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 Pulpit Commentary:

“Em outra ocasião, ele reivindicou para seus discípulos o direito à alimentação no sábado (Mar.
2:23-28),

“(1) na base histórica de que o herói real do Antigo Testamento estava em liberdade, em situação de
emergência, de comer os pães da proposição do sacerdote, que no ritualismo estreito seria recusado
aos famintos homens leigos;

“(2) que a sua Pessoa era um templo, e o seu serviço um serviço do templo, o que seria mais uma
justificativa para a conduta dos discípulos, como sacerdotes no templo, em sua submissão à lei
maior de deveres, ‘violam o sábado e ficam sem culpa’. As curas que ele persistentemente realizou
no sábado eram justificadas pelo princípio de que é lícito fazer atos de bondade, salvar a vida,
libertar do pecado a filha de Abraão presas por Satanás no sábado; e que tal guarda do sábado era
parte do significado original do dia. Aqui o Senhor assume o patamar mais elevado de que ele e o
Pai, em obras de providência, cura e concessão de vida, são um só”.

“João 5: 17, João 5:18

“(a) A alegação de relação especial com o Pai.

“- João 5: 17

“Mas Jesus lhes respondeu: ‘Deus não cessa de criar, nem tira férias de suas obras’; e o autor da
Epístola aos Hebreus

“(4) tinha compreendido, como um eco do próprio ensino de Cristo, a perpetuidade do descanso
divino ao longo de todas as eras de trabalho; mas o puro pensamento aqui eleva-se muito acima de
ambos. O amanhecer de cada argila, a abertura das flores, o fluxo dos rios, o sustento de vegetais,
animais, e a vida humana, revelam-se através de cada momento do descanso sabático, e em cada dia
de sábado, sua atividade intensa e constante. . . .

“- João 5:18

“Por causa disso (o διὰτοῦτο é ainda definido por ὁτι) portanto os judeus estavam ainda mais
determinados (μᾶλλον, isto é, mais do que haviam buscado antes que Ele fizesse uso dessa sublime
expressão) matá-lo, porque não só na opinião deles, conquanto muito falsamente, ele estava
violando (ou seja, dissolvendo a autoridade [d]) o sábado. Jesus estava realmente colocando a lei
sabática onde havia sempre se situado, dando-lhe sanções, beleza, e efeito sobre a consciência que
nunca haviam conhecido antes. Ele estava revogando as restrições mesquinhas e abolindo a
sonolência não-espiritual pelas quais passou a ser caracterizado e mal interpretado. Mas havia outra
acusação mais chocante que naquele momento não eram capazes de aceitar. Ainda mais procuravam
matá-lo porque ele estava chamando a Deus de seu próprio (ἰδον) Pai, fazendo-se igual a, do mesmo
nível, de Deus”.

- “Expositor Bible Commentary”:

“1. A resposta de Nosso Senhor à acusação de quebrar o sábado é: ‘Meu Pai trabalha até agora, e eu
trabalho também’. Ele não fez qualquer comentário sobre a lei do sábado. Não se defendeu,
mostrando que as obras de misericórdia, como Ele tinha realizado, eram admissíveis. Em outras
ocasiões, Ele adotou essa linha de defesa, mas agora assumiu posição mais elevada. O descanso de
Deus não é inatividade. Deus não deixa de no sábado comunicar vida a todas as coisas. Ele não se
abstém de abençoar os homens até o sol se pôr no sábado. As marés sobem e descem; as plantas
crescem; o sol completa o seu circuito no sábado como em outros dias. ‘Por que Deus não guarda o
sábado?’ um sofista perguntou a um judeu. ‘Não está dentro da lei que um homem se mova em sua
própria casa no sábado? A casa de Deus é todo o reino acima e todo o reino abaixo’, foi a resposta.

“Para Deus o sábado não tem existência; é uma bênção que Ele concedeu a Suas criaturas, porque
dela precisam. Sua incansável beneficência é necessária para a manutenção e para a felicidade de
todos. E é a mesma superioridade do sábado que Jesus reivindica para si mesmo. Ele afirma que o
seu trabalho incessante é tão necessário para o mundo como o do Pai, ou melhor, que Ele e o Pai
estão juntos na realização de uma obra, e que, neste milagre em que os judeus encontraram
condenação, Ele apenas agia como agente do Pai.

“Dessa declaração os judeus concluíram que Ele se fazia igual a Deus. E tinham o direito de assim
concluir. É só nesse entendimento de Suas palavras que a defesa de Jesus foi relevante. Se Ele
quisesse dizer apenas que imitou a Deus, e que, por Deus não descansar no sábado, Ele, um santo
judeu, podia trabalhar nesse dia, Sua defesa seria absurda. Nosso Senhor não quis dizer que estava
imitando o Pai, mas que o seu trabalho era tão indispensável quanto o do Pai, era do Pai. Meu Pai,
desde o início até agora atua, dando vida a todos; e eu trabalho na mesma esfera, dando vida como
Seu agente e assistente aos homens. O trabalho de curar o homem impotente foi obra do Pai.
Acusando-o de quebrar o sábado eles estavam acusando o Pai de quebrá-lo.

“Mas isso dá Jesus a oportunidade de descrever mais claramente Sua relação com Deus. Ele declara
que está em tal perfeita harmonia com Deus que é impossível Ele realizar tanto esse milagre como
qualquer outra obra de Sua própria iniciativa. ‘O Filho nada pode fazer de si mesmo, mas o que Ele
vê o Pai fazer’. ‘Eu de mim mesmo nada posso fazer’”.