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Instituto de História – UFRJ

História do Rio de Janeiro II – IHI104


Prof. Marcos Luiz Bretas
Vinícius Azevedo Monteiro de Barros – DRE 117054647
Trabalho final da disciplina
Análise das edições do jornal “Correio da Manhã” publicadas no mês 07/1959.

Condições de vida e turbulência social no Rio de Janeiro de julho de 1959


O presente trabalho consiste numa análise crítica de fontes históricas enfocando temas
da História Social do Rio de Janeiro, a saber, as condições de vida das classes populares
(como trabalho, transporte e alimentação) e sua participação nas lutas sociais e políticas.
Tratam-se de fenômenos que persistem com alguma semelhança nos problemas sociais do Rio
contemporâneo, e a sua representação nas fontes devem ser interpretada a partir de elementos
do contexto político-econômico e ideológico em que foram produzidas, como o ciclo
inflacionário, as relações entre Estado e sociedade civil e o tensionamento político de 1954-64.
O corpus documental abrange edições de julho de 1959 do jornal “Correio da Manhã”,
em que foram selecionadas as notícias relevantes ou relacionadas aos temas pesquisados, de
forma a perceber as mudanças e as tendências vigentes na curta duração de um mês. Palavras-
chave como “greve”, “colapso”, “tarifa”, “inflação” e “sindicato” serviram para orientar a
pesquisa. Portanto, delimita-se como objeto a cobertura jornalística de movimentos sociais
como greves e sublevações, o debate sobre a legislação trabalhista, a política econômica e os
efeitos diretos destas sobre a vida cotidiana no Rio de Janeiro. Dessa maneira, busca-se
compreender a continuidade entre os acontecimentos locais e as tendências da sociedade e da
época, distinguindo entre a narrativa dos eventos e a perspectiva do periódico.
Iniciamos nossa análise fazendo um levantamento das disputas sociais envolvendo a
política de preços e tarifas noticiadas nesse mês, visando compor um quadro contextual das
condições do dia-a-dia carioca.
Houve majorações de tarifas telefônicas, de ônibus e de produtos básicos (leite, carne,
feijão) ao longo de julho. No dia 1o a Companhia Telefônica anunciou o aumento das tarifas a
partir de novembro em decorrência de um acordo coletivo, em que os funcionários passariam
a receber os 35% de reajuste salarial em troca da não-deflagração de greve, sendo subsidiado
pelos cofres da Prefeitura até aquele mês 1 . Pouco depois, no dia 3, o diário informa a

