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DR.

PAULO ROBERTO SILVEIRA

Médico

Neurologia e Psiquiatria

• Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões


• Residência em Neurocirurgia no Hospital Geral do Andaraí
• Especialista em Neurocirurgia pelo CREMERJ
• Especialista em Neurologia pelo CREMERJ
• Especialista em Neurologia pela PUC-RJ
• Médico Perito Legista em Neurologia Forense pelo IML – Afrânio Peixoto
• Especialista em Psiquiatria pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria e pela Associação
Médica Brasileira – AMB
• Especialista em Psiquiatria pela PUC-RJ
• Especialista em Psiquiatria pelo CREMERJ
• Medicina do Trabalho pel Universidade Gama Filho
• Médico do Trabalho – Port. 06 de 12/08/1990 (Departamento de Segurança e Saúde do
Trabalhador) – Ministério do Trabalho.
• Médico do Trabalho - Registro 15.463, de 09/7/1982
• Especialista em Medicina Ortomolecular pelo Instituto de Medicina Ortomolecular RJ
(IMO) em 1995.

TATAMENTO ORTOMOLECULAR DO STRESS OXIDATIVO CEREBRAL

Este tratamento proposto é uma terapia ortomolecular, o ramo das ciências médicas cujo
objetivo final é promover o equilíbrio químico do organismo como um todo. O termo
ORTOMOLECULAR provém do greto – ORTHO – que poderá ser traduzido “normal”,
“perfeito”, “direito”, “correto”, “equilibrado”, “alinhado” e MOLECULAR é relativo às
moléculas, o que, finalmente, significa “MOLÉCULAS EQUILIBRADAS” ou
“MOLÉCULAS ALINHADAS”. O termo foi originalmente proposto pelo professor
LINUS PAULING, nascido em Portland, Oregon, Estados Unidos da América, em 28
de fevereiro de 1901 e falecido em 20 de agosto de 1994, aos 93 anos, após brilhante
carreira profissional complementada por intensas atividades de cunho humanitário.
Foi até a presente data a única personalidade a receber duas vezes o premio Nobel em
atividades distintas. Recebeu o prêmio Nobel de química em 1954 pela obra “A
Natureza das Ligações Químicas” publicado em 1939, lançando as bases das ligações
covalentes entre átomos para formar as moléculas. Em 1962 recebeu o prêmio Nobel da
Paz por participar ativamente de manifestações contra testes nucleares ou uso de
bombas atômicas como arma de guerra e ainda contra a construção de usinas nucleares.
Em 1965 ao ler a terapia da niacina em psiquiatria publicada por Abraham Hoofer teve
um “insight” de concluir que as vitaminas poderiam ter importantes efeitos bioquímicos
no organismo humano, muito além dos relacionados com a prevenção das doenças
relacionadas com a carência das mesmas.
Em 1968 Linus Pauling publicou o artigo mais importante para nós, estudiosos,
“Psiquiatria Ortomolecular”. Neste artigo inventou o termo “ORTOMOLECULAR”,
que significa moléculas equilibradas ou alinhadas. Mas tal qual outro gênio do seu
tempo – o médico neurologista SIGMUNDO FREUD – ao lançar as bases da
psicanálise, foi fortemente criticado e ridicularizado pelos seus pares.
A MEDICINA ORTOMOLECULAR foi regulamentada pelo Conselho Federal de
Medicina em sua Resolução 1.500/98, na qual figura como uma medicina complementar
cujo objetivo principal é estabelecer o equilíbrio bioquímico do organismo através do
uso de substâncias e elementos naturais, como vitaminas, minerais, aminoácidos, que
devidamente oferecidos nas dosagens certas, irão proporcionar o tratamento das
patologias em diversas especialidades da área médica, combatendo os radicais livres –
todas as moléculas que apresentam número ímpar de elétrons na sua órbita externa
(denominado elétron desemparelhado) – fazendo com que essa molécula tente adquirir
um elétron de qualquer outra substância a fim de estabilizar ou se alinhar. Com a perda
desse elétron cria-se um novo radical livre que irá originar uma reação em cadeia
lesando seriamente as estruturas celulares, o que irá originar o que denominamos de
“estresse oxidativo celular”. O aumento descontrolado dessa reação intracelular irá dar
origem a doenças neuropsiquiátricas e degenerativas responsáveis pelo envelhecimento,
pois o Sistema Nervoso Central é muito sensível às lesões oxidativas devido às suas
elevadas necessidades energéticas, uma vez que é grande consumidor de energia, que
paradoxalmente faz a vida existir na terra, mas que também é responsável pela sua
destruição através de reação química de peroxidação, porém com grandes concentrações
de ferro e baixos teores de antioxidantes.
Nessa formulação proposta estão contidos os antioxidantes (vitaminas, minerais,
aminoácidos) acrescentando as drogas inteligentes (smart drugs) – Ginkgo biloba,
Fosfatidil Serina, Nimodipina, que comprovadamente, aumentam a capacidade da
memória e inteligência, uma vez que em estudo recente comprovou-se que os distúrbios
neurológicos têm como substrato o excesso da formação dos radicais livres. (“Radicais
Livres em Patologia Humana”, Povoa H, cap. 15, pags 345:372. As vitaminas, minerais
e antioxidantes são as substâncias que podem combater o estresse oxidativo visando
diminuir o seu poder de reação química degenerativa.

ANTIOXIDANTES NATURAIS:
BETACAROTENO (pró vitamina “A”)
É protetora dos epitélios e no fígado vai se transformar em vitamina A (retinol). É o
mais potente varredor do radical livre denominado “oxigênio singleto” formado a partir
de alteração na estrutura eletrônica do oxigênio (O2). Esta alteração pode ocorrer por
incidência de radiações (ionizantes, ultra violeta, raio X) que transforma a molécula do
oxigênio neste perigoso radical livre degenerativo. Sua atuação degenerativa é bem
documentada sobre o olho e a pele, onde pode iniciar o processo carcinogênico (câncer
de pele). No olho é causador do envelhecimento do tecido ocular e degenerações como
cataratas, degenerações retinianas.
VITAMINA “D”
É essencial à absorção do cálcio e magnésio da dieta e muito importante na prevenção
da osteoporose e osteopenia. Estudos recentes relacionam a deficiência de vitamina D
no organismo com maior incidência de câncer – a literatura publicada (PubMed)
registram diversos artigos sobre este tema. Outro aspecto muito importante desta
vitamina é que ela, provavelmente, é o mais potente estimulador do fator de crescimento
do tecido nervoso (NGF), ou do inglês “Nervous Growth Factor”. Este fator é que
possibilita a regeneração parcial do tecido nervoso e que pode estabilizar e mesmo
regredir um processo degenerativo em nível do tecido nervoso – mielina, axônios e glia.
VITAMINA B-1
Combina-se ao ATP no fígado, rins e leucócitos para formar o pirofosfato de tiamina
(TPP), que é uma coenzima atuante na descarboxilação do ácido pirúvido formando
acetil CoA, capacitada a alimentar o ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico. O ciclo de
Krebs acoplado à cadeia respiratória mitocondrial é o processo biológico conhecido
mais eficiente para geração de energia (38 ATP). Além disso, esta vitamina é
importante na digestão dos açúcares e possui funções neurofisiológicas, estando
implicada nos fenômenos de neurotransmissão e condução nervosa (depressão,
neuralgias, cansaço, raciocínio, desempenho mental). A presença de vitamina B-1 no
cérebro permite uma melhor oferta de ATP proveniente da glicólise, fazendo com que a
mente funcione mais eficientemente.
VITAMINA B-2
No organismo a riboflavina é convertida em flavina mononucleotíndeo (FMN) e flavina
dinucleotídeo (FAD) evitando a fadiga ocular (vista cansada). Mantém saudável a pele e
mucosas, pois estimula a reepitelização, sendo necessária ainda para a síntese de
anticorpos. Participa também do metabolismo da glicose para produção de energia –
está presente no ciclo de Krebs. Atua sobre os lipídios e proteínas, levando ao seu
catabolismo e produção de energia.
VITAMINA B-3
A niacina é convertida para NAD e NADH, estes servindo como mediadores do
transporte de elétrons na cadeia respiratória mitocondrial. Participa dos processos de
carboxilação oxidativa junto com o ácido lipóico. Possui ação vasodilatadora para os
capilares sanguíneos, facilitando a desintoxicação dos xenobióticos, além de ter sido
relatada como poderoso calmante natural em doenças como síndrome do pânico,
segundo os relatos do Prof. Carl Pfeiffer, do Brain Bio Center dos EUA. Reduz o
colesterol e triglicerídeos, mas seu efeito proeminente é no aumento do HDL.
Atualmente o HDL tem sido apontado como o principal fator de prevenção das doenças
obstrutivas uma vez que foi descoberto que transporta enzimas antioxidantes poderosas
– paraoxonase – capazes de manter o LDL afastado da peroxidação.
VITAMINA B-5
O ácido pantotênico é parte integrante de uma das mais importantes moléculas
biológicas conhecidas – a COENZIMA A. O papel desta coenzima no transporte de
radicais acetil propicia a formação neurotransmissor acetil colina, deficiente nos
pacientes com mal de Alzheimer. Além disso, esta vitamina estimula a secreção de
cortisona natural, que melhora a condição das doenças inflamatórias como artrite,
reumatismos e asma brônquica. É também chamada de vitamina “anti-estresse” por
atuar no aumento do nível de corticóides e combater a fadiga, depressão e insônia. Na
forma de coenzima A o ácido pantotênico desempenha múltiplos papéis no metabolismo
celular, sendo de importância central na liberação de energia pela oxidação dos produtos
da glicose através do ciclo de Krebs. A coenzima “A” é fundamental da síntese de
ácidos graxos, fosfolipídeos, estes essenciais à formação e reparação da membrana
celular. Também essencial para a síntese de isoprenóides – vitamina “D”, vitamina B-12
e proteínas, como porfirinas (hemoglobina) e citocromos.
VITAMINA B-6
Ajuda a controlar o diabetes, pois atua na regulação da síntese e liberação de insulina,
Atua como coenzima em numerosos sistemas (descarboxilases e transaminases) ,sendo
necessária para o funcionamento de mais de 60 enzimas, atuando especialmente no
Sistema nervoso.Também combate vômitos e tonturas na gravidez.Participa da
conversão de L-Triptofano em Niacina, que é importante na formação de mielina
,inibindo a formação de cataratas .Sua ação é requerida na síntese de SEROTONINA,
que se inicia pena conversão de L-Triptofano em 5-HODROXI
TRIPTOFANO.intervém no metabolismo de aminoácidos, como por exemplo , na
descarboxilação da L-Arginina e do Acido Glutâmico. É essencial á produção de
glóbulos vermelhos.
VITAMINA B-7
O inositol é um açúcar que ajuda a emulsificar as gorduras e auxilia na síntese protéica
(crescimento dos cabelos) e mantém a integridade de membrana celular , especialmente
das células nervosas. Possui efeito calmante natural, especialmente quando associado ao
aminoácido L-Taurina. É uma coenzima essencial ao metabolismo dos ácidos graxos e
na síntese de ácidos nucléicos.
ÁCIDO FÓLICO (VIT. B-9)
Além de reconhecidas funções na proliferação dos glóbulos e leucócitos, o ácido fólico
é o mais importante fator de controle da HIPER-HOMOCISTINÚTRIA.Esta condição,
que se traduz pelo aumento de homocisteína e homocistina no organismo, é
extremamente perigosa para a ocorrência de derrames celebrais, conforme vem
relatando ampla literatura médica. O aumento da homocisteína, um aminoácido
intermediário na transformação de METIONINA EM CISTEÍNA, está relacionado com
doenças dos vasos sangüíneos, lesões vasculares e obstrução da luz arterial e
capilar.Vários governos estão determinando o enriquecimento de alimentos com ácido
fólico visando á prevenção dessas doenças e também de mal formações gestacionais
(má formação de tubo neural), que podem levar ao nascimento de crianças incapacitadas
por terem o sistema nervoso incompleto.
VITAMINA B-12
É uma vitamina crítica para os idosos pois sua absorção cai com a idade. Aliá, a
absorção de vitamina B-12, mesmo nos jovens, pode ser um problema, uma vez que é
dependente da conjugação com uma proteína do estômago – fator intrínseco. Pacientes
com história gástrica de doenças (gastrite, colite) podem apresentar carência desta
vitamina, pouco encontrada no reino vegetal. Por isso, vegetarianos estritos podem
apresentar deficiência de B-12. A melhor forma de suplementar este vitamina, portanto,
é pela via sublingual, que não sofre interferência gastrintestinal. É importante observar
que a transformação da cianocobalamina – a forma medicamentosa da B-12 – em metil
cobalamina (a forma ativa) depende de ácido fólico e folínico.
GABA
O ácido gama aminobutírico é um neurotransmissor cerebral que, juntamente com a L-
glutamina, participa de diversos processos cerebrais. Vem sendo utilizado de alguns
casos de ansiedade e para melhorar o desempenho intelectual de alguns pacientes. É
considerado o mais importante natural, atuando sobre os receptores GABA-a,
contrapondo o efeito excitante do glutamato e aspartato nos receptores NMDA.
VITAMINA C
É um importante antioxidante exógeno, já que não temos a capacidade de formá-la no
organismo, como as outras espécies de mamíferos. É essencial ao sistema imunológico,
onde participa da ação dos leucócitos (aumenta a mobilidade dos linfócitos) e da síntese
de anticorpos, estimulando o interferon. É imprescindível à estabilização do colágeno
através da hidroxilação de dois aminoácidos ali muito importantes: L-prolina e L-lisina.
Atuando como co-fator para as enzimas hidroxilases , a vitamina C (ascorbato) atua
fortalecendo a estrutura em tripla hélice do colágeno, evitando sua destruição precoce,
como ocorre no escorbuto e outras doenças do colagenase onde estejam hiperativas as
colagenases.
VITAMINA K
É bastante conhecida por sua atuação na coagulação sanguínea, mas tem sido estudada
também em outros processos. Hoje é conhecida como importante fator preventivo da
osteoporose, pois atua inibindo a reabsorção óssea.

MANGANÊS
Elemento químico que participa de proteínas no organismo, a mais importante
conhecida é a SOD (superóxido dismutase) mitocondrial. Esta enzima é fundamental no
controle do estresse oxidativo dos neurônios, pois regula a liberação de superóxido nas
mitocôndrias. Além disso é essencial à síntese das mucoproteínas que formam os
tecidos moles e cartilaginosos, por isso atuando em conjunto com condroitina e
glicosamina.
MAGNÉSIO
Reconhecido como elemento mineral mais carente na dieta moderna, o magnésio é
essencial à fixação do cálcio à trabécula óssea e também fundamental em quase todas as
reações como o piridoxal 5-fosfato, a forma ativa da vitamina B-6. Daí a sua
essencialidade na síntese de serotonina. É um fator de relaxamento da musculatura e sua
suplementação evita a ocorrência de cãibras, juntamente com o potássio. Estudo
realizado nos EUA apontam a relação do magnésio com o cálcio como um dos fatores
de risco para doenças cardiovasculares obstrutivas: quanto maior a proporção de cálcio
em relação ao magnésio maior o risco de infarto. O ideal é que a suplementação esteja
entre 2:1 ou mesmo 1:1.
ZINCO
Elemento químico que participa de mais reações enzimáticas no organismo. Além disso
é indispensável à replicação do DNA e à síntese protéica, atuando na estrutura hoje
conhecida “zinc fingers” junto ao núcleo celular. O zinco é essencial à boa função do
sistema imunológico, atuando na diferenciação dos linfócitos em células especializadas
como NK cells, T-helper e T-supressor. Na próstata, sua função ainda é um tanto
obscura, mas evidencia-se problemas nesta glândula quando de sua deficiência. Uma
das enzimas mais importantes que depende de sua presença é a SOD citoplasmática, a
enzima mais abundante em todo o corpo humano, sendo aí onipresente.
COBRE
Faz parte, juntamente com o zinco, da molécula de SOD citoplasmática. É
imprescindível na síntese de neurotransmissores catecolinérgicos (noradrenalina e
dopamina) responsáveis pela estabilidade motora e também pela criatividade intelectual
e memória de longo prazo.
SELÊNIO
Um oligoelemento (aparece em quantidades mínimas no organismo) muito importante
na prevenção de câncer e doenças cardiovasculares, uma vez que participa de uma
enzima que controla os níveis de peróxidos dentro da células: a glutathion peroxidase. O
aumento dos peróxidos tanto pode estimular a carcinogênese como a implantação da
doença vascular obstrutiva. É um protetor da parede arterial.
CÁLCIO
Elemento básico na formação do osso, além de participar de diversos processos
biológicos em nosso organismo, como por exemplo a síntese de anticorpos
especializados conhecidos como “complementos”. É também responsável pela
manutenção da pressão arterial, uma vez que controla o tônus das artérias.
BORO
Um elemento químico que tem a capacidade o tecido ósseo, especialmente nas mulheres
onde aumenta a sensibilidade dos receptores estrogênicos. Como se sabe, o estrogênio
inibe a retirada de cálcio do osso, processo conhecido como reabsorção óssea.
VITAMINA E
Os tocoferóis é um dos mais poderosos antioxidantes e tem a característica de ser
lipídico. Assim, pode penetrar mais facilmente na membrana celular e no tecido
nervoso, como mielina e axônios atuando como protetor da degeneração causada pelos
radicais livres. É de especial importância nos acidentes vasculares encefálicos e
isquêmicos, evitando a destruição de células do sistema nervoso, assim como das
estruturas nervosas, como mielina e axônios – árvore neural.
LECITINA DE SOJA
As propriedades da lecitina garantem atividade em nível do sistema circulatório e
cardiovascular, diminuindo o colesterol livre e melhorando a elasticidade das artérias:
prevenção da aterosclerose. Também proporciona o aumento na atividade fibrinolítica,
diminuindo a pressão arterial. Além disso, por ser rica em fosfatidil colina, atua na
regeneração da membrana celular e sistema nervoso.
COLINA BITARTARATO
Substância lipotrópica que age principalmente evitando o acúmulo de gordura no fígado
e auxiliando na remoção de restos metabólicos e toxinas naquele órgão. Parece exercer
tais ações especialmente em obesos. Muitas vezes é utilizada sob a forma de bitartarato
de colina, abreviado para “bit colina”.
L-LISINA
Aminoácido que, junto com prolina e glicina, participa da síntese e estabilização do
colágeno, uma proteína importante na sustentação dos tecidos. Por este motivo a lisina
tem sido utilizada no tratamento da flacidez, sendo abundante no tecido muscular. Além
disso, é vital para síntese de anticorpos que aumentam a defesa orgânica. No tratamento
do Herpes simplex é comprovadamente muito eficaz.
CASTANHA-DA-ÍNDIA
É uma planta de sabor amargo e adstringente e utilizada no tratamento das perturbações
da circulação venosa, nas varizes e nas inflamações vasculares, fissuras anais, edemas e
hemorróidas. Emprega-se ainda como vasoconstrictor periférico na flebite e na
hemoptise. Entre seus ativos está a aescina, que tem a capacidade de reduzir a atividade
enzimática lipossômica em 30%, provavelmente por estabilizar o conteúdo de colesterol
da membrana dos lipossomas, diminuindo a liberação de enzimas. A aescina diminui
edemas reduzindo a filtração capilar de proteínas. Tem atividade suave como diurético e
demonstra ser um tônico venoso, otimizando o retorno do sangue ao coração.
HAMAMELIS
É um fitoterápico com ativos adstringentes e vasoconstrictores. Indicado nas afecções
venosas, varizes e flebites. Na área dermatológica é usado no tratamento na oleosidade
excessiva de pele e cabelos. A tintura pode ser utilizada em pomadas para tratamento de
hemorróidas, inflamações, pústulas e picadas de insetos. O decocto pode ser utilizado
no combate às diarréias, hipermenorréia e hemorragia pulmonar. É um fitoterápico com
utilização muita antiga e tradicional.
CENTELLA ASIATICA
Fitoterápico muito utilizado por melhorar a drenagem de toxinas e gordura extracelular,
prevenindo e melhorando a celulite. Possui discreta ação diurética.
RUTINA
É um composto rico em vitamina P-fosfato dotado de ação antioxidante que, quando
combinado com vitamina C, tem ação benéfica para reduzir colesterol e LDL. Além
disso, age fortalecendo a estrutura da parede dos vasos sanguíneos. É muito utilizada no
tratamento e prevenção de pequenas varizes.
GINKGO BILOBA
Provavelmente o fitoterápico mais estudado no âmbito médico nas últimas décadas. É
uma árvore de origem oriental cujos ativos são ricos em bioflavonóides, terpenóides,
SOD e carotenóides, todos compostos benéficos à saúde vascular e cerebral, já que
melhora a microcirculação cerebral. Aumenta a capacidade do cérebro em metabolizar a
glicose e atua na redução dos radicais livres. Seus efeitos sobre as funções cerebrais nos
idosos foi comprovado, melhorando a memória, a circulação cerebral e diminuindo
sintomas como tonteiras e zumbido.
NIMODIPINA
Um fármaco vasodilatador que aumenta a circulação cerebral, evitando que os radicais
livres se acumulem nas membranas celulares.
PAULO ROBERTO SILVEIRA

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Publicado em 20/06/2009 às 23h17

COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR II


A Medicina Ortomolecular é um ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer
o equilíbrio químico do organismo. O termo ortomolecular vem das palavras gregas orto
(equilíbrio) e molecular (das moléculas). O objetivo básico é conhecer as inter-relações
bioquímicas que ocorrem em nosso organismo. A partir desse conhecimento, ela atua
para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global, das células, órgãos e
sistemas que o compõem. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma
desorganização molecular, adquirem-se as doenças.
Este "acerto" das moléculas se dá através do uso de substâncias e alimentos naturais,
sejam vitaminas, minerais e/ou aminoácidos. Estes elementos, além de proporcionarem
um reequilíbrio químico, combatem os radicais livres.
Mas porque o nosso organismo se desequilibra? Para entendermos como isso acontece,
partimos do princípio que o organismo é uma máquina que está permanentemente em
processo de produção. Só que podem surgir falhas, seja na chegada da matéria-prima
(vitaminas, minerais, etc) seja na própria integração de todo e qualquer sistema que
compõe a máquina. Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma
engrenagem: neuroendócrino, psíquico e imune. Qualquer falha em algum ponto ou
mecanismo dessa máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo
os defeitos (doenças).
Por exemplo, uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções
recorrentes, já que há uma falha no sistema psíquico. Isso ai ocasionar alterações no
sistema imune. Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e
câncer, é a formação de radicais livres. Podemos entendê-la da seguinte forma: o
organismo utiliza cerca de 98% a 99% do oxigênio que consumimos para produzir
energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%), não participa do processo, formando
espécies tóxicas reativas de oxigênio, ou seja, os radicais livres. E o homem está
permanentemente submetido a condições que levam o excesso de radicais livres como
por exemplo: estresse, fumo, poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras.
A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, neutraliza os efeitos
tóxicos, proporcionando uma melhor qualidade de vida. Apesar de ter um sentido
curativo, ela também é preventiva, já que o paciente é encarado como um todo, um
conjunto que deve funcionar em harmonia. As matérias-primas utilizadas como
medicação são, na maioria das vezes, substâncias que já existem no organismo como
vitaminas, sais minerais, aminoácidos, lipídios, hormônios e antioxidantes, entre outros.
A Medicina Ortomolecular também utiliza agentes terapêuticos provenientes de
alimentos comuns, o que faz dela uma medicina natural.
Fonte: cyberamelia.uol.com.br
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A expressão "Medicina Ortomolecular" foi criada e consagrada por Linus Pauling*,


duas vezes laureado com o prêmio Nobel, e tem como objetivo a correção das carências
orgânicas de nutrientes.

Essa correção visa proporcionar equilíbrio bioquímico ao organismo humano com o


objetivo principal de prevenir o adoecimento.

Também se presta a otimizar qualquer tratamento da medicina convencional e é, antes


de tudo, uma "medicina da saúde". Muito tempo antes de uma doença aparecer e se
tornar visível com seus sinais e sintomas, já existe uma disfunção celular, um
desequilíbrio em sua bioquímica, e a administração de nicronutrientes tenta exatamente
facilitar o equilíbrio do organismo.
Quem se beneficia da medicina ortomolecular?
Todas as pessoas que desejam prevenir doenças podem se beneficiar da medicina
ortomolecular, especialmente as que já sentem os sintomas inespecíficos de desgaste
orgânico, e somente depois que forem descartadas outras doenças que também podem
dar origem a esses sintomas. Os mais comuns incluem:
• cansaço maior que o habitual
• falta de motivação
• perda de memória
• dificuldades sexuais
• sono não reparador
• infecções repetitivas
• sinais e sintomas de estresse
Muitos atletas, esportistas e freqüentadores de academias de ginástica também procuram
a Medicina ortomolecular para aprimorar sua performance e muito especialmente não
ficar ingerindo indiscriminadamente aditivos alimentares que podem "detonar" com o
organismo.

Ressalto que nenhum complexo de micronutrientes pode substituir um modo de vida


adequado, como nutrição equilibrada e atividade física entre outros hábitos de saúde.

Mas sem dúvida, a alimentação inadequada, fumo, álcool, radiação, poluição, metais de
transição e tóxicos, contribuem para a geração de radicais livres que, em excesso,
superam os mecanismos de defesa naturais das células e provocam o estresse oxidativo,
onde milhões de células são danificadas e perdem sua função. E aí que a medicina
ortomolecular entra, junto com a mudança nos hábitos de vida, em direção à saúde.

A medicina ortomolecular procura também retardar o envelhecimento patológico. O uso


orientado e individualizado de substâncias antioxidantes fortalece as defesas
imunológicas, melhora a qualidade das células e ativa as funções orgânicas que tendem
a diminuir com o passar do tempo.
O tratamento da medicina ortomolecular é observado somente a longo prazo?
Em geral alguns dos efeitos benéficos, como o aumento da disposição e ânimo, aumento
da libido, melhora do sono e da performance física aparecem nas primeiras semanas de
tratamento. Mas tudo irá depender de cada organismo em particular para que se possa
dizer por quanto tempo há necessidade de suplementação, que deve sempre ocorrer
junto com mudanças de hábito de vida, como melhorar a alimentação, fazer ginástica,
parar com o fumo.
São utilizadas doses muito altas, as chamadas "megadoses" de vitaminas?
Não. Não existe a necessidade de altas doses de vitaminas, na verdade o mais
importante é reconhecer a deficiência, se existir, e administrar de modo harmônico.
Muitas pessoas estão ingerindo vitaminas com doses abaixo do ideal. Se tomarmos
como exemplo os Estados Unidos, país bem mais desenvolvido que o nosso, veremos
que pesquisas sérias (veja arquivo) já constataram deficiência de vitaminas básicas
naquela população. Veja abaixo a percentagem da população norte-americana que está
ingerindo doses menores que as mínimas recomendadas.
vitamina A vitamina E vitamina B6 cálcio magnésio zinco
homens 60,9% 64,4% 52,6% 55,4% 65,7% 67,6%
mulheres 59,9% 73,0% 64,2% 78,0% 75,7% 82,6%

Essa é a realidade norte-americana. No Brasil não conheço nenhum estudo com essa
extensão, imagino que a situação não deve ser tão diferente assim.
A Medicina Ortomolecular é conhecida por combater os "radicais livres". Como é feito
esse combate?
Sabemos que nossas células são formadas por moléculas, e essas moléculas são
constituídas por átomos. De modo característico, os átomos das moléculas das células
possuem um número par de elétrons em sua última camada.

Diante de certas doenças, e também com a entrada de contaminantes químicos presentes


na alimentação ou na poluição do ar, formam-se várias substâncias que possuem um
número ímpar de elétrons na sua última camada. Como nosso organismo exige que
esses elétrons estejam em número par, várias células começam a "roubar" elétrons de
uma outra célula para completar o elétron que está faltando. O resultado final é uma
reação em cascata, em que vários átomos da parede da célula "roubam" um elétron de
outra célula, e desse modo acaba por provocar lesões em alguns tecidos. Postula-se que
certas vitaminas e minerais possuem capacidade de interromper ou dificultar esse
processo.
O que provoca o aparecimento desses Radicais Livres?
As mudanças na nutrição, junto com o sedentarismo e o estresse, certamente contribuem
para a formação de radicais livres, e o aparecimento de doenças do coração e o câncer,
que vem aumentando assustadoramente. Contribuem ainda para o aparecimento das
doenças, a ingestão de frutas e verduras poluídas com agrotóxicos, o excesso de sal de
cozinha e açúcar refinado, o cozimento excessivo de alimentos, o refinamento dos
cereais e a inclusão dos aditivos alimentares.

A medicina ortomolecular fornece ao organismo nutrientes anti radicais livres ou


mesmo substâncias que facilitam no combate aos mesmos. Respiramos ar contaminado
por poluentes, nossa água é contaminada com minerais, recebemos radiação o tempo
todo. Todos esses fatores produzem radicais livres.
E o organismo não consegue sozinho enfrentar essas mudanças?
Nosso organismo possue um extraordinário mecanismo de compensação e reequilíbrio
contra os radicais livres. No entanto, pela presença de doenças ou pelo simples passar
do tempo, o organismo vai perdendo sua eficiência natural.

É nesse momento que a Medicina Ortomolecular age, jamais substituindo uma


alimentação equilibrada ou a necessidade de atividade física, mas fornecendo ao
organismo nutrientes que facilitam o combate, ou mesmo substâncias que são anti-
radicais livres.

O uso orientado e individualizado de substâncias antioxidantes fortalece as defesas


imunológicas, melhora a qualidade das células e ativa as funções orgânicas que tendem
a diminuir com o passar do tempo.
Sabemos que existe um tipo de exame que é realizado através do fio de cabelo. Como é
feito e para que serve?
O mineralograma, que pode ser realizado pelo cabelo mas também de outras formas, é
um dos exames que são utilizados. Ele mensura a quantidade de minerais pesados
(tóxicos) e também nutrientes, e o resultado quando interpretado corretamente pode
auxiliar no diagnóstico e no tratamento. Existem também outros exames, como o HLB,
um exame que utiliza algumas gotas de sangue do dedo, realizado no próprio
consultório, e que serve especialmente como triagem, já que é rápido e barato.

Nenhum desses exames substitui o bom exame clínico, que muitas vezes inclui os
exames de laboratório habituais, que todo médico costuma solicitar.
Qual a importância da alimentação na produção de radicais livres?
Somos descendentes de pessoas que tinham alimentação muito diferente da nossa.
Temos um sistema digestivo preparado para outro tipo de alimento, Para ilustrar essas
mudanças, pode-se lembrar do fato de que durante 2,5 milhões de anos nossos
antepassados ingeriram todos os alimentos crus, e nos últimos 500 mil anos passaram a
processar a comida pelo calor. Se você parar para pensar, vai ver que do café da manhã
ao jantar, a maioria do que ingerimos é de algum modo assada, cozida ou frita.
Esse processo não é ruim em si mesmo, foi graças a ele que podemos ingerir e digerir
feijão, lentilha ou ervilhas secas, que não conseguimos absorver se não forem
modificadas pelo calor. O problema começa no desequilíbrio no uso tanto do calor
quanto da ingestão de várias substâncias.

Calor em excesso destrói cerca de 40 % das vitaminas A e D, cerca de 60 % da vitamina


E, 80% do ácido fólico e da vitamina B1 e 100 % da vitamina C. O problema prossegue
com a refinação dos cereais, que chegam a perder de 60 a 80 % de seu valor nutritivo e
90% de suas fibras. Continua com a inclusão de substâncias totalmente estranhas, os
aditivos alimentares, a ingestão em excesso do sal de cozinha, e persiste com o excesso
de açúcar refinado.

Durante milhões de anos, nossos antepassados consumiam algo em torno de 8 gramas


de frutose por dia (o tipo de açúcar proveniente das frutas e do mel), e cerca de 300
gramas de glicose, provenientes principalmente de alimentos ricos em amido, e nosso
organismo se acostumou a processar essa quantidade por dia.

É preciso lembrar que o açúcar comum, ingerido em largas quantidades , quando entra
em contato com a água, forma quantidades iguais de frutose e glicose, o que provocou
um sério desequilíbrio na proporção dos açúcares que ingerimos, sobrecarregando o
organismo com aproximadamente 10 vezes mais frutose do que nosso corpo foi
preparado para processar.

A lista de problemas é parcial, mas já dá para perceber que não é à toa que as doenças
degenerativas, desde o diabetes ou a hipoglicemia até as doenças do coração e o câncer
estejam aumentando assustadoramente. Já se tentou argumentar que essas doenças só
apareceram porque o homem vive mais que seus antepassados, que morriam antes que
elas tivessem oportunidade de aparecer, mas isso não corresponde à verdade dos fatos.
Junto com o sedentarismo e o estresse, as mudanças na nutrição certamente contribuem
para a geração de radicais livres, e com o aparecimento de doenças.
Os suplementos, vitaminas e minerais, precisam mesmo de um médico ou podem ser
adquiridos na forma de complemento industrializado?
Para se ter idéia da necessidade de que a suplementação seja feita por médico e de modo
individualizado, considere o seguinte:

A ingestão de vitamina E, por exemplo, traz duas armadilhas: em primeiro lugar, sua
ingestão diária, durante um longo período de tempo, pode inibir as defesas orgânicas
encarregadas de eliminar radicais livres. Com o tempo o organismo diminui suas
próprias defesas! É também importante que vitamina esteja sob a forma de Alfa-
TocofeROL (com OL no final). Se estiver sob a forma de Alfa-TocofeRIL (com IL no
final), convém não ingerir.

Algumas vitaminas "importadas" trazem a vitamina E nessa forma, bem mais barata,
mas prejudicial à saúde se não for administrada de forma equilibrada com selênio,
vitamina C e Beta Caroteno.

O Beta Caroteno, que é um precursor da vitamina A, não provoca intoxicação mesmo


em doses relativamente elevadas. Já a vitamina A, usada sem controle e durante longos
períodos de tempo, pode provocar reações de intoxicação. Infelizmente alguns
milagrosos polivitamínicos misturam Beta-caroteno e Vitamina A em doses que podem
intoxicar a médio e longo prazo.

A ingestão de ferro só está justificada se a pessoa tiver determinados tipos (não todos)
de anemia, o que só pode ser verificado por médico através de exame clínico e
laboratorial. O ferro é um potente oxidante, ele provoca a formação de radicais livres,
que aumentam o desgaste das células e promovem o envelhecimento. Exatamente o
inverso do que se procura!!!

O complexo B não traz grandes complicações. Mesmo assim, doses altas de vitamina
B12 aumenta o apetite e engorda. E mesmo a vitamina C, que parece ser realmente
benéfica para aumentar a resistência do organismo, deve ser administrada com cuidado
em portadores de cálculo renal e gota, assim como pode interferir no resultado de alguns
exames de laboratório.

Como você pode perceber, falar em só tomar vitaminas sob controle médico não é
apenas um jargão: existem riscos reais e a lista acima é apenas um resumo. A
administração de vitaminas e sais minerais pode ser um valioso instrumento terapêutico,
mas necessitam sempre de orientação de um médico.

________________________________
COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR O QUE SE DIZ A RESPEITO
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o
equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através
do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou
aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico,
combatem os radicais livres. Mas por que o organismo se desequilibra? Para
entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma
máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção
podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja
na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas
devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens são
os sistemas : NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE. Qualquer falha em algum
ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida),
surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de
apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva
conseqüentemente a alterações no sistema imune. Outro fator importante na gênese de
várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres. Podemos
entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que
consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa
do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes
correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua
órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio
precisam 'doar' o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as
várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente,
em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e
doenças cardio vasculares. O Homem está sendo permanentemente submetido a
condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o
fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A Medicina
Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros,
neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor
qualidade de vida. A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma
série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a
cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo
500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios
que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de
hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico. Todavia, apesar da medicina
ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim,
p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma
hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione
diabetes. O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser
encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão
global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos
problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.
Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-
se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a
produção, que nada mais é do que a própria vida.
• Teoricamente, a Medicina Ortomolecular (MO) se preocupa em corrigir qualquer
desequilíbrio na constituição molecular do indivíduo, principalmente porque a maioria
das patologias vêm acompanhada por alterações da composição bioquímica do
organismo. Isto significa que uma correção, principalmente nutricional, provocaria um
restabelecimento da homeostase (equilíbrio) interna. Portanto, a MO é usada tanto para
prevenir como para tratar doenças.

Como Atua:
A MO atua no indivíduo através de quatro vias :
• Repondo uma substância que esteja em falta no organismo. Ex: Na pelagra usa-se
vitamina B3.
• Fazendo a eliminação ou inibição da absorção de uma substância tóxica no organismo.
Ex: quelação pelo EDTA.
• Aumentando a concentração de uma substância que mesmo estando com seus níveis
normais, tem um efeito farmacológico quando em concentraçòes mais altas. Ex:
utilização de vitamina C na gripe.
• Combatendo o excesso de radicais livres (RL) responsáveis por uma série de
patologias identificadas pela MO .

As matérias-primas utilizadas como medicação são, na maioria das vezes, substâncias


que existem normalmente no organismo : Vitaminas, Sais minerais, Aminoácidos,
Lipídios, Hormônios, Antioxidantes etc.
Em algumas ocasiões a MO lança mão de agentes terapêuticos provenientes de
alimentos comuns por meio de um aconselhamento nutricional em que chamamos de
Alimentação Funcional.
Tudo isso faz com que a Medicina Ortomolecular seja uma medicina natural com uma
característica até agora inédita nesta área: o suporte dos conhecimentos mais recentes da
medicina moderna.
Portanto, a Medicina Ortomolecular é uma especialidade médica que procura
restabelecer o equilíbrio molecular do organismo.
Radical Livre: (RL)
É toda molécula que apresente um número impar de elétrons na sua órbita externa, ou
seja, um elétron desemparelhado naquela posição.
Esta instabilidade estrutural faz com que essas moléculas tentem desesperadamente
roubar um elétron de qualquer outra substância a fim de se estabilizar. Com a perda
desse elétron cria-se um novo RL, que irá deflagrar uma reação em cadeia, lesando
seriamente várias estruturas celulares.
Em 1900 descobriu-se o primeiro radical livre. Em 50 anos se conheceu toda a sua
química e em 1954 pela primeira vez relacionou-se estas substâncias reativas e tóxicas a
uma doença inexorável: o envelhecimento. Hoje, acredita-se que esses elementos, com
elétron não pareado na camada de valência, sejam os responsáveis, pelo menos em
parte, por elevado número de doenças, abrangendo vários orgãos e sistemas.
De todo o oxigênio disponível pela célula, 95% se transforma em energia, utilizada para
fabricar substâncias vitais e mantê-la funcionante e viva. Os 5% restantes são
transformados no metabolismo em radicais livres de oxigênio ou como melhor
chamados de espécies reativas tóxicas de oxigênio: radical superóxido, peróxido de
hidrogênio e radical hidroxila.
Esses elementos são gerados no organismo desde o momento da concepção logo nos
primeiros segundos de vida intrauterina e a sua produção é contínua durante toda a
nossa existência. Até os 40/45 anos o organismo consegue neutralizar esses 5%
excedentes de radicais livres.
Chega o dia que a produção de RL excede a sua degradação e sobrepuja os mecanismos
de defesa naturais anti-radical e de reparo celular e tem-se o início das alterações
estruturais de proteínas, lipídeos, ácidos nucléicos e carboidratos, as quais culminam na
lesão celular.
Assim sendo, ocorre gradativamente, lesão de célula a célula, tecido a tecido, orgão a
orgão, até chegarmos à instalação de doenças. Um dos mecanismos mais frequentes de
lesão celular ocorre em nível de membrana no fenômeno conhecido como peroxidação
lipídica.
Está ficando cada vez mais difícil administrar os radicais livres e uma das razões é a
crescente exposição do organismo à metais tóxicos como o chumbo, o mercúrio, o
cádmio, o alumínio, o níquel, etc, e à metais, considerados não tóxicos dependendo da
sua concentração no organismo, como por exemplo, o ferro. Todos esses metais,
particularmente o ferro, atuam como catalisadores, aumentando a geração dos radicais
livres de oxigênio na reação chamada de Waber-Weiss.
Outra dificuldade para a degradação dos radicais está no problema com a nutrição, pois
os mecanismos de defesa anti-radical, tanto os enzimáticos quanto os não enzimáticos
dependem do aporte adequado de nutrientes.A medicina ortomolecular avalia esses
pacientes, desvenda os deficits de nutrientes, por exemplo, com o emprego de tabelas de
inquérito de sinais e sintomas ou através de inquérito alimentar e dos mineralogramas.
Com isso, calculamos as doses ótimas para esse indivíduo em particular, com
determinada doença, idade, estado nutricional, moléstias associadas, etc. Administramos
o que está faltando ou fazemos a sua quelação (depuração do agressor através da ligação
do mesmo com um outro elemento específico).
Resumindo, se nós oferecemos às células os elementos necessários ao seu metabolismo,
ela terá condições de produzir energia, fabricar substâncias vitais, degradar os radicais
livres, agir nos mecanismos de reparo celular e de vigilância imunológica.
Se concomitantemente empregarmos as técnicas e os medicamentos específicos de cada
especialidade, estaremos aumentando as probabilidades de êxito clínico ou cirúrgico,
isto é, estaremos aumentando as chances de sucesso terapêutico (medicina curativa) . Se
porventura o indivíduo que está sendo submetido a esse tipo de abordagem for saudável,
estaremos aumentando a sua probabilidade de assim se manter (medicina preventiva ) .
Estresse Oxidativo:
Em determinadas situações adversas, a concentração de RL aumenta de forma
descontrolada, provocando diversos tipos de lesões, que atualmente são
incontestavelmente relacionadas com a gênese de várias doenças. A essas situações deu-
se o nome de ESTRESSE OXIDATIVO.
Esse tipo de estresse provém de diversos processos orgânicos e é precipitado por vários
fatores exógenos (do exterior):
• Estresse químico – poluição atmosférica, alimentação inadequada, pesticidas etc.
• Estresse emocional – depressão, medo, traição, frustração etc.
• Estresse físico – trabalho braçal, excesso de exercícios, queimaduras, radioatividade
etc.
• Estresse infeccioso – doenças virais, bacterianas, fúngicas etc.
Em resumo: no estresse oxidativo, o aumento de RL modifica os meios intra e
extracelulares, provocando lesões múltiplas em diversas estruturas e disfunção do
sistema imunológico.
Para combater tal desequilíbrio, podemos ter três condutas objetivas:
• Diminuir o estresse primário.
• Administrar ou estimular a produção de enzimas antioxidantes (Glutation, Selênio,
etc).

Antioxidantes:
São substâncias que combatem os radicais livres, diminuindo o seu poder de reação
química. Alguns deles são vitaminas (A, C e E), outros são enzimas (proteínas que
aceleram reações químicas) e os demais são substâncias raras no organismo como o
selênio e o zinco.
O organismo humano não produz vitaminas, portanto, elas têm que ser obtidas pela
dieta. Já conhecemos a quantidade mínima de vitaminas necessárias na dieta porém, a
dose ideal, que tem efeito antioxidante, ainda não foi determinada com precisão.
Os Radicais Livres estão envolvidos na causa ou agravamento de alguns males:
• Envelhecimento das células
• Doença de Parkinson
• Mal de Alzheimer e outras demências
• Câncer
• Derrames cerebrais
• AIDS
• Endometriose
• Catarata
• Aterosclerose
• Lupus eritematoso
• Esclerose multipla
• Diabetes
• Alergias
• Depressão
• Esquizofrenia
• Tensão pré-menstrual.
• E muitas outras...
Por se tratar de medicação praticamente natural, o tratamento ortomolecular não
apresenta nenhum tipo de contra-indicação sendo portanto, indicado em todas as
doenças .
A medicina ortomolecular, medicina dos novos tempos, surgiu para congregar médicos
de todas as especialidades, utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o
objetivo maior: A PREVENÇÃO DAS DOENÇAS.
A medicina ortomolecular se preocupa ainda com o tratamento de doenças já instaladas
e o seu emprego certamente aumentará a eficácia dos tratamentos clássicos. Entretanto,
o que mais nos preocupa e que consome a maior parte da nossa energia e do nosso
tempo diz respeito à PREVENÇÃO.
Queremos um povo saudável, morrendo sem a presença de limitações físicas ou
intelectuais. Queremos envelhecer e morrer com saúde em toda a nossa plenitude física
e mental. Queremos qualidade de vida, a quantidade fica na nossa esperança.
• nistrar antioxidantes não enzimáticos (Vitamina E, Caroteno etc).
Antioxidantes:
São substâncias que combatem os radicais livres, diminuindo o seu poder de reação
química. Alguns deles são vitaminas (A, C e E), outros são enzimas (proteínas que
aceleram reações químicas) e os demais são substâncias raras no organismo como o
selênio e o zinco.
O organismo humano não produz vitaminas, portanto, elas têm que ser obtidas pela
dieta. Já conhecemos a quantidade mínima de vitaminas necessárias na dieta porém, a
dose ideal, que tem efeito antioxidante, ainda não foi determinada com precisão.
Os Radicais Livres estão envolvidos na causa ou agravamento de alguns males:
• Envelhecimento das células
• Doença de Parkinson
• Mal de Alzheimer e outras demências
• Câncer
• Derrames cerebrais
• AIDS
• Endometriose
• Catarata
• Aterosclerose
• Lupus eritematoso
• Esclerose multipla
• Diabetes
• Alergias
• Depressão
• Esquizofrenia
• Tensão pré-menstrual.
• E muitas outras...
Por se tratar de medicação praticamente natural, o tratamento ortomolecular não
apresenta nenhum tipo de contra-indicação sendo portanto, indicado em todas as
doenças .
A medicina ortomolecular, medicina dos novos tempos, surgiu para congregar médicos
de todas as especialidades, utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o
objetivo maior: A PREVENÇÃO DAS DOENÇAS.
A medicina ortomolecular se preocupa ainda com o tratamento de doenças já instaladas
e o seu emprego certamente aumentará a eficácia dos tratamentos clássicos. Entretanto,
o que mais nos preocupa e que consome a maior parte da nossa energia e do nosso
tempo diz respeito à PREVENÇÃO.
Queremos um povo saudável, morrendo sem a presença de limitações físicas ou
intelectuais. Queremos envelhecer e morrer com saúde em toda a nossa plenitude física
e mental. Queremos qualidade de vida, a quantidade fica na nossa esperança.
Stress Oxidativo
Introdução e objectivo. Existe um aumento do stress oxidativo durante o
envelhecimento e em doenças neurodegenerativas associadas a este. O sistema nervoso
central é particularmente sensível à lesão oxidativa devido às suas elevadas
necessidades energéticas, grande consumo de oxigénio, grande concentração tissular de
ferro e níveis relativamente baixos de alguns sistemas antioxidantes. O tratamento com
factores neurotróficos pode reverter a deterioração neuronal e estimular a actividade
colinérgica em ratos envelhecidos e exerce um efeito neuroprotector semelhante perante
a lesão por isquémia-reperfusão, hipoglicémia, inflamação e outras situações
patológicas nas que intervem o stress oxidativo. Neste trabalho determinaram-se alguns
indicadores de stress oxidativo no cérebro de ratos durante o envelhecimento e
avaliaram-se os mesmos em resposta a um esquema de tratamento com factor de
crescimento nervoso (FCN) murino durante 38 dias. Material e métodos. Utilizaram-se
técnicas bioquímicas para a determinação dos indicadores de stress oxidativo.
Resultados e conclusões. Encontrou-se um aumento significativo nas actividades da
fosfolipase A2 e da superóxido dismutase e na concentração de lipoperóxidos com a
idade, enquanto que a concentração de glutatião reduzido diminuiu. A actividade da
catalase aumentou nas regiões do hipocampo e no estriado e diminuiu no córtex e na
área septal. Nos ratos tratados com FCN diminuiu o stress oxidativo. Os nossos
resultados permitem-nos concluir que o nível de stress oxidativo aumenta durante o
envelhecimento, com diferenças significativas entre as áreas cerebrais; o hipocampo foi
a região mais susceptível à lesão pelas espécies reactivas do oxigénio e o efeito
protector do FCN poderia estar relacionada com a potenciação das defesas antioxidantes

Inibição da acetilcolinesterase

* Chistiane Mendes Feitosa


Na literatura científica é crescente a busca de novos inibidores da acetilcolinesterase,
em extratos de plantas, envolvendo principalmente plantas já utilizadas na medicina
tradicional no tratamento da insônia, amnésia, depressão, ansiedade ou para prolongar a
longevidade, melhorar a memória e a função cognitiva.
Algumas plantas como Centella asiática e Ginko biloba, utilizadas na medicina
tradicional indiana e chinesa, demonstraram em estudos de atividades farmacológicas,
resultados relevantes no tratamento de desordens cognitivas, ações anticolinesterásica,
antiinflamatória e antioxidante, sendo por isso indicadas para uso terapêutico no
tratamento da doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa, que atinge inicialmente a
memória e a capacidade de raciocínio. Este mal atinge pessoas de todo o mundo, e de
acordo com a Organização Mundial de Saúde cerca de 35 milhões de pessoas em países
industrializados sofrerão de Alzheimer até o ano de 2010.
Vários estudos têm demonstrado que o uso de compostos antiinflamatórios diminui a
progressão da doença de Alzheimer e a degeneração neuronal ou reduzem o risco do seu
desenvolvimento. Estudos em animais têm mostrado que o acúmulo de radicais livres
está relacionado com déficits de memória, cognição e aprendizado, durante o processo
de envelhecimento.
Quando moléculas são oxidadas através de oxigênio, este é reduzido a intermediários
conhecidos como espécies reativas ou radicais livres. Para combater efeitos tóxicos do
oxigênio, os seres vivos desenvolvem mecanismos de defesa através dos antioxidantes,
que podem atuar de várias formas: por remoção catalítica de radicais livres; por
remoção ou diminuição na concentração de oxigênio ou através da uma neutralização
completa do radical livre.
O stress oxidativo constitui no desequilíbrio entre as defesas antioxidantes e os radicais
livres. O stress oxidativo está associado a doenças como diabetes, hipertensão,
arteriosclerose, artrite, doença de Parkinson, doenças neurodegenerativas, infertilidade e
câncer
Pesquisas demonstram que o tratamento a base de antioxidantes como o tocoferol, b-
caroteno e ácido ascórbico corrigem a memória, o aprendizado e a cognição provocados
por envelhecimento ou moléstias. A peroxidação lipídica contribui para a progressão da
doença e o uso de antioxidantes, que impede essa peroxidação pode ser uma terapia
alternativa para o tratamento da doença
Alguns compostos com atividade inibitória da acetilcolinesterase são utilizados
terapeuticamente para tratar miastenia grave, glaucoma e são extensivamente utilizados
como inseticidas. Acredita-se que a inibição da enzima acetilcolinesterase, promova o
aumento da concentração da acetilcolina, na sinapse, diminuindo ou retardando a
progressão dos sintomas associados à doença Alzheimer.
Algumas pesquisas apontam drogas provenientes de produtos naturais como sendo
possíveis inibidores da acetilcolinesterase, eficazes no tratamento da doença de
Alzheimer, entre elas é citado a galantamina, um alcalóide isolado de plantas da família
Amarilidaceae, que é um inibidor, já aprovado para o tratamento da doença. Outros
inibidores comercializados apresentam efeitos colaterais indesejáveis. Portanto, é de
grande importância, a busca de novos inibidores que apresentem poucos efeitos
colaterais
Em recente trabalho de pesquisa conduzido durante o doutoramento, foram coletadas
plantas no Horto de Plantas Medicinais Francisco José de Abreu Matos localizado em
Fortaleza-CE, preparados os extratos e realizados ensaios de inibição da
acetilcolinesterase. As espécies Kalanchoe brasiliensis e Senna siamea apresentaram
resultados satisfatórios sendo selecionadas como espécies promissoras para busca de
novos inibidores.
A metodologia utilizada durante o doutoramento permite aplicação com as plantas
tipicamente piauiense para avaliar preliminarmente o potencial terapêutico do extrato
frente a inibição de acetilcolinesterase. É claro que a pesquisa química não se esgota
neste ponto pois é importante descobrir qual ou quais substâncias são responsáveis pelas
propriedades exibidas pelos extratos para isolá-las e identificá-las.
Terapia Ortomolecular
Mitos e Verdades

Terapia Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o


equilíbrio químico do organismo. O acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do
uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos.
Estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os
radicais livres. A terapia Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais,
objetiva neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma
melhor qualidade de vida.

