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Curso Técnico em Enfermagem

APOSTILA DO CURSO
TÉCNICO EM
ENFERMAGEM

MÓDULO II
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SUMÁRIO

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM ..........................................................3

DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM, CRIANÇA, ADOLESCENTE E MULHER...... 27

DISCIPLINA: ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM E TRATAMENTO CIRÚRGICO.........................137

DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM TRATAMENTO CLÍNICO..................210

DISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO EM ENFERMAGEM II......286

DISCIPLINA: ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA II......................................................383

DISCIPLINA: FARMACOLOGIA II....................................................................................437

É expressamente proibida a reprodução desta apostila. Todos os direitos autorais são


reservados à mantenedora Escola Técnica Conhecer Ltda, conforme lei nº 9.610 de
fevereiro de 1998.

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DISCIPLINA:
ADMINISTRAÇÃO EM
ENFERMAGEM

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SUMÁRIO

Noções de Administração............................................................................................................05

Funções Universais da Administração.........................................................................................06

Teorias Administrativas...........................................................................................................07

Liderança.....................................................................................................................................09

Hospital, a enfermagem e a filosofia do serviço de enfermagem...............................................10

Serviços de Enfermagem: Finalidades........................................................................................12

Característica da Enfermagem....................................................................................................13

Administração de Recursos.........................................................................................................15

Observação, Organização e Planejamento da Assistência de Enfermagem................................18

Organização.................................................................................................................................21

Controle da Qualidade em Enfermagem.....................................................................................22

Educação Continuada e Treinamento em enfermagem..............................................................23

Referências Bibliográficas ...........................................................................................................26

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NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO

A Administração, com suas concepções, está sendo considerada uma das principais
chaves para solução da maioria dos problemas que afligem atualmente o mundo moderno. A
História nos demonstra que a maioria dos empreendimentos militares, sociais, políticos,
econômicos e religiosos, teve uma organização, não muito regular, mas que retrata uma
estrutura hierárquica, evidenciando as funções de poder e de decisão, mostrando que sempre
houve necessidade de alguém dar ordens, alguém ser chefe, e, portanto sempre houve
administração.

Administrar significa gerir negócios públicos ou particulares. É a arte de conduzir seres


humanos para se alcançar objetivo.
Trata-se de uma área da atividade humana cuja finalidade principal é estabelecer e
manter um ambiente em que pessoas, atuando em grupos organizados, possam trabalhar
eficientemente no sentido de alcançar as metas traçadas pelos próprios grupos. Requer
ainda, a manutenção de um bom relacionamento dos grupos com os diversos aspectos do
ambiente, entre os quais vale citar: o ético, o social, o religioso, o econômico e o técnico.
Todo sistema administrativo deve ser eficiente e efetivo. O sistema é eficiente quando
consegue, com os mesmos esforços e os mesmos recursos, os melhores resultados, é
efetivo quando o produto alcançado corresponde ao planejado e esperado. Uma boa
administração pode conduzir uma empresa medíocre e singular em uma organização modelo;
em contrapartida, uma má administração pode levar essa mesma empresa ao fracasso total.
Podemos dizer que a Administração é uma ciência social, porque está relacionada com
pessoas, Podemos dizer que a Administração é uma ciência social, porque está relacionada
com pessoas, suas atitudes e problemas com grupos que tem direito a dizer não, a duvidar, a
discordar, a combater e a sugerir. Por tudo isso, o administrador deve:
- Compreender os aspectos organizacionais:
- Analisar e correlacionar os aspectos com elementos técnicos, econômicos, financeiros,
sociais e legais:
- Explicar com clareza e habilidade seus objetivos, para obter total participação.
Portanto, a tarefa básica da administração é a de alcançar objetivos através das
atividades realizadas por pessoas para pessoas. A administração é responsável pela
determinação da filosofia, dos objetivos e estrutura da organização, pela formulação das
orientações c pela tomada de decisões, e atividades das diversas partes de uma organização.
Habilidades do administrador

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Habilidade técnica: consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos


necessários para a realização de suas tarefas especificas.
Habilidade humana: consiste na capacidade de trabalhar com o ser humano, compreender
suas capacidades e limitações.
Habilidade conceitual: consiste na habilidade de compreender as complexidades da
instituição, ajustando seu comportamento aos objetivos institucionais.

FUNÇÕES UNIVERSAIS DA ADMINISTAÇÃO

A função básica do administrador é criar condições para que a empresa atinja de forma
mais racional e econômica possível os seus objetivos. Para conseguir desempenhar
satisfatoriamente esta função, o administrador terá que se valer das funções da
administração: Planejamento, Organização, Direção / Coordenação, Controle / Avaliação.

-Planejamento: o planejamento é a fase da administração em que se procede à seleção de


objetivos, são determinadas as diretrizes básicas, bem como os recursos para tingi-los. Nunca
se deve esquecer que o plano está sujeito a modificações, guiado pela experiência e pelos
fatos.
-Organização: é a função administrativa de associar vários fatores e os recursos necessários
para a execução dos planos estabelecidos.
-Direção / Coordenação: é a função administrativa que gera as ações na organização à
medida que se executam os planos pré-estabelecidos.
-Controle / Avaliação: é a função administrativa de avaliação e regularização do
desenvolvimento das atividades de forma a se garantir que seja cumprido o planejamento
dentro das diretrizes pré-fixadas, segundo a organização e a divisão estabelecidas. Os meios
mais adequados para se obter um eficiente controle são: Chefia; Auditorias; Inspeção in loco;
Registros - relatórios, boletins, fichas de avaliação, etc.

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TEORIAS ADMINSTRATIVAS

A formulação das teorias administrativas foi lentamente moldada conforme o contexto


histórico da humanidade. Além da influência dos filósofos e pensadores, houve também a
influência da Igreja Católica, da Organização Militar, dos Economistas e da Revolução
industrial. Vale lembrar que não existe uma teoria ou forma perfeita de administrar. Cada
organização é diferente e o administrador deve montar a forma mais cabível de acordo com
as necessidades.

TEORIA CIENTÍFICA
Tinha como proposta o aumento da produção pela eficiência do nível operacional.
Preconizava a divisão do trabalho, a especialização do operário e a padronização das
atividades e tarefas por eles desenvolvidas. Assim, o operário passava a saber cada vez
menos do todo que constituía o seu trabalho, para saber mais a respeito da parte que lhe
cabia.
- A Teoria e a Enfermagem: a preocupação com o “como fazer”’ tem sido uma constante da
enfermagem. A elaboração de escalas ou simples adoção de manuais de técnicas e de
procedimentos são preocupações do serviço de enfermagem. As escalas diárias de divisão do
trabalho são típicas dessa fase mecanicista. Assim sendo, o profissional de enfermagem se
distancia do todo e se fixa na parte, não interagindo no planejamento, execução e avaliação
de todas as atividades que integram a assistência de enfermagem.

TEORIA CLÁSSICA
Visava à eficiência da organização pela adoção de uma estrutura adequada e de um
funcionamento compatível com esta estrutura. Surgiram os princípios da divisão do trabalho,
da autoridade e responsabilidade, da disciplina, da unidade de comando, da unidade de
direção, da subordinação do interesse particular ao interesse geral, da remuneração do
pessoal, da centralização, da hierarquia e da equidade. Foi definido o princípio da ordem (um
lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar).
- A Teoria e a Enfermagem: A estrutura rigidamente hierarquizada estabelece a
subordinação integral de um indivíduo a outro e de um serviço a outro, sendo a enfermagem
um desses serviços nas instituições de saúde. As pessoas e as relações interpessoais não
são devidamente consideradas, e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras.
Assim a preocupação com a quantidade de trabalho desenvolvido é maior do que com a
qualidade.

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TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS


A escola de Relações Humanas nasceu da necessidade de humanização e de
democratização da administração, com ênfase ao homem. Trata de temas relativos como a
motivação humana, liderança, comunicação e dinâmica de grupo. Surge o conceito de
“‘homem social” em oposição ao “homem econômico”. A produção e a produtividade são
resultantes da integração social. O aspecto emocional é de relevante importância no
desempenho das pessoas.
- A Teoria e a Enfermagem: a comunicação adequada entre profissionais de enfermagem é
considerada fator relevante para a continuidade e otimização da assistência de enfermagem.

TEORIA BUROCRÁTICA
Visava organizar detalhadamente a empresa e controlar rigidamente suas atividades. A
burocracia não constituía um sistema social, mas um tipo especial de autoridade e poder.
Tem caráter racional e uma sistemática de divisão de trabalho, com impessoalidade nas
relações humanas em função dos cargos e funções eu exercem na organização.
- A Teoria e a Enfermagem: o pessoal de enfermagem passa a ter características
profissionais, de técnicos especializados, com comportamentos e posições estrategicamente
definidos pelo grupo que detém o poder na organização. A valorização das regras e normas
contribui para uma prática administrativa estanque, baseada em regras e normas obsoletas
com poucas perspectivas de mudanças.

TEORIA DE SISTEMAS
Esta teoria parte de três premissas básicas: os sistemas existem dentro de sistemas; os
sistemas são abertos; e as funções de um sistema dependem de sua estrutura. Esta teoria
baseia-se no conceito de “homem funcional”, que se caracteriza pelo relacionamento
interpessoal com outras pessoas. As organizações são consideradas um sistema de papéis, e
os indivíduos constituem os atores que desempenham esses papéis.
- A Teoria e a Enfermagem: As organizações são aceitas como subsistemas do sistema
maior no caso, é o sistema de saúde. Nessas organizações são aceitas, com frequência,
propostas compatíveis com outras teorias.

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LIDERANÇA

1. CONCEITO:
“Liderança é um fenômeno de grupo”
Nem todo líder é chefe, nem todo chefe é líder. É importante que os chefes sejam
líderes. Pois liderança é um processo de chefia.

2. IMPORTÂNCIA
Na evolução de qualquer processo podem surgir dificuldades, daí a necessidade da
presença do LÍDER, para que o desenvolvimento do processo seja harmonioso, eficiente e
eficaz.

3. QUALIDADE DO LÍDER:
Convincente;
Credibilidade;
Capacidade de influenciar pessoas.
“Não é difícil fazer os liderados aprenderem aquilo que é necessário.
Difícil é fazê-los desaprender aquilo que os prejudicam”.
Ajudar as pessoas a se sentirem satisfeitas consigo mesmas constitui a CHAVE para o líder
eficaz;
Estimular a autoavaliação;
Conhecimento de si mesmo, impulsionar o profissionalismo é fundamental para mudança do
ambiente de trabalho.

4. CONDIÇÕES BÁSICAS PARA LIDERANÇA:


-Pertencer ao mesmo grupo de trabalho, estando nele inserido;
-Integrar-se nas realizações interpessoais do grupo, quebrando barreiras sociais existentes;
-Respeitar: maturidade, necessidades, conhecimentos, experiências e as diferenças
individuais;
-Facilitar o trabalho a ser feito.

5. EVOLUÇÃO DA LIDERANÇA:

Tradicionalmente, a produção, a disciplina, o autoritarismo eram enfoque principal de


qualquer empreendimento.

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O líder apresentava-se autoritário, e os liderados apresentavam-se: Medrosos,


submissos, negativos; pacatos, não criativos;
Atualmente, diante da nova percepção, entende-se que o homem não é mais um fator
de produção apenas. Hoje é de fundamental importância considerar que o homem criativo,
seguro, competente, feliz e positivo, produz com qualidade e quantidade em níveis mais
elevados.

6. TIPOS DE LIDERANÇA:

Podemos considerar 4 tipos de chefes:


-Autocrática;
-Democrática;
-Liderança livre;
-Laissez-Faire.
Nenhuma delas é mais apropriada do que a outra, o bom líder deve utilizar os 4 tipos de
liderança, conforme a situação que se apresente.

HOSPITAL, A ENFERMAGEM E A FILOSOFIA DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM.

A palavra hospital vem do latim “hospes” que significa hóspede. Conceito de Hospital
segundo a Organização Mundial de Saúde:

“Hospital é parte integrante de um sistema coordenado de


saúde, cuja função é dispensar à comunidade completa
assistência médica, preventiva e curativa, incluindo
serviços extensivos à família em seu domicílio e ainda um
centro de formação dos que trabalham no campo de saúde
e para as pesquisas bio-sociais”.

O hospital, além de ser uma instituição complexa, deve ser também completa. O
conceito da OMS mostra que o hospital é parte de uma organização médico-social cuja
função básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral, curativa e
preventiva, sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, constituindo-se
também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em
saúde, bem como de encaminhamento de pacientes, cabendo-lhes supervisionar e orientar os
estabelecimentos de saúde a eles vinculados tecnicamente.
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Cada vez mais o Hospital deixa de ser o único lugar a resolver problemas de saúde,
expandindo esta responsabilidade para outros lugares onde o indivíduo vive, trabalha e tem
lazer, além de promover a saúde e prevenir a doença em conjunto com outras instituições.
O Hospital é uma empresa, uma organização. Sob o ponto de vista técnico, é uma
empresa, devidamente aparelhada em pessoal e material, destinada ao diagnostico e
tratamento de pessoas que necessitam de assistência médica diária e cuidados permanentes
de enfermagem, em regime de internação.
No sentido filosófico, podemos dizer, que o hospital é a representação do direito que
cada homem tem de tratar e conservar a saúde.
Para definir o hospital sob o ponto de vista da Administração, podemos afirmar que é
uma organização que contém várias unidades, entrosadas harmoniosamente entre si para
poder, desta maneira, oferecer conforto e bem-estar aos pacientes, como também um
ambiente agradável e adequado ao pessoal que nele trabalha.
O hospital é uma instituição complexa, onde atividades industriais são mescladas com
ciência e tecnologia de procedimentos utilizados diretamente em pacientes com componentes
sociais, culturais e educacionais, interferindo na estrutura, no processo e nos resultados, e
nele existe uma grande variedade de pessoal especializado ou não, com as mais diversas
funções.
O pessoal com as atribuições similares se reúne, se associa, formando assim divisões,
serviços, setores, entrosando entre si, constituindo assim a grande organização hospitalar.
Um destes setores é o Serviço de Enfermagem, com função específica, de dar assistência e
cuidados de Enfermagem aos pacientes internados.

Funções
Assistência Médica preventiva e curativa;
Reabilitação;
Ensino;
Pesquisa.

Classificação dos Hospitais


Segundo ao Porte
Pequeno Porte de 01 a 49 leitos;
Médio Porte de 50 a 199 leitos;
Grande Porte de 200 a 499 leitos;
Porte Especial acima de 500 leitos.

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Sob os Aspectos Clínicos


Hospital Geral - serviço de internação médico-cirúrgico, gineco-obstetricia e outros;
Hospital Especializado - serviço de internação de especialização médica: cardiologia,
oftalmologia, ortopedia, etc.

Quanto ao Aspecto Administrativo


Administração Pública - federais, estaduais e municipais;
Particulares;
Filantrópicos/Beneficentes.

Quanto ao Corpo Clínico


Fechado - possui corpo clínico efetivo, sendo que o exercício de profissionais estranhos pode
ser em caráter eventual mediante permissão especial;
Aberto - é permitido a internação e cuidados a pacientes, por profissionais que não fazem
parte do Corpo Clínico efetivo.

SERVIÇOS DE ENFERMAGEM: FINALIDADES

A palavra finalidade significa: fim a que algo se destina.


As finalidades do hospital e do Serviço de Enfermagem devem aparecer muito claras no
Regulamento e no Regimento dos serviços.
São evidentemente, a tônica do comportamento dos elementos. Por serem extensas,
aparecem agrupadas em grandes tópicos.

Podem ser exemplo de Finalidades do Serviço de Enfermagem:


- Prestar assistência de enfermagem ao paciente, atendendo-o em suas necessidades
básicas;
- Colaborar no provimento do pessoal destinado ao Serviço de Enfermagem e definir os
cargos e atribuições (papel do enfermeiro);
- Prestar assistência educacional, desenvolvendo programas que atendem às diferentes
categorias do Serviço de Enfermagem (papel do enfermeiro).

Elementos Básicos para um bom serviço de Enfermagem

Planejamento que permita uma execução harmoniosa dos planos depende:


Da exata formulação dos objetivos do Serviço de Enfermagem;
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Da determinação do número e da qualidade do pessoal de enfermagem;


Da previsão do material permanente, de aparelhos, equipamentos e do material de consumo;
Da coordenação de todos os trabalhos e sua execução;
Da adoção de critérios para a avaliação dos resultados obtidos.

Entrosamento harmonioso entre:


Os métodos usados na administração do serviço de Enfermagem;
Os cuidados específicos de enfermagem em relação ao paciente;
Educação contínua do pessoal de enfermagem.

Relação harmoniosa entre:


O serviço de enfermagem e a organização do hospital como um todo - cúpula administrativa;
O serviço de enfermagem e os demais serviços do hospital;
O pessoal de enfermagem nas suas diversas categorias.

CARACTERÍSTICAS DA ENFERMAGEM

A enfermagem apresenta quatro características que a diferenciam de outros serviços:

Continuidade: tratamento do paciente na perspectiva integral mediante a qual recebe os


serviços necessários em sequencia adequada e a intervalos de tempo apropriados;
Diversidade de necessidades: utiliza diversos materiais, equipamentos e técnicas para a
assistência;
Contingência: o que pode ou não suceder (o eventual, o incerto);
Intensidade de emoção: convite com emoções fortes, como a dor, o sofrimento e a morte.

A Equipe de Enfermagem e os métodos de Cuidados

1- Conceito de Equipe
Conjunto de pessoas que é constituído para unir forças em prol de um objetivo comum,
desenvolvendo atividade coordenada sem atritos.

2- Trabalho em Equipe em Enfermagem


Ocorre a distribuição de tarefas por leito ou por atividades a fim de obter um resultado
com um objetivo comum.
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3- Componentes da Equipe de enfermagem


Enfermeiro;
Técnico em Enfermagem;
Auxiliar em Enfermagem.

4- Passagem de plantão
Realização da passagem
Acontece na troca de turno e equipe de trabalho. É aconselhável que quem vai chegar
ao serviço, esteja na unidade pelo menos 15 minutos antes de iniciar a jornada de trabalho
para receber da equipe anterior todas as informações do andamento de serviço no setor.
Assim sendo, o funcionário que estava em serviço termina o mesmo em tempo hábil.
Local de passagem
No posto de Enfermagem, nunca nos corredores ou na portaria.
Vantagens da passagem
Conhecimento do setor, dos problemas, das pendências e dos pacientes graves;
Estabelecer prioridades para atendimento;
Continuidade a tempo e a hora para satisfação do cliente;
Organizar o serviço.

5- Relacionamento
Relação humana no trabalho. Nunca esquecer que estamos prestando assistência a um
indivíduo e não ao leito ou a doença.
Ex.: Eu estou cuidado dos leitos 20 e 21 ou Eu estou cuidando dos pacientes aidéticos.

5- Equipe de Enfermagem X paciente


O paciente é um indivíduo que está em tratamento, mas que está inserido no meio
social, ou seja, ele pode estar vivendo problemas financeiros, sociais, pode estar carente e
inseguro.

6-O primeiro contato da enfermagem com o doente é fundamental:


Não se esquecer de identificar-se;
Tratá-lo com respeito, pelo nome;
Respeitar o seu pudor e privacidade;
Explicar sempre o que vai fazer com o paciente;
Dar segurança e oferecer apoio psicológico (emocional).

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7- Equipe de Enfermagem X médicos


Chamar o médico sempre que necessário;
Oferecer informações precisas;
Facilitar o acesso do médico aos recursos disponíveis do serviço;
Acatar pedidos médicos em relação ao tratamento do doente;
Respeitar e fazer ser respeitado.

8- Equipe de Enfermagem entre si


Respeitar os colegas de profissão;
Evitar fofocas em serviço;
Ter ética;
Evitar o espírito paternalista;
Ter profissionalismo.

9- Métodos de cuidados de enfermagem.


Cuidados integrais: prestação de assistência de enfermagem global ao indivíduo.
Neste caso, a enfermagem presta:
Cuidados de higiene;
Conforto;
Administração de medicamentos;
A escala diária é feita pela divisão do número de leitos e não por tarefas.
Cuidados fragmentados: prestação de assistência de enfermagem ao indivíduo dividida por
atividades. A escala diária é feita pela divisão de tarefas e não por número de leitos. Há um
desconhecimento do cliente como um todo. A visão é parcial.

ADMINSTRAÇÃO DE RECURSOS

TIPOS DE RECURSOS
Materiais;
Humanos (já citados anteriormente);
Administrativos.

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RECURSOS MATERIAIS

A administração de recursos materiais é um ramo da ciência da administração, pois trata


especificamente de um conjunto de normas relacionadas com a gerência de artigos
essenciais à produção de um determinado bem ou serviço.
Os materiais representam de 30 a 45% das despesas das instituições de saúde;
A grande variedade de materiais de que os hospitais necessitam para o seu funcionamento
vão desde equipamentos sofisticados, como um tomógrafo computadorizado, até
medicamentos, roupas de cama, produtos de limpeza, peças de reposição e outros.
Os custos hospitalares têm aumentado consideravelmente, devido à complexidade de
tratamento e procedimentos realizados por técnicos da área de saúde em suas
especialidades, exigindo materiais modernos para a sua execução junto à clientela.
O produto final das instituições de saúde é a prestação de serviços de saúde aos clientes,
que recebem ações terapêuticas que não devem sofrer qualquer interrupção.
Funções do serviço de materiais nas instituições de saúde: Compra; Armazenamento;
Distribuição; Controle.
O controle do material de consumo é feito pelo almoxarifado.
O controle do material permanente é feito pela seção de patrimônio. São materiais
permanentes como equipamentos, o mobiliário e outros.

Funções do serviço de patrimônio: Controlar o extravio, as saídas de equipamento da


instituição: Consertos; Empréstimos; Transferências internas de materiais entre os serviços;
Dar baixa no número de controle de patrimônio dos materiais sem condições de uso; Fazer
levantamento patrimonial da instituição.

RECURSOS ADMINSTRATIVOS

São instrumentos que irão documentar, registrar e organizar o serviço de uma empresa.
São eles:
Estatuto: é um documento oficial, que determina as diretrizes da empresa. Deve ser
registrado em cartório. Registra a existência e o objetivo da empresa.
Regulamento: é um documento de caráter oficial, mas flexível. Contém as diretrizes básicas
para a organização da saúde. Completar o estatuto (atualizar, regular e ampliar).

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Regimento: é um instrumento normativo aprovado pela direção (administração superior de


saúde), de caráter flexível. A finalidade é estabelecer diretrizes específicas de cada serviço
(finalidade, competência, composição e atribuições).
Normas: instrumento oficial que determina a uniformidade de ações de um determinado
serviço. É um conjunto de regras ou instruções para fixar procedimentos. São leis, guias que
definem as ações de enfermagem, quanto a que e como fazê-las. Exemplos de normas:
Os funcionários de enfermagem deverão estar na unidade onde trabalham, devidamente
uniformizados às 7 horas.
Todo acidente ocorrido com profissionais de enfermagem durante a realização das
atividades, deverá ser imediatamente informado à chefia de enfermagem.
A prescrição dos cuidados de enfermagem deverá ser feita pelo enfermeiro encarregado,
segundo as condutas estabelecidas.
Rotinas: instrumento administrativo que especifica a maneira exata como uma ou mais
atividades devem ser feitas. A finalidade é unificar a realização das atividades individuais ou
em equipe, além de oferecer segurança de execução para os funcionários.
Relatórios: instrumento administrativo que tem por finalidade o registro e permitir a
continuidade do serviço.
Circular: instrumento administrativo de caráter informativo que veicula por várias pessoas
(contém texto relativo a determinado assunto).
Manual de normas e rotinas: pasta funcional de fácil acesso, que agrupa instrumentos
administrativos. Deve ficar no posto de enfermagem. A finalidade é facilitar a consulta e o
serviço, organizar e oferecer segurança.
Procedimento: descrição detalhada e sequencial de coo uma atividade deve ser realizada. É
sinônimo de técnica.
Impressos especiais: folhas avulsas destinadas às anotações. Ex.: internação, alta
hospitalar, óbito, transferência hospitalar, folha de sala de bloco cirúrgico e outros.
Reuniões: são meios de comunicação coletiva onde se discute um objetivo pré estabelecido.
Prontuário: conjunto de informações escritas, relativas à determinada pessoa ou fato.
Pauta: instrumento que contém: tipo de reunião, hora, duração, local, objetivo e assunto.
Convocação: instrumento que contém: data de convocação, público alvo, tipo de reunião,
data da reunião, hora da reunião, local de reunião e fechamento.
Ata: resumo escrito dos fatos e ocorrências, resoluções e decisões de urna assembleia.

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OBSERVAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DA ASSISTÊNCIA A


ENFERMAGEM

OBSERVAÇÃO
Segundo o dicionário Aurélio, é o ato de observar e examinar miudamente; estudar.
Outras definições que encontramos são:
É a faculdade de observar;
É prestar atenção para aprender alguma coisa;
É examinar, contemplar e notar algo, através da atenção dirigida.
Webster diz que: “Observar é tomar conhecimento por uma conduta apropriada;
inspecionar ou tomar nota; ver ou sentir através da atenção cuidadosa e analítica; estar
atento.”.
A Observação é registrada em nosso cérebro através dos sentidos da visão, audição,
olfato, gosto, percepção, tato e pressão. Ela faz parte integrante do nosso dia a dia. A
observação constitui também a base para todo trabalho científico. A atenção leva o indivíduo
a notar situações e problemas, e, a procurar soluções pala resolvê-las. Quanto maior o
interesse numa área de estudos, tanto mais apurada será a observação nesse sentido.
O desenvolvimento da capacidade de observar processa-se durante a vida toda. Só
através da prática dirigida de observar é que o profissional desenvolve, pouco a pouco, a
habilidade de reconhecer os fatos inerentes à sua atividade, relacionando-os entre si e
conferindo a estes objetividade.
O principiante em observação tem a tendência de ver só o que está acostumado a ver e
dar uma interpretação pessoal ou subjetiva ao conteúdo das informações.

Tipos de Observação
Observação Direta - Quando o observador se encontra frente ao fato a ser observado.
Observação Indireta - Quando os conhecimentos sobre o fato chegam ao observador,
mesmo que este encontre ausente.
Observação Sistematizada - Quando há um roteiro de observação a ser seguido.
Observação casual - Quando a observação é informal, ocasional, feita ao acaso, e quando
não há roteiro preestabelecido para ser seguido.
Finalidades da Observação
Contribuir com informações para o diagnóstico e tratamento médico e de enfermagem;
Conhecer o paciente, sua família e comunidade;
Constituir fator decisivo entre a vida e a morte, através dos dados colhidos;
Auxiliar a equipe multiprofissional na tomada de decisões específicas;
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Verificar os problemas aparentes e inaparentes;


Planejar os cuidados de enfermagem;
Servir de base para a análise do comportamento do pessoal de enfermagem;
Analisar os serviços hospitalares e de enfermagem prestados;
Regular a atividade do paciente de acordo com suas necessidades;
Servir de base para qualquer anotação ou documentação;
Identificar as constantes mudanças no estado do paciente.

A Prática da Observação
A comunicação entre a enfermagem e o paciente permite que um considerável número
de informações seja obtido, facilitando a avaliação através da associação de fatos, sintomas e
características.
Se o paciente estiver impossibilitado de falar, torna-se ainda mais importante a
observação objetiva e a comparação cautelosa do observado. Com o tempo, o pessoal de
enfermagem torna-se perito em observar as reações e comunicações extraverbais do
paciente e de seus familiares.

Podemos praticar a observação formulando e respondendo às perguntas:


Quem Observar? - todos os indivíduos carentes de assistência de enfermagem e os próprios
colegas da equipe.
Por Que Observar? - é por meio da observação que conhecemos o indivíduo, identificamos
seus problemas e determinamos as necessidades afetadas.
Onde Observar? - em todas as circunstâncias da atividade da enfermagem. Em relação ao
cliente, ou paciente, é necessário observá-lo nos aspectos gerais de sua vida, tanto os
biopsicológicos e psicossociais quanto os psicoespirituais.
Quando Observar? - SEMPRE
O Que Observar? - sintomas subjetivos, objetivos, sinais dos pacientes e comportamentos
das pessoas à nossa volta.
Como Observar? - deve-se procurar observar o paciente com máxima discrição possível,
sempre que ser for prestar-lhe qualquer cuidado, utilizando todos os órgãos sensoriais e com
atenção total.
Além de ver a assistência do paciente como um todo, em administração, observa-se
também o desempenho dos funcionários, as manifestações abstratas por eles sentidas, que
envolvem suas emoções e compreensão. A observação da sua equipe e do seu trabalho é
uma das maiores responsabilidades; observar se as normas e rotinas estão sendo cumpridas;

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se os materiais e equipamentos em uso estão sendo empregados adequadamente, bem


como suas condições de funcionamento; observar a limpeza da unidade, e outros.

Registro das Observações


Toda observação deve ser registrada o mais rápido possível, mas também comunicada
verbalmente, dependendo da urgência da situação.
Com a prática, a enfermagem aprende a causa e o significado de muitos sintomas, os
quais devem ser anotados descritivamente e não com termos de diagnóstico médico.
Há inúmeros fatores que podem alterar a observação; assim sendo, é necessária uma
cuidadosa análise dos elementos observados, o que levará à identificação dos problemas
específicos.
As observações inteligentes da enfermagem serão de grande auxílio na recuperação da
saúde do paciente.

Planejamento dos cuidados de enfermagem


O plano de cuidados de enfermagem determina o que a equipe de enfermagem deve
realizar pelo paciente e como ajudá-lo, e à sua família, a alcançar a recuperação e
reabilitação. Também orienta a equipe na maneira de obter esses resultados com mais
eficácia.
O processo de preparar um Plano de Cuidados de Enfermagem requer que o
enfermeiro, além de preocupar-se com a parte administrativa e burocrática de uma unidade
de enfermagem, utilize os seus conhecimentos e habilidades profissionais para conhecer o
paciente pessoalmente como um indivíduo; não da porta da enfermaria ou só peja evolução
médica, mas sim, colocando-se ao lado do paciente.
O propósito principal do uso do método científico no planejamento dos cuidados de
enfermagem é o de “identificar” os problemas encontrados nos indivíduos carentes dos
cuidados de enfermagem, determinar quais as necessidades básicas afetadas e prescrever
ou recomendar especificamente qual o atendimento que se deve dar.
A finalidade não é a de acrescentar encargos desnecessários ao enfermeiro e sua
equipe, mas, sim, a de levá-lo a conhecer as reais necessidades do paciente para que o plano
de cuidados venha a beneficiá-lo.
A prescrição de enfermagem é uma responsabilidade legal do Enfermeiro, que deve
considerar qual é o melhor método, a usar, para então planejar os cuidados de enfermagem e
treinar sua equipe na implementação deles.
Através da formação de um clima de comunicação, aceitação e participação mútua, será
formado o ambiente para iniciar-se um sistema de planejamento. Este processo não se efetua
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da noite para o dia. A sua base está na formação de um inter-relacionamento pessoal sadio
com a administração do hospital e a equipe de enfermagem.

ORGANIZAÇÃO

Conceito: é a determinação de instrumentos técnico-científicos que irão instrumentalizar a


assistência.
Objetivo: determinar cientificamente a ordem de um processo assistencial.
Instrumentos da organização:
Consulta de enfermagem: prática utilizada pelo profissional em questão, para determinar o
plano de assistência, seja esta execução em qualquer nível de atenção à saúde.
Prescrição de enfermagem: conjunto de cuidados determinados diariamente pelo enfermeiro.
Deve ser precedida da consulta de enfermagem, que constará aspectos essenciais à
prescrição.

Planejamento da assistência de enfermagem


Conceito: consiste no diagnóstico clínico envolvendo:
Histórico de enfermagem;
Exame físico de enfermagem;
Exames complementares (radiográficos e laboratoriais);
Levantamento dos diagnósticos de enfermagem;
Prescrição da assistência;
Evolução de enfermagem.

PLANOS DE CUIDADO GERAL

- Higiene; - Nutrição;
- Conforto; - Monitorização dos DDVV;
- Hidratação; - Eliminações.

PLANOS DE CUIDADOS ESPECÍFICOS

Sistema cardiovascular: Cabeceira elevada 30 a 45° (ICC)


Sistema respiratório: Uso de 02 (dispnéia)

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É imprescindível que os membros da equipe de enfermagem estejam cientes de suas


responsabilidades e da participação ativa junto ao plano de cuidados de enfermagem,
colaborando no dia a dia para a sua realização, melhorando assim a qualidade da assistência
prestada ao paciente.

CONTROLE DA QUALIDADE EM ENFERMAGEM

É o conjunto de técnicas administrativas necessárias na condução da organização para


o futuro.
A qualidade deve ser adotada como filosofia de trabalho.
O consumidor tornou-se mais exigente.
Há uma preocupação crescente nos hospitais de se conquistar clientela.
Alguns estudos sobre a qualidade na prestação de serviços tiverem origem nos anos 80.
Nos dias de hoje é muito comum se falar em qualidade Parece ser uma novidade, mas na
verdade nada mudou. Sempre se procurou trabalhar com responsabilidade, cumprindo
prazos, realizando as atividades da melhor forma possível, enfim sempre se procurou
trabalhar com qualidade. Apenas a qualidade ganhou mais destaque, porque se chegou à
conclusão que é fundamental agradar cada vez mais o cliente.
Todo serviço, por mais simples que seja, merece a atenção de quem nele se envolve.
Cada um tem uma importante tarefa a cumprir até que o serviço seja bem feito e totalmente
concluído. Isso é busca de qualidade.

QUALIDADE TOTAL

Sistema estruturado para criar uma participação de toda a organização no planejamento


e implantação de um contínuo processo de desenvolvimento para atingir e exceder as
necessidades dos pacientes.
Princípios:

Ter o propósito constante de desenvolvimento do serviço.


Melhorar constantemente o sistema de serviços;
Instituir a liderança;
Trabalho em equipe;
Criar um rigoroso programa de educação e treinamento e fazer o processo caminhar.

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PROGRAMA DE DE QUALIDADE 5 “S”: Este programa foi criado no Japão.


Seire - senso de utilização
Utilizar corretamente os materiais;
Conhecer a utilização correta dos materiais;
Evitar desperdícios.

Seilton - senso de ordenação


Saber organizar da melhor forma e no melhor local

Seison - senso de limpeza


Limpeza não é luxo, é qualidade de vida;
É eliminar toda a sujeira do ambiente, mantendo-o sempre limpo.

Seiketsu - senso de saúde


Cuidar bem de sua segurança e de sua saúde física e mental;
Ter hábitos saudáveis, evitar abusos.

Shitsuke - senso de autodisciplina


Comprometer-se com o trabalho e a responsabilidade;
Esteja sempre atento à vida.

VANTAGENS DO PROGRAMA 5S:


Maior satisfação do paciente;
Maior satisfação do profissional;
Economia e diminuição dos custos.

EDUCAÇÃO CONTINUADA E TREINAMENTO EM ENFERMAGEM

1- A importância do desenvolvimento pessoal nas organizações


As organizações precisam de profissionais mais capacitados para o alcance de suas
metas e objetivos.
Neste caso necessitam não só de um processo seletivo adequado, mas também de um
trabalho contínuo com os funcionários, integrando-o na própria função e no contexto
institucional. Uma das estratégias para que isso ocorra é a educação do funcionário no seu
local de trabalho.
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2- Definições
Segundo Werther, é o estudo que favorece o autodesenvolvimento do funcionário
levando-o a ter uma maior satisfação no trabalho, melhorando a sua produtividade.
O desenvolvimento econômico decorrente do período pós-guerra leva os movimento
trabalhistas a pleitearem a melhoria das condições de trabalho e oportunidades de
desenvolvimento no seu local de trabalho.
A educação dos funcionários no local de trabalho auxilia na resolução de conflitos e na
mudança de comportamento de seus trabalhadores, favorecendo o alcance dos objetivos
institucionais.
Para garantir o desenvolvimento do pessoal, o serviço de enfermagem deve ter um setor
ou serviço que agrupe, organize e coordene as atividades educacionais. Caberá a este órgão
sistematizar e articular os demais setores da enfermagem na formulação de programas que
envolvem o desenvolvimento do pessoal de enfermagem. As instituições de saúde têm
denominado esses serviços ou setores de “educação continuada”, “educação em serviço” ou
“treinamento”.
Segundo a OMS, é o processo que inclui as experiências posteriores ao adestramento
inicial, que ajudem o pessoal a apreender competências importantes para o seu trabalho.

3- Finalidades
Atualização profissional
Dar continuidade ao estudo e à pesquisa

4- Estrutura da educação continuada


Existem várias estruturas administrativas da educação continuada, entre elas:

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5- Princípio
Atingir o público alvo: profissional adulto.
6- Meios
Recursos humanos: recomenda-se que se tenha um profissional destinado para o programa
de educação continuada, com dedicação exclusiva.
Recursos físicos: área destinada ao programa de educação continuada.
Recursos materiais: material didático, entre eles os audiovisuais e biblioteca.
Recursos financeiros: deverá dispor de uma verba própria, para o pagamento de palestras
proferidas por convidados, ou curso, além de auxiliar nos custos relativos a eventos externos
dos quais enfermeiros participarão (congressos, seminários).

7- Tipos de programas
Programa de orientação inicial:
São programas para funcionários recém-admitidos, em que estes recebem informações
quanto à filosofia, à política e à estrutura do hospital, aos direitos e deveres e à planta física.
São ministrados na fase de adaptação do funcionário, quando ele identifica as rotinas, as
normas e os procedimentos de determinada instituição, facilitando assim a sua integração.
Programa de treinamento:
São programas que objetivam preparar o funcionário para melhor assumir um cargo ou
função.
Neste sentido, poderão ser aplicados tanto a indivíduos que estão sendo admitidos na
instituição como aqueles que irão assumir nova posição hierárquica.
Programa de aperfeiçoamento, atualização ou aprimoramento:
São programas em que os funcionários recebem informações para melhorar e ampliar
conhecimentos e habilidades no seu campo específico de atuação.
Este tipo de programa inclui cursos intra e extra-instituição.
Podem constituir-se de visitas, estágios e participação em eventos promovidos por outras
instituições.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- SANTOS. S. R. Cálculo de pessoal de enfermagem: estudo de dois métodos. Ver.


Esc Enf USP. v.26, n.2, p. 137-54, AGO. 1992.COFEN. Resolução COFEN-189

2- DECRETO N. 94.406. De 8 de junho de 1987. Regulamentação da Lei 7.498, de 25 de


junho de 1986, que dispõe sobre o exercício de enfermagem e dá outras providências.

3- JÚNIOR. K. F. Administração hospitalar. Edição 2002. Editora Cultura e Qualidade.


Goiânia. 2002. 240p.

4- KRAUSE, Lúcia Toyoshima, TÚLIO, Ruth. Noções de administração em unidade de


enfermagem. Curitiba: SENAC.DR.PR./Direp/Dimul, 2000. 143p.

5- BRASIL Ministério da Saúde. Profissionalização de auxiliares de enfermagem:


fundamentos de enfermagem. (caderno do aluno, 12Sp)

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DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA
DE ENFERMAGEM DA
CRIANÇA, ADOLESCENTE
E MULHER

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SUMÁRIO

Revisão da anatomia e fisiologia do sistema reprodutor.............................................. 29

Hormônios sexuais femininos e ciclo menstrual............................................................32

Sistema reprodutor masculino.......................................................................................34

Hormônios sexuais masculinos......................................................................................37

Terminologias do sistema reprodutor feminino e masculino.........................................37

Patologias e outras terminologias..................................................................................38

Patologias ginecologias..................................................................................................43

Planejamento Familiar....................................................................................................50

Fecundação....................................................................................................................59

Assistência Pré-natal......................................................................................................70

Complicações comuns durante a gestação...................................................................78

Parto...............................................................................................................................93

Assistência ao recém-nascido......................................................................................108

Estatuto da Criança e do Adolescente.........................................................................134

Referências Bibliográficas ............................................................................................135

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REVISÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas


uterinas, um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade
pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora.

A genitália externa ou vulva Foto da Genitália


externa

DESCRIÇÃO GENITÁLIA FEMININA EXTERNA

Vulva é a parte externa do órgão sexual da mulher. As figuras mostram a vulva da


mulher podendo facilmente identificar o Monte de Vênus, o prepúcio clitoriano, o
clitóris e os grandes e pequenos lábios.

Monte de Vênus ou Monte Púbico - é o coxim gorduroso coberto de pêlos que cobre
o osso pubiano e localiza-se abaixo do abdômen e acima do prepúcio clitoriano.

Clitóris - o clitóris, localizado entre o topo dos lábios pequenos e o prepúcio clitoriano,
é uma saliência carnuda e muito sensível correspondente ao pênis.

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Grandes lábios - são as pregas de tecido fibro-gorduroso que vão do Monte de Vênus
ao períneo. São geralmente cobertos por pelos pubianos e possuem várias glândulas
sudoríparas e sebáceas.

Pequenos lábios - constituem-se de fibras elásticas e conjuntivas e estão localizados


entre os grandes lábios. Protegem a vagina, a uretra e o clitóris.

Uretra - a abertura da uretra está logo abaixo do clitóris. Não está relacionado com o
ato sexual ou com a reprodução, mas é a passagem por onde passa a urina.

Períneo - é a pequena região que começa na parte de baixo da vulva e estende-se até
o ânus.

DESCRIÇÃO GENITÁLIA FEMININA INTERNA

Vagina (colpo) é um canal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que


liga o colo do útero aos genitais externos. A vagina é o local onde o pênis deposita os
espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar a penetração do pênis,
possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do RN.

Ovários: são as gônadas femininas. Produzem estrógeno e progesterona, hormônios


sexuais femininos. No final do desenvolvimento embrionário de uma menina, ela já
tem todas as células que irão transformar-se em gametas nos seus dois ovários. Estas
células - os ovócitos primários - encontram-se dentro de estruturas denominadas

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folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A partir da adolescência, sob ação hormonal,


os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. Os folículos em
desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno. Mensalmente, apenas um folículo
geralmente completa o desenvolvimento e a maturação, rompendo-se e liberando o
ovócito secundário (gameta feminino): fenômeno conhecido como ovulação. Após seu
rompimento, a massa celular resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, que
passa a secretar os hormônios progesterona e estrógeno. O gameta feminino liberado
na superfície de um dos ovários é recolhido por finas terminações das tubas uterinas -
as fímbria.

Tubas uterinas, ovidutos ou trompas de Falópio: são dois ductos que unem o
ovário ao útero. Seu epitélio de revestimento é formado por células ciliadas. Os
batimentos dos cílios microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas
impelem o gameta feminino até o útero.

Útero: órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente


ao reto, de parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pêra invertida. É
revestido internamente por um tecido vascularizado rico em glândulas - o endométrio.

Sistema Reprodutor Feminino: Órgãos Internos.

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HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS E CICLO MENSTRUAL

A hipófise anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente
nenhum hormônio gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa
época, começa a secretar dois hormônios gonadotrópicos. No inicio, secreta
principalmente o hormônio folículo-estimulante (FSH), que inicia a vida sexual na
menina em crescimento; mais tarde, secreta o hormônio luteinizante (LH), que auxilia
no controle do ciclo menstrual.

Hormônio Folículo-Estimulante: causa a proliferação das células foliculares


ovarianas e estimula a secreção de estrógeno, levando as cavidades foliculares a
desenvolverem-se e a crescer.

Hormônio Luteinizante: aumenta ainda mais a secreção das células foliculares,


estimulando a ovulação. Estimula a maturação e o rompimento do folículo.

Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo


desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.

Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as células de muitos locais do


organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número. O estrogênio também provoca
o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se
cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide,
em vez de afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a
proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a
concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas. O estrogênio tem efeitos
muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual.

Funções da Progesterona: a progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento


dos caracteres sexuais femininos; está principalmente relacionada com a preparação
do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção
láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas
mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o
espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por
vasos sanguíneos. Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede
a expulsão do embrião que se está implantando ou do feto em desenvolvimento.

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Gonadotrofina coriônica humana (HCG): é um hormônio secretado desde o início da


formação da placenta, após nidação (implantação) ovo. A principal função fisiológica
deste hormônio é a de manter o corpo lúteo, de modo que as taxas de progesterona e
estrogênio não diminuam, garantindo, assim, a manutenção da gravidez (inibição da
menstruação) e a ausência de nova ovulação. O HCG também concede uma
imunossupressão à mulher, para que ela não rejeite o embrião.

A ocitocina é um hormônio que potencializa as contrações uterinas tornando-as fortes


e coordenadas, até completar-se o parto. É responsável pela descida do leite.

Prolactina: Prepara a glândula mamária para a lactação; exerce ação inibidora sobre
o FSH e LH, impedindo que ocorra a ovulação durante a gravidez e a amamentação;
provoca a produção do leite, após a expulsão da placenta, quando cessa a ação do
estrogênio e da progesterona.

CICLO MENSTRUAL

A menstruação é a eliminação do revestimento interno do útero num ciclo em que


não houve fecundação. Ela é percebida através de um sangramento pela vagina, que
se repete regularmente a cada quatro semanas, mas ou menos. A quantidade de
sangramento varia de mulher para mulher e, em geral, dura de três a cinco dias.

O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios


folículo-estimulante e luteinizante, pela hipófise anterior (adeno-hipófise), e dos
estrogênios e progesterona, pelos ovários.

A ovulação é o processo de liberação, por um dos ovários, de um óvulo (célula


reprodutora feminina). Esse óvulo contém o material genético da mulher,
acompanhado de elementos nutritivos, que permitirão o desenvolvimento inicial do
ovo, caso haja fecundação.

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Fases do ciclo menstrual:

Fase menstrual: corresponde aos dias de menstruação e dura cerca de três a sete
dias, geralmente.

Fase proliferativa ou estrogênica: período de secreção de estrógeno pelo folículo


ovariano, que se encontra em maturação.

Fase secretora ou lútea: o final da fase proliferativa e o início da fase secretora são
marcados pela ovulação. Essa fase é caracterizada pela intensa ação do corpo lúteo.

Fase pré-menstrual ou isquêmica: período de queda das concentrações dos


hormônios ovarianos, quando a camada superficial do endométrio perde seu
suprimento sanguíneo normal e a mulher está prestes a menstruar.

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

O sistema reprodutor masculino é formado por:

-Testículos ou gônadas

-Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.

-Pênis

-Bolsa Escrotal

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-Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.

Testículos: são as gônadas masculinas. Cada testículo é composto por um


emaranhado de tubos, os ductos seminíferos, onde ocorrerá a formação dos
espermatozóides. Em meio aos ductos seminíferos ocorre produção dos hormônios
sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos
órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários:

-Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo
pubiano.

-Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.

-Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo


aumento do tamanho das fibras musculares.

-Ampliam a laringe e torna mais grave a voz.

-Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a
osteoporose.

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Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os
espermatozóides são armazenados.

Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga
urinária e une-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.

Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no


ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides,
entrarão na composição do sêmen.

Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas


que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozoides.

Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada


dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. Também
tem função na lubrificação do pênis durante o ato sexual.

Pênis: Na extremidade do pênis encontra-se a glande - cabeça do pênis, onde


podemos visualizar a abertura da uretra. O prepúcio deve ser tracionado e higienizado
a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada,
com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se
acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido
ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.

Uretra: é comumente um canal destinado para a urina, mas os músculos na entrada


da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e
nenhum sêmen entre na bexiga.

Bolsa Escrotal ou Escroto: Um espermatozoide leva cerca de 70 dias para ser


produzido. Eles não podem se desenvolver adequadamente na temperatura normal do
corpo (36,5°C). Assim, os testículos se localizam na parte externa do corpo, dentro da
bolsa escrotal, que tem a função de termorregulação (aproximam ou afastam os
testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura geralmente em torno de 1 a 3 °C
abaixo da corporal.

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HORMÔNIOS SEXUAIS MASCULINOS

Glândula Hormônio Órgão-alvo Principais ações

-FSH (hormônio
folículo
Estimulam a produção de testosterona
estimulante)
pelas células de Leydig (intersticiais) e
Hipófise testículos
-LH (hormônio controlam a produção de
luteinizante). espermatozóides.

diversos Estimula o aparecimento dos


caracteres sexuais secundários.
Induz o amadurecimento dos órgãos
Testículos Testosterona genitais, promove o impulso sexual e
Sistema Reprodutor
controlam a produção de
espermatozóides.

TERMINOLOGIAS DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO E MASCULINO

Nomenclatura dos desvios menstruais:

Amenorréia: falta de menstruação por dois ciclos consecutivos;

Bradimenorréias: ciclos longos;

Dismenorréia: menstruação dolorosa. As dores podem sobrevir antes e durante a


menstruação;

Hemorragia intermenstrual: pequena perda sangüínea genital entre as


menstruações;

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Hipermenorréia: menstruação dura mais de cinco dias;

Hipomenorréia: menstruação dura menos de dois dias;

Menarca: primeira menstruação de uma mulher.

Menopausa: Última menstruação de uma mulher.

Menorragia: aumento quantitativo dos sangramentos menstruais;

Metrorragia: hemorragia uterina não ligada ao ciclo menstrual;

Oligomenorréia: diminuição do fluxo menstrual;

Polimenorréia: "ciclos curtos". Menstruação freqüente;

Patologias e outras terminologias

IDADE GESTACIONAL: A duração da gestação é medida a partir do primeiro dia do


último período menstrual normal. A idade gestacional é expressa em dias ou semanas
completas (por exemplo: eventos que ocorrem de 280 a 286 dias após o início do
último período menstrual normal são considerados como ocorridos na marca de 40
semanas de gestação).

AMNIOCENTESE: Punção da bolsa das águas com retirada do líquido amniótico


através da parede abdominal para exame laboratorial e verificação do seu aspecto.
Além de auxiliar o médico e providenciar o material a ser utilizado em cada manobra, a
enfermagem deve dar apoio à gestante, prestando-lhe esclarecimentos e
permanecendo a seu lado durante o procedimento.

AMNIOSCOPIA: Exame realizado introduzindo-se pela vagina um aparelho, o


amnioscópio, para visualizar a bolsa das águas e assim verificar o aspecto do liquido
amniótico.

AMNIOTOMIA: Ruptura artificial da bolsa das águas, feita pelo médico, por via vaginal,
utilizando-se uma pinça comum ou estilete especial. Rompidas as membranas, deve
sair o líquido amniótico, de cor brilhante ou aspecto leitoso. Faz- se a amniotomia
quando a ruptura da bolsa das águas não ocorre espontaneamente.

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BAIXO PESO AO NASCER: Menos de 2.500 g (até 2.499 g, inclusive).

CERVICITE: Inflamação do colo do útero.

CURETAGEM UTERINA: Procedimento utilizado para o esvaziamento da cavidade


uterina através de instrumental cirúrgico denominado cureta.

DOENÇA INFLAMATÓRIA PELVICA: processo inflamatório agudo, podendo afetar


qualquer órgão do aparelho reprodutor superior (endometrite, salpingite, ooforite, etc.),
em sua forma mais grave pode afetar toda cavidade peritoneal.

ENDOMETRIOSE: Localização da mucosa uterina fora do útero, como nos ovários,


ligamentos uterinos, septo retovaginal, peritônio pélvico, etc. causando dor intensa
principalmente no período menstrual. Causa desconhecida.

MECÔNIO: É o conteúdo intestinal do feto, de cor esverdeada e que quando presente


no líquido amniótico frequentemente se associa ao sofrimento fetal.

MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS: Medidas do peso, estatura e idade, utilizadas para


avaliar o estado nutricional infantil. As relações peso-estatura-idade indicam
deficiências que refletem os efeitos cumulativos da desnutrição e infecções desde o
nascimento ou até mesmo antes dele. devidas a intervenções, omissões, tratamento
incorreto ou devida a uma cadeia de eventos resultantes de qualquer das causas
acima mencionadas; mortes obstétricas indiretas; aquelas resultantes de doenças
existentes antes da gravidez ou de doenças que se desenvolveram durante a
gravidez, não devidas a causas obstétricas diretas, mas que foram agravadas pelo
efeitos fisiológicos da gravidez.

NASCIDO VIVO: Filho que após a expulsão ou extração completa do corpo materno,
independentemente do tempo de duração da gestação, manifestou algum sinal de vida
(respiração, choro, movimentos de músculos de contração voluntária, batimento
cardíaco etc.), ainda que tenha falecido em seguida.

ÓBITO FETAL: Óbito fetal é a morte de um produto da concepção, antes da expulsão


ou da extração completa do corpo da mãe, independentemente da duração da
gravidez; indica o óbito o fato do feto, depois da separação, não respirar nem
apresentar nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações do
cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária.

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ÓBITO INFANTIL: Óbito ocorrido em crianças menores de 1 ano. Pode ser


classificado em: Óbito Neonatal – óbito ocorrido em crianças menores de 28 dias;
Óbito Infantil Tardio ou Pós-Neonatal – óbito ocorrido em crianças com mais de 28
dias e com menos de 1 ano de idade.

OOFORITE: Inflamação de um ovário.

OVÁRIOS POLICÍSTICOS: Pequenos cistos benignos do ovário que, em geral,


acompanham casos de esterilidade.

PERÍODO NEONATAL: O período neonatal começa no nascimento e termina após 28


dias completos depois do nascimento. As mortes neonatais (mortes entre nascidos
vivos durante os primeiros 28 dias completos de vida). podem ser subdivididas em
mortes neonatais precoces, que ocorrem durante os primeiros sete dias de vida, e
mortes neonatais tardias, que ocorrem após o sétimo dia, mas antes de 28 dias
completos de vida.

PERÍODO PERINATAL: O período perinatal começa em 22 semanas completas (154


dias) de gestação (época em que o peso de nascimento é normalmente de 500 g), e
termina com sete dias completos após o nascimento.

PESO AO NASCER: É a primeira medida de peso do feto ou recém-nascido obtido


após o nascimento.

PESO EXTREMAMENTE BAIXO AO NASCER: Menos de 1 000 g (até 999 g,


inclusive).

PESO MUITO BAIXO AO NASCER: Menos de 1 500 g (até 1 499 g, inclusive).

PROLAPSO UTERINO: Deslocamento de parte do útero ou de todo ele para a vagina,


podendo ser de:

-Primeiro grau: o colo uterino desce mais ainda permanece no interior da


vagina;

-Segundo grau: o colo uterino faz protusão pela vagina;

-Terceiro grau: todo o útero faz protusão pela vagina.

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Nomenclatura da gestação e parto

CONCEPÇÃO: Fecundação, fertilização

GESTA: Refere-se ao número de gestações

NULIGESTA: Mulher que nunca esteve grávida.

PRIMIGESTA: Mulher que está grávida pela primeira vez.

SECUNDIGESTA: Mulher grávida pela segunda vez.

MULTIGESTA: Mulher que engravidou várias vezes.

GEMINIGESTA: mulher grávida de gêmeos.

NUTRIZ: Mulher que amamenta

“- PARA”: Refere-se ao número de partos

NULIPARA: Mulher que nunca teve um parto

PRIMÍPARA: mulher que tem um parto de feto viável pela primeira vez.

SECUNDÍPARA: mulher que está tendo um parto de feto viável pela segunda vez.

MULTÍPARA : Mulher que já teve vários partos.

GEMINÍPARA: Mulher que pariu gêmeos.

PATURIENTE: Mulher que está em trabalho de parto.

PUÉRPERA: Mulher que está no pós- parto, está no puerpério.

Nomenclatura do sistema reprodutor masculino

CRIPTORQUIDISMO: Os testículos ficam localizados na região inguinal superficial,


não descendo para a bolsa escrotal durante o desenvolvimento fetal.

BALANITE: inflamação da glande ou da cabeça do pênis.

BALANOPOSTITE: inflamação da glande e do prepúcio.

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ESCROTITE: inflamação do escroto.

ESCROTO:saco de pele suspenso na região do períneo e que aloja os testículos e os


epidídimos.

ESCROTOCELE: hérnia do escroto.

ESMEGMA: secreção caseosa em redor do prepúcio ou dos pequenos lábios.

ESPERMATITE: inflamação do canal deferente.

ESPERMATORRÉIA: incontinência de esperma.

ESPERMATÚRIA:presença de esperma na urina.

ESPERMICIDA: que destrói o espermatozoide.

ESTENOSE URETRAL: Estreitamento da uretra.

ESTÉRIL: incapaz de conceber ou de fecundar - em cirurgia livre de qualquer


micróbio.

FIMOSE: estreitamento do orifício do prepúcio, este não pode ser puxado para traz.

HIPOSPÁDIA E EPISPÁDIA: Malformação estrutural congênita do pênis ou dos


testículos que pode afetar a reprodução ou função urinária. Na Hipospádia o meato
uretra abre-se na superfície inferior do pênis, próximo à ponta da glande. Na Epispádia
o meato uretral abre-se na região dorsal do pênis.

HIDROCELE : Acúmulo de líquido transparente ou amarelo- palha no interior da túnica


ou bolsa escrotal.

ORQUITE; Inflamação uni ou bilateral dos testículos.

PARAFIMOSE ; Inflamação crônica do prepúcio, levando a formação de um anel


apertado quando o prepúcio é retraído atrás da glande.

PRIAPISMO: Instabilidade vascular dos corpos cavernosos do pênis, provocando


ereção não sexual dolorosa e contínua.

TORÇÃO TESTICULAR; Rotação ou torção dos testículos no interior da bolsa escrotal

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PATOLOGIAS GINECOLOGICAS

VULVOVAGINITES

Considera-se como vulvovaginites todas as manifestações inflamatórias e/ou


infecciosas, de caráter agudo ou crônico que podem acometer a vulva, vagina ou colo
uterino, podendo atingir também a bexiga, ureter, ânus e face interna das coxas.

As vulvovaginites manifestam-se por meio de leucorréias de aspectos e


consistências distintas, segundo asa características do agente infeccioso, do grau de
infestação e das condições clínicas do hospedeiro (mulher). O corrimento pode se
apresentar associado a um ou mais dos seguintes sintomas: prurido contínuo no canal
vaginal e vulva, dor ou ardor local e/ou ao urinar e sensação de desconforto pélvico;
os pequenos lábios, o clítoris e o intróito vaginal podem apresentar edema e
hiperemia, como também escoriações devido ao prurido.

Causas:

-Falta de higiene ou irritação mecânica;

-Infecção vulvo-vaginais: micoses e tricomonas;

-Parasitoses vulvares: escabiose, oxiuríases, ptirus púbis;

-Alergia: roupas, sabões;

-Senilidade: após a menopausas, em mulheres idosas;

-Corrimentos;

-Diabetes;

Tratamento: Deve ser específico para a causa do prurido.

Orientação:

-Procurar o médico;

-Evitar o uso de roupas apertadas e quentes;

-Higiene local, evitando sabonetes fortes;

-Evitar coçar;

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-Troca freqüente da roupa íntima;

-Uso de compressas frias com solução anti-séptica;

-Evitar empréstimo de material e roupas íntimas.

LEUCORRÉIA OU CORRIMENTOS VAGINAIS

É um corrimento vaginal, geralmente esbranquiçado, de abundância variável,


que incomoda a paciente sujando-lhe a roupa. É considerado normal, quando em
pequena quantidade, na época da ovulação, antes da menarca ou no princípio da
menstruação. A coloração pode variar de branca, até o amarelo esverdeado,
dependendo do agente causador da infecção.

Etiologia

-Fungos: cândida albicans (branco leitoso);

-Parasitas: tricomonas vaginais (amarelo-esverdeado);

-Bactérias: estafilococos, estreptococo (amarelo-leitoso), gonococos (purulenta);

-Cervicite: inflamação da cervix uterina

Sintomas:

-Corrimento vaginal, acompanhado ou não de prurido;

-Irritação e hiperemia local;

-Procitite,

-vaginismo.

Tratamento: Depende da etiologia, devendo-se colher secreção vaginal antes de


iniciar-se o tratamento. Podem ser usados antimicóticos, antiparasitários e antibióticos
locais ou associados por via oral ou parenteral.

Profilaxia:

-Evitar: promiscuidade sexual;

-empréstimo de material de uso íntimo,


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-uso de anticoncepcionais por longo tempo.

VAGINOSES BACTERIANAS

Caracterizadas por um desequilíbrio da flora vaginal normal, devido a um


aumento exagerado de bactérias, em especial as anaeróbias (Gardnerella Vaginalis).

Causas:

-adquiridas através da relação sexual

-hábitos precários de higiene (limpeza inadequada da genitália, não lavagem das


mãos antes e após as eliminações, não troca frequente da roupa íntima, uso de roupa
íntima de outra pessoa).

Diagnóstico:

-feito através da anamnese, que identifica a queima de prurido vulvar


acompanhado de corrimento amarelado e odor ferido.

-confirmação do diagnóstico corre através da leitura de uma lâmina de esfregaço


vaginal.

Tratamento:

O tratamento deverá ser do casal na forma sistêmica e poderá estar associado a um


bactericida tópico.

CANDIDÍASE VULVO-VAGINAL

Infecção da vulva e canal vagina causada por um fungo que habita a mucosa
vaginal, a Cândida Albicans.

Transmissão:

-A relação sexual é considerada a principal forma de transmissão;

-Gravidez, diabetes mellitus, obesidade, antibióticos, corticóides, uso de


anticoncepcional hormonal também são fatores predisponentes da candidíase vulvo-
vaginal.

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Sintomas:

-dependerá do grau de infecção e da localização do tecido inflamado;

-prurido vulvo-vaginal,

-ardor ou dor à micção,

-corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso (leite coalhado),

-hiperemia,

-edema,

-fissuras e maceração da vulva,

-dispareunia (dor à relação sexual).

Diagnóstico:

É confirmado pelo exame laboratorial do conteúdo vaginal em que se visualiza a


presença do fungo.

Tratamento:

É tópico, com uso de creme antimicótico, podendo também ser prescrito terapêutica
sistêmica nos casos de recidivas.

TRICOMONÍASE GENITAL

É uma infecção causada pela Trichomonas Vaginalis, tendo como via de transmissão
a sexual. Pode permanecer assintomática no homem e na mulher, principalmente
após a menopausa. Na mulher pode acontecer a vulva, o canal vaginal e a cérvice
uterina.

Sintomas:

-corrimento abundante amarelo ou amarelo esverdeado,

-presença de bolhas e odor fétido semelhante a “peixe podre”,

-prurido e/ou irritação vulvar,

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-dor pélvica,

-disúria,

-polaciúria

-hiperemia da mucosa vaginal com placas avermelhadas.

Tratamento:

É Sempre é sistêmico, podendo ser associada terapêutica tópica vaginal.

BARTHOLINITE

A bartholinite é uma infecção estritamente vulvar da glândula de Bartholin. Sua


infecção é às vezes crônica e sob a forma de cisto, sendo mais frequente a forma
aguda, que se caracteriza pela presença de rubor, calor, dor e com edema
significativo, por vezes deformando a vulva.

DOENÇA PÉLVICA INFLAMATÓRIA

É uma inflamação pélvica, aguda ou crônica que pode envolver as trompas,


ovários peritônio pélvico ou sistema vascular pélvico. É causados por muitas bactérias,
que penetram através do canal cervical e útero para pelve.

Sintomas:

-Dor abdominal,

-Náuseas e vômitos;

-Hipertermia;

-Inapetência;

-Corrimento vaginal fétido purulento;

-Leucocitose.

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Tratamento:

-Nutrição adequada; Antibioticoterapia; Aplicação de calor local;

Cuidados de enfermagem:

-Evitar a transmissão da infecção, orientado a pacientes manusear com cuidado os


absorventes e objetos;

-Lavar bem as mãos com água e sabão;

-Observar quantidade, cor, odor do corrimento vaginal;

-Avaliação adequada dos sinais vitais;

-Orientação para evitar uma reinfecção;

CISTO DE OVÁRIO

O cisto é um tumor com conteúdo líquido, semilíquido ou pastoso. Existem vários tipos
de cisto de ovário.

Sintomas: Sensação de peso no abdômen e dor no baixo ventre.

Tratamento: Cirúrgico: excisão do cisto de ovário ou oforectomia.

INFERTILIDADE E ESTERILIDADE

Infertilidade é a incapacidade de conceber, após um ano de relações maritais normais,


entre o casal. Se o problema persiste é denominada esterilidade.

Causas:

Masculinas (40%)

Ausência de espermatozóides = ozoaspermia;

Diminuição do número de espermatozóides = oligoespermia;

Diminuição da motilidade e anomalia na formação dos espermatozóides

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Femininas (60%)

Ovarianas: ausência de ovulação ou irregularidade do ciclo;

Tubária: impermeabilidade tubária;

Uterina: anomalias congênitas, tumores, endometrite;

Cervical: infecções, tumores, malformação no orifício;

Psíquicas;

Nutricionais.

EXAMES EM GINECOLOGIA

O exame ginecológico completo é constituído do exame das mamas e depois o exame


ginecológico. Este é constituído pelo exame externo
da vulva e depois a colocação de um espéculo na
vagina para visualizar a vagina e o colo do útero.

Também consiste no exame de toque vaginal quando


o (a) médico coloca dois dedos na vagina para
examinar os órgãos internos da pélvis feminina.

Quem pode e deve fazer o exame?

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual


devem fazer o exame anualmente.

Qual a melhor época para fazê-lo?

No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes vaginais, e
relações sexuais três dias antes do exame.

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O que é exame preventivo de câncer?

Papanicolau.

Este exame é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É a


colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório
especializado em citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica,
colpocitologia, Papanicolau. Este exame pode ser complementado com a Colposcopia.

Quais são os possíveis resultados?

O resultado pode ser fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V


ou em descrição das lesões. Estes resultados devem ser interpretados exclusivamente
por seu médico por um Serviço de Saúde da Mulher.

PLANEJAMENTO FAMILIAR

O planejamento familiar, como o próprio nome indica, se refere ao


planejamento da família e pressupõe-se que cada cidadão deva gozar de plena
liberdade para planejar o tipo de família que deseja constituir, inclusive no que diz
respeito ao número de filhos.

A assistência do planejamento familiar deve prever o acompanhamento, tanto


dos casais que desejam evitar a gravidez, quanto daqueles que desejam engravidar
mas que por alguma razão não conseguem.

Cabe acrescentar que não existe método contraceptivo ideal e que este deve
ser escolhido pelas próprias mulheres e seus parceiros, em função das características
do método e de razões pessoais. Por isso, uma mesma mulher poderá, ao longo de
sua vida, utilizar vários métodos, de acordo com a fase que esteja vivendo.

Para escolher um bom método do planejamento familiar é preciso conhecer


todos. Essa escolha deve estar baseada nas necessidades do casal, analisando-se as
indicações e contra-indicações para cada caso.

Recursos anti-contraceptivos são meios empregados para evitar intencionalmente a


fecundação;

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Os métodos contraceptivos são classificados em 5 grupos:

-Métodos naturais ou comportamentais;

-Métodos de barreira;

-Dispositivos intra-uterinos;

-Contracepção hormonal;

-Contracepção cirúrgica.

MÉTODOS NATURAIS OU COMPORTAMENTAIS

O uso dos métodos naturais é baseado em um conhecimento relativo da


fisiologia feminina, de modo que a mulher possa identificar seu período fértil e o casal
evite as relações sexuais nesses dias. Os principais métodos de abstinência periódica
são a tabelinha e o método de Billings.

