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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Presidência
Despachos

Expediente DESPA/2010.000164 (20/10/2010) da(o) Gabinete da Assessoria da Presidência

SL - 4176/AL - 0007677-56.2010.4.05.0000 (20/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Alagoas
REQTE : UNIÃO
REQDO : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE
ALAGOAS (MACEIÓ)
PARTE A : ALEXANDRE JOSÉ BORGES DE
MENDONÇA
ADV/PROC : CARLOS HENRIQUE DE MENDONÇA
BRANDÃO
PARTE R : UNIÃO

TERMO DE VISTA
Nesta data, abro vista dos presentes autos à parte recorrida (art. 542 do CPC), para, querendo, apresentar contra-razões no prazo
de 15 (quinze) dias.
Recife, 20 de outubro de 2010.
JORGE IVAN C. R. FILHO
Assessor Especial da Presidência

Expediente DESPA/2010.000166 (21/10/2010) da(o) Gabinete da Assessoria da Presidência

SUEXSE - 35/PB - 0016868-28.2010.4.05.0000 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
REQUERENT : UFPB - UNIVERSIDADE FEDERAL DA
E PARAÍBA
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
REQUERIDO : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (JOÃO PESSOA)
PARTE A : GILVAN DUARTE PINTO
ADV/PROC : EMERSON MOREIRA DE OLIVEIRA e
outro

DECISÃO
Cuida-se de pedido de suspensão de execução da sentença proferida pelo Juízo Federal da 2ª Vara/PB, na ação mandamental nº
0003592-65.2010.4.05.8200, que, ao conceder a segurança, determinou a anulação da Carta-Circular nº 02/2010-GAB/SRH/UFPB, a
qual informava ao impetrante que seria procedida à redução da vantagem denominada "quintos/décimos", por ele percebida, além de
determinar a devolução dos valores pagos indevidamente, no período de setembro/04 a agosto/09, importe consubstanciado em R$
487.302,71 (quatrocentos e oitenta e sete mil, trezentos e dois reais e setenta e um centavos).
Sustenta a requerente, em síntese, que a revisão de quintos incorporados não constitui anulação de ato administrativo, de modo
que não deve ser aplicada a decadência prevista no art. 54 da Lei nº 9.784/99. Alega que a sentença impugnada constitui grave ofensa à
ordem e à economia públicas, uma vez que o relatório elaborado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão constata que o
caso em tela não é uma situação isolada, tendo sido verificados outros noventa casos de recebimento irregular de quintos, o que causa à
Fazenda um prejuízo mensal de R$ 661.296,78 (seiscentos e sessenta e um mil, duzentos e noventa e seis reais, e setenta e oito centavos)
e, anualmente, um dano de mais de oito milhões de reais. Aduz que o ato judicial atacado interfere na prerrogativa da Administração de
corrigir e auditar irregularidades na folha de pagamentos de servidores públicos federais, sustentando, ainda, a ilegitimidade passiva da

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autoridade coatora. Por fim, afirma que a jurisprudência da Excelsa Corte já se manifestou no sentido da legalidade da Lei nº 9.527/97 e
da inexistência de direito adquirido a regime remuneratório.
Passo a decidir.
A análise da questão a ser dirimida deve ser feita em perfeita sintonia com o objetivo da suspensão de segurança, que consiste
em subtrair a eficácia de decisão desfavorável à Fazenda Pública quando presentes os seguintes requisitos: possibilidade de grave lesão à
ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas, a teor do art. 15 da Lei nº 12.016, de 07 de agosto de 2009.
Destaque-se, outrossim, que o referido incidente processual não comporta o exame do mérito da controvérsia principal, o qual
deverá ser promovido nos autos do feito originário ou mesmo em sede do recurso adequado. A medida excepcional, repita-se, deve ser
manejada exclusivamente para se afastar a ameaça iminente de profunda lesão a um dos valores públicos tutelados por lei.
In casu, não vislumbro a presença dos pressupostos legais para o deferimento da medida.
Com efeito, limitou-se a requerente a sustentar a possibilidade de grave ofensa à ordem econômica e pública sem trazer aos
autos elementos que comprovem o potencial lesivo aos bens juridicamente protegidos, sendo certo que a mera presunção da sua
ocorrência não se coaduna com o escopo maior da suspensão de liminar, sendo, portanto, insuficiente para o seu acolhimento.
No caso em comento, uma simples leitura da exordial traduz a finalidade equivocada desta suspensão de segurança, manejada
com nítidos propósitos recursais, tendo em vista que a fundamentação ali expendida está voltada, basicamente, a defender a ilegalidade
da decisão que se pretende sustar.
Nesse contexto, há de se ressaltar que as matérias atinentes à decadência e à percepção irregular dos quintos incorporados e, em
conseqüência, à possibilidade de devolução dos valores indevidamente pagos pela Administração, dizem respeito ao mérito da questão, o
qual deve ser apreciado na ação judicial própria, restando impossível a sua análise através do presente incidente processual, sob pena de
desvirtuação dos objetivos legalmente erigidos para a sua aplicação.
Outrossim, o alegado prejuízo financeiro decorrente do recebimento indevido da aludida vantagem pecuniária, é assunto que
também tem o seu exame inviabilizado nesta seara, pois é difícil avaliá-lo sem que não se invada o âmago do tema.
Por fim, no tocante à ilegitimidade da autoridade coatora para figurar no pólo passivo da demanda, registro ser este instrumento
incabível para o exame de tal questão processual.
Assim, diante desses argumentos, resulta evidente que o pedido extremo foi formulado desacompanhado da efetiva
demonstração da potencial lesão aos valores juridicamente protegidos e, por tal razão, não merece ser acolhido.
Com essas considerações, INDEFIRO o pedido de suspensão.
À Distribuição para cadastramento dos patronos da parte autora.
P. I.
Recife, 18 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Presidente

Expediente DESPA/2010.000165 (21/10/2010) da(o) Gabinete da Assessoria da Presidência

SUEXSE - 34/PB - 0016867-43.2010.4.05.0000 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
REQUERENT : UFPB - UNIVERSIDADE FEDERAL DA
E PARAÍBA
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
REQUERIDO : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (JOÃO PESSOA)
PARTE A : GESSÉ GOMES MEIRA
ADV/PROC : HENRIQUE TENORIO DOURADO e outro

DECISÃO
Cuida-se de pedido de suspensão de execução da sentença proferida pelo Juízo Federal da 2ª Vara/PB, na ação mandamental nº
0004202-33.2010.4.05.8200, que, ao conceder a segurança, determinou a anulação da Carta-Circular nº 02/2010-GAB/SRH/UFPB, a
qual informava ao impetrante que seria procedida à redução da vantagem denominada "quintos/décimos", por ele percebida, além de
determinar a devolução dos valores pagos indevidamente, no período de setembro/04 a agosto/09, no montante de R$ 53.506,43.
Sustenta a requerente, em síntese, que a revisão de quintos incorporados não constitui anulação de ato administrativo, de modo
que não deve ser aplicada a decadência prevista no art. 54 da Lei nº 9.784/99. Alega que a sentença impugnada constitui grave ofensa à
ordem e à economia públicas, uma vez que o relatório elaborado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão constata que o
caso em tela não é uma situação isolada, tendo sido verificados outros noventa casos de recebimento irregular de quintos, o que causa à
Fazenda um prejuízo mensal de R$ 661.296,78 (seiscentos e sessenta e um mil, duzentos e noventa e seis reais e setenta e oito centavos)
e, anualmente, um dano de mais de oito milhões de reais. Aduz que o ato judicial atacado interfere na prerrogativa da Administração de
corrigir e auditar irregularidades na folha de pagamentos de servidores públicos federais, sustentando, ainda, a ilegitimidade passiva da
autoridade coatora. Por fim, afirma que a jurisprudência da Excelsa Corte já se manifestou no sentido da legalidade da Lei nº 9.527/97 e
da inexistência de direito adquirido a regime remuneratório.
Passo a decidir.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A análise da questão a ser dirimida deve ser feita em perfeita sintonia com o objetivo da suspensão de segurança, que consiste
em subtrair a eficácia de decisão desfavorável à Fazenda Pública quando presentes os seguintes requisitos: possibilidade de grave lesão à
ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas, a teor do art. 15 da Lei nº 12.016, de 07 de agosto de 2009.
Destaque-se, outrossim, que o referido incidente processual não comporta o exame do mérito da controvérsia principal, o qual
deverá ser promovido nos autos do feito originário ou mesmo em sede do recurso adequado. A medida excepcional, repita-se, deve ser
manejada exclusivamente para se afastar a ameaça iminente de profunda lesão a um dos valores públicos tutelados por lei.
In casu, não vislumbro a presença dos pressupostos legais para o deferimento da medida.
Com efeito, limitou-se a requerente a sustentar a possibilidade de grave ofensa à ordem econômica e pública sem trazer aos
autos elementos que comprovem o potencial lesivo aos bens juridicamente protegidos, sendo certo que a mera presunção da sua
ocorrência não se coaduna com o escopo maior da suspensão de liminar, sendo, portanto, insuficiente para o seu acolhimento.
No caso em comento, uma simples leitura da exordial traduz a finalidade equivocada desta suspensão de segurança, manejada
com nítidos propósitos recursais, tendo em vista que a fundamentação ali expendida está voltada, basicamente, a defender a ilegalidade
da decisão que se pretende sustar.
Nesse contexto, há de se ressaltar que as matérias atinentes à decadência e à percepção irregular dos quintos incorporados e, em
conseqüência, à possibilidade de devolução dos valores indevidamente pagos pela Administração, dizem respeito ao mérito da questão, o
qual deve ser apreciado na ação judicial própria, restando impossível a sua análise através do presente incidente processual, sob pena de
desvirtuação dos objetivos legalmente erigidos para a sua aplicação.
Outrossim, o alegado prejuízo financeiro decorrente do recebimento indevido da aludida vantagem pecuniária, é assunto que
também tem o seu exame inviabilizado nesta seara, pois é difícil avaliá-lo sem que não se invada o âmago do tema.
Por fim, no tocante à ilegitimidade da autoridade coatora para figurar no pólo passivo da demanda, registro ser este instrumento
incabível para o exame de tal questão processual.
Assim, diante desses argumentos, resulta evidente que o pedido extremo foi formulado desacompanhado da efetiva
demonstração da potencial lesão aos valores juridicamente protegidos e, por tal razão, não merece ser acolhido.
Com essas considerações, INDEFIRO o pedido de suspensão.
À Distribuição para cadastramento dos patronos da parte autora.
P. I.
Recife, 18 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Presidente

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Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Agravos em RE e RES

Expediente AG/2010.000230 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) agravado(s) para responder(em) ao recurso nos termos do art. 544 do CPC nos seguintes processos:

AGRESP - 2670/CE - 0013860-43.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : JOSÉ ESMERINO NOGUEIRA
ADV/PROC : SEBASTIAO AGUIAR CRUZ

AGREXT - 331/PE - 0012873-07.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 5ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
AGRDO : LUCIANO GENUINO DA SILVA JUNIOR
ADV/PROC : ALBERTO JOSE ARAUJO FERNANDES

AGRESP - 1240/PE - 0013310-48.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : DJANIRA ALVES DA SILVA
ADV/PROC : JACIRA GALVÃO SANTOS

AGREXT - 2670/CE - 0013867-35.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : JOSÉ ESMERINO NOGUEIRA
ADV/PROC : SEBASTIAO AGUIAR CRUZ

AGRESP - 99557/CE - 0013430-91.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : CEARÁ SEGURANÇA DE VALORES
LTDA

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ADV/PROC : FREDY BEZERRA DE MENEZES e outros

AGREXT - 5442/CE - 0013482-87.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
DE OBRAS CONTRA AS SECAS
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
AGRDO : MARIA DA PENHA RIBEIRO XAVIER
ADV/PROC : LUIZ ANTONIO LIMA

AGRESP - 409/PE - 0012596-88.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 21ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : MARIA EMILIA DE MELO FULCO
ADV/PROC : VANIA AFFONSO DE MELLO e outro

AGRESP - 342934/PE - 0013878-64.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : LUIZ CARLOS BORGES DE QUEIROGA
CAVALCANTI
ADV/PROC : MÁRCIO PESSOA BEZERRA DE
MENEZES e outro

AGRESP - 3044/PB - 0013927-08.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 3ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : PAULA FRASSINETTI BATISTA DE
LIMA e outros
ADV/PROC : SANDRA ELIZABETH BRITO PEREIRA
GUIMARAES

AGRESP - 1059/CE - 0013843-07.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : COIMBRA COMERCIAL E
INSTALADORA BRASIL LTDA

AGREXT - 342664/PE - 0013893-33.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Questões Agrárias)

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AGRTE : UNIÃO
AGRDO : JOSE ITAMAR DE OMENA MATEUS
ADV/PROC : EDVALDO JOSE CORDEIRO DOS
SANTOS e outros

Expediente AG/2010.000229 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) agravado(s) para responder(em) ao recurso nos termos do art. 544 do CPC nos seguintes processos:

AGRESP - 437396/PE - 0012668-75.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 8ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : RIOFORTE MATERIAL DE
CONSTRUÇÃO COMERCIO E REPRES
LTDA

AGRESP - 1280/CE - 0013047-16.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : PAULO MELO DE ALMEIDA BARROS e
outros
AGRDO : HIPOLITO PEIXOTO OLIVEIRA
ADV/PROC : MARIA ERONEIDE ALEXANDRE MAIA e
outros
PARTE R : BACEN - BANCO CENTRAL DO BRASIL
REPTE : PROCURADOR REGIONAL DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL

AGRESP - 430862/CE - 0012972-74.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : RENE GOMES NOGUEIRA ME

AGRESP - 381366/PE - 0013109-56.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Questões Agrárias)
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : PAULO MELO DE ALMEIDA BARROS e
outros
AGRDO : LAERCIO FLAVIO DE MENEZES
GUEDES e cônjuge
ADV/PROC : HELIO PAULINO QUEIROZ e outro

AGRESP - 430615/CE - 0012922-48.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : JOSE EDILSON COELHO CARDOSO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AGRESP - 430048/CE - 0013169-29.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : TANY COMERCIO DE PRODUTOS
ALIMENTICIOS LTDA ME

AGREXT - 369/RN - 0013829-23.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : DELMIRA VALLE DE SOUZA
ADV/PROC : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA e
outros

AGRESP - 370819/CE - 0013504-48.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : GERCEI PEREIRA DA COSTA e outros
AGRDO : AGENOR BATISTA DE ALMEIDA e outros
ADV/PROC : JOSÉ ORLANDO DE MORAES e outro

AGRESP - 369/RN - 0013725-31.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : DELMIRA VALLE DE SOUZA e outro
ADV/PROC : MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA e
outros

AGRESP - 1601/CE - 0013950-51.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : MARGARIDA COLARES PEREIRA
PASSOS
ADV/PROC : TARCIANO CAPIBARIBE BARROS e
outros

AGRESP - 354158/RN - 0014407-83.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
AGRTE : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
DE OBRAS CONTRA AS SECAS
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA e
outro
ADV/PROC : REGINA CELIA PINTO DA SILVA e outros

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AGRESP - 430395/CE - 0014548-05.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : C MARTINS DE OLIVEIRA - ME

AGRESP - 430589/PE - 0014399-09.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 17ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : RICARDO CARNEIRO CUNHA e outros
AGRDO : FERNANDA COSTA DE LIMA
ADV/PROC : FABIO FRANCA DE BARROS E SILVA

AGREXT - 353821/PE - 0014678-92.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : ADEILZA ALVES PEDROSA e outros
ADV/PROC : NIVALDO DE BARROS SOUTO e outro

Expediente AG/2010.000236 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) agravado(s) para responder(em) ao recurso nos termos do art. 544 do CPC nos seguintes processos:

AGRESP - 353578/PE - 0005306-22.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE
#ORIGEM ^:^5ª Vara Federal de Pernambuco
#AGRTE^:^CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
#ADV/PROC^:^ALDO LINS E SILVA PIRES e outros
#AGRDO^:^IOLANDA VERÇOSA DOS SANTOS
#ADV/PROC^:^TEREZINHA PAULINO DE ASSIS

AGRESP - 73073/PE - 0013693-26.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE
#ORIGEM ^:^22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa para Execuções Fiscais)
#AGRTE^:^FAZENDA NACIONAL
#AGRDO^:^INSTITUTO RECIFE DE ATENÇÃO INTEGRAL AS DEPENDÊNCIAS LTDA

AGRESP - 60279/AL - 0013485-42.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE
#ORIGEM ^:^3ª Vara Federal de Alagoas
#AGRTE^:^CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
#ADV/PROC^:^MARIA DAS GRAÇAS DE OLIVEIRA CARVALHO e outros
#AGRDO^:^JOSE FELIPE DOS SANTOS
#ADV/PROC^:^MARCELO DE SANTANA DANEU e outro

AGRESP - 64376/AL - 0012763-08.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE
#ORIGEM ^:^5ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/ Execuções Fiscais)
#AGRTE^:^FAZENDA NACIONAL
#AGRDO^:^ACESSORIOS MINEIRAO LTDA
#AGRDO^:^JOSÉ GONÇALVES DIAS JÚNIOR

AGRESP - 1343/CE - 0013903-77.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 8 / 196


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

#ORIGEM ^:^2ª Vara Federal do Ceará


#AGRTE^:^FAZENDA NACIONAL
#AGRDO^:^JOSE JACOME CARNEIRO ALBUQUERQUE
#ADV/PROC^:^JOSE LEITE JUCA FILHO e outros

AGRESP - 44263/CE - 0014033-67.2010.4.05.0000


#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE
#ORIGEM ^:^7ª Vara Federal do Ceará
#AGRTE^:^CONSTRUTORA ESTRELA S/A e outros
#ADV/PROC^:^ANA CRISTINA CAVALCANTE BELFORT e outros
#AGRDO^:^CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
#ADV/PROC^:^GERCEI PEREIRA DA COSTA e outros

AGRESP - 62026/PB - 0014294-32.2010.4.05.0000

#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-PRESIDENTE


ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : TRANSNACIONAL - TRANSPORTES
NACIONAL DE PASSAGEIROS LTDA
ADV/PROC : MARA REGINA SIQUEIRA DE LIMA e
outros

AGRESP - 3652/AL - 0016223-03.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL VICE-
PRESIDENTE
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
AGRDO : ORTEGAL RAIMUNDO JUCA
ADV/PROC : JOSÉ FRAGOSO CAVALCANTI

Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Contra Razões

Expediente CR/2010.002607 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

APELREEX - 5770/CE - 2001.81.00.024177-5


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : ARMINDA PEREIRA DE LIMA
DEF. : MARCIO MILITÃO SABINO e outros
DATIVO
REMTE : JUÍZO DA 6ª VARA FEDERAL DO

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CEARÁ (FORTALEZA)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AR - 6329/PE - 2009.05.00.098996-9
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL
DE OLIVEIRA ERHARDT
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Pernambuco
AUTOR : ANA JACQUELINE DA SILVA
NOGUEIRA e outros
ADV/PROC : MARIA DO SOCORRO DA SILVA
RÉU : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 8502/PB - 2009.05.99.003816-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
ORIGEM : 2ª Vara da Comarca de São José das Piranhas
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : VALDECI GONCALVES
ADV/PROC : JOSE JOCERLAN AUGUSTO MACIEL e
outros
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DA
COMARCA DE SÃO JOSÉ DE PIRANHAS
- PB
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 493244/PE - 2008.83.00.016097-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : DJALMA LOPES PEREIRA
ADV/PROC : JOSÉ MARIA GAMA DA CÂMARA e
outros
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : OS MESMOS
RECTE em : DJALMA LOPES PEREIRA
REsp
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 495469/PB - 0000728-89.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Alagoa Nova
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : SOLANGE MARIA DUARTE CARVALHO
REPTE : MARIA ZENAIDE DOS SANTOS
ADV/PROC : GABRIEL MARTINS DE OLIVEIRA
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

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AC - 499041/CE - 0000718-45.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Caririaçu
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : LUZIA RAMOS DA SILVA
ADV/PROC : ANTONIO GERALDO LEITE e outros
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 11018/CE - 2008.81.00.002450-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 3ª Vara Federal do Ceará
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : NOEME FERREIRA ROSA
ADV/PROC : SUZY CERES E SANTOS FRANCO e outro
REMTE : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AGTR - 107843/CE - 0009643-54.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : JOSEFA MARIA DE JESUS
ADV/PROC : CICERO SARAIVA ROCHA
AGRDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

Expediente CR/2010.002608 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AGTR - 101547/CE - 2009.05.00.096236-8


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : RAIMUNDO BRAGA SOBRINHO
AGRTE : PAULO PORCIANO DA SILVA
AGRTE : VICENTE JACOR DE SOUSA
AGRTE : ANTONIO MANOEL DE LIMA
AGRTE : FRANCISCO LAURO RIBEIRO
ADV/PROC : CLEIDE HELENA MARQUES LOUSADA
e outro
AGRDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO

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REsp SEGURO SOCIAL


RECTE em RE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

APELREEX - 8034/CE - 2009.05.99.002880-4


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Umari - CE
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : JUCICLAITON HOLANDA NERY
ADV/PROC : JOSE IDEMARIO TAVARES DE
OLIVEIRA
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE UMARI -CE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

EINFAC - 473421/PB - 2009.05.99.001771-5/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Conceição
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBDO : JOÃO BATISTA DA SILVA
ADV/PROC : ELZIR FEITOSA DE ARRUDA
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

EINFAC - 402373/PB - 2003.82.01.000846-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 8ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBDO : FRANCISCA FRANCINEIDE MONTEIRO
DE SOUSA
ADV/PROC : ANDRE COSTA BARROS NETO
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 10260/PB - 0000855-27.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
ORIGEM : 2ª Vara da Comarca de Piancó
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : MARIA DAS GRAÇAS NÓBREGA DE
SOUSA
ADV/PROC : GERIVALDO DANTAS DA SILVA
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DA
COMARCA DE PIANCÓ - PB
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

EINFAC - 475300/CE - 2009.05.00.056386-3/01

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RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO


GADELHA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
EMBTE : MESSIAS FRANCISCO DE MEDEIROS e
outros
ADV/PROC : ANA CANDIDA VIEIRA DE ANDRADE
EMBDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL
RECTE em RE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

APELREEX - 10885/PB - 0001318-66.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara da Comarca de Picuí
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : OTACÍLIO DIONISIO DE MACEDO
ADV/PROC : IARA MARIA DA SILVA
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA DA
COMARCA DE PICUÍ - PB
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

EINFAC - 477464/PB - 2009.05.99.002727-7/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LÁZARO
GUIMARÃES
ORIGEM : 1ª Vara da Comarca de Itaporanga
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBDO : MARIA PIRES DE ARAUJO SILVA
ADV/PROC : JOSE PAULO FILHO e outro
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

Expediente CR/2010.002610 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AC - 475086/RN - 2008.84.00.004180-5
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
APTE : ANDREIA GOMES DAMASCENO
REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : MYERSON LEANDRO DA COSTA e outros
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 488723/CE - 2007.81.00.009452-5
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS

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ORIGEM : 3ª Vara Federal do Ceará


APTE : MARCO ANTONIO RODRIGUES LIMA e
outro
ADV/PROC : RAIMUNDO GUALBERTO CARDOSO
FILHO e outro
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : MARX ANTONIO TEIXEIRA SEGUNDO e
outros
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 491399/PB - 2008.82.00.007223-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 3ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FRANCISCO EDWARD AGUIAR NETO e
outros
APDO : CARLOS EUGÊNIO PEDROSA DE
SOUZA e outro
ADV/PROC : ANA RITA FERREIRA NOBREGA
CABRAL
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 494295/CE - 2005.81.00.011779-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : DHEYNE MARQUES VIDAL LIRA e
outros
APDO : MARIA ZENOBIA BEZERRA
GONÇALVES DE FARIAS
ADV/PROC : ANTONIO AUGUSTO LIMA ARAÚJO e
outro
RECTE AD : MARIA ZENOBIA BEZERRA
GONÇALVES DE FARIAS
RECTE em : MARIA ZENOBIA BEZERRA
REsp GONÇALVES DE FARIAS

AC - 496925/PE - 2009.83.00.011536-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 21ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : ARTHUR PAES NETO e cônjuge
ADV/PROC : ARNAUD MAIA DOS SANTOS JÚNIOR e
outro
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e
outro
ADV/PROC : FLÁVIO LUIZ AVELAR DOMINGUES
FILHO e outros
APDO : OS MESMOS
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp
RECTE em : ARTHUR PAES NETO
REsp

AC - 503438/CE - 2007.81.01.000298-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 15ª Vara Federal do Ceará (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

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ADV/PROC : CARLOS DANIEL JESUS DE AZEVEDO


LEITÃO e outros
APDO : INACIO MENDES GUERREIRO
ADV/PROC : MARCOS ANTONIO INÁCIO DA SILVA e
outros
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

Expediente CR/2010.002606 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AC - 477978/PB - 2008.82.01.001558-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal da Paraíba
APTE : MARY TEREZINHA NUNES DO
NASCIMENTO
ADV/PROC : GUSTAVO EUGÊNIO BARROCA GOMES
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL
RECTE em RE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

EINFAC - 454524/PB - 2008.05.99.002691-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
GERALDO APOLIANO
ORIGEM : 4ª Vara da Comarca de Cajazeiras
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBDO : JOSÉ PEREIRA DE CARVALHO
ADV/PROC : JOÃO DE DEUS QUIRINO e outro
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

EINFAC - 205582/CE - 2000.05.00.007456-3/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LÁZARO
GUIMARÃES
ORIGEM : 3ª Vara Federal do Ceará
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBDO : RAIMUNDO DE ABREU
ADV/PROC : MANUEL BEZERRA DA SILVA e outro
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

REOAC - 497866/CE - 0001288-31.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de São Benedito
PARTE A : ADERALDO ALVES AMARAL
ADV/PROC : FRANCISCO JOSÉ DA SILVA e outro
PARTE R : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

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REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA


ENTIDADE
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE SÃO BENEDITO - CE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 498139/PB - 0001410-44.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de São Bento
APTE : RITA OLIVEIRA
ADV/PROC : JOSÉ DE ARIMATÉIA PEREIRA DA
SILVA
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 10932/CE - 0001495-30.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Quixelô
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : MARIA DAS DORES DA SILVA
ADV/PROC : OTONIEL ANACLETO ESTRELA
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE QUIXELÔ - CE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 499023/CE - 0001505-74.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Independencia
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA SOARES COUTINHO
ADV/PROC : HELIO COUTINHO LACERDA e outro
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 11200/CE - 2007.81.00.013714-7


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : LUCINEIDE HENRIQUE COSTA
ADV/PROC : LUZIRENE GONÇALVES DA SILVA e
outro
REMTE : JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Expediente CR/2010.002605 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AC - 381170/AL - 2001.80.00.003505-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Alagoas
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : JOSE MESSIAS DOS SANTOS e outros
ADV/PROC : CRISTHIANE ARAÚJO AGUIAR e outros
REMTE : JUÍZO DA 7ª VARA FEDERAL DE
ALAGOAS (MACEIÓ)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

APELREEX - 8372/PB - 2009.82.01.000484-2


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 4ª Vara Federal da Paraíba
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : BIANCA PATRICIA DE SOUZA DIAS
ADV/PROC : RODRIGO AZEVEDO GRECO
REMTE : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (CAMPINA GRANDE)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 491173/PE - 2007.83.00.021879-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : JOAO PAULO DA SILVA
ADV/PROC : NIVALDO SOARES DE PINHO FILHO e
outro
PARTE R : BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A
ADV/PROC : ANDRE RICARDO DE ALMEIDA
NOBREGA
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 494739/CE - 2008.81.00.014361-9
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : FRANCISCO AVELINO DA SILVA
ADV/PROC : ADRIANA GRIAO BOTELHO MOURAO
REMTE : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DO

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CEARÁ (FORTALEZA)
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 498317/PB - 2009.82.02.002917-3
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 8ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : VICENTE LOPES LEITE
ADV/PROC : MARCELO DE ALMEIDA MATIAS
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL
RECTE em RE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

AC - 498347/CE - 0001430-35.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Quixelô
APTE : JUDITE HONÓRIO DOS SANTOS
ADV/PROC : JOACI ALVES DA COSTA e outro
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

AC - 498686/PB - 2009.82.02.002974-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 8ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : JOSEFA MARCELINO DE LIMA
ADV/PROC : MARCELO DE ALMEIDA MATIAS
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE em RE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

Expediente CR/2010.002612 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AC - 391705/RN - 2002.84.00.010445-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
APTE : TEREZINHA DE ARAÚJO PINHEIRO e
outros
ADV/PROC : REGINA CELIA PINTO DA SILVA e outro
APTE : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
DE OBRAS CONTRA AS SECAS

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -


5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
RECTE em : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
REsp DE OBRAS CONTRA AS SECAS

AC - 432336/PE - 2007.83.00.004138-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
APTE : JOSUÉ RODRIGUES PURON
ADV/PROC : ADRIANA MELLO OLIVEIRA DE
CAMPOS MACHADO
APDO : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
RECTE em : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
REsp PERNAMBUCO

AC - 474728/PE - 2008.83.00.003002-7
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : FUNASA - FUNDAÇÃO NACIONAL DE
SAÚDE
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : MARIA AUXILIADORA CANTILINO DA
SILVA e outros
ADV/PROC : HERMANO PONTES DE MIRANDA NETO
e outros
RECTE em : FUNASA - FUNDAÇÃO NACIONAL DE
REsp SAÚDE

APELREEX - 9764/AL - 2009.80.00.005000-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Alagoas
APELANTE : IBAMA - INSTITUTO BRASILEIRO DO
MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS
NATURAIS RENOVÁVEIS
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APELADO : JOSÉ DE MORAES
ADV/PROC : ADENISE VIEIRA BARROS
REMTE : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE
ALAGOAS (MACEIÓ)
RECTE em : IBAMA - INSTITUTO BRASILEIRO DO
REsp MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS
NATURAIS RENOVÁVEIS

AC - 496943/PE - 2009.83.00.019407-7
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros


RECTE em : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
REsp PERNAMBUCO
RECTE em : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
REsp TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

AC - 498929/PE - 2009.83.00.012940-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO e outros
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
RECTE em : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
REsp PERNAMBUCO
RECTE em : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
REsp PERNAMBUCO

Expediente CR/2010.002609 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s) para apresentar(em) as contra-razões, nos termos do Art. 542, do CPC, nos seguintes processos:

AC - 286546/RN - 2001.84.00.003301-2
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competência Privativa em Matéria Penal e
Exec. Penal)
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FRANCISCO JOÃO DE OLIVEIRA NETO e
outros
APTE : CANDIDO AUGUSTO CARNEIRO NETO e
outro
ADV/PROC : CAMILA MARIA CAMARA COSTA e
outro
APDO : OS MESMOS
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 447697/RN - 2006.84.00.002536-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE
SOUZA e outros
APDO : CONNÍVEL CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS
LTDA
ADV/PROC : NILSON ESMERALDO BARBOSA
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 478431/CE - 2007.81.00.007492-7

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RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL


FRANCISCO BARROS DIAS
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
APTE : AUGUSTO CESAR BARBOSA DE PAULA
e cônjuge
ADV/PROC : BERNADETE LISBOA COLARES
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ANTÔNIO EUGÊNIO FIGUEIREDO DE
ALMEIDA e outros
APDO : OS MESMOS
RECTE em : AUGUSTO CESAR BARBOSA DE PAULA
REsp

EINFAC - 381775/RN - 2001.84.00.004611-0/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LÁZARO
GUIMARÃES
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
EMBTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : LEANDRO CABRAL MORAES e outros
EMBDO : LUIZ GONZAGA DA NOBREGA e cônjuge
ADV/PROC : CAMILA MARIA CAMARA COSTA
RECTE em : LUIZ GONZAGA DA NOBREGA
REsp
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 504825/RN - 2007.84.01.000932-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FRANCISCO FREDERICO FELIPE
MARROCOS e outros
APDO : RAIMUNDA TORQUATO DE MENEZES e
outros
ADV/PROC : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

AC - 504961/RN - 2007.84.01.000805-3
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO WILDO LACERDA DANTAS
ORIGEM : 10ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FRANCISCO FREDERICO FELIPE
MARROCOS e outros
APDO : ELDA MARTINS DA SILVA
ADV/PROC : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA e
outros
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.


Despachos Diversos - Recurso

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Expediente DIV/2010.002288 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.

AC - 472952/CE - 2009.81.00.000984-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
GADELHA
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Ceará
APTE : HELOISA HELENA CÂMARA espólio
REPTE : TEREZA DE JESUS SARAIVA CAMARA
COSTA
ADV/PROC : THAISA CRISTINA CANTONI MANHAS e
outro
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
RECTE em : HELOISA HELENA CÂMARA
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pelo ESPÓLIO DE HELOISA HELENA CÂMARA, com fundamento no artigo 105,
inciso III, "a" e "c", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido pela egrégia Segunda Turma desta Corte.
Sustenta, o recorrente, vulneração ao disposto no artigo 113, § 2º, do Código de Processo Civil, assim como a ocorrência de
divergência jurisprudencial.
Contrarrazões apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (artigo 542, § 1º, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, por duas petições simultâneas, com a pretensão de recorrer e suas razões,
contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Encontra-se satisfeito, de igual modo, o requisito do prequestionamento, considerando que a matéria suscitada no recurso foi
examinada no acórdão e a motivação adotada pela recorrente permite, desta feita, o entendimento da controvérsia, o que deixa o presente
apelo especial ao amparo do artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, c/c o artigo 541, II e III, do Código de Processo Civil.
No tocante à alínea "c", observo que o recorrente colaciona julgados que demonstram entendimento acerca da matéria em
questão, distinto do que esposou o órgão fracionário deste Tribunal no acórdão recorrido. Sendo assim, cumpridos os requisitos do artigo
541, do Código de Processo Civil, e do artigo 255, do RISTJ, merece seguir o recurso ao Colendo Superior Tribunal de Justiça.
Com essas considerações, admito o recurso.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice- Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 470621/PB - 2007.82.02.001469-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 8ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : JOSÉ LOURENÇO DE SOUSA
ADV/PROC : ADMILSON LEITE DE ALMEIDA JÚNIOR
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ISAAC MARQUES CATÃO e outros
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Caixa Econômica Federal com fulcro no art. 105, III, da Constituição Federal, contra
acórdão proferido por esta Egrégia Corte.
Alegam-se ofensa aos dispositivos legais apontados no recurso extremo e dissenso pretoriano, ao argumento de que é da parte
autora o ônus de apresentar os extratos das contas relacionadas na peça vestibular.
A questão levantada no recurso está em consonância com a posição externada pela Primeira Seção do colendo STJ, conforme os
julgados abaixo:
"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE TESES CONFLITANTES. INADMISSÃO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.
FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS VINCULADAS. LEGITIMIDADE DA PRETENSÃO DA CEF DE OBTER, DOS BANCOS
DEPOSITÁRIOS, OS DADOS RELATIVOS AO PERÍODO ANTERIOR À CENTRALIZAÇÃO.
1. (...)

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2. Após a edição da Lei 8.036/90, foi atribuída à CEF a qualidade de agente operador do FGTS, que assumiu, assim, a obrigação
de centralizar e controlar as contas vinculadas, além de emitir regularmente os seus extratos individuais, "a partir do segundo mês após a
centralização" (Decreto 99.684/90, art. 22).
3. A Lei Complementar 110/01 (art. 10) atribuiu aos bancos depositários a responsabilidade de repassar à CEF, até 31 de janeiro
de 2002, as informações necessárias ao cálculo da correção monetária do período de dezembro de 1988 a março de 1989 e dos meses de
abril e maio de 1990.
4. É legítima a pretensão da CEF de exigir, dos referidos bancos, a entrega de dados e extratos correspondentes ao período em
que foram responsáveis pela conta vinculada, especialmente quando tal exigência se destina a formar prova judicial em demanda do
interesse do titular da conta. Afinal, "ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade"
(CPC, art. 339).
5. Embargos de divergência parcialmente conhecidos e improvidos."
(EREsp 706660/PE, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 27/03/2006)
"ADMINISTRATIVO. FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS. DISPENSABILIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83 DO STJ.
1. À CEF, como "agente operador" do FGTS e cabendo-lhe, nessa qualidade, "centralizar os recursos, emitir regularmente os
extratos individuais correspondentes às conta vinculada" (art. 7º, I, da Lei nº 8.036/90), compete o ônus de apresentar os documentos
necessários ao julgamento da causa, podendo valer-se da regra do art. 399 do CPC.
2. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência desta Corte, atraindo a aplicação da Súmula 83 do STJ.
3.Agravo regimental a que se nega provimento, ante a função uniformizadora do STJ."
(AgRg nos EREsp 670052/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ 13/02/2006)
Não obstante os precedentes supra versarem sobre contas de FGTS, o entendimento aplica-se, também, às contas de cadernetas
de poupança.
Na mesma linha: REsp 1036430/SP, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 14/05/2008; REsp 829159/RJ, 2ª
Turma, Relª Minª ELIANA CALMON, DJe 18/04/2008; REsp 687171/PR, 2ª Turma, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ 09/05/2005;
AgRg no REsp 489129/MG, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 06/10/2003.
Ademais, a matéria em tela já foi julgada em definitivo pelo colendo STJ, ao se apreciar o REsp nº 1108034/RN, em 28/10/2009,
DJe de 25/11/2009, decidido sob os auspícios do regime de recurso repetitivo, com resultado desfavorável à CEF, cuja ementa estatuiu:
"TRIBUTÁRIO - FGTS - APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO - EXTRATOS ANALÍTICOS DAS CONTAS
VINCULADAS - RESPONSABILIDADE DA CEF - PRECEDENTES.
1. O entendimento reiterado deste Tribunal é no sentido de que a responsabilidade pela apresentação dos extratos analíticos é da
Caixa Econômica Federal - enquanto gestora do FGTS -, pois tem ela total acesso a todos os documentos relacionados ao Fundo e deve
fornecer as provas necessárias ao correto exame do pleiteado pelos fundistas.
2. Idêntico entendimento tem orientado esta Corte nos casos em que os extratos são anteriores a 1992, nas ações de execução das
diferenças de correção monetária das contas do FGTS. A responsabilidade é exclusiva da CEF, ainda que, para adquirir os extratos, seja
necessário requisitá-los aos bancos depositários, inclusive com relação aos extratos anteriores à migração das contas que não tenham sido
transferidas à CEF.
Acórdão sujeito ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 08/08.
Recurso especial conhecido em parte e improvido."
Diante disso, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 543-C, § 7º, I, do CPC c/c art. 220, § 1º, I, do Regimento Interno
desta Corte.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 446979/PB - 2007.82.00.004049-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 3ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FRANCISCO EDWARD AGUIAR NETO e
outros
APDO : SONIA MARIA DE CARVALHO BORBA e
outros
ADV/PROC : LUIS FERNANDO PIRES BRAGA e outros

DECISÃO
Trata-se de recurso especial oposto com fulcro no art. 105, III, da Constituição Federal, contra acórdão proferido por esta
Egrégia Corte.
Alegam-se ofensa aos dispositivos legais apontados no recurso extremo e dissenso pretoriano, ao argumento de que é da parte
autora o ônus de apresentar os extratos das contas relacionadas na peça vestibular.
A questão levantada no recurso está em consonância com a posição externada pela Primeira Seção do colendo STJ, conforme os
julgados abaixo:

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"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL.


INEXISTÊNCIA DE TESES CONFLITANTES. INADMISSÃO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.
FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS VINCULADAS. LEGITIMIDADE DA PRETENSÃO DA CEF DE OBTER, DOS BANCOS
DEPOSITÁRIOS, OS DADOS RELATIVOS AO PERÍODO ANTERIOR À CENTRALIZAÇÃO.
1. (...)
2. Após a edição da Lei 8.036/90, foi atribuída à CEF a qualidade de agente operador do FGTS, que assumiu, assim, a obrigação
de centralizar e controlar as contas vinculadas, além de emitir regularmente os seus extratos individuais, "a partir do segundo mês após a
centralização" (Decreto 99.684/90, art. 22).
3. A Lei Complementar 110/01 (art. 10) atribuiu aos bancos depositários a responsabilidade de repassar à CEF, até 31 de janeiro
de 2002, as informações necessárias ao cálculo da correção monetária do período de dezembro de 1988 a março de 1989 e dos meses de
abril e maio de 1990.
4. É legítima a pretensão da CEF de exigir, dos referidos bancos, a entrega de dados e extratos correspondentes ao período em
que foram responsáveis pela conta vinculada, especialmente quando tal exigência se destina a formar prova judicial em demanda do
interesse do titular da conta. Afinal, "ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade"
(CPC, art. 339).
5. Embargos de divergência parcialmente conhecidos e improvidos."
(EREsp 706660/PE, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 27/03/2006)
"ADMINISTRATIVO. FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS. DISPENSABILIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83 DO STJ.
1. À CEF, como "agente operador" do FGTS e cabendo-lhe, nessa qualidade, "centralizar os recursos, emitir regularmente os
extratos individuais correspondentes às conta vinculada" (art. 7º, I, da Lei nº 8.036/90), compete o ônus de apresentar os documentos
necessários ao julgamento da causa, podendo valer-se da regra do art. 399 do CPC.
2. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência desta Corte, atraindo a aplicação da Súmula 83 do STJ.
3.Agravo regimental a que se nega provimento, ante a função uniformizadora do STJ."
(AgRg nos EREsp 670052/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ 13/02/2006)
Não obstante os precedentes supra versarem sobre contas de FGTS, o entendimento aplica-se, também, às contas de cadernetas
de poupança.
Na mesma linha: REsp 1036430/SP, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 14/05/2008; REsp 829159/RJ, 2ª
Turma, Relª Minª ELIANA CALMON, DJe 18/04/2008; REsp 687171/PR, 2ª Turma, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ 09/05/2005;
AgRg no REsp 489129/MG, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 06/10/2003.
Ademais, a matéria em tela já foi julgada em definitivo pelo colendo STJ, ao se apreciar o REsp nº 1108034/RN, em 28/10/2009,
DJe de 25/11/2009, decidido sob os auspícios do regime de recurso repetitivo, com resultado desfavorável à CEF, cuja ementa estatuiu:
"TRIBUTÁRIO - FGTS - APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO - EXTRATOS ANALÍTICOS DAS CONTAS
VINCULADAS - RESPONSABILIDADE DA CEF - PRECEDENTES.
1. O entendimento reiterado deste Tribunal é no sentido de que a responsabilidade pela apresentação dos extratos analíticos é da
Caixa Econômica Federal - enquanto gestora do FGTS -, pois tem ela total acesso a todos os documentos relacionados ao Fundo e deve
fornecer as provas necessárias ao correto exame do pleiteado pelos fundistas.
2. Idêntico entendimento tem orientado esta Corte nos casos em que os extratos são anteriores a 1992, nas ações de execução das
diferenças de correção monetária das contas do FGTS. A responsabilidade é exclusiva da CEF, ainda que, para adquirir os extratos, seja
necessário requisitá-los aos bancos depositários, inclusive com relação aos extratos anteriores à migração das contas que não tenham sido
transferidas à CEF.
Acórdão sujeito ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 08/08.
Recurso especial conhecido em parte e improvido."
Diante disso, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 543-C, § 7º, I, do CPC c/c art. 220, § 1º, I, do Regimento Interno
desta Corte.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 436520/PB - 2007.82.00.004342-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
APTE : DORIVAL BRAGA DE QUEIROZ
ADV/PROC : JEAN CÂMARA DE OLIVEIRA
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

DECISÃO
Trata-se de recurso especial oposto com fulcro no art. 105, III, da Constituição Federal, contra acórdão proferido por esta
Egrégia Corte.
Alegam-se ofensa aos dispositivos legais apontados no recurso extremo e dissenso pretoriano, ao argumento de que é da parte
autora o ônus de apresentar os extratos das contas relacionadas na peça vestibular.
A questão levantada no recurso está em consonância com a posição externada pela Primeira Seção do colendo STJ, conforme os
julgados abaixo:

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 24 / 196


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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL.


INEXISTÊNCIA DE TESES CONFLITANTES. INADMISSÃO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.
FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS VINCULADAS. LEGITIMIDADE DA PRETENSÃO DA CEF DE OBTER, DOS BANCOS
DEPOSITÁRIOS, OS DADOS RELATIVOS AO PERÍODO ANTERIOR À CENTRALIZAÇÃO.
1. (...)
2. Após a edição da Lei 8.036/90, foi atribuída à CEF a qualidade de agente operador do FGTS, que assumiu, assim, a obrigação
de centralizar e controlar as contas vinculadas, além de emitir regularmente os seus extratos individuais, "a partir do segundo mês após a
centralização" (Decreto 99.684/90, art. 22).
3. A Lei Complementar 110/01 (art. 10) atribuiu aos bancos depositários a responsabilidade de repassar à CEF, até 31 de janeiro
de 2002, as informações necessárias ao cálculo da correção monetária do período de dezembro de 1988 a março de 1989 e dos meses de
abril e maio de 1990.
4. É legítima a pretensão da CEF de exigir, dos referidos bancos, a entrega de dados e extratos correspondentes ao período em
que foram responsáveis pela conta vinculada, especialmente quando tal exigência se destina a formar prova judicial em demanda do
interesse do titular da conta. Afinal, "ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade"
(CPC, art. 339).
5. Embargos de divergência parcialmente conhecidos e improvidos."
(EREsp 706660/PE, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 27/03/2006)
"ADMINISTRATIVO. FGTS. EXTRATOS DAS CONTAS. DISPENSABILIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83 DO STJ.
1. À CEF, como "agente operador" do FGTS e cabendo-lhe, nessa qualidade, "centralizar os recursos, emitir regularmente os
extratos individuais correspondentes às conta vinculada" (art. 7º, I, da Lei nº 8.036/90), compete o ônus de apresentar os documentos
necessários ao julgamento da causa, podendo valer-se da regra do art. 399 do CPC.
2. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência desta Corte, atraindo a aplicação da Súmula 83 do STJ.
3.Agravo regimental a que se nega provimento, ante a função uniformizadora do STJ."
(AgRg nos EREsp 670052/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ 13/02/2006)
Não obstante os precedentes supra versarem sobre contas de FGTS, o entendimento aplica-se, também, às contas de cadernetas
de poupança.
Na mesma linha: REsp 1036430/SP, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 14/05/2008; REsp 829159/RJ, 2ª
Turma, Relª Minª ELIANA CALMON, DJe 18/04/2008; REsp 687171/PR, 2ª Turma, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ 09/05/2005;
AgRg no REsp 489129/MG, 1ª Turma, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ 06/10/2003.
Ademais, a matéria em tela já foi julgada em definitivo pelo colendo STJ, ao se apreciar o REsp nº 1108034/RN, em 28/10/2009,
DJe de 25/11/2009, decidido sob os auspícios do regime de recurso repetitivo, com resultado desfavorável à CEF, cuja ementa estatuiu:
"TRIBUTÁRIO - FGTS - APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO - EXTRATOS ANALÍTICOS DAS CONTAS
VINCULADAS - RESPONSABILIDADE DA CEF - PRECEDENTES.
1. O entendimento reiterado deste Tribunal é no sentido de que a responsabilidade pela apresentação dos extratos analíticos é da
Caixa Econômica Federal - enquanto gestora do FGTS -, pois tem ela total acesso a todos os documentos relacionados ao Fundo e deve
fornecer as provas necessárias ao correto exame do pleiteado pelos fundistas.
2. Idêntico entendimento tem orientado esta Corte nos casos em que os extratos são anteriores a 1992, nas ações de execução das
diferenças de correção monetária das contas do FGTS. A responsabilidade é exclusiva da CEF, ainda que, para adquirir os extratos, seja
necessário requisitá-los aos bancos depositários, inclusive com relação aos extratos anteriores à migração das contas que não tenham sido
transferidas à CEF.
Acórdão sujeito ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 08/08.
Recurso especial conhecido em parte e improvido."
Diante disso, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 543-C, § 7º, I, do CPC c/c art. 220, § 1º, I, do Regimento Interno
desta Corte.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 467913/CE - 2001.81.00.009459-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LÁZARO
GUIMARÃES
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Ceará
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : DHEYNE MARQUES VIDAL LIRA e
outros
APDO : OSCAR CARNEIRO DOS SANTOS e outros
ADV/PROC : GERLANO ARAUJO PEREIRA DA COSTA
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Caixa Econômica Federal, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a" e "c", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 279, pela Egrégia Quarta Turma desta Corte.

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Contrarrazões não apresentadas.


Observo que a matéria suscitada na peça recursal foi julgada em definitivo pelo colendo STJ, ao se apreciar o REsp nº
1.133.769-RN, Rel. Min. Luiz Fux, decidido sob os auspícios do regime de recurso repetitivo, cuja ementa consignou:
"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C, DO CPC.
ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE MÚTUO. LEGITIMIDADE. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. SUCESSORA DO EXTINTO
BNH E RESPONSÁVEL PELA CLÁUSULA DE COMPROMETIMENTO DO FCVS. CONTRATO DE MÚTUO. DOIS OU MAIS
IMÓVEIS, NA MESMA LOCALIDADE, ADQUIRIDOS PELO SFH COM CLÁUSULA DE COBERTURA PELO FCVS.
IRRETROATIVIDADE DAS LEIS 8.004/90 E 8.100/90. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULAS 282 E 356/STF.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF.
1. A Caixa Econômica Federal, após a extinção do BNH, ostenta legitimidade para ocupar o pólo passivo das demandas
referentes aos contratos de financiamento pelo SFH, porquanto sucessora dos direitos e obrigações do extinto BNH e responsável pela
cláusula de comprometimento do FCVS - Fundo de Compensação de Variações Salariais, sendo certo que a ausência da União como
litisconsorte não viola o artigo 7.º, inciso III, do Decreto-lei n.º 2.291, de 21 de novembro de 1986. Precedentes do STJ: CC 78.182/SP,
Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, DJ de 15/12/2008; REsp 1044500/BA, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA
TURMA, DJ de 22/08/2008; REsp 902.117/AL, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, DJ 01/10/2007; e
REsp 684.970/GO, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJ 20/02/2006.
2. As regras de direito intertemporal recomendam que as obrigações sejam regidas pela lei vigente ao tempo em que se
constituíram, quer tenham base contratual ou extracontratual.
3. Destarte, no âmbito contratual, os vínculos e seus efeitos jurídicos regem-se pela lei vigente ao tempo em que se celebraram,
sendo certo que no caso sub judice o contrato foi celebrado em 27/02/1987 (fls. 13/20) e o requerimento de liquidação com 100% de
desconto foi endereçado à CEF em 30.10.2000 (fl. 17).
4. A cobertura pelo FCVS - Fundo de Compensação de Variação Salarial é espécie de seguro que visa a cobrir eventual saldo
devedor existente após a extinção do contrato, consistente em resíduo do valor contratual causado pelo fenômeno inflacionário.
5. Outrossim, mercê de o FCVS onerar o valor da prestação do contrato, o mutuário tem a garantia de, no futuro, quitar sua
dívida, desobrigando-se do eventual saldo devedor, que, muitas vezes, alcança o patamar de valor equivalente ao próprio.
6. Deveras, se na data do contrato de mútuo ainda não vigorava norma impeditiva da liquidação do saldo devedor do
financiamento da casa própria pelo FCVS, porquanto preceito instituído pelas Leis 8.004, de 14 de março de 1990, e 8.100, de 5 de
dezembro de 1990, fazê-la incidir violaria o Princípio da Irretroatividade das Leis a sua incidência e conseqüente vedação da liquidação
do referido vínculo.
7. In casu, à época da celebração do contrato em 27/02/1987 (fls.
13/20) vigia a Lei n.º 4.380/64, que não excluía a possibilidade de o resíduo do financiamento do segundo imóvel adquirido ser
quitado pelo FCVS, mas, tão-somente, impunha aos mutuários que, se acaso fossem proprietários de outro imóvel, seria antecipado o
vencimento do valor financiado.
8. A alteração promovida pela Lei n.º 10.150, de 21 de dezembro de 2000, à Lei n.º 8.100/90 tornou evidente a possibilidade de
quitação do saldo residual do segundo financiamento pelo FCVS, aos contratos firmados até 05.12.1990. Precedentes do STJ: REsp
824.919/RS, Rel.
Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJ de 23/09/2008; REsp 902.117/AL, Rel. Ministro TEORI ALBINO
ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, DJ 01/10/2007; REsp 884.124/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, DJ
20/04/2007 e AgRg no Ag 804.091/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJ 24/05/2007.
9. O FCVS indicado como órgão responsável pela quitação pretendida, posto não ostentar legitimatio ad processum, arrasta a
competência ad causam da pessoa jurídica gestora, responsável pela liberação que instrumentaliza a quitação.
11. É que o art. º da Lei 8.100/90 é explícito ao enunciar: "Art. 3º O Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS
quitará somente um saldo devedor remanescente por mutuário ao final do contrato, exceto aqueles relativos aos contratos firmados até 5
de dezembro de 1990, ao amparo da legislação do SFH, independentemente da data de ocorrência do evento caracterizador da obrigação
do FCVS. (Redação dada pela Lei nº 10.150, de 21.12.2001) 12. A Súmula 327/STJ, por seu turno, torna inequívoca a legitimatio ad
causam da Caixa Econômica Federal (CEF).
14. A União, ao sustentar a sua condição de assistente, posto contribuir para o custeio do FCVS, revela da inadequação da figura
de terceira porquanto vela por "interesse econômico" e não jurídico.
15. A simples indicação do dispositivo legal tido por violado (art.
6º, § 1º, da Lei de Introdução ao Código Civil), sem referência com o disposto no acórdão confrontado, obsta o conhecimento do
recurso especial. Incidência dos verbetes das Súmula 282 e 356 do STF.
17. Ação ordinária ajuizada em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL -CEF, objetivando a liquidação antecipada de
contrato de financiamento, firmado sob a égide do Sistema Financeiro de Habitação, nos termos da Lei 10.150/2000, na qual os autores
aduzem a aquisição de imóvel residencial em 27.02.1987 (fls. 13/20) junto à Caixa Econômica Federal, com cláusula de cobertura do
Fundo de Compensação de Variações Salariais, motivo pelo qual, após adimplidas todas a prestações mensais ajustadas para o resgate da
dívida, fariam jus à habilitação do saldo devedor residual junto ao mencionado fundo.
18. Recurso Especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ 08/2008
(REsp 1133769/RN, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009)"
Diante disso, nego seguimento ao recurso interposto nos termos do art. 543-C, § 7º, I, do Código de Processo Civil c/c art. 220, §
1º, I, do Regimento Interno deste Tribunal.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

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AC - 456921/CE - 2004.81.00.010456-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Ceará
APTE : CLAUBER CORDEIRO DE CASTELO
BRANCO e cônjuge
ADV/PROC : GLAUCO DE CASTELO BRANCO
JUNIOR
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ANDRÉ LUIS MEIRELES JUSTI e outros

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por CLAUBER CORDEIRO DE CASTELO BRANCO E CÔNJUGE, com fundamento
no artigo 105, inciso III, "a", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 187/188 pela Egrégia Primeira Turma desta
Corte.
Sustentam os recorrentes vulneração ao disposto nos artigos 332, 333 e 339, todos do CPC; 212, caput, e incisos I e II, do CC;
nos artigos 6º e 14, do CDC.
Contrarrazões apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (artigo 542, § 1º, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, por duas petições simultâneas, com a pretensão de recorrer e suas razões
(fls. 247/355), contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Encontra-se satisfeito, de igual modo, o requisito do prequestionamento, considerando que a matéria suscitada no recurso foi
examinada no acórdão e a motivação adotada pelos recorrentes permite, desta feita, o entendimento da controvérsia, o que deixa o
presente apelo especial ao amparo do artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, c/c o artigo 541, II e III, do Código de Processo Civil.
Por tais razões, admito o presente recurso especial.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 24 de agosto de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice- Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

Expediente DIV/2010.002533 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.

AC - 400907/AL - 2005.80.00.003307-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ
ALBERTO GURGEL
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Alagoas
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : CONDOMÍNIO RESIDENCIAL DHIANA
ADV/PROC : JAIRO SILVA MELO e outros
RECTE em : FAZENDA NACIONAL
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido à fl. 121 pela Egrégia 2ª Turma desta Corte, integrado pelo julgamento dos embargos
de declaração à fl. 138.
Sustenta a recorrente vulneração ao disposto no art. 535, II, do CPC, art. 15, parágrafo único, da Lei n.º 8.212/91, arts. 1º e 2º, da
Lei n.º 9.964/00, art. 155-A, do CTN e art. 44, do CC.
Contrarrazões apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (artigo 542, § 1º, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto tempestivamente, consoante certidão de fl. 153, contra decisão proferida em última
instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Encontra-se satisfeito, de igual modo, o requisito do prequestionamento, considerando que a matéria suscitada no recurso foi
examinada no acórdão e a motivação adotada pela recorrente permite, desta feita, o entendimento da controvérsia, o que deixa o presente
apelo especial ao amparo do artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, c/c o artigo 541, II e III, do Código de Processo Civil.
Por tais razões, com suporte no art. 543 do CPC, admito o presente recurso especial. Encaminhem-se os autos ao Superior
Tribunal de Justiça.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice- Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

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AC - 371758/PE - 2004.83.08.001919-0
#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR FEDERAL MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS
#ORIGEM ^:^17ª Vara Federal de Pernambuco (Competente p/ Execuções Penais)
#APTE^:^GLEBA IMOBILIÁRIA, CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA
#ADV/PROC^:^RICARDO CARVALHO DOS SANTOS
#APDO^:^FAZENDA NACIONAL
#RECTE em REsp^:^FAZENDA NACIONAL
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido à fl. 169 pela Egrégia 4ª Turma desta Corte, integrado pelos embargos de declaração
à fl. 188.
Sustenta a recorrente vulneração ao disposto nos artigos 535, II, do CPC, 5º, da Lei n.º 10.684/03 e 111, do CTN.
Contrarrazões não apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (artigo 542, § 1º, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto tempestivamente, consoante certidão de fl. 205, contra decisão proferida em última
instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Com relação ao art. 535, II, do CPC, constata-se do inteiro teor da decisão vergastada, em especial do voto do eminente
Desembargador Federal Relator, que prevaleceu por unanimidade no julgamento, que foram examinadas as questões de fato e de direito
devolvidas ao Tribunal, estando bem delineados os motivos e fundamentos que a embasam, incidindo no caso, portanto, a decisão do C.
STJ no Resp 1.111.175/SP, sob a égide do art. 543-C do CPC e Res. 8/2008 STJ, segundo a qual:
"Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional o acórdão que adota fundamentação suficiente para
decidir de modo integral a controvérsia."
No tocante ao art. 5º da Lei n.º 10.684/03 e ao 111 do CTN, observo que a matéria suscitada na peça recursal não foi examinada
no acórdão recorrido, de modo que não resta cumprido o requisito do prequestionamento.
Sobre o tema, observe-se o teor da súmula no 282 do excelso pretório Supremo Tribunal Federal (STF):
"É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada".
Essa súmula foi aprovada na época em que o excelso pretório STF julgava, em RE, questões de direito infraconstitucional. Sua
orientação, quanto à necessidade de prequestionamento, mantém-se aplicável tanto àquela espécie de recurso quanto ao recurso especial.
Com essas considerações, inadmito o recurso especial.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 439103/CE - 2008.05.00.014150-2
#RELATOR ^:^DESEMBARGADOR FEDERAL MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS
#ORIGEM ^:^20ª Vara Federal do Ceará (Privativa de Execuções Fiscais)
#APTE^:^FAZENDA NACIONAL

#APDO^:^LUZENITE CORREIA PEREIRA ME


RECTE em : FAZENDA NACIONAL
REsp

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido pela Egrégia Quarta Turma desta Corte.
Contrarrazões não apresentadas.
O acórdão combatido por este recurso está de acordo com o entendimento do colendo Superior Tribunal de Justiça:
TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE - POSSIBILIDADE DE DECRETAÇÃO DE
OFÍCIO PELO JUIZ, APÓS MANIFESTAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA - PRESCINDIBILIDADE DO DESPACHO DE
ARQUIVAMENTO - ARQUIVAMENTO AUTOMÁTICO DECORRENTE DO TRANSCURSO DO PRAZO DE UM ANO DE
SUSPENSÃO - SÚMULA 83/STJ.
1. Com o advento da Lei n. 11.051, de 29.12.2004, que acrescentou o § 4º ao art. 40 da Lei n. 6.830/80, tornou-se possível a
decretação ex officio da prescrição intercorrente pelo juiz, após ouvido o representante da Fazenda Pública.
2. Consigne-se que a discussão aventada concentra-se na observância de requisito formal, qual seja a inexistência de despacho
de arquivamento - a partir do qual começaria a fluir a contagem do prazo prescricional. O arquivamento é automático e decorre do
transcurso do prazo de um ano de suspensão, razão pela qual desnecessário o despacho de arquivamento. Precedentes.
3. A instância a quo decidiu de acordo com jurisprudência desta Corte, de modo que se aplica, à espécie, o enunciado da Súmula
83/STJ.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1287025 / CE; Ministro HUMBERTO MARTINS; Segunda Turma; DJe
07/06/2010).
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DESPACHO QUE DETERMINA O ARQUIVAMENTO DO FEITO. INTIMAÇÃO
DA FAZENDA. DESNECESSIDADE.
A intimação da Fazenda do despacho que determina o arquivamento dos autos é desnecessária, porquanto está expressamente
previsto em lei que os autos serão arquivados após decorrido um ano da suspensão do feito, em face da não localização do devedor e/ou
bens penhoráveis (art. 40, § 2º, da Lei n. 6.830). Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1277322 / PR; Segunda Turma; Ministro
HUMBERTO MARTINS; DJe 16/04/2010)
Diante disso, deve ser negado seguimento ao recurso interposto, porquanto atraída a incidência da súmula 83 do STJ:
"Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão
recorrida".
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 457112/PE - 2001.83.00.015257-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : ELIZABETH BARBOSA TARTARUGA e
cônjuge
ADV/PROC : ARNAUD MAIA DOS SANTOS JÚNIOR
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FLÁVIO LUIZ AVELAR DOMINGUES
FILHO e outros
APDO : OS MESMOS
RECTE em : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Caixa Econômica Federal, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a" e "c", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 551/553, pela Egrégia Primeira Turma desta Corte.
Tendo em vista a decisão do Ministro Luiz Fux, proferida no RESP n.º 880.026/RS, que trata de matéria idêntica à arguida neste
recurso, determino que este processo fique suspenso até o pronunciamento definitivo daquela Corte, em consonância com a norma do art.
543-C, do Código de Processo Civil e art. 2º, §2º, da Resolução nº 8, de 7 de agosto de 2008, do STJ.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 457112/PE - 2001.83.00.015257-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : ELIZABETH BARBOSA TARTARUGA e
cônjuge
ADV/PROC : ARNAUD MAIA DOS SANTOS JÚNIOR
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : FLÁVIO LUIZ AVELAR DOMINGUES
FILHO e outros
APDO : OS MESMOS
RECTE em : ELIZABETH BARBOSA TARTARUGA
REsp

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por Elizabeth Barbosa Tartaruga e outro, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a" e
"c", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 551/553, pela Egrégia Primeira Turma desta Corte.
Tendo em vista a decisão do Ministro Luiz Fux, proferida no RESP n.º 880.026/RS, que trata de matéria idêntica à arguida neste
recurso, determino que este processo fique suspenso até o pronunciamento definitivo daquela Corte, em consonância com a norma do art.
543-C, do Código de Processo Civil e art. 2º, §2º, da Resolução nº 8, de 7 de agosto de 2008, do STJ.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desembargador Federal Marcelo Navarro


Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

Expediente DIV/2010.002536 da(o) Subsecretaria de Recursos Ext. Esp. e Ord.

