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VELHICE, CONTEMPORANEIDADE E SUBJETIVIDADE

Aline Jordão – Curso de Psicologia/UFSM1


Gabriela Felten da Maia – Curso de Psicologia/UFSM2
Graciele Dotto Castro – Curso de Psicologia/UFSM3

Resumo: Este ensaio advêm de uma atividade de extensão realizada pelo


Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria, vinculado à
Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP), em parceria com um asilo
do município de Santa Maria, RS. Procuramos neste trabalho discutir algumas
questões suscitadas pela prática, articulando a produção de subjetividade
contemporânea, com a perspectiva de clínica ampliada com velhos
institucionalizados. Ao longo do trabalho na instituição, busca-se constituir espaços
singulares de manifestação do desejo, em que os velhos asilados possam
ressignificar suas vidas nesse local. Um trabalho gradual e lento, que exige
paciência e espera. Toda manifestação e apropriação do desejo leva tempo. Um
processo que após dois anos de atividade no local ainda está em construção. Isso
indica que os velhos neste local, com seus corpos parados, passos arrastados, cada
vez mais lentos parecem estar com outra movimentação, atividade e saúde. Nosso
trabalho é justamente acompanhar esse ritmo diferenciado e possibilitar a circulação
dessa outra manifestação do viver. Esta clínica, assim como o trabalho que segue,
se propõe a problematizar as relações estabelecidas entre velhice, velocidade,
saúde e invalidez.

Palavras-chaves: Velhice, instituição, clínica ampliada.

1
Coordenadora do Projeto de Extensão “Velhice, Instituição e Produção de Subjetividade”. Coordenadora
Técnica da CEIP (Clinica de Estudos e Intervenção em Psicologia) do Curso de Psicologia da UFSM/RS.
E-mail: alinejor@terra.com.br.
2
Acadêmica do Curso de Psicologia e Ciências Sociais da UFSM/RS. E-mail:
gabryelamaia@gmail.com.br.
3
Acadêmica do Curso de Psicologia da UFSM/RS. E-mail: gracidotto@yahoo.com.br.
ABSTRACT

This essay comes from an activity of extension organized by the Psychology


Department from National University of Santa Maria, connected to Clinic of Studies and
Interventions in Psychology (CEIP), in an institution for elders in the city of Santa Maria, RS. We
tried in this work to discuss some questions which have arisen with practice, articulating the
contemporaneous subjectivity production, with the perspective of Expanded Clinic with
institutionalized old people. Along the work in the institution, there is the search for the
constitution of singular spaces to show their wishes, when the aged people from the institution
can re-signify their lives in this local. It is a gradual and slow work, which demands patience and
waiting. All manifestation and appropriation of wish takes time. It is a process that is also in
construction after two years of activity in the local. This indicates that the aged people in this
local, with their inactive bodies, slow steps, more and more slowly, seems to be in another
motion, activity and health. Our work is, actually, to follow this different rhythm and enable
another way of living. This clinic, as well as the work which follows, propose to question the
relations established among aging, speed, health and incapaciting bodily disability.

KEYWORDS: old age, institution, expanded clinic.

1. VELHICE, INSTITUIÇÃO E CONTEMPORANEIDADE

O mundo pós-moderno e globalizado está intimamente relacionado com a velocidade. A


ordem do momento é não se fixar. Temos, hoje, “uma sociedade marcada por um tempoespaço
flexível, em mutação constante, onde o que vale é a habilidade de se mover” (Siqueira, 2001)4.
Vive-se em uma era de incerteza. Nada mais está no lugar. Tudo se torna efêmero,
fragmentário e nômade. Até mesmo a identidade, pulveriza-se, passando a se re-configurar,
permitida pela flexibilidade e por imensas possibilidades de se criar algo novo. O que se
observa é uma re-configuração do si mesmo, extrapolando os limites do tempoespaço. Muitas
são as maneiras de viver produzidas, numerosos são os recursos para ajudá-las.

