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FARMACOLOGIA

CLÍNICA APLICADA
FARMACOLOGIA APLICADA
Tratamento Terapêutico
Remédio: Beta vulgaris L. in natura.
Chenopodiaceae.
Volume I

Fortaleza-Ceará-2019
Professor César Augusto Venâncio da Silva
Especialista em Farmacologia Clínica
1.a EDIÇÃO
2019
Especialista Professor César Augusto Venâncio da Silva

FARMACOLOGIA APLICADA
Tratamento Terapêutico
Remédio: Beta vulgaris L.
in natura. Chenopodiaceae.
Objetivo.
Esse é o primeiro livro da série “FARMACOLOGIA
APLICADA - Tratamento Terapêutico. Remédios”.
A produção da série de livros é destinada a exposição de
teorias e pesquisas do autor na indicação, formulação e
produção de remédios, onde se busca apontar
“tratamento in natura” para as mais diversas patologias
identificadas e que faz uso de medicamentos, pura
química.
O livro é destinado a discussão científica de
Farmacologia Clínica, em tempo que espera o autor
conseguir financiamento para a conclusão de seu
doutorado, cuja matrícula está temporariamente
suspensa por falta de verbas para bancar o curso e as
despesas dele decorrentes.
O autor já publicou diversos livros, tanto na editora e-
book, bem como em outros meios que podem ser
avaliados nos endereços:
foi destinado ao CURSO DE FARMÁCIA, TURMAS
III e IV(Ler mais: http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-
do-curso-de-farmacia-para-as-turmas-iii-e-iv-/).
Essa edição estreia a série: FARMACOLOGIA
APLICADA - Tratamento Terapêutico. Sendo este o
primeiro Volume, “Remédio: Beta vulgaris L. in natura.
Chenopodiaceae”. Volume I.
O autor já publicou várias obras com fins de fornecer
suporte aos discentes de diversos cursos, tendo suas
obras um contexto de “LIVRO BASE DE APOIO DE O
CURSO AUXILIAR DE FARMÁCIA”. Na primeira
edição foram impressos quatro mil e duzentos
exemplares, pela INTERNET no site:
http://inespeceducacaocontinuada.webnode.com/
http://radioinespec2013.yolasite.com/
A segunda edição teve um total 4567 exemplares
vendidos e baixados nos diversos sites, onde se pode
consultar no Google. A segunda edição está disponível
na INTERNET no site:
http://institutoinespec.webnode.com.br/.
Podendo ser baixado diretamente no link:
http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-
para-as-turmas-iii-e-iv-/
Ou e:
http://www.scribd.com/doc/125825298/Livro-Revisado-4-de-
Fevereiro
O livro foi destinado ao CURSO DE FARMÁCIA,
TURMAS III e IV.
Ler mais:
http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-
para-as-turmas-iii-e-iv-/.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Formação em
Auxiliar de Farmácia Hospitalar e Drogarias - Volume
III.
Na terceira edição, do livro no formato “e-book” tem
por objetivo geral proporcionar aos discentes do autor,
nas turmas V, VI e VII, que frequentam o Curso
Presencial e Semipresencial no EAD, uma base de
informações teóricas do conteúdo a ser ministrado em
salas de aulas, virtuais e presenciais. Essa base de
formação teórica se processa através de informações
científicas e atualizadas, dando aos profissionais, no
presente, e aos futuros auxiliares oportunidades de
revisão e fixação de aprendizagens sobre os fenômenos
sociais que classificam a compreensão da atividade da
assistência farmacêutica em suas várias dimensões.
Publicou-se ainda LIVRO E-BOOK – Tomo III
conjugado com o LIVRO E-BOOK da primeira edição,
de setembro de 2012, e o LIVRO E-BOOK da segunda
edição, de janeiro de 2013, produzido pelo autor para os
alunos do CURSO DE AUXILIAR DE FARMÁCIA do
ALTERNATIVO e do EAD-INESPEC, turmas I, II, III
e IV e para os alunos do projeto universidade virtual
OCW, onde o autor escreve e publica material didático
para os alunos dos cursos de farmácia, biologia,
psicologia e disciplinas do Curso de Medicina das
Universidades que adotam o sistema OCW. O Consórcio
Open Course Ware é uma colaboração de instituições de
ensino superior e organizações associadas de todo o
mundo, criando um corpo amplo e profundo de
conteúdo educacional aberto utilizando um modelo
compartilhado. O Open Course Ware (OCW) é uma
publicação digital gratuito e de código aberto por parte
de várias faculdades de alta qualidade e de nível
universitário, contém materiais educativos. Estes
materiais são organizados através de cursos, e muitas
vezes incluem Planejamento de Materiais e ferramentas
de avaliação, bem como conteúdo temático. Open
Course Ware está livre e abertamente licenciado,
acessível a qualquer pessoa, a qualquer hora através da
internet.
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

Capítulo I
Remédio: Beta vulgaris L. in natura.
Chenopodiaceae.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

I - Introdução.

1.1. - Remédios caseiros para pressão alta.

