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Metodologia de Pesquisa

Prof. Me. André Dias Martins


Prof. Me. André Dias Martins

Bacharel em Sistemas de Informação, Licenciado em Sistemas de


Informação, Licenciado em Pedagogia, Licenciado em Matemática,
Especialista em Desenvolvimento de Sistemas para Web, Especialista
em Pesquisa Educacional, Especialista em Docência no Ensino Técnico
e Profissional, Especialista em Docência com Ênfase em Distúrbios de
Aprendizagem, MBA em Gestão Empresarial com Ênfase em Gestão de
Pessoas, Mestre em Ensino e Tecnologia, Doutorando em Educação
para o Ensino da Ciência e Matemática.
Agenda

Unidade 1: Metodologia Científica


Unidade 2: Metodologia de Pesquisa
Unidade 3: Etapas da Pesquisa
Unidade 4: Processo Comunicacional da Pesquisa
Unidade 1: Metodologia Científica
Apresentação:

Atualmente, as instituições de ensino superior no Brasil para conceder


aos seus alunos o título de bacharel, licenciado, especialista, mestre,
doutor ou pós doutor devem criar condições e exigir dos alunos que
desenvolvam trabalhos voltados para a pesquisa científica, devendo o
tema ser escolhido entre as matérias que tiveram nos cursos ou
correlato às mesmas. Também é necessário que o tema seja do
interesse da área analisada e/ou importante do ponto de vista social.
O objetivo dessa exigência está relacionado à tentativa de desenvolver
nos alunos a análise crítica e reflexiva sobre o mundo que o cerca,
permitindo a ele detectar problemas que o afligem e aos demais
indivíduos, dotando-o de ferramentas capazes de promover medidas
que o ajudem a solucioná-los.
Dessa forma, esta disciplina procura fornecer as ferramentas necessárias para que
o aluno possa conhecer melhor o que é um trabalho científico e quais os
instrumentos disponíveis para realiza-lo, justificando a sua necessidade e
importância, principalmente diante da dificuldade que eles apresentam de realizar
esse tipo de trabalho. É muito comum os alunos, no final do curso superior, ficarem
perdidos em relação à apresentação de artigo, de monografias e de relatório de
estágio por não terem tido ou por não terem valorizado durante o curso a matéria
de Metodologia Científica, desconhecendo as normas básicas para a elaboração
de textos científicos.
Introdução

Está sempre sendo colocado em pauta, tanto por professores de Metodologia


Científica como por orientadores de trabalhos acadêmicos, as dificuldades que os
alunos das diversas áreas têm de escrever um texto, ainda mais quando se trata de
texto científico que tem por critério seguir as normas estabelecidas pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Quando se acrescenta que o trabalho é de
conclusão de curso (artigo científico, monografia, dissertação, tese, etc.) e
necessário para a obtenção do título desejado, as dificuldades e, também,
reclamações dos alunos aumentam exponencialmente.
A explicação para tanto rigor está na natureza do trabalho científico ou do relatório
de pesquisa, o qual exige do redator a adoção de normas que são reconhecidas em
todo o mundo e por profissionais das diversas áreas, tudo com o intuito de dar
cientificidade e credibilidade ao texto. As normas utilizadas em trabalhos científicos
fazem parte de um “conjunto de sinais e símbolos que compõem e complementam a
linguagem da ciência” (ABNT, 2011), padronizando e tornando-a mais fácil de ser
entendida. São exemplos desse conjunto as normas referentes ao tamanho e tipo
da fonte, margens e espaços entre linhas e citações bibliográficas.
Dessa forma, podemos afirmar que as normas científicas têm por
finalidade tornar a leitura do texto mais fácil e útil, mas, principalmente,
dar credibilidade ao texto, pois os critérios científicos são baseados em
métodos e procedimentos rigorosos, sem os quais perderia sua
finalidade e o texto não poderia servir de referência para outros
trabalhos
Conhecimento Científico

A primeira pergunta a responder é como conseguimos adquirir


conhecimento? Conhecer é adquirir um conceito novo sobre um
fenômeno, fato ou situação, o qual pode nascer de experiências
acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da convivência com outras
pessoas, ou através de leituras ou de outro meio qualquer. Assim,
podemos encontrar os seguintes tipos de conhecimentos:
I - Conhecimento empírico: é aquele que se origina do conhecimento vulgar ou do
senso-comum, através da convivência familiar e social, e por meio de ações não
planejadas, ou seja, ao acaso. Além disso, a informação que se tem do fato/objeto ou
fenômeno é impregnada das percepções do indivíduo, sendo assistemática, pois não
existe uma formulação geral que explique o fenômeno, como, por exemplo, a janela
está emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, descobrimos que se levantarmos um
pouquinho o lado direito ela fecha sem emperrar;
II - Conhecimento filosófico: é resultante da capacidade humana de raciocinar e
refletir sobre fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, os quais buscam dar
sentido à vida e ao universo, ultrapassando os limites formais da ciência como, por
exemplo, a frase de Shekespeare “Existe muito mais entre o céu e a terra do que a
nossa vã filosofia possa imaginar”. Além disso, baseia-se em hipóteses que não são
verificáveis (confirmada ou refutada) e nem observadas;
III - Conhecimento teológico: é aquele resultante da crença religiosa e da fé divina, o
qual é resultante da formação moral e religiosa de cada um. Portanto, não se tem
como confirmar ou negar esse tipo de conhecimento. Cita-se como exemplo a frase
de Chico Xavier “Aqueles que amamos não morrem jamais, apenas partem antes de
nós”. Esse tipo de conhecimento não é verificável, mas é infalível e indiscutível por
basear-se na fé e sistemático, pois é organizado e obra do Criador;
A Ciência

Segundo Marconi e Lakatos (2008, p. 22) a ciência “é um conjunto de atitudes e


atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado,
capaz de ser submetido à verificação”. Portanto, segundo os autores, se um dado
fenômeno, objeto ou fato é analisado de forma sistemática, com instrumentos e
técnicas conhecidas e aprovadas e é passível de verificação passa, então, a ter os
requisitos necessários para fazer parte do universo da ciência.

Para que possamos compreender melhor a ciência, torna-se necessário descrever


algumas de suas características (VIANETTO, 2011):
I - Objetividade: descrição da realidade investigada independentemente dos desejos
do pesquisador, de forma clara e precisa;

II - Racionalidade: a razão é utilizada durante todo o processo de pesquisa, desde o


desenho do estudo, a coleta dos dados, até sua análise;

III - Sistematicidade: é o saber ordenado de forma lógica, construído através de


sistema de ideias e teorias, portanto, não há espaço para conhecimentos
desconexos;
IV - Generalidade: O conhecimento gerado deve ser analisado sob a possibilidade
de ser ou não aplicado a outros contextos, explicando os fenômenos em diferentes
situações;

V - Verificabilidade: quando as hipóteses são examinadas através da observação e


experimentação para serem comprovadas ou refutadas;

VI-Falibilidade: o conhecimento não é algo definitivo, absoluto ou final, podendo ser


negado ou confirmado;

