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Administração

de Terminais e
Armazéns
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Administração de Terminais e


Armazéns – Brasília: SEST/SENAT, 2016.

66 p. :il. – (EaD)

1. Terminal - administração. 2. Armazém -


administração. I. Serviço Social do Transporte. II.
Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. III.
Título.

CDU 656:658

ead.sestsenat.org.br
Sumário
Apresentação 5

Unidade 1 | Terminais e Armazéns: Conceituação 7

1 Definições: Terminais e Armazéns 9

2 Armazenagem e Estocagem 12

Glossário 14

Atividades 15

Referências 16

Unidade 2 | Classificação de Terminais e Armazéns 17

1 Classificação dos Terminais e Armazéns 19

1.1 Em Relação à Propriedade 19

1.2 Em Relação ao Tipo de Carga 23

1.3 Em Relação à Função do Terminal ou Armazém 24

Glossário 25

Atividades 26

Referências 27

Unidade 3 | Funções dos Terminais e Armazéns 28

1 Funções e Operações nos Terminais e Armazéns 30

1.1 Operações em Terminais 30

1.2 Operações em Armazéns 32

2 Funções dos Armazéns e Terminais 36

2.1 Centros de Distribuição (CD) 36

2.2 Terminais do Tipo Pontos de Trânsito (“Transit Points”) 37

2.3 Terminais do Tipo “Cross Docking” 38

Glossário 40

Atividades 41

3
Referências 43

Unidade 4 | Organização de Terminais de Carga e Armazéns


(Layout da Área Externa) 44

1 O Layout 46

1.1 Layout das Áreas de Recebimento e Expedição 46

1.1.1 Posicionamento dos Veículos Perpendicularmente à Plataforma 47

1.1.2 Posicionamento dos Veículos Diagonalmente à Plataforma, ou a 45 Graus 48

2 Outras Recomendações para as Áreas Externas 49

Glossário 51

Atividades 52

Referências 54

Unidade 5 | Decisões Relacionadas aos Terminais e Armazéns 55

1 Escolha da Localização do Armazém 57

2 Projeto da Instalação 58

3 Manuseio de Materiais 59

4 Sistemas de Gerenciamento de Armazéns (WMS) 60

Glossário 62

Atividades 63

Referências 64

Gabarito 65

4
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Administração de Terminais e Armazéns!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que tem a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 30 horas e foi organizado em 5 unidades, conforme
a tabela a seguir.

Unidades Carga Horária


Unidade 1 | Terminais e Armazéns: Conceituação 6h
Unidade 2 | Classificação de Terminais e Armazéns 6h
Unidade 3 | Funções dos Terminais e Armazéns 6h
Unidade 4 | Organização de Terminais de Carga e Armazéns
6h
(Layout da Área Externa)
Unidade 5 | Decisões Relacionadas aos Terminais e Armazéns 6h

5
Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

6
UNIDADE 1 | TERMINAIS E
ARMAZÉNS: CONCEITUAÇÃO

7
Unidade 1 | Terminais e Armazéns: Conceituação

ff
Você conhece as diferenças entre terminais de carga e armazéns?
Entende a diferença entre estocagem e armazenagem? Sabe o
motivo para se utilizar armazéns?

Nesta unidade você conhecerá os diferentes tipos de armazéns e terminais de cargas e


as suas funções nas cadeias logísticas. Você também verá a diferença entre os conceitos
de estocagem e de armazenagem, que seguidamente são confundidos ou tratados como
sinônimos.

8
1 Definições: Terminais e Armazéns

Embora o papel tradicional dos armazéns tenha sido o

cc armazenamento do estoque, as novas instalações de


armazenagem possuem funções bem mais amplas, tais como:
consolidação e desconsolidação de cargas, terminais de
intermodalidade, agrupamento de mercadorias e fracionamento
de cargas, entre outras.

No contexto da logística, as definições para um armazém são as seguintes:

O armazém é o elo que une o fornecimento de matéria-prima ao


fabricante (fluxo de entrada).

O armazém é o elo que une o fabricante ao cliente (fluxo de


saída).

Existem alguns motivos importantes para não armazenar produtos? Existem, sim, e os
três principais são:

• A mercadoria armazenada tem um custo e imobiliza o capital que poderia ser


investido em outras atividades estratégicas, como o marketing e a própria
produção.

• A necessidade de edifícios para guardar as mercadorias gera custos de instalações


e infraestrutura, de mão de obra, de equipamentos e de custos administrativos
indiretos.

• O material “envelhece”, podendo perder a validade e o valor ao longo do tempo


em que permanece armazenado. Produtos perecíveis, produtos farmacêuticos
e produtos de tecnologia são alguns exemplos de materiais mais suscetíveis a
esses problemas.

Todavia, há vários motivos favoráveis para a armazenagem de produtos. Vamos


enumerar alguns?

9
• Nunca se conhece o consumo exato de um produto em determinado período.
Em alguns períodos do ano, pode haver um consumo elevado de determinado
produto. Por exemplo: na Páscoa, são consumidos muitos ovos de chocolate
e, no verão, a cerveja é consumida em quantidades maiores do que nos outros
períodos do ano. É o que se conhece por “demanda sazonal”.

• Produzir em maiores quantidades torna-se mais econômico do que fabricar


pequenas quantidades, mas para isso é necessário ter espaço para estocar
maiores volumes de mercadorias.

• Custa caro atender aos inúmeros clientes diretamente das unidades produtivas,
as fábricas.

• O custo de perder uma venda pela falta de produto disponível é elevado.

Agora vejamos a definição de terminais de mercadorias.

Terminais de mercadorias são pontos fixos nas cadeias logísticas


em que fluxos significativos de mercadorias têm origem, destino
ou sofrem transferência de veículo ou de modalidade de
transporte.

Vamos ver um exemplo.

Digamos que você envie um sedex para sua filha, que está grávida, em uma cidade
distante. A sua encomenda, um pacote, por exemplo, seguirá por um veículo rodoviário
(um utilitário pequeno, um caminhão ou até mesmo uma carreta) até o aeroporto mais
próximo. Ali, ele será juntado a diversos outros pacotes que terão como destino a
mesma cidade ou região onde mora a sua filha. A carga será carregada a bordo de um
avião, que seguirá até o aeroporto mais próximo da cidade onde mora sua filha. Ao
chegar ao aeroporto de destino, o seu pacote seguirá em veículos rodoviários até a
casa da sua filha.

Você pôde perceber como a sua encomenda foi transferida entre duas modalidades
diferentes de transporte? A modalidade rodoviária e a aeroviária.