APELREEX - 4518/PB - 2009.05.99.000578-6


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA
ORIGEM : 1ª Vara da Comarca de São João do Rio do
Peixe
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : CAREN LARISSA NÓBREGA
SATURNINO incapaz
REPTE : VICENTE SATURNINO DE OLIVEIRA
ADV/PROC : JOSE JOCERLAN AUGUSTO MACIEL
RECTE em : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
REsp

DECISÃO
Intime-se o recorrido, com os autos, para, querendo, no prazo legal, contra-arrazoar o recurso especial interposto.
Concluída a diligência, voltem-me os autos para o juízo de admissibilidade do recurso.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 447557/AL - 2007.80.00.003887-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL LÁZARO
GUIMARÃES
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Alagoas
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : LEONIZIO TATAJUBA DA SILVA
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS MENDES DOS SANTOS e
outro
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pelo INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, com fundamento no
artigo 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido à fl. 105 e embargos de declaração à fl. 118, pela
Egrégia 4ª Turma desta Corte.
Contrarrazões não apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (art. 542, § 1o, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, certidão fl. 145, contra decisão proferida em última instância por este
Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Alegou-se violação ao art. 535, II do CPC, no entanto, verifica-se do inteiro teor da decisão vergastada, em especial do voto do
eminente Desembargador Federal Relator, que prevaleceu por unanimidade no julgamento, que foram examinadas as questões de fato e
de direito devolvidas ao Tribunal, estando bem delineados os motivos e fundamentos que a embasam, incidindo no caso, portanto, a
decisão do C. STJ no Resp 1.111.175/SP, sob a égide do art. 543-C do CPC e Res. 8/2008 STJ, segundo a qual:
"Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional o acórdão que adota fundamentação suficiente para
decidir de modo integral a controvérsia."
Ademais, verifico que a matéria suscitada na peça recursal não foi examinada no acórdão recorrido, de modo que não resta
cumprido o requisito do prequestionamento.
Sobre o tema, observe-se o teor da súmula no 282 do excelso pretório Supremo Tribunal Federal (STF):
"É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada".
Essa súmula foi aprovada na época em que o excelso pretório STF julgava, em RE, questões de direito infraconstitucional. Sua
orientação, quanto à necessidade de prequestionamento, mantém-se aplicável tanto àquela espécie de recurso quanto ao recurso especial.
Com essas considerações, inadmito o recurso especial.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 419421/PE - 2006.83.00.010947-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
VLADIMIR SOUZA CARVALHO
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Questões Agrárias)
APTE : ASSOCIACAO RECIFENSE DE
EDUCACAO E CULTURA
ADV/PROC : ANDRÉ DOS PRAZERES e outros
APDO : FAZENDA NACIONAL
RECTE em : ASSOCIACAO RECIFENSE DE
REsp EDUCACAO E CULTURA

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pela ASSOCIAÇÃO RECIFENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA - ESUDA, com
fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 184, pela Egrégia Terceira Turma desta
Corte.
Contrarrazões apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (art. 542, § 1o, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, por duas petições simultâneas, com a pretensão de recorrer e suas razões,
contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Todavia, verifico que o exame do tema suscitado na peça recursal, referente ao reconhecimento da recorrente como entidade
beneficente, implica reexame probatório, o que é vedado em sede de recurso especial.
Nesse sentido, veja-se a orientação preconizada no enunciado da Súmula 7 do colendo Superior Tribunal de Justiça:
"A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial".
Algumas jurisprudências, a seguir:
"AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO.
ITBI. IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE, SEM FINS LUCRATIVOS. ART.
150, VI, "C", DA CF. REQUISITOS LEGAIS. CUMPRIMENTO. ART. 14 DO CTN.
RECURSO ESPECIAL. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ.
PRECEDENTES. OMISSÃO - ART. 535, CPC. INOCORRÊNCIA.
1. O Recurso Especial não é servil ao exame de questões que demandam
o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, em face do
óbice erigido pela Súmula 07/STJ.
2. In casu, o Tribunal local analisou a questão sub examine - a
imunidade da autora em relação ao ITBI por se tratar de entidade
assiste - à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão hostilizado, verbis:
"No caso concreto, conforme se infere de seu estatuto social juntado
às fls. 10 a 20, bem como farta documentação juntada, a apelada se
constitui entidade beneficente, sem fins lucrativos, filantrópicos,
declarada de utilidade pública federal, estadual e municipal.
Caberia à municipalidade fazer prova de que a autora não estaria
albergada pela imunidade tributária, ônus probatório a que estava
adstrita e de que não se desincumbiu, relevando notar que o imóvel
foi adquirido para ser empregado na execução das finalidades
essenciais da autora, conforme o projeto aprovado pela própria
municipalidade, o que não foi sequer impugnado por ela." (fls.
117).
3. Precedentes: (Ag 1.200.418/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ.
09/04/2010; REsp 933.726/RS, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, DJ
24/9/2008; REsp 933.726/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, DJ
24/9/2008).
4. O acórdão recorrido, em sede de embargos de declaração, que
enfrenta explicitamente a questão embargada não enseja recurso
especial pela violação do artigo 535, II, do CPC.
5. Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os
argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados
tenham sido suficientes para embasar a decisão.

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6. Agravo Regimental desprovido".


(AgRg no Ag 1259348/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/06/2010, DJe 17/06/2010)
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - RECURSO
ESPECIAL - ENTIDADE FILANTRÓPICA - IMUNIDADE - ISENÇÃO DAS
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - ANÁLISE DO CUMPRIMENTO DOS
REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/91 - ALEGAÇÃO DE OMISSÃO - SÚMULA
7/STJ.
1. Tese em torno de que a embargada não teria direito à imunidade
prevista no art. 195, § 7º, da CF, na medida em que não preenchia
todos os requisitos constantes no art. 55 da Lei 8.212/91.
2. O Tribunal de origem, sob a ótica do art. 195, § 7º, da Carta
Magna, que estabelece imunidade (rectius imunidade) das
contribuições de Seguridade Social às "entidades beneficentes de
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei",
reconheceu que no presente caso não há como afastar a imunidade
tributária, uma vez que foram preenchidos os requisitos legais.
3. A alegação do recurso de que a contribuinte não apresentou o
Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, a despeito da
conclusão a que chegou o Tribunal de origem, equivale a um pedido de
revisão do contexto fático-probatório, o que é vedado a esta Corte
Superior pela Súmula 7/STJ.
4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, apenas para
esclarecimento, sem efeitos modificativos".
(EDcl nos EDcl no REsp 924.906/PR, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/10/2009, DJe
23/10/2009)
Com essas considerações, inadmito o recurso especial.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 419421/PE - 2006.83.00.010947-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
VLADIMIR SOUZA CARVALHO
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Questões Agrárias)
APTE : ASSOCIACAO RECIFENSE DE
EDUCACAO E CULTURA
ADV/PROC : ANDRÉ DOS PRAZERES e outros
APDO : FAZENDA NACIONAL
RECTE em RE : ASSOCIACAO RECIFENSE DE
EDUCACAO E CULTURA

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso Extraordinário interposto pela ASSOCIAÇÃO RECIFENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA - ESUDA,
com fundamento no artigo 102 ,III,"a" da Constituição Federal, em face do acórdão proferido às fls. 184, pela Egrégia Terceira Turma
desta Corte.
Contrarrazões apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (art. 542, § 1o, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, por duas petições simultâneas, com a pretensão de recorrer e suas razões,
contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Todavia, observo que o exame do tema suscitado na peça recursal, referente ao reconhecimento da recorrente como entidade
beneficente, implica reexame probatório, o que é vedado em sede de recurso extraordinário.
Nesse sentido, veja-se a orientação preconizada no enunciado da Súmula 279 do Excelso Supremo Tribunal Federal:
"Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário."
Assim,versa a Jurisprudência, in verbis:
"EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE DE ENTIDADE BENEFICENTE. CERTIFICADO DE
ENTIDADE BENEFICENTE - CEBAS EMITIDO E PRETENSAMENTE RECEPCIONADO PELO DECRETO-LEI 1.752/1977.
DIREITO ADQUIRIDO. ART. 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE O QUADRO FÁTICO. ATENDIMENTO OU
NÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 1. Nenhuma imunidade tributária é absoluta, e o reconhecimento da observância aos requisitos legais
que ensejam a proteção constitucional dependem da incidência da norma aplicável no momento em que o controle da regularidade é
executado, na periodicidade indicada pelo regime de regência. 2. Não há direito adquirido a regime jurídico relativo à imunidade
tributária. A concessão de Certificado de Entidade Beneficente - Cebas não imuniza a instituição contra novas verificações ou exigências,

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nos termos do regime jurídico aplicável no momento em que o controle é efetuado. Relação jurídica de trato sucessivo. 3. O art. 1º, § 1º
do Decreto-lei 1.752/1977 não afasta a obrigação de a entidade se adequar a novos regimes jurídicos pertinentes ao reconhecimento dos
requisitos que levam à proteção pela imunidade tributária. 4. Não cabe mandado de segurança para discutir a regularidade da entidade
beneficente se for necessária dilação probatória. Recurso ordinário conhecido, mas ao qual se nega provimento".
(DJe-022 DIVULG 04-02-2010 PUBLIC 05-02-2010 ; EMENT VOL-02388-01 PP-00015
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ENTIDADE
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO".
(DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010; EMENT VOL-02399-09 PP-01931)
Com essas considerações, inadmito o recurso extraordinário.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AR - 5905/AL - 2008.05.00.006389-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Alagoas
AUTOR : PEDRO AUGUSTO SILVA
ADV/PROC : MARCELO DE SANTANA DANEU
RÉU : UNIÃO
RECTE em : AGU - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
REsp

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pelo DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS,
com fundamento no artigo 105, inciso III, a, da Constituição Federal, em face do acórdão de fls. 100-101 pelo Pleno desta Corte.
Vieram-me os autos conclusos para juízo de admissibilidade (art. 542, § 1º, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto tempestivamente contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que
esgota as vias recursais ordinárias.
Entretanto, o acórdão recorrido decidiu a matéria tratada no presente recurso à luz de fundamentos constitucionais, motivo pelo
qual é inviável o exame do recurso especial.
Neste sentido, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. GDATA. FUNDAMENTO
EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão apresentada foi resolvida na instância ordinária à luz de fundamentos constitucionais (arts. 5º, I, e 40, § 8º, da
Constituição Federal), motivo pelo qual inviável o exame do recurso especial.
2. Agravo regimental improvido. (Ag Rg no Resp 1002681/PB, Quinta Turma, Min. Jorge Mussi. Dje 17/11/2008.)
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. GDATA. EQUIPARAÇÃO. INATIVOS.
ACÓRDÃO RECORRIDO EMBASADO EM FUNDAMENTO EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO DA
ISONOMIA. IMPROPRIEDADE DO EXAME EM RECURSO ESPECIAL.
1. Estando o acórdão recorrido embasado em fundamento exclusivamente constitucional, relativo à inexistência de afronta ao
princípio da isonomia, revela-se imprópria a veiculação da matéria em Recurso Especial, em razão dos contornos definidos pela Carta
Magna, no art. 105, III.
2. Agravo Regimental improvido. (Ag Rg no Resp 969864/RN, Quinta Turma, Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Dje
24/03/2008.)
Com essas considerações, inadmito o recurso especial.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AR - 5905/AL - 2008.05.00.006389-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Alagoas
AUTOR : PEDRO AUGUSTO SILVA
ADV/PROC : MARCELO DE SANTANA DANEU
RÉU : UNIÃO
RECTE em RE : AGU - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DECISÃO
Trata-se de recurso extraordinário interposto por UNIÃO, com fundamento no artigo 102, inciso III, "a", da Constituição
Federal, em face do acórdão proferido às fls. 100-101 pelo Pleno desta Corte.
Contrarrazões não apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (art. 542, § 1o, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto tempestivamente contra decisão proferida em última instância por este Tribunal, o que
esgota as vias recursais ordinárias.
Encontra-se satisfeito, de igual modo, o requisito do prequestionamento, considerando que a matéria suscitada no recurso foi
examinada no acórdão.
Entretanto, o acórdão combatido por este recurso extraordinário está de acordo com a orientação consolidada pelo Excelso
Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 476.279/DF, e reafirmada na questão de ordem n.º 597154, assim ementada:
Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa - GDATA - instituída pela L. 10.404/2002: extensão a
inativos: pontuação variável conforme a sucessão de leis regentes da vantagem. RE conhecido e provido, em parte, para que a GDATA
seja deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002, e
nos termos do art. 5º, parágrafo único, da L. 10.404/2002, para o período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo da
avaliação a que se refere o art.1º da MPv. 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos.
(RE476279/DF - Rel: Min. Sepúlveda Pertence. Julgamento: 19/04/2007 Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Publicado:
15/06/2007. DJ 15/06/2007 PP-00021).
Diante disso, resta prejudicado o recurso interposto, nos termos do art. 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AGTR - 85069/SE - 2007.05.00.103964-4


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
VLADIMIR SOUZA CARVALHO
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Sergipe (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : GILENO ANDRADE
AGRDO : ANTONIO ANDRADE
RECTE em : FAZENDA NACIONAL
REsp

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da Constituição
Federal, em face do acórdão proferido pela Egrégia Terceira Turma desta Corte.
Observo que a matéria suscitada na peça recursal tem fundamento em idêntica questão de direito arguida em outros recursos
especiais anteriormente encaminhados ao colendo Superior Tribunal de Justiça - AGTR77692-CE; AGTR77175-RN; AGTR77111-CE;
AGTR73014-PE; AGTR77590-PE.
Posto isso, consoante a norma do art. 543-C, § 1º, do Código de Processo Civil e da Resolução nº 8, de 7 de agosto de 2008, do
colendo STJ, determino que este processo fique suspenso até o pronunciamento definitivo daquela Corte.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 466443/SE - 2009.05.00.007634-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
MARCELO NAVARRO RIBEIRO
DANTAS
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : ANTARES COMERCIAL LTDA ME
RECTE em : FAZENDA NACIONAL
REsp

DECISÃO
Vistos, etc.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da
Constituição Federal, em face do acórdão proferido pela Egrégia Quarta Turma desta Corte.
Contrarrazões não apresentadas.
O acórdão combatido por este recurso está de acordo com o entendimento do colendo Superior Tribunal de Justiça:
TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE - POSSIBILIDADE DE DECRETAÇÃO DE
OFÍCIO PELO JUIZ, APÓS MANIFESTAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA - PRESCINDIBILIDADE DO DESPACHO DE
ARQUIVAMENTO - ARQUIVAMENTO AUTOMÁTICO DECORRENTE DO TRANSCURSO DO PRAZO DE UM ANO DE
SUSPENSÃO - SÚMULA 83/STJ.
1. Com o advento da Lei n. 11.051, de 29.12.2004, que acrescentou o § 4º ao art. 40 da Lei n. 6.830/80, tornou-se possível a
decretação ex officio da prescrição intercorrente pelo juiz, após ouvido o representante da Fazenda Pública.
2. Consigne-se que a discussão aventada concentra-se na observância de requisito formal, qual seja a inexistência de despacho
de arquivamento - a partir do qual começaria a fluir a contagem do prazo prescricional. O arquivamento é automático e decorre do
transcurso do prazo de um ano de suspensão, razão pela qual desnecessário o despacho de arquivamento. Precedentes.
3. A instância a quo decidiu de acordo com jurisprudência desta Corte, de modo que se aplica, à espécie, o enunciado da Súmula
83/STJ.
Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1287025 / CE; Ministro HUMBERTO MARTINS; Segunda Turma; DJe
07/06/2010).
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. DESPACHO QUE DETERMINA O ARQUIVAMENTO DO FEITO. INTIMAÇÃO
DA FAZENDA. DESNECESSIDADE.
A intimação da Fazenda do despacho que determina o arquivamento dos autos é desnecessária, porquanto está expressamente
previsto em lei que os autos serão arquivados após decorrido um ano da suspensão do feito, em face da não localização do devedor e/ou
bens penhoráveis (art. 40, § 2º, da Lei n. 6.830). Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1277322 / PR; Segunda Turma; Ministro
HUMBERTO MARTINS; DJe 16/04/2010)
Diante disso, deve ser negado seguimento ao recurso interposto, porquanto atraída a incidência da súmula 83 do STJ:
"Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão
recorrida".
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AGTR - 82754/SE - 2007.05.99.002936-8


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO
ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA
ORIGEM : 1ª Vara Cível da Comarca de Lagarto
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : SOUZA BARROS COMERCIO E
REPRESENTAÇÕES LTDA
RECTE em : FAZENDA NACIONAL
REsp

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da Constituição
Federal, em face do acórdão proferido pela Egrégia Terceira Turma desta Corte.
Observo que a matéria suscitada na peça recursal tem fundamento em idêntica questão de direito arguida em outros recursos
especiais anteriormente encaminhados ao colendo Superior Tribunal de Justiça - AC455508-SE e AC441115-SE.
Posto isso, consoante a norma do art. 543-C, § 1º, do Código de Processo Civil e da Resolução nº 8, de 7 de agosto de 2008, do
colendo STJ, determino que este processo fique suspenso até o pronunciamento definitivo daquela Corte.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

AC - 468373/PB - 2009.05.99.000693-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
BAPTISTA
ORIGEM : 1ª Vara da Comarca de Uirauna
APTE : FRANCISCO WEILHO BARBOSA DE
OLIVEIRA
ADV/PROC : RAIMUNDO CEZARIO DE FREITAS
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA

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ENTIDADE
RECTE em : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
REsp SEGURO SOCIAL

DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pelo INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, com fundamento no
artigo 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, em face do acórdão proferido à fl. 122 pela Egrégia 4ª Turma desta Corte.
Contrarrazões não apresentadas.
Vieram-me os autos conclusos para o juízo de admissibilidade (art. 542, § 1o, do Código de Processo Civil).
Verifico que o recurso foi interposto, tempestivamente, certidão fl. 153, contra decisão proferida em última instância por este
Tribunal, o que esgota as vias recursais ordinárias.
Encontra-se satisfeito, de igual modo, o requisito do prequestionamento, considerando que a matéria suscitada no recurso foi
examinada no acórdão.
Todavia, verifico que o exame do tema suscitado na peça recursal implica reexame probatório, o que é vedado em sede de
recurso especial.
Nesse sentido, veja-se a orientação preconizada no enunciado da Súmula 7 do colendo Superior Tribunal de Justiça:
"A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial".
Com essas considerações, inadmito o recurso especial.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal Marcelo Navarro
Vice-Presidente do TRF da 5ª Região
Assinado Eletronicamente. Observar rodapé.

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Divisão de Precatórios
Despachos

Expediente DESPA/2010.000029 (21/10/2010) da(o) Subsecretaria de Precatórios

PRC - 40332/PE - 2000.05.00.026151-0 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Pernambuco
REQTE : CONCORDIA VEICULOS LTDA
ADV/PROC : RICARDO IAZABY LUBAMBO e outros
REQDO : UNIÃO
DEPRECTE : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
À Subsecretaria de Precatórios para informar se ainda existe valor a ser liberado a título de honorários advocatícios.
Após, conclusão.
Recife, 29 de outubro de 2009.

PRC - 49474/RN - 2003.05.00.009202-5 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competência Privativa em Matéria Penal e
Exec. Penal)
REQTE : BRASILFARMA - PRODUTOS
FARMACEUTICOS E HOSPITALARES
ADV/PROC : CLAUDIO DANTAS MARINHO
REQDO : UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO GRANDE DO NORTE
ADV/PROC : GIUSEPPI DA COSTA e outros
DEPRECTE : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (NATAL)
DESPACHO
Cumpra-se a determinação judicial de fl. 49. A Subsecretaria de Precatórios proceda à liberação do quantum referente à 6ª (sexta) parcela
do presente requisitório e seus acréscimos legais.
Após, aguarde-se o efetivo adimplemento do crédito.
Recife, 03 de novembro de 2009.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 74544/PE - 2009.05.00.061889-0 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
REQTE : BENJAMIN RAMOS PINTO JAMIR
ADV/PROC : SÉRGIO SILVIO GOMES ALVES e outro
ADV/PROC : MARCELLE MARCIA DE LACERDA
MOREIRA LYRA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

REQDO : MUNICÍPIO DO RECIFE - PE


DEPRECTE : JUÍZO DA 10ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
DESPACHO
Face à certidão supra, e em vista do cumprimento das formalidades legais, autorizo o pagamento do presente requisitório.
Intime-se a parte beneficiária acerca da efetivação do depósito dos créditos requisitados nestes autos.
Após, arquive-se.
Recife, 25 de agosto de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 63140/AL - 2007.05.00.051082-5 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/
Execuções Penais)
REQTE : JORGE HIGINO DE ALBUQUERQUE
ADV/PROC : JOSE MORAES DA SILVA ROCHA
ADV/PROC : JOÃO FRANCISCO DE CAMARGO
REQDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
DEPRECTE : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DE
ALAGOAS (MACEIÓ) - COMPETENTE P/
EXEC. PENAIS
DESPACHO
Levando em consideração o trânsito em julgado do Agravo do Instrumento nº 58060-AL e da Apelação Cível nº 424403-AL, que
ensejaram o sobrestamento deste precatório, oficie-se ao Juízo da Execução para que informe, no prazo de 10 (dez) dias, se existe algum
óbice à liberação dos valores relativos ao presente requisitório.
Recife, 13 de julho de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 68994/PE - 2008.05.00.053258-8 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 12ª Vara Federal de Pernambuco
REQTE : Caixa Econômica Federal
ADV/PROC : ANTONIO XAVIER DE MORAES PRIMO
REQDO : MUNICÍPIO DO RECIFE - PE
DEPRECTE : JUÍZO DA 12ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
Levando em consideração a efetivação do pagamento do presente requisitório, conforme ofício à fl. 13, intime-se a Caixa Econômica
Federal para tomar ciência dos valores depositados em seu favor.
Recife, 01 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 67682/RN - 2008.05.00.051926-2 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
REQTE : TILI STORACE DE CARVALHO AROUCA
ADV/PROC : OSVALDO REIS AROUCA NETO
REQDO : UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO GRANDE DO NORTE
DEPRECTE : JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (NATAL) -
COMPETENTE P/ EXEC. PENAIS

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DESPACHO
Diante da informação colhida no sistema de acompanhamento processual deste Tribunal, no sentido de que ainda não se operou o trânsito
em julgado do AGTR 96311-RN, determino a manutenção do sobrestamento do presente feito até ulterior deliberação desta Presidência,
devendo a Subsecretaria de Precatórios consultar o andamento do referido recurso a cada 60 (sessenta) dias, certificando-se nos autos.
Recife, 19 de maio de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 74267/CE - 2009.05.00.061601-6 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
REQTE : JOSÉ NEWTON MACEDO e outros
REQTE : FRANCISCO DANIEL NETO
REQTE : JOSE ALBERTINO SOUZA
REQTE : FRANCISCO WILSON PINHEIRO DE
SOUSA
REQTE : CELINA CORTE PINHEIRO DE SOUSA
REQTE : CARLOS ROBERTO CIDRAO MORAIS
REQTE : AURELIO FROTA LEITAO JUNIOR
REQTE : MANUEL JOAQUIM DIOGENES
TEIXEIRA
REQTE : PAULO DE TASSO CAVALCANTE
CASTRO
REQTE : RUI COLARES JUNIOR
ADV/PROC : JOSE JACKSON NUNES AGOSTINHO
ADV/PROC : ANA MÔNICA FILGUEIRAS MENESCAL
NEIVA
REQDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
DEPRECTE : JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
DESPACHO
Face à informação supra, como não há mais óbice ao adimplemento do presente requisitório, liberem-se os valores, agregados os
rendimentos.
Oficie-se à Instituição Financeira.
Intime-se. Após, arquive-se.
Recife, 08 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 68986/PE - 2008.05.00.053250-3 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 12ª Vara Federal de Pernambuco
REQTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
REQTE : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS
ADVOGADOS DA CEF - ADVOCEF
REQDO : MUNICÍPIO DO RECIFE - PE
DEPRECTE : JUÍZO DA 12ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
DESPACHO
Levando em consideração a efetivação do depósito dos valores do presente requisitório, conforme ofício à fl. 14, determino a intimação
da Caixa Econômica Federal para tomar ciência dos valores depositados.
Após, arquive-se.
Recife, 06 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

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PRC - 67878/PE - 2008.05.00.052123-2 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Questões Agrárias)
REQTE : JOSE LOPES DE FREITAS FILHO e outros
REQTE : CLEONOR SILVA DE MELO
ADV/PROC : MARIA LUCIA SOARES DE
ALBUQUERQUE MARQUES
ADV/PROC : MARIA RUTH FERRAZ TEIXEIRA
ADV/PROC : OLGA MAIA BARROS
REQDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
DEPRECTE : JUÍZO DA 7ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE) -
ESPECIALIZADA EM QUESTÕES
AGRÁRIAS
DESPACHO
Face à informação supra, como não há mais óbice ao adimplemento do presente requisitório, liberem-se os valores remanescentes,
agregados os rendimentos.
Oficie-se à Instituição Financeira.
Intime-se. Após, arquive-se.
Recife, 11 de Outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

PRC - 76157/PB - 0004644-58.2010.4.05.0000 (21/10/2010)


RELATOR : DESEMBARGADOR(A) FEDERAL
PRESIDENTE
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Picuí
REQTE : SEBASTIÃO FERREIRA DE MACEDO
ADV/PROC : IARA MARIA DA SILVA
REQDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
DEPRECTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE PICUÍ - PB
DESPACHO
Através de petição às fls.29/31, a parte autora requer o cancelamento do precatório, face à renúncia ao valor excedente a 60(sessenta)
salários mínimos, assim como o pagamento da quantia de R$ 30.600,00 (trinta mil e seiscentos reais) para o autor e de R$ 3.082,06(três
mil, oitenta e dois reais e seis centavos), referente aos honorários sucumbenciais, através de RPV-Requisição de Pequeno Valor.
Ocorre que o pleito do requerente afronta o art.4º, parágrafo único, da Resolução nº55/2009 do CJF, o qual dispõe que os honorários
advocatícios devem ser considerados como parcela integrante do valor devido ao autor, para fins de classificação do requisitório como de
pequeno valor.
Além disso, não há previsão legal para conversão, no âmbito do Tribunal, de precatório em RPV, devendo ser solicitado pelo juízo da
execução o cancelamento do precatório, para posteriormente expedir nova requisição de pagamento, nos termos do art.13, §1º da
Resolução nº55/2009 do CJF.
Desta forma, determino o desentranhamento da petição de fls.29/31 e seu encaminhamento ao Juízo da Execução, com as cautelas de
praxe.
Intime-se.
Recife, 15 de outubro de 2010.
LUIZ ALBERTO GURGEL DE FARIA
Desembargador Federal Presidente

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Divisão da 1ª Turma
Acórdãos

Expediente ACO/2010.000109 da(o) Divisão da 1ª Turma

AC - 478420/CE - 2005.81.00.000840-5
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : CIONE - COMPANHIA INDUSTRIAL DE
ÓLEOS DO NORDESTE
ADV/PROC : JOSÉ ERINALDO DANTAS FILHO e outros

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUÍZA FEDERAL SUBSTITUTA GISELE CHAVES SAMPAIO ALCÂNTARA
RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO CAVALCANTI
RELATOR P/ ACORDÂO: DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
EMENTA
TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE VALORES PAGOS A TÍTULO DE PIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE TÍTULO
JUDICIAL. DECISÃO RECORRIDA QUE ACOLHEU OS CÁLCULOS DA CONTADORIA, ONDE SE FEZ INCIDIR OS
EXPURGOS INFLACIONÁRIOS, NÃO PREVISTOS NO TÍTULO EXECUTIVO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO.
1. Objetiva-se na presente apelação a reforma da sentença que acolhendo os cálculos da Contadoria, julgou parcialmente
procedentes os embargos à execução.
2. Havendo controvérsia relativa aos valores apresentados pelo credor-exeqüente, pode o juiz socorre-se das informações do
Contador do Juízo, cujas conclusões merecem fé e gozam da presunção de legitimidade, salvo prova em contrário.
3. O STJ consolidou o entendimento no sentido de que é possível a incidência dos expurgos inflacionários no montante
exeqüendo, a despeito de inexistir previsão no título executivo.
4. Na hipótese, objetivando a correção monetária a recomposição da efetiva desvalorização da moeda, de modo a preservar o
poder aquisitivo original, não merece reparo a decisão recorrida que acolheu os cálculos da Contadoria do Juízo, onde se fez incidir os
expurgos inflacionários não previstos no título executivo, que garantiu o direito a compensação de valores indevidamente pagos a título
de PIS nos moldes dos Decretos-leis 2.445/88 e 2.449/88.
5. Apelação não provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à maioria, negar provimento à apelação, nos termos do
voto condutor, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 03 de setembro de 2009
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator p/ acórdão

AGTR - 100539/PE - 2009.05.00.082375-7


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRTE : FARMAFORTE LTDA
ADV/PROC : RODRIGO NASCIMENTO ACCIOLY e
outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 22ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (PRIVATIVA PARA EXECUÇÕES FISCAIS)


JUÍZA FEDERAL AMANDA TORRES DE LUCENA DINIZ ARAÚJO
EMENTA

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PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGTR. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. CRÉDITO


CONSTITUÍDO ATRAVÉS DE DCTF. DEMORA NA CITAÇÃO POR MOTIVOS INERENTES AO MECANISMO DA MÁQUINA
JUDICIÁRIA. SÚMULA 106 DO STJ. APLICAÇÃO. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO AGRAVADA.
1. Agravo de instrumento manejado contra decisão que rejeitou exceção de pré-executividade afastando a ocorrência de
prescrição da pretensão executiva.
2. Cuidando-se de crédito tributário constituído mediante entrega de Declaração de Contribuições de Tributos Federais o prazo
prescricional começa a fluir da entrega da aludida DCTF. Precedentes do STJ. (AgRg no Ag 938979/SC, Rel. Min. José Delgado, 1ª
Turma, data do julgamento 12.02.08)
3. A prescrição tem como objetivo pôr fim a pretensão do titular da ação, que se quedou inerte em um determinado lapso de
tempo, privilegiando assim, a segurança jurídica e a ordem social.
4. Preleciona a Súmula 106 do STJ que "Proposta a ação no prazo fixado para seu exercício, a demora na citação, por motivos
inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da argüição de prescrição ou decadência".
5. Verificando-se que a inércia na efetivação da citação decorreu de falhas inerentes ao mecanismo da máquina judiciária,
irreparável a decisão agravada que rejeitou a alegação de prescrição.
5. Agravo de instrumento improvido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento ao agravo de
instrumento , nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 15 de outubro de 2009
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 485460/CE - 2009.81.00.008191-6
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APTE : SOS DIREITOS HUMANOS -
ASSOCIAÇÃO DE DEFESA E PROTEÇÃO
DOS DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS E
INDIVIDUAIS

HOMOGENEOS DO CIDADÃO
ADV/PROC : OTONIEL AJALA DOURADO
APDO : UNIÃO
APDO : ESTADO DO CEARÁ

EMENTA
ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE ATIVA PARA A CAUSA. NECESSIDADE DE
PREENCHIMENTO CONCOMITANTE DOS REQUISITOS DE CONSTITUIÇÃO HÁ PELO MENOS UM ANO, E PERTINÊNCIA
TEMÁTICA. REPRESENTATIVIDADE ADEQUADA NÃO DEMONSTRADA. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO MINISTÉRIO
PÚBLICO FEDERAL NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NÃO DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. EXTINÇÃO DO FEITO SEM
RESOLUÇÃO DO MÉRITO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1. Trata-se de apelação da sentença que indeferiu a petição inicial e extinguiu o processo, sem resolução do mérito, diante do
reconhecimento da impossibilidade de se imputar à Associação Autora, representatividade e pertinência temática adequadas para a defesa
de sertanejos e descendentes de sertanejos que teriam sido aprisionados em supostos campos de concentração, durante a seca que assolou
o Ceará nos anos de 1932 e 1933.
2. Nos termos da legislação de regência, a legitimidade da Associação para o ajuizamento da Ação Civil pública exige,
concomitantemente, a sua constituição há pelo menos um ano, requisito esse que pode ser dispensado, a critério do Juiz e, ainda, a
pertinência temática que, por sua vez, corresponde a pretensão veiculada na ação, com os fins institucionais definidos em seu estatuto
Social. Vale dizer, quando houver adequação entre o objeto da ação e a finalidade institucional.
3. Quanto ao requisito da constituição, do Estatuto constante dos autos, depreende-se que a Associação autora foi constituída em
janeiro de 2009, enquanto a ação foi ajuizada em junho do mesmo ano, portanto, há menos de 1 ano de sua constituição, fato esse que,
para fins de legitimação para o ajuizamento da ação, necessitaria da mitigação desse critério, a critério do juiz.
4. Contudo, o Julgador de origem, sem adentrar nessa questão, indeferiu a petição inicial, extinguindo o feito, ao fundamento de
que este feito reproduz ação anteriormente ajuizada, de nº 2008.81.00.014021-7, com as mesmas partes, causa de pedir e pedido, que
igualmente restou extinta sem resolução do mérito, por ilegitimidade ativa da Associação Autora.
5. De uma análise do Estatuto Social da Associação, verifica-se de seu art. 2º, que cuida das finalidades da "SOS - Direitos
Humanos", que a associação possui uma abrangência extensa em relação às atividades a serem executadas, sem contudo, explicitar de
forma clara e objetiva os seus fins institucionais, de modo a se aferir, com segurança, os seus fins precípuos.

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6. A legitimação das associações para a propositura de ação civil pública depende do interesse de agir que restará configurado
quando demonstrado que os direitos e interesses dos seus membros encontram-se sofrendo, ou na iminência de sofrer qualquer dano em
sua esfera jurídica.
7. Ainda que se admita uma certa generalidade nos fins institucionais das associações, o que se justifica em razão da importância
das ações coletivas como forma de se concretizar direitos de massa e assim, garantir o bem comum, esta deve ser suficiente para que se
possa aferir a pertinência temática, necessária à configuração da legitimidade para a causa.
8. "A ausência de intimação do Ministério Público Federal, por si só, não enseja a decretação de nulidade do julgado prima facie,
ao revés, exige a comprovação de efetivo prejuízo para as partes ou para a apuração da verdade substancial da questio iuris, à luz do
princípio pas de nullités sans grief. Precedentes do S.T.J: REsp 767.598/CE, Segunda Turma, DJ 08.03.2007; REsp 578.868/MG,
Primeira Turma, DJ 01.03.2007 e REsp 345.533/BA, Segunda Turma, DJ 01.08.2006." (AGRESP 200602429729, Luiz Fux, STJ -
Primeira Turma, julgamento:16/03/2009).
9. O órgão Ministerial em seu parecer, em segunda instância, faz menção expressa aos limites da legitimidade concorrente das
associações, sob pena de superposição ao Ministério Público (legitimado universal) e de duplicidade de órgãos com a mesma finalidade.
10. Diante do reconhecimento da ilegitimidade da Associação Autora para o ajuizamento desta ação civil pública, por ausência
de pertinência temática, a justificar sua representatividade adequada, irreparável a decisão recorrida que extinguiu o feito sem resolução
do mérito.
11. Apelação improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos
do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503427/PE - 2009.83.00.012907-3/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.

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3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503427/PE - 2009.83.00.012907-3/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AC - 503422/PE - 2009.83.00.019965-8/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503422/PE - 2009.83.00.019965-8/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS


TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503693/PE - 2009.83.00.019896-4/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503693/PE - 2009.83.00.019896-4/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.

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4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503527/PE - 2009.83.00.012927-9/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503534/PE - 2009.83.00.020017-0/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco

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APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE


PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503534/PE - 2009.83.00.020017-0/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 164741/PE - 99.05.15049-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 8ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : EDISON FERREIRA BARBALHO e outros
ADV/PROC : JOAQUIM COELHO NETO
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : SANDRA MARIA GARRETT RIOS
SIQUEIRA e outros

ORIGEM: 8ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUÍZA FEDERAL SUBSTITUTA THALYNNI MARIA FREITAS DE LAVOR
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ÍNDICES DE CORREÇÃO DOS SALDOS DAS CONTAS DO FGTS.
HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. DECISÃO EXEQUENDA PROFERIDA PELO STF EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO
SENTIDO DE QUE OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SEJAM COMPENSADOS E DISTRIBUÍDOS ENTRE AS PARTES.
BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA. CONDENAÇÃO DEVIDA COM SUSPENSÃO DO PAGAMENTO PELA PARTE
HIPOSSUFICIENTE, NOS TERMOS DA DECISÃO EXEQUENDA. AFASTADA A EXTINÇÃO DO FEITO POR AUSÊNCIA DE
TÍTULO EXECUTIVO. RETORNO DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM PARA PROCEDER A LIQUIDAÇÃO DO JULGADO.
1. Trata-se de apelação da decisão que extinguiu a execução de honorários sucumbenciais, por inexistência de título judicial.
2. Com o provimento jurisdicional surge o direito e a obrigação no pagamento da verba honorária, porquanto a condenação do
vencido não nasce senão com a autoridade da coisa julgada, que implica na imutabilidade da sua fixação no curso da execução,
inadmitindo-se assim, sua revisão em sede de liquidação da sentença.
3. O STF em decidindo o Recurso Extraordinário interposto pela CEF, de nº 362.414-8/PE, com fundamento no art. 557 § 1º, do
CPC, conheceu em parte o recurso e nessa parte deu-lhes provimento, especificando, textualmente ao final, no tocante aos honorários
sucumbenciais que ressalvada a concessão do benefício da justiça gratuita os honorários advocatícios "[...] devem ser compensados e
distribuídos entre as partes, nos limites da sucumbência".
4. A execução da verba honorária esta condicionada ao levantamento do quantum a ser efetivamente pago por cada sucumbente,
de forma a possibilitar o seu pagamento pela partes vencidas na proporção em que cada uma destas restaram derrotadas.
5. Efetivado o levantamento do montante da demanda e constatado que autor e réu restam vencidos em partes iguais, cada parte
arcará com os honorários advocatícios de seu patrono, restando impossibilitada a execução de uma parte contra a outra, neste tocante;

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contudo, se da compensação se verificar que as partes restaram vencidas em partes desiguais, cada parte, arcará com o pagamento da
verba honorária na proporção em que restar vencida.
6. Tendo o STF, expressamente determinado no título executivo que os honorários advocatícios seriam compensados e
distribuídos entre as partes, "ressalvada a hipótese da concessão de benefício da justiça gratuita", e não isentado o autor/exequente do
pagamento da verba honorária, se impõe aos apelantes procederem a execução da aludida verba na proporção em que restaram
vencedores, ficando condicionada a execução da CEF da parte vencida, aos ditames do art. 12 da lei nº 1.060/50, sob pena de violação à
coisa julgada.
7. A pretensão recursal de procedimento executório na forma apresentada nos autos, não merece prosperar, tendo em vista que,
ainda que conste dos autos os valores pagos as partes pela CEF, especificamente em relação aos ônus da sucumbência, imprescinde a
liquidação.
8. Merece reforma a decisão recorrida que extinguiu a execução ao argumento de inexistência de título executivo, impondo-se
primeiramente, proceder-se o levantamento, mediante liquidação, dos valores efetivamente devidos a título de honorários advocatícios, e
após o cumprimento da execução.
9. Apelação parcialmente provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar parcial provimento à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 500851/SE - 2007.85.00.003140-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Sergipe
APTE : ANTONIO MARTINS GONÇALVES
ADV/PROC : JAMES MENDONÇA OLIVEIRA
APDO : CODEVASF - COMPANHIA DE
DESENVOLVIMENTO DOS VALES DO
SÃO FRANCISCO E DO PARNAÍBA
ADV/PROC : MARIA DA SALETE FREIRE e outros
LIT PASS : DISTRITO DE IRRIGAÇÃO DO PROJETO
BETUME

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUÍZA FEDERAL TELMA MARIA SANTOS
EMENTA
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PROJETO BETUME EM SERGIPE. INUNDAÇÕES
EM ÁREA DE IRRIGAÇÃO IMPLANTADA PELA CODEVASF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE NEXO CAUSAL ENTRE
OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS DANOS ALEGADOS. PREJUÍZOS SOFRIDOS NÃO EVIDENCIADOS.
APELAÇÃO IMPROVIDA.
1. Nos casos de danos decorrentes de atos de terceiros ou de fenômenos da natureza, para se configurar a obrigação estatal de
indenizar, há necessidade de comprovação de que concorreu para o resultado danoso determinada omissão culposa da Administração
Pública. É, pois, necessária a demonstração do nexo de causalidade entre a falta ou deficiência na prestação do serviço e o dano sofrido.
2. Reconhecido o acerto do Juízo de origem que afastou a responsabilidade da CODEVASF e, em consequencia, a pretensão
indenizatória deduzida pelo apelante, por não considerar comprovada a existência de nexo de causalidade entre os atos omissivos
apontados como lesivos e os danos supostamente sofridos em razão das enchentes ocorridas nos anos de 1996, 2005 e 2006.
3. Hipótese em que, não tendo sido elaborado laudo pericial contemporâneo aos eventos danosos, e sendo o mesmo
indispensável para delimitar o estado passado da barragem, não há como se considerar, com segurança, que a ineficiência dos serviços
prestados pela Administração foi determinante para o desfecho lesivo.
4. Atividade desenvolvida pelos colonos que não é insuscetível de risco, encontrando-se ordinariamente sujeita às intempéries
climáticas, aos problemas do solo associados ao relevo, o que impossibilita, nessas ações, a condenação da CODEVASF em uma
indenização por tudo o que potencialmente se poderia ter plantado na área de cada parceleiro, colhido e vendido, de forma ideal, sem a
ocorrência de nenhum fator de risco a ser assumido pelos colonos. Inexistência de comprovação dos prejuízos sofridos pelo postulante.
Precedente deste Tribunal (AC 489336/SE, Segunda Turma, DJ: 02/06/2010)
5. À parte autora incumbe a prova dos requisitos ensejadores da responsabilidade do Estado, posto que aqui não se trata de
responsabilidade objetiva, prevista do art. 37, § 6º da CF/88, mas de responsabilidade subjetiva, decorrente de ato omissivo da
Administração Pública, e que, por conseguinte, comprova-se através de provas trazidas pelos lesados, o que não aconteceu no caso
apresentado.
6. Quanto à inundação decorrente do rompimento do dique em 2006, ocasionado, segundo alegações da própria apelante, por
terceiros invasores, a CODEVASF não possui, dentre suas atribuições, o exercício do poder de polícia, de modo que tendo procedido ao
registro de ocorrência na Polícia Civil, bem como comunicado o ocorrido à Superintendência da Polícia Federal, tomou as providências

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cabíveis e possíveis, de modo a caracterizar o evento como autêntico fato de terceiro, a ensejar o rompimento do nexo causal
indispensável ao reconhecimento do dever de indenizar.
7. Apelação improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos
do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 500887/SE - 2007.85.00.004209-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Sergipe
APTE : MARIA APARECIDA SANTOS
ADV/PROC : JAMES MENDONÇA OLIVEIRA
APDO : CODEVASF - COMPANHIA DE
DESENVOLVIMENTO DOS VALES DO
SÃO FRANCISCO E DO PARNAÍBA
ADV/PROC : MARIA DA SALETE FREIRE e outros
LIT PASS : DISTRITO DE IRRIGAÇÃO DO PROJETO
BETUME

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUÍZA FEDERAL TELMA MARIA SANTOS
EMENTA
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PROJETO BETUME EM SERGIPE. INUNDAÇÕES
EM ÁREA DE IRRIGAÇÃO IMPLANTADA PELA CODEVASF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE NEXO CAUSAL ENTRE
OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS DANOS ALEGADOS. PREJUÍZOS SOFRIDOS NÃO EVIDENCIADOS.
APELAÇÃO IMPROVIDA.
1. Nos casos de danos decorrentes de atos de terceiros ou de fenômenos da natureza, para se configurar a obrigação estatal de
indenizar, há necessidade de comprovação de que concorreu para o resultado danoso determinada omissão culposa da Administração
Pública. É, pois, necessária a demonstração do nexo de causalidade entre a falta ou deficiência na prestação do serviço e o dano sofrido.
2. Reconhecido o acerto do Juízo de origem que afastou a responsabilidade da CODEVASF e, em consequencia, a pretensão
indenizatória deduzida pela apelante, por não considerar comprovada a existência de nexo de causalidade entre os atos omissivos
apontados como lesivos e os danos supostamente sofridos em razão das enchentes ocorridas nos anos de 1996, 2005 e 2006.
3. Hipótese em que, não tendo sido elaborado laudo pericial contemporâneo aos eventos danosos, e sendo o mesmo
indispensável para delimitar o estado passado da barragem, não há como se considerar, com segurança, que a ineficiência dos serviços
prestados pela Administração foi determinante para o desfecho lesivo.
4. Atividade desenvolvida pelos colonos que não é insuscetível de risco, encontrando-se ordinariamente sujeita às intempéries
climáticas, aos problemas do solo associados ao relevo, o que impossibilita, nessas ações, a condenação da CODEVASF em uma
indenização por tudo o que potencialmente se poderia ter plantado na área de cada parceleiro, colhido e vendido, de forma ideal, sem a
ocorrência de nenhum fator de risco a ser assumido pelos colonos. Inexistência de comprovação dos prejuízos sofridos pelo postulante.
Precedente deste Tribunal (AC 489336/SE, Segunda Turma, DJ: 02/06/2010)
5. À parte autora incumbe a prova dos requisitos ensejadores da responsabilidade do Estado, posto que aqui não se trata de
responsabilidade objetiva, prevista do art. 37, § 6º da CF/88, mas de responsabilidade subjetiva, decorrente de ato omissivo da
Administração Pública, e que, por conseguinte, comprova-se através de provas trazidas pelos lesados, o que não aconteceu no caso
apresentado.
6. Quanto à inundação decorrente do rompimento do dique em 2006, ocasionado, segundo alegações da própria apelante, por
terceiros invasores, a CODEVASF não possui, dentre suas atribuições, o exercício do poder de polícia, de modo que tendo procedido ao
registro de ocorrência na Polícia Civil, bem como comunicado o ocorrido à Superintendência da Polícia Federal, tomou as providências
cabíveis e possíveis, de modo a caracterizar o evento como autêntico fato de terceiro, a ensejar o rompimento do nexo causal
indispensável ao reconhecimento do dever de indenizar.
7. Apelação improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos
do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA

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Relator

AC - 502934/PB - 0002261-83.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara da Comarca de Conceição - PB
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : JOÃO PEDRO DA SILVA
ADV/PROC : ELZIR FEITOSA DE ARRUDA

ORIGEM: 2ª VARA DA COMARCA DE CONCEIÇÃO - PB


JUÍZA DE DIREITO ANDRÉA ARCOVERDE CAVALCANTI
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. CONCESSÃO DE AUXÍLIO DOENÇA. INCAPACIDADE COMPROVADA.
DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIO. APRESENTAÇÃO DO LAUDO MÉDICO PERICIAL. APELAÇÃO PARCIALMENTE
PROVIDA.
1. Em harmonia com o alinhado no art. 59 da Lei 8.213/91, o benefício previdenciário do auxílio-doença alcança tão-somente
aqueles segurados que estão em situação de incapacidade temporária para o trabalho com quadro clínico de característica reversível.
Trata-se, portanto, de um beneficio de curta duração e renovável.
2. Relativamente à qualidade de segurado, a autarquia-ré não apresentou impugnação a respeito. Desnecessária, portanto, a
análise do aludido requisito, até mesmo porque o próprio INSS reconheceu a qualidade de segurado do apelado quando lhe concedeu o
benefício de auxílio-doença, então suspenso.
3. Em consonância com os termos expendidos no laudo pericial (fls. 52/54), o apelado se amolda perfeitamente à típica hipótese
de concessão do benefício propugnado. De fato, restou verificado que o suplicante é portador de estenose uretal, gerando limitações para
atividades laborais.
4. Como não restou evidenciada a data de início da incapacidade laborativa, deve a data de início do benefício ser a da juntada
do laudo pericial ao autos.
5. O juiz não está vinculado ao laudo pericial, podendo conceder o benefício por período diferente do estabelecido pelo perito.
Além disso, o termo final do benefício deve se dar após procedimento administrativo de reabilitação a ser feito pela autarquia federal, nos
termos do artigo 62 da Lei nº 8.213/91.
6. Honorários advocatícios mantidos em 10% sobre o valor da condenação, nos termos do art. 20, parág. 4º, do CPC,
observando-se a aplicação da Súmula 111 do STJ.
7. Apelação do INSS parcialmente provida, apenas para determinar a data de início do benefício.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar parcial provimento à apelação do
INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante
do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 452164/CE - 2007.81.00.017377-2
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
APTE : NOSSAMOTO LTDA
ADV/PROC : JOSÉ ALEXANDRE GOIANA DE
ANDRADE e outro
APDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZA FEDERAL SUBSTITUTA GISELE CHAVES SAMPAIO ALCÂNTARA
EMENTA
TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. COMERCIALIZAÇÃO DE VEÍCULOS NOVOS E PEÇAS. SISTEMA MONOFÁSICO.
LEI 10.485/2002. PRINCÍPIO DA ESTRITA LEGALIDADE. LEIS Nºs 10.637/02 E 10.833/03 (NÃO-CUMULATIVIDADE). ART.
17 DA LEI 11.033/04. CREDITAMENTO - INAPLICABILIDADE.
1 - Ação que visa o aproveitamento dos créditos de PIS e COFINS decorrentes das entradas de produtos que tem sua
comercialização regida nos termos do art. 1º, da Lei 10.485/2002(veículos novos e peças), com fundamento no art.17 da Lei nº.
11.033/2004.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2 - A Lei 10.485/2002 estabeleceu o regime monofásico de incidência do PIS e COFINS exigidas dos fabricantes de automóveis
e autopeças, reduzindo a zero as alíquotas das exações incidentes sobre as vendas dos carros e peças pela revendedora.
3 - A legislação atual reguladora do PIS e da COFINS, Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, já prevê o regime de não-
cumulatividade aplicável às empresas que apuram o imposto de renda com base no lucro real, e este regime passou a coexistir com o
regime anterior aplicável as demais empresas (regime monofásico).
4 - A Lei nº 10.485/2002, quanto aos fabricantes de automóveis e autopeças, estabeleceu o regime monofásico de incidência das
contribuições PIS e COFINS, concentrando-se a cobrança das contribuições em uma etapa única, através da incidência de alíquota única,
estabelecida em lei, próxima do valor eu seria cobrado nas fases seguintes do processo de industrialização, excluindo-se do referido
pagamento os intermediários e os revendedores.
5 - A incidência da norma do art. 17 da Lei 11.033/2004 somente alcança as situações em que os bens adquiridos estão sujeitos
ao pagamento das contribuições, o que não acontece com os revendedores de produtos tributados pelo sistema monofásico, quando as
contribuições PIS e COFINS são recolhidas do fabricante.
6 - O comerciante de veículos novos e peças não faz jus ao benefício fiscal previsto no art. 17 da Lei 11.033/2004, razão pela
qual não é autorizado ao Judiciário estender, diante da ausência de previsão legal, os efeitos da lei.
7 - Apelação improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos
do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 92503/CE - 96.05.00485-2
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
APTE : CENPLA - CONSTRUÇÕES
ENGENHARIA E PLANEJAMENTO LTDA
e outros
ADV/PROC : ANDREA VIANA ARRAIS MAIA e outros
APDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL JOSÉ VIDAL SILVA NETO
EMENTA
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO PROFERIDA EM SEDE EMBARGOS DO DEVEDOR AFASTANDO A
INCIDÊNCIA DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. TÍTULO EXECUTIVO PROFERIDO APÓS A EDIÇÃO LEI Nº 9.250/95.
INCLUSÃO DA TAXA SELIC NA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE.
1. A extinção do processo, em decorrência do pagamento, impõe ao executado efetuar o depósito do montante integral do débito,
devidamente atualizado. Assim, enquanto não solvida a obrigação é possível a expedição de precatório complementar.
2. É possível a inclusão dos expurgos inflacionários na execução do julgado e no cálculo para a formação de precatório
complementar, desde o título executivo não fixe os critérios de correção monetária a serem utilizados na atualização do débito judicial ou
ainda, não tenha os cálculos sido homologados por sentença. Precedentes do STJ. (REsp 1066098/PE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, 1ª
Turma, data do Julgamento 18.08.2009) e (Edcl no REsp 662064/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, 2ª Turma, data do julgamento
13.10.2009, decisão unânime).
3. Verificando haver decisão proferida em sede de embargos do devedor afastando, expressamente, a incidência de tais
expurgos, consoante informações da Contadoria do Juízo, não se afigura lídimo determinar a atualização do débito judicial com base em
tais expurgos, sob pena de violação à coisa julgada.
4. É pacifico o entendimento do STJ no sentido de que é inaplicável a taxa SELIC, em sede de execução, nas hipóteses em que o
título executivo for proferido após a edição da Lei nº 9.250/95 e determinar a aplicação dos juros de mora no percentual de 1% (um por
cento) ao mês, sob pena de violação à coisa julgada. "[...] Diversamente, contudo, se a sentença foi proferida em período anterior à
vigência da citada lei, é possível a inclusão da referida taxa nos cálculos de liquidação de sentença, sem que isso implique ofensa à coisa
julgada", a partir de 01.01.1996. (REsp nº 933905/SP, Min. Eliana Calmon, 2ª Turma, data do julgamento 06.11.2008).
5. Tendo o título judicial proferido após a edição da edição da Lei nº 9.250/95, não determinado à aplicação dos juros de mora
no percentual de 1% ao mês, é possível a incidência da Taxa SELIC na execução do julgado a partir de 01.01.1996.
6. Apelação parcialmente provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PARCIAL PROVIMENTO à
apelação, nos termos do voto do relator na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.

