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CIÊNCIA DOS MATERIAIS – (ÁREA 1 – Estrutura Atômica) DEMAT-EE-UFRGS

2. ESTRUTURA ATÔMICA
2.1 INTRODUÇÃO
2.2 CONCEITOS ELEMENTARES
2.3 A ESTRUTURA DOS ÁTOMOS
2.4 COMPRIMENTO,
COMPRIMENTO, FORÇA E ENERGIA DE LIGAÇÃO
2.5 LIGAÇÕES PRIMÁRIAS ENTRE ÁTOMOS
2.6 LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS
2.7 RESUMO DAS LIGAÇÕES
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2.1. INTRODUÇÃO
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2.1. INTRODUÇÃO A estrutura


Ordem de grandeza da estrutura atômica ⇒ 10-15 a 10-10 m eletrônica dos
átomos
determina a
natureza das
ligações atômicas
e define algumas
propriedades dos
materiais

ópticas, elétricas
e térmicas,
mecânicas
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2.2. CONCEITOS ELEMENTARES


• Porque os elementos não se decompõem formando novos
elementos?
• Por que as substâncias se decompõem formando novas
substâncias?
• Por que o número de elementos é pequeno comparado ao
número de substâncias?

Surgimento de Teorias

400 a 60 a.C.- Gregos - Lee Smolin: Teoria da Gravidade


Quântica em Laço
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400 a 60 a.C.- Gregos (Demócrito, Lucrécio...)


1808 – Dalton: átomo partícula maciça e indivisível
1834 – Faraday: idéia de eletricidade
1897 - Thomson: descoberta do e- (elétron). Átomo
maciço mas não indivisível
1900 - Max Planck: Teoria dos quanta.
E= hνν (onde ν é a freqüência da radiação e
h a constante de Planck = 6,55x10-27 erg.s)
1905 – Einstein: Teoria da Relatividade E=mc2
Surgimento de Teorias 1911 – Rutherford: o átomo não é maciço nem
indivisível
1913 – Bohr: níveis de energia e órbitas circulares
1916 – Sommerfeld: órbitas elípticas e subníveis de
energia
1926 – Heisenberg: Princípio da Incerteza
1927 – Schrödinger: equação de função de onda
para o e-
1932 – Chadwick: descoberta do nêutron
Hoje - Lee Smolin: Teoria da Gravidade Quântica em
Laço
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Modelo Quântico–Mecânico de Rutherford-Bohr Modelo Mecânica Quântica


 os elétrons circundam um núcleo muito pequeno
(com carga positiva) em órbitas circulares; e- se comporta
 baseado na Teoria dos quanta. como onda e
 distribuição eletrônica em níveis de energia: partícula
o e- tem um valor determinado de energia (nuvem
não é possível permanecer entre os níveis; eletrônica)
 salto quântico: quando o elétron absorve energia
ele salta para um nível de energia mais elevado
(mais distante do núcleo). Quando o e- volta ao
nível de energia primitivo ele emite energia (luz);

(a) (b)
Comparação entre modelos atômicos (a)
Bohr e (b) modelo quântico em função da
distribuição de e-.
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NÚCLEO PRÓTON - carga: +1,60x10-19C


massa: 1,67x10-24g
ÁTOMO
NEUTRON – massa: 1,67x10-24g

ELETROSFERA ELÉTRON - carga: -1,60x10-19C


massa: 9,11x10-28g

http://len.tf.ipen.br/atomo.html
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ÁTOMO
⇒ Número de Avogadro (NA): no de átomos ou moléculas em um mol de uma substância e
corresponde a 6,02 x 1023.
⇒ Número atômico (Z): é o no de prótons no núcleo.
⇒ Massa atômica (A): soma das massas dos prótons e nêutrons do núcleo de um átomo. A = Z + N
⇒ Isótopos: nos atômicos iguais e diferentes massas atômicas.
⇒ Isóbaros: massas atômicas iguais e diferentes nos atômicos.
⇒ Isótonos: nos de nêutrons iguais.
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⇒ Elétrons (e-): - componente do átomo com carga negativa


de 1,6 x 10-19C;
- apresentam-se em órbitas;
- podem ser e- de valência, se na última camada;
- podem gerar cátions ou ânions.

