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COMO USAR O MULTÍMETRO!

Multímetros digitais e analógicos!

Técnicas de uso correto dos multímetros digitais e analógicos!


Totalmente ilustrado: mais de 100 imagens de multímetros, como escolher,
especificações, cuidados, leituras, dicas, passo a passo, etc.

1ª Edição - Edição do autor

Janeiro de 2016

São Paulo, Brasil

Paulo Edson Mazzei


Copyright © 2016 Paulo Edson Mazzei
Todos os direitos reservados.

As marcas e nomes comerciais citadas nesse livro são de propriedade dos seus respectivos
donos e por eles registradas®. Fotos onde não existe o copyright do autor são de propriedade das
entidades mostradas na própria legenda.
Para algumas fotos não foi possível identificar o autor, mas ele tem todos direitos sobre essas
fotos. Se isso ocorrer, por favor, entre em contato conosco.
Nenhuma parte deste livro poderá ser utilizada, copiada ou reproduzida em qualquer forma ou
meio, sem a expressa autorização do autor, sob as penas da lei.
Contato: radioeletronico@gmail.com
Dedicatória
Com carinho, para minha família, Rita, Xexa, Paulinho e Rô da qual “roubei” horas para fazer
esse livro.
Apresentação
O eBook “Como usar um multímetro”, foi feito para o engenheiro, técnico profissional e
mesmo para o amador que monta pequenos projetos ou usa eletrônica em seus hobbies.
No dia a dia profissional, o multímetro, seja ele um modelo digital avançado ou um multímetro
analógico básico, tem dezenas de aplicações em medidas, reparos, laboratórios, pesquisas etc.
O que faço nesse eBook (livro digital) é dar as dicas de como tornar “usável” um multímetro
analógico e digital para medidas corretas em circuitos eletrônicos, no lar, na sua oficina, etc.
Assumo que o leitor já tenha algum conhecimento de eletrônica, o que facilita o uso deste
eBook. Entretanto, se você está iniciando na eletrônica ou quer um pequeno aparelho de testes para o
seu lar, este livro digital também lhe será útil.
Por que um E-book?
Com a chegada dos eReaders (leitores de livros digitais), tabletes, iPad, Kindle, Galaxy, etc.,
decidi fazer este livro diretamente no formato digital, pois o custo seria menor, tanto de produção
como de venda para o leitor. Alie-se a isto o desinteresse das editoras e o custo proibitivo de fazer
um livro impresso.
O texto do eBook foi feito na forma de “passo a passo”, com a apresentação de uma enorme
quantidade de fotos, desenho e diagramas, para melhor compreender e ilustrar o que deve ser feito.
Outros livros do mesmo autor:

■ Coleção “MONTAGENS ELETRÔNICAS PARA QUE NÃO É TÉCNICO”.


● Vol 1 – Teoria básica e componentes eletrônicos
● Vol 2 - Circuitos eletrônicos básicos
● Vol 3 – Prática de Montagem
● Vol 4 – Fontes de alimentação
● Vol 5 – Projetos de instrumentos de medidas
● Vol 6 – Amplificadores de áudio e receptores
● Vol 7 – Transmissores de rádio e antenas
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esquema na revista e quer ver funcionar?
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seu eBook (WORD®)
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Alarmes.

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Publicado através da Apple iTunes Store.

Notas sobre o texto deste eBook:


A linguagem usada neste eBook é a coloquial informal. Estou conversando com os leitores de
uma maneira informal, pois acredito que isto conduz a melhores resultados, dá mais fluidez ao texto e
atinge o objetivo de aprendizagem proposto. Veja abaixo a definição de “Linguagem coloquial
informal” dada pela Wikipédia®, se você ainda tem dúvidas.

Aviso que provavelmente você vai encontrar erros de digitação, erros gramaticais e outros
neste eBook. Não tive verba para contratar um revisor para o texto, mas creio que os leitores estão
mais interessados nas técnicas ensinadas no eBook do que no purismo do vernáculo. Se estes erros
citados são mais importantes para você do que o conteúdo técnico do eBook, resolva isto facilmente:
devolva seu livro para a Amazon que você será reembolsado. Por outro lado, se você quiser ajudar a
corrigir estes erros muito evidentes, fique à vontade, pois no início do livro tem meu e-mail. Que tal
sermos parceiros ao invés de você ser somente crítico? Acho muito útil o leitor trabalhar junto com o
autor para o aperfeiçoamento do texto! Agradeço antecipamente.
1. Foram usadas cores e formas geométricas nas diversas imagens para ajudar no
esclarecimento dos pontos importantes. Este uso de cores também se deve ao fato de que
você provavelmente vai ter que usar este eBook no seu computador ou Tablete ou em outro
dispositivo colorido.
2. Várias imagens usadas neste eBook foram recortadas e tratadas para que ficassem mais
legíveis. Algumas imagens foram colocadas na vertical para maior clareza dos elementos
apresentados.
3. Os sites cujas telas são apresentadas neste eBook foram consultados durante o mês de
janeiro de 2016. Depois desta data, poderão apresentar modificações.
Leia o manual antes de operar!!
ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Este eBook (livro digital) é fornecido com a finalidade de informação e aprimoramento
próprio bem como de entretenimento.
O autor deste eBook garante que fez o melhor possível para disponibilizar as mais recentes
informações corretas e seguras disponíveis na época, para escrever este livro.
O autor e a distribuidora não são responsáveis por acidentes que possam ocorrer aos leitores e
instrumentos de medidas, devido a uso incorreto, acidentes, má interpretações e tentativas de usar o
multímetro para medidas fora das especificadas, etc.
O leitor deve proceder com cautela, principalmente os iniciantes, ao medir altas voltagens ou
altas correntes, principalmente em corrente alternada. O eBook está repleto de alerta, avisos e
recomendações de segurança em relação ao leitor e ao multímetro usado. Siga-as religiosamente.
Sumário
Capítulo 1
O multímetro analógico - VOM
Introdução
O que é um multímetro analógico?
Capitulo 2
Como escolher um VOM que seja sua “alma gêmea”
Introdução
Analisando as necessidades para um VOM
Observações sobre os VOM
Especificações básicas de um VOM

Capítulo 3
Preparando o VOM para medidas de tensão CC e CA, corrente e resistência
Introdução
Segurança
Antes de começar a medir
Conectando as pontas de provas
Capitulo 4
Medindo com o VOM
Introdução
Medições de voltagens CC
Medições de correntes CC
Medições de resistência
Medições de Voltagem Alternada
Capítulo 5
Usando o VOM para outras medidas e testes
Introdução
Testes de continuidade
Teste de pilhas e baterias
Teste de diodos semicondutores usando resistência
Teste de diodos semicondutores usando escalas do VOM
Teste de LED
Teste de transistores PNP/NPN (bipolares)
Medindo o hFE de transistores
Medições de decibéis - dB
Usando o VOM no lar
Capitulo 6
Manutenção do VOM
Introdução
Manutenção do seu VOM
Capítulo 7
O multímetro Digital - DMM
Introdução
O que é um DMM?
Capitulo 8
Como escolher um DMM que seja sua “alma gêmea”
Introdução
Analisando as necessidades
Observações sobre os VOM
Especificações básicas de um DMM
Capítulo 9
Preparando o DMM para medidas de tensão CC/CA, corrente, resistência e outras
Introdução
Segurança
Antes de começar a medir
Conectando as pontas de provas
Capitulo 10
Medindo com o DMM
Introdução
Medições de voltagens CC
Medições de correntes CC
Medições de Voltagem CA
Medições de corrente CA
Medições de resistência
Medições de frequências
Medições de Duty Cicle
Medições de capacitâncias
Medições de continuidade
Capítulo 11
Usando o DMM para outras medidas e testes
Introdução
Teste de LED
Medindo temperatura
Teste de transistores
Usando o DMM no lar
Exemplos de uso do DMM no lar, oficina, Home Theater, som, TV, hobby, etc.

Capitulo 12
Manutenção do DMM
Introdução
Manutenção do seu DMM
Bibliografia:
Capítulo 1

O multímetro analógico - VOM


Introdução

O multímetro analógico – VOM (do inglês = Volt Ohm Meter ou comumente chamado
“multímetro” é um dos mais úteis instrumentos para o técnico e o engenheiro eletrônico ou mesmo
para aqueles que tem a eletrônica como hobby e montam pequenos aparelhos eletrônicos.
Os multímetros nos seus modelos básicos e de baixo custo, são capazes de medir tensões de
CA e CC, correntes de CC e resistência.
O que é um multímetro analógico?

Basicamente o VOM é uma “caixa preta”, constituída de diversos circuitos resistivos, que
convertem a grandeza ser medida (volts, ohms, amperes, etc.) em uma leitura em um instrumento
analógico de ponteiro.
Os VOM, são constituídos de três partes principais:
a. O galvanômetro (medidor analógico);
b. A chave seletora de funções/escalas e
c. Os terminais das pontas de prova (entradas). Muitos VOM têm ainda um terceiro terminal
de entrada, para a medição de correntes até 10ACC.
O VOM é um bom instrumento para o iniciante. Hoje em dia é possível encontrar estes
multímetros na faixa de cerca de R$20,00 (jan./2016) até R$150,00.
Com o VOM é possível fazer uma porção de medidas em circuitos e componentes. Nos
modelos médios e mais avançados, uma porção de outras grandezas podem ser medidas, teste de
transistores e diodos, continuidade, etc.
Para o nível deste eBooks, não nos interessa saber como é feita a construção de um VOM.
Entretanto, através de um simples diagrama, podemos analisar, de uma maneira simplificada, qual é o
funcionamento de um VOM bastante básico. Veja figura 1.
Figure 1 - Diagrama básico de um multímetro analógico - VOM.

Na figura 1, note:
► O galvanômetro é o medidor analógico de ponteiro. Ele vai mostrar o valor da grandeza
numa escala calibrada. Este instrumento é sensível, da ordem de poucos microampères.
► Para as medidas de corrente (ACC), existe o Rshunt , que amplia a capacidade de leitura do
galvanômetro. Note que este resistor, está em paralelo com o galvanômetro.
► No caso da medida de miliampères, uma só escala, o máximo valor a ser medido depende
do fundo de escala do galvanômetro. Se for usado no circuito um galvanômetro de 1mA, está será a
máxima corrente CC a ser medida.
► Para a medida de outras correntes CC, teríamos que ampliar o circuito do nosso VOM,
colocando mais Rshunts e mais posições na chave seletora.
► Para a medida de tensão CC, foram colocadas três escalas e cada uma delas tem seu
Rmultiplicador, para permitir a leitura destas tensões.
► O VOM da figura 1 não mede tensões e correntes CA e nem resistência. Para efeito de
simplicidade, estes circuitos foram deixados de fora.
Os VOM podem medir mais algumas grandezas como dB, continuidade, diodos, transistores,
etc. Para medidas de corrente CC de até 10A, os modelos que tem esta facilidade, costumam tem um
terminal separado, protegido por um fusível.
Os VOM são aparelhos sensíveis e devem ter um manuseio e armazenamento apropriado. Não
podem sofrer pancadas ou choques de nenhuma maneira! Nos bons aparelhos, a proteção do VOM, é
feita com diodos de silício e fusíveis.

Figure 2 - Multímetros analógicos da Minipa®.

Veja na figura 2, alguns multímetros analógicos, com suas características técnicas. Estes VOM
são fabricados pelo Minipa. Outro fornecedor de VOM que você pode achar e verificar as
características é a ICEL®.
A figura 3 ilustra um voltímetro analógico com sua imagem ampliada.
Figure 3 - VOM da Minipa® e da Icel®, produzidos no Brasil.

Você pode ver um VOM numa foto de maior resolução na figura 4.

Figure 4 - Foto do VOM da Icel®, modelo SK20.


