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Beline Nogueira Barros

Sócio Fundador do escritório Vieira Barros & Afonso Advogados Associados. Secretário Geral da
Comissão de Direito Desportivo da OAB/GO. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo
(IBDD). Pós-graduado em Direito Civil e Empresarial pela Faculdade Damásio de Jesus-SP.
Advogado de Atletas Profissionais de Futebol. Procurador do Tribunal de Justiça Desportiva
Universitária de Goiás. Procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Fisiculturismo.

2
SUMÁRIO

I. INTRODUÇÃO;
II. SISTEMA ASSOCIATIVO INTERNACIONAL;
II.1. Comitê Olímpico Internacional;
II.2. Comitês Olímpicos Nacionais e o Comitê Olímpico Brasileiro;
II.3. Federações Esportivas Internacionais;
II.4. Confederações Nacionais;
II.5. Federações, Clubes e Atletas;
III. AGÊNCIA MUNDIAL ANTIDOPING;
III.1. Código Mundial Antidoping (CMAD);
IV. Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) ou Corte Arbitral do Esporte (CAS)
V. SISTEMAS PARALELOS AO SISTEMA ASSOCIATIVO INTERNACIONAL
VII. CONCLUSÃO;
VIII. BIBLIOGRAFIA

3
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I. INTRODUÇÃO

Em 1894, na cidade de Paris, o Barão Pierre de Coubertin, um pedagogo e historiador


francês, e alimentado por descobertas arqueológicas nas ruínas de Olímpia, reuniu com mais 14
pessoas, e propôs o restabelecimento dos Jogos Olímpicos, e pelo que em 1896, em Atenas,
tivéssemos os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Com o Comitê Olímpico Internacional (COI) criado, com o objetivo de recriar os Jogos
Olímpicos, e com isso, restabelecer a paz mundial, e também, como meio de formação e educação
de jovens do mundo todo.
O Comitê Olímpico Internacional (COI), não teve como prioridade, a sua regulamentação, e
somente em 1908, ou seja, 14 anos posterior a sua criação, teve o seu primeiro regulamento interno,
tratando apenas dos princípios básicos para a nomeação dos membros do COI, e também sobre a
organização periódica dos Jogos, o quais seriam de 04 em 04 anos.
Na definição de Mariana Rosignoli, o Comitê Olímpico Internacional é: “uma organização
não governamental, constituída sob a forma de associação, que tem sede em Lausanne, na Suíça
(Capital Olímpica) e é regido pela Carta Olímpica, um conjunto de regras para organização dos
Jogos Olímpicos e impulsionamento do Movimento Olímpico”1.
Em seu livro “Direito e Jogos Olímpicos”, o professor português Alexandre Miguel Mestre,
nos conta que somente em 1924, os ordenamentos olímpicos, tomaram o nome de Carta, e assim
narra:
Certo é que o crescimento dos JO e do próprio CIO forçaram a passagem da
utopia ao pragmatismo, progressivamente fazendo emergir o “Direito
Olímpico”, no topo do qual se encontra hoje a CO, enquanto pacto fundador
ou fonte originária da ordem jurídica olímpica.

Foi em 1924 que pela primeira vez foi empregue o termo “Carta”, embora o
diluído noutros textos. Elaborada no Congresso de Paris, em 1914, e aprovada
em 1921, após os JO de Antuérpia de 1920, a “Carta dos Jogos Olímpicos” veio
a ser integrada, em 1924, enquanto subtítulo empregue durante mais de vinte
anos, só reaparecendo nas “Regras Olímpicas” que vigoraram de 1946 a 1955,
e enquanto subtítulo.

Nunca se percebeu verdadeiramente uma coerência lógica do legislador na


sistematização das regras olímpicas, desde logo fruto de constantes
2
modificações, o que motivou múltiplas críticas da doutrina.

A Carta Olímpica contém os princípios para a organização das Olimpíadas e do Movimento


Olímpico, e sofre mudanças ao longo dos anos, se modernizando e buscando se adequar a realidade
através do tempo, com novas regras, doutrinas e ensinamentos.
1
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 88.
2
MESTRE, Alexandre Miguel. “Direitos e Jogos Olímpicos”. Coimbra: Almedina, 2008, p. 24.

