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STC7 – DR4 – Leis e

Modelos Científicos
O conhecimento do Universo
STC7 – DR4 – Leis e Modelos Científicos

O Conhecimento do Universo

O Homem é um ser curioso, que


sempre quis saber o que há para lá do céu,
se existem outros seres, planetas ou
qualquer coisa… O Homem é um ser
sonhador. Um céu estrelado, por si só, é
algo que proporciona inegável satisfação e
sensação de beleza.
Ao longo dos séculos vão
existindo imensos cientistas, existem várias
áreas que se podem estudar na Ciência,
como o estudo de animais, plantas ou do Universo, como se formou, é infinito ou tem um fim?

A Ciência na Grécia Clássica era considerada de verdades absolutas e


indiscutíveis. Os Filósofos gregos tentavam descobrir quais eram as leis da
natureza. Universo era controlado pelos Deuses.
Primeiro cientista a descobrir uma das leis da natureza foi Tales de Mileto
600 a.C., conseguiu prever um eclipse no ano 585 a.C.

As relações entre triângulo e rectângulo foram descobertas por Pitágoras.

Teorema de Pitágoras

A astronomia, ciência que estuda os astros, é, ao mesmo tempo, a mais velha e a


mais nova das ciências. A astronomia grega considerava o círculo como sendo a curva perfeita,
e dado que os céus eram perfeitos, os astrónomos achavam que todos os corpos celestes se
deviam deslocar em círculos em volta da Terra.
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Teoria Geocêntrica
Aristóteles de Estagira, em 340 a.C., disse que a Terra se encontrava imóvel e o Sol, a
Lua, os Planetas e as Estrelas moviam-se em órbitas circulares em volta da Terra (centro do
Universo). Mais tarde, já depois de Cristo, Cláudio Ptolomeu, considerado o “pai” do modelo
Geocêntrico, afirma que Terra era o centro do Universo e o Sol os restantes planetas giravam à
sua volta. Esta ideia permaneceu até ao século XVI com o apoio da Igreja Cristã.

Modelo Geocêntrico de Copérnico

Teoria Heliocêntrica
Nicolau Copérnico concluiu que a Terra e os outros corpos celestes giravam em
órbitas uniformemente circulares em redor do Sol, sendo este considerado fixo. Propôs o
modelo Heliocêntrico no início do século XVI, sentindo forte oposição por parte da Igreja
Católica porque acreditava que a Terra era o corpo celeste mais importante do Universo.
Defensores deste modelo: Copérnico, Galileu, Kepler, Newton...

Modelo proposto por Nicolau Copérnico em 1514


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Passado cerca de um século, esta ideia foi defendida por outros astrónomos.
Galileu Galilei foi o primeiro cientista a utilizar o telescópio, desenvolvido por ele,
(Luneta de Galileu) e a registar essas observações, dos astros celestes, e da marcação de
tempo através de um pêndulo.

Galileu concluiu que a Terra se


movia à volta do Sol, e que o Sol
era o centro do Universo.

Em 1611, a Igreja começou a preocupar-se com as ideias de Galileu afirmando que


ele era "perigoso", pois as suas ideias influenciavam muitas pessoas. Apesar de se defender, foi
convocado para enfrentar um tribunal do Santo Ofício, iniciando-se um processo contra Galileu
na Inquisição e um julgamento no qual o astrónomo foi considerado "veementemente
suspeito de heresia" e condenado a abjurar suas ideias heliocêntricas. Galileu abjurou
publicamente. Conta a lenda que teria murmurado depois: "Eppur si muove" ("e, no entanto,
ela move-se"). Foi condenado à prisão domiciliária, onde ficou até morrer. Sobre este
acontecimento existem muitas versões diferentes. A igreja só o absolveu em 1992, através do
Papa João Paulo II.

Johannes Kepler, em 1609, formulou as leis que regem o movimento dos


planetas, afirmando que as orbitais dos planetas eram elípticas e não circulares.

