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Série tecnologia da informação (TI)

Instalação de
Redes Locais
Série TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

Instalação de
Redes Locais
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade


Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade


Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti


Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho


Diretor de Operações
Série tecnologia da informação (TI)

Instalação de
Redes Locais
© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

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Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional


Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina


Núcleo de Educação – NED

FICHA CATALOGRÁFICA
_________________________________________________________________________
S491i
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.
Instalação de redes locais / Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília :
SENAI/DN, 2012.
73 p. il. (Série Tecnologia da informação (TI)).

ISBN

1. Redes de computadores. 2. Redes locais de computação. 3.


Redes remotas - Redes de computadores. 4. Redes de
computadores - Protocolos. I. Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título. III.
Série.

CDU: 004.7
_____________________________________________________________________________

SENAI Sede

Serviço Nacional de Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto


Aprendizagem Industrial Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-
Departamento Nacional 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br
Lista de ilustrações
Figura 1 -  Computação centralizada..........................................................................................................................13
Figura 2 -  Computação distribuída.............................................................................................................................13
Figura 3 -  Computação híbrida....................................................................................................................................14
Figura 4 -  LAN – Local Area Network...........................................................................................................................15
Figura 5 -  MAN – Metropolitan Area Network..........................................................................................................16
Figura 6 -  Comunicação serial......................................................................................................................................17
Figura 7 -  Comunicação em paralelo.........................................................................................................................18
Figura 8 -  Modo Simplex................................................................................................................................................18
Figura 9 -  Modo Half Duplex.........................................................................................................................................19
Figura 10 -  Modo Full Duplex.......................................................................................................................................19
Figura 11 -  Sinal analógico.............................................................................................................................................20
Figura 12 -  Sinal digital....................................................................................................................................................20
Figura 13 -  Largura de banda........................................................................................................................................21
Figura 14 -  Multiplexação...............................................................................................................................................21
Figura 15 -  Roteador........................................................................................................................................................27
Figura 16 -  Switch..............................................................................................................................................................28
Figura 17 -  Hub...................................................................................................................................................................29
Figura 18 -  Topologia em barramento.......................................................................................................................34
Figura 19 -  Topologia em anel......................................................................................................................................35
Figura 20 -  Topologia estrela.........................................................................................................................................35
Figura 21 -  Conexão com hub.................................................................................................................................... 36
Figura 22 -  Conexão com hub e switch................................................................................................................... 36
Figura 23 -  Conexão modem, roteador e switch.................................................................................................. 37
Figura 24 -  Cascateamento de switch...................................................................................................................... 38
Figura 25 -  Conexão entre switches com portas de 100 Mbps.........................................................................39
Figura 26 -  Conexão entre mais de 3 switches com portas de 100 Mbps.....................................................39
Figura 27 -  Rack 19 U........................................................................................................................................................40
Figura 28 -  Analogia número das casas/endereço IP...........................................................................................44
Figura 29 -  Verificação de placa de rede...................................................................................................................47
Figura 30 -  Tela com adaptadores...............................................................................................................................48
Figura 31 -  Propriedades da placa de rede..............................................................................................................48
Figura 32 -  Propriedades de conexão local..............................................................................................................49
Figura 33 -  Propriedades de protocolo TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4)................................................................49
Figura 34 -  Usuário root..................................................................................................................................................50
Figura 35 -  Tela usuário máster....................................................................................................................................50
Figura 36 -  Arquivo interfaces......................................................................................................................................51
Figura 37 -  Salvando o arquivo interfaces................................................................................................................52
Figura 38 -  Putty................................................................................................................................................................60
Figura 39 -  Tela MS-DOS..................................................................................................................................................61
Figura 40 -  Telnet...............................................................................................................................................................61
Figura 41 -  Ping..................................................................................................................................................................64
Figura 42 -  Ajuda do ping............................................................................................................................................ 65
Figura 43 - Tracert..............................................................................................................................................................66

Quadro 1 - Matriz curricular...........................................................................................................................................11

Tabela 1 - Tabela Binária...................................................................................................................................................44


Tabela 2 - Intervalo de rede classe A...........................................................................................................................45
Tabela 3 - Intervalo de rede classe B............................................................................................................................45
Tabela 4 - Intervalo de rede classe C...........................................................................................................................46
Sumário

1 Introdução.........................................................................................................................................................................11

2 Rede de Computadores................................................................................................................................................13
2.1 Modelos de computação...........................................................................................................................12
2.1.1 Computação centralizada.......................................................................................................12
2.1.2 Computação distribuída..........................................................................................................13
2.1.3 Computação híbrida.................................................................................................................14
2.2 Desenvolvimento das redes.....................................................................................................................14
2.2.1 LAN – Local Area Network........................................................................................................15
2.2.2 MAN – Metropolitan Area Network.......................................................................................15
2.2.3 WAN – Wide Area Network.......................................................................................................16
2.3 Comunicação em redes..............................................................................................................................16
2.3.1 Orientada a conexão.................................................................................................................17
2.3.2 Não orientada a conexão........................................................................................................17
2.3.3 Comunicação serial...................................................................................................................17
2.3.4 Comunicação paralela..............................................................................................................17
2.3.5 Comunicação assíncrona........................................................................................................18
2.3.6 Comunicação síncrona.............................................................................................................18
2.4 Modos de comunicação.............................................................................................................................18
2.5 Conceitos de rede........................................................................................................................................19
2.5.1 Sinais...............................................................................................................................................19
2.5.2 Largura de banda.......................................................................................................................20
2.5.3 Multiplexação..............................................................................................................................21
2.6 Topologias lógicas de redes......................................................................................................................22
2.6.1 Ethernet.........................................................................................................................................23
2.6.2 Fast-ethernet...............................................................................................................................23
2.6.3 Giga ethernet..............................................................................................................................23

3 Tipos e Funções dos Ativos de Rede........................................................................................................................25


3.1 Dispositivos de comunicação..................................................................................................................26
3.1.1 Roteadores...................................................................................................................................26
3.1.2 Switch.............................................................................................................................................27
3.1.3 Hub..................................................................................................................................................28
3.2 Materiais de fixação dos ativos................................................................................................................29

4 Conexões Físicas de Rede............................................................................................................................................33


4.1 Topologias físicas de rede..........................................................................................................................34
4.1.1 Barramento..................................................................................................................................34
4.1.2 Anel.................................................................................................................................................34
4.1.3 Estrela.............................................................................................................................................35
4.2 Conexão com hubs.......................................................................................................................................35
4.3 Conexão com switch....................................................................................................................................36
4.4 Conexão com hub e switch.......................................................................................................................36
4.5 Conexão com modem, roteadores e switches...................................................................................37
4.6 Cascateamento de switch..........................................................................................................................37
4.6.1 Entre portas gigabite................................................................................................................37
4.6.2 Entre portas 100 Mbps.............................................................................................................38
4.7 Montando rack 19U.....................................................................................................................................40

5 Configuração de Endereçamento IP no Equipamento de Acesso a Rede..................................................43


5.1 Endereçamento IP........................................................................................................................................44
5.1.1 Classes dos endereços.............................................................................................................45
5.2 Máscara de rede............................................................................................................................................46
5.3 Gateway...........................................................................................................................................................47
5.4 Configurando o endereço IP no windows 7.......................................................................................47
5.5 Configurando endereço IP no linux.......................................................................................................50

6 Protocolos de Rede e suas Funcionalidades.........................................................................................................55


6.1 ICMP..................................................................................................................................................................56
6.2 IP.........................................................................................................................................................................56
6.3 TCP.....................................................................................................................................................................56
6.4 UDP....................................................................................................................................................................56
6.5 DNS....................................................................................................................................................................57
6.6 DHCP.................................................................................................................................................................57
6.7 FTP.....................................................................................................................................................................57
6.8 TFTP...................................................................................................................................................................58
6.9 SSH.....................................................................................................................................................................58
6.10 TELNET...........................................................................................................................................................60

7 Testes de Rede.................................................................................................................................................................63
7.1 Ping....................................................................................................................................................................64
7.2 Tracert...............................................................................................................................................................65
7.3 Sniffer para rede............................................................................................................................................66

8 Referências........................................................................................................................................................................69

9 Minicurrículo do Autor..................................................................................................................................................71

10 Índice................................................................................................................................................................................73
Introdução

As redes locais assumem um papel cada vez mais importante nos setores de informática e
telecomunicações. Sempre que existir dois ou mais microprocessadores trocando informações
entre si, existirá uma rede local. A complexidade dessas redes varia de uma simples conexão
entre dois computadores a uma grande rede de computadores conectados através de opera-
doras de telefonia (internet).

Quando falamos em redes locais, não estamos apenas nos referindo à ligação entre compu-
tadores, mas uma rede local pode unir vários outros dispositivos de rede, como impressoras,
celulares, roteadores, switches, entre outros.