Existem muitas indicações de remédios caseiros


para pressão alta que podem ser usados de forma
prática no dia a dia e que tem mais uma função de
placebo do que efetivamente um remédio de
resultados. Por estas razões deixo de implementar
as informações por que não existem estudos
clínicos que confirmem a sua eficácia no controle
do problema. Até prova cientifica em contrário,
considero placebo (o autor) as seguintes
indicações:
a) Limão – Justificativo não provado mito. O
limão é fruta que mantém os vasos
sanguíneos menos rígidos, ajudando a
manter a pressão arterial mais baixa;
b) Alho - Justificativo não provado mito. O
alho, assim como o limão, ajuda a relaxar
os vasos sanguíneos e também estimula a
produção de óxido nítrico no organismo.
Além disso, o alho possui uma substância
chamada de alicina que auxilia no controle
do colesterol e que também estimula a
redução da pressão arterial;
c) Banana - Justificativo não provado mito.
Esta fruta possui muitos benefícios,
contendo alto teor de potássio e magnésio

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e ajudando na redução dos efeitos do


sódio;
d) Água de coco - Justificativo não provado
mito. A água de coco tem propriedades
diuréticas e também estimula a redução
dos níveis de sódio no organismo,
auxiliando no controle da pressão arterial;
e) Laranja - Justificativo não provado mito.
Esta fruta é rica em vitamina C e possui
propriedades diuréticas, auxiliando na
eliminação do sódio e na redução da
pressão arterial.
Antes de adotar qualquer terapia deste porte escute
o médico. Principalmente se o paciente já estiver
em tratamento de “prevenção” ou intervenção de
“Pressão Alta”.

1.2. - Pressão alta.

Hipertensão arterial é uma doença crônica


determinada por elevados níveis de pressão
sanguínea nas artérias, o que faz com que o
coração tenha que exercer um esforço maior do
que o normal para fazer circular o sangue através
dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea
envolve duas medidas, sistólica e diastólica,
referente ao período em que o músculo cardíaco
está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica).
A pressão normal em repouso situa-se entre os 100
e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90

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mmHg para a diastólica. Para que os valores sejam


fiáveis, a medida deve fazer-se após um período de
repouso de 5 a 10 minutos num ambiente calmo. A
largura da braçadeira deve corresponder a 2/3 do
comprimento do braço, com comprimento
suficiente para rodear bem todo o braço
envolvendo cerca de 80% deste. Uma braçadeira
muito estreita origina valores falsamente altos e
por sua vez uma larga demais estará na origem de
falsos negativos. A hipertensão arterial é um dos
principais fatores de risco para a ocorrência do
acidente vascular cerebral, tromboembólico ou
hemorrágico, enfarte agudo do miocárdio,
aneurisma arterial (por exemplo, aneurisma da
aorta), doença arterial periférica, além de ser uma
das causas de insuficiência renal crônica e
insuficiência cardíaca. Mesmo moderado, o
aumento da pressão sanguínea arterial está
associado à redução da esperança de vida.
Segundo a American Heart Association é a doença
crônica que ocasiona o maior número de consultas
nos sistemas de saúde, com um importantíssimo
impacto econômico e social (Referência bibliográfica:
Whitworth, JA; International Society of Hypertension
Writing Group. (Novembro 2003). "2003 World Health
Organization (WHO)/International Society of Hypertension
(ISH) statement on management of hypertension." (PDF)
(em inglês). J Hypertens 21 (11): 1983-92. PMID 14597836;
Smith, Liz. (Outubro 2005). "New AHA Recommendations
for Blood Pressure Measurement" (em inglês). Am Fam
Physician 72 (7): 1391-8; Chobanian, AV; Bakris GL, Black

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

HR, Cushman WC et al. (Dezembro 2003). "Seventh report


of the Joint National Committee on Prevention, Detection,
Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure." (em
inglês). Hypertension 42 (6): 1206-52.
DOI:10.1161/01.HYP.0000107251.49515.c2. PMID
14656957; Lloyd-Jones, Donald; Adams RJ, Brown TM,
Carnethon M et al. (Fevereiro 2010). "Heart disease and
stroke statistics--2010 update: a report from the American
Heart Association." (em inglês). Circulation 121 (7): e46-
e215. DOI:10.1161/CIRCULATIONAHA.109.192667.
PMID 20019324).

1.3. - Complicações.

A hipertensão é o fator de risco mais importante e


evitável nos casos de morte prematura à escala
mundial. Aumenta significativamente o risco de
cardiopatia isquêmica, acidentes vasculares
cerebrais, doença arterial periférica, e outras
doenças cardiovasculares, incluindo insuficiência
cardíaca, aneurisma da aorta, aterosclerose e
embolia pulmonar. A hipertensão arterial constitui
ainda um fator de risco para a insuficiência renal
crônica e para os transtornos cognitivos como
perturbações da memória e períodos de confusão e
mesmo demência. Outras complicações podem
ainda incluir retinopatia hipertensiva e nefropatia
hipertensiva(Referência bibliográfica: Fluid and
Electrolytes in the Aged, Andrew E. Luckey, MD; Cyrus J.
Parsa, MD; CG34 Hypertension - quick reference guide;
(2008) "Resistant hypertension: diagnosis, evaluation, and
treatment. A scientific statement from the American Heart
Association Professional Education Committee of the

