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C apítulo 1

Módulo I –
C o n c e i t o s I n ici a i s

1. (CESPE TRE/PI Técnico Administrativo 2016) O regime jurídico


administrativo caracteriza-se
a) pelas prerrogativas e sujeições a que se submete a administração pública.
b) pela prevalência da autonomia da vontade do indivíduo.
c) por princípios da teoria geral do direito.
d) pela relação de horizontalidade entre o Estado e os administrados.
e) pela aplicação preponderante de normas do direito privado.
2. (CESPE DPU Técnico de Assuntos Educacionais 2016) A administração
pública em sentido formal, orgânico ou subjetivo, compreende o
conjunto de entidades, órgãos e agentes públicos no exercício da função
administrativa. Em sentido objetivo, material ou funcional, abrange um
conjunto de funções ou atividades que objetivam realizar o interesse
público.
3. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) A administração pública em
sentido estrito abrange os órgãos governamentais, encarregados de
traçar políticas públicas, bem como os órgãos administrativos, aos quais
cabe executar os planos governamentais.
4. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) As atividades de polícia
administrativa, de prestação de serviço público e de fomento são próprias
da administração pública em sentido objetivo.
5. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) Consoante o critério do Poder
Executivo, o direito administrativo pode ser conceituado como o conjunto
de normas que regem as relações entre a administração pública e os
administrados.
6. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) As principais fontes do direito
administrativo brasileiro, que não foi codificado, são o costume e a
jurisprudência.

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7. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) A administração pública em


sentido subjetivo não se faz presente nos Poderes Legislativo e Judiciário.
8. (CESPE TCU Procurador 2015) O poder de polícia e os serviços públicos
são exemplos de atividades que integram o conceito de administração
pública sob o critério material.
9. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Conceitualmente,
é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto
de normas jurídicas de direito público que disciplina as atividades
administrativas necessárias à realização dos direitos fundamentais da
coletividade.
10. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) Povo, território e
governo compõem os três elementos constitutivos do conceito de Estado.
11. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) Administração
pública, em sentido amplo, abrange o exercício da função política e da
função administrativa, estando ambas as atividades subordinadas à lei.
12. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) Consoante o
critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo do
direito que tem por objeto as atividades desenvolvidas para a consecução
dos fins estatais, excluídas a legislação e a jurisdição.
13. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) Adotando-
-se o critério do serviço público, define-se direito administrativo como
o conjunto de princípios jurídicos que disciplinam a organização e a
atividade do Poder Executivo e de órgãos descentralizados, além das
atividades tipicamente administrativas exercidas pelos outros poderes.
14. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) São fontes
primárias do direito administrativo os regulamentos, a doutrina e os
costumes.
15. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) O fomento,
a polícia administrativa e o serviço público são abrangidos pela
administração pública em sentido objetivo.
16. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) A adminis-
tração pública em sentido estrito restringe-se às funções políticas e
administrativas exercidas pelas pessoas jurídicas, por órgãos e agentes
públicos.
17. (CESPE TJ/CE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) De acordo
com o STF, os tratados internacionais de direito administrativo serão
fontes do direito administrativo pátrio desde que sejam incorporados ao
ordenamento jurídico interno mediante o mesmo procedimento previsto

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Questões

na CF para a incorporação dos tratados internacionais de direitos


humanos.
18. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) De acordo
com o critério das relações jurídicas, o direito administrativo pode ser
visto como o sistema dos princípios jurídicos que regulam a atividade do
Estado para o cumprimento de seus fins.
19. (CESPE TJ/SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2015) Consoante o
critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado, o direito
administrativo é o conjunto dos princípios que regulam a atividade
jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de
sua ação em geral.
20. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) No Brasil,
vigora um sistema de governo em que as funções de chefe de Estado e
de chefe de governo não são concentradas na pessoa do chefe do Poder
Executivo.
21. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) A
administração pública, em sentido estrito, abrange a função política e a
administrativa.
22. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) A
administração pública, em sentido subjetivo, diz respeito à atividade
administrativa exercida pelas pessoas jurídicas, pelos órgãos e agentes
públicos que exercem a função administrativa.
23. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) A existência
do Estado pode ser mensurada pela forma organizada com que são
exercidas as atividades executivas, legislativas e judiciais.
24. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) Consoante
o critério negativo, o direito administrativo compreende as atividades
desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, incluindo as atividades
jurisdicionais, porém excluindo as atividades legislativas.
25. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) Pelo critério
teleológico, o direito administrativo é o conjunto de princípios que regem
a administração pública.
26. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) Para a
escola exegética, o direito administrativo tinha por objeto a compilação
das leis existentes e a sua interpretação com base principalmente na
jurisprudência dos tribunais administrativos.

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27. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) São


considerados fontes primárias do direito administrativo os atos
legislativos, os atos infralegais e os costumes.
28. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) De acordo
com o critério do Poder Executivo, o direito administrativo é conceituado
como o conjunto de normas que regem as relações entre a administração
e os administrados.
29. (CESPE TJ CE Analista judiciário Execução de Mandados 2015) No Brasil,
ao contrário do que ocorre nos países de origem anglo-saxã, o costume
não é fonte do direito administrativo.
30. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2015) Do ponto de vista objetivo, a
expressão administração pública se confunde com a própria atividade
administrativa exercida pelo Estado.
31. (CESPE MDIC Analista Técnico Administrativo 2015) O exercício das
funções administrativas pelo Estado deve adotar, unicamente, o regime
de direito público, em razão da indisponibilidade do interesse público.
32. (CESPE TCE-PB Procurador 2015) A lei é fonte primária do direito, sendo
que o costume, fonte secundária, não é considerado fonte do direito
administrativo.
33. (CESPE TCE-PB Procurador 2015) Para Gaston Jezè, defensor da Escola
do Serviço Público, o direito administrativo tem como objeto a soma das
atividades desenvolvidas para a realização dos fins estatais, excluídas a
legislação e a jurisdição.
34. (CESPE SEFAZ/ES Auditor Fiscal da Receita Estadual 2013) A administração
pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja vista que a este
cabe, em vista do princípio da separação dos poderes, a exclusiva função
administrativa.
35. (CESPE SEFAZ/ES Auditor Fiscal da Receita Estadual 2013) A ausência
de um código específico para o direito administrativo reflete a falta de
autonomia dessa área jurídica, devendo o aplicador do direito recorrer a
outras disciplinas subsidiariamente.
36. (CESPE SEFAZ/ES Auditor Fiscal da Receita Estadual 2013) O direito
administrativo visa à regulação das relações jurídicas entre servidores e
entre estes e os órgãos da administração, ao passo que o direito privado
regula a relação entre os órgãos e a sociedade.
37. (CESPE SEFAZ/ES Auditor Fiscal da Receita Estadual 2013) A
indisponibilidade do interesse público, princípio voltado ao administrado,

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Questões

traduz-se pela impossibilidade de alienação ou penhora de um bem


público cuja posse detenha o particular.
38. (CESPE SEFAZ/ES Auditor Fiscal da Receita Estadual 2013) Em sentido
subjetivo, a administração pública confunde-se com os próprios sujeitos
que integram a estrutura administrativa do Estado.
39. (CESPE TCE RO Analista de Informática 2013) O Estado é um ente
personalizado, apresentando-se não apenas exteriormente, nas relações
internacionais, mas também internamente, como pessoa jurídica de
direito público capaz de adquirir direitos e contrair obrigações na ordem
jurídica
40. (CESPE MC Todos os Cargos 2013) A administração pública, sob o ângulo
subjetivo, não deve ser confundida com nenhum dos poderes estruturais
do Estado, sobretudo o Poder Executivo.
41. (CESPE MS Analista Técnico – Administrativo 2013) A administração é o
aparelhamento do Estado preordenado à realização dos seus serviços,
com vistas à satisfação das necessidades coletivas.
42. (CESPE MS Analista Técnico – Administrativo 2013) A tripartição de
funções é absoluta no âmbito do aparelho do Estado.
43. (CESPE ANS Especialista em Regulação de Saúde Suplementar 2013) A
cada um dos poderes de Estado é atribuída determinada função, a qual é
exercida com exclusividade pelos poderes.
44. (CESPE MI Analista Técnico – Administrativo 2013) Os conceitos de
governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a
uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma
atividade eminentemente técnica.
45. (CESPE MI Analista Técnico – Administrativo 2013) Consoante as regras
do direito brasileiro, as funções administrativas, legislativas e judiciais
distribuem-se entre os poderes estatais — Executivo, Legislativo e
Judiciário, respectivamente —, que as exercem de forma exclusiva,
segundo o princípio da separação dos poderes.
46. (CESPE MI Analista Técnico – Administrativo 2013) Em sentido
objetivo, a expressão administração pública denota a própria atividade
administrativa exercida pelo Estado.
47. (CESPE MI Assistente Técnico – Administrativo 2013) Na sua acepção
formal, entende-se governo como o conjunto de poderes e órgãos
constitucionais.

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48. (CESPE MI Assistente Técnico – Administrativo 2013) Os costumes, a


jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as principais fontes do
direito administrativo.
49. (CESPE TELEBRAS Nível Superior 2013) Do ponto de vista político, o Estado
é a comunidade de homens fixada sobre um território, com potestade
superior de ação, de mando e de coerção. Como ente personalizado, o
Estado atua no campo do direito público e do direito privado, mantendo
sempre sua personalidade única de direito público.
50. (CESPE TELEBRAS Advogado 2013) Sob o aspecto material, a administração
representa o desempenho perene, sistemático, legal e técnico dos serviços
próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade.
51. (CESPE TJ/DFT Analista judiciário – Área Administrativa) Administração
pública em sentido orgânico designa os entes que exercem as funções
administrativas, compreendendo as pessoas jurídicas, os órgãos e os
agentes incumbidos dessas funções.
52. (CESPE INPI Analista de Planejamento – Direito) Considerada fonte
secundária do direito administrativo, a jurisprudência não tem força
cogente de uma norma criada pelo legislador, salvo no caso de súmula
vinculante, cujo cumprimento é obrigatório pela administração pública.
53. (CESPE INPI Analista de Planejamento-Direito) A expressão administração
pública, em sentido orgânico, refere-se aos agentes, aos órgãos e às
entidades públicas que exercem a função administrativa.
54. (CESPE SERGE-ES Todos os cargos 2013) Atualmente, Estado e governo
são considerados sinônimos, visto que, em ambos, prevalece a finalidade
do interesse público.
55. (CESPE SERGE-ES Todos os cargos 2013) São poderes do Estado: o
Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público.
56. (CESPE SERGE-ES Todos os cargos 2013) Com base em critério subjetivo,
a administração pública confunde-se com os sujeitos que integram a
estrutura administrativa do Estado.
57. (CESPE SERGE-ES Todos os cargos 2013) Na Constituição Federal de 1988
(CF), foi adotado um modelo de separação estanque entre os poderes, de
forma que não se podem atribuir funções materiais típicas de um poder
a outro.
58. (CESPE TRE MS Analista judiciário – Área Judiciaria 2013) O Poder
Executivo exerce, além da função administrativa, a denominada função
política de governo como, por exemplo, a elaboração de políticas públicas,
que também constituem objeto de estudo do direito administrativo.

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Questões

59. (CESPE TRE MS Analista judiciário – Área Judiciaria 2013) As decisões


judiciais com efeitos vinculantes ou eficácia erga omnes são consideradas
fontes secundárias de direito administrativo, e não fontes principais.
60. (CESPE TRE MS Analista judiciário – Área Judiciaria 2013) Decorrem do
princípio da indisponibilidade do interesse público a necessidade de
realizar concurso público para admissão de pessoal permanente e as
restrições impostas à alienação de bens públicos.
61. (CESPE TRE MS Analista judiciário – Área Judiciaria 2013) Dizer que o
direito administrativo é um ramo do direito público significa o mesmo
que dizer que seu objeto está restrito a relações jurídicas regidas pelo
direito público.
62. (CESPE TC DF Procurador 2013) De acordo com o critério legalista, o
direito administrativo compreende o conjunto de leis administrativas
vigentes no país, ao passo que, consoante o critério das relações jurídicas,
abrange o conjunto de normas jurídicas que regulam as relações entre
a administração pública e os administrados. Essa última definição é
criticada por boa parte dos doutrinadores, que, embora não a considerem
errada, julgam-na insuficiente para especificar esse ramo do direito,
visto que esse tipo de relação entre administração pública e particulares,
também se faz presente em outros ramos.
63. (CESPE TJ RR Administrador 2012) Pelo critério teleológico, define-se
o direito administrativo como o sistema dos princípios que regulam a
atividade do Estado para o cumprimento de seus fins.
64. (CESPE TJ RR Administrador 2012) A jurisprudência, fonte não escrita
do direito administrativo, obriga tanto a administração pública como o
Poder Judiciário.
65. (CESPE DPE SE Defensor Publico 2012) O direito administrativo no Brasil,
além de estar codificado, possui como fontes a lei, a jurisprudência, a
doutrina e os costumes.
66. (CESPE TRE MS Analista judiciário – Área Judiciaria 2013) Consoante a
doutrina, o direito administrativo, cujo objeto se restringe às relações
jurídicas de direito público, é um ramo do direito público.
67. (CESPE TER RJ Analista judiciário – Área Administrativa 2012) O estudo
da administração pública, do ponto de vista subjetivo, abrange a maneira
como o Estado participa das atividades econômicas privadas.
68. (CESPE Câmara dos Deputados Todos os cargos 2012) De acordo com
o critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo
do direito público que regula a atividade jurídica contenciosa e não
contenciosa do Estado, bem como a constituição de seus órgãos e meios
de atuação.

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69. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) Em


relação ao objeto e às fontes do direito administrativo, assinale a opção
correta.
a) O Poder Executivo exerce, além da função administrativa, a denominada
função política de governo – como, por exemplo, a elaboração de políticas
públicas, que também constituem objeto de estudo do direito administrativo.
b) As decisões judiciais com efeitos vinculantes ou eficácia erga omnes são
consideradas fontes secundárias de direito administrativo, e não fontes
principais.
c) São exemplos de manifestação do princípio da especialidade o exercício
do poder de polícia e as chamadas cláusulas exorbitantes dos contratos
administrativos.
d) Decorrem do princípio da indisponibilidade do interesse público a
necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal permanente
e as restrições impostas à alienação de bens públicos.
e) Dizer que o direito administrativo é um ramo do direito público significa o
mesmo que dizer que seu objeto está restrito a relações jurídicas regidas pelo
direito público.

70. (ISAE – Procurador – AL/AM – 2011) Considera-se um dos marcos do


surgimento do Direito Administrativo:
a) o New Deal;
b) a Primeira Guerra Mundial;
c) o caso Marbury x Madison;
d) a instituição do Conselho de Estado francês;
e) a Revolução Americana.

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C apítulo 2
P r i n c í pi o s da
A d mi n i s t r a ç ã o P ú b l ic a

1. (CESPE TRE-PI Técnico Administrativo 2016)  Determinada autoridade


administrativa deixou de anular ato administrativo ilegal, do qual
decorriam efeitos favoráveis para seu destinatário, em razão de ter
decorrido mais de cinco anos desde a prática do ato, praticado de boa-­fé.
Nessa situação hipotética, a atuação da autoridade administrativa está
fundada no princípio administrativo da
a) tutela.
b) moralidade.
c) segurança jurídica.
d) legalidade.
e) especialidade.
2. (CESPE TER-PI Técnico Administrativo 2016) O regime jurídico­
administrativo caracteriza­-se
a) pelas prerrogativas e sujeições a que se submete a administração pública.
b) pela prevalência da autonomia da vontade do indivíduo.
c) por princípios da teoria geral do direito.
d) pela relação de horizontalidade entre o Estado e os administrados.
e) pela aplicação preponderante de normas do direito privado.
3. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Em relação a situações jurídicas
que se prolonguem no tempo, não há vedação à retroatividade de nova
interpretação normativa adotada pela administração.
4. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A garantia do contraditório e
da ampla defesa no processo administrativo disciplinar relaciona-­se à
segurança jurídica.
5. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A vedação ao comportamento
contraditório estende­-se à administração pública, o que a impede de
praticar atos que sejam contrários a posicionamentos por ela assumidos

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ou que desconstituam situações aperfeiçoadas em razão de sua omissão


ou falta de atuação imediata.
6. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) O prazo decadencial de cinco
anos para que a administração anule atos eivados de vícios atenta contra
a segurança jurídica e a legalidade ao admitir que atos nulos continuem a
produzir efeitos ainda que seja comprovada má­-fé daquele que o praticou
ou daquele que seja destinatário beneficiário.
7. (CESPE TER-RS Analista judiciário 2015) De acordo com o entendimento do
STF, atende ao princípio da publicidade a divulgação, em sítio eletrônico
mantido pelo poder público, do valor dos vencimentos e das vantagens
pecuniárias referentes a cargo na administração pública, porém não é
legítima a publicação dos nomes dos servidores ocupantes dos referidos
cargos, sob pena de ofensa à intimidade e à privacidade.
8. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O princípio da
segurança jurídica informa a atividade jurisdicional, mas é irrelevante à
atividade administrativa.
9. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O princípio da
autotutela da administração dispensa o contraditório, ainda que tenham
decorrido efeitos concretos do ato a revogar.
10. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O interesse
privado sobrepõe-­se ao interesse público.
11. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) À administração
é assegurada a livre disponibilidade dos interesses públicos.
12. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A legalidade na
administração significa conformidade com a lei e autorização da lei como
condição da ação administrativa.
13. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Para a aplicação
do princípio da eficiência, exige-­se expressa disposição na legislação
infraconstitucional.
14. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O princípio da
finalidade decorre do expresso princípio constitucional da publicidade.
15. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O princípio
da razoabilidade diz respeito à atividade legislativa, não se aplicando à
atividade administrativa.
16. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O princípio
da impessoalidade é conceituado como o dever de motivação dos atos
administrativos.

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Questões

17. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Os princípios


da lealdade e da boa-­fé estão compreendidos no princípio da moralidade
administrativa.
18. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A lei apresenta
ressalva quanto à garantia do direito ao acesso à informação, decorrente
do princípio da publicidade, no caso de informação cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade.
19. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A decadência
administrativa, decorrente do princípio da segurança jurídica, refere­-se
ao prazo fixado para a administração revogar os atos administrativos de
que decorram efeitos favoráveis para os destinatários.
20. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) As portarias,
oriundas do poder normativo da administração pública, são atos que
regulamentam decretos anteriormente existentes e, por isso, inovam na
ordem jurídica.
21. (CESPE TCE-RN Tecnologia da Informação 2015) As prerrogativas do
poder público sobre os particulares, decorrentes da supremacia do
interesse público, são integralmente afastadas quando a administração,
eventualmente, se nivela, sob algum aspecto, a entidade sob regime de
direito privado.
22. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Em um Estado
democrático de direito, deve­-se assegurar o acesso amplo às informações
do Estado, exigindo-­se, com amparo no princípio da publicidade, absoluta
transparência, sem espaço para excepcionalidades no âmbito interno.
23. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A impessoalidade
é princípio que norteia a administração e está intimamente afeta às
licitações públicas.
24. (CESPE TCU Auditor Federal De Controle Externo 2015) De acordo com
entendimento dominante, é legítima a publicação em sítio eletrônico
da administração pública dos nomes de seus servidores e do valor dos
vencimentos e das vantagens pecuniárias a que eles fazem jus.
25. (CESPE TCU Auditor Federal De Controle Externo 2015) O princípio da
eficiência, considerado um dos princípios inerentes à administração
pública, não consta expressamente na CF.
26. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Se for imprescindível
à segurança da sociedade e do Estado, será permitido o sigilo dos atos
administrativos.

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27. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Ofenderá o princípio


da impessoalidade a atuação administrativa que contrariar, além
da lei, a moral, os bons costumes, a honestidade ou os deveres de boa
administração.
28. (CESPE FUB Administrador 2015) A ação administrativa tendente a
beneficiar ou a prejudicar determinada pessoa viola o princípio da
isonomia.
29. (CESPE FUB Administrador 2015) O agente público só poderá agir quando
houver lei que autorize a prática de determinado ato.
30. (CESPE FUB Administrador 2015) Os atos administrativos se aperfeiçoam
pela publicidade, sendo possível, em alguns casos, que sejam praticados
sob sigilo.
31. (CESPE FUB Auditor 2015) A proteção da confiança, desdobramento
do princípio da segurança jurídica, impede a administração de adotar
posturas manifestadamente contraditórias, ou seja, externando
posicionamento em determinado sentido, para, em seguida, ignorá-­lo,
frustrando a expectativa dos cidadãos de boa-­fé.
32. (CESPE FUB Auditor 2015) O princípio da segurança jurídica não se
sobrepõe ao da legalidade, devendo os atos administrativos praticados
em violação à lei, em todo caso, ser anulados, a qualquer tempo.
33. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) A administração pública deve dar
publicidade aos atos administrativos individuais e gerais mediante
publicação em diário oficial, sob pena de afronta ao princípio da
publicidade.
34. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) Por força do princípio da motivação, que
rege a atuação administrativa, a lei veda a prática de ato administrativo
em que essa motivação não esteja mencionada no próprio ato e indicada
em parecer.
35. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) A pretexto de atuar
eficientemente, é possível que a administração pratique atos não
previstos na legislação.
36. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) De acordo com o princípio
da moralidade, os agentes públicos devem atuar de forma neutra, sendo
proibida a atuação pautada pela promoção pessoal.
37. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Apesar de o princípio da
moralidade exigir que os atos da administração pública sejam de ampla
divulgação, veda-se a publicidade de atos que violem a vida privada do
cidadão.

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Questões

38. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Na hierarquia dos


princípios da administração pública, o mais importante é o princípio da
legalidade, o primeiro a ser citado na CF.
39. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) O ato praticado pela
autoridade superior, como todos os atos da administração pública,
está submetido ao princípio da moralidade, entretanto, considerações
de cunho ético não são suficientes para invalidar ato que tenha sido
praticado de acordo com o princípio da legalidade.
40. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) Por força
do princípio da legalidade, o administrador público tem sua atuação
limitada ao que estabelece a lei, aspecto que o difere do particular, a
quem tudo se permite se não houver proibição legal.
41. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) Em
decorrência do princípio da impessoalidade, previsto expressamente
na Constituição Federal, a administração pública deve agir sem
discriminações, de modo a atender a todos os administrados e não a
certos membros em detrimento de outros.
42. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) O princípio
da eficiência está previsto no texto constitucional de forma explícita.
43. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) O regime
jurídico­administrativo brasileiro está fundamentado em dois princípios
dos quais todos os demais decorrem, a saber: o princípio da supremacia
do interesse público sobre o privado e o princípio da indisponibilidade
do interesse público.
44. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) O princípio da publicidade está
relacionado à exigência de ampla divulgação dos atos administrativos e
de transparência da administração pública, condições asseguradas, sem
exceção, ao cidadão.
45. (CESPE ANATEL Analista Administrativo-Direito 2014) Atualmente, no
âmbito federal, todo ato administrativo restritivo de direitos deve ser
expressamente motivado.
46. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) O princípio
da proteção à confiança legitima a possibilidade de manutenção de atos
administrativos inválidos.
47. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) Dado o
princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, é possível
à administração pública, mediante portaria, impor vedações ou criar
obrigações aos administrados.

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48. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Direito 2014) Em consonância com os


princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, o STF,
por meio da Súmula Vinculante n.º 13, considerou proibida a prática
de nepotismo na administração pública, inclusive a efetuada mediante
designações recíprocas — nepotismo cruzado.
49. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Execução de Mandados 2014) A
autotutela administrativa compreende tanto o controle de legalidade ou
legitimidade quanto o controle de mérito.
50. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Execução de Mandados 2014) A
motivação deve ser apresentada concomitantemente à prática do ato
administrativo.
51. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Execução de Mandados 2014) De acordo
com o princípio da publicidade, que tem origem constitucional, os atos
administrativos devem ser publicados em diário oficial.
52. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciária-Área Administrativa 2014) Pelo princípio
da autotutela, a administração pode, a qualquer tempo, anular os atos
eivados de vício de ilegalidade.
53. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciária-Área Administrativa 2014) O regime
jurídico­administrativo compreende o conjunto de regras e princípios que
norteia a atuação do poder público e o coloca numa posição privilegiada
54. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciária-Área Administrativa 2014) A necessidade
da continuidade do serviço público é demonstrada, no texto constitucional,
quando assegura ao servidor público o exercício irrestrito do direito de
greve.
55. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciária-Área Administrativa 2014) O princípio
da motivação dos atos administrativos, que impõe ao administrador o
dever de indicar os pressupostos de fato e de direito que determinam a
prática do ato, não possui fundamento constitucional.
56. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciária-Área Administrativa 2014) Assinale a
opção que explicita o princípio da administração pública na situação em
que um administrador público pratica ato administrativo com finalidade
pública, de modo que tal finalidade é unicamente aquela que a norma de
direito indica como objetivo do ato.
a) eficiência
b) moralidade
c) razoabilidade
d) impessoalidade
e) segurança jurídica

16
Questões

57. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Administrativa 2014) O princípio da


proteção à confiança, de origem no direito norte ­americano, corresponde
ao aspecto objetivo da segurança jurídica, podendo ser invocado para
a manutenção de atos administrativos inválidos quando o prejuízo
resultante da anulação for maior que o decorrente da manutenção do ato
ilegal.
58. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Administrativa 2014) O princípio
da razoabilidade é considerado um princípio implícito da administração
pública, por não se encontrar previsto explicitamente na legislação
constitucional ou infraconstitucional.
59. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Administrativa 2014) As restrições
ou sujeições especiais no desempenho da atividade de natureza pública
são consideradas consequências do princípio da supremacia do interesse
público sobre o privado, que integra o conteúdo do regime jurídico­
administrativo.
60. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Administrativa 2014) Em
observância ao princípio da motivação, deve a administração pública
indicar os fundamentos de fato e de direito de suas decisões, sendo
dispensável esse princípio quando se tratar da prática de atos
discricionários.
61. (CESPE TC-DF Analista Administrativo-Tecnologia da Informação 2015)
O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse
privado é um dos pilares do regime jurídico administrativo e autoriza
a administração pública a impor, mesmo sem previsão no ordenamento
jurídico, restrições aos direitos dos particulares em caso de conflito com
os interesses de toda a coletividade.
62. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) É
obrigatória a observância do princípio da publicidade nos processos
administrativos, mediante a divulgação oficial dos atos administrativos,
inclusive os relacionados ao direito à intimidade.
63. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) A
presunção de legitimidade dos atos administrativos, que impõe aos
particulares o ônus de provar eventuais vícios existentes em tais atos,
decorre do regime jurídico­administrativo aplicável à administração
pública.
64. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) Uma
das exceções ao princípio da legalidade administrativa consiste na
possibilidade de o presidente da República editar decreto para criar
cargos ou funções públicas.

17
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

65. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) A violação


do princípio da moralidade administrativa não pode ser fundamento
exclusivo para o controle judicial realizado por meio de ação popular.
66. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) Segundo
o princípio da publicidade, a administração pública deve ser transparente
em sua atuação, devendo garantir o direito de acesso à informação dos
administrados, independentemente de seu conteúdo.
67. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) O
princípio da legalidade administrativa resume­-se à observância da lei
em sentido formal, não compreendendo os atos normativos de diferentes
modalidades editados pelo próprio Poder Executivo.
68. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) De acordo
com o princípio da finalidade, a interpretação da norma administrativa
no âmbito do processo administrativo deve ser realizada da forma que
melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, sendo
vedada a aplicação retroativa de nova interpretação.
69. (CESPE MEC Nível Superior 2015) Os princípios do contraditório e da
ampla defesa aplicam­-se tanto aos litigantes em processo judicial quanto
aos em processo administrativo.
70. (CESPE MEC Nível Superior 2015) A motivação do ato administrativo
deve ser explícita, clara e congruente, não sendo suficiente a declaração
de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações,
decisões ou propostas.
71. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Postulados de
natureza ética, como o princípio da boa­-fé, não se aplicam às relações
estabelecidas pela administração.
72. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) O regime jurídico
administrativo é instituído sobre o alicerce do princípio da legalidade
restrita, o que impede a aplicação, no âmbito da administração pública,
de princípios implícitos, não expressamente previstos na legislação.
73. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Os princípios
da legalidade e da finalidade, que norteiam os processos administrativos
federais, estão intimamente ligados, uma vez que a finalidade de qualquer
ato deve estar prevista explícita ou implicitamente na lei.
74. (CESPE MDIC Agente Administrativo 2015) Os princípios da administração
pública expressamente dispostos na CF não se aplicam às sociedades
de economia mista e às empresas públicas, em razão da natureza
eminentemente empresarial dessas entidades.

18
Questões

75. (CESPE Suframa Nível Superior 2014) O princípio administrativo da


autotutela expressa a capacidade que a administração tem de rever
seus próprios atos, desde que provocada pela parte interessada,
independentemente de decisão judicial.
76. (CESPE Promotor de Justiça MPE/AC 2014) Segundo o entendimento do
STF, para que não ocorra violação do princípio da proporcionalidade,
devem ser observados três subprincípios: adequação, finalidade e
razoabilidade stricto sensu.
77. (CESPE Promotor de Justiça MPE/AC 2014) O princípio da razoabilidade
apresenta-se como meio de controle da discricionariedade administrativa,
e justifica a possibilidade de correção judicial.
78. (CESPE Procurador do Estado PGE/BA 2014) Suponha que o governador
de determinado estado tenha atribuído o nome de Nelson Mandela, ex-
presidente da África do Sul, a escola pública estadual construída com
recursos financeiros repassados mediante convênio com a União. Nesse
caso, há violação do princípio da impessoalidade, dada a existência
de proibição constitucional à publicidade de obras com nomes de
autoridades públicas.
79. (CESPE Funasa 2013) Se uma pessoa tomar posse em cargo público em
razão de aprovação em concurso público e, por ser filiado a um partido
político, sofrer perseguição pessoal por parte de seu superior hierárquico,
poderá representar contra seu chefe por ofensa direta ao princípio da
impessoalidade.
80. (CESPE Analista Judiciário – Área Administrativo STF 2013) A contratação
direta de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral
até o terceiro grau, contrária à moralidade, impessoalidade e eficiência
administrativas, já era vedada, na esfera do Poder Judiciário, mesmo
antes da edição da Súmula Vinculante n.º 13, que determina ser uma
violação à CF a prática de nepotismo em qualquer dos poderes da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
81. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO –
2013) O princípio da supremacia do interesse público é, ao mesmo tempo,
base e objetivo maior do direito administrativo, não comportando, por
isso, limites ou relativizações.
82. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Considere a seguinte situação hipotética. Determinado
prefeito, que é filho do deputado federal em exercício José Faber, instituiu
ação político-administrativa municipal que nomeou da seguinte forma:
Programa de Alimentação Escolar José Faber.

19
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

Nessa situação hipotética, embora o prefeito tenha associado o nome do


próprio pai ao referido programa, não houve violação do princípio da
impessoalidade, pois não ocorreu promoção pessoal do chefe do Poder
Executivo municipal.
83. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/DF
e TO – 2013) A nomeação, pelo presidente de um tribunal de justiça, de
sua companheira para o cargo de assessora de imprensa desse tribunal
violaria o princípio constitucional da moralidade.
84. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/DF
e TO – 2013) Os princípios constitucionais da administração pública se
limitam à esfera do Poder Executivo, já que o Poder Judiciário e o Poder
Legislativo não exercem função administrativa.
85. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Haverá
ofensa ao princípio da moralidade administrativa sempre que o
comportamento da administração, embora em consonância com a lei,
ofender a moral, os bons costumes, as regras de boa administração, os
princípios de justiça e a ideia comum de honestidade.
86. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) A qualidade dos serviços
públicos pode ser verificada quando os servidores públicos exibem
condutas embasadas na atualidade, na generalidade e na cortesia, por
exemplo.
87. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) No contexto da administração
pública, a legitimidade dos atos do servidor público, de acordo com a CF,
relaciona-se, entre outros fatores, ao dever de probidade.
88. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) Recorre-se ao
princípio da proporcionalidade para aferir a legitimidade de um ato do
poder público que restringe um direito fundamental visando a alcançar
um fim que também tem base constitucional.
O princípio da proporcionalidade impõe o exame do ato quanto a:
a) adequação e necessidade;
b) unidade e excesso;
c) impessoalidade e moralidade;
d) razoabilidade e eficiência;
e) legalidade e efetividade.
89. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) Pelo significado do
princípio da motivação:
a) a Administração deve zelar pela legalidade de seus atos e condutas e pela
adequação deles ao interesse público;

20
Questões

b) o administrador tem o dever de explicitar as razões que o levam a decidir,


bem como os fins desejados e a fundamentação legal adotada;
c) o motivo é elemento do ato administrativo, sem o qual a decisão padece de
vício;
d) os atos administrativos materializados em documentos gozam de fé pública.
90. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) A Constituição Federal vigente prevê, no caput
de seu art. 37, a observância, pela Administração Pública, do princípio
da legalidade. Interpretando-se essa norma em harmonia com os demais
dispositivos constitucionais, tem-se que:
a) os Municípios, por uma questão de hierarquia, devem antes atender ao
disposto em leis estaduais ou federais, do que ao disposto em leis municipais;
b) o Chefe do Poder Executivo participa do processo legislativo, tendo iniciativa
privativa para propor certos projetos de lei, como aqueles sobre criação de
cargos públicos na Administração direta federal;
c) a extinção de cargos públicos, em qualquer hipótese, depende de lei;
d) a Administração é livre para agir na ausência de previsão legislativa;
e) é cabível a delegação do Congresso Nacional para que o Presidente da
República disponha sobre diretrizes orçamentárias.
91. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) O princípio constitucional
inserido no ordenamento jurídico brasileiro pela Emenda Constitucional
no 19, de 1998, acrescentado ao art. 37, caput, da Constituição Federal é
o princípio da:
a) cortesia;
b) eficiência;
c) atualidade;
d) motivação.
92. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/
RJ – 2013) A propósito dos princípios que informam a atuação da
Administração Pública tem-se que o princípio da:
a) eficiência e o princípio da legalidade podem ser excludentes, razão pela qual
cabe ao administrador a opção de escolha dentre eles, de acordo com o caso
concreto;
b) tutela permite que a administração pública exerça, em algum grau e medida,
controle sobre as autarquias que instituir, para garantia da observância de
suas finalidades institucionais;
c) autotutela permite o controle dos atos praticados pelos entes que integram
a administração indireta, inclusive consórcios públicos;
d) supremacia do interesse público e o princípio da legalidade podem ser
excludentes, devendo, em eventual conflito, prevalecer o primeiro, por sobre-
por-se a todos os demais;

21
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

e) publicidade está implícito na atuação da administração, uma vez que não


consta da Constituição Federal, mas deve ser respeitado nas mesmas condições
que os demais.
93. (Cespe – PRF – Agente Administrativo – Classe A – Padrão I – 2012) Em
decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público, não
é permitido à administração alienar qualquer bem público enquanto este
bem estiver sendo utilizado para uma destinação pública específica.
94. (Fujb – Analista – Processual – MPE/RJ – 2011) Quanto aos princípios da
Administração Pública, é correto afirmar que:
a) segundo o princípio da legalidade administrativa, a Administração pode
adotar qualquer conduta não vedada pela lei;
b) segundo o princípio da legalidade administrativa, a Administração só pode
agir com fundamento em lei formal;
c) segundo o princípio da publicidade, todos têm direito a obter da
Administração informações de interesse coletivo, salvo aquelas que envolvam
a segurança do Estado e da sociedade;
d) segundo o princípio da motivação, as decisões administrativas devem conter
fundamentação clara, explícita e congruente, não podendo adotar pareceres
prévios como sua motivação;
e) segundo o princípio da impessoalidade, a investidura em todo e qualquer
cargo público deve ser precedida de procedimento seletivo público, objetivo e
imparcial.
95. (ISAE – Procurador – AL/AM – 2011) Assinale a alternativa que elenca os
princípios administrativos previstos expressamente no art. 37, caput, da
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
a) Legalidade, motivação, moralidade, publicidade e eficiência.
b) Motivação, impessoalidade, razoabilidade, proporcionalidade e eficiência.
c) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
d) Legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e razoabilidade.
e) Legalidade, impessoalidade, motivação, transparência e eficiência.
96. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) O Prefeito
da cidade de Lilliput resolveu desapropriar um terreno de seu adversário
político. Esta atitude viola, em tese, qual princípio constitucional da
Administração Pública?
a) Impessoalidade.
b) Moralidade.
c) Legalidade.
d) Eficiência.
e) Publicidade.
22
Questões

97. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –


2013) Diante de uma situação de irregularidade, decorrente da prática
de ato pela própria Administração Pública brasileira, é possível a esta
restaurar a legalidade, quando for o caso, lançando mão de seu poder:
a) disciplinar, que se expressa, nesse caso, por meio de medidas corretivas de
atuação inadequada do servidor público que emitiu o ato;
b) de tutela disciplinar, em razão da atuação ilegal do servidor público, que faz
surgir o dever da Administração de corrigir seus próprios atos;
c) de tutela, expressão de limitação de seu poder discricionário e corolário do
princípio da legalidade;
d) de autotutela, que permite a revisão, de ofício, de seus atos para, sanar
ilegalidade;
e) de autotutela, expressão do princípio da supremacia do interesse público,
que possibilita a alteração de atos por razões de conveniência e oportunidade,
sempre que o interesse público assim recomendar.
98. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) A administração está obrigada a divulgar informações
a respeito dos seus atos administrativos, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado e à proteção da
intimidade das pessoas.
99. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) Com base no
princípio da autotutela, e em qualquer tempo, a administração pública tem
o poder-dever de rever seus atos quando estes estiverem eivados de vícios.

23
C apítulos 3 e 4
O r g a n i z a ç ã o A d mi n i s t r at i va
d o E s ta d o

1. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) A desconcentração de serviços


é caracterizada pelas situações em que o poder público cria, por meio de
lei, uma pessoa jurídica e a ela atribui a execução de determinado serviço.
2. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) Se determinada atribuição
administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma composição
hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e
subordinação entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização.
3. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) A prestação
centralizada dos serviços ocorre quando pessoas jurídicas de direito
público vinculadas à administração indireta e criadas para este fim
executam atividades de caráter público.
4. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) A descentralização
ocorre dentro de um mesmo ente, de maneira expressa e transitória,
quando se promove a extensão de uma competência administrativa entre
agentes públicos.
5. (CESPE DPE/RN Defensor Público 2015) Por meio da descentralização, o
Estado transfere a titularidade de certas atividades que lhe são próprias
a particulares ou a pessoas jurídicas que institui para tal fim.
6. (CESPE TJ-DF Judiciário 2015) De acordo com a teoria da imputação,
atualmente adotada no ordenamento jurídico brasileiro, a manifestação
de vontade de pessoa jurídica dá­se por meio dos órgãos públicos, ou seja,
conforme essa teoria, quando o agente do órgão manifesta sua vontade, a
atuação é atribuída ao Estado.
7. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Segundo a doutrina, pertinente à
posição dos órgãos estatais, os órgãos superiores seriam aqueles situados
na cúpula da administração, diretamente subordinados à chefia dos
órgãos independentes, gozando de autonomia administrativa, técnica e
financeira.
24
Questões

8. (CESPE TRE/MT Analista 2015) Os órgãos públicos não têm personalidade


jurídica e podem integrar tanto a estrutura da administração direta como
a da administração indireta.
9. (CESPE TELEBRAS Engenheiro 2015) A teoria do órgão, segundo a qual
os atos e provimentos administrativos praticados por determinado
agente são imputados ao órgão por ele integrado, é reflexo importante do
princípio da impessoalidade.
10. (CESPE TCU Procurador 2015) Em relação à posição ocupada na estrutura
estatal, o TCU é órgão superior.
11. (CESPE TCU Procurador 2015) Considerando-se o conceito de órgão
público, o TCU, embora não tenha personalidade jurídica, tem capacidade
processual para defender suas prerrogativas e para atuar judicialmente
em nome da pessoa jurídica que integra.
12. (CESPE STJ Técnico Judiciário – Tecnologia da Informação 2015) É
defeso aos Poderes Judiciário e Legislativo a criação de entidades da
administração indireta, como autarquias e fundações públicas.
13. (CESPE DPE/RN Defensor Público 2015) Como pessoas jurídicas de direito
público instituídas por lei, às quais são transferidas atividades próprias
da administração pública, as autarquias se submetem ao controle
hierárquico da administração direta.
14. (CESPE TRE-RN Analista 2015) A administração pública indireta abrange
as autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de
economia mista e organizações sociais.
15. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O princípio da especialidade na
administração indireta impõe a necessidade de que conste, na lei de
criação da entidade, a atividade a ser exercida de modo descentralizado.
16. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) A administração pública
indireta, na esfera federal, compreende as entidades dotadas de
personalidade jurídica de direito público e privado, as quais mantêm
relação de subordinação e controle hierárquico com os ministérios com
os quais guardam pertinência.
17. (CESPE TC-DF Técnico de Administração 2015) Os municípios, assim
como os estados-membros, poderão ter sua administração indireta, em
razão da autonomia a eles conferida pela CF.
18. (CESPE DPU Analista Técnico- Administrativo 2016) Uma autarquia
federal, desejando comprar um bem imóvel — não enquadrado nas
hipóteses em que a licitação é dispensada, dispensável ou inexigível —
com valor de contratação estimado em R$ 50.000,00, efetuou licitação

25
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

na modalidade concorrência. É prerrogativa da referida autarquia, que


certamente foi criada por meio de lei específica, a impenhorabilidade dos
seus bens.
19. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) As autarquias são pessoas jurídicas
de direito público com autonomia administrativa, beneficiadas pela
imunidade recíproca de impostos sobre renda, patrimônio e serviços,
cujos bens são passíveis de aquisição por usucapião e cujas contratações
são submetidas ao dever constitucional de realização de prévia licitação.
20. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) Os conselhos profissionais, com exceção
da OAB, têm personalidade jurídica de direito privado, detêm poder de
polícia e gozam de imunidade tributária.
21. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) Por ter sido criada mediante lei específica,
a OAB possui natureza de autarquia.
22. (CESPE TCU Auditor Federal De Controle Externo – Auditoria
Governamental 2015) As agências reguladoras constituem instrumento
de intervenção estatal direta no domínio econômico, uma vez que impõem
comportamentos definidos pela autoridade do Estado.
23. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Cria-se empresa
pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio de publicação
de lei ordinária específica.
24. (CESPE TJ-DF Juiz de Direito 2016) As sociedades de economia mista,
cuja criação e cuja extinção são autorizadas por meio de lei específica,
possuem personalidade jurídica de direito privado, são constituídas sob
a forma de sociedade anônima e aplica-se ao pessoal contratado o regime
de direito privado, com empregados submetidos ao regime instituído
pela legislação trabalhista.
25. (CESPE TER-RS Analista Judiciário 2015) Embora a sociedade de economia
mista esteja vinculada aos fins definidos na lei que autorizou sua criação,
é possível a alteração de seus objetivos mediante ato do Poder Executivo,
devidamente aprovado na forma prevista em seus estatutos.
26. (CESPE TJ-DF Analista Judiciário 2015) A criação, pela União, de sociedade
de economia mista depende de autorização legislativa. Autorizada, a
sociedade deverá assumir a forma de sociedade anônima, e a maioria
de suas ações com direito a voto pertencerão à União ou a entidade da
administração indireta.
27. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Conforme a CF, as empresas públicas e
sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica
estão sujeitas ao regime jurídico próprio das empresas privadas, exceto
quanto aos direitos e obrigações civis e comerciais.

