APOSTILA PRÁTICA PARA O EXAME DE ORDEM ÁREA PENAL 2ª fase

Prof. FABRÍZIO ROSA Apostila Prática para a segunda fase do exame da OAB na área penal O Exame da OAB Primeira fase A primeira fase do Exame da OAB é constituída de uma prova objetiva contendo 100 (cem) testes de múltipla escolha, com 4 (quatro) opções cada. Versam sobre as seguintes matérias:
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Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito Direito

Constitucional Civil Comercial Penal do Trabalho Administrativo Tributário Processual Civil Processual Penal Processual do Trabalho

Há também questões envolvendo o Estatuto da OAB, seu Regulamento Geral e o Código de Ética e Disciplina. No ato da realização da prova objetiva, serão fornecidos ao candidato o caderno de questões e a folha intermediária de respostas, onde ele deverá preencher seu número de inscrição, nome e assinalar as respostas. O candidato não poderá ausentar-se da sala de provas levando algum desses materiais e sem a autorização e acompanhamento do fiscal.

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Serão considerados habilitados na primeira fase os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 50 pontos. Segunda fase Na 2ª fase, a prova é de prática-Profissional, onde o candidato deverá elaborar uma peça processual, diante do problema que lhe será apresentado. O aluno será avaliado nos seguintes aspectos: 1Adequação apresentado da peça ao problema

O candidato deverá ao ler ponto sorteado, analisar qual a medida judicial que se aplica ao caso. Exemplo: Impetrar Habeas Corpus

2- Raciocínio Jurídico Os argumentos apresentados pelo candidato indicará se este entendeu o alcance do problema proposto e o porquê da peça escolhida, desenvolvendo suas idéias e soluções adequadamente. 3- Fundamentação Apresentar fundamentos legais, jurisprudenciais e doutrinários, os quais coadunam com os pontos atacados, demonstrará conhecimento, bem como enriquecerão a peça escolhida.
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4- Correção Gramatical O candidato deverá estar atento ao vocabulário empregado, bem como a correção gramatical, . 6- Questões Práticas Além da peça processual que vale 6 pontos, o aluno terá que responder quatro questões, cada uma valendo 1,0 ponto. Para respondê-las o candidato poderá consultar a legislação ou doutrina. No ato da inscrição, o candidato deverá declarar a área de sua opção: Direito Civil, Direito Penal, Direito Tributário ou Direito do Trabalho. Não será permitida a mudança da opção depois de encerrado o prazo de inscrição. A divulgação das datas de inscrição e das provas é feita pela OAB através de edital. Para informar-se sobre essas datas, visite o site da OAB secção São Paulo. Nele, você encontrará também as últimas provas aplicadas bem como seus gabaritos.

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SÍNTESE DE DIREITO PENAL Crime: Conceito: "Crime é um fato típico, antijurídico e culpável". Esta definição é oriunda da Teoria Clássica não mais utilizada. Após reforma de 1984, usa-se a Teoria Finalista, pois culpa é reprovabilidade da conduta. Assim definimos: "Crime é um fato TÍPICO e ANTIJURÍDICO” Teoria da Imputação objetiva: A teoria da imputação objetiva prevê a atribuição a alguém da realização de uma conduta criadora de um relevante risco juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. Teoria da Tipicidade Conglobante: Defendida por Eugenio Raúl Zaffaroni, a tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, uma vez que pretende excluir do âmbito da tipicidade certas condutas que, pela doutrina tradicional, são tratadas como excludentes da ilicitude. No caso de condutas em que a ordem normativa ordena ou
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fomenta, segundo Zaffaroni, não se fala em exclusão da ilicitude, mas de ausência de tipicidade conglobante. Por uma questão lógica, o tipo não pode proibir o que o direito determina. Assim, nas situações em ocorram o estrito cumprimento do dever legal que, tradicionalmente, excluem a ilicitude da conduta, estar-se-ia diante de atipicidade conglobante. Quanto ao resultado: O Código Penal adota a teoria da equivalência dos antecedentes, da “conditio sine qua non” , considerado como causa toda ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. CRIMES COMISSIVOS E OMISSIVOS Os crimes podem ser praticados por AÇÃO e, nesse caso, são chamados de crimes comissivos consistindo numa ação positiva - FAZER; ou podem ser praticados por OMISSÃO chamados de crimes omissivos, consistindo numa abstenção da ação devida - NÃO FAZER. Por sua vez, os Crimes Omissivos dividem-se em: Crimes omissivos próprios: Aqueles que podem ser praticados por qualquer pessoa - são de simples atividade, a lei pune a simples omissão, independentemente de qualquer resultado. Ex.: omissão de socorro (art.135 do CP); Crimes omissivos impróprios (comissivos por omissão): são crimes de resultado e só podem ser praticados por certas pessoas que por lei têm o
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dever de impedir o resultado e a obrigação de proteção e vigilância em relação a alguém - artigo 13, § 2º do Código Penal. Ex.: mãe que deixa de alimentar o filho em fase de amamentação, causando-lhe, com isso, dolosamente, a morte.

Nexo de Causalidade: nexo causal. É elemento do fato típico. Teoria da Equivalência dos Antecedentes ou “conditio sine qua non” é a teoria adorada pelo Código Penal., em seu artigo 13. Existem causas absolutamente independentes e relativamente independentes. As causas absolutamente independentes: não são atribuídas ao agente. Há duas ações paralelas para causar o resultado na vítima. Responderá pela forma consumada quem realmente produziu o resultado. O outro agente pela forma tentada. As causas relativamente independentes: excluem a imputação quando por si só produz o resultado. Caso contrário responderá pela forma consumada. Ex: o agente fere com uma faca um pessoa hemofílica . O ferimento é leve, mas a vítima morre em razão da sua doença. O agente responde por homicídio consumado. Superveniência causal: (§ 1º do artigo 13 do CP) Deve se verificar a linha de desdobramento. – ex.: queda de uma viga do teto (por caso fortuito) sobre a cabeça da vítima de envenenamento enquanto esteja ela em seu lugar por não ter sentido ainda os efeitos da substância ingerida. Ainda que se elimine o curso causal iniciado com o
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13 CP. 8 . Nessa hipótese. ou seja. A causa é apenas “ relativamente independente” quando se situa fora do desdobramento normal da causa original. por força exclusiva da queda da viga em sua cabeça. o resultado morte teria ocorrida. Crimes dolosos são crimes intencionais. inadvertidamente. E. que o autor da agressão não será responsabilizado pelo evento morte.. ou indeterminado: aquele em que a vontade do agente não é exatamente definida. Subdivide-se em dolo alternativo e dolo eventual. não se constitui em desdobramento natural da causa primária – a agressão. ministroulhe tóxico em vez do medicamento prescrito. 1e CP afasta sua responsabilidade pelo resultado. Espécies de Dolo: Dolo direto ou determinado: aquele em que o agente quer o resultado. A segunda causa. então.envenenamento da vítima. a administração de substância tóxica ‘a vítima. par. Crime doloso e culposo (artigo 18 CP) a) DOLO: consiste no propósito de praticar o fato descrito na lei penal. Ex.: vítima de agressão vem a falecer porque a enfermeira. causou o resultado morte. O autor não responderá por homicídio consumado. por si só. mas apenas por lesões corporais. 1o. Dolo indireto. prescreve o art. e sim tentativa de homicídio uma vez que o caput do art.

aceita a possibilidade de atropelar um pedestre. A previsibilidade subjetiva é a essência da culpa. Ex: o agente desfere golpes de faca na vítima com intenção alternativa: matar o ferir. ou seja. 0 fato era previsível. Culpa consciente: é uma forma excepcional de culpa. indiferentemente. ao contrário. embora este seja previsível. certo de poder evitá-lo. 9 . em que o agente prevê o resultado. A culpa consciente distingue-se do dolo eventual. mas acredita que o mesmo não ocorrerá. Ex: motorista ao dirigir em alta velocidade. II CP): consiste na prática não intencional do delito. No dolo eventual o agente aceita ou tolera o resultado. imprudência e imperícia. por confiar erradamente na sua perícia ou nas circunstâncias. mas o agente não o previu. Dolo eventual: quando o sujeito assume o risco de produzir o resultado. CULPA (Artigo 18. Na culpa consciente. por falta da atenção devida. aceita o risco de produzi-lo. nas modalidades de negligência.Dolo alternativo: quando a vontade do sujeito se dirige a um ou outro resultado. Espécies de Culpa: Culpa inconsciente: é a culpa comum. o agente não aceita de forma alguma o resultado. faltando porém o agente a um dever de atenção e cuidado.

mais grave. displicência. a consumação se dá com a prática da ação proibida. mas por culpa acaba ocasionando outro. Nos crimes materiais. 0 agente tem sua intenção voltada para a produção de determinado resultado. a consumação se dá com a ocorrência do resultado descrito no tipo. Imprudência: conduta precipitada. 14. No crime preterdoloso há dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Se o agente não podia prever as conseqüências de sua ação. PRETERDOLO . Nos crimes formais e de mera conduta. 10 . A essência da culpa está na previsibilidade subjetiva.Modalidades da Culpa: Negligência: falta de atenção devida. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA a) Consumação: diz-se o crime consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal (art.crime qualificado pelo resultado. I do CP). relaxamento. Admite-se a tentativa. não há que se falar em culpa. Imperícia : falta de habilidade técnica para certas atividades.criação desnecessária de um perigo. afoita .

Tentativa Diz-se o CRIME TENTADO quando. 2) atos preparatórios (não se pune). com tal medida. II e parágrafo único do CP). Desistência Voluntária 0 agente que voluntariamente desiste de prosseguir na execução só responde pelos atos já praticados (art.Nos crimes permanentes. 1) cogitação (não se pune). 14. pune-se a tentativa). 4) consumação. Não há tentativa em crime culposo e nem nos de mera conduta. até que o agente resolva interrompê-la. A lei quer. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. iniciada a execução. Salvo disposição em contrário. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. diminuída de um a dois terços (art. estimular o agente a retroceder. Arrependimento Eficaz 11 . a consumação se prolonga no tempo. "Iter Criminis” trajetória do crime. 3) execução (interrompida nessa fase. 15 do CP). 0 agente encontra-se em permanente estado de flagrância.

15 do CP). por ato voluntário do agente.Só responde pelos atos já praticados o agente que impede que o resultado se produza. se previsto em lei (art. a pena será reduzida de um a dois terços (art. § 2º do CP). 12 . Responde pelo crime o terceiro que determinar o erro (art. até o recebimento da denúncia ou da queixa. pensando tratar-se de uma figura de cera). 0 erro de tipo exclui o dolo. 17 do CP). Tal erro pode referir-se a uma situação de fato (atirar numa pessoa. 16 do CP). reparado o dano ou restituída a coisa. (art. depois de realizados todos os atos necessários à consumação (art. 20 do CP). CRIME IMPOSSÍVEL Não se pune a tentativa quando. 20. mas permite a punição por crime culposo. Arrependimento Posterior Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. por ineficácia absoluta do meio ou impropriedade do objeto o crime não se consuma. ESPÉCIES DE ERROS a) Erro de Tipo: 0 erro de tipo ocorre quando o agente incide em erro sobre algum elemento do tipo.

: o agente quer quebrar a vitrine de uma loja com uma pedrada (crime contra o patrimônio). Pelo resultado não desejado o agente responde por culpa. 20. fato que não altera a figura típica do homicídio. Se ocorre também o resultado pretendido. ou vice-versa. aplica-se a regra do concurso formal (art. supõe estar agindo de acordo com uma excludente de ilicitude. aplica-se a regra do concurso formal. além de outra pessoa. 73 do CP). também é atingida.: por inabilidade ou acidente. as condições ou qualidades da vítima.Discriminantes Putativas: (art. 13 . neste caso. § 1º do Código Penal) . neste caso.Está isento de pena quem. pensando tratar-se de "A". Erro que versa sobre pessoa. Não se consideram. 74 do CP). o agente acaba atingindo pessoa diversa da que procurava atingir. Erro de Delito: "aberratio delicti" (art. mas atinge o balconista (crime contra a integridade corporal). por erro plenamente justificável pela circunstância. Ex. (art. Ex. leva à lesão de um bem ou interesse diverso daquele que o agente procurava atingir. 0 agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa visada. § 3º do CP). como por exemplo. 0 erro. 23 Código Penal). 20. Erro na Execução: "aberratio ictus ". Se esta. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime (art. Erro sobre a pessoa: "aberratio persona ". se o fato for previsto como crime culposo. Erro que ocorre na execução material do crime. matar "B".

Ex. 0 resultado é mero exaurimento do delito. Ex. sem dependência de ocorrer ou não o resultado desejado pelo agente. se o resultado não ocorrer será punida a tentativa. 121. 14 . Ex.e o crime se consuma com o resultado e. 150 do CP) Crimes Simples: É aquele que é composto por apenas um tipo penal Ex. 157) é a fusão de furto (subtração) com ameaça. "caput" do CP (homicídio simples). independentemente da reputação do ofendido ficar ou não abalada.: no homicídio. Crimes complexos: é a junção de dois ou mais tipos penais em um único tipo penal: Ex: roubo (art.CLASSIFICAÇÃ0 DE CRIMES Crimes Materiais: São aqueles em que a lei descreve a conduta do agente. violação de domicílio (art. não aludindo a qualquer resultado. o agente será punido por tentativa de homicídio. Crimes de Mera Conduta (ou de simples atividade): São crimes em que a lei só descreve a conduta do agente. Se a morte não ocorrer.: crime de desobediência (art. 330 do CP). a ação é matar e o resultado a morte. Crimes Formais: São aqueles que se consumam antecipadamente.: a calúnia (art. 138 do CP). que se consuma com sua simples comunicação a outra pessoa. de modo que se consumam com simples conduta do agente.: art.

art.art.: art. Ex. Ex: furto (artigo 155 do Código Penal) Crimes de Ação Múltipla: (ou de conteúdo variado): Referem-se aos tipos alternativos ou 15 . Crimes Qualificados: São aqueles em que a lei acrescenta alguma circunstância ao tipo básico.: curandeirismo. Crimes de Mão Própria: são os que têm que ser praticados pessoalmente pelo agente. 121. Crime funcional: é aquele praticado por funcionário público. que agravam a pena.latrocínio. § 1º do CP (homicídio privilegiado).art 129 (violência) ou morte (art. Crimes de Ação Única: é aquele onde o tipo penal contém apenas uma modalidade de conduta. Crimes próprios: são os que exigem do agente uma determinada qualidade. Ex. desde que o fato venha a ser cometido em razões às suas funções. ou a de funcionário público no peculato. 147 do CP (grave ameaça) ou lesão corporal . Crimes Privilegiados: São aqueles em que o acréscimo ao tipo básico serve para diminuir a pena. casa de prostituição.:. Ex. Exemplo: Crime de falso testemunho. § 2º do CP (homicídio qualificado). Funcionário Público no exercício de suas funções. com a reiteração seguida da conduta. 121 do CP). 12 1. como a de mãe no infanticídio. Crimes Habituais: são os que exigem habitualidade.

Exemplo: Crime de Rixa . Crime Falho: é aquele que corresponde à tentativa perfeita. 137 do CP .art.art. perfazendo-se o crime com a realização de qualquer delas. Necessita-se de duas ou mais pessoas para caracterizá-lo. instigação ou auxílio ao suicídio (art. 235 do CP). reunidas para o fim de cometer crimes. 240 do CP) Crime progressivo: é aquele cujas etapas anteriores também constituem crime. roubo. valendo-se dela para a atividade delitiva. em que o agente pratica todos os atos necessários para o resultado. em que se descrevem 2 ou mais condutas. luta entre três ou mais pessoas. 288 do CP. 0 crime será um só. adultério (art. que só se perfaz com a associação de mais de 3 pessoas. Crime Profissional: é aquele praticado por quem exerce uma determinada profissão. Ex: aborto praticado por médico(art. 126 do CP).: induzimento. Crime de quadrilha ou bando . mesmo que uma delas não seja culpável. embora praticadas 2 ou mais ações. Ex: bigamia (art. Exemplo: 16 . Ex: furto. 122 do CP). Ex.mistos. Crime bilateral: (ou de encontro): é o que exige para sua configuração mais de uma pessoa. Crime monossubjetivo (ou unilateral ou unissubjetivo): é o que pode ser praticado por uma só pessoa. Crime Plurissubjetivo (ou coletivo): são os de concurso necessário de agentes. mas este acaba não ocorrendo.

Resumindo: o crime do art. Crime complexo: é aquele que contém em si 2 ou mais figuras penais. mas que não mais alteram o fato típico. 140 do CP). 159 do CP).: Crime de 17 . Ex. Crimes Unissubsistentes: são aqueles em que a conduta do agente é una.: ato obsceno (art. tais como uma coletividade sem personalidade jurídica. Exemplo: A obtenção de resgate. A obtenção eventual do resgate é mero exaurimento de um crime que já estava consumado (seqüestro = crime formal). costumam ser realizados com um só ato. não possuindo personalidade jurídica. 233 do CP). é apenas o exaurimento do crime de sequestro (art. o público ou a sociedade.Caso de homicídio com relação às lesões corporais.: injúria verbal (art. Crimes Plurissubsistentes: são os que costumam realizar-se através de vários atos. embora com desdobramentos posteriores. Ex. Crimes vagos: são aqueles em que o sujeito passivo não é determinado. 159 do CP se consuma com o sequestro da vítima. 0 fato posterior complementar é indiferente. ou apenas motivo para aumento de pena. Ex. na prática. Crime exaurido (ou esgotado): É quando o crime já está consumado nos termos da lei. Aqueles que. Não admitem tentativa. Exemplo: O crime de roubo é composto pelo furto mais ameaça ou violência à pessoa. como a família. que são por este absorvidas.

ou assume o risco de produzi-lo (art.redução à condição análoga à de escravo (artigo 140 do Código Penal). Crimes Culposos: são aqueles praticados pelo agente por negligência. Ex: atentado violento ao pudor (art. onde os sujeitos passivos são: a gestante e o feto. Crimes Dolosos: são aqueles em que o agente tem a intenção de produzir o resultado criminoso. 125 do CP). 214 . Crime de Dupla Subjetividade passiva: é o que. CP). cal e bate a cabeça vindo a falecer.: "A" dá um soco em "B" com a intenção de causar-lhe lesões corporais. Crime de concurso necessário: é o que exige mais de um sujeito ativo para se realizar. em razão da descrição típica. 18. I do Código Penal). Ex: aborto praticado sem o consentimento da gestante (art. Ex: receptação (art. imprudência ou imperícia (art. Crimes Preterintencionais (ou preterdolosos): são aqueles em que há dolo no antecedente e culpa no consequente. 0 agente não tinha a intenção de produzir o resultado. Crime acessório: é o que depende da existência de uma infração penal anterior. mas este era previsível. no entanto. 18 . Ex. Ex: rixa Crime principal: é o que não depende da prática do delito anterior. II do Código Penal). 180 do CP-exige que a coisa seja produto de crime). apresenta dois sujeitos passivos. "A".18. com referência expressa no tipo penal.

0 agente será punido pela conduta dolosa (lesão) e pelo resultado a título de culpa (morte) art. Ex. com a prisão em flagrante do agente. II do CP). ao mesmo tempo. o simples deixar de fazer do agente. sem dependência de qualquer resultado. Crimes Omissivos Próprios (ou puros): são aqueles praticados mediante o “não fazer” o que a lei manda (comportamento negativo). Crimes Comissivos Por Omissão (ou omissivos impróprios): são aqueles em que o agente. furtar algo. etc. 169. Crimes Comissivos: consistem em uma ação. § 3º do Código Penal. Não se pune o comportamento físico negativo. Exemplo: omissão de socorro. A infração se consuma com a simples omissão. Crime de conduta mista: é o crime omissivo puro que é praticado com uma ação inicial. Crime de Flagrante Provocado: ocorre quando o agente é levado à ação por instigação de alguém que. apropriação de coisa achada (art. dando causa à sua morte. mas sim a omissão ilegal.: a mãe que deixa de alimentar o recém-nascido. o enfermeiro que não administra ao paciente o remédio prescrito. por deixar de fazer o que estava obrigado produz o resultado. 129. causando-lhe a morte. Ex. Ex. toma todas as medidas para evitar a consumação do delito.: matar ou ferir alguém. A lei descreve um comportamento positivo (e não uma proibição). 19 .

Ex: perigo para a vida ou a saúde de outrem (art. Crime multitudinário: é o praticado por uma multidão. 132 do CP). Ex: crimes contra a segurança nacional. supõe que está praticando um crime. nexo com os demais crimes. Ex: deserção Crime subsidiário: é aquele que somente ocorre quando a conduta do agente não configurar um crime mais grave. por qualquer meio. por qualquer meio.Crime putativo: é aquele onde o agente. Crime impossível: é aquele que é impossível de ser consumado em razão da ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto (art. não está praticando nenhum ilícito penal. é aquele previsto no Código penal militar. em tumulto. 129 do CP). Crime militar. 137 do CP) Crime conexo: é o que guarda relação. Crime de opinião: é o que se caracteriza pelo abuso da liberdade de pensamento. 17 do CP) Crime político: é aquele põe em risco a segurança interna ou externa do país. quando. organizada. 20 . Ex: rixa (art. Ex: lesão corporal (art. apto a alcançar o resultado. por erro. Crime de forma livre: é o que pode ser praticado de qualquer forma. espontaneamente. no sentido de um comportamento comum. na verdade.

140 do CP). dentro do país. Crime de tipo fechado: é o que apresenta a descrição típica completa. lesão corporal Crime de tipo aberto: é o que apresenta descrição típica incompleta no caso em concreto. Ex. ainda dentro do país. Ex: curandeirismo.Crime de forma vinculada: é o que somente pode ser praticado da forma estabelecida pelo tipo penal. Crime hediondo: é o que causa maior repulsa. Crime plurilocal: é aquele em que a conduta ocorre em um local. Crime gratuito: é aquele praticado sem razão. Ex: crimes de responsabilidade de prefeitos e vereadores. (Decreto Lei nº 201 de 27/02/1967). Crime transeunte: é o que não deixa vestígio Ex: injúria verbal (art. causando clamor público (Lei 8072/90) Crime Organizado: é aquele praticado por ações de quadrilha ou bando (art. sem motivo. e o resultado ocorre em outro local diverso. Ex: delitos culposos. Crime de responsabilidade: é aquele que viola dever de cargo ou função. maior reprovação social. 288 do CP) ou por organização criminosa (Lei 9034/95). 21 .

exemplo: perigo de contágio venéreo. por ser presumido pela lei). Crimes de Dano: são os que apresentam um dano efetivo como resultado da ação . 121 CP. 22 . 14.Crime bi-próprio: é aquele que exige uma relação especialmente os sujeitos ativo e passivo. II do CP). não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Crimes de Perigo: são os que apresentam. 269 do CP. art. Ex: maus tratos. b) Crimes de Perigo Abstrato ou Presumido: (crimes onde o perigo não precisa ser demonstrado e provado. (art. art. como resultado. CRIMES QUANTO CONSUMAÇÃO AO MOMENTO DA Crime tentado: é aquele que. a) Crimes de Perigo Concreto: crimes onde o perigo deve ser demonstrado e provado. 130 do CP. 155.art. iniciada a execução. CRIMES QUANTO AO RESULTADO 0 resultado pode consistir num dano efetivo (crimes de dano) ou na criação de um perigo (crimes de perigo). Exemplo: omissão de notificação de doença. um perigo.

e pode ser efetuada a prisão em flagrante. Exemplo: crime de homicídio a morte da vítima é irreversível. até a libertação da mesma. Crimes Permanentes: são aqueles em que a consumação. uma vez que o crime se encontra em fase de consumação. até que se desfaça a associação (art. fala-se em CRIME INSTANTÂNEO DE EFEITOS PERMANENTES. Exemplos: Seqüestro (este crime consumase com o arrebatamento da vítima. bigamia etc.).Crime consumado: é aquele que reúnem todos os elementos de sua definição legal (art. a partir de certo instante. I. Crime de quadrilha ou bando (consuma-se com a formação do bando e se prolonga pelo tempo. 14. CP) Crimes Instantâneo: são aqueles cujo resultado fica logo definido e encerrado. EXCLUDENTES DE ILICITUDE 23 . 288 do CP)). Exemplo: o furto se consuma e termina com a subtração da coisa alheia móvel.. Enquanto durar a permanência não ocorre prescrição (art.. embora já realizada. prolongando-se o processo consumativo indefinidamente. IH do CP). Se as conseqüências do crime instantâneo são duradouras e não podem mais ser alteradas pelo próprio agente. 111. continua acontecendo. se renovando e prolongando-se no tempo.

Também não há crime quando o agente pratica o fato no exercício regular de direito. o domicílio ou qualquer bem jurídico de ataque ou ameaça. Ex: cacos de vidro no muro. 25 do CP). cujo sacrifício. repele injusta agressão. nem podia de outro modo evitar. 24 do CP). pontas de lança na amurada.: disputa de náufrago pela posse de uma tábua de salvação. usando moderadamente dos meios necessários. Ex. É o aparato para defender o patrimônio. Ofendículos: É o obstáculo. nas circunstâncias. exercício regular no direito. b) Legítima Defesa: entende-se em legítima defesa quem. no momento da colocação. causando ferimentos na vítima. 23 do CP dispõe que não há crime quando o agente pratica o fato em: a) Estado de Necessidade: considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. arame farpado no portão. direito próprio ou alheio. não era razoável exigir-se (art. que não provocou por sua vontade. atual ou iminente. corrente elétrica na cerca. Ex.: agente que 24 . a direito seu ou de outrem (art. impedimento ou tropeço. Ex. legítima defesa. c) Estrito Cumprimento do Dever Legal ou Exercício Regular de Direito: Não há crime quando o agente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal.: policiais que revidam tiros de assaltantes e matam um deles. no momento da violação ou ataque. Os ofendículos caracterizam.0 art.

25 .se recusa a depor em Juízo devido à existência do dever de sigilo.

C. mesmo se for emancipado civilmente. o agente é "isento de pena".redução pela metade dos prazos prescricionais (artigo 115 do Código Penal). Declarada a inimputabilidade. A inimputabilidade é uma das causas que exclui a culpabilidade. a) São inimputáveis: Os menores de 18 anos (mesmo emancipados civilmente): são chamados infratores e ficam sujeitos as providências previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (E. mas ficará sujeito a medida de segurança (artigos 96 e 97 do Código Penal). . Porém a lei concede alguns benefícios às pessoas imputáveis. DA INIMPUTABILIDADE Os inimputáveis são aqueles que não têm a capacidade de compreender a ilicitude do ato praticado (no momento da ação).A." 8069190). 26 . o agente será absolvido.atenuante prevista no artigo 65.DA IMPUTABILIDADE São imputáveis todas as pessoas maiores de 18 anos. 0 crime existiu mas seu autor não receberá a pena por falta de imputabilidade que é pressuposto da culpabilidade. . I do Código Penal. mas com idade entre 18 e 21 anos como: .Lei n.

os silvícolas não totalmente integrados. apurado pela Vara da Infância e Juventude através de sindicância. incluindo as moléstias mentais de qualquer origem. Os portadores de doença mental: são os portadores de doença mental. sendo aplicada uma medida sócio-educativa. c) Responsabilidade diminuída: . por ocasião do fato não se apresenta como inteiramente capaz.Exemplo: o limítrofe. A incapacidade deve ser completa em relação à compreensão da ilicitude do fato. quando não demonstram grau de discernimento e de incorporação à sociedade civilizada (é necessário perícia médica que comprove o desenvolvimento incompleto ou retardado. o que o diferencia do inimputável que por ocasião do fato era inteiramente incapaz. ou seja.Estes cometem ato infracional. não tem sua culpabilidade excluída. ou substituída por medida de segurança (pois a responsabilidade estava diminuída). b) Semi-imputável: 0 semi-imputável. 27 . mas a sua pena é reduzida de 1/3 a 2/3. não bastando só a condição de silvícola). 0 semi-imputável.perturbação de saúde mental. Aqueles com desenvolvimento mental incompleto ou retardado: são os que possuem desenvolvimento mental falho ou incompleto: são os surdos-mudos sem aprendizado.

A embriaguez voluntária. "c". 65. Tanto a emoção como a paixão funcionam. 121. como atenuantes ou causas de diminuição de pena (arts.2) Embriaguez: a embriaguez pode ser voluntária. art.1) Emoção e Paixão: não excluem a imputabilidade (art. DE Excluem a culpabilidade estará isento de pena: conseqüentemente -inimputabilidade -não potencial consciência da ilicitude -inexigibilidade de conduta diversa CONCURSO DE PESSOAS: (art. 28 do CP). ou a reduz. se for completa. ao passo que a paixão seria um estado emotivo de caráter crônico. de um a dois terços. A emoção seria um estado emotivo agudo. de breve duração. § 1º do CP). 29) 28 . c. 129.II. porém. § 1º. não excluem a imputabilidade penal (art. A embriaguez fortuita. bem como a embriaguez culposa. preordenada. DIRIMENTES CULPABILIDADE: (EXCLUDENTES) e. 28. c.. § 4º do CP) . II do CP). art. isenta de pena (art. em vários casos. 28. culposa ou fortuita. § 2º do CP).desenvolvimento mental incompleto ou retardado. se for incompleta (art. 28. de duração mais longa.

instigando ou auxiliando secundariamente.É a participação ciente e voluntária de duas ou mais pessoas na mesma infração penal. exercendo papel determinante na prática do crime Participação: O agente não realiza a conduta principal. 29 . em colaboração recíproca e visando o mesmo fim. exerce função acessória respondendo na medida da sua atuação. . 0 co-autor é igual a um autor. realizam a conduta principal. Formas: Co-autoria: Quando dois ou mais agentes. 0 partícipe. Concorre para o crime apenas induzindo.

São estabelecimentos de segurança máxima. destina-se ao cumprimento da reclusão ou detenção em regime semi-aberto (art. mas não realiza a conduta. AS PENAS a) Penas Privativas de Liberdade: são as de reclusão e as de detenção e a prisão simples (contravenções penais). Não existe hoje diferença essencial entre reclusão e detenção. b) Estabelecimentos Penais: a penitenciária destina-se ao cumprimento da reclusão em regime fechado (art. tanto a dolosos como culposos. A reclusão destina-se a crimes dolosos. A casa do albergado destina-se ao cumprimento da reclusão ou detenção em regime aberto (art.Diferenças entre co-autoria e participação: Na co-autoria dois ou mais agentes praticam os mesmos atos executivos do crime. 91 da LEP). Na participação. o agente concorre para o crime. 87 da LEP). A colônia agrícola. 93 da LEP). 30 . industrial ou similar. A detenção. A lei usa esses termos mais como índices ou critérios para a determinação dos regimes de cumprimento da pena.

A progressão se dá com a transferência para regime menos rigoroso. durante a sua execução. 117 da LEP). torne incabível o regime" (art. f) Detração Penal: trata-se do desconto efetuado na contagem do cumprimento de pena privativa de 31 . após o cumprimento de um sexto da pena no regime anterior e se o comportamento do condenado indicar a progressão (art. Na regressão o condenado é transferido para regime mais rigoroso quando 'praticar fato definido como crime doloso ou falta grave" ou "sofrer condenação. parte do tempo de execução da pena. 126. no caso de mulher gestante ou com filho menor ou deficiente físico ou mental (art. § 1º da LEP). c) Prisão Domiciliar: a reclusão ou detenção em regime aberto devem ser cumpridas em casa de albergado. por crime anterior. 0 recolhimento em residência particular só cabe no caso de pessoas maiores de 70 anos ou acometidas de doença grave. para esse fim. cuja pena. A contagem do tempo. pelo trabalho.A cadeia pública destina-se apenas ao recolhimento de presos provisórios (art. 102 da LEP). d) Progressão e Regressão: a pena privativa de liberdade está sujeita a progressões e regressões. somada ao restante depena em execução. 112 da LEP). e) Remição: o condenado pode remir ou resgatar. é feita à razão de 1 dia de pena para 3 dias de trabalho (art. 118 da LEP). Cabe também.

liberdade ou de medida de segurança, do tempo anterior de prisão provisória (art. 42 do CP). PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS: Artigo do C.P. 43

a) Prestação de Serviços à Comunidade, com tarefas gratuitas junto a hospitais, escolas e orfanatos; b) Interdição Temporária de Direitos, com a proibição do exercício de profissão ou atividade, ou a suspensão de habilitação para dirigir veículo; c) Limitação de Fim de Semana, com a obrigação de permanecer o condenado aos sábados e domingos, por 5 horas diárias, em casa de albergado (art. 43 do CP). Com o advento da lei 9.714 de 25 de novembro de 1998, o artigo 43 passou a ter uma nova redação. Artigo 43. As penas restritivas de direito são: I - prestação pecuniária II - perda de bens e valores; III - (vetado) IV - prestação de serviços à comunidade ou entidades públicas; V - interdição temporária de direitos; VI - limitação de fim de semana.

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As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem (caráter substitutivo) as privativas de liberdade, quando aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça contra a pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não poderá ser reincidente em crime doloso; Esta lei alterou também os artigos 43, 44, 45, 46, 47, 55 e 77 do Decreto-Lei nº 2848 de 7 de dezembro de 1940. PENAS MULTA: A multa penal pode ser cominada como pena única, como pena cumulativa (e multa), como pena alternativa (ou multa). O juiz tem um parâmetro entre 10 dias-multa e 360 dias multa. O cálculo é feito baseado no salário mínimo, no montante de 1/30 até 5 vezes o salário mínimo. É bom lembrar que com o advento da Lei 9.268/96 revogou os artigos 51 e 114 do Código Penal, dando uma nova redação: Artigo 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de valor, aplicando-se-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas, e suspensivas da prescrição.

