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Viajário

Viajário
Planificação de uma visita de estudo
O sucesso de uma visita de estudo depende de alguns princípios básicos, que devem ter em conta as
características específicas da turma, o grau de ensino e o nível etário dos alunos. Por conseguinte, a
planificação é essencial. Sugerimos algumas etapas a considerar:

Definição dos objetivos da visita de estudo


Embora cada visita de estudo tenha a sua especificidade, de acordo com o âmbito da mesma, pode-
mos enumerar alguns objetivos gerais das visitas de estudo:
• atenuar o verbalismo das aulas;
• aproximar o aluno da realidade;
• enriquecer a experiência do aluno pelo contacto com vestígios históricos;
• desenvolver o espírito de observação e o espírito crítico;
• desenvolver o espírito de investigação: colheita de dados/documentos, análise, crítica, etc.;
• aplicar instrumentos de observação/investigação;
• recolher dados significativos de utilização futura, relacionados com os conteúdos específicos
(domínio cognitivo) ou com o papel formativo da disciplina ou das disciplinas;
• promover a interdisciplinaridade;
• relacionar a escola com a comunidade;
• suscitar o despertar de “vocações” profissionais;
• proporcionar momentos de convivência, sentido de camaradagem e cooperação (turma, escola,
interescolas...).

Preparação da visita de estudo


1. Visitar previamente o local.
2. Solicitar autorização/participação:
•das entidades escolares;
• dos pais/encarregados de educação;
• da instituição a ser visitada ou do organismo do qual depende.
3. Escolher o transporte:
• saber os preços;
• saber os horários;
• saber o itinerário;
• confirmar a visita e escolher o transporte.
4. Determinar acompanhantes: professores, funcionários, pais/encarregados de educação.
5. Preparar os alunos:
• integrar a visita de estudo numa determinada Meta Curricular;
• aula de sensibilização ao tema, através de uma análise superficial de documentos e de alguns
elementos que vão ser objeto da visita, por exemplo, através da exploração dos Viajários do
Manual;
• levantamento dos dados essenciais a ter em conta para uma boa realização da visita:
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– dia;
– local/hora de partida e previsível chegada;
– materiais que cada aluno deve levar, fornecidos ou não pelo professor.
Missão: História 8 1
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Realização da visita de estudo
Viajário

Há dois tipos de visita de estudo, pela qual podemos optar:


• Visita guiada – o professor ou um monitor do local a visitar conduz esta situação de aprendizagem,

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explicando e transmitindo conhecimentos. Este tipo de visita resulta melhor com uma curta dura-
ção e com um número reduzido de alunos.
• Visita por descoberta – através de um método de descoberta intencional e orientado por um con-
junto de questões a que os alunos vão tentar dar resposta, os alunos aprendem a analisar e a pensar
sobre o que estão a observar, relacionando com os conteúdos da disciplina de História e outras
disciplinas.
Em qualquer um dos casos, é fundamental que haja uma preparação prévia da visita, com uma expli-
cação e contextualização do trabalho a realizar durante durante a mesma. Deve haver uma ficha ou
guião de orientação e registo.
Exemplos de guiões de visita de estudo:

Visita de estudo Visita de estudo Visita de estudo Visita de estudo


Viajário

Viajário

Viajário

Viajário
Escola: Data: / /
Inicia a tua visita Inicia a tua visita Escola: Data: / /
Inicia a tua visita Inicia a tua visita
Escola: Data: / / Escola: Data: / /
no Viajário das no Viajário das no Viajário das no Viajário das
Nome: N.º: Turma: pp. 50 e 51 Nome: N.º: Turma: pp. 78 e 79 Nome: N.º: Turma: pp. 126 e 127 Nome: N.º: Turma: pp. 184 e 185
do teu Manual. do teu Manual. do teu Manual. do teu Manual.

Nau quinhentista em Vila do Conde Museu Judaico de Belmonte Universidade de Coimbra Palácio da Pena
1. Identifica a personalidade representada
Metas a trabalhar: na estátua. Metas a trabalhar: Metas a trabalhar: Metas a trabalhar:
1. Conhecer e compreender o pionei- 4. Compreender os séculos XV e XVI 16. Conhecer e compreender a realidade 23. Conhecer e compreender os
rismo português no processo de como período de ampliação dos portuguesa na segunda metade do principais aspetos da cultura do
expansão europeu. níveis de multiculturalidade das século XVIII. século XIX.
sociedades.

2. Em que se destacou essa personalidade?

Objetivos:
Objetivos: · Analisar a influência das ideias ilumi-
Objetivos: 3. Em que estilo decorativo está construída a Objetivos:
· Referenciar a intensificação das per- nistas na governação do Marquês de
· Conhecer as condições técnicas e cien- janela do castelo de Belmonte? seguições aos Judeus que culmina- Pombal, salientando a submissão de · Identificar os valores e as característi-
tíficas que possibilitaram o arranque certos grupos privilegiados, o reforço cas da estética romântica.
ram na expulsão ou na conversão
da expansão portuguesa.
forçada em muitos territórios da 1. Como definirias uma Universidade? do aparelho de Estado e a laicização e 1. Como todo o património histórico e cultural, o Palácio da Pena tem · Desenvolver a capacidade de observa-
· Desenvolver a capacidade de observa- Europa Ocidental, com destaque para modernização do ensino. uma história. Completa as principais fases da história do Palácio da ção, análise e comunicação dos alunos.