4
Atualizada em 02 de agosto de 2015, a Carta Olímpica é a codificação dos princípios
fundamentais, regras e decretos do COI. A organização e funcionamento do Movimento Olímpico é
governado pela carta, e define também, as condições para o acontecimento dos Jogos Olímpicos.
Mariana Rosignoli, assim define o Olimpismo: “é uma filosofia de vida que mescla e
valoriza as qualidades do corpo, da vontade e do espírito e alia o desporto à cultura e educação.
Seu objetivo é utilizar o desporto para o desenvolvimento humano na promoção de uma sociedade
pacífica e com valorização da dignidade humana”3 .
O Movimento Olímpico abrange organizações, atletas e outras pessoas que concordam ser
guiados pelos princípios da Carta Olímpica. A composição e organização geral estão regulados pelo
capítulo 1 da Carta. O Movimento Olímpico é composto por três componentes principais: Comitê
Olímpico Internacional, Federações Internacionais e Comitês Olímpicos Nacionais.
O próprio COI, define o objetivo Movimento Olímpico: “o objetivo do Movimento Olímpico
é contribuir para a construção de um mundo pacífico e melhor através da educação dos jovens
através do desporto praticado sem discriminação de qualquer tipo, num espírito de amizade,
solidariedade e fair play”4. (Comitê Olímpico Internacional, 2016).
O Movimento Olímpico abrange os cinco continentes, com seu auge, nos Jogos Olímpicos,
onde os atletas de todo o mundo se reúnem para participarem do evento. Os continentes são
representados na Bandeira Olímpica, pois a mesma é composta do fundo branco, com cinco anéis
entrelaçados, de cores: vermelho, azul, preto, verde e amarelo. Os anéis representam 5 continentes
do mundo, e as 6 cores, são as a que aparecem em todas as bandeiras nacionais.

3
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 89.
4
COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL. Disponível em: <https://www.olympic.org/about-ioc-institution> Acesso
em: 12 jun, 2016.

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II. SISTEMA ASSOCIATIVO INTERNACIONAL

O Sistema Associativo Internacional é de fácil entendimento, ainda mais, quando colocado


na estrutura piramidal, e que pode ser assim representado.
De tal modo, como visto pela imagem, a estrutura associativa olímpica, se inicia de cima
para baixo, com o Comitê Olímpico Internacional, tendo abaixo, os Comitê Olímpicos Nacionais, a
exemplo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e também a Federação Internacional de Basquete
(FIBA), e abaixo delas, as Confederações Nacionais, e podemos exemplificar com o futebol, onde
temos a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e ainda, logo abaixo, as Federações Regionais
ou Estaduais, como a Federação Goiana de Ciclismo (FGC), e os atletas e clubes abaixo, podendo
os atletas de forma individual, ou os mesmos ligados a algum clube.
Com esse sistema piramidal, o regramento vem de cima para baixo, e assim, o regramento
do COI deve ser seguido pelas entidades abaixo delas, devendo, para fazer parte do sistema, ser
reconhecido pelo COI.

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II.1. Comitê Olímpico Internacional

Como já visto, o COI é uma organização não governamental, constituída sob a forma de
associação, com sede em Lausanne, na Suíça (Capital Olímpica), regido pela Carta Olímpica e por
um conjunto de regras para organização dos Jogos Olímpicos e impulsionamento do Movimento
Olímpico.
Hoje, o Comitê Olímpico Internacional, tem ligado a ele, 206 Comitês Olímpicos Nacionais,
que promovem o Movimento Olímpico, em seus países, em conformidade com a Carta Olímpica.
A regra 16 da Carta Olímpica, coloca à disposição dos membros do COI, os aspectos de
elegibilidade, eleição, admissão e o estatuto dos membros. Dois aspectos, merecem destaque, e
assim, o faz o professor português Alexandre Miguel Mestre: “ (i) o CIO não é uma confederação
de CNO; os seus membros são pessoas físicas, num número total que não deverá exceder os 115,
eleitos por um período de oito anos, podendo ser reeleitos por diversos períodos mais; (ii) Os
membros do CIO representam e promovem os interesses do CIO e do MO nos seus países e dentro
das organizações pertencentes ao MO das quais façam parte”5.
É de ressaltar, que o Comitê Olímpico Internacional não é composto por membros, os
Comitê Olímpicos Nacionais, e sim, de pessoas individuais, o que é diferente das Federações
Internacionais, por exemplo, o quais, os membros são as Federações Nacionais. Assim, faz com que
nem todas as Confederações Nacionais, e por consequência, os países, tenham representação dentro
do COI.
O próprio Comitê Olímpico Internacional, assim, esclarece: “Os membros do COI, as
pessoas singulares, são representantes do COI em seus respectivos países, e não de delegado do seu
país dentro do COI. Como afirmado na Carta Olímpica: "Os membros do COI representar e
promover os interesses do COI e do Movimento Olímpico nos seus países e nas organizações do
Movimento Olímpico em que servem". Jacques Rogge é o Presidente Honorário do COI”6.
A assembleia geral dos membros do COI é denominada Sessão, sendo seu órgão supremo e
as suas decisões definitivas, e junto com ela completam os órgãos do COI, a Comissão Executiva e
o Presidente.
Além de outras funções, a Sessão por modificar a Carta Olímpica. A Comissão Executiva do
COI é constituída pelo Presidente, quatro Vice-Presidentes e dez outros membros, todos, eleitos
pela Sessão. Podem ainda, ser criadas comissões, como já existem: Comissão de Atletas, de Ética,
etc.

