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Guia de Profissões
Física

N
uma definição clássica, a Física é Como ciência, a Física faz uso do
denominada a ciência que trata método científico. Baseia-se, es-
dos componentes fundamentais sencialmente, na Matemática e na
do Universo, as forças que eles exercem Lógica, quando da formulação de
e os resultados dessas forças. O termo seus conceitos.
vem do Grego ϕυσιζ (physike), que signi- Ao decidir pelo campo da Física,
fica natureza, pois, nos seus primórdios, o aluno pode optar por Bacharela-
ela estudava, indistintamente, muitos as- do ou licenciatura.
pectos do mundo natural. A Física difere
Bacharelado – Nesta modalidade,
da Química ao lidar menos com substân-
o Físico tem de ser um profissio-
cias específicas e mais com a matéria em
nal que, apoiado em conhecimen-
geral, embora existam áreas que se cru-
tos sólidos e atualizados em
zem como a Físico-química (intimidade
Física, seja capaz de abordar e
da matéria). Dessa forma, os físicos
tratar problemas novos e tradicio-
estudam uma vasta gama de fenômenos
nais e esteja sempre preocupado
físicos em diversas escalas de compri-
em buscar novas formas do saber
mento: das partículas subatômicas das
e do fazer científico ou tecnológi-
quais toda a matéria é originada até o
co. Em todas as suas atividades, a
comportamento do universo material co-
atitude de investigação deve estar
mo um todo (Cosmologia).
sempre presente, embora asso-
ciada a diferentes formas e objetivos de objetos a partir de seu movimento ou au-
trabalho. O Bacharelado em Física visa sência de movimento e, também, as con-
tanto à formação básica do pesquisador, dições que provocam esse movimento; a
que se completa com o Mestrado e/ou Termodinâmica, quando se estudam o
Doutorado, quanto à formação de um calor, o trabalho, as propriedades das

Índice profissional apto a atuar na indústria em


áreas de tecnologia de ponta que exijam
substâncias, os processos que as envol-
vem e as transformações de uma forma
de energia em outra; o Electromagnetis-
sólidos conhecimentos de Física. As
ênfases em Materiais e em Astrofísica mo, quando se analisam as propriedades
LITERATURA permitem, já na graduação, um direcio- elétricas, aquelas que existem em função
namento ao aluno que desejar especiali- do fluxo de elétrons nos corpos; a Ondu-
Realismo-Naturalismo I ............ Pág. 03 latória, que estuda a propagação de
zar-se nessas áreas.
(aula 91) energia pelo espaço; a Óptica, que
Licenciatura – Nesta modalidade, os cur-
estuda os objetos a partir de suas
QUÍMICA sos formam professores para atuar nos di-
impressões visuais; a Acústica, que
ferentes níveis de ensino, com pleno co-
Soluções ................................... Pág. 05 estuda os objetos a partir das impressões
nhecimento da realidade educacional vi-
sonoras; e mais algumas outras divisões
(aula 92) gente, de seus problemas e das propostas
menores.
didático-pedagógicas existentes, bem co-
GEOGRAFIA mo dos avanços tecnológicos e científicos. Áreas da Física
O clima e sua dinâmica ............ Pág. 07 Para tanto, o professor tem que dominar Como áreas principais da Física, temos a
(aula 93) aquilo que vai ensinar, além da pedagogia Mecânica, Cinemática, Dinâmica, Estáti-
para desenvolver as competências e habili- ca, Hidrostática, Hidrodinâmica, Aerostá-
MATEMÁTICA dades do licenciado, promovendo a articu- tica, Aerodinâmica, Termologia, Termodi-
lação das diferentes práticas, numa pers- nâmica, Calorimetria, Ondulatória, Acústi-
Sistemas lineares ..................... Pág. 09
pectiva interdisciplinar. ca, Óptica, Electromagnetismo, Magne-
(aula 94) tismo, Eletricidade, Física de Semicondu-
Um sistema de divisão da Física pode ser
tores, Física Moderna, Teoria da Relativi-
FÍSICA feito levando-se em conta a magnitude
dade, Relatividade Geral, Relatividade
do objeto em análise. A Física Quântica
Acústica ............................... Pág. 11 Restrita, Física de Partículas, Física Suba-
trata do universo do muito pequeno, dos tômica, Física Atômica, Física Molecular,
(aula 95) átomos e das partículas que compõem Física Nuclear, Quântica, Mecânica Esta-
os átomos; a Física Clássica trata dos ob- tística.
PORTUGUÊS jetos que encontramos no nosso dia-a-
Na UEA, o curso é oferecido na modali-
Crase II – Casos especiais ...... Pág. 13 dia; e a Física Relativística trata de dade de Licenciatura e visa a suprir a de-
situações que envolvem grandes manda de professores no interior do
(aula 96)
quantidades de matéria e de energia. Estado, sendo oferecido nos Centros de
Referências bibliográficas ...... Pág. 15 A divisão mais tradicional, no entanto, é Estudos Superiores de Tefé, Itacoatiara e
aquela feita de acordo com as proprieda- Tabatinga. A grade curricular tem 2.940
des mais estudadas nos fenômenos. Daí horas, sendo 2.820 do currículo obriga-
temos a Mecânica, quando se estudam tório e 120 horas optativas, integralizadas
em oito períodos.

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f) Os jornais, agora com periodicidade regu-

Literatura lar, fixam-se nos centros culturais.

4. CARACTERÍSTICAS
Professor João BATISTA Gomes DO REALISMO/NATURALISMO
a) Apego à objetividade – Não há mais es-
Aula 91 paço para uma literatura com textos pro-
lixos, com descrições exaltadas de paisa-
Realismo-Naturalismo I gens e de personagens.
c) Crença na razão – A emoção cede lugar
1. ASPECTOS GERAIS
à razão, sugerindo frieza (às vezes crue-
a) Duração no Brasil – 1881 a 1893. za) nas relações amorosas. 01. Os itens seguintes contêm características
b) Obra inauguradora do Realismo – Memó- d) Materialismo – A literatura passa a exibir de períodos literários brasileiros. Qual
rias Póstumas de Brás Cubas (romance, uma visão materialista da vida, do homem deles foi caracterizado erradamente?
1881), de Machado de Assis. e da sociedade, negando a relação com
c) Obras inauguradoras do Naturalismo: Deus. a) Romantismo: nacionalismo extremado, va-
e) Cientificismo – A defesa de que a vida e lorização do índio e da natureza.
1. O Coronel Sangrado (romance, 1877),
de Inglês de Sousa. as ações dos homens são determinadas b) Arcadismo: linguagem culta, rebuscada,
2. O Mulato (romance,1881), de Aluísio pela ciência é postura radical do Naturalis- com antíteses e hipérbatos.
Azevedo. mo. c) Parnasianismo: apego à rima, à métrica, à
d) Mistura – Realismo e Naturalismo mistu- f) Determinismo – O Naturalismo constrói perfeição; poesia descritiva, com ausência
personagens cuja conduta obedece a três
ram-se na literatura brasileira. Não há de emoções.
variáveis: a hereditariedade (que explica
coincidência apenas de datas; os temas, d) Realismo: o importante não era a trama, o
as tendências, os caracteres e as patolo-
derivados da filosofia de Tobias Barreto,
gias), o meio (capaz de determinar o com- enredo em si, mas a profundidade com que
são comuns às obras dos dois períodos.
portamento) e o momento histórico (res- as personagens eram analisadas.
e) Guerra ao Romantismo – Realismo e Na- ponsável pelas ideologias). e) Realismo: análise da realidade sem o pris-
turalismo opõem-se radicalmente ao
g) Problemas patológicos – A literatura pas- ma da fantasia e do sonho.
Romantismo.
sa a retratar temas que chocam a socieda-
2. ASPECTOS HISTÓRICO-CULTURAIS de: homossexualismo, lesbianismo, inces- 02. Um dos itens seguintes não pode ser atrela-
to, taras sexuais, loucura, adultério, racis- do ao surgimento do Realismo-Naturalismo
a) A burguesia substitui a aristocracia no
mo, prostituição.
poder. no Brasil. Identifique-o.
b) A Revolução Industrial traz avanços no 4. AUTORES E OBRAS a) A ciência e a tecnologia passaram a influen-
campo da ciência e da tecnologia. ciar a visão do escritor.
MACHADO DE ASSIS
c) A ciência é exaltada; apregoa-se a idéia b) A valorização do materialismo, numa atitude
Origem humilde – O pai é mulato, pintor de
de que ela é capaz de resolver todos os clara de combate ao subjetivismo e ao misti-
paredes do Morro do Livramento, no Rio de
problemas da humanidade.
Janeiro. A mãe (portuguesa) lava roupa para cismo.
d) As idéias de Darwin (As Origens das Es- ajudar nas despesas de casa. c) O crescimento urbano motivou a formação
pécies, 1859) são impostas: o meio condi-
Infância paupérrima – Machado tem uma de uma casta intelectual e, conseqüente-
ciona todos os seres vivos, deixando viver
infância paupérrima, de menino do morro,
apenas os mais fortes. O meio ambiente é mente, o consumo de livros.
com as dificuldades comuns de uma família
capaz de interferir na formação da matéria d) Valorização do conhecimento empírico.
pobre.
e do espírito. e) Tentativa de atrelar o comportamento huma-
Órfão – O pai, a mãe e a irmã logo morrem.
e) A teoria do evolucionismo (ou darwinismo) no à hereditariedade e ao meio.
Maria Inês, a madrasta, dá-lhe carinhos de
repercute na Economia, na Filosofia, na mãe e é quem o alfabetiza, auxiliada por um
Política e na Literatura. padre da Igreja de Lampadosa.
03. (Desafio do Rádio) O homossexualismo vi-
f) O Positivismo nasce na França: prega o rou tema de obras literárias no Realismo-
Escola: sonho distante – Maria Inês trabalha
apego aos fatos, rejeitando qualquer teo- na cozinha de uma escola dirigida por senho- Naturalismo. Isso se pode comprovar no ro-
ria metafísica para a existência e a atua- ras. Graças a essa atividade, o menino mance:
ção do homem no mundo. Machado de Assis pode ali se matricular. A
a) Dom Casmurro;
g) O mundo torna-se materialista, suplantan- disciplina inclui palmatória e castigos corpo-
do o subjetivismo pregado no período ro- rais, mas Machado é aluno exemplar, ávido b) O Mulato;
mântico. por conhecimento. c) Memórias Póstumas de Brás Cubas;
h) As Cartas Filosóficas de Voltaire atacam Vendedor de balas e doces – No período d) A Normalista;
as instituições do clero e da monarquia. em que não está na escola, o garoto pobre, e) O Bom Crioulo.
Isso provoca a mudança da liderança his- magro, franzino vende balas e doces (fabri-
tórica da aristocracia para a burguesia. cados pela madrasta) nas ruas de São Cris- 04. (Desafio da TV) Ambientados em pe-
tóvão. quenas e desconhecidas cidades da Ama-
3. SITUAÇÃO BRASILEIRA Francês na padaria – A proprietária da pada- zônia, os romances de Inglês de Sousa
a) O Positivismo encontra ressonâncias na ria do bairro (São Cristóvão) logo simpatiza não despertaram a atenção dos leitores do
Faculdade de Direito do Recife. com Machado de Assis. Começa, então, a Sul, onde foram publicados. Os leitores ain-
b) A abolição dos escravos provoca um cres- dar-lhe aulas de francês. A evolução é espan-
cimento urbano inesperado, favorecendo
da se deleitavam com fantasias, fugindo à
tosa: Machado domina rapidamente a nova
as atividades artísticas, entre elas a Litera- língua. No futuro, vale-se desses conhecimen- realidade nua e crua de uma região ainda
tura. tos para ser revisor de provas na Imprensa inexplorada na literatura brasileira. Crono-
c) Os primeiros imigrantes europeus (princi- Nacional. logicamente, Inglês de Sousa inaugurou o
palmente italianos) chegam ao Brasil para Primeiro emprego – Machado de Assis, já Naturalismo no Brasil, em 1877, com o ro-
substituir a mão-de-obra escrava. rapaz, precisa trabalhar. A Livraria e Tipografia mance:
d) A decadência da lavoura açucareira vira Paula Brito é a mais famosa da época, no Rio
realidade. A lavoura cafeeira toma impul- de Janeiro. Ali Machado vai atrás do seu pri- a) O Bom Crioulo;
so, favorecendo o aparecimento de novas meiro emprego. Não sabe fazer nada, mas b) O Coronel Sangrado;
comunidades e o aumento dos bens de quer estar em contato com livros e escritores. c) Dona Guidinha do Poço;
consumo.
Aprendiz de tipógrafo – Depois de uma cer- d) O Missionário;
e) A comunicação brasileira experimenta a ta experiência, é admitido na Imprensa Nacio- e) O Mulato.
revolução do telégrafo.
nal como Aprendiz de Tipógrafo. Às vezes,