1 Correio da Manhã, 01/07/59, p. 5.


majoração dos ônibus em até 40% a partir do dia 5, expondo a apuração da Prefeitura sobre o
aumento dos insumos industrializados (óleo, lubrificantes, pneumáticos e peças) bem como o
dos salários, na justificativa da necessidade de compensar as despesas aos proprietários das
empresas de transporte 2 . Já no dia seguinte, em “Insistem comerciantes em aumentar o
cafezinho”, estes argumentam pela “injustiça” e “prejuízo” causado pela venda do produto aos
preços determinados pela Comissão Federal de Abastecimento e Preços (COFAP), ameaçando
deixar de oferecê-lo3. No dia 10, se reuniram pecuaristas na Confederação Rural Brasileira
para debater o aumento do preço do leite, deliberando para reivindicar à COFAP a majoração
para Cr$ 11,30 o litro, uma vez que o governo “até o presente, não decidira nada sobre o
assunto[,] tendo sido aumentadas consideravelmente as dificuldades dos produtores”.
Observamos que esse tipo de argumentação persiste na forma da intervenção que os
empresários e produtores buscavam junto ao Estado, buscando garantir preços e tarifas mais
favoráveis, isto é, mais altos, e se observa vindo tanto de agricultores e pecuaristas, que
vendiam na praça para o abastecimento da cidade, quanto de grandes proprietários e
corporações, como nos transportes (dos quais o grupo Carreteiro se destacou em 1959, a ser
abordado). No dia 11, o Correio da Manhã informa a fundação do CONCLAPE (Conselho das
Classes Produtoras), “(...) constituído de representantes do comércio, da indústria, dos
banqueiros e dos securitários, podendo, posteriormente, participarem outros representantes
das classes produtoras”, portanto, pelos grupos mais abastados dessas classes, que passavam a
ter então uma nova frente para lutar na disputa pela distribuição da renda; líder ressaltado pelo
jornal é “o sr. Jorge Bhering de Matos, industrial desta praça”, o mesmo das conhecidas
Fábricas Bhering.
Assim, pressionaram diretamente pela alta de preços, também, representantes de
frigoríficos: em Curitiba, no dia 14, marcharam à COAP solicitando o aumento do quilo de
carne a 72 cruzeiros para evitar o “colapso do abastecimento”, sem o qual suspenderiam o
fornecimento; afirmavam começar a cobrar esse preço por conta própria a partir do mês
seguinte4. O mesmo tom enérgico dos defensores de empresas quanto aos órgãos do governo
se repete, no Rio, no dia 25, em um pleito à COFAP, que então mantinha congelado o preço
da carne. Nessa polêmica, se encontra um contraponto na posição do presidente do órgão, cel.
Frederico Mindello, declarando que ditas empresas aproveitavam a entressafra para
“manobras aumentistas”, não mantinham contabilidade confiável e “a qualquer momento

2 Ibid, 04/07/59, p. 3.
3 Ibidem.
4 Ibid, 14/07/59, p. 6.
fazem o jogo no mercado negro”. Assim, tomava a medida de congelar o preço
preventivamente, desacreditando as ameaças de suspensão do abastecimento pelos frigoríficos
– resposta dada pelo coronel também aos comerciantes do cafézinho, na mesma situação. Ao
fim e ao cabo, abriu-se uma comissão do governo para estudar a margem de lucro do
pecuarista5.
Por último, contribuindo para o quadro de desabastecimento, ocorriam faltas de
produtos devido a paralisação de transportes (como a greve dos carreteiros em Minas, a partir
do dia 11), quanto à baixa da produção agrícola de artigos como o feijão, cujo preço passou de
31 cruzeiros a 48 cruzeiros o quilo em menos de uma semana, com a tendência de subir; ao
ponto que o diário relata que “muitos consumidores que há uma semana atrás viram o produto
(…) ficaram assustados com a tabuleta colocada pelos feirantes”. A oferta ainda era
insuficiente para abastecer a população crescente do Rio, com o fechamento da exportação
por parte dos governos estaduais como Goiás e Rio Grande do Sul; assim, se previa o
agravamento a curto prazo a preços “mais altos, proibitivos mesmo”6. Mesmo o Rio teve de
acudir o Estado de Minas, de forma a evitar o colapso do abastecimento de combustíveis de lá,
devido à greve dos carreteiros que faziam o trajeto entre as duas capitais7.
Evidenciamos, dessa maneira, a gravidade do problema dos preços, balizado, de um
lado, pelas pressões empresariais, que afirmavam o risco de colapso da sua balança de
pagamentos ou do abastecimento dos produtos; de outro, pela regulação dos órgãos estatais
como a COFAP, e reivindicações dos trabalhadores e estudantes, uns sofrendo a compressão
do poder aquisitivo de seus salários, diante de um custo de vida sempre crescente, outros
recusando a necessidade de compensação tarifária alegada pelas empresas. Tratava-se de um
problema social referente à distribuição da renda monetária, em que se concentravam forças
de interesses inconciliáveis, quase sempre com a mediação direta do Estado, fosse por meio
de negociações junto ao Ministério do Trabalho, ao da Agricultura, aos poderes judiciários ou
mesmo ao Executivo Federal. Assim, essa concentração de forças sociais terminava por
reforçar tensões políticas, com a oposição entre “nacionalistas” e “entreguistas”, trabalhadores
e produtores, bem como o reforço do discurso liberal-conservador contra o governo JK e o
PSD-PTB, que afirmava haver associação escusa entre os movimentos sociais (sindicatos,
estudantes), o governo democrático-trabalhista e as forças ideológicas comunistas conduzindo
ao “colapso”.