E qual instalação foi utilizada para essa troca de tipo de transporte? Isso mesmo, o
aeroporto!

10
O aeroporto é, então, no exemplo que acabamos de ver, o terminal de mercadorias,
utilizado na logística elaborada pelos Correios do Brasil para levar sua encomenda até
sua filha, que mora em uma cidade distante da sua.

Da mesma forma, podemos dizer que um porto é um terminal de carga, à semelhança


do aeroporto que estudamos no exemplo anterior.

aa
Uma pequena diferença pode ser ressaltada entre um armazém
e um terminal: nos armazéns, normalmente, a mercadoria
permanece estocada por um período de tempo mais longo, até
que ela seja requisitada para o consumo ou para o processo
produtivo, enquanto os terminais, em geral, a mercadoria não
permanece estocada por longos períodos.

O terminal funciona, na maioria das


vezes, como um ponto de transferência
da mercadoria entre um modal de
transporte e outro. Nos terminais é
que se processa a intermodalidade, ou
seja, a integração entre dois modos
de transporte diferentes. Exemplo: a
mercadoria pode ser transferida de um
trem para um caminhão.

Veja a seguir outras definições de


armazém.

Armazéns de mercadorias são, como o próprio nome diz, locais


de armazenamento de materiais que têm como atividades
principais a guarda, o controle e a movimentação de materiais.

O armazém de mercadorias possui um conceito mais genérico, pois ele pode fazer
parte de um terminal de mercadorias ou não, podendo estar, por exemplo, dentro de
uma fábrica ou de uma loja de varejo.

11
De qualquer forma, tanto os terminais de mercadorias quanto os armazéns de
mercadorias possuem um mesmo conceito econômico e não serão diferenciados no
tratamento ao longo deste nosso curso.

Armazéns de mercadorias ou terminais de mercadorias são


interfaces entre os setores produtores ou consumidores e o
transporte de suas matérias-primas (fluxos de entrada) ou seus
produtos (fluxos de saída).

bb
Para entender melhor a diferença entre armazéns e terminais,
assista aos dois vídeos disponíveis nos links a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=Xw3m_skH8jQ

https://www.youtube.com/watch?v=tmsEqu7kM80

2 Armazenagem e Estocagem

Na prática, as palavras armazenagem e estocagem são muitas vezes confundidas.


Vamos aproveitar esta unidade do curso para diferenciá-las.

Nesse sentido, podem ser estabelecidas as seguintes definições para os dois termos:

Estocagem: em princípio, é a atividade relacionada à guarda


segura e ordenada das mercadorias no armazém, em ordem de
prioridade de uso nas operações de produção ou de
comercialização. Também se refere à guarda das peças que
serão despachadas para as operações de montagem nas
indústrias.

12
Armazenagem: é a atividade que diz respeito à estocagem
ordenada e forma adequada de distribuição dos produtos no
interior dos armazéns ou das fábricas. Refere-se, também, ao
espaço físico necessário para a estocagem das mercadorias.

Assim, armazenagem pode ser entendida como a denominação genérica e ampla que
inclui todas as atividades desenvolvidas num armazém, terminal ou fábrica, destinadas
à guarda temporária dos produtos ou à distribuição dos materiais.

Já a estocagem é uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e se relaciona


ao ponto destinado à localização estática dos materiais no interior da instalação. Logo,
concluímos que a estocagem é uma parte da armazenagem.

Vale ressaltar que, além da estocagem, existem outras atividades básicas ou funções
consideradas na armazenagem. São elas:

• Recebimento (descarga);

• Identificação e classificação;

• Conferência;

• Endereçamento para o estoque;

• Estocagem;

• Separação dos pedidos;

• Embalagem;

• Expedição (carga); e

• Registro das operações.

13
Resumindo

Armazéns e terminais podem ser considerados como sinônimos, pois ambos


têm a função principal de guardar mercadorias até que elas sejam solicitadas
para o processo produtivo ou para serem comercializadas.

Glossário

Genérico: amplo, impreciso.

Intermodalidade: sistema integrado de transporte de cargas em que se utilizam dois


ou mais modais ou meios de transporte.

14
Atividades

1) Marque Falso (F) ou Verdadeiro (V).

aa a. ( ) Armazenagem e estocagem são sinônimos.

b. ( ) Conferência é uma atividade desenvolvida fora do


armazém.

c. ( ) Recebimento e expedição são atividades relacionadas à


carga e descarga dos produtos.

d. ( ) Terminais e armazéns são conceitos totalmente


diferentes.

2) Produzir em maiores quantidades torna-se mais econômico


do que fabricar pequenas quantidades, mas para isso é
necessário ter espaço para estocar maiores volumes de
mercadorias.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Armazéns ou terminais de mercadorias são importantes


para a logística, porque se constituem em interfaces entre os
setores produtores ou consumidores e o transporte de suas
matérias-primas (fluxos de entrada) ou seus produtos (fluxos
de saída).

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) A armazenagem é uma das atividades do fluxo de materiais


no armazém e se relaciona ao ponto destinado à localização
estática dos materiais no interior da instalação.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

15
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização


e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística.


Rio de Janeiro: Campus, 2007.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas,


2015.

MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


IMAM, 1989.

______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São


Paulo: IMAM, 1998.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2015.

16
UNIDADE 2 | CLASSIFICAÇÃO DE
TERMINAIS E ARMAZÉNS

17
Unidade 2 | Classificação de Terminais e Armazéns

ff
Você conhece os vários tipos de armazéns e terminais? Sabe
quem pode ser proprietário de um armazém?

Os armazéns e terminais são pontos de apoio fundamentais para a consecução dos fluxos
de mercadorias com qualidade e com eficiência ao longo da cadeia logística. Eles permitem
a realização de diversas atividades importantes para que os produtos e mercadorias sejam
disponibilizados aos consumidores no momento desejado e com a qualidade requerida.
Nesta unidade, estudaremos as várias formas de classificação dos armazéns e terminais
de cargas.

18
1 Classificação dos Terminais e Armazéns

A classificação de armazéns e terminais é realizada de várias formas. Eles podem ser


categorizados em função da carga que armazenam, em função dos seus objetivos,
em função de sua propriedade e também de acordo com a natureza das operações
neles desenvolvidas. Por exemplo, há terminais classificados como intermodais, pois
integram duas modalidades de transporte para a movimentação da mercadoria. Nesses
terminais ocorre a transferência da mercadoria de um tipo de transporte a outro.

Os armazéns e terminais de mercadorias podem ser classificados em três tipos


diferentes, a saber, em relação:

• à sua propriedade;

• ao tipo de carga; e

• ao objetivo funcional.