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deixa de fazer o seu trabalho para entregar- Escritor completo – Poucos autores na litera-
se a leituras. Os colegas logo o denunciam tura brasileira são tão ecléticos quanto Macha-
ao diretor da casa. Nasce, assim, a amizade do. Faz incursões pela prosa (romance, conto,
com Manuel Antônio de Almeida, o festejado crônica, teatro, crítica literária e social) e pela
autor de Memórias de um Sargento de Milí- poesia, com sucesso em ambos. Tudo o que
cias. Machado escreve faz sucesso. Mas é, sem
Revisor – Com a idade de 19 anos, Machado dúvida, no romance e no conto que o escri-
já tem fama de intelectual e estudioso: é con- tor torna-se mestre. Ainda vivo, é aclamado
tratado por Paula Brito para atuar como revi- por todos como o maior escritor da literatura
sor de provas na livraria e editora. Além de brasileira – título que perdura até hoje.
dominar o francês, Machado dá provas de
conhecer em profundidade a língua portu- OBRAS ROMÂNTICAS
Caiu no vestibular guesa. 1. Crisálidas (1864, poesias)
Contos e Crônicas em jornais – Conhecido 2. Falenas (1870, poesias)
01. (FGV) Leia:
no meio intelectual carioca, Machado come- 3. Americanas (1875, poesias)
Então, no fundo da floresta, troou um es- ça a colaborar em vários jornais e revistas do 4. Ressurreição (1872, romance)
tampido horrível, que veio reboando pelo espa- Rio de Janeiro, escrevendo contos, crônicas 5. A Mão e a Luva (1874, romance)
ço; dir-se-ia o trovão, correndo pelas quebra- e críticas literárias. 6. Helena (1876, romance)
das da serrania. Primeiro livro – Com vinte e cinco anos de 7. Iaiá Garcia (1878, romance)
Era tarde. idade, Machado publica o seu primeiro livro: 8. Contos Fluminenses (1870, contos)
um volume de poemas intitulado Crisálidas. A 9. Histórias da Meia-Noite (1873, contos)
Não havia tempo para fugir; a água tinha
fama, aos poucos, vai-se espalhando – graças
soltado o seu primeiro bramido, e, erguendo o à intensa atividade literária registrada nos jor- OBRAS REALISTAS
colo, precipitava-se, furiosa, invencível, devo- nais e nas revistas. 1. Ocidentais (1901, poesia)
rando o espaço como um monstro do deserto. Funcionário Público – Em 1867, ingressa no 2. Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881,
Peri tomou a resolução pronta que exigia funcionalismo público, ocupando um cargo romance)
a iminência do perigo: em vez de ganhar a ma- no Diário Oficial. Já goza, então, da admira- 3. Quincas Borba (1891, romance)
ta, suspendeu-se a um dos cipós, e, galgando ção e do respeito do público. Já tem fama de 4. Dom Casmurro (1899, romance)
escritor. É conhecido no Rio de Janeiro como 5. Esaú e Jacó (1904, romance)
o cimo da palmeira, aí abrigou-se com Cecília.
homem sério, inteligente e esforçado. 6. Memorial de Aires (1908, romance)
A menina, despertada violentamente e
Primeira e única namorada – Machado co- 7. Papéis Avulsos (1882, contos)
procurando conhecer o que se passava, inter-
nhece Carolina. Moça branca, já na casa dos 8. Histórias Sem Data (1884, contos)
rogou seu amigo. trinta, livre de compromissos amorosos, re- 9. Várias Histórias (1896, contos)
– A água!... respondeu ele, apontando pa- cém-chegada de Portugal, conquista imedia- 10. Relíquias da Casa Velha (1906, contos)
ra o horizonte. tamente o coração do escritor. A paixão tem
o aval do irmão de Carolina, o poeta Xavier CONTOS FAMOSOS
José de Alencar, O Guarani
de Novais, mas esbarra no preconceito da fa- 1. O Alienista
Sobre o fragmento acima, afirma-se que:
mília branca: Machado é mulato. 2. A Cartomante
1. Enaltece a força da natureza brasileira. Vitória do amor – Machado e Carolina casam- 3. Um Apólogo
2. Exalta a coragem do silvícola. se no fim do ano de 1869. Não têm filhos. Vi- 4. A Missa do Galo
3. Refere-se a um símbolo da fusão dos valo- vem 35 anos um para o outro. Quando ela 5. Cantiga de Esponsais
res nativos e europeus. morre, em 1904, Machado dedica-lhe um so- 6. Noite de Almirante
neto. Veja-o na íntegra: 7. A Igreja do Diabo
4. “Pronta” (4.o parágrafo), no texto, significa
À Carolina 8. O Segredo do Bonzo
“preparada”.
9. Teoria do Medalhão
5. “Monstro do deserto” (3.o parágrafo) e “A Querida, ao pé do leito derradeiro,
água!” (6. parágrafo) são duas metáforas.
o Em que descansas desta longa vida, POEMAS FAMOSOS
Aqui venho e virei, pobre querida,
Assinale a alternativa que contém duas 1. Suave Mari Magno
Trazer-te o coração do companheiro.
afirmações INCORRETAS. 2. À Carolina
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro 3. Círculo Vicioso
a) 1 e 2. d) 1 e 5. Que, a despeito de toda a humana lida, 4. A Mosca Azul
b) 2 e 3. e) 4 e 5. Fez a nossa existência apetecida, 5. Soneto de Natal
c) 3 e 4. E num recanto pôs o mundo inteiro.
Círculo vicioso
Trago-te flores, – restos arrancados
02. (FGV) Publicados quase simultaneamen-
Da terra que nos viu passar unidos Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
te, Memórias Póstumas de Brás Cubas e E ora mortos nos deixa separados. “Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
O Mulato, ambos os romances pratica- Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
mente inauguram dois movimentos literá- Pensamentos de vida formulados Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
rios no Brasil. Num deles, predomina a pro- São pensamentos idos e vividos.
fundidade da análise psicológica e, no Fama ainda em vida – Diferentemente de ou- “Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
outro, a preocupação com as leis da here- tros mulatos da literatura brasileira, Machado Que, da grega coluna à gótica janela,
ditariedade e a influência do ambiente não precisa morrer para tornar-se célebre. A Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
sobre o homem. despeito da origem humílima, da cor, da Mas a lua, fitando o sol com azedume:
doença (era epiléptico), vence o talento. Tan-
Esses movimentos foram: to a carreira de escritor, como a de funcioná- “Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
a) O Modernismo e o Pós-modernismo. rio público, quanto a literária evoluem vertigi-
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
nosamente. Numa época em que o escritor
b) O Futurismo e o Surrealismo. Mas o sol, inclinando a rútila capela:
não ganha dinheiro, Machado sabe dosar a
c) O Barroco e o Trovadorismo. atividade profissional com a vocação literária.
d) O Romantismo e o Ultra-romantismo. Além de escritor festejado, torna-se o primei- “Pesa-me esta
ro presidente da Academia Brasileira de Le- brilhante auréola de nume...
e) O Realismo e o Naturalismo.
tras, sem dúvida uma das maiores glórias do Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
escritor ainda em vida. Por que não nasci eu um simples vagalume?”

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qualquer adição de soluto vai ser precipitada,