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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Recife, 14 de outubro de 2010


Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 102172/PE - 2009.05.00.099231-2/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 8ª Vara Federal de Pernambuco
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : PETROLINA PALACE HOTEL LTDA
ADV/PROC : EDUARDO PORANGABA TEIXEIRA e
outros
EMBTE : PETROLINA PALACE HOTEL LTDA

ORIGEM: 8ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL JOSÉ BAPTISTA DE ALMEIDA FILHO NETO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Trata-se de embargos de declaração opostos pelo agravado em face do acórdão prolatado nos presentes autos, onde a Turma
deu provimento ao agravo, sob o argumento de que em face da presunção juris tantum de liquidez e certeza da CDA (Art. 3º da Lei nº
6.830/80) e da necessidade de que a alegação de inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98 deve ocorrer em sede de
embargos executivos, que necessitam de dilação probatória, e não em objeção de pré-executividade, deve-se prosseguir com a ação
executiva.
2. Aduz a parte embargante que as CDA's que compõem a referida ação executiva padecem de vício insanável, que afastam a
certeza de liquidez das certidões, pois indicam, por fundamento, norma jurídica já declarada inconstitucional (art. 3º, §1º da Lei nº
9.718/98). Indica, ademais, que o crédito foi constituído através de lançamento de ofício e que a própria Fazenda Nacional intencionou
reconhecer o excesso de execução, tendo o Juízo monocrático acolhido tal argumento e determinando a substituição das CDA's,
adequando-as aos termos da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98.
3. Requer, então, que sejam sanadas as omissões: a uma, quanto ao reconhecimento da falta de interesse recursal da Fazenda
Nacional; a duas, quanto ao entendimento de que o crédito não foi lançado através de declaração do contribuinte e sim lançamento de
ofício, em que apenas a própria Fazenda Nacional poderia expurgar eventual excesso de execução e a três, o reconhecimento da Nota
Técnica 124 do STJ, de que é ônus do exeqüente "o refazimento do titulo, expurgando-se a parcela declarada inconstitucional da base de
cálculo, mediante simples operação aritmética".
4. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
5. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
6. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, sob o argumento de que em face da presunção juris tantum de
liquidez e certeza da CDA (Art. 3º da Lei nº 6.830/80) e da necessidade de que a alegação de inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei
nº 9.718/98 deve ocorrer em sede de embargos executivos, que necessitam de dilação probatória, e não em objeção de pré-executividade,
prosseguindo-se a ação executiva, não há que se falar em omissão no presente julgado.
7. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
8. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 99456/RN - 2009.05.00.065793-6/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
AGRVTE : UNIÃO
AGRVDO : MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO
AMARANTE - RN
ADV/PROC : LEONARDO VASCONCELLOS BRAZ
GALVÃO

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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

EMBTE : UNIÃO

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE


JUIZ FEDERAL MAGNUS AUGUSTO COSTA DELGADO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO em face da decisão prolatada nos presentes autos, em que foi
indeferido o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao agravo, para reformar a decisão monocrática que deferiu o pedido de suspensão
da inscrição do nome do município agravado no CAUC - Cadastro Único de Convênios, operado pelo SIAFI.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, entendendo que a suspensão da inscrição do município agravado
no CAUC/SIAFI visa não obstar os repasses de recursos federais destinados á execução de ações sociais, não há que se falar em omissão
no presente julgado.
5. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 460340/CE - 2006.81.00.014522-0/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal do Ceará
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ANTÔNIO EUGÊNIO FIGUEIREDO DE
ALMEIDA e outros
APDO : NEXUS SOLUÇÕES EMPRESARIAIS S C
LTDA
ADV/PROC : WELLINGTON ROCHA LEITÃO FILHO e
outros
EMBTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO ANDRÉ DIAS FERNANDES.
EMENTA
SFH. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO
PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
PREQUESTIONAMENTO.
1. Requer a parte embargante seja sanada a omissão consistente na ausência de manifestação acerca das alegações apresentadas
pelo agravante acerca das matérias aqui discutidas.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
5. Constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço probatório constante
dos autos e de acordo com a legislação de regência, reconhecendo a ocorrência de amortização negativa, bem como a impossibilidade de
acumulação da comissão de permanência com a correção monetária, não há que se falar em reforma da sentença.
6. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
7. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 8124/RN - 2008.84.00.012021-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : VALCLEIDE GASPAR DE LIMA GOMES
ADV/PROC : FRANCISCO DUTRA DE MACEDO
FILHO
REMTE : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (NATAL)

EMENTA
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. APRESENTAÇÃO DE DIRBEN-8030, PPP E DE LAUDO TÉCNICO
PERICIAL. ELETRICIDADE ACIMA DE 250 VOLTS. COMPROVAÇÃO DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE SOB CONDIÇÕES
ESPECIAIS. JUROS DE MORA. CRITÉRIOS. APELAÇÃO E REMESSA OFICIAL IMPROVIDAS.
1. Pretensão de obter aposentadoria especial, mediante o reconhecimento de tempo de serviço de natureza especial,
compreendido no período de 24.12.1980 a 07.11.2007, cujo pleito foi deferido pelo MM. Juiz sentenciante.
2. Nos termos do art. 57, da Lei nº 8.213/91, a aposentadoria especial será devida ao segurado que tiver trabalhado sujeito a
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, consistindo numa renda mensal equivalente a 100% (cem por cento)
do salário de benefício.
3. Antes da edição da Lei nº 9.032/95, para o reconhecimento de tempo de serviço laborado em atividade especial, apenas era
necessário que o segurado se enquadrasse em uma das atividades profissionais determinadas no Decreto nº 53.831/64. Após sua vigência,
o segurado deveria comprovar, além do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente em condições especiais, a efetiva
exposição aos agentes ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, através do preenchimento de formulários
próprios, pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício, ou seja, quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme
dispuser a lei.
4. Com a edição da Medida Provisória 1.523/96, convertida na Lei nº 9.528/97, passou-se a exigir para a comprovação da
exposição do segurado aos agentes nocivos, a apresentação de formulário emitido pela empresa ou por seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Os formulários
exigidos eram: SB-40, DISES BE 5235, DSS 8030 e o DIRBEN 8030, os quais foram substituídos pelo PPP (perfil profissiográfico
previdenciário), que traz diversas informações do segurado e da empresa.
5. A apresentação do Laudo Técnico será exigida para os períodos de atividade exercida sob condições especiais apenas a partir
de 14 de outubro de 1996, exceto no caso do agente nocivo ruído, que exige apresentação de laudo para todos os períodos declarados.
6. A autora exerceu suas atividades junto à Companhia Energética do Rio Grande do Norte - COSERN, nas funções de auxiliar
técnica de eletrotécnica e eletrotécnica 'I-A', no período compreendido entre 24.12.1980 a 07.11.2007, de forma habitual e permanente,
tendo como agente agressivo, efeitos da eletricidade, com tensão acima de 250 volts, consoante DIRBEN-8030, Perfil Profissiográfico
Previdenciário e Laudo Técnico Pericial, assinado por Engenheiro de Segurança do Trabalho.
7. Não há como contestar a veracidade das informações constantes nos formulários e laudo técnico pericial, tampouco o fato de
que a postulante tenha exercido a atividade de eletrotécnica em todo o período alegado.
8. A partir de 05.03.97, com a edição do Decreto nº. 2.172, o agente agressivo eletricidade deixou de ser elemento caracterizador
do direito à aposentadoria especial por simples enquadramento, só gerando o direito ao computo como atividade especial se constatada,
por laudo pericial, a exposição do trabalhador a esse agente, de forma habitual e permanente, consoante restou demonstrado na hipótese.
9. Verifica-se que o tempo de serviço decorrido entre 24.12.1980 a 07.11.2007 deve ser computado como atividade especial.
Como tal período contabiliza mais de 25 (vinte e cinco) anos, a autora preenche os requisitos necessários para a concessão do benefício
de aposentadoria especial, nos termos do art. 57 da Lei nº 8.213/91.
10. O termo inicial do pagamento das prestações devidas é a data do requerimento administrativo do pedido, datado de
07.11.2007.
11. A Lei nº 11.960/09 deve incidir a partir do momento em que entrou em vigor, inclusive no que diz respeito às ações
ajuizadas antes de sua vigência. Assim, os juros moratórios e a correção monetária serão devidos, respectivamente, no percentual de 1%
ao mês e pelos índices da legislação previdenciária, sendo os primeiros até a entrada em vigor do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a
redação dada pela Lei nº 11.960/09, sendo a partir daí conforme os seus termos.
12. Honorários advocatícios, em desfavor do INSS, mantidos em 10% sobre o valor da condenação, nos termos do art. 20, § 4º,
do CPC, observando-se a súmula 111 do STJ.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

13. Apelação do INSS improvida e remessa oficial parcialmente provida apenas para aplicar a Lei nº 11.960/09 a partir de sua
vigência.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por maioria, negar provimento à apelação cível e dar
parcial provimento à remessa oficial, nos termos do voto do relator, vencido este quanto à aplicação imediata da lei 11.960/09, na forma
do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503530/PE - 2009.83.00.019903-8/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503530/PE - 2009.83.00.019903-8/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA

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ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco


APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503554/PE - 0000791-70.2010.4.05.8300/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503554/PE - 0000791-70.2010.4.05.8300/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 12932/PB - 2009.82.01.003237-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 6ª Vara Federal da Paraíba
APELANTE : UNIÃO
APELADO : ADRIANA CAETANO DE LIMA
OLIVEIRA e outro
ADV/PROC : FELIPE ALCANTARA FERREIRA
GUSMÃO e outro
REMTE : JUÍZO DA 6ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (CAMPINA GRANDE)

ORIGEM: 6ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA


JUIZ FEDERAL FRANCISCO EDUARDO GUIMARÃES FARIAS
EMENTA
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRATO TEMPORÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
CONTRATO DECLARADO NULO. EQUIPARAÇÃO À DEMISSÃO DO TRABALHADOR DECORRENTE DE CULPA
RECÍPROCA. PRECEDENTES DO STJ. SEGURO-DESEMPREGO INDEVIDO. MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA.
1 - A Constituição Federal de 1988, em seu art. 37, trata da hipótese de contratação por tempo determinado para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público.
2 - O seguro-desemprego é regulado pelas Leis 7.998/90, 8.900/94 e por diversas portarias do CODEFAT (Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), vinculado ao Ministério do Trabalho, tem por objetivo proporcionar assistência
financeira ao trabalhador involuntariamente privado do emprego.
3 - Na situação sub judice, o motivo da dispensa da impetrante decorreu de decisão proferida pela Justiça do Trabalho, em sede
de Ação Civil Pública, sob o fundamento de ilegalidade e nulidade da contratação realizada sem prévia aprovação em concurso público.
4 - O Superior Tribunal de Justiça equipara a hipótese de nulidade do contrato de trabalho, pela ausência de concurso público, à
demissão do trabalhador decorrente de culpa recíproca.
5 - Incabível qualquer discussão sobre a regularidade ou não da contratação sob o regime temporário, posto que matéria
encontra-se superada diante do julgamento proferido na ação civil pública.
6 - Apelação e remessa providas. Segurança denegada.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO à apelação e à
remessa oficial, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 97772/CE - 2009.05.00.049840-8/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ORIGEM : 20ª Vara Federal do Ceará (Privativa de


Execuções Fiscais)
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : CERTA SERVICOS EMPRESARIAIS E
REPRESENTACOES LTDA e outros
ADV/PROC : MANUEL LUÍS DA ROCHA NETO e outros
EMBTE : CERTA SERVICOS EMPRESARIAIS E
REPRESENTACOES LTDA

ORIGEM: 20ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL JOSÉ PARENTE PINHEIRO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Trata-se de embargos de declaração opostos pelo agravado em face do acórdão prolatado nos embargos aclaratórios, onde a
Turma negou provimento aos embargos sob o argumento de que não há necessidade, por parte do fisco, de demonstrar que os sócios
teriam agido com excesso de poderes, infração à lei ou ao contrato social, em face da presunção juris tantum de liquidez e certeza da
CDA (Art. 3º da Lei nº 6.830/80), entendendo-se, portanto, pelo prosseguimento da execução fiscal.
2. Requer a parte embargante que o acórdão ora afrontado incorreu em omissão quando não enfrentou o ponto nodal da presente
querela, qual seja, a exclusão dos agravados do pólo passivo da ação executiva. Requer, com isso, que seja sanada tal omissão quanto ao
art. 135 do CTN e que é possível admitir a exceção de pré-executividade nas situações em que não se faz necessária dilação probatória,
pugnado, por fim, pela atribuição dos efeitos modificativos.
3. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
4. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
5. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, entendendo que não há necessidade, por parte do fisco, de
demonstrar que os sócios teriam agido com excesso de poderes, infração à lei ou ao contrato social, em face da presunção juris tantum de
liquidez e certeza da CDA (Art. 3º da Lei nº 6.830/80), visualizando-se, portanto, que resta aos executados/agravados comprovar em sede
de embargos executivos, com dilação probatória, que não concorreram para a constituição do débito ora cobrado. Desta feita, não há que
se falar em omissão no presente julgado.
6. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
7. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 100893/PE - 2009.05.99.002415-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara da Fazenda Pública
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : AUTO EXPRESSO OLIVEIRA LTDA
AGRVDO : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO e
outros
ADV/PROC : WANDERLEY VASCONCELLOS
MARTINS e outro
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: VARA DA FAZENDA PÚBLICA


JUÍZA DE DIREITO ANA CAROLINA FERNANDES PAIVA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO
PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer a parte embargante sejam sanadas a omissão e obscuridade acerca do valor atualizado da penhora do crédito
previdenciário decorrente da apropriação indébito de descontos das contribuições devidas pelos empregados que deveriam ter sido
repassados pelo empregador.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, não há que se falar em omissão e/ou obscuridade no presente
julgado.
5. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 100894/PE - 2009.05.99.002416-1/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara da Fazenda Pública
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : AUTO EXPRESSO OLIVEIRA LTDA
AGRVDO : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO e
outros
ADV/PROC : WANDERLEY VASCONCELLOS
MARTINS e outros
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: VARA DA FAZENDA PÚBLICA


JUÍZA DE DIREITO ANA CAROLINA FERNANDES PAIVA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO
PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer a parte embargante sejam sanadas a omissão e obscuridade acerca do valor atualizado da penhora do crédito
previdenciário decorrente da apropriação indébito de descontos das contribuições devidas pelos empregados que deveriam ter sido
repassados pelo empregador.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, não há que se falar em omissão e/ou obscuridade no presente
julgado.
5. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 504264/PE - 2009.83.00.012900-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS

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TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. EXECUÇÃO PARA RESSARCIMENTO
DE VALORES DEVIDOS ENTRE A DATA DA IMPETRAÇÃO ATÉ A DATA DA CESSAÇÃO DOS DESCONTOS.
POSSIBILIDADE. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. EXTINÇÃO DA
EXECUÇÃO. ENTIDADE SINDICAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. PESSOA JURÍDICA SEM FINS LUCRATIVOS.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA MISERABILIDADE.
1. É possível a propositura da execução nos autos da ação mandamental, onde se busca o ressarcimento de valores descontados
entre a impetração e o cumprimento da sentença mandamental. Posicionamento que não conflita com o enunciado da Súmula 269 do
Colendo STF: "O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança".
2. É parte legítima para figurar no pólo passivo da demanda executiva a pessoa física ou jurídica que sucumbiu na ação de
conhecimento e, desde que conste de forma expressa no comando sentencial (art. 568, I, do CPC).
3. A despeito de restar garantido aos exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o
PSS por parte da autoridade apontada como coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca
o ressarcimento de valores já repassados à União Federal.
4. Não tendo a União participado da relação jurídico-processual, impõe-se a extinção da pretensão executiva.
5. Acolhida a ilegitimidade da UFPE restam prejudicadas as demais alegações por esta arguidas e, no que se refere ao
SINTUFEPE, prejudicada também está a alegação de condenação da UFPE em honorários advocatícios em sede de execução.
6. O Colendo STJ firmou entendimento quanto à possibilidade de concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às
entidades sem fins lucrativos (sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício. Precedentes: (AgRg no
Ag 1 183 557, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgamento 13/04/2010) (AgRg no REsp 1.103.391-RS, Rel. Min. Arnaldo Esteves
Lima, Quinta Turma, Julgamento: 20/04/2010).
7. Apelação da UFPE provida e apelação do SINTUFEPE parcialmente provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO à apelação da UFPE
e PARCIAL PROVIMENTO ao apelo do SINTUFEPE, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010..
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 107125/CE - 0007743-36.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 3ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : MARCOS ANDRÉ HENRIQUE DA SILVA
REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

EMENTA
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. QUESTÃO DE PROVA. REVISÃO. COMPETÊNCIA LIMITADA AO
EXAME DA LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE.DE ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. INCURSÃO NO MÉRITO
ADMINISTRATIVO. PRECEDENTES STF E STJ. AGRAVO PROVIDO.
1. Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela UNIÃO contra decisão que deferiu
pedido de antecipação dos efeitos da tutela, determinando a anulação de questão em Concurso Público da Polícia Rodoviária Federal, a
fim de atribuir ao agravado a pontuação respectiva, assegurando-lhe, assim, a participação nas fases subsequentes do concurso.
2. De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal a competência do Poder Judiciário em matéria de concurso
público se limita ao exame da legalidade das regras estabelecidas no edital, não cabendo ao magistrado proceder à correção de provas,
tampouco à revisão das notas atribuídas aos candidatos.
3. A anulação do quesito e a consequente soma dos escores ao agravado teve que passar pela análise do conteúdo da questão e
do critério adotado pela banca examinadora, sendo desta a incumbência para tal atribuição.

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4. Agravo de Instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao agravo de instrumento,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 507748/PB - 0001032-50.2010.4.05.8201
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal da Paraíba
APTE : ANTONIA HELENA DA COSTA
ADV/PROC : RUBENS LOPES DO NASCIMENTO DE
MELO FERREIRA e outro
APDO : UNIÃO

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA


JUIZ FEDERAL EMILIANO ZAPATA DE MIRANDA LEITÃO
EMENTA
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRATO TEMPORÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
CONTRATO DECLARADO NULO. EQUIPARAÇÃO À DEMISSÃO DO TRABALHADOR DECORRENTE DE CULPA
RECÍPROCA. PRECEDENTES DO STJ. SEGURO-DESEMPREGO INDEVIDO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1 - A Constituição Federal de 1988, em seu art. 37, trata da hipótese de contratação por tempo determinado para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público.
2 - O seguro-desemprego é regulado pelas Leis 7.998/90, 8.900/94 e por diversas portarias do CODEFAT (Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), vinculado ao Ministério do Trabalho, tem por objetivo proporcionar assistência
financeira ao trabalhador involuntariamente privado do emprego.
3 - Na situação sub judice, o motivo da dispensa da impetrante decorreu de decisão proferida pela Justiça do Trabalho, em sede
de Ação Civil Pública, sob o fundamento de ilegalidade e nulidade da contratação realizada sem prévia aprovação em concurso público.
4 - O Superior Tribunal de Justiça equipara a hipótese de nulidade do contrato de trabalho, pela ausência de concurso público, à
demissão do trabalhador decorrente de culpa recíproca.
5 - Incabível qualquer discussão sobre a regularidade ou não da contratação sob o regime temporário, posto que matéria
encontra-se superada diante do julgamento proferido na ação civil pública.
6 - Apelação improvida. Sentença mantida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503692/PE - 2009.83.00.019894-0/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

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ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503692/PE - 2009.83.00.019894-0/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503533/PE - 0000055-52.2010.4.05.8300/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.

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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503533/PE - 0000055-52.2010.4.05.8300/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503392/PE - 0000814-16.2010.4.05.8300/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -


5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503392/PE - 0000814-16.2010.4.05.8300/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503528/PE - 2009.83.00.019954-3/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado

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em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503528/PE - 2009.83.00.019954-3/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA


Relator

AGTR - 98122/PE - 2009.05.00.050170-5/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRVTE : PESCA ALTO MAR S/A
ADV/PROC : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS
JÚNIOR e outros
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
EMBTE : PESCA ALTO MAR S/A

ORIGEM: 22ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (PRIVATIVA PARA EXECUÇÕES FISCAIS)


JUÍZA FEDERAL AMANDA TORRES DE LUCENA DINIZ ARAÚJO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Trata-se de embargos de declaração opostos pelo agravante em face do acórdão prolatado nos presentes autos, onde a Turma
negou provimento ao agravo sob o argumento de que se deve manter a decisão monocrática que rejeitou a exceção de pré-executividade
não reconhecendo a prescrição/decadência, de acordo com o art. 174, Inciso I do CTN.
2. Requer a parte embargante seja sanada a omissão quanto a supremacia imposta pelo art. 146, Inciso III, alínea "b" da CF/88,
quando da interpretação acerca da prescrição exposta no art. 174 do CTN, incorrendo em afronta a segurança jurídica, ao devido processo
legal, ampla defesa e razoabilidade, pois a prescrição/decadência estão regulados pela Lei das Execuções Fiscais e pelo Código de
Processo Civil, leis ordinárias e hierarquicamente inferiores ao CTN, que foi recepcionado pela Costituição de 1988 e elevado ao patamar
de Lei Complementar. Pugna, ademais, pela inaplicabilidade da Súmula nº 106-STJ e pela atribuição de efeitos modificativos.
3. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
4. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
5. Na hipótese, constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço
probatório constante dos autos e de acordo com a legislação de regência, não há que se falar em omissão no presente julgado, pois a parte
agravante não demonstrou no presente recurso, de maneira inconteste, que a paralização do feito se deu por inércia da Fazenda Pública,
razão pela qual, deve-se manter a decisão recorrida que rejeitou a objeção de pré-executividade que pleiteava a extinção da ação
executiva.
6. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
7. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 100618/PE - 2009.05.00.077189-7/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 18ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
AGRVTE : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA - PE
ADV/PROC : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO
e outros
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 18ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUIZ FEDERAL TIAGO ANTUNES DE AGUIAR
EMENTA

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EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.


NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
PREQUESTIONAMENTO.
1. Requer a parte embargante sejam sanadas as omissões quanto as ofensas ao art. 195, I, da CF/88 e arts. 22 c/c 28, §9º da Lei
nº 8.212/91. Por último, prequestiona os dispositivos legais acima referidos, bem como pugna pela atribuição de efeito modificativo aos
presentes embargos de declaração.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
5. Constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço probatório constante
dos autos e de acordo com a legislação de regência, entendendo pela suspensão da exigibilidade da contribuição previdenciária sobre as
verbas pagas a título de horas-extras e de terço constitucional de férias gozadas, não há que se falar em omissão no presente julgado.
6. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
7. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 9575/CE - 2008.81.00.015844-1


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
APELANTE : FAZENDA NACIONAL
APELADO : HOSPITAL SAO MATEUS S/C LTDA e
outros
ADV/PROC : ANTÔNIO AUGUSTO PORTELA
MARTINS e outros
REMTE : JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)

ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL JOÃO LUIS NOGUEIRA MATIAS
EMENTA
TRIBUTÁRIO. COFINS/PIS. LEI 9.718/98, ART. 3º, §1º. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. VIOLAÇÃO AO ART.
195 DA CF/88. CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS 10.637/02 E 10.833/03 (MP 135 E MP 66). COMPENSAÇÃO. LIMITAÇÃO
DO ART. 170-A DO CTN (LC 104/2001). TAXA SELIC. MANUTENÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 20, §4º DO
CPC.
1. Ação que visa à declaração de inexigibilidade da COFINS e do PIS sobre as receitas obtidas pela apelada nos termos do art.
3º, §1º da Lei 9.718/98 e a compensação dos valores indevidamente recolhidos.
2. Devidamente instruída a ação com os DARF`s acostados às fls. 33/47; eventuais diferenças devem ser averiguadas em
posterior fase de liquidação da sentença, nos termos do art. 475-A do CPC. Preliminar rejeitada.
3. A LC 118/2005 não pode ser aplicada retroativamente e, neste sentido, decidiu o Pleno deste Tribunal, no julgamento da
Argüição de Inconstitucionalidade na AC 419.228/PB, da relatoria do Desembargador Marcelo Navarro.
4. Os fatos geradores do PIS e da COFINS referem-se a período anterior ao início da vigência da LC n. 118/2005, aplica-se o
prazo prescricional de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita. Prejudicial de
mérito rejeitada.
5. A Lei 9.718/98, a pretexto de modificar a base de cálculo das contribuições sociais, instituiu nova fonte de custeio da
Seguridade Social, em desrespeito ao art. 195 § 4º que exige Lei Complementar. Precedente do STF: RE 346.084-PR - Informativo-STF
408.
6. Restam indevidos os valores recolhidos a título de PIS e COFINS nos termos do art. 3º, §1º da Lei 9.718/98.
7. A edição da EC 20/98 e posteriormente a vigência das Leis 10.637/02 e 10.833/03, resultado da conversão das Medidas
Provisórias nºs 135 e 66, afastou o motivo pelo qual a Lei 9.718/98 era inconstitucional, de modo que estas leis devem ser observadas na
incidência do PIS e da COFINS.
8. Os valores, objeto de compensação, devem corresponder àqueles recolhidos sob a vigência do art. 3º, §1º da Lei 9.718/98 até a
vigência das Leis Medidas Provisórias 66 e 135, convertidas, respectivamente, nas Leis 10.637/02 e 10.833/2003, limitado ao decênio

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legal anterior à propositura da ação, até a vigência da LC 118/2005, e corrigidos monetariamente pela taxa SELIC, que não pode ser
cumulada com qualquer outro índice de juros.
9. Aplicabilidade do art. 170-A do CTN, uma vez que a presente ação foi ajuizada na vigência do referido dispositivo legal. (LC
104/2001)
10. Manutenção dos honorários advocatícios fixados na sentença, tendo em vista a apreciação equitativa do Juiz singular nos
termos do art. 20, §4º do CPC.
11. Apelação e remessa oficial improvidas.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação e à remessa
oficial, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante
do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 12547/RN - 2009.84.00.004179-2


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
APELANTE : FAZENDA NACIONAL
APELADO : SINDICATO ESTADUAL DOS TRAB. EM
EDUCACAO DE 3o. GRAU - SINTEST/RN
ADV/PROC : CARLOS ALBERTO MARQUES JUNIOR e
outros
REMTE : JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (NATAL) -
COMPETENTE P/ EXEC. PENAIS

ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO VINÍCIUS COSTA VIDOR
EMENTA
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO DE PERMANÊNCIA. ART. 40, § 19 DA CF/88 - EC 41/2003. VERBA DE
NATUREZA INDENIZATÓRIA. INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA - ART. 43 DO
CTN. VALORES RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE.
1 - Versa a matéria sobre a incidência ou não do Imposto de Renda sobre o Abono de Permanência.
2 - O fato gerador do Imposto de Renda deflui tanto da previsão constitucional, como da definição contida na norma do art. 43
do CTN.
3 - A indenização visa ressarcir direito não fruído em sua integralidade, seja para reparar garantia jurídica desrespeitada, seja em
face de outros fundamentos normativamente tidos como relevantes.
4 - Diante da análise dos conceitos de renda e proventos de qualquer natureza e de indenização, à luz do ordenamento jurídico
brasileiro e da EC 41/2003 que instituiu o "abono de permanência", bem como, da interpretação exegética da vontade da lei, conclui-se
que a natureza jurídica do abono de permanência é eminentemente indenizatória, na medida em que representa uma compensação em
favor do agente público que permanece prestando serviços, indiscutivelmente, no interesse da Administração.
5 - Os valores recebidos a título de Abono de Permanência não constituem fato gerador do Imposto de renda na fonte e, portanto,
não se subsumem a norma prevista no art. 43 do CTN.
6 - O agente público que preencher os requisitos para se aposentar, mas que permanecer prestando seus serviços à Administração
Pública, tem direito a receber os valores indevidamente descontados a título de Imposto de Renda, a partir da entrada em vigor da
Emenda Constitucional nº 41/2003.
7 - Apelação e remessa oficial improvidas.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação da Fazenda
Nacional e à remessa oficial, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 502081/RN - 0000286-70.2010.4.05.8400
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA

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ORIGEM : 1ª Vara Federal do Rio Grande do Norte


APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e
outro
ADV/PROC : PAULO HUMBERTO PINHEIRO DE
SOUZA
APDO : JOANA MÔNICA MACHADO REGO
ADV/PROC : SAMUEL MEDEIROS DA CUNHA

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO CARLOS WAGNER DIAS FERREIRA.
EMENTA
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SFH. DUPLO FINANCIAMENTO. COBERTURA PELO FCVS. CONTRATO FIRMADO
ATÉ 5 DE DEZEMBRO DE 1990. POSSIBILIDADE.
1. Mesmo havendo duplo financiamento pelo SFH, o devedor tem o direito de ver abatido do saldo devedor o montante coberto
pelo FCVS, quando o contrato a ser coberto tiver sido firmado até 5 de dezembro de 1990, em face do que dispõe o art. 3° da lei n.°
8.100/90, com a redação dada pela lei n.° 10.150/2000, o que ocorre no presente caso, conforme se verifica no contrato acostado aos
autos.
2. Apelação não provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 416859/PE - 2000.83.00.015576-7/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : SERGIO COSMO FERREIRA NETO e
outros
APDO : ALEXANDRE DE SOUZA LEMOS
ADV/PROC : VICTOR ALEXANDRE NASCIMENTO
XIMENES
EMBTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA.
EMENTA
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SFH. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DO PES/CP E EXCLUSÃO DO
CES. CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE
REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. PREQUESTIONAMENTO.
1. Requer a embargante seja sanada a contradição ocorrida no julgado em face do reconhecimento da validade da aplicação do
PES/CP e a não admissão do CES. Alega a CEF que, decorrendo o PES/CP e o CES da mesma norma regulamentar, o reconhecimento do
primeiro impõe a aplicabilidade do segundo ao contrato de financiamento, atribuindo aos embargos a finalidade de prequestionamento.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
5. Na hipótese dos autos, a decisão atacada entendeu que, não havendo previsão contratual, como é o caso sob discussão, não há
como determinar a aplicação do CES. Nesse passo, visto que não se reconheceu vinculação do CES ao PES/CP, não há que se falar em
contradição a ensejar a reforma do julgamento vergastado.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração da CEF, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.

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Recife, 14 de outubro de 2010.


Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 2299/PE - 2007.83.00.020197-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA DA CONCEIÇÃO PORPINO DO
PRADO
ADV/PROC : JOÃO BATISTA DE FREITAS e outro
REMTE : JUÍZO DA 1ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE) -
ESPECIALIZADA EM NATURALIZAÇÃO
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (ESPECIALIZADA EM NATURALIZAÇÃO)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO MARCELO COSTENARO CAVALI
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA DE VALORES
ATRASADOS. OMISSÃO. NOVA LEI JUROS. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO
PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à não aplicação de lei nova de juros - Lei nº 11.960/09, cuja vigência se
deu antes do julgamento do acórdão embargado.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pelo direito ao recebimento dos valores atrasados do benefício de
aposentadoria por idade, e aplicou ao caso os juros de mora no percentual de 1% ao mês, sem observância da aplicação imediata da Lei nº
11.960/09, vencido o relator nesta parte. Não há que se falar em omissão no presente julgado.
4. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 101117/CE - 96.05.17372-7/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : SINDICATO DOS TRABALHADORES
RURAIS DE FARIAS BRITO
ADV/PROC : JOSÉ AUGUSTO MACÊDO MAIA e outro
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO JÚLIO RODRIGUES COELHO NETO
EMENTA

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PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIFERENÇAS. PORTARIA


MINISTERIAL Nº 714/93. OMISSÃO. NOVA LEI JUROS. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à não aplicação de lei nova de juros - Lei nº 11.960/09, cuja vigência se
deu antes do julgamento do acórdão embargado.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pelo direito ao pagamento das diferenças de meio para um salário mínimo.
Não há que se falar em omissão no presente julgado.
4. A autarquia federal restou omissa ao não se pronunciar expressamente a respeito da sua inconformidade na apelação, cujo
ônus lhe cabia, de forma que não pode se valer de sua própria inércia.
5. Com a alegação de que houve omissão na aplicação da lei nova de juros, pretende a Embargante, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503082/CE - 0002362-23.2010.4.05.9999/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Santana do
Acaraú
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA DA CONCEIÇÃO CORDEIRO
ADV/PROC : ANA ZÉLIA BRITO e outro
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE SANTANA DO ACARAÚ


JUÍZA SUBSTITUTA CYNTHIA NÓBREGA PEREIRA
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA RURAL. OMISSÃO.
NOVA LEI JUROS. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE
REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à não aplicação de lei nova de juros - Lei nº 11.960/09, cuja vigência se
deu antes do julgamento do acórdão embargado.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pelo direito à concessão do benefício de aposentadoria rural por idade. Não
há que se falar em omissão no presente julgado.
4. A autarquia federal restou omissa ao não se pronunciar expressamente a respeito da sua inconformidade na apelação, cujo
ônus lhe cabia, de forma que não pode se valer de sua própria inércia.
5. Com a alegação de que houve omissão na aplicação da lei nova de juros, pretende a Embargante, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Recife, 14 de outubro de 2010.


Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 460805/PE - 2007.83.05.000609-0/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 23ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
APTE : VICENTE FERREIRA NETO e outros
ADV/PROC : SEBASTIAO CORREIA RAMOS
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 23ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUÍZA FEDERAL SUBSTITUTA AMANDA GONÇALVEZ STOPPA
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. OMISSÃO.
INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO
JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à violação ao direito adquirido (art. 5º, XXXVI, CF/88), assim como,
quanto à ofensa ao princípio da isonomia (art. 201, §1º, CF/88).
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pelo afastamento da decadência e posterior devolução dos autos à primeira
instância. Não há que se falar em omissão no presente julgado.
4. Com a alegação de que houve omissão, pretende a Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
5. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 5529/SE - 2008.85.00.003634-4/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : GEOVAN DE ARAUJO SANTOS
ADV/PROC : JOSÉ MELO SANTOS
REMTE : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DE
SERGIPE (ARACAJU)
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO FERNANDO ESCRIVANI STEFANIU
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE
CONTRIBUIÇÃO. JUROS DE MORA. OMISSÃO. OCORRÊNCIA. CRITÉRIOS

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Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1. Requer o embargante seja sanada a omissão em relação à ausência de determinação do termo inicial da contagem dos juros de
mora e da aplicabilidade imediata da lei nº 11.960/09.
2. Assiste razão em parte ao embargante quanto à ausência de determinação do percentual de juros de mora a ser aplicado ao
caso.
3. Os juros moratórios serão devidos no percentual de 1% ao mês, com incidência a partir da citação, nos termos da Súmula
204/STJ, até a entrada em vigor do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, sendo a partir daí nos seus
termos.
4. Embargos de declaração conhecidos e providos para integrar a decisão vergastada sem efeitos modificativos, determinando os
juros de mora que devem ser aplicados.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por maioria, dar provimento aos embargos de declaração,
nos termos do voto do relator, vencido este apenas no tocante à aplicação imediata da Lei nº 11.960/09, na forma do relatório e notas
taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 11762/CE - 0002301-65.2010.4.05.9999/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Varjota - CE
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA LINO DA SILVA
ADV/PROC : VALÉRIA MESQUITA MAGALHÃES
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE VARJOTA - CE
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE VARJOTA - CE


JUÍZA DE DIREITO ANTÔNIA DILCE RODRIGUES FEIJÃO
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APOSENTADORIA RURAL POR
IDADE. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE
REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à não aplicação de lei nova de juros - Lei nº 11.960/09, cuja vigência se
deu antes do julgamento do acórdão embargado.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, em face da devolutividade da remessa oficial, aplicou ao caso os juros de mora no
percentual de 1% ao mês. Não há que se falar em omissão no presente julgado.
4. A autarquia federal restou omissa ao não se pronunciar expressamente a respeito da sua inconformidade na apelação, cujo
ônus lhe cabia, de forma que não pode se valer de sua própria inércia.
5. Com a alegação de que houve omissão na aplicação da lei nova de juros, pretende a Embargante, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 5026/PE - 2008.83.00.011550-1/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ORIGEM : 7ª Vara Federal de Pernambuco


(Especializada em Questões Agrárias)
APTE : MARIA DO CARMO SOARES BEZERRA
ADV/PROC : ANA HELENA CAVALCANTI PORTELA e
outros
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
RECTE AD : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REMTE : JUÍZO DA 7ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE) -
ESPECIALIZADA EM QUESTÕES
AGRÁRIAS
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 7ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (ESPECIALIZADA EM QUESTÕES AGRÁRIAS)


JUÍZA FEDERAL SUBSTITUTA MARÍLIA IVO NEVES
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. OMISSÃO.
INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO
JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto a decadência do direito de revisar a RMI da parte autora, aplicando-se o
artigo 103 da Lei de Benefícios da Previdência Social.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pela concessão do direito de revisão previdenciária. Não há que se falar em
omissão no presente julgado.
4. Com a alegação de que houve omissão, pretende a Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
5. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 903/CE - 2003.81.00.026693-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : UNAPEB - UNIAO DOS APOSENTADOS
E PENSIONISTAS DO BRASIL
ADV/PROC : ALINE DE CARVALHO CAVALCANTE e
outros
REMTE : JUÍZO DA 6ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 6ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL FRANCISCO ROBERTO MACHADO
EMENTA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. OMISSÃO.


NOVA LEI JUROS. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA. NÍTIDO PROPÓSITO DE
REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto a aplicação do critério de correção da OTN/IORTN a todos os benefícios,
inclusive os benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Constata-se que a decisão embargada, diante do arcabouço probatório constante dos autos, analisou toda a matéria trazida à
discussão de acordo com a legislação de regência e concluiu pelo direito à revisão do benefício, tomando-se como parâmetro a correção
pela OTN/ORTN. Não há que se falar em omissão no presente julgado.
4. A autarquia federal restou omissa ao não se pronunciar expressamente a respeito da sua inconformidade na apelação, cujo
ônus lhe cabia, de forma que não pode se valer de sua própria inércia.
5. Com a alegação de que houve omissão, pretende a Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração do INSS, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 3054/CE - 2004.81.00.002160-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 15ª Vara Federal do Ceará (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA DALVA FURTADO PINTO
ADV/PROC : WILISA VANNIA QUIARATO
REMTE : JUÍZO DA 15ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (LIMOEIRO DO NORTE) -
COMPETENTE P/ EXEC. PENAIS
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 15ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUIZ FEDERAL FRANCISCO LUIS RIOS ALVES
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REVISÃO DE BENEFÍCIO DE PENSÃO
POR MORTE. OMISSÃO. JUROS DE MORA. OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO IMEDIATA DA LEI Nº 11.960/09. POSSIBILIDADE.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto à não aplicação de lei nova de juros - Lei nº 11.960/09, cuja vigência se
deu antes do julgamento do acórdão embargado.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Assiste razão ao embargante uma vez que, em face da devolutividade da remessa oficial, deveria a Turma, expressamente, se
pronunciar acerca da aplicação dos juros de mora.
4. A 1ª Turma desta Eg. Corte perfilha atualmente o entendimento de que a Lei nº 11.960/09 deve incidir a partir do momento
em que entrou em vigor, inclusive no que diz respeito às ações ajuizadas antes de sua vigência. Assim, os juros moratórios serão devidos
no percentual de 1% ao mês até a entrada em vigor da Lei nº 11.960/09 que deu nova redação ao artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, sendo a
partir de sua vigência conforme os seus termos. Vencido o Relator apenas quanto à aplicação imediata da Lei nº 11.960/09.
5. Embargos de declaração conhecidos e providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por maioria, dar provimento aos embargos de declaração
do INSS, nos termos do voto do relator, vencido este apenas no tocante à aplicação imediata da Lei nº 11.960/09, na forma do relatório e
notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.

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PODER JUDICIÁRIO
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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA


Relator

AC - 503503/PE - 2009.83.00.012950-4/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503503/PE - 2009.83.00.012950-4/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros


APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503662/PE - 2009.83.00.019892-7/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 83 / 196


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503662/PE - 2009.83.00.019892-7/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 84 / 196


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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 99912/CE - 2009.05.00.076834-5/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : B & M CONSTRUÇÕES CONSULTORIA E
REPRESENTAÇÕES
AGRVDO : MARILIA DE CARVALHO BARBOSA
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DARTANHAN VEERCINGETÓRIX DE ARAÚJO E ROCHA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. DECISÃO EXTRA PETITA. RECONHECIMENTO. PRESCRIÇÃO
PARA O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA ENTREGA DA DCTF. DECISÃO AGRAVADA,
RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO PARCIAL. ART. 174 DO CTN. OMISSÃO SANADA. SEM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS
MODIFICATIVOS. PREQUESTIONAMENTO.
1. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
2. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
3. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
4. Reconhecida a existência de contradição na decisão embargada, em que restou extra petita o Acórdão da Egrégia Turma, vez
que o caso não é de prescrição intercorrente e sim de prescrição para o ajuizamento da ação.
5. Na hipótese, a ação executiva foi ajuizada em 02.05.2005 (fl. 22/24), objetivando a cobrança de crédito tributário constituído,
segundo a Fazenda Nacional, em 12.05.2000. Assevera a Fazenda Nacional que a entrega da DCTF efetivamente ocorreu em 12.05.2000,
consoante documento de fl. 17. Eis aí o cerne da questão, atendendo que a depender da data considerada para a entrega da DCTF, a ação
estaria ou não prescrita.
6. Entretanto, conclui-se pelas CDA's de fls. 27/29 e 37/39, que a entrega da DCTF teria se dado em 29.02.2000 e 28.04.2000
(CDA nº 30 2 05 000562-19) e em 29.02.2000 e 28.04.2000 (CDA nº 30 6 05 000861-50). Ocorreu a prescrição parcial dos créditos
exigidos através das CDA's retro mencionadas (art. 174 do CTN), devendo-se manter a decisão monocrática ora atacada.
7. Embargos de Declaração conhecidos e providos para reconhecer e sanar a contradição que ensejou a proclamação extra petita
do Acórdão embargado.
8. Sem atribuição de efeitos modificativos aos presentes embargos, diante da manutenção do resultado do julgamento que
concluiu por negar provimento ao Agravo.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento aos embargos de
declaração para reconhecer e sanar a contradição, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do relator, na forma do
relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 118932/PB - 97.05.22352-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 3ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Execuções Penais)
APTE : UMBELINA MARIA DE JESUS e outros
ADV/PROC : JOSE COSME DE MELO FILHO e outros
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE

ORIGEM: 3ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUÍZA FEDERAL CRISTINA MARIA COSTA GARCEZ
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA.
INOCORRÊNCIA. AJUIZAMENTO DA AÇÃO EXECUTIVA EM RELAÇÃO A QUATRO EXEQUENTES FORA DO PRAZO
PRESCRICIONAL. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. ÓBITO DE UMA EXEQUENTE. SUSPENSÃO DO PRAZO
DE PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO A REFERIDA EXEQUENTE. EXTINÇÃO DA AÇÃO EXECUTIVA. IMPOSSIBILIDADE.
1. Sendo possível o Juiz, a teor do § 5º do art. 219 do CPC conhecer de ofício a prescrição, não há falar em nulidade da
sentença, por cerceamento do direito de defesa, o fato da sentença recorrida reconhecer a prescrição da pretensão executiva e determinar
o arquivamento dos autos, sem promover a intimação dos exequentes.
2. A prescrição tem como objetivo pôr fim a pretensão do titular da ação, que permaneceu inerte por um determinado lapso de
tempo, privilegiando assim, a segurança jurídica e a ordem social.
3. Dispõe a Súmula 150 do Supremo Tribunal Federal: "Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação."
4. É assente o entendimento jurisprudencial das Egrégias 1ª e 4ª Turmas deste Tribunal no sentido de que não corre prazo
prescricional entre a data do óbito do autor da ação e a data de habilitação dos herdeiros.
5. O falecimento da parte, a teor do art. 265, I, do CPC, suspende o processo e, por consequência suspende a prescrição e,
restando constatado o óbito da exequente MARIA COSME DE ABREU em 03.12.2001, ou seja, 01 ano e 12 meses após o trânsito em
julgado, com pedido de habilitação dos herdeiros em 26.02.2007, merece reforma a sentença recorrida que extinguiu a pretensão
executiva em relação a referida exequente.
6. Verificando-se que o processo restou paralisado por prazo superior a 06 (seis) anos a contar do trânsito em julgado do título
executivo (07.02.2000) a (11.01.2007), é inegável a prescrição a pretensão executiva em relação aos demais exequentes.
7. Apelação parcialmente provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar parcial provimento à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 5720/CE - 90.05.02771-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 7ª Vara Federal do Ceará
APTE : JOSE AUZUIR DE ALEXANDRIA
ADV/PROC : JANICE TELMA MOREIRA GURJÃO e
outro
APDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 7ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO LEOPOLDO FONTENELE TEIXEIRA
EMENTA
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. EXECUÇÃO. TÍTULO JUDICIAL, SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA DE CÁLCULOS FIXANDO OS CRITÉRIOS DA EXECUÇÃO COM EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO ANTES
DA EDIÇÃO DA LEI Nº 9.250/95. INCLUSÃO DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS E DA TAXA SELIC NA EXECUÇÃO DO
JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. JUROS DE MORA ENTRE A DATA DA ELABORAÇÃO DA CONTA E A DATA DA
EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA RECORRIDA QUE EXTINGUIU A
EXECUÇÃO.
1. A extinção do processo, em decorrência do pagamento, impõe ao executado efetuar o depósito do montante integral do débito,
devidamente atualizado. Assim, enquanto não solvida a obrigação é possível a expedição de precatório complementar.
2. É possível a inclusão dos expurgos inflacionários no cálculo para a formação de precatório complementar, desde o título
executivo não fixe os critérios de correção monetária a serem utilizados na atualização do débito judicial ou ainda, não tenha os cálculos
sido homologados por sentença. Precedentes do STJ. (REsp 1066098/PE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, 1ª Turma, data do Julgamento
18.08.2009) e (Edcl no REsp 662064/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, 2ª Turma, data do julgamento 13.10.2009, decisão unânime).

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3. É pacifico o entendimento do STJ no sentido de que é inaplicável a taxa SELIC, em sede de execução, nas hipóteses em que o
título executivo for proferido após a edição da Lei nº 9.250/95 e determinar a aplicação dos juros de mora no percentual de 1% (um por
cento) ao mês, sob pena de violação à coisa julgada. "[...] Diversamente, contudo, se a sentença foi proferida em período anterior à
vigência da citada lei, é possível a inclusão da referida taxa nos cálculos de liquidação de sentença, sem que isso implique ofensa à coisa
julgada", a partir de 01.01.1996. (REsp nº 933905/SP, Min. Eliana Calmon, 2ª Turma, data do julgamento 06.11.2008).
4. A despeito do título judicial não estabelecer os critérios de atualização do débito judicial e, ainda, ter sido proferido antes da
edição da Lei nº 9.250/95, o que em tese, possibilitaria a inclusão dos expurgos inflacionários e da Taxa SELIC na execução do julgado,
porém verificando haver sentença homologatória de cálculos datada de 13.09.91, com expedição de precatório em 10.03.1992, irreparável
a sentença recorrida que extinguiu a execução.
5. Em decisão plenária, datada de 09/06/2010, nos autos dos EINFAC nº 170590, que teve como Relator Desembargador
Francisco Barros, acompanhando o posicionamento do STJ e do STF, esta Corte sedimentou-se no sentido de que é indevida a aplicação
de juros moratórios no período compreendido entre a data da elaboração dos cálculos e a data da expedição do precatório.
6. Apelação não provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

HC - 4095/PE - 0015993-58.2010.4.05.0000
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa em
Matéria Penal)
IMPTTE : MARCO AURELIO ALMEIDA CAMPOS
IMPTDO : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE) - PRIVATIVA
EM MATÉRIA PENAL
PACTE : PAULO SÉRGIO PACHECO DOS SANTOS
réu preso

EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. 'HABEAS CORPUS' LIBERATÓRIO. AÇÃO PENAL. CRIME, EM TESE, DE FURTO
QUALIFICADO À AGÊNCIA DOS CORREIOS- ECT. PROCESSO SUSPENSO EM FACE DO NÃO COMPARECIMENTO DO
RÉU A JUÍZO. PRISÃO PREVENTIVA (CPP, ART. 312). GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI PENAL.
LOCALIZAÇÃO E CAPTURA DO ACUSADO. CUMPRIMENTO DO MANDADO DE PRISÃO (10.08.2010). DEFLAGRAÇÃO DA
AÇÃO PENAL. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. DESIGNAÇÃO PELO JUÍZO SINGULAR (26.10.2010).
EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO. INOCORRÊNCIA. INSTRUÇÃO COM CURSO REGULAR.
1-Habeas Corpus manejado ao argumento de que o constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do paciente estaria
consubstanciado no excesso de prazo caracterizado para a formação da culpa no processo penal nº 0002751-66.2007.4.05.8300, que
tramita perante o Juízo Federal da 4ª Vara/PE.
2-Desacolhe-se a alegação de ocorrência de excesso de prazo na instrução, quando o mandado de prisão preventiva foi cumprido
em 10 de agosto do corrente ano, em face de o acusado se encontrar foragido e com paradeiro desconhecido.
3-A instrução penal foi deflagrada, estando dentro dos limites da razoabilidade, com audiência de instrução e julgamento
designada para o dia 26 de outubro do corrente ano.
4-Ordem de 'Habeas Corpus' denegada.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DENEGAR A ORDEM DE 'HABEAS
CORPUS', nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 385539/RN - 2005.84.00.006463-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
APTE : UNIÃO

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APDO : ELOISA DA LUZ BIASUZ


ADV/PROC : PAULO DE SOUZA COUTINHO FILHO e
outro
REMTE : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (NATAL)

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE


JUIZ FEDERAL EDILSON PEREIRA NOBRE JR.
EMENTA
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. REMOÇÃO A PEDIDO, INDEPENDENTEMENTE
DO INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO, PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE LOTADO EM OUTRA UNIDADE DA
FEDERAÇÃO. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. SENTENÇA MANTIDA.
1. O cerne da presente questão é o reconhecimento ou não, do direito à remoção da apelada, Auditora Fiscal do Trabalho, da
Delegacia Regional do Trabalho de João Pessoa/PB para a Delegacia Regional do Trabalho de Natal/RN, independentemente da
existência de vagas, para acompanhar seu cônjuge.
2. As hipóteses de remoção de servidor público encontram-se regulamentadas no parágrafo único, do art. 36, da Lei nº 8.112/90,
modificado pela Lei nº 9.527/97.
3. As Chefias das Unidades dos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte têm se mostrado favorável ao interesse da apelada,
demonstrando a conveniência e oportunidade da permanência da servidora na unidade pretendida, em Natal/RN.
4. Restou demonstrado que o Superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego do Estado do Rio Grande do Norte
requisitou ao Ministro do Trabalho e Emprego a remoção administrativa da apelada para o Estado do Rio Grande do Norte, com a
comunicação à Advocacia Geral da União de que a Administração não tem mais qualquer interesse recursal no processo judicial.
5. Não tendo havido nenhuma mudança fática ou jurídica que pudesse alterar o interesse dos administradores quanto ao pedido
de remoção da apelada, entende-se que há plausibilidade nos argumentos da requerente.
6. Não seria razoável após cinco anos trabalhando na DRT/RN, a apelada retornar à unidade da Paraíba, já tendo se estabelecido
na cidade de Natal/RN, onde exerce a chefia nas atividades de fiscalização, atividade para a qual segundo consta dos autos, há uma
grande dificuldade de encontrar servidores que se disponham a ocupar a referida função, especialmente dentre os Auditores-Fiscais do
Trabalho.
7. Evidente a necessidade da apelada em acompanhar seu marido, que é portador de deficiência visual em decorrência de
toxoplasmose congênita, conforme comprovado nos autos.
8. Apelação e remessa oficial improvidas, devido às peculiaridades do caso concreto.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade,NEGAR PROVIMENTO À APELAÇÃO
E À REMESSA OFICIAL, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

ACR - 6020/RN - 2006.84.02.000378-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
APTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
APDO : MANOEL LUCENA
ADV/PROC : JOSE CEZAR FECHINE

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUIZ FEDERAL JAILSON LEANDRO DE SOUSA
EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. ARTIGO
168-A DO CÓDIGO PENAL. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. EXCLUDENTE DE CULPABILIDADE. INEXIGIBILIDADE DE
CONDUTA DIVERSA. OCORRÊNCIA. ABSOLVIÇÃO. ARTIGO 386, VI DO CPP (REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.690/2008).
CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU.
1-Constitui apropriação indébita previdenciária deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos
contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional (caput do Artigo 168-A do CP, acrescentado pela Lei nº 9983/200 de 14.07.2000)
2-O dolo do delito é a vontade de não repassar à previdência as contribuições recolhidas, obedecendo ao prazo e à forma legal.
Não se exige fim específico, ou seja, o animus rem si habendi, ao contrário do que ocorre na apropriação indébita comum.
3-Acusado, sócio-gerente da empresa Indústria de Calçados Murielli Ltda., pessoa semi-alfabetizada, completamente desprovida
de qualquer formação para administrar uma empresa.

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4-Comprovação a partir da forma como a empresa foi constituída, qual seja, a partir de seu trabalho como sapateiro; pelo tipo de
trabalho exercido por ele na indústria, visto que, além de exercer a administração, trabalhava até como carregador braçal; e, por fim, pelo
fato de ele não ter conseguido extrair dela qualquer tipo riqueza.
5-Diante da situação pessoal e desqualificação técnica do acusado para administrar a empresa, que ocasionou grave crise
financeira no período compreendido entre os anos de 1996 a 2004 (faltava matéria prima, atrasos no pagamento de fornecedores e
pagamentos dos salários dos empregados - que recebiam em vale-feira), a sua conduta pode ser amparada pela causa supralegal de
excludente de culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa.
6-Ademais, constam dos autos documentos que comprovam a crise financeira da empresa no período de 1996 a 2004, quais
sejam, certidões cartorárias de inúmeras reclamações trabalhistas e ações de execução ajuizadas em face da Indústria e Calçados Murielli
Ltda. e do acusado Manoel Lucena; certidão de ajuizamento de pedido de falência e autos de arrematação judicial dos imóveis nos quais
funcionava a empresa (fls.103/131).
7-Desacolhe-se a apelação do MPF para confirmar a sentença absolutória, com a ressalva de a absolvição ser com arrimo no
atual Artigo 386, VI, do Código de Processo Penal.
6-Apelação do MPF improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à apelação do
Ministério Público Federal, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 12435/PB - 0002879-28.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de São Bento
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : OLÍMPIO VIEIRA DA SILVA
ADV/PROC : FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUSA
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE SÃO BENTO - PB

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE SÃO BENTO


JUIZ DE DIREITO EDIVAN RODRIGUES ALEXANDRE
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. RESTABELECIMENTO DE AUXÍLIO DOENÇA. INCAPACIDADE
PROVISÓRIA COMPROVADA. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO AFASTADA.
1. Não merece guarida a preliminar de suspensão do cumprimento da decisão com base no artigo 558 do CPC argüida pela
apelante, uma vez que não restou demonstrada a possibilidade de lesão grave e de difícil reparação em seu desfavor pela manutenção da
tutela antecipada confirmada pela sentença.
2. Em harmonia com alinhado no art. 59 da Lei 8.213/91, o benefício previdenciário do auxílio-doença alcança tão-somente
aqueles segurados que estão em situação de incapacidade temporária para o trabalho com quadro clínico de característica reversível.
Trata-se, portanto, de um beneficio de curta duração e renovável.
3. Relativamente à qualidade de segurado e à carência, a autarquia-ré não apresentou qualquer impugnação a respeito, nem na
esfera administrativa, nem em juízo, motivo pelo qual, desnecessária se mostra a análise dos aludidos requisitos, até mesmo porque o
apelado foi beneficiário de auxílio-doença.
4. Em consonância com os termos expendidos no laudo pericial, o apelado se amolda perfeitamente à típica hipótese de
concessão do benefício propugnado. Restou verificado que o suplicante é portador de sequela no braço, punho e mão, gerando
incapacidade provisória.
5. O promovente não tem condições de exercer suas antigas atividades, para as quais estava preparado, devendo ser reconhecido
seu direito à concessão do beenfício de auxílio-doença desde a data da citação válida.
6. No que toca à suspeição levantada pelo recorrente, entende-se que a inconformidade deveria ser apresentada por meio do
recurso adequado na ação exceção de suspeição apensada aos presentes autos, cuja decisão foi de improcedência.
7. Apelação do INSS e remessa oficial improvidas.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação do INSS e à
remessa oficial, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.

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Recife, 14 de outubro de 2010.


Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 488163/SE - 2007.85.00.004215-7
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
APTE : REGINALDO SANTOS
ADV/PROC : JAMES MENDONÇA OLIVEIRA
APTE : CODEVASF - COMPANHIA DE
DESENVOLVIMENTO DOS VALES DO
SÃO FRANCISCO E DO PARNAÍBA
ADV/PROC : ALCIDES LINS DE FARIA e outros
APDO : OS MESMOS

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO FERNANDO ESCRIVANI STEFANIU
EMENTA
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PROJETO BETUME EM SERGIPE. INUNDAÇÕES
EM ÁREA DE IRRIGAÇÃO IMPLANTADA PELA CODEVASF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE NEXO CAUSAL ENTRE
OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS DANOS ALEGADOS. PREJUÍZOS SOFRIDOS NÃO EVIDENCIADOS.
1. Apelações interpostas pelas partes, em face da sentença que julgou parcialmente procedente o pedido para condenar a
CODEVASF ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes de inundação ocorrida, em junho/2006, no perímetro
irrigado de Betume, na região do Baixo São Francisco, em razão do rompimento do dique no riacho do aterro/Poções. A pretensão de
indenização por danos decorrentes de inundações ocorridas em outros períodos, supostamente ocasionadas por falhas do sistema de
drenagem/irrigação, restou afastada, ao argumento de inexistência de prova do nexo de causalidade entre o ato apontado como lesivo (ato
omissivo do Poder Público caracterizado pela falha no dimensionamento adequado de diques e comportas, deficiência na manutenção de
fiscalização e omissão frente às providências necessárias à garantia de higidez do projeto de assentamento/colonização) e os danos
alegados.
2. Nos casos de danos decorrentes de atos de terceiros ou de fenômenos da natureza, para se configurar a obrigação estatal de
indenizar, há necessidade de comprovação de que concorreu para o resultado danoso, determinada omissão culposa da Administração
Pública. É, pois, necessária a demonstração do nexo de causalidade entre a falta ou deficiência na prestação do serviço e o dano sofrido.
3. Hipótese em que, não tendo sido elaborado laudo pericial contemporâneo aos eventos danosos, e sendo o mesmo
indispensável para delimitar o estado passado da barragem, não há como se considerar, com segurança, que a ineficiência dos serviços
prestados pela Administração foi determinante para o desfecho lesivo.
4. Atividade desenvolvida pelos colonos que não é insuscetível de risco, encontrando-se ordinariamente sujeita às intempéries
climáticas, aos problemas do solo associados ao relevo, o que impossibilita, nessas ações, a condenação da CODEVASF em uma
indenização por tudo o que potencialmente se poderia ter plantado na área de cada parceleiro, colhido e vendido, de forma ideal, sem a
ocorrência de nenhum fator de risco a ser assumido pelos colonos. Inexistência de comprovação dos prejuízos sofridos pelo postulante.
Precedente deste Tribunal (AC 489336/SE, Segunda Turma, DJ: 02/06/2010)
5. À parte autora incumbe a prova dos requisitos ensejadores da responsabilidade do Estado, posto que aqui não se trata de
responsabilidade objetiva, prevista do art. 37, § 6º da CF/88, mas de responsabilidade subjetiva, decorrente de ato omissivo da
Administração Pública, e que, por conseguinte, comprova-se através de provas trazidas pelos lesados, o que não aconteceu no caso
apresentado.
6. Quanto à inundação decorrente do rompimento do dique em 2006, ocasionado, segundo alegações do próprio autor, por
terceiros invasores, a CODEVASF não possui, dentre suas atribuições, o exercício do poder de polícia, de modo que tendo procedido ao
registro de ocorrência na Polícia Civil, bem como comunicado o ocorrido à Superintendência da Polícia Federal, tomou as providências
cabíveis e possíveis, de modo a caracterizar o evento como autêntico fato de terceiro, a ensejar o rompimento do nexo causal
indispensável ao reconhecimento do dever de indenizar.
7. Apelação da parte autora improvida. Apelação da CODEVASF provida, para afastar a condenação ao pagamento de
indenização por danos morais e materiais reconhecidos, em face da enchente ocorrida, em junho/2006, no perímetro irrigado de Betume.
8. Vencida a parte autora, devem ser invertidos os ônus sucumbenciais, ressalvando-se, no caso, a isenção do postulante por ser
beneficiário da justiça gratuita.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação da parte
autora e dar provimento à apelação da CODEVASF, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes
dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 479938/CE - 2009.05.99.002976-6/01

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO


FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Antonina do Norte
APTE : JUCILENE ALVES DA COSTA
ADV/PROC : FRANCISCO GONÇALVES DIAS e outro
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE ANTONINA DO NORTE


JUIZ DE DIREITO RONALD CAVALCANTE SOARES JÚNIOR
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. SALÁRIO MATERNIDADE. OMISSÃO.
OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE VOTO VENCEDOR.
1. Requer o embargante seja sanada a omissão quanto a ausência do voto vencedor sobre os juros de mora. Requer, também, que
seja aplicada a Lei nº 11.960/09 a partir de sua vigência.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art.535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. Verifica-se que assiste razão em parte ao embargante, uma vez que não constam dos autos o voto vencedor sobre os juros de
mora a serem aplicados.
4. No que toca à aplicação da Lei nº 11.960/09 (que trata sobre os juros de mora) observa-se que restou expressamente
consignado na ementa que o Relator ficou vencido, não havendo que se falar em omissão na hipótese.
5. Embargos de declaração conhecidos e parcialmente providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar parcial provimento aos embargos de
declaração do INSS apenas para determinar a juntada do voto vencedor no que toca aos juros de mora, nos termos do voto do relator, na
forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 104716/CE - 0002962-68.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : TRIGOBIA COMÉRCIO DE TRIGO LTDA
ADV/PROC : SCHUBERT DE FARIAS MACHADO e
outros

ORIGEM: 6ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO JOSÉ EDUARDO DE MELO VILAR FILHO.
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPORTAÇÃO DE FARINHA DE TRIGO ARGENTINA. ARTIGO 10, I, i, DA
PORTARIA SECEX Nº 25/2008. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO TRATADO DE ASSUNÇÃO. SUJEIÇÃO AO REGIME DE
LICENCIAMENTO NÃO AUTOMÁTICO.
1. A tese defendida pela parte agravada é a de que a imposição de licenciamento não automático nas importações de farinha de
trigo proveniente da Argentina constitui prática vedada pelo Tratado de Assunção, consoante se depreende dos Artigos 2º e 3º do Anexo
ao Decreto nº 550, de 27 de maio de 1992, que dispõe sobre o Acordo de Alcance Parcial de Complementação Econômica nº 18,
subscrito entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
2. A farinha de trigo figura entre os produtos relacionados no Tratamento Administrativo do SISCOMEX (Portaria SECEX n.º
25/2008, art. 10, inciso I), conforme se verifica da Relação dos produtos sujeitos a licenciamento não automático disponível no Portal do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior(http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=272).
3. Não merece prosperar a alegação de que o regime de licenciamento não automático ofende as disposições dos Artigos 2º e 3º
do Anexo ao Decreto nº 550, de 27 de maio de 1992, que dispõe sobre o Acordo de Alcance Parcial de Complementação Econômica nº
18. Como amplamente divulgado, a submissão de determinados produtos sujeitos destinados à importação ao regime de licenciamento
não automático é prática corriqueira entre Brasil e Argentina.
4. No que tange à alegação de demora para a liberação das mercadorias, algumas semanas, como alegado, porque sujeita a
licenciamento não automático, não parece haver afronta à razoabilidade, tendo em vista o elevado volume de importações entre países do
Mercosul, especialmente entre Brasil e Argentina. Anote-se não ter ficado demonstrado que a mercadoria estaria sujeita a perecimento

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antes do período fixado para a adoção da medida. Em suma, a priori, o prazo de 60 (sessenta) dias fixado na Portaria SECEX n.º 25/2008
para o licenciamento não automático estão dentro dos padrões de razoabilidade.
5. Não compete ao Judiciário modificar o regime de licenciamento das mercadorias importadas ou conceder licenças de
importação em substituição aos órgãos da Administração encarregados legalmente de tal mister, se, neste último caso, não houver
desrespeito aos prazos fixados em regulamento.
6. Agravo de instrumento provido para cassar a antecipação da tutela concedida no processo principal, que determinou que a
União submetesse as importações de trigo realizadas pela ora agravada, oriundas da República da Argentina ou de qualquer outro país
signatário do Tratado de Assunção, ao regime de licenciamento automático.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao agravo de instrumento,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 6426/PE - 2009.83.00.003955-2/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 21ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : MUNICÍPIO DE BUENOS AIRES - PE
ADV/PROC : RODRIGO RANGEL MARANHAO e outros
APDO : UNIÃO
REMTE : JUÍZO DA 21ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
AGRVTE : UNIÃO

ORIGEM: 21ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA. CERTIFICADO DE
REGULARIDADE PREVIDENCIÁRIA. INEXIGIBILIDADE. VIOLAÇÃO DA AUTONOMIA MUNICIPAL. EXCLUSÃO DO
NOME DO MUNICÍPIO DO SIAFI/CAUC E DO CADPREV. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
1. Agravo regimental interposto contra decisão que antecipou os efeitos da tutela recursal para determinar que a União se
abstenha de exigir o Certificado de Regularidade Previdenciária - CRP, ou qualquer outro documento com o fim de atestar o
cumprimento da Lei n.º 9.717/98, como condição para a prática dos atos previstos nos incisos I, II, III e IV do art. 7º da referida lei, bem
como para determinar a exclusão do nome do município do CAUC - Cadastro Único de Convênio e do CADPREV - Cadastro de Regime
Próprio de Previdência Social e de qualquer restrição referente à não-apresentação dos aludidos documentos pelo público municipal.
2. Antecipação da tutela recursal concedida com base em fundamento constitucional que garante a autonomia municipal,
tomando ainda por parâmetro decisão monocrática do Supremo Tribunal Federal referendada pelo Plenário daquela Corte (ACO 830-PR,
Relator Min. Marco Aurélio), por meio da qual Estado da Federação obteve pronunciamento favorável da Excelsa Corte no sentido de
compelir a União a efetivar o repasse da compensação previdenciária, a se abster de aplicar sanção em decorrência de descumprimento da
Lei n.º 9.717/98, a expedir Certificado de Regularidade Previdenciária e a não obstaculizar operações financeiras previstas na Lei n.º
9.717/98 e Decreto n.º 3.788/2001.
3. Presença do risco de lesão grave e de difícil reparação, tendo em vista a indispensabilidade das verbas resultantes das
operações mencionadas nos incisos I, II, III e IV do art. 7º da Lei 9.717/98, para que o ente municipal possa se desincumbir
adequadamente sua missão constitucional.
4. Agravo regimental não-provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 7 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 12135/CE - 0002292-06.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Várzea Alegre
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

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REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA


ENTIDADE
APELADO : JOSEFA GONÇALVES DE OLIVEIRA
BEZERRA
ADV/PROC : FRANCISCO GREGORIO NETO e outro
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE VÁRZEA ALEGRE - CE

