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Aula 1

Prática Profissional: Conversa Inicial


Estudos Gramaticais

Profa. Me. Francine Ozaki

Conversa Inicial

Língua padrão e
variantes linguísticas
A Língua Portuguesa Texto falado X texto
e o trabalho em sala escrito
de aula
O que é gramática?
Ensinar português
Como ensinar
para falantes nativos
gramática?

Contextualizando

Década de 60:
Contextualizando
linguística tornou-se
disciplina oficial
1997: MEC elaborou
os PCNs
Concepção de língua
enquanto sistema
histórico e social

1
“(...) a língua é um
sistema de signos (...) significados
histórico e social que culturais e, com eles, os
possibilita ao homem modos pelos quais as
significar o mundo e a pessoas do seu meio
realidade. Assim, social entendem e
aprendê-la é aprender interpretam a realidade
não só as palavras, e a si mesmas”
mas também os seus (1997, p. 22).
(...)

PCNs são um
documento de Evolução das aulas de
diretrizes gramática e dos
Não apresentam exercícios repetitivos
alternativas práticas para as aulas
para implementação contextualizadas
das diretrizes

O que ensinar nas Variantes Linguísticas


aulas de Língua
Portuguesa?
Diferença entre o
português falado e o
escrito

2
Variantes Linguísticas Como as línguas
variam?
Todos falam da Tempo
mesma forma?
Espaço
A língua nunca é
Grupo social
falada da mesma
forma por seus Atividade
usuários, porque profissional
está sujeita a Situação
variações comunicativa

Língua Padrão

O que é língua
Existe uma variante padrão?
considerada correta?
Norma culta
Qual variante
Modalidade da
devemos ensinar na
língua que mais se
escola?
aproxima das regras
da gramática
normativa

Texto Falado X Texto Escrito

Texto Falado X Texto


Escrito A língua que falamos
não é a mesma que
escrevemos
Veja o exemplo a
seguir:

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Para pior pió
Vício na fala (Oswald
Para telha dizem teia
de Andrade)
Para telhado dizem
“Para dizerem milho
teiado
dizem mio
Para melhor dizem E vão fazendo
mió telhados”
(Andrade, 1971, p. 89).

A modalidade falada é
A modalidade escrita mais livre
é mais formal Resultado de nossa
experiência social
Uso da língua padrão
Reúne nosso
Aproximação com as
conhecimento de
regras da gramática mundo e as
normativa interferências
culturais

Mas, Afinal,
o Que É Gramática?

Mas, Afinal, o Que É Sistema linguístico


Gramática? constituído por:
estruturas
cristalizadas
estruturas em
processo de
cristalização

4
O Que É Gramática?

morfologia
(estrutura da
Dispõem-se em três palavra)
subsistemas:
sintaxe (estrutura
fonologia e prosódia sintagmática e
(estrutura silábica) funcional)

Ramos de Estudos da Gramática


“Conjunto de
produtos
estruturados:
Diferem na forma gramática descritiva
como compreendem Conjunto de
a língua: processos mentais,
estruturantes:
gramática
cognitivista-
funcionalista

Conjunto de Qual Gramática Devemos Ensinar?


produtos e
processos que
mudam ao longo do
tempo: gramática Língua padrão
histórica Norma culta
Conjunto de ‘bons Aproxima-se das
usos’: gramática regras da gramática
normativa” normativa
(Castilho, 2016, p.
42).

5
Como Trabalhar com Gramática em
Sala de Aula?

Como Trabalhar com PCNs: o ensino da


Gramática em Sala de gramática de forma
Aula? contextualizada
Apresentação das
estruturas
gramaticais em
contextos reais de
aplicação

Princípios do Ensino de Gramática


Eixo de trabalho: uso
 reflexão  uso
Prática de leitura “Os três princípios
são os seguintes:
Análise e reflexão
primeiro princípio:
sobre a língua
levar em consideração
Prática de produção o
de texto
(...)
(Brasil, 1997).

(...) conhecimento
prévio do aluno;
segundo princípio: Na Prática
promover
aprendizagem ativa; e
terceiro princípio: fazer
com que o aluno
compreenda os
processos envolvidos”
(Pilati, 2014, p. 55).

6
Na Prática

Leia o excerto do
O ensino
poema Os sinos, de
contextualizado das
Manuel Bandeira
estruturas
gramaticais prevê Como ele pode nos
análise e reflexão auxiliar na reflexão
acerca da língua a acerca de nossa
partir da leitura e língua?
produção de textos

“Sino de Belém, pelos


que inda vêm! Sino da Paixão, bate
bão-bão-bão.
Sino de Belém bate
bem-bem-bem. Sino do Bonfim, por
quem chora assim?(...)”
Sino da Paixão, pelos
(Bandeira, 2012, p. 14).
que lá vão!

Síntese

A língua falada não é a


Síntese mesma língua que
escrevemos
A língua falada está
sujeita à variação
dependendo do tempo,
espaço, grupo social,
atividade profissional
ou situação
comunicativa

7
Gramática é o estudo
Na escrita formal,
sistematizado da
utilizamos a língua
língua
padrão
Em sala de aula,
A língua padrão é
ensinamos a
aquela que se
modalidade formal da
aproxima das regras
língua, pois os alunos
da gramática
já são falantes
normativa
nativos de português

O ensino deve
valorizar as diferentes
variedades da língua Referências de Apoio
Os PCNs defendem o
estudo
contextualizado da
língua e das
estruturas
gramaticais

Referências de Apoio
BANDEIRA, M. Os
sinos. São Paulo:
Global, 2012.
ANDRADE, O. Poesias CASTILHO, A. Nova
reunidas. Rio de gramática do
Janeiro: Civilização português brasileiro.
Brasileira, 1971. São Paulo: Contexto,
2016.

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PILATI, E. N. S.
Laboratório de ensino (...) reflexões de
de gramática: professores e
questões, desafios e estudantes do Curso
perspectivas. In: de Letras EAD/UnB.
VIERIRA, J.; Brasília: Gráfica e
CORDELIA, F. (Orgs.). editora Movimento,
O que distancia 2014. p. 48-67.
revela: (...)

VALLE, M. L. E. Não
erre mais. Curitiba:
InterSaberes, 2013.

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