da Polícia Civil do Estado da Bahia
ou Certificado de Registro fornecido pelo Exército Brasileiro;

b. memorial de segurança contra incêndio das estruturas para as condições


descritas na IT especifica que trate de fogos de artifício, quanto à resistência das
paredes e elementos estruturais.

6.2.6 Quando se tratar do uso de fogos de artifícios:

Cópia da habilitação da função de cabo pirotécnico, responsável pela montagem


e execução do evento.

6.2.7 Atestado de conformidade da instalação elétrica

Documento conforme IT especifica.

Observação: Além dos documentos acima elencados, mediante o risco e/ou a


medida de segurança da edificação, estrutura ou área de risco, os documentos
mínimos para protocolo de vistoria são os seguintes:

a. requerimento padrão;

b. ART/RRT de instalação ou manutenção dos sistemas fixos;

c. comprovante do recolhimento da taxa de vistoria;

d. cópia do AVCB vigente;

e. apresentação do comprovante de pagamento da taxa anual pela utilização


potencial do serviço de extinção de incêndios (taxa de incêndio).

42
Os demais documentos devem ser entregues ao Órgão Técnico competente do
CBMBA no decorrer da tramitação dos procedimentos para a obtenção do AVCB.

6.3 Durante a vistoria

6.3.1 Deve haver pessoa para acompanhar e demonstrar o funcionamento dos


sistemas de segurança contra incêndio.

6.3.2 Constatada uma ou mais das alterações constantes do item 5.1.7.1, tal fato deve
implicar a apresentação de novo ProjetoTécnico.

6.3.3 Constatada uma ou mais das alterações constantes do item 5.1.7.2, tal fato deve
implicar a atualização do Projeto Técnico.

6.3.4 Quando constatada em vistoria a existência de medidas de segurança contra


incêndio instaladas na edificação, estruturas eáreas de risco que não estejam previstas
no Projeto Técnico original e que seja possível avaliar no local que atendam às
exigências de segurança contra incêndio vigentes anterior ao Decreto nº 16.302/2015,
deve ser emitido o Auto de Vistoria mediante a apresentação de termo de
compromisso do proprietário, conforme Anexo L, para apresentação de novo Projeto
Técnico atualizado de acordo com a IT 43/16 (Adaptação às normas de segurança
contra incêndio – Edificações existentes).

6.3.5 Quando constatado em vistoria que o Projeto Técnico possui alguma não
conformidade passível de cassação do AVCB, ovistoriador deve encaminhar o Projeto
Técnico ao Órgão Técnico competente do CBMBA, onde deve ser submetido a
reanálise.

6.3.6 A não conformidade da vistoria deve ser anotada em notificação, que deve ser
deixada pelo vistoriador na edificação eáreas de risco com o acompanhante.

6.3.7 Quando ocorrer a necessidade do primeiro retorno da vistoria na edificação,


estruturas e áreas de risco devido às nãoconformidades constatadas em vistoria

43
anterior, o interessado deve apresentar na seção de protocolo do Órgão Técnico
competente do CBMBA, a notificação de vistoria emitida pelo vistoriador.

6.3.8 O responsável apresentará suas argumentações por meio do Formulário para


Atendimento Técnico, devidamentefundamentadas nas referências normativas,
quando houver discordância do relatório emitido pelo vistoriador ou havendo
necessidade de regularização de alguma pendência.

6.3.9 As medidas de segurança contra incêndio instaladas na edificação, estruturas e


áreas de risco e não previstas no ProjetoTécnico podem ser aceitas como medidas
adicionais de segurança, desde que não interfiram na cobertura das medidas
originalmente previstas no Projeto Técnico. Tais medidas não precisam seguir os
parâmetros previstos em normas, porém, se não for possível avaliar no local da
vistoria a interferência da medida de proteção adicional, o interessado deve esclarecer
posteriormente por meio de Formulário para Atendimento Técnico (FAT) a medida
adotada para avaliação no Órgão Técnico competente do CBMBA.

6.3.10 Em local de reunião de público, o responsável pelo uso e/ou proprietário deve
manter, na entrada da edificação, estruturas eáreas de risco, uma placa indicativa
contendo a lotação máxima permitida.

6.4 Emissão do Auto de Vistoria do CBMBA

6.4.1 Após a realização da vistoria na edificação, estrutura ou áreas de risco e


aprovação pelo vistoriador, deve ser emitido peloÓrgão Técnico competente do
CBMBA o respectivo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

6.4.2 O responsável técnico que deve ter seu nome incluso no Auto de Vistoria do
Corpo de Bombeiros deve ser o profissionalque se responsabilizou pela emissão da
ART/RRT das medidas de segurança contra incêndio.

6.4.3 Quando houver mais de um responsável técnico pelas medidas de segurança


contra incêndio existentes na edificação,estruturas e áreas de risco, apenas é incluído

44
no AVCB o nome de um profissional, conforme item anterior, seguido do termo "e
outros".

6.4.4 A retirada do AVCB no Órgão Técnico competente do CBMBA somente é


permitida com a apresentação do respectivoprotocolo de vistoria.

6.4.5 Nos casos de extravio do protocolo da vistoria, o responsável técnico,


proprietário ou responsável pelo uso deveencaminhar uma solicitação por escrito ou
Formulário para Atendimento Técnico (FAT) ao Órgão Técnico competente do
CBMBA, esclarecendo o fato ocorrido.

6.4.6 Nos casos de extravio da primeira via do AVCB, desde que o prazo de validade
não tenha expirado, deve o proprietário ouresponsável pelo uso solicitar segunda via,
anexando comprovante de pagamento pela expedição do documento.

6.4.7 A via original do AVCB deve ser devolvida sempre ao Órgão Técnico competente
do CBMBA quando houver anecessidade de reemissão.

6.4.8 O AVCB somente pode ser emitido para edificação e áreas de risco que tenha
todas as medidas de segurança contraincêndio instaladas e em funcionamento, de
acordo com o Projeto Técnico aprovado.

6.4.9 O responsável pelo uso e/ou proprietário deve manter na edificação ou área
derisco o projeto aprovado, bem assim oAVCB original ou cópia na entrada da
edificação e áreas de risco em local visível ao público.

6.4.10 Quando houver edificação, estruturas e áreas de risco para as quais seja
solicitada a emissão de AVCB com endereçosdistintos, dentro do mesmo Projeto
Técnico, podem ser emitidos os AVCB para as respectivas áreas. Neste caso, os AVCB
devem ser emitidos especificando a área total aprovada no Projeto Técnico e a área
parcial referente a subdivisão de área requerida.

6.5 Cassação do Auto de Vistoria do CBMBA

45
6.5.1 Quando constatado pelo CBMBA que ocorreram alterações prejudiciais às
medidas de segurança contra incêndio daedificação ou áreas de risco que possua
AVCB com prazo de validade em vigência e verificada a necessidade de adequações,
deve ser confeccionado um relatório de vistoria, apontando os ajustes a serem
realizados, conforme o Decreto Estadual nº 16.302/2015.

6.5.2 O proprietário ou responsável pelo uso deve ser comunicado por meio de
Notificação, sobre as falhas constatadas e anecessidade de regularização ou
complementação das medidas de segurança contra incêndio, fornecendo ao mesmo
prazo para sanar as deficiências da instalação.

6.5.3 O prazo a ser fornecido para a complementação das medidas de segurança


contra incêndio dependerá do risco e dagravidade da situação, não podendo ser
superior a 30 (trinta) dias úteis.

6.5.4 Constatado que o proprietário ou responsável pelo uso da edificação ou áreas de


risco não adotou as providênciasnecessárias para a correção da(s) irregularidade(s), o
Órgão Técnico competente do CBMBA deve remeter ofício ao interessado informando
sobre a cassação do AVCB.

6.5.5 Caso não seja protocolado pelo interessado, no prazo de 05 dias úteis, pedido de
reconsideração do ato, a cassação doAVCB deve ser publicada em DOE.

6.5.6 Após a publicação, a Prefeitura e demais órgãos interessados no caso, devem ser
cientificados da cassação do AVCB.

6.6 Validade do Auto de Vistoria

6.6.1 O AVCB terá prazo de validade de 01 (um) ano;

6.6.2 Para Projeto Técnico de Instalação e Ocupação Temporária e Projeto Técnico de


Ocupação Temporária em EdificaçãoPermanente, o prazo de validade do AVCB deve

46
ser para o período da realização do evento, não podendo ultrapassar o máximo de 06
(seis) meses e somente deve ser válido para o endereço onde foi efetuada a vistoria.

6.6.3 Quando houver a necessidade de cancelar o AVCB emitido para retificação de


dados, o prazo de validade do novo AVCBdeve se restringir ao mesmo período de
validade emitido no AVCB cancelado, mediante devolução do AVCB original.

6.7 Disposições gerais da vistoria

6.7.1 Para renovação do AVCB o responsável deve solicitar nova vistoria ao Corpo de
Bombeiros.

6.7.2 As alterações de dados referentes ao Projeto Técnico, que não impliquem a


substituição, devem ser encaminhadas pormeio de Formulário para Atendimento
Técnico juntamente com cópias de documentos que comprovem o teor da solicitação.

6.7.3 O interessado deve comparecer na Unidade do CBMBA com atribuição no


município onde se localiza a edificação,estruturas e áreas de risco com o comprovante
do pagamento da taxa referente ao serviço de vistoria.

6.7.4 O pagamento da taxa de vistoria dá direito a realização de uma vistoria e de dois


retornos, caso sejam constatadasirregularidades pelo vistoriador.

6.7.5 Não deve ser recolhida nova taxa, quando o retorno de vistoria for provocado
pelo Órgão Técnico competente do CBMBA.

6.7.6 O proprietário e/ou responsável pelo uso da edificação, estruturas e áreas de


risco é responsável pela manutenção efuncionamento das medidas de segurança
contra incêndio, sob pena de cassação do AVCB, conforme previsto no Decreto
Estadual nº 16.302/2015.

47
6.7.7 Quando exigido Plano de Emergência, deve ser elaborada uma Planta de risco de
incêndio, nos termos da IT especifica quetrate de Plano de emergência contra
incêndio, conforme modelo constante no anexo D.

6.7.7.1 A planta de risco de incêndio deve permanecer afixada na entrada da


edificação, portaria ou recepção, nos pavimentos dedescarga e junto ao “hall” dos
demais pavimentos, de forma que seja visualizada pelos ocupantes da edificação e
equipes do Corpo de Bombeiros, em caso de emergências.

6.7.7.2 A Planta de risco de incêndio deve ser conferida pelo vistoriador a partir da
primeira vistoria em que a edificação ou áreade risco estiver ocupada.

7 FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO

7.1 O Formulário para Atendimento Técnico deve ser utilizado nos seguintes
casos:

a. solicitação de substituição e retificação do AVCB;

b. solicitação de retificação de dados do Projeto Técnico;

c. esclarecimento de dúvida quanto a procedimentos administrativos e técnicos;

d. solicitação de revisão de ato praticado pelo Órgão Técnico competente do


CBMBA (relatórios de vistorias);

e. atualização de Projeto Técnico;

f. outras situações a critério do Órgão Técnico competente do CBMBA.

7.1.1 O interessado quando do preenchimento do Formulário para Atendimento


Técnico deve propor questão específica sobre aaplicação da legislação, ficando vedado

48
perguntas genéricas que deixem a cargo do Órgão Técnico competente do CBMBA
quanto à busca da solução específica.

7.1.2 Durante a fase de análise do Projeto Técnico, quando da necessidade de


responder ao Órgão Técnico competente doCBMBA sobre qualquer irregularidade ou
dúvida, a comunicação pode ser feita por oficio, anexado no interior do Projeto
Técnico.

7.2 Apresentação

A solicitação do interessado pode ser feita conforme Anexo I, em 02 (duas) vias, e


pode ser acompanhado de documentos que elucidem a dúvida ou comprovem os
argumentos apresentados.

7.3 Competência

7.3.1 Podem fazer uso do presente instrumento os seguintes signatários:

a. proprietário;

b. responsável pelo uso;ou

c. procurador;

7.3.2 Quando o assunto abordado for de natureza técnica, além dos signatários citados
acima, o formulário deve estar assinadotambém pelo responsável técnico.

7.3.3 Quando a edificação tratar-se de condomínio, o signatário deve ser o síndico ou


o administrador profissional.

49
7.4 Prazo do FAT

7.4.1 A contar da data do protocolo, o Órgão Técnico competente do CBMBA deve


responder no prazo máximo de l0 (dez)dias úteis, respeitando a ordem cronológica de
entrada do pedido.

7.4.2 Em caso do FAT ser encaminhado para instância superior, o prazo para resposta
fica prorrogado para 30 (trinta) dias.

8 SOLICITAÇÃO DE VISTORIA POR AUTORIDADEPÚBLICA

A solicitação de vistoria pode ser encaminhada ao CBMBA por autoridade da


administração pública, via ofício, desde que tenha competência legal.

8.1 Apresentação

A solicitação de vistoria pode ser feita via ofício com timbre do órgão público,
contendo endereço da edificação, estruturas e áreas de risco, endereço e telefone do
órgão solicitante, motivação do pedido e identificação do funcionário público
signatário.

8.2 Prazo de solicitação de vistoria por autoridade pública

A contar da data de entrada do ofício no Órgão Técnico competente do CBMBA, a


administração deve responder nos prazos legais das requisições e as demais
solicitações em até 30 (trinta) dias.

9 COMISSÃOTÉCNICA

9.1 A Comissão Técnica é o instrumento administrativo em grau de recurso que


funciona como instância superior de decisão deassunto relacionado ao Órgão Técnico
competente do CBMBA.

50
9.2 A Comissão Técnica tem por finalidade analisa reemitir pareceres relativos aos
casos que necessitarem de soluções técnicascomplexas ou apresentarem dúvidas
quanto às exigências previstas no Decreto 16.302/2015.

9.3 Competência para requerer a Comissão Técnica

9.3.1 Podem fazer uso do presente instrumento os seguintes signatários:

a. proprietário;

b. responsável pelo uso;ou

c. procurador;

9.3.2 Quando o assunto abordado for de natureza técnica, além dos signatários citados
acima, o requerimento deve estar assinadotambém pelo responsável técnico.

9.3.3 Quando a edificação se tratar de condomínio, o signatário deve ser o síndico ou o


administrador profissional.

9.4 A Comissão Técnica é regida pelas seguintes regras:

9.4.1 Inicia com a apresentação do requerimento constante do Anexo K.

9.4.2 O resultado deve ser publicado em BGO.

9.4.3 O prazo para solução de questão submetida a apreciação não pode ser
superiora60 (sessenta) dias.

9.5 Requerimento de Comissão Técnica

51
É o documento essencial para solicitação de Comissão Técnica que deve conter as
informações necessárias para a avaliação, conforme Anexo K.

9.5.1 Quando a edificação, estruturas e áreas de risco não possuir Projeto Técnico com
plantas junto ao Órgão Técnicocompetente do CBMBA, devem ser apresentadas no
requerimento de Comissão Técnica as informações sobre a proteção ativa e
passiva exigidas pelo Decreto nº 16.302/2015, bem como deve ser especificado
o processo industrial e qualquer risco específico existente (ex.: caldeira, alto forno,
produtos perigosos etc).

9.5.2 No caso do subitem 9.5.1, pode também ser apresentado um croqui, fotos ou
mesmo planta para melhor elucidação dopedido.

10 INFORMATIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SEGURANÇA CONTRAINCÊNDIO

Por ocasião da informatização do Órgão Técnico competente do CBMBA, novas regras


de procedimentos administrativos podem ser publicadas pelo CBMBA.

52
ANEXO A

Projeto Técnico N.º


CORPO DE BOMBEIROS Em _____/_____/________
CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO
Protocolista:
Empresa/Órgão: CNPJ:
Rua: n.º CEP:
Bairro: Município:
UF: BA
Proprietário ou responsável p/ uso: Fone:
Técnico responsável: CREA/CAU: Fone:
2 2 2
Área existente: m A construir: m Total: m
Ocupação: Risco:________ (____MJ/m²) E-mail:
ADO
ADV
APR

NIC
RETIRADAD

MU
CO
O-
OPROJETO

Em Nome: RG:
O

___/___/___ Assinatura: Fone:


Em Nome: RG:
___/___/___ Assinatura: Fone:
Em Nome: RG:
___/___/___ Assinatura: Fone:
Em Nome: RG:

___/___/___ Assinatura: Fone:

Aprovado em
____/____/______ Analista Coordenador/Chefe

53
ANEXO B

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DE PROJETO TÉCNICO


1. IDENTIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO, ESTRUTURA OU ÁREA DE RISCO
Empresa/Órgão: CNPJ:
Logradouro público: Nº CEP:
Bairro: Município: UF: BA.
Proprietário:
E-mail:
Responsável pelo uso: Fone: ( )
Responsável Técnico: CREA/CAU: Fone: ( )
N.º do Projeto anterior: Decreto Estadual adotado (nº e ano):
Áreas(m²): Existente A construir: Total:
Detalhes : Altura: (m) n.º de pav.: Ocupação do subsolo:
Uso, divisão e descrição: Risco: MJ/m²
2. ELEMENTOS ESTRUTURAIS
Estrutura portante (concreto, aço, madeira, outros):
Estrutura de sustentação da cobertura (concreto, aço, madeira, outros):
3. FORMA DE APRESENTAÇÃO Protocolo (uso do Corpo de Bombeiros)
Projeto Técnico
Projeto Técnico p/Instalação e Ocupação Temporária
Projeto Técnico para Ocupação Temporária em
Edificação Permanente

4. MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


Acesso de viatura do Corpo de Bombeiros Iluminação de emergência
Separação entre edificações Detecção de incêndio
Segurança estrutural nas edificações Alarme de incêndio
Compartimentação horizontal Sinalização de emergência
Compartimentação vertical Extintores
Controle de material de acabamento Hidrantes e mangotinhos
Saídas de emergência Chuveiros automáticos
Elevador de emergência Resfriamento
Controle de fumaça Espuma
Plano de emergência contra incêndio Sistema fixo de gases limpos e CO2
Brigada de incêndio
5. RISCOS ESPECIAIS
Armazenamento de líquidos inflamáveis/combustíveis Fogos de artifício
Gás Liquefeito de Petróleo Vaso sob pressão (caldeira)
Armazenamento de produtos perigosos Outros (especificar)

______________________________ ____________________________________
Responsável Técnico Proprietário ou Responsável pelo uso

_______________________________ __________________________________
Analista Coordenador/Chefe da Seção

54
VISTORIAS

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________

Protocolo n.º _______________________ Data _____/_____/_______ Atendente ___________________________________

Vistoriante_________________________ Data ____/_____/________ Parecer______________________________________


AVCB

Protocolo n.º ____________Ch S Vistoria _________________________ AVCB n.º _____________ Em ____/____/______

Retirado por: _________________________ RG _________________ Ass. _____________________Fone: _____________

Protocolo n.º ____________Ch S Vistoria _________________________ AVCB n.º _____________ Em ____/____/______

Retirado por: _________________________ RG _________________ Ass. _____________________Fone: _____________

Protocolo n.º ____________Ch S Vistoria _________________________ AVCB n.º _____________ Em ____/____/______

Retirado por: _________________________ RG _________________ Ass. _____________________Fone: _____________

FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO


FAT n.º _________________ Data _____/____/_____ Atendente___________________

Resumo da consulta _________________________________________________________________________________

Em ____/_____/_____Parecer__________________________________________ Ch da Seção_____________________

FAT n.º _________________ Data _____/____/_____ Atendente___________________

Resumo da consulta _________________________________________________________________________________

Em ____/_____/_____Parecer__________________________________________ Ch da Seção_____________________

FAT n.º _________________ Data _____/____/_____ Atendente___________________

Resumo da consulta _________________________________________________________________________________

Em ____/_____/_____Parecer__________________________________________ Ch da Seção_____________________

55
ANEXO C

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO PARA PTS


1. IDENTIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO E/OU ÁREA DE RISCO
Empresa/Órgão:
Logradouro público: Nº CEP:
Bairro: Município: UF: BA
Proprietário: e-mail: Fone:
Responsável pelo uso: e-mail: Fone:
Áreas(m²): Existente:
Detalhes: Altura (m): n.º de pav.: Ocupação do subsolo:
Uso, divisão e descrição: Risco (MJ/m²):

2. ELEMENTOS ESTRUTURAIS
Estrutura portante (concreto, aço, madeira, outros):
Estrutura de sustentação da cobertura (concreto, aço, madeira, outros):
3. FORMA DE APRESENTAÇÃO Protocolo (uso do Corpo de Bombeiros)

Projeto Técnico Simplificado


4. MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
Controle de materiais de acabamento Sinalização de emergência
Saídas de emergência Extintores
Iluminação de emergência
5. RISCOS ESPECIAIS
Armazenamento de líquidos inflamáveis/combustíveis Fogos de artifício
Gás Liquefeito de Petróleo Vaso sob pressão (caldeira)
Armazenamento de produtos perigosos Outros (especificar)
____________________________________ _________________________________
Ass: Proprietário ou Responsável pelo uso Ass: Vistoriador do Corpo de Bombeiros
VISTORIAS
Protocolo n.º _______________________ data _____/_____/_______ Atendente _______________________________
Vistoriante ______ _________________ data _____/_____/_______ Parecer _______________________________
Protocolo n.º_______________________ data _____/_____/_______ Atendente ________________________________
Vistoriante________________________ data _____/_____/_______ Parecer __________________________________
AVCB
Protocolo n.º ____________Ch S Vistoria _________________ AVCB n.º ________________ Em ____/______/______
Retirado por:____________________ RG _________________ Ass. _____________________ Fone: _______________
Protocolo n.º ____________Ch S Vistoria__________________AVCB n.º ________________ Em ____/______/______
Retirado por: ___________________ RG __________________ Ass. ____________________ Fone: _______________
FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO
FAT n.º __________________________ data _____/_____/______ Atendente ________________________________
Resumo da consulta ________________________________________________________________________________
Em ____/_____/_____Parecer_______________________________Ch da Seção_______________________________
FAT n.º __________________________ data _____/_____/______Atendente__________________________________
Resumo da consulta_______ _________________________________________________________________________
Em ____/_____/_____Parecer_______________________________ Ch da Seção_______________________________

56
57

Anexo D
10.00

00. 10
A
BLOCO

BLOCO
C
BBLOCO

D
BLOCO
BLOCO
A

BLOCO
E
CÓRREGO
(informativo)

GUARITA
.
ANTÔNIO
JOSÉ

AV

E
DA

NTRA
Anexo E – Implantação

E S TA C I O N A ME N TO
D E S C O B E R TO

CA MP O
FUTEBOL

DE
D E S C O B E R TO
Industria de Alegrias Luiz Alegre CREA:000000000
F

B LOCO
PROJETO TÉCNICO DE SEGURANAÇA CONTRA INCÊNDIO Implantação 0000
IMPLANTAÇÃO

IndustrialAv.AntonioJosé , nº 000 - B airro Pa raíso - Mu nicípio de Paraiso -


S.P.IndustriadeAlegriasIndu striadeAlegrias

Luiz Alegre CREA:0000000000 7. m²477,44 1:400

58
Anexo F – fl. 1/10 (Informativo)
LEGENDA Quadro resumo das medidas de segurança

RuaSaguairu
VIDE PLANILHA DE CÁLCULO
Local
Fasolari
R
u
d
g
e

Domingo
J
o
ã
o

Lem e
Rua Marambaia Lem e

Renault B B
s

r r
á á
Nissan s s
R
u
a

Big CLASSIFICAÇÃO - Decreto Estadual nº 16.302/15


Rua

Av
eni
Rua Zanzibar da Avenida

CARGA DE INCÊNDIO - CONSULTAR IT ESPECÍFICA

CONTROLE MATERIAIS DE ACABAMENTO E


REVESTIMENTO IT ESPECÍFICA

ISOMÉTRICO HIDRANTES

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO / 00

LOGOTIPO DA

EMPRESA

59
41 39 37 21 23 25
48 49

42 40 38 20 22 24
47 50

09

4658

45 04

Anexo F – fl. 2/10 (Informativo)