Capitulo 2

Como escolher um VOM que seja sua “alma gêmea”


Introdução

Apesar da escalada e preferência pelos multímetros digitais, o multímetro analógico ainda


encontra diversos usos para profissionais e amadores. Alguns técnicos e engenheiros ainda
conservam sus multímetros analógicos antigos.
Esses multímetros, geralmente de procedência americana ou europeia eram o “xodó” dos
profissionais. Nesta época, os multímetros de “origem geográfica desconhecida” ainda não haviam
invadido nosso mercado e de outros países.
Veja figura 5 um multímetro marca Simpson (USA), modelo 260, ainda em uso.

Figure 5 - Multímetro Simpson (USA), modelo 260, ícone nos USA!

Multímetros analógicos são mais antigos do que os multímetros digitais. Entretanto, ainda tem
aplicações onde os VOM precisam ser usados em lugar do DMM (Digital MultiMeter). Por exemplo,
em um circuito onde os valores variam muito, uma maior precisão é conseguida com o VOM. O
DMM, quando está lendo uma grandeza, faz “amostras” dos valores medidos e depois mostra um
valor único. Os VOM, continuamente leem o valor a ser medido, sem as “amostras” dos DMM.

Analisando as necessidades para um VOM

Se você ainda não tem um, tem algumas especificações que você deve prestar atenção ao
escolher seu VOM que será sua “alma gêmea” no dia a dia. Ao passar por uma loja que vende
aparelhos de medidas eletrônicas ou mesmo em sites na Internet, você vai achar uma porção de
marcas, modelos, cores, etc. Muitos são de procedência geográfica desconhecida. Outros serão
conhecidos com as marcas fornecidas por empresa brasileiras e por fim, tem os DMM de
laboratório, geralmente produzidos nos USA ou na Europa. Veja figura 6.

Figure 6 – Modelos de VOM em função da qualidade.

Na figura 2, temos:
(a) Multímetro simples, mais barato da linha, mas já tem alguns recursos, desde que não seja
usado em laboratórios. Indicado para uso em hobby. Preço aproximado em jan. /2015:
R$25,00.
(b) Multímetro médio, mais caro do que o modelo (a), já tem uma porção de escalas a mais.
Fornecido no Brasil, pela Icel®. Veja os modelos e preços disponíveis no site. Indicado
para o técnico de manutenção profissional. Preço aproximado em jan. /2015: R$150,00.
(c) Multímetro profissional fabricado pela Simpson Electric®. Excelente multímetro,
resistente, preciso e confiável. Preço aproximado em jan. /2015: R$1.600,00 (US$420,00
– Na Amazon.com), para o modelo 270-5RT! Para uso profissional, mas alto preço!
Nas tabelas a seguir, estude os itens e veja o que você precisa. Depois, entre no site do
fabricante ou revendedor e veja se o VOM oferecido tem as características que você precisa.
Dicas:

• Se você precisa de um multímetro para medir a bateria do seu carro, o modelo (a) da figura
6, é o suficiente.

• Se você for um amador que monta alguns circuitos eletrônicos ou tem algum hobby ligado a
eletrônica, pense no modelo (b) da mesma figura.

• Porem, se for um técnico profissional ou engenheiro que vai usar o VOM em laboratório,
você vai precisar de algo como o modelo (c) da figura em discussão. Entretanto, devido ao
preço e dependendo da sua aplicação para o VOM, talvez seja interessante você analisar a
aquisição de um multímetro digital – DMM.
Primeiro passo: o que você vai medir?
□ Tensão □ Resistência
□ Corrente □ CC e CA
□ Medida de diodos
□ Decibéis
semicondutores
Corrente até 10A ou 20A, CC □ Continuidade

Segundo passo: Portabilidade?


□ Portátil □ Bancada

Terceiro passo: Uso?


□ Laboratório □ Manutenção profissional
□ Amador (hobby) □ Outros

Faixa de Preço: Quanto você pretende gastar?


□ Até R$100,00 □ Até R$500,00
□ Até R$1.000,00 □ Acima de R$1.000,00

Observações sobre os VOM

a. Alimentação do VOM: Os VOM, quando medem tensão e corrente, são alimentados pelo
próprio circuito que está sendo medido. No caso de medidas de resistência, o VOM é
alimentado por pilhas (AA, 1,5V) ou baterias de 9V.
Note que você deve usar sempre pilhas AA, de 1,5V, do tipo alcalina. Fique de olho na vida
delas para evitar vazamento e corrosão dos terminais. As baterias de 9V, é que são o
problema pois no país elas chegam a ter preços exorbitantes. Minha experiência: há pouco
tempo atrás adquiri um pequeno DMM e custou R$21,90. Consultando a Internet, vi que uma
bateria de 9V, alcalina e de boa procedência, chegava a custar R$23,00!! Mais cara do que
o próprio DMM!!
Alguns VOM, de media qualidade, usam somente duas pilhas de 1,5V, tipo AA. Aí, a troca
de pilhas tem baixo custo. Mas alguns modelos, além de usar as duas pilhas AA, usam a
bateria de 9V! Fique atento!
b. Precisão do VOM: Os VOM têm uma precisão menor dos que os DMM. Verifique qual a
sua aplicação.
c. Robustez: Quando comparado com os DMM, os VOM são mais frágeis devido ao
galvanômetro usado nestes aparelhos. Note que não significa que você pode derrubar no
chão seu DMM, sem problemas.... Você vai ter menos chance de danificar o seu DMM e se
precisar trocar o display LCD é muito mais barato do que galvanômetro de fundo de escala
de 50µA!
d. Segurança: Veja na figura 7, a interpretação dos símbolos de segurança do VOM. Estes
símbolos vêm impressos no painel do instrumento e estão por todo Manual de Instruções do
mesmo.
Figure 7 - Símbolos de segurança nos VOM e seus significados.

Especificações básicas de um VOM

As especificações dadas a seguir, para um VOM, são a título de ilustração do que você vai
encontrar no anuncio de venda ou no site de um fabricante. Tais especificações vão ajudá-lo a
selecionar o tipo certo de VOM para você.
ESPECIFICAÇÕES DE UM VOM BÁSICO
Escalas Voltagem CA: 10, 50, 250, 1000V
Voltagem CC: 5, 25, 125, 500, 1000V
Corrente CC: 250mA, 50µA (250mV)
Resistência: 2K, 20K, 2M
Decibel: -20 a +62dB
Precisão Voltagem CC: ±3% do valor de fundo de escala
Voltagem CA: ±4% do valor de fundo de escala
Corrente CC: ±3% do valor de fundo de escala
Resistência: ±3%do do comprimento de toda
escala
Sensibilidade Voltagem CA: 10kΩ por volt
Voltagem CC: 20kΩ por volt.
37µA (movimento), escala de três cores com
Galvanômetro
espelho
Temperatura de
5 a 40ºC (armazenamento = -20 a + 60ºC)
operação
Máxima umidade relativa = 80% (para
Umidade
temperatura de até 31ºC.
Alimentação Uma pilha AA, 1,5V
Grau de poluição 2
Dimensões 146 x 86 x 43mm (A, L, P)
Peso 170 gramas

► Escalas: Valores máximos que o VOM pode medir, em cada escala selecionada pela chave
seletora do VOM.
► Precisão: Indica o quanto pode haver de diferença entre a medida real e medida efetuada
pelo VOM. Por exemplo, se você medir uma tensão CC de 5V, em um VOM que tenha uma precisão
de ±3%, isto indica que você tem uma pequena incerteza de 0,015V, ou seja, apenas 15mV! Isto está
muito bom para a maioria das medidas.
Esta precisão, no caso de CA, é dada na frequência da rede elétrica de 60Hz. Em geral, a
precisão maior de VOM é obtida quando o ponteiro está posicionado numa região (ou arco) entre o
meio da escala e 2/3 da escala. Use o seletor de escalas para poder fazer medidas nesta região ou
próximo.
► Sensibilidade: Quando nos medimos voltagem, a impedância de entrada do multímetro deve
ser a maior possível, quando comparada com a impedância do circuito que está sendo medido.
Quando isto não acontece os parâmetros do circuito podem mudar e fornecer leituras imprecisas de
voltagem no VOM.
Como os VOM “puxam” corrente do circuito que está sendo medido, para causar a deflexão do
ponteiro do galvanômetro. Como no nosso caso a sensibilidade é 20kΩ por volt, na escala de 125V,
teríamos uma impedância de entrada do nosso VOM de 2,5MΩ (125V x 20kΩ/volt = 2.500.000 ou
2,5MΩ), valor este que está razoável para uma porção de medidas básicas de tensão.
É muito importante não confundir sensibilidade com resolução de um medidor. Resolução é a
menor parte da escala que pode ser exibida e depende da escala usada.
► Galvanômetro: O galvanômetro é o instrumento de leitura da grandeza que está sendo
medida e geralmente consiste em um microamperímetro de baixo valor de corrente, alta
sensibilidade, em torno de 50µA.
► Grau de poluição: O grau de poluição refere-se ao ambiente em que o VOM pode
trabalhar. Refere-se a poluição seca e condensação que existem em um ambiente onde o VOM vai ser
usado. Grau de poluição 2 indica que o equipamento pode trabalhar em laboratórios, unidades de
teste, escritórios e salas limpas.
► Outras especificações: As outras especificações falam por si: temperatura de operação,
umidade relativa, alimentação, dimensões e peso. No caso da alimentação do VOM, recorde-se do
que foi falado em relação ao custo das baterias de 9V no Brasil. Não use porcarias.
► CAT II: A classificação de Categoria é usa para classificar um instrumento de medida em
relação a sua habilidade em resistir a um pico de voltagem aplicado através de um resistor. Quanto
mais altas a categoria (CAT III e CAT IV), menor o risco de que picos de ata tensão possam causar
danos ao equipamento e ao operador.
CAT II refere-se especificamente as tensões das redes de distribuição de energia elétrica que
podem ser de 127 e 220VCA. É usada para equipamentos domésticos, ferramentas elétricas portáteis
e similares.
Capítulo 3
Preparando o VOM para medidas de tensão CC e CA, corrente e
resistência
Introdução

Neste capitulo vamos preparar o VOM para você fazer algumas medidas básicas. Ao mesmo
tempo, vamos passar para você mais dicas, cuidados, técnicas de uso, etc.
Segurança

1.Pilhas e baterias:
- Coopere com a mãe natureza: leve suas pilhas e baterias para o lugar de descarte
apropriado.
- Use somente pilhas e baterias novas. Dê preferência as alcalinas e de origem
conhecida.
- Não misture pilhas e baterias novas com pilhas e baterias usadas. Por exemplo, pilha
comum com pilha alcalina ou recarregável.
- Pilhas AA, do tipo recarregável, as vezes não funcionam bem com alguns VOM, devido
ao fato da voltagem deste tipo de pilha ser de 1,2V e não 1,5V.
- Se você não vai usar o seu multímetro por um mês ou mais, retire as pilhas e baterias.
Coloque saquinhos de sílica gel junto.
2. Manual de instruções do VOM:
- Leia todo manual de instruções do seu VOM, ANTES de você começar a usá-lo. Leia
com atenção os requisitos de segurança.
- Localize todas chaves, terminais, botões, parafusos de ajustes, etc., de acordo com o
modelo do seu VOM.
- Guarde o Manual para futuras referências.
3. Instalar Pilhas e baterias:
Instale as pilhas ou pilhas e baterias, conforme o seu VOM. Veja o Manual de Instruções.
Veja figura 8.
Figure 8 - Localização das pilhas e do fusível de proteção. É preciso abrir a caixa do VOM
para ter acesso a estes componentes.

4. Informação:
Vou usar como referência o meu VOM da marca “Icel Kaise”, modelo SK-110 que me
acompanha há vários anos e funciona perfeitamente. Assim sendo, todas as fotos e
desenho vão se basear neste VOM.
Na realidade o VOM Icel Kaise é muito parecido com dezenas de outros VOM e se
aparecer qualquer dúvida, consulte o manual de instruções do seu multímetro. Veja
figura 9 a 11.
Figure 9- VOM Icel-Kaise modelo SK-110.
Figure 10 - Medidor analógico e suas escalas.

Figure 11 - Escalas e funções do VOM.