Na sequência, vamos estudar detalhadamente cada uma dessas categorias.

1.1 Em Relação à Propriedade

No que diz respeito à propriedade dos armazéns e terminais, eles podem ser
categorizados em públicos, privados e arrendados, ou, então, em próprios, públicos e
contratados (BOWERSOX et al., 2007).

Privados

Inúmeras são as empresas produtoras e transportadoras que


possuem alguma instalação própria para armazenagem de
mercadorias. Nesse caso, as empresas investem em espaço e
equipamentos necessários para o manuseio dos produtos nos
armazéns e terminais.

19
Quando a empresa investe em armazéns próprios, ela tem a expectativa de obter
algumas vantagens. Vamos conhecê-las:

• Ter custo de armazenagem menos elevado do que a alternativa de alugar espaços


para armazenar os produtos;

• Ter maior grau de controle sobre as operações de armazenagem;

• A propriedade privada pode ser a única alternativa para a armazenagem de


determinados produtos que exigem cuidados especiais e pessoal e equipamento
especializados (caso de produtos farmacêuticos e de certos produtos químicos);

• Obter benefícios derivados da propriedade do imóvel;

• Poder utilizar no futuro o espaço para outras finalidades produtivas; e

• Ter um espaço adequado para servir como base do departamento de vendas, da


frota, do departamento de tráfego ou do departamento de compras.

Há também o caso de empresas que fazem negócios com a

gg
provisão de serviços de armazenagem a outras organizações,
utilizando armazéns próprios. É o caso dos armazéns gerais, de
fornecedores de serviços logísticos, os chamados operadores
logísticos.

Assim, os tipos de armazéns privados podem ser pertencentes a diversos agentes


econômicos:

• Do transportador: pertencente à administração da empresa de transporte,


embora possa atender a outras empresas do setor e até a outras modalidades de
transporte.

• Do usuário: pertence a uma empresa usuária, em geral uma fábrica ou indústria,


que normalmente reserva o uso exclusivamente a seus produtos e/ou insumos,
ainda que transportados por diferentes modalidades.

• De empresas de armazenagem: visam captar a armazenagem de usuários que


não têm instalações próprias e podem ser servidos por uma ou mais modalidades,
cobrando por seus serviços.

20
• De empresas ou cooperativas produtoras: para embarque de seus produtos ou
descarga de seus insumos em um ou mais modos de transporte.

• De empresas consumidoras ou distribuidoras comerciais: para recepção e


posterior consumo ou distribuição dos produtos desembarcados.

Públicos

Os armazéns e terminais públicos procuram, em geral,


especializar-se para servir a uma gama bem maior de
necessidades das empresas. São muito mais padronizados na
configuração do espaço e na utilização de equipamentos
multiusos.

Esse tipo de armazém procura oferecer uma série de serviços a


fim de atrair e fidelizar os clientes. Oferecem serviços como
recepção, estocagem, remessa, consolidação de lotes e
combinação de cargas, entre diversos outros serviços ligados à
estocagem e à movimentação dos produtos.

A armazenagem pública traz algumas vantagens às empresas em oposição aos


armazéns privados. Eis algumas delas:

• A empresa de transporte não imobiliza nenhum capital em instalações físicas de


armazenagem;

• Os custos de armazenagem são menos elevados;

• A localização dos estoques de mercadorias é mais flexível; e

• A empresa pode utilizar instalações situadas em diferentes locais.

21
bb
Os armazéns públicos pertencem a órgãos e empresas ligados
aos governos em todas as esferas da administração pública. São
administrados pelo Poder Público. Um exemplo dos mais
marcantes são os armazéns da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). Outros exemplos são os terminais
aeroportuários administrados pela Infraero e os terminais
portuários administrados pelas companhias Docas. Entre no site
da Conab para conhecer melhor um tipo de armazém público, no
link disponível e a seguir.

www.conab.gov.br

22
Armazéns arrendados

O arrendamento de espaços em armazéns públicos e privados


representa para muitas empresas uma opção intermediária. A
vantagem de arrendar espaço de armazenagem é a possibilidade
de conseguir uma tarifa mais favorável. A desvantagem é que os
contratos de arrendamento em geral são realizados por um
período um pouco longo. Nesse caso, o transportador ou a
empresa perde alguma flexibilidade na questão da localização
dos estoques de mercadorias.

1.2 Em Relação ao Tipo de Carga

A segunda classificação refere-se ao tipo de carga movimentada no terminal ou


armazém. Essa classificação é a mais usual no meio transportador para qualificar o
terminal ou armazém, o qual pode ser enquadrado em uma das seguintes categorias
(MOURA, 1998):

• Armazéns de commodities: seus serviços são limitados à estocagem e ao


manuseio de commodities, tais como madeiras, algodão, fumo, produtos
agrícolas etc.

• Armazéns de volumes de granéis: estocam e manuseiam granéis químicos,


líquidos, petróleo e ácidos que podem evaporar.

• Armazéns frigoríficos: são armazéns com temperatura controlada e podem


também regular a umidade do ambiente. Servem para estocar e manusear
produtos perecíveis, como frutas e vegetais, alimentos congelados, produtos
químicos e medicamentos.

• Armazéns de produtos residenciais: estocam e manuseiam utensílios


domésticos e móveis. Embora sejam utilizados por muitos fabricantes de móveis,
servem, sobretudo, às empresas de transporte de mudanças.

23
• Armazéns gerais de mercadorias: são o tipo mais comum de armazéns,
manuseando e estocando uma grande variedade de produtos. Essas construções
não necessitam, em geral, de instalações e equipamentos de manuseio
diferenciados.

aa
Nesses armazéns, é frequente a prática de unitização das
mercadorias, ou seja, a colocação dos produtos em paletes.

• Mini-armazéns: são armazéns pequenos, com espaços reduzidos de estocagem.


Seu objetivo é oferecer espaço extra e poucos serviços. Em geral, é sua localização
próxima dos centros urbanos que os torna atrativos para os clientes.

1.3 Em Relação à Função do Terminal ou Armazém

A terceira classificação diz respeito à função que o terminal ou armazém desempenha


na cadeia logística. Nesse sentido, as instalações de armazenagem podem ser
classificadas nas seguintes categorias:

• Concentradores de produção: situam-se em regiões produtoras ou geradoras


de carga, concentrando-as para carregamento e, assim, facilitando transporte de
longa distância a partir de um único ponto de embarque.