26
Questões

28. (CESPE TCE-RN Tecnologia da Informação 2015) Situação hipotética: Foi


constatado um superfaturamento para a realização de concurso público
para a contratação de empregados de uma sociedade de economia mista.
Assertiva: Nessa situação, ainda que possuísse personalidade jurídica
de direito privado, a referida sociedade estaria sujeita ao controle pelo
respectivo tribunal de contas.
29. (CESPE TCU Procurador 2015) A sociedade de economia mista integrante
da administração pública indireta possui prazo em dobro para recorrer,
por estar inserida no conceito de fazenda pública.
30. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O simples fato de o poder público
passar a deter a maioria do capital social de uma empresa privada a
transforma em sociedade de economia mista, independentemente de
autorização legal.
31. (CESPE MPOG Técnico Nível Superior 2015) As fundações governamentais
de direito público, embora não tenham de ser criadas por leis específicas,
devem ser instituídas, após autorização legal, por meio do registro de
seus respectivos atos constitutivos no registro civil de pessoas jurídicas.
32. (CESPE FUB Administrador 2015) As fundações públicas, tanto as de
direito público quanto as de direito privado, são necessariamente criadas
por lei, devendo estar o patrimônio delas vinculado a um fim específico.
33. (CESPE TRF 5° Região Juiz Federal 2015) As fundações estatais, sejam elas
de direito público ou de direito privado, somente podem ser criadas por
lei específica de iniciativa do chefe do Poder Executivo.
34. (CESPE TCE-PB Procurador 2015) As fundações de apoio às universidades
públicas federais integram a administração indireta.
35. (CESPE Agente Penitenciário DEPEN 2013) As fundações públicas poderão
ser criadas para exercerem atividades de fins lucrativos.
36. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) As agências reguladoras são
fundações de regime especial, cuja atividade precípua é a regulamentação
de serviços e de atividades concedidas, que possuem regime jurídico de
direito público, autonomia administrativa e diretores nomeados para o
exercício de mandato fixo.
37. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) As agências executivas são compostas
por autarquias, fundações, empresas públicas ou sociedades de economia
mista que celebram contrato de gestão com órgãos da administração
direta a que estão vinculadas, com vistas ao aprimoramento de sua
eficiência no exercício das atividades fim e à diminuição de despesas.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

38. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) No nível federal, a qualificação de


uma autarquia como agência executiva exige edição de lei específica de
iniciativa da Presidência da República.
39. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Mediante contrato a ser firmado
entre administradores e o poder público, tendo por objeto a fixação de
metas de desempenho para órgão ou entidade, a autonomia gerencial,
orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta
e indireta poderá ser ampliada.
40. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) Apenas as autarquias podem,
mediante iniciativa do advogado­geral da União, ser qualificadas
como agências executivas, desde que possuam um plano estratégico
de reestruturação e de desenvolvimento institucional que definam
diretrizes, políticas e medidas voltadas para a racionalização de sua
estrutura.
41. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) A qualificação de uma entidade
como agência reguladora é efetivada por meio de decreto do chefe do
Poder Executivo, a partir do que deverá assinar contrato de gestão com o
respectivo ministério ao qual é subordinada.
42. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) A criação de
autarquia federal depende de edição de lei complementar.
43. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Em regra, as
sociedades de economia mista devem realizar concurso público para
contratar empregados.
44. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) As empresas públicas, que possuem
personalidade jurídica de direito público, são organizadas sob qualquer
das formas admitidas em direito, estão sujeitas à exigência constitucional
de contratação mediante licitação e têm quadro de pessoal instituído pela
legislação trabalhista, cuja contratação condiciona-se a prévia aprovação
em concurso público.
45. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) Na organização administrativa do poder
público, as autarquias públicas são:
a) entidades da administração indireta com personalidade jurídica, patrimônio
e receita próprios.
b) sociedades de economia mista criadas por lei para a exploração de atividade
econômica.
c) organizações da sociedade civil constituídas com fins filantrópicos e sociais.
d) órgãos da administração direta e estão vinculadas a algum ministério.
e) organizações sociais sem fins lucrativos com atividades dirigidas ao ensino
e à pesquisa científica.

28
Questões

46. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Os entes da


administração indireta não se sujeitam ao controle finalístico de entes da
administração direta.
47. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A definição dos
órgãos, entes e pessoas que compõem o aparelho administrativo estatal
decorre do estudo da organização administrativa do Estado.
48. (CESPE TER-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O instituto da
descentralização decorre do princípio hierárquico.
49. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) As empresas públicas e a
sociedade de economia mista, entidades da administração indireta com
natureza jurídica de direito privado, devem constituir-se sob a forma
jurídica de sociedade anônima.
50. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Os órgãos e entidades da administração
pública, direta ou indireta, estão sujeitos à supervisão do ministro de
Estado competente, salvo as agências reguladoras, que dispõem de
disciplina especial.
51. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O capital social das sociedades de
economia mista deve ser integralmente público, e a participação do
Estado no capital social das empresas públicas deve ser majoritária.
52. (CESPE TRE-MT Analista 2015) As agências reguladoras integram a
administração direta.
53. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Os ministérios, órgãos integrantes da
administração direta, não possuem personalidade jurídica própria.
54. (CESPE TRE-MT Analista 2015) As autarquias e as fundações públicas são
subordinadas hierarquicamente a órgãos da administração direta.
55. (CESPE TCU Procurador 2015) A sociedade de economia mista integrante
da administração pública indireta possui prazo em dobro para recorrer,
por estar inserida no conceito de fazenda pública.
56. (CESPE STJ Técnico Judiciário–tecnologia da Informação 2015) A atividade
administrativa pode ser prestada de forma centralizada, em que um único
órgão desempenha as funções administrativas do ente político.
57. (CESPE MPOG Analista Técnico Administrativo 2015) A criação da Escola
Nacional Administrativa Pública constitui típica descentralização de
competência por meio de delegação do serviço a um ente colaborador.
58. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) A criação de pessoa
jurídica de direito privado integrante da administração pública dá-
se por meio da inscrição de seus atos constitutivos no registro público
competente, desde que haja autorização legal.

29
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

59. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) Por meio da


técnica denominada desconcentração, poderá o presidente da República,
utilizando-se de decreto, criar dois novos ministérios e repartir entre
eles as competências do MPOG, desde que não haja aumento de despesa.
60. (CESPE FUB Administrador 2015) As fundações públicas de personalidade
jurídica de direito público, na área federal, são entidades da administração
direta.
61. (CESPE FUB Administrador 2015) As empresas públicas e sociedades de
economia mista, que possuem personalidade jurídica de direito privado,
estão desobrigadas de se submeter ao regime da Lei n.º 8.666/1993.
62. (CESPE FUB Auditor 2015) As autarquias territoriais não detêm autonomia
política.
63. (CESPE FUB Auditor 2015) Todas as entidades da administração pública
indireta submetem-se, em alguma medida, a controle estatal, interno e
externo.
64. (CESPE FUB Auditor 2015) Tanto na empresa pública, quanto na sociedade
de economia mista, há derrogação apenas parcial do regime de direito
público pelo regime de direito privado.
65. (CESPE Juiz de Direito 2015) De acordo com a jurisprudência do STJ,
regras impostas por uma agência reguladora, mediante a edição de
atos normativos secundários, em prol da população, não têm natureza
impositiva com relação às demais entidades atuantes no setor regulado.
66. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) As autarquias são serviços autônomos,
criados por lei, com natureza jurídica de direito privado e personalidade
jurídica própria.
67. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) As empresas públicas e as sociedades
de economia mista são entidades com natureza jurídica de direito privado
e capital exclusivo do ente estatal que as instituir.
68. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) A administração direta compreende
os entes federativos e as fundações instituídas com personalidade jurídica
de direito público.
69. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Os consórcios públicos integram
a administração indireta e, se constituídos como associação, terão
personalidade jurídica de direito privado.
70. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) As fundações públicas e as empresas
públicas são entidades da administração indireta.
71. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) As secretarias, dentro da
administração direta, executam suas tarefas de forma centralizada.

30
Questões

72. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) As empresas públicas devem
ter a forma de sociedades anônimas; as sociedades de economia mista,
por sua vez, podem revestir-se de qualquer uma das formas admitidas
em direito.
73. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) A agência executiva deve
celebrar contrato de gestão com o respectivo ministério supervisor, com
periodicidade mínima de um ano, no qual se estabelecerão os objetivos,
metas e indicadores de desempenho da entidade, bem como os recursos
necessários e os critérios e instrumentos para a avaliação do seu
cumprimento.
74. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) Pela técnica da deslegalização,
mediante a qual o próprio legislador retirou certas matérias do domínio
da lei, as agências reguladoras podem editar atos normativos dotados de
conteúdo técnico que disciplinem matérias que deveriam ser reguladas
por lei ordinária e por lei complementar, desde que expressamente
autorizadas pela legislação pertinente.
75. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) As agências reguladoras são
autarquias com regime jurídico especial, dotadas de autonomia em
relação ao ente central, razão pela qual não se admite a interposição de
recurso hierárquico impróprio contra suas decisões nem a demissão de
seus dirigentes, salvo mediante sentença transitada em julgado.
76. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) A criação de autarquia é
uma forma de descentralização por meio da qual se transfere determinado
serviço público para outra pessoa jurídica integrante do aparelho estatal.
77. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) Autarquia é entidade
dotada de personalidade jurídica própria, com autonomia administrativa
e financeira, não sendo possível que a lei institua mecanismos de controle
da entidade pelo ente federativo que a criou.
78. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) O instrumento
adequado para a criação de autarquia é o decreto, pois o ato é de natureza
administrativa e de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.
79. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) As empresas públicas
são pessoas jurídicas de direito público.
80. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) Na desconcentração,
há divisão de competências dentro da estrutura da entidade pública com
atribuição para desempenhar determinada função.
81. (CESPE DPU Defensor Público 2015) Considera-se desconcentração a
transferência, pela administração, da atividade administrativa para
outra pessoa, física ou jurídica, integrante do aparelho estatal.

31
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

82. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) Os órgãos administrativos são


pessoas jurídicas de direito público que compõem tanto a administração
pública direta quanto a indireta.
83. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) O poder normativo das agências
reguladoras, cujo objetivo é atender à necessidade crescente de
normatividade baseada em questões técnicas com mínima influência
política, deve estar amparado em fundamento legal.
84. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) Embora as autarquias não estejam
hierarquicamente subordinadas à administração pública direta, seus
bens são impenhoráveis e seus servidores estão sujeitos à vedação de
acumulação de cargos e funções públicas.
85. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) As decisões das agências reguladoras
federais estão sujeitas à revisão ministerial, inclusive por meio de recurso
hierárquico impróprio.
86. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/DF e
TO – 2013) As empresas públicas devem ser constituídas obrigatoriamente
sob a forma de sociedade anônima.
87. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) O fato de uma autarquia federal criar, em alguns Estados
da Federação, representações regionais para aproximar o poder público
do cidadão caracteriza o fenômeno da descentralização administrativa.
88. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO
– 2013) As autarquias federais detêm autonomia administrativa relativa,
estando subordinadas aos respectivos ministérios de sua área de atuação.
89. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO
– 2013) A concessão de serviço público a particulares é classificada como
descentralização administrativa por delegação ou por colaboração.
90. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Os órgãos
públicos classificam-se, quanto à estrutura, em órgãos singulares,
formados por um único agente, e coletivos, integrados por mais de um
agente ou órgão.
91. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013)
Administração pública em sentido orgânico designa os entes que exercem
as funções administrativas, compreendendo as pessoas jurídicas, os
órgãos e os agentes incumbidos dessas funções.
92. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) As sociedades
de economia mista podem revestir-se de qualquer das formas em direito
admitidas, a critério do poder público, que procede à sua criação.

32
Questões

93. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Nos litígios
comuns, as causas que digam respeito às autarquias federais, sejam estas
autoras, rés, assistentes ou oponentes, são processadas e julgadas na
Justiça Federal.
94. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Pessoas
jurídicas de direito privado integrantes da administração indireta, as
empresas públicas são criadas por autorização legal para que o governo
exerça atividades de caráter econômico ou preste serviços públicos.
95. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) Entidades paraestatais,
pessoas jurídicas de direito privado que integram a administração
indireta, não podem exercer atividade de natureza lucrativa.
96. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) Quando o Estado cria uma
entidade e a ela transfere, por lei, determinado serviço público, ocorre a
descentralização por meio de outorga.
97. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) A criação, por uma
universidade federal, de um departamento específico para cursos de pós-
-graduação é exemplo de descentralização.
98. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Os
termos concentração e centralização estão relacionados à ideia geral
de distribuição de atribuições do centro para a periferia, ao passo que
desconcentração e descentralização associam-se à transferência de
tarefas da periferia para o centro.
99. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Pertence
à Justiça Federal a competência para julgar as causas de interesse das
empresas públicas, dado o fato de elas prestarem serviço público, ainda
que detenham personalidade jurídica de direito privado.
100. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) Compõem a administração
indireta:
a) União, Estados, Municípios e Distrito Federal;
b) autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista;
c) serviços sociais autônomos e entidades filantrópicas;
d) órgãos públicos e o terceiro setor.
101. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) No tocante
à Administração Direta e Indireta, marque a alternativa correta.
a) As Autarquias adquirem personalidade jurídica com a inscrição da escritura
pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, não se lhes
aplicando as demais disposições do Código Civil concernentes às fundações.
b) A desconcentração pode ocorrer em três planos principais: dentro dos quadros
da Administração Federal, distinguindo-se claramente o nível de direção do de
execução; da Administração Federal para a das unidades federadas, quando

33
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio; e da Administração


Federal para a órbita privada, mediante contratos ou concessões.
c) A descentralização é a distribuição de competências de uma pessoa para
outra, física ou jurídica; já a desconcentração é a distribuição interna de
competências, isto é, distribuição de competências dentro de uma mesma
pessoa jurídica.
d) As empresas públicas e sociedades de economia mista não se sujeitam à falência.
e) As autarquias e as empresas públicas são criadas por Decreto.
102. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) Em
execução de uma decisão judicial condenatória contra empresa pública
federal prestadora de serviço público, a penhora incidente sobre bens
integrantes de seu patrimônio é juridicamente:
a) possível, desde que a penhora seja precedida de autorização legislativa de
desafetação do bem;
b) possível, desde que a penhora não recaia sobre bens afetos ao serviço
público que possam comprometer a continuidade de sua prestação;
c) possível, uma vez que os bens das empresas públicas são considerados bens
particulares e, portanto, passíveis de penhora nos termos da legislação civil;
d) possível, uma vez que, embora tenham natureza pública, os bens das
empresas públicas são penhoráveis e alienáveis nos termos da legislação civil;
e) impossível, uma vez que os bens das empresas públicas são considerados
bens públicos e, portanto, são impenhoráveis, inalienáveis e imprescritíveis.
103. (TRT – 3a Região/MG – Juiz do Trabalho – 2013) Relativamente às
agências reguladoras, é correto afirmar.
a) Cabe-lhes, nos limites do texto constitucional, definir políticas públicas
assim como executá-las nos diversos setores regulados.
b) Integram a administração direta federal.
c) Seus servidores são empregados públicos, sujeitos ao regime da CLT.
d) Cabe-lhes substituir o Poder Executivo relativamente às funções que o
poder concedente exerce nos contratos de concessão ou permissão de serviços
públicos.
e) As agências reguladoras podem assumir o modelo de fundação pública ou
autarquia, conforme opção do ente político (União), no momento de sua criação.
104. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo – e Analista em Infraestrutura
de Transportes – Comum a todas as áreas – 2013) Quanto à sua posição
estatal, o órgão que possui atribuições de direção, controle e decisão,
mas que sempre está sujeito ao controle hierárquico de uma chefia mais
alta, não tem autonomia administrativa nem financeira, denomina-se:
a) órgão subalterno;
b) órgão autônomo;
c) órgão singular;

34
Questões

d) órgão independente;
e) órgão superior.
105. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/
RJ – 2013) A Administração Pública editou um decreto organizando o
segmento imobiliário de sua administração. A medida é:
a) constitucional, desde que não tenha implicado em criação de órgão ou
aumento de despesa;
b) inconstitucional, tendo em vista que a autonomia da administração pública
para tanto estaria restrita à extinção de cargos vagos;
c) constitucional, desde que tenha havido autorização legislativa e que não
tenha implicado extinção de cargos, ainda que vagos;
d) inconstitucional, na medida em que o Executivo não possui competência
para edição de decretos autônomos em decorrência de seu poder regulamentar,
nem para organizar a administração pública;
e) inconstitucional, tendo em vista que a organização da administração deve
ser promovida por meio de lei.
106. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Com referência à organização administrativa, assinale a opção correta.
a) O Estado, ao desenvolver suas atividades administrativas, atua por si mesmo
ou cria órgão despersonalizado para desempenhar essas atividades, mas não
pode criar outras pessoas jurídicas para desempenhar tais atividades.
b) O Estado não pode transferir a particulares o exercício das atividades que
lhe são próprias.
c) O Estado pode transferir atividades que lhe são próprias a particulares, mas
não pode criar outras pessoas jurídicas para desempenhar essas atividades.
d) O Estado desenvolve suas atividades administrativas por si mesmo, mas
pode transferi-las a particulares e também criar outras pessoas jurídicas para
desempenhá-las; contudo tais entidades devem ter personalidade jurídica de
direito público.
e) O Estado desenvolve suas atividades administrativas por si mesmo, podendo
transferi-las a particulares e também criar outras pessoas jurídicas, com
personalidade jurídica de direito público ou privado, para desempenhá-las.
107. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
A respeito da organização administrativa e da administração direta e
indireta, assinale a opção correta.
a) Uma das diferenças entre a desconcentração e a descentralização administrativa
é que nesta existe um vínculo hierárquico e naquela há o mero controle entre a
administração central e o órgão desconcentrado, sem vínculo hierárquico.
b) Na desconcentração, o Estado executa suas atividades indiretamente,
mediante delegação a outras entidades dotadas de personalidade jurídica.

35
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

c) A centralização é a situação em que o Estado executa suas tarefas diretamente,


por intermédio dos inúmeros órgãos e agentes administrativos que compõem
sua estrutura funcional.
d) A descentralização administrativa ocorre quando uma pessoa política ou
uma entidade da administração indireta distribui competências no âmbito
da própria estrutura, a fim de tornar mais ágil e eficiente a sua organização
administrativa e a prestação de serviços.
e) A descentralização é a situação em que o Estado executa suas tarefas indiretamente,
por meio da delegação de atividades a outros órgãos despersonalizados dentro da
estrutura interna da pessoa jurídica descentralizadora.
108. (Cespe – Defensor Público – DPE/TO – 2013) A respeito dos serviços
públicos e da organização da administração pública, assinale a opção
correta.
a) A desconcentração e a descentralização administrativas constituem
institutos jurídicos idênticos.
b) Para a criação de entidades da administração pública indireta, excetuada
a de subsidiárias de sociedade de economia mista e de empresas públicas, é
necessária a edição de lei específica.
c) A prestação de serviços públicos deve ser realizada diretamente pelo Estado
ou por entes privados sob o regime de concessão, permissão ou autorização,
caso em que é inexigível licitação.
d) A CF passou a prever, após a reforma administrativa do Estado promovida
pela Emenda Constitucional no 19/1998, a gestão associada na prestação de
serviços públicos mediante convênios de cooperação e consórcios públicos.
e) A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado, incluídas
as que prestam serviços públicos, é subjetiva, isto é, depende da ocorrência de
culpa ou dolo.
109. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ
– 2013) Em relação às empresas estatais, é correto afirmar que:
a) se submetem ao regime jurídico de direito público quando se tratar de
empresa pública, porque o capital pertence a pessoas jurídicas de direito
público;
b) se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas, com
derrogações por normas de direito público;
c) não se submetem a lei de licitações, porque sujeitas ao regime jurídico típico
de direito privado;
d) não se submetem à lei de licitações, salvo no que se refere às suas atividades
fins, que dependem sempre de licitação;
e) se submetem integralmente ao regime jurídico de direito privado, sem
derrogações, a fim de resguardar o princípio da isonomia em relação às demais
empresas que atuem no setor.

36
Questões

110. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ


– 2013) A respeito das entidades integrantes da Administração indireta,
é correto afirmar que:
a) se submetem, todas, ao regime jurídico de direito público, com observância
aos princípios constitucionais e às demais regras aplicáveis à Administração
pública;
b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem
atividade econômica submetem-se ao regime tributário próprio das empresas
privadas;
c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao
regime jurídico de direito público, gozando de capacidade política;
d) apenas as empresas públicas podem explorar atividade econômica e sempre
em caráter supletivo à iniciativa privada, submetidas ao regime próprio das
empresas privadas, salvo em matéria tributária;
e) apenas as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito
privado, podendo orientar suas atividades para a obtenção de lucro.
111. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS –
2013) A respeito da administração direta e indireta, centralizada e
descentralizada, assinale a opção correta.
a) A chamada centralização desconcentrada é a atribuição administrativa
cometida a uma única pessoa jurídica dividida internamente em diversos órgãos.
b) A estrutura básica da administração direta na esfera estadual é composta
pelo chefe do Poder Executivo, que tem como auxiliares os ministros de Estado.
c) Sociedade de economia mista, empresa pública e fundação pública de direito
público são categorias abrangidas pelo termo empresa estatal ou empresa
governamental.
d) A criação de uma diretoria no âmbito interno de um tribunal regional
eleitoral (TRE) configura exemplo de descentralização administrativa.
e) A administração direta é composta de pessoas jurídicas, também denominadas
entidades, e a administração indireta, de órgãos internos do Estado.
112. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) Organizações
Sociais e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público
submetem-se ao regime celetista de emprego público no que tange
à contratação de pessoal, a qual deve ser precedida de aprovação em
concurso público de provas ou de provas e títulos.
PORQUE
O terceiro setor é composto por entidades da sociedade civil sem fins
lucrativos que recebem uma qualificação do Poder Público para atuar em
áreas de relevância social e, com isso, passam a integrar a Administração
Indireta do respectivo ente federativo.

37
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que:


a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira;
b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira;
c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa;
d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira;
e) as duas afirmações são falsas.
113. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo e Analista em Infraestrutura de
Transportes – Comum a todas as áreas – 2013) A respeito do terceiro
setor, analise as afirmativas abaixo, classificando-as como verdadeiras
ou falsas. Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) Integram o terceiro setor as pessoas jurídicas de direito privado,
sem fins lucrativos, que exercem atividades de interesse público, não
exclusivas de Estado, recebendo fomento do Poder Público.
(  ) As entidades do terceiro setor integram a Administração Pública em
sentido formal.
(  ) O terceiro setor coexiste com o primeiro setor, que é o próprio Estado
e com o segundo setor, que é o mercado.
(  ) Integram o terceiro setor as organizações sociais de interesse público
e as organizações sociais.
a) V, V, F, V.
b) V, F, V, V.
c) F, F, V, V.
d) V, F, F, V.
e) V, V, V, F.
114. (ESAF – Dnit – Técnico Administrativo – 2013) A respeito das agências
reguladoras e das agências executivas, analise as assertivas abaixo,
classificando-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F). Ao final, assinale a
opção que contenha a sequência correta.
( ) A agência executiva é uma nova espécie de entidade integrante da
Administração Pública Indireta.
(  ) O grau de autonomia da agência reguladora depende dos instrumentos
específicos que a respectiva lei instituidora estabeleça.
(  ) Ao contrário das agências reguladoras, as agências executivas não
têm área específica de atuação.
(  ) As agências executivas podem ser autarquias ou fundações públicas.
a) V, F, V, V;
b) F, V, V, V;
c) F, F, V, V;
d) V, V, V, F;
e) F, F, F, V.

38
P arte I I
Terceiro Setor

1. (CESPE PC-PE Escrivão de Polícia 2016) Os serviços sociais autônomos,


por possuírem personalidade jurídica de direito público, são mantidos
por dotações orçamentárias ou por contribuições parafiscais.
2. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2016) Embora os serviços sociais
autônomos sejam instituídos por lei e mantidos por dotações
orçamentárias ou contribuições parafiscais, para a contratação de seu
pessoal não se exige a realização de processo seletivo.
3. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Segundo entendimento
jurisprudencial consolidado no âmbito do STF, os serviços sociais
autônomos integrantes do denominado Sistema S estão submetidos à
exigência de concurso público para a contratação de pessoal, nos moldes
do que prevê a CF para a investidura em cargo ou emprego público.
4. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Por serem destinatários de
dinheiro público arrecadado mediante contribuições sociais de interesse
corporativo, os serviços sociais autônomos estão sujeitos aos estritos
procedimentos e termos estabelecidos na Lei n.º 8.666/1993.
5. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Assim como outras entidades
privadas que atuam em parceria com o poder público, como as OSs e
as OSCIPs, os serviços sociais autônomos necessitam da celebração de
contrato de gestão com o poder público para o recebimento de subvenções
públicas.
6. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Serviços sociais autônomos são
pessoas jurídicas de direito privado integrantes do elenco das pessoas
jurídicas da administração pública indireta e têm como finalidade uma
atividade social que representa a prestação de um serviço de utilidade
pública em benefício de certos agrupamentos sociais ou profissionais.
7. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Referidos entes de cooperação
governamental, destinatários de contribuições parafiscais, estão

39
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

sujeitos à fiscalização do Estado nos termos e condições estabelecidos na


legislação pertinente a cada um.
8. (CESPE TER-MT Analista 2016) Entidades paraestatais são pessoas
jurídicas de direito público, sem fins lucrativos, que exercem atividades
de interesse social e coletivo e, por isso, recebem incentivos do Estado.
9. (CESPE TER-MT Analista 2016) A qualificação das entidades privadas
sem fins lucrativos como organizações sociais depende de aprovação do
Ministério da Justiça.
10. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) Embora não integrem a
administração pública, os serviços sociais autônomos, ou pessoas de
cooperação governamental, são pessoas jurídicas de direito público que
produzem benefícios para grupos sociais ou categorias profissionais.
11. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) A qualificação de uma entidade
como organização social resulta de critério discricionário do ministério
competente para supervisionar ou regular a área de atividade
correspondente ao objeto social.
12. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) A qualificação de OSCIP, a exemplo da
entidade em questão, é destinada a pessoas jurídicas de direito privado
com fins lucrativos, habilitando as a receberem delegação estatal para
o desempenho de serviços sociais não exclusivos do Estado mediante
incentivo do poder público e fiscalização deste.
13. (CESPE TCU Procurador 2015) Os entes de cooperação estatal, a exemplo
do SESC, são criados pelo Poder Executivo, mediante autorização legal, e
recebem recursos oriundos de contribuições parafiscais, razão por que
se sujeitam ao controle exercido pelo TCU.
14. (CESPE TCU Procurador 2015) Caso a administração pública promova
a alienação de imóvel diretamente ao SESC, mediante dispensa de
licitação, a venda será considerada irregular, por afrontar a regra da
obrigatoriedade de licitação.
15. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Em relação às instituições
que mantêm parcerias com o governo federal, o grupo das organizações
da sociedade civil no país, em razão de sua natureza jurídica, é formado,
majoritariamente, por organizações religiosas
16. (CESPE TCU Auditor Federal de Controle Externo 2015) O instrumento
jurídico previsto para transferência de recursos para organizações da
sociedade civil de interesse público denomina-se termo de parceria.

40
Questões

17. (CESPE FUB Administrador 2015) Integram a administração federal


indireta, entre outras entidades, os serviços sociais autônomos e as
organizações sociais.
18. (CESPE TRF-5° Região Juiz Federal 2015) As OSs formalizam o regime
de cooperação com o poder público por meio da celebração de termo
de parceria no qual são descritos, de modo detalhado, os direitos e as
obrigações dos pactuantes.
19. (CESPE TRF-5° Região Juiz Federal 2015) São passíveis de qualificação
como OSCIP, entre outras entidades, as fundações públicas e as sociedades
civis ou associações de direito privado, desde que se dediquem a
atividades e objetivos sociais descritos na Lei n.º 9.790/1999, conhecida
como Lei das OSCIPs
20. (CESPE TRE-GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) Às
organizações sociais é vedada a finalidade de lucro, devendo ser suas
atividades estatutárias dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao
desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente,
à cultura e à saúde.
21. (CESPE TER-GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) As
organizações da sociedade civil de interesse público são pessoas jurídicas
de direito privado que firmam contrato de gestão com o poder público,
com a finalidade de firmar parceria entre as partes, objetivando o fomento
e a execução de atividades de interesse social, sem fins lucrativos.
22. (CESPE TER-GO Analista Judiciário-Àrea Administrativa 2015) Entidades
para estatais são pessoas jurídicas de direito público ou privado que
atuam ao lado do Estado, executando atividades de interesse público,
porém não privativos do ente estatal.
23. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) As entidades que compõem o
serviço social autônomo prestam serviço público e, por isso, integram a
administração pública indireta, estando sujeitas ao controle do tribunal
de contas.
24. (CESPE TC-DF Técnico de Administração 2014) O Serviço Social
do Comércio, exemplo de entidade de direito privado que atua em
colaboração com o Estado, apesar de ter sido criado por lei, não integra a
administração indireta.
25. (CESPE TC-DF Analista) Compete ao Ministério da Justiça expedir
certificado às entidades interessadas em obter qualificação como
organização da sociedade civil de interesse público.
26. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Os contratos de
gestão, celebrados para a prestação de serviços não exclusivos do Estado,

41
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

são estabelecidos por intermédio de parcerias com organizações sociais,


que devem ser previamente qualificadas como organizações sociais pelo
ministério responsável.
27. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) É classificada
como integrante dos serviços sociais autônomos uma pessoa jurídica de
direito privado, sem fins lucrativos, criada por autorização legislativa,
cuja finalidade principal seja a de executar serviços de utilidade pública
para o benefício de grupos específicos, com custeio por contribuições
compulsórias.
28. (CESPE MTE Contador 2014) Servidores públicos podem participar da
composição do conselho de uma OSCIP, sendo vedada, porém, a percepção
de remuneração ou subsídio a qualquer título.
29. (CESPE TEM Agente Administrativo 2014) A qualificação de uma pessoa
jurídica de direito privado como OSCIP ocorre por meio de ato de ministro
de Estado ou titular de órgão supervisor, ou ainda pelo regulador da área
de atividade correspondente ao seu objeto social.
30. (CESPE CADE Nível Superior 2014) Considere a seguinte situação
hipotética. Otávio é dirigente de cooperativa destinada à promoção de
assistência social em cuja estrutura há conselho administrativo, mas
não conselho fiscal. Marcos é dirigente de fundação privada, sem fins
lucrativos, destinada à promoção do voluntariado, em cujo organograma
se encontra conselho fiscal, mas não conselho administrativo. Ambos
os dirigentes buscam a qualificação das referidas entidades como
organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP). Nessa
situação, ambas as pessoas jurídicas mencionadas estão legalmente
impedidas de serem qualificadas como OSCIP.

42
C apítulo 5
P o d e r e s A d mi n i s t r at i v o s

1. (CESPE TRT-8ª Região Técnico Judiciário-Área Administrativa 2016) A


autoexecutoriedade inclui­se entre os poderes da administração.
2. (CESPE TRT-8ª Região Técnico Judiciário-Área Administrativa 2016) A
existência de níveis de subordinação entre órgãos e agentes públicos é
expressão do poder discricionário.
3. (CESPE TRT-8ª Região Técnico Judiciário-Área Administrativa 2016)
Poder disciplinar da administração pública e poder punitivo do Estado
referem­se à repressão de crimes e contravenções tipificados nas leis
penais.
4. (CESPE TRT-8ª Região Técnico Judiciário-Área Administrativa 2016)
O poder regulamentar refere­ se às competências do chefe do Poder
Executivo para editar atos administrativos normativos.
5. (CESPE TRT-8ª Região Técnico Judiciário-Área Administrativa 2016) O
poder de polícia não se inclui entre as atividades estatais administrativas.
6. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O pagamento de multa aplicada em
decorrência do poder de polícia não pode configurar condição para que a
administração pratique outro ato em favor do interessado.
7. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O poder restritivo da administração,
consubstanciado no poder de polícia, não se limita pelos direitos
individuais.
8. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O poder vinculado refere­se à faculdade
de agir atribuída ao administrador.
9. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Entre os poderes administrativos
incluem-se o poder disciplinar, o poder regulamentar e o poder jurídico.
10. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Determinada autoridade
sanitária, após apuração da infração, em processo administrativo próprio,
aplicou a determinada farmácia a pena de apreensão e inutilização de

43
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

medicamentos que haviam sido colocados à venda, sem licença do órgão


sanitário competente, por violação do disposto nas normas legais e
regulamentares pertinentes.
Nessa situação hipotética, a autoridade sanitária exerceu o poder
a) hierárquico, em sua acepção de fiscalização de atividades.
b) hierárquico, em sua acepção de imposição de ordens.
c) disciplinar, em razão de ter apurado infração e aplicado penalidade.
d) regulamentar, em razão de ter constatado violação das normas
regulamentares pertinentes.
e) de polícia, em razão de ter limitado o exercício de direito individual em
benefício do interesse público.
11. (CESPE DPU Todos os Cargos 2016) Constitui manifestação do poder
disciplinar da administração pública a aplicação de sanção a sociedade
empresarial no âmbito de contrato administrativo.
12. (CESPE DPU Todos os Cargos 2016) A interdição de restaurante por
autoridade administrativa de vigilância sanitária constitui exemplo de
manifestação do exercício do poder de polícia.
13. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) O poder de polícia,
decorrente da supremacia geral do interesse público, permite que a
administração pública condicione ou restrinja o exercício de atividades,
o uso e gozo de bens e direitos pelos particulares, em nome do interesse
público.
14. (CESPE TER-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Determinado
servidor público efetivo do setor de recursos humanos de um tribunal
regional eleitoral, no âmbito de sua atuação e amparado por lei, proferiu,
entre duas opções cabíveis, decisão a respeito de determinado caso
concreto. Após o decurso de todos os prazos legais para recurso, esse
servidor determinou o imediato cumprimento da referida decisão, não
havendo outro posicionamento a ser adotado.
Nessa situação, o primeiro e o segundo ato do agente resultaram,
respectivamente, do exercício dos poderes
a) vinculado e disciplinar.
b) discricionário e vinculado.
c) disciplinar e discricionário.
d) hierárquico e discricionário.
e) hierárquico e vinculado.
15. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) A cobrança de multa constitui
exemplo de exceção à autoexecutoriedade do poder de polícia, razão por
que o pagamento da multa cobrada não pode se configurar como condição

44
Questões

legal para que a administração pública pratique outro ato em favor do


interessado.
16. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) No exercício do poder
regulamentar, é conferida à administração pública a prerrogativa de
editar atos gerais para complementar a lei, em conformidade com seu
conteúdo e limites, não podendo ela, portanto, criar direitos e impor
obrigações, salvo as excepcionais hipóteses autorizativas de edição de
decreto autônomo.
17. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Decorre do sistema hierárquico
existente na administração pública o poder de delegação, segundo o qual
pode o superior hierárquico, de forma irrestrita, transferir atribuições
de um órgão a outro no aparelho administrativo.
18. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) O exercício do poder disciplinar
na administração pública permite à administração impor medidas
cautelares, tais como o afastamento de servidor de suas funções ou, em
situações específicas, a prisão administrativa para a investigação.
19. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário 2015) O cumprimento de mandados
judiciais por policiais civis pode ser classificado como ato decorrente do
exercício do poder de polícia administrativa.
20. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Exerce o poder de polícia o ente
da administração pública que, no desempenho de suas funções
institucionais, realiza fiscalização em estabelecimento comercial,
lavrando auto de infração e impondo multa por descumprimento de
normas administrativas.
21. (CESPE TRE-MT Técnico judiciário-Administrativo 2015) Decorre do
exercício do poder disciplinar dirimir conflitos de competência, positivos
ou negativos, entre subordinados.
22. (CESPE TRE-MT Técnico judiciário-Administrativo 2015) A
discricionariedade é característica fundamental do exercício do poder de
polícia.
23. (CESPE TRE-MT Técnico judiciário-Administrativo 2015) No exercício do
poder regulamentar, é vedado restringir preceitos da lei regulamentada.
24. (CESPE TRE-MT Técnico judiciário-Administrativo 2015) A execução de
medidas de coação administrativa, decorrentes do exercício do poder de
polícia, depende de prévia autorização judicial.
25. (CESPE TRE-MT Técnico judiciário-Administrativo 2015) É vedado limitar
a discricionariedade administrativa por meio do exercício do poder
regulamentar.

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26. (CESPE TELEBRAS Engenheiro 2015) O rodízio de automóveis estabelecido


pela administração pública configura exercício do poder de polícia.
27. (CESPE AGU Advogado 2015) Foi editada portaria ministerial que
regulamentou, com fundamento direto no princípio constitucional da
eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério. A portaria em questão poderá vir a ser sustada
pelo Congresso Nacional, se essa casa entender que o ministro exorbitou
de seu poder regulamentar.
28. (CESPE AGU Advogado 2015) As portarias são qualificadas como atos de
regulamentação de segundo grau.
29. (CESPE AGU Advogado 2015) Foi editada portaria ministerial que
regulamentou, com fundamento direto no princípio constitucional da
eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério. Na hipótese considerada, a portaria não ofendeu
o princípio da legalidade administrativa, tendo em vista o fenômeno da
deslegalização com fundamento na CF.
30. (CESPE TCU Procurador 2015) No exercício do poder discricionário, a
administração pública pode aferir o momento oportuno para a abertura
de concurso público, porém, com fundamento no mesmo poder, não
pode ela cancelar certame em andamento, em razão de critérios de
conveniência e oportunidade.
31. (CESPE TCU Procurador 2015) O poder-dever da administração pública
de punir as faltas cometidas por servidores públicos é imprescritível e
demanda prévia apuração em processo administrativo, assegurando-se o
contraditório e a ampla defesa.
32. (CESPE TCU Procurador 2015) Um dos pressupostos para o exercício do
poder de polícia é a ocorrência de violação individual a determinada
limitação administrativa, hipótese em que a administração pública
poderá valer-se de meios indiretos de coação como a imposição de
multa, providência esta que não será possível nas hipóteses de violações
massificadas.
33. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O fenômeno da deslegalização,
também chamada de delegificação, significa a retirada, pelo próprio
legislador, de certas matérias do domínio da lei, passando­
as para o
domínio de regulamentos de hierarquia inferior.
34. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O poder de polícia dispõe de certa
discricionariedade, haja vista o poder público ter liberdade para escolher,
por exemplo, quais atividades devem ser fiscalizadas para que se proteja
o interesse público.

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Questões

35. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A relação entre a administração


direta e as entidades que integram a administração indireta pressupõe a
existência do poder hierárquico entre ambas.
36. (CESPE MPOG Técnico Nível Superior 2015) A administração, quando
aplica sanção administrativa a uma pessoa que descumpre as normas de
vigilância sanitária, atua no exercício do poder disciplinar, que se baseia
na ideia de supremacia geral e se dirige a todos os administrados de
forma indistinta.
37. (CESPE MPOG Técnico Nível Superior 2015) A hierarquia existe tanto no
âmbito do Poder Executivo quanto no dos Poderes Legislativo e Judiciário
com relação às suas funções de natureza administrativa.
38. (CESPE MPOG Técnico Nível Superior 2015) O presidente da República,
os governadores e os prefeitos podem estabelecer, por decreto, medidas
que disciplinem a organização e o funcionamento da administração
pública em suas respectivas esferas, desde que isso não enseje aumento
de despesa nem a criação ou extinção de órgãos públicos.
39. (CESPE FUB Administrador 2015) Pelo poder hierárquico, são possíveis a
apuração de faltas funcionais e a aplicação de punições ao agente infrator.
40. (CESPE FUB Auditor 2015) O âmbito de incidência do poder disciplinar da
administração pública está restrito aos servidores públicos.
41. (CESPE FUB Auditor 2015) Decorrente do poder hierárquico, a avocação,
por um órgão, de competência não exclusiva atribuída a outro órgão
que lhe seja subordinado é excepcional e exige motivos relevantes e
devidamente justificados.
42. (CESPE FUB Auditor 2015) O exercício do poder de polícia é delegável a
pessoas jurídicas de direito privado.
43. (CESPE FUB Auditor 2015) No Brasil, apenas excepcionalmente se
admite ato normativo primário no exercício do poder regulamentar da
administração pública.
44. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) Como a delegação de competência se
assenta no poder hierárquico da administração pública, cujo pressuposto
é a relação de subordinação entre órgãos e agentes públicos, é inadmissível
a delegação de competência fora da linha vertical de subordinação e
comando.
45. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) O poder de polícia administrativa
tem como uma de suas características a autoexecutoriedade, entendida
como sendo a prerrogativa de que dispõe a administração para praticar

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

atos e colocá-los em imediata execução sem depender de autorização


judicial.
46. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) O exercício do poder de polícia
administrativa é sempre discricionário, caracterizando-se por conferir
ao administrador liberdade para escolher o melhor momento de sua
atuação ou a sanção mais adequada no caso concreto, por exemplo,
quando houver previsão legal de duas ou mais sanções para determinada
infração.
47. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) No exercício da atividade de
polícia, a administração atua por meio de atos concretos e impositivos
que geram deveres e obrigações aos indivíduos, não sendo possível
considerar que a edição de atos normativos caracterize atuação de polícia
administrativa.
48. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) O poder regulamentar é
prerrogativa concedida textualmente pela CF ao chefe do Poder Executivo
federal que não se estende aos governadores e aos prefeitos.
49. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) No exercício do poder
regulamentar, o presidente da República pode dispor, mediante decreto,
sobre a organização e o funcionamento da administração federal, quando
tal ato administrativo não implicar aumento de despesa; sobre a criação
e extinção de órgãos públicos; sobre a extinção de funções ou cargos
públicos, quando estes estiverem vagos.
50. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) O poder de polícia
administrativa, que incide sobre as atividades, os bens e os próprios
indivíduos, tem caráter eminentemente repressivo.
51. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) O servidor responsável
pela segurança da portaria de um órgão público desentendeu-se com a
autoridade superior desse órgão. Para se vingar do servidor, a autoridade
determinou que, a partir daquele dia, ele anotasse os dados completos de
todas as pessoas que entrassem e saíssem do imóvel. O ato da autoridade
superior foi praticado no exercício de seu poder disciplinar.
52. (CESPE TER-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) Poder
disciplinar é aquele que permite à administração pública disciplinar, de
forma concreta, a aplicação de leis gerais e abstratas.
53. (CESPE TER-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) O poder
hierárquico é aquele que confere à administração pública a capacidade
de aplicar penalidades.

