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ENCERRAMENTO DE CONTAS

2013

Ana Cristina Pinto Ferreira


Luís António Rodrigues
Rui Alberto Machado de Sousa
Entidades que adotem o SNC “completo”

• Relatório de gestão
• Anexo ao relatório de gestão (se S.A.)
• Balanço
• Demonstração dos resultados por naturezas
• Demonstração resultados por funções - facultativa
• Demonstração dos fluxos de caixa
• Demonstração das alterações no capital próprio
• Anexo
Entidades que adotem a NCRF-PE

• Relatório de gestão
• Balanço (modelo reduzido)
• Demonstração dos resultados por naturezas (modelo
reduzido)
• Demonstração dos resultados por funções (modelo reduzido)
- facultativa
• Anexo (modelo reduzido)
Entidades do setor não lucrativo (ESNL)

• Relatório de gestão (ou equivalente)


• Balanço
• Demonstração dos resultados por naturezas ou por funções
• Demonstração das alterações nos fundos patrimoniais - por opção
ou por exigência de entidades públicas financiadoras;
• Demonstração dos fluxos de caixa;
• Anexo
Entidades do setor não lucrativo (ESNL)

As entidades que apresentem as contas em regime de caixa


divulgam a seguinte informação:

• Pagamentos e recebimentos;
• Património fixo;
• Direitos e compromissos futuros.
Microentidades que adotam a NCM

• Relatório de gestão
• Balanço
• Demonstração dos resultados por naturezas
• Anexo para microentidades
Entidades locais (sujeitas à Lei 50/2012)

• Relatório anual do órgão de gestão ou de administração


• Balanço
• Demonstração dos resultados por naturezas
• Demonstração das alterações no capital próprio
• Demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto
• Anexo
• Outros – Ver anexo I e Anexo II da Instrução 1/2013 – 2ª Secção, do
Tribunal de Contas
Atenção:

A Informação Empresarial Simplificada (IES) não


substituí a elaboração do Relatório de gestão e
das Demostrações financeiras das entidades.
Dever de relatar a gestão e apresentar contas (Art.º 65.º CSC )

• Dever de elaborar e submeter aos órgãos competentes da


sociedade o relatório de gestão e as contas do exercício:

– no prazo de três meses a contar da data do encerramento,

– no prazo de cinco meses a contar da mesma data quando se


trate de contas consolidadas ou que apliquem o método da
equivalência patrimonial
Dever de relatar a gestão e apresentar contas (Art.º 65.º CSC )

• O relatório de gestão e as contas do exercício devem ser assinados


por todos os membros da administração; a recusa de assinatura
por qualquer deles deve ser justificada no documento a que
respeita e explicada pelo próprio perante o órgão competente para
a aprovação, ainda que já tenha cessado as suas funções;
Dever de relatar a gestão e apresentar contas (Art.º 65.º CSC )

• O relatório de gestão e as contas do exercício são elaborados e


assinados pelos gerentes ou administradores que estiverem em
funções ao tempo da apresentação, mas os antigos membros da
administração devem prestar todas as informações que para esse
efeito lhes forem solicitadas, relativamente ao período em que
exerceram aquelas funções.
Relatório de gestão - Art.º 66.º do CSC

O relatório da gestão deve conter, pelo menos, uma exposição fiel e clara da
evolução dos negócios, do desempenho e da posição da sociedade, bem
como uma descrição dos principais riscos e incertezas com que a mesma se
defronta, devendo incluir, quando adequado, uma referência aos montantes
inscritos nas contas do exercício e explicações adicionais relativas a esses
montantes.
Relatório de gestão - Art.º 66.º do CSC

O relatório deve indicar em especial:

– Condições do mercado, investimentos, custos, proveitos e


atividades de investigação e desenvolvimento;

– Os factos relevantes ocorridos após o termo do exercício;

– A evolução previsível da sociedade;

– As aquisições de ações próprias


Relatório de gestão - Art.º 66.º do CSC

O relatório deve indicar em especial:


– As autorizações concedidas a negócios entre a sociedade e os
seus administradores
– Uma proposta de aplicação de resultados devidamente
fundamentada
– A existência de sucursais da sociedade
– Os objetivos e as políticas da sociedade em matéria de gestão
dos riscos financeiros próprias
Anexo ao Relatório de gestão - Art.º 447.º e 448.º do CSC

As sociedades anónimas, devem ainda prestar a seguinte informação,


relativamente a cada um dos membros do órgão de administração e
fiscalização:

• Número de ações e de obrigações da sociedade de que são


titulares

• todas as aquisições, onerações ou cessações de titulares por


qualquer causa, e de ações e de obrigações da mesma sociedade
com as quais aquela esteja em relação de domínio ou de grupo
Anexo ao Relatório de gestão - Art.º 447.º e 448.º do CSC

As sociedades anónimas, devem ainda prestar a seguinte informação:

• Lista dos acionistas que, à data de encerramento, forem titulares de


ações ao portador não registadas representativas de, pelo menos,
um décimo, um terço ou metade do capital de uma sociedade, bem
como dos acionistas que tenham deixado de ser titulares das
referidas frações do capital
Art.º 66-A do CSC – Anexo

1 - As sociedades devem prestar informação, no anexo às contas:

a) Sobre a natureza e o objetivo comercial das operações não


incluídas no balanço e o respetivo impacto financeiro, quando os
riscos ou os benefícios resultantes de tais operações sejam
relevantes…;
Art.º 66-A do CSC – Anexo

1 - As sociedades devem prestar informação, no anexo às contas:

b) Os honorários totais do ROC ou SROC relativamente:


– à revisão legal das contas anuais
– a outros serviços de garantia de fiabilidade
– a consultoria fiscal
– a outros serviços que não sejam de revisão ou auditoria.
Disponibilização e registo das contas

As sociedades devem disponibilizar na sua sede e no site na


internet, quando exista, cópia dos seguintes documentos:

– Relatório de gestão;
– Relatório sobre a estrutura e as práticas de governo
societário;
– Certificação legal das contas;
– Parecer do órgão de fiscalização, quando exista
Disponibilização e registo das contas

• A informação respeitante às contas, devidamente aprovados,


está sujeita a registo comercial.