A seguir, a Matriz Curricular com os módulos e as unidades curriculares previstos e as res-


pectivas cargas horárias.

Montador e Reparador de Microcomputadores

Unidades Carga Carga horária


Módulos Denominação
curriculares horária do módulo
30h
• Eletroeletrônica

40h
• Cabeamento Estruturado

Específico 30h
Único • Instalação de Redes Locais 220h
Único
60h
• Manutenção de Computadores

• Instalação de Sistemas Operacionais, 60h


Desktop e Aplicativos

Quadro 1 - Matriz curricular


Fonte: SENAI DN

Esta unidade curricular é essencial para sua formação profissional.


Rede de Computadores

Neste capítulo, você será apresentado a alguns conceitos de suma importância ao seu conhe-
cimento sobre redes de computadores que irão ajudar no entendimento das topologias de redes.
Neste capítulo você terá subsídios para:
a) conhecer os modelos de computação;
b) compreender como as redes são distribuídas geograficamente;
c) compreender as formas de comunicação em redes;
d) compreender os modos de comunicação;
e) conhecer as topologias lógicas de rede.
O primeiro tema deste capítulo será modelos de computação. Fique atento aos conceitos
que verá a seguir.
Instalação de Redes Locais
12

1 Mainframe 2.1 modelos de computação


Computador de grande Uma rede de computador nada mais é que o compartilhamento de informa-
porte utilizado para
processar grande volume ções, dispositivos e serviços entre microprocessadores. Uma rede de computado-
de informações.
res tem como objetivo fundamental a troca de dados entre computadores.
Várias são as vantagens das redes de computadores:

2 Servidor a) computadores se comunicando através de longas distâncias;

Equipamento que fornece


b) compartilhamento (hardware e software);
serviços na rede.
c) segurança das informações;
d) flexibilidade de trabalho.

As redes de computadores surgiram a partir de 1946, quan-


SAIBA do a empresa IBM deu início à construção dos supercompu-
tadores chamados de Mainframe1 (computadores de grande
MAIS porte). Para saber mais, acesse: <www.cultura.ufpa.br/dicas/
net1/int-h194.htm>.

Com a invenção dos mainframes, também foram criados modelos de computação:


a) computação centralizada;
b) computação distribuída;
c) computação híbrida.

2.1.1 computação centralizada

Neste modelo de computação as informações eram armazenadas e processa-


das em grandes computadores (mainframes) e através de terminais “burros” eram
acessadas. Os terminais burros, como eram chamados na época, possuíam apenas
um monitor e um teclado conectados aos servidores através de cabos coaxiais.
2 rede de computadores
13

Terminal
Burro
Mainframe

Terminal

Denis Pacher (2012)


Burro
Terminal
Burro

Figura 1 -  Computação centralizada

2.1.2 computação distribuída

Os terminais de vídeo foram dando lugar aos microcomputadores pessoais,


de tamanho menor, mas com capacidade de processamento semelhante à dos
supercomputadores. Dessa forma não havia mais a necessidade de centralizar as
informações em um único servidor2, as informações foram distribuídas nos com-
putadores pessoais.

Servidor

Hub
Denis Pacher (2012)

Figura 2 -  Computação distribuída


Instalação de Redes Locais
14

2.1.3 computação híbrida

Nesse modelo de computação, todos os computadores realmente comparti-


lham seus recursos de processamento, ou seja, em vez de apenas um computa-
dor processando e distribuindo a informação ou um computador processando
a sua informação, o que ocorre é que dois ou mais computadores processam a
mesma informação, realizando a tarefa muito mais rapidamente.

Servidores
Roteador

Hub

Denis Pacher (2012)


Computadores

Figura 3 -  Computação híbrida

2.2 desenvolvimento das redes

As redes de computadores da atualidade já possuem todos os modelos de


computação. É bastante comum vermos hoje em dia redes com servidores main-
frame, servidores locais e computadores realizando suas próprias operações.Um
exemplo bastante comum são os bancos, que possuem servidores locais em suas
agências e possuem um mainframe que processa a informação de todas as agên-
cias para que seus clientes possam acessar suas contas em vários lugares.
Devido a esse avanço, as redes de computadores foram divididas quanto a sua
abrangência geográfica em três redes:
a) LAN – Local Area Network;
b) MAN – Metropolitan Area Network;
c) WAN – Wide Area Network.
2 rede de computadores
15

2.2.1 LAN – Local Area Network

Uma LAN é definida por ser uma rede em uma área geográfica pequena, que
não ultrapasse 100 metros, normalmente confinada a uma sala, um andar ou a
um prédio de uma mesma organização. Algumas características de uma LAN são:
a) área geográfica pequena;
b) compartilhamento de recursos;
c) grandes taxas de transmissão.
Dispositivos utilizados nas redes LAN:
Roteadores: utilizados para interligar LANs;
Switch: utilizado para conectar os computadores;
Hub: utilizado para conectar os computadores.
Esses dispositivos e outros serão detalhados nos próximos capítulos.

Servidor

Hub

Impressora
Denis Pacher (2012)

Figura 4 -  LAN – Local Area Network

2.2.2 MAN – Metropolitan Area Network

Uma MAN atinge uma área geográfica com maior alcance, aproximadamente
10 km, sendo geralmente utilizada para interligar campus ou empresas separadas
em edifícios. Uma MAN necessita dos serviços de operadoras de telefonia.
Instalação de Redes Locais
16

3 internet
MAN
É uma rede que une todos
os computadores do
mundo, ou seja, a união de Servidor Servidor
varias redes.

Hub Hub

Denis Pacher (2012)


Impressora Impressora

Figura 5 -  MAN – Metropolitan Área Network

2.2.3 WAN – Wide Area Network

Uma WAN é conhecida com tendo uma área de abrangência muito grande, sem
limites, fazendo a ligação de redes diferentes. Um exemplo de WAN é a internet1, a
maior rede do mundo.
Para caracterizar uma rede WAN deve obrigatoriamente existir uma conexão
através de uma concessionária de telefonia pública (Oi, Embratel, Intelig, GVT, etc.).
Dispositivos utilizados nas redes WAN:
Roteadores: utilizados para interligar LANs;
Switch Wan: utilizado para conectar os computadores;
Modems: utilizado para conexão entre filiais distantes através de operadora
telefônica.

2.3 comunicação em redes

Como já sabemos, comunicar em uma rede é trocar informações e comparti-


lhar dispositivos. Outro fator importante nas comunicações é que os computado-
res e outros dispositivos de rede são dispositivos digitais, ou seja, as informações
são representadas por sinais digitais (bits 0 e 1). Sendo assim, a troca de informa-
ção entre dois computadores é enviar bits de um computador para outro.
As redes de computadores possuem dois tipos de comunicação: as orientadas
a conexão e as sem conexão. Vamos estudá-las.
2 rede de computadores
17

2.3.1 orientada a conexão

Esse tipo de comunicação funciona como caminho único entre a origem e o des-
tino. Ou seja, os bits enviados em uma extremidade da rede serão entregues na
mesma ordem para o destinatário. Um exemplo bem conhecido é uma ligação te-
lefônica: quando você liga para um determinado número e é atendido, é estabele-
cida uma conexão e esta é interrompida quando uma das partes desliga o telefone.

2.3.2 não orientada a conexão

Nesse tipo de comunicação não existe um caminho único entre a origem e


destino; vários caminhos podem ser utilizados para a entrega de uma informação.
Quando enviamos bits em uma rede, estes podem percorrer caminhos diferentes
até alcançarem seu destino. Um exemplo bastante conhecido é o uso da internet.

2.3.3 comunicação serial

Na comunicação serial, os bits são inseridos em sequência, ou seja, um a um,


por existir apenas um caminho entre a origem e o destino.

Transmissor-TX Receptor-RX
Denis Pacher (2012)

Figura 6 -  Comunicação serial

2.3.4 Comunicação paralela

Na comunicação paralela, os bits são inseridos por vários caminhos ao mesmo


tempo. Um exemplo bastante comum é uma comunicação entre uma impressora
e um computador através de um cabo serial.
Instalação de Redes Locais
18

Transmissor-TX Receptor-RX

Denis Pacher (2012)


Figura 7 -  Comunicação em paralelo

2.3.5 comunicação assíncrona

Nessa comunicação o transmissor e o receptor não sincronizam antes de cada


transmissão. Dessa forma, não existe um intervalo de tempo entre os bits envia-
dos. A comunicação assíncrona é utilizada em redes de baixa velocidade (comu-
nicação discada).