Em 1687, Isaac Newton apresentou um modelo sobre o movimento dos


planetas, descobrindo a importância da gravidade (Lua e Planetas).
Responsável pelo enunciado da Lei da Gravitação Universal, onde asseverou
que a força responsável pelo movimento dos corpos celestes é a mesma
que leva os objectos a cair para a superfície da Terra.
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Actualmente, a Teoria Geocêntrica e Heliocêntrica assumem apenas uma importância


histórica. Não sabemos a forma nem o centro do Universo… O Sol não está no centro, mas
num dos extremos da Via Láctea…

Ciência é um produto da actividade humana na procura permanente do conhecimento


sobre tudo o que nos rodeia. É feita através do trabalho colectivo de cientistas de diversas
áreas, matemáticos, físicos, biólogos, químicos, geólogos, informáticos, etc., com vários
métodos científicos, observação, hipóteses, experiências, conclusões e teoria quando o
modelo estudado é assumido como correcto, formula-se uma teoria. O progresso da ciência
depende muito da observação, experiência (investigação), discussão, debate, mas no
conhecimento do Universo foi fundamental o avanço da tecnologia.
O avanço da ciência permite o desenvolvimento de tecnologias mais sofisticadas para
observação do Universo.

Telescópios possuem lentes e espelhos que formam uma imagem ampliada de um


objecto distante, comprovam que muitos dos pontos brilhantes que observamos
são constituídos por estrelas.

Radiotelescópios são um grupo gigantesco de receptores de ondas


rádio, porque captam sinais de rádio emitidos pelos astros que emitem
energia sob a forma de ondas de rádio. Funcionam também como
receptores e emissores de nas comunicações entre os investigadores e
sondas espaciais.

Telescópios espaciais lançados no Espaço, acima da atmosfera


terrestre, estão equipados com câmaras e outros instrumentos de
recolha de dados, obtêm imagens muito nítidas de astros situados a
grandes distâncias. Enviam para a Terra a informação que vão
captando.

Satélites são veículos colocados em órbita, à volta da Terra ou


de outro corpo celeste, através de um vaivém ou de um
foguetão que permitem Investigação científica, recolha de
dados meteorológicos, captar imagens para o estudo dos
recursos terrestres. Telecomunicações são satélites de
comunicação que transmitem os telefonemas e os canais de
televisão.
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PoSAT-1: o primeiro satélite português que entrou em órbita em 1993 e


efectua cerca de 14 voltas por dia em torno da Terra. Prevê-se a sua
desactivação em 2043.

Sondas espaciais, naves interplanetárias, não tripuladas


permitem a exploração do espaço longínquo, efectuam gravações e
podem recolher e analisar dados e materiais do

planeta onde pousam e enviam para a Terra


informação de interesse científico, têm o
inconveniente de não regressarem à Terra.

O ISS é o maior e mais complexo projecto


científico internacional da história, com
um preço de US $50 bilhões. Desenvolvido
através da colaboração de 16 nações,
incluindo os E.U., Canadá, Japão, Rússia,
11 países da Agência Espacial Europeia e
Brasil. Hoje a Estação Espacial
Internacional é a única estação espacial no
espaço. Actualmente, o plano é que a ISS
estará em funcionamento pelo menos até
2015. Há sempre algumas pessoas a bordo
da ISS.

A NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration;


Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica), também conhecida como Agência
Espacial Americana, é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América, criada em 29
de Julho de 1958, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de
exploração espacial. A NASA foi responsável pelo envio do homem à Lua e de outros
programas de pesquisa no espaço.
Actualmente trabalha em conjunto com a Agência Espacial Europeia, com a Agência
Espacial Federal Russa e com mais alguns países da Ásia e do mundo todo para a criação da
Estação Espacial Internacional.
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A NASA também tem desenvolvido vários programas com satélites e com sondas de
pesquisa espacial que viajaram até outros planetas e até, alguns deles, se preparam para sair
do nosso Sistema Solar, sendo a próxima grande meta, que tem atraído a atenção de todos,
uma viagem tripulada até o planeta Marte, nosso vizinho.
Hoje, mais do que nunca, a Ciência depende de um grande suporte tecnológico para
poder progredir. Acontece que a investigação tecnológica, sobretudo a espacial, é muito
dispendiosa exigindo grandes investimentos. Por isso, mesmo os países que no início da
investigação espacial desenvolviam projectos nacionais, participam, cada vez mais, em
projectos e missões que envolvem várias nações. Esta evolução tecnológica nem sempre foi
uma sucessão de êxitos, havendo a registar muitos fracassos que colocaram muitas vezes em
risco vidas humanas e materiais técnicos, além de comportarem enormes custos económicos.

