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XAMPUS QUE NÃO ARDEM NOS OLHOS

Até a Segunda Guerra Mundial, os sabões eram o principal componente dos xampus. Nos xampus
modernos, o agente de limpeza são detergentes, comumente aniônicos (iguais aos usados nos cremes
dentais).

Os xampus infantis contêm detergentes anfotéricos, que apresentam uma parte catiônica e uma parte
aniônica:

Em meio ácido, essas partes capturam o íon H+ e em solução básicas liberam um dos hidrogênios (H)
ligados ao nitrogênio. Tais estruturas são menos irritantes para os olhos.

Detergentes biodegradáveis

Quando se utilizam sabões nos processos industriais ou domésticos de lavagem, eles vão para a rede de
esgotos e acabam nos lagos e rios. Porém, após certo tempo os resíduos são degradados (decompostos)
por microorganismos que existem na água. Diz-se, então, que sabões são biodegradáveis e que não
causam grandes alterações ao meio ambiente. Os detergentes não-biodegradáveis, ao contrário,
acumulam-se nos rios, formando uma camada de espuma que impede a entrada de gás oxigênio na água
e pode remover a camada oleosa que reveste as penas de algumas aves, impedindo que elas flutuem. O
esquema a seguir representa estruturas dessas substâncias:

Na água existem microorganismos que produzem enzimas capazes de quebrar as moléculas de cadeias
lineares. Essas enzimas, porém, não reconhecem as moléculas de cadeias ramificadas. Por isso os
detergentes não-biodegradáveis permanecem na água sem sofrer degradação.

GLICOSES E DIABETES
A glicose é o principal carboidrato existente na
corrente sangüínea, sua taxa (concentração)
considerada normal varia de 70 a 110 mg para
cada 100 ml de sangue. Uma pessoa hipoglicêmica
apresenta uma concentração menor que 70 mg de
glicose para cada 100 ml de sangue, enquanto a O soro glicosado, que é administrativo
hiperglicêmica tem valores superiores a 110 mg de por via endovenosa,
glicose para cada 100 ml de sangue. contém 5g de glicose em
A glicose (C6H12O6) é comercializada de várias cada 100ml de soro (5%).
formas: Sólida (dextrosol), solução aquosa a 5%,
25% e 50% e outras. Sua solução aquosa mais
conhecida e utilizada em hospitais é o soro
glicosado a 5%.
Existem duas formas de diabetes: insipidus e
mellitus.
Na hipoglicêmica, tem-se a patologia denominada
diabetes insípido (diabetes insipidus). Na
hiperglicêmica, diabetes melito (diabetes mellitus).

Diabetes insipidus: trata-se de uma disfunção na glândula hipófise. Pode levar à diminuição da
quantidade de hormônio antidiurético produzido. Esse quadro acarreta perda excessiva de água por meio
da urina, desencadeando uma desidratação.

Diabetes mellitus: esse tipo é o mais conhecido. Ocorre devido à deficiência de insulina, hormônio
produzido no pâncreas e responsável pelo metabolismo da glicose. Esse tipo de diabetes quando não
controlado, desencadeia uma concentração de glicose bem superior a 110 mg/100ml no sangue.

Ao longo do tempo, a diabetes mellitus pode desencadear uma serie de conseqüências: alterações
circulatórias e alterações neurológicas.

O tratamento consiste em antes os níveis de glicose na faixa normal. Para isso, às vezes é necessário
administrar insulina no diabético, o que diminui as taxas de glicose no sangue.

O locais
mais
utilizaods
para a
aplicação de
insulina
subcutânes
são: porção
inferios do
abdome e
porção
A seringa, a agulha e o frasco de insulina são
anterior da
utilixados por alguns pacientes portadores de
coxa.
diabetes melitus.

Recomenda-se que pacientes diabéticos portem sempre consigo um cartão de


identificação igual a este.

Pacientes que tomam regularmente insulina podem apresentar hipoglicemia, principalmente quando não
se alimentam de maneira adequada.

Os sintomas da hipoglicemia são: alterações de comportamento, tremores, sudorese excessiva, cansaço


e até convulsões.

AÇÚCARES E ADOÇANTES
Carboidratos são poli-hidroxialdeídos ou poli-hidroxicetonas, ou então substâncias que por hidrólise
produzem esses compostos. Os carboidratos são divididos em três categorias: monossacarídeos,
dissacarídeos e polissacarídeos.
Monossacarídeos, ou açúcares simples, podem ser aldoses ou cetoses, dependendo do grupo funcional
que apresen¬tam na estrutura. Os monossacarídeos com 6 carbonos, as hexoses, são os mais comuns
nos alimentos e em nosso organismo. Os dois monossacarídeos mais comuns em nosso organismo são a
glicose e a frutose:

Esses açúcares apresentam sabor doce, porém, quando pensamos em "açúcar", na verdade pensamos
na sacarose, que é um dissacarídeo:

A sacarose é usada como referencial para compararmos a doçura, tanto de outros açúcares como de
adoçantes artificiais. Nessa comparação, adotaremos para a sacarose o valor 100. A glicose apresenta
74% da doçura da sacarose, e a frutose e 73% mais doce que a sacarose:

Composto Doçura comparativa


Sacarose 100
Glicose 74
frutose 173

Vários compostos orgânicos têm sido sintetizados com doçura muito superior à sacarose. Esses
adoçantes sintéticos não apresentam praticamente nenhum valor calórico, por isso são usados por
pessoas que desejam ou necessitam diminuir a ingestão de açúcares - diabéticos e obesos, por exemplo.