2.3.6 comunicação síncrona

Ao contrário da comunicação assíncrona, na comunicação síncrona o transmis-


sor e os receptores devem estar sincronizados para que exista uma comunicação, o
intervalo de tempo de envio dos bits é constante e sempre que não existam dados
a ser enviados, o transmissor enviará qualquer bit na rede para que haja um ritmo
na transmissão. Esse tipo de comunicação é utilizado em redes de alta velocidade.

2.4 modos de comunicação

A comunicação entre dois microprocessadores pode ocorrer de diferentes


modos, classificados conforme a quantidade de transmissores. Existem três mo-
dos de comunicação:
a) Simplex: caracterizado pela transmissão dos dados em apenas um sentido.
Exemplo: o envio de dados para a impressora ou a comunicação do mouse
com o computador.
Denis Pacher (2012)

Figura 8 -  Modo Simplex


2 rede de computadores
19

b) Half Duplex: caracterizado pela transmissão em ambos os sentidos (bidi-


recional), porém não simultâneos. Exemplo: o aparelho de fax, os aparelhos
Nextel e o rádio amador.

Ou

Denis Pacher (2012)


Figura 9 -  Modo Half Duplex

c) Full Duplex: caracterizado pela transmissão em ambos os sentidos (bidire-


cional) e simultaneamente. Exemplo: o telefone.

Denis Pacher (2012)

Figura 10 -  Modo Full Duplex

2.5 conceitos de rede

Vamos apresentar alguns dos conceitos que fazem parte do dia a dia dos profissio-
nais de tecnologia, ou das pessoas que trabalham com a tecnologia da informação.

2.5.1 sinais

Em redes de computadores, um sinal representa uma informação sendo trans-


portada através de meios físicos, como: fios de cobre, fibra óptica e ar. Para trans-
portar os dados utilizamos dois tipos de sinais:
Instalação de Redes Locais
20

6 amplitude a) Sinais analógicos – são sinais contínuos, porém sofrem variação na intensidade.

É uma medida escalar


que pode ser positiva ou Amplitude
negativa da oscilação de (Volts)
uma onda.

Denis Pacher (2012)


7 Multiplexar

É um dispositivo que Tempo


codifica as informações
Figura 11 -  Sinal analógico
de duas ou mais fontes
de dados num único
canal. São utilizados em b) Sinais digitais – sinais contínuos de 0 e 1, com sua intensidade ou amplitude2
situações onde o custo
de implementação de constante, porémsua largura de pulo pode sofrer alteração.
canais separados para
cada fonte de dados é
maior que o custo e a
inconveniência de utilizar as Amplitude
funções de multiplexação/ (Volts)
demultiplexação.

Denis Pacher (2012)


Tempo
Figura 12 -  Sinal digital

2.5.2 largura de banda

Esse termo é bastante utilizado pelos profissionais de redes de computadores.


Definimos largura de banda como sendo a carga máxima de informação que viaja
por uma conexão de rede em um determinado tempo.
Podemos fazer uma comparação bastante interessante com relação aos canos
de água: quanto mais grosso for o cano, mais vazão de água.
Veja o exemplo abaixo.
Vamos encher um balde com água, fazer um furo em seu fundo e colocar um
cano de 25 mm. Em outro balde com a mesma quantidade de água, colocamos
um cano de 50 mm, como mostra a figura seguinte.
2 rede de computadores
21

Balde Balde
com com
água água

Denis Pacher (2012)


Cano de Cano de
25mm 50mm
Figura 13 -  Largura de banda

Observando as duas figuras, qual terá mais vazão de água: o balde com o cano
de 25 mm ou o balde com o cano de 50 mm?
Em redes de computadores o funcionamento é bastante semelhante. Quando
falamos em aumentar a velocidade de nossa comunicação, não quer dizer que
aumentamos a potência de nossa comunicação e sim aumentamos a largura da
banda por onde passa a nossa comunicação.

2.5.3 multiplexação

O termo multiplexar3 quer dizer transmitir várias comunicações em um único


meio de comunicação ao mesmo tempo.
Denis Pacher (2012)

Figura 14 -  Multiplexação
Instalação de Redes Locais
22

CASOS E RELATOS

Padrão de velocidade
Uma determinada empresa de Santo Amaro da Imperatriz, cidade vizinha a
Florianópolis, realizou um upgrade na velocidade de sua internet, aumen-
tado a largura de banda de 1 Mbps para 5 Mbps. Passado algum tempo, os
funcionários começaram a reclamar que não havia causado nenhum efeito,
pois continuava a mesma lentidão; apenas dois usuários estavam satisfei-
tos. Foram chamados técnicos para verificação e foi consta tado que as duas
máquinas dos funcionários que estavam contentes, por serem equipamen-
tos novos, possuíam placas de rede com velocidade Gigabit e, já as demais
máquinas, por serem mais antigas, possuíam placas de rede de 10 Mbps
Ethernet, sendo que o switch a que os equipamentos estavam conectados
possuía todas as portas Gigabit e. Ou seja, as placas das máquinas antigas
não suportavam o aumento da banda. Foi realizada a troca das placas de
rede e a velocidade dos demais equipamentos melhorou.

2.6 topologias lógicas de redes

A topologia lógica de uma rede são os padrões utilizados para se conectarem


vários computadores a fim de se criar uma rede de computador. A topologia lógi-
ca se refere aos caminhos que as mensagens irão percorrer.
As topologias de rede mais utilizadas são Ethernet, Fast-Ethernet, Giga Ethernet,
Token-Ring e FDDI, sendo que as tecnologias Ethernet são as mais utilizadas.

FIQUE Ao comprar dispositivos como placas de redes, verifique o


padrão de velocidade da placa. Observe sempre se a placa
ALERTA de rede possui velocidades 10/100/1.000 Mbps.
2 rede de computadores
23

2.6.1 ethernet

Esse padrão de tecnologia, também conhecido como 10 Base-T, foi o primeiro


a ser desenvolvido, em 1972. Possuía em sua primeira versão uma largura de ban-
da de 1 Mbps, passando logo em seguida para o padrão de 10 Mbps.

2.6.2 fast-ethernet

Esse padrão de tecnologia, também conhecido como 100 Base-T, é uma evolu-
ção do padrão Ethernet e sua taxa de transmissão é de 100 Mbps.

VOCÊ Que o padrão Fast-Ethernet é o padrão mais utilizado


SABIA? nas redes de computadores?

2.6.3 giga ethernet

Esse padrão de tecnologia, também conhecido como 1000 Base-T, é uma evo-
lução do padrão Fast-Ethernet: sua taxa de transmissão é de 1.000 Mbps.

RECAPITULANDO

Neste capítulo vimos que modelos de computação são importantes para


que possamos compreender a forma como as informações são processadas
e distribuídas em uma rede. Vimos como as redes são distribuídas geogra-
ficamente, o que nos leva a compreender o verdadeiro tamanho das redes.
Vimos as formas e modos de comunicação de redes importantes para com-
preendermos como as informações são encaminhadas nas redes de com-
putadores e por ultimo você viu a importância das topologias lógicas rede
para conhecermos as taxas de transmissão das mensagens.
Tipos e Funções dos Ativos de Rede

Neste capítulo você será apresentado aos tipos de ativos, bem como a suas funcionalidades.
Também conhecerá os materiais utilizados para a fixação dos ativos de rede.
Ao fim do capítulo você terá subsídios para:
a) compreender os componentes de uma rede de computador;
b) conhecer os ativos de redes necessários para montagem de rede;
c) compreender o funcionamento dos ativos de rede;
d) conhecer os materiais de fixação dos ativos.
Pronto para prosseguir? Fique atento e bons estudos!
Instalação de Redes Locais
26

1 roteamento 3.1 dispositivos de comunicação


é uma atividade realizada Uma rede de computadores é um sistema formado por três componentes: cabea-
pelo roteador para escolher
o melhor caminho para mento, hardware e software.
entrega das informações.
a) Cabeamento
Como você deve se lembrar, nos estudos de Cabeamento Estruturado obser-
2 modelo osi
vamos toda a composição dos cabeamentos usados para redes. Você pode voltar
a olhar aquele conteúdo para relembrar os pontos importantes.
modelo que possui 7
camadas, onde cada b) Software
camada é responsável por
uma determinada função O principal software de rede é o sistema operacional de rede (NOS). Suas
finalidades principais são:
a) compartilhamento de dispositivos e softwares;
b) autenticar usuários;
c) serviços de rede.
c) Hardware
São todos os equipamentos ativos de rede, todos os equipamentos de rede
energizados. Os hardwares de rede estão divididos em dispositivos de terminais
e dispositivos de comunicação. Os dispositivos terminais podem ser: computado-
res; servidores de rede; impressoras; telefones IP.
Dispositivos de comunicação são todos os equipamentos utilizados para rea-
lizar a comunicação entre LANs, MANs e WANs e entre os dispositivos terminais.
Entre eles:

3.1.1 roteadores

a) São equipamentos responsáveis pela comunicação entre as redes LAN e WAN.


b) Determinam a escolha do melhor caminho para a entrega da informação.
c) Necessitam de conexão com operadoras de telecomunicações para esten-
der os limites das LANs.
d) Podem rotear cerca de 200.000 pacotes IP por segundo.
e) Possuem as tabelas de roteamento1, ou seja, sabem todos os caminhos da
rede.
3 TIPOS E FUNÇÕES DOS ATIVOS DE REDE
27

Dreamstime (2012)
Figura 15 -  Roteador

3.1.2 switch

a) Equipamento utilizado para conexão dos equipamentos nas redes LANs.


b) Diminui os domínios de colisões por serem equipamentos gerenciáveis.
c) Transfere os pacotes através da camada 2 do modelo OSI2.
d) Sua comunicação é através de endereço MAC e endereço IP.
Os switches possuem três classificações:
a) switch edge – este tipo atende ao usuário diretamente e dispositivos;
b) switch workgroup – este tipo atende a grupos de usuários e estão conecta-
dos a switches do tipo Edge;
c) switch back bone – este tipo interliga switches Edge a switches Workgroup,
também atendem a servidores.