5 Ibid, 25/07/59, p. 5.
6 Ibid, 28/07/59, p. 3.
7 Ibid, 14/07/59, p. 4.
Outro caso bem definido de tensão político-social se dá com a polêmica envolvendo o
aumento das tarifas de ônibus; decretado o aumento já citado de 40% pelo prefeito, poucos
dias depois sofreu a oposição de manifestações de rua convocadas por órgãos da União
Nacional dos Estudantes. As demandas estudantis foram logo atendidas pelo presidente
Juscelino Kubitschek, que ordenou revisão do aumento para 30%, tarifa que afinal entrou em
vigor no dia 148, causando o repúdio das empresas de ônibus e dos editores, de linha liberal-
conservadora, do jornal Correio da Manhã. As primeiras solicitaram um mandado de
segurança à Justiça contra a redução de JK, esperando a resposta do tribunal antes de
pensarem em um lock-out; na mesma notícia, se informa que, por esse motivo, recusariam-se
a pagar a remuneração diária de Cr$ 335 aos motoristas de ônibus9. Os segundos, dispondo do
poder amplificador da imprensa, publicaram uma coluna de título “Infância”, em áspera
crítica a Juscelino, por eles chamado “presidente de república de estudantes”, caracterizado
ironicamente como um “guapo seresteiro diamantino”, por haver “consultado” e “aproveitado
os conselhos” dos manifestantes da UNE. Sustentavam, ainda, que Juscelino “decretou a
revisão (…) baseado no parecer dos ginasianos”, definidos como “alma de agitador que
tumultua as ruas”, com a “chama da baderna escolar” e “ostentando barbas fidélicas”.
Dessa maneira, o jornal demonstrava sua adesão à posição dos empresários de ônibus
pelo aumento de 40%, legitimando-a pelo parecer da comissão de técnicos “que estudou os
ângulos do problema dos custos”. Portanto, o discurso jornalístico constrói uma oposição em
que argumentar pelo aumento seria a única posição válida, e portanto uma posição objetiva e
imparcial a ser defendida pelo diário, desqualificando as reivindicações estudantis,
relacionadas à “baderna”. Esse tipo de construção discursiva pode, nesse contexto, ser
interpretada como uma defesa de interesses particulares de uma classe empresarial com seu
ideário liberal-conservador, desqualificando as demandas dos estudantes, bem como a
realidade de pressão do custo de vida sobre as classes populares, razão real dessas demandas.
Afinal, o argumento a favor da majoração dos preços, afirmando ser essa uma decisão
técnica e imparcial, encontra contradição nas próprias fontes. Outras notícias indicam que
enviesar a contabilidade dos custos para receber maiores subsídios e rendas era uma prática
corrente entre certos grupos empresariais, como no mencionado caso dos frigoríficos e na
ainda mais significante questão das barcas. Aproveitavam-se da alta geral dos preços para
fazer pedidos ainda mais elevados aos órgãos governamentais – sustentados em pareceres que
seriam tão técnicos quanto os defendidos pelo Correio da Manhã no caso dos ônibus.