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Artigo 114. A prescrição da pena de multa ocorrerá: I - em dois anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; II - no mesmo prazo estabelecido para a prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativamente ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. Desta forma não há conversão em pena privativa de liberdade e sim, conversão em dívida civil.

SISTEMA DE APLICAÇÃO MEDIDA DE SEGURANÇA

DA

PENA

E

DA

Sistema do DUPLO BINÁRIO ou Dualista : Este sistema faz a previsão da aplicação da pena e da medida de segurança de forma cumulativa e sucessiva para o condenado perigoso. Não é aplicado no Direito Penal. Sistema VICARIANTE ou Unitário : Este sistema prevê a aplicação da pena para o imputável e da medida de segurança para o inimputável. Ou se aplica a pena ou a medida de segurança. É o sistema adotado pelo Direito Penal. Aplica-se assim, culpabilidade – Periculosidade – medida de segurança. pena;

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REINCIDÊNCIA Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no país ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior (art. 63 do CP). Tecnicamente, pois, a prática de dois ou mais crimes, ou até de uma série de crimes, não caracteriza, por si só, a reincidência. É necessário, para o reconhecimento da reincidência, que novo crime seja praticado após sentença condenatória transitada em julgado, por crime anterior. Segundo o artigo 64, I do Código Penal, após transcorrido 5 anos do cumprimento ou extinção da pena, computado o período de prova ou livramento condicional o agente volta a ser primário. A condenação anterior, neste caso, contará apenas, como “maus antecedentes”. É a prescrição da reincidência. CONCURSO DE CRIMES 0 concurso de crimes ocorre quando o agente pratica duas ou mais infrações penais; distinguindose o concurso material, o concurso formal e o crime continuado. a) Concurso Material: ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Nesse caso, as penas referentes a cada crime são somadas.

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b) Concurso Formal: ocorre quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. A pena aplicável será a mais grave ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até a metade (art. 70, primeira parte do CP). c) Crime Continuado: trata-se de uma figura imaginária, criada pela lei para evitar pena excessiva no caso de dois ou mais crimes seguidos. Para amenizar a situação do acusado que praticou dois ou mais crimes da mesma espécie, dentro de circunstâncias semelhantes de tempo, lugar e modo de execução, presume-se uma ligação entre os vários crimes, para permitir a aplicação de uma pena só (art. 71 do CP), só idênticas ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. Caso de Política Criminal.

EFEITOS DA CONDENAÇÃO A condenação chamados de:
• •

gera

efeitos.

Estes

efeitos

são

Principais: é a aplicação de uma pena. Secundários: podem ser de natureza: o penal: gerar reincidência, afastamento do “sursis” ou sua revogação obrigatória etc. o extrapenal: civis, políticos , administrativos. Estão previstos no artigo 92, I, II e III do CP.

A condenação leva à obrigação de indenizar o dano e ao confisco dos instrumentos, do produto e
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dos proveitos do crime - efeitos genéricos, automáticos (art. 91 do CP e art. 779 do CPP). REABILITAÇÃO: É a declaração que o agente está, depois de condenado, apto ao convívio da sociedade. Tem o condão de oferecer sigilo dos registros sobre o seu processo e suspender os efeitos específicos da condenação. Pode ser requerida após dois anos da extinção da pena ou do término da execução, (arts. 93 a 95 do CP).

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SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA: "SURSIS" "Sursis”: benefício que pode ser concedido ao réu que receber uma pena privativa de liberdade que não seja a superior a 02 anos - artigo 77 do Código Penal. Refere a suspender o cumprimento da pena. Existe o “sursis” simples e o especial. O “sursis” especial caracteriza-se pelos seguintes pontos: Requisitos (CP, art. 78, § 2º) Condições: (CP, art. 78,§ 2º, alíneas a, b, c) b) "Sursis" etário: Este beneficio concedido pela idade. Se o réu for maior de 70 anos, na data da sentença, terá direito ao benefício quando a pena privativa de liberdade não ultrapassar 04 anos artigo 77, § 2º do Código Penal. Durante o período de prova, o condenado fica sujeito às chamadas condições legais previstas no artigo 78, § 1º do Código Penal, que são obrigatórias. Com o advento da Lei 9.714/98 o artigo 77, § 2º C.Penal passou a ter uma nova redação: "Sursis" etário: artigo 77, § 2º do Código Penal : " a execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão ". Caso o beneficiário não cumpra as condições estabelecidas, o Juiz poderá REVOGAR o benefício

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artigo 81. de cumprir solto o período restante mediante determinadas condições. que já cumpriu certo tempo de pena privativa de liberdade. 86.artigo 81. se preenchidos os requisitos legais. 87 do CP). Prorrogação do período de prova: "se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção. considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento definitivo" (artigo 81. CP) ou facultativa (art. I. II e III do Código Penal ou FACULTATIVA . LIVRAMENTO CONDICIONAL Código Penal) (artigo 83 do Trata-se da possibilidade de que tem o condenado. Seu tempo de duração corresponde ao restante da pena que estava sendo executada. 39 . É direito subjetivo do sentenciado. A revogação pode ser obrigatória (art. 0 livramento condicional ocorre após parte da pena já ter sido cumprida.ou PRORROGAR o período de prova (artigo 81 do CP). A partir desta audiência é que se inicia o prazo do período de prova e o réu estará sujeito às condições impostas. § 2º do Código Penal). Audiência de Advertência ou Admonitória: É a audiência em que o sentenciado toma conhecimento das condições do "sursis" e do prazo do período de prova. § 1º do Código Penal. A revogação pode ser OBRIGATÓRIA .

devendo assim cumprir preso apenas o tempo que falta para completar a prova. 88 do CP) Por crime praticado durante o benefício. Por crime praticado em período anterior ao benefício: O tempo em que o sentenciado esteve solto. Terá ainda. as medidas de segurança têm natureza só preventiva e se fundamentam na periculosidade do indivíduo. só podendo obter novo livramento com relação à nova condenação. 40 . que ser somado o que resta da pena com a nova condenação. Enquanto as penas têm caráter retributivo-preventivo e se baseiam na culpabilidade. 141).Não será descontado o tempo em que o sentenciado esteve solto e deve cumprir integralmente a sua pena. • a medida de segurança tem caráter apenas preventivo e não retributivo. art. • tem prazo indeterminado para sua aplicação. MEDIDA DE SEGURANÇA (artigos 96 ao 99 do CP) As medidas de segurança são sanções penais à semelhança das penas. diferem destas pela natureza e fundamento. Não é proporcional à pena prevista pelo delito cometido. 84 e LEP. será descontado. (art. calculando o livramento sobre esse total.Efeitos da revogação: (art.

levando-se em conta o sujeito que a promove. Restritivas: tratamento ambulatorial (art. por meio de seu advogado.artigo 100 do C. • A sentença que determina a medida de segurança tem natureza concessiva. 96. com o oferecimento da denúncia e constitui a regra do nosso Direito. Podem ser: Detentivas: internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. é a petição inicial da ação penal pública. Pena de detenção AÇÃO PENAL . à requisição do Ministro da Justiça.. Sua peça inicial é a queixa crime oferecida pelo ofendido ou seu representante legal.• É aplicada aos inimputáveis e aos semiimputáveis. que apresentem periculosidade. personalíssima ou subsidiária da pública. Pena de reclusão. 41 . será privada propriamente dita. pode ser PÚBLICA OU PRIVADA. à falta. I do CP). A denúncia oferecida pelo M. será incondicionada ou condicionada à representação.II do CP). A AÇÃO PENAL. a) Ação Penal Pública: é promovida pelo Ministério Público. em outro estabelecimento adequado (art.P. b) Ação Penal Privada: e promovida pelo particular.P. 96.

EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE As causas de extinção da punibilidade extinguem a pena aplicável. formas de 42 . b) Anistia. posteriores ao mesmo.art. declarará extinta a punibilidade.§ 2º do Código Penal Induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento .representação (ação penal pública condicionada) 06 meses .art.ação penal privada subsidiária da pública a contar do término do prazo para o promotor oferecer a denúncia 03 meses .PRAZOS DECADENCIAIS 06 meses .107).ação penal privada 06 meses . São causas exteriores ao crime e também. como em disposições esparsas. Indulto: são dispensa de aplicação da lei penal. 240. ouvido o Ministério Público. a) Morte do Agente: o juiz. 236 do Código Penal: 01 mês a contar do trânsito em julgado que anulou o casamento no cível.ação penal privada personalíssima: Adultério: 01 mês a partir do conhecimento do fato .crime de imprensa 01 mês . na Parte Especial do CP. Estas causas estão previstas tanto na Parte Geral do CP (art. Graça. em regra. à vista da certidão de óbito do agente.

no caso. alcançando a própria pretensão punitiva. pela prática de 43 . individual e solicitada. Cabe ao Presidente da República conceder a graça. retroage em favor do agente e extingue a punibilidade do fato. através de declaração assinada. abrangendo fatos e não pessoas (art. deixa de proferir a condenação. em regra. embora configurado o crime. o indulto é coletivo e espontâneo. ou tácita. d) Perdão Judicial: extingue a punibilidade. Não afasta a reincidência. É concedida por lei.: crimes políticos. nos casos permitidos em lei. XII da CF). Ex. Compete ao Presidente da República (art. E um favor dado pela lei. perdoando o fato. 84. abrangendo grupo de sentenciados. Indulto: exclui a punibilidade e não o crime. 48.Anistia: é o esquecimento de certas infrações penais. persistindo os efeitos do crime. que é. 0 perdão judicial exclui o efeito da reincidência (art. que deixa de considerar a conduta como criminosa. sempre que preenchidos os requisitos legais. 120 do CP) e não pode ser recusado. Graça: extingue apenas a punibilidade. c) Retroatividade da Lei: a lei penal posterior. e) Renúncia e Perdão: e.1) Renúncia do direito de queixa: o direito de queixa pode ser renunciado antes de proposta a ação penal. devendo ser concedido pelo juiz. apagando a infração penal. 0 juiz. A renúncia pode ser expressa. VIII da CF). Exclui o crime.

f) Retratação do Agente: em alguns casos a pena pode ser afastada pela retratação do agente (art. não produzindo efeito. o perdão concedido a um deles aproveita a todos. 106. e. se estenderá a todos (art. A aceitação do perdão pode ser expressa ou tácita. • no falso testemunho ou falsa perícia (art. difamação e injúria pela imprensa (Lei 5250/67. em relação a um dos autores do crime. Se forem dois ou mais querelados. 49 do CPP). 107. em relação ao que recusou. 51 do CPP). podendo ser recusado pelo querelado (art.2) Perdão do querelante : o querelante pode perdoar o querelado. 104 do CP e 50 do CPP). de modo expresso ou tácito. • na calúnia. 44 . 143 do CP). 0 perdão é um ato bilateral. A renúncia ao exercício do direito de queixa. VI do CP). A retratação cabe nos seguintes casos: • na calúnia ou difamação (art. § 3º do CP). 26). 106. No caso do perdão não ser aceito pelo querelado a ação penal prossegue. 0 perdão pode ser dado até o trânsito em julgado da sentença condenatória (art. art. 342. face ao princípio da indivisibilídade da ação penal (art. todavia. desistindo da ação penal privada já proposta. III do CP).ato incompatível com a vontade de exercer o direito de queixa (art. § 2º do CP).

213 a 220 do CP. VII do CP). 45 . NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO. REVOGADO PELA LEI 11. Prescrição e Perempção: Decadência: perda do direito do ofendido de propor ação penal. definidos nos arts. h) Casamento da Vítima com Terceiro: não tendo havido violência real ou grave ameaça. 107. Perempção: perda do direito do querelante de prosseguir na ação penal privada.106/05. desde que não requerido o prosseguimento do inquérito policial ou da ação penal no prazo de 60 dias a contar do casamento (art. i) Decadência. 107. Prescrição: perda do direito do Estado de punir ou executar a pena pelo decurso de tempo. REVOGADO PELA LEI 11. Não se comunica aos co-autores. NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO. o casamento da vítima com terceiro também extingue a punibilidade. o casamento da vítima com o agente extingue a punibilidade (art.Não depende de aceitação do ofendido. Deve ser reduzida a termo nos autos.106/05. g) Casamento da Vítima com o Agente: nos crimes contra os costumes. VIII do CP).

previstos na lei. Uma vez interrompida. acarretam a interrupção da prescrição artigo 117 do CP. como se nunca tivesse existido. 46 . 0 prazo interrompido desaparece. ou até que ocorra uma outra interrupção. a prescrição volta a correr novamente por inteiro. até chegar ao seu termo final. fixado em lei. do dia da interrupção.j) Interrupção da Prescrição: certos fatos.

ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO PENAL a) Prescrição da Pretensão Punitiva: corre antes do trânsito em julgado da sentença e tem como conseqüência o desaparecimento da pena e de todos efeitos da sentença.268/96. PARTE ESPECIAL DO CÓDIGO PENAL: CRIMES OS a) Dolosos contra a Vida: artigos 121 ao 128 do Código Penal. Divide-se em punitiva propriamente dita. c) Prescrição da Pena de Multa: Prescreve em 02 (dois) anos. superveniente e retroativa. 47 . conforme dispõe o inciso I do artigo 114 do Código Penal. mas não afasta os efeitos secundários da sentença condenatória. conforme inciso II do artigo mencionado na Lei 9. quando a multa for a única cominada ou aplicada. b) Prescrição da Pretensão Executória: Ocorre após o efetivo trânsito em julgado da sentença condenatória. Esta prescrição extingue o cumprimento da pena. Prescreve no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade. se já houver sido proferida. quando a multa for alternativa ou cumulativamente aplicada.

II CP .4) Aborto: interrupção da gravidez com a morte do feto.1) Homicídio: matar alguém. 3) Infanticídio: artigo 123 CP: mãe que mata o filho no estado puerperal.1) Calúnia: imputar falsamente fato definido como crime. a. § 1º CP. 48 . a. • artigo 121. • artigo 121. Instigação ou Auxilio a Suicídio: artigo 122 CP: consuma-se com a morte ou lesão corporal de natureza grave.aborto resultante de estupro. • artigo 125 CP . • artigo 128.aborto provocado por terceiro. • artigo 124 CP .2) Induzimento. • artigo 128. b) Contra a Honra: artigos 138 ao 145 do CP Também previstos na Lei de Imprensa (verificar sempre se ofensa ocorreu através da imprensa escrita ou falada.homicídio culposo. a.homicídio qualificado.homicídio privilegiado.3) Injúria: ofensa à dignidade. Em caso positivo este é enquadramento legal(Lei 5250/67). § 3º CP.aborto provocado pela gestante.2) Difamação: fato ofensivo à reputação.aborto necessário. • artigo 121 CP . b. • artigo 121.homicídio simples. artigo 138 CP b. artigo 139 CP b.a. Caso contrário a tipificação é no Código Penal. § 2º CP. I CP .

artigo 138. A retratação na injúria somente existira em casos de Lei de Imprensa. 49 . § 3º CP: somente ocorrerá na calúnia e na difamação em razão de função pública. jamais na injúria.5) Retratação: somente caberá na difamação e na calúnia.4) Exceção da Verdade: provar a veracidade do fato alegado. b. c) Contra o Patrimônio: artigos 155 ao 183 do Código Penal.artigo 140 CP b.

extorsão mediante seqüestro. § 1º CP . • artigo 180.5) Estelionato: artigo 171 do CP . • artigo 159 CP.roubo impróprio. § 3º CP . • artigo 160 CP. 157.6) Receptação • artigo 180 do CP .c.latrocínio c. • furto famélico . • artigo 180. § 1º CP .1) Furto: subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel.ilícito civil. • artigo 155.furto simples. • artigo 155 CP . § 2º CP. • artigo 158 CP . mas não ilícito penal.extorsão.4) Apropriação Indébita: artigo 168 do CP. • Art. c.3) Extorsão. • artigo 157.extorsão indireta. c.existem 06 modalidades. 50 . • artigo 155. Imunidade Penal Absoluta: artigo 181 do CP.receptação dolosa. c.incisos I a V -roubo qualificado • artigo 157.2) Roubo: subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel mediante violência ou grave ameaça. matar a fome. Apropriação indébita previdenciária – artigo 168 A c. • furto de Uso . § 2º .receptação culposa. • artigo 157 CP .furto qualificado. § 3º CP.§ 4º CP.furtar para comer.receptação qualificada.furto privilegiado.roubo próprio.

por força da Lei 10.1) Estupro: constranger mulher à pratica de conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça. artigo 214 CP.106/05 . “extraiu o conceito mulher “honesta”. 216 A – Assédio Sexual – Introduzido o artigo no CP. artigo 213 CP. Alterado pel lei 11.Imunidade Penal Relativa: artigo 182 do CP. d. “extraiu o conceito mulher “honesta”. e manter conjunção carnal. d) Contra os Costumes: artigos 213 ao 225 do CP.2) Atentado Violento ao Pudor: constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal.5) Sedução: seduzir mulher virgem.3) Posse Sexual Mediante Fraude: ter conjunção carnal com mulher honesta mediante fraude.106/05 . ). d. ATENÇÃO NESTE TÍTULO. 51 . Alterado pel lei 11. Utiliza-se apenas “alguém” Artigo 216 do CP. aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança.106/05. Utiliza-se apenas “mulher” artigo 215 CP d.4) Atentado ao Pudor Mediante Fraude: Induzir mulher honesta a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. menor de dezoito e maior de quatorze anos.224/01 d. CONSTAM ALTERAÇÕES PELA LEI 11. d. Art.

106/05. alienada ou débil mental. d. ou não pode oferecer resistência. NÃO HÁ MAIS APLICAÇÃO.se a vítima não é maior de 14 anos. ou seja “ se o agente for casado” e) Contra a Administração Pública: artigos 312 ao 327 do Código Penal. Causas de aumento de pena. artigo 317 CP 52 .2) Concussão: exigir artigo 316 CP e. 10. e. o qual excluiu o item III.6) Corrupção de Menores: corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de quatorze e menor de dezoito anos.REVOGADO PELA LEI 11. receber. Houve alterações pela lei 11. d. d.7) Formas Qualificadas: artigo 223 CP .1) Peculato: apropriar-se artigo 312 CP artigo 312. § 2º do CP • peculato culposo • peculato eletrônico –art.9) Ação Penal: artigo 225 CP.lesão corporal de natureza grave ou morte.3) Corrupção Passiva: solicitar. e.8) Presunção de Violência: artigo 224 CP. artigo 218 CP d. 313. artigo 217 CP d.106/05.

5) Corrupção Ativa: particular oferece. artigo 329 CP f.6) Violação de Segredo Profissional: revelar fato de que tem ciência em razão de função e que deva permanecer em segredo.4) Prevaricação: retardar ou deixar de praticar artigo 319 CP e. f. f.3) Desobediência: desobedecer ordem legal de funcionário público.4) Desacato: desacatar funcionário público no exercício da função.1) Usurpação de Função Pública: exercer indevidamente. artigo 331 CP.2) Resistência: opor-se a ordem legal mediante violência ou ameaça a funcionário.e. apoderar-se artigo 328 CP f.5) Advocacia Administrativa: patrocinar interesse privado junto à administração pública. artigo 333 CP 53 . artigo 330 CP. artigo 321 CP e. artigo 325 CP f) Praticados por particular contra a Administração Pública: artigos 328 ao 337 do Código Penal. f. valendo-se da qualidade de funcionário. promete vantagem indevida ao funcionário.

artigo 340 CP g. artigo 341 CP g. artigo 339 CP g.3) Auto Acusação Falsa: acusar-se de crime que não praticou.f. negar ou calar a verdade como tradutor. vantagem. artigo 334 CP importar ou exportar f. g.6) Contrabando: mercadoria proibida. f 8) Sonegação de Contribuição Previdenciária – art. 337 A g) Contra a Administração da Justiça: artigos 338 ao 359 do Código Penal. perito. artigo 334 CP.7) Descaminho: iludir o pagamento dos impostos pela entrada ou saída de mercadorias. artigo 342 CP.4) Falso Testemunho ou Falsa Perícia: fazer afirmação falsa."trote". intérprete ou testemunha "perjúrio". g.5) Corrupção Ativa de Testemunho ou Perito: oferecer ou prometer dinheiro.2) Comunicação Falsa de Crime: comunicar a autoridade ocorrência de crime que sabe que não existiu . 54 .1) Denunciação Caluniosa: provocar a investigação policial ou processo judicial contra alguém imputando-lhe crime que sabe ser inocente.

na condição de advogado. artigo 345 CP. os interesses do cliente. periciais e documentais pode se iniciar através de PORTARIA do delegado. artigo 355 CP g. Art. CP h) Dos crimes contra as finanças públicas: Art.6) Exercício Arbitrário das Próprias Razões: fazer justiça com as próprias mãos.artigo 343 CP g. artigo 355. 359 H SÍNTESE DE PROCESSO PENAL INQUÉRITO POLICIAL (Elencado no artigo 4º ao 23 do CPP) a) Inquérito Policial é um procedimento administrativo. g. 359 .8) Patrocínio simultâneo: patrocinar autor e réu simultaneamente Tergiversação: patrocinar autor e réu sucessivamente. 359-A até art. que visa basicamente à apuração primária de um fato delituoso e sua autoria colhendo provas testemunhais.7) Patrocínio Infiel: trair. AUTO DE 55 . parágrafo único. inquisitivo discricionário.

b) "Notitia Criminis " . REQUISIÇÃO DO PROMOTOR OU DO JUIZ. ou no prazo de 30 dias quando estiver solto (artigo 10 do Código de Processo Penal). Ex. publicação da imprensa. flagrante.o conhecimento que a autoridade policial tem de um fato aparentemente criminoso. etc. informação de qualquer do povo. c) início do inquérito: na ação penal pública incondicionada • • • • por Portaria da autoridade policial por ofício requisitório do Promotor de Justiça por ofício requisitório do Juiz de direito por requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente • por auto de prisão em flagrante na ação penal pública penal condicionada à representação ou requisição do Ministro da Justiça • por representação da vítima ou de quem legalmente a represente • por ofício requisitório do Promotor ou Juiz.PRISÃO EM FLAGRANTE. REQUERIMENTO DA VÍTIMA. acompanhado da representação (quando esta for feitas àquelas autoridades 56 . 0 inquérito policial deverá ser concluído no prazo de 10 dias quando o indiciado estiver preso.: encontro de corpo de delito.

(com imparcialidade) e as provas colhidas durante o inquérito. quando é formada a culpa do agente. ou seja. 57 . Finaliza o inquérito policial. normalmente a Autoridade Policial elabora “portaria”.• por auto de prisão em flagrante (caso haja representação) na ação penal privada • por requerimento da vítima ou de quem legalmente a represente (queixa-crime) • por auto de prisão em flagrante (caso haja queixa-crime) OBS: Com exceção do auto de prisão em flagrante em todos os demais casos. Não pode ser emitido juízo de valor. d) Relatório: é a peça elaborada pela autoridade policial que expõem os fatos. PRISÃO É a supressão da liberdade individual mediante recolhimento. a) Prisão Pena: é aquela decorrente de uma sentença condenatória transitada em julgado.

objetos ou papéis que façam presumir ser o autor da infração (art. (art. • Prisão Temporária.única que não precisa de pressupostos. ou seja. Flagrante Presumido (ou FICTO): ocorre quando o agente é encontrado. convencido por outro a cometer uma infração penal e este. 312 do CPP) • Prisão após a sentença de pronúncia. I e II do CPP). Flagrante provocado ou preparado: É quando alguém é induzido. 58 . concomitantemente. 302. 302. com instrumento. logo depois do crime. Flagrante Impróprio (ou QUASE FLAGRANTE): ocorre quando o agente é perseguido logo após pela autoridade. ou acaba de cometê-la (art. • Prisão após a sentença condenatória que ainda não transitou em julgado.artigo 301 e 302 do CPP . arma. pelo ofendido ou por qualquer pessoa em situação que faça presumir ser o autor da infração (art. IV ). 302. antes de transitar em julgado a sentença final condenatória. (Lei 7960/89) • Prisão Preventiva propriamente dita.admite as seguintes modalidades de flagrância: Flagrante Próprio: ocorre quando o agente é surpreendido no momento em que está cometendo a infração. Prisão em Flagrante . São elas: • Prisão em Flagrante . antes de formada a culpa do indivíduo. que ocorrem. I e II do CPP).b) Prisões Processuais ou Prisões Cautelares: são aquelas.

Em suma o policial permite que o policial atrase o momento da prisão para que consiga melhores provas contra os autores do delito. caso seja funcionário público. toma conhecimento de que um ilícito será praticado em determinado local e fica à espreita aguardando o momento da execução para efetivar a prisão em flagrante. 2º. A Súmula 145 do STF diz que não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna-se impossível sua consumação. Ora. Evidentemente é flagrante nulo e o autor da farsa deve responder por crime de denunciação caluniosa e também por abuso de autoridade. (na maioria das vezes através de informação anônima). se não há crime na hipótese. Flagrante forjado: Ocorre quando se criam provas de um crime inexistente para se prender alguém em flagrante. Essa prisão é válida. da Lei nº 9034/95. Flagrante retardado: O flagrante retardado. II. de forma que se perceba que tais providências tornaram absolutamente impossível a consumação do delito. criado pelo art. diferenciando-se da situação anterior por não existir obra do agente provocador. desde que a atividades dos agentes seja mantida sob observação e acompanhamento para que a prisão se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de prova e fornecimento de informações. Flagrante esperado: É quando a polícia. torna-se claro que o flagrante provocado é nulo.toma providências para que o suposto culpado seja preso. 59 . permite à polícia retardar a prisão em flagrante de crimes praticados por organizações criminosas. a instigar o sujeito.

304. colhendo. Deverá expedir NOTA DE CULPA. entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. por meio de ofício. 3º Quando o acusado se recusar a assinar. A nova redação assim dispõe: art. Em seguida. segundo o art. afinal. dando início ao inquérito policial. Houveram modificações pela lei 10113/05. o auto de prisão em flagrante será assinado por 60 . 306 do CPP. e a autoridade policial lavrará o competente AUTO DE PRISAO EM FLAGRANTE. desde logo. será o agente preso. no “caput e no § 3º do artigo 304 do CPP. 6". o auto. ouvirá esta o condutor colherá. A autoridade policial deverá fazer a comunicação da prisão ao Juiz da Comarca. IX do CPP). juntando-se cópia do auto de prisão em flagrante. procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita. proceder a identificação do preso e a averiguação da sua vida pregressa (art. a autoridade. após cada oitiva suas respectivas assinaturas. sua assinatura.Auto de prisão em flagrante: Ocorrendo qualquer dessas hipóteses. lavrando. “caput” Apresentado o preso à autoridade competente. não souber ou não puder fazê-lo.

até o trânsito em julgado da sentença. sem o sacrifício da prisão.duas testemunhas. bons antecedentes. poderá ser requerida também em crimes não afiançáveis desde que não esteja presente nenhum dos requisitos que autorize a prisão preventiva ( artigo 311 e 312 do CPP) Poderá ser requerida em qualquer fase do processo. que pode ser prestada pelo próprio preso ou mesmo por outra pessoa. Em geral. O réu tem efetuar comprovação de primariedade. que tenham ouvido sua leitura na presença deste." . ocupação lícita e residência fixa. a Liberdade Provisória é obtida mediante o pagamento de fiança. enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. DOS PROCESSOS EM ESPÉCIE 61 . pois o beneficiado fica sob determinadas condições e com isto poderá perder este benefício a qualquer momento. Liberdade Provisória Medida que garante ao acusado o direito de aguardar em liberdade o transcorrer do processo. É provisória.

b) Processo: é uma atividade jurisdicional desenvolvida pelo juiz visando à aplicação da lei ao caso concreto. b) Falimentares. c. c) Crimes de Funcionários Públicos no exercício de suas funções ou em razão dela. g) Crimes de imprensa. portanto do conjunto de atos que se praticam com a finalidade de fazer atuar a vontade concreta da lei. É a materialização do procedimento.a) Ação: é o direito de invocar. para os delitos apenados com reclusão. c. Trata-se. Representa o ordenamento dos atos processuais. 62 . d) Crimes contra a honra e) Crimes contra a Propriedade Imaterial.2) Comum ou Ordinário: Via de regra. f) Entorpecentes. c) Procedimento: é a seqüência que os atos processuais devem obedecer.1) Especiais: a) Júri (crimes dolosos contra a vida consumados ou tentados). quando não obedecerem o rito especial. de pedir a tutela jurisdicional.

A Lei 10. d) Citação: chamamento do réu ao processo. artigo 351 a 369 CPP e) Lei 9.099/95. Exclui-se aqui os crimes militares. para os delitos apenados com detenção.revogou os artigos 366. 63 . que instituiu o Juizados Especiais Criminais. ampliou o conceito de menor potencial ofensivo para dois anos. quando não obedecerem o rito especial ou o rito sumaríssimo c. não há benefício da lei 9099/95 para estes. • precatória. • mandado. 4) Sumaríssimo: Criado com o advento da Lei 9. e aplicação também para procedimento especial. • ofício requisitório. f) Citação real e ficta Real – feita pessoalmente através de oficial de justiça. 369 e 370 do CPP. Para os crimes com pena máxima em abstrato não superior a um ano.c.3) Sumário: Via de regra. • rogatória. 259/01. com exceção dos crimes que seguem rito especial e para todas as contravenções penais. 367. 368.271/96 .

§ 2º . nos termos do disposto no art. prosseguindo o processo em seus ulteriores atos. secundariamente. ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO A função do assistente é auxiliar. citado por edital.Ficta . ficarão suspensos o processo e curso do prazo prescricional. assistir o M.P. 366 . Nova redação: Art. § 1º . se for o caso. • • • • incerta a pessoa. 312. decretar prisão preventiva. local incerto não sabido. Não se pode falar em assistência antes de iniciar a ação penal. TITULARES DA ASSISTÊNCIA 64 . citação presumida.Se o acusado.As provas antecipadas serão produzidas na presença do Ministério Público e do defensor dativo. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. a acusar e. local inacessível. garantir seus interesses. ajudar. se oculta para não ser encontrada. refluxos quanto à indenização civil dos danos causados pelo crime. ter-se-d por citado pessoalmente.feita por edital.Comparecendo o acusado. nem constituir advogado. não comparecer.

o Mandado de Segurança (pela doutrina dominante). devendo.Como titular do direito de assistência está. no art. Porém. constar dos autos o pedido e a decisão do juiz". caput. 186.art. admitindo a possibilidade de que o interrogatório seja realizado no próprio estabelecimento prisional que se encontrar recolhido o réu (desde que garantidas segurança do juiz. 185.P. Novo procedimento para o Interrogatório. o assistente. Dispõe o artigo 273 do mesmo diploma legal que: "Do despacho que admite ou não. descendente ou irmão do ofendido. ascendente. cônjuge. entretanto. o interrogatório deverá ser 65 .. Esta lei revoga a necessidade de curador ao réu entre 18 e 21 anos de idade. de 1º de dezembro de 2003. cabe. introduziu o § 1º. 272 do CPP. a Lei 10. 0 MP será ouvido previamente sobre a admissão do assistente . Em relação ao réu preso. o titular deve outorgar ao advogado procuração com poderes especiais. não havendo recurso específico. com redação dada pela novel Lei 10. em primeiro lugar.792/2003. o ofendido. do indeferimento do assistente. não caberá recurso. e receberá a causa no estado em que se achar. no interrogatório. 0 assistente pode ser admitido enquanto não passar em julgado a sentença condenatória. Segundo o art. etc). Para intervir como auxiliar do M. do CPP.792.

podendo haver intervenção também do Ministério Público. 194 do CPP pela Lei 10. conforme revogação do art. O advogado deverá acompanhar o interrogatório e poderá influir nas perguntas formuladas pelo juiz.792/03 . não há mais nomeação de curador para réus com idade entre 18 a 21 anos.constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos. Curador : Como já dito. 66 .

14 os prazos serão contados em dobro. Interrogatório. 06. Recebimento pelo juiz. para um dos 08 dias seguintes. 0 juiz marcará a audiência de instrução. em observância ao parágrafo único do artigo 35 da referida Lei. Inquirição das testemunhas de defesa.prazo de 15 dias pua indiciado solto e 03 dias para indiciado preso (arrolando até 5 testemunhas). ou seja. que em 24 horas ordenará a 03. 01.368/76 não poderá exceder a 38 dias se o réu estiver preso. passarão para 76 dias. 0 juiz proferirá o despacho saneador em 48 horas. Na hipótese de ter sido determinado exame de dependência.art. salvo os artigos 12. 02. que se realizará em 5 dias. Inquirição das testemunhas de acusação. 09. 08. Defesa Prévia . 04.13.prazo de 03 dias (arrolando até 5 testemunhas e requerer diligências).LEIS ESPECIAIS a) Lei nº 6368/76 . 07. o prazo para a realização da audiência será de 30 dias . Citação do réu.Crimes de Entorpecentes AÇÃO PENAL ENTORPECENTES PARA CRIMES DE 0 cômputo dos prazos para o término da instrução criminal na sistemática da Lei 6. 67 . debates e julgamento. 23 da Lei. Oferecimento da denúncia . 05.