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Texto publicado no Jornal “A RAZÃO” da cidade de Santa Maria, RS, também disponível no site
http://www.angelfire.com/sk/holgonsi, não possuindo paginação.
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Revista Expressa Extensão, ISSN 1414-4190 – Volume 12, nº. 02, Dezembro 2007.
Assim, para Bauman (2001), a contemporaneidade consiste numa “modernidade
líquida”, em que fluidez e liquidez passam a ser as metáforas adequadas para descrever o
presente momento. A busca da liberdade líquida, e a perda dos parâmetros sólidos, deixou para
o passado as referências do indivíduo. Em função da velocidade da contemporaneidade, tempo
e espaço são separados da prática da vida. Em meio a essa desmaterialização, há a
inauguração de um novo regime de temporalidade: a instantaneidade. Este novo ideal
ultrapassa os limites do corpo orgânico, do espaço e da linearidade do tempo. Conforme
Pelbart (1993) é um regime que tende a abolir a própria duração, o que proporciona um
presente eterno, sem passado nem futuro. Em geral, essa experiência, ao mesmo tempo em
que pulveriza a subjetividade de seus regimes identitários, desestabilizando-a por todos os
lados, também nos coloca em uma obsessão de controlar o tempo, em que o futuro está
embutido no presente, neutralizando o acontecimento.
Em contrapartida a essa existência globalizada e pós-moderna, observa-se em alguns
lares para idosos um outro regime temporal. O filósofo brasileiro Pelbart (1993) observa em seu
texto, a Nau do Tempo-Rei, que a lógica de se fazer o máximo no mínimo de tempo, maximizar
a produtividade, deslocar-se em maior velocidade, economizar tempo, não existiria entre os
internos de um asilo. Para esta tecnologia de poder, em que o lema é “acelerar”, a velhice
caracteriza uma limitação, com seu corpo fragilizado pelos sucessivos desfazimentos.
Os asilos ainda que de forma austera, na perspectiva de Pelbart (1993), em certa
medida, constituem-se numa espécie de freio frente à velocidade. O que está implicado nesta
questão é um nicho diferenciado de experiência, em que há produção de territórios existenciais
alternativos àqueles ofertados ou mediados pelo capital (como a “melhor idade”5). Territórios
singulares, não mais a partir de formas-prontas, modelos pré-existentes e universais.
Bauman (1998), tratando da configuração da contemporaneidade e dos lugares
ocupados pelas instituições atualmente, refere que cada época e cada cultura tem certo modelo
de ordem, um certo padrão ideal a ser mantido. Isso acontece através de um modelo de

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Este termo aparece de forma crescente em discursos e representações sobre a velhice. Normalmente
correspondendo aos “jovens idosos”, mais dinâmicos. Essa necessidade de categorizar a vida em fases
foi uma preocupação moderna. Conferindo à juventude o modelo de sociedade que impulsionaria o
crescimento econômico. Mas atualmente há uma forte tendência em denominar esta fase da vida como
sendo “a melhor idade” e isto tem fortes impactos quando se pensa saúde, qualidade de vida e
sofrimento na velhice, pois o termo encarna um modelo de juventude, opondo-se a representação de algo
ultrapassado, obsoleto, depreciado. Deve-se ter o cuidado de não esconder atrás dessa designação um
eufemismo que encubra as desigualdades presentes na sociedade e que afaste da discussão o que de
dor e sofrimento há na velhice. (MARQUES, 2003; ARIÈS, 1981; BARROS & CASTRO, 2002).