Antes de começar a medir

• O VOM, tem um parafuso plástico de ajuste do zero do ponteiro sobre a escala. Note que este
é um ajuste mecânico e normalmente você não precisa mexer. Melhor ainda, evite mexer quando o
VOM tiver pouco tempo de uso. Com o uso, variações de temperatura, umidade, desgaste, etc., o zero
mecânico precisa ser reajustado. Faça isto seguindo as instruções do manual de instruções que
acompanha o VOM. Veja figura 12.
Figure 12 - Ajuste mecânico do zero do VOM.

• Todo VOM vem com um Manual de Instruções. Leia-o ante de usar. Não vá enfiando as
pontas de prove em qualquer tomada que você achar pela frente. O Manual de Instruções é aquele
folheto que vem junto com o VOM. Como? Você jogou fora?
• Para a medida de resistência, é preciso ajustar o zero da escala de ohms. Isto é feito
simplesmente colocando as pontas de prova do VOM em curto circuito e ajustando botão de zero,
que pode estar localizado no painel do VOM ou na lateral do mesmo. Para cada escala de
resistência, é preciso ajustar o zero.
• Ao terminar suas medidas, desligue o VOM se ele tiver uma posição da chave seletor para
isto. Veja posição “OFF” na figura 7. Se não tiver esta posição no seu multímetro, coloque a chave
seletora na maior escala de tensão CA. Normalmente os “curiosos” pegam as pontas de prova e
colocam numa tomada de CA!
• Erros de paralaxe, são erros que acontecem na leitura do ponteiro sobre a escala do VOM.
Quando esta leitura for feita, seus olhos devem estar logo em cima do ponteiro do VOM, em ângulo
reto com a escala. Como a grande maioria dos VOM tem um espelho sob a escala, basta olhar no
ponteiro e ele deve esconder seu próprio reflexo no espelho. Se você olhar de lado, você vai ver o
ponteiro e o seu reflexo no espelho. Aí, está errado!
• Lembre-se de que as medidas mais corretas com seu VOM são feitas quando ponteiro se situa
sobre os 2/3 finais da escala (ou do arco da escala). Ajuste a escala correta, se necessário, para que
isto aconteça.
• O VOM Icel-Kaise, modelo SK-110 que estamos usando para efetuar as medições, não tem a
posição “OFF”, na chave seletora, para desligar o aparelho. Neste caso, deixe o seletor de escalas e
funções na posição “1200 ACV”, para protegê-lo.

Conectando as pontas de provas

Normalmente as pontas de prova que são fornecidas com seu VOM são especificadas para
atender as medidas que o VOM faz. Em geral são para 1000V (1kV). Se você tiver que substituir,
preste atenção a isolação.
A ponta de prova de cor preta, deve ser colocada no borne fêmea do VOM, marcado ─ COM e
a ponta de provas de cor vermelha vai no borne marcado +V Ω A.
Sempre conecte primeiro a ponta de prova preta (comum, terra) e depois coloque a outra ponta
vermelha, para fazer as medidas de voltagem e corrente, CA e CC.
A vezes, temos que fazer várias medidas em um circuito, todas elas em relação a um único
ponto comum ou terra do circuito. Neste caso facilita muito se você tiver uma ponta de provas com
uma garra tipo “jacaré num dos extremos da ponta de provas. Veja figura 13.
Figure 13 - Pontas de provas comum a esquerda e pontas de prova com garras tipo jacaré a direita.
Capitulo 4

Medindo com o VOM


Introdução

Agora, vamos trabalhar e fazer nossas primeiras medidas com o VOM.


Vamos medir tensão CA e CC, corrente CC, diodos, transistores, etc. para que você possa
repetir com o seu VOM.
Mais uma vez: Recorde-se de que as informações que aqui passo, são referentes ao VOM
Icel-Kaise, modelo SK-110. Tenha ao seu lado o Manual de Instruções do seu VOM, para ver os
pontos que possam ser diferentes.

Medições de voltagens CC

A TENSÃO É SEMPRE MEDIDA EM PARALELO COM A FONTE!


Como você deve ter estudado pelas figuras 10 e 11, você deve colocar o seletor de funções, na
posição de DCV. A tensão ser medida é de uma pilha comum, tipo AA, de tensão nominal de cerca
de 1,5V.
Pelo que vimos, a escala a ser escolhida deve ser sempre maior o que a tensão a ser medida.
Então, no nosso caso, a escala de 3V deve ser suficiente.
Olhando no painel de escalas do VOM, vemos que a escala que vamos usar para a leitura da
tensão da pilha é a escala marcada “DC – 0 a 30VDC”. Esta escala passa a ser então de 0 a 3VDC,
já que a chave seletora de escala está na posição de “3V”. Então, uma leitura de 15 nesta escala
significa um valor de 1,5.
Note que está escala também é usada para tesões CA. Note também que o nosso VOM não te
uma escala exclusiva de 1,5V, para a medição de pilhas. Veja figura 14.
NOTA: Todas fotos que mostram o ponteiro do VOM foram tiradas em um certo ângulo em
relação ao multímetro. Por este motivo, algumas vezes, o ponteiro não aparece exatamente no lugar
correto. Repita estas medições com seu VOM e confira.
Figure 14 - Escala a ser usada para medir a voltagem da pilha AA de 1,5V.

Pela figura 15, pode-se ver que a tensão medida é de 1,5V ou, para os mais perfeccionistas,
pode ser cerca de 1,53V.
Este valor é preciso para as nossas montagens e experiência do dia a dia. Para uso profissional
e laboratório, provavelmente precisaríamos de um multímetro digital de boa qualidade.
Figure 15 - Medição da voltagem de uma pilha comum, na escala de 3VDC (DC = CC).

Vamos medir agora a voltagem de uma bateria de tensão nominal de 9V, como ilustrado na
figura 16.
Note que agora usamos a escala de 12VDC, o que vai fazer a leitura cair numa área de boa
precisão (2/3 da escala). Pela figura16 pode-se ver a posição da chave seletora em 12VDC e a
leitura, o que daria 9,2V.
Cuidado com as estas medições, para não inverter a polaridade das pontas de prova pois pode
danificar o VOM.
Quando fazemos medições de voltagens em pilhas e baterias novas, é comum a tensão
apresentada ser um pouco maior do que a tensão nominal, pois a pilha ou bateria estará sem carga, ou
seja, não está alimentando nada!
Figure 16 - Medição de uma bateria de 9V, na escala de 12VDC. (DC = CC)

A seguir, vamos montar um pequeno circuito elétrico, com uma bateria de 6V (4 x 1,5V) e dois
resistores, para fazermos algumas medidas de voltagens CC.
Primeiramente, medido a tensão das 4 pilhas em série, sem carga. A figura 17 mostra este
resultado. Este resultado é praticamente 6V, ou para os mais “precisos”, pode ser 6,05V. Preste
atenção nas subdivisões da escala! A escala é a de 12VCC.
A seguir, montamos dois resistores de 100 Ω em série, numa Protoboard® e alimentamos estes
resistores com a tensão de 6V das pilhas. O resultado para a tensão medida em cada resistor (V2 e
V3) é igual, ou seja, 3V em cada resistor. Observe a figura 18.
Figure 17 - Medida da tensão das 4 pilhas de 1,5V (total = 6V), sem carga.

Figure 18 - Medição da queda de voltagem em dois resistores em série.

Medições de correntes CC

A CORRENTE É SEMPRE MEDIDA EM SÉRIE COM A FONTE!


Para a medição de corrente CC, vamos usar o mesmo circuito da figura 18. Usando-se a Lei de
Ohms, você pode ter uma boa ideia da corrente que vai circular pelos dois resistores, que é cerca de
0,03A ou 30mA.Se você não tiver certeza absoluta da ordem de valores, comece sempre pela maior
escala de correte CC.
No nosso caso, a capacidade máxima de corrente do SK-110 é de 600mACC. Comece por aí e
muito importante: Veja figura 19.
1. Nunca mude as escalas do WOM, sem retirar uma das pontas de prova (ponta de provas
cor Vermelha). Se você não fizer isto, poderá danificar seu VOM, que você logo vê pelo
fumacê que vai sair dele!
2. Ao medir corrente CC, cuidado com as polaridades onde você vai medir esta corrente.
Se as pontas forem invertidas, a deflexão do ponteiro será para a esquerda e também
poderá danificar seu VOM.
NOTA: Todas fotos que mostram o ponteiro do VOM foram tiradas com em certo ângulo em
relação ao multímetro. Por este motivo, algumas vezes, o ponteiro não aparece exatamente
no lugar correto. Repita estas medições com seu VOM e confira.

Figure 19 - Medida de corrente CC com o VOM.

Com relação a figura 19, note:


► Ao mudar a escala de corrente, retire uma das pontas de prova do circuito.
► A medida de corrente CC está sendo feita entre os resistores R1 e R2.
► Como você já sabe, em um circuito em série a medida de corrente pode ser feita em
qualquer lugar e é sempre a mesma.
► Observe que o seletor de funções está na escala de 60 DC.mA.
► O valor medido é de cerca de 30mACC, lidos na escala de 0 a 6, ou seja, de 0 a 60mA.
Veja figura 20.
Figure 20 - Valor medido para corrente CC = aprox. 30mA.

Figure 21Medição de corrente CC e circuito usado.

Medições de resistência

A RESISTÊNCIA É SEMPRE MEDIDA COM O CIRUITO


DESLIGADO!
O modelo do VOM, SK-110, mede resistência em quatro escalas: x1, x10, x100 e x1k ohms (x
= vezes).
Isto significa que o valor lida na escala de resistência (a primeira no topo), e multiplicado por
1, 10, 100 ou 1k, conforme o caso. Por exemplo, uma medida de 100 na escala de x1k, significa um
valor de 100kilohms (100kΩ).
O primeiro passo para a medida de resistência e ajustar o ponto do zero, na escala de
resistência. Para isto:
a. Coloque as pontas de prova em curto circuito
b. Ajuste o botão para que a leitura na escala de resistência seja igual a zero.
c. O ajuste é necessário, cada vez que você mudar as escalas de resistência.
Cuidados a serem tomados para medidas de resistências:
1. Nunca meça resistência em um circuito que está energizado. É perigoso para você e
para seu VOM.
2. Ao medir resistência, tenha certeza de que as pontas de prova estão funcionando bem e de
que o ponto em que você mede esteja limpo, sem oxidação e sem oleosidades.
3. Um ótimo contato mecânico entre o VOM, pontas de prova e o resistor é fundamental para
uma leitura precisa.
4. Ao medir o valor de um resistor, por exemplo, ligado a um circuito desenergizado, note que
você vai estar medindo o valor de outros componentes a ele ligado.
5. Se você precisa saber o valor exato de um determinado resistor em um circuito, é preciso
retirar do circuito pelo menos um dos terminais do mesmo.
6. Em potenciômetros e trimpots, a resistência é medida nos terminais dos extremos do
componente. Use pontas de prova com garras tipo jacaré nos extremos.
NOTA: Todas fotos que mostram o ponteiro do VOM foram tiradas de um certo ângulo em
relação ao multímetro. Por este motivo, algumas vezes, o ponteiro não aparece exatamente no lugar
correto. Repita estas medições com seu VOM e confira.
Veja algumas medições de resistência com o VOM, nas figuras a seguir.
Figure 22 - Ajuste do zero ohms. Copyright ©2016 Paulo Edson Mazzei.
Figure 23 - Leitura do valor de um resistor de 100 ohms, ± 5%.
Figure 24- Leitura do valor de um resistor de 1Megohm, ±5%.
Figura 25 Leitura do valor de um trimpot multivoltas de 10kilohms.