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

Council for High Blood Pressure Research". Hypertension


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PMID 18391085; Global health risks: mortality and burden
of disease attributable to selected major risks; Lewington S,
Clarke R, Qizilbash N, Peto R, Collins R. . "Age-specific
relevance of usual blood pressure to vascular mortality: a
meta-analysis of individual data for one million adults in 61
prospective studies". Lancet 360. DOI:10.1016/S0140-
6736(02)11911-8. PMID 12493255; Singer DR, Kite A.
(2008). "Management of hypertension in peripheral arterial
disease: does the choice of drugs matter?". European
Journal of Vascular and Endovascular Surgery 35.
DOI:10.1016/j.ejvs.2008.01.007. PMID 18375152; (2009)
"Reactive oxygen species and dopamine receptor function in
essential hypertension". Clinical and Experimental
Hypertension 31. DOI:10.1080/10641960802621283. PMID
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P et al. (Janeiro 2005). "Global burden of hypertension:
analysis of worldwide data" (em inglês). Lancet 365 (9455):
217–23. DOI:10.1016/S0140-6736(05)17741-1. PMID
15652604; Incidência da hipertensão arterial em Portugal
(Porto). Página visitada em 01-01-2013; Arterial
hypertension in Poland in 2002 T Zdrojewski1, P
Szpakowski1, P Bandosz1, A Paja ogonk2, A Wie ogoncek3,
B Krupa-Wojciechowska3 and B Wyrzykowski3).

1.4. - Combinações de fármacos.

A maioria dos pacientes necessita de mais do que


um fármaco para controlar a hipertensão. As
orientações da JNC7 e ESH sugerem iniciar o
tratamento com dois fármacos quando a pressão
arterial for superior ao objetivo pretendido em 20
mmHg (160 mmHg) para a sistólica e 10 mmHg

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(99 mmHg) para a diastólica. As combinações


sugeridas são inibidor do sistema renina-
angiotensina-aldosterona com diuréticos ou
inibidores do sistema renina-angiotensina com
bloqueadores dos canais de cálcio.

1.5. – JNC VIII. As Diretrizes de Hipertensão


Arterial. Analise breve de cognição
comparativa das diretrizes Brasileira,
Europeia e Norte AMERICANA.

Recentemente, novas diretrizes foram publicadas a


respeito do manejo da hipertensão arterial, a
brasileira (agosto/2002), anorte-americana
(maio/2003) e a européia (junho/2003). Embora
todas tenham sido baseadas nas melhores
evidências disponíveis até o momento, existe uma
considerável diferença entre elas, o que levanta a
questão qual das recomendações estaria mais
correta e, consequentemente, deveria ser adotada
por médicos que lidam com hipertensão arterial,
principalmente os médicos não especializados.

1.5.1 – Iatrogenia.

Como pesquisador se busca entender as razões que


leva a Iatrogenia na medicina, sendo que esta se
refere a um estado de doença, efeitos adversos ou
complicações causadas por ou resultantes do
tratamento médico. Contudo, o termo deriva do

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grego iatros (médico, curandeiro) e genia (origem,


causa), pelo que pode aplicar-se tanto a efeitos
bons ou maus. O exercício da medicina é privativo
do médico inscrito no Conselho Federal de
Medicina, através de um dos seus Conselhos
Regional. Logo, ao Farmacologista Clínico não é
licito prescrever remédios ou medicamentos. Mais
a sua própria formação acadêmica o leva a se
estabelecer na consciência da formulação de
remédios e medicamentos, que obviamente só vai
ao mercado depois de atendidas as instruções da
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, a
ANVISA. Porém sem entrar no mérito da
iatrogenia médica nos erros de prescrições de
medicamentos para hipertensão por parte de
médicos bastante habilitado, podemos basicamente
questionar as diferenças de entendimentos nas
áreas de diagnóstico e classificação da hipertensão
arterial, abordagem dos demais fatores de risco
cardiovascular e escolha da terapia medicamentosa
inicial para o paciente hipertenso. Estas
particularidades devem ser levantadas mais
profundamente.

1.5.2 - Diagnóstico e classificação da


hipertensão arterial.

O pesquisador científico deve trabalhar sempre


dentro de perspectivas, e aqui neste contexto
podemos prosperar a perspectivas de abordagens

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

diferentes, em relação ao mesmo problema. O que


para o médico são situações frequentes na prática
clínica, reflexo bem representado nestes
comentários sobre as discrepâncias existentes entre
os vários consensos sobre hipertensão arterial.
Contudo, como na discussão de um caso clínico, a
prática é salutar, visto que a troca de ideias acaba
gerando novos pontos de vista, quando não os mais
corretos, ao menos colocam em dúvidas verdades
até então inquestionáveis, alavancando a evolução
da medicina.
Antes de iniciarmos a discussão, vejamos as
diferenças entre as classificações propostas pelas
diretrizes brasileiras, europeias e norte-americanas
(Tabelas Anexo I). A primeira dúvida que ocorre
ao analisarmos as classificações é a diagnóstica:
afinal, o que é pressão arterial normal?
Primeiramente, semanticamente falando, o termo
normal pode ser compreendido de várias maneiras,
indo desde a definição estatística baseada na
distribuição de uma variável biológica contínua
como a pressão arterial na população, neste caso o
termo normal teria o significado de o mais
comum/usual, até significados como o mais
desejado/ótimo, nesta situação a normalidade da
pressão arterial seria encarada como aquela que
representasse o menor risco cardiovascular para
um indivíduo. . Este último enfoque nos parece o
mais apropriado para estabelecer critérios de
normalidade e classificação da pressão arterial.