VII - Conhecimento aproximadamente exato: porque novas proposições podem


reformular uma teoria já existente.
Nesse contexto, para que seu trabalho seja aceito como parte da ciência, você
deverá informar o tema estudado, a metodologia utilizada, os resultados que
alcançou e as conclusões a que chegou. Além disso, o trabalho deve estar bem
fundamentado, pois poderá ser contestado ou confirmado por outros pesquisadores.
Trabalho Científico

Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que um trabalho científico deve estar em


conformidade com as características da ciência, a fim de ser aceito como parte dela.
Portanto, a partir dos conceitos dados, podemos caracterizar o que venha a ser um
trabalho científico. Para ser classificado como científico, um trabalho depende
essencialmente da forma como é elaborado e do cumprimento das exigências as
quais deve se submeter, portanto deve estar embasado no raciocínio lógico e ter
como ponto de partida um problema levantando em relação ao tema escolhido.
Assim, seguindo métodos e técnicas científicas e apoiadas na fundamentação
teórica, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema
evidenciado. Desse modo, reafirmamos que um trabalho para ser considerado
científico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual, independente do fato de
ser um artigo ou uma tese de doutorado. Segundo Estrela e Sabino (2001), o
trabalho científico deve ter a ciência como base, seguindo métodos e técnicas
criteriosos na solução dos problemas levantados.
Cada instituição de ensino tem a liberdade de escolher normas específicas para a
elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), podendo, na graduação, ser
um artigo científico, relatório de estágio, relatório de pesquisa ou monografia, o que
vai determinar a escolha é a finalidade do trabalho e o nível de conhecimento exigido
do autor. No mestrado é exigida a dissertação e no doutorado, a tese. No entanto,
todas as instituições devem seguir as normas técnicas para a padronização de
trabalhos científicos, determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) e todos os trabalhos científicos devem ter um projeto que o norteie.
Unidade 2: Metodologia de Pesquisa
O que é Pesquisa?
O que é Pesquisa?

A pesquisa se constitui em um conjunto de ações que visam à descoberta de novos


conhecimentos em uma determinada área. É um processo investigativo sistemático
que tem por objetivo a construção do conhecimento (do saber – ciência), se
constituindo em instrumento para ratificar, reproduzir, ampliar e atualizar algum
conhecimento pré-existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, trabalhos de
campo, experiências, projetos, entre outros.
No ensino superior e nos cursos de pós-graduação, a pesquisa é a base para a
produção de conhecimento para as diversas disciplinas, contribuindo para o
desenvolvimento da ciência e da sociedade. Assim, entre as várias disciplinas ou
temas estudados, escolho a que mais gostei ou a que tive maior facilidade, e vou
verificar as possibilidades de realizar uma pesquisa, aprofundando na carga de
leitura sobre o assunto e, assim, identificar um problema, cuja resposta ou solução
acrescente conhecimento novo ou traga alguma contribuição para a área.
No entanto, para realizar uma pesquisa é necessário seguir um processo pré
determinado de investigação. Não basta ter em mente um tema e nele encontrar um
questionamento ou problema, sendo necessário seguir procedimentos científicos
(caminho padronizado) para encontrar resposta para esse questionamento ou
problema. Além disso, é necessário avaliar a relevância do problema para a área
pesquisada (educação, saúde, psicologia, tecnologia, entre outros) e se trará
conhecimentos novos e relevantes para a sociedade.
Esse processo de investigação nos leva a determinar (antecipadamente) os
métodos e tipos de pesquisa existentes e quais serão utilizados por nós durante a
elaboração do TCC, sendo que é através dessa escolha que iremos atingir o
objetivo expresso no trabalho científico. Portanto, é muito importante conhecer e
distinguir qual o tipo de método e de pesquisa que o objeto e o objetivo estabelecido
por nós serão necessários para realizar o trabalho científico (TCC), ou seja, deve-
se:
Escolher seu tema/foco;
Definir o problema a ser solucionado;
Determinar o(s) objetivo(s);
Escolher a pesquisa inicial, que normalmente é a bibliográfica (tipo de
pesquisa), buscando conhecer mais intensamente o tema/foco;
Verificar as necessidades e possibilidades para levantar dados,
determinando a necessidade de adotar novo tipo e método de
pesquisa. A pesquisa bibliográfica acompanha todo o processo;
Trabalhar os dados (ordenar, codificar, tabular, entre outros modos de
organização de dados), transformando-os em informações;
Análise dos dados;
Conclusões.
Descrevemos a seguir os métodos de pesquisa disponíveis e, posteriormente, os
tipos.

MÉTODOS DE PESQUISA:
Descrevemos a seguir os métodos de pesquisa disponíveis e, posteriormente, os
tipos.

MÉTODOS DE PESQUISA:

O método de pesquisa refere-se à forma como abordaremos o objeto de estudo e


como escolheremos os procedimentos sistemáticos para obter a descrição e a
explicação de fenômenos, sendo que a natureza do problema e seu nível de
aprofundamento é que determinarão a escolha do método. No entender de Gil
(1999, p. 30) a escolha de um método vai depender da característica do objeto de
pesquisa; dos recursos materiais disponíveis; do nível de abrangência do estudo; e
do interesse do pesquisador.
Método Histórico.

Através desse método ocorre o estudo dos fatos ocorridos no passado, os quais
permitem realizar vários tipos de análises como, por exemplo, a identificação e
explicação da influência de fatos que ocorreram no passado e suas influências no
presente ou a análise de fatos ocorridos no passado, buscando identificar e explicar
sua origem. Um exemplo seria a análise da cultura medieval com o objetivo de
comparar os hábitos e costume da época com os do homem moderno ou a análise
da evolução da Economia e seus momentos de ápice e crise e comparar com os
problemas atuais da economia brasileira para evitar cometer os mesmos erros do
passado.
Método Comparativo.

Esse método tem por objetivo estudar os indivíduos, classes e grupos sociais em
relação aos fatos e fenômenos sociais que ocorrem ou ocorreram no ambiente onde
estão inseridos, tendo por objetivo estabelecer leis e correlações entre eles,
estabelecendo suas semelhanças e/ou diferenças. Para tanto, o pesquisador deve
definir o número de grupos com os quais irá trabalhar e as variáveis que serão
adotadas.
Podemos citar como exemplo o estudo para determinar as diferenças e semelhanças
socioeconômicas existentes entre a população cubana, a brasileira e a norte-
americana. Após levantar os dados, os países (grupos) seriam classificados em
desenvolvidos e em desenvolvimento. Outro exemplo seria a análise do desempenho
de três turmas do ensino fundamental, nas quais estão sendo aplicadas metodologias
de ensino diferenciadas, tendo por objetivo verificar qual (ou quais) delas está dando
os melhores resultados e qual turma está se saindo melhor.
Estudo de caso (método monográfico).

Nesse tipo de método se estuda casos específicos ou que envolvem pequenos


grupos, buscando entender como determinados fatos ocorrem. Tem por princípio
que o estudo de um caso em profundidade pode ser representativo de vários outros
ou de todos os casos semelhantes. O objeto de estudo pode ser os indivíduos,
comunidades, instituições, grupos, entre outros. Podemos citar como exemplo o
estudo que uma aluna do curso de Economia da Universidade de Itaúna fez na
empresa em que trabalhava, buscando determinar as causas da alta rotatividade da
mão-de-obra e as possíveis soluções para isso.
Método estatístico.

