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Meus camaradas, a presente aula é talvez a mais pesada de todo o nosso

curso introdutório. Para que a aula não ficasse muito superficial e para que
vocês comecem a entrar no “mundo avançado” da Contabilidade (afinal
nosso curso é introdutório para esse mundo, não é mesmo?), inserimos
vários detalhes que são de Contabilidade Avançada (se é que ainda
podemos fazer essa distinção).
Assim, minha orientação inicial é para que você não se assuste com o
volume de informações presente nesta aula, ok? Não tente estudar a aula
inteira em uma jornada apenas. Esta aula é para ser estudada pelo menos
em umas três oportunidades, de preferência no momento em que você
mais rende e que esteja em paz.
Eu fiz uma revisão criteriosa desta aula baseada no fórum de dúvidas, de
maneira que ela ficasse o mais clara possível. Porém, mesmo assim eu sei
que muitos alunos sentirão dificuldade, principalmente aqueles que estão
em seu primeiro contato na disciplina. Se você está nessa situação, tenha
paciência, disciplina e aceite o fato de que não será da noite para o dia que
você vai sair “detonando” as questões. Trata-se de um processo gradual.
Lembre-se que você está em um curso introdutório. Seu estudo não vai
terminar nesse curso. Em nosso curso você vai obter as bases, para que
em um futuro próximo consiga entender melhor os detalhes mais
avançados da disciplina. Logo, reitero: não fique desmotivado(a) se não
entender tudo nessa primeira leitura da aula... siga firme e forte que eu
tenho certeza absoluta que estaremos juntos comemorando sua aprovação
na festa dos aprovados do Estratégia!
Bons estudos!

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Algumas questões de concursos têm exigido o item 10 da NBC TG 26 (CPC
26) que versa sobre o “conjunto completo das demonstrações contábeis”.
A seguir transcrevemos referido item:

Conjunto completo de demonstrações contábeis


10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:
(a) balanço patrimonial ao final do período;
(b) demonstração do resultado do período;
(ba) demonstração do resultado abrangente do período;
(c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
(d) demonstração dos fluxos de caixa do período;
(da) demonstração do valor adicionado do período, conforme NBC TG
09 – Demonstração do Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por
algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;
(e) notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis
significativas e outras informações elucidativas;
(ea) informações comparativas com o período anterior, conforme
especificado nos itens 38 e 38A;
(f) balanço patrimonial do início do período mais antigo,
comparativamente apresentado, quando a entidade aplica uma política
contábil retrospectivamente ou procede à reapresentação retrospectiva de
itens das demonstrações contábeis, ou quando procede à reclassificação de
itens de suas demonstrações contábeis de acordo com os itens 40A a 40D.

Perceba que a NBC TG 26 (CPC 26) exige, além daquelas previstas na


Lei 6.404/76, a Demonstração do Resultado Abrangente.

Pessoal, a seguir transcrevo algumas disposições importantes previstas na


Lei nº 6.404/76, exigidas literalmente em provas de concursos, com alguns
comentários. É fundamental vocês saberem o teor desses dispositivos!

Art. 176, § 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a


indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício
anterior.
A ideia aqui é a comparabilidade das informações (demonstrações
comparativas). Assim, ao publicar o balanço do ano X2 a companhia deve
apresentar os valores do balanço do ano X1.
§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser
agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que

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indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do
respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações
genéricas, como "diversas contas" ou "contas-correntes".
Atenção para o limite = 0,1, ou seja 10%.
Exemplo de contas semelhantes: Financiamentos e Empréstimos
Exemplo de pequenos saldos agregados: Disponibilidades (agregando-se
as contas Caixa e Bancos, observando-se o limite de 10% do ativo
circulante).
§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros
segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua
aprovação pela assembleia-geral.
Observe que quem decide sobre a destinação dos lucros é a Assembleia
Geral Ordinária (AGO). Como ela ocorre após a elaboração das
demonstrações, estas devem registrar a destinação dos lucros de acordo
com a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua
aprovação pela AGO.
§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e
outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para
esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.
Exemplo de demonstrações complementares: Balanço Social, Balanço
Ambiental, sobretudo nos setores em que os fatores ambientais e sociais
sejam significativos e quando os empregados são considerados um
importante grupo de usuários. “Os relatórios e demonstrações
apresentados fora das demonstrações contábeis estão fora do âmbito das
normas emitidas pelo CFC”. (item 14 da NBC TG 26)

1. (ESAF/AFRFB/2012) O conjunto completo das demonstrações contábeis


exigidas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade inclui

a) o relatório do Conselho de Administração e as Notas Explicativas,


compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas.
b) o resumo das políticas Contábeis e o Valor Adicionado obrigatoriamente
a todos os tipos de entidade.
c) a Demonstração do Valor Adicionado, se entidade prestadora de serviços,
e de Resultado Abrangente, se instituição financeira.

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d) as Demonstrações dos Fluxos de Caixa e das Mutações do Patrimônio
Líquido do período.
e) a Demonstração da Conta Lucros / Prejuízos Acumulados e o Relatório
de Impacto Ambiental.

Trata-se de exigência do item 10 da NBC TG 26 o qual transcrevemos


acima. Para massificar, sugiro a releitura.

Vale destacar que a opção "b" está errada, especialmente, porque afirma
que a DVA é obrigatória para todas as empresas. O trecho "o resumo das
políticas Contábeis" também não está completo. O mais correto seria se o
item tratasse de: "notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis
significativas e outras informações elucidativas".".

Gabarito: D

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         

 –  
 –    
 –        
       
     

           


     

           


         
        
         
        
    

      

O “  ” está associado ao prazo no qual os bens e direitos


         
     

O “  ”, assim como o de Liq   


           
       

Pessoal, agora chegou a hora de “destrinchar” cada grupo acima visto.


          
  



          


           
         
        

      

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As disponibilidades representam basicamente os bens numerários: caixa
e equivalentes de caixa 3 , bancos, aplicações financeiras de liquidez
imediata, numerários em trânsito, entre outras contas.

Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente, por


sua vez, representam os créditos da empresa com terceiros (direitos
realizáveis pessoais) e os bens da empresa (direitos realizáveis reais).

Exemplos:
Direitos realizáveis pessoais  Duplicatas a Receber, Tributos a Recuperar
Direitos realizáveis Reais  Estoques

Por fim, as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte


compreendem as despesas do exercício seguinte pagas no exercício atual,
também denominadas de despesas antecipadas.

Exemplos:
- Contratação de um seguro com cobertura no exercício seguinte (Prêmios
de Seguros a Vencer).
- Encargos Financeiros Antecipados.

Na empresa em que o ciclo operacional 4 tiver


duração maior que o exercício social, a classificação
no circulante terá por base o prazo desse ciclo (art.
179, parágrafo único).

Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo (ARLP)

De acordo com o art. 179 da Lei 6.404/76,

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis


após o término do exercício seguinte, assim como os derivados
de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades

3 Os equivalentes de caixa são aplicações ou investimentos a curto prazo, de alta liquidez, que
sejam prontamente convertíveis para quantias conhecidas de dinheiro e que estejam sujeitos a um
risco insignificante de alterações de valor.

4 O ciclo operacional é o intervalo de tempo em que uma entidade adquire matéria-prima (no caso
de indústria) ou mercadorias (no caso de empresa comercial) efetua a produção (indústria), vende
e recebe o valor correspondente à venda.

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Na companhia em que o ciclo operacional tiver duração maior que o
exercício social, a classificação no Realizável a Longo Prazo terá por base o
prazo desse ciclo (art. 179, parágrafo único).

Sendo assim, se o ciclo operacional de determinada empresa for de 18


meses, por exemplo, todos os bens e direitos que estiverem dentro do
prazo de 18 meses serão classificados no AC. Os demais que excederem
esse prazo serão classificados no ARLP. Vale lembrar que os empréstimos
a controladas, coligadas, diretores, acionistas e participantes no lucro,
independente do prazo, serão classificados no ARLP.

Por fim, vale destacar que no ARLP, com exceção das disponibilidades,
poderão figurar todas as demais contas representativas das aplicações de
recursos em bens e direitos, inclusive das despesas pagas antecipadamente
que constarem do Ativo Circulante, desde que tenham o prazo de realização
superior a 12 meses ou superior à duração do ciclo operacional. Assim,
teremos a conta “Estoques – LP”, “Clientes – LP”, etc.

Ativo Não Circulante - Investimentos

De acordo com o art. 179 da Lei 6.404/76,

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

III - em investimentos: as participações permanentes em


outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não
classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à
manutenção da atividade da companhia ou da empresa;

Como exemplo de contas classificáveis nesse subgrupo temos:


- Participações em Outras Empresas;
- Ações de empresas Coligadas;
- Ações de empresas Controladas;
- Terrenos para Utilização Futura (terrenos não utilizados);
- Imóvel para Aluguel*.

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         
       
         
          
          
       


        


           
          
          
   
  
     
 
 
  

           


         
            
          
         
         
      

            


 

          


playlist “Dicas Receita Federal”!

      

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As principais características inerentes aos arrendamentos financeiros são:

 Há transferência da propriedade ao final do contrato;


 O valor residual é mais baixo que o valor justo;
 O período do arrendamento compreende a maior parte da vida útil do
ativo;
 O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente todo o valor
justo do ativo;
 O ativo arrendado, por ser de alta especialização, apenas o arrendatário
pode usá-lo sem grandes modificações.

A importância de diferenciarmos os dois tipos de arrendamento é a


seguinte:

O bem objeto de arrendamento financeiro deve ser reconhecido no


balanço patrimonial do arrendatário como ativo.

O bem objeto de arrendamento operacional NÃO DEVE ser


reconhecido.

Vejamos como se dá a contabilização dos arrendamentos, de acordo com o


seu tipo. Cabe destacar que esse assunto (contabilização de
arrendamentos) sai do escopo introdutório da Contabilidade. Trata-se de
um assunto de Contabilidade Avançada. Para você ter uma ideia, no nosso
curso “Detonando os CPCs” temos praticamente uma aula inteira para
tratar sobre o CPC 06 que aborda diversos detalhes sobre os
arrendamentos mercantis. Logo, não “se atucane” (como diz o gaúcho rsrs)
se não entender perfeitamente esses tópicos de contabilização dos
arrendamentos, pois na sequência do seu estudo você vai ter um
“reencontro” com esses tópicos, beleza?

Aliás, no nosso blog disponibilizamos os principais tópicos do CPC 06. Caso


queira se aprofundar um pouco ou ver a sistemática das aulas do nosso
curso, acesse no link abaixo:

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


 

A empresa “Tchê Bagual” realizou um arrendamento mercantil de um


             
      

 –    


 –         
 –          

                 
    

        




     


          

       


     

 

A empresa “Tchê Bagual”      


            

 –    


 –    

      

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Ativo Não Circulante - Intangível

De acordo com o art. 179 da Lei 6.404/76,

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens


incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou
exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio
adquirido.

O CPC 04 (item 8) define Ativo Intangível como sendo um Ativo não


monetário 5 identificável sem substância física. Perceba que o
Intangível abrange as contas representativas dos recursos aplicados em
bens imateriais (incorpóreos).

Entre as contas que são classificadas nesse subgrupo destacam-se:

- Direitos Autorais;
- Marcas e patentes;
- Fundo de Comércio (Goodwill);
- Sistemas Aplicativos (Software).

Por fim, vale destacar que, conforme exigência prevista no CPC 04, um
ativo somente poderá ser enquadrado na definição de intangível quando
cumulativamente:

 seja identificável;
 seja controlável; e
 seja gerador de benefícios futuros.

Um ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de definição de um


ativo intangível, quando:

a) for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido,


transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com

5
De acordo com o CPC 04, "Ativo monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem
recebidos em uma quantia fixa ou determinável de dinheiro". A definição de ativo não monetário, por sua vez,
é residual, englobando os bens e direitos não enquadrados na definição de ativo monetário. Exemplo:
equipamentos, veículos, etc.

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um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de
uso pela entidade; OU (os requisitos não são cumulativos!)

b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais,


independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da
entidade ou de outros direitos e obrigações.

O CPC 04 destaca que caso um item não atenda à definição de ativo


intangível, o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser
reconhecido como despesa quando incorrido.

A definição de ativo intangível requer que ele seja identificável, para


diferenciá-lo do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura
gerado internamente (goodwill).

Não confunda o Goodwill gerado internamente com o goodwill adquirido


(abaixo explicado).

Goodwill gerado internamente  não reconhecemos como ativo e sim como


despesa.
Goodwill adquirido = ativo intangível.

E o que seria esse tal de Goodwill (adquirido)?

Trata-se da diferença a maior entre o valor pago na aquisição de um


empreendimento (patrimônio) e o valor de mercado (valor justo)
dos ativos líquidos desse empreendimento. Vamos a um exemplo:

A destemida empresa “Tchê Bagual” objetivando ampliar suas operações


resolve adquirir a microempresa “Guanxuma Verde”, avaliada pelo valor de
mercado em R$ 150.000,00. Porém, os administradores da “Tchê Bagual”,
após sólida análise de mercado e tendo em vista outros interessados no
negócio, resolvem comprar a promissora “Guanxuma Verde” pelo valor de
R$ 200.000,00. Nesse caso, temos um goodwill de R$ 50.000,00.

Se você não entendeu algo acima estudado sobre o ativo intangível ou


quiser se aprofundar no assunto, leia a aula gratuita que disponibilizamos
no blog do Estratégia no âmbito do nosso projeto “Detonando os CPCs”.
Acesse o arquivo no link abaixo:

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- Impostos a Recolher (geralmente as contas vêm discriminadas, por
exemplo, “ICMS a Recolher”)
- Salários a Pagar;
- Dividendos a pagar.

Passivo Não Circulante

Nesse subgrupo podem aparecer as mesmas contas representativas de


obrigações classificadas no Passivo Circulante, porém vencíveis após o
término do exercício social seguinte. Cabe destacar que no Passivo Não
Circulante são classificadas as Receitas Diferidas (receitas recebidas
antecipadamente, por exemplo, aluguéis antecipados).

As receitas diferidas vieram substituir o grupo resultado de exercícios


futuros a partir da edição da Lei nº 11.941/2009.

Patrimônio Líquido

Nesse grupo estão incluídas as contas representativas aos capitais próprios


da entidade. São recursos advindos dos proprietários (titular, sócios,
acionistas) ou decorrentes da gestão do patrimônio (lucros/prejuízos
apurados).

De acordo com o art. 178 da Lei 6.404/76,

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os


elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a
facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da
companhia.

III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de


capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros,
ações em tesouraria e prejuízos acumulados.

São classificadas no PL as seguintes contas:

- Capital Social;
- Reservas de Capital;
- Ajustes de Avaliação Patrimonial;
- Ações em Tesouraria;
- Reservas de Lucros;

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- Prejuízos Acumulados.

O Manual FIPECAFI destaca que além dos itens previstos na Lei nº


6.404/76, o grupo Patrimônio Líquido pode apresentar outras contas para
melhor evidenciar a situação patrimonial da companhia, bem como para
atender a outras normatizações que estabeleçam a necessidade da
divulgação. São exemplos de outras contas que podem ser encontradas no
Patrimônio Líquido: Opções Outorgadas Reconhecidas, Gastos na Emissão
de Ações, Ajustes Acumulados de Conversão, assim como contas extintas,
mas possuidoras de saldos remanescentes (Reservas de Reavaliação e
Reservas de Capital: Prêmio na Emissão de Debêntures e Doações e
Subvenções para Investimentos).

Capital Social

Segundo o art. 182, da Lei 6.404/76, a conta do capital social discriminará


o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada.

O montante subscrito dá origem à conta capital social integralizado e a


parcela ainda não realizada comporá a conta capital social a integralizar (a
realizar/a subscrever), redutora da conta capital social integralizado.

4. (CESPE/Analista Contábil/MEC/2014) Se uma sociedade anônima tem o


capital subscrito representado pelas contas capital autorizado e capital a
subscrever, então, quando ocorrer uma subscrição de ações, essa
sociedade anônima deverá fazer um lançamento contábil a crédito da conta
capital a subscrever, classificada no patrimônio líquido.

A conta capital a subscrever é redutora da conta capital subscrito (possui


natureza devedora). Portanto, quando ocorrer uma subscrição de ações,
deveremos creditá-la.

Gabarito: Certo

O capital social poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em


qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro (art. 7º da
Lei nº 6.404/76).

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Cabe destacar que, nos termos do art. 80 da Lei 6.404/76, a constituição
da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos
preliminares:

(i) Subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as ações em que
se divide o capital social fixado no estatuto;
(ii) Realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no mínimo, do preço
de emissão das ações subscritas em dinheiro;
(iii) Depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento
bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, da parte do
capital realizado em dinheiro.

Outro ponto importante que devemos saber é que o gasto na emissão de


ações não é tratado como despesa do período, mas como redução do
capital social.

Reservas de Capital

As Reservas de Capital são valores recebidos pela empresa de sócios ou


terceiros que não transitam pelo resultado do exercício. São
contabilizadas diretamente no PL, ficando acumuladas para utilização
posterior.

São classificadas como reservas de capital as contas que registrarem (art.


182, Lei nº 6.404/76):

a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e


a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar
a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos
de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;

b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

O item “a” acima descrito corresponde à “Reserva para ágio na emissão


de ações”.

O ágio na emissão de ações corresponde ao valor da contribuição do


subscritor que ultrapassar o valor nominal das ações. Vejamos um
exemplo:

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A empresa “Tchê Bagual S.A” (o negócio evoluiu!) possui um capital social
de R$ 1.000.000,00, composta por 100.000 ações a R$ 10,00 cada. Como
o negócio está “loco de especial”, os gestores resolvem expandir as
operações da empresa. Para tanto, emitem mais 10.000 ações pelo valor
de R$ 12,00 cada (R$ 10,00 referente ao valor nominal + R$ 2,00 de ágio).
Como a empresa está “mais conhecida que parteira em campanha”, as
ações esgotam de imediato e, portanto, o valor de R$ 120.000,00 entra no
caixa da empresa. Sendo assim, o registro contábil dessa operação fica:

D – Caixa ...................................................................... 120.000,00


C – Capital Social ............................................................ 100.000,00
C – Reserva de Capital – Ágio na emissão de ações ............... 20.000,00

As partes beneficiárias são valores mobiliários (títulos negociáveis)


emitidos por sociedades anônimas de capital fechado sem valor nominal,
com a finalidade de captar recursos por um prazo máximo de 10 anos.
Esses títulos dão ao seu titular o direito de participação no máximo em 10%
dos lucros da empresa emissora.

Os bônus de subscrição, por sua vez, são valores mobiliários emitidos no


limite do capital social autorizado6 no estatuto por sociedades anônimas
que conferem aos seus titulares o direito de preferência na subscrição das
ações da empresa, dentro de um prazo preestabelecido e por um preço
prefixado.

Tanto as partes beneficiárias como os bônus de subscrição possuem


tratamento contábil similar.

Se a parte beneficiária/bônus de subscrição for alienada(o) por um


determinado valor, far-se-á o seguinte registro contábil:

D – Banco
C – Reserva de Capital de Alienação de Partes Beneficiárias/Bônus de
Subscrição

Caso o título seja concedido sem valor (aplicável, especialmente, ao caso


da parte beneficiária), a informação sobre sua existência deve ser incluída
em notas explicativas.

6
Se não fosse respeitado esse limite, haveria a possibilidade de o adquirente do bônus se ver impedido de
exercer seu direito de subscrever as ações (artigos 75 e 168 da Lei 6.404).

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Quando abordamos o conceito de reservas de capital vimos que elas ficarão
acumuladas no PL para utilização posterior. Pois bem... como poderão ser
utilizadas essas reservas?

A resposta está no art. 200 da Lei 6.404/76, senão vejamos:

Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas


para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros
acumulados e as reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando
essa vantagem lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de
partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses
títulos.

Para finalizar as reservas de capital, vale destacar a seguinte alteração na


Lei nº 6.404/76:

As doações e subvenções para investimento e os prêmios na


emissão de debêntures não são mais classificados como reservas
de capital. Atualmente, devemos registrar como receita do
exercício.

Segundo o CPC 07 – Subvenção e Assistência Governamentais, “uma


subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao
longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas às condições deste
Pronunciamento. A subvenção governamental não pode ser creditada
diretamente no patrimônio líquido”.

5. (FCC/Analista Judiciário/Contadoria/2010) Deixou de ser uma reserva de


capital a partir da vigência da Lei nº 11.638/2007 a Reserva
a) de Alienação de Bônus de Subscrição.
b) de Prêmio na Emissão de Debêntures.
c) para Contingências.

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d) para pagamento de Dividendo Obrigatório.
e) de Ágio na Emissão de Ações.

Conforme estudamos, as doações e subvenções para investimento e


os prêmios na emissão de debêntures não são mais classificados
como reservas de capital. Atualmente, devemos registrar como
receita do exercício.

Gabarito: B

Ajustes de Avaliação Patrimonial

Segundo o art. 182, §3º da Lei 6.404/76, serão classificadas como ajustes
de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do
exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo
e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo.

Os ajustes de avaliação patrimonial têm como contrapartida o ajuste de


instrumentos financeiros disponíveis para venda e os valores de mercado
dos Ativos e Passivos nas reorganizações societárias (incorporação, fusão
e Cisão).

Em regra, os valores registrados nessa conta deverão ser transferidos para


o resultado do exercício à medida que os ativos e passivos forem sendo
realizados.

6. (FUNDATEC/Auditor do Estado/CAGE-RS/Reaplicação/2014) De acordo


com a Lei nº 6.404/76, com redação dada pela Lei nº 11.638/07, a conta
ajustes de avaliação patrimonial pertence ao patrimônio líquido e recebe as
contrapartidas de

a) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo


Permanente, em decorrência da sua avaliação pela equivalência
patrimonial.
b) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo e do
Passivo, em decorrência da sua avaliação pelo valor de mercado.

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c) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do
passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo.
d) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do passivo
circulante, em decorrência da precificação dos derivativos a valor de
mercado.
e) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos das dívidas
em moeda estrangeira, em decorrência da variação cambial conjuntural.

Para fixar! Segundo o art. 182, §3º da Lei 6.404/76, serão classificadas
como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no
resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a
elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação
a valor justo.

Gabarito: C

Ações em Tesouraria

Trata-se de uma conta do PL utilizada quando a empresa adquire as suas


próprias ações, com o objetivo de elevar o preço delas e realizar no futuro
uma nova venda, de forma a obter lucro na transação. Também tem o
objetivo de concentrar as ações, quando estas estão muito pulverizadas
nas mãos de um grande número de acionistas.

