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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

NA INDÚSTRIA
DO PLÁSTICO
Uma nova rota de oportunidades
ÍNDICE

03
Eficiência energética: presente e futuro

06
O custo da energia ao plástico

09
A implementação da eficiência

14
O atalho pela gestão

17
Case

19
Sobre a feira

20
Referências
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA:
PRESENTE E FUTURO

03
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: PRESENTE E FUTURO
Quando a Real Academia das Ciências da Suécia anunciou, O prêmio Nobel, assim, fazia um aceno fundamental:
em 2014, o Nobel da Física para os japoneses Isamu trabalhar a eficiência energética é uma importante maneira
Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, este último de pavimentar o presente em direção ao futuro. E não
naturalizado norte-americano, os membros mais céticos da apenas no que tange a questões abstratas ou éticas. Uma
comunidade científica poderiam inicialmente julgar-se empresa brasileira, espremida hoje por tantas barreiras
diante de um ruidoso equívoco. Afinal, um dos prêmios mais internas, como falta de apoio à indústria, instabilidade de
importantes da humanidade, concedido a gênios da mercado e inflação, enfrenta uma batalha diária para
linhagem de Albert Einstein, era entregue a pesquisadores equilibrar suas contas. E poucas iniciativas podem ser tão
cujo trabalho tinha sido a “simples” descoberta de uma construtivas quanto a redução de despesas com energia.
lâmpada.
Essa nova realidade, aliás, pode ser decisiva para a indústria
Mas os membros da academia sueca não haviam de transformação de plástico nacional. Pressionado pela
enlouquecido. Mais do que uma simples lâmpada, os três alta demanda energética e, sobretudo, pelo substancial
japoneses tinham criado o diodo emissor de luz azul, mais aumento das tarifas, o setor viu seus custos dispararem nos
conhecido como LED azul, um invento poderoso capaz de últimos anos. Pensar em eficiência é, portanto, segundo
conjugar presente e futuro. “No espírito de Alfred Nobel, o Orlando Marin, diretor do Sindicato das Indústrias de
prêmio recompensa uma invenção que trará grande Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), uma rota
benefício à humanidade; usando os LEDs azuis, a luz branca para garantir a própria existência. “É preciso fazer o que for
pode ser criada de uma nova forma. Com o advento de preciso para reduzir os custos com energia, se não a
lâmpadas de LED, agora nós temos alternativas mais empresa não aguenta. Vai ficar difícil sobreviver”, projeta
duráveis e eficientes em relação a antigas fontes de Marin.
iluminação”, explicou na época o comitê de premiação.

04
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: PRESENTE E FUTURO
Fontes 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Gás Natural 2.159 2.236 2.259 2.323 2.276 2.289 2.437 2.218 2.037 2.022

Carvão Vapor 80 63 85 92 71 125 105 164 152 169

Lenha 50 52 51 51 45 49 48 47 50 49

Bagaço de cana e outros 96 98 105 95 95 93 92 90 91 89

Óleo Diesel 133 137 152 154 136 27 12 13 23 20

Óleo Combustível 622 643 481 476 476 233 377 328 424 323

Gás Liquefeito de Petróleo 21 61 62 66 67 64 176 190 192 217

Eletricidade 1.814 1.880 1.985 1.901 1.996 2.055 2.014 2.023 1.962 1.922

Carvão Vegetal 17 17 17 17 18 20 20 19 19 18

Outras Secundárias de 2.139 2.178 2.517 2.033 2.169 2.259 2.158 2.145 2.035 1.880
Petróleo