1. Completa a tabela de identificação da nau quinhentista:


ção, análise e comunicação dos alunos. o caso português. · Desenvolver a capacidade de observa- Pena. · Sensibilizar para a preservação do
· Sensibilizar para a preservação do · Desenvolver a capacidade de obser- ção, análise e comunicação dos alunos. património histórico-cultural.
património histórico-cultural.
4. Regista as características desse estilo que consegues observar na janela.
vação, análise e comunicação dos · Sensibilizar para a preservação do 1838 1885
· Promover o trabalho de equipa e a
Data · Promover o trabalho de equipa e a alunos. sociabilidade entre alunos e docentes.
património histórico-cultural.
de construção
sociabilidade entre alunos e docentes. · Sensibilizar para a preservação do · Promover o trabalho de equipa e a
Materiais património histórico-cultural. sociabilidade entre alunos e docentes.
de construção
· Promover o trabalho de equipa
Instrumentos e a sociabilidade entre alunos e
de orientação docentes.

Utilização atual
2. Tendo em conta o que já sabes sobre a história da Universidade de
Estado Coimbra e o que estás a aprender na tua visita, preenche o quadro:
de conservação Conteúdos abordados:
Conteúdos abordados: Conteúdos abordados: · O Romantismo
Universidade de Coimbra
Autenticidade
· O arranque da expansão marítima Ontem e Hoje · Reforma Pombalina no ensino
Conteúdos abordados: Interdisciplinaridade:
2. Que vantagens apresentavam as naus relativamente às caravelas? Interdisciplinaridade: Semelhanças Diferenças Interdisciplinaridade: 1995 1889
· História
· Reforma e Contrarreforma
· História · História · Português
· Geografia · Português · Ciências Naturais
Interdisciplinaridade:
· Matemática · Ciências Físico-Químicas
· História
· Ciências Naturais
· Português
· Geografia
· Religião e Moral
3. Qual era a rota comercial mais lucrativa para o reino de Portugal?

Janela do Castelo de Belmonte.

Missão: História 8 5 8 Missão: História 8 Missão: História 8 13 18 Missão: História 8

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Avaliação da visita de estudo


A visita de estudo deve ser sempre objeto de
avaliação. Esta avaliação é sempre formativa,
Relatório de avaliação da visita de estudo
Viajário

Viajário

Escola: Data: / /

Nome: N.º: Turma: Escola:

Local: Data: / / Ano/Turma:

Relatório de avaliação da visita de estudo

mas pode fornecer elementos para a avaliação


Os Professores responsáveis:
Aos alunos

Preparação Realização
Antes da visita, as
A organização da visita foi... O convívio entre todos foi... Aquilo que aprendi foi...
informações dadas foram...

sumativa.
CONSECUÇÃO
I S B I S B I S B I S B
DOS OBJETIVOS
Sugestões:

O que mais gostei

O aproveitamento dos dados colhidos na visita


O que menos gostei

OCORRÊNCIAS

de estudo pode ser feito: Escola:

Nome:
Data:

N.º:
/

Turma:
/

Relatório de avaliação da visita de estudo AVALIAÇÃO GLOBAL

• por disciplina;
Aos alunos

Preparação Realização
Antes da visita, as
A organização da visita foi... O convívio entre todos foi... Aquilo que aprendi foi...
informações dadas foram...

• interdisciplinarmente;
I S B I S B I S B I S B

Sugestões:

SUGESTÕES
O que mais gostei

• na ficha de avaliação da visita (formativa);


O que menos gostei

Missão: História 8 21 22 Missão: História 8

• num relatório;
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Exemplos de relatório de avaliação.


• numa apresentação em PowerPoint®, even-
tualmente executada pelos alunos;
• na exposição de materiais ou outros ele­men­tos, como fotografias, etc.;
• na inclusão de elementos (cognitivos) no tes­te sumativo do subdomínio;
A avaliação da forma como decorreu a visita também deve ser feita, destacando-se os aspetos positi-
vos e os aspetos negativos.

2 Missão: História 8

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Visitas de estudo a museus

Viajário
O Museu e a Escola
A Escola deve tentar estabelecer uma relação pró-
xima com o meio envolvente. A formação integral
do aluno passa tanto pela instrução dos conteúdos
académicos como pela educação interdisciplinar e
pela formação no domínio dos valores essenciais.
A Escola pode contribuir para desenvolver nos
jovens de hoje valores como a solidariedade, o res-
peito e a tolerância com o próximo, o interesse e a
valorização da cultura e história locais e a preser-
vação do património. Valores estes que certamente
contribuirão para um crescimento harmonioso
que fará dos jovens de hoje melhores adultos no
amanhã. Museu do Carro Elétrico, Porto.

O Museu pode contribuir para a formação


nestes valores. Educar não é uma função
exclusiva da Escola; tal ato pertence a uma
equipa muito mais vasta da qual o Museu
pode fazer parte. Se educar consiste na rela-
ção interativa de transmitir conhecimentos, o
Museu torna-se um espaço privilegiado de
educação, na medida em que não só trans-
mite conhecimentos, como também gere a
memória coletiva e tem uma função impor-
tante na recolha, na apresentação, no estudo
e na animação do património local/regional.

Museu dos Coches, Lisboa.


O Museu não se confina ao edifício que
ocupa, ele pode ser muito mais do que isso.
Para além das coleções que contém, o Museu pode englobar o centro histórico da cidade, a igreja
que lhe está próxima, o pelourinho, o fontanário, a estátua... em suma, a memória da comunidade
em que se insere.
O Museu desempenha assim um papel ativo e interveniente na comunidade em que está inserido.
Neste sentido, os museus e as escolas podem, juntos, dar um importante contributo para a educação
patrimonial e cívica do povo português.
A Escola e o Museu, em conjunto, podem:
• preservar e divulgar a memória coletiva;
• preservar, estudar e divulgar o património;
• debater problemas que afetam o meio;
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• promover colóquios sobre história local/regional ou mesmo nacional;


• promover workshops, conjugando o desenvolvimento da criatividade com a educação para a pre-
servação do património.