• Beneficiadores: além de concentrar cargas, em particular as agrícolas,


transformam os produtos antes do embarque, melhorando sua qualidade, a fim
de alcançarem as especificações exigidas pelo mercado. Exemplo: secagem da
soja antes de distribuí-la.

• Reguladores/estocadores: armazenam quantidades significativas de um ou


mais produtos, particularmente os sazonais, de forma a atenuar os picos de
transporte e homogeneizar a distribuição ao longo de maior período de tempo.

24
• Distribuidores: concentram produtos para a distribuição em determinada
área, facilitando a comercialização. Exemplo: distribuidores de bebidas, de
medicamentos, de alimentos.

Resumindo

Existem várias formas de classificação dos armazéns e terminais de


mercadorias. Não obstante essa grande variedade, os armazéns têm a
função de servir como pontos de armazenagem de mercadorias que
esperam o momento de serem consumidas pelos usuários finais ou de
serem inseridas em um processo de produção de um novo produto.

Os armazéns e terminais podem ser classificados quanto à propriedade em


próprios, públicos e contratados.

Os armazéns e terminais são classificados de acordo com a propriedade,


tipo de carga e objetivo funcional.

Glossário

Arrendar: ceder o uso de um bem por tempo e preço previamente determinado.

Insumo: elemento ou fator envolvido na produção de mercadorias ou serviços.

Sazonal: de determinada época ou estação.

25
Atividades

1) Assinale a alternativa que contém os tipos de armazéns

aa em função da propriedade da instalação.

a. ( ) Misto e leasing.

b. ( ) Público, privado e arrendado.

c. ( ) Terceirizado e leasing.

d. ( ) Nenhuma das alternativas.

2) Marque Falso (F) ou Verdadeiro (V).

a. ( ) Os armazéns e terminais podem ser classificados em:


propriedade, função e tipo de carga.

b. ( ) Os armazéns públicos são utilizados somente para


armazenar produtos do governo.

c. ( ) A vantagem do armazém público é seu baixo custo para o


usuário.

d. ( ) Armazém de commodities armazena produtos de


limpeza.

3) Os armazéns beneficiadores transformam o produto que


é, em geral, uma matéria-prima.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) O armazém público procura oferecer uma ampla gama de


serviços a fim de atrair e fidelizar os clientes. Oferecem
serviços como recepção, estocagem, remessa, consolidação
de lotes e combinação de cargas, entre diversos outros
serviços ligados à estocagem e à movimentação dos
produtos.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

26
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização


e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística.


Rio de Janeiro: Campus, 2007.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas,


2015.

MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


IMAM, 1989.

______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São


Paulo: IMAM, 1998.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2015.

27
UNIDADE 3 | FUNÇÕES DOS
TERMINAIS E ARMAZÉNS

28
Unidade 3 | Funções dos Terminais e Armazéns

ff
Você conhece as operações realizadas nos armazéns e terminais?
Compreende as diferenças nas operações desses dois tipos de
instalações logísticas?

Nesta unidade apresentaremos algumas das operações realizadas nos terminais e nos
armazéns de carga, com o intuito de identificar as diferenças nas operações entre essas
duas instalações. Também veremos as principais funções desempenhadas pelos armazéns
e terminais no apoio às atividades logísticas e de transportes nas cadeias de produção.

29
1 Funções e Operações nos Terminais e Armazéns

Diversas formas e funções de instalações de armazéns e terminais de mercadorias têm


surgido nos últimos tempos, principalmente depois que as empresas e organizações
começaram a praticar uma logística mais aperfeiçoada para o transporte e para a
armazenagem, tanto no suprimento quanto na distribuição de mercadorias.

Essas novas formas e funções das instalações de armazenagem surgem como forma de
reduzir os custos de transporte e de estoque, ao mesmo tempo em que aumentam a
velocidade de resposta às solicitações dos clientes.

Para entender as diferenças e o funcionamento desses novos modelos de instalações


de armazenagem, é fundamental que estejam bem entendidas as principais atividades
ou funções realizadas no interior de um terminal ou armazém.

Entre terminais e armazéns há uma pequena diferença nas atividades realizadas. A


seguir discutiremos as principais operações realizadas nos terminais e armazéns.

1.1 Operações em Terminais

Conforme os produtos manipulados, um terminal de carga efetua uma ou mais das


seguintes operações descritas na Tabela 1.

30
Tabela 1: Operações Realizadas Comumente nos Terminais de Carga

Passo Atividade Descrição Forma


Verificação
de sua
documentação
Passo 1 Recepção da carga e integridade,
autorização
de ingresso ao
terminal
- automática
Pesagem de Verificação do
Passo 2 - manual
controle peso
- por estimativa
- documental
Classificação do
Passo 3
produto
- experimental
Consiste no - total
tratamento
físico, químico ou - parcial
Passo 4 Pré-tratamento
biológico, com
certificação, se - por
for o caso amostragem

- automática

Passo 5 Armazenagem - mecânica

- manual
Para evitar a
deterioração e - automática
Passo 6 Conservação perdas naturais,
por negligência - por verificação
ou criminosas

31
Separa os - automatizada
produtos
Retirada para
Passo 7 que serão - mecânica
embarque
embarcados no
veículo - manual

- estimativa
Contrapesagem e Conferência da
Passo 8 - amostragem
controle pesagem
- automática
- manual
Manejo e
Passo 9 - mecânico
carregamento
- automatizado
Emissão dos
Emissão de - manual
documentos
Passo 10 conhecimento de
legais e anexos
embarque e anexos - automático
para embarque
Inicio da
Despacho dos
Passo 11 operação de
veículos
transporte

Fonte: adaptado de Moura, 1998 e Moura, 1989.

Agora vejamos quais são as principais atividades que um armazém deve desempenhar.

1.2 Operações em Armazéns

Em um armazém, sete atividades são tidas como principais, conforme descrito na


Tabela 2.

32
Tabela 2: Operações em um armazém

As mercadorias
chegam ao armazém ou
depósito e devem ser
descarregadas, conferidas
e encaminhadas ao local
Passo 1 Recebimento
de armazenagem. O local
de recebimento, em que a
mercadoria será retirada
do veículo e conferida, é
denominado doca.
Depois de recebida, a
mercadoria deverá ser
movimentada até o local
onde será estocada. No
momento certo, essa carga
deverá ser novamente
movimentada para o local
onde será preparada
para ser embarcada em
um novo veículo para a
Passo 2 Movimentação entrega ao cliente. Aqui
é importante ressaltar
que o deslocamento da
mercadoria no interior
do armazém é também
um transporte, porém,
é costumeiramente
chamado de
movimentação, por se
tratar de distâncias bem
curtas.