Esse método apoia-se na teoria estatística da probabilidade, sendo bastante


utilizado, pois permite ao pesquisador transformar uma quantidade grande de fatos e
dados em um número menor, permitindo estabelecer relações e correlações entre
eles e, consequentemente, as suas consequências, as quais possuem uma boa
probabilidade de serem verdadeiras.
TIPOS DE PESQUISAS:

O tipo de pesquisa refere-se à forma como procederemos na execução da


pesquisa, ou seja, como vamos realizá-la. O quadro abaixo demonstra todos os
tipos de pesquisa existentes.
PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE

Quanto a natureza Pura (Básica)


Aplicada

Quanto a forma de abordagem Quantitativa


Qualitativa

TIPO Quanto ao objetivo Geral Exploratória


Descritiva
Explicativa

Quanto aos procedimentos técnicos (esclarecem sobre Bibliográfica


técnicas a serem adotadas. Documental

Experimental ou Empírica
Levantamento
Pesquisa de campo
Estudo de caso
Pesquisa-ação
Pesquisa participante
Pesquisa laboratorial
Tipos de pesquisa quanto à natureza:

Pura (Básica):

Tem por objetivo a produção de novos conhecimentos, os quais envolvem verdades


e interesses universais sem, no entanto, ter inicialmente uma aplicação prática para
os resultados previstos. (sem produções práticas).

Aplicada: Tem por objetivo a busca de novos conhecimentos, os quais envolvem


verdades e interesses locais. Ao contrário da pesquisa pura, a aplicada busca a
produção de conhecimento que tenha aplicação prática para resolver problemas ou
situações reais e específicas.
Tipos de pesquisa quanto à forma de abordagem:

Existem dois tipos de pesquisa em relação à abordagem, o quantitativo e o


qualitativo, os quais estão relacionados ao modo como o pesquisador irá determinar
o método para levantar dados e obter informações, ou seja, para chegar às causas
do problema.
Pesquisa quantitativa

Na pesquisa quantitativa se utiliza técnicas estatísticas para transformar dados em


números e, posteriormente, em informações, analisando-as para tirar as devidas
conclusões. Para desenvolver uma pesquisa baseada nesse método é necessário ter
variáveis bem definidas e utilizar cálculos estatísticos e/ou inferenciais. Além disso,
nela não há o envolvimento direto do pesquisador, ele apenas observa a situação e
anota os dados, não havendo interação com o objeto da pesquisa.
Pesquisa qualitativa

A pesquisa qualitativa é uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado e sua opinião


sobre dado fato ou realidade são indissociáveis, ou seja, explora as particularidades
e os traços subjetivos (significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes)
do entrevistado em relação a uma situação vivenciada por ele. Esse tipo de pesquisa
tem o caráter exploratório, pois o entrevistado pode expressar-se livremente sobre o
assunto tratado. Dessa forma, os dados não são precisos, pois cada um dos
indivíduos entrevistado tem a sua opinião e tece seus comentários. Portanto, leva-se
em consideração o que o entrevistado acha a respeito de dada situação, fato ou
realidade, sendo que as opiniões podem coincidir e também divergir.
Tipo de pesquisa em relação ao objetivo geral:

Antes de realizar essa classificação é necessário que o(s) objetivo(s) da pesquisa já


esteja(m) definido(s). Assim, após essa definição podemos classificar a pesquisa em
um dos três tipos de pesquisa: exploratória, descritiva ou explicativa:
Pesquisa exploratória:

A pesquisa exploratória é utilizada quando um problema é pouco conhecido e suas


hipóteses não estão ainda claras, o que necessita de um maior envolvimento do
pesquisador com o objeto da pesquisa (tema), tendo por finalidade buscar
informações sobre ele e, assim, poder delineá-lo melhor e torna-lo mais claro.
Normalmente é utilizado em estudos de casos, embasado por pesquisa bibliográfica,
entrevistas com pessoas que possuem experiência prática com o problema
pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão do assunto (GIL,
1999).
O objetivo da pesquisa exploratória é procurar ideias, hipóteses ou padrões em
relação a um problema ou questão cujo tema, normalmente, não teve ou teve pouco
estudo anterior a seu respeito, portanto, não se trata de testar ou confirmar uma
determinada hipótese, mas de levantá-la. Assim, a pesquisa exploratória avaliará
qual a teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao problema levantado ou se
deverá ser desenvolvidos novas teorias ou conceitos.
Pesquisa descritiva:

A pesquisa é descritiva em relação aos objetivos pretendidos quando tem por


finalidade descrever as características de uma população, de um dado fenômeno ou
de uma experiência (GIL, 2007). O pesquisador, após encontrar um objeto ou
fenômeno que desperte seu interesse, passa a descrevê-lo, classificá-lo e a observá-
lo. A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas
padronizadas, como o questionário ou a observação sistemática. Como exemplo,
podemos citar a pesquisa bibliográfica, a pesquisa de opinião e o estudo de caso
(mais comum na pesquisa exploratória).
Dessa forma, a pesquisa descritiva busca estabelecer relações de dependência entre
variáveis, tais como quantidade, classificação e/ou medida, as quais podem sofrer
alterações de acordo com o processo realizado. Normalmente, nessa pesquisa
busca-se determinar quais as características de determinado grupo (amostra) em
relação ao sexo, faixa etária, renda familiar, nível de escolaridade, entre outras
classificações.
Pesquisa explicativa ou analítica:

É o tipo de pesquisa utilizada para descobrir o modo e as causas de dado fenômeno,


ou seja, o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas causas. O método
utilizado nessa pesquisa vai depende do campo onde está se realizando a pesquisa;
por exemplo, nas ciências físicas e naturais usa-se o método experimental e nas
sociais, o observacional (migração da população do nordeste brasileiro para outras
regiões), buscando aprofundar o conhecimento de dada realidade.
Tipo de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para
elaborar a fonte de dados).

Após a escolha do objetivo da pesquisa, o qual é determinado através dos tipos de


pesquisas descritas anteriormente, segue-se para a fase seguinte que é a de
planejar como vamos desenvolver a pesquisa, ou seja, a fase de escolher os
procedimentos técnicos ou metodológicos que iremos adotar para dar
prosseguimento à pesquisa.
Pesquisa bibliográfica.

A pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhecer as diferentes contribuições


científicas disponíveis sobre determinado tema (MARTINS, 2000). Envolve a leitura,
análise e interpretação de livros, jornais e revistas acadêmicas, periódicos,
manuscritos e sites científicos.
Pesquisa documental.

A pesquisa documental é bastante parecida com a bibliográfica, sendo que a


diferença entre elas reside na natureza da fonte. A fonte da pesquisa documental são
documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e privados, sindicatos,
igrejas, instituições e em acervos particulares, tais como fotografias, filmes, diários,
memorandos, atas de reunião, boletins, cartas pessoais, relatórios, entre outros
documentos.
Pesquisa empírica ou experimental.

O objetivo da pesquisa empírica é testar hipóteses que dizem respeitos a relações


de causa e efeito (MARTINS, 2000), podendo ser realizada em qualquer ambiente.
Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que podem ser confirmadas ou não, em um
processo de tentativa e erro.
Pesquisa de levantamento:

Esse tipo de pesquisa utiliza de um questionário para, de forma direta, levantar


informações das pessoas acerca do problema estudado.