5
MESTRE, Alexandre Miguel. “Direitos e Jogos Olímpicos”. Coimbra: Almedina, 2008, p. 71.
6
COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL. Disponível em: https://www.olympic.org/about-ioc-institution Acesso em:
12 jun, 2016.

7
Os membros são eleitos por sistema de cooptação, que nada mais é do um sistema de
organização pela qual uma associação qualquer de pessoas nomeia internamente os seus próprios
membros, sem dependência e critérios externos. Desta forma, Sempre que queira integrar um novo
membro para o COI, são os atuais membros que irão substituir um existente.
O método atual, faz com que se dificulte uma regeneração do COI. E isso vem de seu
fundador, Barão Pierre de Coubertin, que sempre teve convicção de que deveria se garantir uma
certa perenidade aos membros do COI, defendendo também, sempre o COI com uma entidade de
auto recrutamento.

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II.2. Comitês Olímpicos Nacionais e o Comitê Olímpico Brasileiro

O professor Gustavo Lopes Pires de Souza, assim define: “Juntamente com o Comitê
Olímpico Internacional, no contexto do “Movimento Olímpico”, estão os Comitês Olímpicos
Nacionais que são reconhecidos pelo próprio COI e têm o dever de zelar pelo desenvolvimento e
proteção do Movimento Olímpico e do esporte em geral. Encarregam-se da participação de seus
países nos Jogos Olímpicos e de organizá-los quando seu território só recebe. Além disso,
desenvolvem funções atinentes à promoção e divulgação do esporte, apoio aos esportistas e
formação dos técnicos”7.
Com previsão de criação na Carta Olímpica, os Comitês Olímpicos Nacionais, têm a missão
de desenvolver, promover e proteger o Movimento Olímpico em seus respectivos países, em
conformidade com a Carta Olímpica, e assim, em 1914, foi fundando o Comitê Olímpico Brasileiro
(COB), com início de suas atividades, 21 anos depois, somente em 1935.
Dentro do sítio eletrônico do COB, é colocado o modelo de governança, e as diretrizes, em
termos de organização e estrutura funcional, e assim, vejamos abaixo:

7
SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. “Direito Desportivo”. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2014, p. 21.
8
COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO. Disponível em: http://www.cob.org.br/pt/cob/comite-olimpico-do-
brasil/governanca-cob Acesso em: 14 jun, 2016.

9
Com organização bem próxima ao do Comitê Olímpico Internacional, e de forma
estruturada, o COB, atende aos requisitos para ser reconhecido, que é imperativa que sua jurisdição
desportiva calhe com os limites do seu país, e também, a existência mínima de um número de
Federações Nacionais de esportes olímpicos, e que estas federações estejam ligadas as suas
Federações Internacionais.
O COI é autônomo e não sofre interferência do poder público, mesmo que recebam recursos
públicos, e assim também, é o COB. O art. 16 da Lei n°. 9.615/1998 (Lei Pelé), conceitua assim:
Art. 16. As entidades de prática desportiva e as entidades e administração do
desporto, bem como as ligas de que trata o art. 20, são pessoas jurídicas de
direito privado, com organização e funcionamento autônomo, e terão as
9
competências definidas em seus estatutos ou contratos sociais.

Desta forma, o COB administra o esporte olímpico no Brasil, representando perante as


entidades internacionais e em razão de lei, com autonomia, sem poder sofrer qualquer interferência
do estado, mesmo recebendo recursos públicos. De tal modo, o COB é reconhecido pelo COI, e
assim, deve seguir todas as suas regras impostas.