072/90. 7º) genocídio . 2º) extorsão qualificada pela morte . 159. "caput" e parágrafo único. prazo de 20 minutos prorrogáveis por mais 10 minutos e. Sentença proferida na própria audiência ou no prazo de 05 dias. 1º 2º e 3º da Lei 2. 4º) estupro . Já com relação à Lei 6. 3º) extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada . em qualquer crime é feita no prazo de 15 dias.art. a citação far-seá também por edital. 223. "caput" e sua combinação com o art.§ 3º do CP.art. 157. 11. 214 e sua combinação com o art. "caput" e seus §§ 1º 2ºe 3º.10.368/76. b) Lei nº 8.Crimes Hediondos São considerados crimes hediondos os seguintes delitos: 1º) latrocínio . se o juiz não se achar habilitado. Os prazos são mais exíguos.art.artigo 22. 6º) epidemia com resultado morte .art.art. A citação por edital quando o réu estiver em lugar incerto e não sabido. no prazo de 05 dias . caso o mesmo não seja encontrado.§ 2º do CP. 213. 223. "caput" e parágrafo único.arts. Debates orais.889/56. § 4º da Lei. 68 .art.§ 1º. 267. 5º) atentado violento ao pudor . 158.

ainda que cometido por um só agente. não só incluíram os dois delitos acima descritos no rol de hediondos. para esses delitos. caput e e § 1º § 1º-A e § 1º-B). passaram a figurar na lista de crimes hediondos: 11º) o homicídio qualificado e 12º) o homicídio simples praticado em atividade típica de grupo de extermínio. 9º) o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e 10º) o terrorismo: Com o advento da Lei 8. acresceu-se na lista de crimes hediondos : 13º) falsificação. como excluíram da relação anterior o crime de envenenamento de água potável ou alimento com resultado morte.crimes hediondos por espelhagem. terá o prazo de 30 (trinta) dias. adulteração ou alteração de produto destinado a rins terapêuticos ou medicinais (art. As disposições desta lei.677. como Lei Glória Perez. 273. Com o advento da Lei n " 9. corrupção. conforme dispõe o artigo 2' da referida Lei: 8º) a prática da tortura. prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. A prisão temporária. lei esta também conhecida na "gíria forense". 69 .930 de 06 de setembro de 1994. de 2 julho de 1998.

Esta alteração consta no parágrafo único do artigo 35 da Lei de Entorpecentes. Considera-se crimes de menor potencial ofensivo os crimes cuja pena máxima em abstrato não seja superior a 1 ano. Termo Circunstanciado . 2º da Lei 10.semelhante ao B.Composição dos danos civis no próprio juizado criminal.Art.Segundo a lei seguirá o rito sumaríssimo todas as contravenções penais e os crimes de menor potencial ofensivo.259/01. podendo o agente ser beneficiado com os mesmos institutos da lei 9099/95.259/01 ampliou o conceito de crime de menor potencial ofensivo para 2 anos sem restrições para procedimentos especiais. Diante disso são considerados crimes de menor potencial ofensivo os crimes apenados até 2 anos (art. em seu artigo 10. 0 Composição Civil . c) Lei nº 9.A Lei dos Crimes Hediondos.368/76 (crimes de entorpecentes).Juizado Especial Criminal Para crimes de menor potencial ofensivo : artigo 61 da Lei 9099/95 . dobrou os prazos previstos para os artigos 12. elaborada para os crimes do âmbito da Justiça Federal ampliou o conceito dos crimes de menor potencial ofensivo para 2 anos. Rito Sumaríssimo .259/01).artigo 60 . A Lei 10. 74 . A Lei 10. 13 e 14 da Lei 6. 70 .JECRIM .099/95 . e não siga rito especial.

oferecendo-lhe uma pena restritiva de direitos ou pena de multa. Na ação penal pública condicionada à representação não havendo acordo.É uma proposta que o Ministério Público faz ao autor da infração. Na ação penal privada. esta não impedirá que o promotor ofereça proposta de transação penal. automaticamente renuncia-se o direito de queixa e de representação. oferecendo pena restritiva de direito ou multa.Art. Ocorrerá nas ações penais privadas e públicas condicionadas à representação.. se houver acordo homologa-se uma sentença (não caberá recurso). proposta pelo M. Transação Penal . onde a vítima oferecerá Queixa Crime.Transação penal.P.Transação Penal . remete-se para o rito sumaríssimo. Se houver composição civil entre a vítima e o autor do delito. desde que haja a representação da vítima. 76 . na ação penal pública incondicionada. Condição para receber este benefício que o réu seja primário e não tenha contra ele nenhum processo em andamento. para os crimes cuja a pena mínima em abstrato não exceder a 1 ano.É um acordo feito entre as partes.P. onde se compõem amigavelmente. não havendo acordo. ou pelo próprio juiz de ofício ou até mesmo a pedido do defensor. "Sursis" Processual .Suspensão Condicional do Processo. a vítima representa e o M. oferecerá a transação penal art. Aceita a proposta. Composição Civil . Somente ocorrerá nas ações penais públicas incondicionadas e nas ações penais públicas condicionadas à representação. com período de prova de 2 a 4 anos. 74.Art. 89 . será 71 .

não importará em reincidência. esta ficará registrada. portanto não se perde a primariedade. a renúncia acarreta a extinção da punibilidade..099/95) 1) oferecimento da denúncia ou da queixa 2) citação do réu 3) Audiência : • nesta audiência o advogado fará "Defesa Preliminar” • Juiz receberá a denúncia ou a Queixa • poderá oferecer "Sursis" processual • inquirição da vítima • inquirição das testemunhas da acusação e defesa • interrogatório do acusado • debates orais e sentença 72 . Rito Sumaríssimo: (artigos 77 a 81 da lei 9. (Apelação no prazo de 10 dias). sendo apenas registrada para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de 5 anos.vide art.P.homologada uma sentença que será passível de recurso. automaticamente renuncia-se ao direito de Queixa ou de Representação. Se o autor da infração não aceitar a proposta. 76 Tanto na Composição Civil como na Transação Penal não se discute a culpa. Na Transação Penal quando o autor da infração aceita a proposta do M. Na Composição Civil. o Ministério Público oferecerá a Denúncia e o processo seguirá pelo rito sumaríssimo . quando se faz o acordo.

apenados até 4 anos. omissão.Do não recebimento da denúncia ou da queixa e das sentenças proferidas pelo Jecrim caberá recurso de Apelação . Das sentenças ou acórdãos. para penas até 4 anos. vistas do processo ao MP: denúncia ou arquivamento. Cabe medida cautelar de afastamento do indivíduo que praticou violência doméstica. que houver obscuridade. determinou que. O estatuto do Idoso (Lei 10. não confundir com a aplicação dos benefícios da lei 9099/95. Referida lei refere-se apenas ao procedimento.741/03) autoriza a aplicação de procedimento sumaríssimo aos crimes praticados contra o idoso.artigo 82 prazo de 10 dias. contrariedade ou ambigüidade caberão Embargos de Declaração artigo 83 prazo de 5 dias. deverão seguir o rito sumaríssimo. aos crimes contra o idoso. o legislador objetivando a celeridade dos atos. Observações. Assim. quando este agrediu vítima com quem coabita.depois de relatado é encaminhado ao juiz 2ª FASE (instrutória) 1. O juiz liminarmente determina o afastamento do agente do lar. ASPECTOS GERAIS 1ª FASE (Inquisitiva) IP na Delpol . 73 .

Recursos se houver 10. 6. Oitiva das testemunhas da acusação e depois da defesa. A recebendo. 7. 5.217/01) Lei 9434/97 – Lei de transplante de órgãos (alterações pela lei 10. 4. Denúncia: vai ao juiz para recebê-la ou não. manda citar o réu para o interrogatório. econômica (alterações pela lei 9249/95) Lei 9034/95 – Lei do crime organizado (alterações pela lei 10. 3. Advogado apresenta defesa prévia em 3 dias da intimação. Execução da pena (3ª FASE). 9.2. Depois de transitada em julgado a sentença condenatória será executada perante o juiz das execuções penais (fundamento legal será sempre a Parte Geral do Código Penal e a Lei de Execuções penais (Lei 7210/84) LEIS ESPECIAIS Lei 2252/54 – Corrupção de menores LEI 4898/65 – abuso de autoridade Lei 6368/76 – Lei dos Tóxicos Lei 8072/90 –Lei dos crimes hediondos Lei 8137/90Ordem tributária. Alegações finais. No interrogatório o réu pode ter advogado nomeado ou constituído. 8. Sentença.211/01) Lei 9437/97 – Lei de Armas de fogo (revogada) Lei 9455/97 Lei da Tortura 74 .

826/03 – Estatuto das Armas Alterações mais recentes: Lei 10. 227. Lei nº 11. 148. 741/03 – Estatuto do Idoso Lei 10. 231 e acrescenta o art.2005. 216.Lei 9503/97 – Lei do Trânsito Lei 9605/98 –Lei dos crimes contra o meio ambiente Lei 9613/96 – Lavagem de dinheiro Lei 9807/99lei que instituiu o programa de proteção às vítimas e testemunhas Lei 9099/95. quanto aos crimes seguem a Lei 6368/76) Dec 4388/02 – Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional Lei 10.05. 226. de 7 de dezembro de 1940 .Código de Processo Penal.106 de 28.03.259/01 – Lei dos Juizados Especiais Federais Lei 10.689.Dá nova redação ao caput e ao § 3º do art.848. 215. de 3 de outubro de 1941 . 304 do Decreto-Lei nº 3.113 de 13. 231-A ao Decreto-Lei nº 2. 628/02 – Cuida do Foro por prerrogativa da função Lei 10.Código Penal e dá outras providências.409/02 – Lei de Tóxicos (modifica o procedimento. 75 .Lei dos Juizados Especiais.2005 Altera os arts. Lei 10. Dec 5295/04 – Indulto e comutação de penas Lei nº 11.792/03 – Altera alguns dispositivos do Lei da Execução Penal e ainda alguns artigos do Código de Processo Penal ( modifica o procedimento do interrogatório judicial).

EXERCÍCIOS: Crime: Competência Art. 121 76 Rito: .

§ 3º Art. 157. 137 Art. 129. 157. § 3º Art. 158 Art. 157 Art. § 1º. 129. 155 Art. 12 1. I - 77 . 171 Art. 121. 159 Art. § 6º Art.§ 3º Art. 122 Art. 168 Art. 138 Art. § 2º Art.Art.

o recurso é o RESE. a peça a ser feita é Apelação. 500 do CPP).C. caso em que deverá ser impetrado o "H. art. 3) Caso já tenha sentença condenatória e esta estiver sendo executada. Se já transitou em julgado e não estão presentes os requisitos do artigo 621 do CPP.SE AINDA NÃO TEM SENTENÇA 1) Verificar se o processo já alcançou a fase das Alegações Finais (rito ordinário. caberá agravo em execução (artigo 197 da LEP). com pedidos negados pelo juiz da execução penal. Se já transitou. 2) Se a sentença definitiva ainda não transitou em julgado. conforme ementa nº 45/04)." (dirigido ao Tribunal de Justiça.SE JÁ TEM SENTENÇA 1) Verificar se a sentença já transitou em julgado. 78 . Se já alcançou e for assunto de mérito. desde que presente um dos incisos do Artigo 621 do CPP. elaborar Alegações Finais. 2) Se ainda não alcançou a fase das Alegações Finais. No caso da sentença de primeira fase do júri. caberá então hábeas corpus. verificar se já existe ação penal em andamento. II . cabe Revisão Criminal.PEÇA A SER FEITA I .

TESES DE DEFESA : 79 .C. a peça a ser feita é Apelação. Se for sentença de pronúncia o recurso é o RESE. cabe "H.Se a sentença já transitou em julgado.". Se este já tinha ciência do constrangimento e nada fez o hábeas corpus será impetrado ao Tribunal de justiça. estando os autos ainda na fase de inquérito.3) Se ainda não foi instaurada a ação penal. ou Revisão Criminal. só cabe habeas corpus. dirigido ao Juiz de Direito competente. 6. você deverá oferecer queixa-crime. 2 . a peça a ser feita é Alegações Finais. 4 . só cabe habeas corpus. 5 . mas ainda não transitou em julgado. 3 . impetrar "H.Se ainda não foi instaurada ação penal.Se o processo estiver na fase das Alegações Finais.Se você defende a vítima em uma ação penal privada e ainda não há ação.C.". mas o processo ainda não atingiu a fase das Alegações Finais. OBSERVAÇõES: 1 .Se já tem sentença.Se já foi instaurada a ação penal.

648. não pode mais ser punido. mas por algum motivo. deixar de intimar as partes para comparecer em juízo. Verifiquemos então como ficam as teses de defesa com seus pedidos em Habeas Corpus: (artigo 647. Inexistência do crime. 4) ABUSO DE AUTORIDADE . ou não existe prova de que o réu tenha sido o autor do crime.Réu preso a mais tempo do que determina a própria Lei ou quando que lhe é negado um benefício a que tenha direito (fiança. deixar de cumprir um dispositivo expresso de Lei. estão previstos no artigo 107 do Código Penal. CPP) 80 . pois o pedido será específico para cada tipo de tese. 2) NULIDADE: Trata-se de irregularidade no andamento do processo. 3) EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: Os casos que ensejam a extinção de punibilidade.1) FALTA DE JUSTA CAUSA: Toda vez que o seu cliente for preso ou estiver sendo processado por um crime que ele não cometeu ou não está expresso em Lei. a citação irregular. "sursis") Observação: toda vez que se impetra um habeas corpus deveremos observar com atenção o pedido. É uma mera questão de forma. As nulidades estão previstas no artigo 564 do Código de Processo Penal. Acarretará a nulidade a falta de laudo. 0 agente pratica um crime.

. se a falha processual ocorreu até a fase da defesa previa. Se a tese for EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE o pedido será: .Anulação "ab initio" da ação penal.se preso em flagrante. . . .Revogação da prisão . ou "Hábeas Corpus" preventivo.A extinção da punibilidade do fato imputado ao paciente na ação penal Se a tese for ABUSO DE AUTORIDADE o pedido será: . requerer a partir desta fase.CASSAÇAO DA SENTENÇA se houver sentença.Anulação da ação penal a partir do momento que ocorrer a falha processual.se estiver preso.Relaxamento da prisão em flagrante . Se a tese for NULIDADE o pedido será: .Contramandado de prisão – se ainda não foi preso.Expedição de alvará de soltura .Se a tese for FALTA DE JUSTA CAUSA o pedido será: .prisão preventiva decretada. . 81 .TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL se não houver sentença. Se a falha processual ocorreu após a defesa prévia.

o relaxamento da prisão em flagrante e a expedição do alvará de soltura..”Que se decrete o trancamento da ação penal (tese de falta de justa causa). salvo conduto. por exemplo: ... a revogação da prisão preventiva e a expedição do alvará de soltura.No caso do "habeas corpus" podem ser elaborados até 3 pedidos. relaxamento do flagrante). contramandado.”Decretando-se anulação "ab initio" da ação penal (tese de nulidade). desde que o primeiro pedido seja o da tese respectiva ( falta de justa causa.. . revogação da prisão.. 82 . nulidade. extinção de punibilidade) e os demais sejam em razão da coação (alvará..

Oficial de Justiça certificado que ele não mais residia naquele endereço. porque mudara para o Rio de Janeiro. No processo analisamos que o réu foi declarado revel porque para seu interrogatório o mesmo não foi encontrado no endereço constante--nos autos. onde exercia a função de médico ginecologista. QUESTÃO: Elaborar peça de defesa em favor Tício. Diante desta certidão. A primeira peça que faremos será o problema nº 01. foi Tício citado por edital e não tendo comparecido ao interrogatório o MM. Juiz houve por bem decretar a sua revelia. Juiz da 20º Vara Criminal. pelo MM. PROBLEMA Nº 01 .A sentença condenatória já transitou em julgado. embora tivesse o Sr. já 83 . precisamos agora ler o problema e responder as seguintes questões : 1) Quem é seu cliente? 2) Existe ação penal em andamento? Que momento processual nos encontramos? 3)Existe sentença? Qual? transitou em julgado? Se existir.VAMOS APRENDER A ELABORAR UMA PEÇA.Tício foi denunciado e afinal condenado a pena de um ano de reclusão por emissão de chegue sem provisão de fundos.

verifique primeiramente as hipóteses do artigo 581 do CPP (RESE). ou se a sentença for de pronúncia.4) Observação: Se não há sentença. 5) Existe nulidade? 6) Qual a peça cabível?: 7) Qual a Competência?: 8) Qual sua tese a ser defendida ? Ou seja qual o direito do seu cliente que foi atingido? 9) Qual o pedido?: 84 .

A liberdade provisória não pode ser concedida nos crimes hediondos. assegurando a presença do acusado em Juízo sem o sacrifício da prisão. 5º LXVI da CF. que pode ser prestada pelo próprio preso ou mesmo por outra pessoa. nos casos de crimes inafiançáveis.. A Liberdade Provisória pode ser obtida mediante o pagamento de fiança. Na Liberdade Provisória há deveres e obrigações. Requisitos legais: 85 . enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. não exceder a 3 meses. É provisória. Pode ser requerida em qualquer fase do processo. A Liberdade Provisória é obrigatória sem fiança e sem condições quando a pena for exclusivamente de multa ou quando o máximo da pena privativa de liberdade. apesar de constar alguns julgados em sentido contrário. pois o beneficiado fica sob determinadas condições e com isto poderá perder este benefício a qualquer momento. e art. ou pode ser concedida sem o arbitramento da fiança. Fundamento Legal: art. conforme dispõe artigo 321 do Código de Processo Penal. 310 e seguintes do CPP.LIBERDADE PROVISÓRIA É uma medida que objetiva substituir a prisão provisória por outra providência. o réu livra-se solto.

c) primariedade e bons antecedentes. b)residência fixa. n. Nota de Culpa Remessa de informação Distribuição de informação (vara. O Pedido será autuado em apartado ao comunicado de flagrante. d)flagrante estar formalmente em ordem. Seqüência para o pedido de liberdade provisória: • • • • • • • • • • Findo o APF. comprometendo-se em comparecer a todos os atos do processo a que for devidamente intimado. quando remetido ao fórum. anteriormente pelo delegado que cumpriu o prazo de 24 hs para a comunicação do juízo. o preso será colocado em liberdade.a)ocupação lícita. sob pena de voltar a ser recolhido à prisão. será distribuído para uma das varas criminais. Uma vez concedido. O comunicado do Flagrante ao juízo. já enviado à juízo. havendo assim a prevenção do juízo para todos os pedidos do acusado bem como para onde irá o Inquérito policial após concluído e conseqüentemente onde tramitará a futura ação penal.º do processo) Certidão do Distribuidor sobre antecedentes Fazer o requerimento e despachar diretamente com o Juiz Junte-se ao MP (despacho que será proferido pelo Juiz ) Devolver em Cartório para autuação em apenso (às vezes o pedido é apreciado nos próprios autos) Vai para o MP dar parecer Juiz decide 86 .

• Procuração (após. se necessário) 87 .

§ único do CPP). devidamente qualificado nos autos do inquérito acima epigrafado. vem. (será um desses três endereçamentos. a presença de Vossa Excelência.SP (quando estiver ainda na fase de inquérito) EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JúRI DA CAPITAL SP (quando for crime doloso contra a vida). com fundamento no artigo 5º.1). por seu advogado infra-assinado (doc.[Modelo] LIBERDADE PROVISóRIA EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP (quando o processo já tiver sido distribuído) EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS DA CAPITAL. pelas razões a seguir aduzidas: 88 . conforme o problema apresentado) (10 linhas) "A".-DIPO. requerer seja concedida a Liberdade Provisória. LXVI da Constituição Federal. e artigo 310 e seguintes do Código de Processo Penal (se o crime for inafiançável pedir com fundamento no artigo 310. respeitosamente.

Nestes termos. (doc. esta é só um exemplo) Assim.Boletim Mensal de Jurisprudência . sua concessão é obrigatória se presentes seus requisitos. junto a Digna autoridade policial do Distrito Policial. (Tacrim .3) e mantém emprego fixo.313-415. segundo comprova a carteira profissional inclusa. III . como medida de justiça. o problema substituindo "A" por II .Deste modo.I . 05/10/82 . possui residência fixa.A jurisprudência é pacífica no seguinte entendimento: "Liberdade provisória não é somente uma faculdade do juiz.104). postula-se após o parecer do Digno Representante do Ministério Público. poderá o requerente vir a responder o processo em liberdade.0 requerente se compromete a comparecer a todos os atos do processo.4).0 requerente (se já é processo utilize a nomenclatura “réu”) é primário conforme atesta seus antecedentes criminais (doc. inexistindo requisitos para a continuação da prisão.2).Conte requerente. sem a devida autorização. ( pode ser colocada outra. (doc. o arbitramento da fiança (se o crime for afiançável) e a expedição do alvará de soltura em favor do requerente. pela concessão da LIBERDADE PROVISóRIA. V . 89 . VI . bem como de não se ausentar da comarca. não estando presentes nenhum dos requisitos que autorizem a prisão preventiva. negar o benefício caracteriza coação ilegal".

n. 90 .pede deferimento. São Paulo. de de 2___ Nome do advogado OAB/SP .

LXV. nos autos do (inquérito/processo). nesta Capital. nos termos do art. profissão. por seu advogado infra assinado. (será um desses três endereçamentos.-DIPO -SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JÚRI DO FORUM DE ____________________ -SP (quando for crime doloso contra a vida). o pedido de RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS DA CAPITAL. acima epigrafado.PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DE ________________-SP. requerer à Vossa Excelência. da Constituição Federal. nacionalidade. 5º. estado civil. pelos motivos a seguir expostos: (copiar o problema) 91 . conforme o problema apresentado) (10 linhas) A". vem. residente na rua _______nº__. com todo acatamento e respeito.

......... pede deferimento... está sofrendo uma coação ilegal..Verifica-se que.. vem requerer o relaxamento da prisão em flagrante que lhe foi imposta.. junto à Digna Autoridade do _________Distrito Policial. réu)... com a expedição do competente Alvará de Soltura em seu favor.. Nestes termos. como medida de JUSTIÇA.. São Paulo.. a fim de que possa permanecer em liberdade durante o processo.. com este ato o (indiciado... de de 2____ Nome do Advogado(a) OAB/SP – nº 92 ....” (se tiver uma jurisprudência não coloque) Diante de todo o exposto... Conforme entendimento predominante na Jurisprudência: " .

DA PRISÃO PREVENTIVA pelos motivos a seguir expostos o que segue: (copiar o problema) Com a devida venia. vem.PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL SP EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO DEPARTAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS – DIPO. (10 linhas) "A".CAPITAL -SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA AUXILIAR DO JúRI DA CAPITAL –SP (quando for crime dóloso contra a vida). nacionalidade. 312 do CPP. à presença de Vossa Excelência. estado civil. nos termos do artigo 316 do CPP. requerer a REVOGAÇÃO (TEMPORÁRIA). não foi ferida (ou não subsistem) nenhuma das hipóteses previstas no art. profissão. 93 . residente na rua _______nº__. por seu advogado infra assinado. nesta Capital. respeitosamente.

de de 2____ Nome do advogado OAB/SP – nº 94 .. a fim de que possa ser imediatamente solto........ São Paulo..Conforme entendimento predominante Jurisprudência: " .. junto à Digna Autoridade do _________Distrito Policial. Nestes termos..........” na Diante de todo o exposto.. como medida de JUSTIÇA... pede deferimento. com a expedição do competente Alvará de Soltura (ou contramandado de prisão se ainda não foi preso) em seu favor.. vem requerer a revogação do despacho que decretou a prisão preventiva (temporária) em desfavor do requerente (réu).....

profissão. pelos motivos que passa a expor: (2 linhas) (resumir o problema dado) (2 linhas) Diante de todo exposto. respeitosamente. II.nesta Capital. praticou o requerido o crime previsto no artigo___do Código Penal. nacionalidade. estado civil. 95 . razão pela qual requer possa ser instaurado o competente inquérito policial e posteriormente oferecida a denúncia pelo Digno Representante do Ministério Público. estado civil.nº__. conforme e procuração anexa (doc. residente na rua______. 1) vem. residente na rua______nº__. com fulcro no artigo 5º.nesta Capital.PEDIDO DE POLICIAL INSTAURAÇÃO DE INQÚERITO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular do____ Distrito Policial da Capital-SP (10 linhas) "N'. profissão. nacionalidade. por seu advogado e procurador infra assinado. do Código de Processo Penal. requerer a INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL contra "B".

. Nome do Advogado(a) OAB/SP. 2) ................. pede deferimento...... Nº Rol de Testemunhas: 1) ..... de de 2___........ São Paulo.Termos em que......................... 3) ............. 96 .

a fim de que possa ser instaurado o competente inquérito policial e posteriormente oferecida a denúncia pelo Digno Representante do Ministério Público. residente na rua______.nesta Capital.nesta Capital.nº__. pelos motivos que passa a expor: (2 linhas) (resumir o problema dado) (2 linhas) Diante de todo exposto. com fulcro no artigo 39 do Código de Processo Penal. nacionalidade. oferecer REPRESENTAÇÃO contra "B". razão pela qual é oferecida a presente representação. estado civil. profissão. no prazo legal. nacionalidade. 97 . estado civil. praticou o ora representado o crime previsto no artigo___do Código Penal. conforme e procuração anexa (doc. respeitosamente.REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular do____ Distrito Policial da Capital-SP (10 linhas) "N'. 1) vem. por seu advogado e procurador infra assinado. profissão. residente na rua______nº__.

Nº Rol de Testemunhas: 1) .......... de de 2___... 98 ............... Nome do Advogado (a) OAB/SP.........Termos em que... pede deferimento..... 3) . 2) ......................... São Paulo.......

nacionalidade.. oferecer QUEIXA-CRIME. nesta Capital. com fulcro nos artigos 41 e 44 do Código de Processo Penal. profissão. residente na rua______n..º__... respeitosamente. à presença de Vossa Excelência... Diante de todo exposto. requerendo. estado civil. 1). por seu advogado e procurador infra-assinado. vem requerer seja recebida a presente Queixa-Crime..conforme procuração anexa (doc. estado civil.Com efeito. nacionalidade.. profissão.0 querelante (copiar o problema) II . e a notificação das testemunhas abaixo arroladas.QUEIXA-CRIME EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA___VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP (10 linhas) "A". do Código Penal. o querelado cometeu o crime de . pelas razões a seguir aduzidas: (2 linhas) I .residente na rua______nº__nesta Capital. a citação do mesmo. por ser medida de Justiça. para que ao final o querelado seja condenado pelo crime previsto no artigo .. ainda. 99 .. vem. contra "B".

..... 3) ..... São Paulo.... pede deferimento.................................. 100 ............(2 linhas) Nestes termos..... de de 2___ Nome do Advogado (a) OAB/SP.... 2) ............. Nº Rol de Testemunhas: 1 ) ..........

Juiz Criminal. Sr... V e 110 do Código de Processo Penal. 101 . (Nome)..Exceção de coisa julgada Exmo.. requerendo... que lhe move a Justiça Pública... através da qual o acusado logrou absolvição do delito imputado. nos autos acima....... vem. 95... Vara Criminal... de Direito da. respeitosamente. uma vez que a infração... Dr. pois... à presença de Vossa Excelência.... Vara SP Processo nº . o arquivamento do processo...... conforme certifica a cópia da sentença em apenso.. acometida ao réu. em ação penal. com fulcro nos arts... já foi julgada pelo Juízo da .. por seu advogado abaixo subscrito.. argüir Exceção de coisa julgada no feito objeto da presente ação penal..

Nestes termos. Local e data Nome do advogado. pede deferimento. OAB/SP 102 .

III e 95... requerendo..... Exceção de uma vez que é inteiramente descabida a queixacrime apresentada por pessoa estranha à lide.... Dr.. fundado nos arts..... IV do Código de Processo Penal.. argüir ilegitimidade de parte. Vara Processo nº... o arquivamento do processo.. por seu advogado abaixo subscrito.... 103 ..... (Nome). regularmente processado por este respeitável juízo..SP da. Sr... vem.......Exceção de ilegitimidade de parte Exmo.... 43. destarte. Juiz de Direito Criminal.

pede deferimento. 104 . data e assinatura advogado. Nestes termos. conforme determina o artigo 564. Com efeito Desta forma. sem ter legitimidade para tanto. tendo a Justiça Pública (ou o ofendido). do CPP. II. é a presente para requerer a declaração de sua nulidade. iniciado a ação penal.(argumentar). do Local.

Dr. respeitosamente......SP Processo nº. regularmente processado neste respeitável juízo..... Sr.. Vara Criminal.Exceção de incompetência Exmo. à presença de Vossa Excelência. vem...... portanto. Requer.. (Nome)... 95.. Juiz de Direito da... por seu advogado abaixo subscrito..... argüir incompetência Exceção de deste juízo para julgar o feito... nos termos dos arts. seja reconhecida a procedência da presente ação de 105 ..... III e 110 do Código de Processo Penal. uma vez que a mesma ação penal está sendo objeto de julgamento na... Vara Criminal.

Local e data Nome do advogado. adotando. OAB/SP 106 . as providências previstas no artigo 108. via de conseqüência. Nestes termos.incompetência. § 1º do Código de Processo Penal. Pede deferimento.

assim não entender Vossa Excelência... Dr. Juiz de Direito da.-SP Processo nº ..... regularmente processado neste respeitável juízo. requer o peticionário sejam os autos da presente argüição de supeição. no feito.. não por colocar em dúvida sua isenção. (Nome).... 95.. com fulcro nos arts.... Vara Criminal da .Exceção de suspeição Exmo. vem.... argüir Exceção de suspeição de V Exa. 107 . por seu advogado abaixo subscrito........ Sr..... Se contudo.. mas porque a lei expressamente determina que o juiz deverá declarar-se suspeito por (arrolar uma das hipóteses do artigo 254 do CPP)... respeitosamente... I e 254 do Código de Processo Penal..

nos termos do artigo 100 do CPP. Deferimento.remetidos à superior instância para julgamento. Termos. Testemunhas 1) 2) N. E. OAB/SP nº 108 . Local e data Nome do advogado.

... (nome.. qualificação e domicílio).... Vara Criminal .. na qualidade de vítima.. com todo acatamento e respeito.......... Dr.. Local e data 109 ..SP Processo nº .. Termos em que...... nos termos do artigo 268 e seguintes da Lei Processual Penal .......... vem........ requerer após ouvido o Ministério Público...... pede deferimento. seja admitido como ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO...........ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO Exmo Sr. à presença de Vossa Excelência............. que a Justiça Pública move contra ...... por seu advogado e bastante procurador. em ação penal.... Juiz de Direito da ... nos autos do processo acima epigrafado.

se for ação penal privada). DEFESA PRÉVIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital. contestando a denúncia (ou QueixaCrime. que esta subscreve. à presença de Vossa Excelência. respeitosamente. (pule oito linhas) Processo nº (pule 2 linhas) "A". já qualificado nos autos da referida ação. a notificação das testemunhas abaixo arroladas. 110 . em todos os seus termos e ao final provar a sua inocência. requerendo. apresentar DEFESA PRÉVIA.-SP Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Auxiliar do Júri da Capital –SP (crimes da competência do Júri ). com fulcro no artigo 395 do Código de Processo Penal.Nome do Advogado OAB/SP Nº. desde já. vem por seu advogado. Nestes termos.

2) …………… 3) ……………. 111 . São Paulo.pede deferimento. Nº Rol de Testemunhas: 1)……………. de de 2____. Nome do Advogado (a) OAB/SP.

São Paulo.... a notificação das testemunhas abaixo arroladas.... pede deferimento... requerendo desde já. Nestes termos. por ser improcedente. respeitosamente. vem por seu advogado que esta subscreve.. 112 ... contestando a acusação em todos os seus termos. de de 2___. à presença de Vossa Excelência..... com fulcro no artigo 421 do Código de Processo Penal.... oferecer Crime Contrariedade o Libelo de fis... como se provará em plenário.. (pule 2 linhas) "A". já qualificado nos autos do processo crime que lhe move a justiça pública.. -SP... (pule 8 linhas) Processo nº ......CONTRARIEDADE DO LIBELO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do ____Tribunal do Júri da .

................... 5) .... Nº (2 linhas) Rol de Testemunhas: 1)............. Nome do 113 . 3) ................................ 2).............................Advogado (a) OAB/SP............................. 4) .........