Cabe destacar que na aquisição de ações em tesouraria a empresa não


pode adquirir ações não integralizadas, o que resultaria em diminuição
do capital social.

Nos termos do art. 182, §5º, da Lei nº 6.404/76, as ações em tesouraria


deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio
líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Trata-se, portanto, de uma conta redutora do PL.

Destaca-se, ainda, que o limite do saldo da conta ações em tesouraria é o


saldo de lucros acumulados e reservas, exceto a reserva legal.

Por fim, devemos saber que a alienação de ações em tesouraria pode gerar
lucro ou prejuízo para a empresa, não representando receitas ou despesas.
No caso de lucro a empresa deverá creditá-lo em reservas de capital

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(semelhante ao que ocorre com o ágio na emissão de ações). Se houver
prejuízo, deverá debitá-lo em reservas de capitais.

Reservas de Lucros

As reservas de lucros são extraídas do lucro líquido do exercício.


Possuem o objetivo de preservar o patrimônio líquido. Segundo a Lei
nº 6.404/76 (art. 182, §4º), serão classificadas como reservas de lucros as
contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia.

As reservas de lucros previstas na Lei nº 6.404/76 são as seguintes:

- Reserva Legal;
- Reservas Estatutárias;
- Reservas para Contingências;
- Reserva de Incentivos Fiscais;
- Reserva de Retenção de Lucros (de Lucros para Expansão);
- Reserva de Lucros a Realizar;
- Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído;
- Reserva Específica de Prêmio de Debêntures.

Antes de estudarmos cada uma, devemos saber os limites. Segundo a Lei


nº 6.404/76,

Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para


contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não
poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a
assembleia deliberará sobre aplicação do excesso na
integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição
de dividendos.

A Lei nº 12.973/2014 (art. 31, §4º) incluiu entre as reservas acima a


reserva específica de prêmio de debêntures (ou seja, não será computada
para fins do cálculo do limite das reservas de lucros).

Portanto, temos:

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Como a questão informa que havia um saldo de reserva legal no valor de
140.000,00, o máximo que podemos constituir será 10.000,00, para não
ultrapassar o limite de 20% do capital social.

Gabarito: E

Reserva Estatutária

Segundo a Lei nº 6.404/76,

Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:

I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;

II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros


líquidos que serão destinados à sua constituição; e

III - estabeleça o limite máximo da reserva.

As Reservas Estatutárias não podem restringir o pagamento do dividendo


obrigatório, nos termos do art. 198 da Lei 6.404/76.

Reserva para Contingências

Segundo a Lei nº 6.404/76,

Art. 195. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da


administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva
com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do
lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser
estimado.

§ 1º A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa


da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que a
recomendem, a constituição da reserva.

§ 2º A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir


as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a
perda.

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Observe que a finalidade da reserva para contingências é preservar o
capital social de possíveis contingências ocorridas, compensando, em
exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada
provável, cujo valor possa ser estimado.

Segundo o Manual de Contabilidade Societária – FIPECAFI (USP) o objetivo


da constituição dessa reserva é segregar uma parcela de lucros,
inclusive com a finalidade de não distribuí-la como dividendo,
correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras, que
acarretarão diminuição dos lucros (ou até o surgimento de prejuízos) em
exercícios futuros.

Referido Manual esclarece que, em geral, as reservas para contingências


são constituídas para fazer frente a perdas cíclicas, que se repetem no
tempo e que, portanto, são previsíveis. Estas perdas podem decorrer,
dentre outros:

(i) de fenômenos climáticos ou naturais que interrompem as atividades da


empresa em determinados momentos;
(ii) da prestação de serviços com duração limitada, passando por períodos
de alta lucratividade até outros de pouca lucratividade ou até mesmo
prejuízos - sazonalidade;
(iii) de paralisações extraordinárias de longa duração, decorrentes da
substituição de equipamentos obsoletos, cuja substituição seja bastante
penosa.

Um ponto importante que devemos saber é a diferença entre reserva


para contingências e provisões.

Nesse sentido, o Manual FIPECAFI ensina que a Provisão destina-se a dar


cobertura a perdas ou despesas já incorridas, mas ainda não
desembolsadas e que, dentro do regime de competência, devem ser
lançadas no Resultado, na constituição dessa Provisão.

A Reserva para Contingências é, por outro lado, uma expectativa de


perdas ou prejuízos ainda não incorridos; por ser possível antevê-los
e por precaução e prudência empresariais, segrega-se uma parte dos lucros
já existentes, não os distribuindo para suportar financeiramente o período
em que o prejuízo ocorrer efetivamente. Na data em que tal prejuízo
ocorrer, será reconhecido contabilmente como despesa, dentro do regime
de competência.

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Reserva de Incentivos Fiscais

A reserva de incentivos fiscais foi criada pela Lei nº 11.638/07, adicionando


o seguinte artigo à Lei nº 6.404/76:

Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de


administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela
do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais
para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do
dividendo obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei). (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007)

Vimos que as doações e subvenções governamentais eram registradas à


conta de reserva de capital. Porém, após as alterações na Lei 6.404/76, as
doações e subvenções recebidas pela companhia deverão transitar pelo
resultado como receitas.

Sendo assim, o valor do lucro líquido recebido com doações e subvenções


governamentais poderão constituir reserva de incentivos fiscais.

O objetivo dessa reserva, segundo o Manual FIPECAFI, é evitar que as


empresas sejam prejudicadas, do ponto de vista tributário, por
conta da nova forma de registro contábil das doações e subvenções,
fazendo isso da seguinte forma: permitindo que a entidade registre, em
cada exercício em que reconhecer esse tipo de receita, a transferência da
conta de Lucros Acumulados para a conta de Reserva de Incentivos Fiscais
o exato valor de tal receita, de forma a não distribuir esse valor como
lucros ou dividendos aos sócios.

Destaca-se que o valor relativo à reserva de incentivos fiscais pode ser


excluído da base de cálculo do dividendo obrigatório.

Reserva de Retenção de Lucros

Para atender a projeto de investimento, a companhia poderá reter parte


dos lucros do exercício, a fim de constituir a reserva de retenção de lucros,
também denominada de reserva de lucros para expansão, conforme
estabelece o art. 196 da Lei nº 6.404/76,

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Art. 196. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da
administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício
prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado.

§ 1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a


justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas
as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e
poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de
execução, por prazo maior, de projeto de investimento.

§ 2º O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária


que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente,
quando tiver duração superior a um exercício social. (Redação dada pela Lei
nº 10.303, de 2001)

Destaca-se que essa reserva não pode ser constituída em detrimento do


pagamento do dividendo obrigatório.

Reserva de Lucros a Realizar

Segundo a Lei nº 6.404/76,

Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório,


calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela
realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por
proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à
constituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303,
de 2001)

§ 1º Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do


lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores:
(Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art.


248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou


contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo
prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social
seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

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§ 2º A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada
para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso
III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os
lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem
realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

A reserva de lucros a realizar é constituída como uma destinação dos lucros


do exercício, sendo optativa (facultativa) sua constituição.

A Reserva de Lucros a Realizar poderá ser constituída quando não existirem


lucros realizados suficientes para o pagamento do dividendo obrigatório.

Segundo o Manual FIPECAFI, seu objetivo é não distribuir dividendos


obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizada
financeiramente (apesar de contábil e economicamente realizada) pela
companhia, quando tais dividendos excederem a parcela financeiramente
realizada do lucro líquido do exercício.

Vamos entender melhor a constituição dessa reserva por meio de um


“exemplo real”.

8. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT2/2008) Considere as


informações abaixo, extraídas da contabilidade da Cia. Carandiru, relativas
ao exercício findo em 31/12/2007.
Lucro líquido do exercício ................................................. 520.000,00
Resultado positivo na equivalência patrimonial ..................... 270.000,00
Acréscimo à reserva legal ................................................... 26.000,00
Reversão de reservas para contingências .............................. 14.000,00
Lucro com realização financeira a ocorrer em 2009 .................20.000,00

O estatuto da companhia é omisso com relação ao pagamento de


dividendos. De acordo com o disposto nos artigos 197 e 202 da Lei das
Sociedades por Ações, ela poderá constituir, nesse exercício, reserva de
lucros a realizar no valor, em R$, de
a) 40.000,00.
b) 36.000,00.
c) 30.000,00.
d) 24.000,00.

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e) 18.000,00.

Para resolvermos essa questão antes temos que entender como se dá a


contabilização dos dividendos. Geralmente, as questões que envolvem
cálculos referentes à Reserva de Lucros a Realizar envolvem também a
contabilização dos dividendos, pois um assunto está ligado ao outro e nada
mais coerente que seja exigido de forma conjunta. O bom é que vamos
“matar dois assuntos com uma tacada só”. Então, vejamos, de forma bem
objetiva, como se dá essa contabilização.

Geralmente, o dividendo é fixado no estatuto. No entanto, caso o estatuto


seja omisso, a Lei nº 6.404/76 determina que deve ser aplicado o
percentual de 50% sobre o lucro líquido ajustado.

E o que seria o lucro líquido ajustado?

Lucro Líquido Ajustado (LLA) = Lucro Líquido do Exercício –


Reserva Legal – Reserva para Contingências + Reversão de Reserva
para Contingências – Reserva de Incentivos Fiscais (facultativo) –
Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures
(facultativo).

Bem... veja que no caso em tela o estatuto é omisso, ou seja, devemos


aplicar o percentual de 50% sobre a base de cálculo do dividendo (lucro
líquido ajustado). Assim, temos:

LLA = 520.000,00 – 26.000,00 + 14.000,00 = 508.000,00

Portanto, temos como dividendo a ser distribuído o valor de 254.000,00,


correspondente a 50% do LLA (508.000).

Conforme estudamos, consideram-se lucros não realizados os resultados


positivos na equivalência patrimonial e as receitas auferidas para
recebimento a longo prazo. Assim, temos:

Lucro Realizado = lucro líquido do exercício – resultado positivo na


equivalência patrimonial – lucro com realização financeira de longo prazo.

Lucro Realizado = 520.000,00 – 270.000,00 – 20.000,00 = 230.000,00

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Logo, de acordo com a Lei nº 6.404/76, a companhia poderá constituir
Reserva de Lucros a Realizar no valor de R$ 24.000,00, correspondente à
diferença entre o dividendo a ser distribuído (254.000,00) e o lucro
realizado (230.000,00).

Gabarito: D

Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído

Segundo o Manual FIPECAFI, a companhia deverá constituir essa Reserva


de Lucros quando tiver dividendo obrigatório a distribuir, mas sem
condições financeiras para seu pagamento, situação em que se
utilizará do expediente previsto nos §§ 4º e 5º do art. 202 da Lei das
Sociedades por Ações. Vejamos esses dispositivos:

§ 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício


social em que os órgãos da administração informarem à assembleia-
geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da
companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar
parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus
administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários,
dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembleia-geral, exposição
justificativa da informação transmitida à assembleia.

§ 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do §


4º serão registrados como reserva especial e, se não absorvidos
por prejuízos em exercícios subsequentes, deverão ser pagos como
dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia.

Nesse caso, o dividendo deixa de ser pago naquele exercício e, para tanto,
já no balanço, dever-se-á apurar o valor do dividendo obrigatório e
apropriá-lo para essa reserva especial de lucros a debito de Lucros
Acumulados.

Tais dividendos serão pagos aos acionistas no futuro, assim que a situação
financeira o permitir, desde que não tenham sido absorvidos por prejuízos
dos exercícios seguintes.

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Reserva Específica de Prêmio de Debêntures

As debêntures são títulos de créditos emitidos por Sociedades Anônimas,


registrados no passivo circulante ou no não circulante, para captação de
recursos que dão direito à participação nos lucros, rendem juros,
correção monetária e em alguns casos podem ser convertidas em ações,
ou seja, o credor pode tornar-se acionista da empresa.

9. (CESPE/Analista Contábil/MEC/2014) As debêntures são títulos


negociáveis registrados no passivo circulante, ou no não circulante da
empresa emitente, e podem conceder ao seu detentor o direito à
participação nos lucros.

Trata-se do conceito de debêntures acima estudado.

Gabarito: Certo

Quando a empresa emite debêntures com ágio, dizemos que ocorre


emissão “acima do par”, mais conhecido como prêmios na emissão de
debêntures.

Segundo a legislação, a pessoa jurídica contabilizará os prêmios na emissão


de debêntures no Passivo Não Circulante na conta “prêmios de debêntures
a amortizar” e deverá reconhecer o valor do prêmio na emissão de
debêntures em conta do resultado do exercício pelo regime de competência
e poderá destinar o valor referente à parcela do lucro líquido do
exercício decorrente do prêmio na emissão de debêntures na
constituição da reserva de lucros específica.

A legislação estabelece, ainda, que para fins do limite de que trata o artigo
199 da Lei n.º 6.404/76, a reserva de lucros específica terá o mesmo
tratamento dado à reserva de incentivo fiscal, prevista no artigo 195-A da
Lei n.º 6.404/76.

A empresa poderá destinar para a Reserva de Lucros Específica a parcela


do lucro líquido decorrente da receita apropriada da conta dos prêmios de

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debêntures a apropriar, que poderá ser excluída da base de cálculo dos
dividendos obrigatórios.

Dividendos Propostos (adicionais)

Os dividendos propostos a serem pagos, fundamentados em obrigação


estatutária (dividendo mínimo obrigatório) atendem a definição de passivo
e, portanto, devem ficar registrados no Passivo Circulante.

Os dividendos propostos pela administração, excedentes ao mínimo


obrigatório, não atendem à definição de passivo. Tais dividendos devem
ser contabilizados ou não, a depender da situação.

Assim, se a empresa fechar as demonstrações financeiras em 31.12.XX e


declarar dividendo adicional nos meses subsequentes (janeiro, por
exemplo), esses dividendos não serão contabilizados nas demonstrações
encerradas em 31.12.XX. Nesse caso, serão divulgados em notas
explicativas.

De outro modo, se os dividendos adicionais forem declarados antes


da data de fechamento das demonstrações, haverá o atendimento aos
requisitos de obrigação presente, devendo ser evidenciados nas
demonstrações financeiras da companhia.

A respeito do assunto vale destacar o disposto na Interpretação Técnica


CPC 08 – Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos:

“A parcela do dividendo que se caracterize efetivamente como obrigação


presente deve figurar no passivo da entidade. Mas a parcela que exceder
ao previsto legal ou estatutariamente deve ser mantida no patrimônio
líquido, em conta específica, do tipo “dividendo adicional proposto”, até a
deliberação definitiva que vier a ser tomada pelos sócios. Afinal, esse
dividendo adicional não se caracteriza como obrigação presente na data do
balanço, já que a assembleia dos sócios ou outro órgão competente poderá,
não havendo qualquer restrição estatutária ou contratual, deliberar ou não
pelo seu pagamento ou por pagamento por valor diferente do proposto”.

“(...) qualquer declaração de dividendo adicional ao previsto legal ou


estatutariamente ou outra forma de distribuição de resultado que ocorrer
após a data do balanço e antes da data da autorização de emissão dessas
demonstrações não gerará registro no passivo da entidade na data do

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a. Errada. Conforme vimos, os dividendos declarados após o período
contábil não são contabilizados.

b. Errada. Os dividendos que forem declarados pela assembleia geral ou


outro órgão competente, ou declarados e pagos, de acordo com as
formalidades previstas no estatuto social ou equivalente, antes da data
base das demonstrações contábeis, atendem aos requisitos de
obrigação presente e, portanto, se não pagos devem figurar no passivo da
entidade como uma obrigação.

c. Certa. Conforme vimos, os dividendos mínimos obrigatórios devem ser


registrados no passivo.

d. Errada. Os dividendos adicionais ao mínimo obrigatório são


contabilizados no Patrimônio Líquido até sua aprovação pela assembleia.

e. Errada. Os dividendos adicionais declarados após o fechamento das


demonstrações financeiras não são contabilizados. Todavia, o dividendo
mínimo obrigatório é contabilizado no passivo.

Gabarito: C

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Segundo o Manual FIPECAFI, a partir da vigência da Lei nº 11.638/07 foi


extinta a possibilidade de manutenção e apresentação de saldos a título de
Lucros Acumulados no Balanço Patrimonial, mas apenas para o caso das
sociedades por ações, o que não significa que a referida conta deverá ser
eliminada dos planos de contas dessas entidades.

A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados continuará sendo utilizada nos


planos de contas, e seu uso continuará a ser feito para receber o resultado
do exercício, as reversões de determinadas reservas, os ajustes de
exercícios anteriores, para distribuir os resultados nas suas várias formas
e destinar valores para reservas de lucros. Mas, no balanço patrimonial,
só poderá aparecer quando tiver saldo negativo, e será denominada
de Prejuízos Acumulados.

Reitera-se que a obrigação da conta Lucros Acumulados não conter saldo


positivo aplica-se unicamente às sociedades por ações, e não às demais.
Assim, saldos nessa conta precisam ser totalmente destinados por proposta

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da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela
assembleia geral ordinária.

O Manual salienta que a Lei nº 6.404/76, no parágrafo único do art. 189,


determina que "o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido
pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal,
nessa ordem", além de explicitar, no item I do art. 200 que as reservas de
capital poderão ser utilizadas para absorver prejuízos quando as reservas
de lucros não forem suficientes. Dessa forma, depreende-se que a
apresentação da conta Prejuízos Acumulados no Patrimônio Líquido
das companhias só deverá ocorrer se as empresas não mais
possuírem reservas de lucros que possam ser utilizadas para
absorver tais prejuízos, podendo ainda ser utilizadas para a absorção,
as reservas de capital.

Outras Contas do PL

Conforme já comentado, além dos itens previstos na Lei nº 6.404/76, o


grupo Patrimônio Líquido pode apresentar outras contas para melhor
evidenciar a situação patrimonial da companhia, bem como para atender a
outras normatizações que estabeleçam a necessidade da divulgação.
Vejamos objetivamente as características dessas contas, tomando-se como
base o disposto no Manual FIPECAFI, haja vista que muitas questões são
extraídas de forma literal do Manual.

Opções outorgadas reconhecidas

Segundo o Manual FIPECAFI,

“As Opções Outorgadas Reconhecidas representam uma conta especial que


deve ser utilizada nos casos em que as sociedades negociam serviços de
seus administradores e empregados, cujo valor de mercado não é
facilmente obtido. Ela deve ser apresentada junto às Reservas de Capital,
no Patrimônio Líquido, quando os serviços negociados tiverem como
contraprestação pagamentos baseados em ações a serem liquidados com
instrumentos patrimoniais. Caso a liquidação tenha realização prevista em
dinheiro, o registro deve ser reconhecido no Passivo”.

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11. (COPS – UEL/Auditor Fiscal/SEAP-PR/2012) Uma empresa, ao
contabilizar o reconhecimento de um produto ou de um serviço adquirido
em transação com pagamento em ações liquidadas em instrumentos
patrimoniais, deve contabilizar em contrapartida a uma conta do

a) Ativo Circulante.
b) Ativo Não Circulante.
c) Passivo Circulante.
d) Patrimônio Líquido.
e) Resultado.

Observe que a questão foi baseada no trecho transcrito do Manual


FIPECAFI. Organizando a “bagaça”, temos:

Opções Outorgadas Reconhecidas  relacionada ao pagamento de


serviços de seus administradores baseado em ações.

Pagamentos liquidados com instrumentos patrimoniais = conta do


patrimônio líquido (juntamente com as reservas de capitais);

Pagamentos realizados em dinheiro = conta do passivo.

Gabarito: D

Gastos na emissão de ações

Segundo o Manual FIPECAFI,

“Os gastos incorridos no processo de emissão de ações e outros valores


mobiliários patrimoniais não mais poderão ser tratados como despesas do
período da emissão, mas sim como uma redução dos valores efetivamente
obtidos na captação junto aos sócios”.

Agora observe o que dispõe o CPC 08 – Custos de Transações:

Contabilização das captações de recursos para o capital próprio

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4. O registro do montante inicial dos recursos captados por intermédio da
emissão de títulos patrimoniais deve corresponder aos valores líquidos
disponibilizados para a entidade pela transação, pois essas transações são
efetuadas com sócios já existentes e/ou novos, não devendo seus custos
influenciar o saldo líquido das transações geradoras de resultado da
entidade.

5. Os custos de transação incorridos na captação de recursos por


intermédio da emissão de títulos patrimoniais devem ser contabilizados, de
forma destacada, em conta redutora de patrimônio líquido, deduzidos os
eventuais efeitos fiscais, e os prêmios recebidos devem ser reconhecidos
em conta de reserva de capital.

6. Nas operações de captação de recursos por intermédio da emissão de


títulos patrimoniais em que exista prêmio (excedente de capital) originado
da subscrição de ações aos quais os custos de transação se referem, deve
o prêmio, até o limite do seu saldo, ser utilizado para absorver os custos
de transação registrados na conta de que trata o item 5. Nos demais casos,
a conta de que trata o item anterior será apresentada após o capital social
e somente pode ser utilizada para redução do capital social ou absorção por
reservas de capital.

7. Quando a operação de captação de recursos por intermédio da emissão


de títulos patrimoniais não for concluída, inexistindo aumento de capital ou
emissão de bônus de subscrição, os custos de transação devem ser
reconhecidos como despesa destacada no resultado do período em que se
frustrar a transação.

Portanto, grave no “HD”:

Gastos na emissão de ações  não devem ser reconhecidos como despesa,


mas sim como acréscimo do custo de emissão em conta retificadora do
capital social.

Vamos a um “exemplo real” de como o assunto tem sido exigido.

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12. (FCC/Prefeitura de São Paulo/2010) A Cia. Acionária resolveu aumentar
seu capital social mediante emissão de 10.000 novas ações, cujo valor
nominal é de R$ 1,00. Devido às condições de mercado, as ações foram
negociadas a R$ 1,50, à vista. Para a emissão das ações a Cia. Acionária
incorreu em custos de R$ 500,00. A Cia. Acionária reconheceu um aumento
de:

a) capital social no valor de R$ 10.000,00.


b) capital social no valor de R$ 9.500,00.
c) capital social no valor de R$ 15.000,00.
d) patrimônio líquido no valor de R$ 15.000,00.
e) reservas de lucros no valor de R$ 5.000,00.