9
BRASIL. Lei n. 9.615, de 24 de março de 1998. In: TÁVOLA, Artur da. Lei Pelé: das proposições à Lei n. 9.615.
Brasília: Senado Federal, 1998.

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II.3. Federações Esportivas Internacionais

Com definição pela expert Mariana Rosignoli: “as federações esportivas internacionais são
organizações internacionais não governamentais que administram um ou mais esportes no plano
mundial, possuindo independência e autonomia para administrar esses esportes”10.
Dentro do Sistema Associativo Internacional, as Federações Esportivas Internacionais, estão
no centro da pirâmide, pois fazem o elo entre o COI e os atletas e/ou clubes. A entidade tem como
função, gerir em âmbito internacional determinada disciplina desportiva, e assim, todas as
federações nacionais desse mesmo esporte, que se associarem a ela, estão sob as suas regras.
Dentre as funções da Federação Esportiva Internacional, o professor Gustavo Lopes Pires de
Souza, coloca de forma perfeita: “ela têm a função de promulgar as regras que regem a prática
desportiva e determinar os locais de competição, duração, modalidades das provas, fixar as
normas das instalações, o material esportivo, classificar os participantes por categoria, estabelecer
e homologar a lista de recordes, definir o estatuto do amador e do profissional, ditar as normas
para segurança dos atletas e lutar contra a dopagem”11.
Com belíssima exposição, o professor Gustavo enumera algumas questões importantes e que
nos faz pensar que a Federação Esportiva Internacional, tem a função principal dentro do esporte,
pois é ela quem regula as regras que regem a prática desportiva, como ao exemplo da Internationale
de Football Association Féderation (FIFA), uma associação de direito suíço fundada em 1904 e
com sede em Zurique, com 209 associações membros, e o seu objetivo, consagrado em seus
estatutos, é a melhora constante do futebol.
São os seus estatutos e os seus regulamentos que definem e fornecem as leis básicas para
aplicação das regras do esporte. As regras para as competições, transferências, problemas de doping
e uma série de outras preocupações, são regulamentas pela Federação Esporte Internacional, e de
forma com que as Confederações Esportivas Nacionais, que são ligadas a ela, e de tal modo,
aplicam todas as suas normas.
Uma Federação Esportiva Internacional, para que tenha reconhecimento do COI, deve seguir
os preceitos da Carta Olímpica, e de forma primordial, quanto à adoção do Código Mundial
Antidoping, que é uma luta do Comitê Olímpico Internacional, em favor do esporte. Ainda,
seguindo a Regra 26 da Carta Olímpica, cada Federação Internacional deverá manter a sua
independência e autonomia na administração da sua modalidade desportiva.
Após uma reunião em dezembro de 2013, em Lausanne, na Suíça, o Comitê Executivo do
COI, anunciou o reconhecimento provisório da Federação Internacional de Futebol Americano

10
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 91.
11
SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. “Direito Desportivo”. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2014, p. 23.

11
(IFAF, na sigla em inglês). A IFAF é a instituição máxima do esporte norte-americano e
responsável pela organização da Copa do Mundo da modalidade, que ocorre a cada quatro anos,
desde a primeira edição em 1999, sediada na Itália. Desta forma, em 2017, mediante votação no
COI, o futebol americano poderá ser adicionado aos Jogos Olímpicos de Verão 2024.
Dentre as obrigações das Federações Esportivas Internacionais, a autora de diversas obras de
Direito Desportivo, e já aqui citada, Maria Rosignoli, coloca:
As federações podem formular propostas dirigidas ao COI relativas à Carta
Olímpica e ao Movimento Olímpico, colaborar na preparação dos Congressos
Olímpicos e participar, quando solicitado pelo COI, das atividades das suas
comissões. São, ainda, obrigações das federações:
- estabelecer e aplicar as regras da modalidade, respeitando o espírito
olímpico;
- assegurar o desenvolvimento das modalidades de sua responsabilidade em
todo o mundo;
- contribuir para que os objetivos da Carta Olímpica sejam alcançados
(principalmente por meio da difusão do Olimpismo e da educação Olímpica);
- emitir opiniões a respeito das cidades/locais candidatos à organização dos
Jogos Olímpicos (principalmente quanto aos aspectos técnicos e de
infraestruturas para a sua modalidade);
- estabelecer critérios de admissão às competições dos Jogos Olímpicos em
conformidade com a Carta Olímpica e submetê-los a aprovação do COI;
- assumir a responsabilidade pelo controle e direção técnica das suas
modalidades nos Jogos Olímpicos e em outros Jogos realizados sob o
patrocínio do COI;
- proporcionar assistência técnica na aplicação prática dos programas da
12
Solidariedade Olímpica.