Método Rítmico ou Ogino-Knaus – Tabelinha

Por esse método, a mulher marca em um calendário os dias em que a


menstruação ocorre em cada ciclo, durante seis meses seguidos, para conhecer a
duração dos ciclos. Um ciclo completo vai do primeiro dia da menstruação até o dia
anterior à próxima: em geral dura de 24 a 32 dias.

Para calcular o período fértil, basta ver nas anotações o ciclo mais curto e subtrair 18;
o número encontrado será o primeiro dia do período fértil. Para achar o último dia fértil,
é só pegar o ciclo mais longo e subtrair 11.

Exemplo: Duração dos ciclos: 26 a 30 dias.

Subtrair-se 18 de 26 (ciclo mais curto) e 11 de 30 (ciclo mais longo):

26 – 18 = 8 30 – 11 = 19

Os números 8 e 19 indicam, respectivamente, o início e o fim do período fértil, isto é,


no período do 8° ao 19° dia essa mulher não deve ter relações sexuais.
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Método de Billings (ou da ovulação)

Para utilizar esse método, a mulher deve estar atenta à lubrificação da vagina,
que ocorre porque o colo uterino, sob influência dos hormônios do ovário, produz um
muco (sem cheiro forte nem coloração escura). Observando a diferença de
quantidade, coloração e consistência desse muco, a mulher pode identificar seu
período fértil.

Temperatura Basal

Este método, também conhecido como método térmico, baseia-se no fato da mulher,
após a ovulação, apresentar aumento da temperatura basal, entre 0.3 a 0.8 ºC, devido
à ação da progesterona no centro termorregulador do hipotálamo.

A mulher deve registrar a temperatura diariamente, a partir do primeiro dia do


ciclo, conforme o gráfico ao lado. O termômetro deve ser colocado na cavidade oral,
sub lingual, pela manhã, antes de qualquer atividade (ainda na cama), durante pelo
menos 5 minutos. De preferência a temperatura deva ser tomada sempre na mesma
hora e após um período de sono de pelos menos 5 horas. Apesar da orientação
prévia, deve ser bastante clara para a paciente leiga, algumas vezes a interpretação
do gráfico é difícil.

Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da
menstruação até que a temperatura se eleve de 0.3 ºC a 0.8 ºC, por três dias
consecutivos. Além de assegurar que a mulher já ovulou, essa precaução confirma
que o óvulo não é mais fecundável.

Observa-se que, geralmente, ocorre uma queda da temperatura no dia da ovulação,


seguida de elevação nos dias subseqüentes. Por isso, o método da temperatura basal
serve para diagnóstico de gravidez, pois, nesse caso, a temperatura continua elevada
depois do 28º dia do ciclo.

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MÉTODOS DE BARREIRA

Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo


fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o
coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados.

Condon ou camisinha ou preservativo

Quase todas as pessoas podem usar; protege contra doenças sexualmente


transmissíveis, inclusive AIDS; previne doenças do colo uterino; não faz mal a saúde;
é de fácil acesso.

O condon masculino é um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o


esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a
vagina e o pênis ou vice-versa.

O condon feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade


fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na
cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser
utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que
o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes.

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Diafragma

É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina, que a mulher
deve colocar na vagina, para cobrir o colo do útero. Como uma barreira, ele impede a
entrada dos espermatozóides, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no
máximo 6 horas antes da relação sexual.

A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A


higienização e o armazenamento corretos do diafragma são fatores importantes na
prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do dispositivo. Por
apresentar vários tamanhos (de acordo com o tamanho do colo uterino), deve ser
indicado por um médico para uma adequação perfeita ao colo uterino. Deve ser usado
com espermicida. Recomenda-se introduzir na vagina de 15 a 30 minutos antes da
relação sexual e só retirar 6 a 8 horas após a última relação sexual de penetração.

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU):

Os DIUs são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou
hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função
contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do

espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino.

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Os problemas mais frequentes durante o uso do DIU são a expulsão do


dispositivo, dor pélvica, dismenorréia (sangramentos irregulares nos meses iniciais) e
aumento do risco de infecção (infecções agudas sem melhora ou infecções
persistentes implicam na remoção do DIU). Deve ser colocado pelo médico e é
necessário um controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias (corrimentos
vaginais anormais).

Mulheres que têm hemorragias muito abundantes ou cólicas fortes na


menstruação, ou que tenham alguma anomalia intra-uterina, como miomas ou câncer
ginecológico, infecções nas trompas, sangramentos vaginais ou alergia ao cobre não
podem usar o DIU. Não é aconselhado para nulíparas (mulheres que nunca
engravidaram).

Vantagens:

A menstruação pode desaparecer completamente em algumas mulheres após poucos


meses.

Tem duração de cinco anos.

Método seguro (1 a cada 1000 mulheres poderão engravidar).

Reduz dores menstruais.

As desvantagens são semelhantes às do DIU.

Aumenta o risco de gravidez ectópica

Índice de falha: 0.1%

CONTRACEPÇÃO HORMONAL

Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO)

O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progesterona,


impedindo a concepção por inibir a ovulação. Também modifica o muco cervical
tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a
contratilidade das tubas, interferindo no transporte ovular.

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Existem diversos tipos de pílulas. As mais


comumente receitadas são:

Pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e


todas têm a mesma dosagem de hormônios
(estrogênio e progesterona). Começa-se a tomar no
quinto dia da menstruação até a cartela acabar. Fica-
se sete dias sem tomar, durante os quais sobrevém a
menstruação.

Pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas


existem pílulas com diferentes dosagens, conforme a
fase do ciclo. Por isso, podem ter dosagens mais
baixas, e causam menos efeitos colaterais.

Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas: têm uma dosagem mais baixa e contém
apenas um hormônio (geralmente progesterona); causando menos efeitos colaterais.
São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher.
Devem ser tomados todos os dias, sem interrupção, inclusive na menstruação

Desvantagens:

Pode causar efeitos colaterais em algumas mulheres, como náusea,


sensibilidade dos seios, ganho de peso ou retenção de água, alterações no humor,
manchas na pele, dor de cabeça, aumento na pressão sanguínea.

Em algumas mulheres podem causar riscos à saúde. Desta forma, mulheres fumantes,
com problemas cardíacos, com doenças do fígado e do coração, hipertensão, suspeita
de gravidez, flebite ou varizes, glaucoma, enxaqueca, derrame, ou obesidade não
devem usar pílulas.

É menos efetiva quando tomada com algumas drogas. Certas medicações,


especificamente antibióticos interferem na ação das pílulas, tornando o controle menos
efetivo.

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Uma falha no esquema de tomar a pílula pode cancelar ou diminuir sua efetividade.

Tomada por muito tempo, pode aumentar o risco de câncer de mama.

Não é recomendada para mulheres com menos de 16 ou mais de 40 anos.

Pílula pós-coito ou pílula do dia seguinte:

A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção


hormonal oral (tomado antes de 72 horas após o coito) evitando-se a gestação após
uma relação sexual desprotegida. Este método só deve ser usado nos casos de
emergência, ou seja, nos casos em que os outros métodos anticoncepcionais não
tenham sido adotados ou tenham falhado de alguma forma, como esquecimento,
ruptura da camisinha, desalojamento do diafragma, falha na tabelinha ou no coito
interrompido, esquecimento da tomada da pílula por dois ou mais dias em um ciclo ou
em caso de estupro.

Injetáveis e adesivos:

Os anticoncepcionais hormonais injetáveis e adesivos são anticoncepcionais


hormonais que contém progesterona ou associação de estrogênios, para
administração parenteral (intramuscular ou IM), com doses hormonais de longa
duração.

CONTRACEPÇÃO CIRÚRGICA

Vasectomia

A vasectomia é um procedimento cirúrgico pelo qual um homem pode tornar-se


estéril. O médico retira um fragmento de cada um dos dois canais (ductos deferentes)
que são responsáveis por levar os espermatozóides dos testículos ao pênis. Em
poucos meses o sêmen (o líquido que é ejaculado durante o ato sexual) não mais
conterá os espermatozóides.

Não há mudança na capacidade do homem em conseguir a ereção ou mesmo


de desenvolver a atividade sexual após a cirurgia. A única diferença é a ausência de
espermatozóides no esperma.

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A vasectomia é realizada sem a necessidade de internação hospitalar,


podendo ser feita no próprio consultório médico. Geralmente leva de 15 a 20 minutos.
O médico aplica uma anestesia local em dois lugares na bolsa escrotal, realiza um
pequeno corte na pele de cada lado, os ductos deferentes são expostos no lado de
fora, onde em seguida de cada um deles é retirado um fragmento, desta forma cada
pedaço do ducto remanescente é amarrada com o propósito de não haver uma
possível recanalização. Este procedimento é feito nos dois ductos, um de cada vez.
Após esta etapa os ductos são colocados de volta na bolsa escrotal e a pele é fechada
por pontos.

Laqueadura ou Ligadura de Trompas ou Esterilização feminina

Trata-se de uma cirurgia feita na mulher, que corta e/ou amarra as suas
trompas uterinas, impedindo a passagem do óvulo. Dessa forma, quando ocorre a
relação sexual, o espermatozoide não encontra o óvulo, evitando assim a fecundação
e gravidez.

Vantagens:

-A mulher não precisa mais utilizar outros meios para evitar a gravidez.

-A possibilidade de falha é muito rara.

Desvantagens:

-Trata-se de uma cirurgia, portanto com os mesmos riscos que qualquer outra,
exigindo exames pré-operatórios, internação e anestesia.

-A cirurgia é definitiva e irreversível, pois o retorno favorece gravidez nas trompas e


não é recomendado.

-Várias mulheres se arrependem de não poder engravidar mais, anos após a


realização da cirurgia, apesar de no momento da operação terem tido certeza da
escolha.

-Este método não protege contra as DST/Aids

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FECUNDAÇÃO

Fecundação, fertilização ou concepção

Fecundação, fertilização ou concepção é a união do espermatozoide com o


óvulo. O óvulo fertilizado recebe o nome de ovo ou zigoto.

Sabemos que somente um espermatozoide penetra no óvulo. No entanto, para


que seja rompido o envoltório do óvulo, é preciso que milhares de espermatozóides
ataquem o óvulo, liberando uma enzima capaz de destruir seu envoltório.

Logo após a fecundação por um único espermatozoide, a membrana do óvulo


torna-se impermeável aos demais espermatozoides.

O ovo formado possui a quantidade de informação genética (cromossomos)


necessária ao desenvolvimento de um novo ser. Ele é então conduzido por
movimentos ciliares e contrações da trompa uterina para o útero. Chega ao útero por
volta do quinto dia e adere à mucosa uterina – o endométrio – por volta do sexto ao
oitavo dia após a fecundação. O ovo se divide e se subdivide sucessivamente, começa
a crescer e suas células sofrem modificações, multiplicando-se enquanto avança em
direção ao útero.

O zigoto inicia sua evolução mediante um processo divisório das células.

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A implantação do ovo no endométrio é chamada de nidação e ocorre por volta do


sétimo dia após a fecundação. É o endométrio que o ovo irá retirar as substâncias
necessárias à sua sobrevivência.

Do momento da nidação até a oitava semana de gestação o ovo passa a ser


chamado de embrião. Da oitava semana até o nascimento é chamado de feto.

Do ovo originam-se o embrião e também os anexos: placenta, cordão umbilical e


membranas fetais.

ANEXOS QUE SE ORIGINAM DO OVO

Ao ser liberado, o óvulo é captado pelas fimbrias da tuba uterina, podendo ser
fertilizado na porção ampolar da tuba, muito provavelmente nas 24 horas que se
sucedem ao coito, uma vez que o espermatozoide não sobrevive mais que 30 horas
no trato genital feminino.

Uma vez fecundado, o ovo migra até a cavidade uterina implantando-se no


endométrio na fase de blastocisto, sofrendo transformações progressivas, dando
origem aos anexos embrionários, placenta, membranas, cordão umbilical e líquido
amniótico que nutrição e protegerão o concepto em suas fases evolutivas.

PLACENTA

Órgão formado por tecido materno e fetal, compreendendo uma complexa


estrutura de tecidos e vasos sanguíneos. É a comunicação do feto com a mãe,
permitindo trocas maternos-fetais. Também é chamada de secundina após o parto.

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Funções:

Barreira:

-impede contato direto do sangue materno com o sangue fetal;

-impede passagem de substâncias nocivas e microorganismos (vírus, bactérias);


porém, algumas substâncias nocivas conseguem atravessar a placenta, como o álcool
e nicotina do cigarro e também alguns microorganismos: sífilis, toxoplasmose, rubéola.

Secreção de hormônios:

-estrogênio, progesterona e gonadotrofina coriônica, importantes na manutenção da


gravidez.

- realização de trocas materno-fetais:

-substâncias nutritivas e detritos;

-trocas gasosas (oxigênio e gás carbônico);

-anticorpos.

Geralmente a placenta é implantada no fundo do útero. No final do quarto mês,


a estrutura da placenta está completa, mas ainda crescerá.

CORDÃO UMBILICAL

Canal de ligação entre o feto e a mãe, compreendendo geralmente uma veia e


duas artérias. A passagem de oxigênio com substâncias nutritivas da placenta para o
feto é feita pela veia. A passagem de gás carbônico com substâncias não-
aproveitadas do feto para a placenta é feita pelas artérias.

O cordão umbilical desenvolve-se com o feto e tem um aspecto torcido e


espirado ao longo de todo o seu comprimento, que é em média de 50 cm, mas pode
variar de 30 cm a 1m.

Problemas que podem surgir:

-cordão curto: pode causar o deslocamento da placenta, ocasionando o sofrimento


fetal;

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-cordão longo: pode enrolar-se no pescoço do feto ou sofrer prolapso quando a bolsa
das águas se rompe.

MEMBRANAS FETAIS

São as membranas cório e âmnio, que formam a bolsa amniótica. O cório é a


membrana que se situa externamente à bolsa, perto do útero; o âmnio situa-se
internamente à bolsa, perto do feto, e é mais fino que o cório, sendo também chamado
de membrana amniótica.

Bolsa amniótica – é a chamada bolsa das águas. Nela está contido o líquido
amniótico.

Funções:

-protege o feto contra traumas;

-serve como barreira contra infecção.

Líquido amniótico – trata-se, como já foi dito, do líquido contido na bolsa amniótica.
Ele envolve completamente o feto, sendo composto de: água, proteínas, gordura,
eletrólitos e outras substâncias. Nele são encontradas também células fetais
descamadas, urina fetal e vérnix caseoso.

Funções

-impede a aderência do feto ao âmnio;

-lubrifica o canal do parto;

-mantém a temperatura corporal do feto.

Volume:

-normal: aproximadamente 1L;

-Oligâmnio (pouca água): menos de 1L;

-polidrâmnio (muita água): mais de 1L.

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Aspecto:

-líquido claro: feto não maduro;

-líquido leitoso com grumos: feto maduro;

-líquido esverdeado: sofrimento fetal;

-líquido amarelado: doença hemolítica;

-líquido castanho: morte fetal.

GRAVIDEZ MULTIPLA

Definimos gravidez gemelar ou múltipla aquela que apresenta dois ou mais


fetos numa gravidez, simultaneamente.

GEMÊOS MONOZIGÓTICOS

Também chamados de gêmeos idênticos, univitelinos ou verdadeiros, os


monozigóticos, são sempre gêmeos do mesmo sexo e assemelham-se muito
fisicamente. Possuem genótipos semelhantes. Resultam da fertilização de um único
óvulo.

O óvulo fecundado divide-se em partes iguais (essa divisão ocorre no início da


formação do ovo, quando cada parte do óvulo pode gerar sozinha um ser humano na
fase de mórula).

Os monozigóticos podem apresentar:

-Placentas e bolsas amnióticas separadas

-Placenta comum e bolsas amnióticas separadas

-Placenta comum, um cório e dois âmnios

-Placenta comum, um cório e um âmnio (ou seja, possuem bolsa amniótica comum).

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Geralmente, eles possuem:

-Placenta comum

-Cório comum

-Âmnios separados

O ovo separa-se na fase de mórula em duas massas iguais e cada uma se


torna um embrião separado. Se a separação é incompleta, produzem-se gêmeos
siameses ou outros tipos de gêmeos conjuntos.

GÊMEOS DIZIGÓTICOS

Também chamados de gêmeos fraternos, diferentes. Podem ser de sexos


diferentes e nada mais são do que irmãos nascidos ao mesmo tempo. Sua
semelhança física é a mesma que há entre irmãos não gêmeos, pois possuem
genótipos diferentes.

Resultam da fertilização de dois (ou mais) óvulos por dois (ou mais)
espermatozóides, que originam um ovo duplo:

-Os dois óvulos podem vir de um mesmo ovário e são fecundados por dois
espermatozóides;

-Os dois óvulos podem vir dos dois ovários- os óvulos amadurecem ao mesmo tempo,
sendo um de cada ovário, e são fecundados por dois espermatozóides.

Os dizigóticos podem apresentar:

-Duas placentas, dois córios e dois âmnios;

-Placenta fundida, dois córios e dois âmnios.

DIAGNOSTICANDO A GRAVIDEZ

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico de gravidez, mais fácil será o
acompanhamento do desenvolvimento do embrião/feto e das alterações que ocorrem
no organismo e na vida da mulher, possibilitando prevenir, identificar e tratar eventuais

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situações de anormalidades que possam comprometer a saúde da grávida e de sua


criança (embrião ou feto), desde o período gestacional até o puerpério.

Sinais de presunção – são os que sugerem gestação, decorrentes, principalmente,


do aumento da progesterona:

-Amenorréia – freqüentemente, é o primeiro sinal que alerta para uma possível


menstruação regular, entretanto, também pode ser resultado de condições como, por
exemplo, estresse emocional, mudanças ambientais, doenças crônicas, menopausa,
uso de métodos contraceptivos e outros;

-Náusea com ou sem vômitos – como sua ocorrência é mais freqüente pela manhã, é
denominado “enjôo matinal”, mas pode ocorrer durante o restante do dia. Surge no
início da gestação e, normalmente, não persiste após 16 semanas;

-Alterações mamárias – caracteriza-se pelo aumento da sensibilidade, sensação de


peso, latejamento e aumento da pigmentação dos mamilos e aréola; a partir do
segundo mês, as mamas começam a aumentar de tamanho.

-Polaciúria – é o aumento da freqüência urinária. Na gravidez, especialmente no


primeiro e terceiro trimestre, dá-se o preenchimento e o conseqüente crescimento do
útero que, por sua vez, pressiona a bexiga diminuindo o espaço necessário para
realizar a função de reservatório. A esta alteração anatômica soma-se a alteração
fisiológica causada pela ação da progesterona, que provoca um relaxamento da
musculatura lisa da bexiga, diminuindo sua capacidade de armazenamento.

-Vibração ou temor abdominal – são termos usados para descrever o reconhecimento


dos primeiros movimentos do feto, pela mãe, os quais geralmente surgem por volta da
20ª semana. Por serem delicados e quase imperceptíveis, podem ser confundidos
com gases intestinais.

Sinais de probabilidade – são os que indicam que existe uma provável gestação;

-Aumento uterino - devido ao crescimento do feto, do útero e da placenta;

-Mudança de coloração da região vulvar – tanto a vulva como o canal vaginal torna-se
bastante vascularizados, o que altera sua coloração de rosa-avermelhado para azul-
escuro ou vinhosa;

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-Colo amolecido – devido ao aumento do aporte sanguíneo na região pélvica, o colo


uterino torna-se mais espessas, enrugadas, amolecidas e embebidas;

-Testes de gravidez – inicialmente, o hormônio gonadotrofina coriônica é produzido


durante a implantação do ovo no endométrio; posteriormente, passa a ser produzido
pela placenta. Esse hormônio aparece na urina ou no sangue 10 e 12 dias após a
fecundação, podendo ser identificado mediante exame específicos;

-Sinal de rebote – é o movimento do feto contra os dedos do examinador, após ser


empurrado para cima, quando da realização de exame ginecológico (toque) ou
abdominal;

-Contrações de Braxton-Hicks – são contrações uterinas indolores, que começam no


início da gestação, tornando-se mais notáveis à medida que esta avança, sentidas
pela mulher como um aperto no abdome. Ao final da gestação, torna-se mais fortes,
podendo ser confundidas com as contrações do parto.

Sinais de certeza – são aqueles que efetivamente confirmam a gestação;

-Batimento cardíaco fetal (BCF) – utilizando-se o Pinard, pode ser ouvido,


freqüentemente, por volta da 18ª semana de gestação; caso seja utilizado um
aparelho amplificador denominado sonar Doppler, a partir da 12ª semana. A
freqüência cardíaca fetal é rápida e oscila de 120 a 160 batimentos por minutos;

-Contornos fetais – ao examinar a região abdominal, freqüentemente após a 20ª


semana de gestação, identificamos algumas partes fetais (pólo cefálico, pélvico, dorso
fetal);

-Movimentos fetais ativos – durante o exame, a atividade fetal pode ser percebida a
partir da 18ª/ 20ª semana de gestação. A utilização da ultra-sonografia facilita a
detectar mais precoce desses movimentos;

-Visualização do embrião ou feto pela ultra-sonografia – pode mostrar p produto da


concepção (embrião) com 4 semanas de gestação, além de mostrar a pulsação
cardíaca fetal nessa mesma época. Após a 12ª semana de gestação, a ultra-
sonografia apresenta grande precisão diagnóstica.

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MODIFICAÇÕES FISIOLOGICAS DO ORGANISMO MATERNO

Alterações dos órgãos reprodutores

Útero

Consistência mais amolecida.

O peso (50-60g) aumenta cerca de 20x (atinge 1.000 a 1.500 g).

Aumenta o tamanho de 5 a 6 x (atinge 34 cm).

O colo do útero mantém consistência mais amolecida à palpação.

Aumenta sua contratilidade. Braxton – Hicks.

Mudança de formato e constituição – contorno torna-se globular.

Tampão mucoso e ascensão de germes vaginais.

Reduz espessura de 2 cm para 5 mm.

No colo do útero forma-se um tampão mucoso, cuja finalidade é proteger a cavidade


uterina do meio externo.

Tubas e Ovário:

Mudanças de posição.

Grande aumento da vascularização.

Não ocorre ovulação.

Vagina e períneo:

Aumento da vascularização.

Mudança de tom no revestimento mucoso – rosado/vermelho.

A mucosa fica mias espessa e o tecido conjuntivo mais frouxo.

Pode ocorrer varizes vulvares.

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Alterações das mamas:

Aumentam de tamanho e firmeza.

Aparecimento de vascularização (rede venosa de Haller).

Sensação de dor, formigamento e peso.

Mamilos e aréolas ficam maiores e proeminentes e sua cor fica mais escura.

Formação de colostro.

Turbéculos de Montgomery (glândulas que aumentam de tamanho para lubrificar e


auxiliar na apreensão do seio).

Presença de colostro: que pode apresentar desde o início da gestação até o quinto
dia após o parto.

Alterações do abdome:

Os órgãos abdominais superiores ficam espremidos na parte superior da cavidade


abdominal e os intestinos ficam acima , por trás e dos lados do útero.

Desenvolvimento de estrias gravídicas.

Alterações das glândulas endócrinas:

Ocorre aumento da produção hormonal

Hormônios placentários:

Gonadotrofina coriônica → mantém o corpo lúteo funcionando.

Progesterona – manutenção da gravidez → relaxa a musculatura lisa.

Estrogênio – caracteres femininos.

Sistema cardiovascular:

Aumento do volume sanguíneo: 30 a 40% (o consumo de O2 aumenta cerca de 25%).

Débito cardíaco aumentado.

Frequência de posição e tamanho do coração.

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A PA está ligeiramente reduzida no 1º e 2º trimestres, podendo elevar-se no 3º


trimestre.

Edema MMII.

Hipotensão postural e desmaio.

Varizes. (devido ao aumento de peso e estase sanguínea)

Taquicardia e palpitações

Em consequência do aumento do volume sanguíneo, o sangue torna-se mais diluído,


isto é, diminui sua concentração de eritrócitos (glóbulos vermelhos), podendo
ocasionar a chamada Anemia Fisiológica da gravidez.

Sistema respiratório:

Nariz, nasofaringe, traqueia e brônquios ficam edemaciados.

Pode ocorrer epistaxes.

Devido à compressão exercida pelo útero sobre o diafragma ocorre um estado de


hiperventilação, podendo haver dispnéia no último trimestre.

Orienta-se a gestante dormir em decúbito lateral esquerdo.

Aparelho digestório:

Náuseas e vômitos.

Pirose.

Alterações nas eliminações: constipação intestinal; hemorróidas e polaciúria.

Cavidade bucal - ocorre alterações das gengivas, provavelmente por influência


hormonal, podendo aparecer: edema, hiperemia, sangramentos e gengivite. Pode
também ocorrer aumento da frequência de caries dentárias por modificação do pH e
dor diminuição da concentração de imunoglobulinas da saliva, reduzindo a defesa
natural da boca.

Sialorréia (devido a hiperfunção da glândula salivar)

Digestão se torna mais lenta pela diminuição dos movimentos intestinais

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Flatulência e constipação intestinal (diminuição do peristaltismo)

Postura:

Lordose.

Modificação na marcha.

Psiquismo:

Irritabilidade.

Sonolência.

Alteração do humor.

Desejos.

Pele:

Cloasma gravídico na face.

Ocorrem aranhas vasculares na mama e abdome (rede de Haller).

Intensificação da cor de áreas pigmentadas.

Presença de estrias.

Aumento das glândulas sebáceas sudoríparas e folículos pilosos.

Linha negra no abdome.

Peso corporal:

No início da gestação pode ocorrer uma ligeira perda de peso, mas depois a tendência
é aumentar. O aumento deve ser gradativo podendo chegar a 12 Kg no final da
gestação. O aumento ponderal da gravidez deve ser de 6 Kg + 5% do seu peso inicial.

ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL

Conceito

Entende-se por controle pré-natal (assistência pré-natal, acompanhamento pré-


natal, cuidados pré-natal, consulta pré-natal) a série de contatos, entrevistas ou visitas
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programadas da gestante com integrantes da equipe de saúde, com o objetivo de


vigiar a evolução da gravidez e conseguir uma preparação adequada para o parto e
para o cuidado da criança.

O controle pré-natal:

A detecção de doenças maternas subclínicas.

A prevenção, diagnóstico e da vitalidade fetal.

A vigilância do crescimento e da vitalidade fetal.

A diminuição dos sintomas menores associados à gravidez.

A preparação psicofísica para o nascimento.

A administração de conteúdos educativos para a saúde, a família e a educação da


criança.

A mulher deve iniciar o pré-natal assim que souber que está grávida e retornar
mensalmente à consulta até o fim da 40ª semana. Deve completar o esquema de
vacinação para prevenir o tétano neonatal (tétano do recém-nascido).

O técnico de enfermagem deve conhecer os pontos importantes da assistência pré-


natal e alguns sintomas de complicação mais evidentes para encaminhar a gestante
ao atendimento adequado. Rotina:

Controle pré-natal

Objetivos específicos Atividades propostas

Melhorar a qualidade do controle pré- Utilização de algumas tecnologias apropriadas.


natal

Obter dados para planejar o controle pré- Utilização do sistema informático perinatal.
natal da mãe.

Detectar riscos na população. Avaliação do sistema informático perinatal.

Conhecer informação relevante da Anamnese.

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gravidez.

Definir um cronograma que permita Determinação da idade gestacional e da data


planejar as atividades de controle pré- provável do parto.
natal.

Avaliar o estado nutricional materno. Medida de peso pré-gestacional, da altura e do


aumento de peso durante a gestação.

Prevenir o tétano neonatal e puerperal. Vacinação antitetânica.

Pesquisar uma possível Determinação do grupo sanguíneo e do fator Rh.


incompatibilidade sanguínea materno-
feto-neonatal.

Avaliar o estado clínico geral, sua Exame clínico.


adaptação à gestação e a possível
presença de patologia em
desenvolvimento.

Detectar possíveis alterações dos Exame das mamas.


mamilos e patologia tumoral das mamas.

Detectar processos sépticos dentais para Exame odontológico.


tratamento posterior.

Confirmar a gravidez. Exame gineco-obstétrico. Pesquisa de sinais de


probabilidade ou certeza de gravidez.

Confirmar a existência de vida fetal. Diagnóstico de vida fetal.

Antecipar o diagnóstico e a prevenção do Avaliar o padrão de contratilidade uterina


parto prematuro. (freqüência, duração e intensidade).

Detectar precocemente patologia Exame genital- Papanicolau -Colposcopia.


ginecológica.

Detectar doenças de transmissão sexual Prevenção, detecção e tratamento.


e do trato genital.

Detectar, prevenir e tratar precocemente Determinação da hemoglobina, administração de

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a anemia materna. ferro e ácido fólico.

Descartar proteinúria, glicosúria e corpos Exame de urina.


cetônicos na urina.
Urocultura.
Identificar e tratar infecções do aparelho
Determinação da proteinúria.
urinário.

Pesquisar: hipertensão pré-existente, Determinação da pressão arterial.


síndrome de hipertensão induzida pela
gravidez (pré-eclâmpsia); hipotensão
arterial.

Descartar alterações do crescimento Avaliação do crescimento fetal através de altura


fetal. uterina, aumento de peso materno, ecografia.

Detectar precocemente a gestação Diagnóstico do número de fetos.


múltipla para prevenir suas
complicações.

Descartar diabetes mellitus clínica e Antecedentes familiares.


gestacional.
Determinação da glicemia em jejum, prova oral e
tolerância à glicose.

Pesquisar as apresentações fetais Diagnóstico da apresentação fetal.


anômalas.

Detectar possíveis distócias pélvicas para Exame gineco-obstétrico


definir o nível de atenção do parto.
Avaliação da pelve.

Periodicidade das consultas:

Mensais: até sete meses e meio;

Quinzenais: a partir da trigésima semana;

Semanais: no último mês.

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A periodicidade pode variar de acordo com a rotina, a orientação médica e o estado


geral da paciente. Conforme o protocolo do Ministério da saúde no mínimo, seis
consultas de pré-natal.

PROCEDIMENTOS REALIZADOS NAS CONSULTAS

Todas as consultas de pré-natal devem consistir em:

ANAMNESE: Obter informações sobre:

História da saúde, doenças e cirurgias anteriores;

História da doença na família;

História das gestações anteriores;

História da gravidez atual

EXAME FÍSICO:

Estado geral da paciente no momento

Avaliar estado geral

Avaliar presença de nutrição e hidratação

Verificar presença de edema geralmente se inicia nos membros inferiores

Detectar problemas ou doenças

Pesagem

Controle dos sinais vitais –Controle da PA

Cálculo da idade Gestacional (IG) e da data provável do parto

IDADE GESTACIONAL (IG): é a duração da gestação até o momento. É expressa em


dias ou semanas completas.

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Exemplo: IG= 40 semanas completas

IG= 260 dias

A duração normal da gestação é de 10 meses no calendário lunar e 9 meses


no calendário solar.

DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP): o cálculo da data provável do parto é feito pela
regra de Nägele e se baseia no primeiro dia da menstruação (último dia do ciclo
menstrual) Calcula-se a DPP somando-se sete dias ao primeiro dia última
menstruação (UM), somando-se nove ao mês da última menstruação e
acrescentando-se um ano quando a última menstruação ocorreu nos meses de abril a
dezembro.

Resumindo:

Para data da UM em Janeiro, Fevereiro ou DPP= (UM+ 7 dias) + 9 meses


Março

Para data da UM de Abril à Dezembro DPP= (UM+ 7 dias) -3 meses +1 ano

Exemplos

UM= 20/08/98 UM= 10/01/99

+7 dias/-3 meses/+1 ano +7 dias /+ 9 meses

PDD= 27/05/99 DPP= 17/10/99

UM= 10/04/99 UM= 18/02/99

+7 dias/-3 meses/+1 ano +7 dias /+ 9 meses

PDD= 17/01/00 DPP= 25/1199

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EXAMES REALIZADOS AO MENOS UMA VEZ NO PRÉ- NATAL

EXAME DE URINA

Tipo 1 e cultura se necessário. Deve ser feito na primeira consulta e repetido no


segundo semestre para avaliar:

Infecção urinária

Diabetes (glicosúria)

Toxemia gravídica (presença de proteínas, proteinúria)

EXAME DE FEZES

Realizar na primeira consulta, para verificar verminoses (a verminose pode acentuar a


anemia e prejudicar o desenvolvimento fetal).

EXAME DE SANGUE

Hemograma completo: Os valores baixos de eritrócitos e hemoglobina podem indicar


anemia fisiológica da gravidez. Os valores altos de leucócitos podem indicar infecção.

Sorologia de Lues ou VDRL: Realizar na primeira consulta para diagnóstico de sífilis:

Quando o resultado for positivo, pedir exame para o parceiro e tratar ambos (com
antibióticos)

Quando o resultado for negativo, repetir no terceiro trimestre.

Tipagem sanguínea:

Fator ABO: Deve ser realizado na primeira consulta

Fator Rh.

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EXAME GINECOLÓGICO:

Toque e exame especular devem ser realizados na primeira consulta ou até o 3º mês
de gestação: deve ser feito o exame de prevenção de câncer cérvico-vaginal :
papanicolau na primeira consulta ou até o 3º mês.

EXAME DE MAMAS:

Realizar desde a primeira consulta, para observar alterações patológicas e as


modificações comuns das mamas durante a gravidez:

Aumentadas

Dolorosas

Aumento da pigmentação da aréola e mamilo;

Presença de veias superficiais visíveis

Presença de glândulas sebáceas salientes na aréola;

Presença de colostro;

Mamilo plano ou invertido

VACINAÇÃO

A imunização da gestante é rotineiramente feita no pré-natal, considerando-se


que os anticorpos produzidos ultrapassam a barreira placentária, vindo a proteger o
concepto contra o tétano neonatal, pois a infecção pode ocorrer no momento do parto
ou durante a cicatrização do coto umbilical, se não forem observados os adequados
cuidados de assepsia.

A proteção da gestante e do feto é realizada com a vacina dupla tipo adulto


(dT) ou, em sua falta com o toxóide tetânico ( TT).

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Esquema para gestante não vacinada

1ª DOSE 2ª DOSE 3ª DOSE

Precoce 30-60 dias depois da 1ª dose 180 dias depois da 2ª dose

Precoce 60 dias depois da 1ª dose 60 dias depois da 2ª dose

Gestante vacinada

Esquema básico: na gestante que já recebeu uma ou duas doses da vacina


contra o tétano (DPT,TT, dT, ou DT), deverão ser aplicadas mais uma ou duas doses
da vacina dupla tipo adulto (dT) ou na falta desta, o toxóide tetânico ( TT), para se
completar o esquema básico de três doses.

Reforços: De dez em dez anos. A dose de reforço deve ser antecipada se,
após a aplicação da última dose, ocorrer nova gravidez em cinco anos ou mais.

COMPLICAÇÕES COMUNS DURANTE A GESTAÇÃO

ABORTAMENTO

Definição

Segundo a OMS é a interrupção da gestação antes de 20- 22 semanas ou com


peso fetal inferior a 500g. É dito precoce quando ocorre até 12ª semanas e tardio entre
13ª e 20- 22ª semanas de gestação.

Etiologia:

Anormalidades do desenvolvimento do zigoto:

Anomalias cromossômicas: são as causas de pelo menos metade dos abortamentos


nas primeiras 12 semanas

Fatores Maternos: mais comuns a partir da 13ª semana- Infecções: toxoplasmose,


rubéola, citomegalovírus- Doenças Sistêmicas: diabetes, hipotireodismo, deficiência de
progesterona , hipertensão- Uso abusivo do fumo e álcool, entre outros.

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Diagnóstico:

Clínico

Ultra-sonográfico

Laboratorial (hormonal: HCG, progesterona)

Fatores de risco:

PARIDADE: 5% primíparas14% multíparas

IDADE: adolescente e acima de 35 anos

Abortamento prévio

Formas clínicas

Abortamento inevitável:

Sangramento mais intenso, com coágulos, cólicas mais fortes que na ameaça de
aborto, útero compatível com a idade gestacional, colo uterino pérvio (material ovular
pode ser identificado no canal cervical).

Diagnóstico é essencialmente clínico (ultra-sonografia e dosagens hormonais são


desnecessários).

Após expulsão: curetagem uterina.

Abortamento completo:

Sangramento moderado com diminuição das cólicas, útero menor que o esperado
para idade gestacional

Acompanhamento clínico: diminuição do sangramento, cólicas, permeabilidade do colo


uterino, involução uterina

Abortamento espontâneo:

Pode ocorrer por um ovo defeituoso e o subsequente desenvolvimento de defeitos no


feto e placenta. Dependendo da natureza do processo, é considerada:

Evitável - O colo do útero não se dilata, sendo evitável através de repouso e


tratamento conservador;

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Inevitável - quando o aborto não pode ser prevenido, acontecendo em qualquer


momento. Apresenta-se com um sangramento intenso, dilatação do colo do útero e
contrações uterinas regulares. Pode ser subdividido em aborto completo e Incompleto

Abortamento incompleto:

Sangramento e cólicas com intensidade variável, colo uterino pérvio

Ultra-sonografia: evidencia imagem sugestiva de restos ovulares

Conduta: igual a do abortamento inevitável.

Abortamento retido:

Sangramento discreto ou ausente, colo impérvio (pode não ser precedido de ameaça),
útero menor que o esperado, cujo diagnóstico ocorreu há + de 4 semanas.

Há regressão dos sinais/sintomas de gestação

Abortamento infectado:

Geralmente após manipulação uterina com instrumentos.

Pode ter a seguinte evolução se não tratado adequadamente: endometrite

Pode ocorrer no abortamento completo, incompleto ou retido

Quadro clínico variável a depender da evolução: febre (geralmente > 38ºC),pulso


acelerado, sudorese, hipotensão, sangramento de odor fétido, dor à manipulação do
colo uterino, coleção liquida em fundo de saco posterior,irritação peritoneal.

Possibilidade de perfuração uterina e alças intestinais.

Abortamento habitual:

Quando a mulher apresenta abortamentos repetidos (3 ou mais consecutivos) de


causa desconhecida

Abortamento provocado:

Ilegal no Brasil. Gestação com risco materno.

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Quando realizado clandestinamente é alta a incidência de morbidade e mortalidade


materna devido: perfuração uterina e de vísceras abdominais, hemorragia, infecção
localizada ou sistêmica, choque séptico, esterilidade.

Abortamento legal:

Risco materno de morte: Laudo de 2 obstetras e 1 especialista na patologia que está


motivando a interrupção. Consentimento informado: da gestante e familiares. É
necessária a notificação à comissão de ética do hospital.

Após estupro

Complicações do aborto:

Hemorragias

Perfurações uterinas

Infecções

Embolia

Insuficiência ovariana

Trauma psicológico

GRAVIDEZ ECTÓPICA

É a implantação do ovo fora da cavidade uterina (fora do endométrio).

Tipos: Há quatro tipos de prenhez ectópica, segundo o local de implantação do ovo:

tubária – quando o ovo se implanta na tuba uterina (é mais frequente, ocorrendo em


cerca de 98%dos casos de prenhes ectópicas):

ovárica - quando o ovo se implanta no ovário;

abdominal- quando o ovo se implanta na cavidade abdominal; raramente é possível


que o feto viva e cresça;

cervical- quando o ovo se implanta no colo do útero.

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Sinais e Sintomas:

Se ocorrer aborto:

dor abdominal;

hemorragia por via vaginal.

Se ocorrer perfuração da tuba uterina:

Dor abdominal intensa, muitas vezes com irradiação para os membros inferiores e que
pode levar ao desmaio;

Hemorragia interna devido á rotura da tuba;

Choque, quando a hemorragia é muito intensa.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através do ultra-som ou da laparoscopia (visualização do


abaulamento da tuba uterina).

Tratamento:

O tratamento da prenhes tubária é cirúrgico (salpingectomia).

PLACENTA PRÉVIA

É a inserção da placenta fora do seu local normal. A placenta insere-se


geralmente no segmento inferior do útero, no centro do colo ou lateralmente. A causa
é desconhecida.

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Há três tipos de placenta prévia:

Central ou completa- quando ela cobre inteiramente o orifício interno do colo uterino;

Parcial – quando o orifício está parcialmente coberto;

Marginal – quando apenas uma borda da placenta atinge a margem do orifício interno
no colo do útero. Também conhecida como placenta baixa (localiza- se na lateral).

Diagnóstico:

O diagnóstico é realizado pela história clínica de hemorragia aparentemente sem


causa e pela ultra- sonografia.

Tratamento:

Depende das condições: a maturidade do feto, a existência de sangramento


abundante, o local da inserção da placenta. A paciente pode ficar em repouso e
observação ou ser submetida á cesariana.

Cuidados de enfermagem para com a paciente:

repouso no leito.

Proporcionar ambiente calmo e assistir a paciente para que repouse;

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controlar gotejamento de soro e sangue (para repor perdas)

controlar rigorosamente os sinais vitais;

observar sinais e sintomas de choque, anemia ou infecção;

fazer uso de técnicas assépticas e orientar a paciente sobre higiene para evitar
infecção;

controlar a quantidade de sangramento vaginal (hemorragia)

Se o feto estiver maduro, já em trabalho de parto, e não houver sangramento


abundante, no caso de PP de inserção lateral ou no segmento inferior pode ocorrer
parto normal.

HIPEREMESE GRAVÍDICA

Conceito

É a acentuação das náuseas e vômitos da gravidez podendo levar a


desidratação e distúrbios eletrolíticos e nutricionais.

Sinais e Sintomas:

Náuseas

Vômitos persistentes

Fraqueza

Intolerância alimenta

Sinais de desidratação

Perda de peso

Causas:

Distúrbios psicológicos (rejeição á gravidez, falta de preparo.·).

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Alterações fisiológicas da gestação (níveis hormonais elevados, distúrbios metabólicos


gestacionais).

Tratamento

Requer internação para repouso, hidratação venosa, uso de antieméticos, sedativos

Higiene oral

Sinais vitais

Dieta suspensa até cessarem os vômitos

Se necessário passar sonda nasogástrica

Tranqüilizar a paciente

Promover higiene, conforto e repouso

Ambiente ventilado, sem cheiros

Administrar medicamentos / Soroterapia

Pesquisar sobre os alimentos de melhor tolerância da gestante e aqueles que


desencadeiam vômitos

Orientar retorno da dieta aos poucos:

Comer torradas ou bolacha água e sal

Ingerir alimentos leves fracionados (5 a 6 x por dia)

Ingerir bebidas geladas (limonada, laranjada)

Evitar o uso de antieméticos (deprimem o SNC fetal e podem ser teratogênicos).

DESCOLAMENTO PREMATURO DA PLACENTA (DPP)

É a separação da placenta do seu local de inserção no útero antes do parto.


Ocorre geralmente no final da gravidez. Independentemente de a mulher ser multípara
ou primípara.

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Sinais e Sintomas:

hemorragia oculta e dolorosa (interna), com acúmulo de sangue na cavidade uterina,


resultando um hematoma sub-placentário, geralmente com dor intensa; é mais grave ,
podendo haver morte fetal e choque materno;

hemorragia exteriorizada através do colo e perda por via vaginal; geralmente pouco
dolorosa;.

a ausculta de batimentos cardio-fetais indica sofrimento fetal (devido á hipóxia);

pode ocorrer tetania e hipersensibilidade uterina.

Fatores predisponentes do DPP:

hiperdistensão do útero

toxemia

nefropatia

hipertensão arterial

cordão umbilical curto

estase vascular

desnutrição

idade avançada

multiparidade

placenta prévia

quedas, traumatismos

causas desconhecidas.

Tratamento: O tratamento depende do grau do DPP (que pode variar de zero a três):

presença de hemorragia externa


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cessação espontânea da hemorragia

maturidade do feto

constatação de sofrimento fetal

início do trabalho de parto.

Se o sangramento é moderado e o estado da gestante permitir, a paciente é mantida


em repouso e vigilância, com a administração de antiespasmódicos, aguardando o
trabalho de parto normal.

Se o trabalho de parto não progride, ou o sangramento é profuso, realiza-se cesariana.


Em alguns casos, após a cesariana, para conter a hemorragia , é preciso fazer
histerectomia.

Cuidados de enfermagem:

observar sangramento;

observar sinais e sintomas de choque;

controlar rigorosamente gotejamento de soro e sangue;

proporcionar ambiente calmo, atendendo as necessidades da paciente para que


repouse;

controlar rigorosamente os sinais vitais

proceder aos preparativos para parto normal ou cesariana, conforme indicação


médica.

DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ ( DHEG)

PRÉ-ECLÂMPSIA

È o quadro que se caracteriza por edema, proteinúria e hipertensão arterial

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Edema – inchaço, que pode ser:

oculto : invisível, porém percebido pelo aumento excessivo de peso; o ganho de peso
de 1kg por semana ou 2 kg por mês já é sinal de alerta:

Leve ou discreto: atinge pés, mãos e face:

Moderado;

Generalizado = anasarca

A paciente queixa-se de formigamento, distensão das pernas e incômodo

Proteinúria: presença de proteínas na urina

Hipertensão arterial:

se a pressão arterial estiver em 130 : 90 mmHg, deve-se ficar alerta e fazer um


controle frequente;

de 140: 90mmHg a 160:100mmHg = leve (o médico decide entre o tratamento


ambulatorial e a internação)

de 16:10 a 18:10 = moderada e requer internação;

acima de 18:11= considerado caso grave.

Evolução do quadro- surgem sinais e sintomas de eclâmpsia iminente:

cerebrais: sonolência, cefaléia, tontura, obnubilação

visuais: distúrbios visuais , escurecimento da visão

respiratórios: dispnéia

gastrintestinais: náuseas, vômitos, dor epigástrica

renais: oligúria , hematúria, anúria

possível hipertermia

cardíacos: taquicardia
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Tratamento:

Em caso de pré- eclâmpsia:

Ambulatorial, com:

repouso físico e psíquico

dieta hipossódica, hiperproteica e hipervitamínica (pode beber água);

medicamentos: sedativo, hipotensor, diurético.

Internação: - para vigilância desses cuidados ou para interrupção da gravidez, que


depende de: condições da mãe, condições do feto e duração da toxemia. Pode ocorrer
óbito fetal por insuficiência placentária.

Em caso de eclâmpsia: - cuidados nas crises e no estado de coma:

parto normal ou cesariano (mesmo que seja parto prematuro), independentemente de


o feto estar vivo ou morto.

Cuidados de enfermagem

orientar a paciente sobre a importância da assistência pré-natal, de fazer controle de


pressão arterial, peso e proteinúria e de procurar um médico ao perceber edema ou
outras alterações: seguir orientações de repouso, dieta e medicamentos;

proporcionar ambiente adequado ao repouso no caso de pré-eclâmpsia;

controlar rigorosamente peso e pressão arterial;

observar edema ou outras alterações;

no caso de eclâmpsia :

cuidados nas crises convulsivas;

cuidados para paciente em estado de coma;

observar sinais e sintomas que indiquem complicações (principalmente referentes á


respiração, anúria e choque) e comunicar ao médico.
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MOLA HIDATIFORME

É uma neoplasia benigna do cório, que se transforma numa massa cística


cheia de um líquido claro e viscoso. A mola se assemelha a um cacho de uva, cujas
vesículas estão ligadas entre si por um filamento fino. Geralmente não existe feto e
esses cistos podem preencher toda a cavidade uterina.

O seu crescimento pode invadir a musculatura uterina e transformar –se em


coriocarcinoma, que é sempre maligno.

Sintomas:

sangramento vaginal;

náuseas e vômitos;

alteração do estado geral: emagrecimento, palidez,fraqueza

útero grande e mole

Diagnóstico:

dosagem do hormônio gonadotrofina coriônica e história clínica;

ultra- sonografia

Tratamento:

Confirmado o diagnóstico, deve ser realizada imediatamente a curetagem para


esvaziar a cavidade uterina. Se confirmado o diagnóstico de coriocarcinoma, a critério
médico pode ser feita histerectomia ou quimioterapia.

Cuidados de enfermagem: Os cuidados de enfermagem são os mesmos para qualquer


tipo de curetagem. Entretanto, deve-se dar maior atenção aos seguintes:

orientar a mulher para não engravidar, pelo menos por um ano;

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fazer controle de gonadotrofina coriônica periodicamente;

dar apoio psicológico se a paciente se submeter a tratamento quimioterápico.

DIABETES GESTACIONAL

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já


tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a
alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira
vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

Causa:

Como nos outros tipos, a causa exata do diabetes gestacional é desconhecida.


Contudo, os especialistas acham que o diabetes gestacional pode ser uma etapa do
diabetes tipo 2, pelas semelhanças clínicas existentes entre ambos.

Os Fatores de Risco são parecidos com aqueles do diabetes tipo 2 e incluem:

Idade acima de 25 anos;

Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;

Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);

História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;

Baixa altura (1,50cm);

Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;

Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo


do bebê) ou de diabetes gestacional

Tratamento:

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De uma maneira geral, a indicação do tratamento inclui desde elevações mais


leves das taxas de glicose até o diabetes franco, como diagnosticado fora da gravidez.
O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia
(peso elevado do bebê ao nascer), evitar a queda do açúcar ao nascer (hipoglicemia)
do bebê.

No passado, esses bebês podiam apresentar outras complicações no


nascimento, mas essas complicações estão menos frequentes hoje em dia. Para o
lado materno, além de aumento do risco de cesariana, o diabetes gestacional pode
estar associado a toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e
geralmente tem como acompanhante a inchação de pernas e que pode causar um
parto mais prematuro.

O diabetes gestacional é inicialmente tratado com planejamento alimentar, que


idealmente deve ser orientado por nutricionista. Os exercícios físicos podem fazer
parte do tratamento e serão orientados por seu médico. De maneira geral, mulheres
que já faziam atividade física podem continuar a fazê-la normalmente. . Caso essas
medidas não surtam os efeitos esperados por seu médico, será indicado o tratamento
com insulina. Isso ocorre porque os efeitos dos antidiabéticos orais não estão bem
estabelecidos na gravidez, então eles não podem ser usados nesse momento.

Outra observação importante está relacionada aos objetivos glicêmicos. No


diabetes gestacional está recomendado um controle mais estreito das taxas de
glicose.

ISOIMUNIZAÇÃO PELO FATOR RH

As mulheres com RH negativo podem durante uma transfusão errada, um


aborto ou mesmo um parto, terem a passagem para o seu sangue de hemácias RH
positiva. Quando isto ocorre, o organismo da mulher fabrica anticorpos (defesas) anti-
RH positivo, ocorrendo a isoimunização materna. Para prevenir a isoimunização, até
72 horas após transfusão errada, aborto (a partir da 12ª semana) ou parto (feto com
RH positivo) a mulher deve tomar uma “vacina” especial.

Se não for vacinada, quando a mulher engravidar novamente, os anticorpos


que estão no seu sangue passam para o sangue do feto através da placenta. Se o feto
é RH positivo, os anticorpos maternos atacam os sues glóbulos vermelhos e os

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destroem, causando a doença hemolítica do RN. A doença hemolítica pode levar a


morte do feto ou do recém- nascido.

PARTO

Parto é a combinação de fenômenos pelos quais a placenta e as membranas


se desprendem e são expulsos do corpo da gestante. O feto pode ser expulso pelas
vias genitais (parto espontâneo) ou extraído por meios cirúrgicos (cesariana).

CLASSIFICAÇÃO DO PARTO

Segundo a idade gestacional (IG):

Parto a termo ou normal; ocorre a trigésima sétima e a quadragésima segunda


semana a partir da última menstruação.

Parto prematuro: ocorre antes da trigésima sétima semana de gestação

Abortamento: anterior á vigésima quarta semana e o produto é inviável

Parto serotino ou prenhez prolongada ou Pós-termo: ultrapassa a quadragésima


Segunda semana (feto hipermaturo).

Segundo o procedimento:

espontâneo: ocorre sem qualquer interferência

dirigido: acompanhado por ações ativas do parteiro, durante o seu desenrolar por
ações ativas do parteiro.

Induzido: provocado por medicamentos ou manobras

cirúrgico: ação operatória = cesariana

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FENÔMENOS QUE ANTECEDEM O INÍCIO DO TRABALHO DE PARTO


(PRÓDROMOS)

Podem ocorrer uma ou duas semanas antes do parto, e geralmente confundem a


gestante sobre o início do verdadeiro trabalho de parto, gerando ansiedade e “idas” e
“vinda” á maternidade. São eles:

descida do fundo do útero, devido à descida do feto na bacia óssea (encaixamento). A


gestante refere que a “barriga” está mais baixa e a respiração mais fácil
(descompressão do diafragma);

início das contrações uterinas (endurecimento do abdome) esporádicas, mais


freqüentes á noite;

perda de uma secreção pela vagina, semelhante a um “catarro” (tampão mucoso),


acompanhado ou não de “raias” de sangue.

SINAIS DE VERDADEIRO TRABALHO DE PARTO

aumento da dor nas costas, do baixo ventre, irradiando para as pernas;

Contrações uterinas freqüentes e regulares, mais ou menos 2 a 3 em 10 minutos


(duração de 25’ou mais). A gestante refere que é uma “dor” que inicia nas costas e
irradia para o abdome, deixando-o endurecido e depois relaxa;

Contrações que não cessam após o uso de analgésicos por indicação médica.

Dilatação e apagamento do colo uterino (afina), sendo avaliado através do toque


vaginal

ADMISSÃO DA PARTURIENTE E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Preenchimento da ficha de admissão, anotando cuidadosamente hora do início das


contrações, frequências das mesmas. Hora da ruptura das membranas, aspecto do
líquido e cor. Posição, situação e apresentação do feto. Número, ritmo e localização
dos batimentos cardíacos fetais.

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Preparação da paciente para o toque (posição e anti-sepsia vulvar). Anotar dilatação


cervical , altura e variedade de apresentação, apagamento do colo; dados sobre a
bolsa d’água, de acordo com as informações do examinador (médico ou enfermeira).
Verificar pressão arterial, pulso, temperatura, altura uterina e circunferência máxima do
abdome.

Higienização da paciente- Quando o seu estado permitir, encaminha-la para o


chuveiro.

Encaminhar para unidade de internação

Orientar familiares.

PERÍODOS CLÍNICOS OU FASES DO PARTO

> 1º Período: Dilatação

Inicia-se com as contrações uterinas frequentes e termina com a dilatação


completa colo uterino (10cm). Dura mais tempo do que os outros períodos, geralmente
ocorre o rompimento das membranas coriônica e amniótica (bolsa d’água), as
contrações são espaçadas e tornam-se mais seguidas. A gestante deve ir para a
maternidade com o início das contrações, e permanecerá na sala de pré-parto até o
início do 2º período. São realizados alguns procedimentos como: dinâmica uterina
(verificar nº de contrações em 10 min e a duração de cada uma), batimentos cardíacos
do feto (bcf), toque vaginal (verificar dilatação do colo e descida do feto).

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO DE DILATAÇÃO

Manter higiene e conforto da paciente

Administrar água em pequena quantidade

Posicionar a paciente para exames

Manter a porta fechada durante a realização dos exames

Providenciar material necessário para amniotomia (comadre, luvas, amniótomo).

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Manter em ordem o material necessário os exames (luvas, estetoscópio de Pinard,


vaselina líquida, etc.)

Dar apoio psicológico para a parturiente, orientando-se quanto á respiração

Controlar dinâmica e foco fetal

Administrar soro e medicação sempre que prescritos

Acompanhá-la ao banheiro, sempre que necessário ou oferecer a comadre

Levar a paciente para a sala de parto.

> 2º Período: Expulsão

Inicia-se com a dilatação completa do colo uterino e termina com o nascimento


do bebê. É o parto propriamente dito. Logo o nascimento, deve-se propiciar a
permanência do bebê junto da mãe, na ausência de intercorrências, promovendo o
contato pele a pele. O aleitamento materno já pode ser iniciado na sala de parto,
dependendo da vontade da mãe e das condições do bebê.

Neste período ocorre:

aumento das secreções vaginais e do sangramento;

distensão dos músculos perineais e dos ânus, decorrentes da pressão exercida pelo
feto;

realização de um corte no períneo (episiotomia), se necessário, para evitar


rompimento do períneo;

descida do feto em direção ao exterior da vagina a cada contração. Quando à parte


que surge através da abertura vaginal é a cabeça (apresentação cefálica), diz-se que
está coroando.

O desprendimento ou saída da cabeça que rola para um dos lados e a saída das
espáduas (ombros);

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Parida a cabeça, os ombros e o resto do corpo deslizam facilmente, geralmente com


uma golfada de líquido amniótico (água do parto);

Diminuição do tamanho do útero, devido á contração, localizando-se na altura da


cicatriz umbilical.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO EXPULSIVO

Leve a parturiente para a sala de parto e posicione-se na mesa de parto (posição de


litotomia)

Abrir a bandeja de parto e completa-la com o material necessário

Ajudar o médico ou a enfermeira a vestir o avental

Fique ao lado da parturiente dando-lhe apoio, estimule-a a fazer uma respiração


profunda, fechar os lábios para prender a respiração, e fazer força para baixo durante
a contração (força de evacuação)

Administrar medicação e soro, sempre que prescrito

Preste os primeiros cuidados com o recém –nascido e/ ou auxilie o neonatologista

Realize anotações no prontuário, como: hora do nascimento, sexo do bebê e ações


desenvolvidas.

Favoreça a permanência do bebê junto á mãe, estimulando o contato precoce mãe/


bebê, e o aleitamento materno, sempre que possível.

> 3º Período: Dequitação, Delivramento ou secundamento

Inicia-se após o nascimento do bebê e termina após a saída da placenta e das


membranas (amnióticas e coriônicas). As mulheres (puérpera) sentem cólicas devido
às contrações uterinas, que faz o útero diminuir o tamanho e evita hemorragias. A
placenta deve ser examinada, a fim de detectar retenção da mesma no útero, que
pode causar hemorragias e\ou infecção no pós-parto. Neste período ocorre:

desprendimento, descido e expulsão da placenta do útero, devido às condições


uterinas e diminuição do tamanho do útero;
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contração do útero com aumento de tamanho (acima de cicatriz umbilical) e que se


desvia para a direita durante o descolamento e descida da placenta, localizando-se
abaixo da cicatriz umbilical após a sua expulsão;

perda sanguínea de 300 a 500ml, o sangue flui do interior do útero;

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO DE DEQUITAÇÃO

Anote a hora da saída da placenta

Explique para a puérpera o que está ocorrendo

Palpe o útero observando a sua altura e consistência (endurecido ou amolecido)

Proceder á assepsia da região genital da paciente

Controle rigoroso de sangramento via vaginal

Verificar sinais vitais

Tirar a paciente da posição e passa-la para maca

Encaminhar a paciente para o quarto ou alojamento conjuntos

Deixar a sala em ordem

> 4º Período: Greenberg

Inicia-se após a saída da placenta; considera-se um período perigoso, devido ao risco


de hemorragia por hipotonia uterina (útero amolecido), sendo que a puérpera deve
permanecer no centro obstétrico para um controle mais rigoroso. Deve-se propiciar a
estimular a permanência do bebê junto á mãe para favorecer o vínculo e o aleitamento
precoce.

Nesta fase ocorre:

contração contínua do útero, eliminando o sangue da cavidade uterina;

“endurecimento” e diminuição do tamanho do útero,localizando-se abaixo da cicatriz


umbilical;

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO DE GREENBERG

Observe o sangramento

Observe continuamente a involução uterina, altura do útero.

Controle de sinais vitais

Proporcione um ambiente tranqüilo, deixe a puérpera confortável, troque a sua


camisola e forros perineais

Leve a puérpera para a unidade de internação (alojamento conjunto), após este


período.

Estar alerta para os sinais de perigo com sangramento vaginal abundante, útero
amolecido e aumentado de tamanho (acima de cicatriz umbilical), sudorese, queda da
pressão arterial e aumento do pulo.

CESARIANA

É uma intervenção cirúrgica realizada por via abdominal, que permite retirar o
feto através de uma incisão no útero. Este tipo de operação deve ser indicada sempre
que o parto via vaginal for impossível ou contra – indicado seja por problemas com o
feto e/ou com a mulher. As indicações mais frequentes são: desproporção
cefalopélvica feto maior do que a bacia da mãe, descolamento prematuro da placenta,
sofrimento fetal, prolapso de cordão, alguns casos de placenta prévia, apresentações
anômalas (transversa, ombro, pélvica), cesarianas anterior recente, trabalho de parto
prolongado que não responde á indução com ocitocina.

Ações do Técnico em Enfermagem:

No pré-operatório:

realize tricotomia da região abdominal;

realize enema, quando prescrito;

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oriente para esvaziar a bexiga;

encaminhe a parturiente para o banho, quando não houver contrações;

puncione uma veia calibrosa (quando prescrito);

sondagem vesical;

oriente a parturiente sobre o que está ocorrendo;

leve-a para a sala de cirurgia e posicione-a na mesa para anestesia e cirurgia;

circule durante a cirurgia, e se necessário, instrumentar.

No pós- operatório:

À toda puérpera cesareada, além dos cuidados de puerpério imediato, somam-se


cuidados gerais de pós-operatório:

controle a fluidoterapia;

controle a diurese e sondagem vesical;

mantenha a puérpera em repouso no leito, de acordo com o tipo de anestesia;

estimule a movimentação passiva no leito;

dê banho de leito e faça a lavagem

controle sinais vitais de acordo com a rotina de pós-operatório;

realize curativo abdominal (conforme prescrição), observando presença de secreção


(cor, aspecto, quantidade e odor), sangramento e edema.

PARTO À FÓRCEPS

O fórceps é um instrumento cirúrgico composto por duas colheres que se


articulam para apreender a cabeça do feto e extraí-la através do canal do parto. Sua
finalidade é diminuir a duração do período de expulsão, completando os mecanismos

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fisiológicos da descida e da rotação da cabeça, que podem estacionar em


determinadas circunstâncias. O fórceps não deve constituir-se em ato agressivo para o
feto, mas, ao contrário, deve protegê-lo contra a ameaça de sofrimento, para tanto
deve ser bem indicado e bem aplicado.

Ações do Técnico de Enfermagem

Os mesmos cuidados do pós-parto normal,


observando-se o tipo de anestesia utilizada.

Observar sinais e sintomas de complicações


no pós-parto, como: sangramento vaginal, hematomas e edema de episiorrafia.

PUERPÉRIO

Definição:

O puerpério é o período que se inicia após o parto, onde ocorrem as


manifestações involutivas e de retorno ás condições normais do trato genital, sendo
que isto acontece em seis ou oito semanas. O puerpério divide-se em:

Imediato: do 1º ao 10º dia pós-parto

Tardio: do 10º ao 45º dia pós-parto

Remoto ou longínquo: após o 45º dia em diante.

Neste período ocorrem os fenômenos involutivos ou regressivos (involução


uterina e laqueação), e o fenômeno evolutivo ou progressivo (lactação). Caracteriza-se
pelo retorno de diferentes funções do organismo, principalmente a ovulação e a
menstruação, regressão das modificações gravídicas. Porém algumas permanecem,
como por exemplo, as estrias.

MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DO PUERPÉRIO

Involução Uterina: Logo após a dequitação, o útero começa a se contrair, expulsando


os coágulos sanguíneos, tornando-se endurecido e globoso, localizando-se entre a
cicatriz umbilical e aborda superior da sínfise púbica. Diminui em média 0,7 a 1,5cm

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por dia, sendo assim, nos dias subseqüentes ao parto, o útero continua diminuindo de
tamanho, e no 10º dia já não pode ser palpado no abdome, pois já voltou a pelve. Nas
mulheres que amamentam, o útero involui mais rapidamente, devido à liberação da
ocitocina pela hipófise.

Vagina: São marcantes as alterações involutivas da vagina. Logo após o parto, a


mucosa vaginal apresenta-se com a coloração arroxeada, característica da gravidez,
podendo apresentar algumas soluções de continuidade de origem traumática, com
perda de pequena quantidade de sangue. Volta à sua estrutura normal em 3 semanas.

Lóquios: Com o nome de lóquios, designa-se o fluxo sanguíneo que se escoa pelo
trato genital nos primeiro dias do puerpério. São quase completamente sanguíneos até
o 3º dia, contendo mesmo pequenos coágulos; tornam-se, a seguir, mais claros.
Gradualmente, a proporção de sangue vai diminuindo, a cor mudando do vermelho
para marrom-amarelado e finalmente para o amarelo. Em torno do 15º dia, tornam-se
serosos e esbranquiçados, desaparecendo por fim. O cheiro dos lóquios é semelhante
ao cheiro do sangue da menstruação. Em média, as perdas de lóquios são de 100 a
150ml nos primeiros dias, num total de 500ml na 1ª semana. Possuem um odor
característico, sendo que nos casos de infecção tornam-se fétidos e purulentos. O
represamento dos lóquios, denominado de “loquimetria”, predispõe á infecção
puerperal.

Mamas: Depois do parto, durante dois ou três dias, a mama produz um líquido
amarelo viscoso denominado colostro. Este em quantidade pequena, é pobre em
calorias, lipídios e glicídios e muito rico em proteínas. Por esta razão, nos primeiros
dias, o recém-nascido perde peso corporal, mas mantém atividade basal normal
devido ao alto índice protéico.. Durante a amamentação, as glândulas mamárias
aumentam de volume não só pela proliferação dos ácinos como também pelo acúmulo
de leite. Durante todo o período de aleitamento, devem as mamas ser mantidas bem
elevadas pelo sutiã para evitar acotovelamentos vasculares e ingurgitamento.

Intestino: Nos primeiros dias do puerpério, habitualmente há uma constipação


intestinal. Recomenda-se dieta rica em fibras, bastante líquidos e deambulação
precoce.

Volta da Menstruação: Por volta dos 45 dias pós-parto há tendência a restabelecer os


ciclos menstruais normais. A volta da menstruação para mães que amamentam é
variável; algumas não menstruam enquanto estão amamentando.

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Dieta: Durante a amamentação devem ser evitadas as bebidas alcoólicas e alimentos


muito condimentados os quais são prejudiciais ao lactente. Deve-se ingerir dieta rica
em proteína, fibras e muito líquido, o que favorece a lactação (2000 a 3000ml\dia).

Deambulação: Desde as primeiras horas é aconselhável a mobilização ativa no leito.


Certos exercícios serão-permitidos enquanto ainda se achar no leito.

Períneo: Rapidamente a musculatura perineal se retrai, o que lhe confere certo tônus,
estreitando-se novamente a luz vaginal e dos vestíbulos. De grande importância para
o futuro ginecológico da mulher, é a involução da musculatura pelviana, perineal e dos
órgãos genitais internos. Nos primeiros dias, os cuidados resumem-se na rigorosa
higiene local. Deve-se orientar higiene íntima após eliminação de fezes e urina.

Adaptação Psicológica: As mudanças de humor são comuns durante o puerpério. O


rápido declínio hormonal da progesterona e do estrógeno, o conflito sobre o papel
materno e insegurança do pessoal contribuem para que as alterações emocionais
ocorram. As mulheres com problemas econômicos ou familiares demonstram,
geralmente, maior estresse sem relação á maternidade. Além disso, perdas anteriores
de feto ou gestação sem sucesso, os desconfortos físicos tais como a dor no períneo,
as cólicas, o ingurgitamento das mamas e o cansaço colaboram nas reações
negativas do puerpério. É muito importante o reconhecimento da ansiedade e dos
problemas pela equipe de enfermagem e o apoio á paciente.

