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GRAFOESTE - Ind. Gráf. Editora do Oeste Paulista Ltda.

Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE


Paulo Lima - PRESIDENTE PRUDENTE-SP
ÍNDICE
Introdução..............................................................................................................................4
Resumo Histórico do Silva Mind Control Internacional.........................................................5
Conceitos...............................................................................................................................8
Orientação............................................................................................................................10
Solução de Problemas.....................................................................................................11
Projeção...........................................................................................................................12
A Imaginação....................................................................................................................15
Relaxamento controlado......................................................................................................18
Controle do Sono.................................................................................................................21
Controle Para Despertar..................................................................................................22
Controle Para Manter-Se Desperto..................................................................................23
Controle de Sonhos..........................................................................................................24
Controle da Dor de Cabeça.............................................................................................25
Melhoramento pessoal.........................................................................................................27
Tela Mental.......................................................................................................................27
Chaves De Memória.........................................................................................................28
Técnica Dos Três Dedos..................................................................................................30
Espelho da Mente............................................................................................................32
Levitação da Mão.............................................................................................................34
Luva Anestésica...............................................................................................................35
A Técnica Do Copo De Água...........................................................................................37
Controle de Hábitos e Peso.............................................................................................38
Percepção sensorial efetiva.................................................................................................40
Projeção Mental Dentro Dos Metais................................................................................40
O Reino Das Plantas........................................................................................................41
Projeção Na Vida Animal..................................................................................................42
Criação Subjetiva De Um Laboratório.............................................................................42
Percepção sensorial efetiva aplicada..................................................................................44
Apresentação De Casos Para Principiantes Em Investigação Psíquica.............................48
Instruções Para o Orientador...........................................................................................48
Introdução

JOSÉ SILVA

Silva Mind Control Internacional, Inc,. tem obtido enorme êxito em todo o mundo, ensi-
nando a aplicação prática da Projeção Efetiva Sensorial.
José Silva afirma. "O descobrimento de que a inteligência humana pode aprender a funcio-
nar conscientemente nas freqüências cerebrais ALFA e TETA, vai passar à História como a maior
descoberta da humanidade".
Esta descoberta mudará nossos conceitos sobre Mente, Psicologia, Psiquiatria,
Psicanálise, Hipnoanálise e Subconsciente.
Estudos científicos isolados demonstraram que, em freqüência ALFA, a atividade da mente
está associada á tranqüilidade, ao descanso, à inspiração, á criatividade, ao aprendizado, à
memória, à percepção subjetiva e muitos outros fenômenos. Do mesmo modo, as ondas cerebrais
TETA estão relacionadas com níveis mais profundos de meditação, concentração e,
potencialmente, com um aprendizado mais elevado e um considerável desenvolvimento das
habilidades concernentes à memória, bem como com o fenômeno de passar energia para ajudar
terceiros.
O descobrimento desta nova ciência, a Psicorientologia, por José Silva, levou-o a criar o
Método Silva de Controle Mental, no qual aprende-se em poucas horas, através de exercícios
mentais, como funcionar em freqüências cerebrais mais baixas e em plena consciência e sem
necessidade de equipamento de "biofeedback" (retroalimentação). Os participantes do curso,
funcionando nestas freqüências, podem receber informações através de meios diferentes dos
cinco sentidos objetivos ou biológicos, e que são chamados de percepção extra-sensorial.
Pelo desenvolvimento do programa de Controle Mental, José Silva substituiu o conceito de
comunicação extra-sensorial pelo de comunicação subjetiva.
Acrescenta ele que o aperfeiçoamento dos meios de comunicação, nesta dimensão, será o
início da segunda fase evolutiva do homem, neste planeta. É possível aprender a ser mais
saudável, mais produtivo, melhor e mais eficiente na resolução de qualquer problema.
Resumo Histórico do Silva Mind Control
Internacional
A pesquisa sobre controle de ondas cerebrais começou em Laredo, Texas, em 1944.
Iniciou-se esta pesquisa com a intenção de utilizar os resultados para melhorar o quociente de
inteligência (Q.l.) dos participantes, informa José Silva.
O conceito básico da pesquisa calcava-se na preocupação de aprender as freqüências
cerebrais mais baixas, estando a pessoa consciente, e utilizar sua poderosa energia para produzir
uma impressão mais forte nas células cerebrais. Uma vez controlado o bloqueio psicológico, a
informação é fortemente impressa nas células cerebrais, permitindo melhor retenção e
rememoração mais rápida. Estes fatos contribuem para considerável melhoria do quociente
intelectual (Q.I.).
Algumas noções já estavam estabelecias por José Silva, responsável por esta pesquisa
inicial e também pelo Método Silva, quando concluiu que impressões podem ser feitas em níveis
abaixo de BETA. O objetivo agora era padronizar o método para se entrar nesses níveis mentais e
mantê-los de maneira que fosse empregado eficazmente pelo estudante.
José Silva trabalhava com crianças que apresentavam dificuldades de aprendizado, e com
aquelas que desejavam melhorar ainda mais as suas aptidões para o mesmo. Ele discordava da
afirmação, segundo a qual o Q.l. só poderia variar cinco pontos para mais ou para menos. Se as
pessoas melhorassem suas aptidões no sentido de solucionar problemas, os testes de avaliação
do Q.l. tornar-se-iam automaticamente mais simples para elas. Vislumbrava-se a melhoria objetiva
da perspicácia mental, mas permanecia sempre a possibilidade de que bloqueios emocionais,
nervosismo, tensão, ansiedade excessiva para alcançar padrões pré-estabelecidos (tanto pela
cultura como pela sociedade), dificultassem a capacidade de resolver problemas ou testes, como
também mascarassem seus resultados.
José Silva começou seus trabalhos com crianças, por uma razão simples e lógica: os
sentimentos, os desejos e os problemas das crianças, afloram bem mais facilmente, uma vez que
elas ainda não assimilaram todos os padrões sociais que limitam os adultos. Se você solicita a um
adulto o desenho de uma figura qualquer, ele provavelmente dirá que não sabe desenhar, o
mesmo não ocorre com uma criança, ela nem se lembrará de que talvez não saiba desenhar, e
imediatamente se concentrará na melhor maneira de se expressar através do desenho. Uma
menina que fora solicitada a fazer um desenho sobre a profissão de seu pai, desenhou uma
enorme torre pontiaguda, com muitas notas musicais espalhadas pelo céu: seu pai era professor
de música e trabalhava numa universidade que tinha uma torre semelhante.
Trabalhando com crianças temos duas grandes vantagens: elas dizem o que pensam e
não tentam adaptar suas respostas a qualquer propósito estipulado. José Silva compreendeu que,
com as crianças, teria uma amostragem mais pura quanto às respostas, como também sabia que
podia confiar no que dissessem quanto às alterações internas que viessem a observar. As
crianças nunca escondem suas experiências, pelo simples fato de não temerem ser diferentes.
Numa atmosfera de confiança, as crianças começaram a desenvolver suas habilidades no
aprendizado. Inicialmente, foram vencidas todas as barreiras, tais como o medo e as
programações negativas. O relaxamento minimizava o esforço, deixando seu sistema nervoso
livre para agir, e desta forma perceber e sentir mais abertamente. José Silva tinha quatro objetivos
importantes, que orientavam seu programa de treinamento: eliminar distrações durante o estudo;
reforçar bons hábitos de estudo, ensinar a imprimir mais efetivamente no cérebro as informações
desejadas e, finalmente, ensinar o uso das técnicas-chaves para a autoprogramação.
Essa pesquisa não envolvia o uso de equipamentos dispendiosos, como o eletro-
encefalógrafo, normalmente aplicado para a determinação da atividade cerebral, e por esta razão
pode parecer mais otimista do que realista, no entanto, foram utilizadas outras formas de aferir o
controle cerebral. alterações das funções internas, mudanças do ritmo cardíaco, variação da
temperatura da pele, da pressão sangüínea, o aumento ou a diminuição da circulação do sangue,
e até a variação do limite da dor, são indicadores de freqüências cerebrais mais baixas e ocorrem
quando o indivíduo controla a atividade cerebral, em suas várias funções de regulagem interna.
Assim sendo, o cérebro pode vir a ficar sob o comando da mente, através de certos
procedimentos de treinamento mental. Além de provar a efetividade do controle mental, que
atualmente é comprovado por experiências do bio-retroalimentação, isso demonstrou também que
o treinamento ministrado por José Silva não era apenas mais uma variação, entre tantas técnicas
tradicionais de ensino.
Sabemos que o subconsciente abriga amplos recursos, com os quais poderíamos tra-
balhar, se a eles tivéssemos acesso. Descobrimos que é possível atingir conscientemente níveis
mentais onde a freqüência cerebral é baixa, não se tratando, portanto, do estágio BETA,
normalmente conhecido como estado consciente. José Silva descobriu que, quando o cérebro
produz predominantemente ondas de baixa freqüência cerebral, os recursos do subconsciente são
facilmente alcançados; a este estado especial de consciência José Silva chamou de Níveis
Interiores de Consciência.
à medida que a pesquisa e os estudos iam se desenvolvendo, os objetivos e projetos de
José Silva iam se ampliando, culminando com a realização, com voluntários, de experiências que
visavam o aprimoramento da habilidade em "adivinhar" pensamentos. Pediu-se, então, que um
dos voluntários dissesse o que José Silva pensava no momento. A experiência consistia em dar-
se fragmentos de informações, deixando ao voluntário a liberdade de formar o quadro de idéias, a
linha de raciocínio que as orientava. Posteriormente José Silva observou que os voluntários
tinham se aprimorado tanto, que podiam "adivinhar" tudo o que ele pensava sobre determinado
problema ou acerca de um fato, sem terem recebido qualquer informação sobre os mesmos.
Mediante um treinamento mental apropriado, José Silva continuou a incentivar a habilidade
de "adivinhar" pensamentos. O próximo passo a ser dado seria o de determinar se as pessoas
poderiam ou não ser treinadas a dar informações sobre fatos, dos quais se tivessem poucos
indícios. Tão logo José Silva obteve êxito nesta empreitada, começou o treinamento com pessoas,
também voluntárias, para que lhe fossem dadas informações sobre problemas dos quais não
tivessem dado algum, mas que pudessem ser verificados e comprovados.
Restava estabelecer o período de treinamento, que deixasse as pessoas aptas, num prazo
de tempo mais curto. Estabeleceram-se grupos com 20 a 30 pessoas cada, uns grupos eram só
de homens, outros só de mulheres, além de grupos mistos. A idade também foi estabelecida
dentro de padrões compatíveis. Concluiu José Silva que, em 40 a 48 horas de aprendizado, as
pessoas podiam atuar, através do controle mental, usando freqüências cerebrais mais baixas,
mediante treinamento mental com métodos especiais. Logo após o treinamento, as pessoas
podiam ser postas á prova, pedindo-se-Ihes esclarecimentos sobre algum problema, e as mesmas
os davam, valendo-se do uso das freqüências cerebrais mais baixas. O sucesso das pesquisas
demonstrou mais uma vez o acerto das afirmações e a exatidão do raciocínio de José Silva,
quando ele afirma: "Agora dizemos com certeza que, em 40 a 48 horas, podemos treinar um
grupo de pessoas, para que atuem usando freqüências mais baixas, mais estáveis, mais ener-
géticas e muito mais valiosas em se tratando de aplicações específicas. A importância dos
resultados finais reside no fato de que as pessoas não só podem obter informações relativas aos
problemas, como também obterão, se quiserem, informações de como solucionar estes
problemas".
Esta descoberta indica que o cérebro, a mente e a inteligência humana, quando em níveis
cerebrais mais baixos, obtêm um enorme potencial para a solução de problemas. Demonstra
também que a inteligência humana não só é capaz de captar informações impressas em seu
próprio cérebro, como pode perfeitamente buscá-las á distância, em outros cérebros. A esta
maneira de perceber informações usando freqüências cerebrais baixas, José Silva denominou
Comunicação Subjetiva.
A esta altura, José Silva não tinha mais dúvidas quanto ao método e quanto à sua
aplicação prática, os resultados aí estavam. Depois de 22 anos de pesquisas e de estudos, José
Silva via o fruto de seu esforço desabrochar promissoramente. José Silva conhecia (e comprovava
o que afirmava) muitos dos incontáveis meandros da mente humana; o que ele não podia saber,
era se a grande meta de seus objetivos, as pessoas, aceitariam suas idéias e suas descobertas.
Assim, no final do ano de 1966 José Silva iniciou uma jornada ininterrupta de cursos, por todo o
Estado do Texas, de cidade em cidade, onde divulgava suas descobertas e ensinava como fazer
para chegar a alcançar seus benefícios.
Mais uma vez, viu coroados de êxito seus esforços, o público não só aceitava e aprendia
com entusiasmo as técnicas, como expressava seu desejo de ir além, crescer mais interiormente,
para melhor haurir o potencial deste gigante, até então adormecido, que é a mente de cada um de
nós.
O método Silva de Controle Mental é ministrado em toda a América do Norte, Central e do
Sul, Canadá, inúmeros países da Europa e na Ásia. José Silva argumenta: " É importante que
todos os seres humanos sejam treinados para usar a freqüência ALFA, pois só assim nos
converteremos em seres humanos superiores. Com esta superioridade, faremos realmente deste
planeta um mundo melhor de se viver." Isto pode ser uma segunda fase evolutiva do homem.
O método Silva de Controle Mental desenvolve a comunicação subjetiva e abre uma nova
dimensão nos canais de comunicação.
Conceitos
A mente é a faculdade sensorial da inteligência humana, do mesmo modo que a vi-
são é a faculdade sensorial do olhos, a audição a dos ouvidos, e assim por diante.
A mente parece ser o sentido-mestre da humanidade. Parece-nos que sua função
precípua é captar informações coletadas e armazenadas pelos outros sentidos, nos
neurônios cerebrais. E capaz de captar e imprimir informações na célula viva, quer ela
esteja próxima, quer à distância.
A inteligência humana pode, através de sua vontade, sintonizar qualquer centro ce-
rebral e trazer á consciência a informação ali armazenada ou arquivada.
O cérebro funciona como um arquivo, encontrando-se ali armazenadas todas as in-
formações desde que o primeiro ser pisou este planeta. Nesta etapa a informação fun-
cionava num nível primitivo da vida animal, que gradativamente chegou até nossos dias,
pelos mais diferentes veículos de transmissão, inclusive o genético.
A ciência vem estudando o cérebro através de equipamento eletrônico. No estado de
vigília os impulsos elétricos do cérebro encontram seus níveis mais elevados, superando os
14 ciclos por segundo. Durante o sono profundo, estes impulsos diminuem
consideravelmente, chegando a 0,5 ou até 3,5 por segundo.
Os cientistas que investigam e estudam as ondas cerebrais dividiram-nas em 4 fre-
qüências distintas, que são, da menor para maior: DELTA, TETA, ALFA e BETA. Os cinco
sentido físicos: tato, paladar, olfato, visão e audição, estão associados com o funcionamento
cerebral na freqüência BETA.
O homem pode aprender a projetar sua mente, que constitui seu sentido-mestre , ao
nível criativo de ALFA, podendo funcionar conscientemente nessa dimensão. As freqüências
cerebrais, que determinam o nível ALFA, estavam esquecidas na evolução humana; no
entanto, a dimensão ALFA possui um conjunto completo de faculdades sensoriais, tal qual
ocorre na dimensão BETA.
Como a humanidade deixou de usar a dimensão do nível ALFA, conscientemente
necessita reaprender a funcionar nesta dimensão. O termo Psicorientologia engloba
significados intrínsecos na etimologia da palavra: 1) ajudar a reabilitação da mente em seu
próprio mundo interior, isto é, na sua dimensão original; 2) continuar orientando-a, dirigindo-
a e educando-a em seu funcionamento nestes níveis; 3) desenvolver, controlar e incentivar
suas percepções psíquicas que compreendem as sensações próprias da mente; 4)
continuar a educação para um maior crescimento posterior, com vistas ao desenvolvimento
de suas aplicações psíquicas.
Mediante as aplicações destes conceitos a mente aprende a usar seu próprio campo
sensorial, com a mesma facilidade com que habitualmente utiliza o campo dos sentidos e
sensações biológicas. O treinamento destas habilidades constitui a educação subjetiva e
nisto consiste o Método Silva de Controle Mental.
Uma das maiores descobertas que vieram à luz, através das investigações da Psico-
rientologia, foi a comunicação subjetiva, que nada mais é do que usar a habilidade da mente
para buscar informações gravadas ou armazenadas noutro cérebro, à distância.
E fato comprovado que a inteligência humana pode, voluntariamente, entrar na
dimensão da freqüência ALFA. Através da Psicorientologia podemos aprender a desenvolver
controles, estabelecendo pontos de referência para obter um funcionamento adequado
dentro da dimensão subjetiva. Com treinamento constante há o conseqüente
desenvolvimento destas hábil idades ,tornando o ser humano capaz de funcionar na
dimensão ALFA, quando queira, buscando informações inatingíveis aos cinco sentidos
objetivos. Uma pessoa que, com os treinamentos, chega a uma resposta automática tanto
em ALFA como em BETA, será uma pessoa mais saudável, mais produtiva e muito mais
apta para resolver problemas. Começar a usar conscientemente a dimensão ALFA é como
nascer de novo.
Se a humanidade usar as duas dimensões, assim como seus conjuntos sensoriais,
pode projetar o funcionamento da mente a um plano superior. A partir desta perspectiva
teremos uma bagagem maior de conhecimentos, desenvolveremos maior sabedoria e
conceberemos uma escala de valores mais realista, mais verdadeira e mais profícua.
Orientação
o método Silva de Controle Mental visa à utilização total do cérebro, uma vez que este
constitui a sede da mente. Começamos, progressivamente, a nos dar conta de que o cérebro é
um centro de funcionamento dinâmico e que desempenha papel relevante em nossa vida. Nosso
objetivo é obter um maior controle desse centro.