Os e- mais afastados do núcleo determinam:


- propriedades químicas;
- natureza das ligações interatômicas;
- controlam tamanho do átomo, condutividade elétrica;
- influencia nas características ópticas.
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2.3. ESTRUTURA DOS ÁTOMOS


Números quânticos
NÚMERO QUÂNTICO PRINCIPAL (n):
representa os níveis principais de energia (K, L M, N,
O, P e Q) para o elétron pode ser imaginado como uma
camada no espaço onde a probabilidade de encontrar
um elétron com valor particular de n é muito alta.
Características direcionais dos orbitais s, p e d

NÚMERO QUÂNTICO SECUNDÁRIO (l):


especifica subníveis de energia dentro de um nível de s px py
energia, também especifica uma subcamada onde a
probabilidade de se encontrar o elétron é bastante
elevada. dx2y2
pz dx2

l= 0 1 2 3
l= s p d f dxy dxz dxy
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Números quânticos
NÚMERO QUÂNTICO MAGNÉTICO (ml):
especifica a orientação espacial de um orbital atômico e tem
pouco efeito na energia do elétron. Depende do valor de l. GENERICAMENTE
ml = 2l + 1

NÚMERO QUÂNTICO DO SPIN DO ELÉTRON (m


(ms):
especifica as duas condições permitidas para um elétron girar em torno de
seu próprio eixo. As direções são no sentido horário e anti-horário.

VALORES PERMITIDOS
+ 1/2 e -1/2
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2.4. COMPRIMENTO, FORCA E ENERGIA


DE LIGACAO

Representação tetraédrica
dos diferentes tipos de
ligações que ocorrem entre
os materiais.
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Comprimento de ligação
 A distância entre 2 átomos é
determinada pelo balanço das
forças atrativas e repulsivas
 As forças atrativas variam
com o quadrado da distância
entre os 2 átomos
 As forças repulsivas variam
inversamente proporcional a
distância interatômica
 Quando a soma das forças
atrativas e repulsivas é zero,
a distância entre os átomos
está em equilíbrio.
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Força de ligação

 É a soma das forças atrativas e r é a distância interatômica


z1 e z2 são as valências dos 2 tipos de
repulsivas entre os átomos íons
e é a carga do elétron (1,602x10-19 C)
Fatração= - Z1Z2e2
ε 0 é a permissividade elétrica no vácuo
πε 0r2
4πε
(8,85x10-12 C2/N.m2)
n e b são constantes
Frepulsão = - nb
rn+1

Fresultante= - Z1Z2e2 - nb
πε 0r2 rn+1
4πε
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Força de ligação
 No ponto de equilíbrio a soma
das duas forças é
∴ Fresultante = 0
zero∴
 Quando os átomos se
aproximam as forças de
atração e repulsão aumentam Fatração > Frepulsão
(mas as forças de repulsão Fatração < Frepulsão
aumentam bem mais)
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Força de ligação
 Inclinação da curva no ponto de equilíbrio força necessária para separar os átomos
 Corresponde ao módulo de elasticidade (E) que é a inclinação da curva σ x ε
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Energia de ligação

 É a mínima energia necessária para formar ou romper uma ligação.


 Estão relacionados com a energia de ligação propriedades como:
- módulo de elasticidade;
- coeficiente de expansão térmica;
- ponto de fusão;
- calor latente
- resistência mecânica

Energia de ligação x distância


interatômica na ligação do H–H
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Energia de ligação

 Quando energia é fornecida a um material, a vibração


térmica faz com que os átomos oscilem próximos ao estado
de equilíbrio.
 Devido a assimetria da curva de energia de ligação x
distância interatômica, a distância média entre os átomos
aumenta com o aumento da temperatura.
 Normalmente quanto mais estreito e profundo o mínimo de
potencial, menor é o coeficiente de expansão térmica do
material
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⇒ Correlação entre α e a energia de ligação (EL)

(a) EL x r: aumento na separação interatômica com o aumento da temperatura.


Com o aquecimento, a separação interatômica aumenta de r0 para r1, para r2.
(b) Para uma curva hipotética de EL x r: simetria.
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Energia de ligação
 Quanto mais profundo o poço de energia maior a temperatura de fusão do material;
 Devido às forças de repulsão aumentarem muito mais com a aproximação dos
átomos a curva não é simétrica. Por isso, a maioria dos materiais tendem a se expandir
quando aquecidos.
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LIGAÇÕES ENTRE ÁTOMOS


Introdução
Importância
• O tipo de ligação interatômica geralmente explica a
propriedade do material.

