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Tabela : Valores típicos para o coeficiente de transferência de calor por convecção em


W/m2.K (Incropera & De Witt, p. 5)
convecção natural ou livre
Gases 2 –25
líquidos 50-1000
convecção forçada
gases 25-250
líquidos 50-20000
convecção com mudança de fase 2500-100000
(ebulição ou condensação)
Obs: desconfie de valores muito discrepantes dos delimitados pelas faixas de grandeza acima!

Tabela : Valores típicos para o coeficiente de transferência de calor por convecção em


W/m2.K (Holman, p. 13)
convecção natural ou livre ( ∆T =30oC)
Placa vertical em ar de 0.3m de altura 4.5
Cilindro horizontal em ar de 5cm de diâmetro 6.5
Cilindro horizontal em água de 2cm de diâmetro 890
convecção forçada
Ar a 2m/s sobre uma placa quadrada de 0.2m de lado 12
Ar a 35m/s sobre uma placa quadrada de 0.75m de lado 75
Ar a 2 atm escoando em um tubo de 2.5cm a 2m/s 65
Água escoando em um tubo de 2.5cm a 1m/s 3500
Escoamento cruzado de ar a 50m/s sobre um cilindro de 180
5cm de diâmetro
Água em ebulição
Em vaso aberto 2500-35000
Escoando no interior de um tubo 5000-100000
Condensação de vapor de água a 1 atm
Superfícies verticais 4000-11300
Sobre tubos horizontais 9500-25000

cálculo do coeficiente de película:

Observe como de uma forma qualitativa e até com exemplos pouco técnicos pode-se
inferir as variáveis que influenciam a convecção: (Braga, W. p. 7)
- natureza do fluido: “estamos acostumados com o rápido choque térmico ao
mergulharmos na piscina. Entretanto, sentimos pouco ao caminharmos pela
piscina de ar que nos envolve.”
- velocidade do fluido: “sabemos que ao mexer a sopa com colher ela se esfria mais
rapidamente.”
- geometria: “Em um dia de sol, ficamos bastante relaxados. Entretanto, em um dia
frio, costumamos nos encolher, guardar nossa energia interna.”
- acabamento superficial: “todos já ouvimos falar que as bolas de golfe são
rasunharadas para que o alcance delas aumente. Supondo que a distância
percorrida seja maior, podemos concluir que a razão disso é a redução do arrasto.
Se a força resistente diminui, a distribuição da pressão ao longo da bola foi

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alterada e, portanto, é razoável supor que a movimentação de fluido na região
também tenha sido”.

• variáveis que afetam o coeficiente de película:

!"velocidade de escoamento ( ↑ v ↑ h )
!"densidade do fluido ( ↑ ρ ↑ h )
!"condutividade térmica ( ↑ k ↑ h )
!"capacidade calorífica (forma de se medir o armazenamento de energia interna e
transporte desta por advecção)
!"viscosidade – efeito de condução ( ↑ µ ↑ condução) contrário ao de advecção
( ↑ µ ↓ advecção)
!"parâmetros geométricos

• procedimento experimental usual (p. 233 Incropera, 5ª edição; p. 158, 4a edição)

figura extraída do Incropera, De Witt (p. 233, 5° edição)

“A relação entre as condições na camada limite e o coeficiente de transferência de


calor por convecção pode ser facilmente demonstrada. A qualquer distância x da
aresta frontal o fluxo térmico local pode ser obtido a partir da lei de Fourrier no
fluido em y=0, isto é,
∂T
"
qsup = −k f
∂y y =0
Essa expressão se aplica uma vez que, na superfície, não existe movimento do fluido
e a transferência de energia se dá unicamente por condução. Combinando essa
equação com a lei de resfriamento de Newton temos:” (Observação: Incropera & De Witt estão
falando do princípio de aderência, o qual apresenta limitações...)