18

19

10

43

08
44

07 27 29 31 33 35 01 03 05 07 09 11 13 15

06 03

05

02
36
17

26 28 30 32 34 02 04 06 08 10 12 14 16

01

alinhamento alinhamento alinhamento alinhamento


acesso para veíc ulos acesso p/ acesso para veículos
pedestres

1º SUBSOLO acesso para veículos 2º SUBSOLO


guia guia

guia guia
PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 0 /0
alinhamento alinhamento

PAVIMENTO TÉRREO LOGOTIPO DA

EMPRESA

60
Anexo F – fl. 3/10 (Informativo)
PAVIMENTO TIPO (13x) PLANTA PISO TÉCNICO PLANTA ACESSO BARRILETES E TELHADOS
CASA DE MÁQUINAS / NÍVEIS- NÍVEL - 142,40
NÍVEIS-139,65 E141,15

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


0 /0
LOGOTIPO DA

EMPRESA
0:0
0 0

61
Anexo F – fl. 4/10 (Informativo)
COBERTURA DAS CAIXAS D'ÁGUA
NÍVEL - 147,20

PLANTA BARRILETES / NÍVEL - 143,80 CAIXAS D'ÁGUA


NÍVEL - 143,90 NÍVEL - 145,40

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 0 /0

LOGOTIPO DA

EMPRESA
0:0
00,00m² 00,00m²

62
COBERTURA DAS
COBERTURA DAS CAIXAS D'ÁGUA
CAIXAS D'ÁGUA

LAJE DE FUNDO DAS


LAJE DE FUNDO DAS CAIXAS D'ÁGUA
CAIXAS D'ÁGUA

BARRILETES
BARRILETES

NÍVEL DE ACESSO AOS BARRILETES


NÍVEL DE ACESSO AOS BARRILETES

CASA DE MÁQUINAS
CASA DE MÁQUINAS

PISO TÉCNICO
PISO TÉCNICO

13º PAVIMENTO
13º PAVIMENTO

Anexo F – fl. 5/10 (Informativo)


12º PAVIMENTO
12º PAVIMENTO

6
4
,
11º PAVIMENTO
11º PAVIMENTO

10º PAVIMENTO
10º PAVIMENTO

9º PAVIMENTO
9º PAVIMENTO

8º PAVIMENTO
8º PAVIMENTO

7º PAVIMENTO
7º PAVIMENTO

6º PAVIMENTO
6º PAVIMENTO

5º PAVIMENTO
5º PAVIMENTO

4º PAVIMENTO
4º PAVIMENTO

3º PAVIMENTO
3º PAVIMENTO

2º PAVIMENTO
2º PAVIMENTO

1º PAVIMENTO
1º PAVIMENTO

PAVIMENTO
PAVIMENTO TÉRREO
TÉRREO

PERFIL NATURAL

FACHADA RUA SAGUAIRÚ


DO TERRENO

1º SUBSOLO
1º SUBSOLO

PERFIL NATURAL
PERFIL NATURAL
DO TERRENO DO TERRENO

PERFIL NATURAL
DO TERRENO 2º SUBSOLO
2º SUBSOLO

MOLAS

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


CORTE A-A CORTE B-B 0 /0
LOGOTIPO DA

EMPRESA
0:0
0,00m² 00,00m²

63
DETALHE ISOMÉTRICO DE BOMBAS
DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS

Anexo F – fl. 6/10 (Informativo)


INSTALAÇÃO DA VÁLVULA DE DETALHE DE INTERLIGACAO ENTRE
GOVERNO SUPORTE DE TUBOS EM PILARES REDE PRINCIPAL E RAMAL DE
SPRINKLERS

SUPORTE EM ESTRUTURA METÁLICA


ESPACAMENTO ENTRE SUPORTES
DETALHE DA BRACADEIRA

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


Chuveiros Automáticos - Detalhes 0 /0
DETALHE DE INSTALACAO DE DETALHE DE INSTALACAO DE LOGOTIPO DA
DETALHE DE INSTALACAO SPRINKLER SPRINKLER UP RIGHT COM TUBO SPRINKLER PENDENTESEM TUBO
PENDENTE EM AREAS COM FORRO PROLONGADOR PROLONGADOR
EMPRESA
0:0

00,00m² 00,00m²

64
Anexo F – fl. 7/10 (Informativo)
CONJUNTO DE VÁLVULAS DE CONTROLE (CS)

DETALHE DA PRESSURIZAÇÃO

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


ISOMÉTRICO CHUVEIROS AUTOMÁTICOS PROJETO DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - Isométrico e Tetalhe Pressurização 0 /0
LOGOTIPO DA

EMPRESA
0:0
00,00m² 00,00m²

65
41 21 25
48 49

40 20 22
47 50

4658

04

18

Anexo F – fl. 8/10 (Informativo)


10

27 29 31 33 35 01 05 07 09 11 13 15

02
36
17

26 28 30 32 34 02 04 06 08 10 12 14 16

alinhamento alinhamento alinhamento alinhamento


acesso para veículos acesso p/ acesso para veículos
pedestres

1º SUBSOLO acesso para veículos 2º SUBSOLO


guia guia

PAVIMENTO TÉRREO

João Alegre José Feliz

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 08 10


guia guia PROJETO DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - 2º e 1º Subsolos e Pav. Térreo

Escritórios
Rua da Alegria, nº1000, Jardim Felicidade, Pequenópolis - S.P.
alinhamento
alinhamento

João Alegre
João Contente
José Feliz 1:150

600,00m² 3.714,77m²

66
Anexo F – fl. 9/10 (Informativo)
PAVIMENTO TIPO (13x) PLANTA PISO TÉCNICO PLANTA ACESSO BARRILETES E TELHADOS
CASA DE MÁQUINAS / NÍVEIS- NÍVEL - 142,40
NÍVEIS-139,65 E141,15

0 0

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


PROJETO DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - Pav. Tipo, Piso Técnico e Telhados 0 /0
LOGOTIPO DA

EMPRESA 0
0:0
00,00m² 00,00m²

67
Anexo F – fl. 10/10 (Informativo)
COBERTURA DAS CAIXAS D'ÁGUA
NÍVEL - 147,20

PLANTA BARRILETES / NÍVEL - 143,80 CAIXAS D'ÁGUA


NÍVEL - 143,90 NÍVEL - 145,40

PROJETO TÉCNICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


PROJETO DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - Barrilete e Cx.d'Água 0 /0
LOGOTIPO DA

EMPRESA
0:0
00,00m² 00,00m²

68
(Informativo)
Anexo G
(Informativo)
Quadro resumo das medidas de segurança

69
ANEXO H

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

MEMORIAL INDUSTRIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


1. IDENTIFICAÇÃO
EMPRESA:
ATIVIDADE INDUSTRIAL:
ENDEREÇO:
MUNICÍPIO: e-mail:
2. MATÉRIA(S)-PRIMA(S) UTILIZADA(S)

3. PRODUTO(S) ACABADO(S)

4. PROCESSO INDUSTRIAL
(Obs.: pode ser anexado também o fluxograma de produção)

5. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

6. ESPECIFICAR QUANTIDADE DO PROCESSO DE LÍQUIDOS E GASES INFLAMÁVEIS

____________________________ _________________________________
Ass. do Técnico Responsável Ass. do Proprietário ou Resp. p/uso

70
ANEXO I

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO


DATA: ___/___/___ Nº:
Solicitante: e-mail:
Proprietário Resp. pelo uso Procurador Resp. Técnico
Finalidade da Consulta:

INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICAÇÃO E ÁREAS DE RISCO


Endereço:
2
Área (m ): Altura (m): Ocupação:
Projeto Técnico nº: Vistoria nº:

______________________________________
Nome:
RG/CREA/CAU:

71
ANEXO J

ATESTADO DE BRIGADA DE INCÊNDIO


Atesto, para os devidos fins, que as pessoas abaixo relacionadas participaram com bom
aproveitamento do treinamento de "Brigada de Incêndio", referente à edificação
localizada na __________________ nº _____ – bairro ___________ – município de
___________ - BA e estão aptas ao manuseio dos equipamentos de prevenção e combate
a incêndio da edificação:

CARGA
NOME R.G. TREINAMENTO HORÁRIA
(1)
MARIANA SERRA SILVA 1.000.000-1 SSP/BA FORMAÇÃO XX

GUILHERME MODESTO 2.000.000-2 SSP/BA FORMAÇÃO XX

GUSTAVO MODESTO 2.000.000-2 SSP/BA FORMAÇÃO XX

JOÃO PAULO FERNANDES 3.000.000-3 SSP/BA RECICLAGEM XX

GIOVANNA PALHARES 4.000.000-4 SSP/BA RECICLAGEM XX

(Município), ___ de _________ de 20___.

NOME COMPLETO (2) NOME COMPLETO


Qualificação Profissional Qualificação Profissional
Registro Nº 00000 Registro Nº 00000

Nota 1: Conforme tabela B.2 da IT 17.


Nota 2: Caso a formação ou reciclagem for realizada por 02 (dois) instrutores em áreas
diferentes(incêndio e primeiros socorros), o atestado de brigada de incêndio deve ser assinado por
ambos.

OBS: Só é válido com a comprovação da capacitação técnica do signatário


(anexar cópia da credencial)

72
ANEXO K

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

REQUERIMENTO DE COMISSÃO TÉCNICA


Solicitante: Nº da Comissão:

CTPI CTUI
INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICAÇÃO, ESTRUTURA OU ÁREA DE RISCO
Endereço:
Proprietário/Resp. p/uso: e-mail:
2
Área (m ): Altura (m): Ocupação:
Projeto Técnico nº: Vistoria nº:
Documento de referência:
Pedido:

Motivo do pedido: (incluir fundamentação legal, quando for o caso)

Local: Data:

________________________________ ______________________________
Assinatura do Proprietário/Resp. p/uso Assinatura do Responsável Técnico

73
ANEXO L

TERMO DE COMPROMISSO DO PROPRIETÁRIO

Visando a concessão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros


Militar da Bahia, a edificação situada na ___________________________nº_________
bairro ________________ - município de __________________ - BA, que possui Projeto
Técnico aprovado nesse Corpo de Bombeiros sob o nº ___________, ora desatualizado
devido a não previsão em planta das medidas de segurança contra incêndio exigidas na
Tabela 4 do Decreto Estadual nº 16.302/2015 e IT 43 – Adaptação às normas de Segurança
contra Incêndio – edificações existentes, de acordo com o previsto no item 6.3.4 da IT 01.
Comprometo-me a substituir o atual Projeto Técnico acima descrito, nos
moldes previstos na IT 01 - Procedimentos administrativos, prevendo as medidas de
segurança contra incêndio exigidas na Tabela 4 do Decreto Estadual nº 16.302/2015 e IT 43
– Adaptação às normas de Segurança contra Incêndio – edificações existentes.

____________, ____ de _____________ de 20___.

________________________________
Nome:
Endereço:
Proprietário/Responsável legal pelo imóvel

74
ANEXO M

ESTADO DA BAHIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

TERMO DE RESPONSABILIDADE DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

Visando a concessão do Auto de Vistoria do Corpo de


Bombeiros, atestamos que as PORTAS DE SAÍDAS DE EMERGÊNCIA da edificação
classificada no Grupo F, situada na _____________________-___________________ nº
_________-, bairro _________________ - município de __________________ -BA, que
possui Projeto Técnico aprovado nesse Corpo de Bombeiros sob o nº ___________, estão
instaladas com sentido de abertura no fluxo da rota de fuga e permanecem abertas durante a
realização do evento.
Assumo toda a responsabilidade civil e criminal quanto à
permanência das portas abertas.

____________, ____ de _____________ de 20____.

________________________________
Nome:
Endereço:
Proprietário/Responsável pelo uso

Obs: Válido para os itens 5.5.4.6.1 e 5.5.4.6.2 da IT 11, respectivamente, ocupações da


Divisão F, térreas (com ou sem mezaninos), com área máxima construída de 1500 m² ou
quando a porta de segurança da edificação for do tipo de enrolar ou de correr.

75
ANEXO N

DECLARAÇÃO

Declaro que a edificação situada à__________________________


_______________________________________________________________, bairro
_____________________________________, município de __________
______________________, que possui Projeto Técnico de Segurança contra Incêndio
nº _____________, encontra-se com suas obras terminadas, porém desabitada e,
para tanto, solicito que seja feita a respectiva vistoria para emissão do Auto de Vistoria
do Corpo de Bombeiros (AVCB), nos termos do item 6.6.3.1 da Instrução Técnica nº
01 – Procedimentos administrativos.

______________,____ de ____________ de 20___.

_________________________________________
Nome
Proprietário/Responsável Técnico

76
Anexo O (Informativo)

AV. DA PAZ

Estacionamento
Grupo MotoGerador

FELICIDADE
camarim
R. ALEGRIA

Ent
rad
aBi

teri
lhe

a
apoio

PICADEIRO
PALCO

DA
Lotação 720 pessoas

R.
Iluminação de emergência
atendida por gerador
apoio
jaulas

Estacionamento

R. PARAÍSO

LEGENDA

77
ANEXO P

MEMORIAL BÁSICO DE CONSTRUÇÃO

Endereço: _______________________________________________Nº_____________________
Complemento: ____________________________Bairro:
________________________________
Município: _______________________________UF: BA e-mail: _______________________
Proprietário: ______________________________________________Fone: _________________
Ocupação: ______________________________________________________________________

1. ESTRUTURAS: execução da obra realizada de acordo com as normas construtivas em vigor,


estruturas de __________________ (aço, concreto, madeira etc.), executadas de acordo com as
características da construção. Atende ao TRRF (resistência ao fogo) para _______ minutos, conforme
a IT 08. Fundações: executadas para suportar as cargas solicitadas, de acordo com normas em vigor.
2. ALVENARIAS: construídas de tijolos de barro, tijolos cerâmicos, blocos de concreto, ou de
materiais equivalentes, assentadas e revestidas de argamassa, de acordo com as normas construtivas
em vigor.
3. COMPARTIMENTAÇÕES: realizada de acordo com as normas construtivas em vigor e IT 09, de
acordo com as características da construção. Atende ao TRRF (resistência ao fogo) para _______
minutos, conforme a IT 08.
4. COMPARTIMENTOS: independentes de sua natureza de ocupação, os compartimentos possuem
dimensões adequadas à sua atividade. Os materiais de construção (estruturas, vedações, acabamento
etc.) empregados, mediante aplicação adequada, atendem aos requisitos técnicos quanto à
estabilidade, ventilação, higiene, segurança, salubridade, conforto técnico e acústico, atendendo às
posturas municipais e às normas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia.
5. INSTALAÇÕES: as instalações hidráulicas e elétricas obedecem aos requisitos normativos da
ABNT e das respectivas concessionárias.
6. VIDROS: os elementos envidraçados atendem aos critérios de segurança previstos nas normas da
ABNT.
7. MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO: as medidas de segurança contra incêndio e os
riscos específicos obedecem aos requisitos do Decreto Estadual nº 16.302/2015 e, onde aplicável, das
normas ABNT.

(Município) ,____ de _________ de 20 ___.

_____________________________ _______________________________
RESPONSÁVEL TÉCNICO PROPRIETÁRIO /Resp. pelo uso

78
ANEXO Q
MEMORIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS ESTRUTURAS

(Nome da Empresa), registrada no CREA sob n° ______________, atendendo o disposto no item 5.19 da Instrução Técnica n°08
do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e no Decreto Estadual n° 16.302/2015, visando à concessão do Auto de Vistoria do
Corpo de Bombeiros, atesta que os SISTEMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS ESTRUTURAS (metálicas,
deconcreto, de madeira...) existentes na edificação em referência, encontram-se instalados em conformidade com as
informaçõesabaixo:

Edificação: (Nome da Edificação)


Logradouro Público/n°: (Endereço)
Responsável pelo Uso: (nome)
Altura(s) da Edificação (m): (altura)
Ocupação:
Data: (Data)

METODOLOGIA PARA SE ATINGIR OS TRRF DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS


[citar norma(s) empregada(s)]

A metodologia adotada foi... [descrever a metodologia, seja por ensaios, cartas de coberturas, métodos analíticos etc e norma(s)] ...
Os ensaios de resistência ao fogo adotados foram os relatórios (IPT nº, ou UL nº etc–citar os ensaios, e especificar se é para
pilares,vigas etc).

DETERMINAÇÃO DO TEMPO REQUERIDO DE RESISTÊNCIA AO FOGO (TRRF)


CRITÉRIOS PARA DETERMINAÇÃO DO TRRF:para a definição dos TRRF’s foi adotada (por exemplo:
Tabela A da IT 08, conforme o item “5. Procedimentos” da referida Instrução Técnica; ou método do tempo
equivalente ou outros devidamente comprovados, tudo conforme IT 08).

Tempo de Resistência Requerido ao Fogo (TRRF):

Exemplo:
 As estruturas principais terão TRRF de 90 min para colunas, contraventamentos e vigas principais conforme Tabela A,
Grupo D, Classe P4 da IT 08.
 As vigas secundárias terão TRRF de 60 min, conforme Anexo A, item A2.5 a da IT n° 08.
 As compartimentações, escadas de segurança, selagens de shafts e divisórias entre unidades autônomas serão executadas
conformesegue:_______________________________________,comosseguintesTRRF:
____________________________________. Tudo conforme item 5.7 da IT 08.
 Observações: _______________________________________________ 

ISENÇÕES OU REDUÇÕES DE TRRF


Exemplos: (Não foi adotada nenhuma condição para redução ou isenção de TRRF na presente edificação... Ou isenção de
TRRF para os pilares externos protegidos por alvenaria cega... Ou Isenção dos perfis confinados em área frias, conforme folhas
...)

MATERIAIS DE PROTEÇÃO CONTRA FOGO E RESPECTIVAS ESPESSURAS DE PROTEÇÃO [citar cartas


decobertura adotadas]
Materiais Utilizados: (citar todos materiais utilizados na proteção)
Espessuras Adotadas: (vide Tabela em anexo x carta de cobertura). As espessuras foram calculadas com base nos
ensaioslaboratoriais acima mencionados, de acordo com os procedimentos da Norma ...

CONTROLE DE QUALIDADE
Verificar a necessidade de Controle de Qualidade por empresa qualificada, conforme item 5.18 da IT 08.
Anexa-lo a este memorial.

______________________________________
Nome:
Resp. Técnico CREA nº

79
ANEXO R

Atestado de conformidade das instalações elétricas

Classificação (uso) da edificação: Idade do imóvel:


Endereço:
Bairro: Cidade: CEP:
Pessoa de contato: Fone: ( )
O responsável pelo fornecimento deste atestado deve preencher todos os campos da tabela a seguir.
“C” = CONFORME / “NA” = NÃO APLICÁVEL
Item da
Requisito para inspeção visual C NA
IT 41
6.1 Condições de instalação dos condutores isolados, cabos unipolares e cabos multipolares.
6.2 Os circuitos elétricos devem possuir proteção contra sobrecorrentes (disjuntores ou fusíveis).
6.3 As partes vivas estão isoladas e/ou protegidas por barreiras ou invólucros.
Todo circuito deve dispor de condutor de proteção “fio-terra” e todas as massas da instalação estão ligadas a
6.4
condutores de proteção (salvo as exceções).
6.5 Todas as tomadas de corrente fixas devem ser do tipo com polo de aterramento (2P + T ou 3P+T).
Existência de dispositivo diferencial residual (DR) para proteção contra choques elétricos (salvo as exceções do item
6.6
6.6).
Quando houver possibilidade dos componentes da instalação elétrica representarem perigo de incêndio para os
6.7
materiais adjacentes, deverá haver a devida proteção.
Os quadros de distribuição devem ser instalados em locais de fácil acesso.
Os quadros de distribuição devem ser providos de identificação e sinalização do lado externo, de forma legível e não
6.8 facilmente removível.
Os componentes dos quadros devem ser identificados de tal forma que a correspondência entre componentes e
respectivos circuitos possa ser prontamente reconhecida, de forma legível e não facilmente removível.
6.9 Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA).
Os quadros, circuitos e linhas dos sistemas de segurança contra incêndio devem ser independentes dos circuitos
7.1.2
comuns.
As fontes de energia, os quadros, os circuitos e as linhas elétricas que alimentam equipamentos de segurança
7.1.3 a destinados ao combate e supressão de incêndio, à ventilação, à pressurização e ao controle de fumaça devem estar
7.1.5
devidamente protegidos com material resistente ao fogo ou enclausurados em ambientes resistentes ao fogo.
7.1.6 Sala do motogerador e circuitos elétricos de segurança por ele alimentados estão em conformidade com o item 7.1.6.
7.1.9 Circuitos de corrente alternada estão separados dos circuitos de corrente contínua.
8.1 e 8.3 ART específica do sistema elétrico (projeto, execução, inspeção, manutenção – conforme o caso).

Obs.

Avaliação geral das instalações elétricas:


Atesto, nesta data, que o sistema elétrico da edificação (incluindo o SPDA) foi inspecionado e verificado conforme as prescri ções da NBR
5410 (capítulo “Verificação final”) e da NBR 5419, e encontra-se em conformidade, estando o proprietário e/ou responsável pelo uso
ciente das responsabilidades constantes do item 2.3.2 desta IT.

Data da inspeção:

_________________________________________ _________________________________________
Eng. Resp: Nome:
Título profissional: Proprietário ou Responsável pelo uso:
CREA Nº:

80
2 - Visão Geral das Principais Its: Extintores, Hidrantes, Saídas de
Emergência, Iluminação de Emergência

2.1 - INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 21/2017

Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio

SUMÁRIO

1 Objetivo

2 Aplicação

3 Referências normativas e bibliográficas

4 Definições

5 Procedimentos

81
1 OBJETIVO

Estabelecer critérios para proteção contra incêndio em edificações, estruturas ou áreas


de risco por meio de extintores de incêndio portáteis ou sobre rodas, para o combate a
princípios de incêndios, atendendo às exigências do Decreto Estadual nº 16.302/2015,
que dispõe sobre asegurança contra incêndio e pânico das edificações, estruturas e áreas
de risco no Estado da Bahia.

2 APLICAÇÃO

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se a todas as edificações, estruturas e áreas de risco,
com exceção de uso residencial unifamiliar, em conformidade com o disposto no Decreto
Estadual nº16.302/2015, que dispõe sobre a segurança contra incêndio das edificações,
estruturas e áreas de risco no Estado da Bahia.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

Instrução Técnica 21/2011 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São


Paulo.

NBR 12693 - Sistema de proteção por extintores de incêndio.

NBR 12962 - Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio.

NBR 13485 - Manutenção de terceiro nível (vistorias em extintores de incêndio).

NBR 15808 - Extintores de incêndio portáteis.