APRENDIZADO DO CONTROLE CEREBRAL


Quando aprendemos como controlar nosso cérebro, temos em nossas mãos a possi-
bilidade de delinear nossa própria vida e assumir um determinado posicionamento interior. Este
posicionamento nos proporciona a oportunidade de moldar nossa vida, desde o momento em que
encetamos nossas ações, fazendo com que as decisões partam de dentro para fora.
Nosso objetivo, no momento, dirigindo-lhes estas linhas , é em rápidas palavras, explicar-
lhes como ocorrerá este controle interior. No gráfico colorido distinguimos os diversos tipos de
atividade cerebral e seus níveis correspondentes O cérebro sempre se ajusta ao nível exato
referente à atividade ou tarefa que esteja realizando no momento. Por exemplo: pensar ou
processar dados corresponde a um determinado nível; ao passo que relaxar e dormir
correspondem a três níveis mais profundos. Aprendemos a utilizar o nível mental que mais se
coaduna com os nossos propósitos.

NÍVEIS MENTAIS
Nosso propósito é aprender a usar a mente em sua totalidade, e para tal, iniciamos
sintetizando uma abordagem aos diferentes níveis mentais. Não temos preferência por nenhum
nível mental, pelo contrário, devemos aprender a usar o nível apropriado, para que logremos êxito
no propósito que temos em mente e sobre o qual desejamos atuar.
No momento, concentra-se um grande interesse no nível ALFA, pois ele encerra os ricos
recursos naturais de nossa própria vida interior. Todos desejam descobrir dentro de si mesmos a
fonte capaz de nutrir a delicada trama de uma vida voltada para o progresso e para o equilíbrio.
ALFA era um nível esquecido, e o redescobrimento de sua poderosa força levou-nos a
criar o Método Silva de Controle Mental. O nível ALFA é a porta de entrada, que se nos abre ao
mundo completo, que até pouco tempo era subestimado. Outros níveis mais profundos nos
oferecem vantagens específicas inegáveis. BETA, o nível da vigília, recebeu até hoje maior
atenção, obtendo por isto um desenvolvimento maior.

COMO OBTER MAIOR CONTROLE ATRAVÉS DO RELAXAMENTO


Notamos que o objetivo básico do Método Silva consiste no aprendizado da técnica de
relaxamento e do controle das freqüências ALFA. Este controle permite o acesso a uma nova
visão de nós mesmos. Se compararmos a um computador, a descoberta do nível ALFA será
igualada ao painel de controle.
Primeiramente exercitaremos o controle de nível ALFA, fazendo exercícios de relaxamento.
O objetivo da fase inicial do curso é familiarizar as pessoas com os diferentes níveis mentais
interiores, sendo o relaxamento excelente exercício para a produção de freqüência ALFA e fixação
de pontos de referência, os quais serão facilmente reconhecidos no futuro. Mesmo no decorrer da
fase inicial do treinamento, experimentamos, com naturalidade, várias profundidades mentais, o
que, gradativamente, no deixa em condições de funcionar em ALFA.

Solução de Problemas
CONTROLE DE ÁREAS ESPECIFICAS
Antes do término da fase inicial estamos aptos a aplicar o uso de ALFA em algumas
questões práticas. A solução do problema se obtém se promovermos uma mudança dentro de nós
ou então se encontrarmos a maneira de alterar as condições exteriores que constituem a situação
problemática. Podemos realizar este processo, de forma eficaz, mediante o uso dos níveis
interiores.
No início do curso, nos exercitamos com problemas simples, relacionados com o controle
do sono e da vigília. Além dos benefícios que este treinamento nos traz, passamos a estabelecer
contato com nosso mundo interior, e vamos nos familiarizando com as novas regiões da
Consciência. Aprendemos, também, a controlar a dor, até um certo grau, aplicando técnica
chamada "Controle da Dor de Cabeça". As várias técnicas da fase inicial nos trazem uma
mensagem, além de sua utilidade prática: elas nos dão a certeza de que podemos aprender a
controlar muitas das nossas funções

O NÍVEL ALFA E A LINGUAGEM DO CÉREBRO


Nossos problemas se agrupam em duas categorias: 19) problemas com nós mesmos; 2Q)
problemas com pessoas e objetos exteriores. A maioria dos problemas são complexos e têm seus
componentes em ambas as categorias. Ainda podemos afirmar que as atitudes e idéias que temos
sobre nós mesmos, nosso hábitos de pensar e nossas respostas emocionais, são problemas bem
mais subjetivos. Aprendemos a tratá-los diretamente através do uso adequado do nível ALFA, e
também a aplicar técnicas para alterar nosso mundo subjetivo.
Simplificando nossas explicações sobre o condicionamento subjetivo, diríamos que
aprendemos a "linguagem do cérebro". Podemos reestruturar nosso mundo interior, começando
por uma análise acurada do problema, e em seguida aplicamos os conhecimentos adquiridos para
recondicionar-nos.
A primeira fase do Método Silva prepara-nos para 9 programação mais profunda. A
princípio aprendemos a relaxar-nos, em seguida tomamos contato com nós mesmos através das
técnicas para a obtenção de respostas Também podemos aprender a criar atitudes, sensações e
condições positivas que tendam a dissolver muitas dificuldades subjetivas.

A PROGRAMAÇÃO E OS PROBLEMAS
Também chamaram nossa atenção os problemas existentes fora de nós mesmos, tais
como o relacionamento com as pessoas, o plano de vida, a carreira, as oportunidades e os
projetos que fazemos para nossa vida em si. Em princípio temos que decidir qual o curso que
devem tomar nossas ações, para que o resultado seja razoável, prudente e efetivo. Logo criamos
dentro de nós mesmos as atitudes necessárias para pôr em andamento a solução. Este enfoque
nos leva ao conceito-chave do Método Silva de Controle Mental: o conceito de programação.
O ponto fundamental para o êxito de uma programação se apoia em suas qualidades
positivas. Para isto aprendemos a substituir a palavra "problema" por "projeto", de modo que a
programação tenha lugar , desde o início, numa atmosfera positiva. Assim conseguimos criar
hábitos positivos, respostas interiores adequadas e padrões de conduta, atitudes mentais
positivas e outras estruturas que em seu conjunto compõem o nosso estilo de vida.
Os temas fundamentais para a programação começam com o início do curso em si; no
entanto, os aspectos mais definidos surgem de atitudes mais positivas, enfatizadas na fase final
da primeira parte. Nossos hábitos de pensar, nossas formas de falar constituem forças que
moldam nosso modo de vida, como matrizes interiorizadas que devem ser reavaliadas.

PROGRAMAÇÃO PARA O AUTOMELHORAMENTO


A fase chamada de Automelhoramento Geral enfoca especificamente a formação de
hábitos saudáveis e a reestruturação de certos padrões.
O processo de reestruturação consiste em nos desfazermos de hábitos indesejáveis, como
fumar ou comer em demasia. Para a solução destes problemas , introduzem-se métodos
específicos, baseados na aplicação de novas programações, que são apresentadas ao cérebro
em nível ALFA.
Podemos criar experiências benéficas, ter impressões positivas, reformular várias atitudes
que nos criam dificuldades, modificando nosso mundo exterior, através de intensa atividade
interior.
Não se trata de criar fantasias nem contos de fadas, e sim de influir enfaticamente em
nossos padrões de conduta. A razão pela qual a programação se constitui em êxito, é simples: o
cérebro não distingue uma experiência real, de outra interna, completamente criada pela
imaginação.

PROGRAMAÇÃO DE HÁBITOS
Esta fase do curso nos prove de um grande número de métodos e técnicas específicas, no
sentido de criar hábitos para propósitos determinados.
Lembramos, mais uma vez, os elementos básicos para o êxito de nossas programações: o
primeiro consiste em ^confiar no resultado satisfatório da nossa programação. Não devemos
programar no vácuo, devemos assumir um posicionamento positivo, o qual tornará viável o nosso
intuito. Não devemos tomar uma atitude de indiferença, pois esta daria à nossa programação uma
conotação de desinteresse, como se o que estamos fazendo não fosse importante.
A crença é o elemento que canaliza para um mesmo plano a imaginação e a experiência.
Estabelece-se uma relação que indica que, quanto mais firme é a nossa crença, mais fortemente
influenciaremos nossos objetivos.

ATITUDES COMPLEMENTARES PARA A PROGRAMAÇÃO


Além da crença existe um elemento importante, o desejo. Se refletirmos um pouco,
entenderemos rapidamente que é impossível esperarmos que nosso cérebro se ative sem a
interferência e total concordância do desejo.
O primeiro e mais enfático desejo do ser humano é a autoconservação, e em conse-
qüência é sempre uma programação forte. Sob uma influência deste tipo, um complexo sistema
se mantém vivo e receptivo. Se pudermos estimular as condições ou os efeitos que esta força
cria, então estaremos ligados a nossa programação por um forte laço emocional.
A emoção forte constitui a própria força da programação. O elemento seguinte é a
expectativa. Este elemento imprime ao programa o caráter da materialização, tal qual foi
concebido. A expectativa complementa a crença, indo mais além, pois é inquestionável.
A crença tem cunho pessoal, ao passo que a expectativa aponta o complemento objetivo
de uma situação verídica. Poderíamos comparar a expectativa com a relação de causa e efeito,
por exemplo: o fato de acender uma lâmpada; não temos a menor dúvida de que, ao acionarmos
o interruptor, a luz se acenderá. A iluminação é uma conseqüência lógica (expectativa). Este
último elemento completa as três qualidades básicas que formam o ponto de partida para uma
programação efetiva.
A segunda etapa do curso visa especialmente aos hábitos, projetos e planos que
desejamos incorporar à nossa vida com o intuito de reestruturá-la segundo a nossa preferência.
A prática contínua da projeção nos leva à terceira etapa do curso, que é a projeção
sensorial efetiva.

Projeção

o QUE SIGNIFICA PROJEÇÃO


Nesta fase começamos por desenvolver a imaginação: nós representamos várias cenas,
das quais participamos ativamente.
Nossa função não deve se limitar simplesmente a imaginar: devemos projetar-nos
realmente ao ponto ou lugar onde transcorre a ação. A seqüência de acontecimentos que
visualizamos não deve de modo nenhum ter o caráter de cena passiva ou de película a que
meramente "assistamos". Devemos sentir, palpar, perceber, cheirar, identificar e pôr em função
todos os sentidos que nos fazem participar ativamente de toda situação "real".
Começamos estes exercícios trabalhando com a memória e usando cenas familiares.
Passamos a perceber e a sentir como se a cena transcorresse naquele momento, de modo que
nosso cérebro se altere em seu ritmo e permaneça ativo. As sensações que captamos nestas
cenas que nos são comuns nem sempre podem ser classificadas como preconcebidas, pois, por
vezes nos surpreendem sua espontaneidade e seu realismo. Pode acontecer que sejamos
surpreendidos ao ver as coisas sob um ponto de vista diferente; isto revela nossa visão interior,
inclusive em situações que nos são familiares, o que quer dizer: recriamos as experiências, ou
melhor, vivemo-las e experimentamo-las em nossos níveis mentais interiores.

PROJEÇÃO NA MATÉRIA
Prosseguindo, nesta etapa, projetamo-nos dentro da matéria, para investigar o que
sentimos.
A experiência tem início ao examinarmos certos metais, formados por moléculas e átomos;
vemo-nos entrando nos mesmos como se fosse possível fazê-lo fisicamente. Em seguida,
reunimos as impressões de cada experiência e as comparamos entre si,guardando as sensações
que tivemos nos diferentes metais. Isto nos permite ver o "mundo dos metais", como nunca nos
havia ocorrido fazê-lo. As referências que somamos nos dão uma bagagem de impressões que,
arquivadas, poderão ser usadas em futuras projeções.
Após estas primeiras experiências, faremos uma projeção no mundo da vida vegetal e da
vida animal. Iniciamos uma espécie de visita guiada, através das diferentes partes da célula viva e
dos diversos sistemas biológicos em pleno funcionamento. Passamos a obter informações, num
contexto mais dinâmico; estas impressões nos mostram as diferenças e as atividades internas dos
organismos vivos. Finalmente, nos vemos participando do processo de interpretação dos símbolos
de nossa própria mente.

ESTRUTURAÇÃO DE NOSSO MUNDO INTERIOR


Nesta fase do treinamento partimos para a estruturação do nosso mundo interior, criando
mentalmente um lugar onde possamos trabalhar. Este local é criado de acordo com nossas
próprias preferências e gostos, e deve ser provido do que possamos necessitar em qualquer
eventualidade que se nos apresente, durante a formação do nosso mundo interior. Estas
atividades criativas constituem o treinamento da próxima etapa.
A Imaginação

O QUE A IMAGINAÇÃO PODE FAZER


É surpreendente como a projeção desperta nossa vida interior, produzindo impressões
muito mais vividas. O que é lógico, uma vez que revivemos ou experimentamos, dentro de nós
mesmos, seqüências de fatos reais. Os "psíquicos" funcionam de modo similar. Eles vêem ou
percebem fatos que sucederam ou estão sucedendo no momento. Passado, presente e futuro às
vezes se confundem, pois eles percebem passado e futuro como se fosse presente.
A explicação do funcionamento do psíquico centraliza sempre as sensações internas,
evocando eventos que estão fora do alcance da percepção exterior. Estamos praticando esta
técnica psíquica seguindo o exemplo dos psíquicos. O modo de trabalhar dos psíquicos está
relacionado com o uso efetivo da imaginação. Notamos que, no Método Silva, a imaginação é de
importância capital. Anteriormente comparamos o cérebro a um computador e os níveis interiores
profundos ao painel de controle. De acordo com esta analogia, podemos afirmar que estamos
usando os controles que estão diante de nós, manipulando a combinação correta de comandos,
mediante o emprego da imaginação, e que esta constituí o instrumento que usamos para
estabelecer contato com nosso cérebro.