• Atualmente, o registo comercial (depósito) das contas


consubstancia-se na entrega da Informação Empresarial
Simplificada (IES) e respetivo pagamento do depósito.

• Até 15.º dia do 7.º mês - 15 de julho


O registo das contas fora do prazo previsto (15 de julho do ano
seguinte, para as empresa com período de tributação
coincidente com o ano civil) implica o pagamento dos valores
em dobro (art.º 17º CRC), para além do facto de obstar ao
registo de outros factos sobre a entidade.

Exemplos (registos por transcrição):


• Nomeação de Órgãos sociais (por decurso do mandato);
• Mudança de sede;
• Aumentos ou reduções de capital;
• Cisão, fusão, transformação, dissolução…
Regime Jurídico dos Procedimentos Administrativos de
Dissolução e de Liquidação de Entidades Comerciais - Art.º 5
Se durante dois anos consecutivos, a sociedade não tiver
procedido ao registo da prestação de contas é motivo para ser
instaurado oficiosamente pelo Conservador um procedimento
administrativo de dissolução da empresa/entidade.

(anteriormente esta alínea referia o seguinte: Durante dois anos


consecutivos, a sociedade não tenha procedido ao depósito dos
documentos de prestação de contas e a administração tributária tenha
comunicado ao serviço de registo competente a omissão de entrega da
declaração fiscal de rendimentos pelo mesmo período)
Assembleia Geral

Aspetos importantes a ter em consideração na preparação e


elaboração da ata da Assembleia Geral:
Quem deve estar presente
– (artigo 54.º do CSC, artigo 379.º n. 4 do CSC, artigo 248.º
n.º 4 do CSC)
Elaboração das atas das assembleias gerais
– (do artigo 63.º n.º 2 do CSC)
Contas individuais Contas Consolidadas ou
Datas limite legais sem MEP individuais com MEP
Soc. quotas Soc. anónima Soc. quotas Soc. anónima
Data de encerramento do período 31-12-2013 31-12-2013 31-12-2013 31-12-2013
Data do relatório e contas – com CLC* 01-03-2014 01-03-2014 01-05-2014 01-05-2014

Data p/ consulta dos sócios/acionistas 15-03-2014 15-03-2014 15-05-2014 15-05-2014

Convocatória da assembleia 15-03-2014 28-02-2014 15-05-2014 30-04-2014


Data da assembleia geral anual 31-03-2014 31-03-2014 31-05-2014 31-05-2014
Depósito das contas 15-07-2014 15-07-2014 15-07-2014 15-07-2014

*Data indicativa. Os documentos de prestação de contas devem estar disponíveis com antecedência suficiente
para o ROC ou Órgão de Fiscalização se pronunciar (emitir CLC ou parecer) até à data em que as contas têm que
estar disponíveis para consulta dos sócios/acionistas.
Normativos contabilísticos em vigor

• Normas Internacionais de Contabilidade (IAS)


• Sistema de Normalização Contabilística (SNC)
• Normalização Contabilística para as Microentidades (NCM)

• Plano Oficial de Contabilidade para o setor público


• Plano de Contas para as Empresas de Seguros
• Plano de Contas para o Sistema Bancário
O SNC aplica-se às seguintes entidades, exceto se aplicarem as
normas internacionais de contabilidade ou se estiverem sujeitas à
supervisão do Banco de Portugal ou Instituto de Seguros de
Portugal:

a) Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais;


b) Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;
c) Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada;
d) Empresas públicas;
e) Cooperativas;
f) Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos
europeus de interesse económico.
Normalização Contabilística Microentidades (NCM)

A NCM é um regime simplificado das normas e informações


contabilísticas aplicável, por opção, às microentidades.

São microentidades as entidades que não ultrapassam dois dos


seguintes três limites :

– Total do balanço: € 500.000;


– Volume de negócios líquido: € 500.000;
– Número médio de empregados durante o exercício: 5.
Planos Oficiais de Contabilidade para o setor público

Para os diversos sectores do estado, continuam a aplicar-se os vários


Planos Oficiais de Contabilidade para o setor público, designadamente:

– Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP)


– Plano Oficial de Contabilidade do Ministério da Saúde (POCMS)
– Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais (POCAL)
– Plano Oficial de Contabilidade Pública para o Sector da Educação
(POC-Educação)
– Plano Oficial de Contabilidade das Instituições Públicas do
Sistema de Solidariedade e de Segurança Social (POCISSSS)
SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO
CONTABILÍSTICA
(SNC)
Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras
(BADF)

• Estabelecem requisitos globais que permitem assegurar a


comparabilidade demonstrações financeiras.
BADF

– Continuidade
– Regime de periodização económica ou de acréscimo
– Consistência de apresentação
– Materialidade e agregação
– Compensação
– Informação comparativa
Bases para apresentação das demonstrações financeiras:

Alerta-se para a aplicação do pressuposto da continuidade:

• As demonstrações financeiras devem ser apresentadas no


pressuposto da continuidade, a menos que o órgão de gestão
pretenda liquidar a entidade ou, face à situação económico e
financeira da entidade, não tenha alternativa realista à sua
liquidação.