EMENTA
PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. APOSENTADORIA POR IDADE DE TRABALHADOR RURAL.
COMPROVAÇÃO DO PERÍODO DE CARÊNCIA E DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE RURAL. INÍCIO DE PROVA MATERIAL
COMPLEMENTADA POR PROVA TESTEMUNHAL. APELAÇÃO E REMESSA IMPROVIDAS.
1. O art. 143 da Lei nº 8.213/91, com a redação dada pela Lei nº 9.063, de 14.06.95, assegura ao trabalhador rural enquadrado
como segurado obrigatório, na forma da alínea 'a' do inciso I, ou do inciso IV, ou VII do art. 11 desta Lei, a aposentadoria por idade,
desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do
benefício, em número de meses idêntico à carência do referido benefício.
2. É meramente exemplificativo o rol de documentos constante do art. 106, da Lei 8.213/91, daí se poder aceitar qualquer outro
início de prova material, revelador da realidade e típicos da cultura rural, a carteira de sócia da Associação Comunitária de Canindezinho,
com filiação em 06/04/2006, a declaração do sindicato dos trabalhadores rurais de Várzea Alegre, a folha de frequência em curso de
produtor de plantas medicinais no período de 16/11/1998 a 20/11/1998, a carteira de sócia do sindicato dos trabalhadores rurais de Várzea
Alegre, com filiação em 2000 e respectivas contribuições, a participação no programa hora de plantar, a declaração da EMATERCE, o
termo de homologação de atividade rural do período de 2000 a 2006 e os testemunhos prestados em juízo, demonstram satisfatoriamente
a qualidade de Trabalhadora Rural da autora.
3. Deve ser reconhecido o direito da suplicante à aposentadoria rural, na forma do requerimento inicial.
4. Os juros moratórios e a correção monetária serão devidos, respectivamente, no percentual de 1% ao mês e pelos índices da
legislação previdenciária, sendo os primeiros até a entrada em vigor do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº
11.960/09, sendo a partir daí nos seus termos.
5. Apelação improvida e remessa oficial parcialmente provida, apenas para determinar os juros moratórios.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por maioria, negar provimento à apelação do INSS e dar
parcial provimento à remessa oficial, nos termos do voto do relator, vencido este quanto à aplicação imediata da Lei nº 11.960/09, na
forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 99832/CE - 2009.05.00.071106-2/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : NORQUIP COMERCIO LOCAÇÕES E
SERVIÇOS LTDA
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DARTANHAN VEERCINGETÓRIX DE ARAÚJO E ROCHA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. DECISÃO EXTRA PETITA. RECONHECIMENTO. PRESCRIÇÃO
PARA O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA ENTREGA DA DCTF. DECISÃO AGRAVADA,
RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO PARCIAL. ART. 174 DO CTN. OMISSÃO SANADA. SEM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS
MODIFICATIVOS. PREQUESTIONAMENTO.
1. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
2. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
3. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
4. Reconhecida a existência de contradição na decisão embargada, em que restou extra petita o Acórdão da Egrégia Turma, vez
que o caso não é de prescrição intercorrente e sim de prescrição para o ajuizamento da ação.
5. Na hipótese, a ação executiva foi ajuizada em 02.03.2007 (fl. 14/16), objetivando a cobrança de crédito tributário constituído,
segundo a Fazenda Nacional, em 15.05.2002. Assevera a Fazenda Nacional que a entrega da DCTF efetivamente ocorreu em 15.05.2002,

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consoante documento de fl. 09. Eis aí o cerne da questão, atendendo que a depender da data considerada para a entrega da DCTF, a ação
estaria ou não prescrita.
6. Entretanto, conclui-se pelas CDA's de fls. 18 e 22/23, que a entrega da DCTF teria se dado em 15.02.2002 (CDA nº 30 6 06
010234-71), 15.12.2000 e 15.02.2002 (CDA nº 30 7 06 000100-04). Ocorreu a prescrição parcial dos créditos exigidos através das CDA's
retro mencionadas (art. 174 do CTN), devendo-se manter a decisão monocrática ora atacada.
7. Embargos de Declaração conhecidos e providos para reconhecer e sanar a contradição que ensejou a proclamação extra petita
do Acórdão embargado.
8. Sem atribuição de efeitos modificativos aos presentes embargos, diante da manutenção do resultado do julgamento que
concluiu por negar provimento ao Agravo.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento aos embargos de
declaração para reconhecer e sanar a contradição, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do relator, na forma do
relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 77943/PE - 2007.05.00.035592-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : DISBEAL DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS
E ALIMENTOS LTDA
ADV/PROC : MANUEL DE FREITAS CAVALCANTE
JUNIOR e outros

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FRANCISCO ALVES DOS SANTOS JÚNIOR
EMENTA
TRIBUTÁRIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDÊNCIÁRIAS SOBRE
VALORES RECOLHIDOS. ANTECIPAÇÃO DA TUTELA PRETENDIDA. ART. 273 DO CPC. NECESSIDADE DE
COMPROVAÇÃO DA PROVA INEQUÍVOCA COM FUNDADO RECEIO DE DANO IRREPARÁVEL OU DO ABUSO DE
DIREITO DE DEFESA OU DA INTENÇAO PROTELATÓRIA DO RÉU. NÃO COMPROVAÇÃO DO PERIGO DA DEMORA EM
FACE DOS EFEITOS DA MORA TRIBUTÁRIA. AGRAVO PROVIDO.
1. Trata-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela FAZENDA NACIONAL contra decisão
que concedeu medida cautelar de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, referente ao IRPJ, IRPJ-Fonte e a CSLL, com base no
art. 273, §7º, do CPC, em face do malferimento ao princípio do não confisco, porque o crédito tributário estaria acrescido de multa de
50% do seu valor.
2. De acordo com o art. 273 do Código de Processo Civil, o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou
parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da
alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, ou fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o
manifesto propósito protelatório do réu, ressalvada, em todo caso, a reversibilidade do provimento antecipatório.
3. Não visualizado o perigo da demora para o agravado. Insuficiência da alegação genérica do perigo representado pelos efeitos
da mora tributária, pois: I - o agravado tem a sua disposição, caso queira evitar os efeitos da mora no pagamento do tributo questionado e
a submissão futura ao sistema de precatório, o instituto do depósito judicial da dívida tributária, que, inclusive, suspende a exigibilidade
do crédito questionado (art 151 do CTN); II - eventual inadimplência do tributo de que se trata, por parte do agravado, não seria
resultante do indeferimento da liminar, mas de sua própria vontade, em face da disponibilidade do instituto referido do item anterior; III -
as parcelas do tributo questionado que vierem a ser pagas serão, caso procedente o pedido inicial, devolvidas com atualização monetária e
juros; IV - e o valor tributário envolvido não é de tal monta a inviabilizar as atividades do agravado.
4. O risco de lesão grave e de difícil reparação para o agravante encontra-se evidenciado, por sua vez, tendo em vista a finalidade
social a que é destinada a arrecadação de tributos.
5. Agravo de instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao agravo de instrumento,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

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AGTR - 100419/CE - 2009.05.00.077442-4/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : M P CLAUDINO INDUSTRIA DE
CONFECCOES LTDA
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DARTANHAN VEERCINGETÓRIX DE ARAÚJO E ROCHA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. DECISÃO EXTRA PETITA. RECONHECIMENTO. PRESCRIÇÃO
PARA O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA ENTREGA DA DCTF. DECISÃO AGRAVADA,
RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO PARCIAL. ART. 174 DO CTN. OMISSÃO SANADA. SEM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS
MODIFICATIVOS. PREQUESTIONAMENTO.
1. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
2. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
3. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
4. Reconhecida a existência de contradição na decisão embargada, em que restou extra petita o Acórdão da Egrégia Turma, vez
que o caso não é de prescrição intercorrente e sim de prescrição para o ajuizamento da ação.
5. Na hipótese, a ação executiva foi ajuizada em 31.10.2003 (fl. 11/12), objetivando a cobrança de crédito tributário constituído,
segundo a Fazenda Nacional, em 29.10.1999. Contudo, assevera a Fazenda Nacional que a entrega da DCTF efetivamente ocorreu em
29.10.1999, conforme documento de consulta de fl. 31. Eis aí o cerne da questão, atendendo que a depender da data considerada para a
entrega da DCTF, a ação estaria ou não prescrita.
6. Entretanto, conclui-se pela CDA de fls. 14, que a entrega da DCTF teria se dado em 14.08.1998. Ocorreu a prescrição parcial
dos créditos exigidos através das CDA's retro mencionadas (art. 174 do CTN), devendo-se manter a decisão monocrática ora atacada.
7. Embargos de Declaração conhecidos e providos para reconhecer e sanar a contradição que ensejou a proclamação extra petita
do Acórdão embargado.
8. Sem atribuição de efeitos modificativos aos presentes embargos, diante da manutenção do resultado do julgamento que
concluiu por negar provimento ao Agravo.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento aos embargos de
declaração para reconhecer e sanar a contradição, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do relator, na forma do
relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 487824/SE - 2007.85.00.004193-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
APTE : ADEVAL GOMES DE SÁ
ADV/PROC : JAMES MENDONÇA OLIVEIRA
APDO : CODEVASF - COMPANHIA DE
DESENVOLVIMENTO DOS VALES DO
SÃO FRANCISCO E DO PARNAÍBA
ADV/PROC : MARIA DA SALETE FREIRE e outros
APDO : AKTIVA - ENGENHARIA LTDA
APDO : DISTRITO DE IRRIGAÇÃO DO BETUME

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO FERNANDO ESCRIVANI STEFANIU
EMENTA
ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. PROJETO BETUME EM SERGIPE. INUNDAÇÕES
EM ÁREA DE IRRIGAÇÃO IMPLANTADA PELA CODEVASF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE NEXO CAUSAL ENTRE
OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS DANOS ALEGADOS. PREJUÍZOS SOFRIDOS NÃO EVIDENCIADOS.

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1. Apelações interpostas pelas partes, em face da sentença que julgou parcialmente procedente o pedido para condenar a
CODEVASF ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes de inundação ocorrida, em junho/2006, no perímetro
irrigado de Betume, na região do Baixo São Francisco, em razão do rompimento do dique no riacho do aterro/Poções. A pretensão de
indenização por danos decorrentes de inundações ocorridas em outros períodos, supostamente ocasionadas por falhas do sistema de
drenagem/irrigação, restou afastada, ao argumento de inexistência de prova do nexo de causalidade entre o ato apontado como lesivo (ato
omissivo do Poder Público caracterizado pela falha no dimensionamento adequado de diques e comportas, deficiência na manutenção de
fiscalização e omissão frente às providências necessárias à garantia de higidez do projeto de assentamento/colonização) e os danos
alegados.
2. Nos casos de danos decorrentes de atos de terceiros ou de fenômenos da natureza, para se configurar a obrigação estatal de
indenizar, há necessidade de comprovação de que concorreu para o resultado danoso, determinada omissão culposa da Administração
Pública. É, pois, necessária a demonstração do nexo de causalidade entre a falta ou deficiência na prestação do serviço e o dano sofrido.
3. Hipótese em que, não tendo sido elaborado laudo pericial contemporâneo aos eventos danosos, e sendo o mesmo
indispensável para delimitar o estado passado da barragem, não há como se considerar, com segurança, que a ineficiência dos serviços
prestados pela Administração foi determinante para o desfecho lesivo.
4. Atividade desenvolvida pelos colonos que não é insuscetível de risco, encontrando-se ordinariamente sujeita às intempéries
climáticas, aos problemas do solo associados ao relevo, o que impossibilita, nessas ações, a condenação da CODEVASF em uma
indenização por tudo o que potencialmente se poderia ter plantado na área de cada parceleiro, colhido e vendido, de forma ideal, sem a
ocorrência de nenhum fator de risco a ser assumido pelos colonos. Inexistência de comprovação dos prejuízos sofridos pelo postulante.
Precedente deste Tribunal (AC 489336/SE, Segunda Turma, DJ: 02/06/2010)
5. À parte autora incumbe a prova dos requisitos ensejadores da responsabilidade do Estado, posto que aqui não se trata de
responsabilidade objetiva, prevista do art. 37, § 6º da CF/88, mas de responsabilidade subjetiva, decorrente de ato omissivo da
Administração Pública, e que, por conseguinte, comprova-se através de provas trazidas pelos lesados, o que não aconteceu no caso
apresentado.
6. Quanto à inundação decorrente do rompimento do dique em 2006, ocasionado, segundo alegações do próprio autor, por
terceiros invasores, a CODEVASF não possui, dentre suas atribuições, o exercício do poder de polícia, de modo que tendo procedido ao
registro de ocorrência na Polícia Civil, bem como comunicado o ocorrido à Superintendência da Polícia Federal, tomou as providências
cabíveis e possíveis, de modo a caracterizar o evento como autêntico fato de terceiro, a ensejar o rompimento do nexo causal
indispensável ao reconhecimento do dever de indenizar.
7. Apelação da parte autora improvida. Apelação da CODEVASF provida, para afastar a condenação ao pagamento de
indenização por danos morais e materiais reconhecidos na sentença recorrida, em face da enchente ocorrida, em junho/2006, no perímetro
irrigado de Betume.
8. Vencida a parte autora, devem ser invertidos os ônus sucumbenciais, ressalvando-se, no caso, a isenção do postulante por ser
beneficiário da justiça gratuita.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação da parte
autora e dar provimento à apelação da CODEVASF, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes
dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 491959/CE - 0000035-08.2010.4.05.9999
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara da Comarca de Crateús
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : ANTONINO ANASTACIO RODRIGUES
ME

ORIGEM: 2ª VARA DA COMARCA DE CRATEÚS


JUIZ DE DIREITO MAGNO GOMES DE OLIVEIRA
EMENTA
TRIBUTARIO. EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO DO DÉBITO E RESCISÃO DO PARCELAMENTO ANTES DO
AJUIZAMENTO DA AÇÃO EXECUTIVA. EXIGIBILIDADE DO TÍTULO. EXTINÇÃO DA AÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
1 - Estabelece o inciso VI, do art. 151, do Código Tributário Nacional, dispositivo acrescido pela Lei Complementar 104/2001
que o parcelamento da dívida suspende a exigibilidade do crédito tributário.
2 - A exigibilidade e a liquidez são caracteres do título executivo e condições indispensáveis ao ajuizamento válido de qualquer
execução e, cuja falta, por implicar em nulidade (art. 618, I, do CPC), autoriza e extinção da ação executiva.
3 - O parcelamento da dívida, antes do ajuizamento da ação executiva, impõe a extinção da execução à falta de título hábil a
embasar a pretensão da Fazenda Pública. Precedentes. (Primeira Turma, AC 430011/RN, Relator: Desembargador Federal ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA, julgado 01/07/20107, publicado DJe em 22/07/2010, pág. 259, decisão unânime).

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4 - Tendo o parcelamento do crédito tributário ocorrido em 20/08/2007 e sua rescisão em 30/09/2008, uma vez que o executado
deixou de adimplir às parcelas, constata-se que a execução fiscal foi ajuizada após o término do prazo de suspensão da exigibilidade do
crédito tributário, ou seja, 11/11/2008, pelo que merece reparos a sentença a quo.
5 - Apelação provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

APELREEX - 3006/PE - 2008.83.00.011626-8


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal de Pernambuco
APELANTE : FAZENDA NACIONAL
APELADO : M. MEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS E
CONSULTORIA S/C
ADV/PROC : MARCOS JOSÉ SANTOS MEIRA e outros
REMTE : JUÍZO DA 9ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL UBIRATAN DE COUTO MAURÍCIO
EMENTA
TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. COFINS. SOCIEDADES CIVIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
ADVOCATÍCIOS. RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO EM SEDE DE AÇÃO MANDAMENTAL. COISA JULGADA.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI 10.833/2004. NOVA SISTEMÁTICA DE ARRECADAÇÃO. AUSÊNCIA DE INOVAÇÃO DA
RELAÇÃO FÁTICA. INEXIGIBILIDADE DA COFINS.
1 - Mandado de Segurança que visa o reconhecimento do direito líquido e certo da impetrante de não se submeter à exigência
da COFINS nos moldes do art. 30 da Lei 10.833/03, diante da decisão já transitada em julgado proferida nos autos do MS nº
2000.83.00.004491-0 que reconheceu seu direito de não se sujeitar à exigência da COFINS em face da isenção prevista na LC 70/91.
2 - Registre-se que a Lei 10.833/03, em seu art. 30, cuida tão-só de nova sistemática de cobrança da COFINS em função da
arrecadação, através da retenção na fonte do tributo relativo aos pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas
de direito privado sobre os valores pagos a título de remuneração de serviços profissionais.
3 - O art. 30 da Lei 10.833/04 não inovou em relação ao tributo em si, apenas estabeleceu nova sistemática de cobrança da
COFINS, com sua retenção na fonte sem que isso implique em nova relação jurídica tributária relativa àquela contribuição, não há como
deixar de reconhecer os efeitos da coisa julgada no MS nº 2000.83.00.004491-0.
4 - Trata-se apenas de retenção na fonte, portanto, se o prestador não é contribuinte da COFINS como reconhecido na sentença
transitada em julgado no MS nº 2000.83.00.004491-0, não há o que reter.
5 - Devidamente comprovado nos autos que M. Meira Advogados e Assessoria impetrou mandado de segurança, visando o
reconhecimento da isenção da COFINS como prestadora de serviços profissionais e obteve êxito mediante sentença proferida nos autos
do MS nº 2000.83.00.004491-0, sob o fundamento de que lei ordinária não poderia revogar isenção prevista na LC 70/91.
6 - Conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, a sentença de primeiro grau foi confirmada por este Egrégio
Tribunal Regional que, à unanimidade de votos, negou provimento à apelação e à remessa oficial sob os mesmos fundamentos expostos
na sentença posteriormente transitada em julgado e hoje sob o manto da coisa julgada.
7 - A exigibilidade da COFINS, nos moldes do art. 30 da Lei 10.833/2004, está protegida pelo manto da coisa julgada
decorrente do MS nº 2000.83.00.004491-0 que isentou a M. Meira Advogados Associados e Consultoria da exigibilidade da COFINS.
8 - Apelação e remessa oficial improvidas.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação da Fazenda
Nacional e à remessa oficial, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 500022/PE - 2009.83.00.019963-4
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco


APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. EXECUÇÃO PARA RESSARCIMENTO
DE VALORES DEVIDOS ENTRE A DATA DA IMPETRAÇÃO ATÉ A DATA DA CESSAÇÃO DOS DESCONTOS.
POSSIBILIDADE. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. EXTINÇÃO DA
EXECUÇÃO. ENTIDADE SINDICAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. PESSOA JURÍDICA SEM FINS LUCRATIVOS.
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA MISERABILIDADE.
1. É possível a propositura da execução nos autos da ação mandamental, onde se busca o ressarcimento de valores descontados
entre a impetração e o cumprimento da sentença mandamental. Posicionamento que não conflita com o enunciado da Súmula 269 do
Colendo STF: "O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança".
2. É parte legítima para figurar no pólo passivo da demanda executiva a pessoa física ou jurídica que sucumbiu na ação de
conhecimento e, desde que conste de forma expressa no comando sentencial (art. 568, I, do CPC).
3. A despeito de restar garantido aos exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o
PSS por parte da autoridade apontada como coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca
o ressarcimento de valores já repassados à União Federal.
4. Não tendo a União participado da relação jurídico-processual, impõe-se a extinção da pretensão executiva.
5. O Colendo STJ firmou entendimento quanto à possibilidade de concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às
entidades sem fins lucrativos (sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício. Precedentes: (AgRg no
Ag 1183557, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, data do julgamento 13.04.2010), (AgRg no REsp 1103391/RS, Rel. Min. Arnaldo Esteves
Lima, 5ª Turma, data do Julgamento 20.04.2010).
6. Apelações providas.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO às apelações, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 477903/PE - 2007.83.00.013820-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
APTE : ELIO WANDERLEY DE SIQUEIRA
ADV/PROC : LUIZ DIAS PEREIRA DA COSTA NETO e
outros
APTE : UNIÃO
APDO : OS MESMOS

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (ESPECIALIZADA EM NATURALIZAÇÃO)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO MARCELO COSTENARO CAVALI
EMENTA
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE OCUPAÇÃO. PRESCRIÇÃO DE CRÉDITO CONSTITUÍDO
ANTERIORMENTE À VIGÊNCIA DA LEI 9.636, DE 18.05.98. OBSERVÂNCIA DA REGRA DO ART. 1º DO DECRETO Nº.
20.910/32. DECADÊNCIA DO CRÉDITO. APLICAÇÃO SOMENTE AOS FATOS GERADORES OCORRIDOS APÓS A
VIGÊNCIA DA LEI 9.821/99 E MP DE Nº. 152, DE 23.12.2003, CONVERTIDA NA LEI Nº. 10.852/04. CONSTATAÇÃO DE
PRESCRIÇÃO. INSCRIÇÃO DA DÍVIDA NO CADIN. INDEVIDA. DÉBITO DISCUTIDO EM JUÍZO. DANOS MORAIS
CONFIGURADOS.

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1. Apelações interpostas em face da sentença que julgou parcialmente procedente o pedido, para declarar a prescrição da
pretensão de exigência da taxa de ocupação referente ao ano de 1996, do imóvel situado à Av. Agamenon Magalhães, nº. 2.714, apto
1502, Recife/PE. A pretensão de indenização por danos morais e materiais restou afastada.
2. Mantida a sentença recorrida na parte em que declara a prescrição da pretensão de exigência da taxa de ocupação em
discussão.
3. Considerando a natureza de remuneração pela utilização de bem público da taxa de ocupação, deve ser afastada a aplicação da
regra ínsita no Direito Civil, aplicando-se, em contrapartida, às situações pré-existentes à Lei de nº. 9.636, de 18.05.98, a regra do art. 1º
do Decreto nº. 20.910/32, que fixa prazo prescricional de cinco anos para a cobrança de dívidas passivas da União. Precedente da
Primeira Seção do STJ, no julgamento do EResp 961.064/CE relator Ministro Teori Albino Zavascki.
4. A regra de decadência, instituída pelo art. 1º do Decreto nº. 20.910/32, com prazo de cinco anos, posteriormente majorado
para dez anos pela Medida Provisória de nº. 152, de 23.12.2003 e convertida na Lei nº. 10.852/04, deve ser aplicada somente aos fatos
geradores ocorridos após a sua vigência, pois, admitir a imposição de prazo decadencial sobre período de tempo já passado, significaria,
na prática, permitir que o legislador eliminasse, com efeito retroativo, a possibilidade de exercício do direito, o que equivale eliminar o
próprio direito. Precedente do STJ (Resp nº. 841.689/AL, DJ de 29.03.2007).
5. Referindo-se a taxa de ocupação em exame ao exercício de 1996, resta claro que se encontra prescrita desde 2001, vez que,
até então, não havia que se falar em prazo decadencial.
6. Afastada a alegação da União de que o prazo prescricional estaria suspenso em razão da edição da Portaria nº. 49, de
01/04/2004, que determinou a não inscrição como Dívida Ativa de débitos de valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais). Tendo o direito de
exigir o crédito questionado prescrito em 2001, o ato infralegal editado em 2004 não pode atingi-lo.
7. Inexistência de danos materiais a serem reparados, por não restar comprovado qualquer prejuízo patrimonial efetivamente
sofrido pelo autor. Ainda que se considere que o quantum pleiteado refere-se à quantia relativa à taxa de ocupação indevidamente
cobrada, inexiste, nos autos, qualquer elemento que evidencie a efetivação do pagamento pelo autor, de modo a justificar a restituição.
8. Danos morais configurados, em face da comprovação de que, no curso do processo, o valor cobrado a título da taxa de
ocupação em discussão foi inscrito como débito em Dívida Ativa da União e lançado no Cadastro Informativo de Créditos não quitados
do Setor Público Federal - CADIN.
9. A jurisprudência do STJ e desta Corte tem se firmado no sentido de que a inscrição no CADIN, bem como em qualquer
cadastro de restrição ao crédito, é indevida quando o débito que fundamenta a inclusão encontra-se em discussão perante o Poder
Judiciário. Precedentes (RESP200300941437; DJ: 24/10/2006; TRF5; AC343453; Primeira Turma; DJ:14/07/2008; TRF5; AG96278;
Segunda Turma; DJE:13/05/2010; TRF5; AG86613; Quarta Turma; DJ:27/05/2008).
10. Em que pese as inscrições do débito na Dívida Ativa e no CADIN não consistam em fatos relatados pelo autor na petição
inicial, vez que posterior à própria prolação da sentença, inexiste qualquer óbice de que sejam considerados para fim de reconhecimento
do direito à indenização por danos morais. Aplicação do art. 462 do CPC, que consagra exceção ao princípio da estabilização objetiva da
demanda.
11. Não há como se negar que a inscrição indevida de dados pessoais em listagens de inadimplentes gera, por si só, dano à
imagem e à credibilidade daquele que tem seu nome negativado, tendo em vista a publicidade conferida às informações constantes nos
cadastros de proteção ao crédito.
12. No tocante à indenização, tratando-se de dano moral, o valor deve ser suficiente para desencorajar a reiteração de condutas
ilícitas e lesivas por parte do réu e, ao mesmo tempo, amenizar, na medida do possível, o constrangimento causado à parte lesada. Por
outro lado, não pode se mostrar excessivo diante do dano efetivamente sofrido, sob pena de resultar em enriquecimento ilícito.
13. Na espécie, o valor de R$ 7.493,30 (sete mil, quatrocentos e noventa e três reais e trinta centavos) perseguido pelo postulante
mostra-se razoável e proporcional à repercussão do evento danoso, estando em consonância com o que vem sendo concedido por esta E.
Turma em casos semelhantes (AC495652/PE; DJE: 14/06/2010).
14. Apelação parcialmente provida, para condenar a União ao pagamento de indenização por danos morais, no valor acima
fixado, a sofrer incidência de correção monetária e juros de mora, a partir da data deste julgamento, não se aplicando, ao caso, o
enunciado da súmula nº. 54 do STJ, uma vez que somente nesta ocasião está sendo arbitrada a indenização.
15. A Lei nº 11.960, de 29/06/09, que, dando nova redação ao art. 1º - F da Lei nº. 9.494/97, atribuiu nova sistemática para o
cômputo dos juros moratórios devidos pela Fazenda Pública em decorrência de condenação judicial, "independentemente de sua
natureza", aplica-se às ações ajuizadas anteriormente ao início de sua vigência. Vencido o Relator quanto à aplicação imediata da Lei n.
11.960/09.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por maioria, dar parcial provimento à apelação, vencido o
relator quanto aos juros de mora, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

ACR - 6312/PE - 2007.83.00.004170-7


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa em
Matéria Penal)
APTE : POSSIDONIO FERREIRA DA SILVA

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ADV/PROC : DIVALDO GONCALVES DA SILVA


APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (PRIVATIVA EM MATÉRIA PENAL)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO GUSTAVO PONTES MAZZOCHI
EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTELIONATO. ARTIGO 171, § 3º DO CÓDIGO PENAL
(OBTENÇÃO INDEVIDA DE RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA MEDIANTE FALSA DECLARAÇÃO DE AJUSTE
ANUAL). SENTENÇA CONDENATÓRIA. TRÂNSITO EM JULGADO PARA A ACUSAÇÃO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
PUNITIVA NA ESPÉCIE RETROATIVA PELA PENA 'IN CONCRETO'. OCORRÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
DECLARAÇÃO. EXAME DO MÉRITO PREJUDICADO.
1-Pratica o crime de estelionato qualificado (CP, Art. 171, § 3º) quem, ao prestar declarações de Imposto de Renda Pessoa
Física, faz constar informações falsas acerca da fonte pagadora e da retenção de imposto na fonte, com o intuito de induzir a erro o fisco
federal, bem como de auferir vantagem indevida.
2-Havendo sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação, o prazo prescricional é aferido com base na pena 'in
concreto' (CP, Arts. 109, V c/c 110, §§ 1º e 2º), que, no caso, foi de 01 ano e 04 meses de reclusão.
3-Em face da pena aplicada (01ano e 04 meses de reclusão), e se considerando o trânsito em julgado da sentença condenatória
para a acusação, o lapso temporal observado entre a data dos fatos (ano-calendário 2001 e 2002) até o recebimento da denúncia
(12/04/2007 - decisão fls.73), excede o prazo legal de quatro anos, previsto no CP, Art. 109, V, dando ensejo ao reconhecimento da
prescrição.
4-Aplicam-se os comandos dos artigos 114 e 118 do Código Penal, em relação à pena de multa e a restritiva de direito, pois
prescrevem com as mais graves.
5-Em face do decreto extintivo da punibilidade, julga-se prejudicado o exame de mérito do recurso interposto, conforme
enunciado da Súmula nº 241 do TFR.
6-Extinção da Punibilidade do acusado face à ocorrência da prescrição retroativa e apelação prejudicada.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DECLARAR EXTINTA A
PUNIBILIDADE do acusado POSSIDÔNIO FERREIRA DA SILVA em face da prescrição da pretensão punitiva pela pena in concreto,
na modalidade retroativa, e JULGAR PREJUDICADO o mérito do recurso de apelação interposto, nos termos do voto do relator, na
forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 5614/CE - 90.05.02539-5
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
APTE : BETEL EMPREENDIMENTOS
IMOBILIARIOS LTDA
ADV/PROC : JANICE TELMA MOREIRA GURJÃO e
outro
APDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL JOÃO LUIS NOGUEIRA MATIAS
EMENTA
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. EXECUÇÃO. TÍTULO JUDICIAL, SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA DE CÁLCULOS FIXANDO OS CRITÉRIOS DA EXECUÇÃO COM EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO ANTES
DA EDIÇÃO DA LEI Nº 9.250/95. INCLUSÃO DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS E DA TAXA SELIC NA EXECUÇÃO DO
JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA RECORRIDA QUE EXTINGUIU A EXECUÇÃO.
1. A extinção do processo, em decorrência do pagamento, impõe ao executado efetuar o depósito do montante integral do débito,
devidamente atualizado. Assim, enquanto não solvida a obrigação é possível a expedição de precatório complementar.
2. É possível a inclusão dos expurgos inflacionários no cálculo para a formação de precatório complementar, desde o título
executivo não fixe os critérios de correção monetária a serem utilizados na atualização do débito judicial ou ainda, não tenha os cálculos
sido homologados por sentença. Precedentes do STJ. (REsp 1066098/PE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, 1ª Turma, data do Julgamento
18.08.2009) e (Edcl no REsp 662064/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, 2ª Turma, data do julgamento 13.10.2009, decisão unânime).
3. É pacifico o entendimento do STJ no sentido de que é inaplicável a taxa SELIC, em sede de execução, nas hipóteses em que o
título executivo for proferido após a edição da Lei nº 9.250/95 e determinar a aplicação dos juros de mora no percentual de 1% (um por
cento) ao mês, sob pena de violação à coisa julgada. "[...] Diversamente, contudo, se a sentença foi proferida em período anterior à
vigência da citada lei, é possível a inclusão da referida taxa nos cálculos de liquidação de sentença, sem que isso implique ofensa à coisa
julgada", a partir de 01.01.1996. (REsp nº 933905/SP, Min. Eliana Calmon, 2ª Turma, data do julgamento 06.11.2008).

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4. A despeito do título judicial não estabelecer os critérios de atualização do débito judicial e, ainda, ter sido proferido antes da
edição da Lei nº 9.250/95, o que em tese, possibilitaria a inclusão dos expurgos inflacionários e da Taxa SELIC na execução do julgado,
porém verificando haver sentença homologatória de cálculos datada de 30.10.91, com expedição de precatório em 25.05.1992 e, ainda,
decisão proferida em sede de agravo de instrumento (AGTR nº 47082-CE) datada de 16.12.2003 afastando, expressamente, a inclusão
dos expurgos, irreparável a sentença recorrida que extinguiu a execução.
5. Apelação não provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

MCTR - 2643/CE - 2009.05.00.027609-6


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
REQTE : ROBERTO LOMONACO FILHO
REQTE : CRISTIANE ALVES DE ALBUQUERQUE
LOMÔNACO
ADV/PROC : EDMILSON ALMEIDA FERNANDES
REQDO : UNIÃO

ORIGEM: 8ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL RICARDO CUNHA PORTO
EMENTA
AÇÃO CAUTELAR INOMINADA. PROCESSO CIVIL, CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. PRETENSÃO DE OBTER PROVIMENTO CAUTELAR QUE GARANTA OS MESMOS EFEITOS DA LIMINAR
ANTERIORMENTE CONCEDIDA E REVOGADA. REMOÇÃO A PEDIDO, INDEPENDENTEMENTE DO INTERESSE DA
ADMINISTRAÇÃO, PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE LOTADO EM OUTRA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. LEI 8.112/90.
REQUISITOS DO ART. 36, PARÁGRAFO ÚNICO, III, "A" NÃO ATENDIDOS. INEXISTÊNCIA DO DESLOCAMENTO DO
CÔNJUGE NO INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO.
PRECEDENTES DO STJ E DESTA 1ª TURMA.
1. Trata-se de Ação Cautelar objetivando a concessão de efeito suspensivo à apelação interposta pelos requerentes, de modo a
evitar a execução provisória da sentença e, por conseguinte, o retorno imediato do primeiro autor à cidade de Belém/PA, em prejuízo da
convivência familiar.
2. Os autores pretendem a obtenção de um provimento cautelar que lhes garanta os mesmos efeitos da liminar anteriormente
concedida e revogada, ou seja, a permanência do primeiro deles junto à Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará até o
julgamento da apelação, e não propriamente a reforma da decisão que recebeu a apelação no duplo efeito.
3. Ausentes os requisitos legais previstos no parágrafo único do art. 36, da Lei nº 8.112/90, para fins de remoção de servidor,
inexistindo o deslocamento do cônjuge por interesse da Administração.
4. Houve a assunção consciente dos riscos de separação familiar, sendo inconcebível a tentativa de atenuar os seus efeitos
desfavoráveis, mediante a deformação do Interesse Público.
5. O servidor deve ser mantido no local que atenda aos interesses da Administração. Prevalece o interesse público em detrimento
do particular.
6. "(...) A Lei 8.112/90 dispõe em seu art. 36, parágrafo único, as hipóteses em que se dará a remoção de servidor público
federal. Entre as quais, está a hipótese de remoção para acompanhar cônjuge. Todavia, a lei estabelece requisitos que devem ser
preenchidos. Dentre eles, destaca-se: ser o cônjuge servidor público e que tenha sido deslocado no interesse da Administração." (STJ -
AGRESP - 733684 / CE - Órgão Julgador: Quinta Turma - Relator: Gilson Dipp - DJ de 29/08/2005 - PÁGINA: 432).
7. "(...) o pedido de remoção não encontra respaldo na Lei. nº 8112/90, uma vez que, conforme consignado pelo MM. juiz a quo,
'a mudança de domicílio da esposa do autor foi motivada pela assunção em cargo efetivo em razão de concurso público', o que configura
primeiro provimento em cargo público, inexistindo, portanto, a figura do deslocamento autorizador da remoção pretendida. (...)" (TRF 5ª
Região. AC 445406/PB. 1ª Turma. Rel. Desembargador Federal Francisco Cavalcanti. DJ 18.08.2008. p. 817).
8. Ação Cautelar Inominada improcedente.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, julgar improcedente a Ação Cautelar
Inominada nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Relator

MCTR - 2541/CE - 2008.05.00.073109-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Ceará
REQTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ARQUIMEDES BUCAR LAGES
CARVALHO e outros
REQDO : ANA VIRGINIA MARTINS DE SANTANA

ORIGEM: 5ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO JOSÉ EDUARDO DE MELO VILAR FILHO.
EMENTA
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SFH. CAUTELAR. EFEITO SUSPENSIVO À APELAÇÃO INTERPOSTA NO PROCESSO
PRINCIPAL. LIBERAÇÃO DA HIPOTECA. IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA. PRESENÇA DOS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA MEDIDA PLEITEADA.
1. Nos autos do processo principal, foi reconhecido que o contrato de financiamento da ora agravada se enquadra na exceção
prevista pelo artigo 3º da Lei nº 8.100/90, na redação dada pela Lei nº 10.150/2000, assegurando o seu direito à quitação do saldo devedor
pelo FCVS.
2. Foi concedida a antecipação dos efeitos da tutela sob o argumento de que a agravada estaria impedida de receber os valores da
indenização pela desapropriação do imóvel objeto da demanda levada a efeito pelo Município de Fortaleza.
3. Em que pese a existência de acordo entre a referida edilidade e os proprietários dos imóveis atingidos pelo ato expropriatório,
dentre os quais está o apartamento da agravada, conforme explicitado às fls. 157/160, observa-se que a liberação imediata da hipoteca
implicará a alienação do imóvel dado em garantia ao financiamento imobiliário, o que inviabilizará possível provimento jurisdicional
favorável à CEF, nos autos do processo principal, que, eventualmente, reconhecer, a não quitação do saldo devedor.
4. Ação cautelar procedente, mantendo-se a liminar para conferir efeito suspensivo à apelação interposta nos autos da
AC464818-CE.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, JULGAR PROCEDENTE a ação cautelar,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

HC - 4059/AL - 0013580-72.2010.4.05.0000
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/
Execuções Penais)
IMPTTE : FERNANDO ANTÔNIO BARBOSA
MACIEL e outros
IMPTDO : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DE
ALAGOAS (MACEIÓ) - COMPETENTE P/
EXEC. PENAIS
PACTE : PAULO TEIXEIRA COSTA

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE ALAGOAS (COMPETENTE P/ EXECUÇÕES PENAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO GUSTAVO DE MENDONÇA GOMES
EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. 'HABEAS CORPUS'. DENÚNCIA EM FACE DE CRIME, EM TESE, PREVISTO NO
ARTIGO 344, DO CÓDIGO PENAL (COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO). TESE DEFENSIVA CONTROVERTIDA.
NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM A VIA ESTREITA DO 'WRIT'. TRANCAMENTO DA
AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1-A própria descrição dos fatos imputados, conforme se verifica do teor da cópia denúncia e das peças que a instruem, denotam,
em tese, indícios de autoria e materialidade delituosas.
2-O crime previsto no Artigo 344, do Código Penal, que tem por objeto jurídico tutelado a administração da justiça, impondo
sanção a quem, mediante violência física ou moral, coage, para a satisfação de um interesse particular ou de terceiro, a autoridade
pública, a parte ou outra pessoa que intervém nas lides judiciais e administrativa, possui como elemento subjetivo o dolo - vontade livre e
consciente de exercer violência física ou moral contra as pessoas mencionadas.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

3-O tipo exige, ainda, um segundo elemento subjetivo, que consiste em realizar a conduta com o fim de favorecer interesse
próprio ou alheio (in RT 499:62 e 320; 555:343), não importando a natureza do interesse, desde que tenha relação com o objeto do
processo, podendo ser moral ou material (RT 582:310).
4-No caso concreto, infere-se da leitura das peças trazidas neste 'writ' que o propósito do Paciente, em tese, seria o de fazer com
que o trabalhador rural desistisse da reclamação trabalhista e o teria feito ameaçando referido trabalhador de perder seu novo emprego,
fato que configura, em tese, uma grave ameaça.
5-Inconteste a necessidade preemente de análise probatória, que deverá ser travada na instrução cognoscitiva penal, sendo
precipitado, neste momento, obstar a ação penal que está com seu curso regular e, conforme se verifica do termo de consulta processual,
junto ao 'site' da Justiça Federal em Alagoas, já está com data aprazada para realização de audiência de instrução e julgamento a ser
realizada no dia 11 de novembro do corrente ano.
6-Não é possível trancar ação penal que dependa da avaliação crítica de matéria probatória, que 'prima facie' se mostra
controvertida, inviável de ser realizada no âmbito estreito da ação constitucional.
7-Ordem de 'Habeas Corpus' denegada.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, por unanimidade, DENEGAR A ORDEM DE 'HABEAS
CORPUS', nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 99926/SE - 2009.05.00.076905-2


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : ESTADO DE SERGIPE
ADV/PROC : EDSON WANDER DE ALMEIDA COSTA
e outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE SERGIPE (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL ARTHUR NAPOLEÃO TEIXEIRA FILHO
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS DO DEVEDOR. ESTADO DE SERGIPE. TAXA DE
OCUPAÇÃO. TERRENO DE MARINHA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. OFENSA AO PACTO FEDERATIVO.
INOCORRÊNCIA.
1. Objetiva-se nos presentes autos cassar a decisão que reconheceu a incompetência absoluta da Justiça Federal para processar e
julgar a Execução Fiscal nº 2003.85.00.005602-3 e os Embargos do Devedor nº 2008.85.00.003800-6, e, com fundamento no art. 102, I,
"f", da CF/1988, determinou a remessa de ambos os autos ao Supremo Tribunal Federal.
2. A Jurisprudência pacificada na Suprema Corte é no sentido de que a competência originária do STF para dirimir conflitos
entre a União e qualquer dos seus Estados Federados, a teor do que estabelece o art. 102, I, "f", da CF/1988, somente se impõe quando
houver, na controvérsia, potencialidade ofensiva suficiente a comprometer o Pacto Federativo.
3. Os Embargos do Devedor, - oferecidos à Execução Fiscal, relativa a débitos de taxa de ocupação de terrenos de marinha,
inscritos na Dívida Ativa -, pugnam pela nulidade do título executivo, alegando ausência de requisitos essenciais previstos no art. 2º, § 5º,
II da Lei nº 6.830/80, bem como a ocorrência de prescrição e decadência do direito de constituição do crédito em desfavor da unidade
federativa Embargante.
4. O fato de a Ação Cautelar nº 1.105-1-SE, ajuizada perante o STF, dizer respeito à matéria de competência originária daquela
Corte Constitucional, não lhe confere a competência para processar e julgar a Ação de Execução Fiscal e os Embargos do Devedor. Tanto
assim é, que a decisão ali proferida não fez qualquer referência à sua competência para julgamento do processo executivo fiscal, ao invés,
asseverou que poderia prosseguir em relação dos débitos não prescritos.
5. Ademais, a matéria discutida não tem o condão de causar qualquer conflito federativo a ensejar a competência originária do
STF, nos termos prescritos no referido dispositivo constitucional.
6. Modificação do decisum, para determinar o prosseguimento dos feitos, perante a 4ª Vara da Seção Judiciária do Estado de
Sergipe.
7. Agravo de instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.

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Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA


Relator

AC - 465374/SE - 2009.05.00.007295-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : MUNDO DOS PNEUS E ACESSORIOS
LTDA

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE SERGIPE (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL ARTHUR NAPOLEÃO TEIXEIRA FILHO
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PEDIDO DE EXTINÇÃO EM RAZÃO DO CUMPRIMENTO DA
OBRIGAÇÃO PELO EXECUTADO. EQUÍVOCO NO DOCUMENTO DE QUITAÇÃO DE DÉBITO APRESENTADO PELO
PRÓPRIO CREDOR. ERRO MATERIAL SANÁVEL. PROSSEGUIMENTO DA EXECUÇÃO.
1 - Após proferida sentença que extinguiu o feito, a própria credora, reconhecendo seu equívoco pugna pela anulação do julgado,
ao fundamento de existência de erro material de sua parte, posto ainda existir débito a ser executado.
2 - A Fazenda Pública juntou documento comprobatório da existência de débito pelo executado, o que impõe obstáculo para a
extinção do feito.
3 - Anulação da sentença extintiva da execução. Precedentes: Pleno, AR 6058/01/PE, Relator: Desembargadora Federal
convocada CRISTINA GARCEZ, julgado 28/07/2010, publicado DJe em 05/08/2010, pág. 115, decisão unânime e Terceira Turma, AC
475527/CE, Relatora: Desembargadora Federal convocada GERMANA MORAES, julgado 03/09/2009, publicado DJe em 28/09/2009 ,
pág. 241, decisão unânime.
4 - Apelação provida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO à apelação, nos
termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 97802/SE - 2009.05.00.049955-3


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Sergipe
AGRTE : RENATO GARCEZ BARRETTO
AGRTE : SILVANA MAYNARD GARCEZ
AGRTE : FRANCISCO MAYNARD GARCEZ
AGRTE : GUSTAVO SILVA MAYNARD GARCEZ
ADV/PROC : PAULO CALUMBY BARRETTO
AGRDO : INCRA - INSTITUTO NACIONAL DE
COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUÍZA FEDERAL TELMA MARIA SANTOS
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO DE IMÓVEL RURAL PARA FINS DE REFORMA
AGRÁRIA. DESMEMBRAMENTO DO IMÓVEL. REJEITADA A PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO MÉRITO DO
AGRAVO. FATO SUPERVENIENTE. IMISSÃO NA POSSE EFETIVADA PELO INCRA ANTERIORMENTE À DECISÃO
CONCESSIVA DO EFEITO SUSPENSIVO. PERDA DE OBJETO DO AGRAVO.
1. Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto em face de decisão proferida nos autos da
Ação de Desapropriação n.º 2008.85.00.004488-2, ajuizada pelo INCRA em desfavor dos ora agravantes, tendo por objeto o imóvel rural
denominado Fazenda Quindongá.
2. Preliminar de não conhecimento do mérito do agravo, por considerar o parquet, que o pedido de suspensão da imissão de
posse deduzido neste Agravo, reveste-se de natureza cautelar.

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3. De uma interpretação sistemática da Ação Cautelar com as demais ações que integram o ordenamento jurídico, pode-se
concluir que as providências cautelares não dizem respeito, apenas, às ações cautelares, posto que são admitidas em feitos diversos, a
exemplo do que dispõe o art. 273, § 7º do CPC.
4. Embora se pudesse admitir a vedação de se discutir, em ação de desapropriação, questão outra que não seja o justo valor da
indenização, o fato é que naquela ação foi proferida a decisão agravada que - ao invés de rechaçar a discussão no âmbito da ação de
desapropriação e assim, viabilizar a interposição de ação cautelar para que fosse travada a discussão em tela -, analisou
fundamentadamente o pedido, indeferindo-o.
5. A vedação contida art. 1º, § 1º, da Lei nº 8.437/92, não se reveste de caráter absoluto, devendo restringir-se às hipóteses
legalmente especificadas. Ademais, pretensão deduzida encontra-se despida de satisfatividade. Preliminar rejeitada.
6. Pedido formulado neste agravo de instrumento, deferido para suspender a decisão recorrida, e com ela a imissão de posse, até
ulterior deliberação.
7. A despeito de a decisão proferida nestes autos em 23.07.2009, e da sua imediata comunicação, via fax, à 1ª Vara da Seção
Judiciária de Sergipe, o INCRA, em suas informações ao Agravo, noticia que foi imitido na posse do imóvel no dia 25.06.2009 e, em
30.06.2009, foi intimado o Oficial do Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca de São Cristóvão/SE, para o fim de
proceder à averbação da ação de desapropriação à margem da matrícula do imóvel desapropriado. O INCRA comprova as suas alegações
com o Auto de Imissão de Posse.
8. Noticia ainda o INCRA que já foram assentadas e alocadas diversas famílias na área expropriada, e ainda, a existência de
Projeto de Assentamento em andamento, a justificar o interesse público relevante e o possível dano social de grande repercussão.
9. A situação fática superveniente trazida ao conhecimento desta Relatoria - ocorrência de imissão na posse em favor do INCRA
-, tem o condão de influenciar no rumo do presente recurso.
10. Sem adentrar na questão trazida à Juízo, que se refere ao entendimento acerca do que dispõe o art. 2º, § 4º, da Lei nº
8.629/93, o certo é que este recurso, tem por objetivo a concessão do efeito suspensivo quanto a decisão interlocutória que determinou a
imediata imissão do INCRA na posse da propriedade rural, objeto da ação de desapropriação.
11. Tendo havido a modificação do status quo que precedia a decisão agravada, independentemente do motivo que lhe deu
ensejo, a hipótese é de perda de objeto deste recurso, com a necessária revogação da decisão que concedeu o efeito suspensivo. Tal
providência se impõe, na medida em que a análise da situação superveniente concretizada, refoge ao objeto deste recurso.
12. Preliminar rejeitada.
13. Agravo de Instrumento prejudicado.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, rejeitar a preliminar e no mérito, julgar
prejudicado o Agravo de Instrumento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 100401/CE - 2009.05.00.077440-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRVTE : UNIÃO
AGRVDO : M P CLAUDINO INDUSTRIA DE
CONFECCOES LTDA
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DARTANHAN VEERCINGETÓRIX DE ARAÚJO E ROCHA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. DECISÃO EXTRA PETITA. RECONHECIMENTO. PRESCRIÇÃO
PARA O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA ENTREGA DA DCTF. DECISÃO AGRAVADA,
RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO PARCIAL. ART. 174 DO CTN. OMISSÃO SANADA. SEM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS
MODIFICATIVOS. PREQUESTIONAMENTO.
1. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
2. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
3. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
4. Reconhecida a existência de contradição na decisão embargada, em que restou extra petita o Acórdão da Egrégia Turma, vez
que o caso não é de prescrição intercorrente e sim de prescrição para o ajuizamento da ação.
5. Na hipótese, a ação executiva foi ajuizada em 12.09.2003 (fls. 11/12), objetivando a cobrança de crédito tributário constituído,
segundo a Fazenda Nacional, em 29.10.1999. Contudo, assevera a Fazenda Nacional que a entrega da DCTF efetivamente ocorreu em

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PODER JUDICIÁRIO
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Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

29.10.1999, conforme exposto na inicial (fl. 06). Eis aí o cerne da questão, atendendo que a depender da data considerada para a entrega
da DCTF, a ação estaria ou não prescrita.
6. Entretanto, conclui-se pela CDA de fls. 14/17 (CDA nº 30 6 03 004415-25), que a entrega da DCTF teria se dado em
10.03.1998, 08.04.1998, 08.05.1998, 10.06.1998, 10.07.1998 e 10.09.1998. Ocorreu a prescrição parcial dos créditos exigidos através das
CDA's retro mencionadas (art. 174 do CTN), devendo-se manter a decisão monocrática ora atacada.
7. Embargos de Declaração conhecidos e providos para reconhecer e sanar a contradição que ensejou a proclamação extra petita
do Acórdão embargado.
8. Sem atribuição de efeitos modificativos aos presentes embargos, diante da manutenção do resultado do julgamento que
concluiu por negar provimento ao Agravo.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento aos embargos de
declaração para reconhecer e sanar a contradição, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do relator, na forma do
relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 100027/CE - 2009.05.00.077000-5/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : FRANCISCO LOURENÇO LEITE ME
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 9ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DARTANHAN VEERCINGETÓRIX DE ARAÚJO E ROCHA
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. DECISÃO EXTRA PETITA. RECONHECIMENTO. PRESCRIÇÃO
PARA O AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA ENTREGA DA DCTF. DECISÃO AGRAVADA,
RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO PARCIAL. ART. 174 DO CTN. OMISSÃO SANADA. SEM ATRIBUIÇÃO DE EFEITOS
MODIFICATIVOS. PREQUESTIONAMENTO.
1. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
2. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
3. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
4. Reconhecida a existência de contradição na decisão embargada, em que restou extra petita o Acórdão da Egrégia Turma, vez
que o caso não é de prescrição intercorrente e sim de prescrição para o ajuizamento da ação.
5. Na hipótese, a ação executiva foi ajuizada em 10.12.2004 (fls. 11/13), objetivando a cobrança de crédito tributário constituído,
segundo a Fazenda Nacional, em 24.05.2000. Assevera a Fazenda Nacional que a entrega da DCTF efetivamente ocorreu em 24.05.2000,
consoante documento de fl. 90. Eis aí o cerne da questão, atendendo que a depender da data considerada para a entrega da DCTF, a ação
estaria ou não prescrita.
6. Entretanto, conclui-se pela CDA de fls. 15/29, que a entrega da DCTF teria se dado em créditos com vencimento até
10.12.1999 (CDA nº 30 4 04 002681-97). Ocorreu a prescrição parcial dos créditos exigidos através das CDA's retro mencionadas (art.
174 do CTN), devendo-se manter a decisão monocrática ora atacada.
7. Embargos de Declaração conhecidos e providos para reconhecer e sanar a contradição que ensejou a proclamação extra petita
do Acórdão embargado.
8. Sem atribuição de efeitos modificativos aos presentes embargos, diante da manutenção do resultado do julgamento que
concluiu por negar provimento ao Agravo.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento aos embargos de
declaração para reconhecer e sanar a contradição, sem atribuição de efeitos modificativos, nos termos do voto do relator, na forma do
relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 101529/SE - 2009.05.00.096010-4

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 106 / 196
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO


FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : VIAÇÃO SENHOR DO BOMFIM LTDA
AGRDO : JOSE LAURO MENEZES SILVA
AGRDO : JOSE LUCIANO MENEZES DA SILVA
AGRDO : LAELSON MENEZES DA SILVA
ADV/PROC : JOSÉ DOS SANTOS VIEIRA DOS ANJOS
e outro

ORIGEM: 4ª VARA FEDERAL DE SERGIPE (PRIVATIVA DE EXECUÇÕES FISCAIS)


JUIZ FEDERAL ARTHUR NAPOLEÃO TEIXEIRA FILHO
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. INÉRCIA EM PROMOVER A CITAÇÃO DOS CO-
RESPONSÁVEIS. FALHA DO MECANISMO DA MÁQUINA JUDICIÁRIA. INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. SÚMULA DO
STJ.
1. Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela Fazenda Nacional contra decisão que
acolhendo a exceção de pré-executividade, extinguiu o processo com resolução de mérito nos termos do art. 269, IV, do CPC, tão
somente em relação aos co-responsáveis tributários, por reconhecer o decurso do prazo de cinco anos entre a data da citação da empresa e
a data da citação dos co-responsáveis.
2. A execução fiscal foi proposta contra a empresa Viação Senhor do Bomfim Ltda e contra os co-responsáveis José Luciano
Meneses, José Lauro Menezes Silva e Laelson Menezes da Silva, amparada em certidão de Dívida Ativa onde restou indicado como
responsáveis pelo débito a empresa e os sócios já mencionados.
3. Não se trata de hipótese de redirecionamento da execução fiscal para o patrimônio dos sócios, já que estes foram
expressamente indicados tanto na petição inicial da execução quanto na CDA, na condição de co-responsáveis pelo pagamento da dívida.
4. A despeito de constatar que os sócios ora agravados só foram citados quase 7 (sete) anos após a propositura da execução fiscal
e mais de 5 (anos) após a citação da empresa executada, merece reforma a decisão agravada, porquanto a inércia em promover a citação
dos co-responsáveis decorreu de falha do mecanismo da máquina judiciária.
5. "Proposta a ação no prazo fixado para seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não
justifica o acolhimento da argüição de prescrição ou decadência". (Súmula 106 do STJ).
6. Agravo de instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao Agravo de Instrumento
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

ACR - 6156/CE - 2003.81.00.002006-8


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 11ª Vara Federal do Ceará (Privativa em
Matéria Penal)
APTE : FRANCILENE ALMEIDA BRITO
REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

ORIGEM: 11ª VARA FEDERAL DO CEARÁ (PRIVATIVA EM MATÉRIA PENAL)


JUIZ FEDERAL DANILO FONTENELLE SAMPAIO
EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. SONEGAÇÃO
FISCAL. ARTIGO 1º, I, DA LEI Nº 8.137/90. PRELIMINARES: PRESCRIÇÃO RETROATIVA. INEXISTÊNCIA. ACUSADA
CITADA POR EDITAL. NÃO COMPARECIMENTO EM JUÍZO (SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO CURSO DO PRAZO
PRESCRICIONAL - CPP, ART.366). LAPSO PRESCRICIONAL. INÍCIO COM A CONSUMAÇÃO DO DELITO (DATA EFETIVA
DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO). INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. REQUISITOS (CPP, ART. 41).
SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRELIMINARES REJEITADAS. MÉRITO: DOLO. COMPROVAÇÃO.
INTENÇÃO DE FRAUDAR O FISCO FEDERAL. PROVAS (DOCUMENTAL, FISCAL, QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO).
VALIDADE. CONFISSÃO. OCORRÊNCIA. AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS COMPROVADAS. INEXIGIBILIDADE
DE CONDUTA DIVERSA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
FATOS

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1- Acusada condenada por crime contra a ordem tributária (Artigo 1º, I, da Lei nº 8137/90) em face da existência de
movimentação financeira vultosa (superior a cinco milhões de reais) nas contas bancárias existentes em nome da sua firma individual, no
exercício de 1998, nas instituições financeiras Real S/A e Bilbao Viscaya Argentaria, sem que a representante legal tenha feito qualquer
declaração perante o Fisco Federal.
PRELIMINARES
2-Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, "o crime de sonegação fiscal definido no art. 1º da Lei 8.137/90 somente
se consuma com o lançamento definitivo do crédito tributário" (precedentes: HC nº 83414-RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ de
23.04.2004; AI nº 419.578-SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 27.08.2004; e HC nº 84.092-CE, Rel.Min. Celso de Mello, DJ de
03.12.2004)
3-No caso concreto, a despeito de a denúncia narrar que os fatos ocorreram no exercício de 1998, os créditos tributários
relacionados e que fundamentou a denúncia foram definitivamente constituídos em 23 de novembro de 2001, conforme Relatório de
Encerramento de Fiscalização (fls.39).
4-Deferida a suspensão do processo e o curso do prazo prescricional, por força do Artigo 366 do Código de Processo Penal, em
face de a acusada, citada por edital (fls.71), não ter comparecido à audiência de interrogatório (fls.73). O Processo permaneceu suspenso
de 17 de fevereiro de 2004 até 11 de junho de 2007 (fls.116/117) quando a denunciada foi localizada e interrogada em juízo.
5- Não houve o decurso do prazo de 04 anos (CP, Art. 109, V), tendo em vista a pena in concreto (2 anos de reclusão) entre a
data dos fatos, que foi o da constituição definitiva do crédito tributário (23 de novembro de 2001 - fls.39), até a data do recebimento da
denúncia (30 de dezembro de 2002 -fls.07), bem como desta até a data em que foi deferida a suspensão do processo (17 de fevereiro de
2004 - fls.75), e, bem como da data que em que o processo retornou o seu curso regular com o interrogatório da acusada (11 de junho de
2007 - fls.116/117), tampouco desta data até a prolação da sentença condenatória (12 de fevereiro de 2008 - fls166/171).
6- Não se declara inepta a denúncia se o seu teor permitir o exercício do direito de defesa (STF: HC nº 85.496/SC, 1ª Turma,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
7-Eventuais vícios da denúncia devem ser arguidos antes da prolação da sentença, que passa a ser o ato impugnável. (precedente
do STF: HC Nº 88327/SP. Rel. MINISTRO EROS GRAU)
8-Preliminares rejeitadas.
MÉRITO.
9-Materialidade comprovada através da farta prova documental coligida aos autos. Autoria demonstrada pela confissão da
acusada. Dolo consubstanciado na intenção de fraudar o Fisco Federal.
10-Desacolhe-se a tese de inexigibilidade de conduta diversa, ante a ausência de prova segura e suficiente no tocante à
ocorrência de dificuldades financeiras (CPP, Art.156), de modo a ilidir a responsabilidade penal da acusada.
11-Inexistência de irresignação recursal no que tange à dosimetria da pena. Confirmação do decreto condenatório.
12-Apelação improvida.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, REJEITAR AS PRELIMINARES e, no
mérito, NEGAR PROVIMENTO à apelação da acusada, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 502592/PE - 0000819-38.2010.4.05.8300/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.


CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 502592/PE - 0000819-38.2010.4.05.8300/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. LEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503694/PE - 2009.83.00.012897-4/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
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Relator

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AC - 503694/PE - 2009.83.00.012897-4/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


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PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503665/PE - 2009.83.00.012935-8/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO

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ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros


APDO : OS MESMOS
EMBTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO

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JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE
DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AC - 503665/PE - 2009.83.00.012935-8/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PERNAMBUCO
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
PERNAMBUCO
ADV/PROC : JOSÉ CARLOS ALMEIDA JÚNIOR e outros
APDO : OS MESMOS
EMBTE : SINTUFEPE - SINDICATO DOS
TRABALHADORES DAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DE
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ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FLÁVIO ROBERTO FERREIRA DE LIMA
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO MANDAMENTAL.
CONTRIBUIÇÃO PARA O PLANO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS. ILEGITIMIDADE DA UFPE PARA
FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO EXECUTIVA. CONDENAÇÃO DA ENTIDADE SINDICAL NO PAGAMENTO DA
VERBA HONORÁRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO. POSSIBILIDADE

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.trf5.jus.br 112 / 196
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DESDE QUE PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. IMPRESTABILIDADE
PARA REEXAME DO JULGADO.
1. Objetiva o prequestionamento de dispositivos legais evitar que, quando da análise da matéria pelos Tribunais Superiores, seja
enfrentada questão não ventilada no acórdão recorrido.
2. Constatando-se que a Egrégia 1ª Turma analisou a matéria trazida à discussão de acordo com o CPC e em consonância com a
jurisprudência do Colendo STJ e deste Egrégio Tribunal e, ao final concluiu que "[...] A despeito de restar garantido aos
exequentes/substituídos o direito de não sofrerem descontos a título de Contribuição para o PSS por parte da autoridade apontada como
coatora, tal direito não legitima a UFPE a figurar no pólo passivo da execução, onde se busca o ressarcimento de valores já repassados à
União Federal" e ainda, ser possível "[...] a concessão de benefício da Assistência Judiciária Gratuita às entidades sem fins lucrativos
(sindicatos), independentemente da comprovação da necessidade de tal benefício", não há que se falar em omissão no presente julgado
em relação à condenação do SINTUFEPE em honorários advocatícios, bem como em violação aos arts. 5º, incisos XXXVI e LV e art. 93,
inciso IX da CF e arts. 458, inciso II, 467, 468, 472 e 474-G do CPC.
3. Na verdade, e diante das razões dos embargos, sob o pretexto de omissão, pretendem os Embargantes, simplesmente, que esta
Turma proceda à reapreciação da matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do
que foi sobejamente decidido.
4. Embargos de declaração opostos pelo SINTUFEPE e pela UFPE conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, conhecer dos embargos declaração opostos
pelo SINTUFEPE e pela UFPE e negar-lhes provimento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 103492/PE - 2009.05.00.121109-7


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : IONALDO MARTINS BARBOSA DE
SOUZA
AGRDO : IRANEIDE RIBEIRO SOUZA
AGRDO : ITAMAR DE ABREU VASCONCELOS
AGRDO : IVANILDO JULIO DA SILVA
AGRDO : IVETE APARECIDA DA SILVA
AGRDO : IVETE MARIA RODRIGUES DA SILVA
AGRDO : IVONE LIRA DE ARAÚJO
AGRDO : IVONETE GOMES PEREIRA DE
OLIVEIRA
AGRDO : IZABEL MARIA DRUMMOND PINTO
AGRDO : JACIRA ROSAS DE SOUZA
AGRDO : JAIRO XAVIER DE BRITTO
AGRDO : JAIRSON MARCOS BATISTA DOS
SANTOS
AGRDO : JAMISSON JOSE DE SA FERREIRA
AGRDO : JOAO BOSCO ALVES BRANDAO
AGRDO : JOAO DE ANDRADE BARBOSA
ADV/PROC : RICARDO ANDRE BANDEIRA
MARQUES e outros

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO


JUIZ FEDERAL FRANCISCO ALVES DOS SANTOS JUNIOR
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO - PSS.
SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS. AFASTADA A DECADÊNCIA DO DIREITO DE LANÇAMENTO. LEI DE Nº 11.941/2009
QUE EM SEU ART. 34, ALTEROU A REDAÇÃO DA LEI Nº 10.887/2004. ORIENTAÇÃO NORMATIVA DE Nº 01/2008 DO CJF.
OBSERVÂNCIA.
1. Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto contra decisão que reconheceu, de ofício, a
decadência do direito de a Fazenda Pública lançar a contribuição previdenciária relativamente aos valores posteriores a cinco anos,
contados da data de cada fato gerador, considerado período mensal. Nesses termos, entendeu o Juízo de primeiro grau pela não retenção
de tais valores quando da expedição de requisições para pagamento de verbas de natureza remuneratória.
2. A partir da vigência do art. 16-A da Lei 10.887/2004, houve uma alteração na sistemática tributária, de aplicação imediata,
quanto ao recolhimento do PSS dos servidores públicos, em decorrência de valores percebidos mediante RPV ou precatório, devendo-se

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proceder a retenção em conformidade com a orientação do CJF. Não se pode ainda desconsiderar, a presunção de legalidade e
constitucionalidade de que as leis se revestem.
3. Em relação aos servidores ativos e inativos, não há que se falar em decadência do direito à retenção legalmente prevista, uma
vez que, embora o fato gerador da obrigação tenha se dado anteriormente à Lei 10.887/2004, como assim reconheceu o julgador de
origem, a exigência da retenção decorrente da sistemática tributária vigente exsurgiu com a MP 449, de 03.12.2008, posteriormente
convertida na Lei 11.941/2009 e, em relação a valores ainda não levantados ou recebidos.
4. Especificamente em relação aos inativos, o STF já decidiu, sobre a possibilidade de incidência de contribuição previdenciária
aos seus proventos, desde a vigência da EC nº 41/03, considerando a sua não retroatividade.
5. Pedido de atribuição de efeito suspensivo parcialmente deferido para:
a) em relação aos ativos, determinar, a liberação dos valores devidos, com a retenção do pagamento da Contribuição
Previdenciária, no percentual de 11%, em favor da Fazenda Nacional, com a observância do disposto na Lei no 10.887/2004, com a
alteração que lhe foi dada pela Lei 11.941/2009 e Orientação Normativa de nº 01/2008 do CJF e,
b) em relação aos inativos, determinar a retenção do pagamento referente à Contribuição Previdenciária (que deverá permanecer
em depósito), até que o juízo da execução possa adequar a situação de cada inativo individualmente considerado, também com a
observância do disposto na Lei no 10.887/2004, com a alteração que lhe foi dada pela Lei 11.941/2009 e Orientação Normativa de nº
01/2008 do CJF.
6. Agravo de Instrumento parcialmente provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar parcial provimento ao Agravo de
Instrumento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 93464/SE - 2008.05.00.109613-9


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
AGRTE : SUZANA SOUZA SANTOS NASCIMENTO
ADV/PROC : JÁDSON GONÇALVES RICARTE
AGRDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : LENORA VIANA DE ASSIS e outros

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DE SERGIPE


JUIZ FEDERAL RONIVON DE ARAGÃO
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRÉDITO ROTATIVO - CHEQUE EMPRESA CAIXA. COBRANÇA EM AÇÃO
MONITÓRIA. EX-SÓCIO. INADIMPLÊNCIA OCORRIDA APÓS A RETIRADA DA SOCIEDADE. ILEGITIMIDADE AD
CAUSAM. SOCIEDADE LIMITADA. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO RESTRITA À INTEGRALIZAÇÃO DO CAPITAL
SOCIAL. ART. 1.052 DO CC.
1. Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto contra decisão proferida nos autos da Ação
Monitória que indeferiu o pedido da ex-sócia, de exclusão da lide, por ilegitimidade.
2. Embora a parte agravante tenha, efetivamente, firmado contrato de crédito rotativo com a CEF, na qualidade de sócia da
empresa, o fez em março de 2004, com limite do crédito rotativo fixado à época em R$ 2.000,00, não mais constando o seu nome como
co-devedora nos aditamentos firmados após janeiro de 2005.
3. Pela própria documentação acostada pela CEF resta evidenciado que a inadimplência se perfez no período de 03.10.2006 a
11.12.2007, quando a Agravante já havia se retirado da sociedade, fato esse que ocorreu em 05.10.2004, enquanto a ação monitória foi
ajuizada em 2008.
4. Trata-se de sociedade limitada em que a responsabilidade do sócio, pela regra do art. 1.052 do Código Civil é restrita à
integralização do capital social, sendo a agravante possuidora de quotas no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) e o valor originário da
dívida de R$ 24.144,00 (vinte e quatro mil, cento e quarenta e quatro reais).
5. Ainda que se aplique ao caso, o art. 1003, parágrafo único do Código Civil, pelo qual, quando o sócio deixa a sociedade,
permanece, pelo prazo de dois anos na condição de responsável pelas obrigações existentes da sociedade, quando de sua saída, por não
mais fazer parte da sociedade, à época da constituição em mora da empresa devedora, não poderia a Agravante, ser responsabilizada pelo
débito cobrado via ação monitória. Assim, inequívoca a ilegitimidade da parte agravante para figurar no pólo passivo da ação monitória.
6. Agravo de Instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao Agravo de Instrumento,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.

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Recife, 14.10.2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 103410/AL - 2009.05.00.120943-1


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Alagoas
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : EVERALDO JOSÉ LYRA DE ALMEIDA e
outros
AGRDO : CARLOS JORGE DOS SANTOS
ADV/PROC : LUIZ ALBERTO DA SILVA e outros

ORIGEM: 1ª VARA FEDERAL DE ALAGOAS


JUIZ FEDERAL ANDRÉ LUÍS TOBIAS GRANJA
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. CONDENAÇÃO NA SENTENÇA APENAS DA PRODUBAN.
OBRIGAÇÃO DE FAZER COM MULTA DIÁRIA IMPOSTA À CEF, QUE INTEGRA A LIDE NA CONDIÇÃO DE
LITISCONSORTE PASSIVO NECESSÁRIO. INCABIMENTO.
1. Objetiva-se nos presentes autos cassar a decisão que determinou a intimação da instituição financeira agravante para, no prazo
máximo de 30 (trinta) dias, sob pena de multa diária, cumprir obrigação de fazer, consistente no recálculo do valor das prestações, do
saldo devedor e do seguro habitacional, com base no reajuste da categoria profissional do mutuário.
2. A sentença transitada em julgado entendeu pela responsabilidade da Caixa Econômica Federal apenas na eventual necessidade
de cobertura do contrato com recursos do FCVS - Fundo de Compensação de Variações Salariais, e concluiu por determinar tão somente
ao Produban a obrigação de recalcular o valor das prestações, do seguro e do saldo devedor com base no reajustes concedidos à categoria
profissional do mutuário.
3. O acórdão prolatado pela Egrégia Primeira Turma, na Apelação Cível nº 393.254-AL, apenas decidiu pela legitimidade da
Caixa para figurar no pólo passivo da lide, mantendo, portanto, inalterada a sentença no tocante à sua conclusão.
4. Risco de lesão grave e de difícil reparação, ante a imposição de multa diária pelo descumprimento de condenação, prima
facie, inexistente.
5. Agravo de Instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, dar provimento ao Agravo de Instrumento,
nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do
presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 96004/PB - 2009.05.00.027470-1


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL ROGÉRIO
FIALHO MOREIRA
ORIGEM : 10ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : DIARIO DA BORBOREMA S/A
ADV/PROC : SERGIO NEJAIM GALVÃO e outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

ORIGEM: 10ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA


JUIZ FEDERAL RUDIVAL GAMA DO NASCIMENTO
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA INCIDENTE SOBRE O FATURAMENTO MENSAL
BRUTO. REDUÇÃO DO PERCENTUAL, PARA VIABILIZAR O FUNCIONAMENTO DA EMPRESA. POSSIBILIDADE.
1. Objetiva-se no presente recurso a reforma da decisão que, ao apreciar pedido de redução do percentual da penhora incidente
sobre o faturamento da empresa, de 30% (trinta por cento) para 1% (um por cento), concluiu por fixá-lo em 5% (cinco por cento) sobre o
faturamento mensal bruto.
2. A jurisprudência do STJ vem se firmando no sentido de admitir a penhora sobre o faturamento da empresa, desde que em
percentual que não inviabilize o desenvolvimento de suas atividades (REsp 822.800-RJ, Rel. Min. Eliana Calmon, Órgão Julgador: STJ -
Segunda Turma, Julgamento: 16/12/2008, Decisão: Unânime, Publicação: DJe: 17/02/2009).
3. Os demonstrativos de resultado referentes aos exercícios de 2006, 2007 e 2008 revelam que o Agravante vem acumulando
sucessivos prejuízos financeiros de elevada soma, contudo, tal fato não o exime de cumprir suas obrigações financeiras nem é suficiente
para impedir ou suspender a execução.

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4. Diante da excepcionalidade do caso concreto, são bastante estreitos os limites para fixação do percentual da penhora, de modo
a permitir o seu funcionamento.
5. Assim, considerando que o montante da dívida é da ordem de R$ 60.922,81, afigura-se razoável fixar a penhora em 1% (um
por cento) do faturamento mensal bruto da Empresa Agravante.
6. Agravo de instrumento provido.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, DAR PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 93817/CE - 2008.05.00.115334-2/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
AGRVTE : JOSE SOMBRA DOS SANTOS
ADV/PROC : CLEIDE HELENA MARQUES LOUSADA
AGRVDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 8ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO RICARDO CUNHA PORTO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. EMBARGOS
CONHECIDOS E NÃO PROVIDOS
1. Trata-se de embargos de declaração opostos pelo INSS em face do acórdão prolatado nos presentes autos, onde a Turma
negou provimento aos embargos declaratórios confirmando a expedição de precatório complementar em face da incidência de juros entre
a data da elaboração da conta exequenda e a data de expedição do precatório.
2. Requer a parte embargante que sejam providos os presentes embargos com a atribuição dos efeitos modificativos, indicando
pela necessidade de adequação do julgado a fato novo, de acordo com a redação disposta no Inciso II, § 7º do art. 543-C c/c o art. 462 do
CPC.
3. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
4. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
5. Constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço probatório constante
dos autos e de acordo com a legislação de regência, entendendo pela expedição de precatório complementar em face da incidência de
juros entre a data da elaboração da conta exequenda e a data de expedição do precatório, não há que se falar em nova adequação do
julgado, como assim pleiteia o embargante (Inciso II, § 7º do art. 543-C c/c o art. 462 do CPC).
6. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
7. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

AGTR - 98375/CE - 2009.05.00.056213-5/02


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal do Ceará

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AGRVTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO


SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRVDO : MANOEL GALDINO DE QUEIROZ e
outros
ADV/PROC : MARCIO MILITÃO SABINO e outro
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

ORIGEM: 2ª VARA FEDERAL DO CEARÁ


JUIZ FEDERAL JORGE LUIS GIRÃO BARRETO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. INCONFORMISMO COM A DECISÃO PROFERIDA.
NÍTIDO PROPÓSITO DE REAPRECIAÇÃO DO JULGADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 535 DO CPC. PERDA DE
OBJETO. NÃO VISUALIZADA. EMBARGOS CONHECIDOS E NÃO PROVIDOS
1. Requer a parte embargante seja chamado o feito à ordem em face da reconsideração do Juízo monocrático, o que acarretaria
na perda de objeto do presente agravo, tornando-o prejudicado de acordo com o art. 529 do CPC.
2. Os embargos de declaração, consoante disciplina o art. 535 do CPC, objetivam sanar eventuais omissões, contradições ou
obscuridades da decisão judicial, não se prestando como instrumento processual apto a promover a reapreciação do julgado.
3. O Julgador não está circunscrito aos argumentos das partes, pois julga de acordo com seu livre convencimento, apreciando
livremente as provas, a lei, a jurisprudência e a doutrina que entender pertinentes à matéria.
4. Constatando-se que a decisão embargada analisou toda a matéria trazida à discussão diante do arcabouço probatório constante
dos autos e de acordo com a legislação de regência, entendendo pela expedição de precatório complementar em face da incidência de
juros entre a data da elaboração da conta exeqüenda e a data de expedição do precatório, não há que se falar em perda de objeto no
presente julgado.
5. Na verdade, com sua alegação, pretende a parte Embargante, simplesmente, que esta Turma proceda à reapreciação da
matéria, o que não se admite em sede de Embargos de Declaração, que não se prestam à modificação do que foi sobejamente decidido.
6. Embargos de declaração conhecidos e não providos.

ACÓRDÃO
Vistos, etc.
Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de
declaração, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.
Recife, 14 de outubro de 2010
Des. Federal ROGÉRIO FIALHO MOREIRA
Relator

Divisão da 1ª Turma
Despachos

Expediente DESPA/2010.000125 da(o) Divisão da 1ª Turma

ACR - 7069/PB - 2006.82.01.002355-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal da Paraíba
APTE : BEILDO ELIAS DA SILVA
ADV/PROC : JOSE LAECIO MENDONCA
APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

DESPACHO
Vistos, etc.
Retire-se o feito de pauta de julgamento.

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Publique-se. Intime-se.
Recife (PE), 18 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

ACR - 7130/PB - 2006.82.00.000235-5


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
APTE : HELENO BATISTA DE MORAIS
ADV/PROC : AMAURI DE LIMA COSTA
APTE : DECZON FARIAS DA CUNHA
ADV/PROC : AMAURI DE LIMA COSTA
APTE : EUGENIO PACELLI TAVARES ZENAIDE
APTE : JOSE WELLINGTON MONTEIRO
GUEDES
ADV/PROC : BRENO AMARO FORMIGA FILHO
APTE : ACHILLES LEAL FILHO
ADV/PROC : RODRIGO OLIVEIRA DOS SANTOS
LIMA
APTE : CLOVIS MARINHO FALCAO LEAL
ADV/PROC : RODRIGO OLIVEIRA DOS SANTOS
LIMA
APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

DESPACHO
Vistos,
Verifico que, apesar de os recorrentes HELENO BATISTA DE MORAES e DECZON FARIAS DA CUNHA, terem
manifestado interesse em apresentar as razões da apelação no Juízo da condenação (fls. 1.598/1.603, vol. 6), o advogado por eles
constituído não foi intimado para fazê-lo.
Dessa forma, converto o julgamento em diligência e determino a remessa dos autos ao Juízo de Origem para intimar os apelantes
HELENO BATISTA DE MORAES e DECZON FARIAS DA CUNHA a fim de apresentarem as referidas razões, e, em seguida, a
Procuradoria da República na Paraíba para contra-arrazoar, nos termos do parecer de fls. 1.690/71.
Cumpra-se.
Recife (PE), 23 de fevereiro de 2010.
Juiz FRANCISCO CAVALCANTI
Relator

AGTR - 107102/PE - 0007670-64.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
AGRTE : LEÔNIDAS JOSÉ DE LIMA
AGRTE : RUBEM CARVALHO DE OLIVEIRA
AGRTE : IRTA DE VASCONCELOS E SILVA
AGRTE : MARIA JOSÉ SOARES DA FONSECA
AGRTE : INOCENCIO NOGUEIRA LIMA
ADV/PROC : GERALDO ANTUNES DE ARAÚJO
AGRDO : FUNASA - FUNDAÇÃO NACIONAL DE
SAÚDE
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO

DESPACHO
A parte agravante pleiteia seja "oficiado ao Chefe da Divisão de Recursos Humanos da Fundação Nacional de Saúde -
FUNASA, determinando a imediata suspensão dos descontos que vêm sendo efetuados sobre os vencimentos dos Agravantes, a título de
reposição ao erário, assim como a devolução de todos os valores descontados sob a referida rubrica, tendo em vista que o resultado do
julgamento do presente Agravo de Instrumento, a que foi dado provimento por essa Egrégia Turma".
A parte agravada sequer foi intimada do acórdão. Indefiro o pedido.
Publique-se.
Intime-se a FUNASA, inclusive do acórdão.
Recife, 7 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

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AC - 436422/CE - 2000.81.00.004225-7
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : RAIMUNDA MARCIA GOMES
REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
REMTE : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)

Vistos etc.
O INSS propôs acordo para pagamento dos créditos da parte apelada, segundo consta à fl. 225.
A Defensoria Pública da União, no exercício da curadoria da apelada, concordou e pediu a homologação do acordo.
Ouvido, o Ministério Público opinou pela imediata homologação do ajuste.
Ante tais considerações, homologo o acordo de fls. 225/226, para que surta os seus efeitos legais, e extingo o feito com
julgamento do mérito, com base no art. 269, III, do CPC.
Após o trânsito em julgado, dê-se baixa na distribuição.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 458114/CE - 2001.81.00.024070-9
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APTE : JEOVA DA SILVA BASTOS e cônjuge
ADV/PROC : MARCIO JOSE TEMOTEO HORIZONTE
BRASILEIRO e outro
APDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : GILMAR COELHO DE SALLES JÚNIOR

Vistos etc.
A CEF pede, na ação reivindicatória que ajuizou, "o arquivamento do presente feito, com a devida baixa na distribuição, haja
vista composição firmada com o ocupante do imóvel objeto da lide".
A petição de fl. 200 e o documento de fl. 201 conduzem à extinção do processo sem julgamento do mérito, por superveniente
perda do interesse de agir na causa, a teor do art. 267, VI, do CPC.
"A sentença terminativa proferida in casu encontrou sólido fundamento na superveniente perda de interesse de agir do autor (art.
462, do CPC), vez que o advento de fato superveniente (i.e., a transação operada extraprocesso), fulminou o objeto da demanda, sendo
descabido, nessa medida, condenar-se qualquer das partes a suportar verba honorária sucumbencial" (TRF2, 6T, AC 292501, Rel.
Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER, j. 28.08.2002).
Com essas considerações, extingo o feito sem julgamento do mérito, com base no art. 267, VI, do CPC.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 460697/RN - 2008.84.00.001938-1
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Fiscais)
APTE : ARNOBIO DA PENHA PACHECO
ADV/PROC : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO e
outros
APDO : FAZENDA NACIONAL

Vistos etc.
Intime-se o apelante a se manifestar sobre a petição de fls. 433/434 da União, oportunidade na qual, se for o caso, poderá trazer
procuração com poderes específicos para a realização do ato processual requestado.
P.I.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Recife, 08 de outubro de 2010.


Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 462082/CE - 2007.81.00.014196-5/03
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 7ª Vara Federal do Ceará
APTE : FERNANDO RODRIGUES FERREIRA
ADV/PROC : FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS e
outros
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : OS MESMOS
REMTE : JUÍZO DA 7ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pela Fazenda Nacional com pedido de atribuição de
efeitos modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte
adversa para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 466075/SE - 2006.85.01.000341-7/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Sergipe (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : INCRA - INSTITUTO NACIONAL DE
COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : JOSÉ ARINALDO DE OLIVEIRA e outro
ADV/PROC : ISABELLE SANTIAGO ALMEIDA e outro
EMBTE : INCRA - INSTITUTO NACIONAL DE
COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA

Vistos etc.
Tratando-se de embargos de declaração com pedido de efeitos modificativos, intime-se a parte contrária a apresentar
contrarrazões recursais no prazo de lei.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 475023/PE - 2009.83.00.000074-0
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 21ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : SANTA EMÍLIA
AGROINDUSTRIALLTDA
ADV/PROC : LUCAS LEONARDO FEITOSA BATISTA e
outros
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : OS MESMOS

Vistos etc.
À fl. 138v, foi homologado o pedido de desistência, definindo-se as custas processuais e os honorários advocatícios, esses em
10% sobre o valor da causa pela desistente.
A decisão restou publicada e a Fazenda Nacional dela foi intimada, tendo se verificado o trânsito em julgado.
A desistente peticionou, juntando comprovante de depósito, acerca do qual falou a Fazenda Pública às fls. 143/145.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Com a homologação da desistência e em vista do trânsito em julgado da decisão, dê-se baixa na distribuição e encaminhem-se os
autos ao Juízo de Primeiro Grau, a quem compete decidir sobre a execução dos acessórios.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 485410/AL - 2008.80.00.000274-8
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Alagoas
APTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : DIOCLECIO CAVALCANTE DE MELO
NETO e outros
APDO : JOELY NASCIMENTO SILVA

Vistos etc.
Os documentos de fls. 160/164 comprovam que houve renegociação da dívida discutida nesta ação monitória, com incorporação
de encargos e dilação de prazo, bem como com alteração de fiador, não servindo como documentos hábeis a autorizar a homologação
judicial e a extinção do processo com fundamento no art. 269, III, do CPC, mormente porque a parte apelada, intimada, nada disse.
Por outro lado, contudo, referidos documentos conduzem à extinção do processo sem julgamento do mérito, por superveniente
perda do interesse de agir na causa, a teor do art. 267, VI, do CPC.
"A sentença terminativa proferida in casu encontrou sólido fundamento na superveniente perda de interesse de agir do autor (art.
462, do CPC), vez que o advento de fato superveniente (i.e., a transação operada extraprocesso), fulminou o objeto da demanda, sendo
descabido, nessa medida, condenar-se qualquer das partes a suportar verba honorária sucumbencial" (TRF2, 6T, AC 292501, Rel.
Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER, j. 28.08.2002).
Com essas considerações, extingo o feito sem julgamento do mérito, com base no art. 267, VI, do CPC.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 489196/CE - 2009.05.00.110073-1/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
APTE : FAZENDA NACIONAL
APDO : VISUAL URBANO CONFECCOES LTDA e
outro
EMBTE : VISUAL URBANO CONFECCOES LTDA
ADV/PROC : SCHUBERT DE FARIAS MACHADO e
outros

DESPACHO
Vistos etc.
Retifique-se a autuação para inclusão dos causídicos da apelada/embargante, consoante procuração de fl. 77.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pela particular com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 503509/CE - 0002248-84.2010.4.05.9999/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara da Comarca de Tauá
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA CLEIDE SENA
ADV/PROC : JOSÉ ALLYSON ALEXANDRE COSTA e

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

outro
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pelo INSS com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 503921/CE - 0002488-73.2010.4.05.9999/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Caririaçu
APTE : ANTONIO CIRIACO BRANDAO
ADV/PROC : ANTONIO GERALDO LEITE e outros
APDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pelo INSS com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 504115/PE - 0000154-13.2010.4.05.8303
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 18ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
APTE : HOSPITAL MEMORIAL ARCOVERDE
LTDA
ADV/PROC : PEDRO MELCHIOR DE MELO BARROS e
outro
APDO : FAZENDA NACIONAL

Vistos etc.
Homologo o pedido de desistência do recurso formulado através da petição de fl. 175, realçando que esse acolhimento
independe de ouvida da parte contrária.
Em consequência, transitou em julgado a sentença de improcedência da postulação.
Após o trânsito em julgado desta decisão, dê-se baixa na distribuição.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 506073/CE - 2007.81.00.010073-2
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 20ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

APTE : FAZENDA NACIONAL


APDO : JOSÉ CLAUDIO ROCHA MAIA
ALENCAR e outro
ADV/PROC : JOAQUIM CITO FEITOSA CARVALHO
NETO e outros

DESPACHO
Vistos etc.
Retire-se o feito da pauta de julgamento.
Defiro o pedido de fl. 95 e determino a intimação dos apelados para apresentarem contrarrazões ao recurso interposto pela União
às fls. 85/90.
Publique-se. I.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

ACR - 7219/PB - 2004.82.01.006319-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal da Paraíba
APTE : AUGUSTO PEREIRA ALVES
APTE : JOAO COSTA E SILVA NETO
APTE : MARCOS ANANIAS MORAES DE SOUZA
APTE : JOAO RAIMUNDO DUARTE FILHO
ADV/PROC : AMARO GONZAGA PINTO FILHO e outro
APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

DESPACHO
Os embargos de declaração foram opostos com pedido de efeitos infringentes (fls. 1.379/86 e 1.455/7). Em respeito ao princípio
constitucional do contraditório (art.5o, LV, da Constituição Federal), intime-se a Procuradoria Regional da República da 5a Região para
apresentar resposta ao recurso de fls. 1.379/86 no prazo de dois dias (CPP, art. 216).
Após, intimem-se AUGUSTO PEREIRA ALVES, JOÃO COSTA E SILVA NETO, MARCOS ANANIAS MORAES DE
SOUZA e JOÃO RAIMUNDO DUARTE FILHO para apresentarem resposta ao recurso de fls. 1.455/7, também no prazo de dois dias
(CPP, art. 619).
Recife (PE), 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 100041/CE - 2009.05.00.077124-1


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 9ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : SOFIA PERES
ADV/PROC : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA e
outro
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

Trata-se de pedido de reconsideração formulado pela Fazenda Nacional às fls. 134/137, em face da decisão que deferiu pedido
de suspensão da hasta pública até o pronunciamento definitivo da turma julgadora.
Alega a Fazenda, em suma, a "falta de legitimidade da agravante para recorrer" e, que, "no caso, o imóvel foi dado em hipoteca,
para garantia de dívida da empresa do titular do bem, revelando-se, portanto, livre para penhora." Ao final, requer a reconsideração da
decisão ora impugnda.
Sobre a legitimidade da esposa do sócio executado para defender bem de família sobre qual recaiu medida constritiva, o colendo
Superior Tribunal de Justiça e a egrégia Primeira Turma desta Corte Regional, decidiram em sentido contrário à tese da ora requerente,
com ementas nos seguintes termos:
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE TERCEIRO. BEM DE FAMÍLIA. PENHORA APENAS SOBRE A METADE
IDEAL DO MARIDO. IRRELEVÂNCIA. LEGITIMIDADE DA MULHER PARA A DEFESA DO BEM COMO UM TODO. ART. 1º,
LEI Nº 8.009/90. DOUTRINA. RECURSO PROVIDO.
I - A mulher possui legitimidade para manejar embargos de terceiro visando à desconstituição da penhora realizada sobre a
metade pertencente ao marido, ao fundamento de tratar-se de bem de família, ainda que a meação tenha sido resguardada no ato de
constrição.
II - Segundo boa doutrina, a legitimidade ativa, na hipótese, não decorre da titularidade (ou da co-titularidade) dos direitos sobre
o bem, mas sim da condição de possuidor (ou co-possuidor) que o familiar detenha e do interesse de salvaguardar a habitação da família
diante da omissão ou da ausência do titular do bem.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

(STJ - RESP - 151281 / SP - Relator: Sálvio de Figueiredo Teixeira - Órgão julgador: Quarta Turma - DJ de 01/03/1999 -
Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. REMESSA NECESSÁRIA EM EMBARGOS DE TERCEIRO. EXECUÇÃO FISCAL. BEM DE
FAMÍLIA LEGAL. IMPENHORABILIDADE.
- Nos termos do art. 1º da Lei n.º 8009/90, é írrita a penhora realizada sobre o imóvel que guarnece a entidade familiar.
- Legitimidade da mulher para defender, mediante embargos de terceiro, o imóvel penhorado por dívidas cobradas ao marido, na
qualidade de sócio-gerente de empresa executada mediante execução fiscal.
- Remessa improvida.
(TRF - 5ª Região - REO - 284215 - Relator: Desembargador Federal José Maria Lucena - Órgão julgador: Primeira Turma - DJ
de 04/04/2003 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. EMBARGOS DE TERCEIRO. IMÓVEL RESIDENCIAL PENHORADO EM EXECUÇÃO
FISCAL PROMOVIDA CONTRA O MARIDO. ACOLHIMENTO DA ALEGAÇÃO DA ESPOSA DE TRATAR-SE DE BEM DE
FAMÍLIA (LEI Nº 8.004/90). IMPENHORABILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DAS ALEGAÇÕES. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
1. "O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida
civil, comercial, fiscal, previdenciárias ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários
e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei." (Lei nº 8.009/90, art 1º).
2. Restando não infirmadas as alegações e os documentos produzidos pela embargante, no sentido da caracterização do imóvel
penhorado como bem de família, para os fins de incidência da impenhorabilidade prevista na citada Lei nº 8.004/90, há de ser anulada a
penhora efetivada nos autos de execução fiscal promovida pela fazenda nacional contra o marido da requerente.
3. Precedente desta turma: AGTR nº 9.397/PB, Rel. Juiz Castro Meira, Julg. em 02/10/97, Publ. DJU de 31/10/97, Pág. 92125.
4. Remessa oficial julgada prejudicada. Apelação da embargante provida. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre
o valor da causa.
(TRF - 5ª Região - AC - 100741 / PE - Órgão julgador: Primeira Turma - Relator: Desembargador Federal Ubaldo Ataíde
Cavalcante - DJ de 24/03/2000 - Decisão: Unânime).
Passando-se à análise do mérito do pedido de reconsideração, verifica-se que, não obstante a argumentação desenvolvida pela
peticionante, nota-se que não há qualquer fato novo que possibilite a modificação da decisão impugnada, a qual se encontra
suficientemente fundamentada, havendo, inclusive, a transcrição de precedentes do colendo Superior Tribunal de Justiça.
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração, mantendo a decisão de fls.125/127, em todos os seus termos.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 100834/PE - 2009.05.00.088962-8/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRVTE : GRUPO EDUCACIONAL CONTATO
LTDA
ADV/PROC : EWERTON KLEBER CARVALHO
FERREIRA e outros
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
AGRVTE : GRUPO EDUCACIONAL CONTATO
LTDA
Trata-se de agravo regimental (fls. 101/115) interposto pelo Grupo Educacional Contato Ltda contra decisão que não atribuiu
efeito suspensivo ativo ao agravo de instrumento.
Com o advento da Lei nº 11.187/05, o agravo pela forma retida passou a ser regra. O agravo de instrumento vincula-se apenas às
hipóteses em que a decisão pode acarretar lesão grave e de difícil reparação à parte, bem como de inadmissão da apelação e nas relativas
aos efeitos em que a apelação é recebida, conforme o art. 522, caput, do Código de Processo Civil.
Veja-se, também, que a referida lei conferiu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil:
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
I - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão
grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
mandando remeter os autos ao juiz da causa;
III - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
(...)
Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma
no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. "
Assim, será incabível a interposição de agravo regimental contra decisão que "atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou
deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal" (inciso III do art. 527), a qual será passível de reforma

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Diário da Justiça Eletrônico


Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

apenas quando houver o julgamento do agravo [de instrumento], salvo se o próprio relator a reconsiderar. Este posicionamento se
coaduna com a doutrina e a orientação jurisprudencial que vem se consolidando a respeito da matéria. A propósito, confiram-se:
"Ademais, prevê que, das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou a deferir ou
indeferir o chamado efeito ativo, não mais caberá agravo interno (que, aliás, na segunda hipótese vários tribunais já atualmente não
admitem), sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão."
(Luiz Fux, A Reforma do Processo Civil, Ed. Impetus, 2006, p. 08)
"Qualquer que seja o teor da decisão do relator, seja para conceder ou negar o efeito suspensivo ao agravo, seja para conceder a
tutela antecipada do mérito do agravo (efeito ativo), essa decisão não é mais impugnável por meio de agravo interno (art. 557 § 1º) da
competência do órgão colegiado (v.g. turma, câmara etc.) a quem competir o julgamento do mérito do agravo. Isto porque o CPC 527
par. ún., com a redação dada pela L 11187/05, só permite a revisão dessa decisão quando do julgamento do mérito do agravo, isto é, pela
turma julgadora do órgão colegiado."
(Nélson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante.
São Paulo: RT, 2006, p. 777)
"O art. 527, parágrafo único, recentemente alterado pela Lei 11.187/2005, dispõe que, contra a decisão do relator, que determina
a conversão do agravo de instrumento em agravo retido e concede ou não efeito suspensivo ou antecipação dos efeitos da tutela recursal,
'somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar'. Tais exceções, assim,
apenas confirmam a regra acima descrita."
(Alvim Wambier, Teresa Arruda. Os agravos no CPC brasileiro. 4 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: RT, 2006, p. 136.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. AGRAVO INTERNO.
INADEQUAÇÃO RECURSAL. 1. Da decisão que concede efeito suspensivo em agravo de instrumento não cabe agravo, conforme
preceitua o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, art. 293, § 1º. 2. A Lei 11.187/05 deu nova redação ao
parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, e a decisão liminar, proferida no caso do inciso III do caput deste artigo,
somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo de instrumento, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 3. Agravo
interno não conhecido.
(TRF1 - AG 200901000525771 - Terceira Turma - Relator: Juiz Tourinho Neto - DJ de 17/12/2009).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE INDEFERE PEDIDO
DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. IRRECORRIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 527 DO CPC. 1. Consoante a dicção do parágrafo único do art. 527 do CPC, a decisão do tribunal que, liminarmente,
converte em retido o agravo de instrumento (inc. II do art. 527) e a que defere ou indefere a antecipação dos efeitos da tutela em sede
recursal ou o efeito suspensivo a agravo de instrumento (inc. III do art. 527) somente é passível de reforma no momento do julgamento
do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 2. O comando legal do parágrafo único do art. 527 do CPC, ao expressamente afastar
a possibilidade de interposição de recurso nas hipóteses ali previstas (incisos II e III do art. 527), conduz ao não conhecimento do
presente agravo interno.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF2 - AG - 177231/RJ - Oitava Turma Especializada - Relator: Desembargador Federal Marcelo Pereira/no afast. Relator -
DJU de 30/06/2009 - Página: 124 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. EFEITO
SUSPENSIVO. LEI Nº 6.830/80. ARTIGO 739-A DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL I - Diante da
alteração perpetrada pela Lei nº 11.187/05 ao parágrafo único, do artigo 527, do CPC, com vigência a partir de 20.01.2006, não está
sujeita a recurso decisão liminar proferida em agravo de instrumento, razão pela qual não se conhece do agravo regimental interposto. II -
(...). III - (...). IV - (...). V - (...). VI - Agravo de instrumento provido e agravo regimental não conhecido.
(AI 200903000400600, JUIZA ALDA BASTO, TRF3 - QUARTA TURMA, 09/09/2010)
PROCESSUAL CIVIL. ASSALTO À AGÊNCIA DA CEF. MEDIDA CAUTELAR COM FUNÇÃO PREVENTIVA E
ASSECURATIVA. INDISPONIBILIDADE DOS BENS DA AGRAVADA. 1. (...). 2. A partir de 19 de janeiro de 2006, data em que
iniciou a vigência da Lei nº 11.187/2005, que deu nova redação ao parágrafo único do artigo 527 do CPC, não cabe mais agravo
regimental (ou qualquer espécie de recurso) de decisão que concede ou indefere efeito suspensivo ou antecipação de tutela recursal em
sede de agravo de instrumento. 3. (...).
(AG 200504010526569, MARGA INGE BARTH TESSLER, TRF4 - QUARTA TURMA, 19/11/2007)
Processual civil. Embargos de declaração. Nulidade da arrematação. Possibilidade de remição. Ausência de omissão. Agravo
regimental não conhecido. Fundamento. Omissão. Ocorrência. 1. Embargos de declaração contra acórdão desta Terceira Turma, que,
diante da ausência de intimação do executado, entendeu, ao invés de simplesmente declarar a nulidade da arrematação, propiciar ao
executado, ora embargado, a possibilidade de proceder à remição da execução, devolvendo à quantia despendida pelo arrematante,
acrescida da taxa SELIC. 2. (...). 3. Provimento, em parte, dos embargos de declaração interpostos por José Vanez Oliveira Batista,
apenas para suprir a omissão no tocante ao não conhecimento do agravo regimental, cuja fundamentação é o incabimento de recurso
contra ato do relator que defere ou indefere o pedido de efeito suspensivo em agravo de instrumento, na forma do artigo 557, parágrafo
único, do Código de Processo Civil, sem, no entanto, modificar o resultado do julgamento. 4. Embargos de declaração da Fazenda
Nacional conhecidos e rejeitados.
(EDAG 20080500090644003, Desembargador Federal Vladimir Carvalho, TRF5 - Terceira Turma, 19/02/2010)
RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DO RELATOR QUE CONVERTE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO
RETIDO.
- Não é mais possível, na inteligência do parágrafo único do Art. 527 do CPC, a interposição de agravo interno contra a decisão
do relator que retém agravo de instrumento, ou que empresta-lhe efeito suspensivo.
- Para verificar, casuísticamente, a existência de perigo de lesão grave e de difícil reparação - visando destrancar agravo retido -
é necessário examinar fatos, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7).
(STJ - Resp 896766/MS - Relator: Ministro Humberto Gomes de Barros, DJe de 13/05/2008)

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vê-se claramente que a intenção do legislador foi nitidamente a de obstar a interposição de recurso, no âmbito dos tribunais,
quando se tratar de decisão liminar proferida em sede de agravo de instrumento, porque os requisitos de admissibilidade, fumus boni iuris
(relevância da fundamentação) e periculum in mora (possibilidade de lesão grave e de difícil reparação), terão sido obviamente
examinados pelo relator antes de conceder (ou negar) o efeito suspensivo ou a antecipação da tutela.
É certo que o Regimento Interno desta egrégia Corte Regional, prevê em seu artigo art. 200 que "cabe, em cinco dias, salvo as
exceções legais, agravo interno contra decisão de Presidente do Tribunal ou de Turma, bem assim de Relator, que poderá,
fundamentadamente, reconsiderá-la, ou submetê-la, na primeira sessão seguinte, para que o colegiado competente sobre ela se pronuncie,
computando-se o seu voto.".
No entanto, forçoso reconhecer que, havendo confronto entre o Regimento Interno deste egrégio Tribunal Regional e a lei que
alterou a redação do artigo 527, do Código de Processo Civil (vedando a interposição de recurso da decisão do relator que converte o
agravo de instrumento em retido, que lhe atribui efeito suspensivo ou que defere, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal), há que se prevalecer a vontade da lei, isso porque, "diante da expressa disposição de lei federal no sentido da
irrecorribilidade de tais decisões, não se mostra viável que norma regimental a ela se sobreponha, consignando, para tais hipóteses, o
cabimento de agravo regimental." (STJ - RMS 25.143/RJ, Relatora Ministra Nancy Andrighi, DJ. De 04/12/2007)
Pelas razões acima expostas, não conheço do agravo regimental interposto e, em juízo de retratação, mantenho a decisão
impugnada, por seus próprios fundamentos.
Aguarde-se o julgamento do agravo de instrumento.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 101484/PE - 2009.05.00.089803-4/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 11ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRVTE : GRANVALE CIA AGROPECUARIA DO
GRANDE VALE
ADV/PROC : MARCO ANTÔNIO DE ALBUQUERQUE
MEIRA
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
AGRVTE : GRANVALE CIA AGROPECUARIA DO
GRANDE VALE

Trata-se de agravo regimental (fls. 109/124) interposto por Granvale Cia Agropecuária do Grande Vale contra decisão que não
atribuiu efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Com o advento da Lei nº 11.187/05, o agravo pela forma retida passou a ser regra. O agravo de instrumento vincula-se apenas às
hipóteses em que a decisão pode acarretar lesão grave e de difícil reparação à parte, bem como de inadmissão da apelação e nas relativas
aos efeitos em que a apelação é recebida, conforme o art. 522, caput, do Código de Processo Civil.
Veja-se, também, que a referida lei conferiu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil:
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
I - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão
grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
mandando remeter os autos ao juiz da causa;
III - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
(...)
Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma
no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. "
Assim, será incabível a interposição de agravo regimental contra decisão que "atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou
deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal" (inciso III do art. 527), a qual será passível de reforma
apenas quando houver o julgamento do agravo [de instrumento], salvo se o próprio relator a reconsiderar. Este posicionamento se
coaduna com a doutrina e a orientação jurisprudencial que vem se consolidando a respeito da matéria. A propósito, confiram-se:
"Ademais, prevê que, das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou a deferir ou
indeferir o chamado efeito ativo, não mais caberá agravo interno (que, aliás, na segunda hipótese vários tribunais já atualmente não
admitem), sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão."
(Luiz Fux, A Reforma do Processo Civil, Ed. Impetus, 2006, p. 08)
"Qualquer que seja o teor da decisão do relator, seja para conceder ou negar o efeito suspensivo ao agravo, seja para conceder a
tutela antecipada do mérito do agravo (efeito ativo), essa decisão não é mais impugnável por meio de agravo interno (art. 557 § 1º) da
competência do órgão colegiado (v.g. turma, câmara etc.) a quem competir o julgamento do mérito do agravo. Isto porque o CPC 527
par. ún., com a redação dada pela L 11187/05, só permite a revisão dessa decisão quando do julgamento do mérito do agravo, isto é, pela
turma julgadora do órgão colegiado."

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

(Nélson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante.
São Paulo: RT, 2006, p. 777)
"O art. 527, parágrafo único, recentemente alterado pela Lei 11.187/2005, dispõe que, contra a decisão do relator, que determina
a conversão do agravo de instrumento em agravo retido e concede ou não efeito suspensivo ou antecipação dos efeitos da tutela recursal,
'somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar'. Tais exceções, assim,
apenas confirmam a regra acima descrita."
(Alvim Wambier, Teresa Arruda. Os agravos no CPC brasileiro. 4 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: RT, 2006, p. 136.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. AGRAVO INTERNO.
INADEQUAÇÃO RECURSAL. 1. Da decisão que concede efeito suspensivo em agravo de instrumento não cabe agravo, conforme
preceitua o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, art. 293, § 1º. 2. A Lei 11.187/05 deu nova redação ao
parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, e a decisão liminar, proferida no caso do inciso III do caput deste artigo,
somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo de instrumento, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 3. Agravo
interno não conhecido.
(TRF1 - AG 200901000525771 - Terceira Turma - Relator: Juiz Tourinho Neto - DJ de 17/12/2009).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE INDEFERE PEDIDO
DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. IRRECORRIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 527 DO CPC. 1. Consoante a dicção do parágrafo único do art. 527 do CPC, a decisão do tribunal que, liminarmente,
converte em retido o agravo de instrumento (inc. II do art. 527) e a que defere ou indefere a antecipação dos efeitos da tutela em sede
recursal ou o efeito suspensivo a agravo de instrumento (inc. III do art. 527) somente é passível de reforma no momento do julgamento
do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 2. O comando legal do parágrafo único do art. 527 do CPC, ao expressamente afastar
a possibilidade de interposição de recurso nas hipóteses ali previstas (incisos II e III do art. 527), conduz ao não conhecimento do
presente agravo interno.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF2 - AG - 177231/RJ - Oitava Turma Especializada - Relator: Desembargador Federal Marcelo Pereira/no afast. Relator -
DJU de 30/06/2009 - Página: 124 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. EFEITO
SUSPENSIVO. LEI Nº 6.830/80. ARTIGO 739-A DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL I - Diante da
alteração perpetrada pela Lei nº 11.187/05 ao parágrafo único, do artigo 527, do CPC, com vigência a partir de 20.01.2006, não está
sujeita a recurso decisão liminar proferida em agravo de instrumento, razão pela qual não se conhece do agravo regimental interposto. II -
(...). III - (...). IV - (...). V - (...). VI - Agravo de instrumento provido e agravo regimental não conhecido.
(AI 200903000400600, JUIZA ALDA BASTO, TRF3 - QUARTA TURMA, 09/09/2010)
PROCESSUAL CIVIL. ASSALTO À AGÊNCIA DA CEF. MEDIDA CAUTELAR COM FUNÇÃO PREVENTIVA E
ASSECURATIVA. INDISPONIBILIDADE DOS BENS DA AGRAVADA. 1. (...). 2. A partir de 19 de janeiro de 2006, data em que
iniciou a vigência da Lei nº 11.187/2005, que deu nova redação ao parágrafo único do artigo 527 do CPC, não cabe mais agravo
regimental (ou qualquer espécie de recurso) de decisão que concede ou indefere efeito suspensivo ou antecipação de tutela recursal em
sede de agravo de instrumento. 3. (...).
(AG 200504010526569, MARGA INGE BARTH TESSLER, TRF4 - QUARTA TURMA, 19/11/2007)
Processual civil. Embargos de declaração. Nulidade da arrematação. Possibilidade de remição. Ausência de omissão. Agravo
regimental não conhecido. Fundamento. Omissão. Ocorrência. 1. Embargos de declaração contra acórdão desta Terceira Turma, que,
diante da ausência de intimação do executado, entendeu, ao invés de simplesmente declarar a nulidade da arrematação, propiciar ao
executado, ora embargado, a possibilidade de proceder à remição da execução, devolvendo à quantia despendida pelo arrematante,
acrescida da taxa SELIC. 2. (...). 3. Provimento, em parte, dos embargos de declaração interpostos por José Vanez Oliveira Batista,
apenas para suprir a omissão no tocante ao não conhecimento do agravo regimental, cuja fundamentação é o incabimento de recurso
contra ato do relator que defere ou indefere o pedido de efeito suspensivo em agravo de instrumento, na forma do artigo 557, parágrafo
único, do Código de Processo Civil, sem, no entanto, modificar o resultado do julgamento. 4. Embargos de declaração da Fazenda
Nacional conhecidos e rejeitados.
(EDAG 20080500090644003, Desembargador Federal Vladimir Carvalho, TRF5 - Terceira Turma, 19/02/2010)
RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DO RELATOR QUE CONVERTE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO
RETIDO.
- Não é mais possível, na inteligência do parágrafo único do Art. 527 do CPC, a interposição de agravo interno contra a decisão
do relator que retém agravo de instrumento, ou que empresta-lhe efeito suspensivo.
- Para verificar, casuísticamente, a existência de perigo de lesão grave e de difícil reparação - visando destrancar agravo retido -
é necessário examinar fatos, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7).
(STJ - Resp 896766/MS - Relator: Ministro Humberto Gomes de Barros, DJe de 13/05/2008)
Vê-se claramente que a intenção do legislador foi nitidamente a de obstar a interposição de recurso, no âmbito dos tribunais,
quando se tratar de decisão liminar proferida em sede de agravo de instrumento, porque os requisitos de admissibilidade, fumus boni iuris
(relevância da fundamentação) e periculum in mora (possibilidade de lesão grave e de difícil reparação), terão sido obviamente
examinados pelo relator antes de conceder (ou negar) o efeito suspensivo ou a antecipação da tutela.
É certo que o Regimento Interno desta egrégia Corte Regional, prevê em seu artigo art. 200 que "cabe, em cinco dias, salvo as
exceções legais, agravo interno contra decisão de Presidente do Tribunal ou de Turma, bem assim de Relator, que poderá,
fundamentadamente, reconsiderá-la, ou submetê-la, na primeira sessão seguinte, para que o colegiado competente sobre ela se pronuncie,
computando-se o seu voto.".
No entanto, forçoso reconhecer que, havendo confronto entre o Regimento Interno deste egrégio Tribunal Regional e a lei que
alterou a redação do artigo 527, do Código de Processo Civil (vedando a interposição de recurso da decisão do relator que converte o
agravo de instrumento em retido, que lhe atribui efeito suspensivo ou que defere, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

pretensão recursal), há que se prevalecer a vontade da lei, isso porque, "diante da expressa disposição de lei federal no sentido da
irrecorribilidade de tais decisões, não se mostra viável que norma regimental a ela se sobreponha, consignando, para tais hipóteses, o
cabimento de agravo regimental." (STJ - RMS 25.143/RJ, Relatora Ministra Nancy Andrighi, DJ. De 04/12/2007)
Pelas razões acima expostas, não conheço do agravo regimental interposto e, em juízo de retratação, mantenho a decisão
impugnada, por seus próprios fundamentos.
Aguarde-se o julgamento do agravo de instrumento.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 101672/PB - 2009.05.00.096574-6


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 5ª Vara Federal da Paraíba (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : HERALDO TEIXEIRA DE CARVALHO
ADV/PROC : HERMANN CÉSAR DE CASTRO
PACÍFICO e outro
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo Juízo Federal da 5ª Vara da Seção Judiciária do
Estado da Paraíba que indeferiu pedido de exclusão de Heraldo Teixeira de Carvalho do polo passivo da Execução Fiscal nº
2006.82.00.005498-7.
Conforme se vê dos autos, à fl. 196, foi proferido despacho determinando a intimação da parte agravante para que, no prazo de
cinco dias, sob pena de indeferimento do pedido de assistência judiciária, comprovasse sua condição de hipossuficiente, sobre o qual o
executado manifestou-se, intempestivamente (certidão de fl. 200).
Feitas essas observações, passo a decidir.
A assistência judiciária integral e gratuita e a ampla defesa estão previstas no art. 5º, incisos LV e LXXIV, da Constituição
Federal. A Lei 1.060/1950, por sua vez, assegura à parte o direito de requerer a concessão dos benefícios da justiça gratuita a qualquer
tempo. Em relação à concessão do benefício às pessoas jurídicas, a jurisprudência desta egrégia Corte e do colendo Superior Tribunal de
Justiça é assente no sentido de que, desde que demonstrada a impossibilidade de arcar com as despesas do processo sem prejudicar a
própria manutenção, é possível seu deferimento. No entanto, tal pretensão deve vir acompanhada de provas e alegações robustas de
impossibilidade de arcar com as custas do processo. Neste sentido, colaciono os seguintes julgados:
PROCESSUAL CIVIL - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO - PESSOA JURÍDICA -
BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
A pessoa jurídica pode desfrutar dos benefícios da assistência judiciária, contanto que demonstre a impossibilidade de arcar com
as despesas do processo sem prejuízo da própria manutenção.
Precedentes.
Agravo regimental improvido.
(STJ - AGA - 881170 / SP - Órgão Julgador: Terceira Turma - DJE de 30/09/2008 - Relator: Sidnei Beneti - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA - PESSOA JURÍDICA - NÃO COMPROVAÇÃO DE
HIPOSSUFICIÊNCIA FINANCEIRA DA EMPRESA.
1. Esta Corte tem entendido ser possível a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita a pessoa jurídica, desde que
esteja comprovado não ter condições de suportar os encargos do processo.
2. Agravo regimental não provido.
(STJ - AGA - 1022813 / MG - Órgão Julgador: Segunda Turma - DJE de 02/09/2008 - Relatora: Eliana Calmon - Decisão:
Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. PESSOA JURÍDICA.
POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA COMPROVAÇÃO DA SITUAÇÃO DE NECESSIDADE, AINDA QUE SE
TRATE DE ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS, BENEFICENTES OU FILANTRÓPICAS. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA
07/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
(STJ - AGA - 1018556 / SP - Órgão Julgador: Primeira Turma - DJE de 28/08/2008 - Relator: Teori Albino Zavascki - Decisão:
Unânime).
PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. PESSOA JURÍDICA.
- Embora o gozo do benefício de assistência judiciária gratuita se dirija à pessoa física, admite-se sua concessão às pessoas
jurídicas, tendo em vista sua condição econômica ostentada, comprovada em documento juntado aos autos.
- Agravo de Instrumento provido.
(TRF - 5ª Região - AG - 67296 / PB - Órgão Julgador: Quarta Turma - DJ de 29/03/2007 - Página: 842 - Relator:
Desembargador Federal Marcelo Navarro - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. ENTIDADE SINDICAL. PROVA DA CONDIÇÃO DE
HIPOSSUFICIENTE.
- O benefício da Assistência Judiciária Gratuita pode se estender às pessoas jurídicas, desde que exerçam atividades de fins
filantrópicos ou de caráter beneficente. Neste sentido, a entidade sindical assemelha-se às entidades beneficentes sem fins lucrativos, para
efeito de concessão do benefício.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

- Todavia, não restando provado que o sindicato está em dificuldades econômicas, torna-se inviável a concessão do benefício,
que só é cabível quando as pessoas jurídicas comprovam sua condição de hipossuficientes. (Precedentes do STJ).
- Apelação provida.
(TRF - 5ª Região - AC - 342624 / RN - Órgão Julgador: Primeira Turma - DJ de 30/11/2004 - Página: 551 - Relator:
Desembargador Federal Francisco Wildo - Decisão: Unânime).
Assim, ante a manifestação extemporânea da parte agravante, indefiro o pedido de assistência judiciária gratuita e determino a
intimação da parte ora agravante para que providencie, no prazo de 05 (cinco) dias, o pagamento das custas (código da receita 5775), no
valor de R$ 64,26 (sessenta e quatro reais e vinte e seis centavos) e de R$ 10,00 (dez reais) referente ao porte de remessa e retorno dos
autos (código da receita 8021), sob pena de deserção, nos termos do art. 511, § 2º, do CPC.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 15 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 103050/PE - 2009.05.00.112484-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : EDUARDO JOSE DA SILVA HENRIQUES
FILHO
ADV/PROC : FLÁVIO HENRIQUE RAMOS DOS
SANTOS e outros
AGRDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : RICARDO SIQUEIRA e outros

Trata-se de embargos declaratórios opostos por EDUARDO JOSE DA SILVA HENRIQUES FILHO, com pedido de atribuição
de efeitos infringentes, a decisão que negou efeito suspensivo a agravo de instrumento.
Ouça-se a parte embargada (CEF), tendo em vista a exigência do contraditório.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 104734/CE - 0001821-14.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : COTECE S/A
ADV/PROC : WALDIR LUIZ BRAGA e outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Às fls. 155/1568 a parte agravante, por meio de seu advogado regularmente constituído e com poderes especiais (fls. 117/119),
formula, "pedido de desistência do presente recurso, nos termos do art. 501, do CPC, tendo em vista a perda superveniente do interesse
recursal (art. 499, do CPC) oriunda da desistência realizada nos autos do Mandado de Segurança nº. 0002165-42.2010.4.05.8100, o qual
conferia suporte ao presente incidente processual".
Destarte, resta prejudicada a apreciação do agravo de instrumento.
Nos termos do art. 501 do CPC, "o recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes,
desistir do recurso". Sendo esta a hipótese dos autos, HOMOLOGO, para que produza seus jurídicos e legais efeitos, a desistência
manifestada pelo representante judicial da parte recorrente.
Oportunamente, remetam-se os autos ao Juízo de origem.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109562/PB - 0012757-98.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 8ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE

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AGRDO : ENOCH DE OLIVEIRA


ADV/PROC : JEAN CÂMARA DE OLIVEIRA e outros

DECISÃO
O INSS formula às fls. 127/130 pedido de reconsideração da decisão que não atribuiu efeito suspensivo ao agravo.
Examinando mais detidamente os documentos acostados, observo que a Contadoria do Foro não foi instada a se pronunciar
acerca das alegações do INSS de que "não foram computados os juros nas parcelas pagas, o que importou R$ 12.042,89, quando o correto
seria R$ 8.613,35" e que esse procedimento de aplicação dos juros aos pagamentos feitos na via administrativa seria "feito normalmente
pela contadoria judicial da Justiça Federal em Campina Grande/PB".
Assim, reconsidero a decisão de fls. 122/123 para atribuir efeito suspensivo a este agravo e sustar a decisão recorrida,
considerando que não houve pronunciamento expresso da Contadoria refutando o alegado pelo INSS - e, portanto, não sendo possível
afastar, de pronto, a possibilidade de ter ocorrido um equívoco nos cálculos elaborados.
Comunique-se, com urgência, ao Juízo a quo.
Em seguida, remetam-se os autos à Contadoria desta Corte, para que informe se procedem as alegações do INSS.
P. I.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110237/SE - 0014994-08.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS em face de decisão que deferiu
provimento de urgência requerido para manter o prazo de validade em dois anos dos concursos para o provimento dos cargos de analista
e técnico do Seguro Social.
O juiz a quo se baseou em princípios administrativos, aduzindo que a redução do prazo do concurso feriu o princípio da
impessoalidade e da moralidade. Ademais, evidencia infração ao princípio da motivação (uma vez que a redução do prazo foi
injustificada) e ao princípio da razoabilidade (tendo em conta que essa redução do prazo não guarda nenhuma justificativa razoável diante
da conjuntura fática).
Para que a tutela antecipada seja concedida, mister se faz o cumprimento dos requisitos presentes no artigo 273, caput e incisos I
e II do CPC:
Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido
inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e: I - haja fundado receio de dano irreparável
ou de difícil reparação; ou II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.
Ou seja, deve haver prova inequívoca do fato para que o magistrado se convença das alegações liminares e, cumulativamente,
fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou que se caracterize o abuso de direito de defesa ou manifestação protelatória
proposital do réu.
No caso em tela, vislumbro a presença de arcabouço probatório suficiente para constituir o requisito do fumus boni iuris, pois
através do DOU publicado no dia 24/04/2008, anexado aos autos, ficou claro que a redução do prazo de validade do concurso para um
ano (prorrogável por mais um) se deu após sua realização. Ademais, considerando a possibilidade de os candidatos aprovados, caso
chamados se o prazo fosse efetivamente de dois anos (prorrogáveis por mais dois), perderem essa chance, configura-se o periculum in
mora.
Portanto, adotando os fundamentos do douto Julgador singular, que conferiu aos fatos e à lei razoável interpretação, não atribuo
efeito suspensivo ao agravo.
Comunique-se ao juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110649/AL - 0015943-32.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 5ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/
Execuções Fiscais)

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AGRTE : GRAFITEX - INDUSTRIA E EDITORA


LTDA
ADV/PROC : RITA VALÉRIA DE CARVALHO
CAVALCANTE e outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 5ª Vara da Seção Judiciária de Alagoas, nos autos dos Embargos à Execução Fiscal n.º 0007307-41.2007.4.05.8000, que
recebeu o recurso de apelação da agravante apenas no efeito devolutivo.
Entendo que não merece reparos a decisão recorrida.
Consoante preceitua o art. 520, V, do CPC, a apelação da sentença que julga improcedentes ou rejeita os embargos à execução
será recebida somente no efeito devolutivo.
Não obstante o parágrafo único do art. 558 do CPC permita a atribuição de efeito suspensivo ao recurso de apelação, a mera
possibilidade de ocorrer o leilão do bem dado em garantia não é condição capaz de configurar a lesão grave e de difícil reparação, posto
que a perda dos bens penhorados é consequência natural dos feitos executivos, cujo objetivo é a satisfação do credor.
A norma insculpida no art. 587 do CPC confere o caráter de definitividade ao título executivo extrajudicial, salvo quando
recebido o recurso no efeito suspensivo. Restando julgados improcedentes os embargos por sentença, entretanto, não há que se falar em
impossibilidade de prosseguir-se no feito executivo, haja vista que os recursos a atacá-la, quais sejam, apelação e recursos excepcionais
da decisão de 2º grau, não conferem efeito suspensivo, nos termos, respectivamente, dos arts. 520, V, e 542, § 2º, ambos do CPC.
No caso concreto, como asseverou a própria agravante, o Juiz proferiu sentença de improcedência dos embargos, recebendo o
respectivo recurso, por conseguinte, apenas no efeito devolutivo.
Consoante vem entendendo reiteradamente o E. STJ, o recurso de apelação contra sentença de improcedência dos embargos não
tem o condão suspender o trâmite do feito executivo, que deverá prosseguir, inclusive, com a realização de leilão dos bens penhorados.
Eventual procedência do recurso interposto pelo devedor resolver-se-á em perdas e danos.
Sobre a matéria, observem-se os seguintes julgados daquela corte:
"PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535, I, DO CPC. INEXISTÊNCIA. EXECUÇÃO
FISCAL. EMBARGOS. IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO. LEILÃO. CABIMENTO. EXECUÇÃO DEFINITIVA. PRECEDENTES.
1. Inexiste ofensa ao art. 535, I, do CPC na hipótese em que todas as questões suscitadas foram examinadas no acórdão
embargado.
2. A execução fundada em título extrajudicial é definitiva, não assumindo natureza provisória, ainda que haja recurso de
apelação no caso de improcedência dos embargos opostos pelo devedor.
3. A execução fiscal deve prosseguir, inclusive, com a realização de leilão dos bens penhorados.
4. Caso a solução final do recurso de apelação interposto da sentença de improcedência dos embargos, recebido apenas no efeito
devolutivo, seja favorável ao executado, resolver-se-á em perdas e danos.
5. Recurso especial parcialmente provido.
(STJ, RESP 200200903607RESP - RECURSO ESPECIAL - 453370, Relator(a) JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA
TURMA, DJ DATA:04/08/2006 PG:00297)"
(Ressaltou-se)
"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL - EXECUÇÃO FISCAL - EMBARGOS À EXECUÇÃO
IMPROCEDENTES - INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO - EXECUÇÃO DEFINITIVA - AUTORIZAÇÃO DO LEILÃO.
O caráter definitivo da execução fiscal não é modificado pela interposição de recurso contra sentença que julgar improcedentes
os embargos. "Tal definitividade abrange todos os atos, podendo realizar-se praça para a alienação do bem penhorado com a expedição da
respectiva carta de arrematação" (Resp 144.127/SP, Rel. Min. Waldemar Zveiter, DJU 1.2.1999). Se, ao término do julgamento dos
recursos interpostos da sentença de improcedência dos embargos, recebidos apenas no efeito devolutivo, a solução da lide for favorável
ao executado resolve-se em perdas e danos. Precedentes. Agravo regimental provido, para declarar que a execução fiscal em questão é
definitiva e autorizar o leilão do bem penhorado. (STJ, AGRESP 200200341799AGRESP - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
ESPECIAL - 422580, Relator(a) FRANCIULLI NETTO, SEGUNDA TURMA, DJ DATA:05/12/2005 PG:00267)"
(Ressaltou-se)
Desta feita, não atribuo efeito suspensivo ao agravo, mantendo a decisão recorrida em todos os seus termos.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 23 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110690/SE - 0016017-86.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : JOAO DE MONTALVAO MATTOS

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 4ª Vara da Seção Judiciária de Sergipe, nos autos da Execução Fiscal n.º 0003092-40.2008.4.05.8500, que tornou sem
efeito a decisão anteriormente proferida que deferiu a indisponibilidade de bens do agravado.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.
Ressalte-se, ainda, que este é o entendimento perfilhado pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, conforme julgado abaixo
colacionado, in verbis:
"DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO
OCORRÊNCIA. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITO DE NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. ARTIGO 185-A DO CTN.
INAPLICABILIDADE. 1. Inexiste negativa de prestação jurisdicional quando não há omissão, contrariedade ou obscuridade no acórdão
recorrido. Prestação jurisdicional proferida de acordo com a pretensão deduzida em juízo. Violação ao artigo 535 do CPC não
configurada. 2. Inadmissível conhecer das novas alegações trazidas pela recorrente por ocasião da sustentação oral (referentes à suposta
natureza tributária do débito exigido, por decorrer de descumprimento da legislação aduaneira), seja em razão da falta de
prequestionamento, seja por se caracterizarem clara inovação recursal. 3. Não se aplica o artigo 185-A do Código Tributário Nacional nas
execuções fiscais que têm por objeto débitos de natureza não tributária. 4. A leitura do artigo 185-A do CTN evidencia que apenas pode
ter a indisponibilidade de seus bens decretada o devedor tributário. 5. O fato de a Lei de Execuções Fiscais (Lei 6.830/91) afirmar que os
débitos de natureza não tributária compõem a dívida ativa da Fazenda Pública não faz com que tais débitos passem, apenas em razão de
sua inscrição na dívida ativa, a ter natureza tributária. Isso, simplesmente, porque são oriundos de relações outras, diversas daquelas
travadas entre o estado, na condição de arrecadador, e o contribuinte, na qualidade de sujeito passivo da obrigação tributária. 6. Os
débitos que não advêm do inadimplemento de tributos, como é o caso dos autos, não se submetem ao regime tributário previsto nas
disposições do CTN, porquanto estas apenas se aplicam a dívidas tributárias, ou seja, que se enquadrem na definição de tributo constante
no artigo 3º do CTN. Precedentes. 7. Recurso especial não provido. (STJ, RESP 1073094, Relator: BENEDITO GONÇALVES, Órgão
Julgador: PRIMEIRA TURMA, Fonte: DJE DATA:23/09/2009 REVFOR VOL.:00403 PG:00439)"
(Ressaltou-se)
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 24 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110719/PB - 0016030-85.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 10ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : VALDEMAR PEREIRA DE ASSIS espólio

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo ativo, interposto pela FAZENDA
NACIONAL em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 10ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos da Execução Fiscal n.º
0002574-79.2005.4.05.8201, que indeferiu o pedido da agravante no sentido da intimação do inventariante do espólio de Valdemar
Pereira de Assis para fornecer ao Juízo informações sobre o andamento do processo de inventário.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.
Ressalte-se, ainda, que o deferimento de medidas deste jaez importa em transferência do ônus da agravante à Secretaria do Juízo
a quo, considerando que compete à parte exequente diligenciar perante o Juízo em que tramita o inventário (8ª Vara Cível da Comarca de
Campina Grande, processo n.º 001.2005.030.280-9) acerca das informações que pretende obter.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ativo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 27 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110729/AL - 0016034-25.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI

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ORIGEM : 4ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/


Execuções Penais)
AGRTE : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A
FILIAL GUAXUMA
ADV/PROC : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO e
outro
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 4ª Vara da Seção Judiciária de Alagoas, nos autos do Processo n.º 0006064-91.2009.4.05.8000, que não acolheu os
embargos de declaração por considerá-los impertinentes.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.
Ressalte-se que, na esteira do entendimento do douto julgador singular, a natureza dos honorários sucumbenciais em favor da
Fazenda Pública é fiscal, em função de tais verbas serem diretamente canalizadas aos cofres públicos, ou seja, o causídico federal não
aufere contraprestação pecuniária pelo seu labor por parte do litigante contra o qual postulou e saiu-se vencedor, razão pela qual não se
pode falar em natureza alimentar dos honorários em questão.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 29 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110820/AL - 0016162-45.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Alagoas
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : MATHEUS VASCO DOS SANTOS
REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela UNIÃO em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 1ª Vara da Seção
Judiciária de Alagoas, nos autos do processo n.º 0005268-66.2010.4.05.8000, que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela pleiteada.
Alega a agravante, preliminarmente, que é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da ação, uma vez que somente o Estado-
Membro e o Município têm legitimidade para ações deste jaez, pleiteando, assim, a extinção do processo, sem resolução do mérito, nos
termos do art. 267, VI, do CPC.
Aduz, também, que estão ausentes os requisitos legais para a concessão de tutela antecipada, bem como que a Constituição
Federal, em seu art. 196, não confere direito ao atendimento de situações individuais pelo fornecimento de medicamentos necessários à
manutenção de quaisquer tratamentos, máxime em função do SUS não se recusar a fornecer correto e efetivo tratamento da patologia que
acomete o agravado; que o direito em questão deve ser submetido à reserva do possível.
Pugna, assim, pela atribuição de efeito suspensivo ao agravo.
Examinando a questão em juízo de cognição sumária, verifico que não estão configurados os pressupostos que autorizam a
concessão de efeito suspensivo ao recurso.
O agravado, menor impúbere, é portador de paralisia cerebral e epilepsia sintomática decorrente de complicações obstrutivas das
vias aéreas por cisto na região cervical esquerda (CID G80.0 e CID G40), necessitando de cadeira especial para melhor adequação
postural e favorecimento de atividades da vida diária.
Primeiramente, não acolho a preliminar de ilegitimidade passiva da União, tendo em conta que a própria Carta Maior impõe que
o Estado assegure o direito à saúde a todo cidadão. A responsabilidade pela manutenção da saúde, o que no caso se traduz pela
distribuição gratuita de uma cadeira de rodas ao agravado, é dever do Estado, compreendidos aí todos os entes políticos que compõem o
sistema federativo.
Neste sentido, transcrevo julgados deste Egrégio Tribunal, in verbis:
"ADMINISTRATIVO, CONSTITUCIONAL E PROCESSO CIVIL. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS).
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO E/OU TRATAMENTO MÉDICO. UNIÃO E ESTADO DO CEARÁ. LEGITIMIDADE
PASSIVA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. SENTENÇA PARCIALMENTE "EXTRA PETITA". NULIDADE PARCIAL.
DIREITO À SAÚDE. DIREITO FUNDAMENTAL. NATUREZA PRESTACIONAL POSITIVA CONCRETA. NÃO
CARACTERIZAÇÃO COMO MERA NORMA PROGRAMÁTICA. LIMITAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS E RESERVA DO
POSSÍVEL. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. INSUFICIÊNCIA COMO ÓBICE À CONCRETIZAÇÃO DO REFERIDO DIREITO
FUNDAMENTAL. HIPOSSUFICIÊNCIA. PRESUNÇÃO. DOENÇA GRAVE. TRATAMENTO MÉDICO NÃO EXPERIMENTAL.