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‘pureza’: “Cada ordem tem suas próprias desordens; cada modelo de pureza tem sua própria
sujeira que precisa ser varrida” (p. 20). Assim, o oposto da pureza, o “sujo”, são coisas “fora do
lugar”. Desse modo, não são as características intrínsecas das coisas que as tornam sujas, mas
sua localização na ordem das coisas idealizadas pelos que procuram a pureza. De acordo com
essa idéia, as coisas que são sujas num contexto podem tornar-se puras exatamente por serem
colocadas num outro lugar – e vice-versa. A velhice institucionalizada na contemporaneidade se
situa dessa forma. As instituições surgem, na ótica do autor, para exercer a purificação (“limpar
a sujeira”), criando mecanismos e ‘tratamentos’ com o propósito de colocar e fixar tudo em seu
lugar.
Esses mecanismos e “tratamentos” acabam por despotencializar o desejo. Tornam
homogêneos os sujeitos assim como sua rotina. Suas histórias e singularidades muitas vezes
são anuladas na dinâmica de funcionamento institucional, desconectando parcial ou totalmente
o sujeito da sua capacidade de desejar e fazer projetos.
Para a revitalização desse desejo se efetivar temos que contemplar as forças postas em
movimento e perceber as potencialidades que se mantém ou surgem com a passagem dessas
forças. Assim, insere-se a proposta de uma clínica ampliada, que se define por dispositivos
práticos e teóricos que tem por meta um olhar e uma escuta que possa se estender para além
do consultório, valorizando o conhecimento, a cultura, as crenças e as experiências de cada
pessoa, grupo ou instituição. Uma clínica que se arrisque, ouse, que se reinvente,
desterritorializando uma identidade fixa e imutável. Uma clínica nômade, comprometida em
remexer as formas de estar no mundo (Paulon, 2004).

2. CLÍNICA AMPLIADA: PRÁTICAS E EFEITOS

A atividade de extensão intitulado Velhice, Instituição e Produção de Subjetividade está


vinculada a Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP) da Universidade Federal
de Santa Maria, sendo executado em um asilo do município de Santa Maria, RS. A população
abordada é constituída de 70 internos, na sua grande maioria homens. Aproximadamente a
metade desses idosos apresenta saúde física ou mental comprometida.
A demanda inicial apontada no ano de 2005 pelos coordenadores do asilo, era a
realização de grupos de convivência, pois os moradores eram considerados isolados e
desocupados. Ao iniciarmos as atividades percebemos que não era possível realizar grupos e
outras propostas foram feitas com a mesma recusa em participar. Essa postura dos moradores

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nos levou a pensar o porquê desta recusa. Dessa interrogação passamos a articular alguns
conceitos de Gilles Deleuze (1989, 1992), Peter Pal Pelbart (1993, 2003) e Suely Rolnik (2000).
Ao longo do convívio na instituição percebemos que o tempo era uma questão
importante a ser considerada no trabalho com os velhos. Experimentamos no asilo um ritmo
específico, um regime temporal diferenciado. A instituição tem uma movimentação própria, que
varia de um ambiente para outro, num ritmo mais lento do que o encontrado fora dos muros do
asilo. São guetos lentificados - passos lentos, trajetos de um lado a outro, internos sentados o
dia todo nos bancos, nas cadeiras de rodas, falas seguidas de longos silêncios, cuja lógica, às
vezes, nos escapa. Ao entramos, sofremos influência desse ritmo no andar, no falar, no ouvir,
no olhar, etc. Há uma outra lógica temporal que parece invadir nosso campo de forças e alterar
nossa própria movimentação. É isso que nos permite experimentar como eles, nos causa
inquietações e nos tira do nosso lugar habitual.
Na busca de acompanhar essa movimentação, a criação de um espaço terapêutico e
singular foi possível durante os dois anos de trabalho. Com alguns internos o tempo para essa
criação foi mais rápido; para outros, entretanto, esse processo ainda está se constituindo e, há
os casos, em que talvez isso nunca se crie. Pensamos que, alguns fatores podem colaborar
para a demora ou a não constituição desses espaços terapêuticos, por exemplo, as debilidades
físicas e mentais ou as questões culturais, neste caso (entre outros motivos) porque muitos
moradores não admitem aproximar-se pelo fato de sermos mulheres, além de alguns ignorarem
nossa presença ou tentativa de estabelecer um contato.
As intervenções consistem em atendimentos individuais com os moradores que se
dispuserem em realizar encontros semanais ou quando acharem necessário; grupos, os quais
se formam ao acaso, e que inclui pessoas que se comunicam pela fala, por gestos ou
expressões sem sentido conhecido até esse encontro; em alguns casos o contato é esporádico,
pois o interno senta-se ao lado para ter uma conversa ou ficar em silêncio. O ato clínico
acontece onde cada morador está (enfermaria, bancos da rua, etc.), sem um setting específico.
Essa escuta tem outras formas além da palavra, ela se amplia de acordo com a necessidade de
cada um.
Percebemos através do convívio no asilo que os moradores, em certa medida, perderam
a conexão com seus desejos, projetos e ideais. Normalmente encontramos os internos parados,
sentados o dia todo. Até nós paramos algumas vezes. Seus corpos não parecem se sentir tão
estimulados a fazer atividades. Mesmo a fisioterapia (uma atividade semanal realizada no local)
para a maioria deles parece ser difícil. As perdas físicas que os velhos enfrentam podem