• Ao avaliar o pressuposto da continuidade deve ser considerado pelo


menos um período de doze meses a partir da data do balanço.
BADF

• Apresentação na demonstração dos resultados de juros e


dividendos recebidos

– Devem ser apresentados na linha dos outros rendimentos e ganhos


(FAQ 26 da CNC)
SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO
CONTABILÍSTICA
(SNC GERAL)
Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras

• A NCRF 1 – prescreve as bases quanto à estrutura e conteúdo


das demonstrações financeiras, designadamente quanto a:

– Identificação
– Balanço
– Demonstração dos resultados
– Demonstração das alterações no capital próprio
– Anexo
Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras
Art.º 171º CSC – Elementos a constar nos atos externos (inclui
demonstrações financeiras:

a) a firma, o tipo e a sede;


b) a conservatória, o seu número de matrícula e de identificação
de pessoa coletiva;
c) sendo caso disso, a menção de que a sociedade se encontra
em liquidação;
Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras
Art.º 171º CSC – Elementos a constar nos atos externos (inclui
demonstrações financeiras

d) o capital social, o montante do capital realizado, se for


diverso; e
e) o montante do capital próprio segundo o último balanço
aprovado, sempre que este for igual ou inferior a metade do
capital social.
CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS
Consolidação de contas

Dispensa da elaboração de contas consolidadas


• Quando o conjunto das entidades a consolidar não ultrapasse
dois dos três limites a seguir indicados:
– Total do balanço: € 7 500 000;
– Total vendas líquidas e outros rendimentos: € 15 000 000;
– Número de trabalhadores empregados em média durante o
exercício: 250.
Consolidação de contas

Dispensa da elaboração de contas consolidadas - ESNL

– Total do balanço: € 5 000 000;


– Total vendas líquidas e outros rendimentos: € 10 000 000;
– Número de trabalhadores empregados em média durante o
exercício: 250.
Limites Dem. Fluxos Dem. Alteração
Balanço Dem. Resultados Anexo
(dois dos três) Caixa Capital Próprio

Balan. > 1.500.000


Rend. > 3.000.000
NCRF X X X X X
Trab. > 50
Ou com CLC

Ativo ≤ 1.500.000
NCRF-PE(1) Rend. ≤ 3.000.000 X X X
Trab. ≤ 50

Ativo ≤ 500.000
ME(2) V.Neg. ≤ 500.000 X X X
Trab. ≤5

ESNL Rend. > 150.000 X X(3) X X(3) X

(1) Por opção. Podem aplicar as NCRF.


(2) Por opção. Podem integrar o sistema de normalização contabilística e aplicar a NCRF-PE ou as NCRF.
(3) As ESNL podem apresentar a demonstração dos resultados por naturezas ou por funções. A demonstração das alterações nos fundos patrimoniais pode ser

exigida pelas entidades públicas financiadores, sendo opção para as restantes.


Conferência dos saldos incluídos no balancete

• Conciliações bancárias
• Conciliação dos saldos das contas do estado e outros entes
públicos com guias de pagamento de impostos e contribuições
• Identificação das faturas (ou saldos) em aberto nas contas de
terceiros
• Solicitação a clientes e fornecedores de extratos de conta
corrente para conciliação de saldos
• Análise de saldos estáveis e imparidades
Conferência dos saldos incluídos no balancete

• Conferência das contas de devedores por acréscimos de


rendimentos, de credores por acréscimos de gastos e de
diferimentos, incluindo a regularização dos saldos de abertura
• Conferência das contas relacionadas com subsídios recebidos
ou a receber
• Conciliação do cadastro de bens do ativo não corrente com os
valores da contabilidade
Conferência dos saldos incluídos no balancete

• Comparação entre os imóveis e veículos constantes no portal


das finanças e os constantes na contabilidade;
• Conciliação do valor das listagens do inventário com as contas
de inventários;
• Conciliação entre valores resultantes do programa de faturação
(ou SAF-T) e valores registados na contabilidade;
• …
A conferência dos saldos entre entidades relacionadas é
importante no âmbito do:

• Anexo - os saldos entre estas empresas deverão constar da nota


6 do Anexo. Esta informação deverá conciliar nas várias
entidades.

• Dossier dos preços de transferência - fazendo este parte


integrante do dossier fiscal poderá ser necessário explicar
eventuais divergências entre as contas correntes com as
entidades relacionadas.
Contagens físicas dos inventários

• Obrigatoriedade dos artigos em armazém serem contados


pelo menos uma vez por ano.

• Os T.O.C. devem solicitar às entidades as listagens dos


inventários, na sua posse em posse de terceiros, com os
artigos discriminados e valorizados, bem como a identificação
e quantificação de eventuais imparidades.
AFT Revalorizados

• Nas entidades que adotem o modelo de


revalorização, o T.O.C. deve solicitar, com
regularidade ou sempre que existam indícios
de divergência entre o valor contabilístico e o
valor de mercado, avaliações dos bens
revalorizados, efetuadas por entidades
independentes.
O manual tem exemplos com algumas operações de encerramento.
Para esta apresentação selecionámos as seguintes:

• Revalorizações
• Depreciações e Tributação autónoma sobre despesas com viaturas
ligeiras de passageiros
• Imparidades
• Inventários
• Pagamento FCT e FGCT
• Regime do acréscimo - Estimativa para férias e gratificações
O manual tem exemplos com algumas operações de encerramento.
Para esta apresentação selecionámos as seguintes:

• Subsídios do governo
• Benefícios fiscais ao investimento
• Impostos diferidos
• Prejuízos fiscais
No que respeita às revalorizações, a abordagem inclui:

 Conceito e mensuração
 Regularidade das revalorizações
 Obtenção de informação de suporte
 Pressupostos de cálculo
 Imposto sobre o rendimento
 Impostos diferidos
 Código de contas
 Divulgações
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas

• A entidade X, por entender que o valor contabilístico do seu


equipamento básico se encontrava desajustado face ao seu
valor de mercado, decidiu, no início de janeiro de 2013, alterar
o modelo de mensuração do seu equipamento básico,
passando do modelo do custo para o modelo da revalorização.
Para esse efeito, contratou uma empresa de avaliações,
especializada naquele tipo de equipamentos, para proceder à
avaliação das suas máquinas.
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas

Valor aquisição do equipamento: 1.000.000 €


Taxa de depreciação: 10%
Depreciação acumulada
(até à data da revalorização): 600.000 €
Valor contabilístico: 400.000 €
Valor da avaliação: 500.000 €
Excedente de revalorização: 100.000 €
A taxa de IRC prevista é de: 25%
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas
Na data da revalorização:
- Excedente de revalorização em percentagem:
((100.000 € / 400.000 €)*100) 25%
- Excedente de revalorização na quantia bruta
(1.000.000*25%): 250.000 €
- Excedente de revalorização nas dep. Acumuladas
(600.000*25%): 150.000 €
- Excedente de revalorização (250.000-150.000): 100.000 €
- Imposto diferido (100.000*25%IRC): 25.000 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas

Lançamento da revalorização:
433 – Equipamento básico 250.000 €
a 4383 – Depreciações acumuladas-Eq. básico 150.000 €
a 58xx – Excedentes revalorização 100.000 €

Impostos diferidos:
58xy – Excedentes revalorização – imp. diferido 25.000 €
a 2742 – Passivos impostos diferidos 25.000 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas
No final do ano de 2012:

- Depreciação do ano de 2013 (1.250.000 * 10%): 125.000 €


- Depreciação Fiscal 2013 (1.000.000*10%) 100.000 €

642 – Gastos de depreciação AFT 125.000 €


a 4383 – Depreciações acumuladas-Eq básico 125.000 €

Acrescer no quadro 07 da declaração modelo 22:


125.000 € - 100.000 € = 25.000 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas

- Impostos diferidos do exercício (25.000 €*25%) 6.250 €

2742 – Passivos impostos diferidos 6.250 €


a 8122 – Imposto S/rendimento – Imp Dif. 6.250 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas

Realização do excedente de revalorização, pelo uso:


(depreciação pelo mod. revalorização – depreciação mod. custo =
125.000-100.000)

58xx – Excedentes revalorização 25.000 €


a 56 – Result. transitados 25.000 €

56 – Result. transitados 6.250 €


a 58xy – Excedentes revalorização-Imp. dif 6.250 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas
Impacto Fiscal

A acrescer:
Depreciações e amortizações (art.º 34º, n.º
1), perdas por imparidade de ativos
Linha 719 depreciáveis ou amortizáveis (art.º 35º n.º 4) 25.000 €
e desvalorizações excecionais (art.º 38º), não
aceites como gastos
A deduzir:
Linha 766 Impostos Diferidos (art.º 45º, nº 1 alínea a)) 6.250 €
Exemplo revalorização, reexpressando proporcionalmente as
depreciações acumuladas
Microentidades:
As entidades que apliquem a MCM não podem aplicar o modelo
de revalorização na mensuração dos seus ativos fixos tangíveis.
Assim, neste exemplo teria apenas que contabilizar as
depreciações no final do ano:

- Valor da depreciação de 2013 (1.000.000*10%) 100.000 €

642 – Gastos de depreciação AFT 100.000 €


a 4383 – Depreciações acumuladas-Eq básico 100.000 €
No que respeita às depreciações/amortizações, a abordagem
inclui:

 Conceito de depreciações e de amortizações


 Quantia depreciável
 Vida útil esperada
 Métodos de depreciação
 Duodécimos
 Cessação depreciações
 Depreciações por componentes
 Imposto sobre o rendimento
 Divulgações
Exemplo
Uma empresa adquiriu uma viatura ligeira de passageiros em
2012, com o custo de aquisição de 65.000,00 euros. Face ao
período que prevê utilizar esta viatura, a empresa decidiu atribuir-
lhe uma vida útil de 5 anos. Esta vida útil atribuída implica uma
taxa de depreciação de 20%, que é inferior à taxa de depreciação
máxima prevista no DR 25/2009 de 14 de setembro e superior à
taxa de depreciação mínima.
Dados da viatura:
Data de aquisição: março de 2012
Valor de aquisição: 65.000 €
Vida útil esperada: 5 anos
Exemplo
a) Cálculo da depreciação:

Tendo em consideração o disposto no artigo 34º do CIRC, bem


como a Portaria 467/2010, de 7 de julho e Informação vinculativa
816/2011, os limites máximos (custo de aquisição) para efeitos de
consideração da depreciação como gasto fiscal são os seguintes:
– Data de aquisição anterior a 31.dez 2009 29.927,87
– Data de aquisição em 2010 40.000,00
– Data de aquisição em 2011 30.000,00
– Data de aquisição em 2012 e seguintes 25.000,00
Exemplo

b) Contabilização da depreciação do viatura em dezembro 2013

Depreciação contabilística – 65.000 € * 20%: 13.000 €


Depreciação “fiscal” – 25.000 € * 20%: 5.000 €

642 – Gastos de depreciação AFT 13.000 €


a 4384 – Depreciações acumuladas-Eq. Transporte 13.000 €
Exemplo
Tributação autónoma.