AS VIAGENS DA IMAGINAÇÃO
à medida que evoluímos no aprendizado, notamos que vai se ampliando o uso da
imaginação.
Na primeira etapa desenvolvemos e gravamos cenas e situações mediante o emprego de
imagens que fizessem a transição do mundo exterior para o interior.
Desenvolvemos assim o poder da programação e a habilidade de participar ativamente
das experiências interiores. Logo em seguida nos projetamos a diferentes lugares com o propósito
de obter informações que serão acrescentadas às impressões já existentes. Penetrar nos vários
tipos de matéria, animada e inanimada, é a aplicação final que damos à imaginação, que culmina
com a Projeção Sensorial Efetiva Aplicada.
Na fase final do curso pomos em prática o que aprendemos e fazemos uso de toda a
experiência interior que adquirimos.
Usamos a imaginação para descrever uma pessoa da qual não possuímos nenhuma
descrição e como referência temos só o nome, a idade, o endereço e o sexo. Nossa faculdade
imaginativa, orientada que foi através de um treinamento estruturado, irá criar sua própria
referência.
Esta referência "criada", na maioria das vezes, estará de acordo com a realidade dos fatos,
porque já estamos habituados ao funcionamento psíquico. Na maioria dos casos, este uso da
imaginação se revela surpreendentemente exato.

PERCEPÇÃO À DISTÂNCIA
O que ocorre, exatamente, quando percebemos ou sentimos à distância?
As teorias variam de acordo com os acontecimentos, à medida que os êxitos no fun-
cionamento psíquico vão aumentando. Sabemos, por exemplo, que nossos sentidos percebem a
luz e o som através de certos comprimentos de onda e, também, que este espectro contém
freqüências superiores ou inferiores que estão fora dos nossos limites perceptivos.
É possível que outros comprimentos de onda cheguem ao nosso cérebro, se este estiver
sintonizado adequadamente. O funcionamento psíquico trabalha, excedendo o nível de recepção,
e a nossa capacidade psíquica de captar ondas amplia os níveis nos quais captamos comumente
estas ondas.
A fase final do curso nos permite desenvolver e ampliar nossa possibilidade de receber
informações, de acordo com os padrões psíquicos desenvolvidos e programados nos exercícios
de condicionamento. Neste aprendizado acumulamos informações para que, assim que
detectemos qualquer problema, o mesmo seja resolvido utilizando este mesmo nível de
comunicação. Este procedimento ajuda no crescimento interior e vivifica nossas faculdades
interiores.

A APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS


No decorrer do curso, é sugerido que devemos praticar as técnicas uma, duas, ou melhor,
três vezes por dia. O tempo de treinamento mais longo é melhor que o mais curto, as pessoas que
têm problemas de saúde devem praticar 15 minutos, três vezes por dia. Sabemos que nosso
cérebro fixa hábitos através da prática continuada, e por esta razão devemos gravar as técnicas
pela repetição.
No decorrer do dia executamos uma série de atos diferentes. Em alguns atuamos melhor
que em outros. Os que desempenhamos melhor são aqueles nos quais estabelecemos padrões
de coordenação bem constituídos. Esta mesma lei de familiaridade é válida para as projeções,
programações e viagens psíquicas.
Somos mais eficientes quando acumulamos experiências .

COMO FUNCIONA A PROGRAMAÇÃO


Em primeiro lugar devemos estar seguros de que conhecemos todos os elementos que
compõem as técnicas, e que os aplicamos na ordem correta. As técnicas foram elaboradas de tal
maneira que cada passo segue o anterior, correspondendo a uma maior profundidade, para que
possamos estabelecer um melhor contato com nós mesmos.
A aplicação das técnicas é lenta, quase solene e lembra um ritual; este procedimento é
importante quando estamos trabalhando com nosso cérebro.
O cérebro reconhece o hábito, a familiaridade e a repetição. Estas características formam
a estrutura de cada técnica e contribuem para a sua eficiência. Além de entender e aplicar a
estrutura geral da técnica, devemos lembrar-nos de que somos individualistas e que o cérebro de
cada um de nós está sintonizado com uma experiência, única, que não é comparável com nada,
nem com ninguém. A história de cada pessoa é diferente da de outra, e a experiência de cada um
é completamente individual. Asseveramos que nosso cérebro responderá à estrutura geral da
técnica, porém sua aplicação deve ser própria e pessoal.

CRIAÇÃO DAS REFERÊNCIAS PESSOAIS


Certos sentimentos têm um significado especial para uma pessoa e não o têm para outras.
Assim, por exemplo: uma pessoa tende a sonhar com fatos vividos durante o dia, outra revive em
seus sonhos fatos de sua vida, ou relacionados com sua carreira.
A programação de sonhos nos ajudará a entender nossos pontos de referência pessoais,
assim como nos fará tomar consciência de seus efeitos favoráveis na nossa programação.
Estamos sugerindo a criação de pontos de referência particulares, os quais nos auxiliarão
a desenvolver a programação desejada.
Devemos empenhar-nos em entender nosso próprio temperamento, nossos padrões
emocionais, de maneira tal que sejam mais frutíferos nossos trabalhos sobre nós mesmos, no
sentido de serem mais adequados á nossa personalidade.
Já sabemos que o relaxamento é a parte fundamental do trabalho, e que o desejo, a
crença e a expectativa desempenham papéis importantes para alcançar seus objetivos. Devemos
aprender a adotar atitudes interiores que propiciem as influências favoráveis à obtenção dos
resultados.

COMO PROGRAMAR COM ESPERANÇA PARA CONSEGUIR ÊXITO


A chave para o êxito na programação é a esperança. Esperança significa que parte de
nossa existência real está cheia de expectativas de êxito. Caracteriza uma vida que está
crescendo, amadurecendo e desenvolvendo-se ao longo de uma linha previsível e espontânea.
A presença contínua e habitual da esperança é bom sinal de que a programação irá se
realizar. Nestas sugestões incluiremos ainda um lembrete: não podemos começar a trabalhar
mecanicamente e devemos estar preparados para fazer mudanças em nossos planos. Certas
pessoas, sem o perceber, programam contra seus próprios interesses. Nestes casos tropeça-se
em uma dificuldade após outra, pelo fato da programação ter sido feita com dúvidas e sem
esperança de êxito. Estas pessoas devem examinar a natureza de suas programações, de suas
próprias dúvidas, antes de chegar ao objetivo final de sua programação.

COMUNICAÇÃO INTERIOR
O que até aqui foi dito a respeito da natureza da programação individual se resume
dizendo que uma boa programação sempre deve conter elementos de diálogo. Não devemos
somente pensar no que desejamos da programação, mas devemos estar conscientes de nossos
próprios pontos de referência, nossos hábitos, nossos sentimentos e nossas respostas mais
profundas. Devemos considerar nosso próprio subconsciente como fonte de conhecimento, que
pode se manifestar de diversas maneiras, e o instante da programação deve ser um momento em
que iremos ouvir a nós mesmos. Devemos encontrar uma forma fácil para compreender o
significado do diálogo interior. Isto significa entender a linguagem do cérebro. Esta linguagem
consiste nas emoções, nos sentimentos, nas palavras que usamos para nos autoprogramar; ela
será usada também para a compreensão do sentido de nossas respostas, através de uma
interpretação inteligente. Neste tipo de diálogo pressupõe-se um maior conhecimento de si
mesmo.

HONESTIDADE NA PROGRAMAÇÃO
É importante que estejamos conscientes de que não podemos enganar a nós mesmos por
muito tempo, sem que isto nos traga dificuldades. Esconder de nós mesmos nossos verdadeiros
propósitos, rompe a comunicação saudável que se estabeleceu. De vemos incentivar bons
sentimentos, que ajudam o êxito da programação, e não devemos assumir sentimentos que não
nos pertencem. Devemos alimentar certos sentimentos, nunca fingi-los. Quando mais importante
for a programação e mais seriamente a encararmos, melhor será nosso resultado.devemos
lembrar-nos, também, de que a aplicação das técnicas é um constante convite à imaginação.

O USO DA EMOÇÃO
A dinâmica do ato de programar depende de uma forte e vivida imaginação. Esta faculdade
é a "energia de ativação" para as emoções, sentimentos e todo o elenco de elementos que
formam a atitude correta para o êxito. Programar consiste numa atitude de conhecimento e de
emoção; a primeira indica o que fazer e orienta o curso da ação, a segunda envolve ativa e
resolutamente o resultado.
Como já foi dito, o cérebro é amiúde comparado a um computador; mediante esta analogia
entendemos os sistemas cérebro-corpo, que funcionam como terminais mecânicos de "feedback".
Devemos fixar-nos principalmente em nossas próprias respostas e depois nos acontecimentos
exteriores. Se a programação cria esperanças e tem êxito, teremos uma referência positiva. Se
aparecem dificuldades, devemos reexaminar o programa em si e como o estamos aplicando. Uma
boa programação, na realidade, não falha, mas algumas vezes nos oferece resultados diferentes
dos esperados.

FÉ E ÊXITO
A fé que temos em nossa programação é sempre um elemento importante, pois quando
sincera põe todos os nossos sistemas em alerta.
A crença, o desejo e a expectativa são partes desta fé e de um compromisso profundo e
sincero com nossos esforços. Esta atitude nos leva além, na caminhada para o
autodescobrimento.
MC101RC

Relaxamento controlado
RELAXAMENTO BÁSICO PARA APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS
A primeira parte do Método Silva se preocupa com a condição básica para os exercícios e
aplicação das técnicas , que é o relaxamento. Aprendemos a nos relaxar através das várias partes
do corpo, e a desenvolver esta sensação até chegar ao sistema nervoso e ao cérebro. No nível
físico, relaxamento significa libertar-se das tensões e do "stress"; em termos de sistema nervoso
significa acalmar a excitação nervosa e diminuir a agitação existente. No plano cerebral significa o
ritmo ALFA profundo e regular. Relaxando, adquirimos uma profunda e benfazeja calma física e
mental, que invade todas as partes do nosso ser. Esta calma é conhecida como relaxamento, e
nós aprendemos a alcançá-la logo no início do curso.

COMO ADQUIRIR O RELAXAMENTO


O relaxamento constitui o primeiro aprendizado que fazemos logo no inicio do curso, e
para tal, tomamos uma posição confortável, respiramos profundamente e, ao exalarmos,
visualizamos e repetimos mentalmente os números 3, 2, 1, respectivamente 3 vezes.
Quando visualizarmos o número 1, teremos chegado ao nível do plano básico, o qual
estamos aprendendo a usar para qualquer propósito que desejarmos. A sensação de relaxamento
que suave e gradativamente envolve corpo e cérebro indica que nossa primeira experiência foi um
êxito.

NOTAS
INTRODUÇÃO AO NÍVEL BÁSICO
Aquisição ativa do relaxamento controlado é a condição básica nesta fase. Eventualmente
nos referimos a esta condição como: nível do plano básico. Antes de irmos a um nível mais
profundo de relaxamento, teremos uma experiência nos níveis 3 e 2. Faremos um exercício
chamado de relaxamento longo, onde cada um destes níveis é experimentado de forma tal que
cada número corresponda a um tipo de relaxamento, até chegarmos a 1, que é o nível do plano
básico, o qual começaremos a usar com o propósito de programar o aprendizado das técnicas.

EXERCÍCIOS DE CONTAGEM REGRESSIVA, PARA MAIOR APROFUNDAMENTO


Para descermos a níveis mais profundos, fazemos exercícios de contagem regressiva.
Estes consistem em contar de 100 a 1, de 50 a 1 ou de 25 a 1. Primeiro relaxamos, e logo em
seguida começamos a contagem, pausadamente, para sentir os efeitos relaxantes do exercício de
aprofundamento.
Este procedimento durante alguns dias traz um efeito calmante sobre o sistema nervoso e
condiciona nossos sistemas biológicos e psíquicos a permanecerem num estado de calma
profunda.
Com um pouco de prática iremos aceitando o programa para relaxar, já que é um processo
natural e revitalizante. O aprofundamento é a essência do processo ativo.

uso DO NÍVEL DO PLANO BÁSICO


Usamos o nível do plano básico também para programar afirmações positivas e frases
benéficas. Na realidade nossas primeiras atividades neste nível devem ser positivas, otimistas e
construtivas. É de suma importância que nos condicionemos, desde o início, para o crescimento e
expansão interiores, já que esta tônica é que ficará como sensação característica. Esta sensação
será um ponto de referência que afetará toda a programação que se fará neste nível mental, como
também afetará todo o nosso desenvolvimento psíquico.

INTRODUÇÃO ÀS FRASES BENÉFICAS


É fundamental para esta fase criar-se uma atmosfera interior, a qual formará nosso mundo
interno (subjetivo); através do processo gradual do desenvolvimento da programação, obteremos
mudanças em nosso mundo interior, as quais acabarão por se refletir no exterior e nas pessoas
que nos cercam.

A PROGRAMAÇÃO E O BEM DA HUMANIDADE


Uma programação que ignore o bem da humanidade termina por esquecer o bem de si
mesma. O uso adequado dos níveis mentais nos traz maior união com nós mesmos e com nossos
semelhantes. Desejar o bem da humanidade é se unir mentalmente a todos os bons propósitos e
desejos do mundo, o que reforçara enfaticamente nossa programação pessoal. Por esta razão
desejamos sempre mais o crescimento positivo da humanidade em si.

VOLTANDO AO NÍVEL EXTERIOR CONSCIENTE


Nosso retorno à consciência exterior deve ser um lento e regular acesso às freqüências
mais altas. A contagem será progressiva de 1 a 5. Quando contarmos 3 reforçaremos nossos
propósito e objetivos, fazendo o mesmo quando dissermos 5.
Assim como existe todo um ritual para entrar no nível básico, o mesmo deve ocorrer
quando desejamos sair dele. Sair do nível do plano básico obedecendo á contagem progressiva
de 1 a 5 nos faculta, com o tempo e a prática permanecer no nível o tempo que desejarmos e
precisarmos, e só sair dele após efetuada a contagem.

MÉTODO REGULAR PARA ENTRAR NO NÍVEL 1


Ponha-se em posição confortável. Relaxe o corpo completamente. Feche os olhos. Tome
uma respiração profunda e, ao exalar, repita mentalmente e visualize o número 3 três vezes.
Tome outra respiração profunda e, ao exalar, repita mentalmente e visualize o número 2
três vezes.
Tome outra respiração profunda e, ao exalar, repita mentalmente e visualize o número 1
três vezes.
Agora você está no nível 1, o plano mental básico que você pode usar para qualquer
propósito que desejar.
A partir deste plano básico você pode se projetar a qualquer outro nível, de forma
consciente e controlada, e assim funcionar de acordo com a sua vontade.

APROFUNDAMENTO
Para entrar em níveis mais profundos e mais saudáveis, você pode usar um exercício de
contagem regressiva, contando de 25 a 1, de 50 a 1 ou de 100 a 1.

FRASES BENÉFICAS
Frases positivas para seu benefício que convém repetir ocasionalmente enquanto estiver
nestes níveis mentais. Repita mentalmente. (INSTRUTOR: LEIA PAUSADAMENTE)
Minhas faculdades mentais aumentam a cada dia para me servir e melhor servir a
humanidade.
Cada dia que passa, de todas as formas e em todos os sentidos, sinto-me melhor, melhor
e melhor.
Pensamentos positivos me trazem benefícios e vantagens que eu desejo.
Tenho total controle e completo domínio sobre meus sentidos e faculdades, neste nível
mental e em qualquer outro nível, inclusive o nível exterior consciente. Assim é, e assim será.

VOLTANDO AO NÍVEL CONSCIENTE EXTERIOR Diga mentalmente para si mesmo:


"Vou contar de 1 a 5, e ao contar 5 abrirei os olhos, estarei bem desperto, bem disposto,
sentindo-me bem e em perfeita saúde, sentindo-me melhor do que antes. Não sentirei nenhum
desconforto na minha cabeça. Não sentirei nenhum desconforto nos meus ouvidos. Não sentirei
nenhum desconforto na minha vista. Vista, visão e audição melhoram sempre que eu funciono
nestes níveis mentais".
Depois, diga: "1 - 2 - saindo pouco a pouco; 3 - ao contar 5 abrirei os olhos, esta rei bem
desperto, bem disposto, sentindo-me bem e em perfeita saúde, sentindo-me melhor do que
antes".
E finalmente diga: "4 - 5".
Ao contar 5. abra os olhos e repita: "Estou bem desperto, bem disposto, sentindo-me bem
e em perfeita saúde, sentindo-me melhor do que antes".
Controle do Sono
os CICLOS DO SONO
Sabemos que o sono forma ondas cíclicas e contínuas, onde notamos pontos altos e
baixos, e que têm seu início no exato momento em que adormecemos e vai até pela manhã. O
movimento descendente, no começo, vai a DELTA profundo; à medida que o sono progride, vai se
tornando menos profundo. Uma interferência na regularidade destes movimentos geralmente
implica na perturbação do descanso. Sabemos que o sono natural é sempre melhor e pode-se
obtê-lo mediante uma variação no exercício de aprofundamento.