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contribuir para esse estado, pois exige deles maior força para fazer um movimento simples.
Mas não seria esta condição que permitiria, também, outra possibilidade de existência?
Parece que esta “estagnação” percebida permite outra maneira de se viver. São corpos
que estão inertes, exaustos e desinvestido de um corpo atlético e musculoso. Talvez precisem
dessa imobilidade justamente para abrigar uma vitalidade superior. Vitalidade indissociável de
uma temporalidade. Há uma heterogeneidade temporal criada no interior da instituição, lugares
onde é possível perceber nesses movimentos efetuados pelos internos uma condição para a
afirmação de uma força de outra ordem, uma espécie de resistência, um querer viver, que os
estimula a movimentar suas formas de estarem ali.

3. UMA CLÍNICA POSSÍVEL

Os asilos abrigam muitos daqueles que já não impulsionam mais a performance exigida
pelo sistema, e por isso podem até ser considerados fora de alguns circuitos. Todas as
sociedades produzem seus estranhos. “Estranhos” são pessoas que não se encaixam no mapa
cognitivo, moral ou estético do mundo, portanto são excluídos. Tal mapa é configurado pela
própria sociedade. Portanto, pode-se concluir que os estranhos são produzidos pela própria
sociedade que os estigmatiza (Bauman, 1998). Um dos tantos grupos de estranhos é
justamente o dos “velhos”.
Essa população situada na exclusão - exclusão da família, da sociedade, da cultura, do
trabalho produtivo - apresenta-se dotada de formas de experiência de vida diferenciadas do
habitual, que nos causa estranhamento e que muitas vezes acabamos por encerrar em
diagnósticos ou modelos dados a priori. Por isso é importante repensar os métodos de estudo
no campo psicológico com velhos institucionalizados. Esta clínica que não se pretende unificar,
não está calcada em verdades que predizem sobre um mundo em equilíbrio, eliminando tudo
que destoa dele, mas busca ficar “atento ao que se encontra em vias de composição” (Escóssia
& Mangueira, 2005, p. 98).
Nesta atividade de extensão buscamos o questionamento dos dogmas e verdades
sagradas da psicologia e dos campos de conhecimento sobre a velhice, procurando constituir
outras formas de intervenção frente às tradicionalmente oferecidas a essa população.
Acreditamos que a nossa intervenção tem um caráter experimental, na medida em que se trata
de “(...) procurar deixar-se impregnar pela atmosfera gerada no reboliço das forças, para farejar
o aparecimento de agenciamentos virtuais” (Rolnik, 2000, p.91). O velho asilado está rodeado