Mas, muitos profissionais da medicina convencional vêem a terapia Ortomolecular com


maus olhos por conta de ações bastante contraditórias em seu nome. Alguns itens foram
pontuados e o Dr. Júlio Horta – reumatologista, geriatra, especializado em medicina
preventiva e que participa de estudos da terapia Ortomolecular há mais de 15 anos – nos
fala sobre as controvérsias, os pontos positivos e negativos, os mitos e as verdades que
vêm à tona quando o assunto é terapia Ortomolecular.

A terapia Ortomolecular
O termo Ortomolecular foi crido por Linus Pauling, famoso cientista americano, o único
ser humano a ganhar o Prêmio Nobel duas vezes, sendo o primeiro de Química e o
segundo da Paz. A terapia Ortomulecular é baseada numa das teorias que envolvem o
processo de envelhecimento – a teoria dos radicais livres. Quanto mais estresse
oxidativo – quando os radicais livres aumentam muito nossa capacidade de defesa –
pior pra célula, mais rapidamente iremos envelhecer. Baseado nessa teoria, surgiu a
terapia Ortomolecular, para melhorar nossas defesas antioxidantes a partir de estudos
das enzimas que nos protegem contra a oxidação.

Benefícios
Dentro da nossa célula, temos enzimas chamadas de antioxidantes, que tentam inibir a
agressão dessa oxidação, diminuindo o estresse oxidativo, para que envelheçamos de
maneira mais saudável. Quando diminui o nível de estresse oxidativo, teoricamente, a
pessoa envelhece mais devagar e com o mínimo de surgimento das doenças. Existem
várias evidências que comprovam a atuação benéfica dos antioxidantes, protegendo e
promovendo a saúde, mas não dá pra atuar sozinho.

Uso
A terapia Ortomolecular é eminentemente preventiva e complementar, deve estar aliada
à medicina convencional. Ainda não existe um exame que garanta que a pessoa está
com estresse antioxidativo e que defina sua quantidade. O profissional pede os exames
laboratorias tradicionais ao paciente e faz um levantamento bioquímico e nutricional
bem feito. A partir do histórico do paciente, o profissional cuida da sua doença e pode
criar uma estratégia antioxidante, aliando a terapia Ortomolecular com a medicina
convencional.

Não faz milagre!


Ao longo do tempo, em nome da Ortomolecular, que é uma terapia natural, surgiram
vertentes não muito ortodoxas preconizando o anti-envelhecimento ou o
rejuvenescimento; só que isso não existe! Não se deixa de envelhecer ou se volta a ser
jovem. No intuito mercantilista, de se ganhar dinheiro, houve uma deturpação e foram
criadas linhas sem bases científicas. Tudo com o título de Ortomolecular. É por isso,
então, que a Ortomolecular é muito criticada pela medicina convencional. É lógico que
a medicina convencional não é a dona da verdade, mas é baseada em evidências
científicas com muitos e muitos anos de experiências.

Bom senso!
Profissionais passaram a explorar a Ortomolecular por estar ‘dando dinheiro’. Só que
não estão se preparando devidamente para atuar na área. A pessoa acha que fazendo um
curso rápido já está preparada e passa a receitar os nutrientes sem distinção. Não é bem
assim! A Ortomolecular pode e deve ser usada nas mais variadas especialidades, mas
tem de haver bom senso. O profissional especializado em determinada área deve
continuar atuando na sua área e utilizar a Ortomolecular para complementar. Tem de
fazer o diagnóstico, tratar a pessoa de modo convencional e, juntamente, usar os
princípios dessa terapia complementar. Acredito que a Ortomolecular, como terapia
complementar, pode ajudar bastante. Mas para se atuar na área, o profissonal tem de ter
um conhecimento muito grande de bioquímica e nutrição. Por exemplo, se um
antioxidante for usado sozinho em um paciente pode prejudicar ao invés de ajudar. É
complicado, precisa de muito estudo.

Sem fundamento científico...


Existe um exame – o exame da gota – chamado de HLD, que foi deturpado desde o seu
início. Em nome da Ortomolecular, profissionais utilizam este exame em substituição
aos exames bioquímicos tradicionais. No consultório, o profissional analisa o sangue do
paciente no microscópio, com imagem numa tela. O sangue coagula e várias formas
aparecem. Supostamente, através do estudo das hemácias coaguladas, o profissional
conclui que o paciente está com falta de alguns nutrientes e receita uma lista de
vitaminas a serem consumidas para o tratamento. Isso não está correto, não é terapia
Ortomolecular. Não foi pra isso que a Ortomolecular foi idealizada. Esse exame não
tem fundamento científico nenhum. Como pode substituir um perfil bioquímido feito
em um Laboratório confiável com a análise de uma gota de sangue? Sou totalmente
contra!

Deixa a desejar...
Outro exame bastante controvertido na Ortomolecular é o exame do cabelo, chamado de
mineralograma. Ele dosa minerais bons e ruins presentes no organismo através de
material de células em crescimento – fio de cabelo, unha ou pêlo pubiano. É colhido o
material e enviado ao laboratório. Por dosar a quantidade de minerais prejudiciais à
saúde, é um exame muito importante para aplicar em populações instaladas em regiões
de suspeita de contaminações, mas também detecta os minerais bons presentes no
organismo e se a pessoa tem carência de algum deles. O exame é bastante confiável,
feito em laboratórios confiáveis, só que tem de ser pedido com critério e por
profissionais preparados para interpretá-lo, pois sua interpretação não é muito fácil.
Além disso, deve ser usado como complemento no diagnóstico. É muito interessante
detectar qual a carência de minerais do organismo, mas é preciso uma avaliação do
paciente como um todo, com exames laboratoriais, hormonais, bioquímicos e com sua
história familiar.

Não existe uma dieta Ortomolecular!


Sabemos que existem substâncias nos alimentos funcionais que contém elementos
altamente antioxidantes, mas receitar somente a sua ingestão ao paciente como
tratamento, não resolve o problema. Existem dietas equilibradas, balanceadas, que
podem dar à pessoa um aumento de antioxidantes através dos nutrientes e a terapia pode
até ser aplicada para combater a obesidade, mas, para cada pessoa há um tratamento
específico. A idéia de emagrecer só com uso de vitaminas é um insulto ao bom senso.
Mas muitos profissionais dão fórmulas pra emagrecer em nome da Ortomolecular.
Algumas práticas de emagrecimento, de rejuvenescimento, têm de ser vistas com olhar
mais crítico.

Sem radicalizar!
Mas também não pode considerar a Ortomolecular charlatanismo e pronto, acabou!!
Não é assim. Cada vez mais está se provando que o estresse oxidativo faz parte de todas
as doenças e dos processos de envelhecimento do ser humano. Tem de estudar o
estresse oxidativo e saber a real dimensão dele para intervir e tentar minimizar o efeito
das doenças através de uma estratégia antioxidante preventiva, antes que a doença se
instale, para talvez retardar o seu aparecimento.

Terapia de vanguarda!
A Ortomolecular é uma terapia de vanguarda! O seu uso foi muito criticado pela
medicina convencional, mas, hoje, o uso desses alimentos funcionais já está
encorporado no dia a dia do médico. Dois exemplos da vanguarda:
- Há anos, para combater a artrose e tentar diminuir o desgaste de cartilagem, pessoas
sérias que lidam na Ortomolecular passaram a usar com sucesso uma substância natural,
derivada da cartilagem, chamada glucosamina. Mas foi renegada ao segundo plano pela
medicina tradicional. Só que tiveram de se render aos seus benefícios e hoje em dia se
usa a glucosamina como complemento no tratamento de artrose em todo consultório
médico, convencional ou não.
- A isoflavona da soja – hormônio natural – passou a ser usada na medicina
complementar há mais de dez anos para reposição hormonal feminina.

Medicina Ortomolecular

O que é a Dieta ou Terapia Ortomolecular?


O termo ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, direito,
correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING,
(Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por
seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas
(principalmente a vitamina C) e minerais.
O objetivo da Terapia (Medicina) Ortomolecular é compreender as inter-relações que
ocorrem ao nível bioquímico do organismo e assim poder atuar em conformidade com
esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células,
órgãos e sistemas. O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos
moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados
para essa reordenação, cabendo o papel principal às vitaminas e aos minerais.
Segundo os conceitos da terapia, reeducação alimentar não é suficiente, pois nem
sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos.
“Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por
exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância”, acredita o médico
Dr. Marcos Natividade, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e
Radicais Livres.
Histórico
A Terapia ortomolecular data do início da década de 1950 quando alguns psiquiatras
começaram a adicionar doses altas de nutrientes aos seus tratamentos de problemas
mentais graves. A substância original era a vitamina B3 (ácido nicotínico ou
nicotinamida) e a terapia era denominada "terapia de megavitamina". Mais tarde o
regime do tratamento foi expandido para incluir outras vitaminas, minerais, hormônios e
dietas, qualquer uma delas pode ser combinada com a terapia medicamentosa
convencional e com os tratamentos de eletrochoque. Atualmente cerca de uma centena
de médicos norte-americanos usam esta abordagem para tratar uma variedade de
distúrbios, tanto mentais como físico
Em que se baseia?
Uma das bases da Terapia Ortomolecular é o combate aos radicais livres (RL), que são
quaisquer átomos, moléculas ou íons que possuam um ou mais elétrons livres na sua
órbita externa. Estes elétrons têm grande instabilidade química e, mesmo tendo meia
vida de frações de segundos, são altamente reativos com qualquer composto próximo, a
fim de retirar deste o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações de
dano celular em cadeia, e sendo assim chamado de oxidantes.
Embora existam os RL de íons metálicos e de carbono, os principais são os de
OXIGÊNIO.
Podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições
normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas
mitocôndrias, a fim de gerar o ATP. Estes também podem ser produzidos pelos
macrófagos e neutrófilos contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo.
O efeito prejudicial dos RL ocorre quando estão em quantidade excessiva, ultrapassando
a capacidade de neutralização dos sistemas enzimáticos do organismo.
Como são neutralizados os RL?
Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados
“Varredores” (scavengers) de RL, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua
transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em
Enzimáticos e em Não Enzimáticos.
Os sistemas enzimáticos são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase,
Catalase, Metionina-Redutase e Superóxido-Dismutase, os quais combatem os seguintes
RL: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Ion Hidroxila, Oxido
Nítrico e Oxido Nitroso.
Os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam
ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais. Os
principais podem ser divididos em: Vitamina A, Vitamina E, Beta-caroteno, Vitamina
C, Vitaminas do complexo B, os oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio), os
bioflavonóides (derivados de plantas).
Terapia Ortomolecular
Investigar deficiências nutricionais do organismo, assim como detectar a presença de
metais tóxicos no corpo (que podem ser a causa de determinadas doenças), é o início da
terapia ortomolecular. Isto pode ser feito através do Teste do Cabelo (também chamado
Mineralograma), que além disso, identifica se há excesso ou carência dos
oligoelementos (minerais).
A dosagem de RL pode ser feita por meio de métodos baseados na espectometria de
ressonância eletrônica de “spin” e ressonância paramagnética eletrônica, dosagem de
MDA (malondialdeído), e métodos indiretos como o HLB, pelo qual numa gota de
sangue verifica-se, com auxílio de um microscópio o efeito dos radicais livres na matriz
extracelular (agregados proteoglicanos, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e
produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de RL presente.
Os benefícios atribuídos à terapia pelos médicos e adeptos incluem a perda de peso,
melhora da pele, dos cabelos e das unhas e ainda as vantagens com relação às dietas de
caráter restritivo, que geralmente causam sensações de fome, fraqueza ou irritabilidade.
Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos na receita. Há
fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. “O
composto garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doces”, garante a
médica Sylvana Braga, de São Paulo, que emprega o tratamento.
Como a dieta ortomolecular atua no organismo? (Segundo os médicos que a adotam)
• A pele fica viçosa, cabelo e unhas mais fortes. O benefício é atribuído às vitaminas
A,E e do complexo B.
• Ajuda a prevenir problemas cardíacos ao restringir a ingestão de carne vermelha, rica
em gorduras saturadas e também ao restringir frituras, que aumentam o nível de
colesterol sanguíneo.
• O intestino funciona melhor porque a dieta é rica em cereais integrais, frutas e fibras.
• Promove perda de peso devido às refeições pouco calóricas, mas ricas em nutrientes
essenciais para o organismo.
• Promove diminuição do cansaço e do estresse por meio da reposição de vitaminas,
minerais e aminoácidos.
• Combate o envelhecimento precoce devido ao consumo de alimentos ricos em
antioxidantes, substâncias que atuam contra a degeneração celular.
• Alivia a retenção de líquidos ao equilibrar a quantidade de potássio, fósforo e sódio
com refeições balanceadas e o consumo de pílulas contendo esses minerais.
A dieta ortomolecular não é milagrosa
Como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. “Os resultados são muito
bons, mas dependem muito da pessoa. Não é um tratamento milagroso, o paciente ideal
é aquele que já se alimenta adequadamente, pratica exercícios físicos, mas não consegue
emagrecer”, acredita Dr. Marcos Natividade.
A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional
promovido pelos suplementos. “Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse,
retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de
peso”, diz o especialista.
Os médicos que empregam a dieta dizem que o tempo de tratamento nos casos de
emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas
não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso.
O ponto central da terapia ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de
doenças. “A função da ortomolecular não é a de combater doenças, mas sim de
fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males
que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas
como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, câncer, intoxicações, doenças
reumáticas e cardiovasculares”, afirma Dr. Marcos Natividade.
Críticas à Medicina Ortomolecular
A medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade. A resolução do
Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.499/98, proíbe aos médicos a utilização de
práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica, bem como a
vinculação de médicos a anúncios referentes a tais métodos e práticas.
Em reportagem publicada, dia 22 de outubro de 2004, no jornal Diário de São Paulo, o
colunista Prof. Dr. Joel Rennó Júnior (Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de
Medicina da USP. Coordenador do Pró-Mulher-Projeto de Atenção à Saúde Mental da
Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP) faz severas críticas
à prática da Medicina Ortomolecular:
“Essa dieta não apresenta nada de novo. Os profissionais recomendam reeducação
alimentar, ou seja, comer várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas,
dando-se preferência a verduras, legumes, frutas e carnes brancas, além dos cereais
integrais. Outras interessantes e “inéditas” informações referem-se à restrição de doces,
carne vermelha e frituras, além das atividades físicas. Alguma novidade, caros leitores?
Supondo haver uma ingestão insuficiente de vitaminas, sais minerais e proteínas, os
ortomoleculares lançam fórmulas com tais complexos, sugerindo que as células
precisam de mais energia para o perfeito funcionamento do organismo. Alegam que tal
método aumenta a qualidade de vida. Será que pessoas jovens, com alimentação
saudável, realmente necessitam de tais complementações?
Esses médicos do regime ortomolecular, observando que grande parte dos seus
pacientes obesos são ansiosos ou deprimidos, lançam mão de fórmulas “mágicas”
contendo, provavelmente, antidepressivos e ansiolíticos — de forma aleatória —, e
alguns, infelizmente, até sem avisar seus pacientes sobre tais recursos terapêuticos.
Outros, justificando-se pela necessidade de aderência terapêutica, ainda mantêm os
velhos inibidores de apetite no início do tratamento.
Outro fato relevante é que tal método, além de dispendioso, pelo valor das consultas e
fórmulas, não possui qualquer comprovação científica. Reitero, aqui, a minha opinião: o
Conselho Federal de Medicina deveria exigir maiores explicações de tais profissionais,
alguns, infelizmente, beirando o charlatanismo e um marketing grotesco. É ético
divulgar tratamentos médicos com exposição pública de pacientes?
Hoje, quando a beleza é perseguida, de forma incessante e até obsessiva, tal dieta tem o
único benefício de engordar o bolso de certos ortomoleculares “diet”. Sai mais barato
buscar uma orientação com um nutrólogo ou nutricionista e investir na mudança de
hábitos de vida, como a prática regular de exercícios. A parte psicológica, tão
importante em obesos, também é negligenciada por ortomoleculares especializados em
dietas.

O que é a Dieta ou Terapia Ortomolecular?


O termo ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, direito,
correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING,
(Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por
seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas
(principalmente a vitamina C) e minerais.
O objetivo da Terapia (Medicina) Ortomolecular é compreender as inter-relações que
ocorrem ao nível bioquímico do organismo e assim poder atuar em conformidade com
esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células,
órgãos e sistemas. O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos
moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados
para essa reordenação, cabendo o papel principal às vitaminas e aos minerais.
Segundo os conceitos da terapia, reeducação alimentar não é suficiente, pois nem
sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos.
“Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por
exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância”, acredita o médico
Dr. Marcos Natividade, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e
Radicais Livres.
Histórico
A Terapia ortomolecular data do início da década de 1950 quando alguns psiquiatras
começaram a adicionar doses altas de nutrientes aos seus tratamentos de problemas
mentais graves. A substância original era a vitamina B3 (ácido nicotínico ou
nicotinamida) e a terapia era denominada "terapia de megavitamina". Mais tarde o
regime do tratamento foi expandido para incluir outras vitaminas, minerais, hormônios e
dietas, qualquer uma delas pode ser combinada com a terapia medicamentosa
convencional e com os tratamentos de eletrochoque. Atualmente cerca de uma centena
de médicos norte-americanos usam esta abordagem para tratar uma variedade de
distúrbios, tanto mentais como físico
Em que se baseia?
Uma das bases da Terapia Ortomolecular é o combate aos radicais livres (RL), que são
quaisquer átomos, moléculas ou íons que possuam um ou mais elétrons livres na sua
órbita externa. Estes elétrons têm grande instabilidade química e, mesmo tendo meia
vida de frações de segundos, são altamente reativos com qualquer composto próximo, a
fim de retirar deste o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações de
dano celular em cadeia, e sendo assim chamado de oxidantes.
Embora existam os RL de íons metálicos e de carbono, os principais são os de
OXIGÊNIO.
Podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições
normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas
mitocôndrias, a fim de gerar o ATP. Estes também podem ser produzidos pelos
macrófagos e neutrófilos contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo.
O efeito prejudicial dos RL ocorre quando estão em quantidade excessiva, ultrapassando
a capacidade de neutralização dos sistemas enzimáticos do organismo.
Como são neutralizados os RL?
Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados
“Varredores” (scavengers) de RL, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua
transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em
Enzimáticos e em Não Enzimáticos.
Os sistemas enzimáticos são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase,
Catalase, Metionina-Redutase e Superóxido-Dismutase, os quais combatem os seguintes
RL: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Ion Hidroxila, Oxido
Nítrico e Oxido Nitroso.
Os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam
ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais. Os
principais podem ser divididos em: Vitamina A, Vitamina E, Beta-caroteno, Vitamina
C, Vitaminas do complexo B, os oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio), os
bioflavonóides (derivados de plantas).
Terapia Ortomolecular
Investigar deficiências nutricionais do organismo, assim como detectar a presença de
metais tóxicos no corpo (que podem ser a causa de determinadas doenças), é o início da
terapia ortomolecular. Isto pode ser feito através do Teste do Cabelo (também chamado
Mineralograma), que além disso, identifica se há excesso ou carência dos
oligoelementos (minerais).
A dosagem de RL pode ser feita por meio de métodos baseados na espectometria de
ressonância eletrônica de “spin” e ressonância paramagnética eletrônica, dosagem de
MDA (malondialdeído), e métodos indiretos como o HLB, pelo qual numa gota de
sangue verifica-se, com auxílio de um microscópio o efeito dos radicais livres na matriz
extracelular (agregados proteoglicanos, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e
produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de RL presente.
Os benefícios atribuídos à terapia pelos médicos e adeptos incluem a perda de peso,
melhora da pele, dos cabelos e das unhas e ainda as vantagens com relação às dietas de
caráter restritivo, que geralmente causam sensações de fome, fraqueza ou irritabilidade.
Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos na receita. Há
fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. “O
composto garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doces”, garante a
médica Sylvana Braga, de São Paulo, que emprega o tratamento.
Como a dieta ortomolecular atua no organismo? (Segundo os médicos que a adotam)
A pele fica viçosa, cabelo e unhas mais fortes. O benefício é atribuído às vitaminas A,E
e do complexo B.
Ajuda a prevenir problemas cardíacos ao restringir a ingestão de carne vermelha, rica
em gorduras saturadas e também ao restringir frituras, que aumentam o nível de
colesterol sanguíneo.
O intestino funciona melhor porque a dieta é rica em cereais integrais, frutas e fibras.
Promove perda de peso devido às refeições pouco calóricas, mas ricas em nutrientes
essenciais para o organismo.
Promove diminuição do cansaço e do estresse por meio da reposição de vitaminas,
minerais e aminoácidos.
Combate o envelhecimento precoce devido ao consumo de alimentos ricos em
antioxidantes, substâncias que atuam contra a degeneração celular.
Alivia a retenção de líquidos ao equilibrar a quantidade de potássio, fósforo e sódio com
refeições balanceadas e o consumo de pílulas contendo esses minerais.
A dieta ortomolecular não é milagrosa
Como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. “Os resultados são muito
bons, mas dependem muito da pessoa. Não é um tratamento milagroso, o paciente ideal
é aquele que já se alimenta adequadamente, pratica exercícios físicos, mas não consegue
emagrecer”, acredita Dr. Marcos Natividade.
A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional
promovido pelos suplementos. “Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse,
retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de
peso”, diz o especialista.
Os médicos que empregam a dieta dizem que o tempo de tratamento nos casos de
emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas
não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso.
O ponto central da terapia ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de
doenças. “A função da ortomolecular não é a de combater doenças, mas sim de
fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males
que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas
como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, câncer, intoxicações, doenças
reumáticas e cardiovasculares”, afirma Dr. Marcos Natividade.
Críticas à Medicina Ortomolecular
A medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade. A resolução do
Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.499/98, proíbe aos médicos a utilização de
práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica, bem como a
vinculação de médicos a anúncios referentes a tais métodos e práticas.
Em reportagem publicada, dia 22 de outubro de 2004, no jornal Diário de São Paulo, o
colunista Prof. Dr. Joel Rennó Júnior (Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de
Medicina da USP. Coordenador do Pró-Mulher-Projeto de Atenção à Saúde Mental da
Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP) faz severas críticas
à prática da Medicina Ortomolecular:
“Essa dieta não apresenta nada de novo. Os profissionais recomendam reeducação
alimentar, ou seja, comer várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas,
dando-se preferência a verduras, legumes, frutas e carnes brancas, além dos cereais
integrais. Outras interessantes e “inéditas” informações referem-se à restrição de doces,
carne vermelha e frituras, além das atividades físicas. Alguma novidade, caros leitores?
Supondo haver uma ingestão insuficiente de vitaminas, sais minerais e proteínas, os
ortomoleculares lançam fórmulas com tais complexos, sugerindo que as células
precisam de mais energia para o perfeito funcionamento do organismo. Alegam que tal
método aumenta a qualidade de vida. Será que pessoas jovens, com alimentação
saudável, realmente necessitam de tais complementações?
Esses médicos do regime ortomolecular, observando que grande parte dos seus
pacientes obesos são ansiosos ou deprimidos, lançam mão de fórmulas “mágicas”
contendo, provavelmente, antidepressivos e ansiolíticos — de forma aleatória —, e
alguns, infelizmente, até sem avisar seus pacientes sobre tais recursos terapêuticos.
Outros, justificando-se pela necessidade de aderência terapêutica, ainda mantêm os
velhos inibidores de apetite no início do tratamento.
Outro fato relevante é que tal método, além de dispendioso, pelo valor das consultas e
fórmulas, não possui qualquer comprovação científica. Reitero, aqui, a minha opinião: o
Conselho Federal de Medicina deveria exigir maiores explicações de tais profissionais,
alguns, infelizmente, beirando o charlatanismo e um marketing grotesco. É ético
divulgar tratamentos médicos com exposição pública de pacientes?
Hoje, quando a beleza é perseguida, de forma incessante e até obsessiva, tal dieta tem o
único benefício de engordar o bolso de certos ortomoleculares “diet”. Sai mais barato
buscar uma orientação com um nutrólogo ou nutricionista e investir na mudança de
hábitos de vida, como a prática regular de exercícios. A parte psicológica, tão
importante em obesos, também é negligenciada por ortomoleculares especializados em
dietas.
Fonte: www.enut.ufop.br
Medicina Ortomolecular
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o
equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através
do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou
aminoácidos.
Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os
radicais livres. Mas por que o organismo se desequilibra?
Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma
máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção
podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja
na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.
Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas
engrenagens são os sistemas: NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE.
Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano)
compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma
pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma
falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune.
Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a
formação de radicais livres. Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo
utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A
pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies
tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos
de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo,
portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar' o elétron
desemparelhado.
Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que
resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser
citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.
O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de
radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições
prolongadas ao sol, entre outras.
A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre
outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma
melhor qualidade de vida. A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de
uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina
C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo
500 mg desta vitamina diariamente.
E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no
combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema
imunológico. Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela
também é eminentemente preventiva.
Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma
hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione
diabetes.
O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado
como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão global,
qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos
problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.
Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-
se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a
produção, que nada mais é do que a própria vida.
Medicina ortomolecular
O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular
(das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as
interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse
conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global,
das células, órgãos e sistemas que o compõem. Linus Pauling, já em 1960, considerava
que se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante
equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização
molecular, adquirimos as doenças.
A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao conceito de radicais livres,
sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que respiramos, a principal fonte para a
sua formação. Os radicais livres acarretam enormes desvantagens para o organismo
quando sua produção é aumentada a ponto de superar a capacidade antioxidante natural
do próprio organismo. Nessas condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer
situações degenerativas crônicas para os tecidos orgânicos.
É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da Medicina Ortomolecular, é
necessário e obrigatório ao médico um vasto conhecimento da Clínica Médica
tradicional, com amplos conhecimentos de Farmacologia, para que possa apreciar as
diferenças que existem entre o tratamento convencional e a terapia ortomolecular
havendo, algumas vezes, necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.
Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio metabólico é feito pela
correções dos mecanismos moleculares fisiológicos, suprindo-se o organismo com
elementos adequados para uma reordenação bioquímica, tendo papel principal as
vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os ácidos graxos essenciais e, quando
necessários, alguns hormônios.
Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias doenças, são
considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias que participam
obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos como matéria prima
que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.
O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de forma direcionada, através
da análise mineralógica dos cabelos e exames complementares laboratoriais e/ou
radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a produção excessiva de radicais
livres, diminuindo o consumo abusivo de medicamentos tóxicos para o ser humano
(antibióticos, corticóides, etc ) e, com isso, fazendo a prevenção das doenças
degenerativas crônicas, o que certamente irá proporcionar mais saúde e um envelhecer
com melhor qualidade.
Fonte: www.planetanatural.com.br
O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular
(das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as
interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse
conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global,
das células, órgãos e sistemas que o compõem. Linus Pauling, já em 1960, considerava
que se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante
equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização
molecular, adquirimos as doenças.
A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao conceito de radicais livres,
sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que respiramos, a principal fonte para a
sua formação. Os radicais livres acarretam enormes desvantagens para o organismo
quando sua produção é aumentada a ponto de superar a capacidade antioxidante natural
do próprio organismo. Nessas condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer
situações degenerativas crônicas para os tecidos orgânicos.
É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da Medicina Ortomolecular, é
necessário e obrigatório ao médico um vasto conhecimento da Clínica Médica
tradicional, com amplos conhecimentos de Farmacologia, para que possa apreciar as
diferenças que existem entre o tratamento convencional e a terapia ortomolecular
havendo, algumas vezes, necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.
Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio metabólico é feito pela
correções dos mecanismos moleculares fisiológicos, suprindo-se o organismo com
elementos adequados para uma reordenação bioquímica, tendo papel principal as
vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os ácidos graxos essenciais e, quando
necessários, alguns hormônios.
Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias doenças, são
considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias que participam
obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos como matéria prima
que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.
O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de forma direcionada, através
da análise mineralógica dos cabelos e exames complementares laboratoriais e/ou
radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a produção excessiva de radicais
livres, diminuindo o consumo abusivo de medicamentos tóxicos para o ser humano
(antibióticos, corticóides, etc) e, com isso, fazendo a prevenção das doenças
degenerativas crônicas, o que certamente irá proporcionar mais saúde e um envelhecer
com melhor qualidade.

Medicina Ortomolecular
A Medicina Ortomolecular foi desenvolvida pelo laureado cientista Linus Pauling,
vencedor de 2 prêmios Nobel. O tratamento consiste em combater a formação de
radicais livres, considerados “vilões” do processo de envelhecimento por causarem a
destruição precoce das membranas celulares e, conseqüentemente, o desenvolvimento
de doenças degenerativas. O estresse, o sedentarismo e a poluição são os principais
responsáveis pela formação excessiva desses radicais.
Grande parte das ocupações dos leitos hospitalares, das aposentadorias precoces, da
mortalidade por causa desconhecidas ou complicadas, das cardiopatias e outras doenças
degenerativas decorre de deficiências nutricionais prolongadas que poderiam ser
evitadas com a reposição equilibrada de minerais.
É de fundamental importância que a pessoa passe em consulta com médico especialista
para fazer exames específicos e fazer a reposição correta dos minerais. Nunca faça
reposição mineral por conta própria, pois pode ser prejudicial a sua saúde.
Infelizmente eu sempre vejo entrevistas com alguns médicos e nutricionistas afirmando
que as frutas, verduras e legumes tem tudo o que precisamos para reposição diária de
vitaminas e minerais. Bem quando eles fazem esta afirmação eles esquecem de dizer
que nós precisaríamos ingerir “bacias” destes vegetais para conseguirmos repor o
mínimo de nutrientes para a manutenção da nossa saúde, o que é impraticável. Nós
temos a cada dia o nosso alimento mais pobre em vitaminas e minerais e mais ricos em
metais tóxicos provenientes de pesticidas e agrotóxicos que são terríveis a nossa saúde.
Definciência dos minerais
Cálcio
Cãibras; Bruxismo; Queda de Cabelos; Unhas frágeis e quebradiças; Dentes frágeis e
cáries frequentes; Síndrome de pernas inquietas; Insônia; Arritmias cardíacas e
Palpitações; Osteoporose e Alteração da coagulação.
Magnésio
Tremores musculares; Cãibras; Zumbidos; Tendência para intestino preso; Bruxismo;
Parestesias de MMSS e II principalmente pela manhã; Arritmias e Palpitações.
Zinco
Acne; Letargia; Apatia; Diminuição da memória e concentração; Dificuldade de
concentração; Queda de cabelos; Unhas frágeis, quebradiças e com mancha branca;
Diminuição do Olfato, Paladar e Audição; Zumbidos; Dificuldade de Ereção;
Oligospermia; Irregularidades Menstruais.
Cobre
Dores Articulares; Fraqueza Muscular; Fadiga Fácil; Edema nos Tornozelos e Pulsos;
Queda de Cabelos.
Potássio
Polidipsia; Apatia; Letargia; Cansaço fácil; Arritmias cardíacas e palpitações;
Tendência a intestino preso; Alteração do turgor da pele; Cãibras.
Ferro
Fadiga fácil; Cansaço; Anêmia hipocrômica; Edema de tornozelos que piora com a
posição ortostática durante o dia; Cefaléia; Tonturas; Queilite; Taquicardia e Palpitação.
Manganês
Andar cambaleante; Deficiência de coordenação motora; Perda de equilíbrio;
Diminuição da audição.
Cromo
Alteração do metabolismo dos carbohidratos; Sudorese noturna; Sono agitado com
pesadelos; Pânico e fobias; Diminuição da capacidade de concentração e memorização;
Extremidades trêmulas e frias; Dor de cabeça tipo enxaqueca.
Selênio
Fraqueza muscular; mialgias; Queda de cabelos; Dermatites de pele e couro cabeludo;
Dermatomicoses; Monilíase vaginal; Micoses de repetição com aumento da frequência
de dermatite seborréica.
Iodo
Aumento do peso corporal; Fadiga; Cansaço fácil; Apatia; Embotamento; Pele seca e
áspera; Massa ou nódulo em mamas; Bócio ou massa palpável em tireóide.
Fósforo
Diminuição da memória, Atenção e Concentração; Fadiga e cansaço fácil; Perda de
iniciativa(desiste fácil); Respiração curta com dificuldade; Edema de tornozelos; Dores
articulares com limitação funcional.
Lítio
Depressão; Insônia; Dores musculares tensionais; Aumento dos sintomas da
menopausa.
Metais pesados tóxicos
O inimigo oculto da sua saúde.
Você com certeza já ouviu falar em mercúrio, chumbo, alumínio e arsênico, mas, você
sabia que eles estão presentes no seu dia-dia e podem provocar vários tipos de doenças?
E que são chamados de metais pesados tóxicos? Pois é, estas substâncias provocam um
envenenamento silencioso no nosso organismo.
A vida moderna e industrialização nos trazem muito conforto e comodidade, porém
também trazem substâncias nocivas a nossa saúde e que se acumulam gradualmente nos
nossos tecidos provocando vários tipos de doenças. Os metais pesados são elementos
que não devemos ter no organismo, nem mesmo em quantidades mínimas, pois levam,
em curto prazo a sintomas sub-clínicos ( não característicos de uma doença determinada
) dificultando o seu diagnóstico, e a longo prazo, podem levar a doenças graves, que
variam de acordo com o metal intoxicante.
Dentre as condições e doenças provocadas pela contaminação destes metais tóxicos
podemos citar: Dores de cabeça, osteoporose, insônia, irritabilidade, infertilidade,
depressão, perda de memória, fadiga crônica, dores musculares e articulares.
Quando são absorvidos pelo nosso organismo estes metais levam entre 20 e 30 anos
para serem eliminados, porém para nossa sorte existem substâncias chamadas quelantes
que retiram estes tóxicos do nosso organismo.
Medicina Ortomolecular
Conceito
ORTOMOLECULAR = MOLÉCULAS CERTAS, EQUILIBRADAS

A Medicina Ortomolecular baseia-se em um enorme paradoxo: a vida é um processo de


combustão. O oxigênio, crucial para a existência, é também tóxico para as células.
Ao respirarmos, parte do oxigênio consumido, obrigatoriamente, é transformado em
radicais livres - moléculas instáveis que podem lesar, via oxidação, todas as
macromoléculas da célula.
Alimentação inadequada, fumo, álcool, radiação, poluição, metais de transição e
tóxicos, também contribuem para a geração de radicais livres que, em excesso, superam
os mecanismos de defesa naturais das células e provocam o estresse oxidativo, onde
milhões de células são danificadas e perdem sua função.
Nascem, então as doenças.
O objetivo da Medicina Ortomolecular é justamente reverter este desequilíbrio
molecular, através de suplementação vitamínica, micronutrientes, oligoelementos e
antioxidantes sintéticos, tanto por via oral, quanto parenteral e endovenosa. Ganha,
então, status de Medicina Preventiva, onde a maior preocupação é administrar a saúde e
buscar prolongar a vida saudável e produtiva.
PAULO ROBERTO SILVEIRA

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pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao
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Publicado em 14/06/2009 às 17h36

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MEDICINA ORTOMOLECULAR

Tratamento Ortomolecular é o ramo da ciência que tem como objetivo principal


restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Os elementos naturais, sejam
vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos além de proporcionarem um reequilíbrio
bioquímico, combatem os radicais livres. Estas substâncias quando em excesso são
nocivas, alteram o funcionamento normal do organismo.
Nosso organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para
produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa deste processo, e
formam as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes correspondem
a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais
externa, sendo, portanto, muito reativos, pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar'
o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas
celulares do corpo, o que resulta em lesão e destruição das celulas e, conseqüentemente,
em doenças agudas e crônicas.
Nós estamos sendo permanentemente submetidos a condições que levam ao excesso de
radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições
prolongadas ao sol, entre outras.
Através do uso de vitaminas e minerais, substâncias antioxidantes, entre outros,
conseguimos neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas ( radicais livres ),
proporcionando uma melhor qualidade de vida.
A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma série de nutrientes.
Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarro que
consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta
vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina
proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo
estimulando o sistema imunológico.
A prática ortomolecular é coadjuvante á todas as especialidades médicas, sendo que a
associção de ambas terapias, o resultado final do tratamento é muito mais satisfatório.
A medicina preventiva é maravilhosa, os resultados a longo prazo são excelentes, mas
a prevenção de doenças já começa com nossos hábitos diários, em relação a alimentação
correta, exercícios físicos, e a reposiçãoo de determinadas substâncias que estão
carentes no nosso organismo. Por exemplo, quando estamos estressados, temos um
aumento exagerado de cortisol em nosso organismo "conhecido como hormônio do
estress ", este quando em excesso produz uma série de alterações que nos causam
muitos prejuizos, levando ao desequilibrio interno do nosso corpo.

VITAMINA B1 (TIAMINA): Combina-se com o ATP no fígado, rins e leucócitos, para


formar difosfato de tiamina (pirofosfato de tiamina), o qual é uma coenzima que
intervêm na descarboxilação dos ácidos pirúvico e alfacetoglutárico. Importante na
digestão dos açúcares, possui funções neurofisiológicas, estando implicada nos
fenômenos de neurotransmissão e condução nervosa (depressão, neuralgias, cansaço,
raciocínio, desempenho mental,tonos muscular do coração e do intestino).

• CARÊNCIAS VITAMINA B1 QUE PODE SER REPOSTA COM


TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:
&#61678; Depressão
&#61678; Dores no abdômen e no peito
&#61678; Fadiga
&#61678; Inchaço
&#61678; Insônia
&#61678; Insuficiência cardíaca
&#61678; Irritação
&#61678; Nervosismo
&#61678; Perda de apetite e de energia
&#61678; Perda do tato e da memória
&#61678; Problemas de concentração
&#61678; Sensação de agulhadas e queimação nos pés

• INDICAÇÕES PARA REPOSIÇÃO COM TRATAMENTO


ORTOMOLECULAR:
&#61678; Alcoolismo
&#61678; Disbiose ( ateração da flora intestinal ).
&#61678; Quadros agudos de insuficiência cardíaca de alto débito.
&#61678; Quadros de encefalopatia de Wernicke.

• FONTES:
&#61678; Abacate, amendoim, arroz integral, aspargo, aves, brócolis, carne de porco,
ervilha, farelos de arroz e soja, favas secas, feijões, frutas, gema de ovo, germe de trigo
e grãos integrais, hortaliças, leite, miúdos, nozes, pães e cereais integral, passas, peixes,
soja, suínos.

• CURIOSIDADES:
&#61678; Inimigos da Vitamina B1: Álcool, café e cigarro, antiácido, barbitúricos,
diuréticos, excesso de doces e açúcar.

VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA): No organismo a riboflavina é convertida a flavina


rnononucleotídeo (FMN), que se transforma em flavina adenina mononucleotídeo
(FAD), aliviando a fadiga ocular (vista cansada), mantém saudável a pele e mucosas,
necessária para a formação de anticorpos, transforma carboidratos, gorduras e proteínas
em energia.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Ardor e dor na língua, lábios e mucosas bucais, inflamações no canto da
boca.
&#61678; Catarata.
&#61678; Coceira e ardor nos olhos.
&#61678; Depressão.
&#61678; Estomatite.
&#61678; Fotofobia (sensibilidade dos olhos à luz).
&#61678; Letargia e histeria.
&#61678; Língua arroxeada.
&#61678; Pele seca.
&#61678; Rachaduras nos cantos da boca e nariz.
&#61678; Riblofavina em excesso pode originar urina muito mais amarela.

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Acnes.
&#61678; Amigdalite.
&#61678; Deficiências visuais.
&#61678; Faringite.
&#61678; Furúnculos.
&#61678; Infecções dos brônquios.
&#61678; Olho-de-peixe.
&#61678; Rachaduras e falta de muco na vagina.
&#61678; Verrugas.

• FONTES:
&#61678; Alfafa germinada, aves, carne, cogumelos, fígado, germe de trigo, leite e
derivados, levedo, nozes, ovos, pães e cereais integrais, pólen, soja, tomate,e vegetais de
folhas verdes (espinafre, couve).

• CURIOSIDADE:
&#61678; A luz solar destrói a riboflavina do leite.

VITAMINA B3 (NIACINA, NICOTINAMIDA, ÁC. NICOTÍNICO, PP):

A niacina é convertida para NADH nos organismos vivos, servindo como auxiliar nas
reações de oxi-redução como "transportadora de elétrons". Dilata os capilares, é
desintoxicante, poderoso calmante natural, reduz o colesterol e triglicérides e aumenta o
HDL, reduz o risco de morte em cardiopatas.Essencial para produção hormonal,
necessária para circulação adequada e pele saudável.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Aftas
&#61678; Apatia
&#61678; Depressão
&#61678; Dermatite
&#61678; Diarréia e demência
&#61678; Pelagra

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Depressão
&#61678; Estresse
&#61678; Insônia
&#61678; Nervosismo
&#61678; Pelagra
&#61678; Problemas de pele (acne, erupções)
&#61678; Problemas digestivos

• FONTES:
&#61678; Carnes, cereais (arroz,trigo), fígado, levedo, germen de trigo, farelo de
arroz, gema de ovo, grãos germinados, nozes (oleaginosos), pimenta vermelha, pães
integrais e peixes.

• CURIOSIDADES:
&#61678; A indústria farmacêutica utiliza a niacina em grandes doses como
vasodilatador.

VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOGÊNICO): Nas glândulas supra-renais, estimula a


secreção da cortisona natural que melhora artrite, reumatismo, asma, etc. No stress,
combate fadiga, depressão, e a insônia. Atua na formação de anticorpos, auxilia no
metabolismo das proteínas, gorduras e açúcares, auxilia a conversão de lipídeos,
carboidratos e proteínas em energia, é necessária para produzir esteróides vitais e
cortisona na glândula supra-renal, é um elemento essencial da coenzima A.Na forma de
CoA, o ácido pantotênico desempenha múltiplos papeis no metabolismo celular, sendo
de importância central na liberação de energia pela oxidação dos produtos da glicólise e
outros metabólitos através do ciclo do ácido tricarboxílico (ciclo de Kreb's)
mitocondrial. A CoA é necessária para a síntese de moléculas essenciais, como ácidos
graxos e fosfolípides de membranas e aminoácidos como leucina, arginina e metionina.
Também é essencial para a síntese de isoprenóides, Vitamina D, Vitamina B12 e anéis
de porfirina da hemoglobina e dos citocromos.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Diminuição da produção de anticorpos (aumento de infecções)
&#61678; Fadiga
&#61678; Fraqueza
&#61678; Insônia
&#61678; Problemas Digestivos

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Anorexia
&#61678; Desportistas
&#61678; Doenças debilitantes e crônicas
&#61678; Estresse elevado
&#61678; Estudantes
&#61678; Executivos

• FONTES:
&#61678; Carnes, fígado, frutas, gema de ovo, germen de trigo, legumes, levedo,
peixes de água salgada, pólen, trigo integral e vegetais frescos.

• CURIOSIDADE:
&#61678; É considerada a vitamina anti-stress.

VITAMINA B6 (PIRIDINA OU PIRIDOXINA OU PIRIDOXAMINA): Ajuda a


controlar o Diabetes, atua como coenzima em numerosos sistemas enzimáticos,
(descarboxilases, transaminases). Necessária para o funcionamento de mais de 60
enzimas, auxilia no sistema nervoso, combate vômitos e tonturas da gravidez, converte
o Triptofano em Niacina, importante na formação de mielina, inibe a formação de
catarata, metabolisa aminoácidos e gorduras, participa da formação das hemácias,
participa da formação de células do sistema imunológico, participa do processo de
multiplicação celular.
Desempenha importante papel no metabolismo do SNC, através da descarboxilação do
ácido glutâmico e sua conversão em ácido gama-amino-butírico (GABA). Interfere na
absorção dos aminoácidos pelo intestino e na sua transferência para o interior das
células. Intervém no metabolismo de aminoácidos, como, por exemplo, na
descarboxilação da tirosina, arginina e do ácido glutâmico, na conversão do triptofano
em ácido nicotínico. Produção de glóbulos vermelhos, adequado funcionamento do
sistema nervoso e imunológico.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Alterações da pele (escamosa, oleosa) e do sistema nervoso (irritabilidade,
confusão, convulsões)
&#61678; Dificuldades de aprendizado
&#61678; Fraqueza muscular
&#61678; Náuseas, vômitos, anemia
&#61678; Perda de peso
&#61678; Possui sintomatologia inespecífica, que se confunde com a pelagra:
dermatite seborréica, perturbações nervosas, glossite, confusão mental

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Intoxicação aguda pelo álcool
&#61678; Náuseas e vômitos na gravidez
&#61678; Tratamento da pelagra, crises convulsivas em lactentes
&#61678; Tratamento da TPM
&#61678; Tratamento de neurites provocadas pelo uso prolongado de streptomicina
e/ou soniazida
&#61678; Útil no tratamento da atrofia muscular progressiva, neurites periféricas

• FONTES:
&#61678; Banana, batata, carnes, cereais integrais, fígado, germe de trigo, grãos
germinados, laranja, levedo, nozes, repolho, e soja.

• CURIOSIDADES:
&#61678; O Piridoxal e o fosfato de piridoxal, principais formas da vitamina que
circula no sangue, encontram-se unidas à proteínas plasmáticas
&#61678; Atravessa a placenta e a concentração plasmática no feto é 5 vezes maior
que a concentração materna
&#61678; As numerosas funções da Vitamina B6 em humanos são complexas,
multifacetadas e interrelacionadas
&#61678; Devido à reatividade da forma PLP com aminoácidos e compostos
nitrogenados, as funções bioquímicas da Vitamina B6 situam-se em torno destas
moléculas atuando como um catalizador versátil em diversas reações
&#61678; Há experiências promissoras de seu uso no tratamento do melanoma, o mais
agressivo dos cânceres de pele

VITAMINA B7 (INOSITOL): Ajuda a emulsificar gorduras,

auxilia no crescimento dos cabelos, desempenha papel importante na neuropatia


diabética, mantém a integridade da membrana celular especialmente no cérebro, sistema
nervoso: efeito calmante natural. Coenzima essencial no metabolismo dos ácidos graxos
e carbohidratos e outras reações de carboxilação, assim como na síntese dos ácidos
nucleicos, neutraliza o colesterol (obesidade, arteriosclerose).

• CARÊNCIAS:
&#61678; Anorexia
&#61678; Dores musculares
&#61678; Tratamento da acne e de todas as alopecias, com ou sem seborréia

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Dermatite seborreica do lactante
&#61678; Síndrome de Leiner-Mossus
&#61678; Tratamento da acne e de todas as alopecias, com ou sem seborréia

• FONTES
&#61678; Alfafa germinada, germen de trigo, iogurte, laranja, levedo, melão, nozes
(oleaginosos), e pólen.

• CURIOSIDADES:
&#61678; Associa-se intimamente com a colina
&#61678; A cafeína provoca sua depleção

VITAMINA B8 (BIOTINA): é importante no metabolismo das proteínas e gorduras,


papel fundamental na manutenção da integridade da pele, contribui para a saúde da pele
e do cabelo, previnindo a calvície.

1) CARÊNCIAS:
&#61678; Aumento do colesterol
&#61678; Depressão
&#61678; Dores musculares
&#61678; Fadiga
&#61678; Irritação da pele
&#61678; Náuseas
&#61678; Queda de cabelos
&#61678; Sonolência

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Tratamento da acne e de todas as alopecias, com ou sem seborreia

• FONTES:
&#61678; Ervilhas, feijões, fígado e outras vísceras, gema de ovo, grãos germinados,
lentilha, levedo, nozes, rapadura, e soja germinado.