Pesquisa de campo.

A pesquisa de campo está relacionada à observação de dado fato ou fenômeno,


coletando dados sobre o mesmo da forma mais fiel possível e sem alterar nada do
observado.
Estudo de caso.

Refere-se a um tipo de pesquisa bastante específica, pois consiste em um estudo


profundo e exaustivo de um único objeto ou de poucos objetos, o que permite obter
um conhecimento bastante aprofundado do mesmo, porém seus resultados não
podem ser generalizados, atendo-se apenas ao caso em estudo (GIL, 2007).
Entretanto, dependendo do objeto estudado e do nível de profundidade do estudo,
seus resultados podem ser representativos de vários outros ou de todos os casos
semelhantes.
Pesquisa-ação.

Esse tipo de pesquisa gera bastante controvérsia, pois os pesquisadores e os


participantes têm de agir em conjunto para resolver um problema em comum ou
uma situação real (coletiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa ou
participativa.
Pesquisa participante.

A pesquisa participante possui características bastante semelhantes às da pesquisa-


ação, pois o pesquisador é um dos participantes da mesma.

Pesquisa laboratorial.

A pesquisa laboratorial ocorre em situações controladas, utilizando-se de


instrumentos específico e preciso. São realizadas em um ambiente adequado,
previamente estabelecido e conforme o estudo a ser feito, podendo ocorrer em
ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais.
Unidade 3: Etapas da Pesquisa
ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO PROJETO/PLANO DE PESQUISA ACADÊMICA.
O projeto ou plano de pesquisa tem por objetivo servir de roteiro para a elaboração
do trabalho científico. É através dele que organizamos o pensamento, escolhendo o
tema, levantando o(s) problema(s) a ser(em) resolvido(s) ou elucidado(s),
verificamos o tipo de pesquisa que necessitamos adotar, os materiais necessários
para realizá-la, realizamos pesquisa bibliográfica para aprofundar no assunto, o
tempo que gastaremos com cada etapa do projeto, entre outras necessidades.
Como podemos perceber, o plano de pesquisa é o roteiro necessário para que
possamos posteriormente escrever o trabalho científico. Dessa forma,
descreveremos a seguir cada etapa que um projeto de pesquisa deve
obrigatoriamente ter:
Tema da pesquisa (elemento textual obrigatório).

É o princípio de todo o processo e é muito importante ser bastante criterioso em


relação ao tema, pois o sucesso do trabalho dependerá da importância que ele tem
para a sociedade ou para cada área de trabalho. Na escolha do tema deve-se
levar em consideração a vivência acadêmica, baseando-se nas matérias que mais
gostou ou que mais achou interessante ou naquelas que gostaria de aprofundar o
conhecimento. A ideia inicial também pode partir da sua atividade profissional, o
que pode possibilitar o desenvolvimento de um projeto relacionado à empresa e um
reconhecimento enquanto profissional.
Segundo Lakatos e Marconi (1991), o tema deve ser específico, pois é muito difícil o
pesquisador conseguir dominar todo o assunto e também realizar o trabalho em tempo
hábil. Assim, a especialização permitiria ao pesquisador aprofundar em uma parte da
ciência, obtendo deduções concretas, método adequado e melhorar a viabilidade de
encontrar bibliografia relativa ao tema específico.
Problema (elemento textual obrigatório).

Em relação à formulação do problema, este deve ser apresentado na forma de


interrogação e estar relacionado ao tema, devendo ser objetivo, claro, compreensível,
explícito e operacional (passível de aplicabilidade), evitando formulações genéricas. A
formulação do problema é de extrema importância, ele é a questão não resolvida e
para a qual o pesquisador irá buscar respostas através da sua pesquisa.
Portanto, é o motivo de ser do seu trabalho acadêmico, podendo ser levantado em
relação à sustentação de uma afirmativa geralmente aceita; ou à necessidade de
contestar uma suposição, colocando-a a prova; ou à necessidade de compreender e
explicar uma situação nova ou do dia-a-dia; ou alguma lacuna (falha, irregularidade ou
brecha) metodológica ou do grau de certeza do conhecimento cientifico na área
estudada; ou em relação a uma afirmativa geralmente aceita, mas que a sua
sustentação cria incertezas quanto a sua veracidade (VERGARA, 2007).
Assim, após escolher o tema e pesquisar bastante sobre o assunto, o próximo
passo é determinar o problema para o qual buscará solução. O exemplo
apresentado por Parra Filho e Santos (2000) é bastante interessante e serve ao
nosso propósito para elucidar essa relação entre tema e problema.
Posteriormente o utilizaremos para continuar exemplificando as demais partes de
um projeto.

Exemplo:

Tema: O perfil do menor infrator.

Problema: O que leva o menor a praticar infrações?


Hipóteses (elemento textual obrigatório):

A hipótese é uma pressuposição que se faz em relação ao(s) problema(s) levantado(s),


uma suposta resposta a ele, cuja veracidade deverá ser comprovada no final da
pesquisa, ou seja, a pressuposição é provisória e deverá ser testada para verificar a
sua validade. A pesquisa é que vai demonstrar se ela é verdadeira ou não. Portanto, ao
realizar o projeto de pesquisa, supõe-se que as hipóteses enumeradas sejam
verdadeiras, mas somente quando realizar a pesquisa é que será comprovada a sua
veracidade ou não e quando o pesquisador escrever o texto ou relatório científico
(artigo, relatório de estágio, monografia, dissertação ou tese) é que essa comprovação
será colocada à disposição da comunidade científica.
Segundo Gil (1991), as hipóteses tem origem na observação eventual dos fatos ou fenômenos, nas
teorias já descritas, na intuição ou nos resultados de outras pesquisas, sendo que sua função
principal é propor explicações para os fatos observados.

 Tema: O perfil do menor infrator.

 Problema: O que leva o menor a praticar infrações?

 Hipóteses:

a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando.

b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de
terceiros (empregados, escolas, entre outros).

c) O mercado e o marketing trazem influências negativas nos jovens e adolescentes, tornando o


desejo de se adquirir bens materiais superior aos valores éticos e morais.
As hipóteses levantadas devem ser no máximo três e todas devem estar direcionadas
ao tema e problema descritos e entre si. Por exemplo, a primeira e segunda hipóteses
estão bem relacionadas, sendo que a segunda pode ser até consequência da
primeira, enquanto que a terceira foge ao âmbito das outras, pois posso ter uma
família bem harmônica e estruturada e ser influenciada pelo consumismo.

Primeira e segunda, diretamente ligada

Terceira, indiretamente ligada.


Objetivos (elemento textual obrigatório).