Retomada da atividade sexual: A relação sexual pode ser iniciada com segurança
quando cessarem os lóquios, a incisão da episiotomia cicatrizar e a mulher sentirem-
se disposta. O tempo é variável de 4 a 6 semanas.

Manutenção e promoção de saúde: A maioria das mulheres tem uma recuperação


puerperal sem ocorrências. No entanto, devem conhecer os sinais de alerta que
iniciam na procura de avaliação médica.

Sinais de risco que devem ser orientados a puérpera:

Sangramento vaginal persistente, recorrente ou aumentado

Mau cheiro dos lóquios

Dor localizada, aumento da sensibilidade ou vermelhidão na panturrilha

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Dor pélvica

Mamas doloridas, sensíveis ou área vermelha localizada (Mastite).

Dor anormal na área da episiotomia, com ou sem secreção purulenta

Micção dolorosa

Ações do Técnico de Enfermagem

No puerpério imediato:

Oriente sobre as rotinas da unidade;

Observe a involução do útero, palpando-o através do abdome;

Observe os lóquios, verificando e anotando a cor, a quantidade, e o odor (cheiro);

Verifique sinais vitais (PA, T, R e P);

Controle a diurese;

Questione se a puérpera está evacuando;

Oriente sobre a higiene vulvar, incluindo os cuidados com a episiorrafia: lavar com
água e sabão (sabonete) três vezes ao dia e após evacuar e urinar, manter a incisão
limpa e seca;

Observe a episiorrafia, verificando e anotando presença de edema, sangramento e


hematoma;

Estimule e ajude no banho diário de chuveiro, inclusive a lavagem de cabelo, se


necessário;

Estimule a deambulação precoce após o parto normal, com ou sem episiotomia, após
6 horas para partos sob anestesia peridural, e após 12 horas para anestesia
raquidiana;

Oriente sobre a dieta prescrita, e estimule a ingestão freqüente de líquidos.

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Observe as mamas, estando atento para a presença de ingurgitamento mamário


(empedramento), fissuras (rachaduras), e mastites (infecção);

Estimule a amamentação, orientando sobre as suas vantagens;

Ensine a técnica de amamentação, os cuidados com as mamas (lembrar sobre o uso


de soutien firme e de alça curta), e observe a sucção do recém-nascido);

Em caso de alojamento conjunto, ensine e supervisione todos os cuidados com o


recém-nascido, e estimule a participação do pai (quando presente);

Estimule o estabelecimento do vínculo afetivo mãe\bebê, e pai quando presente;

Ministre medicação conforme prescrição.

No Puerpério Tardio e Remoto:

Orientar sobre a importância do aleitamento materno;

Orientar repouso relativo, evitando esforços muito intensos;

Orientar dieta em proteínas, vitaminas e ferro;

Orientar abstinência sexual durante os primeiros 30 dias, ficando o seu reinício a


critério do casal;

Encaminhar para serviço de planejamento familiar e oriente sobre a necessidade de


anticoncepção já no período de amamentação;

Encaminhar para consulta ginecológica (no posto de saúde onde realizou o pré-natal);

Orientar sobre a consulta pediátrica, acompanhamento do crescimento e


desenvolvimento do recém-nascido, teste do pezinho e esquema vacinal.

COMPLICAÇÕES NO PUERPÉRIO

Hemorragias Puerperais: Podem ocorrer após o parto ou no decorrer de alguns dias.


São perdas sanguíneas que por vezes tornam-se graves. As causas mais comuns
são:

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Retenção de restos placentários: Os restos da placenta e das membranas que podem


permanecer após a dequitação, representam a causa mais comum das hemorragias
puerperais.

Hipotonia uterina: principalmente em multíparas, o útero não se contrai, não


comprimindo os vasos sanguíneos que continuam sangrando nas áreas onde
descolou a placenta.

Cuidados de enfermagem:

Controle do sangramento;

Controle de sinais vitais;

Massagem do útero; uso de peso sobre o abdome (sacos de areia)

Manter acesso venoso pérvio;

Administrar sangue se necessário;

Administração de medicamentos prescritos (ocitocina, ergotrate);

Preparar para curetagem se necessário.

Infecção Puerperal: É considerada aquela que se origina no aparelho genital,


decorrendo de parto recente. Em geral ocorre nas lacerações ou feridas do canal de
parto ou zona de implantação da placenta, podendo comprometer todo o aparelho
genital e organismo.

Sintomas:

Temperatura superior a 38ºC

Lóquios fétidos

Dor .

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Cuidados de enfermagem:

Administração de medicamentos prescritos (antibióticos, analgésicos, ocitócicos)

Orientar, quanto á higiene perineal

Utilizar técnicas assépticas ao prestar cuidados

Prestar assistência á paciente no transcorrer da curetagem

Flebite: É a inflamação das paredes dos vasos. Para a sua prevenção e de outras
complicações circulatórias a paciente deve sair do leito, se o parto for normal, nas
primeiras 6 ou 8 horas de puerpério.

Cuidados de enfermagem:

Mobilização ativa dos membros inferiores no leito

Incentivar deambulação precoce

Hematomas vulvares: Quando são realizadas as episiotomias, após sua reparação,


pode ocorrer que um vaso fique sangrando dentro da ferida suturada, causando um
hematoma. A paciente recebe analgésicos e antibióticos e a sutura deve ser reaberta
para que se faça a hemostasia do vaso.

Cuidados de enfermagem:

Administrar os medicamentos prescritos

Observar a episiorrafia em busca de anormalidades

Aplicar bolsa de gelo sobre o períneo

Preparar para drenagem de hematoma S\N.

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Deiscência de sutura: É a consequência de infecção na episiorrafia. É tratada com


curativos locais, antibióticos e analgésicos.

Cuidados de enfermagem:

Orientar quanto á higiene íntima

Evitar o excesso de esforço físico

Fazer curativo

Administrar medicamento prescritos

ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO

CLASSIFICAÇÃO DO RN

O recém nascido é classificado, segundo a sua idade gestacional, da seguinte


forma:

RN Pré-Termo: É a criança nascida em um período inferior a 37 semanas de


gestação, que apresenta as seguintes características:

Estatura geralmente inferior a 47 cm.

Peso geralmente inferior a 2.500 kg (o RN a termo que apresenta este mesmo peso é
chamado de PIG-pequeno para a idade gestacional).

Edema ocular intenso.

Membros compridos em relação ao corpo.

Excesso de lanugem.

Ausência de vérnix caseoso.

Testículos geralmente ausentes da bolsa escrotal.

Intenso edema dos grandes lábios.

Predisposição á infecções.

Reflexos deficientes.

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Insuficiência respiratória grave, por formação da membrana hialina e ausência de


substância surfactante dentro dos alvéolos.

Predisposição á hemorragias.

RN a Termo: É a criança nascida entre 38 a 40 semanas da gestação, que apresenta


as seguintes características

Vérnix caseoso (substância gordurosa e esbranquiçada que recobre o corpo para


proteção).

Millium sebáceo (pequenos pontos de acúmulo de gordura na pele localizados na


face).

Fontanelas deverão apresentar-se planas.

A cabeça é grande em relação ao corpo (sendo o perímetro cefálico de 33 á 35 cm


normal),

Bossas (saliências no couro cabeludo, que ocorrem devido a pressões sofridas pelos
tecidos durante o trabalho de parto), podem ser edemas e hematomas que
desaparecem na 1ª semana.

O cordão umbilical possui duas artérias e 1 veia.

Instabilidade térmica (queda de temperatura caso não seja corretamente aquecido).

RN Pós Termo: É a criança nascida após 41 semanas de gestação, que apresenta as


seguintes características:

Deslocamento quase total do vérnix caseoso.

Pele enrugada.

Pouca lanugem.

Variação da FC por estar entrando em sofrimento fetal.

ATENDIMENTO DO RN NA SALA DE PARTO

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Preparo de materiais e equipamentos para o parto

Para permitir rápida e imediata intervenção do RN, dois fatores são importantes:

Prever a necessidade de ressuscitação,

Preparação adequada - equipamentos e pessoal.

Na sala de parto deve conter materiais e equipamentos para uma possível


ressuscitação cardio - pulmonar no RN.

Para o sucesso desta ressuscitação neonatal é fundamental que exista disponível na


Sala de Parto uma pessoa treinada para executar todos os procedimentos da
ressuscitação. Não é suficiente, portanto, ter a quem chamar, pois quando há
necessidade de reanimação esta deve ser imediata e não há tempo para chamar a
pessoa treinada.

Todo o equipamento necessário deve estar disponível, organizado e checado para uso
imediato. O calor radiante deve estar previamente ligado para estar aquecido. Este
equipamento inclui:

Equipamento para recepção do RN

Campo estéril aquecido, Berço aquecido

Equipamentos de Sucção

Aspirador a Vácuo de Parede ou Portátil, Cateteres para Aspiração, Aspirador de


Mecônio.

Equipamentos De Ventilação

Ambú com reservatório de oxigênio para permitir oferta de o2 de 90-100%, máscaras


anatômicas, cânula de guedel, fonte de oxigênio com fluxômetro.

Equipamentos de intubação

Laringoscópio com lâminas retas n.º 0 e n.º 1, tubos endotraqueais n.º 2,5, 3,0, 3,5 e
4,0, luvas.

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Medicações

adrenalina 1:10.000, naloxone 0,4mg/ml, expansor de volume: ssi, bicarbonato de


sódio 5%, glicose 10%, soro fisiológico, água destilada.

calor radiante, estetoscópio, seringas, agulhas, scalps, micropore, álcool, algodão,


gaze, cateter umbilical n.º 3,5 e 5,0, SNG n.º 5.

Cuidados imediatos e mediatos na sala de parto

Cuidados imediatos: Nos primeiros 30 segundos:

Prevenir perda de calor : colocar o recém-nascido em local aquecido;

Permeabilizar as vias aéreas – colocar o recém-nascido em decúbito dorsal com leve


extensão do pescoço para facilitar a entrada de ar;

Aspirar as vias aéreas iniciando pelas narinas e em seguida a boca;

Secar o recém-nascido e em seguida remover os campos úmidos;

Realizar estimulação tátil para respiração, se necessário;

Avaliar a vitalidade do recém-nascido – verificar respiração, frequência cardíaca, e cor


da pele;

Promover imediato contato pele- a- pele com a mãe para formação de vínculo já que
os bebês podem interagir e aprender com o mundo desde o primeiro dia de vida,
mesmo quede forma rudimentar, por isso o interesse e participação dos pais devem
ser valorizada desde o início.

Cortar o cordão umbilical com material estéril / descartável, fazer a ligadura do cordão
e limpeza do coto umbilical com álcool a 70% para prevenção da onfalite.

Com um minuto e com cinco minutos de vida: Proceder à avaliação pelo método de
APGAR, verificando batimentos cardíacos, respiração tônus muscular, irritabilidade
reflexa e cor da pele.

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Cuidados mediatos:

Prevenção da oftalmia gonocócica – Instilar, Nitrato de Prata 1%: uma gota em cada
olho e retirar o excesso com gaze;

Prevenção da doença hemorrágica – Vitamina K - 1mg, intramuscular (nos prematuros


< 2Kg usar 0,5mg);

Verificação de eliminação de urina e mecônio;

Promoção do aleitamento materno na primeira meia hora de vida;

Realização de exame físico completo, classificação da idade gestacional e aferição de


dados antropométricos – mensuração do peso, estatura, perímetro cefálico e
perímetro torácico, verificação da temperatura axilar, registrando tudo no Cartão da
Criança;

Identificação do recém-nascido colocando pulseira com o nome da mãe;

A queda do coto umbilical ocorre entre o 5º e o 10º dia Reavaliar o banho e o curativo
do coto. Orientar a mãe o banho – orientar sabão neutro e água morna, enxugar bem
o bebê, orientar que não é necessário usar talco e que pode ser prejudicial, causar
alergias e até sufocar.

Se houver grande quantidade de secreção, a cabeça pode ficar em posição lateral.

Realizar sucção inicialmente da boca e posteriormente do nariz. A sucção deve ser


gentil e superficial para evitar reflexo vagal (bradicardia e apnéia).

COLETA DE SANGUE DO CORDÃO (realizado pela enfermagem)

1. Coletar 5 ml em frasco sem anticoagulante para sorologia para Lues;

2. Coletar 5 ml em frasco de hemograma para Coombs direto e tipagem sangüínea de


todas as mães;

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AVALIAÇÃO DO BOLETIM DE ÁPGAR

SINAL 0 1 2

Frequência Cardíaca Ausente. <100 >100

Esforço Respiratório Ausente. Respiração lenta e Choro forte, Respiração


irregular. Normal.

Tônus Muscular Flácido. Flexão de Flexão Ativa dos 4 e


extremidades. membros.

Irritabilidade Reflexa Nenhuma Caretas. Choro forte, Tosse,


(cateter nasal ou resposta Espirros.
estímulo plantar)

Cor Cianose ou Cianose de Completamente corado.


Palidez extremidades.

Das cinco categorias do Apgar, quatro: frequência cardíaca, frequência respiratória,


irritabilidade reflexa e tônus muscular dependem da maturidade do SNC e musculatura
esquelética. A correlação entre peso de nascimento e Apgar baixo demonstra que os
elementos do Apgar estão relacionados à maturidade do recém-nascido e não
propriamente as suas condições de nascimento. Apgar baixo ao nascimento, portanto,
indica depressão neonatal que pode ter várias etiologias: prematuridade, uso materno
de drogas, anestésicos, manuseio obstétrico e pediátrico e asfixia perinatal.

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Análise do bol

Recém- Nascido Valor total do Apgar

Normal 7 a 10

Anóxia moderada 3a6

Anóxia grave 0a2

CARACTERÍSTICAS DO RN

Cabeça:

1- Moldagem: A moldagem se refere ao formato comprido, estreito e em forma de


cone, que resulta da passagem através do canal de parto. Esta compressão da
cabeça pode temporariamente esconder a fontanela ("moleira"). A cabeça retorna ao
normal em poucos dias.

2- Bossa: Isso se refere ao inchaço no topo da cabeça ou ao longo do couro cabeludo


causado pelo líquido empurrado para dentro do couro cabeludo durante o processo de
nascimento. A bossa está presente ao nascimento e desaparece em poucos dias.

3- Cefalo hematoma: É uma coleção de sangue, causada pelo atrito entre o crânio da
criança e os ossos pélvicos maternos durante o parto. O hematoma é normalmente
confinado a um lado da cabeça e aparece no segundo dia de vida e pode crescer por
mais de cinco dias, podendo permanecer visível até que o bebê tenha de 2 a 3 meses
de idade.

4- Fontanela anterior: A "moleira" se encontra no topo da parte frontal do crânio. Ela


tem formato de diamante e é recoberta por uma fina camada fibrosa. Tocar esta área é
bastante seguro. A função da "moleira" é permitir o crescimento rápido do cérebro.
Essa área pulsa normalmente com cada batimento cardíaco. Ela se fecha quando o
bebê tem entre 12 a 18 meses de idade.

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Olhos:

1. Pálpebras inchadas: Os olhos podem estar inchados por causa de pressão na face
durante o parto. Eles também podem estar inchados e avermelhados se o colírio de
nitrato de prata tiver sido usado. Esta irritação deve desaparecer em 3 dias.

2. Cor da íris: A íris é normalmente azul, verde, cinza, ou marrom, ou de variações


destas cores. A cor permanente da íris é frequentemente incerta até seu bebê
alcançar 6 meses de idade. Bebês brancos nascem com olhos azul-acinzentados.
Bebês negros nascem normalmente com olhos marrom-acinzentados. Crianças que
terão íris escuras mudam a cor do olho por volta dos 2 meses de idade; crianças que
terão íris de cores claras normalmente mudam por volta dos 5 a 6 meses de idade.

Orelhas:

1. Dobrada: As orelhas de recém-nascidos são comumente macias e moles. Às vezes


uma das extremidades se dobra. A orelha voltará a forma normal assim que a
cartilagem endurecer durante as primeiras semanas.

Nariz achatado:

O nariz pode se deformar durante o nascimento ficando achatado ou torto e


voltará ao normal por volta de uma semana de idade.

Boca:

1. Calo de sucção (ou bolha): O calo de sucção acontece no centro do lábio superior
devido ao atrito constante deste ponto durante a amamentação no peito ou
mamadeira. Desaparecerá quando a criança começar a usar o copo. Um calo de
sucção também pode se desenvolver no dedo polegar ou no punho.

2. Pérolas epiteliais: Pequenos cistos (contendo fluido claro) ou úlceras brancas e


rasas podem acontecer ao longo da linha gengival ou no palato duro. Isto é resultado
do bloqueio das glândulas mucosas e desaparecem depois de 1 ou 2 meses.

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Mama crescida:

Mamas inchadas estão presentes durante a primeira semana de vida em muitos bebês
do sexo feminino e masculino. Elas são causadas pela passagem de hormônios
femininos pela placenta da mãe e permanecem inchadas durante duas ou quatro
semanas. Podem ficar inchadas mais tempo em crianças amamentadas no peito e nos
bebês do sexo feminino. Um peito pode desinchar um mês ou mais antes do outro.
Nunca esprema o peito porque isto pode causar infecção. Procure ajuda médica se a
mama inchada desenvolver vermelhidão, calor ou dor.

Órgãos genitais das meninas

1. Lábio vaginal inchado: Os pequenos lábios podem estar inchados em meninas


recém-nascidas por causa da passagem de hormônios femininos pela placenta. O
inchaço desaparecerá em duas a quatro semanas.

Órgãos genitais dos meninos

1. Hidrocele: O escroto do recém-nascido pode estar cheio de fluido claro. O fluido é


empurrado para o escroto durante o nascimento. Este fluido claro é chamado
"hidrocele". A hidrocele é comum em recém-nascidos do sexo masculino e pode levar
de 6 a 12 meses para desaparecer completamente. Não causa maiores problemas,
mas deve ser reavaliada através de consultas regulares. Se a hidrocele mudar de
tamanho frequentemente, deve haver uma hérnia associada e então deve procurar um
médico.

2. Testículos que não descem: O testículo não está no escroto em aproximadamente


4% dos recém-nascidos a termo (nascidos no tempo certo) do sexo masculino. Muitas
vezes estes testículos descem gradualmente para a posição normal durante os meses
seguintes. Em meninos de 1 ano de idade, só 0.7% têm testículos que não desceram;
estes testículos precisam ser corrigidos cirurgicamente.

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3. Prepúcio apertado: A maioria dos recém-nascidos do sexo masculino, não


circuncidados, tem um prepúcio apertado o que não permite a exposição da cabeça do
pênis. Isto é normal e o prepúcio não deve ser retirado.

4. Ereções: Ereções são comuns nos recém-nascidos do sexo masculino, assim como
em todas as idades. Elas são normalmente estimuladas pela bexiga cheia. As ereções
demonstram que os nervos penianos são normais.

Ossos e articulações:

1. Quadris apertados: O médico de sua criança testará o quanto as suas pernas


podem ser separadas para se certificar que os quadris não são muito apertados. A
abertura das pernas até que elas atinjam o plano horizontal, quando estão dobradas, é
chamada "90 graus de abertura". (Menos de 50% dos recém-nascidos normais
alcançam essa abertura completa). A abertura de 60 graus em cada perna é
considerada normal. A causa mais comum de quadris apertados é aluxação de quadril.

Cabelo:

1. Cabelo temporário: Os cabelos ao nascimento, na maioria das vezes, são escuros.


Este cabelo é temporário e começa a cair por volta de 1 mês de idade. Em alguns
bebês ele cai gradualmente enquanto o cabelo permanente está nascendo; em outros
isto acontece rapidamente e o bebê fica temporariamente careca. O cabelo
permanente aparecerá por volta dos 6 meses e pode ter uma cor completamente
diferente do inicial.

2. Penugem (lanugem): Lanugem é o pêlo felpudo que às vezes está presente nas
costas e ombros do recém-nascido. Ele é mais comum em crianças prematuras e
soltará sozinho, por volta de duas ou quatro semanas de idade.

Pele:

1.Coloração: Os RNs de cor branca são rosados e os de cor negra tendem para cor
vermelhada.

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Icterícia: A cor amarelada da pele e mucosas pode ser considerada anormal e deverá
ser esclarecida a sua causa de acordo com os seguintes fatores:

Início: antes de 24 h ou depois de 7 dias

Duração: Maior que uma semana em RN a termo e duas semanas no prematuro

2. Manchas Mongólicas: È uma área azulada na região sacra que indica miscigenação
de raça.

3. Eritema Tóxico: Pequenas lesões eritemato-papulosas observadas nos primeiros


dias de vida. Regridem em poucos dias.

4. Millium Sebáceo: Consiste em pequenos pontos branco-amarelados localizados


principalmente em asas de nariz.

Perímetro cefálico: Deve ser tomado por fita métrica inelástica passando pela
protuberância occipital e pela região mais proeminente da fronte. Possuem em média
33 á 35 cm. Objetivo investigar a presença de macro ou microcefalia.

Perímetro torácico: Deve ser tomado por fita métrica e corresponde 1 a 2 cm menor
que o cefálico

Perímetro Abdominal: Corresponde 2-3 cm menor que o cefálico

PULMÕES:

A respiração é abdominal, quando predominantemente torácica e com retração


indica dificuldade respiratória.

A frequência respiratória média é de 40 movimentos no recém-nascido de


termo e de 60 no pré-termo.
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Os movimentos são contados durante dois minutos e dividido o total por dois.

CARDIOVASCULAR:

A frequência cardíaca varia entre 110 a 160 batimentos por minuto. Os


batimentos cardíacos têm a sua intensidade máxima ao longo do bordo esquerdo do
esterno.

A palpação dos pulsos femorais é obrigatória. A tomada da medida de pressão


arterial no recém-nascido, pode ser feita pelo método do "flush", que utiliza o processo
de isquemia da extremidade onde se efetua a medida, por meio de uma faixa de
Esmarch, e observa-se a medida no manômetro em que se produz fluxo sangüíneo
durante a diminuição da compressão pela faixa.

ABDOME:

Inspeção

A distensão abdominal pode ser devida à presença de líquido, visceromegalia,


obstrução ou perfuração intestinal.

O abdome escavado associado à dificuldade respiratória importante, sugere o


diagnóstico de hérnia diafragmática. A diástase de retos é observação freqüente e
sem significado.

A presença de secreção fétida na base do coto umbilical, edema e hiperemia


de parede abdominal indica onfalite. Visualizar sistematicamente o orifício anal, em
caso de dúvida quanto à permeabilidade usar uma pequena sonda.

TÉCNICAS BÁSICAS COM RN

Cuidados com o RN na Fototerapia:

Fototerapia é o tratamento a base de luz visando a retirada da bilirrubina


impregnada na pele do RN.

A Fototerapia é usada nos casos de Icterícia Neonatal.

Icterícia Neonatal: É um distúrbio fisiológico que dá á pele e mucosas uma coloração


amarelada em decorrência de pigmentos biliares na corrente sanguínea. É a função do

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fígado eliminar a bilirrubina da corrente sanguínea, sendo que esta é o resultado da


destruição das hemácias, portanto, temos duas causas de icterícias.

Icterícia Fisiológica: Causada pelo excesso de hemácias destruídas, sobrecarregando


o fígado. Surge após as primeiras 24 horas de vida e desaparece em uma semana em
média.

Icterícia Patológica: Causada pela imaturidade do fígado do RN, que não é capaz de
eliminar uma quantidade normal de hemácias destruídas. Surge nas primeiras 24
horas de vida e pode levar até mais de 10 dias para desaparecer. O tratamento da
icterícia, tanto a fisiológica quanto à patológica é feito através da hidratação,
fototerapia e exo-transfusão sanguíneo em casos grave.

Cuidados de Enfermagem:

Controle do tempo de permanência da lâmpada fluorescente ligada, com anotação de


data e número de horas/dia (o tempo de vida útil da lâmpada é no máximo 200 horas).

Manter as lâmpadas a 50 centímetros do RN, pois nesta distância o RN receberá as


radiações sem sofrer queimaduras.

O RN poderá estar em berço.

O RN deverá estar despido, sendo fundamental o uso de fraldas para proteção do


períneo e das gônadas, da ação do calor.

Proteção ocular para impedir o ressecamento da córnea, evitando assim lesões graves
por ação da luz (na ausência de material próprio, manter os óculos com papel escuro e
gaze).

Controle rigoroso da temperatura corporal, pois pode ocorrer um hiper aquecimento


pela ação do calor da lâmpada.

Controle do estado de hidratação do RN, pois pode ocorrer desidratação devida á


sudorese pela ação do calor.

Mudança frequente de decúbito para que a desimpregnação seja uniforme.


Limpeza freqüência do berço e do RN.

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Retirada do RN da fototerapia para a amamentação, mesmo que a prescrição seja


contínua.

Fototerapia pode ser intermitente ou contínua de acordo com a prescrição médica.

Retirada do RN da fototerapia, 15 minutos antes do banho, para que seu corpo não
sinta a diferença de temperatura.

Cuidados de enfermagem durante o banho

O banho da criança deverá ser dado visando os seguintes objetivos:

Promover a higiene.

Observar as condições físicas.

Promover uma queda de temperatura corporal em caso de febre

Promover o relaxamento da criança.

O banho poderá ser dado várias vezes ao dia, sempre que necessário, observando
sempre os seguintes cuidados.

Preparar todo o material antes de despir a criança.

Nunca deixar a criança sozinha no banho, independente da sua idade ou maturidade.

Verificar a temperatura da água com a região anterior do punha, que é um local de


grande sensibilidade térmica.

Não encher demais a banheira.

Proteger os ouvidos e os olhos da criança.

Manter a cabeça da criança elevada

Limpar as dobras da pele.

Usar sabonete neutro

Ter especial cuidado na higiene das genitais, observando fimose e acúmulo de


secreções.

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Retirar crostas do couro cabeludo, previamente amolecidas com óleo ( amêndoa ou


mineral).

Manter a criança com segurança na água (lembrar que ela facilmente poderá
escorregar).

Cuidados de enfermagem na admissão da criança:

Observar as condições de higiene das roupas e do corpo.

Despir a criança, entregando as roupas e sapatos ao responsável,identificando-as se


necessário.

Dar banho

Observar presença de lesões, hematomas, escoriações e dermatites, mostrando ao


responsável para esclarecer as origens das lesões.

Observar coloração da pele ( palidez, cianose e icterícia).

Verificar e anotar os sinais vitais.

Pesagem da criança (fundamental no momento da internação).

Observar respiração ( irregular,superficial, desconforto, retrações, presença de


secreções nas V.A.S. e de corpos estranhos)

Verificar se a criança esta hidratada ou não.

Observar as eliminações e coletar informações com o acompanhante sobre micções e


evacuações.

Observar desenvolvimento físico e psicológico (desnutrição, emagrecimento,


obesidade, infantilização, agressividade, agitação e timidez).

Retirar as chupetas que estão amarradas em volta do pescoço.

Coletar o maior número possível de informações junto ao acompanhante, pois todos


os dados serão importantes para um maior conhecimento da criança e suas
condições, fazendo anotação dos mesmos.

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Apresentar a enfermagem, área física e outros pacientes á criança e acompanhantes


recém chegados. A falta de conhecimentos das normas e rotinas poderá trazer
problemas para todos.

Secar corretamente.

Não molhar talas e gessos.

Não tracionar scalps e jelcos.

Vestir criança apropriadamente, sem excessos.

Evitar correntes de ar.

Anotar o procedimento e sua intercorrências.

Cuidados de enfermagem durante a alimentação:

A alimentação e a hidratação oral são introduzidas seguindo a prescrição médica,


quanto ao tipo, quantidade e intervalos, faz parte portanto, do tratamento médico,
devendo ser cumprida corretamente.

Geralmente, as rotinas hospitalares não permitem que os familiares tragam alimentos


de sua casa, para não entrar em discordância com o tratamento que esta sendo feito.
Não se pode permitir a entrada de balas, doces, chocolates e chicletes, lembrando dos
riscos que os mesmos acarretam á criança, que poderá aspira-los.

São regras básicas para os cuidados de enfermagem:

Nunca alimentar uma criança deitada, pois o risco de ocorrer uma bronco aspiração é
muito grande. Deve-se sentar a criança ou pegar o bebê no colo, ou ainda elevar a
cabeceira da cama ou fazer uso do "bebê-conforto".Mesmo mães acostumadas a
alimentar de maneira errada, deverão durante a permanência no hospital,seguir os
procedimentos corretos.

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Respeitar o apetite natural da criança, não forçar a aceitação alimentar, salvo em


casos específicos de desnutrição.

Promover a eructação.

Manter a criança em decúbito lateral com apoio, sempre lembrando dos perigos de
uma bronco aspiração.

Em casos de dispnéia intensa deve-se evitar a alimentação ou fazê-la pausadamente


e com muito cuidado.

Permitir, se possível, que crianças maiores alimentem-se sozinhas, sob vigilância


rigorosa.

Anotar aceitação e intercorrências.

Cuidados de enfermagem na pesagem:

A pesagem é fundamental na pediatria, uma vez que as doses de medicamentos e de


soros são todas calculadas, tendo por base o peso da criança.

Deverão ser respeitados os seguintes cuidados.

Pesar diariamente em jejum.

Crianças até 2 anos, despidas totalmente, em balança de bandeja.

Crianças com mais de 2 anos, manter a calcinha ou cueca e usar a balança de


pedestal.

Tarar a balança antes de pesar.

Travar após tarar.

Só destravar depois de colocar a criança e travar novamente antes de retira-la.

Não tocar na criança durante a pesagem.

Anotar corretamente o peso, especificando kg e grs.

Não colocar objetos sobre e balança, quando em desuso.

Forrar a bandeja com lençol descartável ou papel toalha, trocando após a pesagem.
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RN NO ALOJAMENTO CONJUNTO

O alojamento conjunto é o sistema hospitalar no qual o RN permanece ao lado


de sua mãe 24 horas por dia, desde o nascimento até a alta hospitalar. A adoção
desse sistema proporciona vantagens para todos os envolvidos. Para a mãe favorece
a internação com o bebê por permitir-lhe que cuide de seu filho desde os primeiros
momentos; facilita a lactação (formação, secreção e excreção do leite), favorecendo o
processo de amamentação; proporciona um intercâmbio de informações entre as
mães e a participação do pai no cuidado do filho; permite maior relacionamento com a
equipe de saúde, oferecendo assim satisfação, tranqüilidade e segurança.

Para o RN, oferece satisfação de suas necessidades biológicas e emocionais,


pois os cuidados são realizados de forma mais imediata; possibilita que seja
alimentado quando desejar e existe menor risco de que adquira infecção hospitalar,
uma vez que sua permanência no berçário o expõe a tal.

Inicialmente, todas as mães podem ir para o alojamento conjunto, com exceção


daquelas cujas condições de saúde não permitam cuidar de seus filhos.

A mãe deve participar ativamente dos cuidados de seu filho, porém cabe á
equipe de enfermagem estar atenta a algumas observações: coloração da pele,
freqüência e aspecto das eliminações, aspecto do coto umbilical, capacidade de
sucção, sinais vitais e qualquer alteração de seu estado geral. Além disso, deve ajudar
a mãe em suas necessidades básicas como: higiene corporais, cuidados com as
mamas, alimentação, sono e repouso.

No sistema de alojamento conjunto é importante estar aberto para ouvir a mãe


sobre suas preocupações, ansiedades ou medos, pois o fato de retornar para casa
com um bebê pode deixá-la insegura e preocupada.

PROGRAMA MÃE-CANGURU

Ao garantir o contato entre mãe e bebê, permite humanizar o atendimento,


reduzir os índices de mortalidade frequentes nos casos de prematuridade e diminuir os
custos hospitalares referentes a este tipo de parto.

O grande número de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, as altas


taxas de mortalidade infantil, os altos custos hospitalares e as elevadas porcentagens

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de sequelas no crescimento e desenvolvimento desses bebês são grandes


preocupações da classe médica.

Além de ser um atendimento caro, constata-se que ao se colocar o bebê


nascido prematuramente numa incubadora, é grande a probabilidade de a mãe
desvincular-se emocionalmente da criança.

Também o fato de interromper a amamentação leva à desnutrição da criança


quando deixa o hospital. Tanto a ausência de incubadoras, principalmente nas regiões
mais pobres do País, como a desnutrição e o abandono sofridos pelos bebês
prematuros influenciam diretamente os altos índices de mortalidade infantil.

ALEITAMENTO MATERNO

Superioridade do aleitamento materno e suas vantagens:

O aleitamento materno é superior a qualquer outro leite, protegendo o bebê


contra infecção, doenças respiratórias, diarreia e promovendo o crescimento e
desenvolvimento.

As vantagens para a mãe são a involução uterina eficaz, menor incidência de


câncer de mama e ovário.

Representa também economia para a família, pois o custo de uma dieta


adequada para a mãe é menor do que o custo alimentar com leites artificiais.

O incentivo ao aleitamento materno está sendo feito em todo o mundo com um


programa chamado “Hospital Amigo da Criança”. Este programa, que serve para todos
os estabelecimentos, criou passos essenciais chamados Dez Passos para o Sucesso
do Aleitamento, que são os seguintes:

Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno

Treinar toda a equipe de saúde

Informar todas as gestantes sobre as vantagens e normas

Ajudar as mães a iniciar o aleitamento na primeira hora após o parto

Mostrar ás mães como amamentar e como manter a lactação

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Não dar aro recém-nascido nenhum tipo de alimento ou bebida além do leite

Praticar o alojamento conjunto

Encorajar o aleitamento sob livre demanda

Não oferecer bicos artificiais ou chupetas

Encorajar grupos de apoio na comunidade onde as mães deverão ser encaminhadas


por ocasião da alta do hospital.

LACTAÇÃO:

São necessários dois elementos para o sucesso do aleitamento:

Um peito que produza e libere leite

Um bebê capaz de sugar.

A pega (quando o bebê abocanha ao máximo a aréola da mama) é que irá


fazer a associação positiva entre estes dois elementos.

As partes da mama são:

Os alvéolos onde o leite é produzido

Os ductos e seios lactíferos que transportam o leite

A aréola que é parte escura da mama.

A produção e a saída do leite depende de duas


substâncias hormonais: a prolactina responsável pela
produção e a ocitocina responsável pela saída do leite.
Estas duas substâncias são produzidas em quantidade
após o parto. Para manter a prolactina é necessário que
o bebê mame à vontade num intervalo de uma a três
horas. Para manter a ocitocina, a mãe deve estar
relaxada e sem dores.

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A descida do leite ocorre aproximadamente de 48 horas até quatro dias após o parto.
Enquanto o leite não desce, as mamas secretam o colostro, que é o primeiro leite, rico
em substâncias nutritivas.

Incentivo ao aleitamento no pré-natal

O técnico de enfermagem deve enfatizar a importância para a gestante quanto


à necessidade de fazer todas as consultas de pré-natal. Este período da gestação é
um dos momentos certos para ele e sua família conversarem e serem estimuladas
para o aleitamento materno.

É importante envolver a família, descobrir quais são suas idéias e experiências,


pois após o parto a família tem influência importante no aleitamento materno. Por
exemplo: se a avó do bebê usou mamadeira, ela pode indicar o mesmo para o neto.

Mas o sucesso da amamentação não depende só da mãe e da sua família,


depende de todos que vivem num bairro, numa cidade, num país. Poderíamos dizer
que todos nós somos responsáveis. Ou seja, todos nós devemos pressionar para que
a mulher que trabalha fora de casa tenha garantido as horas para amamentar seu
filho, devemos vigiar para que não haja propagandas enganosas de leites artificiais,
contribuir para que as famílias saibam mais sobre saúde.

PROBLEMAS PRECOCES DA MAMA

Ingurgitamento mamário: Muitas pessoas chamam este problema de “peito


empedrado” e ocorre quando sobra leite nas mamas após as mamadas, ficando
doloridas, quentes e pesadas.

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Como prevenir:

O bebê deve mamar á vontade trocando-se os seios

Mostrar para a mãe como fazer uma boa pega

Após as mamadas, olhar e apalpar a mama verificando se ainda estão cheias. Se isto
acontecer, esvaziar as mamas fazendo a ordenha manual. Esta ordenha é feita
esvaziando-se primeiro a região da aréola com os dedos polegar e indicador. Depois
vai se esvaziando a área próxima da aréola, avançando-se para a parte mais externa
da mama.

Como tratar:

Fazer apalpação em sentido circular para detectar as áreas afetadas

Fazer compressas frias e colocar gelo durante 5 minutos 5 vezes ao dia

Fazer expressão manual esvaziando-se primeiro a aréola com o dedo polegar e


indicador, avançando-se depois para as partes mais externas da mama, fazendo-se
movimentos circulares sobre as partes endurecidas.

Fissuras ou rachaduras das mamas:

Como prevenir:

A prevenção das rachaduras começa a ser feita no pré-natal, quando se orienta à


gestante a fortalecer a pele da mama fazendo exercícios.

Quando o bebê nasce, ele deve fazer uma boa pega introduzindo parte da aréola na
sua boca evitando o atrito do mamilo.

Não lavar as mamas antes e após as mamadas e não usar óleos e pomadas.

Evitar o uso de sabonete sobre a mama na hora do banho.

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Como tratar:

Verificar a posição do bebê para garantir a pega adequada

Iniciar a mamada no peito menos dolorido

Não diminuir a amamentação

Expor as mamas ao ar, ao sol ou á luz de abajur na distância de 30cm ou ainda secar
com secador de cabelo para estimular a cicatrização

A mãe deve lavar bem as mãos antes da amamentação e manter a roupa limpa para
evitar a mastite

PUERICULTURA

A Puericultura trata de “um conjunto de meios que visam assegurar o perfeito


desenvolvimento físico, mental e moral da criança. A Puericultura ocupa-se da infância
normal, da promoção da saúde e prevenção da doença na criança. Relaciona a
evolução da criança, nos aspectos físicos, sociais e psíquicos, com o ambiente onde
ela está inserida e com o comportamento das pessoas que lhe prestamos cuidados
nas etapas do seu desenvolvimento.

O Enfermeiro é o profissional que, juntamente com o Técnico em Enfermagem,


monitoriza a evolução da criança, apóia e orienta a família interagindo com a mesma,
compreendendo e lidando com os efeitos de determinantes culturais, sociais e
ambientais, intervindo de forma apropriada para mante-lo saudável.

CRESCIMENTO PONDERO-ESTATURAL

O crescimento ocorre por aumento do número e tamanho das células do organismo. É


determinado por fatores genéticos e controlado por fatores neuroendócrinos. Para que
este processo ocorra de maneira adequada, é fundamental que as células recebam
nutrientes necessários e, para tanto, o organismo necessita de um aporte adequado
de alimentos e um ambiente que ofereça bem estar emocional e social. O leite
materno é o alimento mais completo para atender as necessidades das crianças até
os seis meses de idade quando usado exclusivamente.

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DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento depende da maturação. A sequência de desenvolvimento é igual


para todas as crianças, mas a velocidade varia de criança para criança. A direção do
desenvolvimento é céfalo caudal e proximal distal ou seja da cabeça para os pés e dos
ombros para as mãos.

Os profissionais de saúde devem conversar com as mães sobre as aquisições da


criança, valorizando suas conquistas, potencializando sua capacidade em reconhecer
o valor da relação com seus filhos. Observar o comportamento espontâneo da criança,
escutar as dúvidas e apreensões das mães, procurar estabelecer uma relação de
confiança com as mesmas e destas com seus filhos são caminhos para aprofundar as
relações, conhecê-las melhor e poder apoiar, orientar e intervir, caso necessário.

VACINAÇÃO

As vacinas são agentes imunizantes contendo bactérias ou vírus atenuados, vírus


inativados, bactérias mortas e componentes de agentes infecciosos purificados e/ou
modificados química ou geneticamente. Tem por objetivo a proteção específica das
pessoas para controlar,eliminar ou erradicar as doenças imunopreveníveis, através de
coberturas vacinais adequadas.

PROBLEMAS DE SAÚDE

As doenças prevalentes na infância - infecções respiratórias agudas, diarreia,


desnutrição, sarampo e malária são responsáveis por cerca de 70% das mortes em
crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Além destas, outras condições como
infecções neonatais, prematuridade, problemas respiratórios nos recém-nascidos,
epilepsia, retardo do desenvolvimento neuro-psico-motor,dermatites, infecções do trato
urinário, febre reumática, maus tratos, acidentes de trânsito,acidentes domésticos e
diminuição da acuidade visual se apresentam como importantes no perfil de
morbidade de nossas crianças.

É importante decidir o leito de internação da criança, antes que ela seja


admitida na unidade. Após a internação devemos proceder a anamnese, esta deve

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conter dados necessários ao planejamento da assistência de enfermagem preventivo-


curativa.

PEDIATRIA

A pediatria surgiu como uma especialidade há mais de um século, devido a


conscientização de que os problemas de saúde da criança diferem dos problemas dos
adultos.

Os fatores relacionados com os problemas da saúde da criança são:

Agentes infecciosos; clima; condições socioeconômicas e culturais; industrialização;


predisposição genética; alimentação e a relação com a família durante o seu
crescimento e desenvolvimento.

Por isso foi necessário a formação de profissionais especializados para cuidar de


crianças, assim como unidades especiais.

ADMISSÃO DA CRIANÇA NA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA

A admissão é o recebimento da criança no hospital. Sua finalidade é favorecer


a adaptação da criança e sua família ao hospital e auxiliar no diagnóstico e tratamento,
cuidando de ambas através de intervenções terapêuticas. Para garantir uma boa
assistência a enfermagem deve conjugar esforços para a ajudar a dominar seus
temores e incertezas. A equipe de enfermagem deve estabelecer um relacionamento
de confiança e afetividade com a criança e sua família, desde a admissão até a alta.

ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA (AIDPI)

A taxa de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento é um fator importante


nas avaliações de qualidade de vida. No Brasil essa taxa varia conforme a região,
oscilando entre quinze por mil, em alguns municípios das regiões. Sul e Sudeste e
mais de cem por mil em regiões do Nordeste.

A maior parte das mortes na infância poderia ser evitada com medidas simples
e eficazes, como a utilização do soro caseiro, práticas de higiene e vacinação. Mais de
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setenta por cento das mortes deve-se á pneumonia, diarréia, desnutrição, malária e
doenças perinatais.

Considerável declínio da taxa de mortalidade nos últimos anos deve-se ás


ações implementadas especificamente para a infância, tais como: estímulo ao
aleitamento materno, aumento da cobertura vacinal, utilização de sinais de reidratação
oral, programas de controle das doenças diarréias e respiratórias, suplementação
alimentar e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento.

Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o UNICEF


elaboraram o AIDPI (Atenção Integrada ás Doenças Prevalentes na Infância),a fim de
alcançar as crianças doentes que chegam ao nível de atenção. Em vez de
treinamentos específicos para cada doença, a estratégia AIDPI propõe um
atendimento sistematizado envolvendo as doenças mais comuns até os cinco anos.

Considerando as limitações de tempo e de recursos, o AIDPI indica uma


abordagem completa que pretende avaliar, classificar e estabelecer normas para
encaminhamentos e \ou tratamentos, incluindo ações educativas e de orientação á
mãe\responsável.

Essa estratégia pretende, também , intervir na organização dos serviços de


saúde fazendo com que alcancem uma maior resolutividade.

Entendendo que as doenças não são fenômenos isolados, mais que, ao


contrário, se constituem em um processo com vários fatores interligados, a estratégia
pretende alcançar, pelo menos, os fatores de ordem biológica e cultural, promovendo
um impacto sobre a morbi- mortalidade infantil nos países do Terceiro Mundo.

O AIDPI é adaptado, em cada país, ás normas nacionais e ás características


epidemiológicas da população, atende ás principais razões pelas quais se leva uma
criança ao médico, assim como capacita o profissional que o utiliza a buscar as
referências adequadas a cada caso. A estratégia não é definir diagnósticos específicos
mas, por intermédio dos sinais e sintomas avaliados, definir o grau de risco em que se
encontra a criança, estabelecendo a intervenção apropriada.

Para que se alcancem as metas estabelecidas para o AIDPI é necessário que


aconteçam treinamentos e divulgação, por meio dos demais programas
governamentais, objetivando uma cobertura nacional.

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A ATUAÇÃO GOVERNAMENTAL NAS DIRETRIZES PARA A ATENÇÃO À SAÚDE


DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem instituído leis e colocado em ação,
por intermédio do Ministério da Saúde, vários programas de saúde para atender á
população materno-infantil e aos adolescentes em nível nacional. Essas diretrizes,
vigentes no ano de 2000, serão detalhadas a seguir.

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Este Estatuto foi instituído pela Lei Federal nº8069 de 1990, em substituição ao
código de menores e tem como finalidade a proteção, defesa e desenvolvimento da
criança e do adolescente. Ele determina os seus direitos e o que se espera da família,
considerada como primeira e principal cuidadora.

A Lei ressalta que esse grupo deve Ter todos os direitos como toda pessoa
humana, bem como oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral,
social e espiritual.

Cabe ao poder público, á sociedade e á comunidade dar prioridade ao


atendimento dos direitos da criança e do adolescente, ou seja, o direito á vida, saúde,
educação, alimentação, lazer e esporte, cultura, profissionalização, dignidade, respeito
e poder conviver no seio da família.

O Estatuto prevê como fiscalizadores desses direitos o Conselho dos Direitos


da Criança e do Adolescente (atua nos níveis federais, estadual e municipal) e o
Conselho Tutelar (atua nos municípios).

Apesar disso, a realidade tem mostrado que a população infanto juvenil está
submetida a situações de risco, exploração do seu trabalho, violência, drogas e outros
problemas. Tal situação nos obriga a constatar que a lei não tem sido cumprida no
país, necessitando que todos os responsáveis se unam em prol da garantia de uma
adequada qualidade de vida para esse grupo, principalmente dos oriundos das classes
menos favorecidas, em situação de pobreza quase absoluta. É preciso dar condições
de exercício da cidadania a esses brasileiros.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras. Parto, aborto e puerpério :
assistência humanizada à mulher. Brasília: Ministério da Saúde: FEBRASGO:
ABENFO, 2001. 199p

CABRAL, Antônio Carlos Vieira; AGUIAR, Regina Amélia Lopes Pessoa de; VITRAL,
Zilma Nogueira Reis. Manual de assistência ao parto. São Paulo: Ateneu, 2002. 198p.

CAVANAGH, Denis; WOODS, Ralph E; O'CONNOR, Timothy C. F. Emergencias em


obstetricia. São Paulo: Harbra, c1980. 378p

CORRÊA, Mário Dias; MELO, Victor Hugo de; AGUIAR, Regina Amélia Lopes Pessoa
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FREITAS, Fernando de. Rotinas em obstetricia. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
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GUYTON, Arthur C. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 5.ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, c1993. 575p

GUYTON, Arthur C. Tratado de fisiologia medica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara


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MANUAL de ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 1997. 294p.

NORONHA, Décio Teixeira. Gravidez : situação de crise. Rio de Janeiro: Revinter,


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PLANTUREUX, G. Ginecologia. Rio de Janeiro: Masson, 1981. 151p.

REZENDE, Jorge de; MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa,. Obstetricia


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TAFURI, Celso Pedro. Patologia ginecologica e obstetricia: com aplicacoes clinicas.


Rio de Janeiro: MEDSI, 1989. 246p.

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Guanabara Koogan, 1986. 696p.

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DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA
DE ENFERMAGEM E
TRATAMENTO
CIRÚRGICO

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SUMÁRIO

Centro Cirúrgico........................................................................................................................139

Central de Material Esterilizado CME........................................................................................144

Artigos Hospitalares..........................................................................................................145
Esterilização......................................................................................................................147

Prevenção de infecções no centro cirúrgico.........................................................................153

Técnicas usadas na sala de operação e paramentação.........................................................155


Cirurgia.............................................................................................................................157

Noções de anestesiologia..................................................................................................167
Fases da cirurgia................................................................................................................181

Instrumental cirúrgico.......................................................................................................183
Período trans-operatório......................................................................................................184
Período pós-operatório.....................................................................................................188

Assistência de enfermagem no pós-operatório imediato........................................................189

Assistência de enfermagem no pós-operatório mediato e tardio............................................190

Transporte do paciente.....................................................................................................201

Drenos.............................................................................................................................202

Referências Bibliográficas .................................................................................................208

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CENTRO CIRÚRGICO (CC)

Características:
É uma unidade especializada composta de um conjunto de salas e instalações
necessárias para a realização de cirurgias com condições de segurança para o cliente.
Por se tratar de uma unidade especializada, é necessário que a pessoa que pretende
trabalhar em Centro Cirúrgico, passe por um treinamento para desempenhar as
diferentes funções que o atendimento nesta unidade exige com profissionais
devidamente treinados para desempenhar diferentes funções com seriedade e
eficiência.

Objetivos:
Realizar cirurgias em condições seguras para o cliente.
Oferecer condições para adequada assistência ao cliente no pré-operatório imediato e
no trans-operatório.
Servir como campo de estágio para o aperfeiçoamento e aprimoramento de recursos
humanos.

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Organização
Localização:
Deve estar localizado próximo à unidade de emergência, a unidade de terapia
intensiva e próxima às unidades de internação cirúrgica.
Não deve dar passagem para outros serviços ou áreas do hospital para preservar um
ambiente asséptico e com pouco ruído.
Deve ter acesso fácil aos serviços de elevadores.

Área física:
- Área não-restrita: locais do centro cirúrgico onde é permitida a permanência de
pessoas sem uniforme privativo e que não compromete o controle asséptico do CC.
Nesta área estão: vestiários, sanitários e chuveiros, setor de secretaria e setor de
recepção do cliente.

- Área semi-restrita: local do CC onde é exigida a permanência do pessoal somente


com uniforme privativo completo. Esta área compreende: corredor, expurgo, sala de
deposito de material de consumo e medicamentos, posto de enfermagem, deposito de
materiais e equipamentos, sala de estar e copa.

- Área restrita: locais do CC onde é exigido o uso adequado de roupas da unidade e só


é permitido a presença de pessoas usando corretamente a mascara. Esta área
compreende: lavabo (local para lavagem e escovação de mãos e antebraços da
equipe cirúrgica) e sala cirúrgica (local onde ocorre o ato cirúrgico).

Funcionamento:
CC funciona em dois turnos, manhã e tarde, na maioria das vezes, para
cirurgias eletivas e os casos de emergência são atendidos a qualquer hora.
Os cirurgiões devem preencher os avisos de cirurgia, que devem ser
encaminhados ao CC para reserva de sala.
As primeiras cirurgias do dia geralmente têm inicio as 8:00h, devendo o
funcionário do CC buscar o cliente na unidade a partir das 7:00h; e quando for à tarde,
as 12:30h. Esta rotina pode mudar de acordo com a rotina do hospital.

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Os clientes antes de serem encaminhados à sala de cirurgia são identificados


pela enfermagem, que checa se foram realizados todos os cuidados específicos pré-
operatórios pela enfermagem da unidade de internação.
O cliente entra no CC acompanhado de seu prontuário, termo de
consentimento assinado, exames e outros que se fizerem necessários.
O cliente deve entrar no CC com as roupas especiais (camisola aberta nas
costas, e sem roupa intima), sem próteses e nenhum pertence.

Estrutura física:
O CC caracteriza-se por um conjunto de elementos essenciais para o seu bom
funcionamento.
- Vestiários: Devem ser localizados na entrada, de modo que os profissionais, e outras
pessoas que venham da área de circulação externa possam ter acesso a este setor
para a troca de roupa.

- Sala administrativa: É o local destinado ao controle administrativo da unidade.

- Sala de estar: Destinada ao conforto e descanso da equipe cirúrgica.

- Expurgo: Local destinado a limpeza dos materiais contaminados.

- Arsenal: Local destinado à guarda dos materiais esterilizados.

- Sala de equipamentos: Destinada à guarda de equipamentos, aparelhos, talas,


material para tração, coxins e outros acessórios.

- Sala de cirurgia: Destinada a realização do ato cirúrgico, deve ter:


Janelas: Bem localizadas que permitam a entrada da luz natural, devem ser telada e
deverão ficar fechadas.

Paredes: Com cantos arredondados, lisa, lavável e de cor neutra. Isto facilita a limpeza
do ambiente.

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Piso: Seja de material condutivo, para que proteja o ambiente contra descargas de
eletricidade estática gerada durante o ato cirúrgico. Deve ser de material resistente ao
uso da água e soluções desinfetantes, de superfície lisa e de fácil limpeza.
Portas: Amplas que permitam a passagem da maca. Ter revestimento de material
lavável, cor neutra e providas de visor.
Equipamentos da sala cirúrgica:
Os equipamentos básicos utilizados na sala de cirurgia são classificados como fixos e
móveis.

- Equipamentos fixos: São aqueles adaptados à estrutura física da sala, tais como:
Foco central, negatoscópio, sistema de canalização de gases, bancadas para
medicação.

- Equipamentos móveis: São aqueles que podem ser deslocados de acordo com o
procedimento cirúrgico. Mesa cirúrgica e acessórios, Aparelhos de anestesia, mesas
de instrumentação, eletrocautério, aspirador de secreções, bancos, foco auxiliar,
suporte de braço, escada, estrado, baldes, coxins, monitores, etc.

Equipes que atuam no centro cirúrgico e suas atribuições:


- Equipe cirúrgica: Compõe-se de cirurgião, cirurgião assistentes e instrumentador
cirúrgico.
A esta equipe compete o planejamento e execução do ato cirúrgico.

- Equipe de anestesia: É composta por médicos anestesiologistas, que tem como


função , avaliar o paciente no pré-operatório, prescrever medicação pré anestésica,
planejar e executar a anestesia e controlar as condições clínicas deste durante o ato
cirúrgico e no pós-operatório imediato.

- Instrumentador cirúrgico: É o integrante da equipe cirúrgica que se responsabiliza


por : Verificar os materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico, prepara a
mesa com os instrumentais, fornecer os instrumentais ao cirurgião e assistente e
controla para que estes não se percam no campo operatório. Após a ato faz o curativo,
lava os materiais e encaminha para a CME.

Equipe de enfermagem:

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- Enfermeiro: Organizar e prover a unidade de recursos materiais e humanos e manter


o ambiente em boas condições de funcionamento, planejar as ações assistenciais e
administrativas , gerenciar as ações planejadas, controlar a qualidade e quantidade de
recursos humanos, bem como a qualidade da assistência prestada ao cliente,
promover a educação continuada, promover o trabalho em equipe, fazer escala de
pessoal, realizar reuniões , etc.
- Técnico de enfermagem (circulante): Saber com exatidão os tipos de cirurgias que se
realizarão em sua sala.
-Controlar a ordem, a limpeza e a assepsia da sala de operação.
-Testar luzes, aparelhos elétricos a serem utilizados na cirurgia e regular a
temperatura ambiente.
-Suprir a sala de cirurgia de equipamentos, materiais e medicamentos requeridos pela
rotina da cirurgia que será realizada.
-Receber e identificar o cliente na sala de cirurgia, permanecendo ao seu lado até o
término do ato cirúrgico.
-Acender as luzes e focalizá-las.
-Auxiliar no posicionamento do cliente, restringindo-o quando for necessário, sem
comprimir vasos e nervos.
-Auxiliar o anestesista no que for necessário.
-Auxiliar a equipe cirúrgica a se paramentar.
-Colocar a placa do bisturi tendo o cuidado de verificar as condições da área em que
será colocada.
-Adaptar e ligar o bisturi elétrico e o aspirador.
-Anotar os pacotes de compressas que estão sendo abertos durante o ato cirúrgico.
-Conferir as compressas que foram desprezadas no momento que iniciar o
fechamento dos planos anatômicos.
-Pesar as gazes, compressas e medir o conteúdo aspirado, conforme solicitação do
anestesista.
-Preencher os impressos (sob sua responsabilidade) utilizados durante o ato cirúrgico.
-Permanecer na sala para atender solicitações decorrentes do ato cirúrgico e das
necessidades do cliente.
-Receber e identificar peças cirúrgicas conforme rotina do serviço.
-Conferir o equipamento, material e medicamentos consumidos durante o ato cirúrgico
e repô-los.
-Auxiliar no curativo.
-Transportar o cliente para a sala de recuperação pós-anestésica.
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-Proceder à limpeza e desinfecção da sala de cirurgia preparando-a para a próxima


cirurgia.
-Serviços gerais: Executar a limpeza na sala cirúrgica e demais elementos da planta
física da Unidade, de acordo com as normas estabelecidas pela CCIH.

CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO (CME)

Conceito
Local destinado à recepção, descontaminação previa, limpeza, desinfecção, preparo,
esterilização, armazenamento e distribuição de materiais.

Tipos:
Centralizado – quando todas as fases do processamento são executadas em suas
dependências.

Semi-centralizado – quando o material é limpo e acondicionado na sua unidade de


origem e encaminhado a CME apenas para esterilização ou desinfecção.

Descentralizado – cada unidade ou bloco realiza o reprocessamento dos materiais.

Vantagens do centralizado:
Padronização dos processos de lavagem, preparo, desinfecção e esterilização em um
único setor
Maior treinamento, eficiência e produtividade do pessoal para atividades especificas
Economia de pessoal, material e equipamentos necessários ao funcionamento da
cme:
Maior controle e durabilidade do material medico hospitalar
Distribuição dos materiais de acordo com a necessidade do setor
Facilidade para supervisão

Estrutura física:
Localização: deve ser de fácil acesso a todas as unidades, principalmente ao BC e
CTI. Deve ter paredes revestidas de material de fácil limpeza e resistente a lavagem,

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piso continuo para evitar acumulo de sujeira, iluminação natural e artificial; ventilação
por sistema de ar condicionado central e janelas grandes e teladas.
Deve ter infra-estrutura hidráulica, elétrica, vapor ou ar comprimido. O fluxo de
reprocessamento de material deve ser linear e progressivo desde a recepção ate a
distribuição.

A CME divide-se em:


Área contaminada – destinada a receber os artigos contaminados ou sujos e executar
os procedimentos de desinfecção previa, lavagem e secagem do material.

Área limpa – onde são executados os procedimentos de desinfecção, preparo,


acondicionamento, esterilização, armazenamento e distribuição do material.

Área administrativa – secretaria, sala de chefia e salas de uso dos funcionários como
copa e vestiário.

ARTIGOS HOSPITALARES

Não críticos – aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra ou não
entram em contato com o paciente. Ex. telefone, RX, mobiliário, refrigeradores. Devem
estar livres de agentes de doenças infecciosas.

Artigos críticos – que penetram nos tecidos, sistema vascular, devem estar livres de
toda e qualquer forma microbiana. Ex. instrumento de corte ou ponta, instrumentos
cirúrgicos (pinças, afastadores, próteses, cateteres venosos, etc.), soluções injetáveis.

Semi-críticos – que entram em contato com a mucosa integra. Ex.: endoscópios,


medicamentos orais e inaláveis, pratos, talheres, alimentos, equipamentos de
anestesia gasosa e ventilação mecânica.

Áreas Hospitalares
Críticas – que oferecem maior risco de infecção, seja pela imunodeficiência do
paciente que as ocupa ou pelo tipo de atividades que nelas se desenvolvem.
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Ex.: sala de cirurgia ou parto; sala de recuperação, anestésica, unidade de


hemodiálise, CTI, unidade de queimados, berçário de alto risco.
Atividades desenvolvidas – laboratório de analises clinicas e anatomia patológica, sala
de necropsia, cozinha e lactário.

Semicríticas – ocupadas por paciente com doenças não infecciosas ou com doenças
infecciosas de pouca transmissibilidade. Exemplo: enfermaria de pacientes com
doenças não infecciosas; lavanderia, SND

Não críticas – que não representam risco de infecção. Exemplo: sala de RX, serviço
administrativo.

MÁQUINA UTRA-SONICA PARA LIMPEZA DE INSTRUMENTAL

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MÁQUINA DESINFETADORA

ESTERILIZAÇÃO
Processo no qual os microorganismos vivos são removidos ou mortos a tal
ponto que não seja possível detectá-los no meio de cultura padrão no qual
previamente proliferado.

Desinfecção
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Processo de destruição de todas as formas de vida vegetativa.

Limpeza
Procedimento que visa à remoção de sujeiras e detritos de artigos e áreas. Deve ser
feito sempre antes de realizar a desinfecção e esterilização.

PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO
Podem ser:

Físicos:
Calor úmido – autoclave
Calor seco – estufa

Químicos:
Esterilizantes químicos (glutaraldeído)
Óxido de etileno (gás)
OBS.: O processo mais seguro é o calor úmido. A escolha depende do material.

Autoclave
Calor úmido (vapor saturado seco sob pressão).
OBS.: É o processo mais seguro. Seu mecanismo de ação é por termocoagulação das
proteínas citoplasmáticas dos microrganismos.

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Artigos que podem ser autoclavados:


Roupas, vidros (seringa e vidros), metais (instrumental, bandejas, cubas), borrachas
(tubos e drenos, cateteres), líquidos, luvas etc.

Tempo de esterilização
Depende do tipo da autoclave (horizontal, vertical, a vácuo)

Falhas no processo
Limpeza deficiente do material, empregos de invólucros impermeáveis (não permitem
a penetração de vapor).

Pacotes muito grandes, drenagem insuficiente de ar. As caixas metálicas devem ser
perfuradas para melhor penetração do calor.

Cuidados com material na autoclave:


Colocar apenas o exija o mesmo tempo de exposição.
Ocupar apenas 80% da capacidade do equipamento (para maior circulação do ar).
Pacotes devem sempre que possível ser colocados no sentido vertical, pois nesta
posição o aquecimento se dá mais rápido alem de evitar o acumulo excessivo de
umidade do material.
Evitar que o material encoste nas paredes da autoclave, principalmente os de
borracha.
Iniciar marcação do tempo de esterilização, somente quando o equipamento atingir
temperatura ideal (121°C a 127°C e 1,5° C a 1,7°C de temperatura).
Verificar se a temperatura e pressão da autoclave, estão se mantendo, qualquer sinal
de defeito, invalidar a esterilização e chamar o técnico.

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Retirada do material da autoclave:


Retirar com cuidado, após a secagem;
Não colocar pacotes ainda quentes sobre superfície fria, pois causa condensação
originando pressão negativa podendo contaminar o material.
Datar e assinar os rótulos das caixas e pacotes e guardá-las em local próprio.
O prazo da validade de esterilização em autoclave é de 7 dias, após o vencimento.
Este deverá ser esterilizado novamente.

Estufa
Esterilização pelo calor seco é realizada entre 140°C a 180°C. o calor é menos
penetrante que o calor úmido, necessitando de temperatura mais elevadas e maior
tempo de exposição para esterilização.

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Aplicação – vidraria, instrumento de corte, materiais impermeáveis como ceras,


pomadas e óleos.

Vantagem – não e corrosivo para metais, preserva o corte dos instrumentos e não
desgasta a vidraria em geral.

Precauções – esperar a temperatura indicada para iniciar a contagem do tempo de


esterilização. Usar embalagem metálica. Colocar o material adequadamente. 170°C
por 1 hora; 160ºC por duas horas; 140°C por 3 horas.

Esterilizantes químicos
Produtos usados para esterilizar artigos em 30 minutos – desinfecção (gliceraldeído e
formaldeído)
Tempo de exposição – desinfecção 30 minutos; esterilização – 10 horas

Aplicação – endoscópios, cistoscópio, laparoscópios, equipamentos de anestesia


gasosa, respiradores e instrumental odontológico.

Orientação de uso:

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Os artigos devem estar limpos e secos antes da esterilização ou desinfecção.


Inserir o material sem formação de bolhas
Ocorrendo o contato com a pele e mucosa, lavar imediatamente com água.
Usar luvas para manipular o produto
Enxaguar o material com ABD ou SF
Se o artigo não utilizado imediatamente após a esterilização guardá-lo em caixa estéril
Não usar a mesma solução para varias esterilizações
O recipiente para colocar a solução deve ser de vidro ou plástico, jamais metal
Artigos de metais diferentes não podem ser colocados juntos

Óxido de etileno
É um gás que exerce ação esterilizante quando são adequadas temperatura, pressão
e tempo de exposição.

Processo caro e complexo.


Aplicação: luvas, cateteres, próteses, marca passo, tubo de polietileno, respiradores,
circuito inalatórios. Observação: é extremamente tóxico para o sistema nervoso. Esta
neuro-toxicidade se manifesta principalmente por cefaléia. E cancerígeno, destacando-
se leucemia e mutagênico e teratogênico.

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Cuidados com material esterilizados e prevenção de infecção:


A área de estoque do material deve ser bem limpa, evitando que o material que chega
cruze com o material que sai.
Materiais devem ser acondicionados em armários fechados, limpos e secos.
Colocar em suportes ou cestas materiais de uso diário
Fazer previsão do estoque, mantendo reserva para emergência
Observar integridade dos pacotes e prazo de validade
Manusear o mínimo possível e fazer a distribuição em sistema de troca e em horário
conveniente para o hospital.

PREVENÇÃO DE INFECÇÕES NO CENTRO CIRÚRGICO

O centro cirúrgico é classificado como uma área critica por concentrar


procedimentos invasivos, realizados com instrumental cirúrgico.
No centro cirúrgico medidas especiais de prevenção de contaminação de
infecção são adotadas, relativas à área física (localização independente no conjunto
hospitalar, limpeza e desinfecção frequentes) aos artigos (utilização de materiais e
instrumentos esterilizados), aos procedimentos (uso de técnica asséptica,
paramentação da equipe cirúrgica), ao pessoal (restrição ao fluxo de pessoas, uso de
roupa privativa) e ao próprio paciente (uso de roupa cirúrgica, descontaminação da
pele na sala de operação).
Assim como na CME, as instalações do Centro cirúrgico devem evitar a
contaminação de fora para dentro (janelas fechadas, sistemas de ar condicionado) e
facilitar a limpeza (paredes e pisos de cor neutra, de material resistente, liso e lavável).
Na estrutura física são delimitadas áreas que restringem progressivamente a
circulação das pessoas até o local onde se realizam as intervenções cirúrgicas. Assim,
os elevadores e corredores que dão acesso ao centro cirúrgico são classificados como
irrestritos, no sentido de que as pessoas tem transito livre. São considerados
intermediários a sala de macas, onde se faz a recepção do paciente cirúrgico e os
vestiários, que permitem a entrada dos funcionários para a área interna após a troca
de roupa e proteção dos cabelos e dos sapatos. Na área semi-restrita inclui-se
secretaria, copa, salas dos médicos, anestesistas e enfermagem, alem das salas de
arsenal, de reserva de material, de material de limpeza, de guarda de aparelhos e
equipamentos, rouparia.