Química não-dissolvida.
Porém, em alguns casos especiais, é possível
manter uma solução com quantidade de soluto
Professor Pedro CAMPELO acima daquela que pode ser dissolvida em con-
dições normais. Nesse caso, fala-se em solução
Aula 92 supersaturada, que é instável: com alterações
físicas mínimas, a quantidade extra de soluto po-
Soluções de ser precipitada.
MISTURA Representação do coeficiente de solubilidade
Uma mistura é constituída por duas ou mais C.S.X = massa maior do soluto/ massa do 01. (Fuvest 2001) Entre as figuras a seguir, a
substâncias puras, sejam elas simples, sejam solvente/ temperatura que melhor representa a distribuição das
compostas. As proporções entre os constituintes
Exemplo de coeficiente de solubilidade partículas de soluto e de solvente, numa so-
de uma mistura podem ser alterados por
lução aquosa diluída de cloreto de sódio, é:
processos químicos, como a destilação. Todas as Solubilidade do cloreto de potássio em água:
substâncias que compartilham de um mesmo C.S.KCl = 34g/ 100g de H2O a 20°C
espaço, portanto, constituem uma mistura. Não
se pode, entretanto, confundir misturar com
dissolver. Água e óleo, por exemplo, misturam-
se, mas não se dissolvem. Isso torna o sistema
água + óleo uma mistura, não uma solução.
Existem dois tipos fundamentais de misturas: as Solução insaturada: massa do soluto menor que
homogêneas (homo: igual) e as heterogêneas o coeficiente de solubilidade.
(hetero: diferente). Solução saturada: massa do soluto igual ao coe-
ficiente de solubilidade.
DEFINIÇÃO DE SOLUÇÃO
Solução saturada com corpo de fundo: massa do 02. (Fuvest 2002) Quando o composto LiOH é
Em Química, solução é o nome dado a disper- maior que o coeficiente de solubilidade. dissolvido em água, forma-se uma solução
sões cujo tamanho das moléculas dispersas é Solução Insaturada (ou não saturada) – É
menor que 1 nanômetro (10 Angstrons). A solu-
aquosa que contém os íons Li+(aq) e
quando a quantidade de soluto usado se dissol- OH–(aq). Em um experimento, certo volume
ção ainda pode ser caracterizada por formar um ve totalmente, ou seja, a quantidade adicionada é
sistema homogêneo (a olho nu e ao microscó- de solução aquosa de LiOH, à temperatura
inferior ao coeficiente de solubilidade.
pio), por ser impossível separar o disperso do ambiente, foi adicionado a um béquer de
Solução Saturada – É quando o solvente (ou dis-
dispersante por processos físicos. massa 30,0g, resultando na massa total de
persante) já dissolveu toda a quantidade possível
As soluções compostas por moléculas ou por 50,0g. Evaporando a solução ATÉ A SECU-
de soluto (ou disperso), e toda a quantidade ago-
íons comuns podem envolver sólidos, líquidos ou RA, a massa final (béquer+resíduo)
ra adicionada não será dissolvida e ficará no fun-
gases como dispersantes (chamados de solven- resultou igual a 31,0g. Nessa temperatura, a
do do recipiente.
tes – existentes em maior quantidade na solução) solubilidade do LiOH em água é cerca de
Solução Sobressaturada (ou supersaturada) –
e como dispersos (solutos). A solução também Isso só acontece quando o solvente e soluto es-
11g por 100g de solução. Assim sendo,
pode apresentar-se nesses três estados da tão em uma temperatura em que seu coeficiente pode-se afirmar que, na solução da
matéria. de solubilidade (solvente) é maior, e, depois, a experiência descrita, a porcentagem, em
É importante destacar que soluções gasosas são solução é resfriada ou aquecida, de modo a redu- massa, de LiOH era de
formadas apenas por solvente e soluto, ambos zir o coeficiente de solubilidade. Quando isso é a) 5,0%, sendo a solução insaturada.
gasosos. feito de modo cuidadoso, o soluto permanece b) 5,0%, sendo a solução saturada.
Em farmácia, uma solução é uma forma farma- dissolvido, mas a solução se torna extremamente c) 11%, sendo a solução insaturada.
cêutica líquida, caracterizada pela formação de instável. Qualquer vibração faz precipitar a quan- d) 11%, sendo a solução saturada.
um sistema onde todas as substâncias sólidas tidade de soluto em excesso dissolvida. e) 20%, sendo a solução supersaturada.
presentes na formulação devem estar totalmente Observação: Denomina-se dissolução endotérmi-
dissolvidas em um veículo adequado. Portanto a ca aquela em que, quanto maior a temperatura, 03. (PUC-Rio 99) A tabela a seguir mostra a so-
solução deve ser líquida e transparente. maior o coeficiente de solubilidade do solvente lubilidade de vários sais, à temperatura am-
CLASSIFICAÇÃO (temperatura e solubilidade são diretamente pro- biente, em g/100ml:
porcionais). Também há a dissolução exotérmi- AgNO3 (nitrato de prata): 260
As soluções podem ser classificadas de diversas
ca, que é o inverso da endotérmica, na qual, Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio): 160
maneiras:
quanto menor a temperatura, maior o coeficiente NaCl (cloreto de sódio): 36
• de acordo com o estado da matéria, conforme
de solubilidade do solvente (temperatura e KNO3 (nitrato de potássio): 52
visto anteriormente;
solubilidade são inversamente proporcionais). KBr (brometo de potássio): 64
• de acordo com a condução de corrente elétri-
ca: soluções eletrolíticas (compostas por íons) SOLUTO, SOLVENTE E SOLUÇÃO Se 25ml de uma solução saturada de um
e soluções não-eletrolíticas (compostas Representação desses sais foram completamente evapora-
apenas por moléculas); Soluto: usaremos o número 1 dos e o resíduo sólido pesou 13g, o sal é:
• de acordo com as quantidades proporcionais Solvente: usaremos o número 2 a) AgNO3 b) Al2(SO4)3 c) NaCl
de soluto e solvente: solução concentrada e Solução: não usaremos número d) KNO3 e) KBr
solução diluída; Massa
04. (UECE 97) A porcentagem molar do etanol
SOLUÇÃO INSATURADA, SATURADA E SU- Massa do soluto: m1
numa solução que contém 230g de etanol e
PERSATURADA Massa do solvente: m2
90g de água é:
Para entendermos esses conceitos, primeiramen- Massa da solução: m
Dados: C=12; H=1; O=16
te precisamos saber o que é Coeficiente Solubili- M = m 1 + m2
a) 50% b) 10% c) 5%
dade. Ele é definido como a máxima quantidade CONCENTRAÇÃO DAS SOLUÇÕES
d) 0,5%
de soluto que é possível dissolver de uma quan- O estudo das concentrações das soluções talvez
tidade fixa de solvente, a uma determinada tem- seja a parte mais importante do capítulo das so- 05. (Uel 94) A 10°C, a solubilidade do nitrato de
peratura. luções, quer do ponto de vista prático, quer do potássio é de 20,0g/100g H2O. Uma
A saturação é uma propriedade das soluções ponto de vista do vestibular. solução contendo 18,0g de nitrato de
que indica a capacidade delas em suportar Podemos compreender bem o porquê da impor- potássio em 50,0g de água a 25°C é
quantidades crescentes de solutos, mantendo-se tância, se tivermos em mente que, na prática, resfriada a 10°C.
homogêneas. Uma solução é dita insaturada se muitas das substâncias são usadas em solução Quantos gramas do sal permanecem dis-
ainda tem capacidade de diluir soluto, sem e, para o químico, é fundamental o conhecimen- solvidos na água?
precipitar excessos. A solução saturada é aquela to exato da solução com a qual está trabalhando; a) 1,00 b) 5,00 c) 9,00
em que o soluto chegou à quantidade máxima: em outras palavras, é preciso conhecer qual é a d) 10,0 e) 18,0

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quantidade de soluto numa dada quantidade de


solução, qual é a massa do solvente etc. Exercícios
Existem, como veremos, diversas formas de se
exprimir a concentração de uma solução, pois, 01. (Fuvest 2000) Propriedades de
de acordo com o tipo de solução, uma forma algumas substâncias:
poderá adaptar-se melhor do que outra. Por Substância: CCl4*
exemplo: quando, numa determinada solução, o Ponto de fusão (°C): –23,0
soluto é um sólido, é interessante o conhecimen- Solubilidade (g/100cm3) a 25°C em
to de sua massa, ao passo que, quando o soluto água: ≈ 0
é gasoso, é mais interessante, do ponto de vista Densidade (g/cm3) a 25°C: 1,59
prático, que se conheça o seu volume e assim Substância: iodo
01. (Uel 94) Em 200g de solução alcoólica de por diante. Ponto de fusão (°C): 113,5
fenolftaleína, contendo 8,0% em massa de De acordo com o exposto, podemos dizer que: Solubilidade (g/100cm3) a 25°C em
soluto, a massa de fenolftaleína, em Quantidade de soluto água: 0,03
gramas, contida na solução é igual a Concentração = ––––––––––––––––––––––––––
Quantidade de solução ou Solubilidade (g/100cm3) a 25°C em
a) 16,0 b) 8,00 c) 5,00 solvente
CCl4: 2,90
d) 4,00 e) 2,00 RELAÇÃO DE MASSA COM MASSA E QUAN- Densidade (g/cm3) a 25°C: 4,93
TIDADE DE MATÉRIA COM MASSA
02. (Uel 94) Em 200g de solução alcoólica de Substância: água
fenolftaleína, contendo 8,0% em massa de Sobre este item, consideraremos as concentra- Ponto de fusão (°C): 0,0
soluto, quantos mols de álcool há na solu- ções em que há relacionamento não só entre as Solubilidade (g/100cm3) a 25°C em
ção? massas, mas também entre as quantidades de CCl4: ≈ 0
Dado: massa molar do etanol = 46g/mol matéria (mols). Densidade (g/cm¤) a 25°C: 1
a) 8,0 b) 4,0 c) 3,0 Existem quatro formas de exprimir concentração,
A 25°C, 3,00g de iodo, 70cm3 de água e
d) 2,5 e) 2,0 que relacionam massa com massa ou quantida-
50cm3 de CCl4 são colocados em um
de de matéria.
03. (UFMG 2001) Estas indicações foram reti- funil de separação. Após agitação e re-
radas de um rótulo de água mineral: TÍTULO pouso, qual dos esquemas seguir deve
É a relação entre a massa do soluto e a massa da representar a situação final?
solução.
m1
τ = ––––
m
O título será sempre um número menor que 1.
O título não tem unidade.
PORCENTAGEM EM MASSA
É muito comum multiplicar-se o título por 100,
quando teremos, então, a porcentagem em mas-
Considerando-se as informações desse ró- sa: p = % em massa = título x 100
tulo, é CORRETO afirmar que a água ana- FRAÇÃO EM QUANTIDADE DE MATÉRIA OU 02. (Fuvest 89) A curva de solubilidade do
lisada é FRAÇÃO EM MOLS
KNO3, em função da temperatura, é da-
a) uma solução ligeiramente básica, devido à
O nome fração molar para esse tipo de concen- da a seguir. Se, a 20°C, misturarmos
presença de bicarbonato.
tração é obsoleto e não deve ser mais usado. É a 50g de KNO3 com 100g de água, quan-
b) uma solução que apresenta excesso de car-
relação que existe entre a quantidade de matéria do for atingido o equilíbrio, teremos
gas elétricas negativas.
(mols) do soluto e a quantidade de matéria total
c) uma solução que contém diversas substân-
da solução.
cias.
Quantidade em mols do soluto
d) uma substância pura que contém vários sais. X = F.M. = ––––––––––––––––––––––––––––––––
Quantidade em mols da solução
04. (UFRN 2002) A dissolução de uma quanti- A fração em mols será sempre um número menor
dade fixa de um composto inorgânico de- que 1.
pende de fatores tais como temperatura e A fração em mols não tem unidade.
tipo de solvente. Analisando a tabela de X1 + X2 = 1
solubilidade do sulfato de potássio m1
Obs.: n1 = –––––
(K2SO4) em 100 g de água (H2O) a seguir, M1
a) um sistema homogêneo.
indique a massa de K2SO4 que precipitará Onde: n1 = quantidade de matéria do soluto em
b) um sistema heterogêneo.
quando a solução for devidamente mols (mol)
c) apenas uma solução insaturada.
resfriada de 80°C até atingir a temperatura m1 = massa do soluto em gramas (g)
d) apenas uma solução saturada.
de 20°C. M1 = massa molar do soluto em gramas por mol
e) uma solução supersaturada.
(g/mol)
n1 03. (Fuvest 91) Quatro tubos contêm 20mL
X = –––––
n (mililitros) de água cada um. Coloca-se,
a) 28g b) 18g c) 10g Onde: n = n1 + n2 nesses tubos, dicromato de potássio
d) 8g (K2Cr2O7) nas seguintes quantidades:
CONCENTRAÇÃO EM MOL/kg DE SOLVENTE
05. (UFRS 2002) O soro fisiológico é uma solu- É a relação entre a quantidade de matéria em
ção aquosa diluída de cloreto de sódio. mols do soluto e a massa do solvente em quilo-
Sobre essa solução, são apresentadas as
gramas.
afirmações a seguir.
Representaremos essa concentração por W.
I. O soro fisiológico não conduz corrente
n1
elétrica. W = ––––––
II. A solução é uma mistura homogênea m2(kg)
que apresenta substâncias iônicas e co- É importantíssimo ressaltar que a massa do sol- A solubilidade do sal, a 20°C, é igual a
valentes. vente deve ser tomada, obrigatoriamente, em 12,5g por 100mL de água. Após agita-
III. O solvente apresenta moléculas com quilogramas. Se essa massa for expressa em ção, em quais dos tubos coexistem,
geometria linear. outra unidade, gramas por exemplo, teremos nessa temperatura, solução saturada e
Quais estão corretas? outra forma de exprimir concentração. fase sólida?
a) Apenas I. b) Apenas II. O nome molalidade para esse tipo de concentra- a) Em nenhum. b) Apenas em D.
c) Apenas III. d) Apenas II e III. ção, assim como o nome molal para a unidade c) Apenas em C e D. d) Apenas em B, C e D.
e) I, II e III. mol/kg, são obsoletos e não devem mais ser usa- e) Em todos.
dos.