Medições de Voltagem Alternada

CUIDADO! VOCÊ AGORA VAI TRABALHAR COM TENSÕES QUE


PODEM SER PERIGOSAS!
Nosso VOM, mede tensão de CA até 1200V em 5 escalas: 12V, 30V, 120V, 300V e 1200V.
As medidas de voltagem CA que se seguem foram feitas usando a rede elétrica residencial de
127V. Entretanto, este valor de 127V é “nominal” e varia muito em função do local da rede de
energia, onde você está instalado. Por exemplo, eu moro em um local próximo a um
transformador/abaixador da rede de energia elétrica e a tensão que meço, com um multímetro digital
é de 127CA. Solicitei informações da empresa fornecedora, mas ela diz que se abaixa a tensão para
mim, no final da rede a situação fica critica...
Cuidados a serem tomados nas medições de voltagens CA:
1. Para conectar as pontas de prova, desligue o equipamento e depois religue-o para a leitura
da tensão.
2. Escolhas as escalas com sabedoria. Se não tive ordem da grandeza, comece sempre pela
escala mais alta, a de 1200VCA.
3. Para leituras em “equipamentos vivos” (ligados), tome cuidado para não colocar as mãos
nas partes metálicas das pontas de prova.
4. Se você for medir a tensão CA em sua residência, ela pode ter dois valores: ou 127V ou
220V. Se você não souber qual é, comece pela maior escala de VCA.
Veja nas figuras que se seguem, alguns exemplos de medições de voltagem CA.

Figure 25 - Medindo a tensão da rede elétrica domiciliar de 127VCA, na escala de 1200V.

Note que na figura 25, a escala está na posição de 1200VCA. Fazemos então a leitura na
escala de 0 a 1VCA, que passa a ser 0 a 1200VCA. O valor encontrado está em torno de 120VCA.
As medições de voltagem CA nos multímetros analógicos não são muito precisar devido ao
fato de CA ser convertida em CC, através de um retificador, sem tratamento nenhum do sinal. Isto já
não acontece nos multímetros digitais de boa qualidade.
Pode ser que nos VOM mais modernos, essas medições de CA tenham melhorado.
Figure 26 - Medindo a tensão da rede de energia elétrica domiciliar de 127V, na escala de 300V.

Já na figura 26, note que a precisão da medida melhorou, pois pudemos usar uma escala de
300V. O valor lido está em torno do valor de 105V.
Figure 27 - A mesma medição das figuras anteriores, porem usando a escala de 120V.

Na figura 27 é onde pode ser obtida a melhor precisão da leitura, em torno de 110VCA.
Agora, vamos ver como o VOM se comporta em baixas tensões de CA. O circuito montado a
seguir é mostrado na figura 28.

Com o uso de um pequeno transformador de força, abaixamos a tensão da rede para valores em
torno de 18VCA (medindo de 9V a 9V).
Os resultados alcançados estão nas figuras a seguir.
Figure 28 - Medidas de tensão CA usando um transformador abaixador.
Figure 29 - Medição da tensão CA dos dois enrolamentos do secundário do transformador (9V + 9V).

Como ilustrado na figura 29, na escala de 30VCA, pode-se ler uma tensão muito aproximada
de 18VCA. Não se esqueça do informado anteriormente: podem haver erros de paralaxe nesta
medida.
Capítulo 5
Usando o VOM para outras medidas e testes
Introdução

Além das medidas básicas de tensão CA/CC, corrente e resistência, os VOM permitem mais
alguns tipos de medidas, descritas a seguir.
Testes de continuidade

No nosso VOM, modelo SK-110, não existe uma escala apropriada para a verificação de
continuidade (aberto ou em curto) de um fio, um cabo, um fusível, etc.
Usa-se então uma escala baixa de resistência (Ω x1) para fazer a medida de continuidade. Siga
o procedimento:
1. Desconecte a alimentação do equipamento em que você vai medir a continuidade.
2. Coloque a chave seletora do seu VOM na posição de Ω x 1. Se o seu VOM tiver uma escala
especial para a medida de continuidade, com um buzzer (alerta sonoro), você verá o
símbolo da figura 30.

Figure 30 - VOM com escala especifica para medir continuidade, com buzzer.

3. Tenha certeza de que as pilhas e/ou bateria do seu VOM estão boas.
4. Coloque as pontas de prova nos extremos do que você vai medir a continuidade: fio, cabo,
fusível, pista de placa de circuito impresso, etc.
5. Se o componente que está sendo medido tiver continuidade, a leitura será próxima de zero
ohm e se estiver aberto a leitura será muito alta ou ∞.
6. No caso de VOM com escala de continuidade o alarme soará com resistências entre 0 ohm
e 50 ohms. (Depende do modelo, fabricante, etc. Veja o manual de instruções do seu VOM).

Teste de pilhas e baterias

O nosso multímetro SK-110, também não tem a escala apropriada para medir a voltagem de
pilhas de 1,5V e baterias de 9V. Neste caso, você deve usar as escalas apropriadas de volts CC,
lembrando-se que a tensão que você vai estar medindo é a tensão “em aberto” da bateria, ou seja,
sem carga.
Nos VOM mais modernos você vai encontrar estas escalas. Veja figura 31.

Figure 31 - Escalas especificas para o teste de pilhas e baterias.

Nas medidas de pilhas e baterias com o VOM como mostrado na figura 31, é preciso tomar
certos cuidados:
□ Aplique as pontas de prova aos terminais positivo e negativo das pilhas e/ou baterias,
observando a polaridade.
□ Caso a leitura do ponteiro fique dentro da escala marcada “BAD”, em vermelho, a pilha e/ou
bateria não está boa. Deverá ser substituída.
□ Caso a leitura do ponteiro fique dentro da escala marcada “GOOD”, em verde, a pilha e/ou
bateria está boa.
□ É importante observar que durantes estes testes de pilhas e baterias, o VOM “puxa” uma
certa corrente das mesmas, para poder efetuar a leitura. Para pilhas de 1,5V esta corrente está em
torno de 10mA e para baterias de 9V está corrente estará em torno de 120mA, dependendo do
modelo do VOM. Verifique no manual de instruções do seu. Se você demorar muito para fazer o teste
ou deixar ela em teste, a pilha ou bateria vai perder um pouco de sua carga!

Teste de diodos semicondutores usando resistência


Nosso SK-110, para variar, também não tem à medida que permite testar diodos. Isto deve ser
feito, colocando-se a chave seletora na escala de “x 1”.
Pô! Você deve estar pensando, este modelo não tem nada!! Sim, eu concordo parcialmente, mas
com um pouco de criatividade e conhecimento você poderá usar um modelo como este para muitas
coisas!
Note que a medida de diodos semicondutores e LEDs, indica somente se o mesmo estão bons
ou pifados: não dá os parâmetros de desempenho dos mesmos. Muitas falhas de diodos derretem
(fundem ou abrem) a junção PN do mesmo e então fica fácil para um VOM verificar isto.
Basicamente o teste consistem em verificar a resistência da junção do diodo em ambos os
sentidos. Na condução direta a resistência deve ser baixa e na condução reversa a resistência deve
ser alta, para um diodo em boas condições.

Informação: Os circuitos internos do VOM trabalham de maneira


que sua ponta de provas vermelha (positiva, +) seja na realidade
“negativa”. O seja, para os testes de diodos, LEDs e transistores, as
pontas de prova “aparecem” como tendo polaridade invertida. Veja a
figura 32.
Quando você medir voltagem ou corrente CC, use as polaridades
corretas: Preto = negativo, comum, -. Vermelho = positivo,
+.
Coloque as pontas de prova em curto e ajuste corretamente o zero ohm. Em seguida, coloque
as pontas de prova nos terminais do diodo ou do LED.
Figure 32 - Teste de diodo de silício.

Os símbolos impressos no VOM, para a medida de diodo podem ser como:


● Diodos semicondutores:
1. Ajuste o zero da escala de ohms e coloque a chave seletora de resistência em “ x 1 “.
2. Coloque as pontas de prova como mostrado na figura 32. Primeiro, a ponta de prova
vermelha vai no cátodo do diodo. Você deve obter uma leitura de alguns ohms, sinal de que o diodo
está conduzindo.
3. Inverta as pontas de prova (preta no cátodo) e você deve obter uma leitura muito alta ou
infinito ∞.
4. No caso de teste de diodos de germânio, as leituras vão ser um pouco diferentes devido à
resistência da junção PN. Isto é mostrado na figura 33.

Figure 33 - Teste de um diodo de germânio.

Teste de diodos semicondutores usando escalas do VOM

Os diodos semicondutores também podem ser medidos com o VOM SK-110, usando-se para
isto as escalas em verde, logo abaixo da escala de hFE como mostrado na figura 34.
Nesta escala, você pode ver a indicação “DIODE” e as escalas de IR e de VF. IR = Corrente
reversa e VF = Voltagem direta.
Leia os valores e lembre-se que o VF é menor para diodos de Ge.

Teste de LED

Os LEDs podem ser testados como diodos semicondutores.


Basta seguir o mesmo procedimento descrito para os diodos. Quando o LED estiver bom, ele
vai se acender e quando a polaridade das pontas de prova for invertida, ele vai se apagar.
Figure 34 - Teste de LEDs. Observe os valores de resistência.

Teste de transistores PNP/NPN (bipolares)

Usando o mesmo procedimento descrito no teste de diodos, podemos usar o VOM para testes
de transistores. Para efeito deste teste, o transistor pode ser considerado como dois diodos, montados
ânodo com ânodo. Veja figura 35.

Figure 35 - Equivalência de um transistor NPN, bipolar, com um par de diodos, para efeito de testes.

Transistores dos tipos FET, UJT, etc., precisam de testes mais complicados e precisos, sendo
difíceis de testar com o VOM.
Figure 36 - Teste de um transistor, medindo-se ambas junções, direto e reverso. Para os deligados: para os” desligados”, o
VOM é um só.... Para transistores PNP, faça o mesmo procedimento, mas com leituras inversas.

Fazendo-se as medidas conforme indicadas na figura 36, é possível medir uma junção de cada
vez, vendo se a mesma se comporta como um diodo funcionando bem. Veja também a figura 37.
Figure 37 - Como conectar e inverter as pontas de prova para testes de transistor.

Ainda mais, é aconselhável fazer uma última medida, entre coletor e emissor. O resultado é
uma resistência alta, em ambas as direções, se o transistor estiver bom.
Com o seu VOM, ainda é possível identificar se um transistor é NPN ou PNP, fazendo-se
medidas de resistência entre os terminais.
Ø Coloque a escala de ohms do seu VOM em 1xΩ.
Ø Meça a resistência entre emissor e base e base coletor.
Ø A ponta de provas preta do VOM é conectada a base e a ponta de prova vermelha é usada
para medir a resistência entre base/emissor e base/coletor.
Ø Se a leitura for de baixa resistência (ampla deflexão do ponteiro) o transistor é tipo NPN.
Ø Coloque agora a ponta de provas vermelha a base e meça resistência entre base/coletor e
base/emissor.
Ø Se a leitura for de baixa resistência (ampla deflexão do ponteiro) o transistor é tipo PNP.
Medindo o hFE de transistores

O hFE de transistores pode ser medido com o SK-110 e provavelmente com o VOM que você
tem ou for comprar. Dificilmente eu uso esta medida pois sempre consulto o fabricante ou um
databook para saber estas características de um transistor.
Entretanto, se for usar um transistor retirado do rádio antigo do vovô e você quer montar um
satélite de comunicações, é interessante saber o hFE deste semicondutor...!
A figura 38 ilustra as escalas do VOM que são usadas para medir o hFE de um transistor.
Figure 38. - Escalas de h FE para medida de um transistor.

O hFE é medido com a chave seletora na escala de Ω x 10(resistência) e usando-se um


resistor de 10kΩ entre a base e o coletor, como mostrado na figura 34.

Figure 39 - Pequeno circuito a ser montado para ler o h FE de um transistor NPN e PNP. Note que o valor do resistor da figura
pode mudar conforme o modelo do seu VOM. Consulte-o.

A seguir, leia o valor do hFE na escala apropriada de cor verde. Note que a escala superior e
para medidas de hFE de transistores de Si e a escala inferior para medidas de hFE de transistores de
Ge.
Na realidade, este valor lido de hFE é Ic/Ib (hFE = Ic/Ib) como mostrado na própria escala do
VOM, em verde, a direita. O hFE é o fator de amplificação CC do transistor.