O objetivo tem o mesmo significado de fim e de meta, portanto indica onde o


pesquisador pretende chegar com a realização do trabalho acadêmico (monografia,
artigo, dissertação e tese). O objetivo pode se dividido em duas categorias: geral(is)
e específico(s), porém não há obrigatoriedade dessa divisão. O objetivo geral é o
que esclarece e define onde o pesquisador pretende chegar com a sua pesquisa,
enquanto que o específico determina cada uma das etapas necessárias para se
atingir o objetivo geral
Outro fator importante é identificar claramente o problema e apresentar sua
delimitação. Também, deve-se lembrar de que os objetivos devem começar a ser
descritos com o verbo no infinitivo, o que nos ajudar a demonstrar se a pesquisa é
exploratória (conhecer, averiguar, identificar, levantar, descobrir, entre outros),
descritiva (caracterizar, descrever, traçar, determinar etc.) ou explicativa (analisar,
verificar, avaliar, esclarecer, explicar, comprovar, entre outros) como, por exemplo:
 O artigo busca esclarecer a relação existente entre a escolaridade do indivíduo e as oportunidades
existentes no mercado de trabalho.

 O trabalho procura averiguar a existência de vida em Marte.

 O artigo tem por fim analisar o texto de Apolo em relação à sua afirmativa de ser Zeus um ser
egocêntrico.

 O trabalho tem por intuito comprovar que Deus é brasileiro.

 O artigo tem por objetivo descrever a evolução da educação no Brasil e comprovar que a inclusão
escolar no país não conseguiu atingir os fins determinados na Lei X.

Enfim, o objetivo geral busca demonstrar o que se pretende com o projeto (para quê realizar o projeto e
para quem?), enquanto que o específico está relacionado às ações desenvolvidas pelo projeto.
Exemplo:

Tema: O perfil do menor infrator.

Problema: O que leva o menor a praticar infrações?

Hipóteses:

a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se


desestruturando.

b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos,
deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros).
Objetivos:

Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor
infrator.

Específicos:

a) Levantar as características comportamentais do menor infrator;

b) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família;

c) Enumerar as características observadas;

d) Construir o perfil do menor infrator.


Justificativa (elemento textual obrigatório).

A justificativa se refere a um texto onde o pesquisador explica o porquê da sua pesquisa e deve ser
composta pelos seguintes itens:

i. Enumerar os motivos que o levaram a escolher o tema, a fim de convencer o leitor da importância
do mesmo;

ii. Apresentar os fatores que ratifiquem a sua relevância, tais como descrever o contexto onde o
tema se insere; a importância do tema, as contribuições de ordem prática e as oportunidades e
prováveis vantagens e benefícios da sua investigação;

iii. Apresentar os motivos pessoais, profissionais, científicos, sociais e/ou acadêmicos que o levaram
à escolha do tema.
Além disso, a justificativa deve ser elaborada em dois ou três parágrafos no máximo, ser escrito em
terceira pessoa e alicerçada por citações diretas e indiretas de autores da área pesquisada, o que
demonstra que você pesquisou o assunto.

Exemplo:

 Tema: O perfil do menor infrator.

 Problema: O que leva o menor a praticar infrações?

 Hipóteses:

a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando.

b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de
terceiros (empregados, escolas, entre outros).
Objetivos:

Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor
infrator.

Específicos:

a) Levantar as características comportamentais do menor infrator;

b) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família;

c) Enumerar as características observadas;

d) Construir o perfil do menor infrator.


Justificativa:

Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos
(BRASIL/PF, 2013)1, abrangendo jovens e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive da classe
social de maior poder aquisitivo, os que supostamente não teriam motivos para praticá-los. Portanto,
pesquisar e descrever as causas que levam esses jovens e adolescentes a entrar para o mundo do
crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender melhor esse processo e, assim,
buscar soluções que venham a minimizar a situação, o que por si só justifica a realização desse artigo.

1 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração.


Quando da elaboração da justificativa, deve-se lembrar de que os argumentos
utilizados devem ser feitos de acordo com a profundidade da pesquisa, ou seja, se
está realizando uma pesquisa bibliográfica, que é baseada em pesquisas de outras
pessoas (autores), não se deve justificar dizendo que a mesma é essencial para a
solução do problema ou que solucionará o mesmo. Deve-se ser humilde e dizer que
pretende contribuir, trazer esclarecimento ou disseminar conhecimento sobre o
assunto. No entanto, se a sua pesquisa é a primeira na área ou abrange um assunto
novo na área ou algo que ninguém ainda pesquisou você poderá dizer que busca
sanar o problema ou que a pesquisa é essencial para a área.
Referencial teórico (elemento textual obrigatório).

Segundo Lakatos e Marconi (2003), o referencial teórico possibilita a busca de


fundamentação para o projeto de pesquisa, conduzindo a pesquisa e
demonstrando que o pesquisador tem conhecimento suficiente sobre os textos e
autores que se dedicaram ao estudo do mesmo tema.
Procedimentos metodológicos/metodologia (elemento textual obrigatório).

Na metodologia, o aluno deverá explicar o caminho que irá percorrer para


desenvolver sua pesquisa, o que deverá ser feito de forma detalhada, exata e
rigorosa. Deve conter explicação sobre o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos
que serão utilizados, o tempo previsto para desenvolver cada ação, os membros da
equipe e função de cada um (quando necessitar de mais pessoas, além do
pesquisador), a forma como os dados serão trabalhados (tabulação e tratamento) e
de tudo o mais que se faça necessário ao desenvolvimento da pesquisa
(VERGARA, 2007).
De acordo com o tipo de pesquisa, a metodologia assume algumas caraterísticas
diferenciadas:

Pesquisa bibliográfica: nesse tipo de pesquisa a metodologia está relacionada à


descrição das fontes de pesquisa adotadas, aos critérios adotados para a seleção
de autores; e a determinação de como será feita a análise do material adotado, se
de forma crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras.

Pesquisa documental: nesse tipo de pesquisa é necessária a delimitação e a


descrição dos instrumentos e fontes escolhidas para o levantamento de dados, ou
seja, se será feito através de questionário, entrevista, formulário, entre outros
instrumentos;
Pesquisa experimental: nesse tipo deve-se indicar o procedimento utilizado para a
coleta de dados e para testar as variáveis, descrevendo seu funcionamento;

Pesquisa descritiva: nesse tipo de pesquisa é necessário explicar o procedimento


que será utilizado para observar o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os
dados através de questionário, análise documental, entrevista, entre outros
De forma bem simples, podemos definir a metodologia como a descrição dos
passos que vamos dar e da forma como esses passos serão dados. Assim, também
de forma clara e objetiva, a metodologia deve seguir os seguintes passos:

Definir o tipo de pesquisa;

Definir os dados a serem levantados;

Definir a forma de levantamento dos dados;

Definir população e amostra (quando for o caso);

Definir como será feito o tratamento e análise dos dados;


Exemplo:

Tema: O perfil do menor infrator.

Problema: O que leva o menor a praticar infrações?

Hipóteses:

a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando.

b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos,
deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros).
Objetivos:

Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor
infrator.

Específicos:

a) Levantar as características comportamentais do menor infrator;

b) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família;

c) Enumerar as características observadas;

d) Construir o perfil do menor infrator.