NBR 15809 - Extintores de incêndio sobre rodas.

82
4 DEFINIÇÕES

Para efeitos desta IT, aplicam-se as definições constantes da IT 03 - Terminologia de


segurança contra incêndio.

5 PROCEDIMENTOS

5.1 Capacidade extintora

5.1.1 A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor portátil, para que se
constitua umaunidade extintora, deve ser:

a. carga d’|gua: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A;

b. carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A :
10-B;

c. carga de dióxido de carbono (CO2): extintor com capacidade extintora de, no mínimo,
5-B:C;
d. carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 20-B:C;

e. carga de pó ABC – extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A : 20-B:C;

f. carga de halogenado: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 5-B:C.

5.1.2 A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor sobre rodas, para que se
constituauma unidade extintora, deve ser:

a. carga d’|gua: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 10-A;

b. carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 6-A :
40-B;

83
c. carga de dióxido de carbono (CO2):extintor com capacidade extintora de, no mínimo,
10-B:C;

d. carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 80-B:C;


e. carga de pó ABC – extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 6-A : 80-B:C.

5.1.3 Níveis mais elevados de capacidades extintoras podem ser exigidos em razão do
riscoa ser protegido.

5.1.4 Os extintores portáteis devem ser distribuídos de tal forma que o operador não
percorradistância maior do que a estabelecida na Tabela 1.

Tabela 01

CAPACIDADE DISTÂNCIA
CLASSE DE
EXTINTORA MÁXIMA A SER
RISCO
MÍNIMA PERCORRIDA (M)
BAIXO 2-A / 20-B 25
MÉDIO 3-A / 40-B 20
ALTO 4-A* / 80-B 15
*Dois extintores com carga d’|gua de capacidade extintora 2-A, quando
instalados um ao lado do outro, podem ser utilizados em substituição a um
extintor 4-A.

5.1.5 As distâncias máximas de caminhamento para os extintores sobre rodas devem


seracrescidas da metade dos valores estabelecidos na Tabela 1.

5.2Instalação e sinalização

5.2.1 Extintores portáteis

5.2.1.1 Quando os extintores forem instalados em paredes ou divisórias, a altura


máxima defixação do suporte deve ser de 1,60 m do piso, podendo esta altura variar

84
para menos, desde que a parte inferior do extintor permaneça, no mínimo, a 0,10 m do
piso acabado.

5.2.1.2 É permitida a instalação de extintores sobre o piso acabado, desde que


permaneçamapoiados em suportes apropriados, com altura entre 0,10 m e 0,20 m do
piso.

5.2.1.3 Os extintores não podem ser instalados em escadas e devem permanecer


desobstruídos esinalizados de acordo com o estabelecido na IT 20 – Sinalização de
Emergência.

5.2.1.4 Cada pavimento deve possuir, no mínimo, duas unidades extintoras, sendo uma
paraincêndio classe A e outra para incêndio classe B e C. É permitida a instalação de
duas unidades extintoras iguais de pó ABC.

5.2.1.4.1 O extintor de pó ABC pode substituir qualquer tipo de extintor de classes


específicasA, B e C dentro de uma edificação, estrutura ou área de risco.

5.2.1.5 É permitida a instalação de uma única unidade extintora de pó ABC em


edificações,mezaninos e pavimentos com área construída inferior a 50 m².

5.2.1.6 Os extintores de incêndio devem ser adequados à classe de incêndio


predominante dentroda área de risco a ser protegida, de forma que sejam intercalados
na proporção de dois extintores para o risco predominante e um para a proteção do
risco secundário.

5.2.1.7 São aceitos extintores com acabamento externo em material cromado, latão ou
metalpolido, desde que possuam marca de conformidade expedida por órgão
credenciado pelo Sistema Brasileiro de Certificação (Inmetro).

5.2.1.8 Quando os extintores de incêndio forem instalados em abrigo embutido na


parede oudivisória, além da sinalização, deve existir uma superfície transparente que
possibilite a visualização do extintor no interior do abrigo.
85
5.2.1.9 As unidades extintoras devem ser as correspondentes a um só extintor, não
sendo aceitascombinações de dois ou mais extintores, à exceção do extintor de espuma
mecânica, bem como a prevista na Tabela 01.

5.2.1.10 Em locais de riscos específicos devem ser instalados extintores de incêndio que
atendamao item 5.1, independente da proteção geral da edificação ou risco, tais como:

a. casa de caldeira;
b. casa de bombas;
c. casa de força elétrica;
d. casa de máquinas;
e. galeria de transmissão;
f. incinerador;
g. elevador (casa de máquinas);
h. escada rolante (casa de máquinas);
i. quadro de redução para baixa tensão;
j. transformadores;
k. contêineres de telefonia;
l. gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis;
m. geradores;
n. outros que necessitam de proteção adequada.
5.2.1.11 Para proteção por extintores de incêndio em instalações de líquidos
inflamáveis ecombustíveis, gás liquefeito de petróleo, gás natural, pátio de contêineres,
heliponto, heliportos e outras instalações específicas, devem ser observadas,
adicionalmente, as ITs pertinentes.

5.2.1.12 Deve ser instalado pelo menos um extintor de incêndio a não mais de 5 m da
entradaprincipal da edificação e das escadas nos demais pavimentos.

5.2.1.13 Em locais de abastecimento e/ou postos de abastecimento e serviços onde os


tanques decombustíveis são enterrados, além dos extintores instalados por percurso
máximo e riscos específicos, devem ser instaladas mais uma unidade extintora portátil
de pó químico seco (pó ABC ou BC) ou espuma mecânica, em local de fácil acesso,
destinada a cada bomba de abastecimento, fixado preferencialmente nos pilares.

86
5.2.1.14 Para proteção de reservatórios de alimentação exclusivo de grupo
motogerador, comcapacidade máxima de 500 litros, serão necessários dois extintores
portáteis (pó ABC, pó BC ou espuma mecânica).

5.2.1.15 Nos pátios de contêineres, os extintores podem ser centralizados e localizados em


abrigossinalizados, no mínimo, em dois pontos distintos e opostos da área externa de
armazenamento de contêineres, conforme prescreve a IT especifica que trate de pátio de
contêiner.

5.2.2 Extintores sobre rodas (carretas)

5.2.2.1 Não é permitida a proteção de edificações ou áreas de risco unicamente por


extintores sobrerodas, admitindo- se, no máximo, a proteção da metade da área total
correspondente ao risco, considerando o complemento por extintores portáteis, de
forma alternada entre extintores portáteis e sobre rodas na área de risco.
5.2.2.2 O emprego de extintores sobre rodas só é computado como proteção efetiva em
locais quepermitam o livre acesso.

5.2.2.3 Os extintores sobre rodas devem ser localizados em pontos estratégicos e sua
área deproteção deve ser restrita ao nível do piso que se encontram.

5.2.2.4 A proteção por extintores sobre rodas deve ser obrigatória nas edificações de
risco altoonde houver manipulação e ou armazenamento de explosivos e líquidos
inflamáveis ou combustíveis, exceto quando os reservatórios de
inflamáveis/combustíveis forem enterrados.

5.3Certificação, validade e garantia.

5.3.1 Os extintores devem estar lacrados, com a pressão adequada e possuir selo de
conformidadeconcedida por órgão credenciado pelo Sistema Brasileiro de Certificação
(Inmetro).

87
5.3.2 Para efeito de vistoria do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, o prazo de
validade da cargae a garantia de funcionamento dos extintores deve ser aquele
estabelecido pelo fabricante, se novo, ou pela empresa de manutenção certificada pelo
Inmetro, se recarregado.

88
2.2 - INSTRUÇÃOTÉCNICA Nº 22/2016

Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

SUMÁRIO ANEXOS

1 Objetivo A Sistema de mangotinho com


válvula globo angular na prumada
2 Aplicação
B Reservatórios
3 Referências
normativas e C Bombas de incêndio
bibliográficas
D Abrigos de mangueiras e
4 Definições mangotinhos

5 Procedimentos E Casos de isenção de sistema


fixo de hidrantes e de
mangotinhos

89
1 OBJETIVO

Fixar as condições necessárias exigíveis para dimensionamento, instalação,


manutenção, aceitação e manuseio, bem como as características, dos componentes de
sistemas de hidrantes e/ou de mangotinhos para uso exclusivo de Com- bate a
Incêndio em edificações.

2 APLICAÇÃO

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se às edificações em que seja necessária a instalação
de Sistemas de hidrantes e/ou de mangotinhos para combate a incêndio, de acordo
com o previsto no Decreto Estadual nº 16 . 302/2015 – que dispõe sobre a segurança
contra incêndio e p â n i c o n as edificações, estruturas e áreas de risco do Estado da
Bahia.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão.

NBR 5580 – Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na
condução de fluídos – Especificação.

NBR 5587 – Tubos de aço para condução, com rosca ANSI/ ASME B1.20.1 – Dimensões
básicas – Padronização.

NBR 5590 – Tubo de aço-carbono com ou sem costura, pretos ou galvanizados por
imersão a quente, para condução de fluídos– Especificação.

NBR 5626 – Instalação predial de água fria.

90
NBR 5647-1 – Sistemas para adução distribuição de água – Tubos e conexões de PVC
6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 – Parte 1: Requisitos
gerais.

NBR 5647-2 – Sistemas para adução distribuição de água – Tubos e conexões de PVC
6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 – Parte 2: Requisitos
específicos para tubos com pressão nominal PN 1,0 MPa.

NBR 5647-3 – Sistemas para adução distribuição de água – Tubos e conexões de PVC
6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 – Parte 3: Requisitos
específicos para tubos com pressão nominal PN 0,75 MPa.

NBR 5647-4 – Sistemas para adução distribuição de água – Tubos e conexões de PVC
6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 – Parte 4: Requisitos
específicos para tubos com pressão nominal PN 0,60 MPa.

NBR 5667 – Hidrantes urbanos de incêndio de ferro fundido.

3 Partes – Especificações.

NBR 6414 – Rosca para tubos onde a vedação é feita pela rosca – Designação,
dimensões e tolerâncias – Padronização.

NBR 6925 – Conexão de ferro fundido maleável, de classes

150 e 300, com rosca NPT, para tubulação.

NBR 6943 – Conexão de ferro maleável para tubulações – Classe 10 – Especificações.

NBR 10351 – Conexões injetadas de PVC rígido com junta elástica para redes e
adutoras de água – Especificação.

91
NBR 10897 – Proteção contra incêndio por chuveiro automático – Procedimento.

NBR 11720 – Conexão para unir tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar –
Especificações.

NBR 11861 – Mangueira de incêndio – Requisitos e métodos de ensaio.

NBR 12779 – Inspeção, manutenção e cuidados em mangueiras de incêndio –


Procedimento.

NBR 12912 – Rosca NPT para tubos – Dimensões – Padronização.

NBR 13206 – Tubo de cobre leve, médio e pesado sem costura, para condução de água
e outros fluídos – Especificação.

NBR 13434-1 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 1: Princípios


de projeto.

NBR 13434-2 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 2: Símbolos e


suas formas, dimensões e cores.

NBR 13714 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio.

NBR 14276 – Programa de brigada de incêndio. NBR 14105 – Medidores de pressão.

NBR 14349 – União para mangueira de incêndio.

NBR 14870 – Esguichos de jato regulável para combate a incêndio.

92
NBR NM ISO 7-1 – Rosca para tubos onde a vedação é feita pela rosca – Designação,
dimensões e tolerâncias – Padronização.

Projeto de norma 44:000.08 – 001 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e


ligas de cobre – Procedimento.

ISSO 1182 – Building materials – non-combustibility test.

EN 694 – Fire-fighting hoses – Semi-rigid hoses for fixed systems.

EN 671 – Fixed Firefighting Systems – Hose systems – Part 1: Hose reels with semi-
rigid hose.

ANSI/ASME B1.20.7 NH – Hose coupling screw threads.

ASTM A 234 – Specification for piping fitting wrought carbon steel and alloy steel for
moderate and elevate temperature.

ASTM B 30 – Specification for copper-base alloys in ingot form.

ASTM B 62 – Specification for composition bronze or ounce metal castings.


STM B 584 – Standard specification for copper alloy sand castings for general
applications.

ASTM D 2000 – Classification system for rubber products in automotive applications.

AWS A5.8 – Brazing filler metal (Classifications Bcup-3 or Bcup-4).

BS 5041 Part 1 – Specification for landing valves for wet risers. BRENTANO, Telmo.
Instalações Hidráulicas de Combate a Incêndios nas Edificações - 3 ed. – Porto Alegre:
EDIPUCRS, 2007.

93
CREDER, Hélio. Instalações Hidráulicas e Sanitárias. – 5 ed. - Rio de Janeiro: Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A., 1.991.

MACINTYRE, Archibald Joseph. Bombas e Instalações de Bombeamento – 2 ed. - Rio de


Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 1.997.

HICKEY, Harry E. Hydraulics for Fire Protection. Boston:NFPA,1980.

NFPA.Fire Protection Engineering – 2 ed. Boston, 1.995.

4 DEFINIÇÕES

Para efeito desta Instrução Técnica, aplicam-se as definições constantes da IT 03 -


Terminologia de segurança contra incêndio.

5 PROCEDIMENTOS

5.1 Requisitos gerais

5.1.1 Os sistemas de combate a incêndio estão classificados em sistema tipo 1


(mangotinho) e sistemas tipo 2, 3, 4 e 5(hidrantes), conforme especificado na tabela 2.

5.1.2 Todos os parâmetros, ábacos, tabelas e outros recursos utilizados no projeto e no


dimensionamento devem ser relacionadosno memorial. Não é admitida a referência a
outro projeto para justificar a aplicação de qualquer informação no memorial.

5.1.3 O manuseio do sistema deve ser feito por pessoal devidamente habilitado e
treinado de acordo com a IT 17–Brigada deincêndio.

5.2 Projeto

94
5.2.1 O sistema a ser instalado deve corresponder a um memorial, constando cálculos,
dimensionamentos e uma perspectivaisométrica da tubulação (em escala, com cotas, e
com os hidrantes numerados), conforme prescrito na IT 01 – Procedimentos
administrativos.

5.2.2 O Corpo de Bombeiros pode solicitar documentos relativos ao sistema, se houver


necessidade.

5.2.3 Critérios básicos de projeto

5.2.3.1O projeto de um sistema de hidrantes e mangotinhosé definido de acordo com a


aplicabilidade do sistema, conformeestabelecido na Tabela 3, em função da área
construída e da ocupação.

5.3 Dispositivo de recalque

5.3.1 Todos os sistemas devem ser dotados de dispositivo de recalque, consistindo de


um prolongamento de mesmo diâmetro datubulação principal, cujos engates sejam
compatíveis com os usados pelo Corpo de Bombeiros.

5.3.2 O dispositivo de recalque deve ser preferencialmente do tipo coluna. Onde


houver impossibilidade técnica o dispositivo derecalque pode ser instalado no passeio
público.

5.3.3 Para os sistemas com vazão superior a 1.000L/min deve haver duas entradas
para o recalque de água por meio deveículo de combate a incêndio do Corpo de
Bombeiros.

95
Figura 1: Dispositivo de recalque tipo coluna

5.3.4 O dispositivo de recalque deve ser instalado na facha da principal da edificação,


ou no muro da divisa com a rua, com aintrodução voltada para a rua e para baixo em
um ângulo de 45º e a uma altura entre 0,60 m e 1,50 m em relação ao piso do passeio
da propriedade. A localização do dispositivo de recalque sempre deve permitir
aproximação da viatura apropriada para o recalque da água, a partir do logradouro
público, para o livre acesso dos bombeiros.

5.3.4.1 O dispositivo de recalque deve ser instalado dentro de um abrigo embutido no


muro, conforme Figura 1.

5.3.4.2 Para a proteção do dispositivo de recalque contra atos de vandalismo, a junta


de união tipo engate rápido pode sersoldada.

5.3.5 Na impossibilidade técnica, o dispositivo de recalque pode estar situado no


passeio público e deve possuir as seguintescaracterísticas, conforme Figura 2.

5.3.5.1 Ser enterrado em caixa de alvenaria, com fundo permeável ou dreno;

5.3.5.2 A tampa deve ser articulada e o requadro em ferro fundido ou material


similar, identificada pela palavra“HIDRANTE”, com dimensões de 0,40 m x 0,60 m;

5.3.5.3 Estar afastada a 0,50 m da guia do passeio;

5.3.5.4 A introdução voltada para cima em ângulo de 45º e posicionada, no máximo, a


0,15 m de profundidade em relação aopiso do passeio;

5.3.5.5 O volante de manobra deve ser situado a, no máximo, 0,50 m do nível do piso
acabado;

96
5.3.5.6 A válvula deve ser do tipo gaveta ou esfera, permitindo o fluxo de água nos
dois sentidos e instalada de forma a garantirseu adequado manuseio.

5.3.6 Deve haver também dispositivo de recalque tipo coluna nas portarias da
edificação, quando esta estiver muito afastada doleito carroçável, com válvula
apropriada para o recalque pelo Corpo de Bombeiros. Sua localização não deve ser
superior a 10 m do local de estacionamento das viaturas do Corpo de Bombeiros.

Figura 2: Dispositivo de recalque no passeio público

5.3.7 É vedada a instalação do dispositivo de recalque em local que tenha circulação


ou passagem de veículos.

5.4 Abrigo

5.4.1 Osabrigos de mangueiras devem atender aos parâmetros do Anexo D.

5.4.2 As mangueiras de incêndio devem ser acondicionadas dentro dos abrigos, em


ziguezague ou aduchadas, conformeespecificado na NBR 12779/09, sendo que as
mangueiras de incêndio semirrígidas podem ser acondicionadas enroladas, com ou
sem o uso de carretéis axiais ou em forma de oito, permitindo sua utilização com
facilidade e rapidez.

97
5.4.3 As mangueiras de incêndio dos hidrantes internos podem ser acondicionadas,
alternativamente, em ziguezague, por meio desuportes tipo “rack”, com acoplamento
tipo “engate r|pido” nas v|lvulas dos hidrantes, conforme Figura 3.

5.4.4 O abrigo deve ter utilização exclusiva conforme estabelecido nesta IT.

Figura 3: Suporte para mangueira tipo“rack”

5.5 Válvulas de abertura para hidrantes ou mangotinhos

5.5.1 As válvulas dos hidrantes devem ser do tipo globo angulares de diâmetro DN65
(2½”).

5.5.1.1As válvulas do tipo angular (45º ou 90º) devem possuir junta de união do tipo
engate rápido, compatível com as mangueirasusadas pelo Corpo de Bombeiros.

5.5.2 As válvulas para mangotinhos devem ser do tipo abertura rápida, de passagem
plena e di}metro mínimo DN25 (1”).

5.6 Requisitos específicos

5.6.1 Tipos de sistemas

5.6.1.1 Os tipos de sistemas previstos são dados na Tabela 2.

98
5.6.1.2 As vazões da Tabela 2 devem ser obtidas na saída das válvulas globo
angulares dos hidrantes mais desfavoráveishidraulicamente.

5.6.1.3 A edificação onde for instalado o sistema do tipo 1 (mangotinho) deve ser
dotada de ponto de tomada de água deengate rápido para mangueira de incêndio de
di}metro 40 mm (1 ½”), conforme Anexo A.

5.6.1.4 Para cada ponto de hidrante ou de mangotinho são obrigatórios os materiais


descritos na Tabela 4.

5.7 Distribuição dos hidrantes e ou mangotinhos

5.7.1 Os pontos de tomada de água devem ser posicionados:

a. nas proximidades das portas externas, escadas e/ou acesso principal a ser
protegido, a não mais de 5 m;

b. em posições centrais nas |reas protegidas, devendo atender ao item “a”


obrigatoriamente;

c. fora das escadas ou antecâmaras de fumaça;

d. de 1,0 m a 1,5 m do piso.

5.7.2 No caso de projetos utilizando hidrantes externos, devem atender ao


afastamento de, no mínimo, uma vez e meia a alturada parede externa da edificação a
ser protegida, podendo ser utilizados até 60 m de mangueira de incêndio
(preferencialmente em lances de 15 m), desde que devidamente dimensionados por
cálculo hidráulico. Recomenda-se, neste caso, que sejam utilizadas mangueiras de
incêndio de diâmetro DN65 para redução da perda de carga e o último lance de DN40

99
para facilitar seu manuseio, prevendo-se uma redução de mangueira de DN65 para
DN40.

5.7.3 A utilização do sistema não deve comprometer a fuga dos ocupantes da


edificação, portanto, deve ser projetado de tal formaque dê proteção em toda a
edificação, sem que haja a necessidade de adentrar às escadas, antecâmaras ou outros
locais determinados exclusivamente para servirem de rota de fuga dos ocupantes.

5.8 Dimensionamento do sistema

5.8.1 O dimensionamento deve consistir na determinação do caminhamento das


tubulações, dos diâmetros dos acessórios e dossuportes, necessários e suficientes
para garantir o funcionamento dos sistemas previstos nesta IT.

5.8.2 Os hidrantes ou mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que qualquer
ponto da área a ser protegida sejaalcançado por um esguicho (sistemas tipo 1, 2, 3) ou
dois esguichos (sistema tipo 4 e 5), considerando-se o comprimento da(s)
mangueira(s) de incêndio por meio de seu trajeto real e desconsiderando o alcance do
jato de água, devendo ter contato visual sem barreiras físicas a qualquer parte do
ambiente em qualquer compartimento.

5.8.3 No dimensionamento de sistemas com mais de um hidrante simples deve ser


considerado o uso simultâneo dos dois jatosde água mais desfavoráveis considerados
nos cálculos, para qualquer tipo de sistema especificado, considerando-se, em cada
jato de água, no mínimo as vazões obtidas conforme a Tabela 2 e condições do item
5.6.1.2.

5.8.4 O local mais desfavorável considerado nos cálculos deve ser aquele que
proporciona menor pressão dinâmica na saídado hidrante.

100
5.8.5 Nos casos de mais de um tipo de ocupação (ocupações mistas) na edificação que
requeiram proteções por sistemasdistintos, o dimensionamento dos sistemas deve
ser feito para cada tipo de sistema individualmente ou dimensionado para atender ao
maior risco.

5.8.6 O sistema deve ser dimensionado de forma que a pressão máxima de trabalho
nos esguichos não ultrapasse 100 mca(1.000kPa).

5.8.7 O cálculo hidráulico da somatória de perda de carga nas tubulações deve ser
executado por métodos adequados para estefim, sendo que os resultados alcançados
têm que satisfazer a uma das seguintes equações apresentadas:
a) Darcy-Weisbach- fórmula geral para perdas de carga localizadas,“fórmula
universal”:

Onde:
hfé a perda de carga, em metros de colunad’|gua;
f é o fator de atrito (diagramas de Moody e Hunter-Rouse);
L é o comprimento da tubulação (tubos), em metros;
D é o diâmetro interno, em metros;
v é a velocidade do fluído, em metros por segundo;
g é a aceleração da gravidade em metros por segundo, por segundo;
k é a somatória dos coeficientes de perda de carga das singularidades (conexões).

b) Hazen-Williams:

Onde:
hfé a perda de carga em metros de colunad’|gua;
Lté o comprimento total, sendo a soma dos comprimentos da tubulação e dos
comprimentos equivalentes das conexões;
J é a perda de carga por atrito em metros por metros;
Q é a vazão, em litros por minuto;
C é o fator de Hazen Willians (ver Tabela 1);
D é o diâmetro interno do tubo em milímetros.