Missão: História 8 3

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Sugestões metodológicas
Viajário

A visita a um museu permite-nos o contacto direto

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com obras de arte. Quando observamos uma obra
de arte, estabelecemos com ela um diálogo silen-
cioso. A nossa imaginação e a nossa vivência parti-
lham desta observação e influenciam-na.
Nem sempre os alunos estão preparados para
observarem uma obra de arte. O professor poderá
ajudá-lo a descobrir com o olhar, passando assim
de um olhar passivo para uma observação ativa e
interessada.
É necessário explicar aos alunos o que é um museu.
Palácio da Pena, Sintra.
Este não constitui um túmulo da memória, mas
uma memória viva. Todas as peças que ali se encontram pertenceram em tempos a particulares ou a
instituições (igrejas, conventos, câmaras municipais, escolas...). As peças faziam parte do dia a dia das
pessoas, não foram criadas para estarem no museu. O museu é que foi criado para preservar, estudar
e divulgar essas peças.

A visita ao museu:
• Quando chegar ao museu, não entre de imediato.
Faça uma pequena pausa para o apresentar e
para suscitar nos alunos a curiosidade a respeito
do que irão observar.
• Sensibilize os alunos para a importância da pre-
servação das peças. As peças encontram-se no
museu para as conhecermos, mas também para
estarem protegidas. Não podemos tocar nas
peças expostas porque o toque ou mesmo a
humidade das mãos as deteriora.
• Se o museu for muito grande ou tiver mais do que Museu Romântico, Porto.
uma exposição, não pretenda explorá-lo todo de
uma vez. Selecione uma ou mais partes tendo em conta os interesses da turma – alguns alunos
após uma hora ainda querem ver mais, outros passada meia hora já se mostram cansados.
• Incentive a observação. Evite transmitir de imediato a informação; é importante que todos sintam
que o seu modo de ver também é importante e pode ajudar na leitura da peça. Resista à tentação
de ler de imediato as informações. Experimente tapá-las e comece por colocar algumas questões.
Surgirão pistas, hipóteses, algumas deduções, poderão sugerir um título para a obra... ao destapar a
informação certamente haverá reações de surpresa!
• Se a observação de uma determinada peça estiver a ser produtiva, demore mais algum tempo,
mesmo que para isso tenha de deixar de ver outras já planeadas.
É fundamental desenvolver nos alunos o gosto pela arte e pela preservação do património e da
memória coletiva. Neste domínio, o contributo do museu revela-se da maior importância.

4 Missão: História 8

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Visita de estudo

Viajário
Inicia a tua visi
Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 50 e 51
do teu Manua
l.

Nau quinhentista em Vila do Conde


Metas a trabalhar:
1. Conhecer e compreender o pionei-
rismo português no processo de
expansão europeu.

Objetivos:
· C onhecer as condições técnicas e cien-
tíficas que possibilitaram o arranque
da expansão portuguesa.
· D esenvolver a capacidade de observa-
ção, análise e comunicação dos alunos.
1. Completa a tabela de identificação da nau quinhentista:
· S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.
Data · P romover o trabalho de equipa e a
de construção
sociabilidade entre alunos e docentes.
Materiais
de construção
Instrumentos
de orientação

Utilização atual

Estado
de conservação
Conteúdos abordados:
Autenticidade
· O arranque da expansão marítima

2. Que vantagens apresentavam as naus relativamente às caravelas? Interdisciplinaridade:


· H istória
· G eografia
· M atemática
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3. Qual era a rota comercial mais lucrativa para o reino de Portugal?

Missão: História 8 5

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4. Assinala no mapa:
Viajário

a) os continentes e os oceanos d) as mercadorias


b) a rosa dos ventos e) a região de origem
c) a rota comercial f) o porto de Lisboa

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0 4000 km

5. O que se fazia na Alfândega Régia?

6. Calcula o imposto a pagar ao rei por três arrobas de grãos


de pimenta.

7. Assinala os conceitos que se relacionam com a visita que fizeste:

Monopólio régio Navegação de cabotagem


União Ibérica Restauração da Independência
Navegação astronómica Renascimento
Feitoria

8. Constrói um texto em que utilizes corretamente os conceitos adequados.

6 Missão: História 8

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Viajário
lo XVIII).
Aqueduto (sécu
Vila do
Igreja Matriz de ).
XV Forte de S. Jõao Batista (século XVII).
Conde (século

Onde encontras a Matemática e a Geografia, nos outros monumentos que visitaste?

Cola aqui as imagens com esses pormenores identificados, conforme o exemplo.


Sê perspicaz!

Figuras geométricas
(Matemática)
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Missão: História 8 7

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Visita de estudo
Viajário

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Inicia a tua visi
Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 78 e 79
do teu Manua
l.

Museu Judaico de Belmonte


1. Identifica a personalidade representada
na estátua. Metas a trabalhar:
4. Compreender os séculos XV e XVI
como período de ampliação dos
níveis de multiculturalidade das
sociedades.

2. E m que se destacou essa personalidade?

Objetivos:
3. Em que estilo decorativo está construída a · R eferenciar a intensificação das per-
janela do castelo de Belmonte? seguições aos Judeus que culmina-
ram na expulsão ou na conversão
forçada em muitos territórios da
Europa Ocidental, com destaque para
o caso português.
· D esenvolver a capacidade de obser-
vação, análise e comunicação dos
4. Regista as características desse estilo que consegues observar na janela.
alunos.
· S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.
· P romover o trabalho de equipa
e a sociabilidade entre alunos e
docentes.