Justificativa:

Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente


nos últimos anos (BRASIL/PF, 2013)1, abrangendo jovens e adolescente de todos
os níveis sociais, inclusive da classe social de maior poder aquisitivo, os que
supostamente não teriam motivos para praticá-los. Portanto, pesquisar e
descrever as causas que levam esses jovens e adolescentes a entrar para o
mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender
melhor esse processo e, assim, buscar soluções que venham a minimizar a
situação, o que por si só justifica a realização desse artigo.
Metodologia:

a) Para uma pesquisa apenas bibliográfica:

Para a elaboração desse artigo foi feita uma pesquisa bibliográfica baseada
principalmente em livros de diversos autores da área de Educação, Sociologia e
da Psicologia como, por exemplo, Z (2013), Y (2011), X (2009), W (2008), entre
outros. Foi feito também levantamento de informações sobre o tema em revistas,
artigos, documentários, relatórios, periódicos, entre outras fontes de dados. Além
disso, foi realizado pesquisa em sites como o da Agência Brasil, Associação
Brasileira de Psiquiatria, Secretaria de Direitos Humanos e Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef), da Âmbito Jurídico, entre outros.
b) Para a pesquisa descritiva:

Foi realizada uma pesquisa com professores (120), pedagogos (10) e boa parte
dos pais de alunos (360) em todas as escolas do município de Delta/MT, obtendo
uma amostra de 490 pessoas. O questionário aplicado (ANEXO I) contém 12
questões relacionadas ao tema. Após o levantamento dos dados, utilizou-se de
ferramentas estatísticas para obter as informações necessárias à conclusão, o que
está descrito no subitem Resultados e Discussões.
Unidade 4: Processo Comunicacional da Pesquisa
Comunicação: O que é?
Definição: A palavra comunicação origina-se do latim communicare, que significa
partilhar, dividir, tornar comum, associar, trocar opiniões...

Vivemos na sociedade da informação, mas quanto dela, efetivamente, é


comunicação?

Informação é apenas um dos elementos – mensagem – do modelo clássico do


processo de comunicação...
Processo de Comunicação
Emissor ou destinador: é o que envia a mensagem; pode ser um indivíduo ou um
grupo (uma empresa, o governo, etc.)

Receptor ou destinatário: é o que recebe a mensagem; pode ser um indivíduo, um


grupo, ou mesmo um animal

Mensagem: é o objeto da comunicação; ela é constituída pelo conteúdo das


informações transmitidas
Código: é um conjunto de signos e de regras de combinação desses signos; o
emissor utiliza-se dele para elaborar a sua mensagem. O receptor identificará esse
sistema de signos (no nosso caso, a língua portuguesa) se seu repertório for
semelhante ao do destinador.

Referente: é o assunto, a situação que envolve o emissor e o destinatário e o


contexto linguístico que contém a mensagem.
Ruído: Entende-se por ruído tudo aquilo que afeta, em diferentes graus, a
transmissão da mensagem: pouca atenção do receptor, erros de codificação, voz
muito baixa ou encoberta por uma música etc. O termo ruído não se refere somente
a perturbação sonora, aplica-se, também, à comunicação visual (erros de digitação e
uma mancha numa tela são ruídos) e a outros tipos de comunicação.
Elaboração de Projetos:

Escrever bem é:
Obedecer as regras gramaticais;
Procurar clareza, evitando palavras e frases obscuras ou de duplo sentido;
Agradar o leitor, empregando expressões elegantes e fugindo de um estilo muito
seco.
Para que seja eficaz...

É necessário haver:
Clareza e objetividade para que a mensagem implique uma resposta;
Precisão para que o outro compreenda o que se está pensando;
Persuasão para obter a colaboração e resposta esperada.
É preciso tomar cuidado com:

Interferência física: dificuldade visual, má grafia das palavras, cansaço, falta de


iluminação, etc.;

Interferência cultural: palavras ou frases complicadas ou ambíguas, diferenças de


nível social;

Interferência psicológica: mensagem que contenham agressividade, aspereza,


antipatia, etc.
Componentes principais para Elaboração de Artigos:

Plano de trabalho; o que você quer comunicar, para quem vai comunicar, quando vai
comunicar, como, por quê?

Organização; todo texto deve ter uma introdução ao assunto, em seguida o


desenvolvimento de suas ideias e a conclusão ou desfecho.
Tipos de textos/artigos: Narrativo, Dissertativo e Descritivo

Narrativo: É a modalidade de redação na qual contamos um ou mais fatos que


ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens.

Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui
os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme vai sendo narrado:
Onde?
|
Quando? --- FATO --- com quem?
|
Como?
Elementos do Texto/Narrativo:

Assim nós temos:


Fato = o que vai se narrar
Quem = personagens
Onde = lugar
Quando = o tempo
Como = modo, de que maneira se deu o fato
Texto Narrativo, exemplo:

“Eram oito horas da noite quando o fogo começou a se alastrar pelo prédio onde
havia quatro faxineiros trabalhando.”
Texto/Artigo narrativo:

A estrutura do texto narrativo é a Quem conta a história é o


seguinte: narrador, que pode se
apresentar de duas maneiras:
Introdução: parte inicial da
história; Narrador personagem – participa
da narrativa,
Desenvolvimento: é a história
propriamente dita; Narrador observador –
simplesmente narra, conta a
Conclusão: final ou epílogo
história.
Texto Descritivo Explanação:

É o tipo de redação na qual se apontam as características que compõem um


determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem.

Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.


No texto descritivo, o tipo de verbo mais adequado (mais comum) são os verbos de
ligação (ser, estar, permanecer, ficar, continuar, parecer, etc.), pois esse tipo de
verbo liga as características representadas linguisticamente pelos adjetivos - aos
seres caracterizados representados pelos substantivos.
Exemplo de Texto Descritivo:

[...] É baixa e magra, como convém a alguém que sempre comeu muito pouco, e
sua pele tem a coloração típica dos que tomam sol, chuva, mormaço, ou qualquer
coisa que não se possa escolher ou evitar. Seus cabelos crespos e negros parecem
encolher-se ainda mais, para não sofrerem a ação do vento impregnado de poeira e
poluição [...]
Texto/Artigo Dissertativo:

A redação na qual expressamos nossas idéias sobre determinado assunto


denomina-se dissertação.

Idéia Central + Defesa com argumentação = Exposição detalhada das idéias acerca
do assunto tratado.
Texto/Artigo Dissertativo:

Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a respeito de um determinado tema,


expressando o ponto de vista de quem escreve em relação a esse tema.
(argumentar = convencer, influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais
importante de uma dissertação.
Texto/Artigo Dissertativo:

Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira convincente, ou seja, de maneira que


elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor ; e isso só acontece quando tais
opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas, exemplificadas, em
suma: bem ARGUMENTADAS.
Texto/Artigo Dissertativo Objetividade:

Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto
seus pontos de vista de maneira impessoal, objetiva e sem prolixidade ("encher
linguiça"): que a dissertação seja elabora com verbos e pronomes na 3ª pessoa. O
texto impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos
de quem disserta.
Texto/Artigo Dissertativo Organização:

O elo entre ponto de vista e argumento se faz de maneira coerente e lógica


através dos conectivos, conjunções, que são chamadas de marcadores
argumentativos.

todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes:

Introdução

Desenvolvimento

Conclusão
Texto/Artigo Dissertativo Introdução:

A introdução é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de um


conceito ou através de questionamento(s) que ele sugere, que deve ser seguido de
um ponto de vista e de seu argumento principal.
Texto/Artigo Dissertativo Introdução:

Para que a introdução fique perfeita, é interessante seguir esses passos:


1. Faça a pergunta ao tema. Por quê?
2. Responda a pergunta ( e obtém-se os argumentos).
Texto/Artigo Dissertativo Exemplo:

Tema: A qualidade de vida nas zonas rurais é, em alguns aspectos, superior à zona
urbana.