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caem para 8,1 °C. No lado Sul, as mínimas do


Geografia inverno ficam em torno dos 9,7 °C. Em razão
disso, os verões são mais quentes do lado Norte
do planeta. O inverno é menos rigoroso no
Professor HABDEL Jafar
hemisfério Sul.
A amplitude térmica
Aula 93 A diferença entre a máxima e a mínima tempera-
tura de um lugar é o que chamamos de ampli-
O clima e sua dinâmica tude térmica. Podemos considerar variações
Tempo (meteorológico) é a condição média da ocorridas num dia, no mês ou no transcorrer de
atmosfera numa dada porção de tempo e em de- um ano. Ela é um importante parâmetro quando
terminado lugar. De outra forma, clima é a repeti- queremos comparar o comportamento dos cli-
ção sucessiva dessas condições meteorológicas mas de lugares diferentes. Em alguns, as varia- 01. Considerando o equador térmico da Terra,
ao longo de um período (30 a 35 anos) numa de- ções de temperatura do verão para o inverno são assinale verdadeira (V) ou falsa (F) nas alter-
terminada área. A temperatura do ar atmosférico, bruscas. Em outros lugares, são bem menores. A nativas a seguir.
as chuvas, a umidade do ar, as massas de ar, a razão disso pode estar nas diferenças de latitude
pressão atmosférica e os ventos são os elemen- ou na distância desse lugar para o mar. ( ) Coincide exatamente com a linha do
tos climáticos que vão caracterizar o clima de um Nas áreas próximas ao Equador (latitude menor), Equador geográfico e une pontos de
lugar. Estes, por sua vez, apresentam-se de a insolação é constante ao longo do ano. Por maior temperatura.
formas diferenciadas de um lugar para outro con- isso, verifica-se, nessas áreas, uma menor dife-
renciação das temperaturas ao longo do ano. ( ) Desloca-se para o norte ou para o sul
forme a influência maior ou menor dos fatores cli-
máticos. A latitude, a altitude, a maior ou menor Diferentemente, nos pólos (latitude maior) ela é em relação ao Equador geográfico.
distância do mar, a cobertura vegetal e as corren- extrema. Nessas áreas, há incidência da luz solar ( ) Sua posição é mantida em relação ao
tes marinhas representam os fatores que vão pro- no verão. No inverno, porém, ficam em completa Equador geográfico, devido à
vocar respostas diferentes daqueles elementos. escuridão, razão pela qual a diferença entre as
máximas e as mínimas temperaturas (amplitude) ocorrência de alta insolação durante
A influência da latitude todo o ano.
é enorme.
A Terra recebe, diariamente, a radiação solar. A distância do mar influencia a temperatura do ar. ( ) Move-se em relação ao Equador
Esta, por sua vez, atinge a porção do planeta que Em função das características peculiares verifica- geográfico, devido à alternância das
está voltada para o Sol. A forma esférica (geóide) das entre os corpos sólidos (continentes) e os
da superfície provoca uma diferenciação na re- corpos hídricos, o período verificado entre as má- estações nos hemisférios e à ação de
cepção da energia solar. Na parte central do pla- ximas e as mínimas temperaturas é diferente. deslocamento das altas pressões
neta, onde a latitude é menor, verifica-se uma Chega a ser de um mês nos continentes e dois subtropicais.
concentração maior dessa energia em função da meses nos oceanos. Isso quer dizer que, na mu- A seqüência correta é
incidência vertical dos raios. Para além dos trópi- dança de estação do ano, as médias térmicas de-
cos, os raios incidem de forma oblíqua. Como sabam naqueles locais que estão mais para o in- a) V - F - F - V.
conseqüência, nas baixas latitudes, as médias terior dos continentes. Já os localizados ao longo b) V - V - F - F.
térmicas apresentadas por essas regiões são do litoral permanecem mais estáveis. Isso nos c) F - V - V - F.
mais altas. Nos pólos, ao contrário, as temperatu- ajuda a compreender o efeito continentalidade e
ras são muito baixas. o efeito maritimidade. d) F - V - F - V.
A influência da altitude A umidade atmosférica e) F - F - V - V.
A altitude corresponde à altura de um lugar na A umidade presente no ar é um dos componentes 02. (PUC-MG) A variabilidade do balanço radia-
superfície terrestre em relação ao nível do mar. É primordiais na caracterização das condições me-
por essa razão que podemos perceber as irregu-
tivo terrestre determina a ocorrência de
teorológicas e do clima. Na atmosfera, representa
laridades na superfície do nosso planeta. Aconte- cerca de 2% da sua massa e apenas 4% do seu vo- variações sazonais de elementos climáticos,
ce que, nas áreas mais baixas (altitude menor), a lume. A quantidade presente na atmosfera varia de como temperatura e precipitação, dentre ou-
camada atmosférica sobre essas regiões é mais lugar para lugar e ao longo do tempo (dia, mês ou tros. Tais variações podem ser acentuadas
espessa. O mesmo não se dá nas áreas mais al- estação do ano). Pode estar completamente
tas (maior altitude), onde o ar é rarefeito. A radia-
ou reduzidas através da interação com as
ausente nas áreas quentes e áridas e fartamente na
ção ultravioleta do Sol atravessa a atmosfera e região equatorial. É um fator decisivo para a atividades antrópicas e seus produtos.
atinge a superfície da Terra. Quando aquece, a ocorrência das precipitações e da condensação. Constituem fenômenos atmosféricos que
superfície terrestre passa a irradiar calor (infraver- Ela desempenha um papel de regulador térmico podem ser modificados pela interação com
melho) para a atmosfera. O calor se difunde na no sistema Terra-atmosfera, pois absorve tanto a
atmosfera através das moléculas dos gases, das
as atividades humanas, EXCETO:
radiação solar quanto a terrestre. A água é trans-
partículas sólidas em suspensão (poeira, grãos ferida da superfície do planeta para a atmosfera a) inversão térmica
de pólen etc.) e da água. Portanto, onde a con- pelo aumento da temperatura. Ela evapora dos b) ilha de calor
centração (densidade) desses fatores for maior, a solos, dos rios, dos lagos e dos mares. A vege-
temperatura do ar atmosférico também será c) radiação solar
tação é outro importante mecanismo que libera
maior. Os locais mais baixos são os que melhor água para a atmosfera através de seu processo de d) efeito estufa
apresentam essas condições. Conclui-se que al- transpiração.
titude e temperatura do ar são grandezas inversa- 03. (UFPE) Sobre a circulação atmosférica da
As precipitações
mente proporcionais. Importante ressaltar que América do Sul, é correto afirmar que:
essas circunstâncias são válidas para a baixa ca- Precipitação é qualquer deposição em forma lí-
mada atmosférica (Troposfera), onde ocorrem os quida ou sólida e derivada da atmosfera. Elas po- ( ) essa parte do planeta é atingida pelos
fenômenos climáticos. As regiões de maior altitu- dem ser superficiais, como a geada, o orvalho e anticiclones tropicais do Atlântico e do
de vão apresentar climas com médias térmicas a neblina. Esse tipo de precipitação ocorre em Pacífico, além dos anticiclones
mais baixas. Os locais cuja altitude for mais próxi- função do comportamento térmico da superfície.
migratórios polares.
ma do nível do mar apresentam temperaturas Já a chuva, a neve e o granizo, por não depen-
mais altas. derem basicamente do comportamento térmico ( ) nos ventos alísios, que agem sobre o
da superfície do planeta, são considerados não- continente sul-americano, a temperatura
A influência dos continentes e dos oceanos
superficiais. Entre as formas de precipitações, as aumenta da base para o topo, conse-
A distribuição dos continentes e dos oceanos pluviométricas são destaques, o tipo convectivo,
exerce influência decisiva sobre a temperatura. “A qüentemente, diminui a umidade numa
o ciclônico (frontal) e o orográfico.
terra (continente) e a água apresentam diferentes Na precipitação do tipo convectivo, o fator desen- proporção direta.
propriedades térmicas e reagem de modo dife- cadeador é a ascensão do ar quente. É um tipo ( ) a ação da massa de ar Equatorial Conti-
rente à insolação. A água se aquece e se resfria de chuva muito intensa, com trovoadas e de du- nental provoca, no Nordeste brasileiro,
mais lentamente que o solo. Assim, enquanto a ração mais curta que outros tipos de precipita-
água tem tendência de armazenar o calor que tempo estável e semi-aridez.
ções. As do tipo ciclônica são provocadas pelo
recebe, a terra, por outro lado, rapidamente o contato das massas de ar frias com as quentes. ( ) do Anticiclone semifixo existente entre a
devolve à atmosfera” (AYOADE, J. O. Introdução à O ar mais quente é forçado à ascensão vertical. África e o Brasil, partem ventos alísios do
climatologia para os trópicos. Bertrand, São As chuvas são menos intensas, porém mais de- sudeste, que atingem a costa oriental do
Paulo, p. 29). Como, no planeta, os continentes e moradas. À medida que a depressão desloca-se,
as águas oceânicas estão desigualmente distri- país.
afeta outras áreas. A precipitação orográfica (de
buídos pelos hemisférios Norte (terras) e Sul relevo) é provocada pelo deslocamento do ar ( ) durante o inverno, no Centro-Oeste
(águas), as amplitudes e as médias térmicas úmido sobre o terreno inclinado. Evidentemente, brasileiro, a entrada da Frente Polar
serão diferentes. No hemisfério Norte, as médias essas chuvas dependem da posição da monta- Atlântica ocasiona mudanças na direção
térmicas no verão atingem os 22,4 °C, enquanto nha em relação aos ventos, da sua altitude e das
que, no Sul, chegam apenas aos 17,1 °C. No dos ventos e no quadro térmico.
condições atmosféricas.
inverno do hemisfério Norte, as mínimas térmicas