Conteúdos abordados:
· Reforma e Contrarreforma

Interdisciplinaridade:
· H istória
· P ortuguês
· G eografia
· R eligião e Moral

Janela do Castelo de Belmonte.

8 Missão: História 8

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 estrela que vês na figura encontra-se à entrada do Museu Judaico.
5. A

Viajário
Como se chama e qual é o seu significado para o Judaísmo?

6. Fotografa o livro sagrado dos Judeus. Cola a fotografia e constrói uma legenda.

Cola aqui a foto

Legenda:

7. Seleciona as tuas peças preferidas para completares o quadro seguinte:

Nome da peça Quem usava? Para que servia?

Religião/Cultura

Quotidiano

Atividades

8. Encontra a vitrine onde está escrito este texto. Analisa todos os elementos.
“[confessou] que vestia camisa 8.1. Justifica as perseguições da Inquisição com dados do texto.
lavada ao sábado e que a mulher
lhe ensinara uma vez que todos
os de Castelo de Vide faziam o
mesmo e guardavam o sábado e
o jejum da rainha Esther […]”

8.2. Apresenta 5 diferenças entre a religião católica e religião judaica.


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Sinagoga.

Missão: História 8 9

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Sabias que o município de Belmonte é um centro urbano onde, desde a

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Viajário

Idade Média, subsiste uma comunidade judaica ativa, sem interrupções?


Os judeus de Belmonte descendem de cristãos-novos, que, durante sécu-
los, conseguiram manter vivos os seus ritos, tradições e cultura, apesar da
intolerância da Inquisição. Atualmente são cerca de 200 pessoas, o que
representa quase 10% da população da vila.

Como pudeste constatar, a religião judaica é um fator de identidade cultu-


ral de Belmonte e um exemplo da importância da multiculturalidade.

Desafiamos-te a pesquisar a história de outras comunidades, seme-


lhantes à de Belmonte, e a escreveres uma reportagem (para o jornal
ou para a página da escola) em que mostres o que aprendeste nesta
visita de estudo.

10 Missão: História 8

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Visita de estudo

Viajário
Escola: Data: / / Inicia a tua visi
ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 110 e 111
do teu Manua
l.

Palácio-Convento de Mafra
Metas a trabalhar:
14. Conhecer as diferentes etapas da
evolução de Portugal, em termos
políticos, sociais e económicos, no
século XVII e na primeira metade
do século XVIII.

Objetivos:
· R econhecer o reinado de D. João V
1. J á descobriste qual foi o voto de D. João V que o levou a construir o como um momento de afirmação da
monarquia absoluta de direito divino
Palácio-Convento de Mafra? Sintetiza aqui.
em Portugal, mas limitado pela neces-
sidade de respeitar os costumes, a jus-
tiça e as leis fundamentais do reino.
· A valiar as consequências internas e
externas do afluxo do ouro do Brasil
a Portugal.
2. Destaca 4 características do estilo barroco presentes na fachada do · D esenvolver a capacidade de observa-
Palácio-Convento de Mafra. ção, análise e comunicação dos alunos.
· S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.
· P romover o trabalho de equipa e a
sociabilidade entre alunos e docentes.
3. Desenha o teu percurso no interior do palácio. Destaca, em cada
área, uma característica associada à mentalidade barroca.

Área 1: Área 2: Área 3:

Conteúdos abordados:
· O estilo Barroco
· O poder absoluto de D. João V
Área 4: Área 5: Área 6: Interdisciplinaridade:
· H istória
· P ortuguês
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· G eografia
· C iências Naturais

Missão: História 8 11

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4. O que mais te impressionou na Sala de Jogos? Porquê?
Viajário

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5. Como conseguiu D. João V construir o Palácio-Convento de Mafra?

6. Concordas com a decisão do rei relativamente a esta construção?


Apresenta 3 argumentos que justifiquem a tua posição.

7. Quais eram as atividades de lazer praticadas pelos reis por-


tugueses na Tapada de Mafra, nos séculos XVIII, XIX e XX?

8. Na Tapada de Mafra encontras rochas, fauna e flora muito


diversificada. Regista 3 exemplos para depois explorares nas
aulas de Ciências Naturais.

Tapada de Mafra.

Rochas Fauna Flora

9. Com a ajuda do teu professor de Português, descobre a obra da literatura portuguesa que dá vida ao Palá-
cio-Convento de Mafra. Apresenta-a resumidamente aqui.

12 Missão: História 8

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Visita de estudo

Viajário
Inicia a tua visi
Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 126 e 127
do teu Manua
l.

Universidade de Coimbra
Metas a trabalhar:
16. Conhecer e compreender a realidade
portuguesa na segunda metade do
século XVIII.

Objetivos:
· A nalisar a influência das ideias ilumi-
nistas na governação do Marquês de
Pombal, salientando a submissão de
certos grupos privilegiados, o reforço
1. C
 omo definirias uma Universidade? do aparelho de Estado e a laicização e
modernização do ensino.
· D esenvolver a capacidade de observa-
ção, análise e comunicação dos alunos.
· S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.
· P romover o trabalho de equipa e a
sociabilidade entre alunos e docentes.