∂T
−k f
∂y y =0
h= (*)
Tsup − T∞

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A partir de uma observação atenta da equação (*) pode-se ter uma idéia de como
expressões para h podem ser obtidas experimentalmente. Como você acha que os
experimentos são conduzidos? (um exemplo p.406, W. Braga)

A seguir, apresentamos alguns exemplos de correlações para o cálculo de h. Uma


discussão pormenorizada do assunto é apresentada ao longo dos capítulos 6 a 10 de
Incropera & De Witt ou ao longo dos capítulos 4 a 7 e 10 de Kreith. Neste curso de FT-
II, maiores comentários não serão tecidos, pois se objetiva a apresentação dos
fundamentos do transporte de calor e a carga horária não permite uma discussão
pormenorizada sobre a obtenção dos coeficientes de troca térmica e caracterização dos
diversos sistemas em que a convecção pode ocorrer. As correlações experimentais são
obtidas em termos de números adimensionais, alguns dos quais são apresentados em
seguida (uma descrição pormenorizada pode ser encontrada no capítulo 6 nos itens 6.6 e 6.7 de
Incropera ou no capítulo 4 de Kreith no item 4.7. Aqui transpomos da tabela 6.2 das p. 171 e 172(4° edição) e
246 (da 5° edição) de Incropera & De Witt ou da tabela 4.3 p. 226 de Kreith os números adimensionais mais
comumente usados).

Grupo adimensional Definição Interpretação


Número de Biot (Bi) hL Razão entre a resistência térmica interna em um
(*) sólido e a resistência térmica na camada limite –
ksup importante para o estabelecimento de uma
análise macroscópica ou microscópica em
processos transientes
Número de Grashof g β L3 (Tsup − T∞ ) Razão entre o empuxo e as forças viscosas – uso
(GrL) (*) na convecção natural;
υ2 β é o coeficiente de expansão térmica; υ é a
viscosidade cinemática.
Número de Rayleigh g β (T1 − T2 ) L3 Relação entre forças viscosas e de empuxo –
(Ra) uso na convecção natural e também para se
αυ distinguir os mecanismos de condução do de
convecção; υ é a viscosidade cinemática e α a
difusividade térmica (ver p. 49).
Número de Nusselt hL Gradiente de temperatura adimensional na
(NuL) (*) superfície
kf
Número de Prandtl υ cp µ razão entre as difusividades de momento e
= térmica; υ é a viscosidade cinemática.
(Pr) α kf
Número de Reynolds ρ vL razão entre as forças de inércia e as forças
viscosas; v é a velocidade média de escoamento
(ReL) (*) µ
Número de Stanton Nu L h número de Nusselt modificado; v é a velocidade
= média de escoamento
(St) (*) Re L Pr ρ vcp
Número de Fourier αt tempo adimensional; razão entre a taxa de
(Fo) (*) condução e a taxa de armazenamento de energia
L2 em um sólido
(*) nas definições da tabela considerou-se que a superfície sólida é uma placa, definições similares existem para outras
geometrias, por exemplo em tubos normalmente o termo L, correspondente ao comprimento da placa, é substituído pelo
diâmetro

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• mecanismo de condução × mecanismo de convecção

A ocorrência de convecção requer que as forças de empuxo


(decorrentes da diferença de densidade) vençam as forças viscosas
(atrito) de modo que possa ocorrer o efeito de advecção. Um fluido
confinado em um ambiente muito restrito poderá não se
movimentar, sofrendo apenas o efeito da condução.

Por exemplo, para escoamento no interior de cavidades retangulares


quando Ra > 1708 (item 9.8 de Incropera & De Witt) tem-se a ocorrência de convecção
natural, abaixo desta condição ocorrerá apenas condução. O capítulo 9 de Incropera
& De Witt apresenta maiores pormenores.

• constância × não constância do coeficiente de película

O coeficiente de película não será constante ao longo do desenvolvimento da


camada limite térmica. Contudo em muitas aplicações é suficiente trabalhar-se com
valores médios assumidos constantes – abordagem deste curso.

• Exemplos de fórmulas (semi)-empíricas – o desenvolvimento das equações é


tratado nos capítulos 6 a 10 de Incropera & De Witt ou nos capítulos 4 a 7 e 10 de
Kreith. A partir das fórmulas a seguir é possível se calcular o coeficiente de película
médio. Outras fórmulas existem.

♦ Escoamento interno em tubos em escoamento turbulento, completamente


desenvolvido para 0.7 ≤ Pr ≤ 16700; Re ≥ 10000; L ≥ 10 :
d ( )
0.14
4 µ  1
Nu = 0.027 Re Pr   ; as propriedades devem ser avaliadas de acordo
5 3

 µs 
com a temperatura média do escoamento e µs é a viscosidade do fluido avaliada
na temperatura da parede do tubo.
♦ Escoamento externo sobre cilindro para Re Pr > 0.2 :
4
  Re  8 
1 1 5 5
0.62 Re 2 Pr 3