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A área restrita compreende os lavabos, as ante-salas e as salas de operação,


limitadas a equipe cirúrgica e ao paciente.
Algumas medidas de prevenção de contaminação do ar e de superfícies por
gotículas são indicadas para áreas restritas: o uso de máscara facial, evitar tossir e
espirrar, conversar o mínimo possível. Para a prevenção da contaminação por
deslocamento de ar e de varrer e espanar.
Em muitos hospitais a limpeza e desinfecção das paredes e do piso da sala
cirúrgica é realizada por profissionais de serviços gerais, ao inicio e ao término das
atividades diárias, sob supervisão da enfermagem. Cabe a circulante de sala, a
limpeza e desinfecção das mesas e dos equipamentos antes de cada cirurgia,
utilizando pano úmido.
Todos os membros da equipe cirúrgica antes da cirurgia que entram em
contato direto com a intervenção cirúrgica (cirurgião, assistente e instrumentador)
devem fazer descontaminação das mãos (escovação com sabão anti-séptico, imersão
em solução anti-séptica, uso de luvas) e vestir roupas esterilizadas (aventais).
Também todas as superfícies de equipamentos e moveis utilizados diretamente na
cirurgia (mesas de instrumentos, eletrocauterizador) devem ser cobertos por campos
estéreis.
A circulante deve ter destreza e segurança na utilização de técnica asséptica
ao cobrir superfícies com campos esterilizados, ao ajudar a equipe cirúrgica a se
paramentar e ao servir material e instrumental esterilizado para o campo operatório.
Alguns comportamentos devem ser adotados pela equipe cirúrgica para
garantia das condições assépticas durante a operação. As pessoas “esterilizadas”
procuram se manter dentro dos limites da área “esterilizada” dão as costas ao passar
por uma pessoa ou área “não-esterilizada”, evitem inclinar-se sobre área “não-
esterilizada”, tocam as superfícies cobertas por campos cirúrgicos apenas ao nível dos
mesmos. Ainda evitam tocar as partes inferior e posterior de seus aventais e as bordas
das caixas e frascos com conteúdo esterilizado.
Outra medida importante de prevenção de infecções cirúrgicas é o controle
rigoroso do numero de materiais e instrumentos utilizados durante cirurgias de
cavidades, evitando que gazes, compressas e até mesmo pinças venham a ficar retido
no corpo do paciente.
Medidas especificas para descontaminação em presença de fezes, pus ou
líquidos contaminados, evitando-se disseminação de microorganismos no ambiente e
prevenindo-se infecções cruzadas: precauções como a troca de aventais, gorros,
sapatilhas e mascara ao sair da sala.
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A circulante prepara a sala, mantendo nela apenas o material indispensável


para a cirurgia, alem de providenciar um hamper e um carro com baldes e bacias com
solução desinfetante, sacos de lixo e roupas extras para a equipe cirúrgica, a serem
colocados no corredor, próximos à porta da sala.
Após a cirurgia as compressas e roupas são dispensadas no local próprio; os
equipos, fezes, embalagens, etc. são colocados no saco de lixo; os materiais e
instrumentos são agrupados por tipo, colocados nos baldes e bacias e imersos em
solução desinfetante.
O hamper e o lixo, após serem fechados, são identificados como
“contaminados” e removidos. Os baldes e bacias são colocados em um carro, cobertos
com campo estéril e encaminhados para a Central de Material.
A circulante ainda providencia a limpeza e desinfecção das paredes e do piso e
limpa com pano umedecido em solução desinfetante as superfícies dos moveis e
equipamentos.

TÉCNICAS USADAS NA SALA DE OPERAÇÃO E PARAMENTAÇÃO

Abertura de pacote
Segurar o pacote afastado do corpo e soltar a ponta fixada com adesivo, levando-a ao
lado oposto de quem está manuseando;
Abrir, alternadamente, as pontas laterais do campo;
Afastar a ponta do campo, próxima ao conteúdo do pacote, segurando-o com uma das
mãos e, com a outra, prender as pontas soltas, tendo o cuidado de não contaminar a
face interna do campo.
Os pacotes grandes, como os de aventais, de campos e outros, devem ser
abertos sobre uma mesa. (SILVA, 1982, p. 17)

Lavagem e escovação das mãos


A lavagem e escovação da mão têm a finalidade de remover a maior quantidade
possível dos microorganismos da pele, prevenindo, assim, infecções da ferida
operatória.
A pele possui bactérias residentes e transitórias. As bactérias transitórias podem ser
facilmente removidas com a lavagem das mãos, antebraço e cotovelos com água e
sabão durante sete a oito minutos. As bactérias residentes, por estarem muito

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aderidas à pele, são mais difíceis de serem removidas, exigindo a escovação, esse
procedimento é necessário porque as luvas muitas vezes furam durante a cirurgia ou
podem vir danificadas de fábrica e as bactérias tendem a se multiplicar sob as luvas.
(Ghelllere et. Al, 1993)

Vestir avental esterilizado


O circulante da sala auxilia o instrumentador e os cirurgiões a vestirem o avental
esterilizado.
O instrumentador e cirurgião preparam-se para vestir o avental esterilizado. Retira a
compressa que está sobre o avental de um pacote esterilizado aberto para enxugar as

mãos.
O instrumentador retira o avental da mesa, levantando-o e o traz para longe da mesa.

O instrumentador desenrola o avental segurando-o pela gola. Abre-o, sem tocar na


face externa, segura-o pela parte interna do ombro, afasta-o do corpo e com um ligeiro
movimento para cima introduz os braços nas mangas ao mesmo tempo, conservando
as mãos para o alto e os braços para cima.
O circulante da sala introduz as mãos por dentro do avental (face interna), puxa as
mangas deixando as mãos do instrumentador de fora.

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Despir o avental contaminado


De nada adianta proteger-se durante uma cirurgia contaminada, se após a mesma
você retira o avental de qualquer forma.
O circulante desamarra as tiras do avental contaminado.
O instrumentador protege os braços limpos e a roupa do corpo da parte externa
contaminada do avental, conserva as luvas, afrouxa os punhos e puxa-os sobre as
mãos.
Depois retira o avental do outro ombro, traciona o avental para fora dos braços, com
os cotovelos dobrados, deixando as mangas do lado avesso.
Dobra a parte externa do avental para dentro.
Coloca-o no hamper.
Depois descalça as luvas.

CIRURGIA

Conceito
É a abertura do corpo para remoção, reparação ou substituição de uma parte do
corpo, utilizando técnica adequada, estando indicada quando o tratamento clínico é
ineficaz.

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Risco cirúrgico
É avaliada a probabilidade cirúrgica de acordo com as condições do paciente. É
baseado em vários fatores como: idade, resistência do indivíduo, patologia associada,
condições fisiológicas e imunológicas, etc.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS

Quanto ao momento cirúrgico


Eletiva: É realizada de acordo com a conveniência do paciente ou do cirurgião.
Realizada em alguns dias ou meses após o diagnóstico. Exemplo: cirurgia plástica,
tireoidectomia.

Urgência: É aquela que precisa ser realizada em até 48 horas. Permite um preparo
pré-operatório, desde que a demora não seja excessiva. Exemplo: obstrução intestinal,
apêndice supurada.

Emergência: É realizada imediatamente, dispensando cuidados pré-operatórios, pois


implicam em sério risco de vida para o doente. Exemplo: traumatismo por arma de
fogo, aneurisma.

Quanto ao porte
Pequeno porte: São cirurgias menos agressivas e de pouca profundidade. Exemplo:
exodontia, hernioplastia inguinal.

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Médio porte: São cirurgias realizadas freqüentemente em Centro Cirúrgico, com
requisitos obrigatórios e poucas horas de duração. Exemplo: colecistectomia.

Grande porte: São cirurgias que exigem equipamentos especiais, com muitas horas de
duração, pertencendo a determinadas especialidades, ou ainda quando mais de uma
equipe participa do ato ao mesmo tempo. Exemplo: transplante de órgão; cirurgia
cardíaca.

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Quanto ao grau de contaminação


Cirurgia asséptica: É também conhecida como cirurgia limpa, pois é realizada em
órgãos ou tecidos livres de germes patogênicos e sob condições ótimas de assepsia.
Exemplo: cesárea, lipoaspiração.

Cirurgia séptica ou cirurgia contaminada: Há presença de germes patogênicos,


caracterizados macroscopicamente por: fezes, exsudato purulento ou demais líquidos
contaminados. Maior risco de contaminação. Exemplo: histerectomia com perfuração
de alça intestinal.

Classificação do tratamento cirúrgico


Paliativo: Tem como objetivo aliviar a dor e compensar, entre outros, distúrbios, de
modo a minimizar os padecimentos do paciente sem contudo remover totalmente as
causas da doença.

Radical: o órgão afetado é totalmente removido e ainda órgãos adjacentes.

De acordo com o potencial de contaminação


Cirurgia limpa: É realizada em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na
ausência de processo infeccioso e cirurgia eletiva traumática, com cicatrização de
primeira intenção e sem drenagem.
Exemplos: artroplastia de quadril, cirurgia cardíaca, herniorrafias de todos os tipos,
neuro-cirurgias, procedimentos cirúrgicos ortopédicos eletivos, anastomose porta-
cava, espleno-renal e outras; mastoplastia; mastectomia parcial e radical; cirurgia dos
ovários; enxertos cutâneos, esplenectomia, cirurgia vascular.

Cirurgia potencialmente contaminada: É realizada em tecidos colonizados por flora


microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de
processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no trans-operatório.
Exemplos: histerectomia abdominal; cirurgia do intestino delgado – eletiva; cirurgia das
vias biliares sem estase ou obstrução biliar; cirurgia gástrica e duodenal em pacientes
normo ou hiperclorídricos; feridas traumáticas limpas com ação cirúrgica ate dez horas
após o traumatismo; colecistectomia mais colangiografia; vagotomia mais operação de
drenagem; cirurgias cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea.
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Cirurgia contaminada: É realizada em tecidos abertos e recentemente traumatizados,


colonizados por flora bacteriana abundante, de descontaminação difícil ou impossível,
bem como todas aquelas em que tenham ocorrido: falhas técnicas grosseiras, na
ausência de supuração local; presença de inflamação.
Exemplos: debridamento de queimaduras; cirurgia das vias biliares em presença de
obstrução biliar; cirurgia intranasal; cirurgia bucal e dental; fraturas expostas com
atendimento após 10 horas; feridas traumáticas com atendimento após dez horas;
cirurgia da orofaringe; cirurgia do megaesôfago avançado; anastomose bileo-digestiva;
cirurgia gástrica em pacientes hipoclorídricos (câncer, ulcera gástrica); cirurgia
duodenal por obstrução duodenal.

Cirurgia infectada: Todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou


órgão em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos
estranhos e feridas de origem suja.

Exemplos: cirurgia do reto e do ânus com exsudato purulento; cirurgia abdominal em


presença de pus e conteúdo de cólon; nefrectomia com infecção; presença de
vísceras perfuradas; colecistectomia por colecistite aguda com empiema; exploração
das vias biliares em colangite supurativa.

TERMINOLOGIA CIRÚRGICA

Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são:


- Fornecer sob forma verbal ou escrita uma definição do termo cirúrgico;
- Descrever os tipos de cirurgia;
- Preparar os instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados a cada tipo de
cirurgia;

Na terminologia cirúrgica, os termos são formados por um prefixo, que designa


a parte do corpo relacionada com a cirurgia, e por um sufixo, que indica o ato cirúrgico
realizado.

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Prefixos da terminologia cirúrgica e seus significados


PREFIXO RELATIVOA (O)

Adeno Glândula

Blefaro Pálpebra

Cisto Bexiga

Cole Vesícula

Colo Cólon

Colpo Vagina

Entero Intestino delgado

Gastro Estomago

Histero Útero

Nefro Rim

Oftalmo Olho

Ooforo Ovário

Orqui Testículo

Osteo Osso

Oto Ouvido

Proto Reto

Rino nariz

Salpingo Trompa

Traqueo Traquéia

Sufixos da terminologia cirúrgica e seus significados


SUFIXO SIGNIFICADO
Ectomia Remoção ou retirada total
Pexia Fixação de um órgão
Plastia Alteração da forma e/ou função, reparação
Rafia Sutura

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Scopia Visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos especiais


(s)tomia, otomia Abertura de um órgão ou de uma nova boca

Principais cirurgias com sufixo ectomia


CIRURGIA PARA REMOÇÃO DE
Apendicectomia Apêndice
Cistectomia Bexiga
Colecistectomia Vesícula biliar
Colectomia Cólon
Embolectomia Embolo
Esofagectomia Esôfago
Esplenectomia Baço
Fistulectomia Fistula
Gastrectomia Estomago
Hemorroidectomia Hemorróidas
Hepatectomia Parcial do fígado
Histerectomia Útero
Lobectomia Lobo de um órgão
Mastectomia Mama
Miomectomia Mioma
Ooferectomia Ovário
Pancreatectomia Pâncreas
Pneumectomia Pulmão
Prostatectomia Próstata
Retossigmoidectomia Reto-sigmóide
Salpingectomia Trompa
Simpatectomia Segmentos selecionados do sistema nervoso simpático,
produzindo vasodilatação.
Tireoidectomia Tireóide.

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Principais cirurgias com o sufixo pexia


CIRURGIA PARA FIXAÇÃO DE
Cistopexia bexiga
Histeropexia Útero a parede abdominal
Nefropexia Rim a parede abdominal
Retinopexia Retina
Orquiopexia ou orquidopexia Testículo a sua bolsa

Principais cirurgias com sufixo plastia


CIRURGIA ALTERAR FORMA E/OU FUNÇÃO
Artroplastia Articulação, para restaurar movimento e função
Blefaroplastia Pálpebras
Mamoplastia Mamas
Piloroplastia Piloro
Queiloplastia Lábio
Rinoplastia Nariz
Ritidoplastia Rugas da face
Salpingoplastia Trompa, para sua recanalização
Toracoplastia Tórax

Principais procedimentos com sufixo rafia


PROCEDIMENTO SUTURA DE
Blefarorrafia Pálpebra
Colporrafia Vagina
Gastrorrafia Estomago
Herniorrafia Hérnia
Osteorrafia Ou colocação de fio metálico no osso
Palatorrafia Fenda palatina
Perineorrafia Períneo
Tenorrafia Tendão

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Principais procedimentos com sufixo scopia


PROCEDIMENTO VISUALIZAÇÃO DE
Artroscopia Articulação
Broncoscopia Brônquios
Cistoscopia Bexiga
Colonoscopia Cólon
Colposcopia Vagina
Duodenoscopia Duodeno
Endoscopia Órgãos internos
Esofagoscopia Esôfago
Gastroscopia Estomago
Laringoscopia Laringe
Laparoscopia Cavidade abdominal
Sigmoidoscopia sigmoíde
Ureteroscopia Ureter
Uretroscopia Uretra
Ventriculoscopia Ventrículo cerebral

Principais aparelhos para visualização direta


APARELHO FINALIDADE
Artroscópio Artroscopia
Broncoscópio Broncoscopia e laringoscopia
Cistoscópio Cistoscopia, ureteroscopia e uretroscopia
Colposcópio colposcopia
Colonoscópio Colonoscopia
Endoscópio digestivo Esofagoscopia, gastroscopia, duodenoscopia
Laringoscópio Laringoscopia
Laparoscópio laparoscopia
Sigmoidoscópio sigmoidoscopia

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Outro sufixo comum na terminologia cirúrgica é tomia ou stomia, que significa


abertura de um órgão ou de uma nova boca.

Principais cirurgias com sufixo tomia ou stomia


CIRURGIA PARA ABERTURA DE
Artrotomia Articulação
Broncotomia Brônquio
Cardiotomia Cárdia
Cistostomia Bexiga para drenagem da urina por sonda
Colecistotomia E colocação de dreno na vesícula biliar
Coledocolitotomia Colédoco para retirada de calculo
Coledocotomia E exploração do colédoco
Coledocostomia E colocação de dreno no colédoco
Duodenotomia Duodeno
Enterostomia Cólon através da parede abdominal
Flebotomia Dissecação de veia
Gastrostomia E colocação de uma sonda no estomago através da parede abdominal
Hepatotomia Fígado
Ileostomia E colocação de sonda ou dreno no íleo
Jejunostomia E colocação de sonda no jejuno para alimentação
Laparotomia Cavidade abdominal
Nefrostomia E colocação de sonda no rim
Tenotomia Tendão
Toracotomia Parede torácica
Toracostomia Parede do tórax para drenagem
Traqueostomia Traquéia para facilitar a entrada de ar
Ureterolitotomia Ureter para retirada de calculo

Terminologias que não seguem as regras citadas


CIRURGIA PARA ABERTURA DE
Amputação Remoção de um membro ou parte necrosada do corpo
Anastomose Conexão e sutura de dois órgãos ou vasos
Artrodese Fixação cirúrgica de articulações

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Bartholinectomia Retirada de cisto de Bartholin


Biopsia Remoção de tecido vivo para fins diagnósticos
Cauterização Destruição de tecido por meio de agente caustico ou calor – bisturi elétrico
Cesariana Retirada do feto através da parede abdominal
Circuncisão Ressecção da pele do prepúcio que cobre a glande
Cistocele Queda da bexiga
Curetagem uterina Raspagem e remoção do conteúdo uterino
Deiscência Separação de bordos previamente suturados e unidos
Dissecção Corte, retalhamento
Divertículo Bolsa que daí da cavidade
Enxerto Transplante de órgão ou tecido
Episiotomia Incisão perineal destinada a evitar a ruptura do períneo durante o parto
Evisceração Saída de víscera de sua cavidade
Fistula Orifício que coloca em comunicação parte de um órgão, cavidade ou foco
supurativo com a superfície cutânea ou mucosa.
Goniotomia Cirurgia de glaucoma
Onfalectomia Remoção do umbigo
Operação de Bursh Levantamento da bexiga
Operação de Correção de estenose pilórica
Hammsted
Operação de Correção do prolapso de útero
Manchester
Paracentese Punção cirúrgica da cavidade para retirada de liquido
Ressecção Remoção cirúrgica de parte do órgão
Retocele Protusão de parte do reto
Toracocentese Punção cirúrgica na cavidade torácica
Varicocele Veias dilatadas no escroto
Vasectomia Corte de um segmento do canal deferente (para controle da natalidade)

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NOÇÕES DE ANESTESIOLOGIA

É um procedimento realizado antes do ato cirúrgico com a finalidade de


eliminar a dor, proporcionando relaxamento e tranqüilidade e segurança ao paciente e
proporcionando, assim, condições ideais para a ação da equipe cirúrgica. Esse
procedimento é efetuado pelo médico anestesiologista.
A primeira etapa da anestesia é a avaliação pré-anestésica, que é o momento
em que se estabelece o contato entre o médico anestesiologista e o paciente e/ e ou
seus familiares com intuito de colher dados que ajudem a planejar os procedimentos
anestésicos. Esta avaliação pode ser realizada no dia anterior a cirurgia, quando o
paciente já esta internado.

Fatores a serem considerados na escolha dos anestésicos


Estado geral do paciente
Idade
Medicação pré-operatória
Procedimento cirúrgico
Exames laboratoriais
Estado nutricional
Estado hidro-eletrolítico
Doenças intercorrentes
Uso de eletrocautério
Preferência do paciente

Medicação pré-anestésica
É a parte integrante da anestesia e tem por finalidade:
Diminuir a apreensão e o medo (tranqüilizantes)
Diminuir a irritabilidade reflexa ( diminuir saliva e secreções brônquicas)
Reduzir o metabolismo
Neutralizar efeito de outros medicamentos. Exemplo: diazepan, meperidina, atropina,
droperidol

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TIPOS DE ANESTESIA

Geral:
Ação - perda temporária da consciência, da sensibilidade, da motricidade e reflexos.
Produz relaxamento muscular, favorece depressão do SNC.

Técnicas de administração da anestesia geral:


Inalação – Administração por meio de máscara facial, cânula nasal, ou tubos
endotraqueal. Substâncias usadas: oxido nitroso (prontoxído) e ciclopropano (gases)
anestésicos, éter, halotano (fluotano) pentanol e etanol líquidos voláteis. Dependendo
do tipo de procedimento cirúrgico, a manutenção da anestesia pode ser realizada
somente com agentes inalatórios e ventilação espontânea assistida ou controlada.

Endovenosa – Através de injeção intravenosa (EV, IV). Substâncias usadas: tiopental


sódico (barbitúricos) neuroleptanestesia (inoval) combinação de um tranquilizante
(droperido) droga psicotrópica e um analgésico narcótico (fentanil).

Fases da anestesia:

Fase I – Analgesia: podem ocorrer vertigens, audição e sensibilidade exagerada. É


acompanhada por vários graus de apreciação da dor, terminando com a perda da
consciência. Produz - amnésia .

Fase II – vai desde a perda da consciência até a perda de certos reflexos (deglutição,
vômitos, reflexo palpebral). Pode ser acompanhada por respiração irregular, vomito ou
náuseas, tosse, respiração bloqueada e excitação. Há um aumento de tônus muscular
e da atividade motora involuntária. Essas atividades podem reaparecer durante a
recuperação da anestesia. O paciente não deve ser estimulado nesta fase.

Fase III – é quando ocorre a paralisia respiratória sendo conhecida como fase de
anestesia cirúrgica. O paciente fica quieto insensível, incapaz de mover-se. Sua
respiração é automática, a mandíbula fica relaxada e há diminuição moderada ou
máxima do tônus muscular moderado para a maior das grandes cirurgias e
relaxamento máximo é necessário para as cirurgias mais profundas, cirurgias gástrica
e biliar.

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Fase IV – quando a anestesia é perigosamente aprofundada, pode resultar em parada


respiratória e/ou cardíaca, levando a morte, a não ser que o paciente pode ser
ressuscitado.

CARRINHO DE ANESTESIA GERAL

Anestesia geral associada


Neste tipo de técnica, são associadas à forma endovenosa com os barbitúricos,
narcóticos, relaxante muscular, com a inalatória utilizando-se um agente volátil muitas
vezes associado à NO 2(oxido nitroso)

OBS: Para receber a anestesia geral o cliente, normalmente, está em decúbito dorsal
(deitado de costas).
Cuidados pós-operatório para anestesia geral:

Levantar as grades laterais do leito


Virar a cabeça para facilitar a drenagem de vomito e muco da boca
Verificar e registrar os sinais vitais
Verificar curativos
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Observar a cor do paciente


Ligar os tubos de drenagem do sistema apropriado
Manter as vias aéreas desimpedidas
Informar ao paciente onde ele está a medida que retornar a consciência

Nota: pacientes obesos são propensos a acordar lentamente, pois a maioria dos
anestésicos gerais são solúveis em gordura, armazenado, portanto, o agente
anestésicos nos depósitos de gordura durante a operação.

Parcial ou regional
Ação: Não produz a perda da consciência. Suprime sensações de parte do corpo.

Classificação:
Aplicação tópica
Infiltração local
Bloqueio de nervos
Condução – ráqui ou intra dural; peridural; caudal; bloqueio de plexos

Técnicas de aplicação
Aplicação tópica – produzida quando se aplica um agente anestésico diretamente nas
mucosas, pele e feridas. Exemplo cateterismo vesical.

Infiltração local – produzida pela injeção de anestésicos local no tecido a ser realizado
a incisão cirúrgica ou suturado. Exemplo: para sutura de uma lesão cortante. Para
retirada de pequenos nódulos.

Bloqueio de nervos – produzida pela injeção de anestésico local em nervos que


inervam a área a ser incisada.

Anestesia por condução – produzida por injeção de anestesia por condução.


Produzida pela injeção de anestésico local ou grupos de nervos para eliminar
sensibilidade e motricidade da área a ser operada.
Anestesia intradural ou raquianestesia

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Também classificada com anestesia regional para determinada parte do corpo,


raquianestesia tem por objetivo levar a perda da sensibilidade autonômica , sensitiva
e motora da cintura para baixo.
Um anestésico local é injetado no líquido cefalorraquidiano ( LCR) no espaço
subaracnóide. A punção raquidiana é feita entre as vértebras L2 e L3, L4 e L5.

Posição para a aplicação da anestesia:


O cliente senta-se sobre a mesa cirúrgica, com os membros inferiores para fora
e apoiados numa escadinha ou banco, e os membros superiores cruzados na frente e
a altura da cintura, tendo o pescoço fletido e a cabeça bem inclinada para frente.
A manutenção desta posição é feita pela circulante da sala, que deve se
colocar à frente do cliente, com as mãos em sua cabeça, de modo a impedir a sua
movimentação no momento da punção.

Indicações:
Cirurgias do abdome inferior, ginecológicas e obstétricas.

Contra-indicações:
Na recusa terminante do paciente
Na presença de infecção a nível de punção
Doenças respiratórias, hemorrágicas e insuficiência cardíaca
Nas hipotensões e hipertensões

Anestesia epidural ou peridural


Produzida pela injeção de anestésico local no espaço peridural, utilizando-se
um espaço intervertebral. Pode ocorrer a perda da capacidade sensitiva até um
completo bloqueio motor, desde o tórax até os membros inferiores.
Nas cirurgias de longa duração (acima de 3 horas) é usada à técnica de
peridural continua.
Essa técnica consiste em se passar um cateter através da agulha de punção ate o
espaço peridural, que irá permitir a administração de anestésico, quando necessário.

Posição para a aplicação da anestesia:

O cliente é colocado em decúbito lateral direito ou esquerdo, tendo as pernas fletidas


sobre as coxas e estas sobre o abdome, os membros superiores cruzados na frente e
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a altura da cintura, e o pescoço bem fletido, de modo a aproximar o queixo do esterno.


A circulante ajuda a manter o cliente na posição colocando uma das mãos na região
cervical posterior e a outra na dobra dos joelhos, a fim de forçar mais a coluna, agora
em forma de arco. Após a punção e introdução da substancia anestésica, o cliente é
retornado em decúbito dorsal.

Indicações:
Cirurgias de abdome inferior
Membros inferiores
Perineais
Partos
Nas contra-indicações de anestesia geral.

OBS: Contra indicações idem as da raquianestesia.

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Anestesia caudal
Semelhante a peridural sendo a via de acesso a 2ª. Vértebra sacra. O bloqueio
transsacral produz anestesia do períneo e ocasionalmente do baixo abdome.

Indicações:
Cirurgias nas regiões : Perineais e MMII

Cuidados pós operatório – anestesia por condução

Posição – decúbito dorsal sem travesseiro (nas primeiras 24 horas)


Hidratação abundante
Subir um pouco os pés após passar o efeito do anestésico
Verificar sinais vitais
Observar quanto ao retorno dos movimentos e sensibilidade nos MMII e pés do
paciente

Causas de cefaléia:
Hidratação deficiente
Hipotensão
Osmolaridade do liquor (ele fica mais pesado após uma raqui, portanto tende a ficar na
parte mais baixa)
Escapamento de liquor no local da punção.

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Bloqueio de plexos
O bloqueio do plexo braquial se faz através de duas vias de acesso:
1ª. – punção da região axilar bloqueando o plexo braquial anestesiando braço,
antebraço e mão;

2ª. Punção da região supra-clavicular bloqueando o plexo braquial, também


anestesiando braço, antebraço e mão.

Indicações:
Cirurgias ortopédicas e plásticas de MMSS em adultos

Observação: no bloqueio supra clavicular e pode ocorrer punção do ápice do pulmão,


levando ao pneumotórax.

POSICIONAMENTO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA

A posição cirúrgica é aquela em que o cliente é colocado, depois de


anestesiado, para ser submetido a uma intervenção cirúrgica e, depende do tipo de
cirurgia a ser realizada e da técnica cirúrgica a ser utilizada, além da idade, altura e
peso do cliente, dor a movimentação e traumatismo. Geralmente, o posicionamento é
feito pelo cirurgião, ou o anestesista, auxiliado pela circulante da sala que deverá
respeitar o pudor que o cliente possa vir a sentir.
Uma boa posição é aquela que oferece conforto e segurança para o cliente e
para isso devemos observar alguns pontos:
-Manutenção da boa função respiratória
-Manutenção da boa função circulatória
-Prevenção de pressão sobre nervos e músculos
-Boa exposição e acesso para o campo cirúrgico
-Bom acesso para administração de anestésicos e observação de seus efeitos.

Posições cirúrgicas

Alguns materiais são necessários para auxiliar no posicionamento correto do


cliente para a cirurgia, tais como: braçadeira, travesseiros, coxins, sacos de areia,
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estribos, correia, arco de narcose, perneiras, suporte para ombros, esparadrapo,


extensão para a mesa, suportes para cabeça e cobertores.

POSIÇÃO DESCRIÇÃO INDICAÇÕES MEDIDAS DE SEGURANÇA

O paciente fica deitado de Cirurgias abdominais, - correia de joelho para evitar


costas, com as pernas vasculares e algumas quedas.
estendidas e os braços torácicas. - faixas nos braços para evitar
Dorsal ao longo do corpo. movimentos caso ocorram
agitação ou excitação emocional.
O paciente fica deitado de Cirurgias das regiões - correia de joelhos para evitar
bruços, com as pernas dorsal, lombar, quedas.
estendidas, os braços ao sacrococcígea e - faixas de braços, para evitar
longo do corpo e a occipital. movimento.
Ventral cabeça voltada para um - coxins sob os ombros para
lado. facilitar os movimentos
respiratórios.
- travesseiro para evitar
compressão dos vasos do
pescoço.
- coxim sob os tornozelos para
evitar distensão muscular.
Pode ser tanto direito Essa posição é - restringir o paciente com faixas
quanto o lateral esquerdo, utilizada em largas de esparadrapo passadas
dependendo da via de toracotomia ou sobre seu quadril e presas a
acesso que o cirurgião vá lobotomia. mesa cirúrgica.
utilizar. - O braço superior normalmente é
Lateral O paciente é colocado fixado ao arco de proteção
deitado sobre um dos utilizado para separar o campo
lados, com a perna cirúrgico do anestésico. Nessa
superior em extensão e a fixação lembrar de revestir o
inferior fletida, e um suporte metálico e o braço do
coxim entre ambas para paciente com atadura crepom,
separá-las. com o objetivo de evitar
queimaduras nesse local devido
ao uso do bisturi elétrico.

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O paciente fica de costas, Cirurgias pélvicas ou - braçadeiras para o apoio dos


a mesa inclinada para de cólon, para afastar ombros, afastadas do pescoço,
baixo na direção da as vísceras para evitar lesão no plexo
cabeça, em angulo de abdominais, braquial.
Trendelembur 45º, e as pernas proporcionando - correias para a parte inferior das
g dobradas para baixo, melhor acesso às coxas, para evitar quedas.
acompanhando a “quebra estruturas pélvicas.
da mesa”.
O paciente fica deitado Cirurgias - perneiras acolchoadas para
em decúbito dorsal com ginecológicas, evitar compressão circulatória.
Ginecologia as pernas abertas e proctológicas e- proteção das pernas em
apoiadas em perneiras, algumas urológicas. campos, para evitar o
“quebrando-se” o resfriamento.
segmento inferior da
mesa.
POSIÇÃO DESCRIÇÃO INDICAÇÕES MEDIDAS DE SEGURANÇA
O paciente permanece Cirurgias dos rins ou - correia para quadril para evitar
em decúbito lateral, da parte superior dos quedas.
deitado sobre o lado não ureteres. - apoio para as regiões anterior e
afetado, com as costas posterior do tronco para
Renal próximas ao bordo da estabilizá-lo.
mesa, a perna inferior - travesseiro entre as pernas,
flexionada, a perna para prevenir flebite por
superior estendida, os compressão circulatória.
braços apoiados em - Apoio para os braços, para
suportes duplos. O evitar lesão nos plexos braquiais.
Segmento da mesa
correspondente à região
renal é elevado e toda a
mesa é ligeiramente
inclinada para baixo em
direção a cabeça.

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O paciente permanece Cirurgias de pulmões - correia para quadril para evitar


em decúbito lateral, e esôfago. quedas.
deitado sobre o lado não - apoio para as regiões anteriores
afetado, com as costas e posterior do tórax para
próximas ao bordo da estabilizar o tronco.
mesa, a perna inferior - travesseiro entre as pernas para
flexionada, a perna prevenir flebite por compressão
superior estendida, o circulatória.
Torácica braço inferior apoiado em - apoio para o braço inferior, para
suporte, braço superior prevenir lesão no plexo braquial.
pendente pela lateral da - almofada para apoiar o braço
mesa. para manter a escapula afastada
da área operatória.
- Travesseiro sobre a área
operatória para evitar pressão do
braço inferior sobre o tórax e
permitir livre fluxo de infusões
endovenosas.
O cliente deve ser É usada na maioria
cuidadosamente das vezes para
Posição de posicionado sobre as neurocirurgia.
Fowler dobras da mesa. O dorso
modificada da mesa é mais elevado
e o suporte para os pés
deve ser colocado. Os
joelhos do cliente podem
ser flexionados,
travesseiros são
colocados sobre o seu
colo e os braços.

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DORSAL

VENTRAL

CIRURGIA CARDIOVASCULAR

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CIRURGIA GERAL

Intervenções Torácicas ou Renal

GINECOLÓGICA / UROLÓGICA

NEUROCIRURGIA

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OFTALMOLÓGICA E OTORRINOLARINGOLÓGICA

TRAUMATOL
ÓGICA E
ORTOPÉDIC
A

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FASES DA CIRURGIA

PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO
Conceito
É a fase que antecede a cirurgia propriamente dita. Inicia-se quando é tomada
à decisão da intervenção cirúrgica e termina com o encaminhamento do paciente ao
centro cirúrgico. A assistência e papel da enfermagem são amplos neste período, e
inclui avaliação e orientação individual, preparo físico, preparo pré-anestésico,
administração de medicamentos, etc.

Classificação
- Pré-operatório mediato: Inicia-se no momento da tomada da decisão cirúrgica até 24
horas da cirurgia. Este período é variável, pois depende do tipo de doente e do critério
da indicação cirúrgica e tipo de cirurgia. Alguns pacientes requerem um tempo de
internação prolongada visando melhor ambientação do paciente ao hospital ou por
exigência do próprio preparo pré-operatório. A avaliação do paciente é ampla e deve
considerar fatores físicos e psicológicos. Pode ocorrer a nível ambulatorial também.

São tomadas as seguintes medidas nesta fase:


Realização de exames laboratoriais/radiológicos.
Avaliação clínica do paciente – risco cirúrgico.
Avaliação nutricional ( nutrição, obesidade, dependência de drogas com álcool,
narcóticos).
Avaliação do estado respiratório (exercícios respiratórios, suspensão do fumo,
tratamento de infecção).
Avaliação da função hepática e renal.
Avaliação da função endócrina e imunológica (alergias).
Avaliar suspensão de terapia medicamentosa anterior (corticóides, diuréticos,
sedativos, anticoagulantes, hipoglicemiantes orais, etc.).
Autorização para cirurgia.
Avaliação do estado psicológico.
Orientação quanto ao procedimento cirúrgico.
Reserva de sangue, etc.

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- Pré-operatório imediato: É o período que abrange as 24h que antecedem a cirurgia.


É o tempo mínimo de internação prévia necessária para adaptação física e psicológica
do paciente ao ambiente hospitalar. Na cirurgia de urgência, o tempo que antecede a
operação é restrito, chegando praticamente a não existir. Neste período são realizados
cuidados específicos ao procedimento cirúrgico que contribuem para o conforto do
paciente e segurança da cirurgia.

Ações de enfermagem no pré-operatório imediato:


Suspensão ou modificação da dieta
Jejum: É indicado 8 a 10 horas antes da cirurgia para evitar aspiração de conteúdo
gástrico devido a anestesia.
A dieta pode ser modificada de sólida para líquida a fim de evitar jejum prolongado e
ao mesmo tempo não atrapalhar o preparo intestinal.

Preparo intestinal
Aplicação de enemas, laxantes ou lavagem intestinal para evitar evacuação na sala de
cirurgia ou trauma cirúrgico durante cirurgia abdominal.
Em cirurgias colo-retais o esvaziamento intestinal pode ser necessário até 24 - 48
horas antes da cirurgia. Pode ser utilizada solução eletrolítica ou solução de Manitol a
10% para limpeza do intestino. Antibióticos são administrados para reduzir a flora
intestinal (Neomicina, Eritromicina, Metronidazol).

Preparo do esôfago
Lavagem esofágica para retirada de restos de alimentos retidos no esôfago em casos
de megaesôfago, estenose esofágica, etc.
É introduzida SNG até 20 ou 25 cm, irrigado com SF e drenando até sair limpo.

Preparo da pele
Pode ser iniciado no pré-operatório mediato com o uso de sabão anti-séptico durante
alguns dias para redução da flora normal da pele. O mais próximo possível da cirurgia,
deve ser dado banho com anti-séptico, esfregando-se principalmente a área a ser
operada.
A tricotomia deve ser o mais restrita possível a área operada e deve ser feita até 2
horas antes da cirurgia, evitando-se lesão da pele que servirá de porta de entrada para

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microorganismos. Pode-se usar creme depilatório, tesoura para aparar o pêlo,


máquina para tonsura, devendo-se evitar lâminas.
Orientar remoção de próteses e jóias, guardando-as em local apropriado com
segurança.
Orientar esvaziamento da bexiga antes de ir para a cirurgia.
Pesar e medir
Colocar vestuário próprio (fácil de ser removido)
Remover cosméticos (batom, esmalte) que dificultam o reconhecimento de cianose
labial, facial ou ungueal no trans e pós-operatório.
Verificar sinais vitais
Verificar prontuário e encaminhá-lo ao centro cirúrgico junto com o paciente
Providenciar sangue ou confirmar reserva.
Apoio emocional/ tranquilizar o paciente

INSTRUMENTAL CIRÚRGICO

A utilização do instrumental cirúrgico é planejada em função do tipo de cirurgia e dos


tempos cirúrgicos.

Grupos de instrumentos cirúrgicos


Os instrumentos cirúrgicos são agrupados de acordo com os tempos cirúrgicos e, para
efeito didático, classificados em grupos

GRUPO I Diérese
GRUPO II Hemostasia
GRUPO III Síntese
GRUPO IV Especiais
GRUPO V Auxiliar
GRUPO VI Pinças de campos
GRUPO VII Afastadores

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PERÍODO TRANS-OPERATÓRIO

Conceito:
É a fase que ocorre desde a chegada do paciente a sala de cirurgia ate a saída para
sala de recuperação.

Assistência de enfermagem
Recepção do paciente: apresentá-lo ao setor, tranqüilizá-lo e conferir se é o paciente
certo.
Conferir a retirada de próteses, pertences metálicos e removê-los se necessário
Estabelecer medidas que previnem infecções: fechar portas, não fazer movimentos
bruscos
Posicionar paciente na mesa cirúrgica
Remover vestuário
Puncionar veia calibrosa
Auxiliar o anestesista e o cirurgião
Circular a sala
Encaminhar paciente a SRPA ou CTI
Proceder anotações no prontuário
Encaminhar material como peças anatômicas, biópsias para anatomia patológica

MOMENTO OPERATÓRIO:
Praticamente todas as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro tempos
básicos:

- Diérese (dividir, separar, cortar): É o rompimento dos tecidos, podendo ser


classificada em física e mecânica.

Os principais tempos da diérese são:


Incisão da pele
Deslocamento da pele e subcutâneo
Abertura da aponeurose superficial
Afastamento do músculo

Instrumentos de diérese: tesouras, bisturi de lâmina fria e eletrocautério.


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- Hemostasia (estancamento do sangue): É o processo pelo qual se impede o


sangramento. Na cirurgia a hemostasia pode ser feita mediante a utilização de:

Fios cirúrgicos e suturas mecânicas


Esponjas absorvíveis
Unidade de eletrocirurgia (bisturi eletro ou eletrocautério)

Instrumentos de hemostasia: pinças hemostáticas, retas e curvas, com dentes ou sem


dentes.

- Exérese (cirurgia propriamente dita): É o tempo cirúrgico fundamental, que consiste


na realização do tratamento cirúrgico em caráter curativo, paliativo, estético ou
corretivo ou com fim diagnóstico.

A fase de exérese pode ser assim classificada:


Deslocamento
Dissecção
Ligadura
Coroamento
Ressecção parcial ou total

- Síntese: é a fase da junção, união, da sutura da ferida operatória, tendo por


finalidade o fechamento por planos e a prevenção de infecções.
Os Instrumentais utilizados nesta fase são: Agulhas de sutura, portas-agulhas, fios de
sutura e suturas mecânicas.

OBS: Instrumentais especiais são os utilizados para cada tipo de cirurgia, variando seu
tamanho e forma de acordo com a finalidade.

Instrumentais de apoio ou auxiliares: são os utilizados em todas as cirurgias como


apoio aos outros instrumentais especiais, fazendo parte deste grupo os afastadores,
as pinças anatômicas e de dissecação e as pinças de campo, entre outras.

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Fios cirúrgicos
Os fios cirúrgicos são utilizados para a ligadura de vasos sanguíneos e para sutura
dos tecidos, como o objetivo de acelerar a cicatrização das diversas camadas de
tecido.

Classificação:
Absorvíveis – tipos de fios que sofrem a ação de líquidos orgânicos, sendo absorvíveis
após algum tempo cuja origem pode ser animal ou sintética.

Não absorvíveis – tipos de fios que, mesmo sofrendo a ação dos líquidos, não são
absorvidos e permanecem envolvidos por tecido fibroso ou que devem ser removidos.

Os principais são:
seda (origem animal),
algodão (origem vegetal);
mono e multifilamentos (metálicos),
poliéster,
nylon
polipropileno (sintéticos)

Suturas mecânicas

São constituídas de um aparelho disparador de clipes metálicos que efetuam a


sutura automaticamente pelo acionamento do aparelho. Serve para agilizar as suturas
internas de grandes vasos ou vísceras ocas, abreviando o tempo cirúrgico.

Esponjas sintéticas
São utilizadas quando ocorre um grande sangramento, de difícil acesso. A
esponja é colocada no local do sangramento, provocando a hemostasia, e é absorvida
com o tempo.

Unidade de eletrocirurgia ou bisturi elétrico

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Finalidades: coagulação, dissecção ou corte e fulguração (eliminar as proliferações


celulares e remover manchas)

Cuidados de enfermagem:
O circulante é responsável pela colocação da placa dispersiva no paciente, em uma
região de grande quantidade de massa muscular como panturrilha, face posterior da
coxa e glúteos.
Não deve ser colocada em áreas muito pilosas ou pele escarificada, sobre saliências
ósseas,
Utilizar gel na placa,
Colocar a placa após o posicionamento do paciente na mesa, mantendo-o em
superfície seca e sem contato com partes metálicas da mesa durante toda cirurgia,

Complicações: choque elétrico, explosões, incêndio e queimaduras.

Eletrocoagulação: Consiste na oclusão dos vasos sanguíneos e linfáticos por meio


da solidificação das substancias protéicas ou da retração dos tecidos.
Eletrocoagulação é feita pela unidade de eletrocirurgia (bisturi elétrico).

Agulhas de sutura: Instrumentos usados para conduzir os fios de sutura através dos
tecidos.

As agulhas podem ser classificadas:


Quanto a curvatura ou forma: são retas e curvas.

Quanto ao comprimento em centímetros: seu tamanho varia de 1 a 10 cm. As menores


são utilizadas para cirurgias delicadas, como as oftalmológicas e as microcirurgias.
Quanto menor a agulha, mais fino é o fio de sutura utilizado.

Quanto a seção transversal: as agulhas são de ponta cilíndrica, de ponta cortante, de


ponta romba e espatular.

Quanto a fixação do fio: de acordo com o local em que o fio é preso ou inserido na
agulha, pode ser: atraumática (quando o fio e agulha são montados pelo fabricante
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num único bloco) e traumática (quando o fio é montado na agulha durante o ato
cirúrgico, utilizando-se agulhas de fundo fixo ou de fundo falso.

PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO
Conceito
É a fase que se segue após a cirurgia e vai além da alta hospitalar. Deve-se atentar
para o restabelecimento e o equilíbrio fisiológico, prevenção de dor e complicações.

Classificação
Pós-operatório imediato (POI): compreende as primeiras 24 horas após a cirurgia.
Pós-operatório mediato (POM): após as primeiras 24 horas até em torno de 15 dias da
cirurgia.
Pós-operatório tardio (POT): após 15 dias da cirurgia até total recuperação (período
variável de acordo com o tipo de cirurgia e aparecimento de complicações).

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SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA (SRPA)

Ao receber o paciente no pós-operatório imediato a enfermagem deve


certificar-se do seguinte:

Diagnóstico e tipo de cirurgia executado


Idade do paciente e condição geral: permeabilidade de vias aéreas, sinais vitais, etc.
Medicamentos anestésicos e outros utilizados: narcóticos, relaxastes musculares,
antibióticos, etc.
Qualquer problema indesejável que tenha ocorrido na sala cirúrgica e possa influenciar
a assistência pós-operatório (hemorragia, choque, parada cardíaca, arritmias, etc.)
Patologias encontradas (se malignas, até onde o paciente ou familiar foram
informados)
Líquidos administrados, perda sanguínea, reposição
Quaisquer sondas, drenos, cateteres ou outros meios terapêuticos.
Medidas gerais a serem tomadas no pós-operatório imediato:

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Transportar o paciente de modo rápido e seguro, evitando movimentação


desnecessária. (colocar o paciente no leito em decúbito dorsal horizontal, até a
recuperação anestésica).
Medir dados vitais frequentemente
1ª. a 2ª.hora: 15 em 15 minutos
2ª. A 4ª. Hora: 30 em 30 minutos
4ª. A 12ª. Hora: 1 em 1 hora
13ª. Em diante: 2 em 2 horas; 4 em 4 horas; até 6 em 6 horas – conforme a evolução e
estabilidade do paciente.
Atentar para a coloração da pele, estado de consciência e capacidade de responder a
comandos verbais
Inspecionar o local da cirurgia a procura de sangramento, secreções, presença de
drenos, sondas, etc.
Anotar aspecto e volume das drenagens
Manter o paciente aquecido e confortável
Observar temperatura e perfusão das extremidades
Observar e controlar eliminações de drenos, diurese, flatos, fezes, etc.
Estimular respirações profundas e tosse
Estimular movimento ativo no leito: mudar de decúbito, fletir e estender os membros,
movimentar articulações
Estimular deambulação precoce (se não houver contra-indicação)
Aspirar secreções
Administrar medicamentos
Atentar para queixas de dor, náuseas, vômitos
Orientar o paciente para lateralizar a cabeça em presença de vômitos
Proceder umidificação de lábios/ higiene oral
Certificar-se da dieta se suspensa ou horário de liberação
Promover conforto e segurança do paciente
Fazer anotações no prontuário

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO E TARDIO:

Estimular ou promover higiene e conforto


Trocar curativo – avaliar aspecto da ferida operatória, presença de secreções, ferida
que não cicatrizou, posição de drenos, etc.
Verificar sinais vitais
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Estimular deambulação
Observar e anotar funcionamento intestinal (fezes, flatos)
Anotar volume e aspecto de diurese
Observar funcionamento de sondas, drenos, cateteres - anotar
Administrar medicamentos
Orientar sobre a dieta ou manutenção de jejum
Promover e educar para auto-cuidado os portadores de ostomias como: jejunostomia,
gastrostomia, ileostomia, colostomia, traqueostomia, etc.
Orientar uso de muletas, cadeira de rodas, etc.

COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

O perigo inerente à cirurgia envolve não somente o risco de procedimento


como também o das complicações pós-operatórias que podem prejudicar a
recuperação e afetar o resultado cirúrgico.

* Náuseas e vômitos: São transtornos frequentes no pós-operatório imediato que, além


do desconforto que provocam, podem trazer complicações como: aspiração do vômito
e desequilíbrio hidro-eletrolítico (desidratação).

Causas:
Efeito dos anestésicos especialmente na anestesia geral
Deglutição de sangue e secreções em cirurgias de nariz e garganta
Não observação de jejum pré e pós-operatório

Cuidados de enfermagem:
Manter a cabeça voltada para o lado para evitar a aspiração
Fazer higiene oral após cada episódio de vômitos
Não administrar nada por via oral, enquanto persistirem as náuseas e vômitos
Observar e anotar frequência, quantidade e aspecto da eliminação
Manter paciente e ambiente higienizado
Observar o funcionamento da SNG usada para drenagem

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* Dor: Seu aparecimento deve ser esperado depois de qualquer cirurgia,


principalmente nas primeiras 48 horas.

Causas:
Traumatismo cirúrgico – devido agressão ao organismo
Ansiedade, nervosismo

Cuidados de enfermagem para aliviar a dor no pós-operatório:


Detectar situações que favoreçam o aparecimento de dor como: faixas apertadas,
retenção urinária, posicionamento inadequado
Fazer mudanças de decúbito
Identificar o tipo, localização e intensidade da dor, avaliando movimentação,
respiração, tosse, etc.
Observar sinais de palidez, sudorese, náuseas, vômitos, frequência respiratória,
limitação de movimentos, agitação
Fazer massagem de conforto
Administrar analgésicos conforme prescrição
Respeitar a tolerância e o limiar de dor de cada paciente

*Hemorragias: Perda anormal de sangue.


Classificação:
Primária – ocorre durante a cirurgia
Secundária – ocorre no pós-operatório como resultado de afrouxamento de sutura,
infecção, rompimento ou erosão de vasos sanguíneos.
Externa – o sangramento se exterioriza pela ferida através de um orifício natural (boca,
nariz, ânus, uretra, vagina, etc.)
Interna – o sangue escoa para dentro de uma cavidade fechada (crânio, tórax,
abdome). É a mais grave.

Sinais e sintomas de hemorragia interna: Se a hemorragia evoluir sem tratamento, o


débito cardíaco diminui, a pressão arterial e venosa caem e o paciente está próximo
da morte.
Paciente apreensivo e agitado. Pulso rápido e fino
Dispnéia
Sede intensa
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Hipotensão
Pele fria, úmida e pálida
Oligúria
Sinais conforme o local da hemorragia interna: no crânio (perda súbita da
consciência); no tórax (respiração se torna muito difícil); o abdome (existe distensão e
rigidez da parede abdominal)
A hemorragia pode ser arterial e venosa, segundo vaso rompido.

Principais causas da hemorragia pós-operatória


Defeitos na ligadura de vasos, falha técnica do cirurgião.
Tensão exagerada sobre a sutura
Distúrbios hemorrágicos, pacientes que apresentam hemofilia, deficiência de vitamina
K

Cuidados de enfermagem:
Colocar paciente em posição de trendelemburg
Deixar o paciente em repouso absoluto, pois a movimentação ativa a circulação e
agrava a hemorragia
Manter o paciente aquecido, utilizando cobertores para manter a temperatura corporal
Manter acesso venoso contínuo
Não oferecer nada ao paciente por via oral
Avisar o médico imediatamente qualquer anormalidade controlar sinais vitais
rigorosamente e anotar
Controlar diurese
Se a hemorragia foi externa, fazer compressão direta sobre o local do sangramento
utilizando gazes, compressas e ataduras esterilizadas; e em caso de sangramento na
boca e nariz, aspirar e deixar a cabeça lateralizada
Estabelecer precauções universais.

* Hipóxia: Caracteriza-se por deficiência da oxigenação dos aparelhos, órgãos e


sistemas.

Causas
Depressão respiratória causada por anestésicos e outros medicamentos
Obstrução de vias aéreas superiores por sangue ou secreções
193
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Quedas ou relaxamento da língua


Respiração inadequada devido a dor, posição, etc.

Sinais e sintomas
Cianose
Dispnéia
Mal estar
Agitação
Sensação de sufocamento

Tratamento e cuidados de enfermagem:


Aspirar secreções de orofaringe, traqueostomia, tubo endotraqueal
Examinar a boca para verificar se existe algo obstruindo
Colocar em posição adequada para favorecer respiração (Fowler)
Oxigenar com ambú se necessário
Incentivar respirações profundas

* Infecções respiratórias: Afetam principalmente pacientes idosos e debilitados.

Causas
Presença de infecção pré-operatória da boca, nariz e garganta que mais tarde atinge
pulmões devido menor resistência do paciente
Irritação das mucosas por anestésicos inalados que provocam aumento de secreção.
Acúmulo de secreção devido a posição inadequada, medo de tossir e respiração
superficial
Pacientes que permanecem muito tempo acamados, imobilizados
Aspiração de vômitos
Observação: as complicações respiratórias podem predispor a bronquite, pneumonia,
pleurite, atelectasia

Sinais e sintomas
Febre
Expectoração purulenta ou sanguinolenta
Dispnéia
Mal estar geral
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Tosse
Dor torácica

Tratamento e cuidados de enfermagem:


Verificar dados vitais e comunicar alterações
Nebulização, tapotagem, drenagem postural e exercícios respiratórios para eliminar as
secreções e melhorar a função respiratória
Realizar mudança de decúbito
Estimular a movimentação e ingestão de líquidos se não houver contra-indicação

Prevenção:
Detectar no pré-operatório e comunicar ao médico sinais de afecção respiratória como:
tosse, espirros, halitose, secreção nasal
Estimular a respiração profunda e a tosse no pós-operatório
Orientar quanto a importância de mobilização no leito e deambulação precoce
Manter uma higiene oral constante e aspirar secreção sempre que for necessário.

* Distensão abdominal: É ocasionada por acúmulo de gases e fezes, no estômago e


intestinos. Frequentemente em cirurgias abdominais.

Causas
Diminuição do peristaltismo intestinal durante 24 a 48 horas dependendo do tipo e
extensão da cirurgia
Imobilidade do paciente no pós-operatório
Falta de preparo intestinal adequado no pré-operatório
Alimentação inadequada no pós-operatório
Falta de cuidado com manutenção de SNG

Sinais e sintomas

Distensão do abdome
Desconforto, dor abdominal
Dificuldade respiratória, prostração
Diminuição ou ausência de peristaltismo
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Tratamento e cuidados de enfermagem


Estimular a movimentação e deambulação
Orientar a dieta prescrita ou suspensão
Sondagem retal, conforme prescrição, introduzir a sonda, deixando aproximadamente
20 minutos, retirar para proporcionar alivio
Administrar medicamentos para ativar o peristaltismo intestinal, conforme prescrição
médica
Sondagem nasogástrica até retorno no peristaltismo
Cuidados com o posicionamento adequado da SNG para drenagem

Profilaxia:
Observar período de jejum pré e pós-operatório
Preparo intestinal adequado no pré-operatório
Movimentação ativa e passiva no leito pós-operatório
Dieta adequada no pós-operatório
Deambulação precoce
Manutenção de SNG no pós-operatório

* Infecção da ferida operatória: É uma complicação grave no pós-operatório. Encontra-


se em 2º. lugar entre as infecções hospitalares. Os microorganismos comumente
envolvidos são: S. aureus, E. coli, Proteus vulgaris, Aerobacter aerogenes,
Pseudomonas aeruginosa.

Causas
Anemia, obesidade, desnutrição, diabetes
Duração da hospitalização pré-operatória
Falha na assepsia pré trans e pós-operatório
Deficiência na técnica de sutura
Corpo estranho, espaço morto, hematoma

Sinais e sintomas
Manifestações em geral, após o terceiro dia de cirurgia como sinais gerais de infecção:
Febre
Calafrios,
Anorexia
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Cefaléia
No local da FO: dor, hipertermia, tumefação, presença de secreção purulenta

Tratamento específico:
Antibioticoterapia de acordo com tipo de microorganismos

Tratamento geral:
Analgésicos
Antitérmicos
Anti-inflamatórios
Curativos

Cuidados de enfermagem
Colher material para cultura com a finalidade de identificar o microorganismo causador
da infecção
Fazer curativos frequentes, observando o tipo, quantidade, cheiro da secreção
Administrar a medicação e executar os cuidados conforme prescrição e tipo de
infecção
Promover isolamento de contato se detectado microorganismos multi-resistentes

Profilaxia
Preparar corretamente o paciente no pré-operatório observando preparo adequado
Manter técnica corretas de esterilização e assepsia no centro cirúrgico
Observar técnicas assépticas rigorosas em todos os cuidados aplicados aos pacientes
Isolar todos os pacientes infectados, se necessário

* Deiscência de sutura: Consiste em uma separação total ou parcial de bordas da


ferida operatória.

* Evisceração: É separação das bordas da ferida cirúrgica com a saída de órgãos pela
ferida. Essas complicações podem surgir antes e logo após a retirada de pontos.

Causas e fatores predisponentes:


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Infecção da ferida operatória


Tensão exagerada sobre a sutura
Materiais e métodos de sutura defeituosos
Rejeição ao fio
Obesidade
Desnutrição
Doenças como: DM, anemia

Sinais e sintomas
Aparecimento de líquido sanguinolento no local da incisão;
Queixa de que a sutura está cedendo;
Dor
Separação das bordas da ferida (deiscência)
Aparecimento das vísceras através da ferida (evisceração)

Cuidados de enfermagem:
Deixar o paciente imóvel em uma posição em que a tensão seja mínima
Quando existir somente deiscência, fazer um curativo compressivo, aproximando as
bordas da ferida. Na maioria dos casos a cicatrização ocorre por segunda ou terceira
intenção.
Se existir evisceração colocar uma gaze ou chumaço de compressa estéril umedecido
com SF e enfaixar suavemente sem comprimir.
Observação: nunca tente recolocar as vísceras novamente dentro da cavidade.

Profilaxia:
Evitar as causas e os fatores predisponentes
Usar faixas (ataduras) no pós-operatório de cirurgias abdominais
Orientar o paciente quanto a movimentação, tosse, etc.

*Retenção urinária:É frequente no pós-operatório, especialmente em pacientes


submetidos a cirurgias abdominais e órgãos pélvicos (útero, bexiga, ovário, etc.)

Causas:
Traumatismo operatório (espasmo do esfíncter vesical)
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Posição inadequada (deitado no leito)


Bloqueio psicológico (medo de sentir dor, timidez)
Infecção das vias urinárias
Uso prolongado de sonda vesical

Cuidados de enfermagem
Proporcionar ambiente e posição confortável (colocar biombo, deixá-lo sozinho)
Estimular a micção usando métodos como: aplicação de bolsa de água quente, abrir
torneira, irrigação do períneo com água morna, etc.)
Encaminhá-lo ao banheiro
Se não conseguir urinar, passar SVA se prescrita
Anotar volume de cada micção e volume de líquidos ingeridos
Observar posicionamento do coletor e fluxo da sonda vesical de demora instalada.

* Complicações circulatórias
Tipos
Flebite – inflamação de uma veia
Tromboflebite – inflamação de veia com formação de coágulos

Incidência:Após a cirurgia os pacientes com risco de apresentar a trombose venosa


profunda são:
Pacientes ortopédicos submetidos a cirurgia de quadril, reconstrução de joelho e
cirurgia de extremidades
Pacientes urológicos, principalmente idosos
Pacientes cirúrgicos com mais de 40 anos, obesos, com doença maligna ou que
tiveram trombose
Pacientes ginecológicos acima de 40 anos com fatores de risco como varizes,
infecção, neoplasia, obesidade, ou que já tiveram trombose.
Pacientes nefro cirúrgicos ( no AVC o risco de trombose venosa profunda é de 75%)

Causas e fatores
Imobilidade – pacientes acamados
Compressão sobre veias dos MMII através de coxins, faixas, aparelhos gessados,
tração
Posição durante a cirurgia
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Pacientes com distúrbios circulatórios, varizes em MMII


Pacientes idosos, obesos
Hemoconcentração (perda de líquido, desidratação e retorno venoso)

Sinais e sintomas
Febre, mal-estar, sudorese, calafrios
Câimbra da panturrilha, dor, edema de membro
Risco de trombose é o deslocamento do coágulo provocando um êmbolo.

Tratamento e cuidados de enfermagem


Repouso no leito
Manter membro afetado levantado
Compressas quentes e úmidas conforme prescrição
Aplicação de anticoagulantes conforme prescrição
Observação do paciente

Profilaxia
Mudança de decúbito de 2/2 horas
Movimentação (flexão e extensão dos dedos do pé e pernas)
Estimular deambulação precoce no pré-operatório
Evitar compressão dos membros durante e após a cirurgia
Uso de meias ou bandagens elásticas
Aplicação de drogas anticoagulantes conforme prescrição

* Embolia pulmonar: É uma complicação grave no pós-operatório. Ocorre quando o


paciente está recuperando devido desprendimento de um coágulo que tenha se
originado durante ou após a cirurgia, o qual se deslocando irá obstruir a artéria
pulmonar deixando de levar sangue para os pulmões, podendo levar ao óbito.
Causas

*Tromboflebite
Imobilidade, estados pós-operatórios, idade avançada
Pode acontecer em pessoas aparentemente saudáveis

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Sinais e sintomas:
Depende do tamanho do trombo e área de oclusão pulmonar
Aparecimento súbito de dor torácica aguda, cianose, dispnéia, taquipneia, febre,
taquicardia, apreensão, tosse, hemoptise e síncope.

Tratamento e cuidados de enfermagem:


Avisar o médico imediatamente
Tratamento básico: oxigenoterapia, anticoagulantes (heparina EV) e trombolíticos
Manter acesso venoso
Controlar sinais vitais rigorosamente
Controlar diurese
Cuidados na administração de medicamentos e oxigênio
Observação rigorosa do paciente
Manter o paciente calmo

TRANSPORTE DO PACIENTE

Deve ser realizado por pessoal treinado e qualificado.

Fases:
Transporte para o centro cirúrgico: é realizado pelo pessoal da unidade ou do centro
cirúrgico de acordo com a rotina de cada hospital.

É necessário:
Verificar se o paciente está preparado;
Verificar a identificação do paciente;
Conferir os seus dados pessoais com o aviso cirúrgico e o seu prontuário;
Trazer a maca que deverá estar com roupas limpas encostando-a na cama do
paciente e segurando-a firmemente;
Ajudar o paciente a se transferir da cama para a maca evitando que fique exposto;
Pegar o prontuário do paciente e seus respectivos exames;
Conduzir a maca com o paciente para o centro cirúrgico;
Entregar a maca com o paciente para o funcionário do centro cirúrgico juntamente com
o seu prontuário e exames;

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RECEPÇÃO NO CENTRO CIRÚRGICO:

No CC o paciente é recebido pelo funcionário do setor que confere os seus


dados pessoais, prontuário e exames, encaminhando-o à sala de operações e
entregando-o ao circulante de sala que dever ajudar o paciente a passar da maca para
a mesa cirúrgica.

TRANSPORTE APÓS A CIRURGIA:

Após liberação do anestesista para remover o paciente o mesmo deverá ser


encaminhado à sala de recuperação pós-anestésica ou de terapia intensiva. Na
unidade de recuperação pós-anestésica deve-se:

Verificar sua posição adequando-a para favorecer a respiração e prevenir a aspiração


de secreções ou vômitos;
Observar o nível de consciência, cor da pele e reações;
Verificar drenos, sondas, curativos e infusões venosas;
Durante o transporte fazer movimentos firmes e delicados evitando barulho e
trepidações;
Encaminhá-lo à unidade de origem após a liberação médica onde deverá ser
acomodado em seu leito.

DRENOS:

O dreno é um dispositivo utilizado como coadjuvante do tratamento cirúrgico.


Necessita de cuidados técnicos e específicos na manipulação para não ser fonte de
infecção exógena para o paciente.

Cuidados de Enfermagem
Oferecer ao médico o material e o dreno indicado, após ter conferido a data de
esterilização e o invólucro inviolado.
Fazer o curativo PO no local do dreno com técnica asséptica conforme necessidade e
prescrição médica.
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Medir o volume e observar o aspecto da drenagem de secreção de cada dreno e


anotar na folha de dados e evolução de enfermagem.
Manter o local de inserção do dreno sempre limpo e seco.
Manter o sistema de drenagem fechado e asséptico.
Não molhar o curativo do dreno durante o banho.
Verificar o posicionamento do dreno, evitando tração e posterior deslocamento.
Durante o curativo observar sinais de infecção no local de inserção do dreno, como:
rubor, calor, secreção purulenta e anotar na evolução de enfermagem.

TIPOS DE DRENOS

DRENO DE TORÁX
O material do dreno pode ser de borracha ou de polivinil flexível.

Objetivo:
Remover sólidos, líquidos e gases do espaço intrapleural, cavidade torácica e
mediastino.
Promover o restabelecimento do tórax e da função pulmonar.
Restaurar a função cardiorrespiratória após procedimento
cirúrgico.

Cuidados de Enfermagem
Providenciar todo material necessário para instalação do
dreno de tórax, como: máscara, luva e avental estéreis,
solução anti-séptica, gaze IV estéril, sistema de drenagem
fechada estéril, anestésicos, bandeja de pequena cirurgia,
seringas, agulhas, lâminas de bisturi.
Auxiliar a equipe médica e promover conforto e segurança
ao paciente.
Certificar-se de que as tampas e os intermediários do
dreno estejam corretamente ajustados e sem presença de
escape de ar.

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Manter o frasco coletor sempre abaixo do nível do tórax do paciente.


O dreno originário do tórax deverá ser mantido mergulhado em solução estéril contida
no frasco coletor (selo de água).
Observar a oscilação da coluna de líquido no interior do frasco coletor, que deverá
estar de acordo com os movimentos respiratórios do cliente.
Fazer a ordenha do dreno torácico sempre que indicada, tomando o cuidado para não
arrancar o dreno durante a ordenha.
Pinçar o dreno antes de transferir o paciente da cama para maca ou cadeira de rodas,
e vice-versa;

“NÃO ESQUECER DE DESPINÇAR O DRENO APÓS A TRANSFERÊNCIA DO


PACIENTE”

Após o pinçamento do dreno, orientar o paciente para não deitar ou sentar sobre a
extensão, e observe se está ocorrendo dobras, formação de alças e/ou obstrução da
extensão, visando evitar o aumento da pressão intrapleural, que pode provocar parada
cardiorrespiratória.
Manipular o frasco coletor de maneira asséptica, pinçando-o somente por alguns
segundos no momento que for desprezar a secreção.
Após desprezar a secreção, refazer o selo d’água até cobrir 2,5cm da ponta do tubo
ligado ao dreno usando técnica asséptica,
Observar o volume e aspecto da drenagem e anotar na folha de dados e evolução de
enfermagem.
Paciente que esteja deambulando deve ser orientado a manter o frasco coletor sempre
abaixo do nível do tórax, segurando-o com firmeza para que não caia e quebre.
No dia da retirada do dreno, manter curativo oclusivo no local do estoma por período
necessário ou conforme prescrição médica.

DRENO DE PENROSE
É um tubo macio de borracha-material é de látex de aproximadamente 30 cm.
Utilizado principalmente para cirurgias abdominais, sendo posicionado dentro da
cavidade e exteriorizado por um orifício próximo à incisão cirúrgica.
Numeração: nº 1,2 ou 3 ou pequeno, médio, grande.

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Objetivo:
Facilita a eliminação de líquidos acumulados no período pós-operatório.

Cuidados:
Manter o dreno sempre protegido por um reservatório (bolsa).
Manipular o dreno de forma asséptica, diminuindo com isto o risco de infecção.
Estar atento para a possibilidade de exteriorização do dreno.
Verificar se o dreno está fixo na pele.
Mobilizar o dreno com cuidado, mais ou menos 2,0cm por dia CPM., cortando o
excesso quando indicado e mudar o alfinete para próximo da pele, evitando assim que
ele adentre na cavidade.
Fazer o curativo no local da inserção do dreno quando necessário e conforme
prescrição médica.
Verificar o volume e aspecto da secreção drenada e anotar na folha de dados e
evolução de enfermagem.

DRENO DE KHER OU DRENO EM T


É um tubo de látex semelhante a um garrote em forma de T.

Objetivo
Realizar drenagem do colédoco no PO de colecistectomia e das vias biliares.

Cuidados
São os mesmos do dreno de penrose.