Total 7.132 7.364 7.715 7.209 7.350 7.214 7.440 7.237 6.985 6.708

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 05


O CUSTO DA ENERGIA
AO PLÁSTICO

06
O CUSTO DA ENERGIA AO PLÁSTICO
Em princípio, parecia um sonho. No início de 2013, quando Dilma de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Luis Fernando
Rousseff anunciou o corte da tarifa em até 32% para a indústria, Cassinelli explica que a energia representa cerca de 15% da
o empresário brasileiro julgou, enfim, que pagaria um preço justo despesa total do setor. Cifra que ultrapassou os 20% - e quase
pela energia. Mas a conta dessa fortuita alegria veio pouco alcançou os 30% - quando a energia teve o elástico aumento de
depois. E o que era caro se tornou quase proibitivo. 2015. “Não chega a ser como a indústria de alumínio [conhecida
por consumir excessiva energia], mas compromete muito a
“Os custos de energia têm aumentado muito, e as empresas têm rentabilidade.”
gasto demais. A elétrica praticamente dobrou no último ano. A
nossa energia de concessionária é a mais cara do mundo”, As despesas com energia, já pesadas ao bolso do empresário,
lamenta André De Dominicis, consultor da Mitsidi Projetos, uma podem ser ainda mais custosas a determinados ramos do setor.
empresa especializada em oferecer soluções energéticas à De maneira geral, segundo Orlando Marin, diretor do Simplás,
indústria. esses gastos consomem de 4% a 6% do faturamento, número
Essas despesas são ainda mais onerosas à indústria de que pode chegar a 10% para quem utiliza recorrentemente o
transformação plástica, um setor que sofre com o elevado processo de extrusão.
consumo energético. Dominicis lembra que, durante o ápice das
“O custo da energia, em muitos processos, como no caso da
tarifas, em 2015, algumas empresas precisaram apostar em
extrusão, supera o próprio valor da mão de obra. Comparando
medidas drásticas. “Na época da crise de energia, parte da
a países que têm uma base de geração de energia parecida
indústria de plástico parava no horário de pico por quase 3 horas,
com a nossa, como o Canadá, o nosso custo é quase o dobro”,
porque naquele momento a energia custava muito. Ela produzia
reclama Marin, que presidiu o Simplás por três gestões, ao
21h por dia. Chegava a pagar funcionários para deixá-los
longo de nove anos, entre 2004 e 2013. “Então, hoje,
parados”.
realmente precisa trabalhar a eficiência energética. Mesmo
A análise de Dominicis é corroborada por outras entidades da que o empresário tenha que vender um carro, buscar um
indústria. Consultor técnico da Associação Brasileira da Indústria empréstimo. O retorno é garantido.”

07
EVOLUÇÃO DA TARIFA MÉDIA
INDUSTRIAL BRASILEIRA

*Tarifas sem impostos


Fonte: ANEEL, até 2014. Projeção 2015, TR Soluções

08
A IMPLEMENTAÇÃO
DA EFICIÊNCIA

09
A IMPLEMENTAÇÃO DA EFICIÊNCIA
Embora o tema ainda não seja encarado como determinante para Investir em novas máquinas, mais produtivas e eficientes,
parte do setor, a eficiência energética já é uma realidade à também pode ser uma boa alternativa. Apesar do custo inicial,
indústria brasileira, sobretudo ao possibilitar uma série de elas trazem retorno financeiro em médio prazo. É preciso, ainda,
medidas de fácil execução, adaptáveis ao cotidiano da empresa. conforme ressalta Luis Fernando Cassinelli, consultor da Abief, ter
uma preocupação especial com a escala de produção.
Das lâmpadas ao parque de máquinas: qualquer componente da
planta pode estar provocando um gasto desnecessário, fato que “A grande dificuldade de fabricar algum produto é a escala, a
cobrará um preço caro no fim do mês. escala de consumo, ou seja, é preciso produzir o mesmo insumo
por um longo período. Essa escala é muito importante. Cada vez
“As ações são práticas. Primeiro é entender, compreender, e que troca o produto você está perdendo tempo, a máquina fica
depois aceitar que pode fazer melhor”, resume o diretor do parada e a quantidade de energia gasta por quilo de produto
transformado é menor”, diz.
Simplás. Os motores antigos, por exemplo, segundo ele, podem
ser substituídos ou adaptados com inversores de frequência, A adequação das tecnologias e da oferta também pode ser um
onde se consegue controlar o consumo em uma faixa mais fator determinante à eficiência energética. O pote de plástico de
otimizada. sorvete, por exemplo, quando começou a ser fabricado, tinha
espessura de 1,2mm - “e hoje é de 0,6mm, 0,5mm, o que reduziu
Mesmo artefatos simples - como as lâmpadas - podem ter uma muito o consumo de energia”, salienta Cassinelli. Já um saco de
importância fundamental nesse processo. “Isso faz muita açúcar, que antes pesava um quilo, reduziu sua espessura em
quase 70%. “A competitividade passa hoje por essa questão da
diferença. É preciso trocar por mais econômicas. Uma de mercúrio
energia”, conclui o consultor da Abief.
de 450 watts pode ser substituída por uma de 60 watts de LED.
Com um detalhe: mantendo a mesma quantidade de luz”, detalha
Marin. “Também não é feita a manutenção dos equipamentos,
AS AÇÕES SÃO PRÁTICAS. PRIMEIRO É
não se chama um técnico, e isso acaba provocando mais gasto de
ENTENDER, COMPREENDER, E DEPOIS ACEITAR
energia. Precisa ficar de olho nessas questões.”
QUE PODE FAZER MELHOR