33
O produto ficará estocado
em uma área determinada
Armazenagem ou
Passo 3 pelo tempo necessário até
estocagem
ser solicitado pela área de
embarque.
Essa atividade é realizada
em alguns armazéns em
que os produtos da área
de estocagem são levados
a um certo local, onde o
volume armazenado será
separado em pequenos
Passo 4 Preparação de pedidos volumes e em seguida
combinado com outros
volumes para entrega aos
clientes. Isso acontece
quando o armazém
entrega diversos produtos
diferentes para seus
clientes.
Uma vez preparado o
pedido do cliente, ele
deverá ser embarcado no
Passo 5 Embarque
veículo designado, usando,
para isso, uma doca
apropriada.

34
Não é raro encontrar
armazéns que utilizam
as vias públicas para
estacionamento de
veículos ou fazem o
próprio descarregamento
em áreas públicas.
Essa situação pode ser
Circulação externa e
Passo 6 perigosa (risco de roubos
estacionamento
e acidentes), além de
ser prejudicial ao bom
funcionamento das vias
públicas. O correto é
destinar áreas próprias
para essa atividade dentro
do terreno onde está
localizado o armazém.
São serviços prestados
pelos armazéns, além dos
abrangidos pela atividade
básica de armazenagem.
Passo 7 Serviços Acessórios
Exemplos de serviços
acessórios: embalagem,
montagem, limpeza,
vigilância etc.

Fonte: adaptada de Moura, 1998 e Moura, 1989.

Uma vez que conhecemos as operações realizadas, estamos prontos para entender
as diversas funções exercidas pelos terminais e armazéns de mercadorias nas cadeias
logísticas.

35
2 Funções dos Armazéns e Terminais

Além de servir como instalações de guarda e de estocagem de produtos e desenvolver


uma série de outras atividades relacionadas à movimentação dos produtos, os
armazéns e terminais desempenham outras funções bastante relevantes para garantir
a movimentação dos produtos com qualidade, eficiência e menores custos na cadeia
logística. Assim, esses terminais e armazéns, nas suas diversas formas, podem servir
como pontos de consolidação, de fracionamento, de transbordo, de transferência e de
agrupamento de cargas. São essas funções específicas que veremos a seguir.

2.1 Centros de Distribuição (CD)

Os centros de distribuição são instalações que têm como uma


de suas funções o fracionamento das cargas.

Nesse caso, o centro de distribuição


(CD) recebe de fábricas ou produtores
mercadorias em grandes quantidades,
que deverão ser fracionadas em
quantidades menores e entregues a
diferentes clientes (A, B e C).

A função do centro de distribuição é


a de permitir a utilização dos veículos
com maior capacidade de transporte de
mercadorias pelo maior tempo possível
ao longo da cadeia logística. Essa forma permite a redução dos custos com o transporte.

36
aa
É fácil entender isso. Um veículo com maior capacidade
consegue, em uma só viagem, levar uma quantidade maior de
mercadorias. Dessa forma, pagando o frete uma só vez, é
possível transportar maiores volumes de mercadoria.

Quando se chega a um ponto predeterminado, não é viável continuar o transporte com


esse tipo de veículo de grande capacidade, pois esse veículo perderia muito tempo
nas visitas aos clientes, o que o tornaria improdutivo. Por isso, a partir do centro de
distribuição, são usados veículos de menor capacidade de carga para atender aos
diversos clientes que estão próximos ao CD.

Quando existem diversos fornecedores, os centros de

hh
distribuição são ainda mais úteis, pois além de permitirem
ganhos de escala no transporte, os produtos podem ser
combinados. Ou seja, podem ser feitas entregas combinadas de
diversos produtos aos clientes, como mostra a figura a seguir.
Nessa situação, o armazém ou terminal desempenha primeiro a
função de consolidação das cargas (produtos A, B e C) em
grandes quantidades no CD e, depois, agrupa os três produtos
nas quantidades requeridas por cada um dos clientes (A, B e C).

2.2 Terminais do Tipo Pontos de Trânsito (“Transit Points”)

Nesse tipo de instalação, podem ser executadas funções de


consolidação, de fracionamento, de agrupamento e de
transbordo (transferência das cargas de um trem para um
caminhão, por exemplo).

37
Em geral, as cargas chegam à recepção do terminal ou armazém em veículos de alta
capacidade, unitizadas em paletes ou contêineres. Depois de recebidas, são separadas
em lotes menores e, sem perda de tempo, encaminhadas para a área de embarque,
onde serão colocadas em veículos menores para entrega aos clientes.

Porém, para que isso seja possível, é necessário um alto volume de pedidos em curtos
espaços de tempo, para que a carga possa chegar e ser despachada na mesma hora,
sem ter que ficar armazenada aguardando novos pedidos para a entrega.

A vantagem é que esse tipo de terminal ou armazém não envolve uma grande estrutura,
pois não há área de estocagem. Além disso, assim como nos centros de distribuição,
é possível ter economias de escala no transporte, transportando por veículos de
alta capacidade até o transit point e, em seguida, transferindo pequenos lotes de
mercadorias para diversos clientes em veículos pequenos, de menor capacidade.

São esses terminais os mais usados pela maioria das empresas

cc de transporte de cargas, já que as mercadorias ficam paradas o


menor tempo possível.

2.3 Terminais do Tipo “Cross Docking”

São semelhantes aos armazéns e terminais


do tipo transit points. Todavia, eles
apresentam uma característica adicional.
As mercadorias chegam de diversos
fornecedores, unitizadas em contêineres
ou paletes. A seguir, são fracionadas em
volumes menores e encaminhadas para a
área de embarque, onde são combinadas
com outras mercadorias para formar um
lote consolidado para entrega ao cliente.

38
As vantagens relativas deste tipo de terminal são:

• Ganhos de escala no transporte;

• Combinação de mercadorias diversas para entrega aos clientes; e

• Não há necessidade de estocagem de produtos.

Não podemos nos esquecer de que assim como os transit points,

ee as instalações de cross docking necessitam de um grande


volume de movimentação para que se tornem economicamente
viáveis.

bb
Assista ao filme disponível no link a seguir para conhecer uma
experiência real de terminal com função de cross docking.

https://www.youtube.com/watch?v=CYyI8_ZshwI

Resumindo

Há uma diversidade muito grande de armazéns e terminais. Cada categoria


tem a sua função. Há armazéns para estocar mercadorias, há terminais para
triagem e consolidação de cargas e há terminais apenas para a realização
do transbordo da mercadoria de uma modalidade de transporte para
outra.