Os encargos efetuados, ou seja os encargos incorridos com as


viaturas ligeiras de passageiros, motos ou motociclos, excluindo
os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica, são
tributados autonomamente a taxas que são de 10% ou 20%
consoante o valor de aquisição da viatura seja inferior ou superior
aos valores de aquisição referidos na portaria 467/2010, de 7 de
julho. Estas taxas de tributação são acrescidas em 10 pontos
percentuais se a empresa tiver prejuízo fiscal no ano em causa.
Exemplo – Tributação autónoma
Considerando que a empresa incorreu nas seguintes despesas
com esta viatura, conforme registos da contabilidade analítica:

Depreciações: 13.000,00 €
Despesas de combustível: 1.980,00 €
Seguro: 550,00 €
IUC 260,00 €
Total Despesas 15.790,00 €

Tributação autónoma: 15.790*20%= 3.158,00€


Exemplo Viatura Ligeira Passageiros
Impacto Fiscal

A
acrescer:
Depreciações e amortizações (art.º 34º, n.º 1),
perdas por imparidade de ativos depreciáveis
ou amortizáveis (art.º 35º n.º 4) e
Linha 719 8.000 €
desvalorizações excecionais (art.º 38º), não
aceites como gastos
Exemplo Viatura Ligeira Passageiros
Impacto Fiscal

Quadro 10

Tributações autónomas
Campo 365 3.158 €

Quadro 11
Encargos com viaturas (art.º 88º
Campo 421 15.790 €
n.º 4)
No que respeita às imparidades, a abordagem inclui:

 Imparidades em ativos
 Conceito
 Testes de imparidade

 Imparidades em ativos financeiros


 Conceito
 Imposto sobre o rendimento
 Divulgações
Exemplo Imparidade em dívidas a receber

No início de 2013, uma entidade mantem os seguintes saldos na


conta de um cliente:

Faturas de vendas de mercadorias por pagar: 85.000,00 €


Faturas de despesas desconto de letras: 1.980,00 €
Total saldo da conta corrente do cliente 86.980,00 €
Exemplo Imparidade em dívidas a receber

Sabendo que a totalidade das parcelas que compõem aquela


conta corrente se encontram em situação de mora à mais de 12
meses, e que a empresa efetuou as diligências para cobrar,
mantendo em arquivo os comprovativos dessas tentativas de
cobrança, sem qualquer retorno financeiro, a administração da
empresa decidiu informar que deveria ser considerada a perda
por imparidade face a este crédito, pela totalidade do saldo da
conta corrente.
Exemplo Imparidade em dívidas a receber

a) Reclassificação do terceiro para cobrança duvidosa

21x – Clientes – cobrança duvidosa 86.980 €


a 211 – Clientes – conta corrente 86.980 €

b) Reconhecimento da perda por imparidade

6511 – Perdas por imparidade-clientes 86.980 €


a 219– Perdas por imparidade acumuladas 86.980 €
Exemplo Imparidade em dívidas a receber – Impostos Diferidos

Uma vez que a perda a por imparidade reconhecida não se reporta


a uma perda por imparidade aceite pela totalidade como gasto para
efeitos de IRC.
Perda por imparidade calculada de acordo com a mora: 85.000*50%
= 42.500 €
Perda por imparidade aceite para efeitos de IRC: 42.500 €
Perda por imparidade a acrescer: (86.980-42.500)= 44.480 €
Perda por imparidade*taxa de IRC: 44.482-*25% = 11.120 €
2741 – Ativos por impostos diferidos 11.120 €
a 8122 – Imposto s/rendimento – Imp dif. 11.120 €
Exemplo Imparidade em dívidas a receber
Microentidades
Na NCM não está previsto o reconhecimento de impostos
diferidos. Assim, neste exemplo teríamos apenas:

a) Reclassificação do terceiro para cobrança duvidosa


21x – Clientes – cobrança duvidosa 86.980 €
a 211 – Clientes – conta corrente 86.980 €

b) Reconhecimento da perda por imparidade


6511 – Perdas por imparidade-clientes 86.980 €
a 219– Perdas por imparidade acumuladas 86.980 €
Exemplo Imparidade em dívidas a receber
Impacto fiscal

A acrescer:
Provisões não dedutíveis ou para além dos limites
legais (art.º 19, n.º 3 art.º 39º) e perdas por
Linha 721 44.480
imparidade fiscalmente não dedutíveis de ativos
financeiros
A deduzir:
Impostos Diferidos (art.º 45º, nº 1 alínea a)) – Não
Linha 766 11.120
aplicável a microentidades
No que respeita aos inventários e ajustamentos, a abordagem
inclui:

 Aplicação
 Mensuração
 Valor realizável líquido/Imparidade
 Sistemas de inventário
 Imposto sobre o rendimento
Existem dois sistemas de inventário:

sistema de inventário permanente;


 Se o objetivo for o conhecimento a qualquer momento de
qual a quantidade e valor dos inventários detidos, a
entidade deverá adotar o inventário permanente.

sistema de inventário intermitente ou periódico.