Que MAC (Media Access Control) é um endereço único


VOCÊ que possui tamanho de 48 bits?Este endereço está es-
SABIA? pecificado na interface de rede de cada equipamento
(placa de rede).

Características dos switches:


a) aprendem o endereço MAC: os switches montam uma tabela com os en-
dereços MAC dos equipamentos conectados em suas portas chamada de
tabela ARP. Essa tabela possui uma relação porta/equipamento;
b) chaveamento: a forma como os quadros são encaminhados, e estão classi-
ficados em dois métodos;
a) Store-and-forward: os quadros apenas são encaminhados após uma che-
cagem à procura de erros;
b) Cut-through: os quadros são encaminhados sem verificação de erros.
Instalação de Redes Locais
28

3 cross-over c) Auto MDI/MDI-X: detecção automática de interligação, não necessita de ca-


bos cross-over3 para equipamentos da mesma família;
é um cabo também
conhecido como conexão d) Autonegociação: interliga dispositivos (computadores e outros ativos de rede),
cruzada.Com esse cabo
é possível conectar dois com as taxas de transferência diferentes, não necessitando uma configuração;
computadores através de
suas placas de rede e) Controla fluxo: diminui a perda dos quadros em congestionamento no switch.

Que os hubs com portas de 10 Mbps já foram muito


VOCÊ utilizados, porém, com o surgimento da Fast-Ethernet
SABIA? de 100 Mbps, esses equipamentos caíram em desuso,
tornando obsoleto.

Os switches podem ser interligados em três formas.


a) Cascateamento: interliga qualquer tipo de switch, independente de marca
ou modelo, utiliza qualquer porta.
b) Trunking: interliga switches compatíveis, somando as portas.
c) Empilhamento: interliga switches da mesma família fabricante.

Dreamstim (2012)

Figura 16 -  Switch

SAIBA Quer conhecer mais sobre os switches, acesse o site <www.


projetoderedes.com.br/artigos/artigo_switches_em_redes_
MAIS locais.php>.

3.1.3 hub

Os hubs também são equipamentos para conexão de dispositivos (computa-


dores e outros ativos de rede) e trabalham em forma de barramento. Quando
uma informação é entregue ao hub, ele não sabe a qual equipamento entregar,
então ele envia para todos os equipamentos em seu barramento, ou seja, para
todas as suas portas, causando um atraso na entrega da informação.
3 TIPOS E FUNÇÕES DOS ATIVOS DE REDE
29

Os hubs podem ser interligados cascateados ou em empilhamento. O empi-


lhamento ocorre com cabos fornecidos pelo fabricante.

Dreamstim (2012)
Figura 17 -  Hub

CASOS E RELATOS

Ativos adequados
O caso aconteceu em uma agência bancária de Florianópolis. O gerente da
agência solicitou novas máquinas para substituição do parque computacio-
nal da agência, que já estava obsoleto. Foi realizada a troca de todos os com-
putadores, com isto o gerente achava que sua comunicação iria melhorar.
Passado algum tempo, foi verificado que a comunicação não havia melhora-
do e o pessoal da TI foi acionado para verificação. Feito o levantamento, foi
constatado que não havia problemas com os computadores, passaram então
para o cabeamento e também estava tudo certo. Ao verificar os dispositivos
de conexão, para surpresa não havia nenhum switch no rack, apenas hubs já
antigos. Foi solicitada a troca dos hubs por switches e a comunicação come-
çou a fluir melhor. Assim, é sempre importante não ter apenas as máquinas
atualizadas, mas também os ativos adequados para a rede.

3.2 materiais de fixação dos ativos

Os materiais a serem utilizados para fixação dos ativos de redes são dos mais
variados e dependem muito do tamanho da rede a ser implementada.

Quando estiver montando um rack, fixando uma bandeja


FIQUE ou dispositivos de rede, utilize os quatro parafusos para
ALERTA fixar os equipamentos, evitando que os dispositivos pos-
sam vir a cair.
Instalação de Redes Locais
30

Vamos apresentar os materiais para uma rede de tamanho médio, cerca de 50


computadores.
Materiais:
a) Rack ou armário: são equipamentos para acomodação de ativos e acessórios
de rede; os racks são dos mais variados tamanhos, e são medidos em “U“, o
rack que vamos utilizar possui 19U.
a) 1U – equivale a 4,5 cm;
b) Todos os equipamentos e acessórios, roteador, switch, hub, frente falsa e
outros possuem 1U.
b) Kit porca, gaiola e parafuso: são parafusos para prender os ativos e acessó-
rios de rede no rack.
c) Bandeja estendida: é utilizada para sustentar ativos e acessórios de rede pe-
quenos.
d) Frente falsa: é utilizada para tapar espaços vazios no rack.
e) Calhas de tomadas: são utilizadas para conexão elétrica dos ativos e acessó-
rios de rede.
f) Guias de cabos fechados: são utilizados para organizar os cabos de manobra.

RECAPITULANDO

Neste capítulo você foi apresentado aos ativos de rede.Conheceu a impor-


tância de cada dispositivo e aprendeu que sem os roteadores não seria pos-
sível a conexão entre equipamentos a longa distância, que os switches são
mais rápidos que os hubs por possuírem portas de 100 Mbps. Conheceu
também os materiais necessários para a fixação de ativos de rede e viu a
importância de um parafuso de fixação.
3 TIPOS E FUNÇÕES DOS ATIVOS DE REDE
31

Anotações:
Conexões Físicas de Rede

Neste capítulo você irá conhecer os tipos de topologias, bem como a suas funcionalidades e
conexões. Aprenderá também os conceitos de cascateamento e vai aprender como montar um
rack. Vamos começar conhecendo os objetivos de aprendizagem:
a) conhecer as topologias físicas de rede;
b) compreender as conexões com hub;
c) compreender as conexões com switch;
d) compreender as conexões com modem;
e) compreender o que é um cascateamento;
f) aprender a montar um rack.
As conexões físicas de rede são as formas como os ativos de rede são ligados. Neste capítulo
você será apresentado às conexões físicas mais utilizadas.
Instalação de Redes Locais
34

4.1 topologias físicas de rede

A topologia física de uma rede mostra a forma como os cabos são distribuídos
para a troca de informação. Existem várias topologias físicas para o desenho das
redes de computadores. Veja algumas delas:

4.1.1 barramento

Neste tipo de topologia os computadores são ligados em linhas em forma de


barramento, sendo conectados por cabos coaxiais. Nessa topologia, quando um
computador estiver enviando uma informação, toda a rede estará ocupada e ape-
nas uma máquina pode escrever na rede, sendo que as outras apenas escutam.
A forma de envio da informação é através de broadcast, ou seja, a informação é
enviada para todas as máquinas no barramento, mas apenas uma máquina ira re-
ceber a informação. Se um equipamento falhar, toda a rede será comprometida.

Denis Pacher (2012)


Figura 18 -  Topologia em barramento

VOCÊ Que a topologia em barramento não é mais utilizada


para conexão entre computadores, porém é bastante uti-
SABIA? lizada para a conexão de televisão a cabo. Ex. NET, SKY.