101
Tabela 1: Fator“C”de Hazen-Williams

Nota: Os valores de “C” de Hazen Willians s~o v|lidos para tubos novos

5.8.8 A velocidade da água no tubo de sucção das bombas de incêndio não deve ser
superior a 2 m/s (sucção negativa) ou 3m/s (sucção positiva), a qual deve ser
calculada pela equação:

Para o cálculo da área deve ser considerado o diâmetro interno da tubulação.

Onde:

V é a velocidade da água, em metros por segundo;

Q é a vazão de água, em metros cúbicos por segundo;

A é a área interna da tubulação, em metros quadrados.

5.8.9 A velocidade máxima da água na tubulação não deve ser superior a 5 m/s, a
qual deve ser calculada conforme equaçãoindicada em 5.8.8.

102
5.8.10 No sistema de malha ou anel fechado, deve existir válvulas de paragem,
localizadas de tal maneira que, pelo menosdois lados em uma malha que envolva
quadras de processamento ou armazenamento, possam ficar em operação, no caso de
rompimento ou bloqueio dos outros dois.

5.8.11 Para efeito de equilíbrio de pressão nos pontos de cálculos é admitida a


variação máxima de 0,50 mca (5,0 kPa).

5.8.12 O net positive suctionhead (NPSH) disponível deve ser maior ou igual ao NPSH
requerido pela bomba de incêndio. Paracálculo do NPSH disponível na tubulação de
sucção deve- se considerar 1,5 vezes a vazão nominal do sistema.

5.9 Reservatório e reserva técnica de incêndio

5.9.1 O volume de água da reserva de incêndio encontra-se na Tabela 3.

5.9.2 Pode ser admitida a alimentação de outros sistemas de proteção contra


incêndio, sob comando ou automáticos, por meioda interligação das tubulações dos
reservatórios, desde que atenda aos parâmetros da IT especifica que trata do Sistema
de chuveiros automáticos.

5.9.3 Deve ser previsto reservatório construído conforme o Anexo B.

5.9.4 O inibidor de vórtice e poço de sucção para reservatório elevado deve ser
conforme o Anexo B.

5.9.5 O reservatório que também acumula água para consumo normal da edificação
deve ser adequado para preservar aqualidade da água, conforme a NBR 5626/98.

103
5.9.6 As águas provenientes de fontes naturais tais como: lagos, rios, açudes etc,
devem ser captadas conforme descrito noAnexo B.

5.9.7 O reservatório pode ser subdividido desde que todas as unidades estejam
ligadas diretamente à tubulação de sucção dabomba de incêndio e tenha subdivisões
em unidades mínimas de 3 m³.

5.9.8 Não é permitida a utilização da reserva de incêndio pelo emprego conjugado de


reservatórios subterrâneos e elevados.

5.9.9 Os reservatórios devem ser dotados de meios que assegurem uma reserva
efetiva e ofereçam condições seguraspara inspeção.

5.9.10 Para edificações de risco alto, recomenda-se que os reservatórios sejam


elevados e possuam fácil acesso paraabastecimento de veículos de combate a
incêndio, com vistas a suprir eventual falha da bomba de incêndio da edificação.

5.10 Bombas de incêndio

5.10.1 A bomba de incêndio deve ser do tipo centrífuga acionada por motor elétrico
ou combustão.
5.10.2 As prescrições e recomendações encontram-se no Anexo C.

5.10.3 No caso de ocupações mistas com uma bomba de incêndio principal, deve ser
feito o dimensionamento da vazão dabomba e do reservatório para o maior risco,
sendo que os esguichos e mangueiras podem ser previstos de acordo com os riscos
específicos. A altura manométrica total da bomba deve ser calculada para o hidrante
mais desfavorável do sistema.

104
5.11 Componentes das instalações

5.11.1 Geral

5.11.1.1 Os componentes das instalações devem ser previstos em normas, conforme


aquelas descritas no item 3 - Referênciasnormativas desta IT, ou em especificações
reconhecidas e aceitas pelos órgãos oficiais.

5.11.1.2 Os componentes que não satisfaçam a todas as especificações das normas


existentes ou às exigências dos órgãoscompetentes e entidades envolvidas devem ser
submetidos a ensaios e verificações, a fim de obterem aceitação formal da utilização
nas condições específicas da instalação, expedida pelos órgãos competentes.

5.11.2 Esguichos

5.11.2.1 Estes dispositivos são para lançamento de água através de mangueiras,


sendo reguláveis, possibilitando a emissãodo jato compacto ou neblina conforme
norma NBR14870/02.

5.11.2.2 Cada esguicho instalado deve ser adequado aos valores de pressão, vazão de
água e de alcance de jato, paraproporcionar o seu perfeito funcionamento, conforme
dados do fabricante.

5.11.2.3 O alcance do jato para esguicho regulável, produzido por qualquer sistema
adotado conforme a Tabela 2, não deve serinferior a 10 m, medido da saída do
esguicho ao ponto de queda do jato, com o jato paralelo ao solo e com o esguicho
regulado para jato compacto.

5.11.2.4 Os componentes de vedação devem ser em borracha, quando necessários,


conforme ASMT D 2000.

105
5.11.2.5 O acionador do esguicho regulável deve permitir a modulação da
conformação do jato e o fechamento total do fluxo.

5.11.3 Mangueira de incêndio

5.11.3.1 A mangueira de incêndio para uso de hidrante deve atender às condições da


NBR 11861/98.
5.11.3.2 A mangueira de incêndio semirrígida para uso de mangotinho deve atender
às condições da EN 694/96 para o sistematipo 1.

5.11.3.3 O comprimento total das mangueiras que servem cada saída a um ponto de
hidrante ou mangotinho deve ser suficientepara vencer todos os desvios e obstáculos
que existem, considerando também toda a influência que a ocupação final é capaz de
exercer, não excedendo os comprimentos máximos estabelecidos na Tabela 2. Para
sistemas de hidrantes, deve-se preferencialmente utilizar lances de mangueiras de 15
m.

5.11.4 Juntas de união

5.11.4.1 As juntas de união rosca/engate rápido devem ser compatíveis com os


utilizados nas mangueiras de incêndio.

5.11.4.2 As uniões de engate rápido entre mangueiras de incêndio devem ser


conforme a NBR 14349/99.

5.11.4.3 As dimensões e os materiais para a confecção dos adaptadores tipo engate


rápido devem atender a NBR 14349/99.

5.11.5 Válvulas
5.11.5.1 Na ausência de normas brasileiras aplicáveis às válvulas, é recomendável
que atendam aos requisitos da BS 5041 -parte 1/87.

106
5.11.5.2 As roscas de entrada das válvulas devem ser de acordo com a NBR NM ISSO
7-1 ou NBR 12912/93.

5.11.5.3 As roscas de saída das válvulas para acoplamento do engate rápido devem
ser conforme a NBR 5667 1-06 ouANSI/ASME B1.20.7 NH.

5.11.5.4 As válvulas devem satisfazer aos ensaios de estanqueidade pertinentes,


especificados em A.1.1 e A .1. 2 da BS5041 - parte 1/87.

5.11.5.5 É recomendada a instalação de válvulas de bloqueio adequadamente


posicionadas, com objetivo de proporcionarmanutenção em trechos da tubulação sem
desativação do sistema.

5.11.5.6 As válvulas que comprometem o abastecimento de água a qualquer ponto do


sistema, quando estiverem em posiçãofechada, devem ser do tipo indicadoras.
Recomenda-se a utilização de dispositivos de travamento para manter as válvulas na
posição aberta.

5.11.6 Tubulações e conexões

5.11.6.1 A tubulação do sistema não deve ter diâmetro nominal inferior a DN65
(2½”).

5.11.6.2 Para sistemas tipo 1 ou 2 pode ser utilizada tubulação com diâmetro
nominal DN50 (2”), desde que comprovadotecnicamente o desempenho hidr|ulico
dos componentes e do sistema, por meio de laudo de laboratório oficial competente.

5.11.6.3 Os drenos, recursos para simulação e ensaios, escorvas e outros dispositivos


devem ser dimensionados conforme aaplicação.

107
5.11.6.4 As tubulações aparentes do sistema devem ser em cor vermelha.

5.11.6.5 Os trechos das tubulações do sistema, que passam em dutos verticais ou


horizontais e que sejam visíveis através daporta de inspeção, devem ser em cor
vermelha.

5.11.6.6 Opcionalmente a tubulação aparente do sistema pode ser pintada em outras


cores, desde que identificada comanéis vermelhos com 0,20 m de largura e dispostos,
no máximo, a 3 m um do outro, exceto para edificações dos grupos G, I, J, L e M da
Tabela 1 do Decreto Estadual nº 16.302/15.

5.11.6.7 As tubulações destinadas à alimentação dos hidrantes e de mangotinhos não


podem passar pelos poços deelevadores e/ou dutos de ventilação.

5.11.6.8 Todo material previsto ou instalado deve ser capaz de resistir ao efeito do
calor e esforços mecânicos, mantendo seufuncionamento normal.

5.11.6.8.1 Recomenda-se que, no caso de emprego de tubulações em anel, em


edificações térreas destinadas àsedificações dos grupos I e J, sejam instaladas na
parte externa das edificações, de modo que sejam protegidas contra a ação do calor.

5.11.6.9 O meio de ligação entre os tubos, conexões e acessórios diversos deve


garantir a estanqueidade e a estabilidademecânica da junta e não deve sofrer
comprometimento de desempenho, se for exposto ao fogo.

5.11.6.10 A tubulação deve ser fixada nos elementos estruturais da edificação por
meio de suportes metálicos, conforme a NBR10897/08, rígidos e espaçados, no
máximo, 4 m, de modo que cada ponto de fixação resista a cinco vezes a massa do
tubo cheio de água mais a carga de 100 Kg.

108
5.11.6.11 Os materiais termoplásticos, na forma de tubos e conexões, somente devem
ser utilizados enterrados a 0,50 m e forada projeção da planta da edificação
satisfazendo a todos os requisitos de resistência à pressão interna e a esforços
mecânicos necessários ao funcionamento da instalação.

5.11.6.12 A tubulação enterrada com tipo de acoplamento ponta e bolsa deve ser
provida de blocos de ancoragem nasmudanças de direção e abraçadeiras com tirantes
nos acoplamentos conforme especificado na NBR 10897/08.

5.11.6.13 Os tubos de aço devem ser conforme as NBR 5580/07, NBR 5587/85 ou
NBR 5590/80.

5.11.6.14 As conexões de ferro maleável devem ser conforme a NBR 6925/95 ou


NBR 6943/00.

5.11.6.15 As conexões de aço devem ser conforme ASMT A 234.

5.11.6.16 Os tubos de cobre devem ser conforme a NBR 13206/10.

5.11.6.17 As conexões de cobre devem ser conforme a NBR 11720, atendendo às


especificações de instalação conforme projetode norma 44:000.08 – 001.

5.11.6.18 Os tubos de PVC devem ser conforme as NBR 5647/99, partes 1 a 4.

5.11.6.19 As conexões de PVC devem ser conforme a NBR 10351/88.

5.11.7 Instrumentos do sistema

5.11.7.1 Os instrumentos devem ser adequados ao trabalho a que se destinam, pelas


suas características e localização nosistema, sendo especificados pelo projetista.

109
5.11.7.2 Os manômetros devem ser conforme a NBR 14105/98.
5.11.7.3 A pressão de acionamento a que podem estar submetidos os pressostatos
corresponde a, no máximo, 70% da sua maiorpressão de funcionamento.

5.11.7.4 A chave de nível deve ser utilizada em tanque de escorva, para garantia do
nível de água e pode ser utilizada noreservatório de água somente para supervisionar
seu nível. Tal dispositivo deve ser capaz de operar normalmente após longos períodos
de repouso ou falta de uso (ver B.1.6).

5.12 Considerações gerais

5.12.1 A proteção por sistemas de hidrantes para as áreas de risco destinadas a


parques de tanques ou tanques isolados deveatender à IT específica que trata de
segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis.

5.12.2 O dimensionamento do sistema de hidrantes, de acordo com o item 5.8, deve


seguir os parâmetros definidos pela tabela 3,conforme a respectiva ocupação.

5.12.3 Quando o conjunto do sistema hidráulico de combate a incêndio for único


(bombas de incêndio e tubulações) sendoutilizado para atender às condições do item
5.8.5, as bombas de incêndio devem atender aos maiores valores de pressão e de
vazão dos cálculos obtidos, considerando a não simultaneidade de eventos.

5.12.4 Nas áreas de edificações, tais como tanque ou parque de tanques, onde seja
necessária a proteção por sistemas deresfriamento e/ou de proteção por espuma, a
rede de hidrantes pode possuir uma bomba de pressurização para completar a altura
manométrica necessária, desde que alimentada por fonte alternativa de energia.

5.12.5 Para fins de dimensionamento da reserva de incêndio em sistema de


hidrantes, de resfriamento ou de espuma, o volume dareserva do sistema de
hidrantes calculado para as condições do item 5.8.5 não deve ser somado ao volume

110
da reserva de água dos demais sistemas, caso as áreas de risco, tais como tanques
isolados ou parques de tanques, sejam separados das demais construções de acordo
com a IT especifica.

Tabela 2: Tipos de sistemas de proteção por hidrante ou mangotinho

Notas:
1) As vazões consideradas são as necessárias para o funcionamento dos esguichos reguláveis
com jato pleno ou neblina 30º, de forma que um brigadista possa dar o primeiro combate a um
incêndio de forma segura, considerando o alcance do jato previsto no item 5.8.2.
Tabela 3: Aplicabilidade dos tipos de sistemas e volume de reserva de incêndio mínima (m³)

111
Notas:

1) As ocupações enquadradas no sistema tipo 5 que possuírem a exigência de


sistema de chuveiros automáticos, podem aplicar o sistema tipo 4;

2) As ocupações enquadradas no sistema tipo 5 e as ocupações enquadradas no


sistema tipo 4, que não possuírem a exigência de sistema de chuveiros automáticos,
mas que, por outras circunstâncias, tal sistema for instalado, podem aplicar,
respectivamente, o sistema tipo 4 e o sistema tipo 3, com a RTI de um nível inferior no
quadro acima;

3) Para o grupo A, a área a ser considerada para determinar a reserva de incêndio


deve ser apenas a do maior bloco, desde que respeitada a distância de isolamento entre
os blocos (IT 07);

4) Para divisão M-2, atender à IT 25/11 – Segurança contra incêndio para líquidos
combustíveis e inflamáveis.

Tabela 4: Componentes para cada hidrante ou mangotinho

112
ANEXO A
Sistema de mangotinho com válvula globo angular na prumada

Figura A.1: Exemplo de instalação de sistema de mangotinho com válvula globo angular na
prumada, para emprego pelo Corpo de Bombeiros,em caso de uso do dispositivo de recalque da
edificação.

113
ANEXO B

Reservatórios

B.1 Geral

B.1.1 Quando o reservatório atender a outros abastecimentos, as tomadas de água


desses devem ser instaladas de modo agarantir o volume que reserve a capacidade
efetiva para o combate.

B.1.2 A capacidade efetiva do reservatório deve ser mantida permanentemente.

B.1.3 O reservatório deve ser construído em material que garanta a resistência ao


fogo e resistência mecânica.

B.1.4 O reservatório pode ser uma piscina da edificação a ser protegida, desde que
garantida a reserva efetivapermanentemente, por meio de uma declaração do
responsável pelo uso.

B.1.5 O reservatório deve ser provido de sistemas de drenagem e ladrão


convenientes dimensionados e independentes.

B.1.6 É recomendado que a reposição da capacidade efetiva seja efetuada à razão de 1


L/min por metro cúbico de reserva.

B.2 Reservatório elevado (ação da gravidade)

B.2.1 Quando o abastecimento é feito somente pela ação da gravidade, o reservatório


elevado deve estar à altura suficiente parafornecer as vazões e pressões mínimas
requeridas para cada sistema. Essa altura é considerada:

114
a) do fundo do reservatório (quando a adução for feita na parte inferior do
reservatório) até os hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis considerados no
cálculo;

b) da face superior do tubo de adução (quando a adução for feita nas paredes
laterais dos reservatórios) até os hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis
considerados no cálculo.

B.2.2 Quando a altura do reservatório elevado não for suficiente para fornecer as
vazões e pressões requeridas, para os pontosdos hidrantes ou mangotinhos mais
desfavoráveis considerados no cálculo, deve-se utilizar uma bomba de reforço, em
sistema “bypass”, para garantir as pressões e vazões mínimas para aqueles pontos. A
instalação desta bomba deve atender ao Anexo C e demais itens desta IT.

B.2.3 A tubulação de descida do reservatório elevado para abastecer os sistemas de


hidrantes ou de mangotinhos deve serprovido de uma válvula de gaveta e uma
válvula de retenção, considerando-se o sentido reservatório–sistema. A válvula de
retenção deve ter passagem livre, sentido reservatório–sistema.

B.3 Reservatório ao nível do solo, semienterrado ou subterrâneo

B.3.1 Nestas condições, o abastecimento dos sistemas de hidrantes ou mangotinhos


deve ser efetuado por meio de bombasfixas.

B.3.2 O reservatório deve conter uma capacidade efetiva, com o ponto de tomada da
sucção da bomba principal localizadojunto ao fundo deste, conforme ilustrado nas
Figuras B.1 a B.3 e Tabela B.1.

B.3.3 Para o cálculo da capacidade efetiva deve ser considerada como altura a
distância entre o nível normal da água e o nível Xda água, conforme as Figuras B.1 a
B.3.

115
B.3.4 O nível X é calculado como o mais baixo nível, antes de ser criado um vórtice
com a bomba principal em plena carga, e deveser determinado pela dimensão A da
Tabela B.1, abaixo:

Tabela B.1: Dimensões de poços de sucção

B.3.5 Quando o tubo de sucção D for dotado de um dispositivo antivórtice, pode-se


desconsiderar a dimensão A da Tabela B.1.

B.3.6 Não se deve utilizar o dispositivo antivórtice quando a captação no reservatório


de incêndio ocorrer em posição horizontal,conforme exemplos das Figuras B.1 e B.2.
B.3.7 Sempre que possível, o reservatório deve dispor de um poço de sucção como
demonstrado nas Figuras B.1 a B.3 e com asdimensões mínimas A e B da Tabela B.1,
respeitando-se também as distâncias mínimas com relação ao diâmetro D do tubo de
sucção.

B.3.8 Caso não seja previsto o poço de sucção, as dimensões mínimas A e B da Tabela
B.1, ainda assim devem ser previstas,não se computando como reserva de incêndio e
respeitando-se as dimensões mínimas com relação ao diâmetro D do tubo de sucção.

B.3.9 No caso de reservatório ao nível do solo, semienterrado ou subterrâneo, deve-


se atender aos requisitos de B.1.1 a B.1.6. B.3.10 O reservatório deve ser localizado,
dentro do possível, em local de fácil acesso às viaturas do Corpo de Bombeiros.

116
Figura B.1: Tomada superior de sucção para bomba principal

Figura B.2: Tomada lateral de sucção para bomba principal

Figura B.3: Tomada Inferior de sucção para bomba principal

117
B.4 Fontes naturais (lagos, rios, açudes, lagoas)

B.4.1 Para esses casos, suas dimensões devem ser conforme as Figuras B.4 e B.6, e
atendendo à Tabela B.2.

B.4.2 Nos casos das Figuras B.4 e B.6 a profundidade da água em canais abertos ou
adufas (incluindo a adufa entre a câmara dedecantação e a câmara de sucção), abaixo
do menor nível de água conhecido de fonte, não deve ser inferior ao indicado na
Tabela B.2, para as correspondentes larguras W e vazão Q.

B.4.3 A altura total dos canais abertos ou adufas deve ser tal que comporte o nível
mais alto de água conhecido da fonte.

B.4.4 Cada bomba principal deve possuir uma câmara de sucção com respectiva
câmara de decantação, independente.

B.4.5 As dimensões da câmara de sucção, a posição da tubulação de sucção da bomba


principal em relação às paredes dacâmara, a parte submersa da tubulação em relação
ao menor nível de água conhecido e a sua distância em relação ao fundo, indicadas
nas Figuras B.4 a B.6 são idênticas.

B.4.6 A câmara de decantação deve possuir a mesma largura e profundidade da


câmara de sucção e o comprimento mínimoigual a 4,4 x √h onde h é a profundidade
da câmara de decantação.

B.4.7 Antes de entrar na câmara de decantação, a água deve passar através de uma
grade de arame ou uma placa de metalperfurada, localizada abaixo do nível de água e
com uma área agregada de aberturas de, no mínimo, 15 cm² para cada dm³/min da
vazão Q; a grade deve ser suficientemente resistente para suportar a pressão exercida
pela água em caso de obstrução.

118
B.4.8 É recomendável que duas grades sejam previstas, sendo que enquanto uma
delas se encontra em operação, a outra podeser suspensa para limpeza.

B.4.9 Deve ser feita uma previsão para que as câmaras de sucção e de decantação
possam ser isoladas periodicamente para alimpeza e manutenção.

B.4.10 Nos casos da Figura B.6 o conduto de alimentação deve possuir uma inclinação
mínima constante de 0,8%, no sentidoda câmara de decantação, e um diâmetro que
obedeça à seguinte equação:

D = 21,68 x Q 0.357
Onde:
D é o diâmetro interno do conduto, em milímetros e
Q é a máxima vazão da bomba principal, em decímetros cúbicos por minuto.

Figura B.4: Alimentação natural do reservatório de incêndio

B.4.11 Ainda nos casos da Figura B.6, a entrada do conduto de alimentação deve
possuir um ralo submerso, no mínimo, umdiâmetro abaixo do nível de água
conhecido, para o açude, represa, rios, lagos ou lagoas; as aberturas do ralo citado
devem impedir a passagem de uma esfera de 25 mm de diâmetro.

119
Figura B.5 –Alimentação natural de reservatório por canal

Figura B.6 - Alimentação natural de reservatório por conduto

120
Tabela B.2: Níveis de água e largura mínima para canais e adufa em função da vazão de
alimentação

121
ANEXO C

Bombas de Incêndio

C.1 Geral

C.1.1 Quando o abastecimento é feito por bombas de incêndio, deve possuir pelo
menos duas, sendo uma elétrica e outra decombustão interna ou duas elétricas
ligadas a um grupo motogerador, devendo ser utilizadas para este fim.

C.1.2 As dimensões das casas de bombas devem ser tais que permitam acesso em
toda volta das bombas de incêndio e espaçosuficiente para qualquer serviço de
manutenção local, nas bombas de incêndio e no painel de comando, inclusive
viabilidade de remoção completa de qualquer das bombas de incêndio.

C.1.2.1 As casas de bombas quando estiverem em compartimento enterrado ou em


barriletes, devem possuir acesso, nomínimo, por meio de escadas do tipo marinheiro,
sendo que o barrilete deve possuir no mínimo 1,5m de pé direito.

C.1.3 As bombas de incêndio devem, ser utilizadas somente para este fim.

C.1.4 As bombas de incêndio devem ser protegidas contra danos mecânicos,


intempéries, agentes químicos, fogo ou umidade.

C.1.5 As bombas principais devem ser diretamente acopladas por meio de luva
elástica, sem interposição de correias e correntes,possuindo a montante uma válvula
de paragem, e a jusante uma válvula de retenção e outra de paragem.