Quando há a emissão de ação com ágio (ou seja, valor de venda da ação
foi maior que o valor patrimonial), a contabilidade faz o seguinte
lançamento:

D – Caixa .................................................................... 14.500,00 *


C – Reservas de capital (ágio na emissão de ações) ............ 4.500,00 **
C – Capital Social ......................................................... 10.000,00 ***

* A captação de recursos via mercado de ações visa justamente colocar à


disposição da empresa o montante de recursos necessários para que ela
possa investir. No momento da captação, os recursos entram (aplicação)
no caixa (ou no banco).

O montante de R$ 14.500 foi calculado da seguinte forma:

Caixa = número de ações emitidas x valor de mercado das ações - custos


de emissão das ações
Caixa = 10.000 x R$ 1,5 - R$ 500 = R$ 15.000 - 500 = 14.500

** O valor do ágio foi calculado da seguinte forma:

Valor de mercado das ações - Valor nominal das ações - custos de emissão
das ações = ágio na emissão de ações
(10.000 x 1,5) – (10.000 x 1 – 500) = 15.000 - 10.000 - 500 = R$ 4.500

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Só vai para reserva o montante que ultrapassar o somatório entre o valor
patrimonial da ação (R$ 10.000) e os custos de sua emissão (R$ 500).

*** O capital social, no caso, é a origem dos recursos. Seu montante é


calculado a partir da multiplicação do número de ações pelo valor
patrimonial = 10.000 x R$ 1 = R$ 10.000.

Do exposto, percebe-se que a Cia. Acionária reconheceu um aumento de


capital social no valor de R$ 10.000,00.

Gabarito: A

Ajustes acumulados de conversão

Segundo o Manual FIPECAFI,


“A conta Ajustes Acumulados de Conversão representa uma conta
transitória do Patrimônio Líquido que deve ser utilizada para registrar as
variações cambiais dos investimentos em controladas (aquelas que não
possuem a característica de filial, sucursal ou extensão das atividades da
controladora), controladas em conjunto e coligadas em outra moeda
funcional que não o Real (R$), pois tais variações não podem, em função
do que determina o Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças
nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, afetar o
resultado do exercício. O reconhecimento no resultado dos valores
registrados na conta Ajustes Acumulados de Conversão ocorrerá apenas
quando da baixa do investimento. É importante salientar que essa conta
não é uma reserva. Ela pode ter saldo positivo ou negativo e pode ser
apresentada logo apos a conta “Ajustes de Avaliação Patrimonial", não se
confundindo, entretanto, com esta. Seu saldo também deverá ser
eliminado quando do calculo do JCP [Juros sobre Capital Próprio]”.

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13. (CESPE/TJ-RR/2012) Considere que a Cia Alfa tenha fechado o seu
balanço patrimonial, em USD, em 31/12/X2, com os saldos constantes da
tabela a seguir:

Nesse caso, se o capital social foi integralizado em 1º/1/X2, cuja taxa de


câmbio era de $ 1,50, se o valor relativo à conversão do resultado do
exercício foi de $ 3.500,00 e se a taxa de fechamento do câmbio na data
do balanço (31/12/X2) era de $ 2,00, então, após a conversão do balanço
patrimonial, o saldo relativo ao ajuste acumulado de conversão, nesse
exercício, foi de $ 10.500,00.

Questão nada trivial. Aplicação pura do CPC 02 (R2). A seguir


transcrevemos parte do pronunciamento.

39. Os resultados e a posição financeira da entidade, cuja moeda funcional não é


moeda de economia hiperinflacionária, devem ser convertidos para moeda de
apresentação diferente, adotando-se os seguintes procedimentos:

(a) ativos e passivos para cada balanço patrimonial apresentado (incluindo


os balanços comparativos) devem ser convertidos, utilizando-se a taxa de
câmbio de fechamento na data do respectivo balanço;

(b) receitas e despesas para cada demonstração do resultado abrangente ou


demonstração do resultado apresentada (incluindo as demonstrações

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comparativas) devem ser convertidas pelas taxas de câmbio vigentes nas datas
de ocorrência das transações; e

(c) todas as variações cambiais resultantes devem ser reconhecidas em outros


resultados abrangentes.

40. Por razões práticas, uma taxa que se aproxime das taxas de câmbio vigentes
nas datas das transações, por exemplo, a taxa média para o período, pode ser
normalmente utilizada para converter itens de receita e despesa.
Entretanto, se as taxas de câmbio flutuarem significativamente, o uso da taxa de
câmbio média para o período é inapropriado.

41. As variações cambiais mencionadas no item 39(c) são decorrentes de:

(a) conversão de receitas e despesas pela taxas de câmbio vigentes nas datas de
ocorrência das transações e conversão de ativos e passivos pela taxa de câmbio
de fechamento;

(b) conversão dos saldos de abertura de ativos líquidos (patrimônio


líquido) pela taxa de câmbio de fechamento atual, que difere da taxa de
câmbio de fechamento anterior.

Organizando toda essa teoria...

Ajustes acumulados de conversão

 Ativo e Passivo: usamos a taxa de fechamento da data do balanço.

 Patrimônio Líquido: usamos a taxa histórica (taxa de conversão da


data em que foi contabilizado o item no PL).

 Resultado do exercício: deve ser usada a taxa da data da transação,


sendo aceitável usar uma taxa média.

 A diferença entre o Ativo e o Passivo + PL será contabilizado como


“Ajuste acumulado de Conversão” no PL.

De posse desse conhecimento, passemos à resolução da questão:

Ativo convertido pela taxa de fechamento de $ 2,00 = $ 82.000,00


Passivo convertido pela taxa de fechamento de $ 2,00 = $ 38.000,00
Capital Social convertido pela taxa histórica de $ 1,50 = $ 30.000,00
A questão já informa o resultado de $ 3.500,00

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           
         

              
          

             


“Ajuste acumulado de Conversão” no      
           
  

   

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      

         


     

 

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      

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Aula 05

Mas, e o saldo da conta "lucros acumulados"?

O examinador informou que o Balanço Patrimonial da questão já estava


fechado. Assim, o saldo da conta "lucros acumulados" contempla o
resultado do exercício.

De acordo com o que aprendemos na aula, para a conversão do resultado


do exercício deve ser usada a taxa da data da transação, sendo aceitável
usar uma taxa média.

Precisaríamos então saber a taxa da data de cada receita e despesa ou a


taxa média para fazer a conversão.

O examinador, no entanto, já apresentou essa conversão. No enunciado da


questão ele afirma que "o valor relativo à conversão do resultado do
exercício foi de $ 3.500,00".

Com base nas conversões feitas anteriormente e nas informações dadas


pelo examinador, temos que o ajuste acumulado de conversão será:

82.000 (ativo) – [ 38.000 (passivo) + 30.000 (PL) + 3.500 (PL) ] = $


10.500,00 (ajuste acumulado de conversão)

Veja que é válida a afirmação feita nesta aula. De fato, "a diferença entre
o Ativo e o Passivo + PL será contabilizado como ‘Ajuste acumulado de
Conversão’ no PL".

Não se preocupe se esse assunto (ajustes acumulados de conversão) não


ficou muito claro, pois é um tópico avançado da disciplina e nesse primeiro
contato é natural a dificuldade de entendimento. Nesse primeiro momento,
apenas saiba que se trata de uma conta que está no patrimônio líquido,
ok?

Contas Extintas

Segundo o Manual FIPECAFI, “algumas contas não mais listadas nas


normas contábeis como pertencentes ao Patrimônio Líquido ainda podem
ser encontradas nesse grupo em função da existência de saldos
remanescentes; nelas não é permitida, entretanto, a inclusão de novos
valores. As contas mais comuns são: Reservas de Reavaliação, Reserva de
Capital - Prêmios na Emissão de Debêntures e a Reserva de Capital-
Doações e Subvenções para Investimentos”.

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Observações:

a) Elaboramos o balanço completo para fins didáticos. Na hora da prova


não há necessidade de elaborar tudo. No caso dessa questão, bastava
apurar o resultado e identificar as contas do PL;

b) A partir da vigência da Lei nº 11.638/07 foi extinta a possibilidade de


manutenção e apresentação de saldos a título de Lucros Acumulados no
Balanço Patrimonial, mas apenas para o caso das sociedades por ações, o
que não significa que a referida conta deverá ser eliminada dos planos de
contas dessas entidades.

A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados continuará sendo utilizada nos


planos de contas, e seu uso continuará a ser feito para receber o resultado
do exercício, as reversões de determinadas reservas, os ajustes de
exercícios anteriores, para distribuir os resultados nas suas várias formas
e destinar valores para reservas de lucros. Mas, no balanço patrimonial,
só poderá aparecer quando tiver saldo negativo, e será denominada
de Prejuízos Acumulados.

Reitera-se que a obrigação da conta Lucros Acumulados não conter saldo


positivo aplica-se unicamente às sociedades por ações, e não às demais.
Assim, saldos nessa conta precisam ser totalmente destinados por proposta
da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela
assembleia geral ordinária.

O Manual de Contabilidade Societária (FIPECAFI) salienta que a Lei nº


6.404/76, no parágrafo único do art. 189, determina que "o prejuízo do
exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas
reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem", além de explicitar,
no item I do art. 200 que as reservas de capital poderão ser utilizadas para
absorver prejuízos quando as reservas de lucros não forem suficientes.
Dessa forma, depreende-se que a apresentação da conta Prejuízos
Acumulados no Patrimônio Líquido das companhias só deverá
ocorrer se as empresas não mais possuírem reservas de lucros que
possam ser utilizadas para absorver tais prejuízos, podendo ainda ser
utilizadas para a absorção, as reservas de capital.

Gabarito: B

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1.130 – 1.615 = 485,00 credor

* A nosso ver a ESAF cometeu uma impropriedade ao não considerar no


cálculo os valores referentes às despesas e receitas do exercício anterior.
Temos duas situações:

1ª) As despesas e receitas foram contabilizadas no ano anterior (2012) 


nesse caso não poderiam constar em 2013, pois as contas de receitas e
despesas são zeradas ao final do exercício na apuração do resultado.

2ª) As despesas e receitas não foram contabilizadas  nesse caso,


deveriam constar como ajustes de exercícios anteriores no patrimônio
líquido e, mesmo que não influenciem o resultado de 2013, afetam a
equação contábil.

Devemos, portanto, ficar alertas quanto a esse tipo de exigência da ESAF


em provas futuras!

Gabarito: D

17. (ESAF/Contador/MF/2013) Com base nos dados a seguir, responder a


questão.

O Auditor, ao analisar a demonstração contábil elaborada com base nestes


dados, poderá certificar que o:

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18. (ESAF/Contador/MF/2013) O Livro Razão da firma Afrescos & Molduras
Ltda. demonstra as seguintes contas e respectivos saldos no fim do
exercício social:

Elaborando o Balanço Patrimonial, após a apuração do resultado do


exercício, cuja única distribuição foi 30% para o imposto de renda, deverá
ser ostentado o valor de
a) R$ 4.500,00 de patrimônio líquido.
b) R$ 4.660,00 de ativo não circulante.
c) R$ 4.962,00 de patrimônio líquido.
d) R$ 5.160,00 de patrimônio líquido.
e) R$ 6.900,00 de passivo circulante.

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20. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/2012) São
evidenciados nos Passivos os saldos finais das contas

a) Ajustes de Avaliação Patrimonial e Provisões para Reestruturação.


b) Créditos de Acionistas Transação não Recorrente e Debêntures
Conversíveis em Ações.
c) Perdas Estimadas para Redução ao Valor Recuperável e Duplicatas
Descontadas.
d) Faturamento para Entrega Futura e Ajustes de Avaliação Patrimonial.
e) Duplicatas Descontadas e Debêntures Conversíveis em Ações.

Vamos classificar as contas de cada uma das alternativas.

a. Errado. Ajustes de Avaliação Patrimonial  Patrimônio Líquido


Provisões para Reestruturação  Passivo Circulante/Passivo Não Circulante

Cabe destacar que, segundo o CPC 25, as provisões para reestruturação


são obrigações futuras cujo prazo e/ou montante (custos para
reestruturação) são incertos.

b. Errado. Créditos de Acionistas Transação não Recorrente  Ativo Não


Circulante Realizável a Longo Prazo

Observação: o mais correto seria utilizar a preposição “com” no lugar da


preposição “de” (Créditos com Acionistas Transação não Recorrente), pois isso
altera a semântica da nomenclatura da conta. No entanto, apesar dos recursos a
ESAF manteve o gabarito preliminar. Assim, temos:

Créditos de Acionistas Transação não Recorrente  Passivo


Créditos com Acionistas Transação não Recorrente  Ativo

De qualquer forma, não se preocupe muito com essa nomenclatura, pois foi a
única vez que vi exigência em prova.

Debêntures Conversíveis em Ações  Passivo Circulante/Passivo Não


Circulante

A conta “Créditos de Acionistas Transação não Recorrente” decorre do


disposto na Lei nº 6.404/64, art. 179, II.

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c. Errado. Perdas Estimadas para Redução ao Valor Recuperável 
Retificadora de Ativo
Duplicatas Descontadas  Passivo Circulante

d. Errado. Faturamento para Entrega Futura (receitas antecipadas) 


Passivo Circulante
Ajustes de Avaliação Patrimonial  Patrimônio Líquido

e. Certo. Duplicatas Descontadas  Passivo Circulante


Debêntures Conversíveis em Ações  Passivo Circulante/Passivo Não
Circulante

Gabarito: E

21. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) Uma


empresa, cujo livro Razão contém essas contas, apresentou os seguintes
saldos para compor o balanço patrimonial em 31/12/2011.

Ao elaborar o balanço patrimonial a empresa vai apresentar um Ativo


Circulante no valor de
a) R$ 58.000,00.

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b) R$ 68.000,00.
c) R$ 69.800,00.
d) R$ 71.000,00.
e) R$ 79.000,00.

Da lista acima são contas do ativo circulante as seguintes:

Aluguéis pagos Antecipadamente 1.200,00


Bancos c/Movimento 20.000,00
Bancos c/Poupança 6.000,00
Caixa 3.000,00
Clientes 9.000,00
Contas a Receber 11.000,00
Duplicatas a Receber 15.000,00
Prov. p/Créditos de Liquidação Duvidosa (1.000,00)
Seguros a Vencer 1.800,00
Títulos a Receber 13.000,00
Total 79.000,00

Observação: As contas “Endosso para Desconto” e “Títulos Endossados”


são contas de compensação. Segundo a doutrina, esse tipo de conta
serve para controle, sem fazer parte do patrimônio. Abrange, ainda, as
contas que podem no futuro integrar o patrimônio. Trata-se de um conjunto
de contas de uso paralelo (extracontábil) e facultativo.

Gabarito: E

22. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) Estes são alguns títulos


contábeis constantes no plano de contas da empresa. Com base neles
indique a opção incorreta.

Mercadorias
Imóveis em Construção
Capital a Realizar
Receita de Vendas
Custo das Mercadorias Vendidas
Fornecedores
Impostos a Recolher
Impostos
Juros Ativos
Juros Passivos

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d. Certo. De fato, temos 6 contas de saldo credor.

e. Certo. De fato, temos oito contas de saldo devedor.

Gabarito: B

23. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) A Cia. de Solas e Solados


apurou no livro Razão, ao fim do exercício, mas antes do encerramento das
contas de resultado, os valores listados a seguir:

CONTAS SALDOS

Receita de Vendas 21.000,00


Capital Social 15.000,00
Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Pagar 14.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 14.000,00
Duplicatas a Receber 10.000,00
Salários a Pagar 5.200,00
Equipamentos 4.600,00
Caixa 4.000,00
Veículos 3.900,00
Títulos a Pagar a Longo Prazo 3.800,00
Investimentos em Controladas 3.500,00
Salários 3.000,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00
Reserva Legal 1.800,00
Impostos 1.700,00
Aluguéis Ativos 1.600,00
Depreciação Acumulada 1.500,00
Prejuízos Acumulados 1.400,00
Reserva de Capital 1.200,00
Despesas Diferidas 1.200,00
Juros Passivos 1.100,00
Provisão p/Ajuste de Estoques 1.100,00

Examinando-se o resultado desse exercício, com distribuição do lucro em


R$ 300,00 para o imposto de renda, R$ 500,00 para dividendos, e
destinação do saldo remanescente para a formação de reservas de lucro,
pode-se dizer que a contabilização desses eventos provocará um aumento
final no patrimônio líquido no valor de:

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a) R$ 1.400,00.
b) R$ 1.100,00.
c) R$ 800,00.
d) R$ 600,00.
e) R$ 500,00.

Primeira providência a ser adotada é verificar o valor do PL antes da


apuração do resultado. Assim, temos:

Capital Social 15.000,00


Reserva Legal 1.800,00
(-) Prejuízos Acumulados (1.400,00)
Reserva de Capital 1.200,00
Total 16.600,00

Agora, vamos apurar o resultado do exercício.

Receita de Vendas 21.000,00


(-) Custo das Mercadorias Vendidas (14.000,00)
(-) Salários (3.000,00)
(-) Impostos (1.700,00)
(+) Aluguéis Ativos 1.600,00
(-) Juros Passivos (1.100,00)
(=) Lucro antes do IR 2.800,00
(-) Provisão para IR 300,00
(=) Lucro líquido do exercício 2.500,00

Esse valor deverá ser transferido para o PL. Como há no PL um prejuízo


acumulado, deveremos deduzir esse prejuízo do valor do resultado
apurado, conforme determina o art. 189 da Lei nº 6.404/76, senão
vejamos:

Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer


participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a
Renda.

Esse resultado será incorporado ao PL através do seguinte lançamento:

D - Apuração do Resultado do Exercício


C - Lucros ou prejuízos acumulados ... 2.500

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A partir desse lançamento, a conta "lucros ou prejuízos acumulados" passa
a ter o seguinte saldo: -1.400 (prejuízo anterior) + 2.500 (lucro do
presente exercício) = + 1.100 (saldo credor)

Ademais, temos que efetuar a distribuição dos dividendos no valor de R$


500,00, diminuindo o PL.

D - Lucros ou prejuízos acumulados


C - Dividendos a pagar ... 500

A partir desse lançamento, a conta "lucros ou prejuízos acumulados" passa


a ter o seguinte saldo: 1.100 - 500 = 600

Por fim, do valor que restou (R$ 600,00) constituiremos as reservas de


lucros, conforme informa o comando da questão.

D - Lucros ou prejuízos acumulados


C - Reserva de lucros ... 600

A partir desse lançamento, a conta "lucros ou prejuízos acumulados" passa


a ter o seguinte saldo: 600 - 600 = 0
Logo, o PL (saldo do PL atual) ficará da seguinte forma:

Capital Social 15.000,00*


Reserva Legal 1.800,00*
Reservas de lucros 600,00
Reserva de Capital 1.200,00*
Total 18.600,00

* Não houve alteração no saldo dessas contas durante o exercício.


Logo, a variação do PL será:

PL (atual) - PL (inicial) = 18.600 - 16.600 = 2.000

Observe que a questão deveria ter sido anulada, pois não há resposta válida
entre as alternativas, pois o PL aumentou em R$ 2.000,00.

Gabarito Oficial: D

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          
       
    

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         


         
        
       
         
   

    

            


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         


        
   

        


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         


        
 

          


          
         


          


        

      

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Cabe destacar que muitas questões exigidas não chegam nesse rigor
técnico de diferença e consideram sinônimos, até mesmo pela divergência
de entendimentos existente.

Enfim, não é um assunto pacífico e acaba que muitas bancas estão até
evitando exigir isso, pois sempre haverá recursos...

24. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) Saldos contábeis apurados


no livro Razão em 31 de dezembro, antes do encerramento do resultado:
CONTAS SALDOS
Receita de Vendas 21.000,00
Capital Social 15.000,00
Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Pagar 14.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 14.000,00
Duplicatas a Receber 10.000,00
Salários a Pagar 5.200,00
Equipamentos 4.600,00
Caixa 4.000,00
Veículos 3.900,00
Títulos a Pagar a Longo Prazo 3.800,00
Investimentos em Controladas 3.500,00
Salários 3.000,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00
Reserva Legal 1.800,00
Impostos 1.700,00
Aluguéis Ativos 1.600,00
Depreciação Acumulada 1.500,00
Prejuízos Acumulados 1.400,00
Reserva de Capital 1.200,00
Despesas Diferidas 1.200,00
Juros Passivos 1.100,00
Provisão p/ Ajuste de Estoques 1.100,00

Elaborando o balanço patrimonial com os títulos acima, obteremos os


seguintes valores:
a) Ativo Circulante R$ 30.000,00
b) Ativo Circulante R$ 28.900,00
c) Ativo Permanente R$ 12.000,00
d) Ativo Não Circulante R$ 12.000,00

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e) Ativo Não Circulante R$ 15.000,00

Vamos segregar as contas do ativo circulante e do ativo não circulante:

Ativo Circulante
Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Receber 10.000,00
Caixa 4.000,00
Despesas Diferidas* 1.200,00
Provisão p/ Ajuste de Estoques (1.100,00)
Total 28.900,00

Ativo Não Circulante


Equipamentos 4.600,00
Veículos 3.900,00
Investimentos em Controlada 3.500,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00
Depreciação Acumulada (1.500,00)
Total 13.500,00

* As despesas diferidas podem ser classificadas tanto no ativo circulante


como no ativo não circulante. Porém, quando a banca não nos indica o
prazo para classificação, devemos classificar no ativo circulante.

Gabarito: B

25. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2006) Assinale


a opção que contém a afirmativa incorreta.

a) No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do


patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento
e a análise da situação financeira da companhia.
b) Os ingressos e os custos, as receitas e as despesas, os ganhos e as
perdas, bem como todos os encargos do exercício social devem constar na
Demonstração do Resultado do Exercício.
c) No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de grau de
liquidez dos elementos nelas registrados, em grupos especificados na lei.
d) Entre os componentes do passivo podemos encontrar as exigibilidades,
as dívidas, os credores, bem como todo e qualquer débito da empresa para
com seus agentes.

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e) Entre os componentes do ativo devem ser evidenciados os estoques, as
disponibilidades, os créditos, como também os bens de uso, de renda e de
consumo, existentes na data do balanço.

Vamos analisar cada uma das alternativas.

a. Certo. Trata-se de exigência do disposto no art. 178 da Lei nº 6.404/76:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

b. Certo. Ainda estudaremos a DRE. O item descreve perfeitamente itens


que devem ser evidenciados nessa demonstração.

c. Errado. Segundo a legislação societária, no ativo, as contas serão


dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados.

d. Certo. O item descreve perfeitamente informações que devem constar


no passivo.

e. Certo. O item descreve perfeitamente informações que devem constar


no ativo. Cabe destacar que o termo “créditos” nessa opção é usado como
sinônimo de direitos, ou seja, a parcela da riqueza da entidade que está
em poder de terceiros (como é o caso de "contas a receber").