• CURIOSIDADES:
&#61678; Obtiveram-se resultados particularmente interessantes no tratamento de
acne com a associação da biotina ao ácido pantoténico por via sistémica

VITAMINA B9 (ÁCIDO FÓLICO):


Tem a função de aumentar a defesa imunológica do organismo, regenerar tecidos, e
promover a síntese de proteínas. Mantém a cor natural dos cabelos.
• CARÊNCIAS:
&#61678; Anemia
&#61678; Deficiência do tubo neural
&#61678; Diarréia
&#61678; Distúrbios gastrintestinais
&#61678; Língua avermelhada
&#61678; Partos prematuros

• INDICAÇÕES PARA REPOSIÇÃO COM TRATAMENTO


ORTOMOLECULAR:
&#61678; Anemias hemolíticas e megaloblásticas
&#61678; Complemento vitamínico durante a gestação e lactação para diminuição da
incidência de malformações do tubo neural
&#61678; Melhora da resposta imunológica nos processos infecciosos
&#61678; pacientes portadores de HIV podem ter a absorção de Ácido
Fólico prejudicada
&#61678; Previne o aparecimento da displasia cervical
&#61678; Protege contra o dano hepático em pacientes com artrite reumatóide causada
pelo uso de metotrexato

• CONTRA-INDICAÇÕES:
&#61678; Suspeita ou diagnóstico da anemia perniciosa, já que corrige as
manifestações hematológicas e mascara a anemia perniciosa, possibilitando a evolução
de danos neurológicos

• FONTES:
&#61678; Alfafa germinada, cereais e pães integrais, cogumelos, germe de trigo, grãos
germinados, hortaliças e folhosas verdes, levedo, e nozes.
• CURIOSIDADES:
&#61678; O Ácido Fólico após conversão a ácido tetraidrofólico, é necessário para a
síntese normal de purina e timidilato, metabolismo de aminoácidos como a glicina e
metionina, metabolismo da histidina e na eritropoiese

VITAMINA B12 (COBALAMINA OU CIANOCOLABAMINA): age sobre as células


nervosas (poder de concentração, inflamação dos nervos, dores). Intervém na formação
e maturação (fase pré-megaloblástica) das hemácias. Atua na síntese de DNA, sob a
forma de coenzima, participando do metabolismo das purinas e pirimidinas (ácidos
nucléicos). Ajuda no crescimento e na reprodução celular, proporcionando pele, unhas e
cabelos saudáveis. Auxilia na cicatrização, beneficia a visão e alivia o cansaço dos
olhos.
Juntamente com outras substâncias auxilia na metabolização dos carboidratos, gorduras
e proteínas.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Anemia perniciosa e outras anemias (em vegetarianos convictos e em
pessoas com infestação pela tênia do peixe)
&#61678; Ariboflavinose
&#61678; Atividade mental comprometida
&#61678; Depressão
&#61678; Dificuldade de absorção de nutrientes
&#61678; Diminuição da acuidade visual
&#61678; Distúrbios neurológicos
&#61678; Falta de apetite
&#61678; Falta de reflexos
&#61678; Fraqueza
&#61678; Náuseas
&#61678; Vômitos

• INDICAÇÕES PARA REPOSIÇÃO COM TRATAMENTO


ORTOMOLECULAR:
&#61678; Tratamento de anemias

• FONTES:
&#61678; Alface, algas, fígado, frutos do mar, lacticínios, levedo, ovos, peixes, queijo
roquefort, grãos germinados, rim, tofu, verduras.

• CURIOSIDADES:
&#61678; É produzida particularmente pelos estreptomicetos, além de outros
microorganismos
&#61678; Esta vitamina é mais eficiente se ingerida junto com as vitaminas B6, C e a
niacina
&#61678; Mulheres que estão tomando pílula anticoncepcional, grávidas ou em
período de amamentação tem maior necessidade de vitamina B2
&#61678; Se estiver tomando algum antineoplásico (anticâncer) com metotrexate, esta
vitamina em excesso pode diminuir o efeito do medicamento
VITAMINA B13 (ÁCIDO ORÓTICO): Metabolismo de proteínas e amino ácidos.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Defeitos na produção de proteínas e metabolismo de amino ácidos.

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Hepatopatias
&#61678; Esclerose múltipla
&#61678; Prevenção do envelhecimento

• FONTES:
&#61678; Soro do leite, hortaliças cruas e quase todos os alimentos de origem animal.

VITAMINA B15 (ÁCIDO PANGÂMICO): antioxidante, auxilia no processo de


desintoxicação do fígado (antifadiga), melhora a oxigenação celular (qualquer
intoxicação e o envelhecimento), ocasiona baixa do ácido lático, diminuindo a fadiga
muscular em atletas.

• CARÊNCIAS:
&#61678; Hipoglicemia
&#61678; Perturbações sangüíneas
&#61678; Úlcera duodenal

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Cansaço
&#61678; Fadiga
&#61678; Para atletas

• FONTES: amêndoa do damasco, arroz, aveia, cevada, grãos germinados, levedo e


milho.

VITAMINA B17 (LAETRILE OU AMIGFALIN): combate o câncer, contém


moléculas de cianeto, que propiciam sua utilização em casos de câncer, pois as células
cancerosas parecem incapazes de metabolizar o cianeto como as células normais.

CARÊNCIAS:
&#61678; A essencialidade vitamínica ainda não está confirmada

• INDICAÇÃO PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Sua utilização tem sido esclusivamente nos tratamentos de câncer

• FONTES: Ameixas, amêndoa do damasco, broto de feijão, cerejas, maçãs,


pêssego, trigo mourisco.

• CURIOSIDADES:
&#61678; Composto por 4 moléculas, 2 açúcares, 1 benzaldeído, 1 grupo cianeto.
&#61678; O cianeto sozinho é mortal se ingerido, mas por ele estar ligado a um
segundo elemento químico (benzaldehidro) ele passa pelo nosso trato intestinal sem
causar danos ao nosso organismo.
&#61678; A molécula da vitamina B 17, quando em contato com uma célula
cancerosa, é quebrada e o elemento tóxico cianeto ataca diretamente a célula cancerosa,
agindo como se fosse uma quimioterapia dirigida (como um tiro ao alvo).
&#61678; O componente químico que proporciona a quebra da molécula, se chama
Beta–Glucosidase, que envolve uma célula cancerosa.
&#61678; Uma célula cancerosa, possui 3000 vezes mais Beta–Glucosidase que uma
célula normal.
&#61678; Uma pessoa com câncer, deve se alimentar de uma grande quantidade de
sementes de abricó, aliado a ingestão de vitamina C, e vitamina E, assim como vitamina
B 17 injetável.

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO): Antioxidante. importante no crescimento dos


ossos e tecido conjuntivo, no funcionamento dos vasos sangüíneos. Agente regulador
das reações de oxirredução intracelulares, e reparação de feridas.

• FUNÇÕES:
&#61678; Ajuda o organismo a absorver o ferro
&#61678; Ajuda o organismo na recuperação de queimaduras e ferimentos
&#61678; Atua na conversão do ácido fólico em folínico
&#61678; Atua na síntese do colágeno
&#61678; Maturação dos glóbulos vermelhos (hemácias)
&#61678; Na ativação de enzimas
&#61678; Na defesa do organismo contra microorganismos
&#61678; Na respiração celular
&#61678; Na síntese de hormônios corticosteróides
&#61678; No mecanismo de produção das hemoglobinas (Hb)
&#61678; No metabolismo da vitamina B12
&#61678; No metabolismo de aminoácidos

• CARÊNCIAS:
&#61678; Degeneração generalizada de fibras musculares, seguida de extrema
fraqueza
&#61678; Dentina porosa e descalcificada, dentes frágeis
&#61678; Distúrbios emocionais
&#61678; Edema das extremidades
&#61678; Escorbuto
&#61678; Fragilidade capilar e tendência a hemorragias ao nível da pela e mucosas
&#61678; Fragilidade óssea com tendência a fraturas
&#61678; Hemorragias nasais
&#61678; Hiperqueratose dos folículos pilosos
&#61678; Irritabilidade
&#61678; Mal-estar
&#61678; Parada de crescimento
&#61678; Petéquias
&#61678; Retardamento na cicatrização de feridas
&#61678; A morte pode sobrevir por infecções secundárias

• INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO ORTOMOLECULAR:


&#61678; Acelerar cicatrização de feridas
&#61678; Aumentar a resistência do organismo às infecções
&#61678; É útil em casos onde há distúrbios da formação dos ossos e dos dentes
&#61678; Previne a aterosclerose
&#61678; Previne a esquizofrenia
&#61678; Previne a hipercolesterolemia
&#61678; Previne o câncer
&#61678; Previne o resfriado comum
&#61678; Restaura o tecido lesado por queimaduras ou traumatismos

&#61678; Tratamento do escorbuto

• FONTES:
&#61678; Abacaxi, agrião, batatas, brócolis, caju, couve, espinafre, frutas cítricas,
goiaba, manga, pimentas verde, repolho, tomate, uva.

• CURIOSIDADES :
&#61678; Essencial para a formação do tecido conjuntivo
&#61678; O teor de vitamina C no sangue de indivíduos normais é de 0,8 a 2,4
mg/100 ml de plasma
&#61678; Acumula-se principalmente na retina, hipófise, córtex adrenal, timo, fígado,
cérebro, gônadas, baço, pâncreas, pulmões, rins, e sangue.
&#61678; Só homem, macaco e roedores não sintetizam vitamina C, tendo que obtê-lo
a partir de frutas, verduras e legumes crus, pois, o calor a destrói rapidamente

A palavra ortomolecular provém de:Orto = equilíbrio e molecular = moléculas.


Baseado no principio de Linus Pauling – Prêmio Nobel de Química, o corpo humano é
formado por trilhões de molécula.
A palavra ortomolecular provém de:Orto = equilíbrio e molecular = moléculas.
Baseado no principio de Linus Pauling – Prêmio Nobel de Química, o corpo humano é
formado por trilhões de molécula. Quando elas estão em equilíbrio, estamos saudáveis,
quando não, estamos doentes.
Dentro do processo do envelhecimento, os sistemas do paciente são tratados pelos
princípios farmacológico convencionais, mas a preocupação dos tecidos depende de
fatores nutricionais.
O uso de suplementos nutricionais como vitaminas, sais minerais, ácidos graxos,
aminoácidos e nutricionais em geral têm despertado grande interesse.
Dentro do processo de envelhecimento várias doenças se associam à presença dos
radicais livres. Uma das mais importantes é a arteriosclerose _ formação de placas de
gordura nas paredes das artérias. Para o colesterol se depositar nas paredes das artérias
ele precisa, previamente oxidar-se com a participação de radicais livres. Este último
conceito é a base científica do desenvolvimento ortomolecular.
A maior parte dos nutrientes utilizados dentro da pratica ortomolecular são ingredientes
que fazem parte do metabolismo normal das células. Por exemplo: a vitamina C é
necessária para manter a atividade dos glóbulos brancos na defesa do organismo, assim
como do metabolismo do colágeno, cuja degeneração e uma das manifestações externas
do envelhecimento.
Minerais como o zinco participam de mais de oitenta reações bioquímicas, permitindo a
funcionamento dos sentidos do paladar e do olfato, assim como a regulagem das
substâncias liberadas como resposta ao estresse.
Aminoácidos agem como precursores de substâncias importantes. A arginina produz o
óxido nítrico, que relaxa as artérias.
O selênio participa na atividade da enzima glutationa que impede a formação de radicais
livres de gordura como o colesterol. A deficiência de selênio está associada a alterações
da glândula tireóide.
Estas deficiências são resultantes dos solos pobres onde os alimentos são produzidos.
O médico só administra aquilo que o organismo precisa, nas quantidades adequadas.
A ortomolecular procura meios para uma vida saudável já que o envelhecimento é um
processo enexorável da vida.
Última Atualização ( 15 de março de 2006 )
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Saiba o que são os revolucionários smart nutrients, como eles atuam no cérebro,
melhoram a nossa inteligência e combatem o envelhecimento
Qual a relação entre alimentação e personalidade? Por que vivemos cada vez mais
estressados e deprimidos? Como melhorar a nossa inteligência, sermos mais tranqüilos
e felizes? As respostas para estas questões podem estar nos smarts nutrients – vitaminas,
gorduras, aminoácidos e minerais essenciais cada vez menos presentes na nossa dieta.
Nutrição Cerebral, novo livro do dr. Helión Povoa, o precursor da medicina
ortomolecular no Brasil, escrito em conjunto com o psiquiatra Juarez Callegaro, a
nutricionista Luciana Ayer e organizado pela jornalista Lucia Seixas, mostra de que
forma a falta de nutrientes no cérebro pode determinar o declínio da inteligência e,
conseqüentemente, provocar depressão, doenças neurodegenerativas e até mesmo
desvios de personalidade. Para os autores, maiores especialistas brasileiros no assunto, o
equilíbrio nutricional do cérebro é a chave do nosso bem-estar.
O livro revela como a medicina e a psiquiatria ortomoleculares podem se tornar
ferramentas importantes na prevenção dos sofrimentos mentais, através da manutenção
e amplificação da inteligência humana.
Ao mostrar quais são as verdadeiras necessidades nutricionais do nosso cérebro - desde
o nascimento até a velhice - os autores apontam que caminhos devemos tomar para
sermos mais plenos e felizes. De uma forma clara e com informações recentes da
Nutrologia, eles informam as relações existentes entre estresse, personalidade,
inteligência emocional, neutrotransmissores e bem-estar.
MEMÓRIA: CONDIÇÃO FUNDAMENTAL NA VIDA DOS SERES HUMANOS

Segundo especialistas, um dos aspectos mais difíceis de se observar é a mente humana.


Neste sentido, nos últimos tempos tem-se intensificado os estudos e discussões,
principalmente pelos neurologistas, psicólogos, filósofos e pedagogos, no intuito de
entender melhor o que é a mente humana, aprofundando conceitos especialmente em
relação ao funcionamento da memória. Eles acreditam que o tema precisa ser estudado
em diferentes níveis de análise, pois só assim será possível um conhecimento mais
aprofundado sobre o assunto. Através destes estudos percebeu-se que a memória não é
como um filme que poderia ser reproduzido muitas vezes sem que seu conteúdo
sofresse alterações. A professora Giuliana Manzzoni, do departamento de Psicologia da
Universidade Seton Hall, Nova Jersey, Estados Unidos, diz que “A memória não é
reprodutiva. Ao contrário, está articulada a uma série complexa de processos – entre os
quais aquele relativo à atenção e à percepção, cujo papel é preponderante – mediante os
quais informações são codificadas de modo fragmentário e distribuídas em várias áreas
do cérebro.” Portanto, a informação jamais será a cópia exata do que ocorreu. A
recordação de lembranças pode ser o resultado de um processo de reconstrução, que
reativam e criam informações.
A memória permite as pessoas lembrarem das experiências passadas, e delas se
aproveitarem para construir novos elementos e situações. Baseado nisso a escritora
Maria Tereza Miranda diz que: “A memória constitui-se num arquivo de sensações e
percepções, que ao reconhecer o que foi aprendido e retido, torna-se uma função
neuropsicológica imprescindível à aprendizagem”. A partir do armazenamento de
informações, podemos aprender com as vivências que tivemos no passado, agir com
maior compreensão e segurança no presente, e planejar o futuro. Neste prisma podemos
afirmar que a memória nos constitui como sujeitos únicos.
Ainda neste sentido, podemos considerar que, no momento em que lembramos e
relembramos de determinadas informações, o cérebro passa a combiná-las e organizá-
las para que sejam, através do raciocínio, analisadas e aproveitadas. Neste sentido
podemos perceber que a memória é a base do raciocínio e do conhecimento, exercendo
um papel fundamental no desenvolvimento da inteligência, nas ações e na vida do ser
humano.
Para que se entenda melhor os processos realizados pela memória, passo a descrever
suas fases:
- Fixação: é a captação das vivências e a gravação dos fatos de modo que sejam
incorporados à mente. Disso depende a atenção, a intensidade de estímulos, o interesse e
ainda o bom funcionamento da nossa vida psíquica.
- Conservação: esta fase consiste na conservação das informações já fixadas, que são
denominadas de memórias de curto prazo, da qual trataremos mais adiante.
- Evocação: é a fase onde desarquivamos as informações, e trazemos para o campo da
nossa consciência. Aqui influi de forma decisiva a nossa vontade, condições
psicológicas, vivacidade das recordações e impregnação sentimental.
- Reconhecimento: fase em que analisamos se o fato lembrado, é realmente o que
precisávamos lembrar.
A memória é criada pela conexão entre neurônios através da sinapse, isto é, quando os
neurônios em um circuito reforçam a sensibilidade de suas conexões, conhecidas como
sinapses, e são gravadas no hipocampo.
Esse mecanismo consiste na justaposição entre os prolongamentos neurais chamados
axônios e dendritos. Quando as sinapses não são utilizadas, atrofiam-se, e as lembranças
ligadas a elas podem enfraquecer e até desaparecer, seja por falta de uso ou por doenças
como Alzeimer, por exemplo.
No caso das memórias de curto prazo, o efeito dura apenas de minutos a horas. Para
memórias de longo prazo as sinapses tornam-se permanentemente fortalecidas. O maior
valor da memória humana está na sua capacidade para adquirir, reter e recuperar
informações. Não retemos tudo o que experimentamos, mas toda a experiência deixa
uma impressão. Não adianta apenas adquirir e reter informações, o fundamental é poder
recuperá-las sempre que necessitarmos. A memória é muito dinâmica, suscetível às vias
nervosas que são reguladas pela emoção e sentimentos. Memórias carregadas de
emoção são mais marcantes, pois a emoção é acompanhada pela descarga de doamina e
de noradrenalina que se incorporam na memória.
Utilizamos aproximadamente 60 enzimas para fazer uma memória. Como temos uma
quantidade limitada de enzimas, usamos as que temos para fazer outra memória, isso
significa que usamos praticamente tudo o que temos instalado em nosso cérebro em
determinado momento.
TIPOS DE MEMÓRIA

MEMÓRIA DECLARATIVA: como o nome já diz, é a capacidade de declarar,


verbalizar um fato. São classificadas em:
- Memória Imediata ou Operacional: é a memória que dura poucos segundos. Por
exemplo: repetir um número de telefone que é dito. São vivências que não deixam
“traços”.
- Memória de Curto Prazo: é a memória com duração de algumas horas. Existe a
formação de traços de memória, no período de consolidação. Um exemplo é a
capacidade de lembrar a roupa que se vestiu, ou com quem se falou no dia anterior.
- Memória de Longo Prazo: é a memória com duração de anos. Por exemplo, o
aprendizado de uma outra língua ou alguma técnica, biografia pessoal.
MEMÓRIA DE PROCEDIMENTO: é a capacidade de se reter e processar informações
que não podem ser verbalizadas, como tocar um instrumento, aprender a dirigir. Ela é
mais estável, mais difícil de ser perdida.
Não é apenas o aspecto físico ou as impressões digitais que nos diferem de outras
pessoas. Somos únicos por termos experiências únicas, emoções personalizadas,
vivências diferentes e com isso a formação da memória individual.
O ESQUECIMENTO

O esquecimento é uma condição da memória, que depende da saúde mental e da vida do


ser humano. Nos casos em que não há problemas de saúde, um dos fatores fundamentais
para que não ocorra o esquecimento é a utilidade da informação. A informação que não
se utiliza, perde a força de recuperação, assim como para a informação perdurar ela
deve ter significado claro. Como professora não posso deixar de salientar a importância
de o ensino na escola estar em consonância com a realidade dos alunos, para que as
aprendizagens tenham significado e assim possam ser armazenadas e recuperadas
sempre que necessário.
A repressão se caracteriza pela omissão de lembranças traumáticas, experiências
dolorosas e de humilhação, como estupros, assaltos, acidentes de trânsito grave, morte,
etc... Algumas pessoas apagam automaticamente do cérebro tais memórias, outras
precisam de terapia e acompanhamento médico para conviver com memórias
desagradáveis de fatos que ocorreram com grande carga de stress e medo, pois mesmo
não sendo lembradas voluntariamente, os estímulos estressantes retornam na forma de
pesadelo, durante o sono. Segundo o professor R. Douglas Fields, “Os cientistas
começam a vislumbrar esse tipo de terapia do esquecimento à medida que entendem
cada vez mais sobre como o cérebro registra e descarta os acontecimentos”.
Outros fatores que podem causar esquecimento são: ansiedade, depressão, amnésia,
doença de Alzheimer, doença de Parkinson, uso de drogas, álcool, deficiência de
vitamina B12, e alto grau de stress, acidentes com pancada grave na cabeça.
Sabemos que a pessoa à medida que envelhece vai perdendo a memória. Esta situação
pode ser amenizada, no entanto, é inevitável por causa da perda neuronal, pois estamos
continuamente perdendo neurônios e com eles se vão as memórias que eles continham.
É importante lembrar que algumas doenças são próprias da idade, como doença de
Alzheimer, doença de Parkinson e outras doenças degenerativas. Muitas vezes as
pessoas de idade avançada lembram de fatos do passado e não lembram de fatos
recentes, são as chamadas ilhas de memória, que carregam informações muito antigas,
inclusive histórias de antepassados que a própria pessoa nem viveu, mas de alguma
forma marcou.

DROGAS INTELIGENTES: As Drogas que turbinam o Cérebro.


Assim como a cirurgia plástica “reforma” áreas do corpo humano para ficar
esteticamente melhor, as smart drugs, drogas inteligentes, surgem para o
aperfeiçoamento do cérebro humano. Há grupos de estudos formados por
neurocientistas, psicólogos, educadores e profissionais da bioética afirmando que
mesmo com conseqüências ainda imprevisíveis estamos na “ERA da REFORMA
CEREBRAL”.
Além das substâncias químicas que já existem e outras que estão surgindo, há uma
técnica chamada de Estimulação Magnética Transcraniana, a qual utiliza ímãs para
aumentar a atividade em determinadas regiões cerebrais, dando esperanças a pacientes
com alto grau de depressão, alzeimer e outras doenças cerebrais.
Tais drogas e/ou técnicas, servem para turbinar a capacidade cognitiva, ampliando a
atenção, a memória, a inteligência e outras funções cerebrais. A Ritalina é usada por
estudantes para melhorar seu desempenho, o Modafinil para tratar desordens do sono e
auxiliar a memória, melhorando a performace no trabalho. Anfetaminas ou cápsulas de
cafeína são utilizadas para manter-se acordado evitando sonolência. Estes estimulantes
entre outros, têm efeito temporário e mexem com todo o sistema nervoso, produzindo
efeitos colaterais.
As smart drugs – drodas inteligentes- são apresentadas como sendo a alternativa para
uma melhoria duradoura, pois são comprovadamente potentes. Esta alternativa é nova e
delicada, justamente por isso gera preocupações, e não devem ser usadas de maneira
irresponsável, pois seus efeitos são muito diferentes da cafeína, por exemplo. O efeito
colateral neste caso, segundo alguns cientistas, não é físico, e sim mental, além do efeito
não ser o mesmo em todas as pessoas, lembrando também que há risco da dependência
física, o vício.
CURIOSIDADES

O cérebro se adapta ao estilo de vida do seu dono.


Conforme nossas habilidades, ou ações mais freqüentes e rotineiras, é a área mais
desenvolvida do nosso cérebro. Um exemplo, segundo cientistas, é o mapa cerebral de
violinistas, porque a região cerebral que comanda os dedos da mão esquerda é maior do
que a da direita. O mesmo ocorre com quem lê textos apenas em braile, uma vez que
desenvolve a uma parte do cérebro que substitui a visão.
• “O cérebro se reinventa, cria novos neurônios, novas conexões e novas funções para
áreas pouco utilizadas”.(Rafael Kenski)
• Todo o cérebro trabalha o tempo inteiro, mas de acordo com o que fazemos, algumas
partes são mais ativas que outras.
• “É como um músculo: se você exercita, você está mais protegido contra problemas”,
diz Lea Grinberg, coordenadora do banco de cérebros da USP. A leitura é um ótimo
exercício, assim como palavras-cruzadas, jogos de estratégia entre outros. Exercício
físico também ajuda, eles auxiliam o cérebro a funcionar melhor e fazem nascer novos
neurônios.
Estas informações foram baseadas no artigo “A revolução do cérebro”, da revista Super
Interessante, edição 229 de agosto

Quando se deseja otimizar a saúde, a qualidade de vida, aumentar a longevidade, é


necessário saber em que níveis estão nossas funções vitais, parâmetros bioquímicos,
presença de parasitoses intestinais, anomalias do sono, disfunções bioelétricas cerebrais,
deficiência de enzimas digestivas e problemas de má absorção. E depois do diagnóstico,
muitos são os elementos que podem ser utilizados para se conseguir o equilíbrio ideal
do organismo.
E as smart drugs (drogas inteligentes), tão faladas ultimamente, fazem parte
deste arsenal, pois são substâncias químicas que melhoram acentuadamente o
desempenho cerebral, aumentando consideravelmente a capacidade cognitiva, memória
e raciocínio. Elas são divididas em dois grupos: vasoativos cerebrais e nootrópicos,
além de algumas vitaminas, alguns aminoácidos e outros minerais.
Uma das mais importantes substâncias vasoativas chama-se Ginkgo Biloba que
tem a propriedade de melhorar a circulação sanguínea cerebral, otimizando sua
perfomance.
As substâncias noótropicas agem aumentando o número de receptores, liberam
colínérgicos, aumentam as funções cerebrais sem interferirem acentuadamente em
outras funções o sistema nervoso central. O DHEA faz parte deste grupo.

• Ginkgo Biloba - Substância vasoativa. É um poderoso antioxidante (funciona


como antienvelhecimento). Seu uso contínuo, juntamente com outros nutrientes
aumenta consideravelmente a perfomance cerebral, principalmente a atenção, memória,
vigília e aprendizado. Seu extrato seco contém como princípios ativos, flavonóides
triterpênicos, seu uso aumenta perfusão cerebral e otimiza o consumo de oxigênio e
glicose pelo cerébro.
O uso contínuo de Ginkgo Biloba, juntamente com outros nutrientes aumenta
consideravelmente a perfomance cerebral, pricipalmente a atenção, memória, vigília e
aprendizado. É indicado também para o Mal de Alzheimer e na demência causada por
multi-infartos cerebrais (ateroesclerose). Seu uso, em todas as faixas etárias otimizam as
ondas Alfas no EEG e mapeamentos cerebral computadorizado, melhorando a
capacidade de concentração.

• Fosfatidil Serina - É um fosfolipídeo natural de membrana celular, que participa


dos mecanismos de decodificação de sinais transmembranas desencadeando inúmeros
processos bioquímicos. É essencial para todo e qualquer tratamento que vise ao
envelhecimento cerebral. E no Mal de Alzheimer sua aplicação é fundamental.

• DHEA - Dehidroepiandrosterona - É um hormônio esteróide produzido pela


glândula supra-renal. É o esteróide mais abundante na corrente sanguínea. É precursor
de hormônios sexuais (Estrogênio e Testosterona). Seu papel biológico específico ainda
não está totalmente elucidado. No entanto, já está claro que sua suplementação exerce
influência positiva nos processos de envelhecimento e obesidade. Observação: todos
estes elementos só devem ser utilizados sob orientação médica.

• Fosfatidil Colina - É essencial para manter a fluidez das membranas celulares. A


colina faz parte da estutura molecular da Fosfatidil Colina e participa na síntese de
Acetil Colina. É fundamental para otimizar as atividades cerebrais: preservação da
integridade dos neurônios cerebais, memória, vigília, sono e processo cognitivo.
Também fundamental para o tratamento do Mal de Alzheimer.

• DMAE - É um produto natural, precursor imediato da Colina, estimulando com


isto a formação de Acetil Colina, melhor que a própria Colina, pois atravessa apenas as
membranas doentes. o DMAE é um importante varredor de radicais livres,
principalmente dos Radicais Hidroxila. É fundamental em todos os tratamentos de
otimização de memória. É indicado na prevenção do envelhecimento, quadros
depressivos (não psicóticos), fadiga, apatia, desordens do movimento, dificuldade de
aprendizado, hiperatividade nas crianças, Mal de Alzheimer. Normaliza o Sono REM.
Contra indicações: Esquizofrenias, PMD e Epilepsias. Efeitos colaterais eventuais:
Tensão muscular, dificuldade para adormecer.

Vitaminas

A Obtenção de Energia
Energia é a “Capacidade de realizar trabalho”. Os organismos vivos necessitam dessa
energia para desenvolver suas atividades metabólicas mantenedoras da vida. A fonte
máxima de energia é o sol, e através da fotossíntese, os vegetais conseguem, na síntese
da glicose, obter os nutrientes que necessitam; os animais e os seres humanos os obtêm
a partir dos alimentos (vegetais e outros animais) que ingerem e que são processados no
trato digestório.
A Digestão e Absorção de Nutrientes
O Sistema digestório é um complexo tubo tortuoso de forma e diâmetro irregulares,
com cerca de nove metros de comprimento, iniciando-se na boca e estendendo-se até o
ânus. Em suas cavidades, os alimentos ingeridos são impulsionados, esmagados e
metabolizados com o auxílio de diversos órgãos que secretam substâncias que de
alguma forma participam dos processos de digestão e absorção de nutrientes essenciais
à manutenção da vida.
O estudo dos grupos de nutrientes tem contribuído sobremaneira para o entendimento
dos processos desenvolvidos no trato digestório.
As vitaminas, objeto deste estudo, são compostos orgânicos imprescindíveis para
algumas reações metabólicas específicas, agindo muitas vezes como coenzimas ou
como parte de enzimas responsáveis por reações químicas essenciais à saúde humana.
São usualmente classificadas em dois grupos, com base na sua solubilidade,
estabilidade,ocorrência em alimentos, distribuição nos fluídos corpóreos e sua
capacidade de armazenamento nos tecidos.
PAULO ROBERTO SILVEIRA

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Publicado em 14/06/2009 às 17h46

COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR III

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
Cada uma das vitaminas lipossolúveis, A, D, E e K, tem um papel fisiológico separado e
distinto. Na maior parte, são absorvidos com outros lipídios, e uma absorção eficiente
requer a presença de bile e suco pancreático. São transportadas para o fígado através da
ninfa como uma parte de lipoproteína e são estocadas em vários tecidos corpóreos,
embora não todas nos mesmos tecidos, nem na mesma extensão. Normalmente são
excretadas na urina.
FONTES NATURAIS DE VITAMINAS
“O Segredo simples da vitalidade”
Nas últimas décadas, pesquisadores têm dedicado seus estudos à busca de uma melhor
integração do homem com os alimentos que se consome, procurando equilibrar e
aperfeiçoar a máquina biológica complexa do corpo humano. Os caminhos desses
estudos apontam para várias direções, mas um aspecto comum interessante é a
descoberta do valor terapêutico de plantas, ervas, flores e frutas, confirmando
cientificamente o poder da alimentação natural da influência de substitutivos químicos
que agridem o organismo, ocasionando males e doenças que eram absolutamente
desconhecidos de nossos antepassados.
Entre uma série de alimentos estudados pela engenharia bioorgânica, estão os sucos
verdes, que atuam como nutrientes de um organismo, agindo em músculos e nervos e
dificultando a aquisição de doenças como até mesmo o câncer.
Em 17 de maio de 1994, numa reunião de médicos em Boston o Doutor George W.
Crile, de Cleveland, afirmou que o que comemos é radiação, nosso alimento equivale a
determinadas quantias de energia.
Os raios de sol fornecem radiação importantíssima aos alimentos e estes cedem
correntes elétricas ao sistema do corpo.
A energia solar está armazenada na planta que comemos ou na carne dos animais que
comem plantas. Hoje retiramos do carvão ou do petróleo a energia solar aprisionada na
clorofila dos vegetais que viveram há milhões de anos. Vivemos do sol por intermédio
da clorofila.
Fitobróquios: As Vitaminas do Futuro
O que é melhor para a saúde: comer frutas, legumes e verduras diariamente ou tomar
uma pirula contendo vitaminas e antiosxidantes.
Muitas pessoas marcariam a segunda escolha, estariam equivocadas. As pesquisas mais
recentes comprovam que frutas, legumes e verduras contêm, além dos nutrientes
indispensáveis a saúde, componentes capazes de bloquear a formação de tumores
cancerígenos: os fitobioquímicos tais como: brocolio, couve-flor, cenoura, abobrinha,
cebola, repolho, pimentão, tomate e diversos tipos de frutas (laranja, acerola, mamão,
manga, banana, figo etc).
HIPOVITAMINOSE
Vitamina A (lipossolúvel)
Cegueira Noturna-Causada por falta de vitamina A, falta de capacidade de perceber
detalhes em ambientes pouco iluminados.
Ex: Sai de um quarto iluminado e entra em um escuro.
» Cefaléia;
» Lesões na Pele
» Pele áspera e seca.
» Auxilia no tratamento de sarampo e rubéola em quase todas as doenças infeccionadas.
A falta de vitamina A facilita mais a pegar doenças infeccionadas.
» Alterações cutâneas: A pele se torna seca escamosa e áspera conhecida como pele de
ganso ou pele de sapo.
Vitamina B (Hidrossolúvel)
» Beriberi = doença por deficiência de tianina. Encontrada na Vitamina B1.
» Pelagra= doença causada por deficiência de niacina encontrada na
vitaminaB6cansaço.
» Falta de Apetite
» Causa atraso no crescimento.
Vitamina C (Hidrossolúvel)
» Deficiência causa gripe, resfriado e infecções;
» Aumenta a resistência do organismo;
» Provoca hemorragias nas gengivas e na pele (conhecida como escorbuto).
Vitamina D (Lipossolúvel)
» Provoca Raquitismo;
» Desgaste dos ossos (osteoporose) e dos dentes.
Vitamina E (Lipossolúvel)
» Não causa deficiência;
Vitamina K (Lipossolúvel)
» Com a má absorção de lipídeos pode causar destruição da flora intestinal.
» Não foi registrado caso de deficiências grave.
HIPERVITAMINOSE
Vitamina A (Lipossolúvel)
» Excesso pode causar náuseas:
» Vômitos;
» Fadiga;
» Cefaléia;
» Anorexia;
» Coloração Amarelada da pele.
Vitamina B (Hidrossolúvel)
» Não há nenhum efeito tóxico conhecido pela tianina;
» Niocina (pelegra) = Doses grandes tem sido usado na tentativa de abaixar a
concentração de colestrol no sangue.Pode ser tóxica para o fígado.
Vitamina C (Hidrossolúvel)
» Não há efeito tóxico.
Vitamina D (Lipossolúvel)
» Anorexia;
» Vômitos;
» Dor de Cabeça;
» Sonolência e Diarréia.
Vitamina E (Lipossolúvel)
» Não apresenta efeitos tóxicos.
Vitamina K (Lipossolúvel)
» Não apresenta efeitos tóxicos.

MEGAVITAMINAS
Substância orgânica que os alimentos fornecem em muito pequena quantidade
(geralmente alguns miligramas diários) para assegurar a saúde normal. (Radical grego
colocado antes de uma unidade a multiplica por um milhão).
Definição
Defende o ponto de vista de que podemos ser carentes de certas vitaminas e que a
maneira de consertar esta carência e, portanto evitar e curar doenças, e ingerir grandes
doses delas.
Antecedentes
O Dr. Linus Pauling, duas vezes vencedor do Prêmio Nobel e campeão da vitamina C,
foi uma das primeiras pessoas a se interessar seriamente pelos efeitos da ingestão de
altas doses de vitaminas na prevenção e cura de doenças.
Relatam curas em casos de alcoolismos, hiperatividade infantil, dependência de algumas
drogas, osteoartrite, “neurite”, esquizofrenia, depressão e outros problemas
psiquiátricos.
Os criadores da psiquiatria ortomolecular sugerem que variando-se as concentrações de
substâncias normalmente presentes no organismo humano, poderemos ajudar a doença
mental. Segundo esses teóricos, as diversas células do cérebro necessitam de nutrientes
muito diferentes; as células cerebrais e nervosas, por exemplo, precisam de muito mais
vitaminas B e C do que outras partes do organismo.
Para o cérebro funcionar normalmente ele precisa, pelo menos das vitaminas
riboflavina, nicotinamida, piridoxina, cianocobalamina, ácido ascórbico, e ácido fólico.
Existem outras substâncias químicas essenciais ao funcionamento sadio do cérebro e
nós estamos apenas engatinhando no que diz respeito ao conhecimento da bioquímica
cerebral.
Livros inteiros tem sido escritos acerca do valor da terapia das megavitaminas para
essas doenças e muitos relatórios de pesquisas mostram excelentes resultados.
Ela Funciona ?
É tentador achar que todos os relatórios são válidos e a cura para males como o
alcoolismo, esquizofrenia, algumas doenças mentais, dependências de drogas e
hiperatividade infantil estão ao alcance das mãos.
Os bioquímicos e os psiquiatras, em sua maioria, recusam-se a aceitar a existência de
uma justificativa adequada para a prescrição de doses maciças de vitaminas
principalmente por haver tão poucas provas convincentes. O que é preciso são testes
controlados sérios para examinar cada área em que se afirma que as megavitaminas
funcionam.
Os remédios simples são sempre mais atraentes, especialmente quando se trata de
problemas complexos.
A Terapia das Megavitaminas é um desses remédios simples. Só a pesquisa poderá
provar se ela é realmente útil.
FATORES NÃO CONFIRMADOS COMO VITAMINAS
Alguns fatores alimentares têm características de vitaminas,mas, por várias razões, não
são classificados como vitaminas. Alguns deles têm sido observados apenas em animais
(não os humanos).Outros podem ser sintetizados em alguma extensão no corpo,mas
necessitam de suplementação dietética em períodos de tensão.Alguns são
simplesmente substâncias que são conhecidas por ocorrerem em tecidos humanos para
o qual nenhuma finalidade foi ainda identificada.
COLINA
A colina é um componente essencial dos tecidos animais e tem sido classificada como
tendo atividade similar à das vitaminas em animais de experimentação.Os humanos,
entretanto, podem sintetizar colina a partir de etanolamina e grupos metil derivados da
metionina, mas na maior parte do tempo,a colina vem dos fofatídeos da dieta.
FUNÇÕES
A única função da colina é como um componente de grandes moléculas.A lecitina
(fosfatidilcolina) é um componente estrutural das membranas celulares e das
lipoproteínas plasmáticas,e funciona como um surfactante pulmonar.A esfingomielina
também é um componente estrutural.A acetilcolina funciona como um
neurotransmissor.
INGESTÃO NA DIETA
A necessidade para colina é elevada durante o crescimento e desenvolvimento e pode
exceder a capacidade sintética do recém-nascido(7mg/100kcal de colina) a quantidade
encontrada no leite materno.O leite materno também contém fosfatidilcolina e
esfingomielina.
As necessidades diárias não são conhecidas, e nenhum efeito tóxico foi observado.A
quantidade necessária é influenciada pela quantidade e tipo de gordura, energia
total,tipo de carboidratos,quantidade de proteína e quantidade de colesterol na
dieta.Estima-se que a dieta média contenha de 400 a 900mg/dia de colina.Esta
quantidade é aparentemente adequada para a saúde, mas deve não estar equiparada às
necessidades dietéticas.
FONTES
A colina livre está presente no fígado, farinha de aveia,feijões de soja ,alface crespa,
couve-flôr,couve e repolho.Ovos,fígado,feijões de soja,bife e amendoins são ricos em
fosfatidilcolina.O leite materno eo leite de vaca também são boas fontes.
DEFICIÊNCIA
A deficiência em animais está associada à deficiência de carnitina no fígado e tecidos
cardíacos,deposição de gordura no fígado e doença renal hemorrágica.A deficiência de
colina em humanos tem sido demonstrada apenas em um estudo metabólico.
A administração de doses farmacológicas de colina parece aliviar os sintomas de
discinesia tardia e da doença de Hunington em humanos,mas a dosagem necessária para
se atingir esse efeito,de até 20g/dia,parece estar além das necessidades dietéticas
específicas para colina.
É possível que pacientes esgotados de lipídeos sob terapia de TPN a um longo período
de tempo também possam tornar-se esgotados em colina.
MIOINOSITOL
O inositol é encontrado em frutas,grãos,vegetais ,nozes,leguminosas e carnes de
vísceras,tais como fígado e coração. Ele ocorre abundantemente na dieta
média,usualmente como fosfolipídeos de inositol e como ácido fítico(hexafosfato de
inositol).O ácido fítico interfere com a absorção de cálcio, ferro e zinco.
FUNÇÕES
O mioinositol é o único dos nove isômeros do inositol que tem importância
metabólica.Ele é um composto cíclico de seis carbonos com seis grupos hidroxila e uma
estrutura semelhante à da glicose.Encontrado em tecidos animais como um componente
dos fosfolipídios,está concentrado no cérebro e fluido cerebroespinhal,mas também é
encontrado no esqueleto,músculos cardíacos e outros tecidos.O nível de inositol livre è
especialmente elevado em todos os òrgãos do trato
reprodutivo masculino,particularmente no sêmem.
O papel fisiológico do inositol está relacionado à sua presença no fosfatidilinositol
e,portanto,à função dos fosfolipídeos nas membranas celulares.Suas funções incluem a
mediação de respostas celulares a estímulos externos,transmissões nervosas e regulação
da atividade enzimática.Através de seu papel na síntese de fosfolipídeos, a qual afeta a
função das lipoproteínas, ele exerce atividade lipotrópica.
O metabolismo do inositol é afetado pelo conteúdo de colina na dieta, pela quantidade e
grau de saturação da gordura da dieta e da composição específica dos ácidos graxos.
DEFICIÊNCIA
Devido ao fato dos pacientes diabéticos apresentarem altos níveis metabólicos de
mioinositol na urina e níveis diminuídos nas membranas nervosas,têm-se feito
tentativas de se explicar a neuropatia periférica diabética com base na alteração no
metabolismo de mioinositol.Entretanto,as descobertas não foram consistentes.
A deficiência de inositol nos animais produz um acúmulo de triglicerídeo no fígado,
lipodistrofia intestinal e outras anormalidades.Os sinais da deficiência de inositol não
foram encontrados em humanos e uma deficiência não é provável,considerando-se a
ocorrência bem espalhada nos alimentos.Entretanto,devido ao fato dela poder
possivelmente ocorrer em bebês alimentados com fórmulas sem leite de vaca, a
Academia Americana de Pediatria recomenda que este deve ser adicionado a estas
fórmulas como uma medida preventiva.
TOXICIDADE
Nenhum efeito tóxico foi relatado. Os pacientes com insuficiência renal crônica
apresentam elevados níveis de inositol.
ANTIVITAMINAS
(Antagonistas de Vitaminas ou Antimetabólicos)
Uma antivitamina ou antagonista é uma substância que interfere com a síntese ou
metabolismo das vitaminas. Muitos antagonistas de vitaminas são compostos
semelhantes,em estrutura,à molécula ativa.Tomando o lugar da vitamina, eles tornam a
coenzima inativa. A hidrazida do àcido isonicotínico(INH),um agente quimioterapêutico
usado no tratamento da tuberculose,è um antagonista para a piridoxina.A
aminopterina,uma droga usada no tratamento da leucemia,é um antagonista para a
folacina.O dicumarol,um anticoagulante,age como um antagonista para a vitamina K.
Um outro tipo de antivitamina é a avidina,encontrada na clara de ovo crua ,que se
combina com a biotina para formar um composto que não pode ser absorvido a partir do
trato intestinal.

MINERAIS
São elementos inorgânicos necessários ao organismo , para atuar como catalisadores (
aceleradores ) nas reações bioquímicas. Portanto , assim como as vitaminas , funcionam
como coenzimas ( catalisadores ) possibilitando que o corpo realize rápida e
precisamente suas atividades. São necessárias à composição adequada dos fluidos
corporais , formação do sangue e ossos e manutenção da saúde do sistema nervoso. Os
minerais são elementos que ocorrem naturalmente , encontrados na terra. As formações
rochosas são feitas de sais minerais. Em milhões de anos de erosão , as rochas e pedras
vão sendo quebrados em pequenos fragmentos , pó e areia vão sendo acumulados e
forma-se a base do solo . Além desses ínfimos cristais de sais minerais , o solo está
repleto de micróbios que os utilizam . Os minerais são então passados do solo às plan-
tas , que são consumidas por animais herbívoros . O homem , por sua vez , obtém esses
minerais utilizados pelo organismo ao consumir essas plantas ou animais herbívoros.

A importância dos minerais para o nosso organismo constitui ponto pacífico e sem
discussão para a ciência médica .
Alguns são necessários em quantidades maiores - os macrominerais - Eles são
requeridos em quantidades de 100 mg ou mais por dia .

Macrominerais

Cálcio
Fósforo
Sódio
Potássio
Magnésio.
Cloro .
Enxofre .
Outros são indispensáveis para o organismo, porém em quantidades bem menores -
os oligoelementos - Somente poucos miligramas ou traços são necessários diariamente .
São também conhecidos como “elementos traço” .

Oligoelementos

Cobalto
Cobre
Cromo
Estanho
Ferro
Flúor
Iodo
Manganês
Molibdênio
Selênio
Silício
Vanádio
Zinco
Outro grupo, os minerais possivelmente essenciais, encontra-se sob constante
investigação cientifica para identificação de suas funções biológicas :
Boro
Estrôncio
Germânico
Lítio
Níquel
Rubídio
Vanádio.

Vários desses possivelmente essenciais já foram associados com funções definidas ,


como é o caso do Boro na formação óssea , o Vanádio no metabolismo lipídico e
glicídico , o Estrôncio na formação da matriz óssea .

Resta relacionar o grupo dos minerais tóxicos , aqueles para os quais foram descritos
quadros de intoxicação aguda ou crônica e não apresentam funções biológicas
conhecidas .

Neste grupo , os principais são :

Alumínio
Arsênico
Cádmio
Chumbo
Mercúrio.

Como melhorar a absorção de minerais

As formas queladas e complexidas de minerais ( ligadas a uma molécula protéica que os


transporta para o sangue para melhorar sua absorção ) são as que apresentam melhor
absorção pois o metal ( ou mineral ) encontra-se protegido no interior da molécula , não
sendo passível de ataque por parte do ácido estomacal . Os minerais podem ser quelados
com aminoácidos ou com ácidos orgânicos nutrientes . As formas com aminoácidos são
muito absorvidas devido ao grande número de receptores existentes à nivel intestinal .
A utilização de sais orgânicos dos minerais ( lactato , gluconato , fumarato etc ) permite
uma boa absorção , pois os ácidos orgânicos selecionados , sendo parte de nossa dieta e
encontrados na alimentação , facilitam a entrada do metal na circulação .
Os suplementos minerais ingeridos durante a refeição são em geral quelados
automaticamente no estômago durante a digestão . Há controvérsias quanto ao tipo de
mineral a tomar .
Na minha clínica preferimos usar os preparados quelados tendo como sais orgânicos os
orotatos e os arginatos .

Citarei a seguir , suscintamente , algumas funções dos minerais :

Cálcio -
Importante para condução de estímulos nervosos
Contração dos músculos
Contrôle da frequência cardíaca
Em excesso pode provocar cálculos renais ou piorar a tensão pré-menstrual .
Café e comidas muito salgadas aumentam a perda de cálcio pela urina .
Níveis fisiológicos sanguíneos de cálcio ( 7 a 10 mg / 100 ml ) são mantidos através da
glândula paratireóide . Os hormônios da paratireóide estimulam a absorção intestinal ,
reabsorção pelos rins e mobilização de cálcio ósseo . A vitamina D facilita a absorção
do cálcio .
Sendo o cálcio mais solúvel em meio ácido , sua absorção decai com a idade pelo
decréscimo da secreção gástrica de ácido clorídrico .

Fontes : sardinha , siri , e salmão ( com esqueleto ) , legumes , nozes , verdura , gema
de ôvo , fígado , leite e derivados .

Magnésio -

Dificulta a formação de cálculos renais


Em grande quantidade é laxante
Promove o relaxamento muscular em repouso
Sua deficiência causa insônia , nervosismo , depressão , fraqueza muscular .
No meio extracelular das células nervosas , o cálcio faz o papel de estimulador enquanto
o magnésio , o de relaxador .

Sódio -
Seu excesso pode causar inchaço , pressão alta , falta de potássio , problemas renais e
cardíacos .
Está presente em todos os alimentos .
Uma colherzinha de chá de sal de cozinha ( cloreto de sódio ) contém 2 gramas de
sódio.
Recomenda-se para quem não tem problema de hipertensão + ou - 5 gramas por dia .

Potássio -
Participa da contração muscular , condução nervosa , batimentos cardíacos , produção
de energia e sintese de proteínas .
Alimentos ricos em potássio combatem a pressão alta .
Melhora o desempenho de atletas .
O potássio trabalha com o magnésio como um relaxante muscular em oposição ao
cálcio que causa a irritação e contração muscular .
O potássio extracelular afeta os músculos estriados e pode causar paralisia quando em
excesso .

Ferro -
É o mineral mais importante no processo de produção de energia no organismo .
Enzimas ricas em ferro participam do processo de queima de açúcar .
A hemoglobina é rica em ferro . Sua falta causa a anemia ferropriva ( microcítica ) .
Alimentos ricos em ferro : melado , ovos , vísceras , frango , germe de terigo , fígado .

Fósforo -
Participa da produção e armazenamento de energia , transmissão de informações
biológicas , contração cardíaca .
Em atletas aumenta a resistência e combate a fadiga .

Cobre -
Também faz parte da hemoglobina ( responsável pelo transporte de oxigênio no
organismo ) . Em excesso estimula o efeito dos Radicais Livres podendo induzir o
câncer.

Zinco -
Principal protetor de sistema de defesa do organismo . Com a idade o zinco vai
diminuindo . Aumenta a potencia sexual masculina e a libido ( desejo sexual ) .
Participa da formação da insulina .

Boro -
É importante para a prevenção e tratamento da osteoporose na menopausa . Auxilia o
desenvolvimento da musculatura . Parece ser útil na artrite .

Cromo -
É considerado o mineral-traço ( ou oligoelemento ) mais importante para evitar a
intolerância à glicose ( hipoglicemia , hiperglicemia ou diabetes ) .

Mânganes -
Importante eliminador de Radicais Livres .
Sua deficiência está relacionada com a fragilidade dos ossos , problemas cardíacos ,
arritmias cardíacas , diminuição da produção de insulina .

Selênio -

Sua deficiência leva à catarata , distrofia muscular , depressão , necrose de fígado ,


infertilidade , doenças cardíacas e câncer . É um excelente antioxidante pois tem a
capacidade de eliminar o peróxido de hidrogênio dos tecidos e de proteger os eritrócitos
do acúmulo do mesmo .
Flúor -
Combate as cáries . Também ajuda no combate à osteoporose ( fluoreto ) .

Enxôfre -
É componente das vitaminas do complexo B .Não há descrições específicas sobre sua
deficiência ou sobre seu excesso .

Iodo -

É o componente básico dos hormônios da tireóide .


A deficiência de iodo no período fetal ou no recém-nascido pode causar cretinismo . A
deficiência em crianças e adultos resulta em bócio ( aumento da tireóide para poder
compensar a falta de iodo ) . Iodo em excesso pode resultar em bócio tóxico (aumento
da tireóide devido ao hipertireoidismo) .
Fontes : Sal iodado , Alimentos marinhos , Aditivos alimentares .

Molibdênio -
Participa na formação óssea . crescimento e metabolismo .
Excesso de molibdênio parece interferir com o metabolismo do cobre .
Fontes : Grãos integrais , frutas e vegetais .

Selênio -
É importante porque é um componente da enzima que protege os glóbulos vermelhos do
sangue contra a destruição .
O selênio pode substituir parte da vitamina E , necessária para a antioxidação .
Fontes : Carnes , Alimentos marinhos grãos .

Cobalto -
Componente da vitamina B12 . Esta vitamina é a única fonte nutricional conhecida
deste micromineral .
Fontes : Vísceras .

Vanádio -
Mineral que recentemente foi aceito como necessário ao ser humano , está envolvido
com o metabolismo dos carbohidratos , especialmente da glicose . Estudos
demonstraram que a ausência do mineral na dieta provoca problemas com o crescimento
e na reprodução
Radicais livres/Estresse oxidativo
Menos radicais livres, mais vida

Alongar a vida é um dos sonhos da humanidade, mas são poucas as descobertas


científicas que prometem realizar esse sonho. Agora um novo gene foi adicionado à lista
dos genes que retardam o envelhecimento. O gene da catalase, quando colocado em
camundongos, prolonga suas vidas em até 20%, o que equivale a um aumento de 15
anos na vida de um homem.