C.1.6 A automatização da bomba principal ou de reforço deve ser executada de


maneira que, após a partida do motor seudesligamento seja somente manual no seu
próprio painel de comando, localizado na casa de bombas.

122
C.1.7 Quando a(s) bomba(s) de incêndio for(em) automatizada(s), deve ser previsto
pelo menos um ponto de acionamentomanual para a(s) mesma(s), instalado em local
seguro da edificação e que permita fácil acesso.

C.1.8 O funcionamento automático é indicado pela simples abertura de qualquer


ponto de hidrante da instalação.

C.1.9 As bombas de incêndio, devem atingir pleno regime em aproximadamente 30s


após a sua partida.

C.1.10 As bombas de incêndio podem ser acionadas manualmente por meio de


dispositivos instalados junto a cadahidrante ou mangotinho, desde que o número
máximo de hidrantes ou mangotinhos não exceda seis pontos.

C.1.11 Excetuam-se do disposto em C.1.10 os casos em que a bomba de incêndio


recalca água de reservatório elevado, ouseja, quando a rede de hidrantes ou
mangotinhos estiver permanentemente cheia d’|gua.

C.1.12 As bombas de incêndio, preferencialmente, devem ser instaladas em condição


de sucção positiva. Esta condição éconseguida quando a linha do eixo da bomba se
situa abaixo do nível X de água. Admite-se que a linha de centro do eixo da bomba se
situe 2 m acima do nível X de água, ou a 1/3 da capacidade efetiva do reservatório, o
que for menor, acima do que é considerada condição de sucção negativa (ver Figura
C.1).

C.1.13 A capacidade das bombas principais, em vazão e pressão, é suficiente para


manter a demanda do sistema de hidrantese mangotinhos, de acordo com os critérios
adotados.

C.1.14 Não é recomendada a instalação de bombas de incêndio com pressões


superiores a 100 mca (1MPa).

C.1.15 Quando o sistema de hidrantes ou de mangotinhos dispuser de mais de seis


saídas, a fim de manter a rede devidamentepressurizada em uma faixa
123
preestabelecida e, para compensar pequenas perdas de pressão, uma bomba de
pressurização (jockey) deve ser instalada; tal bomba deve ter vazão máxima de 20
L/min.

C.1.15.1 A pressão máxima de operação da bomba de pressurização (jockey)


instalada no sistema deve ser igual à pressão dabomba principal, medida sem vazão
(shut-off). Recomenda-se que o diferencial de pressão entre os acionamentos
sequenciais das bombas seja de aproximadamente 10 mca (100 kPa).

C.1.15.2 As automatizações da bomba de pressurização (jockey) para ligá-la e


desligá-la automaticamente e das bombasprincipais para somente ligá-las
automaticamente devem ser feitas através de pressostatos instalados conforme
apresentado na Figura C.2, e ligados nos painéis de comando e chaves de partida dos
motores de cada bomba.

Figura C.1: Condição positiva de sucção da bomba de incêndio

124
Figura C.2: Cavalete de automação das bombas principal e de pressurização

C.1.16 O painel de sinalização das bombas principal ou de reforço, elétrica ou de


combustão interna, deve ser dotado de umabotoeira para ligar manualmente tais
bombas, possuindo sinalização ótica e acústica, indicando pelo menos os seguintes
eventos:

C.1.16.1 Bomba elétrica:

a) painel energizado;
b) bomba em funcionamento;
c) falta de fase;
d) falta de energia no comando da partida.

C.1.16.2 Bomba de combustão interna:

a) painel energizado;
b) bomba em funcionamento;
c) baixa carga da bateria;

125
d) chave na posição manual ou painel desligado.

C.1.17 As bombas principais devem ser dotadas de manômetro para determinação da


pressão em sua descarga. Nos casos emque foram instaladas em condição de sucção
negativa, devem também ser dotadas de manovacuômetro para determinação da
pressão em sucção.

C.2 Bombas de incêndio acopladas a motores elétricos

C.2.1 As bombas de incêndio dos sistemas de hidrantes e de mangotinhos podem


dispor de dispositivos para acionamentoautomático ou manual.

C.2.2 Quando o acionamento for manual devem ser previstas botoeiras do tipo “liga-
desliga”, junto a cada hidrante oumangotinho.

C.2.3 Nos casos em que houver necessidade de instalação de bomba de reforço,


conforme especificado no item B.2.2, sendo abomba de reforço acionada por botoeira
do tipo “liga-desliga”, para os pontos de hidrantes ou mangotinhos que atendam as
pressões e vazões mínimas requeridas em função da ação da gravidade, pode ser
dispensado as botoeiras junto a estes hidrantes ou mangotinhos, devendo ser
demonstrado nos cálculos hidráulicos e no detalhe isométrico da rede.

C.2.4 Os condutores elétricos das botoeiras devem ser protegidos contra danos físicos
e mecânicos por meio de eletrodutosrígidos embutidos nas paredes, ou quando
aparentes em eletrodutos metálicos, não devendo passar em áreas de risco.

C.2.5 As bombas de incêndio não podem ser instaladas em salas que contenham
qualquer outro tipo de máquina ou motor,exceto quando estes últimos se destinem a
sistemas de proteção e combate a incêndio que utilizem a água como agente de
combate.

126
C.2.6 É permitida a instalação de bombas de incêndio com as sucções acima do nível
de água, desde que atenda aos seguintesrequisitos (ver Figura C.3):

a) ter a sua própria tubulação de sucção;


b) ter a válvula de pé com crivo no extremo da tubulação de sucção;
c) ter meios adequados que mantenham a tubulação de sucção sempre cheia de
água;
d) o volume do reservatório de escorva e o diâmetro da tubulação que abastece a
bomba de incêndio devem ser para sistemas do tipo 1, no mínimo, de 100 litros e
diâmetro de 19 mm respectivamente e, para sistemas do tipo 2 e 3 no mínimo de 200
litros e diâmetro de 19 mm;
e) o reservatório de escorva deve ter seu abastecimento por outro reservatório
elevado e possuir, de forma alternativa, abastecimento pela rede pública de água da
concessionária local.

127
VR - Válvula de retenção VP - Válvula de paragem

Figura C.3: Exemplo de afogamento de bomba de incêndio

C.2.7 A alimentação elétrica das bombas de incêndio deve ser independente do


consumo geral, de forma a permitir odesligamento geral da energia, sem prejuízo do
funcionamento do motor da bomba de incêndio (ver Figura C.4).

128
Figura C.4: Esquema de ligação elétrica para acionamento da bomba de incêndio

C.2.8 Na falta de energia da concessionária, as bombas de incêndio acionadas por


motor elétrico podem ser alimentadas por umgerador diesel, atendendo ao requisito
de C.2.9.

C.2.9 A entrada de força para a edificação a ser protegida deve ser dimensionada para
suportar o funcionamento das bombas deincêndio em conjunto com os demais
componentes elétricos da edificação, a plena carga.

C.2.10 As chaves elétricas de alimentação das bombas de incêndio devem ser


sinalizadas com a inscriç~o “ALIMENTAÇÃODABOMBA DE INCÊNDIO – NÃO
DESLIGUE”.

C.2.11 Os fios elétricos de alimentação do motor das bombas de incêndio, quando


dentro da área protegida pelo sistema dehidrantes devem ser protegidos contra
danos mecânicos e químicos, fogo e umidade.

C.2.12 Nos casos em que a bomba de reforço, conforme especificado em B.2.2, for
automatizada por chave de fluxo, a instalaçãopode ser conforme esquematizado na
Figura C.6.

129
C.2.13 A bomba de pressurização jockey pode ser sinalizada apenas com recurso
ótico, indicando bomba em funcionamento.

Figura C.5: Esquema de instalação de bomba de reforço abastecendo os pontos de


hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis consideradosno cálculo, por uma só
prumada

Legenda:

1 - Bomba de reforço
2 - Válvula-gaveta
3 - Válvula de retenção
4 - Acionador manual tipo “liga-desliga”
5 - Pontos de hidrantes / mangotinhos
6 - Registro de recalque
7 - Reservatório

130
C.2.14 Cada bomba principal ou de reforço deve possuir uma placa de identificação
com as seguintes características:

a) nome do fabricante;
b) número de série;
c) modelo da bomba;
d) vazão nominal;
e) pressão nominal;
f) rotações por minutos de regime;
g) diâmetro do rotor.

C.2.15 Os motores elétricos também devem ser caracterizados através de placa de


identificação, exibindo:

a) nome do fabricante;
b) tipo;
c) modelo;
d) número de série;
e) potência, em CV;
f) rotações por minuto sob a tensão nominal;
g) tensão de entrada, em volts;
h) corrente de funcionamento, amperes;
i) frequência, em hertz.

131
Figura C.6: Esquema de instalação de bomba de reforço abastecendo os pontos de
hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis consideradosno cálculo, (prumada
específica)
Legenda:

1 - Bomba de reforço
2 - Válvula–gaveta
3 - Válvula de retenção
4 - Chave de fluxo com retardo
5 - Pontos de hidrantes / mangotinhos
6 - Registro de recalque
7 - Reservatório

Nota:

NA - Normalmente aberta
NF - Normalmente fechada

C.2.16 O painel de comando para proteção e partida automática do motor da bomba


de incêndio deve ser selecionado de acordocom a potência em CV do motor.

C.2.17 A partida do motor elétrico deve estar de acordo com as recomendações da


NBR 5410/04 ou da concessionária local.

C.2.17.1 O sistema de partida deve ser do tipo magnético.

C.2.17.2 O período de aceleração do motor não deve exceder 10s.


C.2.18 O painel deve ser localizado o mais próximo possível do motor da bomba de
incêndio e convenientemente protegido contrarespingos de água e penetração de
poeira.

132
C.2.19 O painel deve ser fornecido com os desenhos dimensionais, leiaute, diagrama
elétrico, régua de bornes, diagramaelétrico interno e listagem dos materiais
aplicados.

C.2.20 Todos os fios devem ser anilhados, de acordo com o diagrama elétrico
correspondente.

C.2.21 O alarme acústico do painel deve ser tal que, uma vez cancelado por botão de
impulso, volte a funcionar normalmentequando surgir um novo evento.

C.2.22 O sistema de proteção dos motores elétricos deve ser conforme a NBR
5410/04.

C.2.23 As bombas de incêndio com vazão nominal acima de600 l/min devem dispor
de um fluxo contínuo de água por meio de uma tubulação de 6 mm ou placa de orifício
de 6 mm, derivada da voluta da bomba e com retorno preferencialmente para o
reservatório ou tanque de escorva (ver Figura C.7), a fim de se evitar o
superaquecimento das mesmas.

C.3 Bombas acopladas a motores de combustão interna

C.3.1 O motor a combustão deve ser instalado em ambiente cuja temperatura não
seja, em qualquer hipótese, inferior à mínimarecomendada pelo fabricante, ou dotado
de sistema de pré-aquecimento permanentemente ligado.

C.3.1.1 São dotados de injeção direta de combustível por bomba injetora ou de ar


comprimido, para a partida.

C 3.1.2 São dotados de sistema de arrefecimento por ar ou água, não sendo permitido
o emprego de ar comprimido.

133
C.3.1.3 A aspiração de ar para combustão pode ser natural ou forçada (turbo).

C.3.1.4 Dispõe de controlador de rotação, o qual deve manter a rotação nominal,


tolerada uma faixa de 10% seja qual for a carga.

C.3.1.5 Dispõe de meios de operação manual, de preferência no próprio motor, o qual


volta sempre à posição normal.

C.3.2 As bombas de incêndio devem ter condição de operar a plena carga, no local
onde forem instaladas, durante 6 hininterruptas, sem apresentar quaisquer avarias.

C.3.3 Os sistemas de refrigeração aceitáveis devem ser os descritos em C.3.3.1 a


C.3.3.4.

C.3.3.1 A injeção direta de água, da bomba para o bloco do motor, de acordo com as
especificações do fabricante. A saída deágua de resfriamento deve passar, no mínimo,
15 cm acima do bloco do motor e terminar em um ponto onde possa ser observada
sua descarga.

C.3.3.2 Por trocador de calor, vindo água fria diretamente da bomba específica para
esse fim, com pressões limitadas pelofabricante do motor. A saída de água do
trocador também deve ser posicionada conforme C.3.3.1.

C.3.3.3 Por meio de radiador no próprio motor, sendo o ventilador acionado


diretamente pelo motor ou por intermédio de correias,as quais devem ser múltiplas.

C.3.3.4 Por meio de ventoinhas ou ventilador, acionado direta- mente pelo motor ou
por correias, as quais devem ser múltiplas.

134
C.3.4 A entrada de ar para a combustão deve ser provida de um filtro adequado.

C.3.5 O escapamento dos gases do motor deve ser provido de silencioso, de acordo
com as especificações do fabricante, sendodirecionados para serem expelidos fora da
casa de bombas, sem chances de retornar ao seu interior.

C.3.6 O tanque de combustível do motor deve ser montado de acordo com as


especificações do fabricante e deve conter umvolume de combustível suficiente para
manter o conjunto motobomba operando a plena carga durante o tempo de, no
mínimo, duas vezes o tempo de funcionamento dos abastecimentos de água, para
cada sistema existente na edificação. Deve ser instalada sob o tanque uma bacia de
contenção com volume mínimo de uma vez e meia a capacidade do tanque de
combustível.

C.3.7 Existindo mais de um motor a explosão, cada um deve ser dotado de seu
próprio tanque de combustível, com suasrespectivas tubulações de alimentação para
bomba injetora.

C.3.8 O motor a explosão deve possuir uma placa de identificação com as seguintes
características:
a) nome do fabricante;
b) tipo;
c) modelo;
d) número de série;
e) potência em CV, considerando o regime contínuo de funcionamento;
f) rotações por minuto nominal.

C.3.9 Um painel de comando deve ser instalado no interior da casa de bombas,


indicando bomba em funcionamento e sistemaautomático desligado (chave seletora
na posição manual).

135
C.3.10 As baterias do motor a explosão, localizadas na casa de bombas, devem ser
mantidas carregadas por um sistema deflutuação automática, por meio de um
carregador duplo de baterias. O sistema de flutuação deve ser capaz de atender,
independente, aos dois jogos de baterias (principal e reserva).

C.3.11 O sistema de flutuação automática deve ser capaz de carregar uma bateria
descarregada em até 24 h, sem que hajadanos às suas placas, determinando ainda,
por meio de amperímetros e voltímetros, o estado de carga de cada jogo de baterias.

C.3.12 Nos casos em que houver uma bomba de incêndio, por motor à explosão, o
sistema de partida deve ser sempreautomático.

Figura C.7: Arrefecimento da bomba principal elétrica

136
ANEXO D

Abrigos de mangueiras e mangotinhos

D.1 Aspectos construtivos

D.1.1 O abrigo pode ser construído em alvenaria, em materiais metálicos, em fibra ou


vidro laminado, ou de outro material acritério do projetista, desde que atendam os
demais itens especificados, podendo ser pintados em qualquer cor, desde que
sinalizados de acordo com a IT especifica que trata de Sinalização de emergência.

D.1.2 O abrigo das mangueiras podem ter portas confeccionadas em material


transparente.

D.1.3 O abrigo deve possuir apoio ou fixação própria, independente da tubulação que
abastece o hidrante ou mangotinho.

D.1.4 O abrigo deve ter dimensões suficientes para acondicionar, com facilidade, as
mangueiras e respectivos acessórios,permitindo rápido acesso e utilização de todo
conteúdo, em caso de incêndio.

D.2 Uso e instalação

D.2.1 A válvula de hidrante e a botoeira de acionamento da bomba de incêndio


podem ser instaladas dentro do abrigo desde quenão impeçam a manobra dos seus
componentes.

D.2.2 O abrigo de hidrante interno não deve ser instalado a mais de 5 m da porta de
acesso da área a ser protegida. A válvulaangular deve ser instalada neste intervalo,
entre a porta e o abrigo, devendo estar em local visível e de fácil acesso. Deve-se

137
adotar espaço suficiente para a manobra da válvula angular e conexão de
mangueira(s).

D.2.3 A porta do abrigo deve estar situada em sua face mais larga.

D.2.4 A porta do abrigo pode ser lacrada para prevenir abertura indevida, desde que
o lacre seja de fácil rompimento manual ouexista a possibilidade de alerta por
monitoramento eletrônico.

D.2.5 Para as áreas destinadas a garagem, fabricação, depósitos e locais utilizados


para movimentação de mercadorias, o abrigode hidrante interno deve ser sinalizado
no piso com um quadrado de 1 m de lado, com borda de 15 cm, pintada na cor
amarela fotoluminescente e, o quadrado interno de 70 cm, na cor vermelha.

D.2.6 O abrigo de hidrante interno deve ser disposto de modo a evitar que, em caso
de sinistro, fique bloqueado pelo fogo.

D.2.7 O abrigo não deve ser instalado em frente a acessos de entrada e saída de
pedestres, garagens, estacionamentos, rampas,escadas e seus patamares.

D.3 Arrumação interna

Cada abrigo deve dispor, no mínimo, dos equipamentos indicados nas Tabelas 2 e 4.

D.4 Abrigo de mangotinhos

D.4.1 Quando os mangotinhos forem abrigados em caixas de incêndio, estas devem


atender às mesmas condiçõesestabelecidas para as caixas de hidrantes.

D.4.2 O mangotinho externo à edificação deve serinstalado


em abrigo apropriado, devidamente sinalizado.

138
ANEXO E

Casos de isenção de sistema fixo de hidrantes e mangotinhos

E.1 Podem ser considerados casos de isenção de sistema de hidrantes e mangotinhos


as áreas das edificações com asseguintes ocupações:

E.1.1 Áreas exclusivamente destinadas a processos industriais com carga de incêndio


igual ou inferior a 200 MJ/m²;

E.1.2 Depósitos de materiais incombustíveis, tais como: cimento, cal, metais,


cerâmicas, agregados e água, desde que, quandoembalados, a carga de incêndio,
calculada de acordo com a IT especifica que trata de Carga de incêndio nas edificações
e áreas de risco, não ultrapasse 100 MJ/m²;

E.1.3 Ginásios poliesportivos e piscinas cobertas, desde que não utilizados para
outros eventos que não sejam atividadesesportivas e desde que as áreas de apoio não
ultrapassem 750 m²;

E.1.4 Processos industriais com altos fornos onde o emprego de água seja
desaconselhável.

E.2 Pode ser isenta a instalação de pontos de hidrante ou de mangotinho em edículas,


mezaninos, escritórios em andarsuperior, porão e subsolo de até 200 m² ou nos
pavimentos superiores de apartamentos “duplex” ou “triplex”, desde que o
caminhamento máximo adotado seja o comprimento estabelecido na Tabela 2 desta
IT, e que o hidrante ou mangotinho do pavimento mais próximo assegure sua
proteção e o acesso aos locais citados não seja por meio de escada enclausurada.

E.3 Fica isenta a instalação de pontos de hidrante ou de mangotinho em zeladorias,


localizadas nas coberturas de edifícios,com área inferior a 70 m², desde que o

139
caminhamento máximo do hidrante ou mangotinho seja o estabelecido na Tabela 2
desta IT e o hidrante ou mangotinho do pavimento inferior assegure sua proteção.

140
ANEXO F
Tabela de memorial de cálculos

141
INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº. 11/2016

Saídas de emergência

SUMÁRIO ANEXOS

1-Objetivo A Tabela 1 – Dados para o


2-Aplicação dimensionamento das saídas
3-Referências deemergência.
normativas e
bibliográficas BTabela 2 - Distâncias máximas a serem
percorridas
4-Definições
C Tabela 3 - Tipos de escadas de
5-Procedimentos emergência por ocupação

142
1 OBJETIVO

Estabelecer os requisitos mínimos necessários para o dimensionamento das saídas


de emergência, para que sua população possa abandonar a edificação, em caso de
incêndio ou pânico, completamente protegida em sua integridade física e permitir o
acesso de guarnições de bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas,
atendendo ao previsto no Decreto Estadual nº 16.302/2015 que dispõe sobre a
segurança contra incêndio das edificações, estruturas e áreas de risco no Estado da
Bahia.

2 APLICAÇÃO

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se a todas as edificações, exceto para as ocupações
destinadas à divisão F-3 e F-7, com população total superior a 2.500 pessoas, onde
deve ser aplicada a IT 12 – Centros esportivos e de exibição – Requisitos de
segurança contra incêndio.

Nota: Para a classificação das ocupações constantes desta IT, consultar a Tabela 1 do
Decreto Estadual nº 16.302/2015.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

IT Nº 11 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo


NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão.
NBR 5413 - Iluminância de interiores.
NBR NM 207 - Elevadores elétricos de passageiros.
NBR 6479 - Portas e vedadores – determinação da resistência ao fogo.
NBR 7199 - Projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil.
NBR 9050 - Acessibilidade às edificações, mobiliário, espaços e equipamentos
urbanos.
NBR 9077 - Saídas de emergências em edifícios.

143
NBR 10898 - Sistemas de iluminação de emergência.
NBR 11742 - Porta corta-fogo para saídas de emergência.
NBR 11785 - Barra antipânico – requisitos.
NBR 13434 - Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – 3partes.
NBR 13435 - Sinalização de segurança contra incêndio e pânico.
NBR 13437 - Símbolos gráficos para sinalização contra incêndio e pânico.

NBR 13768 - Acessórios destinados a PCF para saídas de emergência.


NBR 14718 - Guarda-corpos para edificação.
NBR 17240 - Sistema de detecção e alarme de incêndio.
NFPA 101 - Life Safety Code. The Building Regulations, 1991 Edition. Means of Escape.
BS 5588 - Fire precaution in the design and construction of buildings.
BS 7941-1 - Methods for measuring the skid resistence of pavement surfaces.

JapanInternationalCooperationAgency, tradução do Código de Segurança Japonês


pelo Corpo de Bombeiros doDistrito Federal, volume 1, edição de março de 1994.

4 DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Instrução Técnica aplicam-se as definições constantes da IT 03


– Terminologia de segurança contra incêndio.

5 PROCEDIMENTOS

5.1 Classificação das edificações

5.1.1 Para os efeitos desta Instrução Técnica, as edificações são classificadas, quanto
à ocupação e à altura,conforme o Decreto Estadual nº 16.302/2015.

5.2 Componentes da saída de emergência

5.2.1 A saída de emergência compreende o seguinte:

a. Acessos ou corredores;

144
b. rotas de saídas horizontais, quando houver, e respectivas portas ou espaço
livre exterior, nas edificações térreas ou no pavimento de saída/descarga
das pessoas nas edificações com mais de um pavimento;

c. escadas ou rampas;

d. descarga.

e. elevador de emergência.

5.3 Cálculo da população

5.3.1 As saídas de emergência são dimensionadas em função da população da


edificação.

5.3.2 A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes da


Tabela 1 (Anexo “A”),considerando sua ocupaç~o dada na Tabela 1 - Classificação
das edificações e áreas de risco quanto à ocupação do Decreto Estadual nº
16.302/2015.

5.3.3 Exclusivamente para o cálculo da população, devem ser incluídas nas áreas de
pavimento:

a. as áreas de terraços, sacadas, beirais e platibandas, excetuadas àquelas


pertencentes às edificações dos grupos de ocupação A, B e H;

b. as áreas totais cobertas das edificações F-3 e F- 6, inclusive canchas e


assemelhados;

c.as áreas de escadas, rampas e assemelhados, no caso de edificações dos


grupos F-3, F-6 e F-7, quando, em razão de sua disposição em planta, esses
lugares puderem, eventualmente, ser utilizados como arquibancadas.