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por um deserto afetivo, por descrença em sua capacidade de construção, por desqualificação.
A intervenção não é da ordem de uma interpretação propriamente dita (que seria a substituição
de vivências por significações estabelecidas previamente), ela tem mais um sentido de
exploração experimental dos movimentos, prevalece um sentido de existencialização.
Tentamos nos aliar às forças da processualidade, buscando meios de fazê-las passar. E
isso, de acordo com Rolnik (2000) é condição para a vida fluir e afirmar-se em sua potência
criadora. A partir dessa aliança é possível que algo venha a se agenciar e um território ganhe
consistência, de modo que uma saúde se faça possível.
É preciso libertar-se dos ranços e do dogmatismo, que servem para nos dar segurança e
permitir controlar isto que em muitos momentos é inexplicável, para, então, dar passagem a
outras coisas. E mais, “(...) nomadizar entre as dobras de teorias e práticas que vão se
desenhando à medida que se embarca nas linhas do tempo que se apresentam é condição
para se obtenha efeitos clínicos”. (Rolnik, 2000, p. 93). Não há garantia de verdade ou
cientificidade, pois essa prática implica uma apreensão de singularidades. E isso a torna uma
arte da invenção e da experimentação.
Os velhos na instituição asilar em que realizamos as atividades mostram-se quase que
sem atividades, parecem viver num ritmo e num espaço particular, estando voltados para outros
interesses que não estão relacionados às atividades que consomem esforço físico ou mesmo
mentais. Pensamos que esses outros interesses, como observar o espaço (com seus sons,
imagens...), ouvir música, rir, etc. podem ser responsáveis pela saúde que os mantém. Em
decorrência disso, pode-se questionar qual o interesse desses velhos em movimentar seus
corpos se estão liberados do mundo que os circunda através dos muros do asilo?
Trata-se de uma questão importante, pois ao adentramos no asilo também sofremos
influência desse ritmo. Nesses momentos, assim como os velhos, não temos vontade de nos
mover do lugar onde nos encontramos, de fazer qualquer esforço, sentimos que somos levadas
a um outro lugar e tempo, com outra velocidade totalmente diferente da existente fora da
instituição. Às vezes torna-se difícil sair da situação de estagnação e criar alternativas
possíveis. Isso pode ser em função do campo de forças em que estamos imersos, com uma
temporalidade diferenciada e que nos direciona a diferentes modos de agir ou pela lentidão
burocrática das instituições que funciona por congelamento do tempo. Por isso, torna-se
fundamental a constante avaliação da nossa implicação no trabalho, já que também somos
capturadas.
Ainda estamos dando passos lentos na proposta em questão. Como todo o processo de
trabalho na instituição o nosso também precisa de tempo, seria um tempo diferente do que a

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vida contemporânea nos suscita, pois exige espera. Foi sobre isso que esse trabalho objetivou
abordar, sobre o tempo subjetivo do asilo que precisou ser respeitado par que as intervenções
começassem a se delinear e a ter resultados. Mas isso só foi possível por termos nos permitido
também tempo. Conforme Pelbart (2003), num asilo

(...) às vezes é preciso suportar o tempo insípido como se agüenta uma chuvinha triste e
interminável, sabendo que lá na frente a água acumulada pode irromper numa nascente.
Aí pode jorrar um tempo, que nos casos felizes, e por um certo curso do rio, leva quem
sabe a uma cascata de vida. (p. 43).

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BAUMAN, Z. (1998). O mal-estar da pós-modernidade (M. Gama & C. M. Gama. Trad.). Rio
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Seminário Internacional - Educação Intercultural, Gênero e Movimentos Sociais: Identidade,

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PELBART, P. P. A Nau do Tempo-Rei. Rio de Janeiro: Imago, 1993. p. 29-46.

PAULON, S. (2004). Clínica Ampliada: Que (m) Demanda Ampliações? In: T. Fonseca & S.
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