Gabarito: C

26. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) A empresa


Gregório, Irmãos & Cia. Ltda., possuindo Disponibilidades de R$ 2.730,00,
Imobilizações de R$ 3.270,00 e Dívidas de R$ 2.900,00, realizou duas
transações:

- a compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada; e


- a venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.

Concluídas as operações, e devidamente registradas, pode-se afirmar com


certeza que essa firma tem:
a) prejuízos de R$ 500,00.
b) passivo exigível de R$ 4.500,00.

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c) patrimônio líquido de R$ 3.100,00.
d) passivo a descoberto de R$ 900,00.
e) ativo de R$ 4.600,00.

Vamos contabilizar cada uma das operações:

Compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada.

D – Máquinas (imobilizações) 2.000,00


C – Disponibilidades 400,00
C – Fornecedores (dívidas) 1.600,00

Venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.

Temos que encontrar o valor contábil do equipamento. Para tanto, basta


seguir o seguinte raciocínio:

3000 _____ 70%


x ______ 100%

Logo, o valor contábil do ativo seria R$ 4.285,71.

O lançamento fica:

D – Disponibilidades 3.000,00
D – Resultado na venda de ativo 1.285,21
C – Equipamentos (imobilizações) 4.285,71

Agora, basta verificar o saldo de cada conta. Assim, temos:

Disponibilidades
2.730,00 (Saldo Inicial)
(+) 3.000,00
(-) 400,00
(=) 5.330,00 (Saldo Final)

Imobilizações
3.270,00 (Saldo Inicial)
(+) 2.000,00
(-) 4.285,71
(=) 984,29 (Saldo Final)

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Dívidas
2.900,00 (Saldo Inicial)
(+) 1.600,00
(=) 4.500,00 (Saldo Final)

Resultado na Venda de Ativo


0,00 (Saldo Inicial)
(+) 1.285,21
(=) 1.285,21 (Saldo Final)

Gabarito: B

27. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) No


balanço de encerramento do exercício social, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo
a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

No ativo patrimonial, as contas serão dispostas em ordem decrescente de


grau de liquidez dos elementos nelas registrados, compondo os seguintes
grupos:

a) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; investimentos; ativo


imobilizado; e intangível.
b) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; e ativo permanente,
dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
c) ativo circulante; e ativo não circulante, composto por ativo realizável a
longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível.
d) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; investimentos; ativo
imobilizado; e ativo diferido.
e) ativo circulante; e ativo não circulante, composto por ativo realizável a
longo prazo, investimentos, imobilizado e diferido.

Trata-se de exigência do disposto no art. 178 da Lei nº 6.404/76, senão


vejamos:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I - ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

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II - ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)

Gabarito: C

28. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) Em


relação ao encerramento do exercício social e à composição dos grupos e
subgrupos do balanço, assinale abaixo a opção falsa.

a) No ativo circulante, serão incluídas as disponibilidades, os direitos


realizáveis no curso do exercício social e as aplicações de recursos em
despesas do exercício seguinte.
b) No intangível, serão classificados os direitos que tenham por objeto bens
incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa
finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.
c) Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração
maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo
terá por base o prazo desse ciclo.
d) Em investimentos, serão classificadas as participações permanentes em
outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no
ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da
companhia ou da empresa.
e) No ativo imobilizado, serão classificados os direitos que tenham por
objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da
companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos
e controle desses bens.

Trata-se de exigência do disposto no art. 179 da Lei nº 6.404/76, senão


vejamos:

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:


I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no
curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em
despesas do exercício seguinte;
II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término
do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos
ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243),
diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;

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III - em investimentos: as participações permanentes em outras
sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo
circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia
ou da empresa;
IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
VI - no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade,
inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Gabarito: A

29. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/2009) Observando o


patrimônio da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas,
encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados:

Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00


Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00

Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente,


com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$
6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.

Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e


considerando as variações provocadas pelas duas transações do exemplo,
pode-se dizer que os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão
devedores e credores de:

a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.

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Vamos contabilizar as operações descritas na questão e posteriormente
montar o balanço.

Pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%;

D − Duplicatas com a GM 3.000


C − Caixa 2.700
C − Descontos obtidos (receita) 300

Contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos


de 4%, com a emissão de notas promissórias.

D − Bancos 6.240
D − Despesas com Notas Promissórias 260 (4% de 6.500)
C − Empréstimo a Pagar 6.500

Agora vamos elaborar o balanço patrimonial simplificado:

Ativo Passivo
Dinheiro guardado em espécie 2.800,00 Empréstimos a Pagar 6.500,00
Bancos 6.240,00 Duplicatas a Pagar (GM) 4.500,00
Duplicatas a Receber (lojas SÁ) 10.500,00
Veículos 35.000,00 Patrimônio Líquido
Capital Social 40.000,000
Lucros Acumulados 3.540,00*
Total 54.540,00 Total 54.540,00

* Cálculo:
Lucros de períodos anteriores 3.500,00
Descontos obtidos (receita) 300,00
(-) Despesas com Notas Promissórias (260,00)
(=) saldo da conta Lucros Acumulados 3.540,00

Observação: Quando a questão fala "Classificando contabilmente os


componentes desse patrimônio" ela indica que são as contas patrimoniais
que devem ser consideradas.

Gabarito: B

30. (CESPE/Contador/DPU/2016) As ações em tesouraria representam as


ações da companhia que são adquiridas pela própria sociedade e devem
ser registradas no patrimônio líquido, em conta credora, de modo a
aumentar, assim, o valor do capital social.

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Vimos na parte teórica o seguinte:

Ações em Tesouraria

Trata-se de uma conta do PL utilizada quando a empresa adquire as suas


próprias ações, com o objetivo de elevar o preço delas e realizar no futuro
uma nova venda, de forma a obter lucro na transação. Também tem o
objetivo de concentrar as ações, quando estas estão muito pulverizadas
nas mãos de um grande número de acionistas.
[...]
Nos termos do art. 182, §5º, da Lei nº 6.404/76, as ações em tesouraria
deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio
líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Trata-se, portanto, de uma conta redutora do PL.

Assim, corrigindo o item, temos:

As ações em tesouraria representam as ações da companhia que são


adquiridas pela própria sociedade e devem ser registradas no patrimônio
líquido, em conta credora [devedora], de modo a aumentar [diminuir],
assim, o valor do capital social.

Gabarito: Errado

31. (UFG/Técnico em Contabilidade/IF-GO/2015) Uma entidade obteve um


lucro no exercício social de 2014 correspondente a 25% do seu patrimônio
líquido em 31/12/2014, e o total dos ativos nesta mesma data foi de R$
2.800.000,00. Sabendo que as receitas e despesas totais do exercício
equivaleram a R$ 1.330.000,00 e R$ 1.155.000,00, respectivamente, o
valor do passivo exigível em reais da entidade será equivalente a
(A) 700.000,00.
(B) 1.155.000,00.
(C) 1.330.000,00.
(D) 2.100.000,00.

Confrontando o valor das receitas com o valor das despesas chegamos no


valor do lucro líquido. Assim, temos:

Lucro = 1.330.000,00 – 1.155.000,00 = 175.000,00

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Segundo a questão, esse valor representa 25% do seu patrimônio líquido.
Logo, o PL é de R$ 700.000,00 (4 x 175.000,00).

Agora, basta aplicarmos a equação patrimonial:

A = PE + PL
2.800.000,00 = PE + 700.000,00
PE = 2.100.000,00

Gabarito: D

32. (UFG/Técnico Planejamento Orçamento/Ciências Contábeis/2014) O


balanço patrimonial deve representar adequadamente, em determinada
data, as transações e outros eventos que resultam em ativos, passivos e
patrimônio líquido da entidade e atendam aos critérios de
(A) reconhecimento.
(B) mensuração.
(C) integridade.
(D) comparabilidade.

Pessoal, essa questão foi extraída do antigo texto da Estrutura Conceitual


(CPC 00), senão vejamos:

33. Para ser confiável, a informação deve representar adequadamente as


transações e outros eventos que ela diz representar. Assim, por exemplo,
o balanço patrimonial numa determinada data deve representar
adequadamente as transações e outros eventos que resultam em ativos,
passivos e patrimônio líquido da entidade e que atendam aos critérios de
reconhecimento.

Apesar desse texto não mais estar previsto na nova redação da Estrutura
Conceitual, permanece, em essência, válido.

Por oportuno, cabe destacar que os critérios de reconhecimento citados no


texto, segundo o novo texto da Norma são os seguintes:

Um item que se enquadre na definição de um elemento deve ser


reconhecido se:
(a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item
flua para a entidade ou flua da entidade; e

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(b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade
(*).
(*) A informação é confiável quando ela é completa, neutra e livre de erro.

Gabarito: A

33. (UFG/Técnico Planejamento Orçamento/Ciências Contábeis/2014) A


NBC TG 26 (R1) estabelece que o ciclo operacional da entidade é o tempo
entre a aquisição de ativos para processamento e sua realização em caixa
ou seus equivalentes. Quando o ciclo operacional normal da entidade não
for claramente identificável, deve-se estabelecer que sua duração seja de
(A) doze meses.
(B) vinte e quatro meses.
(C) trinta e seis meses.
(D) seis meses.

Trata-se de exigência literal do disposto na NBC TG 26:

O ciclo operacional da entidade é o tempo entre a aquisição de ativos para


processamento e sua realização em caixa ou seus equivalentes. Quando o
ciclo operacional normal da entidade não for claramente identificável,
pressupõe-se que sua duração seja de doze meses.

Gabarito: A

34. (UFG/Analista de Gestão/Contador/CELG/2014) Na estrutura das


demonstrações contábeis, a conta Ajustes de Avaliação Patrimonial foi
introduzida pela Lei n. 11.638/2007 com a função de receber as
contrapartidas de aumento ou diminuição de valor atribuído a elementos
do ativo e do passivo em virtude de sua avaliação a
(A) moeda corrente.
(B) custo histórico.
(C) preço de venda.
(D) ganhos de capital.
(E) valor justo.

Questão que exige conhecimentos literais do art. 182, §3º, da Lei nº


6.404/76, senão vejamos:

§ 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto


não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de

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competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor
atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência
conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei.

Imagine, por exemplo, que a empresa Alfa tenha um instrumento financeiro


mantido para a venda. Enquanto a empresa Alfa não consegue vendê-lo,
esse instrumento financeiro sofrerá variações decorrentes dos juros e da
atualização monetária, bem como da oscilação de seu valor de mercado. A
contrapartida dessa oscilação é a conta "ajuste de avaliação patrimonial".

Gabarito: E

35. (VUNESP/Contador/DESENVOLVE/2014) Ao fim de cada exercício


social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da
companhia, as demonstrações financeiras de que trata a Lei n.º 6.404/76,
que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia
e as mutações ocorridas no exercício. Das demonstrações financeiras
publicadas, qual é a dispensável para companhias de capital fechado?
a) DVA – Demonstração do Valor Adicionado.
b) DFC – Demonstração dos fluxos de caixa.
c) DOAR – Demonstração das origens e aplicações de recursos.
d) DMPL – Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
e) BS – Balanço social.

Segundo o art. 176 da Lei 6.404/76 ao fim de cada exercício social a


diretoria deve elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia,
as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza
a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:

 Balanço Patrimonial (BP);


 Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA);
 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);
 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC);
 Demonstração do Valor Adicionado (DVA).

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i. A elaboração da DLPA é dispensada, desde que seja elaborada a
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL);

ii. A DVA somente é obrigatória para as sociedades anônimas de


capital aberto;

iii. A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do


balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de Reais), está
dispensada da elaboração da DFC.

Gabarito: A

36. (VUNESP/Analista Judiciário/Ciências Contábeis/TJ-PA/2014) Com


base nas contas contábeis descritas a seguir, que foram levantadas em 30
de abril de 2014, responda à questão.

Descrição da conta contábil Reais


Lucros a destinar (7.500,00)
Outras despesas operacionais 9.000,00
Receitas de vendas (175.000,00)
Bancos 8.000,00
Empréstimos LP (7.000,00)
Demais contas a receber 3.000,00
Fornecedores (12.000,00)
Empréstimos bancários (4.500,00)
Provisão para devedores duvidosos (2.300,00)
Impostos sobre vendas 26.250,00
Estoques 12.000,00
Outras contas a receber de longo prazo 2.000,00
Provisões diversas (500,00)
Investimentos 1.500,00
Impostos a recolher (7.500,00)
Despesas administrativas e gerais 23.000,00
Ativos intangíveis 3.400,00
Contingências tributárias de LP (6.500,00)
Devoluções de vendas 5.250,00
Ajustes patrimoniais (6.200,00)
CPV 70.000,00
Títulos a receber de LP 5.600,00

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Despesas de vendas 12.500,00
Salários a pagar (7.500,00)
Capital (10.000,00)
Contas a receber de clientes 23.000,00
Imobilizado 51.000,00
Reservas de capital (12.000,00)
Despesas financeiras 5.000,00
Imposto de renda e contribuição social correntes 8.200,00
Depreciação acumulada (10.200,00)

O valor, em Reais, do patrimônio líquido da empresa é


a) 50.800,00.
b) 52.300,00.
c) 53.100,00.
d) 51.800,00.
e) 51.500,00.

Pessoal, a banca deveria informar se ela quer o valor do PL antes ou após


o encerramento do exercício. Primeiramente, vamos calcular o valor do PL
antes do exercício.

Capital 10.000,00
(+) Reservas de capital 12.000,00
(+) Ajustes patrimoniais 6.200,00
(+) Lucros a destinar 7.500,00
(=) Total 35.700,00

Veja que não há nenhuma opção com esse valor. Logo, vamos ter que
apurar o resultado do exercício, confrontando as receitas e despesas. Não
se preocupe se não ficou claro esse ponto, porque estudaremos o assunto
oportunamente na aula sobre a Demonstração do Resultado do Exercício.

Cabe destacar que a banca utilizou parênteses para indicar que o saldo é
credor. Nesse caso, o examinador foi extremamente generoso com os
candidatos. Isso dificilmente acontecerá nas provas da ESAF. Por isso, é
importante saber identificar contas devedoras e credoras. Assim, por
exemplo, as receitas, as contas de passivo, do PL e as retificadoras do ativo
estão com o saldo entre parênteses.

Vamos ver como fica o cálculo:

Receitas de vendas 175.000,00


(-) Devoluções de vendas (5.250,00)
(-) Impostos sobre vendas (26.250,00)

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(-) CPV (70.000,00)
(-) Despesas administrativas e gerais (23.000,00)
(-) Despesas de vendas (12.500,00)
(-) Despesas financeiras (5.000,00)
(-) Outras despesas operacionais (9.000,00)
(-) IR e contribuição social correntes (8.200,00)
(=) Resultado 15.800,00

Somando as contas do PL com o resultado, temos um total de R$


51.500,00.

Gabarito: E

37. (VUNESP/Assistente de Contabilidade/CM Caieiras/2015) Com base no


balancete de verificação da empresa Cristais Transparentes Indústria e
Comércio de Plástico Ltda., em 31 de dezembro de 2013, demonstrado a
seguir, responda a questão a seguir. Seguem algumas informações
adicionais.
- O fechamento do balanço será em 31 de dezembro de 2013, portanto,
trata-se de um balancete para tal fechamento. Nesse caso, o candidato
deverá realizar tal fechamento.
- A empresa está enquadrada no sistema de apuração de imposto de renda
e da contribuição social pelo Lucro Real, portanto, o regime do PIS e da
COFINS é não cumulativo. Pede-se considerar o cálculo anual para as
contribuições.

Balancete de verificação – 31/12/2013 Valores R$


Estoques 106.000,00
Parcelamento de Impostos (Circulante) (62.350,00)
Fornecedores (52.500,00)
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro 16.268,40
Reserva de Lucros (42.547,40)
Outras Despesas Operacionais 2.000,00
Máquinas e Equipamentos 217.500,00
Ativos Intangíveis 31.500,00
Despesas Administrativas 32.000,00
Devoluções de Vendas 25.500,00
Depósitos Judiciais (Não Circulante) 11.400,00
Bancos Conta Movimento 23.614,00
Salários a Pagar (41.250,00)
Caixa 3.750,00
Capital Social (105.000,00)
Despesas Antecipadas - prêmios de seguros 4.000,00
CMV - Custo das Mercadorias Vendidas 300.000,00

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Impostos sobre Vendas 158.050,00
Receitas Financeiras (24.470,00)
Títulos a Receber (Não Circulante) 33.750,00
Despesas com Vendas 28.935,00
Impostos a recolher (43.500,00)
Contas a Receber de Clientes 37.500,00
Parcelamentos de Impostos (Não Circulante) (28.500,00)
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 26.400,00
Despesas Financeiras 5.000,00
Empréstimos e Financiamentos (Não circulante) (33.750,00)
Provisão de Férias (34.500,00)
Outras Receitas Operacionais (14.800,00)
Vendas de Produtos (580.000,00)

O Patrimônio Líquido, em R$, após o encerramento do exercício é de


a) 199.064,00.
b) 105.000,00.
c) 147.547,40.
d) 96.064,00.
e) 42.547,40.

Veja que nessa questão a banca deixa claro que é o valor do PL após o
encerramento do exercício. Assim, temos:

PL
Capital Social 105.000,00
(+) Reserva de Lucros 42.547,40
(=) Total 147.547,40

Apuração do Resultado

Vendas de Produtos 580.000,00


(-) Devoluções de Vendas (25.500,00)
(-) Impostos sobre Vendas (158.050,00)
(-) CMV - Custo das Mercadorias Vendidas (300.000,00)
(-) Despesas com Vendas (28.935,00)
(-) Despesas Administrativas (32.000,00)
(-) Despesas Financeiras (5.000,00)
(+) Receitas Financeiras 24.470,00
(-) Outras Despesas Operacionais (2.000,00)
(+) Outras Receitas Operacionais 14.800,00
(-) IR e Contribuição Social sobre o Lucro (16.268,40)
(=) Resultado 51.516,60

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 

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           
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   

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          
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         
          
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      

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a) as reservas de reavaliação têm, obrigatoriamente, que ser estornadas
contra a conta do ativo que foi reavaliado.
b) a companhia que tiver reservas de reavaliação deve, obrigatoriamente,
baixar essas reservas contra a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
c) apenas as despesas pré-operacionais devem ser classificadas no Ativo
Diferido a partir do exercício de 2009.
d) a companhia tem o direito de manter os saldos do Ativo Diferido
existentes em 31.12.2008 e proceder normalmente à sua amortização.
e) os saldos do Ativo Diferido devem ser obrigatoriamente baixados contra
a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.

Segundo o art. 6º da Lei 11.638/07, os saldos existentes nas reservas de


reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou
estornados até o final do exercício social de 2008. Com esse
entendimento, já podemos eliminar as alternativas “A” e “B”, pois não há
a obrigatoriedade citada nesses itens.

A Alternativa “C” está errada, pois o Ativo Diferido foi extinto pela Lei nº
11.941/09 e, portanto, não podemos mais contabilizá-lo.

Segundo o artigo 299-A, acrescentado à Lei das S.A., combinado com o


disposto no CPC 13, temos o seguinte entendimento:

O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido que, pela


sua natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá
permanecer no ativo sob essa classificação até sua completa
amortização ou devem ser baixados no balanço de abertura, na data de
transição, mediante o registro do valor contra lucros ou prejuízos
acumulados.

Assim, percebe-se que a alternativa “E” está errada e a alternativa “D”,


correta.

Gabarito: D

39. (VUNESP/Perito Criminal/PC-SP/2014) A Companhia SOBE Ltda. possui


máquinas e equipamentos no valor de R$ 30, um contas a receber na
importância de R$ 20, e ainda consta em seu caixa, recursos em espécie
no montante de R$ 10. Já a Companhia DESCE Ltda. possui mercadorias
para venda na ordem de R$ 70, um veículo para transportar mercadorias

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no valor de R$ 90, possui também as seguintes dívidas: salários a pagar
de R$ 40 e financiamento bancário no valor de R$ 45.

Com base apenas nessas informações e considerando a equação do


patrimônio, responda à questão.

O valor do Passivo da Companhia DESCE está representado pela


importância de
a) R$ 40.
b) R$ 45.
c) R$ 70.
d) R$ 85.
e) R$ 75.

Questão bem simples. Basta somarmos as duas obrigações da Companhia


DESCE citadas no comando da questão:

Salários a pagar R$ 40
Financiamento bancário R$ 45
Total do Passivo R$ 85

Gabarito: D

40. (VUNESP/Perito Criminal/PC-SP/2014) A Companhia SOBE Ltda. possui


máquinas e equipamentos no valor de R$ 30, um contas a receber na
importância de R$ 20, e ainda consta em seu caixa, recursos em espécie
no montante de R$ 10. Já a Companhia DESCE Ltda. possui mercadorias
para venda na ordem de R$ 70, um veículo para transportar mercadorias
no valor de R$ 90, possui também as seguintes dívidas: salários a pagar
de R$ 40 e financiamento bancário no valor de R$ 45.

Com base apenas nessas informações e considerando a equação do


patrimônio, responda à questão.

O valor do Ativo da Companhia SOBE está representado pela importância


de
a) R$ 40.
b) R$ 60.
c) R$ 30.
d) R$ 20.
e) R$ 10.

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Outra questão bem simples. Basta somarmos os bens e direitos da
Companhia SOBE citadas no comando da questão:

Recursos em espécie R$ 10
Contas a Receber R$ 20
Máquinas e equipamentos R$ 30
Total do Ativo R$ 60

Gabarito: B

41. (VUNESP/Auditor/DESENVOLVE/2014) Para responder à questão,


analise o balanço patrimonial a seguir.

A variação do Capital Circulante Líquido (CCL) é:


a) 103.689.
b) 399.949.
c) 475.158.
d) 1.038.920.
e) 1.438.869.

Pessoal, o Capital Circulante Líquido (CCL) nada mais é do que a diferença


entre o ativo circulante e o passivo circulante. Assim, temos:

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43. (VUNESP/Contador Judiciário/TJ-SP/2013) Considere as seguintes
informações para responder à questão

O Balancete de Verificação da Cia. Aldrovandis em 31/12/X1 apresentava


os seguintes saldos nas contas: Depósitos Bancários $ 5.000; Reservas de
Lucros $ 3.250; Fornecedores $ 82.000; Duplicatas a Receber $ 28.550;
Capital $ 170.000; Imóveis $ 92.000; Empréstimos $ 55.300 e Mercadorias
$ 185.000.