COMO ADQUIRIR O CONTROLE DO SONO


Certas palavras vão tendo um significado para nossa mente. Os exercícios de apro-
fundamento, com contagem regressiva, constituem parte do controle do sono, já que nosso
cérebro aprendeu que deve responder, aos números em ordem regressiva, com um maior grau de
relaxamento. As palavras "mais profundo" contêm uma segunda mensagem e um reforço. Quando
introduzidas no relaxamento crescente, condicionam nosso cérebro a distanciar-se das tensões e
das preocupações, oferecendo-lhe em contrapartida um nível mais profundo. Combinamos os dois
relaxamentos num só, promovendo um processo mental calmante, que continua com a diminuição
da consciência ativa: isto é controle do sono.

O CONDICIONAMENTO DOS ESTADOS DE CONSCIÊNCIA


Manejar nossos estados de consciência e desenvolver suas potencialidades constituem o
objetivo fundamental do Método Silva de Controle Mental. No futuro, e com a prática, podemos
nos induzir ao sono, ou então manter-nos em vigília, isto é, despertos, de acordo com a nossa
vontade. Cada uma destas operações reforça a outra, e ambas reforçam nosso controle.
Não buscamos êxito na programação para manter-nos despertos, o que desejamos na
realidade é criar uma consciência maleável pronta a ajustar-se ao propósito que^te-nhamos no
momento. Esta "flexibilidade de consciência" é um objetivo primário que se firmará com a prática.
O processo começa logo, gradualmente, com o início do curso.

PRÁTICAS E USO DOS Níveis DE CONSCIÊNCIA


Dormir implica em usar uma freqüência mais baixa do que a utilizada para programar em
ALFA, pois quando dormimos estamos em níveis mais profundos de TETA e DELTA. Nós mesmos
podemos fazer experiências estimulando ou interrompendo o ciclo do sono, aproveitando a
tendência de baixar os níveis de consciência. Lembramos, porém, que os mecanismos que atuam
sobre os diferentes níveis de consciência, cuja sintonia é sutil e delicada, exigem um controle
considerável dos mesmos. O domínio deste controle varia de pessoa para pessoa.

INTERIORIZAÇÃO DO CONTROLE DO SONO


Controle de Sono é um tipo de fórmula técnica que você pode usar para entrar num sono
natural e saudável, em qualquer lugar, a qualquer hora e sem uso de drogas. Sempre que você
precisar usar a técnica do Controle de Sono, entre no seu nível pelo método 3 a 1. Uma vez no
nível, use a fórmula técnica de Controle de Sono: Visualize um quadro negro e tenha mentalmente
um giz numa das mãos e um apagador na outra.
Depois, mentalmente, desenhe um grande círculo no quadro negro e escreva um grande X
dentro do círculo, apague mentalmente o X de dentro do círculo, começando pelo centro e tendo o
cuidado de não apagar o círculo de maneira alguma.
Uma vez apagado o X de dentro do círculo, á direita e fora do mesmo escrava as palavras
MAIS PROFUNDO. Cada vez que você escrever as palavras MAIS PROFUNDO, entrará em nível
mental mais profundo e mais saudável, em direção a um sono normal, natural e saudável. Depois,
escreva um grande número 100 dentro do círculo. Mentalmente, apague o número 100 de dentro
do círculo, começando pelo centro e tendo o cuidado de não apagar o círculo de maneira alguma.
Uma vez apagado o número 100, à direita e fora do círculo reforce as palavras MAIS
PROFUNDO. Cada vez que você reforçar as palavras MAIS PROFUNDO entrará em nível mental
mais profundo e mais saudável, em direção a um sono normal, natural e saudável.
Em seguida, escreva dentro do círculo o número 99. Apague-o da mesma forma e reforce
as palavras MAIS PROFUNDO. Cada vez que você reforçar as palavras MAIS PROFUNDO dessa
maneira, entrará em nível mental mais profundo e mais saudável, em direção a um sono natural e
saudável.
Continue com os números 98, 97, 96, 95, 94, 93, e assim por diante, em escala de-
crescente, até adormecer.
Sempre que você adormecer com o uso da técnica do Controle de Sono, acordará na hora
habitual, ou na hora marcada, e estará bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde.
Sempre que você usar a técnica do Controle de Sono desta maneira, entrará num sono
natural e saudável, em qualquer lugar, a qualquer hora, sem o uso de drogas.
Sempre que você adormecer com o uso da técnica do Controle de Sono, se alguém o
chamar, ou em caso de perigo, ou numa emergência, você abrirá os olhos, estará bem desperto,
bem disposto e em perfeita saúde.

Controle Para Despertar

TEMPO INTERIOR
O cérebro tem um relógio que planifica todos os sistemas do corpo. Esta consciência de
tempo provavelmente se aloja na base do crânio, nas chamadas formações reticulares.
A maior parte dos estímulos nervosos, provenientes de regiões situadas abaixo da cabeça,
passa, através do sistema nervoso, para a espinha dorsal e desta chega ao cérebro pelo tecido
nervoso reticular. Este tecido é responsável pela seleção dos estímulos, pois alguns recebem
imediata resposta do cérebro, ao passo que outros são "ignorados".
A técnica para despertar sem despertador está intimamente ligada a este mecanismo de
seleção, que é feita pelo tecido nervoso reticular. A bem da verdade, todas as programações que
fazemos estão ligadas a este tecido, e a emoção com que as fazemos as torna prioritárias,
passando rapidamente pela seleção ali existente.
Através do Controle para Despertar, "acertamos" nosso relógio interior, para que nosso
sono termine de forma natural, à hora que estabelecemos. Põe-se em marcha todo um plano de
ajuste interno para que nosso sono termine suavemente e não haja uma interrupção drástica
proveniente do exterior.

COMUNICAÇÃO COM O NOSSO CÉREBRO


Notamos que começamos a usar nossa consciência para chegar aos nossos propósitos,
uma vez que dentro de nossos sistemas existem mecanismos que "tomam conhecimento" dos
fatos de diversas maneiras. Isto seria uma espécie de controle natural.
Ao fazermos o controle para despertar, estabelece so uma comunicação de duas formas
distintas: o cérebro recebe a mensagem da mente, que está programada, e ao mesmo tempo
também o cérebro expressa suas necessidades, como as de todo o organismo, para que a mente
aprenda também a escutar as mensagens do cérebro, e não se limite somente a transmitir.
O uso apropriado da consciência jamais vai onerar nosso sistema cérebro-corpo, pelo
contrário, sua utilização preserva os sistemas e as nossas faculdades. Estabelecen-. dose uma
boa comunicação mente-cérebro-corpo, nos protegeremos de influências externas que, de modo
geral, interferem e alteram nossos sistemas internos.
O uso da programação para manter-nos despertos por mais tempo é uma ordem para que
nosso cérebro libere mais energia, para que a apliquemos no projeto que temos em mente.
Sabemos que o cérebro, regulador de todos os sistemas físicos, pode fornecer esta energia
adicional.
Para consegui-la, porém, devemos programá-lo de forma eficiente.
A "mágica" para transformar nossa sonolência em vigília está dentro das possibilidades do
nosso sistema nervoso. Já é sabido que o cérebro funciona à base de prioridades emocionais, e
nosso desinteresse transforma-se imediatamente numa resposta fraca, que pode perfeitamente
ser ignorada pelo cérebro. O trabalho da imaginação, a emoção, além do interesse que daremos á
aplicação das técnicas em conjunto, têm valor tão forte que farão nosso cérebro registrar a
programação. Uma programação enfática alerta nossos sentidos e assegura o êxito dos nossos
propósitos.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA PARA DESPERTAR


Controle Para Despertar é outro tipo de fórmula técnica que você pode usar para acordar
sem despertador. Isto ajuda no seu desenvolvimento de Controle Mental. Você pode também
aprender a permanecer acordado por mais tempo, quando for necessário.
Use a técnica do Controle Para Despertar a fim de aprender a acordar sem despertador.
Entre no seu nível pelo método 3 a 1, imediatamente antes de dormir.
No nível 1, visualize um relógio; mentalmente, mova os ponteiros do relógio para indicar a
hora em que você quer acordar, e diga mentalmente para si mesmo: "Esta é a hora em que eu
quero despertar, e esta é a hora em que eu vou despertar".
Permaneça no seu nível e adormeça. Você acordará na hora marcada, e estará bem
desperto, bem disposto e em perfeita saúde.

Controle Para Manter-Se Desperto


A segunda etapa do Controle Para despertar consiste em programar-nos para nos
mantermos despertos quando estamos sonolentos. A prática de exercícios, como o
condicionamento para permanecermos acordados, alerta por sua vez a consciência, para que esta
assuma uma melhor disposição.
Pode nos parecer que esta técnica ponha sob tensão nossos sistemas, mas não é o que
ocorre; através da técnica, ativamos nossas reservas extras de energia. Já que, costumeiramente,
funcionamos sem esta ajuda, a ativação desta energia adicional põe em atividade nossos
sistemas em sua plenitude de trabalho. Nossos sistemas orgânicos, assim como nosso cérebro,
são feitos para serem usados e a sua utilização freqüente serve para fortalecê-los e até
aperfeiçoá-los.

MANEIRAS NATURAIS DE PERMANECER DESPERTO


Para permanecermos despertos, faremos uso das reservas adicionais que estimulam
nosso sistema nervoso. Estes estímulos podem ser criados naturalmente, por nós mesmos, o que
é uma atitude mais saudável do que fazer uso de drogas, que induzem nosso organismo,
artificialmente, a produzir a resposta desejada. Com o uso das drogas inibimos nossas atividades
fisiológicas normais, e a mensagem que enviamos ao nosso sistema nervoso é que não
precisamos de sua ajuda. Podemos controlar nosso sistema nervoso sem o uso de drogas as
reações químicas são importantes, e tais reações podem ocorrer totalmente sob controle da
mente e sem a estimulação artificial.
Observamos que, numa emergência ou quando estamos em perigo, acionamos um
mecanismo de alarme, que nos fornece uma energia adicional. Esta mesma energia está à nossa
disposição sempre, se soubermos como alcançá-la, e isto estamos fazendo agora.
INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA PARA PERMANECER DESPERTO
Quando você se sentir sonolento e cansado, e não quiser sentir-se assim, por exemplo
quando estiver dirigindo, desvie o carro para o acostamento, desligue o motor e entre no seu nível
pelo método 3 a 1.
No nível 1, diga mentalmente para si mesmo: "Estou sonolento e cansado, mas não quero
estar sonolento nem cansado, quero estar bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde".
Então diga para si mesmo, mentalmente: "Vou contar de 1 a 5, e ao contar 5 abrirei os
olhos, estarei bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde. Não estarei sonolento nem
cansado, mas sim bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde."
Comece a contar mentalmente: "1 - 2 - 3". Ao contar 3, repita mentalmente : "Ao contar 5,
abrirei os olhos e estarei bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde".
Então, continue a contar: "4 - 5", e ao dizer 5, já com os olhos abertos, diga mentalmente:
"Estou bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde, me sentindo melhor do que antes".

Controle de Sonhos
o QUE SIGNIFICAM OS NOSSOS SONHOS
Certos segmentos de nossa vida diária fazem parte de nossos sonhos. Estes segmentos
oferecem certa classe de material, que o cérebro utiliza para os sonhos.
Depois do trabalho pioneiro de Freud, já foram feitos muitos estudos sobre o significado
dos sonhos. Não se trata somente de explicar o significado e os símbolos. Não interessa ao
Controle Mental a enorme lista que são os símbolos universais dos sonhos. Sabemos que os
sonhos refletem experiências, atitudes e interesses. Possivelmente o melhor intérprete dos nossos
próprios sonhos somos nós mesmos. O significado dos sonhos flutua entre os significados
universais e particulares, de modo que a simbologia é muitas vezes problemática. Nosso interesse
concentra-se no que os sonhos significam para nós, e este será o nosso objetivo na presente
investigação.

CONTROLE DE SONHOS
O controle de sonhos é uma técnica que pode ser usada com o fim de praticar a re-
cordação e interpretação dos sonhos. Ela ajuda no desenvolvimento do Controle da Mente.
O que havíamos dito em relação ao controle para despertar, no sentido de produzir
impressões efetivas em nosso cérebro, também se aplica ao Controle de Sonhos. Pode parecer
que os sonhos constituam uma área mais delicada, que vem e vai com o decorrer da fantasia, às
vezes sem oferecer um significado aparente, outras expressando algum conteúdo que mereça
consideração. Começamos a programar que os sonhos ocorram mais claramente à consciência,
através da memória. Primeiramente fortalecemos a relação dos sonhos com a consciência, isto
nos fará caminhar em direção ao funcionamento dirigido dos sonhos.
Não podemos controlar nossos sonhos na íntegra, isto é, não podemos estabelecer como
serão nossos sonhos, porém podemos formular perguntas, colocar problemas para que nossos
sonhos elaborem soluções.

AS MÚLTIPLAS FONTES DOS SONHOS


Os sonhos dependem freqüentemente de numerosas variáveis, e por esta razão nossa
atitude diante da vida afeta nossos sonhos.
Um estilo regular de vida pode ter um efeito estabilizador sobre as características dos
nossos sonhos, assim como muitas experiências novas, variações emocionais, podem causar
irregularidades. Nem sempre podemos controlar os rumos de nossa vida, nem tampouco é
benéfica uma vida sem alterações.
A psicologia, as emoções, o temperamento, os fatos diários, figuram na formação dos
sonhos. Apesar de todos estes fatores interferirem na estabilidade dos sonhos, uma programação
contribuirá para torná-los mais regulares. Muito do conteúdo simbólico dos sonhos dependerá de
nossos contatos com o subconsciente, mas, com o tempo e com a prática adquirimos um controle
sobre nossos sonhos.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DE CONTROLE DE SONHOS CONTROLE DE


SONHOS - 1ª ETAPA
Para praticar a recordação de um sonho: Na hora de dormir, entre no seu nível pelo
método 3 a 1. Uma vez no nível 1, diga mentalmente a si mesmo: "Eu quero me lembrar de um
sonho e vou me lembrar de um sonho". Depois desta afirmação, adormeça no seu nível.
Você vai despertar durante a noite ou pela manhã com a viva recordação de um sonho.
Tenha papel e lápis á mão para anotá-lo imediatamente. Quando estiver satisfeito com os
resultados da Primeira Etapa, comece a Segunda Etapa do Controle de Sonhos.

CONTROLE DE SONHOS - 2ª ETAPA


Para praticar a recordação de sonhos (desta vez serão mais de um): Na hora de dormir,
entre no seu nível pelo método 3 a 1. Uma vez no nível 1, diga a si mesmo mentalmente: "Eu
quero me lembrar dos meus sonhos e vou me lembrar dos meus sonhos". Depois desta
afirmação, adormeça no seu nível.
Você poderá acordar durante a noite ou pela manhã com vivas recordações de seus
sonhos. Tenha papel e lápis à mão para anotá-los imediatamente, sempre que acordar. Quando
estiver satisfeito com os resultados da Segunda Etapa, comece a Terceira Etapa do Controle de
Sonhos.

CONTROLE DE SONHOS - 3ª ETAPA


Esta etapa é diferente das outras, pois destina-se à programação de um sonho que lhe
traga informações que você possa recordar, entender e usar para resolver um problema.
Para isso, antes de dormir, entre no seu nível pelo método 3 a 1. Uma vez no nível 1, diga
mentalmente a si mesmo. "Eu quero ter um sonho que contenha informações para resolver o
problema que tenho em mente". Exponha o problema através de imagens mentais e acrescente:
"Eu terei o sonho, o recordarei e o entenderei". Depois disso, adormeça nesse nível.
Você poderá acordar durante a noite ou pela manhã com a viva recordação do sonho
desejado.
Você terá esse sonho, o recordará e o entenderá.