2. Tendo em conta o que já sabes sobre a história da Universidade de


Coimbra e o que estás a aprender na tua visita, preenche o quadro:

Conteúdos abordados:
Universidade de Coimbra
Ontem e Hoje · R eforma Pombalina no ensino

Semelhanças Diferenças Interdisciplinaridade:


· H istória
· P ortuguês
· C iências Físico-Químicas
· C iências Naturais
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Missão: História 8 13

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3. Descreve o Gabinete de Física, um gabinete de

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Viajário

investigação científica do século XVIII.

Gabinete de Física (fotografia de Gilberto Pereira).

4. O que mudou em relação aos laboratórios científicos dos nossos dias?

5. Quem criou este gabinete em 1772?

6. Assinala as ciências que se relacionam com a visita que fizeste:

Zoologia Astronomia Geologia



Farmácia Minerologia Antropologia

Física Nuclear Genética Física
Botânica Medicina Química
Laboratório Químico.

7. Qual foi o objeto científico que mais gostaste de


conhecer? Porquê? Cola aqui a foto do objeto científico
que mais gostaste de conhecer.

14 Missão: História 8

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8. No Museu de Ciência há objetos que estão relacionados com outras disciplinas, para além da História, aju-

Viajário
dando-te a compreender os seus conteúdos.
Com a ajuda dos teus colegas, dos teus professores e dos monitores do museu, completa o quadro:

Contexto
Objeto(s) Data Conteúdo escolar com que se relaciona
de utilização

Matemática

Ciências Naturais

Físico-Química

9. Regista as tuas impressões dos outros locais que visitaste:

Identificação:

Data de criação:

Breve descrição:

Identificação:

Data de criação:

Breve descrição:

Identificação:

Data de criação:

Breve descrição:
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Missão: História 8 15

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Visita de estudo
Viajário

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Inicia a tua visi
Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 160 e 161
do teu Manua
l.

Museu Militar do Buçaco


Metas a trabalhar:
21. Conhecer e compreender a evolução
do sistema político em Portugal desde
as Invasões Francesas até ao triunfo
do liberalismo após a guerra civil.

1. P
 or que razão foi criado o Museu Militar do Buçaco? Objetivos:
· C ompreender o impacto das invasões
napoleónicas em Portugal.
· D esenvolver a capacidade de observa-
ção, análise e comunicação dos alunos.
· S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.
· P romover o trabalho de equipa e a
sociabilidade entre alunos e docentes.

2. Quais eram os principais elementos que compu-


nham a farda dos militares do século XIX?

Conteúdos abordados:
· Invasões Francesas

Interdisciplinaridade:
· H istória
· P ortuguês

16 Missão: História 8

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3. Regista as semelhanças/diferenças entre as armas usadas pelo exército luso-inglês e as armas do exército

Viajário
francês.

4. Descreve a estratégia militar usada pelo exército


luso-inglês na Batalha do Buçaco.

5. Apresenta três argumentos justificativos da derrota das tropas de Massena.

6. Imagina-te um soldado no campo de batalha. Descreve as tuas emoções e o impacto em território nacio-
nal das lutas contra os invasores franceses.
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Missão: História 8 17
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Visita de estudo

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Viajário

Inicia a tua visi


Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 184 e 185
do teu Manua
l.

Palácio da Pena
Metas a trabalhar:
23. Conhecer e compreender os
principais aspetos da cultura do
século XIX.

Objetivos:
· Identificar os valores e as característi-
cas da estética romântica.
1. C
 omo todo o património histórico e cultural, o Palácio da Pena tem · D esenvolver a capacidade de observa-
uma história. Completa as principais fases da história do Palácio da ção, análise e comunicação dos alunos.
Pena. · S ensibilizar para a preservação do
património histórico-cultural.

1838 1885
· P romover o trabalho de equipa e a
sociabilidade entre alunos e docentes.

Conteúdos abordados:
· O Romantismo

1995 1889
Interdisciplinaridade:
· H istória
· P ortuguês
· C iências Naturais

18 Missão: História 8

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2. Como sabes, na construção do Palácio da Pena misturaram-se propositadamente elementos de vários

Viajário
estilos artísticos. Fotografa ou desenha um exemplo para cada um dos seguintes estilos.

Estilo Mourisco

Estilo Manuelino

Estilo Gótico

Estilo Barroco

3. Que valores do Romantismo estão relacionados com esta mistura de estilos?

4. Que tipo de rochas, fauna e flora encontras no Parque da Pena?

Rochas

Fauna

Flora

5. Propõe três medidas de conservação desta área protegida.

6. Depois de tudo o que viste, não te faltam fontes de inspiração! Desafiamos-te a escreveres um pequeno
poema ao gosto do Romantismo, que exprima a tua visão do Palácio da Pena.
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Missão: História 8 19

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Visita de estudo
Viajário

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Inicia a tua visi
Escola: Data: / / ta
no Viajário da
s
Nome: N.º: Turma: pp. 202 e 203
do teu Manua
l.

Museu Romântico do Porto


Metas a trabalhar:
26. Conhecer e compreender o processo
de afirmação da burguesia e cresci-
mento das classes médias.

Objetivos:
· Identificar os valores e as característi-
cas da estética romântica.
· D escrever as características funda-
mentais da burguesia (comercial e
1. Q
 ue elementos interiores/exteriores do museu associas ao Roman- financeira, industrial e agrícola) no
tismo? Justifica. século XIX.
· Identificar os processos de fusão entre
a burguesia emergente e parcelas
significativas das elites tradicionais.
· D esenvolver a capacidade de observa-
ção, análise e comunicação dos alunos.
2. Q
 ual foi a parte da casa e o objeto que mais gostaste de conhecer? · S ensibilizar para a preservação do
Porquê? património histórico-cultural.
· P romover o trabalho de equipa e a
sociabilidade entre alunos e docentes.