Nu = 0.3 + 1 1 +    ; propriedades avaliadas na


1 + ( 0.4 Pr ) 3    282000  
2 4

 
Te + Ts
Tsup +
temperatura média do filme (película), calculada como 2 , sendo, T
sup
2
a temperatura da superfície, Te e Ts a temperatura de entrada e saída do fluido
(e.g. para feixe de tubos).
♦ Escoamento externo sobre placa plana para Re ≤ 108 e 0.6 ≤ Pr ≤ 60 :
(
Nu = Pr 3 0.037 Re 5 − 871
1 4
)
♦ Convecção natural no interior de cavidades horizontais aquecidas pela superfície
inferior para 3 × 105 < Ra < 7 × 109 : Nu = 0.069 Ra 3 Pr 0.074
1

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♦ Convecção natural sobre placa vertical:
2
 
 
 
1
0.387 Ra 6
Nu = 0.825 + 8 
   0.492  16  
9 27

 1 +    
   Pr   

Resistência e Coeficiente (global) de troca térmica de Convecção

• para o mecanismo da convecção:

1
Rconv = ;U conv = h
hA

QUADRO RESUMO DE RESISTÊNCIAS


Parede plana parede cilíndrica parede esférica
resistência térmica L r2 1 1
de condução kA
ln
r1  − 
; r2 > r1  r1 r2  ; r > r
2π kL 4π k
2 1

resistência térmica 1 1 1
de convecção hA 2π Lr h 4π r 2 h

Leituras recomendadas:

Incropera & De Witt: p. 3-5, p. 229-235, p.245-247 (5ª edição)


p.4-5, p.155.160, p. 171-172 (4ª edição)
Kreith: p. 14-17; p. 209-211, p. 219-226
Braga Filho: p.5-8; p.396-400 (propriedades físicas; tipos de escoamento)
dúvidas mais comuns (difusividade térmica) p. 402
dúvidas mais comuns (convecção natural) p. 533

Hinrichs & Kleinbach: princípios de transferência de calor, p.87-95

Exemplos recomendados para leitura:

Kreith: exemplo 1.15 p. 48, exemplo 4.1 p. 210


Braga Filho: exercícios resolvidos n°4 p.14; n°5 p.15
exercício resolvido n°4 (determinação de h) p.406

Exercícios:

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Exercício 01: Explique o mecanismo de troca térmica por convecção, identificando
os diferentes tipos de troca térmica por convecção que podem ocorrer.
Em qual deles a troca térmica é mais eficaz (maior coeficiente de
película) e em qual deles ela é menos eficaz?

Exercício 02: Por que os coeficientes de troca térmica por convecção são menores em
gases?

Exercício 03: Em qual regime de escoamento o coeficiente de película é maior? Por


quê?

Exercício 04: No caso da convecção forçada o número de Reynolds é usado nas


correlações para o cálculo do coeficiente de película. Explique o
porquê.

Exercício 05: Como os coeficientes de transmissão de calor por convecção podem ser
obtidos experimentalmente? Existem erros na sua determinação? Cite
alguns.

Exercício 06: De que fatores ou variáveis depende o coeficiente de troca térmica por
convecção?
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Exercício 07: No caso da convecção natural, diz-se que a advecção do fluido ocorre
devido a forças de empuxo. Explique.

Exercício 08: Explique porquê a transferência de energia e a transferência de


quantidade de movimento por convecção são fenômenos da camada
limite.

Exercício 09: ocorrência simultânea de condução e advecção exige que no tocante à


transferência de energia por convecção, o transporte se dê entre dois
meios e um deles deve ser fluido. Explique o porquê disso.

Exercício 10: (prova do 2o semestre da turma 5C) Numere a segunda coluna de acordo
com a primeira. Preencha cada campo com apenas um número e não
utilize um número mais de uma vez. Não é necessário justificar.
hL g β (T1 − T2 ) L3 cp µ
Dados: Nu = ; Ra = ; Pr =
kf αυ kf
2
  ( ) estrutura cristalina
 
 1
0.387 Ra 6 
(1) Nu = 0.825 + 8 
   0.492  16  
9 27

 1 +    
   Pr   
(2) troca térmica na superfície de um ( ) convecção forçada
chip com ar impulsionado por um
ventilador
(3) altos valores de condutividade ( ) convecção natural
térmica
(4) carbeto de silício ( ) existência de “mar de elétrons”
Exercício 11: (questão da PAF da turma 5C do 1o semestre de 2003) Um trocador de
calor duplo tubo é formado por dois tubos concêntricos. Suponha que