145
5.3.4 Exclusivamente para o cálculo da população, as áreas de elevadores, são
excluídas das áreas de pavimento.

5.4 Dimensionamento das saídas de emergência

5.4.1 Largura das saídas

5.4.1.1 A largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de


pessoas que por elas deva transitar,observados os seguintes critérios:

a. os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à


população;

b. as escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do


pavimento de maior população, o qual determina as larguras mínimas para
os lanços correspondentes aos demais pavimentos, considerando-se o
sentido da saída.

5.4.1.2 A largura das saídas, isto é, dos acessos, escadas, descargas, é dada pela
seguinte fórmula:

e. = P_

N = Número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro


imediatamente superior.

P = Populaç~o, conforme coeficiente da Tabela 1 (Anexo“A”), e critérios das seções


5.3 e 5.4.1.1.

C = Capacidade da unidade de passagem conforme Tabela 1 (Anexo“A”).

146
Notas:

b Unidade de passagem: largura mínima para a passagem de um fluxo de pessoas,


fixada em 0,55m;

c Capacidade de uma unidade de passagem: é o número de pessoas que passa por esta
unidade em 1minuto;

d A largura mínima da saída é calculada pela multiplicação do N pelo fator 0,55,


resultando na quantidade, em metros, da largura mínima total das saídas.

5.4.1.2.1 No cálculo da largura das saídas, deve ser atendida a metragem total
calculada na somatória das larguras,quando houver mais de uma saída, aceitando-se
somente o que for múltiplo de 0,55 (1UP).

5.4.2 Larguras mínimas a serem adotadas

As larguras mínimas das saídas de emergência para acessos, escadas, rampas ou


descargas, devem ser de 1,10 m, para as ocupações em geral, ressalvando o disposto
abaixo:

m. 1,65 m, correspondente a3unidades de passagem de 55 cm, para as escadas,


os acessos (corredores epassagens) e descarga, nas ocupações do Grupo H,
divisão H-2 e H-3;

n. 1,65 m, correspondente a3unidades de passagem de 55 cm, para as rampas,


acessos (corredores epassagens) e descarga, nas ocupações do grupo H,
divisão H-2;

o. 2,20 m, correspondente a4unidades de passagem de 55 cm, para as rampas,


acessos às rampas (corredorese passagens) e descarga das rampas, nas
ocupações do grupo H, divisão H-3.

147
5.4.3 Exigências adicionais sobre largura de saídas

5.4.3.1 A largura das saídas deve ser medida em sua parte mais estreita, não sendo
admitidas saliências de alizares,pilares e outros, com dimensões maiores que as
indicadas na Figura 1, e estas somente em saídas com largura superior a 1,1m.

Figura 1 - Medida da largura em corredores e passagens

5.4.3.2 As portas que abrem para dentro de rotas de saída, em ângulo de 180º, em seu
movimento de abrir, nosentido do trânsito de saída, não podem diminuir largura
efetiva destas em valor menor que a metade (ver figura 2), sempre mantendo uma
largura mínima livre de 1,1 m para as ocupações em geral e de 1,65 m para as
divisões H-2 e H-3.

5.4.3.3 As portas que abrem no sentido do trânsito de saída, para dentro de rotas de
saída, em ângulo de 90º, devemficar em recessos de paredes, de forma a não reduzir
a largura efetiva em valor maior que 0,1 m (ver figura2).

Figura2 - Abertura das portas no sentido de saída

5.4.3.4 Nas edificações do Grupo F, com capacidade acima de 300 pessoas, serão
obrigatórias no mínimo duas saídasde emergência, atendendo sempre as distâncias
máximas a serem percorridas. Deve haver, no mínimo, duas saídas com 10 m entre
elas.

148
5.5 Acessos
5.5.
1 Generalidades
5.5. Os acessos devem satisfazer às
1.1 seguintes condições:
o. permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes da edificação;

p. permanecer desobstruídos em todos os pavimentos;

q. ter larguras de acordo conforme o estabelecido no item 5.4;

r. ter pé-direito mínimo de 2,5 m, com exceção de obstáculos representados por


vigas, vergas de portas e outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,10m;

s. ser sinalizados e iluminados (iluminação de emergência de balizamento) com


indicação clara do sentido da saída, de acordo com o estabelecido na IT 18 –
Iluminação de emergência e na IT 20 – Sinalização de emergência.

5.5.1.2 Os acessos devem permanecer livres de quaisquer obstáculos, tais como


móveis divisórias móveis, locaispara exposição de mercadorias e outros, de forma
permanente, mesmo quando o prédio esteja supostamente fora de uso.

5.5.2 Distâncias máximas a serem percorridas

5.5.2.1 As distâncias máximas a serem percorridas para atingir um local de relativa


segurança (espaço livreexterior, área de refúgio, área compartimentada que tenha
pelo menos uma saída direta para o espaço livre exterior, escada protegida ou à
prova de fumaça e outros conforme conceito da IT 03), tendo em vista o risco à vida
humana decorrente do fogo e da fumaça, devem considerar:

a. o acréscimo de risco quando a fuga é possível em apenas um sentido;


b. a redução de risco em caso de proteção por chuveiros automáticos, detectores ou
controle de fumaça;
c. a redução de risco pela facilidade de saídas em edificações térreas.

149
5.5.2.2 As distâncias máximas a serem percorridas para atingir as portas de acesso
às saídas das edificações e oacesso às escadas ou às portas das escadas nos
pavimentos constam da Tabela 2 (Anexo “B”) e devem ser consideradas a partir da
porta de acesso da unidade autônoma mais distante, desde que o seu caminhamento
interno não ultrapasse 10m.

5.5.2.2.1 No caso das distâncias máximas a percorrer para as rotas de fuga que não
forem definidas no projetoarquitetônico, como, por exemplo, escritórios de plano
espacial aberto e galpões sem o arranjo físico interno (leiaute), devem ser
consideradas as dist}ncias diretas comparadas aos limites da Tabela 2 (Anexo “B”),
nota b, reduzidas em 30%.

5.5.2.3 Nas ocupações do Grupo J, em que as áreas de depósitos sejam


automatizadas e sem presença humana, aexigência de distância máxima a ser
percorrida pode ser desconsiderada.

5.5.2.4 Nas áreas técnicas (locais destinados a equipamentos, sem permanência


humana e de acesso restrito) adistância máxima a ser percorrida é de 140 metros.

5.5.3 Saídas nos pavimentos

5.5.3.1 A quantidade de saídas de emergência e escadas depende do cálculo da


população, largura das escadas, dosparâmetros de distância máxima a percorrer
(Tabela 2– Anexo “B”) e quantidade mínima de unidades de passagem para a lotaç~o
prevista (Tabela 1), atentando para as notas da Tabela 3.

5.5.3.2 Os tipos de escadas exigidas para as diversas ocupações, em função da altura,


encontram-se na Tabela 3(Anexo “C”).

5.5.3.3 Havendo necessidade de acrescer escadas, estas devem ser do mesmo tipo
que a exigida por esta InstruçãoTécnica (Tabela 3);

150
5.5.3.4 No caso de duas ou mais escadas de emergência, a distância de trajeto entre
as suas portas de acesso deveser, no mínimo de 10 m, exceto quando o corredor de
acesso possuir comprimento inferior a este valor.

5.5.3.5 Nas edificações com altura acima de 36 m, independente do item 5.5.3.1, é


obrigatória a quantidade mínimade duas escadas, exceto para grupo A-2. Nas
edificações do grupo A-2, com altura acima de 80 m, independente do item 5.5.3.1, é
obrigatória a quantidade mínima de duas escadas.

5.5.3.6 As condições das saídas de emergência em edificações com altura superior a


150 m devem ser analisadaspor Comissão Técnica, devido as suas particularidades e
risco.

5.5.3.7 As escadas e rampas destinadas à circulação de pessoas provenientes dos


subsolos das edificações devem sercompartimentadas com PCF P-90 em relação aos
demais pisos contíguos, independente da área máxima compartimentada.

5.5.4 Portas de saídas de emergência

5.5.4.1 As portas das rotas de saídas e aquelas das salas com capacidade acima de 50
pessoas, em comunicação comos acessos e descargas, devem abrir no sentido do
trânsito de saída (ver Figura 2).

5.5.4.2 Se as portas dividirem corredores que constituem rotas de saída, devem


abrir no sentido do fluxo de saída.

5.5.4.3 A largura v~olivre ou “luz” das portas, comuns ou corta-fogo, utilizadas nas
rotas de saída de emergências,devem ser dimensionadas como estabelecido no item
5.4. As portas devem ter as seguintes dimensões mínimas de luz:

a) 80 cm, valendo por1unidade de passagem;


b) 1 m, valendo por2unidades de passagem;
c) 1,5 m, em duas folhas, valendo por3unidades de passagem;
d) 2 m, em duas folhas, valendo por4unidades de passagem.

151
Notas:

1.Porta com dimensão maior que 1,2m devem ter duas folhas;

2.Porta com dimensão maior ou igual a 2,2 m exige coluna central.

5.5.4.4 As portas das antecâmaras das escadas à prova de fumaça e das paredes
corta-fogo devem ser do tipo corta-fogo (PCF), obedecendo à NBR 11742, no que lhe
for aplicável.

5.5.4.5 As portas das antecâmaras, escadas e similares devem ser providas de


dispositivos mecânicos eautomáticos, de modo a permanecerem fechadas, mas
destrancadas no sentido do fluxo de saída, sendo admissível que se mantenham
abertas desde que disponham de dispositivo de fechamento, quando necessário,
conforme estabelecido na NBR11742.

5.5.4.6 Para as ocupações do grupo F, com capacidade total acima de 100 pessoas,
será obrigatória a instalaçãode barra antipânico nas portas de saídas de emergência,
conforme NBR 11785, das salas, das rotas de saída, das portas de comunicação com
os acessos às escadas e descarga.

5.5.4.6.1 Somente para as ocupações de divisão F-2, térreas (com ou sem


mezaninos), com área máximaconstruída de 1500 m², pode ser dispensada a
exigência anterior, desde que haja compromisso do responsável pelo uso, através de
termo de responsabilidade das saídas de emergência (ver modelo em anexo da IT
01), assinado pelo proprietário ou responsável pelo uso, de que as portas
permanecerão abertas durante a realização dos eventos, atentando para o item
5.5.4.1 desta IT.

5.5.4.6.2 Nas rotas de fuga não se admite porta de enrolar, exceto quando esta for
utilizada com a finalidade desegurança patrimonial da edificação, devendo
permanecer aberta durante todo o transcorrer dos eventos, mediante compromisso

152
do responsável pelo uso, através de termo de responsabilidade das saídas de
emergência, conforme modelo do anexo “M” da IT 01 – Procedimentos
administrativos. Neste caso, havendo, internamente, portas de saídas na rota de fuga,
estas devem abrir no sentido de fuga e serem dotadas de barra antipânico, quando a
capacidade de público for superior a 100 pessoas.

5.5.4.7 É vedada a utilização de peças plásticas em fechaduras, espelhos,


maçanetas, dobradiças e outros, nas portasdos seguintes locais:
a) rotas de saídas;
b)entrada em unidades autônomas;
c)salas com capacidade acima de 100 pessoas.

5.5.4.8 Exceto para as ocupações do Grupo “F”, com capacidade total acima de
100 pessoas, são admitidas nas rotasde fuga e nas saídas de emergência portas de
correr com sistemas de abertura automática desde que possuam dispositivo que,
em caso de falta de energia, pane ou defeito de seu sistema, permaneçam abertas.

5.5.4.9 A colocação de fechaduras com chave nas portas de acesso e descargas é


permitida, desde que seja possívela abertura do lado interno, sem a necessidade
de chave, admitindo-se que a abertura pelo lado externo seja feita apenas por
meio de chave, dispensando-se maçanetas etc.

5.5.4.10 Quando não houver dispositivo de travamento, tranca ou fechadura na


porta de saída de emergência, nãohaverá necessidade de dispositivo de barra
antipânico.

5.6 Rampas

5.6.1 Obrigatoriedade

O uso de rampas é obrigatório nos seguintes casos:


I-para interligar áreas de refúgio em níveis diferentes no mesmo pavimento,
em edificações com ocupações dos grupos H-2 e H-3;

153
II-na descarga e acesso de elevadores de emergência;
III-quando a altura a ser vencida não permitir o dimensionamento equilibrado
dos degraus de uma escada;
IV-para unir o nível externo ao nível do saguão térreo das edificações (NBR
9050), quando houver desnível.

5.6.2 Condições de atendimento

5.6.2.1 O dimensionamento das rampas deve obedecer ao estabelecido no item


5.4.

5.6.2.2 As rampas não podem terminar em degraus ou soleiras, devendo ser


precedidas e sucedidas sempre porpatamares planos.

5.6.2.3 Os patamares das rampas devem ser sempre em nível, tendo comprimento
mínimo de 1,20 m, medidos nadireção do trânsito, sendo obrigatórios sempre que
houver mudança de direção ou quando a altura a ser vencida ultrapassar 3,7 m.

5.6.2.4 As rampas podem suceder um lanço de escada, no sentido descendente de


saída, mas não podem precedê-lo.

5.6.2.4.1 No caso de edificações dos grupos H-2 e H-3, as rampas não podem
suceder ao lanço de escada e vice-versa.

5.6.2.5 Não é permitida a colocação de portas em rampas; estas devem estar


situadas sempre em patamares planos,com largura não inferior à da folha da porta
de cada lado do vão.

5.6.2.6 O piso das rampas deve ser antiderrapante com, no mínimo, 0,5 de
coeficiente de atrito dinâmico, conformenorma brasileira ou internacionalmente
reconhecida, e permanecer antiderrapante com ouso.

154
5.6.2.7 As rampas devem ser dotadas de guarda-corpo e corrimão de forma
análoga ao especificado no item 5.8.

5.6.2.8 As exigências de sinalização (IT 20), iluminação de emergência (IT 18),


ausência de obstáculos e outros,dos acessos, aplicam-se, com as devidas alterações,
às rampas.

5.6.2.9 Devem atender às condições estabelecidas nas alíneas “a, b, c, d, e, f, g e h”


do item 5.7.1.1 desta IT.

5.6.2.10 Devem ser classificadas, a exemplo das escadas, como NE, EP, PF, PFP e AE,
seguindo para isso ascondições específicas a cada uma delas estabelecidas nos itens
5.7.7, 5.7.8, 5.7.9, 5.7.10, 5.7.11 e 5.7.12.

5.6.3 Declividade

5.6.3.1 A declividade das rampas deve ser de acordo com o prescrito na NBR 9050.

5.7 Escadas

5.7.1 Generalidades

5.7.1.1 Em qualquer edificação, os pavimentos sem saída em nível para o espaço


livre exterior devem ser dotadosde escadas, enclausuradas ou não, as quais devem:

I-ser constituídas com material estrutural e de compartimentação


incombustível;

II-oferecer resistência ao fogo nos elementos estruturais além da


incombustibilidade, conforme IT 08 – Resistência ao fogo dos elementos de
construção, quando não enclausuradas;

155
III-atender às condições específicasestabelecidas na IT 10 – Controle de
materiais de acabamento e derevestimento, quanto aos materiais de
acabamento e revestimento utilizados na escada; ser dotadas de guardas em
seus lados abertos conforme item 5.8;
IV-ser dotadas de corrimãos em ambos os lados;

V-atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas terminando


obrigatoriamente no piso de descarga, não podendo ter comunicação direta
com outro lanço na mesma prumada (ver Figura 3), devendo ter
compartimentação, conforme a IT 09 – Compartimentação horizontal e
compartimentação vertical, na divisão entre os lanços ascendente e
descendente em relação ao piso de descarga, exceto para escadas tipo NE
(comum), onde deve ser acrescida a iluminação de emergência e sinalização de
balizamento (IT 18 e 20), indicando a rota de fuga e descarga;

VI-ter os pisos em condições antiderrapantes, com no mínimo 0,5 de


coeficiente de atrito dinâmico, conforme norma brasileira ou
internacionalmente reconhecida, e que permaneçam antiderrapantes com
ouso;

VII-quando houver exigência de duas ou mais escadas enclausuradas de


emergência e estas ocuparem a mesma caixa de escada (volume), não será
aceita comunicação entre si, devendo haver compartimentação entre ambas,
de acordo com a IT 09 – Compartimentação horizontal e compartimentação
vertical;

VIII-quando houver exigência de uma escada e for utilizado o recurso


arquitetônico de construir duas escadas emum único corpo, estas serão
consideradas como uma única escada, quanto aos critérios de acesso,
ventilaçãoe iluminação;

IX-atender ao item 5.5.1.2.

156
5.7.1.2 Não são aceitas escadas com degraus em leque ou em espiral como escadas
de segurança, exceto paramezaninos e áreas privativas, conforme item 5.7.5.

Figura 3 - Segmentação das escadas no piso da descarga

5.7.2 Largura
As larguras das escadas devem atender aos seguintes requisitos:
a. ser proporcionais ao número de pessoas que por elas devam transitar
em caso de emergência, conforme item5.4;
b. ser medidas no ponto mais estreito da escada ou patamar, excluindo os
corrimãos (mas não as guardas ou balaustradas), que se podem projetar
até 10 cm de cada lado, sem obrigatoriedade de aumento na largura das
escadas;
c. ter, quando se desenvolver em lanços paralelos, espaço mínimo de 10
cm entre lanços, para permitir localização de guarda ou fixação do
corrimão.
5.7.3 Dimensionamento de degraus e patamares

5.7.3.1 Os degraus devem:

a. ter altura h (ver Figura 4) compreendida entre 16 cm e 18 cm, com


tolerância de 0,5cm;

b. ter largura b (ver Figura 4) dimensionada pela fórmula de Blondel:

63 m ≤ (2h + b) ≤ 64cm

c. ser balanceados quando o lanço da escada for curvo (escada em leque) ou


em espiral, quando se tratar de escadas para mezaninos e áreas privativas
(ver item 5.7.5), caso em que a medida do degrau (largura do degrau) será

157
feita segundo a linha de percurso e a parte mais estreita desses degraus
ingrauxidos não tenha menos de 15 cm para lanço curvo (ver Figura 5) e 7
cm para espiral;

d. ter, num mesmo lanço, larguras e alturas iguais e, em lanços sucessivos de


uma mesma escada, diferenças entre as alturas de degraus de, no máximo,
5 mm;

e. ter balanço da quina do degrau sobre o imediatamente inferior com o valor


máximo de 1,5 cm (ver Figura4);

f. quando possuir bocel (nariz), deve ter no máximo 1,5 cm da quina do


degrau sobre o imediatamente inferior (ver Figura 4).

Figura 4 - Altura e largura dos degraus

5.7.3.2 O lanço máximo, entre2patamares consecutivos, não deve ultrapassar 3,7 m


de altura. Quando houvermenos de 3 degraus entre patamares, estes devem ser
sinalizados na borda dos degraus e prever iluminação de emergência de
aclaramento, acima deles.

Figura 5 - Escada com lanços curvos e degraus balanceados

158
5.7.3.2 O comprimento dos patamares deve ser (ver Figura 6):
dado pela fórmula:
p = (2h + b) n +b

onden é um número inteiro (1, 2 ou 3), quando se tratar de escada reta,


medido na direção do trânsito;
no mínimo, igual à largura da escada quando há mudança de direção da
escada sem degraus ingrauxidos, não se aplicando, nesse caso, a fórmula
anterior.

159
b 5.7.3.4 Em ambos os lados de vão da porta, deve haver patamares com
comprimento mínimo igual àlargura da folha da porta.

Figura 6 - Lanço mínimo e comprimento de patamar

5.7.4 Caixas das escadas

5.7.4.1 As paredes das caixas de escadas, das guardas, dos acessos e das
descargas devem ter acabamento liso.

5.7.4.2 As caixas de escadas não podem ser utilizadas como depósitos ou para
guarda de lixeiras, mesmo por curtoespaço de tempo, nem para a localização de
quaisquer móveis ou equipamentos, exceto os previstos especificamente nesta IT.

5.7.4.3 Nas caixas de escadas, não podem existir aberturas para tubulações de lixo,
passagem para rede elétrica,centros de distribuição elétrica, armários para
medidores de gás e assemelhados.

5.7.4.4 As paredes das caixas de escadas enclausuradas devem garantir e possuir


Tempo de Resistência ao Fogopor, no mínimo, 120minutos.

5.7.4.5 Os pontos de fixação das escadas metálicas na caixa de escada devem possuir
Tempo de Resistência aoFogo de 120minutos.

5.7.5 Escadas para mezaninos e áreas privativas

5.7.5.1 Nos mezaninos e áreas privativas de qualquer edificação, podem ser aceitas
escadas em leque, em espiralou de lances retos, desde que:

160
a. a população seja inferior a 20 pessoas e a altura da escada não seja
superior a 3,7m;

b. tenha largura mínima de 0,80 m;

c. tenha os pisos em condições antiderrapantes, com no mínimo 0,5 de


coeficiente de atrito dinâmico, conforme norma brasileira ou
internacionalmente reconhecida, que permaneçam antiderrapantes com
ouso;

d. seja dotada de corrimãos, atendendo ao prescrito no item 5.8, bastando,


porém, apenas um corrimão nas escadas com até 1,10 m de largura e
dispensando-se corrimãos intermediários;
e. seja dotada de guardas em seus lados abertos, conforme item 5.8;
f. atenda ao prescrito no item 5.7.3 (dimensionamento dos degraus, conforme
fórmula de Blondel, balanceamento e outros) e, nas escadas curvas (escadas
em leque), dispensa-se a aplicação da fórmula dos patamares (5.7.3.3),
bastando que o patamar tenha um mínimo de 0,80 m.

5.7.5.2 Admitem-se nessas escadas, as seguintes alturas máximas h dos degraus,


respeitando, porém, sempre afórmula de Blondel:

a.ocupações A até h=
G: 20cm
h=
b. ocupações H: 19cm
ocupações I até h=
c. M: 23cm

161
5.7.6 Escadas em edificações em construção

Em edificações em construção, as escadas devem ser construídas


concomitantemente com a execução da estrutura, permitindo a fácil evacuação da
obra e o acesso dos bombeiros.

5.7.7 Escadas não enclausuradas ou escada comum (NE)

A escada comum (NE) deve atender aos requisitos dos itens 5.7.1 a 5.7.3, exceto o
5.7.3.1“c”.

5.7.8 Escadas enclausuradas protegidas (EP)

5.7.8.1 As escadas enclausuradas protegidas (ver Figura 7) devem atender aos


requisitos dos itens 5.7.1 a 5.7.4,exceto o 5.7.3.1 “c”,e:

a. ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 120 minutos de fogo, no
mínimo;
b. ter as portas de acesso a esta caixa de escada do tipo corta-fogo (PCF), com
resistência de 90 minutos de fogo;

c. ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto no da descarga, onde isto é


facultativo), de janelas abrindo para o espaço livre exterior, atendendo ao
previsto no item5.7.8.2;

d. ser dotadas de janela que permita a ventilação em seu término superior,


com área mínima de 0,80 m², devendo estar localizada na parede junto ao
teto ou no máximo a 20 cm deste, no término da escada;

e. ser dotada de ventilação permanente inferior, com área de 1,20 m2 , no


mínimo, tendo largura mínima de 0,80 m, devendo ficar junto ao solo da
caixa da escada podendo ser no piso do pavimento térreo ou nopatamar
intermediário entre o pavimento térreo e o pavimento imediatamente

162
superior, que permita a entrada de ar puro, em condições análogas à
tomada de ar dos dutos de ventilação (ver item5.7.9.5).

