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CASA AMIGOS DE DEUS

Escudo da fé
"sobretudo, embraçar o escudo da fé"
A quarta parte da armadura é o escudo da fé. Fé significa “Eu creio no que Deus tem dito na
Bíblia” ou em uma situação específica, tem dito por meio de Seu Espírito. Abraçar o escudo da
fé simplesmente significa acreditar no que Deus disse. Conhecer a palavra não é
necessariamente fé. Você pode conhecer toda a Bíblia e ainda assim não acreditar. Contudo,
conhecimento é um pré-requisito da fé. Sem conhecimento da palavra em que você vai
acreditar? Suas ideias? Religião? Isto não tem valor algum a você. Somente acreditando no
que a Palavra de Deus diz você terá proteção igual a que um escudo dá ao guerreiro.
Por que a fé é um escudo para o cristão?
A fé em Deus é um escudo que nos protege dos dardos inflamados do maligno (Ef 6.16), pois ele quer agir na
nossa mente, lançando pensamentos de dúvida (uso do engano), culpa (uso da acusação) e atiçando a
cobiça (para nos fazer tropeçar e cair em tentação). A única forma de estarmos protegidos contra esses
dardos inflamados é estar cobertos com a Palavra de Deus, abrigados em suas promessas e crendo em seus
ensinos, pois sua Palavra também é nossa arma de ataque ao inimigo (Ef 6.17; Hb 4.12).

O crente vive de toda palavra que sai da boca de Deus (Dt 6.3; Mt 4.4), que é alimento para o nosso coração,
cujas verdades nos fortalecem, pois ele crê:
Em Deus Pai, criador dos céus e da terra (nosso provedor e sustentador de nossa existência) – Is 42.5, 18.
Na Palavra de Deus, em suas promessas e na revelação que nos dá do próprio Deus (que nos alimenta,
fortalece e oferece proteção para resistir ao mal) – Sl 119.105; 19.7-10.
Em Jesus Cristo como o nosso único e suficiente Salvador (que virá, em breve, para nos arrebatar e levar
para o seu Reino glorioso) – At 16.31.
No Espírito Santo que habita em nós, nos regenera, santifica, guarda e ensina toda a verdade divina – Jo
16.7-15.
Portanto, é fundamental para todo crente a leitura diária (Sl 1.2), como alimento espiritual, da Palavra de
Deus e o exercício da fé, na prática diária dos seus ensinos, entre os nossos familiares, amigos, vizinhos e do
próximo que passa por nós todos os dias.
“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Romanos 10:17)

"Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos."