Por quê?
Possíveis respostas:

1. No campo inexiste a agitação das grandes metrópoles;

2. Há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados;

3. As pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas mais


profundas e duradouras.
Assim...

É do conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns


aspectos, superior à zona urbana, porque no campo inexiste a agitação das grandes
metrópoles, há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados e, além
do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas
mais profundas e duradouras.
Texto/Artigo Dissertativo Desenvolvimento:

O desenvolvimento contém as ideias que reforçam os argumentos, ou seja, os fatos


e exemplos ( verdadeiros, reconhecidos publicamente).

Cada argumento deve ser explicado, defendido em um parágrafo.

Lembre-se: o número de argumentos que você obter em resposta à pergunta ao


tema, será o número de parágrafos que irá compor o seu desenvolvimento.
Texto/Artigo Dissertativo Conclusão:

A conclusão é a parte final do texto dissertativo, e é composto por:


Expressão inicial: Por tudo isso..., Assim sendo..., Diante do exposto..., Dessa
forma..., Por todas estas ideias apresentadas..., Dado o exposto..., etc.
Reafirmação do tema;
Observação final
A qualidade de vida no campo

É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos, superior à da zona urbana. Isso porque
no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles, há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados, além do
mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras.
Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito de concorrência, a busca de se obter uma
melhor colocação profissional, enfim, a conquista de novos espaços lança o habitante urbano em meio a um turbilhão de constantes
solicitações. Esse ritmo intenso torna a vida bastante agitada, ao contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da zona
rural.
Além disso, nas áreas campestres há maior quantidade de alimentos saudáveis. Em contrapartida, o homem da cidade costuma
receber gêneros alimentícios colhidos antes do tempo de maturação, para garantir maior durabilidade durante o período de
transporte e comercialização.
Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais. Ela difere da convivência habitual estabelecida
pelos habitantes metropolitanos. Os moradores das grandes cidades, pelos fatores já expostos, de pouco tempo dispõem para
“alimentar” relações humanas mais profundas.
Por isso tudo entendemos que a zona rural propicia as seus habitantes maiores possibilidades de viver com tranquilidade. Somente
resta esperar que as dificuldades que afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do tempo.
Resumo:

É uma condensação fiel das ideias ou dos fatos contidos no texto.

Resumir um texto significa reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista
três elementos:
Fases do Resumo:

Ler uma vez o texto ininterruptamente, do começo ao fim, para saber: do que trata
o texto?

Reler o texto, procurando entendê-lo a fundo;

Procurar a idéia, tópico (central) de cada parágrafo;


Fases do Resumo:

Escrever a síntese, formando frases com todas as ideias principais;

Confrontar a síntese com o original para que nada de importante seja omitido;

Dar redação final com suas palavras, em bom estilo.


Trabalho de Conclusão de Curso
“Formatação”
Pergunta:

Como conseguimos adquirir conhecimento?

Conhecer é adquirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato ou situação, o qual


pode nascer de experiências acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da
convivência com outras pessoas, ou através de leituras, ou de outro meio qualquer.
Assim, podemos encontrar os seguintes tipos de conhecimentos:
Citações:

As citações aparecem no texto e servem de embasamento para o autor do trabalho.


Inclusive, o trabalho não é considerado científico se não as tiver, seja em sua forma
direta ou indireta.

Citação direta:

Segundo Estrela & Sabino (2001), a citação direta é a transcrição literal do texto
consultado e que é reproduzido conforme redação original. Nesse tipo de citação é
obrigatório citar o ano da publicação e a página da onde foi retirada. Exemplo:

Quando incluso no texto: Pereira (1989, p. 26).


Quando no final da citação direta: (PEREIRA, 2002, p. 45).
As citações diretas se dividem em curtas ou longas. O primeiro tipo ocorre quando
a transcrição não for superior a três linhas, devendo vir entre aspas, ter o
sobrenome do autor, ano e página. Exemplo:

Conforme nos apresenta Vygotsky (1998, p. 67) “As maiores aquisições de uma criança são
conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação
real e moralidade”.

Educar ludicamente adolescentes e adultos “significa criar condições de restauração do


passado, vivendo bem o presente e construindo o futuro” (FARIAS, 2010, p. 102).
As citações diretas longas que possuem mais de três linhas, devem serem
transcritas em um parágrafo independente, recuado a 4 cm da margem esquerda,
sem aspas, fonte 10 e espaço simples entre linhas. Deve ainda conter autor, ano e
página. Exemplo:
Outro aspecto importante e que fundamenta a Educação como um Direito Humano diz respeito ao fato do
acesso à educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer dizer que o sujeito que
passa por processos educativos, em particular pelo sistema escolar, é normalmente um cidadão que tem
melhores condições de realizar defender os outros direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente,
participação política etc.). A educação é base constitutiva na formação do ser humano, bem como na defesa
e constituição dos outros direitos econômicos, sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12).
Citação indireta:

Nas citações indiretas se expressam as ideias contidas em dado texto, mas sem
transcrever literalmente as palavras do autor. Elas são expressas da seguinte
forma:

a) Quando o nome do autor (ou autores) integra o texto do parágrafo, no seu


início ou meio, coloca-se o sobrenome do autor em letras maiúscula, ano da
publicação entre parênteses, não tendo necessidade de colocar a página.
Exemplo:

Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do
brincar para a aprendizagem infantil.
b) Quando o nome do autor (ou autores) constar no fim do parágrafo, deve vir
em letra maiúscula, entre parênteses e conter o ano da publicação. Exemplo:

O professor deve descobrir a importância do brincar no processo ensino-aprendizado, para


isso deve utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009).
Várias citações de um mesmo autor:

Quando um autor tem várias obras realizadas em um mesmo ano, faz-se a


citação pelo sobrenome, ano e acrescenta ao ano as letras do alfabeto,
minúscula, em ordem alfabética e sem espaçamento. Exemplo:

Mira (1997a); Mira (1997b); Mira (1997c).


Citação de trabalhos de dois ou três autores:

Se a citação for aparecer no início ou meio do parágrafo devem ser ligadas pela
letra “e”, seguido do ano. Exemplos:

Dois autores: Pereira e Silva (2004).


Três autores: Pereira, Silva e Souza (2004).
Se a citação vier no final do parágrafo, deve vir os nomes dos autores em letra
maiúscula e separados por ponto-e-vírgula e o ano da publicação. Exemplo:

As características mais comuns nas crianças superdotadas, na idade pré-escolar, são: o


alto grau de curiosidade, boa memória, atenção concentrada, entre outras (CLINE;
SCHWARTZ, 1999, p. 121).
Citação com mais de três autores:

Nesse caso, é necessário citar apenas o sobrenome do primeiro autor seguido


da expressão et al (ou et alli). Exemplo:

Ferreira et al. (2009) ou (FERREIRA et al., 2009).


Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva. Quando o autor é
uma entidade coletiva, o nome da mesma deve vir por extenso. Exemplo:

(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2010).