Todos os tipos de armazéns e terminais fornecem serviços que melhoram o


nível de atendimento aos clientes da cadeia logística.

As operações realizadas em armazéns e terminais são distintas.

39
Glossário

Contrapesagem: avaliar, pesar, compensar.

Unitizado: reunido em um único volume.

40
Atividades

1) São funções dos armazéns ou terminais (marque Verdadeiro

aa ou Falso).

a. ( ) Guardar mercadorias.

b. ( ) Produzir bens.

c. ( ) Consolidar cargas.

d. ( ) Executar operações de transferência de cargas.

2) Assinale a alternativa que não contém operação executada


nos armazéns.

a. ( ) Recebimento de mercadorias.

b. ( ) Desenvolvimento da embalagem.

c. ( ) Preparação de pedidos.

d. ( ) Estocagem de mercadorias.

3) São tipos de armazéns e terminais:

a. ( ) Transit points e cross docking.

b. ( ) Centrais de distribuição e armazéns de consolidação.

c. ( ) Fábricas e depósitos.

d. ( ) Transit points e terminais de passageiros.

e. ( ) Portos e aeroportos.

41
4) Nos terminais de cross docking, as mercadorias chegam de
diversos fornecedores, unitizadas em contêineres ou paletes.
A seguir, são fracionadas em volumes menores e encaminhadas
para a área de embarque, onde são combinadas com outras
mercadorias para formar um lote consolidado para entrega
ao cliente.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

42
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização


e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística.


Rio de Janeiro: Campus, 2007.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas,


2015.

MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


IMAM, 1989.

______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São


Paulo: IMAM, 1998.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2015.

43
UNIDADE 4 | ORGANIZAÇÃO
DE TERMINAIS DE CARGA E
ARMAZÉNS (LAYOUT DA ÁREA
EXTERNA)

44
Unidade 4 | Organização de Terminais de Carga e
Armazéns (Layout da Área Externa)

ff
Você já ouviu falar em layout? Sabe como organizar a área
externa de um armazém ou terminal?

Nesta unidade, nós estudaremos como é organizada a área externa de um armazém


ou terminal. Isso significa tratar do layout da área externa, que influencia muito nas
atividades e nos fluxos de pessoas e mercadorias.

45
1 O Layout

O layout pode ser definido como sendo o arranjo de homens,


máquinas e materiais. É a integração do fluxo típico de materiais,
da operação dos equipamentos, combinados com as
características que conferem maior produtividade ao elemento
humano (DIAS, 2015).

Segundo Moura (1998), os objetivos de um layout ou de um plano de armazenagem de


um armazém são focados na busca de redução de custos e, também, de aumento da
produtividade por meio de:

• Melhor utilização do espaço disponível;

• Redução da movimentação de material e pessoal;

• Fluxo mais racional;

• Menor tempo para o desenvolvimento dos processos; e

• Melhores condições de trabalho.

Nesta unidade, focaremos nossa atenção apenas na definição do layout das áreas
externas do armazém.

1.1 Layout das Áreas de Recebimento e Expedição

Um primeiro ponto a ser analisado diz respeito às áreas de acostagem de veículos ou


plataformas de acostagem. Podemos citar duas principais formas para as plataformas
de acostagem ou docas de carga e de descarga (ALVARENGA; NOVAES, 1994):

• Posicionamento dos veículos perpendicularmente à plataforma, ou a 90 graus.

• Posicionamento dos veículos diagonalmente à plataforma, ou a 45 graus.

46
Vejamos cada uma delas!

1.1.1 Posicionamento dos Veículos Perpendicularmente à


Plataforma

Conhecida como acostagem a 90 graus, nesse caso a plataforma


forma uma linha reta e contínua e a descarga é realizada pela
traseira do veículo. Caminhões-baú, por exemplo, são
descarregados pela traseira.

Há alguns cuidados que devem ser


tomados para garantir a execução dos
serviços de carga e descarga dos veículos.
Vamos ressaltar aqui o cuidado mais
importante: a extensão mínima de cada
posição de acostagem, que chamaremos
de doca, é de 3,3 m.

No entanto, para não prejudicar o


rendimento com a espera por manobras
de veículos, a prática recomenda docas
de 3,5 m de largura. Dependendo do caso, os equipamentos utilizados para descarga
dos caminhões (como empilhadeiras, carrinhos, paletes etc.) podem exigir que essa
largura seja maior, podendo chegar, por exemplo, a 5 m.

aa
Outra dimensão que deve ser prevista é o espaço de manobra
para os veículos. O mínimo absoluto é de 33,5 m, para situações
extremas, sendo que a recomendação para situações normais é
de que esse espaço não seja menor do que 35 m.

47
Deve-se também prever uma faixa operacional de descarga, para que as pessoas tenham
acesso aos veículos e para reservar um espaço para as primeiras movimentações da
mercadoria. Essa faixa fica entre a carroceria e a porta de descarga do armazém e faz
parte da doca. A faixa deve ter aproximadamente 5 m de largura.

Além da faixa operacional de descarga, outra área deve ser prevista no interior do
armazém para o processo de recebimento ou de expedição. É a chamada área de
acumulação da carga que foi retirada dos veículos (carga recebida) ou que vai ser
carregada (carga a ser expedida). Nessa área, a mercadoria passará pela primeira
triagem para ser, depois, encaminhada ao local de armazenagem ou à plataforma de
embarque, se for o caso de um transit point ou um cross docking.

1.1.2 Posicionamento dos Veículos Diagonalmente à


Plataforma, ou a 45 Graus

Esta é a forma mais usada quando a carga e a descarga dos


veículos são realizadas não só pela parte traseira, mas também
pela lateral do veículo.

Da mesma forma que na acostagem a 90


graus, há alguns cuidados que devem ser
tomados para garantir a execução dos
serviços de carga e descarga dos veículos.
Vamos ressaltar aqui os cuidados mais
importantes.

48
aa
A largura da doca a 45 graus deve ser um pouco maior que a da
forma a 90 graus, passando de 3,5 m para 4,4 m, com a plataforma
formando uma linha em dente de serra.

O espaço de manobra de veículos, nesse caso, é bem menor que


a forma a 90 graus, pois a manobra é facilitada. Sugere-se uma
área com dimensão de 25 m.

A faixa de descarga e a área de acumulação de cargas podem ter


as mesmas configurações e dimensões da doca a 90 graus.

2 Outras Recomendações para as Áreas Externas

Algumas outras recomendações podem ser bastante úteis para o planejamento e a


gestão das áreas de circulação e plataformas de um terminal ou armazém. Vamos ver
algumas delas.