Controle da Dor de Cabeça


Compreendemos muito melhor a dinâmica da programação através das explicações e das
experiências e das técnicas anteriores. O controle da Dor de Cabeça traz novas considerações. A
primeira delas é que um cérebro sob controle pode rejeitar certos estímulos de dor. Podemos
diminuir ou mesmo bloquear a dor com mais facilidade do que pensamos. A programação não é
diretamente dirigida contra a sensação de dor, e sim no sentido de substituir a dor por uma
sensação agradável, que é exatamente o que pretendemos nesta programação.
A dor freqüentemente tem um efeito traumático sobre nosso sistema nervoso, para
suportá-lo, uma grande quantidade de energia é despendida. Não é difícil ver e sentir os efeitos
benéficos do alívio da dor, além disso, controlando a dor, concorremos para o nosso bem-estar
geral.

TRANSFORMAÇÕES DAS CONDIÇÕES QUE CAUSAM A DOR


A segunda consideração, que é introduzida através da técnica de Controle da Dor de
Cabeça, é que podemos transformar as causas que podem originá-la, como pressões e tensões.
Por um certo espaço de tempo, conseguimos reagir aos estímulos que produzem a dor de
cabeça. Os estímulos que dão origem a estas irregularidades podem ser substituídos por
estímulos positivos através de uma programação construtiva, que restabeleça a ordem interior e
promova condições saudáveis e normais. Isto significa que podemos mudar os estímulos e
reestruturar positivamente a sensação de dor e mal-estar.
A técnica do Controle da Dor de Cabeça nos oferece um método simples, mas eficaz, para
mudar a programação negativa dos estímulos dolorosos. Geralmente, dores são respostas do
organismo de que algo não vai bem.
Para dores de cabeça do tipo tensão, faça uma aplicação. Para dores de cabeça tipo
enxaqueca, faça três aplicações com intervalos de cinco minutos cada uma. Estas técnicas devem
ser usadas com o conhecimento médico.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DA DOR DE CABEÇA DORES DE CABEÇA TIPO


TENSÃO
Quando tiver uma dor de cabeça tipo tensão, entre no seu nível pelo método 3 a 1. Uma
vez no nível 1, diga mentalmente a si mesmo: "Eu tenho uma dor de cabeça e sinto esta dor de
cabeça. Eu não quero ter dor de cabeça, não quero sentir dor de cabeça."
"Vou contar de 1 a 5, e ao contar 5 abrirei os olhos, estarei bem desperto, bem disposto,
em perfeita saúde. Não terei dor de cabeça. Não sentirei dor de cabeça".
Então, comece a contar vagarosa e mentalmente: "1-2-3 ", e ao contar 3, reforce que: "Ao
contar 5 abrirei os olhos, estarei bem desperto, bem disposto, em perfeita saúde. Não terei
nenhum desconforto em minha cabeça".
Note que no nível 3 fizemos uma alteração de dor para desconforto, deixamos a dor para
trás. Então, continue a contar vagarosa e mentalmente: "4 - 5", e ao contar 5, já com os olhos
abertos, diga a si mesmo: "Estou bem desperto, bem disposto e em perfeita saúde. Eu não tenho
nenhum desconforto em minha cabeça. Eu não sinto nenhum desconforto em minha cabeça". E
assim será.

DORES DE CABEÇA TIPO ENXAQUECA


Se você sofre de dores de cabeça do tipo enxaqueca, entre no nível pelo método 3 a 1.
Uma vez no nível 1, repita o mesmo procedimento da dor de cabeça tipo tensão, mas
desta vez faça três aplicações com intervalos de cinco minutos.
Você notará que a primeira aplicação reduzirá o desconforto. Espere cinco minutos e faça
a segunda aplicação. A segunda aplicação reduzirá ainda mais o desconforto. Espere mais cinco
minutos e faça a terceira aplicação. Com a terceira aplicação, todo o desconforto terá
desaparecido.
Daí em diante, quando aparecerem os sintomas, uma aplicação será suficiente para
solucionar o problema de enxaqueca.
Conforme você continuar a resolver o problema desta forma, os sintomas aparecerão com
menos freqüência, até que o organismo se descondicione e esqueça de como produzi-los,
fazendo assim desaparecer o problema de enxaqueca, sem o uso de drogas.
Para corrigir problemas de saúde aplique as técnicas de Controle Mental e consulte a seu
médico.
MC202MP

Melhoramento pessoal
A segunda etapa do Método Silva é dirigida ao nosso automelhoramento, à nossa vida
pessoal, ao êxito e ao rumo das ações que compõem nosso dia-a-dia. Anteriormente aprendemos
como relaxar-nos e exercitamos o controle físico, agora voltamos nossa atenção para os
interesses cotidianos e determinamos o rumo de nossa vida, lembrando-nos sempre de que as
coisas boas agem em conjunto para a harmonia do universo, e que neste processo ascendente da
humanidade é que desejamos sempre participar.

Tela Mental

o OBJETIVO DA TELA MENTAL


A primeira técnica que encontramos nesta etapa é a Tela Mental. Ela influi em toda a
seqüência seguinte de técnicas, pois todos os exercícios convergem para um ponto imaginário,
denominado Tela Mental, que é um mecanismo que ajuda a simplificar a solução dos problemas.
Poderíamos pensar que não precisamos criar a Tela Mental, porque é suficiente imaginar o que
desejamos. Recordamos sem vacilar que nosso cérebro funciona melhor nas situações que lhe
são familiares, incitando-o a desenvolver melhor suas atividades. A Tela Mental formula a situação
com mais clareza e estabelece um ambiente emocional que dá mais vida e cor ao nosso mundo
interior. Ao avivarmos as cores da cena, fixamo-la numa tônica de otimismo, pois a Tela Mental
não é somente um ponto imaginário onde projetar estas cenas, é toda uma atitude interior dirigida
para os nossos projetos e propósitos.

USO GERAL DA TELA MENTAL


A Tela Mental significa que o trabalho da imaginação será o ponto de convergência e
contato entre a mente e as experiências interiores que iremos criar e programar. Ela unifica as
diversas fases da vida interior, pois ao darmos vazão à criatividade, comunicação e educação, na
solução de problemas, isto acrescentará a participação dos nossos sentidos internos, já que todas
estas atividades se desenvolvem numa dimensão interior e centralizam-se na tela que criamos. O
objetivo da Tela Mental é pôr em ordem nosso mundo interior, classificar e separar a atividade
mental da imaginação ociosa, e solucionar problemas de maneira criativa. Inicialmente
controlamos nosso interior, para que este controle se estenda posteriormente aos aspectos
externos de nossa vida e, finalmente, beneficie todas as áreas de nossa atividade.

O PAPEL ESPECIAL DA TELA MENTAL


A Tela Mental vincula nossa vida interior à exterior, assim como a personalidade, nossas
atitudes, nosso comportamento nos relacionam com a comunidade em que vivemos. A vida
interior não é formada de fatos isolados que ocorram ao acaso, sem propósito ou razão de ser.
Para haver êxito e conseguirmos uma transformação básica, precisamos de toda uma estrutura
teatral, com um palco para a ação das cenas interiores, e a partir daí organizar e unificar todos os
processos iniciais. Cada programação está interligada á seguinte, através da influência decisiva
que vai deixando em nossas vidas e que, em última análise, é o elemento permanente e
preponderante da Tela Mental. Cada ação interior está ligada à seguinte pela continuidade que a
Tela Mental cria.
OUTRA FINALIDADE DA TELA MENTAL
Há outra razão para a técnica da Tela Mental: além de ir interligando as nossas diferentes
atividades, a Tela Mental é também o "centro de processamento de dados" de nossas
experiências com a programação. Isto tem, para nosso cérebro, grande importância, pois é ali que
buscamos referências para as emoções que vamos imprimir às programações. Geralmente
desprezamos, ou não damos grande importância a estes atalhos sutis da nossa mente, que
determinam a atmosfera favorável, que é o reforço emocional que facilita a programação. Na Tela
Mental acumulamos as experiências bem sucedidas, que são os pontos de referência mais
importantes para o êxito da programação. Cada fato contribui com sua influência individual e
aumenta progressivamente a efetividade das programações.

INTERIORIZAÇÃO DA TELA MENTAL


Para localizar a sua Tela Mental comece com os olhos fechados e voltados levemente para
cima, num ângulo de aproximadamente 20 graus acima do plano visual horizontal.
A área que você perceber com a sua mente é a sua Tela Mental.
Para desenvolver o uso da sua Tela Mental, projete imagens (filmes mentais) nessa tela,
especialmente imagens coloridas. Concentre-se em ver (perceber) mentalmente as cores e seus
tons.
Não use suas pálpebras como Tela Mental, projete as imagens distante e fora do seu
corpo.

Chaves De Memória
o primeiro uso que faremos da Tela Mental será para estabelecer as Chaves de Memória.
Ela consiste numa série de imagens fortemente enfatizadas e numeradas de 1 a 100. Estas
imagens devem ser diferentes, cômicas ou extravagantes, de tal forma que causem impacto à sua
lembrança e sejam retidas na memória. Os quadros sucessivos que se formam na Tela Mental são
enriquecidos pelos detalhes e cores. O exercício não requer esforço e se transforma num
entretenimento criativo e divertido. Há pessoas que acham que memória não é com elas, é para
os outros. Estas pessoas devem ser as mesmas que acham que o êxito também é para os outros,
só que desta vez descobrirão, com satisfação, a sua capacidade.
A Chave de Memória desempenha papel importante, uma vez que pode ser empregada
para fins práticos, e não, como parecia à primeira vista, um exercício onde criamos imagens
grotescas para exercitar nossa imaginação. O resultado é espantoso, já que conseguimos lembrar
todos os itens de uma longa lista, elaborada ao acaso, e que foi indelevelmente fixada, mediante
uma associação de idéias.
Os exercícios mentais nos revelam nossas reais possibilidades e demonstram que
estruturar nosso mundo interior traz mudanças exteriores visíveis. Além do mais, as satisfações
que teremos nos farão constatar a inegável relação que existe entre a imaginação e o manejo de
nossas aptidões. O mais importante é que o manejo da Chave de Memória fortalece a
visualização e a imaginação, desenvolvendo uma clarividência que conduz à melhor comunicação
subjetiva.

INTERIORIZAÇÃO DA CHAVE DE MEMÓRIA


Número 1. A letra T, a palavra chave é TEIA. Projete uma Teia em sua Tela Mental.
Número 2. A letra N, a palavra chave é NOÉ. Projete o NOÉ na sua Tela Mental.
Número 3. A letra M, a palavra chave é MEIA. Projete uma MEIA em sua Tela Mental.
Número 4. A letra R, a palavra chave é RÃ. Projete uma RÃ em sua Tela Mental.
Número 5. A letra L, a palavra chave é LUA. Projete a LUA na sua Tela Mental.
Número 6. A letra J, a palavra chave é JÓIA. Projete uma JÓIA em sua Tela Mental.
Número 7. A letra G, a palavra chave é GUIA. Projete um Guia em sua Tela Mental.
Número 8. A letra F, a palavra chave é FIO. Projete um FIO em sua Tela Mental.
Número 9. A letra B, a palavra chave é BOI. Projete um BOI em sua Tela Mental.
Número 10. As letras T e S, a palavra chave é TIOS. Projete TIOS em sua Tela Mental.

1. TEIA 21. NOTA 41. RATO 61. JUTA 81. FOTO


2. NOÉ 22. NENÊ 42. RENA 62. JÂNIO 82. FENO
3. MEIA 23. NOME 43. RAMO 63. JAMÃO 83. FAMA
4. RÃ 24. NE RO 44. RARO 64. JÚRI 84. FARO
5. LUA 25. NILO 45. ROLO 65. JILÓ 85. FILÉ
6. JÓIA 26. NAJA 46. ROJÃO 66. JEJÁ 86. FEIJÃO
7. GUIA 27. NEGO 47. RÉGUA 67. JOGO 87. FUGA
8. FIO 28. NIFE 48. RIFA 68. JAFÉ 88. FOFO
9. BOI 29. NABO 49. RABO 69. JABÁ 89. FUBÁ
10. TIOS 30. MESA 50. LOUSA 70. GÁS 90. BASE
11. TATU 31. MOTO 51. LEITE 71. GATO 91. BOTA
12. TINA 32. MANA 52. LONA 72. GÊNIO 92. BOINA
13. TIMÃO 33. MAMÃO 53. LIMÃO 73. GEMA 93. BOM
14. TORA 34. MURO 54. LIRA 74. GARI 94. BAR
15. TALÃO 35. MEL 55. LULA 75. GALO 95. BALA
16. TEJO 36. MAJU 56. LAJE 76. GAJO 96. BEIJO
17. TOGA 37. MAGO 57. LAGO 77. GAGO 97. BAGO
18. TUFÃO 38. MOFO 58. LUFA 78. GAFE 98. BAFO
19. TUBA 39. MIBA 59. LÁBIO 79. GOIABA 99. BABA
20. NASA 40. ROSA 60. JOSÉ 80. FACE 100. TOSSE
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0
T N M R L J C F B S ou Ç
Técnica Dos Três Dedos

TÉCNICA DE REFORÇO DOS TRÊS DEDOS


Antes de prosseguirmos, desenvolveremos uma técnica de reforço, nos prevalecendo da
facilidade que o cérebro tem de estabelecer uma relação entre certos sinais interiores e seus
significados ou sensações exteriores. Por exemplo: a luz vermelha significa "perigo", e no trânsito
quer dizer "pare". A luz amarela indica "atenção". Aproveitando esta "tendência às reações",
programamos a Técnica dos Três Dedos, como um mecanismo de reforço, para maior
concentração, aumentar a atenção ou canalizar mais energia. Pode ser usada de diversas
maneiras, para recordar algo, para buscar idéias ou como mecanismo de disparo.
A Técnica dos Três Dedos se apoia numa forma de expressão que nos é familiar, os
gestos. As pessoas gesticulam para se expressar ou para enfatizar descrições de fatos ou cenas.
Estes gestos são expressões naturais que despertam reações emotivas na pessoa que fala e nos
ouvintes. Os gestos, dentro de um contexto mental tendem a produzir estímulos que estão
associados a uma série de eventos. Desta maneira, criamos um gesto determinado para
intensificar a memória, a concentração ou atenção seria como um sinal de comando para o
cérebro, a fim de que ele envie uma quantidade suplementar de energia para a área desejada. A
Técnica dos Três Dedos funciona melhor se reforçada em níveis profundos de consciência.

