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Lei 13.

718/2018

Importunação sexual LEI Nº 13.715, DE 24 DE SETEMBRO DE 2018.

Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a Lei nº
objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), e a Lei nº
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para dispor sobre hipóteses de
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. perda do poder familiar pelo autor de determinados crimes contra outrem
igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro
“Art. 217-A. descendente.

§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se


independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exercício do
relações sexuais anteriormente ao crime.” (NR) cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

“Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de Art. 1o Esta Lei altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de
sexo ou de pornografia “ 1940 (Código Penal), a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e
do Adolescente), e a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para
dispor sobre hipóteses de perda do poder familiar pelo autor de determinados
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda,
crimes contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho,
distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de
filha ou outro descendente.
comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo
ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de
vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento
da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: Art. 2º O inciso II do caput do art. 92 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro
de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais
grave.
“Art. 92. ..............
Aumento de pena
II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela nos
§ 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se o crime é crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente
praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou
a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação.
contra tutelado ou curatelado;.........” (NR)

Exclusão de ilicitude
Art. 3º O § 2º do art. 23 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
§ 2º Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput deste Criança e do Adolescente), passa a vigorar com a seguinte redação:
artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou acadêmica
com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada
sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) anos.” “Art. 23. ..........

“Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se
mediante ação penal pública incondicionada. § 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder
familiar, exceto na hipótese de condenação por crime doloso sujeito à pena de
Parágrafo único. (Revogado).” (NR) reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra
filho, filha ou outro descendente.” (NR)
“Art. 226. ..............................................................

II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, Art. 4º O art. 1.638 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), passa
cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;

.............. “Art. 1.638. ..............................................................

IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado:


Parágrafo único. Perderá também por ato judicial o poder familiar aquele que:
Estupro coletivo

a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes; I – praticar contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar:

Estupro corretivo
a) homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza grave ou seguida de morte,
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima. ” (NR) quando se tratar de crime doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou
menosprezo ou discriminação à condição de mulher;
“Art. 234-A. ...........................................................

b) estupro ou outro crime contra a dignidade sexual sujeito à pena de reclusão;


III - de metade a 2/3 (dois terços), se do crime resulta gravidez;

IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o agente transmite à vítima doença
II – praticar contra filho, filha ou outro descendente:
sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador, ou se a
vítima é idosa ou pessoa com deficiência. ”(NR)
a) homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza grave ou seguida de morte,
Art. 3º Revogam-se:
quando se tratar de crime doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou
menosprezo ou discriminação à condição de mulher;
I - o parágrafo único do art. 225 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de
1940 (Código Penal);
b) estupro, estupro de vulnerável ou outro crime contra a dignidade sexual sujeito
II - o art. 61 do Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das à pena de reclusão.” (NR)
Contravenções Penais).

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
LEI Nº 13.721, DE 2 DE OUTUBRO DE 2018. LEI Nº 13.714, DE 24 DE AGOSTO DE 2018

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu Altera a Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, para dispor sobre a
sanciono a seguinte Lei: responsabilidade de normatizar e padronizar a identidade visual do Sistema Único
de Assistência Social (Suas) e para assegurar o acesso das famílias e indivíduos em
situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal à atenção integral à saúde.
Art. 1º Esta Lei altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de
Processo Penal), para estabelecer que será dada prioridade à realização do exame
de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva violência doméstica e Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
familiar contra mulher ou violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa
com deficiência.
Art. 1º O art. 6º da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, passa a vigorar
acrescido dos seguintes §§ 4º e 5º:
Art. 2º O art. 158 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de
Processo Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 6º ................................................................................

“Art. 158. ..................................................................


§ 4º Cabe à instância coordenadora da Política Nacional de Assistência Social
normatizar e padronizar o emprego e a divulgação da identidade visual do Suas.
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo de delito
quando se tratar de crime que envolva:
§ 5º A identidade visual do Suas deverá prevalecer na identificação de unidades
públicas estatais, entidades e organizações de assistência social, serviços,
I - Violência doméstica e familiar contra mulher; programas, projetos e benefícios vinculados ao Suas." (NR)

II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. ” (NR) Art. 2º O art. 19 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, passa a vigorar
acrescido do seguinte parágrafo único:

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


"Art. 19. ..............................................................................

Parágrafo único. A atenção integral à saúde, inclusive a dispensação de


medicamentos e produtos de interesse para a saúde, às famílias e indivíduos em
situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, dar-
se-á independentemente da apresentação de documentos que comprovem
domicílio ou inscrição no cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS), em
consonância com a diretriz de articulação das ações de assistência social e de
saúde a que se refere o inciso XII deste artigo." (NR)

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 1º A Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, passa a vigorar acrescida do


seguinte art. 12-A:

"Art. 12-A. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para
a prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos,
computar-se-ão somente os dias úteis."