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A EFICIÊNCIA EM 5 PASSOS
Não há necessariamente um caminho exato a seguir quando o assunto é
eficiência energética. A implementação de mudanças pode variar
Passo 3 > Meça o consumo de energia e registre as variáveis
segundo o tamanho, o foco e modelo de produção de uma empresa. Instale medidores de energia nos equipamentos mais críticos.
Ainda assim, é possível estabelecer algumas diretrizes. Engenheira Documente a produção total conforme as condições do processo, do
química de polímeros da Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, tempo de operação e de parada, e consolide-os no mesmo período de
e diretora-geral do Instituto de Capacitação e Investigação do Plástico e tempo que as medições energéticas. Estes registros permitirão
da Borracha (ICIPC), sediado na Colômbia, a doutora María del Pilar identificar os hábitos de consumo de energia elétrica de cada
Noriega Escobar resumiu, em cinco passos, publicados em artigo no site equipamento.
plástico.com, uma eficaz maneira para controlar o consumo de energia em
uma planta da indústria de plástico. Confira a seguir um resumo das Passo 4 > Estabeleça o consumo de energia e compare
indicações. Construa um gráfico com o histórico de energia elétrica consumido pela
planta, dividindo-o pela quantidade de matéria-prima consumida. Se você
utilizar como referência o consumo mensal de energia do ano anterior, a
Passo 1 > Identifique as entradas e saídas de energia quantidade de matéria-prima transformada também deverá ser
e de matéria-prima
analisada mensalmente. Assim, será possível avaliar quando a planta foi
Levante a informação sobre a capacidade de cada equipamento e o mais eficiente.
histórico da planta sobre consumo de energia e de matéria-prima.
Lembre-se que muitos geradores de energia elétrica são capazes de
indicar o histórico de consumo do ano anterior, definido pelo intervalo de
Passo 5 > Identifique o consumo mínimo,
veja os parâmetros e reproduza-os
tempo que você desejar, inclusive de minuto a minuto.
Com o gráfico construído no passo anterior, será possível identificar os
pontos operacionais que exigiram menos energia para transformar uma
Passo 2 > Revise os planos de produção e de manutenção determinada quantidade de matéria-prima. Identifique os registros, os
Revise o plano de manutenção de cada equipamento, os planos de parâmetros operacionais e os hábitos de consumo desses pontos e
produção e verifique se eles estão de acordo com a capacidade das reproduza-os em outras áreas da produção. Dessa maneira, o consumo de
máquinas. Estabeleça quais os pontos críticos da produção. Veja, a partir energia médio dos equipamentos será reduzido.
do contrato com a geradora de energia, se existem tarifas melhores.
Ajuste o programa de produção e dos equipamentos para subestações
com o menor gasto possível. Fonte: María del Pilar Noriega E., Ph.D.; Ing. Esp. Jhorman Mena Ledezma, ICIPC

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PROBLEMAS E SOLUÇÕES
Uma série de problemas pode provocar um gasto desnecessário de energia na planta de uma indústria transformadora de plástico. A partir de um guia
publicado com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras importantes entidades, traçamos um resumo dos principais
vilões do desperdício. Confira a melhor maneira de deixá-los bem distante de sua empresa.