48
Questões

54. (CESPE DPU Defensor Público 2015) A multa, como sanção resultante do
exercício do poder de polícia administrativa, não possui a característica
da autoexecutoriedade.
55. (CESPE DPU Defensor Público 2015) A hierarquia é uma característica
encontrada exclusivamente no exercício da função administrativa, que
inexiste, portanto, nas funções legislativa e jurisdicional típicas.
56. (CESPE DPE-PE Defensor Público 2015) Segundo entendimento já
consolidado no âmbito no STJ, a quitação de multas de trânsito vencidas
não pode ser condição para a liberação de veículo regularmente
apreendido, haja vista que a multa não constitui punição autoexecutória.
57. (CESPE POLICIA FEDERAL Agente de Policia 2014) A aplicação de sanção
administrativa contra concessionária de serviço público decorre do
exercício do poder disciplinar.
58. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) O ato de delegação de competência,
revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante, decorre do poder
administrativo hierárquico.
59. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) A autoexecutoriedade de certos atos
de poder de polícia é limitada, não sendo possível que a administração,
por exemplo, condicione a liberação de veículo retido por transporte
irregular de passageiros ao pagamento de multa anteriormente imposta.
60. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) A prerrogativa do poder de
polícia permite à administração o condicionamento e a restrição de uso e
gozo de bens, atividades e direitos individuais e é exercida, no âmbito de
cada estado­membro, pelos órgãos de controle interno e pela polícia civil
do estado.
61. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) No exercício da atividade de
polícia, a administração pode atuar tanto por meio de atos normativos
dotados de alcance geral, quanto por meio de atos concretos, a exemplo
dos atos sancionatórios.
62. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) No que diz
respeito ao poder de polícia, entende o STJ que, na hipótese de determinado
veículo ser retido apenas por transporte irregular de passageiro, a sua
liberação não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.
63. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Decorrente do
poder hierárquico, a avocação temporária de competências pelo superior
hierárquico é permitida sempre que ele entender ser ela conveniente.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

64. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) De acordo


com o STJ, manifesta­se o poder discricionário quando o juiz impõe a pena
ao condenado após sentença condenatória.
65. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Com
relação a poder hierárquico, pode ser objeto de delegação pelo superior
hierárquico a decisão referente a recursos administrativos.
66. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) O poder de
polícia, em sua dupla acepção, restringe-se a atos do Poder Executivo.
67. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A autorização
de uso de bem público é ato praticado pela administração pública no
exercício do poder vinculado.
68. (CESPE TJ-SE Técnico Judiciário – Área Judiciaria 2014) No exercício do
poder administrativo disciplinar, a administração pode aplicar punições
aos particulares que cometam infrações, independentemente de estes se
sujeitarem às regras do regime administrativo.
69. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário – Área Judiciaria 2014) O poder
discricionário não é passível de controle pelo Poder Judiciário.
70. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário – Área Judiciaria 2014) Nenhum ato
inerente ao poder de polícia pode ser delegado, dado ser expressão do
poder de império do Estado.
71. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Configura-se desvio
de poder ou de finalidade quando o agente atua fora dos limites de suas
atribuições, ou seja, no caso de realizar ato administrativo não incluído
no âmbito de sua competência.
72. (CESPE TJ-DFT Técnico – Administrativo 2016) Configura-se abuso
de poder por desvio de poder no caso de vício de finalidade do ato
administrativo, e abuso de poder por excesso de poder quando o ato
administrativo é praticado por agente que exorbita a sua competência.
73. (CESPE TRE-MT Analista 2016) Configura excesso de poder a prática, por
servidor público, de ato administrativo que vise finalidade diversa da
finalidade prevista em lei, mesmo que o servidor não extrapole os limites
de sua competência.
74. (CESPE STJ Analista Judiciário 2016) O desvio de finalidade é uma espécie
de abuso de poder em que o agente público, apesar de agir dentro dos
limites de sua competência, pratica determinado ato com objetivo diverso
daquele pautado pelo interesse público.
75. (CESPE FUB Auditor 2015) Paulo foi aprovado em concurso para analista,
que exigia nível superior. Nomeado e empossado, Paulo passou a

50
Questões

desempenhar suas funções com aparência de legalidade. Posteriormente,


constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em instituição de
ensino superior, detendo, como titulação máxima, o ensino médio. Paulo
desempenhou suas funções com excesso de poder.
76. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) O excesso
de poder, espécie de abuso de poder, ocorre quando o agente público
ultrapassa os limites impostos a suas atribuições.
77. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Nota e de Registros 2014) Ao buscar
uma finalidade, ainda que de interesse público, alheia à categoria do ato
que utilizou, o agente público competente incorre em excesso de poder.
78. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Considere que
o presidente de determinada autarquia, com a intenção de punir um
servidor a ele subordinado, com quem se desentendera por questões de
ideologia partidária, tenha decidido remover o referido servidor para
uma unidade no interior do país. Nesse caso, está configurado o abuso de
poder, na modalidade excesso de poder.
79. (CESPE MTE Agente Administrativo 2014) O administrador público que
age fora dos limites de sua competência atua com desvio de poder.
80. (CESPE SUFRAMA Agente Administrativo 2014) A remoção de ofício de
um servidor, como forma de puni-lo por faltas funcionais configura abuso
de poder.
81. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) No que
se refere ao exercício do poder de polícia, denomina-se exigibilidade a
prerrogativa da administração de praticar atos e colocá-los em imediata
execução, sem depender de prévia manifestação judicial.
82. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Um dos efeitos
do sistema hierárquico na administração é a avocação de competência,
possível somente entre órgãos e agentes do mesmo nível hierárquico ou
entre os quais haja relação de subordinação, em razão de circunstâncias
de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.
83. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) A atribuição
conferida a autoridades administrativas com o objetivo de apurar e
punir faltas funcionais, ou seja, condutas contrárias à realização normal
das atividades do órgão e irregularidades de diversos tipos traduz-se,
especificamente, no chamado poder hierárquico.
84. (Cespe – Analista Judiciário – TJDFT – 2013) O poder-dever de agir do
servidor público revela-se quando ele cumpre seu dever para com a
comunidade e para com os indivíduos que a ela pertencem.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

85. (FCC – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 9a Região/PR –


2013) Decreto do Poder Executivo Municipal restringiu a circulação de
veículos em determinado horário em perímetro identificado da cidade,
sob o fundamento de que a restrição seria necessária para melhoria da
qualidade do ar na região, comprovadamente inadequada por medidores
oficiais. A medida, considerando que o poder executivo municipal tenha
competência material para dispor sobre a ordenação do tráfego e seja
constitucionalmente obrigado a tutela do meio ambiente:
a) insere-se no poder regulamentar do Executivo, se as disposições do decreto
municipal estiverem explicitando normas legais que estabeleçam as diretrizes
de ordenação do sistema viário com vistas a preservação da qualidade do ar;
b) é expressão da faceta disciplinar do poder regulamentar, que pode se
prestar a restringir a esfera de interesses dos administrados, com vistas ao
atendimento do interesse público;
c) é expressão do poder disciplinar, na medida em que houve limitação, ainda
que legal, dos direitos individuais dos administrados;
d) insere-se no poder normativo do Executivo Municipal, que pode editar
atos normativos autônomos disciplinando os assuntos de interesse local da
comunidade;
e) excede o poder regulamentar, que se restringe à disciplina de organização
administrativa do ente, devendo essas disposições constarem de lei formal.
86. (TRT – 3a Região/MG – Juiz do Trabalho – 2013) Relativamente aos
poderes administrativos é incorreto afirmar:
a) o poder discricionário confere ao administrador público liberdade de
escolha da conveniência, oportunidade e conteúdo do ato;
b) o poder vinculado impõe ao agente público a restrição rigorosa aos preceitos
legais, sem qualquer liberdade de ação;
c) o poder hierárquico tem por objetivo ordenar, controlar, coordenar e corrigir
as atividades administrativas no âmbito interno da Administração pública;
d) o poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os chefes do Executivo,
em todas as esferas, de explicar a lei para a sua correta execução;
e) o poder de polícia é a faculdade punitiva interna da Administração e só
abrange as infrações relacionadas com o serviço.
87. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) No contexto do poder
disciplinar, a Administração:
a) pode deixar de aplicar o contraditório e de proporcionar ampla defesa nas
situações em que a penalidade prevista para a falta disciplinar for de natureza
leve;
b) se utiliza das sanções de avocação e delegação para correicionar servidores;
c) tem a discricionariedade para decidir entre punir e não punir o servidor que
faltou com o dever funcional;
d) aplica penalidades às pessoas que com ela contratam.
52
Questões

88. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ


– 2013) Entre os poderes atribuídos à Administração Pública insere-se o
denominado poder disciplinar, que corresponde ao poder de:
a) impor restrições à atuação de particulares, em prol da segurança pública;
b) coordenar e controlar a atividade de órgãos inferiores, verificando a
legalidade dos atos praticados;
c) editar normas para disciplinar a fiel execução da lei;
d) organizar a atividade administrativa, redistribuindo as unidades de despesas;
e) apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos.
89. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Acerca dos poderes administrativos, assinale a opção correta.
a) o poder hierárquico que exerce a administração pública é amplo, estendendo-se
da administração direta para as entidades componentes da administração
indireta;
b) a delegação de competência administrativa, que consiste na transferência
definitiva de competência de seu titular para outro órgão ou agente público,
decorre do exercício do poder hierárquico;
c) o poder de polícia tem como característica a ampla abrangência, não
existindo critério territorial para a fixação da sua competência, razão por que
a autoridade pública de um município tem competência para atuar em outro
ente da Federação;
d) o poder regulamentar consiste na possibilidade de o chefe do Poder
Executivo editar atos administrativos gerais e abstratos, expedidos para dar
fiel execução da lei;
e) caso determinada autoridade pública presencie a prática de um ilícito
administrativo por um subordinado, a aplicação da penalidade ao autor do
ilícito não dependerá de processo administrativo, incidindo o princípio da
autotutela administrativa.
90. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) O objeto do
poder de polícia administrativa é todo bem, direito ou atividade individual
que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a segurança nacional.
91. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) Um
agente de trânsito, ao realizar fiscalização em uma rua, verificou que
determinado indivíduo estaria conduzindo um veículo em mau estado
de conservação, comprometendo, assim, a segurança do trânsito e,
consequentemente, a da população. Diante dessa situação, o agente de
trânsito resolveu reter o veículo e multar o proprietário. Considerando
essa situação hipotética, assinale a opção que explicita, correta e
respectivamente, o poder da administração correspondente aos atos

53
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

praticados pelo agente, e os atributos verificados nos atos administrativos


que caracterizam a retenção do veículo e a aplicação de multa:
a) poder disciplinar – exigibilidade e discricionariedade;
b) poder de polícia – autoexecutoriedade e exigibilidade;
c) poder hierárquico – exigibilidade e autoexecutoriedade;
d) poder disciplinar – autoexecutoriedade e exigibilidade;
e) poder de polícia – exigibilidade e discricionariedade.
92. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta acerca dos atos administrativos e dos poderes
da administração pública.
a) Decorre do poder disciplinar o ato da autoridade superior de avocar para a
sua esfera decisória ato da competência de agente a ele subordinado.
b) O ato administrativo ilegal praticado por agente administrativo corrupto
produz efeitos normalmente, pois traz em si o atributo da presunção, ainda que
relativa, de legitimidade.
c) Configura excesso de poder o ato do administrador público que remove um
servidor de ofício com o fim de puni-lo.
d) A admissão é ato administrativo discricionário pelo qual a administração
faculta ao interessado a inclusão em estabelecimento do governo para a
utilização de um serviço público.
e) O poder regulamentar é prerrogativa de direito público conferida à
administração pública de exercer função normativa para complementar as
leis criadas pelo Poder Legislativo, podendo inclusive alterá-las de forma a
permitir a sua efetiva aplicação.
93. (ESAF – Dnit – Técnico Administrativo – 2013) O dever do agente público
que decorre diretamente do princípio da indisponibilidade do interesse
público, sendo inerente à função daquele que administra a coisa pública,
denomina-se:
a) dever de eficiência;
b) dever de probidade;
c) dever de prestar contas;
d) poder – dever de agir;
e) poder – dever de fiscalizar.
94. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) Júlio,
desejando montar uma loja de material de construção na cidade em que
mora, procurou o Poder Público para se certificar dos documentos que
seriam necessários para iniciar o funcionamento da sua loja de acordo
com as exigências legais. Nesse contexto, foi informado a Júlio que deveria
dar entrada nos documentos para obtenção de Alvará de funcionamento

54
Questões

a ser expedido pelo órgão competente. De acordo com o caso citado,


assinale a opção que correspondente ao poder administrativo descrito
na questão.
a) Poder Discricionário.
b) Poder Hierárquico.
c) Poder Vinculado.
d) Poder Disciplinar.
e) Poder de Polícia.

55
C apítulo 6
A t o s A d mi n i s t r at i v o s

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa


2016) Permissão é ato unilateral e discricionário por meio do qual a
administração faculta ao particular a execução do serviço público ou a
utilização privativa de bem público.
2. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Autorização é ato unilateral e vinculado por meio do qual a administração
faculta ao particular o exercício de uma atividade.
3. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Licença é ato unilateral e vinculado por meio do qual a administração
reconhece ao particular o direito à prestação de um serviço público.
4. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Apenas o Poder Executivo, no exercício de suas funções, pode praticar
atos administrativos.
5. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) Para
a formação do ato administrativo simples, é necessária a manifestação de
dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades.
6. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Define-se ato nulo como ato em desconformidade com a lei ou com os
princípios jurídicos, passível de convalidação.
7. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Decreto é ato exclusivamente geral emanado do chefe do Poder Executivo.
8. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) Licença
é o ato administrativo bilateral e vinculado por meio do qual a administração
pública faculta ao particular o exercício de determinada atividade.
9. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
Parecer é ato opinativo e vinculante pelo qual os órgãos consultivos
da administração pública emitem opinião sobre assuntos técnicos ou
jurídicos de sua competência.

56
Questões

10. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário 2016) A competência para a


edição de atos normativos poderá ser delegada.
11. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário 2016) A revogação do ato
administrativo ocorre nas hipóteses de ilegalidade, devendo retroagir
com efeitos ex tunc para desconstituir as relações jurídicas criadas com
base no ato revogado.
12. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário 2016) O direito da administração
de anular os seus próprios atos decai em cinco anos, ainda que constatada
a má-fé do destinatário do ato.
13. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário 2016) A convalidação dos atos
administrativos que apresentem defeitos sanáveis pode ser feita pela
administração, desde que esses atos não acarretem lesão ao interesse
público ou prejuízo a terceiros.
14. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário 2016) O ato de exoneração do
servidor público ocupante de cargo em comissão e os atos administrativos
que decidam recursos administrativos dispensam motivação.
15. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A finalidade reflete o fim mediato
dos atos administrativos, enquanto o objeto, o fim imediato, ou seja, o
resultado prático que deve ser alcançado.
16. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O silêncio administrativo consubstancia
ato administrativo, ainda que não expresse uma manifestação formal de
vontade.
17. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Motivação e motivo são juridicamente
equivalentes.
18. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Considere que determinada
autoridade do TRE/PI tenha negado pedido administrativo feito por um
servidor do quadro, sem expor fundamentos de fato e de direito que
justificassem a negativa do pedido. Nesse caso, o ato administrativo
praticado pela autoridade do TRE/PI.
a) não possui presunção de veracidade.
b) pode ser editado sob a forma de resolução.
c) é considerado, quanto à formação da vontade, ato administrativo complexo.
d) classifica-se como ato administrativo meramente enunciativo.
e) apresenta vício de forma.
19. (CESPE TRE-PI Técnico – Administração 2016) Um técnico judiciário do
TRE/PI assinou e encaminhou para publicação uma portaria de concessão
de licença para capacitação de um analista judiciário pertencente ao
quadro de servidores do tribunal. O ato de concessão da licença é de
competência não exclusiva do presidente do tribunal.
57
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta.


a) O ato deve ser cassado, pois os requisitos para a sua prática não foram
atendidos.
b) Dado o vício insanável de competência, o ato deve ser revogado.
c) O ato não possui vícios, razão por que não há providências a serem tomadas.
d) O ato deve ser anulado com efeitos ex nunc, por vício insanável de forma.
e) Caso não seja verificada lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros,
o ato deverá ser convalidado.
20. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Um parecer exarado por servidor
público integrante do departamento jurídico de determinado órgão da
administração direta, que depende de homologação ainda pendente,
de autoridade superior para ser validado, é um ato administrativo
classificado, quanto
a) à formação da vontade, como complexo.
b) à exequibilidade, como pendente.
c) à função da administração, como de gestão.
d) aos efeitos, como enunciativo.
e) à função da vontade, como propriamente dito.
21. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) Caso seja necessário, a
administração pública poderá revogar ato administrativo válido e
legítimo.
22. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) André recebeu auto de infração
de trânsito, lavrado presencialmente por policial militar, em razão de
conduzir o seu veículo sem cinto de segurança. No prazo legal, apresentou
defesa prévia, alegando que houve equívoco na abordagem policial.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) A administração pública deve notificar o policial militar que lavrou o auto
de infração para justificar o ato, demonstrando sua condição funcional, seus
motivos e aspectos formais, sem os quais a infração será anulada de ofício.
b) O consentimento expresso do condutor autuado não é exigível, mas há
impossibilidade da administração pública impor obrigações ao condutor sem a
intervenção do Poder Judiciário.
c) A penalidade de trânsito deve ser afastada pela autoridade competente, uma
vez que a multa aplicada somente poderia ser exigível após ação judicial de
cobrança julgada procedente.
d) Se o condutor não apresentar elementos probatórios convincentes,
demonstrando que usava o cinto de segurança na ocasião da abordagem, deve
prevalecer o auto de infração lavrado pelo agente público. e) A aplicação de
multa de trânsito dispensa a existência de lei tipificando-a, razão pela qual
é possível que o agente público lavre auto de infração para a conduta que
considerar nociva ao tráfego ou à segurança da via.
58
Questões

23. (CESPE TJ-DFT Técnico-Administração 2015) Em razão do atributo da


autoexecutoriedade dos atos administrativos, é possível a execução dos
efeitos da pena imposta a servidor público antes do trânsito em julgado
da decisão condenatória em processo administrativo disciplinar, ou seja,
ainda que esteja pendente julgamento de recurso administrativo.
24. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Em sentido
amplo, é considerada ato administrativo toda declaração unilateral de
vontade do poder público no exercício de atividades administrativas,
revestido de todas as prerrogativas de regime de direito público, visando
o cumprimento da lei, sujeito a controle jurisdicional, excluídos os atos
gerais, abstratos e os acordos bilaterais firmados pela administração
pública.
25. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O poder
discricionário permite que o agente público pratique atos totalmente
dissociados da lei.
26. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O ato
administrativo praticado por agente público no exercício de sua função é
dotado de presunção absoluta de veracidade.
27. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A
autoexecutoriedade é atributo de todos os atos administrativos.
28. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A administração
pública pode revogar atos como certidões, atestados e votos, tendo a
revogação, nesses casos, efeitos ex nunc.
29. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O objeto do ato
administrativo não pode ficar sujeito a condição, ou seja, a cláusula que
subordine o efeito do ato a evento futuro e incerto.
30. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A presunção
de veracidade, considerada um dos atributos do ato administrativo, diz
respeito aos fatos, razão pela qual, quando a administração pública alega
determinado fato, presume ser este verdadeiro, tal como sucede com os
atestados, as declarações e as certidões.
31. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Sendo necessária
a homologação da autoridade superior para que a dispensa de licitação
produza efeitos, o ato da dispensa será considerado ato administrativo
complexo.
32. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Para a
exoneração de servidor público decorrente da anulação do concurso
público no qual fora aprovado e que viabilizou sua posse no cargo, não
se exigem a instauração de processo administrativo e a garantia do

59
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

contraditório, já que a anulação do certame pressupõe a ocorrência de


ilegalidade.
33. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) É passível de revogação, por
motivos de conveniência e oportunidade, o ato administrativo consistente
em emissão de certidão que ateste, em favor de um administrado,
determinada situação fática.
34. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Em nome do princípio da
inafastabilidade da jurisdição, deve o Poder Judiciário apreciar o mérito
do ato administrativo, ainda que sob os aspectos da conveniência e da
oportunidade.
35. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Os atos administrativos são
dotados dos atributos da veracidade e da legitimidade, havendo
presunção absoluta de que foram editados de acordo com a lei e com a
verdade dos fatos.
36. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) O parecer administrativo é típico
ato de conteúdo decisório, razão pela qual, segundo entendimento do
STF, há possibilidade de responsabilização do parecerista por eventual
prejuízo causado ao erário.
37. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) São passíveis de convalidação os
atos administrativos que ostentem vícios relativos ao motivo, ao objeto e
à finalidade, desde que não haja impugnação do interessado.
38. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Segundo a teoria dos motivos
determinantes, mesmo que um ato administrativo seja discricionário, não
exigindo, portanto, expressa motivação, se tal motivação for declinada
pelo agente público, passa a vinculá-la aos termos em que foi mencionada.
39. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Motivo e
motivação equivalem-se juridicamente.
40. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Ordem de
serviço é o ato por meio do qual um órgão consultivo manifesta opinião.
41. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Licença é o ato
pelo qual a administração concorda com um ato jurídico já praticado.
42. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) A lei pode
atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para deferir
pretensão ao administrado.
43. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Se um ato
administrativo for perfeito e eficaz, será também válido.

60
Questões

44. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Dado o atributo da autoexecutoriedade


do poder de polícia, a administração pública deve pôr em execução suas
decisões após determinação do Poder Judiciário.
45. (CESPE TRE-MT Analista 2015) A decadência administrativa, decorrente
do princípio da segurança jurídica, refere-se ao prazo fixado para a
administração revogar os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários.
46. (CESPE TCE-RN Inspetor 2015) Com base no princípio da supremacia do
interesse público, a administração poderá, discricionariamente, negar a
concessão de licença para o exercício de determinada atividade, ainda
que preenchidos os requisitos legais.
47. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) O parecer é ato administrativo
em espécie que, quando obrigatório, vincula a decisão a ser proferida
pela autoridade competente.
48. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) De acordo com a jurisprudência
dominante do Supremo Tribunal Federal, o parecer meramente opinativo
não atrai a responsabilidade de seu emitente por eventuais danos
oriundos da decisão nele pautada, salvo se houver dolo ou culpa grave.
49. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) Um ato administrativo praticado por
pessoa que não tenha competência para tal não poderá ser convalidado,
pois, assim como os vícios de motivo e objeto, o vício de competência é
insanável.
50. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) A legalidade da imediata execução de
penalidade administrativa pauta-se no fato de que os atos administrativos
funcionam como títulos executivos e gozam de autoexecutoriedade,
dispensando o trânsito em julgado da própria decisão administrativa, a
menos que, excepcionalmente, seja deferido efeito suspensivo a recurso.
51. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR-BA Procurador Municipal 2015)
Revogação é instrumento jurídico utilizado pela administração pública
para suspender temporariamente a validade de um ato administrativo
por motivos puramente discricionários.
52. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR-BA Procurador Municipal 2015) A
prerrogativa de invalidar ato administrativo é da própria administração
pública, ao passo que a de revoga-lo é do Poder Judiciário, em decisão
referente a caso concreto que lhe seja apresentado.
53. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR-BA Procurador Municipal 2015) Se
ficar constatado que determinado ato administrativo contém vício de
legalidade, a administração pública deverá promover a sua revogação.

61
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

54. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR-BA Procurador Municipal 2015) Em


geral, a revogação do ato administrativo produz efeitos ex tunc, mas, em
determinadas situações, pode ela ter efeitos ex nunc.
55. (CESPE AGU Advogado 2015) O titular do Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação redigiu e submeteu à análise de sua consultoria jurídica
minuta de despacho pelo indeferimento de pedido da empresa Salus
à habilitação em dada política pública governamental. A despeito de não
apresentar os fundamentos de fato e de direito para o indeferimento,
o despacho em questão invoca como fundamento da negativa uma nota
técnica produzida no referido ministério, cuja conclusão exaure matéria
coincidente com aquela objeto do pedido da empresa Salus. A propósito
dessa situação hipotética, julgue o item seguinte, relativo à forma dos atos
administrativos. Na hipótese considerada, a minuta do ato do ministro
apresenta vício de forma em razão da obrigatoriedade de motivação dos
atos administrativos que neguem direitos aos interessados.
56. (CESPE TCU Procurador 2015) Mediante ato específico devidamente
motivado, a competência administrativa é passível de derrogação pela
vontade da administração.
57. (CESPE TCU Procurador 2015) De acordo com o atual entendimento do
STJ, o desfazimento do ato administrativo considerado ilegal pelo Estado
independe de prévio processo administrativo, mesmo que o ato anulado
tenha produzido efeitos concretos.
58. (CESPE TCU Procurador 2015) É quinquenal o prazo para que a
administração pública possa anular ato administrativo, sendo vedado,
após o seu decurso, o afastamento da decadência.
59. (CESPE TCU Procurador 2015) O ato de promoção de servidor público
praticado por erro da administração pública pode ser objeto de anulação,
hipótese em que o servidor terá de restituir os valores correspondentes
ao erário, apesar de tê-los recebido de boa-fé.
60. (CESPE TCU Procurador 2015) O ato administrativo que negar pedido de
servidor público de licença para tratar de interesses particulares poderá
ser revisto pelo Poder Judiciário quando houver abuso por parte da
administração pública, mediante provocação do interessado.
61. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O decreto é ato
administrativo que pode ser praticado tanto pelo chefe do Poder Executivo
quanto pelos presidentes dos tribunais superiores.
62. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A homologação
de um certame licitatório, seguida da adjudicação do objeto licitado ao

62
Questões

futuro contratado, não é classificada como um ato administrativo, por ter


caráter meramente cogente.
63. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O objeto do ato
administrativo deve guardar estrita conformação com o que a lei
determina.
64. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O atributo da tipicidade do ato
administrativo impede que a administração pratique atos sem previsão
legal.
65. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O prazo para anulação dos atos
administrativos é de cinco anos, independentemente da boa-fé do
administrado que se tenha beneficiado com tais atos.
66. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Agirá de acordo com
a lei o servidor público federal que, ao verificar a ilegalidade de ato
administrativo em seu ambiente de trabalho, revogue tal ato, para não
prejudicar administrados, que sofreriam efeitos danosos em consequência
da aplicação desse ato.
67. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Conforme a teoria dos
motivos determinantes, a validade do ato administrativo vincula-se aos
motivos que o determinaram, sendo, portanto, nulo o ato administrativo
cujo motivo estiver dissociado da situação de direito ou de fato que
determinou ou autorizou a sua realização.
68. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) A revogação de atos pela
administração pública por motivos de conveniência e oportunidade
não possui limitação de natureza material, mas somente de natureza
temporal, como, por exemplo, o prazo quinquenal previsto na Lei n.º
9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito do serviço
público federal.
69. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) É proibido delegar a
edição de atos de caráter normativo.
70. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Ao delegar a prática de
determinado ato administrativo, a autoridade delegante transfere a
titularidade para sua prática.
71. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Decretos não são
considerados atos administrativos.
72. (CESPE FUB Administrador 2015) Um ato administrativo editado pela
administração pública não requer provas de sua validade, visto que a
presunção de legitimidade é inerente a esse ato.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

73. (CESPE FUB Administrador 2015) Competência, finalidade, forma, motivo


e objeto são requisitos fundamentais do ato administrativo, sem os quais
este se torna nulo.
74. (CESPE FUB Administrador 2015) Instrução é ato administrativo
unilateral editado pelos ministros de Estado.
75. (CESPE FUB Administrador 2015) A motivação, como elemento essencial
do ato, cria para os administrados possibilidades de terem conhecimento
das razões de determinada prática adotada pela administração pública,
o que evita obscuridades na decisão administrativa e cumpre uma
das finalidades da motivação, que é a de garantir a segurança dos
administrados.
76. (CESPE FUB Administrador 2015) Permissão é o ato administrativo,
por meio do qual a administração pública declara formalmente que
os requisitos legais e regulamentares foram preenchidos. Esse ato é
editado no exercício de competência vinculada e constitui o direito
de um particular ao exercício de uma profissão ou atividade privada
determinada.
77. (CESPE FUB Auditor 2015) A competência, finalidade, forma, o motivo,
objeto e a legalidade são considerados requisitos dos atos administrativos.
78. (CESPE FUB Auditor 2015) Paulo foi aprovado em concurso para analista,
que exigia nível superior. Nomeado e empossado, Paulo passou a
desempenhar suas funções com aparência de legalidade. Posteriormente,
constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em instituição de
ensino superior, detendo, como titulação máxima, o ensino médio.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte. Os atos
administrativos praticados por Paulo, embora tenham vícios, podem ser
considerados válidos quanto aos efeitos que atinjam terceiros de boa-fé,
em atendimento ao princípio da segurança jurídica.
79. (CESPE FUB Auditor 2015) A motivação do ato administrativo deve ser
contemporânea à decisão e emanar da autoridade responsável pela
decisão administrativa.
80. (CESPE FUB Auditor 2015) A presunção de legitimidade ou de veracidade
de determinado ato administrativo produz a inversão do ônus da prova,
ou seja, a atuação da administração é presumidamente fundada em fatos
verdadeiros e em observância à lei, até prova em contrário.
81. (CESPE TRF – 5ª Região Juiz Federal 2015) Tanto os atos administrativos
constitutivos quanto os negociais e os enunciativos dispõem do atributo
da imperatividade.

64
Questões

82. (CESPE TRF – 5ª Região Juiz Federal 2015) A competência, como elemento
do ato administrativo, pode ser delegada a outros órgãos ou agentes, se não
houver impedimento legal, mesmo que estes não sejam hierarquicamente
subordinados aos que possuam a competência originária.
83. (CESPE TRF – 5ª Região Juiz Federal 2015) São classificados como
compostos os atos administrativos elaborados pela manifestação
autônoma de agentes ou órgãos diversos que concorrem para a formação
de um único ato.
84. (CESPE TRF – 5ª Região Juiz Federal 2015) A homologação é ato
administrativo que envolve apenas competências discricionárias
relacionadas à conveniência de ato anteriormente praticado.
85. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) A administração pode anular os próprios
atos, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos e ressalvada a apreciação judicial, bem como pode revoga-los
quando eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.
86. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) Tanto os atos
administrativos constitutivos quanto os negociais e os enunciativos têm
o atributo da imperatividade.
87. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) O servidor responsável
pela segurança da portaria de um órgão público desentendeu-se com a
autoridade superior desse órgão. Para se vingar do servidor, a autoridade
determinou que, a partir daquele dia, ele anotasse os dados completos
de todas as pessoas que entrassem e saíssem do imóvel. Na situação
apresentada, a ordem exarada pela autoridade superior é ilícita, por
vício de finalidade.
88. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) Os atos praticados
pelos servidores do MPU possuem presunção de legitimidade, não sendo
possível, por isso, questionar-se, administrativamente, a veracidade dos
fatos expostos em declaração por eles exarada.
89. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) A presunção
de legitimidade e veracidade dos atos administrativos é absoluta.
90. (CESPE DPU Defensor Público 2015) Os atos administrativos negociais
são também considerados atos de consentimento, uma vez que são
editados a pedido do particular como forma de viabilizar o exercício de
determinada atividade ou a utilização de bens públicos.
91. (CESPE DPE-PE Defensor Público 2015) Em obediência ao princípio da
solenidade das formas, o ato administrativo deve ser escrito, registrado e
publicado, não se admitindo no direito público o silêncio como forma de
manifestação de vontade da administração.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

92. (CESPE DPE-PE Defensor Público 2015) Os atos da administração que


apresentarem vício de legalidade deverão ser anulados pela própria
administração. No entanto, se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis
a seus destinatários, o direito da administração de anular esses atos
administrativos decairá em cinco anos, contados da data em que forem
praticados, salvo se houver comprovada má-fé.
93. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) A lei permite que órgão
administrativo e seu titular deleguem parte de sua competência a órgão
não hierarquicamente subordinado.
94. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) Consideram-se válidos os efeitos
produzidos pelo ato administrativo até o momento de sua eventual
revogação pela administração pública, quer no que diz respeito às
partes interessadas, quer em relação a terceiros sujeitos aos seus efeitos
reflexos.
95. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2014) A competência, um dos
requisitos do ato administrativo, é intransferível, sendo vedada a sua
delegação.
96. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2014) A sanção do presidente
da República é qualificada como ato administrativo em sentido estrito,
ou seja, é uma manifestação de vontade da administração pública no
exercício de prerrogativas públicas, cujo fim imediato é a produção de
efeitos jurídicos determinados.
97. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2014) A revogação
importa em juízo de oportunidade e conveniência, razão por que os atos
administrativos somente podem ser revogados pela autoridade que os
tenha exarado.
98. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2014) Os atos
administrativos são praticados por servidores e empregados públicos,
bem como por determinados particulares, a exemplo dos concessionários
e permissionários de serviços públicos e oficiais de cartórios.
99. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2014) Os atos
administrativos devem ser praticados, necessariamente, por escrito, em
atendimento ao princípio do formalismo.
100. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2014) Atualmente, no
âmbito federal, todo ato administrativo restritivo de direitos deve ser
expressamente motivado.
101. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2014) Imperatividade
é o atributo com base no qual o ato administrativo pode ser praticado

66
Questões

pela própria administração sem a necessidade de intervenção do Poder


Judiciário.
102. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A
convalidação é o ato administrativo, praticado tanto pela administração
como pelo administrado, por meio do qual é suprido o vício existente
em um ato ilegal; os efeitos da convalidação são ex nunc.
103. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A
imperatividade é atributo do ato administrativo decorrente do
poder extroverso da administração pública: dado esse poder, os atos
administrativos se impõem a terceiros, ainda que não haja concordância
desses.
104. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Não se
admite no ordenamento jurídico brasileiro que o silêncio se configure
forma de ato administrativo.
105. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A
autoexecutoriedade é um atributo inerente aos atos administrativos,
ainda que não haja previsão expressa em lei quanto à forma de execução
de determinadas medidas.
106. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A finalidade
corresponde ao requisito do ato administrativo que serve de fundamento
para a sua prática.
107. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Considera-
se pendente o ato administrativo que não esteja apto a produzir efeitos
jurídicos por não ter completado o seu ciclo de formação.
108. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) A anulação,
que consiste no desfazimento do ato administrativo por ilegalidade,
pode ser efetuada de ofício pela administração ou pelo Poder Judiciário.
109. (CESPE TJ-SE Técnico Judiciário-Área Judiciária 2014) Os atos
administrativos gozam da presunção de legitimidade, o que significa
que são considerados válidos até que sobrevenha prova em contrário.
110. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Direito 2014) Os atos com vício de
forma ou finalidade são convalidáveis.
111. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) Agente
incompetente, vício de forma e desvio de finalidade são fundamentos
que podem resultar em anulação do ato administrativo.
112. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) A
administração tem o poder de revogar todos os atos administrativos,
desde que observadas a conveniência e a oportunidade.

67
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

113. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) O ato


discricionário é editado com base em um juízo de conveniência e
oportunidade do administrador e com a devida demonstração do
interesse público, o que dispensa o controle de legalidade pelo Poder
Judiciário.
114. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) Por meio
da convalidação, os atos administrativos que apresentam vícios são
confirmados no todo ou em parte pela administração, e, em caso de vício
insanável, ao processo de convalidação dá-se o nome de reforma.
115. (CESPE TC-DF Técnico de Administração) O aluguel, pelo TCDF, de
espaço para ministrar cursos de especialização aos seus servidores
constitui ato administrativo, ainda que regido pelo direito privado.
116. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) É
possível a revogação de ato administrativo enunciativo, como uma
certidão, caso o ato seja conveniente e oportuno para a administração
pública.
117. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) Caso
o particular obtenha licença para construir e deixe de cumprir as
condições que a lei exige para tanto, deve a administração extinguir o
referido ato administrativo por meio de cassação.
118. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) Incorre
no vício de desvio de poder o agente público que exceda os limites de
sua competência ao aplicar a subordinado penalidade além dos imites
de sua alçada.
119. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) A
imposição e a execução de multa estabelecida pela administração
pública a particular independem de decisão judicial, dado o atributo da
autoexecutoriedade dos atos administrativos.
120. (CESPE TJ-DFT Titular de Serviços de Notas e de Registros 2014) A falta
de motivação do ato administrativo configura vício insanável, visto que
atinge o elemento motivo, indispensável às ações da administração
pública.
121. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) Todos os
atos administrativos são imperativos e decorrem do que se denomina
poder extroverso, que permite ao poder público editar provimentos
que vão além da esfera jurídica do sujeito emitente, interferindo na
esfera jurídica de outras pessoas, constituindo-as unilateralmente em
obrigações.

68
Questões

122. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) São sempre
convalidáveis os atos administrativos com vícios de competência, forma
e motivo, mas não os atos com vícios de finalidade e objeto.
123. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O ato administrativo eivado
de vício de forma é passível de convalidação, mesmo que a lei estabeleça
forma específica essencial à validade do ato.
124. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Considere
a seguinte situação hipotética. Um oficial de justiça requereu concessão
de férias para o mês de julho e o chefe da repartição indeferiu o pleito
sob a alegação de falta de pessoal. Na semana seguinte, outro servidor
da mesma repartição requereu o gozo de férias também para o mês de
julho, pleito deferido pelo mesmo chefe. Nessa situação hipotética, o ato
que deferiu as férias ao servidor está viciado, aplicando-se ao caso a
teoria dos motivos determinantes.
125. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Assim
como ocorre com os atos legislativos, é possível a repristinação de ato
administrativo, ou seja, a restauração de um ato administrativo que
tenha sido revogado por outro ato.
126. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) A
designação de ato administrativo abrange toda atividade desempenhada
pela administração.
127. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Os atos
administrativos regulamentares e as leis em geral têm efeitos gerais e
abstratos, ou seja, não diferem por sua natureza normativa, mas pela
originalidade com que instauram situações jurídicas novas.
128. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) Considere que determinado
agente público detentor de competência para aplicar a penalidade de
suspensão resolva impor, sem ter atribuição para tanto, a penalidade de
demissão, por entender que o fato praticado se encaixaria em uma das
hipóteses de demissão. Nesse caso, a conduta do agente caracterizará
abuso de poder, na modalidade denominada excesso de poder.
129. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/
RJ – 2013) O particular requereu a emissão de determinada licença. O
pedido foi apreciado por autoridade incompetente. Esta, no entanto,
verificou que estavam presentes os requisitos para edição do ato
vinculado, emitindo assim a licença. A autoridade competente, instada
a tanto:
a) deve convalidar o ato, porque estava diante de ato vinculado e desde que
não se trate de competência exclusiva;
b) pode convalidar o ato, mediante análise de conveniência e oportunidade,
porque se tratava de ato vinculado;

69
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

c) deve convalidar o ato, mediante análise de conveniência e oportunidade,


independentemente do vício de competência incorrido;
d) não pode convalidar o ato, porque essa convalidação só é admissível quanto
a vícios referentes a forma;
e) não pode convalidar o ato, pois somente os atos discricionários admitem a
convalidação.
130. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) No
que se refere à administração pública e ao ato administrativo, assinale
a opção correta.
a) Os atos administrativos gerais, a exemplo dos atos normativos, podem ser
objeto de impugnação direta por meio de recurso administrativo.
b) Ato inexistente é aquele que possui apenas aparência de manifestação de
vontade da administração pública, mas não se origina de um agente público,
mantendo-se, porém, aqueles efeitos já produzidos perante terceiros de boa-fé.
c) A multa administrativa goza de executoriedade na medida em que a
administração pode obrigar o administrado a cumpri-la por meios indiretos,
como o bloqueio de documento de veículo.
d) O ato administrativo será discricionário quando a lei não estabelecer
margem alguma de liberdade para atuação do administrador, fixando uma
única maneira de agir nos termos da lei.
e) Os atos normativos editados conjuntamente por diversos órgãos da
administração federal, como as portarias conjuntas ou instruções normativas
conjuntas da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria da
Fazenda Nacional, são exemplos de ato administrativo complexo.
131. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Com referência aos atos administrativos, assinale a opção correta.
a) A União ao alugar um imóvel particular para instalar nova sede de um TRE,
pratica ato administrativo.
b) Ato administrativo é a declaração do Estado que produz efeitos jurídicos
imediatos, com observância da lei, sob regime jurídico de direito público ou
privado e sujeita a controle pelo Poder Judiciário.
c) Competência é um dos elementos do ato administrativo que faculta ao
agente a transferência de atribuições a outros agentes públicos, as quais, uma
vez delegadas, não poderão ser avocadas pelo delegante.
d) Os atos administrativos, quando editados, avocam para si a presunção
absoluta de legitimidade.
e) O motivo do ato não se confunde com a motivação da autoridade
administrativa, pois a motivação diz respeito às formalidades do ato.
132. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) A
União firmou convênio com determinada entidade sem fins lucrativos,

70
Questões

escolhida de acordo com critérios de conveniência e oportunidade


descritos no instrumento, tendo por objeto a conjugação de esforços
para o atendimento de população carente. Outra entidade sem fins
lucrativos buscou firmar instrumento similar e, em face da negativa da
União, recorreu ao Poder Judiciário para anular o convênio firmado com
a entidade congênere. Considerando os limites do controle jurisdicional
dos atos administrativos, o Poder Judiciário:
a) está impedido de analisar o ato, dada a sua natureza discricionária;
b) pode analisar o ato, sob os aspectos de legalidade, podendo, ainda, invalidá-lo
caso comprovado que os motivos indicados para sua edição não eram verdadeiros;
c) está impedido de analisar o ato, salvo sob os aspectos atinentes aos princípios
aplicáveis à Administração pública;
d) pode analisar o ato exclusivamente em relação ao seu mérito, com base na
teoria dos motivos determinantes;
e) pode analisar o ato sob os aspectos de legalidade e mérito, salvo em relação
aos denominados motivos determinantes.
133. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/DF
e TO – 2013) Consoante a doutrina, são requisitos ou elementos do ato
administrativo a competência, o objeto, a forma, o motivo e a finalidade.
134. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Em razão da característica da autoexecutoriedade,
a cobrança de multa aplicada pela administração não necessita da
intervenção do Poder Judiciário, mesmo no caso do seu não pagamento.
135. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Com base no princípio da autotutela administrativa,
a administração pública pode revogar os seus atos discricionários,
independentemente do respeito aos direitos adquiridos.
136. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Os atos administrativos do Poder Executivo não são
passíveis de revogação pelo Poder Judiciário.
137. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –
2013) A respeito dos atos administrativos, é correto afirmar que:
a) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela Administração,
salvo por vício de legalidade;
b) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e oportunidade
presente nos atos vinculados;
c) os atos vinculados são passíveis de anulação pela Administração, de acordo
com juízo de conveniência e oportunidade;

71
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

d) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de conveniência e


oportunidade presente nos atos discricionários;
e) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e oportunidade pela
Administração, que pode revogá-los a qualquer tempo.
138. (Cespe – Defensor Público – DPE/TO – 2013) Acerca dos atos
administrativos, assinale a opção correta.
a) A licença é ato administrativo editado no exercício de competência vinculada;
preenchidos os requisitos necessários a sua concessão, ela não poderá ser
negada pela administração pública.
b) A administração pública tem sempre o dever de invalidar os atos
administrativos que apresentem vício de legalidade.
c) São suscetíveis de revogação os atos vinculados e os que geram direitos
adquiridos.
d) A presunção de legitimidade é atributo de todos os atos administrativos,
estando presente mesmo nos casos de desrespeito ao devido processo legal
pela administração pública.
e) Para motivar a edição de determinado ato administrativo, é suficiente a
indicação da norma constitucional ou legal atributiva da competência do
servidor público.
139. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Considere a seguinte afirmação quanto a um
ato administrativo:
“Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de
motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório
conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Indiferente
que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro
parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente, controlável a
posteriori.”
Tal afirmação, no contexto do Direito brasileiro, é:
a) correta, pois motivar ou não, em todo caso, é faculdade discricionária da
autoridade administrativa;
b) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo veda que
pareceres sejam invocados como motivos suficientes para a prática de atos;
c) equivocada, pois a Constituição Federal exige a motivação como elemento a
constar textualmente dos atos administrativos;
d) correta, compreendendo a motivação como elemento necessário ao controle
do ato administrativo, porém sem exageros de mera formalidade;
e) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo exige que todo
ato administrativo seja motivado pela autoridade que o edita.
140. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Quanto à formação e aos
efeitos do ato administrativo:

72
Questões

a) a eficácia é a situação jurídica gerada pelo ato administrativo editado com


juridicidade;
b) a presunção de legitimidade do ato administrativo é absoluta;
c) o motivo resulta das razões de fato ou de direito que conduziram à edição do
ato administrativo;
d) a exequibilidade e a eficácia do ato administrativo possuem o mesmo significado.
141. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Quanto ao desfazimento do
ato administrativo:
a) a Administração pode anular os seus atos por conveniência e oportunidade;
b) a anulação produz efeitos retroativos à data em que o ato administrativo foi
realizado;
c) a publicação impede que o ato administrativo seja anulado;
d) o Poder Judiciário não pode rever ato administrativo anulado pela
Administração.
142. (FCC – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 9a Região/PR – 2013)
Maria Helena requereu que lhe fosse concedida licença para construir
em seu terreno. Observou a legislação municipal, contratou a execução
do competente projeto e apresentou à Administração Pública para
aprovação. O pedido, no entanto, foi indeferido, sob o fundamento de
que na mesma rua já existia uma obra em curso, o que poderia ocasionar
transtornos aos demais administrados. Maria Helena, inconformada,
ajuizou medida judicial para obtenção da licença, no que foi atendida. A
decisão judicial:
a) é regular manifestação do poder de controle do ato administrativo, tendo em
vista que contemporaneamente vem sendo admitido o controle dos aspectos
discricionários do ato administrativo;
b) é regular manifestação do poder de controle do ato administrativo, desde
que comprovado o preenchimento dos requisitos de edição do ato vinculado.
c) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na medida em
que interfere em juízo discricionário da Administração Pública;
d) excede os limites do controle judicial do ato administrativo, na medida em
que a atuação do Judiciário deve ficar adstrita a análise de legalidade, não
podendo substituir o ato administrativo como no caso proposto;
e) é regular manifestação do poder de controle do ato administrativo, com
exceção da concessão da licença, atividade privativa da administração, que não
poderia ser suprida pelo Judiciário, ainda que diante de recusa da autoridade.
143. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF
e TO – 2013) Sendo a revogação a extinção de um ato administrativo
por motivos de conveniência e oportunidade, é ela, por essência,
discricionária.