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As correntes marítimas
Os oceanos e a atmosfera, permanentemente,
trocam energia e matéria entre si. Nos oceanos,
existe a circulação de porções de águas entre os
pólos e o Equador. Esse deslocamento afeta as
regiões costeiras. Do Equador para os pólos,
deslocam-se verdadeiros rios de água quente.
A distribuição das chuvas pelo planeta é bastante Essas correntes quentes levam o excesso de
irregular. Elas podem variar de lugar para lugar e
calor de suas regiões de origem para as mais
até no mesmo lugar de acordo com as estações
do ano. Ocorrem em maior quantidade no mar do frias. Aumentam o volume de evaporação,
01. (PUC-PR) Analise as afirmativas a seguir, que que sobre os continentes. São abundantes no tornando as regiões litorâneas mais úmidas.
contêm aplicações práticas dos principais Equador e moderadas nas médias latitudes. As Quando uma corrente quente chega aos lugares
fatores climáticos. zonas polares e as subtropicais são relativamen-
de maior latitude, diminui-se o rigor climático no
te mais secas. Na altura dos trópicos, são mais
I. Regiões situadas em altas latitudes rece- freqüentes na costa oriental dos continentes e es- inverno.
bem maior quantidade e intensidade de cassas do lado ocidental. Nas vertentes voltadas As correntes frias, por sua vez, partindo dos pó-
radiações solares, devido à inclinação da para o mar (barlavento), ocorrem maiores índices los, contribuem para que as zonas de baixas lati-
Terra, e por isso são as mais quentes do do que naquelas voltadas para o interior (sota-
globo. vento). Chove mais nas áreas próximas ao mar tudes não sejam mais quentes do que realmente
II. A altitude compensa a latitude, principal- do que naquelas mais interiorizadas. são. Entretanto tornam os litorais mais secos em
mente em função da menor quantidade de função da baixa quantidade de evaporação. Es-
moléculas de oxigênio para reter o calor, sas águas comportam grandes cardumes de pei-
assim o ar rarefeito das altas montanhas é xes, tornando-as importantes áreas de pesca.
muito frio em qualquer latitude.
Os tipos climáticos
III. Correntes marítimas frias, ao passar nas
proximidades de litorais, contribuem para Glacial ou polar: é o clima das regiões polares.
o surgimento de desertos, já que a massa Caracteriza-se por apresentar temperaturas
de ar sobre elas é mais seca e dificulta a muito baixas, com médias térmicas em torno de -
chegada de massas úmidas ao 35°C, no inverno, e máximas de 10°C, no verão.
continente, como ocorre, por exemplo, na A circulação das massas de ar Temperado: ocorre na Europa, na América do
relação entre a Corrente de Humboldt e o “A atmosfera está constantemente em movimen-
deserto do Atacama. Norte, em partes da Ásia, no sul da América do
to. O movimento atmosférico é a soma de dois
IV. A continentalidade faz com que a amplitu- principais componentes – o movimento em rela- Sul, na Nova Zelândia e em parte da Austrália.
de térmica seja menor, devido ao fato de ção à superfície da Terra (isto é, o vento) e o mo- Apresenta as estações bem definidas e a queda
que o continente tende a aquecer-se e vimento em conjunto com a Terra, ao girar em de neve no inverno. A distância ou a proximidade
resfriar-se mais lentamente do que o mar. torno de seu eixo” (AYOADE, J. O. Introdução à do mar explicam os subtipos: Temperado Oceâ-
Por isso, o hemisfério norte, que tem mais climatologia para os trópicos. Bertrand, São
Paulo, p. 72). O movimento de rotação da Terra nico, Temperado Continental e Temperado Medi-
terras do que água, possui temperaturas
em conjunto com a atmosfera influencia a terrâneo.
menos extremas do que o hemisfério sul.
direção dos ventos sobre a superfície do planeta. Tropical: clima quente com alguns subtipos: Tro-
V. O relevo influencia no clima ao criar barrei-
No hemisfério norte, há deflexão desses ventos pical típico (duas estações bem definidas – verão
ras naturais ou corredores para o trânsito para a direita. No hemisfério sul, a deflexão
das massas de ar. A disposição das mon- ocorre para a esquerda. Por outro lado, o chuvoso e inverno seco. Ocorre no Brasil central
tanhas na Ásia, por exemplo, facilita a che- movimento em relação à superfície terrestre e em grande parte da África); Equatorial (clima
gada das massas frias do pólo norte até a dimensiona a movimentação horizontal e a das áreas próximas do Equador: Amazônia,
região equatorial, ao contrário da América, movimentação vertical do ar. África e Indonésia. É muito quente, baixas
onde as barreiras naturais do relevo difi- Massas de ar são grandes porções de ar que
costumam originar-se em áreas extensas e amplitudes térmicas e chuvas abundantes na
cultam tal trânsito.
homogêneas, como as planícies, os oceanos e maior parte do ano); Tropical de Monções (clima
Está correta ou estão corretas somente: os desertos. Em seu processo de formação, ad- do Sul e do Sudeste da Ásia. Caracteriza-se pelas
a) apenas II e III. b) I, III, IV e V. c) apenas II. quirem as características da área de origem
chuvas torrenciais de verão e estiagem no
d) I, II, III e V. e) apenas I e IV. (umidade e temperatura). Assim, elas podem ser
frias e úmidas, frias e secas, quentes e úmidas e inverno); Tropical de Altitude (apresenta
02. (UFMS) Caracteriza-se pelo pequeno índice quentes e secas etc. Ao se deslocar, as massas temperaturas médias menos elevadas, devido ao
de pluviosidade, abaixo de 250 mm anuais, e de ar levam consigo as características de origem, fator altitude).
pela sua irregularidade. Apresenta as maio- que vão influenciar as áreas sobre as quais elas
Desértico: apresenta pequena quantidade de
se estão deslocando. Além disso, podem perder
res amplitudes térmicas diárias, em geral su- chuvas e grande amplitude térmica. Ocorre tanto
as características das áreas de origem e adquirir
periores a 40 °C, não possui médias mensais as características das áreas sobre as quais se em áreas tropicais como em áreas temperadas:
abaixo de 0 °C. Seus rios são temporários. deslocam. norte da África (Saara), no Oriente Médio (Ne-
Essa descrição se refere ao domínio
climático guev), oeste dos EUA e norte do México
(Sonora), litoral do Chile e do Peru (Atacama),
a) dos desertos frios glaciais.
b) do Mediterrâneo. Austrália (Gibson), sudoeste da África (Kalahari) e
c) dos desertos quentes. noroeste da Índia (Tar).
d) das altas montanhas. Montanha: não está restrito a uma zona climáti-
e) das altas montanhas equatoriais. ca. É ligado às grandes altitudes das cadeias
03. (UFPE) Os dados climáticos mostram que, montanhosas, como os Andes, o Himalaia, as
aproximadamente, um terço das terras emer- Rochosas e os Alpes. Caracteriza-se pelo frio e
sas do planeta apresenta ambientes desérti- pela presença de neves eternas.
cos. Esses ambientes possuem as seguintes Climas de transição: Subtropical (encontrado
características, EXCETO: nas áreas de transição dos tropicais para os tem-
a) drenagem sazonal intermitente. perados. Chuvas bem distribuídas, aumento da
b) solos rasos e pedregosos sujeitos à
amplitude térmica e estações do ano bem defini-
salinização.
das. Ocorre no sul do Brasil); Semi-Árido (encon-
c) a evapotranspiração potencial anual é igual ou
inferior à precipitação ocorrida durante o ano. trado tanto em regiões tropicais - Sertão nordes-
d) vegetação composta de espécies xerófilas. Fonte: AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os tino – como em áreas temperadas – Patagônia,
e) ocorrência de uma porção nuclear muito árida trópicos. Bertrand, São Paulo, p. 101. na Argentina. Apresenta chuvas escassas e mal
e uma área periférica menos seca. distribuídas durante o ano).

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Resolução de Sistemas Normais

Matemática Regra de Cramer


Todo sistema normal tem uma única solução dada
por: Xi = Dxi /D, em que i pertence a {1, 2, 3, ...,
Professor CLICIO Freire n}, D= detA é o determinante da matriz
incompleta, associada ao sistema, e D xi é o
determinante obtido pela substituição, na matriz
Aula 94 incompleta, da coluna i pela coluna formada
pelos termos independentes. Ex.
Sistemas lineares
Equação Linear
Equação linear é toda equação da forma ax + by
= c, onde a e b são os coeficientes, e c é o termo
independente. Toda equação linear ax + by = c, Solução: 01. A soma dos quadrados das soluções do
M=n=3
com a ≠ 0 ou b ≠ 0, admite infinitas soluções.
sistema é:
Exemplos de equações lineares:
2x1+3x2 =7 (variáveis ou incógnitas x1 e x2, coe- a) 34 b) 16 c) 4
ficientes 2 e 3, e termo independente 7)
Exemplo 01. Resolva o seguinte sistema usando d) 64 e) 25
3x + 5y = 5 (variáveis ou incógnitas x e y, coe-
a regra de Cramer:
ficientes 3 e 5, e termo independente 5) 02. (UFRN) A solução do sistema
x + 3y – 2z = 3
2x + 5y + z = 17 (variáveis ou incógnitas x, y e 2x – y + z = 12
z, coeficientes 2, 5 e 1, e termo independente 17) 4x + 3y – 5z = 6
–x1+3x2–7x3+x4 = 1 ( variáveis x1, x2, x3 e x4, coe- é:
ficientes –1, 3, –7, e ,1 e termo independente 1) Teremos:
2x + 3y + z – 5t = 0 (variáveis ou incógnitas x, y,
z e t, e termo independente nulo). a) (–2, 7, 1 ) b) ( 4 –3, 5 ) c) ( 0, 1, 5 )
Logo esse é um exemplo de equação linear ho- d) ( 2, 3, 1 ) e) ( 1, 2, 3 )
mogênea.
Exercícios resolvidos: 03. (UFRN) Se a, b, e c são as soluções
01. Se o termo ordenado (2, 5, p) é solução da
equação linear 6x – 7y + 2z = 5, qual o valor de p? do sistema , então a . b. c
Solução: Teremos, por simples substituição, ob-
servando que x = 2, y = 5 e z = p, 6.2 –7.5 + 2.p
= 5. Logo 12 - 35 + 2p = 5. Daí vem, imediata- vale:
mente, que 2p = 28 e, portanto, p = 14. a) 60 b) 70 c) 80
02. Escreva a solução genérica para a equação d) 90 e) 100
linear 5x – 2y + z = 14, sabendo que o termo or- Portanto, pela regra de Cramer, teremos:
denado (a , b , g ) é solução.
x1 = Dx1 / D= 120 / 24= 5
04. (ITA–SP) Se então
Solução: Podemos escrever: 5a – 2b + g = 14. temos:
Daí, tiramos: g = 14 – 5a + 2b . Portanto a solu- x2 = Dx2 / D= 48 / 24= 2
ção genérica será o termo ordenado (a, b, 14 – 5a x3 = Dx3 / D= 96 / 24= 4 a) y = 1/5 b) x = –1/65 c) y = -2/65
+ 2b). Logo o conjunto solução do sistema dado é d) y = 4 e) y = 3
Observe que, arbitrando-se os valores para a e b, S = { (5, 2, 4) }.
a terceira variável ficará determinada em função
desses valores. Por exemplo, fazendo-se a = 1, b
02. Resolva o sistema pela regra de Cramer: 05. Dado o sistema , podemos
= 3, teremos g = 14 – 5a + 2b = 14 – 5.1 + 2.3
= 15, ou seja, o termo (1, 3, 15) é solução, e, afirmar que x . y . z é:
assim, sucessivamente. Verificamos, pois, que
existem infinitas soluções para a equação linear Solução: a) –4 b) –30 c) –15
dada, sendo o termo ordenado (a , b , 14 – 5a + Admitindo 3z + 2 ≠ 0 e 2x +y ≠ 0, temos: d) 30 e) 15
2b ) a solução genérica.
06. Sendo a ≠ 1 o valor de y – x no sistema,
03. Dada a equação 3x – 2y = 5, determinar a
para que a dupla (–1, a) seja solução da é:
equação.
Então, resulta o seguinte sistema:
Solução: a) 1 b) –1 c) 0
x = –1 3(–1) – 2α = 5 d) a e) 1–a
(–1, α ) ⇒ ⇒ 3 – 2α = 5
y=α – 2α = 8 07. Sendo |a| ≠ |b|, o par (x, y) solução do
α = –4
Resposta: α = –4 sistema é:
Sistema Linear
O sistema de duas equações lineares simultâ- a) (a, b ) b) (–b, a ) *c) (a, –b )
neas, nas incógnitas x e y, é um conjunto de duas d) (b, a ) e) (–b, –a )
equações lineares simultâneas em x e y:
08. (CESGRANRIO ) Resolvendo o sistema

, vemos que x + 2y + 3z vale:


Considerando o par (x ; y): (α; β) é solução de
(S)=
a) 22 b) 18 c) 12
(S) pode ser possível e determinado (solução d) 11 e) 6
única), possível e indeterminado (infinitas solu-
ções) ou impossível (não existem soluções). Ex. Notemos que 3z + 2 = 9/4 + 2 ≠ 0 e 2x +y = 3 09. (MACK–SP ) Os valores de x , y e z
+ (–5/4) ≠ 0 .
admite para solução apenas A solução do sistema é (3/2,–5/4, 3/3).
solução do sistema
03. Resolva o sistema
o par (3; 4), logo S é possível e determinado.
formam, nessa ordem, uma PA de razão 1.
O valor de a é:
Dividindo os membros da segunda equação por
–3, obtemos o par ordenado (α; α–1). R é solução Solução: cálculo do determinante da matriz a) 0 b) 10 c) 50
de (S). Logo S é possível e indeterminado. com a incompleta. d) 55 e) 60

não pode ter valores diferentes de 3 e 10. Portanto


S é impossível.

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Calculo do determinante das incógnitas.