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ESSENCIALIDADE. DIREITO AO FORNECIMENTO. 1. A jurisprudência do STJ encontra-se pacificada no sentido de que as ações
relativas à assistência à saúde pelo SUS (fornecimento de medicamentos ou de tratamento médico, inclusive, no exterior) podem ser
propostas em face de qualquer dos entes componentes da Federação Brasileira (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), sendo
todos legitimados passivos para responderem a elas, individualmente ou em conjunto. 2. São, portanto, tanto a UNIÃO como o Estado do
Ceará legitimados passivos para a causa, não podendo a divisão administrativa de atribuições estabelecida pela legislação decorrente da
Lei n.º 8.080/90 restringir essa responsabilidade, servindo ela, apenas, como parâmetro da repartição do ônus financeiro final dessa
atuação, o qual, no entanto, deve ser resolvido pelos entes federativos administrativamente ou em ação judicial própria, não podendo ser
oposto como óbice à pretensão da população a seus direitos constitucionalmente garantidos como exigíveis deles de forma solidária. 3.
Em face da legitimidade passiva da UNIÃO nesta causa, resta evidenciada a competência da Justiça Federal para seu processamento,
afastando-se a preliminar de incompetência deduzida pela UNIÃO. 4. A sentença apelada, na parte em que determinou o custeio do
tratamento do Apelado com verbas destinadas à publicidade institucional, é "extra petita", pois esta pretensão não foi deduzida na petição
inicial, devendo, portanto, ser declarada sua nulidade nessa parte. 5. A saúde está expressamente prevista no art.196, cabeça, da CF, como
direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos, bem como através do acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, sendo uma
responsabilidade comum da União, dos Estados, do DF e dos Municípios a concretização de tal direito. 6. Enquanto direito
essencialmente vinculado à vida e à proteção da integridade físico-psíquica do ser humano, a saúde não pode ser interpretada apenas
como um enunciado meramente programático, mas, sim, como um direito fundamental cuja efetivação é dever do Poder Público, pois a
sua não concretização consiste em evidente afronta à dignidade da pessoa humana. Ainda que tal direito não estivesse expressamente
previsto na CF/88, a sua estreita vinculação com o direito à vida, bem supremo do ser humano, o conduziria à situação de direito
fundamental implícito, de modo que a sua efetivação também seria um dever do Estado, vez que a ação deste está vinculada pela imediata
aplicabilidade das normas dos direitos fundamentais. 7. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são solidariamente
responsáveis pela efetivação do direito à saúde (art.23, inciso II, da CF), o que implica não apenas na elaboração de políticas públicas e
em uma consistente programação orçamentária para tal área, como também em uma atuação integrada entre tais entes, que não se encerra
com o mero repasse de verbas. O Poder Público não se exime de tal responsabilidade quando investe ou repassa recursos para serem
aplicados na área da saúde. Em sendo investida verba pública para tais fins e não havendo a efetivação do direito que se quer garantir, é
notório que a política adotada não se coaduna com a realidade a ser enfrentada ou que tal política não foi concretizada como programada,
sendo dever de todos os entes federados atentarem para tal fato e atuarem de modo a cumprir com as suas responsabilidades
constitucionais. 8. A jurisprudência nacional possui reiteradas decisões no sentido de que o direito à saúde é líquido e certo, bem como de
que a saúde é direito público subjetivo, não podendo ser reduzido a mera promessa constitucional vazia, sendo tal direito exigível em
Juízo por não ser um mero enunciado programático. Dessa forma, vigora o entendimento de que é dever do Poder Público disponibilizar
tratamento médico-hospitalar à população que dele necessitar, ou seja, oferecer o serviço essencial na esfera médica, o que inclui o
fornecimento de medicamentos, sob pena de incidência em grave comportamento inconstitucional, ainda que por omissão, pelo não
fornecimento de condições materiais de efetivação de tal direito fundamental. 9. Nesse sentido: STF (AI-AgR n.º 648.971/RS e RE n.º
195.192/RS) e STJ (RMS n.º 11.183/PR). 10. A alegação genérica de limitações orçamentárias vinculadas à reserva do possível, além de
não provada concretamente quanto à eventual indisponibilidade de fundos para o atendimento da pretensão inicial, não é suficiente para
obstar a concretização do direito constitucional em exame, sobretudo quando notório o fato de que o Poder Público possui verbas de
grande vulto destinadas a gastos vinculados a interesses bem menos importantes do que a saúde da população (por exemplo, publicidade,
eventos festivos etc), os quais podem e devem ser, se for necessário, redirecionados para a satisfação de direitos essenciais da população.
11. Não se está, ressalte-se, diante de intromissão indevida do Poder Judiciário em esfera de atuação reservada aos demais Poderes, mas,
ao contrário, de atuação judicial de natureza prestacional positiva calcada em relevante fundamento constitucional e na omissão ilegal do
Poder Público em seu atendimento, sem que este tenha, concretamente, apresentado qualquer fundamento minimamente oponível à sua
concretização. 12. A hipossuficiência financeira do Apelado, por ser ele beneficiário da assistência judiciária gratuita, é, ademais,
presumida, não tendo os entes públicos componentes do pólo passivo da lide demonstrado que ele tivesse condições de arcar com o alto
custo do tratamento postulado judicialmente. 13. No caso presente, a gravidade da condição de saúde do Apelado (portador de Síndrome
de Hunter - mucopolissacaridose de tipo II - doença genética rara) e a essencialidade do tratamento medicamentoso por ela necessitado
(idulsurfase - Elaprase), vez que é o único medicamento conhecido para tratamento de sua doença, tendo já recebido aprovação da FDA
americana e da EMEA européia, agências responsáveis pela aprovação de medicamentos nos Estados Unidos da América e na União
Européia, servem de base fática suficiente para o direito postulado judicialmente. 14. As aprovações desse medicamento para tratamento
da síndrome de Hunter pela FDA e EMEA, acima referidas, afastam a alegação do Estado do Ceará de que se cuidaria de tratamento
experimental, não sendo, ademais, seu alto custo elemento inviabilizador de seu fornecimento, pois, inclusive a raridade da doença
genética do Autor indica que a repercussão financeira global desse tratamento sobre o orçamento público não terá conseqüências
inviabilizadoras do atendimento das necessidades de saúde da população, alegação, ademais, sem qualquer prova concreta pelos
Apelantes. 15. Ressalte-se, por fim, que não está o Apelado buscando em juízo tratamento privilegiado, mas o único tratamento eficaz
existentes para sua grave doença, sem o qual não pode ter uma existência minimamente digna. 16. Não provimento da apelação da
UNIÃO e provimento, em parte, da apelação do Estado do Ceará e da remessa oficial para declarar a nulidade da sentença apelada na
parte em que determinou o custeio do tratamento do Apelado com verbas destinadas à publicidade institucional. (TRF 5ª Região,
APELREEX 8212, Relator: Desembargador Federal Emiliano Zapata Leitão, Órgão Julgador: Primeira Turma, Fonte: DJE -
Data::28/01/2010 - Página::82)"
(Ressaltou-se)
"CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. TUTELA ANTECIPADA. DEFERIMENTO. FORNECIMENTO GRATUITO
DE MEDICAMENTOS. DIREITO À VIDA E À SAÚDE. LEGITIMIDADE DA UNIÃO. 1. Considerando que o agravado sofre de
Mucopolissaridose tipo II, apresentando "fácies peculiar, opacidade corneana, pescoço curto, tórax curto, sopro sistólico,
hepatoesplenomegalia, hérnia umbilical, rigidez articular, disostose esquelética, limitações às suas atividades diárias" e necessita fazer
uso de medicamentos de alto custo, restam configurados os requisitos autorizadores da tutela antecipada, quais sejam, a verossimilhança
das alegações e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, conforme estabelece o art. 273 do Código de Processo Civil. 2. "A

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União, o Estado, o Distrito Federal e o Município são partes legítimas para figurar no pólo passivo nas demandas cuja pretensão é o
fornecimento de medicamentos imprescindíveis à saúde de pessoa carente, podendo a ação ser proposta em face de quaisquer deles"
(STJ, Primeira Turma, Agravo Regimental no Agravo de Instrumento no 842866/MT, j. 12 jun. 2007, Diário da Justiça 3 set. 2007, p.
127). 3. Agravo de instrumento improvido. (TRF 5ª Região, AGTR 78494, Relator: Desembargador Federal Edílson Nobre, Órgão
Julgador: Primeira Turma, DJ - Data::31/10/2007 - Página::905 - Nº::210)"
(Ressaltou-se)
Afigura-se-me, ao menos nesta análise preliminar, que o agravado faz jus à cadeira de rodas especial com "TILT" pleiteada,
considerando a necessidade premente de tal equipamento, conforme constatado pelo douto Juiz a quo na decisão agravada.
Ressalte-se, ainda, que o agravado não possui condições financeiras de adquirir o mencionado equipamento, bem como pleiteou
junto à Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas que lhe fornecesse a cadeira de rodas, porém, o seu pedido foi negado verbalmente, sob
o fundamento de que não havia cadeiras de roda disponíveis naquela unidade, circunstância que não pode ser admitida por este Juízo.
Desta feita, não atribuo efeito suspensivo ao agravo, mantendo a decisão vergastada em todos os seus termos até o julgamento
final do recurso.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Após, remetam-se os autos ao Ministério Público Federal para ofertar parecer, querendo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 29 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110844/AL - 0016239-54.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Alagoas (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : MARIA STELA DE ALENCAR
ADV/PROC : CHARLES WESTON FIDELIS FERREIRA
e outros

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto pela UNIÃO em face da decisão
proferida pelo douto Juiz da 4ª Vara da Seção Judiciária de Alagoas, nos autos da Ação Ordinária n.º 0004842-54.2010.4.05.8000, que
deferiu a antecipação dos efeitos da tutela para determinar que o TRT da 19ª Região se abstenha de efetuar a retenção da parcela devida a
título de imposto de renda, devendo proceder ao pagamento dos proventos da agravada de forma integral, sem a parcela de imposto de
renda pessoa física.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.
Ressalte-se, ainda, que o Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de ainda que o art. 30 da Lei nº 9.250/95 determine que
para o recebimento do benefício de isenção do imposto de renda é necessária a emissão de laudo pericial por meio de serviço médico
oficial, o referido dispositivo não vincula o Juiz, que, nos termos dos arts. 131 e 436 do Código de Processo Civil, é livre na apreciação
das provas acostadas aos autos pelas partes litigantes, bem como no sentido de que a isenção do imposto de renda, em favor dos inativos
portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao
acompanhamento médico e medicações ministradas, conforme pode ser observado nos seguintes julgados, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PORTADOR DE NEOPLASIA MALIGNA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE
RENDA. APOSENTADORIA. DESNECESSIDADE DE LAUDO MÉDICO OFICIAL E DA CONTEMPORANEIDADE DOS
SINTOMAS. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. PRECEDENTES. I - É considerado isento de imposto de renda o
recebimento do benefício de aposentadoria por portador de neoplasia maligna, nos termos do art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88. II -
Ainda que o art. 30 da Lei nº 9.250/95 determine que, para o recebimento de tal benefício, é necessária a emissão de laudo pericial por
meio de serviço médico oficial, a "norma do art. 30 da Lei n. 9.250/95 não vincula o Juiz, que, nos termos dos arts. 131 e 436 do Código
de Processo Civil, é livre na apreciação das provas acostadas aos autos pelas partes litigantes" (REsp nº 673.741/PB, Relator Ministro
JOÃO OTÁVIO DE NORONHA DJ de 09/05/2005). III - Sendo assim, de acordo com o entendimento do julgador, esse pode,
corroborado pelas provas dos autos, entender válidos laudos médicos expedidos por serviço médico particular, para fins de isenção do
imposto de renda. Precedente: REsp nº 749.100/PE, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJ de 28.11.2005. IV - Ainda que se alegue que
a lesão foi retirada e que o paciente não apresenta sinais de persistência ou recidiva a doença, o entendimento dominante nesta Corte é no
sentido de que a isenção do imposto de renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o
sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao acompanhamento médico e medicações ministradas. Precedente:
REsp 734.541/SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 2.2.2006, DJ 20.2.2006 (REsp nº 967.693/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJ
de 18/09/2007). V - Recurso especial improvido. (STJ, RESP 1088379, Relator: FRANCISCO FALCÃO, Órgão Julgador: PRIMEIRA
TURMA, Fonte: DJE DATA:29/10/2008)"
(Ressaltou-se)

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"TRIBUTÁRIO - AÇÃO MANDAMENTAL - IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE PROVENTOS DE


APOSENTADORIA - NEOPLASIA MALIGNA - LEI N. 7.713/88 - DECRETO N. 3.000/99 - NÃO-INCIDÊNCIA - PROVA VÁLIDA
E PRÉ-CONSTITUÍDA - EXISTÊNCIA - CONTEMPORANEIDADE DOS SINTOMAS - DESNECESSIDADE - MANUTENÇÃO
DO ACÓRDÃO RECORRIDO - PRECEDENTES. 1. Cinge-se a controvérsia na prescindibilidade ou não da contemporaneidade dos
sintomas de neoplasia maligna, para que servidor o público aposentado, submetido à cirurgia para retirada da lesão cancerígena, continue
fazendo jus ao benefício isencional do imposto de renda, previsto no artigo 6º, inciso XIV, da Lei n. 7.713/88. 2. Quanto à alegada
contrariedade ao disposto no artigo 267, inciso VI, do CPC, por ausência de prova pré-constituída, não prospera a pretensão; porquanto, o
Tribunal de origem, como soberano das circunstâncias fáticas e probatórias da causa, confirmou a decisão recorrida e entendeu estar
presente documento hábil para comprovar a moléstia do impetrante. Pensar de modo diverso demandaria o reexame de todo o contexto
fático-probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/STJ. 3. O mesmo argumento utilizado pela Corte
de origem tem a virtude de afastar a alegação de violação dos artigos 30, caput e § 1º da Lei n. 9.250/95 e 39, § 4º, do Regulamento do
Imposto de Renda, a saber: o Decreto n. 3.000/99, feita pelo recorrente. 4. Ainda que se alegue que a lesão foi retirada e que o paciente
não apresenta sinais de persistência ou recidiva a doença, o entendimento dominante nesta Corte é no sentido de que a isenção do imposto
de renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os
encargos financeiros relativos ao acompanhamento médico e medicações ministradas. Precedente: REsp 734.541/SP, Rel. Min. Luiz Fux,
julgado em 2.2.2006, DJ 20.2.2006. 5. O art. 111 do CTN, que prescreve a interpretação literal da norma, não pode levar o aplicador do
direito à absurda conclusão de que esteja ele impedido, no seu mister de apreciar e aplicar as normas de direito, de valer-se de uma
equilibrada ponderação dos elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a moderna metodologia
de interpretação das normas jurídicas. (REsp 192.531/RS, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 17.2.2005, DJ 16.5.2005.)
Recurso especial improvido. (STJ, RESP 967693, Relator: HUMBERTO MARTINS, Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA, Fonte: DJ
DATA:18/09/2007 PG:00296)"
(Ressaltou-se)
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 30 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110942/PE - 0016102-72.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRTE : UNIVERSAL COMERCIO IMPORTAÇAO
EXPORTAÇAO LTDA
ADV/PROC : ARTHUR MAIA ALVES NETO e outros
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela UNIVERSAL COMÉRCIO,
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 22ª Vara da Seção Judiciária de
Pernambuco, nos autos da Execução Fiscal n.º 0007297-38.2005.4.05.8300, que julgou improcedente a exceção de pré-executividade
oposta pela agravante.
Alega a agravante que o crédito tributário exeqüendo encontra-se prescrito, em virtude deste ter-se constituído em 15/05/2000 e,
nos termos do art. 174, I, do CTN, a citação pessoal válida do devedor só ter ocorrido em 17/04/2009, através do comparecimento
espontâneo deste.
O Douto Juiz a quo julgou improcedente a exceção de pré-executividade oposta, entendendo pelo não reconhecimento da
prescrição do crédito tributário.
Examinando a questão em juízo de cognição sumária, verifico que não estão configurados os pressupostos que autorizam a
atribuição de efeito suspensivo ao agravo.
Na hipótese dos autos, considerando que a data da constituição do crédito se deu em 15/05/2000, e tendo a execução fiscal sido
ajuizada em 22/04/2005 (fls. 21), tendo em vista que, a teor do art. 219, §1º, do CPC, a citação válida interrompe a prescrição e retroage à
data da propositura da ação, infere-se que o lapso prescricional qüinqüenal a que se refere o art. 174 do CTN não restou configurado.
Considere-se, ainda, que na data do despacho que ordenou a citação, em 29/04/2005 (fl. 48), também não havia decorrido o
prazo prescricional.
Impende destacar que a demora no trâmite processual ocorreu por questões atinentes ao próprio funcionamento do Poder
Judiciário e, em especial, ao elevando número de execuções fiscais em processamento.
Ademais, o cumprimento tardio do mandado citatório não é fato imputável ao credor-exeqüente, quando este tenha ajuizado a
execução fiscal no prazo legal, razão por que cabível a aplicação ao caso a Súmula 106 do STJ, in verbis:
"SÚMULA 106 . Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao
mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da argüição de prescrição ou decadência".
Neste sentido são os seguintes precedentes deste Egrégio Tribunal, in verbis:

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"TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA. DÉBITO FISCAL. IMPUGNAÇÃO. CONVERSÃO EM PEDIDO DE


COMPENSAÇÃO. DECISÃO ADMINISTRATIVA. RECURSO NO PRAZO LEGAL. INEXISTÊNCIA. CONSTITUIÇÃO
DEFINITIVA DO CRÉDITO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. Consoante o Decreto 70.235/72, que regula o processo
administrativo tributário federal, a impugnação da exigência do crédito tributário instaura a fase litigiosa do procedimento fiscal (artigo
14); todavia, nos termos do art. 17, não será impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. 2. É o
caso dos autos. O apelado não se insurgiu contra o débito em questão. Alegou apenas possuir créditos e postulou a compensação do
crédito constituído com as parcelas recolhidas a título de FINSOCIAL, o que levou o Órgão julgador (DRJ/Salvador) a não conhecer do
feito, declarando a renúncia às instâncias administrativas e, ao mesmo tempo, convertendo a impugnação em pedido de compensação e
determinando a remessa dos autos à DRF para que fosse decidido o pleito compensatório. 3. A decisão acerca do pedido de compensação
foi proferida em 07.04.2000, com a emissão do Parecer SRF nº 177/2000, que deferiu a compensação dos débitos da COFINS no valor de
R$50.093,63, tendo o apelado sido notificado da referida decisão em 30.04.2002, inclusive com a ressalva da possibilidade de recurso
(manifestação de inconformidade) no prazo de 30 (trinta) dias junto a DRJ/SDR. 4. Em face de não ter havido recurso no prazo legal,
foram os débitos constituídos definitivamente. 5. Destarte, no caso sub examine, deve ser considerado como o dies a quo da contagem do
prazo prescricional para o ajuizamento da ação executiva, a data de 01.06.2002. Assim, considerando que a execução fiscal foi ajuizada
em 01.01.2007, tendo em vista que, a teor do art. 219, §1º, do CPC, a interrupção da prescrição e retroage à data da propositura da ação,
infere-se que o lapso prescricional qüinqüenal a que se refere o art. 174 do CTN não restou configurado. 6. Apelação e remessa oficial
providas. (TRF 5ª Região, AC - Apelação Civel - 447595, Relator: Desembargador Federal Francisco Cavalcanti, Órgão Julgador:
Primeira Turma, Fonte: DJ - Data::18/03/2009 - Página::272 - Nº::52)"
(Ressaltou-se)
PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. PRAZO QÜINQÜENAL. APLICABILIDADE. TERMO INCIAL DE
CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO. DATA DA ENTREGA DA DCTF. SÚMULA 106 DO STJ.
1. Trata-se de apelação interposta por DISFONE - DISTRIBUIDORA POR TELEFONE LTDA em face de sentença que
extinguiu "o processo com julgamento do mérito, com fulcro no art. 269, I, do CPC, julgando improcedente o pedido formulado pela
parte autora, para declarar a legalidade da cobrança do crédito tributário inscrito na CDA nº 40 6 99 003437-79, objeto da execução fiscal
nº 2001.83.00.019479-0", condenando, ao final, a parte autora ao pagamento de honorários advocatícios no percentual de 10% sobre o
valor da causa.
2. A jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF é
forma de constituição do crédito tributário, dispensando-se a instauração de procedimento administrativo e respectiva notificação prévia,
podendo, inclusive, o débito declarado e não pago no prazo (ou pago a menor) ser imediatamente inscrito em dívida ativa.
3. Nesse sentido, o termo inicial para fins de contagem do lustro prescricional, nos casos de tributo declarado e não pago, é a
data do vencimento da obrigação, uma vez que entre a data da entrega da declaração e a do seu vencimento o Fisco não poderá cobrar o
tributo declarado e, portanto, não deve fluir o prazo da prescrição, salvo nos casos em que a data de entrega da declaração for posterior ao
do vencimento, hipótese em que, só a partir daí, será iniciada a contagem da prescrição.
4. No caso dos autos, deve ser considerada, para fins de contagem da prescrição, a data da entrega da declaração, posto que
posterior às datas de vencimento.
5. Assim, na hipótese dos autos, considerando que a data da entrega da declaração ocorreu em 05/05/97, e tendo a execução
fiscal sido ajuizada em 26/09/2001, tendo em vista que, a teor do art. 219, §1º, do CPC, a citação válida interrompe a prescrição e
retroage à data da propositura da ação, infere-se que o lapso prescricional qüinqüenal a que se refere o art. 174 do CTN não restou
configurado.
6. Ademais, o cumprimento tardio do mandado citatório não é fato imputável ao credor-exeqüente, quando este tenha ajuizado a
execução fiscal no prazo legal, razão por que cabível a aplicação ao caso a Súmula 106 do STJ, segundo a qual: "Proposta a ação no
prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da
argüição de prescrição ou decadência".
7. Apelação improvida. (TRF 5ª Região, AC 484049 PE, Relator: Desembargador Federal Francisco Cavalcanti, Órgão Julgador:
Primeira Turma, Data de julgamento: 22/04/2010)."
(Ressaltou-se)
Desta feita, adotando os fundamentos da decisão agravada, não atribuo efeito suspensivo ao agravo.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 05 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111021/RN - 0016403-19.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Fiscais)
AGRTE : LÉRCIO LUIZ BEZERRA LOPES
ADV/PROC : LERCIO LUIZ BEZERRA LOPES
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DESPACHO
Verifico que não consta na inicial pedido liminar.

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Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).


Remetam-se os autos à distribuição para retificação da autuação, tendo em conta que há apenas um agravante, Lércio Luiz
Bezerra Lopes, devendo ser excluído o Centro de Velório - Empresa Funerária de Natal LTDA.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 06 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111036/PE - 0016291-50.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 17ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : BAMELO EMBALAGENS LTDA
AGRDO : RUBENS BANDEIRA DE MELO
AGRDO : MARIA DE FATIMA GADELHA
BANDEIRA DE MELO

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela FAZENDA NACIONAL em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 17ª
Vara da Seção Judiciária da Pernambuco, nos autos da Execução Fiscal n.º 0000533-07.2008.4.05.8308, que indeferiu o pedido de
aplicação do art. 185-A do CTN.
Alega a agravante que antes de formular pedido de indisponibilidade tomou o cuidado de pesquisar sobre o patrimônio do
devedor, utilizando-se dos meios de que dispõe, tendo esgotado as possibilidades de pesquisa sem nada ter sido encontrado; que a
decretação da indisponibilidade, nos termos do art. 185-A do CTN, revela-se útil e proveitosa, na medida em que visa a resguardar os
bens desconhecidos do devedor, a fim de garantir que o patrimônio deste com ele permaneça até que a Fazenda Nacional, ora agravante,
localize e individualize cada um dos bens que formam esse patrimônio.
Pugna, assim, pelo deferimento da tutela antecipada recursal, a fim de que seja decretada a indisponibilidade dos bens do
devedor, nos termos do art. 185 - A do CTN.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.
Ressalte-se, ainda, que o deferimento da medida requestada não teria resultado útil, além de transferir ônus da parte exeqüente,
ora agravante, à Secretaria do Juízo, considerando a ausência de qualquer elemento de prova quanto à existência de bens dos agravados.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ativo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 06 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111047/SE - 0016260-30.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : AUGUSTO CÉSAR SILVA
ADV/PROC : RAMON CAVALCANTE DE OLIVEIRA
PARTE R : CENTRO AUTOMOTIVO AUGUSTO
LTDA

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 4ª Vara da Seção Judiciária de Sergipe, nos autos da Execução Fiscal n.º 0006741-52.2004.4.05.8500, que deferiu a
exceção de pré-executividade oposta pelo agravado e condenou a agravante em honorários advocatícios arbitrados em R$ 1.500,00 (um
mil e quinhentos reais).
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o
julgamento final do agravo de instrumento.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ressalte-se, ainda, que o agravado logrou êxito em comprovar a sua ilegitimidade ad causam, tendo, para tanto, que contratar
profissional para a defesa de seus interesses e, consequentemente, que arcar com os custos financeiros correspondentes, situação que
impõe a condenação em honorários de sucumbência.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 07 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111060/PB - 0016488-05.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : MUNICÍPIO DE UMBUZEIRO - PB
ADV/PROC : DORIS FIUZA CHAVES e outro

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela FAZENDA NACIONAL em face da
decisão proferida pelo douto Juiz da 2ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos da Ação Ordinária n.º 0004141-75.2010.4.05.8200,
que deferiu liminar para suspender a exigibilidade da contribuição ao RAT/SAT naquilo que superar 1%.
O provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal, tendo o magistrado dado aos fatos e à lei
razoável interpretação.
O art. 22, II, da Lei n.º 8.212/91 estabelece todos os elementos essenciais da hipótese de incidência da contribuição para o RAT,
quais sejam: o sujeito passivo (a empresa), o fato gerador (realização de atividades empresariais de risco leve, médio ou grave), as
alíquotas (1%, 2% e 3%) e a base de cálculo (total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados
e trabalhadores avulsos).
Por seu turno, § 3º do indigitado dispositivo prevê a possibilidade de alteração da alíquota do RAT com base nas estatísticas de
acidentes de trabalho, para fins de estimular investimentos em prevenção de acidentes.
Entretanto, isso não significa que essa alteração esteja condicionada a incremento do número desses acidentes, podendo ser
realizada, também, com base no entendimento de que o número, mesmo que mantido o mesmo ou até diminuído, ainda é alto e merece,
portanto, ser incrementado o fator de estímulo para sua diminuição.
Contudo, conforme já decidido pelo STJ, em sendo as atividades desenvolvidas pelos servidores do poder municipal
preponderantemente burocráticas e, portanto, de baixo grau de risco, esse risco de grau leve impõe o seu enquadramento na alíquota de
1% para fins de SAT (atual RAT).
Colaciono o seguinte precedente da Corte Superior, in verbis: :
"PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SAT. ATIVIDADE PREPONDERANTE. SERVIÇO PÚBLICO. ATIVIDADE
BUROCRÁTICA. MUNICÍPIO. PREFEITURA. LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ. ART. 17, I, DO CPC.
1. A Administração Pública Municipal deve contribuir para a previdência social para financiar a complementação das prestações
por acidente de trabalho com base no percentual de 1% (um por cento), uma vez que atividade preponderante é serviço burocrático, cujo
risco de ocorrência de acidente de trabalho é considerado leve, conforme previsto no anexo do Decreto n. 612/92.
2. Caracteriza litigância de má-fé deduzir pretensão contra expresso dispositivo de lei. Art. 17, I, do CPC.
3. Recurso especial não-provido."
(STJ, 2.ª Turma, REsp n.º 492.704/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, DJ 03.08.2006)"
Também neste sentido são os seguintes julgados deste Egrégio Tribunal:
"TRIBUTÁRIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. HORAS EXTRAS. TERÇO
CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. NÃO INCIDÊNCIA. FUNÇÕES GRATIFICADAS E CARGO EM COMISSÃO. COBRANÇA.
REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DO RISCO DE ACIDENTE DE TRABALHO (RAT). POSSIBILIDADE. AGRAVO PARCIALMENTE
PROVIDO. - Recurso de Município que pleiteia a suspensão da exigibilidade do crédito tributário decorrente da incidência de
contribuição previdenciária sobre o adicional de férias de 1/3 (um terço), sobre as horas extras, sobre as gratificações pagas e os valores
decorrentes de cargo em comissão bem como a redução da alíquota do RAT de 2% para 1%. - O colendo STF manifestou-se no sentido
da não incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas relativas às horas extras e ao adicional de 1/3 de férias, vez que tais
parcelas não incorporam o salário do servidor e tem natureza indenizatória, aplicando-se o mesmo entendimento para os servidores da
iniciativa privada, em face dos princípios da razoabilidade e da isonomia, fulcrados na paremia ubi eadem ratio, ibi idem jus statuendum.
- Como o Município em questão não possui Regime Próprio de Previdência Social, submetendo-se às regras do Regime Geral da
Previdência Social, relevante verificar - para cobrança ou não da contribuição previdenciária - se as verbas percebidas se inserem ou não
no conceito de remuneração. - In casu, os valores pagos a título de gratificações ou em decorrência de exercício de cargo comissionado
enquadram-se no conceito de remuneração previsto no art. 28, I da Lei nº 8.212/91, sendo possível a incidência de contribuição
previdenciária sobre tais verbas. - Possibilidade de redução da alíquota do RAT vez que, conforme já decidido pelo STJ, as atividades
desenvolvidas pelos servidores do poder municipal são preponderantemente burocráticas e, portanto, de baixo grau de risco. - Agravo de
instrumento parcialmente provido para determinar tão-somente a suspensão de exigibilidade da cobrança de contribuições previdenciárias
incidentes sobre horas extras e o adicional de férias (1/3) - mantendo-as com relação às gratificações e aos valores decorrentes de cargo
em comissão - e a redução da alíquota da contribuição para o RAT de 2% para 1% (um por cento).

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(TRF 5ª Região, AGTR 102536, Relator: Desembargador Federal Francisco Wildo, Órgão Julgador: Segunda Turma, Fonte:
DJE - Data::06/05/2010 - Página::329)"
(Ressaltou-se)
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO SAT. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA. GRAUS DE
RISCO. CRITÉRIOS. MUNICÍPIO. ATIVIDADE PREPONDERANTE. BUROCRÁTICA. GRAU DE RISCO LEVE. ALÍQUOTA DE
1%. TUTELA ANTECIPADA. CONCESSÃO. AGRAVO PROVIDO. - A lei definiu satisfatoriamente os elementos da contribuição
para o SAT, tendo apenas atribuído ao regulamento a função de estabelecer os critérios para aferição dos conceitos de atividade
preponderante e grau de risco leve, médio e grave, fixando as alíquotas da contribuição em 1%, 2% e 3%, respectivamente. - Em se
tratando de administração pública municipal, entretanto, onde se desenvolvem atividades preponderantemente burocráticas, com baixo
grau de risco, esta Corte, e em especial esta Quarta Turma, vem entendendo aplicar-se a alíquota de 1% para fins do SAT. - Existente o
fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que a obrigatoriedade do pagamento da contribuição na alíquota
majorada implicará, inevitavelmente, a privação de recursos necessários ao Município agravante para implementar as políticas públicas
que lhe competem. - Agravo de instrumento provido para reformar a decisão agravada, suspendendo a exigibilidade da alíquota da
contribuição ao SAT naquilo que exceder a 1%, vedando qualquer óbice à expedição de CND e/ou a inscrição no CADIN em função do
débito em questão com exigibilidade suspensa. (TRF 5ª Região, AGTR 100758, Relator: Desembargador Federal Frederico Pinto de
Azevedo, Órgão Julgador: Quarta Turma, Fonte: DJE - Data::07/05/2010 - Página::577)"
Desta feita, não atribuo efeito suspensivo ao agravo, mantendo a decisão agravada em todos os seus termos até o julgamento
final do recurso.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 06 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111084/PB - 0016535-76.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 10ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB
ADV/PROC : LEANDRO MICHELON ENDRES e outro
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo ativo, interposto em face da decisão proferida
pelo douto Juiz da 10ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos da Ação Ordinária n.º 0001680-30.2010.4.05.8201, que indeferiu o
pedido de antecipação de tutela formulado pelo Município agravante.
O provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal, tendo o magistrado dado aos fatos e à lei
razoável interpretação.
Compulsando os autos e analisando os argumentos trazidos pelo agravante, não antevejo risco de dano irreparável ou de difícil
reparação que a não concessão de liminar neste momento processual possa ensejar, de modo a não ser aconselhável aguardar o
julgamento final da lide. Como bem salientou o douto julgador monocrático, o agravante não demonstrou fatos concretos para justificar a
urgência da medida, não sendo suficiente a alegação genérica do perigo representado pelos efeitos da mora tributária.
Ademais, ressalte-se, nos termos do decisum agravado, que o débito encontra-se parcelado e, por conseguinte, com a
exigibilidade suspensa, o que afasta a possibilidade de inserção do devedor no CADIN e de indeferimento de certidão negativa de débitos
ou CPD - EN.
Ante o exposto, converto o agravo de instrumento em retido, determinando sejam os autos encaminhados ao juízo de origem.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111119/CE - 0016459-52.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 3ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ANTÔNIO EUGÊNIO FIGUEIREDO DE
ALMEIDA e outros
AGRDO : AURÉLIO FROTA LEITÃO espólio
REPTE : ALEXANDRE SABOIA LEITAO
ADV/PROC : DIOGO ASSAD BOECHAT e outro

DECISÃO

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Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 3ª Vara da Seção Judiciária do Ceará, nos autos da Ação Ordinária n.º 0016193-83.2008.4.05.8100, que julgou deserto o
recurso de apelação interposto pela CEF, ora agravante.
Alega a recorrente que interpôs recurso de apelação em 14/06/2010, tendo protocolado a guia de recolhimento das custas em
21/06/2010, o que, nos termos do art. 14, II, da Lei n.º 9.289/96 legitima o conhecimento do recurso interposto.
Pugna, assim, pela atribuição de efeito suspensivo ao agravo.
Examinando a questão em juízo de cognição sumária, verifico que estão configurados os pressupostos que autorizam a
atribuição de efeito suspensivo ao recurso.
Isto porque dispõe o Código de Processo Civil, em seu art. 511, quando disciplina, genericamente, acerca dos recursos, que o
recorrente, no ato de interposição de seu libelo, comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, que consiste
no pagamento prévio das custas referentes ao processamento do recurso, sendo, dada a sua importância, um dos requisitos extrínsecos a
sua admissibilidade. Sua falta ou qualquer irregularidade porventura praticada opera a preclusão, cuja pena é a deserção, impossibilitando
o normal andamento do feito.
Cumpre observar, outrossim, que sua imprescindibilidade, ressalvadas as hipóteses em que a lei julga desnecessária sua
comprovação, não se perfaz como modalidade de sanção punitiva, pois, se assim o fosse, a busca à prestação jurisdicional consistiria em
prejuízo à parte, muito mais que uma prerrogativa à salvaguarda de direito submetido a ameaça levado ao conhecimento do Poder
Judiciário.
A Lei nº 9.289/96 que dispõe sobre as custas devidas à União, na Justiça Federal de primeiro e segundo graus, e dá outras
providências, estabelece, no inciso II, do art. 14, a sistemática para pagamento das custas na hipótese de recurso. Confira-se:
"Art. 14. O pagamento das custas e contribuições devidas nos feitos e
nos recursos que se processam nos próprios autos efetua-se da forma seguinte:
I - o autor ou requerente pagará metade das custas e contribuições tabeladas, por ocasião da distribuição do feito, ou, não
havendo distribuição, logo após o despacho da inicial;
II - aquele que recorrer da sentença pagará a outra metade das custas, dentro do prazo de cinco dias, sob pena de deserção".
O Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 14, inciso II,
da Lei n.º 9.289/96 só começa a correr a partir da data em que o recorrente é intimado para a efetivação do preparo.
Nesse sentido, destaco o precedente a seguir transcrito:
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELAÇÃO. PREPARO. JUSTIÇA
FEDERAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE. DESERÇÃO NÃO CONFIGURADA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STJ.
1. A jurisprudência desta Corte Superior é pacífica no sentido de que a pena de deserção no preparo de apelação interposta
perante a Justiça Federal não poderá ser decretada antes da intimação do recorrente para o pagamento.
2. Entende-se que o prazo de cinco dias, previsto no artigo 14, II, da Lei n. 9.289/96, começa a fluir a partir da intimação.
3. Agravo não provido.
(AgRg no Ag 1138219/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/06/2009, DJe
01/07/2009)"
(Ressaltou-se)
Também neste sentido, colaciono julgados deste Egrégio Tribunal, in verbis:
"CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE IMISSÃO DE POSSE. AGTR. RECURSO DE APELAÇÃO. JUNTADA
POSTERIOR DO PREPARO. LEI Nº 9.289/96. INTIMAÇÃO. NECESSIDADE. DESERÇÃO NÃO CONFIGURADA.
PRECEDENTES. AGRAVO PROVIDO. 1. Cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto contra
decisão monocrática proferida em Ação de Consignação em Pagamento apensada à Ação de Imissão de posse que negou seguimento ao
recurso de apelação interposto pela autora/agravante, em face de extemporâneo o preparo por ela efetivado. 2. A orientação desta Corte,
em consonância com a do STJ, é no sentido de que o prazo de 5 (cinco) dias, previsto no art. 14, inciso II, da Lei nº 9.289/96, é contado
da intimação do apelante, e não a partir da data da interposição do apelo, não se aplicando a pena de deserção se o recorrente não foi
intimado do valor para efetuar o preparo do recurso. Precedentes. 3. Agravo provido.(TRF 5ª Região, AGTR 98317, Relator:
Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira, Órgão Julgador: Primeira Turma, Fonte: DJE - Data::26/11/2009 - Página::67)"
(Ressaltou-se)
"CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SFH. JUNTADA POSTERIOR DO PREPARO. DESERÇÃO NÃO CONFIGURADA. LEI
Nº 9.289/96. INTIMAÇÃO. NECESSIDADE. NULIDADE DA SENTENÇA DE 1º GRAU POR JULGAMENTO ULTRA PETITA EM
RELAÇÃO AOS JUROS COMPOSTOS, ILEGALIDADE DO PES/PC, ANATOCISMO E IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO
DA TR PELO INPC. DECLARAÇÃO DE OFÍCIO. PREJUDICIALIDADE DA APELAÇÃO DA CEF EM RELAÇÃO À
APRECIAÇÃO PELO TRIBUNAL DOS PEDIDOS DE LEGALIDADE DO PES, INEXISTÊNCIA DE ANATOCISMO E DE JUROS
COMPOSTOS. CES. PREVISÃO CONTRATUAL. AFASTAMENTO. SALDO DEVEDOR. ATUALIZAÇÃO. TR. PEDIDO DE
SUBSTITUIÇÃO PELO PES/CP. IMPOSSIBILIDADE. ART. 515, § 4º DO CPC. APLICAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO PELO INPC.
SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO. SISTEMÁTICA ADOTADA PELA CEF. LEGALIDADE. BENEFÍCIO DA JUSTIÇA
GRATUITA. CONCESSÃO. SUCUMBÊNCIA MÍNIMA. CEF. CARACTERIZAÇÃO. PARTE AUTORA BENEFICIÁRIA DA
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. ÔNUS SUCUMBENCIAL. ISENÇÃO. 1. A orientação desta Corte, em consonância com a
do STJ, é no sentido de que o prazo de 5 (cinco ) dias, previsto no art. 14, inciso II, da Lei nº 9.289/96, é contado da intimação do
apelante, e não a partir da data da interposição do apelo, não se aplicando a pena de deserção se o recorrente não foi intimado do valor
para efetuar o preparo do recurso. Precedentes. 2. Verificada a apreciação pela sentença recorrida dos pedidos deduzidos pela parte
Autora e de outros pedidos por ela não deduzidos na petição inicial, deve ser declarada a sua nulidade na parte em que exorbita os limites
da lide, em face de seu caráter ultra petita. 3. Sentença de 1º Grau que, ao julgar a causa, exorbitou dos limites da lide postos na inicial ao:
a) reconhecer a desobediência da CEF ao PES quanto às prestações e fixar limite máximo para comprometimento da renda dos mutuários
em trinta por cento dos seus proventos, com base na Lei nº 8.692/93; b) entender pela ilegalidade do anatocismo no cálculo do saldo
devedor (capitalização mensal de juros); c) entender pela ilegalidade de aplicação dos juros compostos; d) entender pela impossibilidade

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de substituição da TR pelo INPC por entender ser a TR, na presente hipótese, índice menos oneroso ao interesse do mutuário, quando,
conforme já destacado, o pedido da parte era de substituição da TR pelo PES/CP. Preliminar de nulidade da sentença, no tocante às
questões apontadas, suscitada de ofício. 4. A aplicação do CES (Coeficiente de Equiparação Salarial) para fixação do valor inicial da
prestação de financiamento habitacional vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é legal quando houver previsão contratual
para sua incidência. Constatada, do exame do contrato de financiamento habitacional, a existência de previsão contratual para a
incidência do CES, não deve ser determinada a sua exclusão do cálculo da prestação inicial, sendo indevida, portanto, a restituição de
indébito decorrente. 5. Nos termos da Súmula n.º 295 do STJ, "A Taxa Referencial (TR) é indexador válido para contratos posteriores à
Lei 8.177/1991, desde que pactuada". Em tendo sido o contrato de financiamento habitacional firmado anteriormente ao mencionado
diploma legal, deve ser determinada a substituição da TR pelo INPC como índice de atualização do saldo devedor, até a data do novo
contrato pactuado entre as partes, posteriormente a essa lei. 6. O Plano de Equivalência Salarial por Categoria (PES/CP) não é um índice
de reajuste do saldo devedor. Destarte, não podendo substituir a TR para esse fim. 7. É legal a sistemática através da qual é o saldo
devedor atualizado antes da amortização da prestação paga, como adotada pela CEF. 8. A declaração de hipossuficiência do autor do
pedido de assistência judiciária gratuita é suficiente à fruição do benefício, salvo prova inconteste relativa à demonstração da capacidade
econômica do autor da ação ordinária em suportar as despesas processuais, não existente nestes autos, impondo-se, na espécie, o
deferimento do pedido. Precedentes desta Turma. 9. Tendo a parte autora decaído na maior parte do pedido inicial, impõe-se o
reconhecimento da sucumbência mínima da CEF, não devendo, no entanto, a parte Autora ser condenada em honorários advocatícios em
face de ser beneficiária da assistência judiciária gratuita, não tendo sido a disposição do art. 12 da Lei n.º 1.060/50 recepcionada pela
CF/88 em virtude da auto-aplicabilidade plena do disposto no art. 5.º, inciso LXXIV, do texto constitucional. 10. Recurso adesivo da
parte autora parcialmente provido apenas para: substituir a TR pelo INPC como índice de atualização do saldo devedor; e conceder a
gratuidade de justiça, nos termos da Lei nº 1.060/50. 11. Apelação da CEF parcialmente provida, apenas, para afastar a exclusão do CES
no cálculo da prestação inicial do financiamento, considerar legal a sistemática através da qual é o saldo devedor atualizado antes da
amortização da prestação paga e reconhecer a sua sucumbência mínima, mas sem condenação da parte autora em honorários advocatícios
em face da isenção legal decorrente de sua condição de beneficiária da assistência judiciária gratuita. (TRF 5ª Região, AC 364215,
Relator: Desembargador Federal Emiliano Zapata Leitão, Órgão Julgador: Segunda Turma, Fonte: DJ - Data::01/10/2008 - Página::148 -
Nº::190)"
(Ressaltou-se)
Logo, o marco inicial de contagem do prazo para pagamento das custas em recurso de apelação é contado da intimação do
apelante para comprovação do preparo e não a partir da data da interposição do apelo, não se aplicando a pena de deserção.
Ora, no caso dos autos, resta evidenciado a fl. 10 que a CEF interpôs recurso de apelação em 14/06/2010, não tendo sido
necessária sequer a sua intimação para comprovação do recolhimento das custas recursais, tendo em conta que, espontaneamente,
comprovou o preparo, mediante a juntada da guia de recolhimento, em 21/06/2010 (fls. 22/23).
Assim, não poderia o douto Juiz a quo entender por deserto o recurso de apelação em apreço, uma vez que resta comprovado o
seu preparo, tendo sido desnecessária, inclusive, a intimação da recorrente para comprovação do recolhimento das custas recursais.
Ressalte-se que, nos termos da Lei e da Jurisprudência supra citados, apenas na hipótese de intimação da parte recorrente para
comprovação do recolhimento das custas e decorrido o prazo de 5 (cinco) dias desta intimação sem a devida comprovação do preparo, é
que pode ser julgado deserto o recurso, situação que sequer ocorreu no caso em apreço, razão pela qual deve ser conhecido o apelo em
foco.
Desta feita, atribuo efeito suspensivo ao agravo, para determinar que o recurso de apelação interposto pela CEF seja recebido
com o seu regular processamento.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111136/PE - 0016665-66.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : RICARDO MOREIRA QUEIROZ DE
OLIVEIRA
ADV/PROC : ROGERIO DE OLIVEIRA CORREIA
FILHO

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela FAZENDA NACIONAL em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 10ª
Vara da Seção Judiciária de Pernambuco, nos autos do Mandado de Segurança n.º 0012477-59.2010.4.05.8300, que deferiu liminar
determinando à agravante que proceda à exclusão do nome do agravado dos registros do CADIN, em razão do parcelamento do débito.
Alega a agravante que o agravado apresentou pedido de parcelamento em 24/05/2010, tendo pago apenas a primeira parcela,
referente a maio de 2010, restando as demais em aberto (referente a junho, julho, agosto e setembro de 2010); que, diante do
inadimplemento das subsequentes parcelas devidas, outra não deveria ser a atitude tomada senão a de manter a inscrição do nome do

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agravado no CADIN; que o douto Juiz a quo foi levado ao erro pelo contribuinte, tornando-se imperiosa a cassação da liminar concedida,
mantendo-se o nome do agravado nos registros do CADIN.
Pugna, assim, pela atribuição de efeito suspensivo ao agravo.
Examinando a questão em juízo de cognição sumária, verifico que estão configurados os pressupostos que autorizam a
atribuição de efeito suspensivo ao recurso.
Isto porque a agravante demonstrou, através dos documentos que instruem o agravo (fls. 28/33), que o agravado apresentou
pedido de parcelamento em 24/05/2010, tendo pago, apenas, a primeira parcela, restando as demais em aberto, o que representa causa de
indeferimento do parcelamento.
Sendo assim, tal circunstância legitima, ao menos nesta análise preliminar, a permanência da inscrição do nome do agravado no
CADIN, razão pela qual atribuo efeito suspensivo ao agravo.
Comunique-se ao Juízo a quo. (CPC, art. 527, III).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 87878/RN - 2008.05.00.028242-0


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Fiscais)
AGRTE : JAILSON FREIRE DE MEDEIROS
ADV/PROC : NELSON RICARDO DAHER PRADO
AGRDO : FAZENDA NACIONAL

Trata-se de pedido de reconsideração formulado às fls. 104/111, por Jailson Freire de Medeiros, em face da decisão proferida às
fls. 101/102, a qual negou seguimento ao agravo de instrumento, por considerá-lo intempestivo.
Consoante se extrai dos autos, a decisão proferida nos embargos de declaração opostos em face do ato judicial que desacolheu a
pretensão do ora agravante, em sede de exceção de pré-executividade, foi publicada em 16/04/2008 (quarta-feira - fl. 46). Desse modo, o
prazo recursal teve início em 17/04/2008 (quinta-feira), primeiro dia útil seguinte, tendo o prazo para sua interposição expirado em
26/04/2008, sábado, prorrogando-se para o primeiro dia útil subseqüente (§1º do art. 184 do CPC), no caso, o dia 28/04/2009 (segunda-
feira). O agravo foi protocolizado em 29/04/2008 (terça-feira - fl. 02).
Ressalta a parte agravante que a inicial do agravo foi postada nos Correios em 28/04/2008, dentro, portanto, do prazo recursal.
Requer, por esse motivo, procedendo-se o juízo de retratação ou reconsideração, que seja determinado o regular processamento do agravo
de instrumento.
Não obstante as razões aqui deduzidas, não vejo como dar seguimento ao agravo, eis que a sua interposição, como já decidido
anteriormente, ocorreu a destempo.
Com efeito, a data a ser considerada para fins de averiguação da tempestividade, é aquela do protocolo judicial. Optando a parte
pela remessa do recurso via postal, deve arcar com os riscos inerentes a esse procedimento, eis que a postagem nos correios é ato externo
à Administração da Justiça.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados desta egrégia Corte Regional:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO POSTADO NO CORREIO. TEMPESTIVIDADE.
CONTAGEM DA DATA DO REGISTRO NO PROTOCOLO DA SECRETARIA DO TRIBUNAL E NÃO DA DATA DA
POSTAGEM. SÚMULA 216 DO STJ. OBSERVÂNCIA. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO
EMBARGADA.
1. Estabelece a Súmula 216 do STJ que: "A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo
registro no protocolo da Secretaria e não pela data da entrega na agência do correio."
2. No caso, a postagem nos correios foi procedida em 10/09/2007, ao passo que o registro no protocolo deste Tribunal ocorreu
em 14/09/2007, tornando-se desta forma intempestivo o recurso de Agravo de Instrumento.
3. Embargos de Declaração conhecidos e improvidos.
(TRF - 5ª Região - EDAG - 82132/01 / RN - Órgão julgador: Segunda Turma - Relator: Desembargador Federal Rogério Fialho
Moreira - DJ de 03/09/2008 - Decisão: Unânime).
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DA CONTESTAÇÃO VIA FAC-SÍMILE. ENVIO
DA PEÇA ORIGINAL PELOS CORREIOS ENDEREÇADA A JUIZ FEDERAL E NÃO AO PROTOCOLO. CHANCELA NO
PROTOCOLO FORA DO PRAZO. CONTESTAÇÃO INTEMPESTIVA. PRECEDENTES DO STF.
1. A aferição da tempestividade é realizada pela data da chancela no protocolo.
2. Hipótese em que a contestação foi enviada por fax e o original pelos correios endereçado ao Juiz da vara e não ao setor de
protocolo.
3. O parágrafo 3º do art. 172 do CPC dispõe que quando o ato tiver que ser praticado em determinado prazo, por meio de
petição, esta deverá ser apresentada no protocolo, dentro do horário de expediente.
4. Ainda que a peça tenha sido recebida pela vara federal dentro do prazo previsto pela Lei nº 9.800/99, é incumbência da parte,
e não do juízo, protocolá-la junto ao órgão competente, não sendo dado a estes transferir tal encargo aos servidores da vara ou ao juízo.
5. Agravo de instrumento não provido.

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(TRF - 5ª Região - AG - 64662 / CE - Órgão julgador: Segunda Turma - Relator: Desembargador Federal José Baptista de
Almeida Filho - DJ de 04/09/2006 - Decisão: Por Maioria).
Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração, mantendo, por seus próprios termos, a decisão de fls. 101/102.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 97390/PB - 2009.05.00.042171-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
AGRVTE : USINA SANTANA S/A
ADV/PROC : CLÁUDIO SÉRGIO RÉGIS DE MENEZES
e outro
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
AGRVTE : USINA SANTANA S/A

Trata-se de pedido de agravo regimental (fls. 226/233), em face da decisão que indeferiu o pedido de efeito suspensivo pleiteado
pela agravante.
Com o advento da Lei nº 11.187/05, o agravo pela forma retida passou a ser regra. O agravo de instrumento vincula-se apenas às
hipóteses em que a decisão pode acarretar lesão grave e de difícil reparação à parte, bem como de inadmissão da apelação e nas relativas
aos efeitos em que a apelação é recebida, conforme o art. 522, caput, do Código de Processo Civil.
Veja-se, também, que a referida lei conferiu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil:
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
I - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão
grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
mandando remeter os autos ao juiz da causa;
III - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
(...)
Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma
no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. "
Assim, será incabível a interposição de agravo regimental contra decisão que deferir ou indeferir antecipação dos efeitos da
tutela ou atribuir efeito suspensivo a agravo de instrumento (inciso III do art. 527), a qual será passível de reforma apenas quando houver
o julgamento do agravo [de instrumento], salvo se o próprio relator a reconsiderar. Este posicionamento se coaduna com a doutrina e a
orientação jurisprudencial que vem se consolidando a respeito da matéria. A propósito, confiram-se:
"Ademais, prevê que, das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou a deferir ou
indeferir o chamado efeito ativo, não mais caberá agravo interno (que, aliás, na segunda hipótese vários tribunais já atualmente não
admitem), sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão."
(Luiz Fux, A Reforma do Processo Civil, Ed. Impetus, 2006, p. 08)
"Qualquer que seja o teor da decisão do relator, seja para conceder ou negar o efeito suspensivo ao agravo, seja para conceder a
tutela antecipada do mérito do agravo (efeito ativo), essa decisão não é mais impugnável por meio de agravo interno (art. 557 § 1º) da
competência do órgão colegiado (v.g. turma, câmara etc.) a quem competir o julgamento do mérito do agravo. Isto porque o CPC 527
par. ún., com a redação dada pela L 11187/05, só permite a revisão dessa decisão quando do julgamento do mérito do agravo, isto é, pela
turma julgadora do órgão colegiado."
(Nélson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante.
São Paulo: RT, 2006, p. 777)
"O art. 527, parágrafo único, recentemente alterado pela Lei 11.187/2005, dispõe que, contra a decisão do relator, que determina
a conversão do agravo de instrumento em agravo retido e concede ou não efeito suspensivo ou antecipação dos efeitos da tutela recursal,
'somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar'. Tais exceções, assim,
apenas confirmam a regra acima descrita."
(Alvim Wambier, Teresa Arruda. Os agravos no CPC brasileiro. 4 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: RT, 2006, p. 136.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. AGRAVO INTERNO.
INADEQUAÇÃO RECURSAL.
1. Da decisão que concede efeito suspensivo em agravo de instrumento não cabe agravo, conforme preceitua o Regimento
Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, art. 293, § 1º.
2. A Lei 11.187/05 deu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, e a decisão liminar, proferida
no caso do inciso III do caput deste artigo, somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo de instrumento, salvo se
o próprio relator a reconsiderar.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF - 1ª Região - AG 200901000525771 - Órgão julgador: Terceira Turma - Relator: Juiz Tourinho Neto - DJ de 17/12/2009).