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Não podemos considerar prudente afirmar que


dentro da posição apresentada anteriormente existe
erro médico recorrente, considerando-se a contínua
relação entre o nível da pressão arterial e o risco
cardiovascular, qualquer definição e classificação
de hipertensão é meramente arbitrária. Esse
pensamento é proposto e o autor compartilha na
visão dos pesquisadores: Freitag MH, Vasan R.
What is normal blood pressure? Current Opin
Nephrol Hypertens. 2003; 2:285-92 e Prospective
Studies Collaboration. Age-specific relevance of
usual blood pressure to vascular mortality: a
meta-analisys of individual data for one million
adults in 61 prospective studies. Lancet. 2002;
360:1903-13.
Existem diferentes classes de drogas para reduzir a
PA, que agem em mecanismos distintos. O
tratamento da hipertensão deve ser
individualizado. A depender do perfil do paciente
hipertenso, algumas classes podem ser mais
adequadas que outras. Também é importante
ressaltar que muitas vezes se faz necessário
associar classes de medicações com mecanismos
distintos, pois essa estratégia possibilita uma maior
efetividade no controle da pressão arterial e na
proteção cardiovascular. Mais, a frente
apresentaremos alguns destes medicamentos. E no
contexto dissertativo apresentaremos a nossa
proposta de remédio para a prevenção, ou quem
sabe, tratamento de controle da síndrome.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

A hipertensão pode ser tratada com as chamadas


mudanças no estilo de vida (dieta saudável,
exercícios físicos, obtenção e manutenção do peso
ideal) e com remédios ou medicamentos. Todos os
pacientes com síndrome de hipertensão devem ser
orientados a adotar um estilo de vida saudável.
Mas a verdade, infelizmente, é que a maioria não
adota essas mudanças em suas vidas - e esse é um
dos motivos pelos quais boa parte dos hipertensos
também necessita de medicamentos ou remédios
para controlar adequadamente a pressão arterial.
Assim, é relevante refletir que a definição de uma
estratégia terapêutica para a hipertensão arterial
deve levar em conta não apenas os níveis da
pressão arterial (PA), mas todos os demais fatores
de risco, como sedentarismo, obesidade, estresse e
eventuais lesões provocadas pela hipertensão no
nosso corpo - cérebro, coração e rins, por exemplo.
Há, portanto, um equívoco em indicar o início do
tratamento com medicamentos levando-se em
conta apenas os valores da pressão arterial. É
possível, por exemplo, encontrarmos hipertensos
com pequenas elevações da PA e um risco
cardiovascular alto ou muito alto, a depender dos
fatores de risco e danos associados. É importante
que o paciente seja conhecido em todo o contexto
da síndrome da hipertensão e da eventual
existência de uma doença em caso concreto.
Atenção aos leitores não especialistas, que neste
momento estão a ler o presente trabalho. Somente

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o médico é o profissional adequado para lhe


orientar dentro do contexto da síndrome da
hipertensão.

1.5.2.1 - Riscos do uso inadequado.

Esse é um dos grandes problemas no tratamento da


hipertensão. A falta de adesão ao tratamento e o
conceito errôneo de que uma vez que a pressão
arterial esteja controlada, a medicação pode ser
suspensa. Um paciente hipertenso que suspende a
sua medicação está sujeito aos riscos de uma
elevação súbita da pressão em algumas situações,
como no estresse, além dos riscos crônicos que os
níveis pressóricos elevados provocam (AVC,
Infarto Agudo do Miocárdio, Doença Renal
Crônica e Insuficiência Cardíaca).

1.5.3 – A Hipertensão Arterial. Impactos


funcionais.

A repercussão da hipertensão arterial nos


diferentes órgãos. As combinações aceitáveis são
antagonistas dos receptores da angiotensina
IIs+IECAs, antagonistas dos receptores da
angiotensina IIs ou IECAs+ Bloqueadores beta; se
necessário juntar a estas duplas terapêuticas um
diurético. As associações de bloqueadores dos
canais de cálcio com diuréticos, bloqueadores de
canais de cálcio à base de diidropiridina com