DRENO DE SUCÇÃO OU PORTOVAC


Realiza a drenagem com o auxílio de uma leve sucção (vácuo), sendo composto por
uma extensão onde uma extremidade fica instalada na cavidade e a outra em um
recipiente tipo sanfona.
É utilizado principalmente nas cirurgias de osteossíntese e drenagem de hematoma
craniano.

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Objetivo
Drenar o espaço pós-operatório, onde existe o risco de se acumular sangue no PO de
cirurgias grandes.
É um recipiente semifechado, sifonado, para fazer pressão negativa e promover a
aspiração contínua do liquido acumulado.
Geralmente a retirada do dreno ocorre no 3º DPO, após obstrução por coágulos ou
quando a drenagem for inferior a 50ml em 24 horas.

Cuidados:
Manter a sanfona com pressão necessária para que a drenagem ocorra com mais
facilidade.
Manipular o dreno com técnica asséptica.
Manter o dreno abaixo do nível de inserção de sua extensão.
Clampar a extensão antes de abrir o dreno para desprezar a secreção drenada.
Verificar se há dobras na extensão e possível obstrução do dreno por coágulos.
Verificar o volume e aspecto da secreção drenada e anotar na folha de dados e
evolução de enfermagem.

COLOSTOMIA
É exteriorização através de cirurgia do cólon descendente ou sigmóide.
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Indicado em câncer de sigmóide ou reto, diverticulite crônica, anomalias congênitas ou


traumas.
O estoma localiza-se no quadrante superior esquerdo e poderá ser plano ou protuso.

Bolsa de Colostomia
Finalidade
Controlar o débito da drenagem fistulosa, drenos e colostomias.
Proteger a pele contra ação dos sucos
digestivos.

Cuidados de enfermagem
Trocar a bolsa sempre que necessário.
Esvaziar a bolsa drenável do tipo Karaya,
retirando o clamps. Limpar a bolsa e recolocar
o clamps.
Passar benjoim na área que será aderida à
parte goma da bolsa.
Orientar para evitar alimentos que aumentem
o odor e a formação de gases: repolho,
cebola, nabo, peixe.
Estimule alimentos que diminuem o odor: espinafre, salsa, iogurte.
Estimular a hidratação.
Orientar o paciente a cuidar de sua colostomia, supervisionando estes cuidados.
ILEOSTOMIA
É a exteriorização de uma porção do íleo na parede abdominal .As fezes inicialmente
tem consistência líquida, com o passar do tempo o intestino delgado começa a
absorver a água e as fezes se tornam semi-sólidas.

Cuidados de enfermagem
Atentar para as irritações cutâneas que são mais freqüentes devido as fezes ricas em
enzimas.
Atentar para os sinais de desidratação pois as fezes são mais líquidas do que da
colostomia.
Estimular a hidratação.
Orientar quanto aos cuidados com a ileostomia.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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de auxiliares de enfermagem: cadernos do aluno: saúde do adulto: assistência
cirúrgica, atendimento de emergência. 2.ed. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria
de Gestão de Investimentos em Saúde, 2002. 96p

BRUNNER, Lillian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C.


O'Connell; BARE, Brenda G. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9.ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, c2002. 4v

DAVIS, Loyal; ALEXANDER, J. Wesley. Clinica cirurgica. 2. ed. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 1970. 1463p.

GHELLERE, Terezinha; ANTONIO, Maria Celicina; SOUZA, Maria de Lourdes de.


Centro cirurgico : aspectos fundamentais para enfermagem. Florianopolis: Ed. da
UFSC, c1993. 182p.

SILVA, Maria D`Apparecida Andrade; RODRIGUES, Aparecida Laureci; CESARETTI,


Isabel Umbelina Ribeiro; FEREZ, David. Enfermagem na unidade de centro cirurgico.
2. ed. rev. e ampl. São Paulo: EPU, c1997. 249p

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DISCIPLINA:
ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM EM
TRATAMENTO CLÍNICO

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SUMÁRIO

Clínica Médica............................................................................................................. 212

Principais Transtornos do aparelho digestivo............................................................. 214

Principais Transtornos do aparelho respiratório......................................................... 235

Doenças pulmonares obstrutivas crônicas................................................................. 242

Distúrbios cárdio-respiratórios.................................................................................... 244

Principais transtornos do aparelho cardiovascular.................................................... 249

Lesões da bexiga...................................................................................................... 257

Principais transtornos do aparelho endócrino metabólico..........................................265

Principais transtornos sistema neurológico............................................................... 272

Principais transtornos sistema hematológico............................................................. 276

Distúrbios dos fatores de coagulação........................................................................ 280

Referências Bibliográficas ..........................................................................................284

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CLÍNICA MÉDICA

DEFINIÇÕES:

Local destinado à acomodação dos clientes em busca de diagnóstico, tratamento de


patologias, readaptação mental e social.

A área física de uma clínica médica deve conter os seguintes ambientes:

Enfermaria: Compartimento destinado à internação de dois ou mais pacientes.

Leito hospitalar: É a cama destinada à acomodação do cliente durante sua


internação.

Sala de prescrição: Compartimento onde a equipe multiprofissional, realiza as


anotações no prontuário do paciente.

Posto de enfermagem: É o local onde é guardado todo o material necessário ao


tratamento do paciente e onde é preparada a medicação a ser administrada.

Expurgo: Local destinado à limpeza dos materiais contaminados.

Sala de curativo: Onde se realizam os curativos, pesagem e exames físicos dos


pacientes.

Rouparia: Local destinado às roupas limpas para o uso da unidade.

Sanitários: São instalações que podem ser individuais ou para cada quarto ou
enfermaria.

Copa: Local de distribuição de alimentos da unidade.

A clínica médica deve ter uma equipe multiprofissional: Médicos, enfermeiros,


auxiliares e técnicos de enfermagem, administrativos (secretárias), fisioterapeutas,
terapeuta ocupacional, assistente social, psicólogos, nutricionista e outros.

Na clinica médica deve ter a assistência médica que é o conjunto de ações e


processos da ciência integrada a promoção, proteção, recuperação e reabilitação do
cliente.

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Esta assistência deverá estar acoplada a assistência de enfermagem, que tem


como objetivo ajudar o paciente na sua recuperação, reabilitação e acompanhá-lo no
seu tratamento diário.

CARACTERÍSTICAS DA CLÍNICA MÉDICA

-Medicina preventiva: Deveria ocupar o 1º lugar no país. Campanhas de prevenção e


atuação efetiva no combate as patologias.

-Medicina alopática ou tradicional: Tem como objetivo o diagnóstico e o combate aos


sinais e sintomas. São utilizados os medicamentos farmacológicos e equipamentos
auxiliares ao diagnóstico. Esta ocupa o primeiro lugar no país, sendo desenvolvida nos
hospitais, consultórios e demais recursos de saúde.

INSTRUMENTOS ADMINISTRATIVOS

-Norma: Determina como proceder em determinados ambientes hospitalares.

-Rotina: Trata-se de um trabalho rotineiro, frequente e repetitivo.

-Estabelece a maneira de realizar um trabalho;

-Padronizam métodos de proceder;

-Proporciona segurança ao pessoal da enfermagem e ao paciente;

-Favorece a racionalização do trabalho.

-As rotinas servem como guia e diminuem a incidência de erros e acidentes de


trabalho.

-Impressos: Maiores meios de comunicação de um serviço e quando bem elaborados


aumentam a produção e possibilitam o bom andamento do trabalho.

-Relatórios: Asseguram o bom funcionamento do serviço de enfermagem.

-Através deles são feitas às comunicações essenciais da equipe, favorecendo a


continuidade do serviço. Os relatórios não substituem a passagem de plantão verbal,
mas reforçam e documenta as ocorrências de maior relevância.

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PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO APARELHO DIGESTIVO

REFLUXO GASTRO - ESOFÁGICO

Definição: retorno do conteúdo gástrico para o esôfago devido ao relaxamento do


esfíncter esofagiano inferior. A patologia é uma das doenças do aparelho digestivo,
mais frequentes no mundo ocidental. No Brasil o refluxo gastroesofágico corresponde
a 75% das doenças do esôfago. Provoca um grande incômodo pela presença
constante de azia, regurgitação ácida, tosse crônica e uma má qualidade de vida que
não raramente tem complicações graves.

Um Problema Comum

A doença do refluxo gastroesofágico, também conhecida como esofagite de refluxo, é


uma condição muito comum. A sua incidência está aumentando nos últimos anos.
Cerca de 5% das pessoas apresentam sintomas diários da doença do refluxo. A
doença do refluxo aumenta com a idade, mas pode ocorrer em qualquer idade, desde

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recém-nascidos até idosos. Apesar de ser mais comum nos obesos, também pode
ocorrer em pessoas magras.

Frequência do Refluxo Gastroesofágico

Os episódios de refluxo são mais frequentes quando a pessoa está deitada. Em pé, a
gravidade ajuda a impedir a migração do conteúdo gástrico para o esôfago. A situação
ideal para o refluxo é a do indivíduo que, depois de um dia trabalhando, chega em
casa cansado, com fome, faz uma refeição volumosa e se deita logo após o jantar.

Danos que o Refluxo Gastroesofágico pode causar ao aparelho respiratório

Tosse – pacientes com laringite de refluxo

Pneumonias, Bronquites e Asma – se for aspirado, o refluxo gastroesofágico pode ir


parar dentro dos pulmões e causar doenças pulmonares.

Causas:

O enfraquecimento de uma válvula (cárdia) que fica entre o esôfago e o estômago


permite que o ácido ou comida do estômago volte para o esôfago. A causa do
enfraquecimento desta válvula ainda não foi completamente esclarecida.

Manifestações clínicas: vômitos, emagrecimento, aspiração de secreções, esofagite,


pirose, disfagia, hematêmese, dor abdominal e melena.

Tratamento: consiste em cirurgias em casos graves como fundoplicatura( o fundo


gástrico envolve a porção inferior do esôfago).

Cuidados de enfermagem: HOF, avaliar e anotar os aspectos dos vômitos, colocar a


criança em posição vertical para evitar a aspiração de dieta, aspiração s/n, medicar
conforme prescrição.

Fatores que podem contribuir e facilitar o refluxo:

-Café, álcool, suplementos de cálcio e quantidade excessiva de suplementos de


Vitamina C são estimulantes de secreção de ácido gástrico, então evitá-los ajudará.
Além disso, o tabagismo, a obesidade e a ingestão crônica de anti-inflamatórios.

-Alimentos ricos em gordura e o fumo reduzem a eficiência do esfíncter inferior do


esôfago.

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-Ingerir refeições mais frequentes durante o dia, porém de volume menor, reduz o
risco de refluxo gastroesofágico, uma vez que significa menos quantidade de
alimentos no estômago.

-Gravidez

Diagnóstico:

O diagnóstico da doença do refluxo é baseado nos sintomas do paciente, mas sempre


deve ser confirmado com a realização de exames como a endoscopia digestiva alta.

Tratamento:

O tratamento clínico consiste do uso de medicamentos e de alterações no hábito


alimentar e de outros aspectos do estilo de vida.

Medicamentos

Atualmente existem várias medicações potentes que reduzem acentuadamente a


produção de ácido no estômago e consequentemente diminui o refluxo de ácido para o
esôfago. Os principais medicamentos usados no tratamento da doença do refluxo são
omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol. Apesar de geralmente
não curarem o paciente, estes medicamentos são capazes de aliviar os sintomas
durante o período em que o paciente estiver em tratamento. Entretanto, quando os
medicamentos são suspensos, os sintomas geralmente voltam.

Alimentos que devem ser evitados:

Os alimentos mencionados a seguir podem aumentar a produção de ácido no


estômago ou relaxar (dilatar) a cárdia (válvula entre o esôfago e o estômago),
permitindo que ocorra refluxo de ácido ou alimentos do estômago para o esôfago.

-café, chá, refrigerante,

-comidas gordurosas e frituras, comidas condimentadas.

-frutas cítricas, chocolate.

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-Evitar bebidas alcoólicas e o fumo

Elevar a cabeceira da cama:

O refluxo ocorre com mais facilidade ao deitar, porque nesta posição o corpo fica na
horizontal, permitindo que o ácido reflua (volte) mais facilmente do estômago para o
esôfago. Ao elevar-se a cabeceira da cama 10 a 15 cm, o refluxo diminui
consideravelmente. A maneira mais fácil de elevar a cabeceira da cama é colocar 2
tijolos no pé da cabeceira da cama. O uso de travesseiros é ineficaz, pois só eleva a
cabeça do paciente, mas o corpo permanece na horizontal.

Não deitar logo após as refeições:

-Espere pelo menos 2 horas para deitar. Assim, o estômago ficará vazio e a
possibilidade de refluxo será menor.

-Evitar a ingestão de grande quantidade de alimentos de uma única vez


Prefira várias refeições pequenas por dia.

-Reduzir o peso

-Tratamento cirúrgico

-A cirurgia é realizada com anestesia geral e consiste na confecção de uma válvula


para eliminar o refluxo. A válvula é feita com os tecidos do próprio organismo. Não é
colocado nenhum material estranho. A válvula é confeccionada de maneira muito
simples: a parte final do esôfago é completamente envolvida pelo estômago, de modo
a comprimir o esôfago e impedir o refluxo. Esta cirurgia pode ser facilmente realizada
por via laparoscópica na maioria dos pacientes.

VARIZES ESOFAGIANAS

São veias dilatadas e tortuosas geralmente encontradas na mucosa do


esôfago, geralmente secundárias à cirrose hepática ou hipertensão portal hepática.

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A hipertensão portal é uma condição fisiopatológica resultante da dificuldade do


sangue transitar pelo fígado, quando este se apresenta com cirrose ou afecção do
fígado. Gera um obstáculo à passagem da circulação sanguínea pelo interior do órgão.
Como consequência, o sangue desvia-se e adota um trajeto alternativo, através das
veias das paredes do esófago. No entanto, estas veias, como têm paredes muito finas,
não estão preparadas para suportar uma pressão interna elevada - logo, tendem a
dilatar-se, formando varizes. As varizes não produzem sintomas até sangrarem.
Ocorrem em 90% dos pacientes cirróticos e estão mais frequentemente associadas à
cirrose alcoólica.

Causas primárias: Alcoolismo, esforço muscular, esofagite, alimentos mal mastigados,


medicamentos irritantes da mucosa esofágica.

Manifestações clinicas: Disfagia, hematêmese, pirose.

A existência de varizes esofágicas não provoca sintomas, a menos que as veias


dilatadas se rompam, originando uma hemorragia até à entrada do esófago. A ruptura
pode ocorrer espontaneamente a qualquer momento, mas habitualmente produz-se
perante algum fator desencadeador que origine um brusco aumento da pressão intra-
abdominal, como um espirro, um ataque de tosse, um esforço ao evacuar. A
hemorragia não é muito intensa e cessa naturalmente: o sangue pode ser expulso
para o exterior através de vômitos (hematêmese) ou fezes com sangue (melena).

Quando a hemorragia é intensa pode ocorrer um colapso cardiovascular, sendo


necessário um tratamento urgente (a taxa de mortalidade desta complicação é de
aproximadamente 50%).

Diagnóstico: Endoscopia Digestiva alta

Tratamento:

1) Farmacológico: Propranolol- reduz a FC e consequentemente a pressão no sistema


porta( diminui o risco de sangramento).

2) Endoscópico: A) Escleroterapia- injeção de agente esclerosante ou cola biológica-


somente em casos de emergência quando não há a possibilidade de ligadura elástica.

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B) Ligadura elástica: coloca-se um anel elástico ao redor da varizes provocando a


coagulação sanguínea( 2 a 5 sessões).

Tratamento cirúrgico:

Reduzir a hipertensão portal desviando sangue da veia porta para outra veia( cava).

Complicações: infecção, deiscência de sutura, hemorragias.

Oclusão mecânica:

Colocação de balão no esôfago (Sengstaken- Blachemore) - manter a pressão do


balão sobre as varizes interrompendo o sangramento. Pode ser usado por menos de
24 horas, pois pode levar a aspiração( pneumonia e úlcera esofágica)

Recomendações para os episódios de hemorragia:

-cirróticos com sangramento de varizes devem ser tratados, idealmente, em unidade


de terapia intensiva.

-a estabilização hemodinâmica com infusão de líquidos deve ser feita com cuidado,
com o objetivo de manter o nível de pressão arterial sistólica entre 90 e 100 mmHg
com frequência cardíaca de 100 bpm; pressões maiores estão associadas a piora no
sangramento.

-a proteção das vias aéreas é recomendável em pacientes com depressão no nível de


consciência, hematêmese maciça e naqueles com balão de Sengstaken-Blakemore.

-o uso de balão de Sengstaken-Blakemore deve ser reservado para aqueles pacientes


com hemorragia maciça com comprometimento hemodinâmico à admissão e sem
resposta a fluidos intravenosos, como paliativo até o tratamento definitivo e por
período não superior a 24 horas.

-transfusões de hemoderivados devem ser feitas quando necessárias.

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GASTRITE

É um distúrbio inflamatório da mucosa gástrica (paredes internas do


estômago). Pode ser aguda ou crônica.

Quando aguda, frequentemente é causada por agressores com ação direta na


mucosa gástrica. Entre eles estão: medicamentos como anti-inflamatório e aspirina,
álcool, fumo, alimentos condimentados, jejum prolongado, frituras, gorduras, frutas
ácidas e situações de estresse.

As gastrites crônicas estão relacionadas com a presença do Helicobacter


pylori. Gastrite autoimune, quando o sistema imune produz anticorpos que agridem o
próprio organismo.

Manifestações clínicas: Dor epigástrica (logo abaixo do esterno), vômitos, náuseas,


eructações, pirose, digestão difícil e demorada e anorexia, melena e hematêmese.

Diagnóstico: Pode ser feito através da endoscopia, com realização de biópsia.

Tratamento: Utilização de antiácidos, analgésicos, protetor gástrico (Omeprazol). Se a


gastrite for causada pelo Helicobacter pylori, deverá ser indicada a antibioticoterapia.

Complicações: úlceras benignas ou malignas do estômago.

Orientações de enfermagem:

-Oferecer dieta branda;

-Repouso;

-Administrar medicamentos conforme prescrição médica;

ÚLCERA GÁSTRICA OU PÉPTICA

É uma lesão ulcerada (escavação) que pode ocorrer na mucosa do esôfago,


estômago e duodeno devido à hipersecreção do suco gástrico.

Causas e fatores predisponentes:

-fatores emocionais,

-refeições rápidas e irregulares,


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-abuso de álcool e fumo,

-jejum prolongado,

-alimentos mal mastigados,

-alimentos muito quentes ou muito frios,

-álcool, fumo, café, chá, refrigerantes gasosos,

-alimentos ácidos, condimentados,

-gorduras e açúcar.

-Helicobacter pylori: bactéria que está envolvida em várias doenças gastrointestinais,


como gastrite crônica. Erradicada a infecção, a úlcera tende a desaparecer;

-Histórico familiar- fatores genéticos.

-Aspirina e anti-inflamatórios: o uso constante desses medicamentos pode provocar o


aparecimento de úlceras.

-Estresse: o estresse, além de outros efeitos prejudiciais, pode estimular a secreção


de ácidos que atacam o revestimento do estômago e do duodeno.

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Diagnóstico: Endoscopia Digestiva Alta

O tratamento clínico da úlcera tem por objetivo a cicatrização e evitar complicações.


Deve se evitar situações de estresse, reduzir as atividades profissionais e a
ansiedade.

Manifestações Clínicas: Pirose, náuseas, hematêmese, melena, cefaleia,


epigastralgia.

Complicações: Perfuração, caquexia, degeneração maligna, anemia, hemorragia na


forma de hematêmese ou melena.

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Assistência de enfermagem:

Dietas fracionadas, equilibradas, evitando alimentos que estimulam a secreção ácida.

Evitar o fumo, café, chá, refrigerantes.

Administrar medicamentos conforme prescrição médica (antiácidos, antieméticos,


antiespasmódico, ansiolíticos, antibióticos.)

Recomendações

Não fumar. Fumantes estão mais propensos a desenvolver úlceras.

Realizar refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras. Isso ajuda a
diminuir a dor e a queimação.

Evitar chá, café, refrigerantes e bebidas alcoólicas, substâncias que estimulam a


produção de ácidos.

Suspender o uso de aspirina e anti-inflamatórios.

Procurar controlar, na medida do possível, o nível de estresse a que está exposto.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA (HDA)

São hemorragias (sangramentos) originados nas porções superiores do trato digestivo,


isto é, do duodeno para cima.

Causas: Gastrite, úlcera, varizes de esôfago, alcoolismo, distúrbios de coagulação,


medicamentos a base de AAS.

Manifestações clínicas: Hematêmese, melena (ás vezes), choque hipovolêmico


(Sudorese, pele fria e pegajosa, taquisfigmia, taquicardia, palidez cutânea, ansiedade,

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nervosismo, oligúria ou anúria, hipotensão), dor abdominal, dispepsia(queimação no


estômago, indigestão, plenitude).

Assistência de enfermagem:

Colocar o paciente em decúbito dorsal;

Oxigenoterapia s/n;

Puncionar veia de bom calibre;

Fazer lavagem gástrica, pela SNG, com soro fisiológico gelado;

Fazer balanço hídrico;

SVD para medir volume, conforme prescrição médica;

Observar estado de consciência, palidez e hipotensão;

Administrar conforme prescrição, hemoterapia, anti-hemorrágico, antiácidos,


antibioticoterapia e sedativos.

Varizes: ligadura elástica, escleroterapia, balão.

Pacientes de alto risco são aqueles com hematêmese, instabilidade hemodinâmica,


coagulopatia, insuficiência renal, idosos, e com múltiplas comorbidades. Esses
pacientes requerem monitorizarão intensiva.

HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA (HBD)

São hemorragias que se originam do jejuno para baixo (jejuno, íleo, cólon, reto).

Causas: Tumores benignos ou malignos do intestino, enterites, fissura anal,


hemorroidas.

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Manifestações clínicas: Melena, enterorragia, distensão abdominal, alterações do


hábito intestinal, anemia. No caso de hemorragias de grande intensidade, temos
choque hipovolêmico.

Diagnóstico: colonoscopia.

Tratamento:

Colocar o paciente em decúbito dorsal;

Oxigenoterapia s/n;

Puncionar veia de bom calibre;

Fazer balanço hídrico;

SVD para medir volume, conforme prescrição médica;

Observar estado de consciência, palidez e hipotensão;

Administrar conforme prescrição, hemoterapia, anti-hemorrágico, antibioticoterapia e


sedativos.

Endoscópico: eletrocoagulação(cauterização), plasma de argônio, clip.

GASTROENTERITE / ENTEROCOLITE

É uma inflamação do estômago e do trato intestinal que afeta principalmente o


intestino delgado.

Causas: Baixa resistência orgânica, contaminação direta ou indireta (ingestão de água


contaminada, manipulação de alimentos por indivíduos infectados), vírus, bactérias,
fungos (intoxicação alimentar).

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Salmonelose é uma infecção transmitida por bactérias. Essas bactérias são


transmitidas pela ingestão de alimentos crus ou mal cozidos contaminados por fezes.
Os que oferecem maior risco são as carnes em geral, especialmente a carne das aves
(frango, pato, peru), ovos, leite não pasteurizado e seus derivados e a água. O período
de incubação varia de 8 a 48 horas após a pessoa ter ingerido alimento ou líquidos
contaminados.

Manifestações clínicas: Náuseas, vômitos, cólicas, cefaleia, anorexia, flatulência,


hipertermia, evacuações fétidas e frequentes, podendo ser acompanhada de muco e
sangue.

Diagnóstico: exame de fezes (parasitológico e cultura), exame de sangue.

Tratamento: Antibioticoterapia, fungicidas, conforme o agente etiológico, antieméticos,


antiespasmódicos, antidiarreicos, hidratação parenteral, enquanto houver vômito, para
correção e profilaxia da desidratação. Dieta pastosa sem resíduos para não irritar o
intestino.

Complicações: Desidratação – IRA; óbito (a gastroenterite é uma das principais


doenças que causa o óbito em crianças menores de um ano), choque hipovolêmico,
desnutrição e caquexia.

Cuidados de enfermagem:

Fazer BH;

Prestar cuidados higiênicos principalmente da região anal e perianal;

Proporcionar repouso;

Observar aspecto das eliminações.

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Recomendações:

Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e de preparar as


refeições;

Evite consumir alimentos à base de carne crua ou mal passada, nem mesmo os
industrializados;

Redobrar a atenção com o preparo e cozimento da carne de frango e galinha;

Tenha cuidado com os ovos, que devem ser bem cozidos. Lembre-se de que pratos,
como a maionese feita em casa, por exemplo, incluem a adição de ovos crus como
ingrediente;

Beba só leite pasteurizado ou fervido;

Lave bem verduras, legumes e frutas. Deixe-os mergulhados em água com hipoclorito
de sódio ou uma colher de chá de água sanitária;

Lave bem os utensílios de cozinha, especialmente quando usados na preparação de


carnes cruas;

Mantenha os ovos sob refrigeração.

DESIDRATAÇÃO

É a perda excessiva de água e eletrólitos dos tecidos corporais. As principais causas


são vômitos e diarreia excessivos, ingestão insuficiente de líquidos, queimaduras
graves e febre alta.

A enfermidade pode ser secundária a diarreias agudas e afetar pessoas de todas as


idades, mas é mais perigosa para as crianças (especialmente recém-nascidos e
lactentes) e para os idosos.

Manifestações Clínicas: sede, perda de peso, irritabilidade ou prostração, vômitos,


diarreia, hipertermia, oligúria, diminuição do turgor, olhos encovados, sonolência,
tonturas, inapetência, ausência ou pequena produção de lágrimas, ressecamento de
pele e mucosas, palidez e extremidades frias, fontanelas deprimidas.

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Diagnóstico: avaliação clínica, exame de sangue, fezes e urina( identificar a causa e o


grau da gravidade).

Complicações: Em casos graves, pode levar ao choque hipovolêmico, perda da


consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e morte.

Tratamento: TRO (terapia de reidratação oral- 1 litro de água filtrada ou fervida, uma
colher rasa de chá de sal e duas colheres rasas de sopa de açúcar) terapia de
reidratação endovenosa, sintomáticos.

Cuidados de enfermagem:

Dados vitais;

BH;

Controle das eliminações;

Medicamentos;

Soroterapia conforme prescrição;

DESNUTRIÇÃO

Desnutrição Proteico Calórica: caracteriza- se por um estado crônico de carência


nutricional, no qual o organismo apresenta alterações nos seus parâmetros
bioquímicos e funcionais.

Classificam- se em Marasmo e Kwashiorkor.

Marasmo: deficiência de calorias e proteínas.

Kwashiorkor: deficiência somente de proteínas.

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Marasmo é a desnutrição proteico calórica do tipo seco, ou seja, é uma desnutrição


por falta de calorias e proteínas em um paciente muito magro e desidratado. O exame
físico revela: peso e altura diminuídos para a idade, baixa imunidade pele ressecada e
descamante, músculos reduzido, fraqueza, bradicardia, hipotensão, hipotermia, cabelo
fino e esparso( alopecia). A doença tem esse nome devido ao fato de o doente não
possuir disposição para realizar suas atividades.

Kwashiorkor é um nome originado de Gana( África). Como sintomas da kwashiorkor,


incluem-se: atrofia muscular, abdome distendido(ascite), face em lua, anasarca,
edema periorbital, pele fina, seca e descamativa, cabelo seco e hipo pigmentado, de
queda fácil, hepatomegalia.

Tratamento: consiste em reposição de nutrientes de acordo com a desnutrição


apresentada de forma gradativa e fracionada, além de sintomáticos associados.

Cuidados de Enfermagem: orientação nutricional, oferecer alimentos gradativamente,


cuidados higiênicos, dados vitais, avaliação do nível de consciência, nutrição
parenteral ou enteral em casos mais graves.

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

É a incapacidade de eliminar fezes regularmente. Estas devem ser eliminadas


uma vez ao dia e sua consistência deverá ser pastosa.

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Causas: tumores e áscaris, hábitos alimentares errôneos como dieta sem fibras, uso
excessivo de alimentos industrializados e refinados, distúrbios psiquiátricos como
depressão e anorexia.

Sinais e sintomas: Eliminação de fezes duras e secas, dor abdominal, náuseas,


vômitos, flatulência, borborismo (ruído, produzido no abdômen pela deslocação de
gases).

Complicações: Ruptura de alça intestinal, levando a peritonite, formação de fecaloma,


megacólon e hemorroidas.

Tratamento: Uso de laxante com moderação, hidratação adequada, dieta rica em


fibras e reeducação alimentar.

Cuidados de enfermagem:

Verificar sinais vitais;

Administrar medicamentos conforme prescrição;

Preparar o paciente para exames;

Observar e anotar as eliminações;

Deixar o paciente em posição confortável.

HOF.

DIARRÉIA

Produção frequente de fezes líquidas ou pastosas. Esta pode ser aguda e tem
duração de mais ou menos 10 dias. A diarreia pode levar a desidratação e a
desnutrição.

Causas: Processos infecciosos por parasitas (amebíase, giardíase), infecção por


bactérias( Salmonela), infecções virais, uso abusivo de laxantes, stress, erro alimentar,
efeitos colaterais de algumas drogas( antibióticos, quimioterápicos), intolerância a

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derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose( açúcar do leite, intolerância ao


sorbitol( adoçante obtido a partir da glicose).

Sinais e sintomas: Eliminação de fezes líquidas com ou sem presença de muco, pus
ou sangue, cólicas, anorexia.

Complicações: Emagrecimento acentuado, fraqueza, desidratação, anemia.

Tratamento: Reposição de água e eletrólitos, uso de antibióticos somente quando a


diarreia for infecciosa.

Cuidados de enfermagem: Verificar sinais vitais, observar as eliminações, colher


materiais para exames, controlar a dieta do paciente, HOF.

Recomendações:

HOF- 2 a 3 litros/dia( soro caseiro- suprir eletrólitos).

Não suspender a alimentação: ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e
torradas. Esses alimentos dão mais consistência às fezes e a banana, especialmente,
é rica em potássio.

Suspender ingestão de alimentos com resíduos: saladas, bagaço de frutas e fibras;

Evite alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, carnes) até
que as fezes voltem ao normal;

Não faça uso de adoçantes à base de sorbitol e evite consumir leite e derivados, caso
intolerância à lactose.

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PANCREATITE AGUDA

Inflamação do pâncreas (glândula). Esta pode ser aguda ou crônica. A


pancreatite aguda é causada por:

-Cálculos na vesícula biliar que podem obstruir o ducto pancreático impedindo o


escoamento do suco pancreático para o duodeno. Essa obstrução provoca processo
inflamatório intenso e aumento da glândula por causa do edema, ou seja, do acúmulo
de líquido em seu interior.

-Ingestão abusiva de álcool.

-Medicamentos como corticoides e imunossupressores.

-Tumores e traumatismo pancreático.

- O consumo de álcool está diretamente associado à maioria dos casos da doença.

Manifestações clínicas: Dor severa que se inicia subitamente na região epigástrica,


após a ingestão alimentar ou de bebida alcoólica. Vômitos, náuseas, febre, icterícia.
Em casos mais graves podem ocorrer manifestações clínicas de choque hipovolêmico:
taquicardia, hipotensão, desorientação, extremidades frias e sudorese.

Diagnóstico: exame de sangue onde é avaliada a dosagem enzimática de amilase


sérica( enzima produzida no pâncreas), leucocitose e a glicemia, RX abdominal, US e
tomografia.

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Tratamento: basicamente clínico. Manutenção de jejum para inibir a produção de suco


pancreático, nutrição parenteral caso seja necessário o aporte calórico, SNG aberta
para aliviar vômitos e náuseas. Medicamentos como: analgésicos, antiácidos,
antibióticos e insulina caso necessite.

O tratamento cirúrgico consiste em remover parcialmente ou totalmente o pâncreas. É


indicado em casos de necrose ou de grave infecção bacteriana.

Complicações: Diabetes, hemorragia, ascite, infecção e choque hipovolêmico.

Cuidados de enfermagem:

Fazer BH;

Controlar glicemia capilar;

HOF;

Estimular repouso e o jejum;

Medicar conforme prescrição médica;

Verificar dados vitais (PA baixa, diurese diminuída sugerem hipovolemia e choque, e
temperatura elevada sugere infecções).

PANCREATITE CRÔNICA

Caracteriza-se pela perda progressiva do tecido pancreático, com a presença


de fibrose e lesões anatômicas irreversíveis.

Pancreatite crônica: o álcool ingerido em grandes quantidades e por tempo prolongado


determina alterações no pâncreas, caracterizadas por fibrose e endurecimento, com
consequente atrofia do pâncreas. Doente com pancreatite crônica pode ter surtos de
pancreatite aguda.

Existem dois tipos de pancreatites crônicas:

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Calcificantes: As calcificantes, assim denominadas por apresentarem calcificações ao


longo do parênquima pancreático, são as mais comuns. Entre elas, há as pancreatites
crônicas alcoólicas, nutricionais e metabólicas.

Obstrutivas: são mais raras, denominadas assim por apresentarem obstáculo


geralmente na sua porção cefálica, dificultando a drenagem do suco pancreático, o
que por fim acarreta atrofia glandular e câncer.

Tratamento: controle da dor, evitar alimentos gorduras, adotar dieta à base de


hidratos de carbono.

Diabéticos: controle da glicose com dieta e medicamentos.

CIRROSE HEPÁTICA

Degeneração difusa, progressiva e crônica do tecido hepático, com destruição


dos hepatócitos( células hepáticas). Os fatores etiológicos mais importantes são:
álcool, exposição a substâncias químicas( medicamentos), infecção pelo vírus da
hepatite B e C, doenças metabólicas, distúrbios vasculares.

Manifestações clínicas: Náuseas, icterícia, colúria( diurese cor de coca cola), algia,
edema, ascite, fraqueza, fadiga, anorexia, hipertensão portal( varizes esofágicas),
encefalopatia(processo causado pelo acúmulo de substâncias tóxicas que leva a um
quadro neurológico que pode variar entre dificuldade de atenção e coma).

Tratamento: transplante hepático- definitivo.

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Cuidados de enfermagem:

Administrar dieta em pequenas quantidades, com a finalidade de facilitar o processo


digestivo;

Administrar medicamentos conforme prescrição;

Observar as eliminações;

Fazer balanço hídrico;

Observar estado neurológico (consciência, sonolência, temores);

Observar dados vitais;

Cuidados com a pele.

PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO APARELHO RESPIRATÓRIO

RINITE

É a inflamação da mucosa nasal com presença de hiperemia e coriza.

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Causas: Reação alérgica. Estágio inicial de infecções virótica ou bacteriana.

Tipos: Aguda, alérgica( poeira, polen, alimentos).

Manifestações clínicas: Mucosa nasal congestionada e edemaciada, mialgia


generalizada, irritação da conjuntiva e edema de pálpebra, secreção amarelada pela
disseminação da infecção que atinge seios nasais, cefaleia, obstrução nasal, prurido
nasal.

Tratamento da rinite alérgica: higiene ambiental, medicamentos, vacinas.

SINUSITE

É a infecção de um ou mais seios da face. Pansinusite: É a infecção de mais


seios da face.

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Sinusite aguda: Costuma ocorrer algia na área do seio da face mais comprometido
(seio frontal, maxilar, etmoidal e esfenoidal). A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil
ou sensação de pressão ou peso na cabeça.

Manifestações Clínicas : Febre moderada, dor ou dormência dos dentes superiores,


congestão e secreção nasal purulenta, obstrução nasal, mialgia, anorexia.

Recomendações:

O mais importante é diluir a secreção para que seja eliminada mais facilmente;

Na vigência de gripes, resfriados e processos alérgicos que facilitem o aparecimento


de sinusite, beba bastante líquido (pelo menos 2 litros de água por dia) e goteje de
duas a três gotas de solução salina nas narinas, muitas vezes por dia.

Inalações com solução salina, soro fisiológico ou vapor de água quente ajudam a
eliminar as secreções;

Evite o ar condicionado. Além de ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de


secreção, pode disseminar agentes infecciosos (especialmente fungos) que
contaminam os seios da face.

OTITE MÉDIA

É uma infecção do ouvido médio. As principais causas são: mal formação das tubas
de Eustáquio( comunicação com o nariz), rinite e adenoidite não tratadas, mecanismos
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de defesa comprometidos, fumante passivo. Infecção por bactérias e vírus. Costuma


ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou respiratórias.

Manifestações Clínicas: otalgia, hipertermia e secreção purulenta,


irritabilidade,inapetência e perda de audição em casos mais graves.

Tratamento: antibioticoterapia venosa. Em casos em que se forma abcesso, pode ser


necessário a drenagem cirúrgica.

Recomendações:

Proteger o ouvido contra a entrada de água;

Evitar o uso de cotonetes que podem retirar a cera protetora do ouvido ou machucá-lo;

Limpar, com frequência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para
evitar que as secreções se acumulem no nariz e na garganta. Essa recomendação
vale especialmente para em bebês e crianças pequenas;

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AMIGDALITE

É a infecção das amígdalas. Os estreptococos são os causadores mais comuns.


Geralmente é acompanhada por adenoidite.

Manifestação clínica: Dor de garganta, disfagia, otalgia, mal estar geral, hipertermia,
prostração.

Complicações: Pneumonia, nefrite, osteomielite, febre reumática(doença inflamatória


que ataca o coração e suas válvulas levando a sua progressiva destruição), otite
média aguda, rinite e sinusite aguda.

Tratamento: antibioticoterapia- Amoxacilina(10 dias); amigdalectomia.

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FARINGITE

Inflamação da faringe podendo ser de origem viral ou bacteriana. São


contagiosas.

Causas: Uso excessivo da voz, fumo, tosse crônica, poeira.

Manifestação clínica: Dor de garganta acompanhada de prurido, disfagia, hipertermia,


mal estar, tosse, hipertrofia dos gânglios linfáticos.

Tratamento: antibioticoterapia.

LARINGITE

Inflamação da laringe (onde estão as cordas vocais- rouquidão).

Causas: Processo inflamatório das cordas vocais, infecções das VAS, refluxo
esofágico.

Manifestação clínica: Afonia, dispneia, dor persistente.

Cuidados gerais: O tratamento geralmente é sintomático. HOF, antibioticoterapia, anti-


inflamatório, repouso.

PNEUMONIA

Inflamação do parênquima pulmonar, associada ao aumento acentuado dos


líquidos intersticial(espaço ente um alvéolo e outro) e alveolar.

Causas: Bactérias, vírus, protozoários, aspiração, substâncias tóxicas, baixa


resistência orgânica, deficiência circulatória pulmonar em pacientes acamados.

Tipos: Viral, bacteriana, fúngica, por aspiração, por reação alérgica.


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Manifestação clínica: Hipertermia, calafrios, sudorese, dispneia, hemoptise, fadiga,


cefaleia, tosse, dor torácica, expectoração, prostração.

Complicações: Hipotensão e choque hipovolêmico, atelectasia( colapso pulmonar),


derrame pleural, edema pulmonar, ICC, hipóxia.

Diagnóstico: Raio X, ausculta pulmonar, exame clínico.

Tratamento: antibioticoterapia.

Fatores de risco:

Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;

Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho


respiratório;

Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;

Resfriados mal cuidados;

Mudanças bruscas de temperatura.

Assistência de enfermagem:

Manter ambiente calmo e arejado;

Verificar sinais vitais;

Manter cuidados higiênicos;

HOF;

Manter cuidados com oxigenoterapia;

Repouso.

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DOENÇAS PULMONARES OBSTRUTIVAS CRÔNICAS

BRONQUITE

Caracteriza-se pelo aumento das glândulas produtoras de muco dos brônquios.

Causas e fatores predisponentes: Alergia, poluição, fumo, deficiência nutricional,


infecção viral, bacteriana e por fungos, fatores hereditários, clima frio e úmido.

Tipos: Aguda e crônica.

Manifestação clínica: Tosse, sibilância( ruído produzido devido ao estreitamento das


vias aéreas), expectoração, dispneia.

Complicações: bronquiectasia, enfisema pulmonar, diminuição da resistência orgânica.

Tratamento: HOF, vaporizadores, analgésicos, ATB, broncodilatadores.

ASMA

Consiste na obstrução dos bronquíolos, em decorrência do


broncoespasmo(contrações devido ao estreitamento dos bronquíolos) associado ao
edema das mucosas e à produção excessiva de muco.
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Manifestação clínica: tosse seca, angústia, respiração ruidosa, sensação de


sufocação, palidez, cianose de extremidades, taquicardia, taquipneia, batimentos de
aleta nasal.

Complicações: Enfisema pulmonar, IRA, hipóxia, morte.

Recomendações:

Evitar o contato com fumaça e com fumantes;

Evitar resfriados e gripes;

Fumaças, gases, cheiros de tinta, de produtos de limpeza ou de higiene pessoal e


perfumes podem ser prejudiciais aos asmáticos.

Evitar mudanças abruptas de temperatura;

Realizar exercícios moderados todos os dias;

HOF: diluir a secreção brônquica e facilitar a expectoração;

Utilizar broncodilatadores;

ENFISEMA PULMONAR

É uma doença crônica irreversível, caracterizada por obstrução brônquica e


distensão alveolar. A medida que a destruição alveolar progride, as trocas gasosas
diminuem.

Causas: Bronquite crônica, tabagismo, predisposição genética( deficiência congênita


de uma enzima protetora dos pulmões, alfa 1 antitripsina- rara, pessoas jovens e
evolução rápida), atividade profissional(poeira, poluentes, vapores químicos).

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Manifestação clínica: Tosse, dispneia, sensação de sufoco, sibilos.

Assistência de enfermagem:

Administrar medicamentos conforme prescrição médica. Antibióticos, corticoides e


sedativos;

Exercícios respiratórios;

Cuidados com oxigenoterapia;

Repouso e HOF;

Verificar sinais vitais.

DISTÚRBIOS CARDIO-RESPIRATÓRIOS

EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)

Quadro clínico decorrente da incapacidade do ventrículo esquerdo em bombear


o sangue para a válvula aórtica, causando um acúmulo de líquido nos pulmões. O
paciente entra em quadro clínico de dispneia severa, estertor da morte, ruído e morte
propriamente dita, afogando nas suas secreções.

Causas: Inalantes tóxico( drogas ilícitas- cocaína), superdosagem de drogas,


administração rápida de líquidos, doenças cardíacas, eclâmpsia.

O sangue oxigenado nos pulmões chega ao coração através do AE, passa pela
válvula mitral atingindo em seguida o VE. Um estreitamento da válvula mitral pode
levar à uma congestão pulmonar e ao EAP. Porém a causa mais comum é uma
disfunção do VE( cardiopatias- IAM,angina, cardiopatia hipertensiva e outras).

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Diagnóstico: raio X e ECG.

Manifestação clínica: Dispneia, tosse com expectoração rósea espumosa ou branca,


hemoptise, cianose, ansiedade, taquicardia, medo e inquietação, taquipneia, palidez,
sudorese, respiração superficial e ruidosa, ortopneia, hipertensão.

Atendimento de emergência:

Assistência ventilatória;

Punção venosa 2 vasos calibrosos;

Administração de diuréticos, digitálicos, broncodilatadores( aminofilina),


sedativos(morfina).

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Observação de enfermagem: BH rigoroso, reduzir gotejamento das infusões(


gotejamento rigoroso).

EMBOLIA PULMONAR

Oclusão dos vasos pulmonares por um êmbolo. Doença aguda e potencialmente fatal.

A embolia pulmonar é causada pela obstrução das artérias dos pulmões por coágulos
(trombos ou êmbolos) que, na maior parte das vezes, se formam nas veias profundas
das pernas e são liberados na circulação sanguínea.

Causas e fatores predisponentes: anticoncepcionais orais, gestação e pós parto,


imobilidade prolongada, cirurgias extensas, traumas, reposição hormonal, obesidade,
varizes, ICC, tabagismo.

Sinais e sintomas: Dor, febre, cianose, hemoptise( expectoração com sangue),


síncope.

Diagnóstico: RX de tórax, angiografia pulmonar, exame físico, gasometria arterial.

Complicações: Hipertensão pulmonar, hipoxemia( baixa concentração de oxigênio no


sangue arterial), edema pulmonar, cor pulmonale, IRA, morte.

Tratamento: Uso de drogas vasodilatadoras, trombolíticas, anticoagulantes (ex.:


heparina), oxigenoterapia, embolectomia(cirurgia)- somente em caso de embolia
pulmonar maciça.

Cuidados de enfermagem: Verificar DV, colher materiais para exames, estimular os


pacientes a realizarem atividades físicas, realizar movimentação passiva em pacientes
comatosos, administrar oxigênio e medicamentos prescritos.

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Recomendações:

Manter o peso ideal de acordo com o tipo físico e idade;

Abandonar o fumo.

Ficar em pé e caminhar pelo avião nas viagens longas. Nas viagens de carro ou de
ônibus, descer do veículo e andar um pouco em períodos não muito longos.

Realizar exercícios para estimular a musculatura das pernas e a circulação sanguínea


sempre que for obrigado a permanecer muito tempo sentado ou imóvel;

Estimular a deambulação precoce após um procedimento cirúrgico ou período de


repouso.

COR PULMONALE

O cor pulmonale é definido como uma alteração na estrutura e no funcionamento do


ventrículo direito , causada por uma doença pulmonar.

A hipertensão pulmonar é o elemento que explica como certas doenças pulmonares


afetam o lado direito do coração. O ventrículo direito bombeia o sangue venoso para a
circulação dos pulmões, para que esse sangue possa ser oxigenado. O ventrículo
direito têm paredes finas e , desta forma , não tolera bem os aumentos da pressão na
circulação dos pulmões. Vários mecanismos podem levar à uma hipertensão na
circulação pulmonar e, subsequentemente, ao cor pulmonale. Estes mecanismos
incluem: vasoconstrição pulmonar ( estreitamento dos vasos dos pulmões
,comprometimento anatômico dos vasos pulmonares (enfisema ), aumento da
viscosidade sanguínea e hipertensão pulmonar primária idiopática ( sem uma causa
aparente ).

Manifestação clínica: fadiga, dispneia, sibilos, hemoptise, dor torácica, edema de


MMII, ascite.

Diagnóstico: raio X, ECG, ECO.

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Tratamento: direcionado para o tratamento da doença pulmonar associada, melhora


da oxigenação, redução da vasoconstrição pulmonar e melhoria da função do VD.

PLEURITE

Inflamação das pleuras (parietal e visceral). Pode ser seca ou se houver


aumento de líquidos é denominado de derrame pleural. Se o líquido for purulento
chama-se empiema.

Raramente esta é uma doença primária.

A membrana externa da pleura é chamada de parietal, e a interna de visceral. Em


indivíduos normais, as duas pleuras são separadas por uma fina camada de líquido,
que lubrifica as pleuras, e permite a expansão e o esvaziamento dos pulmões durante
a respiração.

Causas: a pleurite é uma patologia secundária à pneumonia, tuberculose,


traumatismos torácicos, cirurgias torácicas, abcesso pulmonar, bronquiectasia, CA de
pulmão, cardiopatias.

Diagnóstico: raio x.

Manifestação clínica: Dor em pontada( torácica), que aumenta com o estímulo da


respiração, respiração superficial e curta, tosse, hipertermia, mal estar, dispneia
progressiva.

Tratamento: Toracocentese( dreno), tratamento das causas( patologia associada).

Cuidados de enfermagem: Verificar SV e sintomas, estimular exercícios respiratórios,


observar sinais de complicações como (dispneia intensa, cianose, dor intensa, choque
hipovolêmico).

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PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO APARELHO CARDIOVASCULAR

PERICARDITE

É a inflamação do pericárdio (membrana que envolve o coração).

Causas: Infecções bacterianas (Estreptococos, Estafilococos, Meningococos,


Gonococos,), viral, micótica (fungos).

Associada:

IAM, traumatismos (cirurgia, lesão torácica);

Febre reumática (Estreptococos);

Doença neoplásica (mama, pulmão);

Distúrbio renal e respiratório.

Tuberculose.

Sinais e sintomas: Dor torácica que irradia para a região dorsal( aliviada quando
sentado), hipertermia, hipotensão, dispneia progressiva, mal-estar, ansiedade.

Diagnóstico: hemocultura, ECG, pericardiocentese, ECO, RNM.

Tratamento: corticoides, anti-inflamatórios, antipirético, antibiótico.

Complicações: Tamponamento cardíaco, ICC.

MIOCARDITE

É uma inflamação da parede miocárdica(camada muscular), resultante de um


processo infeccioso de origem viral (caxumba, gripe, rubéola), parasitária (Doença de
Chagas) e radioterapia.

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Manifestação clínica: Fadiga, palpitações, hipertermia, insuficiência cardíaca, dispneia,


arritmia, edema de MMII.

Diagnóstico: ECG, hemocultura, ECO, cateterismo.

Tratamento: Antibiótico, antipirético, anti-inflamatório, tratamento da ICC.

Complicações: ICC, trombose venosa e embolia, edema pulmonar.

Cuidados de enfermagem: Verificar SV, orientar o paciente a fazer exercícios


passivos, uso de meia elástica.

ENDOCARDITE

Processo infeccioso do endocárdio( camada mais interna do coração), causado


por invasão direta de bactérias e de outros microrganismos provenientes de uma
contaminação da corrente sanguínea. Pode ser decorrente de infecções
odontológicas, geniturinárias, gastrointestinal e respiratórias.

Manifestação clínica: hipertermia, calafrios, fraqueza, anorexia, dispneia, sudorese,


emagrecimento.

Diagnóstico: Hemocultura, ECG, ecocardiograma.

Complicações: ICC, embolia pulmonar e abcessos cerebrais. Normalmente acomete


órgãos distantes do coração: cérebro, rins, pulmões, fígado e olhos.

Tratamento: ATB, cirurgia cardíaca.

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Assistência de enfermagem:

Administrar conforme prescrição médica medicamentos;

Verificar sinais vitais;

Monitorizar paciente;

FEBRE REUMÁTICA

Definição: Doença que acomete principalmente coração e articulações,associada, na


maioria das vezes, com infecções de vias aéreas superiores( mal curadas).

É uma doença inflamatória, provocada pela bactéria Estreptococo, a mesma


responsável por infecções de garganta. A enfermidade, em geral, se manifesta por
volta de 7 a 15 dias depois de um episódio infeccioso de faringite ou amigdalite com
febre.

Manifestações clínicas: febre, artralgia, nódulos subcutâneos, eritema na pele,


prostração, dispneia.

Tratamento: consiste em antibioticoterapia venosa (considerada de ataque) e


Benzentacil IM de manutenção.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)

É a incapacidade do coração de bombear o sangue na quantidade suficiente


para suprir as necessidades do organismo, provocando uma congestão (acúmulo ) de
sangue e líquidos nos órgãos.

Causas: hipertensão arterial, arteriosclerose, IAM, miocardite, cardiopatias reumáticas,


hipervolemia, insuficiência renal, estenose valvar, estresse físico e emocional,
infecções.

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Manifestação clínica: cianose de extremidades, dispneia, edema de MMII, palpitação.

Diagnóstico: ECG, RX de tórax, cateterismo, exame de sangue, ECO, RNM.

Tratamento: Digitálicos, diuréticos, anti-hipertensivos, cirurgia.

Complicações: Embolia pulmonar, edema pulmonar, trombose de veias de membros


inferiores, óbito.

Assistência de enfermagem:

Controle do peso;

BH;

Proporcionar conforto, higiene e repouso;

Dieta hipossódica;

Verificar dados vitais;

Manter paciente na posição de Fowler para facilitar a respiração do paciente;

Observar eliminações e anotar;

Administrar medicamentos segundo prescrição médica- digitálicos, diuréticos,


anticoagulantes.

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HIPERTENSÃO

Sociedade Brasileira de Pressão sistólica Pressão diastólica


Cardiologia (mmHg) (mmHg)
Sociedade Brasileira de
Hipertensão
Sociedade Brasileira de
Nefrologia

Ótima <120 <80

Normal 120–129 80-84

Limítrofe 130–139 85-89

Hipertensão estágio I 140-159 90-99

Hipertensão estágio II 160-179 100-109

Hipertensão estágio III ≥ 180 ≥ 110

Hipertensão sistólica isolada ≥ 140 < 90

Pode ser definida como níveis de pressão arterial em que a pressão sistólica,
está acima de 140 mmHg e a pressão diastólica está acima de 90mmHg.

Causas: desconhecida (cerca de 90% dos casos). É chamada de hipertensão


essencial primária.

Secundária: Gravidez, doença renal, medicações, tumores, alterações vasculares.

Sinais e sintomas: Cefaleia, vertigem, alterações visuais, fadiga, epistaxe. Na maioria


dos casos pode ser assintomática.

Diagnóstico: sinais e sintomas, monitorizar PA, anamnese e exame físico.

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Tratamento: Diuréticos, anti-hipertensivos, vasodilatadores.

Complicações: IAM, AVC, ICC, distúrbios renais e pulmonares, retinopatia.

Cuidados de enfermagem: Fazer BH, pesar diariamente, dieta hipossódica, restringir o


álcool, medicar conforme prescrição.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)

Causado pelo estreitamento de uma artéria coronária pela aterosclerose, ou


pela obstrução total de uma coronária por êmbolo ou trombo, ocasionando a necrose
de áreas do miocárdio. A redução sanguínea também pode ser resultante de choques
e hemorragias. Este processo causa um desequilíbrio entre o suprimento e a demanda
de oxigênio do miocárdio. Geralmente acomete os homens com idade superior aos 40
anos e portadores de arteriosclerose dos vasos coronarianos. Mulheres no climatério
que utilizam anticoncepcional e fumam apresentam uma mortalidade maior ao ter
infarto. Hoje há um aumento de pessoas infartadas com faixa etária menor, em
decorrência do estilo de vida moderna.

Manifestação clínica: Dor súbita, subesternal constante e constritiva que pode irradiar
para várias partes do corpo como mandíbula, costas, pescoço e MMSS. Taquipneia,
taquisfigmia, sudorese, palidez, tonteira, confusão mental, náuseas e vômitos.

Diagnóstico: ECG, sintomas, cateterismo, dosagem de enzimas cardíacas( CK e


CKMB- marcadores de necrose miocárdica). O prognóstico depende da extensão da
lesão miocárdica.

Fatores de risco:

Colesterol alto

HAS

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Tabagismo

Obesidade

Sedentarismo

DM

Apnéia do sono: aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias.

Predisposição genética

Tratamento: Pode ser clínico ou cirúrgico( Angioplastia ou convencional), dependendo


da extensão e da área acometida.

Cuidados de enfermagem:

proporcionar ambiente calmo e tranquilo;

verificar DV de 30 em 30 minutos. Se o paciente estiver sob monitorização, ficar atento


aos alarmes;

fazer punção venosa em vasos calibrosos;

anotar a diurese de hora em hora;

prestar cuidados de higiene no leito;

mudança de decúbito de 2 em 2 horas;

estimular respiração profunda;

Manter vigilância constante, anotar as alterações e solicitar a presença de médico ou


enfermeiro, nas situações de risco;

Promover a oxigenação e massagem cardíaca em caso de urgência, e solicitar a


presença do plantonista.

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ANGINA PECTORIS

É uma síndrome clínica caracterizada por crises de dor, queimação ou


sensação de pressão na região do tórax. É causada pela obstrução transitória das
coronárias. A dor é causada pelo fornecimento inadequado de sangue ao miocárdio.
Alguns fatores como esforço físico, ingestão de refeição abundante, exposição ao frio
e situações estressantes podem desencadear a dor. Os fatores de risco para angina
são: fumo, obesidade, hipertensão, hiperglicemia e hipercolesterolemia.

Manifestação clínica: Dor de intensidade variável localizada atrás da parte média ou


terço médio do esterno, sentida profundamente no tórax. Esta dor cede com o
repouso.

Diagnóstico: observações clínicas, ECG, anamnese, cintilografia miocárdica ou


cateterismo cardíaco.

Tratamento: O objetivo do tratamento é aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio,


utilizando a nitroglicerina (Tridil-vasodilatador), esta quando aplicada por via sublingual
alivia a dor em 3 minutos.

Se a obstrução das coronárias for grave o tratamento cirúrgico poderá ser indicado. A
angioplastia consiste em esmagar a placa de ateroma, dilatando a coronária, através
deste procedimento com um cateter especial. A cirurgia convencional poderá será
indicada quando não for possível a realização da angioplastia.

Cuidados de enfermagem:

Proporcionar repouso ao início da dor;

Evitar estresse e ansiedade;

Oferecer dieta fracionada;

Evitar que o paciente se exponha ao frio;

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Verificar sinais vitais.

6. PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO

LESÕES DA BEXIGA

CISTITE

É uma inflamação da bexiga, geralmente iniciada na uretra, causada mais


frequentemente por microorganismos.

Causas:

Enterobactérias, como Escherechia coli;

Infecções da próstata, cálculos vesicais;

Secundária à relação sexual.

Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela é prevalente nas
mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua incidência. A
uretra da mulher, além de muito mais curta do que a do homem está mais próxima do
reto.

Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata e consequente retenção


de urina na bexiga pode causar cistite.

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Manifestação clínica: Disúria, esvaziamento incompleto da bexiga, nictúria, hematúria,


desconforto suprapúbico, piúria, dor abdominal e nos flancos, urina turva, mal estar,
calafrios, hipertermia, náuseas e vômitos, polaciúria.

Diagnóstico: urocultura.

Tratamento: ATB.

Recomendações:

Beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga;

Urine com frequência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma
contraindicação importante. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação
das bactérias que se encontram no trato urinário;

Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpo a região vaginal e retal.
Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que
possível, lave-se com água e sabão;

Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a
proliferação das bactérias;

Suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias


irritam o trato urinário;

Troque os absorventes higiênicos com frequência para evitar o proliferação bacteriana

Assistência de enfermagem:

Administrar conforme prescrição médica (Antibioticoterapia, antissépticos e


analgésicos).

Orientar quanto à higiene corporal;

Orientação e educação familiar;

Orientar quanto às formas diversificadas do ato sexual.

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BEXIGA NEUROGÊNICA

Distúrbio vesical resultante de uma lesão do sistema nervoso central ou


periférico(controle da micção).

Causas:

Tumor à nível de medula espinhal;

Anomalias congênitas;

Infecções;

TRM;

Esclerose múltipla.

Tipos:

a) Hipertônica ou espástica: Ocorre uma lesão a nível da medula, acima do arco


reflexo da micção, levando à incontinência urinária. Caracterizada por expulsão
automática com esvaziamento incompleto da bexiga.

b) Hipotônica: Lesão abaixo do arco reflexo da micção. Baixa atividade, bexiga não se
contrai. O enchimento é excessivo, ocorrendo à retenção urinária.

Bexigoma- o paciente não consegue eliminar a urina, ocorrendo à retenção urinária


involuntária.

Diagnóstico: cistografia, uretrografia- exames contrastados.

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Cuidados de enfermagem:

Prevenir infecções;

Sondagem vesical ;

Treinamento: auto cuidado.

GLOMERULONEFRITE DIFUSA AGUDA (GNDA)

Doença inflamatória proliferativa causada por reação imunológica( distúrbios


imunológicos) que afeta ambos os rins. Os rins tornam-se grandes, edemaciados e
congestos.

Causas: Infecção estreptocócica, embora outros microrganismos possam ser


responsáveis. Pode ocorrer durante ou dentro de 21 dias após uma infecção
respiratória ou cutânea. Geralmente é secundária.

Manifestação clínica: Cefaleia, mal-estar geral, hipertermia, dor no flanco, edema


facial, hipertensão arterial, oligúria, hematúria e colúria.

Diagnóstico: exame de urina, exame de sangue.

Tratamento: antibióticos, anti-hipertensivos, diuréticos.

Complicações: Edema pulmonar, encefalopatia, HAS, ICC, glomerulonefrite crônica.

Observação: A fase aguda pode ser assintomática.

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GLOMERULONEFRITE CRÔNICA

Destruição progressiva do tecido renal, devido à morte de néfrons.

Não existe tratamento específico. O tratamento é sintomático e de acordo com as


complicações.

Complicações: ICC, Derrame pleural, HAS.

Assistência de enfermagem:

Repouso relativo ou absoluto de acordo com as condições do paciente ou enquanto


persistirem os sinais e sintomas;

Administrar conforme prescrição médica, diuréticos, antieméticos, anti-hipertensivos.

Diálise: indicada em pacientes que apresentam hipervolemia e oligúria acentuada;

Restrição hídrica.

PIELONEFRITE (INFECÇÕES DAS VIAS URINÁRIAS ALTAS)

A pielonefrite é uma infecção bacteriana da pelve renal, túbulos e tecido


intersticial de um ou ambos os rins. Geralmente é secundária ao refluxo uretro-vesical,
no qual uma válvula uretro-vesical incompetente permite que a urina reflua para os
ureteres, geralmente no momento da micção. A pielonefrite pode ser aguda ou
crônica.

Tipos:

a) Aguda: É uma infecção ativa apresenta-se com calafrios e febre, dor no flanco, dor
à palpação, leucocitose, bactérias e leucócitos na urina. Pode ocorrer disúria e
polaciúria. Esta infecção ocorre frequentemente após contaminação bacteriana uretral
ou após alguma cateterização ou cistoscopia.
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b) Crônica: Trata-se de uma doença lentamente progressiva associada habitualmente


com ataques agudos recidivantes embora possa não haver qualquer história de
pielonefrite aguda.

Causas:

Qualquer foco de infecção. Ex: Furúnculo, faringite, pode enviar microrganismos às


vias urinárias, especialmente ao rim pela corrente sanguínea e linfática;

Infecções bacterianas da uretra subindo até o rim. Ex: Escherichia coli;

Presença de corpos estranhos como cálculos e sondas;

Refluxo uretral que permite o retorno da urina para o interior do ureter;

Outras doenças. Ex: Hidronefrose, tumores.

Infecções do trato urinário inferior .

Manifestação clínica: Hipertermia, calafrios, mialgia, dor no flanco, cefaleia, prostração


geral, disúria, piúria, hematúria, odor fétido na urina, desconforto supra púbico.

Complicações: HAS, IRA.

Assistência de enfermagem:

Orientar quanto à forma de colher urocultura;

Administrar conforme prescrição médica: antibioticoterapia, analgésicos e antitérmicos;

Realizar BH rigoroso;

Oferecer repouso, higiene geral, preparar para exames.

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INSUFICIÊNCIA RENAL

Ocorre quando os rins são incapazes de remover as escórias metabólicas do


corpo ou realizar suas funções reguladoras. As substâncias normalmente excretadas
na urina acumulam-se nos líquidos corporais.

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA

Perda brusca e quase total da função renal. Frequentemente é reversível, mas


pode evoluir para a cronicidade.

Causas:

Perfusão renal comprometida, pela diminuição do fluxo sanguíneo;

Choque hipovolêmico: hemorragia, desidratação, queimaduras;

ICC: diminuição do fluxo sanguíneo;

Modificações parenquimatosas induzidas por doenças ou substâncias nefrotóxicas,


glomerulonefrite, tumores, lesões vasculares.

Septicemia;

Obstrução do trato urinário, em qualquer local, desde os túbulos até o meato uretral,
cálculos renais, tumores invasivos, acidentes cirúrgicos.

Manifestação clínica: Manifesta-se principalmente por oligúria ou anúria devido ao


aumento das substâncias tóxicas no sangue, como a ureia, amônia e desequilíbrio de
eletrólitos sanguíneos. Podem surgir sinais e sintomas de intoxicações como:
náuseas, vômitos, diarreia, letargia, convulsões, cefaleia, respiração com odor de
urina, pele e mucosas secas, edema e HAS.

ALTERAÇÕES NA FISIOLOGIA

Diminuição do fluxo renal, diminuição da velocidade de filtração, isquemia renal,


necrose, obstrução e oligúria.

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Diagnóstico: exame físico, exame de sangue e urina, urografia excretora.

Tratamento: Diálise peritoneal, tratar a causa, diuréticos, restrição hídrica, dieta


hipossódica.

Complicações: ICC, IRC.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Doença irreversível, ocorrendo destruição progressiva da função renal, de


evolução lenta e geralmente fatal. Manifesta pela uremia.

Causas:

HAS- Lesão de vasos sanguíneos;

Nefropatia diabética- Progressiva lesão glomerular;

Hidronefrose- Processos obstrutivos das vias urinárias por cálculos, tumores e defeitos
congênitos;

Infecções renais crônicas;

Lúpus Eritematoso Sistêmico- doença de causa desconhecida.

Manifestação clínica: Podem aparecer lentamente, aparecendo na maioria das vezes


os sintomas quando as lesões são irreversíveis. Astenia, cansaço fácil, vômitos,
halitose, anorexia, prurido, palidez de pele e mucosas, pele descamativa, sonolência,
hipertensão, nervosismo, edema, oligúria, anúria, cefaleia.

Complicações: Anemia, edema pulmonar, AVC, ICC, ascite, distúrbios ósseos.

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Tratamento: diuréticos, anticonvulsivante, anti-hipertensivos, diálise peritoneal,


hemodiálise e transplante.

Assistência de enfermagem:

Fazer BH rigoroso;

Proporcionar conforto, higiene e repouso;

Dieta hipoproteica e hipossódica;

Administrar medicamentos conforme prescrição médica;

Estar atento ao estado neurológico do paciente;

Preparar paciente para hemodiálise ou diálise peritoneal;

Controlar sinais vitais;

Cuidados com a pele, que pelo estado de ressecamento e edema apresenta tendência
a ulcerações, prevenindo infecções.

PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO SISTEMA ENDÓCRINO METABÓLICO

HIPERTIREOIDISMO

Doença caracterizada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos.

Causas: choque emocional, infecções, estresse, tumor da hipófise e tireoide.

Manifestação clínica: nervosismo, taquicardia, sudorese, polifagia, amenorreia,


aumento da tireoide (bócio), fraqueza, exoftalmia, perda de peso, diarreia, irritação.

Diagnóstico: dosagem de hormônios tireoidianos, exame físico e anamnese.

Tratamento: Drogas antitireoidianas, tireoidectomia total ou parcial.


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Complicações: Desnutrição, exoftalmia progressiva, dispneia, PCR, emagrecimento


excessivo.

Cuidados de enfermagem:

Proporcionar ambiente calmo e arejado;

Pesar diariamente;

Dieta hiperproteica e hipercalórica;

Cuidados com a pele;

Observar as eliminações intestinais;

Aferir DV;

Proporcionar higiene geral.

HIPOTIREOIDISMO

Doença caracterizada pela produção deficiente dos hormônios tireoidianos.


Quando a deficiência está presente ao nascimento, a condição é conhecida como
cretinismo.

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Causas: tireoidite, tireoidectomia, disfunção da hipófise, insuficiência de iodo na


alimentação.

Manifestação clínica no adulto: fadiga, cabelos secos e grossos, pele seca, perda da
libido, hipotermia, fala lenta, sensibilidade à anestésicos e sedativos, bradicardia,
perda de cabelos, raciocínio lento, unhas frágeis, amenorreia, aumento do peso sem
ingesta de alimentos, constipação intestinal, edema de pálpebras, mãos e pés.
Mixedema – edema de face e pálpebras.

Crianças: diminuição do crescimento físico e mental, sono excessivo, hipotermia,


dificuldade de alimentar, apatia e bradicardia.