..... que lhe move a Justiça Pública (querelante/querelado) vem por seu advogado.. acima epigrafada... respeitosamente. à presença de Vossa Excelência..... PROCESSO nº: (2 linhas) A".. já qualificado. nos autos da referida ação. conforme o problema apresentado) (8 linhas) AUTOR: Justiça Pública RÉU: ...ALEGAÇOES FINAIS Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da (n°) Vara Criminal da comarca de (Cidade) (Estado) Excelentíssimo Sr Doutor Juiz de Direito da ________Vara Criminal do Foro ______da Comarca da _________________-São Paulo Excelentíssimo Sr Doutor Juiz de Direito da ________Vara do Júri da Comarca da _________________-São Paulo Excelentíssimo Sr Doutor Juiz Federal da ___Vara Criminal Federal da Seção JUdiciária de _____________________-SP (será um desses endereçamentos... que esta subscreve. oferecer suas ALEGAÇÕES FINAIS... 114 .....

para ser aduzidas: Com a devida venia....... desclassificação ou absolvição sumária nas alegações da primeira fase do júri)....” ( atenção: se não tiver não coloque) Diante de todo o exposto. improcedente. Nome do . (postula –se a impronúncia... a merece ser julgada pelas razões a seguir (com suas palavras elabore uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: ". 406) do Código de Processo Penal. advogado (a) 115 Termos em pede de de 2___. postula-se a absolvição do réu com fulcro no artigo 386.. Desclassificação ou Absolvição Sumária.... se for do Júri) da imputação que lhe é feita (RESUMIR O PROBLEMA) presente ação penal.. oportunidade em que espera ser absolvido (Impronunciado. inciso ____ do Código de Processo Penal. deferimento São Paulo. que..... por ser medida de JUSTIÇA.............com fulcro no artigo 500 (no júri art..

/ ou a desclassificação para o furto privilegiado. ou /julgada improcedente a presente ação penal.. 386 . com fundamento no art. não registrar antecedentes criminais.. ou a consideração do roubo em sua modalidade simples.. nexo causal.) Desclassificação 410 – Para um outro crime que não seja de 116 . eis que ausente a causa de aumento de pena... Impronúncia 409 – Fato típico (ausência de dolo ou culpa... requer seja decretada a nulidade “ab initio” ou a partir de determinado ato de deu origem ao vício.. ou. 107) com o conseqüente arquivamento dos autos . o regime aberto. com a conseqüente absolvição do acusado.: crime impossível. tipicidade (ex..OAB/SP... ou / requer seja declarada extinta a punibilidade (art. em razão de ser o acusado primário. Nº DO PEDIDO: “Ex positis”. Em caso de condenação.... resultado. requer seja concedido o benefício do sursis ou a substituição da pena privativa de liberdade por outra espécie (RD ou M).

Desclassificação ou Absolvição Sumária. 117 .competência do Tribunal do Júri (ex.) Absolvição Sumária 411 – Causas excludentes da ilicitude ou da culpabilidade ** obs..: lesão corporal seguida de morte ou/ homicídio culposo.: Não esqueça: Se for caso de Júri. conforme o caso : Impronúncia.. devemos pedir.

APELAÇÃO a) Apelação . daquele que prolatou. a. o julgamento do recurso compete a órgão diverso. Portanto. isto é. cabe também o RESE. os autos voltam ao apelante para que ele apresente as razões em 8 dias). 593 do CPP É o recurso cabível das decisões definitivas.art. Assim o juiz poderá: Recebê-la ( Neste caso. 581. para que ele em primeiro lugar possa analisar os pressupostos de admissibilidade. A Interposição será sempre endereçada ao próprio Juiz que prolatou a sentença. nenhum órgão jurisdicional pode alterar as decisões proferidas por ele.art.1) Apelação de Sentenças Proferidas pelo Tribunal do Júri: As decisões do Tribunal do Júri são soberanas. ou seja. O fundamento para apresentação das razões é o artigo 600 do CPP Denegá-la – (Neste caso. A apelação é um recurso de INSTÂNCIA REITERADA. os autos são remetidos ao Tribunal competente para reexame da matéria. Com as razões. mas 118 . Neste caso. a sentença. no prazo de 5 dias a contar da intimação da sentença. cabe RESE . não se pede a reforma da sentença. condenatórias ou absolutórias de 1º grau. ao se apelar de uma sentença proferida pelo Tribunal do Júri. quando o réu apela e foge ou quando não recolhe custas de preparo (ação penal privada). XV do CPP)Recebê-la e Julgá-la Deserta (ocorre deserção.

sim que o apelante seja submetido a um novo júri. se houve erro cometido pelo juizpresidente. 593. pode o Tribunal de 2a. instância corrigir o erro (art. apenas determina que o réu seja julgado por novo corpo de jurados. ou à decisão dos jurados. "c" da CF. Se o erro foi dos jurados o tribunal não reforma a sentença. se a apelação se basear no fato da sentença do Juiz-Presidente ser contrária à lei expressa. Haverá novo júri.). 5º.§ § 1º e 2º CPP. art. reformando a sentença a sentença. Assim o tribunal só reforma sentença proferida no Tribunal do Júri. 119 . XXX VIII. se houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. Entretanto.

. com a sentença que o condenou à pena de___anos de reclusão (detenção). inciso .INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital. com fulcro no artigo 593.. dela interpor recurso de APELAÇÃO. vem.SP Juiz de Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital-SP (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A".do Código Penal. por seu advogado. 120 .. como incurso no artigo___. III -se for Tribunal do Júri) do Código de Processo Penal. que lhe move a Justiça Pública. respeitosamente. (artigo 593. já qualificado nos autos do processo crime. não se conformando. à presença de Vossa Excelência...

.... seja recebido o presente recurso.Requer pois. Pede Deferimento.. seja ordenado e processado e após remetido com as razões ao Egrégio Tribunal de .. para que.......... São Paulo. Termos em que.nº 121 .... de de Nome do Advogado(a) OAB/SP.....

Juiz de primeiro Grau.. (redigir com palavras uma tese de defesa) suas 122 ... pelas razões a seguir aduzidas: ( pule 1 linha) (copiar o problema substituindo "A" por apelante)..RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: "A" APELADO: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO Nº Egrégio Tribunal de_____ Colenda Câmara.....M.... por sentença proferida pelo M....... Douta Procuradoria de Justiça. Não agiu como costumeiro acerto...... o Ínclito Magistrado “a quo” ao proferir o decreto ora combatido. (2 linhas) Com efeito. O ora apelante foi condenado à pena de .

Nome do Advogado OAB/SP. decretando-se a absolvição do apelante......... de de 2___..Conforme entendimento predominante na jurisprudência:”.. Nº 123 ..” (só coloque esta frase se tiver jurisprudência) Diante de todo o exposto.......... por ser medida de JUSTIÇA. São Paulo.... postula-se seja dado provimento ao recurso.

já qualificado nos autos do processo crime. com a r. não se conformando. (08 linhas) Processo nº (2 linhas) “A”..INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO NO JECRIM ( quando a r.artigo 60 da lei 9. que lhe move a Justiça Pública. à presença de Vossa Excelência.. Jecrim .sentença que o condenou à pena de ___anos detenção. por seu advogado. dela interpor RECURSO DE APELAÇÃO 124 . do Código Penal.. sentença for proferida em procedimento sumaríssimo.. respeitosamente. vem..099/95) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal do Juizado Especial Criminal do Foro ___________da Comarca de ________________-SP. como incurso no artigo ...

nº OBS: As razões são idênticas á petição de “razões de apelação”. de de 2___. Pede Deferimento. 125 . São Paulo.com fulcro no artigo 82 da lei 9. Termos em que. Nome do Advogado OAB/SP.099/95 a Egrégia Turma Julgadora.

por ser manifestamente contrária a prova dos autos. a interposição é a mesma da folha anterior..... Colenda Câmara............ Egrégio Tribunal de Justiça. (2 linhas) Com efeito... (2 linhas) (copiar o problema substituindo o "A" por apelante).......” (só coloque este parágrafo se encontrar uma jurisprudência)......RAZÕES DE APELAÇÃO DO TRIBUNAL DO JURI ( quando o crime for de competência do Tribunal do Júri..... 126 . apenas com fundamento no artigo 593. PROCESSO nº .... Douta Procuradoria de Justiça: Não deve prevalecer a respeitável decisão condenatória do Egrégio Tribunal do Júri...... III do CPP) RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: "A" APELADO: . o apelante (redigir com suas palavras)... Conforme entendimento predominante na jurisprudência: "...

São Paulo.Diante de todo o exposto. Nº 127 . determinando seja o apelante submetido a novo julgamento. postula-se seja dado provimento ao presente recurso. para que assim se faça JUSTIÇA. de de 2___. Nome do Advogado (a) OAB/SP.

requerer a juntada de suas 128 . que lhe move a Justiça Pública. não se conformando. apelou e. como incurso no artigo___. respeitosamente.SP. com a sentença que o condenou à pena de___anos de reclusão (detenção). (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A".QUANDO FOR APENAS JUNTADA DE RAZÕES DE APELAÇÃO ( se o problema constar que o réu apelou. à presença de Vossa Excelência. deveremos apenas efetuar a juntada das razões de apelação) PETIÇÃO DE APELAÇÃO JUNTADA DE RAZÕES Juiz de DE Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital -SP Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital. desta forma vem.do Código Penal. já qualificado nos autos do processo crime.

. de de Nome do OAB/SP. pede deferimento... com fulcro no artigo 600 Penal....RAZÕES DE APELAÇÃO..... São Paulo... Termos em que..... seja remetido com as razões ao Egrégio Tribunal de . do Código de Processo Requer pois...... após as contra-razões da acusação.nº Advogado(a) 129 ..

já qualificado nos autos do processo crime. do Código de Processo 130 . por seu advogado. com fulcro no artigo 600 Penal.RAZÕES DE APELAÇÃO. deveremos apenas efetuar a juntada das contrarazões de apelação) Excelentíssimo Senhor Doutor da___Vara Criminal da Capital -SP Juiz de Direito Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital-SP (crimes dolosos contra vida) (08 linhas) Processo nº (2 linhas) "A". que lhe move a Justiça Pública. com a sentença vem.PETIÇÃO DE JUNTADA DE CONTRA. a juntada de suas CONTRA. à presença de Vossa Excelência.RAZÕES DE APELAÇÃO ( se o problema constar que a acusação apelou. requerer. tendo em vista o recurso ministerial que não se conformou.

.. com a juntada da presente contra-razões..... acórdão dado improvimento... no aguardo que seja o v. de de Nome do Advogado(a) OAB/SP..nº 131 ... seja ordenado e processado e remetido os autos ao Egrégio Tribunal de ...... pede deferimento.. Termos em que..... São Paulo...Requer pois.

.... Douta Procuradoria de Justiça: O réu foi denunciado e ao final absolvido ( condenado pela pena de.. Egrégio Tribunal de .. Não se conformando com o r.... sentença.... sentença O recurso interposto pelo Ministério Público deve ser improvido.CONTRA RAZÕES DE APELAÇÃO APELADO: "A" APELANTE: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO nº . para que se mantenha a sentença prolatada em favor do apelado..... a acusação apelou.. 132 ....M. Colenda Câmara.. buscando acolhimento perante esta Colenda Câmara.. Juiz “a quo” com o costumeiro acerto ao proferir a r. decisório.. para ver reformada a r. Com a permissa vênia.). agiu o M... pelas razões a seguir aduzidas: ( 1 linha) (copiar o problema)....

.... o apelado (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência:”. improcede a apelação interposta pelo Digno Representante do Ministério Público.” (se não tiver não coloque esta frase) Diante do exposto. como medida de JUSTIÇA.(1 linha) Com efeito.... São Paulo....... Nome do Advogado OAB/SP. de de 2___.. Nº (a) 133 ....... devendo ser mantida a absolvição..

para que este apresente contra-razões. Em seguida. ou sentença de 1º grau. É um recurso taxativo. Prazo: 5 dias para interposição e 2 dias para razões e 2 dias para contra-razões A Interposição será endereçada ao próprio Juiz que prolatou a decisão. o recorrente terá 2 dias para arrazoá-lo. 581 do CPP Recurso cabível de um despacho. que em 2 dias. decisão. REFORMARÁ ou SUSTENTARÁ a sua decisão. Se o Juiz mantiver a decisão. Recebido o RESE. os autos irão com vista ao recorrido. Após. os autos vão conclusos ao Juiz. o recurso subirá ao Tribunal competente para reexame da matéria (juízo "ad quem"). 0 RESE é um recurso de INSTANCIA MISTA. pois apresenta no primeiro momento o EFEITO ITERADO (o julgamento do recurso compete ao próprio órgão que prolatou a decisão). apresenta no segundo momento o EFEITO REITERADO (o julgamento do mesmo compete a órgão diverso daquele que prolatou a decisão). 134 .RECURSO EM SENTIDO ESTRITO . Se MANTIVER a decisão. pois só é cabível nos casos elencados no artigo 581 do CPP.art. despacho ou sentença e este irá analisar os pressupostos de admissibilidade.

. vem.. Assim sendo. do Código de Processo Penal. .. já qualificado nos autos do processo crime.. "data maxima venia". Caso Vossa Excelência entenda que 135 .. requer seja aplicado o juízo de retratação.. com fundamento no artigo 581.INTERPOSIÇÃO DO RESE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital -SP Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Auxiliar do Júri da Capital. com a decisão (ou sentença de pronúncia)... por seu advogado infra-assinado..-SP (8 linhas) Processo nº (2 linhas) "A". não se conformando. à presença de Vossa Excelência. interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (ou recorrer em sentido estrito).

(lembre-se da ementa 45/04.. hoje apenas Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Federal na esfera federal) Termos em que.. de de 2___........ São Paulo.. Nº 136 ..deva manter a decisão.. Pede Deferimento.. Nome do Advogado (a) OAB/SP... requer seja remetido o presente Recurso ao Egrégio Tribunal de . com as inclusas razões.. do Estado de São Paulo. requerendo seja recebido e processado o recurso.

.. Com efeito... aguardando afinal se digne (m) Vossa(s) Excelência(s) reformá-la.. Nobres Julgadores Douta Procuradoria de Justiça: O ora recorrente não se conformando com a respeitável decisão (sentença de pronúncia)....... (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " .. proferida pelo M.... veio recorrer em SENTIDO ESTRITO..... (se não tiver não coloque) 137 . Juiz “a quo”.RAZÕES DO RESE RECORRENTE: "A" RECORRIDO: JUSTIÇA PúBLICA PROCESSO Nº Egrégio Tribunal Colenda Câmara.. pelas razões a seguir aduzidas: (copiar o problema)..M...

Diante de todo o exposto. São Paulo. de de 2___... postula-se seja dado provimento ao recurso............ Nome do Advogado (a) OAB/SP.. que deixou de conceder.. Nº 138 . para que assim se faça justiça. para tornar sem efeito a decisão recorrida (sentença de pronúncia)..

XIX. a parte contrária poderá recorrer por simples petição. ou em forma de instrumento. hoje ensejam o Agravo. usa-se. XXIIII e XXIV do CPP. XXII. podendo a parte indicar peças. 197 da LEP . 139 . originariamente atacáveis pelo Recurso em Sentido Estrito. que reformará ou sustentará sua decisão. os autos serão conclusos ao Juiz. o agravo subirá para o Tribunal. sem a necessidade. 581. o recurso e deverá determinar o processamento nos próprios autos. Em seguida. este recurso não está previsto no CPP. XVII. XXI. A interposição do recurso deverá ser feita por petição num prazo de 5 dias. XII. de novas razões. já que as hipóteses somente ocorrem na fase executória. o agravante terá o prazo de 2 dias para apresentar as razões.Com a resposta ou sem ela.AGRAVO EM EXECUCÃO (art. Se o Juiz reformar a decisão. e o procedimento do RESE no processo penal. pois a Lei que o instituiu é posterior. se não modificar sua decisão.210/84) Recurso oponível das decisões e despachos proferidos pelo Juiz da Vara das Execuções. o agravado terá o prazo de 2 dias para apresentar suas contra-razões. o procedimento do Agravo previsto na lei processual civil. Formado o instrumento ou nos próprios autos. Em seguida. por analogia. XI. As hipóteses previstas no art. XX.Lei nº 7. o juiz receberá ou não.

...SP Processo nº (10 linhas) "A". requerendo seja recebido e processado o recurso. interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO com fundamento no artigo 197 da Lei 7.....INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital . não se conformando..... seja remetido o presente Recurso ao Egrégio Tribunal de . com a decisão que denegou o seu pedido de . Caso Vossa Excelência entenda que deva manter a decisão. Termos em que.... requer seja aplicado o juízo de retratação.vem . já qualificado nos autos do processo crime. à presença de Vossa Excelência. pelas razões expostas em anexo... Assim sendo.. requer então..Lei de Execução Penal...210/84.. "data maxima venia".... por seu advogado infra-assinado... com as inclusas razões... 140 .

Nome do Advogado (a) OAB/SP – nº 141 .Neste termos. de de 2_____. pede deferimento. São Paulo.

.............. postula-se seja dado provimento ao presente recurso. Contra esta decisão o agravante se rebela. Douta Procuradoria de Justiça: (copiar o problema). Meritíssimo Juiz.... Com efeito.. para tornar sem 142 . (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " . (se não tiver não coloque) Diante de todo o exposto.RAZÕES DO AGRAVO RAZÕES DO RECURSO DE AGRAVO AGRAVANTE: "A" AGRAVADO: Justiça Pública PROCESSO nº . Colenda Câmara.......

.. que concedeu . não São Paulo.. para que assim se faça justiça..efeito a decisão agravada........ de de Nome do advogado (a) OAB/SP – nº 143 ....

(ementa 45/04). 626 do CPP). 621 do Código de Processo Penal) Caberá a revisão dos processos findos com sentença transitada em julgado quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos. descendentes ou irmão (art. é peça privativa da defesa. a anulação do processo (art. a modificação da pena. a absolvição do acusado. Não há prazo para a sua propositura. ascendentes. 144 . se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. pelo cônjuge. ou ainda. exames ou documentos comprovadamente falsos. transitada em julgado. A revisão poderá objetivar a alteração da classificação do delito. no caso de sua morte. pois visa invalidar uma sentença já transitada em julgado. basta que exista uma sentença condenatória. REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A Revisão Criminal pode ser pedida pelo condenado e. A Revisão Criminal é uma ação natureza constitutiva.REVISÃO CRIMINAL (Art. ou se fundar em depoimentos. ou apos a sentença. 623 do CPP).

com incurso no artigo do Código Penal. do Código de Processo Penal... (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência. (esfera federal) (10 linhas) "A". (se não tiver uma jurisprudência sobre o caso.2). vem à presença de Vossa Excelência.. " .. profissão.Excelentíssimo Senhor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal de São Paulo– 3ª Região.. já transitada em julgado (certidão anexa .. estado civil..doc. pelas razões a seguir aduzidas e requerer o quanto segue: (resumir o problema dado substituindo "A" por Revisionando). nacionalidade.. processo nº que o condenou à pena de__anos de reclusão (ou detenção). residente na rua______nº___nesta capital.1). respeitosamente apresentar contra a mesma. Com efeito. por seu advogado que esta subscreve (doc. da___Vara Criminal (ou Tribunal do Júri). não coloque) 145 . não se conformando com a referida sentença. REVISÃO CRIMINAL com fulcro no artigo 621 .

como medida de justiça.nº. 146 .Diante de todo o exposto. nos termos do artigo 626 do Código de Processo Penal. decretando-se a absolvição do Revisionando (ou a anulação do processo). postula-se seja deferido o presente pedido REVISIONAL. Termos em que. Nome do advogado (a) OAB/SP. de de 2___. pede deferimento São Paulo.

vir e de permanecer).HABEAS CORPUS Fundamento Legal (. 0 habeas corpus pode ser: 147 .Art. Embora incluído no Código de Processo Penal como recurso. 0 habeas corpus é sempre dirigido à autoridade jurisdicional hierarquicamente superior àquela tida como autoridade coatora. inclusive pelo paciente (aquele que está sofrendo a coação ilegal. Pode ser impetrado por qualquer pessoa. 5º. a doutrina é unânime em considerar o habeas corpus como verdadeira ação. destinado a tutelar. de maneira eficaz e imediata a liberdade de locomoção (direito de ir. ou se encontra na iminência de sofrêla). se for o caso. deverá ser dirigida ao Presidente do Tribunal ou presidente do Superior Tribunal de Justiça ou ainda ao Presidente do Supremeo Tribunal Federal . que tem por finalidade amparar o direito de liberdade. e artigos 647 e 648 do CPP) 0 habeas corpus é um remédio constitucional. LXVIII da C.F. Se o pedido for dirigido ao Tribunal de 2º instância ou superior a esta .

148 . denegado em 2ª instância caberá o Recurso Ordinário Constitucional. Se o habeas corpus for negado em 1ª instância. Liberatório: quando o paciente já estiver sofrendo a coação ilegal em sua liberdade de locomoção. Ela visa a atender casos em que a cessação da coação ilegal exige pronta intervenção do judiciário.Preventivo: quando impetrado contra uma ameaça à liberdade de locomoção. caberá Recurso em Sentido Estrito. Existe liminar em pedido de habeas corpus.

......... inciso ..... do Código de Processo Penal. DE SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA AUXILIAR DO TRIBUNAL DO JÚRI DA .... vem com fundamento no artigo 5º inciso LXVIII.... (10 linhas) “ “...... pelas razões que passa expor: (2 linhas) HISTÓRICO problema) 149 “ (copiar o ........MODELO DE “HABEAS CORPUS” (TODAS AS TESES) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA . da Constituição Federal e artigos 647 e 648.... advogado (qualificação).. impetrar ordem de “HABEAS CORPUS” em favor de “(qualificação).. DE SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ/DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL SÃO PAULO ou EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA /SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL...

deixou o Meritíssimo Juiz/Doutor Delegado de cumprir/ de ser cumprido o disposto no artigo do CPP/CF. inciso . do Código de Processo Penal / mesmo Código. alínea . (tese de argumentação). SENTENÇA FALTA DE JUSTA CAUSA COM A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por falta de justa causa. do Código de Processo Penal/ mesmo Código. Com efeito. alínea. Com efeito. ocorrendo assim a nulidade prevista no artigo 564. ocorrendo assim a nulidade prevista no artigo 564. NULIDADE SEM SENTENÇA O referido processo/inquérito/ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida num processo manifestamente nulo. 150 .(2 linhas) defesa) ARGUMENTAÇÃO (tese de NULIDADE COM SENTENÇA A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida num processo manifestamente nulo. inciso . deixou o Meritíssimo Juiz de cumprir / de ser cumprido o disposto artigo do CPP/CF. Com efeito.

do Código Penal. quando foi proferida a respeitável sentença condenatória já tinha ocorrido a prescrição/ decadência/ perempção. Com efeito. conforme disposto no artigo 107. (tese de argumentação). EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE SEM SENTENÇA O referido processo/ inquérito/ ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido instaurada quando já estava extinta a punibilidade. (prescrição/ decadência/ perempção). EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE COM SENTENÇA A referida condenação constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por ter sido proferida quando já estava extinta a punibilidade. Com efeito. por abuso de autoridade. conforme disposto no artigo 107. Com efeito. ABUSO DE AUTORIDADE A referida prisão constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente. 151 . do Código Penal. (tese de argumentação). inciso IV. inciso IV.FALTA DE JUSTA CAUSA SEM SENTENÇA O referido processo/inquérito/ação penal constitui entretanto uma coação ilegal contra o paciente por falta de justa causa. Com efeito (tese de argumentação).

Conforme jurisprudencial predominante: requerer seja decretando-se entendimento Diante do exposto.P. a anulação “ab inítio”/ a partir de. daquela ação penal (NULIDADE) decretando-se o trancamento da ação penal (FALTA DE JUSTA CAUSA SEM SENTENÇA) com a cassação da setença proferida contra o paciente (FALTA DE JUSTA CAUSA COM SENTENÇA) decretando-se a extinção de punibilidade do fato imputado ao paciente naquela ação penal/ I. (EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE) com a revogação da prisão preventiva decretada contra a paciente com o relaxamento da prisão flagrante imposta contra a paciente 152 . vem concedida a ordem impetrada.

e a expedição de alvará de soltura/ e a expedição de contra-mandado de prisão. em seu favor. DATA ADVOGADO OAB/SP HABEAS CORPUS com tese de NULIDADE EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR MINSTRO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. (quando a autoridade coatora for os Tribunais de 2ª instância) Ou EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO 153 . como medida de inteira JUSTIÇA! Nestes termos pede deferimento LOCAL.

nº ___residente na rua_____nº___.TRIBUNAL ..X.. e artigo 647 e 648.. VARA CRIMINAL DA CAPITAL -SP.. nacionalidade........ (quando a autoridade coatora for o juiz de direito) Ou EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA . que vem sofrendo constrangimento ilegal por parte do Meritíssimo Juiz da___Vara Criminal (Ilustrissimo Delegado do__Distrito Policial. iciso____do CPP impetrar ordem de "Habeas corpus”.. LXVIII da Constituição Federal.nesta Capital.. vem... por ter sido proferida num processo manifestamente nulo..(quando a autoridade coatora for o delegado de polícia) (10 linhas) X.... em favor de "A".0 paciente. nesta Capital. (com suas palavras apresente uma tese defensiva) 154 ... Com efeito...Referida (ação ou condenação) constitui uma coação ilegal contra o paciente. pelas razões a seguir aduzidas: I . advogado inscrito na OAB/SP nº___com escritório na rua______nº. profissão......X.. estado civil.. portador da cédula de identidade RG. (resumir o problema dado) II .. com fundamento no artigo 5º.. Tribunal)..

Nº 155 . i Nestes termos. de de 2___. ( Faça um desfecho para o caso) Diante de todo o exposto.Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (copiar a jurisprudência" Acórdão. se não tiver não coloque).. como medida de justiça. postula-se após as informações prestadas junto à autoridade coatora. pede deferimento.. decretando-se a anulação "ab initio" (ou a partir da falha processual) da ação penal. etc . a concessão da ordem impetrada. Nome do advogado OAB/SP. . São Paulo.III .

inclusive perante os tribunais. no caso do MS voltarse contra decisão judicial. havendo necessidade de o impetrante fazer representar-se por advogado habilitado. competência: é definida de acordo com a categoria da autoridade coatora. competente será o tribunal incumbido de julgar os recursos relativos à causa. 5°. em determinadas hipóteses. contra ato jurisdicional penal. não amparado por HC ou habeas data. legitimidade: ativa – o titular do direito líquido e certo violado ou ameaçado. 156 . a competência para julgar os MS contra ato jurisdicional do Juizado Especial Criminal é do tribunal de 2ª instância e não da turma recursal. o promotor de justiça é parte legítima para impetrá-lo contra ato jurisdicional. da CF).MANDADO DE SEGURANÇA NA JUSTIÇA CRIMINAL considerações gerais: embora seja uma ação constitucional de natureza civil. bem assim em razão de sua sede funcional. LXIX. pode ser utilizado. “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. passiva – autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público” (art.

determinar a suspensão do ato. por via de telegrama. 157 . ser urgente. que deverá ser citado. procedimento: impetração. ao despachar a inicial. − o juiz ou > relator poderá. que se manifestará em 5 dias  o juiz decidirá no prazo de 5 dias. caso haja pedido de liminar. se presentes o “fumus boni iuris” e o “periculum in mora” − a autoridade coatora será notificada para > prestar informações no prazo de 10 dias (idêntico prazo será conferido ao litisconsorte necessário. radiograma. fac-símile etc. para oferecer contestação) > prestadas ou não as informações. insusceptível de interrupção ou suspensão. os autos irão ao MP. a contar da cientificação acerca do teor do ato impugnado (exclui o dia inicial).prazo para impetração: 120 dias. ele é decadencial.

. 1º e seguintes da Lei 1533.. (apresentar uma tese de defesa) 158 .... VARA CRIMINAL DA CAPITAL –SP (quando a autoridade coatora for o delegado de polícia) Ou EXCELENTíSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL ..... (resumir o problema dado) II – Referido ato da autoridade policial (ou outra) é deveras abusivo....MODELO DE CRIMINAL MANDADO DE SEGURANÇA EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .M.. advogado inscrito na OAB/SP nº___com escritório na rua______nº.... de 03 de dezembro de 1951.X.... impetrar "MANDADO DE SEGURANÇA CRIMINAL” contra ato do (M... Juiz de Direito da Vara Criminal / Ilustríssimo Delegado Titular do__Distrito Policial)......X. (quando a autoridade coatora for o juiz de direito) (10 linhas) X. nesta Capital.. com fundamento no artigo 5º. pelas razões a seguir aduzidas: I .. LXIX da Constituição Federal cc o art....0 impetrante. Com efeito. vem..

pede deferimento....(autoridade coatora) viola direito líquido e certo. Nº AGRAVO DE INSTRUMENTO 159 . IV O ato ostensivo e arbitrário do . etc .III . )...... São Paulo. como medida de justiça... de de 2___. Assim sendo. Nome do advogado OAB/SP..... requer seja concedida a segurança ora impetrada... i Nestes termos.Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (copiar a jurisprudência" Acórdão......

Igual prazo para o agravado. no artigo 28 ratificou a legislação anterior. a) a exposição do fato e do direito b) as razões do pedido de reforma da decisão. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO:5 dias. A Suprema Corte posteriormente fez sua previsão no Regimento Interno e mais tarde. a Lei 3396 criou mais um recurso em matéria criminal: o agravo de instrumento. se foi constituído “apud acta”. mantendo o agravo de instrumento para as decisões denegatórias de recurso extraordinário e recurso especial.Em 2/06/58. O agravo deve ser remetido diretamente ao Tribunal competente por petição. o agravo. observado o artigo 544 do CPC. nos termos do artigo 266 do CPP. nos termos do artigo 28 da Lei 8038/90. Mesmo quanto ao defensor. deve ser instruído com a cópia do interrogatório. como entende Fernando Tourinho Filho. Sendo ação penal pública o endereço completo do Defensor e a indicação do Procurador que atuou no feito. observados os requisitos no artigo 524 do CPC. No Tribunal “a quo” será observado o disposto no inciso II do artigo 527. c) o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo (em caso de ação penal privada). Porém o prazo para ofertar as 160 . oponível contra as decisões que denegarem o recurso extraordinário. a Lei 8038/90.

161 . cumpre ao agravante diligenciar certidão dessa ausência. Oferecida ou não a resposta do agravado. cabe ao Ministro-Relator o juízo de admissibilidade do agravo. Se for negado seguimento ou provimento do agravo de instrumento. sob pena de não conhecimento do agravo (cf. 08-08-97). de imediato – ainda que o agravo seja intempestivo -. daí em diante. Distribuído. conforme o caso (§§ 3º e 4º do artigo 28 da Lei 8038/90). o relator deverá determinar sua conversão. Se nos autos do recurso denegado não forem apresentadas as contra-razões ou se inexistir alguma das peças indispensáveis à instrução do agravo. já que a Lei 8038/90. o procedimento do recurso extraordinário ou especial. dispõe 5 dias para o agravante.contra-razões e juntar peças deve ser em 5 dias. surgem duas situações: a) se o instrumento contiver os elementos necessários ao julgamento do mérito do recurso denegado (especial ou extraordinário). 35645). observando-se. Se o Tribunal der provimento ao agravo.685-2/SP. AgI 189. p. DJU. b)não estando devidamente instruído o instrumento do agravo. cumpre à Presidência do Tribunal recorrido. caberá agravo regimental para o órgão julgador no prazo de 5 dias. remeter os respectivos autos ao STF (ou STJ. será dirigido ofício ao Tribunal “a quo” para diligenciar a remessa dos autos do recurso denegado. se for o caso.

162 . Câmara ou Seção Criminal). de Presidente de Turma. poderá interpor. tomando a parte interessada a ciência de despacho do Presidente do Tribunal. da Seção ou do Relator. Dando entrada na Secretaria do Tribunal. A interposição deve ser feita em petição dirigida ao prolator do despacho impugnado. Assim. contendo a exposição do fato e do direito e das razões do pedido de reforma. inauldita altera parte (sem se colher a manifestação da parte contrária). b) submetê-lo à decisão do órgão competente para julgar o feito em que se proferiu o despacho agravado (Plenário.Cumpre lembrar que todas as cópias para instruir o agravo devem ser autenticadas. AGRAVO REGIMENTAL Os Regimentos Internos dos Tribunais prevêem o recurso de agravo contra despacho do respectivo Presidente ou Turma. Turma. encaminhado ao prolator do despacho. Seu Procedimento é variável de regimento para regimento. recebeu ele o nome de Agravo Regimental. Grupo de Câmaras. que terá duas alternativas: a) reconsiderar o despacho impugnado. será protocolado e. ou ainda. como a fonte normativa desse agravo é o Regimento. dês que tal despacho lhe cause um prejuízo. do Relator. no prazo de 5 dias. agravo regimental. E. sendo computado o voto do relator.

163 .