Ex.: o carbono pode existir na forma de grafite que é


“mole”, escuro e “gorduroso” e na forma de
diamante que é extremamente duro e brilhante.
Essa disparidade nas propriedades começa pelo tipo
de ligação química do carbono em cada um dos
casos.
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2.5 LIGAÇÕES PRIMÁRIAS ENTRE ÁTOMOS


Para um elemento adquirir a configuração estável de 8e- na
última camada ele pode:

(1) receber e- extras formando íons + ou -


(2) ceder e-
(3) compartilhar e- associação entre átomos

Ligações Primárias Fortes Iônicas


Covalentes
Metálicas
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Ligações iônicas
 Os elétrons de valência são
transferidos entre átomos
• Iônica produzindo íons
 Forma-se com átomos de
diferentes eletronegatividades
(alta e baixa)
 A ligação iônica não é direcional,
a atração é mútua
 A ligação é forte = 150-300
Kcal/mol (por isso o Ponto de
Fusão dos materiais com esse
tipo de ligação é geralmente alto)
 Ex. materiais cerâmicos
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inert gases
give up 1e
give up 2e

accept 2e
accept 1e
give up 3e
Metal

Nonmetal
H He
Li Be Intermediate Ne
O F
Na Mg S Cl Ar
K Ca Sc Se Br Kr
Rb Sr Y Te I Xe
Cs Ba Po At Rn
Fr Ra

Elementos
Elementos eletronegativos:
eletropositivos: Adquirem elétrons para
Doam elétrons tornar-se - iônico.
para tornar-se + 26
iônico.
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Ligações iônicas

• Forças atrativas eletrostáticas entre os átomos: não-direcional


átomos no material iônico: todos os íons positivos têm como vizinho mais
próximo íons negativos forças atrativas
iguais em todas as
direções

• A magnitude da força obedece a Lei de Coulomb


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Ligações iônicas
Lei de Coulomb:
A força com que duas cargas se atraem ou se repelem é
proporcional às cargas e inversamente proporcional ao quadrado
da distância que as separa. Assim, se a distância entre duas
cargas é dobrada, a força de uma sobre a outra é reduzida a um
quarto da força original.
Forças atrativas
r: é a distância interatômica
z1 e z2: são as valências dos 2 tipos de
íons
e: carga do elétron (1,602x10-19 C)
ε 0: permissividade elétrica no vácuo
(8,85x10-12 C2/N.m2 )
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Propriedades de compostos iônicos


Ligações iônicas
• Os íons em um sólido iônico são ordenados na rede,
formando uma forte atração elétrica entre eles

• Sais e óxidos metálicos são tipicamente compostos


iônicos.

• A forte ligação é responsável por:


- Elevada dureza (se frágil)
- Elevado pontos de fusão e ebulição
- Cristalinos sólidos a Tambiente
- Podem ser solúveis em água

• Os sólidos cristalinos não conduzem


eletricidade, pois os íons não estão
livres para mover-se e transportar
corrente elétrica.
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Ligações iônicas
Em resumo:
•Atração mútua de cargas + e -
•Envolve o tamanho de íons
•Elementos menos eletronegativos: cedem e- cátions
•Elementos mais eletronegativos: recebem e- ânions
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Ligações covalentes
 Os elétrons de valência são
• Covalente compartilhados A
ligação covalente é direcional
 Forma-se com átomos de alta
eletronegatividade
 A ligação covalente é forte
(um pouco menos que a
iônica) = 125-300 Kcal/mol
 Esse tipo de ligação é comum
em compostos orgânicos, por
exemplo em materiais
poliméricos e diamante.
Tipo de simetria em
ligações covalentes
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Ligações covalentes
•Compostos covalentes unidades individuais: moléculas
Molécula simples: pequeno grupo de átomos ligados por forças covalentes.
Propriedades:
- Podem ser líquidos ou sólidos (não cristalinos) a Tambiente
- Isolantes elétricos – conduzem mal a eletricidade devido a ausência de
elétrons (ou íons) livres. Ex. polímeros de um modo geral
Apresentam baixo ponto de fusão e ebulição: forças entre átomos são fortes,
mas as forças entre moléculas são fracas e facilmente quebradas no aquecimento.