8 Ibid, 11/07/59, p. 5.
9 Ibid, 14/07/59, p. 3
Em maio, a população de Niterói havia se indignado com a impossibilidade de cruzar
a baía de manhã cedo, devido à greve dos trabalhadores que pediam o pagamento de salários
atrasados pelo grupo Carreteiro, proprietário do serviço das barcas, já então visto como
insuficiente; reagindo à repressão policial, o povo não conteve sua revolta, incendiando a
estação das barcas de Niterói e devassando a casa da família dos proprietários, no que ficou
conhecido como “Revolta das Barcas”. No dia 22 de julho, o jornal informa “melhorias na
travessia Rio-Niterói com encampação de bens do Grupo Carreteiro”, decretada pelo governo
federal, que passou a manter o serviço regular e fiscalizar o balanço de pagamentos. A
intervenção estatal comprovou, afinal, que a empresa “apresentava preços fictícios”, onerando
as contas com “parcelas irregulares”, pretendendo “cobrar do governo seis milhões de
cruzeiros a título de cobrir o aumento do preço dos combustíveis” - custo que, na realidade, se
descobriu correspondente a “três milhões e seiscentos mil cruzeiros”10. Permanece a dúvida
sobre quem embolsava essa diferença de quase metade dos subsídios à gestão privada dos
Carreteiro, e se eram eles a única classe empresarial a promover esse tipo de desvio com o
argumento de terem compensadas suas despesas – naquilo que se pode dizer uma política de
superestimação dos preços, interessada no aumento da margem de lucro.
A posição geral do editorial a respeito do problema inflacionário se expressa com
clareza em colunas quase diárias de crítica à política monetária expansionista do governo JK,
emitindo moeda para financiar a construção de Brasília e grandes obras de infraestrutura. Lê-
se, em uma notícia que comunica e apoia sutilmente a oposição do Instituto dos Advogados
Brasileiros a um projeto de reajuste automático dos salários:

“O que cumpre, pois, ao Estado, para solução do problema - que não afeta apenas aos
trabalhadores, mas a todos - do aumento do custo de vida, é contê-lo, pelos meios próprios,
zelando pelo valor aquisitivo da moeda, e não aumentar, quantitativamente, o dinheiro, que dia
a dia mais perde em qualidade, numa ilusória e prejudicial política de inúteis aumentos de
salários”.11 [grifo meu]

Dessa forma, pode-se ter noção da gravidade do problema do custo de vida ao


constatar a polarização social do debate no final dos anos 1950. Ao mesmo tempo em que
essa posição de uma categoria de classe-média é publicada nas primeiras páginas do jornal, a
greve afirma-se cada vez mais como o meio mais frequente para a massa da classe
trabalhadora reivindicar reajustes que compensassem a corrosão do seu poder aquisitivo.
Logo, a crítica do IAB/Correio da Manhã, representantes de uma classe média-alta inclinada
ao liberalismo econômico, se direciona implicitamente aos movimentos trabalhistas, que são

10 Ibid, 22/07/59, p. 3.
11 Ibid, 02/07/59, p. 5.
relacionados ao Estado pela “ilusória e prejudicial política de inúteis aumentos de salários”12,
finalidade da maioria das greves do período.
Na mesma edição, há posições mais radicais, representadas no discurso de posse de
novo chefe da Polícia Política e Social, cel. Luiz França, que, comentando sobre assuntos
ligados à Segurança Social, como greves e custo de vida, “declarou que este tem sido pretexto
ideal para propaganda e agitação comunista. Terminou declarando que os vermelhos,
protegidos por uma legislação inoperante, exercem suas atividades impunemente”. Não
obstante, o coronel caracteriza a movimentação trabalhista como “guerra insurrecional”
promovida por comunistas, contra a qual “procurará esmagar qualquer iniciativa de levante
dos vermelhos em qualquer parte do país”. Lendo esse relato, se evidencia a lógica de Guerra
Fria no discurso liberal-conservador, associando diretamente a ação dos trabalhadores a um
suposto perigo vermelho13, reforçada por condições locais como a crise de preços e salários.
A notícia “Presença de Prestes desagradou prefeito de Niterói”, embora em
linguagem bastante objetiva (característica da linha editorial do Correio da Manhã) contribui
para a elaboração desse contexto: descreve que o líder do PCB (então proibido e sob processo
judicial) foi recebido sob aplausos pelo Congresso dos Trabalhadores na cidade, que discutia
precisamente pautas como a lei da greve, a Previdência Social e política econômica
nacionalista, assuntos já tornados perigosos pelo discurso liberal-conservador. Assim, se
destaca a grande popularidade do comunista entre as classes trabalhadoras, a ponto de causar
desconforto ao prefeito Wilson de Oliveira (PSP), que agilizou sua fala para logo sair da
sessão, gesto que expressa sua reprovação e temor de ter sua imagem associada ao ‘perigo
vermelho’14. Torna-se evidente, portanto, a eficácia da retórica anti-comunista em construir
um clima de temor dos movimentos sociais, o que se pode situar nesse contexto histórico
como uma tendência crescente de repressão, resultante no posterior golpe de 1964, já
perceptível no ideário de parte da sociedade carioca em 1959.
Talvez a presença esse ideário, compondo a concepção de mundo de que
compartilhavam as classes médias-altas, produtoras e consumidoras da imprensa carioca
tradicional, como o Correio da Manhã, sirva para explicar como é vista e descrita a
movimentação enérgica das classes populares na expressão de suas demandas, diante de todo
o contexto socioeconômico já explicitado. O jornal quase sempre só enuncia em discurso
direto as opiniões, demandas e decisões de figuras públicas, presidentes de órgãos estatais, de