O primeiro adoçante sintético foi a sacarina, descoberta em 1878: A sacarina


atravessa o organismo sem ser metabolizada, portanto, seu valor calórico e
igual a zero. Apesar de atribuir sabor doce, após ingerida deixa um sabor
residual amargo.
A sacarina atravessa o organismo sem ser metabolizada, portanto, seu valor
calórico e igual a zero. Apesar de atribuir sabor doce, após ingerida deixa um
sabor residual amargo.

O segundo foi o ciclamato de sódio, descoberto em 1937:

Por volta de 1970, algumas pesquisas mostraram que doses muito


grandes de ciclamato produziam câncer em ratos. Embora nunca tenha
sido provada sua relação com o câncer ou outras doenças em seres
humanos, seu uso foi proibido em alguns países.
Um dos adoçantes sintéticos mais usados atualmente é o aspartame, descoberto em 1965:

O aspartame fornece ao organismo 4 cal/g e não deixa sabor desagradável. No organismo, o aspartame
sofre hidrólise, produzindo ácido aspártico, fenilalanina e metanol. A pequena quantidade de metanol
liberada não parece ser um problema, mas a produção de fenilalanina é uma preocupação para pessoas
que apresentam uma alteração metabólica conhecida como fenilcetonúria. Essas pessoas não têm, em
seu organismo, a enzima fenilalanina hidroxilase, que transforma a fenilalanina. Assim, a fenilalanina
acumula-se no organismo, provocando danos ao sistema nervoso. A tabela abaixo mostra o poder
edulcorante comparativo desses adoçantes:

Composto Doçura comparativa


Sacarose 100
Sacarina 35000
ciclamato 3000
Aspartme 15000

DETERGENTES BIODEGRADÁVEIS

Quando se utilizam sabões nos processos industriais ou domésticos de lavagem, eles vão para a rede de
esgotos e acabam nos lagos e rios. Porém, após certo tempo, os resíduos são degradados
(decompostos) por microorganismos que existem na água. Diz-se, então, que os sabões são
biodegradáveis e que não causam grandes alterações ao meio ambiente. Os detergentes não-
biodegradáveis, ao contrario, acumulam-se nos rios, formando uma camada de espuma que impede a
entrada de gás oxigênio na água e pode remover a camada oleosa que reveste as penas de algumas
aves, impedindo que elas flutuem. O esquema a seguir representa estruturas dessas substancias:

Na água, existem microorganismos que produzem enzimas


capazes de quebrar as moléculas de cadeias lineares. Essas
enzimas, porém, não reco¬nhecem as moléculas de cadeias
ramificadas. Por isso, os detergentes não-biodegradáveis
permanecem na água sem sofrer degradação.

COLÓIDES E SOLÚÇÕES NO CORPO HUMANO

Em nosso organismo, os colóides são separados das soluções por membranas semipermeáveis. Por
exemplo, as paredes intestinais permitem que as partículas em solução passem para o sangue e para o
sistema linfático. Entretanto, as partículas coloidais dos alimentos são muitos grandes para atravessar
essas paredes e, por isso, elas permanecem no interior do intestino.

O processo de digestão promove a quebra das grandes partículas coloidais de proteínas e amido,
produzindo aminoácidos e glicose, os quais conseguem atravessar as paredes e chegar ao sistema
circulatório.

Certos alimentos, como fibras vegetais, não são quebrados em nosso processo digestivo, essas fibras
atravessam o nosso intestino intactas.

As membranas celulares também separam soluções e colóides. Por exemplo, as enzimas (estruturas
protéicas) são produzidas no interior das células e lá permanecem. No entanto, muitos nutrientes
celulares, como oxigênio, aminoácidos, eletrólitos, glicose, atravessam as membranas. O mesmo ocorre
com muitos produtos excretados pelas células, tais como uréia e gás carbônico.

Tipo de Características das Efeito da gravidade


Efeito da Luz Separação
Mistura partículas (sedimentação)
átomos, íons ou pequenas não são separáveis por
Soluções moléculas (partículas trasparentes não sedimentares filtro ou menbrana
menores que 10 nm*) semipermeável
separáveis só por
moléculas grandes ou refletem a luz
Colóides não sedimentares membrana
grupos de moléculas ou íons (efeito Tyndall)
semipermeável
partículas muito grandes e
sedimentares
Suspensões visíveis a olho nú (partículas opacas separáveis por filtro
rapidamente
maiores que 1000nm)