O sistema está escalonado. Como m = n e a úl-


tima equação –2z = – 6 tem solução única, o sis-
tema é possível e determinado.
Exemplo:
Seja o sistema de equações lineares:
x + 3y - 2z = 3 .Equação 1
2x – y + z = 12 Equação 2
4x + 3y – 5z = 6 .Equação 3
Solução:
1. Aplicando a transformação T1, permutando as
Cálculo das incógnitas. posições das equações 1 e 2, vem:
01. O valor de x/y no sistema é: 2x .–...y + z = 12
a) 1 x ..+ 3y - 2z = 3
b) 2 4x + 3y - 5z = 6
c) 3 2. Multiplicando ambos os membros da equação
2 por (–2) – uso da transformação T2 – somando
d) 4
O sistema é possível e determinado o resultado obtido com a equação 1 e substituin-
e) 6 Resposta : S = { (2, –1, 0)} do a equação 2 pelo resultado obtido – uso da
Sistemas Equivalentes transformação T3 - vem:
02. O valor de no sistema
2x – ..y + z = 12
São equivalentes quando possuem o mesmo .....– 7y + 5z = 6
, é: conjunto solução. Trocando as equações de 4x + 3y – 5z = 6
posição, obtemos outro sistema equivalente. Ex.
3. Multiplicando ambos os membros da equação
1 por (–2), somando o resultado obtido com a
equação 3 e substituindo a equação 3 pela nova
a) 1
Multiplicando uma ou mais equações por um nú- equação obtida, vem:
b) 2 2x – ..y + ..z = ...12
mero k, obtemos um sistema equivalente ao
c) 3 .....– 7y + 5z = ....6
d) 4 anterior. Ex. multiplicando a ........5y – 7z = –18
e) –2 4. Multiplicando a segunda equação acima por
5 e a terceira por 7, vem:
03. O valor de x + y + z no sistema equação II por 3 S1~S2 2x –.....y + ....z =....12
.....– 35y +25z =... 30
é: Adicionando o produto de outra equação a uma .......35y – 49z = –126
das equações desse mesmo sistema por um
5. Somando a segunda equação acima com a
determinado número, obtemos um sistema terceira, e substituindo a terceira pelo resultado
a) 0 b) 1 c) 2 equivalente ao anterior. Ex. obtido, vem:
d) 3 e) 4 2x – .....y + ....z = ..12
04. O valor de x2 + y2 + z2 no sistema .....– 35y + 25z = ..30
e substituindo a equação II pela soma do produto ...............– 24z = –96
é: de I por –1 com II, obtemos: 6. Do sistema acima, tiramos imediatamente que:
z = (-96) / (-24) = 4, ou seja, z = 4.
Como conhecemos agora o valor de z, fica fácil
a) 29 achar os valores das outras incógnitas:
Teremos: - 35y + 25(4) = 30 \ y = 2.
b) 11
S1~S2, pois (x, y) = (2, 1) é solução de ambos Analogamente, substituindo os valores conheci-
c) 20 os sistemas. dos de y e z na primeira equação acima, fica:
d) 25 2x – 2 + 4 = 12 \ x = 5.
Sistemas Escalonados
e) 13 Portanto x = 5, y = 2 e z = 4 constitui a solução do
Para escalonar um sistema, fixamos como primei- sistema dado. Podemos, então, escrever que o
05. O valor de no sistema é: ra equação uma das que possuem o coeficiente conjunto solução S do sistema dado é o conjunto
da primeira incógnita diferente de zero. Utilizando unitário formado por um termo ordenado (5,2,4):
a) 7 as propriedades de sistemas equivalentes, anula- S = { (5, 2, 4) }
b) 1/2 mos todos os coeficientes da primeira incógnita Verificação: Substituindo os valores de x, y e z
c) 1 das demais equações. Anulamos todos os coefici- no sistema original, teremos:
d) –7 entes da segunda incógnita a partir da terceira 5 + 3(2) – 2(4) = 3
e) –1 equação. Repetimos o processo com as demais 2(5) – (2) + (4) = 12
incógnitas, até que o sistema se torne escalona- 4(5) + 3(2) – 5(4) = 6
06. O valor de x + y + z no sistema do. Ex. o que comprova que o termo ordenado (5,4,3) é
solução do sistema dado.
7. Discuta o sistema abaixo:
é:

a) 0 *b) 1 c) 2 Trocamos de posição a primeira equação com a


d) -1 e) -2 segunda equação, de modo que o primeiro coe- Solução:
ficiente de x seja igual a 1:
I. Se , pelo teorema de Cramer,
07. (FUVEST–SP ) Se , então x é
o sistema tem solução única. Se D = 0, o sistema
igual a: poderá ser indeterminado ou impossível. Exami-
a) 27 b) 3 c) 0 nemos este caso.
anulamos todos os coeficientes da primeira
d) -2 e) 4
incógnita a partir da segunda equação, aplicando
as propriedades dos sistemas equivalentes.
08. (FUVEST–SP ) Se , então x + II. Se a = -2, o sistema fica:
y + z é igual a:
a) –2
b) –1 então, se:
c) 0 b – 4 = 0 ⇒ sistema possível indeterminado
d) 1 b – 4 ≠ 0 ⇒ sistema impossível
III. Resumindo, temos:
e) 2
a≠0 ⇒ sistema possível determinado
Anulamos os coeficientes da segunda incógnita a a = – 2 e b = 4 ⇒ sistema possível indeterminado
partir da terceira equação. a = –2 e b 4 ⇒ sistema impossível

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a) Intensidade física (I) – Dada pelo quociente

Física entre a quantidade de energia (E) que atraves-


sa uma unidade de área (S) da superfície per-
pendicular à direção de propagação, na unida-
Professor Carlos Jennings de de tempo:

Aula 95

Acústica

01. Uma onda sonora propaga-se no ar com


Fig. 02 uma velocidade de 340m/s e possui com-
E E P primento de onda igual a 40cm. É correto
I = ––––– , como ––––=P(potência), temos I=––
S.Δt Δt S afirmar que sua freqüência vale:
A unidade (SI) de intensidade física é J/m2.s ou
a) 3.400Hz b) 1.700Hz
W/m2.
O menor valor da intensidade física audível (li- c) 850Hz d) 340Hz e) 40Hz
miar de audibilidade) vale: Io = 10-12 W/m2. O
02. (Uneb-BA) A comunicação entre os seres
maior valor da intensidade física suportável (li-
miar da dor) vale: Imáx = 10° W/m2 = 1,0 humanos ocorre, sobretudo, através da fa-
Fig. 01 – A Acústica estuda as propriedades das ondas W/m2. la, e os sons são vibrações elásticas que se
sonoras. b) Intensidade auditiva ( β )– Dada pela no ar com velocidade em torno de 340m/s.
l l
As ondas sonoras são de natureza mecânica, de expressão: β = log ––– ou 10β = ––– Se as ondas sonoras emitidas por um ho-
tipo longitudinal e classificadas como tridimen- lo lo
mem e uma mulher que falam se
sionais. Não se propagam no vácuo (por isso, o A unidade (SI) de nível sonoro é o bel (B), mas
vácuo é o melhor isolante acústico que se conhe- a unidade mais usada é o decibel (dB): 1dB = propagam no ar, com freqüências,
ce). 0,1B. respectivamente ,iguais a 100Hz e 250Hz,
Infra-som e Ultra-som – O ser humano é capaz Timbre – Relaciona-se com a forma de onda do então o homem:
de captar freqüências sonoras que vão de 20Hz som, permitindo diferenciar dois sons de mesma
a) e a mulher emitem ondas mecânicas trans-
a 20.000Hz. Uma onda com freqüência inferior a altura e mesma intensidade emitidos por fontes
20Hz é chamada infra-som; superior a 20.000Hz, diferentes. Por exemplo, é pelo timbre que se versais;
ultra-som. Alguns animais, como os morcegos e diferencia uma mesma nota musical emitida por b) e a mulher emitem ondas sonoras de mesmo
os cachorros, são capazes de perceber os ultra- um piano e por um violão. período;
sons.
c) e a mulher emitem ondas sonoras de mesmo
Velocidade do som – As maiores velocidades de Arapuca
propagação do som ocorrem nos sólidos; as me- comprimento de onda;
Sabendo-se que a intensidade sonora a que está
nores, nos gases. d) emite som mais grave que o emitido pela mu-
submetido um operador de britadeira é 10-2W/m2,
A temperatura praticamente não influi na veloci- determine o nível sonoro que esse trabalhador lher;
dade do som nos sólidos e líquidos. Mas, nos ga- experimenta. Considere Io = 10-12 W/m2. e) emite som mais agudo que o emitido pela
ses, a velocidade do som é diretamente propor-
Solução: mulher.
cional à raiz quadrada da temperatura absoluta
Io = 10–12W/m2; I=10–2W/m2
do gás, conforme a Fórmula de Laplace: 03. Ouvem-se 5 batimentos por segundo quan-
I 10–2
, onde k é uma constante que depende 10β = ––– ∴ 10β= ––––– ∴ 10β=1010 do uma fonte sonora de freqüência de
da natureza do gás; T é a temperatura absoluta lo 10–12
(kelvin) do gás. β=10B = 100dB 1000Hz vibra nas proximidades de outra
A exposição a ruídos acima de 85 dB, por 8 horas fonte de freqüência menor. Qual é a fre-
diárias, começa a produzir perdas auditivas.
Aplicação qüência da outra fonte?
Propriedades das ondas sonoras
A 0°C, a velocidade de propagação do som no ar
As ondas sonoras apresentam as mesmas pro- 04. Um objeto pode ser detectado fazendo-se
é 331m/s. Qual será essa velocidade à
temperatura de 37°C? priedades dos demais tipos de ondas: reflexão, incidir ondas sobre ele, com um sonar ou
refração, difração e interferência. com um radar, desde que o objeto seja
Solução:
T1 = 0°C = 273K; v1 = 331m/s; T2 = 37°C = Reflexão do som – Pode dar origem ao reforço, maior que o comprimento de onda das on-
311K à reverberação ou ao eco.
das incidentes. Os morcegos podem
Pela Fórmula de Laplace: a) Reforço – Se o obstáculo que reflete o som es-
tiver muito próximo, o som direto e o som refle-
detectar ondas ultra-sônicas de 100kHz,
tido chegam ao ouvido quase ao mesmo tem- por meio das quais detectam objetos tão
po. O ouvinte tem a sensação de um som mais pequenos quanto os insetos. Sendo a velo-
Dividindo-se (I) por (II): forte. O reforço ocorre quando o intervalo de
cidade do ultra-som no ar igual a 340m/s, o
tempo entre a chegada do som direto e do re-
fletido é praticamente nula. tamanho mínimo que os morcegos podem
b) Reverberação – Se o obstáculo que reflete o detectar, em cm, é:
som estiver mais afastado, o som refletido che- a) 34 b) 3,4
Qualidade do som ga ao ouvido quando o som direto estiver
c) 0,34 d) 1,7 e) 17
extinguindo-se, produzindo uma espécie de
Altura – Permite diferenciar um som grave de um continuação deste. A reverberação ocorre
som agudo. A altura do som depende apenas de
05. O som propaga-se na água com
quando o intervalo de tempo entre a chegada
sua freqüência: som alto = som de alta freqüên- do som direto e do refletido é pouco menor
velocidade de 1450m/s. Nesse meio, qual
cia = som agudo; som baixo = som de baixa fre- que 0,1s. deve ser a distância entre uma pessoa e o
qüência = som grave.
c) Eco – Se o som refletido é recebido pelo ouvi- obstáculo refletor para que ela possa ouvir
Intensidade – Permite diferenciar um som forte
do depois que o som direto já se extinguiu, o o eco?
de um som fraco. A intensidade do som depende
ouvinte percebe dois sons distintos. O eco
da energia que a onda transporta. Um som de alta a) 145m b) 72,5m
ocorre quando o intervalo de tempo entre a
intensidade é forte; um som de baixa intensidade
chegada do som direto e a do som refletido é c) 80,5m d) 100m e) 102,5m
é fraco.