Se você já passou água oxigenada (H O ) em uma ferida, vo-2 2cê já viu a catalase em
ação. Essa enzima quebra as moléculas da água oxigenada produzindo água e oxigênio.
As bolhas de gás que se formam quando a água oxigenada entra em contato com a
ferida é o oxigênio produzido pela catalase. A água oxigenada também pode dar origem
aos chamados 'radicais livres', moléculas muito reativas que atacam as proteínas e o
DNA. Os radicais livres, juntamente com o oxigênio, matam as bactérias diminuindo o
risco de infecção. É por isso que usamos água oxigenada para limpar ferimentos.

Se a catalase não estiver ativa, a água oxigenada não é decomposta e o oxigênio não é
produzido. É por isso que a água oxigenada só remove manchas de sangue fresco. Se a
catalase presente nos glóbulos vermelhos ainda está ativa, ela produz o oxigênio, que
ataca o ferro da hemoglobina fazendo desaparecer o vermelho da mancha. O truque não
funciona em manchas de sangue envelhecido, nas quais a catalase já perdeu a atividade.

A água oxigenada é produzida em pequenas quantidades em todas as nossas células. Faz


anos que se postulou que os radicais livres formados a partir da água oxigenada
poderiam atacar diversos tipos de moléculas causando o envelhecimento. Mas até agora
não existiam experimentos que demonstrassem que a remoção da água oxigenada leva a
um retardo do envelhecimento.

Para testar essa idéia, os cientistas construíram um camundongo transgênico no qual


colocaram o gene da catalase humana e forçaram sua síntese exatamente no local onde a
água oxigenada é produzida. A idéia é simples: havendo catalase por perto quando a
água oxigenada é produzida, ela é destruída rapidamente e os camundongos contendo o
gene da catalase devem ter sua vida prolongada.
Para estudar os efeitos do gene da catalase, a população de camundongos transgênicos
foi criada nas mesmas condições que os camundongos normais.

Comparando as duas populações se observou que os camundongos normais morriam


aos 25 meses, enquanto os transgênicos viviam 30 meses. Além disso, quando os
cientistas examinaram o aparecimento de sinais de envelhecimento, como as cataratas,
observaram que essas alterações demoravam mais para aparecer nos camundongos
transgênicos. Esses resultados sugerem uma relação direta entre a presença de catalase e
o aumento do tempo de vida dos animais. A partir de agora, o gene da catalase passa a
ser o nono gene capaz de retardar o envelhecimento em camundongos. É importante
lembrar que, apesar de camundongos e homens serem muito parecidos, os resultados
ainda não foram confirmados em estudos com pessoas. Não é interessante, e muito
atual, pensar que se diminuirmos o número de radicais livres em nosso ambiente nossas
vidas poderão ser prolongadas?

DEFINIÇÃO

Todas as células do nosso corpo necessitam constantemente de oxigênio para converter


os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. Entretanto, a queima do oxigênio
pelas células

(oxidação) libera moléculas de radicais livres que são instáveis e, por isso, altamente
reativas. Essas moléculas apresentam um elétron com carga negativa que tende a se
associar muito rapidamente a outras moléculas de carga positiva que estejam próximas,
com as quais pode reagir ou oxidar. Dessa forma, esses radicais podem danificar as
células sadias do nosso corpo.

AÇÃO DOS RADICAIS LIVRES

A formação de radicais livres derivados do oxigênio em vários processos metabólicos


exerce um papel importante no funcionamento do corpo humano. Eles são responsáveis
pelo transporte de elétrons na cadeia respiratória e, em alguns tipos de células, têm a
capacidade de eliminar bactérias invasoras. São muito úteis e nosso organismo não vive
sem eles, pois são indispensáveis às nossas defesas contra as infecções, por exemplo.

Os radicais livres passam a ter um efeito prejudicial ao nosso organismo quando ocorre
um aumento excessivo na sua produção ou diminuição de agentes oxidantes. Em
qualquer uma dessas situações começa a predominar um excesso de radicais livres no
organismo, o que é denominado stress oxidativo. O bombardeamento excessivo por
essas moléculas danifica o DNA das células, bem como outros materiais genéticos.

Entretanto, as células do nosso corpo, expostas a dezenas de ataques de radicais livres


por dia, têm enzimas protetoras que reparam 99% do dano por oxidação. Sendo assim, o
nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através do
metabolismo do oxigênio.

FONTE DE RADICAIS LIVRES

O processo de oxidação que ocorre dentro do nosso corpo, devido aos processos
metabólicos, não é a única fonte de radicais livres. Há fatores internos e externos que
podem igualmente contribuir para a formação de um excesso de radicais e que podem
causar danos irreparáveis.

Os principais fatores internos são: envelhecimento, câncer, alguns tipos de anemia,


infarto do miocárdio, arteriosclerose e doença de Parkinson. Entre as causas externas
mais prováveis de formação de radicais livres no nosso corpo encontram-se: poluição
ambiental e gases de escapamentos de veículos; raios X e radiação ultravioleta do sol;
fumo e fumaça de cigarro e o álcool; resíduos de pesticidas; substâncias tóxicas
presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, aflatoxinas, etc); stress
e alto consumo de gorduras saturadas (frituras, embutidos, etc)

Os radicais livres agem sobre as células, alterando suas membranas e dando-lhes um


aspecto de células velhas que, normalmente, seriam eliminadas pelo sistema
imunológico do organismo. No entanto, quando a quantidade de células alteradas é
aumentada pelo excesso de radicais livres, e quando devido ao envelhecimento
cronológico do organismo, há diminuição do sistema imunológico, o organismo não
consegue eliminar as células alteradas. Assim, algumas dessas células sobrevivem e
começam a funcionar de maneira inadequada, alterando a fisiologia do tecido, do órgão
e de todo o organismo. Como essas células podem ter seu código genético alterado,
multiplicam-se desordenadamente, propiciando o aparecimento de tumores, doenças
pulmonares, cataratas entre outras.

A reação dos radicais livres com os ácidos graxos, constituintes de óleos e gorduras,
pode favorecer o depósito de placas nas paredes arteriais, diminuindo sua elasticidade e
propiciando o aparecimento de hipertenção arterial.
CONSEQUÊNCIAS DO EXCESSO DE RADICAIS LIVRES

Quanto mais uma pessoa ficar exposta aos fatores externos, maior é a quantidade de
radicais livres que se acumulam no seu corpo. Com o tempo, esse efeito cumulativo
pode causar alterações irreversíveis nas células ou mutações, que podem favorecer o
aparecimento e o desenvolvimento de células cancerígenas.

A formação de radicais resulta em manchas pigmentadas na pele, rugas precoces, até


distúrbios mais sérios como catarata, arteriosclerose, artrite, entre outras.

A comunidade científica reconhece que algumas doenças mais incapacitantes ou mortais


são provocadas pela presença desses radicais. Na lista encontram-se desde o caso dos
enfisemas, dos acidentes vasculares cerebrais, de certas afecções reumáticas, doença de
parkinson, mal de Alzheimer, entre outras.

ANTIOXIDANTES

Os radicais livres se formam durante toda nossa vida, mas são mais sentidos da idade
adulta em diante. Várias substâncias contribuem para o combate aos radicais livres.
Essas substâncias são chamadas de antioxidantes e são moléculas com carga positiva
que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos.
Portanto, essas substâncias teriam a capacidade de anular a ação de oxidação desses
radicais. Os antioxidantes estão presentes nos alimentos e os mais importantes são:

- Vitamina C: aumenta a resistência às infecções e é importante na resposta imune; atua


como antioxidante hidrossolúvel geral; protege as vitaminas A e E dos processos
oxidativos, varrendo os radicais hidroxila que são os radicais livres responsáveis pelas
agressões às células. É encontrada em grande quantidade nas frutas cítricas e vegetais
verde escuros (laranja, limão, lima, acerola, caju, kiwi, morango, couve, brócolis,
tomate, etc);

- Vitamina E: age contra os peróxidos lipídicos e previne danos à membrana celular. È o


antioxidante mais efetivo e muito eficiente sob altas concentrações de oxigênio. É
encontrada principalmente no germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja,
arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema de ovo,
vegetais folhosos e legumes;

- Vitamina A: age contra os peróxidos lipídicos. É encontrada principalmente em


alimentos como a cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão;

- Selênio: um mineral encontrado na castanha do pará, alimentos marinhos, fígado,


carne e aves; - Zinco: outro mineral encontrado principalmente nas carnes, peixes
(incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são
também boas fontes;

- Bioflavonóides: inibem os hormônios que provocam o câncer. São encontrados em


frutas cítricas, uvas escuras ou vermelhas;

- Licopeno: Inúmeros estudos o relacionam com a prevenção do câncer de próstata. È


uma substância ativa encontrada principalmente no tomate;

- Isoflavonas: Inibem a acumulação de estrogênio e destroem as enzimas canceríginas.


Encontradas principalmente na soja;

- Catequinas: substâncias antioxidante encontradas principalmente em frutas da família


do morango, uva e chá verde (green tea);

- Ácido fenólico: inibe as nitrosaminas e aumenta a atividade enzimática. Encontrado na


uva, morango, brócolis, repolho, cenoura, frutas cítricas, berinjela, tomate e grãos
integrais;

- Ácidos graxos ômega 3: inibem o estrogênio e combatem a inflamação. Encontrados


no óleo de canola, linhaça, nozes, peixes;

- Curcumina: protege contra os carcinogênicos induzidos pelo tabaco. Encontrado no


açafrão, cominho;

- Genistelina: inibe o crescimento de tumores. Encontrado no brócolis;

- Indóis: inibem o estrogênio, que estimula alguns tipos de câncer; induzem as enzimas
de proteção. Encontrado no Rábano, mostarda, rabanete;

- Betacaroteno: previne danos à membrana celular. Complementa a ação da vitamina E.


Encontrado em vegetais verde escuros e amarelo-alaranjados;

- Quercetina: inibe a mutação celular, a formação de coágulos e a inflamação.


Encontrada em cascas de uva e vinhos.

PARTE 1 EM SHAKE: 60 MEDIDAS


Betacaroteno (pró-Vitamina A)............................................10.000 UI
Vitamina D..........................................................................300 UI
Tiamina (Vitamina B1).......................................................30 mg
Riboflavina (Vitamina B2).................................................30 mg
Niacinamina (Vitamina B3)................................................30 mg
Acido Pantotenico (Vitamina B5)........................................30 mg
Piridoxina ( Vitamina B6).....................................................80 mg
Acido Fólico...........................................................................1 mg
Gaba......................................................................................250 mg
Manganês Quelado................................................................5 mg
Magnésio Aspartato.............................................................. 100 mg
Zinco Quelado...................................................................... 35 mg
Cobre Quelado...................................................................... 500 mcg
Selênio Quelado....................................................................100 mcg
Colina Bitartarato..................................................................250 mg
Alfa Tocoferol ( Vitamina E)...............................................400mg
Lecitina de Soja..................................................................... 1 g
Gingo Biloba 24 %................................................................40 mg
Nimodipina........................................................................... 15 mg
Sabor baunilha.......................................................................qpb 1 colher medida
Posologia : Tomar 1 colher medida no almoço e jantar.

PARTE 2 EM CAPSULAS SUBLINGUAIS : 60 CAPSULAS


Cianocobalamina ( Vitamina B12)............................................. 250 mcg
Acido Fólico................................................................................ 1,0 mg
Posologia: Tomar 1 cápsula ½ hora antes do almoço e do jantar.

PARTE 3 EM CAPSULAS:60 CAPSULAS


Ascorbato de Cálcio ( Vitamina C não acida)..................................1,0 g
Posologia: Tomar este medicamento no almoço e no jantar.

PARTE 4 EM CAPSULAS: 60 CAPSULAS


Cálcio Quelado...................................................................................250 mg
Boro Quelado.....................................................................................1,0 mg
L-Lisina..............................................................................................100 mg
Vitamina K ........................................................................................ 1.0 mg
Posologia : Tomar este medicamento no almoço e no jantar.

PARTE 5 EM CAPSULAS : 60 CAPSULAS


Castanha da India................................................................................... 200 mg
Canamelis Ex seco 5 %...........................................................................50 mg
Vitamina C..............................................................................................200 mg
Rutina .....................................................................................................100 mg
Centelha Asiática....................................................................................100 mg
Posologia: Tomar este medicamento no café da manha e no lanche da tarde.
Este tratamento proposto, é uma terapia ortomolecular que é o ramo da
ciência cujo objetivo final é provir o equilíbrio químico do organismo como um todo.
O termo ortomolecular provem do gregro ORTHOS que poderá ser traduzido como
: normal, perfeito, direito, correto, equilibrado, alinhado, e molecular significa
moleculas o que segnifica moleculas equilibradas , ou moleculas alinhadas. Foi proposta
pelo Prof. Linus Carl Pauling, nascido em Porland, Oregon, Estados Unidos, em 28 de
fevereiro de 1901 e faleceu em 20 de agosto de 1994, aos 93 anos após brilhante
carreira profissional complementada por intesas atividades de cunho humanitário. Foi
ate a presente data a única personalidade a receber duas vezes o prêmio Nobel em
atividades distintas. Recebeu o prêmio Nobel de Química em 1954 pela obra “A
Natureza das Ligaçãoes Químicas” publicada em 1939, lançando as bases da ligação
covalente entre atomos para formar as moléculas. Em 1962 recebeu o prêmio Nobel da
Paz, por participar ativamente de manifestações contra testes nucleares, o uso de
bombas atômicas como arma de guerra e construção de usinas nucleares. Em 1965 ao
ler “ A terapia de Niacina em Psiquiatria” publicada por Abram Hoffer, teve o insite de
concluir que as vitaminas poderiam ter importantes efeitos bioquímicos no organismo
humano, muito além dos relacionados com a prevenção de doenças originadas por
carência das mesmas.
Em 1968 Linus Pauling publicou o artigo mais importante para nós
estudiosos “Psiquiatria Ortomolecular” neste artigo inventou o termo Ortomolecular
que significa moléculas equilibradas ou alinhadas. Mas tal qual outro gênio, de seu
tempo, o médico Neurologista Sigmund Freud, ao lançar as bases da Psicanálise,
foram fortemente criticados e ridicularizados pelos seus pares.
A medicina Ortomolecular foi regulamentada pelo Conselho Federal de
Medicina na sua resolução Nº 1500/98, na qual figura com uma Medicina
Complementar, cujo objetivo principal é restabelecer o equilíbrio bioquímico do
organismo, atraves do uso de subsstâncias e elementos naturais, como vitaminas,
minerais aminoacidos, que devidamente oferecidos, na dosagem certa, irão procionar o
tratamento das patologias em diversas especialidades da área Médica, combatendo os
Radicais Livres, que são todas as moléculas que apresentam um número impar de
elétrons na sua órbita externa, que denominamos um eletron desemparelhado naquela
posição, fazendo com que essa molécula tente adquirir um elétron de qualquer outra
substância a fim de se estabilizar ou se alinhar. Com a perda desse elétron, cria-se um
novo Radical Livre, que irá originar uma reação em cadeia lesando sériamente as
estruturas celulares que irão originar o que denominamos de Stress Oxidativo celular,
que devido o aumento de forma descontrolada dessa reação intracelular irão dar origens
as doenças neuropsiquiátricas e degenerativas responsáveis pelo envelhecimento, pois o
sistema nervoso central muito sensível a Lesão Oxidativa devido as suas elevadas
necessidades energéticas uma vez ser grande consumidor de Oxigênio, que
paradoxalmente faz a vida existir na Terra, mas também ser responsável pela sua
destruição atraves da reação química de peroxidação, porem com grandes concentração
de Ferro e baixos teores de antioxidantes.
Nessa formulação proposta, estão contidos os antioxidantes ( vitaminas,
minerais aminoacidos ) acressentando as Drogas Inteligentes “Smart Drugs” ( Gingo
Biloba, Nimodipina), que comprovadamente aumentam a capacidade de memória e a
inteligência uma vez que em estudos recentes comprovou-se ( Dr Helion Povoa Filho,
Cap 15 pag 345 -372) que os disturbios neurológicos tem como substrato o exesso da
formação dos Radicais Livres, que serão as substâncias que os combaterão, tentando
diminuir o seu poder de reação químico degenerativo , originado pelo Stress Oxidativo
celula.
Drogas Anti Oxidantes são:

BETA CAROTENO (PROVITAMINA A):

È proterora dos epitélios e é sintetizada a partir do beta caroteno que, por sua vez, é o
mais potente varredor do “oxigênio singlet”, sem dúvida um dos mais deletérios de
Radicais Livres formados no organismo; alem disso, é essencial á prevenção de doenças
oculares: catarata, degeneração macular da retina e etc.

VITAMINA D:

È essencial á fixação do cálcio e magnésio, e importante na prevenção da


osteopenia/osteoporose.

VITAMINA B1 (TIAMINA):
Combina-se com o ATP no fígado, rins e leucócitos, para formar difosfato de tiamina
(pirofosfato de tiamina), o qual é uma coenzima que intervêm na descarboxilação dos
ácidos pirúvico e alfacetoglutárico. Importante na digestão dos açúcares, possui funções
neurofisiológicas, estando implicada nos fenômenos de neurotransmissão e condução
nervosa (depressão, neuralgias, cansaço, raciocínio, desempenho mental,tonos muscular
do coração e do intestino.

VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA):

No organismo a riboflavina é convertida a flavina rnononucleotídeo (FMN), que se


transforma em flavina adenina mononucleotídeo (FAD), aliviando a fadiga ocular (vista
cansada), mantém saudável a pele e mucosas, necessária para a formação de anticorpos,
transforma carboidratos, gorduras e proteínas em energia.

VITAMINA B3 (NIACINA, NICOTINAMIDA, ÁC. NICOTÍNICO, PP):

A niacina é convertida para NADH nos organismos vivos, servindo como auxiliar nas
reações de oxi-redução como "transportadora de elétrons". Participa dos processos de
descoxilação oxidadativa, junto com o ácido lipóico, dai ser extremamente útil na fase
aeróbica mitocondrial do ciclo de Krebs .Dilata os capilares, é desintoxicante, poderoso
calmante natural,usado em doenças do Pânico, reduz o colesterol e triglicérides e
aumenta o HDL, reduz o risco de morte em cardiopatas.Essencial para produção
hormonal, necessária para circulação adequada e pele saudável .

VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOGÊNICO):

Nas glândulas supra-renais, estimula a secreção da cortisona natural que melhora artrite,
reumatismo, asma, etc. No stress, combate fadiga, depressão, e a insônia. Atua na
formação de anticorpos, auxilia no metabolismo das proteínas, gorduras e açúcares,
auxilia a conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia, é necessária para
produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal, é um elemento essencial
da coenzima A.Na forma de CoA, o ácido pantotênico desempenha múltiplos papeis no
metabolismo celular, sendo de importância central na liberação de energia pela oxidação
dos produtos da glicólise e outros metabólitos através do ciclo do ácido tricarboxílico
(ciclo de Kreb's) mitocondrial. A CoA é necessária para a síntese de moléculas
essenciais, como ácidos graxos e fosfolípides de membranas e aminoácidos como
leucina, arginina e metionina. Também é essencial para a síntese de isoprenóides,
Vitamina D, Vitamina B12 e anéis de porfirina da hemoglobina e dos citocromos.

VITAMINA B6 (PIRIDINA OU PIRIDOXINA OU PIRIDOXAMINA):

Ajuda a controlar o Diabetes, atua como coenzima em numerosos sistemas enzimáticos,


(descarboxilases, transaminases). Necessária para o funcionamento de mais de 60
enzimas, auxilia no sistema nervoso, combate vômitos e tonturas da gravidez, converte
o Triptofano em Niacina, importante na formação de mielina, inibe a formação de
catarata, metabolisa aminoácidos e gorduras, participa da formação das hemácias,
participa da formação de células do sistema imunológico, participa do processo de
multiplicação celular.
Desempenha importante papel no metabolismo do SNC, através da descarboxilação do
ácido glutâmico e sua conversão em ácido gama-amino-butírico (GABA). Interfere na
absorção dos aminoácidos pelo intestino e na sua transferência para o interior das
células. Intervém no metabolismo de aminoácidos, como, por exemplo, na
descarboxilação da tirosina, arginina e do ácido glutâmico, na conversão do triptofano
em ácido nicotínico. Produção de glóbulos vermelhos, adequado funcionamento do
sistema nervoso e imunológico.

VITAMINA B7 (INOSITOL):
Ajuda a emulsificar as gorduras, auxilia no crescimento dos cabelos, desempenha
papel importante na neuropatia diabética, mantém a integridade da membrana celular
especialmente no cérebro, sistema nervoso: efeito calmante natural. Coenzima essencial
no metabolismo dos ácidos graxos e carbohidratos e outras reações de carboxilação,
assim como na síntese dos ácidos nucleicos, neutraliza o colesterol (obesidade,
arteriosclerose).
VITAMINA B9 (ÁCIDO FÓLICO):
Tem a função de aumentar a defesa imunológica do organismo, regenerar tecidos, e
promover a síntese de proteínas. Mantém a cor natural dos cabelos.

VITAMINA B12 (COBALAMINA OU CIANOCOLABAMINA): age sobre as células


nervosas (poder de concentração, inflamação dos nervos, dores). Intervém na formação
e maturação (fase pré-megaloblástica) das hemácias. Atua na síntese de DNA, sob a
forma de coenzima, participando do metabolismo das purinas e pirimidinas (ácidos
nucléicos). Ajuda no crescimento e na reprodução celular, proporcionando pele, unhas e
cabelos saudáveis. Auxilia na cicatrização, beneficia a visão e alivia o cansaço dos
olhos. Juntamente com outras substâncias auxilia na metabolização dos carboidratos,
gorduras .

GABA:

O Ácido Gama Aminobutirico (Gaba) è um neurotransmissor cerebral, que, juntamente


com a glutamina, participa de diversos processos cerebrais. Vem sendo utilizado para o
tratamento de alguns casos de ansiedade e para melhorar o dempenho inteletual de
alguns pacientes.

VITAMINA C ( ACIDO ASCORBICO) :

Antioxidante importante no crescimento dos ossos e tecidos conjuntivos no


funcionamento dos vasos sanguíneos . Agente regulador das reações de oxiredução
intracelulares e reparação de feridas.

VITAMINA K:
A vitamina K tem como principal função ser coagulante e anti- hemorrágica. Participa
na

formação de certos fatores de coagulação no fígado.

MANGANÊS :

O manganês faz parte de uma proteina de estresse ( SOD – Mn) e é um elemento que
tem função de relevância no sistema nervoso central. È marcador de depressão junto
com magnésio, vanádio, cromo, cobalto e lítio ( atraves do mineralograma). Tem
também ação importante na osteogênese.

MAGNÉSIO:

O magnésio é elemento de grande relevância no metabolismo muscular e ósseo.


Também funciona em várias enzimas e é protetor do sistema nervoso central e
poderoso antioxidante, assim como atiaterogênico.

ZINCO:

O zinco faz parte de mais de 70 enzimas e é fundamental á digestão, cicatrização,


metabolismo cerebral e metabolismo sistema nervoso periférico, e etc.

COBRE :

O cobre, juntamente com o zinco, faz parte da molécula da SOD citoplasmática.


Também a relação zinco/cobre pode funcionar como elemento tóxico, apesar de ser um
metal essencial ao organismo humano.

SELENIO :

O selênio faz parte da molécula da glutatião peroxidade, um antioxidante primário e


desempenha papel fundamental na imunidade e proteção da parede arterial.

CÁLCIO :

O cálcio é importante na manutenção da pressão arterial, assim como no metabolismo


muscular de um modo geral. També é primordial á prevenção
da osteopenia/osteoporose.

BORO
O boro é altamente relevante na osteogênese, com papel protetor da osteoporose

VITAMINA E (ALFA TOCOFEROL) :

È um dos mais podereosos antioxidantes do organismo humano e pela sua


lipossobilidade exerce efeito protetor na membrana celular e, por esta localização
estratégica, impede a destruição do sistema nervoso central por Radicais Livres
formados em acidentes vasculares encefálicos isquemicos.

LECITINA DE SOJA :

As propriedades da Lecitina de soja garantem-lhe atividade a nível do sistema


circulatório: A nível cardiovascular as suas funções primordiais são as seguintes:
Diminuição do colesterol; Melhorias da elasticidade das artérias; Prevenção da
arteiosclerose; Aumento da atividade fibriolíticas; Diminuição da pressão arterial;
Estimula a transmissão deimpulsos nervosos; Melhora a memória; Favorece a rapidez
mental; Favorece a absorção das vitaminas lipossolúveis; Melhora a pele em caso de
psoríase e acne.
COLINA BITARTARATO:

Substância lipotrópica que age principalmente sobre o fígado, evitando o acúmulo de

gordura naquele órgão e auxiliando na remoção de restos metabólicos e outras toxinas.

Parece exercer tais ações especialmente em obesos. diários, divididos em 3 tomadas, nas

Muitas vezes é utilizada sob a forma de bitartarato de colina, aparecendo nos rótulos das

formulações abreviado para bit. colina ou b. colina.

LISINA

Aminoácido que, junto com prolina e hidroxiprolina, participa da síntese de


colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos.
Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Abundante no
tecido muscular. Também tem sido muito utilizado no tratamento do herpes.

CASTANHA DA INDIA

É uma planta de sabor amargo e adsringente e utilizada no tratamento de pertubações da


circulação venaosa, nas varizes, fissuras anais, edemas e hemorróidas.
Emprega-se ainda como vasoconstritor periférico ( nas flebites varicosas e hemoptises)
A aescina tem a capacidade de reduzir atividade enzimática lisossômica em 30 %,
provavelmente por estabilizar o conteúdo de colesterol da membrana dos lisossomas
diminuindo assim a liberação de enzimas. A aescina também diminui edemas por
reduzir a filtração trasncapilar de água e proteinas. Ainda tem atividade suave como
diurética.
Tem demonstrado também ser um tônico para o sistema venoso, otimizando o processo
de retorno do sangue ao coração.

HANAMELIS EXTRATO SECO A 5 %

Adstringente, vasoconstrictora. Indicada nas afecções venosas :varizes flebite e no

tratamento da oleosidade excessiva da pele e cabelos. Hamamelis virginiana A tintura


da

casca e folhas tem ação desinfetante. A tintura, e também em forma de pomada, pode
ser

utilizada, externamente, em casos de hemorróidas, disenteria, gonorréia, leucorréia,

tumores, inflamações externas, pústulas, inflamação dos olhos, picadas de insetos, veias

varicosas. Já o decocto é utilizado no combate às diarréias, menstruação em excesso,

hemorragia pulmonar.

CENTELLA ASIATICA

Fitoterápico muito utilizado tanto em cápsulas como cremes, tem como objetivo
facilitar a

queima da gordura e o tratamento da celulite. Discreta ação diurética.

RUTINA

Rico em Vitamina P que combinado com a Vitamina C, tem ação benéfica sobre a
queda do

colesterol LDL e age fortecendo a estrutura da parde dos vasos sanguíneos; sendo muito

usada no tratamento e prevenção de pequenas varizes.


Drogas Inteligentes (Smart Drugs) são:

GINGO BILOBA:

O extrato das folhas da gingo biloba, árvores de origem oriental é rico em


bioflavonóides, terpenóides, SOD e carotenóides. Aumenta a circulação cerebral,
impede a ação de Radicais Livres nas membranas celulares, especialmente do cérebro e
sistema nervoso e aumenta a capacidade do cérebro de maetabolizara glicose,
acelerando a transmissõa nervosa. Tem sido usado o extrato de Gingo Biloba (EGB
761) na memória de curto prazo,na doença de Alzheimer e na melhora do estado de
alerta mental..

LECITINA :

A lecitina tem funções de relevância no organismo dai ser usada para melhorar a
memória. Em realidade, ela atua como doador de colina e, neste ponto, é preferível usar-
se colina, já que a lecitina altas doses pode afetar a motilidade intestinal.

NIMODIPINA:

Aumenta a circulação cerebral e o metabolismo , evitando que os Radicais Livres nas


membranas celulares.

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COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR PARTE III


COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR III

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
Cada uma das vitaminas lipossolúveis, A, D, E e K, tem um papel fisiológico separado e
distinto. Na maior parte, são absorvidos com outros lipídios, e uma absorção eficiente
requer a presença de bile e suco pancreático. São transportadas para o fígado através da
ninfa como uma parte de lipoproteína e são estocadas em vários tecidos corpóreos,
embora não todas nos mesmos tecidos, nem na mesma extensão. Normalmente são
excretadas na urina.
FONTES NATURAIS DE VITAMINAS
“O Segredo simples da vitalidade”
Nas últimas décadas, pesquisadores têm dedicado seus estudos à busca de uma melhor
integração do homem com os alimentos que se consome, procurando equilibrar e
aperfeiçoar a máquina biológica complexa do corpo humano. Os caminhos desses
estudos apontam para várias direções, mas um aspecto comum interessante é a
descoberta do valor terapêutico de plantas, ervas, flores e frutas, confirmando
cientificamente o poder da alimentação natural da influência de substitutivos químicos
que agridem o organismo, ocasionando males e doenças que eram absolutamente
desconhecidos de nossos antepassados.
Entre uma série de alimentos estudados pela engenharia bioorgânica, estão os sucos
verdes, que atuam como nutrientes de um organismo, agindo em músculos e nervos e
dificultando a aquisição de doenças como até mesmo o câncer.
Em 17 de maio de 1994, numa reunião de médicos em Boston o Doutor George W.
Crile, de Cleveland, afirmou que o que comemos é radiação, nosso alimento equivale a
determinadas quantias de energia.
Os raios de sol fornecem radiação importantíssima aos alimentos e estes cedem
correntes elétricas ao sistema do corpo.
A energia solar está armazenada na planta que comemos ou na carne dos animais que
comem plantas. Hoje retiramos do carvão ou do petróleo a energia solar aprisionada na
clorofila dos vegetais que viveram há milhões de anos. Vivemos do sol por intermédio
da clorofila.
Fitobróquios: As Vitaminas do Futuro
O que é melhor para a saúde: comer frutas, legumes e verduras diariamente ou tomar
uma pirula contendo vitaminas e antiosxidantes.
Muitas pessoas marcariam a segunda escolha, estariam equivocadas. As pesquisas mais
recentes comprovam que frutas, legumes e verduras contêm, além dos nutrientes
indispensáveis a saúde, componentes capazes de bloquear a formação de tumores
cancerígenos: os fitobioquímicos tais como: brocolio, couve-flor, cenoura, abobrinha,
cebola, repolho, pimentão, tomate e diversos tipos de frutas (laranja, acerola, mamão,
manga, banana, figo etc).
HIPOVITAMINOSE
Vitamina A (lipossolúvel)
Cegueira Noturna-Causada por falta de vitamina A, falta de capacidade de perceber
detalhes em ambientes pouco iluminados.
Ex: Sai de um quarto iluminado e entra em um escuro.
» Cefaléia;
» Lesões na Pele
» Pele áspera e seca.
» Auxilia no tratamento de sarampo e rubéola em quase todas as doenças infeccionadas.
A falta de vitamina A facilita mais a pegar doenças infeccionadas.
» Alterações cutâneas: A pele se torna seca escamosa e áspera conhecida como pele de
ganso ou pele de sapo.
Vitamina B (Hidrossolúvel)
» Beriberi = doença por deficiência de tianina. Encontrada na Vitamina B1.
» Pelagra= doença causada por deficiência de niacina encontrada na
vitaminaB6cansaço.
» Falta de Apetite
» Causa atraso no crescimento.
Vitamina C (Hidrossolúvel)
» Deficiência causa gripe, resfriado e infecções;
» Aumenta a resistência do organismo;
» Provoca hemorragias nas gengivas e na pele (conhecida como escorbuto).
Vitamina D (Lipossolúvel)
» Provoca Raquitismo;
» Desgaste dos ossos (osteoporose) e dos dentes.
Vitamina E (Lipossolúvel)
» Não causa deficiência;
Vitamina K (Lipossolúvel)
» Com a má absorção de lipídeos pode causar destruição da flora intestinal.
» Não foi registrado caso de deficiências grave.
HIPERVITAMINOSE
Vitamina A (Lipossolúvel)
» Excesso pode causar náuseas:
» Vômitos;
» Fadiga;
» Cefaléia;
» Anorexia;
» Coloração Amarelada da pele.
Vitamina B (Hidrossolúvel)
» Não há nenhum efeito tóxico conhecido pela tianina;
» Niocina (pelegra) = Doses grandes tem sido usado na tentativa de abaixar a
concentração de colestrol no sangue.Pode ser tóxica para o fígado.
Vitamina C (Hidrossolúvel)
» Não há efeito tóxico.
Vitamina D (Lipossolúvel)
» Anorexia;
» Vômitos;
» Dor de Cabeça;
» Sonolência e Diarréia.
Vitamina E (Lipossolúvel)
» Não apresenta efeitos tóxicos.
Vitamina K (Lipossolúvel)
» Não apresenta efeitos tóxicos.

MEGAVITAMINAS
Substância orgânica que os alimentos fornecem em muito pequena quantidade
(geralmente alguns miligramas diários) para assegurar a saúde normal. (Radical grego
colocado antes de uma unidade a multiplica por um milhão).
Definição
Defende o ponto de vista de que podemos ser carentes de certas vitaminas e que a
maneira de consertar esta carência e, portanto evitar e curar doenças, e ingerir grandes
doses delas.
Antecedentes
O Dr. Linus Pauling, duas vezes vencedor do Prêmio Nobel e campeão da vitamina C,
foi uma das primeiras pessoas a se interessar seriamente pelos efeitos da ingestão de
altas doses de vitaminas na prevenção e cura de doenças.
Relatam curas em casos de alcoolismos, hiperatividade infantil, dependência de algumas
drogas, osteoartrite, “neurite”, esquizofrenia, depressão e outros problemas
psiquiátricos.
Os criadores da psiquiatria ortomolecular sugerem que variando-se as concentrações de
substâncias normalmente presentes no organismo humano, poderemos ajudar a doença
mental. Segundo esses teóricos, as diversas células do cérebro necessitam de nutrientes
muito diferentes; as células cerebrais e nervosas, por exemplo, precisam de muito mais
vitaminas B e C do que outras partes do organismo.
Para o cérebro funcionar normalmente ele precisa, pelo menos das vitaminas
riboflavina, nicotinamida, piridoxina, cianocobalamina, ácido ascórbico, e ácido fólico.
Existem outras substâncias químicas essenciais ao funcionamento sadio do cérebro e
nós estamos apenas engatinhando no que diz respeito ao conhecimento da bioquímica
cerebral.
Livros inteiros tem sido escritos acerca do valor da terapia das megavitaminas para
essas doenças e muitos relatórios de pesquisas mostram excelentes resultados.
Ela Funciona ?
É tentador achar que todos os relatórios são válidos e a cura para males como o
alcoolismo, esquizofrenia, algumas doenças mentais, dependências de drogas e
hiperatividade infantil estão ao alcance das mãos.
Os bioquímicos e os psiquiatras, em sua maioria, recusam-se a aceitar a existência de
uma justificativa adequada para a prescrição de doses maciças de vitaminas
principalmente por haver tão poucas provas convincentes. O que é preciso são testes
controlados sérios para examinar cada área em que se afirma que as megavitaminas
funcionam.
Os remédios simples são sempre mais atraentes, especialmente quando se trata de
problemas complexos.
A Terapia das Megavitaminas é um desses remédios simples. Só a pesquisa poderá
provar se ela é realmente útil.
FATORES NÃO CONFIRMADOS COMO VITAMINAS
Alguns fatores alimentares têm características de vitaminas,mas, por várias razões, não
são classificados como vitaminas. Alguns deles têm sido observados apenas em animais
(não os humanos).Outros podem ser sintetizados em alguma extensão no corpo,mas
necessitam de suplementação dietética em períodos de tensão.Alguns são
simplesmente substâncias que são conhecidas por ocorrerem em tecidos humanos para
o qual nenhuma finalidade foi ainda identificada.
COLINA
A colina é um componente essencial dos tecidos animais e tem sido classificada como
tendo atividade similar à das vitaminas em animais de experimentação.Os humanos,
entretanto, podem sintetizar colina a partir de etanolamina e grupos metil derivados da
metionina, mas na maior parte do tempo,a colina vem dos fofatídeos da dieta.
FUNÇÕES
A única função da colina é como um componente de grandes moléculas.A lecitina
(fosfatidilcolina) é um componente estrutural das membranas celulares e das
lipoproteínas plasmáticas,e funciona como um surfactante pulmonar.A esfingomielina
também é um componente estrutural.A acetilcolina funciona como um
neurotransmissor.
INGESTÃO NA DIETA
A necessidade para colina é elevada durante o crescimento e desenvolvimento e pode
exceder a capacidade sintética do recém-nascido(7mg/100kcal de colina) a quantidade
encontrada no leite materno.O leite materno também contém fosfatidilcolina e
esfingomielina.
As necessidades diárias não são conhecidas, e nenhum efeito tóxico foi observado.A
quantidade necessária é influenciada pela quantidade e tipo de gordura, energia
total,tipo de carboidratos,quantidade de proteína e quantidade de colesterol na
dieta.Estima-se que a dieta média contenha de 400 a 900mg/dia de colina.Esta
quantidade é aparentemente adequada para a saúde, mas deve não estar equiparada às
necessidades dietéticas.
FONTES
A colina livre está presente no fígado, farinha de aveia,feijões de soja ,alface crespa,
couve-flôr,couve e repolho.Ovos,fígado,feijões de soja,bife e amendoins são ricos em
fosfatidilcolina.O leite materno eo leite de vaca também são boas fontes.
DEFICIÊNCIA
A deficiência em animais está associada à deficiência de carnitina no fígado e tecidos
cardíacos,deposição de gordura no fígado e doença renal hemorrágica.A deficiência de
colina em humanos tem sido demonstrada apenas em um estudo metabólico.
A administração de doses farmacológicas de colina parece aliviar os sintomas de
discinesia tardia e da doença de Hunington em humanos,mas a dosagem necessária para
se atingir esse efeito,de até 20g/dia,parece estar além das necessidades dietéticas
específicas para colina.
É possível que pacientes esgotados de lipídeos sob terapia de TPN a um longo período
de tempo também possam tornar-se esgotados em colina.
MIOINOSITOL
O inositol é encontrado em frutas,grãos,vegetais ,nozes,leguminosas e carnes de
vísceras,tais como fígado e coração. Ele ocorre abundantemente na dieta
média,usualmente como fosfolipídeos de inositol e como ácido fítico(hexafosfato de
inositol).O ácido fítico interfere com a absorção de cálcio, ferro e zinco.
FUNÇÕES
O mioinositol é o único dos nove isômeros do inositol que tem importância
metabólica.Ele é um composto cíclico de seis carbonos com seis grupos hidroxila e uma
estrutura semelhante à da glicose.Encontrado em tecidos animais como um componente
dos fosfolipídios,está concentrado no cérebro e fluido cerebroespinhal,mas também é
encontrado no esqueleto,músculos cardíacos e outros tecidos.O nível de inositol livre è
especialmente elevado em todos os òrgãos do trato
reprodutivo masculino,particularmente no sêmem.
O papel fisiológico do inositol está relacionado à sua presença no fosfatidilinositol
e,portanto,à função dos fosfolipídeos nas membranas celulares.Suas funções incluem a
mediação de respostas celulares a estímulos externos,transmissões nervosas e regulação
da atividade enzimática.Através de seu papel na síntese de fosfolipídeos, a qual afeta a
função das lipoproteínas, ele exerce atividade lipotrópica.
O metabolismo do inositol é afetado pelo conteúdo de colina na dieta, pela quantidade e
grau de saturação da gordura da dieta e da composição específica dos ácidos graxos.
DEFICIÊNCIA
Devido ao fato dos pacientes diabéticos apresentarem altos níveis metabólicos de
mioinositol na urina e níveis diminuídos nas membranas nervosas,têm-se feito
tentativas de se explicar a neuropatia periférica diabética com base na alteração no
metabolismo de mioinositol.Entretanto,as descobertas não foram consistentes.
A deficiência de inositol nos animais produz um acúmulo de triglicerídeo no fígado,
lipodistrofia intestinal e outras anormalidades.Os sinais da deficiência de inositol não
foram encontrados em humanos e uma deficiência não é provável,considerando-se a
ocorrência bem espalhada nos alimentos.Entretanto,devido ao fato dela poder
possivelmente ocorrer em bebês alimentados com fórmulas sem leite de vaca, a
Academia Americana de Pediatria recomenda que este deve ser adicionado a estas
fórmulas como uma medida preventiva.
TOXICIDADE
Nenhum efeito tóxico foi relatado. Os pacientes com insuficiência renal crônica
apresentam elevados níveis de inositol.
ANTIVITAMINAS
(Antagonistas de Vitaminas ou Antimetabólicos)
Uma antivitamina ou antagonista é uma substância que interfere com a síntese ou
metabolismo das vitaminas. Muitos antagonistas de vitaminas são compostos
semelhantes,em estrutura,à molécula ativa.Tomando o lugar da vitamina, eles tornam a
coenzima inativa. A hidrazida do àcido isonicotínico(INH),um agente quimioterapêutico
usado no tratamento da tuberculose,è um antagonista para a piridoxina.A
aminopterina,uma droga usada no tratamento da leucemia,é um antagonista para a
folacina.O dicumarol,um anticoagulante,age como um antagonista para a vitamina K.
Um outro tipo de antivitamina é a avidina,encontrada na clara de ovo crua ,que se
combina com a biotina para formar um composto que não pode ser absorvido a partir do
trato intestinal.

MINERAIS
São elementos inorgânicos necessários ao organismo , para atuar como catalisadores (
aceleradores ) nas reações bioquímicas. Portanto , assim como as vitaminas , funcionam
como coenzimas ( catalisadores ) possibilitando que o corpo realize rápida e
precisamente suas atividades. São necessárias à composição adequada dos fluidos
corporais , formação do sangue e ossos e manutenção da saúde do sistema nervoso. Os
minerais são elementos que ocorrem naturalmente , encontrados na terra. As formações
rochosas são feitas de sais minerais. Em milhões de anos de erosão , as rochas e pedras
vão sendo quebrados em pequenos fragmentos , pó e areia vão sendo acumulados e
forma-se a base do solo . Além desses ínfimos cristais de sais minerais , o solo está
repleto de micróbios que os utilizam . Os minerais são então passados do solo às plan-
tas , que são consumidas por animais herbívoros . O homem , por sua vez , obtém esses
minerais utilizados pelo organismo ao consumir essas plantas ou animais herbívoros.

A importância dos minerais para o nosso organismo constitui ponto pacífico e sem
discussão para a ciência médica .
Alguns são necessários em quantidades maiores - os macrominerais - Eles são
requeridos em quantidades de 100 mg ou mais por dia .

Macrominerais

Cálcio
Fósforo
Sódio
Potássio
Magnésio.
Cloro .
Enxofre .

Outros são indispensáveis para o organismo, porém em quantidades bem menores -


os oligoelementos - Somente poucos miligramas ou traços são necessários diariamente .
São também conhecidos como “elementos traço” .

Oligoelementos

Cobalto
Cobre
Cromo
Estanho
Ferro
Flúor
Iodo
Manganês
Molibdênio
Selênio
Silício
Vanádio
Zinco
Outro grupo, os minerais possivelmente essenciais, encontra-se sob constante
investigação cientifica para identificação de suas funções biológicas :
Boro
Estrôncio
Germânico
Lítio
Níquel
Rubídio
Vanádio.

Vários desses possivelmente essenciais já foram associados com funções definidas ,


como é o caso do Boro na formação óssea , o Vanádio no metabolismo lipídico e
glicídico , o Estrôncio na formação da matriz óssea .

Resta relacionar o grupo dos minerais tóxicos , aqueles para os quais foram descritos
quadros de intoxicação aguda ou crônica e não apresentam funções biológicas
conhecidas .

Neste grupo , os principais são :

Alumínio
Arsênico
Cádmio
Chumbo
Mercúrio.

Como melhorar a absorção de minerais

As formas queladas e complexidas de minerais ( ligadas a uma molécula protéica que os


transporta para o sangue para melhorar sua absorção ) são as que apresentam melhor
absorção pois o metal ( ou mineral ) encontra-se protegido no interior da molécula , não
sendo passível de ataque por parte do ácido estomacal . Os minerais podem ser quelados
com aminoácidos ou com ácidos orgânicos nutrientes . As formas com aminoácidos são
muito absorvidas devido ao grande número de receptores existentes à nivel intestinal .
A utilização de sais orgânicos dos minerais ( lactato , gluconato , fumarato etc ) permite
uma boa absorção , pois os ácidos orgânicos selecionados , sendo parte de nossa dieta e
encontrados na alimentação , facilitam a entrada do metal na circulação .
Os suplementos minerais ingeridos durante a refeição são em geral quelados
automaticamente no estômago durante a digestão . Há controvérsias quanto ao tipo de
mineral a tomar .
Na minha clínica preferimos usar os preparados quelados tendo como sais orgânicos os
orotatos e os arginatos .

Citarei a seguir , suscintamente , algumas funções dos minerais :

Cálcio -
Importante para condução de estímulos nervosos
Contração dos músculos
Contrôle da frequência cardíaca
Em excesso pode provocar cálculos renais ou piorar a tensão pré-menstrual .
Café e comidas muito salgadas aumentam a perda de cálcio pela urina .
Níveis fisiológicos sanguíneos de cálcio ( 7 a 10 mg / 100 ml ) são mantidos através da
glândula paratireóide . Os hormônios da paratireóide estimulam a absorção intestinal ,
reabsorção pelos rins e mobilização de cálcio ósseo . A vitamina D facilita a absorção
do cálcio .
Sendo o cálcio mais solúvel em meio ácido , sua absorção decai com a idade pelo
decréscimo da secreção gástrica de ácido clorídrico .

Fontes : sardinha , siri , e salmão ( com esqueleto ) , legumes , nozes , verdura , gema
de ôvo , fígado , leite e derivados .

Magnésio -

Dificulta a formação de cálculos renais


Em grande quantidade é laxante
Promove o relaxamento muscular em repouso
Sua deficiência causa insônia , nervosismo , depressão , fraqueza muscular .
No meio extracelular das células nervosas , o cálcio faz o papel de estimulador enquanto
o magnésio , o de relaxador .

Sódio -
Seu excesso pode causar inchaço , pressão alta , falta de potássio , problemas renais e
cardíacos .
Está presente em todos os alimentos .
Uma colherzinha de chá de sal de cozinha ( cloreto de sódio ) contém 2 gramas de
sódio.
Recomenda-se para quem não tem problema de hipertensão + ou - 5 gramas por dia .

Potássio -
Participa da contração muscular , condução nervosa , batimentos cardíacos , produção
de energia e sintese de proteínas .
Alimentos ricos em potássio combatem a pressão alta .
Melhora o desempenho de atletas .
O potássio trabalha com o magnésio como um relaxante muscular em oposição ao
cálcio que causa a irritação e contração muscular .
O potássio extracelular afeta os músculos estriados e pode causar paralisia quando em
excesso .

Ferro -
É o mineral mais importante no processo de produção de energia no organismo .
Enzimas ricas em ferro participam do processo de queima de açúcar .
A hemoglobina é rica em ferro . Sua falta causa a anemia ferropriva ( microcítica ) .
Alimentos ricos em ferro : melado , ovos , vísceras , frango , germe de terigo , fígado .

Fósforo -
Participa da produção e armazenamento de energia , transmissão de informações
biológicas , contração cardíaca .
Em atletas aumenta a resistência e combate a fadiga .

Cobre -
Também faz parte da hemoglobina ( responsável pelo transporte de oxigênio no
organismo ) . Em excesso estimula o efeito dos Radicais Livres podendo induzir o
câncer.

Zinco -
Principal protetor de sistema de defesa do organismo . Com a idade o zinco vai
diminuindo . Aumenta a potencia sexual masculina e a libido ( desejo sexual ) .
Participa da formação da insulina .

Boro -
É importante para a prevenção e tratamento da osteoporose na menopausa . Auxilia o
desenvolvimento da musculatura . Parece ser útil na artrite .

Cromo -
É considerado o mineral-traço ( ou oligoelemento ) mais importante para evitar a
intolerância à glicose ( hipoglicemia , hiperglicemia ou diabetes ) .

Mânganes -
Importante eliminador de Radicais Livres .
Sua deficiência está relacionada com a fragilidade dos ossos , problemas cardíacos ,
arritmias cardíacas , diminuição da produção de insulina .

Selênio -

Sua deficiência leva à catarata , distrofia muscular , depressão , necrose de fígado ,


infertilidade , doenças cardíacas e câncer . É um excelente antioxidante pois tem a
capacidade de eliminar o peróxido de hidrogênio dos tecidos e de proteger os eritrócitos
do acúmulo do mesmo .

Flúor -
Combate as cáries . Também ajuda no combate à osteoporose ( fluoreto ) .

Enxôfre -
É componente das vitaminas do complexo B .Não há descrições específicas sobre sua
deficiência ou sobre seu excesso .

Iodo -

É o componente básico dos hormônios da tireóide .


A deficiência de iodo no período fetal ou no recém-nascido pode causar cretinismo . A
deficiência em crianças e adultos resulta em bócio ( aumento da tireóide para poder
compensar a falta de iodo ) . Iodo em excesso pode resultar em bócio tóxico (aumento
da tireóide devido ao hipertireoidismo) .
Fontes : Sal iodado , Alimentos marinhos , Aditivos alimentares .

Molibdênio -
Participa na formação óssea . crescimento e metabolismo .
Excesso de molibdênio parece interferir com o metabolismo do cobre .
Fontes : Grãos integrais , frutas e vegetais .

Selênio -
É importante porque é um componente da enzima que protege os glóbulos vermelhos do
sangue contra a destruição .
O selênio pode substituir parte da vitamina E , necessária para a antioxidação .
Fontes : Carnes , Alimentos marinhos grãos .

Cobalto -
Componente da vitamina B12 . Esta vitamina é a única fonte nutricional conhecida
deste micromineral .
Fontes : Vísceras .

Vanádio -
Mineral que recentemente foi aceito como necessário ao ser humano , está envolvido
com o metabolismo dos carbohidratos , especialmente da glicose . Estudos
demonstraram que a ausência do mineral na dieta provoca problemas com o crescimento
e na reprodução
Radicais livres/Estresse oxidativo
Menos radicais livres, mais vida

Alongar a vida é um dos sonhos da humanidade, mas são poucas as descobertas


científicas que prometem realizar esse sonho. Agora um novo gene foi adicionado à lista
dos genes que retardam o envelhecimento. O gene da catalase, quando colocado em
camundongos, prolonga suas vidas em até 20%, o que equivale a um aumento de 15
anos na vida de um homem.