73
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

144. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO


– 2013) Os fatos administrativos não produzem efeitos jurídicos, motivo
pelo qual não são enquadrados no conceito de ato administrativo.
145. (TRT – 3a Região/MG – Juiz do Trabalho – 2013) São atributos do ato
administrativo:
a) autoexecutoriedade e autoridade;
b) presunção de legitimidade e imperatividade;
c) presunção de legitimidade e eficiência;
d) publicidade e autenticidade;
e) exigibilidade e publicidade.
146. (TRT – 3a Região/MG – Juiz do Trabalho – 2013) Relativamente ao motivo
do ato administrativo, é incorreto afirmar.
a) É irrelevante para a eficácia do ato administrativo vinculado.
b) É elemento, e não atributo, do ato administrativo.
c) É também denominado motivação.
d) Corresponde às razões de fato e de direito que servem de fundamento ao ato
administrativo.
e) Não se confunde com o mérito do ato administrativo.
147. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) São elementos
constitutivos do ato administrativo:
a) sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade;
b) sujeito, objeto, forma e presunção de veracidade;
c) sujeito, objeto, forma e autoexecutoriedade;
d) sujeito, objeto, forma e imperatividade.
148. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo e Analista em Infraestrutura de
Transportes – 2013) São hipóteses de atos administrativos irrevogáveis,
exceto:
a) atos vinculados;
b) atos que geraram direitos adquiridos;
c) atos consumados;
d) atos administrativos praticados pelo Poder Judiciário;
e) atos, já preclusos, que integrem procedimento.
149. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ
– 2013) A respeito de atributo dos atos administrativos, é INCORRETO
afirmar.
a) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
terceiros, independentemente de sua concordância.

74
Questões

b) Presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei,


presumindo-se, até prova em contrário, que o ato foi emitido com observância
da lei.
c) O atributo da executoriedade permite à Administração o emprego de meios
de coerção para fazer cumprir o ato administrativo.
d) A tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder
a figuras previamente definidas pela lei como aptas a produzir determinados
resultados.
e) A presunção de veracidade é o atributo pelo qual o ato administrativo não
pode ser objeto de anulação pelo Poder Judiciário, salvo aqueles considerados
discricionários.
150. (Fujb – Analista – Processual – MPE/RJ – 2011) Três anos após a concessão
de licença para construir, a Administração passa a entender que o
ato concessivo da licença foi praticado por autoridade incompetente.
A Administração deve:
a) proceder à anulação do ato, por vício de competência, observado o
contraditório e a ampla defesa;
b) proceder à convalidação do ato, mediante ratificação pela autoridade
competente, em homenagem à segurança jurídica e à boa-fé do administrado;
c) manter o ato em vigor, tendo em vista a decadência administrativa;
d) proceder à revogação do ato, por razões de conveniência e oportunidade;
e) proceder à cassação do ato, por superveniente desaparecimento dos seus
requisitos legais.
151. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) Verifique as
proposições abaixo e, em seguida, assinale e marque V para verdadeiro
e F para falso:
I. (  ) A Administração deve revogar seus próprios atos, quando eivados
de vício de legalidade, e pode anulá-los por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
II. (  ) Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse
público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos
sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.
III. (  ) A revogação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade
não gera obrigação de indenizar, ressalvado o dever de indenizar o
contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for
declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados, contanto
que não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade de quem
lhe deu causa.

75
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

IV. (  ) O direito da Administração de anular os atos administrativos de que


decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos,
contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
Marque a alternativa correta:
a) I e II são verdadeiras e III e IV são falsas;
b) II e IV são verdadeiras e I e III são falsas;
c) I e IV são verdadeiras e II e III são falsas;
d) I e III são verdadeiras e II e IV são falsas;
e) Todas são falsas.

76
C apítulo 7
P r o c e s s o A d mi n i s t r at i v o –
Lei no 9.784/99

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) O


direito da administração de anular os seus próprios atos decai em cinco
anos, ainda que constatada a má-fé do destinatário do ato.
2. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) A
convalidação dos atos administrativos que apresentem defeitos sanáveis
pode ser feita pela administração, desde que esses atos não acarretem
lesão ao interesse público ou prejuízo a terceiros.
3. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) O
ato de exoneração do servidor público ocupante de cargo em comissão e
os atos administrativos que decidam recursos administrativos dispensam
motivação.
4. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016) A
competência para a edição de atos normativos poderá ser delegada.
5. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário–Área Administrativa 2016)
A revogação do ato administrativo ocorre nas hipóteses de ilegalidade,
devendo retroagir com efeitos ex tunc para desconstituir as relações
jurídicas criadas com base no ato revogado.
6. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Conforme a Lei n.º 9.784 /1999, que
trata dos atos administrativos, são indelegáveis
a) a edição de atos normativos e as matérias de competência exclusiva do
órgão.
b) a elaboração de ofícios e a avaliação de recursos administrativos.
c) a decisão de recursos administrativos e as matérias de competência privativa
de autoridade.
d) a revisão de atos administrativos e a edição de atos normativos.
e) as matérias de competência exclusiva e a publicação de edital.

77
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

7. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O recurso terá de ser dirigido à


autoridade imediatamente superior à que proferiu a decisão, a qual
deverá se pronunciar no prazo de dez dias.
8. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Contra omissão ou ato da administração
pública admite-se
9. a reclamação, ainda que não se tenham esgotado as vias administrativas.
10. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Pode o órgão administrativo instaurar
diretamente o processo administrativo disciplinar, sem que se tenha
instaurado previamente a sindicância.
11. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O instituto da verdade sabida é
vedado, salvo se se tratar de sindicância acusatória.
12. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) É constitucional a exigência de depósito
ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibilidade de
recurso administrativo.
13. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) O direito da administração de
anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para
os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que forem
praticados, salvo comprovada má-fé.
14. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) Quem é ouvido na qualidade de
testemunha acerca de faltas disciplinares pode ser membro da comissão
formada para apura-las, se não for apresentada impugnação a tempo e
modo.
15. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) O ato administrativo de remoção
de servidor público independe de motivação, pois envolve juízo de
conveniência e oportunidade.
16. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) As normas da lei em apreço
não podem ser aplicadas de forma subsidiária no âmbito dos estados
membros, porque disciplinam o processo administrativo apenas no
âmbito da administração pública federal.
17. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) Em atenção ao devido processo
legal, no processo administrativo haverá testemunhas de defesa e
testemunhas de acusação.
18. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) A ciência dos atos praticados em
processo administrativo, a ser dada ao interessado, deve ser pessoal, e o
comparecimento voluntário da parte não suprirá a falta ou irregularidade
da intimação.

78
Questões

19. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) Não é admitida a instauração


de ofício de processo administrativo disciplinar com base em denúncia
anônima.
20. (CESPE TRE-PI Técnico Judiciário 2016) É de cinco dias o prazo para
interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência
pessoal dada ao interessado.
21. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) As normas da lei em apreço
não se aplicam ao Congresso Nacional, ainda que no exercício de função
administrativa, em razão de esse órgão do Poder Legislativo não integrar
a administração pública.
22. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) O administrado, no processo
administrativo, deverá ser assistido por advogado para poder formular
alegações e apresentar documentos.
23. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Os prazos processuais podem ser
suspensos, desde que o administrado apresente solicitação fundamentada
nesse sentido.
24. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Nos processos administrativos,
deve ser observado o critério de atendimento a fins de interesse geral,
sendo possível a renúncia parcial de competências, desde que autorizada
por decreto.
25. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Para os fins da lei em questão,
é também considerada órgão aquela unidade integrante da estrutura da
administração indireta.
26. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) De acordo com rol taxativo
inserto na lei em apreço, a edição de atos administrativos restritivos de
direitos não poderá ser objeto de delegação.
27. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) O ato de delegação e sua
revogação deverão ser publicados no meio oficial, sendo dispensada, nas
decisões adotadas por delegação, a menção explícita a esta qualidade.
28. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Desde que não haja competência
específica determinada em lei, o processo administrativo deve iniciar-se
perante a autoridade máxima do órgão.
29. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A avocação de competência
atribuída a órgão hierarquicamente inferior é permitida em caráter
permanente quando se configurar hipótese de incapacidade do órgão
superior em exercer sua atribuições com qualidade.
30. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Desde que não haja impedimento
legal, é possível a delegação parcial de competência de órgão administrativo

79
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

a outro órgão, ainda que este não lhe seja hierarquicamente subordinado,
em razão de circunstâncias de índole social.
31. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Inexistindo competência legal, o
processo será iniciado perante a autoridade de maior grau hierárquico.
32. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A competência poderá ser
delegada a órgão que não seja subordinado ao do delegante.
33. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A renúncia parcial de competência
poderá ser exercida nos limites do interesse público.
34. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Em situações específicas,
elencadas na lei em questão, a decisão acerca de recursos administrativos
poderá ser delegada.
35. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) É vedada a inclusão, no ato de
delegação, de ressalva de exercício da atribuição delegada.
36. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) No curso de um processo
administrativo, poderá ser arguida a suspeição de servidor que
a) tiver participado como perito.
b) estiver litigando administrativamente com o companheiro do interessado.
c) estiver litigando judicialmente com o interessado.
d) tiver amizade íntima com o cônjuge do interessado.
e) tiver interesse indireto na matéria.
37. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) O TRE/PI autorizou o afastamento
de um servidor para participar de programa de pós-graduação stricto
sensu no país pelo período de doze meses, a contar de 29/2/2012 (quarta
feira). Não tendo havido prorrogação de seu período de afastamento o
servidor voltou na data certa e em dia útil da semana.
Nessa situação hipotética, considerando-se as regras de prazos constantes
na Lei n.º 9.784/1999, é correto afirmar que o servidor retomou suas
atividades em
a) 27/2/2013 (terça feira).
b) 1º/3/2013 (sexta feira).
c) 5/3/2013 (terça feira).
d) 28/2/2013 (quinta feira).
e) 4/3/2013 (segundafeira).
38. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) Os prazos fixados em meses ou anos contam-
se de data a data. Se, no mês do vencimento, não houver o dia equivalente
àquele do início do prazo, e referido mês terminar em dia útil, ter-se-á
como termo final do prazo o primeiro dia útil do mês seguinte.

80
Questões

39. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A revisão do processo administrativo que


resultar em aplicação de sanção dependerá da manifestação do apenado.
40. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) Os prazos começam a correr a partir da
data da cientificação oficial do interessado, incluindo-se na contagem o
dia da notificação.
41. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) Para efeito de prioridade na tramitação
dos procedimentos administrativos, são consideradas idosas as pessoas
com mais de sessenta e cinco anos de idade.
42. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) O recurso administrativo deve ser dirigido
à autoridade que proferir a decisão recorrida; se não reconsiderar a
decisão, tal autoridade terá de encaminhar o recurso à autoridade que
lhe for superior.
43. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) Cabe recurso, pela parte interessada,
das decisões administrativas, dirigido à autoridade que ocupe grau
hierárquico superior ao daquela que tenha proferido a decisão.
44. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) O recurso administrativo é uma
forma de petição inadequada para iniciar processos de interesses do
administrado, nos casos em que se requeira da administração a concessão
de direitos de natureza personalíssima.
45. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) É legitimado como interessado
o terceiro que não tenha dado ensejo à instauração de processo
administrativo, mas que possua direito suscetível de ser afetado pelo seu
julgamento.
46. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) Não se admite em processo
administrativo a motivação por referência, assim entendida a que faz
alusão aos fundamentos de pareceres ou de decisões anteriores.
47. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) O processo administrativo, a exemplo
do processo judicial, observa, na prática de cada um de seus atos, o
princípio da inércia, de modo que seu desenvolvimento depende de
constante provocação pelos interessados.
48. (CESPE ANATEL Analista Administrativo-Direito 2014) Cláudio requereu
à ANATEL a revogação de autorização para a instalação de antena de
telefonia móvel na região em que mora, sob o argumento de que a área
onde o equipamento será instalado é densamente povoada e a antena emite
radiação nociva à saúde da população local. A autoridade competente
tem o dever de emitir decisão, devidamente motivada, a respeito do
requerimento de Cláudio, não sendo suficiente que a motivação consista
apenas de declaração de concordância com parecer proferido pela área
técnica da ANATEL.

81
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

49. (CESPE TER-MT Analista 2015) Os recursos administrativos, como regra


geral, possuem efeito suspensivo.
50. (CESPE TER-MT Analista 2015) Salvo expressa exigência legal, os atos do
processo administrativo não dependem de forma determinada.
51. (CESPE TER-MT Analista 2015) É obrigatória a intimação apenas em
caso de os atos processuais resultarem em imposição de sanções ao
interessado, sendo essa formalidade dispensada para atos de outra
natureza.
52. (CESPE TER-MT Analista 2015) O processo administrativo deve iniciar-se
mediante provocação do interessado, não podendo seu início se dar de
ofício pela administração.
53. (CESPE TER-MT Analista 2015) O interessado deve constituir advogado
para obter vista dos autos e postular no processo.
54. (CESPE TELEBRAS Advogado 2015) Salvo disposição legal específica, é
de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, sem
previsão legal de prorrogação.
55. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) No
processo administrativo, os prazos começam a fluir da data da ciência
oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e o do vencimento.
56. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) No
caso de ser obrigatória a emissão de parecer vinculante, não sendo ele
emitido no prazo de quinze dias, o processo não terá seguimento até
a apresentação desse parecer, salvo norma especial ou comprovada
necessidade de maior prazo.
57. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Caso
o interessado desista totalmente de pedido formulado perante a
administração, ficará prejudicado o andamento do processo, não sendo
possível que a administração determine seu prosseguimento.
58. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Os
critérios que serão observados nos processos administrativos incluem a
subjetividade no atendimento do interesse público, que veda a promoção
de pessoal, de agentes ou de autoridades.
59. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Devido
à informalidade que permeia o processo administrativo, nele as provas
ilícitas podem ser aceitas.
60. (CESPE STJ Técnico judiciário – Tecnologia da Informação 2015) A
aplicação retroativa de nova interpretação dada a norma administrativa
é admitida no processo administrativo.

82
Questões

61. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) O órgão público não pode delegar
sua competência para a edição de atos normativos.
62. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) Admite-se, em caráter excepcional, a
avocação definitiva de competência atribuída a órgão hierarquicamente
inferior.
63. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) No processo administrativo, após o
encerramento da fase de instrução probatória, o poder público tem prazo
de trinta dias para tomar a decisão, sendo possível a prorrogação por
igual período, desde que devidamente motivada.
64. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) Em regra, os recursos administrativos,
quando interpostos pelos interessados, têm efeito suspensivo.
65. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Eventuais recursos contra
decisão emanada em processo administrativo devem ser dirigidos à
autoridade que a tiver proferido, que tem poder para realizar juízo de
retratação e reconsiderar a decisão.
66. (CESPE FUB Administrador 2015) O servidor que estiver litigando
judicialmente com o titular de algum direito em processo administrativo
ficará impedido de atuar no feito.
67. (CESPE FUB Nível Superior 2015) É obrigatório que os procedimentos
administrativos que ocorrem no âmbito dos órgãos da administração
direta e indireta dos poderes executivos da União, dos estados, do DF e
dos municípios sejam regulados pela Lei Federal n.º 9.784/1999.
68. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Se a matéria do processo envolver
assunto de interesse geral e não houver prejuízo para a parte interessada,
o órgão competente poderá abrir período de consulta pública para a
manifestação de terceiros, mediante despacho motivado, antes de decidir
o pedido.
69. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Em caso de risco iminente, é
permitido à administração pública adotar providências acautelatórias,
desde que estas sejam motivadas e precedidas de prévia manifestação do
interessado.
70. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) A administração deverá anular seus
próprios atos quando estes contiverem vícios de legalidade ou quando
houver motivo de conveniência ou oportunidade. Nesses casos, a anulação
produzirá efeitos ex tunc.
71. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) A decisão de recursos administrativos
e a prática de atos ordinatórios do processo não são passíveis de delegação.

83
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

72. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Os atos do processo administrativo


devem tomar a forma escrita, exigindo-se reconhecimento de firma dos
signatários desses atos.
73. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Em um processo
administrativo, a fase de instrução é o momento em que se conclui o
processo e se passam as orientações finais que deverão ser consideradas
pela administração pública.
74. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Em função do princípio da
publicidade, impõe-se que a administração pública prove a inexistência
dos fatos alegados pelo servidor público no processo administrativo.
75. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) A edição de atos de caráter normativo e a
decisão de recursos administrativos não podem ser objetos de delegação.
76. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) O processo administrativo poderá iniciar-
se de ofício ou em razão de requerimento do interessado.
77. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Conhecimentos Básicos – Cargos 6, 7,
8, 9, 10, 11, 12 – 2013) É defeso à administração recusar imotivadamente
o recebimento de documentos. Nesse caso, o servidor deverá orientar o
interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas.
78. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O servidor que estiver litigando
judicialmente contra a companheira de um interessado em determinado
processo administrativo estará impedido de atuar nesse processo.
79. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O processo administrativo
pode ser iniciado a pedido do interessado, mediante formulação escrita,
não sendo admitida solicitação oral.
80. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –
2013) As normas sobre processo administrativo postas na Lei no 9.784/99
aplicam-se aos:
a) servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, na realização de suas funções
típicas, excluído o Poder Judiciário em razão de sua competência judicante;
b) órgãos do Poder Executivo integrantes da Administração direta ou indireta,
excluídos os órgãos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário quando se tratar
de realização de função administrativa;
c) órgãos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário da União, no que se referir
ao desempenho de funções administrativas atípicas;
d) órgãos do Poder Executivo e aos servidores integrantes do quadro da
Administração direta, excluídos os afastados e os órgãos dos demais Poderes;
e) órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no exercício de suas
funções típicas.

84
Questões

81. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) No


processo administrativo, a administração pública tem o poder-dever de
produzir provas com o fim de atingir a verdade dos fatos, não devendo,
por isso, ficar restrita ao que as partes demonstrarem no procedimento.
Esse pressuposto, conforme a doutrina pertinente, refere-se ao princípio:
a) da gratuidade;
b) da oficialidade;
c) da lealdade e boa-fé;
d) do informalismo;
e) da verdade material.
82. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ –
2013) Em processo administrativo, tendo por objeto reconhecimento de
pretensão de administrado em face de órgão da Administração Pública
federal, foi proferida decisão negando o pleito. O interessado apresentou
recurso, tempestivamente, porém o fez perante autoridade incompetente.
De acordo com as disposições da Lei no 9.784/99, o recurso:
a) deverá ser recebido e conhecido, em face do princípio da economia
processual;
b) não poderá ser recebido, vedada a possibilidade de a Administração rever o
ato de ofício, ainda que não operada a preclusão administrativa;
c) deverá ser recebido, porém não conhecido, cabendo à autoridade à qual
o mesmo foi endereçado encaminhá-lo à autoridade competente para seu
julgamento;
d) não será conhecido, salvo se a Administração considerar que as razões de
fato e de direito são suficientes para justificar a modificação da decisão;
e) não será conhecido, sendo indicado ao recorrente a autoridade competente
e devolvido o prazo para apresentar o recurso.
83. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/
PR – 2013) De acordo com a Lei no 9.784/99, que regula o processo
administrativo no âmbito da Administração Pública Federal,
a) aplica-se o princípio do formalismo, dispensada a indicação dos pressupostos
de fato da decisão;
b) é vedada a impulsão de ofício, cabendo ao interessado indicar os fundamentos
de direito da decisão;
c) os atos administrativos são sigilosos no decorrer da fase probatória;
d) é vedada a cobrança de despesas processuais, salvo as previstas em lei;
e) os interessados deverão ser representados por advogado, salvo se
hipossuficientes.

85
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

84. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) Com relação
ao Processo Administrativo no âmbito da Administração Pública Federal,
assinale a alternativa correta.
a) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos,
a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou
circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção
aplicada.
b) Os atos administrativos, tendo em vista o poder de polícia da Administração
Pública, independem de motivação.
c) Devem ser objeto de intimação os atos do processo que não resultem para o
interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício
de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse.
d) O recurso administrativo tramitará no máximo por duas instâncias
administrativas, salvo disposição legal diversa.
e) São legitimados para interpor recurso administrativo apenas os titulares de
direitos e interesses que forem parte no processo e aqueles cujos direitos ou
interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida.

86
C apítulo 8
L ici ta ç õ e s P ú b l ic a s –
Leis no 8.666/93 e 10.520/02

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016) É vedada


a habilitação de interessados residentes ou sediados em locais diferentes
de onde se situar a repartição interessada.
2. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016) Concurso
é a modalidade de licitação entre interessados na compra de bens móveis
inservíveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados.
3. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016) Se
determinada compra puder ser feita por meio de convite, a administração
poderá utilizar a tomada de preços.
4. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016) No caso
de empate em uma licitação, os bens produzidos no exterior por empresas
brasileiras têm precedência sobre os bens produzidos no Brasil por
empresas estrangeiras.
5. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016) As
obras, os serviços e os fornecimentos podem ser divididos, a critério da
administração, na quantidade de parcelas que se comprovarem técnica e
economicamente viáveis.
6. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 2016)
Considerando que determinado órgão da União deseje contratar, por
meio de pregão, serviços de reprografia e digitalização de documentos,
acrescido da manutenção de todo o maquinário necessário, assinale a
opção correta com base na legislação ao pregão.
a) O parâmetro de julgamento e classificação das propostas do pregão deve ser
o de melhor técnica.
b) Nesse caso, o órgão está obrigado a realizar a modalidade eletrônica do
pregão.

87
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

c) O órgão só poderá optar pelo pregão se os serviços forem considerados


comuns.
d) Somente servidores ocupantes de cargo efetivo do quadro permanente do
órgão poderão integrar a equipe de apoio na realização do pregão.
e) Não se admitirá a utilização do pregão caso a administração opte por realizar
a contratação dos serviços pelo sistema de registro de preços.
7. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A apresentação de documentos
relativos à qualificação econômico financeira pode ser dispensada, desde
que seja notória a solidez do patrimônio líquido da empresa.
8. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) O edital de licitação pode ser alterado
por qualquer meio, desde que se garanta ampla visibilidade da alteração
aos participantes.
9. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Os conteúdos das propostas e todos os
atos e procedimentos licitatórios são públicos.
10. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) A etapa da habilitação
ocorre após o julgamento das propostas e diz respeito à verificação da
documentação relativa à habilitação jurídica e à qualificação econômico
financeira do licitante vencedor.
11. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Caso determinado
órgão público pretenda contratar serviço técnico de treinamento e
aperfeiçoamento de pessoal, de natureza singular, a ser prestado por
pessoa jurídica de notória especialização, a licitação.
a) será dispensada.
b) será inexigível.
c) será dispensável, devido ao fato de se referir a serviço técnico específico.
d) deverá ser do tipo melhor técnica.
e) deverá ser realizada na modalidade convite.
12. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) A modalidade de licitação
denominada pregão
a) é utilizada, entre quaisquer interessados, para a venda de bens móveis,
produtos penhorados e bens imóveis a quem oferecer maior lance, igual ou
superior ao da avaliação.
b) é utilizada entre os interessados do ramo pertinente ao objeto, cadastrados
ou não, em um número mínimo de três, e seu edital deve ser publicado com
antecedência mínima de vinte e quatro horas da apresentação das propostas.
c) é utilizada entre interessados devidamente cadastrados para a celebração
de contratos relativos a obras, serviços e compras de pequeno vulto.
d) é sempre do tipo menor preço, destinada à aquisição de bens e serviços
comuns, qualquer que seja o valor estimado da contratação.

88
Questões

e) é utilizada para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante


a instituição de prêmio ou remuneração ao vencedor, conforme critérios
constantes em edital, que deve ser publicado com quarenta e cinco dias de
antecedência.
13. (CESPE DPU Todos os cargos 2016) A garantia do princípio da isonomia,
a seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública e a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável são objetivos da
licitação.
14. (CESPE DPU Analista Técnico-Administrativo 2016) Uma autarquia
federal, desejando comprar um bem imóvel — não enquadrado nas
hipóteses em que a licitação é dispensada, dispensável ou inexigível —
com valor de contratação estimado em R$ 50.000,00, efetuou licitação na
modalidade concorrência. Em virtude do valor de contratação estimado,
se cumpridas as exigências legais, seria permitida a realização da licitação
sob a modalidade convite.
15. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) A exigência de
processo licitatório para a contratação aplica-se apenas às pessoas
jurídicas de direito público.
16. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) O pregão é a modalidade de
licitação restrita ao âmbito da União Federal e destinada à aquisição de
bens e à contratação de serviços comuns.
17. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) A homologação da licitação não
obsta a que a administração pública possa anulá-la, por ilegalidade, ou
revoga-la, por motivos de interesse público superveniente.
18. (CESPE TER-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Leilão,
concurso, concorrência, consulta pública e convite são modalidades de
licitação previstas na lei.
19. (CESPE TER-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O edital de
abertura de processo licitatório deve conter a descrição do objeto da
licitação, sendo os prazos e as condições para a assinatura do contrato
decididos em negociação com a empresa vencedora do certame.
20. (CESPE TER-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O objeto da
licitação deve ser descrito no edital de forma clara e sucinta, para
possibilitar melhor entendimento da demanda e para evitar a aquisição
de materiais inservíveis.
21. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Para melhor
utilização do cadastro de fornecedores, é permitida pela legislação a
modalidade de compra denominada convite, que engloba quaisquer
interessados para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico.

89
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

22. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Nos termos da Lei n.º 10.520/2002,
tratando-se da modalidade pregão, eventual recurso contra a etapa
competitiva deverá ser interposto antes da abertura do invólucro
contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a
melhor proposta.
23. (CESPE TRE-MT Analista 2015) De acordo com a Lei n.º 8.666/1993, na
fase da habilitação, é exigida dos interessados documentação relativa
à regularidade fiscal, mas dispensada a documentação concernente à
regularidade trabalhista.
24. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) A fase externa da licitação, conforme
previsão legal, tem início com a divulgação do edital.
25. (CESPE Telebras Engenheiro Civil 2015) A administração pública decidiu
licitar determinada obra, orçada em R$ 1.800.000,00, em dois processos
licitatórios distintos: o primeiro de R$ 800.000,00 e o segundo de
R$ 1.000.000,00. Como faltavam apenas dois meses para o fim do exercício
financeiro, as duas etapas foram licitadas simultaneamente. Caso a obra
tivesse sido licitada em uma única parcela, a modalidade cabível seria a
concorrência.
26. (CESPE Telebras Engenheiro Civil 2015) A administração pública decidiu
licitar determinada obra, orçada em R$ 1.800.000,00, em dois processos
licitatórios distintos: o primeiro de R$ 800.000,00 e o segundo de
R$ 1.000.000,00. Como faltavam apenas dois meses para o fim do exercício
financeiro, as duas etapas foram licitadas simultaneamente. Devido à
possibilidade de menor prazo de divulgação de aviso de edital, o pregão
seria uma alternativa legalmente viável para a situação apresentada,
independente de se dividir ou não a licitação da obra.
27. (CESPE STJ Técnico Judiciário-tecnologia da Informação 2015) O objetivo
da licitação pública é escolher a proposta mais vantajosa para o futuro
contrato e fazer prevalecer o princípio da isonomia, visando à promoção
do desenvolvimento nacional sustentável.
28. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Diferentemente dos
demais procedimentos licitatórios, o procedimento do pregão implica,
inicialmente, a disputa de lances para a ulterior análise dos requisitos
necessários à habilitação da empresa licitante, procedendo-se à análise
conforme a ordem de classificação.
29. (CESPE STJ Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Devido ao fato de
o pregão ser utilizado para a contratação de bens e serviços comuns, o
critério empregado para a escolha do vencedor poderá ser o de menor
preço ou técnica e preço.

90
Questões

30. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A aquisição de bens imóveis pela
administração pública, em regra, somente pode ser realizada pela
modalidade de licitação tomada de preços, independentemente do valor
do imóvel.
31. (CESPE STJ Analista Judiciário-Engenharia 2015) As compras e as
contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios, poderão ser implementadas com
base na modalidade de licitação denominada pregão.
32. (CESPE STJ Analista Judiciário-Engenharia 2015) Como condição para
participar de pregão na forma da referida lei, é indispensável que o
licitante adquira o edital referente ao certame que ele pretende participar.
33. (CESPE STJ Analista Judiciário-Engenharia 2015) O termo de referência
(TR) deve constar de todo processo, caso o referido processo esteja
relacionado à aquisição de materiais na modalidade pregão, realizado
na forma presencial. Nas situações em que é realizado pregão eletrônico,
o TR é facultativo, devendo ser apresentado quando o licitante precisar
detalhar melhor as especificações do seu produto.
34. (CESPE MEC Nível Superior 2015) Na administração pública, as normas de
licitações devem privilegiar as empresas de pequeno porte.
35. (CESPE MPOG Administrador 2015) Situação hipotética: Determinado
órgão público está em processo de mudança para novas instalações, o que
justificou o início de processo licitatório para contratação de empresa
especializada em mudança. O servidor responsável pelo processo julgou
ser a forma de licitar mais adequada, nesse caso, a combinação entre
as modalidades concorrência e tomada de preços. Por isso, foi decidido
realizar um pregão com a combinação de ambas as modalidades.
Assertiva: Nessa situação, é correto afirmar que o processo licitatório
adotado foi adequado para o caso.
36. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) O prazo de validade das
propostas no pregão será de sessenta dias, se outro não estiver fixado no
edital pertinente.
37. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Dado o princípio da
adjudicação compulsória, a administração não pode, concluída a licitação,
atribuir o objeto desse procedimento a outrem que não o vencedor.
38. (CESPE FUB Nível Superior 2015) Se, em determinado processo licitatório,
houver empate e igualdade de condições entre concorrentes, deverá ser
dada preferência à concorrente que produzir bens e serviços no Brasil
em detrimento da empresa que o fizer em país estrangeiro.

91
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

39. (CESPE FUB Administrador 2015) São considerados tipos de licitação: a


de menor preço, a de melhor técnica, a de técnica e preço e a de maior
lance ou oferta.
40. (CESPE FUB Administrador 2015) As empresas públicas e sociedades de
economia mista, que possuem personalidade jurídica de direito privado,
estão desobrigadas de se submeter ao regime da Lei n.º 8.666/1993.
41. (CESPE FUB Administrador 2015) Na administração pública, pode ser
adotada a modalidade de licitação pregão para a aquisição de bens e
serviços comuns ou especiais e diferenciados.
42. (CESPE FUB Administrador 2015) O prazo de validade das propostas
apresentadas nas licitações realizadas na modalidade pregão será de
sessenta dias, ou o prazo fixado no edital.
43. (CESPE FUB Administrador 2015) A concorrência pública é a modalidade
de licitação que deve ser utilizada para a venda de bens móveis
inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos
ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis.
44. (CESPE FUB Administrador 2015) Por meio de leilão, a administração
poderá, excepcionalmente, contratar diretamente com o particular.
45. (CESPE FUB Administrador 2015) Para participar de uma tomada de
preços, a empresa deverá estar cadastrada junto ao órgão ou atender às
condições exigidas para o cadastramento.
46. (CESPE FUB Administrador 2015) No âmbito das licitações públicas, é
permitido os editais estabelecerem normas que restrinjam a participação
de concorrentes, de modo que se consiga a contratação de empresa
específica.
47. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) Se a administração
pública pretender vender bens móveis inservíveis, ela deverá fazê-lo
mediante leilão a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor
da avaliação dos bens em questão.
48. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) A equipe de apoio do pregão será
integrada exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo na
administração, pertencentes ao quadro permanente do respectivo órgão
público.
49. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) A modalidade de licitação por leilão pode
ocorrer entre os interessados, previamente cadastrados, que atendam
aos requisitos exigidos para o cadastramento até o terceiro dia anterior à
data de recebimento das propostas.

92
Questões

50. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) Caso o prazo de validade das propostas não
esteja previsto no edital, as propostas terão validade de noventa dias.
51. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa2015) Leilão é a
modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou
que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o
terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a
necessária qualificação.
52. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa2015) As
modalidades de licitação incluem a concorrência, a tomada de preços, o
convite, o concurso, o leilão e a seleção por melhor técnica e preço.
53. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa 2015) Com
exceção das sociedades de economia mista, que — devido à participação
da iniciativa privada em seu capital — seguem regras próprias, os órgãos
da administração indireta estão sujeitos à regra de licitar.
54. (CESPE TRE-GO Técnico Judiciário-Área Administrativa2015) Determinado
ente da administração pública deseja realizar procedimento licitatório
para a contratação de serviços de segurança patrimonial armada para seu
edifício sede. O valor estimado da contratação é determinante na escolha
da modalidade licitatória a ser adotada: concorrência pública, tomada de
preços, convite ou pregão.
55. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) No caso de dispensa de licitação,
ocorrerá a contratação direta e, portanto, não será necessário justificar
o preço pago.
56. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) Situação hipotética: A
Defensoria Pública da União, interessada em adquirir determinados bens,
abriu processo licitatório cujo resultado foi licitação deserta. Assertiva:
Nessa situação, se for comprovado que a realização de outro processo
licitatório causará prejuízos à administração, o órgão poderá adquirir
os bens por meio de dispensa de licitação, desde que mantenha todas as
condições constantes do instrumento convocatório inicial.
57. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) Se o governo de determinado
estado da Federação construir imóveis residenciais destinados a
programa habitacional de interesse social, a venda desses imóveis às
pessoas cadastradas no programa deverá ser realizada com base nos
dispositivos da inexigibilidade, já que, nesse caso, a licitação é inviável.
58. (CESPE TJ-DF Juiz de Direito 2015) A licitação é inexigível
a) para a contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás
natural com concessionário, permissionário ou autorizado.

93
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

b) quando a União tiver de intervir no domínio econômico para regular preços


ou normalizar o abastecimento.
c) se houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos
casos estabelecidos em decreto do presidente da República, ouvido o Conselho
de Defesa Nacional.
d) para a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente
ou mediante empresário exclusivo, desde que o profissional seja consagrado
pela crítica especializada ou pela opinião pública.
e) para a aquisição ou a restauração de obras de arte e objetos históricos, de
autenticidade certificada, compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou
da entidade.
59. (CESPE TRE MT Técnico Judiciário Administrativo 2015) Com base no
disposto na Lei n.º 8.666/1993, o TRE/MT poderá praticar a dispensa de
licitação.
a) quando não houver interessados à licitação anterior e esta não puder ser
repetida sem prejuízo para o tribunal, reajustando-se as condições anteriores.
b) nos casos em que houver inviabilidade de competição.
c) para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente
ou mediante empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica
especializada ou pela opinião pública.
d) para locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas
do tribunal, cuja necessidade de instalação e localização condicionem a sua
escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado.
e) para alienar bens públicos a outro órgão ou entidade da administração
pública, de qualquer esfera de governo.
60. (CESPE TCE/RN Tecnologia da Informação2015) A existência de mais de
uma alternativa para a contratação de determinado serviço, por si só, não
descaracteriza a inviabilidade de competição para efeitos de contratação
direta por inexigibilidade de licitação.
61. (CESPE Telebras Analista Administrativo 2015) A empresa estatal Alfa
contratou serviços contínuos de reprografia, cópias e impressões no
valor mensal inicial de R$ 100.000,00 com a empresa Cópia, e o prazo
de vigência do respectivo contrato completará sessenta meses em pouco
mais de noventa dias a contar desta data. Preocupada com o que fazer
no período seguinte, a administração da estatal elaborou consulta sobre
quais opções poderiam ser adotadas para que os serviços não venham
a ser interrompidos. A respeito dessa situação hipotética, julgue o
item subsequente. A situação em apreço corresponderá a hipótese de
inexigibilidade de licitação, desde que configure serviço comum.

94
Questões

62. (CESPE TCE/RN Engenheiro 2015) No caso de licitação dispensada, a


administração pública, mediante o exercício do poder discricionário,
poderá estabelecer rito particular de seu interesse para a aquisição de
bem ou serviço.
63. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) É
dispensável a licitação para aquisição de equipamentos que só possam
ser fornecidos por representante comercial exclusivo, mediante
comprovação de exclusividade feita nos termos legais.
64. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) As hipóteses de dispensa de licitação
estão previstas em rol exemplificativo, cabendo ao agente público
justificar a necessidade de contratação direta.
65. (CESPE MPOG Técnico de nível superior 2015) Se um órgão público
tiver de adquirir material que só possa ser fornecido por representante
comercial exclusivo, a licitação será inexigível e a administração ficará
dispensada de justificar os preços praticados.
66. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) Será dispensável a
licitação caso haja inviabilidade de competição.
67. (CESPE TCU Técnico de Controle Externo 2015) É inexigível a licitação em
caso de guerra ou de grave perturbação da ordem.
68. (CESPE FUB Nível Médio 2015) É autorizado ao Poder Legislativo delegar
ao administrador o poder normativo de definir as hipóteses de dispensa
ou inexigibilidade de licitação pública para a contratação de prestação de
serviços.
69. (CESPE FUB Administrador 2015) Nos casos de inviabilidade de competição,
como a contratação de profissional de qualquer setor artístico, desde que
consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública, aplica-se a
contratação direta, pois se caracteriza a inexigibilidade de licitação.
70. (CESPE FUB Administrador 2015) Em casos de situação de emergência ou
de calamidade pública, poderá haver contratação direta, com dispensa de
licitação, tendo o contrato decorrente prazo máximo de duração de cento
e oitenta dias, vedada a sua prorrogação.
71. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Com base no que dispõe a Lei n.º
8.666/1993, a licitação será inexigível no caso de:
a) fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no país, que
envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional,
mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade
máxima do órgão.

95
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

b) compras diretas de hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros perecíveis – no


tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes –,
desde que tais compras sejam feitas com base no preço do dia.
c) contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou com
a intermediação de empresário exclusivo, desde que se trate de profissional
consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
d) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos de
autenticidade certificada, desde que sejam compatíveis com as finalidades do
órgão ou entidade ou que lhes sejam inerentes.
e) guerra ou grave perturbação da ordem, condicionando-se a opção pela
inexigibilidade a prévia autorização do Poder Legislativo.
72. (CESPE MPU Analista do Ministério Publico 2015) A contratação de
serviços técnicos, de natureza singular, com profissionais ou empresas
de notória especialização, insere-se entre as hipóteses de licitação
dispensável.
73. (CESPE FUB Engenheiro Civil 2015) As situações de emergência ou de
calamidade pública justificam a inexigibilidade da licitação.
74. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2015) Nos casos de inexigibilidade
de licitação, ainda que seja possível a competição, a lei autoriza a não
realização de processo licitatório, com base em critérios de oportunidade
e conveniência.
75. (CESPE ANATEL Administrador 2015) É inexigível a licitação para a
contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou
por intermédio de empresário exclusivo, desde que o referido profissional
seja consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
76. (CESPE ANATEL Analista Administrativo – Direito 2015) Uma empresa
prestadora de serviço de terceirização de mão de obra para a administração
pública fechará as portas por problemas de caixa. A decisão afetará
milhares de empregados da prestadora lotados em diversos órgãos do
governo federal, entre ministérios, agências reguladoras, autarquias e
fundações. Conforme denúncia veiculada em jornal de grande circulação,
empregados da empresa lotados em vários órgãos da administração
direta e indireta não receberam o salário no mês passado.
Com base nas informações acima, julgue o item a seguir.
Rescindido o contrato com a empresa prestadora do serviço, a
administração pública poderá contratar por inexigibilidade de licitação
o remanescente do contrato de terceirização.