Recebida a petição pela Secretaria do Tribunal recorrido e aí protocolada. será intimado o recorrido. c) der à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal. serão os autos conclusos à Presidência do Tribunal recorrido para a admissão 164 . ou indicação do número e da página do jornal oficial. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. do Distrito Federal e Territórios. b)julgar válida a lei ou ato de governo local contestado em face da lei federal. abrindo-selhe vista pelo prazo de 15 dias para apresentar contra-razões. 105. a demonstração do cabimento do recurso especial e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida. Findo este prazo. Quando o recurso se fundar em dissídio entre a interpretação da lei federal adotada pelo julgado recorrido e a que lhe haja dado outro Tribunal. o recorrente fará prova da divergência mediante certidão. III da Constituição Federal) É um recurso oponível em relação às causas decididas em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais Estaduais. A petição conterá a exposição do fato e do direito. ou negar-lhes vigência. ou do repertório autorizado de jurisprudência que o houver publicado. PROCEDIMENTO: idêntico ao recurso extraordinário PRAZO: 15 dias.RECURSO ESPECIAL (art.

os autos serão imediatamente encaminhados ao STJ.ou não. PREQUESTIONAMENTO: Igualmente acontece no Recurso Extraordinário. sendo recebido no efeito devolutivo. o Recurso Especial exige o prequestionamento. Admitido o recurso. Se denegado caberá agravo de instrumento. (art. não examinam nestes recursos matérias fáticas. FINALIDADE: Não é corrigir possíveis injustiças das decisões recorridas. 27 da lei 8038/90) 165 . aplicando-se as Súmulas 282 e 356 do STF. EFEITO: O recurso especial não possui efeito suspensivo. mesmo porque o STF ou o STJ. apenas a legalidade da decisão. no prazo de 5 dias. do recurso.

apresentando desde já suas razões. e dentro do prazo legal. com o venerando acórdão. que.INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Termos em pede deferimento. interpor para o Superior Tribunal de Justiça. da Constituição Federal. à presença de Vossa Excelência. já qualificado nos autos nº___ por seu advogado ao final subscrito. 166 . respeitosamente. ("a". requer seja o mesmo recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Nestes termos. com fundamento no artigo 105. III. (10 linhas) "A". RECURSO ESPECIAL. “b” ou “c”). (ou) Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal – 3ª Região. vem. não se conformando. "data venia".

São Paulo. de de 2___. Nome do advogado OAB/SP nº 167 .

e a indiscutível cultura jurídica dos . dê provimento ao recurso. não pode subsistir..... DOUTOS Em que pese o alto prestígio do Egrégio Tribunal de do Estado de São Paulo. Com efeito.....(juízes ou desembargadores) que honram a Corte de Justiça o venerando acórdão proferido pela sua Colenda Câmara negando o provimento ao recurso interposto. pelas razões a seguir aduzidas: (resumir o problema dado).. 168 . o recorrente aguarda que essa Suprema Corte...RAZÕES DO RECURSO ESPECIAL Recorrente: Recorrido: JULGADORES: EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR.. (redigir com suas palavras sua tese defensiva) Conforme entendimento predominante na jurisprudência: (se não tiver não coloque jurisprudência) (faça uma frase de desfecho) Diante de todo o exposto..

Nome do Recurso extraordinário (art. para que assim se faça justiça. Termos em que. pede deferimento São Paulo. 637 e 638 do CPP) Os artigos 632 a 636 estão revogados pela Lei 3396. das decisões finais dos processos que são decididos em única ou 169 . de 02 de junho de 1958. de de 2___. advogado OAB/SP – nº. O recurso extraordinário é interposto perante o Supremo Tribunal Federal.para tornar sem efeito a decisão negou provimento ao recurso.

quanto não couber o recurso ordinário. ou se a decisão foi justa ou injusta. como o próprio nome diz. uma alegação expressa que se faz preliminarmente da matéria a ser discutida. III. sendo a decisão relativa a um desses casos mencionados. leis federais. ele possui a função de resguardar a própria Constituição e de uniformizar a jurisprudência acerca de tratados. A Constituição Federal restringiu os casos de recurso extraordinário. O prequestionamento é. não se olvidando. bem como a validade das leis e dos atos dos governos estaduais contestados face da Constituição. conforme podemos notar. No recurso extraordinário não se discute o mérito da causa. da Constituição Federal de 1988. que é outro requisito indispensável para o seu conhecimento. mas tão somente a questão jurídica que serviu de fundamento à sua interposição e desde que prevista num dos casos do inciso III. porém. A previsão vem no artigo 102. de 170 .útima instância. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestando em face desta Constituição. uma vez. acima apontado. tendo cabimento quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivos desta Constituição b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. do artigo 102. tem cabimento o recurso extraordinário. portanto. Logo. do prequestionamento.

se não for ventilada a questão federal suscitada. PROCESSAMENTO: Vem previsto nos artigos 26 a 29. é inadmissível. sendo julgado o recurso especial. LEGITIMIDADE: Pode a parte sucumbente (Ministério Público. o recurso extraordinário. segue-se o rito determinado no Regimento Interno. Não sendo admitido. como também pelas normas de seu Regimento Interno. cabe agravo de instrumento no prazo de 5 dias (artigo 28 da Lei 8038/90) Pode ocorrer a interposição concomitante do recurso extraordinário e do recurso especial e. Abre-se vista ao recorrido por igual prazo. se este ainda 171 . de acordo com o disposto no artigo 638 do Código de Processo Penal. segue-se o recurso. para que apresente as contra-razões. querelante) interpor o recurso extremo. Quanto ao assistente de acusação há duas restrições impostas pelas Súmulas 208 e 210) Se o recurso extraordinário é interponível de decisões de única ou última instância proferidas pelos Tribunais. defesa. os autos serão enviados ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do recurso extraordinário. da Lei 8038/90. desde que possua capacidade postulatória. juntamente com as razões do recurso. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO: 15 dias. segue-se que o órgão do Ministério Público legitimado para interpô-lo é aquele que atuar perante o Tribunal “a quo”. Admitido o recurso. PROCEDIMENTO: a PETIÇÃO É DIRIGIDA ao Presidente do Tribunal.modo que.

(ou Tribunal Regional Federal.não tiver sido prejudicado (artigo 27.3ª região para casos d Justiça federal) 172 . da mesma lei acima mencionada). § 4º. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. EFEITO: O recurso extraordinário não possui efeito suspensivo. sendo recebido no efeito devolutivo.

III................. de de 2___.......sob o nº..... em recebendo o recurso. Motivo porque espera determine Vossa Excelência...... à pena de....... e dentro do prazo legal.. que.......... a respeitável decisão recorrida..inscrito na OAB -...... (transcrição sintética dos fundamentos)...... RECURSO EXTRAORDINÁRIO da decisão desse venerando do ... vem...................................... da Constituição Federal de 1988........ 173 .... condenado no Juízo da ...... como incurso no art.... INTERPOR para o Egrégio Supremo Tribunal Federal...... seja o mesmo processado nos ditames da Lei.. por seu advogado .......... respeitosamente..(10 linhas) "A"..... vem...... com escritório à Rua.anos de... (reclusão ou detenção).... acórdão Em verdade......... com fundamento no artigo 102..... Termos em pede Deferimento...... “b” ou “c”)........ ( letras "a"....Código Penal. São Paulo..(Tribunal de origem)...................do......... à presença de Vossa Excelência.........

advogado OAB/SP nº Nome do 174 .

(transcrição dos entendimentos doutrinários favoráveis a tese defendida). as razões a seguir aduzidas: O recorrente foi (copiar o problema) A realidade dos fatos. Assim.. fundamentado na lei... pondera...... data venia......(argumentação). consoante o ensinamento do jurista. Sobre o assunto é pacífico o entendimento desta Corte Suprema. doutrina e jurisprudência.. contudo........... DOUTOS JULGADORES: O recorrente. demonstra que o recorrente..... Senão vejamos: (jurisprudência) 175 .RAZÕES DO RECURSO CONSTITUCIONAL DO RÉU Recorrente: Recorrido: EXTRAORDINÁRIO EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR.

de de 2___. Recebe o nome de EMBARGOS DE NULIDADE. pede OAB/SP – nº. Termos em que.Portanto. capaz de tomar inválido o 176 . parágrafo único do CPP). deferimento. 609. pelo exposto. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE (. São Paulo. quando a divergência versar sobre matéria estritamente processual. É um recurso PRIVATIVO DA DEFESA.artigo 609 do CPP) São oponíveis contra a decisão não-unânime de 2" instância e desfavorável ao réu (art. o recorrente espera seja declarada a sua ABSOLVIÇÃO como se impõe por medida da verdadeira JUSTIÇA .

AGRAVO e APELAÇÃO. quando a divergência se fundamentar sobre o mérito. PRAZO: 10 dias (a contar da publicação do acórdão embargado). TRAMITAÇÃO: Apresentado o recurso. possibilitando a sua renovação.processo. este é encaminhado ao Relator do acórdão embargado. 177 . Recebe o nome de EMBARGOS INFRINGENTES.: Os embargos serão oponíveis da votação de RESE. Obs. que decidirá sobre sua admissibilidade. os embargos visam à anulação do feito. Nesse caso.

por crime com base no artigo 609. respeitosamente. dentro do prazo legal. à presença de Vossa Excelência.INTERPOSIÇÃO (nulidade) EMBARGOS INFRINGENTES Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da . por 2 votos contra 1. 178 . vem. já qualificado. parágrafo único do Código de Processo Penal. será dirigido ao desembargador relator deste tribunal) Apelação nº . que lhe move a Justiça Pública... por seu advogado.. com as inclusas razões.... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. "A".. nos autos da ação penal. (EMENDA 45/04) (em caso de decisão do TRF .. opor EMBARGOS INFRINGENTES (ou de NULIDADE) ao venerando acórdão que o condenou. requerendo seja ordenado o processamento do recurso.

São Paulo. pede deferimento. Nome do advogado OAB/SP. Nº 179 .Nestes termos. de de 2___.

pelas razões a seguir aduzidas: 0 embargante (resumir problema dado) Insta acentuar que a realidade dos fatos demonstra que o embargante ( argumente sua tese) Assim. Egrégio Tribunal Colenda Câmara... o presente embargos. para que o voto vencido prevaleça.. como sabiamente salientou o julgador que proferiu o voto vencido em fls. Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " (se não tiver uma não coloque) 180 ..... acórdão. opôs o ora embargante. orientação esta corroborada pelos ensinamentos do jurista ...... Douto Relator Não se conformando com a decisão proferida no v......RAZÕES DE (nulidade) EMBARGOS INFRINGENTES EMBARGANTE: "A" EMBARGADO: Justiça Pública APELAÇÃO nº.....( transcrição dos entendimentos doutrinários favoráveis a sua tese).. ..

Termos em que. deferimento. para ao final seja mantido o voto vencido. como medida de Justiça. São Paulo.Diante de todo o exposto. de de 2____. apresentando os fundamentos dos EMBARGOS INFRINGENTES ora opostos.nº 181 . postula-se a reforma do venerando acórdão. pede Nome do advogado OAB/SP.

099195. sendo julgados pelo mesmo órgão que prolatou a decisão ora objeto dos embargos. ao Relator do acórdão embargado. No JECrim os Embargos deverão ser opostos no prazo de 5 dias . Trata-se de recurso onde a parte contrária não é ouvida Em 1ª instância. contraditórias. . Prazo: 2 dias (contados da data da publicação do acórdão). obscura.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (.art. 382 do CPP conhecido como "EMBARGUINHO". 83 da lei 9. através de uma petição e no prazo de 2 dias. quando a sentença for ambígua. em petição.Instância iterada. contraditória ou omissa. 619 e 620 do CPP) São oponíveis contra decisões de 2' instância que forem ambíguas. requerer ao Juiz que declare a sentença art. qualquer das partes poderá.art. obscuras ou omissas art. 182 . 619 do CPP. São dirigidos.

(resumir o problema dado) 183 .. (para sentença de primeiro grau) Processo nº . opor Embargos de declaração... Senhor Doutor Desembargador Relator da ... (para acórdão proferido) Ou Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital -SP. “A”. pelas razões a seguir aduzidas: 0 embargante. diante da obscuridade (omissão... já qualificado nos autos acima epigrafado. decisório.. nos termos dos artigos 619 e 620 (artigo 382) do Código de Processo Penal.. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo.. contradição) ocorrida no r. vem à presença de Vossa Excelência. que lhe move a Justiça Pública.

. a contradição ou omissão do julgado). Nome do advogado (a) OAB/SP – nº. (argumentação acompanhada da descrição do ponto duvidoso.0 referido acórdão.. corrigindo-se a obscuridade (ou ambigüidade ou omissão ou contradição) que nele se contém. São Paulo. como medida de Justiça. 184 ... Conforme entendimento predominante jurisprudência: " (se não tiver não coloque) (faça uma frase que dê um desfecho) Diante de todo o exposto. de de 2___.. receber o presente recurso. pede deferimento.. postula-se se digne Vossa Excelência. na Nestes termos.. esperando sejam estes embargos afinal julgados para o fim de ser declarado o acórdão embargado.

LIVRAMENTO CONDICIONAL (artigo 83 do Código Penal) Trata-se da antecipação provisória da liberdade concedida. deverá ter cumprido mais de 1/3 (um terço) da pena: Se for reincidente em crime doloso. .reparação do dano causado pela infração.cumprimento de 2/3 da pena. Seu tempo de duração corresponde ao restante da pena que estava sendo executada. . conduta carcerária satisfatória. sob certas condições. prática de tortura. 0 livramento condicional ocorre após parte da pena já ter sido cumprida. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. se preenchidos os requisitos legais. isto é. deverá ter sido cumprida mais da metade da pena. ao condenado que está cumprindo pena privativa de liberdade. É direito subjetivo do sentenciado. Requisitos: . 185 . salvo efetiva impossibilidade de faze-lo. . tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo. bom desempenho no trabalho e aptidão para trabalho honesto. nos casos de condenação por crime hediondo. .se não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes.comportamento satisfatório durante a execução da pena.cumprimento da pena: .condenação a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 anos.

.se o crime for doloso. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Condições do livramento condicional (artigo 85 do Código Penal e 132 da LEP): 186 . o condenado deverá ser submetido à constatação de que não voltará a delinqüir.

.... foi condenado pelo crime de à uma pena de por seu advogado infra assinado...... nacionalidade.. uma vez que. com todo acatamento e respeito.PEDIDO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da .. tendo o requerente cumprido mais de um terço da pena.. pelas razões que passa a expor: (contar requerente) o problema substituindo "A" por Com efeito. estado civil. vem.SP (10 linhas) "A". requerer à Vossa Excelência.. após o parecer do Digno Representante do Ministério 187 . vem requerer... sendo primário e com bom comportamento carcerário faz jus ao benefício..... com fundamento no artigo 83 do Código Penal o benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL.. Conforme Jurisprudência: entendimento predominante na Diante de todo o exposto..

de de 2___. pede deferimento. Nestes termos. a expedição do Alvará de Soltura em favor do requerente. São Paulo. e Conselho Penitenciário a concessão do Livramento Condicional.Público. como medida de JUSTIÇA. Nome do advogado (a) OAB/SP nº 188 .

...REABILITAÇÃO CRIMINAL Exmo.......... Vara Criminal da .... (qualificação e endereço).. ..........Exa........SP .... cometido na data de 189 ........anos de reclusão..... Sr. Dr.. por sentença deste Juízo. à pena de ..... conforme Processo n° ............ para requerer REABILITAÇÃO CRIMINAL................ vem à presença de V.. nos termos do art.. por crime de . Juiz de Direito da . 743 do C.....P..P.... pelos seguintes fatos e fundamentos: O Requerente foi condenado.. por seu advogado infra-assinado..........

... Ocorre que o Requerente era réu primário................. requer.................................. Isto posto. 744 do C...... Nestes. 119 do Código Penal e art....P... tendo a sua pena expirada na data de . a concessão de sua Reabilitação Criminal. Advogado 190 .............. a cargo de .de 19............... onde trabalha desde a data de cumprimento da pena........de ..... tendo constituído família e estando ocupando.. portanto.. O Requerente está regenerado.. e anexando ao presente pedido os documentos exigidos pelo art.de .....termos pede ........ Nome do OAB/SP nº deferimento ....... de ... conforme provam os documentos inclusos. há 5(cinco) anos atrás....... de de 2... contra ........... atualmente..P...... tendo sempre demonstradpo ótimo comportamento durante todos estes anos................ nos termos do art........... 743 do Código de Processo Penal..

para conhecimento do recurso antes não recebido. 642 do CPP. Em seguida. Se o juiz se retratar. Instruído o recurso. 0 escrivão terá o PRAZO de 5 dias para formar. aplicável pelo juiz. o Tribunal julgará a Carta Testemunhável. em razão do nãorecebimento ou da paralisação de um recurso interposto. Somente é cabível nos seguintes casos: do nãorecebimento do Recurso em Sentido Estrito. Protesto por Novo Júri e Agravo em Execução da LEP. Prazo: 48 horas. o testemunhante tem 2 dias para apresentar as razões e igual prazo será dado à parte contrária. a reparação de um gravame imposto pelo Juiz "a quo". fica sujeito à uma pena disciplinar de suspensão por 30 dias. Se assim não o fizer. conferir e encerrar o instrumento. 639 a 646 DO CPP) É um recurso que tem por finalidade propiciar à instância superior. 0 objetivo é o de obter o processamento de um outro recurso. os autos do processo originário serão remetidos ao Tribunal. os autos do processo originário serão remetidos ao Tribunal. Se retratar.CARTA TESTEMUNHÁVEL (Art. para conhecimento do recurso antes não 191 . ou mantendo a decisão atacada. como preceitua o art. seu corregedor. retratandose. se mantiver a sua decisão. o juiz pronunciará.

o Tribunal julgará a Carta Testemunhável. 192 . se mantiver a sua decisão.recebido.

à presença de Vossa Sa. por seu advogado ao final subscrito. vem.CARTA TESTEMUNHÁVEL ILUSTRÍSSIMO SENHOR ESCRIVÃO DO CARTóRIO DO OFíCIO DESTA COMARCA. 193 . São Paulo. de de 2___. a extração de Carta Testemunhável nos termos dos artigos 639 e seguintes do Código de Processo Penal.Sa. Nestes termos. pede deferimento. requer a V. (10 linhas) "A" (colocar toda a qualificação).. expor e requerer o que segue: (resumir o problema dado) Diante de todo o exposto e desejando que o recurso seja apreciado pelo Egrégio Tribunal de (TJ ou TACRIM).

OAB/SP – nº 194 .

determine que o Recurso em Sentido Estrito se processe para que assim se faça unicamente JUSTIÇA.. foi postulada a presente Carta Testemunhável. Câmara: Egrégio Colenda A respeitável decisão do honrado Juiz "a quo"..) Diante de todo o exposto. interposto com fundamento no artigo 581.RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Tribunal . por uma de suas Câmaras. 195 . "data venia"... a fim de que esse Egrégio Tribunal. julgando intempestivo o Recurso em Sentido Estrito. subsistir... pelas razões a seguir aduzidas: (Copiar o problema) DO RECURSO (Falar do absurdo do Meritíssimo Juiz em indeferir o RESE.. não pode. IX do Código de Processo Penal.. uma vez que ele não se encontrava intempestivo.

Nome do advogado OAB/SP – nº 196 .São Paulo. de de 2___.

não se pode. destinada a provocar a tomada de medidas censórias contra o juiz. negar-lhe a natureza de recurso. natureza jurídica: há divergência. hipóteses de cabimento: . do Decreto.CORREIÇÃO PARCIAL conceito: é instrumento de impugnação de decisões que importem em inversão tumultuária de atos do processo e em relação às quais não haja previsão de recurso específico. 93 a 96 . . atualmente.Lei Complementar nº 3 de 27/08/69) e nos Regimentos Internos dos Tribunais. trata-se de providência administrativo-disciplinar. para alguns. A correição parcial vem prevista na Lei de Organização judiciária do Estado de São Paulo (art. 197 .quando o juiz não remeter os autos de IP já findo à polícia para a realização da diligência requeridas pelo promotor de justiça. para prosseguimento das investigações. o MP ou o querelante. secundariamente. uma vez que tem por finalidade a reforma pelos tribunais de decisão que tenha provocado tumulto processual. nada obstante originariamente a correição ostentasse caráter disciplinar. produz efeitos no processo. bem como o assistente de acusação. outra corrente afirma que.quando o juiz. nada obstante haver promoção de arquivamento lançada no IP. legitimidade: o acusado. determinar o retorno dos autos à polícia. que.

. hipótese em que o recurso restará prejudicado. altera a classificação jurídica da infração etc....... desde que não tenha havido reforma da decisão pelo juiz no juízo de retratação...... bem como requisitar informações ao juiz e.............. será instruída com cópia da decisão impugnada.... > poderá conferir efeito suspensivo à correição...... bem assim as razões do pedido de reforma. determinará a intimação da parte adversa.... a pedido do interessado...... da certidão de intimação do recorrente e das procurações outorgadas aos advogados − o relator.... por ocasião do recebimento da denúncia. .........PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE ................ INTERPOSIÇÃO DE CORREIÇÃO PARCIAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR ....DE .. após..da decisão que.... 198 .de decisão que indeferir a oitiva de testemunha tempestivamente arrolada........ para que apresente resposta diretamente ao tribunal − a > correição será julgada...prazo para interposição: 5 dias.. .... processamento: interposição mediante petição dirigida ao tribunal competente e conterá a exposição do fato e do direito.

respeitosamente.... provando a tempestividade e proclamando prejuízo à realização da Justiça Pública...... por seu advogado... interpor a presente CORREIÇÃO PARCIAL....... vem perante V. Termos em que... ........... Requer. OAB/. seja ela deferida para os efeitos de restabelecimento da regular ordem no procedimento estabelecido.... nos autos do processo crime.... 199 .... deferimento.... pela inversão tumultuária de atos e fórmulas legais do processo penal........... Exa........ pede Local e data Nome do advogado Nº......Código de Organização Judiciária do Estado.......... cimentado no artigo 93 da Lei Estadual no 03/69 ...... recebida com as razões anexas e a documentação inclusa.........

(copiar o problema)...... Colenda Câmara.... Douta Procuradoria de Justiça: XX..........CORRIGENTE PROCESSO-CRIME CORRIGENTE: CORRIGENDA: No RAZÕES DO Egrégio Tribunal.. 200 ............. está sendo processado pela Justiça Pública............. sob a acusação de haver infringido o artigo..............

pelas razões a seguir aduzidas: Com efeito. (senão tiver uma jurisprudência não coloque) Não se conformando com o respeitável de despacho. Diante de todo o exposto... que importou inversão tumultuária dos atos procedimentais pertinentes e das fórmulas legais aplicáveis à espécie.... 201 ..Conforme entendimento predominante na jurisprudência: " ... São Paulo. o despacho judicial guerreado importa inversão tumultuária de atos e fórmulas legais.. (coloque aqui sua tese de defesa) A toda vista... ISSO POSTO. vem interpor a Correição Parcial. de de 2___... postula-se seja dado provimento ao recurso...... para tornar sem efeito a decisão recorrida que deixou de ....para que assim se faça justiça. aguardando afinal se digne (m) Vossa(s) Excelência(s) em reformá-la. requer a cassação do aludido despacho.. passível da presente medida face à inexistência de previsão de recurso específico..

II.F. que denegou a ordem de habeas corpus. 105. II. Nº Nome do RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Caberá das decisões denegatórias de "H. a partir da publicação do acórdão. . "a" da C. 202 .art." em. "a" da C. dentro do prazo de 5 dias. (TJ ou TACRIM). 0 ROC é interposto através de petição dirigida ao Presidente do Tribunal.J.competência do S.C. . apresenta-se as razões do pedido de reforma.F. 2ª instância .T.competência do STF. Junto com a petição. e art. 102.Advogado (a) OAB/SP.

INTERPOSIÇÃO DE CONSTITUCIONAL RECURSO ORDINÁRIO 203 .

Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. requer seja o mesmo recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. "a". RECURSO ORDINÁRIO artigo 105. pede deferimento. Termos em que. apresentando desde já suas razões. vem. ou Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal Regional Federal -3ª Região. já qualificado nos autos do pedido de habeas corpus nº___ por seu advogado ao final subscrito. com fundamento no Constituição Federal. e dentro do prazo legal. à presença de Vossa Excelência. (10 linhas) "A". não se conformando. INTERPOR para o Superior Tribunal de Justiça. da Nestes termos. "data venia". respeitosamente. CONSTITUCIONAL. 204 . II. com o venerando acórdão denegatório da ordem.

São Paulo. advogado OAB/SP nº Nome de 205 . de de 2___.

para tornar sem efeito a decisão que denegou o pedido de habeas corpus. para que assim se faça justiça. Com efeito. DOUTOS JULGADORES: Em que pese o alto prestígio do Egrégio Tribunal de do Estado de São Paulo (ou TRF). 206 . (redigir com suas palavras uma tese defensiva) Conforme entendimento predominante jurisprudência: (se não tiver não coloque) na Diante de todo o exposto. pelas razões a seguir aduzidas: (resumir o problema dado).RAZÕES DO CONSTITUCIONAL RECURSO ORDINÁRIO- RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PACIENTE: "A" "HABEAS CORPUS" Nº EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR. o venerando acórdão proferido pela sua Colenda Câmara denegando o pedido de habeas corpus impetrado em favor do paciente não pode subsistir. dê provimento ao recurso. o impetrante aguarda que essa Suprema Corte.

São Paulo. Nome do OAB/SP – nº. Advogado (a) de de 2___. todos do 207 . combinados com o artigo 69. PROBLEMAS PROPOSTOS PELA GERAL PROBLEMA Nº 01 OAB /SP EM Tício foi denunciado por infração aos artigos 331 e 329.

QUESTÃO: Tese: Não estava de serviço ( não caracteriza desacato) não se opôs a prisão legal (descaracteriza resistência) Peça: Deve oferecer alegações finais Competência: Juiz da Vara Criminal Pedido: absolvição PROBLEMA Nº 02 Tício. positivadas por um só laudo inserto nos autos.Código Penal. porque na noite de 23 de Janeiro de 1998. As testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas e o Digno representante do Ministério Público requereu a condenação do acusado. agrediu Mévio produzindo-lhe lesões corporais de natureza grave. O fato teria se passado em um bar e o militar não se encontrava de serviço e nem estava fardado. usando de um instrumento contundente. onde Tício foi denunciado no artigo 129. diante do nº 20 da Praça da República. o réu teria desacatado um militar. O feito correu pela 5ª Vara Criminal desta Comarca. derramando-lhe vinho em sua roupa e ao receber voz de prisão . sem motivo plausível. por volta das 20 horas. I do 208 . opôs-se a execução da mesma. em 05 de janeiro de 1998. § 1º.

A audiência de instrução está marcada para daqui a 20 dias. lavrado por infração ao artigo 12.Código Penal e afinal condenado a pena de um ano de reclusão. encontrando-se Tício recolhido na Casa de Detenção QUESTÃO: Elaborar peça objetivando colocar Tício em liberdade.368 de 1976. _____________________________________________________ ________________ Tese: 1 só laudo Peça: Hábeas corpus ou revisão criminal Competência M. A sentença transitou em julgado. perante o órgão judiciário competente. QUESTÃO: Apresentar. Juiz da 5ª Vara Criminal Pedido: nulidade PROBLEMA Nº 03 Tício se encontra preso há a 80 dias em virtude de auto de prisão em flagrante. medida judicial em favor de Tício.M. I da Lei nº 6. _____________________________________________________ ________________ Tese: excesso de prazo 209 .

é um estelionatário. _____________________________________________________ ________________ Tese: A procuração para o oferecimento da queixa-crime deve ter poderes especiais sob pena de inépcia. Peça: Revisão criminal ou Habeas corpus 210 . No dia 31 de Julho. mas beneficiado com “SURSIS”. "B" formulou Queixa-Crime contra Carlito instruída com procuração "ad juditia".alvará de soltura. Ao final da queixa.Peça: relaxamento de prisão em flagrante ou hábeas corpus Competência: Relaxamento (ao juiz da Vara Crimanl) se for HC (ao Tribunal de Justiça) Pedido: liberdade. tendo a decisão transitado em julgado para ambas as partes. o querelante pleiteou a condenação de Carlito nas penas do artigo 140 do Código Penal. A ação foi julgada procedente. com poderes genéricos. Carlito insultou “B” na presença de outras pessoas com a seguinte frase: “Você é um ladrão. QUESTÃO: Elaborar peça profissional que julgar mais adequada aos interesses de Carlito. sendo o mesmo condenado. PROBLEMA Nº 04 No dia 1º de fevereiro de 1998.

o autor procurando denegrir o caráter de ‘B”.Competência: ao Tribunal de Justiça Pedido: Nulidade PROBLEMA Nº O5 Numa ação ordinária de indenização. diante destas afirmações constantes dos autos. afirma ser este dado a prática do jogo de bicho. QUESTÃO: Apresentar a peça profissional em favor de "A". “B”. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 06 211 . na qualidade de cambista . réu da ação. O processo está em andamento. formula contra “A”o delito de calúnia.

A sentença ainda não transitou em julgado. “A” convidou a moça para ir ao seu apartamento onde mantiveram conjunção carnal. em sua última manifestação no processo. sendo”B" deflorada.opina pela condenação. "A" foi denunciado. Após dançarem a noite toda. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 07 “A” maior . Tese: 212 o órgão cabível à . QUESTÃO: Elaborar peça específica ao caso em favor de Tício. 0 Ministério Público .Tício é processado por Falsidade ideológica (artigo 299) do Código Penal) porque serviu de testemunha em assento do registro de nascimento do recém-nascido de que “B” falsamente dizia ser o pai. solteiro conheceu em uma "discoteca" a menor "B". QUESTÃO: Apresentar perante judiciário competente a medida hipótese. processado e condenado a pena de 2 anos de reclusão como incurso nas sanções do artigo 217 do Código Penal. de 17 anos. Por esse motivo.

" QUESTÃO: Apresentar medida cabível. III da Lei 9437/97. o mesmo disparou acidentalmente. inopinadamente. No decorrer do procedimento criminal foi condenado por ferir o artigo 10. conduziram Tício a delegacia. § 1º . Policiais que passavam pelo local ao ouvirem o disparo.Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 08 Tício estava em sua residência limpando um revólver de sua propriedade devidamente registrado no órgão çompetente. Tício possuí passado imaculado. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 213 . quando. não atingindo ninguém.

PROBLEMA Nº 09 “A” que não se conforma com a mesada que recebe de seu pai. QUESTÃO: Elaborar peça profissional que julgar mais adequada aos interesses de “A”. deslinda o caso. Tese: Peça: Competência: Pedido: 214 . o inquérito é remetido à juízo. a vítima manifesta seu desinteresse pelo prosseguimento do inquérito. e finalmente. Convocando a prestar declarações. A sentença transitou em julgado para a acusação. 155 do Código Penal. indicando “A” como autor do furto. em investigações. subtrai deste determinado objeto que vende. Sendo “A” denunciado como incurso nas penas do art. condenado. por saber então que seu filho fora o autor do furto. O pai de “A” leva o fato ao conhecimento da polícia que. A despeito de tal pronunciamento. a fim de apurar certa importância de que necessita.

Como defensores dos réus não compareceram à audiência de inquirição da vítima no Juízo deprecado. além de multa. Como a vítima residia na Comarca de Avaré. naquela oportunidade.PROBLEMA Nº 10 Por infração ao artigo 171 do Código Penal. foram ambos interrogados pelo MM. Juiz. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de “A”. tendo ambos defensores diversos. “A” e “B” foram apenados com 1 ano de reclusão cada um. Recebida a inicial arrola a vítima a prestar declarações. o MM. determinou a expedição de carta precatória àquela Comarca para que se colhessem ali informes da vítima. “A” e “B” foram denunciados perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da capital. Tese: Peça: 215 . A decisão condenatória ainda não transitou em julgado e facultou aos réus recorrerem em liberdade. Cada qual procurou se inocentar. o Magistrado de Avaré nomeou um único Advogado para “A” e “B’. atribuindo ao outro a prática da infração. Encerrada a instrução e debatida a causa. Juiz da 1ª Vara Criminal da capital.

A apelação foi peticionada. Repentinamente. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 216 . Afinal. Tício foi condenado a seis anos de reclusão. QUESTÃO: Apresentar a peça profissional em favor de Tício. surge um vulto humano: Tício então disparou em direção ao vulto.Competência: Pedido: _____________________________________________________ __________ PROBLEMA Nº 11 Tício foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do artigo 121. com ruídos estranhos. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. "CAPUT" do Código Penal pelo seguinte fato: Acordado de madrugada em sua casa. Julgado pelo Tribunal do Júri. veio a falecer em conseqüência do disparo. verificou-se que se tratava de um vizinho de Tício que pretendia assustá-lo a título de brincadeira e que por fim.

antes da prolatação da sentença de pronúncia. você como advogado ficou impossibilitado. uma vez que se encontrava em um bar. sem manifestação das partes em recorrer em sentido estrito. confundindo-o com alguém a sua semelhança e consequentemente inimigo da vítima. após todas as provas apresentadas pela promotoria. perante várias provas testemunhais. Ao término da instrução preliminar. foi pronunciado com base no mesmo artigo referido na denúncia. uma vez que agora ficou comprovado. que o mesmo chegou a praticar o referido ato a ele imputado. que também afirmaram a tese acima descrita. quando inopinadamente. um sósia do Sicrano. Esta decisão interlocutória transitou em julgado após 05 (cinco) dias. Em plenário. você como advogado do réu alegou com base em fatos e evidências novas. a vítima adentrou o recinto. ou seja. amigo em comum tanto do ora réu como da vítima. localizado na esquina da rua de sua residência. só foi encontrado muito tempo após e juntando com declarações dos demais freqüentadores. apenas porque foi impulsionado a reagir a uma agressão atual e totalmente injusta. Corno tais fatos só puderam ser confirmados após o término da instrução preliminar pois o proprietário do estabelecimento onde ocorreram os fatos. 217 . o mesmo. §2º. II do Código Penal.PROBLEMA Nº 12 Sicrano foi denunciado na 1ª Vara Preparadora do Júri como incurso no artigo 121. no domingo à tarde. de postular por uma decisão de absolvição sumária.

você sustentou esta tese brilhantemente para o conselho de sentença. 218 . nesta Capital. QUESTÃO: Elaborar medida cabível ao caso: Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 13 Tício. Absurdo maior.que o ato está amparado pela excludente de antijuricidade. em 05 de Fevereiro de 1998. Foi lavrado o flagrante por autoridade competente e esta encaminhou o inquérito. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Tício. 0 fato ocorreu na Praça da República. a ser cumprida integralmente em regime fechado. O plenário se encerrou hoje. mas infelizmente. legítima defesa real. ao Juiz competente. o Digno Juiz Presidente do Júri no momento da dosimetria. o seu cliente foi condenado por 04 votos contra 03. Tício foi preso imediatamente. aplicou a pena de 21 anos e 03 meses de reclusão. no prazo de 30 dias. Sendo assim. praticou um homicídio doloso contra Mévio.

provou-se que ela praticava livremente o comércio sexual. visto o cartório não ter expedido mandado de notificação das mesmas.Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 14 Tício está preso em flagrante há mais de 100 dias pelo delito de estelionato. 219 . Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 15 Apesar de ter pouco mais de 14 anos de idade. alegada vítima não tinha vida elogiável. Não foi ainda julgado por não terem sido ouvidas as testemunhas de defesa arroladas no tríduo. ao contrário. andando com vários rapazes. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. entre os quais aquele que ela apontara como sedutor.

