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Teste 1

Duração: 90 min
NOME ___________________________________________________ Turma______ Número______

Consulte a Tabela Periódica, uma tabela de constantes ou um formulário sempre que necessário.
Nos itens de escolha múltipla selecione a letra da única opção que permite obter uma afirmação correta ou responda
corretamente à questão formulada.
Nos itens de construção que envolvam cálculos numéricos é obrigatório apresentar todas as etapas de resolução.
Junto de cada item, entre parênteses, apresenta-se a respetiva pontuação.

GRUPO I

Tanto as nanopartículas de ouro como as nanopartículas de cobre já estão consideravelmente bem 29


caracterizadas e as suas aplicações são muito vastas, desde as industriais (como catalisadores) às Cu
farmacêuticas (como transportadores de fármacos no organismo). As nanopartículas de ouro com Cobre
diâmetros entre 2 e 3 nm apresentam propriedades notáveis, como a fotoluminescência. Já as 63,55
nanopartículas bimetálicas de uma liga de ouro-cobre apresentam fotoluminescência que pode ser 128 pm
ajustada alterando a composição da liga, não se encontrando, no entanto, tão bem estudadas. 79

Na prática, a observação destes fenómenos revela uma classe promissora de nanopartículas que Au
permite o desenvolvimento de metodologias de diagnóstico e de tratamento de algumas patologias. Ouro
196,97
Adaptado de http://www.spq.pt/magazines/BSPQ/662/article/30001876/pdf (acedido em setembro de 2016) 166 pm

1. (8p) Um átomo de ouro possui uma massa aproximadamente


(A) igual à massa de um átomo de cobre.
(B) 1,3 vezes maior do que a massa de um átomo de cobre.
(C) 3 vezes menor do que a massa de um átomo de cobre.
(D) 3 vezes maior do que a massa de um átomo de cobre.

2. (8p) O número aproximado de átomos de ouro que, colocados em linha reta, são necessários para perfazer
3 nm (o diâmetro de uma nanopartícula de ouro) é dado por

(A) 3  2 / 166
(B) 3  10−9  2 / (166  10−9)
(C) 3  10−9  2 / (166  10−12)
(D) 3  10−12  2 / (166  10−9)

3. (16p) Numa amostra de nanopartículas bimetálicas de ouro e cobre a fração molar de ouro é 0,65. Determine a
fração mássica de cobre presente na amostra referida.

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GRUPO II
Em 1814, Joseph Fraunhofer construiu um espetroscópio com o qual constatou que o espetro solar, na realidade,
contém centenas de linhas negras sobre um fundo colorido. Fraunhofer designou as linhas mais fortes pelas
letras do alfabeto, e mapeou 574 linhas entre a linha B (no vermelho) e a linha H (no violeta). Mais tarde,
descobriu-se que estas descontinuidades também existiam nas regiões não visíveis do espetro, e com a evolução
da instrumentação verificou-se que o número de linhas era bem maior, chegando a vários milhares.
Em 1859, da colaboração entre o químico Robert Wilhelm Bunsen e o físico Gustav Robert Kirchhoff resultou a
criação de um espetroscópio de alcance extraordinário. Graças a ele, Kirchhoff descobriu que duas linhas escuras
na zona amarela do espetro solar, chamadas de linhas D por Fraunhofer em 1814, coincidiam com as linhas do
espetro de emissão do sódio.
Adaptado de http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc03/historia.pdf (acedido a setembro de 2016)

1. (8p) Transcreva a afirmação do texto que se refere à identificação de elementos químicos existentes na
atmosfera solar.

2. (8p) Indique a cor das riscas D no espetro atómico de emissão do sódio, bem como a cor de fundo desse mesmo
espetro.

3. (8p) A risca C representada no espetro é a primeira risca na região visível do espetro de absorção do átomo de
hidrogénio. Entre que níveis energéticos ocorre a transição eletrónica correspondente a esta risca?
(A) De n = 1 para n = 2.
(B) De n = 2 para n = 1.
(C) De n = 2 para n = 3.
(D) De n = 3 para n = 2.

4. (16p) O diagrama seguinte apresenta os níveis de energia do


átomo de hidrogénio. Indique se a transição eletrónica
apresentada se trata de uma absorção ou emissão de
radiação, determine a variação de energia que ocorre no
átomo e a energia do fotão envolvido na referida
transição eletrónica.

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5. (8p) Um átomo de sódio (Z = 11) pode absorver radiação suficiente para ficar ionizado. Uma configuração
eletrónica possível para o ião mais estável de sódio no estado fundamental é
(A) 1s2 2s2 2p6 4s1
(B) 1s2 2s2 2p6
(C) 1s2 2s2 2p6 3s2
(D) 1s2 2s2 2p5 3s2

6. (8p) O átomo de um determinado elemento, no estado de energia mínima, apresenta a seguinte configuração
eletrónica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4. Pode afirmar-se que o número de eletrões de valência é
(A) 6, apresentando eletrões de valência desemparelhados.
(B) 6, apresentando todos os eletrões de valência emparelhados.
(C) 4, apresentando eletrões de valência desemparelhados.
(D) 4, apresentando todos os eletrões de valência emparelhados.