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superior a 0,1s. O ouvinte só percebe o eco se


estiver a mais de 17 metros do obstáculo. Veja: Aplicação
ΔS ΔS
v= –––– ∴ Δt=–––– Determine a freqüência dos batimentos gerados
Δt v
Sendo v = 340m/s e ΔS = 2x (ida e volta), e pela interferência de uma onda sonora de
ΔS 1000Hz com outra de 1005Hz.
como Δt > 0,1, então ––––> 0,1.
v Solução:
2x fb = f2 – f1
–––– > 0,1, logo x > 17m
340 fb = 1005 – 1000
Refração do som – Ocorre quando uma onda so- fb = 5Hz
01. O gráfico da figura indica, no eixo das or- nora produzida em um meio passa para outro em O ouvido humano distingue batimentos até uma
que sua velocidade é diferente. Nesse caso, a fre- freqüência aproximadamente igual a 7Hz; acima
denadas, a intensidade I de uma fonte so- qüência do som permanece a mesma, modifican-
nora, em watts por metro quadrado disso, o som é trepidante, produzindo sensação
do-se o seu comprimento de onda.
(W/m2), ao lado do correspondente nível Difração do som – Propriedade pela qual o som
de desconforto.
de intensidade sonora β, em decibéis pode contornar obstáculos com dimensões de Efeito Doppler – Quando a fonte sonora e o re-
(dB), percebido, em média, pelo ser até 20 metros. ceptor estão movendo-se um em relação ao ou-
humano. No eixo das abscissas, em Interferência do som – Considere duas fontes tro, a freqüência percebida pelo receptor não é a
escala logarítmica, estão representadas sonoras F1 e F2 , emitindo, em fase, ondas de mesma freqüência da fonte. Quando eles se
as freqüências do som emitido. A linha mesma amplitude e de mesmo comprimento de
onda. aproximam um do outro, a freqüência percebida
superior indica o limiar da dor – acima é maior que a da fonte; quando os dois se
dessa linha, o som causa dor e pode afastam, a freqüência observada é menor que a
provocar danos ao sistema auditivo das da fonte. O som da sirene de uma ambulância,
pessoas. A linha inferior mostra o limiar da por exemplo, possui altura sonora maior quando
audição – abaixo dessa linha, a maioria
a ambulância se aproxima do observador, e
das pessoas não consegue ouvir o som
menor, quando a ambulância se afasta. Esse
emitido.
fenômeno é chamado Efeito Doppler.
Fig. 03
Sendo f a freqüência real emitida pela fonte, vf a
No ponto X, onde há uma superposição das
ondas, podemos ter uma interferência construtiva velocidade da fonte, vo a velocidade do observa-
(som mais forte) se a diferença entre as distâncias dor e vs a velocidade do som, a freqüência fr ou-
que separam as fontes do ponto X for um número vida pelo observador será:
par de meio comprimento de onda:
––– –––– λ v S ± vo
F1X – F2X= n –––, onde n’ = 0, 2, 4, 6... fr = f –––––––
2 vS ± v1
Suponha que você assessore o prefeito de
A interferência destrutiva (som fraco ou nulo) se a Para a utilizar essa fórmula, adote a seguinte con-
sua cidade para questões ambientais. diferença entre as distâncias que separam as fon-
venção de sinais:
a) Qual o nível de intensidade máximo que po- tes do ponto X for um número ímpar de meio
de ser tolerado pela municipalidade? Que comprimento de onda:
––– –––– λ
faixa de freqüências você recomenda que
F1X – F2X= n’–––, , onde n = 1, 3, 5, 7...
ele utilize para dar avisos sonoros que sejam 2
ouvidos pela maior parte da população?
b) A relação entre a intensidade sonora, I, em Aplicação
W/m2, e o nível de intensidade, β, em dB, é Duas fontes sonoras, F1 e F2, emitem ondas so-
β = 10.log (I/Io), em que Io= 10–12W/m2. noras em fase, com freqüência de 80Hz. Consi- Fig. 04
Qual a intensidade de um som, em W/m2, dere a velocidade do som no meio como sendo
num lugar onde o seu nível de intensidade é 320m/s. No ponto X, é colocado um receptor Aplicação
sensível a ondas sonoras. Esse receptor acusará
50dB?
um aumento ou uma diminuição na intensidade Uma ambulância passou por uma pessoa parada.
Consultando o gráfico, você confirma o resulta- sonora em relação à intensidade das fontes? A freqüência do som que ela ouviu caiu de
do que obteve?
1080Hz para 900Hz. Considerando a velocidade
02. (Fuvest) O som de um apito é analisado do som no ar 340m/s, determine a velocidade da
com o uso de um medidor que, em sua te- ambulância e a freqüência real da fonte.
la, visualiza o padrão apresentado na figu- Solução:
ra a seguir. O gráfico representa a varia-
Na aproximação:
ção da pressão que a onda sonora exerce
vS
sobre o medidor, em função do tempo, em fr = f –––––––
μs(⊥ μ s=10–6s). Analisando a tabela de in- Solução: vS – vf
tervalos de freqüências audíveis, por dife- v 320 340
λ = ––– ∴ λ = ––––– ∴ λ =4m 1080 = f –––––––
rentes seres vivos, conclui-se que esse 340 – vf
f 80
apito pode ser ouvido apenas por: ––– ––– λ No afastamento:
F1X – F2X= n ––– vS
2 fr = f –––––––
4 vS – vf
18 – 10= n ––– ∴ n=4 340
2 900 = f –––––––
340 + vf
Como n é par, a interferência é construtiva (em X,
o som será mais forte). Dividindo membro a membro:
1080 340 + vf
Batimento – Quando ocorre uma interferência ––––– = ––––––––– ∴ 1,2(340–vf ) = 340 + vf
sonora de ondas com freqüências ligeiramente 900 340 – vf
a) seres humanos e cachorros; diferentes, ouve-se um som de batimento, que é vf ≅ 30,9m/s
b) seres humanos e sapos; uma flutuação periódica da intensidade do som
A freqüência da fonte:
c) sapos, gatos e morcegos; resultante. A freqüência do batimento é dada
d) gatos e morcegos; pela diferença das freqüências dos sons que se 340
1080 = f ––––––––––
e) morcegos. superpõem: 340 – 30,9
fb = f2 – f1 (f2 > f1) f = 981,8Hz

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4. Na aula de ontem, o professor fez alusão

Português a Helena.
Crase facultativa porque Helena é nome
Professor João BATISTA Gomes não-especificado.
5. Aproveitei o feriado e fui ver a Gabriela, ir-
mã do Tenório.
Aula 96 Sem crase porque o verbo ver é transitivo
direto; função de “a Gabriela”: objeto
Crase II – Casos especiais
direto.
1. NOME PRÓPRIO GEOGRÁFICO 3. À MODA, À MANEIRA
Com nomes de lugar (cidade, estado, país, As expressões à moda, à maneira, desde
continente, planeta), o fenômeno da crase
que sejam locuções adverbiais, provocam o LOCUÇÕES ADVERBIAIS FEMININAS
acontece quando a palavra admite artigo a.
fenômeno da crase, mesmo estando suben- As locuções adverbiais femininas admitem crase
Teste prático – Para tirar dúvidas, faz-se o tendidas e antes de palavra masculina. naturalmente.
seguinte teste prático, usando os verbos vir
Exemplos comentados:
ou ser: à altura à prova d'água
a) Venho de ou venha da? 1. O jovem escritor tem estilo à Machado de à pura força às apalpadelas
b) Sou de ou sou da? Assis. à baila à beça
Crase correta porque o a com acento gra- à queima-roupa à beira (de)
Se o resultado for de, conclui-se que o nome
ve representa a expressão “à maneira”. àquela época à beira-rio
não admite artigo (portanto sem crase); se o
resultado for da, conclui-se que o nome 2. Ela escreve à Márcio Souza. à boca cheia à rédea curta
admite artigo (o fenômeno da crase pode Crase correta porque o a com acento gra- à boca pequena à brasileira (moda)
ocorrer). ve representa a expressão “à maneira”. à busca (de) à revelia (de)
à cabeceira (de) à risca
Observação – Se o nome da localidade vier 3. Ela escreve a Márcio Souza.
à caça (de) à cata (de)
especificado, a lógica é que admita artigo. Sem crase porque se pode entender que
às cegas à saúde de
Exemplos comentados: ele manda correspondência para Márcio às avessas à custa (de)
1. Nas férias, retornei a Itacoatiara. Souza. às carradas às carreiras
Sem crase porque Itacoatiara não admite 4. Quando sai à noite, ela veste-se à 1920, à direita (de) à disparada
artigo (sou de Itacoatiara). imitando alguma personagem da literatu- às centenas à disposição (de)
2. Nas férias, conheci a Bahia de Jorge ra. às cinco horas às claras
Amado. Crase correta porque o a com acento gra- à doida às costas
Sem crase porque, apesar de Bahia admi- ve representa a expressão “à maneira”. à moda (de) à escovinha
tir artigo (sou da Bahia), o verbo 5. Sempre admirei a maneira como ela se (cabelo)
conhecer não admite preposição. à escuta à espera (de)
veste.
3. Nas férias, fui à Bahia. à espreita (de) à esquerda (de)
Sem crase porque o verbo admirar é
Com crase porque Bahia admite natu-ral- à semelhança de à exceção de
transitivo direto; função da expressão “a
mente o artigo a (sou da Bahia). à falta de às escondidas
maneira”: objeto direto.
às escuras às favas
4. Ao anoitecer, chegamos a Manaus.
4. BIFE A CAVALO, À MILANESA às expensas de às gargalhadas
Sem crase porque Manaus não admite ar-
à feição (de) à fina força
tigo (sou de Manaus). Bife a cavalo – Sem crase porque não se po- à flor d'água às mancheias
5. Ao anoitecer, chegamos à Manaus da de entender que o bife seja “à moda cavalo”. à força (de) à frente (de)
Zona Franca. Bife à milanesa – Com crase porque se às margens de às mil maravilhas
Com crase porque a expressão “Manaus
pode entender “bife à moda de Milão”. às moscas à noite
da Zona Franca” admite artigo.
Bife à portuguesa – Com crase porque se à guisa (de) às ocultas
6. Meu maior desejo é visitar a Argentina. à imitação de à paisana
pode entender “bife à moda de Portugal”.
Sem crase porque, apesar de Argentina à instância de às segundas-feiras
admitir artigo (sou da Argentina), o verbo Bife à Camões – Com crase porque se pode
à solta à sombra (de)
visitar não admite preposição. entender “bife à maneira de Camões”. às ordens (de) às pencas
às porções às pressas
2. NOME DE MULHER 5. LOCUÇÕES FEMININAS (adverbiais,
à Luís XV à luz de
Para usar (ou não) crase com nome de mu- conjuntivas, prepositivas)
às rajadas à Machado de
lher, temos de considerar três condições: As locuções adverbiais, prepositivas e con- Assis
a) Pessoa determinada (íntima, familiar) – juntivas, desde que femininas, provocam o à maneira de à mão
Admite artigo e, por isso, o fenômeno da fenômeno da crase. às suas ordens à mão armada
crase pode acontecer. Sabemos se a Exemplos comentados: às tantas às tontas
pessoa é ou não de nosso convívio pelas às turras à marcha ré
informações contidas na frase. 1. Entrem e fiquem à vontade.
à margem (de) à superfície (de)
Função da expressão “à vontade”:
b) Pessoa não-especificada – Admite artigo à surdina à medida que
facultativamente; por isso, o uso da crase adjunto adverbial de modo.
à tarde à meia-noite
também é facultativo. 2. Sempre estivemos à espera de milagres. à mercê (de) à toa (sem rumo)
c) Nome histórico – Por não admitir artigo, Função da expressão “à espera de mila- à-toa (adjetivo) à míngua
não admite crase. gres”: adjunto adverbial de modo. à tona à traição
Exemplos comentados: 3. Com a crise, saímos à procura de empre- à moda (de) à última hora
go. à mostra à uma (=
1. Na reunião, fiz referência à Amélia, minha
Função da expressão “à procura de em- juntamente)
prima.
Com crase porque Amélia (nome deter- prego”: adjunto adverbial de modo. à uma hora à unha
minado) admite artigo. à vela à venda (estar, pôr)
4. Acirrou-se a procura por emprego.
2. Enderecei vários e-mails à Catiane, minha à paisana às vésperas (de)
Função da expressão “a procura por em-
noiva. às vezes à Virgem
prego”: sujeito.
Com crase porque Catiane (nome deter- Santíssima
minado) admite artigo. à porta (de) à vista (de)
6. PALAVRA OCULTA
3. Na aula de História, o professor fez alu- à prestação à primeira vista
são a Helena de Tróia. Entenda-se por palavra oculta aquela que à procura (de) à proporção que
Sem crase porque nome histórico não ad- está subentendida para evitar repetição des- à prova d'água à vossa espera
mite artigo. necessária.