3. D
 epois de teres estado nesta casa burguesa do século XIX, desafia-
mos-te a recriares um serão festivo de uma das famílias que aqui
viveu no século XIX.
Conteúdos abordados:
· O s valores e comportamentos da
classe burguesa no século XIX.

Interdisciplinaridade:
· H istória
· P ortuguês

20 Missão: História 8

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Viajário
Escola: Data: / /

Nome: N.º: Turma:

Relatório de avaliação da visita de estudo


Aos alunos

Preparação Realização
Antes da visita, as
A organização da visita foi... O convívio entre todos foi... Aquilo que aprendi foi...
informações dadas foram...

I S B I S B I S B I S B

Sugestões:

O que mais gostei

O que menos gostei


Escola: Data: / /

Nome: N.º: Turma:

Relatório de avaliação da visita de estudo


Aos alunos

Preparação Realização
Antes da visita, as
A organização da visita foi... O convívio entre todos foi... Aquilo que aprendi foi...
informações dadas foram...

I S B I S B I S B I S B

Sugestões:

O que mais gostei


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O que menos gostei

Missão: História 8 21

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Relatório de avaliação da visita de estudo
Viajário

Escola:

Local: Data: / / Ano/Turma:

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Os Professores responsáveis:

CONSECUÇÃO
DOS OBJETIVOS

OCORRÊNCIAS

AVALIAÇÃO GLOBAL

SUGESTÕES

22 Missão: História 8

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Roteiros da Arte
Roteiros da arte em Portugal | Roteiro do Manuelino

Viajário
Vila do Conde
Freixo de Espada
OCEANO à Cinta
ATLÂNTICO

Vila Nova
de Foz Coa

0 25 km Coimbra Guarda

Batalha Tomar

ESPANHA
OCEANO
ATLÂNTICO Caldas da
Rainha

Sintra

Lisboa Évora
Setúbal

Alvito

Monumentos
manuelinos
Funchal

0 25 km

OCEANO
ATLÂNTICO
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0 25 km

Missão: História 8 23

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Viajário

O Manuelino
[O Manuelino é a] arte que floresce durante o reinado de Castilho, introduz a feição plateresca da sua origem espa-
D. Manuel I (1495-1521). Faz parte, inicialmente, daquela nhola. Será, porém, com os irmãos Arrudas que o Manue-
corrente que caracterizou a arquitetura no último quartel lino alcançará a sua máxima e mais típica expressão, quer
do século XV, quando o Gótico Final europeu, com a que- na Torre de Belém, quer, muito especialmente, na fachada
bra da disciplina das formas decorativas do Gótico cha- poente da igreja do Convento de Cristo, em Tomar, onde
mado Clássico, favoreceu o desenvolvimento de livres se insculpe a famosa janela da Casa do Capítulo, expres-
expressões nacionalizadas, como o Isabelino, na vizinha são essa verdadeiramente original e antitética do Gótico,
Espanha. Justamente, o primeiro e grande arquiteto do com o qual já não se pode confundir. Contemporanea-
Manuelino português é Mateus Fernandes, mestre do mente, distingue-se uma fisionomia mourisca na arquite-
Mosteiro da Batalha, vigoroso e audaz renovador de todo tura, sobretudo no Centro e Sul do país (Sintra e Alentejo),
o repertório decorativo da arquitetura gótica no trânsito que se insere no mudejarismo* peninsular.
do século XV para o XVI. Outro mestre inovador e mais Enciclopédia Internacional Focus, vol. 3, artigo “Manuelino”, Sá da Costa
desprendido da herança gótica será Boitaca, desde os
* Estilo arquitetónico e decorativo, próprio da Península Ibérica,
seus ensaios na Igreja de Jesus, em Setúbal, até à sua afir-
em que se associaram as formas ocidentais e os elementos decora-
mação tão pessoal nos Jerónimos, onde, como em Braga, tivos árabes, formando um conjunto de construções híbridas, com
Vila do Conde e Tomar, um terceiro mestre, João de predomínio ora europeu ora muçulmano.

Atividades:
1. Pesquisa, na localidade/região da escola, monumentos arquitetónicos e artes decorativas do estilo
manuelino.
2. Assinala no mapa a localidade/região.
3. Cola, em baixo, fotos de alguns exemplos de obras de arte que descobriste.

Cola aqui fotos de alguns exemplos de arte manuelina.

24 Missão: História 8

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Roteiros da arte em Portugal | Roteiro da Arte Renascentista

Viajário
Viana do Castelo
Angra do
Heroismo
Miranda do Douro

OCEANO
Vila Nova de Gaia
ATLÂNTICO Lamego
Grijó

Viseu

Aveiro
0 25 km Cantanhede
Coimbra
Góis

Alpedrinha

Pombal
Pedrogão
Leiria Tomar
Maceira Atalaia
Abrantes ESPANHA
OCEANO
Portalegre
ATLÂNTICO Santarém
Sobral de
Monte Agraço

Sintra
Estremoz
Lisboa
Setúbal Évora
Azeitão
Sesimbra

Beja

Arquitetura
Escultura

Funchal Pintura

0 25 km
Portimão
OCEANO
ATLÂNTICO
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0 25 km