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bloqueadores betas, ou bloqueadores dos canais de


cálcio à base de diidropiridina com diltiazem são
menos eficazes e acompanham-se de efeitos
colaterais já mencionados. As combinações
inaceitáveis são o triplo bloqueio, por exemplo,
antagonistas dos receptores da angiotensina IIs +
IECAs + beta bloqueadores. Devido ao elevado
risco de insuficiência renal aguda, deve ser evitada
sempre que possível à combinação de um inibidor
da enzima de conversão da angiotensina ou
antagonista do receptor da angiotensina II com
anti-inflamatórios não esteróides, sobretudo
inibidores seletivos da COX-2 ou medicamentos
de venda livre como o ibuprofeno. Estão
disponíveis no mercado embalagens com
combinações fixas de duas classes de fármacos
que, embora possíveis de usar por qualquer pessoa,
devem ser reservados para aqueles que já tenham
sido sujeitos a uma terapêutica à base de um
fármaco único. Após exclusão de arteriopatia com
calcificações da parede arterial, que falseiam a
medição correta da pressão arterial, a hipertensão
classifica-se como "resistente" quando a
medicação se mostra incapaz de diminuí-la para
níveis normais(Referência bibliográfica: von
Recklinghausen, em Circulation of the Blood Men & Ideas,
Alfred P. Fishman & Dckinson W. Richards. [S.l.]: New York
Oxford University Press; von Basch, em Circulation of the
Blood Men & Ideas, Alfred P. Fishman & Dckinson W.
Richards. [S.l.]: New York Oxford University Press; Sir
Thomas Clifford Allbutt. Página visitada em 02-01-2013;

21
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

Henri Huchard (em espanhol). Página visitada em 02-01-


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trends and milestones in hypertension research: a model of
the process of translational research" (em inglês).
Hypertension 58 (4): 522–38.
DOI:DOI:10.1161/HYPERTENSIONAHA.111.177766. PMID
21859967; From blood pressure to hypertension: the history
of research. Página visitada em 13-01-2013; Esunge PM.
(Outubro 1991). "From blood pressure to hypertension: the
history of research". J R Soc Med 84 (10): 621. PMID
1744849; Dustan HP, Roccella EJ, Garrison HH. (1996).
"Controlling hypertension. A research success story".
JAMAInternal Medecine 156. PMID 8823146; Robert
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as novel diuretics". J. Am. Chem. Soc. 79 (8).
DOI:10.1021/ja01565a079; Burt, Vicki L; Cutler JA, Higgins
M, Horan MJ et al. (Julho 1995). "Trends in the prevalence,
awareness, treatment, and control of hypertension in the adult
US population. Data from the health examination surveys,
1960 to 1991" (em inglês). Hypertension 26 (1): 60-9.
DOI:10.1161/01.HYP.26.1.60. PMID 7607734;
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Cardiology 23 (7): 517–9. DOI:10.1016/S0828-
282X(07)70795-X. PMID 17534457; Chockalingam, A.
(Junho 2008). "World Hypertension Day and global
awareness" (em inglês). Canadian Journal of Cardiology 24
(6): 441-4. DOI:10.1016/S0828-282X(08)70617-2. PMID
18548140; Alcocer, L; Cueto L. (Junho 2008). "Hypertension,
a health economics perspective" (em inglês). Therapeutic
Advances in Cardiovascular Disease 2 (3): 147-55.
DOI:10.1177/1753944708090572. PMID 19124418; Elliott,
William J. (Outubro 2003). "The Economic Impact of
Hypertension" (em inglês). The Journal of Clinical
Hypertension 5 (4): 3-13. DOI:10.1111/j.1524-
6175.2003.02463.x. PMID 12826765; Coca, A. (2008).

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

"Economic benefits of treating high-risk hypertension with


angiotensin II receptor antagonists (blockers)" (em inglês).
Clinical Drug Investigation 28 (4): 211-20.
DOI:10.2165/00044011-200828040-00002. PMID
18345711).

1.5.4 – O sal faz subir a Pressão Arterial.

Por que o sal faz subir a pressão arterial?


Porque ele aumenta o volume de sangue dentro das
veias e artérias. Isso acontece devido a uma
característica química do cloreto de sódio (o sal de
cozinha): ele atrai as moléculas de água para si.
Quando se ingere quantidade elevada de sal, essa
substância se acumula na corrente sanguínea e no
fluido extracelular – fora das células do corpo. O
sódio aumenta a afinidade desses fluidos com a
água e o organismo, por sua vez, tem que preservar
a proporção habitual entre ela e o sal nesse espaço
extracelular: é o que a ciência cognomina de
equilíbrio osmótico. Para manter o equilíbrio, o
corpo acaba retendo mais água e essa absorção faz
aumentar a quantidade de sangue circulando nos
vasos. Isso eleva a pressão arterial no humano.
Para poder suprir o corpo de água, existem duas
formas. A primeira e tomar água em quantidade
segura – para que seja rapidamente absorvida.
Caso isso não ocorra, a segunda entra em ação
naturalmente: hormônios antidiuréticos (que
impedem a produção de urina) são liberados pelo
cérebro, fazendo os rins reterem mais água. Por

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

isso a pessoa sente mais sede quando ingere


alimentos muito salgados.

1.5.5 – Sódio, Cloreto de Sódio e Saluráticos.

1.5.5.1 – Sódio.

O sódio é um elemento químico de símbolo Na


(Natrium em latim), de número atômico 11 (11
prótons e 11 elétrons) e massa atômica 23 u. É um
metal alcalino, sólido na temperatura ambiente,
macio, untuoso, de coloração branca, ligeiramente
prateada. Foi isolado em 1807 por Sir Humphry
Davy por meio da eletrólise da soda cáustica
fundida (se a eletrólise for feita com solução de
soda cáustica, irá obter hidrogênio e oxigênio
apenas). O sódio metálico emprega-se em síntese
orgânica como agente redutor. É também
componente do cloreto de sódio (NaCl) necessário
para a vida. É um elemento químico essencial.