12
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 91,
92.

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II.4. Confederações Nacionais

Vimos até o presente momento que as Federações Esportivas Internacionais constituem os


regramentos de sua modalidade desportiva, e assim, as entidades vinculadas a ela, podem editar
normas, desde que essas, respeitem as das Federações Esportivas Internacionais.
Um exemplo claro para que entendam a sua competência, e colocação territorial, a FIFA
ordena sobre o futebol no mundo, colocando suas regras e diretrizes, e a entidade ligada a ela,
dentro do Brasil, é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que é a entidade máxima do futebol
no Brasil.
A estrutura de organização do futebol mundial é a clássica estrutura do modelo europeu de
esporte, com um sistema esportivo piramidal único, autônomo e hierárquico, que tem a FIFA no
topo13.
Fundada em 20 de agosto de 1914, antiga CBD, a Confederação Brasileira de Futebol é a
responsável pela organização de campeonatos de alcance nacional, e assim, em todo território
brasileiro, e também cabe a ela, administrar a seleção brasileira de futebol masculino e feminina.
Ainda utilizando a CBF, como exemplo claro de uma Confederação Nacional, regida pelos
seus estatutos, e de aceitação tácita de todas as normas oriundas da FIFA, cabe a ela definir e
publicar registros e transferências de atletas profissionais, em seu Boletim Informativo Diário
(BID), e assim, estarão aptos a atuar em partidas oficiais de futebol.
As associações (federações) nacionais que representam o futebol de seus países se associam
à FIFA e, como condição para serem admitidas neste sistema mundial (contrato de adesão),
recepcionam e incorporam as disposições alocadas nos Estatutos de la FIFA e nos regulamentos.
Juridicamente, ocorre uma espécie de reconhecimento mútuo entre a associação nacional e a
FIFA14.
Além do contrato de adesão, a Lei Pelé faz previsão do reconhecimento das normas
desportivas internacionais, como bem explanado pelo expert Luiz Fernando Aleixo Marcondes: “A
Lei Pelé faz a previsão do reconhecimento das normas desportivas internacionais aceitas pelas
entidades nacionais de administração do desporto para a prática do desporto formal no Brasil, em
especial para a prática de rendimento profissional. Portanto, a lei brasileira confere suporte à
disposição das normas FIFA quanto à obrigatoriedade da vinculação ao sistema...”15.

13
POVILL, Andreu Camps. “Organización del deporte a nível internacional, Apuntes del Master de Derecho Deportivo
de la Universitat de Lleida”. Lleida, 2010. P. 17,18.
14
FERRE, Gabriel. “Bases y princípios del Derecho del Deporte, Apuntes del Master de Derecho Deportivo de la
Universitat de Lleida. Lleida, 2010, p. 251.
15
MARCONDES, Luiz Fernando Aleixo. “Direitos econômicos de jogadores de futebol: Lex Sportiva e Lex Publica.
Alternativa jurídica às restrições de compra e venda de direitos sobre o jogador.”. Curitiba: Juruá, 2016, p.50.

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II.5. Federações, Clubes e Atletas

No fim do sistema esportivo piramidal único, colocamos as Federações, os Clubes e/ou


Atletas. Do mesmo modo como já vimos, temos a Federação Esportiva Internacional, e abaixo delas
os seus associados, que são os entes que estão ligados a ela, e de tal modo, aceitam as suas regras e
imposições.
Não diferente disso, as Federações seguem esta hierarquia, e estão diretamente ligadas à sua
Confederação, e dentro do seu âmbito regional, e no Brasil, as federações são estaduais. Igualmente,
a mesma segue as regras impostas pela sua Confederação, e é o início desta pirâmide, pois é a
Federação Regional que faz o registro dos Clubes e/ou atletas.
O estatuto da Confederação Brasileira de Futebol, em seu artigo 15, I, coloca que “as
entidades estaduais de administração de futebol (Federações), filiadas à CBF, deva ter como
requisito, ser pessoa jurídica de direito privado, com ou sem fins econômicos, mediante o exercício
de livre associação e também, reger-se por Estatuto e normas internas compatíveis com a
legislação em vigor e com as normas e mandamentos adotados pela FIFA, pela CONMEBOL e
pela CBF”16.
Os Clubes são filiados necessários das Federações, bem como os atletas, que, ao se tratarem
de esportes individuais, podem ser ligados a Federação de sua modalidade, de forma particular ou
mesmo por um clube. Qualquer Clube ou Atleta, que deseje participar de alguma competição
profissional, deve estar vinculado a Federação de seu esporte.