 Se pretender apenas apurar o custo das mercadorias
vendidas e das matérias consumidas e o valor dos
inventários no final do período, a opção será pelo
inventário intermitente.
Exemplo ajustamento em inventários

Na data de relato, uma entidade tem no seu armazém de


produtos acabados 10.000 unidades de art.º X resultantes da
devolução de uma venda de 2009. Apesar de várias tentativas,
nunca conseguiu vender estes artigos pelo que decidiu considerar
a perda por imparidade/ajustamento associada aqueles
inventários, ainda que não tenha qualquer prova sobre o valor
realizável liquido.

O custo de produção dos artigos ascende a 5 € por unidade,


totalizando assim 50.000 €.
Exemplo ajustamento em inventários

Uma vez que aquele produto vai ser abatido e não terá qualquer
valor, deverá ser criada uma imparidade da sua totalidade.

652 – Perdas p/ imparidade – Em inventários 50.000 €


a 349 – Perdas por imparidade acumuladas 50.000 €
Exemplo ajustamento em inventários

b) Reconhecimento do ativo por impostos diferidos

Uma vez que a perda a por imparidade reconhecida não se


reporta a uma perda por imparidade aceite como gasto para
efeitos de IRC, haverá a necessidade do reconhecimento de um
ativo por impostos diferidos:

2741 – Ativos por impostos diferidos 12.500 €


a 8122 – Imposto s/rendimento – Imp dif. 12.500 €
Perda por imparidade*taxa de IRC: 50.000 * 25% = 12.500 €
Exemplo ajustamento em inventários

Impacto Fiscal

A acrescer:
Ajustamentos em inventários para além dos limites
legais (art.º 28.º) e perdas por imparidade em
Linha 718 50.000
créditos não fiscalmente dedutíveis ou para além
dos limites legais (art.º 35.º).
A deduzir:
Linha 766 Impostos Diferidos (art.º 45º, nº 1 alínea a)) 12.500
Conforme referido na Lei n.º 70/2013, de 30 de agosto e na
Portaria 294-A/2013, de 30 de setembro, por cada contrato de
trabalho celebrado após 01-10-2013, as entidades empregadoras
pagam:

• para o Fundo de compensação do trabalho (FCT) o montante


correspondente a 0,925 % da retribuição base e diuturnidades
devidas a cada trabalhador abrangido.

• para o Fundo de garantia da compensação do trabalho o


montante correspondente a 0,075 % da retribuição base e
diuturnidades devidas a cada trabalhador abrangido pelo FCT
ou ME.
Fundo de compensação do trabalho (FCT)

• Conforme refere a FAQ 30, disponibilizada no site da CNC, as


entregas mensais para o FCT, efetuadas pela entidade
empregadora, devem ser reconhecidas como um ativo
financeiro dessa entidade, mensurado pelo justo valor, com as
respetivas variações reconhecidas em resultados,
considerando-se que o valor das unidades de participação
divulgado pela entidade gestora do fundo poderá ser um
referencial prático para o efeito.
Fundo de compensação do trabalho (FCT)

Entregas mensais para o FCT

415 – Outros investimentos financeiros


a 12 – Depósitos à ordem
Fundo de compensação do trabalho (FCT)

Variações de justo valor do ativo referente às entregas mensais


para o FCT

415 – Outros investimentos financeiros


a 772 – Ganhos aumentos de justo valor em invest. financeiros

Ou

662 – Perdas reduções de justo valor em invest. financeiros


a 415 – Outros investimentos financeiros
Fundo de compensação do trabalho (FCT)

Impostos diferidos nas variações de justo valor do ativo referente


às entregas mensais para o FCT

• Haverá lugar ao reconhecimento de impostos diferidos, uma


vez que a quantia da eventual valorização gerada pelas
aplicações financeiras dos valores do FCT só é considerada
rendimento para efeitos tributários no momento do reembolso
à entidade empregadora.
Fundo de compensação do trabalho (FCT)

Assim, no caso de estarmos perante um ganho por aumento JV

8122 – Imp. s/ rendim. – Imposto diferido


a 2742 – Imp. diferidos – Passivos

Estando perante um gasto por diminuição JV:

2741 – Imp. diferidos – Ativos


a 8122 – Imp. s/ rendim. – Imposto diferido
Fundo de garantia da compensação do trabalho (FGCT)

As entregas mensais para o FGCT, efetuadas pela entidade


empregadora, devem ser reconhecidas como gasto do período a
que respeitam.

635 – Gastos com o pessoal - Encargos sobre remunerações


a 12 – Depósitos à ordem

Aconselha-se a criação de uma subconta apropriada com o título


Fundo de garantia de compensação do trabalho.
O cumprimento deste princípio tem impacto nas seguintes contas
do balanço:

 2721 – Devedores por acréscimos de rendimentos


 2722 – Credores por acréscimos de gastos
 281 – Gastos a reconhecer
 282 – Rendimentos a reconhecer
Exemplo estimativa de férias e subsídio de férias

Uma empresa calculou a estimativa dos encargos com férias e


subsídio de férias do pessoal, que ascende aos seguintes valores:
Valores

Estimativa do valor a pagar pelas férias e subsídio de 100.000


férias em 2014
Contribuições para a Segurança Social (23,75%) 23.750
Retenção na fonte de IRS (12,5%) -
Quotizações Segurança Social (11%) -
Reconhecimento da responsabilidade com as férias a pagar em
2014

632 – Gastos Pessoal - Encargos com férias 100.000 €


635 – Gastos Pessoal – Contribuições
para a Segurança Social 23.750 €
a 2722 – Outras contas a receber e a pagar
Credores por acréscimos de gastos 123.750 €
Estimativa de gratificações

No que respeita ao reconhecimento da participação nos lucros de


uma entidade (gratificações), esta deve reconhecer o custo
esperado dos pagamentos de participação nos lucros e bónus, só
quando:

• A entidade tenha uma obrigação presente legal ou


construtiva de fazer tais pagamentos em consequência de
acontecimentos passados; e

• Possa ser feita uma estimativa fiável da obrigação.