4.1.2 anel

Nessa topologia os computadores são ligados em série, formando um tipo de


anel de ligação ponto a ponto. As informações são passadas de computador em
computador até alcançarem seu destino final. Cada equipamento possui um am-
plificador de sinal, chamado de repetidor, a fim de melhorar a qualidade do sinal
transmitido, diminuindo assim a atenuação e distorção do mesmo.
4 CONEXÕES FÍSICAS DE REDE
35

Denis Pacher (2012)


Figura 19 -  Topologia em anel

4.1.3 estrela

Esse tipo de topologia é o mais utilizado ultimamente. Nele existe um ponto


central ligando todos os outros equipamentos. A topologia apresenta uma con-
fiabilidade maior, pois se um equipamento falhar, não irá causar parada na rede.
Porém, se o equipamento central falhar, toda a rede será comprometida. Uma
desvantagem é a grande quantidade de cabos utilizados para montar a topologia.
Denis Pacher (2012)

Figura 20 -  Topologia estrela

4.2 conexão com hubs

A utilização desse tipo de conexão não é mais aconselhável, pois os hubs ge-
ram atraso na rede e suas portas são de 10 Mbps, ou seja, de menor capacidade
de banda que os equipamentos atuais. Estamos mostrando, pois existem ainda
algumas redes no mercado que continuam utilizando hubs.
Instalação de Redes Locais
36

Denis Pacher (2012)


Figura 21 -  Conexão com hub

4.3 conexão com switch

Esse tipo de conexão é o mais utilizado, os switches são gerenciáveis e pos-


suem controle de erro. A forma de conexão entre máquina e switch é a mesma da
conexão com hubs.

4.4 conexão com hub e switch

Esse tipo de conexão ainda existe no mercado. Neste modelo, conectamos o


switch e logo após o hub, diminuindo assim o gargalo de rede, não por completo.
Sempre que for realizar uma conexão que possua hub e switch e que tenha
um ou mais servidores e impressoras, é importante que os equipamentos fiquem
conectados no switch, como mostra a figura a seguir.

Servidor

Switch

Hub Hub
Denis Pacher (2012)

Figura 22 -  Conexão com hub e switch


4 CONEXÕES FÍSICAS DE REDE
37

4.5 conexão com modem, roteadores e switches

Esse tipo de conexão é o mais utilizado em empresas. Conecta-se o roteador


ao modem da operadora através de sua conexão serial, e a saída LAN do roteador
é conectada à porta do switch. Pode-se utilizar qualquer porta do switch; mas são
mais utilizadas as portas 1 e 24.

Devemos ficar atentos para a velocidade das portas. Se a


FIQUE porta LAN do roteador for 1 Gbps, devemos conectá-la a
ALERTA uma porta Gigabit do switch. A maioria dos switches pos-
sui duas portas Gigabit.

O cabo de conexão entre o modem e o roteador é fornecido pela operadora na


qual foi contratado o circuito de dados. É chamado de cabo V24.

Conexão serial
Cabo V24
MODEM .......... fornecido pela
operadora

Conexão serial
Cabo de conexão
WAN
roteador/modem
Conexão Ethernet
LAN

ROTEADOR

Portas
100
Mbps Cabo de manobra
SWITCH CAT6 Gigabite
Denis Pacher (2012)

Portas Gigabite

Figura 23 -  Conexão modem, roteador e switch

4.6 cascateamento de switch

4.6.1 entre portas gigabite

Nesse tipo de conexão devemos observar se os switches possuem a função


Auto MDI/MDI-X, que não necessita de cabo cross-over. Se os switches não possu-
írem essa função, devemos utilizar esse cabo para realizar a conexão.
Instalação de Redes Locais
38

Switches

Cabos de Manobra
CAT6 Gigabite

Denis Pacher (2012)


Figura 24 -  Cascateamento de switch

CASOS E RELATOS

Cascateamento
O fato se deu em um órgão do governo estadual de Santa Catarina, que pos-
suía uma quantidade de computadores relativamente grande, cerca de 100.
Alguns setores começaram a reclamar de lentidão, então foram acionados os
técnicos de TI do governo. Realizados os testes, trocados alguns cabos e não
conseguiram resolver o problema. Passado mais algum tempo e a situação
estava cada vez pior, foi acionada uma empresa especializada em cabeamen-
to para verificação. A empresa realizou testes no cabeamento e constatou
que estava tudo certo, não havia problemas. Mas o problema persistia.
Depois de algum tempo, em uma conversa com um funcionário do gover-
no que era meu aluno, ele me relatou o que estava acontecendo, deu todos
os detalhes e o que já haviam feito. Então comentei para ele pedir para o
setor de TI verificar como estava sendo realizado o cascateamento entre
os switches ou hubs, e verificar se possuía mais que três equipamentos cas-
cateados. Após uma semana o aluno me informou que eu estava correto,
havia11 hubs cascateados. Assim foi alterada a forma de cascateamento e
a rede ficou ótima.

4.6.2 entre portas 100 Mbps

Para realizar conexão entre switches através de suas portas de 100 Mbps deve-
mos observar se os switches possuem a função Auto MDI/MDI-X, que não necessi-
4 CONEXÕES FÍSICAS DE REDE
39

ta de cabo cross-over. Se os switches não possuírem esta função devemos utilizar


cabo cross-over para realizar este tipo de conexão.
Este tipo de conexão deve ter no máximo três switches e por padrão usamos
sempre as últimas portas para conexão.
Ex. porta 23 do primeiro switch conecta na porta 24 do segundo switch, porta 23
do segundo switch conecta na porta 24 do terceiro switch, como mostra a figura.

Switches

Cabos de Manobra
CAT 5e ou CAT6

Denis Pacher (2012)

Figura 25 -  Conexão entre switches com portas de 100 Mbps

No caso de uma conexão com portas de 100 Mbps com mais de três switches,
seguimos as seguintes orientações: Porta 1 do switch principal conectada na por-
ta 24 do switch A, Porta 2 do switch principal conectada na porta 24 do switch B,
Porta 3 do switch principal conectada na porta 24 do switch C, Porta 4 do switch
principal conectada na porta 24 do switch D, como mostra a figura.

Switches
Principal

Switches
A

Cabos de Manobra
CAT 5e ou CAT6
B

C
Denis Pacher (2012)

Figura 26 -  Conexão entre mais de 3 switches com portas de 100 Mbps


Instalação de Redes Locais
40

SAIBA Quer saber mais sobre as topologias de rede? Acesse: <www.


micropic.com.br/paginadecliente/noronha/Informatica/RE-
MAIS DES/Redes.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2012.

4.7 montando rack 19U

No exemplo iremos montar os ativos de rede em um rack 19U. Será utilizado


um modem, roteador e 2 switches. Observe a figura:

Rack 19 U

Bandeja
Modem
Guia de cabos fechado
Roteador
Guia de cabos fechado

Guia de cabos fechado Switch

Guia de cabos fechado

Guia de cabos fechado


Patch Panel
Guia de cabos fechado

Denis Pacher (2012)

Calha de
Tomadas

Figura 27 -  Rack 19 U

RECAPITULANDO

Neste capítulo você foi apresentado às topologias físicas de rede, e apren-


deu como os computadores podem conectados fisicamente e aprendeu
que a topologia em estrela é a mais utilizada, aprendeu as diferentes for-
mas de conexão dos ativos de rede e aprendeu a maneira Correta de fixa-
ção dos ativos de rede.
4 CONEXÕES FÍSICAS DE REDE
41

Anotações:
Configuração de Endereçamento IP no
Equipamento de Acesso à Rede

Neste capítulo vamos aprender a configurar um endereço de rede nos equipamentos de


acesso a rede. Mas antes de iniciarmos a configuração da rede você precisa compreender os
endereços IPs e suas classes.
Neste capítulo você terá subsídios para:
a) conhecer as classes dos endereços IPs;
b) conhecer a máscara de rede;
c) aprender a configurar um endereço IP no Windows;
d) aprender a configurar um endereço IP no Linux;
e) compreender o que é um gateway.
Para iniciar o capítulo, veja o que é um endereçamento IP. Vamos lá?
Instalação de Redes Locais
44

5.1 endereçamento IP

Toda configuração de rede em qualquer máquina ou dispositivo de rede deve


possuir os seguintes endereços:
a) IP;
b) máscara de rede;
c) gateway.
O endereço IP é um endereço único que cada equipamento (dispositivo de
rede) possui em uma rede. Ele possui um tamanho de 32 bits divididos em 4 octe-
tos de 8 bits separados por um ponto (.), como mostra o exemplo:
Binário:11000000.10101000.00101000.01111111
Decimal: 192. 168. 40. 127

Nº 04
Nº 03
Rua Senai Nº 02
Nº 01

Denis Pacher (2012)


192.168.40.5
192.168.40.4

192.168.40.2 192.168.40.3

Figura 28 -  Analogia número das casas/endereço IP

Como já falamos, o endereço está dividido em 4 octetos e cada octeto pode


variar de zero (0) até 255. Vamos entender.
Cada posição binária possui um valor, como mostrado abaixo:

Tabela 1 - Tabela Binária

1 1 1 1 1 1 1 1 Posições Binárias
128 64 32 16 8 4 2 1 = 255

Para entendermos como funciona o cálculo dos binários para decimal, basta
apenas realizar a soma das posições que possuem 1 (um).
Ex:
11000000
128 + 64 = 192
5 CONFIGURAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IP NO EQUIPAMENTO DE ACESSO À REDE
45

5.1.1 classes dos endereços

Os endereços IPs estão divididos em quatro classes distintas, que servem para
identificar quantos bits estão sendo utilizados para rede e quantos estão sendo
utilizados para a máquina. As classes estão divididas da seguinte forma: classe
A,classe B, classe C, classe D e classe E. Vamos estudar apenas as classes A, B e C,
que são as mais utilizadas.