Portaria: a portaria é o ponto de contato do terminal ou armazém


com o ambiente externo. Quanto mais portarias houver no
terminal ou armazém, mais “aberto” será o terminal ao ambiente
externo.

Existem diversos motivos para utilizar somente uma portaria, mas também não se
pode esquecer os inconvenientes desta escolha.

Nesse sentido, os motivos para a utilização de apenas uma portaria são:

• Centralização do controle de entradas e saídas do pessoal e de visitantes, bem


como dos veículos de carga;

• Maior segurança devido à facilidade de controle de entrada e saída; e

• Diminuição do número de funcionários (porteiros) necessários.

49
Por outro lado, os inconvenientes são:

• Congestionamento de veículos nos horários de início e fim de expediente de


trabalho;

• Confusão entre veículos de passeio (visitantes e funcionários) e veículos de carga;


e

• Confusão entre veículos entrando e saindo do terminal ou armazém.

aa
Uma boa sugestão é que se tenha uma portaria de entrada para
veículos que chegam com a carga unitizada dos fornecedores,
uma portaria de saída para veículos que farão a distribuição aos
clientes e uma portaria para funcionários e visitantes.

Balança: a balança deve ficar próxima à portaria. Ela deve


permitir a conferência do peso do veículo antes e depois de
descarregado, permitindo a verificação da quantidade de carga
que ficou ou que saiu do armazém.

Também deverá ser previsto pelo layout espaço para circulação de veículos. Depois de
entrarem no terminal, os veículos deverão circular na área do terreno até o
estacionamento na doca de recebimento e, após a descarga, devem circular até a saída,
ou vice-versa.

Acrescente-se, a todos os espaços


que acabamos de estudar, o espaço
de manobra dentro do terminal para
estacionamento e partida de veículos.
Sugere-se que a entrada no terminal siga
um fluxo horário, para que os veículos
estacionem de ré na doca, no sentido anti-
horário. Isso permitirá que o motorista
tenha a perfeita visão do terminal, não
tendo que confiar exclusivamente em
espelhos retrovisores.

50
Resumindo

A elaboração adequada do layout do pátio externo é fundamental para que


o prazo de preparação dos pedidos e os tempos de carga e descarga das
mercadorias sejam minimizados. Isso contribui com a melhoria do nível de
serviço logístico.

Os veículos podem encostar nas docas para a carga e a descarga das


mercadorias a 90 e a 45 graus de inclinação com as docas.

Balança, área de estacionamento e circulação e portarias são aspectos


fundamentais da elaboração do layout das áreas externas dos armazéns e
terminais.

Glossário

Acostagem: aproximar-se ao cais, à costa ou a outra embarcação; encostar.

Diagonalmente: transversalmente; inclinadamente.

Perpendicularmente: formando ângulo reto com outra linha.

51
Atividades

1) Assinale as alternativas com F (falso) ou V (verdadeiro).

aa a. ( ) As docas para descarga podem ser projetadas a 90 graus


e a 30 graus.

b. ( ) Não há necessidade de prever espaço para estacionamento


de veículos no pátio dos terminais.

c. ( ) A balança somente deve ser construída em terminais. Nos


armazéns ela não é necessária.

d. ( ) O layout externo refere-se aos procedimentos necessários


para estocar o produto no armazém.

2) As duas maneiras mais comuns de projetos de docas para


carga e descarga de mercadorias são:

a. ( ) 90 e 45 graus.

b. ( ) 90 e 50 graus.

c. ( ) 45 e 100 graus.

d. ( ) 90 e 120 graus.

e. ( ) Enhuma das alternativas.

3) Marque Falso (F) ou verdadeiro (V). O layout possibilita:

a. ( ) Melhor utilização do espaço disponível.

b. ( ) Aumento da movimentação de material e pessoal.

c. ( ) Fluxo mais racional.

d. ( ) Aumento dos acidentes de trabalho.

52
4) A balança deve permitir a conferência do peso do veículo
antes e depois de descarregado, permitindo a verificação da
quantidade de carga que ficou ou que saiu do armazém.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

53
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização


e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística.


Rio de Janeiro: Campus, 2007.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas,


2015.

MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


IMAM, 1989.

______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São


Paulo: IMAM, 1998.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2015.

54
UNIDADE 5 | DECISÕES
RELACIONADAS AOS
TERMINAIS E ARMAZÉNS

55
Unidade 5 | Decisões Relacionadas aos Terminais e
Armazéns

ff
Você sabe quais decisões são importantes para gerenciar e
planejar o funcionamento de um armazém ou terminal? Sabe
como proceder para definir onde será instalado o armazém ou
terminal? Conhece algum sistema informatizado para gerenciar
a movimentação dos produtos no armazém?

Nesta unidade, estudaremos alguns aspectos importantes ligados às decisões de


gestão e planejamento de armazéns e terminais. Assim, enfocaremos o processo de
escolha da localização das instalações, do seu projeto, do manuseio de materiais, do
dimensionamento do armazém e dos sistemas de gerenciamento de armazéns (WMS –
Warehouse Management Systems).

56
1 Escolha da Localização do Armazém

Identificar o local onde deve ser instalado um terminal ou armazém para uma empresa
de transporte ou outra organização produtiva que trabalhe com armazenagem de
produtos é fundamental para reduzir custos de transporte na distribuição dos produtos
aos clientes.

A localização geral considera normalmente os fluxos de cargas


ou os mercados que a empresa possui. Comumente, há uma
cadeia logística com origem dos fluxos (fornecedores) e destinos
(clientes e mercados consumidores). A empresa procura então
se localizar em algum ponto dessa cadeia para minimizar as
distâncias percorridas na movimentação das mercadorias entre
os pontos de produção e de consumo.

Uma vez definida a localização geral, parte-se para a definição do local específico para
a construção da instalação. O local específico pode ser uma cidade, um bairro, um
terreno numa avenida.

aa
Áreas típicas de atração de armazéns e terminais são regiões
com concentração industrial e comercial significativa, além de
áreas suburbanas e próximas das principais artérias de
transporte.

As empresas levam em consideração diversos fatores para a definição da localização


específica de um armazém ou terminal. Dentre esses fatores, podem ser citados os
seguintes:

• Custo do terreno;

• Custos de transporte para o suprimento das mercadorias ao armazém e para a


sua distribuição aos clientes;

• Custo de implantação e de operação do estabelecimento;

57
• Infraestrutura de transporte disponível e facilidade de acesso;

• Infraestrutura de comunicações;

• Incentivos fiscais (isenções de impostos concedidos pelo Poder Público);

• Disponibilidade de mão de obra qualificada;

• Disponibilidade de energia e de matéria-prima;

• Existência de universidades e institutos de pesquisa nas proximidades.