Missão: História 8 25

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Viajário

Arte do Renascimento em Portugal


Cronologicamente contemporâneo do Gótico Final, o centros difusores situam-se todos na região a sul do Mon-
Renascimento desenvolveu-se num curto período de dego com destaque para Coimbra, Tomar, Lisboa, Évora e
tempo a partir de meados do século XVI, sendo entre nós Portalegre, devendo-se esse trabalho principalmente à
rapidamente substituído pelas formas maneiristas. intervenção de artistas franceses e mais tarde italianos.
Período marcado por uma extraordinária conjugação de De notar ainda que o Renascimento português, justa-
factos que tornaram esta época uma das de maior riqueza mente por todos estes fatores, teve importantes manifes-
e prosperidade da história nacional, o desenvolvimento da tações nos territórios por onde Portugal então se
arte do Renascimento em Portugal corresponde já a um expandiu. Exemplos dessas intervenções são os que
certo declínio desse grande poder económico que tão encontramos por exemplo na Índia com a urbanização de
fugazmente aqui se viveu e que teve a sua expressão nas Damão (onde se empregou justamente o modelo renas-
formas de arte manuelina. centista italiano), bem como no Brasil, aqui principalmente
Os Descobrimentos foram no entanto um fator determi- pela ação dos missionários.
nante e que estão intimamente relacionados com o desen- A escultura, onde sobressai principalmente a obra de
volvimento do Renascimento pelo intercâmbio de pessoas artistas estrangeiros como Chanterenne ou João de Ruão,
e de conhecimentos que possibilitaram. É então bastante desenvolve-se bastante sobretudo no que se refere às
grande, por exemplo, o afluxo de portugueses a diversas obras religiosas (de imaginária e tumulária) e em portais,
universidades estrangeiras de onde muitos regressam pro- com uma atenção muito particular no tratamento do
fundamente imbuídos de toda uma série de novos conhe- panejamento e no cuidado das proporções numa procura
cimentos e sobretudo de uma nova mentalidade. de realismo expressivo que levam a uma maior individua-
Exemplo dessa atitude é o caso de Francisco de Holanda lização das figuras.
cuja ação na divulgação e teorização entre nós das novas As mesmas preocupações se notam também nas pinturas
ideias foi determinante ainda que não tão influente como o que então são feitas e onde é muito grande a influência
valor da sua obra mereceria. Apesar de os primeiros exem- das de origem flamenga.
plos de obras deste estilo serem os trabalhos de biscai- José Manuel Pedreirinho, “Arte do Renascimento em Portugal”,
nhos e galegos na Região Norte do país, os principais em Flávio Conti, Como Reconhecer a Arte do Renascimento, Edições 70

Atividades:
1. Pesquisa, na localidade/região da escola, exemplos de arquitetura, escultura e pintura renascentistas.
2. Assinala no mapa a localidade/região.
3. Cola, em baixo, fotos de alguns exemplos de obras de arte que descobriste.

Cola aqui fotos de alguns exemplos de arte renascentista.

26 Missão: História 8

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Roteiros da arte em Portugal | Roteiro da Arte Barroca

Viajário
Bertiandos
Arcos de
Valdevez
Angra do Viana do Tibães
Heroismo Castelo Braga
Vila Real
Guimarães
OCEANO Matosinhos
Mesão Frio
Porto
ATLÂNTICO Lamego
Grijó
Arouca

Aveiro

Ílhavo Guarda
0 25 km
Coimbra

Castelo Branco

Alcobaça ESPANHA
OCEANO
ATLÂNTICO Santarém

Mafra Elvas
Sintra Loures
Lisboa
Queluz
Évora

Beja

Arquitetura
Escultura

Funchal Pintura

0 25 km

Lagos Almansil
OCEANO Faro
ATLÂNTICO
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0 25 km

Missão: História 8 27

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Arte barroca em Portugal


Contemporâneo, no seu início em Portugal, das formas clas- Se Mafra é a maior obra da arquitetura joanina, a expansão
sicistas do maneirismo, o Barroco desenvolveu-­se desde do barroco em terras portuguesas atingiu uma extensão
finais do século XVI até meados do século XVIII, ficando o verdadeiramente extraordinária. Em Coimbra, aponta-se a
seu incremento a dever-se principalmente à ação de construção da Biblioteca da Universidade, cujo autor se
D. João V e às avultadas riquezas que eram trazidas do Bra- desconhece, mas que possui uma das mais notáveis deco-
sil, onde aliás este estilo também teve um grande desenvol- rações da época, atribuída com muito fundamento ao fran-
vimento. cês Cláudio de Laprade. Em Lisboa, D. João V empreende a
[…] será justamente nos interiores que a contribuição por- gigantesca tarefa de trazer a água livre, através de um
tuguesa se irá revelar mais original principalmente através aqueduto monumental cujo troço que galga o vale de
dos trabalhos de talha dourada e de azulejo, este último Alcântara constitui uma das mais impressionantes obras
também frequentemente empregue nos exteriores, em do género executadas na Europa. Aí trabalharam numero-
superfícies de grande dimensão, cobrindo por vezes sos arquitetos portugueses e estrangeiros, entre eles Cus-
fachadas completas de edifícios de épocas anteriores. tódio Vieira e Manuel da Maia – este que viria a ser o
Importante também neste período foi o progressivo principal arquiteto da reconstrução pombalina de Lisboa –,
desenvolvimento que teve a habitação com o grande os quais iniciaram as obras da condução da água livre
incremento que se verificou na construção de grandes cerca de 1729. […]
casas, de que os solares que se encontram um pouco por O outro grande arquiteto estrangeiro que trabalhou em
todo o Norte são talvez o exemplo mais significativo. Portugal no segundo quartel do século XVIII foi o toscano
Quanto à pintura deste período ela foi ainda muito influen- Nicolau Nasoni, que de Malta veio para o Porto, onde
ciada pelo maneirismo e pela Academia de Roma, sendo construiu numerosos edifícios. Se a sua obra­-prima é a
no trabalho de azulejaria, que então teve grande incre- Igreja dos Clérigos, com a famosa torre que dominava
mento, que se verificaram as contribuições mais originais toda a paisagem urbana da capital do Norte, devem-se-lhe
dos artistas. também nesta cidade o Paço Episcopal, a loggia norte da
Quanto à escultura ela foi muito influenciada pelas obras e Sé, a fachada da Igreja da Misericórdia e ainda a Igreja do
artistas da corrente italiana. As principais intervenções do Bom Jesus de Matosinhos, etc., bem como os palácios do
estilo barroco encontram-se nos trabalhos de talha dou- Freixo, de S. João Novo, da Prelada, a casa de Domingos
rada ou nas pequenas obras de barro de que os presépios Barbosa [hoje Casa-Museu de Guerra Junqueiro] e o Solar
constituem, sem dúvida, um dos melhores exemplos. de Mateus (Vila Real), entre muitos outros.
José Manuel Pedreirinho, “Arte Barroca em Portugal”, Flórido de Vasconcelos, A Arte em Portugal, Verbo
em Flávio Conti, Como Reconhecer a Arte Barroca, Edições 70