Problemas Causas Soluções


Sistemas ineficientes Obsolescência tecnológica Substituição do sistema por tecnologia de
ponta. Estes equipamentos têm custo
elevado, mas rápido retorno financeiro.

A velocidade de extrusão está abaixo do ideal Não há o controle da velocidade de Ajustar a velocidade do equipamento de
extrusão. Desconhecimento dos transformação plástica para a velocidade
parâmetros de operação de melhor eficiência (geralmente, a
velocidade máxima permitida.)

Temperaturas acima do recomendado para Controles de temperatura em mal estado, Revisar os controles para certificar que a
os polímeros resultam em produtos de descalibrados ou ajustados a temperaturas calefação e a refrigeração estejam
baixa qualidade e desperdício de energia não recomendadas funcionando de maneira eficiente.
É necessário manter um controle preciso da
temperatura para garantir uma boa extrusão

Os motores se encontram com altos Alta incidência de pó ou de partículas Realizar uma limpeza periódica de acordo
níveis de sujeira com o nível de geração de partículas
dos processos

Os motores estão trabalhando em excesso É comum encontrar sistemas Realizar cálculos mais apropriados de
sobrecarregados devido ao aumento da acordo com a necessidade do sistema
capacidade produtiva

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Problemas Causas Soluções
O compressor opera ineficientemente A captação do ar do compressor se Realocá-lo ou adaptar a entrada de ar, de
devido às altas temperaturas do encontra em um ambiente de maneira que ele oscile entre 19°C e 25°C
ar de entrada altas temperaturas

Ocorrem fugas de ar, nos conectores e nas Programas inadequados de manutenção Recomenda-se estabelecer um programa
juntas, no sistema de ar comprimido de identificação e correção de fuga
de ar comprimido

O fluxo de ventilação do ar-condicionado É comum encontrar níveis excessivos de ar, Realize medições do fluxo de ventilação,
é excessivo o que representa um grande desperdício buscando sua redução - e da conta de
de energia energia elétrica

Rolamentos do sistema de ventilação em Falta de manutenção focada na limpeza e Estabelecer um planejamento dessa
mau estado, ocasionando resistência no lubrificação desses mecanismos manutenção, tendo em conta a rotina de
mecanismo de transmissão de potência lubrificação e a limpeza dos
dispositivos mecânicos

A localização de alguns sistemas de Localização incorreta do duto de sucção Realocar o duto de sucção de ar do
ventilação traz obstáculos ou restrições às do ventilador ventilador para lugares livres de
linhas de sucção, gerando uma carga maior obstáculos, evitando sobrecargas
no sistema

Utiliza lâmpadas incandescentes de 100W As lâmpadas fluorescentes compactas Substituir as lâmpadas ineficientes
e 150W? consomem até 80% menos de energia

Utiliza lâmpadas de mercúrio? As lâmpadas de vapor de sódio consomem Substituir as lâmpadas ineficientes
até 30% menos e levam a um aumento de
10% na iluminação

Incentiva os funcionários a apagar a luz Sempre se deve levar em conta essa Materiais educativos, incentivos,
em salas vazias? alternativa, pois levará a uma economia de, entre outros
no mínimo, 10%
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O ATALHO PELA GESTÃO