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no espaço anular escoa um fluido que deva ser refrigerado. Qual das
seguintes possibilidades você escolheria para o fluido escoando no tubo
interno de modo a possibilitar a maior transferência de calor?
Justifique.
a-) etileno glicol a 290K escoando a 2m/s.
b-) etileno glicol a 290K escoando a 3m/s.
c-) óleo a 290K escoando a 2m/s.
d-) óleo a 290K escoando a 3m/s.
Dados dos fluidos a 290K:
Óleo etileno glicol
massa específica 890 1118,8
condutividade térmica 0,145 0,248
calor específico 1,868 2,368
viscosidade 0,999 0,0247

Exercício 12: (PAF-2o semestre de 2003 da turma 5C) Para o cálculo do coeficiente de
película diversas fórmulas podem ser empregadas, as quais fazem uso de
grandezas adimensionais. A seguir apresentamos duas fórmulas usadas
em determinadas situações:
Nu = 0.069 Ra 3 Pr 0.074 , onde Ra e Pr são o número de Rayleigh e de
1
situação 1:
Prandtl definidos, respectivamente, como:
g β (T1 − T2 ) L3
Ra =
αυ
sendo, β o coeficiente de expansão térmica; υ a viscosidade cinemática, g a aceleração
da gravidade, α a difusividade térmica, L uma dimensão característica, T1 e T2
temperaturas representativas.
υ cpµ
Pr = = e kf é a condutividade térmica do fluido, cp e µ são a
α kf
capacidade calorífica a pressão constante e a viscosidade do fluido.

0.14
4 µ 
1
situação 2: Nu = 0.027 Re 5 Pr 3  
 µs 

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hL
sendo, Nu o número de Nusselt definido como Nu = e µ e µs
kf
viscosidades avaliadas em temperaturas distintas, Re é o número de
Reynolds.

Pede-se resolver as questões a seguir:

a-) A situação 1 se refere a qual das seguintes possibilidades? Justifique.


possibilidade A: Convecção natural no interior de cavidades horizontais
possibilidade B: Escoamento interno em tubos em escoamento turbulento

b-) O número de Prandtl relaciona a capacidade calorífica, a viscosidade e a


condutividade térmica. De que forma estas propriedades estão relacionadas com o
mecanismo de transferência de calor por convecção?

Exercício 13: Uma das maneiras de se manter a temperatura de casas agradável em


locais muito quentes, é aumentar o pé direito e colocar uma janela de
ventilação na parede próxima ao teto. Por quê?

Exercício 14: Nas figuras abaixo:

!"indique os mecanismos de troca térmica por convecção e condução


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!"classifique o transporte de calor quanto a ser este uni- ou bidimensional
!"indique se a resolução requer uma abordagem macroscópica ou microscópica
!"indique para o mecanismo de convecção aonde há o predomínio do efeito de
advecção e de difusão.

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Estudo dirigido:
1) Além dos transportes de energia e quantidade de movimento, existe o transporte de
massa. Efetue uma pesquisa e explique o transporte de massa por convecção e por
condução. Quais são as equações empíricas que descrevem o transporte de massa
por convecção e por condução? Existe alguma semelhança com as equações de
transporte convectivo e difusivo de energia?

2) Considere a transferência de calor por convecção sobre uma placa plana de 4 m de


comprimento, cuja temperatura externa é igual a Tsup e que está em contato com ar a
T∞. Os seguintes valores para o coeficiente de película foram obtidos usando a
correlação apresentada na p.63.
Coeficiente de película médio avaliado para a temperatura
média de:
Velocidade do Tsup + T∞ Tsup + T∞ Tsup + T∞
ar (km/h) = −23o C = 27o C = 77o C
2 2 2
10 7 5.2 3.6
15 11.4 9.1 7.2
20 15.5 12.8 10.5
24 18.6 15.6 13.1
50 37 32.1 28.2
100 67.6 59.7 53.3

Pede-se:
a-) para a velocidade do ar de 10 km/h, mostrar como o cálculo do coeficiente de
película foi feito.
b-) atribuir um significado físico aos valores tabelados.
c-) que conclusões você pode tirar com relação à influência do comprimento da
parede, da velocidade do ar, da condutividade térmica, da viscosidade, da
densidade e da capacidade calorífica do ar no cálculo do coeficiente de
película?

3) Calcule o coeficiente de película médio para ar a 300K e 1 atm escoando com uma
velocidade média de 5m/s por um duto retangular de lados 15mm e 2mm que se
encontra a 400K. (consulte e.g. o capítulo 8 de Incropera & De Witt)

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