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Exemplos comentados: Nesse caso, o fenômeno da crase é a fusão


1. Vou à igreja de Santo Amaro, depois à de de a (preposição) + a (primeira letra dos pro-
Santo Antônio. nomes demonstrativos).
Observe que a palavra igreja está suben- Exemplos comentados:
tendida antes da expressão “de Santo 1. Estou fazendo alusão àqueles que, em
Antônio”. Por isso, a crase é normal. eleições passadas, enganaram o povo.
2. Refiro-me à moça da esquerda, não à da A crase representa a fusão de a (prepo-si-
direita. ção exigida por alusão) + a (de aquele).
Observe que a palavra moça está suben- 2. Remeto esta mensagem àqueles que
tendida antes da expressão “da direita”. tudo perderam nas enchentes.
Por isso, a crase acontece. A crase representa a fusão de a (preposi-
Caiu no vestibular 3. O assunto vai da página 5 à 10. ção exigida por remeter) + a (de aqueles).
Note que a palavra página está suben-
tendida antes do número dez. Por isso, a 10. DEMONSTRATIVO “A”
01. (FGV) Observe a palavra sublinhada na
crase acontece. Os pronomes demonstrativos aquele(s),
frase: “A campanha de meus adversários
aquela(s) podem vir representados pelo mo-
interpõe-se à dos meus parceiros”. 7. CRASE COM PRONOMES RELATIVOS
nossílabo a(s). Quando isso se dá em sinto-
Assinale a alternativa que JUSTIFICA o Para usar crase com pronomes relativos,
nia com exigência da preposição a, a crase
uso do sinal de crase: temos de dividi-los em dois grupos:
acontece com naturalidade.
a) Que, quem, cujo, cuja, cujos, cujas –
a) Interpor-se rege preposição a e subenten- Exemplos comentados:
Jamais admitem crase porque não admi-
de-se um objeto indireto feminino.
tem artigo. 1. Não me refiro a você, mas à que chegou
b) Interpor-se rege preposição a e “dos meus
b) A qual, as quais – Admitem crase (porque atrasado.
parceiros” é masculino.
aceitam artigo) quando regidos por um A crase representa a fusão de a (preposi-
c) Interpor-se rege preposição a e subenten- verbo (ou substantivo) que exija a prepo- ção exigida pelo verbo referir-se) + a
de-se um objeto direto feminino. sição a. (demonstrativo que simboliza aquele).
d) Interpor-se rege preposição a e o objeto Exemplos comentados: 2. Na reunião, fez alusão às mulheres de
direto explícito é masculino.
1. Esta foi a única conclusão a que cheguei. hoje e às que lutaram pela igualdade no
e) Interpor-se é verbo intransitivo e “dos Sem crase porque o pronome relativo que passado.
meus parceiros” é adjunto masculino. não aceita artigo. A crase representa a fusão de a (preposi-
02. (FGV) Assinale a alternativa que preen- 2. Esta foi a única conclusão à qual cheguei. ção exigida pelo substantivo alusão) + as
che, de acordo com a norma culta, os es- Com crase porque o pronome relativo (que simboliza o demonstrativo aquelas).
qual aceita artigo.
paços da frase: 3. Esta blusa é semelhante à que você me
3. Esta foi a única solução a qual encontra- deu no Natal passado.
........ 23 anos ................. o golpe fatal no mos.
socialismo de Mitterrand. A crase representa a fusão de a (prepo-
Sem crase porque o verbo encontrar
sição exigida pelo adjetivo semelhante) +
a) A – aconteceu (transitivo direto) não exige preposição.
a (que simboliza o demonstrativo aquela).
b) Há – aconteceu 4. Estão aqui as provas a que nos referimos
c) À – acontecia no processo.
Dificuldades da Língua
d) Há – acontecia Sem crase porque o pronome relativo que
não aceita artigo. TOA, À TOA e À-TOA
e) A – acontecia
5. Estão aqui as provas às quais nos referi- 1. TOA
03. (FGV) Assinale a alternativa em que há mos no processo.
Toa é substantivo. Significa corda com que
ERRO no uso do acento indicativo de Com crase porque o pronome relativo qual
uma embarcação reboca outra que está à
crase. aceita artigo.
deriva.
a) O leitor dedicava-se à leitura de crônicas. 6. Ainda está em cartaz o filme a cuja parte
b) O cronista dava preferência às crônicas de final assisti. 2. À TOA
Sem crase porque o pronome relativo
estilo mais elaborado. À toa (com crase e sem hífen) é locução ad-
cuja não aceita artigo.
c) O cronista produzia seus textos à tardinha. verbial de modo. Significa:
d) O cronista deve estar atento às situações 8. CRASE E MUDANÇA DE SENTIDO a) Ao acaso; a esmo; à doida.
do cotidiano. Nos casos seguintes, a presença (ou ausên- Depois da separação, pus-me a viajar à
e) O texto da crônica lembrava-lhe à sua cia) da crase implica mudança de sentido. toa, sem me fixar em nenhum lugar.
infância. Não se trata, pois, ao pé da letra, de crase b) Sem razão, ou por motivo frívolo; irrefleti-
facultativa.
04. (FGV) Dentre as frases abaixo, a que damente; inutilmente.
1. Ele escreve à Luís Fernando Veríssimo. Quase sempre, ela briga com os filhos à
apresenta sinal indicador da crase inde-
Sentido: Ele escreve à maneira de Luís
vido é: toa, à toa.
Fernando Veríssimo.
a) Estas teses sobre a ilusão, à primeira vista, 2. Ele escreve a Luís Fernando Veríssimo. 3. À-TOA
nada acrescentam ao que já se lê nos estu- Sentido: Ele escreve para Luís Fernando À-toa (com crase e com hífen) é adjetivo.
dos antigos. Veríssimo (corresponde-se com ele). Significa:
b) À terapia convencional preferem os médi- 3. Ele sempre namorou às cegas. a) Impensado, irrefletido.
cos novas condutas que combatam as ilu- Sentido: Ele sempre namorou sem medir Fez um gesto à-toa, sem intenção de ferir
sões patológicas. conseqüências, adoidadamente.
ninguém.
c) Minha experiência revela que à ilusão não 4. Ele sempre namorou as cegas.
b) Sem préstimo; inútil; desprezível; fácil.
se pode combater senão com o tratamento Sentido: Ele sempre namorou mulheres
cegas. Depois da morte do pai, virou um indiví-
psicológico. duo à-toa.
d) A referência a doenças mentais ligadas às 9. CRASE COM DEMONSTRATIVOS Não quero importuná-lo com um proble-
ilusões marcou o congresso de medicina ma à-toa.
Admitem crase os demonstrativos que têm
do mês passado. letra a inicial: aquele(s), aquela(s) e aquilo.

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Gabarito do Calendário
número anterior 2008
Aprovar n.º 15

Aulas 91 a 126
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. D;
02. C;
03. E;
04. C;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. E; A Poesia de Machado de Assis
02. D; Carlos Nejar
03. E;
04. A;
05. C; 1. Machado de Assis, também como poeta, é um
perfeccionista da linguagem. É um mestre no sentido
EXERCÍCIOS (p. 4)
01. C; em que Ezra Pound refere e que se aplica aos que,
02. A; “além de suas invenções pessoais, são capazes de
03. C; assimilar e de coordenar grande número de inven-
04. C; ções anteriores” (Arte da Poesia, pág. 35, ed. Cultrix,
05. C; S. Paulo).
DESAFIO GRAMATICAL (p. 6) Mas a poesia não era a sua maior vocação, nem
01. A; forma de vida: era um suporte ou ponte para o apri-
02. D;
moramento do artista nele. Daí o seu aspecto primor-
03. E;
04. C; dialmente racional, o domínio do logos sobre o mági-
co ou onírico. Foi um clássico, até o limiar parnasiano
DESAFIO HISTÓRICO (p. 7) e aí parou. O que fez Manuel Bandeira observar que,
01. A;
no momento em que Machado alcança uma expres-
02. D;
são mais livre de personalidade em As Ocidentais,
DESAFIO HISTÓRICO (p. 8) abandona a poesia. Porque não era, para ele, um
01. C; processo visceral – um broto do excesso ou da defi-
02. D;
ciência de sua personalidade mas, sim, um
03. B;
desdobramento de pensar. Sem atingir as bordas do
DESAFIO FÍSICO (p. 9) “pensar sentindo” de Fernando Pessoa, já que sentir,
01. C; no poeta de Mensagem, já era a sua natureza de
02. C; pensar. E o seu “fingir completamente” se
03. D;
04. A; transformava na melhor maneira de ser a dor e de
05. D; integrá-la ao miolo da palavra.
06. B; Machado, o Mestre, não deixava jamais que a
07. B; poesia fosse maior do que ele. Mesmo que preten-
DESAFIO FÍSICO (p. 10) desse, como Dante Alighieri, “sair às estrelas”. Quan-
01. A; do o artista apaga os traços da lava interior, quando
02. B; se fez tão soberano e autoritário, que nenhum fogo
03. B; mais sobra: não é das suas cinzas que subsiste. Sem
04. A;
um mínimo de explosão, as pedras da criação
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 11) poética não se sustentam mais. E a pedra num
01. B; poema não há de ser só pedra, mas sempre uma
02. A; outra coisa.
03. C;
04. A; 2. O poeta clássico se nutre de toda uma tradição
05. A; que o antecede. E não apenas o clássico: todos os
06. C, F, C, F e C; poetas. De Homero até nós. Todorov assegura que
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 12) “cada obra de arte entra em relações complexas com
01. C, A, D, E, B; as obras do passado que formam, segundo as épo-
02. D;
cas, diferentes hierarquias”. Machado, intertextual-
03. C;
04. C; mente, dialoga com Dante Alighieri, Camões,
Shakespeare, Musset, Heine e o maranhense
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 13)
Gonçalves Dias, sua mais forte confluência. E esse
01. D;
02. D; confluir não passa – consciente ou inconscientemen-
03. A; te – de uma afinidade eletiva. Talvez o pessimismo
04. E; machadiano, o sarcasmo, a ironia, o humor doído
05. B;
(que, para Mário de Andrade, era a incapacidade de
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 14) vencer a própria infelicidade, embora vencendo todo
01. D; o resto: a desdita individual e social) talvez tenha sido
02. B;
03. A; essa raiz amarga, juntada à timidez e ao pudor, que
04. A; lhe ocasionou a volúpia de dissecar as coisas e o
jeito moderno de as tratar diretamente. O verve ma-
EXERCÍCIOS (p. 14)
01. D; chadiano, sob a severa casca dos delírios e deva-
02. A; neios, esconde um juízo duro sobre o existir humano.
03. B; E um logos que jamais se embebeda na própria luz.
04. E; Como adverte em seu Círculo vicioso: Enfara-me esta
azul e desmedida umbela ... / Por que não nasci eu
um simples vaga-lume?

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LÍNGUA PORTUGUESA REIS, Martha. Completamente Química: físico-química. São Paulo:


ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de questões vernáculas. FTD, 2001.
3. ed. São Paulo: Ática, 1996. SARDELLA, Antônio. Curso de Química: físico-química. São Paulo:
BECHARA, Evanildo. Lições de português pela análise sintática. Rio Ática, 2000.
de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960. BIOLOGIA
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dúvidas da língua AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de
portuguesa. 2. impr. São Paulo: Nova Fronteira, 1996. Biologia das células: origem da vida. São Paulo: Moderna, 2001.
CUNHA, Celso; CYNTRA, Lindley. Nova gramática do português CARVALHO, Wanderley. Biologia em foco. Vol. Único. São Paulo:
contemporâneo 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. FTD, 2002.
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 13. ed. Rio de LEVINE, Robert Paul. Genética. São Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
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HOLANDA, Aurélio Buarque de. Novo dicionário da língua Saraiva. 2000.
portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. MARCONDES, Ayton César; LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
HOUAISS, Antônio. Pequeno dicionário enciclopédico Koogan Biologia: ciência da vida. São Paulo: Atual, 1994.
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FERREIRA, Alexandre Rodrigues. (1974) Viagem Filosófica pelas eletromagnetismo. 2.a ed. São Paulo: Edusp, 1998.
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Conselho Federal de Cultura, Memórias. Antropologia. São Paulo: Ática, 2002.
MATEMÁTICA RAMALHO Jr., Francisco et alii. Os Fundamentos da Física. 8.a ed.
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DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e aplicações. São Científicos, 2000, 3v.
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QUÍMICA
COVRE, Geraldo José. Química Geral: o homem e a natureza.
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FELTRE, Ricardo. Química: físico-química. Vol. 2. São Paulo:
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LEMBO, Antônio. Química Geral: realidade e contexto. São Paulo:
Ática, 2000.