Considere, onde cabível, contas de curto prazo para assinalar a alternativa


correta.
a) Total do Passivo = $ 218.550.
b) Capital Circulante Líquido = $ 81.250.
c) Patrimônio Líquido = $ 170.250.
d) Total do Ativo = $ 218.550.
e) Passivo Circulante = $ 55.300.

Com base no balanço patrimonial elaborado na questão anterior, vamos


analisar as alternativas.

a. Errada. Total do Passivo = $ 310.550

b. Certa. CCL = Ativo Circulante – Passivo Circulante


CCL = $ 218.550 - $ 137.300 = $ 81.250

c. Errada. PL = $ 173.250

d. Errada. Total do Ativo = $ 310.550

e. Errada. Passivo Circulante = $ 137.300

Gabarito: B

44. (VUNESP/Contador Judiciário/TJ-SP/2013) No balanço patrimonial, nos


termos da Lei n.º 6.404/76, as contas serão classificadas segundo os
elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Nesse
sentido, é correto afirmar que o patrimônio líquido figura entre as contas
do
a) passivo.
b) ativo.
c) passivo não circulante.

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d) ativo circulante.
e) ativo não circulante.

Conforme já estudamos em nosso curso, o patrimônio líquido é obtido pela


diferença entre o ativo e o passivo. Porém, a Lei nº 6.404/76, na estrutura
do balanço patrimonial considera o patrimônio líquido dentro da coluna do
passivo. Segundo o art. 178, temos:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.
(...)
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
I – passivo circulante;
II – passivo não circulante; e
III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e prejuízos acumulados.

Gabarito: A

45. (FJG/Auditor de Controle Externo/TCM-RJ/2011) De acordo com a


legislação pertinente, “a companhia fechada com patrimônio líquido, na
data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais)” está
desobrigada de elaborar e publicar:
a) Balanço Patrimonial
b) Notas Explicativas
c) Demonstração do Resultado do Exercício
d) Demonstração dos Fluxos de Caixa
e) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

A questão exige conhecimento do art. 176 da Lei nº 6.404/76, que


estabelece as disposições gerais referentes às demonstrações financeiras.
Segundo o art. 176, § 6º,

Art. 176 [...]


§ 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço,
inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à
elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.

Portanto, o gabarito da questão é a alternativa "D".

Gabarito: D

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46. (FJG/Auditor de Controle Externo/TCM-RJ/2011) A fim de preservar o
patrimônio da instituição e dos investidores, a legislação dispõe sobre a
obrigatoriedade de constituição de reservas. Com respeito à reserva legal,
NÃO cabe afirmar que:
a) integra o patrimônio líquido
b) tem por fim assegurar a integridade do capital social
c) só poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital
d) poderá deixar de ser constituída no exercício em que o seu saldo,
acrescido do montante das reservas de capital, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social
e) do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes
de qualquer outra destinação, na sua constituição, até o limite de 30%
(trinta por cento) do capital social

Vamos analisar as alternativas.

a. Certa. Isso mesmo! A reserva legal é integrante do Patrimônio Líquido


da entidade.

b. Certa. Nos termos do § 2º do art. 193 da Lei das SA temos que:

Art. 193 [...]


§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital
social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou
aumentar o capital.

c. Certa. Vide § 2º do art. 193 acima transcrito.

d. Certa. Item correto, conforme transcrição abaixo.

Art. 193 [...]


§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento)
do capital social.

e. Errada. O limite é de 20%, nos termos do art. 193, da Lei nº 6.404/76,


vejamos:

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Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão
aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.

Gabarito: E

47. (FJG/Controlador de Arrecadação Municipal-RJ/2002) Tendo por base


o conteúdo e a estrutura do balanço patrimonial, preconizados pelas
Normas Brasileiras de Contabilidade, o procedimento incorreto é:

a) os saldos devedores ou credores de todas as contas retificadoras deverão


ser apresentados como valores redutores das contas ou grupos de contas
que lhes deram origem
b) a classificação no Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, na entidade
em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, terá
por base o prazo desse ciclo
c) os direitos e as obrigações são classificados em grupos do Circulante,
desde que os prazos esperados de realização dos direitos e os prazos das
obrigações, estabelecidos ou esperados, situem-se no curso do exercício
subsequente à data da elaboração do balanço patrimonial
d) as contas do ativo são dispostas em ordem decrescente dos prazos
esperados de realização, e as contas do passivo são dispostas em ordem
crescente dos prazos de exigibilidade, estabelecidos ou esperados,
observando-se iguais procedimentos para os grupos e subgrupos

Vamos analisar as alternativas.

a. Certa. É justamente essa a ideia em torno das contas redutoras. Tais


contas apresentam natureza contrária às contas que retificam e devem ser
apresentadas como valores redutores das contas ou grupos de contas que
lhes deram origem.

b. Certa. Segundo o art. 179, parágrafo único da Lei nº 6.404/76, na


empresa em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício
social, a classificação no circulante terá por base o prazo desse ciclo.

O ciclo operacional é o intervalo de tempo em que uma entidade adquire


matéria-prima (no caso de indústria) ou mercadorias (no caso de empresa
comercial) efetua a produção (indústria), vende e recebe o valor
correspondente à venda.

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V. Apurou, em 2013, um lucro líquido de R$ 250.000, tendo distribuído R$
60.000 como dividendos obrigatórios e constituído Reservas para Expansão
com o saldo remanescente.

Considerando o registro dessas operações, a alteração ocorrida, em 2013,


no Patrimônio Líquido da empresa Líquida S.A. foi, em reais, de
a) 300.000.
b) 600.000.
c) 390.000.
d) 420.000.
e) 330.000.

O fato contábil descrito no item I não afeta o PL. Somente após o


cumprimento das restrições a doação será apropriada ao resultado.

No item II, o PL é afetado positivamente em 80.000,00 (40% de


200.000, referentes à integralização em dinheiro). O restante (120.000 ou
60%) é um fato permutativo, pois procede-se a baixa nas reservas (-PL) e
aumenta-se o capital social (+PL).

No item III, há um aumento do PL de 120.000,00. Na venda de ações


em tesouraria com lucro, caso da questão, o lucro não deve ser computado
no resultado, porém será computado como uma reserva de capital, pois
sua natureza é similar à do ágio na emissão de ações.

Em 31/12/2012, a empresa adquire as ações em tesouraria - R$ 90.000:

D - Ações em tesouraria ... 90.000 (+PL)


C - Disponibilidades ... 90.000 (- ativo)

Saldo PL (em 31/12/2012) = 90.000 devedor (ou -90.000)

Em 31/12/2012, quando a empresa vende as ações por R$ 120.000:

D - Disponibilidades ... 120.000


C - Ações em tesouraria ... 90.000 (+PL)
C - Reserva de capital (ágio) ... 30.000 (+ PL)

Perceba que haverá um aumento de R$ 120.000,00. Lembrando que a


conta “ações em tesouraria” é retificadora do PL. Assim, ao procedermos
com sua baixa aumenta-se o PL.

No item IV, há um aumento do PL de 30.000,00 pelo reconhecimento


de outros resultados abrangentes.

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Por fim, no item V, há um aumento do PL de 190.000,00 (250.000 –
60.000) pela constituição de reservas para expansão.

Assim, o aumento do PL fica:

80.000 + 120.000 + 30.000 + 190.000 = 420.000,00

Gabarito: D

49. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) As reservas de capital NÃO


são utilizadas pelas empresas para
a) incorporação ao capital social.
b) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada.
c) absorção de prejuízos, quando estes ultrapassarem somente as reservas
estatutárias.
d) resgate, reembolso ou compra de ações.
e) resgate de partes beneficiárias.

As Reservas de Capital são valores recebidos pela empresa de sócios ou


terceiros que não transitam pelo resultado do exercício. São
contabilizadas diretamente no PL, ficando acumuladas para utilização
posterior.

São classificadas como reservas de capital as contas que registrarem (art.


182, Lei nº 6.404/76):

a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e


a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar
a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos
de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;

b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

As partes beneficiárias são valores mobiliários (títulos negociáveis)


emitidos por sociedades anônimas de capital fechado sem valor nominal,
com a finalidade de captar recursos por um prazo máximo de 10 anos.
Esses títulos dão ao seu titular o direito de participação no máximo em 10%
dos lucros da empresa emissora.

Os bônus de subscrição, por sua vez, são valores mobiliários emitidos no


limite do capital social autorizado no estatuto por sociedades anônimas que

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conferem aos seus titulares o direito de preferência na subscrição das ações
da empresa, dentro de um prazo preestabelecido e por um preço prefixado.

Quando abordamos o conceito de reservas de capital vimos que elas ficarão


acumuladas no PL para utilização posterior. Pois bem... como poderão ser
utilizadas essas reservas?

A resposta está no art. 200 da Lei 6.404/76, senão vejamos:

Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:


I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa
vantagem lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.

Por oportuno, lembre-se da seguinte alteração na Lei nº 6.404/76:

As doações e subvenções para investimento e os prêmios na


emissão de debêntures não são mais classificados como reservas
de capital. Atualmente, devemos registrar como receita do
exercício.

Segundo o CPC 07 – Subvenção e Assistência Governamentais, “uma


subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao
longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas às condições deste
Pronunciamento. A subvenção governamental não pode ser creditada
diretamente no patrimônio líquido”.

Gabarito: C

50. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A empresa Egito & Lima


S.A. estima as perdas com créditos de liquidação duvidosa com base no
saldo a receber das vendas realizadas a prazo. Nos últimos cinco anos, o
percentual aplicado sobre o saldo a receber foi de 8%.

Os saldos de algumas contas em 31/12/2012 eram os seguintes:


− Disponível: R$ 20.000,00
− Clientes: R$ 200.000,00

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# Conta bilidade Introdutória p/ RFB 2017 #
Aula 05
− Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$
16.000,00
− Estoques: R$ 950.000,00

Durante o exercício de 2013, ocorreram os seguintes eventos:

− A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve


de ser considerada incobrável.
− O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido
considerado incobrável há mais de três anos, foi recebido durante o ano.
− Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada
incobrável. Sua dívida era de R$ 10.000,00.
− As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20%
foram realizadas a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$
150.000,00.
− O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não
foi recebido durante o ano.
Após essas operações, o saldo da conta EPCLD no balanço patrimonial de
2013 será, em reais,
a) 34.000,00
b) 18.400,00
c) 2.400,00
d) 20.320,00
e) 52.400,00

Para sabermos qual será o saldo da conta EPCLD no balanço patrimonial de


2013 devemos verificar o valor que a conta clientes terá após as operações
discriminadas. De posse do valor aplicamos 8% e encontramos a resposta.

Assim, vamos analisar cada uma das operações dispostas no comando da


questão, identificando aquelas que afetam a conta clientes.

− A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve


de ser considerada incobrável.

Referido fato afeta negativamente a conta clientes. Em contrapartida, há o


reconhecimento de uma despesa. Como havia um saldo de EPCLD no valor
de 16.000,00, devemos baixá-lo (para esse valor já foi reconhecida uma
despesa) e reconhecer a despesa pela diferença.

D – EPCLD ... 16.000,00


D – Perda com Clientes incobráveis (despesa) ... 24.000,00
C – Clientes ... 40.000,00

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− O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido
considerado incobrável há mais de três anos, foi recebido durante o ano.

Referido fato não afeta a conta clientes. Nesse caso houve uma recuperação
de crédito, devendo ser reconhecida uma receita na conta resultado “Outras
Receitas Operacionais”.

D – Caixa
C – Outras Receitas Operacionais (recuperação de créditos) ... 24.000,00

− Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada


incobrável. Sua dívida era de R$ 10.000,00.

Referido fato afeta negativamente a conta clientes. Em contrapartida, há o


reconhecimento de uma despesa.

D – Perda com Clientes incobráveis (Despesa)


C – Clientes ... 10.000,00

− As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20%


foram realizadas a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$
150.000,00.

Interessa-nos aqui o que foi realizado a prazo (20%), pois afeta a conta
clientes. Assim, temos:

D – Caixa ................................... 320.000,00


D – Clientes ................................ 80.000,00
C – Receita com Vendas .............. 400.000,00

Logo, houve um aumento de 80.000,00 na conta clientes.

− O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não


foi recebido durante o ano.

Aqui o examinador nos indica que o saldo de 2012 existente na conta


clientes deve ser somado ao saldo de 2013, pois não houve recebimento.

Assim, vejamos como ficou o saldo da conta clientes em 31/12/2013.

Saldo Inicial 200.000,00


(+) Entradas 80.000,00
(-) Saídas (50.000,00)
(=) Saldo Final 230.000,00

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Agora, basta aplicarmos 8% sobre o saldo final.

230.000,00 x 8% = 18.400

De forma mais analítica para facilitar a visualização...

Saldo inicial 200.000


(-) A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve de ser
considerada incobrável (40.000)
(-) Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada incobrável.
Sua dívida era de R$ 10.000,00 (10.000)
(+) As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20% foram realizadas
a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$ 150.000,00. 80.000
(=) Saldo Final 230.000

Observação: O valor considerado incobrável não afeta a conta "clientes"


porque já havia sido "baixado" do ativo.

Gabarito: B

51. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) Com base na Lei das


Sociedades por Ações considere as afirmações a seguir:
I. As notas explicativas devem fornecer informações adicionais, não
indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas
necessárias para uma apresentação adequada.
II. As notas explicativas devem indicar as opções de compra de ações
outorgadas e exercidas no exercício.
III. Os ajustes de exercícios anteriores, além de eventos subsequentes à
data do encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito
relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia,
devem ser indicados em notas explicativas.
IV. Serão indicados, em notas explicativas, os investimentos em outras
sociedades, quando relevantes.

Está correto o que se afirma em


a) II, III e IV, apenas.
b) I, II, III e IV.
c) I, II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II e IV, apenas.

Trata-se de exigência literal da Lei 6.404/76, senão vejamos:


Art. 176, § 5º As notas explicativas devem:

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I – apresentar informações sobre a base de preparação das
demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas
selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos;

II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas


no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das
demonstrações financeiras;

III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias


demonstrações financeiras e consideradas necessárias para
uma apresentação adequada; e

IV – indicar:

a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais,


especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e
exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos
ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do
ativo;

b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes


(art. 247, parágrafo único);

c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas


avaliações (art. 182, § 3º);

d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias


prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou
contingentes;

e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações


a longo prazo;

f) o número, espécies e classes das ações do capital social;

g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no


exercício;

h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1º); e

i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício


que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a
situação financeira e os resultados futuros da companhia.

Do exposto, percebe-se que todas as assertivas estão corretas.


Gabarito: B

52. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A empresa Invest & Cia.


adquiriu, em 31/12/2013, ações de sua própria emissão e, para isso,
incorreu nos seguintes gastos:

Valor pago pelas ações = R$ 150.000,00

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Custos adicionais de transação = R$ 2.000,00

Em 30/06/2014, a empresa revendeu estas ações por R$ 160.000,00 à


vista, incorrendo em novos custos de transação no valor de R$ 3.000,00.

Nesse caso, a empresa Invest & Cia.


a) reduziu o seu Patrimônio Líquido em R$ 152.000,00, em 31/12/2013.
b) apurou um resultado com a venda das Ações em Tesouraria de R$
7.000,00.
c) aumentou o seu Patrimônio Líquido em R$ 160.000,00, em 30/06/2014.
d) reconheceu como Ações em Tesouraria o valor de R$ 150.000,00, em
31/12/2013.
e) reconheceu como Despesa o valor de R$ 3.000,00, em 30/06/2014.

Pessoal, para resolvermos essa questão devemos saber que os resultados


das transações com ações próprias (ações em tesouraria) são computados
diretamente como acréscimos ou reduções do patrimônio líquido, e não
receitas ou despesas da entidade.

Na compra, faz-se o seguinte cálculo:

Valor pago pelas ações + Custos adicionais de transação = 150.000 +


2.000 = 152.000

D – Ações em Tesouraria (retificadora do PL)


C – Caixa ............................................................... 152.000,00

Segundo o CPC 08, os custos de transação incorridos na aquisição de


ações de emissão da própria entidade devem ser tratados como
acréscimo do custo de aquisição de tais ações.

Assim, a empresa reduziu o seu Patrimônio Líquido em R$ 152.000,00, em


31/12/2013.

Logo, o gabarito está na alternativa “A”.

Ademais, os custos de transação incorridos na alienação de ações


em tesouraria devem ser tratados como redução do lucro ou
acréscimo do prejuízo dessa transação. Esses resultados são
contabilizados diretamente no patrimônio líquido, na conta que houver sido
utilizada como suporte à aquisição de tais ações, não afetando o resultado
da entidade.

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Nesse sentido, se a empresa obtém lucro na alienação de ações em
tesouraria ela deve creditar esse valor em Reserva de Capital, ou seja,
trata-se da mesma ideia do ágio obtido na emissão de ações.

Assim, temos o seguinte cálculo:


Valor de revenda - Custos adicionais de transação - Valor pago pelas ações
= ágio/deságio = 160.000 - 3.000 - 152.000 = 5.000

Logo, em 30/06/2014 temos o seguinte lançamento:

D – Caixa ....................................... 157.000,00*


C – Ações em Tesouraria .................. 152.000,00
C – Reserva de Capital ..................... 5.000,00

* No "caixa", registra-se o valor de revenda das ações deduzido do custo de transação.

Os custos de transação incorridos na alienação de ações em tesouraria


devem ser tratados como redução do lucro ou acréscimo do prejuízo dessa
transação.
De posse dessas informações vamos analisar as demais alternativas:

b. Errada. A empresa apurou um resultado com a venda das Ações em


Tesouraria de R$ 5.000,00. Conforme vimos, esse lucro é destinado
diretamente para o patrimônio líquido sob a forma de Reserva de Capital,
ou seja, não transita pela apuração do resultado do exercício.

c. Errada. Conforme vimos no lançamento acima, na data de 30/06/2014,


o PL aumentou em R$ 157.000,00.

d. Errada. Reconheceu como Ações em Tesouraria o valor de R$


152.000,00, em 31/12/2013.

e. Errada. Lembre-se que os custos de transação envolvidos na aquisição


e alienação de ações próprias não devem afetar o resultado da entidade,
ou seja, não há que se falar em “despesa”.

Gabarito: A

53. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A Cia. Colombiana S.A.


incorreu, em 30/06/2014, em gastos relacionados com as seguintes
transações:
I. Aquisição de 80% das ações da Cia. Argentina com o objetivo de
diversificar sua atividade econômica.

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II. Pagamento de um processo tributário que não estava provisionado no
Balanço Patrimonial da Cia. Colombiana S.A.
III. Contratação e pagamento de uma apólice de seguro contra roubo com
vigência de 12 meses.
IV. Aquisição de uma máquina especial para ser usada no processo
produtivo.
Os gastos incorridos pela Cia. Colombiana S.A. nas transações I, II, III e
IV foram reconhecidos, respectivamente, como
a) Investimentos, redução de Passivo, Despesa paga Antecipadamente e
Imobilizado.
b) Aplicação Financeira, Despesa, Despesa paga Antecipadamente e
Intangível.
c) Investimentos, Despesa paga Antecipadamente, Despesa e Intangível.
d) Investimentos, Despesa, Despesa paga Antecipadamente e Imobilizado.
e) Aplicação Financeira, redução de Passivo, Despesa e Imobilizado.

I. Aquisição de 80% das ações da Cia. Argentina com o objetivo de


diversificar sua atividade econômica.

Trata-se de um investimento.

II. Pagamento de um processo tributário que não estava provisionado no


Balanço Patrimonial da Cia. Colombiana S.A.

Como não estava provisionado, devemos reconhecer uma despesa.

D – Despesa tributária
C – Caixa

Se tivesse provisionado, teríamos o seguinte lançamento anterior:

D – Despesa tributária
C – Provisão com contencioso tributário (ou conta similar)

E, no pagamento:

D – Provisão com contencioso tributário (ou conta similar)


C – Caixa

III. Contratação e pagamento de uma apólice de seguro contra roubo com


vigência de 12 meses.

Trata-se de despesa antecipada, classificada no ativo.

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          
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Em nosso curso “Detonando os CPCs” temos uma aula inteira para tratar
   

    


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V. Apurou lucro líquido no período.


VI. Aumentou o capital com Reservas de Lucros.
As transações que alteram o valor do Patrimônio Líquido da Cia. Inglesa
são APENAS

a) II e V.
b) I, III e VI.
c) II, III, IV e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e V.

Vamos analisar cada uma das operações indicadas na questão:

I. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas.

Não altera o PL. Como há restrições a serem cumpridas em contrapartida


do Ativo (terreno) deverá ser registrado um Passivo de igual valor.
Somente após o cumprimento das restrições é que haverá, de fato, impacto
no PL.

II. Emitiu novas ações com ágio.

Altera o PL. A emissão de novas ações com ágio gera um aumento do PL


(constituição de reservas de capital).

III. Reconheceu variação cambial de controladas no exterior.

Altera o PL. Segundo o CPC 02 (R2),

32. As variações cambiais advindas de itens monetários que fazem parte


do investimento líquido em entidade no exterior da entidade que reporta
a informação devem ser reconhecidas no resultado nas demonstrações
contábeis separadas da entidade que reporta a informação ou nas
demonstrações contábeis individuais da entidade no exterior, conforme
apropriado. Nas demonstrações contábeis que incluem a entidade no
exterior e a entidade que reporta a informação (por exemplo:
demonstrações contábeis individuais com avaliação das investidas por
equivalência patrimonial, ou demonstrações contábeis consolidadas quando
a entidade no exterior é uma controlada), tais variações cambiais
devem ser reconhecidas, inicialmente, em outros resultados
abrangentes em conta específica do patrimônio líquido, e devem ser
transferidas do patrimônio líquido para a demonstração do resultado

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quando da baixa do investimento líquido.

IV. Pagou dividendos anteriormente propostos e aprovados pela Cia.

Não altera o PL. Como os dividendos já haviam sido propostos, não há


alteração no PL. Referido fato vai diminuir o passivo (conta dividendos a
pagar).

V. Apurou lucro líquido no período.

Altera o PL. A apuração do resultado positivo (lucro) é transferido para o


PL, afetando-o positivamente.

VI. Aumentou o capital com Reservas de Lucros.

Não altera o PL. Trata-se de um fato permutativo dentro do PL. O recurso


sai das reservas de lucros e entra no capital social.