Diagnóstico: anamnese, dosagem de hormônios tireoidianos, exame físico e clínico.

Tratamento: Reposição do hormônio ausente.

Complicações: distúrbios nervosos, coma, distúrbios cardíacos.

Cuidados de enfermagem: Observar temperatura, manter o ambiente aquecido, dieta


laxativa rica em fibras, pesar diariamente.

DIABETES MELLITUS

É uma doença crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue e


outras alterações metabólicas causadas pela deficiência completa ou parcial da
insulina ou pela diminuição de sua atividade.

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Fatores de riscos:

Obesidade, hereditariedade, sedentarismo, HAS, colesterol elevado, estresse


emocional.

Fatores precipitantes: trauma emocional, cirurgias, gravidez, viroses, alcoolismo,


estresse, sedentarismo, alimentação rica em carboidratos, afecções do pâncreas.

Sinais e sintomas: poliúria, polifagia, fraqueza, difícil cicatrização, distúrbios visuais,


hálito cetônico, glicosúria, polidipsia, emagrecimento, infecções de pele, polidipsia,
tonturas, hiperglicemia, perda da consciência e coma se não tratado.

Tipos de diabetes:

Diabetes tipo I: insulino dependente, aparece na maioria das vezes em pessoas jovens
(abaixo de 35 anos) devido à deficiência total ou quase total da insulina. Estes
pacientes dependem da insulina para sobreviver.

Diabetes tipo II: Não insulino dependente, aparece em pessoas com mais de 40 anos,
geralmente obesas. Nestes pacientes o pâncreas ainda produz certa quantidade de
insulina, insuficiente para possibilitar a completa utilização da glicose.

Diagnóstico: anamnese, glicemia, cetonúria, glicosúria, teste de tolerância à glicose.

Tratamento:

Dieta em horários regulares;

Controle dietético;

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Não se deve comer, açúcar, mel, geleia, biscoitos, doces, bebidas doces. Pode-se
comer moderadamente amido ( arroz, macarrão, batata);

Exercícios físicos auxiliam na queima da glicose em excesso reduzindo a necessidade


da insulina;

Medicamentos hipoglicemiantes orais podem ser usados em pacientes não insulino


dependentes, que podem ser controlados com dieta ou pacientes que necessitam de
pequenas doses de insulina.

INSULINA

Tipos:

Insulina Simples ou Regular

Ação máxima: Mais ou menos 2 horas

Apresentação: Turva

Duração da ação: Mais ou menos 6 horas.

Via de administração: EV ou SC

Ação: Rápida

Insulina NPH:

Ação: Intermediária

Apresentação: Leitosa

Duração da ação: Mais ou menos 24 horas.

Via de administração: SC

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Ação máxima: Mais ou menos 8 horas.

Complicações do uso da insulina:

Alergias: eritema, prurido, nódulo, urticária, dispneia.

Lipodistrofia insulínica: Ausência de deposição de gordura no local da aplicação da


insulina.

Abcessos: Decorrentes da falta de assepsia na aplicação da insulina.

Hipoglicemia.

COMPLICAÇÕES DO DIABETES

Choque hipoglicêmico: É a diminuição da quantidade normal de glicose circulante no


sangue (abaixo de 50 a 60 mg/dl).

Causas: Excesso de insulina, aumento da atividade física, distúrbios gastrointestinais,


pouca alimentação, anorexia nervosa.

Sinais e sintomas: fadiga, sensação de fome, tremores, sudorese, palidez, sonolência,


cefaleia, irritabilidade, formigamento das extremidades, confusão mental, convulsão e
inconsciência.

Tratamento: administração de glicose, alimentar antes dos exercícios físicos, alimentar


em horários regulares, descobrir a causa e evitar reincidências, evitar exercícios
físicos excessivos.

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Choque hiperglicêmico ou coma diabético: Consiste na elevação do nível de glicose no


sangue circulante.

Causas: excesso alimentar, falta de exercícios, doenças, infecções e estresse


emocional;

Sinais e sintomas: poliúria, visão turva, cefaleia, hálito cetônico, polidipsia, fraqueza,
hipotensão ortostática, sonolência, torpor e coma;

Tratamento: administrar insulina, hidratação, verificar sinais vitais.

COMPLICAÇÕES A LONGO PRAZO

Pé diabético: úlcera diabética no pé começa com uma lesão no tecido macio do pé,
formação de fissura entre os dedos, área de pele seca ou formação de calo.

Nefropatia: perda de proteínas pela urina, impotência, úlcera dos pés, ICC.

Retinopatia: causada pela alteração nos vasos sanguíneos da retina, ocorrendo,


hemorragias e perda da visão.

Neuropatia: doença que afeta os nervos. Pés dormentes, diminuição da dor e


temperatura, diminuição dos reflexos, zunidos, sensação de queimadura.

ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM

Cuidados com os pés, lixar calos;


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Limpeza e lubrificação dos pés;

Utilizar calçados fechados;

Cortar as unhas;

Diminuir o fumo e gordura;

Higiene corporal adequada para prevenir infecções;

Exercícios físicos;

Trazer sempre doces para situações de emergência (hipoglicemia);

Medir glicosúria.

PRINCIPAIS TRASNTORNOS DO SISTEMA NEUROLÓGICO

PARALISIA CEREBRAL

Definição: estado de incapacidade cerebral causada por lesão ou agressão cerebral


antes ou após o nascimento, ou durante a lactância.

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Causas: prematuridade, isquemia, hipóxia cerebral, parto que ultrapassa 42 semanas,


traumatismo perinatal, infecções congênitas e perinatais, hiperbilirrubinemia e
hipoglicemia.

Sinais e sintomas: hipertonicidade, movimentos não coordenados e involuntários,


salivação excessiva, espasmos musculares, movimentos repetitivos e retardo mental
em graus variados. Em alguns casos pode haver convulsão.

Tratamento: consiste no controle dos estados convulsionais, estabelecer locomoção,


comunicação e auto ajuda, integrar as funções motoras de modo a otimizar sua
adaptação ao meio e ao convívio social.

DISTÚRBIOS CONVULSIVOS

Definição: Alterações breves no sistema de condução elétrica cerebral, resultantes de


descarga elétrica anormal, que pode causar perda da consciência, movimentos
corporais descontrolados.

Causas: hipóxia perinatal ou pré-natal, infecções, malformações congênitas, distúrbios


metabólicos, traumatismos cranianos, drogas, álcool, tumores, febre alta.
Caracterizam-se como focais( área limitada do córtex) e generalizadas( atinge os dois
hemisférios cerebrais tendo sintomas bilaterais e simétricos).

Manifestações clínicas : Olhar fixo e perdido, confusão mental, apatia, perda do


controle esfincteriano, flacidez ou rigidez, sialorreia, cianose, contraturas e hipertonia(
tônico-clônica). O tratamento consiste em medicação anticonvulsivante e cirurgia.

Cuidados de enfermagem:

Visa à proteção da criança durante a crise;

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Prevenir a obstrução de vias aéreas;

Proteger a criança de possíveis traumatismos e quedas;

Acesso venoso para infusão de drogas;

Oxigenoterapia conforme prescrição;

Dados vitais e exame neurológico;

Não oferecer líquido ou alimento durante a crise.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

Resultado da insuficiência do suprimento sanguíneo a uma determinada área


do cérebro. Ocorre devido ao endurecimento da parede da artéria relacionados a
arteriosclerose. Pode ser isquêmico ou hemorrágico.

Causas: trombose, isquemia, hipertensão, traumatismos craniano, tumores cerebrais,


embolia cerebral, hemorragia cerebral, fratura.

Sinais e Sintomas: parestesia, diplopia, disfagia, vertigens, zumbidos, cefaleia,


sudorese, vômitos, confusão mental, alterações da memória. Estas manifestações
clínicas estão relacionadas a extensão do cérebro lesada.

Diagnóstico: anamnese, TC, exame físico, arteriografia cerebral.

Tratamento: é feito mediante o uso de trombolíticos que tem a finalidade de realizar a


quebra dos êmbolos em casos de AVC provocados por trombose. A intervenção
cirúrgica pode ser indicada. Outros tratamentos: diuréticos, anticoagulantes,
oxigenoterapia, fisioterapia, vasodilatadores, entubação endotraqueal.

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Cuidados de enfermagem:

Fazer a restrição do paciente;

Fazer mudança de decúbito ( posicionamento correto);

Observar eliminações e anotar;

Manter vias aéreas permeáveis;

Fazer aspirações das secreções, quando houver necessidade;

Posição de semi-fowler;

Fazer higiene geral;

Estimular exercícios físicos.

Prevenção: Controle da hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, ingestão de


bebidas alcoólicas.

ANEURISMA INTRACRANIANO

Dilatação das paredes de uma artéria cerebral, que se desenvolve como


resultado de debilidade da própria estrutura.

Causas: desconhecida, idade avançada, doença vascular hipertensiva, aterosclerose,

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traumatismo craniano, fragilidade da parede vascular.

Sinais e Sintomas: cefaleia intensa e súbita, perda da consciência, dor e rigidez da


porção cervical posterior e da coluna, zumbidos, hemorragia cerebral, hemiparesia,
distúrbios visuais (perda da visão, diplopia, ptose ),coma.

Diagnóstico: TC, angiografia cerebral, exame físico.

Tratamento: analgésico, ansiolítico, anti-hipertensivos, laxantes, anticonvulsivante,


cirurgia.

Complicações: hemorragia, hidrocefalia aguda, ansiedade, vasoconstrição cerebral,


epilepsia.

Cuidados de enfermagem: orientar o paciente no tempo e espaço, monitorizar DV,


auxiliar o paciente nas tarefas diárias, mudança de decúbito, fazer restrição no leito
s/n, higiene geral.

PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO SISTEMA HEMATOLOGICO

DISTÚRBIOS DE ERITRÓCITOS (HEMÁCIAS)

ANEMIAS

Indica número de hemácias e um número de hemoglobina ou do hematócrito menor


que o normal, isto reflete em uma patologia ou função do organismo alterada.

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TIPOS:

Anemia Aplástica ou Hipo proliferativa: É a deficiência da medula óssea em


produzir hemácias.

Causas: agentes químicos (arsênico, benzeno); inseticidas, antibióticos,


anticonvulsivantes, anti-histamínicos, analgésicos; anomalia congênita, lesão da
medula óssea, sedativos e outros.

Manifestação clínica: fraqueza, palidez, dispneia, febre, faringite, pancitopenia,


hemorragia e faringite.

Tratamento: não há tratamento específico. Transplante de medula e administração de


imunossupressores. Normalmente se faz transfusão com sangue total para prevenir os
sintomas.

Anemia Perniciosa: É a anemia causada pela deficiência da vitamina B12.

Causas: ausência do fator intrínseco (muco proteína) no suco gástrico que promove a
digestão da vitamina B12.

Manifestação clínica: perda de memória e irritabilidade, atrofia da mucosa da língua


(língua lisa, vermelha e dolorida), acloridria gástrica, inapetência e diarreia,
formigamento das mãos e pés, dificuldade para andar e manter o equilíbrio devido à
lesão da medula espinhal. Pode ocorrer paralisia, da qual o paciente não se recupera
completamente.

Tratamento: injeções de vitamina B12 mensais, durante toda a vida para evitar
recorrência da anemia. Dieta rica em vitamina B12 (fígado de boi, gema de ovo, leite,
carnes, levedura, rim de boi e outros.)

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Anemia Ferropriva: Ocorre pela deficiência de ferro; é o tipo mais comum.

Causas: Períodos menstruais longos, gravidez, lactação, úlceras gástricas, tumores


gástricos, absorção prejudicada (idosos).

Manifestação clínica: hemoglobina baixa, hemácias diminuídas e hipocrômicas, língua


dolorida e lisa, unhas quebradiças, alotriofagia ( necessidade de ingerir substâncias
incomuns como argila, terra, gelo e outros).

Tratamento: Pesquisar a causa, medicamentos (sulfato ferroso às refeições), observar


efeitos colaterais, náuseas, diarreia ou constipação intestinal, escurecimento das
fezes, dieta rica em carnes vermelhas, vegetais verdes, laranja, pêssego, fígado cru.

Anemia Falciforme: É uma anomalia transmitida hereditariamente por ambos os pais.


O defeito principal está na má formação proteica da molécula de hemoglobina.
Hemoglobina em forma de foice. É encontrada entre os africanos, americanos, negros
e árabes.

Manifestação clínica: icterícia (na esclera), dores abdominais e musculares,


taquicardia, cardiomegalia. Na infância, aumento dos ossos da face e do crânio (frontal
e zigomáticos proeminentes).

Tratamento: não há tratamento específico.

oxigenoterapia;

aconselhamento genético

evitar infecções, desidratação, grandes altitudes e anestesias;

medicamentos: ácido fólico, analgésicos em altas doses;

na crise de exacerbação: hidratação, analgésicos e oxigenoterapia.

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Anemia Hemolítica: Ocorre pela destruição excessiva de hemácias devido a fatores


hereditários ou adquiridos. Vida média das hemácias é de 120 dias.

Causas:

Agentes físicos: queimaduras;

Substâncias químicas: benzeno, chumbo, e vitamina K em altas doses;

Externas aos eritrócitos: reações imunitárias, transfusão de sangue incompatível e


eritroblastose fetal (causada pelo fator RH);

Nos eritrócitos: anomalias na formação de eritrócitos, leucemia, carcinomatose


metastática, doença hepática e malária (causa destruição de eritrócitos).

Manifestação clínica: ocorre hemólise, hepatoesplenomegalia, úlceras nas pernas não


cicatrizáveis, tremores, calafrios, hipertermia, cefaleia, lombalgia, urticária, choque,
oligúria e anúria.

Tratamento: adequada transfusão sanguínea, quimioterápicos.

Assistência de enfermagem a pacientes anêmicos:

-Fadiga e fraqueza: repouso, ambiente calmo, alimentação adequada e atividades


toleráveis;

-Hemorragias: compressão da área, repouso durante o sangramento, não retirar


coágulos e observar sinais e sintomas de hemorragia interna, como (sudorese, pele
fria e pegajosa, palidez, hipotensão, oligúria ou anúria.

-Dispneia: posição de Fowler, oxigenação.

-Dores, ulceração da língua e mucosas: higiene oral (usar escovas de cerdas macias),
gargarejos frios, evitar alimentos quentes e manter lábios lubrificados.
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-Hipertermia: compressas frias, HOF, e ambiente arejado.

-Prurido e erupções: banho com sabão neutro e unhas cortadas.

-Ansiedade: acalmá-lo dando apoio psicológico, mantê-lo em ambiente calmo e


orientar familiares.

Anemia aplásica: Caracteriza-se por pancitopenia (diminuição de leucócitos,


hemácias e plaquetas) e insuficiência da medula óssea em produzir essas células.
Pode ser congênita ou adquirida( HPV, hepatite, benzeno, corantes, removedores de
tinta).

Manifestações clínicas: palidez, fraqueza, letargia, taquicardia, dispneia, infecções,


sangramento, petéquias.

Tratamento: imunossupressor, transplante, hemotransfusão, antibiótico para as


possíveis infecções.

Assistência de Enfermagem: prevenção de infecções e sangramentos, oferecer dietas


pastosas, higiene adequada, medicações conforme prescrição.

DISTÚRBIOS DOS FATORES DE COAGULAÇÃO

PLAQUETOPENIA

Diminuição de plaquetas na medula óssea como também uma maior destruição


periférica.

Causas: secundária a doença como leucemia, anemias, uso de drogas como a


heparina, aspirina, sulfonamidas, digoxina, cloranfenicol e drogas citotóxicas.
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Infecções (virais, pós- virais, bacteriana, tuberculose e septicemia), álcool,


esplenomegalia e linfoma maligno.

Manifestação clínica: epistaxe, metrorragia, hemorragias após cirurgias e extrações


dentárias, hemorragias espontânea do SNC e gastrointestinal.

Tratamento: tratar a doença de base e transfusão de plaquetas.

HEMOFILIA

Deficiência genético hereditária, quase exclusiva dos homens.

Classificação:

Hemofilia tipo A: deficiência do fator VIII da coagulação, conhecida como clássica,


atingindo cerca de 85% das pessoas.

Hemofilia tipo B: Deficiência do fator IX da coagulação.

Manifestação clínica: caracterizam-se por dificuldade de coagulação, podendo ocorrer:


epistaxe, hemorragias gengivais, articulares e intramusculares após traumatismos
mínimos. Dor articular, edema e limitação de movimentos. Pode ocorrer anquilose.
Muitos pacientes ficam aleijados pelas lesões articulares antes de se tornarem adultos.
Podem ocorrer hematúria e sangramento gastrointestinal.

Tratamento: consiste na profilaxia de hemorragias com a administração dos fatores de


coagulação periodicamente ( crioprecipitado) ou quando estão ativamente sangrando.
Não existe cura, o tratamento é sintomático.

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Obs.: Os pacientes não devem tomar injeções intramusculares e medicamentos


que contenham AAS em sua fórmula.

Assistência de enfermagem:

Auxiliar na higiene, orientar principalmente quanto à importância da higiene oral;

Estar atento para episódios hemorrágicos e conhecer as técnicas de hemostasia;

Proteger as articulações: em caso de hemorragias articulares usar talas ortopédicas;

Cuidados na administração de hemoterapia (Crioprecipitado);

Tomar cuidados especiais com: tricotomias, sondagens, lavagens intestinais,


aplicação de calor.

Orientar para que utilize o cartão de identificação de hemofílico, contendo o grupo


sanguíneo, fator RH, nome do médico, endereço do hospital e telefone de contato para
caso de urgência;

Tomar cuidado e atenção especial com pacientes submetidos à extração dentária ou


cirurgias.

LEUCEMIA

Distúrbios malignos dos órgãos formadores de sangue (baço, sistema linfático


e medula óssea), caracterizados por uma proliferação não controlada de leucócitos na
medula óssea, substituindo os elementos medulares normais.

Causas: desconhecida, mas existe influência genética, viral e por exposição à


radiação ou a substância química.

Leucemia mielocítica: afeta as células mieloides ( monócitos, granulócitos, basófilos,


neutrófilos, eosinófilos) eritrócitos e plaquetas.

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Leucemia Linfocítica: Proliferação maligna dos linfoblastos. Os linfócitos na medula


óssea e no tecido periférico impedem o desenvolvimento das células normais.

Manifestação clínica: Petéquias, equimose, sangramento gengival, epistaxe, palidez,


fadiga, dispneia, esplenomegalia, hipertermia, infecções, hepatomegalia, artralgia,
sonolência, torpor, desorientação, emagrecimento, astenia, apatia, tonturas.

Diagnóstico: exame físico, anamnese, hemograma, aparecimento de anemia,


trombocitopenia, leucocitose, biópsia de gânglios linfáticos e medula óssea.

Tratamento: quimioterapia, porém o transplante de medula também é utilizado, quando


existe doador compatível.

Complicações: hemorragias e infecções.

Assistência de enfermagem: aliviar a dor, prevenir complicações da mielossupressão


(infecções, hemorragia e anemia), medicar conforme prescrição médica, orientações
alimentares, cuidados higiênicos com mucosa oral e perianal, apoio ao paciente e
família.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SOARES, Maria Augusta Moraes; GERELLI, Anacira Maria; AMORIM, Andreia Sousa.

Cuidados de enfermagem ao indivíduo hospitalizado: Uma abordagem para técnicos


em enfermagem. São Paulo- SP . Editora ARTMED , 2004

BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9ª. Ed.


Guanabara-koogan. Vol. 4. Rio de Janeiro, 2002.

KAWAMOTO, Emilia Emi & FORTES, Julia Ikeda. Fundamentos de enfermagem. São
Paulo, EPU, 1986

REFERÊNCIAS VITUAIS

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DISCIPLINA:
ORGANIZAÇÃO DO
PROCESSO DE
TRABALHO EM
ENFERMAGEM II

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SUMÁRIO

Dados vitais................................................................................................................288

Temperatura..............................................................................................................289

Pulso.......................................................................................................................... 293

Respiração.................................................................................................................. 296

Pressão arterial.......................................................................................................... 299

Oxigenioterapia......................................................................................................... 307

Aspiração de secreções orofaríngea e endotraqueal................................................... 313

Administração de medicamentos............................................................................... 335

Transfusão sanguínea................................................................................................364

Curativo....................................................................................................................370

Colostomia................................................................................................................375

Ileostomia.................................................................................................................377

Paciente agonizante................................................................................................ 378

Referências bibliográficas.........................................................................................381

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DADOS VITAIS

Sinais vitais são aqueles que evidenciam o funcionamento e as alterações da


função corporal. São eles: pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), frequência
respiratória (FR) e a temperatura corpórea(T).

A verificação deve ser feita de forma correta, com os valores obtidos


registrados no gráfico, de forma legível e correspondentes à realidade, pois os S.V.
são muito importantes para avaliação da evolução da patologia e para decisões e
modificações do tratamento do paciente.

As variações das funções corporais causam reflexos diretos nos sinais vitais
(SSVV), geralmente dando indícios de existência de patologias.

Materiais: papel (formulário específico para o registro); caneta; bandeja contendo


(termômetro- mercúrio ou digital; estetoscópio; esfigmomanômetro calibrado;
recipiente para algodão com álcool a 70%; relógio com ponteiro de segundos.

Antes de aferir os sinais vitais devemos:

-Verificar o funcionamento do equipamento;

-Conhecer a faixa de normalidade dos sinais vitais;

-Conhecer a história clínica do paciente.

Quando verificar os sinais vitais?

-Na admissão do paciente;

-Conforme prescrição de enfermagem ou médica;

-Antes ou após procedimento cirúrgico;

-Antes ou após procedimento diagnóstico invasivo;

-Antes e após a administração de medicamentos que afetam as funções


cardiovasculares, respiratória e de controle da temperatura;
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-Sempre que o paciente manifestar qualquer sintoma inespecífico de desconforto


físico;

-Dentro da rotina de atendimento.

TEMPERATURA

A temperatura corporal é proveniente do conjunto de reações metabólicas


executadas pelo nosso organismo. Esta é equilibrada pelo hipotálamo que promove a
vasodilatação ou vasoconstrição de acordo com a necessidade do nosso organismo.
Na necessidade de perda de calor, impulsos nervosos provocam vasodilatação
periférica que consequentemente aumenta o fluxo sanguíneo na superfície corporal e
estimula as glândulas sudoríparas a liberar calor. Na necessidade de retenção de
calor, ocorre, através dos impulsos nervosos, a estimulação à vasoconstrição que
proporciona a diminuição da circulação sanguínea e consequentemente a manutenção
do calor. Pode ser verificada na região axilar, inguinal, bucal ou retal. A axilar é a mais
comumente verificada.

Termologia básica:

-Febre ou pirexia: aumento patológico da temperatura corporal;

-Hipertermia ou hiperpirexia: elevação da temperatura do corpo acima do valor normal;

-Hipotermia ou hipopirexia: redução da temperatura do corpo abaixo do valor normal;

-Normotermia – temperatura corporal normal.

-Afebril- ausência de elevação da temperatura.

-Febrícula – 37,3 a 37,7°C.

-Febre ou Hipertermia- a partir de 37,8 °C (infecção).

-Hipotermia – abaixo de 35,5°C (pós-operatório).

-Hiperpirexia: acima de 40 °C.

TEMPERATURA AXILAR

-Lavar as mãos
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-Explicar ao paciente o que vai ser feito;

-Fazer desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool a 70% e


certificar-se que a coluna de mercúrio está a baixo de 35°C;

- Enxugar a axila com a roupa do paciente (a umidade abaixa a temperatura da pele,


não dando a temperatura real do corpo);

- Colocar o termômetro com reservatório de mercúrio no côncavo da axila, de maneira


que o bulbo fique em contato direto com a pele;

-Pedir o paciente para comprimir o braço em encontro ao corpo, colocando a mão no


ombro oposto;

-Após 5 minutos, retirar o termômetro, ler e anotar a temperatura;

-Fazer desinfecção do termômetro em algodão embebido em álcool a 70% e


movimentá-lo cuidadosamente até que a coluna de mercúrio desça abaixo de 35o C
(usar movimentos circulares);

Observação: Não deixar o paciente sozinho com o termômetro.

TEMPERATURA BUCAL

- Lavar as mãos;

- Explicar ao paciente o que vai ser feito;

- Colocar o termômetro sob a língua do paciente, recomendando que o conserve na


posição, mantendo a boca fechada por 7 minutos;

- Retirar o termômetro, limpar com algodão, ler a temperatura e anotá-la, escrevendo a


letra B para indicar o local onde foi verificado;

- Fazer o mercúrio descer e levar o termômetro com água e sabão antes de guardá-lo.

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Observação:
- O termômetro apropriado (longo e chato) propicia mais segurança e rapidez de
aquecimento;

- Não verificar temperatura bucal de paciente em delírio, inconsciente, que estejam


com lesões na boca, problemas nas vias respiratórias.

- É contra indicado a verificação de temperatura bucal logo após a ingestão de


alimentos gelados ou quentes. Também não se deve verificar a temperatura bucal em
crianças e doentes mentais.

-O termômetro deve ser individual;

TEMPERATURA RETAL

- Lavar as mãos;

- Calçar as luvas;

- Colocar o paciente em decúbito lateral;

- Lubrificar o termômetro com vaselina ou óleo e introduzir 2cm pelo ânus;

- Retirar o termômetro depois de 7 minutos e ler a temperatura;

- Desinfetar o termômetro com algodão embebido em álcool a 70%;

- Fazer o mercúrio descer e lavar o termômetro com água e sabão;


- Retirar as luvas;

- Lavar as mãos;

- Anotar a temperatura escrevendo a letra "R" para indicar o local onde foi verificado;

Observação:

- Este processo é mais usado nas maternidades e serviços de pediatria, devendo cada
criança ter um termômetro individual, de tipo apropriado, isto é, com o reservatório de

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mercúrio curto, arredondado e de vidro mais grosso. É indicado também para


pacientes adultos em estado grave ou inconscientes;

- Em se tratando de criança, segurar-lhe as pernas para evitar que se debata enquanto


está sendo verificada a temperatura.

- É contra indicado verificar a temperatura retal em caso de inflamação, obstrução ou


alteração do reto.

FATORES QUE INTERFEREM NA TEMPERATURA CORPORAL

-Sono, repouso e desnutrição provocam a redução da temperatura corporal;

-Idade: No RN a temperatura corporal é mais elevada do que nas pessoas mais


idosas, devido ao metabolismo acelerado;

-Os exercícios físicos, estresse, emoções, ciclo menstrual, ovulação, puberdade


aumentam a temperatura corporal;

-Banhos muito quentes ou frios e agasalhos, também alteram a temperatura corporal.

ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA TEMPERATURA

Em geral as patologias ou distúrbios metabólicos alteram a temperatura


podendo causar hipertermia ou hipotermia.

MÉDIAS CONSIDERADAS DENTRO DA NORMALIDADE PARA AFERIÇÃO DA


TEMPERATURA:

-Oral: 36,2 °C a 37 °C

-Axilar: 36 °C a 36,8 °C

-Retal: 36,4 °C a 37,2 °C

Aferição axilar é a mais utilizada, a retal é mais fidedigna e usada na primeira


aferição do RN. A aferição oral é contra indicada em crianças e adultos inconscientes.
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Termômetro digital

Os sintomas frequentemente encontrados nos casos de hipertermia são: sede,


pele quente, rubor da face, agitação ou prostração, calafrios, mal-estar, lábios secos,
sudorese.

Cuidados ao paciente com hipertermia: ingestão de líquidos, aplicação de compressas


frias, roupas leves, ambiente arejado, repouso, alimentação rica em vitaminas.

Cuidados ao paciente com Hipotermia: agasalhos, ambiente quente, ingestão de


alimentos quentes, alimentação rica em calorias.

PULSO

Quando o sangue do ventrículo esquerdo é lançado para a aorta, a pressão e o


volume provocam oscilações ritmadas em todas as artérias do corpo. É a onda de

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expansão e contração das artérias, resultante dos batimentos cardíacos. Na palpação


do pulso, verifica-se

frequência e ritmo. As artérias mais comumente utilizadas para verificar o pulso: radial,
carótida, temporal, femoral, poplítea, pediosa.

FATORES QUE ALTERAM A FREQÜÊNCIA CARDÍACA

-Emoções,

-Exercícios físicos,

-Alimentação,

-Drogas.

Locais de verificação do pulso:

-Artéria radial (punho).

-Artéria braquial (parte interna do braço).

-Artéria carótida (próxima à laringe).

-Artéria femoral (região inguinal).

-Artéria poplítea (atrás do joelho).

-Artéria pediosa (dorso do pé).

VALORES NORMAIS (O pulso varia de acordo com a idade e sexo):

-RN: 120 a 140 bpm

-Lactente: 100 a 120 bpm

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-Adolescente: 80 a 100 bpm

-Adulto: 60 a 80 bpm

Ritmo: normal; arrítmico.

Intensidade: cheio e forte; fraco.

TERMINOLOGIA

-Normocardia: Frequência normal

-Bradicardia: Frequência abaixo do normal

-Taquicardia: Frequência acima do normal

-Taquisfigmia: Pulso fino e taquicárdico (deficiência de volume)

-Bradisfigmia: Pulso fino e bradicárdico.

PROCEDIMENTO

Explicar ao paciente o que vai ser feito.

Lavar as mãos e organizar o material necessário.

Manter o paciente confortável (deitado ou sentado). O braço apoiado na cama, mesa


ou colo e com a palma da mão voltada para baixo.

Colocar os dedos indicador, médio e anular sobre a artéria, fazendo leve pressão o
suficiente para sentir a pulsação.

Procurar sentir bem o pulso antes de iniciar a contagem.

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Contar os batimentos durante um minuto.

Repetir a contagem, em caso de dúvida.

Anotar na folha de sinais vitais e na evolução de enfermagem.

Observação:

-Não usar o polegar para verificar o pulso, pois a própria pulsação pode ser confundida
com a pulsação do paciente;

- Aquecer as mãos para verificar o pulso;

-Em caso de dúvida, repetir a contagem;

-Não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso pode impedir de sentir os batimentos
do pulso.

-Intervenções de enfermagem sobre as complicações

-Comunicar a enfermeira e ao médico as alterações.

-Verificar pulso carotídeo/ femoral em caso de agravamento das condições do


paciente.

RESPIRAÇÃO

A respiração é a característica básica dos seres vivos, através da qual ocorre a


troca gasosa (hematose). Ao inspirarmos captamos 02 e ao expirarmos eliminamos
C02. A frequência respiratória normal do adulto oscila entre 16 a 20 respirações por
minuto.

Como a respiração, em certo grau, está sujeito ao controle involuntário, deve ser
contada sem que o paciente perceba: observar a respiração procedendo como se
estivesse verificando o pulso.

Terminologia básica:

Taquipneia: aumento da respiração acima do normal.

Bradipneia: diminuição do número de movimentos respiratórios.


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Apneia: parada respiratória. Pode ser instantânea ou transitória, prolongada,


intermitente ou definitiva.

Ortopneia: respiração facilitada em posição vertical.

Respiração ruidosa, estertorosa: respiração com ruídos semelhantes a "cachoeira".

Respiração sibilante: com sons que se assemelham a assovios.

Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos, que aumenta e diminui, com


período de apneia (ritmo desigual).

Respiração de Kussmaul: inspiração profunda, seguida de apneia e expiração


suspirante (profunda e ofegante).

Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar (falta de ar).

Procedimentos:

- Deitar o paciente ou sentar confortavelmente.

- Observar os movimentos de abaixamento e elevação do tórax. Os 2 movimentos


(inspiração e expiração) somam um movimento respiratório.

- Colocar a mão no pulso do paciente a fim de disfarçar a observação.

- Contar durante 1 minuto.

- Anotar no papel.

- Lavar a mão.

Observação:

- não permitir que o paciente fale.

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- não contar a respiração logo após esforços do paciente.

FATORES QUE ALTERAM A FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

-Exercícios físicos,

-Emoções,

-Choro,

-Variações climáticas e drogas.

VALORES NORMAIS (A respiração é contada a cada movimento da caixa torácica,


durante 1 minuto.):

-RN: 30 a 40 irpm

-Adulto: 14 a 20 irpm

Intervenções de enfermagem sobre as complicações:

-Comunicar as alterações à enfermeira e ao médico.

-Ligar o oxímetro.

-Administrar oxigênio conforme prescrição médica.

-Administrar em caso de paciente em situação de emergência, oxigênio a 3 l/min até


avaliação médica.

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PRESSÃO ARTERIAL

A medida da pressão arterial é registrada através da resistência oferecida pelas


artérias ao fluxo sanguíneo durante a sístole (contração ventricular), sendo a pressão
máxima igual à sístole e a pressão mínima igual a diástole ( relaxamento ventricular).

A PA é medida em mmHg.

Terminologia básica:

-Hipertensão: PA acima da média (mais de 140/90).

-Hipotensão: PA inferior a média (menos de 100/60).

-PA convergente: quando a sistólica e a diastólica se aproximam ( Ex: 120/100).

-PA divergente: quando a sistólica e a diastólica se afastam ( Ex: 120/40).

Procedimentos:

- Explicar ao paciente sobre o cuidado a ser executado;

- Lavar as mãos

- Manter o paciente deitado ou sentado, com o braço comodamente apoiado ao nível


do coração.

- Deixar o braço descoberto, evitando compressão.

- Colocar o manguito 2 cm acima da prega do cotovelo, (fossa cubital) prendendo-o


sem apertar demasiado, nem deixar muito frouxo.

- Não deixar as borrachas se cruzarem devido aos ruídos que se produzem.

- Colocar o marcador de modo que fique bem visível.

- Localizar com os dedos a artéria braquial na dobra do cotovelo.

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- Colocar o estetoscópio no ouvido (curvatura voltada para frente) e o diafragma do


estetoscópio sobre a artéria braquial.

- Palpar o pulso radial.

- Fechar a válvula de ar e insuflar rapidamente o manguito até o desaparecimento do


pulso radial. (pressão sistólica)

- deve-se inflado 20-30mmHg acima do ponto de desaparecimento do pulso radial.

- Apoiar o diafragma do estetoscópio e abrir a válvula vagarosamente.

- Observar no manômetro o ponto em que são ouvidos os primeiros batimentos ou


sons de KorotKoff ( pressão sistólica).

- Observar o ponto em que o som foi ouvido por último ou sofreu uma mudança nítida
(pressão diastólica) desaparecimento dos sons de KorotKoff.

- Retirar todo o ar do manguito, removê-lo e deixar o paciente confortável.

- Anotar os valores.

- Lavar as mãos.

- Colocar o material em ordem. Limpar as olivas auriculares e diafragma com algodão


embebido a álcool.

Observação:

- Sendo necessário verificar a PA a intervalos periódicos, o manguito pode ficar no


braço, sem compreensão;

- Em caso de dúvida, ou sendo necessário repetir a verificação, esvaziar


completamente o manguito antes de fazer novamente a medida.

- Embora geralmente seja utilizado o manguito padrão, para uma medição correta da
PA, a largura e o comprimento da bolsa inflável do manguito deve ser 40% da
circunferência do braço.

- Além de anotar os valores da sistólica e diastólica é recomendado anotar a posição


do paciente e o braço em que foi realizado a medida.
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- Eles deverão ser corretamente utilizados, guardados com cuidado em lugar próprio e
seguro, evitando quedas e possível desregulagem do manômetro do
esfigmomanômetro.

- Se o indivíduo for muito obeso ou se a pressão for verificada nos membros inferiores,
é necessário dispor de um manguito maior. Nos serviços de pediatria, existem
manguitos de diferentes tamanhos para serem utilizados com as crianças.

FATORES QUE INFLUENCIAM NA PRESSÃO ARTERIAL

Aumentam: emoções, exercícios físicos, drogas estimulantes, toxinas bacteriana,


doenças renais e cardiovasculares, gestação, menstruação, retenção de cloreto de
sódio.

Diminuem: choques, hemorragias, hipertermia, sono e repouso, drogas depressoras e


diuréticas.

Os valores considerados normais são: sistólica de 90 a 140 mmHg e diastólica de 60 a


90 mmHg.

MATERIAIS:

-Bandeja;

-Álcool;

-Algodão;

-Esfigmomanômetro

-Estetoscópio.

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Intervenções de enfermagem sobre as complicações

Comunicar as alterações a enfermeira e ao médico.

Cuidados a serem observados ao aferir a PA:

-Evitar verificar a PA no braço com acesso venoso periférico.

-Orientar o paciente a evitar o uso de cafeína e tabaco por 30 min antes de aferir a PA.

-Avaliar os fatores que possam influenciar a PA.

-Posicionar o paciente- sentado ou deitado, colocando o braço ao nível do coração.

-Posicionar o dedo indicador e médio na artéria braquial , colocar o diafragma do


estetoscópio sobre a artéria.

-Posicionar o manguito a 2 cm acima do local da pulsação braquial.

-Rapidamente infle o manguito a uma pressão de 30mmHg acima do ponto em que o


pulso desaparece.

-A roupa do paciente não deve fazer constrição no braço.

-A presença de arritmias importantes interfere na medida da PA.

-A PA pode ser medida nas coxas com manguitos especiais e com estetoscópio
localizado no oco poplíteo.
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-Em crianças leva-se em conta a diminuição dos ruídos, pois o seu desaparecimento
pode não ocorrer.

-Durante a ausculta pode ocorrer uma ausência temporária dos ruídos, sendo este
fenômeno chamado de Hiato auscultatório, comum em hipertensos graves e em
patologias da válvula aórtica.

Método palpatório:

-Insufle o manguito, fechando a válvula e aperte a pera rapidamente até o


desaparecimento do pulso radial. Verifique o valor e acrescente 30 mmHg.

-Após desinsuflar lentamente e completamente o manguito até o aparecimento do


pulso.

PRESSÃO ARTERIAL MÁXIMA/SISTÓLICA.

Desinsufle a seguir o manguito rapidamente.

Observação: o método palpatório só permite a verificação da pressão arterial máxima.

HIPERTENSÃO

Sociedade Brasileira de Pressão sistólica Pressão diastólica


Cardiologia (mmHg) (mmHg)
Sociedade Brasileira de
Hipertensão
Sociedade Brasileira de
Nefrologia

Ótima <120 <80

Normal 120–129 80-84

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Limítrofe 130–139 85-89

Hipertensão estágio I 140-159 90-99

Hipertensão estágio II 160-179 100-109

Hipertensão estágio III ≥ 180 ≥ 110

Hipertensão sistólica isolada ≥ 140 < 90

MENSURAÇÃO DO PESO E ALTURA

São medidas que auxiliam nas condições gerais do paciente e no controle de


determinadas complicações patológicas durante o seu tratamento. Esta verificação
deve ser realizada no ato da internação do paciente ou quando existir solicitação
médica, principalmente nos casos em que é importante o controle do peso, pediatria,
endocrinologia, cardiologia e nefrologia. Sendo necessário também esse controle no
caso de tratamento com diuréticos.

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CONTROLE DAS ELIMINAÇÕES

-No controle da eliminação das fezes é importante observar: consistência, cor, odor.

-No controle da diurese é importante anotar quantidade e coloração.

BALANÇO HÍDRICO

Consiste em controlar todo o volume infundido ao paciente por via oral e parenteral e
todos os líquidos eliminados por via urinária, gastrointestinal, drenos, sondas e
fístulas. O balanço hídrico é importante na medida em que auxilia no diagnóstico de
certas doenças, bem como na conduta médica diante de uma certa patologia e sua
resposta orgânica por meio do equilíbrio entre as administrações e eliminações.

Para pacientes graves e em outras condições anormais, o melhor parâmetro para a


hidratação adequada baseia-se na manutenção de balanço hídrico (BH), que constitui
excelente parâmetro de avaliação clínica e de adequação terapêutica. Por exemplo,
retenção hídrica e BH (+) em pacientes até então estáveis ou em franca recuperação,
é indicativo de piora clínica, muitas vezes pelo agravamento ou aparecimento de
infecções.

É necessário ressaltar que o resultado do balanço hídrico (BH) pode ser: zerado,
positivo ou negativo, não sendo possível determinar qual deles é o mais adequado

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sem antes sabermos qual a patologia e a resposta orgânica que se faz mais
interessante para um determinado paciente.

Em alguns casos como:

-Desidratação grave, choque hipovolêmico o melhor resultado de balanço hídrico (BH)


será o POSITIVO, em que teremos uma maior administração de fluídos com uma
menor perda.

-Pacientes estabilizados, cirúrgicos e outros, o melhor resultado será um BH ZERADO,


onde indica que existe um equilíbrio entre as administrações e as perdas.

-Edema agudo de pulmão (EAP), Insuficiência renal aguda (IRA), Insuficiência Renal
Crônica (IRC), Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) descompensada, o melhor
resultado provavelmente será um BH NEGATIVO onde perde-se mais fluídos do que
se administra, possibilitando, assim, reduzir a sobre carga o organismo.

O BH é calculado pela diferença entre a entrada de líquidos, dietas e outros, e a


diurese, vômitos, sudorese intensa, drenos, e diarreias.

Entrada Saída

Oral, incluído a água dos alimentos Urina

Enteral Fezes

Soro glicosado/soro fisiológico Sonda nasogástrica

Nutrição parenteral Drenos

Medicamentos em BIC, e em bólus Sudorese intensa

Veículo Vômitos

Outras (diálise, sangue e derivados) Outras (fístulas, superfície queimada)

Total Total

Balanço hídrico = (total de entrada - total de saída)

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OXIGENIOTERAPIA

Definição:

É a administração de oxigênio medicinal com finalidade


terapêutica.

Material:

-Cateter nasal, máscara facial, cânula endotraqueal ou Hood.

-Oxigênio canalizado ou em cilindro.

-Manômetro e fluxômetro: para indicar a quantidade de oxigênio no cilindro e o fluxo


de saída.

-Umidificador.

-ABD.

-Intermediário de látex ou plástico, com 01 ou 02 metros de comprimento, para permitir


que o paciente possa se movimentar.

- Luvas de procedimento.

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Cuidados na administração

-O oxigênio pode ser administrado por intermédio de cateter nasal (óculos), máscara
facial, cânula endotraqueal. Em crianças: incubadoras ou Hood, nebulização/ inalação.

-O oxigênio precisa ser administrado umidificado, pois a inalação por períodos


prolongados com baixa umidade lesa o epitélio ciliar da mucosa, dificultando a
eliminação do muco e provocando uma reação inflamatória subepitelial.

-Manter o umidificador sempre com água estéril até a marca superior ou no mínimo 2/3
de sua capacidade.

-A água do umidificador deve ser trocada diariamente(desprezada e não completada)


para evitar meio de cultura.

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-Observar se o volume de oxigênio está adequado com a prescrição médica.

-Verificar possíveis vazamentos de oxigênio pela conexão do fluxômetro.

Hood

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Hood

Dispositivos de administração de oxigênio

-Óculos nasal/ cateter nasal: Usado quando não é necessário grande pressão na
administração de oxigênio.

PROCEDIMENTO:

-Reunir o material.

-Calçar a luvas de procedimento.

-Colocar ABD e conectar o intermediário no umidificador.

-Coloque o cateter óculos nasal no nariz do paciente e conecte ao intermediário.

-Abrir o fluxômetro 02 a 05 litros/min, conforme prescrição médica.

-Deixar o ambiente em ordem e o paciente confortável.

-Tirar as luvas.

-Lavar as mãos.

-Checar a prescrição e anotar no prontuário do paciente.

Máscara facial: Usada para uma concentração


maior de oxigênio. A máscara é desconfortável
para o paciente. É importante retirar acúmulo de
água no tubo de extensão e trocar a máscara a
cada 24 horas ou quando necessário.

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PROCEDIMENTO:

Reunir o material.

Calçar a luvas de procedimento.

Colocar ABD e conectar o intermediário no umidificador.

Conectar a máscara ao intermediário e este ao umidificador.

Abrir o fluxômetro e deixar sair um pouco de oxigênio, para evitar saída intempestiva.

Adaptar a máscara à face do paciente e fixar com cadarço.

Regular o fluxo de oxigênio até a quantidade prescrita (geralmente de 05 a 08


litros/min.)

Deixar o ambiente em ordem e o paciente confortável.

Tirar as luvas de procedimentos e lavar as mãos.

Checar a prescrição médica e anotar no prontuário do paciente.

Nebulização/ Inalação: É a administração de medicamentos por


via respiratória através de nebulizador ou inalador. O
medicamento líquido é transformado em névoa, que é inalada
para fluidificar as secreções aderidas na parede brônquica ou
para dilatar os brônquios. Medicamento mais usados: SF 0,9%,l
Berotec, Atrovent.

PROCEDIMENTO:

Reunir o material.

Colocar o SF 0,9% com o medicamento dentro do copo do micronebulizador.

Orientar o paciente sobre o procedimento.


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Colocar o paciente em posição fowler ou sentado em uma cadeira.

Conectar o micronebulizador à fonte de oxigênio com o fluxo de acordo com a


prescrição (aproximadamente entre 05 a 09 litros).

Orientar o paciente para inspirar profundamente a medicação e expirar lentamente


com a boca semiaberta, sem conversar.

Manter o micronebulizador até consumir a solução medicamentosa.

Ao término da micronebulização, conectar o cateter nasal ao paciente se ele estiver


usando.

Deixar o ambiente em ordem e o paciente confortável.

Checar a prescrição e anotar os cuidados prestados e as observações feitas.

Observação: Durante a micronebulização, observe possíveis efeitos colaterais no


paciente como: taquicardia, sudorese, tremores, queixa de náuseas e vômitos.

Administração de oxigenoterapia através da traqueostomia:

A traqueostomia é a abertura da traqueia com a finalidade de manter as vias


áreas permeáveis, proporcionando as trocas gasosa.

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ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES OROFARINGEA E ENDOTRAQUEAL

É um método utilizado para remoção de secreções da boca, faringe com a finalidade


de desobstruir a entrada de ar das vias aéreas superiores, bem como da traqueia e
brônquios nos pacientes entubados e traqueostomizados.

FINALIDADES

Remover secreções;

Prevenir infecções do trato respiratório;

Prevenir atelectasia pulmonar.

MATERIAIS:

Aspirador;

Bandeja contendo: soro fisiológico ou água destilada, gaze, sonda para aspiração,
luvas estéreis.

Óculos de proteção e máscara.

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PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos;

Preparar o material;

Orientar o paciente;

Calçar luvas estéril

Posicionar o paciente;

Montar a sonda no aspirador sem contaminá-la;

Induzir a sonda fechada;

Retirar a sonda com movimentos giratórios, limpar a sonda com soro fisiológico ou
água destilada, fazer este procedimento até aspirar toda a secreção.

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Obs.: A ordem da aspiração deve sempre ser do menos contaminado para o mais
contaminado.

Tubo endotraqueal: Aspirar tubo, nariz e boca.

Traqueostomia: Aspirar traqueostomia, nariz e boca.

O tempo de aspiração não deve exceder 15 a 20 segundos. Caso o paciente


esteja com SNG ou SNE, a dieta deverá ser suspensa. Durante o procedimento
manter a cabeceira elevada.

LIMPEZA E TROCA DA FITA DE FIXAÇÃO DA TRAQUEOSTOMIA

Finalidade

-Facilitar uma boa recuperação da traqueostomia.

-Minimizar o trauma ou necrose traqueal.

Material

-Luvas de procedimento

-Fita de fixação da TQT.

-Gaze.

-SF ou ABD.

-Máscara e óculos de proteção

Procedimento

-Lavar as mãos.

-Reunir o material.
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-Orientar o paciente sobre o procedimento.

-Proceder à aspiração da TQT, S/N (apenas para a aspiração é necessário luva


estéril).

-Abra os materiais sobre a bandeja.

-Calçar as luvas de procedimento.

-Pegue uma gaze estéril com os dedos da mão com luva estéril.

-Estabilizar o pescoço com a mão sem luva estéril ou peça ao colega que o faça.

-Com a mão da luva estéril, usar a gaze para virar no interior da cânula, em sentido
anti-horário, até soltar a trava(destravar).

-Suavemente deslize a cânula para fora, em um arco


para fora e para baixo.

-Colocar a cânula em uma cuba com água oxigenada,


com a metade da capacidade.

-Descartar a gaze.

-Calçar as luvas de procedimento.

-Remover o curativo da TQT.

-Limpar com gaze as secreções e crostas que permanecem ao redor da cânula da


TQT.

-Limpar as áreas sob a aba do pescoço no local de inserção

-Descartar as luvas de procedimento.

-Calçar as luvas estéreis.

-Tirar a cânula interna e esfregar suavemente com uma escova para limpeza.

-Limpar o interior da cânula com uma gaze torcida ou cotonete.

-Imergir a cânula na água oxigenada até que a mesma penetre em seu interior.

-Enxaguar a cânula numa cuba, contendo SF.

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-Colocar a cânula em uma gaze estéril e secá-la; usar uma gaze ou cotonete para
retirar possíveis resíduos da mistura do lúmen.

-Deslizar a cânula interna(macho) na cânula externa(fêmea), fazendo um suave arco


para dentro e para baixo e rodar a cânula interior de um lada para o outro com os
dedos.

-Manter a aba estável no pescoço com a outra mão e virar a cânula interior no sentido
horário até travar e os pontos ficarem alinhados.

-Realizar o curativo e proceder a troca do cadarço de fixação.

-Troca do cadarço de fixação: retirar o cadarço antigo e passar a ponta do novo


cadarço pelo suporte da fita na aba da traqueostomia e dê um nó a 05 ou 7 cm da aba
do pescoço; levar o cadarço para o outro lado por trás do pescoço do paciente e fixar
o cadarço na aba da cânula de TQT tomando cuidado para não apertar demais.

-Antes de fixar a cânula de TQT colocar uma gaze por baixo dela para proteger a pele
do pescoço, de atritos.

-Posicionar o paciente confortavelmente.

-Descartar os materiais e lavar as mãos.

-Não esquecer de levantar as grades laterais da cama.

-Anotar o cuidado no prontuário do paciente.

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ALIMENTAÇÃO DO PACIENTE

A alimentação é tão importante quanto ao uso de medicamentos para o


tratamento de patologias. Portanto cabe à enfermagem proporcionar ambiente próprio
para a alimentação e administrar a dieta quando se fizer necessário. As dietas podem
ser administrada por via oral, enteral ou parenteral.

Via Enteral: É administração da dieta por via intestinal, através da sonda nasoentérica
ou nasogástrica.

Via parenteral: É a administração de nutrientes através de uma veia, periférica ou


central.

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SONDAGEM GÁSTRICA

Consiste na introdução de uma sonda gástrica de calibre variado através da boca ou


do nariz.

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Tipos:

Nasogástrica (SNG)

Oro gástrica (SOG)

FINALIDADES:

Aspirar secreções gástricas;

Preparo de pré-operatório;

Lavagem gástrica;

Coleta de suco gástrico para análise;

Alívio de distensões abdominais;

Administrar medicamentos a pacientes


impossibilitados de deglutir;

Alimentação do paciente.

Obs.: Sendo a menos indicada para administração


de dieta.

Pode ser realizado pelo Técnico de Enfermagem


desde que devidamente capacitado para a
realização do procedimento.

MATERIAIS:

Separar a sonda com a numeração prescrita;

Meio copo com água;

Estetoscópio;

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Esparadrapo;

Fio de seda preto;

Seringa de 20 ml;

Luvas de procedimento;

Toalha de rosto;

PROCEDIMENTOS

Lavar as mãos;

Separar os materiais;

Explicar o procedimento ao paciente;

Colocá-lo em posição de Fowler ou dorsal;

Calçar luvas de procedimento;

Realizar a medida da sonda: ponta do nariz ao lóbulo da orelha, lóbulo da orelha ao


apêndice xifoide e marcar com o fio de seda preto ou esparadrapo;

Colocar a toalha sobre o tórax do paciente;

Fletir a cabeça do paciente para que ocorra maior exposição do esôfago;

Umedecer a sonda na água destilada e introduzirá até a medida final;

Após sua introdução realizar o teste;

Colocar a ponta da sonda em meio copo com água (se borbulhar está no pulmão e
deverá ser retirada).

Posicionar o diafragma do estetoscópio abaixo do apêndice xifoide e colocar a seringa


com ar na extremidade da sonda e injetar o ar, se ouvirmos o ruído de sopro esta no
local correto. Ao certificarmos que a sonda esta no local correto devemos fazer sua
fixação no nariz ou bochecha. Esta sonda poderá permanecer aberta ou fechada
depende da necessidade clínica do paciente.
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SONDA ENTÉRICA

É a introdução de uma sonda dentro do


duodeno, através da cavidade nasal ou oral com a
finalidade de administrar dieta enteral.

Tipos:

Nasoentérica (SNE)

Oro-entérica (SOE)

FINALIDADES

Administrar dieta e medicamentos prescritos por via oral. O procedimento para sua
passagem é o mesmo da sonda nasogástrica, sendo acrescentados a sua medida 10
a 15cm após o apêndice xifoide.

Esta sonda contém uma ponta radiopaca, possibilitando assim sua visualização ao
RX. Procedimento restrito ao enfermeiro e médico.

GASTROSTOMIA

É uma sonda introduzida no estômago através de um orifício na parede


abdominal, podendo ser definitiva ou temporária. Possui cerca de 35 cm de
comprimento, sendo constituída de material de látex ou de borracha, frequentemente
possui balão de insuflação. É introduzida no interior do estômago através de cirurgia.

FINALIDADE

Administração de alimentação ou para descompressão durante uma cirurgia intestinal.

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Material:

Frasco de dieta prescrita.

Bomba de infusão para dieta.

Equipo de bomba.

Seringa de 20 ml.

Gaze.

Luvas de procedimento.

Cuidados de enfermagem:

Verificar a prescrição do SND antes de administrar a dieta.

Lavar as mãos.

Reunir o material.

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Conectar o frasco ao equipo da dieta tomando o cuidado para não contaminar o


sistema.

Orientar o paciente sobre o procedimento.

Ligue a bomba de infusão e programe-a conforme o volume prescrito.

Conectar o frasco da dieta e equipo a bomba de infusão.

Colocar o paciente em posição de Semi- Fowler antes da administração da dieta.

Calçar luvas de procedimento.

Pegue a seringa, conecte-a a gastrostomia, aspire o conteúdo gástrico residual para


avaliar a absorção da alimentação anterior e depois retorne-o para a sonda( estase
gástrica).

Pegue o equipo da dieta e insira-o na abertura da sonda da gastrostomia.

Ligue a bomba de infusão e observe a descida da dieta.

Após o término da infusão da dieta, lave a sonda com 20 a 40 ml de água e


reintroduza a tampa na gastrostomia.

Deixe o paciente em posição confortável.

Retire as luvas e lave as mãos.

Checar na folha de prescrição, anotar na evolução de enfermagem.

Observação: O local da inserção da gastrostomia deverá ser mantido sempre limpo e


seco, evitando assim uma infecção do acesso.

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JEJUNOSTOMIA

É uma sonda introduzida no jejuno através de um orifício na parede abdominal,


podendo ser definitiva ou temporária.

Cuidados de enfermagem:

Colocar o paciente em posição Fowler no momento da administração da dieta.

Verificar estase gástrica.

Observar a prescrição do Serviço de Nutrição antes de administrar a dieta(volume


total, ml/h, horário).

Observar se o paciente está tolerando a dieta.

Introduzir 20 a 40ml de água filtrada após administrar a dieta, para evitar a obstrução e
manter a sonda limpa.

Lavar a região com água e sabão e secar bem.

Fazer o curativo ao redor do orifício com SF 0,9%, proteger com gaze e micropore de
forma que a sonda não fique pendurada.

Observar lesões ao redor da jejunostomia.

LAVAGEM GÁSTRICA

É a introdução de líquidos (SF 0,9%) na cavidade gástrica por meio da SNG.

FINALIDADES:

Retirar excesso de conteúdo gástrico;

Medicamentos ingeridos em excesso;

Sangue proveniente de hemorragias gástricas ou esofágicas;

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Preparar a cavidade para exames ou cirurgias.

MATERIAL

SF 0,9% prescrito

Equipo

Seringa de 20 ml

Luva de procedimento

Carvão ativado S/N.

LAVAGEM INTESTINAL

É a introdução de um líquido glicerinado, através do reto ou da colostomia.

FINALIDADES:

Preparo das alças intestinais para procedimento cirúrgico ou exames de radiografias;

Eliminar ou evitar distensão abdominal e flatulências;

Facilitar a eliminação de fezes;

Remover sangue nos casos de melena;

Introduzir medicamentos.

MATERIAL

Sonda retal;

Luva de procedimento;

Impermeável;
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Lubrificante;

Biombo;

Comadre;

Soluções glicerinada.

PROCEDIMENTO

Lavar as mãos;

Separar os materiais;

Explicar o procedimento ao paciente;

Colocar o biombo;

Colocar o impermeável;

Colocá-lo em posição lateral;

Calçar luvas de procedimento;

Posicionar a comadre;

Lubrificar a sonda, introduzir a sonda com a solução glicerinada conectada a sua


ponta e introduzir toda a solução;

Pedir ao paciente para segurar o quanto puder aguentar para que a lavagem seja
eficiente. Colocá-lo na comadre ou encaminhá-lo ao sanitário.

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CATETERISMO VESICAL

É a introdução de uma sonda na bexiga, através do meato urinário. Exige técnica


asséptica e deve ser executada com muito cuidado, devido ao grande risco de causar
infecção urinária ao paciente.

Sonda Vesical Alívio (SVA): Tem como finalidade esvaziar a bexiga (bexigoma) e
colher material para exames.

A atribuição do procedimento sondagem vesical é do Enfermeiro, sendo este, também,


responsável pela decisão de delegá-lo: quando na ocorrência de uma real
necessidade, respeitando protocolos de capacitação e os preceitos éticos legais da
profissão de enfermagem.

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Sonda Vesical de Demora (SVD - Folley)

FINALIDADES:

Esvaziar a bexiga em caso de retenção urinária;

Controlar o volume urinário;

Preparar para cirurgias;


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Promover a drenagem da urina em pacientes inconscientes;

Auxiliar no diagnóstico das lesões traumáticas do trato urinário;

Balanço hídrico em pacientes com incontinência urinária (mulher) ou no CTI onde a


volemia é monitorada com maior critério.

A sondagem vesical de demora e de alívio deve ser evitada ao máximo. Nos


casos de pacientes com retenção urinária, antes da sondagem de alívio devemos
estimular a micção espontânea usando: bolsa de água morna na região abdominal,
jogar água morna na genitália, abrir a torneira, após estes procedimentos se não
obtiver êxito, comunicar ao médico que deverá prescrever a sondagem vesical de
alívio.

Nos casos de pacientes com incontinência urinária devemos usar fralda na


mulher e coletor urinário no homem. Em casos de controle do volume urinário na
mulher deve ser passado a sonda vesical de demora.

MATERIAL:

Bandeja de cateterismo vesical;

Gaze;

Cuba rim;

Cuba redonda;

Pinça hemostática.

Antissépticos;

Água destilada;

Esparadrapo;

Comadre;

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Seringa de 20 ml;

Luva estéril e de procedimento;

Sonda prescrita de demora ou alívio;

Conjunto de drenagem;

Biombo;

Impermeável;

Bandeja para higiene íntima.

331
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PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos;

Preparar material;

Orientar o paciente;

Colocar o biombo, quando for necessário;

Colocar o impermeável, quando for necessário;

Posicionar o paciente (mulher posição ginecológica e homem posição dorsal).

Fazer a higiene íntima;

Recolher o material e lavar as mãos;

Abrir o material do cateterismo vesical;

Calçar luva estéril, testar o balonete da sonda (Folley).

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Na mulher:

Montar gaze na pinça hemostática e proceder a técnica asséptica (do púbis para ânus
e de fora para dentro);

Colocar a cuba rim ou comadre entre as pernas da paciente;

Lubrificar a sonda;

Afastar os grandes e pequenos lábios com uma mão e com a outra introduzir toda a
sonda no meato urinário, deixando sua extremidade dentro da cuba rim ou comadre
para receber a urina;

Insuflar o balonete;

Conectar o sistema de drenagem;

Fixar a sonda na parte interna da coxa com esparadrapo.

No homem:

Afastar o prepúcio e fazer a antissepsia do meato urinário, no sentido do meato para a


glande e prepúcio;

Elevar o pênis, lubrificar a sonda e introduzi-la toda no meato urinário;

Insuflar o balonete;

Conectar o sistema de drenagem;

Fixar a sonda na parte interna da coxa com esparadrapo.

Recolher todo o material, colocar o paciente em posição confortável e anotar o


procedimento no prontuário.

Obs.: Quando a sondagem for de alívio a técnica será a mesma e após a introdução
da sonda, devemos esperar o esvaziamento completo da bexiga para removê-la.

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IRRIGAÇÃO VESICAL

É a irrigação contínua da bexiga com a finalidade de limitar a multiplicação de


microrganismos. Para esse procedimento é necessário que a sonda de Folley seja de
3 vias.

- 1° via: drenagem da urina.

- 2° via: insuflação do balão com água destilada.

- 3° via: irrigação contínua.

PROCEDIMENTO:

Reunir o material: ABD ou Soro Fisiológico 0,9% e equipo de soro;

Conectar o equipo ao soro, retirar o ar

Ligar o equipo à 3° via da sonda;

Controlar o gotejamento para 30 a 60 gts/min;

Controlar diariamente a quantidade de líquido infundido com o drenado.

Obs.: Trocar o frasco de água ou soro sempre que o anterior acabar


(imediatamente); esvaziar a bolsa coletora sempre que a mesma estiver cheia.

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ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

A administração de medicamentos não é um ato simples, requer atenção e


responsabilidade do técnico em enfermagem. Toda medicação deve ser prescrita pelo
medico. Antes de administrarmos qualquer medicamento é importante observamos os
cinco certos:

Paciente certo,

Via certa,

Hora certa,

Medicação certa,

Dose certa.

CUIDADOS NO PREPARO DAS MEDICAÇÕES:

Lavar as mãos antes do preparo;

Ter atenção exclusiva para este procedimento;

Ter a prescrição medica em mãos;

Preparar todo o material em bandeja;

Ler o rótulo da medicação;

Rotular o medicamento preparado;

Observar a consistência e cor da medicação e em caso de dúvidas desprezá-la;

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CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:

Não administrar o que o outro preparou;

Não deixar a bandeja com medicamentos na enfermaria, caso necessite sair;

Antes de administrar a medicação conferir o leito, via e o paciente;

Conferir se o paciente deglutiu a medicação;

Se o paciente recusar a medicação, comunicar ao supervisor, ao medico e anotar no


prontuário;

Anotar as anormalidades que o paciente apresentar no prontuário;

Não ultrapassar as doses prescritas;

Após a administração do medicamento observar efeitos colaterais.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:

Via Oral (VO)-administração de medicamentos pela boca: cápsulas, líquidos,


comprimidos, pós e pastilhas.

Sublingual (SL)-colocação de medicamentos debaixo da língua do paciente, onde são


dissolvidos e absorvidos.

Parenteral (EV/IV)-administração de medicamentos por injeção intramuscular,


intradérmica, subcutânea e endovenosa. Intracardíaca e intra pericárdica são métodos
menos comuns usados pelo médico.

Instilação- a administração de medicamentos nos ouvidos, olhos, nariz e garganta.

Inalação- é a aspiração da medicação através de respiração profunda pelo aparelho


respiratório, onde é feita sua absorção.

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Intra – tubo orotraqueal – é a administração de Epinefrina, Lidocaína e/ou Atropina


(ELA)) pelo tubo orotraqueal em situações de emergência, quando ainda não se tem
um acesso venoso.

Aplicação tópica- aplicação de medicamentos na pele ou nas mucosas como loções


ou pomadas.

Ocular : é a administração de medicamentos na mucosa ocular, principalmente


colírios.

Otológica. é a administração de medicamentos no canal auricular

Retal: é a administração de medicamentos no reto, região muito rica em vasos


sanguíneos e de boa capacidade de absorção.

Vaginal. É colocação de medicamentos no canal vaginal.

Intra – articular: é a administração de medicamentos em uma articulação.

Micronebulização: solução medicamentosa e Soro Fisiológico.

Vaporização: Administração de vapor de água quente produzido por aparelho elétrico,


chuveiro ou recipiente com água fervente.

VIA ORAL (VO)

Administração de medicamentos pela via oral com a ingesta de água, suco ou leite.

VANTAGENS

Absorção lenta;

Não requer mão de obra especializada;

Econômica e segura.

DESVANTAGENS

Interação com o bolo alimentar;


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Irritação da mucosa gástrica;

Absorção lenta.

OBS: No caso de medicamentos prescritos por via sublingual, o paciente deverá


ser orientado a não degluti-lo, este deve ser absorvido pela mucosa bucal.

Material necessário.

Prescrição.

Medicamento.

Bandeja.

Copinho descartável.

Fita crepe para identificação- nome do paciente, n° do leito, medicação, dose, hora,
via.

Luva de procedimento, se houver possibilidade de exposição a secreções orais.

Regras gerais:

Os comprimidos podem ser triturados e os


comprimidos sulcados podem ser partidos para
facilitar a administração; porém, os revestimentos
protetores das cápsulas e drágeas não devem ser
removidos para facilitar a administração.

Preparar o medicamento em local bem iluminado e


seco.

Não conversar quando estiver preparando a bandeja de medicamentos.

Permanecer próximo ao paciente até que ele tenha tomado a medicação.

Não deixar medicamentos na mesa de cabeceira e não permitir que outro paciente ou
acompanhante administre a medicação. Caso precise sair do quarto para buscar
qualquer coisa, leve a bandeja junto.
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Diluir bem os medicamentos que serão administrados por sondas ou quando o


paciente tiver dificuldade de deglutir.

Não preparar medicamentos de frascos sem rótulos.

Ler três vezes o nome dos medicamentos, conferindo-o com a prescrição médica,
nome do paciente e leito, antes de colocá-lo na bandeja, a fim de evitar erros.

Não administrar medicamentos preparados por outra pessoa a fim de não cometer
erros. Sempre tenha em mente “QUEM PREPARA A MEDICAÇÃO É QUEM
ADMINISTRA”.

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Verificar pela prescrição médica a data, hora, nome do paciente, n° do leito,


medicação, dose da medicação.

Verificar cuidadosamente o rótulo da medicação e o prazo de validade antes de


prepará-la.

Colocar a medicação no recipiente apropriado. Não tocar a medicação com a mão.

Identificar o paciente pelo nome, enfermaria e leito, e/ou apartamento.

Explicar o procedimento e informar o paciente sobre a medicação.

Administrar a medicação sem tocá-la com as mãos, oferecendo ao paciente.

Permanecer ao lado do paciente certificando-se que o medicamento foi deglutido.

Lavar as mãos.

Checar na prescrição médica o horário da administração do medicamento.

VIA SUBLINGUAL (SL)

Consiste em administrar a medicação debaixo da língua para ser absorvido pela


mucosa bucal.

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VIA RETAL

Consiste em administrar a medicação por via retal.

Clister

É a introdução de um liquido glicerinado através do ânus ou da colostomia.

Material

Frasco de clister glicerinado + sonda retal.

Luvas de procedimento.

Gaze.

Xilocaína gel.

Comadre.

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Preparar a bandeja com o material e levar para junto do paciente.

Explicar o procedimento ao paciente.