5.7.8.2 As janelas das escadas protegidas devem:

a. estar situadas junto ao teto ou, no máximo, a 20 cm deste, estando o peitoril


no mínimo a 1,1 m acima do piso do patamar ou degrau adjacente e tendo
largura mínima de 0,80 m, podendo ser aceitas na posição centralizada,
acima dos lances de degraus, devendo pelo menos uma das faces da janela
estar a no máximo 20 cm do teto;

b. ter área de ventilação efetiva mínima de 0,80 m² em cada pavimento (ver


Figura 8);

c. ser dotadas de venezianas ou outro material que assegure a ventilação


permanente, devendo distar pelo menos 3 m, em projeção diagonal, de
qualquer outra abertura, no mesmo nível, podendo essa distância ser
reduzida para 2 m em aberturas instaladas em banheiros, vestiários ou
áreas de serviço. Ter distância de 1,40m, de qualquer outra abertura, desde
que estejam no mesmo plano de parede e no mesmo nível;

d. ser construídas em perfis metálicos reforçados, sendo vedado o uso de


perfis ocos, chapa dobrada, madeira, plástico e outros;

e. os caixilhos podem ser do tipo basculante, junto ao teto, sendo vedados os


tipos em eixo vertical e “máxiar”. Os caixilhos devem ser fixados na posiç~o
aberta.

5.7.8.3 Na impossibilidade de colocação de janela na caixa da escada enclausurada


protegida, conforme a alínea“c” do item 5.7.8.1, os corredores de acesso devem:

a. ser ventilados por janelas, com distâncias de outras aberturas a no máximo 5 m


da porta da escada, abrindo

163
para o espaço livre exterior, com área mínima de 0,80 m2, largura mínima de
0,80 m, situadas junto ao teto ou, no mínimo, a 20 cm deste, devendo ainda
prever no topo da caixa de escada uma janela de ventilação ou alçapão para
saída da fumaça; ou

b. ter sua ligação com a caixa da escada por meio de antecâmaras ventiladas,
executadas nos moldes do especificado no item 5.7.9.2 ou 5.7.10.

164
Figura 7 - Escada enclausurada protegida

5.7.9 Escadas enclausuradas à prova de fumaça (PF)

5.7.9.1 As escadas enclausuradas à prova de fumaça (ver Figuras 9, 10 e 11)


devem atender ao estabelecido nos itens5.7.1 a 5.7.4, exceto o 5.7.3.1 “c”, e:
a. ter suas caixas enclausuradas por paredes resistentes a 120 minutos de
fogo;
b. ter ingresso por antecâmaras ventiladas, terraços ou balcões, atendendo as
primeiras ao prescrito no item 5.7.9.2 e os últimos no item 5.7.10;
c. ser providas de portas corta-fogo (PCF) com resistência de 60 minutos ao
fogo.

5.7.9.2 As antecâmaras, para ingressos nas escadas enclausuradas (Figura 9),


devem:
a. ter comprimento mínimo de 1,8m;

b. ter pé-direito mínimo de 2,5m;

c. ser dotadas de porta corta-fogo (PCF) na entrada e na comunicação da


caixa da escada, com resistência de 60 minutos de fogo cada;

d. ser ventiladas por dutos de entrada e saída de ar, de acordo com os itens

5.7.9.5.2 a 5.7.9.5.4, os quais devem ficar entre as PCFs para garantia da


ventilação;

a. ter a abertura de entrada de ar do duto respectivo situada junto ao


piso ou, no máximo, a 20 cm deste, com área mínima de 0,84 m2 e,
quando retangular, obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre
suas dimensões;

165
b. ter, entre as aberturas de entrada e de saída de ar, a distância
vertical mínima de 30 cm, entre a base inferior da abertura superior
e da base superior da abertura inferior;
c. ter a abertura de saída de gases e fumaça (DS), no máximo, a uma
distância horizontal de 3 m, medida em planta, da porta de entrada
da antecâmara, e a abertura de entrada de ar (DE) situada, no
máximo, a uma distância horizontal de 3 m, medida em planta, da
porta de entrada da escada;
d.ter paredes resistentes ao fogo por, no mínimo, 120 minutos;

e. as aberturas dos dutos de entrada de ar e saída de gases e fumaças


das antecâmaras devem ser guarnecidas por telas de arame, com
espessura dos fios superior ou igual a 3 mm e malha com dimensões
mínimas de 2,5 cm por 2,5cm.

166
Figura 8 - Ventilação da escada enclausurada protegida e seu acesso

5.7.9.3 A antecâmara nos subsolos e pavimentos inferiores, até 12 m de altura


descendente, terá apenas o duto desaída de fumaça;

5.7.9.4 Dutos de ventilação natural

5.7.9.5.1 Os dutos de ventilação natural devem formar um sistema integrado: o duto


de entrada de ar (DE) e o dutode saída de gases e fumaça (DS).

5.7.9.5.2 Os dutos de saída de gases e fumaça devem:

a.ter aberturas somente nas paredes que dão para as antecâmaras;


b.ter secção mínima calculada pela seguinte expressão:
s = 0,105 x n

onde:

s = secção mínima em m2

n = número de antecâmaras ventiladas pelo duto;

c. ter, em qualquer caso, área não inferior a 0,84 m², tendo largura mínima de
0,80 m, e, quando de secção retangular, obedecer à proporção máxima de 1:4
entre suas dimensões;

167
d. elevar-se, no mínimo, 3 m acima do eixo da abertura da antecâmara do último
pavimento servido pelo eixo, devendo seu topo situar-se 1 m acima de
qualquer elemento construtivo existente sobre a cobertura;

e. ter, quando não forem totalmente abertos no topo, aberturas de saída de ar


com área efetiva superior ou igual a 1,5 vezes a área da secção do duto,
guarnecidas ou não por venezianas ou equivalente, devendo essas
aberturas ser dispostas em, pelo menos, duas faces opostas com área nunca
inferior a 1 m2 cada uma, e se situarem em nível superior a qualquer elemento
construtivo do prédio (reservatórios, casas de máquinas, cumeeiras, muretas e
outros);

f. não serem utilizados para a instalação de quaisquer equipamentos ou


canalizações;

g. ser fechados na base.

5.7.9.5.3 As paredes dos dutos de saídas de gases e fumaça devem:


f. ser resistentes, no mínimo, a 120 minutos de fogo;
g. ter isolamento térmico e inércia térmica equivalente, no mínimo, a resistência
mínima de 120 minutos de fogo, conforme IT 08;
h. ter revestimento interno liso.
5.7.9.5.4 Os dutos de entrada de ar devem:
e. ter paredes resistentes ao fogo por 120 minutos, no mínimo;
f. ter revestimento interno liso;
g. atender {s condições das alíneas “a” { “c” e “f” do item 5.7.9.3.2;
h. ser totalmente fechados em sua extremidade superior;
i. ter abertura em sua extremidade inferior ou junto ao teto do 1º pavimento,
possuindo acesso direto aoexterior que assegure a captação de ar fresco
respirável, devendo esta abertura ser guarnecida por telas de arame, com
espessura dos fios superior ou igual a 3 mm e malha com dimensões mínimas
de 2,5 cm por2,5 cm; que não diminua a área efetiva de ventilação, isto é, sua
secção deve ser aumentada para compensara redução. Essa abertura pode ser
projetada junto ao teto do primeiro pavimento que possua acesso direto ao
exterior (Ex.: piso térreo).

5.7.9.5.5 A secção da parte horizontal inferior do duto de entrada de ar deve:


168
a. ser, no mínimo, igual à do duto, em edificações com altura igual ou inferior
a 30m;

b. ser igual a 1,5 vez a área da secção do trecho vertical do duto de entrada de
ar, no caso de edificações com mais de 30 m de altura.

5.7.9.5.6 A tomada de ar do duto de entrada de ar deve ficar, de preferência, ao nível


do solo ou abaixo deste, longede qualquer eventual fonte de fumaça em caso de
incêndio.

5.7.9.5.7 As dimensões dos dutos (item 5.7.9.3.2) são as mínimas absolutas,


recomendando-se o cálculo exatodessas dimensões pela mecânica dos fluídos, em
especial no caso da existência de subsolos e em prédios de excepcional altura ou em
locais sujeitos a ventos excepcionais.

Figura 9 - Escada enclausurada à prova de fumaça

5.7.9.6 A iluminação natural das caixas de escadas enclausuradas, quando houver,


deve obedecer aos seguintesrequisitos:

a. ser obtida por abertura provida de caixilho de perfil metálico reforçado,


provido de fecho acionável por chave ou ferramenta especial, devendo
b. ser.aberto somente para fins de manutenção ou emergência;

c.este caixilho deve ser guarnecido com vidro transparente ou não,


laminado ou aramado (malha de 12,5 mm), com espessura, mínima de, 6,5
mm;

169
d. paredes dando para o exterior, sua área máxima não pode
ultrapassar 0,5 m2; em parede dando para antecâmara ou varanda, pode ser
de até 1m2;

e. havendo mais de uma abertura de iluminação, a distância entre elas


não pode ser inferior a 0,5 m e a soma de suas áreas não deve ultrapassar 10%
da área da parede em que estiverem situadas.

5.7.10 Escada enclausurada com acesso por balcões, varandas e terraços

5.7.10.1 Os balcões, varandas, terraços e assemelhados, para ingresso em escadas


enclausuradas, devem atender aosseguintes requisitos:

a. ser dotados de portas corta-fogo na entrada e na saída com resistência


mínima de 60 minutos;

b. ter guarda de material incombustível e não vazada com altura mínima de


1,30m;

c. ter piso praticamente em nível ou em desnível máximo de 30 mm dos


compartimentos internos do prédio e da caixa de escada enclausurada;

d. em se tratando de terraço a céu aberto, não situado no último pavimento, o


acesso deve ser protegido por marquise com largura mínima de 1,10m.

5.7.10.2 A distância horizontal entre o paramento externo das guardas dos balcões,
varandas e terraços que sirvampara ingresso às escadas enclausuradas à prova de
fumaça e qualquer outra abertura desprotegida do próprio prédio ou das divisas do
lote deve ser, no mínimo, igual a um terço da altura da edificação, ressalvado o
estabelecido no item 5.7.10.3, mas nunca a menos de 3m.

5.7.10.3 A distância estabelecida no item 5.7.10.2 pode ser reduzida à metade, isto é,
a um sexto da altura, masnunca a menos de 3 m, quando:

a. o prédio for dotado de chuveiros automáticos;


170
b. o somatório das áreas das aberturas da parede fronteira à edificação
considerada não ultrapassar um décimo da área total dessa parede;

c. na edificação considerada não houver ocupações pertencentes aos grupos C


(comercial) ou I (industrial).

Figura 10 - Exemplo de dutos de ventilação (corte AB e corte CD)

171
5.7.10.4 Será aceita uma distância de 1,20 m, para qualquer altura da edificação,
entre a abertura desprotegida dopróprio prédio até o paramento externo do balcão,
varanda ou terraço para o ingresso na escada enclausurada à provade fumaça (PF),
desde que entre elas seja interposta uma parede com TRF mínimo de 120 minutos
(Figura11).

Figura 11 - Escada enclausurada do tipo PF ventilada por balcão

5.7.10.5 Será aceita a ventilação no balcão da escada à prova de fumaça, através


de janela com ventilaçãopermanente, desde que:

a. área efetiva mínima de ventilação seja de 1,5m;

b. as distâncias entre as aletas das aberturas das janelas tenham


espaçamentos de, no mínimo, 0,15 m;

c. as aletas possuam um ângulo de abertura de no mínimo 45 graus em


relação ao plano vertical da janela;

d. as antec}maras devem atender o item 5.7.9.2, “a”, “b” e “c”;

e. ter altura de peitoril de 1,3m;

f. ter distância de, no mínimo, 3 m de outras aberturas em projeção


horizontal, no mesmo nível ou em nível inferior ao seu ou à divisa do lote, e
no mesmo plano de parede;

172
g. os pisos de balcão, varandas e terraços devem ser
antiderrapantes,conforme item 5.7.1.1, “g”.

5.7.11 Escadas à prova de fumaça pressurizadas (PFP)

As escadas à prova de fumaça pressurizadas, ou escadas pressurizadas, podem


sempre substituir as escadas enclausuradas protegidas (EP) e as escadas
enclausuradas à prova de fumaça (PF), devendo atender a todas as exigências da IT
13 – Pressurização de escada de segurança.

5.7.12 Escada aberta externa (AE)

5.7.12.1 As escadas abertas externas (Figuras 12 e 13) podem substituir os demais


tipos de escadas e devem atenderaos requisitos dos itens 5.7.1 a 5.7.3, 5.8.1.3 e 5.8.2,
e:

a.ter seu acesso provido de porta corta-fogo com resistência mínima de 90 min.;
b.manter raio mínimo de escoamento exigido em função da largura da escada;

c.atender tão somente aos pavimentos acima do piso de descarga, terminando


obrigatoriamente neste, atendendo aoprescrito no item 5.11;

d.entre a escada aberta e a fachada da edificação deverá ser interposta outra parede
com TRRF mínimo de 120 min.;

Figura 12 - Escada aberta externa

7. toda abertura desprotegida do próprio prédio até a escada deverá ser mantida
distância mínima de 3 m quando a altura da edificação for inferior ou igual a 12
m e de 8 m quando a altura da edificação for superior a 12 m;
173
Figura 13 - Escada aberta externa

a. a distância do paramento externo da escada aberta até o limite de outra edificação


no mesmo terreno ou limite da propriedade deverá atender aos critérios adotados
na IT 07 – Separação entre edificações;
b. a estrutura portante da escada aberta externa deverá ser construída em material
incombustível, atendendo aos critérios estabelecidos na IT 08 – Resistência ao
fogo dos elementos de construção, com TRRF de 120min;

c. na existência de shafts, dutos ou outras aberturas verticais que tangenciam a


projeção da escada aberta externa, tais aberturas deverão ser delimitadas por
paredes estanques nos termos da IT 08;

d. será admitido esse tipo de escada para edificações com altura até 45 m.

5.8 Guardas e corrimãos

5.8.1 Guarda-corpos e balaústres

5.8.1.1 Toda saída de emergência, corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias,


patamares, escadas, rampas eoutros deve ser protegida de ambos os lados por
paredes ou guardas (guarda-corpos) contínuas, sempre que houver qualquer
desnível maior de 19 cm, para evitar quedas.

5.8.1.2 A altura das guardas, medida internamente, deve ser, no mínimo, de 1,10 m
ao longo dos patamares, escadas,corredores, mezaninos e outros (Figura 14),
medida verticalmente do topo da guarda a uma linha que una as pontas dos bocéis
ou quinas dos degraus.

174
5.8.1.3 As alturas das guardas em escada aberta externa (AE), de seus patamares, de
balcões e assemelhados, devemser de no mínimo 1,3 m, medidas como especificado
no item 5.8.1.2.

5.8.1.4 As guardas constituídas por balaustradas, grades, telas e assemelhados,


isto é, as guardas vazadas, devem:

a. ter balaústres verticais, longarinas intermediárias, grades, telas, vidros de


segurança (laminados ou aramados) e outros, de modo que uma esfera de
15 cm de diâmetro não possa passar por nenhuma abertura;

b. ser isentas de aberturas, saliências, reentrâncias ou quaisquer elementos


que possam enganchar em roupas;

c. ser constituídas por materiais não estilhaçáveis, exigindo-se o uso de vidros


aramados ou de segurança laminados, se for o caso. Exceção: será feita às
ocupações do grupo I (industrial) e J (depósitos) para as escadas e saídas
não emergenciais.

5.8.2 Corrimãos

5.8.2.1 Os corrimãos devem ser adotados em ambos os lados das escadas ou rampas,
devendo estar situados entre80 cm e 92 cm acima do nível do piso, sendo em
escadas, essa medida tomada verticalmente da forma especificada no item 5.8.1.2
(Figura14).

Figura 14 - Dimensões de guardas e corrimãos

175
5.8.2.2 Uma escada pode ter corrimãos em diversas alturas, além do corrimão
principal na altura normal exigida;em escolas, jardins de infância e assemelhados, se
for o caso, deve haver corrimãos nas alturas indicadas para os respectivos usuários,
além do corrimão principal.

5.8.2.3 Os corrimãos devem ser projetados de forma a poderem ser agarrados fáceis
e confortavelmente, permitindoum contínuo deslocamento da mão ao longo de toda
a sua extensão, sem encontrar quaisquer obstruções, arestas ou soluções de
continuidade. No caso de secção circular, seu diâmetro varia entre 38 mm e 65 mm
(Figura15).
5.8.2.4 Os corrimãos devem estar afastados 40 mm, no mínimo, das paredes ou
guardas às quais forem fixados eterão largura máxima de 65mm.

5.8.2.5 Não são aceitáveis, em saídas de emergência, corrimãos constituídos por


elementos com arestas vivas,tábuas largas e outros (Figura15).

Figura 15 - Pormenores de corrimãos

176
5.8.2.6 Para auxílio das pessoas portadoras de necessidades especiais, os
corrimãos das escadas devem sercontínuos, sem interrupção nos patamares,
prolongando-se, sempre que for possível pelo menos 0,3 m do início e término da
escada com suas extremidades voltadas para a parede ou com solução alternativa.

5.8.2.7 Nas rampas e, opcionalmente nas escadas, os corrimãos devem ser


instalados a duas alturas: 0,92 m e 0,70m do piso acabado.

5.8.3 Exigências estruturais

5.8.3.1 As guardas de alvenaria ou concreto, as grades de balaustres, as paredes, as


esquadrias, as divisórias levese outros elementos de construção que envolvam as
saídas de emergência devem ser projetados de forma a:

a. resistir a cargas transmitidas por corrimãos nelas fixados ou calculadas


para resistir a uma força horizontal de 730 N/m aplicada a 1,10 m de
altura, adotando-se a condição que conduzir a maiores tensões (ver
Figura16);

b. ter seus painéis, longarinas, balaústres e assemelhados calculados para


resistir a uma carga horizontal de 1,20 kPa aplicada à área bruta da
guarda ou equivalente da qual façam parte; as reações devidas a esse
carregamento não precisam ser adicionadas às cargas especificadas na
alínea precedente (Figura16);

177
Figura 16 - Pormenores construtivos da instalação de guardas e as
cargas a que elas devem resistir

5.8.3.2 Os corrimãos devem ser calculados para resistir a uma carga de 900 N,
aplicada em qualquer ponto deles,verticalmente de cima para baixo e
horizontalmente em ambos os sentidos.

5.8.3.3 Nas escadas internas, tipo NE, pode-se dispensar o corrimão, desde que o
guarda-corpo atenda também ospreceitos do corrimão, conforme itens 5.8.2.3,
5.8.2.4 e 5.8.2.5 desta IT.

5.8.4 Corrimãos intermediários

5.8.4.1 Escadas com mais de 2,2 m de largura devem ter corrimão intermediário,
no máximo, a cada 1,8 m. Oslanços determinados pelos corrimãos intermediários
devem ter, no mínimo, 1,1 m de largura, ressalvado o caso deescadas em
ocupações dos tipos H-2 e H-3, utilizadas por pessoas muito idosas e portadores de
necessidades especiais, que exijam máximo apoio com ambas as mãos em
corrimãos, onde pode ser previsto, em escadas largas, uma unidade de passagem
especial com 69 cm entre corrimãos.

178
5.8.4.2 As extremidades dos corrimãos intermediários devem ser dotadas de
balaústres ou outros dispositivos paraevitar acidentes.

5.8.4.3 Escadas externas de caráter monumental podem, excepcionalmente, ter


apenas2corrimãos laterais,independentemente de sua largura, quando forem
utilizadas por grandes multidões.

5.9 Elevadores de emergência

5.9.1 Obrigatoriedade

É obrigatória a instalação de elevadores de emergência:

a. em todas as edificações residenciais A-2 e A-3 com altura superior a 80 m e nas


demais ocupações com altura superior a 60 m, excetuadas as de classe de
ocupação G-1, e em torres exclusivamente monumentais de ocupação F-2;

b. nas ocupações institucionais H-2 e H-3, sempre que sua altura ultrapassar 12
m, sendo um elevador de emergência para cada área de refúgio.

5.9.2 Exigências

Enquanto não houver norma específica referente a elevadores de emergência, estes


devem atender a todas as normas gerais de segurança previstas nas NBR 5410/04 e
NBR 9077/01 (Figura 9):

a. ter sua caixa enclausurada por paredes resistentes a 120 minutos de fogo,
independente dos elevadores de uso comum;

b. ter suas portas metálicas abrindo para antecâmara ventilada, nos termos de
5.7.9.2, para varanda conforme 5.7.10, para hall enclausurado e pressurizado,
para patamar de escada pressurizada ou local análogo do ponto de vista de
segurança contra fogo e fumaça;

179
c. ter circuito de alimentação de energia elétrica com chave própria
independente da chave geral do edifício, possuindo este circuito chave
reversível no piso da descarga, que possibilite que ele seja ligado a um gerador
externo na falta de energia elétrica na rede pública;

d. deve estar ligado a um grupo moto gerador (GMG) de emergência.

5.9.2.1 O painel de comando deve atender, ainda, às seguintes condições:

a. estar localizado no pavimento da descarga;

b. possuir chave de comando de reversão para permitir a volta do elevador a este


piso, em caso de emergência;

c. possuir dispositivo de retorno e bloqueio dos carros no pavimento da


descarga, anulando as chamas existentes, de modo que as respectivas portas
permaneçam abertas, sem prejuízo do fechamento do vão do poço nos demais
pavimentos;

d. possuir duplo comando, automático e manual reversível, mediante chamada


apropriada.

5.9.2.2 Nas ocupações institucionais H-2 e H-3, o elevador de emergência deve ter
cabine com dimensõesapropriadas para o transporte de maca.

5.9.2.3 As caixas de corrida (poço) e casas de máquinas dos elevadores de


emergência devem ser enclausuradas etotalmente isoladas das caixas de corrida e
casas de máquinas dos demais elevadores. A caixa de corrida (poço) deve ter
abertura de ventilação permanente em sua parte superior, atendendo às condições
estabelecidas na alínea “d” do item 5.7.8.1.

5.9.2.4 O elevador de emergência deve atender a todos os pavimentos do edifício,


incluindo os localizados abaixodo pavimento de descarga com altura ascendente
superior a 12 m (IT 13).

180
5.10 Área de refúgio

5.10.1 Conceituação e exigências

5.10.1.1 Área de refúgio é a parte de um pavimento separada por paredes corta-fogo


e portas corta-fogo, tendo acessodireto, cada uma delas a pelo menos uma
escada/rampa de emergência ou saída para área externa (Figura17).

Figura 17 - Desenho esquemático da área de refúgio

5.10.1.2 A estrutura dos prédios dotados de áreas de refúgio deve ter resistência
conforme IT 08 - Resistência ao fogodos elementos de construção. As paredes que
definem as áreas de refúgio devem apresentar resistência ao fogo conforme a IT 08 e
as condições estabelecidas na IT 09.