Gabarito: E

55. (FCC/AFRE/SEFAZ-RJ/2014) O Patrimônio Líquido da Cia. Lucrativa, em


31/12/2011, era constituído pelas seguintes contas com seus respectivos
saldos:

− Capital Social: R$ 300.000,00


− Reserva Legal: R$ 60.000,00
− Reserva Estatutária: R$ 30.000,00

Em 2012, a Cia. Lucrativa apurou um Lucro Líquido de R$ 50.000,00, cuja


destinação deveria seguir o estabelecido em seu estatuto:

− Reserva Legal: constituída nos termos da Lei nº 6.404/1976;


− Dividendos obrigatórios: 40% do Lucro Líquido ajustado nos termos da
Lei nº 6.404/1976;
− Reserva Estatutária: saldo remanescente.

Sabe-se que R$ 20.000,00 do Lucro Líquido foram decorrentes de


subvenções governamentais para investimentos e que a Cia. Lucrativa,
para não tributar este ganho, reteve-o na forma de Reserva de Incentivos
Fiscais, utilizando a possibilidade estabelecida na Lei nº 6.404/1976
referente aos dividendos.

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Com base nestas informações, os valores que a Cia. Lucrativa distribuiu
como dividendos obrigatórios e que reteve na forma de Reserva Estatutária
foram, respectivamente,

a) R$ 11.000,00 e R$ 16.500,00.
b) R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
c) R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00.
d) R$ 19.000,00 e R$ 8.500,00.
e) R$ 12.000,00 e R$ 38.000,00.

Pessoal, nesse tipo de questão a primeira providência a adotar é verificar o


limite da reserva legal. Conforme estudamos na parte teórica, do lucro
líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de
qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não
excederá de 20% (vinte por cento) do capital social (Art. 193, Lei nº
6.404/76).

Assim, temos:

300.000,00 x 20% = 60.000,00

Observe que a Cia. Lucrativa já constituiu 60.000,00 em Reserva Legal.


Logo, não deverá registrar nenhum complemento dessa reserva no período.

O segundo ponto exigido na questão é a base de cálculo (lucro líquido


ajustado) na qual devemos aplicar os 40% de dividendos obrigatórios.
Nesse sentido, tanto a reserva legal como a reserva de incentivos fiscais
são, em regra, excluídas da base de cálculo do dividendo obrigatório.

Assim, temos:

Dividendos = (Lucro Líquido – Reserva Legal – Reserva de Incentivos


Fiscais) x 40%
Dividendos = (50.000,00 – 0 – 20.000,00) x 40%
Dividendos = 12.000,00

O terceiro ponto exigido pela questão é a base de cálculo em que incide a


reserva estatutária. Nesse sentido, devemos subtrair do lucro líquido o
valor registrado para a reserva legal, para a reserva de incentivos fiscais e
para o dividendo obrigatório.

Assim, temos:

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Reserva Estatutária = Lucro – Reserva Legal - Dividendos – Res. de
Incentivos Fiscais
Reserva Estatutária = 50.000,00 – 0 – 20.000,00 - 12.000,00
Reserva Estatutária = 18.000,00

Gabarito: B

56. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) As contas


do Patrimônio Líquido da Empresa Margarida S.A. apresentavam, em
31/12/2012, os seguintes saldos:

Contas R$
Capital Social 1.000.000
(−) Ações em Tesouraria (400.000)
Reservas de Lucros 300.000
Total 900.000

O valor registrado na conta Ações em Tesouraria corresponde a 400.000


ações. No ano de 2013, a empresa recolocou estas ações no mercado ao
valor unitário de R$ 1,50.

O valor total do Patrimônio Líquido da empresa, após a venda das ações


em tesouraria, é, em R$, igual a
a) 1.300.000,00.
b) 1.700.000,00.
c) 1.500.000,00.
d) 1.900.000,00.
e) 1.100.000,00.

Efetuando o registro da venda das ações, temos:

D – Caixa ...................................... 600.000,00


C – Ágio na Venda de Ações* ............. 200.000,00
C – Ações em Tesouraria ................. 400.000,00

* o ágio é a diferença (R$ 0,50) entre o valor patrimonial (R$ 1,00) e o


valor de venda (R$ 1,5) das ações. Como a empresa tinha 400.000 ações
em tesouraria, o valor total do ágio será de 400.000 x 0,5 = R$ 200.000.

Após essa operação o patrimônio líquido fica:

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Contas R$
Capital Social 1.000.000
Reservas de Lucros 300.000
Reserva de Capital (Ágio na venda de ações) 200.000
Total 1.500.000

Se não ficou claro, veja essa resolução:

O "PL atual" será igual ao "PL anterior" MENOS as "Ações em Tesouraria"


(foram vendidas) MAIS o "Ágio na Venda das Ações".

Em forma de equação:

PL atual = PL anterior - Ações em Tesouraria + Ágio na Venda de Ações


PL atual = 900.000 - (- 400.000)* + 400.000 x 0,5**
PL atual = 900.000 + 400.000 + 200.000
PL atual = 1.500.000

* Lembre-se que Ações em Tesouraria é uma conta de natureza devedora


(ou seja, diminui PL). Quando retirada do PL, o efeito é positivo (ou seja,
aumenta PL).

** Valor do ágio por ação.

Gabarito: C

Atenção: Para responder às questões a seguir, considere as seguintes


informações.

A Cia. Especial S.A. apresentou, em 31/12/12, os saldos das seguintes


contas:
Contas a Pagar (vencimento em 45 dias) ...................................................... 19.000
Clientes (vencimento em 100 dias) ............................................................ 150.000
Empréstimos Bancários Obtidos (vencimento em 31/12/2016) ........................ 85.000
Estoques de Mercadorias ............................................................................ 45.000
Disponibilidades ........................................................................................ 88.000
Receita Bruta de Vendas ........................................................................... 550.000
Capital Social .......................................................................................... 200.000
Custo das Mercadorias Vendidas ................................................................ 230.000
Impostos sobre Vendas .............................................................................. 44.000
Despesa com Salários ................................................................................ 22.000
Reserva Legal ........................................................................................... 10.000
Depreciação Acumulada (referente às máquinas e equipamentos) .................... 20.000
Seguros Pagos Antecipadamente (vencimento em 7 meses) ............................ 14.000
Investimentos na Coligada Cia. Investida ...................................................... 43.000
Salários a Pagar (em 15 dias) ...................................................................... 13.000

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           
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      
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   

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Há situações em que é necessário que o valor da subvenção governamental
não seja distribuído ou de qualquer forma repassado aos sócios ou
acionistas, fazendo-se necessária a retenção, após trânsito pela
demonstração do resultado, em conta apropriada de patrimônio líquido,
para comprovação do atendimento dessa condição. Nessas situações, tal
valor, após ter sido reconhecido na demonstração do resultado, pode ser
creditado à reserva própria (reserva de incentivos fiscais), a partir da conta
de lucros ou prejuízos acumulados. (item 15B do CPC 07)

Em resumo:

- se não houver condição para a concessão do incentivo fiscal:


registra diretamente como receita do exercício.

- se houver condição para a concessão do incentivo fiscal: registra


como passivo (e apropria ao resultado à medida que a condição for sendo
cumprida). Nesse caso, estamos reconhecendo a obrigação que a empresa
tem para com o ente que concedeu o benefício fiscal.

- se o valor do benefício não puder ser distribuído no exercício,


pode-se utilizar a reserva para incentivos fiscais (desde que passe pelo
resultado do exercício). Essa reserva fica registrada no PL.

58. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) O total do


Ativo Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era, em R$,
a) 297.000,00.
b) 303.000,00.
c) 326.000,00.
d) 289.000,00.
e) 291.000,00.

Conforme balanço elaborado anteriormente, temos que o total do Ativo


Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era R$ 291.000,00.

Gabarito: E

59. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) O total do


Ativo Não Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era, em R$,
a) 154.000,00.
b) 272.000,00.
c) 232.000,00.
d) 197.000,00.

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e) 208.000,00.

Conforme balanço elaborado anteriormente, temos que o total do Ativo Não


Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era R$ 232.000,00.

Gabarito: C

60. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT19/2014) A Cia. Negociante


S.A. é uma empresa comercial e possuía, em 31/08/2013, a seguinte
situação patrimonial:

Disponível: R$ 70.000,00
Estoques: R$ 40.000,00
Adiantamento de Clientes (cliente Antônio): R$ 30.000,00
Capital Social: R$ 80.000,00
Durante o mês de setembro de 2013, a Cia. Negociante S.A. realizou as
seguintes operações:

Após o registro das operações acima, o total do Ativo da Cia Negociante


S.A., em 30/09/13, era, em R$, de

a) 144.000,00.
b) 134.000,00.
c) 159.000,00.
d) 119.000,00.
e) 184.000,00.

Vamos efetuar os lançamentos de cada uma das operações:

05/09/13 - Pagamento antecipado ao Fornecedor Beto, no valor de R$


25.000,00. O Fornecedor Beto entregará as mercadorias em 30/09/2013.

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D – Adiantamento a Fornecedores (+A)
C – Caixa (-A) ........................................................ 25.000

Trata-se de um fato permutativo (+A;-A), portanto, não há alteração no ativo.

11/09/13 - Venda de Estoque por R$ 75.000,00, para ser recebida em outubro


de 2013. O custo das mercadorias entregues foi R$ 20.000,00 e os tributos
incidentes sobre a venda foram R$ 15.000,00 e serão pagos em outubro de 2013.

D – Clientes (+A)
C – Receita de vendas (Receita) .................... 75.000

D – Custo da Mercadoria Vendida (Despesa)


C – Estoques (-A) ....................................... 20.000

D – ICMS s/ vendas (Despesa)


C – ICMS a recolher (+P) ............................. 15.000

Observe que nessa data (11/09) houve aumento do ativo em R$ 55.000,00


(75.000 – 20.000)

19/09/13 - Recebimento antecipado de R$ 16.000,00 do Cliente Pedro, para que


a Cia. lhe entregue produtos em outubro.

D – Caixa (+A)
C – Adiantamento de clientes (+P) ................... 16.000

Observe que nessa data (19/09) houve aumento do ativo em R$ 16.000,00

20/09/13 - Entrega das mercadorias para o cliente Antônio. O custo das


mercadorias entregues foi de R$ 12.000,00.

Muito provavelmente, em agosto de 2008, o cliente Antônio pagou adiantado à


empresa pela entrega de um determinado produto. Esse pagamento gerou o
seguinte lançamento contábil:

D – Caixa
C – Adiantamento de clientes ........... 30.000

Pelo regime de competência, esse adiantamento de receita é um passivo da


empresa.

Em 20/09/13 a questão afirma que as mercadorias foram entregues para o cliente


Antônio, ou seja, ocorreu o fato gerador da receita e da despesa: a transferência
da mercadoria (e dos riscos correlatos) da empresa para Antônio.

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Pelo regime de competência, é nesse momento que a receita e a despesa devem
ser reconhecidas:
D – Adiantamento de clientes (-P)
C – Receita de vendas (Receita) ....................... 30.000
D – Custo da Mercadoria Vendida (Despesa)
C – Estoques (-A) ....................................... 12.000

Observe que nessa data (20/09) houve diminuição do ativo em R$ 12.000,00

24/09/13 - Compra de Estoque no valor de R$ 20.000,00, à vista.

D – Estoques (+A)
C – Caixa (-A) ....................................... 20.000

Trata-se de um fato permutativo (+A;-A), portanto, não há alteração no ativo.

30/09/13 - Pagamento dos salários dos funcionários no valor de R$ 10.000,00,


referentes aos serviços prestados em setembro de 2013.

D – Despesa com salários (Despesa)


C – Caixa (-A) .................................... 10.000

Observe que nessa data (30/09) houve diminuição do ativo em R$ 10.000,00

30/09/13 - Recebimento das mercadorias, pagas no dia 05/09/2013, do


Fornecedor Beto.

D – Estoques (+A)
C – Despesas pagas antecipadamente (-A) .......... 25.000
Trata-se de um fato permutativo (+A;-A), portanto, não há alteração no
ativo.

Assim, temos:

Variação do Ativo = 55.000 + 16.000 – 12.000 – 10.000 = 49.000,00

Como o saldo inicial do ativo era de 110.000,00, temos:

Total do ativo em 31/08/2013 = 110.000,00 + 49.000,00 = 159.000,00

Gabarito: C

61. (FCC/Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/SEFAZ-PI/2015) Uma


empresa, sociedade de capital aberto, apurou lucro líquido de R$
80.000.000,00 referente ao ano de 2013 e a seguinte distribuição foi
realizada no final daquele ano:
−valor correspondente a 5% do Lucro Líquido foi destinado à constituição
da Reserva Legal.

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−o valor de R$ 6.000.000,00 foi destinado à constituição da Reserva
Estatutária.
−o valor de R$ 20.000.000,00 foi destinado à constituição da Reserva para
Expansão.
−o saldo remanescente do Lucro Líquido de 2013 não tem destinação
específica e o estatuto da empresa estabelece que o valor dos dividendos
mínimos obrigatórios corresponde a 20% do Lucro Líquido de cada período
deduzido dos valores correspondentes à Reserva Legal e à Reserva
Estatutária constituídas.
Sabendo-se que não ocorreu nenhum outro evento que tenha afetado o
Patrimônio Líquido da empresa em 2013, a variação positiva no valor total
do Patrimônio Líquido da empresa de 31/12/2012 para 31/12/2013 foi, em
reais,
a) 0,00 (zero).
b) 80.000.000,00.
c) 50.000.000,00.
d) 66.000.000,00.
e) 30.000.000,00.

Efetuando os cálculos, temos:

Lucro Líquido 80.000.000,00


(-) Reserva Legal (5%) (4.000.000,00)
(-) Reserva Estatutária* (6.000.000,00)
(=) Lucro Líquido Ajustado 70.000.000,00

* Observe que a própria questão informa que o estatuto da empresa estabelece a


diminuição da reserva estatutária.

Dividendos = 70.000.000,00 x 20% = 14.000.000,00

Portanto, a variação do PL será de:

80.000.000,00 – 14.000.000,00 = 66.000.000,00

Gabarito: D

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Durante o mês de agosto de 2013, a Cia. realizou as seguintes operações:

Após o registro das operações acima, o total do Patrimônio Líquido da Cia.


Reconhecedora S.A., em 31/08/13, era
(A) R$ 110.000,00.
(B) R$ 120.000,00.
(C) R$ 130.000,00.
(D) R$ 140.000,00.
(E) R$ 145.000,00.

Vamos efetuar os lançamentos para cada operação:

2/08/13 - Venda de R$ 15.000,00 do estoque por R$ 50.000,00 para


recebimento em setembro de 2013.

D - Clientes
C - Receita de Vendas (resultado)...R$ 50.000,00

D - Custo das Mercadorias vendidas (CMV) (resultado)


C - Estoques (ativo)... R$ 15.000,00

05/08/13 - Pagamento antecipado ao Fornecedor Gama, no valor de R$


15.000,00. O Fornecedor Gama entregará as mercadorias em setembro de
2013.

D - Adiantamento a Fornecedores
C – Disponível (Caixa/Banco) ... R$ 15.000,00

15/08/13 Recebimento antecipado de R$ 20.000,00 do Cliente A, para que


a Cia. lhe entregue produtos em setembro de 2013.

D - Disponível (caixa/banco)
C - Adiantamento de Clientes ... R$ 20.000,00

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19/08/13 - Pagamento a fornecedores no valor de R$ 10.000,00, por
mercadorias já entregues.

D - Fornecedores
C - Disponível (Caixa/Banco) ... R$ 10.000,00

22/08/13 Recebimento de R$ 20.000,00 das duplicatas a receber de


clientes.

D - Disponível (Caixa/Banco)
C - Duplicatas a receber ... R$ 20.000,00

30/08/13 - Pagamento dos salários dos funcionários referentes ao mês de


agosto no valor de R$ 15.000,00.

D - Despesas com salários (resultado)


C - Disponível (Caixa/Banco) ... R$ 15.000,00

Observação: como a questão não informa sobre o reconhecimento anterior, reconhecemos


a despesa e já colocamos em contrapartida o disponível. Mas, poderíamos para fins de
clareza e melhor evidenciação, inserir dois lançamentos:

D - Despesas de Salários
C - Salários a pagar

D - Salários a pagar
C - Disponível

O resultado no final seria o mesmo, por isso usamos o lançamento simplificado acima.

30/08/13 Pagamento de R$ 10.000,00 referentes a um processo


trabalhista.

D - Despesa com ações trabalhistas


C - Disponível (Caixa/Banco) ... R$ 10.000,00

Consolidando o resultado (Somente consideramos os fatos que afetaram o


resultado), temos:
Receitas  50.000,00
Despesas  15.000,00 + 15.000,00 + 10.000,00 = 40.000,00
Resultado  10.000,00

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O enunciado informou que a empresa já tinha R$ 110.000 registrado no
capital social. Esse montante será somado ao lucro do exercício para o
cálculo do PL. Assim, temos:
Patrimônio Líquido
Capital Social 110.000,00
(+) Lucros 10.000,00
Total 120.000,00

Gabarito: B

63. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade TRT 18ª Região/2013)


Determinada companhia realizou, durante 2012, as seguintes operações:

I. Vendeu por R$ 70.000,00 Ações em Tesouraria que haviam sido


adquiridas, em 2011, por R$ 50.000,00.
II. Apurou, em 2012, um Lucro Líquido de R$ 150.000,00 e distribuiu
dividendos obrigatórios de R$ 30.000,00.
III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas. O
valor justo do terreno era R$ 40.000,00, no momento da doação.
IV. Aumentou o Capital Social em R$ 60.000,00, com Reservas de Lucros
existentes em 31/12/2011.

Considerando o registro dessas operações, a alteração no Patrimônio


Líquido da companhia ocorrida em 2012 foi de
a) R$ 190.000,00.
b) R$ 170.000,00.
c) R$ 140.000,00.
d) R$ 180.000,00.
e) R$ 240.000,00.

Vamos analisar cada um dos itens, a fim de identificar o impacto (ou não)
ocorrido no PL da companhia.

I. Vendeu por R$ 70.000,00 Ações em Tesouraria que haviam sido


adquiridas, em 2011, por R$ 50.000,00.

Nessa operação temos um aumento do PL em R$ 70.000,00. O


lançamento é o seguinte:
D – Disponível (Caixa/Banco) ... 70.000,00
C - Ações em Tesouraria ... 50.000,00
C - Reserva de Capital ... 20.000,00

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II. Apurou, em 2012, um Lucro Líquido de R$ 150.000,00 e distribuiu
dividendos obrigatórios de R$ 30.000,00.

Nessa operação temos um aumento do PL em R$ 120.000,00. Observe


que há um aumento do PL de R$ 150.000,00 decorrente do lucro líquido,
porém desse valor devemos subtrair o valor distribuído como dividendo
obrigatório no valor de R$ 30.000,00.

III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas. O


valor justo do terreno era R$ 40.000,00, no momento da doação.

Nessa operação não há alteração do PL. Como há restrições a serem


cumpridas, devemos lançar o valor de R$ 40.000,00 no passivo (receita
diferida – doação). Somente impactará o PL após o cumprimento das
restrições.

IV. Aumentou o Capital Social em R$ 60.000,00, com Reservas de Lucros


existentes em 31/12/2011.

Nessa operação não há alteração do PL. Trata-se apenas de um fato


permutativo entre contas do PL (capital social e reservas de lucros).

Consolidando os valores, percebe-se que houve um aumento do PL de


R$ 190.000,00.

Gabarito: A

64. (IADES/Analista/Contabilidade/Hemocentro-DF/2017) No que se refere


à estrutura do Balanço Patrimonial, conforme estabelecida na Lei nº
6.404/1976, alterada pela Lei nº 11.941/2009, assinale a alternativa
correta.
a) No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de
liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: Ativo
Circulante, Ativo não Circulante e Ativo Realizável a Longo Prazo.
b) As ações em tesouraria deverão ser registradas no grupo Investimentos
do Ativo não Circulante.
c) O Ativo Realizável a Longo Prazo inclui Investimentos, Imobilizado e
Intangível.
d) No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: Passivo
Exigível e Passivo não Exigível.

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e) O capital ainda não integralizado será evidenciado no Patrimônio Líquido
como dedução da conta Capital Social Subscrito.

Vamos analisar as assertivas.

a. Errado. Trata-se de exigência do art. 178 da Lei 6.404/76:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I - ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
II - ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)

Veja que são apenas dois grupos: circulante e não circulante. O Ativo
realizável a longo prazo é um subgrupo do ativo não circulante.

b. Errado. As ações em tesouraria deverão ser registradas no grupo


patrimônio líquido. Trata-se de uma conta redutora do PL.

c. Errado. O Ativo Não Circulante inclui Investimentos, Imobilizado e


Intangível, além do Ativo Realizável a Longo Prazo.

d. Errado. No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:


Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.

e. Certo. Perfeito! Geralmente é evidenciado assim:

Capital Social
(-) Capital Social a integralizar

Gabarito: E

65. (IBFC/Técnico Contábil/MGS/2017) Com base na Lei 6.404/76, assinale


a alternativa que completa corretamente a lacuna.

“Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
________________ da companhia, demonstrações financeiras que

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deverão exprimir, com clareza, a situação do patrimônio da companhia e
as mutações ocorridas no exercício”.
a) escrituração mercantil
b) escrituração financeira
c) escrituração econômica
d) escrituração anual

Exigência literal do art. 176 da Lei 6.404/76:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base
na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício [...]

Gabarito: A

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5. (FCC/Analista Judiciário/Contadoria/2010) Deixou de ser uma reserva de capital a
partir da vigência da Lei nº 11.638/2007 a Reserva
a) de Alienação de Bônus de Subscrição.
b) de Prêmio na Emissão de Debêntures.
c) para Contingências.
d) para pagamento de Dividendo Obrigatório.
e) de Ágio na Emissão de Ações.

6. (FUNDATEC/Auditor do Estado/CAGE-RS/Reaplicação/2014) De acordo com a Lei nº


6.404/76, com redação dada pela Lei nº 11.638/07, a conta ajustes de avaliação
patrimonial pertence ao patrimônio líquido e recebe as contrapartidas de

a) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo Permanente, em


decorrência da sua avaliação pela equivalência patrimonial.
b) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo e do Passivo, em
decorrência da sua avaliação pelo valor de mercado.
c) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em
decorrência da sua avaliação a valor justo.
d) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do passivo circulante, em
decorrência da precificação dos derivativos a valor de mercado.
e) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos das dívidas em moeda
estrangeira, em decorrência da variação cambial conjuntural.