Se você já passou água oxigenada (H O ) em uma ferida, vo-2 2cê já viu a catalase em
ação. Essa enzima quebra as moléculas da água oxigenada produzindo água e oxigênio.
As bolhas de gás que se formam quando a água oxigenada entra em contato com a
ferida é o oxigênio produzido pela catalase. A água oxigenada também pode dar origem
aos chamados 'radicais livres', moléculas muito reativas que atacam as proteínas e o
DNA. Os radicais livres, juntamente com o oxigênio, matam as bactérias diminuindo o
risco de infecção. É por isso que usamos água oxigenada para limpar ferimentos.

Se a catalase não estiver ativa, a água oxigenada não é decomposta e o oxigênio não é
produzido. É por isso que a água oxigenada só remove manchas de sangue fresco. Se a
catalase presente nos glóbulos vermelhos ainda está ativa, ela produz o oxigênio, que
ataca o ferro da hemoglobina fazendo desaparecer o vermelho da mancha. O truque não
funciona em manchas de sangue envelhecido, nas quais a catalase já perdeu a atividade.

A água oxigenada é produzida em pequenas quantidades em todas as nossas células. Faz


anos que se postulou que os radicais livres formados a partir da água oxigenada
poderiam atacar diversos tipos de moléculas causando o envelhecimento. Mas até agora
não existiam experimentos que demonstrassem que a remoção da água oxigenada leva a
um retardo do envelhecimento.

Para testar essa idéia, os cientistas construíram um camundongo transgênico no qual


colocaram o gene da catalase humana e forçaram sua síntese exatamente no local onde a
água oxigenada é produzida. A idéia é simples: havendo catalase por perto quando a
água oxigenada é produzida, ela é destruída rapidamente e os camundongos contendo o
gene da catalase devem ter sua vida prolongada.
Para estudar os efeitos do gene da catalase, a população de camundongos transgênicos
foi criada nas mesmas condições que os camundongos normais.

Comparando as duas populações se observou que os camundongos normais morriam


aos 25 meses, enquanto os transgênicos viviam 30 meses. Além disso, quando os
cientistas examinaram o aparecimento de sinais de envelhecimento, como as cataratas,
observaram que essas alterações demoravam mais para aparecer nos camundongos
transgênicos. Esses resultados sugerem uma relação direta entre a presença de catalase e
o aumento do tempo de vida dos animais. A partir de agora, o gene da catalase passa a
ser o nono gene capaz de retardar o envelhecimento em camundongos. É importante
lembrar que, apesar de camundongos e homens serem muito parecidos, os resultados
ainda não foram confirmados em estudos com pessoas. Não é interessante, e muito
atual, pensar que se diminuirmos o número de radicais livres em nosso ambiente nossas
vidas poderão ser prolongadas?

DEFINIÇÃO

Todas as células do nosso corpo necessitam constantemente de oxigênio para converter


os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. Entretanto, a queima do oxigênio
pelas células

(oxidação) libera moléculas de radicais livres que são instáveis e, por isso, altamente
reativas. Essas moléculas apresentam um elétron com carga negativa que tende a se
associar muito rapidamente a outras moléculas de carga positiva que estejam próximas,
com as quais pode reagir ou oxidar. Dessa forma, esses radicais podem danificar as
células sadias do nosso corpo.

AÇÃO DOS RADICAIS LIVRES

A formação de radicais livres derivados do oxigênio em vários processos metabólicos


exerce um papel importante no funcionamento do corpo humano. Eles são responsáveis
pelo transporte de elétrons na cadeia respiratória e, em alguns tipos de células, têm a
capacidade de eliminar bactérias invasoras. São muito úteis e nosso organismo não vive
sem eles, pois são indispensáveis às nossas defesas contra as infecções, por exemplo.
Os radicais livres passam a ter um efeito prejudicial ao nosso organismo quando ocorre
um aumento excessivo na sua produção ou diminuição de agentes oxidantes. Em
qualquer uma dessas situações começa a predominar um excesso de radicais livres no
organismo, o que é denominado stress oxidativo. O bombardeamento excessivo por
essas moléculas danifica o DNA das células, bem como outros materiais genéticos.

Entretanto, as células do nosso corpo, expostas a dezenas de ataques de radicais livres


por dia, têm enzimas protetoras que reparam 99% do dano por oxidação. Sendo assim, o
nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através do
metabolismo do oxigênio.

FONTE DE RADICAIS LIVRES

O processo de oxidação que ocorre dentro do nosso corpo, devido aos processos
metabólicos, não é a única fonte de radicais livres. Há fatores internos e externos que
podem igualmente contribuir para a formação de um excesso de radicais e que podem
causar danos irreparáveis.

Os principais fatores internos são: envelhecimento, câncer, alguns tipos de anemia,


infarto do miocárdio, arteriosclerose e doença de Parkinson. Entre as causas externas
mais prováveis de formação de radicais livres no nosso corpo encontram-se: poluição
ambiental e gases de escapamentos de veículos; raios X e radiação ultravioleta do sol;
fumo e fumaça de cigarro e o álcool; resíduos de pesticidas; substâncias tóxicas
presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, aflatoxinas, etc); stress
e alto consumo de gorduras saturadas (frituras, embutidos, etc)

Os radicais livres agem sobre as células, alterando suas membranas e dando-lhes um


aspecto de células velhas que, normalmente, seriam eliminadas pelo sistema
imunológico do organismo. No entanto, quando a quantidade de células alteradas é
aumentada pelo excesso de radicais livres, e quando devido ao envelhecimento
cronológico do organismo, há diminuição do sistema imunológico, o organismo não
consegue eliminar as células alteradas. Assim, algumas dessas células sobrevivem e
começam a funcionar de maneira inadequada, alterando a fisiologia do tecido, do órgão
e de todo o organismo. Como essas células podem ter seu código genético alterado,
multiplicam-se desordenadamente, propiciando o aparecimento de tumores, doenças
pulmonares, cataratas entre outras.

A reação dos radicais livres com os ácidos graxos, constituintes de óleos e gorduras,
pode favorecer o depósito de placas nas paredes arteriais, diminuindo sua elasticidade e
propiciando o aparecimento de hipertenção arterial.

CONSEQUÊNCIAS DO EXCESSO DE RADICAIS LIVRES

Quanto mais uma pessoa ficar exposta aos fatores externos, maior é a quantidade de
radicais livres que se acumulam no seu corpo. Com o tempo, esse efeito cumulativo
pode causar alterações irreversíveis nas células ou mutações, que podem favorecer o
aparecimento e o desenvolvimento de células cancerígenas.

A formação de radicais resulta em manchas pigmentadas na pele, rugas precoces, até


distúrbios mais sérios como catarata, arteriosclerose, artrite, entre outras.
A comunidade científica reconhece que algumas doenças mais incapacitantes ou mortais
são provocadas pela presença desses radicais. Na lista encontram-se desde o caso dos
enfisemas, dos acidentes vasculares cerebrais, de certas afecções reumáticas, doença de
parkinson, mal de Alzheimer, entre outras.

ANTIOXIDANTES

Os radicais livres se formam durante toda nossa vida, mas são mais sentidos da idade
adulta em diante. Várias substâncias contribuem para o combate aos radicais livres.
Essas substâncias são chamadas de antioxidantes e são moléculas com carga positiva
que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos.
Portanto, essas substâncias teriam a capacidade de anular a ação de oxidação desses
radicais. Os antioxidantes estão presentes nos alimentos e os mais importantes são:

- Vitamina C: aumenta a resistência às infecções e é importante na resposta imune; atua


como antioxidante hidrossolúvel geral; protege as vitaminas A e E dos processos
oxidativos, varrendo os radicais hidroxila que são os radicais livres responsáveis pelas
agressões às células. É encontrada em grande quantidade nas frutas cítricas e vegetais
verde escuros (laranja, limão, lima, acerola, caju, kiwi, morango, couve, brócolis,
tomate, etc);

- Vitamina E: age contra os peróxidos lipídicos e previne danos à membrana celular. È o


antioxidante mais efetivo e muito eficiente sob altas concentrações de oxigênio. É
encontrada principalmente no germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja,
arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema de ovo,
vegetais folhosos e legumes;

- Vitamina A: age contra os peróxidos lipídicos. É encontrada principalmente em


alimentos como a cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão;

- Selênio: um mineral encontrado na castanha do pará, alimentos marinhos, fígado,


carne e aves; - Zinco: outro mineral encontrado principalmente nas carnes, peixes
(incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são
também boas fontes;

- Bioflavonóides: inibem os hormônios que provocam o câncer. São encontrados em


frutas cítricas, uvas escuras ou vermelhas;

- Licopeno: Inúmeros estudos o relacionam com a prevenção do câncer de próstata. È


uma substância ativa encontrada principalmente no tomate;

- Isoflavonas: Inibem a acumulação de estrogênio e destroem as enzimas canceríginas.


Encontradas principalmente na soja;

- Catequinas: substâncias antioxidante encontradas principalmente em frutas da família


do morango, uva e chá verde (green tea);

- Ácido fenólico: inibe as nitrosaminas e aumenta a atividade enzimática. Encontrado na


uva, morango, brócolis, repolho, cenoura, frutas cítricas, berinjela, tomate e grãos
integrais;

- Ácidos graxos ômega 3: inibem o estrogênio e combatem a inflamação. Encontrados


no óleo de canola, linhaça, nozes, peixes;

- Curcumina: protege contra os carcinogênicos induzidos pelo tabaco. Encontrado no


açafrão, cominho;

- Genistelina: inibe o crescimento de tumores. Encontrado no brócolis;

- Indóis: inibem o estrogênio, que estimula alguns tipos de câncer; induzem as enzimas
de proteção. Encontrado no Rábano, mostarda, rabanete;

- Betacaroteno: previne danos à membrana celular. Complementa a ação da vitamina E.


Encontrado em vegetais verde escuros e amarelo-alaranjados;

- Quercetina: inibe a mutação celular, a formação de coágulos e a inflamação.


Encontrada em cascas de uva e vinhos.

PARTE 1 EM SHAKE: 60 MEDIDAS


Betacaroteno (pró-Vitamina A)............................................10.000 UI
Vitamina D..........................................................................300 UI
Tiamina (Vitamina B1).......................................................30 mg
Riboflavina (Vitamina B2).................................................30 mg
Niacinamina (Vitamina B3)................................................30 mg
Acido Pantotenico (Vitamina B5)........................................30 mg
Piridoxina ( Vitamina B6).....................................................80 mg
Acido Fólico...........................................................................1 mg
Gaba......................................................................................250 mg
Manganês Quelado................................................................5 mg
Magnésio Aspartato.............................................................. 100 mg
Zinco Quelado...................................................................... 35 mg
Cobre Quelado...................................................................... 500 mcg
Selênio Quelado....................................................................100 mcg
Colina Bitartarato..................................................................250 mg
Alfa Tocoferol ( Vitamina E)...............................................400mg
Lecitina de Soja..................................................................... 1 g
Gingo Biloba 24 %................................................................40 mg
Nimodipina........................................................................... 15 mg
Sabor baunilha.......................................................................qpb 1 colher medida
Posologia : Tomar 1 colher medida no almoço e jantar.

PARTE 2 EM CAPSULAS SUBLINGUAIS : 60 CAPSULAS


Cianocobalamina ( Vitamina B12)............................................. 250 mcg
Acido Fólico................................................................................ 1,0 mg
Posologia: Tomar 1 cápsula ½ hora antes do almoço e do jantar.

PARTE 3 EM CAPSULAS:60 CAPSULAS


Ascorbato de Cálcio ( Vitamina C não acida)..................................1,0 g
Posologia: Tomar este medicamento no almoço e no jantar.
PARTE 4 EM CAPSULAS: 60 CAPSULAS
Cálcio Quelado...................................................................................250 mg
Boro Quelado.....................................................................................1,0 mg
L-Lisina..............................................................................................100 mg
Vitamina K ........................................................................................ 1.0 mg
Posologia : Tomar este medicamento no almoço e no jantar.

PARTE 5 EM CAPSULAS : 60 CAPSULAS


Castanha da India................................................................................... 200 mg
Canamelis Ex seco 5 %...........................................................................50 mg
Vitamina C..............................................................................................200 mg
Rutina .....................................................................................................100 mg
Centelha Asiática....................................................................................100 mg
Posologia: Tomar este medicamento no café da manha e no lanche da tarde.
Este tratamento proposto, é uma terapia ortomolecular que é o ramo da
ciência cujo objetivo final é provir o equilíbrio químico do organismo como um todo.
O termo ortomolecular provem do gregro ORTHOS que poderá ser traduzido como
: normal, perfeito, direito, correto, equilibrado, alinhado, e molecular significa
moleculas o que segnifica moleculas equilibradas , ou moleculas alinhadas. Foi proposta
pelo Prof. Linus Carl Pauling, nascido em Porland, Oregon, Estados Unidos, em 28 de
fevereiro de 1901 e faleceu em 20 de agosto de 1994, aos 93 anos após brilhante
carreira profissional complementada por intesas atividades de cunho humanitário. Foi
ate a presente data a única personalidade a receber duas vezes o prêmio Nobel em
atividades distintas. Recebeu o prêmio Nobel de Química em 1954 pela obra “A
Natureza das Ligaçãoes Químicas” publicada em 1939, lançando as bases da ligação
covalente entre atomos para formar as moléculas. Em 1962 recebeu o prêmio Nobel da
Paz, por participar ativamente de manifestações contra testes nucleares, o uso de
bombas atômicas como arma de guerra e construção de usinas nucleares. Em 1965 ao
ler “ A terapia de Niacina em Psiquiatria” publicada por Abram Hoffer, teve o insite de
concluir que as vitaminas poderiam ter importantes efeitos bioquímicos no organismo
humano, muito além dos relacionados com a prevenção de doenças originadas por
carência das mesmas.
Em 1968 Linus Pauling publicou o artigo mais importante para nós
estudiosos “Psiquiatria Ortomolecular” neste artigo inventou o termo Ortomolecular
que significa moléculas equilibradas ou alinhadas. Mas tal qual outro gênio, de seu
tempo, o médico Neurologista Sigmund Freud, ao lançar as bases da Psicanálise,
foram fortemente criticados e ridicularizados pelos seus pares.
A medicina Ortomolecular foi regulamentada pelo Conselho Federal de
Medicina na sua resolução Nº 1500/98, na qual figura com uma Medicina
Complementar, cujo objetivo principal é restabelecer o equilíbrio bioquímico do
organismo, atraves do uso de subsstâncias e elementos naturais, como vitaminas,
minerais aminoacidos, que devidamente oferecidos, na dosagem certa, irão procionar o
tratamento das patologias em diversas especialidades da área Médica, combatendo os
Radicais Livres, que são todas as moléculas que apresentam um número impar de
elétrons na sua órbita externa, que denominamos um eletron desemparelhado naquela
posição, fazendo com que essa molécula tente adquirir um elétron de qualquer outra
substância a fim de se estabilizar ou se alinhar. Com a perda desse elétron, cria-se um
novo Radical Livre, que irá originar uma reação em cadeia lesando sériamente as
estruturas celulares que irão originar o que denominamos de Stress Oxidativo celular,
que devido o aumento de forma descontrolada dessa reação intracelular irão dar origens
as doenças neuropsiquiátricas e degenerativas responsáveis pelo envelhecimento, pois o
sistema nervoso central muito sensível a Lesão Oxidativa devido as suas elevadas
necessidades energéticas uma vez ser grande consumidor de Oxigênio, que
paradoxalmente faz a vida existir na Terra, mas também ser responsável pela sua
destruição atraves da reação química de peroxidação, porem com grandes concentração
de Ferro e baixos teores de antioxidantes.
Nessa formulação proposta, estão contidos os antioxidantes ( vitaminas,
minerais aminoacidos ) acressentando as Drogas Inteligentes “Smart Drugs” ( Gingo
Biloba, Nimodipina), que comprovadamente aumentam a capacidade de memória e a
inteligência uma vez que em estudos recentes comprovou-se ( Dr Helion Povoa Filho,
Cap 15 pag 345 -372) que os disturbios neurológicos tem como substrato o exesso da
formação dos Radicais Livres, que serão as substâncias que os combaterão, tentando
diminuir o seu poder de reação químico degenerativo , originado pelo Stress Oxidativo
celula.
Drogas Anti Oxidantes são:

BETA CAROTENO (PROVITAMINA A):

È proterora dos epitélios e é sintetizada a partir do beta caroteno que, por sua vez, é o
mais potente varredor do “oxigênio singlet”, sem dúvida um dos mais deletérios de
Radicais Livres formados no organismo; alem disso, é essencial á prevenção de doenças
oculares: catarata, degeneração macular da retina e etc.

VITAMINA D:

È essencial á fixação do cálcio e magnésio, e importante na prevenção da


osteopenia/osteoporose.

VITAMINA B1 (TIAMINA):

Combina-se com o ATP no fígado, rins e leucócitos, para formar difosfato de tiamina
(pirofosfato de tiamina), o qual é uma coenzima que intervêm na descarboxilação dos
ácidos pirúvico e alfacetoglutárico. Importante na digestão dos açúcares, possui funções
neurofisiológicas, estando implicada nos fenômenos de neurotransmissão e condução
nervosa (depressão, neuralgias, cansaço, raciocínio, desempenho mental,tonos muscular
do coração e do intestino.

VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA):
No organismo a riboflavina é convertida a flavina rnononucleotídeo (FMN), que se
transforma em flavina adenina mononucleotídeo (FAD), aliviando a fadiga ocular (vista
cansada), mantém saudável a pele e mucosas, necessária para a formação de anticorpos,
transforma carboidratos, gorduras e proteínas em energia.

VITAMINA B3 (NIACINA, NICOTINAMIDA, ÁC. NICOTÍNICO, PP):

A niacina é convertida para NADH nos organismos vivos, servindo como auxiliar nas
reações de oxi-redução como "transportadora de elétrons". Participa dos processos de
descoxilação oxidadativa, junto com o ácido lipóico, dai ser extremamente útil na fase
aeróbica mitocondrial do ciclo de Krebs .Dilata os capilares, é desintoxicante, poderoso
calmante natural,usado em doenças do Pânico, reduz o colesterol e triglicérides e
aumenta o HDL, reduz o risco de morte em cardiopatas.Essencial para produção
hormonal, necessária para circulação adequada e pele saudável .

VITAMINA B5 (ÁCIDO PANTOGÊNICO):

Nas glândulas supra-renais, estimula a secreção da cortisona natural que melhora artrite,
reumatismo, asma, etc. No stress, combate fadiga, depressão, e a insônia. Atua na
formação de anticorpos, auxilia no metabolismo das proteínas, gorduras e açúcares,
auxilia a conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia, é necessária para
produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal, é um elemento essencial
da coenzima A.Na forma de CoA, o ácido pantotênico desempenha múltiplos papeis no
metabolismo celular, sendo de importância central na liberação de energia pela oxidação
dos produtos da glicólise e outros metabólitos através do ciclo do ácido tricarboxílico
(ciclo de Kreb's) mitocondrial. A CoA é necessária para a síntese de moléculas
essenciais, como ácidos graxos e fosfolípides de membranas e aminoácidos como
leucina, arginina e metionina. Também é essencial para a síntese de isoprenóides,
Vitamina D, Vitamina B12 e anéis de porfirina da hemoglobina e dos citocromos.

VITAMINA B6 (PIRIDINA OU PIRIDOXINA OU PIRIDOXAMINA):

Ajuda a controlar o Diabetes, atua como coenzima em numerosos sistemas enzimáticos,


(descarboxilases, transaminases). Necessária para o funcionamento de mais de 60
enzimas, auxilia no sistema nervoso, combate vômitos e tonturas da gravidez, converte
o Triptofano em Niacina, importante na formação de mielina, inibe a formação de
catarata, metabolisa aminoácidos e gorduras, participa da formação das hemácias,
participa da formação de células do sistema imunológico, participa do processo de
multiplicação celular.
Desempenha importante papel no metabolismo do SNC, através da descarboxilação do
ácido glutâmico e sua conversão em ácido gama-amino-butírico (GABA). Interfere na
absorção dos aminoácidos pelo intestino e na sua transferência para o interior das
células. Intervém no metabolismo de aminoácidos, como, por exemplo, na
descarboxilação da tirosina, arginina e do ácido glutâmico, na conversão do triptofano
em ácido nicotínico. Produção de glóbulos vermelhos, adequado funcionamento do
sistema nervoso e imunológico.

VITAMINA B7 (INOSITOL):
Ajuda a emulsificar as gorduras, auxilia no crescimento dos cabelos, desempenha
papel importante na neuropatia diabética, mantém a integridade da membrana celular
especialmente no cérebro, sistema nervoso: efeito calmante natural. Coenzima essencial
no metabolismo dos ácidos graxos e carbohidratos e outras reações de carboxilação,
assim como na síntese dos ácidos nucleicos, neutraliza o colesterol (obesidade,
arteriosclerose).
VITAMINA B9 (ÁCIDO FÓLICO):
Tem a função de aumentar a defesa imunológica do organismo, regenerar tecidos, e
promover a síntese de proteínas. Mantém a cor natural dos cabelos.

VITAMINA B12 (COBALAMINA OU CIANOCOLABAMINA): age sobre as células


nervosas (poder de concentração, inflamação dos nervos, dores). Intervém na formação
e maturação (fase pré-megaloblástica) das hemácias. Atua na síntese de DNA, sob a
forma de coenzima, participando do metabolismo das purinas e pirimidinas (ácidos
nucléicos). Ajuda no crescimento e na reprodução celular, proporcionando pele, unhas e
cabelos saudáveis. Auxilia na cicatrização, beneficia a visão e alivia o cansaço dos
olhos. Juntamente com outras substâncias auxilia na metabolização dos carboidratos,
gorduras .

GABA:

O Ácido Gama Aminobutirico (Gaba) è um neurotransmissor cerebral, que, juntamente


com a glutamina, participa de diversos processos cerebrais. Vem sendo utilizado para o
tratamento de alguns casos de ansiedade e para melhorar o dempenho inteletual de
alguns pacientes.

VITAMINA C ( ACIDO ASCORBICO) :

Antioxidante importante no crescimento dos ossos e tecidos conjuntivos no


funcionamento dos vasos sanguíneos . Agente regulador das reações de oxiredução
intracelulares e reparação de feridas.

VITAMINA K:

A vitamina K tem como principal função ser coagulante e anti- hemorrágica. Participa
na

formação de certos fatores de coagulação no fígado.

MANGANÊS :
O manganês faz parte de uma proteina de estresse ( SOD – Mn) e é um elemento que
tem função de relevância no sistema nervoso central. È marcador de depressão junto
com magnésio, vanádio, cromo, cobalto e lítio ( atraves do mineralograma). Tem
também ação importante na osteogênese.

MAGNÉSIO:

O magnésio é elemento de grande relevância no metabolismo muscular e ósseo.


Também funciona em várias enzimas e é protetor do sistema nervoso central e
poderoso antioxidante, assim como atiaterogênico.

ZINCO:

O zinco faz parte de mais de 70 enzimas e é fundamental á digestão, cicatrização,


metabolismo cerebral e metabolismo sistema nervoso periférico, e etc.

COBRE :

O cobre, juntamente com o zinco, faz parte da molécula da SOD citoplasmática.


Também a relação zinco/cobre pode funcionar como elemento tóxico, apesar de ser um
metal essencial ao organismo humano.

SELENIO :

O selênio faz parte da molécula da glutatião peroxidade, um antioxidante primário e


desempenha papel fundamental na imunidade e proteção da parede arterial.

CÁLCIO :

O cálcio é importante na manutenção da pressão arterial, assim como no metabolismo


muscular de um modo geral. També é primordial á prevenção
da osteopenia/osteoporose.

BORO

O boro é altamente relevante na osteogênese, com papel protetor da osteoporose

VITAMINA E (ALFA TOCOFEROL) :

È um dos mais podereosos antioxidantes do organismo humano e pela sua


lipossobilidade exerce efeito protetor na membrana celular e, por esta localização
estratégica, impede a destruição do sistema nervoso central por Radicais Livres
formados em acidentes vasculares encefálicos isquemicos.

LECITINA DE SOJA :
As propriedades da Lecitina de soja garantem-lhe atividade a nível do sistema
circulatório: A nível cardiovascular as suas funções primordiais são as seguintes:
Diminuição do colesterol; Melhorias da elasticidade das artérias; Prevenção da
arteiosclerose; Aumento da atividade fibriolíticas; Diminuição da pressão arterial;
Estimula a transmissão deimpulsos nervosos; Melhora a memória; Favorece a rapidez
mental; Favorece a absorção das vitaminas lipossolúveis; Melhora a pele em caso de
psoríase e acne.
COLINA BITARTARATO:

Substância lipotrópica que age principalmente sobre o fígado, evitando o acúmulo de

gordura naquele órgão e auxiliando na remoção de restos metabólicos e outras toxinas.

Parece exercer tais ações especialmente em obesos. diários, divididos em 3 tomadas, nas

Muitas vezes é utilizada sob a forma de bitartarato de colina, aparecendo nos rótulos das

formulações abreviado para bit. colina ou b. colina.

LISINA

Aminoácido que, junto com prolina e hidroxiprolina, participa da síntese de


colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos.
Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Abundante no
tecido muscular. Também tem sido muito utilizado no tratamento do herpes.

CASTANHA DA INDIA

É uma planta de sabor amargo e adsringente e utilizada no tratamento de pertubações da


circulação venaosa, nas varizes, fissuras anais, edemas e hemorróidas.
Emprega-se ainda como vasoconstritor periférico ( nas flebites varicosas e hemoptises)
A aescina tem a capacidade de reduzir atividade enzimática lisossômica em 30 %,
provavelmente por estabilizar o conteúdo de colesterol da membrana dos lisossomas
diminuindo assim a liberação de enzimas. A aescina também diminui edemas por
reduzir a filtração trasncapilar de água e proteinas. Ainda tem atividade suave como
diurética.
Tem demonstrado também ser um tônico para o sistema venoso, otimizando o processo
de retorno do sangue ao coração.

HANAMELIS EXTRATO SECO A 5 %

Adstringente, vasoconstrictora. Indicada nas afecções venosas :varizes flebite e no


tratamento da oleosidade excessiva da pele e cabelos. Hamamelis virginiana A tintura
da

casca e folhas tem ação desinfetante. A tintura, e também em forma de pomada, pode
ser

utilizada, externamente, em casos de hemorróidas, disenteria, gonorréia, leucorréia,

tumores, inflamações externas, pústulas, inflamação dos olhos, picadas de insetos, veias

varicosas. Já o decocto é utilizado no combate às diarréias, menstruação em excesso,

hemorragia pulmonar.

CENTELLA ASIATICA

Fitoterápico muito utilizado tanto em cápsulas como cremes, tem como objetivo
facilitar a

queima da gordura e o tratamento da celulite. Discreta ação diurética.

RUTINA

Rico em Vitamina P que combinado com a Vitamina C, tem ação benéfica sobre a
queda do

colesterol LDL e age fortecendo a estrutura da parde dos vasos sanguíneos; sendo muito

usada no tratamento e prevenção de pequenas varizes.

Drogas Inteligentes (Smart Drugs) são:

GINGO BILOBA:

O extrato das folhas da gingo biloba, árvores de origem oriental é rico em


bioflavonóides, terpenóides, SOD e carotenóides. Aumenta a circulação cerebral,
impede a ação de Radicais Livres nas membranas celulares, especialmente do cérebro e
sistema nervoso e aumenta a capacidade do cérebro de maetabolizara glicose,
acelerando a transmissõa nervosa. Tem sido usado o extrato de Gingo Biloba (EGB
761) na memória de curto prazo,na doença de Alzheimer e na melhora do estado de
alerta mental..

LECITINA :

A lecitina tem funções de relevância no organismo dai ser usada para melhorar a
memória. Em realidade, ela atua como doador de colina e, neste ponto, é preferível usar-
se colina, já que a lecitina altas doses pode afetar a motilidade intestinal.

NIMODIPINA:

Aumenta a circulação cerebral e o metabolismo , evitando que os Radicais Livres nas


membranas celulares.

PAULO ROBERTO SILVEIRA

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você
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Publicado em 14/06/2009 às 17h58

SUGESTOES ORTOMECULARES PARA TRATAMENTO DO STRESS


OXIDADITVO CEREBRAL - PARTE II

NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina ..... 500mg
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina 250mg
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................. Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.

NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D 200ui
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado 100mc
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina .....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................. Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.
PARTE 14: JUJUBAS SUBLINGUAIS: 60 JUJUBAS.
L-Taurina
5-OH Triptofano
Posologia: colocar uma jujuba sublingual à noite..
NOME:
PARTE 1 / CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D 200ui
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2 / JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3 / CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5 / CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8 / SACHÊS NÃO EFERVESCENTES: 60 SACHÊS.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ............................... Sulfato de Glucosamina .....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ............................... Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12 / CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Diferuloil Metano
Resveratrol
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.
NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D 200ui
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina .....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Ketorolac ............................... D,L Fenilalanina ................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina 250mg
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................ Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina 300mg
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.

NOME:

PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60


UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A) 1
Vitamina D 200ui
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol 30mg
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina .....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina 250mg
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................. Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.
PARTE 14: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS GELATINOSAS
Kava Kava
Erva de São João
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado .........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina ...
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina .......
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .......... Hamamelis Ext Seco ..............
Rutina ...
Vitamina K .........................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia:tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.
PARTE 14: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Hexanicotinato de Inositol
Alopurinol
Posologia: tomar 1 este medicamento à noite, 1 hora após o jantar.

NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Ácido Pantotênico (Vit. B-5)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina .............................. Sulfato de Glucosamina ....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina .......
Ketorolac ............................... 1 D,L Fenilalanina ................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................. Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este medicamento 2 vezes ao dia.

NOME:
PARTE 1: CÁPSULAS GELATINOSAS ou SACHETS NÃO EFERVESCENTES: 60
UNIDADES.
Betacaroteno (pró-Vit A)
Vitamina D
Tiamina (Vit. B-1)
Riboflavina (Vit. B-2)
Niacinamida (Vit. B-3)
Piridoxina (Vit. B-6)
Inositol
GABA
Manganês quelado
Magnésio quelado
Cobre quelado
Zinco quelado
Selênio quelado
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 2: JUJUBAS: 60 JUJUBAS SUBLINGUAIS.
Cianocobalamina (Vit. B-12)
Ácido Fólico
Excipiente qsp 1 jujuba
Posologia: colocar 1 jujuba sublingual antes das refeições.
PARTE 3: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Alfa Tocoferol (Vit. E)
Tocotrienóis
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 4: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Colina bitartarato
Posologia: tomar este medicamento no almoço e jantar.
PARTE 5: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
Lecitina de soja
Posologia: tomar este no almoço e jantar.
PARTE 6: CÁPSULAS GELATINOSAS: 30 CÁPSULAS.
Omeprazol
Posologia: tomar este medicamento pela manhã em jejum.
PARTE 7: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Nimodipina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 8: SACHÊS: 60 SACHÊS NÃO EFERVESCENTES.
Carbonato de Cálcio ............. Boro quelado ..........................
L- Lisina ................................ Sulfato de Glucosamina .....
Vitamina C ............................. Sulfato de Condroitina ........
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 9: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Fosfatidil Serina
Benfotiamina
L-Carnosina 250mg
Ácido Lipóico
Posologia: tomar este medicamento às 10 e às 18h.
PARTE 10: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Castanha da Índia .............. Hamamelis Ext Seco ...............
Rutina ................................. Centella asiatica ....................
Vitamina K ............................
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 11: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Pentoxifilina
Posologia: tomar este medicamento no café da manhã e no lanche.
PARTE 12: CÁPSULAS GELATINOSAS: 60 CÁPSULAS.
Ascorbato de Cálcio
Posologia: tomar este medicamento antes de almoço e jantar.
PARTE 13: CÁPSULAS OLEOSAS: 60 CÁPSULAS.
EPA
Posologia: tomar este 2 vezes ao dia.
PARTE 14: JUJUBAS SUBLINGUAIS: 60 JUJUBAS.
NADH
L Tirosina
ATP
Posologia Tomar este medicamento no cafe da manha e no lanche da tarde.
PAULO ROBERTO SILVEIRA

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Publicado em 14/03/2010 às 18h54

Fideliter ad lucem per ardua tamen Ainda Atual e Verdadeira?


(“Fidelidade à verdade custe o que custar”).(Fielmente voltada para luz , porem com
dificuldades).
Um escudo com as insígnias da Medicina e da Justiça ,trazendo a inscrição Fideliter
ad lucem per ardua tamen (“Fidelidade à verdade custe o que custar”).(Fielmente
voltada para luz , porem com dificuldades).Se encontra a esquerda de quem entra no
atual prédio na Rua dos Inválidos l52 – Centro. Traduz de uma maneira atual e
verdadeira o elo entre o Direito e a Medicina, o Direito, através da interface do Direito
Penal , Direito Processual Penal, e a Medicina, através da Medicina Legal ou
Medicina Forense cujo objetivo seria 1) o exame de corpo de delito de lesão corporal
(AECD)feito no periciado vivo, para determinar a gravidade da lesão sofrida, com o
objetivo de determinar a pena, conforme prescreve o artigo 129 do CP .2) Exame
Cadavérico ou Exame Necroscópico (NECROPSIA), para esclarecimento do crime,
através do que se no diz o cadáver. Vamos no ater no primeiro objetivo, dando uma
enfese especial ao Exame Subsidiário prestado pela Seção de Neurologia Forense,
tecendo breves considerações da Medicina Legal, com Direito Penal , Direito de
Processo Penal e Criminologia. Ao terminar seu exame AECD (exame no vivo) o
Perito Legista terá que responder os 7 quesitos que são:
Primeiro: se há sinal de ofensa á integridade corporal ou á saúde do paciente;
Segundo: qual o instrumento ou meio que produziu a ofensa;
Terceiro: se foi produzido por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura ou
por outro meio insidioso ou cruel ( resposta especificada);
Quarto: se resultou incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias;
Quinto: se resultou em perigo de vida;
Sexto: se resultou debilidade permanente ou perda ou inutilizarão de membro, sentido
ou função ( resposta especificada):
Sétimo: se resultou incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade incurável
ou deformidade permanente ( reposta especificada).

Caso tenha necessidade, o Perito Legista examinador solicitara o auxilio dos Exames
Medico Legais Subsidiários, efetuados também por Peritos Legistas, que são no IMLAP
o total de cinco seções saber: NEUROLOGIA FORENSE, PSIQUIATRIA FORENSE,
OFTALMOLOGIA FORENSE, OTORRINOLARINGOLOGIA FORENSE E
ODONTOLOGIA FORENSE. cujo objetivo será para complementar o sexto e sétimo
quesito acima especificado, baseando no art. 129 . do Código Penal Vigente .
No caso da Seção de Neurologia Forense aos Peritos Neurologistas são solicitados a
responder seguintes quesitos:
Primeiro: Há vestígios de lesão neurológica com possíveis nexos causal e temporal ao
evento alegado ao perito?
Segundo:Qual o instrumento ou meio que produziu a lesão?
Terceiro:Resultou incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias?
Quarto: Resultou em perigo de vida?
Quinto:Resultou em debilidade permanente ou perda ou inutilizacao de membro,
sentido ou função (resposta especificada)?
Sexto:Resultou incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade incurável ou
deformidade permanente (resposta especificada)?
Sétimo: Resultou de antecipação de parto ou aborto (resposta especificada)?
Oitavo: Outras considerações objetivas relacionadas aos vestígios produzidos pela
lesão neurológica, a critério do Senhor Perito Legistas.
Que objetivamente a Neurologia Forense caber responder quando o exame for Positivo (
há possíveis nexos causal e temporal) cujo objetivo será também para complementar o
quinto e sexto quesito acima especificado, baseando no art. 129 . do Código Penal
Vigente , caput e parágrafos sucessivos .

2. CODIGO PENAL
2.1. Lesão corporal de natureza Leve

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:


Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

2.2. Lesão corporal de natureza Grave

§ 1º Se resulta:
I - incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias;
II-perigo de vida;
III-debilidade permanente de membro sentido ou função;
IV- Aceleração de parto.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos.

2.3. Lesão corporal de natureza gravíssima


§ 2° Se resulta:
I - incapacidade permanente para o trabalho;
II- enfermidade incurável;
III – perda ou inutilizacão de membro, sentido ou função;
IV – deformidade permanente;
V - aborto.
Pena: reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos.
3 CODIGO PROCESSO PENAL
A intervenção dos Peritos no foro criminal é regulada pelo código de Processo Penal,
através de seu artigo 159 e seguintes, modificado pela lei 11690 em 09/06/08, alterando
o dispositivo da lei 3.689 de 03/10/41 relativa a prova e de outros provimentos.

Art. 159 – O exame de corpo delito e outras perícias serão realizados por PERITO
OFICIAL portador de diploma de curso superior, ou seja, somente um perito e não dois
como era obrigatório na antiga lei. No dia 9/06/08 foi modificado o Código de Processo
Penal pela lei 11689 e em 20/06/08 pela lei 11 719.

( vide site: www.planalto.gov.br - legislação /leis); trazendo a luz aos fatos iniciados
através dos procedimentos de instaurauracao do inquérito policial na delegacia de
policial onde se origina a investigação criminal pelo delegado de policia.

4. EXAME SUBSIDIARIO NEUROLOGICO

As doenças nervosas, estudadas desde os tempos de Hipócrates, só foram descritas com


rigor nas últimas décadas do século XIX. Duas escolas se destacaram nos primórdios
da especialidade: a Francesa, de Jean-Martin Charcot, titular da primeira cátedra de
doenças nervosas criada na Universidade de Sorbone, em Paris, em 1882. Alinharam-se
com os conceitos dessa escola Jules Déjerine, estudioso de diversas síndromes
neurológicas, e os irmãos Pierre-Marie e Joseph Babinki, que deram importantes
contribuições ao estudo das doenças do cérebro e da medula espinhal. A outra grande
escola neurológica cuja influência perduraria por décadas, foi a escola Britânica. Se a
Francesa caracterizou-se pelo caráter revolucionário de sua orientação,a escola
Britânica teve como traço principal a extrema minúcia de seus estudos. Alguns dos
ilustres neurologistas que dela fizeram parte foram Sherrington,Charles Bell, John
Hughlings Jackson e Henry Head.
Mais tarde, a neurologia diferenciou-se em outras disciplinas subordinadas, a partir do
trabalho de pesquisadores como Golgi, Ramón y Cajal, Walter Edward Dandy e
Antonio Egas Moniz.
Do progresso da pesquisa científica no domínio da neurologia resultou sua divisão em
quatro subespecialidades; 1) a neuropediatria, á qual, dadas as características especiais
do desenvolvimento nervoso infantil, corresponde uma parte muito delicada da
medicina, a do estudo da formação e das primeiras fases do desenvolvimento neuronal;
2 ) a neurologia clinica propriamente dita, que se ocupa da anatomia, fisiologia e da
patologia do sistema nervoso; 3) a neurocirurgia, conjunto de técnicas cirúrgicas
destinada á a reparação de lesões do sistema nervoso, e que, em determinados aspectos,
quando útil para o tratamento de alterações mentais que se vincula á neuropsiquiatria.4)
a neurologia forenses, constituída por equipe de peritos médicos neurologistas do
Instituto Medico Legal Afrânio Peixoto do Rio de Janeiro, que realiza exame
subsidiário neurológico e ou subsidia pareceres técnico na especialidade objetivando a
confecção dos seguintes documentos médico-legais, sempre mediante solicitação de
perito legista do Instituto Médico Legal, ou de Autoridade policial ou judiciária :
a) Auto de exame de corpo de delito
b) Laudo Indireto
c) Parecer médico-legal

Os peritos neurologistas louvam-se no Auto de Exame de Corpo de Delito ou no


Laudo Indireto original para a realização do exame subsidiário neurológico e a
confecção dos seus laudos. Portanto, tem de ter acesso ao AECD ou LI confeccionados
pelos Peritos solicitante ( mesmo não finalizado). Isto obriga aos Peritos de todos os
postos do IMLAP que enviem suas solicitações através da WEB (Delegacia Legal) ou
mediante solicitação documental ao setor de Neurologia Forense. O exame subsidiário
neurológico é suscitado apenas para esclarecer e complementar as dúvidas na
especialidade dos Peritos Legistas solicitantes e ou da Autoridade (Delegado,
Juiz,Promotor), requisitante. Não existe como documento Médico-Legal primitivo. O
exame Neurológico Forense é uma contribuição subsidiária para auxiliar na confecção
do AECD mais especificamente na resposta ao 6º quesito – Se a lesão resultou
debilidade permanente ou perda ou inutilizarão de membro, sentido e função e o 7º
quesito – Se a lesão resultou incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade
incurável ou deformidade permanente, que qualificam a lesão funcional, e
da gravidade da lesão. Traduzidas atualmente em respostas ao 5 e ao 6 quesitos
pois são solicitados aos Peritos Neurologista oito quesitos que deverão ser respondidos
ao final do exame Neurológico Forense que são: 1) Há vestígios de lesão neurológica
com possíveis nexos causal e temporal ao evento alegado ao perito? 2) Qual o
instrumento ou meio que produziu a lesão? 3)Resultou incapacidade para as ocupações
habituais por mais de trinta dias? 4) Resultou em perigo de vida? 5) Resultou em
debilidade permanente ou perda ou inutilizacao de membro, sentido ou
função (resposta especificada)? 6) Resultou incapacidade permanente para o trabalho
ou enfermidade incurável ou deformidade permanente (resposta especificada)? 7)
Resultou de antecipação de parto ou aborto (resposta especificada)? 8) Outras
considerações objetivas relacionadas aos vestígios produzidos pela lesão neurológica, a
critério do Senhor Perito Legista. Os critérios para resposta aos quinto e sexto quesitos
que são os que realmente os peritos neurologista podem elucidar são:
1) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito
positivo, ou seja, a lesão já foi filiada ao evento violento; o segundo quesito positivo, já
especificou o tipo de agente causal (ação identificada) ; o tempo decorrido entre o
evento e o exame neurológico seja realizado em prazo inferior a 180 dias, com exame
neurológico positivo a resposta ao primeiro quesito será: “ O exame neurológico atual e
compatível com comprometimento.... cujo caráter de permanência poderá ser
determinado em novo exame subsidiário neurológico a ser solicitado pelos peritos da
clinica medico legal por ocasião do comparecimento do periciado a referida clinica,
para realização de exame de corpo de delito ( lesão corporal) complementar direto”.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao sétimo será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
2) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito
positivo, ou seja, a lesão já foi filiada ao evento violento; o segundo quesito positivo já
especificou o tipo de agente causal (ação identificada) ; o tempo decorrido entre o
evento e o exame neurológico seja realizado em prazo superior 180 dias, com exame
neurológico positivo a resposta ao primeiro quesito será: “O exame subsidiário
neurológico atual e compatível com o comprometimento de.....(debilidade/ perda/
inutilizacao ) de caráter permanente.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao quarto será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
Resposta ao quinto quesito: Resultou debilidade permanente ou perda ou inutilizacao
de membro, sentido ou função ( resposta especificada)
R –Sim, resultou em debilidade permanente ou perda ou inutilizacao de membro ou
sentido ou função em virtude de comprometimento........
Resposta ao sexto quesito: Resultou incapacidade para o trabalho ou enfermidade
incurável ou deformidade permanente (resposta especificada)?
R- Sim, resultou em incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade incurável
ou deformidade permanente em virtude de comprometimento.......

3) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito


positivo, ou seja, a lesão já foi filiada ao evento violento; segundo quesito positivo já
especificou o tipo de agente causal (ação identificada); porem o tempo decorrido entre o
evento e o exame neurológico realizado em um prazo superior ou inferior a 180 dias ,
cujo exame neurológico seja negativo, a resposta ao primeiro quesito será : “ O exame
neurológico atual não apura déficit de cunho neurológico objetivo filiavel ao evento
violento alegado”.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao sétimo será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
4) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito
positivo, ou seja , a lesão já foi filiada ao evento violento; o segundo quesito e negativo
ou seja não especificou o tipo de agente causal (ação não identificada), dependa de
informações hospitalares, porem o tempo decorrido entre o evento e o exame
neurológico realizado em um prazo superior ou inferior a 180 dias , cujo exame
neurológico seja positivo , a resposta ao primeiro quesito será :” O exame subsidiário
neurológico atual e compatível com o comprometimento.......(.....) Cabendo aos Peritos
da Clinica Medico Legal a sua filiação ao evento alegado, em acordo com as respostas
aos quesitos pendentes de informações hospitalares no AECD original.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao sétimo será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
4) ) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito
negativo, ou seja , a lesão não foi filiada ao evento violento; o segundo
quesito negativo ou seja não especificou o tipo de agente causal (ação não
identificada) , o exame neurológico sendo negativo poderá ser direcionado a outros
Clinicas para exames subsidiários se for o caso, cuja resposta ao primeiro quesito será:
“ O exame neurológico subsidiário atual não apura alteração de cunho neurológico
Objetivo, sobre ....melhor dirá a Clinica....deste Instituto”.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao sétimo será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
5) ) Periciado submetido a exame na clinica medico legal tendo o primeiro quesito
negativo, ou seja , a lesão não foi filiada ao evento violento; o segundo
quesito negativo ou seja não especificou o tipo de agente causal (ação não
identificada) , o exame neurológico sendo positivo, a resposta ao primeiro quesito será:
“ Cumpre aos peritos da seção de neurologia informar que as anormalidades (sequelas?
Déficits?) neurológicas observadas ao presente exame subsidiário são de natureza
inespecifica, ou seja, não e possível a sua filiação ao evento alegado sem a previa
determinação do agente através do corpo de delito (lesão corporal)”.
Respostas aos demais quesitos do exame subsidiário neurológico (E. S. N.) do segundo
ao sétimo será:
“Vide resposta do Laudo de Exame de Corpo de Delito”. Referir o numero do AECD.
O exame Neurológico Forense é técnico – pericial , restringindo-se aos aspectos
objetivos da semiologia neurológica: observando sempre a máxima do visum
et repertum .
As alterações da mentação ( mentais) e do comportamento não á esfera de atinência da
Neurologia Forense, e devem ser avaliadas pelo Setor de Psiquiatria Forense do
IMLAP. As alterações osteo-articulares puras não são em si subsidiáveis pelo exame
Neurológico. As queixas sensitivas do periciado (táteis, térmicas, dolorosas, visuais,
auditivas, olfativas, gustativas, etc), dado o seu caráter subjetivo, não são subsidiáveis
pelo exame Neurológico. Sobre as alterações auditivas e visuais, melhor dirão
respectivamente os exames subsidiários Otorrinolaringológicos e Oftalmológicos
realizados neste IMLAP. As queixas dismnésicas isoladas do periciado (dificuldade
ou déficit de memória ) não são subsidiáveis pelo exame Neurológico. Caso o periciado
apresente-se ao exame com imobilização ( ortopédica, por exemplo) de segmento
corporal que necessite ser examinado diretamente o exame subsidiário Neurológico será
ultimado apenas após a retirada da imobilização.
A Neurologia é o ramo da medicina que estuda as doenças e tratamentos das afecções
do sistema nervoso central, periférico e autônomo. Não existem, contudo, limite nítido
entre a neurologia e algumas outras especialidades, pois o organismo funciona como um
todo integrado, e alterações de um determinado sistema podem afetar outro. Assim, ao
lado de afecções puramente neurológicas, existem outras em que o comprometimento
do sistema nervoso é secundário ao de estruturas não neurológicas.
A Neurologia tem por objeto a patologia da vida de relação instrumental, Isto é, das
vias e dos centros psicomotores que constituem subsistemas funcionais. Os problemas
estruturais neurológicos ou neuropatológicos competem a Neurologia
5 DIREITO PENAL E CRIMINOLOGIA
.
O direito penal e criminologia, tanto na época da inquisição quanto no do positivismo,
estavam vinculados porque a criminologia explicava as causas do delito e o direito
penal destinava-se a neutralizar essas causas, antes, durante e depois delito:no primeiro
momento, o discurso dos juristas se achava imerso em um paradigma teocrático
dominando pelos médico e policiais; por isso, eram modelos integrados de criminologia
e direito penal. A etapa do liberalismo penal também resultou em um modelo integrado,
embora inverso, porque o discurso criminológico ficou subordinado às deduções do
discurso filosófico-jurídico. A desintegração neokantiana[1] desvinculou formalmente
ambos os saberes, para que o direito penal pudesse continuar legitimando o poder
punitivo, mais ou menos como fazia com o positivismo, porem sem arcar com um
arsenal teórico falso e indefensável, assim como para que a criminologia não abrangess
e o sistema penal e, por conseguinte, não pusesse a descoberto sua seletividade e seu
efeito reprodutor de violência. Na realidade, não foi um discurso totalmente
desintegrador das duas disciplinas, pois manteve o vínculo de subordinação
epistemiológica da criminologia biopolicial.
Em meio á tormenta punitiva da revolução tecnológica[2], na qual incumbe ao direito
penal reafirmar seu caráter de saber redutor e limitador do poder punitivo para salvar o
estado de direito penal na atual transição perigosa, urge voltar a uma integração, ou seja,
elaborar um saber jurídico penal baseado em teoria agnóstica ou negativa do poder
punitivo[3],salvar o estado de direito penal na atual transição perigosa, urge voltar a
uma integração, ou seja, elaborar um saber jurídico penal baseado em teoria agnóstica
ou negativa do poder punitivo, que seja capaz de absorver os elementos e dados
fornecidos pelo direito penal e a criminologia, especialmente acerca da operatividade
real dos sistemas penais. Sem essa integração, o discurso jurídico penal perde o seu
rumo, mesmo com a boa vontade liberal e garantidora de seus cultores, pois ninguém
pode controlar o que não conhece. S uas propostas não podem prescindir dos dados
proporcionados pela criminologia no que tange á realidade social do exercício do poder
punitivo, à sua violência e seletividade, a seus direitos interativos deteriorantes,
incrementadores de conflitividade. Sem esses dados, o direito penal se perderia
sustentando soluções paradoxais. Por isso, se a princípio cabia expressar um conceito
aproximativo de criminologia a partir de uma perspectiva descritiva e histórica, impõe-
se agora proporcionar outro, segundo a função atribuída ao saber criminológico como
complemento indispensável do direito penal de contenção punitiva, perspectiva a partir
da qual se pode concluir que a criminologia é o conjunto de conhecimentos, de diversas
áreas do saber, aplicados à analise e crítica do exercício do poder punitivo, para aplicar
sua operatividade social e individual e viabilizar uma redução em seus níveis de
produção e reprodução de violência social.