Medições de decibéis - dB

Cuidado: Ao medir decibéis dB, você na realidade estará medindo


voltagens de CA. Estas voltagens podem atingir valores perigosos!
Para sua segurança, desligue o circuito a ser medido, conecte as
pontas de prova e depois religue o circuito. Use somente circuito de
baixa tensão.
As medidas de dB são feitas usando-se os mesmos procedimentos para as medidas de
voltagens CA.
■ A ponta de provas preta deve ser conectada ao comum ou terra do circuito a ser medido.
Note que as medidas de dB devem ser feitas em paralelo com o circuito que está sendo medido.
■ Selecione a escala de Volts CA, para conseguir uma leitura precisa. Não troque de escalas
com as pontas de prova conectadas ao VOM!!
■ Leia o resultado da medida na escala vermelha de dB, mostrada na figura 40. Note que no
lado direito da escala de dB, tem uma tabela “VOLT RANGE / ADD dB”.

Figure 40 - Medições de decibéis.

■ Exemplo de uma medida de dB:


a. Leia os dB na escala de dB em vermelho, com a chave seletora na posição de 6VCA.
b. Vamos supor que o valor obtido seja 15dB.
c. Adicione o valor da tabela a direita a este valor lido. Pela tabela temos que para a posição
de 6VCA, deve ser adicionado 0dB. Temos então 15dB + 0dB = 15dB.
■ Se você tivesse lido este valor na escala de 30VCA, você deveria adicionar +14dB a leitura
feita.
Observações:
1. Leia com atenção o procedimento usado para medir dB em seu VOM. Ele costuma mudar de
fabricante para fabricante do VOM.
2. Cada fabricante especifica as condições em que são feitas as medidas de dB. Consulte o
manual de instruções do seu VOM.
3. Normalmente são usados como estas especificações:
► 0db é relacionado com um consumo de 1mW (0,7746 para CA).
► A impedância do circuito deve ser de 600Ω.
4. Se os dB do circuito a ser medido têm uma impedância diferente de 600Ω, use a seguinte
formula:
X = Y + log 600/Z
Onde: X = decibéis a serem encontrados
Y = Leitura atual de dB na escala do VOM.
Z = Impedância de entrada em ohms do dispositivo que está sendo medido.

Usando o VOM no lar

O seu VOM, por mais simples que ele seja, tem inúmeras aplicações no seu lar. Damos a
seguir algumas dicas e outras você vai descobrindo outras.
a. Medir a tensão alternada em tomadas, para verificar se estão funcionando.
b. Medir a tensão CC da bateria do seu carro.
c. Medir a tensão CC de pilhas e baterias usadas em seus aparelhos portáteis.
d. Medir a tensão de saída de pequenas fontes de alimentação dos nossos smartphones,
tabletes, barbeadores, etc.
e. Verificar a continuidade de fios, cabos de áudio, TV, antena, extensões, fusíveis, etc.
f. Outras.
Capitulo 6

Manutenção do VOM

Introdução

Um VOM de boa qualidade, quando bem cuidado e usado corretamente, dura uma vida
inteira!
O pessoal mais “sazonado”, que trabalha na área de reparos de aparelhos eletrônicos, ainda
usa ou guarda com carinho um VOM, da época em que eles eram fabricados nos Estado Unidos,
Alemanha, França e Inglaterra. Mesmo posteriormente a esta época, surgiram ótimos VOM feitos no
Japão.
Hoje, a grande maioria dos VOM vendidos pelo mundo afora, são de “origem geográfica
desconhecida”. Um fabricante nesta “origem”, faz um modelo de VOM que são “nacionalizados” em
outros países, com marcas próprias. Na realidade é uma maquiagem e se você olhar bem o formato
físico, layout dos controles e as especificações você vai ver que cada “fabricante” (fornecedor),
somente aplicou alguns cosméticos diferentes no painel do instrumento.

Manutenção do seu VOM

a. Nunca o submeta a pancadas ou quedas. Dê preferência a multímetros que tenham um


sistema chamado de “taut band”, que protege o galvanômetro em caso de pancadas. Isso, se
você ainda achar no mercado...
b. Não molhe o VOM e proteja-o de alta umidade.
c. Proteja-o de poeira e ambientes agressivos.
d. Nunca use seu VOM com as pontas de prova danificadas.
e. Evite usar seu VOM em ambientes que tenham altos níveis de campos eletromagnéticos. O
galvanômetro pode ficar “louco”,,,
f. Se o VOM for ficar parado por algum tempo, removas as pilhas e a bateria. Veja no manual
de instruções como fazer isto. Para armazenar, coloque-o numa caixa com saquinhos de
sílica gel para retirar a umidade.
g. Use sempre baterias de boa qualidade, alcalinas.
h. Para limpar a superfície externa do multímetro, somente um pano macio, levemente
umedecido. Nunca use produtos químicos para esta limpeza.
i. Se você notar comportamento fora do normal, nas leituras do seu VOM, leve-o ao Serviço
Autorizado do fabricante (se tiver) ou envie-o a uma oficina especializada em reparos de
instrumentos de medidas. Pergunte ao Prof. Google.
j. Não tente reparar um VOM danificado, a menos que você tenha um bom conhecimento de
eletrônica e tenha instrumentos para medir resistores de valor estranho como 0,637Ω!
Mesmo que você possa medi-lo, você sabe como construí-lo? Não vai achar no mercado! É
um trabalho artesanal!
Capítulo 7
O multímetro Digital - DMM
Introdução

O multímetro digital ou comumente chamado “DMM” (do inglês Digital Multi Meter), é um
dos mais uteis instrumentos para o técnico ou engenheiro eletrônico ou mesmo para aqueles que tem a
eletrônica como hobby e montam pequenos aparelhos eletrônicos.
Os DMM nos seus modelos básicos e de baixo custo, são capazes de medir tensões de CA e
CC, correntes de CC e CA, resistência e mais algumas “coisinhas”.
O que é um DMM?

Basicamente o DMM também é uma “caixa preta”, constituída de diversos circuitos


eletrônicos, que convertem a grandeza a ser medida (volts, ohms, amperes, etc.) em uma leitura num
display de LCD.
Os DMM como os VOM, são constituídos de três partes principais:
d. O display (ou medidor digital);
e. A chave seletora de funções/escalas e
f. Os terminais das pontas de prova (entradas). Muitos DMM têm ainda um terceiro terminal
de entrada (ou mais), para a medição de correntes até 10A ou 20A. Normalmente estas
entradas são protegidas por fusíveis, devido à alta intensidade de corrente.
O DMM é um dos instrumentos que não pode faltar na bancada de trabalho e hoje em dia é
possível encontrar DMM desde cerca de R$25,00 (dez/2015) até centenas de R$.
Com o DMM é possível fazer uma porção de medidas em circuitos e componentes. Nos
modelos médios e mais avançados, uma porção de outras grandezas podem ser medidas, como
frequência, temperatura, capacitância, teste de transistores e diodos, continuidade, etc.
Para o nível deste eBooks, não nos interessa saber como é feita esta conversão pois iria
requerer o uso de eletrônica avançada. Entretanto, através de um diagrama de blocos, podemos
analisar, de uma maneira simplificada, qual é o funcionamento de um DMM bastante básico. Veja
figura 41.
Figura 41 -Diagramas em blocos simplificado de um DMM.

Por exemplo, quando vamos medir uma tensão de CA, ocorre o seguinte:
3. O bloco “Divisor de tensão”, abaixa está tensão a um valor bem próximo de 0,999V,
para qualquer valor medido.
4. Esta tensão de “0,999V”, pode variar dependendo dos circuitos eletrônicos do DMM.
Pode ser 1,999V, 3,999V, etc.
5. A seguir, se a tensão for CA passa por um Conversor CA-CC, que, como o nome já diz,
fornece uma tensão CC na sua saída. Note que até aqui o sinal é analógico e não digital.
6. Esta tensão CC é aplicada no Conversor Analógico-Digital que produz na sua saída um
sinal digital.
7. Este sinal digital é aplicado no driver do display LCD, que por sua vez, exibe uma
leitura correspondente ao valor da tensão de CA que está sendo medida.
8. No caso de medida de corrente, a corrente que está sendo medida circula por um shunt
que provoca uma queda de tensão de 0,999V. Esta queda de tensão passa pelo conversor
CA-CC (se for corrente de CA)
9. A seguir, segue o mesmo caminho descrito no item 4 e 5, acima.
10. Para medidas de resistência existe um sistema Conversor Ohms/CC. Qualquer que seja
o valor de resistência que está sendo medida, a saída deste conversor é sempre 0,999V.
A seguir, segue o mesmo caminho descrito no item 4 e 5, acima.
11. O ponto importante é: qualquer que seja a grandeza (volts, ohms ou ampères), e o tipo
de corrente (CA ou CC), é muito importante ter na entrada do Conversor Analógico-
Digital, uma tensão de 0,999V, para o circuito em análise. Podem ser valores diferentes
para outros circuitos de DMM.
12. Se você for um amador e quiser montar um DMM simples, veja no meu eBook
“Montagens eletrônicas para quem não é técnico”, volume 5, na Amazon BR. Mas...
vai sair mais barato comprar um de R$25,00!!
DMM mais elaborados podem ter também uma escala automática, chamada “Auto Ranging”.
Ou seja, você não precisa escolher qual é a faixa de tensão a ser medida. Por exemplo, para medir
127VCA, basta colocar a chave rotativa principal do DMM, na posição “VCA”.
Outro “cosmético” que um DMM pode ter é a “Auto Polaridade’, ou seja, ao medir CC, você
não precisa colocar as pontas de prova nas polaridades corretas. O display vai indicar o que ocorre.
Capitulo 8

Como escolher um DMM que seja sua “alma gêmea”


Introdução

Quase todo técnico, engenheiro e amador de eletrônica, tem um multímetro digital. Ele é uma
ferramenta valiosíssima para que reparar aparelhos eletrônicos, para quem constrói protótipos em
laboratório e também para o amador que monta pequenos circuitos de revistas, livros e Internet.
Analisando as necessidades

Se você ainda não tem um, tem algumas especificações que você deve prestar atenção ao
escolher seu DMM que será sua “alma gêmea” no dia a dia. Ao passar por uma loja que vende
aparelhos de medidas eletrônicas ou mesmo em sites na Internet, você vai achar uma porção de
marcas, modelos, cores, etc. Muitos são de procedência geográfica desconhecida. Outros serão
conhecidos com as marcas “produzidas” no Brasil e por fim, tem os DMM de laboratório, geralmente
produzidos nos USA ou na Europa. Veja figura 2.

Figure 42 - Modelos de multímetros normalmente disponíveis nas lojas.

Na figura 42, temos:


(d) Multímetro simples, mais barato da linha, mas já tem alguns recursos, desde que não seja
usado em laboratórios. Indicado para o amador ou uso em hobby.
(e) Multímetro médio, mais caro do que o modelo (a), já tem uma porção de escalas a mais.
Fabricado no Brasil, pela Minipa®. Veja os modelos e preços disponíveis no site.
Indicado para o técnico de manutenção profissional.
(f) Multímetro de alto desempenho, para uso em laboratório e bancada de trabalho, com Auto
Ranging. Produzido pela Fluke®. Indicados para uso em laboratório.
Primeiro passo: o que você vai medir?
□ Tensão □ Frequência
□ Corrente □ Capacitância
□ Resistência □ True RMS
□ CC e CA □ Continuidade
□ Corrente até 10A ou 20A, CC/CA □ Medida de diodos semicondutores
□ Medida de transistores □ Temperatura
Segundo passo: Portabilidade?
□ Portátil □ Bancada
Terceiro passo: Uso?
□ Laboratório □ Manutenção profissional
□ Amador (hobby) □ Outros
Faixa de Preço: Quanto você pretende gastar?
□ Até R$100,00 □ Até R$500,00
□ Até R$1.000,00 □ Acima de R$1.000,00

Veja na figura 43, um multímetro digital, com suas características técnicas. Estes DMM são
fabricados pelo Minipa. Outros fornecedores de DMM que você pode achar e verificar as
características são: ICEL® e a Fluke®.
Figure 43 - Multímetro digital e suas características. Veja o site do fabricante para mais informações. Minipa

A figura 44 ilustra um DMM com sua imagem ampliada, sendo que este modelo é o que vamos
usar para nossas informações, testes e medidas: o Minipa modelo ET-2075A.
Figure 44- Multímetro Digital Minipa® modelo ET-2075A.