16
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL. Estatuto, 15, junho, 2016. Rio de Janeiro, RJ.

voltar ao sumário 14
III. AGÊNCIA MUNDIAL ANTIDOPING

Por impulso do Comitê Olímpico Internacional, em uma Conferência Mundial sobre


Dopagem, que ocorreu em Lausanne, na Suíça, no ano de 1999, nasceu a World Anti-Doping
Agency (WADA), ou, para nós, Agência Mundial Antidoping, inicialmente com sede na Suíça, hoje
a WADA tem sua sede em Montreal, Canadá.
A “Declaração de Lausanne” proclamou o seguinte: será criada uma Agência Internacional
Antidopagem independente (...) tendo por missão coordenar os diversos programas necessários à
realização dos objetivos que serão definidos conjuntamente por todas as partes envolvidas”17.
Com o objetivo de trazer consistência para políticas e regulamento antidoping no seio das
organizações esportivas e governos por todo mundo. Na luta contra o doping no esporte, o seu
principal organismo é o Código Mundial Antidoping (CMAD).

17
MESTRE, Alexandre Miguel. “Direitos e Jogos Olímpicos”. Coimbra: Almedina, 2008, p. 85.

voltar ao sumário 15
III.1. Código Mundial Antidoping (CMAD)

De uma organização, ao nível da Agência Mundial Antidoping, se é esperando mecanismos


e instrumentos jurídicos de combate, em nível mundial, a dopagem. De tal modo, na Conferência
Mundial sobre Doping em 2003, em Copenhague na Dinamarca, foi aprovado o Código Mundial
Antidoping, publicado e reconhecido no ano de 2003, e entrando em vigor em 2004, com o
propósito de unificar e harmonizar, em escala mundial, os procedimentos e sanções sobre o doping.
O Movimento Olímpico sempre ostentou iniciativas de controle de doping, como: o “Código
do COI”, de 1975; a “Carta Olímpica Internacional contra Dopagem”, de 1988; e o “Código
Antidopagem do Movimento Olímpico”, de 2000.
A Agência Mundial Antidoping divulga todos os anos uma lista atualizada de substâncias
proibidas para utilização, e a última lista tendo entrado em vigor em 1° de janeiro de 2016. Esta
divulgação é feita de forma ostensiva, e amplamente exposta no seu sítio eletrônico, inclusive com
mecanismos de pesquisa para melhor atender aos atletas.
A WADA delimita bem quais são as suas atuações, após a criação do CMAD, e em seu sítio
eletrônico, coloca assim:
Após a criação do Código Mundial Antidoping (CMAD), em 2004, a AMA foi
encarregado de supervisionar as atividades em um número de áreas-chave:
MONITORIZAÇÃO DO CÓDIGO DE COMPLIANCE: Supervisionando aceitação,
implementação e cumprimento do Código, o documento central que cola em
conjunto as políticas antidoping, regras e regulamentos em todo o mundo.
CIÊNCIA E MEDICINA: A investigação científica, publicação anual da lista de
substâncias e métodos proibidos, e gestão de acreditação de laboratórios,
Utilização Terapêutica (AUT) e do passaporte biológico Atleta (ABP).
COORDENAÇÃO GLOBAL ANTIDOPING: Coordenação das atividades
antidoping a nível mundial através da câmara de compensação central de
Antidoping Administration & Management System (ADAMS).
DESENVOLVIMENTO GLOBAL ANTIDOPING: Através do seu programa de
Organização Regional Antidoping (Rado), a AMA está a desenvolver uma
cultura de desporto limpo em partes do mundo anteriormente intocadas por
programas antidoping.
EDUCAÇÃO: Métodos de prevenção, tais como programas de educação
baseadas em valores orientadas para jovens atletas, treinadores, médicos,
formação e pais sobre os perigos e as consequências da dopagem, bem como
as implicações legais e sociais, são cada vez mais prevalentes em programas
antidoping.

16
OUTREACH ATLETA: Envolver-se com os atletas, seus acompanhantes e todos
os envolvidos no esporte no cenário mundial, programa Atleta Solidário da
AMA visa sensibilizar enquanto atletas, garantindo estão envolvidos e parte
da solução.
OUTRAS INICIATIVAS: A realização de uma ampla gama de outras atividades,
incluindo missões de observação independentes a grandes eventos
desportivos.