Atividades:
1. Pesquisa, na localidade/região da escola, exemplos da arquitetura, escultura e pintura barrocas.
2. Assinala no mapa a localidade/região.
3. Cola, em baixo, fotos de alguns exemplos de obras de arte que descobriste.

Cola aqui fotos de alguns exemplos de arte barroca.

28 Missão: História 8

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Roteiros da arte em Portugal | Roteiro da Arquitetura do Ferro e do Vidro

Viajário
Viana do
Castelo

OCEANO
Porto
ATLÂNTICO

0 25 km

ESPANHA
OCEANO
ATLÂNTICO

Lisboa

Arquitetura
do ferro e
do vidro

0 25 km

OCEANO
ATLÂNTICO
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0 25 km

Missão: História 8 29

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Viajário

A arquitetura do ferro e do vidro


De 1900 aos anos 20, e depois das primeiras grandes apli- edifícios autónomos (como os mercados de Alcântara, de
cações urbanas dos anos 90 (em gares, mercados, indús- 1906, e da Ribeira, de 1902), quer em partes de obras,
trias e até na habitação), é do apogeu da utilização do como as da cúpula do Teatro-Circo de Braga, que repete
ferro na construção urbana que se trata: concebem-se as na província o modelo do Coliseu lisboeta (1911). De des-
primeiras estruturas de prédios inteiramente executadas tacar o interesse gradual pelo uso do novo material por
em peças metálicas, com fachadas mostrando “descara- parte dos arquitetos: eles vão usando o ferro em edifícios
damente” esse material ao cidadão. […] de prestígio, de mais cuidada inserção e desenho, ou em
Os transportes urbanos exigem também espaços e for-
equipamentos de maior responsabilidade social. […]
mas construtivas novas: em Lisboa, a rede de tração elé-
Mas é na habitação que o uso do ferro se vulgariza e
trica vai abrigar os seus veículos nas gares de ferro e tijolo
implanta mais profundamente em Portugal: nas “vilas” de
do Arco de Cego e de Santo Amaro (1900) e edificar uma
Lisboa, casas mínimas e seriadas para as famílias mais
central de energia em Santos nos mesmos moldes. […]
pobres, são frequentes as estreitas galerias metálicas
A indústria pede volumosas construções, gares imensas,
onde o uso do ferro, pela rapidez e economia, se torna exteriores, que susbtituem as escadas comuns internas.
imprescindível. […] José Manuel Fernandes, “A arquitetura do ferro e do betão”,
Os equipamentos urbanos continuam a aplicação do ferro in Portugal Contemporâneo, Seleções do Reader’s Digest, vol. II, 1996

iniciada nos últimos decénios do século XIX, quer em

Atividades:
1. Pesquisa, na localidade/região da escola, exemplos de arquitetura do ferro e do vidro.
2. Assinala no mapa a localidade/região.
3. Cola, em baixo, fotos de alguns exemplos de obras de arte que descobriste.

Cola aqui fotos de alguns exemplos de arte da arquitetura do ferro e do vidro.

30 Missão: História 8

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História local e regional
Roteiro do património cultural da localidade/região da escola

Viajário
1. E labora um mapa/carta topográfica da localidade/região da escola. Assinala no mapa exemplos de arqui-
tetura, escultura e pintura dos estilos manuelino, renascentista, barroco, romântico e da arquitetura do
ferro e do vidro.

2. Elabora um relatório da pesquisa efetuada, tendo em conta os seguintes elementos:


– Data ou período em que se efetuou a pesquisa.
– Designação e localização geográfica dos monumentos, esculturas e pinturas.
– Datas das construções dos monumentos.
– Funções dos monumentos.
– Identificação dos estilos dos monumentos, esculturas e pinturas.
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– Estado de conservação dos monumentos, esculturas e pinturas.


– Medidas tomadas para a preservação do património cultural.
– Importância dos monumentos, esculturas e pinturas para a história local/regional e nacional.

Missão: História 8 31

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Escola: Data: / /
Viajário

Guião de Trabalho de Campo


Visita a

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Cola aqui imagens dos locais visitados e dos artefactos que viste.

Que artefactos vi
e analisei?

Quem os construiu?

Para que serviam?

Qual é o seu estado de


conservação?

A população da região
valoriza o local ou o
artefacto? Porquê?

Que aspetos desconhecidos


mais gostei de descobrir?

Qual é a relação com os


assuntos abordados nas
aulas de História?

Esta visita foi importante porque…

Assinatura do explorador(a):

32 Missão: História 8
87284.10

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