1.5.5.2 – Importância biológica. Etimologia.

Veremos nos textos as mais diversas variantes ião,


íon, ionte, iônio, iono e ion provêm do grego íon,
particípio presente de ienai, "vai", ou seja, "o que
vai, indo". "Anion" e "cátion" significam "o que
vai para cima" e "o que vai para baixo",
respectivamente, e "ânodo" e "cátodo" significam
"caminho para cima" e "caminho para baixo"

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

(hodos = estrada, caminho). O sódio é um


elemento biológico essencial aos animais
superiores, estando presente em quantidades
significativas nos seres vivos, em particular no
meio extracelular. O transporte de iões através das
membranas celulares, a regulação da pressão
osmótica dentro da célula, a transmissão de
impulsos nervosos através do mecanismo bomba
de sódio Tooltip e outras funções eletrofisiológicas
são devidas à diferença na relação de
concentrações sódio/potássio nos fluidos
intercelulares e extracelulares. O sódio tem ainda
um papel importante nas contrações musculares e
na absorção de nutrientes pelas células.
A eliminação do ião (átomo - é a menor partícula
em que se pode dividir um elemento, exibindo
ainda todas as características típicas do
comportamento químico desse elemento -, ou
grupo de átomos, que captam ou perdem um ou
mais elétrons) sódio do corpo é feita através do
suor e da urina. A sede, cãibras musculares ou
alguns distúrbios mentais evidenciam a deficiência
do ião sódio. No corpo dos animais não existem
reservas de iões sódio, levando a que a sua perda
acima de um determinado valor ponha em risco o
correto funcionamento celular. Graves sintomas ou
mesmo a morte podem ser consequências da
privação deste ião (Atenção: Um íon, em língua
portuguesa brasileira “PB”, é a mesma coisa em
língua portuguesa de Portugal “PE”, ou seja, ião -

25
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

é uma espécie química eletricamente carregada,


geralmente um átomo ou molécula que perdeu ou
ganhou um ou mais elétrons. Íons carregados
negativamente são conhecidos como ânions(PB),
aniões(PE) ou até mesmo como íon negativo - que
são atraídos para ânodos -, enquanto íons com
carga positiva são denominados cátions PB,
catiões PE, ou íon positivo (que são atraídos por
cátodos) cuja concentração plasmática normal se
situa entre os 135 e os 145 mM de sangue. O
sódio é um dos elementos mais comuns na
Natureza. Apesar de o Universo ser essencialmente
constituído por hidrogênio e hélio, o sódio está
entre os mais comuns dos restantes elementos.
Está presente em grande quantidade em muitas
estrelas, incluindo no Sol, sendo em grande parte
responsável pela tonalidade amarela da luz por ele
emitida. Na terra o sódio está entre os 5 elementos
mais abundantes, constituindo cerca de 2.6% em
massa da crosta terrestre. Na crosta terrestre
apresenta-se sob a forma de vários compostos,
incluindo o cloreto de sódio e o carbonato de sódio
e de diversos minerais, como a sodalite, um zeólito
natural bastante comum. O sódio tem um papel
importante no balanço hídrico da água corporal.
Nos mamíferos, a diminuição da pressão arterial e
da concentração de sódio no sangue é detectada
pelos rins, resultando na produção de renina, um
hormônio que atua de várias formas, sendo uma
delas a liberação indireta de aldosterona, um

26
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

hormônio que diminui a excreção de sódio na


urina, e consequentemente provoca retenção de
sódio e água. Por outro lado, a vasopressina atua
diminuindo a concentração sanguínea de sódio,
pois somente atua na retenção de água corporal,
também a nível renal. A vasopressina é o principal
hormônio no controle da natremia (concentração
plasmática de sódio).

1.5.5.3 – Manutenção do potencial elétrico da


membrana celular.

Os cátions de sódio são importantes para a correta


função dos neurônios e de diversas outras células
animais. O sódio é o principal cátion do líquido
extracelular (líquido corporal que está fora das
células), onde está numa concentração muito maior
do que no compartimento intracelular. Essa
diferença de concentração se deve principalmente
à existência da bomba de sódio e potássio, e são
esses dois eletrólitos os maiores responsáveis pelo
potencial de ação celular em animais.

1.5.5.4 – Alerta.

Na forma metálica o sódio é explosivo, em água é


venenoso quando combinado com muitos outros
elementos. O metal deve ser sempre manipulado
com muito cuidado e, armazenado em atmosfera
ou fluidos inertes (normalmente se usam os

27
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

hidrocarbonetos desidratados, como o querosene)


evitando o contato com a água e outras substâncias
com os quais o sódio reage. O uso de óculos de
proteção é sempre necessário, pois seus estilhaços,
se houverem, podem reagir violentamente com o
fluido lacrimal. Em caso de contato com a pele,
jamais deve lavar-se com água, mas sim com
álcool, até a completa remoção do metal e
posteriormente, tratar como uma queimadura por
álcali cáustico, como o hidróxido de sódio. Sua
eliminação é sempre feita em álcool etílico, com o
qual reage lentamente, formando alcoolato que
posteriormente pode ser eliminado com água numa
reação muito menos enérgica.