TRÊS DEDOS COMO AUXILIAR DO CONDICIONAMENTO GERAL


A relação entre a mente e o cérebro, é elástica, e seus efeitos mútuos dependem do uso
que se lhes dê. Três Dedos pode ser usada independente da técnica que se esteja usando no
momento, por ser uma técnica para aumentar o potencial energético.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DOS TRÊS DEDOS


Unindo as pontas dos primeiros dedos de qualquer uma das mãos, você fará com que a
sua mente se ajuste a um nível mental mais profundo de consciência, para uma programação
mais forte.
Neste momento, una os primeiros 3 dedos de qualquer uma de suas mãos. (PAUSA).
Informação programada, mais fortemente, é recordada com mais facilidade, o que dá por
resultado uma memória superior.
Para ler uma lição, usando a técnica dos 3 Dedos, você fará da seguinte maneira:
Você entrará no Nível 1, com o método 3 a 1, uma vez no Nível 1 você dirá mentalmente:
"Vou contar de 1 a 3 e ao dizer 3 abrirei meus olhos para ler esta lição, (mencione título, matéria e
autor) e continuará dizendo: os ruídos não me distrairão. Terei uma concentração superior e uma
melhor compreensão".
Então você contará devagar: 1 - 2 - 3. Ao dizer 3 você abrirá os olhos e lerá a lição.
Quando você tiver lido a lição, entrará outra vez no Nível 1 com o método 3 a 1. Uma vez
no Nível 1 você dirá mentalmente: "A lição que acabei de ler (mencione título, matéria e autor)
poderei recordar em qualquer momento no futuro com o uso da técnica dos 3 Dedos". Você sairá
do Nível 1, contando de 1 a 5.
Para escutar uma conferência com a técnica dos 3 Dedos, você fará da seguinte maneira:
Você entrará no Nível 1, com o método 3 a 1. Uma vez no Nível 1, você dirá mentalmente:
"Vou contar de 1 a 3 e, ao dizer 3, abrirei meus olhos, para escutar esta conferência" (mencione o
título, matéria e nome do conferencista) e você continuará, dizendo mentalmente: "Os ruídos não
me distrairão, terei uma concentração superior e uma melhor compreensão. Poderei recordar esta
conferência qualquer momento no futuro com o uso da técnica dos 3 Dedos". Você continuará,
dizendo mentalmente: "Vou usar a técnica dos 3 Dedos e permanecer com os olhos abertos
durante a conferência, fazendo uso da Técnica dos 3 Dedos.
Para fazer provas usando a Técnica dos 3 Dedos, você usará o método dos 3 ciclos.
Primeiro ciclo: Leia as perguntas da prova como sempre tem feito, porém nao se detenha
muito em nenhuma pergunta. Se você souber a resposta, escreva-a; caso contrário, passe para a
próxima pergunta.
Segundo ciclo: Use a Técnica dos 3 Dedos e faça o mesmo que no Primeiro ciclo, porém,
detenha-se um pouco mais nas perguntas ainda não respondidas. Se a resposta lhe ocorrer,
escreva-a; caso contrário, passe para a próxima pergunta.
Terceiro ciclo: Use a Técnica dos 3 Dedos. Leia as perguntas não respondidas e, se ainda
não souber a resposta, feche os olhos, volte-os um pouco para cima e visualize seu professor em
sua Tela Mental, e lhe pergunte a resposta. Depois, limpe sua mente por um instante e pense
novamente na resposta.
Considere a primeira impressão que você tiver, como sendo a resposta correta. Nunca
entregue perguntas sem respostas.

Espelho da Mente
o Espelho da Mente é uma forma especial de Tela Mental, e serve para enquadrar nossos
projetos. O uso precípuo do Espelho da Mente é solucionar problemas dos quais conheçamos a
solução. Imaginamos um espelho grande no formato que mais nos agrade, e nele projetamos por
uma única vez o problema, em seguida faremos uma análise detalhada das causas, origens e
implicações ou, simplesmente, perguntamos em que consiste o problema. Neste momento, o
examinamos franca e objetivamente, avaliamos suas reais dimensões e seu conteúdo, pois não
podemos imaginar soluções sem um perfeito entendimento das causas. A solução será projetada
logo em seguida, e cada vez que pensarmos no problema, pensaremos somente na solução e não
mais no problema.
Esta técnica difere da Tela Mental, pois só a usamos para os problemas dos quais
conhecemos a solução. Através do Espelho da Mente influenciamos nossos programas de forma
positiva, como também produzimos efeitos favoráveis sobre outras pessoas e situações.
Provavelmente muitos perguntarão: "E visualizar uma solução, fará com que ela se concretize?"
Esta pergunta nos levaria a indagar como pode a mente influenciar situações do meio externo. Há
inúmeras teorias sobre a possibilidade das influências mentais controlarem, de forma subjacente,
todos os processos de vida. Alguns dizem que tudo quanto existe é manifestação do pensamento,
e que vivemos num mar de forças mentais, que compõe toda atmosfera que nos cerca. Não
vamos, aqui, apresentar teorias sobre as influências mentais, e de que fontes elas emanam;
simplesmente, afirmamos que visualizar resultados ou soluções propicia sua concretização.
Sabemos que as leis mentais existem, e quando criamos a imagem-solução, entramos em
harmonia com a Mente Universal que detém todas as informações, respostas e soluções.
Pensamentos positivos atraem respostas positivas, ajudando-nos desta forma, a concretizar
nossas aspirações.
O efeito do inconsciente tem influência relevante em nossa vida. As atitudes das pessoas
que nos cercam, as influências que elas projetam, e mesmo as tendências atuais e seus valores,
nos afetam He forma que não percebemos conscientemente. Cada um de nòs contribui para a
atmosfera geral, e esta age sobre a sociedade. Nossas motivações, intenções e projetos pessoais
afetam a todos. Estes fatores têm sido postos à prova e seus efeitos definitivamente
comprovados. As resoluções que tomamos, as atitudes que externamos para os outros,
especialmente para as crianças, têm influências formativas sobre elas. Esta é uma técnica que
pode ser útil em todos os aspectos da vida, e trará efeitos importantes a muitos casos que teriam
ficado sem solução.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DO ESPELHO DA MENTE


O Espelho da Mente é uma fórmula técnica mental que você pode usar para resolver
problemas.
Crie e projete em sua Tela Mental um espelho grande. Este espelho você usará como o
Espelho da Mente.
O Espelho da Mente pode ser ampliado mentalmente para qualquer tamanho, para que
caiba dentro de sua moldura, um ou mais objetos, uma ou mais pessoas, uma cena pequena ou
uma cena grande.
A cor da moldura do Espelho da Mente poderá ser trocada de azul escuro para branco. A
moldura azul escuro indicará o problema e a moldura branca a imagem do problema já resolvido.
Para resolver um problema ou alcançar uma meta com a técnica do Espelho da Mente
você fará da seguinte maneira:
Você entrará no nível 1 com o método de 3 a 1; uma vez no nível 1 você projetará em sua
Tela Mental o Espelho da Mente com a moldura azul escura; nesse espelho você projetará, em
seguida, a imagem do problema, quer seja objeto, pessoa ou cena, e fará um bom estudo e
análise da situação;
Uma vez estudado e analisado o problema você apagará a imagem do problema, moverá
o espelho para a esquerda e trocará a moldura do espelho para a cor branca. Com a moldura
nesta cor você projetará a imagem do problema já resolvido.
Daí em diante, cada vez que você pensar nesse projeto, o visualizará já resolvido no
espelho com moldura branca. E obterá os resultados desejados. E assim será.

Levitação da Mão

CONTROLE INTERIOR DOS SISTEMAS ORGÂNICOS


Esta técnica tem vários propósitos: primeiro demonstra como nossa mente atua sobre
nossos sistemas orgânicos. Estamos tão acostumados à ação voluntária, mediante a qual
movemos braços, mãos, pés e cabeça, que chegamos ao ponto de supor que esta é a única
maneira de dominar nossos movimentos. Há, na realidade, outras maneiras de domínio, embora
mais sutis, estas maneiras têm poder suficiente para efetuar mudanças em várias partes do nosso
corpo. Conhecemos bem o domínio consciente, ao qual estamos afeitos a recorrer diariamente.
Existe dentro de nós, porém, outra fonte de controle, que podemos também aprender a manejar.
Ao identificarmos esta outra possibilidade, é evidente que se torna mais fácil alcançar nossos
poderes interiores e saber como podem influir em nossa vida. Quer exercitemos este controle ou
não, ele, de todos os modos, exerce efeitos formativos e definitivos sobre nós. O segundo objetivo
da Levitação da Mão é o aprofundamento nos níveis mentais. Para aperfeiçoar esta técnica,
necessitamos obter um controle mais profundo do nosso interior. O êxito nesta técnica pode não
ser imediato, uma vez que a inter-relação cérebro-corpo precisa adaptar-se ao controle muscular
mais profundo. Por não estarmos acostumados a nos relacionar desta forma, a comunicação com
o cérebro resultará um pouco diferente. Por outro lado, o processo natural, que segue uma certa
tônica, efetuando o movimento muscular, deverá ser mudado para que o outro possa operar. Esta
mudança requer algum tempo para que um processo ceda lugar ao outro, o que pode não
acontecer na primeira vez que se experimente. A prática contínua de Controle Mental servirá no
aperfeiçoamento deste exercício, uma vez que as técnicas se ajudam mutuamente.

OS BENEFÍCIOS DA LEVITAÇÃO DA MÃO


Além de conseguirmos maior contato com nosso mundo interior, através da Levitação da
Mão, promovemos uma maior atividade dos níveis interiores, pois, usando sistematicamente
níveis mais profundos, provocamos mudanças no nosso consciente interior. Obtendo maior
contato com os níveis internos, começamos a ativar de um modo novo e diferente nossos
sistemas, alcançando mais flexibilidade para chegarmos a qualquer nível mais profundo da mente.
Isto significa maior destreza para chegar ao nível desejado, e domínio mais efetivo de nossa vida
interior e exterior, traduzida por uma profunda calma e paz. que estabiliza nosso ser.
DERIVAÇÃO DA LEVITAÇÃO DA MÃO
Finalmente, a Levitação da Mão nos proporciona controle sobre áreas de ação interna, que
não são acessíveis ao mais comum dos controles que usamos para movimentar-nos. Isto não se
consegue automaticamente com o domínio deste exercício, e sim com o que conseguimos
desenvolver através dele. Ao praticarmos esta técnica nos familiarizaremos com o uso dos planos
mentais mais profundos, estabelecendo condições que permitam alcançá-las, quando desejarmos.
Não há por que ficarmos limitados ao controle dos processos orgânicos, podemos ir além,
trabalhando com a imaginação, de uma forma totalmente nova, o que será explicado nas etapas
subsequentes.

INTERIORIZAÇÃO DA LEVITAÇÃO DA MÃO


Para entrar no seu nível pelo método da levitação da Mão:
Sente-se em posição ereta, olhando para sua mão mais forte e concentrando-se nela,
enquanto as duas mãos repousam no seu colo com as palmas voltadas para baixo.
Depois, enquanto contar muito lentamente de 10 a 1, você passará por um ciclo completo
de Levitação da Mão, para entrar num nível mental mais profundo e mais saudável.
Enquanto estiver contando mentalmente e muito devagar, você fará com que sua mão se
torne muito sensível, e movimentará qualquer um dos dedos dessa mão.
Depois, você fará com que seus dedos se separem um dos outros, muito vagarosamente,
e se levantem de seu colo; você desejará que toda a sua mão e seu braço levantem
vagarosamente de seu colo.
Enquanto você continua contando mentalmente numa escala decrescente, de 10 a 1, você
continuará concentrando-se em ver sua mão e seu braço subirem, muito vagarosamente, em
direção ao seu rosto, movendo-se de tal modo que o dorso de sua mão venha a tocar seu rosto.
Quando a sua mão tocar o seu rosto, seus olhos se fecharão, você tomará uma respiração
profunda e ao exalar você permitirá que sua mão regresse á posição de descanso no colo. Você
estará, então, num nível mental mais profundo e mais saudável.
Ao iniciar a contagem pelo número 10, você estará olhando para sua mão, não afaste os
olhos de sua mão, no 9 você fará com que sua mão fique sensível, muito sensível. Você fará com
que um de seus dedos se mova vagarosamente; então você fará com que seus dedos se separem
lentamente un dos outros, e ao mesmo tempo fará com que a mão se levante do seu colo,
juntamente com o braço.
No 8 sua mão vai continuar subindo em direção ao seu rosto, — 7, mais e mais alto; você
vai sentir seu braço mais e mais leve; — 6, você fará com que sua mão se sinta mais e mais leve,
e fará com que ela suba mais e mais em direção ao seu rosto; — 5, mais e mais alta, mais e mais
leve; — 4, mais alta e mais leve; - 3; mais alta e mais leve.
Quando sua mão estiver prestes a tocar seu rosto, e você estiver pronto para entrar num
nível mental mais profundo, você vai permitir que sua mão toque seu rosto, e nesse momento
seus olhos se fecharão, você tomará uma respiração profunda, e ao exalar permitirá que sua mão
regresse à posição de descanso em seu colo.
— 2, se ainda não tiver tocado com a mão no rosto aproxime-a mais, — 1, permita que sua
mão toque seu rosto,~ neste momento, feche os olhos, tome uma respiração profunda, e ao
exalar permita que sua mão regresse à posição de descanso no colo.
Aqui você está num nível mental mais profundo e mais saudável, mais profundo que antes.
Recomendamos que esta técnica seja usada em associação com a próxima técnica, que é
a Técnica da Luva Anestésica. Depois de ter feito os dois exercícios, você poderá sair de seu nível
usando o método de 1 a 5.

Luva Anestésica
Depois da Levitação da Mão, passamos à Luva Anestésica, que é uma aplicação prática
dos níveis mentais mais profundos. Começamos por usá-los para produzir determinadas
sensações, ou para aliviar a dor. O domínio das sensações tem dois aspectos: um é produzi-las e
outro é eliminá-las, quando indesejáveis. A Luva Anestésica pode ser usada para ambos os casos.
Desenvolveremos uma sensação de formigamento e de resfriamento, a qual predominará sobre
as outras, especialmente sobre a dor. Este treinamento nos deixa aptos para eliminar a percepção
dolorosa. Este controle é específico, e a impressão de frio tem as características da anestesia que
adormece determinada área do corpo. No caso de dor, produzimos a insensibilidade voluntária, e
podemos reduzi-la até que ela desapareça. Não há por que duvidar dessa capacidade, nem de
seus resultados, pois, de fato, acionamos todos os mecanismos necessários para bloquear a dor,
como é certo também que podemos aprender a controlar estes mecanismos.

OUTRO ASPECTO DA LUVA ANESTÉSICA


Esta técnica inclui outros aspectos que se somam á prática da programação: o fato de
poder imaginar uma situação "externa" obtendo os resultados desejados. Ao pensarmos que a
mão se resfria reproduzimos uma situação imaginária que a resfria. Este quadro imaginário
reforça o propósito inicial, através da influência de uma situação que poderíamos chamar externa,
mostrando outra dimensão que nossa imaginação pode usar, produzindo as impressões reais e
que nos convém computar no cérebro, que responderá de acordo com a solicitação que lhe foi
feita. Se dissermos ao cérebro que uma de nossas mãos se tornou momentaneamente insensível,
ele fixará esta ordem e desenvolverá as reações adequadas para cumpri-la. As sensações que
desenvolveremos constituem a Luva Anestésica.

TRANSFERINDO A ANESTESIA
Esta técnica adquire seu verdadeiro sentido quando aprendemos a transferir a sensação
de insensibilidade da mão para outra parte do corpo; isto significa controle natural da dor. Revela
como funciona o cérebro, o, que, estimulado pela imaginação, emoção e o propósito que lhe foi
sugerido, tende a acomodar-se aos programas que a mente lhe impõe, além de cooperar nas
ligações naturais existentes na relação cérebro-corpo. A transferência da anestesia para outra
parte do corpo extrai do cérebro a capacidade para dominar a dor. Com treino, desenvolvemos
aptidões para combater doenças. A maneira como descobrimos esta faculdade de eliminar a dor
depende, em grande parte, de nosso condicionamento, o qual, em especial nesta técnica, é
estabelecido por nós mesmos. Se realmente transmitimos a anestesia de um ponto para outro,
além da importância prática, exercitar a Luva Anestésica ajuda a aprofundar os níveis mentais.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DA LUVA ANESTÉSICA


Sente-se em posição ereta, com espaço suficiente para que seus braços possam cair para
os lados. Então, deixe sua mão mais forte cair para o lado, colocando-a dentro de um balde
imaginário de água quente, tão quente quanto você possa suportar.
Você deve recordar-se, então, de uma ocasião em que teve sua mão na água quente,
qualquer ocasião que você possa recordar vivamente. Você imaginará o vapor da água entre os
seus dedos, sentirá sua mão suando. Depois, tire sua mão da água quente e deixe-a repousar em
seu colo. Depois disso, deixe cair a mão menos forte para o lado, colocando-a dentro de um balde
imaginário de água gelada, com muitos cubos de gelo dentro. Você, então, deve recordar-se de
alguma ocasião em que teve sua mão na água gelada, qualquer ocasião que você possa recordar
vivamente. Você sentirá a água gelada e os cubos de gelo entre os seus dedos. Sinta sua mão
gelada.
Seu desejo de sentir a mão gelada tornará sua mão mais fria. Seu desejo pode tornar sua
mão tão fria que você a sentirá diferente do normal. Qualquer sensação diferente do normal é
considerada como Luva Anestésica. Qualquer sensação, como um formigamento ou vibração,
como se sua mão estivesse adormecida, como se você tivesse uma luva de couro na mão, como
se a sua mão fosse feita de madeira, ou como se você não tivesse mão, qualquer sensação
diferente do normal será considerada como Luva Anestésica.
Enquanto sua mão se torna mais e mais fria a cada segundo que passa, você pode rever
as primeiras dez Chaves de Memória para melhorar a visualização. Número 1, a letra é T, a
palavra-chave é TEIA, você projeta em sua Tela Mental a imagem de uma Teia. Continua com as
demais chaves, até chegar ao número 10.
Então, você vai tirar sua mão da água gelada e colocá-la para cima, atrás de sua cabeça;
mantenha a mão distante do seu cabelo. Você vai deixá-la secar e ficar mais fria nessa posição.
Você vai deixar sua mão nessa posição aproximadamente um minuto. Depois volte a repousar a
mão em seu colo. Recorde-se da sensação que sentiu enquanto teve sua mão dentro do balde de
água fria. Após essa recordação, elimine de sua mão toda a sensação anormal, esfregando-a três
vezes com a outra mão.
Quando você tiver aprendido a desenvolver a Luva Anestésica, e depois de testá-la,
quando estiver satisfeito com os resultados, comece a praticar a transferência dessa anestesia
para outras partes do corpo. Primeiro pratique a transferência dessa anestesia de uma mão para
outra, colocando a mão anestesiada sobre a outra, por alguns segundos, depois teste essa outra
mão, sentindo os efeitos da anestesia.
Quando você estiver satisfeito com os resultados, pratique a transferência da anestesia de
qualquer uma das mãos para qualquer outra parte do corpo. Isso se consegue colocando qualquer
uma das mãos sobre essa parte do corpo e mantendo-a nessa posição por alguns segundos,
enquanto você recorda a sensação da luva anestésica, e ao mesmo tempo projeta o seu desejo
sincero de eliminar a dor ou o desconforto. Finalmente você pode aprender, com a prática, a
programar que ao concentrar-se em qualquer desconforto, bastará dizer mentalmente as palavras:
"Vai passar, está passando, já passou", para que o desconforto desapareça.