_____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 16 0 cidadão "A" conduzindo seu automóvel em velocidade compatível. não havendo da parte dela o menor recato exigível para uma mulher honesta e decente. ferindo-o sem prestar qualquer tipo de socorro evadiu-se do local. veio atropelar "B". QUESTÃO: Apresentar recurso cabível. Moradores da favela anotaram a placa do veículo. defronte à Favela de Vila Prudente. e assim. mas o Promotor recorreu. numa conduta realmente impura. não havendo entre eles nada que justificasse confiança ou esperança de casamento. foi lavrado termo circunstanciado. 0 fato é que a menina entregou-se ao rapaz. A sentença decretou a absolvição. em juízo não acordou com a proposta feita pelo Ministério 220 .Provou-se que o denunciado nem sequer fora seu namorado. o que houve entre eles. foi uma “fornicatio simplex”.

Correu no processo todos os trâmites e afinal Serafim foi condenado. mas ela foi indeferida. QUESTÃO: 0 que fazer? Tese: Peça: Competência: 221 . anteriormente constituído. pois ele ficou com medo e saiu antes de iniciar a execução do delito. Serafim mudou de advogado contratando você e explicou que na realidade. Questão: Apresentar medida cabível. O advogado. hoje com seu ilibado saber jurídico. Após a sentença. quem furtou o automóvel foi seu amigo. Você.503/97. não conseguiu êxito nas alegações finais. interpôs apelação no 3º dia após a intimação da decisão condenatória.Público. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 17 Serafim furtou um carro. ao final foi condenado por ferir o artigo 304 da Lei 9. Foi denunciado. devido a este motivo a mudança do defensor.

por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. Intimada. QUESTÃO: Apresentar recurso cabível.Pedido: PROBLEMA Nº 18 Uma parteira. com fundamento nas suas confissões. Tese: Peça: 222 . tanto na fase policial como na judicial. Finda a instrução preliminar. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. 0 prazo de recurso está fluindo. A ré e seu Advogado foram intimados da sentença. o Magistrado. processada pelo delito capitulado no artigo 126 do Código Penal. confessou a maneira abortiva. a parteira procurou outro Advogado.

Tese: Peça: Competência: Pedido: 223 . QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso. Eram levadas ao xadrez e soltas após a triagem.Competência: Pedido: _____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 19 “A” Bacharel em Direito. Em primeira instância o hábeas corpus foi denegado. A impetração do hábeas corpus visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes a fim de que elas não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. impetrou hábeas corpus em favor de “B” e outras. sob a acusação de que estavam fazendo “Trottoir”. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. Houve recurso. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal.

10ª e 22ª Varas Criminais. no período das 21: 00 hs. por infração do artigo 157. estando em jogo. sitas na Capital. Requereu ao Juiz competente a unificação das penas. Os fatos ocorreram todos no dia 30 de abril de 1998. sendo apenado em cada uma delas a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa. § 2º.PROBLEMA Nº 20 O cidadão “A”. não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. QUESTÃO: Apresentar recurso cabível. tendo como vítimas três casas de Loterias Esportivas. bem jurídico personalíssimo. sendo indeferido seu pedido. I e II do Código Penal foi condenado pelas 7ª. sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente. Tese: Peça: Competência: Pedido: 224 . primacialmente.

Você foi contratado para ser seu advogado após sentença ter transitado em julgado. QUESTÃO: Solucionar imediatamente o caso de seu cliente. motivo pelo qual não lhe foi concedido o benefício da suspensão condicional da pena. previsto no artigo 157 do CP.Infelizmente seu pedido foi indeferido. motivo pelo qual só lhe restou requerer a detratação penal em favor do condenado._____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 21 Gumercindo foi preso em flagrante pelo delito de roubo. redigindo a devida peça processual. A instrução criminal se encerrou após 06 meses de sua prisão. Tese: Peça: Competência: Pedido: 225 . e o mesmo foi condenado a 2 anos e 4 meses de reclusão.

tendo bom comportamento carcerário. Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ___________ PROBLEMA Nº 23 Mevio foi condenado a 20 anos de reclusão. já tendo cumprido mais de 2/3 da pena. contrata-o como advogado e pretende ser libertado. assassina o seu companheiro de cela. promessa de emprego para quando sair da prisão. Decorrido 226 . e por este homicídio foi condenado a cumprir mais 25 anos. QUESTÃO: Apresentar medida cabível.PROBLEMA Nº 22 Manoel foi condenado a 12 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado. no 10º ano de cumprimento de pena.

e pretende ser libertado. B. encarceradas por vários dias e depois dispensadas sem instauração de qualquer procedimento. 227 .alguns anos Mévio requereu ao Juiz competente o Livramento Condicional. e C que estão temerosas especialmente porque várias colegas já foram presas. Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 24 O Delegado de Polícia do 3º Distrito Policial da Capital deu ordem para que seus agentes prendessem todas as meretrizes que circulam na área. QUESTÃO: Adote medida cabível. sendo o mesmo negado em razão dos seus maus antecendentes. A notícia chegou ao conhecimento de A. Mévio se encontra preso na penitenciária 42 anos.

QUESTÃO: Como advogado de A. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: 228 . QUESTÃO: Como advogado do Sr. Os senhores Antonio. presidente do sindicato desta Capital. teve a sua honra aviltada por opositores políticos. onde fizeram sérias acusações a pessoa do Sr. adote medida cabível para o caso. Pedido: PROBLEMA Nº 25 Donaldo da Silva. enviaram uma circular aos associados do sindicato. Benedito e Carlos que costumeiramente fazem a gestão. Donaldo. e C adote medida judicial cabível. Donaldo. _____________________________________________________ ___________________ Tese: Peça: Competência. B. escreveram que o presidente não prestava contas adequadamente e havia se apropriado de todo dinheiro da categoria. no mês passado. Entre outras coisas.

Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 26 Maria das Flores foi violentada por seu vizinho João (artigo 213 do C. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 229 .P. Abalada e chocada.). QUESTÃO: Adote medida cabível.corpo de delito. após longos dias de assédio. pessoa de nível elevado e com formação universitária. onde o mesmo sempre a abordava com palavras e gestos de baixo calão. Maria. dirigiu-se à delegacia mais próxima onde apresentou uma notícia crime. sendo realizado o exame de. procurou você como advogado após 5 meses do fato para requerer tutela jurisdicional.

Diante dos fatos ocorridos. causando morosidade ao atendimento. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 28 230 . pois o mesmo gritava para que toda a repartição pudesse ouvir que Henrique só atendia seus "amiguinhos". para que sejam tomadas as medidas cabíveis ao caso e contra esse cliente de nome João Antonio. exercendo a função de tesoureiro. Henrique lhe contratou como advogado(a). funcionário público estadual. teve sua honra aviltada por um cliente. deixando de exercer sua profissão com afinco e honestidade. Questão: Apresentar medida cabível.PROBLEMA Nº 27 Henrique.

devidamente terminado e relatado.01. Antônio da Silva. (Atenção problema dado em 1999) QUESTÃO: Adote medida cabível. 0 advogado de Antônio foi intimado da remessa dos autos ao Fórum em 05. Fixou-se regime aberto para início do cumprimento da pena.99.98 entrado.Maria dos Santos no dia 12. sabendo não ser verdadeira a imputação. A sentença foi publicada ontem.04.10.06. 0 Inquérito Policial foi instaurado e no dia 23. dizendo ter ele no dia29. A sentença acolheu a queixa-crime e condenou Maria dos Santos a pena de 1 ano e 2 meses de detenção. no dia 15.05.99. No dia 12. requereu por meio de um advogado a abertura de Inquérito Policial contra Maria dos Santos. no supermercado e subtraído uma garrafa de vinho.99. 0 prazo recursal está fluindo.99 a instrução foi encerrada. Tese: Peça: Competência: Pedido: 231 . foi apresentada queixa-crime e esta foi recebida no dia seguinte após audiência de conciliação. A querelada foi interrogada no dia 16. concedendo-lhe "sursis" pelo prazo de dois anos. A querelada destituiu seu defensor e contratou você para defendê-la.99.99.11.98 ofendeu a honra de seu vizinho Antônio da Silva. foi remetido ao Fórum. No dia 20.05.08.

A denúncia foi oferecida em 13/03/1998 e o despacho que a recebeu em 26/04/1998. foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que. conseguiu 11 testemunhas a seu favor que presenciaram o fato. como advogado. se destinavam à venda. Você. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a solucionar a situação de Tício. foi denunciado perante ao Juízo da 23ª Vara Criminal da Capital.PROBLEMA Nº 29 Ticio. como incurso nas sanções do artigo 234 do Código Penal porque em data de 23/03/1996. (Atenção problema dado em 1998) Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ _______________ PROBLEMA Nº 30 Seu cliente foi denunciado por infração ao artigo 157 do Código Penal. quando tinha 2o anos de idade. 232 . segundo a inicial. O processo está em andamento.

Após a instrução preliminar. Competência: Pedido: 233 . _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 31 Herculana foi denunciada na 6ª Vara Auxiliar do Júri da Capital. arrolando 04 testemunhas a serem inquiridas em plenário. Não houve recurso por parte da defesa. pronunciou-a como incursa no mesmo artigo alegado na denúncia.QUESTÃO: Elaborar peça processual visando o arrolamento das testemunhas de defesa. QUESTÃO: Elaborar peça cabível. O Digno Representante do Ministério Público apresentou o Libelo Crime Acusatório há 03 dias. Tese: Peça. com todas as provas de autoria e materialidade do delito. o juiz instrutor. como incursa no artigo 124 caput do Código Penal.

Julgada a Apelação. cinco canetas esferográficas. Conforme comprovado em laudo pericial. com dezenove anos de idade. 234 . O voto divergente. de uma loja. face ao disposto no § 2º do artigo 155 do Código Penal. O acórdão foi publicado ontem. avaliadas em R$ 10. reduzia a pena de 8 meses de detenção. Inconformado coma sentença condenatória. primário. a ação de induzir a suposta vítima ao suicídio não chegou a acarretar a sua morte. por ter praticado delito previsto no artigo 122 do Código Penal. embora mantivesse a condenação. foi condenado pelo Juiz da 30ª Vara Criminal a cumprir a pena de dois anos de reclusão. interpôs recurso de Apelação.PROBLEMA Nº 32 O indivíduo “A”. apenas causando lesões de natureza grave. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 33 Tício foi processado e após toda a instrução criminal. a pena de 05 anos de reclusão a ser cumprida integralmente em regime fechado. a sentença de 1ª instância foi mantida por maioria de votos. furtou para si. foi condenado pelo juiz Presidente do 2º tribunal do Júri da Capital.00 (Dez Reais). QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível. Correu o processo todos os seus trâmites legais e afinal.

"c" do Código de Processo Penal. Referido recurso foi apreciado pela turma julgadora da 5ª Câmara Criminal. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: 235 . uma vez que houve erro do nobre prolator. confuso. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave". justificando sua decisão com base na soberania do jurados. QUESTÃO: Elaborar peça cabível ao caso. onde o nobre relator. e o 3º Desembargador votou pela absolvição do apelante. você. alegando total injustiça no tocante à aplicação da pena. como brilhante advogado que é. já o revisor foi favorável ao seu pedido de reforma da pena aplicada.Baseado na pena abstrata. tornando a sua interpretação impossível perante a nobre classe de advogados criminalistas. mesmo conformado com a decisão do conselho de sentença. senão a de apelar perante ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado. III. com fulcro no artigo 593. que é constatada no próprio artigo 122 do referido código que diz: " Pena reclusão de 01 a 03 anos. previsto na Constituição Federal. Sendo assim. mas indignado totalmente com a dosimetria imposta na sentença pelo nobre prolator "a quo". não lhe restou outra decisão. o acórdão proferido é na sua íntegra totalmente ambíguo. votou a favor de que o apelante fosse submetido a novo julgamento.

236 . mantendo a decisão recorrida. em parte. elaborar peça cabível. foi condenado pelo Tribunal do Júri a 15 anos de reclusão. “caput”. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 anos de reclusão.Pedido: PROBLEMA Nº 34 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo MM. 213. Juiz da 6ª Vara Criminal. enquanto o 3º juiz vencido. Interposta apelação. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. Tese: Peça: Competência.997 com quatorze facadas. Afinal. Pedido: PROBLEMA Nº 35 Tício foi denunciado e pronunciado por ter matado sua companheira de profissão em dezembro de 1. deu provimento parcial ao referido recurso para anular “ab initio” o processo no tocante ao crime de estupro dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade “ad causam” do MP. conforme acórdão publicado hoje. o revisor e o relator negaram provimento ao apelo da defesa. por ter incorrido nas penas art. CP.

pois o mesmo era personalizado. foi condenado pela prática de aborto em “B”. Após o trânsito em julgado. proprietário do instrumento utilizado na execução do ato criminoso. a decisão foi mantida por unanimidade. QUESTÃO: Elaborar peça processual que vise melhor resolver a situação de Tício. verificando-se que a sentença condenatória foi contrária ao texto expresso de lei. tendo as decisões judiciais se valido da confissão de “B” para justificar a sanção penal. Examinados os autos. 237 .Inconformado com a sentença condenatória apelou. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 36 Tício depois de regularmente processado. verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto. Em 2ª instância. com sentença já confirmada em segunda instância. surgiram fatos que comprovam que o autor do delito foi um fã admirador doentio.

_____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. foi preso e autuado em flagrante. é ferido na mão direita. Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 37 “A”. QUESTÃO: Elaborar peça adequada a relaxar o flagrante.QUESTÃO: Elaborar peça privativa da defesa apta a resolver a situação de Tício. durante tiroteio com a polícia. Estando machucado na mão direita. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: 238 . Como portava ilegalmente entorpecente. a autoridade policial determinou que um funcionário da delegacia assinasse a rogo o auto de prisão em flagrante por “A”.

determinando o recolhimento de ambos ao cárcere e entregandolhes nota de culpa. § 4º. Competência: Pedido: 239 . na posse de um automóvel marca Fiat. é primário e trabalhador. encontrava-se estacionada regularmente em via pública da Capital. Tipo Uno. Alberto reside na Capital. Delegado de Polícia que presidiu o Auto de Prisão em Flagrante capitulou os fatos como incursos no artigo 155. do Código Penal. O veículo quando da subtração.PROBLEMA Nº 38 Alberto e Benedito foram presos em flagrante por agentes policiais do 4º Distrito Policial da Capital. QUESTÃO: Elaborar na qualidade de defensor de Alberto a medida cabível. IV. O Dr. A cópia do Auto de Prisão em Flagrante foi remetida pelo juiz da 4ª Vara Criminal da Capital. Motivo pelo qual não arbitrou fiança. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. que haviam acabado de furtar.

desfavorável e colidiu com veículo “Passat”. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça. pedindo o prosseguimento da ação penal. § 6º do Código Penal. no dia 15/09/98. QUESTÃO: Elaborar peça jurídica. transitada em julgado por crime. dirigido por Maria da Silva. a vítima foi inquirida sobre a possibilidade de composição civil sendo imediatamente aceita pela mesma homologando-se a sentença. visando defender José dos Santos. José dos Santos foi condenado a pena de 4 meses de detenção por ter violado o Artigo 129. O Promotor de Justiça deixou de pedir a aplicação imediata da pena e a suspensão do processo. na oportunidade em juízo. prolatou a sentença condenatória. sendo que lhe foi negada a apelação em liberdade por ser reincidente.PROBLEMA Nº 39 José dos Santos dirigia um veículo “Santana”. No dia 10/11/98. no cruzamento dessa rua com a Rua Maresias. José dos Santos desrespeitou sinal semafórico. O acusado encontra-se solto. O juiz determinou o prosseguimento da ação penal. As conseqüências da colisão foram lesões em Maria da Silva. 240 . Lavrado o termo circunstanciado. Expediu-se mandado de prisão. pela Rua Navegantes. mas em seguida representou contra José dos Santos. porque o réu apresentava condenação anterior.

Tício é primário e de bons antecedentes e o Magistrado negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado. O advogado impetrou hábeas corpus que foi denegado pela 2ª Câmara criminal. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 41 241 . tendo sido o acórdão publicado ontem. apesar da primariedade do réu.Competência: Pedido: _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA Nº 40 Tício foi condenado como incurso no artigo 155. do Código Penal. “caput”. QUESTÃO: Elaborar recurso cabível. tendo sido condenado a 1 ano e 8 meses de reclusão.

com sua bagagem. recebida em 26 de abril de 1997. _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 42 Thiago de 20 anos de idade subtrai para si. A fiscalização apreendeu a mercadoria e providenciou prisão em flagrante de Tício que acabou sendo denunciado pelo crime de descaminho. mediante rompimento do obstáculo.Tício foi a Manaus. Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias de multa. mencionou parcialmente as coisas que trazia. a integra do termo de interrogatório é a seguinte: O interrogado admite ter praticado os fatos narrados na denúncia. Na fase judicial. I 242 . O seu interrogatório está marcado para amanhã. Na alfândega. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. diversos bens descritos na denúncia. como incurso no artigo 155. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Tício. comprou mercadorias na Zona Franca e as trouxe dentro de suas malas. § 4. embora sem qualquer ardil na sua ocultação.

não faz jus a ela. a pena de 1 ano e 10 meses de reclusão. por entender ser esta uma faculdade de Juiz e que dada a gravidade da infração.P. Deixou o Magistrado prolator de conceder o benefício da suspensão condicional da pena. II todos do Código Penal. por sentença transitada em julgado para a acusação. § 2º. embora primário e sem qualquer outro processo. o acusado..do C. I combinado com o artigo 14. objetivando resguardar todos os seus direitos. QUESTÃO: Apresentar medida judiciária hábil para resolver a questão a favor de “A”. 243 . _____________________________________________________ ________________ Tese: Peça: Competência: Pedido: PROBLEMA Nº 43 “A’ foi condenado por infração do artigo 157. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver os interesses de “A”.

empresário. a importância de R$ 100.Tese: Peça. Após o interrogatório arrolou suas testemunhas de defesa no toal de cinco. devendo ser ouvidas através de Carta Precatória. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. após foi feita a oitiva das testemunhas de acusação. Competência: Pedido: PROBLEMA 44: Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. por residirem em outro Estado. exigindo de sua família. _____________________________________________________ ______________ 244 .M. já que mais fácil de serem localizadas e. seqüestrou Demóstenes. O despacho determinando a noticiada inversão foi publicado ontem. O Douto Promotor arrolou as suas quando da denúncia. o M. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. Para não haver morosidade na formação da culpa do réu.00 (cem mil reais). Juiz resolveu inverter a oitiva das testemunhas. como condição para sua libertação.000. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. ouvindo primeiramente as testemunhas de defesa.

a menor "B". "A" convidou a jovem para ir ao seu apartamento. O laudo do Instituto Médico Legal é taxativo. mediante aplicação de injeção venenosa. de 16 anos. O Ministério Público. parágrafo 2o. postulando a pronúncia de "A". A sentença ainda não transitou em julgado.Como advogado de "A". concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva. era inócua. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de "A" RESPOSTA: Recuso de Apelação. porque. solteiro. conheceu em uma discoteca. _____________________________________________________ ______________ PROBLEMA 46: "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121. nos termos da denúncia. ou seja. mediante petição e as respectivas razões. 245 . inciso III. sendo "B" deflorada. 1a. pratique o ato processual adequado ao rito processual. II do Código Penal. como incurso nas sanções previstas no artigo 217 do Código Penal. onde mantiveram conjunção carnal. parte combinado com o artigo 14. para apreciação por Câmara competente do Tribunal de Justiça de São Paulo. teria tentado matar "B". QUESTÃO:. maior.PROBLEMA 45: "A". apresentou alegações finais.. Após dançarem a noite toda. Por esse motivo. "A" foi processado e condenado.

a pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. vencendo o contrato aos 15 de setembro de 1998. pois. o imóvel sito à rua "C". e foi informado de que aqueles objetos estavam sendo retirados por ordem expressa de "A". para fins comerciais. O magistrado não acolheu a alegação de "A" no sentido de que na condição de inquilino estava apenas reparando o imóvel de que tinha a 246 . "A" locou de "B". Capital. _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA 47 "A" já cumpriu pena na Penitenciária do Estado de São Paulo pela prática de diversos delitos patrimoniais. por volta das 23:00 horas. portas e janelas do imóvel. condenando "A". Imediatamente "B" acionou a polícia e após a tramitação do inquérito policial.Respostas: Alegações finais apresentadas perante o Juízo do Júri (onde houver). "B" passou defronte o imóvel de sua propriedade e notou um caminhão sendo carregado com telhas. sendo certo que obteve a liberdade definitiva no dia 28 de agosto de 1996. Centro. sem direito a apelar em liberdade. de conformidade com o artigo 406 do Código de Processo Penal. "A" foi denunciado por furto agravado. invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal). do Código Penal. São Paulo. em regime fechado. por violação do artigo 155. O mandado de prisão já foi cumprido e "A" está preso na Casa de Detenção de São Paulo. No dia 01 de fevereiro de 1997. nº 100. houve ineficácia absoluta do meio empregado. § 1º. O juiz da 28ª Vara Criminal da Capital julgou procedente a ação penal. Em liberdade.

R: Recurso de Apelação . 593. Entendeu o magistrado que.posse em razão de contrato em vigor. O Advogado de "A" foi intimado da respeitável sentença na data de ontem. só os antecedentes são insuficientes para magistrado formar seu convencimento quanto a autoria. "A" não poderia estar fazendo outra coisa senão praticando o furto descrito na denúncia. Na defesa prévia seu defensor arrolou cinco testemunhas. adote a medida judicial cabível. apresentando em separado a justificativa. por força das restantes terem mudado dos endereços constantes do mandado. conforme certidão do senhor meirinho. de vez que "A" é inquilino e tem a posse do imóvel (falta o denominado "animus furandi").art. foram ouvidas somente duas delas. na fase do artigo 405 do 247 .art. _____________________________________________________ ________________ PROBLEMA 48: "A" foi denunciado pela prática do crime de sedução. Porém. do CPP Interposição: ao Juiz da 28º Vara Razões: ao Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo Tese Principal: Não há que se falar de furto. 386. por meio de seu advogado. QUESTÃO: Como advogado(a) de "A". III. pleiteou a substituição daquelas por outras. pelos antecedentes ostentados. Requerer: reforma da sentença (absolvição) . Ademais. "A".

tendo sido tal pedido indeferido. 626. ajuizamento de revisão criminal (art. do CPP). consistente no cerceamento de defesa. R: Habeas Corpus para ser apreciado pelos julgadores do Tribunal de Justiça. por nulidade processual. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível em favor de "A". _____________________________________________________ _______________ PROBLEMAS DISPOSTOS POR EXAME (EXAME DA OAB/SP Nº 110 A 123) EXAME OAB/SP 110º 248 . Aceitar-se-á. também. O réu veio sofrer condenação e o decisório já transitou em julgado. última parte. objetivando a anulação do processo.Código de Processo Penal.

para tanto colocando a mão sob a camisa. fazendo gesto de que estava armado. e ainda estando Petrônio preso. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para 249 . foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. novamente colocando as mãos sob a camisa. e utilizando-se do veículo na fuga. inciso i. parágrafo 22. Petrônio não foi apresentado. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. sendo aquela assim fixada: quatro anos. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. acrescidos de 1/4 pela reincidência. Anos após. Vinte minutos depois. c/c artigo 69 "caput". por duas vezes. roubando seu veículo Monza. além da pena de multa. Como o pneu do veículo estourasse. Petrônio. roubou um veículo Opala. prosseguindo em sua fuga. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. tendo o Juiz considerado. ameaçando de morte o seu proprietário. Ao final do processo. Já na rua. em 08 de fevereiro de 1993. do Código Penal. foi preso por policiais militares. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. para fins de reincidência. quando trafegava pela rodovia. ante a ausência de recurso da defesa. ameaçou Maria de morte. desacompanhado da certidão cartorária. A sentença transitou em julgado. mais 113 pela qualificadora para cada um dos crimes. Petrônio o abandonou e. também do Código Penal. conseguiu evadir-se do presídio.1) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando.

nulidade do processo em vista da ausência do réu. R: Razões de Revisão Criminal. ora requerente. Como advogado de Petrônio. alegar: preliminarmente. 250 . Nas razões. Pode-se. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). pedir afastamento da reincidência ( não comprovada através de certidão cartorária ). Subsidiariamente. apresente a peça processual cabível. pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. dirigida ao Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo9 EXTINTO. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. No mérito. HOJE O PEDIDO É DIRIGIDO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA).arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. na audiência. mas apenas intenção de fugir. também. sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF.

há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não uma vez se encerrou a instrução criminal. seqüestrou Demóstenes.000. foi o mesmo indeferido. Como advogado de Esquines. como condição para sua libertação. por residirem em outro Estado. 251 .00 (cem mil reais). b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. empresário. providência judicial cabível tome a R: a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória.02) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante. 0 Tribunal denegou a ordem requerida fundamentando o V. 0 acusado encontra-se preso. desconfigurando o alegado constragimento ilegal. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao eventual excesso de prazo. exigindo de sua família. a importância de R$ 100. ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente. por força da flagrância delitiva.

por tratar-se de crime contra o patrimônio sem o evento morte. 8038/90. A autoridade coatora é o Tribunal de Alçada Criminal que tinha a competência para o julgamento do Habeas Corpus. dirigido diretamente ao STJ. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. no prazo de 05 dias. 3) Aurélio.c) Fundamento: Artigo 105. descrevendo infração penal tipificada como 252 . em virtude do excesso de prazo. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. O pedido de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa. d) Prazo: 05 (cinco) dias. O recurso deverá. artigos 30 a 32. empresário. e) Aceitável. Promotor de Justiça. inciso II. também. a impetração de Habeas Corpus. O único recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional. oferece denúncia contra Agripino. para a formação da culpa. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. ser interposto ao Tribunal de Alçada Criminal. portanto. alínea "a" da Constituição Federal e Lei nº.

justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. Contudo. expondo os motivos para taL 0 Promotor de Justiça recorre de tal decisão. não oferecendo. 0 Magistrado. 581. outrossim. Assim.P.P. como advogado de Agripino. I e 588 do C. R: Tribunal competente – Tribunal de Justiça (emenda 45/05) Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade (art.) 253 . bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça.) Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. para a defesa de Agripino.P. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. rejeita-a. ao final da instrução probatória. 41 e 43 do C.P. Você. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. ser o réu condenado pelo crime que cometeu.receptação ocorrida em outubro de 1978. além de narrar fato equivocado. a qualificação do indiciado. proponha a peça processual que julgar correta. expondo os motivos de seu inconformismo.

de um supermercado. EXAME 111º 4. Teodósio. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio. o acusado recorreu. duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate.P. um queijo importado. em face do artigo 44 do C. 109 + 107 C. convertendo a pena corporal em restritiva de direitos. R: a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça (emenda 45). Julgado o recurso pelo Tribunal competente. tome a providência judicial cabível.Crime prescrito – art. Inconformado. O acórdão foi publicado há três dias. subtraiu para si. a sentença foi mantida por maioria de votos. P. condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão. avaliados em R$ 25. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos. nascido em 20 de setembro de 1980. embora mantivesse a condenação. reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio disposto no próprio tipo penal. sendo que o Magistrado vencido. 254 .00 (vinte e cinco reais). a final.

Ulpiano. Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru.c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609. b) Órgão competente: Tribunal de Alçada Criminal. 5.P. dias. Modestino. sustentar a tese contida no voto vencido. O decisum judicial foi publicado há dois dias. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. todos do Código Penal. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que. A ação foi distribuída à 1ª Vara Criminal. d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. Por tais fatos. queixa-crime contra Ulpiano. R: a) Recurso Cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. C. inciso III. e) Prazo para interposição: 10 (dez) O recurso deverá. porém o Magistrado rejeitou a inicial. QUESTÃO: Como advogado(a) de Modestino. as relações homossexuais por este praticadas. Capital. por advogado. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70 caput do Código de Processo Penal. relatava aos presentes. 255 . 140 e 141..P. jocosamente. de forma fundamentada. acione a providência judicial pertinente. deduzindo na decisão. ajuizou no Foro Central de São Paulo. por infração aos artigos 139.

considerando que a sentença deve ser reformada. ainda que conhecido o local da infração. inciso I. em ação penal pública incondicionada. 6) O Promotor de Justiça. o 256 . acolhendo o pleito ministerial. decisão. Em caso de manutenção da mesma. ao analisar os autos.P. afirmando que.P. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. O Magistrado. profere sentença absolutória.do C. Na ocasião da intimação da sentença. Deverá ser interposto Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da 1ª Vara Criminal requerendo a reconsideração da R. A argumentação deverá invocar o artigo 73 do Código de Processo Penal que faculta ao querelante. c) Fundamento: artigo 581. e postula a sua absolvição. quando da apresentação de alegações finais. por ser ação penal pública incondicionada. competente por tratar-se de crimes apenados com detenção. requerer. interpõe recurso. outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz..P. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça (emenda 45). escolher o foro de domicílio ou residência do réu. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. em caso de ação penal de iniciativa privada. Assim. art. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias.P. desde logo. conclui pela inocência do réu. 586 do C. que os autos subam ao Tribunal competente.

a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. o Ministério Público é uno e indivisível. eis que não está vinculado à denúncia. outrossim. Pugna. R: a) Contra-Razões de Apelação. pela condenação do acusado nos termos do art. só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilícita. 171 do Código Penal (estelionato consumado). Pode requerer a condenação. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça (emenda 45) c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional. Assim. o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. Não é obrigatório o pleito condenatório. o que não ocorreu no caso em tela. Além disso. nem o prejuízo 257 .Promotor que o antecedeu. ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio. mas tão-somente a condenação. e o réu teria agido com culpa presumida. formule a peça processual que julgar oportuna. jamais poderia ter pleiteado a absolvição.

que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. que consiste na vontade de enganar a vítima. empregando artifício. parágrafo 1º. não há estelionato culposo. em prejuízo alheio. indeferiu o pedido de relaxamento desta. inciso I. EXAME 112º 7) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante. Se crime existiu. dela obtendo vantagem ilícita. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo. R: "Habeas Corpus" ao Tribunal de Justiça. sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras. estando o inquérito policial aguardando a sua feitura.alheio). 258 . o estelionato só é púnivel a título de dolo. foi ele tentando e nunca consumado. elabore a peça profissional condizente. QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras. Ainda. do Código Penal. O juízo competente. por excesso de prazo. ardil ou qualquer outro meio fraudulento. lavrado por infração ao artigo 250. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado.