1.5.5.5 – Cloreto de Sódio.

O cloreto de sódio, popularmente conhecido como


sal ou sal de cozinha, é uma substância largamente
utilizada formada na proporção de um átomo de
cloro para cada átomo de sódio. A sua fórmula
química é NaCl. O sal é essencial para a vida
animal e é também um importante conservante de
alimentos e um popular tempero. O sal é
produzido em diversas formas: sal não refinado
(como o sal marinho), sal refinado (sal de
cozinha), e sal iodado. É um sólido cristalino e
branco nas condições normais. Cloreto de sódio e
íons é os dois principais componentes do sal, são
necessárias para a sobrevivência de todos os seres

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

vivos, incluindo os seres humanos. O sal está


envolvido na regulação da quantidade de água do
organismo. O aumento excessivo de sal causa risco
de problemas de saúde como pressão alta.

1.5.5.6 – Aplicações.

Embora a maioria das pessoas esteja familiarizada


com os vários usos do sal na culinária, desconhece
que a substância é utilizada em várias outras
aplicações, como a manufatura de papel e a
produção de sabão e detergentes. No norte dos
Estados Unidos e na Europa, grandes quantidades
de sal são utilizadas para limpar as rodovias do
gelo durante o Inverno. É utilizado em larga escala
na produção de hidróxido de sódio, cloro,
hidrogênio e indiretamente ácido clorídrico por
eletrólise de sua solução aquosa (processo cloro-
álcali). O sal também é utilizado para a produção
de gás cloro e de sódio metálico, através da
eletrólise ígnea. Além disso, este mineral é o de
maior utilidade aplicada entre todos, sendo
utilizado em mais de 16 mil formas diferentes
(Referência bibliográfica: Martel, B.; Cassidy, K.. -2004,
Chemical Risk Analysis: A Practical Handbook, Butterworth
–Heinemann, p. 369, ISBN 1903996651; CLORETO DE
SÓDIO - Esquema de fabricação - www.solvay.pt -em
português).

29
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

1.5.5.7 – Salurático.

Salurático é relativo à salurese. O saluresis


(Salidiurese) refere-se à excreção de sal através
dos rins (via urina). Trata-se da eliminação
específica de NaCl (sal de cozinha). A excreção de
potássio é conhecida como caliurese. Em fim
“salurese, nome feminino, eliminação de iões de
sódios e de cloro pela urina. Salurese”(Referência
bibliográfica: Reuter P.: Springer Lexikon Medizin, Gabler
Wissenschaftsverlage, 2004, S. 1886, ISBN 3540204121, hier
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hier online; Silbernagl S., e.a.: Taschenatlas
Pathophysiologie, Georg Thieme Verlag, 2009, S.106, ISBN
3131021934, hier online).

1.6 – Os medicamentos mais usados. Remédios


para Pressão Alta.

Hoje estão disponíveis no mercado tanto


compostos orgânicos naturais como os sintéticos,
diferentemente de alguns anos atrás, como no
século XIX, quando só se dispunha de plantas
naturais para a fabricação de remédios. É claro que
essa prática ainda perdura, aliás, foi assim que
muitos medicamentos modernos foram obtidos,
através da imitação de substâncias extraídas de
plantas medicinais.

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A Cadeia Farmacêutica envolve a fabricação de


substâncias químicas farmacologicamente ativas,
obtidas por síntese química, utilizadas na
preparação de medicamentos. Estes podem ser
obtidos pela extração de farmoquímicos de origem
vegetal, animal e biotecnológica. Esta Cadeia é
bastante ampla, compreendendo a fabricação de
especialidades farmacêuticas (alopáticas e
homeopáticas) inseridas nas seguintes classes
terapêuticas: medicamentos sistêmicos específicos,
agentes hematológicos, medicamentos
dermatológicos, hormônios, medicamentos anti-
infecciosos e soluções hospitalares. Além disso, a
Cadeia Farmacêutica compõe a produção de soros
e vacinas; contraceptivos; medicamentos
fitoterápicos; a transformação do sangue e a
fabricação de seus derivados; fabricação de
açúcares quimicamente puros; preparações
farmacêuticas e intermediárias para a produção de
farmoquímicos; o processamento de glândulas; e a
fabricação de seus extratos; fabricação de kits e
preparações para diagnósticos médicos; curativos,
bandagens, algodão, gazes, impregnados com
qualquer substância; a fabricação de medicamentos
que não tenham o caráter de especialidades, tais
como: água oxigenada, tintura de iodo. No que se
refere à saúde veterinária, também são produzidas
especialidades farmacêuticas (alopáticas e
homeopáticas) destinadas ao setor, fabricação de
vacinas veterinárias e antiparasitárias.