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O ATALHO PELA GESTÃO
A adoção de uma série de melhorias relativas ao consumo de quando poupa algum dinheiro, investe em utensílios mais
energia pode, sem dúvida, possibilitar concretos benefícios. Ainda econômicos, como uma lâmpada de LED. A evolução, assim, deve
assim, é preciso ter um cuidado extra: assegurar que as mudanças ser sequencial. E, principalmente: não deve onerar o bolso.
se tornem culturais, apregoadas ao DNA da indústria, evitando
que se percam em fatores inerentes ao tempo, como a “É a mesma coisa com a indústria”, exemplifica Dominicis. “Claro
rotatividade dos funcionários. que é importante trocar um equipamento antigo por outro menos
dispendioso, mas o preço pode ser proibitivo para algumas empre-
E uma das maneiras mais sólidas de consolidar essas mudanças é sas. Esse é o papel do responsável pela gestão: estudar qual o
investir em um plano de gestão energética. Não se trata melhor caminho para cada caso.”
necessariamente de contratar uma empresa externa. A presença
de um único responsável por essa questão, no dia-a-dia da fábrica, A ideia central é fazer com que cada etapa seja autossustentável.
pode internalizar as modificações e potencializar os lucros da Primeiramente, então, realiza-se um diagnóstico do consumo
indústria. energético. Depois, com a avaliação estabelecida, pode-se
“Mais do que qualquer mudança, o importante é ter uma gestão priorizar as áreas de atuação. E, por fim, com a própria economia
energética. E essa gestão de energia pode ser a garantia do lucro”, gerada, será possível investir em etapas posteriores, como a
explica André De Dominicis, consultor da Mitsidi Projetos. “O aquisição de máquinas ou o isolamento térmico.
segredo é ter alguém pensando isso o tempo todo. Pode ser uma
empresa especializada, terceirizada, ou mesmo um profissional Uma indústria de garrafa de plástico que utiliza o ar comprimido,
próprio. Esse dinheiro será facilmente revertido.” por exemplo, segundo ilustra o consultor, “gasta muita energia
para comprimir o ar. Há aí uma grande oportunidade. Você pode
Para explicar a metodologia da gestão energética na indústria comprar uma máquina melhor ou gerir corretamente o departa-
plástica, o consultor da Mitsidi faz a comparação com uma mento de ar comprimido. É importante comprar a máquina, claro.
residência: primeiro o proprietário se habitua a apagar a luz, Mas vai ser melhor fazer a gestão, porque ela te oferecerá outras
depois reduz o gasto com outros aparelhos e, por fim, soluções”, resume Dominicis.

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O ATALHO PELA GESTÃO
DIAGNÓSTICO PRIORIDADES INVESTIMENTO GESTÃO
É o primeiro - e essencial - Traçado o mapa da Com o dinheiro A etapa final é a parte da
passo. O gestor faz um energia, o gestor definirá economizado, assim, o gestão propriamente dita:
levantamento da indústria uma lista de prioridades, empresário poderá investir controlar a velocidade das
e descobre onde se gasta que serão divididas em em mudanças estruturais. modificações e, sobretudo,
assegurar que a eficiência
mais energia. “É como em três categorias: medidas E aí novamente entra em
energética se torne
um supermercado”, ilustra de baixo, médio e alto cena o papel do gestor, intrínseca à cultura da
o consultor da Mitsidi custo. O faturamento da para escolher quais empresa. “É preciso
Projetos. “Você vai empresa é quem definirá medidas serão efetivas. ensinar isso a quem
pegando cada coisa em as ações posteriores. “Se “O isolamento térmico trabalha diretamente com
uma prateleira, no caso tiver muito dinheiro, faz costuma ser uma boa as lâmpadas, com o
energia para soprar tudo - troca lâmpada, aposta à indústria do ar-condicionado, que estão
garrafa, para o máquina etc. Mas, se tiver plástico, porque se paga envolvidos no dia-a-dia da
indústria”, detalha o
ar-condicionado, para o menos, você vai priorizar o rápido e geralmente é
consultor. “Não se trata
computador, mas só paga que é mais eficiente no negligenciado”, explica apenas de criar essa nova
no fim. É preciso ter um custo-benefício”. Neste Dominicis. “Você vê o calor cultura, mas
levantamento de quanto caso, entram em cena saindo, mas não o associa principalmente de
custa cada coisa.” O pequenas iniciativas, como com despedício de energia. mantê-la”. Assim, se o
responsável pelo setor, ensinar funcionários a Não é como ver a luz trabalho for bem realizado,
assim, resumirá como e desligar lâmpadas ou acesa. E o plástico tem não a empresa terá a
quanto cada diminuir a potência do só o aquecimento, mas o segurança de que não
desperdiçará energia - e se
departamento gasta ar-condicionado. resfriamento também, por
tornará mais competitiva -
com energia. meio do chiller”. por muitos anos.