96
Questões

77. (CESPE PGE/PI Procurador do Estado 2014) Devido a explosão ocorrida


em um navio petroleiro no litoral de um estado da Federação, grande
quantidade de óleo se espalhou pelo mar, causando a morte de vários
animais e pondo em risco a saúde da população, fato que levou o governo
local a decretar estado de calamidade pública. Nessa situação, para a
realização dos serviços de contenção do óleo, poderá haver a contratação
de empresa(s) mediante inexigibilidade de licitação.
78. (CESPE TJ/CE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2014) Acerca da
licitação pública, assinale a opção correta.
a) A licitação do tipo “técnica e preço” deve ser empregada preferencialmente
para serviços de natureza intelectual, sendo vedado seu uso para aquisição de
bens e serviços de informática.
b) O sistema de registro de preços levará em conta a inflação do período em
que a cotação se realiza, e os valores podem ser válidos por período superior
à duração de um exercício financeiro (um ano) em época de variações
insignificantes dos preços.
c) Para prestar um serviço a órgão da justiça federal, o licitante deve comprovar
sua regularidade para com a Fazenda Federal, por meio de documentação fiscal
e trabalhista, no que se refere a seu domicílio ou sua sede, dispensando-se a
regularidade estadual e municipal.
d) Caso se permita, devido ao valor do material de consumo, que uma aquisição
seja por meio de convite, poderá a administração optar pela concorrência.
e) É inexigível a licitação nos casos de guerra ou calamidade pública.
79. (CESPE TJ/CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2014) Assinale a
opção em que se apresenta a ordem que caracteriza, respectivamente,
as hipóteses de contratação direta quando 1) há discricionariedade da
administração para que se decida realizar a contratação direta; 2) há
hipóteses exemplificativas de contratação direta; e 3) a contratação
direta decorre da inviabilidade de competição.
a) licitação inexigível; inexigível; e dispensável
b) licitação dispensável; inexigível; dispensável
c) licitação inexigível; dispensável; e dispensável
d) licitação dispensável; dispensável; e inexigível
e) licitação dispensável; inexigível; e inexigível
80. (CESPE TJ/CE Analista Judiciário – Contabilidade) Considere que uma
organização pública pretenda adquirir um hardware específico para
ajudar na segurança das fronteiras do Brasil em razão dos grandes
eventos que ocorrerão no país nos próximos anos. Considere, ainda, que a
única empresa nacional que comercializa o equipamento seja a empresa

97
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

que tenha criado o produto. Nessa situação hipotética, a licitação para


compra do produto será
a) dispensada.
b) deserta.
c) inexigível.
d) dispensável.
e) fracassada.
81. (CESPE TJ/CE Analista Judiciário – Área Judiciaria) Assinale a opção
correta referente às contratações públicas.
a) A administração não é obrigada a contratar o licitante vencedor e, caso
celebre o contrato com este, poderá, unilateralmente, a qualquer momento,
suprimir o objeto do contrato em até 100%, desde que justificado por fato
superveniente devidamente comprovado.
b) É dispensada a licitação para a aquisição de produtos manufaturados
nacionais que atendam ao processo produtivo básico.
c) A indicação de dotação orçamentária deve ser realizada para a abertura de
licitação feita mediante o sistema de registro de preços.
d) A licitação na modalidade pregão não se aplica à alienação de bens, ainda
que estes possuam padrões de desempenho e qualidade que possam ser
objetivamente definidos no edital.
e) Tratando-se de regime diferenciado de contratações públicas, é possível
realizar licitação com orçamento sigiloso, que se tornará público somente após
a execução integral do contrato.
82. (CESPE ICMBIO Analista Administrativo 2014) Quando a União tiver que
intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o
abastecimento ou quando houver guerra ou grave perturbação da ordem,
a licitação será dispensável.
83. (CESPE ICMBIO Técnico Administrativo 2014) Ausência de mercado
concorrencial e impossibilidade de julgamento objetivo caracterizam
inviabilidade de competição, casos em que ocorre a inexigibilidade de
licitação.
84. (CESPE ICMBIO Técnico Administrativo 2014) A contratação de assessorias
técnicas não admite inexigibilidade de licitação.
85. (CESPE TJ- DFT Titular de Serviço de Notas e Registros 2014) A
inexigibilidade de licitação pode ser adotada em caso de inviabilidade
de competição, como ocorre na contratação de serviços técnicos de
publicidade e divulgação, de natureza singular, com empresa de notória
especialização.

98
Questões

86. (CESPE TJ- DFT Titular de Serviço de Notas e Registros 2014) É inexigível
a licitação para a contratação de empresa com notória especialização
em perícia e avaliações em geral, desde que o serviço a ser realizado se
caracterize como singular e a empresa seja a única do mercado a realiza-
lo.
87. (CESPE TC/DF Auditor de Controle Externo2014) A edição de normas
gerais sobre licitações e contratos administrativos, em todas as
modalidades, é competência privativa da União.
88. (CESPE MEC Nível Superior 2014) Caso as empresas interessadas não
sejam tecnicamente qualificadas para a execução do objeto do contrato,
conforme os critérios estabelecidos no respectivo edital, a licitação
poderá ser dispensada, configurando-se situação de licitação deserta, nos
termos da doutrina de referência, e poderá ser feita a contratação direta
de outra empresa
89. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) A relação das
hipóteses de inexigibilidade elencada na Lei de Licitações não é exaustiva.
Assim, poderá haver outras hipóteses de inviabilidade de competição,
que não estejam arroladas nos dispositivos da referida lei e possam
configurar a inexigibilidade.
90. (CESPE MTE Contador 2014) Caso o MTE pretenda celebrar contrato de
prestação de serviços com organização social devidamente qualificada
para atividade contemplada no contrato de gestão, a licitação será
dispensável.
91. (CESPE MTE Agente Administrativo 2014) Se a administração necessita
adquirir equipamentos que só podem ser fornecidos por produtor,
empresa ou representante comercial exclusivo, a licitação é dispensada,
pois cabe ao poder público ajuizar a conveniência e oportunidade da
dispensa.
92. (CESPE MTE Agente Administrativo 2014) Considere que um município
tenha interesse em celebrar contrato de programa com outro ente
da Federação, ou com entidade de sua administração indireta, para
a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do
autorizado em contrato de consórcio público. Nessa situação, a licitação
será dispensável.
93. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2014) Caso, em razão de fortes chuvas
em determinado município, uma represa se rompa e ocasione alagamento
em alguns bairros, e, em razão desse fato, o governo local decrete estado
de calamidade pública, poderá o município valer-se da inexigibilidade
de licitação para realizar obras de reparo da represa e evitar novos
alagamentos.

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Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

94. (CESPE SUFRAMA Agente Administrativo 2014) Considerando que a


SUFRAMA, autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de consultoria
para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da ZFM, julgue o
item a seguir. Caso o objeto da contratação seja serviço técnico profissional
especializado, será inexigível a licitação, desde que a empresa contratada
possua notória especialização e o objeto seja singular.
95. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2014) A CF, no intuito de proteger a
moralidade administrativa, exige que toda compra realizada pelo poder
público seja precedida de licitação.
96. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2014) Se determinado município, para
realizar festividade em razão do aniversário da cidade, decidir pela
contratação de bandas compostas por renomados artistas nacionais, a
contratação desses artistas poderá dar-se mediante inexigibilidade de
licitação.
97. (CESPE CADE Agente Administrativo 2014) Deve haver licitação para o uso
pelo particular de espaço em imóvel público reservado para lanchonete,
não sendo permitido o uso desse espaço por dispensa ou inexigibilidade.
98. (CESPE CADE Analista Técnico-Administrativo 2014) A dispensa
da licitação ocorre quando há inviabilidade de competição, isto é,
inexigibilidade de licitar.
99. (CESPE CADE Nível Superior 2014) Caso um equipamento integrante
do patrimônio do CADE não tenha utilização previsível, ele poderá ser
vendido a outra entidade da administração pública sem a realização de
licitação.
100. (CESPE POLICIA FEDERAL Agente Administrativo 2014) Considere
que determinado órgão da administração pública pretenda adquirir
equipamentos de informática no valor de R$ 5.000,00. Nesse caso,
o referido órgão tem a opção discricionária de realizar licitação ou
proceder à aquisição direta mediante dispensa de licitação, em razão
do baixo valor dos equipamentos.
101. (CESPE POLICIA FEDERAL Agente Administrativo 2014) Considere que
determinada pessoa jurídica de direito privado que administra um
porto brasileiro pretenda contratar o único escritório de advocacia
especializado em direito portuário no Brasil para promover ações
judiciais acerca dessa matéria. Nessa situação, é dispensável a licitação.
102. (CESPE POLICIA FEDERAL Administrador 2014) A dispensa de licitação
é prevista em caso de inviabilidade de competição, situação que permite
à administração adjudicar diretamente o objeto do contrato.

100
Questões

103. (CESPE MDIC Analista Técnico Administrativo 2014) Caso pretenda


comprar um medicamento produzido por apenas uma indústria
farmacêutica, utilizado para tratar doença tropical típica em algumas
regiões brasileiras, o responsável pelo setor de compras de um hospital
público deverá considerar inexigível a licitação.
104. (CESPE MDIC Agente Administrativo 2014) Considere que o governo de
determinado município onde houve desabamentos em decorrência de
fortes chuvas tenha, em razão disso, decretado estado de calamidade
pública. Nesse caso, haja vista a urgência da situação, poderá haver a
dispensa de licitação para a realização de obras necessárias à contenção
de novos desabamentos.
105. (CESPE PGE-BA Procurador do Estado 2014) Desde que o preço
contratado seja compatível com o praticado no mercado, é possível
a dispensa de licitação para a aquisição, por secretaria estadual de
planejamento, de bens produzidos por autarquia estadual que tenha
sido criada para esse fim específico em data anterior à vigência da Lei
n.º 8.666/1993.
106. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –
2013) De acordo com a Lei no 8.666/93, é dispensável a licitação:
a) para contratação de serviços comuns, de natureza contínua;
b) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
c) para aquisição de bens para necessidade contínua, pelo sistema de registro
de preços;
d) para alienação de imóvel, desde que desafetado do serviço público;
e) para compra de produto de marca preferencial da Administração.
107. (Cespe – Analista Judiciário – Tecnologia da Informação – TRT – 10a
Região/DF e TO – 2013) A licitação objetiva garantir o princípio
constitucional da isonomia, selecionar a proposta mais vantajosa para
a administração e promover o desenvolvimento nacional sustentável.
108. (FEPESE – Analista Técnico – DPE/SC – 2013) Assinale a alternativa
correta em matéria de Licitações e Contratos.
a) Não se admite em nenhuma hipótese o contrato verbal com a Administração
Pública.
b) A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório
da licitação.
c) O instrumento de contrato é obrigatório nas licitações públicas.
d) É permitido apenas aos licitantes o conhecimento dos termos do contrato e
do respectivo processo licitatório.
e) Na licitação, decorridos noventa dias da data da entrega das propostas, sem
convocação para a contratação, ficam os licitantes liberados dos compromissos
assumidos.

101
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

109. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR


– 2013) Considerando as disposições da Lei no 8.666/93, modalidade
licitatória aplicável para:
I. venda de produtos legalmente apreendidos ou penhorados;
II. aquisição de bens de natureza comum;
III. obras com valor da contratação estimado em até R$ 150.000,00.
Correspondem, respectivamente, a:
a) concorrência, pregão e convite;
b) convite, tomada de preços e concorrência;
c) pregão, leilão e tomada de preços;
d) leilão, pregão e convite;
e) leilão, convite e tomada de preços.
110. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR
– 2013) Como traço de semelhança ou de distinção entre a dispensa
e a inexigibilidade de licitação pode-se indicar, dentre outras, a
característica:
a) de o rol de hipóteses de dispensa de licitação ser exemplificativo, na medida
em que se trata de norma de exceção à regra legal que obriga o certame como
observância do princípio da isonomia;
b) de o rol de hipóteses de inexigibilidade de licitação ser taxativo, na medida
em que se trata de norma de exceção à regra legal que obriga o certame como
observância do princípio da isonomia, não admitindo flexibilização;
c) de a licitação, nas hipóteses de inexigibilidade, ser, em tese, possível, mas
diante da vontade do legislador, para agilizar algumas situações, torna-se
prescindível;
d) de a dispensa de licitação incidir nas hipóteses em que a licitação é inviável,
por impossibilidade de competição;
e) de a licitação, nas hipóteses de dispensa, ser, em tese, possível, mas diante
da vontade do legislador, torna-se prescindível nas situações indicadas.
111. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) O fato de o
fornecedor deter a patente de um produto torna a licitação inexigível,
conforme a lei de regência.
112. (ESAF – Dnit – Técnico Administrativo – 2013) Assinale a opção que
contenha os termos adequados para o preenchimento das lacunas
abaixo.
O art. 15, § 3o, inciso I, da Lei no 8.666/93 determina que a modalidade
de licitação para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática
de registro de preços deve ser ______________________. Entretanto, a Lei
no 10.520/2002, em seu art. 11, possibilita a utilização da modalidade

102
Questões

________________, quando o sistema de registro de preços destinar-se às


compras e contratações de __________________.
a) Concorrência, pregão, bens e serviços comuns.
b) Concorrência, tomada de preços, bens e serviços comuns.
c) Pregão, concorrência, bens comuns.
d) Concorrência, pregão, bens comuns.
e) Pregão, concorrência, bens e serviços comuns.
113. (FEPESE – Analista Técnico – DPE/SC – 2013) Assinale a alternativa
correta. Na modalidade de licitação convite, o número mínimo de
convidados pela unidade administrativa, será de:
a) cinco participantes;
b) três participantes;
c) dois participantes;
d) um participante.
114. (Cespe – Técnico Judiciário – Conhecimentos Básicos – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) A alienação de bem imóvel de propriedade de órgão da
administração direta está subordinada ao interesse público e depende
de autorização legislativa, de prévia avaliação e, em regra, de licitação
na modalidade concorrência.
115. (Cespe – Analista Judiciário – Tecnologia da Informação – TRT – 10a
Região/DF e TO – 2013) Uma entidade controlada indiretamente por
município da Federação que pretenda alugar um imóvel para nele
funcionar estará dispensada da observância das normas gerais sobre
licitações e contratos administrativos impostas pela lei em questão,
devido ao fato de esta lei ser um diploma federal, não alcançando,
portanto, a esfera da municipalidade.
116. (ESAF – 2013 – Dnit – Técnico de Suporte em Infraestrutura de Transportes
– Laboratório) O Ministério da Integração Nacional promoveu licitação
na modalidade de concorrência a fim de pôr em execução a primeira
etapa do projeto de Integração do Rio São Francisco. O objeto da licitação
consistia na construção de um aqueduto em concreto. Em cláusula do
edital do certame que disciplinava a comprovação de capacidade técnica
pelos licitantes, exigia-se a comprovação de experiência na construção
de aqueduto em concreto com 160 metros de extensão. O diâmetro do
aqueduto, as alturas dos pilares que o sustentam e demais detalhamentos
da obra constavam do Anexo II do edital, denominado projeto básico e
das fichas técnicas dos lotes de obras. Determinado consórcio licitante
logrou comprovar a capacidade técnica para a construção de aqueduto
em concreto de 160 metros de extensão, porém não comprovou aptidão
através de certidões e atestados de obras similares de complexidade

103
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

tecnológica e operacional equivalente ou superior para a realização do


objeto do certame tal como descrito no Anexo II do edital. Em razão da
inexistência da comprovação de capacidade técnica para a realização da
obra a licitante, foi inabilitada pela comissão especial de licitação que
conduzia o certame.
Tendo em mente o caso concreto acima narrado e as fontes do direito
administrativo, analise as assertivas a seguir classificando-as como
Verdadeiras(V) ou Falsas(F).
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) Não há qualquer previsão editalícia quanto ao diâmetro do aqueduto ou
as alturas dos pilares que o sustentam, o que impede a comissão de licitação
de inabilitar o licitante por suposto não atendimento de tais requisitos.
( ) A Administração feriu o disposto no art. 41 da Lei no 8.666/93
(princípio da vinculação ao edital).
(  ) O edital licitatório não pode ser analisado sem os anexos e, muito
importante, sem o projeto básico que prevê expressa e detalhadamente
as medidas da obra.
(  ) As obras e serviços somente poderão ser licitados quando houver
projeto básico, aprovado pela autoridade competente, disponível para
exame dos interessados em participar do processo licitatório, cumpridas
as demais exigências legais.
a) V, V, F, F;
b) F, V, V, V;
c) F, F, V, V;
d) V, F, V, V;
e) V, F, V, F.
117. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1 a Região/RJ –
2013) Contém a relação correta entre a situação descrita e a modalidade
licitatória aplicável, de acordo com as disposições da Lei no 8.666/93.
a) Leilão, para aquisição de obras de arte, com lance igual ou superior ao da
avaliação.
b) Concurso, para escolha de trabalho científico, mediante a instituição de
prêmio ou remuneração ao vencedor.
c) Tomada de preços, para aquisição de bens móveis, independentemente do valor.
d) Concorrência, para escolha de trabalho científico ou artístico, com a
instituição de prêmio ao vencedor.
e) Leilão, para alienação de bens inservíveis, desde que o valor não supere o
limite de R$ 8.000,00 (oito mil reais).
118. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/
RJ – 2013) A União necessita contratar a prestação de serviços de
desenvolvimento de programas de informática para colocar em prática

104
Questões

projeto de modernização da gestão de diversos órgãos integrantes da


Administração direta federal. Para tanto, pretende contratar empresa
federal, criada com finalidade específica que corresponde ao escopo
da contratação pretendida. De acordo com as disposições da Lei no
8.666/93, a União:
a) deverá contratar a referida empresa, diretamente, em face da caracterização
de situação de inexigibilidade de licitação;
b) poderá contratar a referida empresa, independentemente de licitação,
por inexigibilidade, ou contratar empresa privada mediante procedimento
licitatório;
c) poderá contratar a referida empresa, com dispensa de licitação, desde que a
mesma tenha sido criada antes da edição da Lei no 8.666/93 com tal finalidade
específica e que o preço seja compatível com o de mercado;
d) poderá contratar a referida empresa, com dispensa de licitação,
caracterizando-se a inexigibilidade, desde que a empresa desempenhe
atividade singular e detenha notória especialização;
e) não poderá contratar empresa privada, salvo se a empresa estatal declinar
da contratação ou apresentar preços manifestamente acima dos praticados
pelo mercado.
119. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ
– 2013) Em procedimento licitatório na modalidade pregão, declarado
o vencedor:
a) qualquer licitante poderá manifestar, imediata e motivadamente a intenção
de recorrer, sendo-lhe concedido o prazo de três dias para apresentação do
recurso;
b) os licitantes terão o prazo de três dias para apresentação de recurso,
concedido o mesmo prazo ao licitante vencedor para apresentação de
contrarrazões;
c) não caberá recurso, salvo por razões relativas ao desatendimento das
condições de habilitação do licitante declarado vencedor;
d) não caberá recurso em relação ao atendimento às condições de habilitação
pelo licitante vencedor, mas apenas no que diz respeito aos atos de condução
do procedimento, praticados pelo pregoeiro;
e) apenas os licitantes habilitados poderão apresentar recurso, no prazo de
oito dias, concedido o mesmo prazo ao licitante vencedor para apresentação
de contrarrazões.
120. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) De acordo com a Lei no
8.666/93, que prevê sanções administrativas pela inexecução total ou
parcial do contrato:
a) a suspensão temporária de participação em licitação e impedimento para
contratar com a Administração poderão durar até 3 (três) anos;

105
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

b) as sanções de advertência, impedimento de contratar e a sanção de


declaração de inidoneidade poderão ser aplicadas juntamente com a multa;
c) a sanção da multa poderá ser instituída pela Administração, e o valor será
livremente estipulado pelo administrador tão logo ocorra a prática lesiva ao
ajuste;
d) a aplicação da sanção de advertência poderá ser realizada independentemente
da abertura de oportunidade para apresentação de defesa prévia.
121. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Sobre as alienações dos
bens públicos, dispõe a Lei no 8.666/93:
a) a alienação de bens imóveis da Administração Pública pode ocorrer pela
modalidade licitatória leilão;
b) a alienação de bens imóveis de empresa de economia mista dependerá de
prévia autorização legislativa;
c) a alienação de bens imóveis da Administração indireta não depende de
processo licitatório;
d) a doação com encargos deverá ser licitada, sem possibilidade de dispensa
em qualquer situação.
122. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Com relação à administração pública, o sistema de registro de preços
apresenta como desvantagem:
a) o excessivo fracionamento da despesa;
b) a complexidade da concorrência;
c) a formação de grandes estoques na organização pública;
d) o compromisso de compra imediata;
e) a vedação de utilização por outra organização pública.
123. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Para contratar bens e serviços de informática, a organização pública
deverá obrigatoriamente utilizar o tipo de licitação denominado:
a) concorrência;
b) melhor preço;
c) tomada de preços;
d) melhor técnica;
e) técnica e preço.
124. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) Em
processo licitatório, a adjudicação:
a) libera a administração pública para contratar o objeto licitado com qualquer
outro que não seja o adjudicatário, haja vista os outros aspectos a serem
analisados antes da efetiva contratação;

106
Questões

b) garante aos licitantes a participação nas demais fases deliberativas do


processo, sem assegurar o direito de contratar com a administração;
c) libera os licitantes vencidos dos encargos da licitação;
d) vincula o vencedor apenas ao valor do preço acertado, sendo possível a
mudança unilateral dos demais aspectos estabelecidos no edital e na proposta;
e) impede, por ser ato meramente declaratório, a aplicação das penalidades
previstas no edital.
125. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Acerca das sanções penais para crimes praticados em licitações, assinale
a opção correta.
a) Caberá, com exclusividade, à Advocacia Geral da União propor a ação para
buscar a sanção penal e a reparação dos possíveis danos ao erário.
b) As penas previstas na legislação para os envolvidos nesses crimes são,
exclusivamente, a prisão e a perda do cargo público.
c) Inexiste cumulatividade de penas, cabendo ao magistrado a escolha da pena
mais indicada para o caso em análise.
d) Comprovado o superfaturamento decorrente de dispensa ou inexigibilidade
de licitação, o fornecedor ou prestador do serviço contratado nessas condições
responderá solidariamente com o agente público pelo dano causado à Fazenda
Pública.
e) A persecução penal para esses crimes se dará por intermédio de ação privada
condicionada.
126. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Com base na Lei no 8.666/1993, que trata de licitações, assinale a opção
correta.
a) O convite é a modalidade de licitação realizada entre interessados
previamente cadastrados ou que preencham os requisitos para cadastramento
até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a
necessária qualificação.
b) São princípios fundamentais da licitação, entre outros, a igualdade, a
publicidade e o julgamento subjetivo.
c) A licitação é dispensável em contratações de fornecimento ou suprimento de
energia elétrica com qualquer tipo de empresa.
d) Há inexigibilidade de licitação quando houver inviabilidade de competição,
como ocorre na aquisição de bens singulares, dos quais é exemplo um quadro
específico de determinado pintor.
e) Os Estados podem ampliar o rol traçado na referida lei para os casos de
dispensa, pois possuem a capacidade de autoadministração e autolegislação.

107
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

127. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) Com


base na Lei no 10.520/2002 e demais disposições normativas relativas
ao pregão, assinale a opção correta.
a) É vedado o oferecimento de lances por telefone ou outro meio eletrônico
que não contemple a presença física do proprietário da empresa ou seu
representante legal no local da organização pública.
b) No âmbito do Ministério da Defesa, o pregoeiro deverá ser servidor público civil
estatutário ou comissionado regularmente designado e capacitado para a função.
c) Os licitantes deverão apresentar todos os documentos de habilitação
atualizados, a despeito de sua existência em qualquer outro sistema público.
d) Utiliza-se essa modalidade principalmente para a aquisição de produtos ou
serviços com características subjetivas.
e) É vedada a exigência de garantia de proposta no edital de licitação.
128. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) De acordo
com Decreto 5.450, de 31 de maio de 2005, marque a alternativa correta.
a) O pregão, na forma eletrônica, como modalidade de licitação do tipo menor
preço, realizar-se-á quando a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços
especiais for feita à distância em sessão pública, por meio de sistema que
promova a comunicação pela internet.
b) Nas licitações para aquisição de bens e serviços comuns será obrigatória a
modalidade pregão, sendo opcional a utilização da sua forma eletrônica.
c) A licitação na modalidade de pregão, na sua forma eletrônica, se aplica às
contratações de obras de engenharia, bem como às locações imobiliárias e
alienações em geral.
d) Qualquer modificação no edital exige divulgação pelo mesmo instrumento
de publicação em que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente
estabelecido, exceto quando, questionavelmente, a alteração afetar a
formulação das propostas.
e) As normas disciplinadoras da licitação serão sempre interpretadas em favor
da ampliação da disputa entre os interessados, desde que não comprometam o
interesse da administração, o princípio da isonomia, a finalidade e a segurança
da contratação.
129. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) Quanto às
modalidades de licitação, analise as afirmativas abaixo e, em seguida,
assinale V para verdadeiro e F para falso.
I. ( ) Tomada de Preços é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem
possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para
execução de seu objeto.

108
Questões

II. (  ) Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados


para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a
instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme
critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com
antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
III. ( ) Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração
ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a
alienação de bens imóveis cuja aquisição derivar de procedimentos
judiciais ou de dação em pagamento, a quem oferecer o maior lance, igual
ou superior ao valor da avaliação.
IV. (  ) A Licitação para obras e serviços de engenharia até R$ 650.000,00
(Seiscentos e cinquenta mil reais) deverá adotar a modalidade
concorrência.
V. (  ) Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará,
em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos
demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem
seu interesse com antecedência de até 48 (quarenta e oito) horas da
apresentação das propostas.
Marque a alternativa correta.
a) Apenas I, II, III e IV são verdadeiras.
b) Apenas II, III, IV e V são falsas.
c) Apenas I, II, III e IV são falsas.
d) Todas são falsas.
e) Todas são verdadeiras.

109
C apítulo 9
C o n t r at o s A d mi n i s t r at i v o s

1. (CESPE TRT-8ª Região 2016) Os contratos administrativos enquadram-se


na categoria dos contratos de adesão.
2. (CESPE TRT-8ª Região 2016) Dado o princípio do pacta sunt servanda,
é vedada, durante a execução do contrato, a alteração unilateral das
cláusulas contratuais pela administração pública.
3. (CESPE TRT-8ª Região 2016) A aplicação de sanções administrativas pela
administração pública depende de manifestação do Poder Judiciário.
4. (CESPE TRT-8ª Região 2016) É vedado à administração pública exigir
garantia para assegurar o adimplemento dos contratos.
5. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) É vedada a subcontratação de partes
da obra, de serviço ou fornecimento.
6. (CESPE TER-PI Técnico-Administração) O TRE/PI firmou um contrato
administrativo com um particular para o fornecimento de determinados
bens. Durante a execução do contrato, foi publicada uma lei que aumentou
impostos sobre esses bens. A revisão do contrato foi, então, proposta
com base em causas que justificassem a inexecução contratual para a
manutenção do equilíbrio econômico financeiro.
Nessa situação hipotética, a revisão baseia-se na ocorrência
a) do fato do príncipe.
b) de caso fortuito.
c) de força maior.
d) do fato da administração.
e) de interferência imprevista.
7. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) Em consonância com o princípio
constitucional da eficiência, o contrato administrativo deveria ser anulado
caso fosse ultrapassado o lapso temporal estipulado no instrumento
contratual para a execução do objeto.

110
Questões

8. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) Caso houvesse descumprimento de


cláusulas contratuais pela empresa contratada, o princípio da supremacia
do interesse público facultaria a rescisão unilateral do contrato pela
administração pública.
9. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2016) Situação hipotética: Determinado
órgão público contratou uma prestadora de serviços para executar uma
atividade em seu edifício sede. Durante a execução do contrato, o órgão
atrasou por cem dias o pagamento dos serviços executados. Não houve
culpa da contratada. Assertiva: Nessa situação, o atraso poderá ensejar a
rescisão do contrato, devendo a contratada ser ressarcida dos prejuízos
regularmente comprovados que houver sofrido.
10. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) A finalidade pública dos
contratos administrativos afasta a possibilidade de que a utilidade direta
de seus efeitos aproveite apenas o particular.
11. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) O falecimento do contratado
resulta na rescisão do contrato administrativo por motivo de força maior.
12. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) Os contratos administrativos
são paritários no que concerne ao exercício da autonomia da vontade
pelas partes, salvo no que se refere às cláusulas necessárias.
13. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) Embora o contrato administrativo
tenha caráter pessoal (intuito personae), é possível a subcontratação
para transferência de parcela do objeto do contrato, exigida apenas a
prévia notificação ao ente contratante.
14. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A fiscalização do
contrato administrativo exercida pela administração poderá minimizar
a responsabilidade do contratado pelos danos causados a terceiros
decorrentes de culpa ou dolo na execução do contrato.
15. (CESPE TRE-RS Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A duração
ordinária dos contratos administrativos relativos à prestação de
serviços continuados poderá ser prorrogada por iguais e sucessivos
períodos, limitada a, no máximo, sessenta meses, sob pena de nulidade e
consequente responsabilidade da administração.
16. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) A administração pública
pode aplicar, cumulativamente, ao contratado a sanção de multa e a de
impedimento temporário de licitar e contratar com a administração,
ainda que se trate de inexecução parcial do contrato.
17. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Constitui motivo para rescisão do contrato
a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da
empresa, ainda que isso não prejudique a execução do contrato.

111
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

18. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O particular responderá apenas em caso


de inexecução total do contrato, não cabendo a aplicação de penalidade
antes de findo seu prazo de execução.
19. (CESPE TRE-MT Analista 2015) É vedada a contratação de terceiros para a
realização de acompanhamento e fiscalização do referido contrato.
20. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O contratado será obrigado a reparar, no
total ou em parte, o objeto do contrato em relação ao qual se verificaram
as falhas, e será, por isso, remunerado mediante termo aditivo.
21. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Pela inexecução total ou parcial do
contrato cabe a aplicação, ao contratado, das penalidades de advertência
e multa concomitantemente.
22. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Tanto as alterações qualitativas quanto
quantitativas podem extrapolar os limites estabelecidos na referida lei.
23. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Alterações qualitativas são as que
envolvem o uso de insumos ou o fornecimento de bens de melhor
qualidade, mantendo-se inalteradas as quantidades contratadas.
24. (CESPE TRE-MT Analista 2015) A modificação contratual unilateral aplica-
se em caso de necessidade de modificação do regime de fornecimento do
bem, de execução da obra ou de prestação do serviço.
25. (CESPE TRE-MT Analista 2015) As alterações qualitativas, quaisquer que
sejam os impactos financeiros no contrato, apenas podem ser feitas de
forma consensual.
Responda as questões de 26 a 30. No âmbito da administração pública, a
função de fiscal de contrato cabe:
26. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ao preposto que representa a empresa
perante a administração e que, sendo o elo entre o órgão contratante e a
empresa, recebe as demandas de serviços ou orientações.
27. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ao profissional de nível superior com
habilidades interpessoais e conhecimento técnico relativo ao objeto do
contrato fiscalizado.
28. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ao servidor formalmente designado que
representa a administração na execução de um contrato administrativo,
dentro das competências que a lei lhe confere.
29. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ao servidor ou terceiro contratado que
elabora e assina os boletins de medição de obras contratadas e autoriza
os respectivos pagamentos.

112
Questões

30. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ao representante da administração que


acompanha a execução de um contrato administrativo e aplica as multas
contratuais quando do descumprimento de cláusulas pela contratada.
31. (CESPE TER-MT Analista 2015) O contrato administrativo é regido pelo
equilíbrio entre as partes envolvidas.
32. (CESPE TER-MT Analista 2015) A administração tem a prerrogativa de
realizar a fiscalização e controlar a execução do contrato, com vistas a
evitar prejuízos ao interesse público.
33. (CESPE TER-MT Analista 2015) É um direito do contratado exercer as
prerrogativas previstas nas cláusulas exorbitantes.
34. (CESPE TER-MT Analista 2015) É um direito do contratante a manutenção
do equilíbrio econômico financeiro.
35. (CESPE TER-MT Analista 2015) Em um contrato de construção de
edificação é obrigação do contratado a liberação do local da obra.
36. (CESPE TER-MT Analista 2015) Um contrato de serviço de copeiragem,
firmado inicialmente com prazo de vigência de doze meses, pode ser
prorrogado por, no máximo, trinta e seis meses.
37. (CESPE TER-MT Analista 2015) Um contrato de fornecimento de produtos
de informática — como, por exemplo, computadores e impressoras —
firmado inicialmente pelo período de doze meses pode ser prorrogado
por iguais e sucessivos períodos até o limite de sessenta meses.
38. (CESPE TER-MT Analista 2015) Um contrato de manutenção de elevadores
com vigência inicial de oito meses pode ser prorrogado, a partir da
primeira prorrogação, por períodos sucessivos de doze meses, até o limite
de sessenta meses, por ser considerado serviço de natureza continuada.
39. (CESPE TER-MT Analista 2015) Um contrato referente a obra de construção
de edificação deve ser prorrogado automaticamente quantas vezes forem
necessárias até sua conclusão.
40. (CESPE TER-MT Analista 2015) Os contratos de natureza continuada
constituem exceções quanto à duração dos contratos administrativos,
cuja vigência, em geral, deve coincidir com os créditos orçamentários
correspondentes.
41. (CESPE Telebras Advogado 2015) A teoria do fato do príncipe, que tem
como pressuposto a álea administrativa, é aplicável quando o Estado
contratante, mediante ato ilícito, modifica as condições do contrato,
provocando prejuízo ao contratado.

113
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

42. (CESPE Telebras Advogado 2015) Um órgão da administração pública


contratou uma empresa para realizar a reforma da instalação elétrica
de seu edifício sede. Para isso, celebrou com a empresa contrato
administrativo válido por 12 meses, no valor de R$ 150.000,00. O agente
que eventualmente tenha sido designado como fiscal do contrato terá a
atribuição de aplicar as sanções administrativas previstas no edital.
43. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) Um órgão da administração pública
contratou uma empresa para realizar a reforma da instalação elétrica
de seu edifício sede. Para isso, celebrou com a empresa contrato
administrativo válido por 12 meses, no valor de R$ 150.000,00. Nessa
situação, uma garantia contratual teria que constar no edital, e seu valor
máximo seria de R$ 15.000,00.
44. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) Um órgão da administração pública
contratou uma empresa para realizar a reforma da instalação elétrica
de seu edifício sede. Para isso, celebrou com a empresa contrato
administrativo válido por 12 meses, no valor de R$ 150.000,00. Por ser
o serviço de natureza contínua, o contrato poderia ser prorrogado por
iguais períodos de tempo até o limite de 60 meses.
45. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) Um órgão da administração pública
contratou uma empresa para realizar a reforma da instalação elétrica
de seu edifício sede. Para isso, celebrou com a empresa contrato
administrativo válido por 12 meses, no valor de R$ 150.000,00. O contrato
poderia ser reequilibrado caso fosse criado, durante sua vigência, tributo
que impactasse nos preços nele acordados.
46. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) Um órgão da administração pública
contratou uma empresa para realizar a reforma da instalação elétrica
de seu edifício sede. Para isso, celebrou com a empresa contrato
administrativo válido por 12 meses, no valor de R$ 150.000,00. No caso
apresentado, o percentual máximo permitido em lei para aumento no
valor do contrato será de 25% sobre R$ 150.000,00.
47. (CESPE Telebras Analista Administrativo 2015) A empresa estatal Alfa
contratou serviços contínuos de reprografia, cópias e impressões no
valor mensal inicial de R$ 100.000,00 com a empresa Cópia, e o prazo
de vigência do respectivo contrato completará sessenta meses em pouco
mais de noventa dias a contar desta data. Preocupada com o que fazer
no período seguinte, a administração da estatal elaborou consulta sobre
quais opções poderiam ser adotadas para que os serviços não venham a
ser interrompidos. O contrato administrativo em apreço só poderá ser
prorrogado em caso de situação excepcional, devidamente justificada
pela unidade requisitante e autorizada pela autoridade superior, limitada
a prorrogação ao máximo de doze meses.

114
Questões

48. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Caso


o contrato contenha vício de legalidade, como a ausência de algum dos
requisitos de validade dos atos administrativos em geral, deverá ser
promovida a sua invalidação, ou anulação, e não a sua revogação.
49. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) O
contrato administrativo pode ter o seu equilíbrio quebrado em virtude
de o Estado praticar ato ilícito que lhe modifique as condições, de modo
a provocar prejuízo ao contratado. Nessa situação, fica caracterizado o
denominado fato do príncipe.
50. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) O direito
a revisão depende de previsão expressa no contrato, sendo insuficiente
para a sua concessão a demonstração da existência de fato superveniente
que tenha causado desequilíbrio econômico financeiro no ajuste.
51. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Devido
à natureza personalíssima do contrato administrativo, não se admite
subcontratação de partes de obra ou serviço contratado pelo poder
público.
52. (CESPE TCU Procurador 2015) A cessão parcial do objeto do contrato pelo
contratado vencedor do procedimento licitatório constitui conduta não
admitida pela Lei de Licitações e implica, por si só, desrespeito à natureza
intuitu personae dos contratos administrativos.
53. (CESPE TCU Procurador 2015) Na hipótese de rescisão contratual,
independentemente da culpa atribuída ao contratado, é necessário
autorização judicial para que a garantia exigida possa ser retida pela
administração pública.
54. (CESPE TCU Procurador 2015) Na hipótese de inexecução parcial do
contrato, é admitida a aplicação concomitante da penalidade de multa e
de impedimento temporário para participar de licitação e contratar com
a administração pública.
55. (CESPE TCU Procurador 2015) Caso a administração pública celebre
contrato verbal em hipótese cuja contratação deva obedecer à forma
escrita, não será possível a indenização do contratado pelo que este
houver executado até a declaração de nulidade do ajuste.
56. (CESPE TCU Procurador 2015) O não atendimento de determinações
regulares da autoridade designada para fiscalizar a execução do contrato
não configura hipótese de inadimplemento com culpa capaz de ensejar a
rescisão unilateral do contrato.

115
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

57. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) Os contratos administrativos


celebrados pelo poder público podem ter tanto prazo determinado
quanto indeterminado.
58. (CESPE STJ Técnico Judiciário – Administrativo 2015) Nos contratos
administrativos, dada a prevalência do interesse público sobre o privado,
a administração pública ocupa posição privilegiada em relação ao
particular, gozando de algumas prerrogativas que lhe são atribuídas por
lei.
59. (CESPE STJ Técnico Judiciário – Administrativo 2015) Contratos públicos
são celebrados em caráter intuitu personae, sendo, em regra, vedada a
subcontratação.
60. (CESPE STJ Técnico Judiciário – Administrativo 2015) No âmbito dos
contratos públicos, assim como ocorre na esfera civil, a contratação do
particular poderá ser feita verbalmente, não havendo necessidade de se
formalizar a relação por meio de contrato administrativo.
61. (CESPE MPOG Engenheiro 2015) Para prevalecer o interesse público,
mesmo sem prévia concordância do contratado, as cláusulas econômico-
financeiras e monetárias podem ser alteradas unilateralmente pela
administração.
62. (CESPE MPOG Engenheiro 2015) O atraso injustificado no início da obra
gera como penalidade a aplicação de multa de mora ao contratado, o que
impede a rescisão unilateral do contrato e a aplicação de outras sanções
por parte da administração.
63. (CESPE MPOG Arquiteto 2015) Os limites para alteração quantitativa do
contrato do valor de supressão poderá exceder 25% do valor inicial caso
haja acordo entre as partes.
64. (CESPE MPOG Arquiteto 2015) As cláusulas exorbitantes proporcionam à
administração prerrogativas de rescindir unilateralmente o contrato e a
de estabelecer o reequilíbrio físico financeiro que sobrevierem de fatos
imprevisíveis.
65. (CESPE MPOG Arquiteto 2015) A lei em questão permite a alteração
unilateral por parte da administração em apenas uma hipótese, atinente
à alteração quantitativa.
66. (Cespe – Técnico Judiciário – Conhecimentos Básicos – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Para os fins legais, somente será considerado contrato o
ajuste firmado entre a administração pública e particular que seja assim
expressamente denominado em documento formal por escrito.

116
Questões

67. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça –TJDFT – 2013) Segundo


a Lei no 8.666/1993, a rescisão dos contratos administrativos pode ser
judicial, amigável ou determinada por ato unilateral da administração, não
sendo cabível a rescisão unilateral apenas no caso de o inadimplemento
contratual ser da administração pública, ou seja, nas hipóteses de rescisão
decorrente de culpa da administração.
68. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Nos termos da Lei no 8.666/93, quando a
rescisão do contrato administrativo se der por ocorrência de caso fortuito
ou de força maior, regularmente comprovada, impeditiva da execução do
contrato e sem que haja culpa do contratado, terá o contratado alguns
direitos de cunho patrimonial. Entre eles NÃO figura o de:
a) pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão;
b) pagamento do custo da desmobilização;
c) recebimento de multa compensatória, calculada em razão do escoamento do
prazo contratual;
d) devolução de garantia;
e) ser ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido.
69. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/
RJ – 2013) De acordo com o que dispõe a Lei no 8.666/93, a inexecução
total ou parcial do contrato poderá sujeitar o contratado, entre outras, à
penalidade de:
a) multa, que não poderá ser cumulada com outras sanções e limita-se ao valor
da garantia contratual;
b) inabilitação para contratar com a Administração, podendo ser requerida a
reabilitação após cinco anos de sua aplicação;
c) suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de
contratar com a Administração, por prazo não superior a dois anos;
d) suspensão para licitar ou contratar com a Administração, que pode ser
substituída por multa limitada ao valor da garantia contratual;
e) declaração de inidoneidade para participar de licitação ou contratar com a
Administração, vedada a reabilitação.
70. (FCC – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 9a Região/PR – 2013)
A propósito dos contratos administrativos regidos pela Lei no 8.666/93,
tem-se como necessário estipular cláusula que trate da vigência, sendo
relevante destacar, quanto a esse aspecto a:
a) possibilidade de estabelecer a vigência por prazo indeterminado quando se
tratar de contratação de serviços contínuos, devendo ser comprovada, anualmente,
a existência de recursos orçamentários para realização das despesas;
b) vigência por prazo não superior a 24 meses, salvo exceções expressas,
como na prestação de serviços contínuos, cuja duração pode ser por prazo

117
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

indeterminado devendo ser comprovada, anualmente, a existência de recursos


orçamentários para realização das despesas;
c) regra geral de vigência dos contratos tendo termo final coincidindo com o
término do exercício financeiro, salvo exceções expressas, como na prestação
de serviços contínuos;
d) duração adstrita à vigência dos créditos orçamentários, salvo nas hipóteses
de contratações de fornecimento por meio de pregão, cuja duração pode ser
por prazo indeterminado devendo ser comprovada, anualmente, a existência
de recursos orçamentários para realização das despesas;
e) obrigação de vincular a duração das avenças à vigência dos créditos
orçamentários autorizados para fazer frente às respectivas vigências, em
especial quando se tratar de contratação de serviços contínuos, comprovando-
se anualmente a existência de recursos para fazer frente às despesas previstas.
71. (FCC – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 9a Região/PR –
2013) O Poder Público adquiriu um imóvel para instalação de diversas
repartições públicas, vinculadas a distintas Secretarias de Estado. Haverá
grande fluxo de servidores e de administrados no local. No térreo do
imóvel funcionava uma lanchonete, que tinha contrato firmado com o
antigo proprietário. O dono desse estabelecimento pretende manter a
exploração no local, razão pela qual propôs ao administrador responsável
pelo prédio que fosse firmado vínculo contratual diretamente com o ente
público. A proposta:
a) poderá ser atendida, uma vez que o adquirente do imóvel sub-roga-se
integralmente nos direitos do antigo proprietário do imóvel, podendo, no
entanto, promover a alteração do contrato, que passa a ser regido pelo regime
jurídico de direito público;
b) não poderá ser atendida porque a contratação pretendida dependeria de
licitação, salvo se o ente público proprietário do imóvel for empresa pública,
dispensada da observância desse procedimento porque se submete a regime
jurídico de direito privado;
c) poderá ser atendida até o término do contrato que vigia entre o dono do
estabelecimento e o antigo proprietário, uma vez que o novo adquirente do
imóvel deve respeitar os contratos em curso;
d) poderá ser atendida, na medida em que a prorrogação do vínculo com o
estabelecimento atende ao interesse público, representado pelo grande
número de servidores e de administrados que frequentará o local, demandando
a disponibilização de serviços de suporte a essa ocupação;
e) não poderá ser atendida, na medida em que o ente público está obrigado
a licitar o uso dos espaços públicos, ciente de que seria possível estabelecer
competição entre os diversos interessados na exploração da atividade.