O display de LCD é mostrado na figura 45. Esta figura mostra todos os caracteres que podem
aparecer no display. Para cada função e escala você vai do display somente os caracteres
necessários.

Figure 45 - Display de LCD do DMM Minipa.

A figura 46, mostra uma descrição sucinta do DMM em discussão. Este desenho foi retirado
do Manual de Instruções da Minipa®.

Observações sobre os VOM

a. Alimentação do DMM: Os circuitos eletrônicos do DMM são geralmente alimentados por


baterias de 9V. Alguns podem usar pilhas de 1,5V, tipo AA.
Note que você deve usar sempre baterias de 9V, do tipo alcalina. Fique de olho na vida das
mesmas para evitar vazamento e corrosão dos terminais. As baterias de 9V, no país, chegam
a ter preços exorbitantes. Minha experiência: há pouco tempo atrás adquiri um pequeno
DMM e custou R$21,90. Consultando a Internet, vi que uma bateria de 9V, alcalina e de boa
procedência, chegava a custar R$23,00!! Mais cara do que o próprio DMM!!
b. Precisão do DMM: Os VOM têm uma precisão menor dos que os DMM. Verifique qual a
sua aplicação.
c. Robustez: Quando comparado com os DMM, os VOM são mais frágeis devido ao
galvanômetro usado nestes aparelhos. Note que não significa que você pode derrubar no
chão seu DMM, sem problemas.... Você vai ter menos chance de danificar o seu DMM e se
precisar trocar o display LCD é muito mais barato do que galvanômetro de fundo de escala
de 50µA!

Figure 46 - Descrição sucinta dos bornes, controles, funções, etc. do DMM.

d Segurança: Veja na figura 47, a interpretação dos símbolos de elétricos internacionais,


usados neste DMM.
Figure 47 - Símbolos Elétricos Internacionais. Copyright©Minipa.

Os símbolos de segurança do DMM Minipa, são ilustrados na figura 48.

Figure 48 - Símbolos de segurança usados no DMM Minipa.

Especificações básicas de um DMM

As especificações dadas a seguir, para o DMM Minipa, são a título de ilustração do que você
vai encontrar no anúncio de venda ou no site do fabricante. Tais especificações vão ajudá-lo a
selecionar o tipo certo de DMM para você.

Figure 49 –Medição de tensão CC: Faixas de 40mV a 1000V.


Figure 50 – Medição de tensão CA: Faixas de 40mV a 750V.

Figure 51 – Medição de Corrente CC: Faixas de 400µA a 20A.

Figure 52 – Medição de Corrente CA: Faixas de 400µA a 20A.

Figure 53 – Medição de resistência: faixas de 400Ω a 40MΩ.


Figure 54 – Medição de capacitância: Faixas de 40nF a 200µF.

Figure 55 – Medição de temperatura (com termopar): Faixas de -40º C a 1000º C.

Figure 56 – Teste de diodos e de continuidade.

Figure 57 – Teste de diodos e continuidade.

► Escalas (automáticas ou não): Valores máximos que o DMM pode medir, em cada escala
selecionada pela chave seletora do DMM.
► Precisão: Indica o quanto pode haver de diferença entre a medida real e medida efetuada
pelo DMM. Por exemplo, se você medir uma tensão CC de 5V, em um DMM que tenha uma precisão
de ±0,5%, isto indica que você tem uma pequena incerteza de 0,05V, ou seja, apenas 50mV! Isto está
ótimo para a maioria das medidas.
Esta precisão, no caso de CA, é dada na frequência da rede elétrica de 60Hz. Veja figura 58.
No caso do DMM Minipa usado, a precisão para tensões CC é dada pelo fabricante como ±
(0,5% + 4D). Isto significa que a leitura obtida pode variar mais ou menos 0,5% do valor lido, mais
4 contagens do último digito significativo. Vamos usar para os exemplos abaixo, uma fonte de tensão
CC, de precisão, que pode fornecer exatamente a tensão CC de 1,200V.
Exemplos: Um DDM de 3 3/4 dígitos está conectado a uma fonte de referência de precisão,
descrita acima.
1. Como o DMM tem 3 3/4 dígitos, a voltagem real lida seria de 1,200V (1,2V).
2. Como a precisão do DMM, de acordo com o manual, é de ± (0,5% + 4D), como devemos
interpretar esta medida?
3. Na escala de 400VCC do DMM (use RANGE), o display LCD mostra 0001.
4. A porcentagem da leitura (dos 1,200V) é de (1,200) (0,5) /100 = 0,006V! Esta medida nem
pode ser lida pelo DMM porque não tem mais dígitos no display para mostrar, de tão
pequena que é = 6mV!
5. Entretanto, com levamos em consideração os “4D”, leve em consideração que o último
digito do display pode variar de ± 4 dígitos.
6. Então, o DMM pode exibir 1,200 ±) ± 4D. Ou seja, uma faixa de resultados de 0,8V a 1,6V
que é um erro muito grande!! Exageradamente grande!
7. Agora, pressione o botão RANGE, para mudar a escala para 40VCC, o display mostra
001,2, o que melhorou muito a precisão da leitura do DMM.
8. A precisão total pode ser calculada como ± (1,200) (0,5) /100 + 0,04= 0.036V (36mV).
9. Nestas condições, o DMM pode exibir 1,200 ±) ± 4D. Ou seja, uma faixa de resultados de
1,16V a 1,23V. Note que houve uma grande melhora na leitura e um erro muito menor! Mas,
para algumas medidas esta precisão ainda não é suficiente.
10. Por fim, ajuste a escala do DMM para a leitura na faixa de 4V. Use o botão RANGE
novamente. O display do DMM mostra 0,012 para a leitura da tensão da fonte de precisão, o
que melhorou mais ainda!
11. Novamente a precisão total pode ser calculada como ± (1,200) (0,5) /100 + 0,04= 0.003V
= (3mV).
12. Agora, o DMM pode exibir uma faixa de resultados de 1,197V a 1,203V que é um erro
praticamente desprezível, próprio para a grande maioria das medidas, mesmo de
laboratório!!
13. Resumindo:

Escala Leitura no Precisão da Leituras na


medida % escala dentro
VCC Display (aprox.) de
400 0001 25% 0,8 a 1,6V
40 001,2 3% 1,16 a 1,23V
4 0,012 0,75% 1,197 a 1,203V

14. LIÇÃO APRENDIDA: Sempre selecione a menor escala do DMM que proporcione
uma leitura de precisão, antes que ocorra o over range do display.
► Sensibilidade: Quando nós medimos voltagem, a impedância de entrada do multímetro deve
ser a maior possível, quando comparada com a impedância do circuito que está sendo medido.
Quando isto não acontece os parâmetros do circuito podem mudar e fornecer leituras imprecisas de
voltagem no DMM.
A sensibilidade ou impedância de entrada do DMM em questão é:
a. Medidas de tensão CC em torno de 10MΩ/V para as faixas de tensão de 400mV e de
40MΩ nas outras faixas.
b. Medidas de tensão CA em torno de 10MΩ/V para as todas faixas de tensão.
É muito importante não confundir sensibilidade com resolução de um medidor. Resolução é a
menor parte da escala que pode ser exibida e depende da escala usada.
► Grau de poluição: O grau de poluição (quando indicado), refere-se ao ambiente em que o
DMM pode trabalhar. Refere-se a poluição seca e condensação que existem em um ambiente onde o
DMM vai ser usado. Grau de poluição 2 indica que o equipamento pode trabalhar em laboratórios,
unidades de teste, escritórios e salas limpas.
► CAT II: A classificação de Categoria é usa para classificar um instrumento de medida em
relação a sua habilidade em resistir a um pico de voltagem aplicado através de um resistor. Quanto
mais altas a categoria (CAT III e CAT IV), menor o risco de que picos de ata tensão possam causar
danos ao equipamento e ao operador.
CAT II refere-se especificamente as tensões das redes de distribuição de energia elétrica que
podem ser de 127 e 220VCA. É usada para equipamentos domésticos, ferramentas elétricas portáteis
e similares.
► RMS: O equivalente do valor médio de uma CA que fornece a mesma potência a uma carga,
que uma CC, no mesmo circuito é chamada de “valor efetivo”.
Este Valor efetivo CA é chamado “RMS”, do inglês Root Mean-Square. O valor RMS de uma
pura (forma de onda senoidal pura) corrente alternada é igual a:
Valor RMS = 0,707 x Vmax
A maioria dos multímetros VOM e DMM, na realidade medem os valores RMS de corrente CA
e voltagem CA, a não ser que seja informado o contrário. Veja no manual do seu VOM ou DMM. O
RMS é o valor efetivo e o Vmax também é chamado de valor de pico da CA. Veja figura 58

Figure 58 - Formas de onda tensão CA e CC e valores.

► Resolução: O multímetro Minipa que estamos usando para nossos exemplos e medidas, é
chamada do “DMM de 3 ¾ dígitos”. Isto significa que o primeiro digito do display pode ser 0, 1, 2 e
3. Por isso o digito 3 é chamado de “3 ¾”. Estes multímetros digitais também são chamados de
“DMM de 4000 contagens”. Na realidade o display de 3 ¾ dígitos exibe de 0 a 3999.
Este número de contagens, depende das contagens do conversor A/D (analógico/digital),
durante uma conversão completa. Outros fatores também influenciam como precisão dos
componentes, estabilidade, nível de ruído, etc.
Por exemplo, a resolução teórica de um DMM com 4000 contagens, com um display de 3 ¾
dígitos é (1/4000) (100%) = 0,025. Entretanto, uma resolução pratica também leva em consideração
o número das contagens menos significativas. O mesmo que vimos no caso da precisão.
Quanto maior o número de contagens do conversor A/D, maior a resolução e maior o preço do
DMM!
► Auto Power Off: Função do DMM que o desliga automaticamente depois de ± 5 minutos,
tocando a buzina por 5 vezes antes de efetuar o desligamento. Depois disto o DMM entra no modo de
repouso e para “acordá-lo”, basta pressionar qualquer tecla. Consulte o Manual de Instruções do seu
DMM.
► Modo Hold: A função HOLD, na tecla do mesmo nome, permite “segurar” uma leitura no
display do DMM. Por exemplo, se você tem uma série de medidas instáveis no LCD e deseja saber
um valor, aperte a tecla HOLD e uma medida estabiliza na tela. Para liberar o Hold, aperte
novamente a tecla.
► Modo Relativo – REL: O modo relativo (tecla REL) permite com que você faça medidas
com seu DMM, relativa a um certo valor anteriormente armazenado no DMM. Uma voltagem
corrente, etc. de referência pode ser armazenada e outras medidas feitas em comparação com este
valor armazenado.
O valor mostrado no display LCD vai ser a diferença entre o valor armazenado (referência) e o
valor medido posteriormente.
Para usar:
a. Faça a sua medida do modo habitual.
b. Aperte a tecla REL. “REL” vai aparecer no display
c. O display ira indicar a diferença entre a medida armazenada e a última lida.
d. Para sair do REL, aperte esta tecla mais uma vez.
► Indicação de sobre faixa: quando valor máximo da escala for ultrapassado é feita uma
indicação de “sobre faixa” e o display de LCD indica “OL”.
► Indicador de bateria fraca: Quando as pilhas do DMM perdem a carga, é preciso substituí-
las por pilhas novas, alcalinas, de boa qualidade. Quando isto ocorre, o display de LCD mostra o
símbolo de bateria fraca .
► Barra Gráfica: A barra gráfica do DMM Minipa tem 41 segmentos. É uma barra horizontal,
na parte inferior do display e ela indica visualmente uma variação analógica da medida digital que
está sendo feita. Esta medida da Barra Gráfica, varia muito mais rápido do que a medida digital que
está sendo feita. Em casos onde a grandeza medida varia, a barra gráfica mostra estas variações que
as vezes são difíceis para o display digital mostrar. Veja figura 59.
Figure 59 - Barra Gráfica no display.