[1] O neokantismo ou neocriticismo é uma corrente filosófica desenvolvida


principalmente na Alemanha, a partir de meados do século XIX até os anos 1920.
Preconizou o retorno aos princípios de Immanuel Kant, opondo-se ao idealismo
objetivo de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, então predominante, e a todo tipo de
metafísica, mas também se colocava contra o cientificismo positivista e sua visão
absoluta da ciência.
O neokantismo pretendia portanto recuperar a atividade filosófica como reflexão crítica
acerca das condições que tornam válida a atividade cognitiva - principalmente a
Ciência, mas também os demais campos do conhecimento - da Moral à Estética.(
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neokantismo)

[2] O Poder Econômico Globalizado se impõe frente aos poderes políticos nacionais
sem que exista um poder acima das nações capaz de barrá-lo. É inegável que os estados,
tomados em seu sentido tradicional, experimentaram uma drástica perda de atributos da
soberania. O diminuto pode político dos países se vê impossibilitado de solucionar a
demanda crescente de conflitos decorrentes das características excludentes do poder
econômico globalizado. Na era da revolução tecnológica, o Estado é um mero
expectador, que deixa viver e deixa morrer, não porque permite, mas porque é
impotente diante do poder econômico globalizado. Nesse contexto, se assiste o aumento
do poder autônomo das Polícias, as quais, ao contrário do discurso tradicional
demagógico, monopolizam os mercados ilícitos (de drogas, armas etc.) e, diante de
qualquer ensaio de controle, ameaçam os enfraquecidos poderes políticos nacionais que,
por sua vez, se encontram imersos na hipocrisia dos operadores políticos extra-sistema.
Uma vez coagidos, os políticos utilizam-se de medidas de comunicação comprobatórias
de sua supostamente firme decisão de combater a demanda de conflitos, cedendo poder
às agências policiais - AZEVEDO, Bernardo Montalvão Varjão - Do Assistente de
Acusação: o (Des)assistido pela Constituição. DISPONÍVEL EM
http://nagib.net/variedades_artigos_texto.asp?tipo=40&area=3&id=529 EM
05/05/2009.

[3] Para essa Teoria, a pena seria definida como ato de poder político, atribuindo-se à
pena o mesmo sentido jurídico da guerra. Para a teoria agnóstica da pena existe uma
grande dificuldade em acreditar que a pena possa cumprir, na grande maioria dos casos,
as funções manifestas atribuídas a ela, expressas no discurso oficial (Santos, Juares
Sirino - Direito Penal - Ed.Lumen Juris -2006)

PAULO ROBERTO SILVEIRA

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você
pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao
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Publicado em 27/05/2009 às 20h27


O QUE E HERNIA DE DISCO?

A coluna vertebral é uma estrutura dividida a grosso modo, em parte anterior e


posterior. A primeira consiste em corpos vertebrais cilíndricos, articulados por discos
intervertebrais e unidos por ligamentos longitudinais anterior e posterior. Os elementos
posteriores estendem-se a partir dos corpos vertebrais como pedículos e lâminas que
formam, com as faces posteriores dos corpos vertebrais e ligamentos, o canal vertebral.
Lateral e posteriormente, projetam-se processos espinhais e transversos onde os
músculos se inserem. A estabilidade da coluna depende da integridade dos corpos
vertebrais, discos intervertebrais, ligamentos e musculatura.
Uma unidade funcional vertebral (UFV) consiste de duas vértebras adjacentes com o
disco interposto e todas as estruturas associadas: articulações, cápsulas, ligamentos,
músculos e estruturas neuro-vasculares. Os discos intervertebrais são estruturas
constituídas de um núcleo pulposo firme, cercado por anel de fibrocartilagem e tecido
fibroso, que liga duas vértebras. A UFV forma um complexo triarticular com uma
articulação cartilagínea ou sínfise anteriormente (disco intervertebral) e duas
articulações sinoviais posteriormente (articulações facetárias). A segunda vértebra de
uma UFV é ao mesmo tempo a primeira vértebra da UFV seguinte, e assim nenhum
segmento da coluna vertebral é considerado independentemente e isolado. Alterações
em uma estrutura ou articulação repercutem nas outras, com sobrecarga, maior desgaste
e aceleração do processo degenerativo. A sobrecarga nas articulações facetarias resulta
em desgaste da cartilagem articular, exposição do osso subjacente, que responde com
formação óssea (osteófito), hipertrofia cápsulo-ligamentar e instabilidade da coluna. O
traumatismo agudo ou crônico repetitivo ao longo da vida causa inicialmente fissuras no
ânulo fibroso, envoltório do disco intervertebral, fragilizando-o e favorecendo herniação
do núcleo pulposo (hérnia de disco), com possível compressão das estruturas nervosas
adjacentes. Por sua vez, a diminuição do espaço intervertebral conseqüente a uma
discopatia gera formação de osteófitos vertebrais e sobrecarga secundária nas
articulações facetarias. Durante a ocorrência desses eventos pode haver aparecimento de
sintomas resultantes da inflamação das estruturas degeneradas ou da compressão sobre
as estruturas nervosas devido a instabilidade, hipertrofias ósseas ou cápsulo-
ligamentares.

As regiões da com maior mobilidade são a lombossacra e a cervical e por isso, as mais
sujeitas à lesão. A hérnia de disco Cervical acomete mais frequentemente os discos
cervicais C4-C5, C5-C6 e C6 C7 são na maioria das vezes estão relacionadas a
processo degenerativo e progressivo da coluna vertebral. Quando aguda, a causa
geralmente é um traumatismo por flexão da coluna. Alterações degenerativas nos discos
intervertebrais e ligamentos começam a ocorrer já na terceira década de vida. O quadro
degenerativo inicial, representado por afinamento ou protusão discal (abaulamento do
disco) é uma condição onde o anel fibroso que envolve o disco intervertebral permanece
intacto e geralmente é silencioso ou pouco sintomático, mas progressivo. Um espirro,
um solavanco ou movimento trivial, podem causar rotura da parede do anel fibroso
enfraquecido com extrusão de massa discal/núcleo pulposo (hérnia de disco) para o
canal medular ou em direção a emergência das raízes nervosas, provocando quadro
clínico relacionado e incapacitante.
A degeneração discal é um evento multifatorial com fatores intrínsecos e extrínsecos
afetando o seu curso, com forte influência genética. A hérnia de disco sintomática pode
ser encontrada em qualquer faixa etária, porém é mais comumente diagnosticada entre
35 a 45 anos. A degeneração do disco tem sido atribuída ao acúmulo de efeitos
ambientais, primariamente agressões e traumas, hábitos de vida, tabagismo,
aterosclerose, acrescidas das mudanças que ocorrem com o envelhecimento. Achados
recentes, no entanto, demonstram que esses efeitos influenciam modestamente a
degeneração discal, o que reforça a importância da participação dos fatores genéticos
nesse processo. A expressão de fatores hereditários conduz a alterações na estrutura ou
meio bioquímico do disco, tornando-o mais suscetível à lesão e subseqüente herniação.
Esta predisposição genética explicaria os casos de degeneração discal em indivíduos
menores de 21 anos.
O diagnóstico é feito com tomografia computadorizada e ressonância magnética. O
quadro clínico é de dor que se irradia para a região posterior do pescoço e para os
membros superiores e mãos , panturrilhas e na dependência da raiz nervosa
comprometida, postura rígida e antinatural da coluna, alterações de sensibilidade,
diminuição de força muscular e reflexos prejudicados. As manobras que tracionam as
raízes nervosas pioram muito a sintomatologia.
O tratamento inicial para hérnia de disco é conservador, com repouso absoluto por 2-3
semanas, analgésicos e relaxantes musculares. A grande maioria das hérnias discais são
assintomáticos ou não precisam de tratamento cirúrgico, com remissão dos sintomas a
partir de repouso, tratamento medicamentoso e fisioterapia, para fortalecimento de
musculatura paravertebral, e medidas que diminuam a sobrecarga da coluna. Somente
hérnias que produzam compressão severa, com dor intratável ou déficit neurológico
progressivo tem indicação verdadeira de tratamento cirúrgico. A indicação cirúrgica fica
limitada aos casos em que não há melhora do quadro após 6 semanas de tratamento
conservador. As alterações neurológicas nem sempre regridem. Cerca de 25% dos
pacientes operados, permanecem com sintomas problemáticos e 10% necessitam de
outra cirurgia. A cirurgia pode consistir em hemilaminectomia com excisão do disco
acometido; quando existe instabilidade na coluna cervical a artrodese vertebral é o
tratamento de escolha, mas ela acarreta estresse mecânico aos níveis adjacentes à fusão,
estimulando a instalação ou progressão rápida de processo degenerativo já instalado.
Mais recentemente, as cirurgias que preservam a mobilidade, incluindo a prótese de
disco e a fixação dinâmica posterior, têm ganhado o interesse de muitos cirurgiões. Os
espaçadores dinâmicos interespinhosos, por exemplo, são implantados entre os
processos espinhosos das vértebras cervicais, mantendo a mobilidade parcial do nível
fixado; Promovem a distração do espaço interespinhoso reduzindo a pressão sobre as
facetas articulares, "abrem" o forame de conjugação, diminuem a pressão sobre o disco
intervertebral. No entanto, a literatura é pobre com relação aos resultados em longo
prazo das técnicas que preservam a mobilidade da coluna e alguns trabalhos mostram
resultados insatisfatórios, no que se refere à manutenção da mobilidade e estabilização
da coluna.

COMENTARIOS RECEBIDOS:

Existe forma de parar ou desacelerar o processo de degeneração do disco tomamndo


suplementos alimentares(glucosamina por exemplo)??? Obrigada Rita Veiga
Enviado por rita veiga (não autenticado*) em 06/11/2009 10:11
para o texto: O QUE E HERNIA DE DISCO? (T1618147)

PAULO ROBERTO SILVEIRA


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Publicado em 27/05/2009 às 19h24


O QUE E HERNIA DE DISCO?

A coluna vertebral é uma estrutura dividida a grosso modo, em parte anterior e


posterior. A primeira consiste em corpos vertebrais cilíndricos, articulados por discos
intervertebrais e unidos por ligamentos longitudinais anterior e posterior. Os elementos
posteriores estendem-se a partir dos corpos vertebrais como pedículos e lâminas que
formam, com as faces posteriores dos corpos vertebrais e ligamentos, o canal vertebral.
Lateral e posteriormente, projetam-se processos espinhais e transversos onde os
músculos se inserem. A estabilidade da coluna depende da integridade dos corpos
vertebrais, discos intervertebrais, ligamentos e musculatura.
Uma unidade funcional vertebral (UFV) consiste de duas vértebras adjacentes com o
disco interposto e todas as estruturas associadas: articulações, cápsulas, ligamentos,
músculos e estruturas neuro-vasculares. Os discos intervertebrais são estruturas
constituídas de um núcleo pulposo firme, cercado por anel de fibrocartilagem e tecido
fibroso, que liga duas vértebras. A UFV forma um complexo triarticular com uma
articulação cartilagínea ou sínfise anteriormente (disco intervertebral) e duas
articulações sinoviais posteriormente (articulações facetárias). A segunda vértebra de
uma UFV é ao mesmo tempo a primeira vértebra da UFV seguinte, e assim nenhum
segmento da coluna vertebral é considerado independentemente e isolado. Alterações
em uma estrutura ou articulação repercutem nas outras, com sobrecarga, maior desgaste
e aceleração do processo degenerativo. A sobrecarga nas articulações facetarias resulta
em desgaste da cartilagem articular, exposição do osso subjacente, que responde com
formação óssea (osteófito), hipertrofia cápsulo-ligamentar e instabilidade da coluna. O
traumatismo agudo ou crônico repetitivo ao longo da vida causa inicialmente fissuras no
ânulo fibroso, envoltório do disco intervertebral, fragilizando-o e favorecendo herniação
do núcleo pulposo (hérnia de disco), com possível compressão das estruturas nervosas
adjacentes. Por sua vez, a diminuição do espaço intervertebral conseqüente a uma
discopatia gera formação de osteófitos vertebrais e sobrecarga secundária nas
articulações facetarias. Durante a ocorrência desses eventos pode haver aparecimento de
sintomas resultantes da inflamação das estruturas degeneradas ou da compressão sobre
as estruturas nervosas devido a instabilidade, hipertrofias ósseas ou cápsulo-
ligamentares.

As regiões da com maior mobilidade são a lombossacra e a cervical e por isso, as mais
sujeitas à lesão. A hérnia de disco Cervical acomete mais frequentemente os discos
cervicais C4-C5, C5-C6 e C6 C7 são na maioria das vezes estão relacionadas a
processo degenerativo e progressivo da coluna vertebral. Quando aguda, a causa
geralmente é um traumatismo por flexão da coluna. Alterações degenerativas nos discos
intervertebrais e ligamentos começam a ocorrer já na terceira década de vida. O quadro
degenerativo inicial, representado por afinamento ou protusão discal (abaulamento do
disco) é uma condição onde o anel fibroso que envolve o disco intervertebral permanece
intacto e geralmente é silencioso ou pouco sintomático, mas progressivo. Um espirro,
um solavanco ou movimento trivial, podem causar rotura da parede do anel fibroso
enfraquecido com extrusão de massa discal/núcleo pulposo (hérnia de disco) para o
canal medular ou em direção a emergência das raízes nervosas, provocando quadro
clínico relacionado e incapacitante.
A degeneração discal é um evento multifatorial com fatores intrínsecos e extrínsecos
afetando o seu curso, com forte influência genética. A hérnia de disco sintomática pode
ser encontrada em qualquer faixa etária, porém é mais comumente diagnosticada entre
35 a 45 anos. A degeneração do disco tem sido atribuída ao acúmulo de efeitos
ambientais, primariamente agressões e traumas, hábitos de vida, tabagismo,
aterosclerose, acrescidas das mudanças que ocorrem com o envelhecimento. Achados
recentes, no entanto, demonstram que esses efeitos influenciam modestamente a
degeneração discal, o que reforça a importância da participação dos fatores genéticos
nesse processo. A expressão de fatores hereditários conduz a alterações na estrutura ou
meio bioquímico do disco, tornando-o mais suscetível à lesão e subseqüente herniação.
Esta predisposição genética explicaria os casos de degeneração discal em indivíduos
menores de 21 anos.
O diagnóstico é feito com tomografia computadorizada e ressonância magnética. O
quadro clínico é de dor que se irradia para a região posterior do pescoço e para os
membros superiores e mãos , panturrilhas e na dependência da raiz nervosa
comprometida, postura rígida e antinatural da coluna, alterações de sensibilidade,
diminuição de força muscular e reflexos prejudicados. As manobras que tracionam as
raízes nervosas pioram muito a sintomatologia.
O tratamento inicial para hérnia de disco é conservador, com repouso absoluto por 2-3
semanas, analgésicos e relaxantes musculares. A grande maioria das hérnias discais são
assintomáticos ou não precisam de tratamento cirúrgico, com remissão dos sintomas a
partir de repouso, tratamento medicamentoso e fisioterapia, para fortalecimento de
musculatura paravertebral, e medidas que diminuam a sobrecarga da coluna. Somente
hérnias que produzam compressão severa, com dor intratável ou déficit neurológico
progressivo tem indicação verdadeira de tratamento cirúrgico. A indicação cirúrgica fica
limitada aos casos em que não há melhora do quadro após 6 semanas de tratamento
conservador. As alterações neurológicas nem sempre regridem. Cerca de 25% dos
pacientes operados, permanecem com sintomas problemáticos e 10% necessitam de
outra cirurgia. A cirurgia pode consistir em hemilaminectomia com excisão do disco
acometido; quando existe instabilidade na coluna cervical a artrodese vertebral é o
tratamento de escolha, mas ela acarreta estresse mecânico aos níveis adjacentes à fusão,
estimulando a instalação ou progressão rápida de processo degenerativo já instalado.
Mais recentemente, as cirurgias que preservam a mobilidade, incluindo a prótese de
disco e a fixação dinâmica posterior, têm ganhado o interesse de muitos cirurgiões. Os
espaçadores dinâmicos interespinhosos, por exemplo, são implantados entre os
processos espinhosos das vértebras cervicais, mantendo a mobilidade parcial do nível
fixado; Promovem a distração do espaço interespinhoso reduzindo a pressão sobre as
facetas articulares, "abrem" o forame de conjugação, diminuem a pressão sobre o disco
intervertebral. No entanto, a literatura é pobre com relação aos resultados em longo
prazo das técnicas que preservam a mobilidade da coluna e alguns trabalhos mostram
resultados insatisfatórios, no que se refere à manutenção da mobilidade e estabilização
da coluna.

COMENTARIOS RECEBIDOS:
Existe forma de parar ou desacelerar o processo de degeneração do disco tomamndo
suplementos alimentares(glucosamina por exemplo)??? Obrigada Rita Veiga
Enviado por rita veiga (não autenticado*) em 06/11/2009 10:11
para o texto: O QUE E HERNIA DE DISCO? (T1618147)

PAULO ROBERTO SILVEIRA

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desde que seja dado crédito ao autor original
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Publicado em 27/05/2009 às 19h24


Paulo Roberto Silveira
Médico da Aposentado Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio
de Janeiro
Medico Perito Legista. Neurologista Forense • Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto
Departamento Geral de Polícia Técnico-Científica
Secretaria de Estado de Segurança Pública • Estado do Rio de Janeiro

Advogado - Direito Médico


______________________________________________________________________
______

• Introdução

Requisitos energéticos das crianças

Os requisitos calóricos de meninos muito ativos e em crescimento (e meninas, em


menor grau) são muito altos. O requisito metabólico basal de crianças é até 25% mais
alto que o de adultos, e sua incessante atividade muscular pede um gasto calórico
surpreendente. Mais adiante, uma tabela ilustra o requisito energético de meninos, desde
o nascimento até a idade de 15 anos, em diferentes níveis de atividade.

• Considerações gerais

Deficiência

Hoje em dia, a ingestão insuficiente de proteínas e calorias, ou o consumo de proteínas


que não forneçam um suprimento adequado de todos os aminoácidos essenciais é, sem
dúvida, o principal problema da má nutrição no mundo. Como a proteína desempenha
um papel vital em todos os processos da vida, os sintomas de deficiência protéica no
homem são variados e não necessariamente específicos e característicos. Os sintomas
iniciais de deficiência protéica incluem perda de peso, lassidão, fatigabilidade fácil,
diminuição da resistência a doenças, convalescença prolongada e, em crianças, um
crescimento lento e atrofiado.
A privação continuada de proteínas tem conseqüências de natureza mais específica:
baixos níveis sangüíneos de proteína (incluindo a hemoglobina), edema e
lesão hepática. Aparentemente, o edema não é o resultado direto da hipoproteinemia
apenas (ou seja, a redução da pressão osmótica intravascular); aparentemente, a
interferência hormonal com a diurese também tem um papel na etiologia. A lesão
hepática é, presumivelmente, o resultado da depleção de toda proteína hepática
mobilizável, de suscetibilidade aumentada a agressões tóxicas e funcionamento anormal
do fígado, com acúmulo de gordura no parênquima hepático. A infiltração gordurosa
pode, eventualmente, progredir até a destruição do tecido parenquimatoso, com
reposição fibrosa (cirrose).
Como resultado de estudos realizados após a Segunda Guerra Mundial, foi reconhecida
uma síndrome específica de má nutrição protéica, amplamente difundida entre lactentes
e crianças de regiões subdesenvolvidas ou nos estratos menos privilegiados da
população da África, Índia, América Central e outras partes do mundo.

Recomendações protéicas

Os padrões recomendados pelo Food and Nutrition Board do National Research


Council estipulam 56 g de proteína por dia, na dieta de homens adultos, pesando 70 kg e
46 g de proteína para mulheres pesando 58 kg. Esta reação , de 0,8 g de proteína por
quilo de peso, parece estabelecer uma margem de segurança, quando aplicada a pessoas
sadias com ingestão calórica adequada, normalmente ativas e morando em clima
temperado. As estimativas do aumento das recomendações de proteína durante a
gravidez e lactação variam bastante. O Food and Nutrition Board recomenda 76 g
diárias de proteína para mulheres grávidas, na segunda metade da gravidez, e 66 g para
o período de amamentação. Outra recomendação: para crianças e adolescentes, de 23 g
a 54 g de proteína diariamente, dependendo da idade.
Os requisitos protéicos, conforme proposição da Food and Agriculture Organization
(FAO), das Nações Unidas, são únicos, no sentido de serem baseados numa hipotética
proteína de referência, de composição desejável em aminoácidos.
Os padrões calculados sofrem falhas idênticas, inevitáveis: 1) não levam totalmente em
consideração as variações biológicas individuais e 2) não dão consideração total às
diferenças no valor biológico das diversas proteínas alimentares, nem ao efeito da
suplementação mútua de proteínas ingeridas simultaneamente. Em relação ao segundo
aspecto, considerações práticas e necessidade econômicas eliminam o uso exclusivo de
proteínas de origem animal de alta qualidade, sendo que a experiência tem demonstrado
que a mistura de ambas — proteínas animal e vegetal — ou uma mistura
cuidadosamente selecionada de alimentos protéicos, inteiramente de origem vegetal,
darão suporte aos processos vitais sadios e vigor ao organismo.

Fontes

As proteínas da dieta humana são obtidas de fonte animal e vegetal. As proteínas de


origem animal são o leite e os produtos láteos, carnes, peixes e frutos do mar, aves e
ovos. As proteínas vegetais estão imediatamente disponíveis nos cereais (trigo, arroz,
milho, cevada e centeio), nas leguminosas (feijões, ervilhas, grãos) e nozes. Nos países
mais prósperos, a proporção de proteínas de origem animal, que são mais caras do que
as proteínas vegetais, é relativamente alta. Sempre que um padrão alimentar prevalece,
há segurança de que o fornecimento de proteína é adequado, tanto quantitativa quanto
qualitativamente, pois a maioria das proteínas animais naturais fornece os aminoácidos
essenciais em grandes quantidades. A fonte mais barata de proteínas completas é o leite
em pó desnatado, sendo que seu uso deveria ser encorajado sempre que os fatores
econômicos limitassem a disponibilidade de fontes convencionais de proteínas de alta
qualidade. O feijão de soja é uma fonte barata de proteína de bom valor nutritivo;
contudo, as tentativas de introdução de seu uso nos países ocidentais têm entrado em
conflito com arraigadas preferências gastronômicas.
Em regiões caracterizadas por um baixo padrão de vida, o fornecimento de proteína
deriva, provavelmente, em sua maior parte, de vegetais, e a ingestão protéica, mesmo
se quantitativamente adequada, pode estar abaixo dos padrões em relação ao conteúdo
dos aminoácidos, a não ser que as fontes sejam apropriadamente escolhidas. Se for
possível, 1/3 ou mais da proteína dietética deverá provir de alimentos de origem animal.

• Conseqüências da má nutrição calórico-protéica

Efeito da má nutrição sobre o crescimento somático nos primeiros dias de vida

Apesar do volume considerável de pesquisas dedicadas aos aspectos etiológicos,


patológicos e bioquímicos, e dos métodos diversos de tratamento protéico-calórico,
relativamente poucos estudos bem controlados e a longo prazo têm sido dedicados aos
efeitos da má nutrição nos primeiros dias de vida sobre o crescimento e
desenvolvimento somáticos posteriores. Existem cada vez mais evidências sugerindo
que, em geral, a duração do estado de má nutrição tem um efeito mais permanente no
crescimento do que a intensidade da má nutrição. Dessa forma, um incidente agudo de
má nutrição calórico-protéica, mesmo grave, ou de marasmo, tem um efeito pequeno no
crescimento e desenvolvimento físico em geral, desde que a criança seja normal e
continue assim depois da fase aguda da doença.
Por outro lado, uma subnutrição protéica ou calórica permanente, no decorrer dos
primeiros anos de vida, pode resultar numa atrofia da altura do indivíduo, dentro do seu
potencial genético para o crescimento físico. A maioria dos estudos que acompanharam
portadores de má nutrição calórico-protéica durante dez anos ou mais, indicam que,
dada uma oportunidade nutricional e ambiente de vida iguais, os pacientes nos quais a
má nutrição se desenvolveu mais lentamente conseguem equiparar-se ao grupo-controle
(como gêmeos, por exemplo); ao final de dez anos, ou mais, não se verificavam
quaisquer diferenças significativas.

Efeito da má nutrição no desenvolvimento mental

Uma série de experimentos com animais de laboratório que receberam severa restrição
nutricional durante a vida fetal tem demonstrado que essa privação pode causar um
retardo permanente no desenvolvimento da aprendizagem. Nos últimos anos, têm sido
feitas tentativas no sentido de estabelecer se é válida a extrapolação, para o homem, dos
resultados obtidos em animais.
Estudos anteriores demonstraram que crianças que haviam sido acometidas de má
nutrição grave nos primeiros dias de vida tinham um desempenho inferior nos testes de
inteligência e menor capacidade de aprendizagem do que crianças de sexo e idade
semelhantes, porém sem antecedentes de privação nutrinacional. Foi também
demonstrado que esse efeito é mais acentuado em crianças nas quais o episódio de má
nutrição clínica ocorreu muito cedo — antes do sexto mês de vida. As crianças nas
quais a má nutrição manifestou-se mais tarde apresentaram um déficit intelectual
progressivamente maior, quanto mais tarde tivesse ocorrido a privação nutricional. A
má nutrição depois do terceiro ano de vida provavelmente não tem efeito direto
permanente no desenvolvimento mental, sendo que estudos sobre a inanição em adultos
e experiências de campo de concentração na Segunda Guerra Mundial indicam que a
depressão mental e a perda de ambição, que acompanham o estado de inanição, são
totalmente eliminadas quando as pessoas são novamente alimentadas.
Por analogia aos experimentos em animais, quanto mais cedo ocorre a má nutrição,
maior a probabilidade de alguma lesão permanente, devido à interferência no
desenvolvimento orgânico ordenado do cérebro do indivíduo. Quando se considera o
crescimento do cérebro em termos celulares, é de fato plausível que o órgão esteja sob
grande risco, diante da má nutrição grave durante o desenvolvimento fetal e nos seis
primeiros meses de vida extra-uterina, pois grande parte do seu crescimento físico se
completa por essa época. Permanece também o fato de que um déficit permanente grave
no número de células, antes do crescimento somático do cérebro ter-se completado,
pode ser a base para um potencial mental diminuído, posteriormente na vida. A questão
até agora não respondida é qual o grau de má nutrição que uma mulher precisa
apresentar para chegar a prejudicar a nutrição fetal e o desenvolvimento do cérebro do
feto.
Os estudos realizados até agora têm estabelecido que uma alta incidência de retardo no
desenvolvimento psicomotor pode ser observada nas crianças mal nutridas das camadas
sócio-econômicas inferiores de países os mais diversos. O grau de retardo parece estar
relacionado à quantidade de proteína animal consumida e, também, ao retardo no
crescimento do crânio. O que se sabe até o momento não permite a formulação de
conclusões definitivas, mas sugere que a subnutrição crônica nos indivíduos muito
jovens pode atuar de forma negativa sobre a maturação mental e psicomotora.
Existem argumentos muito convincentes que falam contra uma relação de causa e efeito
entre a má nutrição precoce e a realização mental. Ao contrário do que ocorre com
animais de laboratório, em crianças é difícil separar os efeitos da má nutrição sobre a
inteligência posterior dos efeitos do ambiente social e, particularmente, do potencial
genético de inteligência herdada dos pais. Nenhum dos estudos realizados até agora
determinou os quocientes de inteligência dos pais e das crianças — mal nutridas e
“normais” — cuja inteligência estava sendo comparada e testada. Raramente uma
criança sob risco é acometida somente de má nutrição. Extrema pobreza e doenças
(negligência dos pais, nos países mais desenvolvidos) são também fatores a serem
considerados, que acompanham a má nutrição, sendo muitas vezes seus agentes
causadores. Outros fatores determinam a capacidade de aprendizagem da criança; entre
eles, podemos citar as desvantagens genéticas, a falta de estímulos externos para a
aprendizagem, falta de estimulação emocional e afeto, um ambiente não motivador e
baixo consciente intelectual e pouca educação por parte dos pais. Para as crianças pouco
privilegiadas de países influentes e industrializados, tais fatores sobrepujam quaisquer
efeitos do estado nutricional existente.
Os dados de pesquisas disponíveis dão apoio à conclusão de que a má nutrição precoce
grave está associada ao prejuízo intelectual. Contudo, cuidadosos estudos controlados
são necessários, a fim de se determinar se qualquer efeito pode ser atribuído unicamente
à privação nutricional ou à constelação de fatores ambientais e genéticos que são,
simultaneamente, impingidos à criança mal nutrida.
•Conclusão

Programa de refeição escolar

Os pontos mais importantes mencionados, em relação à alimentação, aplicam-se da


mesma forma às refeições escolares. O ponto mais importante da nutrição adequada é
que aqui estão envolvidos jovens e crianças, que requerem orientação na escolha dos
alimentos muito mais do que os adultos e que a refeição bem planejada de uma escola
fornece uma oportunidade excelente para estabelecer hábitos alimentares adequados em
jovens indivíduos que estão em crescimento e cujas preferências alimentares ainda não
são rígidas.
Nos EUA, o Programa Federal de Refeição Escolar foi estabelecido para estimular o
fornecimento de refeições nutricionais a baixo custo para as escolas de crianças. Um
sistema de reembolso de parte do custo dessas refeições, que mantêm os requisitos
nutricionais, serve para induzir a altos padrões nutricionais. Neste programa, a chamada
refeição do tipo A está planejada para fornecer um terço das necessidades diárias da
criança. Essa refeição deve incluir, ao menos, o que se segue: 1) ¼ de litro de leite; 2)
60 g de carne, franco, peixe ou queijo (ou um ovo, ou ½ xícara de feijão cozido ou
ervilhas, ou 4 colheres de sopa de manteiga de amendoim); 3) ¾ de xícara ou mais de
dois vegetais ou frutas, ou ambos); 4) uma fatia de pão de centeio ou pão de trigo
integral (ou biscoitos ou massas doces); 5) uma colher de chá de manteiga ou margarina
enriquecida.
No dia a dia, outros componentes e alimentos são adicionados à refeição escolar, para
fornecer calorias adicionais e melhorar o poder de saciedade das refeições; estas últimas
considerações são particularmente importantes no caso de adolescentes, cujos requisitos
totais excedem àqueles dos escolares. Embora atualmente nem todos os estudantes
comam um lanche, todos eles têm a oportunidade de consegui-lo, de modo que o
impacto educacional da escolha de alimentos dirigida por refeições escolares bem
planejadas não é de todo desprezível.

Educação nutricional

Quando a composição da dieta de diferentes grupos da população é examinada, quase


sempre se observa que a dieta torna-se mais adequada à medida em que o salário
aumenta. É óbvio que as oportunidades de melhores dietas aumentam com uma
disponibilidade maior de alimentos; portanto, uma vez que certo nível mínimo de
subsistência tenha sido superado, a qualidade nutricional da dieta não é mais
determinada apenas pelo custo, tornando-se a escolha um fator fundamental. Embora
idealmente a seleção do alimento devesse ser determinada, antes de tudo, por
considerações nutricionais, preferências gastronômicas e hábitos alimentares familiares
adquiridos na infância, os padrões regionais e culturais, assim como poder econômico,
geralmente têm a última palavra no assunto.
Como a aplicação diária do conhecimento nutricional baseia-se nos progressos
científicos da área, uma proporção significativa da população não desfruta do alto nível
de saúde mental e vigor físico que potencialmente se poderia obter. A educação
nutricional surge como o meio mais promissor para acabar com essa diferença. Mais
ainda, a educação nutricional é responsável e importante para corrigir informações
erradas, assim como para fornecer dados certos. O mesmo que acontece num novo
território aberto pela ciência, sucede com a descoberta de um novo campo de ouro: entre
outros, aventureiros correm para ele, mas apenas alguns desses mineiros estão sabendo a
verdadeira cor do ouro.
Neuróticos e charlatães interessados em rápidos benefícios são comuns no campo
popular da nutrição, e os prejuízos que acarretam devem ser evitados através de uma
firme e acreditada reforma educacional. O objetivo principal da educação nutricional é
favorecer e estabelecer práticas de alimentação nutricional sadias. A mudança dos
hábitos de alimentação dos adultos é difícil, já que os hábitos pessoais são rígidos e não
se modificam à medida em que o tempo passa. A melhora dos hábitos dietéticos entre as
pessoas de mediana e maior idade, provavelmente não mais influenciará a prevenção de
doenças degenerativas crônicas, por causa dos danos já bem estabelecidos em muitos
individuos, depois de uma vida de carências alimentares.
Uma importante motivação é comumente requerida para realizar mudanças em hábitos
alimentares defeituosos; inclusive, depois o resultado é duvidoso, como se evidencia
pela maioria das pessoas obesas, que não mantêm um peso normal, mesmo depois de
uma redução temporária, atingida por meios heróicos. A educação em direção a hábitos
desejáveis de alimentação terá, provavelmente, maior sucesso em adultos doentes, desde
que esteja diretamente ligada com a recuperação e subseqüente manutenção da saúde.
Há dúvidas sobre se as mudanças voluntárias nos hábitos alimentares podem ser feitas
em numerosos adultos sadios, a não ser que passe a existir uma importante motivação.
Apesar de tudo, um esforço constante de médicos, sociedades médicas, dietistas de
Saúde Pública, dietistas e enfermeiras, assembléias comunitárias, indústria, parentes
informados e setores educacionais dos meios de comunicação de massa e
entretenimento é benéfico, por trazer um aprimoramento gradual nos hábitos de
alimentação popular.
A educação nutricional encontra um campo particularmente fértil entre os jovens e a
maior promessa está em induzir atitudes desejáveis de alimentação, numa fase em que
as características da personalidade e os hábitos não sejam muito sólidos. Dessa forma, a
prática moderna da alimentação infantil em Pediatria introduz o uso de ovos, sucos
cítricos, frutas, vegetais e carne, logo nos primeiros anos da infância, ajudando a criança
a acostumar-se a alimentos que farão parte do seu padrão futuro de refeições. A
cooperação dos pais é essencial neste sentido, mas é usualmente obtida sem muita
dificuldade e mais rapidamente do que no caso inverso, quando o adulto é o objeto da
doutrinação.
A educação nutricional é de particular importância nas classes. Projetos para salas de
aula são meios frutíferos de ilustrar e trazer para a prática os ensinamentos abstratos dos
princípios elementares da boa nutrição, especialmente nos níveis sociais mais baixos.
Programas educativos em escolas tendem a levar aos lares desejos enfáticos, gritados
pelas crianças, que geralmente trazem à mesa familiar alimentos que, de outra maneira,
não teriam aparecido ali. A doutrinação prática, sob a forma de lanches escolares bem
distribuídos, pode também ajudar a mudar os padrões alimentares em famílias de
crianças que se alimentam na escola.

GASTO CALÓRICO (CALORIAS POR DIA)


Idade Metabolismo basal Menino muito quieto Menino ativo Menino muito ativo
0 200 - - -
1 500 750 - -
2 800 1.200 1.600 2.350
4 900 1.400 1.860 2.800
6 1.100 1.600 2.160 3.230
8 1.200 1.800 2.400 3.630
10 1.300 2000 2.640 3.950
12 1.440 2.130 2.870 4.300
14 1.470 2.200 2.950 4.400
15 1.550 2.300 3.100 4.620
Fonte: adaptado dos dados originais por G. Lusk,
Requeriments for Nutrition, JAMA 70:821 (1918)

Os adolescentes necessitam particularmente de informações nutricionais. Por um lado,


esse grupo etário sobressai pelos seus péssimos hábitos alimentares; de outro, seus
requisitos nutritivos são maiores do que os da maioria dos adultos. As moças são
particularmente afetadas pelo próprio crescimento, ou pela tensão psicológica de uma
gravidez precoce. Ao mesmo tempo, a maioria dos adolescentes, tendo um forte
interesse no desenvolvimento físico, representa um campo fértil para se plantarem as
sementes da educação nutricional. Talvez o ponto chave na batalha para a longevidade
futura, e em nível ótimo de saúde, seja a adolescente de hoje. É ela que, certamente,
dará à luz crianças e influenciará suas práticas dietéticas desde o começo da vida; e é ela
— provável planejadora da cozinha, compradora de alimentos — que determinará os
padrões de alimentação e formará os hábitos de alimentação de toda a família.

Perspectivas

A ciência da nutrição progrediu desde os dias de James Lind que, há mais de 20 anos,
curou o escorbuto com suco de limão, em experimentos bem controlados. Nos EUA, o
nível nutricional tem aumentado bastante, como resultado de uma feliz interferência dos
avanços da ciência, da tecnologia alimentar e do crescente padrão de vida. Devido a
essa melhora na dieta, uma nova geração está surgindo, maior, mais sadia e mais
resistente às doenças do que seus predecessores. A educação nutricional vai se
transformando, gradualmente, em parte do programa geral para melhorar a saúde da
comunidade, contribuindo também para a redução da má nutrição, tanto da que se
mantém oculta como da que é de conhecimento público. As clássicas doenças de má
nutrição que costumam prevalecer — raquitismo, pelagra, bócio, escorbuto infantil —
têm desaparecido. O excesso de alimentação passou a ser uma doença nutricional em
nível nacional, e a atenção da pesquisa clínica passou das doenças por deficiência
nutricional para a elucidação do papel da dieta na origem das doenças degenerativas.
Os avanços nos conhecimentos de nutrição humana têm sido destacados e, se algumas
perguntas ainda têm iludido os investigadores de hoje em dia, suas respostas serão
encontradas por aquele que geralmente tem a palavra, o cientista do futuro. A incidência
de doenças cardiovasculares, renais e diabetes ilustra a oportunidade que desafia os
cientistas nutricionais em seus experimentos. Assim, como os clássicos esforços da
Saúde Pública foram colocados à disposição das condições sanitárias e do controle da
infecção, permitindo o avanço dos padrões de saúde de ontem, podemos esperar que a
ciência da nutrição fará importantes contribuições à futura prevenção de doenças e ao
progresso do bem-estar humano.

• Problemas psicológicos
Entre os problemas psicológicos que interferem na aprendizagem, distinguimos: os
conflitos da criança, os conflitos da comunidade familiar e os conflitos da comunidade
escolar.
Uma criança ansiosa, temerosa ou insegura não consegue manter um nível desejável de
concentração na sala de aula.
Todos os problemas evolutivos de conduta da criança podem interferir em sua
aprendizagem e, em muitas situações, somente após o ingresso na escola — um dos
momentos críticos na vida da criança — é possível a identificação de sua patologia
emocional que, até então, passara despercebida ou fora negada pela família.
De maior relevância são os conflitos familiares que, sem dúvida, perturbam o
rendimento escolar da criança, seja por se tratar de uma família mal estruturada,
constituída por pais ausentes ou em desarmonia, seja pela presença de pais doentes,
tanto do ponto de vista orgânico como psíquico.
Entre os problemas familiares que podem interferir no rendimento escolar da criança,
cabe comentar a falta de experiência, devido a uma estimulação pobre que, inclusive, já
pode ter comprometido o seu desenvolvimento psicomotor. Essa situação ocorre tanto
nos casos de superproteção como nos de rechaço.
Outra conduta familiar criticável é a de insistir com a alfabetização precoce, colocando
na primeira série do primeiro grau uma criança imatura, tanto do ponto de vista
neurológico como cronológico.
Se considerarmos a escola como uma continuação do lar, as experiências negativas com
a comunidade escolar, representada principalmente pela professora, podem trazer
profundas dificuldades à adaptação da criança, com sérias interferências na
aprendizagem. Há que se considerar, também, os problemas psicológicos do professor,
seus problemas sociais, como os que ocorrem, por exemplo, em nosso meio, em função
da baixa remuneração pelo seu trabalho, além de suas eventuais dificuldades no manejo
com o escolar.
Não se pode esquecer, ainda, a importância e a repercussão dos métodos pedagógicos na
aprendizagem.
As escolas nem sempre têm condições materiais mínimas que possibilitem o
aprendizado, sendo esta situação, com freqüência, responsável pelo baixo rendimento
dos alunos.
Aqui foram abordados os problemas físicos gerais, psicológicos, e neurológicos em
particular, enfatizando-se estes últimos. No entanto, para que se possa entender
globalmente a criança com dificuldade escolar, é importante que uma equipe
multidisciplinar, especializada em saúde escolar — da qual devem fazer parte pediatras,
neurologistas, psiquiatras, psicólogos, reeducadores, orientadores educacionais e
professores especializados — possa, trabalhando junto aos professores, aos pais e aos
alunos, diminuir o alto nível de fracassos escolares.

COMENTARIOS RECEBIDOS:

gostei muito do artigo, muito bem colocado, só que não consegui copiar para andar mais
rapido. Estava procurando os niveis de interferencia alimentar, gostei do paragrafo que
fala do progresso da ciência.
Enviado por Eliana (não autenticado*) em 29/09/2009 18:46
para o texto: A ALIMENTAÇÃO, A EDUCAÇÃO E A SAUDE. (T1616451)

PAULO ROBERTO SILVEIRA


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Publicado em 26/05/2009 às 21h05


NEUROPATIAS PERIFÉRICAS DE ORIGEM TÓXICA

Paulo Roberto Silveira


Médico da Superintendência de Saúde Coletiva das Doenças Crônicas Degenerativas
Coordenador do Programa de Epilepsia da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de
Janeiro

I - INTRODUÇÃO

Ao Depararmos com a incumbência de realizar um programa para o Curso de


Neuropatias periféricas de origem tóxicas adquiridas no local de trabalho, inserido no
Projeto de Organização e Implantação de Rede de Referência em Serviço de Atenção e
Vigilância em Saúde do Trabalhador no Estado do Rio de Janeiro, deparamos com o
restrito conhecimento do assunto em tela se apresenta aos técnicos envolvidos com a
área em questão especializada ou não e a escassez dos recursos disponíveis para
se efetuar um diagnóstico preciso e completo que tal fato exige.

A Saúde dos trabalhadores constitui um campo na saúde publica que tem como
objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho, a saúde e a doença dos
trabalhadores envolvendo a promoção e proteção da saúde, a vigilância dos fatores de
risco presentes nos ambientes e condições de trabalho e dos agravos à saúde e a
assistência, através das ações do diagnóstico, tratamento e reabilitação do trabalhador.

A execução das ações em saúde do trabalhador e a colaboração na proteção do meio


ambiente, nele compreendido o de trabalho, são condições atribuídas ao Sistema Único
de Saúde, previstas na Constituição Federal de 1998,e, regulamentada pela Lei Orgânica
8080 de 1990.

Alem da Constituição Federal e da Lei Orgânica de Saúde, outros instrumentos e


regulamentos federais orientam o desenvolvimento das ações em saúde do trabalhador
que são as Portarias MS N 3120 de 01/07/98 e MS N 3908 de 30/10/98 que tratam da
definição de procedimentos básicos para vigilância em saúde do trabalhador e a
prestação de serviços nesta área.

II - CLASSIFICAÇÃO DAS NEUROPATIAS

Há vários tipos de classificação da neuropatia, usada por vários autores, para não
nos furtamos do objetivo deste trabalho vamos nos limitar a que é mais usada
pelos autores modernos , é a que divide em três grandes grupos que são:

- A polineuropatia propriamente dita, que envolve terminações nervosas;

- A mononeuropatia, que envolve um tronco nervoso

- A neuropatia autônoma, que envolve o sistema nervoso autônomo.

A que nos interessa é a primeira, a polineuropatia propriamente dita em que as


terminações nervosas ou seja a bainha de mielina são atingidas pelo agente tóxico
liberado no local de trabalho, causando lesões de vários níveis e intensidade sob o ponto
de vista neurológico sendo também denominada de polineuropatia tóxica . A definição
de neuropatia tóxica é importante para que as casuísticas comparadas nas evocações
semiológicas, daí a importância da preparação do ponto vista neurológico do medico do
trabalho que ao examinar um trabalhador atente para os sintomas queixados pelo
mesmo, uma simples dormência , ou alteração de sensibilidade pode levar após um
exame neurológico simples e importantes conclusões de vital importância para o
diagnostico duma neuropatia tóxica, alguns autores consideram que a arreflexia aquilea
e hipoparestesias vibratórias em artelhos e maléolos sejam indicadores para o
diagnóstico de neuropatias tóxicas. Apesar da Importância do conhecimento de se
efetuar um exame neurológico, não podemos deixar de lançar mão de um exame
subsidiário de suma importância que é o eletroneuromiograma, realizado por
profissionais especializados através de um aparelho denominado Eletroneuromiografo
que aprofunda o conhecimento das lesões nervosas periféricas a um patamar aceitável
de erro diagnostico. É um exame invasivo que se traduz na colocação de eletrodos
intracutâneos através de agulhas esterilizadas em determinados metâmeros, sendo de
grande importância para confirmar o diagnóstico em trabalhadores com polineuropatias
periféricas que podem ser classificadas em :

- Polineuropatia tóxica (motivo desta monografia)


- Neuropatia traumatica (ver nosso artigo traumatismo raquimedular)

- Trantornos da placa motora.

III - DIAGNOSTICO DAS NEUROPATIA PERIFERICAS TOXICAS DO


TRABALHO

Estão situados no Cid X sob a ordem G. 62.2, em outras polineuropatia: devido a


outros agentes tóxicos e a ordem G.62.8 induzida pela irradiação

As neuropatias tóxicas de ordem profissional são causadas pelo contacto do


trabalhador com substâncias químicas das classes dos solventes orgânicos, metais,
gazes, pesticidas e manômeros: chumbo, arsênico, organos fosforados , n hexanos,
metilbutil cetona.

As principais atividades ocupacionais onde existem agentes neurotóxicos: industrias


de produção de pigmentos, tecidos, plásticos, borrachas, baterias, colas, verniz,
manufatura e pesticidas.

Inúmeras substancias químicas ocasionam importantes e freqüentes transtornos no


sistema nervoso e fato importante, as lesões iniciais do sistema nervoso central
e periférico que aqui nos interessa, freqüentemente não são diagonisticados devido
entre outros fatores devido a despreparação do conhecimento do exame neurológico
sumário e a falta de disponibilidade de equipamentos adequados ao diagnóstico das
neuropatias tóxicas periféricas adquiridas em local do trabalho.

No estágio inicial a injúria do sistema nervoso pode ser diagnosticado por quadros
clínicos objetivos e subjetivos detectáveis pelo exame neurológico sumário, bastando
para tal fazer um reciclagem lendo o monografia de Semiologia do Sistema
Nervoso,escrito por nós para este fim.Queremos ressaltar que as neuropatias tóxicas de
origem central, foi deixado de lado devido a especificidade deste trabalho que são as
neuropatias periférica, porem vamos aqui fazer um pequeno adendo, pois , o exame
neurológico e psiquiátrico poderá orientar para o diagnostico das neuropatias tóxicas
de origem central, acompanhado dum minucioso Eletroencefalograma e duma
Tomografia Computorizada de Crânio, e ou uma Ressonância Magnética de
Crânio.Mas como o nosso interesse neste trabalho são as neuropatias periféricas, o
exame subsidiário seria a Eletroneuromiografia com o estudo do Potencial Evoco
Somato Sensitivo da área lesada que determina eletroneurofisiologicamente quadros
objetivos, bem estabelecidos de neuropatias, em estágios iniciais onde ainda não se
apresentam nos trabalhadores sintomatologia clinica, bem como acompanhado pela
avaliação por imagem duma Tomografia Computorizada da Coluna afetada que pode
ser a cervical a torácica ou dorsal e a lombar e ou a Ressonância Magnética da coluna
afetada acima identificada.

A Importância da avaliação do acometimento de doenças dos nervos periféricos, em


programa de saúde do trabalhador no diagnostico das neuropatias tóxicas periféricas
esta na aquisição de um aparelho de eletroneuromiografia para ser colocado em
funcionamento o mais rápido possível, que por mais difícil que possa se compreender
temos disponíveis em quase todos os Hospitais da rede publica um
Tomografo Computorizado, porem somente no Hospital dos Servidores do Estado e no
Hospital Universitário dispomos de um aparelho de Eletroneuromiografia, infinitamente
mais barato de se adquirir e se instalar

IV - AGENTES CAUSADORES DE NEUROPATIAS TÓXICAS

A) Arsênio e seus compostos arsenicais

- Polineuropatia devido a outros agentes tóxicos G.52.2

B) Benzeno e seus homólogos, tóxicos

- Outros transtornos decorrentes de lesão e disfunção cerebrais e de doenças físicas,


FO.6 ( Toluenos e outros solventes aromáticos neurotóxicos)

C) Chumbo ou seus compostos tóxicos.

- Polineuropatia devida a outros agentes tóxicos ( G.52.2).

D) Fósforo ou seus componentes tóxicos


- Polineuropatia devido a outros agentes tóxicos ( G. 52.2).

E) Hidrocarbonetos alifáticos ou aromáticos ( seus derivados halogenados tóxicos

- Polineuropatia devido a outros agentes tóxicos G. 52.2 n hexano.

F) Mercúrio e seus compostos tóxicos.

- Outros transtornos decorrentes de lesão e disfunção de doenças físicas F.0 6

- Outras formas especifica de tremor ( G. 52.2)

G) Substancia asfixiante : Monóxido de carbono, cianeto de hidrogênio ou seus


derivados tóxicos, sulfeto de hidrogênio ( ácido sulfídrico).

- Forma inespecífica de tremor G. 52.2

- Anosmia olfatória.

H) Sulfeto de Carbono ou dissulfeto de carbono

- Polineuropatia devido a outros agentes tóxicos G. 52.2

I) Vibrações

- Afegão dos nervos periféricos.

V- CONCLUSÃO

Apesar das inovações tecnológicas determinarem a redução de alguns riscos


ocupacionais tornando em determinados locais de trabalho menos insalubres ou
perigosos porem paripasso acrescentam novos riscos ou situações pouco conhecidas ou
de difícil controle na semiologia neuromotora.
A difusão de tecnologia de alto risco como a química, a energia nuclear, acrescenta
novas e complexas relações, que carecem de investigação e pesquisa. Inúmeras
substâncias são sintetizadas a cada momento em todo o universo e a sua liberação para
utilização no mercado carece de estudos toxicológicos específicos completos, embora
tais estudos sejam realizados, as corretas normas de utilização não utilizadas, ocorrendo
importantes riscos para a população e em especial para os trabalhadores envolvidos na
sua fabricação e utilização.

Embora diverso órgãos e sistemas possam ser acometidos, o nervoso possui


propriedade que o torna alvo comum e usual de inúmeras substâncias químicas.

Quadros neurotóxicos freqüentemente não são diagnosticados e entre os motivos


destacam-se a inespecificidade de sinais e sintomas. O desconhecimento da
aplicação do agente químico com os sintomas e a pouca ou nenhuma acessibilidade aos
recursos diagósticos disponíveis no Sistema Único de Saúde.

As principais atividades ocupacionais onde agentes neurotóxicos estão envolvidos.