Classe A

Também conhecidas como redes /8, as redes desta classe possuem grande
quantidade de máquinas.
a) Os 8 bits primeiros representam a rede.
b) Os 24 bits restantes representam as máquinas.
c) Cada rede possui 16.777,224 (224-2) milhões de máquinas por rede.
d) O intervalo de rede 1.0.0.0 a 126.255.255.255.

Tabela 2 - Intervalo de rede classe A

Rede ID Máquinas ID
1 . 0 . 0 . 0

Classe B

Também conhecidas como redes /16, as redes desta classe possuem uma
quantidade de máquinas relativamente pequena.
a) Os 16 bits primeiros representam a rede.
b) Os 16 bits restantes representam as máquinas.
c) Cada rede possui 65.536 (216-2) mil máquinas por rede.
d) O intervalo de rede 128.0.0.0 a 191.255.0.0.

Tabela 3 - Intervalo de rede classe B

Rede ID Máquinas ID
128 . 0 . 0 . 0
Instalação de Redes Locais
46

Classe C

Também conhecidas como redes /24, as redes desta classe possuem uma pe-
quena quantidade de maquinas.
a) Os 24 bits primeiros representam a rede.
b) Os 8 bits restantes representam as máquinas.
c) Cada rede possui 256 (28-2) máquinas por rede.
d) O intervalo de rede 192.0.0.0 a 223.255.255.0.

Tabela 4 - Intervalo de rede classe C

Rede ID Máquinas ID
192 . 0 . 0 . 0

FIQUE Para descobrir qual a classe da rede do endereço IP, ob-


serve apenas o primeiro octeto do numero IP e analise o
ALERTA intervalo de rede de cada classe.

5.2 máscara de rede

Cada classe de rede possui uma máscara de padrão. As máscaras possuem uma
função importante nos endereços IP, que é definir a qual rede o endereço pertence.
Classe A
255.0.0.0
Classe B
255.255.0.0
Classe C
255.255.255.0

VOCÊ Que a versão atual do endereçamento IP é chamada de


endereçamento IPV4 e que a nova versão do endereça-
SABIA? mento IP é o IPV6, que terá mais endereços disponíveis?
5 CONFIGURAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IP NO EQUIPAMENTO DE ACESSO À REDE
47

5.3 gateway

O endereço gateway da rede é muito importante, pois é ele que define o pon-
to de entrada e saída da rede. Sempre que um equipamento (computador) não
conhece o caminho para onde enviar a mensagem, esta será enviada para o ga-
teway, que informará o caminho correto para a entrega da mensagem.
O gateway pode ser um computador ou um roteador, na maioria das vezes é o
roteador que faz as vezes de gateway.

5.4 configurando o endereço IP no windows 7

A configuração do endereço de rede do computador em um ambiente com siste-


ma operacional Windows 7 é bastante simples. Vamos acompanhar os passos abaixo:

Passo 1:

Verificar se a placa de rede está instalada e configurada em seu equipamento


corretamente.
Clicar em:
Iniciar > Painel de controle > Sistemas > Gerenciador de dispositivos > Duplo
clique em adaptadores de rede.
Após executar essa ação, na tela do computador deverá aparecer da forma
como mostra a figura. O modelo da placa de rede pode ser diferente, pois nem
todos os equipamentos possuem o mesmo modelo.
Microsoft

Figura 29 -  Verificação de placa de rede

Se ao clicar no adaptador de rede não estiver nenhum


FIQUE adaptador configurado, deverá ser efetuada a instalação
de uma placa de rede. Havendo um adaptador e com um
ALERTA ponto de interrogação em amarelo, deverá ser verificado
se o drive da placa está instalado.
Instalação de Redes Locais
48

Passo 2:

Após a verificação do adaptador de rede, vamos à configuração do endereço IP.


Clicar em:
Iniciar > Painel de controle > Sistemas > Gerenciador de dispositivos > Central
de rede e compartilhamento > Alterar as configurações do adaptador.
Irá surgir uma tela com os adaptadores, como mostra a tela abaixo.

Microsoft
Figura 30 -  Tela com adaptadores

Passo 3:

Clique com o botão direito do mouse no adaptador de rede que você irá con-
figurar. Nesse caso, iremos configurar a placa de rede com fio ou conexão local.
Microsoft

Figura 31 -  Propriedades da placa de rede

Passo 4:

Na tela propriedades de conexão local, selecione TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4) e


clique em Propriedades, como mostra a tela abaixo.
5 CONFIGURAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IP NO EQUIPAMENTO DE ACESSO À REDE
49

Microsoft
Figura 32 -  Propriedades de conexão local

Passo 5:

Na tela propriedades de protocolo TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4), clique em Usar


o seguinte endereço IP e insira o endereço de rede como mostra a tela abaixo.
Tenha em mãos o endereço que irá configurar.
No exemplo abaixo iremos utilizar um endereço IP de classe C.
IP: 192.168.10.2
Máscara de rede: 255.255.255.0
Gateway: 192.168.10.1
Microsoft

Figura 33 -  Propriedades de protocolo TCP/IP Versão 4 (TCP/IPv4)


Instalação de Redes Locais
50

Após a configuração do endereço IP clique em OK e pronto! Está configurado


o IP de forma manual no Windows 7.

5.5 configurando endereço IP no linux

No Linux a maneira de configurar o endereço IP é um pouco diferente do Win-


dows, por ser em modo texto, mas é bastante simples. Acompanhe.

SAIBA Lendo o livro de Marco Aurélio Filippetti, CCNA 4.1, você terá
MAIS mais informações dobre os endereços IPs.

Passo 1:

Estando logado no Linux, vamos trocar para o usuário root (usuário com pode-
res administrativos). Acompanhe as telas.
Digite “su” e pressione enter e digite a senha do usuário root e pressione enter.
Linux

Figura 34 -  Usuário root


Linux

Figura 35 -  Tela usuário máster

Sempre que for configurar um endereço IP em um dispo-


FIQUE sitivo de rede, seja ele qual for, nunca se esqueça de infor-
ALERTA mar as três informações mais importantes de uma configu-
ração de endereço de rede: IP, máscara e gateway.
5 CONFIGURAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IP NO EQUIPAMENTO DE ACESSO À REDE
51

Passo 2:

Depois de feita a troca do usuário comum para usuário master, vamos confi-
gurar o endereço de rede.
No Linux, para se configurar o endereço IP de forma manual, devemos con-
figurar o arquivo interfaces que está localizado em /etc/network.Para editarmos
vamos usar o editor de arquivos “nano”. Vamos à configuração.
Digite o comando abaixo para editar o arquivo interfaces.
#nano /etc/network/interfaces
Após o comando o arquivo interfaces será mostrado na tela. O arquivo interfa-
ces vem configurado de forma automática (dhcp).
Com o arquivo aberto localize a linha:
Iface eth0 inetdhcp
Altere o dhcp por static e acrescente o número IP, máscara e gateway, ficando
desta forma:
Iface eth0 inet static
Address 192.168.0.10
Netmask 255.255.255.0
Gateway 192.168.0.1
Linux

Figura 36 -  Arquivo interfaces


Instalação de Redes Locais
52

CASOS E RELATOS

Portão errado
O caso aconteceu na Infraero de Florianópolis. A empresa recebeu compu-
tadores novos para substituição do parque de tecnologia. Realizada a troca,
todos os equipamentos estavam funcionando corretamente. Um determi-
nado dia, o setor de TI começou a receber ligações dizendo que os compu-
tadores não estavam acessando a rede. O técnico foi até o local e constatou
o problema de acesso.
Realizaram testes nos cabos, nos switches, nas placas de redes e nenhum
problema foi encontrado. Até que alguém teve a ideia de verificar se a má-
quina estava pegando IP, abrindo o prompt do MS-DOS e executando o
comando ip config. A resposta foi:
IP = 10.112.13.40
Máscara = 255.255.254.0
Gateway= 10.112.13.1
Perceberam então que quem havia trocado os computadores configurou a
máscara de rede das máquinas do setor e por engano colocou 255.255.254.0
em vez do padrão 255.255.255.0, tirando assim as máquinas da rede das
demais da Infraero. Foi realizada a troca da máscara e todos voltaram a se
comunicar na rede.