12 Ibidem.
13 Ibidem.
14 Ibid, 02/07/59, p. 4.
representantes de proprietários e empresários e se preocupa em esclarecer as necessidades e
interessas das “classes produtoras”, como se viu até aqui. Pouco se percebe a voz própria do
lavrador, do trabalhador, sindicalista, ou do pequeno comerciante; suas ações e intenções são
relatadas pelo discurso indireto, e frequentemente sob juízos de valor referentes aos perigos
de “caos” e “colapso” decorrente das greves, bem como a “baderna” ou “rebeldia” que
associam ao movimento popular. Pode-se dizer que o editorial demonstra certo alinhamento à
posição político-ideológica de seu público, definindo os limites de sua significação muito
mais próximos da vida cotidiana das classes média-alta do que das classes populares, o que
explica essa diferença de abordagem.
Apesar disso, podemos tentar compor, a partir da análise crítica da fonte, a percepção
destas classes e das condições que a motivavam na intensificação das greves e motins como o
das Barcas, já citado, e o da Central do Brasil, ocorrido nesse mês. Já se explorou até aqui o
problema dos custos de vida e pode-se conceber a gravidade dos seus efeitos sobre as classes
populares; devem tê-los experienciado mais diretamente que as classes produtoras, que viam
apenas suas margens de lucro oscilarem a níveis mais baixos e dispunham de mecanismos
para compensá-los.

'”O Rio deve ser muito gostoso para quem tem um emprêgo. Com os proventos do salário
ainda se pode comer. Sem êle, prefiro as matas de Indacraó, nas margens do Xingu, no
Amazonas. Preciso apenas que me auxiliem, para que eu e meu irmão branco, possamos
embarcar o mais rápido possível.” Esta não foi a linguagem que o índio Poró-Poró, Francisco
Roberto, falou ao nosso repórter (o índio falou um português meio complicado), mas externa o
seu pensamento sôbre a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, futuro Estado da
Guanabara.
O “irmão branco” a quem Poró-Poró se refere, é o jovem Laerte Souza, que com êle foi criado
desde a idade de 6 anos. Ambos contam atualmente 17 anos, e estão passando privações no
Rio.”15

Referências
CORREIO DA MANHÃ, Rio de Janeiro, jul. 1959. Primeiro Caderno.
MATTOS, Marcelo Badaró. Greves, sindicatos e repressão policial no Rio de Janeiro (1954-
1964). Rev. Bras. Hist., São Paulo, v. 24, n. 47, p. 241-270, 2004. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
01882004000100010&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 07/12/2018.

15 Ibid, 04/07/59, p. 5.