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Depois do Movimento Moderno

A figura ideológica do arquiteto liberal


O Movimento Moderno tinha uma vertente de pensadores mais radicais como Gropius e
Ernst May, que acreditavam que o processo de industrialização acarretaria em uma
arquitetura mais científica. O modelo de arquiteto liberal pensava o contrário. Liderado por
arquitetos como Le Corbusier, este pensamento, que se tornou dominante, prezava o
individualismo e a arte singular dos projetistas.

Características formais da arquitetura de terceira geração


A primeira geração do Movimento Moderno, começou a desenvolver seus trabalhos em
1910, e temos como protagonistas: Walter Gropius, Mies van der Rohe e Le Corbusier por
exemplo. A Segunda Geração, começou a desenvolver suas obras nos anos trinta, e temos
como exemplos, Alvar Aalto, Buckmister Fuller e Oscar Niemeyer. A terceira geração ocorre
nos anos cinquenta, e temos como exemplos, Louis I. Kahn, J. B. Bakema e Jorn Utzon.
Esta geração é marcada pela tentativa de conciliação entre o pensamento moderno
idealizado pelos seus mestres e e uma necessária renovação de tal pensamento.

Esculturas sobre plataformas


Fatores predominantes das obras tem relação ao contexto no qual são inseridas, como, a
natureza, o vernáculo, a expressividade da forma orgânica e escultórica, a textura real dos
materiais e as formas tradicionais.
Mudanças na arquitetura e urbanismo ocorreram, os edifícios eram mais representativos,
eram feitos em plataformas. O ambiente também era muito importante, por isso, eram feitos
prédios escalonados e recuados para valorizar o espaço ambiente, como por exemplo o
Congresso Nacional em Brasília.

A busca de novas formas expressivas


A monotonia e a repetição eram coisas que se buscava evitar, principalmente nas fachadas,
assim, o direcionamento para a expressividade é tomado como diretriz. A meta era a
individualidade no lugar da produção em série, mais diversidade formal do que a repetição
modular. Temos como exemplo disso o Centro de Governo de Chandigarh, de Le Corbusier.
A diferença primordial entre a arquitetura dos anos vinte e a dos anos cinquenta pela
transição das formas compactas e fechadas para formas articuladas e abertas. Passou-se a
ver a arquitetura de forma mais filosófica e abstrata ao invés de matemática , racional.
Entende-se que o ângulo reto restringe as possibilidades do arquiteto. A cultura da
arquitetura ascende.

A crise do paradigma da máquina: Luis Barragán e José Antonio Coderch.


Na terceira geração, muitos paradigmas são mudados, um deles, é da Estética das
Máquinas. Temos como exemplo, o Prédio de Apartamentos na Barcelonata, de José
Antonio Coderch e Manuel Valls, que demonstra uma releitura do vernáculo e a utilização
de formas orgânicas e expressionistas. Neste edifício, pensa-se na ideia de intimidade e a
explora com uma planta de formato inédita sem ortogonalidade.

Le Corbusier e a terceira geração: a capela de Ronchamp


Le Corbusier pode ser considerado brutalista com suas obras a partir dos anos cinquenta,
as quais influenciaram a maioria da arquitetura nos anos 50 e 60. Le Corbusier é motivado
por suas dúvidas sobre a universalidade da tecnologia e a linguagem moderna. A Capela
Ronchamp, que teve sua construção iniciada em 1950, foi uma das mais claras revisões
formais que aconteceu na arquitetura dos anos cinquenta. “A essência da arquitetura está
na ideia de lugar, ou seja, o espaço cultural é definido pela luz, as formas, os valores
simbólicos e a qualidade dos materiais.”

A Ópera de Sidney, de Jorn Utzon


A ópera de Sidney foi um concurso realizado em 1947, o qual Jorn Utzon foi o vencedor,
graças ao jurado Eero Saarinen. A obra representa um paradigma para a terceira geração e
foi feita seguindo os conceitos de monumentalidade do arquiteto. Não se pode discutir a
expressividade da obra que se apoia em uma grande plataforma sobre a água. Suas
enormes cascas funcionam tanto como cobertura quanto fachadas expressivas. As
escalinatas marcam a divisão entre o mundo cotidiano e o mundo fantasioso da música.

A continuidade da arquitetura expressionista


O Movimento Moderno tinha um discurso bastante focado na unidade. Com o fim da
Segunda Guerra Mundial, foi provado que a totalidade do modernismo não era tão forte
assim. Uma corrente que se desenvolveu com bastante força no período, foi o
expressionismo alemão, que tinha como diretrizes a transparência, a luz e a fluidez
espacial.

O expressionismo estrutural
A busca por novas formas graças às novas técnicas construtivas e novas tecnologias de
materiais era forte nos anos cinquenta e sessenta, isso acarretou uma das vertentes mais
atraentes do modernismo, o expressionismo estrutural. O trabalho singular e a identidade
pessoal das obras foram bem marcadas por meio da estrutura. O trabalho artesanal e a
mão de obra especializada, foram cruciais para que esse momento tivesse destaque.

O caso da arquitetura esculturalista holandesa


Na holanda, a preocupação era com a qualidade da arquitetura, por sua produção pela
indústria e pelo custo da residência massificada.

A revisão formal nos Estados Unidos


Com a Segunda Guerra Mundia, muitos artistas e arquitetos europeus se dissiparam pelo
mundo espalhando seus pensamentos. Os Estados Unidos foram um local de
estabelecimento de tais artistas, e portando sofreu grandes influências nos anos conquenta,
em especial por Wright, Saarinen e Kahn.

Continuidade da tradição de Wright: o Museu Guggenheim


A arquitetura moderna europeia influencia a arquitetura industrial norte-americana, Wright
representava um cenário individualista dentro da arquitetura americana, por isso, suas
obras tinham um caráter esteticamente autônomo. O Museu Guggenheim representa um
paradigma da arquitetura, ela sintetiza dois aspectos essenciais de sua obra: a referência
ao sólido, ou seja, o tectônico, e o dinamismo das formas, criando uma contraposição em si
mesmo.

Formalismo e ecletismo na obra de Eero Saarinen


A arquitetura moderna e o estilo-internacional são as bases para a arquitetura de Eero,
porêm, elas também tratam de dois pontos contraditórios: A racionalidade focada em formas
simples e obras simbólicas nas formas livres e orgânicas.

Modernidade e tradição na obra de Louis I. Kahn


Sua arquitetura é singular nos anos cinquenta e marca a transição entre o movimento
moderno e pós moderno. Kahn se desprendeu das “regras” do moderniso e buscou uma
identidade singular, que girava em torno da consciliação com o passado e o presente
moderno. Para ele, o “passado como amigo” simbolizada o desprendimento dos “equívocos”
do moderno pelo moderno.