Citação de documentos de autoria de órgãos da administração pública direta:

Nesse caso, a citação deve ser feita na seguinte ordem: nome do país, do
estado ou do município, ano. Exemplo:

BRASIL (2008)
MINAS GERAIS, 2009.
ITAÚNA, 2014.
Sistema alfabético (autor-data):

É o sistema em que figura no texto o sobrenome do autor principal, seguido do ano da publicação.
Exemplo:

Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do brincar
para a aprendizagem infantil.

O professor deve descobrir a importância do brincar no processo ensino-aprendizado, para isso deve
utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009).

Na citação curta:

Segundo Freire (2009, p. 76), “os jogos e brincadeiras trazem o lúdico para o processo de ensino
aprendizagem”.
Na citação longa:
Outro aspecto importante e que fundamenta a Educação como um Direito Humano diz respeito ao fato de que o acesso à
educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer dizer que o sujeito que passa por processos educativos,
em particular pelo sistema escolar, é normalmente um cidadão que tem melhores condições de realizar e defender os outros
direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente, participação política etc.). A educação é base constitutiva na formação do
homem, bem como na defesa e constituição dos outros direitos econômicos, sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12).
Referências bibliográficas (NBR 6023, 2000).

As referências bibliográficas devem conter todas as informações sobre as obras


citadas na fundamentação do artigo. Dizem respeito a uma listagem dos livros,
artigos, periódicos, revistas acadêmicas, entre outros materiais utilizados pelo
aluno durante a realização do TCC e que permitem a identificação dos mesmos.
Devem vir em espaço simples e separadas umas das outras por um espaço livre. A
seguir as principais orientações sobre os diferentes tipos de referências:
a) Modelo utilizado quando há um só autor:

AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de


publicação. Números de páginas ou volume.

GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. 2. ed. Niterói:


EdUFF,1998. 169 p.
b) Modelo utilizado quando há dois autores:

AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de


publicação. Números de páginas ou volume.

LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia


científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005. 21p.
c) Modelo utilizado quando há três autores:

AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publicação:


Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume.

SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S. de F; FRANÇA. M. N. Guia para


normalização de trabalhos técnicos-científicos: Projetos de pesquisa,
trabalho de conclusão de cursos, dissertação e teses. 5. ed .
Uberlândia: UFU, 2005.144p
d) Modelo utilizado quando há mais de três autores:

AUTOR et al (ou et alli). Título. Edição. Local de publicação: Editora,


ano de publicação. Números de páginas ou volume.

CALDEIRA, J. et al. História do Brasil. São Paulo: Companhia das


Letras, 1997.365 p.
e) Modelo utilizado quando há vários autores com responsabilidade
diferenciada (organizador, coordenador, etc.):

Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Local de publicação.


Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume.

PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. (ORG.). Manual de


economia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. 606 p.
Citação de capítulo de um livro:

a) Modelo para capítulo de livro com autoria própria:

AUTOR. Titulo do capitulo. In Título do livro. Edição. Local de publicação:


Editora, ano de publicação. Número das páginas inicial-final.

SILVA, A. M. Pinheiro; FRANÇA, M. N. Referências. In TOLEDO, J. Guia para


normalização de trabalhos técnico-científicos: Projetos de pesquisa - trabalho de
conclusão de cursos, dissertações e teses. 5 ed. Uberlândia: Edufu, 2005. p. 51-
106.
b) Modelo utilizado quando há vários autores com responsabilidade
diferenciada (organizador, coordenador, revisão técnica, etc.):

AUTOR DO CAPÍTULO. Titulo do capítulo. In AUTOR DO LIVRO (Org.).


Titulo do livro. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação.
Números de páginas ou volume.

MONTORO FILHO, André Franco et al; PINHO, Diva Benevides


(Coord); VASCONCELLOS, Antônio S. (Revisor Técnico). Manual de
Economia da USP. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 1988.
Citação de trabalhos acadêmicos (artigos, dissertações e teses):

AUTOR. Titulo. Ano. Números de folhas. Finalidade (grau pretendido).


Curso. Instituição. Cidade. Ano.

PEREIRA, Marluci M. Evolução dos Gastos Públicos no Brasil. 1985.


78f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Ciências
Econômicas) Faculdade de Ciências Econômicas. Universidade de
Itaúna. Itaúna/MG, 1985.
Citação de artigos em periódicos com indicação de autoria:

AUTOR. Título do artigo. Título do periódico. Local de publicação.


Volume. Número. Páginas inicial – final. Mês de publicação
(abreviatura). Ano de publicação.

BORGES, V.D.S. Modelo sustentável de vida urbana: uma reflexão.


UEG em revista. Goiânia, v.1, n.2. p. 81-97, jan./dez. 2005
Citação de documentos jurídicos:

JURISDIÇÃO (ou nome da entidade coletiva, no caso de se tratar de


normas). Título, numeração e data. Ementa e dados da publicação que
transcreveu a legislação. Notas informativas relativas a outros dados
necessários a identificar o trabalho.

BRASIL. Secretaria de educação. Parâmetros Curriculares Nacionais:


Introdução aos parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria de Ensino
Fundamental. Brasília: MEC/SEF. 1997,126p.
Citação de documentos eletrônicos – artigos de revistas on-line:

AUTOR. Título do artigo. Título da Revista, local de publicação, volume, número,


páginas inicial-final, mês (abreviado) e ano de publicação. Data. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano.

NETO, M. F. de S. O ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do


professor. Cadernos Cedes, Campinas, v. 25, n°. 66, p. 1-7, mai./ago. de 2005.
Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em 24/11/2014
Cuidados para Pesquisadores Iniciantes
Todas as normas citadas anteriormente contêm as regras principais para que um
texto possa ser considerado científico. No entanto, é fácil perceber através dos TCC
que boa parte dos alunos não lê os manuais de normalização do TCC das
faculdades ou os recomendados por ela. Lembramos que se o texto não estiver
dentro das padronizações necessárias, não é considerado científico, o que impede a
obtenção da aprovação.
Outro fator a ser realçado é a dificuldade que boa parte dos alunos possui de
escrever um texto científico com ideias claras, concisas e dentro de um padrão
científico mínimo. O que se percebe no TCC é a utilizada demasiada de citações
diretas, o que torna o texto muito mais de terceiros (autores) do que do próprio aluno,
como já falado. Recomenda-se que o aluno leia o que o autor está dizendo, analise e
transcreva as ideias com suas palavras, ou seja, que faça uma citação indireta.
Links para formatação e publicação de artigos,
segundo as Normas da SBC Sociedade Brasileira da
Computação
Revista IBICT: Periódico Científico de âmbito internacional
Revista de Computação: Problema Atual do Computador: engenharia de Software
Revista de Engenharia de Sistemas Distribuídos
Revista Internacional de Estatística e Sociedade
Revista IEEE
Revista Informática na Educação: Teoria e Prática
Revista de Redes de Computadores e Comunicação
Revistas de Circuitos e Sistemas Integrados
Revista de Informática Aplicada
RITA - Revista de Informática Teórica e Aplicada
Revista de Computação e Tecnologia
Revista Júnior de Iniciação Científica em Ciências e Engenharia
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