São as indústrias de produção de pigmentos, de tecidos, de plásticos, de borracha, de
produção de baterias, de tintas, colas e verniz, manufatura e aplicação de pesticidas,
também as industrias gráficas, de materiais de couro,de produtos de polímeros,
indústria química, laboratórios de pesquisas entre outras atividades, nas quais estão
envolvidas exposições a solventes orgânicos, metais pesados pesticidas,
manomeros (Chumbo, Arsênio, organo fosforados, n hexano, metil butil cetona ) e
gazes.

VI - BIBLIOGRAFIA

Bleecker, ML & Hansen. J.A. (Eds)

Occupanonal neurology and clinical neurotoxicology Baltimore Williams &


Wilkins 1999 420 p.

Bolla , K I & Rola, R


Neuropsychiatric sequelae of occupational exposure to neurotoxins

In: Bleecker, M L & Hansen J.A. (Eds)

Occupatinal neurology and clinical neurotoxicoly Baltimore Williams & Willkins


1994 133-59 p.

Feldman, R G

Occupational and evironmental neurotoxicology . Philadelphia, Lippincontt

Raven, 1999 500 p.

Ferreira, A S

Lesões nervosas periféricas : Diagnostico e tratamento. São Paulo Livraria Santos


Editora 1999

Mendes, R

Patologia do Trabalho Atteneu Rio de Janeiro 1995.

Sandoval, H & Sallato, A

Sistema Nervoso ( doença) neurológicas e comportamentais ocupacionais

In: Mendes R (Eds) Patologia do Trabalho Rio de Janeiro Atteneu 1995 p 269 -84.

Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro 1997 Relatorio de Atividades da


Área de Saúde do Trabalhador Memo 26 p.

Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro 1998 Relatorio de Atividades da


Área de Saúde do Trabalhador Memo 32 p.

Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Rio de Janeiro 1999 Relatorio de


Atividade da Área de Saúde do Trabalhador Memo 12 p.

VI -ANEXO

Benzeno:

- Pré- tratamento do petróleo;

- Processamento de nafta pesada;

- Produção de borracha;

- Utilização com ácido clorídrico como subproduto.

Radiações Ionizantes:

- Decomposição do vapor de hidrocarbonetos clorado;

- Fabricação de alumínio, perfil das exposições;

- Fabricação de semicondutores;

- Fabricação de vidro;

- Monitoramento de exposição ao raio-x;

- Operações de pulverização térmica;

- Processos de soldagem;

- Controles de riscos;

- Soldagem a arco de plasma;

- Soldagem a arco com eletrodo de metal coberto;

- Soldagem a arco sob gás com eletrodo de tungstênio;


- Soldagem a arco sob gás com eletrodo metálico;

- Soldagem a laser.

Vibrações:

- Manuseio de bicos para jateamento abrasivo;

- Trabalho em fundições;

- Lavra de mineral bruto;

- Modelagem com areia verde;

- Perfuração de rocha.

Hidrocarbonetos e outros compostos de carbono:

- Destilação do alcatrão da hulha;

- Destilação do petróleo;

- Manipulação de alcatrão, breu betume, antraceno, óleos minerais, óleo queimado,


parafina ou outras substâncias cancerígenas afins;

- Fabricação de fenóis, cresóis, naftóis, nitroderivados, aminoderivados, derivados


halogenados e outras substâncias tóxicas derivadas de hidrocarbonetos cíclicos;

- Pintura a pistola com esmaltes, tintas, vernizes e solventes contendo


hidrocarbonetos aromáticos;

- Emprego de defensivos organoclorados: DDT(diclorodifeniltricloretano),


DDD(diclorodifenildicloretano),

Metoxicloro(dimetoxidifeniltricloretano),

BCH(hexacloreto de benzeno)e seus compostos e isômeros;

- Emprego de aminoderivados de hidrocarbonetos aromáticos(homólogos da


anilina);

- Emprego de cresol, naftaleno e derivados tóxicos;


- Emprego de isocianatos na formação de poliuretanas(lacas dedesmodur e
desmofem, lacas de dupla composição, lacas protetoras de madeira e metais, adesivos
especiais e outros produtos à base de poliscianetos e poliuretanas);

- Emprego de produtos contendo hidrocarbonetos aromáticos como solventes ou em


limpeza de peças;

- Fabricação de artigos de borracha, de produtos para impermeabilização e de


tecidos impermeáveis à base de hidrocarbonetos;

- Fabricação de linóleos, celulóides, lacas, tintas, esmaltes, vernizes, solventes,


colas, artefatos de esmalte, guta-percha, chapéus de palha e outros à base de
hidrocarbonetos;

- Limpeza de peças ou motores com óleo diesel aplicado sob pressão(nebulização);

- Pintura a pincel com esmaltes, tintas e vernizes em solventes contendo


hidrocarbonetos aromáticos.

Fósforo:

- Extração e preparação de fósforo branco e seus compostos;

- Fabricação de defensivos fosforados e organofosforados;

- Fabricação de projéteis incendiários, explosivos e gases asfixiantes à base de


fósforo branco;

- Emprego de defensivos organofosforados;

- Fabricação de bronze fosforado;

- Fabricação de mechas fosforadas para lâmpadas de minério.

Chumbo:

- fabricação de compostos de chumbo, carbonato, arseniato, cromato mínio,


litargírio e outros;

- fabricação de esmaltes, vernizes, cores, pigmentos, tintas, ungüentos, óleos,


pastas, líquidos e pós à base de compostos de chumbo;
- fabricação e restauração de acumuladores, pilhas e baterias elétricas contendo
compostos de chumbo;

- fabricação e emprego de chumbo tetraetila e chumbo tetrametila;

- fundição e laminação de chumbo, de zinco velho, cobre e latão;

- limpeza, raspagem e reparação de tanques de mistura, armazenamento e demais


trabalhos com gasolina contendo chumbo tetraetila;

PAULO ROBERTO SILVEIRA

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pode copiar, distribuir, exibir, executar, fazer uso comercial da obra,
desde que seja dado crédito ao autor original
(www.drpaulosilveira.com.br). Você não pode criar obras derivadas.

Publicado em 22/05/2009 às 11h33


COLETANEAS DE MEDICINA ORTOMOLECULAR O QUE SE DIZ A RESPEITO
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o
equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através
do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou
aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico,
combatem os radicais livres. Mas por que o organismo se desequilibra? Para
entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma
máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção
podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja
na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas
devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens são
os sistemas : NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE. Qualquer falha em algum
ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida),
surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de
apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva
conseqüentemente a alterações no sistema imune. Outro fator importante na gênese de
várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres. Podemos
entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que
consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa
do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes
correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua
órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio
precisam 'doar' o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as
várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente,
em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e
doenças cardio vasculares. O Homem está sendo permanentemente submetido a
condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o
fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A Medicina
Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros,
neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor
qualidade de vida. A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma
série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a
cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo
500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios
que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de
hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico. Todavia, apesar da medicina
ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim,
p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma
hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione
diabetes. O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser
encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão
global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos
problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.
Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-
se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a
produção, que nada mais é do que a própria vida.
• Teoricamente, a Medicina Ortomolecular (MO) se preocupa em corrigir qualquer
desequilíbrio na constituição molecular do indivíduo, principalmente porque a maioria
das patologias vêm acompanhada por alterações da composição bioquímica do
organismo. Isto significa que uma correção, principalmente nutricional, provocaria um
restabelecimento da homeostase (equilíbrio) interna. Portanto, a MO é usada tanto para
prevenir como para tratar doenças.

Como Atua:
A MO atua no indivíduo através de quatro vias :
• Repondo uma substância que esteja em falta no organismo. Ex: Na pelagra usa-se
vitamina B3.
• Fazendo a eliminação ou inibição da absorção de uma substância tóxica no organismo.
Ex: quelação pelo EDTA.
• Aumentando a concentração de uma substância que mesmo estando com seus níveis
normais, tem um efeito farmacológico quando em concentraçòes mais altas. Ex:
utilização de vitamina C na gripe.
• Combatendo o excesso de radicais livres (RL) responsáveis por uma série de
patologias identificadas pela MO .

As matérias-primas utilizadas como medicação são, na maioria das vezes, substâncias


que existem normalmente no organismo : Vitaminas, Sais minerais, Aminoácidos,
Lipídios, Hormônios, Antioxidantes etc.
Em algumas ocasiões a MO lança mão de agentes terapêuticos provenientes de
alimentos comuns por meio de um aconselhamento nutricional em que chamamos de
Alimentação Funcional.
Tudo isso faz com que a Medicina Ortomolecular seja uma medicina natural com uma
característica até agora inédita nesta área: o suporte dos conhecimentos mais recentes da
medicina moderna.
Portanto, a Medicina Ortomolecular é uma especialidade médica que procura
restabelecer o equilíbrio molecular do organismo.
Radical Livre: (RL)
É toda molécula que apresente um número impar de elétrons na sua órbita externa, ou
seja, um elétron desemparelhado naquela posição.
Esta instabilidade estrutural faz com que essas moléculas tentem desesperadamente
roubar um elétron de qualquer outra substância a fim de se estabilizar. Com a perda
desse elétron cria-se um novo RL, que irá deflagrar uma reação em cadeia, lesando
seriamente várias estruturas celulares.
Em 1900 descobriu-se o primeiro radical livre. Em 50 anos se conheceu toda a sua
química e em 1954 pela primeira vez relacionou-se estas substâncias reativas e tóxicas a
uma doença inexorável: o envelhecimento. Hoje, acredita-se que esses elementos, com
elétron não pareado na camada de valência, sejam os responsáveis, pelo menos em
parte, por elevado número de doenças, abrangendo vários orgãos e sistemas.
De todo o oxigênio disponível pela célula, 95% se transforma em energia, utilizada para
fabricar substâncias vitais e mantê-la funcionante e viva. Os 5% restantes são
transformados no metabolismo em radicais livres de oxigênio ou como melhor
chamados de espécies reativas tóxicas de oxigênio: radical superóxido, peróxido de
hidrogênio e radical hidroxila.
Esses elementos são gerados no organismo desde o momento da concepção logo nos
primeiros segundos de vida intrauterina e a sua produção é contínua durante toda a
nossa existência. Até os 40/45 anos o organismo consegue neutralizar esses 5%
excedentes de radicais livres.
Chega o dia que a produção de RL excede a sua degradação e sobrepuja os mecanismos
de defesa naturais anti-radical e de reparo celular e tem-se o início das alterações
estruturais de proteínas, lipídeos, ácidos nucléicos e carboidratos, as quais culminam na
lesão celular.
Assim sendo, ocorre gradativamente, lesão de célula a célula, tecido a tecido, orgão a
orgão, até chegarmos à instalação de doenças. Um dos mecanismos mais frequentes de
lesão celular ocorre em nível de membrana no fenômeno conhecido como peroxidação
lipídica.
Está ficando cada vez mais difícil administrar os radicais livres e uma das razões é a
crescente exposição do organismo à metais tóxicos como o chumbo, o mercúrio, o
cádmio, o alumínio, o níquel, etc, e à metais, considerados não tóxicos dependendo da
sua concentração no organismo, como por exemplo, o ferro. Todos esses metais,
particularmente o ferro, atuam como catalisadores, aumentando a geração dos radicais
livres de oxigênio na reação chamada de Waber-Weiss.
Outra dificuldade para a degradação dos radicais está no problema com a nutrição, pois
os mecanismos de defesa anti-radical, tanto os enzimáticos quanto os não enzimáticos
dependem do aporte adequado de nutrientes.A medicina ortomolecular avalia esses
pacientes, desvenda os deficits de nutrientes, por exemplo, com o emprego de tabelas de
inquérito de sinais e sintomas ou através de inquérito alimentar e dos mineralogramas.
Com isso, calculamos as doses ótimas para esse indivíduo em particular, com
determinada doença, idade, estado nutricional, moléstias associadas, etc. Administramos
o que está faltando ou fazemos a sua quelação (depuração do agressor através da ligação
do mesmo com um outro elemento específico).
Resumindo, se nós oferecemos às células os elementos necessários ao seu metabolismo,
ela terá condições de produzir energia, fabricar substâncias vitais, degradar os radicais
livres, agir nos mecanismos de reparo celular e de vigilância imunológica.
Se concomitantemente empregarmos as técnicas e os medicamentos específicos de cada
especialidade, estaremos aumentando as probabilidades de êxito clínico ou cirúrgico,
isto é, estaremos aumentando as chances de sucesso terapêutico (medicina curativa) . Se
porventura o indivíduo que está sendo submetido a esse tipo de abordagem for saudável,
estaremos aumentando a sua probabilidade de assim se manter (medicina preventiva ) .
Estresse Oxidativo:
Em determinadas situações adversas, a concentração de RL aumenta de forma
descontrolada, provocando diversos tipos de lesões, que atualmente são
incontestavelmente relacionadas com a gênese de várias doenças. A essas situações deu-
se o nome de ESTRESSE OXIDATIVO.
Esse tipo de estresse provém de diversos processos orgânicos e é precipitado por vários
fatores exógenos (do exterior):
• Estresse químico – poluição atmosférica, alimentação inadequada, pesticidas etc.
• Estresse emocional – depressão, medo, traição, frustração etc.
• Estresse físico – trabalho braçal, excesso de exercícios, queimaduras, radioatividade
etc.
• Estresse infeccioso – doenças virais, bacterianas, fúngicas etc.
Em resumo: no estresse oxidativo, o aumento de RL modifica os meios intra e
extracelulares, provocando lesões múltiplas em diversas estruturas e disfunção do
sistema imunológico.
Para combater tal desequilíbrio, podemos ter três condutas objetivas:
• Diminuir o estresse primário.
• Administrar ou estimular a produção de enzimas antioxidantes (Glutation, Selênio,
etc).

Antioxidantes:
São substâncias que combatem os radicais livres, diminuindo o seu poder de reação
química. Alguns deles são vitaminas (A, C e E), outros são enzimas (proteínas que
aceleram reações químicas) e os demais são substâncias raras no organismo como o
selênio e o zinco.
O organismo humano não produz vitaminas, portanto, elas têm que ser obtidas pela
dieta. Já conhecemos a quantidade mínima de vitaminas necessárias na dieta porém, a
dose ideal, que tem efeito antioxidante, ainda não foi determinada com precisão.
Os Radicais Livres estão envolvidos na causa ou agravamento de alguns males:
• Envelhecimento das células
• Doença de Parkinson
• Mal de Alzheimer e outras demências
• Câncer
• Derrames cerebrais
• AIDS
• Endometriose
• Catarata
• Aterosclerose
• Lupus eritematoso
• Esclerose multipla
• Diabetes
• Alergias
• Depressão
• Esquizofrenia
• Tensão pré-menstrual.
• E muitas outras...
Por se tratar de medicação praticamente natural, o tratamento ortomolecular não
apresenta nenhum tipo de contra-indicação sendo portanto, indicado em todas as
doenças .
A medicina ortomolecular, medicina dos novos tempos, surgiu para congregar médicos
de todas as especialidades, utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o
objetivo maior: A PREVENÇÃO DAS DOENÇAS.
A medicina ortomolecular se preocupa ainda com o tratamento de doenças já instaladas
e o seu emprego certamente aumentará a eficácia dos tratamentos clássicos. Entretanto,
o que mais nos preocupa e que consome a maior parte da nossa energia e do nosso
tempo diz respeito à PREVENÇÃO.
Queremos um povo saudável, morrendo sem a presença de limitações físicas ou
intelectuais. Queremos envelhecer e morrer com saúde em toda a nossa plenitude física
e mental. Queremos qualidade de vida, a quantidade fica na nossa esperança.
• nistrar antioxidantes não enzimáticos (Vitamina E, Caroteno etc).
Antioxidantes:
São substâncias que combatem os radicais livres, diminuindo o seu poder de reação
química. Alguns deles são vitaminas (A, C e E), outros são enzimas (proteínas que
aceleram reações químicas) e os demais são substâncias raras no organismo como o
selênio e o zinco.
O organismo humano não produz vitaminas, portanto, elas têm que ser obtidas pela
dieta. Já conhecemos a quantidade mínima de vitaminas necessárias na dieta porém, a
dose ideal, que tem efeito antioxidante, ainda não foi determinada com precisão.
Os Radicais Livres estão envolvidos na causa ou agravamento de alguns males:
• Envelhecimento das células
• Doença de Parkinson
• Mal de Alzheimer e outras demências
• Câncer
• Derrames cerebrais
• AIDS
• Endometriose
• Catarata
• Aterosclerose
• Lupus eritematoso
• Esclerose multipla
• Diabetes
• Alergias
• Depressão
• Esquizofrenia
• Tensão pré-menstrual.
• E muitas outras...
Por se tratar de medicação praticamente natural, o tratamento ortomolecular não
apresenta nenhum tipo de contra-indicação sendo portanto, indicado em todas as
doenças .
A medicina ortomolecular, medicina dos novos tempos, surgiu para congregar médicos
de todas as especialidades, utilizar todos os recursos disponíveis para alcançar o
objetivo maior: A PREVENÇÃO DAS DOENÇAS.
A medicina ortomolecular se preocupa ainda com o tratamento de doenças já instaladas
e o seu emprego certamente aumentará a eficácia dos tratamentos clássicos. Entretanto,
o que mais nos preocupa e que consome a maior parte da nossa energia e do nosso
tempo diz respeito à PREVENÇÃO.
Queremos um povo saudável, morrendo sem a presença de limitações físicas ou
intelectuais. Queremos envelhecer e morrer com saúde em toda a nossa plenitude física
e mental. Queremos qualidade de vida, a quantidade fica na nossa esperança.
Stress Oxidativo
Introdução e objectivo. Existe um aumento do stress oxidativo durante o
envelhecimento e em doenças neurodegenerativas associadas a este. O sistema nervoso
central é particularmente sensível à lesão oxidativa devido às suas elevadas
necessidades energéticas, grande consumo de oxigénio, grande concentração tissular de
ferro e níveis relativamente baixos de alguns sistemas antioxidantes. O tratamento com
factores neurotróficos pode reverter a deterioração neuronal e estimular a actividade
colinérgica em ratos envelhecidos e exerce um efeito neuroprotector semelhante perante
a lesão por isquémia-reperfusão, hipoglicémia, inflamação e outras situações
patológicas nas que intervem o stress oxidativo. Neste trabalho determinaram-se alguns
indicadores de stress oxidativo no cérebro de ratos durante o envelhecimento e
avaliaram-se os mesmos em resposta a um esquema de tratamento com factor de
crescimento nervoso (FCN) murino durante 38 dias. Material e métodos. Utilizaram-se
técnicas bioquímicas para a determinação dos indicadores de stress oxidativo.
Resultados e conclusões. Encontrou-se um aumento significativo nas actividades da
fosfolipase A2 e da superóxido dismutase e na concentração de lipoperóxidos com a
idade, enquanto que a concentração de glutatião reduzido diminuiu. A actividade da
catalase aumentou nas regiões do hipocampo e no estriado e diminuiu no córtex e na
área septal. Nos ratos tratados com FCN diminuiu o stress oxidativo. Os nossos
resultados permitem-nos concluir que o nível de stress oxidativo aumenta durante o
envelhecimento, com diferenças significativas entre as áreas cerebrais; o hipocampo foi
a região mais susceptível à lesão pelas espécies reactivas do oxigénio e o efeito
protector do FCN poderia estar relacionada com a potenciação das defesas antioxidantes

Inibição da acetilcolinesterase

* Chistiane Mendes Feitosa


Na literatura científica é crescente a busca de novos inibidores da acetilcolinesterase,
em extratos de plantas, envolvendo principalmente plantas já utilizadas na medicina
tradicional no tratamento da insônia, amnésia, depressão, ansiedade ou para prolongar a
longevidade, melhorar a memória e a função cognitiva.
Algumas plantas como Centella asiática e Ginko biloba, utilizadas na medicina
tradicional indiana e chinesa, demonstraram em estudos de atividades farmacológicas,
resultados relevantes no tratamento de desordens cognitivas, ações anticolinesterásica,
antiinflamatória e antioxidante, sendo por isso indicadas para uso terapêutico no
tratamento da doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa, que atinge inicialmente a
memória e a capacidade de raciocínio. Este mal atinge pessoas de todo o mundo, e de
acordo com a Organização Mundial de Saúde cerca de 35 milhões de pessoas em países
industrializados sofrerão de Alzheimer até o ano de 2010.
Vários estudos têm demonstrado que o uso de compostos antiinflamatórios diminui a
progressão da doença de Alzheimer e a degeneração neuronal ou reduzem o risco do seu
desenvolvimento. Estudos em animais têm mostrado que o acúmulo de radicais livres
está relacionado com déficits de memória, cognição e aprendizado, durante o processo
de envelhecimento.
Quando moléculas são oxidadas através de oxigênio, este é reduzido a intermediários
conhecidos como espécies reativas ou radicais livres. Para combater efeitos tóxicos do
oxigênio, os seres vivos desenvolvem mecanismos de defesa através dos antioxidantes,
que podem atuar de várias formas: por remoção catalítica de radicais livres; por
remoção ou diminuição na concentração de oxigênio ou através da uma neutralização
completa do radical livre.
O stress oxidativo constitui no desequilíbrio entre as defesas antioxidantes e os radicais
livres. O stress oxidativo está associado a doenças como diabetes, hipertensão,
arteriosclerose, artrite, doença de Parkinson, doenças neurodegenerativas, infertilidade e
câncer
Pesquisas demonstram que o tratamento a base de antioxidantes como o tocoferol, b-
caroteno e ácido ascórbico corrigem a memória, o aprendizado e a cognição provocados
por envelhecimento ou moléstias. A peroxidação lipídica contribui para a progressão da
doença e o uso de antioxidantes, que impede essa peroxidação pode ser uma terapia
alternativa para o tratamento da doença
Alguns compostos com atividade inibitória da acetilcolinesterase são utilizados
terapeuticamente para tratar miastenia grave, glaucoma e são extensivamente utilizados
como inseticidas. Acredita-se que a inibição da enzima acetilcolinesterase, promova o
aumento da concentração da acetilcolina, na sinapse, diminuindo ou retardando a
progressão dos sintomas associados à doença Alzheimer.
Algumas pesquisas apontam drogas provenientes de produtos naturais como sendo
possíveis inibidores da acetilcolinesterase, eficazes no tratamento da doença de
Alzheimer, entre elas é citado a galantamina, um alcalóide isolado de plantas da família
Amarilidaceae, que é um inibidor, já aprovado para o tratamento da doença. Outros
inibidores comercializados apresentam efeitos colaterais indesejáveis. Portanto, é de
grande importância, a busca de novos inibidores que apresentem poucos efeitos
colaterais
Em recente trabalho de pesquisa conduzido durante o doutoramento, foram coletadas
plantas no Horto de Plantas Medicinais Francisco José de Abreu Matos localizado em
Fortaleza-CE, preparados os extratos e realizados ensaios de inibição da
acetilcolinesterase. As espécies Kalanchoe brasiliensis e Senna siamea apresentaram
resultados satisfatórios sendo selecionadas como espécies promissoras para busca de
novos inibidores.
A metodologia utilizada durante o doutoramento permite aplicação com as plantas
tipicamente piauiense para avaliar preliminarmente o potencial terapêutico do extrato
frente a inibição de acetilcolinesterase. É claro que a pesquisa química não se esgota
neste ponto pois é importante descobrir qual ou quais substâncias são responsáveis pelas
propriedades exibidas pelos extratos para isolá-las e identificá-las.
Terapia Ortomolecular
Mitos e Verdades

Terapia Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o


equilíbrio químico do organismo. O acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do
uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos.
Estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os
radicais livres. A terapia Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais,
objetiva neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma
melhor qualidade de vida.

Mas, muitos profissionais da medicina convencional vêem a terapia Ortomolecular com


maus olhos por conta de ações bastante contraditórias em seu nome. Alguns itens foram
pontuados e o Dr. Júlio Horta – reumatologista, geriatra, especializado em medicina
preventiva e que participa de estudos da terapia Ortomolecular há mais de 15 anos – nos
fala sobre as controvérsias, os pontos positivos e negativos, os mitos e as verdades que
vêm à tona quando o assunto é terapia Ortomolecular.

A terapia Ortomolecular
O termo Ortomolecular foi crido por Linus Pauling, famoso cientista americano, o único
ser humano a ganhar o Prêmio Nobel duas vezes, sendo o primeiro de Química e o
segundo da Paz. A terapia Ortomulecular é baseada numa das teorias que envolvem o
processo de envelhecimento – a teoria dos radicais livres. Quanto mais estresse
oxidativo – quando os radicais livres aumentam muito nossa capacidade de defesa –
pior pra célula, mais rapidamente iremos envelhecer. Baseado nessa teoria, surgiu a
terapia Ortomolecular, para melhorar nossas defesas antioxidantes a partir de estudos
das enzimas que nos protegem contra a oxidação.

Benefícios
Dentro da nossa célula, temos enzimas chamadas de antioxidantes, que tentam inibir a
agressão dessa oxidação, diminuindo o estresse oxidativo, para que envelheçamos de
maneira mais saudável. Quando diminui o nível de estresse oxidativo, teoricamente, a
pessoa envelhece mais devagar e com o mínimo de surgimento das doenças. Existem
várias evidências que comprovam a atuação benéfica dos antioxidantes, protegendo e
promovendo a saúde, mas não dá pra atuar sozinho.

Uso
A terapia Ortomolecular é eminentemente preventiva e complementar, deve estar aliada
à medicina convencional. Ainda não existe um exame que garanta que a pessoa está
com estresse antioxidativo e que defina sua quantidade. O profissional pede os exames
laboratorias tradicionais ao paciente e faz um levantamento bioquímico e nutricional
bem feito. A partir do histórico do paciente, o profissional cuida da sua doença e pode
criar uma estratégia antioxidante, aliando a terapia Ortomolecular com a medicina
convencional.

Não faz milagre!


Ao longo do tempo, em nome da Ortomolecular, que é uma terapia natural, surgiram
vertentes não muito ortodoxas preconizando o anti-envelhecimento ou o
rejuvenescimento; só que isso não existe! Não se deixa de envelhecer ou se volta a ser
jovem. No intuito mercantilista, de se ganhar dinheiro, houve uma deturpação e foram
criadas linhas sem bases científicas. Tudo com o título de Ortomolecular. É por isso,
então, que a Ortomolecular é muito criticada pela medicina convencional. É lógico que
a medicina convencional não é a dona da verdade, mas é baseada em evidências
científicas com muitos e muitos anos de experiências.

Bom senso!
Profissionais passaram a explorar a Ortomolecular por estar ‘dando dinheiro’. Só que
não estão se preparando devidamente para atuar na área. A pessoa acha que fazendo um
curso rápido já está preparada e passa a receitar os nutrientes sem distinção. Não é bem
assim! A Ortomolecular pode e deve ser usada nas mais variadas especialidades, mas
tem de haver bom senso. O profissional especializado em determinada área deve
continuar atuando na sua área e utilizar a Ortomolecular para complementar. Tem de
fazer o diagnóstico, tratar a pessoa de modo convencional e, juntamente, usar os
princípios dessa terapia complementar. Acredito que a Ortomolecular, como terapia
complementar, pode ajudar bastante. Mas para se atuar na área, o profissonal tem de ter
um conhecimento muito grande de bioquímica e nutrição. Por exemplo, se um
antioxidante for usado sozinho em um paciente pode prejudicar ao invés de ajudar. É
complicado, precisa de muito estudo.

Sem fundamento científico...


Existe um exame – o exame da gota – chamado de HLD, que foi deturpado desde o seu
início. Em nome da Ortomolecular, profissionais utilizam este exame em substituição
aos exames bioquímicos tradicionais. No consultório, o profissional analisa o sangue do
paciente no microscópio, com imagem numa tela. O sangue coagula e várias formas
aparecem. Supostamente, através do estudo das hemácias coaguladas, o profissional
conclui que o paciente está com falta de alguns nutrientes e receita uma lista de
vitaminas a serem consumidas para o tratamento. Isso não está correto, não é terapia
Ortomolecular. Não foi pra isso que a Ortomolecular foi idealizada. Esse exame não
tem fundamento científico nenhum. Como pode substituir um perfil bioquímido feito
em um Laboratório confiável com a análise de uma gota de sangue? Sou totalmente
contra!

Deixa a desejar...
Outro exame bastante controvertido na Ortomolecular é o exame do cabelo, chamado de
mineralograma. Ele dosa minerais bons e ruins presentes no organismo através de
material de células em crescimento – fio de cabelo, unha ou pêlo pubiano. É colhido o
material e enviado ao laboratório. Por dosar a quantidade de minerais prejudiciais à
saúde, é um exame muito importante para aplicar em populações instaladas em regiões
de suspeita de contaminações, mas também detecta os minerais bons presentes no
organismo e se a pessoa tem carência de algum deles. O exame é bastante confiável,
feito em laboratórios confiáveis, só que tem de ser pedido com critério e por
profissionais preparados para interpretá-lo, pois sua interpretação não é muito fácil.
Além disso, deve ser usado como complemento no diagnóstico. É muito interessante
detectar qual a carência de minerais do organismo, mas é preciso uma avaliação do
paciente como um todo, com exames laboratoriais, hormonais, bioquímicos e com sua
história familiar.

Não existe uma dieta Ortomolecular!


Sabemos que existem substâncias nos alimentos funcionais que contém elementos
altamente antioxidantes, mas receitar somente a sua ingestão ao paciente como
tratamento, não resolve o problema. Existem dietas equilibradas, balanceadas, que
podem dar à pessoa um aumento de antioxidantes através dos nutrientes e a terapia pode
até ser aplicada para combater a obesidade, mas, para cada pessoa há um tratamento
específico. A idéia de emagrecer só com uso de vitaminas é um insulto ao bom senso.
Mas muitos profissionais dão fórmulas pra emagrecer em nome da Ortomolecular.
Algumas práticas de emagrecimento, de rejuvenescimento, têm de ser vistas com olhar
mais crítico.

Sem radicalizar!
Mas também não pode considerar a Ortomolecular charlatanismo e pronto, acabou!!
Não é assim. Cada vez mais está se provando que o estresse oxidativo faz parte de todas
as doenças e dos processos de envelhecimento do ser humano. Tem de estudar o
estresse oxidativo e saber a real dimensão dele para intervir e tentar minimizar o efeito
das doenças através de uma estratégia antioxidante preventiva, antes que a doença se
instale, para talvez retardar o seu aparecimento.

Terapia de vanguarda!
A Ortomolecular é uma terapia de vanguarda! O seu uso foi muito criticado pela
medicina convencional, mas, hoje, o uso desses alimentos funcionais já está
encorporado no dia a dia do médico. Dois exemplos da vanguarda:
- Há anos, para combater a artrose e tentar diminuir o desgaste de cartilagem, pessoas
sérias que lidam na Ortomolecular passaram a usar com sucesso uma substância natural,
derivada da cartilagem, chamada glucosamina. Mas foi renegada ao segundo plano pela
medicina tradicional. Só que tiveram de se render aos seus benefícios e hoje em dia se
usa a glucosamina como complemento no tratamento de artrose em todo consultório
médico, convencional ou não.
- A isoflavona da soja – hormônio natural – passou a ser usada na medicina
complementar há mais de dez anos para reposição hormonal feminina.

Medicina Ortomolecular

O que é a Dieta ou Terapia Ortomolecular?


O termo ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, direito,
correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING,
(Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por
seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas
(principalmente a vitamina C) e minerais.
O objetivo da Terapia (Medicina) Ortomolecular é compreender as inter-relações que
ocorrem ao nível bioquímico do organismo e assim poder atuar em conformidade com
esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células,
órgãos e sistemas. O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos
moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados
para essa reordenação, cabendo o papel principal às vitaminas e aos minerais.
Segundo os conceitos da terapia, reeducação alimentar não é suficiente, pois nem
sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos.
“Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por
exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância”, acredita o médico
Dr. Marcos Natividade, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e
Radicais Livres.
Histórico
A Terapia ortomolecular data do início da década de 1950 quando alguns psiquiatras
começaram a adicionar doses altas de nutrientes aos seus tratamentos de problemas
mentais graves. A substância original era a vitamina B3 (ácido nicotínico ou
nicotinamida) e a terapia era denominada "terapia de megavitamina". Mais tarde o
regime do tratamento foi expandido para incluir outras vitaminas, minerais, hormônios e
dietas, qualquer uma delas pode ser combinada com a terapia medicamentosa
convencional e com os tratamentos de eletrochoque. Atualmente cerca de uma centena
de médicos norte-americanos usam esta abordagem para tratar uma variedade de
distúrbios, tanto mentais como físico
Em que se baseia?
Uma das bases da Terapia Ortomolecular é o combate aos radicais livres (RL), que são
quaisquer átomos, moléculas ou íons que possuam um ou mais elétrons livres na sua
órbita externa. Estes elétrons têm grande instabilidade química e, mesmo tendo meia
vida de frações de segundos, são altamente reativos com qualquer composto próximo, a
fim de retirar deste o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações de
dano celular em cadeia, e sendo assim chamado de oxidantes.
Embora existam os RL de íons metálicos e de carbono, os principais são os de
OXIGÊNIO.
Podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições
normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas
mitocôndrias, a fim de gerar o ATP. Estes também podem ser produzidos pelos
macrófagos e neutrófilos contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo.
O efeito prejudicial dos RL ocorre quando estão em quantidade excessiva, ultrapassando
a capacidade de neutralização dos sistemas enzimáticos do organismo.
Como são neutralizados os RL?
Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados
“Varredores” (scavengers) de RL, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua
transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em
Enzimáticos e em Não Enzimáticos.
Os sistemas enzimáticos são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase,
Catalase, Metionina-Redutase e Superóxido-Dismutase, os quais combatem os seguintes
RL: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Ion Hidroxila, Oxido
Nítrico e Oxido Nitroso.
Os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam
ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais. Os
principais podem ser divididos em: Vitamina A, Vitamina E, Beta-caroteno, Vitamina
C, Vitaminas do complexo B, os oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio), os
bioflavonóides (derivados de plantas).
Terapia Ortomolecular
Investigar deficiências nutricionais do organismo, assim como detectar a presença de
metais tóxicos no corpo (que podem ser a causa de determinadas doenças), é o início da
terapia ortomolecular. Isto pode ser feito através do Teste do Cabelo (também chamado
Mineralograma), que além disso, identifica se há excesso ou carência dos
oligoelementos (minerais).
A dosagem de RL pode ser feita por meio de métodos baseados na espectometria de
ressonância eletrônica de “spin” e ressonância paramagnética eletrônica, dosagem de
MDA (malondialdeído), e métodos indiretos como o HLB, pelo qual numa gota de
sangue verifica-se, com auxílio de um microscópio o efeito dos radicais livres na matriz
extracelular (agregados proteoglicanos, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e
produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de RL presente.
Os benefícios atribuídos à terapia pelos médicos e adeptos incluem a perda de peso,
melhora da pele, dos cabelos e das unhas e ainda as vantagens com relação às dietas de
caráter restritivo, que geralmente causam sensações de fome, fraqueza ou irritabilidade.
Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos na receita. Há
fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. “O
composto garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doces”, garante a
médica Sylvana Braga, de São Paulo, que emprega o tratamento.
Como a dieta ortomolecular atua no organismo? (Segundo os médicos que a adotam)
• A pele fica viçosa, cabelo e unhas mais fortes. O benefício é atribuído às vitaminas
A,E e do complexo B.
• Ajuda a prevenir problemas cardíacos ao restringir a ingestão de carne vermelha, rica
em gorduras saturadas e também ao restringir frituras, que aumentam o nível de
colesterol sanguíneo.
• O intestino funciona melhor porque a dieta é rica em cereais integrais, frutas e fibras.
• Promove perda de peso devido às refeições pouco calóricas, mas ricas em nutrientes
essenciais para o organismo.
• Promove diminuição do cansaço e do estresse por meio da reposição de vitaminas,
minerais e aminoácidos.
• Combate o envelhecimento precoce devido ao consumo de alimentos ricos em
antioxidantes, substâncias que atuam contra a degeneração celular.
• Alivia a retenção de líquidos ao equilibrar a quantidade de potássio, fósforo e sódio
com refeições balanceadas e o consumo de pílulas contendo esses minerais.
A dieta ortomolecular não é milagrosa
Como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. “Os resultados são muito
bons, mas dependem muito da pessoa. Não é um tratamento milagroso, o paciente ideal
é aquele que já se alimenta adequadamente, pratica exercícios físicos, mas não consegue
emagrecer”, acredita Dr. Marcos Natividade.
A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional
promovido pelos suplementos. “Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse,
retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de
peso”, diz o especialista.
Os médicos que empregam a dieta dizem que o tempo de tratamento nos casos de
emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas
não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso.
O ponto central da terapia ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de
doenças. “A função da ortomolecular não é a de combater doenças, mas sim de
fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males
que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas
como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, câncer, intoxicações, doenças
reumáticas e cardiovasculares”, afirma Dr. Marcos Natividade.
Críticas à Medicina Ortomolecular
A medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade. A resolução do
Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.499/98, proíbe aos médicos a utilização de
práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica, bem como a
vinculação de médicos a anúncios referentes a tais métodos e práticas.
Em reportagem publicada, dia 22 de outubro de 2004, no jornal Diário de São Paulo, o
colunista Prof. Dr. Joel Rennó Júnior (Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de
Medicina da USP. Coordenador do Pró-Mulher-Projeto de Atenção à Saúde Mental da
Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP) faz severas críticas
à prática da Medicina Ortomolecular:
“Essa dieta não apresenta nada de novo. Os profissionais recomendam reeducação
alimentar, ou seja, comer várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas,
dando-se preferência a verduras, legumes, frutas e carnes brancas, além dos cereais
integrais. Outras interessantes e “inéditas” informações referem-se à restrição de doces,
carne vermelha e frituras, além das atividades físicas. Alguma novidade, caros leitores?
Supondo haver uma ingestão insuficiente de vitaminas, sais minerais e proteínas, os
ortomoleculares lançam fórmulas com tais complexos, sugerindo que as células
precisam de mais energia para o perfeito funcionamento do organismo. Alegam que tal
método aumenta a qualidade de vida. Será que pessoas jovens, com alimentação
saudável, realmente necessitam de tais complementações?
Esses médicos do regime ortomolecular, observando que grande parte dos seus
pacientes obesos são ansiosos ou deprimidos, lançam mão de fórmulas “mágicas”
contendo, provavelmente, antidepressivos e ansiolíticos — de forma aleatória —, e
alguns, infelizmente, até sem avisar seus pacientes sobre tais recursos terapêuticos.
Outros, justificando-se pela necessidade de aderência terapêutica, ainda mantêm os
velhos inibidores de apetite no início do tratamento.
Outro fato relevante é que tal método, além de dispendioso, pelo valor das consultas e
fórmulas, não possui qualquer comprovação científica. Reitero, aqui, a minha opinião: o
Conselho Federal de Medicina deveria exigir maiores explicações de tais profissionais,
alguns, infelizmente, beirando o charlatanismo e um marketing grotesco. É ético
divulgar tratamentos médicos com exposição pública de pacientes?
Hoje, quando a beleza é perseguida, de forma incessante e até obsessiva, tal dieta tem o
único benefício de engordar o bolso de certos ortomoleculares “diet”. Sai mais barato
buscar uma orientação com um nutrólogo ou nutricionista e investir na mudança de
hábitos de vida, como a prática regular de exercícios. A parte psicológica, tão
importante em obesos, também é negligenciada por ortomoleculares especializados em
dietas.

O que é a Dieta ou Terapia Ortomolecular?


O termo ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, direito,
correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING,
(Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por
seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas
(principalmente a vitamina C) e minerais.
O objetivo da Terapia (Medicina) Ortomolecular é compreender as inter-relações que
ocorrem ao nível bioquímico do organismo e assim poder atuar em conformidade com
esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células,
órgãos e sistemas. O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos
moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados
para essa reordenação, cabendo o papel principal às vitaminas e aos minerais.
Segundo os conceitos da terapia, reeducação alimentar não é suficiente, pois nem
sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos.
“Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por
exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância”, acredita o médico
Dr. Marcos Natividade, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e
Radicais Livres.
Histórico
A Terapia ortomolecular data do início da década de 1950 quando alguns psiquiatras
começaram a adicionar doses altas de nutrientes aos seus tratamentos de problemas
mentais graves. A substância original era a vitamina B3 (ácido nicotínico ou
nicotinamida) e a terapia era denominada "terapia de megavitamina". Mais tarde o
regime do tratamento foi expandido para incluir outras vitaminas, minerais, hormônios e
dietas, qualquer uma delas pode ser combinada com a terapia medicamentosa
convencional e com os tratamentos de eletrochoque. Atualmente cerca de uma centena
de médicos norte-americanos usam esta abordagem para tratar uma variedade de
distúrbios, tanto mentais como físico
Em que se baseia?
Uma das bases da Terapia Ortomolecular é o combate aos radicais livres (RL), que são
quaisquer átomos, moléculas ou íons que possuam um ou mais elétrons livres na sua
órbita externa. Estes elétrons têm grande instabilidade química e, mesmo tendo meia
vida de frações de segundos, são altamente reativos com qualquer composto próximo, a
fim de retirar deste o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações de
dano celular em cadeia, e sendo assim chamado de oxidantes.
Embora existam os RL de íons metálicos e de carbono, os principais são os de
OXIGÊNIO.
Podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições
normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas
mitocôndrias, a fim de gerar o ATP. Estes também podem ser produzidos pelos
macrófagos e neutrófilos contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo.
O efeito prejudicial dos RL ocorre quando estão em quantidade excessiva, ultrapassando
a capacidade de neutralização dos sistemas enzimáticos do organismo.
Como são neutralizados os RL?
Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados
“Varredores” (scavengers) de RL, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua
transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em
Enzimáticos e em Não Enzimáticos.
Os sistemas enzimáticos são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase,
Catalase, Metionina-Redutase e Superóxido-Dismutase, os quais combatem os seguintes
RL: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Ion Hidroxila, Oxido
Nítrico e Oxido Nitroso.
Os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam
ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais. Os
principais podem ser divididos em: Vitamina A, Vitamina E, Beta-caroteno, Vitamina
C, Vitaminas do complexo B, os oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio), os
bioflavonóides (derivados de plantas).
Terapia Ortomolecular
Investigar deficiências nutricionais do organismo, assim como detectar a presença de
metais tóxicos no corpo (que podem ser a causa de determinadas doenças), é o início da
terapia ortomolecular. Isto pode ser feito através do Teste do Cabelo (também chamado
Mineralograma), que além disso, identifica se há excesso ou carência dos
oligoelementos (minerais).
A dosagem de RL pode ser feita por meio de métodos baseados na espectometria de
ressonância eletrônica de “spin” e ressonância paramagnética eletrônica, dosagem de
MDA (malondialdeído), e métodos indiretos como o HLB, pelo qual numa gota de
sangue verifica-se, com auxílio de um microscópio o efeito dos radicais livres na matriz
extracelular (agregados proteoglicanos, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e
produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de RL presente.
Os benefícios atribuídos à terapia pelos médicos e adeptos incluem a perda de peso,
melhora da pele, dos cabelos e das unhas e ainda as vantagens com relação às dietas de
caráter restritivo, que geralmente causam sensações de fome, fraqueza ou irritabilidade.
Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos na receita. Há
fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. “O
composto garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doces”, garante a
médica Sylvana Braga, de São Paulo, que emprega o tratamento.
Como a dieta ortomolecular atua no organismo? (Segundo os médicos que a adotam)
A pele fica viçosa, cabelo e unhas mais fortes. O benefício é atribuído às vitaminas A,E
e do complexo B.
Ajuda a prevenir problemas cardíacos ao restringir a ingestão de carne vermelha, rica
em gorduras saturadas e também ao restringir frituras, que aumentam o nível de
colesterol sanguíneo.
O intestino funciona melhor porque a dieta é rica em cereais integrais, frutas e fibras.
Promove perda de peso devido às refeições pouco calóricas, mas ricas em nutrientes
essenciais para o organismo.
Promove diminuição do cansaço e do estresse por meio da reposição de vitaminas,
minerais e aminoácidos.
Combate o envelhecimento precoce devido ao consumo de alimentos ricos em
antioxidantes, substâncias que atuam contra a degeneração celular.
Alivia a retenção de líquidos ao equilibrar a quantidade de potássio, fósforo e sódio com
refeições balanceadas e o consumo de pílulas contendo esses minerais.
A dieta ortomolecular não é milagrosa
Como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. “Os resultados são muito
bons, mas dependem muito da pessoa. Não é um tratamento milagroso, o paciente ideal
é aquele que já se alimenta adequadamente, pratica exercícios físicos, mas não consegue
emagrecer”, acredita Dr. Marcos Natividade.
A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional
promovido pelos suplementos. “Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse,
retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de
peso”, diz o especialista.
Os médicos que empregam a dieta dizem que o tempo de tratamento nos casos de
emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas
não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso.
O ponto central da terapia ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de
doenças. “A função da ortomolecular não é a de combater doenças, mas sim de
fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males
que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas
como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, câncer, intoxicações, doenças
reumáticas e cardiovasculares”, afirma Dr. Marcos Natividade.
Críticas à Medicina Ortomolecular
A medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade. A resolução do
Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.499/98, proíbe aos médicos a utilização de
práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica, bem como a
vinculação de médicos a anúncios referentes a tais métodos e práticas.
Em reportagem publicada, dia 22 de outubro de 2004, no jornal Diário de São Paulo, o
colunista Prof. Dr. Joel Rennó Júnior (Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de
Medicina da USP. Coordenador do Pró-Mulher-Projeto de Atenção à Saúde Mental da
Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP) faz severas críticas
à prática da Medicina Ortomolecular:
“Essa dieta não apresenta nada de novo. Os profissionais recomendam reeducação
alimentar, ou seja, comer várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas,
dando-se preferência a verduras, legumes, frutas e carnes brancas, além dos cereais
integrais. Outras interessantes e “inéditas” informações referem-se à restrição de doces,
carne vermelha e frituras, além das atividades físicas. Alguma novidade, caros leitores?
Supondo haver uma ingestão insuficiente de vitaminas, sais minerais e proteínas, os
ortomoleculares lançam fórmulas com tais complexos, sugerindo que as células
precisam de mais energia para o perfeito funcionamento do organismo. Alegam que tal
método aumenta a qualidade de vida. Será que pessoas jovens, com alimentação
saudável, realmente necessitam de tais complementações?
Esses médicos do regime ortomolecular, observando que grande parte dos seus
pacientes obesos são ansiosos ou deprimidos, lançam mão de fórmulas “mágicas”
contendo, provavelmente, antidepressivos e ansiolíticos — de forma aleatória —, e
alguns, infelizmente, até sem avisar seus pacientes sobre tais recursos terapêuticos.
Outros, justificando-se pela necessidade de aderência terapêutica, ainda mantêm os
velhos inibidores de apetite no início do tratamento.
Outro fato relevante é que tal método, além de dispendioso, pelo valor das consultas e
fórmulas, não possui qualquer comprovação científica. Reitero, aqui, a minha opinião: o
Conselho Federal de Medicina deveria exigir maiores explicações de tais profissionais,
alguns, infelizmente, beirando o charlatanismo e um marketing grotesco. É ético
divulgar tratamentos médicos com exposição pública de pacientes?
Hoje, quando a beleza é perseguida, de forma incessante e até obsessiva, tal dieta tem o
único benefício de engordar o bolso de certos ortomoleculares “diet”. Sai mais barato
buscar uma orientação com um nutrólogo ou nutricionista e investir na mudança de
hábitos de vida, como a prática regular de exercícios. A parte psicológica, tão
importante em obesos, também é negligenciada por ortomoleculares especializados em
dietas.
Fonte: www.enut.ufop.br
Medicina Ortomolecular
Medicina Ortomolecular é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o
equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através
do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou
aminoácidos.
Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os
radicais livres. Mas por que o organismo se desequilibra?
Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma
máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção
podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja
na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.
Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas
engrenagens são os sistemas: NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE.
Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano)
compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma
pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma
falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune.
Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a
formação de radicais livres. Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo
utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A
pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies
tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos
de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo,
portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar' o elétron
desemparelhado.
Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que
resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser
citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.
O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de
radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições
prolongadas ao sol, entre outras.
A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre
outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma
melhor qualidade de vida. A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de
uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina
C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo
500 mg desta vitamina diariamente.
E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no
combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema
imunológico. Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela
também é eminentemente preventiva.
Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma
hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione
diabetes.
O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado
como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão global,
qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos
problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.
Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-
se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a
produção, que nada mais é do que a própria vida.
Medicina ortomolecular
O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular
(das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as
interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse
conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global,
das células, órgãos e sistemas que o compõem. Linus Pauling, já em 1960, considerava
que se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante
equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização
molecular, adquirimos as doenças.
A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao conceito de radicais livres,
sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que respiramos, a principal fonte para a
sua formação. Os radicais livres acarretam enormes desvantagens para o organismo
quando sua produção é aumentada a ponto de superar a capacidade antioxidante natural
do próprio organismo. Nessas condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer
situações degenerativas crônicas para os tecidos orgânicos.
É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da Medicina Ortomolecular, é
necessário e obrigatório ao médico um vasto conhecimento da Clínica Médica
tradicional, com amplos conhecimentos de Farmacologia, para que possa apreciar as
diferenças que existem entre o tratamento convencional e a terapia ortomolecular
havendo, algumas vezes, necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.
Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio metabólico é feito pela
correções dos mecanismos moleculares fisiológicos, suprindo-se o organismo com
elementos adequados para uma reordenação bioquímica, tendo papel principal as
vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os ácidos graxos essenciais e, quando
necessários, alguns hormônios.
Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias doenças, são
considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias que participam
obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos como matéria prima
que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.
O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de forma direcionada, através
da análise mineralógica dos cabelos e exames complementares laboratoriais e/ou
radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a produção excessiva de radicais
livres, diminuindo o consumo abusivo de medicamentos tóxicos para o ser humano
(antibióticos, corticóides, etc ) e, com isso, fazendo a prevenção das doenças
degenerativas crônicas, o que certamente irá proporcionar mais saúde e um envelhecer
com melhor qualidade.
Fonte: www.planetanatural.com.br
O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular
(das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as
interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse
conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global,
das células, órgãos e sistemas que o compõem. Linus Pauling, já em 1960, considerava
que se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante
equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização
molecular, adquirimos as doenças.
A Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada ao conceito de radicais livres,
sendo o oxigênio, um dos componentes do ar que respiramos, a principal fonte para a
sua formação. Os radicais livres acarretam enormes desvantagens para o organismo
quando sua produção é aumentada a ponto de superar a capacidade antioxidante natural
do próprio organismo. Nessas condições, adversas para o corpo humano, podem ocorrer
situações degenerativas crônicas para os tecidos orgânicos.
É importante entender que, para fazer uso dos conceitos da Medicina Ortomolecular, é
necessário e obrigatório ao médico um vasto conhecimento da Clínica Médica
tradicional, com amplos conhecimentos de Farmacologia, para que possa apreciar as
diferenças que existem entre o tratamento convencional e a terapia ortomolecular
havendo, algumas vezes, necessidade de associá-las para o bom êxito do tratamento.
Dentro dos conceitos de terapia ortomolecular, o equilíbrio metabólico é feito pela
correções dos mecanismos moleculares fisiológicos, suprindo-se o organismo com
elementos adequados para uma reordenação bioquímica, tendo papel principal as
vitaminas, os minerais, os aminoácidos, os ácidos graxos essenciais e, quando
necessários, alguns hormônios.
Esses mesmos elementos, empregados no tratamento de várias doenças, são
considerados medicamentos ortomoleculares por serem substâncias que participam
obrigatoriamente do organismo humano sendo, portanto, oferecidos como matéria prima
que o organismo utiliza para suas necessidades básicas.
O médico que pratica essa terapêutica (que deve ser feita de forma direcionada, através
da análise mineralógica dos cabelos e exames complementares laboratoriais e/ou
radiológicos) está, certamente, contribuindo para evitar a produção excessiva de radicais
livres, diminuindo o consumo abusivo de medicamentos tóxicos para o ser humano
(antibióticos, corticóides, etc) e, com isso, fazendo a prevenção das doenças
degenerativas crônicas, o que certamente irá proporcionar mais saúde e um envelhecer
com melhor qualidade.
Medicina Ortomolecular
A Medicina Ortomolecular foi desenvolvida pelo laureado cientista Linus Pauling,
vencedor de 2 prêmios Nobel. O tratamento consiste em combater a formação de
radicais livres, considerados “vilões” do processo de envelhecimento por causarem a
destruição precoce das membranas celulares e, conseqüentemente, o desenvolvimento
de doenças degenerativas. O estresse, o sedentarismo e a poluição são os principais
responsáveis pela formação excessiva desses radicais.
Grande parte das ocupações dos leitos hospitalares, das aposentadorias precoces, da
mortalidade por causa desconhecidas ou complicadas, das cardiopatias e outras doenças
degenerativas decorre de deficiências nutricionais prolongadas que poderiam ser
evitadas com a reposição equilibrada de minerais.
É de fundamental importância que a pessoa passe em consulta com médico especialista
para fazer exames específicos e fazer a reposição correta dos minerais. Nunca faça
reposição mineral por conta própria, pois pode ser prejudicial a sua saúde.
Infelizmente eu sempre vejo entrevistas com alguns médicos e nutricionistas afirmando
que as frutas, verduras e legumes tem tudo o que precisamos para reposição diária de
vitaminas e minerais. Bem quando eles fazem esta afirmação eles esquecem de dizer
que nós precisaríamos ingerir “bacias” destes vegetais para conseguirmos repor o
mínimo de nutrientes para a manutenção da nossa saúde, o que é impraticável. Nós
temos a cada dia o nosso alimento mais pobre em vitaminas e minerais e mais ricos em
metais tóxicos provenientes de pesticidas e agrotóxicos que são terríveis a nossa saúde.
Definciência dos minerais
Cálcio
Cãibras; Bruxismo; Queda de Cabelos; Unhas frágeis e quebradiças; Dentes frágeis e
cáries frequentes; Síndrome de pernas inquietas; Insônia; Arritmias cardíacas e
Palpitações; Osteoporose e Alteração da coagulação.
Magnésio
Tremores musculares; Cãibras; Zumbidos; Tendência para intestino preso; Bruxismo;
Parestesias de MMSS e II principalmente pela manhã; Arritmias e Palpitações.
Zinco
Acne; Letargia; Apatia; Diminuição da memória e concentração; Dificuldade de
concentração; Queda de cabelos; Unhas frágeis, quebradiças e com mancha branca;
Diminuição do Olfato, Paladar e Audição; Zumbidos; Dificuldade de Ereção;
Oligospermia; Irregularidades Menstruais.
Cobre
Dores Articulares; Fraqueza Muscular; Fadiga Fácil; Edema nos Tornozelos e Pulsos;
Queda de Cabelos.
Potássio
Polidipsia; Apatia; Letargia; Cansaço fácil; Arritmias cardíacas e palpitações;
Tendência a intestino preso; Alteração do turgor da pele; Cãibras.
Ferro
Fadiga fácil; Cansaço; Anêmia hipocrômica; Edema de tornozelos que piora com a
posição ortostática durante o dia; Cefaléia; Tonturas; Queilite; Taquicardia e Palpitação.
Manganês
Andar cambaleante; Deficiência de coordenação motora; Perda de equilíbrio;
Diminuição da audição.
Cromo
Alteração do metabolismo dos carbohidratos; Sudorese noturna; Sono agitado com
pesadelos; Pânico e fobias; Diminuição da capacidade de concentração e memorização;
Extremidades trêmulas e frias; Dor de cabeça tipo enxaqueca.
Selênio
Fraqueza muscular; mialgias; Queda de cabelos; Dermatites de pele e couro cabeludo;
Dermatomicoses; Monilíase vaginal; Micoses de repetição com aumento da frequência
de dermatite seborréica.
Iodo
Aumento do peso corporal; Fadiga; Cansaço fácil; Apatia; Embotamento; Pele seca e
áspera; Massa ou nódulo em mamas; Bócio ou massa palpável em tireóide.
Fósforo
Diminuição da memória, Atenção e Concentração; Fadiga e cansaço fácil; Perda de
iniciativa(desiste fácil); Respiração curta com dificuldade; Edema de tornozelos; Dores
articulares com limitação funcional.
Lítio
Depressão; Insônia; Dores musculares tensionais; Aumento dos sintomas da
menopausa.
Metais pesados tóxicos
O inimigo oculto da sua saúde.
Você com certeza já ouviu falar em mercúrio, chumbo, alumínio e arsênico, mas, você
sabia que eles estão presentes no seu dia-dia e podem provocar vários tipos de doenças?
E que são chamados de metais pesados tóxicos? Pois é, estas substâncias provocam um
envenenamento silencioso no nosso organismo.
A vida moderna e industrialização nos trazem muito conforto e comodidade, porém
também trazem substâncias nocivas a nossa saúde e que se acumulam gradualmente nos
nossos tecidos provocando vários tipos de doenças. Os metais pesados são elementos
que não devemos ter no organismo, nem mesmo em quantidades mínimas, pois levam,
em curto prazo a sintomas sub-clínicos ( não característicos de uma doença determinada
) dificultando o seu diagnóstico, e a longo prazo, podem levar a doenças graves, que
variam de acordo com o metal intoxicante.
Dentre as condições e doenças provocadas pela contaminação destes metais tóxicos
podemos citar: Dores de cabeça, osteoporose, insônia, irritabilidade, infertilidade,
depressão, perda de memória, fadiga crônica, dores musculares e articulares.
Quando são absorvidos pelo nosso organismo estes metais levam entre 20 e 30 anos
para serem eliminados, porém para nossa sorte existem substâncias chamadas quelantes
que retiram estes tóxicos do nosso organismo.
Medicina Ortomolecular
Conceito
ORTOMOLECULAR = MOLÉCULAS CERTAS, EQUILIBRADAS