118
Questões

72. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR


– 2013) A Administração Pública celebrou contrato de locação de um
imóvel comercial para instalação de uma repartição pública. Dentre as
características desse contrato firmado com a Administração Pública,
destaca-se a:
a) regência pelo regime jurídico de direito privado, afastando-se, assim, a
observância de leis específicas destinadas a contratos administrativos, tal
como a lei de licitações, salvo disposição expressa no contrato;
b) submissão a regime jurídico híbrido, estabelecido pelas partes no texto do
contrato, observado o poder discricionário do administrador e a liberdade de
contratar do administrado;
c) submissão a regime de direito público, na medida em que os contratos
administrativos são regidos exclusivamente por normas de direito público;
d) submissão a regime jurídico de direito privado, como contrato privado da
Administração pública, sem prejuízo de derrogações operadas por normas de
direito público aplicáveis;
e) aplicação integral das normas de direito público destinadas aos contratos
administrativos, em especial a possibilidade de invocar cláusulas exorbitantes
implícitas.
73. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Suponha que,
na execução de determinada obra pública, o contratado paralise a obra
sem justa causa e sem prévia comunicação à administração. Nesse caso, a
administração estará legitimada a promover a rescisão do contrato após
obter autorização judicial em ação proposta com essa finalidade específica.
74. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Considere
que a União, por meio do Ministério da Justiça, pretenda transferir
recursos financeiros para o TJDFT com o objetivo de executar programa
de governo envolvendo prestação de serviço de interesse recíproco, em
regime de mútua cooperação. Nessa situação, o instrumento jurídico-
administrativo a ser utilizado é o convênio administrativo.
75. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Os consórcios
públicos são ajustes firmados por pessoas federativas, com personalidade
de direito público ou de direito privado, mediante autorização legislativa,
com vistas à realização de atividades e metas de interesse comum dos
consorciados.

119
P arte I I
C o n s ó r ci o s P ú b l ic o s

1. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) Constituindo o consórcio


público uma associação formada por pessoas jurídicas políticas e dotada
de personalidade jurídica própria, a manifestação de retirada de um dos
entes da Federação implicará a extinção do consórcio.
2. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) Existe a possibilidade de o
consórcio público ser instituído com personalidade jurídica de direito
privado, hipótese em que possuirá natureza jurídica de associação.
3. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Os consórcios públicos integram
a administração indireta e, se constituídos como associação, terão
personalidade jurídica de direito privado.
4. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Os consórcios
públicos são considerados entidades da administração indireta, dotados
de personalidade jurídica de direito público, integrantes de todos os
entes da Federação consorciados.
5. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Execução de Mandados 2014) Os
consórcios públicos sob o regime jurídico de direito público são
associações públicas sem personalidade jurídica criadas para a gestão
associada de serviços públicos de interesse de mais de um ente federativo.
6. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Duas entidades
federativas podem instituir uma pessoa jurídica autônoma, que
materializará a criação de um consórcio.
7. (CESPE MTE Contador 2014) Os consórcios públicos devem seguir os
mesmos limites aplicáveis aos órgãos e às entidades da administração
pública no que se refere à escolha da modalidade de licitação.
8. (CESPE MTE Contador 2014) Os consórcios públicos são constituídos por
meio de ato editado pelo chefe do Poder Executivo dos entes federativos
consorciados.

120
Questões

9. (CESPE MTE Contador 2014) A retirada de um dos entes federativos que


integra um consórcio público desconstitui todo esse consórcio e implica a
extinção das obrigações já constituídas, como os contratos de programa.
10. (CESPE TEM Agente Administrativo 2014) Caso um estado-membro
da Federação pretenda participar de consórcio público, ele deverá
subscrever um protocolo de intenções, o qual deverá ser ratificado por
lei, salvo se o ente federativo, no momento do protocolo, já tiver editado
lei disciplinadora sobre sua participação no consórcio.

121
C apítulo 10
S e r v i ç o s P ú b l ic o s

1. (CESPE TRT – 8ª Região Analista Judiciário-Área Judiciária 2016)


A modalidade de extinção da concessão fundada na perda, pela
concessionária de serviços públicos, das condições econômicas, técnicas
ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido
denomina-se
a) encampação.
b) caducidade.
c) anulação.
d) revogação.
e) rescisão.
2. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) O princípio da continuidade
do serviço público não impede a suspensão do fornecimento de energia
elétrica, ainda que se trate de iluminação pública.
3. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Embora o direito de greve seja
assegurado constitucionalmente aos servidores públicos, a falta de norma
federal regulamentadora desse dispositivo, que garanta a continuidade
do serviço público, torna ilícito o exercício desse direito.
4. (CESPE DPU Analista Técnico-Administrativo 2016) A classificação de
determinado serviço público como singular pressupõe a individualização
de seus destinatários, propiciando a medição da utilização individual
direta do serviço público prestado.
5. (CESPE DPU Analista Técnico-Administrativo 2016) A efetiva prestação
de um serviço público e a obrigatoriedade de procedimento licitatório
prévio são características comuns ao regime de concessão e ao de
permissão de serviços públicos.
6. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Os serviços
públicos gerais são indivisíveis, sendo prestados a toda a coletividade,
sem destinatários determinados ou individualizados.

122
Questões

7. (CESPE DPU Agente Administrativo 2016) Situação hipotética: O poder


público, por meio de análises de indicadores de qualidade definidos
em contrato com determinada concessionária de serviços públicos,
identificou má gestão e deficiência na prestação de serviços para os quais
a referida empresa foi contratada. Assertiva: Nessa situação, o poder
concedente poderá declarar a caducidade como forma de extinção da
concessão.
8. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A permissão de serviço público pode ser
revogada por ato unilateral do poder concedente.
9. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A permissão para a prestação de serviço
público não depende da realização de licitação.
10. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A exploração de serviço público mediante
autorização somente poderá ser admitida se for precedida da construção,
total ou parcial, de obras de interesse público.
11. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A concessão de serviço público é uma
espécie de delegação, a título precário, da prestação de serviços públicos.
12. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) A concessão de serviço público deve dar-se
mediante licitação, a qual pode ser feita nas modalidades de concorrência,
leilão ou concurso.
13. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) Com base no princípio da
continuidade do serviço público, a extinção da concessão, nas hipóteses
previstas em lei, autoriza a imediata assunção do serviço pelo poder
concedente e a utilização de todos os bens reversíveis.
14. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) Admite-se que a União, no prazo
da concessão de determinado serviço público, retome o serviço por
encampação, mediante lei autorizativa específica, após prévio pagamento
de indenização e por motivo de interesse público.
15. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Ainda que motivada por situação
de emergência, ou após aviso prévio, por motivos de ordem técnica ou
de segurança das instalações, a interrupção no fornecimento de serviços
públicos fere o princípio da continuidade dos serviços públicos.
16. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Tratando-se de obrigação propter
rem, conforme entendimento do STJ, o corte no fornecimento de serviços
públicos essenciais por débitos de usuário anterior é legítimo.
17. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Em nome do princípio da isonomia
na prestação dos serviços públicos, é legítimo o corte no fornecimento de
serviços públicos essenciais, quando se tratar de unidade prestadora de
serviços de interesse público da coletividade.

123
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

18. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) A concessão e a permissão de


serviço público têm como aspecto comum a delegação, mediante licitação,
da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente a pessoa
física ou jurídica.
19. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) O inadimplemento do usuário do
serviço público não pode ensejar a interrupção da prestação do serviço,
sob pena de caracterizar a sua descontinuidade.
20. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) Tanto a concessão como a permissão
de serviço público têm a natureza de contrato de adesão; nesse sentido,
são formalizadas por contrato administrativo e não dispensam licitação
prévia.
21. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) Classificam-se como indelegáveis
aqueles serviços que só podem ser prestados diretamente pelo estado,
de que são exemplos os serviços de defesa nacional e segurança pública.
22. (CESPE TCU Procurador 2015) Se for comprovada a inadimplência da
concessionária em processo administrativo, configurar-se-á causa de
extinção do contrato de concessão. Nesse caso, dependerá de indenização
prévia a declaração de caducidade por decreto do poder concedente.
23. (CESPE TCU Procurador 2015) O caráter precário da permissão autoriza
a revogação unilateral do contrato por ato do poder concedente, hipótese
em que, mediante ação própria, é possível ao permissionário obter
indenização dos investimentos feitos para o desempenho do serviço.
24. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A caducidade do contrato de
concessão acarreta a reversão ao poder concedente, mediante indenização
ao concessionário, de todos os bens necessários à continuidade do serviço
público.
25. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Caso tenha de abrir
processo licitatório visando delegar a execução de determinado serviço
público por contrato de permissão, a administração pública deverá fazê-
lo na modalidade de concorrência.
26. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Os serviços de fornecimento
domiciliar de água e de energia elétrica, assim como os de telefonia, são
exemplos de serviços públicos uti universi (gerais ou coletivos), pois são
prestados de maneira igualitária a todos os particulares que satisfaçam as
condições técnicas e jurídicas exigidas, sem distinção de caráter pessoal.
27. (CESPE TRF- 5ª Região Juiz Federal) A concessionária do serviço público
somente pode interromper a prestação do serviço por motivos de ordem
técnica ou de segurança das instalações, casos em que ficará dispensada
de realizar prévia comunicação ao usuário.

124
Questões

28. (CESPE TRF- 5ª Região Juiz Federal) Embora seja formalizada por meio de
contrato administrativo, a permissão de serviço público se diferencia da
concessão por não poder ser firmada com pessoa jurídica ou consórcio
de empresas.
29. (CESPE TRF- 5ª Região Juiz Federal) O poder concedente poderá intervir
na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço
e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais
pertinentes, medida essa que deve ser formalizada por decreto.
30. (CESPE TRF- 5ª Região Juiz Federal) A encampação, que constitui uma
das formas de extinção do contrato de concessão, deve ser adotada pela
administração sempre que se caracterizar a inadimplência por parte do
concessionário.
31. (CESPE MPU Analista – Finanças e Controle 2015) O valor cobrado por
empresa pública concessionária de serviço público de fornecimento de
energia elétrica é considerado como preço privado.
32. (CESPE DPE-PE Defensor Público 2015) Segundo o entendimento
jurisprudencial dominante no STJ relativo ao princípio da continuidade
dos serviços públicos, não é legítimo, ainda que cumpridos os requisitos
legais, o corte de fornecimento de serviços públicos essenciais, em caso
de estar inadimplente pessoa jurídica de direito público prestadora de
serviços indispensáveis à população.
33. (CESPE ANTAQ Especialista em Regulação – Economia 2014) A
transferência de concessão, de uma concessionária para outra, pode
ocorrer sem prévia anuência do poder concedente, sem implicar na
caducidade da concessão.
34. (CESPE ANTAQ Especialista em Regulação – Economia 2014) Nem toda
concessão de serviço público deve ser decorrente de licitação prévia,
porém toda concessão deve observar os princípios da legalidade, da
moralidade, da publicidade e da igualdade.
35. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) O princípio da modicidade afasta a
possibilidade de adoção de serviços públicos prestados gratuitamente.
36. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) O inadimplemento do concessionário,
que deixa de executar total ou parcialmente serviço público concedido,
acarreta a extinção do contrato de concessão por rescisão promovida
pelo poder concedente.
37. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) Os princípios da generalidade e da
impessoalidade impõem a unicidade da tarifa para todos os usuários,
vedando, por exemplo, a diferenciação tarifária na cobrança pelo serviço
de abastecimento de água.

125
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

38. (CESPE ANATEL Nível Médio 2014) O princípio da continuidade do serviço


público não impede a concessionária de energia elétrica de suspender o
fornecimento de eletricidade no caso de inadimplemento do usuário.
39. (CESPE ANATEL Administrador 2014) A única modalidade de licitação
admitida pelo ordenamento jurídico brasileiro para a concessão de
serviços públicos é a concorrência.
40. (CESPE TJ-SE Analista Judiciário-Direito 2014) Os serviços públicos
podem ser remunerados mediante taxa ou tarifa.
41. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Judiciária 2014) O Estado pode
transferir, eventualmente, mediante contrato, a titularidade do serviço
público para empresa concessionária ou permissionária. Nessa situação,
o serviço continuará sendo prestado sob o regime de direito público.
42. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Judiciária 2014) A concessão
de serviço público difere da permissão, entre outros fatores, pelo
instrumento, haja vista que a concessão é formalizada mediante contrato
e a permissão, mediante termo.
43. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Judiciária 2014) São princípios que
regem os serviços públicos: atualidade, universalidade, continuidade,
modicidade das tarifas e cortesia na prestação.
44. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Judiciária 2014) É vedada a
subconcessão do contrato de concessão de serviços públicos, dado seu
caráter personalíssimo, conforme expressa previsão legal.
45. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário-Área Judiciária 2014) Enquadram-se
no conceito de serviço público apenas as atividades de oferecimento de
utilidade ou comodidade material à coletividade que o Estado desempenha
por si próprio, com exclusividade, sob o regime de direito público.
46. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Administrativa) Considera-se
centralizada a forma de prestação de serviços públicos por meio de
empresas permissionárias.
47. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Administrativa) Serviço público uti
singuli é aquele prestado pela administração para atender à coletividade
em geral, sem destinatários individuais.
48. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Administrativa) Considera-se
concessão de serviço público a delegação de sua prestação feita pelo
poder concedente, mediante licitação, à pessoa física ou jurídica que
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

126
Questões

49. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Administrativa) A possibilidade


de encampação da concessão do serviço público decorre da aplicação do
princípio da continuidade do serviço público.
50. (CESPE TJ-CE Analista Judiciário- Área Administrativa) Entre os elementos
constitutivos do serviço público, há o elemento material, que diz respeito
ao regime jurídico aplicável ao serviço público.
51. (Cespe – Analista Judiciário – TJDFT – 2013) A modicidade das tarifas
cobradas pela prestação de serviços públicos é um exemplo da conduta
ética do Estado para com a sociedade.
52. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) O contrato
de concessão de serviço público pode ser rescindido por iniciativa da
concessionária, mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim,
no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente.
53. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo e Analista em Infraestrutura de
Transportes – Comum a todas as áreas – 2013) Relativamente ao regime
jurídico das concessões de serviço público, podemos afirmar que se
sujeitam ao regime de concessão e, quando couber, de permissão a
execução indireta do seguinte serviço:
a) transporte aquaviário de passageiros, que não seja realizado entre portos
organizados;
b) transporte de pessoas em caráter privativo de organizações públicas ou
privadas, ainda que de forma regular;
c) saneamento básico e limpeza urbana;
d) transporte de cargas pelos meios rodoviário e aquaviário;
e) estações aduaneiras e outros terminais alfandegados de uso público, não
instalados em área de porto ou aeroporto.
54. (Cespe – Juiz Federal – TRF – 2a Região – 2013) Mediante lei sancionada
em 2004, o Brasil adotou a PPP como instrumento para a viabilização de
projetos fundamentais ao crescimento do país. Referida lei incorporou
conceitos bem-sucedidos da experiência internacional, de modo a garantir
que as PPPs sejam balizadas na atuação transparente da administração
pública. Acerca desse instrumento de gestão pública, assinale a opção
correta.
a) Embora a responsabilidade fiscal não seja uma diretriz expressa na legislação
de PPP, o melhor entendimento doutrinário aponta para a aplicação da Lei de
Responsabilidade Fiscal à execução desse tipo de contrato administrativo.
b) Não se admite o emprego da arbitragem na hipótese de um município querer
dirimir conflitos decorrentes de contrato de PPP.

127
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

c) Um Estado da Federação, no âmbito de contrato de PPP para a realização de


obras públicas nos seus Municípios, estará impedido de ceder parte de seus
créditos não tributários a título de contraprestação.
d) É expressamente vedada a uma sociedade de propósito específico, incumbida
de implantar e gerir o objeto de uma PPP em determinado Estado da Federação,
constituir-se sob a forma de companhia aberta.
e) Caso um Estado da Federação celebre contrato administrativo de PPP
visando à concessão de serviços públicos, conforme legislação específica, e,
além da tarifa a ser cobrada dos usuários, o contrato preveja contraprestação
pecuniária do parceiro público ao parceiro privado, ter-se-á, nessa hipótese,
um exemplo da chamada concessão patrocinada.
55. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Sobre as parcerias público-
privadas, dispõe a Lei no 11.079/2004:
a) é vedada celebração de contrato de parceria cujo período de prestação de
serviço seja inferior a 3 (três) anos;
b) a tomada de preço é a modalidade de licitação que deve preceder o contrato
de parceria;
c) na concessão patrocinada, a remuneração do parceiro é feita exclusivamente
pelos usuários;
d) os parceiros compartilham os riscos, de modo que há solidariedade ainda
que diante de fatos imprevisíveis.
56. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo e Analista em Infraestrutura de
Transportes – Comum a todas as áreas – 2013) A respeito das parcerias
público-privadas, analise as assertivas a seguir classificando-as em falsas
ou verdadeiras. Ao final, assinale a opção que contenha a sequência
correta.
(  ) As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em
contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante
títulos da dívida agrária.
(  ) É possível haver pagamento de contraprestação pela Administração
Pública sem que obrigatoriamente seja precedido pela integral
disponibilização do serviço pelo parceiro privado.
( ) Os contratos de parceria público-privada poderão prever a
possibilidade de emissão de empenho em nome dos financiadores do
projeto em relação às obrigações pecuniárias da Administração Pública.
(  ) A contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria
público-privada poderá ser feita mediante outorga de direitos sobre bens
públicos afetados de uso comum do povo.
(  ) As concessões patrocinadas em que mais de 70% da remuneração do
parceiro privado deva ser paga pela Administração Pública dependerão
de autorização legislativa.

128
Questões

a) V, V, V, F, V.
b) F, V, V, V, V.
c) V, F, F, F, V.
d) V, V, V, V, F.
e) F, V, V, F, V.
57. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) Suponha que
determinado ente federativo necessite expandir a malha rodoviária no seu
território, mas, diante de outras prioridades, não disponha de recursos
financeiros suficientes para arcar com os investimentos necessários
para atuar no segmento diretamente. Nessa situação hipotética, uma
opção viável que se instaura para o Poder Público é conceder o serviço à
iniciativa privada mediante contrato de:
a) concessão patrocinada, transferindo a execução do serviço ao concessionário,
mediante o estabelecimento de uma contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários;
b) concessão comum, transferindo ao concessionário a execução do serviço
mediante o estabelecimento de fontes alternativas de receita em seu favor,
adicionalmente a uma contraprestação pecuniária do parceiro público ao
parceiro privado;
c) concessão comum, transferindo ao concessionário a titularidade e a execução
do serviço por prazo indeterminado, por sua conta e risco;
d) concessão administrativa, transferindo ao concessionário, por prazo
determinado, a execução do serviço, por sua conta e risco;
e) concessão administrativa, transferindo a titularidade e a execução do
serviço ao concessionário, que cobra tarifa do usuário, complementada por
uma contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
58. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) Nos consórcios
públicos formados exclusivamente por entes da Federação com vistas
à gestão associada de serviços públicos, o instrumento adequado para
que os entes consorciados repassem recursos financeiros ao consórcio
denomina-se:
a) contrato de gestão;
b) contrato de rateio;
c) contrato de programa;
d) termo de parceria;
e) termo de partilha.

129
P ARTE I I
P a r c e r i a s P ú b l ic o - P r i va d a s

1. (CESPE PC-PE Delegado de Polícia 2016) É vedada a celebração de


contrato de parceria públicoprivada cujo período de prestação do serviço
seja superior a cinco anos.
2. (CESPE AGU Advogado 2015) Situação hipotética: Durante a realização
de obras resultantes de uma PPP firmada entre a União e determinada
construtora, para a duplicação de uma rodovia federal, parte do asfalto
foi destruída por uma forte tempestade. Assertiva: Nessa situação,
independentemente de o referido problema ter decorrido de fato
imprevisível, o Estado deverá solidarizar-se com os prejuízos sofridos
pela empresa responsável pela obra.
3. (CESPE TCU Procurador 2015) Conforme alteração legislativa recente, a
contratação mediante o regime de PPP, nos moldes previstos na lei em
questão, é prerrogativa dos órgãos da administração pública direta do
Poder Executivo, não sendo admitida PPP firmada por órgãos do Poder
Legislativo.
4. (CESPE TCU Procurador 2015) No regime de concessão patrocinada,
admite-se a delegação do exercício do poder de polícia, além de outras
atividades exclusivas do Estado, desde que consideradas essenciais à
execução do contrato.
5. (CESPE TCU Procurador 2015) As contratações de PPPs diferenciam-se
das concessões comuns quanto às cláusulas de equilíbrio econômico-
financeiro ao prever que cumpre ao contrato estabelecer a repartição
objetiva de riscos entre as partes, incluindo-se os referentes a caso
fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária.
6. (CESPE TCU Procurador 2015) Concessão patrocinada mediante PPP é o
contrato de prestação de serviços de que a administração pública seja
a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou
fornecimento e instalação de bens.
7. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Após a edição da lei
que instituiu normas gerais para licitação e contratação de PPP no

130
Questões

âmbito dos poderes da União, dos estados, dos municípios e do Distrito


Federal, passou a haver três modalidades de concessão: patrocinada,
administrativa e comum.
8. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Para a contratação de
PPP, é imprescindível a realização de licitação, que deverá ser feita,
unicamente, na modalidade de concorrência.
9. (CESPE TJ-DFT Juiz de direito 2015) De acordo com a Lei n. o 11.079/2004,
a contratação de parceria público-privada deverá ser precedida de
licitação na modalidade
a) leilão.
b) tomada de preços.
c) concurso.
d) concorrência.
e) pregão.
10. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) São requisitos para a
contratação de PPPs que o valor do contrato seja superior a R$ 20 milhões
e que o prazo de prestação do serviço seja superior a dez anos.
11. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) O prazo total de vigência
do contrato de PPP não pode ultrapassar trinta e cinco anos, incluindo
eventual prorrogação.
12. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) Concessão administrativa é
o contrato de prestação de serviços em que a administração pública é a
usuária direta ou indireta, deles excetuando-se a execução de obra ou o
fornecimento e instalação de bens.
13. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) Concessão patrocinada é
a concessão de serviços públicos ou de obras públicas remunerados
exclusivamente por meio de tarifa cobrada do usuário, conforme
disciplina a lei que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da
prestação de serviços públicos.
14. (CESPE PGE-PI Procurador do Estado 2014) PPPs são contratos de
concessão administrativa nos quais cabem ao parceiro privado os riscos
do empreendimento, enquanto ao parceiro público compete o pagamento
da remuneração.
15. (CESPE MEC Nível Superior 2014) A parceria público-privada é firmada
mediante contrato administrativo de concessão, na modalidade
patrocinada ou administrativa, o qual pode ter por objeto a prestação de
serviço público à população de forma desconcentrada, independentemente
da cobrança de tarifas aos usuários

131
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

16. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Em PPP para
a manutenção de estradas cujo contrato de serviço tenha duração de no
máximo cinco anos, os riscos do empreendimento são divididos entre o
parceiro público e o privado.
17. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Antes da
celebração de PPP, deve-se constituir sociedade de propósito específico,
por meio da criação de uma companhia, cuja maior parte do capital
votante deve pertencer à administração pública.
18. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) As parcerias
público-privadas são contratos administrativos de concessão e podem
ser realizadas nas modalidades patrocinada ou administrativa.
19. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) A parceria-
público-privada (PPP) é uma opção que permite viabilizar grandes
projetos no setor de transportes, porém a falta de regulamentação
jurídica inviabiliza sua aplicação nesse setor.
20. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) A PPP é definida
como o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada
ou administrativa. A modalidade patrocinada envolve, adicionalmente à
tarifa cobrada dos usuários, a contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado, na concessão de serviços públicos ou de
obras públicas; ao passo que, na modalidade administrativa, há contrato
de prestação de serviços de que a administração pública seja a usuária
direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento
e instalação de bens.
21. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Não há óbice
legal para a celebração de um contrato de PPP no valor de R$ 17 milhões,
com período de três anos, para a prestação de serviços de fornecimento
de mão de obra e de material e insumos, de aluguel, de instalação de
equipamentos e de execução de obras públicas, em que todas as demais
condições estejam de acordo com a legislação em vigor.
22. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2014) A administração pública indireta não
pode firmar PPP.
23. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2014) As funções estatais de regulação são
delegáveis por meio de PPP.
24. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2014) O estabelecimento de PPPs entre o
Estado e a iniciativa privada é prática recente no Brasil, surgida com a
edição da Lei n.º 11.079/2004.
25. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2014) As PPPs somente podem ser firmadas
para a execução de obras essenciais e estratégicas, não havendo limite
mínimo contratual.
132
C apítulo 11
B e n s P ú b l ic o s

1. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Consideram-se


bens públicos dominicais os que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas
de direito público, como objeto de direito pessoal ou real de cada uma delas,
os quais se submetem a um regime de direito privado, pois a administração
pública age, em relação a eles, como um proprietário privado.
2. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) No contexto do tema bens
públicos:
a) a permissão de uso pressupõe, também, a satisfação de interesse da
coletividade, que irá fruir certas vantagens desse uso;
b) a autorização de uso é conferida com vistas à utilidade pública, razão pela
qual o particular fica impedido de fruir do bem com exclusividade;
c) a cessão de uso é transferência onerosa do bem pelo Poder Público a um
particular, que o explorará no seu interesse;
d) a concessão de uso é unilateral, e por essa característica poderá a
Administração retomar o bem a qualquer tempo, independentemente de
indenização.
3. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) A ocupação
de bem público, ainda que dominical, não passa de mera detenção, caso
em que se afigura inadmissível o pleito de proteção possessória contra o
órgão público.

133
C apítulo 12
A g e n t e s P ú b l ic o s

1. (CESPE TRE/PI Técnico Administrativo 2016) A proibição de acumular


remunerações de cargos públicos não se estende aos empregados públicos
de sociedades de economia mista.
2. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) Caso o
servidor público ocupe apenas cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração, deve-se aplicar-lhe regime próprio de
previdência social do respectivo ente federativo.
3. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) O servidor
público efetivo da administração direta que se investir no mandato de
prefeito deverá ser afastado do cargo, sendo-lhe permitido optar pela sua
remuneração.
4. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) Em decorrência
do princípio da continuidade do serviço público, a CF proíbe ao servidor
público civil o exercício do direito de greve.
5. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário Administrativo 2015) A CF prevê
expressamente que a contratação por tempo determinado para atender
a necessidade temporária de excepcional interesse público deve ser
realizada por meio de prévio concurso público de provas ou de provas e
títulos.
6. (CESPE TRE/MT Analista 2015) As funções de confiança devem ser
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargos efetivos na
administração.
7. (CESPE TRE/MT Analista 2015) A investidura em cargo público depende
da aprovação prévia em concurso público, cujo prazo de validade previsto
em lei é de dois anos, admitidas sucessivas prorrogações pelo mesmo
período.

134
Questões

8. (CESPE TRE/MT Analista 2015) O regime de subsídio foi imposto pela


CF como forma obrigatória de remuneração para os cargos efetivos e
empregos públicos criados após sua promulgação.
9. (CESPE TRE/MT Analista 2015) O servidor público federal adquire
estabilidade no serviço público após dois anos de efetivo exercício do
cargo por ele ocupado, somente podendo perder seu cargo por decisão
judicial definitiva.
10. (CESPE TRE/MT Analista 2015) Somente brasileiros natos ou naturalizados
podem ocupar os cargos públicos efetivos, porém admite-se a ocupação
de cargos em comissão por estrangeiros.
11. (CESPE TRE/MT Analista 2015) É proibida a ocupação de quaisquer cargos
públicos sem a prévia aprovação de concurso público, em decorrência
dos princípios da impessoalidade, da legalidade e da igualdade.
12. (CESPE TCE/RN Administrador 2015) Limite de idade fixado,
exclusivamente, no edital do concurso público não supre a exigência
constitucional de que o requisito seja estabelecido em lei.
13. (CESPE TCE/RN Auditor 2015) O servidor ocupante exclusivamente de
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, está
ligado ao regime geral de previdência social, mas, ao servidor que ocupa
cargo comissionado e cargo público efetivo na administração pública
estadual simultaneamente, aplica-se o regime próprio do ente público a
que está vinculado.
14. (CESPE MEC Nível Superior 2015) Situação hipotética: João, ocupante de
cargo efetivo em uma instituição federal de ensino superior, foi eleito
prefeito de município situado no estado de Goiás, em localidade próxima
àquela em que exerce suas atribuições. Assertiva: Nessa situação, ao
assumir o mandato, João deverá afastar-se do cargo federal, ainda que
haja compatibilidade de horários, podendo optar entre a remuneração do
cargo efetivo e a do cargo eletivo.
15. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) O texto
constitucional é silente em relação ao direito de greve dos servidores
públicos.
16. (CESPE FUB Auditor 2015) A contratação feita por tempo determinado
para atender a necessidade temporária de excepcional interesse
público é forma de admissão de pessoal que tem vínculo funcional com a
administração pública de caráter jurídico administrativo.
17. (CESPE FUB Nível Médio 2015) Os cargos públicos devem ser plenamente
acessíveis a brasileiros e a estrangeiros, podendo o edital do concurso

135
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

estabelecer, justificadamente, requisitos apropriados às funções a serem


desempenhadas.
18. (CESPE FUB Nível Superior 2015) Destinam-se apenas às atribuições
de direção, chefia e assessoramento as funções de confiança, exercidas
exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo bem como os
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira, nos
casos, nas condições e nos percentuais mínimos previstos em lei.
19. (CESPE FUB Nível Superior 2015) De acordo com a CF, os servidores
nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso
público adquirem a estabilidade após dois anos de efetivo exercício.
20. (CESPE FUB Nível Médio 2015) O servidor público da administração
direta que for investido no mandato de vereador deverá optar entre a
remuneração da vereança e a de seu cargo público.
21. (CESPE TRE/GO Nível Médio 2015) Considere que Afonso seja servidor do
Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Goiás e tenha sido eleito como
deputado estadual. Nessa situação, se houver compatibilidade de horário
entre suas atividades no tribunal e sua atuação como deputado, Afonso
pode acumular os dois cargos e receber as vantagens e as remunerações
a eles referentes.
22. (CESPE TJ/CE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2015) As funções
de confiança destinam-se apenas às atribuições de chefia, direção e
assessoramento.
23. (CESPE TJ/CE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2015) A lei deverá
reservar parte dos cargos e empregos públicos para afrodescendentes e
pessoas portadoras de deficiência.
24. (CESPE TJ/CE Técnico Judiciário – Área Administrativa 2015) É vedada a
vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias, exceto
entre os cargos do Poder Executivo e do Legislativo.
25. (CESPE TJ/CE Analista judiciário Área Administrativa 2015) É deferida
aos servidores públicos a garantia da vitaliciedade, após dois anos de
efetivo exercício.
26. (CESPE TC/DF Analista – Orçamento e Finanças) A aposentadoria poderá
ser voluntária e proporcional, desde que cumprido o tempo mínimo de
cinco anos de efetivo exercício no serviço público, observadas as demais
condições de idade e tempo de contribuição.
27. (CESPE TJ/DF Titular de Serviços de Notas e Registros 2014) Não se pode
exigir idade mínima para o ingresso em concurso na carreira policial, uma

136
Questões

vez que se proíbe a utilização de critérios de admissão discriminatórios


por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.
28. (CESPE MEC Nível Superior 2014) É lícito o desconto dos dias não
trabalhados pelo servidor público que se ausenta do serviço para
participar de movimento grevista de sua categoria.
29. (CESPE MEC Nível Médio 2014) Segundo a jurisprudência do STF, o
servidor público em estágio probatório que se ausenta do serviço para a
participação em movimento grevista incorre em falta grave.
30. (CESPE MEC Nível Médio 2014) O exercício do direito de greve no serviço
público federal é legítimo, mesmo sem a regulamentação por lei específica.
31. (CESPE CÂMARA dos DEPUTADOS Técnico Legislativo 2014) Prescinde
de previsão legal a exigência de aprovação em exame psicotécnico para
habilitação de candidato a cargo público.
32. (CESPE CÂMARA dos DEPUTADOS Técnico Legislativo 2014) De acordo
com a CF, lei estadual não pode criar cargos em comissão com atribuições
meramente técnicas.
33. (CESPE CÂMARA dos DEPUTADOS Técnico Legislativo 2014) Os requisitos
de idade e tempo de contribuição para a aposentadoria voluntária de
professor de universidade federal que nunca exerceu qualquer outra
atividade laboral devem ser reduzidos em cinco anos.
34. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2014) Considerando que a remuneração
dos servidores públicos deve ser prevista em lei específica, a fixação de
seus vencimentos não pode ser objeto de convenção coletiva de trabalho.
35. (CESPE SUFRAMA Nível Superior 2014) A norma constitucional que
assegura o direito de greve aos servidores públicos tem eficácia
contida, uma vez que a produção de seus efeitos depende de normas
infraconstitucionais integrativas.
36. (CESPE CADE Nível Superior 2014) Um bacharel em direito, analista
jurídico do Ministério Público Federal, ocupante de cargo privativo da
área jurídica, poderá, se houver compatibilidade de horários, acumular
outro cargo público, desde que também privativo da área jurídica, ou um
cargo de professor.
37. (CESPE SUFRAMA Agente Administrativo 2014) Considere que um
servidor da SUFRAMA tenha sido eleito deputado federal pelo estado do
Acre. Nessa hipótese, enquanto estiver no exercício do mandato eletivo,
o servidor deverá ficar afastado de seu cargo, sendo-lhe facultado optar
pela remuneração deste último.

137
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

38. (CESPE SUFRAMA Administrativo 2014) Considere que Emanuel, servidor


da SUFRAMA, tenha sido aprovado em concurso público para analista
administrativo em outra autarquia federal e passe a acumular os dois
cargos, ambos com jornada semanal de 40 horas. Nessa situação, uma
vez que as duas autarquias compõem a administração indireta, não há
violação do dispositivo constitucional que veda a acumulação de cargos
no serviço público.
39. (CESPE MPE/AC Promotor de Justiça 2014) De acordo com o entendimento
pacificado do STF, a fixação de limite de idade para a inscrição em concurso
público viola o princípio constitucional da igualdade, independentemente
da justificativa apresentada.
40. (CESPE MPE/AC Promotor de Justiça 2014) De acordo com a CF, as parcelas
de caráter indenizatório devem ser computadas para efeito do cálculo do
teto constitucional da remuneração dos servidores públicos.
41. (CESPE MPE/AC Promotor de Justiça 2014) Ao servidor ocupante,
exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração aplica-se o mesmo regime de previdência dos
cargos efetivos.
42. (CESPE MPE/AC Promotor de Justiça 2014) É constitucionalmente
permitido o acúmulo de proventos de aposentadoria de servidor
aposentado em cargo efetivo estadual com a remuneração percebida em
razão de exercício de cargo em comissão, declarado em lei como de livre
nomeação e exoneração.
43. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Servidores
contratados em caráter temporário podem substituir servidores efetivos
contratados por tempo indeterminado.
44. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Há direito
adquirido do servidor em relação a prerrogativas anteriores à posse que
venha a ser alteradas por lei.
45. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Os membros
dos tribunais de contas estaduais são considerados agentes políticos.
46. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Consideram-se
agentes honoríficos os particulares em colaboração com o poder público,
os quais, nessa colaboração, caracterizam-se como agentes públicos.
47. (CESPE TRE/RS Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Considera-
se agente público mediante delegação a pessoa física convocada para
participar das eleições como mesário.

138
Questões

48. (CESPE TER/MT Técnico Judiciário- Administrativo 2015) Os membros


de mesa receptora ou apuradora de votos nas eleições são considerados
agentes públicos, da espécie particulares em colaboração com a
administração.
49. (CESPE TJ/DF Técnico Administrativo 2015) De acordo com o entendimento
firmado pelo STF, apenas nos casos expressamente previstos em lei pode
o servidor aposentar-se com proventos integrais em razão de doença
grave ou incurável.
50. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR Procurador do Municipal 2015)
A aposentadoria compulsória de servidor público de qualquer esfera
federativa ocorre aos setenta e cinco anos de idade do servidor, que passa
a receber proventos integrais.
51. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR Procurador do Municipal 2015)
É constitucional a majoração da carga horária de trabalho sem a
correspondente majoração dos vencimentos ou dos subsídios dos
ocupantes de cargos e empregos públicos.
52. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR Procurador do Municipal 2015) Nos
termos da CF, os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder
Judiciário não devem ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.
53. (CESPE PREFEITURA DE SALVADOR Procurador do Municipal 2015)
Por força do princípio da simetria, o teto remuneratório dos ocupantes
de cargos, funções e empregos públicos da administração direta nos
municípios é o subsídio pago ao juiz de direito da comarca em que se
localiza o município.
54. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Conhecimentos Básicos – 2013)
O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter
permanente, é irredutível, salvo nos casos de calamidade pública ou
guerra externa.
55. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Os servidores titulares de cargos efetivos
dos Estados, que hoje ingressam no serviço, sujeitam-se a regras
constitucionais que disciplinam sua aposentadoria. Considere, a respeito,
os itens abaixo sobre hipóteses de aposentadoria e respectivo critério de
cálculo de proventos:
I. por invalidez permanente, com proventos integrais;
II. compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos
proporcionais ao tempo de serviço;
III. voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de
efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que
se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições: a) sessenta

139
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinquenta


e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; b) sessenta e
cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com
proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
Está harmônico com as regras gerais constantes da Constituição o que
consta APENAS em:
a) III;
b) I;
c) II;
d) II e III;
e) I e II.
56. (TRT – 3a Região/MG – Juiz do Trabalho – 2013) O jurado, no Tribunal do
Juri, e o advogado contratado pelo ente público, para sua defesa em juízo,
são respectivamente:
a) agente honorífico e agente credenciado;
b) agente credenciado e agente delegado;
c) agente delegado e agente credenciado;
d) agente político e agente delegado;
e) agente administrativo e agente credenciado.
57. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) Acerca dos agentes
públicos:
a) os empregados públicos sujeitam-se ao regime estatutário;
b) a readmissão do agente público é permitida;
c) o provimento dos cargos efetivos somente pode ocorrer por meio do
concurso público;
d) os contratados temporariamente vinculam-se a cargo ou emprego público.
58. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta acerca das disposições gerais dos agentes
públicos.
a) É possível que um indivíduo, mesmo sem ter uma investidura normal e
regular, execute uma função pública em nome do Estado.
b) Servidor público estatutário é aquele submetido a um diploma legal
específico e que ocupa cargo público da administração direta e indireta, como
autarquias, fundações e empresas públicas.
c) Os litígios que envolvam os servidores públicos estatutários e celetistas
devem ser dirimidos na Justiça do Trabalho, especializada em dirimir conflitos
entre trabalhadores e empregadores.
d) Os chamados cargos vitalícios, previstos pela Constituição anterior à ora
vigente, não mais subsistem. Atualmente, apenas existem os chamados cargos

140
Questões

efetivos e cargos em comissão, também denominados na prática de cargo de


confiança.
e) Considera-se agente público aquele que exerce, mesmo que transitoriamente,
cargo, emprego ou função pública, sempre mediante remuneração pelo serviço
prestado.
59. (ESAF – Dnit – Técnico Administrativo – 2013) São direitos dos
trabalhadores da iniciativa privada constitucionalmente estendidos aos
servidores públicos, exceto:
a) remuneração do trabalho noturno superior ao diurno;
b) repouso semanal remunerado;
c) décimo terceiro salário;
d) FGTS;
e) redução de riscos inerentes ao trabalho.

141
C apítulo 13
Responsabilidade Civil
d o E s ta d o

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)


João, servidor público, ao dirigir veículo automotor pertencente à frota
de seu órgão de lotação, no exercício de sua função, bateu em veículo
automotor de particular.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Poderia haver responsabilização do Estado por culpa in eligendo e culpa in
vigilando caso João estivesse atuando fora de suas funções mas a pretexto de
exercê-las.
b) A responsabilidade civil do Estado pela omissão se pauta pelos mesmos
fundamentos da responsabilidade civil do Estado por atos comissivos.
c) Caso seja apurada culpa exclusiva de João, ele responderá diretamente ao
particular pelo prejuízo causado, excluindo a responsabilidade civil do Estado.
d) Ainda que se apure culpa exclusiva do particular, o Estado se responsabilizará
por eventuais danos, dada a teoria do risco administrativo.
e) Para que seja ressarcido dos danos experimentados, o particular deverá
provar a culpa de João pelo acidente.
2. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016) A
responsabilidade civil objetiva das concessionárias e permissionárias de
serviços públicos abrange somente as relações jurídicas entre elas e os
usuários dos serviços públicos.
3. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016) A
responsabilidade civil objetiva aplica-se a todas as pessoas jurídicas de
direito público.
4. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)
O princípio da pessoalidade é o que orienta a responsabilidade civil do
Estado.

142
Questões

5. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016) As


pessoas jurídicas de direito público não se responsabilizam pelos danos
causados por seus agentes.
6. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016) A
responsabilidade da administração pública será sempre objetiva.
7. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Judiciária 2016) Marcos,
motorista de um ônibus de transporte público de passageiros de
determinado município, ao conduzir o veículo, por sua culpa, atropelou e
matou João. A família da vítima ingressou com uma ação de indenização
contra o município e a concessionária de transporte público municipal,
que administra o serviço. Citada, a concessionária municipal denunciou
à lide Marcos, por entender que ele deveria ser responsabilizado, já que
fora o causador do dano. O município alegou ilegitimidade passiva e
ausência de responsabilidade no caso.
a) A denunciação à lide, no caso, não será obrigatória para se garantir o direito
de regresso da concessionária contra Marcos.
b) A culpa exclusiva ou concorrente da vítima afasta a responsabilidade civil
objetiva da concessionária.
c) A reparação civil do dano pelo município sujeita-se ao prazo prescricional de
vinte anos.
d) A responsabilidade civil da concessionária, na hipótese, será subjetiva, pois
João não era usuário do serviço público de transporte coletivo.
e) A responsabilidade civil do município, no caso, será objetiva, primária e
solidária.
8. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Se determinado agente de
uma sociedade de economia mista estadual, concessionária do serviço
de energia elétrica, causar, durante a prestação de um serviço, dano à
residência de um particular,
a) a concessionária responderá objetivamente, de acordo com a teoria do risco
integral, caso fiquem comprovados o dano causado ao particular, a conduta do
agente e o nexo de causalidade entre o dano e a conduta.
b) a concessionária de serviço público poderá responder pelo dano causado ao
particular, independentemente da comprovação de culpa ou dolo do agente.
c) haverá responsabilidade subjetiva do estado federado, caso a concessionária
de serviço público não tenha condições de reparar o prejuízo causado.
d) será excluída a responsabilidade da concessionária e a do estado federado,
caso o particular tenha concorrido para a ocorrência do dano.
e) a concessionária não responderá pelo dano, por não possuir personalidade
jurídica de direito público.