2 Coríntios 5:7
A fé apaga todas as setas inflamadas do maligno. O diabo tenta atingir seu coração mas a fé lhe protege.
Quando vêm as dúvidas e as acusações, a fé lhe ajuda a encontrar paz e confiança em Jesus.
Como adquirir a Fé?
Entender o conceito de fé, que não é dos mais complicados de se entender, não é o centro da questão. Na verdade, o
grande desafio da fé é adquiri-la. Como podemos ter fé? Antes de mais nada, temos que entender que a fé é dom de
Deus. Se não temos o Senhor Jesus, certamente não teremos nenhuma fé. Como Paulo nos mostra na carta de
Romanos, no capítulo 10:17: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Assim, entendemos
que a fé é um dom gerado pelo ouvir da palavra de Deus, que opera em nosso interior poderosamente a tal ponto de
gerar fé nesse processo. Não se trata de uma receita de bolo, mas de uma realidade de vida com o Senhor. Se
ouvirmos Dele a Sua palavra, certamente seremos homens cheios de fé e de intrepidez.
Quanto mais crermos em nosso Senhor Jesus e na palavra daquele que enche tudo em todas as coisas, mais seremos
cheios de fé. João 17 nos diz que a palavra é a VERDADE. Ah! Como devemos crer na palavra de Deus como
a VERDADE! Como podemos ser cheios de fé se não cremos nas escrituras? Se a palavra me diz: “E estes sinais
seguirão aos que crerem” (Marcos 16:17a), e na prática não me seguirem, o que está faltando? A resposta é Fé. Se eu
não creio que os sinais podem me seguir, certamente não seguirão? Porém, se eu tomo essa palavra como uma
realidade, ainda que invisível em minha vida, aí sim, pelo poder do Espírito Santo, ela se tornará uma realidade
prática e logo os sinais nos seguirão. Não há dúvida quanto a isso. A realidade da fé é mais real do que o ar que nós
respiramos.
O grande problema, nesse sentido, é que a palavra hoje em dia não é tomada dessa forma. Pelo contrário! A palavra
se tornou objeto de estudo e discussão. Cada denominação possui o seu próprio dogma e crença em detrimento de
outras. As palavras são analisadas e discutidas como qualquer texto. Ah, irmãos! A palavra precisa ser vivida e não
discutida ou analisada. Se a palavra me diz: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal
algum, porque tu estás comigo” (Salmo 23:4), e a minha reação é racionalizar o que está escrito, isso nada mais é
do que uma religião morta em si mesma. Entretanto, se a palavra viva e eficaz gera em mim essa fé prática, então eu
passarei pelo vale da sombra da morte e realmente não temerei coisa alguma! Nem mesmo a morte, caso fosse
apresentada diante de mim, porque a palavra de Deus é viva, eficaz e poderosa para nos livrar, se necessário, até
desse vale tenebroso. Por isso, não temerei mal algum contra mim.
Essa realidade viva da palavra lança por terra muitos problemas cristãos. Se cremos, de fato, na palavra, não teremos
problema com o pecado, pois foi Jesus quem morreu por nós. O Cordeiro santo de Deus que veio ao mundo e que
deu a sua vida para redimir o nosso pecado de modo algum morreu em vão. Eu creio na obra de Cristo na cruz,
portanto, meu pecado foi, de uma vez por todas, tratado e perdoado.
O Escudo
O escudo que é retratado na armadura de Efésios é um escudo romano. Esse escudo, chamado 'scutum', era aquele
escudo longo que cobria dos pés à cabeça. Muitas vezes, imaginamos um escudo redondo e pequeno, mas aqui,
Paulo especifica esse tipo de escudo que é muito peculiar ao exército romano e muito significativo na simbologia
que ele empregou para as armas espirituais.
O escudo romano, assim como o escudo da fé, tinha dois objetivos principais. O objetivo primário era a proteção do
exército contra as lanças, flechas e espadas inimigas. Todavia, existe um segundo aspecto não tão conhecido. O
escudo era usado para possibilitar o avanço de toda uma legião. Essa tática ficou conhecida historicamente como
“formação tartaruga”, pois era forte e defensivamente rígida como o casco de uma tartaruga. Por mais lentos que
fossem as legiões romanas, elas eram firmes e poderosas contra os inimigos.
O exemplo de Paulo nessa armadura também objetiva esses dois aspectos. Primeiramente, vemos o escudo como a
principal arma de defesa. A fé, como peça fundamental contra os dardos do diabo. E, de fato, sem fé não
conseguiríamos permanecer contra os intentos do inimigo. Seria impossível viver a vida de Deus sem esse escudo de
defesa, mesmo porque, constantemente, somos atacados pelo inimigo e, uma vez sem esse escudo, seríamos alvos
fáceis.
O segundo aspecto tem a função de mobilidade. A força defensiva do escudo permite à Igreja contra-atacar o
inimigo. A palavra nos diz que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja de Jesus (Mateus 16:18). Aqui,
Jesus está claramente demonstrando um aspecto ofensivo da Igreja, e assim podemos dizer que pela fé poderemos
avançar contra as portas do inferno. Se temos pensado na fé enquanto uma certeza que se realiza, podemos também
dizer que, quando evangelizamos e as pessoas se convertem, estamos atuando exatamente nesse sentido da fé e
roubando o inferno. Certamente, suas portas não prevalecerão contra nós. Esse é só um exemplo da fé operante, mas
existem outros. O exemplo de Jesus, em Lucas 4, é um excelente exemplo do escudo sendo usado na defensiva. Ali,
Jesus se firmou na palavra com tamanha fé que o diabo nada teve a fazer senão recuar. O que isso nos lembra? Tiago
4:7 nos diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.