7. (FCC/Analista/Controle Interno/MPU/2007) A Cia. Viva Bem apresentou, no exercício


findo em 31/12/2005, lucro líquido do exercício no valor de R$ 220.000,00. No Balanço
Patrimonial de 31/12/2004, o seu capital social integralizado e a reserva legal
montavam a, respectivamente, R$ 700.000,00 e R$ 140.000,00. Em 2005, houve um
aumento de capital da companhia, totalmente integralizado pelos acionistas, no valor
de R$ 50.000,00. De acordo com a legislação comercial, a companhia deve constituir
acréscimo da reserva legal, relativo ao exercício findo em 2005, no valor, em R$, de
a) 22.000,00
b) 15.500,00
c) 12.500,00
d) 11.000,00
e) 10.000,00

8. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT2/2008) Considere as informações


abaixo, extraídas da contabilidade da Cia. Carandiru, relativas ao exercício findo em
31/12/2007.
Lucro líquido do exercício ................................................. 520.000,00
Resultado positivo na equivalência patrimonial ..................... 270.000,00
Acréscimo à reserva legal ................................................... 26.000,00
Reversão de reservas para contingências .............................. 14.000,00
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Lucro com realização financeira a ocorrer em 2009 .................20.000,00

O estatuto da companhia é omisso com relação ao pagamento de dividendos. De acordo


com o disposto nos artigos 197 e 202 da Lei das Sociedades por Ações, ela poderá
constituir, nesse exercício, reserva de lucros a realizar no valor, em R$, de
a) 40.000,00.
b) 36.000,00.
c) 30.000,00.
d) 24.000,00.
e) 18.000,00.

9. (CESPE/Analista Contábil/MEC/2014) As debêntures são títulos negociáveis


registrados no passivo circulante, ou no não circulante da empresa emitente, e podem
conceder ao seu detentor o direito à participação nos lucros.

10. (FCC/Analista Judiciário/Contadoria/TRT4/2011) Em conformidade com a ICPC-08,


os dividendos
a) declarados, após o período contábil e antes da aprovação pela assembléia dessas
demonstrações, devem ser reconhecidos no passivo como dividendos a pagar.
b) que forem declarados pela assembléia geral, ou declarados e pagos, de acordo com
as formalidades previstas no estatuto social, quando não pagos devem figurar no
passivo da entidade como uma obrigação.
c) mínimos obrigatórios devem ser registrados como uma obrigação, na data do
encerramento do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis.
d) adicionais ao mínimo obrigatório devem ser todos contabilizados no passivo.
e) decorrentes de distribuição de resultado, após a data do balanço e antes da data da
autorização de emissão dessas demonstrações, não gerará registro no passivo da
entidade na data do balanço.

11. (COPS – UEL/Auditor Fiscal/SEAP-PR/2012) Uma empresa, ao contabilizar o


reconhecimento de um produto ou de um serviço adquirido em transação com
pagamento em ações liquidadas em instrumentos patrimoniais, deve contabilizar em
contrapartida a uma conta do

a) Ativo Circulante.
b) Ativo Não Circulante.
c) Passivo Circulante.
d) Patrimônio Líquido.
e) Resultado.

12. (FCC/Prefeitura de São Paulo/2010) A Cia. Acionária resolveu aumentar seu capital
social mediante emissão de 10.000 novas ações, cujo valor nominal é de R$ 1,00.
Devido às condições de mercado, as ações foram negociadas a R$ 1,50, à vista. Para

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a emissão das ações a Cia. Acionária incorreu em custos de R$ 500,00. A Cia. Acionária
reconheceu um aumento de:

a) capital social no valor de R$ 10.000,00.


b) capital social no valor de R$ 9.500,00.
c) capital social no valor de R$ 15.000,00.
d) patrimônio líquido no valor de R$ 15.000,00.
e) reservas de lucros no valor de R$ 5.000,00.

13. (CESPE/TJ-RR/2012) Considere que a Cia Alfa tenha fechado o seu balanço
patrimonial, em USD, em 31/12/X2, com os saldos constantes da tabela a seguir:

Nesse caso, se o capital social foi integralizado em 1º/1/X2, cuja taxa de câmbio era
de $ 1,50, se o valor relativo à conversão do resultado do exercício foi de $ 3.500,00 e
se a taxa de fechamento do câmbio na data do balanço (31/12/X2) era de $ 2,00,
então, após a conversão do balanço patrimonial, o saldo relativo ao ajuste acumulado
de conversão, nesse exercício, foi de $ 10.500,00.

14. (ESAF/Contador/MTUR/2014) O balanço tem por finalidade apresentar a posição


financeira e patrimonial da empresa em determinada data. Assim fez a empresa
Máxima S.A., em 31 de dezembro de 2012, com os elementos abaixo relacionados.

Receitas de Vendas R$ 5.500,00


Caixa R$ 900,00
Ações de Coligadas R$ 2.100,00
Capital Social R$ 14.000,00
Títulos a Pagar R$ 2.100,00
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ICMS sobre Vendas R$ 600,00
Clientes R$ 2.200,00
Provisão p/ Perdas em Investimentos R$ 300,00
Capital a Realizar R$ 2.500,00
Fornecedores R$ 2.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 2.720,00
Duplicatas a Receber R$ 2.000,00
Móveis e Utensílios R$ 2.300,00
Reserva Legal R$ 400,00
Impostos a Recolher R$ 1.100,00
Despesas de Alugueis R$ 830,00
Mercadorias R$ 3.200,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.000,00
Reserva de Capital R$ 500,00
Provisão para o Imposto de Renda R$ 790,00
Comissões Passivas R$ 170,00
Despesas do Exercício Seguinte R$ 800,00
Depreciação Acumulada R$ 1.800,00
Ações em Tesouraria R$ 300,00
Contribuições a Recolher R$ 200,00
Receitas Financeiras R$ 110,00
Provisão para Devedores Duvidosos R$ 120,00
Salários a Pagar R$ 1.700,00
Títulos a Receber LP R$ 1.000,00

Na demonstração de contas e saldos acima, uma vez organizado corretamente o


Balanço, vamos encontrar um
a) resultado líquido do exercício de R$ 1.180,00.
b) passivo circulante de R$ 7.690,00.
c) ativo circulante de R$ 9.100,00.
d) patrimônio líquido de R$ 12.100,00.
e) ativo não circulante de R$ 12.300,00.

15. (ESAF/Contador/MTUR/2014) Observe a seguinte relação de contas e saldos


extraída do Razão da firma Escoras e Andaimes S.A. em 31 de dezembro:

Ações de Coligadas R$ 1.100,00


Ações em Tesouraria R$ 200,00
Caixa R$ 1.300,00
Capital a Realizar R$ 3.000,00
Capital Social R$ 15.000,00
Clientes R$ 2.500,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 2.890,00
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Depreciação Acumulada R$ 900,00
Despesas do Exercício Seguinte R$ 600,00
Despesas Operacionais R$ 430,00
Despesas não Operacionais R$ 190,00
Duplicatas a Receber R$ 2.400,00
Fornecedores R$ 5.000,00
Imóveis R$ 11.000,00
Impostos a Recolher R$ 1.300,00
Impostos Faturados R$ 410,00
Mercadorias R$ 2.200,00
Móveis e Utensílios R$ 2.300,00
Receitas de Vendas R$ 4.000,00
Receitas não Operacionais R$ 70,00
Reserva de Capital R$ 300,00
Reserva Legal R$ 350,00
Salários a Pagar R$ 2.000,00
Títulos a Pagar R$ 2.100,00
Títulos a Receber LP R$ 500,00

O Balanço Patrimonial elaborado a partir do rol de contas acima vai evidenciar um


Patrimônio Líquido no valor de
a) R$ 12.450,00
b) R$ 12.600,00
c) R$ 12.650,00
d) R$ 15.450,00
e) R$ 15.600,00

16. (ESAF/Contador/MTUR/2014) Estamos no exercício social de 2013 e compulsamos,


entre diversas contas e saldos, os seguintes títulos:

Despesas do exercício seguinte R$ 250,00


Despesas do exercício R$ 400,00
Despesas a pagar R$ 520,00
Despesas do exercício anterior R$ 180,00
Despesas a vencer R$ 210,00
Receitas a receber R$ 270,00
Receitas a vencer R$ 145,00
Receitas de exercícios futuros R$ 230,00
Receitas de exercícios anteriores R$ 370,00
Receitas do exercício R$ 720,00

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Após as apurações e classificações levadas a efeito para montagem das demonstrações
contábeis do exercício de 2013, podemos dizer que os elementos acima indicados vão
colaborar na equação contábil com a diferença
a) devedora de R$ 15,00.
b) credora de R$ 175,00.
c) credora de R$ 320,00.
d) credora de R$ 485,00.
e) credora de R$ 675,00.

17. (ESAF/Contador/MF/2013) Com base nos dados a seguir, responder a questão.

O Auditor, ao analisar a demonstração contábil elaborada com base nestes dados,


poderá certificar que o:
a) passivo não circulante é de R$ 45.000,00.
b) ativo não circulante é de R$ 43.000,00.
c) ativo circulante é de R$ 25.000,00.
d) passivo circulante é de R$ 40.000,00.
e) patrimônio líquido é de R$12.000,00.

18. (ESAF/Contador/MF/2013) O Livro Razão da firma Afrescos & Molduras Ltda.


demonstra as seguintes contas e respectivos saldos no fim do exercício social:

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Elaborando o Balanço Patrimonial, após a apuração do resultado do exercício, cuja única
distribuição foi 30% para o imposto de renda, deverá ser ostentado o valor de
a) R$ 4.500,00 de patrimônio líquido.
b) R$ 4.660,00 de ativo não circulante.
c) R$ 4.962,00 de patrimônio líquido.
d) R$ 5.160,00 de patrimônio líquido.
e) R$ 6.900,00 de passivo circulante.

19. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/Contábil/STN/2013) Com base nos dados a


seguir, responder à questão.

Dados:

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Pode-se afirmar que o
a) ativo circulante é de R$55.000,00.
b) ativo não circulante é de R$25.500,00.
c) total do passivo mais o Patrimônio Líquido é de R$85.500,00.
d) passivo circulante é de R$90.000,00.
e) passivo não circulante é de R$35.000,00.

20. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/2012) São evidenciados nos


Passivos os saldos finais das contas

a) Ajustes de Avaliação Patrimonial e Provisões para Reestruturação.


b) Créditos de Acionistas Transação não Recorrente e Debêntures Conversíveis em
Ações.
c) Perdas Estimadas para Redução ao Valor Recuperável e Duplicatas Descontadas.
d) Faturamento para Entrega Futura e Ajustes de Avaliação Patrimonial.
e) Duplicatas Descontadas e Debêntures Conversíveis em Ações.

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21. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) Uma empresa, cujo
livro Razão contém essas contas, apresentou os seguintes saldos para compor o
balanço patrimonial em 31/12/2011.

Ao elaborar o balanço patrimonial a empresa vai apresentar um Ativo Circulante no


valor de
a) R$ 58.000,00.
b) R$ 68.000,00.
c) R$ 69.800,00.
d) R$ 71.000,00.
e) R$ 79.000,00.

22. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) Estes são alguns títulos contábeis


constantes no plano de contas da empresa. Com base neles indique a opção incorreta.

Mercadorias
Imóveis em Construção
Capital a Realizar
Receita de Vendas
Custo das Mercadorias Vendidas
Fornecedores
Impostos a Recolher
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Impostos
Juros Ativos
Juros Passivos
Juros Ativos a Vencer
Juros Passivos a Vencer
Juros a Pagar
Juros a Receber

Entre os títulos listados acima, podemos identificar:


a) quatro contas componentes do ativo patrimonial.
b) cinco contas componentes da situação líquida patrimonial.
c) seis contas de origem de recursos.
d) seis contas de saldo credor.
e) oito contas de saldo devedor.

23. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) A Cia. de Solas e Solados apurou no


livro Razão, ao fim do exercício, mas antes do encerramento das contas de resultado,
os valores listados a seguir:

CONTAS SALDOS

Receita de Vendas 21.000,00


Capital Social 15.000,00
Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Pagar 14.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 14.000,00
Duplicatas a Receber 10.000,00
Salários a Pagar 5.200,00
Equipamentos 4.600,00
Caixa 4.000,00
Veículos 3.900,00
Títulos a Pagar a Longo Prazo 3.800,00
Investimentos em Controladas 3.500,00
Salários 3.000,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00
Reserva Legal 1.800,00
Impostos 1.700,00
Aluguéis Ativos 1.600,00
Depreciação Acumulada 1.500,00
Prejuízos Acumulados 1.400,00
Reserva de Capital 1.200,00
Despesas Diferidas 1.200,00
Juros Passivos 1.100,00
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Provisão p/Ajuste de Estoques 1.100,00

Examinando-se o resultado desse exercício, com distribuição do lucro em R$ 300,00


para o imposto de renda, R$ 500,00 para dividendos, e destinação do saldo
remanescente para a formação de reservas de lucro, pode-se dizer que a contabilização
desses eventos provocará um aumento final no patrimônio líquido no valor de:
a) R$ 1.400,00.
b) R$ 1.100,00.
c) R$ 800,00.
d) R$ 600,00.
e) R$ 500,00.

24. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2012) Saldos contábeis apurados no livro


Razão em 31 de dezembro, antes do encerramento do resultado:
CONTAS SALDOS
Receita de Vendas 21.000,00
Capital Social 15.000,00
Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Pagar 14.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 14.000,00
Duplicatas a Receber 10.000,00
Salários a Pagar 5.200,00
Equipamentos 4.600,00
Caixa 4.000,00
Veículos 3.900,00
Títulos a Pagar a Longo Prazo 3.800,00
Investimentos em Controladas 3.500,00
Salários 3.000,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00
Reserva Legal 1.800,00
Impostos 1.700,00
Aluguéis Ativos 1.600,00
Depreciação Acumulada 1.500,00
Prejuízos Acumulados 1.400,00
Reserva de Capital 1.200,00
Despesas Diferidas 1.200,00
Juros Passivos 1.100,00
Provisão p/ Ajuste de Estoques 1.100,00

Elaborando o balanço patrimonial com os títulos acima, obteremos os seguintes


valores:
a) Ativo Circulante R$ 30.000,00
b) Ativo Circulante R$ 28.900,00
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c) Ativo Permanente R$ 12.000,00
d) Ativo Não Circulante R$ 12.000,00
e) Ativo Não Circulante R$ 15.000,00

25. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2006) Assinale a opção que


contém a afirmativa incorreta.

a) No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que


registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da companhia.
b) Os ingressos e os custos, as receitas e as despesas, os ganhos e as perdas, bem
como todos os encargos do exercício social devem constar na Demonstração do
Resultado do Exercício.
c) No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, em grupos especificados na lei.
d) Entre os componentes do passivo podemos encontrar as exigibilidades, as dívidas,
os credores, bem como todo e qualquer débito da empresa para com seus agentes.
e) Entre os componentes do ativo devem ser evidenciados os estoques, as
disponibilidades, os créditos, como também os bens de uso, de renda e de consumo,
existentes na data do balanço.

26. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) A empresa Gregório,


Irmãos & Cia. Ltda., possuindo Disponibilidades de R$ 2.730,00, Imobilizações de R$
3.270,00 e Dívidas de R$ 2.900,00, realizou duas transações:

- a compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada; e


- a venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.

Concluídas as operações, e devidamente registradas, pode-se afirmar com certeza que


essa firma tem:
a) prejuízos de R$ 500,00.
b) passivo exigível de R$ 4.500,00.
c) patrimônio líquido de R$ 3.100,00.
d) passivo a descoberto de R$ 900,00.
e) ativo de R$ 4.600,00.

27. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) No balanço de


encerramento do exercício social, as contas serão classificadas segundo os elementos
do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise
da situação financeira da companhia.

No ativo patrimonial, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados, compondo os seguintes grupos:
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a) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; investimentos; ativo imobilizado; e
intangível.
b) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; e ativo permanente, dividido em
investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
c) ativo circulante; e ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível.
d) ativo circulante; ativo realizável a longo prazo; investimentos; ativo imobilizado; e
ativo diferido.
e) ativo circulante; e ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e diferido.

28. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2009) Em relação ao


encerramento do exercício social e à composição dos grupos e subgrupos do balanço,
assinale abaixo a opção falsa.

a) No ativo circulante, serão incluídas as disponibilidades, os direitos realizáveis no


curso do exercício social e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.
b) No intangível, serão classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o
fundo de comércio adquirido.
c) Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o
exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse
ciclo.
d) Em investimentos, serão classificadas as participações permanentes em outras
sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e
que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.
e) No ativo imobilizado, serão classificados os direitos que tenham por objeto bens
corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à
companhia os benefícios, riscos e controle desses bens.

29. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil/2009) Observando o patrimônio


da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro
lugar, os seguintes dados contabilizados:

Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00


Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00

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Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com
descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo
encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.

Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando as


variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que os saldos
daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:

a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.

30. (CESPE/Contador/DPU/2016) As ações em tesouraria representam as ações da


companhia que são adquiridas pela própria sociedade e devem ser registradas no
patrimônio líquido, em conta credora, de modo a aumentar, assim, o valor do capital
social.

31. (UFG/Técnico em Contabilidade/IF-GO/2015) Uma entidade obteve um lucro no


exercício social de 2014 correspondente a 25% do seu patrimônio líquido em
31/12/2014, e o total dos ativos nesta mesma data foi de R$ 2.800.000,00. Sabendo
que as receitas e despesas totais do exercício equivaleram a R$ 1.330.000,00 e R$
1.155.000,00, respectivamente, o valor do passivo exigível em reais da entidade será
equivalente a
(A) 700.000,00.
(B) 1.155.000,00.
(C) 1.330.000,00.
(D) 2.100.000,00.

32. (UFG/Técnico Planejamento Orçamento/Ciências Contábeis/2014) O balanço


patrimonial deve representar adequadamente, em determinada data, as transações e
outros eventos que resultam em ativos, passivos e patrimônio líquido da entidade e
atendam aos critérios de
(A) reconhecimento.
(B) mensuração.
(C) integridade.
(D) comparabilidade.

33. (UFG/Técnico Planejamento Orçamento/Ciências Contábeis/2014) A NBC TG 26


(R1) estabelece que o ciclo operacional da entidade é o tempo entre a aquisição de
ativos para processamento e sua realização em caixa ou seus equivalentes. Quando o

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ciclo operacional normal da entidade não for claramente identificável, deve-se
estabelecer que sua duração seja de
(A) doze meses.
(B) vinte e quatro meses.
(C) trinta e seis meses.
(D) seis meses.

34. (UFG/Analista de Gestão/Contador/CELG/2014) Na estrutura das demonstrações


contábeis, a conta Ajustes de Avaliação Patrimonial foi introduzida pela Lei n.
11.638/2007 com a função de receber as contrapartidas de aumento ou diminuição de
valor atribuído a elementos do ativo e do passivo em virtude de sua avaliação a
(A) moeda corrente.
(B) custo histórico.
(C) preço de venda.
(D) ganhos de capital.
(E) valor justo.

35. (VUNESP/Contador/DESENVOLVE/2014) Ao fim de cada exercício social, a diretoria


fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as demonstrações
financeiras de que trata a Lei n.º 6.404/76, que deverão exprimir com clareza a
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício. Das
demonstrações financeiras publicadas, qual é a dispensável para companhias de capital
fechado?
a) DVA – Demonstração do Valor Adicionado.
b) DFC – Demonstração dos fluxos de caixa.
c) DOAR – Demonstração das origens e aplicações de recursos.
d) DMPL – Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
e) BS – Balanço social.

36. (VUNESP/Analista Judiciário/Ciências Contábeis/TJ-PA/2014) Com base nas contas


contábeis descritas a seguir, que foram levantadas em 30 de abril de 2014, responda
à questão.

Descrição da conta contábil Reais


Lucros a destinar (7.500,00)
Outras despesas operacionais 9.000,00
Receitas de vendas (175.000,00)
Bancos 8.000,00
Empréstimos LP (7.000,00)
Demais contas a receber 3.000,00
Fornecedores (12.000,00)
Empréstimos bancários (4.500,00)
Provisão para devedores duvidosos (2.300,00)
Impostos sobre vendas 26.250,00
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Estoques 12.000,00
Outras contas a receber de longo prazo 2.000,00
Provisões diversas (500,00)
Investimentos 1.500,00
Impostos a recolher (7.500,00)
Despesas administrativas e gerais 23.000,00
Ativos intangíveis 3.400,00
Contingências tributárias de LP (6.500,00)
Devoluções de vendas 5.250,00
Ajustes patrimoniais (6.200,00)
CPV 70.000,00
Títulos a receber de LP 5.600,00
Despesas de vendas 12.500,00
Salários a pagar (7.500,00)
Capital (10.000,00)
Contas a receber de clientes 23.000,00
Imobilizado 51.000,00
Reservas de capital (12.000,00)
Despesas financeiras 5.000,00
Imposto de renda e contribuição social correntes 8.200,00
Depreciação acumulada (10.200,00)

O valor, em Reais, do patrimônio líquido da empresa é


a) 50.800,00.
b) 52.300,00.
c) 53.100,00.
d) 51.800,00.
e) 51.500,00.

37. (VUNESP/Assistente de Contabilidade/CM Caieiras/2015) Com base no balancete


de verificação da empresa Cristais Transparentes Indústria e Comércio de Plástico
Ltda., em 31 de dezembro de 2013, demonstrado a seguir, responda a questão a
seguir. Seguem algumas informações adicionais.
- O fechamento do balanço será em 31 de dezembro de 2013, portanto, trata-se de um
balancete para tal fechamento. Nesse caso, o candidato deverá realizar tal fechamento.
- A empresa está enquadrada no sistema de apuração de imposto de renda e da
contribuição social pelo Lucro Real, portanto, o regime do PIS e da COFINS é não
cumulativo. Pede-se considerar o cálculo anual para as contribuições.

Balancete de verificação – 31/12/2013 Valores R$


Estoques 106.000,00
Parcelamento de Impostos (Circulante) (62.350,00)
Fornecedores (52.500,00)
Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro 16.268,40
Reserva de Lucros (42.547,40)

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Outras Despesas Operacionais 2.000,00
Máquinas e Equipamentos 217.500,00
Ativos Intangíveis 31.500,00
Despesas Administrativas 32.000,00
Devoluções de Vendas 25.500,00
Depósitos Judiciais (Não Circulante) 11.400,00
Bancos Conta Movimento 23.614,00
Salários a Pagar (41.250,00)
Caixa 3.750,00
Capital Social (105.000,00)
Despesas Antecipadas - prêmios de seguros 4.000,00
CMV - Custo das Mercadorias Vendidas 300.000,00
Impostos sobre Vendas 158.050,00
Receitas Financeiras (24.470,00)
Títulos a Receber (Não Circulante) 33.750,00
Despesas com Vendas 28.935,00
Impostos a recolher (43.500,00)
Contas a Receber de Clientes 37.500,00
Parcelamentos de Impostos (Não Circulante) (28.500,00)
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata 26.400,00
Despesas Financeiras 5.000,00
Empréstimos e Financiamentos (Não circulante) (33.750,00)
Provisão de Férias (34.500,00)
Outras Receitas Operacionais (14.800,00)
Vendas de Produtos (580.000,00)

O Patrimônio Líquido, em R$, após o encerramento do exercício é de


a) 199.064,00.
b) 105.000,00.
c) 147.547,40.
d) 96.064,00.
e) 42.547,40.