A Técnica Do Copo De Água


Sabemos que os símbolos e sinais tendem a estimular o cérebro. Aproveitando esta
tendência natural, a técnica do Copo de Água forja um poderoso elo simbólico entre a mente e o
cérebro. A ação concreta de beber um copo de água vai canalizar as energias disponíveis para um
fim específico. A mensagem, previamente associada a uma ação, é reforçada pela mente,
mediante nossa atitude de expectativa. A água fica, por assim dizer, "programada", e em todo o
trajeto que fizer em nosso organismo levará a mensagem do nosso desejo. Como, em seguida,
vamos dormir, a ordem, sutil-mente conduzida pela água, será trabalhada nos níveis mais
profundos do sono

ANÁLISE DA TÉCNICA
Não é totalmente arbitrário dizer que se pode estabelecer a "linguagem do cérebro", já que
em certos casos há evidente possibilidade, para que se faça a equivalência com a linguagem
comum. Por exemplo: beber um copo de água nos permite literalmente ingerir o propósito
desejado, fazendo com que o mesmo faça parte de nossas funções orgânicas. Esta técnica tem,
além disso, um ciclo natural, pois guardamos o restante da água para ser bebido posteriormente.
Entre uma ação e outra, há um lapso de tempo, no qual a mente se empenhará no projeto que lhe
foi confiado.

A ÁGUA SE ALTERA?
Há fortes indícios de que a água sofre alteração, pois a energia que foi posta em atividade
pelo ato em si é suficiente para imprimir no cérebro qualquer propósito especial. Acreditamos,
então, que à água que tomamos se incorpore algo que a faça diferente e mais efetiva; seja como
for, esta técnica é realmente muito eficaz para solucionar problemas.

INTERIORIZAÇÃO DA TÉCNICA DO COPO DE AGUA


Quando você estiver pronto para dormir, selecione um problema para o qual gostaria de
encontrar a solução; então, pegue um copo e encha-o com água. Enquanto estiver tomando
aproximadamente metade da água, volte seus olhos levemente para cima e diga para si mesmo,
mentalmente: "Isto é tudo o que preciso fazer para encontrar a solução do problema que tenho em
mente".
Depois, ponha de lado o copo com o resto da água, para tomá-la assim que se levantar de
manhã; depois disso, deite-se e durma. A primeira coisa que você fará ao despertar pela manhã é
tomar o resto da água, voltando seus olhos levemente para cima e dizendo a si mesmo: "Isto é
tudo o que preciso fazer para encontrar a solução do problema que tenho em mente".
E assim será.
Com esta fórmula não há necessidade de usar o método 3 a 1 para entrar em nível, você
estará no nível 1, automaticamente, quando voltar os olhos para cima, ao tomar a água.
Os resultados desta programação poderão ser os seguintes: Você acordará durante a noite ou
pela manhã com a lembrança viva de um sonho que contém a informação que você pode usar
para resolver o seu problema, ou durante o dia você pode ter uma idéia contendo a informação
que você pode usar para resolver o seu problema.

Controle de Hábitos e Peso

QUE SÃO HÁBITOS?


Um hábito constitui um padrão fixo, que seguimos automática ou semi-automaticamente,
pelo fato de o executarmos há algum tempo. Respirar, piscar e outras funções orgânicas, não são
considerados hábitos, porque fazem parte da estrutura normal da vida humana, e nós não
exercemos controle direto sobre estas atividades. Os hábitos são atitudes incorporadas á nossa
vida e que podem ficar sob nosso controle, uma vez que não são parte indispensável de nossos
processos vitais, portanto, podem ser eliminados ou substituídos. Alguns hábitos são necessários
à vida, outros não. Os maus hábitos, como os outros, fixaram-se em nosso cérebro através de
numerosas e freqüentes repetições, e nossa vontade de corrigi-los está enfraquecida.

RAZÕES PARA MUDAR OS HÁBITOS INDESEJÁVEIS


Não se pode apagar facilmente as impressões feitas no cérebro, o que quer dizer que o
domínio dos hábitos já se instalou no sistema nervoso. Nestes casos, devemos orientar nosso
cérebro de forma diferente. Os hábitos tomam parte em nossa vida, porque nos oferecem certas
compensações, que não são mais necessárias, mudando-se as circunstâncias. Estabelecemos as
razões que nos levaram aos hábitos e buscamos outras formas, mais saudáveis, de obtermos
satisfação.
A técnica que empregaremos é a do Espelho da Mente, onde projetamos inicialmente o
hábito-problema e todos os efeitos negativos decorrentes dele. Em seguida projetamos no outro
espelho imagens onde enfatizaremos todas as vantagens que obteremos ao abandonar ou
eliminar o hábito; sabemos que vamos ter êxito e usamos a técnica como uma forma de alcançá-
lo. E possível que haja tristeza ao abandonar o hábito, nestes momentos, reviveremos todas as
razões por que desejamos abandoná-lo e por que estamos certos de que é mais sensato,
verdadeiro e saudável.
Com o Espelho da Mente, administramos nossa vida de maneira mais efetiva e proveitosa.

INTERIORIZAÇÃO DO CONTROLE DOS HÁBITOS DE COMER E FUMAR


Controle para baixar de peso: Você entrará no Nível 1, com o método 3 a 1. Uma vez no
Nível 1, você analisará o problema de seu peso. Investigará quais os alimentos que estão
causando esse aumento de peso. Mentalmente, coloque um grande Não em vermelho em cima
daqueles alimentos que você tenha determinado, que são a causa desse aumento de peso.
Programe-se para que, quando tiver fome entre as refeições, um pequeno pedaço de
cenoura, aipo ou maçã, ou, ao tomar três respirações profundas façam com que seu desejo de
comer desapareça.
Programe-se para comer menos, deixar alguma comida no seu prato, ou deixar de comer
sobremesa.
Imagine-se no Espelho da Mente com moldura branca tal como deseja ser, escrevendo em
um canto do espelho quanto deseja pesar e, no outro canto, o número da roupa que você deseja
usar.
Daí por diante, cada vez que você pensar em seu peso, visualize-se no Espelho da Mente,
com moldura branca, como deseja ser e obterá os resultados desejados.
Cada vez que você comer e pensar em seu peso, visualize-se no Espelho da Mente, com
moldura branca, como deseja ser e obterá os resultados desejados.
Controle para subir de peso: Você fará da mesma forma, analisando, no Nível 1, o
problema. Depois, programe-se para comer alimentos que você sabe que podem ajudá-lo a subir
de peso.
Programe-se para comer vagarosamente, saboreando cada porção de alimento que
colocar na boca.
Aprenda a desenvolver os sentidos do paladar e do olfato, concentrando-se nos alimentos,
enquanto estiver comendo.
Imagine-se no Espelho da Mente, com moldura branca, como deseja ser. Faça isso todas
as vezes em que pensar em seu peso.
Controle do Hábito de Fumar: Quando você desejar fumar menos, ou deixar de fumar
definitivamente, você entrará no Nível 1, com o método 3 a 1. Uma vez no Nível 1, analisará o
problema.
Você investigará a que horas você fuma seu primeiro cigarro e programará para fu-mí Io
uma hora mais tarde do que a de costume. Quando isto for efetivo, você se programará para
começar uma hora mais tarde, continuando com estas programações no Nível 1, até que você
consiga fumar poucos cigarros por dia. Então, será muito fácil você deixar de fumar
definitivamente.
Você também poderá programar-se para fumar apenas um cigarro a cada hora e, quando
isto for efetivo, programe-se para fumar um cigarro a cada duas horas. Então, será muito fácil
você deixar de fumar definitivamente.
Você pode programar-se para deixar de fumar definitivamente 30 dias depois da data em
que começar a sua programação. Você marcará esta data de 30 dias depois no calendário, e dirá
mentalmente: "No dia (mencione a data exata: dia-mês e ano) deixarei de fumar e jamais voltarei
a fumar em minha vida. E assim será".
Você deve reforçar estas programações todos os dias no Nível 1.
Sugestões para ajudá-lo na programação em Nível 1:
1 — Trocar de marca de cigarro com freqüência;
2 — Não aspirar o fumo;
3 — Programe-se para que três respirações profundas façam com que seu desejo de
fumar este cigarro desapareça. Você poderá trocar qualquer hábito, quando você desejar. Busque
uma razão pessoal, positiva e convincente para fazê-lo.
MC303PES

Percepção sensorial efetiva


Partiremos da realidade para um ponto de vista subjetivo a fim de obtermos, desta forma,
certos conhecimentos que não percebemos através dos sentidos físicos.
Faremos diferentes viagens imaginárias e nos projetaremos noutra dimensão, para ver o
mundo por esta perspectiva. O único fato contra o qual teremos de lutar é com a lógica e a
tendência a duvidar de que, nestas dimensões, obtemos informações que tem validade objetiva.

Projeção Mental Dentro Dos Metais

A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA NA PROJEÇÃO DA IMAGINAÇÃO


A experiência com a imaginação começa ao nos projetarmos dentro de diferentes metais,
para extrairmos informações e criarmos pontos de referência. Isto soa inacreditável e parece
fantasia que se possam relacionar com o mundo exterior as cenas que criarmos. Como
chegaremos a poder imaginar estas cenas? Como pode a projeção dentro dos metais, ou dentro
de qualquer outra coisa, ter relação com a dimensão física, tempo? Nesta etapa do curso teremos
as respostas para estes questionamentos.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PERCEPÇÃO SENSORIAL


Por um momento consideremos o significado da realidade: como sabemos que as coisas
existem? Se tomarmos nas mãos um pequeno cilindro de cobre e o examinarmos, diremos que é
circular no centro e plano nas extremidades, como se fosse uma coluna formada por moedas
empilhadas. O cilindro também parece ser sólido, duro, tem uma colocação avermelhada; todas
estas características somadas fazem com que vejamos um cilindro de metal. Nos parece
impossível estarmos equivocados quanto à forma, ao tamanho, à textura, à dureza e à cor deste
objeto, onde toda realidade de identificação do mesmo ficou a critério dos sentidos objetivos, que
concluíram ser um cilindro de cobre.

ANALISANDO AS INFORMAÇÕES DOS SENTIDOS


Ao examinarmos a cor avermelhada do cobre, sabemos que a cor deriva de freqüências
luminosas que refletem dos objetos quando não absorvidas por eles, e que assim chegam aos
nossos olhos. Estes transmitem o sinal desta freqüência ao cérebro, e ele traduz à cor
avermelhada. Uma análise mais profunda do fenômeno revela-nos que o que vemos é
exatamente a luz que não foi absorvida e portanto não está no objeto, a luz que permanece dentro
da matéria, nós não percebemos.
Ocorre-nos imediatamente a pergunta: Qual é a verdadeira cor do cilindro de cobre? É a
cor que vemos ou a cor que permanece dentro dele? Nos parece que a cor real do cilindro de
cobre é a cor que ele absorve e não a que ele reflete, neste caso, o cilindro de cobre é de
qualquer cor, menos avermelhada como percebemos.

UMA MAIOR ANALISE DAS PERCEPÇÕES


Se analisarmos outras propriedades que identificamos na matéria, elas desaparecem
como ocorre com a cor. A solidez que acreditamos ter o metal é constituída por espaços vazios,
porque o metal é formado por milhões de átomos que se mantêm suspensos e próximos uns dos
outros, pelas forças magnéticas. Na realidade, nenhuma característica do cilindro, observada
pelos sentidos físicos, é verdadeira. O que freqüentemente chamamos de "o mundo real", na
verdade, é formado por estruturas que nós estabelecemos através da percepção objetiva, mas
nem a estrutura nem a percepção pertencem àquela matéria. O que podemos dizer das coisas
que vemos, ouvimos ou apalpamos? Existem realmente?

A REALIDADE DAS PERCEPÇÕES SENSORIAIS


Para a maioria das pessoas seria difícil negar a existência do mundo que nos rodeia,
porém, sem vacilar, não podemos dizer que a pesquisa científica é falsa, ou que evidências como
as moléculas e os átomos não existam. O mais certo é dizer que a pesquisa científica sobre a
matéria constitui um ponto de vista ou uma perspectiva da realidade, e paralelamente, o mundo
das sensações forma outro ponto de vista; nenhum dos dois é falso, e cada um dos dois existe,
em planos conceituais completamente diferentes. O pequeno cilindro de cobre tem quais
características? As que percebemos com os sentidos objetivos ou as que a pesquisa científica
pode confirmar? Ambas as observações não admitem controvérsia, pois representam as
perspectivas de dois mundos diferentes, que têm sua própria realidade e cada uma produz efeitos
práticos distintos.

AS QUALIDADES IMAGINATIVAS
O que se pode dizer sobre a imaginação? Já dissemos que faríamos experiências
baseadas em premissas assumidas, assim como ocorre em nosso mundo do sentido comum, que
se baseia na suposição de certas qualidades que percebe com seus sentidos objetivos, e a isto
chamamos realidade; a imaginação, de igual maneira, postula a existência de seu mundo, com
suas perspectivas e realidades. O que vemos com a imaginação pode ser confirmado por
informações que recebemos de fontes externas. Por exemplo: as percepções imaginárias do
passado e do futuro podem ser comparadas com o que sabemos ser verdade, e com o que chega
a ser verdade. Talvez encontremos alguma dificuldade em traduzir a linguagem da imaginação por
palavras, porque os níveis de compreensão não são iguais. Assim como a linguagem simbólica
dos sonhos deve ser interpretada dentro do nível de compreensão adequada à percepção que lhe
deu origem.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO MUNDO DA IMAGINAÇÃO


Parte das experiências desta etapa consiste precisamente em assumir que nossa aparente
"criação" das imagens dos fatos tem relação com a verdadeira ordem das coisas e
acontecimentos. À medida que formos progredindo, explicaremos mais detalhadamente o tipo de
realidade que corresponde á imaginação. Por enquanto nos limitaremos à suposição de que
podemos penetrar na realidade dos metais, e se em verdade acreditamos nas percepções dos
sentidos, então teremos motivos para crer na realidade das percepções imaginárias.

PROJEÇÃO MENTAL NAS PLANTAS. OS LIMITES DO POSSÍVEL.