A Medicina Ortomolecular baseia-se em um enorme paradoxo: a vida é um processo de


combustão. O oxigênio, crucial para a existência, é também tóxico para as células.
Ao respirarmos, parte do oxigênio consumido, obrigatoriamente, é transformado em
radicais livres - moléculas instáveis que podem lesar, via oxidação, todas as
macromoléculas da célula.
Alimentação inadequada, fumo, álcool, radiação, poluição, metais de transição e
tóxicos, também contribuem para a geração de radicais livres que, em excesso, superam
os mecanismos de defesa naturais das células e provocam o estresse oxidativo, onde
milhões de células são danificadas e perdem sua função.
Nascem, então as doenças.
O objetivo da Medicina Ortomolecular é justamente reverter este desequilíbrio
molecular, através de suplementação vitamínica, micronutrientes, oligoelementos e
antioxidantes sintéticos, tanto por via oral, quanto parenteral e endovenosa. Ganha,
então, status de Medicina Preventiva, onde a maior preocupação é administrar a saúde e
buscar prolongar a vida saudável e produtiva.
PAULO ROBERTO SILVEIRA

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você
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Publicado em 14/06/2009 às 17h36

QUAIS SAO AS MANIFESTAÇÕES CONVULSIVAS EM ALGUMAS DOENÇAS


EXTRANEUROLÓGICAS

Grande número de doenças extraneurológicas apresenta, no seu quadro clínico,


manifestações comiciais que variam desde simples clonias localizadas até as brutais
crises tônico-clônicas generalizadas.

1. HIPÓXIA

Hipóxia é a redução, abaixo dos níveis fisiológicos, da quantidade de oxigênio presente


nos tecidos orgânicos. Acarreta sérias perturbações, em vários setores da economia,
particularmente no sistema nervoso central (SNC).
O neurônio vive na dependência de glicose e de oxigênio, não dispondo de depósitos
significativos destas substâncias. O cérebro, representa apenas cerca de 2% do peso
corporal, recebe de 20 a 25% do total do oxigênio inspirado. Em crianças, até os quatro
anos de idade, tais cifras chegam à casa dos 50%. Vê-se, assim, a imensa avidez do
SNC pelo oxigênio. A carência deste elemento, costuma produzir sérias alterações no
funcionamento neuronal.
CLASSIFICAÇÃO - Classifica-se hipóxia, tradicionalmente, em quatro tipos: hipóxica
ou de abastecimento, anêmica ou de transporte, estagnante ou de trânsito e histotóxica
ou de aproveitamento. Um quinto tipo seria a oxiacrestia, designa a impossibilidade de
utilização de oxigênio que ocorre durante a hipoglicemia.
A hipóxia hipóxica ocorre quando há um deficit de oferta de oxigênio ao sangue
circulante. Diminuição da tensão do oxigênio no ar inspirado (elevadas altitudes),
obstrução, mecânica das passagens aéreas, interferência com as trocas gasosas
alveolares (bloqueio alvéolo-capilar, outras doenças pulmonares) são algumas das suas
causas.
Uma deficiência na quantidade de hemoglobina disponível, para transporte de oxigênio,
e o que verifica na hipóxia anêmica suas mais freqüêntes causas perda abrupta e intensa
de sangue, envenenamento por monóxido carbônico, sulfemoglobinemia e
metemoglobinemia.
Alguns dos agentes causador de hipóxia estagnante são doenças cardíacas graves,
parada do fluxo sangüíneo em uma artéria encefálica, hipotensão arterial e parada
cardíaca.
Na hipóxia hipóxica há incapacidade tecidual em aproveitar um adequado suprimento
de oxigênio. É o que ocorre, por exemplo, nos envenenamentos sulfídicos. Estes tóxicos
agem em nível mitocondrial bloqueando temas enzimáticos necessários utilização do
oxigênio.
QUADRO CLÍNICO - O quadro clínico da hipóxia varia de acordo com uma série de
fatores. Não com o agente causal, mas também (e principalmente) com o tempo a
intensidade do déficit de oxigênio. Sendo o neurônio a célula mais sensível à hipóxia, as
manifestações decorrentes do acometimento do sistema nervoso central constitui o
aspecto mais gritante da cena clínica. Os sintomas e sinais variam de simples cefaléias a
comas profundos, havendo, de permeio, uma imensa variedade de outras alterações
neurológicas e psiquiátricas.
As convulsões são um achado freqüente nos casos de hipóxia. Usualmente são do tipo
tônico-clônico generalizado, embora, por vezes, se manifestem sob o aspecto de
mioclonias síncronas bilaterais. Costumam ocorrer na fase aguda de privação de
oxigênio, mas, em outras ocasiões, aparecem somente muito tempo após. Em certos
casos, apresentam-se na fase aguda e ressurgem tempos depois, como seqüela do
processo hipóxico.
Ao que parece, as manifestações convulsivas devem-se a uma liberdade da porção
caudal da formação reticular do tronco encefálico. Esta parte da formato reticularis,
mais resistente à deprivação de oxigênio, deixaria de receber as influências inibidoras
de níveis superiores, mais sensíveis aos efeitos nefastos da hipóxia.
ASPECTOS ANÁTOMO-PATOLÓGICOS - As alterações estruturais não surgem em
indivíduos que morrem imediatamente, durante o período hipóxico. Tornam-se, pelo
contrário, proeminentes quando o período de sobrevida é prolongado. A deficiente
oxigenação encefálica acarreta uma dilatação capilar e venosa. Se isto se prolonga, há
alterações endoteliais (hipóxicas), além de uma êxtase sangüínea, com conseqüente
transudação de constituintes hemáticos, produzindo edema. A substância cinzenta, em
contraposição a substância branca, sofre muito mais os efeitos da falta de oxigênio.
Além desta predileção pela substância cinzenta, há, nesta, uma maior especificidade
para certas regiões. Os locais mais afetados são o cortex cerebral, os núcleos basais do
telencéfalo (mormente os globos pálidos), o hipocampo e a camada média (de células de
Purkinje) do cortex cerebelar. No córtex cerebral, a terceira camada é particularmente
vulnerável. Das diferentes regiões corticais, a área estriada e das mais acometidas, fato
que explica as alterações visuais que podem acontecer.

DIAGNÓSTICO - A hipóxia é uma entidade de diagnóstico predominantemente


clínico, tendo a anamnese um considerável valor. O exame físico (inclusive o
neurológico) revela dados muito variáveis que estão na dependência do agente
etiológico é da intensidade e duração do período hipóxico. A gasometria (pO2, pCO2 e
pH sangüíneos) pode ser de alguma valia.
TRATAMENTO - Deve ser, de preferência, profilático, visando as causas provocadoras
da hipóxia. Particular realce merecem os cuidados obstétricos na prevenção do
sofrimento fetal, bem como os cuidados que se devem ter durante as intervenções
cirúrgicas sob anestesia geral. Uma vez instaladas as lesões hipóxicas, a terapêutica é
puramente sintomática. As convulsões, seja no período agudo, seja na fase de seqüelas,
tratam-se com os mesmos esquemas utilizados paras crises convulsivas produzidas por
outros agentes. Na fase aguda, podem ter indicações substânciais do tipo dexametasona
e manitol, redutoras do edema cerebral.
PROGNÓSTICO - É muito variável e, como o quadro clínico, depende do fator
etiológico e principalmente da intensidade e duração da deprivação de oxigênio. Além
das convulsões, alterações do comportamento, parkinsonismo, córeo-atetoses e
síndromes cerebelares são algumas das seqüelas da hipóxia.
2.HIPOGLICEMIA

A hipoglicemia (níveis de glicose sangüínea menores que 50 mg% em adultos) é uma


outra das múltiplas causas de convulsões. Decorre de um hiperinsulinismo (exógeno ou
endógeno, absoluto ou relativo). A Hipoglicemia pode produzir variabilíssima
combinação de sinais e sintomas. Pode ser pequena ou em média intensidade. Em
outros casos, costuma levar ao coma e, às vezes, ao óbito.
Nas fases iniciais há, via de regra, ansiedade, sudoração, tremores, taquicardia e
fraqueza. Estes sintomas e sinais são a expressão clínica de uma descarga de adrenalina,
em resposta aos níveis glicêmicos em decréscimo. Algumas vezes, o quadro clínico
estaciona neste estágio e o paciente logo se recupera após a ingestão de alimentos ricos
em carboidratos.
Se a hipoglicemia se acentua, acarreta oxiacrestia, com fenômenos de irritação neuronal
(confusão mental, tremores grosseiros, desorientação, convulsões). Caso a alteração
bioquímica não for corrigida, surgem então os sinais de depressão neurocítica (letargia,
coma, choque, morte).
As manifestações epilépticas da hipoglicemia podem ocorrer antes ou durante o estado
de coma. Apresentam-se como crises clônicas ou tônicas, localizadas ou generalizadas.
Após os fenômenos comvulsivos ou , a glicemia costuma se elevar. Isto pode dificultar
o diagnóstico, em certas ocasiões.
A hipoglicemia pode ser funcional (70% dos casos) ou orgânica. Desta, as causas mais
freqüentes são os adenomas das células beta-insulares do pâncreas. As hiperplasias e os
adenocarcinomas destas células são causas menos freqüentes. Alterações hipofisárias e
supra-renais, graves doenças hepáticas e grandes tumores (sarcomas e fibrossarcomas)
mediastínicos e retroperitoneais são causas raras de hipoglicemia (hiperinsulinismo)
orgânica. O hiperinsulinismo também pode ser exógeno. É o que ocorre, por exemplo,
na administração de insulina com fins terapêuticos, suicidas ou homicidas.
O quadro clínico-neurológico é decorrente da falta de glicose no encéfalo. Como vimos,
a propósito da hipóxia, o neurônio depende, basicamente, de oxigênio e de glicose. Ao
contrário de outros órgãos, o encéfalo quase não dispõe de reservas de glicose, nem
dispõe de muitas alternativas metabólicas para a utilização de outras fontes de energia.
Por tais motivos, a hipoglicemia é sumamente nociva e, se muito prolongada, acarreta
danos irreversíveis ao parênquima nervoso.
Os achados anatomopatológicos da hipoglicemia são semelhantes aos da hipóxia.
Consistem em extenso acometimento do córtex cerebral. Há necrose focal ou laminar
das camadas superiores ou de todas as camadas corticais. O hipocampo dos núcleos
basais do telencéfalo são freqüentemente acometidos. As células de PURKINJE (do
cerebelo) também sofrem, com freqüencia, os efeitos nefastos da hipoglicemia. Há,
casos de crianças que desenvolveram síndrome cerebelar após crises hipoglicêmicas.
É de grande importância o diagnóstico entre hipoglicemia funcional e orgânica. A
história clínica e o exame físico devem ser feitos com minúcia, pois, em grande parte
dos casos, permitem o diagnóstico e orientam a solicitação dos exames complementares.
A glicemia de jejum (FOLIN-WU), o teste de tolerância a glicose, e jejum prolongado
(associado ou não a exercícios físicos) e o teste da tolbutamida permitem, usualmente, o
diagnóstico. Utilizam-se menos os testes da insulina, da leucina, do Glucagon e da
adrenalina. Um fato interessante é que, algumas vezes, o diagnóstico de hipoglicemia é
feito através do exame do líquido céfalo-raquiano.
O eletrencefalograma é de pouca valia diagnóstica . Em um episódio hipoglicêmico, o
paciente pode não mostrar modificações ou somente aquelas inespecíficas encontradas
nos estados comatosos. Certos doentes, durante a hipoglicemia, apresentam outros
achados relativamente inespecíficos, lentificação disrítmica ou aumento da atividade de
base e surtos de ondas teta generalizadas.
Epilepsia “idiopática”, tumor cerebral, alcoolismo, intoxicação barbitúrica, coma
hepático, acidente vascular encefálico, histeria e manifestações psicóticas podem-se
confundir com crises hipoglicêmicas. Uma história bem feita, um exame físico
minucioso e um exame neurológico detalhado, usualmente, permitem afastar tais
hipóteses diagnósticas. Como já frisamos acima é de grande importância o diagnóstico
diferencial entre hipoglicemia funcional e hipoglicemia orgânica. Nesta, geralmente
devida a tumores pancreáticos funcionantes, os ataques são mais severos, mais
freqüentes em jejum e menos dependentes da ingestão de carboidratos.
O tratamento da crise deve-se realizar tão logo se faça o diagnóstico, de vez que
hipoglicemias intensas e prolongadas podem deixar lesões irreparáveis no sistema
nervoso central . Se o paciente está consciente, o quadro clínico costuma desaparecer
com a ingestão de alimentos açucarados. Se encontra-se comatoso, a terapêutica de
escolha é a glicose por via endovenosa (20 a 50 cc de solução a 50% ). Uma noção de
fundamental importância é não forçar a ingestão de alimentos em um doente
inconsciente. Nos casos em que não é possível a via venosa, pode-se administrar a
glicose por via retal. Em certas eventualidades, torna-se necessária a administração de
Glucagon (5 mg por via intramuscular ou endovenosa) e/ou de adrenalina (1 mg da
solução milesimal, por via subcutanea). Utilizam-se também, nos casos graves, os
corticosteróides, por via endevenosa. Passa a fase crítica, costuma-se usar glicose por
via endovenosa, gota a gota (12 g/hora). No caso de coma rebelde a toda terapêutica,
alguns autores preconizam o uso de eletrochoque em voltagens inferiores as utilizadas
habitualmente em Clínica Psiquiátrica.
As convulsões geralmente dispensam tratamento específico, pois costumam desaparecer
com a normalização da glicemia. Aqueles pacientes que, durante a terapêutica de
SAKELAKEL (para coma insulínico), apresentam freqüentes convulsões, costumam
reagir bem a administração de fenobarbital (100 mg por via intramuscular), meia hora
antes da aplicação da insulina.

3. UREMIA

A uremia (níveis de ureia sangüínea acima de 50 mg % ) é uma outra entidade mórbida


que pode causar crises convulsivas. Manifesta-se clinicamente por sintomas e sinais que
indicam disfunções renais, digestivas, cardiovasculares, respiratórias, hemáticas e
neurológicas, entre outras.
Os sinais e sintomas neurológicos costumam ser variados. Pode haver alterações da
personalidade que, por vezes, culminam com delirium. A atividade muscular costuma
ser anormal e podem-se manifestar fasciculações, clonias, tiques, tetania e tremores do
tipo flapping. Deficit neurólogicos focais (paresias, alterações da fala, incoordenação,
amaurose, surdez) e sintomas e sinais de polineuropatia também fazem parte do quadro
clínico. Convém salientar que o coma urêmico não é uma eventualidade rara. As
convulsões ocorrem tanto na uremia crônica, como na aguda. São, em geral,
primariamente generalizadas. As crises, de início localizado e de ulterior generalização,
são menos freqüentes, como também o são as convulsões hemiclônicas e as
mioclônicas. Os ataques se sucedem, às vezes, a custos intervalos, a ponto de constituir
o status epilépticos.
As causas de uremia são pré-renais, renais ou pós-renais.
Citam-se entre as primeiras: aumento do catabolismo proteico, insuficiência cardíaca,
doença de ADDISON, anestesia profunda, desidratação, estado de choque. As causas
renais são doenças glomerulares ou tubulares. Cálculos ou estenoses ureterais bilaterais
e certas doenças prostáticas são alguns exemplos de causas pós-renais.
Além de aumento dos níveis sangüíneos da uréia, múltiplos fatores metabólicos,
hídricos e eletrolíticos entram em ação no desencadear do quadro clínico. No
surgimento das convulsões parecem ter grande importância a hiperidratação e os surtos
hipertensivos. Lesões cerebrais preexistentes são importantes ao aparecimento dos
ataques.
As alterações neuropatológicas não são exuberantes. Nos casos de rápida evolução, há
edema encefálico e cromatolise neuronal.
Os casos crônicos costumam apresentar desmielinização difusa e perivascular.
A confirmação diagnóstica faz-se pela dosagem da uréia sangüínea. A solicitação de
outros exames complementares varia de caso para caso. Podem permitir, tais exames, o
diagnóstico da causa, bem como a avaliação da eficácia terapêutica.
As alterações eletrencefalográficas são inespecíficas e de pouca valia diagnóstica. Em
alguns pacientes, o líquor mostra-se hipertenso, traduzindo, possivelmente, um edema
cerebral. A uremia acompanha-se, eventualmente, de meningite asséptica, com rigidez
de nuca e outros sinais série meningo-radicular, associados a uma pleocitose liquórica
(até 250 linfáticos e polimorfonucleares). A barreira hemoliquórica encontra-se mais
permeável, permitindo uma ascensão dos níveis uréicos no líquido céfalo-raquiano.
Pode haver também aumento da taxa liquórica da creatinina, do ácido úrico, do fósforo
e das proteínas.
É importante diferenciar a uremia, em virtude das variadas alterações que acarreta, de
uma série de doenças que acometem muitos dos órgãos da economia. Lembrando
apenas que o coma urêmico deve ser distinguido da intoxicação aquosa aguda, da
encefalopatia hipertensiva e de outras causas de acidose metabólica aguda (diabete
sacarino, intoxicações exogenas).
A terapêutica sintomática (resinas de troca catiôntica, insulina, dieta hipoprotéica,
ingestão controlada de líquidos etc.) acompanha--se, sempre que possível, do combate a
causa da uremia. Em alguns casos, a diálise peritoneal é um recurso heróico.
O tratamento das convulsões consiste no uso de benzodiazepínicos ou de hidantoinatos
por via endovenosa. É desaconselhavel o emprego do sulfato de magnésio.
O prognóstico varia de acordo com a causa da uremia. De um modo geral, é mais
sombrio nos casos de doenças primáriamente renais.

4. INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA

A insuficiência hepática, quando bastante grave, costuma produzir alterações no sistema


nervoso central. Estas, no seu conjunto, constituem a encefalopatia porto-sistêmica, cujo
estado mais avançado é representado pelo coma hepático.
A princípio, o doente mostra-se extremamente sonolento, letárgico. Ao ser estimulado,
torna-se vígil e assim permanece durante algum tempo, mas logo, em seguida, volta ao
estado de sonolência. Surgem modificações no seu modo de ser. Seu olhar é vago e algo
distante.
Com o progredir do processo, a letargia acentua-se e surge o característico flapping.
Este consiste em movimentos rítmicos, de flexão-extensão, ao nível do punho.
A prova dos braços estendidos é a posição ideal para a sua pesquisa. A dorsiflexão do
punho e o afastamento máximo do quirodáctilos sensibilizam a prova, tornando os
movimentos bem mais perceptíveis. Estes podem também ser observados ao nível das
articulações metacarpo-falángicas, bem como nos pés, na mandíbula e na língua.
Convém salientar que, apesar de muito sugestivo de complicação encefálica decorrente
de patologia hepática, o flapping não é sinal patognomônico. As vezes, surge em outras
alterações bioquímicas como, por exemplo, na uremia.
Nesta fase, o paciente pode mostrar fasciculações.
Quando as perturbações metabólicas se agravam, há serias alterações mentais. O
paciente torna-se barulhento e anti-social. Realiza atos pouco adequados ao ambiente
em que se encontra. Nesta fase, não são raras as internações em hospitais psiquiátricos.
Se o tratamento não se inicia, tais perturbações costumam evoluir para o coma e,
eventualmente, para o óbito.
Outras alterações, indicativas de sofrimento do sistema nervoso central, costumam fazer
parte do quadro clínico. Assim, surgem modificações dos reflexos miotáticos
(osteotendinosos) que se mostram em regime de hiperatividade, com clônus de pé e de
patela. Acompanham-se, na maioria das vezes, de sinal de BABINSKI, bilateralmente.
É, importante lembrar que podem surgir sinais de localização neurológica. Estes
costumam se manifestar por paresias ou plegias que acometem ora um só membro, ora
os membros de um hemicorpo, ora os membros inferiores. Em certos casos, o déficit
motor acomete as quatro extremidades. É interessante lembrar que tais sinais motores
podem ser flutuantes, isto é, surgem e desaparecem no decorrer de horas. Em certas
ocasiões, entretanto, manifestam-se apenas em um hemicorpo (hemi-convulsões). Casos
há em que o paciente apresenta a sintomatologia convulsiva de modo alternante, ora no
domídio corporal direito, ora no esquerdo, constituindo as hemiconvulsões em bascula.
As crises, seja generalizadas, seja localizadas, padem ocorrer de modo tão freqüente que
conduzem ao estado de mal.
Várias entidades mórbidas (infecções, tumores, tóxicos etc.) levam a insuficiência
hepática. Entretanto, para que esta acarrete a encefalopatia são, usualmente, necessários
alguns fatores desencadeantes. Destes, merecem citação as hemorragias de um modo
geral e, em particular, os sangramentos digestivos (varizes esofágicas, úlceras gástricas,
as infecções, mesmo as mais banais; o uso de morfina e de outros opiáceos; o uso de
barbitúricos e, até mesmo, de sedativos suaves). Merecem especial citação as dietas
hiperprotéicas como fatores desencadeantes de encefalopatia em portadores de
insuficiência hepática grave.
Na encefalopatia porto-sistêmica, o eixo nervoso central sofre as conseqüências da falta
da ação desintoxificante do fígado. Há dois mecanismos básicos no desenrolar da
doença ou há um acometimento da própria célula hepática, como ocorre, por exemplo,
nas hepatites, ou então há um curto circuito entre o sistema porta e a circulação
sistémica. As anastomoses congênitas (anormais) porto-sistêmicas, através de veias
umbilicais, e as anastomoses cirúrgicas porto-cava são alguns exemplos desta segunda
eventualidade. Em algumas ocasiões os dois mecanismos se associam.
Tanto no primeiro (lesão da própria célula hepática) como no segundo caso
(anastomoses porto-sistêmicas), o sistema nervoso central sofre a falta da função
hepática. Circulam, em nível elevado, substâncias que perturbam o metabolismo
encefálico. Destas, merece especial realce a amônia que promove alterações no ciclo de
KREBS em nível cerebral.
A amônia forma-se, normalmente, no intestino, graças à ação de bactérias sobre os
aminoácidos da dieta. Absorvida, vai ao fígado, através do sistema porta. No hepatócito,
através do ciclo de KREBS e HENSELIT, transforma-se em uréia. Um quarto desta se
elimina pelo intestino; o restante, pelo rim.
Nos casos de lesão do hepatócito e/ou de curto circuito porto-sistêmico ocorre uma
inadequada transformação de amônia em uréia, havendo, em conseqüência, uma
hiperamoniemia. Este excesso exerce nefastos efeitos sobre o sistema nervoso central,
pois altera o ciclo de KREBS em nível encefálico. Como resultado surge a vasta
sintomatologia do pré-coma e do coma hepáticos.
Convém lembrar que, além das importantes modificações da amoniemia, muito
provavelmente outras alterações metabólicas entram em jogo na encefalopatia porto-
sistêmica. Níveis sangüíneos elevados de indóis, de compostos fenólicos, de
aminoácidos livres, de ácido alfa-cetoglutírico e de ácido pirúvico são alguns exemplos.
As alterações anatomo-patológicas da encefalopatia porto-sistêmica, são freqüentes.
Encontram-se, no cortex cerebral, nos núcleos nasais do telencéfalo, no tálamo óptico,
no tronco encefálico e no cerebelo. Consistem em aumento do número e do tamanho
dos astrócitos protoplasmáticos, degeneração neuronal inespecífica e também
desmielinização.
O diagnóstico da encefalopatia porto-sistêmica não oferece dificuldades quando há
indícios de doença hepática grave (“foetor hepaticus”, ictericia, “spider nevi”, eritema
palmar, ascite, circulação colateral abdominal, hepato-esplenomegalia etc.). Nos casos
em que os sinais são discretos, torna-se necessária uma pesquisa clínico-laboratorial
mais aprofundada.
O eletrencefalograma mostra-se alterado, porém de modo inespecífico. Há uma
progressiva lentificação que começa, simetricamente, em áreas frontais e que se espalha
para áreas posteriores, a medida que a inconsciência se aprofunda. No estado comatoso,
as ondas são lentas e de alta voltagem ( 1 a 3/seg) e sobrepostas a outras relativamente
normais.
O líquor, usualmente, é límpido e incolor. Não apresenta células e seu conteúdo protéico
é normal. Não é freqüente a detecção de bilirrubinas, a não ser que os seus níveis
sangüíneos estejam acima de 4 a 6 mg% .
No diagnóstico diferencial é importante ter em mente que pacientes portadores de
doença hepática não estão isentos de comas devidos a outras causas. Nos etilistas
crônicos, o delirium tremens e a encefalopatia de WENICKE podem simular os estádios
iniciais do coma hepático. Nesses pacientes, há também a possibilidade de um
hematoma subdural crônico. Estados demenciais ou tóxico-confusionais podem ser
confundidos com casos de demorada evolução pré-comatos Nos estágios avançados de
insuficiência hepática, ocorrem, às vezes, hipoglicemia, hiponatremia, choque e
insuficiência renal. Estas alterações mimetizam a encefalopatia porto-sistêmica.
O combate a hiperamoniemia e o esteio sobre o qual se apoia o tratamento da
encefalopatia em estudo. Utilizam-se, geralmente, uma ou mais das seguintes medidas
terapêuticas:
1. Dieta hipo ou aprotéica.
2. Combate a flora bacteriana entérica
3. Combate às infecções
4. Combate às hemorragias digestivas
5. Cuidados gerais comuns aos estados comatosos.
Os opiáceos e os barbitúricos não se devem utilizar nestes pacientes. Os diuréticos, se
necessário, usam-se com parcimônia. O emprego da arginina, aconselhável do ponto de
vista teórico, não parece dar os resultados que seria de se esperar. Em certos casos de
hepatite, tem indicação os corticosteróides em elevadas doses.
O tratamento das convulsões efetua-se com os benzodiazepínicos ou os hidantoinatos,
por via endovenosa. Estas substâncias devem--se utilizar com precaução, pois podem
agravar um pré-coma ou um estado comatoso já instalado.
O curso clínico da encefalopatia porto-sistêmica varia de acordo com a natureza da
doença básica e com os fatores precipitantes. De um modo geral, o prognóstico é melhor
nos casos de curto circuito porto--cava e naqueles em que uma dieta hiperprotéica e o
fator desencadeante. Nestas eventualidades pode haver, até mesmo, remissão
espontânea. Usualmente, os pacientes que tem lesão da própria célula hepática
apresentam prognóstico mais sombrio.

5. TOXEMIA GRAVÍDICA

A toxemia gravídica caracteriza-se, fundamentalmente, por hipertensão arterial, ganho


excessivo de peso e proteinúria. Esta tríade constitui a pré-eclâmpsia, que se pode
agravar, com o aparecimento de convulsões e coma, e constituir a eclâmpsia.
A doença incide em uma em cada 500 ou 1.000 gravidezes. Ocorre, usualmente, em
primíparas. Em 50% dos casos, aparece no último trimestre da gravidez, particularmente
nos dias que precedem a provável data do parto. Em 25% dos casos surge durante o
parto. Nos restantes 25% a sintomatolologia faz o seu aparecimento nas
primeiras 24horas do puerpério. As assim chamadas “eclâmpsias tardias”, muito
provavelmente, nada tem a ver com a entidade em estudo. Trata-se geralmente, de
tromboflebites cerebrais ocorrendo no puerpério. É mais fregüente em prenhez.
Associa-se, por vezes, a mola hidatiforme, a hidrâmnios, a diabetes ou a doença
crônica, vascular ou renal.
A hipertensão arterial (máxima acima de 140 e mínima maior que 90 mm Hg) é fator
sine qua non para o diagnóstico. Geralmente, o quadro clínico é tanto mais grave quanto
mais elevados são os níveis tensionais. É interessante lembrar, no entanto, que algumas
pacientes apresentam eclâmpsia com elevações apenas discretas dos níveis pressóricos.
O excessivo ganho de peso deve alertar o clínico para o desenvolvimento de uma
possível toxemia, particularmente se há uma hipertensão arterial associada. Geralmente,
com o evoluir do processo, surgem edemas nos membros inferiores. A face também
pode-se edemaciar, dando um aspecto grosseiro aos traços fisionômicos da gestante.
A proteinúria completa o tripé clínico-laboratorial da toxemia, embora, em raros casos,
possa estar ausente. Varia desde quantidades íntimas até as elevadas cifras de 8 a 10 g
por litro.
Além da tríade clássica, outros sintomas e sinais costumam fazer parte da
sintomatologia. As desordens visuais vão desde as moscas volantes até a amaurose,
usualmente repentina e passageira. Em outros casos, há uma rápida e progressiva
diminuição da acuidade visual, chegando quase a cegueira. O exame do fundo do olho
costuma revelar um espasmo em segmentos das arteríolas, o que lhes dá um aspecto de
salsichas.
A porção arteríolo-venosa (normalmente 2:3) só aumentar (1:2 ou mesmo 1:3). Nos
casos graves, há edema retiniano que pode acarretar um deslocamento da túnica ocular
interna. Hemorragias e exsudatos também fazem parte do quadro fundoscópico. É de
boa norma, nos casos de eclampsia, o exame diário do fundo do olho, para uma
avaliação da eficácia terapêutica. Náuseas, vômitos e cefaléias são outras queixas
comuns.
O quadro neurológico da eclampsia. é relativamente pobre e pode-se constituir somente
de obnubilação mental, associada as alterações visuais e as cefaléias, já citadas. Quando
a doença se agrava (eclâmpsia) surgem, caracteristicamente, convulsões e coma.
As convulsões são, na maioria das vezes, generalizadas. Podem-se, no entanto, localizar
em um hemicorpo ou em uma só extremidade. Por vezes, ocorrem de um modo abrupto,
sem pródromos. Em outros casos, precedem-nas cefaléias, vômitos, sonolência e apatia.
A dor epigástrica e sintoma pré-convulsivo bastante comum.
As crises podem ser isoladas, mas, por vezes, sucedem-se, com tal freqüencia que
constituem verdadeiro estado de mal. São seguidas, em geral, de coma. Certas
pacientes, no entanto, podem passar ao estado comatoso sem sofrer a fase convulsiva.
Não obstante, julga-se que as convulsões são um elemento sine qua non para o
diagnóstico da eclâmpsia.
O fundamento patogenético do toxemia gravídica é um vasoespasmo arteriolar
generalizado, acarretando alterações anatomo-funcionais em vários orgãos da economia.
O rim, o fígado, a placenta e o cérebro são as estruturas mais acometidas.
O espasmo arteriolar, em nível encefálico, acarreta hipóxia, com conseqüente
hemorragias e edema. As hemorragias cerebrais são um achado comum nos casos que
vão à necropsia. Podem ser corticais, pequenas e múltiplas ou intracerebrais, maciças.
Em alguns casos o estudo anátomo-patológico revela apenas um foco hemorrágico
cortical.
Apesar destes achados, é interessante salientar que aproximadamente um terço das
pacientes que vão à necropsia não apresenta alterações encefálicas detectáveis.
A etiologia da toxemia gravídica é desconhecida. O espasmo arteriolar generalizado
seria conseqüentemente a um fator vasopressor circulante, provavelmente de origem
placentária. O esvaziamento uterino acarreta uma dramática melhora da sintomatologia
em 24 a 48 horas.
O diagnóstico de toxemia da gravidez baseia-se, fundamentalmente, na tríade
hipertensão, excessivo aumento de peso e proteinúria. É de suma importância o
diagnóstico precoce (pré-eclâmpsia), de vez que o agravamento do quatro (convulsões,
coma) pode conduzir ao êxito letal materno ou sérias alterações fetais.
O quadro clínico-laboratorial da toxemia gravídica (particularmente de eclâmpsia) deve
ser diferenciado de várias entidades mórbidas. Entre estas merecem citar: epilepsia
indiopática, hiperternsão arterial preexistente ou coinscidente, nefropatia preexistente ou
coincidente, feocromocitoma, tromboflebite cerebral e profiria aguda
intermitente. Assume, pois, grande importância para o diagnóstico diferencial, uma
anamnese cuidadosa.
O tratamento da toxemia gravídica consiste no uso de anti-hipertensivos, diuréticos e
sedativos. O repouso é outra medida terapêutica aconselhável. Nos casos graves
(eclâmpsia), impõem-se os anticonvulsivantes e os cuidados gerais para os estados
comatosos. As drogras anticonvulsivas de escolha são os benzodiazepínicos e a difenil-
hidantoína por via endovenosa.
Assumem grande importância profilática os exames pré-natais, pois, por vezes, a pré-
eclampsia se manifesta de modo insidioso. Nestes casos, somente uma pesquisa
orientada permitira o diagnóstico e evitará, assim, os resultados, por vezes catastróficos,
da eclampsia.
A mortalidade materna, na toxemia gravídica, varia de 5 a 15%.

6. PORFIRIA

As porfirias são doenças em que há transtornos no metabolismo das porfírinas.


Classificam-se em:
PORFIRIAS HEREDITÁRIAS
1. Hepática (hepatogênica).
2. Porfiria aguda intermitente.
3. Porfiria cutânea tardia.
4. Eritropoética (congênita).
PORFIRINÚRIAS ADQUIRIDAS
A porfiria aguda intermitente é uma doença hereditária, com transmissão mendeliana
dominante. Há, entretanto, na literatura, casos isolados e também outros em que não há
história familiar. Incide, predominantemente, em mulheres, na segunda e terceira década
da vida. Vários são os seus fatores precipitantes: uso de barbitúricos, sulfonamidas,
álcool, griseofulvina; exposição a nitrobenzol, chumbo, solventes de gorduras.
Infecções, gravidez (primeiro trimestre), parto e stress emocional parecem ser outros
fatores precipitantes.
Clinicamente, a porfiria aguda intermitente caracteriza-se por sintomas digestivos e
neuropsiquiátricos. A doença ocorre em crises, de freqüência variável e de duração
quase nunca inferior a 48 horas.
O sintoma mais comum e mais característico é a dor abdominal. E, geralmente, intensa,
do tipo cólica, localizada ou generalizada, com ou sem irritação para o dorso. Confunde-
se muito com cólica biliar, cólica nefrética e apenscite aguda e não são raras as
intervenções cirúrgicas erroneamente indicadas. Vômitos, diarreia e/ou obstipação
intestinal, além de moderada distensão abdominal, podem fazer parte do quadro clínico.
Os sintomas neuropsiquiátricos são múltiplos e variados, pois todos os níveis do sistema
nervoso central (cérebro, cerebelo, tronco encefálico, medula espinal), bem como o
sistema nervoso periférico e o sistema neurovegetativo podem ser acometidos.
Os sintomas e sinais psiquiátricos, às vezes, simulam histeria ou, em outros casos,
distúrbio bipolar do humor, esquizofrenias ou estados de delirium (durante as crises
pode haver febrícula, com moderada leucocitose).
O quadro neurológico mais comum da porfiria aguda intermitente é a polineuropatia
flácida e de predomínio motor. Costuma acarretar quadriplegias e, não
infreqüentemente, produz paralisia respiratória, fator principal de mortalidades nesta
doença.
As convulsões são outro achado clínico da porfiria aguda intermitente. Habitualmente,
são tônico-clônicas generalizadas, mas podem ser do tipo focal, em geral em um
hemicorpo. Costumam, paradoxalmente, não responder aos barbitúricos, havendo
mesmo casos de piora quando da administração destes anticonvulsivantes. Há, na
literatura, relato de um estado de mal epiléptico refratário à anestesia geral pós
barbituratos. As convulsões acompanham, na maioria das vezes, a sintomatologia
digestiva, mas casos há em que constituem a primeira manifestação isolada da doença.
Desconhece-se a patogenia da porfiria aguda intermitente. As lesões que se encontram
no sistema nervoso independem, ao que parece, de uma ação direta das porfirinas.
Um quadro clínico, caracterizado por crises de dor abdominal e sintomas e sinais
neurológicos e psiquiátricos, deve chamar a atenção do médico para uma porfiria aguda
intermitente. O dado laboratorial mais importante e que confirma o diagnóstico é um
excesso de porfibilinogênio urinário, durante as crises. Deve-se guardar a urina do
paciente por algumas horas ou, de preferência, expô-la à luz solar. Ocorre, então, uma
coloração urinária característica, por transformação do porfibilinogênio em porfirinas.
Pode-se também demonstrar o excesso deste precursor das porfirinas através da reação
de ERLICH que se mostra fortemente positiva nos casos de porfiria aguda intermitente.
O eletrencefalograma evidência alterações inespecíficas que, muitas vezes, ocorrem
mesmo em paciente sem convulsões. Parece haver uma certa correlação entre os
achados eletrencefalagráficos e o grau de acometimento cerebral e o curso do episódio
agudo.
O líquor costuma ser normal, mas, em alguns casos, um aumento da taxa de proteinas,
sem elevação paralela do número de leucócitos, associado a uma tetraplegia flácida,
com acometimento da musculatura respiratória, torna difícil o diagnóstico diferencial
com a sindrome de GUILLAIN-BARRÉ.
Várias doenças abdominais, neurológicas e psiquiátricas devem ser diferenciadas da
porfiria aguda intermitente. Entre as primeiras merecem citação a cólica nefrética, a
apendicite aguda, a cólica biliar e a úlcera gastroduodenal. Histeria, estados de delirium,
distúrbios bipolar do humor, esquizofrenias, poliomielite, miastenia grave, botulismo,
paralisia ascendente de LANDRY, síndrone de GUILLAIN-BARRÉ são outras tantas
afecções que se pode confundir com a doença em estudo.
Não há tratamento específico para a porfiria aguda intermitente. A terapêutica é
profilática e sintomática. Devem-se evitar as drogas desencadeantes das crises,
particularmente os barbitúricos e as sulfonamidas. Vários ensaios se tem feito com
cloropromazina, reserpina e meperidina para o controle das crises álgicas abdominais e
das manifestações psiquiátricas. Os resultados parecem razoáveis. Outras subtâncias,
como o BAL (BRISTISH Anti-LEWSITE), o ETTA (ácido etileno-diamino-tetra-
acético) os corticos teróides e o ácido ademosino-5- monosférico, tem sido utilizadas
mas sem efeitos benéficos comprovados.

PAULO ROBERTO SILVEIRA

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desde que seja dado crédito ao autor original
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Publicado em 07/06/2009 às 15h14

O QUE SÃO CRISES EPILETICAS PSICOMOTORA TEMPORAIS

O termo epilepsia psicomotora foi introduzido, em 1937, por GIBBS, GIBBS e


LENNOX, para definir um quadro eletrecefalográfico mais ou menos característico e
associado a um tipo especial de crise epiléptica, durante a qual “o paciente, embora
podendo realizar atos aparentemente conscientes, não obedecia a ordens. Pode
apresentar movimentos tônicos involuntários. Pode revelar distúrbios psicomotores... e,
recobrando a consciência, tem amnésia completa da crise”.
Desde então, o termo “epilepsia psicomotora” se difundiu passando a constituir um
novo tipo clínico de epilepsia passível de diagnóstico eletrencefalográfico. Não
obstante, esta é uma manifestação focal de determinadas áreas cerebrais cujo quadro
clínico está na dependência das características funcionais das áreas comprometidas.
As manifestações clínicas da epilepsia psicomotora temporal engloba fenômenos
sensitivos, sensoriais, vegetativos e psíquicos, automatismos elementares e complexos.
A diversidade de tais manifestações é função da diversidade funcional do lobo temporal
e de suas múltiplas conexões com outras estruturas cerebrais.
Os automatismos psicomotores são de observação relativamente freqüente, podendo ser
manifestações críticas ou pós-críticas. Parecem ser devidos a descargas originadas,
principalmente, no uncus, no núcleo amigdalóide e no córtex têmporo-insular,
propagando-se, por vezes, imediatamente às estruturas centrecefálicas, com perturbação
da consciência e movimentos automáticos e, muito raramente, convulsão. Tais
automatismos, seriam consecutivos a uma liberação secundária à “paralisia” do nível
superior de integração.
Mais comumente, compreendem movimentos dos lábios, movimentos de mastigação,
vocalização, linguagem automativa e automatismos mais complexos. Podem ser
precedidos ou coexistir com manifestações clínicas diversas como fenômenos
vegetativos, crises confusionais, manifestações cefálicas, parestesias, manifestações
tônicas adversivas, manifestações de familiaridade (fenômeno de “dejá vu”),
manifestações de estranheza (fenômeno de “jamais vu”), alucinações auditivas, olfativas
ou visuais, “dreamy state” etc. Nas diversas crises psicomotoras, as auras mais
comumente referidas pelos pacientes são as vegetativas e as sensoriais. Segue-se um
lapso de consciência, geralmente de curta duração e durante o qual o paciente executa
automatismos elementares como passar a mão repetidamente sobre a cabeça, retirar o
lenço do bolso e limpar a boca, marcar um compasso musical sobre uma mesa ou
mesmo andar de um lado para o outro como se estivesse procurando alguma coisa. Tudo
isso pode se passar sem que os circunstantes se apercebam do que está ocorrendo.
Gradualmente, o paciente retorna ao estado normal, restando apenas discreta confusão
mental e tendo, quase sempre, amnésia lacunar do ocorrido.
Outras vezes, o automatismo pode ser verbal: o paciente pode fazer uso de palavras sem
sentido ou afirmações sem relação com a situação do momento. Por um breve período,
ele pode falar como alguém que apresentasse um “delírio tóxico”.
Existem casos que o automatismo liberado envolve comportamento em mais complexo.
É o caso de pacientes que, durante as crises, são capazes de realizar longos percursos a
pé, atravessando ruas e desviando-se dos obstáculos com total desenvoltura. Quando em
seus carros, são capazes de dirigir em condições de tráfego as mais atribuladas, sem
produzir abalroamento ou infligir códigos de trânsito. Outros que desempenham as mais
diversas atividades profissionais são capazes, durante as crises de longa duração, de
levar a contento suas funções habituais com grande desempenho, mesmo que estas
demandem tempo relativamente grande e envolvam grau elevado de complexidade.
Existem casos em que o paciente, com manifestação da epilepsia psicomotora, pratica
atos anti-sociais de que, vencida a crise, não permanece qualquer recordação.
As sensações de estranheza ou fenômeno do “jamais vu” e de familiaridade (fenômeno
do “dejá vu”) são de observação relativamente freqüente em paciente portadores de
crises psicomotoras.
Uma forma especial de crise psicomotora que, por se originar no uncus do hipocampo, é
denominada de crise uncinada. Habitualmente, a crise principia por uma sensação
subjetiva de cheiro desagradável que o indivíduo compara, conforme sua vivência ou
sua ocupação a odor de borracha ou de pano ou mesmo de chifre queimado.
Inicialmente, estranhando o aparecimento dessas alucinações e, até então, perfeitamente
consciente, o paciente indaga dos circunstantes se esse também percebe o cheiro
estranho. Diante das respostas negativas, do prosseguimento e da repetição das crises, o
indivíduo acaba por aceitar o caráter patológico dessa disfunção sensorial e nada mais
pergunta. Excepcionalmente, a característica da alucinação olfatória é agradável,
acompanhando então ao odor de flores ou de perfumes. Logo a seguir, o estado de
consciência é qualitativamente alterado e o paciente tem a impressão de que os fatores
diários que se desenrolam façam parte de uma representação em um palco. Às vezes
pensa que não esteja vivendo a realidade mas um sonho (“ dreamy
state”). Concomitantemente ou a seguir, o paciente refere a sensação subjetiva em que
todas as pessoas e os objetos são vistos em miniatura (micropsia) . A seguir, após tempo
variável, o enfermo pode ter uma evolução dos sintomas ou, então, estes podem
continuar numa crise convulsiva indiferenciada.

PAULO ROBERTO SILVEIRA

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Publicado em 07/06/2009 às 14h38

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