31
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

A produção de qualquer medicamento depende da


produção de fármacos, pois são neles em que o
princípio ativo do medicamento, (responsável pela
ação terapêutica no organismo) está inserido. Além
do fármaco, um medicamento é composto por
excipientes, os quais são substâncias
farmacologicamente inativas, usadas como veículo
para o princípio ativo. Os excipientes garantem a
eficácia dos fármacos, pois fazem com que estes
tenham sua formulação fixada e processada pelo
organismo. O desenvolvimento de um fármaco
requer milhões ou bilhões de dólares em
investimentos pelo laboratório farmacêutico
responsável, distribuídos em anos de pesquisas
para a conclusão do trabalho. Logo, o setor é
marcado por grande número de patentes
registradas visando à proteção dos laboratórios que
lançam medicamentos inovadores. Essa proteção
estende-se por 20 anos a partir do registro do
produto (no final dos testes pré-clínicos). Como
muitos produtos passam por até 10 anos no
processo de teste clínico e aprovação
governamental, a patente acaba protegendo o
produto durante os primeiros 10 anos de vida
comercial, ou pouco mais. Após esse período, os
produtos podem ser livremente copiados, mesmo
nos países que reconheceram suas patentes,
originando uma crescente concorrência de
laboratórios que oferecem produtos genéricos ou
similares a preços menores. Isso mantém as

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

empresas líderes sob, contínua pressão para


descobrir drogas melhores que as existentes ou
capazes de solucionar problemas antes intratáveis.

1.7 – Organização Mundial da Saúde (OMS) e


os problemas de pressão alta.

A cada ano no dia 17 de maio se celebra o Dia


Mundial da Hipertensão. É importante conhecer os
seus números para que se possa avaliar o impacto
na saúde pública e os altos custos derivados do
tratamento permanente. Como já falamos,
escrevemos e comentamos anteriormente, não
existe um consenso cientifico sobre a media de
pressão arterial para ser considerada anormal.
Porém, a prática médica tem colocada a
hipertensão como pressão sistólica
consistentemente maior que 140 mmHg ou pressão
diastólica consistentemente igual ou maior que 90
mmHg. De acordo com a Organização Mundial da
Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas em
todo o mundo são hipertensas, o que pode
ocasionar ataques cardíacos e derrames (acidente
vascular cerebral). A hipertensão é tão importante
que foi designada como o tema do Dia Mundial da
Saúde em 2013. A hipertensão arterial é o
principal fator de risco para desenvolvimento de
doenças cardiovasculares. A cada ano, ocorrem 1,6
milhões de mortes causadas por doenças
cardiovasculares na região das Américas, das quais

33
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

cerca de meio milhão ocorrem em pessoas com


menos de 70 anos de idade, o que é considerado
morte prematura e evitável. A hipertensão afeta
entre 20-40% da população adulta da região, o que
significa que nas Américas cerca de 250 milhões
de pessoas sofrem de pressão arterial elevada. A
hipertensão pode ser prevenida ou adiada por um
conjunto de intervenções preventivas, entre as
quais está a redução da ingestão de sal,
consumirem uma dieta rica em frutas e legumes,
praticar exercícios e manter um peso corporal
saudável. A OPA promove políticas e projetos de
impacto sobre a saúde pública na prevenção da
hipertensão por meio de políticas públicas para
reduzir a ingestão de sal, promover a alimentação
saudável e a atividade física e prevenir a
obesidade. Ademais, promove e apoia projetos que
facilitem o acesso a medicamentos essenciais para
o tratamento de hipertensão e promove o
desenvolvimento de recursos humanos em saúde.
Globalmente, estima-se que 18% das mortes (9,4
milhões) e 162 milhões de anos de vida perdidos
foram atribuídas ao aumento da pressão arterial em
2010. Cerca de 4 em cada 10 adultos com mais de
25 anos de idade tem hipertensão, e em muitos
países 1 em cada 5 pessoas tem pré-hipertensão.
Metade das doenças relacionada à hipertensão
ocorre em pessoas com níveis mais elevados de
pressão arterial, mesmo dentro da faixa normal e a
hipertensão impacta desproporcionalmente países

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Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

de baixa e média renda. As Nações Unidas


concordaram com o objetivo de reduzir a
hipertensão em 25% e o sódio na dieta em 30% até
2025. A Liga Mundial da Hipertensão trabalha
com organizações nacionais, governamentais e
parceiros não governamentais para ajudar a
alcançar os objetivos das Nações Unidas. A
redução de sal na dieta é recomendada pela recente
Cúpula das Nações Unidas para prevenir doenças
não transmissíveis e pela Organização Mundial da
Saúde para melhorar a saúde da população. Sal
em excesso na dieta em excesso aumenta a pressão
arterial, aumentando a pressão arterial em 30% é
uma substância provável pró-cancerígena para
câncer gástrico e também está associada com
cálculos renais e osteoporose. O consumo de sal
recomendado pela OMS é abaixo de 5g/dia. A
hipertensão é um importante risco para a saúde nas
Américas, onde entre 20-35% da população adulta
tem pressão arterial elevada.

35
Professor César Augusto Venâncio da Silva - Especialista

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ANEXO I - 1.5.2 - Diagnóstico e classificação da


hipertensão arterial. Tabelas citadas no texto.
Tabela I; Tabela II e Tabela III.

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