Passo 3:

Para salvar as alterações realizadas no arquivo interfaces pressione a tecla


“ctrl” + “o”e pressione enter. Depois pressione “ctrl” + “x” para sair do arquivo.
5 CONFIGURAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IP NO EQUIPAMENTO DE ACESSO À REDE
53

Microsoft
Figura 37 -  Salvando o arquivo interfaces

Passo 4:

Depois de realizada a configuração do arquivo interfaces, devemos reiniciar o


Linux ou resetar o serviço de rede com o comando abaixo. Digite o comando e
pressione a tecla enter.
#restart /etc/init.d/networking
Desta forma está realizada a configuração do endereço no sistema operacio-
nal Linux.

RECAPITULANDO

Neste capítulo você foi apresentado às classes de endereçamento IP, co-


nhecendo as três classes de endereços, A, B e D. Aprendeu que cada classe
possui uma determinada quantidade de computadores, viu como configu-
rar um endereço de rede em sistema operacional Windows e Linux e como
é importante a perfeita configuração.
Protocolos de Rede e Suas
Funcionalidades

Neste capítulo você será apresentado a alguns protocolos de rede bastante utilizados, que
possuem um papel importante nas redes de computadores.
Neste capítulo você terá subsídios para:
a) conhecer os protocolos de rede;
b) compreender a funcionalidade dos protocolos de rede.
Vamos começar conhecendo os protocolos?
Instalação de Redes Locais
56

6.1 ICMP

O Internet Control Message Protocol é um protocolo que faz parte do protocolo


IP (internet protocol). Sua finalidade é fornecer erros a sua fonte de origem e ape-
nas reportar erros no nível do endereço IP de origem.

6.2 IP

O Internet Protocol é um protocolo que é responsável por elaborar e transpor-


tar os pacotes de dados através da rede.

6.3 TCP

O Transfer Control Protocol é um protocolo para envio de pacotes da camada de


transporte do modelo OSI. O TCP é um protocolo confiável, pois possui garantia de
entrega nos pacotes enviados.

Quer saber mais sobre a camada de transporte e as outras


SAIBA camada do modelo OSI, que são sete, leia o livro de Marco
MAIS Aurélio Filippetti, CCNA 4.1,que terá um conhecimento pro-
fundo das sete camadas do modelo OSI.

6.4 UDP

O User Datagram Protocol é um protocolo para envio de pacotes da camada de


transporte do modelo OSI. O UDP é um protocolo não confiável, pois não possui
garantia de entrega nos pacotes enviados.

VOCÊ Que o YouTube disponibiliza suas imagens através de


SABIA? protocolos UDP, sem nenhum tipo de garantia?
6 PROTOCOLOS DE REDE E SUAS FUNCIONALIDADES
57

6.5 DNS

O Domain Name System é um protocolo responsável pela resolução dos nomes


das máquinas, ou seja, resolve o endereço IP em nome de máquina. Desta forma
é permitido acessar computadores e dispositivos de rede sem a necessidade de
conhecimento do endereço IP do equipamento.

Funcionamento do DNS

O funcionamento do DNS é bastante simples. Quando você digita um endere-


ço em um navegador (ex. www.sc.senai.br), no momento em que é pressionado o
botão enter, o seu computador irá fazer uma consulta em um servidor DNS mais
próximo para resolver o endereço IP do endereço digitado no navegador.
Se o servidor não souber resolver o endereço, este servidor irá realizar a con-
sulta em outro servidor DNS.

6.6 DHCP

É através do Dynamic Host Configuration Protocol (protocolo de configuração


dinâmica de endereço de rede) que equipamentos em rede recebem suas confi-
gurações de rede como IP, máscara e gateway de forma automática.

Funcionamento do DHCP

A máquina que irá solicitar o IP envia o pacote em broadcast para o endereço


255.255.255.255, que é enviado para todas as máquinas da rede e que será rece-
bido pelo servidor ou equipamento responsável por fornecedor IP. Este recebe o
pacote e devolve um pacote destinado ao endereço 0.0.0.0 que é enviado para
toda a rede e que será lido apenas pela máquina que solicitou o IP. Isto acontece
porque o pacote que contém o endereço IP, máscara e gateway é enviado para o
endereço MAC do equipamento.

6.7 FTP

O File Transfer Protocol é um protocolo para transferência de arquivos na inter-


net, é o protocolo padrão para transferência na pilha de protocolos TCP/IP.
Instalação de Redes Locais
58

Funcionamento do FTP

A transferência do arquivo acontece através de uma solicitação de um com-


putador (cliente) para um computador (servidor). É necessário que exista um
usuário e senha previamente cadastrados no servidor FTP, para que seja libera-
do o acesso ao servidor.
Para que uma máquina seja considerada um servidor FTP é necessária a instalação
de um software específico (ex. Filezilla, Cesar, TFTP Server 9.1, Cerberus FTP Server).

6.8 TFTP

O Trivial File Transfer Protocol é um protocolo semelhante ao FTP utilizado para


transferência de arquivo. Esse protocolo, por trabalhar com o protocolo UDP, não
necessita de usuário e senha, é considerado mais simples que o protocolo FTP.

Sempre que fora configurar um servidor de arquivos FTP,


FIQUE nunca esqueça de criar um usuário master, com permis-
ALERTA sões de alterações e um usuário comum, com permissão
apenas para baixar arquivos.

6.9 SSH

O Secure Shell é um serviço que cria um canal seguro de comunicação entre um


usuário remoto e o servidor de rede ou entre máquinas. Nesse canal todo tráfego
é criptografado e, caso alguém queira capturar os pacotes para possíveis tentati-
vas de quebra, não irá ter sucesso.
Esse serviço é quase um padrão nas distribuições GNU/Linux porque o SSH
proporciona segurança ao sistema e isso sempre agrega mais estabilidade, prin-
cipalmente em servidores de rede que necessitam trabalhar com missão crítica.
Pode ser utilizado também para conexão entre máquinas Windows e Linux.
6 PROTOCOLOS DE REDE E SUAS FUNCIONALIDADES
59

CASOS E RELATOS

FTP gratuito
Uma escola de São José necessitava de um servidor para disponibilizar ar-
quivos para seus alunos, algo que fosse confiável e seguro. Solicitou orça-
mento de algumas empresas e os valores foram altos, fazendo o diretor
desistir de ter um servidor de arquivos para a escola. Em conversa com esse
diretor, passei algumas ideias para que ele criasse um servidor de FTP. In-
diquei que ele utilizasse o Filezilla, pois é um programa para FTP gratuito, e
passei também indicações de como configurar o programa.
Passado algum tempo, fui até a escola para conversar com o diretor so-
bre outro assunto. Em meio à conversa, ele me relatou que havia baixado
o Filezilla e configurado um usuário para os alunos, e que todos estavam
adorando o funcionamento do programa. Essa foi uma solução gratuita e
de muita utilidade, sendo que um diretor sem conhecimento nenhum de
informática montou um servidor FTP para mais de 700 alunos. Isso mostra
como não é difícil aprender a configurar uma rede ou um servidor.

Funcionamento do SSH

Vamos detalhar o funcionamento do SSH no Windows e Linux.


Windows – para realizar uma conexão entre uma máquina Windows e uma
Linux com o SSHé necessário o programa Putty. É um programa que não é ne-
cessário instalar, basta baixar o aplicativo através do site <www.superdownloads.
com.br/>para sua máquina executá-lo e informar o endereço da máquina Linux
que deseja acessar, como mostrado abaixo.
Em host name (or IP address) insira o nome ou endereço.
Em Port deixe 22 mesmo (que é a porta padrão do SSH).
Instalação de Redes Locais
60

Microsoft
Figura 38 -  Putty

Linux – no Linux a conexão também é bastante simples, apesar de ser através


de comandos.
Primeiro vamos instalar o SSH no Linux. Digite o comando:
#apt-get install openssh-server
Após a execução deste comando o serviço SSH está instalado.
Para acessar uma máquina Linux através de outra máquina Linux basta apenas
executar o comando abaixo:
#ssh suporte@192.168.10.40
Legenda:
SSH – comando.
suporte – usuário cadastrado na máquina remota.
@192.168.10.40 – endereço da máquina remota.

6.10 TELNET

Esse é um protocolo cliente-servidor também utilizado para comunicação


remota entre máquinas. É um protocolo sem segurança, pois os dados não são
criptografados.