MAX/MIN: A função “MAX/MIN”, acionada pela tecla redonda, de cor amarela (lado
esquerdo) permite fazer o registro dos valores máximo e mínimo da grandeza que está sendo medida.
Para alternar estes valores, é preciso pressionar sequencialmente esta tecla para ler os valores
medidos, máximos e mínimos. Para sai do MAX/MIN, mantenha a tecla apertada por mais de 2
segundos.
Nesta função, o DMM captura e armazena temporariamente os níveis de sinal máximo e
mínimo. Esta função permite detectar uma porção de anomalias no sinal que está sendo medido.
Flutuações inesperadas do sinal que está sendo medido, é uma das aplicações da função MAX/MIN.
► Outras especificações: As outras especificações falam por si: temperatura de operação,
umidade relativa, alimentação, dimensões e peso. No caso da alimentação do DMM, recorde-se do
que foi falado em relação ao custo das baterias de 9V no Brasil. Não use porcarias.
Funções Disponíveis x Medidas
Figure 60 - Funções disponíveis no DMM x Medidas. Copyright©Minipa.
Capítulo 9
Preparando o DMM para medidas de tensão CC/CA, corrente,
resistência e outras
Introdução

Neste capítulo vamos preparar o DMM para você fazer algumas medidas básicas. Ao mesmo
tempo, vamos passar para você mais dicas, cuidados, técnicas de uso, etc.
Segurança

1.Pilhas e baterias:
- Coopere com a mãe natureza: leva suas pilhas e baterias para lugar de descarte
apropriado.
- Use somente pilhas e baterias novas. Dê preferência as alcalinas e de origem
conhecida.
- Não misture pilhas e baterias novas com pilhas e baterias usadas. Por exemplo, pilha
comum com pilha alcalina ou recarregável.
- Se você não vai usar o seu multímetro por um mês ou mais, retire as pilhas e baterias.
2. Manual de instruções do DMM:
- Leia todo manual de instruções do seu DMM, ANTES de você começar a usá-lo. Leia
com atenção os requisitos de segurança.
- Localize todas chaves, terminais, botões, parafusos de ajustes, etc., de acordo com o
modelo do seu DMM.
- Guarde-o para futuras referências.
3. Instalar Pilhas e baterias:
Instale as pilhas ou pilhas e/ou baterias, conforme o seu DMM. Veja o Manual de
Instruções. Veja figura 59.
Figure 61 - Localização das pilhas AAA de 1,5V.

4. Informação:
Vou usar como referência o meu DMM da marca “Minipa”, modelo ET-2075A.
Assim sendo, todas as fotos e desenho vão se basear neste DMM.
Na realidade o DMM é muito parecido com dezenas de outros DMM e se aparecer
qualquer dúvida, consulte o manual de instruções do seu multímetro digital. Veja figura
46.

Antes de começar a medir

O DMM, não tem ajustes de zero para nenhuma escala. Isto é feito em fábrica.

• Todo DMM vem com um Manual de Instruções. Leia-o ante de usar. Não vá enfiando as
pontas de prove em qualquer tomada que você achar pela frente. O Manual de Instruções é aquele
folheto que vem junto com o DMM. Como? Você jogou fora?
• Ao terminar suas medidas, desligue o DMM na posição da chave seletor marcada “OFF” na
figura 46.
Conectando as pontas de provas

Normalmente as pontas de prova que são fornecidas com seu DMM são especificadas para
atender as medidas que o DMM faz. Em geral são para 1000V (1kV). Se você tiver que substituir,
preste atenção a isolação.
A ponta de prova de cor preta, deve ser colocada no borne fêmea do DMM, marcado COM e a
ponta de provas de cor vermelha vai no borne marcado +V Ω Hz.
Sempre conecte primeiro a ponta de prova preta (comum, terra) e depois coloque a outra ponta
vermelha, para fazer as medidas de voltagem e corrente, CA e CC.
A vezes, temos que fazer várias medidas em um circuito, todas elas em relação a um único
ponto comum ou terra do circuito. Neste caso facilita muito se você tiver uma ponta de provas com
uma garra tipo “jacaré num dos extremos da ponta de provas. Veja figura 62

Figure 62 - Pontas de provas comum a esquerda e pontas de prova com garras tipo jacaré a direita.

Capitulo 10

Medindo com o DMM


Introdução

Agora, vamos trabalhar e fazer nossas primeiras medidas com o DMM.


Vamos medir tensão CA e CC, corrente CC e CA, diodos, capacitâncias, etc. para que você
possa repetir com o seu DMM.
Mais uma vez: Recorde-se de que as informações que aqui passo, são referentes ao DMM
Minipa, modelo ET-2075A. Tenha ao seu lado o Manual de Instruções do seu DMM, para ver os
pontos que possam ser diferentes.
Medições de voltagens CC

A TENSÃO É SEMPRE MEDIDA EM PARALELO COM A FONTE!


Como você deve ter estudado pela figura 44, você deve colocar o seletor de funções, na
posição de V CC. A tensão ser medida é de uma pilha comum, tipo AA, de cerca de tensão nominal
de 1,5V.
Nós só temos que escolher a função pois a escala será escolhida automaticamente pelo DMM
(auto-ranging).

Figure 63 - Escalas de medidas em tensão CC.

Observe:
► Não meça tensão CC acima de 1000V e tensões CA acima de 750V.
► Se necessário use o botão RANGE para mudar de escala.
► Volts e milivolts são medidos na mesma escala. Use o botão SELECT para mudar,
confirmando no display de LCD, a direita.
Figure 64 - Medida da voltagem de uma ilha comum AA, de 1,5V.

A seguir, vamos fazer uma medição de uma tensão maior para podermos ver como o botão
“RANGE” funciona. Veja figura 65.
Figure 65 - Esta escala foi escolhida automaticamente pelo DMM. Leitura = 6,32V.

Com relação a figura 65, observe:


■ A escala correta, onde se consegue a melhor precisão, foi escolhida automaticamente pelo
DMM.
■ A leitura obtida foi de 6,32VCC.
■ O botão RANGE não foi acionado.
Na figura 66, vamos ver a ação do botão RANGE.
Figure 66 - Mudança de escala no botão RANGE.

Note na figura 66:


■ O botão RANGE (amarelo, retangular), foi acionado uma vez.
■ A leitura obtida foi de 6,3VCC, o que é menos precisa da leitura de 6,32VCC obtida
anteriormente.
■ Note o deslocamento do ponto decimal dos dígitos do LCD.
Mais uma vez vamos acionar o botão RANGE, como ilustrado na figura 67.
Figure 67 –Mudança de escala no botão RANGE.

Agora, a escala foi mudada mais uma vez, no botão RANGE e a precisão da leitura piorou.
Note:
■ O botão RANGE (amarelo, retangular), foi acionado mais uma vez.
■ A leitura obtida foi de 6VCC, o que é menos precisa de qualquer uma das leituras obtidas
anteriormente.
■ Note que agora não tem mais o ponto decimal, dos dígitos do LCD.
Usando-se o botão range, você pode escolher a melhor precisão para sua leitura. Mas é o que o
DMM faz automaticamente, quando você o liga e faz a primeira medida.
Medições de correntes CC

A CORRENTE É SEMPRE MEDIDA EM SÉRIE COM A FONTE!


Para a medição de corrente CC, vamos usar o mesmo circuito da figura 16. Usando-se a Lei de
Ohm, você pode ter uma boa ideia da corrente que vai circular pelos dois resistores de 100Ω cada,
que é cerca de 0,03A ou 30mA.Se você não tiver certeza absoluta da ordem de valores, comece
sempre pela maior escala de correte CC.
No nosso caso, a capacidade máxima de corrente do DMM é de 400mACC. Esta capacidade
aumenta para 20A, usando-se o borne separado, especial para isto. Veja figura 67.

Figure 68 - Faixas de corrente CC do DMM.

► Nunca mude as escalas do DMM, sem retirar uma das pontas de prova (ponta de provas cor
Vermelha). Se você não fizer isto, poderá danificar seu DMM, que você logo vai pelo fumacê que vai
sair dele.
► Não precisa se preocupar com a inversão de polaridade pois se isto ocorrer, o DMM
coloca um sinal “-“ na frente da leitura no display.
► A chave seletora de funções deve ser colocada na posição de µA, mA ou A. Estas escalas
são protegidas por fusível de ação rápida.
► Use o botão “SELECT” para selecionar entre corrente CC e corrente CA. Veja a indicação
no display do DMM: DC ou AC.
► Lembre-se de que para medidas até 20 amperes, você deve usar o borne separado. Esta
medida não é protegida por fusível e não deve ultrapassar o tempo de 10 segundos.
► Ao conectar o DMM em circuitos de CC, desligue a energia do mesmo.
1. ► Coloque os pinos banana das pontas de prova nos bornes corretos do DMM. Veja figura
67.
Figure 69 - Medida de corrente CC com o VOM.

Com relação a figura 69, note:


► A medida de corrente CC está sendo feita entre os resistores R1 e R2.
► Como você já sabe, em um circuito em série a medida de corrente pode ser feita em
qualquer lugar e é sempre a mesma.
► Observe que o seletor de funções está na escala de 60 DC.mA.
► O valor medido é de cerca de 30mACC, lidos na escala de 0 a 6, ou seja, de 0 a 60mA.
Veja figura 70.
Figure 70 - Valor medido para corrente CC = aprox. 30mA.

Medições de Voltagem CA

CUIDADO! VOCÊ AGORA VAI TRABALHAR COM TENSÕES QUE


PODEM SER PERIGOSAS!
Nosso DMM, mede tensão de CA até 750V em 6 escalas: 40mV, 400mV, 4V, 40V, 400V e 750V.
Veja figura 71.

Figure 71 - Escalas de tensão CA do DMM.

As medidas de voltagem CA que se seguem foram feitas usando a rede elétrica residencial de
127V. Entretanto, este valor de 127V é “nominal” e varia muito em função do local da rede de
energia, onde você está instalado. Por exemplo, eu moro em um local próximo a um
transformador/abaixador da rede de energia elétrica e a tensão que meço, com um multímetro digital
é de 127CA. Solicitei informações da empresa fornecedora, mas ela diz que se abaixa a tensão para
mim, no final da rede elétrica a situação fica critica...
Cuidados a serem tomados nas medições de voltagens CA:
1. Para conectar as pontas de prova, desligue o equipamento e depois religue-o para a
leitura da tensão.
2. Escolhas as escalas com sabedoria. Se não tive ordem da grandeza, comece sempre pela
escala m ais alta, a de 1200VCA.
3. Para leituras em “equipamentos vivos” (ligados), tome cuidado para não colocar as mãos
nas partes metálicas das pontas de prova.
4. Se você for medir a tensão CA em sua residência, ela pode ter dois valores: ou 127V ou
220V. Se você não souber qual é, comece pela maior escala de VCA.
Veja nas figuras que se seguem, alguns exemplos de medições de voltagem CA.
Figure 72 - Medindo a tensão da rede elétrica domiciliar de 127VCA, na escala de 1200V.

Note que na figura 72 o DMM escolheu automaticamente a melhor escala para fazer uma
leitura. O valor encontrado está em 126,2VCA.
As medições de voltagem CA nos DMM são muito mais precisa dos que nos VOM.
Agora, vamos ver como o VOM se comporta em baixas tensões de CA. O circuito montado a
seguir é mostrado na figura 73.
Figure 73 – Circuito simples usado para medições de voltagens CA.

Com o uso de um pequeno transformador de força, abaixamos a tensão da rede para valores em
torno de 18VCA (medindo de 9V a 9V).
Os resultados alcançados estão nas figuras a seguir.

Figure 74 - Medidas de tensão CA usando um transformador abaixador. Tensão medida = 10,0V.


Figure 75 - Medição da tensão CA dos dois enrolamentos do secundário do transformador = 20,3VCA.