Colocar o biombo, quando necessário.

Calçar as luvas de procedimento.

Posicionar a comadre.

Lubrificar a sonda com xilocaína gel.

Introduzir a sonda coma solução glicerinada conectada à sua ponta e introduzir toda a
solução.

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Pedir ao paciente para segurar o líquido o quanto puder aguentar para que a lavagem
seja eficiente.

Colocá-lo na comadre ou encaminhe-o ao sanitário.

VIAS PARENTERAIS

São elas: Intramuscular (IM), endovenosa (EV), subcutânea (SC), intradérmica


(ID). Para utilização destas vias é utilizada técnica asséptica, sendo necessário
seringas e agulhas para administração de medicamentos por estas vias.

As vias parenterais são indicadas em casos de pacientes inconscientes, com


distúrbios gastrointestinais e nos impossibilitados de deglutir ou na necessidade de
uma ação mais rápida da droga.

VIA INTRAMUSCULAR

É a introdução de soluções medicamentosas no músculo. É de absorção rápida, sendo


mais lento que a via endovenosa.

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VANTAGENS

Rodízio de músculos;

Absorção rápida;

Administração de até 5ml de volume.

Administração de medicamentos oleosos

DESVANTAGENS

Abcessos, lesão de nervos e vasos;

Processos alérgicos;

Mão de obra especializada;

Materiais esterilizados;

LOCAIS INDICADOS

Músculo deltoide: 4 dedos abaixo da cintura escapular, usando o meio do músculo.


Paciente deverá ficar deitado ou assentado com o braço fletido sobre o abdômen.

Músculo glúteo: No quadrante superior externo. O paciente deverá ficar deitado em


posição lateral ou ventral.

Músculo vasto lateral: No terço médio da coxa. O paciente deverá ficar deitado em
decúbito lateral ou sentado. A utilização deste músculo é mais comum em crianças.

342
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Obs.: Devemos administrar no deltoide no máximo 3ml e no glúteo 5ml.

Por esta via administra- se medicamentos que são irritantes para o tecido subcutâneo.

É a via de absorção mais rápida depois da via endovenosa.

Material necessário

Agulha 40 x 12.

Agulha 25 x 7 ou 30 x 7.

Seringa 3 ml ou 5 ml.

Algodão.

Álcool 70%.

Medicamento frasco/ampola.

Bandeja.

Luvas de procedimento.

Regras gerais:

O nº da agulha dependerá da região que será realizada a aplicação e do tipo de


medicação; da faixa etária e condições físicas do paciente.

Dosagem: adulto-máxima 5 ml; criança= máxima 2,5 ml; criança menor e lactente-
máxima 1 ml.

Posição da agulha: ângulo de 90º.

Fazer rodízios do local de aplicação.

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Não injetar medicamentos IM em locais edemaciados, endurecidos, com equimoses,


hiperemiados ou com lesões de pele.

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Reunir todo o material e a folha de prescrição.

Ler a prescrição com atenção.

Preparar a medicação, aderindo aos cinco certos da administração de drogas.

Separar o frasco ou a ampola e fazer a limpeza dos mesmos com algodão embebido
em álcool 70%.

Fazer a diluição, se necessário, e aspirar o conteúdo do frasco com agulha 40 x 12.

Trocar as agulhas, colocando a 25 x 7.

Rotule a seringa com fita adesiva com o nome do paciente, medicamento via e horário;
e coloque-a dentro da bandeja.

Explique ao paciente o procedimento que será realizado.

Posicione o paciente confortavelmente na posição correta, expondo a área de


aplicação.

Fazer antissepsia da área com algodão embebido em álcool 70%.

Manter o algodão entre os dedos mínimo e anular da mão que vai expor a região do
músculo.

Distender a pele do local de aplicação com os dedos indicador e polegar, mantendo o


músculo firme.

Introduzir a agulha no local, fazendo ângulo de 90º em relação à pele.

Aspirar lentamente à seringa para certificar-se de que não atingiu nenhum vaso
sanguíneo.

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Caso retorne sangue, retirar a agulha e proceder a aplicação em local diferente.

Injetar lentamente o conteúdo da seringa.

Retirar a agulha com um único movimento, rápido e firme.

Comprimir o local com algodão e fazer massagem para espalhar o liquido.

Observar se o paciente está bem e deixá-lo em posição confortável.

Recolher o material e lavar as mãos.

Desprezar a seringa e agulha em local apropriado.

Checar o horário na prescrição médica.

VIA ENDOVENOSA (EV) OU (IV)

É a administração de medicamento direto na veia, a fim de obter uma ação imediata


do medicamento.

VANTAGENS

Podemos infundir grandes quantidades de volume;

345
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Rodízio de veia;

Ação imediata.

DESVANTAGENS

Requer mão de obra especializada;

Material esterilizado

Abcessos;

Choque anafilático e outras.

COMPLICAÇÕES DA VIA ENDOVENOSA

Choque pirogênico: Devido a introdução de substância contaminada.

Choque anafilático: Hipersensibilidade do paciente à droga ministrada.

Embolia gasosa: Devido a introdução de ar na corrente sanguínea.

Embolia oleosa: Devido a introdução de substância oleosa na corrente sanguínea.

Embolia sanguínea: Devido a mobilidade de um trombo.

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Flebite e tromboflebite: Processo inflamatório das veias, tornando a área dolorosa e


hiperemiada.

Hematoma: Devido ao extravasamento de sangue no tecido subcutâneo.

Abcessos: Processos infecciosos, devido à falta de assepsia e introdução de soluções


irritantes fora da veia.

Locais de aplicação:

Qualquer veia acessível. Veias cefálica e basílica (na prega do cotovelo): devem ser
utilizadas somente para administração de medicamentos, retirada de sangue e só em
ultimo caso para a instalação de soro.

Ordem habitual de preferência para o local da punção: mão, antebraço, braço, fossa
ante cubital, pé, tornozelo.

Material necessário

Prescrição médica.

Medicação-frasco ou ampola.

Luvas de procedimento.

Algodão.

Álcool 70%.

Bandeja.

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Fita adesiva para identificação.

Seringas.

Agulhas 40 x 12, 25 x 07 ou 30 x 07.

Garrote.

No caso de primeira punção ou troca do acesso venoso: scalp ou jelco, three-way,


extensor.

Regras gerais

Em adultos deve-se evitar a punção nos MMII, devido ao risco de trombose e embolia.

Evitar puncionar veias esclerosadas ou em membros paralisados, edemaciados ou


com lesões.

A presença de dor e edema indica transfixação da veia e extravasamento do liquido


nos tecidos. Retirar imediatamente a agulha, e escolher outro local.

Estar atento para reações pirogênicas, anafiláticas ou mal estar provocado pela
administração muito rápida do medicamento.

O ângulo de aplicação da agulha é de 45º.

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Reunir todo o material e a folha de prescrição.

Ler a prescrição com atenção.

Preparar a medicação, aderindo aos cinco certos da administração de drogas.

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Separar o frasco ou a ampola e fazer a limpeza dos mesmos com algodão embebido
em álcool 70%.

Fazer a diluição, se necessário, e aspirar o conteúdo do frasco com agulha 40 x 12.

Trocar as agulhas, colocando a 25 x 7 .

Rotule a seringa com fita adesiva com o nome do paciente, medicamento via e horário;
e coloque-a dentro da bandeja.

Explique ao paciente o procedimento que será realizado.

Posicione o paciente confortavelmente na posição correta -sentado ou deitado,


expondo a área de aplicação.

Calçar as luvas de procedimento.

Garrotear o local que vai ser puncionado ± 4 cm acima da veia que se deseja
puncionar.

Solicitar ao paciente que abre e feche a mão do membro que será puncionado, até a
veia ficar saliente.

Solicitar ao paciente a permanecer com a mão fechada e o braço imóvel.

Fazer a antissepsia do local com movimentos de baixo para cima.

Manter o algodão entre os dedos da mão oposta à que vai segurar a seringa.

Fixar a veia com o polegar abaixo do local a ser puncionado.

Introduzir com a outra mão, a agulha, paralelamente à pele com o bisel voltado para
cima.

Aspirar a seringa até que venha o sangue.

Soltar o garrote e pedir ao paciente que abra a mão.

Injetar o medicamento lentamente até o termino da solução.

Retirar a agulha com um movimento único e ágil, comprimindo o local com o algodão
com álcool.

Observar o paciente por mais alguns minutos, mantendo-o em repouso.

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Recolher o material utilizado e retirar as luvas de procedimento.

Desprezar a seringa e a agulha em recipiente apropriado.

Lavar as mãos.

Checar o horário da medicação na prescrição médica.

Infusão intermitente por meio de dispositivo salinizado

Indicada quando o cliente necessita de acesso venoso puncionado, mas não de


infusão contínua.

Vantagens

Acesso venoso em clientes com restrições hídricas.

Maior mobilidade do cliente entre as doses de medicamentos.

Preserva a rede venosa, reduzindo a frequência de punções.

Desvantagens

Exige monitorização atenta durante a administração de medicamentos;

PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA

É a introdução de um cateter em veias periféricas para introdução de grande


volume de liquido.

Locais de punção periférica:

Veias digitais: ao longo das faces laterais e dorsais dos dedos.

350
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Veias metacarpianas: sobre o dorso da mão.

Rede venosa dorsal: localizada na face dorsal do antebraço.

Veia mediana do antebraço: palma da mão; percorre a face ventral do antebraço.

Veia cefálica acessória: corre ao longo do rádio, como prolongamento das veias
metacarpianas do polegar.

Veia basílica: percorre a face cubital do antebraço e do braço.

Veia cefálica: percorre a face lateral do antebraço e do braço.

Tipos de cateter periférico:

Cateter venoso periférico (Jelco).

Agulha do tipo borboleta (Scalp).

CATETER VENOSO PERIFÉRICO-JELCO

Indicado para terapia de longa duração para clientes ativos e agitados.

Vantagens: menor probabilidade de perfuração

inadvertida da veia do que com scalp; mais

conforto; não necessidade de restrição de movimentos.

Desvantagens: inserção difícil; necessidade de se

verificar a inserção da agulha e do cateter na veia.

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Calibre dos cateteres

№ 16: indicado para adolescentes e adultos, cirurgias importantes, traumatismos e


sempre que se quer infundir grandes quantidades de líquidos; exige veia calibrosa.

№ 18: indicado para crianças mais velhas, adolescentes e adultos; administração de


sangue, hemoderivados e outras infusões viscosas; exige veia calibrosa.

№ 20: indicado para adolescentes e adultos; adequado para a maioria das infusões
venosas, de sangue, hemoderivados e outras infusões viscosas; uso comum.

№ 22: indicado para bebês, crianças, adolescentes e adultos (idosos); adequado para
a maioria das infusões; a velocidade de infusão deve ser
mantida mais lenta.

№ 24: indicado para recém-nascidos, crianças, adolescentes e


adultos(idosos); adequado para a maioria das infusões, porém
a velocidade de infusão deve ser menor.

AGULHA DO TIPO BORBOLETA-SCALP (BUTTERFLY)

Indicado: para tratamento de curta duração para adultos que cooperam; para
tratamento de qualquer duração de bebês e crianças; para tratamento de qualquer
duração para idosos com veias frágeis ou esclerosadas; para administração de dose
única.

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Vantagens: agulha de parede fina, muito afiada; ideal para administração de


medicamentos em bolus.

Desvantagens: ocorre infiltração com facilidade, pois a agulha é rígida.

Calibre da agulha-Scalp

№ 19, 21 e 23.

Fatores que influenciam a escolha do local para a terapia

Tipo de solução a ser administrada.

Duração esperada da terapia EV.

Condição geral do paciente.

Disponibilidade da veia.

Locais que devem ser evitados para a punção venosa

Veias do MMII- alto riso de tromboembolismo.

Veia abaixo de uma infiltração EV prévia.

Área flebítica.

Veias esclerosadas ou trombosadas.

Braço com FAV.

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Braço afetado por edema, infiltração, coágulo sanguíneo ou solução de continuidade


na pele.

Braço do mesmo lado da mastectomia- devido ao comprometimento do fluxo linfático.

Fatores que afetam o fluxo

O fluxo é diretamente proporcional à altura da coluna de líquido, ao diâmetro do


equipo;

O fluxo é mais rápido através de cânulas de grosso calibre.

O fluxo é inversamente proporcional à viscosidade do líquido. O sangue


(hemotransfusão) necessita de uma cânula de grosso calibre.

Complicações sistêmicas

Sobrecarga hídrica: aumento da PIA e PVC.

Embolia gasosa;

Septicemia.

Complicações locais

Infiltração.

Flebite.

Tromboflebite.

Hematoma.

Coagulação e obstrução.
354
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Materiais

Bandeja.

Scalp ou jelco.

Luvas de procedimento.

Frasco de soro com equipo ou medicamento prescrito.

Tesoura.

Garrote

Esparadrapo ou micropore.

Algodão.

Álcool a 70%.

Suporte para soro.

Seringa de 03 ml, 05 ml, 10 ml ou 20 ml- de acordo com a diluição do medicamento.

Agulha 25 x 07 ou 40 x 12.

Seringa de 10 ml com agulha- para salinizar (se for o caso).

Tree-way

Etiqueta para identificação.

Suporte de soro- se for necessário.

Saco plástico para resíduos.

PROCEDIMENTO:

Reunir o material na bandeja.

Preparar o medicamento prescrito.


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Identificar com o nome do paciente, nº do leito, conteúdo da solução, horário, № de


gotas/min., data e assinatura do responsável.

Orientar o paciente quanto ao procedimento.

Colocar o material sobre a mesa de cabeceira.

Cortar as tiras de esparadrapo ou micropore.

Se a medicação for em frasco, pendurá-la no suporte de soro.

Posicionar o paciente confortavelmente.

Avaliar o membro e escolher a veia que será puncionada.

Calçar as luvas.

Prender o garrote aproximadamente 04 dedos acima do local da punção e solicitar ao


paciente para abrir e fechar a mão.

Fazer a antissepsia da área, com movimentos firmes no sentido do retorno venoso-


estimula o aparecimento das veias.

Despreze o algodão no saco plástico.

Fixe a veia com o polegar da mão não dominante, esticando a pele, abaixo do ponto
de punção.

Introduza o cateter ou scalp, e assim que o sangue preencher totalmente o mesmo,


pedir para o paciente abrir a mão ,retirar o garrote ,conectar o tree-way, conectar o
equipo do soro ou a seringa com a medicação.

Abrir o equipo lentamente, inicie a infusão da solução, e observe se a veia está pérvia
através do gotejamento.

Ou inicie lentamente a infusão do medicamento diluído na seringa e após o término


realize a salinização conforme prescrito ( paciente que estão sem infusão continua de
solução).

Fixe o cateter com esparadrapo ou micropore.

Faça o controle do gotejamento da infusão do soro conforme prescrito.

Registre no esparadrapo, o № do cateter ou agulha, a data e assine- no.


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Recolha o material e deixe o ambiente em ordem.

Tire as luvas.

Lave as mão.

Anote no prontuário do paciente.

Troca de curativo de AVP

Lavar as mãos.

Calçar as luvas.

Com a mão não- dominante, manter a agulha ou o cateter em posição, para impedir
movimentos ou deslocamentos que possam provocar infiltração e consequente troca
do acesso.

Retirar com cuidado o esparadrapo.

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Verifique se o local da punção não apresenta sinais de irritação, e segure o cateter ou


agulha pelo adaptador limpando a área com cuidado com algodão embebido em álcool
70%.

Espere secar e fixe novamente o dispositivo com esparadrapo.

Registre a data e hora da troca.

Troca de equipo

Reduza a velocidade de infusão.

Retire o equipo a ser trocado do frasco de solução.

Coloque a capa protetora da extremidade do novo equipo sobre o equipo que será
trocado.

Mantenha o equipo que será trocado, suspenso acima do nível do coração do cliente,
e insira o novo equipo no frasco de solução.

Deixe o equipo encher com solução evitando bolhas de ar.

Desconecte o equipo que será trocado do dispositivo de punção venosa, tomando o


cuidado para não deslocar ou mover o dispositivo.

Usando técnica asséptica, conecte com rapidez o novo equipo já preenchido com a
solução ao dispositivo IV.

Ajuste o fluxo para a velocidade de infusão prescrita.

Rotule o equipo com a data e hora da troca.

VIA SUBCUTÂNEA (SC)

É a introdução de medicamentos no tecido subcutâneo. Podemos utilizar no máximo 1


ml de volume neste tecido.

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Indicada para administração de drogas que não necessitam ser tão rapidamente
absorvidas. Ex.: vacinas, insulina, adrenalina, heparina.

Áreas de aplicação

Área externa e superior do braço;

Face lateral externa e frontal das coxas;

Porção inferior da parede abdominal- hipocôndrio D e E exceto as linhas da cintura


pélvica;

Área subscapular, nas costas.

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VANTAGENS

Vários locais para aplicação;

Absorção lenta.

DESVANTAGENS

Abcessos;

Lipodistrofia,

Mão de obra especializada

Material estéril.

Os locais mais indicados são: Face externa do braço, abdômen, região escapular,
coxa e outras.

Material necessário

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Seringa 01 ml.

Agulha 10 x 05.

Agulha 25 x 7, 30 x 07.

Bolas de algodão embebido em álcool 70%.

Medicamentos.

Bandeja.

Etiqueta de identificação.

Regras gerais

Alternar os locais de aplicação.

Evitar locais com irritação, feridas, abscesso, caroço ou lipoatrofia.

O ângulo de aplicação é de 90º.

Não aplicar nos antebraços e pernas, nas proximidades do umbigo e da cintura


pélvica, próximo das articulações e na região genital e inguinal.

Posicionar o paciente de pé, sentado ou deitado, com a área escolhida exposta.

O volume máximo de solução a ser administrado por esta via é sempre menor que 1,5
ml.

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Preparar a medicação aderindo aos cinco certos.

Abrir o pacote da seringa e testar se o corpo e êmbolo estão se encaixando


corretamente.
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Abrir o pacote da agulha 25 x 7 ou 30 x 7 e conectá-la á seringa, caso tenha que


aspirar a medicação de frasco com tampa de borracha(insulina).

Testar a seringa com a agulha.

Fazer assepsia da tampa e borracha com algodão embebido com álcool 70%.

Introduzir a agulha na borracha do frasco-ampola e injetar pequena quantidade de ar


que deve estar contido na seringa.

Elevar o frasco e a seringa na altura dos olhos


e aspirar a quantidade de medicação prescrita.

Retirar a agulha e a seringa com cuidado para


não contaminá-la.

Trocar a agulha por uma 10 x 5 tomando o


cuidado para não contaminar o bico da
seringa.

Retirar o ar da seringa.

Colocar a seringa dentro do próprio invólucro


protegendo-a, dentro da bandeja.

Explicar o procedimento ao paciente.

Colocar o paciente em posição confortável


expondo o local da aplicação.

Fazer assepsia do local escolhido com movimentos firmes e em sentido único.

Colocar o algodão entre os dedos anular e mínimo.

Segurar a pele, fazendo uma prega com os dedos polegar e indicador da mão não
dominante.

Introduzir a agulha em um ângulo de 90º.

Soltar a pele antes de injetar a medicamento.

Injetar a solução lentamente, mantendo a agulha na mesma posição até terminar a


aplicação.

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Retirar a agulha fazendo ligeira compressão local, com o algodão.

Despreza o algodão, seringa e agulha na bandeja.

Recolher a bandeja.

Lavar as mãos.

Checar na prescrição médica o horário administrado.

VIA INTRADÉRMICA (ID)

É a introdução de soluções na derme. Esta via é indicada para a vacina BCG, auxiliar
nos testes de PPD e fazer testes alérgicos.

SOROTERAPIA OU VENÓCLISE

É o tratamento feito através da introdução de soro utilizando a via endovenosa.


É indicado no caso de reposição volêmica ou na manutenção de uma via endovenosa.
O processo de administração da soroterapia deve ser lento, para isso é utilizado um
equipo que possibilita o gotejamento do soro na corrente sanguínea.

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1 gota = 3 microgotas.

1ml = 20 gotas

1ml = 60 microgotas

Cálculo gotejamento

Fórmula: número de gotas = VOLUME TOTAL

TEMPO X 3

Exemplo: A quantas gotas por minutos será infundido um volume de 540ml em 5h?

Número de gotas = 540ml

5x3

N° de gotas = 540ml = 36 gotas por minuto

15

TRANSFUSÃO SANGUINEA

É a administração de sangue e seus hemoderivados através de uma veia.


Denomina-se receptor a pessoa que receberá a transfusão sanguínea, e doador
aquele que doará o sangue.

Indicações: repor perdas sanguíneas provocadas por hemorragias; tratar anemias,


hemofilia e outras doenças sanguíneas; tratar perdas líquidas em casos de
queimaduras e outros.

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Solicite a bolsa de sangue total ou concentrado de hemácias até meia hora antes da
infusão.

Verifique repetidamente o grupo sanguíneo, o Rh e a data de validade do sangue.

Confirme o nome do paciente, comparando o nome e o número do registro do


paciente, com os da bolsa de sangue.

Verifique o número de identificação da bolsa e a compatibilidade ABO e Rh.

Observe se o produto apresenta cor anormal, aglutinação de hemácias, bolhas de ar


ou material estranho que possam indicar contaminação por bactérias.

Prepare o equipo específico para transfusão sanguínea.

Cuidados específicos

Verifique os sinais vitais do paciente, para servirem de parâmetros.

Verifique os sinais vitais de novo após 15 min da transfusão.

Puncione um AVP usando um cateter de grosso calibre, se o paciente não estiver com
acesso venoso.

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Conecte o equipo de transfusão preparado ao dispositivo de acesso venoso.

Lave o dispositivo de acesso com soro fisiológico.

Durante a transfusão agite delicadamente a bolsa de sangue, para impedir a


deposição de células.

Após lavar o acesso venoso, inicie a transfusão.

Ajuste a pinça mais próximo do paciente pra uma infusão lenta (cerca de 20
gotas/min), durante 15 minutos.

Nunca adicione medicamentos à bolsa de sangue.

Confira sempre o rótulo de identificação da bolsa.

Mantenha a transfusão por no máximo 4 horas ( em meio ambiente).

Não realize a transfusão se houver alguma discrepância no número da unidade, no


grupo sanguíneo ou na identificação do paciente.

Não conecte a bolsa de sangue a um equipo que esteja sendo usado. A maioria das
soluções, incluindo soro glicosado, é incompatível com sangue. Administre sangue
somente com soro fisiológico.

GLICEMIA CAPILAR

O teste de glicemia determina o nível de glicose no sangue.

Material

Luvas de procedimento.

Aparelho de glicemia capilar.

Fitas reagentes.

Lancetas.

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Algodão com álcool 70%,

PROCEDIMENTO:

Lave as mãos.

Reúna o material.

Oriente o paciente sobre o procedimento.

Calçar as luvas de procedimento.

Arme a lanceta.

Abra a fita e coloque no aparelho. Espere até que apareça no aparelho a solicitação
da gota de sangue.

Pegue um algodão embebido em álcool e faça a assepsia da polpa digital do dedo


escolhido.

Espere secar e logo após posicione a lanceta no dedo e aperte-a.

Após o aparecimento do sangue, pegue o aparelho já com a fita. Umedecer a fita com
a quantidade de sangue suficiente até iniciar a contagem para a leitura do nível de
glicemia.

Após o aparecimento do resultado do teste, anote na folha de dados vitais.

Recolha o aparelho e a fita usada.

Deixe o ambiente em ordem e o paciente confortável.

Despreze a fita no descarpack.

Despreze as luvas e lave as mãos.

Checar a prescrição e anotar no prontuário do paciente.

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PREPARO E ADMINSTRAÇÃO DE INSULINA

INSULINAS

As insulinas disponíveis atualmente no Brasil têm origem animal (suína e bovina) ou


são sintetizadas em laboratórios.

Concentração: 100 UI/ml.

Tipos de insulina: Regular, NPH.

Tempo de ação da insulina

NPH

Ação: intermediária

Início: 2 a 4 horas.

Pico de ação: 4 a 10 horas.

Duração efetiva: 10 a 16 horas.

Duração máxima: 14 a 16 horas.

Regular

Ação: rápida.

Início: 30 min a 1 hora.

Pico de ação: 2 a 3 horas.

Duração efetiva: 3 a 6 horas.

Duração máxima: 6 a 10 horas.

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Regiões de aplicação da insulina

Via de administração: SC.

As regiões mais adequadas são as mais afastadas das articulações, grandes vasos
sanguíneos, nervos.

Local de aplicação:

Braços: face posterior.

Coxas: face anterior e lateral externa. No adulto-região entre 12-15 cm abaixo do


grande trocanter e de 9-12 cm acima do joelho, numa faixa de 7-10 cm de largura. Em
crianças a região permanece a mesma respeitando-se a proporcionalidade corporal.

Abdome: regiões laterais direita e esquerda, distantes 4-6 cm a cicatriz umbilical para
adultos e de 2-3 cm em crianças.

Nádegas: quadrante superior lateral externo da região glútea.

Rodízio das regiões de aplicações de insulina

O rodízio é necessário para a prevenção de lipodistrofia (hiper ou hipo).

Deve-se levar em conta o tempo de absorção para a seleção do local de aplicação. A


velocidade de absorção é maior no abdômen seguido dos braços, coxas e nádegas.
Os exercícios podem aumentar a velocidade de absorção da insulina pelo aumento do
fluxo sanguíneo.

APLICAÇÃO DE QUENTE E FRIO

A aplicação de calor tem como finalidade relaxar os tecidos, facilitar a


supuração, aliviar a congestão e a dor, aumentando a circulação local e também
aquecer e dar conforto.

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Pode ser aplicado como calor seco: Por meio de bolsa de água quente, ou bolsas
elétricas.

Pode ser aplicado como calor úmido: Compressas quentes.

A compressa quente é contra indicada nos casos de hemorragias, lesões


abertas, fenômenos trombolíticos nos MMII, hemofilia e fragilidade capilar.

A aplicação das compressas frias são indicadas nos casos de hipertermia,


controlar hemorragias, diminuir a dor, diminuir a congestão dos processos
inflamatórios, diminuir edemas. Sua aplicação é contra indicada nos casos de estase
sanguínea, desnutrição ou debilidade acentuada.

CURATIVO

É a realização de uma técnica asséptica para protegermos uma ferida contra a


ação de agentes externos físicos, mecânicos ou biológicos.

As feridas podem ser causadas por fatores extrínsecos: incisão cirúrgica e as


lesões acidentais, por corte ou trauma.

Por fatores intrínsecos: as feridas produzidas por infecções, as úlceras


crônicas, as causadas por alterações vasculares, defeitos metabólicos e neoplasias.

Fatores que interferem na cicatrização da ferida:

Diabetes;

Má- circulação;

Edema;

Tabagismo;

Caquexia;

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Hipertensão;

Desnutrição

Desidratação;

Medicamentos anticoagulantes;

Falta de higiene.

FINALIDADES DO CURATIVO

Evitar a contaminação das feridas limpas;

Reduzir a infecção das lesões contaminadas;

Facilitar a cicatrização;

Remover secreções;

Proteger a ferida;

Aliviar a dor;

Promover a hemostasia;

Facilitar a drenagem.

TIPOS DE CURATIVOS

Fechado: geralmente para feridas infectadas e com secreção abundante.

Aberto: para feridas limpas, secas.

Semioclusivo: feridas com pouca secreções ou para proteção do paciente.

Compressivo: indicado para estancar hemorragias.

MATERIAL

Pacote de curativo;
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Gaze;

Soro fisiológico;

Bandeja ou bacia;

Tesoura;

Agulha;

Esparadrapo;

Gaze aberta;

Atadura de crepom;

Medicamento prescrito;

Luvas de procedimento ou estéril.

PROCEDIMENTOS

Lavar as mãos.

Reunir o material.

Orientar o paciente sobre o procedimento.

Organizar todo o material sobre a mesa de cabeceira.

Manter o ambiente sem correntes de ar.

Colocar o biombo, S/N.

Calçar as luvas de procedimento.

Colocar o paciente em posição apropriada.

Descobrir a área do ferimento e proteger a cama com forro de papel, pano ou


impermeável.

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Abrir o pacote de curativo pegue as pinças pelo cabo colocando-os voltados para a
borda do campo.

Abrir o pacote de gaze e virar em cima do campo estéril do curativo.

Umedecer o curativo anterior com SF para facilitar a sua remoção.

Colocar o curativo no saco plástico.

Descartar as luvas e lavar as mãos.

Colocar luvas estéreis e máscara facial (opcional).

Com a pinça una as pontas de uma gaze IV e coloque povidine tópico e limpe as
bordas de drenagem da ferida, movendo do centro para a periferia. Despreze a gaze
usada dentro do saco plástico.

Repita o procedimento acima até a completa retirada de toda a secreção.

Irrigue ferida com SF e depois seque com gaze estéril( utilizar agulha 40x12 para
realizar um furo no frasco do soro, após assepsia com álcool a 70%).

Coloque a medicação- pomada(se estiver prescrito) e depois coloque gaze I.V. ou o


filme transparente em cima da ferida protegendo-a.

Passe benjoim na pele integra para retirada da oleosidade e proteção do epitélio.

Fixe o curativo com esparadrapo ou micropore.

Avalie a necessidade de frequência das trocas do curativo.

Recolha o material.

Organize o ambiente e deixar o paciente confortável.

Retire as luvas e lave as mãos.

Anotar o cuidado no prontuário do paciente.

BANDAGEM

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É feita com a utilização de ataduras para envolver, fixar e proteger partes


lesadas, impedir movimentos, evitar ou reduzir edemas, pressionar tecidos, corrigir
deformidades.

MATERIAL

Ataduras de crepom;

Esparadrapo;

Tesoura;

Algodão.

PROCEDIMENTOS

Lavar as mãos;

Preparar os materiais;

Orientar o paciente e posicioná-lo de acordo com o local a ser imobilizado.

Ao aplicarmos uma atadura devemos começar da extremidade para o centro e


evitando que o início e o término seja sobre um ferimento, uma saliência óssea ou
qualquer região que cause desconforto ao paciente

Na mão

Colocar algodão entre os espaços digitais, começar em volta do pulso indo até
a base do polegar, passar a atadura na palma da mão indo até a base dos dedos,
deixando a ponta dos dedos expostas para verificarmos a circulação, voltar até o pulso
e prender com esparadrapo.

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Nos pés

Proteger o dorso, a sola e o tornozelo com algodão, começar pelo tornozelo e


cruzar o dorso do pé, cruzar de volta para o tornozelo, repetindo até cobrir todo o pé e
deixando os dedos expostos.

COLOSTOMIA

É exteriorização através de cirurgia do cólon


descendente ou sigmoide.

Indicado em câncer de sigmoide ou reto,


diverticulite crônica, anomalias congênitas ou
traumas.

O estoma localiza-se no quadrante superior


esquerdo.

Bolsa de Colostomia

Finalidade

Controlar o débito da drenagem fistulosa, drenos , colostomias.

Proteger a pele contra ação dos sucos digestivos.

Material

Bolsa de colostomia prescrita.


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Soro fisiológico 0,9%.

Gaze IV.

Luvas de procedimento.

Pacote de curativo estéril.

Solução de benjoim.

Saco plástico.

Biombo (se necessário).

PROCEDIMENTO:

Lavar as mãos.

Reunir o material.

Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.

Calçar as luvas.

Colocar o biombo, se necessário.

Colocar o paciente em posição confortável, expondo apenas a região a ser limpa.

Abrir o pacote do curativo.

Limpar a região da colostomia com soro fisiológico.

Secar a área ao redor, com gaze.

Aplicar solução de benjoim ao redor da área.

Pegar a bolsa e verificar se a parte inferior está bem fechada

Retirar o adesivo da bolsa, verificar se o diâmetro da bolsa é compatível à área a ser


aplicada. Caso seja necessário ampliar a abertura com tesoura.

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Fixar a bolsa na área da colostomia.

Recolher o material.

Retirar as luvas.

Deixar o ambiente organizado e o paciente confortável.

Anotar no prontuário do paciente.

Cuidados de enfermagem:

Trocar a bolsa sempre que necessário.

Esvaziar a bolsa drenável do tipo Karaya, retirando o clamps. Limpar a bolsa e


recolocar o clamps.

Passar benjoim na área que será aderida à parte goma da bolsa.

Orientar para evitar alimentos que aumentem o odor e a formação de gases: repolho,
cebola, nabo, peixe.

Estimule alimentos que diminuem o odor: espinafre, salsa, iogurte.

Estimular a hidratação.

Orientar o paciente a cuidar de sua colostomia, supervisionando estes cuidados.

ILEOSTOMIA

É a exteriorização de uma porção do íleo na parede abdominal. As fezes inicialmente


tem consistência líquida, com o passar do tempo o intestino delgado começa a
absorver a água e as fezes se tornam semi- sólidas.

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Cuidados de enfermagem

Atentar para as irritações cutâneas que são mais frequentes devido as fezes ricas em
enzimas.

Atentar para os sinais de desidratação pois as fezes são mais líquidas do que da
colostomia.

Estimular a hidratação.

Orientar quanto aos cuidados com a ileostomia.

PACIENTE AGONIZANTE

PREPARO DO CORPO

A equipe de enfermagem funciona como elemento de fundamental importância


neste momento, tanto para o paciente agonizante como para sua família.

Uma pessoa diante da morte apresenta reações emocionais classificadas em


05 estágios: negação e isolamento, ira, barganha, depressão e aceitação.

Negação e isolamento: Mecanismo de defesa frente a um fato doloroso.

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Ira: Nesta fase nada o satisfaz. Age com raiva, irritação, rispidez a tudo que lhe cerca.

Barganha: Apelo à divindade. A barganha tem caráter de privação, troca.

Depressão: Conscientização da realidade. Demostra profunda tristeza, tem crises de


choro e angústia.

Aceitação: A morte já não lhe parece tão dolorosa. Os conflitos são substituídos por
uma onda de paz.

Portanto além de aliviar o desconforto físico do paciente, a equipe de enfermagem


deve lhe proporcionar compreensão, ternura e apoio.

ASSISTÊNCIA AO CORPO

A morte significa cessação da vida. Todas as funções vitais são abolidas,


ocorre o esfriamento do corpo, manchas generalizadas de coloração arroxeada,
relaxamento dos esfíncteres, rigidez cadavérica.

O óbito é constatado pelo médico, e logo após deve se iniciar o preparo do


corpo.

FINALIDADES

Manter o corpo limpo;

Evitar odores e saída de excreções, sangue;

Manter o alinhamento corporal.

MATERIAL

Pinça Pean;

Atadura de crepom;

Cartão de identificação;
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Biombo;

03 lençóis;

Algodão;

Luvas de procedimento.

PROCEDIMENTOS

Isolar o local com biombo;

Preparar o material;

Calçar luvas;

Proceder a limpeza do corpo, retirando drenos, punções, sondas, cateteres e outros


objetos que forem necessários;

Fazer o tamponamento de todas as cavidades com bola de algodão usando a pinça


para introduzi-lo ( ouvido, nariz, vagina, ânus, boca);

Manter os olhos vedados;

Fixar queixo, pés e mãos com atadura de crepom;

Colocar etiqueta de identificação presa ao corpo e outra no lençol que estiver cobrindo
o corpo;

Encaminhar o corpo ao necrotério e proceder a limpeza da unidade.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BATON J. , Brady C., O’Kelley S.D., Terapia Intravenosa-Coleção Práxis Enfermagem, Rio de
Janeiro, Guanabara Koogan/LAB, 2005.

Cuidados de enfermagem ao indivíduo hospitalizado: Uma abordagem para técnicos em


enfermagem. São Paulo- SP . Editora ARTMED , 2004

GAMA, D.D.S., Sacramento M.T.P., Sampaio R.C., Moderna Assistência e Técnicas de


Enfermagem, vol.1, 2ªedição São Paulo, Livraria Everest - Editora Pimenta e CIA Ltda.1998.

KAWAMOTO, Emilia Emi & FORTES, Julia Ikeda. Fundamentos de enfermagem. São Paulo, EPU,
1986

ROCH, R.M., Técnicas Básicas de Enfermagem, 20ª edição, Curitiba: Século XXI, 2004.

ROGANTE M.M., Furcolin M.I.R., Procedimentos Especializados de Enfermagem, São Paulo,


Livraria Atheneu Editora, 1994.

SMELTZER, Suzane C. Brunner/Suddarth tratado de enfermagem médico-cirúrgica vol 3 e 4. 7.


Ed Rio de Janeiro RJ, Editora Guanabara Koogan 1994.

SOARES, Maria Augusta Moraes; GERELLI, Anacira Maria; AMORIM, Andréia Sousa.

STAUT, Naíma da Silva et alii. Manual de drogas e soluções. São Paulo, EPU, 1986

TEMPLE J.S., Johnson J.Y., Guia Para Procedimentos de Enfermagem, 3ª edição,Porto Alegre,
Artes Médicas Sul, 2000.

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REFERÊNCIA VIRTUAL

http://www.sbcp.org.br

http://www.medicinenet.com

http://www.sespa.pa.gov.br

http://www.rimed.com.br

http://www.unifesp.br

htpp://www.enfermagemesaude.com.br/guia.../a-importancia-dos-sinais-vita

Lei nº. 7498/86- regulamentação do exercício da enfermagem.

ANVISA - RDC 63 de 06/07/2000.

Resolução COFEN - 277/2003 do Código de Ética de Enfermagem.

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DISCIPLINA: ANATOMIA E
FISIOLOGIA HUMANA

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Sumário

SISTEMA CIRCULATÓRIO...........................................................................................................385

SISTEMA SANGUINEO................................................................................................................385

SISTEMA LINFÁTICO...................................................................................................................390

O SANGUE.................................................................................................................................391

SISTEMA IMUNOLÓGICO...........................................................................................................397

SISTEMA DIGESTÓRIO................................................................................................................402

SISTEMA URINÁRIO...................................................................................................................414

SISTEMA ENDÓCRINO................................................................................................................419

SISTEMA REPRODUTOR.............................................................................................................429

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................436

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SISTEMA CIRCULATÓRIO

O aparelho circulatório está constituído pelos seguintes sistemas:

• Sanguífero: vasos (artérias, veias e capilares) e coração.

• Linfático: vasos (troncos, vasos e capilares) e órgãos (linfonodos e tonsilas);

• Órgãos hematopoiéticos: medula óssea e órgãos linfoides (baço e timo).

Funções:

• Levar material nutritivo e oxigênio às células;

• Transportar resíduos do metabolismo celular para órgãos excretores;

• De defesa, devido às células especializadas contra substâncias estranhas e


micro-organismos.

SISTEMA SANGUÍNEO

Coração: É uma bomba contrátil – propulsora que promove a circulação do sangue e


da linfa através dos vasos.

Órgão muscular oco com forma semelhante a um cone, tendo


aproximadamente o tamanho da mão fechada. Apresenta base, faces e ápice e na sua
base estão as raízes de grandes vasos, através dos quais o sangue chega e sai do
coração.

Situa-se na caixa torácica, atrás do esterno e acima do diafragma (mediastino).


Dispõe-se obliquamente (base medial e ápice lateral).

Camadas:

• Pericárdio: Membrana que envolve o coração;

• Epicárdio: Camada externa;

• Miocárdio: Camada média, mais espessa; tecido muscular estriado cardíaco;

• Endocárdio: Camada interna.

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Partes:

• Átrio direito (AD): Nele chegam as veias cavas inferior e superior e a veia
coronária, trazendo sangue venoso de todo o organismo, inclusive músculo cardíaco.
Para cada veia há um óstio, que impede o refluxo de sangue do átrio par a veia.

• Ventrículo direito (VD): Apresenta musculatura mais espessa que a do átrio e


dele parte a artéria pulmonar, que divide em direito e esquerdo, indo cada uma para
um pulmão, levando o sangue venoso para ser oxigenado.

• Átrio esquerdo (AE): Nele chegam as quatro veias pulmonares (duas direitas e
duas esquerdas) com sangue arterial (sangue oxigenado). O septo atrial separa o átrio
direito do esquerdo.

• Ventrículo esquerdo (VE): Recebe sangue arterial do átrio esquerdo e dele


parte a artéria aorta. Tem musculatura espessa. É separado do ventrículo direito pelo
septo ventricular.

Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo existe a válvula mitral ou bicúspide para
impedir o refluxo do sangue do ventrículo para o átrio.

Entre o átrio direito e ventrículo direito existe a válvula tricúspide.

Entre o ventrículo esquerdo e a aorta existe a válvula aórtica.

Entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar existe a válvula pulmonar

Fisiologia cardíaca:

• Pequena circulação (ou pulmonar): coração - pulmão - coração.

• Grande circulação (ou sistêmica): Coração - corpo (tecidos) - coração.

• Circulação coronária: o coração conta com as artérias coronárias e seus ramos


para o suprimento de sangue oxigenado e depende das veias cardíacas para remover
o desoxigenado.

Ciclo cardíaco:

O ciclo cardíaco é o período que vai desde o início de um batimento cardíaco


até o início do próximo.

Compreende dois períodos:


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• Contração do miocárdio (sístole): para expulsão do sangue da cavidade


cardíaca.

• Relaxamento do miocárdio (diástole): para recebimento de nova porção de


sangue.

Durante a diástole atrial direita e esquerda ocorre:

• Sangue das veias cavas - átrio direito.

• Sangue das veias pulmonares - átrio esquerdo.

• Válvulas átrio-ventriculares (mitral e tricúspide) se fecham.

• Sangue dos átrios - ventrículos.

• Ao final da diástole atrial ocorre a sístole atrial para esvaziar completamente os


átrios e as válvulas (mitral e tricúspide) se abrem.

Durante a sístole ventricular ocorre:

• Inicia-se após o fechamento das válvulas mitral e tricúspide.

• Abrem-se as válvulas aórtica e pulmonar.

• Sangue dos ventrículos - artéria pulmonar (VD) e a artéria aorta (VE).

• Após curto período, reinicia-se todo o ciclo.

Controle do coração pelo sistema nervoso:

O coração é inervado pelos nervos simpático e parassimpático, que são


antagônicos em suas funções.

• Simpático: Acelera os estímulos elétricos do coração, acelerando também os


batimentos cardíacos, aumentando a força de contração do miocárdio e
consequentemente aumentando o volume de sangue expulso do coração.

• Parassimpático faz tudo ao contrário.

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Automatismo do coração

O coração trabalha automaticamente sob o controle do sistema nervoso, mas o


impulso origina-se no coração.

Composição:

• Nódulo (nó) sinoatrial ou sinusal (SA): É o ponto de origem de todos os


estímulos. Situa-se no átrio direito. O estímulo nele gerado é transmitido para o nódulo
átrio-ventricular e para as fibras musculares atriais.

• Nódulo átrio-ventricular (AV): Situa-se próximo septo atrial. Recebe os


estímulos deste nódulo e os transmite para as fibras de Purkinge.

• Fibras de Purkinge: Os estímulos são distribuídos aos ventrículos por meio de


seus feixes direitos e esquerdos.

Débito cardíaco

É o volume de sangue que o ventrículo esquerdo expulsa por minuto. Um adulto


expulsa aproximadamente 70 ml de sangue a cada batimento cardíaco, ou seja, 4900
ml (4,9 litros), por minuto.

VASOS SANGUÍNEOS

São tubos fechados que transportam o sangue do coração para todo o


organismo. Classificam¬-se em artérias, arteríolas, veias, vênulas e capilares.

Um vaso é constituído por três camadas: íntima (interna ou endotelial), média e


uma externa (adventícia).

São inervados pelo simpático que tem ação vasoconstritora (diminui o calibre
do vaso) e parassimpático que tem ação vasodilatadora (aumenta o calibre do vaso).

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Artérias: São tubos cilíndricos e elásticos nos quais o sangue oxigenado circula do
coração para todo o corpo.

• A maior artéria do corpo é a aorta.

• A artéria pulmonar é a única que carrega sangue não oxigenado (venoso).

• Principais artérias: Aorta (ascendente, abdominal), coronária, carótida comum


(direita e esquerda), subclávia (direita e esquerda), mamária, axilar, braquial, radial,
ulnar, ilíaca e femoral.

Veias: São vasos que aumentam gradativamente de calibre em direção ao coração,


contendo sangue não oxigenado, que será impulsionado do coração para o pulmão.

• Apresentam válvulas no seu interior para evitar o refluxo sanguíneo.

• Principais veias: Cavas, subclávia, braquial, cefálica, basílica, jugulares, ilíaca,


femoral e safena.

São fatores que favorecem o retomo venoso para o átrio direito:

• Pressão residual do capilar venoso

• Aspiração torácica no momento da inspiração;

• Ação conjunta da musculatura das pernas e válvulas venosas.

• Acoplamento artério-venoso, pois as artérias ao pulsarem, exercem uma


pressão na parede da veia;

• Esponja plantar que é massageada durante a deambulação, impulsionando o


sangue.

Fatores que dificultam o retomo venoso são:

• Efeito da gravidade;

• Pressão intra-abdominal exercida por vísceras, tumores, gravidez;

• Viscosidade do sangue;

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Capilares: São extensas redes de vasos de calibre reduzido e paredes finas


compostas essencialmente de endotélio. Nos capilares arteriais ocorre a nutrição e a
oxigenação dos tecidos e nos capilares venosos são recebidos os catabólitos
(resíduos) e o gás carbônico.

SISTEMA LINFÁTICO

Trata-se de uma rede complexa de órgãos linfóides, linfonodos, ductos linfáticos,


tecidos linfáticos, capilares linfáticos e vasos linfáticos que produzem e transportam a
linfa dos tecidos para o sistema circulatório.

Possui três funções interrelacionadas:

1. remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais;

2. absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o


sistema circulatório;

3. produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras


de anticorpos conhecidas como plasmócitos).

Vasos linfáticos: drenam a linfa dos espaços intercelulares para os vasos venosos.

Linfa é um líquido semelhante ao plasma e rica em leucócitos. Tem a função de


remover partículas grandes que não podem ser removidas pelos capilares, de servir
como uma barreira à disseminação das bactérias, vírus e células cancerígenas e
também de ser uma via acessória para o líquido intersticial fluir para o sangue.

Linfonodos, nodos ou gânglios linfáticos: Estão espalhados no trajeto dos vasos


linfáticos. Agem como barreira ou filtro para os microorganismos, toxinas ou
substâncias estranhas ao organismo, impedindo sua passagem para a corrente
circulatória.

Produzem glóbulos brancos, principalmente linfócitos.

Localizam-se no pescoço, cavidade torácica, nas regiões abdominal e pélvica. São


inúmeros nas axilas e na região inguinal. Reagem a uma inflamação, intumescendo-se
e tornando¬-se dolorido (íngua).

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ÓRGÃOS HEMATOPOIÉTICOS

Baço: Anexo ao sistema circulatório localiza-se na parte superior esquerda do


abdome. Tem a função de destruir glóbulos vermelhos velhos, de armazenar ferro das
hemoglobinas destruídas, de armazenar eritrócitos para liberá-los em condições
especiais (durante um exercício físico, por exemplo), de formar linfócitos e de
incorporar e destruir bactérias e resíduos de células.

Timo: Formado por massa irregular, situa-se em parte no tórax e em parte na porção
superior do pescoço. Cresce desde o nascimento até atingir seu maior tamanho na
puberdade, quando começa a regredir tendo grande parte de substância substituída
por tecido adiposo e fibroso, não desaparecendo, entretanto, todo o tecido tímico. Nele
amadurecem os linfócitos, cujas estruturas primordiais já existem ao nascer.

O SANGUE

É um tecido formado pelo plasma e pelas células sanguíneas. Num adulto de


60 a 70 Kg, o volume sanguíneo varia de 4,8 a 5,4 litros.

O sangue é responsável:

• Pelo transporte de substâncias, nutrientes e hormônios;

• Pela respiração tecidual, levando oxigênio para a célula e trazendo gás


carbônico dela;

• Pela excreção, transportando todas as substâncias excretadas do metabolismo


celular para os vários locais de excreção;

• Pela manutenção do equilíbrio ácido-básico, para neutralizar os ácidos


resultantes do metabolismo celular;

• Pela distribuição e eliminação uniforme do líquido corpóreo;

• Pelo transporte e equilíbrio do calor.

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PARTE SÓLIDA DO SANGUE

Eritrócitos ou hemácias ou glóbulos vermelhos

Dentro da hemácia há um pigmento denominado hemoglobina (Hb) que dá a


cor vermelha ao sangue. Ela é formada pelo pigmento derivado do ferro (heme) e por
meia proteína (globina).

O oxigênio é transportado através da corrente sanguínea ligando-se ás


hemoglobinas. Parte do gás carbônico é também transportado pela hemoglobina.

Os eritrócitos formam-se e amadurecem na medula óssea. Têm vida média de


120 dias e depois são destruídos pelo baço. O baço retém o ferro e as proteínas e o
restante da molécula de hemoglobina irá formar a bilirrubina, que é o pigmento da bile.

Os valores normais são:

• Eritrócitos: 4,5 a 5 milhões por ml de sangue;

• Hemoglobina: 14 a 16 g/ml de sangue;

• Hematócrito: 45% (porcentagem de eritrócitos no sangue).

Leucócitos ou glóbulos brancos

São os responsáveis pelos mecanismos de defesa do organismo. O pus resulta


da batalha entre os leucócitos e o microorganismo ou substância estranha que tenha
penetrado no organismo. O valor normal de leucócitos varia de 6000 a 9000 por ml de
sangue.

Granulócitos: neutrófilos (60 a 75%), eosinófilos (2 a 4 %) e basófilos (1 %). Formam-


se na medula óssea e são destruídos e eliminados pelo baço, fígado, secreções
glandulares e por auto-destruição. Defendem o organismo na fase aguda do processo
infeccioso e inflamatório. Os eosinófilos participam nos processos alérgicos.

Agranulócitos: Linfócitos (25 a 40%). Formados nos tecidos linfáticos e localizam-se


predominantemente nos órgãos linfáticos, mas uma pequena quantidade circula no
sangue. Agem nas inflamações crônicas e têm vida média de semanas a um ano.

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Monócitos: (3 a 6%) Formam-se na medula óssea, têm vida média de semanas a


meses e também agem nas inflamações crônicas.

Plaquetas ou trombócitos

São células que participam no processo de coagulação. Formam-se na medula


óssea e têm vida média de 4 a 10 dias. Seus valores variam de 250.000 a 450.000 por
ml de sangue.

PARTE LÍQUIDA OU PLASMA

Corresponde a 56% do volume do sangue. Compõe-se de água, proteínas,


pigmentos, sais orgânicos e inorgânicos e enzimas. A água representa 90% da
composição do plasma.

As proteínas são:

Albumina: responsável pelo transporte de substâncias, mantém a pressão oncótica


para troca de água entre o sangue e os tecidos.

Globulina: responsável pelo transporte de ferro, outros metais, hormônios, vitaminas e


lipídios. Participa no processo de defesa (gamaglobulina).

Fibrinogênio e protrombina: participam no processo de coagulação.

Os sais inorgânicos juntamente com a água regulam a pressão osmótica (força


que pressiona a passagem de água através da membrana, de menor concentração
para uma maior) Ex: Cloreto, sódio, potássio, cálcio e magnésio.

COAGULAÇÃO SANGUÍNEA

Mecanismo de defesa natural do organismo contra a perda de sangue


proveniente de uma lesão do vaso sanguíneo.

Para ocorrer à coagulação é necessária a formação da fibrina a partir do


fibrinogênio. Para a formação da fibrina é necessária à intervenção dos fatores de

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coagulação, que são: I (fibrinogênio), II (protrombina, que é formada no fígado sob a


ação da vitamina K), III (tromboquinase), IV (cálcio), V, VI, VII, VIII, IX. X. XI e XII.

O hemofílico não possui o fator VIII.

Em um indivíduo normal, a coagulação é iniciada dentro de 20 segundos após a


lesão ocorrer ao vaso sanguíneo causando dano às células endoteliais.

As plaquetas formam imediatamente um tampão plaquetário no local da lesão.


Essa é a chamada hemostasia primária. A hemostasia secundária acontece quando os
componentes do plasma chamados fatores de coagulação respondem (em uma
completa cascata de reações) para formar fios de fibrina, que fortalecem o tampão
plaquetário.

O processo de coagulação tem o seguinte caminho:

1. Lesão - Vasoconstrição - Plaquetas juntas - Tampão (trombo branco).

2. As células de um tecido lesado juntamente com as plaquetas sofrem ação dos


fatores de coagulação formando a tromboplastina.

3. A tromboplastina mais os fatores de coagulação atuam sobre a protombina


produzindo a trombina, que é uma enzima.

4. A trombina age sobre o fibrinogênio dando origem à fibrina (rede fina onde
serão presos os trombos brancos; os eritrócitos e os glóbulos brancos) e a seguir
forma o coágulo (trombo vermelho).

Fatores inibidores da coagulação sanguínea:

• A fibrinosina provoca a destruição da fibrina;

• A heparina, que é formada no fígado, retarda a formação de trombina e inibe a


ação da trombina sobre o fibrinogênio.

Substâncias de defesa: Além dos leucócitos, existem os anticorpos, que são derivados
da gamaglobulina e promovem uma resistência específica contra determinado
microorganismo.

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Produção de células sanguíneas:

A medula óssea, é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários


ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias (glóbulos
vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos ou eritrócitos) e plaquetas (trombócitos).

Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é


quem se encarrega desta renovação, sendo um tecido de grande atividade
evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

GRUPOS SANGUÍNEOS

Os três principais grupos sanguíneos foram descobertos por Landsteiner em


1901, quando observou que alguns indivíduos possuíam nas hemácias um fator
chamado aglutinogênio, enquanto que outros apresentavam no plasma uma
substância contrária a este aglutinogênio denominada aglutinina.

Através do grupo sanguíneo os indivíduos podem ser classificados em tipo A, B, AB e


O.

Grupo sanguíneo AB: Indivíduos têm tanto antígenos A quanto B na superfície


de suas hemácias, e não contem quaisquer anticorpos dos antígenos A ou B, podendo
receber sangue de qualquer grupo (com AB preferível), mas só pode doar sangue para
outros com o tipo AB.

Grupo sanguíneo A: Indivíduos têm o antígeno A na superfície de suas


hemácias, e anticorpos contra o antígeno B, podendo receber sangue só de pessoas
dos grupos A ou O (com A preferível), e só pode doar sangue para indivíduos com o
tipo A ou AB.

Grupo sanguíneo B: Indivíduos têm o antígeno B na superfície de seus


hemácias, e anticorpos contra o antígeno A,podendo receber sangue só de indivíduos
de grupos B ou O (com B preferível), e pode doar sangue para indivíduos com o tipo B
ou AB.

Grupo sanguíneo O (significando zero): Indivíduos não possuem antígenos


nem A ou B na superfície de suas hemácias, mas contém anticorpos anti-A e anti-B
contra os grupos antígenos A e B, podendo receber sangue só de alguém do grupo O,
mas pode doar sangue para pessoas com qualquer grupo ABO (ou seja, A, B, O ou
AB).

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Se qualquer pessoa precisar de uma transfusão de sangue em uma emergência, e se


o tempo necessário para processar o recebedor do sangue causar um atraso
prejudicial, o sangue 0- (O Negativo) pode ser emitido.

Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram outro elemento denominado Rh,


denominação advinda do macaco Rhesus.

Tipicamente, o sangue contém antígeno Rh. O sangue com antígeno Rh é Rh+


(positivo); o sangue sem o antígeno Rh é Rh- (negativo). Anticorpos anti-Rh podem
aparecer apenas na pessoa que se tornou sensibilizada. Anticorpos anti-Rh podem
aparecer no sangue de uma pessoa Rh negativa após a entrada de eritrócitos Rh
positivos na corrente sanguínea - por exemplo, devido à transfusão de sangue Rh
positivo. Uma mulher Rh negativa que gera um feto Rh positivo também pode adquirir
anticorpos anti-Rh.

O indivíduo que receber sangue incompatível com o seu, poderá apresentar


uma reação grave que poderá levá-lo a morte.

O indivíduo Rh- que receber sangue Rh+ pela primeira vez, desenvolverá
apenas uma reação de sensibilização, mas ao receber novamente apresentará
reações graves.

Um paciente Rh- negativo, que não possui anticorpos anti-Rh, ou seja, que nunca foi
exposto à hemácias Rh-positivo, pode receber uma transfusão de sangue Rh positivo
uma única vez, mas esta ação causa sensibilidade ao antígeno Rh, e no caso do
paciente ser do sexo feminino, ficaria exposto ao risco para a doença hemolítica do
recém-nascido (eritroblastose fetal).

TIPO SANGÜÍNEO

( FENÓTIPO) AGLUTINOGÊNIO

(ANTÍGENO)

HEMÁCIAS AGLUTININA

(ANTICORPO)

PLASMA (SORO) GENÓTIPO

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A A ANTI-B AA, Ai

B B ANTI-A BB, Bi

AB A e B AUSÊNCIA AB

O AUSÊNCIA ANTI -A e ANTI-B ii

SISTEMA IMUNOLÓGICO

A imunidade refere-se à capacidade do corpo em resistir a organismos e toxinas


invasores, prevenindo assim a lesão do tecido e do órgão. O sistema imune é
designado para reconhecer, reagir e eliminar antígenos, incluindo bactérias, fungos,
vírus e parasitas. Ele também preserva o ambiente interno do corpo pela absorção de
células danificadas, ou mortas, e pelo patrulhamento dos antígenos.

Para realizar essas funções eficientemente, o sistema imune utiliza três estratégias
básicas:

A) Fenômeno de superfície protetora: estrategicamente, barreiras físicas,


químicas e mecânicas estão posicionadas, trabalhando para prevenir a entrada de
organismos potencialmente danosos;

B) Defesas gerais do hospedeiro: quando um antígeno penetra a pele, ou a


membrana mucosa, o sistema imune emite respostas celulares inespecíficas em um
esforço para identificar e remover o invasor;

C) Respostas imunes específicas: respostas específicas, classificadas como


imunidade humoral ou mediada pela célula, produzidas pelos linfócitos (células B e T).

O QUADRO DELINEIA A SEQUÊNCIA DE EVENTOS NO PROCESSO


INFLAMATÓRIO

Microorganismos invadem o tecido danificado.

Basófilos liberam heparina, histamina e a produção de cinina acontece.

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A vasodilatação acontece juntamente com o aumento da permeabilidade capilar.

O fluxo sanguíneo aumenta para os tecidos afetados e o fluido fica retido dentro deles.

Os neutrófilos correm para o sítio de invasão a fim de engolfar e destruir os


microorganismos decorrentes das células mortas.

Isto repara o tecido.

-
se e diferenciarem-se em células do plasma. Cada célula do plasma, por sua vez,
produz e secreta grandes quantidades de imunoglobulinas antígeno-específicas (IgA,
IgG, IgM, IgD, IgE) dentro da corrente sangüínea.

A)

B)

C)

e fúngicas e proporciona resistência contra células transplantadas e células tumorais.

envolvidos na defesa do hospedeiro e na resposta imune podem funcionar mal.


Quando as defesas do corpo são exageradas, mal direcionadas ou tanto ausentes
quanto deprimidas, o resultado pode ser um distúrbio de hipersensibilidade,
autoimunidade ou imunodeficiência, respectivamente.

Imunização:

Definida como a aquisição de proteção imunológica contra uma doença infecciosa.


Tem como objetivo aumentar a resistência de um indivíduo contra infecções.

Pode ser realizada através de vacina, imunoglobulina (anticorpos do ser humano) ou


por soro (anticorpos de animais).

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Vacinas:

Usadas para induzir a imunidade ativa; sua administração resulta numa resposta
biológica e na produção de anticorpos específicos protegendo o indivíduo contra
futuras infecções pelo mesmo microorganismo.

Imunização Ativa:

Sistema imune do indivíduo, ao entrar em contato com uma substância estranha ao


organismo, responde produzindo anticorpos e células imunes (linfócitos T).

Esse tipo de imunidade geralmente dura por vários anos, às vezes, por toda uma vida.

Os dois meios de se adquirir imunidade ativa são contraindo uma doença infecciosa e
a vacinação.

Vacinas vivas atenuadas:

• Compostas de microrganismos vivos atenuados em laboratório, que devem ser


capazes de multiplicarem-se no organismo hospedeiro para que possa ocorrer a
estimulação de uma resposta imune.

• O sistema imune é incapaz de diferenciar entre uma infecção pelo


microrganismo vacinal e o microrganismo selvagem, sendo igual a adquirida pela
infecção natural.

Exemplos de vacinas vivas atenuadas: Sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela,


varicela, BCG.

Vacinas Inativadas:

• Compostas de microrganismos inativados (não mais se encontram vivos), logo


incapazes de multiplicarem-se.

Exemplos de vacinas inativadas: hepatite A, hepatite B, raiva, pneumococo,


meningococo, influenza, cólera.

Defesa específica ou Imunidade adquirida:

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O organismo reconhece os agentes invasores os destrói de uma forma dirigida e


eficaz. Ao contrario do que acontece com a defesa não específica, a resposta do
organismo ao agente invasor melhora a cada novo contacto. Verifica-se
especificidade e memória.

Defesa não especifica ou Imunidade inata:

• O organismo previne a entrada de agentes estranhos e os reconhece e destrói,


quando essa entrada acontece. A resposta do organismo é sempre a mesma,
qualquer que seja o agente invasor e qualquer que seja o número de vezes que este
contacta com o organismo. Não tem especialidade nem memória.

No meio ambiente existem numerosos e variados agentes patogênicos, capazes de


causarem doenças.

Os principais agentes patogênicos são bactérias, vírus, fungos, protozoários ou os


vermes parasitas.

Imunização Passiva:

Transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos por um animal ou outro ser


humano, produzindo uma rápida e eficiente proteção, porém é temporária, durando em
média poucas semanas ou meses.

Pode ser natural ou artificial:

• A imunidade passiva natural é o tipo mais comum de imunidade passiva -


passagem de anticorpos da mãe para o feto através da placenta e também pelo leite
(ocorre nos últimos 2 meses de gestação) garantindo uma boa imunidade à criança
durante seu primeiro ano de vida.

A imunidade passiva artificial pode ser adquirida sob três formas principais: a
imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina humana hiperimune e o soro
heterólogo.

A transfusão de sangue é uma outra forma de se adquirir imunidade passiva, já que,


virtualmente, todos os tipos de produtos sanguíneos contêm anticorpos.

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Imunoglobulina humana combinada:

Produzida através da combinação de anticorpos IgG de milhares de doadores adultos.


Como é um derivado de muitos doadores diferentes, a imunoglobulina contém
anticorpos contra diferentes antígenos.

Imunoglobulina humana hiperimune:

Produto que contém altos títulos de um específico anticorpo, é obtido mediante doação
de plasma humano contendo altos níveis do anticorpo de interesse. Contudo, uma vez
que a imunoglobulina hiperimune é formada de plasma humano, ela também contém
pequenas quantidades de outros anticorpos.

As indicações para uso: principalmente no pós-exposição ou profilaxia de doenças


como hepatite B, raiva, tétano e varicela.

Soro Heterólogo Hiperimune ou Antitoxina:

Produzido através da injeção de um antígeno específico na corrente sanguínea de


animais, geralmente cavalos. O sistema imunológico do animal produz os anticorpos
contra aquele antígeno, que formarão a base ativa do soro.

Nos EUA, a antitoxina é disponibilizada para o tratamento do botulismo e difteria. A


doença do soro pode ser uma complicação da administração deste produto, em virtude
de uma reação à proteína do cavalo.

Quando os agentes patogênicos são particularmente agressivos, é acionada uma


reação inflamatória sistêmica, que ocorre em várias partes do organismo e se
caracteriza pelos seguintes acontecimentos:

• Aumento do número de leucócitos em circulação. Este aumento resulta da


estimulação da medula óssea por substâncias químicas produzidas pelas células
lesadas.

• A febre pode ser desencadeada por toxinas produzidas pelos agentes


patogênicos ou por pirógenos produzidos por leucócitos. Estas substâncias atuam
sobre o hipotálamo e regulam a temperatura do corpo para um valor mais alto.

A febre moderada é benéfica.

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SISTEMA DIGESTÓRIO

O Trato digestório e os órgãos anexos ( glândulas salivares, fígado e pâncreas),


constituem o Sistema Digestório.

O trato digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo
também chamado de canal alimentar ou trato gastrointestinal.

Trato digestório (boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino


grosso, reto e ânus).

Os nutrientes não podem, na maioria das vezes, serem absorvidos pelo


organismo na sua forma natural. Portanto, necessitam de um tratamento químico e
mecânico dos órgãos da digestão.

Os alimentos sofrerão modificações químicas até que possam ser solúveis e


absorvidos pela corrente circulatória do organismo. Os alimentos não absorvidos serão
eliminados sob a forma de fezes.

A transformação dos nutrientes em produtos solúveis é realizada pelas enzimas


liberadas pelo tecido de revestimento (células epiteliais) dos órgãos digestores, que
também secretam muco para ajudar no deslizamento do bolo alimentar.

Os órgãos digestivos estão revestidos por células epiteliais que fabricam muco,
que permite o deslizamento do bolo alimentar e também secretam as enzimas que
modificam quimicamente os nutrientes, tornando-os absorvíveis.

O tubo digestivo pode ser dividido, de acordo com suas funções, em três partes:

1) SUPERIOR: Compõem-se de cavidade bucal, faringe e esôfago e tem a função de


ingestão, trituração, insalivação, transformação dos alimentos em bolo alimentar e
deglutição.

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Cavidade bucal: É porção inicial do tubo digestivo. É delimitada anteriormente pelos


lábios, posteriormente’ pela faringe, lateralmente pelas bochechas, superiormente pelo
palato e inferiormente pelo assoalho da boca.

O palato, na parte anterior, é formado por estrutura óssea (palato duro) e na


parte posterior por músculos (palato mole). No palato situa-se a úvula, que se
relaciona com a formação das palavras.

A língua é um órgão muscular que possui as seguintes funções:

Empurrar o bolo alimentar entre os dentes, misturando-o com a saliva


(mastigação);

Impulsionar o bolo alimentar durante a deglutição;

Participar na articulação dos sons;

Ser um órgão gustativo;

Participar na defesa contra infecções por meio das células de defesa


localizadas na sua superfície.

As glândulas salivares são consideradas anexas do aparelho digestório.


Destacam-se a parótida, submandibular e sublingual. Estas glândulas secretam de 1 a
1,5 litros de saliva por dia e possuem controle automático. A saliva compõe-se
basicamente de água e enzimas e uma delas, a ptialina, atua sobre os carboidratos.

Os dentes são estruturas rígidas, esbranquiçadas, implantadas em cavidade


(alvéolos dentários) da maxila e da mandíbula e participam do processo de
mastigação. Em cada dente distinguem-se três partes: raiz (implantada no alvéolo),
coroa (livre) e entre elas, uma zona estreitada, o colo, circundado pela gengiva. No
adulto há 8 dentes incisivos, 4 caninos, 8 pré molares e 12 molares.

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Glândulas Salivares:

São consideradas como órgãos anexos do Sistema Digestório e dividem-se em:

Parótidas;

Submandibular;

Sublingual.

• São involuntárias, produzem de 1 a 1,5 litros de saliva por dia.

• Saliva (água e enzimas – exemplo a ptialina que atua sobre os carboidratos).