A projeção no interior dos metais pode nos parecer uma aventura fantástica. Antes de
julgar nossas limitações, convém considerar outras idéias, igualmente fantásticas. Mesmo que os
limites do que podemos ou não fazer sejam prefixados, nada sofre mais alterações do que estes
limites. Quando ampliamos os limites da nossa capacidade, o terreno que se ganha parece ficar
outra vez delimitado por novas fronteiras. Se voltássemos um século atrás, não teríamos como
explicar o telefone. Como explicar que podemos falar com o outro lado do mundo através de um
aparelho tão pequeno? Talvez fosse mais prudente nem falar em telefone, para não sermos
chamados de loucos. O certo é que as fronteiras do possível se ampliaram mais rápido do que as
dúvidas de qualquer cidadão de 100 anos atrás. Nosso mundo é fantástico, não obstante
tenhamos a mesma tendência a duvidar do que não compreendemos com clareza, pois não
esqueçamos que nem a luz, nem a eletricidade, nem a mente, nem o cérebro, nem a matéria
estão claramente definidos.

O Reino Das Plantas


Nossa projeção, desta vez, é nas profundidades da vida vegetal. Talvez aprendamos a
reconhecer, da mesma forma que os psíquicos, a diferença entre as diversas estruturas e níveis
de existência da matéria. A investigação que faremos no reino vegetal será para estabelecer
pontos de referência. O mundo que nos cerca já está definido mediante símbolos, que consistem
nas palavras com as quais identificamos objetos, sensações, características e todas as outras
fases da realidade que nos circunda. O mesmo processo de identificação e interpretação,
aplicaremos ao nosso mundo interior. Por exemplo: já vimos que a palavra cor se refere mais a
uma experiência subjetiva do que às qualidades que existem objetivamente. As várias cores que
conhecemos fazem parte do mundo físico que nos cerca; agora, vamos identificar alguns aspectos
desse mundo através de experiências interiores. A representação das sensações internas, em
relação às experiências externas, pode apresentar discrepâncias, o que não quer dizer que os
sinais imaginários sejam falsos ou falhos, eles refletem a realidade, partindo de uma perspectiva
diferente, que temos a esperança de aprender a interpretar.

Projeção Na Vida Animal


A estrutura da matéria pode nos interessar ou não, mas continuamos percebendo as
pessoas, lugares e coisas que compõem o mundo do sentido objetivo, e, por mais que queiramos,
não podemos nos distanciar dele, pois é o mundo na vida prática.
Na vida prática, tudo o que temos para perceber o que as coisas representam são os
sentidos. A pesquisa científica as interpreta de outra maneira, e a imaginação as representa numa
terceira modalidade. Tanto o mundo objetivo como as pesquisas científicas, tem suas
comprovações específicas, cabe a nòs buscarmos os resultados que correspondam ao mundo da
imaginação. Para tal continuamos nossas projeções, passando à investigação ao nível da vida
animal. Ao examinarmos as diversas partes e aspectos da anatomia animal, deparamos com um
"transbordamento" de vida e energia, que visa à saúde e à extinção. Ao dar origem à vida animal,
a natureza parece ter alcançado o máximo de sua perfeição, pois, além da complexa
individualização das estruturas, ela possui uma personalidade individual. Passamos a investigar
com nossa faculdade imaginativa estas estruturas, levando em conta que elas controlam a
existência complexa do mundo animal.
No mundo objetivo, observamos os seres como espectadores; no mundo da imaginação,
além de investigar o que desejamos, temos a oportunidade de nos imiscuir no âmago das
estruturas e até participar delas, se for do nosso agrado.
Mesmo que a capacidade imaginativa seja diferente das faculdades dos sentidos,
podemos ter certeza de que ela traz resultados práticos e positivos.
Aquilo em que acreditamos tem muito a ver com as limitações de nossa vida, portanto
lembremo-nos de que estamos nos "aventurando" em mundos totalmente novos, com a intenção
de estabelecer pontos de referência.
Ao explorarmos a anatomia animal, observamos que a imaginação se expressa a seu
modo. Temos de aprender a interpretar esta linguagem, que consiste em imagens e sensações. A
imaginação pode deformar os quadros que elabora, dando-nos indicações que parecem
incoerentes. É necessário examinar todos os ângulos para podermos chegar á conclusão final.
Criação Subjetiva De Um Laboratório
Ao longo do curso, enfatizamos sempre a estruturação do nosso mundo interior.
Agora criaremos as condições apropriadas para trabalhar subjetivamente. Este local
imaginário será todo elaborado de acordo com nosso gosto e preferência, a localização deste
ambiente também será onde preferirmos (na montanha, na praia, na mata, num bosque, na
cidade, o que mais nos agradar). A decoração, o tamanho e a forma do nosso laboratório, será
todo segundo nossa vontade e preferência, pois ele é para o nosso uso pessoal. Toda atmosfera
estará impregnada de nossas influências pessoais, que reforçam a atividade construtiva que ali
desenvolveremos. O laboratório será nossa câmara interior, na qual teremos completo domínio
sobre tudo o que desejarmos, e onde nossas faculdades mentais produzirão livremente tudo o que
for ditado pela imaginação criativa. Ali teremos tudo que for necessário para resolver qualquer
problema; todas as ferramentas, todos os equipamentos, medicamentos, instrumentos, subs-
tâncias químicas e tudo mais que se queira e precise. Teremos a assistência dos conselheiros que
estão aptos a resolver e responder o que precisarmos saber, pois sabem tudo sobre todas as
coisas. Criaremos uma tela, onde projetaremos passado, e futuro. O ambiente será de grande
carga positiva, envolvendo de condições ótimas o nosso funcionamento. Ao entrar e sair do
laboratório haverá uma preparação, e a contagem também é um pouco mais longa, para assim
obtermos níveis mais profundos. Ao chegarmos cumprimentamos os conselheiros, e ao sairmos
despedimo-nos deles.
MC404PESA

Percepção sensorial efetiva aplicada


o Método Silva de Controle Mental é dirigido para objetivos práticos: entender o
funcionamento da mente, abrir o caminho para a aplicação prática. Por motivos evidentes,
enveredamos pelo terreno da ação recíproca e das realizações efetivas. Vimos que não é possível
dividir nossa personalidade sem prejudicar nosso desenvolvimento, já que uma apoia o outro. A
teoria tem íntima relação com a prática, do mesmo modo que o desenvolvimento interior tem
relação com o exterior. Agora nos é possível entender claramente como a última parte do curso
nos oferece um final substancioso, que pode ser o princípio de uma vida nova.
Depois de termos ampliado nossa consciência e havermos atendido aos nossos interesses
imediatos, preparamo-nos para projetar-nos além da nossa esfera individual. Deixamos para trás
aquela diferença que existia entre o imaginário e o real, porque desejamos dar à imaginação a
oportunidade de perceber o mundo, a seu modo, e assim despertamos com um sentido de
realidade mais amplo e de maior profundidade. Quando permitimos à imaginação perceber a
realidade, mudamos a maneira de ver as coisas, pois, ao invés de dividirmos conhecimentos,
começamos a somá-los.
Agimos agora de um modo mais amplo, porque anexamos parte de nosso ser ao que
antes ignorávamos. O certo é que há coisas e fatos que nos são mais acessíveis, usando a
imaginação, do que através dos cinco sentidos objetivos. Com horizontes mais amplos, sem
limites, estamos seguros onde antes vacilávamos. Continuar praticando os exercícios, desperta
nosso interior, motivando-nos a enfatizar pontos de referência, que antes desprezávamos ou
discriminávamos. A nova maneira de agir, usando a imaginação, nos demonstra os progressos
que obtivemos. Nossos estados de consciência também se ampliaram, chegando ao ponto de que
todas as sensações cotidianas tenham repercussões interiores, que as ligarão à percepção
psíquica. A integração de nossa consciência com nosso mundo exterior despertará reações mais
profundas, que irão coordenando os diversos tipos de sensações, que, uma vez integradas aos
nossos sistemas interiores, começam a criar uma espécie de arquivo, fazendo com que nossas
experiências sejam, por um lado, mais variadas, e, por outro, mais completas.
As faculdades psíquicas, treinadas durante o curso, ficam conscientemente sob a
influência da mente, assim começa o verdadeiro desenvolvimento psíquico. Somos capazes de
captar inúmeras impressões psíquicas, como também de receber informações à distância, porém
se a mente não souber interpretá-las corretamente, não terão nenhum sentido. Por isto, temos
que aprender a entender não somente as impressões psíquicas claras, como também as que
estejam veladas, pois compreender é a função principal da inteligência humana.
Depois de havermos unificado os grandes centros de impressão, aos estados de
consciência interna, agregamos o elemento final, que é a inteligência humana. A inteligência
humana tem como função principal compreender e ordenar o que a mente apreende. Há um
acúmulo de sensações internas, que estão abaixo do limite da compreensão, nossa inteligência,
porém, pode estruturar, ordenar e extrair interpretações desta vasta gama de impressões, e, mais
ainda: compreender progressivamente as funções psíquicas e reconhecer e interpretar suas
características.
A capacidade psíquica conduz a um relacionamento familiar melhor, a distância que, por
vezes, se estabelece entre pais e filhos, ou entre outros membros da família, é conseqüência da
falta de comunicação. É possível "sentir" e compreender melhor os que nos rodeiam, através do
Controle Mental e da comunicação subjetiva. A aproximação tem maior amplitude e segurança,
através dos contatos mútuos do interior, onde sentimentos podem se expandir e a amizade pode
amadurecer e frutificar.
É possível desenvolver uma crescente sensibilidade e capacidade eletiva no trabalho,
aumentando as oportunidades de alcançar sucesso, assegurando a habilidade de tomar atitudes
acertadas. A intuição se baseia numa compreensão maior do aperfeiçoamento psíquico e pessoal.
Um estado de consciência maior e mais profundo nos conduz ao aprimoramento de nossas
percepções e atitudes, em todas as áreas das relações humanas. Muitas pessoas de êxito e
fortuna confessaram abertamente que fazem uso do psiquismo, tanto nas empresas onde
trabalham como no relacionamento com as pessoas, no dia-a-dia. Concluímos, então, que o
sucesso familiar e o êxito no trabalho e no relacionamento humano estão intimamente ligados á
comunicação subjetiva.
A tudo que já foi dito sobre comunicação subjetiva, José Silva acrescenta: . . . "médicos,
advogados e artistas devem valer-se da comunicação subjetiva para criar, discernir e tomar
decisões, em suas diferentes áreas de trabalho". Qualquer profissional tem acesso à comunicação
subjetiva, armazenada pela experiência, e que está pronta para servir-nos quando requisitada. Na
verdade, nossos poderes interiores fazem parte de um sistema de apoio, de que todos lançamos
mão, desta ou daquela maneira, para um perfeito desempenho da vida.
A função psíquica transcende ao campo profissional e pode operar sozinha, pois nossas
faculdades interiores não estão circunscritas a um interesse determinado: têm possibilidade de
estabelecer contato com pessoas, coisas e circunstâncias, que podem beneficiar a terceiros.
Concluímos dizendo que comunicação subjetiva é a chave para superar nossas limitações
e alcançar o progresso individual, pois abrange toda a gama de atividades e metas do homem.
José Silva tem a firme convicção de que seu Método é eminentemente prático e que as
possibilidades que oferece, para resolver problemas justificam o esforço que desenvolveu para
elaborá-lo.
Apresentação De Casos Para Principiantes Em Investigação
Psíquica

Instruções Para o Orientador


Orientador, procure ficar descontraído e deixe o psíquico à vontade. Fale devagar e de
forma clara. Procure incentivar o psíquico a falar tudo o que lhe vier à mente, diga-lhe que a
primeira impressão é sempre a mais correta, mesmo que pareça absurda. Nao seja muito
exigente — vocês estão aprendendo. Não diga "certo" ou "errado", deixe os comentários para
mais tarde, quando o psíquico tiver terminado sua descrição (às vezes o que parece um erro
acaba se revelando correto). Se houver um desacerto total, o psíquico deve ter captado a pessoa
errada. O melhor a fazer é apresentar lhe um outro nome. Se o psíquico continuar errando,
procure o instrutor.
O orientador deve dizer ao psíquico devagar e claramente:
Entre no nível do seu laboratório pelo método 3 a 1, 10 a 1.
Lá chegando, saúde seus conselheiros. Dê-me um sinal quando estiver pronto.
(O orientador aguarda que o psíquico dê o sinal de que está pronto, e depois disso
continua:)
Eu agora vou contar de 10 a 1 para que a sua mente se ajuste ao nível exato onde você
será certeiro e preciso no caso que vou lhe apresentar.
(Conte pausadamente:) 10-9-8-7-6-5-4-3-2-1.
Sua mente agora se ajustou ao nível exato onde você será certeiro e preciso no caso que
vou lhe apresentar.
Quando eu disser 3, o corpo de (nome, sexo, idade, endereço) estará na tela do seu
laboratório.
1—2 — 3 (estale os dedos e diga claramente:) o corpo de (nome, sexo, idade, endereço)
está na tela do seu laboratório (pausa). Diga-me o que a sua inteligência percebe (pausa). Este
exercício é só para praticar (pausa), a exatidão virá com a prática (pausa), projete sua mente e
diga o que ela percebe.
(Agora AGUARDE que o psíquico diga alguma coisa. Espere no máximo um minuto).
(Se o psíquico não falar e tiver dificuldade em perceber ou em sintonizar-se, diga:)
Crie uma imagem baseada nesse nome, e investigue o corpo com a sua inteligência, da
cabeça aos pés, de cima para baixo, uma vez por segundo. Faça isso várias vezes. Enquanto
investiga o corpo desta maneira, permita que sua inteligência selecione três áreas de maior
interesse e atração (pausa).
(Espere que o psíquico fale. Toda vez que o psíquico precisar ser encorajado para falar,
diga uma das seguintes frases:)
Este exercício é só para praticar, agora você não precisa ser muito exato, a exatidão virá
mais tarde, com a prática. Você se sente como se estivesse inventando tudo; é assim mesmo,
diga tudo o que lhe vier á mente (pausa).
Continue falando à medida que investiga, diga tudo o que tiver vontade de dizer; você
sentirá como se estivesse inventando tudo, é essa a sensação correta; diga-me todas as suas
impressões, mesmo as que você acha que não são corretas (pausa).
(Se o psíquico continuar tendo dificuldade em sintonizar-se, ajude-o perguntando-Ihe:)
Qual foi a primeira impressão que você teve dessa pessoa? Era alta ou baixa? (pausa) Gorda ou
magra? (pausa) Tensa ou calma? (pausa).
(Depois que ele responder a estas perguntas, pergunte-lhe se ele tem mais alguma coisa a
dizer).
(No final, antes que o psíquico saia do nível, diga-lhe quais foram seus acertos, faça
comentários sobre todos os pontos em que ele acertou; diga-lhe que recorde a sensação que teve
ao dizer as informações corretas. Isto fará com que ele estabeleça pontos de referência ainda no
nível de laboratório, e mais tarde ele poderá usar esses pontos de referência nos casos que fizer.)
(Depois disso, diga ao psíquico:)
Toda vez que você entrar nesta dimensão com o desejo sincero de ajudar a humanidade,
você estará ajudando a si mesmo. Seu talento aumentará e você se tornará cada vez mais
certeiro e preciso — e assim será.
Sempre que você for fazer um caso, reveja um, no qual tenha sido bastante correto. Isso o
ajudará a sintonizar-se e a funcionar psiquicamente com mais precisão. Agradeça aos seus
conselheiros pela ajuda que lhe deram diga sua oração ou saudação de despedida, e pode sair
desse nível pelos métodos de 1 a 10 e de 1 a 3, em perfeita saúde. Obrigado.
(Não comente com o psíquico o que ele disse de errado enquanto ele ainda estiver no
nível, diga-lhe tudo, depois que ele sair do seu nível.)

INSTRUÇÕES ESPECIAIS
Nunca diagnostique; somente os médicos podem fazê-lo, bem como prescrever
tratamentos.
Nós investigamos e descobrimos anormalidades psiquicamente, e ajudamos também
psiquicamente.
Nunca investigue uma pessoa que esteja na sua presença. Nunca dê seu próprio nome
para ser investigado. Evite envolver-se emocionalmente. Não crie problemas em nenhum nível.
Nunca fale de coisas negativas quando uma pessoa estiver em níveis profundos