143
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

9. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Se ato danoso for praticado por
agente público fora do período de expediente e do desempenho de suas
funções, a responsabilidade do Estado será afastada.
10. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Os danos oriundos de ato
jurisdicional ensejam a responsabilização direta e objetiva do juiz
prolator da decisão.
11. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Em razão do princípio da
supremacia do interesse público, são vedados o reconhecimento da
responsabilidade e a reparação de dano extrajudicial pela administração.
12. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A responsabilidade objetiva
de empresa concessionária de serviço público alcança usuários e não
usuários do serviço público.
13. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) A responsabilidade objetiva do
Estado não alcança atos que produzam danos aos seus próprios agentes,
hipótese em que sua responsabilidade será subjetiva.
14. (CESPE DPU Analista Técnico-Administrativo 2016) Situação hipotética:
Considere que uma pessoa jurídica de direito público tenha sido
responsabilizada pelo dano causado a terceiros por um dos seus
servidores públicos. Assertiva: Nessa situação, o direito de regresso
poderá ser exercido contra esse servidor ainda que não seja comprovada
a ocorrência de dolo ou culpa.
15. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Para a configuração
da responsabilidade objetiva do Estado, é necessária a demonstração de
culpa ou dolo do agente público.
16. (CESPE DPU Técnicos em Assuntos Educacionais 2016) A responsabilidade
do Estado inclui o dever de indenizar as vítimas quando de ação ou
omissão, ainda que lícita, resultar-lhes danos.
17. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) A responsabilidade civil do Estado
por atos legislativos incide nos mesmos termos da responsabilidade da
administração pública, bastando que o ato legislativo produza danos ao
lesado para que surja o dever de indenizar.
18. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) O servidor público responderá
por atos dolosos e culposos que causem danos ao administrado, e essa
responsabilidade será apurada regressivamente em litígio que envolva o
servidor e o ente público ao qual está vinculado, em caso de obrigação do
Estado de ressarcir o dano causado ao lesado.
19. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) O Estado responde, pelos atos
jurisdicionais, nos casos de condenação errônea do jurisdicionado

144
Questões

em processo criminal, prisão por prazo superior ao previsto no título


condenatório, prisão preventiva seguida de posterior absolvição em
processo criminal e dolo do magistrado na prática de ato jurisdicional
danoso à parte.
20. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) A responsabilidade objetiva do
Estado, pela teoria do risco administrativo, indica ser suficiente a
concorrência da conduta do agente público, do dano ao terceiro e do nexo
de causalidade, não havendo causas excludentes da responsabilidade
estatal.
21. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) A responsabilidade do Estado pelos
danos decorrentes de atos de seus agentes independente de culpa, exceto
nos casos de culpa dativa do preposto do ente público.
22. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) Uma pessoa absolutamente incapaz
foi internada em hospital psiquiátrico integrante da administração
pública estadual, para tratamento de grave doença psiquiátrica. Um mês
depois da internação, durante o período noturno, foi constatado que essa
pessoa faleceu, após cometer suicídio nas dependências do hospital.
a) Caso os servidores do hospital estivessem em greve, sendo mantido o
percentual necessário para a continuidade do serviço público, e o servidor
responsável pela fiscalização do quarto do paciente tivesse aderido ao
movimento paredista, este agente público responderá pelo dano causado aos
familiares do interno.
b) O estado poderá ser acionado e condenado a ressarcir os danos morais
causados aos genitores do interno, já que tinha o dever de garantir a vida e a
saúde do paciente, respondendo objetivamente pelas circunstâncias do óbito.
c) O estado não tem obrigação de indenizar danos causados a terceiros, diante
da inexistência de risco da atividade exercida e de nexo de causalidade entre a
conduta omissiva estatal e o dano sofrido pelos familiares do interno.
d) Os pais do interno, para ingressar com demanda indenizatória em desfavor
do estado, devem provar o dano moral sofrido, demonstrando a existência de
sofrimento em decorrência do falecimento do filho.
e) A obrigação do estado de indenizar é afastada se invocada a reserva do
possível, caso fique demonstrado que a verba disponível em orçamento
somente permitia a manutenção de um terço dos servidores necessários ao
funcionamento do hospital.
23. (CESPE TJ-DFT Técnico-Administração 2015) Devido à indisponibilidade
do interesse público, não se admite o reconhecimento espontâneo, pela
administração, de sua obrigação de indenizar por ato danoso praticado
por um de seus agentes.

145
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

24. (CESPE TJ-DFT Técnico-Administração 2015) A prescrição quinquenal


da pretensão de reparação de danos contra a administração não se
estende a pessoas jurídicas de direito privado que dela façam parte, como
concessionárias de serviço público, por exemplo.
25. (CESPE TJ-DFT Técnico-Administração 2015) A teoria do risco
administrativo se apresenta como fundamento da responsabilidade
objetiva do Estado.
26. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) De acordo com a teoria do
risco, a demonstração de culpa não é necessária para se impor ao Estado
responsabilidade objetiva.
27. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) O caso fortuito, como
causa excludente da responsabilidade do Estado, se caracteriza pela
imprevisibilidade e inevitabilidade.
28. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) Para a configuração da
responsabilidade do Estado por dano oriundo de sua omissão, é suficiente
a existência de um dever de agir do qual não tenha aquele se desincumbido
adequadamente.
29. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário 2015) Conforme a teoria da culpa
administrativa ou da culpa do serviço, a demonstração de culpa do agente
é pressuposto de atração da responsabilidade do Estado.
30. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) A previsão
constitucional que estabelece a responsabilidade objetiva pelos danos
que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros refere-se à
responsabilidade contratual e extracontratual do Estado.
31. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Tratando-se
de responsabilidade por dano nuclear, é inaplicável a excludente que
consiste na culpa exclusiva da vítima para afastar o dever de indenizar.
32. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Em se tratando
de responsabilidade fundada no risco administrativo, para a configuração
do nexo causal, devem ser investigados os elementos subjetivos do dolo
ou da culpa do agente público.
33. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Pessoa jurídica
de direito privado prestadora de serviço público de transporte coletivo
responde de forma subjetiva por eventuais danos causados a terceiros
não usuários do serviço.
34. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) Situação hipotética: Um ônibus de
determinada concessionária de serviço público envolveu-se em acidente
com vítima fatal, porém havia indícios de embriaguez da vítima, de que

146
Questões

o condutor do ônibus atuara com diligência no momento do acidente


e de que, no momento do acidente, o veículo trafegava com velocidade
abaixo do máximo permitido na via. Assertiva: Nessa situação, a empresa
de ônibus não precisará indenizar a família da pessoa que morreu no
acidente, pois a pessoa jurídica de direito privado não responde com
responsabilidade objetiva diante de danos causados a terceiros não
usuários de serviços públicos.
35. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) Haverá responsabilidade objetiva do
Estado quando seus agentes, ainda que fora do expediente do trabalho,
praticarem atos com excesso, utilizando-se de sua condição funcional.
36. (CESPE Telebras Advogado 2015) A doutrina predominante entende que,
na conduta comissiva, a responsabilidade civil do Estado só se configurará
quando estiverem presentes os elementos que caracterizem a culpa.
37. (CESPE Telebras Advogado 2015) Para se configurar a responsabilidade
objetiva, são suficientes os três seguintes pressupostos: o fato
administrativo, o dano específico e o nexo causal entre um e outro.
38. (CESPE Telebras Advogado 2015) Na hipótese de dano causado pela
omissão culposa do Estado, a responsabilidade estatal e a indenização
por este devida serão majoradas se o fato desencadeador desse dano for
imprevisível.
39. (CESPE AGU Advogado 2015) Situação hipotética: Um veículo oficial
da AGU, conduzido por servidor desse órgão público, passou por um
semáforo com sinal vermelho e colidiu com um veículo particular que
trafegava pela contramão. Assertiva: Nessa situação, como o Brasil
adota a teoria da responsabilidade objetiva, existirá a responsabilização
indenizatória integral do Estado, visto que, na esfera administrativa, a
culpa concorrente elide apenas parcialmente a responsabilização do
servidor.
40. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A responsabilidade da administração
pública decorrente de omissão resulta de seu dever de agir e da capacidade
de essa ação evitar o dano.
41. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A responsabilidade objetiva do
Estado por danos causados a terceiros tem sustentação na teoria da culpa
administrativa.
42. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) João, agente
administrativo de uma empresa estatal prestadora de serviço público,
no exercício de suas funções, causou prejuízo a terceiro, não usuário do
serviço. O indivíduo prejudicado deve provar a culpa de João para exigir
da empresa estatal a reparação dos danos que lhe foram causados.

147
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

43. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Mesmo a conduta lícita de
agente estatal que, no exercício de suas funções, causar dano a terceiros,
ensejará responsabilidade civil do Estado.
44. (CESPE FUB Administrador 2015) De acordo com a teoria do risco
administrativo, é vedado considerar a culpa exclusiva da vítima como
hipótese de exclusão da responsabilidade civil do Estado.
45. (CESPE FUB Administrador 2015) A responsabilidade civil do Estado
deve ser excluída em situações inevitáveis, isto é, em caso fortuito ou em
evento de força maior cujos efeitos não possam ser minorados.
46. (CESPE FUB Administrador 2015) O ato emanado do Poder Judiciário e
adstrito ao processo judicial, ainda que provoque consequências danosas
às partes, isenta o Estado de responsabilidade.
47. (CESPE FUB Administrador 2015) Pela responsabilidade civil, o Estado
deve indenizar terceiros por perdas e danos materiais e morais sofridos
em decorrência de ação ou omissão antijurídica imputável ao Estado.
48. (CESPE FUB Administrador 2015) A constatação do dano moral ou material
é um dos elementos necessários à configuração da responsabilidade civil
do Estado.
49. (CESPE Instituto Rio Branco Diplomata 2015) A regra da responsabilidade
civil objetiva aplica-se indistintamente à administração direta e às
entidades que compõem a administração indireta da União, dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios.
50. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) Tiago ajuizou ação de indenização
contra um estado da Federação, alegando a responsabilidade objetiva do
Estado por danos decorrentes de acidente de trânsito que havia sofrido
em rodovia estadual, provocado pela má conservação da pista e falta
de sinalização. O estado requereu a denunciação à lide da empresa que
havia contratado para prestar serviços de conservação da rodovia. Nessa
situação, o juiz deve acatar o pedido do estado, por ser obrigatória a
denunciação à lide da mencionada empresa na ação movida por Tiago,
que é fundada na responsabilidade objetiva do Estado.
51. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) Lucas, que cumpria pena em presídio
de um estado da Federação, faleceu em consequência de agressões
cometidas por outro detento. O pai da vítima ajuizou ação de indenização
contra o referido estado fundada na responsabilidade objetiva. Nessa
situação, o juiz deve reconhecer o descabimento do pedido, considerando
que a morte de detento sob custódia enseja a responsabilidade civil
subjetiva do Estado.

148
Questões

52. (CESPE TJ-PB Juiz de Direito 2015) Em determinada ação judicial movida
por vítima de disparo acidentalmente efetuado por policial militar,
figuraram no polo passivo da relação jurídica processual o Estado e o
agente responsável pelo disparo. Nessa situação, eventual decisão do juiz
que exclua o militar da relação processual extinguirá o direito do Estado
de ajuizar ação de regresso contra o servidor.
53. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Sérgio faleceu durante procedimento
cirúrgico realizado em hospital público distrital. A perícia constatou
que um erro grave praticado pela equipe médica do hospital havia sido
a causa determinante para o óbito, embora não tenha sido possível a
identificação de culpa de qualquer dos servidores. Nessa situação, não é
possível imputar responsabilidade civil ao ente público ao qual estiver
vinculado o hospital.
54. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Ana, aluna de escola pública de
educação infantil, começou a arrastar as mesas escolares da sala de aula,
desobedecendo aos pedidos feitos por sua professora. Como resultado,
machucou a mão gravemente em uma das mesas, em mau estado de
conservação. Nessa situação, não é possível imputar responsabilidade
civil ao Estado, haja vista a tentativa de intervenção da professora.
55. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Carlos, ao parar em sinal de trânsito
de via pública, foi vítima de roubo com emprego de arma de fogo e seu
veículo foi levado pelo ladrão. Nessa situação, não é possível imputar
responsabilidade objetiva ao Estado por deficiência do serviço de
segurança pública, já que a conduta danosa, para a qual a omissão estatal
não concorreu efetivamente, foi praticada por terceira pessoa sem
vínculo com ente público.
56. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) João, preso em estabelecimento
prisional distrital, foi encontrado enforcado com seus próprios lençóis
em sua cela, e a perícia concluiu que o detento cometeu suicídio. Nessa
situação, o Estado não deve ser responsabilizado pelos danos diante do
reconhecimento de culpa exclusiva da vítima.
57. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) Luís resolveu caminhar ao lado de via
férrea operada por concessionária de serviço público, pois a via férrea não
era cercada ou murada. Ele acabou por cair nos trilhos e foi atropelado
por trem da referida empresa. Nessa situação, diante da manifesta
imprudência da vítima, não é possível imputar responsabilidade objetiva
à concessionária.
58. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) O Estado é civilmente
responsável por danos decorrentes de lei declarada inconstitucional pelo
Poder Judiciário.

149
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

59. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) A responsabilidade


objetiva do Estado dispensa a demonstração de nexo de causalidade
entre a conduta do agente administrativo e o dano sofrido pela vítima.
60. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) O erro judiciário
consistente na prisão por prazo superior ao da condenação atrai a
responsabilidade civil do Estado.
61. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) Como regra, as pessoas
jurídicas de direito privado que desenvolvam atividades econômicas não
se submetem à responsabilidade civil objetiva, exceção feita apenas às
empresas públicas, sejam elas prestadoras de serviços ou promotoras de
atividades econômicas.
62. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) A responsabilidade das
concessionárias e permissionárias de serviços públicos será objetiva,
independentemente de a vítima ser usuário ou terceiro.
63. (CESPE TRF-5ª Região Juiz Federal 2015) A ação de ressarcimento
proposta pelo Estado contra o agente que, agindo com culpa ou dolo, for
responsável por dano causado a terceiro prescreve em três anos, conforme
dispõe o Código Civil para toda e qualquer pretensão de reparação civil.
64. (CESPE MPU Técnico do Ministério Público 2015) As autarquias
responderão objetivamente pelos danos provocados por seus agentes a
terceiros, ainda que se comprove que esses agentes tenham agido com
prudência, perícia e cuidados exigidos.
65. (CESPE CGE-PI Auditor 2015) As pessoas jurídicas de direito público
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável apenas
nos casos de dolo.
Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade
do ente ao qual é vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo,
causando-lhe danos materiais. Com base nessa situação hipotética, julgue
os quatro próximos itens abaixo.
66. (CESPE TRE- GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) Rafael
pode ser responsabilizado, regressivamente, se for comprovado que
agiu com dolo ou culpa, mesmo sendo ocupante de cargo em comissão, e
deve ressarcir a administração dos valores gastos com a indenização que
venha a ser paga a Paulo.
67. (CESPE TRE-GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) A
responsabilidade da administração pelos danos causados a terceiro é
objetiva, ou seja, independe da comprovação do dolo ou culpa de Rafael.

150
Questões

68. (CESPE TRE- GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) Caso


Rafael seja empregado de empresa terceirizada, contratada pela
administração para a prestação de serviços de transporte de materiais, a
responsabilidade do ente público será objetiva, porém subsidiária.
69. (CESPE TRE- GO Analista Judiciário-Área Administrativa 2015) A
responsabilidade da administração pode ser afastada caso fique
comprovada a culpa exclusiva de Paulo e pode ser atenuada em caso de
culpa concorrente.
Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu
registro eleitoral, efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que
não havia cometido nenhum crime, ficou impedido de votar na eleição
presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando
indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido
em virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em
determinado momento, havia se recusado a fornecer ao tribunal o número
de seu CPF. Com base nessa situação hipotética, julgue os três próximos
itens abaixo.
70. (CESPE TER-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) Em sua defesa, o
poder público poderá alegar culpa do cidadão na geração do erro, uma vez
que ele não forneceu o número de seu CPF. Nesse caso, conforme a teoria
do risco administrativo, demonstrada culpa da vítima, a indenização
poderá ser atenuada ou excluída.
71. (CESPE TER-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) Para garantir
o seu direito de regresso, o poder público, ao responder à ação de
indenização, deverá promover a denunciação da lide ao servidor causador
ao suposto dano.
72. (CESPE TER-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) Na referida
ação, fundamentada na responsabilidade objetiva do Estado, constarão
como corréus o servidor responsável pelo erro e o poder público.
73. (CESPE Anatel Nível Médio 2014) Caso seja impossível a identificação
do agente público responsável por um dano, o Estado será obrigado a
reparar o dano provocado por atividade estatal, mas ficará inviabilizado
de exercer o direito de regresso contra qualquer agente.
74. (CESPE Anatel Nível Médio 2014) A conduta do lesado, a depender da
extensão de sua participação para o aperfeiçoamento do resultado danoso,
é relevante e tem o condão de afastar ou de atenuar a responsabilidade
civil do Estado.
75. (CESPE Anatel Nível Médio 2014) De acordo com o princípio da presunção
de constitucionalidade, o Estado não pode ser responsabilizado por danos
oriundos de lei posteriormente declarada inconstitucional.

151
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

76. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) Suponha


que o TJDFT, por intermédio de um oficial de justiça, no exercício de sua
função pública, pratique ato administrativo que cause dano a terceiros.
Nessa situação, não se aplicam as regras relativas à responsabilidade
civil do Estado, já que os atos praticados pelos juízes e pelos auxiliares do
Poder Judiciário não geram responsabilidade do Estado.
77. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) Se do atributo
da executoriedade do ato administrativo resultar dano ao particular em
razão de ilegitimidade ou abuso, o Estado estará obrigado a indenizar o
lesado, uma vez configurados a conduta danosa, o dano e o nexo causal.
78. (Cespe – Defensor Público – DPE/TO – 2013) Em relação à responsabilidade
civil do Estado pelo exercício da função administrativa e a improbidade
administrativa, assinale a opção correta.
a) O Estado, no exercício da função administrativa, responde objetivamente
por danos morais causados a terceiros por seus agentes.
b) A responsabilidade do Estado pelo exercício da função administrativa é
subjetiva, de acordo com a teoria do risco administrativo.
c) As sociedades de economia mista que se dedicam à exploração de atividade
econômica são responsáveis objetivamente pelos danos que seus agentes
causem a terceiro.
d) O servidor público que utiliza, em proveito próprio, carro de propriedade da
União pratica infração disciplinar, mas não ato de improbidade administrativa.
e) Não há previsão da penalidade de suspensão dos direitos políticos para
o responsável por ato de improbidade administrativa que atente contra os
princípios da administração pública.
79. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Considere este dispositivo constitucional:
Art. 37, § 6o: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Analise a
seguinte sentença que contém duas asserções:
Caso um agente público, nessa qualidade, cause dolosamente dano a
terceiro, o Estado responderá, mas o fundamento da responsabilidade civil
do Estado não será o art. 37, § 6o, da Constituição Federal, PORQUE o art. 37,
§ 6o, da Constituição Federal, trata da responsabilidade objetiva do Estado.
É correto afirmar que:
a) a primeira asserção está correta e a segunda está incorreta;
b) a primeira asserção está incorreta e a segunda está correta;
c) as duas asserções estão incorretas;
d) as duas asserções estão corretas e a segunda justifica a primeira;
e) as duas asserções estão corretas e a segunda não justifica a primeira.

152
Questões

80. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Em relação ao tema da


Responsabilidade Civil do Estado no ordenamento pátrio, tem-se que:
a) aquele que sofreu o dano fica dispensado de provar a relação de causalidade
entre a atividade da Administração e a lesão decorrente;
b) o lesado deverá provar a imprudência, a negligência ou imperícia do agente
público na conduta administrativa;
c) a teoria do risco integral fundamenta a responsabilidade objetiva do Estado,
pela qual há assunção de todas as consequências relativas à sua atuação;
d) a regra constitucional prevê a responsabilidade subjetiva quanto ao exercício
do direito de regresso contra o agente público causador do dano.
81. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos
sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, diretamente
contra o agente público responsável, visto que a responsabilidade civil na
situação hipotética em apreço é solidária.
Todos os anos, na estação chuvosa, a região metropolitana de determinado
Município é acometida por inundações, o que causa graves prejuízos
a seus moradores. Estudos no local demonstraram que os fatores
preponderantes causadores das enchentes são o sistema deficiente
de captação de águas pluviais e o acúmulo de lixo nas vias públicas.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes.
82. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) De acordo com a jurisprudência e a doutrina dominante,
na hipótese em pauta, caso haja danos a algum cidadão e reste provada
conduta omissiva por parte do Estado, a responsabilidade deste será
subjetiva.
83. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e
TO – 2013) A teoria do risco integral obriga o Estado a reparar todo e
qualquer dano, independentemente de a vítima ter concorrido para o seu
aperfeiçoamento.
84. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO
– 2013) Pela teoria da faute du service, ou da culpa do serviço, eventual
falha é imputada pessoalmente ao funcionário culpado, isentando a
administração da responsabilidade pelo dano causado.
85. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Determinada professora da rede pública de ensino recebeu ameaças de
agressão por parte de um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção
da escola, que se manteve omissa. Nessa situação hipotética, caso se
consumem as agressões, a indenização será devida:

153
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

a) pelo Estado, objetivamente;


b) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de compensação
de culpas;
c) pelo Estado, desde que presentes os elementos que caracterizem a culpa;
d) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado;
e) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar.
86. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta a respeito da responsabilidade civil do Estado.
a) O Estado será responsável pelos danos que seus agentes causarem, sendo
incabível a ação regressiva mesmo no caso de dolo e culpa do agente.
b) À semelhança do que ocorre no direto civil, o direito administrativo
admite a culpa concorrente da vítima, considerando-a causa atenuante da
responsabilidade civil do Estado.
c) A responsabilidade civil do Estado refere-se à obrigação de reparar os danos
causados por seus agentes a terceiros em decorrência de suas atuações, mas
não por suas omissões.
d) O ordenamento jurídico brasileiro adota a teoria da irresponsabilidade do
Estado.
e) Segundo a CF, a responsabilidade civil do Estado abrange as pessoas jurídicas
de direito público, as de direito privado prestadoras de serviços públicos e as
executoras de atividade econômica.
87. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013) Ainda
acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta.
a) Para configurar a responsabilidade civil do Estado, o agente público causador
do dano deve ser servidor público estatutário e possuir vínculo direto com a
administração.
b) Para configurar a responsabilidade civil do Estado, o agente público causador
do prejuízo a terceiros deve ter agido na qualidade de agente público, sendo
irrelevante o fato de ele atuar dentro, fora ou além de sua competência legal.
c) Considerando que os atos judiciais são invioláveis, não se admite a
responsabilização ao Estado pelos danos que deles emergirem.
d) A responsabilidade civil do Estado é objetiva, sendo obrigatória configuração
da culpa para a eclosão do evento danoso.
e) É inconstitucional o dispositivo da Lei de Licitações e Contratos que prevê que
a administração pública não se responsabilizará pelo pagamento dos encargos
trabalhistas inadimplidos dos empregados de empresa terceirizada contratada.
88. (Cespe – PRF – Agente Administrativo – Classe A – Padrão I – 2012)
Funcionário público federal que, dirigindo um veículo oficial, em serviço,
colida em um poste, derrubando-o, somente estará obrigado a ressarcir
o dano causado ao patrimônio público se for condenado judicialmente a
fazê-lo.
154
C apítulo 14
Controle da A d mi n i s t r a ç ã o
P ú b l ic a

1. (CESPE TCE-PR Auditor 2016) Sabendo que os tribunais de contas


podem aplicar sanções, assinar prazo para que o poder público adote as
providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sustar a execução
de atos administrativos e apreciar, para fins de registro, a legalidade dos
atos de admissão de pessoal e as concessões de aposentadorias, reformas
e pensões, assinale a opção correta à luz do entendimento majoritário do
STF a respeito da observância do direito ao contraditório e à ampla defesa
nos casos em que o tribunal de contas realiza esses controle externo.
a) Asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder
resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o
interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial
de aposentadoria, reforma e pensão.
b) Asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder
resultar anulação ou revogação de ato administrativo, inclusive nos casos de
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma
e pensão.
c) A observância do direito ao contraditório e à ampla defesa não é
obrigatória nos casos de apreciação da legalidade do ato de concessão inicial
de aposentadoria, reforma e pensão e de anulação ou revogação do ato
administrativo que beneficiar o interessado, mas será indispensável quando
da decisão puder resultar sanção ao interessado.
d) Excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão, assegura-se o direito ao contraditório e à
ampla defesa apenas quando da decisão puder resultar sanção ao interessado,
não sendo esse direito assegurado nos casos de simples anulação ou revogação
de ato administrativo, ainda que essa medida beneficie o administrado.
e) Nos casos de apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão, assegura-se o direito ao contraditório e
à ampla defesa, o qual será facultativo nos casos de simples anulação ou
revogação de ato administrativo concessório de benefício.
155
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

Para os itens 2 a 6, marque CERTA quando se tratar de exemplo de


controle interno, e ERRADA quando não.
2. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Fiscalização realizada por órgão
de controladoria da União sobre a execução de determinado programa de
governo no âmbito da administração pública federal.
3. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Controle do Poder Judiciário
sobre os atos do Poder Executivo em ações judiciais.
4. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Sustação, pelo Congresso Nacional,
de atos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar.
5. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Julgamento das contas dos
administradores e dos demais responsáveis por dinheiro, bens e valores
públicos da administração direta e indireta realizado pelos TCs.
6. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Ação popular proposta por
cidadão visando à anulação de determinado ato praticado pelo Poder
Executivo municipal, considerado lesivo ao patrimônio público.
7. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O recurso administrativo pode ser
considerado um mecanismo de controle interno, por possibilitar à
própria administração a revisão de seus atos, com o objetivo de atender
ao interesse público e garantir a observância do princípio da legalidade.
8. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O controle dos atos administrativos
realizado pela administração pública denomina- se tutela administrativa
e possibilita que o próprio ente que produziu o ato avalie sua legalidade,
de ofício ou após provocação.
9. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O controle externo pode ser conceituado
como aquele realizado por autoridade administrativa superior, em grau
de recurso hierárquico ou de revisão de ofício do ato administrativo.
10. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O controle judicial do ato administrativo
não pode avaliar o mérito administrativo, ou seja, não pode reavaliar
as condições de fato utilizadas como fundamento para a prática do ato
administrativo.
11. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O esgotamento
da via administrativa, de regra, é exigível para o ajuizamento de ação
judicial.
12. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) O Conselho
Nacional de Justiça é responsável pelo controle externo tanto dos atos
administrativos quanto dos atos judiciais do Poder Judiciário.

156
Questões

13. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015) Os tribunais de


contas são órgãos vinculados ao Poder Judiciário.
14. (CESPE TRE-MT Técnico Judiciário-Administrativo 2015)É lícito
condicionar a admissibilidade de recurso administrativo a prévio
depósito.
15. (CESPE TRE-MT Analista 2015) A anulação dos atos administrativos,
a título de controle judicial, consiste na possibilidade de o Poder
Judiciário rever os atos administrativos por motivo de conveniência ou
oportunidade.
16. (CESPE TRE-MT Analista 2015) No caso de pedido de reconsideração, mas
não no de revisão administrativa, exige-se do interessado a demonstração
da existência de fatos novos que justifiquem a inadequação da sanção
aplicada.
17. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O recurso hierárquico impróprio consiste
naquele dirigido a autoridade pertencente a órgão estranho àquele de
onde se originou o ato impugnado.
18. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O controle interno, a cargo do Congresso
Nacional, será exercido com o auxílio do TCU, ao qual compete, entre
outras atribuições, apreciar as contas prestadas anualmente pelo
presidente da República.
19. (CESPE TCE-RN Tecnologia da informação 2015) Situação hipotética: Foi
constatado um superfaturamento para a realização de concurso público
para a contratação de empregados de uma sociedade de economia mista.
Assertiva: Nessa situação, ainda que possuísse personalidade jurídica
de direito privado, a referida sociedade estaria sujeita ao controle pelo
respectivo tribunal de contas.
20. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A possibilidade de convocação,
por qualquer das casas do Congresso Nacional, de titulares de órgãos
subordinados à Presidência da República ilustra o controle político da
administração pública, que abrange tanto aspectos de legalidade quanto
de mérito.
21. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) O controle interno
deriva do poder de autotutela que a administração tem sobre seus
próprios atos e agentes.
22. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) O direito de a
administração anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornem ilegais, implica a desnecessidade de garantir o contraditório e
a ampla defesa ao terceiro prejudicado.

157
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

23. (CESPE MPOG Analista Técnico-Administrativo 2015) O controle interno


pode ser definido como o exercido no âmbito do mesmo Poder, ainda que
por órgão diverso daquele que sofra a correição.
24. (CESPE MPOG Administrador 2015) Situação hipotética: Uma empresa
nacional de tecnologia está desenvolvendo uma inovação considerada de
grande interesse pelo governo, razão pela qual este propôs a celebração
de um convênio. Assertiva: Nessa situação, por sua natureza peculiar, a
empresa poderá ser dispensada da prestação de contas.
25. (CESPE MPOG Técnico de Nível Superior 2015) Os casos de controle
legislativo sobre o Poder Executivo devem estar dispostos na Constituição
Federal, pois constituem exceções ao princípio constitucional da
separação de poderes, razão pela qual não se admite a sua ampliação por
legislação infraconstitucional.
26. (CESPE FUB Auditor 2015) Todas as entidades da administração pública
indireta submetem-se, em alguma medida, a controle estatal, interno e
externo.
27. (CESPE INSTITUTO RIO BRANCO Diplomata 2015) O controle jurisdicional
dos atos administrativos está limitado aos aspectos da competência,
do motivo e do objeto; assim, não se pode considerar como legítimo o
controle da discricionariedade administrativa, mesmo que se dê à luz de
princípios como moralidade, eficiência e razoabilidade.
28. (CESPE TJ-PB Juiz de direito 2015) Em uma ação judicial, caso considere
legítimo ato da administração pública que tenha anulado a revogação de
outro ato administrativo, o juiz deverá reconhecer que a anulação do ato
administrativo de revogação produz efeitos ex tunc.
29. (CESPE TJ-PB Juiz de direito 2015) Embora o ato administrativo complexo
dependa, para a sua formação, da conjugação de vontades de mais de
um órgão da administração pública, sua revogação ocorre mediante a
vontade de apenas um dos órgãos envolvidos.
30. (CESPE TJ-PB Juiz de direito 2015) Situação hipotética: A administração
pública promoveu, em ato próprio, servidor público estadual na carreira.
Após um ano, a própria administração reviu a decisão, reconhecendo a
ilegalidade do ato e determinando a restituição dos valores indevidamente
recebidos. O servidor, por sua vez, ajuizou ação para evitar a devolução
das quantias recebidas, de boa-fé, por ele. Assertiva: Nessa situação, o juiz
deverá reconhecer a legitimidade do ato praticado pela administração
pública, que pode rever seus atos quando eivados de ilegalidade e tem
o direito de reaver os valores pagos ao servidor em decorrência da
promoção.

158
Questões

31. (CESPE MPU Analista do Ministério Público 2015) Compete ao Poder


Judiciário, como mecanismo de controle judicial, sustar, de ofício, os atos
normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar.
32. (CESPE TRE-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) Um candidato
a deputado estadual ajuizou ação pleiteando a anulação de decisão
administrativa que desaprovou suas contas como prefeito. O órgão
indicado como réu na ação considerou irregular a delegação de permissão
de serviço público com base em tomada de preços. O candidato autor da
ação apontou suposto excesso de poder e nulidades na decisão. A situação
em apreço é essencialmente de controle externo, pois o dever de prestar
contas no âmbito interno limita-se a aspectos financeiros da utilização do
dinheiro público.
33. (CESPE DPE-PE Defensor Público 2015) Por ser um órgão constitucional
autônomo, a DP não está sujeita a controle interno de suas funções
administrativas.
34. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2014) O controle administrativo
exercido com base na hierarquia denomina-se supervisão ministerial.
35. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2014) A análise da prestação
de contas de uma autarquia federal pelo Tribunal de Contas da União é
exemplo de controle posterior e externo.
36. (CESPE ANTAQ Técnico Administrativo 2014) O gestor público, ao revogar
um ato administrativo praticado por um agente não competente, exerce o
controle corretivo; ao passo que, ao homologar um ato válido, ele pratica
o controle concomitante.
37. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e de Registros 2015) Controle
interno consiste no controle exercido pela administração direta sobre
os atos praticados por seus órgãos e pelas entidades da administração
indireta.
38. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e de Registros 2015) Os recursos
administrativos, meios de que podem se valer os administrados para
provocar o reexame, pela administração pública, de ato administrativo,
não podem, conforme o STF, ser apreciados por autoridade que tenha
participado anteriormente do processo objeto de recurso e que tenha
nele proferido decisão desfavorável.
39. (CESPE TJ-SE Titular de Serviços de Notas e de Registros 2015) O Poder
Judiciário só tem competência para revogar os atos administrativos por
ele mesmo produzidos.

159
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

40. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) Controle


legislativo é a prerrogativa atribuída ao Poder Legislativo de fiscalizar
atos da administração pública sob os critérios jurídicos, políticos e
financeiros.
41. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) O controle
judicial incide sobre a atividade administrativa do Estado, seja qual for
o Poder em que esteja sendo desempenhada, de modo a alcançar os atos
administrativos do Executivo, do Legislativo e do próprio Judiciário.
42. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) O controle
da administração pública contempla os instrumentos jurídicos de
fiscalização da atuação dos agentes e órgãos públicos, não podendo haver
controle sobre pessoas administrativas que compõem a administração
indireta, uma vez que aquelas são entes independentes.
43. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário-Área Administrativa 2014) Um
importante instrumento de controle administrativo é o direito de petição,
que consiste na obrigatoriedade que têm os indivíduos de formular
pretensões aos órgãos públicos quando verificarem uma irregularidade,
sob pena de multa.
44. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2014) Coisa
julgada administrativa é a situação jurídica pela qual determinada
decisão firmada pela administração não mais pode ser modificada na via
administrativa e judicial.
45. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2015) Verificada
a existência de uma irregularidade na atividade administrativa, surgirá
a faculdade de o órgão de controle propor as providências a serem
adotadas.
46. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2015) O controle
interno da atividade administrativa pode ser provocado por atuação de
terceiros, desde que estes estejam investidos da condição de agentes
estatais.
47. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2015) O controle
externo realizado pelo Poder Judiciário é diverso daquele realizado pelo
TCU, o que não inviabiliza que o Poder Judiciário revise a atividade de
controle executada pelo TCU.
48. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2015) Ao realizar
a atividade de controle externo, um órgão pode assumir exercício
de competências reservadas por lei a outro órgão e invalidar um ato
administrativo viciado.

160
Questões

49. (CESPE TJ-CE Técnico Judiciário- Área Administrativa 2015) A titularidade


do controle externo da atividade financeira do Estado é da Câmara dos
Deputados, com auxílio técnico do Tribunal de Contas da União (TCU).
50. (CESPE TC-DF Analista Administrativo – Tecnologia da Informação 2014)
O Poder Legislativo exerce controle financeiro sobre o Poder Executivo,
sobre o Poder Judiciário e sobre a sua própria administração.
51. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO –
2013) O Poder Judiciário, no exercício da atividade administrativa, pode
exercer controle administrativo, inclusive para revogar seus próprios
atos administrativos.
52. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TRT – 10a Região/DF e TO
– 2013) Por força do princípio da separação de poderes, não se admite o
controle da administração pública pelo Poder Legislativo.
53. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) O
cidadão que denuncie ilegalidades e condutas abusivas praticadas por
determinado servidor do TJDFT no exercício da função pública, mesmo
não sendo diretamente afetado pela irregularidade perpetrada, deve
fazê-lo por meio do instituto da reclamação.
54. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário, Área Administrativa – 2013) As decisões
do Tribunal de Contas da União cujo objeto seja o julgamento de contas
têm natureza jurisdicional.
55. (UEG – Escrivão de Polícia Civil – PC/GO – 2013) O controle que a própria
Administração exerce sobre seus órgãos decorre:
a) do poder regulamentar;
b) da atividade discricionária;
c) da tutela;
d) do poder de autotutela.
56. (Cespe – CNJ – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013) A decisão
do Tribunal de Contas da União que, dentro de suas atribuições
constitucionais, julga ilegal a concessão de aposentadoria, negando-lhe
o registro, possui caráter impositivo e vinculante para a administração.
57. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/DF
e TO – 2013) Se um agente editar ato administrativo em desconformidade
com súmula vinculante do STF, caberá reclamação a esse tribunal, que, se
julgá-la procedente, deverá anular referido ato.
58. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) O controle prévio dos atos administrativos do Poder
Executivo é feito exclusivamente pelo Poder Executivo, cabendo aos
Poderes Legislativo e Judiciário exercer o controle desses atos somente
após sua entrada em vigor.
161
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

59. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ


– 2013) A Administração pública submete-se, nas suas atividades típicas,
nos termos da lei, ao controle do:
a) Tribunal de Contas no que concerne ao juízo de oportunidade e conveniência,
excluída apreciação de economicidade e legalidade, exclusivos do poder Legislativo;
b) Judiciário, no que concerne aos aspectos de oportunidade e conveniência, e
do Legislativo no que concerne aos aspectos de legalidade;
c) Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas, que promove controle de
legalidade e economicidade, dentre outros aspectos, nos termos da lei;
d) Judiciário quanto aos aspectos de legalidade e discricionariedade, e da própria
administração, em nível superior, quanto aos aspectos de discricionariedade;
e) Legislativo, no que concerne ao juízo de oportunidade e conveniência, e ao
Tribunal de Contas, no que concerne à legalidade de seus atos.
60. (Cespe – Defensor Público – DPE/TO – 2013) Acerca do controle da
administração pública, assinale a opção correta.
a) Por ter sido adotado na CF o princípio da inafastabilidade da jurisdição, o
mérito do ato administrativo pode ser controlado pelo Poder Judiciário em
qualquer circunstância.
b) O controle interno é exercido apenas no âmbito do Poder Executivo.
c) Dado o princípio da separação de poderes, é vedado ao Congresso Nacional
fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração
indireta.
d) O direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder é espécie de controle judicial.
e) O controle judicial da administração pública, no Brasil, é realizado com base
no sistema da unidade de jurisdição.
61. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta com relação aos controles da administração
pública.
a) O controle judicial dos atos da administração não é apenas de legalidade,
mas recai sempre sobre o mérito administrativo.
b) O controle por subordinação é o exercido dentro da mesma administração,
permitindo-se ao órgão de graduação superior fiscalizar órgão de menor hierarquia.
c) Não pode o secretário estadual controlar a legalidade de ação administrativa
praticada por autoridade estadual que tenha agido em desconformidade com
norma jurídica válida, por ser tal competência privativa do Poder Judiciário.
d) O controle administrativo é exercido apenas pelo Poder Executivo e objetiva
fiscalizar ou rever condutas internas, sob os aspectos de conveniência e
oportunidade para a administração.
e) O controle legislativo não pode ser exercido sobre os entes integrantes da
administração indireta.

162
Questões

62. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)


A respeito do controle da administração pública e do processo
administrativo, assinale a opção correta.
a) Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, nos processos
perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-se o contraditório e a ampla
defesa, em quaisquer procedimentos.
b) As contas de prefeito relativas a recursos e convênios com a União são
julgadas pelo Tribunal de Contas do Estado em que se localiza o Município.
c) A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos
a que foi atribuída como própria, salvo nos casos de delegação e avocação
legalmente admitidos, entre os quais a edição de atos de caráter normativo.
d) Em caso de revisão administrativa, o órgão competente para decidir poderá
confirmar, modificar, anular ou revogar qualquer decisão a ser revista, se a
matéria for de sua competência.
e) A necessidade de obtenção de autorização do Senado Federal para que os
Estados possam contrair empréstimos externos configura controle preventivo
da administração pública.
63. (Cespe – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta com relação aos controles da administração
pública.
a) O controle jurisdicional dos atos administrativos vinculados ou
discricionários abrange tanto o mérito administrativo como a sua legalidade.
b) O direito de petição, previsto na Constituição Federal de 1988, a despeito de
ser um direito fundamental, exige o pagamento de taxa.
c) No exercício de suas funções, a administração pública se sujeita ao controle
dos Poderes Legislativo e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle
sobre os próprios atos.
d) O controle administrativo deve ser concomitante e posterior, mas não pode
ser prévio.
e) Embora a administração pública se submeta ao controle jurisdicional, exige-se
o exaurimento prévio da via administrativa para o ajuizamento da ação judicial.
64. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Ao Tribunal de Contas da União não cabe julgar as contas
dos administradores de sociedades de economia mista e empresas
públicas, visto que a participação majoritária do Estado na composição
do capital não transmuda em públicos os bens dessas entidades.

163
C apítulo 15
I mp r o b i d a d e A d mi n i s t r at i va

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)


A ação de improbidade administrativa pode ser proposta contra o
particular que se beneficiou do ato ímprobo, ainda que o agente público
que praticou o ato não esteja no polo passivo da demanda.
2. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)
Maria praticou ato de improbidade administrativa em 5/3/2010, por
violar os princípios da administração pública, sem ter causado dano ao
erário, enquanto ainda ocupava exclusivamente cargo em comissão na
administração direta da União. Depois da notícia do fato pela imprensa,
em 6/3/2015, Maria foi exonerada do cargo em comissão e do serviço
público. A titularidade da ação civil por ato de improbidade administrativa,
no caso, é exclusiva do Ministério Público Federal.
3. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)
Maria praticou ato de improbidade administrativa em 5/3/2010, por
violar os princípios da administração pública, sem ter causado dano ao
erário, enquanto ainda ocupava exclusivamente cargo em comissão na
administração direta da União. Depois da notícia do fato pela imprensa,
em 6/3/2015, Maria foi exonerada do cargo em comissão e do serviço
público. A eventual aprovação das contas de Maria, como gestora pública,
pelo Tribunal de Contas da União afasta a possibilidade de propositura da
ação de improbidade administrativa.
4. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Administrativa 2016)
Maria praticou ato de improbidade administrativa em 5/3/2010, por
violar os princípios da administração pública, sem ter causado dano ao
erário, enquanto ainda ocupava exclusivamente cargo em comissão na
administração direta da União. Depois da notícia do fato pela imprensa,
em 6/3/2015, Maria foi exonerada do cargo em comissão e do serviço
público. Na data da exoneração de Maria, já estava prescrita a pretensão
condenatória por ato de improbidade administrativa, pois o ato ilícito
fora cometido havia mais de cinco anos.

164
Questões

5. (CESPE FUNPRESP-EXE Nível Superior 2016) Entre as sanções para


a prática de ato de improbidade administrativa previstas na Lei nº
8.429/1992 inclui-se a suspensão dos direitos políticos, que não se
encontra expressamente prevista na CF.
6. (CESPE FUNPRESP-EXE Nível Superior 2016) Conforme a Lei nº
8.429/1992 e a Constituição Federal de 1988 (CF), são espécies de atos
de improbidade administrativa aqueles que atentam contra o decoro
parlamentar e contra a dignidade da justiça.
7. (CESPE FUNPRESP-EXE Nível Superior 2016) Os herdeiros daquele que
causar lesão ao patrimônio público estarão sujeitos às cominações legais
até o limite do valor da herança.
8. (CESPE TRE-PI Analista Judiciário 2016) Para que se configure o ato de
improbidade, é indispensável a comprovação de prejuízo ao erário.
9. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) O reconhecimento da prescrição
da ação de improbidade administrativa representa impedimento do
ressarcimento de danos causados ao erário.
10. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) O dolo é exigível para se demonstrar
a improbidade administrativa que importar enriquecimento ilícito
do agente público, prejuízo ao erário e violação aos princípios da
administração pública.
11. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) Ao negar publicidade a ato oficial,
o servidor público comete ato de improbidade administrativa, o que
atenta contra os princípios da administração pública. Para tanto, torna-
-se irrelevante considerar se houve ação de caráter doloso ou culposo.
12. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) Considerando a interpretação
conferida pelo Supremo Tribunal Federal ao conceito de agentes
públicos, todos os agentes políticos estão sujeitos às disposições da Lei
de Improbidade Administrativa.
13. (CESPE TJ-DFT Técnico Judiciário 2015) As sanções previstas na Lei de
Improbidade Administrativa possuem natureza eminentemente penal.
14. (CESPE TJ-DFT Técnico Judiciário 2015) Tal qual o servidor público, uma
pessoa sem qualquer vínculo contratual com o poder público está sujeita
às disposições da Lei de Improbidade Administrativa. Isso se verifica, por
exemplo, em caso de concorrência para a prática de ato ímprobo ou de
autobenefício sob qualquer forma.