Faringe: É uma estrutura comum ao sistema digestório e respiratório, pois se


comunica com as cavidades nasais, boca, esôfago e laringe.

Funções:

Deglutição: através das contrações musculares propulsiona o alimento


para o esôfago;

Defesa: na orofaringe existem grupos de células linfáticas (amígdalas e


adenóides) que defendem o organismo contra agentes patogênicos e suas toxinas;

Audição: A trompa de Eustáquio comunica a faringe com o ouvido


médio, possibilitando o equilíbrio das pressões entre estas duas cavidades.

Esôfago: É um tubo muscular oco que conduz o alimento da faringe para o estômago
através de movimentos peristálticos (contração da musculatura). Formado por três
camadas:

• Camada mucosa apresenta tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e glândulas


mucosas.
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• Camada submucosa contém pequenas glândulas que lançam suas secreções


em direção ao esôfago, estas secreções atuam contra agentes infecciosos do meio
externo.

• Camada muscular se divide em externa e interna.

2) MEDIANO: Compõem-se de estômago e intestino delgado. Sua função é a de


modificação da estrutura química dos nutrientes, tornando-os absorvíveis pela corrente
circulatória.

Estômago:

Dilatação do canal alimentar, constituído por uma membrana mucosa que contém
milhares de glândulas gástricas microscópicas, que secretam ácido clorídrico, enzimas
e muco, substâncias que vão compor o que se chama de suco gástrico.

É dividido em quatro partes: cárdia (porção inicial onde desemboca o esôfago), fundo
(parte superior, projetando-se em direção ao diafragma), corpo (corresponde a maior
porção do estômago) e piloro (parte final que se comunica com o duodeno).

A mucosa gástrica secreta de 1,5 a 2.5 litros de suco gástrico por dia, de forma
automática através de:

Estímulos psíquicos, provocados pelo apetite, odores e apresentação


do alimento;

Reflexos nervosos após a estimulação das papilas gustativas;

Entrada do alimento no estômago, quando ocorre a formação do


hormônio gastrina (sintetizado pelas glândulas pilóricas) que ao ser lançado na
circulação sanguínea, estimula a formação da secreção gástrica.

Os elementos que compõem o suco gástrico são:

Água;

Ácido clorídrico;

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Muco gástrico (protege a mucosa gástrica contra a agressão do ácido


clorídrico);

Enzimas: a pepsina e a catepsina, que desdobram as proteínas; a


lipase, que atua nos lipídios;

Fator intrínseco, que facilita a absorção da vitamina B12.

No estômago ocorre o processo de quimificação, que é a transformação do


bolo alimentar em quimo, ou seja, uma massa pastosa, acidificada e remoída. Neste
estágio o alimento está parcialmente digerido.

A permanência do bolo alimentar no estômago varia de acordo com sua


composição: os hidratos de carbono permanecem poucas horas; os lipídios, um tempo
maior.

A atividade gástrica é automática, sendo o simpático o inibidor da contração


muscular e da secreção de suco gástrico; o parassimpático tem ação inversa.

Digestão:

A digestão das proteínas começa no estômago (enzimas – renina, lipase e pepsina),


decomposição das grandes moléculas em componentes mais simples, sendo então
encaminhadas para o intestino delgado, onde sofrerão a ação de outras enzimas
(tripsina no suco pancreático e a peptidase no suco intestinal).

Os alimentos são mantidos na cavidade estomacal pelo músculo do esfincter piloro


(outra válvula do aparelho digestivo), até que esta etapa do processo digestivo termine
e então o bolo alimentar passa através do piloro para o intestino delgado (duodeno).

O tempo em que o bolo alimentar permanece no estômago varia de acordo com a sua
composição: os carboidratos (hidratos de carbono) permanecem poucas horas, as
gorduras (lipídios), um tempo maior.

O sistema simpático inibe a contração da musculatura do estômago e a secreção do


suco gástrico; o parassimpático tem ação inversa.

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A principal parte da absorção ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até
a junção ileocólica (ileocecal), onde se junta ao intestino grosso.

Intestino delgado: É um tubo muscular de cerca de 5 metros, revestido de mucosa e


subdividido em:

• Duodeno: Local onde desembocam os dutos colédoco (que traz a bile) e


pancreático (que traz o suco pancreático).

• Jejuno;

• Íleo.

Duodeno:

É a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por seu comprimento,
aproximadamente igual a largura de 12 dedos (25 cm).

Única porção fixa do intestino delgado, sem mesentério.

Apresenta quatro partes:

Parte superior ou 1ª porção: origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula


biliar;

Parte descendente ou 2ª porção: não envolvida pelo peritônio, onde se encontram com
o ducto colédoco (vesícula biliar e fígado) e com o ducto pancreático (pâncreas).

Parte horizontal ou 3ª porção;

Parte ascendente ou 4ª porção.

Jejuno:

Parte do intestino delgado que faz ligação com o duodeno, recebe este nome porque
sempre que aberto encontra-se vazio.

Mais largo que o duodeno (cerca de 4cm), apresenta a parede mais espessa e mais
vascularizada e de cor mais forte que o íleo.

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Íleo:

Última porção do intestino delgado que faz a continuação do jejuno. Recebe este
nome por sua relação com o osso ilíaco.

Mais estreito, paredes mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.

Distalmente o íleo encontra-se com o intestino grosso (óstio íleocecal).

Juntos o jejuno e o íleo medem de 6 a 7 metros de comprimento.

A maior parte do jejuno encontra-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a


maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito.

Ao contrário do duodeno, o jejuno e o íleo são móveis.

O bolo alimentar parcialmente digerido (quimo) passa do estômago para o


intestino delgado, onde ocorre a quilificação (digestão que ocorre no intestino) e a
absorção dos elementos básicos dos nutrientes. Os alimentos não aproveitados são
transferidos para o intestino grosso.

O processo de quilificação é a complementação da digestão dos alimentos


iniciada na quimificação (ocorre no estõmago) através da ação enzimática do suco
intestinal (entérico), suco pancreático e da bile e da ação mecânica do intestino
delgado.

A mucosa intestinal secreta o suco entérico, cuja composição química é:

• Água.

• Sais minerais,

• Muco.

E as seguintes enzimas: amilase (atua sobre os amidos), maltase, sacarase e


lactase (agem sobre o açúcar), lipase (atua sobre as gorduras) e peptidases (atuam
sobre as proteínas).

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Pâncreas: É um órgão anexo do aparelho digestório e é dividido em cabeça, corpo e


cauda.

A cabeça e o colo do pâncreas estendem-se na direção da curva do duodeno e a sua


parte caudal situa¬-se contra o baço. Realiza tanto funções exócrinas quanto
endócrinas. Sintetiza os hormônios insulina e glucagon, que são lançados na corrente
circulatória, onde irão agir sobre a glicose. Produz também suco pancreático,
composto pelas seguintes enzimas:

Químiotripsina, tripsina e erepsina: atuam sobre as proteínas;

Amilase, sacarose, maltose e lactose: agem sobre os carboidratos;

Lipase: agem sobre os lipídios.

Após a chegada do bolo alimentar ao duodeno, as células entéricas enviam


para a circulação sanguínea os hormônios secretina e pancreozina, que irão estimular
a secreção do suco pancreático.

Funções do pâncreas:

Dissolver carboidrato (amilase pancreática);

Dissolver proteínas (tripsina, quimiotripsina, carboxipeptidase e elastáse);

Dissolver triglicerídeos nos adultos (lipase pancreática);

Dissolver ácidos nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease).

Fígado: É um órgão anexo do aparelho digestório. É a maior glândula do corpo, com


1,4 Kg, altamente vascularizada. O fígado está envolvido em uma cápsula fibrosa no
quadrante superior direito do abdome. Divide-se em lobo hepático esquerdo, lobo
hepático direito, lobo caudado (atrás do lobo direito) e lobo quadrado (atrás do lobo
esquerdo) e, por meio do hilo hepático, passam a artéria hepática e veia porta, os
vasos linfáticos e os nervos e o ducto cístico.

O fígado desempenha as seguintes funções:

• Secreção da bile;

• Metabolismo das vitaminas, sais minerais e carboidratos;


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• Participação no processo de formação, destruição e regulagem do volume de


sangue;

• Produção de heparina e protrombina (elementos da coagulação);

• Destruição do hormônio estrógeno;

• Desintoxicação, através da neutralização de substâncias tóxicas.

Aparelho excretor do fígado:

Formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.

Além da bile que é indispensável na digestão das gorduras, o fígado armazena glicose
e em menor escala, ferro, cobre e vitaminas, sendo um órgão vital para o organismo.

Bile:

A função digestiva do fígado é produzir a bile, que é uma secreção verde amarelada,
enviada ao duodeno.

Armazenada na vesícula biliar, é liberada quando entram gorduras no duodeno. A bile


emulsiona a gordura e a direciona para a parte distal do intestino para a digestão e
absorção.

Vesícula biliar: A vesícula biliar é uma estrutura em formato de pêra, unida à superfície
ventral do fígado pelo ducto cístico. Ela é recoberta pelo peritônio visceral. A bile
secretada pelo fígado é drenada para a vesícula biliar através do ducto cístico, onde
ficará armazenada. Após a chegada ao duodeno de alimentos contendo partículas de
gorduras, as células intestinais lançam na circulação sanguínea o hormônio
colecistoquinina que faz a vesícula se contrair e expulsar a bile armazenada no seu
interior para o duodeno através do colédoco.

Ducto cístico: Apresenta aproximadamente 4cm de comprimento. Liga a vesícula biliar


ao ducto hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo), formando o
ducto colédoco (5 – 15cm de comprimento). O ducto colédoco desce posteriormente a
parte superior do duodeno até a parte posterior da cabeça do pâncreas. No lado
esquerdo da parte inferior do duodeno, o ducto colédoco encontra-se com o ducto
pancreático.

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A bile torna as gorduras ingeridas mais suscetíveis à ação das enzimas digestivas.

Liberação da bile: A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar através


do ducto cístico. Quando os alimentos parcialmente digeridos (partículas de
gorduras)chegam ao duodeno, as células intestinais lançam na circulação sanguínea o
hormônio colecistoquinina que faz a vesícula se contrair e expulsar a bile armazenada
no seu interior para o duodeno através do ducto colédoco.

3) INFERIOR: Representado pelo intestino grosso.

Intestino grosso: É a parte final do sistema digestório e compreende o cécum (onde há


o apêndice vermiforme), o cólon ascendente, o cólon transverso, o cólon descendente,
o sigmóide, o reto e o canal anal.

Apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado como por exemplo: o


calibre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.

Tênias (fitas longitudinais): três faixas de aproximadamente 3cm de largura, que


percorrem o intestino grosso em toda sua extensão – mais evidentes no ceco e cólon
ascendente.

Haustros (saculações): abaulamentos separados por sulcos transversais.

Apêndices epiplóicos: pequenos pingentes amarelados, de tecido conjuntivo rico em


gordura – presentes principalmente no cólon sigmoide.

Ceco:

Primeira porção do intestino grosso. Apresenta maior calibre e se comunica com o


íleo.

Para impedir o refluxo do material para o intestino delgado existe a válvula íleocecal.

No fundo do ceco encontra-se o apêndice vermiforme.

O cólon é o próximo segmento que se prolonga do ceco ao ânus.

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Cólon Ascendente:

Segunda parte do intestino grosso, sobe do lado direito do abdome em direção ao


fígado, até a flexura cólica direita (flexura hepática);

Cólon Transverso:

Porção mais larga e mais móvel.

Cruza o abdome a partir da flexura cólica direita até a flexura cólica esquerda, onde
curva-se inferiormente para tornar-se o cólon descendente.

Cólon Descendente:

Passa atrás do peritônio (retroperitonealmente), a partir da flexura cólica esquerda


para a fossa ilíaca esquerda, onde será continuado pelo cólon sigmoide.

Flexura Hepática: entre o cólon ascendente e o cólon transverso;

Flexura Esplênica: entre o cólon transverso e o cólon descendente.

Cólon Sigmoide:

Caracterizado pela alça em forma de “S”. Apresenta comprimento variável.

Une o cólon descendente ao reto.

Reto e ânus:

Recebe este nome por ser quase retilíneo.

Este segmento do intestino grosso termina ao penetrar a musculatura da pelve


(músculo levantadores do ânus), quando passa a se chamar de canal anal.

Apesar de curto (3 cm de comprimento) é importante para o funcionamento intestinal


(esfíncteres anais interno – involuntário e o externo - voluntário).

No intestino grosso não ocorre o processo de digestão porque ele recebe os


restos alimentares não digeridos e não absorvidos pelo intestino delgado.

Suas funções são:

• Reabsorver a água dos sucos digestivos;

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• Absorver restos de nutrientes aproveitáveis;

• Eliminar fezes, que são o resto indigerível do bolo alimentar que sofreu ação
das bactérias do intestino grosso.

O conteúdo fecal é amassado, misturado com mucos intestinal e conduzido em


direção ao reto através dos movimentos peristálticos.

Peristaltismo:

Ondas peristálticas intermitentes e espaçadas que movem o material fecal do ceco


para o interior do cólon ascendente, transverso e descendente. À medida que se
move através do colo, a água vai sendo absorvida das fezes, pelas paredes do
intestino, para o interior dos capilares.

O reto é envolto por uma musculatura denominada esfíncter anal de ação


involuntária. Envolvendo o esfíncter interno há outro anel muscular, esfíncter anal
externo, de ação voluntária, encontrado em contração constante, mas relaxando-se na
evacuação para permitir a abertura do orifício anal durante a saída das fezes para o
exterior.

O papel na absorção...

O intestino grosso não produz hormônios e enzimas digestivas; ele continua o


processo de absorção. Graças aos vasos sangüíneos e linfáticos, a metade proximal
do intestino grosso absorve tudo, exceto 100 ml de água. Ele também absorve
grandes quantidades de sódio e cloreto.

Ação bacteriana

O intestino grosso hospeda as bactérias Escherichia coli, Enterobacter


aerogenes, Clostridium perfringens e Lactobacillus bifidus. Todas elas ajudam na
síntese de vitamina K e no fracionamento da celulose em um carboidrato utilizável. A
reação bacteriana também produz o flato, que ajuda a propelir as fezes em direção ao
reto.

Além disso, a mucosa do intestino grosso produz secreções alcalinas. Este


muco alcalino lubrifica as paredes intestinais à medida que o bolo fecal é empurrado,
protegendo a mucosa contra a ação ácida bacteriana.

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Peritônio:

É a mais extensa membrana do corpo.

Divide-se:

Peritônio parietal (reveste a parede abdominal);

Peritônio visceral (reveste algumas vísceras abdominais).

A cavidade entre eles se chama cavidade peritonial.

SISTEMA URINÁRIO

As atividades orgânicas resultam na decomposição de proteínas, lipídios e


carboidratos e na formação de produtos que devem ser eliminados para o meio
exterior. A urina é um dos veículos de excreção com que consta o organismo.

Assim o sistema urinário compreende os órgãos responsáveis pela formação


da urina (rins) e outros a eles associados, destinados à eliminação da urina (ureteres,
bexiga uretra).

No homem o sistema urinário é interligado ao sistema genital, enquanto que na


mulher, este sistema é completamente independente.

O sistema urinário tem a função:

• Eliminação de escórias e íons em excesso (na forma de urina);

• Filtração do sangue (pela regulação da composição química e do volume de


sangue);

• Manutenção dos equilíbrios hidro-eletrolíticos e ácido-básico;

• Produção de eritropoetina (um hormônio que estimula a produção de


eritrócitos) e enzimas (como a renina, a qual regula a pressão do sangue e a função
renal);

• Conversão da vitamina D em uma forma mais ativa.

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RIM: É um órgão par, localizado posteriormente ao peritônio, situados à direita e à


esquerda da coluna vertebral. Possui a forma de um feijão, sendo órgãos altamente
vascularizados. Apresentam uma reentrância denominada hilo renal, por onde entram
e saem os vasos e os nervos renais e a pelve renal.

Na parte superior de cada rim, localiza-se a glândula suprarrenal.

Cada rim é composto por três camadas:

• Externa: Os rins são envolvidos por uma cápsula fibrosa e, quase sempre,
também por uma cápsula gordurosa.

• Média: Camada cortical ou córtex renal. Porção mais pálida.

• Interna: Camada medular.

Estruturas microscópicas e macroscópicas do rim participam na secreção e


condução da urina, distinguindo-se:

• Glomérulo: A artéria renal distribui-se pela estrutura renal e destas


ramificações, originam-se as arteríolas aferentes que formam os minúsculos novelos
capilares denominados glomérulos ou corpúsculos de Malpighi. Cada glomérulo está
envolvido por uma cápsula de Bowman ou cápsula glomerular.

• Túbulos renais: São tubos longos que se originam na cápsula de Bowman


como túbulo renal contorcido, seguindo-se a alça de Henle e o túbulo coletor. A
confluência com outros túbulos coletores forma o canal principal ou conduto papilar
que desemboca em um cálice renal. Os glomérulos e os túbulos renais formam o
néfron. Existem um milhão de néfrons em cada rim. O néfron é a unidade funcional do
rim.

Os néfrons realizam duas funções principais:

• Mecanicamente filtram líquidos, escórias, eletrólitos, ácidos e bases em direção


ao sistema tubular.

• Seletivamente reabsorvem e secretam íons.

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Cálices renais: Locais onde desembocam os condutos papilares. A junção dos cálices
forma a pelve renal.

Pelve renal ou bacinete: Local onde é coletada toda a urina drenada dos cálices.

URETER: São tubos pares que transportam a urina dos rins para a bexiga. Órgãos
pouco calibrosos, apresentam menos de 6mm de diâmetro e 25 a 30cm de
comprimento. Extremidade superior é dilatada e considerada como pelve renal.
Descem próximo a parede posterior do abdome, apresentando uma parte abdominal e
outra pélvica, abrindo-se nos óstios dos ureteres situados no assoalho da bexiga
urinária. Os ureteres contam com a ajuda da gravidade e de ondas peristálticas
regulares, que acontecem entre 5 vezes a cada minuto, para conduzir a urina para a
bexiga urinária.

BEXIGA: É uma bolsa muscular que serve como reservatório para a urina, que chega
de forma contínua pelos ureteres. Quando vazia a bexiga localiza-se inferiormente ao
peritônio e posterior a sínfise púbica. Quando em plenitude eleva-se superiormente a
sínfise púbica (cavidade abdominal).

No sexo masculino, o reto situa-se posteriormente a ela, enquanto que na mulher, o


útero interpõe-se entre o reto e a bexiga.

Sua capacidade de reserva varia de indivíduo para indivíduo (em um adulto


normal, a capacidade da bexiga varia de 500 a 600 ml), mas após um enchimento de
250 a 300 ml, ocorre a necessidade de urinar, o que provoca a saída da urina pela
uretra. Se a quantidade de urina armazenada excede a capacidade da bexiga, a
bexiga distende-se acima da sínfise púbica.

O sistema nervoso autônomo controla a atividade involuntária da musculatura


lisa da bexiga e das vias urinárias, com o simpático estabilizando a bexiga e
estimulando o peristaltismo dos ureteres. Dessa forma, pode-se dizer que o simpático
estimula o enchimento da bexiga e o parassimpático, o seu esvaziamento.

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URETRA: Canal que conduz a urina da bexiga para o meio exterior. Na posição inicial,
existe esfíncter interno da uretra de contração involuntária, impedindo a saída da urina
da bexiga. Abaixo do esfíncter interno, há o esfíncter externo que é de contração
voluntária, por ser um músculo estriado.

A uretra termina no meato urinário, por meio do qual a urina é eliminada para o
meio exterior.

A uretra feminina é um canal curto de cerca de 3 cm, enquanto que a


masculina é um canal longo e sinuoso, sendo uma via comum para a micção e
ejaculação.

No homem, a uretra passa verticalmente através da glândula próstata e então


se estende através do diafragma urogenital e pênis.

Uretra masculina:

Canal longo (aproximadamente 20cm) e sinuoso, sendo uma via comum para a
micção e ejaculação. Divide-se em três porções:

Prostática (dentro da próstata);

Membranácea (dentro da musculatura do assoalho pélvico);

Esponjosa (dentro do pênis).

Uretra feminina:

Canal membranoso estreito, localizada dorsalmente a sínfise púbica, de direção


oblíqua para baixo e para frente.

Quando não dilatada apresenta diâmetro aproximado 6mm e 3 – 4cm de comprimento.

Na mulher a uretra faz parte exclusivamente do sistema urinário, enquanto, no homem


participa dos sistemas urinário e reprodutor.

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FISIOLOGIA RENAL

Os néfrons secretam a urina através de dois mecanismos:

1- Filtração glomerular: Os glomérulos filtram o sangue arterial das arteríolas


aferentes, dando origem à urina primária, que é coletada na cápsula de Bowman. A
filtração ocorre pela diferença de pressão entre os capilares e a cápsula de Bowman.
Existem dois fatores que alteram a formação da urina: a alteração do volume
sangüíneo e a alteração da pressão arterial.

2- Reabsorção e secreção nos túbulos renais: A urina primária passa da cápsula


de Bowman para os túbulos renais, onde haverá reabsorção seletiva de água, sais e
outros elementos e eliminação de algumas excretas do sangue para a urina.

O produto final (urina) passa para os condutos papilares (canal principal) e


destes para os cálices renais. Dos cálices renais, a urina acumula na pelve renal, de
onde é conduzida para os ureteres de forma contínua.

Os hormônios exercem um importante papel no sistema urinário, incluindo o


auxílio ao corpo para o gerenciamento da reabsorção da secreção tubular. Dois
hormônios controlam o funcionamento renal:

• Antidiurético (ADH): Formado na hipófise, regula os níveis do débito urinário.


Elevados níveis de ADH aumentam a absorção de água. A concentração da urina,
enquanto níveis baixos do ADH diminuem a absorção de água e diluem a urina.

• Aldosterona: Secretado pela suprarrenal. Estimula a reabsorção da água e


sódio e a eliminação de potássio.

A Concentração elevada de glicose diminui a reabsorção tubular.

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Outros hormônios...

Os rins secretam o hormônio eritropoetina em resposta a uma baixa tensão de


oxigênio arterial. O hormônio viaja até a medula óssea, onde estimula o aumento da
produção de eritrócito.

O débito urinário total diário é, em média, de 720 a 2.400 ml, variando


conforme a ingestão hídrica e o clima. Por exemplo, após beber uma quantidade de
volume de líquido, o débito urinário aumenta à medida que o corpo rapidamente
excreta o excesso de água. Se uma pessoa restringe ou diminui a ingestão aquosa, ou
tem uma ingestão excessiva de sódio, o débito urinário diminui conforme o corpo
retém água para restaurar a concentração hídrica normal.

Excretas: ácido úrico, creatinina, uréia, (resultado do metabolismo de proteínas),


cloreto de sódio, ácido fosfórico, urobilinogênio (pigmento), hormônio, vitaminas,
medicamentos e substâncias estranhas.

SISTEMA ENDÓCRINO

Consiste em um conjunto de órgãos que apresentam como atividade


característica a produção de secreções denominadas hormônios, que são lançados na
corrente sanguínea e irão atuar em outra parte do organismo, controlando ou
auxiliando o controle de sua função.

Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada pelos hormônios são
denominados órgãos-alvo.

Os três principais componentes deste sistema são:

• Glândulas: grupos de células especializadas ou órgãos. As glândulas


endócrinas são glândulas sem ductos, isto é, elas secretam hormônios diretamente no
interior de capilares (sanguíneos).

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• Hormônios: substâncias químicas secretadas por glândulas em resposta a uma


estimulação. São mensageiros químicos que influenciam ou controlam as atividades
de outros tecidos ou órgãos. A maioria dos hormônios é transportada pelo sangue a
outras partes do corpo, exercendo efeitos em tecidos mais distantes.

• Receptores: moléculas de proteínas que ativam alterações fisiológicas


específicas em uma célula alvo, em resposta a uma estimulação hormonal.

O sistema nervoso e as glândulas endócrinas são os dois principais mecanismos


de comunicação e coordenação do corpo humano. Eles regulam quase todos os
sistemas orgânicos. Embora o sistema nervoso e o sistema endócrino trabalham
intimamente associados, eles possuem várias diferenças.

O sistema nervoso comunica-se através de sinais elétricos chamados impulsos


nervosos, que transmitem a informação rapidamente. No sistema endócrino, ao
contrário, a comunicação se faz por sinais químicos, através de substâncias chamadas
hormônios. O sistema endócrino responde mais lentamente.

As glândulas endócrinas secretam os hormônios que são lançados diretamente


na circulação sanguínea, atingindo todas as partes do organismo, onde desempenham
as seguintes funções:

• Metabólicas: Controlam a velocidade das reações químicas celulares;

• Morfogenéticas: Regulam o crescimento e desenvolvimento do indivíduo ou de


determinados órgãos;

• De equilíbrio endócrino: Existe uma inter-relação de todas as glândulas. Por


exemplo: quando o nível do hormônio da tireoide está baixo, a hipófise secreta um
hormônio que estimula a tireoide.

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• Sexuais e reprodutivas: Estimulam ou inibem o desenvolvimento dos


caracteres sexuais:

• Nervosas ou mentais: Influem na parte psíquica, na formação do caráter e da


personalidade do indivíduo.

As principais glândulas do sistema endócrino são:

• Hipófise

• Tireóide

• Paratireóides

• Suprarrenais

• Pâncreas

• Timo

• Pineal

• Gônadas (ovários e testículos)

HIPÓFISE OU PITUITÁRIA

Situa-se na sela túrcica, uma depressão no osso esfenoide. É considerada a


glândula mestra do organismo. Esta glândula, do tamanho de uma ervilha, conecta-se
com o hipotálamo, a partir do qual ela recebe estimulação química e nervosa. Divide-
se em lobo anterior, posterior e intermediário.

Lobo anterior ou adeno-hipófise: Produz os hormônios mais importantes, pois regulam


a secreção dos hormônios da tireoide, das suprarrenais e das glândulas sexuais; as
secreções hipofisárias são controladas pelo hipotálamo. Os hormônios secretados
pela adeno-hipófise são:

• Somatotrófico ou do crescimento (GH): importante no metabolismo das


proteínas e no crescimento dos indivíduos jovens;

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• Tireotrófico (TSH): Estimula a glândula tireóide;

• Adrenocoticotrófico ou coticotrofina (ACTH): Estimula as glândulas supra-


renais;

• Gonadotrófico: Atuam no desenvolvimento das glândulas e órgãos sexuais,


interferem na menstruação, na ovulação, na gravidez e na lactação. São três tipos de
hormônios:

• Folículo estimulante (FSH): Age sobre a maturação dos espermatozóides e dos


folículos ovarianos.

• Luteinizante (LH): Estimula o testículo e ovário, provoca a ovulação e a


formação do corpo amarelo.

• Prolactina (PRL): Mantém o corpo amarelo e sua produção de hormônios, atua


no desenvolvimento das mamas e interfere na produção do leite.

Lobo posterior ou neuro-hipófise: representa em torno de 25% da glândula. Ela atua


como uma área de reserva para hormônios. Secreta os hormônios:

• Antidiurético (ADH): Interfere na reabsorção da água nos túbulos renais - a


diminuição desse hormônio provoca o Diabetes Insípidos, que se caracteriza por
eliminação excessiva de urina. Altas doses desse hormônio provocam contração da
musculatura dos vasos sanguíneos, diminuído o seu calibre e, conseqüentemente,
aumenta a pressão arterial (por isso também chamado hormônio vasopressina);

• Ocitocina: Estimula o tônus da musculatura lisa, principalmente do útero, sendo


importante no trabalho de parto.

Os dois hormônios da neuro-hipófise são produzidos no hipotálamo e transportados no


interior do infundíbulo (haste hipofisária) e armazenados na glândula até serem
utilizados. Os impulsos nervosos para o hipotálamo estimulam a liberação dos
hormônios da neuro-hipófise.

Lobo intermediário: de função desconhecida.

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TIREÓIDE

Está localizada na região ântero-inferior do pescoço, anterior à traqueia e logo


abaixo da laringe, no nível entre a quinta vértebra cervical e a primeira vértebra
torácica. Apresenta a forma da letra H, apresentando os lados direito e esquerdo
unidos pelo istmo.

A glândula tireoidea está sob o controle do hormônio hipofisário, TSH, sendo


composta por muitas unidades secretoras chamadas folículos. As células foliculares
secretam e armazenam dois hormônios tireoidianos:

- Triiodotironina (T3)

- Tetraiodotironina (T4 ou tiroxina)

As glândulas para foliculares (localizadas entre os folículos), secretam o seguinte


hormônio:

- Calcitonina, que regula o metabolismo de cálcio, principalmente suprindo a


reabsorção óssea.

Os hormônios tireoidianos interferem no desenvolvimento e crescimento, nos


ciclos menstruais e na fertilidade, pois agem em todos os processos metabólicos e
aceleram a queima de hidratos de carbono, proteínas e lipídios.

A calcitonina mantém o nível de cálcio sanguíneo. Ela faz isso pela inibição da
liberação de cálcio do osso.

PARATIREÓIDES

São pequenas estruturas ovoides, pesando cerca de 50g e geralmente se


situando entre as margens do lobo posterior da glândula tireoide. Geralmente existem
duas de cada lado, superior e inferior.

Trabalhando juntas como uma única glândula, as glândulas paratireoides


secretam o hormônio paratireoide (PTH) que está relacionado com o controle do nível
e da distribuição de cálcio e fósforo.

O PTH atua em três órgãos-alvo: ossos, trato digestório (intestino) e rins. O efeito
geral do PTH é o aumento dos níveis plasmáticos de cálcio e a diminuição dos níveis
plasmáticos de fosfato.

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SUPRARRENAIS

Localizam-se na parte superior de cada rim. Estas duas glândulas, em formato


de amêndoa, contêm duas estruturas distintas - o córtex e a medula - que atuam como
glândulas endócrinas separadas.

Córtex da suprarrenal: A região cortical localiza-se externamente à glândula, estando


sob controle do ACTH secretado pela hipófise. Seus principais hormônios são:

• Aldosterona: regula o equilíbrio de sódio e potássio, principalmente através dos


rins; estimula a reabsorção de sódio nos túbulos renais, provocando menor eliminação
de urina.

• Cortisona ou hidrocortisona: Atua no metabolismo das proteínas e gorduras,


aumenta a taxa de glicose na corrente circulatória devido ao menor consumo de
glicose pelos tecidos e ao aumento da resistência à insulina, e atenua as reações
celulares para a rejeição de bactérias e cura de lesões.

• Andrógenos (hormônio masculino) e Estrógeno e Progesterona (hormônios


femininos): atuam de maneira discreta, em conjunto como os hormônios sexuais, no
desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários.

Medula da suprarrenal: Situa-se na parte interna da glândula: esta sob o controle do


sistema nervoso simpático. Secreta os hormônios:

• Adrenalina: Estimula a ação cardíaca, aumenta a frequência cardíaca, provoca


a dilatação dos brônquios;

• Noradrenalina: Aumenta a pressão sanguínea devido à constrição geral dos


vasos sanguíneos.

Esses dois hormônios são importantes no metabolismo dos hidratos de carbono


e aumentam a taxa de glicose no sangue. Nas emergências, ocorre um aumento
imediato desses hormônios devido à estimulação do simpático.

Além da suprarrenal, esses dois hormônios também são secretados pelos para-
gânglios simpáticos e parassimpático, localizados na aorta ascendente, torácica e
abdominal.

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PÂNCREAS

O pâncreas, um órgão triangular, está situado na curva do duodeno,


alongando-se horizontalmente atrás do estômago e estendendo-se até o baço.

O pâncreas realiza tanto funções endócrinas como exócrinas. As células


endócrinas do pâncreas são denominadas Ilhotas Pancreáticas ou de Langerhans e
secretam dois hormônios:

• Insulina (produzido pelas células beta): Age na queima da glicose no sangue,


controla a produção de glicogênio no fígado. Para manter a taxa de glicose em níveis
normais, o pâncreas diminui a secreção de insulina quando o nível de glicose no
sangue estiver baixo, e vice-versa:

• Glucagon (produzido pelas células alfa): Aumenta a taxa de glicose no sangue,


por estimular o fígado a liberar glicose para a corrente sanguínea.

• Somatostatina: inibe a liberação de GH, corticotropina e outros hormônios.

TIMO

O timo está localizado abaixo do esterno possuindo determinadas funções


secretoras hormonais e linfáticas (produzindo linfócitos T). Ele varia de tamanho e
atividade, dependendo da idade, doença e do estado fisiológico, mas permanece ativo
mesmo na idade avançada.

Ao nascimento pesa cerca de 10 a 15g, crescendo até a puberdade, quando ele


pesa de 30 a 40g, ou seja, apresenta-se muito maior na criança do que no adulto,
sendo que após a puberdade, a glândula se torna menor, sendo substituído por tecido
conjuntivo a adiposo.

O Timo está situado na parte superior da cavidade torácica, posteriormente ao


esterno e das quatro cartilagens costais superiores, inferiormente à glândula tireoide e
anteriormente ao pericárdio, arco da aorta e seus ramos.

Em virtude de o timo produzir células importantes para a imunidade, seu principal


papel parece estar relacionado ao sistema imune. Todavia, o Timo tem a função de
produzir diversas substâncias (inclusive hormônios) que regulam a produção de
linfócitos, a diferenciação e as atividades no timo. Essas substâncias incluem quatro

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polipeptídeos principais quimicamente bem distribuídos: timulina, timopoetina, timosina


alfa I e timosina beta IV.

Estes hormônios promovem o crescimento do tecido linfóide periférico.

GLÂNDULA PINEAL

A glândula pineal humana é pequena, de cor cinza, localizada aproximadamente no


centro do encéfalo. Sintetiza melatonina, um hormônio responsável pelo sono e que
exerce efeitos inibidores sobre as gônadas.Portanto, em patologias pré-puberais em
que se tem aumentada a secreção da pineal há o retardamento do desenvolvimento
sexual, enquanto que sua função reduzida causa puberdade precoce.

GÔNADAS

As gônadas incluem os ovários (nas mulheres) e os testículos (nos homens).

Ovários

Os ovários são glândulas ovais, em par, que estão situadas em cada lado do
útero. Elas produzem óvulos e hormônios esteroides, estrogênio e progesterona. E
ainda secretam em pequena quantidade hormônio masculino.

Os estrógenos estimulam o desenvolvimento das mamas, dos órgãos sexuais


externos e internos, aumentam a libido e o fluxo sanguíneo no útero e retêm sódio e
água.

A progesterona é secretada pelo corpo amarelo, pelo córtex da suprarrenal e


pela placenta.

Sua principal função é preparar o organismo para a gestação através de:

• Aumento do endométrio uterino, preparando-o para a nidação do óvulo


fecundado;

• Diminuição das contrações uterinas, impedindo a expulsão do ovo;

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• Desenvolvimento da placenta, órgão responsável pela nutrição do embrião;

• Desenvolvimento das glândulas mamárias;

• Inibição da secreção do FSH pela hipófise, para não ocorrer durante a


gestação uma nova ovulação.

TESTÍCULOS

Os testículos são estruturas em par que se situam na bolsa extra-abdominal


(escroto) no homem. Eles produzem os espermatozóides e o hormônio sexual
masculino.

Seu principal hormônio é a testosterona, que atua no desenvolvimento dos


caracteres sexuais masculinos e na maturação dos espermatozóides.

Esta glândula está sob o controle dos hormônios da hipófise FHS e LH e


secreta também, mas em pequena quantidade, o hormônio estrógeno.

QUADRO: GLÂNDULA PRODUTORA, HORMÔNIO PRODUZIDO E AÇÃO


ESPERADA.

GLÂNDULA PRODUTORA HORMÔNIO PRODUZIDO AÇÃO ESPERADA

ADENO-HIPÓFISE Hormônio do crescimento (GH) Crescimento dos ossos,


músculos e outros órgãos.

Hormônio estimulante da tireóide (TSH) Crescimento e atividade secretora


da glândula tireóide.

Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) Crescimento e atividade secretora


do cortex supra-renal.

Hormônio estimulante do folículo (FSH) Nos ovários, desenvolvimento dos


folículos e secreção de estrogênio.

Nos testículos, desenvolvimento dos túbulos seminíferos, espermatogênese.

Hormônio luteinizante (LH) Nos ovários, ovulação, formação do corpo lúteo,


secreção de progesterona.

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Nos testículos, secreção de testosterona.

Prolactina Secreção de leite e manutenção do corpo lúteo.

NEURO-HIPÓFISE

(Ela atua como uma área de reserva para hormônios produzidos no hipotálamo)

Antidiurético (ADH) Reabsorção de água, equilíbrio hídrico e pressórico.

Ocitocina Contração uterina.

Expulsão do leite.

TIREÓIDE Triiodotironia (T3)

Tiroxina (T4)

Regulam o metabolismo pela aceleração da respiração celular. Crescimento e


desenvolvimento.

Calcitonina

Mantém o nível de cálcio sangüíneo.

PARATIREÓIDES Hormônio Paratireóide (PTH) Ajuda a regular o equilíbrio


do cálcio sangüíneo.

SUPRA-RENAIS Aldosterona Reabsorção de sódio, eliminação de potássio.

Hormônios sexuais Surto de crescimento pré-adolescência.

Glicocorticóides (cortisol) Metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios,


resposta ao estresse, antiinflamatório.

Catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina) Adrenalina: Funções


de emergência: idêntico à estimulação do sistema nervoso simpático.

PÂNCREAS Insulina Diminui a glicemia, utilização e armazenamento de


carboidratos.
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Glucagon Aumenta a glicemia.

Somatostatina Diminui a glicemia por interferir com a liberação do hormônio do


crescimento e do glucagon.

PINEAL Melatonina Age na maturação sexual nas gônadas.

OVÁRIOS

Estrogênio

Eles promovem o desenvolvimento e a manutenção das características sexuais


femininas.

Eles regulam o ciclo menstrual.

Eles mantêm o útero para a gestação.

Juntamente com outros hormônios, eles preparam as glândulas mamárias para


lactação.

Progesterona

TESTÍCULOS Testosterona Estimula e mantém as características sexuais


masculinas.

SISTEMA REPRODUTOR

Anatomicamente, a principal distinção entre o homem e a mulher é a presença


de uma genitália externa evidente no homem. Por outro lado, os principais órgãos
reprodutivos da mulher situam-se na cavidade pélvica.

É responsável pela perpetuação da espécie. Compreende os órgãos


reprodutores das células sexuais e as vias condutoras.

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SISTEMA GENITAL MASCULINO

Os órgãos genitais masculinos são divididos de acordo com suas estruturas


anatômicas e

funcionais da seguinte maneira:

• Órgão secretor dos espermatozóides (células sexuais): testículos.

• Vias condutoras dos espermatozóides: Ductos dos testículos, epidídimo, ducto


deferente, ducto ejaculatório e uretra.

• Órgão copulador: Pênis, em cujo interior existem corpos cavernosos e


esponjosos, que são suas estruturas eréteis.

• Glândulas anexas, que produzem secreções para facilitar a movimentação dos


espermatozóides: Vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.

• Órgãos genitais externos: Pênis e escroto

TESTÍCULOS: São em número de dois, apresentam-se envolvidos pela bolsa escrotal.


Após a puberdade produzem os espermatozoides e o hormônio testosterona. A
testosterona é o hormônio sexual masculino, que em conjunto com outros hormônios
da hipófise e da suprarrenal, é responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos
caracteres sexuais masculinos e também pela maturação final dos espermatozoides.

• O desenvolvimento dos espermatozoides exige urna temperatura menor do que


a do resto do corpo.

EPIDÍDIMO: É um canal sinuoso, situado acima dos testículos, sendo o local de


maturação final dos espermatozoides, trazidos pelos ductos dos testículos. Os
espermatozoides permanecem armazenados na parte terminal até o momento da
ejaculação.

DUCTO DEFERENTE: É a continuação do epidídimo e termina no ducto ejaculatório.

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VESÍCULAS SEMINAIS: Encontram-se à direita e à esquerda da bexiga, secretam um


líquido alcalino que estimula a movimentação dos espermatozoides.

DUCTOS EJACULATÓRIOS: Formados pela junção do ducto deferente com os


duetos das vesículas seminais. Desembocam na uretra.

URETRA: É um canal muscular que serve de via comum tanto para a micção quanto
para a ejaculação.

PRÓSTATA: É do tamanho de uma castanha. Envolve a uretra como um anel, secreta


um liquido esbranquiçado alcalino para estimular a mobilidade dos espermatozoides.

GLÂNDULAS BULBO-URETRAIS: São duas formações arredondadas, localizadas


próximo à uretra, onde lançam secreção mucosa.

PÊNIS: O órgão da copulação, o pênis, deposita o esperma no trato reprodutor


feminino e atua como um ducto terminal para o trato urinário. O pênis também
funciona como um meio para eliminação da urina. Ele é constituído de uma raiz, um
ramo e uma glande do pênis. Sua porção distal, a glande, que é recoberta pelo
prepúcio, que é uma dobra dupla de pele. Internamente, é constituído pelos corpos
cavernosos e esponjosos que envolvem a uretra.

FISIOLOGIA

Normalmente a ereção do pênis precede a ejaculação. No pênis rígido, devido


à resposta aos estímulos nervosos, os espaços dos corpos cavernosos enchem-se de
sangue arterial e o escoamento do sangue venoso é bloqueado através de válvulas.
Os espermatozoides armazenados no epidídimo são lançados no ducto deferente e,
através de contrações peristálticas, são levados em direção à uretra, recebendo neste
trajeto as secreções produzidas pelas vesículas seminais, próstata e glândulas
bulbo¬uretrais.

Esse produto denominado sêmen é expulso durante a ejaculação pelo meato


urinário. Em cada ejaculação são eliminados 3 a 4 ml de sêmen, que possui as
seguintes características:

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• Contém 200 a 300 milhões de espermatozoides.

• Possui PH alcalino para neutralizar a acidez vaginal e estimular a mobilidade


dos espermatozoides.

• Possui enzimas para dissolver o muco vaginal (hialuronidase).

Após a ejaculação, em resposta a estímulos nervosos antagônicos as válvulas


se abrem promovendo o relaxamento do pênis, ou seja, a sua volta a posição normal.

Após o homem alcançar sua plena maturidade física, geralmente por volta da
idade de 20 anos, a função pro criativa e sexual permanece amplamente consistente
por toda a vida.

Com o envelhecimento, o homem pode apresentar alterações sutis na função


sexual, porém não perde a capacidade de procriar. Por exemplo, um homem idoso
pode precisar de mais tempo para alcançar uma ereção, vivenciar ereções menos
firmes e ter um volume ejaculatório reduzido. Após a ejaculação, ele pode levar mais
tempo para obter uma nova ereção.

SISTEMA GENITAL FEMININO

Ao contrário do sistema genital masculino, o sistema genital feminino é


amplamente interno, situando-se dentro da cavidade pélvica.

Composto por dois ovários, duas trompas de Falópio (tuba uterina), útero,
vagina e vulva (órgão genital externo).

OVÁRIOS: São do tamanho de uma ameixa: Apresentam-se presos aos ligamentos do


útero, secretam óvulos e os hormônios que controlam o desenvolvimento dos
caracteres sexuais femininos e atuam sobre o útero, após a fecundação.

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Cada ovário contém aproximadamente 50.000 folículos de Graaf ( Folículo


portador do ovócito secundário, precedente à ovulação do mesmo). Após a puberdade
os ovários de uma mulher apresentam diversos Folículos de Graaf em diferentes
estágios de desenvolvimento.

Sob a ação do hormônio estimulante folicular (FSH), inicia-se o crescimento


dos ovários e principalmente dos folículos. Em cada ciclo menstrual apenas um
folículo amadurece, processo que inicia-se pelo desenvolvimento do óvulo imaturo
(ovócito).

TROMPAS ou TUBAS UTERINAS: Na extremidade das tubas, próximas dos ovários


existem uma série de franjas, denominadas fimbrias, que recolhem o óvulo. Após
receber o óvulo. Levam-no ao útero através de movimentos ciliares e de contração
peristáltica. Além disso, é o local da fecundação.

ÚTERO: Comunica-se lateralmente com as trompas direita e esquerda. Inferiormente


a região é denominada colo uterino ou cérvix que se comunica com a vagina. O
peritônio recobre uma saliência reto-uterina, denominada de saco de Douglas. É
formado por três camadas: Perimétrio (externa), miométrio (média, musculatura lisa), e
endométrio (interna). Essa musculatura possui elevada capacidade de se distender e
contrair.

O útero pode ser dividido em: fundo, corpo, istmo e colo (cérvix).

VAGINA: É o órgão de cópula feminino. Sendo um tubo de paredes normalmente


“colabadas” que termina inferiormente no istmo da vagina. Essa porção terminal da
vagina é fechada parcialmente por uma membrana delgada denominada hímen (nas
virgens). A vagina tem três funções principais:

• Acomodar o pênis durante o coito.

• Servir de canal para o sangue expelido do útero durante a menstruação.

• Servir como canal de parto durante o nascimento.

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VULVA: É o órgão genital externo, composto por:

• Monte púbico: E uma elevação constituída principalmente por tecido adiposo e


recoberta de pelos espessos após a puberdade.

• Grandes lábios: Circunscrevem a vulva através de suas duas pregas cutâneas;


apresentam-se cobertos de pelos.

• Pequenos lábios: Encontram-se escondidos pelos grandes lábios.

• Clitóris: É uma estrutura extremamente sensível, ligada à excitação sexual


feminina.

PERÍNEO: É um conjunto de estruturas (músculos, aponeuroses, vasos, etc.) entre o


ânus e a vagina (na mulher), ou entre o ânus e o escroto (no homem).

FISIOLOGIA DA OVULAÇÃO E MENSTRUAÇÃO

A mulher ao nascer, possui nos seus dois ovários mais ou menos 50.000
folículos de Graaf, mas somente 500 a 400 deles irão amadurecer desde a menarca
(primeira menstruação) até a menopausa (última menstruação).

A partir da puberdade (11 a 13 anos), a cada mês um folículo (óvulo imaturo)


de um dos ovários se transforma em uma bolha cheia de liquido (folículo de Graaf) que
migra para a superfície do ovário. Esse folículo produz grande quantidade de hormônio
estrógeno, que estimula à hipófise a secretar o hormônio luteinizante que acelera a
maturação final do folículo. O folículo maduro se rompe, expulsando o óvulo para a
cavidade abdominal (ovulação). Esse período dura aproximadamente 14 dias (no ciclo
menstrual de 28 dias) e é denominado fase proliferativa ou estrogênica.

Na fase proliferativa o estrógeno promove um espessamento do endométrio,


devido ao crescimento dos vasos sanguíneos; as células do folículo rompido passam a
apresentar uma coloração amarelada e, por isso, são chamadas de corpo amarelo ou
lúteo.

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O corpo lúteo secreta principalmente os hormônios estrógeno e progesterona,


sob o controle do hormônio luteotrófico secretado pela hipófise. Devido principalmente
à estimulação da progesterona, a mucosa uterina torna-se mais solta, aumenta a
irrigação sanguínea e o armazenamento de nutrientes. Esta fase é denominada
secretora ou progestacional.

O óvulo, lançado na cavidade abdominal é captado pelas fímbrias e levado,


através dos movimentos peristálticos e ciliares, da trompa para o útero. Se não ocorrer
a fecundação, o corpo amarelo regride, deixando uma cicatriz no ovário, e inicia-se a
fase de descamação do endométrio com a eliminação sanguínea através da vagina.
Esse fenômeno é conhecido como menstruação e dura de 3 a 7 dias.

Reinicia-se o ciclo com a maturação do óvulo de outro ovário, sendo


normalmente de 28 ou 30 dias o intervalo entre uma menstruação e outra.

FECUNDAÇÃO: Através de uma relação sexual ocorre a união do óvulo com o


espermatozoide, geralmente no terço distal da trompa.

Após a ejaculação os espermatozoides deverão migrar da vagina em direção à


trompa, a fim de fecundar o óvulo. A vida máxima do espermatozoide é de 72 horas e
a do óvulo, de 24 horas.

O espermatozoide fecundará o óvulo somente no período de ovulação da


mulher (período fértil), ou seja, mais ou menos 14 dias antes do primeiro dia
menstrual.

A cessação das menstruações geralmente acontece entre as idades de 40 a 55


anos. Embora a glândula hipófise ainda libere FSH e LH, o corpo já exauriu o
suprimento de folículos ovarianos que respondem a estes hormônios e a menstruação
não mais acontece.

Considera-se que uma mulher alcança a menopausa após as menstruações


ficarem ausentes

por um ano. Antes da menopausa, a mulher vivencia vários anos de transição


(denominados anos climatéricos), durante os quais várias mudanças fisiológicas fazem
a menopausa acontecer.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson Roberto. O corpo humano. 64. ed. São Paulo:
Ática, 2000. 40, 16p

DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia humana básica. São
Paulo: Atheneu, 1998. 184p.

KAWAMOTO, Emilia Emi. Anatomia e fisiologia humana. São Paulo: E.P.U., 1988.
150p

NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
[48]p.

SOBOTTA, Johannes; PUTZ, Reinhard; PABST, Reinhard. Atlas de anatomia humana:


volume 1 : cabeça, pescoço e extremidade superior. 21. ed. atual. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, c2000. 417p.

SOBOTTA, Johannes; PUTZ, Reinhard; PABST, Reinhard. Atlas de anatomia humana:


volume 2 : tronco, vísceras e extremidade inferior. 21. ed. atual. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, c2000. 405p.

TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de anatomia e


fisiologia. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

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DISCIPLINA:
FARMACOLOGIA II

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SUMÁRIO

1 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS ............................................................................................................. 439

1.1 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS ............................................................................................. 440

2 INTRODUÇÃO À DOSAGEM E CÁLCULO DE MEDICAÇÃO .................................................................................. 444

2.1 PRESCRIÇÃO .................................................................................................................................................... 446

2.2 CÁLCULO DE MEDICAÇÃO............................................................................................................................... 448

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 453

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1 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

A segurança é o objetivo mais importante na administração de


medicamentos. A seguir são apresentadas diretrizes a serem seguidas quando
se deseja uma administração segura de medicamentos.

 Diretrizes para a administração segura de medicamentos:


 Conhecer as normas do hospital ou estabelecimento.
 Administrar apenas aqueles medicamentos que constam na prescrição
assinada pelo médico.
 Consultar o enfermeiro ou médico quando tiver dúvida a respeito de
qualquer medicação.
 Certificar-se de que os dados na prescrição do medicamento
correspondem exatamente ao rótulo do medicamento do paciente.
 Solicitar sempre a outra pessoa, como o enfermeiro, para conferir os
cálculos, caso tenha dúvida.
 Não conversar durante a administração da medicação, a não ser para
pedir ajuda. Lembre-se que a atenção é o aspecto mais importante da
segurança.
 Manter o armário ou escaninho de medicamentos sempre em ordem e
fechado quando não estiver usando.

 Cinco certos para a correta administração de medicamentos


 Paciente certo
 Medicamento Certo
 Dose certa
 Via de administração certa
 Hora certa.

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1.1 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

As vias de administração dos medicamentos modificam seus efeitos no


organismo. Algumas drogas só podem ser administradas por um tipo de via,
enquanto outras podem ser administradas por várias vias, dependendo da
preparação usada e da razão pela qual o medicamento é administrado. De
modo geral, dois tipos de administração de drogas nos interessam: local (que
visa um efeito limitado ao local de aplicação) e sistêmica (que visa um efeito
geral no qual a droga é absorvida pelo sangue e transportado para um ou mais
tecidos do corpo).

 Administração para efeitos locais

O efeito local é obtido quando o fármaco é aplicado na área imediata.


Ocasionalmente, pode ocorrer absorção indesejada no local da aplicação,
resultando em um efeito indesejado ou tóxico.
 Aplicação na pele: a pele intacta, exceto a pele do recém-nascido,
geralmente é impermeável à maioria das substâncias. Pomadas
contendo anti-inflamatórios ou antibióticos são úteis por seus efeitos
locais.
 Aplicação na mucosa: a aplicação de medicamentos nas várias
mucosas do corpo pode ser feita visando efeitos locais ou sistêmicos. As
mucosas da boca, olho, nariz, vagina e reto são constantemente
banhadas por soluções aquosas e geralmente são mais permeáveis que
a pele.
 Supositórios: podem ser introduzidos para causarem efeitos locais,
como o Dulcolax de efeito laxativo. Os supositórios vaginais geralmente
são um dos tratamento de infecções locais, embora possa haver alguma
absorção sistêmica.
 Enemas: são usados mais comumente para promover efeito laxativo.
 Soluções nasais: podem ser usadas para tratamento de distúrbios
sistêmicos, como a asma, ou para exercer um efeito local na diminuição
da congestão nasal.
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 Soluções oftálmicas: deve-se ter cuidado para evitar contaminação das


soluções oftálmicas.
 Soluções otológicas: não é necessário usar técnica absolutamente
estéril para administrar soluções otológicas.
 Administração para efeitos sistêmicos:

Para se alcançar os efeitos sistêmicos de um medicamento, ele deve


primeiro ser absorvido para o sangue e transportado para o tecido ou para o
órgão em que atua. Para produzir estes efeitos, os fármacos podem ser
administrados por via oral, sublingual, retal, parenteral, por inalação ou, em
alguns casos, até mesmo topicamente.

 Administração oral: embora seja o método mais popular do ponto de


vista de aceitabilidade e conveniência do paciente, a administração oral
tem a desvantagem de ter início de ação mais lento que a administração
parenteral. Os fármacos administrados por via oral podem estar sob a
forma de comprimidos, cápsulas, pílulas ou líquidos.
 Administração sublingual: o procedimento para administrar
medicamentos sublinguais é o mesmo que para administração oral.
Entretanto, o medicamento não é deglutido; é colocado sob a língua do
paciente, onde deve ser mantido até se dissolver ou ser absorvido. O
número de medicamentos que podem ser administrados dessa forma é

limitado.

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 Administração Parenteral: o termo parenteral refere-se a todas as


formas de administração de medicamentos com uma agulha. Embora
este seja o método mais eficiente de administração de medicamentos,
porque evita todas as variáveis de absorção tópica e gastrointestinal,
também pode ser o mais arriscado. Os efeitos indesejados podem ser
rápidos e até mesmo fatais.

 Via intradérmica: esta via é usada para teste cutâneo e vacinação


contra tuberculose. A agulha é introduzida em um ângulo quase paralelo
à superfície cutânea.

 Via subcutânea: na via subcutânea, a solução é depositada sob a pele

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no tecido adiposo ou conjuntivo imediatamente sob a derme.


 Via Intramuscular: é uma via muito utilizada, devido a absorção rápida.
O músculo escolhido deve ser bem desenvolvido, de fácil acesso, não
possuir vasos de grande calibre e não ter nervos superficiais no seu
trajeto.

 Via Endovenosa: A via endovenosa ou intravenosa é usada quando se


deseja o início mais rápido de ação do fármaco. A medicação é injetada
diretamente na veia como uma solução, seja administrada diretamente
de uma ampola especial para uso EV ou diluída em um frasco de
líquidos para administração mais gradual. pode ser usada qualquer veia
superficial (atribuição do auxiliar ou técnico), ou pode-se fazer uma
dissecção para utilizar a veia subclávia ou veias mais profundas dos
membros (atribuição apenas do médico). Assim como em muitos casos
o efeito pretendido do fármaco ocorre em poucos segundos, os efeitos
indesejados podem ocorrer com a mesma rapidez.

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 Via Intra-arterial: em casos especiais, mais especificamente na


administração de agentes antineoplásicos, o fármaco é injetado
diretamente em uma artéria que segue para o tecido ou órgão afetado.
Não é de competência da enfermagem a sua utilização.

2 INTRODUÇÃO À DOSAGEM E CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

DOSAGEM é a quantidade de medicamentos ou agente prescrito para


um determinado paciente ou condição. DOSE é a porção medida do
medicamento tomada de cada vez. Os fatores que influenciam a dosagem são
os seguintes:
 Idade: a idade de um paciente afetará sua resposta aos medicamentos.
As crianças e os idosos necessitam de doses menores que a dose
habitual do adulto.
 Sexo: o sexo de um paciente algumas vezes afeta a resposta aos
medicamentos. As mulheres são mais susceptíveis à ação de alguns
fármacos e geralmente recebem doses menores. A administração de
medicamentos a mulheres nas primeiras semanas de gravidez pode
causar danos ao feto. Durante o terceiro trimestre há a possibilidade de

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trabalho de parto prematuro causado por fármacos que podem estimular


as contrações musculares.

 Condições do paciente: são indicadas doses menores quando a


resistência do paciente está diminuída. O comprometimento da função
renal e hepática pode causar acúmulo dos fármacos em níveis tóxicos.
 Fatores psicológicos: a personalidade de uma pessoa frequentemente
é importante em sua resposta a determinados fármacos.
 Temperatura: o calor e o frio também afetam a resposta aos
medicamentos. Pode ser necessário diminuir a dosagem de alguns
fármacos durante o período de calor.
 Vias de administração: geralmente, são prescritas doses maiores
quando um medicamento é administrado por via oral, e doses menores
quando se usa a via parenteral.
 Fatores genéticos: a idiossincrasia a drogas é uma susceptibilidade
anormal de alguns indivíduos que os faz reagirem de forma diferente da
maioria das pessoas a um fármaco. Acredita-se que esta intolerância a
pequenas quantidades de alguns fármacos seja devida a fatores
genéticos.
 Peso corporal: a dosagem de alguns fármacos potentes
frequentemente é calculada com base na razão entre miligramas do
fármaco e quilogramas de peso corporal do paciente. Quanto maior o
peso de uma pessoa, mais diluída será, e uma menor quantidade irá
acumular-se nos tecidos. Por outro lado, quanto menor o peso de uma
pessoa, maior é o acúmulo nos tecidos, e mais potente é o efeito
produzido.

 Classificação das Doses:

 Dose Máxima: maior quantidade de medicamento, com efeito


terapêutico, sem acarretar efeitos tóxicos.

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 Dose Mínima: menor quantidade do medicamento com efeito


terapêutico.
 Dose Tóxica: dose do medicamento que ultrapassa a dosagem
suficiente, causando perturbações no organismo.
 Dose Letal: quantidade de medicamento que causa morte no indivíduo

2.1 PRESCRIÇÃO

A prescrição provavelmente é tão antiga quanto a história escrita da


humanidade. Uma prescrição é uma ordem escrita por um profissional médico,
indicando a medicação que o paciente necessita e contendo todas as
orientações necessárias para o profissional de enfermagem e o paciente. A
prescrição consiste em várias partes:
 Data, nome do paciente.
 Inscrição que estabelece o nome e as quantidades dos medicamentos
 Orientações quanto à via, dose, intervalo de administração.
 Assinatura e registro do médico
Para administrar medicamentos com segurança, é necessário estar
completamente familiarizado com as abreviações aceitas. A quantidade de um
fármaco a ser administrada pode ser escrita no sistema métrico ou no sistema
farmacêutico. No sistema métrico a quantidade do fármaco é escrita em
algarismo arábicos e decimais antes da medida métrica. Exemplo: 100mg,
2.500ml, 0,5g, 2l.
No sistema farmacêutico são usados tanto algarismos arábicos quanto
romanos. A medida geralmente é escrita antes da quantidade do fármaco a ser
administrada, como Gr 10, Gr ¼.

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 EXEMPLO DE UMA PRESCRIÇÃO:

PRESCRIÇÃO MÉDICA N.º 001 DATA: HORA: 08h00


18/01/2006
NOME: João Silva Leito: 04 Registro: 2502316
PRESCRIÇÃO MÉDICA
DOSE VIA INTERVALO
Dieta a cargo da SND
DV 6/6h + O2 por CN a 4l/min. (se
necessário)
Plasil + 8 ml ABD (se náusea/vômito) 1 amp. EV 8/8h
Dipirona + 8 ml de ABD (se dor/febre) 1 amp. EV 6/6h
Omeprazol 20mg 1 cp VO 8h
Luftal 60gts VO 6/6h
Vancomicina 500mg + 100 ml SF 0,9% IV 12/12h
Micostatin (bochechar e engolir) 5 ml VO 6/6h
Fluconazol 100mg 2 cp VO 24/24h
Dimorf 10mg/ml + 9 ml 4 ml 1 amp IV 4/4h

ABREVIAÇÕES COMUNS EM PRESCRIÇÕES


Abreviação Significado Abreviação Significado
Caps. Cápsula Cp. Comprimido
g Grama Gt. Gota
IM Intramuscular Sn Se necessário
IV Intravenosa ABD Água bidestilada
SC Subcutânea SGI Soro glicosado isotônico
ID Intradérmica NaCl Cloreto de sódio
VO Via oral Kcl Cloreto de potássio
L Litro CN Cateter nasal
ml mililitros DV Dados vitais
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SGI 5% 1000 + 1000 + 1000


NaCl 20% 30 + 30 + 30 IV – cada esquema em BI em 8h.
KCl 10% 20 + 20 + 20

Um médico qualificado prescreve a administração de medicamentos. Um


profissional de enfermagem que administra o medicamento deve conhecer bem
a legislação que regulamenta o exercício de sua profissão e as normas da
instituição.
Uma prescrição completa de um fármaco contém o nome do fármaco, a
dosagem, quando deve ser administrado, quantas vezes deve ser
administrado, data, hora, assinatura do médico que prescreveu, o nome
completo do paciente e seu respectivo registro na instituição onde está
hospitalizado.
Antibióticos e narcóticos são exemplos de medicamentos que têm norma
automática de controle. É necessário um novo pedido ou prescrição para que o
medicamento seja continuado após um período específico estabelecido pela
instituição.

2.2 CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

Uma das atividades que o profissional de enfermagem realiza


frequentemente é a administração de medicamentos. Para fazê-lo
corretamente, na dose exata, muitas vezes ele deve efetuar cálculos
matemáticos, porque nem sempre a dose prescrita corresponde à contida no
frasco. Os cálculos, todavia, não são muito complicados; quase sempre podem
ser feitos com base na regra de três simples.

DADOS IMPORTANTES
- 1 ml equivale a 20 gotas;
- 1 gota equivale a 3 microgotas;
- Microgotas equivale a ml/h (30 microgotas = 30 ml/h);

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- 1 medida equivale a 15 ml;


- 1 conta gota equivale a ± 1 ml;
- 100 unidades equivale a 1 ml;
- 1 grama = 1000mg.

 Cálculo de medicação utilizando a regra de três simples:

Na regra de três simples trabalha-se com três elementos conhecidos, e a


partir deles determina-se o 4º elemento. Algumas regrinhas práticas podem
auxiliar-nos no cálculo, conforme demonstram os exemplos 1 e 2.

Exemplo 1:
O médico prescreve a um paciente 150mg de amicacina e na clínica
existem apenas ampolas contendo 500mg/2 ml.

Resolução:

a) Monte a regra de três dispondo os elementos da mesma natureza sempre do


mesmo lado, ou seja, peso sob peso, volume sob volume;

b) Utilize os três elementos para montar a regra de três e descubra o valor da


incógnita x. Para facilitar a montagem, uma dica é fazer a seguinte reflexão: se
500mg equivalem a 2 ml, 150mg serão equivalentes a x ml:

500mg = 2 ml
150mg = x

Na regra de três, a multiplicação de seus opostos igualam-se entre si.


Assim, o oposto de 500 é x e o oposto de 150 é 2, portanto:

(500) x (x) = (150) x (2)


500x = 300

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Para se saber o valor de x é necessário isolá-lo, ou seja, colocar todos


os valores numéricos do mesmo lado. Passa-se o valor 500, ou qualquer outro
valor que acompanhe a incógnita (x), para o outro lado da igualdade, o que vai
gerar uma divisão. Assim:

x = 300/ 500
x = 0,6ml Portanto, o paciente deve receber uma aplicação de 0,6ml de
amicacina

Exemplo 2:

Prescrição: 200mg de Keflin EV de 6/6h. Frasco disponível na clínica:


frasco em pó de 1g.

Resolução:

a) siga os mesmos passos do exemplo anterior;

b) transforme grandezas diferentes em grandezas iguais, antes de montar a


regra de três; nesse caso, tem-se que transformar grama em miligrama;

1grama = 1.000mg

Assim, temos:

1.000mg ______ 5 ml
200mg ...______ x ml

(1.000) x (x) = 200 x 5

x = 200 x 5/ 1000 = 1 ml

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 Cálculo de medicação utilizando a porcentagem:

O sinal % quer dizer .por cento., ou seja, uma quantidade em cada 100.
A porcentagem é a representação de um número fracionário:

15% = 15/100 = 0,15

30% = 30/ 100 = 0,30

Ex: de 200 ml de água destilada, usei 70%; quantos ml restaram no frasco?

0,70 x 200 = 140 ml (usados)

200 - 140 = 60 ml

R: Restaram no frasco 60 ml de água destilada.

 Cálculo de gotejamento de infusão venosa:

Exemplo
Calcular o gotejamento, para correr em 8 horas, de 500 ml de solução
glicosada (SG) a 5%.

É possível calcular o gotejamento de infusões venosas pelos seguintes


métodos:

 Método A

1º passo - Calcular o nº de gotas que existem no frasco de solução,


lembrando-se que cada ml equivale a 20 gotas. Com três dados conhecidos, é
possível obter o que falta mediante a utilização de regra de três simples:

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1 ml _____________ 20 gotas
500 ml ___________ x

x = 500 x 20/1 = 10.000 gotas

2º passo - Calcular quantos minutos estão contidos em 8 horas:

1h ___________ 60 minutos
8h ___________ x

x = 8 x 60/ 1 = 480 minutos

3º passo - Calcular o número de gotas por minuto, com os dados obtidos da


seguinte forma:

10.000 gotas _________________ 480 minutos


x ___________________________ 1 minuto

x = 10.000 x 1/ 480 = 21 gotas/minuto

Cálculo de microgotas: multiplicar o resultado por 3 = 63 mgt/min.

 Método B

Aplicar a fórmula: Aplicando-se a fórmula teremos:

Velocidade de gotejamento = volume total / 3 x Tempo em caso de


macrogotas (gotas/min.)
VG = VT/ 3T = VG = 500 / 3X8 = VG = 21 gotas/min.
ou
Velocidade de gotejamento = volume total / T em caso de microgotas
(mcg/min. Ou ml/ hora)
VG = VT/T = VG = 500/8 = VG = 63 Mcg/min. Ou 63 Ml/hora.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Guanabara-koogan. Rio de Janeiro, 2003.

BANTON, J.; BRADY, C.; O’KELLEY, S. D. Terapia Intravenosa. Coleção


Práxis de Enfermagem. Editora Guanabara-koogan. Rio de Janeiro, 2005.

CHEREGATTI, Aline Laurenti; et. al. Administração de medicamentos – 5


certos para segurança do seu paciente. 2 ed. São Paulo: Rideel, 2003. 304p.

CLINICAL PHARMACOLOGY MADE INCREDIBLY EASY. Farmacologia


Clínica – Série incrivelmente fácil. 1ª. Ed. Editora Guanabara-koogan. Rio de
Janeiro, 2003.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Profissionalização de Auxiliares de Enfermagem


– ROFAE. Cadernos do Aluno. Fundamentos da Enfermagem. 2ª. Ed. Brasília,
2003

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