R: a) CONTRA-RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. absolvido sumariamente em primeiro grau. soldado da Polícia Militar. Código Penal). b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. apresente a peça pertinente. Inconformado. seis balas. decisão. desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular. Para tanto alega. a final.8) Cleóbulo. sem ser notado. o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. pois a r. disparando quatro tiros do seu revólver. ao todo. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. inciso III. praticamente descarregou-o. pois a arma possuía. c) Fundamento: artigo 581. Aproximando-se por trás do meliante. evadiram-se. 1ª parte. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. O advogado de Cleóbulo deverá requerer a juntada das Contra-Razões de Recurso em 259 . após cumprir seu turno de trabalho. inciso VI do Código de Processo Penal. em síntese. dirigindo-se para o ponto de ônibus. que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide. vindo este a falecer no local. Cleóbulo foi processado e. eis que Cleóbulo. Os outros dois elementos que participavam do roubo.

pelo Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa.Sentido Estrito ao Juiz Auxiliar da Vara do do Júri. foi condenado pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa. por delito perpetrado no dia 18 de janeiro de 1999. na prova. 9) Quílon. da R. no mesmo bairro e mesmas condições que o delito anterior. Quílon encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo em virtude de ostentar outras condenações por delitos diversos. decisão de 1º grau. mesmo sem farda e fora de serviço. Caso seja outro o entendimento. em regime fechado. A argumentação pode fundamentar-se. fato ocorrido no dia 17 de janeiro de 1999. pois trata-se de crime doloso contra a vida. está investido na condição de policial. treinado para a proteção da sociedade. requerendo a manutenção da decisão. por intermédio 260 . Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção. já transitada em julgado. tendo agido sozinho. entre outras. por ter furtado um toca-fitas de um veículo que estava aberto e estacionado na via pública. a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça. de modo irrecorrível. em regime fechado. Em fase de execução de sentença. foi condenado. alegando-se que o acusado. em inteiro teor. no bairro da Penha. Também por furto de um toca-fitas.

estão presentes os pressupostos legais do artigo 71 do Código Penal. crimes da mesma espécie (furto simples). maneira de execução (sempre sozinho e do mesmo modo) e outras semelhantes. o mesmo ocorrendo com a multa. Quílon requereu a unificação de penas relativa aos delitos de furto ocorridos nos dias 17 e 18 de janeiro de 1999. O recurso cabível é o Agravo. QUESTÃO: Como advogado de Quílon. o que é inadmissível. condições de tempo (menos de 30 dias entre um delito e outro). argumentando que. cumprindo. portanto. acrescida de 1/6 (um sexto). se mantida a decisão. restando unificadas em 1 (um) ano e 2 (dois) meses. 261 . indeferida pelo Meritíssimo Juiz sob o argumento de que os crimes são graves. hoje intimado. como conseqüência. ao contrário do decidido. previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal (Lei 7210/84). adote a medida judicial cabível. as razões do recurso são para o Tribunal de Justiça (emenda 45). o Meritíssimo Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital indeferiu o pleito estribado em motivo não determinado pela lei. não havendo.de Advogado. Em assim sendo. ser aplicada apenas a pena de um dos crimes. R: O artigo 71 do Código Penal é claro ao especificar quais são os requisitos para a unificação de penas: pluralidade de ações (foram dois crimes). que é de 1 (um) ano. qualquer referência a gravidade do fato. lugar (no bairro da Penha). que deverá ser interposto no juízo "a quo" para a fins de retratação/reconsideração ou não e.

consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. RESPOSTA: a) Recurso cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. absolveu sumariamente João da Silva. tome a providência judicial cabível. que no dia dos fatos Antonio de Souza. o juiz. 262 . aplicando-lhe Medida de Segurança. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. Durante a instrução criminal. após provocar o acusado. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. injustamente. até que cessasse a agressão que sofria.EXAME 113º 10) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. Encerrada a primeira fase processual. o Magistrado. A decisão judicial foi publicada há dois dias. categoricamente. passou a desferir-lhe socos e pontapés. mediante uso de uma barra de ferro. Levantando-se com dificuldade. com palavras de baixo calão. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. acatando o Laudo Pericial. de ofício. as lesões corporais que o levaram à morte.

P. decisão.P. que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. 11)"A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários. c) Fundamento: artigo 581. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. efetuaram vendas de 263 .P. que os autos subam ao Tribunal competente. competente por tratar-se de crime doloso contra a vida... com fundamento no artigo 25 do Código Penal. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau. Em caso de manutenção da mesma. Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal. Seus vendedores "B" e "C". art. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". 411 do C. Deve-se interpor Recurso em Sentido Estrito ao Juiz da Vara do Juri requerendo a reconsideração da R. inciso VI do C.). d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. requerer. desde logo. mediante o uso de notas fiscais falsas. A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude. 586 do C.b) Órgão competente: Tribunal de Justiça.P. a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art. pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança.P.P. revogando-se a Medida de Segurança.

c.099/95. Capital. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". Após regular inquérito policial. O Tribunal de Justiça (emenda 45) é o competente para o julgamento do "Habeas Corpus". O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. no valor de R$ 3. sendo que o comprador pediu ao comerciante que apenas apresentasse o cheque no 264 . recebendo os valores e não entregando as mercadorias.) visando o trancamento da ação penal. porque seria o proprietário da empresa. "A" está sendo responsabilizado objetivamente.c. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9.). do C.00. "E" e "F". requerendo o arquivamento em relação a "B" e "C". estando designado o dia 03 de julho de 2000 para interrogatório. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúnica (art. visto que da forma como foi elaborada a denúncia. o que não é admitido em direito penal (art. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão. do C. o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada.P. da C. inciso I. justificando.P.P.F. 13.000. em São Paulo.P. A compra foi efetuada no dia 10 de março de 1999. do C. inciso I. 647 e 648. 41 e 43. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final julgamento do "writ". comprou do comerciante "B" um sofá de couro.P.). 5º. R: Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art. 12) O cidadão "A".produtos para "D". Nessas condições. inciso LXVIII.

inciso VI do Código Penal e restou condenado à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão com "sursis". por meio da Súmula 246. A respeitável sentença foi prolatada hoje. no momento procedimental oportuno. O pedido foi aceito e ficou consignado no verso da cártula. prevista no artigo 89 da Lei 9. Por causa desses fatos. tanto na primeira vez em que foi apresentado quanto na posterior. pois não há fraude e o estelionato não existe a não ser com cheque emitido para pronto pagamento. parágrafo 2º. entendendo que o fato é atípico. inciso I. também há jurisprudência neste sentido. 593. Dr. não como promessa de dívida. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça (emenda 45). pelo artigo 171. R: Trata-se de uma Apelação.099/95. na qual deve ser postulada a absolvição do apelante. o acordo não foi cumprido e o cheque referido voltou sem fundos. perante o Órgão Judiciário competente. com fulcro no art. visto que o fato não constitui infração penal. A primeira de interposição. Deverá ao final ser postulada a absolvição do 265 . endereçada ao Exmo. QUESTÃO: Produzir a peça adequada na espécie. Sr. O STF. Porém. do CPP. em favor de "A". no prazo de 5 dias. o cidadão "A" foi denunciado e processado. examinou esta matéria. Juiz de Direito da 1º Vara Criminal do Foro Central da Capital.dia 30 do mesmo mês. O réu recusou a suspensão do processo. composta por duas petições.

enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. QUESTÃO: Como advogado de João. 386. R: Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. É primário. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso referindo-se e 266 . investigador de polícia. inciso II. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. por maioria de votos. por força de auto de prisão em flagrante delito. do Código Penal. da Constituição Federal. e os prazos legais estão sendo observados. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. alínea A. conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. tem residência fixa e exerce atividade lícita. adotar a medida judicial cabível. alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave". O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. EXAME 114º 13) João. do Código de Processo Penal. e denunciado por violação do artigo 316. inciso III do CPP.apelante "A" com fulcro no art. com base no artigo 105. usando do mesmo argumento.

além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. Buscar seja provido o recurso. do Código Penal. também. Admite-se. 14) Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. Outrossim. em regime prisional fechado. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. caput. o condenado pleiteou transferência ao semi-aberto. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. expressa-mente. Já em fase de execução penal. transcorrido o lapso temporal do cumprimento da pena no regime fechado. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. aliás. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. Portanto. por ter sido incurso nas penas do artigo 213. a impetração de ordem de "Habeas Corpus" substitutivo do Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça.buscando Corte. a cumprir 6 (seis) anos de reclusão. convencer os Ministros daquela Indiscutivelmente a infração é afiançável. O exame criminológico concluiu 267 . o V. persistindo o constrangimento ilegal. do Código de Processo Penal. admitiu a progressão meritória do regime prisional. acórdão. Contudo. desde que com a fundamentação própria. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança.

b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. que os autos subam ao Tribunal competente. fundamentando-se na Lei nº 8072/90. tome a providência cabível. Em caso de manutenção da mesma. competente por tratar-se de crime de estupro. decisão. c) Fundamento: artigo 197 da Lei de Execuções Penais. ainda. 268 . acórdão para a progressão do regime prisional. Entretanto.favoravelmente à progressão e foi no mesmo sentido o parecer do Conselho Penitenciário. enfatizando a permissão contida no V. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. contudo. A argumentação poderá fundamentar-se na individualização da pena. o Juiz das Execuções indeferiu o benefício. requerer. guerrear a disposição da Lei 8072/90 que determina cumprimento integral da pena em regime fechado permitindo. Deverá ser interposto AGRAVO ao Juiz da Vara das Execuções Criminais requerendo a reconsideração da R. Poderá. o Livramento Condicional. desde logo. apoiando-se naquele do Ministério Público. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. R: a) Recurso cabível: AGRAVO. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias.

o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de "A". sim. que o considerou incurso no artigo 333. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. já que atípica a conduta de "A". o que ficou bem demonstrado nos autos. do Código de Processo Penal.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. R: Deverá ser apresentada. inciso III. do Código Penal.. As razões são apresentadas no juízo "a quo".099/95 e persiste no mesmo sentido. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. nos termos do artigo 600. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. o fato é que se viu favorecido. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante. em 8 (oito) dias. Consta da sentença condenatória que ". dê continuidade ao recurso interposto. nos termos do artigo 386.15) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são 269 . No qüinqüídio legal.. daí ter o juiz concedido o "sursis".embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. o que também justificava a condenação. do Código de Processo Penal. as razões de apelação.

157. I e II. fundamentando-a."oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. o que. diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. O STF aduziu. e onde se lê 21 anos. no mais. elabore a peça processual em prol de seu interesse. R : Foro Federal. segundo Delmanto. EXAME 115º 16) João foi processado por infração ao art. sentença de primeiro grau jurisdicional. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. parágrafo segundo. do Código Penal. leia-se 12 anos. mantendo. recebendo pena de 21 anos de reclusão. verificando-se o trânsito em julgado. competente: Supremo Tribunal Peça processual: Revisão Criminal. sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. baseado no voto divergente desta decisão. QUESTÃO: Como advogado de João. apenas. mas concussão praticada pelo funcionário". sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. Apresentou Recurso de Apelação. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário. que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente. 270 . a r. "não há corrupção ativa. mas deu a importância por imposição do funcionário.

Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. consoante dispõe o art. transmudando a pena de 21 para 12 anos. compete ao STF rever. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. 17. convidou uma de suas alunas de nome "B". de 23 anos. usando de violência. posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas.P. ainda que através da via recursal. laconicamente. Neste momento. para tomar um suco após a aula. ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". "A". Assim. moça de posses. Portanto. professor de natação. A peça processual deve ser a Revisão Criminal.P. que houve erro material. visto que a decisão transitou em julgado para o réu. policiais militares que passavam por ali. Além disso. o foro competente é o STF. as decisões criminais em processos findos. quando por ele proferidas. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. 624. Competência STF. Quando se dirigiam ao barzinho. em benefício dos condenados. o que não pode prosperar. 271 .. estuprou "B". passaram por um bosque e "A". I do C. apenas aduzindo. com 35 anos de idade.

indenizou a vítima. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado. sendo o exame criminológico favorável. Requereu o seu livramento condicional. fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. Durante o processo. R : Trata-se de um Agravo em Execução. 272 . A r. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Agora. no prazo de 5 dias. dita por "A" na época do processo."A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. Porém. o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. Sr. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. "A" está cumprindo pena. o Juiz da Vara competente. tem ótimo comportamento prisional. em favor de "A". já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. composto por duas petições. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. direcionada ao Órgão Judiciário ad quem. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". após tantos anos na cadeia.

Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. deserto e com algumas cavernas. localizado no município de São Paulo. Sr. V e parágrafo único do Código Penal. IV.O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos. "A" e "B" eram amigos de infância. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira. 18. alcançou a liberdade provisória. por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias. devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66. tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". R: Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. por homicídio doloso simples. IV. Processado no Juízo competente. previstos no artigo 83. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso. Juiz de Direito da 273 . cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. Finalmente. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal). postulando a expedição de carta de livramento. do Código Penal. Ficaram perdidos durante 2 meses. em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente. V e parágrafo único. inciso III. Acabou pronunciado pelo magistrado. incisos III. Dr. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83. inciso III. hostil. quer objetivo (tempo). os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam.

R: O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. verifica-se que a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito. Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico.1ª Vara do Júri da Capital. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. Está recolhido na Casa de Detenção. EXAME 116º 19. a pena de 4 (quatro) anos de reclusão. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. Compulsando-se os autos. nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 411 do Código de Processo Penal. Serve apenas para a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia. da Lei Federal no 6368/76. conforme. José da Silva foi condenado por violação do artigo 12. busque sua libertação. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva. inciso IV do Código de Processo Penal. A substância entorpecente já foi incinerada. podendo também ser suscitado o artigo 23. fundamentada no artigo 581. aliás. que tem 274 . Tendo ocorrido o trânsito em julgado. inciso I do Código Penal. frisado pelo MM.

alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. Inocêncio da Silva. como incurso no art. da Constituição Federal. Concomitantemente à ação penal. inciso VI do Código de Processo Penal. 648. inciso VI. 20) Onesto de Abreu.c. sem. dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. com fundamento no artigo 5º. Na instrução criminal. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. inciso LXVIII. Encerrada a instrução.. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. do C. agente de polícia federal. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus".P. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. a sentença é nula eis que indemonstrada a materialidade do delito. A defesa.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. Desde a fase de inquérito policial. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. também foi denunciado. 275 . QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. c. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. 317 do Código Penal.P. provou que Onesto tem incólume vida profissional. 333 do Código Penal. nos mesmos autos.000. contudo. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. a quantia de R$ 5. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. tome a providência judicial cabível. por sua vez. presenciarem a efetiva transação. mantendo a negativa no interrogatório judicial. por sua vez. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. Desse modo.caráter definitivo.

porque teria agido com animus necandi. As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. ambos do Código Penal.P.. 276 . b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais. Segundo o apurado na instrução criminal.P. pediu emprestada a um colega de trabalho. o acusado. planejando matar Antônio.P.. com fundamento no artigo 386. uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente. c. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal. 21) João da Silva foi preso em flagrante delito. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. inciso II.R: a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. d) Fundamento: art. requerendo-se a absolvição. Assim.. por volta das 10:00 horas. inciso I do C.P. inciso I do C. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput. o artigo 14.c. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido. pois no dia 10 de janeiro do corrente ano. 593. uma semana antes dos fatos. fazendo uso de uma arma de fogo. Há interesse em apelar da sentença absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região.

retirou todas as balas do tambor do revólver. Pedido: impronúncia por inexistência de crime (artigo 409. conforme já esperava. não atingindo a vítima. sem que o acusado percebesse. salientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação. sacando da arma. João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. Seu filho. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público. acionou o gatilho diversas vezes. elabore a peça profissional pertinente. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. a quem confidenciara seu plano. Por ser primário. a título de tentativa. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio. R: Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. artigo 17 do Código Penal. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri Fundamento: Artigo 406 do Código de Processo Penal. O fato não é punido. EXAME 117º 277 . Código de Processo Penal). em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. No dia seguinte. o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto.guardando-a eficazmente municiada. quando o correto seria a pronúncia. Argumento: Crime impossível. sequer. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia.

22)Os indivíduos Felício e Roberval, após uma partida de tênis, começaram a discutir. Felício que estava com a raquete na mão, atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval, de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. Roberval desequilibrou-se e, ao cair ao solo, bateu com a cabeça na guia, vindo a falecer. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri, por homicídio simples – art. 121 "caput" do C.P. e pronunciado pelo magistrado, ao entendimento de que houve dolo eventual, pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado, ao golpear Roberval com a raquete. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício, elabore a peça adequada à sua defesa. R: Trata-se de um recurso em sentido estrito, que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira, de interposição, no prazo de cinco dias, ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Juri, com fundamento no art. 581, IV do C.P.P.. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. A segunda, de razões em recurso de sentido estrito, deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça, postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de morte – art. 129 parágrafo 3º do C.P. - para que o réu seja julgado perante uma vara singular. Não houve dolo eventual no caso em tela, que autorizasse a imputação de homicídio doloso.

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O recurso deverá ser fundamentado ao final, com o disposto no artigo 410 "caput" do C.P.P.. 23) Procópio está sendo processado pela prática do delito do artigo 184, "caput", do Código Penal, por Maurício da Silva, autor da obra literária "Minha Vida, Meus Amores". Na inicial, distribuída em 14 de março de 2002, o querelante acusa o querelado de ter-se utilizado de trecho de obra intelectual de sua autoria, sem a devida autorização, em jornal da sociedade de amigos de bairro da qual aquele faz parte, que circulou no mês de dezembro de 2001. A vestibular, que veio acompanhada tão-somente da procuração que atende os requisitos do artigo 44, do Código de Processo Penal, foi recebida pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, que marcou, para interrogatório de Procópio, o dia 20 de junho próximo. A citação operou-se em 13 de maio de 2002. QUESTÃO: Como advogado de Procópio, aja em seu favor. R: Competência: Tribunal de Justiça (emenda 45) Peça: Habeas Corpus Fundamentação: alegar que Procópio está sofrendo constrangimento ilegal em razão do recebimento irregular de queixa-crime pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, uma vez que os delitos contra a propriedade imaterial constituem ilícitos penais que deixam vestígios materiais, sendo, pois, indispensável o exame de corpo de delito direto, elaborado por peritos, para comprovar a materialidade
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delitiva, ao teor do que dispõem os artigos 158 e 564, III, "b" do código de Processo Penal, o que não ocorreu no presente caso. Ainda, nos termos do artigo 525 do CPP, o exame pericial é condição especial que assegura a viabilidade inicial da ação penal nos delitos contra a propriedade imaterial. Pedido: o trancamento da queixa-crime e a concessão de medida liminar para suspender o andamento da ação penal até julgamento do HC, em face da proximidade do interrogatório. 24) No dia 1 o de janeiro de 2002, por volta das 12 horas, na confluência das ruas Maria Paula e Genebra, Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz, que se utilizou de violência e grave ameaça, exercida com uma faca. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria, os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias, sem qualquer manifestação. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz, atue em prol da constituinte. R: Oferecimento de queixa-crime, com estrita observância do artigo 41 do CPP. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública, em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). EXAME 118º

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25) João de Deus foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1 a Vara Criminal da Capital, que o considerou incurso no artigo 333, do Código Penal. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9.099/95 e persiste no mesmo sentido, daí ter o juiz concedido o "sursis". No qüinqüídio legal, o Ministério Público não recorreu e a defesa de João, sim. Consta da sentença condenatória que "...embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100,00 (cem reais) para retardar ato de ofício, a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido, o que ficou bem demonstrado nos autos, o fato é que se viu favorecido, o que também justificava a condenação." QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado, prossiga no recurso interposto. R: Deverão ser apresentadas, em 8 (oito) dias, nos termos do artigo 600 do Código de Processo Penal, as razões de apelação. As razões são apresentadas no juízo "a quo", sendo que o arrazoado é direcionado ao Tribunal de Justiça do Estado. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou o provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante, nos termos do artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, já que atípica a conduta de "A". O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida, mas deu a importância por imposição do funcionário, o que, segundo Delmanto, "não
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há corrupção ativa, mas concussão praticada pelo funcionário". 26) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. Estava em gozo de livramento condicional, veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. Encerrada a instrução probatória, em fase oportuna, o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho, sustentando que a prova é suficiente para tanto, especialmente pelos maus antecedentes. Permanece preso. Consta dos autos que tem trâmite na 1 a Vara Criminal da Capital, que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás, que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. Agostinho, sempre alegou que fora comprar remédio. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho, desenvolva a medida judicial pertinente. R : Deverá ser cumprida a fase do artigo 500, do C.P.P., com a apresentação de alegações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I, do artigo 386, do C.P.P. ("estar provada a inexistência do fato"), expedindo-se alvará de soltura. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execução, nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. 157, "caput", do C.P.). O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o
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condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. A postulação ministerial vem firmada em suposição, que viola o princípio da presunção legal de inocência.

27) Antonio é presidente de um grande clube local, com mais de três mil sócios, onde existem piscinas, salão de festas, campo de futebol, etc. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. No mês de dezembro de 2001, o garoto Cipriano, sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo, lá jogou-se para brincar. Ao mergulhar, Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. O presidente do clube, Antonio, agora, está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital, em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público, acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121, parágrafo 3 o , do Código Penal. Antonio não aceitou a suspensão processual, que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. A ação penal está tramitando. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio, atue em favor do constituinte. R: Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça (emenda 45), com base no artigo 648, inciso I, do Código de Processo Penal, pois não há justa causa para o processo. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva, que não é admissível em Direito Penal, que só reconhece
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a responsabilidade subjetiva, que não ocorreu no presente caso. O presidente do clube não pode ser responsabilizado pelo fato, em função do artigo 13 do Código Penal, que trata da relação de causalidade, pois o resultado somente é imputável a quem lhe deu causa. E, o presidente não era responsável criminalmente pela proteção do garoto "B". Deverá ser requerido pelo trancamento da ação penal. EXAME 119º 28) Nos autos do inquérito policial, ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –, ficou evidenciado que Graciliano, o autor do furto, logo após a sua prática, adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B", atuar no escopo de obter o ressarcimento. R: Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem, autuando-se em apartado, operando-se a inscrição no Registro de Imóveis, tudo com base nos artigos 125, 126, 128 e 129 todos do Código de Processo Penal. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito, havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveniência. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito
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candidato,

o

que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade, juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. 32) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio, instaurando a autoridade policial regular inquérito, já que estabelecida a autoria. Requereu a liberação do veículo, indiscutivelmente de sua propriedade, o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local, a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado, conforme despacho cuja cópia está em seu poder. QUESTÃO: Como advogado de Antenor, agir no seu interesse. R: Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1.ª Instância da Justiça Comum Estadual, com base no art. 5.º inciso LXIX, da Constituição Federal, combinado com os arts. 1.º e seguintes da Lei n.º 1533/51, Mandado de Segurança com pedido de liminar. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrante, já que é o legítimo proprietário do veículo, não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo, conforme preconizado nos arts. 118, 119 e 120 do CPP. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar, sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente.

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33) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao artigo 157 do Código Penal, praticada em 29 de janeiro de 2000. Acha-se condenado, também, em outros dois processos, com trânsito em julgado, às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão, de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal, cujos fatos ocorreram, respectivamente, em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000, no mesmo bairro. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas, que foi indeferida, ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem. QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva, cometa a ação pertinente. R: O candidato deverá formular recurso de agravo ao TACRIM, com fundamento no artigo 197 da Lei de Execuções Penais, peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. EXAME 120º 34) "A" foi processado e finalmente condenado por violação do artigo 12, caput, da Lei 6368/76, tendo o magistrado mensurado a pena em 3 anos de reclusão e 50 dias-multa, fixando o regime fechado para o início do desconto do título executório penal. A decisão transitou em julgado, estando "A" recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. Tendo cumprido mais de 1/6 da pena e contando com bom comportamento e aproveitamento
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carcerário, postulou no juízo competente a progressão de regime, indeferida, ao argumento de se tratar de delito equiparado a hediondo, portanto sujeito às vedações constantes da lei específica. QUESTÃO: Como advogado de "A", hoje intimado, elabore a peça de defesa pertinente. R: Interposição com base no artigo 197 da Lei 7.210/84 e perante o juízo das Execuções Criminais, de RECURSO DE AGRAVO, requerendo a reconsideração da respeitável decisão ou remessa dos autos à Superior Instância (Tribunal de Justiça de São Paulo), sustentando nas razões que o magistrado a quo não respeitou os limites estabelecidos na sentença, incidindo em excesso ou desvio de execução (artigo 185 da Lei 7.210/84) e violação do princípio da individualização da pena (artigo 5°, inciso XLVI da Constituição Federal e artigo 1° da Lei 7.210/84), já que o dispositivo invocado (Lei 8.072/90, artigo 2°, § 1°) faz referência a regime integralmente fechado, e o decisório fixou regime inicial fechado. 35) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando, na aproximação da Capital, passou a importunar a passageira "B", chegando a praticar vias de fato. Em virtude destes fatos, "A", ao desembarcar, foi indiciado em inquérito, como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – " vias de fato". Os fatos ocorreram a bordo de aeronave, e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal, tendo este sido condenado pela 1.ª Vara Criminal Federal da Seção
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Judiciária da Capital, à pena de 15 dias de prisão simples, com concessão de sursis. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. A r. sentença condenatória já transitou em julgado. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". R: Trata-se de um "Habeas Corpus", endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com base no art. 648, VI do CPP, em virtude da total incompetência do Juízo, com fulcro no art. 564, inciso I, 1ª figura do CPP, visto que segundo o art. 109, inciso IV, da Constituição Federal, e a Súmula 38 do STJ, a Justiça Federal não é competente para julgar as contravenções, mas sim a Justiça Estadual comum. Deverá ser postulada a anulação do processo desde o início, e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. 36) "A", com 21 anos de idade, dirigia seu automóvel em São Paulo, Capital, quando parou para abastecer o seu veículo. Dois adolescentes, que estavam nas proximidades, começaram a importuná-lo, proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. "A", pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado, com a concessão do porte inclusive, deu um tiro para cima, com a intenção de assustar os adolescentes. Contudo, o projétil, chocando-se com o poste, ricocheteou, e veio a atingir um dos menores, matando-o. "A" foi denunciado e processado perante a 1.ª Vara do Júri da Capital, por homicídio simples – art. 121, caput, do Código Penal. O magistrado proferiu sentença desclassificatória, decidindo que o homicídio ocorreu na forma
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investigador de polícia. para que prevaleça o voto vencido.º grau. as razões do inconformismo. anexas. EXAME Nº 121 37) João. o candidato deverá postular a reforma do V. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso. 609. pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. Acórdão. entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia. homicídio culposo. e não na forma dolosa. elabore a peça adequada. em petição que deverá conter. O voto vencido seguiu o entendimento da r. devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. e a 1. QUESTÃO: Como advogado de "A". por imprudência. com base no art. parágrafo único do CPP. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo por força de auto de prisão em flagrante delito e denunciado como violador do artigo 316. O Ministério Público recorreu em sentido estrito. R: Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. acórdão foi publicado há sete dias. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. ou seja. O V. do Código 289 .culposa. Nas razões. sentença de 1.

tanto é que foi concedido o prazo do artigo 514. também. alínea a. que encaminhará os autos para o STJ. adotar a medida judicial cabível. enquanto a Egrégia 1. Buscar seja provido o recurso. alegan-do apenas e tão somente "ser o crime muito grave". É primário. com base no artigo 105. tem residência fixa e exerce atividade lícita. do Código de Processo Penal. Outrossim. aliás. aresto hoje publicado. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança.Penal. QUESTÃO: Como advogado de João. por maioria de votos. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. do Código de Processo Penal. e que os prazos legais estão sendo observados. R: Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. a impetração de ordem de "Habeas Corpus" – substitutivo do 290 . Indiscutivelmente a infração é afiançável. As razões devem ser apresentadas junto com a interposição do recurso. Portanto. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. além de não estarem o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. conforme consta do v. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada usando do mesmo argumento. persistindo o constrangimento ilegal. inciso II. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. da Constituição Federal. Admite-se.ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo.

obrigando-o a mentir. quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. Agora.. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado.P. 621. inciso I. Diante desses fatos.º. causadas pela própria movimentação dos presos. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse. pai de três filhos. de 7 de abril de 1997. Trata-se de Revisão Criminal.P. José soltou os detentos. José está preso e a r.Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. R. Após hora e meia. fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. à pena de três anos de reclusão. com ataduras de pano. Alguns detentos estavam muito agitados. inciso III do C. 38) José. mais a perda de função pública. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal.º. previsto na Lei 9. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. artigo 1. José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. funcionário público com 38 anos de idade. QUESTÃO: Como novo advogado de José. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. José imobilizou dois deles. ambos os detentos disseram que foram torturados por José.455. e por ordem de um superior. que apurou lesões bem leves. visto que surgiu 291 . Mesmo assim. havia inventado toda a estória. casado. estava trabalhando em presídio da Capital. sentença já transitou em julgado. inciso II. com base no art. parágrafo 4. desde que com a fundamentação própria. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. pois estes se mostravam calmos. Como o outro detento não gostava de José.

O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado. 2ª parte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. Juiz de Direito da 5. enquanto Peter enfrenta a vítima e. usando de uma arma de fogo que portava. A sentença condenatória do MM. com a juntada da justificação criminal.P. onde foi ouvido o ex-detento. § 2º. apresentar a peça jurídica competente. consistente na subtração. requerendo o competente alvará de soltura clausulado. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública.P. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. sendo inocente portanto. que comprovou a ocorrência de um enorme erro judiciário. inciso III do C.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. 39) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. Ao iniciarem o furto. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. pela 292 .uma prova nova. mediante arrombamento. o que não era do conhecimento de Xisto. enquanto que subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. vem a matar a vítima.. 1ª parte do Código Penal. 386. R: A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira instância. aparece o dono do veículo. Xisto sai correndo. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante.

tendo os peritos. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença.participação idealizada em delito de menor gravidade. ato presenciado por duas testemunhas. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. com 19 (dezenove) anos à época do fato. pois desaparecidos os vestígios. Questão: Como novo advogado. 41) Lúcio. n. causando-lhe ferimentos. Concluído o inquérito. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. parágrafo 1. após violenta discussão com Antônio.º I. pedindo a desclassificação para lesões leves e. depois do primeiro exame em Antônio. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. Durante o inquérito policial. e 71.ª Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão.099/95. conforme sentença que transitou 293 .º.º. EXAME 122º 40) Mário. do Código Penal). com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. encontra-se condenado pela 27. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. n. do Código Penal. R: Revisão Criminal ou habeas corpus. a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9.º I. parágrafo 4. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. agride-o com um cano. eventualmente. realizado 15 (quinze) dias após o fato.

16. 42) João foi preso porque portava 4 (quatro) cigarros de “maconha” para seu uso e de seu colega de quarto. no dia 02.2003.368/76. na audiência de instrução e julgamento.2003. veio a ser preso no dia 28. para o tipo penal do art. solicitando a desclassificação da infração. ficando apenas 2 anos. A prescrição seria 4 anos. O juiz. para a defesa.em julgado. 294 . condenou-o pelo artigo 12. ou a nulidade do processo por inobservância do disposto na Lei nº 10.2001 e. para a acusação no dia 05. cai pela metade pela idade. da Lei n. que estava foragido. após receber a denúncia. depois o interrogou e.01.º 6. que cuida da posse para uso próprio. caput. então em vigor. às penas de 3 (três) anos de reclusão em regime integralmente fechado e ao pagamento de 50 (cinqüenta) dias-multa.02. citou o acusado.368/76. caput.409/2002. R: Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória. R: Apelação para o Tribunal de Justiça. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. desconsiderando a continuidade.01. contando-se o prazo a partir do trânsito em julgado para a acusação. Foi denunciado como incurso no artigo 12. indique a medida processual que poderia ser utilizada em seu favor e redija a peça correspondente.º 6. em seguida. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio.01. da Lei n. no dia 20.2001. objeto da condenação. Lúcio. QUESTÃO: Como advogado de João.

como advogado. O juiz não admitiu a apelação porque. R: Peça – Recurso em sentido estrito. Finalidade: recebimento da apelação e seu processamento.2004. Ele atua como auxiliar do Ministério 295 .123º EXAME DE ORDEM Direito Penal 43) João Alves dos Santos.05. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. em 05. atuara no processo por seu advogado. o que for de interesse de João Alves dos Santos. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. no seu entendimento. postulando. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena.01. Endereçamento – Tribunal de Justiça (emenda 45) Pedido – Alteração pelo juiz. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. vítima de estelionato. de forma fundamentada. Se mantida. reforma pelo tribunal. Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial. o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que.2004. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. apresente a peça adequada.

2004. O dinheiro que é entregue passa a ser de sua propriedade. importância de seu cliente. Fundamento – Quando alguém recebe valor em dinheiro como pagamento de seus serviços e não os executa não comete apropriação indébita.02. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado.05. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. recebera. R: Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça (emenda 45) Pedido – Reforma pelo tribunal Absolvição.04. exclusivamente.01. verifique a medida cabível e. procurou advogado para 296 . é estritamente civil. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. Antonio Aparecido Almeida. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. por apropriação indébita porque. assim. não penal. 45) João Alves dos Santos. no dia 20. como marceneiro. 44) João Alves dos Santos foi condenado. no dia 05. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. QUESTÃO: Como advogado de João.Público e não defende. A questão.2002. no dia 06. interesse próprio de natureza civil. de forma fundamentada.