5.10.2 Obrigatoriedade

É obrigatória a existência de áreas de refúgio em todos os pavimentos nos seguintes


casos:

a. em edificações institucionais de ocupação E-5, E-6 e H-2 com altura superior a


12 m e na ocupação H-3 com altura superior a 6 m, bem como, para esta
ocupação, independente da altura, nos pavimentos onde houver internação.
Nesses casos a área mínima de refúgio de cada pavimento deve ser de, no
mínimo, 30% da área de cada pavimento;

Nota: A existência de compartimentação de área no pavimento será aceita


como área de refúgio, desde que tenha acesso direto às saídas de emergência
(escadas, rampas ou portas).

181
5.10.3 Hospitais e assemelhados

5.10.3.1Em ocupações H-2 e H-3, as áreas de refúgio não devem ter áreas superiores
a 2.000 m².

5.10.3.2 Nessas ocupações H-2 e H-3, bem como nas ocupações E-6, a comunicação
entre as áreas de refúgio e/ouentre essas áreas e saídas deve ser em nível ou, caso
haja desníveis, em rampas, como especificado no item 5.6.

5.10.3.3 Se as portas dividirem corredores que constituem rotas de saída, estas


devem ser corta-fogo e à prova defumaça conforme estabelecido na NBR 11742 e
serem providas de visor transparente de área mínima de 0,07 m², com altura
mínima de 25 cm, com a mesma resistência ao fogo da porta.

5.11 Descarga

5.11.1 Tipos

5.11.1.1 A descarga, parte da saída de emergência de uma edificação, que fica entre
a escada e a via pública ou áreaexterna em comunicação com a via pública, pode ser
constituída por:
a. corredor ou átrio enclausurado;
b. área em pilotis;
c. corredor a céu aberto.

5.11.1.2 O corredor ou átrio enclausurado que for utilizado como descarga deve:

a. ter paredes resistentes ao fogo por tempo equivalente ao das paredes das
escadas que a ele conduzirem, conforme IT 08;

b. ter pisos e paredes revestidos com materiais que atendam as condições da IT


10;
c. ter portas corta-fogo com resistência de 90 minutos de fogo; quando a escada
for à prova de fumaça ou

182
quando a escada for enclausurada protegida; isolando-o de todo compartimento que
com ele se comunique, tais como apartamentos, salas de medidores, restaurante e
outros.

5.11.1.3 Admite-se que a descarga seja feita por meio de saguão ouhalltérreo não
enclausurado, desde que entre ofinal da descarga e a fachada ou alinhamento predial
(passeio) mantenha-se um espaço livre para acesso ao exterior, atendendo-se às
dimensões exigidas no item 5.11.2, sendo admitido nesse saguão ou hallelevadores,
portaria, recepção, sala de espera, sala de estar e salão de festas, bem como, possuam
materiais de acabamento e revestimento de classe I ou II-A (Figura 18 -ilustrativa).

5.11.1.4 A área em pilotis que servir como descarga deve:

a. não ser utilizada como estacionamento de veículos de qualquer natureza,


sendo, quando necessário, dotada de divisores físicos que impeçam tal
utilização;
b. não será exigido o item anterior, nas edificações onde as escadas exigidas
forem do tipo NE – (escadas não enclausuradas) e altura até 12 m, desde que
entre o acesso à escada e a área externa (fachada ou alinhamento predial)
possua um espaço reservado e desimpedido, no mínimo, com largura de 2,2m;
c. ser mantida livre e desimpedida, não podendo ser utilizada como depósito de
qualquer natureza.

DESCARGA

SAGUÃO LOJA,etc.
PCF
P90

PORTARIA

Figura 18 - (ilustrativa) Descarga através dehalltérreo nãoenclausurado

183
5.11.1.5 O elevador de emergência pode estar ligado aohallde descarga, desde que
seja agregado à largura desta umaunidade de saída (0,55m).

5.11.2 Dimensionamento

5.11.2.1 No dimensionamento da descarga, devem ser consideradas todas as saídas


horizontais e verticais que para elaconvergirem.

5.11.2.2 A largura das descargas não pode ser inferior:

a. a 1,10 m, nos prédios em geral, e a 1,65 m e 2,20 m, nas ocupações classificadas


com H-2 e H-3 por sua ocupação,respectivamente;

b.a largura calculada conforme 5.4, considerando-se esta largura para cada segmento
de descarga entre saídas deescadas (Figura 19), não sendo necessário que a descarga
tenha, em toda a sua extensão, a soma das larguras das escadas que a ela concorrem.

184
Figura 19 - Dimensionamento de corredores de descarga

5.11.3 Outros ambientes com acesso

5.11.4 Galerias comerciais (galerias de lojas) podem estar ligadas à descarga desde
que seja feito por meio de antecâmaraenclausurada e ventilada diretamente para o
exterior ou através de dutos, dentro dos padrões estabelecidos para as escadas à
prova de fumaça (PF), dotadas de duas portas corta-fogo P-60, conforme indicado na
Figura 20.

Figura 20 - Acesso de galeria comercial à descarga

5.12 Iluminação de emergência e sinalização de saída

5.12.1 Iluminação das rotas de saídas de emergência

As rotas de saída devem ter iluminação natural e/ou artificial em nível suficiente, de
acordo com a NBR 5413. Mesmo nos casos de edificações destinadas a uso
unicamente diurno, é indispensável a iluminação artificial noturna.

185
5.12.2 Iluminação de emergência

5.12.2.1 A iluminação de emergência deve ser executada obedecendo à IT 18.

5.12.2.2 As luminárias de emergência localizadas acima das portas de saída


(intermediárias e finais) em ambientes fechadoscom lotação superior a 100 pessoas
para as ocupações F-3, F-5, F-6, F-7 e F-10 devem ser do tipo balizamento, mantendo-
se permanentemente acesas durante a utilização do ambiente (funcionamento:
normal e emergência).

5.12.3 Sinalização de saídas de emergência

5.12.3.1 A sinalização de saída deve ser executada obedecendo à IT 20.

5.12.3.2 Nos locais de reunião de público, das divisões F-1, F-2, F-3, F-5, F-6, F-7, F-
8 e F-10 deverá haver na entrada, emlocal visível, uma placa indicativa da capacidade
populacional máxima admitida, conforme projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros,
atentando para o modelo código M2 constante na IT 20.

5.12.3.3 Nos locais de reunião de público, das divisões F-6 e F-7, com capacidade
acima de 500 pessoas, deverá haver naentrada, em local visível ao público, um painel
eletrônico que indique a quantidade de pessoas nas áreas de público, em tempo real,
para controle de acesso do público.

5.13 Exigências para edificações existentes

5.13.1 Para as edificações existentes, deve ser aplicada a IT 43 - Adaptação às normas


de segurança contra incêndio–edificações existentes.

5.14 Construções subterrâneas, subsolos e edificações sem janelas ou sem


ventilação natural.

5.14.1 Edificações com estas características devem atender os parâmetros desta


Instrução Técnica, bem como os requisitos daParte 1, da IT 15.

186
Anexo A
Tabela 1 - Dados para o dimensionamento das saídas de emergência

(O) Capacidade da Unidade de Passagem


Ocupação
(UP)
(A)
População
Acessos / Escadas/
Grupo Divisão Portas
Descargas rampas
(C)
A-1, A-2 Duas pessoas por dormitório
A Duas pessoas por dormitório e uma pessoa por 4m²
(D)
A-3 de área de alojamento 60 45 100
(E)(G)
B Uma pessoa por 15 m² de área
(E) (J)(M)
C Uma pessoa por 5 m² de área
(L)
D Uma pessoa por 7 m² de área 100 75 100
(F)
E-1 a E-4 Uma pessoa por 1,50 m² de área de sala de aula
E
(F)
E-5, E-6 Uma pessoa por 1,50 m² de área de sala de aula 30 22 30
(N)
F-1, F-10 Uma pessoa por 3 m² de área
(E) (G) (N) (Q)
F-2, F-5, F-8 Uma pessoa por m² de área
F F-3, F-9 Duas pessoas por m² de área
(G) (N)
(1:0,5 m²)
(Q) 100 75 100
(G) (N) (P)(Q)
F-6, F-7 Três pessoas por m² de área
(E) (J) (F)(N)
F-4 Uma pessoa por 3 m² de área

G-1, G-2, G-3 Uma pessoa por 40 vagas de veículo


G 100 60 100
(E)
G-4, G-5 Uma pessoa por 20 m² de área
(E)
H-1, H-6 Uma pessoa por 7 m² de área 60 45 100
(C)
Duas pessoas por dormitório e uma pessoa por 4
H-2 (E)
m² de área de alojamento
H 30 22 30
Uma pessoa e meia por leito + uma pessoa por 7m²
H-3 (H)
de área de ambulatório
(F)
H-4, H-5 Uma pessoa por 7 m² de área 60 45 100

I Uma pessoa por 10 m² de área


(J) 100 60 100
J Uma pessoa por 30 m² de área

L-1 Uma pessoa por 3 m² de área


L 100 60 100
L-2, L-3 Uma pessoa por 10 m² de área

M-1 + 100 75 100

M M-3, M-5 Uma pessoa por 10 m² de área 100 60 100

M-4 Uma pessoa por 4 m² de área 60 45 100

Notas:
(A) os parâmetros dados nesta tabela são os mínimos aceitáveis para o cálculo da população (ver5.3);
(B) as capacidades das unidades de passagem (1 UP = 0,55 m) em escadas e rampas estendem-se para lanços retos e
saída descendente;
(C) em apartamentos de até 2 dormitórios, a sala deve ser considerada como dormitório: em apartamentos maiores (3 e
mais dormitórios), as salas, gabinetes e outras dependências que possam ser usadas como dormitórios (inclusive para

187
empregadas) são considerados como tais. Em apartamentos mínimos, sem divisões em planta, considera-se uma pessoa para
cada 6 m² de área de pavimento;
(D) alojamento = dormitório coletivo, com mais de 10m²;
(E) por ”Área” entende-se a “Área do pavimento” que abriga a população em foco, conforme terminologia da IT 03;
quando discriminado o tipo de área (por ex.: área do alojamento), é a área útil interna da dependência em questão;
(F) auditórios e assemelhados, em escolas, bem como salões de festas e centros de convenções em hotéis são
considerados nos grupos de ocupação F-5, F-6 e outros, conforme ocaso;
(G) as cozinhas e suas áreas de apoio, nas ocupações B, F-6 e F-8, têm sua ocupação admitida como no grupo D, isto é,
uma pessoa por 7 m² de área;
(H) em hospitais e clínicas com internamento (H-3), que tenham pacientes ambulatoriais, acresce-se à área calculada
por leito, a área de pavimento correspondente ao ambulatório, na base de uma pessoa por 7m²;
(I) o símbolo “+” indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (não cobertos por esta IT);
(J) a parte de atendimento ao público de comércio atacadista deve ser considerada como do grupo C;
(K) esta tabela se aplica a todas as edificações, exceto para os locais destinados a divisão F-3 e F-7, com população total
superior a 2.500 pessoas, onde deve ser consultada a IT12;
(L) para ocupações do tipo Call-center, o cálculo da população é de uma pessoa por 1,5 m² de área;
(M) para a área de Lojas adota-se no cálculo “uma pessoa por 7 m² de área”;
(N) para o cálculo da população, será admitido o leiaute dos assentos fixos (permanente) apresentado em planta;
(O) para a classificação das ocupações (grupos e divisões), consultar a tabela 1 do Decreto Estadual 16.302/2015;
(P) para a ocupação “restaurante dançante” e “ salão de festas” onde há mesas e cadeiras para refeição e pista de dança,
o parâmetro para cálculo de população é de 1 pessoa por 0,67 m² de área;
(Q) para os locais que possuam assento do tipo banco (assento comprido, para várias pessoas, com ou sem encosto)
o parâmetro para cálculo de população é de 1 pessoa por 0,50 m linear, mediante apresentação de leiaute;

188
Anexo B
Tabela 2 - Distâncias máximas a serem percorridas

Sem chuveiros automáticos Com chuveiros automáticos

Grupo e Saída única Mais de uma saída Saída única Mais de uma saída
divisão de
ocupação Andar Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com
detecção detecção detecção detecção detecção detecção detecção detecção
automática automática automática automática automática automática automática automática
de fumaça de fumaça de fumaça de fumaça de fumaça de fumaça de fumaça de fumaça
(referência) (referência)
De saída da
edificação
(piso de 45m 55m 55m 65m 60m 70m 80m 95m
AeB descarga)

Demais
40m 45m 50m 60m 55m 65m 75m 90m
andares
De saída da
edificação
C, D,E,F,G- (piso de 40m 45m 50m 60m 55m 65m 75m 90m
3,G-4,G-5, descarga)
H, L e M
Demais
30m 35m 40m 45m 45m 55m 65m 75m
andares
De saída da
edificação
(piso de 80m 95m 120m 140m - - - -
I-1 e J-1 descarga)

Demais
70m 80m 110m 130m - - - -
andares
De saída da
edificação
(piso de 50m 60m 60m 70m 80m 95m 120m 140m
G-1,G-2 eJ-2 descarga)

Demais
45m 55m 55m 65m 70m 80m 110m 130m
andares
De saída da
edificação
(piso de 40m 45m 50m 60m 60m 70m 100m 120m
I-2, I-3, J-3 e descarga)
J-4
Demais
30m 35m 40m 45m 50m 65m 80m 95m
andares

Notas:
a.esta tabela se aplica a todas as edificações, exceto para os locais destinados à divisão F-3 e F-7, com
população totalsuperior a 2.500 pessoas, onde deve ser consultada a IT 12;
b. para que ocorram as distâncias previstas nesta Tabela e Notas, é necessária a apresentação do leiaute
definido em planta baixa (salão aberto, sala de eventos, escritórios, escritórios panorâmicos, galpões e
outros). Caso não seja apresentado o leiaute definido em planta baixa, as distâncias definidas devem ser
reduzidas em 30%;
c. para a classificação das ocupações (grupos e divisões), consultar a tabela 1 do Decreto Estadual
16.302/2015;
d. Para admitir os valores da coluna “mais de uma saída” deve haver uma distância mínima de 10 m entre elas;
e. Nas áreas técnicas (locais destinados a equipamentos, sem permanência humana e de acesso
restrito), a distância máxima a ser percorrida é de 140 metros.

189
Anexo C

Tabela 3 - Tipos de escadas de emergência por ocupação


Dimensão
Altura (em metros)
H6 6H 12 12H 30 Acima de 30

Ocupação
Tipo Escada Tipo Escada Tipo Escada Tipo Escada
Gr. Div.

A-1 NE NE - -
A-2 NE NE EP PF(1)
A
A-3 NE NE EP PF
B-1 NE EP EP PF
B
B-2 NE EP EP PF
C-1 NE NE EP PF
C C-2 NE NE PF PF
C-3 NE EP PF PF
D - NE NE EP PF
E-1 NE NE EP PF
E-2 NE NE EP PF
E-3 NE NE EP PF
E
E-4 NE NE EP PF
E-5 NE NE EP PF
E-6 NE NE EP PF
F-1 NE NE EP PF
F-2 NE EP PF PF
F-3 NE NE EP PF
F-4 NE NE EP PF
F-5 NE NE EP PF
F
F-6 NE EP PF PF
F-7 NE EP EP PF
F-8 NE EP PF PF
F-9 NE EP EP PF
F-10 NE EP EP PF
G-1 NE NE EP EP
G-2 NE NE EP EP
G-3 NE NE EP PF
G
G-4 NE NE EP PF
G-5 NE NE EP PF
H-1 NE NE EP EP
H-2 NE EP PF PF
H-3 NE EP PF PF
H
H-4 NE NE EP PF
H-5 NE NE EP PF
H-6 NE NE EP PF
I-1 NE NE EP PF
I I-2 NE NE PF PF
I-3 NE EP PF PF
J - NE NE EP PF
L-1 NE EP PF PF
L L-2 NE EP PF PF
L-3 NE EP PF PF
M-1 NE NE EP+ PF+
M-2 NE EP PF PF
M M-3 NE EP PF PF
M-4 NE NE NE NE
M-5 NE EP PF PF

190
Notas:
a. para o uso desta tabela, devem ser consultadas as tabelas anteriores desta IT. Para a classificação das
ocupações (grupos e divisões), consultar a tabela 1 do Decreto Estadual nº 16.302/2015.
b. abreviatura dos tipos de escada:
NE = Escada não enclausurada (escada comum);
EP = Escada enclausurada protegida
(escada protegida); PF = Escada à prova de
fumaça.
c. outros símbolos e abreviaturas usados
nesta tabela:Tipo esc. = Tipo de
escada;
Gr. = Grupo de ocupação (uso) - conforme Tabela 1 doDecreto Estadual nº 16.302/2015;
Div. = Subdivisão do grupo de ocupação - conforme Tabela 1 doDecreto Estadual nº 16.302/2015.
Nota (1) = Em edificações de ocupação do grupo A - divisão A-2, área de pavimento “N” (menor ou igual a
750 m²), alturaacima de 30 m, contudo não superior a 50 m, a escada poderá ser do tipo EP (Escada
Enclausurada Protegida), sendo que acima desta altura (50m) permanece a escada do tipo PF (Escada
Enclausurada à Prova de fumaça);
+ = Símbolo que indica necessidade de consultar IT, normas ou regulamentos específicos (ocupação não
coberta por essaIT);
- = Não se aplica.
d. para as ocupações de divisão F-3, onde o local tratar-se de recintos esportivos e/ou de espetáculos artístico
cultural (exceto ginásios e piscinas com ou sem arquibancadas, academias e pista de patinação), deve ser
consultada a IT 12;
e. para a divisões F-3 e F-7, com população total superior a 2.500 pessoas, deve ser consultada a IT 12;
f. havendo necessidade de duas ou mais escadas de segurança, uma delas pode ser do tipo Aberta Externa
(AE), atendendo ao item 5.7.12 desta IT;
g. para divisões H-2 e H-3: altura superior a 12 m, além das saídas de emergências por escadas (Tabela 3)
deve possuir elevador de emergência (Figura 9).
h. o número de Escadas depende do dimensionamento das saídas pelo cálculo da população (Tabela 1) e
distâncias máximas a serem percorridas (Tabela 2);
i. nas edificações com altura acima de 36 m, independente da nota anterior, é obrigatória a quantidade
mínima de duas escadas, exceto para grupo A-2. Nas edificações do grupo A-2, com altura acima de 80 m,
independente da nota anterior, é obrigatória a quantidade, mínima de, duas escadas;
j. as condições das saídas de emergência em edificações com altura superior a 150 m devem ser analisadas
por meio de Comissão Técnica, devido as suas particularidades e risco;
k. nas escadas abaixo do pavimento de descarga, em subsolos, onde está prevista a escada NE, conforme
Tabela 3, esta deve ser enclausurada, dotada de PCF P-90, sem a necessidade de ventilação. Para os
subsolos com altura descendentes com profundidade maior que 12 m, e que tenham sua ocupação diferente
de estacionamento (garagens - G1 e G2) devem ser projetados sistemas de pressurização para as escadas.

191
2.3 - Sistema de iluminação de emergência

SUMÁRIO ANEXOS

1 Objetivo a
2 Aplicação
3 Referências normativas e bibliográficas
4 Definições da brigada de incêndio
5 Procedimentos d

192
1 OBJETIVO

Fixar as condições necessárias para o projeto e instalação do sistema de iluminação


de emergência em edificações, estruturas e áreas de risco, atendendo ao previsto no
Decreto Estadual nº 16.302/2015– que dispõe sobre a segurança contra Incêndio e
pânico nas edificações, estruturas e áreas de risco no Estado da Bahia.

2 APLICAÇÃO

2.1 Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se às edificações, estruturas e áreas de risco
onde o sistemade iluminação de emergência é exigido.

2.2 Adota-se a NBR 10898–Sistema de iluminação de emergência, naquilo que não


contrariar odisposto nesta IT.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

Instrução Técnica nº 18 – Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São


Paulo.

NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão.

NBR 10898 - Sistema de iluminação de emergência.

NBR 15465 - Sistema de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa


tensão – Requisitos de desempenho.

4 DEFINIÇÕES

Aplicam-se as definições constantes da IT 03 - Terminologia de segurança contra


incêndio.

193
5 PROCEDIMENTOS

5.1 Grupo motogerador (GMG)

5.1.1 Deve-se garantir acesso controlado e desobstruído desde a área externa da


edificação até ogrupo motogerador.

5.1.2 No caso de grupo motogerador instalado em local confinado, para o seu


perfeitofuncionamento, deve ser garantido que a tomada de ar seja realizada sem o
risco de se captar a fumaça oriunda de um incêndio.

5.1.3 Na condição acima descrita, o grupo motogerador deve ser instalado em


compartimentoresistente ao fogo por 2 h, com acesso protegido por PCF P-90.

5.1.4 Quando a tomada de ar externo for realizada por meio de duto, este deve ser
construído ouprotegido por material resistente ao fogo por 2 h.

5.1.5 Nas edificações atendidas por grupo motogerador, quando o tempo de


comutação dosistema for superior ao estabelecido pela NBR 10898, deve ser previsto
sistema centralizado por bateria ou bloco autônomo.

5.1.6 Os circuitos elétricos do grupo motogerador devem atender as prescrições da IT


especificaque trate de inspeção visual em instalações elétricas de baixa tensão.

5.2 Sistema centralizado com baterias

5.2.1 Os componentes da fonte de energia centralizada de alimentação do sistema de


iluminação deemergência, bem como seus comandos, devem ser instalados em local
não acessível ao público, sem risco de incêndio, ventilado e que não ofereça risco de
acidentes aos usuários.

5.2.2 Se houver baterias reguladas por válvulas, o painel de controle pode ser
instalado nomesmo local das baterias. O local da instalação deverá ser em lugar
ventilado e protegido do acúmulo de gases.

194
5.3 Conjunto de blocos autônomos
As baterias para sistemas autônomos devem ser de chumbo-ácido selada ou níquel-
cádmio, isenta de manutenção.

5.4 Considerações gerais

5.4.1 No caso de instalação aparente, a tubulação e as caixas de passagem devem ser


metálicasou em PVC rígido antichama, conforme NBR 15465.

5.4.2 A distância máxima entre os pontos de iluminação de emergência não deve


ultrapassar 15m e entre o ponto de iluminação e a parede 7,5 m. Outro
distanciamento entre pontos pode ser adotado, desde que atenda aos parâmetros da
NBR 10898.

5.4.2.1 Deve-se garantir um nível mínimo de iluminamento de 3 lux em locais planos


(corredores,halls, áreas de refúgio) e 5 lux em locais com desnível (escadas ou
passagens com obstáculos).

5.4.3 A tensão das luminárias de aclaramento e balizamento para iluminação de


emergência emáreas com carga de incêndio deve ser no máximo 30 Volts.

5.4.4 Para instalações existentes e na impossibilidade de reduzir a tensão de


alimentação dasluminárias, pode ser utilizado um interruptor diferencial de 30mA,
com disjuntor termomagnético de 10A.

5.4.4.1 Recomenda-se a instalação de uma tomada externa à edificação, compatível


com a potênciada iluminação, para ligação de um gerador móvel. Esta tomada deve
ser acessível, protegida adequadamente contra intempéries e devidamente
identificada.

5.4.5 O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, na vistoria, poderá exigir que os


equipamentosutilizados no sistema de iluminação de emergência sejam certificados
pelo Sistema Brasileiro de Certificação.

195
3-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DA BAHIA

Disponível em: http://www.cbm.ba.gov.br/

196

Interesses relacionados