38. (VUNESP/Auditor Fiscal Tributário Municipal/SJRP/2014) Em relação aos saldos


existentes de Ativo Diferido e reservas de Reavaliação em 31.12.2008, as novas normas
contábeis introduzidas a partir da vigência das Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009
e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis determinam que
a) as reservas de reavaliação têm, obrigatoriamente, que ser estornadas contra a conta
do ativo que foi reavaliado.
b) a companhia que tiver reservas de reavaliação deve, obrigatoriamente, baixar essas
reservas contra a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
c) apenas as despesas pré-operacionais devem ser classificadas no Ativo Diferido a
partir do exercício de 2009.
d) a companhia tem o direito de manter os saldos do Ativo Diferido existentes em
31.12.2008 e proceder normalmente à sua amortização.
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e) os saldos do Ativo Diferido devem ser obrigatoriamente baixados contra a conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados.

39. (VUNESP/Perito Criminal/PC-SP/2014) A Companhia SOBE Ltda. possui máquinas


e equipamentos no valor de R$ 30, um contas a receber na importância de R$ 20, e
ainda consta em seu caixa, recursos em espécie no montante de R$ 10. Já a Companhia
DESCE Ltda. possui mercadorias para venda na ordem de R$ 70, um veículo para
transportar mercadorias no valor de R$ 90, possui também as seguintes dívidas:
salários a pagar de R$ 40 e financiamento bancário no valor de R$ 45.

Com base apenas nessas informações e considerando a equação do patrimônio,


responda à questão.

O valor do Passivo da Companhia DESCE está representado pela importância de


a) R$ 40.
b) R$ 45.
c) R$ 70.
d) R$ 85.
e) R$ 75.

40. (VUNESP/Perito Criminal/PC-SP/2014) A Companhia SOBE Ltda. possui máquinas


e equipamentos no valor de R$ 30, um contas a receber na importância de R$ 20, e
ainda consta em seu caixa, recursos em espécie no montante de R$ 10. Já a Companhia
DESCE Ltda. possui mercadorias para venda na ordem de R$ 70, um veículo para
transportar mercadorias no valor de R$ 90, possui também as seguintes dívidas:
salários a pagar de R$ 40 e financiamento bancário no valor de R$ 45.

Com base apenas nessas informações e considerando a equação do patrimônio,


responda à questão.

O valor do Ativo da Companhia SOBE está representado pela importância de


a) R$ 40.
b) R$ 60.
c) R$ 30.
d) R$ 20.
e) R$ 10.

41. (VUNESP/Auditor/DESENVOLVE/2014) Para responder à questão, analise o balanço


patrimonial a seguir.

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A variação do Capital Circulante Líquido (CCL) é:
a) 103.689.
b) 399.949.
c) 475.158.
d) 1.038.920.
e) 1.438.869.

42. (VUNESP/Contador Judiciário/TJ-SP/2013) Considere as seguintes informações


para responder à questão

O Balancete de Verificação da Cia. Aldrovandis em 31/12/X1 apresentava os seguintes


saldos nas contas: Depósitos Bancários $ 5.000; Reservas de Lucros $ 3.250;
Fornecedores $ 82.000; Duplicatas a Receber $ 28.550; Capital $ 170.000; Imóveis $
92.000; Empréstimos $ 55.300 e Mercadorias $ 185.000.

Assinale a alternativa correta, utilizando os valores informados:


a) Ativo não Circulante = $ 92.000 e Passivo Circulante = $ 137.300.
b) Ativo Circulante = $ 218.550 e Patrimônio Líquido = $ 173.200.
c) Patrimônio Líquido = $ 173.250 e Passivo Total = $ 311.550.
d) Ativo Circulante = $ 87.000 e Ativo não Circulante = $ 92.000.
e) Ativo de Liquidez Imediata = $ 5.000 e Passivo Oneroso = $ 55.000.

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43. (VUNESP/Contador Judiciário/TJ-SP/2013) Considere as seguintes informações
para responder à questão

O Balancete de Verificação da Cia. Aldrovandis em 31/12/X1 apresentava os seguintes


saldos nas contas: Depósitos Bancários $ 5.000; Reservas de Lucros $ 3.250;
Fornecedores $ 82.000; Duplicatas a Receber $ 28.550; Capital $ 170.000; Imóveis $
92.000; Empréstimos $ 55.300 e Mercadorias $ 185.000.

Considere, onde cabível, contas de curto prazo para assinalar a alternativa correta.
a) Total do Passivo = $ 218.550.
b) Capital Circulante Líquido = $ 81.250.
c) Patrimônio Líquido = $ 170.250.
d) Total do Ativo = $ 218.550.
e) Passivo Circulante = $ 55.300.

44. (VUNESP/Contador Judiciário/TJ-SP/2013) No balanço patrimonial, nos termos da


Lei n.º 6.404/76, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio
que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da companhia. Nesse sentido, é correto afirmar que o patrimônio líquido
figura entre as contas do
a) passivo.
b) ativo.
c) passivo não circulante.
d) ativo circulante.
e) ativo não circulante.

45. (FJG/Auditor de Controle Externo/TCM-RJ/2011) De acordo com a legislação


pertinente, “a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior
a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais)” está desobrigada de elaborar e publicar:
a) Balanço Patrimonial
b) Notas Explicativas
c) Demonstração do Resultado do Exercício
d) Demonstração dos Fluxos de Caixa
e) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

46. (FJG/Auditor de Controle Externo/TCM-RJ/2011) A fim de preservar o patrimônio


da instituição e dos investidores, a legislação dispõe sobre a obrigatoriedade de
constituição de reservas. Com respeito à reserva legal, NÃO cabe afirmar que:
a) integra o patrimônio líquido
b) tem por fim assegurar a integridade do capital social
c) só poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital
d) poderá deixar de ser constituída no exercício em que o seu saldo, acrescido do
montante das reservas de capital, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social

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e) do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer
outra destinação, na sua constituição, até o limite de 30% (trinta por cento) do capital
social

47. (FJG/Controlador de Arrecadação Municipal-RJ/2002) Tendo por base o conteúdo e


a estrutura do balanço patrimonial, preconizados pelas Normas Brasileiras de
Contabilidade, o procedimento incorreto é:

a) os saldos devedores ou credores de todas as contas retificadoras deverão ser


apresentados como valores redutores das contas ou grupos de contas que lhes deram
origem
b) a classificação no Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, na entidade em que o
ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, terá por base o prazo desse
ciclo
c) os direitos e as obrigações são classificados em grupos do Circulante, desde que os
prazos esperados de realização dos direitos e os prazos das obrigações, estabelecidos
ou esperados, situem-se no curso do exercício subsequente à data da elaboração do
balanço patrimonial
d) as contas do ativo são dispostas em ordem decrescente dos prazos esperados de
realização, e as contas do passivo são dispostas em ordem crescente dos prazos de
exigibilidade, estabelecidos ou esperados, observando-se iguais procedimentos para os
grupos e subgrupos

48. (FCC/Analista de Gestão/Contabilidade/SABESP/2014) A empresa Líquida S.A.


realizou, durante 2013, as seguintes operações:

I. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas após 2013. Na


data da doação, o valor justo do terreno era R$ 180.000.
II. Aumentou o Capital Social em R$ 200.000, sendo 40% em dinheiro e o restante
com reservas existentes em 31/12/2012.
III. Vendeu por R$ 120.000 ações em tesouraria que haviam sido adquiridas em 2012
por R$ 90.000.
IV. Reconheceu em Outros Resultados Abrangentes um ganho decorrente de
determinadas aplicações financeiras no valor de R$ 30.000.
V. Apurou, em 2013, um lucro líquido de R$ 250.000, tendo distribuído R$ 60.000 como
dividendos obrigatórios e constituído Reservas para Expansão com o saldo
remanescente.

Considerando o registro dessas operações, a alteração ocorrida, em 2013, no


Patrimônio Líquido da empresa Líquida S.A. foi, em reais, de
a) 300.000.
b) 600.000.
c) 390.000.
d) 420.000.

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e) 330.000.

49. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) As reservas de capital NÃO são


utilizadas pelas empresas para
a) incorporação ao capital social.
b) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for
assegurada.
c) absorção de prejuízos, quando estes ultrapassarem somente as reservas
estatutárias.
d) resgate, reembolso ou compra de ações.
e) resgate de partes beneficiárias.

50. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A empresa Egito & Lima S.A. estima as


perdas com créditos de liquidação duvidosa com base no saldo a receber das vendas
realizadas a prazo. Nos últimos cinco anos, o percentual aplicado sobre o saldo a
receber foi de 8%.

Os saldos de algumas contas em 31/12/2012 eram os seguintes:


− Disponível: R$ 20.000,00
− Clientes: R$ 200.000,00
− Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$ 16.000,00
− Estoques: R$ 950.000,00

Durante o exercício de 2013, ocorreram os seguintes eventos:

− A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve de ser


considerada incobrável.
− O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido considerado incobrável
há mais de três anos, foi recebido durante o ano.
− Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada incobrável.
Sua dívida era de R$ 10.000,00.
− As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20% foram realizadas
a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$ 150.000,00.
− O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não foi recebido
durante o ano.
Após essas operações, o saldo da conta EPCLD no balanço patrimonial de 2013 será,
em reais,
a) 34.000,00
b) 18.400,00
c) 2.400,00
d) 20.320,00
e) 52.400,00

51. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) Com base na Lei das Sociedades por


Ações considere as afirmações a seguir:
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I. As notas explicativas devem fornecer informações adicionais, não indicadas nas
próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação
adequada.
II. As notas explicativas devem indicar as opções de compra de ações outorgadas e
exercidas no exercício.
III. Os ajustes de exercícios anteriores, além de eventos subsequentes à data do
encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a
situação financeira e os resultados futuros da companhia, devem ser indicados em
notas explicativas.
IV. Serão indicados, em notas explicativas, os investimentos em outras sociedades,
quando relevantes.

Está correto o que se afirma em


a) II, III e IV, apenas.
b) I, II, III e IV.
c) I, II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II e IV, apenas.

52. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A empresa Invest & Cia. adquiriu, em


31/12/2013, ações de sua própria emissão e, para isso, incorreu nos seguintes gastos:

Valor pago pelas ações = R$ 150.000,00


Custos adicionais de transação = R$ 2.000,00

Em 30/06/2014, a empresa revendeu estas ações por R$ 160.000,00 à vista,


incorrendo em novos custos de transação no valor de R$ 3.000,00.

Nesse caso, a empresa Invest & Cia.


a) reduziu o seu Patrimônio Líquido em R$ 152.000,00, em 31/12/2013.
b) apurou um resultado com a venda das Ações em Tesouraria de R$ 7.000,00.
c) aumentou o seu Patrimônio Líquido em R$ 160.000,00, em 30/06/2014.
d) reconheceu como Ações em Tesouraria o valor de R$ 150.000,00, em 31/12/2013.
e) reconheceu como Despesa o valor de R$ 3.000,00, em 30/06/2014.

53. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) A Cia. Colombiana S.A. incorreu, em


30/06/2014, em gastos relacionados com as seguintes transações:
I. Aquisição de 80% das ações da Cia. Argentina com o objetivo de diversificar sua
atividade econômica.
II. Pagamento de um processo tributário que não estava provisionado no Balanço
Patrimonial da Cia. Colombiana S.A.
III. Contratação e pagamento de uma apólice de seguro contra roubo com vigência de
12 meses.
IV. Aquisição de uma máquina especial para ser usada no processo produtivo.

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Os gastos incorridos pela Cia. Colombiana S.A. nas transações I, II, III e IV foram
reconhecidos, respectivamente, como
a) Investimentos, redução de Passivo, Despesa paga Antecipadamente e Imobilizado.
b) Aplicação Financeira, Despesa, Despesa paga Antecipadamente e Intangível.
c) Investimentos, Despesa paga Antecipadamente, Despesa e Intangível.
d) Investimentos, Despesa, Despesa paga Antecipadamente e Imobilizado.
e) Aplicação Financeira, redução de Passivo, Despesa e Imobilizado.

54. (FCC/Auditor/Contabilidade/TCE-RS/2014) Considere as seguintes transações


realizadas pela Cia. Inglesa:
I. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas.
II. Emitiu novas ações com ágio.
III. Reconheceu variação cambial de controladas no exterior.
IV. Pagou dividendos anteriormente propostos e aprovados pela Cia.
V. Apurou lucro líquido no período.
VI. Aumentou o capital com Reservas de Lucros.
As transações que alteram o valor do Patrimônio Líquido da Cia. Inglesa são APENAS

a) II e V.
b) I, III e VI.
c) II, III, IV e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e V.

55. (FCC/AFRE/SEFAZ-RJ/2014) O Patrimônio Líquido da Cia. Lucrativa, em


31/12/2011, era constituído pelas seguintes contas com seus respectivos saldos:

− Capital Social: R$ 300.000,00


− Reserva Legal: R$ 60.000,00
− Reserva Estatutária: R$ 30.000,00

Em 2012, a Cia. Lucrativa apurou um Lucro Líquido de R$ 50.000,00, cuja destinação


deveria seguir o estabelecido em seu estatuto:

− Reserva Legal: constituída nos termos da Lei nº 6.404/1976;


− Dividendos obrigatórios: 40% do Lucro Líquido ajustado nos termos da Lei nº
6.404/1976;
− Reserva Estatutária: saldo remanescente.

Sabe-se que R$ 20.000,00 do Lucro Líquido foram decorrentes de subvenções


governamentais para investimentos e que a Cia. Lucrativa, para não tributar este
ganho, reteve-o na forma de Reserva de Incentivos Fiscais, utilizando a possibilidade
estabelecida na Lei nº 6.404/1976 referente aos dividendos.

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Com base nestas informações, os valores que a Cia. Lucrativa distribuiu como
dividendos obrigatórios e que reteve na forma de Reserva Estatutária foram,
respectivamente,

a) R$ 11.000,00 e R$ 16.500,00.
b) R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
c) R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00.
d) R$ 19.000,00 e R$ 8.500,00.
e) R$ 12.000,00 e R$ 38.000,00.

56. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) As contas do


Patrimônio Líquido da Empresa Margarida S.A. apresentavam, em 31/12/2012, os
seguintes saldos:

Contas R$
Capital Social 1.000.000
(−) Ações em Tesouraria (400.000)
Reservas de Lucros 300.000
Total 900.000

O valor registrado na conta Ações em Tesouraria corresponde a 400.000 ações. No ano


de 2013, a empresa recolocou estas ações no mercado ao valor unitário de R$ 1,50.

O valor total do Patrimônio Líquido da empresa, após a venda das ações em tesouraria,
é, em R$, igual a
a) 1.300.000,00.
b) 1.700.000,00.
c) 1.500.000,00.
d) 1.900.000,00.
e) 1.100.000,00.

Atenção: Para responder às questões a seguir, considere as seguintes informações.

A Cia. Especial S.A. apresentou, em 31/12/12, os saldos das seguintes contas:


Contas a Pagar (vencimento em 45 dias) ...................................................... 19.000
Clientes (vencimento em 100 dias) ............................................................ 150.000
Empréstimos Bancários Obtidos (vencimento em 31/12/2016) ........................ 85.000
Estoques de Mercadorias ............................................................................ 45.000
Disponibilidades ........................................................................................ 88.000
Receita Bruta de Vendas ........................................................................... 550.000
Capital Social .......................................................................................... 200.000
Custo das Mercadorias Vendidas ................................................................ 230.000
Impostos sobre Vendas .............................................................................. 44.000
Despesa com Salários ................................................................................ 22.000
Reserva Legal ........................................................................................... 10.000
Depreciação Acumulada (referente às máquinas e equipamentos) .................... 20.000
Seguros Pagos Antecipadamente (vencimento em 7 meses) ............................ 14.000
Investimentos na Coligada Cia. Investida ...................................................... 43.000
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Salários a Pagar (em 15 dias) ...................................................................... 13.000
Impostos a Recolher (em 60 dias) .................................................................. 7.000
Lucro na venda de Imóvel ........................................................................... 12.000
Despesa de Depreciação (referente às máquinas e equipamentos) .................... 15.000
Máquinas e equipamentos (usados na atividade da empresa) ......................... 150.000
Despesa com Estimativa de perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa ............ 2.000
Reserva de Incentivos Fiscais ........................................................................ 4.000
Resultado de Equivalência Patrimonial (negativo) ............................................. 3.000
Estimativa de perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa ............................... 6.000
Ações em Tesouraria .................................................................................... 5.000
Devolução de vendas .................................................................................. 30.000
Abatimentos sobre vendas ............................................................................. 4.000
Despesa com Imposto de Renda e CSLL .......................................................... 5.000
Despesa Financeira ....................................................................................... 2.000
Marca (adquirida) ....................................................................................... 24.000
Despesa com Vendas .................................................................................. 15.000
Contas a Receber (vencimento em 02/01/2015) ............................................. 35.000

57. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) O total do Patrimônio


Líquido da Cia. Especial, em 31/12/2012, era, em R$,
a) 409.000,00.
b) 209.000,00.
c) 399.000,00.
d) 385.000,00.
e) 402.000,00.

58. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) O total do Ativo


Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era, em R$,
a) 297.000,00.
b) 303.000,00.
c) 326.000,00.
d) 289.000,00.
e) 291.000,00.

59. (FCC/Técnico Judiciário/TRF 3ª Região/Contabilidade/2014) O total do Ativo Não


Circulante da Cia. Especial, em 31/12/2012, era, em R$,
a) 154.000,00.
b) 272.000,00.
c) 232.000,00.
d) 197.000,00.
e) 208.000,00.

60. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT19/2014) A Cia. Negociante S.A. é uma


empresa comercial e possuía, em 31/08/2013, a seguinte situação patrimonial:

Disponível: R$ 70.000,00
Estoques: R$ 40.000,00
Adiantamento de Clientes (cliente Antônio): R$ 30.000,00
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Capital Social: R$ 80.000,00
Durante o mês de setembro de 2013, a Cia. Negociante S.A. realizou as seguintes
operações:

Após o registro das operações acima, o total do Ativo da Cia Negociante S.A., em
30/09/13, era, em R$, de

a) 144.000,00.
b) 134.000,00.
c) 159.000,00.
d) 119.000,00.
e) 184.000,00.

61. (FCC/Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/SEFAZ-PI/2015) Uma empresa, sociedade


de capital aberto, apurou lucro líquido de R$ 80.000.000,00 referente ao ano de 2013
e a seguinte distribuição foi realizada no final daquele ano:
−valor correspondente a 5% do Lucro Líquido foi destinado à constituição da Reserva
Legal.
−o valor de R$ 6.000.000,00 foi destinado à constituição da Reserva Estatutária.
−o valor de R$ 20.000.000,00 foi destinado à constituição da Reserva para Expansão.
−o saldo remanescente do Lucro Líquido de 2013 não tem destinação específica e o
estatuto da empresa estabelece que o valor dos dividendos mínimos obrigatórios
corresponde a 20% do Lucro Líquido de cada período deduzido dos valores
correspondentes à Reserva Legal e à Reserva Estatutária constituídas.
Sabendo-se que não ocorreu nenhum outro evento que tenha afetado o Patrimônio
Líquido da empresa em 2013, a variação positiva no valor total do Patrimônio Líquido
da empresa de 31/12/2012 para 31/12/2013 foi, em reais,
a) 0,00 (zero).
b) 80.000.000,00.
c) 50.000.000,00.
d) 66.000.000,00.
e) 30.000.000,00.

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62. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT 5ª Região/2013) A Cia. Reconhecedora
S.A. é uma empresa comercial e possuía, em 31/07/2013, a seguinte situação
patrimonial:
Disponível R$100.000,00
Estoques R$30.000,00
Fornecedores R$20.000,00
Capital Social R$ 110.000,00

Durante o mês de agosto de 2013, a Cia. realizou as seguintes operações:

Após o registro das operações acima, o total do Patrimônio Líquido da Cia.


Reconhecedora S.A., em 31/08/13, era
(A) R$ 110.000,00.
(B) R$ 120.000,00.
(C) R$ 130.000,00.
(D) R$ 140.000,00.
(E) R$ 145.000,00.

63. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade TRT 18ª Região/2013) Determinada


companhia realizou, durante 2012, as seguintes operações:
I. Vendeu por R$ 70.000,00 Ações em Tesouraria que haviam sido adquiridas, em 2011,
por R$ 50.000,00.
II. Apurou, em 2012, um Lucro Líquido de R$ 150.000,00 e distribuiu dividendos
obrigatórios de R$ 30.000,00.
III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas. O valor justo
do terreno era R$ 40.000,00, no momento da doação.
IV. Aumentou o Capital Social em R$ 60.000,00, com Reservas de Lucros existentes
em 31/12/2011.

Considerando o registro dessas operações, a alteração no Patrimônio Líquido da


companhia ocorrida em 2012 foi de
a) R$ 190.000,00.
b) R$ 170.000,00.
c) R$ 140.000,00.
d) R$ 180.000,00.
e) R$ 240.000,00.
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64. (IADES/Analista/Contabilidade/Hemocentro-DF/2017) No que se refere à estrutura
do Balanço Patrimonial, conforme estabelecida na Lei nº 6.404/1976, alterada pela Lei
nº 11.941/2009, assinale a alternativa correta.
a) No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: Ativo Circulante, Ativo não
Circulante e Ativo Realizável a Longo Prazo.
b) As ações em tesouraria deverão ser registradas no grupo Investimentos do Ativo
não Circulante.
c) O Ativo Realizável a Longo Prazo inclui Investimentos, Imobilizado e Intangível.
d) No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: Passivo Exigível e
Passivo não Exigível.
e) O capital ainda não integralizado será evidenciado no Patrimônio Líquido como
dedução da conta Capital Social Subscrito.

65. (IBFC/Técnico Contábil/MGS/2017) Com base na Lei 6.404/76, assinale a


alternativa que completa corretamente a lacuna.

“Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
________________ da companhia, demonstrações financeiras que deverão exprimir,
com clareza, a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício”.
a) escrituração mercantil
b) escrituração financeira
c) escrituração econômica
d) escrituração anual

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