• Leis ambientais restritivas; e

• Outros fatores como o clima, a temperatura, a geografia e a qualidade de vida.

Há diversos fatores influenciando a tomada de decisão. Porém,

ee na maior parte dos casos, o custo de transporte é um dos


elementos preponderantes na tomada de decisão.

2 Projeto da Instalação

Basicamente, o projeto do armazém ou terminal deve considerar a natureza do produto


que será armazenado. Um armazém de cargas gerais tem um projeto diferente de um
armazém frigorífico.

Pesquisadores recomendam que se analisem prioritariamente três fatores no momento


de realizar o projeto:

• A quantidade de andares da instalação física;

• O plano de utilização do espaço cúbico; e

• O fluxo de produtos no interior do armazém.

Algumas recomendações são importantes para projetar um prédio adequado. Veja


quais são elas:

58
aa
• O projeto de um prédio de um andar elimina a necessidade de
movimentação dos produtos verticalmente. O uso de dispositivos
de manuseio vertical, como elevadores e esteiras rolantes, para
movimentar mercadorias de um andar para outro, requer mais
energia, tempo e gera dificuldades no manuseio.

• O projeto de um armazém deve tentar maximizar a utilização


do espaço cúbico. Assim, a maioria dos armazéns é projetada
com pés direitos entre 6 e 9 metros de altura. Isso facilita o uso
de equipamentos de manuseio da carga.

• O projeto de um armazém ou terminal deve facilitar o fluxo de


produtos direta e continuamente no interior do prédio. Sempre
que possível, devem ser evitados os cruzamentos e obstáculos e
devem ser estabelecidos fluxos e direções para a movimentação
dos produtos no armazém. A definição das áreas e dos fluxos é
realizada pelo estudo do layout interno do armazém.

3 Manuseio de Materiais

Um sistema de manuseio e movimentação de materiais é um dos elementos orientadores


do projeto do armazém ou terminal. Assim, dependendo do tipo de mercadoria e das
funções da instalação, devem então ser definidos os equipamentos e a tecnologia de
manuseio de materiais.

Alguns dos equipamentos mais utilizados em armazéns e terminais para o manuseio e


a movimentação das cargas são:

• Empilhadeiras;

• Paleteiras;

• Veículos de reboque (tratores);

• Correias transportadoras;

59
• Esteiras rolantes; e

• Guindastes.

Por outro lado, os paletes e os contêineres


ganham cada vez mais destaque no
manuseio e na movimentação das cargas
nos armazéns os artefatos de unitização
de cargas. Esses equipamentos permitem
transportar maior volume de carga com
um único movimento, uma única viagem.
Esses artefatos são úteis tanto para a
armazenagem dos produtos como para
a sua movimentação. São utilizados
no armazém e também para carga e
descarga de veículos, além do transporte das mercadorias.

4 Sistemas de Gerenciamento de Armazéns (WMS)

Os sistemas de gerenciamento de armazéns são programas

gg
computacionais (softwares) que auxiliam as empresas a
padronizar procedimentos de trabalho e estimular as melhores
práticas de gestão das atividades logísticas nos terminais e
armazéns.

Um dos principais usos de um WMS é coordenar a separação de pedidos, indicando


aos trabalhadores do terminal algumas informações importantes para a realização da
tarefa, tais como:

• Endereço exato em que o produto está estocado no armazém;

• Código do item; Informações acerca das características do produto e de sua


produção (código de barras e etiquetas inteligentes);

60
• Procedimento ideal para a coleta dos itens nas prateleiras para formar os pedidos;
e

• Fluxo de movimentação no armazém para realizar a separação e coleta dos itens.

Além dessa função, um WMS também coordena procedimentos de trabalho importantes


para viabilizar o recebimento e a expedição de mercadorias no armazém e para indicar
onde a mercadoria deve ser estocada, além de auxiliar a coordenação das atividades
do armazém para personalizar produtos e oferecer serviços com valor agregado. Essas
últimas atividades referem-se à:

• Embalagem do produto;

• Rotulagem;

• Construção de kits; e

• Montagem de mostruários.

bb
Para conhecer melhor a utilização dos sistemas WMS, assista ao
vídeo disponível no link a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=FauuqKudsxg

Resumindo

Para realizar a gestão dos terminais e armazéns com qualidade, é importante


que sejam consideradas também decisões relacionadas ao projeto da
instalação e de seus equipamentos de manuseio e de movimentação.

Os sistemas WMS são essenciais para auxiliar a coordenação das diversas


atividades realizadas no interior do armazém.

A localização do armazém ou terminal permite reduzir os custos logísticos,


notadamente os custos de transporte para a distribuição dos produtos.

61
Glossário

Artéria de transporte: via de comunicação de grande importância para o transporte.

Preponderante: que tem mais importância, mais influência, mais valor ou consideração.

62
Atividades

1) A localização dos terminais e armazéns pode reduzir os

aa custos com o transporte das mercadorias para os clientes


porque determina a distância entre a instalação e os mercados
consumidores e produtores.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

2) São funções de um WMS: coordenar a separação de pedidos


e coordenar procedimentos de recebimento e expedição de
mercadorias no armazém.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que não


contém fatores influenciadores da localização de um terminal
ou armazém.

a. ( ) Uso de contêineres e paletes.

b. ( ) Clima e infraestrutura viária.

c. ( ) Mão de obra qualificada e incentivos fiscais.

d. ( ) Existência de universidades e de escolas.

4) Áreas típicas de atração de armazéns e terminais são


regiões com concentração industrial e comercial significativa.
Porém, é recomendável que não fiquem localizadas próximas
às principais artérias de transporte, visando reduzir os riscos
de roubos e acidentes.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

63
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 1994.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização


e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

BOWERSOX, D.; CLOSS, D.; COOPER, M. Gestão da cadeia de suprimentos e logística.


Rio de Janeiro: Campus, 2007.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas,


2015.

MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


IMAM, 1989.

______. Sistemas e técnicas de movimentação e armazenagem de materiais. São


Paulo: IMAM, 1998.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2015.

64
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4

Unidade 1 F-F-V-F V V F

Unidade 2 B V-F-V-F V V

Unidade 3 V-F-V-V B A V

Unidade 4 F-F-F-F A V-F-V-F V

Unidade 5 V V A F

65