Estimativa de gratificações
O CIRC estabelece que não são aceites como gasto:

Os gastos relativos à participação nos lucros por membros de órgãos


sociais e trabalhadores da empresa, quando as respetivas importâncias
não sejam pagas ou colocadas à disposição dos beneficiários até ao fim
do período de tributação seguinte, e

Os gastos relativos à participação nos lucros por membros de órgãos


sociais, quando os beneficiários sejam titulares, direta ou
indiretamente, de partes representativas de, pelo menos, 1% do capital
social, na parte em que exceda o dobro da remuneração mensal
auferida no período de tributação a que respeita o resultado em que
participam.
Estimativa de gratificações - Imposto sobre o rendimento

Por outro lado, estabelece o artº 88 n.º 13 do CIRC que são


tributados autonomamente à taxa de 35% (45% se a empresa
apresentar prejuízo fiscal neste período de tributação):

 Os gastos ou encargos relativos a indemnizações ou quaisquer


compensações devidas não relacionadas com a concretização de
objectivos de produtividade previamente definidos na relação
contratual, quando se verifique a cessação de funções de gestor,
administrador ou gerente….

Campo 422
Quadro 11 M22
Estimativa de gratificações - Imposto sobre o rendimento

Por outro lado, estabelece o artº 88 n.º 13 do CIRC que são tributados
autonomamente à taxa de 35% (45% se a empresa apresentar prejuízo
fiscal neste período de tributação):

 Os gastos ou encargos relativos a bónus e outras remunerações


variáveis pagas a gestores, administradores ou gerentes quando estas
representem uma parcela superior a 25% da remuneração anual e
possuam valor superior a € 27.500, salvo se o seu pagamento estiver
subordinado ao diferimento de uma parte não inferior a 50% por um
período mínimo de três anos e condicionado ao desempenho positivo da
sociedade ao longo desse período.
Campo 424
Quadro 11 M22
Exemplo estimativa de gratificações de balanço

O órgão de gestão propõe o pagamento de gratificações de


balanço, em 2014, no montante de 170.000 euros, das quais
20.000 € para os sócios-gerentes e 150.000 € para os
trabalhadores.

Historicamente, Assembleia Geral da entidade sempre aprovou a


distribuição proposta pela Gestão. A remuneração mensal da
gerência ascende ao montante de 5.000 €.
Exemplo estimativa de gratificações de balanço

Reconhecimento da responsabilidade com a gratificação estimada


a pagar em 2013

631 – Gastos Pessoal – Gratificações 20.000 €


632 – Gastos Pessoal – Gratificações 150.000 €
a 2722 – Outras contas a receber e a pagar
- Credores acréscimos. de gastos 170.000 €
Exemplo estimativa de gratificações de balanço

A gratificação a pagar aos sócios-gerentes não é aceite


fiscalmente pela totalidade, uma vez ultrapassa dobro da
remuneração mensal auferida no período de tributação a que
respeita o resultado em que participam (alínea n) do n.º 1 do art.º
45.º do CIRC).

A acrescer:
Gastos não dedutíveis relativos à participação
Linha 735 nos lucros por membros dos orgãos sociais (art. 10.000
º 45. º , n.º 1, al. n)].
Os subsídios do governo podem ser subsídios, quanto a critérios
financeiros:

• Reembolsáveis;
• Não reembolsáveis.

Quanto às despesas elegíveis, os subsídios do governo podem ser


subsídios:

• Ao investimento;
• À exploração.
Um subsídio do Governo não deve ser reconhecido, até que haja
segurança razoável de que:

• a entidade cumprirá as condições a ele associadas; e


• que o subsídio será recebido.
Impostos diferidos

De acordo com a informação constante no site da CNC (resposta à


FAQ 13, revista em abril de 2013), sempre que estivermos perante
um subsídio ao investimento não reembolsável, e que reúna as
condições de reconhecimento do subsídio no capital próprio:
• No caso de o subsídio estar afeto a ativos depreciáveis/
amortizáveis, estamos perante uma situação que não dará
origem a impostos diferidos (lançamento na conta 278)

• No caso de o subsídio estar afeto a ativos não depreciáveis/


amortizáveis, estamos perante uma situação que dará origem
a impostos diferidos.
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Uma empresa adquiriu, em 2013, um equipamento básico no


âmbito de um projeto de investimento, estando previsto receber
um subsídio não reembolsável de 30% do valor do investimento.

A empresa ainda não solicitou o pedido de reembolso associado a


esta aquisição, mas tem perspetivas de cumprir as
condições/cláusulas do contrato e de receber os subsídios
previstos.
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Os dados desta operação são os seguintes:

• Custo de aquisição do equipamento: 100.000 €


• Depreciação do equipamento em 2013: 10.000 €
• Taxa de IRC: 25%
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Reconhecimento do subsídio a receber

278 – Outros devedores e credores–subsídios 30.000 €


a 5931 – Outras Var. CP – Subsídios atribuídos 30.000 €

Cálculo do valor do subsídio a receber:


Investimento * taxa comparticipação: 100.000 €*30% = 30.000 €
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Passivo a registar em outros devedores e credores (anterior


Imposto diferido)

5932 – Outras Var. CP – ajustamentos subsídios 7.500 €


a 278 – Outros devedores e credores 7.500 €

Cálculo do valor do passivo a registar em outros devedores e


credores:
Subsídio * taxa IRC: 30.000 €* 25% = 7.500 €
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Imputação do subsídio aos rendimentos