Como ilustrado na figura 75, pode-se ler uma tensão de 20,3VCA.

Medições de corrente CA

Da mesma maneira que medimos a corrente CC, podemos medir a Corrente CA. Somente a
chave seletora passa para a posição “AC”.

Figure 76 - Medição de corrente CA.

Pontos importantes em relação a medida de corrente CA:


► A chave seletora de funções deve ser colocada na posição de µA, mA ou A. Estas escalas
são protegidas por fusível de ação rápida.
► Use o botão “SELECT” para selecionar entre corrente CC e corrente CA. Veja a indicação
no display do DMM: DC ou AC.
► Lembre-se de que para medidas até 20 amperes, você deve usar o borne separado. Esta
medida não é protegida por fusível e não deve ultrapassar o tempo de 10 segundos.
► O valor da corrente CA mostrado no display é em RMS.
► Ao conectar o DMM em circuitos de CA, desligue a energia do mesmo.
► Coloque os pinos banana das pontas de prova nos bornes corretos do DMM. Veja figura 74.
► Muito cuidado com medições de corrente CA em circuitos que tenham altas tensões de CA.
Esta tensão não pode ultrapassar 250V pois poderá danificar o DMM ou causar problemas ao
operador.
A seguir são dados alguns exemplos de leitura de corrente CA, em baixas voltagens de CA.
Figure 77 - Medição de corrente. Escala de mA CA. Leitura de 101,8mA. Resistor de 100Ω.
Figure 78 - Medição de corrente CA. Escala de µACA. Leitura de 16,5 µA. Resistor de 1MΩ. A leitura está sendo feita na
escala de 400µA, início da faixa, com pouca precisão.

Medições de resistência

A RESISTÊNCIA É SEMPRE MEDIDA COM O CIRUITO


DESLIGADO!
O modelo do DMM, Minipa, mede resistência em seis escalas: 400Ω, 4kΩ, 40kΩ, 400kΩ,
4MΩ e 40MΩ.
Figure 79 - Escala para medições de resistência.

Cuidados a serem tomados para medidas de resistências:


1. Nunca meça resistência em um circuito que está energizado. É perigoso para você e
para seu DMM.
2. Ao medir resistência, tenha certeza de que as pontas de prova estão funcionando bem e
de que o ponto em que você mede esteja limpo, sem oxidação e sem oleosidades.
3. Ao medir o valor de um resistor, por exemplo, ligado a um circuito desenergizado, note
que você vai estar medindo o valor de outros componentes a ele ligado.
5. Se você precisa saber o valor exato de um determinado resistor em um circuito, é preciso
retirar do circuito pelo menos um dos terminais do mesmo.
5. Em potenciômetros e trimpots, a resistência é medida nos terminais dos extremos do
componente. Use pontas de prova com garras tipo jacaré
6. De acordo com o fabricante, as pontas de prova podem adicionar uma resistência de 0,1 a
0,2Ω a leitura. Use o modo “Relativo”, apertando botão de REL, para zerar o display.
Veja algumas medições de resistência com o DMM, nas figuras a seguir.
Figure 80 - Escala de ohms, com as pontas de prova abertas (sem contato). Neste caso a indicação do display é o mostrado. OL
= circuito aberto.
Figure 81 - Medição de um resistor de 100Ω, ±5%. Leitura obtida = 99,4Ω.
Figure 82 - Medição de um resistor de 1MΩ, ±5% - Leitura obtida = 1,006MΩ.

Medições de frequências

Com este DMM é possível medir frequências, de acordo com a figura 84.
Figure 83 - Escalas de frequência do DMM.

Notas:
► Advertência: Não medir frequências onde possam existir tensões superiores a
250VRMS.
► Somente pode ser usada a mudança de faixa automática (auto-ranging).
► Em medições da frequência da rede de energia elétrica, o nível de ruído deve ser baixo. Em
caso contrário esta medida não poderá ser feita.
► A tecla “Hz/Duty”, permite selecionar entre a medida de frequências – Hz e a medida de
Duty Cicle (Duty). Em palavras bem simples, o Duty Cicle é uma medida de porcentagem que
compra o tempo em que uma voltagem CA fica alternado acima e abaixo do valor zero. No caso de
uma CA de 60HZ (onda senoidal pura), este valor nominal é de 50% (ou deveria ser).
Figure 84 - Medida da frequência da rede elétrica. Leitura obtida = 59,99Hz. A leitura varia em torno deste valor e em alguns
momentos chega a 60,00Hz.

Medições de Duty Cicle

As medições de Duty Cicle são feitas da mesma maneira de uma medida de voltagem.
A chave seletora do DMM deve estar na função “Hz” e aperta-se a tecla redonda ”Hz/DUTY”,
para alternar entre Hz e Duty. Para a medida de frequência, o display exibe “Hz” e para medida do
Duty Cicle o display exibe “%”. Veja figura 85.
Advertência: Não medir Duty Cicle onde possam existir tensões superiores a 250VRMS.
Figure 85 - Medida de frequência em Hz e Duty Cicle em %.

Medições de capacitâncias

O DMM Minipa pode medir capacitâncias de 400nF a 200µF, em 5 faixas. Veja figura 86.

Figure 86 - Faixas de medidas de capacitância.

Para a medidas de capacitâncias, observe:


► Se o display do DMM indicar algum valor residual, use a tecla REL para zerar o mesmo.
► Se o capacitor for polarizado, como eletrolíticos, conecte a ponta de prova preta no
terminal negativo do capacitor.
► A mudança de faixas é automática, sem possibilidades de ajuste.
► Capacitores de valor elevado, medidos na faixa de 400µF, podem levar algum tempo para
dar a leitura correta. Aguarde.
Veja alguns exemplos de leitura nas figuras seguintes.
Figure 87 - Medição de um capacitor. Leitura = 100nF.
Figure 88 - Algumas medidas de capacitores.

Na figura 88, os valores nominais dos capacitores medido são: 470pF (fora da faixa de
leitura do DMM), 0,47µF e 4,7µF – Eletrolítico.
Medições de continuidade

A continuidade de fios, cabos, etc. deve ser feita com a energia desligada. Veja na figura 89.

Figure 89 - Medições de continuidade e de diodos.

Continuidade: uma buzina (buzzer) soa na medida de continuidade, desde que o valor de
resistência encontrado seja menor do que (30±20) Ω. Veja posição da chave seletora do DMM na
figura 90.
A tecla SELECT deve ser usada para alterna a função entre continuidade e diodo.
Figure 90 - Medida de continuidade de uma ponta de prova. Note o símbolo da buzina (buzzer). A leitura é de 0,5Ω e o 5buzzer
está soando indicado continuidade perfeita.

Diodo: O teste de diodos pode ser usado não só para diodos, mas também para LEDs e
transistores. Veja na parte do multímetro analógico deste eBook, como fazer. Basta substituir o VOM
por um DMM.
A figura 91 mostram um teste de diodos, para diodos de silício e outro para diodos de
germânio.
Figure 91 - Testes de diodos de Si e Ge. Note as tensões diretas nas junções.
Capítulo 11
Usando o DMM para outras medidas e testes
Introdução

Além das medidas básicas de tensão CA/CC, corrente e resistência, os DMM permitem mais
alguns tipos de medidas, descritas a seguir. Se você se interessar por aplicações especiais, procure
na Internet.

Teste de LED

Os LEDs podem ser testados como diodos semicondutores.


Basta seguir o mesmo procedimento descrito para os diodos. Quando o LED estiver bom, ele
vai se acender e quando a polaridade das pontas de prova for invertida, ele vai se apagar.
Medindo temperatura

A medida de temperatura exige o uso de um acessório chamado “Ponta de Temperatura” que


na realidade é um termopar tipo K. Este modelo que estamos usando, o Minipa ET-2075A, já vem
com esta ponta de temperatura.

Figure 92 - Escalas de temperatura com a ponta de temperatura.


Figure 93 - DMM com ponta de temperatura. Leitura 24° C. Em (a) leitura em °C e em (b) leitura em °F. Leitura da temperatura
ambiente.

Teste de transistores

Transistores bipolares, PNP e NPN, podem ser medidos pelo DMM, usando-se a função
DIODO, como descrito para esta mesma medida na seção sobre VOM. Veja na figura 94 o esquema a
ser usado.
Figure 94 - Teste de transistores. No caso, um transistor NPN.

Usando o DMM no lar

O seu DMM, por mais simples que seja, tem inúmeras aplicações no seu lar. Damos a seguir
algumas dicas e outras você vai descobrindo outras.
a. Medir a tensão alternada em tomadas, para verificar se estão funcionando.
b. Medir a tensão CC da bateria do seu carro.
c. Medir a tensão CC de pilhas e baterias usadas em seus aparelhos portáteis, alarmes,
gadgets, etc.
d. Medir a tensão de saída de pequenas fontes de alimentação dos nossos smartphones,
tabletes, barbeadores, etc.
e. Verificar a continuidade de fios, cabos de áudio, RF, TV, extensões, etc.
f. Mostrar aos amigos amadores que você sabe usar perfeitamente um DMM (desde que
você tenha lido completamente este eBook!).
g. Outras.
Exemplos de uso do DMM no lar, oficina, Home Theater, som, TV, hobby, etc.

Figure 95 - Testando uma lâmpada.


Figure 96 - Testando um fusível de vidro.
Figure 97 - Medindo a tensão de saída de uma fonte de alimentação (eliminador de pilhas).
Figure 98 - Testando a continuidade do enrolamento de um pequeno motor.
Figure 99 - Testando a continuidade da bobina móvel de um pequeno alto-falante.
Figure 100 - Medindo a continuidade do enrolamento primário de um transformador de força.
Figure 101 - Usando o DMM em seu hobby.
Figure 102 - Se você tiver grande habilidade manual e visão perfeita, pode tentar...
Capitulo 12

Manutenção do DMM

Introdução

Um DMM de boa qualidade, quando bem cuidado e usado corretamente, dura uma vida
inteira!
Hoje, a grande maioria dos DMM vendidos pelo mundo afora, são de “origem geográfica
desconhecida”. Um fabricante nesta “origem”, faz um modelo de DMM que é “nacionalizado” em
outros países, com marcas próprias. Na realidade é uma maquiagem e se você olhar bem o formato
físico, layout dos controles e as especificações você vai ver que cada “fabricante” (fornecedor),
somente aplicou alguns cosméticos diferentes no painel do instrumento.

Manutenção do seu DMM

a. NÃO, NÃO, NÃO faça: pense dez vezes ao tentar consertar um bom DMM!!
b. Nunca o submeta o DMM a pancadas ou quedas. Dê preferência a um DMM que tenha uma
capa emborrachada (Holster).
c. Não molhe o DMM e proteja-o de alta umidade.
d. Proteja-o de poeira e ambientes agressivos.
e. Nunca use seu DMM com as pontas de prova danificadas.
f. Se o DMM for ficar parado por algum tempo, removas as pilhas e a bateria. Veja no manual
de instruções como fazer isto. Coloque-o numa caixa junto com saquinhos de sílica gel para
tentar controlar a umidade.
g. Use sempre pilhas ou baterias de boa qualidade, alcalinas.
h. Para limpar a superfície externa do multímetro, somente um pano macio, levemente
umedecido. Nunca use produtos químicos para esta limpeza.
i. Se você notar comportamento fora do normal, nas leituras do seu DMM, leve-o ao Serviço
Autorizado do fabricante (se tiver) ou envie-o a uma oficina especializada em reparos de
instrumentos de medidas. Pergunte ao Prof. Google. Depois, peça referências desta Oficina.
j. Não tente reparar um DMM danificado, a menos que você tenha um bom conhecimento de
eletrônica e tenha instrumentos para medir resistores de valor estranho como 4,97Ω! Mesmo
que você possa medi-lo, você sabe como construí-lo? Não vai achar no mercado! É um
trabalho artesanal!
Bibliografia:

- Manuais de Instruções dos multímetros descritos no texto.


- Páginas na Internet, com artigos técnicos dos fabricantes dos Multimetros usados no livro.
- Everything Electrical – Keler, Vincent – Edição do autor.

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