GRUPO III

O gráfico seguinte mostra a variação do raio atómico de alguns


elementos químicos em função do número atómico dos respetivos
elementos (as letras não representam símbolos químicos).

1. (8p) Os elementos químicos A a G encontram-se na Tabela Periódica:


(A) no mesmo grupo, ao longo do qual o raio atómico aumenta.
(B) no mesmo grupo, ao longo do qual o raio atómico diminui.
(C) no mesmo período, ao longo do qual o raio atómico aumenta.
(D) no mesmo período, ao longo do qual o raio atómico diminui.

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2. (8p) O elemento X pertence ao grupo 1 e ao 2.o período da Tabela Periódica. O ião mais provável que o
elemento X tem tendência a formar é o ião:
(A) X2−
(B) X−
(C) X+
(D) X2+

3. (8p) A energia de ionização do elemento Y é 1681 kJ/mol. Determine, em joules, a energia necessária para
remover o eletrão de valência mais energético de um só átomo de Y no estado fundamental.

4. (12p) Explique a diminuição do raio atómico que ocorre do elemento X até ao elemento Y.

5. (8p) Considerando a posição dos elementos enxofre, S, e oxigénio, O, na Tabela Periódica, selecione a
alternativa que completa corretamente a frase seguinte.
O enxofre e o oxigénio apresentam comportamento químico semelhante, porque…
(A) ... pertencem ao mesmo período da Tabela Periódica.
(B) ... apresentam valores muito baixos de energia de ionização.
(C) ... apresentam o mesmo número de eletrões de valência.
(D) ... apresentam valores muito semelhantes de raio atómico.

6. (8p) O elemento Y existe na natureza na forma de molécula diatómica, Y2. Uma amostra com 3 mol de Y2
apresenta

(A) 3 mol de átomos de Y.


(B) 1,8 × 1024 átomos de Y.
(C) 3,6 × 1024 moléculas de Y2.
(D) 3,6 × 1024 átomos de Y.

7. (8p) Um dos elementos do gráfico apresenta três isótopos com massas isotópicas relativas e abundâncias que
constam da tabela abaixo.

Massa isotópica
Abundância / %
relativa
Isótopo 1 38,96 93,26
Isótopo 2 39,96 0,0117
Isótopo 3 ? 6,73

A massa atómica relativa média do elemento é 39,098. A massa isotópica relativa do isótopo 3 é:

(A) inferior à do isótopo 1.


(B) superior à do isótopo 1.
(C) igual à massa atómica relativa média.
(D) inferior à massa atómica relativa média.

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GRUPO IV
A poluição atmosférica é prejudicial para a saúde e para o ambiente. Na Europa, as emissões de numerosos
poluentes atmosféricos diminuíram substancialmente durante as últimas décadas, conduzindo a uma melhoria
da qualidade do ar em toda a região. No entanto, as concentrações de poluentes atmosféricos ainda
permanecem demasiado elevadas e os problemas relacionados com a qualidade do ar persistem.
Hoje, o material particulado, o dióxido de nitrogénio, NO2, o óxido nitroso, N2O, e o ozono troposférico são
geralmente reconhecidos como os poluentes que afetam de forma mais significativa a saúde. A gravidade do
impacto da exposição prolongada e dos picos de exposição a estes poluentes varia, indo desde os danos
causados ao sistema respiratório até à morte prematura.

Adaptado de http://www.eea.europa.eu/pt/themes/air/intro (acedido em setembro de 2016)

Na tabela abaixo encontram-se valores das frações molares dos gases referidos, presentes numa amostra de ar
poluído.
Componente Fração molar

NO2 0,021
N2O 0,014
O3 0,006

1. (8p) Relativamente à informação apresentada acerca dos poluentes referidos, é possível afirmar que numa
amostra de ar poluído com

(A) 100 mol de gases existem 4,1 mol de poluentes.


(B) 100 mol de gases existem 4,1 g de poluentes.
(C) 1 kg existem 41 g de poluentes.
(D) 1 kg existem 41 mol de poluentes.

2. (16p) Determine a massa de óxido nitroso existente numa amostra de ar poluído com 35 mol de gases.
Apresente todas as etapas de resolução e o resultado com três algarismos significativos.

3. (8p) A percentagem molar de ozono presente no ar poluído é


(A) 0,006 (B) 0,6 (C) 0,006% (D) 0,6%

4. (8p) Nesta amostra de ar poluído, a massa de dióxido de nitrogénio é praticamente igual


(A) à massa de óxido nitroso.
(B) à massa de ozono.
(C) à diferença entre a massa de óxido nitroso e a massa de ozono.
(D) à soma da massa de óxido nitroso com a massa de ozono.

5. (12p) Determine a ordem de grandeza da massa de uma molécula de NO2 expressa em gramas.
Apresente todas as etapas de resolução.

FIM
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