Assim, com todos estas iniciativas e atuações, para que o Código Mundial Antidoping tenha
efetiva aplicação, e em razão da CO julgar como obrigatório a todo o MO o reconhecimento do
CMAD. Os comitês olímpicos nacionais, como o COB, devem adotar e implementar o CMAD,
enquanto os atletas, treinadores, instrutores e outros, tem obrigação de respeitar os preceitos do
Código18.
De tal modo, as Federações Internacionais têm o dever de previsão em seus estatutos, a
adoção e implementação do Código Mundial Antidoping, e com isso, tão-somente os que
cumprirem tal obrigação, poderão ser abarcados no programa olímpico.
No Brasil, através do Decreto nº 7.630, de 30 de novembro de 2011, foi criado a Autoridade
Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) na Estrutura Regimental do Ministério do Esporte.
Com o objetivo de informar, educar, prevenir, e com inteligência e ação, construir um eficiente
Plano de Distribuição de Testes, incluindo todos os esportes do Programa Olímpico e
Paraolímpico19.
Para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, a estrutura do Controle de Doping, será dada pelo
Comitê Olímpico, e a ABCD fornecerá os agentes técnicos para o controle de doping. E ainda, em
forma de legado para o Brasil, foi criado o Laboratório Brasileiro de Controle de Doping (LBCD),
com sede na cidade do Rio de Janeiro, e tem previsão que 5 mil amostras sejam coletadas durantes
os Jogos Olímpicos, e de 1,2 mil durante os jogos Paraolímpicos, gerando mais de 10 mil análises
no período.

18
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 93.
19
AUTORIDADE BRASILEIRA DE CONTROLE DE DOPAGEM. Disponível em < http://www.abcd.gov.br/sobre>.
Acesso em 15, jun, 2016.

voltar ao sumário 17
IV. Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) ou Corte Arbitral do Esporte (CAS)

O Tribunal Arbitral do Esporte ou Corte Arbitral do Esporte (TAS-CAS) é uma corte


arbitral criada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), com sede em Lausanne, Suíça e com
outros dois postos permanentes em Sydney, Austrália e Nova Iorque, Estados Unidos. Seu objetivo
é solucionar questões relacionadas direta ou indiretamente com o esporte e podem levar o caso ao
seu conhecimento clubes, atletas e federações20.
De forma Ad hoc, o TAS-CAS, durante a realização dos Jogos Olímpicos, ganha grande
evidência, que, pelo seu curto lapso temporal, demandam uma celeridade nos julgamentos de
infrações disciplinares e em outros casos. Desta forma, a cada edição dos Jogos Olímpicos, o
Comitê Olímpico Internacional institui um tribunal ad hoc específico para os jogos, mas sempre
vinculado ao TAS-CAS.
A Carta Olímpica prevê em seu capítulo 6, regra número 61, que a resolução de conflitos
por ocasião ou com relação aos Jogos Olímpicos deve ser submetida exclusivamente ao TAS-CAS.
Importante ressaltar que a vinculação do tribunal ad hoc, que atuará especificamente durante as
Olimpíadas, com a sede do TAS-CAS de Lausanne, é essencial, já que caso contrário, o COI
deveria se sujeitar à legislação vigente no país de realização da competição. Há um código
específico de regras do TAS-CAS para os tribunais ad hoc constituídos durante os Jogos Olímpicos
(Arbitration Rules for the Olympic Games) e o primeiro deles, foi estabelecido nas Olímpiadas de
Atlanta em 199621.

20
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 93.
21
ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo: LTr, 2015, p. 93.

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V. SISTEMAS PARALELOS AO SISTEMA ASSOCIATIVO INTERNACIONAL

Outra forma de fomentar o esporte, de forma organizada, porém, independente de filiação