Cientistas há muito especulam sobre a possibilidade de vida em Marte, devido à


proximidade e algumas similaridades do planeta, com a Terra. A questão remanesce em
aberto, se existe vida em Marte actualmente, ou se existiu no passado.
Nas pesquisas feitas pelas sondas enviadas a Marte após o ano 2000, parece dar
ténue luz à objecção, já que não foram encontrados vestígios de vida actual no planeta.
Entretanto, a possibilidade de ter existido condições para a vida se torna mais aceitável, pois
há evidências da presença de água na sua superfície num passado longínquo de dois bilhões de
anos, e de existência actual de água nos seus pólos; além de suspeitas de que exista também
água sobre a superfície do planeta.
Será que estamos sós nesta imensa infinidade que é o universo? Isto é uma dúvida
que sempre tive desde pequena, e possivelmente nunca venha a saber a verdade. São vários
os cientistas que acreditam que não "estamos sozinhos no Universo", afirmando que também
existem formas de vida noutros planetas do Sistema Solar (nomeadamente em Marte) e até
mesmo do Universo em geral. Assim, a fim de provar esta sua "crença", são diversos os
esforços que a Ciência emprega no sentido da observação e estudo de tudo aquilo que nos
rodeia no espaço exterior. Contudo, sabemos que a exploração do espaço não tem conseguido
encontrar vida. Em 1960, o projecto Ozma no oeste de Virgínia, iniciou a sua missão para
detectar sinais de rádio extraterrestres (financiado por 100 milhões de dólares cedidos pela
The National Aeronautics and Space Administration). Infelizmente, até agora nada foi
descoberto, somente as imagens da sonda Galileu reavivaram a esperança de encontrar
condições propícias à existência de vida noutros planetas do Sistema Solar: a Lua Europa, de
Júpiter parece ter um oceano de água líquida coberto de gelo.
Do ponto de vista científico, acho muito provável que haja vida.
Quando digo que há vida não estou a falar de seres unicelulares, ou seres muito primitivos,
não estou a falar de seres parecidos com os humanos nem de homenzinhos verdes, mas de
uma forma de inteligência que pudesse ter evoluído de maneira mais ou menos paralela à
nossa. A questão é se os extraterrestres existem então eles são incrivelmente mais evoluídos
para nos visitarem e nunca termos visto nenhum extraterrestre ao vivo (óvnis).
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No entanto, nem todos os cientistas acreditam que haja vida noutros planetas, mas
descobertas recentes na própria Terra levaram-nos a pensar se não estariam a encarar este
fenómeno de um modo demasiado limitado, pois foram descobertos micróbios em evolução
em condições em que isto se julgava ser impossível: em aberturas vulcânicas, em nascentes
quentes, em geysers (o que sugere que a vida também se possa desenvolver em ambientes
muito quentes). Alguns dados sobre Marte que sugerem o desenvolvimento de formas de vida,
ainda que muito controversos, não deixam também de ser tentadores. Um meteorito
marciano encontrado na Antárctica contém estruturas microscópicas com o formato de
vermes, que datam de há cerca de 3,6 biliões de anos, os quais se assemelham a formas
fossilizadas de bactérias encontradas na Terra.
Concluindo, sei que só temos que continuar a investigar o espaço exterior e a tentar
detectar a existência de vida noutros planetas, pois os cientistas sabem que, apesar de até à
data ainda não se terem encontrado formas de vida para além da Terra, nada indica que o seu
aparecimento e desenvolvimento sejam fenómenos "exclusivos" do nosso planeta.
Acho que a qualquer momento podemos concluir e provar que "não estamos
sozinhos no Universo"!

Simone Santos