Funcionamento do TELNET
6 PROTOCOLOS DE REDE E SUAS FUNCIONALIDADES
61

O acesso remoto entre máquinas utilizando o TELNET é bastante simples. Ele


é um protocolo nativo nos sistemas operacionais, por isso não necessitamos ins-
talar, a sua execução deve ser realizada através de comandos e através do prompt
do MS-DOS do Windows. Veja:

Microsoft
Figura 39 -  Tela MS-DOS

C:\telnet 192.168.10.40
Microsoft

Figura 40 -  Telnet

RECAPITULANDO

Neste capítulo você foi apresentado a alguns protocolos de redes, onde


descobriu que algumas mensagens possuem garantia de entrega e outras
não, através de dois protocolos. Viu também como acessar uma máquina
Linux através de uma máquina Windows com o aplicativo Putty e que o SSH
é um protocolo de comunicação entre máquinas Linux e que seus dados
são criptografados, fazendo dele a melhor forma de comunicação entre
máquinas Linux e máquinas Windows/Linux.
Testes de Rede

Este capítulo irá apresentar a você que tão importante quanto saber configurar a rede corre-
tamente é realizar testes para verificar como está a nossa conexão: se está congestionada, com
falhas, se possui invasor etc. Os testes de rede são responsáveis pela qualidade da rede e pela
segurança dos dados. Vários são os softwares responsáveis por esses testes. Você terá oportuni-
dade conhecer alguns durante os estudos deste capítulo.
Neste capítulo você terá subsídios para:
a) conhecer alguns comandos utilizados para monitoração de rede;
b) compreender a funcionalidade destes comandos;
c) conhecer alguns softwares para monitoração de rede.
Vamos começar por um comando para testar a conexão entre máquinas. Pronto para pros-
seguir?
Instalação de Redes Locais
64

7.1 Ping

É um protocolo ICMP utilizado para realização de testes de conexão entre má-


quinas e dispositivos de rede.

Quer conhecer outros acessórios do ping? Em seu próprio


SAIBA computador acesse o prompt do MS-DOS.Digite:Ping/?. Com
MAIS esse comando serão apresentados vários acessórios do co-
mando ping.

Funcionamento do ping

Para utilizarmos o ping devemos apenas abrir o prompt do MS-DOS e digitar


ping 192.168.10.40.
Executando o ping, com o prompt do MS-DOS aberto:

Microsoft

Figura 41 -  Ping

Vamos apresentar alguns usos do ping:


O ping possui alguns acessórios que complementam o comando, que informam
ao usuário informações mais detalhadas. Vamos detalhar alguns desses acessórios.
a) “–a”: este acessório irá resolver um endereço de IP para um nome de má-
quina;
Ex. ping –a 192.168.10.40
b) “–n count”: este acessório determina a quantidade de ecos que o comando
ping irá enviar a um determinado equipamento. O ping padrão executa 4 ecos;
c) ECO: é o tempo que um byte leva para ir e voltar de um computador a outro
através do comando ping;
Ex. ping –n 6 192.168.1.40
(neste exemplo será executado 6 ecos no endereço IP).
d) “–t”: este acessório é bastante utilizado; quando colocamos o “–t” o coman-
do fica em execução até que o usuário resolva para a execução do comando,
pressionando a tecla ctrl + c.
Ex. ping –t 192.168.10.40
7 TESTES DE REDE
65

Microsoft
Figura 42 -  Ajuda do ping

CASOS E RELATOS

Prata da casa
Uma empresa estava com um problema em sua rede: em alguns momentos
no período noturno a rede parava de funcionar, causando falhas nos envios
de backup para a sua matriz. Foi acionada uma empresa para verificação e
esta pediu uma quantia relativamente alta para implementar um programa
na rede para verificar em qual horário correto a rede parava de funcionar.
Como o valor foi alto, a empresa desistiu.
A empresa possuía um funcionário que era aluno de Ciência da Compu-
tação da UFSC, e o funcionário programou um script que executa um ping
para o destino na qual o backup seria enviado. Assim, se por acaso o ping
falha durante a noite, seria gerado um log informando a hora de falha. Uma
solução barata, que levou 10 minutos para ser realizada e não houve ne-
nhum custo para a empresa, evitando assim uma despesa desnecessária.
Principalmente porque, após os resultados, foi constado que o problema
era causado quando o vigia desligava os disjuntores, sempre às 22h30, vol-
tando a ligar no dia seguinte.

7.2 tracert

O tracert é um comando responsável por informar os caminhos de todos os


roteadores por onde um pacote de dados passa até chegar ao destino.
Instalação de Redes Locais
66

Funcionamento do tracert:

Para utilizar o tracert devemos abrir o prompt do MS-DOS e executar o coman-


do tracert mais o destino.
Ex. c:\>tracert www.sc.senai.br

Microsoft
Figura 43 -  Tracert

FIQUE Ao executar o comando tracert e aparecer alguns aste-


riscos no lugar “ms”, isso indica que existe algum erro na
ALERTA localidade.

7.3 sniffer para rede

Também conhecidos como “farejadores”, são programas utilizados para cap-


turar o tráfego da rede para análise. Com este programa os administradores de
redes conseguem verificar que tipo de informação está circulando em sua rede,
quais os sites que estão sendo acessados.

VOCÊ Que os sniffersão programas para verificação de rede?


Podem até parecer espiões, mas possuem papel impor-
SABIA? tante no desempenho de uma rede de grande porte.

Os relatórios gerados pelos programas sniffer detalham os sites acessados e a


máquina que originou o acesso ao site de origem.
Alguns exemplos de farejadores:
a) TCPDump;
7 TESTES DE REDE
67

b) Wireshark;
c) WinpCap;
d) SmartSniff.

RECAPITULANDO

Neste capítulo você foi apresentado ao comando ping. Apesar de ser um


comando bastante simples, possui uma funcionalidade imensa, para veri-
ficar a disponibilidade de equipamentos. Viu também que para descobrir-
mos o caminho completo por onde uma informação passa até chegar a seu
destino utilizamos o comando tracert. Viu também que existem no merca-
do diversos programas responsáveis pela monitoração de uma rede, que
verificam os sites que os computadores estão acessando.
REFERÊNCIAS

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content/templates/previewTexteOnly.asp?P=483&L=BR>. Acesso em: jan. 2012.
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inf.unisul.br/~cerutti/disciplinas/redes1/completas.pdf>. Acesso em: jan. 2012.
CISCO. Roteador. Disponível em: <http://www.cisco.com/en/US/products/hw/routers/ps380/index.
html>. Acesso em: jan. 2012.
D-Link. Switch DES-1024D. Disponível em: <http://www.dlink.com/products/?pid=75>. Acesso
em: jan. 2012.
FARIAS, Paulo César Bento. Redes Básico. Disponível em: <http://www.juliobattisti.com.br/
tutoriais/paulocfarias/redesbasico001.asp>. Acesso em: 10 jan. 2012.
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complemento-de-infra/complemento-para-rack/prateleiras-para-rack-577.html>. Acesso em: jan.
2012.
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MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento estruturado - desvendando cada passo: do projeto à
instalação. São Paulo: Érica, 2008. 336 p.
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REIS, Antonio D. Sistemas de Comunicação Síncrona e Assíncrona de Dados. Disponível em: <http://
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Protocolos para controle de erros. Instituto
de Informática. Departamento de Informática Aplicada. INF01154 - Redes de Computadores
N. Disponível em: <http://www.inf.ufrgs.br/~roesler/disciplinas/LabRedes/04_Fluxo_Erros/04_
laboratorio_fluxo_erros.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2011.
MINICURRÍCULO Do AUTOR

Mauro Cesar Matias é graduado e pós-graduado em Tecnologia de Redes de Computadores na


Faculdade Estácio de Sá. Especialista em Redes Corporativas – Gerência, Segurança e Convergên-
cia pela UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina. Atua na empresa Tele data –Tecnologia
em Conectividade e no Senai/Florianópolis e Senai/ Palhoça/São José como orientador.
Índice

A
Amplitude 20

C
Cross-over 28, 37, 39

F
Farejadores 66

I
Internet 16, 17, 22, 56, 57

M
Mainframe 12, 14
Modelo OSI 27, 56
Multiplexar 21

R
Roteamento 26

S
Servidor 12, 13, 14, 26, 27, 36, 57, 58, 59, 60

T
Tracert 65, 66, 67
SENAI – Departamento Nacional
Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

Rolando Vargas Vallejos


Gerente Executivo

Felipe Esteves Morgado


Gerente Executivo Adjunto

Diana Neri
Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros

SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

Simone Moraes Raszl


Coordenação do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional

Beth Schirmer
Coordenação do Núcleo de Desenvolvimento

Maristela de Lourdes Alves


Coordenação do Projeto

Mauro César Matias


Elaboração

Rodrigo Willemann
Revisão Técnica

FabriCO

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