Macromolécula: moléculas grandes com um grande número de átomos ligados


covalentemente em uma estrutura contínua. Propriedades:
- Sólidos com alto ponto de fusão: elementos podem formar ligações simples
com outros átomos, formando uma estrutura muito estável. Ex. diamante
- Cristalinos, freqüentemente
- Não conduzem eletricidade (exceção Cgrafite): elétrons não estão livres
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Ligações covalentes
Diamante macromolécula (Tf ~ 3550°C)
•C Cristais geralmente octaédricos, mas podem ser cúbicos ou dodecaédricos
Ex. centro de um tetraedro regular formado de outros quatro carbonos
• Estrutura contínua em cada cristal
• ↑Dureza do diamante trincar um diamante significa quebrar milhões de ligações
covalentes
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Fração covalente
♦ Muito poucos compostos exibem ligação iônica e
covalente puras. Ex. muitos cerâmicos e
semicondutores são formados por metais e não-
metais mistura de ligações iônicas e
covalentes.
♦ A maioria das ligações iônicas tem um certo grau de
ligação covalente e vice–versa transferem e
compartilham elétrons.
♦ O grau do tipo de ligação depende da
eletronegadividade dos átomos constituintes [quanto
maior a diferença de eletronegatividade entre os
átomos maior o caráter iônico (FI – fração iônica)].
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Fração covalente
onde ∆ E é a diferença nas eletronegatividades dos átomos
FC = exp (- 0,25 ∆ E2) Ex: SiO2 ESi= 1,8 EO= 3,5
FC: Fração covalente = 0,486= 48,6%
FI: Fração iônica FI = 1 – FC
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Ligações covalentes
Em resumo:
• Usufruto de um par de elétrons comum
• Pode ser coordenada ou dativa
• Covalência entre ametais (Ex. F2, O2, Cl2)
• Covalência poliatômica (Ex. metano)
Par de elétrons não
ligados

Metano Amônia
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Ligações metálicas
 Forma-se com átomos de baixa
eletronegatividade (atração entre íons
positivos e e- livres)
• Metálica  Os elétrons de valência são divididos
por todos os átomos (não estão
ligados a nenhum átomo em
particular) e assim eles estão livres
para conduzir
 A ligação metálica não é direcional
porque os elétrons livres protegem o
átomo carregado positivamente das
forças repulsivas eletrostáticas
 A ligação metálica é forte (um pouco
menos que a iônica e covalente) = 20-
200 Kcal/mol
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Ligações metálicas
• Elétrons externos dos átomos do metal estão livres para mover-se entre os centros positivos

junção eletrônica determinam propriedades

• Força elétrica de atração entre elétrons móveis e imóveis ligação metálica.


Forte ligação resulta em: materiais densos, fortes com alto ponto de fusão e ebulição

• Metais - bons condutores de eletricidade: elétrons livres são transportadores de


carga e corrente elétrica, quando uma
ddp é aplicada na peça metálica.
- bons condutores de calor: choques de elétrons livre, transferindo Ec
- a superfície metálica pode ser facilmente manchada por elementos
químicos ou sofrer corrosão (oxidação) Nuvem de e-
íons Íons de Cu2+

mar de
elétrons
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Cr2O3

sistema cristalino romboédrico com base


hexagonal

Cr
O

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2.6 LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS


Introdução
As ligações secundárias existem virtualmente entre todos os átomos
ou moléculas. Contudo, ela fica mais evidente nos gases inertes e em
moléculas com ligação covalente.
Resultam de forças atrativas entre dipolos elétricos

Um dipolo elétrico existirá sempre que houver alguma separação entre as frações positiva
e negativa de um átomo ou molécula.
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Forças de van der Waals

van der Waals • São ligações de natureza física


• A polarização (formação de
dipolos elétricos) devido a
estrutura da ligação produz
forças atrativas e repulsivas
entre átomos e moléculas
• A ligação de van der Waals não
é direcional
• A ligação é fraca < 10 Kcal/mol
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Pontes de Hidrogênio
• Ocorre em moléculas onde o H está
Ponte de Hidrogênio ligado covalentemente ao F (HF), O
(H2O) e N (NH3).
•Molécula polar é uma molécula em que
as polaridades das ligações individuais
não se cancelam. Ou seja, há nelas uma
distorção elétrica que dá origem a um
dipolo, isto é, existe uma área na
molécula com predominância de carga
positiva e outra com carga negativa.
•As moléculas da água são polares, o
que torna a água um dos solventes
mais importantes da natureza.
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2.7 RESUMO DAS LIGAÇÕES

IÔNICA COVALENTE METÁLICA SECUNDÁRIAS


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Comparação entre o tipo de ligação e propriedades esperadas

Iônica Covalente Metálica Intermolecular

Intensidade moderada e
de ligação
forte muito forte fraca
variável
baixa a
Dureza moderada a alta muito duro, frágil moderada; dúctil mole e plástico
e maleável
Condutivi- condução por transporte bom condutor isolantes no
isolante em sólido
dade de íons, somente por tramnsporte estado sólido e
e líquido
elétrica quando dissociado de elétrons líquido
Ponto de
moderado a alto baixo geralmente alto baixo
fusão (exceção do diamante)
solúveis em
Solubilida- solúvel em solventes solubilidade muito
insolúveis solventes
de polares baixa
orgânicos
diamante,
gelo,sólidos
oxigênio, Cu, Ag, Au,
Exemplos muitos minerais orgânicos
moléculas outros metais
(cristais)
orgânicas