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PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE INDEFERE PEDIDO
DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. IRRECORRIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 527 DO CPC.
1. Consoante a dicção do parágrafo único do art. 527 do CPC, a decisão do tribunal que, liminarmente, converte em retido o
agravo de instrumento (inc. II do art. 527) e a que defere ou indefere a antecipação dos efeitos da tutela em sede recursal ou o efeito
suspensivo a agravo de instrumento (inc. III do art. 527) somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o
próprio relator a reconsiderar.
2. O comando legal do parágrafo único do art. 527 do CPC, ao expressamente afastar a possibilidade de interposição de recurso
nas hipóteses ali previstas (incisos II e III do art. 527), conduz ao não conhecimento do presente agravo interno.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF - 2ª Região - AG - 177231 / RJ - Órgão julgador: Oitava Turma Especializada - Relator: Desembargador Federal Marcelo
Pereira/no afast. Relator - DJU de 30/06/2009 - Página: 124 - Decisão: Unânime).
RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DO RELATOR QUE CONVERTE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO
RETIDO.
- Não é mais possível, na inteligência do parágrafo único do Art. 527 do CPC, a interposição de agravo interno contra a decisão
do relator que retém agravo de instrumento, ou que empresta-lhe efeito suspensivo.
- Para verificar, casuísticamente, a existência de perigo de lesão grave e de difícil reparação - visando destrancar agravo retido -
é necessário examinar fatos, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7).
(STJ - Resp 896766/MS - Relator: Ministro Humberto Gomes de Barros, DJe de 13/05/2008)
Vê-se claramente que a intenção do legislador foi nitidamente a de obstar a interposição de recurso, no âmbito dos tribunais,
quando se tratar de decisão liminar proferida em sede de agravo de instrumento, porque os requisitos de admissibilidade, fumus boni iuris
(relevância da fundamentação) e periculum in mora (possibilidade de lesão grave e de difícil reparação), terão sido obviamente
examinados pelo relator antes de conceder ou negar o efeito suspensivo.
É certo que o Regimento Interno desta egrégia Corte Regional, prevê em seu artigo art. 200 que "cabe, em cinco dias, salvo as
exceções legais, agravo interno contra decisão de Presidente do Tribunal ou de Turma, bem assim de Relator, que poderá,
fundamentadamente, reconsiderá-la, ou submetê-la, na primeira sessão seguinte, para que o colegiado competente sobre ela se pronuncie,
computando-se o seu voto.".
No entanto, forçoso reconhecer que, havendo confronto entre a lei que alterou a redação do artigo 527, do Código de Processo
Civil, vedando a interposição de recurso da decisão do relator que converte o agravo de instrumento em agravo retido, e o Regimento
Interno deste egrégio Tribunal Regional, há que se prevalecer a vontade da lei, isso porque, "diante da expressa disposição de lei federal
no sentido da irrecorribilidade de tais decisões, não se mostra viável que norma regimental a ela se sobreponha, consignando, para tais
hipóteses, o cabimento de agravo regimental." (STJ - RMS 25.143/RJ, Relatora Ministra Nancy Andrighi, DJ de 04/12/2007).
Pelas razões acima expostas, não conheço do agravo regimental interposto e, em juízo de retratação, mantenho a decisão
impugnada, por seus próprios fundamentos.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 99500/PE - 2009.05.00.070625-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRVTE : LUIS GUSTAVO BEZERRA TORRES
ADV/PROC : CARLOS FREDERICO CORDEIRO DOS
SANTOS e outro
AGRVDO : FAZENDA NACIONAL
AGRVTE : LUIS GUSTAVO BEZERRA TORRES

Trata-se de agravo regimental (fls. 304/321) interposto por Luis Gustavo Bezerra Torres contra decisão que não atribuiu efeito
suspensivo ao agravo de instrumento.
Com o advento da Lei nº 11.187/05, o agravo pela forma retida passou a ser regra. O agravo de instrumento vincula-se apenas às
hipóteses em que a decisão pode acarretar lesão grave e de difícil reparação à parte, bem como de inadmissão da apelação e nas relativas
aos efeitos em que a apelação é recebida, conforme o art. 522, caput, do Código de Processo Civil.
Veja-se, também, que a referida lei conferiu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil:
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
I - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão
grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
mandando remeter os autos ao juiz da causa;
III - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
(...)

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Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma
no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. "
Assim, será incabível a interposição de agravo regimental contra decisão que "atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou
deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal" (inciso III do art. 527), a qual será passível de reforma
apenas quando houver o julgamento do agravo [de instrumento], salvo se o próprio relator a reconsiderar. Este posicionamento se
coaduna com a doutrina e a orientação jurisprudencial que vem se consolidando a respeito da matéria. A propósito, confiram-se:
"Ademais, prevê que, das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou a deferir ou
indeferir o chamado efeito ativo, não mais caberá agravo interno (que, aliás, na segunda hipótese vários tribunais já atualmente não
admitem), sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão."
(Luiz Fux, A Reforma do Processo Civil, Ed. Impetus, 2006, p. 08)
"Qualquer que seja o teor da decisão do relator, seja para conceder ou negar o efeito suspensivo ao agravo, seja para conceder a
tutela antecipada do mérito do agravo (efeito ativo), essa decisão não é mais impugnável por meio de agravo interno (art. 557 § 1º) da
competência do órgão colegiado (v.g. turma, câmara etc.) a quem competir o julgamento do mérito do agravo. Isto porque o CPC 527
par. ún., com a redação dada pela L 11187/05, só permite a revisão dessa decisão quando do julgamento do mérito do agravo, isto é, pela
turma julgadora do órgão colegiado."
(Nélson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante.
São Paulo: RT, 2006, p. 777)
"O art. 527, parágrafo único, recentemente alterado pela Lei 11.187/2005, dispõe que, contra a decisão do relator, que determina
a conversão do agravo de instrumento em agravo retido e concede ou não efeito suspensivo ou antecipação dos efeitos da tutela recursal,
'somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar'. Tais exceções, assim,
apenas confirmam a regra acima descrita."
(Alvim Wambier, Teresa Arruda. Os agravos no CPC brasileiro. 4 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: RT, 2006, p. 136.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. AGRAVO INTERNO.
INADEQUAÇÃO RECURSAL. 1. Da decisão que concede efeito suspensivo em agravo de instrumento não cabe agravo, conforme
preceitua o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, art. 293, § 1º. 2. A Lei 11.187/05 deu nova redação ao
parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, e a decisão liminar, proferida no caso do inciso III do caput deste artigo,
somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo de instrumento, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 3. Agravo
interno não conhecido.
(TRF1 - AG 200901000525771 - Terceira Turma - Relator: Juiz Tourinho Neto - DJ de 17/12/2009).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE INDEFERE PEDIDO
DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. IRRECORRIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 527 DO CPC. 1. Consoante a dicção do parágrafo único do art. 527 do CPC, a decisão do tribunal que, liminarmente,
converte em retido o agravo de instrumento (inc. II do art. 527) e a que defere ou indefere a antecipação dos efeitos da tutela em sede
recursal ou o efeito suspensivo a agravo de instrumento (inc. III do art. 527) somente é passível de reforma no momento do julgamento
do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 2. O comando legal do parágrafo único do art. 527 do CPC, ao expressamente afastar
a possibilidade de interposição de recurso nas hipóteses ali previstas (incisos II e III do art. 527), conduz ao não conhecimento do
presente agravo interno.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF2 - AG - 177231/RJ - Oitava Turma Especializada - Relator: Desembargador Federal Marcelo Pereira/no afast. Relator -
DJU de 30/06/2009 - Página: 124 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. EFEITO
SUSPENSIVO. LEI Nº 6.830/80. ARTIGO 739-A DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL I - Diante da
alteração perpetrada pela Lei nº 11.187/05 ao parágrafo único, do artigo 527, do CPC, com vigência a partir de 20.01.2006, não está
sujeita a recurso decisão liminar proferida em agravo de instrumento, razão pela qual não se conhece do agravo regimental interposto. II -
(...). III - (...). IV - (...). V - (...). VI - Agravo de instrumento provido e agravo regimental não conhecido.
(AI 200903000400600, JUIZA ALDA BASTO, TRF3 - QUARTA TURMA, 09/09/2010)
PROCESSUAL CIVIL. ASSALTO À AGÊNCIA DA CEF. MEDIDA CAUTELAR COM FUNÇÃO PREVENTIVA E
ASSECURATIVA. INDISPONIBILIDADE DOS BENS DA AGRAVADA. 1. (...). 2. A partir de 19 de janeiro de 2006, data em que
iniciou a vigência da Lei nº 11.187/2005, que deu nova redação ao parágrafo único do artigo 527 do CPC, não cabe mais agravo
regimental (ou qualquer espécie de recurso) de decisão que concede ou indefere efeito suspensivo ou antecipação de tutela recursal em
sede de agravo de instrumento. 3. (...).
(AG 200504010526569, MARGA INGE BARTH TESSLER, TRF4 - QUARTA TURMA, 19/11/2007)
Processual civil. Embargos de declaração. Nulidade da arrematação. Possibilidade de remição. Ausência de omissão. Agravo
regimental não conhecido. Fundamento. Omissão. Ocorrência. 1. Embargos de declaração contra acórdão desta Terceira Turma, que,
diante da ausência de intimação do executado, entendeu, ao invés de simplesmente declarar a nulidade da arrematação, propiciar ao
executado, ora embargado, a possibilidade de proceder à remição da execução, devolvendo à quantia despendida pelo arrematante,
acrescida da taxa SELIC. 2. (...). 3. Provimento, em parte, dos embargos de declaração interpostos por José Vanez Oliveira Batista,
apenas para suprir a omissão no tocante ao não conhecimento do agravo regimental, cuja fundamentação é o incabimento de recurso
contra ato do relator que defere ou indefere o pedido de efeito suspensivo em agravo de instrumento, na forma do artigo 557, parágrafo
único, do Código de Processo Civil, sem, no entanto, modificar o resultado do julgamento. 4. Embargos de declaração da Fazenda
Nacional conhecidos e rejeitados.
(EDAG 20080500090644003, Desembargador Federal Vladimir Carvalho, TRF5 - Terceira Turma, 19/02/2010)
RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DO RELATOR QUE CONVERTE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO
RETIDO.

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- Não é mais possível, na inteligência do parágrafo único do Art. 527 do CPC, a interposição de agravo interno contra a decisão
do relator que retém agravo de instrumento, ou que empresta-lhe efeito suspensivo.
- Para verificar, casuísticamente, a existência de perigo de lesão grave e de difícil reparação - visando destrancar agravo retido -
é necessário examinar fatos, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7).
(STJ - Resp 896766/MS - Relator: Ministro Humberto Gomes de Barros, DJe de 13/05/2008)
Vê-se claramente que a intenção do legislador foi nitidamente a de obstar a interposição de recurso, no âmbito dos tribunais,
quando se tratar de decisão liminar proferida em sede de agravo de instrumento, porque os requisitos de admissibilidade, fumus boni iuris
(relevância da fundamentação) e periculum in mora (possibilidade de lesão grave e de difícil reparação), terão sido obviamente
examinados pelo relator antes de conceder (ou negar) o efeito suspensivo ou a antecipação da tutela.
É certo que o Regimento Interno desta egrégia Corte Regional, prevê em seu artigo art. 200 que "cabe, em cinco dias, salvo as
exceções legais, agravo interno contra decisão de Presidente do Tribunal ou de Turma, bem assim de Relator, que poderá,
fundamentadamente, reconsiderá-la, ou submetê-la, na primeira sessão seguinte, para que o colegiado competente sobre ela se pronuncie,
computando-se o seu voto.".
No entanto, forçoso reconhecer que, havendo confronto entre o Regimento Interno deste egrégio Tribunal Regional e a lei que
alterou a redação do artigo 527, do Código de Processo Civil (vedando a interposição de recurso da decisão do relator que converte o
agravo de instrumento em retido, que lhe atribui efeito suspensivo ou que defere, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal), há que se prevalecer a vontade da lei, isso porque, "diante da expressa disposição de lei federal no sentido da
irrecorribilidade de tais decisões, não se mostra viável que norma regimental a ela se sobreponha, consignando, para tais hipóteses, o
cabimento de agravo regimental." (STJ - RMS 25.143/RJ, Relatora Ministra Nancy Andrighi, DJ. De 04/12/2007)
Pelas razões acima expostas, não conheço do agravo regimental interposto e, em juízo de retratação, mantenho a decisão
impugnada, por seus próprios fundamentos.
Aguarde-se o julgamento do agravo de instrumento.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

APELREEX - 11099/PE - 2009.83.00.010588-3/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : UNIÃO
APDO : EUGÊNIA ESSINGER SOUTO DE
OLIVEIRA
ADV/PROC : ROBERTO FERREIRA CAMPOS e outro
REMTE : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO (RECIFE)
EMBTE : UNIÃO

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pela União com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

APELREEX - 11975/CE - 0001198-80.1999.4.05.8100/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : MARIA FERREIRA COELHO e outros
ADV/PROC : HENRIQUE DAVI DE LIMA NETO e outros
REMTE : JUÍZO DA 6ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

DESPACHO

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Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pelo INSS com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

MCTR - 2846/PE - 0007102-48.2010.4.05.0000/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 18ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
REQTE : HOSPITAL MEMORIAL ARCOVERDE
LTDA
ADV/PROC : PEDRO MELCHIOR DE MELO BARROS e
outro
REQDO : FAZENDA NACIONAL
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Trata-se de embargos de declaração opostos pela FAZENDA NACIONAL alegando a existência de omissão na decisão que
homologou o pedido de desistência do requerente.
Compulsando os autos, verifico assistir razão à parte embargante.
Com efeito, nos termos do art. 26 do Código de Processo Civil, "se o processo terminar por desistência ou reconhecimento do
pedido, as despesas e os honorários serão pagos pela parte que desistiu ou reconheceu."
Não houve, na decisão ora embargada, condenação em custas e honorários advocatícios em face do Hospital requerente, de
forma que se faz imperioso o acolhimento dos embargos de declaração para sanar a omissão em testilha.
Neste sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. RECURSO ESPECIAL. DESISTÊNCIA PELA EMBARGANTE.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO. ART. 26, "CAPUT" DO CPC. AUSÊNCIA ARBITRAMENTO EM SENTENÇA.
CRITÉRIOS PARA FIXAÇÃO. ART. 20, §§ 3º E 4º, DO CPC. NECESSIDADE. AVALIAÇÃO. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS.
RETORNO DOS AUTOS. 1. O disposto no art. 26, do CPC, pressupõe que nos processos que terminarem por desistência ou
reconhecimento do pedido, as despesas e honorários advocatícios caberão à parte que desistiu ou reconheceu. 2. O artigo 20, §§ 3.º, a, b e
c, e o 4.º, do Código de Processo Civil, fixa os seguintes critérios que devem nortear o magistrado na fixação da verba honorária, litteris:
"Art. 20. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. Esta verba
honorária será devida, também, nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. [...] § 3º Os honorários serão fixados entre o
mínimo de dez por cento (10%) e o máximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação, atendidos: a) o grau de zelo do
profissional; b) o lugar de prestação do serviço; c) a natureza e importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo
exigido para o seu serviço. § 4o Nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for
vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz,
atendidas as normas das alíneas a, b e c do parágrafo anterior." 3. Dessa sorte, os honorários advocatícios, nas ações em que a Fazenda
Pública resta vencida, devem ser fixados à luz do § 4.º do CPC que dispõe, verbis: "Nas causas de pequeno valor, nas de valor
inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os
honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz, atendidas as normas das alíneas a, b e c do parágrafo anterior". 4.
Conseqüentemente, a conjugação com o § 3.º, do artigo 20, do CPC, é servil para a aferição eqüitativa do juiz, consoante às alíneas a, b e
c, do dispositivo legal. Pretendesse a lei que se aplicasse às causas em que for vencida a Fazenda Pública a norma do § 3.º, do artigo 20,
do CPC, não haveria razão para a norma specialis consubstanciada no § 4.º do mesmo dispositivo. 5. A verificação dos critérios fáticos
necessários para a atribuição da condenação em honorários é inviável é sede de recurso especial. 6. AGRAVO REGIMENTAL
PARCIALMENTE PROVIDO. (STJ, AGRESP 1066309, Relator: LUIZ FUX, Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA, Fonte: DJE
DATA:06/08/2010)".
(Ressaltou-se)
Também neste sentido é firme a Jurisprudência deste Egrégio Tribunal, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL. DESISTÊNCIA DA AÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. JULGAMENTO DO PROCESSO SEM SOLUÇÃO
DO MÉRITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIO DE FIXAÇÃO. APRECIAÇÃO EQÜITATIVA DO JUIZ (ART. 20,
PARÁGRAFO 4º, DO CPC). - Dispõe o art. 26, caput, do CPC que "se o processo terminar por desistência ou reconhecimento do pedido,
as despesas e os honorários serão pagos pela parte que desistiu ou reconheceu", sendo, portanto, correto o arbitramento dos honorários
advocatícios que devem ser fixados, na hipótese, de acordo com a apreciação equitativa do juiz, nos termos do artigo 20, parágrafo 4º, do
CPC. - No caso, o valor fixado para a verba advocatícia, R$ 200,00 (duzentos reais), é compatível com a simplicidade da matéria e com o
valor atribuído à causa, no caso, orçada em R$ 1.000,00 (mil reais). - Apelação improvida.(TRF 5ª Região, AC 404399, Relator:
Desembargador Federal Paulo Gadelha, Órgão Julgador: Segunda Turma, Fonte: DJE - Data::28/10/2009 - Página::588)"
(Ressaltou-se)

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Desta feita, acolho os presentes embargos declaratórios para sanar a omissão existente no decisum embargado, condenando,
assim, nos termos dos arts. 26 e 20, § 4º, do CPC, o HOSPITAL MEMORIAL ARCOVERDE LTDA. em custas processuais e honorários
advocatícios que fixo em R$ 1.000,00 (um mil reais).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

REOAC - 503932/PE - 0004793-69.1999.4.05.8300/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 11ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
PARTE A : PERNAMBUCO PARTICIPACOES E
INVESTIMENTOS S/A - PERPART-PE
ADV/PROC : BIANCA NÓBREGA BELLO e outros
PARTE R : FAZENDA NACIONAL
REMTE : JUÍZO DA 11ª VARA FEDERAL DE
PERNAMBUCO ( RECIFE) - PRIVATIVA
DAS EXEC. FISCAIS
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pela Fazenda Nacional com pedido de atribuição de
efeitos modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte
adversa para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 101243/RN - 2009.05.00.082594-8


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
(Competente p/ Execuções Penais)
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : JOAO BATISTA CARDOSO DO AMARAL
ADV/PROC : JOÃO COSME DE MELO e outros

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo Juízo Federal da 5ª Vara da Seção Judiciária do
Estado do Rio Grande do Norte que, em sede ação de ordinária, antecipou os efeitos da tutela para :
(i) suspender a sua movimentação para a cidade de Itu/SP, e a permanência no exercício de suas atividades enquanto Sub-
Tenente do Exército do Brasil na cidade do Natal, até o término do semestre letivo de seus filhos; ou
(ii) ordenar, na hipótese de já ter ocorrido a consumação do ato de movimentação, que seja removido para Natal-RN, com o
pagamento de todas as verbas indenizatórias a que faz jus, até o término do ano letivo dos seus filhos.
(ii) ordenar, na hipótese de já ter ocorrido a consumação do ato de movimentação, que seja removido para Natal-RN, com o
pagamento de todas as verbas indenizatórias a que faz jus, até o término do ano letivo dos seus filhos.
Feitas essas observações, passo a decidir.
Consoante informações obtidas no sítio eletrônico da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte, acostadas às fls.
158/160, os autos principais, Ação Ordinária nº 2009.84.00.007016-0, após o trânsito em julgado da sentença ali prolatada, foram
arquivados com baixa definitiva na distribuição em 27/09//2010.
Assim, não há como negar a prejudicialidade do presente recurso, em virtude de sua perda de objeto, consoante entendimento
firmado neste egrégio Tribunal Regional, verbis:
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO PRINCIPAL. ARQUIVAMENTO COM BAIXA NA 1ª (PRIMEIRA) INSTÂNCIA.
ESVAZIAMENTO DA DISCUSSÃO. PERDA DE OBJETO DO RECURSO.
- Observando-se que o processo principal, na 1ª (primeira) instância, encontra-se arquivado com baixa na distribuição, não há
como deixar de reconhecer o esvaziamento da discussão, fato esse que implica na perda de objeto do presente recurso;
- Agravo de instrumento não conhecido.
(TRF - 5ª Região - AGTR - 58468 / PE - Órgão julgador: Segunda Turma - Relator: Desembargador Federal Petrúcio Ferreira -
DJ de 02/06/2006 - Decisão: Unânime).
AÇÃO CAUTELAR. FUNCIONAMENTO DE RÁDIO COMUNITÁRIA. LIMINAR DEFERIDA E MANTIDA PELA
SENTENÇA. AÇÃO PRINCIPAL JÁ ARQUIVADA. PERDA DE OBJETO. REMESSA OFICIAL PREJUDICADA.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1- A ação cautelar foi proposta com o objetivo de garantir o funcionamento da estação de rádio da promovida, o que foi
inteiramente satisfeito através de liminar deferida e mantida pela sentença.
2- Tendo a medida cautelar natureza acessória, posto que visa assegurar utilidade para o provimento a ser proferido nos autos da
"ação principal" e, encontrando-se esta última já examinada pelo mérito, tendo sido arquivados os autos respectivos, resta prejudicado,
por perda de objeto, o exame da cautelar.
3- Remessa oficial prejudicada.
(TRF - 5ª Região - REO - 179559 / CE - Órgão julgador: Terceira Turma - Relator: Desembargador Federal Geraldo Apoliano -
DJ de 06/11/2003 - Decisão: Unânime).
Nessas circunstâncias, julgo prejudicado o agravo de instrumento, eis que manifestamente prejudicado por perda de objeto.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 101844/PE - 2009.05.00.098449-2


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 24ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : JOAO TEIXEIRA E FILHOS LTDA
AGRDO : CLÓVIS SEVERIANO DA SILVA - ME
ADV/PROC : WALTER AUGUSTO DE ANDRADE e
outros

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão do Juízo Federal da 24ª Vara da Seção Judiciária do Estado de
Pernambuco que manteve a penhora constante dos autos, mas suspendeu o curso da execução até o julgamento pelo Tribunal de recurso
de apelação interposto nos autos dos embargos à execução n. 2008.83.02.000726-6.
Na sentença, o magistrado de primeira instância, considerando que não há nos autos prova suficiente para caracterizar a
ocorrência da sucessão empresarial, entendeu que inexiste fundamento para se atribuir à embargante a responsabilidade tributária pelo
débito cobrado na execução fiscal n.º 2006.83.02.000256-9.
Feitas essas observações, passo a decidir.
Inicialmente, é importante consignar que não foi atribuído efeito suspensivo ao recurso (fl. 268) e, ainda, que, consoante
informações oriundas do sítio eletrônico desta Corte, acostadas às fls. 275/276, esta egrégia Primeira Turma, no julgamento da AC
470019 PE, na sessão do dia 23/09/2010, por unanimidade, negou provimento à apelação da Fazenda Nacional.
Assim, não há como negar a prejudicialidade do presente recurso, em virtude de sua perda de objeto, consoante entendimento
firmado neste egrégio Tribunal Regional, verbis:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. APELAÇÃO. JULGAMENTO EM SEGUNDO GRAU. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PERDA DE OBJETO.
1. Julgada a apelação, esvaziada encontra-se a discussão no agravo de instrumento em face da perda de objeto. 2. Agravo de
instrumento prejudicado.
(TRF - 5ª Região - AGTR - 62600 / PE - Órgão Julgador: Quarta Turma - Relator: Desembargador Federal Marcelo Navarro -
DJ de 17/04/2009 - Página: 416 - Decisão: Unânime).
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROFESSOR. REGIME DE DEDICAÇÃO
EXCLUSIVA. DECRETO No 94.664/87. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. IMPOSSIBILIDADE. REPOSIÇÃO AO ERÁRIO.
SUPERVENIÊNCIA DE ACÓRDÃO NO PROCESSO ORIGINÁRIO. AGRAVO PREJUDICADO. PERDA DE OBJETO.
1. Já tendo sido apreciada a matéria ora em discussão em voto proferido por esta egrégia Turma no julgamento da apelação no
processo originário, é de se julgar prejudicado o presente recurso.
2. Agravo de instrumento prejudicado, em face da perda de objeto..
(TRF - 5ª Região - 79341 / CE - Órgão Julgador: Primeira Turma - Relator: Desembargador Federal Francisco Cavalcanti - DJ
de 18/03/2009 - Página: 279 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO
INDEFERIDO. RECURSO DE APELAÇÃO DESAFIADO PELO AUTOR JULGADO PELA TURMA. AGRAVO PREJUDICADO.
PERDA DE OBJETO.
1. Agravo de Instrumento manejado contra a decisão da lavra do MM. Juiz Federal da 7ª Vara da Seção Judiciária de
Pernambuco, que deferira, em parte, o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, determinando à Fazenda Nacional que se abstivesse de
cobrar retroativamente da Autora-Agravante os tributos apurados no período compreendido entre a data em que a mesma passou a
integrar o SIMPLES, até a data de sua exclusão.
2. Com o julgamento da Apelação Cível nº 397924-PE, houve pronunciamento definitivo deste Tribunal acerca do direito
discutido, o que torna prejudicado o Agravo de Instrumento por perda de objeto.
(TRF - 5ª Região - AGTR - 65570 / PE - Órgão Julgador: Terceira Turma - DJ de 26/02/2009 - Página: 262 - Relator:
Desembargador Federal Geraldo Apoliano - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. MEDIDA CAUTELAR INOMINADA. AÇÃO PRINCIPAL JULGADA NESTE TRIBUNAL. PERDA
DE OBJETO.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1. Interposição de recurso de agravo com o fito de obter reforma da decisão singular recorrida; 2. Julgamento nesta Corte da
ação principal;
3. Incontestável a perda de objeto do presente recurso, não havendo mais o que neles apreciar;
4. Medida cautelar não conhecida.
(TRF - 5ª Região - AC - 368766 / CE - Órgão Julgador: Segunda Turma - Relator: Desembargador Federal Petrúcio Ferreira -
DJ de 08/03/2007 - Página: 611 - Decisão: Unânime).
Portanto, considerando o entendimento jurisprudencial acima mencionado, penso que restou claramente demonstrada a completa
falta de interesse no prosseguimento deste agravo de instrumento, sendo o relator autorizado, por força do disposto no art. 557 do Código
de Processo Civil, a negar seguimento "... a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com
súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior."
Nessas circunstâncias, nos termos dos artigos 557, caput, do Código de Processo Civil, julgo prejudicado o agravo de
instrumento, em razão da manifesta perda de objeto.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 14 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109375/SE - 0012505-95.2010.4.05.0000/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL
AGRVDO : CLASSE A SERVIÇOS LTDA
ADV/PROC : ANTONIO LUIZ CASTELO FONSECA e
outro
AGRVTE : FAZENDA NACIONAL

DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, em cujo feito
originário (ação mandamental nº 0002771-34.2010.4.05.8500) foi proferida sentença denegatória da segurança (vide ofício do Juízo a quo
e cópia da sentença - fls. 85/98).
Resta, assim, patente a perda de objeto deste recurso interno. Nesse sentido:
PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. PREJUDICIALIDADE. 1. A prolação de
sentença, nos autos da ação mandamental originária, ocasiona a perda de objeto do agravo regimental oposto contra decisão que nega
seguimento a agravo de instrumento interposto em desfavor de decisão proferida em sede de conhecimento liminar. 2. Agravo regimental
prejudicado.
(AGA 200001000938915, JUIZ I´TALO FIORAVANTI SABO MENDES, TRF1 - QUARTA TURMA, 22/01/2002)
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEDIDO DE CERTIDÃO NEGATIVA. O pedido de certidão
negativa está umbilicalmente ligado à compensação requerida e indeferida na esfera administrativa, e que restou impedida de ser
concedida na via liminar por conta de súmula deste Tribunal ( SUM-45 ) . Ademais , foi proferida sentença no mandado de segurança que
deu origem à decisão atacada ( foi denegada a segurança ) , o que leva, não só, à perda de objeto do agravo regimental, como, e
principalmente, à negativa de seguimento do próprio agravo de instrumento.
(AGVAG 199804010248381, VILSON DARÓS, TRF4 - SEGUNDA TURMA, 14/10/1998)
PREVIDÊNCIÁRIO. SUSPENSÃO DE BENEFÍCIO. INOBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA DEFESA. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO AGTR POR INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO
REGIMENTAL. SENTENÇA PROLATADA NA PRIMEIRA INSTÂNCIA. PERDA DO OBJETO DO AGRAVO REGIMENTAL 1.
A prolação de sentença no processo que corre na Primeira Instância, antes do julgamento do mérito do Agravo Regimental, pode levar à
perda do objeto do mesmo, uma vez que seu julgamento, a priori, não produziria mais qualquer repercussão no processo originário. 2.
Quando o Juízo a quo profere a sentença, independentemente do seu conteúdo, a decisão interlocutória agravada perde seus efeitos,
inexistindo, portanto, qualquer interesse-utilidade no conhecimento do recurso. 3. Agravo Regimental extinto.
(AGA 20040500023411001, Desembargador Federal Napoleão Maia Filho, TRF5 - Segunda Turma, 19/04/2006
Julgo, pois, prejudicado o regimental, ante a perda de seu objeto.
P. I.
Recife, 6 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109564/CE - 0012756-16.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 20ª Vara Federal do Ceará (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : EMPRESA SAO JOSE DE RIBAMAR
LTDA

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ADV/PROC : ROBERTO BARCELOS BARBOSA e outros

DECISÃO
O agravo de instrumento foi interposto contra decisão proferida às fls. 116/117 dos autos principais (fls. 6/7 deste recurso), a
qual deferiu pedido da executada, ora agravada, e determinou à Fazenda Nacional "a liberação dos veículos em que a cláusula de
intransferibilidade foi anotada.por este Juízo".
Ocorre que, mediante ofício de fl. 54, a MM. Juíza Federal Substituta da 20ª Vara da SJCE informou que "revoguei
integralmente a decisão agravada". O referido ofício foi acompanhado de cópia dessa nova decisão, na qual a Magistrada consigna que
"ante todo o exposto, revoga a decisão de fls. 116-117 destes autos e de fls. 166-167 do apenso no que concerne ao deferimento de
levantamento da cláusula de intransferibilidade anotada nos veículos mencionados, determinando novamente a anotação da referida
constrição sobre os bens guerreados".
O Código de Processo Civil estabelece no art. 529 que será considerado prejudicado o agravo se a decisão recorrida for
modificada (Art. 529. Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o agravo).
Assim, não resta mais utilidade no julgamento do presente recurso, eis que a pretensão da parte agravante já foi satisfeita pela
modificação advinda do juízo de retratação.
Ante o exposto, nos termos do art. 557 do CPC, julgo prejudicado o agravo de instrumento, por perda de objeto.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 7 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109682/PE - 0012689-51.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 5ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : MUNICÍPIO DE AMARAJI - PE
ADV/PROC : JOSE TAVEIRA DE SOUZA
AGRDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ADRIANO FARIAS FERNANDES e outros
AGRDO : UNIÃO

DECISÃO
Nos termos do art. 526, caput, do Código de Processo Civil, a parte agravante providenciará, no prazo de três dias, juntada "de
cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o
recurso".
No parágrafo único, prevê-se a inadmissibilidade do agravo, em caso de descumprimento do preceito.
Consta do ofício de fl. 241/242 do Juízo a quo informando que a parte agravante não cumpriu o disposto no artigo 526 do
Código de Processo Civil. Ademais, a CEF, em suas contrarrazões, também alegou que "o Agravante não se desincumbiu do dever
imposto pelo art. 526 do Código de Processo Civil" e juntou certidão, passada pela Vara de origem, na qual se atesta que o Município-
agravante "não noticiou a interposição de agravo de instrumento junto ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, conforme determina o
art. 526 do CPC" (fl. 250).
O agravo é, pois, inadmissível.
Sobre o tema, aliás, vale transcrever as ementas de julgados do colendo Superior Tribunal de Justiça, adotando tal entendimento,
verbis:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART.
535 DO CPC. NÃO CUMPRIMENTO DO ART. 526 DO CPC. OBRIGATORIEDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
PRECEDENTES DO STJ.
1. Consoante entendimento pacificado desta Corte, o órgão judicial, para expressar sua convicção, não precisa aduzir
comentários sobre todos os argumentos levantados pelas partes. Embora sucinta a motivação, pronunciando-se sobre as questões de fato e
de direito para fundamentar o resultado e exprimindo o sentido geral do julgamento, não se emoldura violação aos arts. 458 e 535 do
Código de Processo Civil.
2. Após a edição da Lei no. 10.352/2001, as providências enumeradas no caput do art. 526 do CPC passaram a ser obrigatórias, e
não mais mera faculdade do agravante. Dessa forma, deve o recorrente, no prazo de 3 (três) dias, requerer a juntada de cópia da petição
do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. A não
observância dessas exigências autoriza o não conhecimento do agravo. Precedentes desta Corte.
3. Agravo regimental desprovido.
(STJ - AgRg no Ag 1058257 / SP - Órgão Julgador: Quarta Turma - Relator: Ministro Fernando Gonçalves - DJe de 31/08/2009
- Decisão: Unânime).
AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 526 DO CPC.
OBRIGATORIEDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
Após a edição da Lei no. 10.352/2001, as providências enumeradas no caput do art. 526 do CPC passaram a ser obrigatórias, e
não mais mera faculdade do agravante. Dessa forma, deve o recorrente, no prazo de 3 (três) dias, requerer a juntada de cópia da petição
do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. A não-
observância dessas exigências autoriza o não-conhecimento do agravo.
Agravo improvido.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

(STJ - AgRg no Ag 864085 / ES - Órgão Julgador: Terceira Turma - Relator: Ministro Sidnei Beneti - DJe 28/10/2008 -
Decisão: Unânime).
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ERRO MÉDICO.
COMPROVAÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A DECISÃO QUE MANTEVE O
HOSPITAL NO PÓLO PASSIVO DA AÇÃO. PROVIDÊNCIAS EXIGIDAS PELO ART. 526 DO CPC.
I - Com o advento da Lei n.º 10.352/2001, as providências enumeradas no caput do art. 526 do Código de Processo Civil
passaram a ser obrigatórias, não mais mera faculdade do agravante. Assim sendo, deve o agravante, no prazo de 3 (três) dias, requerer a
juntada de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que
instruíram o recurso. A inobservância das exigências autoriza o não-conhecimento do agravo. No caso, tal como afirmado no acórdão
recorrido, o recorrente não noticiou à vara de origem a interposição do agravo, nem apresentou a relação de documentos que o
acompanhavam, o que deu azo à inadmissibilidade do agravo.
II - Recurso especial improvido.
(STJ - REsp 794666 / SP - Órgão Julgador: Primeira Turma - Relator: Ministro Francisco Falcão - DJ 27/03/2006 p. 229 -
Decisão: Unânime).
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo.
Decorrido o prazo, arquivem-se os autos.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 6 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109960/RN - 0013593-71.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte
AGRTE : UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO GRANDE DO NORTE
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
AGRDO : MST - MOVIMENTO DOS SEM TERRA
AGRDO : MOVIMENTO DE LIBERTACAO DOS
SEM TERRA
ADV/PROC : EMANUEL GURGEL BELIZÁRIO
DESPACHO
Intimem-se os agravados para as contrarrazões.
Dê-se vista dos autos ao MPF.
P. I.

Recife, 13 de outubro de 2010.


Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110721/PE - 0003643-14.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Cabrobó - PE
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : VALDENIRA MARIA JOANA DA
CONCEIÇÃO
ADV/PROC : GIORGEANE NUNES DE ALENCAR
GONZAGA e outro
DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS em face da decisão
proferida pelo douto Juiz da Vara Única da Comarca de Cabrobó - PE que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela.
Feitas essas observações, passo a decidir.
O art. 525 do CPC, em seu inciso I, dispõe:
Art. 525 - A petição de agravo de instrumento será instruída:
I - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas aos
advogados do agravante e do agravado.
A formação do instrumento do agravo é responsabilidade da parte, que deverá providenciar a cópia das peças obrigatórias que o
compõem, não podendo ser o julgamento convertido em diligência para se suprir eventual omissão.

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Assim, ausentes da instrução do agravo a cópia da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou das procurações
outorgadas aos advogados das partes, é de se considerar inadmissível o recurso. Nesse sentido, observem-se os seguintes precedentes
desta Egrégia Corte, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA. NEGATIVA DE
SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Hipótese em que o agravante, em vez de acostar cópia da decisão
agravada, apresentou por engano cópia de outro decisum da MM. Juíza de primeiro grau. 2. Ausentes as peças do art. 525, I, do Código
de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso. 3. Agravo de instrumento não conhecido. Agravo regimental prejudicado. (TRF 5ª
Região, AGTR 87007, Relator: Desembargador Federal Francisco Cavalcanti, Órgão Julgador: Primeira Turma, Fonte: DJ -
Data::14/11/2008 - Página::249 - Nº::222)"
"AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO NEGANDO
SEGUIMENTO AO RECURSO. AUSÊNCIA DE PEÇAS OBRIGATÓRIAS PARA A SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO. - É ônus do
recorrente instruir o agravo com todas as peças consideradas essenciais para o deslinde da controvérsia. - Não foi colacionada ao
instrumento de agravo a cópia da decisão agravada e da certidão da respectiva intimação, conforme dispõe o art. 525, I, do Código de
Processo Civil. Recurso ao qual foi negado seguimento. - Precedentes do STF e do STJ - Agravo regimental improvido. (TRF 5ª Região,
AgReg no AGTR 94417/01, Relator: Desembargador Federal Hélio Sílvio Ourem Campos, Órgão Julgador: Quarta Turma, Fonte: DJE -
Data::12/11/2009 - Página::670)"
Na hipótese dos autos o presente recurso veio desacompanhado da cópia integral da decisão agravada, isto porque, conforme
constatei a fl. 80, apenas foi colacionado ao agravo a primeira folha do decisum. Por se tratar de peça obrigatória, a teor do inciso I do
artigo 525 do Código de Processo Civil, a deficiência na instrução acarreta o não conhecimento do recurso.
Ante o exposto, com fundamento no artigo 557 do CPC, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 28 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110766/SE - 0016088-88.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal de Sergipe (Privativa de
Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : VAL SERVICE COM/ TRANSPORTE E
PRESTACAO DE SERVICOS LTDA massa
falida
INV/SIND : JOSÉ ODONI DE CAMPOS
ADV/PROC : HANSLEY RODRIGUES DOS SANTOS

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto pela FAZENDA NACIONAL em
face da decisão proferida pelo douto Juiz da 4ª Vara da Seção Judiciária de Sergipe, nos autos da Execução Fiscal n.º 0019287-
91.1994.4.05.8500, que acolheu parcialmente a exceção de pré-executividade oposta para determinar seja excluído do valor cobrado no
referido executivo fiscal os juros moratórios devidos em momento posterior à decretação da quebra, condicionando-se seu pagamento à
hipótese de o ativo bastar ao pagamento do principal, e a multa administrativa.
O provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal, tendo o magistrado dado aos fatos e à lei
razoável interpretação.
Cumpre destacar que a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona quanto à possibilidade de utilização da exceção
de pré-executividade para discutir a aplicação de juros e multa em processo falimentar, bem como quanto ao descabimento de juros
moratórios em momento posterior à decretação da falência, condicionando-se seu pagamento à hipótese de o ativo bastar ao pagamento
do principal.
Neste sentido são os seguintes julgados da Corte Superior, in verbis:
"TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. MASSA
FALIDA. JUROS E MULTAS FISCAIS. EXCLUSÃO. NATUREZA DE PENA ADMINISTRATIVA. SÚMULAS 192 E 565 DO STF.
ENCARGO DE 20% DO DECRETO-LEI 1.025/69. EXIGIBILIDADE. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. APÓS A QUEBRA,
CONDICIONADA À SUFICIÊNCIA DO ATIVO PARA PAGAMENTO DO PRINCIPAL. PRECEDENTE DA 1ª SEÇÃO. 1. É
indevida a cobrança de multa fiscal da massa falida, por possuir natureza de pena administrativa. Incidência das Súmulas 192 e 565 do
STF. 2. Antes da decretação da falência, são devidos os juros de mora, sendo viável, portanto, a aplicação da taxa Selic, que se perfaz em
índice de correção monetária e juros e, após a decretação da falência, a incidência da referida taxa fica condicionada à suficiência do
ativo para pagamento do principal. Precedente: ERESp 631.658/RS, Primeira Seção, DJ de 9.9.2008. 3. Consoante entendimento firmado
no julgamento do REsp 1.110.924/SP, mediante a sistemática prevista no art. 543-C e na Resolução STJ n. 8/08, é exigível da massa
falida, em execução fiscal, o encargo de 20% (vinte por cento) previsto no Decreto-lei 1.025/69. 4. Agravo regimental não provido.
(STJ, AGRESP 762420, Relator: MAURO CAMPBELL MARQUES, Órgão Julgador: Segunda Turma, Fonte: DJE
DATA:19/08/2009)"
(Ressaltou-se)

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"TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. FALÊNCIA. APLICAÇÃO DE


MULTA E DE JUROS. POSSIBILIDADE DE IMPUGNAÇÃO MEDIANTE EXCEÇÃO DE PRÉ - EXECUTIVIDADE.
PRECEDENTES. 1. A aplicação de multa e juros em processo falimentar, por versar matéria essencialmente de direito que diz respeito a
própria liquidez e certeza do título é passível de ser argüida em sede de exceção de pré-executividade. 2. In casu o Tribunal a quo deu
provimento ao recurso por entender cabível a exceção de pré-executividade proposta com fim de exclusão da multa moratória exigida e
dos juros de mora, no caso de se verificar que não existe saldo positivo após o pagamento do passivo com a decretação da falência,
consoante se extrai da seguinte fundamentação, verbis:'Ab initio', reputo cabível a exceção de pré- executividade, versando sobre pedido
de exclusão de multa e juros, porque a falência foi decretada no curso da execução fiscal, tratando- se, ademais, de matérias sumuladas e
pacificadas no âmbito dos Tribunais Superiores. De qualquer forma, observo que a Fazenda- agravante não ataca a matéria referente ao
cabimento ou não da exceção de pré-executividade na espécie. Relativamente à multa fiscal, realmente não é ela devida, tendo em vista o
que dispõe o artigo 23, parágrafo único, III, do Decreto-lei 7661/45, segundo o qual, 'verbis': " Art. 23. (omissis) Parágrafo único. Não
podem ser reclamadas na falência: (omissis) III. as penas pecuniárias por infração das leis penais e administrativas." A matéria já foi
sedimentada pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, através da Súmula nº 565, que dispõe: " A multa fiscal moratória constitui pena
administrativa, não se incluindo no crédito habilitado em falência." 3. Os juros moratórios anteriores à decretação da quebra são devidos
pela massa independentemente da existência da saldo para pagamento do principal. Todavia, após a quebra, a exigibilidade fica
condicionada à suficiência do ativo. 4. Na execução fiscal movida contra a massa falida não incide multa moratória, consoante as
Súmulas 192 e 565 da Suprema Corte, e art. 23, parágrafo único, III do Decreto-Lei 7.661/45. Precedentes: AgRg no REsp 693.195 -
MG, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 24.10.2005; REsp 447.385 - RS, DJ de 08/08/06; Resp 660.263 - RS, 10/05/06.
5. Recurso especial desprovido. (STJ, RESP 868487, Relator: LUIZ FUX, Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA, Fonte: DJE
DATA:03/04/2008)"
(Ressaltou-se)
Também neste sentido é o entendimento desta Egrégia Corte Regional, in verbis:
"EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. MASSA FALIDA. JUROS DE MORA E MULTA ADMINISTRATIVA.
COBRANÇA INCABÍVEL. - A sentença julgou parcialmente procedentes os embargos à execução fiscal, afastando a cobrança dos juros
de mora devidos em momento posterior à decretação da falência da executada, assim como da parcela referente à multa administrativa. -
A sentença recorrida encontra-se em perfeita harmonia com o entendimento jurisprudencial consolidado no âmbito do Supremo Tribunal
Federal e do colendo Superior Tribunal de Justiça. Precedentes: STF. AI-Agr - Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº
603998/SP. Rel. Min. GILMAR MENDES. Publ. DJ de 27/03/2008; STJ. Primeira Turma. REsp nº 660957/SP. Rel. Min. DENISE
ARRUDA. Julg. em 21/08/2007. Publ. DJ de 17/09/2007, p. 210; STJ. Segunda Turma. REsp nº 152378/PR. Rel. Min. CASTRO
MEIRA. Julg. em 03/05/2005. Publ. DJ de 01/08/2005, p. 366. - Apelação e remessa oficial improvidas. (TRF 5ª Região, APELREEX
3641, Relator:
Desembargadora Federal Margarida Cantarelli, Órgão Julgador: Quarta Turma, Fonte: DJ - Data::04/03/2009 - Página::234 -
Nº::42)"
(Ressaltou-se)
"TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL JUROS DE MORA E MULTA FISCAL. NÃO-
INCIDÊNCIA. SÚMULA 565, DO STF. ART. 26, DO DECRETO-LEI Nº 7.661/45. 1. Súmula 565, do STF: "A multa fiscal moratória
constitui pena administrativa, não se incluindo no crédito habilitado em falência". 2. Não incidem juros sobre a massa falida, se for
insuficiente o ativo para o pagamento do principal. 3. Apelação e Remessa Oficial improvidas. (TRF 5ª Região, AC 221013, Relator:
Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, Órgão Julgador: Terceira Turma, Fonte: DJ - Data::16/11/2006 - Página::792 -
Nº::219)"
(Ressaltou-se)
Por todas essas razões e considerando o entendimento jurisprudencial acima mencionado, tenho que ficou claramente
demonstrada a completa falta de perspectiva de êxito deste agravo de instrumento, estando o relator autorizado, por força do disposto no
artigo 557, do Código de Processo Civil, a negar seguimento "...a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em
confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior."
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 27 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110782/PB - 0016084-51.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 3ª Vara Federal da Paraíba (Competente p/
Execuções Penais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : MUNICÍPIO DE MONTADAS - PB
ADV/PROC : DORIS FIUZA CHAVES e outro

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela FAZENDA NACIONAL em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 3ª
Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos da Ação Ordinária n.º 0005198-31.2010.4.05.8200, que deferiu o pedido de antecipação de

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tutela para suspender a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre as remunerações pagas pelo Município agravado aos
seus empregados, referentes aos primeiros 15 dias do auxílio-doença e/ou auxílio-acidente, 1/3 de férias e horas extras.
Alega a agravante que a contribuição patronal prevista no art. 195,I, "a", da CF/88 incide sobre a folha de salários e demais
rendimentos do salário pago ou creditado, a qualquer título. Informa, assim, que a totalidade do recebido pelo empregado constitui a base
de cálculo da contribuição.
Entendo ser indevida a incidência da contribuição previdenciária sobre os valores pagos pelo Município ao segurado empregado
durante os 15 primeiros dias que antecedem a concessão de auxílio-doença e/ou auxílio-acidente, uma vez que tal verba, por não
consubstanciar contraprestação a trabalho, não tem natureza salarial.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que a verba recebida pelo empregado a título de
auxílio-doença e/ou auxílio-acidente, nos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento, tem caráter previdenciário, não configurando,
portanto, verba salarial, decorrente de prestação de serviço, razão pela qual não há o que se falar em incidência de contribuição
previdenciária.
Neste sentido, observe-se o seguinte julgado, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL - TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - INCIDÊNCIA - AUXÍLIO-DOENÇA E
AUXÍLIO-ACIDENTE - FOLHA DE SALÁRIOS - 15 PRIMEIROS DIAS - TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS - FÉRIAS -
SALÁRIO-MATERNIDADE- DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. 1. Na hipótese de Imposto de Renda, cujo fato gerador se configura
pela necessária consideração do ano base por inteiro, a data do fato gerador será sempre 31 de dezembro, do respectivo ano de obtenção
da renda tributária. Assim, a extinção do crédito, ocorre 5 anos após, na hipótese de homologação tácita. Data a partir da qual se tem
início o prazo extintivo para postular a restituição do tributo indevidamente pago. 2. Em se tratando de tributos indevidamente recolhidos
em data anterior a 9 de junho de 2005, a tese dos cinco mais cinco prevalece, ainda que ajuizada ação de repetição do indébito na
vigência da LC 118/2005, limitado o prazo prescricional a 5 (cinco anos) após 09/06/2005. 3. Em outras palavras, deve ser autorizada a
compensação dos valores indevidamente recolhidos nos 10 (dez) anos que antecederam o ajuizamento da ação, tendo sido observadas, em
relação aos valores recolhidos em data anterior a 9 de junho de 2005, a orientação do Egrégio STJ e, em relação às contribuições
recolhidas posteriormente a esta data, a regra contida no art. 3º da LC 118/2005. 4. É indevida a incidência da contribuição previdenciária
sobre os valores pagos pela empresa ao segurado empregado durante os 15 primeiros dias que antecedem a concessão de auxílio-doença
e/ou auxílio-acidente, uma vez que tal verba, por não consubstanciar contraprestação a trabalho, não tem natureza salarial. Diretriz
pretoriana consolidada no c. STJ e neste Tribunal. 5. O STF tem entendido que o adicional de 1/3 de férias não integra o conceito de
remuneração, não havendo, pois, incidência de contribuição previdenciária. Precedentes: STF, AI-AgRg nº 603.537/DF, Rel. Min. EROS
GRAU, in DJU 30.03.2007; AGA 2007.01.00.000935-6/AM, Rel. Des. Fed. Maria do Carmo Cardoso, 8ª T., in DJ 18/07/2008; AC
1998.35.00.007225-1/GO, Rel. Conv. Juiz Fed. Mark Yshida Brandão, 8ª T., in DJ de 20/06/2008; AG nº 2008.01.00.006958-1/MA; Rel.
Des. Federal Luciano Tolentino Amaral, Sétima Turma, e-DJ de 20/06/2008, p.208. 6. Há a incidência contribuição previdenciária no que
tange às férias. Veja-se: "Cabível a incidência de contribuição previdenciárias sobre férias" (in AG nº 2007. 01.00.037564-7/DF,Rel.
Conv. Juiz Fed. Rafael Paulo Soares Pinto, 7ª T., in DJ de 09/11/2007). 7. No que diz com o salário-maternidade, o eg. STJ já decidiu que
"...tem natureza salarial e integra a base de cálculo da contribuição previdenciária" (in RESP 215476, rel. Min. Garcia Vieira, 1ª Turma).
8. Firmou-se no Colendo STJ e nesta Corte o entendimento no sentido da legalidade da incidência da contribuição previdenciária sobre o
décimo terceiro salário (REsp 1066682/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/2010; AC
2006.33.08.003064-6/BA, Rel. Desembargador Federal Luciano Tolentino Amaral, Sétima Turma,e-DJF1 p.394 de 31/07/2009; AMS
2006.33.00.003283-3/BA, Rel. Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Sétima Turma,e-DJF1 p.423 de 26/06/2009) 9. A
compensação somente poderá ser efetivada após o trânsito em julgado da decisão, nos termos da disposição contida no art. 170-A do
CTN (introduzida pela Lei Complementar nº 104/01), exigência que também alcança as situações em que o STF já tenha declarado a
inconstitucionalidade de tributo/contribuição. Precedentes do STJ: (AgRg no REsp 739.039/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS,
SEGUNDA TURMA, julgado em 27/11/2007, DJ 06/12/2007 p. 301). 10. Possibilidade de compensação somente com contribuições
destinadas ao custeio da Seguridade Social, nos termos da Lei nº 11.457/07, art. 26, parágrafo único 11. A correção monetária deverá
incidir sobre os valores desde os recolhimentos indevidos, em decorrência da Súmula nº 162 do STJ, com a utilização dos índices
instituídos por lei. No caso deve incidir a Taxa SELIC, aplicável a partir de 1º/01/96, excluindo-se qualquer índice de correção monetária
ou juros de mora (art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95). 12. No concernente à adequação da compensação aos limites percentuais
estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95, que alteraram o art. 89, § 3º, da Lei 8.212/91 (30%), que se referem às contribuições
previdenciárias arrecadadas pelo INSS, tenho pela sua aplicação ao caso em concreto, haja vista recente entendimento do STJ, no sentido
de que "...A partir do julgamento do REsp 796.064/RJ, Rel. Min. Luiz Fux (DJe de 10.11.08), a eg. Primeira Seção consolidou o
entendimento de que a compensação do indébito tributário, ainda que decorrente da declaração de inconstitucionalidade da exação,
submete-se às limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95. Precedentes". (AgRg nos EREsp 830.268/SP, Rel. Ministro CASTRO
MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/2010). 13. Apelação parcialmente provida para: a) afastar a incidência
da contribuição previdenciária patronal sobre as verbas pagas aos empregados da Impetrante referentes ao abono constitucional de terço
de férias, bem como sobre a retribuição paga aos empregados doentes ou acidentados nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do
trabalho; b) declarar o direito de a Autora efetuar a compensação de tais valores, recolhidos nos 10 (dez) anos anteriores ao ajuizamento
do presente mandamus, e, eventualmente no curso da demanda, observando-se os itens 9, 10, 11 e 12 supra.(TRF 1ª REGIÃO, AMS
200938000128162, Relator: Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Órgão Julgador: Sétima Turma, Fonte: e-DJF1
DATA:26/03/2010 PAGINA:570)"
(Ressaltou-se)
No que diz respeito aos valores pagos ao trabalhador, relativos ao adicional de 1/3 (um terço) de férias efetivamente gozadas e às
horas extras prestadas, o egrégio Supremo Tribunal Federal vem, reiteradamente, asseverando a não incidência da contribuição
previdenciária sobre tais verbas.
Transcrevo, a seguir, julgados recentes daquela egrégia Corte que confirmam o dito posicionamento:
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE A PARCELA DO ADICIONAL DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.

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I - A orientação do Tribunal é no sentido de que as contribuições previdenciárias não podem incidir em parcelas indenizatórias
ou que não incorporem a remuneração do servidor.
II - Agravo regimental improvido.
(AgR-AI 712880/MG; Rel: Min. RICARDO LEWANDOWSKI; DJ:
19.06.2009)
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE AS HORAS
EXTRAS E O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
Esta Corte fixou entendimento no sentido que somente as parcelas incorporáveis ao salário do servidor sofrem a incidência da
contribuição previdenciária. Agravo Regimental a que se nega provimento.
(AgR-AI 727958/MG; Rel: Min. EROS GRAU; DJ: 27.02.09)
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento. Ocorrência. 3. Servidores públicos federais. Incidência de
contribuição previdenciária. Férias e horas extras. Verbas indenizatórias. Impossibilidade. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
(AgR-RE 545317/DF; Rel: Min. GILMAR MENDES; DJ: 14.03.08)
Também neste sentido colaciono recente julgado deste Egrégio Tribunal Regional, in verbis:
TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. REMUNERAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR A TÍTULO DE TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS E
HORAS EXTRAS. NÃO INCIDÊNCIA. COMPENSAÇÃO SÓ APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO. 1. A extensão e o
alcance dados pelo próprio col. STJ à Súmula n.º 213 asseguram a adequação do Mandado de Segurança para o reconhecimento do
direito à compensação, podendo fixar "os critérios da compensação objetivada, a respeito dos quais existe controvérsia, v.g. os tributos e
contribuições compensáveis entre si, o prazo prescricional, os critérios e períodos da correção monetária, os juros etc; bem como para
impedir que o Fisco exija do contribuinte o pagamento das parcelas dos tributos objeto de compensação ou que venha a autuá-lo em razão
da compensação realizada de acordo com os critérios autorizados pela ordem judicial" (REsp 1040245/SP). 2. Por ocasião do julgamento
da Arguição de Inconstitucionalidade no EREsp 644.736/PE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, ocorrido em 06.06.2007, foi
reconhecida a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.107, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional", constante do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005. Naquele julgamento,
restou assinalado o entendimento de que, no concernente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o
prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco anos a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a
prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior (dez anos), limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da
vigência da lei nova. 3. Outrossim, no julgamento da Arguição de Inconstitucionalidade proferida nos autos da AC nº 419228/PE,
ocorrido em 25.06.2008, o Plenário desta Corte, por maioria, também declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado quanto
ao art. 3º, o disposto no artigo 106, inciso I, da Lei nº 5.172, de 25.10.66 - CTN", do art. 4º da Lei Complementar nº 118/2005. 4. Na
espécie, tendo sido a presente demanda ajuizada em 28.02.2007, do montante a compensar, devem ser apenas excluídas as parcelas
recolhidas fora do decênio que antecede ao ajuizamento da ação. 5. O STF vem, reiteradamente, decidindo não estar incluída na base de
cálculo da contribuição previdenciária patronal a parcela paga ao empregado a título de terço constitucional de férias e de horas extras
trabalhadas. (AgR-AI 712880/MG; Rel: Min. RICARDO LEWANDOWSKI; DJ: 19.06.2009; AgR-AI 727958/MG; Rel: Min. EROS
GRAU; DJ: 27.02.09 E AgR-RE 545317/DF; Rel: Min. GILMAR MENDES; DJ: 14.03.08). 6. A compensação pode ser realizada apenas
com o trânsito em julgado, pois, à época da propositura da ação já estava em vigor a Lei Complementar nº 104/2001, que introduziu no
Código Tributário o art. 170-A, segundo o qual "é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial". 7. Apelação da Fazenda Nacional não provida e
remessa obrigatória provida, em parte, apenas para reconhecer a aplicação do art. 170-A do CTN.(AMS 101698, Relator: Desembargador
Federal José Maria Lucena, Órgão Julgador: Primeira Turma, Fonte: DJE - Data::17/09/2009 - Página::410)
(Ressaltou-se)
Portanto, há de se reconhecer a inexigibilidade da contribuição previdenciária patronal incidente sobre tais valores.
Por todas essas razões e considerando o entendimento jurisprudencial acima mencionado, tenho que ficou claramente
demonstrada a completa falta de perspectiva de êxito deste agravo de instrumento, estando o relator autorizado, por força do disposto no
artigo 557, do Código de Processo Civil, a negar seguimento "...a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em
confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior."
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 27 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110794/PE - 0015909-57.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 10ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

DECISÃO
Vistos etc.

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Trata-se de agravo de instrumento interposto pela UNIÃO em face da decisão proferida pelo MM. Juiz Federal Substituto da 10ª
Vara da Seção Judiciária de Pernambuco, que deferiu pedido de liminar formulado nos autos da Ação Civil Pública n° 0011557-
85.2010.4.05.8, "para determinar à União a suspensão imediata do processo de admissão (modalidade b) ao estágio de adaptação à
graduação de sargento da aeronáutica - turmas 1 e 2 do ano de 2011 (IE/EA EAGS-B 1-2/2011) até ulterior deliberação deste Juízo.
Em suas razões recursais, a agravante alegou, preliminarmente, nulidade da decisão impugnada por ausência de intimação (Lei
n° 8.437/92); litispendência; e incompetência do juízo a quo. No mérito, argumentou que haveria prejuízo ao andamento dos demais
cursos e estágios da Aeronáutica, prejuízos financeiros para a Administração e para os candidatos. Discorreu sobre o tempo de
permanência no serviço ativo, a constitucionalidade da exigência do limite etário, a interpretação do art. 142, X da Constituição Federal e
os princípios da reserva legal, da razoabilidade da proporcionalidade. Ao final, requereu a atribuição de efeito suspensivo ao agravo de
instrumento e seu provimento.
Examinando a questão em juízo de cognição sumária, constata-se que estão configurados os pressupostos que autorizam a
atribuição de efeito suspensivo ao agravo. Explico.
A Constituição Federal, no capítulo atinente às Forças Armadas, estabeleceu, em seu artigo 142, § 3º, disposições específicas,
aplicáveis aos militares, entre as quais a do inciso X, com redação determinada pela Emenda Constitucional nº 18/98, in verbis:
Art. 142 ....
§ 3º....
....
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do
militar a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as
peculiaridade de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força compromissos internacionais e de guerra.
Já os arts. 10 e 11 do Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/80) consignam o seguinte:
Art. 10. O ingresso nas Forças Armadas é facultado, mediante incorporação, matrícula ou nomeação, a todos os brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei e nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 11. Para matrícula nos estabelecimentos de ensino militar destinados à formação de oficiais, da ativa e da reserva, e de
graduados, além das condições relativas à nacionalidade, idade, aptidão intelectual, capacidade física e idoneidade moral, é necessário
que o candidato não exerça ou não tenha exercido atividades prejudiciais ou perigosas à segurança nacional.
Vê-se, portanto, que os referidos dispositivos reconhecem a limitação de idade para o ingresso nas Forças Armadas e que os
militares são regidos por normas específicas.
Deste modo, o inciso XXX do art. 7º da CF/88, que proíbe a diferença de critério de admissão por motivo de idade, não é
aplicável aos militares - até porque o art. 142, inciso VIII, da Carta Magna, elenca, expressamente, quais as disposições constantes do
referido art. 7º, alusivas aos direitos sociais dos trabalhadores, que são aplicáveis aos militares, não estando entre elas a do referido inciso
XXX.
Verifica-se, assim, que o texto constitucional prevê um tratamento diferenciado aos servidores militares, de forma que o critério
de admissão por motivo de idade se constitui fator determinante ao ingresso e promoção na carreira militar, que se justifica diante da
natureza das funções a serem desempenhadas pelo cargo a ser preenchido.
Desse modo, o requisito etário, constante do edital que estipula as instruções reguladoras do Exame de Admissão (Modalidade
B) ao curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica - Turma 2 do ano de 2011, não se mostra descabido, sendo compatível com o texto
constitucional e com a legislação específica sobre a matéria, porque a atual Constituição Federal não proíbe a utilização do critério de
idade na admissão de servidor público militar.
Salienta-se, ademais, que, por força do disposto no art. 16 da Lei n° 7.347/85, os efeitos do julgamento da ação civil pública
limitam-se à competência territorial do órgão prolator.
Assim, não obstante os fundamentos em que se amparou a decisão agravada, estão presentes, na espécie, os pressupostos do art.
558 do CPC, a autorizar a concessão do efeito suspensivo ao recurso.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 04 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110866/PB - 0016297-57.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : MUNICÍPIO DE UMBUZEIRO - PB
ADV/PROC : DORIS FIUZA CHAVES e outro

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pela FAZENDA NACIONAL em face da decisão proferida pelo douto Juiz da 1ª
Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos da Ação Ordinária n.º 0006103-36.2010.4.05.8200, que deferiu parcialmente liminar para
suspender a exigibilidade do crédito tributário sobre as remunerações pagas pelo agravado aos seus empregados, referentes aos primeiros
15 dias do auxílio-doença e/ou auxílio-acidente e 1/3 de férias.