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CASE

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CASE
Conheça o plano de eficiência da indústria do plástico “É uma economia importante, ainda mais em um momento como
gaúcha que reduziu em 20% sua conta de energia esse, em que os custos de energia estão elevados. Precisamos
estar atentos a essa questão”, salienta Orlando Marin, diretor do
As onerosas despesas com energia na indústria plástica não têm Simplás e da Plasmosul.
poupado sequer as empresas mais modernas. Fundada em janeiro
de 2011, na cidade de Caxias do Sul, a Plasmosul precisou rever Confira as principais medidas adotadas pela Plasmosul para
recentemente parte de sua estrutura funcional, mesmo contando reduzir as despesas em 20%:
com equipamentos novos e pouco dispendiosos.
Substituição de lâmpadas econômicas de 135 watts
A empresa, que possui parque fabril de 33.000m2 e atua nas áreas por LED de 60 watts;
de injeção de peças plásticas de médio e grande porte, moldagem
de peças no processo de vacuum forming, peças em fiberglass e Instalação de 3 inversores de aquecimento na
projetos técnicos, entre outros, fez uma série de mudanças em injetora de 1800 toneladas;
sua linha de produção. E o resultado obtido não poderia ter sido
Instalação de uma manta térmica no canhão de
mais satisfatório.
aquecimento nas injetoras maiores;

Para minimizar os gastos no dia-a-dia, a indústria substituiu as Substituição nas termoformadoras de mais de 200
lâmpadas de 135 watts por lâmpadas de LED. Também instalou resistências por sistemas mais econômicos, de
inversores de aquecimento, medidores para controlar o consumo modo que elas só liguem quando a chapa já está no
das máquinas e investiu em sistemas mais econômicos. Com as forno;
alterações promovidas, a Plasmosul teve uma redução na conta
Instalação de medidor em KWS na subestação, de
de energia de 20%.
modo a medir online o consumo de cada máquina.

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SOBRE A
PLÁSTICO BRASIL
Acompanhando uma tendência internacional de feiras setoriais Para saber mais acesse
comandadas pelas entidades que representam a indústria, a
www.plasticobrasil.com.br
Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos) e a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Saiba mais em nosso canal de conteúdo
Química), em parceria com a Informa Exhibtions, promotora
www.plasticobrasil.com.br/mundo-do-plastico
oficial, apresentam a Plástico Brasil - Feira Internacional do
Plástico e da Borracha.

A Plástico Brasil nasce para apresentar os últimos avanços


tecnológicos e as principais tendências globais dos segmentos
que envolvem a cadeia produtiva do plástico. A feira, um dos
mais importantes pontos de encontro do setor para realização
de negócios, será um grande centro de lançamentos e de
divulgação de produtos e serviços desse setor. Para isso, criou
uma estratégia de conteúdo digital que conversa com o
visitante o ano todo, trata-se do canal Mundo do Plástico que
aborda de temas como gestão inovação e eficiência na
indústria de transformação do plástico e reciclagem.

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REFERÊNCIAS

https://ben.epe.gov.br/downloads/Relatorio_Final_BEN_2015.pdf

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/bnset/set3103.pdf

http://www.plastico.com/temas/Guia-para-alcanzar-la-eficiencia-energetica-en-la-transformacion-de-plasticos+160160

http://www.caem.org.co/catalogo/docs/600_GUIA_METODOLOGICA_PLASTICOS.pdf

http://www.inp.org.br/

http://www.plasticseurope.org/

http://www.ppgee.ufpa.br/ARQUIVOS/dissertacoes/GERDSON%20TANAKA%20%20SOARES.pdf

http://ecatalog.weg.net/files/wegnet/WEG-industria-+-eficiente-estudo-de-caso-portugues-br.pdf

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