165
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

15. (CESPE TER-RS Técnico Judiciário 2015) Servidor público federal que
adquirir bem cujo valor mostre-se desproporcional à sua renda praticará
ato
a) que se presumirá regular caso não haja denúncia que aponte para a ilicitude.
b) que importa enriquecimento ilícito.
c) que atenta contra os princípios da administração pública.
d) que causa prejuízo ao erário.
e) impunível administrativamente, por ser da esfera da vida privada.
16. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Se estiver em tramitação ação de
improbidade contra servidor público pela prática de ato de improbidade
administrativa, haverá que se aguardar o trânsito em julgado de referida
ação para que seja editado ato de demissão oriundo de procedimento
administrativo disciplinar.
17. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Segundo entendimento
jurisprudencial já pacificado no âmbito do STJ, eventual prescrição das
sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa não impede
o prosseguimento de ação judicial visando ao ressarcimento dos danos
causados ao erário, tendo em vista a imprescritibilidade de referida ação.
18. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) É inadmissível, na aplicação da Lei
n.º 8.429/1992, a responsabilização objetiva do agente público por ato de
improbidade administrativa, exceto em relação aos atos de improbidade
que causem lesão ao erário.
19. (CESPE TRE-MT Analista 2015) A Lei de Improbidade Administrativa
aplica-se aos agentes públicos e a todos aqueles que, mesmo
transitoriamente ou sem remuneração, exerçam funções em entidade
pública, não se aplicando a terceiros sem relação com a administração
e que se beneficiem de forma indireta da prática do ato de improbidade
administrativa.
20. (CESPE TRE-MT Analista 2015) O agente público condenado por
improbidade administrativa está sujeito às penas de perda da função
pública, ressarcimento integral do dano, suspensão dos direitos políticos,
multa e prisão, conforme previsão expressa na Lei de Improbidade
Administrativa.
21. (CESPE TRE-MT Analista 2015) Ações ou omissões que violem os deveres
de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições
constituem atos de improbidade administrativa, na forma de violação de
princípios da administração.

166
Questões

22. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) O simples atraso na entrega das


contas públicas, sem que exista intenção manifesta, não configura ato de
improbidade que atenta contra os princípios da administração pública.
23. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) As sanções decorrentes de prática
de atos de improbidade administrativa podem ser aplicadas aos agentes
públicos e aos particulares.
24. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) As cominações da lei de improbidade
administrativa alcançam os sucessores daquele que causar lesão ao
patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente.
25. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) Os membros do Ministério
Público são alcançados pela Lei de Improbidade Administrativa e podem
sofrer a sanção de perda da função pública.
26. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) A prática de ato de improbidade
por particular prescinde da participação de agente público para sua
configuração.
27. (CESPE TCE-RN Administrador 2015) Os sujeitos ativos do ato de
improbidade administrativa restringem-se aos agentes públicos que
concorram para a prática da conduta de improbidade perpetrada contra
a administração ou a induzam.
28. (CESPE TCE-RN Auditor 2015) Situação hipotética: Determinado servidor
público, técnico de informática, com o desejo de se destacar entre os
demais colegas de setor, criou um novo software para a proteção de
dados de concurso público. No entanto, como ele não detinha todos os
conhecimentos necessários para a realização de tal empreitada, ocorreu
vazamento de informações de provas por falha no funcionamento
do referido software. Assertiva: Nessa situação, a ação do servidor
configurou ato de improbidade administrativa porque frustrou a licitude
de concurso público.
29. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) No caso de ato de improbidade
administrativa que traga prejuízo ao erário, a responsabilidade do
agente público envolvido será objetiva se ficar comprovado que o agente
era flagrantemente incompetente para praticar o referido ato.
30. (CESPE Telebras Engenheiro 2015) A indisponibilidade de bens do agente
indiciado por improbidade administrativa tem natureza preventiva e,
por isso, não se configura como sanção.
31. (CESPE Telebras Analista-Administrador 2015) O enquadramento de ato
como atentatório à probidade administrativa parte de uma concepção
restrita da legalidade, o que resultou em enumeração taxativa de condutas
no texto legal.

167
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

32. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) Se alguém


que causou lesão ao patrimônio público vier a falecer, seu sucessor ficará
sujeito às cominações da Lei de Improbidade Administrativa até o limite
do valor da herança.
33. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015) O agente
público que se recusar a apresentar declaração dos seus bens dentro do
prazo determinado deverá ser punido com suspensão, sem prejuízo de
outras sanções cabíveis.
34. (CESPE Prefeitura de Salvador – BA Procurador Municipal 2015)
Considera-se ato de improbidade que causa prejuízo ao erário o
recebimento de vantagem econômica para promover a intermediação da
liberação de verba pública de qualquer natureza.
35. (CESPE TCU Procurador 2015) Para a caracterização do ato de improbidade
administrativa fundado em ofensa a princípio da administração pública,
é dispensável a demonstração do dolo lato sensu ou genérico.
36. (CESPE TCU Procurador 2015) De acordo com o atual entendimento do
STJ, não é necessária a presença do efetivo dano ao erário ou culpa do
agente para a configuração dos atos de improbidade administrativa que
causam prejuízo ao erário.
37. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) Os sucessores da pessoa que causar
lesão ao patrimônio público ou enriquecer-se ilicitamente poderão
sofrer as consequências das sanções patrimoniais previstas na Lei de
Improbidade Administrativa até o limite do valor da herança.
38. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) A ação de improbidade administrativa
só pode ser proposta pelo Ministério Público.
39. (CESPE STJ Analista Judiciário 2015) Membros do Ministério Público não
podem sofrer sanções por ato de improbidade administrativa em razão
de seu enquadramento como agentes políticos e de sua vitaliciedade no
cargo.
40. (CESPE MEC Nível Superior 2015) O agente público que, no exercício de
suas funções, enriquece ilicitamente deve perder os bens acrescidos
irregularmente ao seu patrimônio.
41. (CESPE FUB Nível Médio 2015) A pretensão de se aplicar sanção ao agente
por ato de improbidade administrativa é imprescritível.
42. (CESPE FUB Nível Médio 2015) Em relação ao alcance subjetivo da
improbidade administrativa, verifica-se que os órgãos da administração
direta e indireta dos três poderes e de qualquer um dos entes federados
configuram-se como sujeitos passivos imediatos do ato caracterizado
pela improbidade administrativa.
168
Questões

43. (CESPE FUB Auditor 2015) O particular tem legitimidade para figurar
como sujeito ativo de ato de improbidade administrativa, isolada e
independentemente da participação de agentes públicos.
44. (CESPE FUB Auditor 2015) A aplicação de sanções pela prática de ato
de improbidade administrativa prescinde da ocorrência de dano ao
patrimônio público
45. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Servidor público que
possibilita o uso de patrimônio público sem as formalidades necessárias,
ainda que, com esse ato, não tenha obtido ganho pessoal nem causado
dano ao erário, não comete improbidade administrativa.
46. (CESPE FUB Assistente em Administração 2015) Organização privada que
não possua a maior parte do seu patrimônio formada por capital público
poderá ser vítima de improbidade administrativa, caracterizando-se
como sujeito passivo.
47. (CESPE FUB Nível Superior 2015) Maria, servidora pública federal
estável, integrante de comissão de licitação de determinado órgão
público do Poder Executivo federal, recebeu diretamente, no exercício do
cargo, vantagem econômica indevida para que favorecesse determinada
empresa em um procedimento licitatório. Após o curso regular do processo
administrativo disciplinar, confirmada a responsabilidade de Maria na
prática delituosa, foi aplicada a pena de demissão. A infração praticada
por Maria caracteriza-se como ato de improbidade administrativa que
importa enriquecimento ilícito.
48. (CESPE FUB Nível Superior 2015) Suponha que determinado servidor
público federal tenha permitido, de forma culposa, a realização de
despesas não autorizadas em lei. Nessa hipótese, embora tenha sido
cometido ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao
erário, nos termos da lei, não se exige o ressarcimento integral do dano,
haja vista a inexistência de dolo na conduta do servidor.
49. (CESPE TRE-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) Embora
possa corresponder a crime definido em lei, o ato de improbidade
administrativa, em si, não constitui crime.
50. (CESPE TRE-GO Analista Judiciário-Área Judiciária 2015) O servidor
público que praticar ato de improbidade administrativa que implique
em enriquecimento ilícito estará sujeito à perda de bens ou valores
acrescidos ao seu patrimônio. Em caso de óbito do agente público autor
da improbidade, esse ônus não será extensível aos seus sucessores.

169
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

51. (CESPE DPU Nível Médio 2015) O rol de condutas tipificadas como atos
de improbidade administrativa constante na Lei de Improbidade (Lei
n.º8.429/1992) é taxativo.
52. (CESPE DPU Defensor Público 2015) A responsabilidade civil do servidor
público pela prática, no exercício de suas funções, de ato que acarrete
prejuízo ao erário ou a terceiros pode decorrer tanto de ato omissivo
quanto de ato comissivo, doloso ou culposo.
53. (CESPE ANTAQ Nível Médio 2014) O sucessor daquele que causar lesão
ao patrimônio público está sujeito às cominações dessa lei até o limite do
valor da herança.
54. (CESPE ANTAQ Nível Superior 2014) Embora os particulares se sujeitem à
Lei de Improbidade Administrativa, não é possível o ajuizamento de ação
de improbidade administrativa exclusivamente contra particular, sem a
presença de agente público no polo passivo da demanda.
55. (CESPE ANTAQ Especialista em Regulação – Economia 2014) O empresário
que, na condição de contratado pela administração pública, auferir
vantagem patrimonial indevida por meio de fraude em licitação, comete
crime previsto na lei de improbidade administrativa.
56. (Cespe – Analista Judiciário – Área Judiciária – TJDFT – 2013) Somente são
sujeitos ativos do ato de improbidade administrativa os agentes públicos,
assim entendidos os que exercem, por eleição, nomeação, designação ou
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego
ou função na administração direta, indireta ou fundacional de qualquer
dos poderes da União, dos Estados, do DF e dos Municípios.
57. (Cespe – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – TJDFT – 2013) O oficial
de justiça que, no exercício do cargo público, aufira vantagem patrimonial
indevida estará sujeito, além das sanções penais, civis e administrativas
previstas na legislação específica, às cominações arroladas na Lei
no 8.429/1992, por configurar a situação ato de improbidade
administrativa que importa enriquecimento ilícito.
58. (Cespe – Analista Judiciário – TJDFT – 2013) A procrastinação é uma
conduta que pode configurar ato de improbidade administrativa que causa
prejuízo ao erário, por gerar atrasos e ineficiência do serviço público.
59. (Cespe – Analista Judiciário – TJDFT – 2013) Quando prejudica a reputação
de um colega de trabalho, o servidor pratica ato de improbidade
administrativa que atenta contra os princípios da administração pública.
60. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O servidor que se apresenta
frequentemente embriagado no serviço comete ato de improbidade
administrativa que atenta contra os princípios da administração pública.

170
Questões

61. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O servidor que, estando


obrigado a prestar contas referentes a recursos recebidos, deixa de fazê-lo
incorre em ato de improbidade administrativa passível de demissão do
serviço público.
62. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) Os atos típicos de improbidade
administrativa restringem-se ao descumprimento do princípio do sigilo e
da confidencialidade de informações.
63. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) O servidor que estiver
sendo processado judicialmente pela prática de ato de improbidade
somente perderá a função pública após o trânsito em julgado da sentença
condenatória.
64. (Cespe – Técnico Judiciário – TJDFT – 2013) As penalidades aplicadas
ao servidor ou a terceiro que causar lesão ao patrimônio público são de
natureza pessoal, extinguindo-se com a sua morte.
65. (Cesgranrio – BNDES – Profissional Básico – Direito – 2013) A Lei n o 8.429,
de 02/06/1992, disciplina o art. 37, § 4o, da Constituição da República,
dispondo a respeito das sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos
de improbidade administrativa. A respeito de tal importante mecanismo
de controle da administração pública, considere as assertivas a seguir.
I – A caracterização dos atos de improbidade que importam enriquecimento
ilícito, que causam prejuízo ao erário ou que atentam contra os princípios
da Administração Pública exige a demonstração do elemento subjetivo
consubstanciado no dolo do agente.
II – A ocorrência de dano ao patrimônio público não é elemento
imprescindível para a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade
Administrativa, ressalvados os casos de pena de ressarcimento.
III – A sanção de perda da função pública somente se efetiva com o
trânsito em julgado da sentença condenatória, mas o agente público pode
ser afastado do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual.
É correto APENAS o que se afirma em:
a) I;
b) II;
c) III;
d) I e II;
e) II e III.
66. (FEPESE – Analista Técnico – DPE/SC – 2013) Assinale a alternativa
incorreta de acordo com a Lei no 8.429/92 – Lei de Improbidade
Administrativa.

171
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

a) Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente


para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de
improbidade.
b) A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério
Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação
da medida cautelar.
c) A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à
complementação do ressarcimento do patrimônio público.
d) A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo
objeto.
e) Homologada a transação, acordo ou conciliação, o termo surtirá efeitos após
a sua publicação.
67. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) O terceiro beneficiado poderá ser responsabilizado nas
esferas cível e criminal, mas não por improbidade administrativa, visto
que esta não abrange particulares.
Apuração interna realizada descobriu que um empregado público federal
de uma sociedade de economia mista recebeu vantagem indevida de
terceiros, em troca do fornecimento de informações privilegiadas e
dados sigilosos do ente de que ele fazia parte. O relatório de conclusão da
apuração foi enviado ao Ministério Público para providências cabíveis.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
68. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) Eventual ação de improbidade administrativa contra
o empregado deverá ser ajuizada pelo Ministério Público na Justiça
Estadual.
69. (Cespe – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 10a Região/
DF e TO – 2013) A acumulação lícita de cargos públicos por parte do
servidor é condicionada à demonstração de compatibilidade de horários.
70. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados – TRT – 1a Região/RJ –
2013) Paulo, servidor público federal, deixou de praticar, deliberadamente,
ato de ofício que era de sua competência. A referida conduta:
a) poderá caracterizar ato de improbidade administrativa, desde que
comprovado que o servidor auferiu vantagem indevida para a sua prática;
b) configura ato de improbidade administrativa que atenta contra os Princípios
da Administração pública, passível da aplicação da pena de perda da função
pública;
c) não configura ato de improbidade administrativa, sendo passível, contudo,
punição disciplinar;

172
Questões

d) não configura ato de improbidade administrativa, salvo se comprovado,


cumulativamente, enriquecimento ilícito e dano ao erário;
e) configura ato de improbidade administrativa, passível de aplicação de pena
de multa, exclusivamente.
71. (Cespe – Analista Judiciário – Área Administrativa – TRE/MS – 2013)
Assinale a opção correta, a respeito dos agentes administrativos e dos
atos de improbidade administrativa estabelecidos na Lei no 8.429/1992.
a) A posse no cargo público confere ao servidor o direito a percepção de
retribuição pecuniária como contraprestação pelo desempenho das funções
inerentes ao cargo.
b) Considera-se agente público todo aquele que exerce, exclusivamente com
remuneração, função pública como preposto do Estado.
c) O agente público que auferir vantagem patrimonial indevida em razão de
consultoria prestada a pessoa física cujo interesse possa ser atingido por ação
decorrente das atribuições daquele agente, no desempenho de suas atividades,
incorre em ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento
ilícito.
d) O ato de improbidade administrativa que cause lesão ao erário sujeitará o
responsável apenas ao ressarcimento integral do dano.
e) O recrutamento para o regime de emprego público não exige prévia
aprovação em concurso público, uma vez que o vínculo laboral estabelecido
entre a administração e o agente tem natureza contratual.
72. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –
2013) Felipe, servidor público ocupante de cargo em comissão no âmbito
do Ministério da Fazenda, revelou a empresários com os quais mantinha
relações profissionais anteriormente ao ingresso no serviço público, teor
de medida econômica prestes a ser divulgada pelo Ministério, tendo em
vista que a mesma impactaria diretamente os preços das mercadorias
comercializadas pelos referidos empresários. A conduta de Felipe:
a) é passível de caracterização como ato de improbidade administrativa, desde
que comprovado efetivo prejuízo ao erário;
b) não é passível de caracterização como ato de improbidade administrativa,
podendo, contudo, ensejar a responsabilização administrativa do servidor por
violação do dever de sigilo funcional;
c) somente é passível de caracterização como ato de improbidade administrativa
se comprovado que recebeu vantagem econômica direta ou indireta em
decorrência da revelação;
d) não é passível de caracterização como ato de improbidade administrativa,
tendo em vista o agente não ser ocupante de cargo efetivo;
e) é passível de caracterização como ato de improbidade administrativa que
atenta contra os princípios da Administração, independentemente de eventual
enriquecimento ilícito.

173
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

73. (FCC – Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT – 9a Região/PR –


2013) Dentre as possíveis providências expressamente constantes da Lei
no 8.429/92, que cabem à autoridade administrativa responsável diante
de ato de improbidade que cause lesão ao patrimônio público está:
a) o dever de representar ao Ministério Púbico para viabilizar a indisponibilidade
dos bens do indiciado;
b) o dever de, em se tratando de indiciado servidor público, colocá-lo em
disponibilidade não remunerada, contingenciando-se os vencimentos para
eventual ressarcimento dos danos;
c) a obrigação de promover arrolamento cautelar de bens do indiciado para a
recomposição do dano causado;
d) a faculdade de providenciar diretamente a indisponibilidade dos bens do
indiciado no inquérito, mediante comunicação aos órgãos públicos oficiais;
e) a faculdade de providenciar o sequestro de bens suficientes a garantir o
prejuízo apurado.
74. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Nos termos da Lei Federal no 8.429/92:
a) ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, desde que
dolosa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano;
b) no caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro
beneficiário o quíntuplo dos bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio;
c) reputa-se agente público, para os efeitos daquela lei, todo aquele que exerce,
necessariamente de modo permanente e remunerado, por eleição, nomeação,
designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo,
mandato, cargo, emprego ou função nas entidades da Administração direta ou
indireta;
d) suas disposições são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade
ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta;
e) os agentes públicos são obrigados a velar pela estrita observância dos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato
dos assuntos que lhe são afetos, exceto se ocupantes de cargo ou emprego que
não exija formação superior.
75. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) De acordo com a Lei de
Improbidade Administrativa, no 8.429/92:
a) a aplicação de multa ao agente público pelo Tribunal de Contas impede o
ajuizamento de ação civil por improbidade;
b) ao responsável pelo ato de improbidade não se aplicam as sanções do
art. 12, se, pelo mesmo fato, tiver respondido no âmbito penal;

174
Questões

c) estão descritas, exemplificativamente, as violações aos princípios da


Administração, as condutas que lesam o Erário e as condutas que importam
em enriquecimento ilícito;
d) as cominações previstas devem ser aplicadas cumulativamente, pois a maior
ou menor gravidade do fato não interfere na aplicação das cominações.
76. (Instituto Cidades – Minc – Técnico de Nível Superior – 2013) Assinale a
assertiva correta.
a) Não está sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa aquele
que não seja agente público, mesmo que tenha concorrido para a prática do ato
ímprobo.
b) O agente público que causar lesão ao erário mesmo sem que tenha havido
intenção de causá-lo poderá ser responsabilizado, admitindo-se, legalmente,
assim, a forma culposa do ato ímprobo.
c) Os atos de improbidade administrativa não importarão a suspensão dos
direitos políticos.
d) Não há improbidade administrativa quando o sujeito deixar de prestar contas
quando esteja obrigado a fazê-lo (art. 11, inciso VI, da Lei no 8.429/1992), mas
o Tribunal de Contas ainda assim as aprovar, ou, mesmo, o respectivo Poder
Legislativo as aprovar.
e) A improbidade administrativa é considerada crime comum.

175
C apítulo 16
I n t e r v e n ç ã o d o E s ta d o na
Propriedade

1. (CESPE TRT-8ª Região Analista Judiciário-Área Judiciária 2016) Assinale


a opção que indica a modalidade interventiva do Estado na propriedade
que tenha como características natureza jurídica de direito real,
incidência sobre bem imóvel, caráter de definitividade, indenização
prévia e condicionada à existência de prejuízo e constituição mediante
acordo ou decisão judicial.
a) requisição
b) tombamento
c) servidão administrativa
d) ocupação temporária
e) desapropriação
2. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A servidão administrativa, de natureza
de direito real e de definitividade, incide sobre bem imóvel e dela decorre
o direito à indenização prévia e incondicionada ao proprietário do bem.
3. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Sendo permanente, a servidão
administrativa jamais será extinta, ainda que a propriedade seja
incorporada ao patrimônio da pessoa em favor da qual foi instituída.
4. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A servidão administrativa, direito
real público que autoriza o poder público a usar a propriedade imóvel
para a execução de obras e serviços de interesse coletivo, pode incidir
tanto sobre bem privado quanto público.
5. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Sendo o decreto expedido para
constituir a servidão administrativa revestido de publicidade, é
desnecessária a inscrição no registro de imóveis para a produção de
efeitos erga omnes.

176
Questões

6. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) Ainda que não haja dano efetivo ou
prejuízos causados ao imóvel serviente, será devida a indenização, uma
vez que a limitação do direito decorrente da servidão, por si, gera dano
abstrato.
7. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A ocupação temporária é direito real,
uma vez que só incide sobre a propriedade imóvel.
8. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A limitação administrativa enseja ao
pagamento de indenização em favor dos proprietários.
9. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) As modalidades de intervenção
supressiva incluem a desapropriação e a ocupação temporária.
10. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) A requisição é modalidade de
intervenção em que o Estado utiliza propriedade particular no caso de
perigo público iminente.
11. (CESPE TJ-AM Juiz de Direito 2016) É exemplo de servidão administrativa
a utilização temporária de terrenos particulares contíguos a estradas em
construção ou em reforma, para, por exemplo, a alocação transitória de
máquinas de asfalto.
12. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) A requisição administrativa
é definitiva, e deve ser precedida de indenização paga em dinheiro.
13. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) A requisição administrativa
é direito pessoal da administração pública, incidindo sobre bens móveis,
imóveis e serviços.
14. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) A indenização é devida
somente no caso de requisição administrativa de bens imóveis,
condicionada à existência de prejuízo ou dano.
15. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Da requisição administrativa,
cujo pressuposto é unicamente o interesse público, resulta indenização,
sempre ulterior.
16. (CESPE TRE-PI Técnico-Administração 2016) Para a ocorrência da
requisição administrativa, um direito real da administração pública,
basta o interesse público.
17. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2016) Assinale a opção correta, segundo a
qual a modalidade de intervenção na propriedade privada sujeita o bem,
cuja conservação seja de interesse público, por sua importância histórica,
artística, arqueológica, bibliográfica ou etnológica, a restrições parciais,
mediante procedimento administrativo.
a) tombamento
b) ocupação temporária

177
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

c) servidão administrativa
d) limitação administrativa
e) desapropriação
18. (CESPE TJ-DFT Analista Judiciário 2015) Os patrimônios tombados de
estado da Federação ou de pessoa jurídica de direito privado tornar-se-
ão inalienáveis.
19. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Limitações administrativas são
determinações de caráter individual por meio das quais o poder público
impõe aos proprietários determinadas obrigações, positivas, negativas ou
permissivas, com o fim de condicionar as propriedades ao atendimento
da função social.
20. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Compete à União e aos estados
desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, mediante
prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, o imóvel rural que
não estiver cumprindo a sua função social.
21. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) Segundo entendimento do STF,
a desapropriação confisco, prevista no art. 243 da CF, incide sobre a
totalidade da propriedade em que forem cultivadas plantas psicotrópicas,
e não apenas sobre a área efetivamente plantada.
22. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) A servidão administrativa
instituída por acordo com o proprietário do imóvel, ao contrário daquela
instituída por sentença judicial, prescinde da declaração de utilidade
pública do poder público.
23. (CESPE DPE-RN Defensor Público 2015) A instituição de requisição
administrativa, quando recair sobre bens imóveis, não dispensa o prévio
e necessário registro na matrícula do imóvel.
24. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico2015) Como regra, o tombamento pela
administração pública não confere ao proprietário direito a qualquer
indenização.
25. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) As servidões administrativas
são perpétuas, isto é, perduram enquanto houver interesse público na
utilidade da coisa dominante.
26. (CESPE TCE-RN Assessor Jurídico 2015) O tombamento é a via mais
indicada quando a intervenção do Estado na propriedade particular tiver
por objeto a restrição total sobre bem de reconhecido valor histórico.
27. (CESPE TJ-DFT Juiz de Direito 2015) As limitações administrativas são
medidas fundamentadas no poder de polícia do Estado, incidem sobre
bens individualizados discriminados em ato administrativo e geram
obrigações para o proprietário de cada um desses bens.
178
Questões

28. (CESPE TRF-5ª Região Juiz de Federal 2015) A requisição, modalidade de


intervenção estatal que ocorre em situação de perigo público iminente,
abrange tanto bens móveis quanto bens imóveis e serviços particulares.
29. (CESPE TRF-5ª Região Juiz de Federal 2015) Legislar sobre desapropriação
compete, concorrentemente, à União, aos estados e ao DF.
30. (CESPE TRF-5ª Região Juiz de Federal 2015) Todos os entes federativos
dispõem de competência para promover expropriação confiscatória
mediante a qual as glebas onde forem localizadas culturas ilegais de
plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo serão retiradas
do particular, com direito a indenização apenas das benfeitorias.
31. (CESPE TRF-5ª Região Juiz de Federal 2015) A servidão administrativa é
direito de caráter não real que incide sobre bens móveis e imóveis.
32. (CESPE TRF-5ª Região Juiz de Federal 2015) As limitações administrativas
são atos singulares que alcançam indivíduos determinados e possuem
caráter de transitoriedade.
33. (CESPE DPU Defensor Público 2015) As limitações administrativas são
determinações de caráter geral por meio das quais o poder público impõe
a determinados proprietários obrigações de caráter negativo, mas não
positivo, que condicionam a propriedade ao atendimento de sua função
social.
34. (CESPE PGE-PI Procurador de Estado 2014) A desapropriação se dará por
motivos de utilidade pública ou interesse social, uma vez que se restringe
à transferência de bem imóvel de terceiro para o poder público.
35. (CESPE PGE-PI Procurador de Estado 2014) Se, em determinado município,
nas obras de implantação de rede elétrica, em certo trecho, for necessário
passar o cabeamento por baixo de um imóvel de propriedade do estado,
o município poderá instituir servidão administrativa sobre esse imóvel,
em razão do interesse público envolvido.
36. (CESPE PGE-PI Procurador de Estado 2014) Caso um imóvel antigo, de
propriedade de um cidadão, se situe no centro histórico de um município
e retrate a arquitetura de determinada época do país, a anuência desse
cidadão será condição de procedibilidade de eventual processo de
tombamento do citado imóvel, tendo em vista que o direito constitucional
de propriedade impede que se processe ao tombamento de forma
compulsória
37. (CESPE Câmara dos Deputados Analista Legislativo 2014) Considere
que a Câmara dos Deputados pretenda ampliar a sua sede por meio da
construção de novo anexo, contíguo ao prédio da atual sede, e que o
terreno pertença ao Distrito Federal (DF). A respeito dos aspectos legais

179
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

relacionados a essa situação, julgue o item que se segue. Por prestar


serviço público essencial, a Câmara dos Deputados poderá fazer requisição
administrativa para construir o anexo no terreno de propriedade do DF.
38. (CESPE PGE-BA Procurador do Estado 2014) Caso um governador resolva
desapropriar determinado imóvel particular com o objetivo de construir
uma creche para a educação infantil e, posteriormente, com fundamento
no interesse público e em situação de urgência, mude a destinação do
imóvel para a construção de um hospital público, o ato deve ser anulado,
por configurar tredestinação ilícita.
39. (ESAF – Dnit – Analista Administrativo e Analista em Infraestrutura de
Transportes – Comum a todas as áreas – 2013) A respeito do tombamento
e considerando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça acerca
do tema, assinale a opção incorreta.
a) Cabe ao proprietário a responsabilidade pela conservação e manutenção do
bem tombado.
b) É atribuição do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional fiscalizar e
proteger o patrimônio histórico e cultural no uso regular de seu poder de
polícia.
c) O Estado, em situação de emergência, somente tem obrigação de providenciar
o início dos trabalhos necessários à conservação do bem tombado após a
comunicação do proprietário.
d) A ação civil pública pode ser intentada para proteger os bens de valor
histórico.
e) Na comprovação de incapacidade econômico-financeira do proprietário,
compete ao Poder Público o encargo de conservar e reparar o bem tombado.
40. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) A desapropriação de bens
públicos é limitada e condicionada pela legislação, segundo a qual:
a) a União pode desapropriar bens de Estados e de Municípios;
b) um Estado pode desapropriar bens de outro Estado da Federação;
c) Município pode desapropriar bens do Estado a que pertence;
d) um Estado pode desapropriar bens de Município situado em outro Estado.
41. (UEG – Delegado de Polícia – PC/GO – 2013) Quanto aos institutos da
Intervenção do Estado na Propriedade, constata-se que:
a) o tombamento não pode ser desfeito;
b) a desapropriação é forma de intervenção restritiva;
c) a servidão pode ser instituída pelos Municípios sobre bens estaduais e federais;
d) a requisição não depende de prévia indenização para ser efetivada.
42. (FCC – Juiz – TJ/PE – 2013) Ao julgar a medida cautelar na Ação Direta de
Inconstitucionalidade no 2.332, o Supremo Tribunal Federal suspendeu
liminarmente a eficácia da expressão “de até seis por cento ao ano”,

180
Questões

contida no art. 15-A do Decreto-Lei no 3.365/41. Após essa decisão, a taxa


de juros compensatórios, na desapropriação:
a) voltou a ser de 12% ao ano, por expressa disposição constitucional;
b) passou a ser variável, dependendo de decisão judicial no caso concreto, a qual
deverá levar em conta a política de juros definida pelos órgãos governamentais
competentes;
c) manteve-se em 6% ao ano, agora com fundamento em dispositivo do Código
Civil;
d) voltou a ser de 12% ao ano, conforme jurisprudência sumulada do próprio
Tribunal;
e) manteve-se em 6% ao ano, por expressa disposição constitucional.

181
Gabarito

Capítulo 1 – TEORIA GERAL DO ESTADO E DO DIREITO ADMINISTRATIVO

1. A 19. C 37. E 55. E


2. C 20. E 38. C 56. C
3. E 21. E 39. C 57. E
4. C 22. E 40. C 58. C
5. E 23. C 41. C 59. E
6. E 24. E 42. E 60. C
7. E 25. E 43. E 61. E
8. C 26. C 44. C 62. C
9. C 27. E 45. E 63. C
10. C 28. E 46. C 64. E
11. C 29. E 47. C 65. E
12. E 30. C 48. C 66. E
13. E 31. E 49. C 67. E
14. E 32. E 50. E 68. E
15. C 33. E 51. C 69. D
16. E 34. E 52. C 70. D
17. E 35. E 53. C
18. E 36. E 54. E

182
Gabarito

Capítulo 2 – PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. C 26. C 51. E 76. E


2. A 27. E 52. E 77. C
3. E 28. C 53. C 78. E
4. C 29. C 54. E 79. C
5. E 30. C 55. E 80. C
6. E 31. C 56. D 81. E
7. E 32. E 57. E 82. E
8. E 33. E 58. E 83. C
9. E 34. E 59. E 84. E
10. E 35. E 60. E 85. C
11. E 36. E 61. E 86. C
12. C 87. C
37. E 62. E
88. A
13. E 38. E 63. C
89. B
14. E 39. E 64. E
90. B
15. E 40. C 65. E
91. B
16. E 41. C 66. E 92. B
17. C 42. C 67. E 93. C
18. C 43. C 68. C 94. C
19. E 44. E 69. C 95. C
20. E 45. C 70. E 96. A
21. E 46. C 71. E 97. D
22. E 47. E 72. E 98. C
23. C 48. C 73. C 99. E
24. C 49. C 74. E
25. E 50. E 75. E

Capítulo 3 – ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO e


Capítulo 4 – ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA

1. E 7. E 12. E 17. C
2. E 8. C 13. E 18. C
3. E 9. C 14. E 19. E
4. E 10. E 15. C 20. E
5. E 11. E 16. E 21. E
6. C

183
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

22. E 45. A 68. E 91. C


23. E 46. E 69. E 92. E
24. C 47. C 70. C 93. C
94. C
25. E 48. E 71. C
95. E
26. C 49. E 72. E
96. C
27. E 50. E 73. C 97. E
28. C 51. E 74. E 98. E
29. E 52. E 75. E 99. E
30. E 53. C 76. C 100. B
31. E 54. E 77. E 101. C
32. E 55. E 78. E 102. B
103. D
33. E 56. C 79. E
104. E
34. E 57. E 80. C
105. A
35. E 58. C 81. E 106. E
36. E 59. E 82. E 107. C
37. E 60. E 83. C 108. D
38. E 61. E 84. C 109. B
39. C 62. C 85. C 110. B
111. A
40. E 63. C 86. E
112. E
41. E 64. C 87. E
113. B
42. E 65. E 88. E
114. B
43. C 66. E 89. C
90. E
44. E 67. E

Parte II – TERCEIRO SETOR

1. E 9. E 17. E 25. C
2. E 10. E 18. E 26. C
3. E 11. C 19. E 27. C
4. E 12. E 20. C 28. C
5. E 13. E 21. E 29. E
6. E 14. C 22. E 30. E
7. C 15. E 23. E
8. E 16. C 24. C

184
Gabarito

Capítulo 5 – PODERES ADMINISTRATIVOS

1. E 25. E 49. E 73. E


2. E 26. C 50. E 74. C
3. E 27. C 51. E 75. E
4. C 28. C 52. E 76. C
5. E 29. C 53. E 77. E
6. E 30. E 54. E 78. E
7. E 31. E 55. C 79. E
8. E 32. E 56. E 80. C
9. E 33. C 57. C 81. E
10. E 34. C 58. C 82. E
11. C 35. E 59. C 83. E
12. C 36. E 60. E 84. C
13. C 37. C 61. C 85. A
86. E
14. B 38. C 62. C
87. D
15. E 39. E 63. E
88. E
16. C 40. E 64. E
89. D
17. E 41. C 65. E
90. C
18. E 42. E 66. E 91. B
19. E 43. C 67. E 92. B
20. C 44. E 68. E 93. C
21. E 45. C 69. E 94. E
22. C 46. E 70. E
23. E 47. E 71. E
24. E 48. E 72. C

Capítulo 6 – ATOS ADMINISTRATIVOS

1. E 9. E 17. E 25. E
2. E 10. E 18. E 26. E
3. E 11. E 19. E 27. E
4. E 12. E 20. D 28. E
5. E 13. C 21. C 29. E
6. E 14. E 22. D 30. C
7. E 15. C 23. C 31. E
8. E 16. E 24. E 32. E

185
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

33. E 63. C 93. C 123. E


34. E 64. C 94. C 124. C
35. E 65. E 95. E 125. C
36. E 66. E 96. E 126. E
37. E 67. C 97. E 127. C
38. C 68. E 98. C 128. C
39. E 69. C 99. E 129. A
40. E 70. E 100. C 130. E
41. E 71. E 101. E 131. E
42. C 72. C 102. E 132. B
133. C
43. E 73. C 103. C
134. E
44. E 74. C 104. E
135. E
45. E 75. C 105. E
136. C
46. E 76. E 106. E
137. D
47. E 77. E 107. E
138. A
48. C 78. C 108. C
139. D
49. E 79. E 109. C
140. C
50. C 80. C 110. E
141. B
51. E 81. E 111. C 142. B
52. E 82. C 112. E 143. C
53. E 83. E 113. E 144. E
54. E 84. E 114. E 145. B
55. E 85. E 115. E 146. C
56. E 86. E 116. E 147. A
57. E 87. C 117. C 148. D
58. E 88. E 118. E 149. E
59. E 89. E 119. E 150. B
60. C 90. C 120. E 151. B
61. E 91. E 121. E
62. E 92. C 122. E

Capítulo 7 – LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL

1. E 6. A 11. E 16. E
2. C 7. E 12. C 17. E
3. E 8. E 13. E 18. E
4. E 9. C 14. E 19. E
5. E 10. E 15. E 20. E

186
Gabarito

21. E 37. E 53. C 69. E


22. E 38. E 54. E 70. E
23. E 39. E 55. C 71. E
24. C 40. E 56. E 72. E
25. E 41. C 57. E 73. E
26. E 42. E 58. E 74. C
27. E 43. C 59. E 75. C
28. E 44. C 60. C 76. C
29. C 45. E 61. E 77. C
30. E 46. E 62. C 78. E
31. C 47. E 63. E 79. C
32. E 48. E 64. C 80. E
33. E 49. C 65. C 81. E
34. E 50. E 66. E 82. D
35. D 51. E 67. C 83. A
36. D 52. E 68. E

Capítulo 8 – LICITAÇÕES PÚBLICAS

1. E 19. E 37. C 55. E


2. E 20. C 38. C 56. C
3. C 21. E 39. C 57. E
4. E 22. E 40. C 58. D
5. E 23. E 41. E 59. D
6. C 24. C 42. C 60. C
7. E 25. C 43. E 61. E
8. E 26. E 44. E 62. E
9. E 27. C 45. C 63. E
10. E 28. C 46. E 64. E
11. B 29. E 47. C 65. E
12. D 30. E 48. E 66. E
13. C 31. C 49. E 67. E
14. E 32. E 50. E 68. E
15. E 33. E 51. E 69. C
16. E 34. C 52. E 70. C
17. C 35. E 53. E 71. C
18. E 36. C 54. E 72. E

187
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

73. E 87. C 101. E 115. C


74. E 88. E 102. E 116. B
75. C 89. C 103. C 117. C
76. E 90. C 104. C 118. A
77. E 91. E 105. B 119. B
78. D 92. C 106. C 120. A
79. E 93. E 107. B 121. B
80. C 94. C 108. D 122. E
81. D 95. E 109. E 123. C
82. C 96. C 110. E 124. D
83. E 97. E 111. A 125. D
84. E 98. E 112. B 126. E
85. E 99. C 113. C 127. E
86. E 100. C 114. E 128. D

Capítulo 9 – CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

1. C 20. E 39. E 58. C


2. E 21. C 40. C 59. C
3. E 22. E 41. E 60. E
4. E 23. E 42. E 61. E
5. E 24. E 43. E 62. E
6. A 25. E 44. E 63. C
7. E 26. E 45. C 64. E
8. C 27. E 46. E 65. E
9. C 28. C 47. E 66. E
10. C 29. E 48. C 67. C
11. E 30. E 49. E 68. C
12. E 31. E 50. E 69. C
13. E 32. C 51. E 70. C
14. E 33. E 52. E 71. E
15. C 34. E 53. E 72. D
16. C 35. E 54. C 73. E
17. E 36. E 55. C 74. C
18. E 37. E 56. E 75. C
19. E 38. E 57. E

188
Gabarito

Parte II – CONSÓRCIOS PÚBLICOS

1. E 4. C 7. E 10. C
2. C 5. E 8. E
3. E 6. C 9. E

Capítulo 10 – SERVIÇOS PÚBLICOS

1. B 16. E 31. E 46. E


2. E 17. E 32. C 47. E
3. E 18. E 33. E 48. E
4. C 19. E 34. E 49. C
5. C 20. C 35. E 50. E
6. C 21. C 36. E 51. C
7. C 22. E 37. E 52. C
8. C 23. C 38. C 53. E
9. E 24. C 39. C 54. E
10. E 25. E 40. C 55. D
11. E 26. E 41. E 56. E
12. E 57. A
27. E 42. E
13. C 58. B
28. E 43. C
14. C 29. C 44. E
15. E 30. E 45. E

Parte II – PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

1. E 8. C 15. E 22. E
2. C 9. D 16. E 23. E
3. E 10. E 17. E 24. C
4. E 11. C 18. C 25. E
5. C 12. E 19. E
6. E 13. E 20. C
7. C 14. E 21. E

189
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

Capítulo 11 – BENS PÚBLICOS

1. C 2. A 3. C

Capítulo 12 – SERVIDORES PÚBLICOS

1. E 16. C 31. E 46. C


2. E 17. E 32. C 47. E
3. C 18. C 33. E 48. C
4. E 19. E 34. C 49. C
5. E 20. E 35. E 50. E
6. C 21. E 36. E 51. E
7. E 22. C 37. E 52. C
8. E 23. E 38. E 53. E
9. E 24. E 39. E 54. E
10. E 25. E 40. E 55. A
11. E 26. E 41. E 56. A
12. C 27. E 42. C 57. C
13. C 28. C 43. E 58. A
14. C 29. E 44. E 59. D
15. E 30. C 45. E

Capítulo 13 – RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL

1. A 12. C 23. E 34. C


2. E 13. E 24. E 35. E
3. C 14. E 25. C 36. C
4. E 15. E 26. C 37. E
5. E 16. C 27. C 38. E
6. E 17. E 28. E 39. C
7. A 18. C 29. E 40. E
8. B 19. E 30. E 41. E
9. E 20. E 31. E 42. C
10. E 21. E 32. E 43. E
11. E 22. B 33. E 44. C

190
Gabarito

45. C 56. E 67. E 78. A


46. C 57. C 68. C 79. B
47. C 58. E 69. C 80. D
48. E 59. C 70. E 81. E
49. E 60. E 71. E 82. C
50. E 61. C 72. C 83. C
51. E 62. E 73. C 84. E
52. E 63. C 74. C 85. C
53. E 64. E 75. E 86. B
54. C 65. C 76. E 87. B
55. E 66. C 77. C 88. E

Capítulo 14 – CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. A 17. C 33. E 49. E


2. C 18. E 34. E 50. C
3. E 19. C 35. C 51. C
4. E 20. C 36. E 52. E
5. E 21. C 37. E 53. E
6. E 22. E 38. E 54. E
7. C 23. C 39. C 55. D
8. E 24. E 40. C 56. C
9. E 25. C 41. C 57. C
10. E 26. C 42. E 58. E
11. E 27. E 43. C 59. C
12. E 28. C 44. E 60. E
13. E 29. E 45. E 61. B
14. E 30. E 46. E 62. E
15. E 31. E 47. C 63. C
16. E 32. E 48. E 64. C

Capítulo 15 – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

1. E 5. E 9. E 13. E
2. E 6. E 10. E 14. C
3. E 7. C 11. E 15. B
4. E 8. E 12. E 16. E

191
Elyesley Silva do Nascimento Curso de Direito Administrativo

17. C 32. C 47. C 62. E


18. E 33. E 48. E 63. C
19. E 34. E 49. C 64. E
20. E 35. E 50. E 65. E
21. C 36. E 51. E 66. E
22. C 37. C 52. C 67. E
23. C 38. E 53. C 68. E1
24. C 39. E 54. C 69. C
25. C 40. C 55. E 70. B
26. E 41. E 56. E 71. C
27. E 42. C 57. C 72. E
28. E 43. E 58. E 73. A
29. E 44. C 59. E 74. D
30. C 45. E 60. E 75. C
31. E 46. C 61. C 76. B

Capítulo 16 – INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA


E NO DOMÍNIO ECONÔMICO

1. C 12. E 23. E 34. E


2. E 13. C 24. C 35. E
3. E 14. E 25. C 36. E
4. C 15. E 26. E 37. E
5. E 16. E 27. E 38. E
6. E 17. A 28. C 39. C
7. E 18. E 29. E 40. A
8. E 19. E 30. E 41. D
9. E 20. E 31. E 42. D
10. C 21. C 32. E
11. E 22. E 33. E

1  Modificamos o gabarito oficial de C para E, em razão de grave erro cometido pela banca examinadora, mas
não admitido em sede de recurso.

192
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