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Alega a agravante que a contribuição patronal prevista no art. 195,I, "a", da CF/88 incide sobre a folha de salários e demais
rendimentos do salário pago ou creditado, a qualquer título. Informa, assim, que a totalidade do recebido pelo empregado constitui a base
de cálculo da contribuição.
Entendo ser indevida a incidência da contribuição previdenciária sobre os valores pagos pelo Município agravado ao segurado
empregado durante os 15 primeiros dias que antecedem a concessão de auxílio-doença e/ou auxílio-acidente, uma vez que tal verba, por
não consubstanciar contraprestação a trabalho, não tem natureza salarial.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que a verba recebida pelo empregado a título de
auxílio-doença e/ou auxílio-acidente, nos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento, tem caráter previdenciário, não configurando,
portanto, verba salarial, decorrente de prestação de serviço, razão pela qual não há o que se falar em incidência de contribuição
previdenciária.
Neste sentido, observe-se o seguinte julgado, in verbis:
"PROCESSUAL CIVIL - TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - INCIDÊNCIA - AUXÍLIO-DOENÇA E
AUXÍLIO-ACIDENTE - FOLHA DE SALÁRIOS - 15 PRIMEIROS DIAS - TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS - FÉRIAS -
SALÁRIO-MATERNIDADE- DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. 1. Na hipótese de Imposto de Renda, cujo fato gerador se configura
pela necessária consideração do ano base por inteiro, a data do fato gerador será sempre 31 de dezembro, do respectivo ano de obtenção
da renda tributária. Assim, a extinção do crédito, ocorre 5 anos após, na hipótese de homologação tácita. Data a partir da qual se tem
início o prazo extintivo para postular a restituição do tributo indevidamente pago. 2. Em se tratando de tributos indevidamente recolhidos
em data anterior a 9 de junho de 2005, a tese dos cinco mais cinco prevalece, ainda que ajuizada ação de repetição do indébito na
vigência da LC 118/2005, limitado o prazo prescricional a 5 (cinco anos) após 09/06/2005. 3. Em outras palavras, deve ser autorizada a
compensação dos valores indevidamente recolhidos nos 10 (dez) anos que antecederam o ajuizamento da ação, tendo sido observadas, em
relação aos valores recolhidos em data anterior a 9 de junho de 2005, a orientação do Egrégio STJ e, em relação às contribuições
recolhidas posteriormente a esta data, a regra contida no art. 3º da LC 118/2005. 4. É indevida a incidência da contribuição previdenciária
sobre os valores pagos pela empresa ao segurado empregado durante os 15 primeiros dias que antecedem a concessão de auxílio-doença
e/ou auxílio-acidente, uma vez que tal verba, por não consubstanciar contraprestação a trabalho, não tem natureza salarial. Diretriz
pretoriana consolidada no c. STJ e neste Tribunal. 5. O STF tem entendido que o adicional de 1/3 de férias não integra o conceito de
remuneração, não havendo, pois, incidência de contribuição previdenciária. Precedentes: STF, AI-AgRg nº 603.537/DF, Rel. Min. EROS
GRAU, in DJU 30.03.2007; AGA 2007.01.00.000935-6/AM, Rel. Des. Fed. Maria do Carmo Cardoso, 8ª T., in DJ 18/07/2008; AC
1998.35.00.007225-1/GO, Rel. Conv. Juiz Fed. Mark Yshida Brandão, 8ª T., in DJ de 20/06/2008; AG nº 2008.01.00.006958-1/MA; Rel.
Des. Federal Luciano Tolentino Amaral, Sétima Turma, e-DJ de 20/06/2008, p.208. 6. Há a incidência contribuição previdenciária no que
tange às férias. Veja-se: "Cabível a incidência de contribuição previdenciárias sobre férias" (in AG nº 2007. 01.00.037564-7/DF,Rel.
Conv. Juiz Fed. Rafael Paulo Soares Pinto, 7ª T., in DJ de 09/11/2007). 7. No que diz com o salário-maternidade, o eg. STJ já decidiu que
"...tem natureza salarial e integra a base de cálculo da contribuição previdenciária" (in RESP 215476, rel. Min. Garcia Vieira, 1ª Turma).
8. Firmou-se no Colendo STJ e nesta Corte o entendimento no sentido da legalidade da incidência da contribuição previdenciária sobre o
décimo terceiro salário (REsp 1066682/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/2010; AC
2006.33.08.003064-6/BA, Rel. Desembargador Federal Luciano Tolentino Amaral, Sétima Turma,e-DJF1 p.394 de 31/07/2009; AMS
2006.33.00.003283-3/BA, Rel. Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Sétima Turma,e-DJF1 p.423 de 26/06/2009) 9. A
compensação somente poderá ser efetivada após o trânsito em julgado da decisão, nos termos da disposição contida no art. 170-A do
CTN (introduzida pela Lei Complementar nº 104/01), exigência que também alcança as situações em que o STF já tenha declarado a
inconstitucionalidade de tributo/contribuição. Precedentes do STJ: (AgRg no REsp 739.039/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS,
SEGUNDA TURMA, julgado em 27/11/2007, DJ 06/12/2007 p. 301). 10. Possibilidade de compensação somente com contribuições
destinadas ao custeio da Seguridade Social, nos termos da Lei nº 11.457/07, art. 26, parágrafo único 11. A correção monetária deverá
incidir sobre os valores desde os recolhimentos indevidos, em decorrência da Súmula nº 162 do STJ, com a utilização dos índices
instituídos por lei. No caso deve incidir a Taxa SELIC, aplicável a partir de 1º/01/96, excluindo-se qualquer índice de correção monetária
ou juros de mora (art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95). 12. No concernente à adequação da compensação aos limites percentuais
estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95, que alteraram o art. 89, § 3º, da Lei 8.212/91 (30%), que se referem às contribuições
previdenciárias arrecadadas pelo INSS, tenho pela sua aplicação ao caso em concreto, haja vista recente entendimento do STJ, no sentido
de que "...A partir do julgamento do REsp 796.064/RJ, Rel. Min. Luiz Fux (DJe de 10.11.08), a eg. Primeira Seção consolidou o
entendimento de que a compensação do indébito tributário, ainda que decorrente da declaração de inconstitucionalidade da exação,
submete-se às limitações impostas pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95. Precedentes". (AgRg nos EREsp 830.268/SP, Rel. Ministro CASTRO
MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/2010). 13. Apelação parcialmente provida para: a) afastar a incidência
da contribuição previdenciária patronal sobre as verbas pagas aos empregados da Impetrante referentes ao abono constitucional de terço
de férias, bem como sobre a retribuição paga aos empregados doentes ou acidentados nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do
trabalho; b) declarar o direito de a Autora efetuar a compensação de tais valores, recolhidos nos 10 (dez) anos anteriores ao ajuizamento
do presente mandamus, e, eventualmente no curso da demanda, observando-se os itens 9, 10, 11 e 12 supra.(TRF 1ª REGIÃO, AMS
200938000128162, Relator: Desembargador Federal Reynaldo Fonseca, Órgão Julgador: Sétima Turma, Fonte: e-DJF1
DATA:26/03/2010 PAGINA:570)"
(Ressaltou-se)
No que diz respeito aos valores pagos ao trabalhador, relativos ao adicional de 1/3 (um terço) de férias efetivamente gozadas, o
Supremo Tribunal Federal vem, reiteradamente, asseverando a não incidência da contribuição previdenciária sobre tais verbas.
Transcrevo, a seguir, julgados recentes daquela egrégia Corte que confirmam o dito posicionamento:
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE A PARCELA DO ADICIONAL DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I - A orientação do Tribunal é no sentido de que as contribuições previdenciárias não podem incidir em parcelas indenizatórias
ou que não incorporem a remuneração do servidor.
II - Agravo regimental improvido.

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(AgR-AI 712880/MG; Rel: Min. RICARDO LEWANDOWSKI; DJ:


19.06.2009)
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE AS HORAS
EXTRAS E O TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
Esta Corte fixou entendimento no sentido que somente as parcelas incorporáveis ao salário do servidor sofrem a incidência da
contribuição previdenciária. Agravo Regimental a que se nega provimento.
(AgR-AI 727958/MG; Rel: Min. EROS GRAU; DJ: 27.02.09)
Também neste sentido colaciono recente julgado deste Tribunal Regional Federal, in verbis:
TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. REMUNERAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR A TÍTULO DE TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS E
HORAS EXTRAS. NÃO INCIDÊNCIA. COMPENSAÇÃO SÓ APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO. 1. A extensão e o
alcance dados pelo próprio col. STJ à Súmula n.º 213 asseguram a adequação do Mandado de Segurança para o reconhecimento do
direito à compensação, podendo fixar "os critérios da compensação objetivada, a respeito dos quais existe controvérsia, v.g. os tributos e
contribuições compensáveis entre si, o prazo prescricional, os critérios e períodos da correção monetária, os juros etc; bem como para
impedir que o Fisco exija do contribuinte o pagamento das parcelas dos tributos objeto de compensação ou que venha a autuá-lo em razão
da compensação realizada de acordo com os critérios autorizados pela ordem judicial" (REsp 1040245/SP). 2. Por ocasião do julgamento
da Arguição de Inconstitucionalidade no EREsp 644.736/PE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, ocorrido em 06.06.2007, foi
reconhecida a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.107, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional", constante do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005. Naquele julgamento,
restou assinalado o entendimento de que, no concernente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o
prazo para a ação de repetição do indébito é de cinco anos a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a
prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior (dez anos), limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da
vigência da lei nova. 3. Outrossim, no julgamento da Arguição de Inconstitucionalidade proferida nos autos da AC nº 419228/PE,
ocorrido em 25.06.2008, o Plenário desta Corte, por maioria, também declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado quanto
ao art. 3º, o disposto no artigo 106, inciso I, da Lei nº 5.172, de 25.10.66 - CTN", do art. 4º da Lei Complementar nº 118/2005. 4. Na
espécie, tendo sido a presente demanda ajuizada em 28.02.2007, do montante a compensar, devem ser apenas excluídas as parcelas
recolhidas fora do decênio que antecede ao ajuizamento da ação. 5. O STF vem, reiteradamente, decidindo não estar incluída na base de
cálculo da contribuição previdenciária patronal a parcela paga ao empregado a título de terço constitucional de férias e de horas extras
trabalhadas. (AgR-AI 712880/MG; Rel: Min. RICARDO LEWANDOWSKI; DJ: 19.06.2009; AgR-AI 727958/MG; Rel: Min. EROS
GRAU; DJ: 27.02.09 E AgR-RE 545317/DF; Rel: Min. GILMAR MENDES; DJ: 14.03.08). 6. A compensação pode ser realizada apenas
com o trânsito em julgado, pois, à época da propositura da ação já estava em vigor a Lei Complementar nº 104/2001, que introduziu no
Código Tributário o art. 170-A, segundo o qual "é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial". 7. Apelação da Fazenda Nacional não provida e
remessa obrigatória provida, em parte, apenas para reconhecer a aplicação do art. 170-A do CTN.(AMS 101698, Relator: Desembargador
Federal José Maria Lucena, Órgão Julgador: Primeira Turma, Fonte: DJE - Data::17/09/2009 - Página::410)
(Ressaltou-se)
Portanto, há de se reconhecer a inexigibilidade da contribuição previdenciária patronal incidente sobre tais valores.
Por todas essas razões e considerando o entendimento jurisprudencial acima mencionado, tenho que ficou claramente
demonstrada a completa falta de perspectiva de êxito deste agravo de instrumento, estando o relator autorizado, por força do disposto no
artigo 557, do Código de Processo Civil, a negar seguimento "...a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em
confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior."
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intimem-se.
Recife, 30 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110883/PE - 0016241-24.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 24ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : ANTONIO HENRIQUE FREIRE GUERRA
e outros
AGRDO : AUTO STILLO FUNILARIA E PINTURA
LTDA
ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo Juízo da 24ª Vara da Seção Judiciária de
Pernambuco, nos autos da Execução Fiscal n.º 0001585-90.2007.4.05.8302, que revogou a decisão anteriormente proferida no sentido de

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intimar-se a agravada para, no prazo, de 10 (dez) dias, apresentar protocolo de envio de arquivo do Conectividade Social com a
individualização dos empregados que fazem jus aos valores do FGTS.
Feitas essas observações, passo a decidir.
O art. 525 do CPC, em seu inciso I, dispõe:
"Art. 525 - A petição de agravo de instrumento será instruída:
I - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas aos
advogados do agravante e do agravado."
A formação do instrumento do agravo é responsabilidade da parte, que deverá providenciar a cópia das peças obrigatórias que o
compõem, não podendo ser o julgamento convertido em diligência para se suprir eventual omissão.
Assim, ausentes da instrução do agravo a cópia da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou das procurações
outorgadas aos advogados das partes, é de se considerar inadmissível o recurso.
Nesse sentido, observem-se os seguintes precedentes jurisprudenciais:
"PROCESSUAL CIVIL - AUSÊNCIA DE PEÇAS OBRIGATÓRIAS - CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA.
1. A ausência de cópia da certidão de intimação da decisão agravada impede o conhecimento do agravo em razão dos óbices
inscritos no art. 544, § 1º, do CPC.
2. O STJ pacificou o entendimento de que o momento oportuno de juntada das peças obrigatórias em agravo de instrumento é o
do ato de sua interposição, não sendo admitido o traslado extemporâneo, em razão da ocorrência da preclusão consumativa. Agravo
regimental improvido.
(STJ, AGA 694775 PR, Segunda Turma, rel. Min. Humberto Martins, j. 21 set. 2006, DJ 24 nov. 2006, p. 276)."
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO DA
DECISÃO AGRAVADA. PEÇA DE JUNTADA OBRIGATÓRIA (ART. 525, I, CPC). INTIMAÇÃO PARA SANAR OMISSÃO.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. A agravante objetiva a reforma da decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento que interpôs, em face da ausência
da juntada de peça essencial ao processamento do recurso (certidão de intimação da decisão agravada).
2. O agravo deverá ser instruído com todas as peças que dele devem constar obrigatoriamente (artigo 544 do Código de Processo
Civil e 28 da Lei nº 8.038/90), além daquelas que sejam essenciais à compreensão da controvérsia (enunciado nº 288 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal), inclusive as necessárias à aferição da tempestividade do recurso interposto.
3. É firme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal no sentido de que constitui ônus da
parte instruir corretamente o agravo de instrumento, fiscalizando a sua formação e o seu processamento, sendo inviável a juntada de
qualquer documento na oportunidade da interposição do agravo regimental, pois não supre a irregularidade decorrente da não adoção da
providência em tempo apropriado.
4. Agravo Regimental improvido.
(TRF5, AGA 65959/01, Primeira Turma, rel. Des. Fed. Ubaldo Ataíde Cavalcante, j. 29 jun. 2006, DJ 27 out. 2006, p. 1079)."
Compulsando os autos, constato que a CEF não cumpriu o disposto no artigo 525, I, do CPC, pois não juntou a cópia da certidão
de intimação da decisão agravada.
Embora a jurisprudência do colendo Superior Tribunal de Justiça venha admitindo "a possibilidade de ser prescindível o traslado
da certidão de intimação do acórdão recorrido quando, por outros elementos acostados aos autos, for possível aferir-se a tempestividade
do apelo nobre" (STJ, AGA 805488 RS, Primeira Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJ de 07/05/2007, p. 284), observo, porém, que essa não é a
hipótese vertente. Explico.
O documento constante a fls. 13 e 199 apenas certifica, pela Secretaria do Juízo a quo, que os autos foram remetidos à CEF em
13/09/2010, não constando a data da devolução destes em cartório ou outra informação que comprove, de forma incontestável, que a
intimação da agravante ocorreu na data supra citada.
Até porque, em se considerando que a agravante foi intimada da decisão agravada em 13/09/2010 (segunda-feira), tem-se o dia
14/09/2010 (terça-feira) como o termo inicial para interposição do recurso em testilha, vindo a findar-se em 23/09/2010 (quinta-feira).
Ora, do simples compulsar dos autos verifico, a fl.02, que o agravo foi interposto em 29/09/2010 (quarta-feira), sendo intempestivo,
portanto.
Logo, o termo de remessa dos autos à CEF afigura-se-me imprestável para aferir a tempestividade do agravo em tela, razão pela
qual não deve ser conhecido o recurso.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento, por deficiência da sua instrução, com fundamento no art. 557 do
CPC.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 30 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 111145/PB - 0016691-64.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : TERCINO MARCELINO FILHO
ADV/PROC : AUGUSTO CARLOS BEZERRA DE
ARAGÃO FILHO e outros
AGRDO :

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UNIÃO
DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 1ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos do processo n.º 0002824-42.2010.4.05.8200, que indeferiu o pedido de
Justiça Gratuita.
Observo que o agravante não instruiu o recurso com documentos necessários à comprovação da alegada hipossuficiência
econômica, tais como declaração de imposto de renda, de despesas fixas, etc., tendo se limitado a anexar os documentos obrigatórios
(procuração, substabelecimento, decisão agravada e certidão de intimação), bem como a petição inicial da ação ordinária.
A formação do instrumento do agravo é de responsabilidade do agravante, o qual tem de proceder ao traslado das peças
essenciais ao julgamento do mesmo, sob pena de ser-lhe negado conhecimento ao recurso interposto.
Nesse sentido tem se pronunciado o Superior Tribunal de Justiça:
"TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. AUSÊNCIA
DE PEÇAS OBRIGATÓRIAS. INTEIRO TEOR DO ACÓRDÃO RECORRIDO E CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA. JUNTADA EXTEMPORÂNEA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES.
I - O instrumento encontra-se incompleto, não tendo sido trasladada a cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, bem como a
certidão de intimação da decisão agravada, peças obrigatórias, conforme preceitua o § 1º do art. 544 do Código de Processo Civil.
Precedente: AGA nº 249.603/RJ, Rel. Min. FERNANDO GONÇALVES, DJ de 18/10/99; AGA nº 277.874/SP, Rel. Min. WALDEMAR
ZVEITER, DJ de 14/08/2000.
II - Cabe ao agravante fiscalizar a formação do instrumento, instruindo o recurso com as cópias das peças obrigatórias e daquelas
porventura indispensáveis ao seu julgamento, sendo inadmissível a juntada extemporânea da referida documentação. Precedentes: AGA
nº 285.782/CE, Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, DJ de 13/08/2001; AGA nº 308.567/SP, Rel. Min. CASTRO FILHO, DJ de
13/08/2001.
III - Agravo regimental improvido. (AgRg no AG 617.820-SC, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJU 14.03.05, p. 210)."
Vejam-se, também, os seguintes julgados desta Egrégia Corte Regional, in verbis:
"TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGTR. EXECUÇÃO FISCAL. HASTA PÚBLICA. SUSPENSÃO. ALEGAÇÃO
DE QUE O BEM PENHORADO É INDISPENSÁVEL AO FUNCIONAMENTO DA EMPRESA EXECUTADA. NÃO
COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À EXATA COMPREENSÃO DA MATÉRIA. ÔNUS DO
AGRAVANTE. AGTR NÃO CONHECIDO. TUTELA LIMINAR CASSADA. 1. A decisão agravada manteve o bem penhorado no
leilão a ser realizado nas datas designadas às fls. 72 dos autos originários, tendo em vista a inexistência de parcelamento (fls. 22). 2. Não
há que se negar conhecimento ao recurso face à ausência de certidão de intimação, dado que o objetivo de tal documento é possibilitar a
comprovação da tempestividade do recurso; tendo sido a decisão proferida em 30.10.08, e constando dos autos a ciência do advogado no
dia subseqüente, não há como se refutar a tempestividade do recurso, máxime quando ele foi interposto 5 dias após a data da prolação da
decisão agravada (04.11.08). 3. Já no que tange à ausência de documentos necessários à exata compreensão da demanda, verifica-se que,
de fato, a parte agravante não anexou ao presente instrumento o auto de penhora do bem, com a sua descrição, e sua respectiva intimação,
bem como a comprovação da data do leilão a ser realizado. 4. Apesar de a agravante ter alegado ser uma pequena gráfica, com apenas
duas máquinas (uma de impressão e uma de corte), o que tornaria irrazoável proceder-se à hasta pública da máquina de impressão, tais
alegações não restaram comprovadas no presente recurso. 5. A formação do instrumento do agravo é de responsabilidade do agravante, o
qual tem de proceder ao traslado das peças essenciais ao julgamento do mesmo, sob pena de ser-lhe negado conhecimento ao recurso
interposto. Precedentes do STJ e desta Corte Regional. 6. AGTR não conhecido.(TRF 5ª Região, AGTR 92595, Relator: Desembargadora
Federal Amanda Lucena, Órgão Julgador: Segunda Turma, Fonte: DJ - Data::18/03/2009 - Página::551 - Nº::52)"
(Ressaltou-se)
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEÇA NÃO OBRIGATORIA, POREM ESSENCIAL AO
DESLINDE DA QUESTÃO. OBRIGAÇÃO DA PARTE AGRAVANTE DILIGENCIAR NO SENTIDO DE INDICA-LA PARA
TRASLADO. AGRAVO IMPROVIDO. (AG 2.381-PE, Rel. Juiz FRANCISCO FALCÃO, DJU 07.05.93, p. 16.768)."
(Ressaltou-se)
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. FALTA DE PEÇA ESSENCIAL. INSUFICIENCIA DO TRASLADO. IMPUGNATIVA
EXCEDENTE DA MATERIA TRATADA NA DECISÃO.
Nega-se provimento ao agravo, por insuficiência do traslado, a falta de peça essencial a verificação da retidão da decisão
recorrida. (AG 3.060-RN, Rel. Juiz RIDALVO COSTA, DJU 27.05.94, p. 26.156)."
(Ressaltou-se)
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO.AUSÊNCIA DE PEÇA NECESSÁRIA PARA A COMPREENSÃO
DO LITÍGIO. ART. 525 do CPC.
1. É ônus da agravante a adequada formação do instrumento, com todas as peças essenciais à perfeita compreensão da
controvérsia, tanto aquelas apontadas como obrigatórias pelo inciso I do art. 525 do CPC, quanto as necessárias, imprescindíveis à
compreensão da lide e a elas equiparadas.
2. A decisão agravada faz remissão a outra decisão, de "fls. 60/63", que não foi juntada pela agravante e que é imprescindível ao
deslinde da questão, isto é, tal decisão é essencial para se aferir se desafia o recurso de agravo ou se a apelação e, também, quanto aos
honorários advocatícios que nem sequer foram mencionados na decisão ora agravada.
3. A decisão "de fls. 60/63" constitui peça essencial ao deslinde da questão, cuja falta não permite a exata compreensão da
controvérsia, tornando o recurso deficiente quanto à fundamentação.
4. Agravo de instrumento não conhecido. (AG 53.950-PE, Rel. Des. Federal PAULO GADELHA, DJU 15.03.05, p. 533)."
(Ressaltou-se)
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL PARA A
INTELIGÊNCIA DA CONTROVÉRSIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. INCLUSÃO DE ÍNDICE NÃO PREVISTO NA
SENTENÇA CONDENATÓRIA. DESCABIMENTO.

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Os Agravantes não trouxeram à colação a exordial da ação ordinária, tornando impossível a este Órgão Recursal proceder ao
exame da extensão do pedido deduzido em primeiro grau de jurisdição. Constitui ônus do recorrente instruir sua irresignação de forma a
possibilitar a perfeita compreensão da lide, sob pena de não conhecimento do recurso, por restar inviabilizada a correta exegese da
controvérsia. (AG 50.943-CE, Rel. Des. Federal JOSÉ MARIA LUCENA, DJU 25.02.05, p. 682)."
(Ressaltou-se)
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PARA O
SESC/SENAC E SEBRAE. ATOS CONSTITUTIVOS. AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL À INSTRUMENTALIZAÇÃO DO
AGRAVO.
Na atual sistemática do recurso de agravo, é defeso ao julgador transformar o feito em diligência para o conserto de deficiência
instrutória ocasionada por ausência de peça essencial ao conhecimento do recurso. Precedentes desta Corte e dos Tribunais Superiores.
Agravo Regimental a que se nega provimento. (AG 43.646-SE, Rel. Des. Federal JOSÉ MARIA LUCENA, DJU 23.04.04, p.
587)."
(Ressaltou-se)
Ante o exposto, com fundamento no artigo 557 do CPC, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

APELREEX - 2870/PB - 2008.05.00.100717-9


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
APELANTE : EVERALDO SARMENTO
ADV/PROC : ÉRIKA DE FÁTIMA SOUZA PEREIRA e
outros
APELANTE : BACEN - BANCO CENTRAL DO BRASIL
REPTE : PROCURADOR REGIONAL DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL e outros
APELADO : OS MESMOS
REMTE : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (JOÃO PESSOA)

DECISÃO
Vistos etc.
Retire-se o feito da pauta de julgamento.
O Supremo Tribunal Federal - STF, em decisões monocráticas proferidas pelo Ministro Dias Toffoli, Relator dos Recursos
Extraordinários n° 591797 e 626307, determinou a suspensão (ou sobrestamento) dos processos, em grau de recurso, que tenham por
objeto da lide a discussão sobre os expurgos inflacionários advindos, em tese, dos Planos Econômicos Collor I, Bresser e Verão, até o
julgamento final da controvérsia pela Corte Suprema. De acordo com as decisões, a suspensão (ou sobrestamento) não se aplica aos
processos em fase de execução definitiva e às transações efetuadas ou que vierem a ser concluídas.
Por conseguinte, acautelem-se os autos, neste Gabinete, em local devidamente identificado até o julgamento final da matéria
pelo STF.
Proceda-se periodicamente ao acompanhamento do andamento dos Recursos Extraordinários supra mencionados, por sua
repercussão nestes autos.
Cumpra-se. Publique-se. Intime-se.
Recife, 27 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

MSTR - 102685/PB - 0016402-34.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 4ª Vara Federal da Paraíba
IMPTTE : OAB/PB - ORDEM DOS ADVOGADOS DO
BRASIL SEÇÃO DA PARAÍBA
IMPTTE : THELIO QUEIROZ FARIAS
ADV/PROC : JOSE FERNANDES MARIZ
IMPTDO : JUÍZO DA 4ª VARA FEDERAL DA
PARAÍBA (CAMPINA GRANDE)

DECISÃO

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JOSÉ FERNANDES MARIZ, Presidente da subseção da Ordem dos advogados do Brasil em campina Grande, e THÉLIO
QUEIROZ FARIAS impetraram mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão proferida pelo Juiz Federal Substituto
Gustavo de Paiva Gadelha, na titularidade da 4a Vara da Seção Judiciária da Paraíba, em Campina Grande (fls. 2/24).
Segundo a inicial, na ação penal no 2008.82.01.002901-9, o advogado THÉLIO QUEIROZ FARIAS teria sido contratado para
defender Rildo Cavalcante Fernandes Júnior. Consoante os impetrantes, naquela ação penal, a autoridade impetrada teria proferido
sentença em audiência, para absolver Rildo Cavalcante Fernandes Júnior e condenar o correu. De acordo, ainda, com a narrativa, o
Ministério Público Federal (MPF) teria apelado da sentença absolutória e o advogado do réu teria apresentado tardiamente as
contrarrazões de apelação. Por esse motivo, concluem os impetrantes, a autoridade coatora teria aplicado a multa prevista no art. 265 do
Código de Processo Penal (CPP) a THÉLIO QUEIROZ FARIAS, por abandono da causa.
Apesar disso, não anexou absolutamente nenhum documento à petição inicial, nem mesmo procuração outorgada ao advogado
que a subscreve.
É ressabido que o mandado de segurança é ação de rito e requisitos especiais para proteger direito líquido e certo, que exige
prova documental e pré-constituída.
É também a orientação unânime da jurisprudência, como se pode ver, por exemplo, dos seguintes precedentes:
TRIBUTÁRIO. PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA.[...]. PROVA PRECONSTITUÍDA. [...]
Em mandado de segurança não cabe dilação probatória. A prova dos fatos deve estar pré-constituída. Com base nos documentos
acostados na inicial, [...]
(AgRg no REsp no 437.671/SP, rel. Min. Franciulli Netto, 2a Turma, julgado em 3/04/2003, Diário da Justiça 27/09/2004, p.
304).
PROCESSO CIVIL - MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO - [...].
- É cediço que, em mandado de segurança, não cabe dilação probatória. Todos os fatos devem estar documentalmente
comprovados no momento da impetração, ou seja, junto com a inicial devem estar presentes os elementos necessários para o exame das
provas preconstituídas do mandado de segurança. Uma vez juntados os documentos, o Juízo analisará a existência do direito líqüido e
certo. E o resultado desse exame será fundamental para a concessão da segurança.
[...]
(REsp no 153.621/SP, rel. Min. Franciulli Netto, 2a T., j. em 06/06/2002, DJ 23/09/2002, p. 298).
Somente se pode dispensar a prova pré-constituída se os documentos relevantes se encontrarem em poder da autoridade e o
impetrante não obtiver acesso a eles. Nessa circunstância, porém, deve fazer tal alegação na peça de propositura, conforme o artigo da
LMS. Esse, contudo, não é o caso.
Art. 6o A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, será apresentada em 2 (duas) vias
com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta
integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições.
§ 1o No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou estabelecimento público ou em poder
de autoridade que se recuse a fornecê-lo por certidão ou de terceiro, o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse
documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairá
cópias do documento para juntá-las à segunda via da petição.
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar
algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.
Sem a prova indispensável, a impetração não é passível de processamento.
Diante do exposto, com base nas normas mencionadas e no art. 267, I, do Código de Processo Civil, indefiro a petição inicial
deste mandado de segurança e extingo o processo sem resolução do mérito.
Publique-se. Intimem-se o Ministério Público Federal. Em seguida, arquivem-se os autos, com baixa na distribuição.
Recife (PE), 8 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 423076/PB - 2004.82.00.002953-4/02
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal da Paraíba
APTE : ECOCLINICA S/S
ADV/PROC : RITA VALÉRIA CAVALCANTE
MENDONÇA
APDO : FAZENDA NACIONAL
EMBTE : FAZENDA NACIONAL

DESPACHO
Os embargos de declaração foram opostos pela Fazenda Nacional com pedido de atribuição de efeitos modificativos. Em
respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa para que possa
apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 06 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

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AC - 474676/CE - 2009.05.00.050496-2/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 15ª Vara Federal do Ceará (Competente p/
Execuções Penais)
APTE : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
DE OBRAS CONTRA AS SECAS
REPTE : PROCURADORIA REGIONAL FEDERAL -
5ª REGIÃO
APDO : JOÃO RODRIGUES VIEIRA
ADV/PROC : ODECIO SOUSA MARQUES
EMBTE : DNOCS - DEPARTAMENTO NACIONAL
DE OBRAS CONTRA AS SECAS

Vistos etc.
Tratando-se de embargos de declaração com pedido de efeitos modificativos, intime-se a parte contrária a apresentar
contrarrazões recursais no prazo de lei.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 477526/PE - 2008.83.05.000104-7
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 23ª Vara Federal de Pernambuco (Competente
p/ Execuções Penais)
APTE : S MORAIS COMÉRCIO LTDA
ADV/PROC : EWERTON KLEBER CARVALHO
FERREIRA e outro
APDO : FAZENDA NACIONAL

Vistos etc.
Intime-se o apelante a se manifestar sobre a petição de fls. 177/179 da Fazenda Nacional.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 102808/CE - 2009.05.00.112085-7


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 8ª Vara Federal do Ceará
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : DHEYNE MARQUES VIDAL LIRA e
outros
AGRDO : REGINALDO RODRIGUES FEITOSA
AGRDO : VALDÊNIA MARTINS FEITOSA
ADV/PROC : GILDÁSIO LOPES LEAL FILHO

A CEF - Caixa Econômica Federal, através da petição de fls. 187/192, pede reconsideração da decisão que negou efeito
suspensivo ao agravo de instrumento.
Conheço do pedido de reconsideração já que previsto no art. 527, § único do CPC, com a redação dada pela Lei nº 11.187/2005.
Verifica-se que nos autos do Agravo de instrumento nº 105302-CE interposto por Reginaldo Rodrigues Feitosa e Outra contra o
mesmo despacho objeto do presente recurso, foi atribuído efeito suspensivo "para sobrestar a decisão singular, devendo os autos ser
novamente remetidos à Contadoria do Juízo, a fim de serem elaborados novos cálculos com base nas diretrizes traçadas pela Contadoria
desta Egrégia Corte Regional a fls. 175/177."
Pelo exposto, reconsidero a decisão de fl. 185, para atribuir efeito suspensivo ao agravo, sobrestando a decisão a quo até o
julgamento deste recurso.
Ciência ao Juízo a quo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 05 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

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AGTR - 108038/PE - 0010019-40.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Pernambuco
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGRTE : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE
ATIVOS
ADV/PROC : LILIANE C. PAIVA HENRIQUES DE
CARVALHO e outros
AGRDO : MARIA DAS GRACAS REVOREDO LEITE
ADV/PROC : FELIPE BORBA BRITTO PASSOS e outro

DECISÃO
Às fls. 136/138, vem aos autos o Juízo prolator da decisão ora agravada comunicar que "o processo originário em epígrafe
[0014234.93.2007.4.05.8300] esteve incluído na Semana Nacional de Conciliação - 2º Mutirão, realizado por esta Seção Judiciária do dia
20 a 24 de setembro do corrente ano, ocasião em que foi prolatada sentença extintiva com resolução de mérito (art. 269, III, do CPC), em
virtude de acordo celebrado entre as partes, o qual foi devidamente homologado, consoante cópia em anexo".
Julgo, pois, prejudicado este agravo de instrumento, ante a perda de seu objeto.
P. I.
Recife, 13 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 108602/PB - 0010712-24.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : UNIÃO
AGRDO : CLARICE COSTA DA SILVA
ADV/PROC : RUBENS LOPES DO NASCIMENTO DE
MELO FERREIRA

DESPACHO
Intime-se a parte agravada para as contrarrazões ao agravo.
Publique-se.
Recife, 6 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109491/PE - 0010506-10.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Pernambuco
(Especializada em Naturalização)
AGRTE : DANIEL CANTINHO LEMOS DANTAS
ADV/PROC : JOANNA CARVALHO CAVALCANTI
PESSOA DE VASCONCELOS
AGRDO : OAB/PE - ORDEM DOS ADVOGADOS DO
BRASIL SEÇÃO DE PERNAMBUCO

DESPACHO
Tendo em vista que não consta nos autos a procuração outorgada aos subscritores das contrarrazões da parte agravada,
regularize, pois, a OAB/PE a sua representação, sob pena de desentranhamento da peça.
Regularizada a representação da agravada, inclua-se, na autuação, o nome do seu advogado, retornando, em seguida, os autos
conclusos.
P. I.
Recife, 1º de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 109954/SE - 0014098-62.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal de Sergipe
AGRTE : FUNASA - FUNDAÇÃO NACIONAL DE

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SAÚDE
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : SIND DOS TRABALHADORES DO SERV
PUB FEDERAL NO ESTADO DE SERGIPE
- SINTSEP/SE
ADV/PROC : CARLOS AUGUSTO AYRES DE FREIRAS
BRITTO e outros

DESPACHO
1. Tendo em vista que a advogada subscritora do agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao agravo de
instrumento não consta da cópia da procuração que o instruiu, regularize o SINTSEP/SE a sua representação processual, em dez dias, sob
pena de não conhecimento do recurso interno.
2. Regularizada a representação do Sindicato, inclua-se, na autuação, o nome do seu novo advogado, retornando, em seguida, os
autos conclusos.
P. I.
Recife, 6 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110596/PB - 0015941-62.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 1ª Vara Federal da Paraíba
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : LUCIANA GURGEL DE AMORIM e outros
AGRDO : JOSÉ AMÉRICO BARBOSA
ADV/PROC : JOSÉ AMÉRICO BARBOSA
PARTE A : JOSÉ BEZERRA CAVALCANTE
PARTE A : JOSÉ CÂNDIDO DO AMARANTE
PARTE A : JOSÉ COSTÓDIO DA CRUZ
PARTE A : JOSÉ DA ROCHA NOVAIS
PARTE A : JOSÉ EDNARDO VIANA
ADV/PROC : JOSÉ AMÉRICO BARBOSA e outro

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 1ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, nos autos do processo n.º 2001.82.00.001471-2, que rejeitou a impugnação
apresentada pela CEF, ora agravante.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação, considerando, inclusive, que a agravante não demonstrou que os valores
pagos ao agravado José Bezerra Cavalcante foram incluídos na base de cálculo dos honorários, em eventual execução promovida no
processo n.º 2000.10232-3, o que corrobora a necessidade de se manter a decisão recorrida até o julgamento final do recurso.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 27 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110855/SE - 0016265-52.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 2ª Vara Federal de Sergipe
AGRTE : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : BIANCO SOUZA MORELLI e outros
AGRDO : MARIA DAS GRACAS TORRES
DOMINGOS
ADV/PROC : ALESSANDRA FARIAS TAVARES e outro

DECISÃO

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Nº 195/2010 Recife - PE Disponibilização: quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo, interposto em face da decisão proferida pelo
douto Juiz da 2ª Vara da Seção Judiciária de Sergipe, nos autos do Cumprimento de Sentença n.º 0007011-47.2002.4.05.8500, que
determinou o imediato desbloqueio das quantias da conta corrente da agravada, nos termos do art. 649, IV, do CPC.
É temerário suspender a decisão impugnada em juízo de cognição sumária, sem o estabelecimento do contraditório, necessário à
exata compreensão da controvérsia. Ademais, o provimento judicial ora combatido não se mostrou abusivo ou flagrantemente ilegal,
tendo o magistrado dado aos fatos e à lei razoável interpretação.
Ressalte-se que, ao menos nesta análise preliminar, afigura-se-me que a conta corrente constante a fls.176/177, de fato, recebe
apenas valores relativos a vencimentos. O único depósito de fonte diversa dos proventos, no valor de R$ 200,00 (duzentos reais), foi
devidamente justificado pela agravada a fl.188-v, sendo imprescindível para o pagamento de algumas despesas que seriam debitadas
posteriormente, considerando-se, ainda, que se trata de montante bem inferior ao seu salário, o que corrobora a necessidade de se manter
a decisão recorrida até o julgamento final do recurso.
Diante do exposto, não atribuo efeito suspensivo ao agravo de instrumento.
Comunique-se ao Juízo a quo (CPC, art. 527, IV).
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 30 de setembro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110924/PE - 0014981-09.2010.4.05.0000


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 22ª Vara Federal de Pernambuco (Privativa
para Execuções Fiscais)
AGRTE : FAZENDA NACIONAL
AGRDO : CARLOS ALBERTO CARVALHO
GALVÃO
AGRDO : SUZANA MARIA FERREIRA GALVÃO
ADV/PROC : IVAN DE ARAUJO BEZERRA

DESPACHO
Verifico que não consta na inicial pedido liminar.
Intime-se a parte agravada para resposta (CPC, art. 527, V).
Publique-se. Intime-se.
Recife, 07 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 97868/PE - 2009.05.00.050013-0/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal de Pernambuco
AGRVTE : EDUARDO JOSE DA SILVA HENRIQUES
FILHO
ADV/PROC : JAIR LOPES DE ARAÚJO JUNIOR e outros
AGRVDO : CEF - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
ADV/PROC : MARIA DOS PRAZERES DE OLIVEIRA e
outros
AGRVTE : EDUARDO JOSE DA SILVA HENRIQUES
FILHO

DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não atribuiu efeito suspensivo ativo ao agravo de instrumento.
Com o advento da Lei nº 11.187/05, o agravo pela forma retida passou a ser regra. O agravo de instrumento vincula-se apenas às
hipóteses em que a decisão pode acarretar lesão grave e de difícil reparação à parte, bem como de inadmissão da apelação e nas relativas
aos efeitos em que a apelação é recebida, conforme o art. 522, caput, do Código de Processo Civil.
Veja-se, também, que a referida lei conferiu nova redação ao parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil:
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
I - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão
grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
mandando remeter os autos ao juiz da causa;
III - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
(...)

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Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma
no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. "
Assim, será incabível a interposição de agravo regimental contra decisão que "atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou
deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal" (inciso III do art. 527), a qual será passível de reforma
apenas quando houver o julgamento do agravo [de instrumento], salvo se o próprio relator a reconsiderar. Este posicionamento se
coaduna com a doutrina e a orientação jurisprudencial que vem se consolidando a respeito da matéria. A propósito, confiram-se:
"Ademais, prevê que, das decisões dos relatores, ao mandar converter os agravos de instrumento em retidos, ou a deferir ou
indeferir o chamado efeito ativo, não mais caberá agravo interno (que, aliás, na segunda hipótese vários tribunais já atualmente não
admitem), sem prejuízo da faculdade de o relator reconsiderar sua decisão."
(Luiz Fux, A Reforma do Processo Civil, Ed. Impetus, 2006, p. 08)
"Qualquer que seja o teor da decisão do relator, seja para conceder ou negar o efeito suspensivo ao agravo, seja para conceder a
tutela antecipada do mérito do agravo (efeito ativo), essa decisão não é mais impugnável por meio de agravo interno (art. 557 § 1º) da
competência do órgão colegiado (v.g. turma, câmara etc.) a quem competir o julgamento do mérito do agravo. Isto porque o CPC 527
par. ún., com a redação dada pela L 11187/05, só permite a revisão dessa decisão quando do julgamento do mérito do agravo, isto é, pela
turma julgadora do órgão colegiado."
(Nélson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery, na obra Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante.
São Paulo: RT, 2006, p. 777)
"O art. 527, parágrafo único, recentemente alterado pela Lei 11.187/2005, dispõe que, contra a decisão do relator, que determina
a conversão do agravo de instrumento em agravo retido e concede ou não efeito suspensivo ou antecipação dos efeitos da tutela recursal,
'somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar'. Tais exceções, assim,
apenas confirmam a regra acima descrita."
(Alvim Wambier, Teresa Arruda. Os agravos no CPC brasileiro. 4 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: RT, 2006, p. 136.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. AGRAVO INTERNO.
INADEQUAÇÃO RECURSAL. 1. Da decisão que concede efeito suspensivo em agravo de instrumento não cabe agravo, conforme
preceitua o Regimento Interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, art. 293, § 1º. 2. A Lei 11.187/05 deu nova redação ao
parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, e a decisão liminar, proferida no caso do inciso III do caput deste artigo,
somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo de instrumento, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 3. Agravo
interno não conhecido.
(TRF1 - AG 200901000525771 - Terceira Turma - Relator: Juiz Tourinho Neto - DJ de 17/12/2009).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE INDEFERE PEDIDO
DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO RECURSO. IRRECORRIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 527 DO CPC. 1. Consoante a dicção do parágrafo único do art. 527 do CPC, a decisão do tribunal que, liminarmente,
converte em retido o agravo de instrumento (inc. II do art. 527) e a que defere ou indefere a antecipação dos efeitos da tutela em sede
recursal ou o efeito suspensivo a agravo de instrumento (inc. III do art. 527) somente é passível de reforma no momento do julgamento
do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. 2. O comando legal do parágrafo único do art. 527 do CPC, ao expressamente afastar
a possibilidade de interposição de recurso nas hipóteses ali previstas (incisos II e III do art. 527), conduz ao não conhecimento do
presente agravo interno.
3. Agravo interno não conhecido.
(TRF2 - AG - 177231/RJ - Oitava Turma Especializada - Relator: Desembargador Federal Marcelo Pereira/no afast. Relator -
DJU de 30/06/2009 - Página: 124 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. EFEITO
SUSPENSIVO. LEI Nº 6.830/80. ARTIGO 739-A DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL I - Diante da
alteração perpetrada pela Lei nº 11.187/05 ao parágrafo único, do artigo 527, do CPC, com vigência a partir de 20.01.2006, não está
sujeita a recurso decisão liminar proferida em agravo de instrumento, razão pela qual não se conhece do agravo regimental interposto. II -
(...). III - (...). IV - (...). V - (...). VI - Agravo de instrumento provido e agravo regimental não conhecido.
(AI 200903000400600, JUIZA ALDA BASTO, TRF3 - QUARTA TURMA, 09/09/2010)
PROCESSUAL CIVIL. ASSALTO À AGÊNCIA DA CEF. MEDIDA CAUTELAR COM FUNÇÃO PREVENTIVA E
ASSECURATIVA. INDISPONIBILIDADE DOS BENS DA AGRAVADA. 1. (...). 2. A partir de 19 de janeiro de 2006, data em que
iniciou a vigência da Lei nº 11.187/2005, que deu nova redação ao parágrafo único do artigo 527 do CPC, não cabe mais agravo
regimental (ou qualquer espécie de recurso) de decisão que concede ou indefere efeito suspensivo ou antecipação de tutela recursal em
sede de agravo de instrumento. 3. (...).
(AG 200504010526569, MARGA INGE BARTH TESSLER, TRF4 - QUARTA TURMA, 19/11/2007)
Processual civil. Embargos de declaração. Nulidade da arrematação. Possibilidade de remição. Ausência de omissão. Agravo
regimental não conhecido. Fundamento. Omissão. Ocorrência. 1. Embargos de declaração contra acórdão desta Terceira Turma, que,
diante da ausência de intimação do executado, entendeu, ao invés de simplesmente declarar a nulidade da arrematação, propiciar ao
executado, ora embargado, a possibilidade de proceder à remição da execução, devolvendo à quantia despendida pelo arrematante,
acrescida da taxa SELIC. 2. (...). 3. Provimento, em parte, dos embargos de declaração interpostos por José Vanez Oliveira Batista,
apenas para suprir a omissão no tocante ao não conhecimento do agravo regimental, cuja fundamentação é o incabimento de recurso
contra ato do relator que defere ou indefere o pedido de efeito suspensivo em agravo de instrumento, na forma do artigo 557, parágrafo
único, do Código de Processo Civil, sem, no entanto, modificar o resultado do julgamento. 4. Embargos de declaração da Fazenda
Nacional conhecidos e rejeitados.
(EDAG 20080500090644003, Desembargador Federal Vladimir Carvalho, TRF5 - Terceira Turma, 19/02/2010)
RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DO RELATOR QUE CONVERTE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AGRAVO
RETIDO.

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- Não é mais possível, na inteligência do parágrafo único do Art. 527 do CPC, a interposição de agravo interno contra a decisão
do relator que retém agravo de instrumento, ou que empresta-lhe efeito suspensivo.
- Para verificar, casuísticamente, a existência de perigo de lesão grave e de difícil reparação - visando destrancar agravo retido -
é necessário examinar fatos, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7).
(STJ - Resp 896766/MS - Relator: Ministro Humberto Gomes de Barros, DJe de 13/05/2008)
Vê-se claramente que a intenção do legislador foi nitidamente a de obstar a interposição de recurso, no âmbito dos tribunais,
quando se tratar de decisão liminar proferida em sede de agravo de instrumento, porque os requisitos de admissibilidade, fumus boni iuris
(relevância da fundamentação) e periculum in mora (possibilidade de lesão grave e de difícil reparação), terão sido obviamente
examinados pelo relator antes de conceder (ou negar) o efeito suspensivo ou a antecipação da tutela.
É certo que o Regimento Interno desta egrégia Corte Regional, prevê em seu artigo art. 200 que "cabe, em cinco dias, salvo as
exceções legais, agravo interno contra decisão de Presidente do Tribunal ou de Turma, bem assim de Relator, que poderá,
fundamentadamente, reconsiderá-la, ou submetê-la, na primeira sessão seguinte, para que o colegiado competente sobre ela se pronuncie,
computando-se o seu voto.".
No entanto, forçoso reconhecer que, havendo confronto entre o Regimento Interno deste egrégio Tribunal Regional e a lei que
alterou a redação do artigo 527, do Código de Processo Civil (vedando a interposição de recurso da decisão do relator que converte o
agravo de instrumento em retido, que lhe atribui efeito suspensivo ou que defere, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a
pretensão recursal), há que se prevalecer a vontade da lei, isso porque, "diante da expressa disposição de lei federal no sentido da
irrecorribilidade de tais decisões, não se mostra viável que norma regimental a ela se sobreponha, consignando, para tais hipóteses, o
cabimento de agravo regimental." (STJ - RMS 25.143/RJ, Relatora Ministra Nancy Andrighi, DJ. De 04/12/2007)
Pelas razões acima expostas, não conheço do agravo regimental interposto e, em juízo de retratação, mantenho a decisão
impugnada, por seus próprios fundamentos.
Aguarde-se o julgamento do agravo de instrumento.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 6 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

APELREEX - 11318/CE - 2009.81.00.009321-9/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 10ª Vara Federal do Ceará
APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APDO : JOSE DEDE DOS SANTOS
ADV/PROC : FRANCISCO JONES DE OLIVEIRA
REMTE : JUÍZO DA 10ª VARA FEDERAL DO
CEARÁ (FORTALEZA)
EMBTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL

DESPACHO
Os embargos de declaração foram opostos com efeitos modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório
(art. 5o, LV, da Constituição Federal), intime-se a parte adversa para que possa apresentar contrarrazões, no prazo de 5 (cinco) dias.
Cumpra-se.
Recife, 07 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

APELREEX - 13175/PE - 0003636-22.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Jurema - PE
APELANTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
APELADO : CLENILDA DOS SANTOS SILVESTRE
SILVA
ADV/PROC : CLÁUDIO ALVES SALES
REMTE : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA
COMARCA DE JUREMA - PE

DESPACHO

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Vistos.
Ao examinar os autos constatei que a autora, Clenilda dos Santos Silvestre Silva, é analfabeta (fl. 11). Contudo, a autora
constitui advogado mediante instrumento particular de procuração (fl.10).
Desse modo, converto o julgamento em diligência, para intimar Clenilda dos Santos Silvestre Silva e seu advogado para
regularizar a representação processual, nos termos do art. 38 do Código de Processo Civil, combinado com o art. 654 do Código Civil.
Cumpra-se.
Recife (PE), 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 476581/PE - 2009.83.00.003916-3/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 21ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : MILTON MALTA DE ALENCAR
ADV/PROC : MARCELO MARCOS DE LACERDA
MOREIRA e outro
APDO : UNIÃO
EMBTE : MILTON MALTA DE ALENCAR

DESPACHO
Os embargos de declaração foram opostos pelo particular com pedido de atribuição de efeitos modificativos. Em respeito ao
princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa para que possa apresentar
contrarrazões.
P.I.
Recife, 08 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 503789/CE - 2009.81.00.015148-7/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal do Ceará
APTE : JOSE ROSENO MACARIO
ADV/PROC : VLADIMIR GALDINO DE QUEIROZ
APDO : UNIÃO
EMBTE : JOSE ROSENO MACARIO

DESPACHO
Vistos etc.
Da análise dos autos, constato que os embargos de declaração foram opostos pelo particular com pedido de atribuição de efeitos
modificativos. Em respeito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa
para que possa apresentar contrarrazões.
P.I.
Recife, 11 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AC - 504786/PE - 0006008-94.2010.4.05.8300/01
RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 3ª Vara Federal de Pernambuco
APTE : ADRIANA NAVAIS PALMEIRA DE
SOUZA
ADV/PROC : ISAUBIR DE MENEZES LYRA JUNIOR e
outros
APDO : UNIÃO
EMBTE : ADRIANA NAVAIS PALMEIRA DE
SOUZA

DESPACHO
Os embargos de declaração foram opostos pela particular com pedido de atribuição de efeitos modificativos. Em respeito ao
princípio constitucional do contraditório (art. 5o, LV da Constituição Federal), intime-se a parte adversa para que possa apresentar
contrarrazões.
P.I.

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Recife, 08 de outubro de 2010.


Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 102693/PB - 2009.05.00.109962-5/01


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : 6ª Vara Federal da Paraíba
AGRVTE : UNIÃO
AGRVDO : JOSÉ CORREIA DA SILVA
ADV/PROC : KAYO CAVALCANTE MEDEIROS e outro
AGRVTE : AGU - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
Trata-se de pedido de pedido reconsideração, ou conversão da petição em agravo regimental formulado pela União contra
decisão que julgou prejudicado o agravo de instrumento, face à prolação de sentença em primeiro grau de jurisdição.
A União sustenta, em suma, a não prejudicialidade do agravo.
Feitas essas observações, passo a decidir.
Com razão a União.
Com efeito, o exame mais atento revela que a prolação de sentença na ação principal não acarretou, no caso dos autos, a
prejudicialidade do agravo de instrumento interposto anteriormente. O provimento de urgência deferido por esta egrégia Corte Regional,
ainda que em sede provisória, substituiu, integralmente, a decisão a quo , nos termos do art. 512 do CPC, devendo, por isso, manter a sua
eficácia, até ulterior deliberação judicial do Órgão Colegiado, eis que não pode ser reformada, pelo juízo de primeiro grau, mesmo que
por ato sentencial.
Em sendo assim, nas hipóteses em que o posicionamento expresso na sentença não se harmoniza com o adotado pela Segunda
Instância, não resta prejudicado o julgamento do agravo de instrumento. No âmbito desta egrégia Corte Regional, tal posicionamento é
majoritário, conforme se vê dos seguintes julgados, in verbis (destaques acrescidos):
AGTR. ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. MATRÍCULA DE ALUNO CONCLUINTE SIMULTÂNEA EM UMA
DISCIPLINA E SEU PRÉ-REQUISITO. POSSIBILIDADE. PERDA DE OBJETO. NÃO OCORRÊNCIA. SENTENÇA PROLATADA
EM PRIMEIRA INSTÂNCIA DIVERGENTE DA LIMINAR CONCEDIDA NO PRESENTE AGRAVO. AGTR PROVIDO.
1. Quando o Tribunal, embora não tenha julgado o mérito do agravo de instrumento, analisa a tutela recursal liminar postulada
pela agravante, e seu entendimento é em sentido diverso do firmado na sentença, o julgamento do mérito do agravo de instrumento faz-se
necessário, pois não seria possível que o entendimento do juiz singular venha a prevalecer sobre o do órgão colegiado, pois, nesse caso, já
existe um pronunciamento da segunda instância sobre a matéria.
2. É de ser garantida a matrícula de aluno concluinte, indeferida com base na exigência de pré-requisito, a fim de que não tenha
que permanecer por mais um semestre na universidade, cursando apenas uma disciplina, quando existem condições de concluir o curso
no semestre em andamento
3. O estabelecimento de pré-requisitos configura uma exigência de ordem meramente didática e burocrática, que deve vir em
benefício do aluno, merecendo, portanto, ser afastada quando estiver a prejudicá-lo. 4. Liminar concedida neste Tribunal, em janeiro de
2006, situação fática consolidada tendo em vista tratar-se de aluno concluinte naquele semestre. 5. Agravo de Instrumento a que se dá
provimento, restando prejudicado o Agravo Regimental.
4. Desta forma, tendo em vista os fundamentos expendidos, conheço dos presentes Embargos de Declaração, mas lhes nego
provimento.
5. É como voto.
(TRF - 5ª Região - AGTR - 66.412 / PE - Órgão Julgador: Segunda Turma - Relator: Desembargador Federal Manoel Erhardt -
DJU de 12/11/2007 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. SENTENÇA. PERDA DO
OBJETO. IMPOSSIBILIDADE. OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. IMPROVIMENTO.
- A sentença proferida pelo 1º grau de jurisdição não modifica decisão proferida pelo Tribunal, salvo se transitada em julgado.
(TRF - 5ª Região - EDAG - 28434/01 / SE - Órgão Julgador: Terceira Turma - Relator: Desembargador Federal Ridalvo Costa -
DJU de 26/10/2007 - Decisão: Unânime).
PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SENTENÇA DE MÉRITO PROFERIDA PELO
JUIZ SINGULAR. PERDA DE OBJETO. INOCORRÊNCIA. CULTIVO DE CAMARÕES EM ÁREA DE MANGUEZAL.
SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES.
- A superveniência de sentença de mérito no curso do processo que deu origem ao agravo não implica, necessariamente, a perda
de objeto deste. Caso a sentença tenha sido contrária à pretensão formulada pelo agravante, remanesce o seu interesse no julgamento do
recurso, haja vista que a decisão proferida pelo Tribunal prevalece sobre o julgamento da instância a quo, consoante entendimento
sedimentado no âmbito desta Corte. Prejudicialidade do recurso afastada.
- Não procede a alegação de incompetência do juiz para a prolação da decisão vergastada sob o fundamento de que se teria
esgotado o seu ofício jurisdicional. A liminar em tela não pode, e nem poderia, se confundir com a antecipação dos efeitos da tutela
relativamente à ação civil pública em trâmite neste Sodalício. A uma, porque a requerente figurava como ré naquele processo. Por outro
lado, a ação foi julgada improcedente, não havendo, pois, nenhuma tutela a ser antecipada. Preliminar de incompetência rejeitada.
- Os fundamentos declinados no julgamento da Ação Civil Pública nº2000.84.00.003256-8, julgada em grau de recurso por esta
Corte (AC Nº278430/RN, julgada em 10/10/2003, DJ em 27/10/2003), afastam a plausibilidade do direito reclamado pela requerente.
Neste recurso, foi declarada a nulidade da autorização concedida pelo IBAMA para que a agravada explorasse a atividade de
carcinicultura em área de manguezal, em face de ser esta área considerada de preservação permanente, nos termos do art. 2º, alíneas 'b' e

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'f' do Código Florestal. - Além disso, a Resolução nº312/2002 do CONAMA exige a elaboração de prévio estudo de impacto ambiental
para o desenvolvimento desta atividade em áreas superiores a 50 ha, o que não foi observado na hipótese em tela.
- Agravo de instrumento provido. Liminar revogada.
(TRF - 5ª Região - AGTR- 40344 / RN - Órgão Julgador: Primeira Turma - DJ de 19/05/2004 - Página: 106 - Relator:
Desembargador Federal Francisco Wildo - Decisão: Unânime).
Não há, destarte, que se falar em perda de objeto do agravo de instrumento.
Reconsidero, pois, a decisão de fls. 190, restabelecendo a suspensividade da decisão que deferiu liminar, nos autos de ação
mandamental, em favor do impetrante/agravado.
Comunique-se, com urgência, ao Juízo a quo.
Publique-se. Intime-se.
Recife, 15 de outubro de 2010.
Desembargador Federal FREDERICO AZEVEDO
Relator Convocado

AGTR - 110448/SE - 0003383-34.2010.4.05.9999


RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL
FRANCISCO CAVALCANTI
ORIGEM : Vara Única da Comarca de Simão Dias
AGRTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL
REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA
ENTIDADE
AGRDO : JOELSON OLIVEIRA CRUZ
CURADOR : LUZINETE DO CARMO OLIVEIRA
ADV/PROC : ROBERTO CARVALHO ANDRADE

DECISÃO
Vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS em face de decisão que concedeu
o a tutela antecipada para determinar o imediato pagamento ao agravado da prestação continuada no montante de um salário mínimo
mensal.
Para fundamentar a decisão a quo o juiz entendeu que os requisitos autorizadores da tutela antecipada estavam presentes devido
ao conjunto probatório anexado aos autos. Ademais, apoiou-se em jurisprudência para corroborar seu posicionamento.
Para que a tutela antecipada seja concedida, mister se faz o cumprimento dos requisitos presentes no artigo 273, caput e incisos I
e II do CPC:
Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido
inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e: I - haja fundado receio de dano irreparável
ou de difícil reparação; ou II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.
Ou seja, deve haver prova inequívoca do fato para que o magistrado se convença das alegações liminares e, cumulativamente,
fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou que se caracterize o abuso de direito de defesa ou manifestação protelatória
proposital do réu.
No caso em tela, vislumbro a presença de arcabouço probatório suficiente para constituir o requisito do fumus boni iuris, pois
através do laudo médico (fls. 27/28), ficou evidente que o agravado é portador de