5931 – Outras Var. CP – Subsídios atribuídos 3.000 €


a 7883 – Imputação de subsídios rendimento 3.000 €

Cálculo do valor do rendimento:


Depreciação * taxa de comparticipação: 10.000 €*30% = 3.000 €
Exemplo aquisição de um equipamento depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável
Passivo a registar em outros devedores e credores (anterior
Imposto diferido)

278 – Outros devedores e credores 750 €


a 5932 – Outras Var. CP – Ajustamentos subsídios 750 €

Cálculo do valor do ajustamento no subsídio:


Imputação subsídio ao rendimento * taxa IRC: 3.000,00 €* 25% =
750 €
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Uma empresa adquiriu, em 2013, um terreno no âmbito de um


projeto criado por um Município no sentido de aumentar a
quantidade de empresas que se encontram instaladas numa
determinada zona industrial.

Assim, esta empresa prevê receber um apoio do Município para


aquela aquisição no montante de 15% do valor do investimento.
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Os dados desta operação são os seguintes:

• Custo de aquisição do terreno: 100.000 €


• Não depreciável
• Taxa de IRC: 25%
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Reconhecimento do subsídio a receber

278 – Outros devedores e credores–subsídios 15.000 €


a 5931 – Outras Var. CP – Subsídios atribuídos 15.000 €

Cálculo do valor do subsídio a receber:


Investimento * taxa comparticipação: 100.000 €*15% = 15.000 €
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Imposto diferido

5932 – Outras Var. CP – ajustamentos subsídios 3.750 €


a 2742 – Passivos por impostos diferidos 3.750 €

Cálculo do valor do passivo a registar em outros devedores e


credores:
Subsídio * taxa IRC: 15.000 €* 25% = 3.750 €
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

O art.º 22º do CIRC, o subsídio associado a este investimento deve


ser incluído no lucro tributável, em frações iguais, …, durante 10
anos, sendo o primeiro o do recebimento do subsídio.

2742 – Passivos impostos diferidos 375 €


a 5932 – Outras Var. CP – Ajustamentos em subsídios 375 €
Exemplo aquisição de um terreno não depreciável com subsídio
ao investimento não reembolsável

Cálculo do valor do rendimento:


Subsídio / 10 anos: 15.000 €/ 10 anos = 1.500 €

Cálculo do valor do imposto diferido:


Subsídio tributado * taxa IRC
ou
passivo por imposto diferido / 10 anos: 3.750 €/ 10 anos = 375 €
Microentidades

Nas microentidades o tratamento o contabilístico é idêntico,


exceto os registos relacionados com os impostos diferidos que
não se aplicam.
No decorrer do ano de 2013, estão em vigor vários benefícios
fiscais ao investimento, com condicionantes e especificações
próprias:

• Crédito fiscal extraordinário ao investimento (Lei 49/2013, de 16


de julho) - CFEI
• Regime Fiscal de Apoio ao Investimento - RFAI
• Sistema de incentivos fiscais em investigação e desenvolvimento
empresarial - SIFIDE

Dedução à coleta
Dedução à coleta, no âmbito do CFEI

Uma empresa efetuou investimentos em 2013, enquadráveis no


âmbito do CFEI.

• Valor do investimento relevante efetuado: 2.000.000 €


• Dedução à coleta possivel:2.000.000*20% = 400.000 €
• Coleta em 2013: 150.000 €
Dedução à coleta, no âmbito do CFEI

Desta forma, não existindo qualquer registo contabilístico


diretamente associado com este benefício, a empresa tem que
reconhecer o ativo por impostos diferidos associados:

2741 – Ativos impostos diferidos 295.000 €


a 8122 – Imp. s/ rendim. – Imposto diferido 295.000 €

CFEI apurado: 400.000


70% da coleta: 150.000*70% = 105.000 €
Valores a deduzir à coleta até 2018: 400.000-105.000=295.000
(alterar Pag 216B Manual)
Os prejuízos fiscais podem ser deduzidos de acordo com o quadro
seguinte:

Período de tributação em Período de dedução Período de tributação limite


que o prejuízo é apurado (n.º de anos) para a dedução do prejuízo

2007 6 2013
2008 6 2014
2009 6 2015
2010 4 2014
2011 4 2015
2012 5 2017
2013 5 2018
A dedução a efetuar em cada um dos períodos de tributação não
pode exceder o montante correspondente a 75% do respetivo
lucro tributável, não ficando, porém, prejudicada a dedução da
parte desses prejuízos que não tenham sido deduzidos, nas
mesmas condições e até ao final do respetivo período de
dedução.

Aplica-se ao lucro tributável a partir de 2012, se forem deduzidos


prejuízos fiscais.
Exemplo dedução de prejuízos fiscais

A empresa ABC, Lda obteve em 2013 um resultado tributável no


montante de 45.000 euros.

Nos anos anteriores, esta empresa tinha os seguintes prejuízos


fiscais

• Ano de 2010 15.000


• Ano de 2011 21.000
Linha Descrição Valor
778 Lucro tributável 45.000,00
303 Prejuízos fiscais dedutíveis 36.000,00
Deduções
309 Prejuízos fiscais deduzidos 33.750,00

346 Matéria Coletável 11.250,00


Taxa de IRC 25%
351 Coleta 2.812,50

Prejuízos fiscais deduzidos45.000*75%= 33.750 €


Matéria coletável: 25.000 – 33.750= 11.250
Coleta: 11.250*25%=2.812,50