em Federação Internacional, ou obedecer a regramentos impostos por tal hierarquia, Associações ou
Organizações independentes.
O Tênis tem em seu topo hierárquico a International Tennis Federation (ITF), fundada em
1911, e organizadora da Copa Davis, o seu principal torneio, e é considerada a Copa do Mundo do
Tênis, pois é disputado pelas Confederações Nacionais. Porém, no ano de 1972, foi criada a
Association of Tennis Professionals (ATP) para defender os interesses dos jogadores masculinos de
tênis, e a partir de 1990, começou a organizar os principais torneios mundiais da modalidade,
atualmente conhecidos como Torneios da ATP. E no ano seguinte, com o mesmo intuito, as
jogadoras femininas de tênis constituíram a Associação de Tênis Feminino (WTA).
De tal modo, que os maiores eventos mundiais de tênis, são organizados pela ATP, e esta
não está ligada diretamente a Federação Internacional de Tênis, e assim, também não está ligada ao
Comitê Olímpico Internacional, mas devido a sua grande força, e para incentivar aos atletas, a
também participarem dos eventos organizados pela ITF, desde 2009, os jogadores que competem no
Grupo Mundial e do Grupo Mundial play-offs da Copa Davis começou a ganhar pontos no ranking
ATP. O que demonstra grande aceitação por parte da Federação Internacional e de uma Liga
Independente, como a ATP.
DA mesma forma, outro esporte que chama atenção por ter uma organização acima da
própria Federação Internacional, são as Artes Marciais Mistas (MMA em inglês), que são artes
marciais que incluem tanto golpes de combate em pé quanto técnicas de luta no chão. As artes
marciais mistas podem ser praticadas como esporte de contato em uma maneira regular ou em um
torneio no qual dois concorrentes tentam derrotar um ao outro. É utilizada uma grande variedade de
técnicas permitidas de artes marciais, tais como golpes utilizando os punhos, pés, cotovelos, joelho,
além de técnicas de imobilização, tais como lances e alavancas.
E a Federação Internacional do MMA, é a IMMAF (Federação Internacional de Artes
Marciais), porém, o MMA é mais conhecido pelos eventos realizados pelo Ultimate Fighting
Championship (UFC), organização que produz eventos ao redor de todo o mundo, com sede nos
Estados Unidos. Com total independência da Federação Internacional, e também do Sistema
Piramidal do Esporte, o UFC utiliza das suas próprias regras, e inclusive relativo ao Doping.
Dentre as instituições já citadas, o professor Gustavo Lopes Pires de Souza, ainda destaca
algumas instituições que operam ou aturam fora do marco das Federações Internacionais e do

19
Movimento Olímpico, como: Federação Internacional do Esporte Universitário, Conselho
Internacional do Esporte Militar e Comitê Esportivo Internacional do Trabalho22.

22
SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. “Direito Desportivo”. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2014, p. 24.

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VII. CONCLUSÃO

Assim, pudemos entender um pouco o que é o Sistema Associativo ou Federativo


Internacional, e que a estrutura piramidal do esporte segue uma hierarquia onde no topo
encontramos o Comitê Olímpico Internacional, onde abrange todos os esportes olímpicos e
aspirantes a olímpicos, e abaixo dele, as Federações Internacionais de diversas modalidades, e que
as mesmas fomentam e incentivam de forma abrange a sua modalidade desportiva. Em paralelo as
Federações Internacionais, encontramos os Comitês Olímpicos Nacionais, com ligação direta ao
COI, e em âmbito territorial, incentivando a cultura do Movimento Olímpico e o Olimpismo.
A estrutura piramidal, passará ainda pelas Confederações Continentais, e até pouco
comentada, mas muito importantes também, e logo em seguida as Confederações Nacionais, e
dentro de uma país de território vasto, como o Brasil, encontramos também, as Federações
Estaduais, com o papel de início da pirâmide, com o registro e aceitação dos clubes e atletas.
Assim, podemos concluir que, as Federações Internacionais estabelecem as regras gerais que
devem ser seguidas pelas entidades que estão vinculadas a ela, continental e nacional, e assim por
diante.

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VIII. BIBLIOGRAFIA

AUTORIDADE BRASILEIRA DE CONTROLE DE DOPAGEM. Disponível em


http://www.abcd.gov.br/sobre Acesso em 15, jun, 2016.
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CASTRO, Rodrigo R. Monteiro de; MANSSUR, José Francisco C. Futebol, Mercado e Estado –
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Estrutura, Governo e Financiamento. São Paulo: Quartier Latin, 2016.
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Deportivo de la Universitat de Lleida. Lleida, 2010.
MARCONDES, Luiz Fernando Aleixo. “Direitos econômicos de jogadores de futebol: Lex Sportiva
e Lex Publica. Alternativa jurídica às restrições de compra e venda de direitos sobre o jogador.”.
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MESTRE, Alexandre Miguel. “Direitos e Jogos Olímpicos”. Coimbra: Almedina, 2008.
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ROSIGNOLI, Mariana, SANTOS, Sérgio Rodrigues. “Manual de Direito Desportivo”. São Paulo:
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SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. “Direito Desportivo”. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2014.

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