2004 ingressaram na residência de Antônio. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. na repartição policial. Pedro. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906. garante ao advogado o direito de examinar.02. no dia 01. LIVRAMENTO CONDICIONAL OU MEDIDA DE SEGURANÇA 124º EXAME DE ORDEM 46) João foi condenado porque ele e Pedro. em virtude da resistência do morador. no dia 20. em razão dos fatos. que faleceu.2004. condenou João. às 297 . O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. de 4. e. todavia.atuar em sua defesa. os autos do inquérito policial. O juiz. Este. O Delegado de Polícia.7. em seu artigo 7 º. como incurso duas vezes em concurso material. temeroso. XIV.05. Um dos tiros atingiu o comparsa. fugiu sem nada subtrair. Pedido – Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. R: Peça – Mandado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau. COLOCAR CASO DE AGRAVO DE EXECUÇÃO. QUESTÃO: Como advogado de João.94). João. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. com a intenção de subtrair bens a este pertencentes.

do Código Penal. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. fixadas no mínimo legal. Desclassificação para tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “há crime de latrocínio. porque não houve a subtração. 157. por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. QUESTÃO: Como advogado de João. § 3. a. segunda parte. RESPOSTA: Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça (art. 79. desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalidade do regime integralmente fechado.penas do art. para o seu cumprimento. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 20 (vinte) dias multa. Fundamentos: Crime único – Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material. inciso II. Pedidos: crime único. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime 298 . °. e ao regime integralmente fechado. quando o homicídio se consuma. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610). da Constituição Estadual). poderia ser sustentada a tese de tentativa de latrocínio. aceita em alguns acórdãos.

a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. expressamente. e da Constituição Estadual). constatou-se ser falso. QUESTÃO: Como advogado de João. II. 47) Policial civil ingressou. do Código Penal. caput. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. portanto. e nela apreendeu documento público que. redija a peça processual de sua defesa. sem mandado judicial. em sua nova composição. à própria configuração da materialidade do crime. na residência de João. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. No caso. no momento. 79. d. admitiu. na fundamentação. está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal. 48) O juiz. submetido à perícia. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo 299 . Pedido – Trancamento da ação penal. A denúncia foi recebida pelo juiz.integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena. Cuida-se de posição que. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judicial. RESPOSTA: Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça (art.

do Código Penal na fundamentação. essa possibilidade. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. ser condenado à pena mínima. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. de qualquer forma. Na parte dispositiva. 155 do Código Penal. no caso. e. O juiz deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação. boa parte da doutrina admite. devendo. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos.segundo. §2º. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. nos casos de contrariedade. há também orientação diversa. aplicando o §2° do art. a pena venha a ser alterada. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. com isso. RESPOSTA: 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração Endereçamento – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. 2ª OPÇÃO: 300 . do art. em face de sua primariedade e bons antecedentes. 155 do Código Penal. como seu advogado. fixando regime inicial aberto. Embora. Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação.00 (cem reais).

Não foi juntada prova 301 . principalmente porque. inciso II. disseram que. há também orientação diversa. poderia ser admitida a apelação. do Código Penal na fundamentação. Ouvidas duas testemunhas de acusação. a. Fábio. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção. de qualquer forma. por elas presenciada. não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração. EXAME 125º DA OAB/SP 49) João foi acusado de ter subtraído. da Constituição Estadual). realmente. Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP.Peça – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Alçada Criminal (art. mas à sua mãe. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. no caso. Por outro lado. não aceita pelo acusado. Como já referido na 1ª opção. O pai. Houve proposta de suspensão condicional do processo. ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. 79. §2º. no dia 5 de janeiro de 2003. antes de falecer. com cinqüenta e oito anos de idade. vinte mil dólares de seu pai. houve a subtração. que. os dera para o filho. vítima. e. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado.

condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias. do Código Penal. o juiz. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. OUTRA ALTERNATIVA Peça . O juiz. porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. 386. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. V do Código de Processo Penal e no art. Na decisão de pronúncia. seu amigo. de forma fundamentada. segundo a prova 302 . e causaram.he a morte. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181. R: Peça – Apelação. com fundamento no art. Endereçamento –Tribunal de Justiça.Habeas corpus. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. 181. II e 183. acrescentou. III. II. 50) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. no dia 4 de janeiro de 2005. ainda. assim agindo porque este cuspira. no valor mínimo. no seu rosto. Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença. em brincadeira. com pedido de absolvição. a qualificadora da traição porque. do Código Penal). QUESTÃO: Como advogado de João.multa.documental a respeito da propriedade do dinheiro. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade.

581. e não é insignificante. atingiu-o pelas costas. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qualificadora. o Ministério Público interpôs agravo. após ter decorrido o prazo de oito (dias). Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. até mesmo. no regime disciplinar diferenciado. juntando suas razões. o regime disciplinar diferenciado. requerendo que fosse seguido o rito do 303 . no seu entendimento. 51) O Ministério Público pleiteou a colocação de A. com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal. convidando-o para almoçar em sua casa e. também. na forma em que foi definido. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. havendo necessidade de aditamento. Intimado da decisão. Pode-se. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. que cumpre pena pelo crime de seqüestro. João mentira para Pedro.colhida. fere princípios constitucionais. R: Peça – Recurso em sentido estrito (art. O juiz indeferiu o pedido porque. de forma fundamentada. IV) Endereçamento –Tribunal de Justiça. pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. QUESTÃO: Como advogado de João. crime de injúria. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar.

EXAME 126º OAB/SP 52) João. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. Processado o recurso. Segundo a denúncia. de 15 anos de idade. R: Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. ser conhecido pelo Tribunal. 304 . cada um deles combinado com o art. Além disso. 5 º. assim. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. e 217 do Código Penal. do mesmo diploma legal. XLIX). o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. 1 º. João namorou Caia. poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade. seduziu-a. por violação do princípio da dignidade humana (art. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. 5 º. de forma fundamentada. III).agravo de instrumento do Código de Processo Civil. por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. “caput”. QUESTÃO: Como advogado de A. não podendo. e. XLVI). virgem. 226. casado com Semprônia. por contrariar o princípio de individualização da pena (art. inciso III. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. por isso. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. em concurso material. Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito. 213.

05. e Caia. Foi também condenado pelo crime do art. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. que negou os fatos. “caput”.05 e o advogado foi intimado no dia 19. aumentada de quarta parte. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. quanto ao fato em que Caia foi vítima.05. Quanto à sedução. João foi condenado pelo crime do art.05. aumentado de ¼ em face da incidência do art. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. QUESTÃO: Como advogado de João. 213. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. 226. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. do Código Penal. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. João constrangeu a irmã de sua namorada. aboltio criminis em razão da supressão do delito previsto no 305 . de nome Tícia. Na delegacia. Endereçamento –Tribunal de Justiça. em relação ao fato de que foi vítima. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. III. a manter com ele conjunção carnal. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. mediante violência. R) Apelação. e seus pais. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. em razão de ser hediondo o crime de estupro. Tícia. Ainda. Tícia não foi localizada.conseguindo manter relações sexuais com ela. Pedidos e fundamentos – Absolvição por ausência de provas em relação ao crime de estupro. de 21 anos de idade. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. Foram ouvidos o acusado. O acusado foi intimado da sentença no dia 04.

já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. respectivamente.05. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. de 2005. 53)João. afirmando.03. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. no dia 02.05. QUESTÃO: Como advogado de João.09. 217 do CP. inciso III. também em face da lei acima referida. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12. chamou-o de “ladrão”. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa. foi acusado.03. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas.05.05 e 13. pela Lei 11. de ter caluniado e injuriado Alfredo. no dia 20. afastamento da causa de aumento prevista no art. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. mediante queixa. porque. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12.08.04.04. do CP. ainda. Endereçamento –Tribunal de Justiça.106. 226. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. no tocante ao estupro. Subsidiariamente. Posteriormente. 306 . RESPOSTA: Habeas corpus.2004.art. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02.02. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito.

a atenuante da menoridade prevista no art. na verdade. Ausência de justa causa no momento da propositura da queixa. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. apurou-se que o acusado era. fixada em seus patamares mínimos. 65. em face das conseqüências graves do crime e. do CPP). I. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. 307 .Pedidos e fundamentos –Nulidade do processo em face da não designação de audiência para tentativa de conciliação (art. caput. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. ainda. 520 do CPP). maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. em uma única operação. do Código Penal. entre outras circunstâncias. uma vez que as testemunhas foram ouvidas e os autos de inquérito foram juntados ao processo quando já operada a decadência do direito de queixa (art. 54) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. Superadas as fases dos arts. QUESTÃO: Como advogado de João. Renovada a instrução. 499 e 500 do CPP. 38. o juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima.

Foi acusado. João foi intimado da decisão no dia 15. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. § 2°. EXAME 127º OAB/SP -18/09/05 55) João. Pedido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes.RESPOSTA: Apelação. Endereçamento –Tribunal de Justiça. definitivamente condenado. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. da Lei 7. ainda não sentenciado.210/84 – Lei de Execução 308 . QUESTÃO: Como advogado de João. o que representou reformatio in pejus indireta.9. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. Habeas corpus. deu ciência ao seu advogado. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. de ofício. no mesmo dia. ele revogou imediatamente.05. em novo processo. e. RESPOSTA: Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (art. 118.

a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art.º da Lei 7.960. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. expedindo-se contramandado de prisão. RESPOSTA: Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1. 2º. com participação de advogado (art. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. da CF). inciso LV. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. 5°. da Lei 7960. Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. QUESTÃO: Como advogado de João. de 21. não podendo ser autorizada. após ouvir o Ministério Público. parte final. autorizando. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação.1989).Penal) e de oportunidade de defesa..12. 56) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretada a prisão temporária de João. desde logo. Foi expedido mandado de prisão. Pedido: declaração de nulidade da decisão.12. O juiz. de 21. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Além disso. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias.1989. Sem ser preso. caput. 309 . desde logo.

ele não estava no Brasil e. arrolada pela acusação. sabendo que. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. Procurado para ser citado. em 5. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. QUESTÃO: Como advogado de João. já que.57) João. vigora o princípio in dubio pro societate. por ser ela presencial. intimado da decisão no dia 15. João. A primeira.2005. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. João não foi encontrado. nos termos da denúncia. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. por isso. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. merece crédito. que apresentou a defesa prévia. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. não podia ser o autor dos disparos.09. nessa fase processual. A segunda testemunha. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Oferecidas as alegações pelas partes. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. causando-lhe a morte. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). RESPOSTAS: Recurso em sentido estrito 310 .95. afirmou ter visto quando João. na data do fato. além do que. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio.1. afirmou que conhecia João há muito tempo. em caso de dúvida. deve o acusado ser pronunciado. arrolada pela defesa.

Estelionato (art. na decisão de pronúncia.impronúncia. vigora o princípio “in dubio pro societate”. A prova testemunhal é controvertida. apesar de admitido. 311 . eis que o engano antecedeu ao apossamento da coisa e foi em virtude dele que esta foi entregue ao acusado.Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. não se prestaria à comprovação da autoria. pois a dúvida razoável. de nulidade.P. há dúvida razoável sobre a autoria. pede ao motorista carro que não é de sua propriedade. O reconhecimento fotográfico. pois. levando-o embora.). Rodrigo. Não é correto afirmar que. Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. Dias após. o carro é descoberto no litoral norte. 171 C. R. No mérito. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar declaração Mérito . outra assevera que ele estava fora do país. em virtude do princípio do favor rei. mesmo em relação a essa espécie de decisão. abandonado. enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos. QUESTÕES PRÁTICAS DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL 1. Rodrigo cometeu algum crime? Fundamente. beneficia o acusado. saindo de casa noturna.

com o intuito de protegê-los dos perigos da rua. Vitor. em estelionato. ao sair para trabalhar. R: Hábeas Corpus 5 Qual a infração penal praticada por um indivíduo que faz uso de seu revólver. Os vizinhos descobrem tal ato e denunciam à Polícia. sim. Qual o recurso cabível da decisão que decreta quebra de sigilo bancário no curso de Inquérito Policial? Fundamente. 115 do C. pois a lei 9437/97 está revogada) 312 . Sofia. não há falar em furto mediante fraude e. mãe de Marcelo e de Artur. 3.P. é condenado à pena de multa.P. acorrenta-os em casa. primário. pensando ser sua atitude legítima e adequada). I. legalmente registrado.) Defesa . Em que prazo se opera a prescrição da pretensão executória de tal pena? Fundamente. c. 136 C. art. disparando duas vezes em um estádio de futebol com grande número de pessoas? R: (O enquadramento hoje está errado.sem subtração. Qual crime deve ser imputado a Sofia. e qual a defesa cabível em seu favor? R: Crime de maus tratos (art.na verdade a mãe estava querendo proteger os filhos e não maltratá-los (agiu em erro.c. 2. 20 anos. 4. R: Um ano – art. Portanto. 114.

Manoel dirige-se à Delegacia. art. Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem". após o dia de trabalho. O artigo 10 do diploma legal referido dispõe sobre os crimes e as penas e o inciso III diz. 59). aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência.Quando da dosimetria da pena.826/03) 6 . (Hoje aplica-se a Lei 10. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP. art. por existir condenação anterior (CP. art. deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável. I). 61.Manoel chega em casa. Neste momento. por ocasião da prolação da sentença. 59). e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. Após isso. o Magistrado fixou a penabase do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. o Delegado de Polícia efetua 313 .A infração está tipificada na lei nº 9437 de 20 de fevereiro de 1997 que regula o registro e o porte de arma de fogo. desde que o fato não constitua crime mais grave". 61. 7 . expressamente: "disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. em via pública ou em direção à ela. Imediatamente. art. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. Está correto tal procedimento? Fundamente. I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP.

072/90 10.P. A diferença está no núcleo do tipo.sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública.P. O fundamento invocado de garantia da ordem pública. 310. R: Considerar o disposto na Lei 8. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva.P 9. nos termos do art. enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. não justifica a manutenção do flagrante. Cite três crimes considerados hediondos.Em que crime estará incurso o agente que. 314 . interrompe fornecimento de força e luz em escola pública.Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. parágrafo único do C. Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida. propositalmente. R: A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? R: Artigo 265 C. 8 . Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique..

destruiu a lateral direita do veículo pertencente a Antonio. em 10 de abril do corrente ano. submetendo-se a intervenção de abortamento. Resolveu-se desconsiderar a questão. Neste caso.É causa extintiva da punibilidade. João da Silva. munido de uma marreta. 12 Indique os elementos do fato típico. 14. pago por ele. classifique juridicamente sua conduta. inclusive com agressões verbais. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada. classifique juridicamente suas condutas. desentenderam-se devido à posição de uma cerca que separa as propriedades de ambos. .11-Defina as notas características do instituto da perempção.Maria das Flores foi a uma clínica clandestina. Indique a natureza da eventual ação penal e o prazo final para sua distribuição. Após acalorada discussão. acarretando a perda do direito de nela prosseguir. 315 . acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. justificando. se Maria e Ulisses cometeram crime. com conseqüente atribuição positiva em prol do candidato. Se João da Silva cometeu crime. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 13 .João da Silva e Antonio de Souza.

tenha dado.Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique.Maria das Flores comete o crime de autoaborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime. 93 a 95 CP. do Código Penal. durante esse tempo. o início ou continuação do cumprimento da pena e a reincidência. até o dia do pedido. de qualquer modo. ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida 17 .Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? Arts. tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer. a pronúncia.Enumere as causas interruptivas da prescrição. a partir da data em que foi extinta. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. o recebimento da denúncia ou queixa. caput. a sentença condenatória recorrível. 15. do Código Penal). ou seja. a pena imposta. São as contempladas no artigo 117. a decisão confirmatória da pronúncia. 16. na condição de co-autor (artigo 29. decurso de dois anos. 316 .

Corrupção Passiva. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública. nas sanções do artigo 317 do Código Penal .O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. em 21 de julho de 1983. acusado de crime de homicídio simples. a importância de R$1. a Constituição Federal. em 09 de maio de 1986. cada um.327 caput do CP) receberam vantagem indevida.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. em seu artigo 127. dias após constatouse que José e outros três jurados receberam. À luz do Estatuto da Criança e do 317 . Osvaldo. Demais. pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art. 18 José participou como jurado no julgamento de Américo. e Alfredo. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. Porém. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis".000. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. Proferida sentença absolutória. 19 João. no dia 10 de janeiro do corrente ano foram detidos por policiais militares. caput. assim. nascido em 07 de janeiro de 1991. no momento em que praticavam roubo em uma padaria. Incorreram.

Geralda e Clementina. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). com o seu consentimento. consumados ou tentados 318 . ECA). as condutas de Ana. Maria. c. gestante. o artigo 29. como serão considerados os três rapazes em razão de suas idades? De acordo com o E C A. João é considerado criança. pois tem 16 anos de idade (artigo 2º. ambos do Código Penal). pois tem 11 anos de idade e Osvaldo é considerando adolescente.Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma. juridicamente. 20.122 § único – 123 – 124 – 125 – 126 e 127 do Código Penal.c.Adolescente. portanto. Em outra hipótese. Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal) 21 Quais os crimes sujeitos a competência do Tribunal do Júri? R: São os crimes previstos nos artigos 121 §§ 1º e 2º . é excluído do ECA. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal). sendo considerado penalmente imputável e. incurso nas sanções cabíveis do Código Penal. Tipifique. Geralda executou aborto em Clementina. Alfredo com 18 anos na data dos fatos. e ela o provocou. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124.

porém. para conhecer do mesmo fato criminoso. impedir a produção do resultado (artigo 15. 23 . inciso II do C. os dolosos contra a vida. 25) Pode ser a preventiva decretada como medida necessária à garantia da incolumidade do acusado? Não. R: Diz-se que o crime restou tentado quando o sujeito ativo (agente) deixa de consumá-lo por motivos alheios à sua vontade (artigo 14. 24 . É pacífico que não se pode invocar a medida para garantir a incolumidade do acusado.e os conexos.Defina o conflito de jurisdição. tenta de qualquer modo.P.Por onde é regulada a competência pela natureza da infração? R: É regulada pelas leis da organização judiciária. C. salvo a competência privada do Tribunal do Juri. R: Quando duas ou mais autoridades se considerarem competentes ou incompetentes.P. 22 .). 26) Qual a conseqüência jurídico-processual da falta 319 .Estabeleça a diferença entre crime tentado e arrependimento eficaz. RT 601/445). Em resumo. Caracterizaria desvio de finalidade (STF.). Já no arrependimento eficaz o sujeito ativo (agente) pratica todos os atos do iter criminis até a efetiva consumação do delito.

DJU de 14. 47/165. H. Julgados do TARGS.C. natureza de depoimento testemunhal (Súmula nº 65 da Mesas de Processo Penal da Faculdade de Direito da USP). e corre o risco. 2746).de comprovação do álibi ? Quem alega ter estado ausente do local do fato e encontrar-se em outro lugar quando este aconteceu. a prova emprestada tem valor precário. JTACrim 54/204. 28) Qual o valor da prova emprestada ? Embora admissível. em caso da ausência de comprovação. 109/121. p. 12225). provoca a inversão do ônus da prova.89 . p. Celso de Melo . HC 67. 79/68).707-0. podendo servir até mesmo para a condenação. é admissível e possui valor probatório. tendo a obrigação de demonstrá-lo.8. tendo. e em hipótese alguma poderá atingir a quem não tenha participado do processo em que foi produzida 320 .Rel. notadamente quando produzida sem observância do princípio constitucional do contraditório (STF. 98/35. DJU 17-02-95. 71. Marco Aurélio. com relação ao co-réu. 109/121 e 111/79. que deve ser cabal (RJTJRGS. 27) A delação tem valor probatório ? Ainda que se trate de uma prova anômala.11.92. Rel. desde que evidencie sinceridade (STJ. de ser havido como confesso (RJTJRGS. 98/35. Min. Min. seja harmoniosa e coerente com a prova circunstancial (RT 660/330 e 688/311). 111/79. de 7.803-5RS. 33/334 e 22/77).

ou seja. 29) Ao assistente da acusação deve ser oportunizado o oferecimento de contra-razões a recurso da defesa ? Embora a lei não se refira expressamente às contra-razões de recurso da defesa. de 7.11. chefe das enfermeiras de hospital municipal. Celso de Melo . enfermeira a ela subordinada. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência.89 . 321 . Julio Fabbrini Mirabete. furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado.DJU de 14.(TJSP.8.Rel. CPP Interpretado. 271 do CPP (por todos. inobstante a existência de prova testemunhal emprestada. a doutrina é pacífica de que esse é um direito indeclinável. cerceamento de defesa. 30) Maria das Dores. RESPOSTA: A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320. contudo. deixou de responsabilizá-la pelo fato.92. Madalena. 325). levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". se não foi ela a única a fundamentar a sentença de pronúncia (STF. p. RT 667/267). Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira. mesmo porque elas estariam incluídas entre os “articulados” mencionados no art. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. HC 67. presenciou outra funcionária. p. 12225). assim descrita:.806.707-0. Min."deixar o funcionário por indulgência. Inexiste. ACrim 84.

do Código Penal. que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados. cumprido mais de 2/3 da pena. condenado por tráfico de entorpecentes. RESPOSTA: Como se trata de crime equiparado a hediondo. inciso I. 32) Cleóbulo. tentados e consumados. enquanto que. 33) Pítaco. sentenciado por furto. no entanto. Poderá. fazendo a exceção. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Poderá ser beneficiado pela remição de pena? Atenda às questões com a respectiva fundamentação. esse fato atrairá a competência. deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva 322 . No que diz respeito a remição de pena. vir a ser beneficiado pelo livramento condicional. está iniciando o cumprimento da pena. conforme inciso V. de alguma forma. motivando-a. que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78. nos termos da Lei 8. se houver outro delito conexo.31) O julgamento do crime de furto. Resposta: Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição. com fixação em regime fechado. não há nenhum obstáculo legal. do artigo 83.072/90.

cometeu novo furto. inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público. de qualquer forma. Quais são estes momentos e quantas testemunhas poderão ser arroladas em cada um? Explicite de modo detalhado. faz desaparecer a sentença condenatória e."). RESPOSTA: O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. ou inutilizar. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada. seus efeitos.O comportamento de "A" configura dois delitos. destruindo-a. Dias após. livro oficial. portanto. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou. também chamada de retroativa ou da ação penal.. Como conseqüência.estatal. ambos do Código Penal. Não satisfeito. 323 . tendo o serventuário se descuidado. arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados..") e 337 ("Subtrair. 34) Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome. 35) O advogado poderá arrolar testemunhas em dois momentos processuais no Rito Ordinário e no Especial do Júri. total ou parcialmente. vindo a dilacerá-lo. RESPOSTA. confiado à custódia de funcionário..... não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência.

Em Direito Penal. é possível. Federal. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. ainda que os grevistas sejam funcionários públicos. em regra. É correta a afirmativa? Por quê? R: Sim. ainda. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626. é ação com dúplice pedido. pois exerceram um direito. cumular o pedido de indenização. 37) Quase ao término da construção de Hospital Público. bem como. podendo. 38) . Conforme o 630. art. inciso VII. em tese. a Doutrina entende que é uma infração atípica. da C. revogado pelo artigo 9º da Constituição Federal. Com a RC é instaurada uma nova relação processual. em razão de pretenderem justo aumento de salário e recebimento dos atrasados. Assim. 421 parágrafo único. CPP. 395 do CPP. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". do CPP. pois o artigo 37. haja vista que o artigo 201 do Código Penal foi. 36) "A revisão criminal. com inauguração já programada. R: Não. até 5 testemunhas. não foi até a presente data.R: Defesa prévia. objeto de Lei Complementar. o mestre de obras participa de greve e abandona o serviço junto com seus subordinados. Praticaram algum crime? Emita seu parecer de modo fundamentado. até 8 testemunhas e contrariedade ao libelo. art. ainda. qual a diferença entre remição e detração? 324 . caput.

a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). R: João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato. é socorrido por populares. morre três dias depois. pelo trabalho. 40) João Antônio. 39) É possível a manutenção do averiguado em custódia.P. à sua falta. José Pedro. ficando sujeito às normas estabelecidas 325 . na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. quando João Antônio completara dezoito anos. após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? R: É possível desde que.R: Detração é o cômputo. parte do tempo da execução da pena. C. no Brasil ou no estrangeiro. ferido. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique.) Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir. do tempo de prisão provisória. havendo prova do crime e indício suficiente de autoria. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. de ofício. com o objetivo de matá-lo. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. a outro estabelecimento adequado (Artigo 42. porém.

inciso II. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. sem nada levar. todos do Código Penal).). § 1º.P. foi surpreendido por um segurança da empresa que. c. Quanto ao regime fechado. 33. pode ser outorgado regime semi-aberto. lhe deu voz de prisão. mas tão-somente a civil. menor de 21 anos e primário. fugiu do local. armado de revólver. Quando se encontrava já no interior do edifício. parágrafo 2º. o artigo 69.c. é condenado por roubo à pena de 5 anos e 4 meses em regime fechado. R: Cabível o recurso em liberdade ante a menoridade e primariedade do réu.P. 42Carlos. § 4º. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado.P. durante a madrugada e mediante escalada. 326 . consoante art. inciso II e artigo 129.na legislação especial (artigo 27 do C. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes. 41) Antônio de Souza. Em seguida. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. Antônio. "b" do C. então. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. eis que não vedado pela lei. não lhe sendo facultado recorrer em liberdade. R: Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155. Arrole argumentos hábeis à reforma de tal decisão.

v. parágrafo 4º. menor deve ser a redução da pena. iniciada a execução.10. quanto mais distante ficou da consumação. 6ª turma. 155 do CP (repouso noturno) somente incide sobre o furto simples. 45 .00.02. (HC nº 10. 44. o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário.99. 155.Pecuarista que tem sua propriedade margeando leito de estrada de ferro e não coloca cerca para que o gado não invada a linha férrea 327 . 79).u.A causa especial de aumento de pena concernente ao repouso noturno aplica-se ao furto qualificado? Explique. descabida a sua aplicação na hipótese de delito qualificado (art. Ainda. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. em seu inciso II. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". maior deve ser a redução da pena.O Código Penal adotou a teoria objetiva. j. quando.O artigo 14. 21. rel. p.240/RS. aduz que "diz-se o crime: tentado. DJU 14. Fernando Gonçalves. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. diminuída de um a dois terços". R: "A causa especial de aumento do parágrafo 1º do art. sendo pois. R . min.43. IV do CP)..

inciso IV. 49.comete algum delito? Elabore resposta motivada e fundamentada. Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? R: A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha. do Código Penal. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento. do Código Penal. 47. cometendo o crime de perigo de desastre ferroviário ("Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: IV – praticando outro fato de que possa resultar desastre". R: O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade 328 . 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança. R: O pecuarista que assim agir incide nas penas do artigo 260. pois o art. Não.) 46. 48. do Código de Processo Penal. conforme artigo 214. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. R: Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. É possível a tentativa de contravenção? R.

o Magistrado considera os maus antecedentes resultantes de diversas condenações para sua fixação. tê-las em conta para a agravante da reincidência. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. onde não atue. não pode o promotor atuante em determinada comarca impetrar Habeas Corpus por fato ocorrido em outra comarca. Nesta hipótese. a seguir.para impetrar Habeas Corpus. "Dosimetria da pena. em seu artigo 127. aumentando-a em 1/3 e. Maus antecedentes e reincidência considerados na fixação da penabase e. 59 e 68 do CP. Hipótese que caracteriza "bis in idem". utiliza a reincidência para majorá-la. Foi aplicada a lei penal? R: Não. De acordo com os arts. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. Assim. 50. não cabia. caput. as condenações anteriores foram explicitamente invocadas na fixação da pena-base. atribui ao Ministério Público a incumbência da "defesa da ordem jurídica. Porém. depois. depois. quando da dosimetria da pena. Demais. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. para a aplicação da agravante da reincidência. tendo em vista as circunstâncias atenuantes e agravantes. Exclusão da agravante". a Constituição Federal. 329 . no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis".

185). É considerada condição de procedibilidade. Poderá. Poderia ser beneficiado pela remição de pena? Qual o seu conceito? R: – Como se trata de crime equiparado a hediondo. Agente que. min. sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. Dê as notas características do instituto da representação. no entanto. nº 1. nos termos da Lei 8.05. participa de reuniões periódicas.98. j. não há nenhum obstáculo legal.11. com fixação em regime fechado.(HC nº 76. conforme inciso V.99. a fim de que este ofereça a denúncia. vir a ser beneficiado pelo livramento condicional. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Resposta fundamentada e motivada. Néri da Silveira. DJU 19. rel. No que diz respeito à remição de pena. cumpridos mais de 2/3 da pena. 51. R: Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público.072/90. que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados. v.. 2ª Turma. do artigo 83. do Código Penal. que é a peça inicial da ação penal pública. com mais de cinco pessoas. deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. o objetivo e a finalidade da organização ou administração da 330 .285-6/SP.u. Anaximandro foi condenado por tráfico de entorpecentes e está iniciando o cumprimento da pena. 05. 53. 52.

55. o que são normas penais permissivas. se ocorreu ilícito penal. 331 . e os indivíduos "B" e "C". as causas de exclusão da ilicitude.P. Explique. conforme artigo Contravenções Penais. O indivíduo "A". conforme o art. todos da L. R– São aquelas que permitem a prática de um fato típico. a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado. onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque.associação. 30 do C. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. II. 39 da lei de 54. excluindo-lhe a ilicitude. visivelmente embriagado. "A". art. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo. R. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria? R: Sim. 63.. a condição de servidor público. dando os dispositivos legais. também conhecidas como autorizantes. promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. quando este conhecia a condição do mencionado funcionário.P.. Sim. São. 62).C. que se comunica ao particular. 23 do Código Penal. Justifique. 56. em estado de embriaguez. portanto. Sim. art. Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. dando o dispositivo legal. pois é circunstância elementar do delito.

Sim. 58. art. parágrafo 4º c/c art. II. Além do mais aplica-se ao caso o art. em que passou a estar incurso o réu. 59.P. R: . na pronúncia. O crime de roubo qualificado. incisos I.O conceito originário da Lei 9.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos.099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10. o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a resposta. Qual é. podendo a defesa. atualmente. sujeita ou não a procedimento especial. 408. Pode o juiz. 383 do CPP. 157. em virtude da relação dos crimes hediondos. não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. IV e V do C. vem o libelo. após a pronúncia. é considerado crime hediondo? Não. porque. se insurgir contra a nova definição jurídica do fato. Pronunciando o réu por crime mais grave (por exemplo: homicídio ao invés de infanticídio).. 332 . na contrariedade. nem por isso o réu será julgado por fato de que não se defendeu.57. do qual passará a constar o novo dispositivo legal. mencionados na Lei 8072 de 25/07/90.º. III. enquadrar o acusado em dispositivo penal que prevê pena mais grave do que a imposta ao crime articulado na denúncia? Justifique e fundamente a resposta. R . parágrafo 2.

a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro. praticado por funcionário público e não por particular.Quando o estupro for seguido de lesão corporal grave. pelo artigo 79 – I. R . 62. Ainda. 125. ou morte da vítima. parágrafo 4º ). pois pressupõe o emprego da violência. no caso. não funcionário público.60. subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. R: O particular pode ser punido como partícipe. o que autoriza igualmente o delegado a instaurar inquérito em todos os casos de violência real. este pode. R . assim. competência para julgar processo de civil. ou cometido com abuso de pátrio poder. contudo. pela Constituição Federal (art. Que justiça é competente para julgar civil que. Embora o peculato se trate de crime próprio. a continência. não tendo.Justiça Estadual Comum porque. de qualquer modo colaborar para a prática do 333 . O particular. Aplica-se também no caso a súmula 608 do STF. não importa em unidade de processo e julgamento. pode ser punido por crime de peculato? Explique e fundamente. Nesse caso. trata-se de crime de ação penal pública incondicionada. em co-autoria com policial militar estadual em serviço. 61. Em que hipótese o delegado de polícia pode instaurar inquérito de ofício para a apuração do crime de estupro? Fundamente a resposta.

do Código Penal. em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. ou seja. o agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender. pois a condição de funcionário público se trata de circunstância elementar do peculato. mas erra o alvo. Responderá pelo ilícito criminal. atingindo apenas outra pessoa que vem a falecer. R: O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. 63. deve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito. Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. Assim. João atira em determinada pessoa. Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundamentar. do Código Penal).crime (art. ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido estrito. 64. atendendo-se o disposto no §. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. 334 . do artigo 20. 29. diante do que dispõe o artigo 30 do Código Penal. 3 º. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. atualmente. Como deve ser responsabilizado? R: Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime.

RespostaAs provas poderão ser apresentadas em qualquer fase do processo. se for o caso. a restrição é justificada em face da natureza da decisão de pronúncia. Em qual tipo de procedimento e em quais momentos processuais o juiz pode indeferir pedido de juntada de documentos? Quais as razões que justificam tais regras? Fundamente. Em relação à primeira. com base no artigo 568. Ainda. de admissibilidade de encaminhamento da causa a julgamento em 335 . do Código de Processo Penal. desde que a lei não disponha de forma contrária. 66. 475 do Código de Processo Penal.65. e a segunda no momento do julgamento em plenário. conforme disposto no art. se a falha for descoberta posteriormente. §2°. Assim. Contudo. há duas ressalvas a essa possibilidade: a primeira ocorre no momento das alegações previstas no art. no procedimento dos crimes da competência do Tribunal do Júri. O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? R: O juiz não deveria ter recebido a queixa. do Código de Processo Penal. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. deve o juiz anular o processo e. tem-se entendido. Esta é a regra geral. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. 406. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha.

2003 a 02. foi condenado por outro crime. No tocante à pena aplicada. no Brasil ou no estrangeiro.plenário. à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. assinalado por Mirabete (Execução Penal.17). 68. tem-se admitido a detração por prisão ocorrida em outro processo. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. para evitar surpresa às partes. em benefício do condenado? Fundamente. cometido em 01.02. tópico 3. Contudo.“A” esteve preso preventivamente no período de 02. Uma lei nova que impusesse prisão preventiva obrigatória em crimes de tráfico internacional de entorpecentes poderia ser aceita e poderia ser 336 . mas foi absolvido da acusação.06. Segundo entendimento jurisprudencial. em que logrou o réu a absolvição. justifica-se a proibição da apresentação de documentos em data muito próxima ao julgamento. Resposta: Em benefício do condenado. ou durante este. quando se trata de pena por outro crime anteriormente cometido.2003. poderá levar-se em conta a detração penal.2003. e em razão da possibilidade posterior de juntada de documentos antes do julgamento em plenário. Atlas.03. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior”). Quanto à segunda. 67. impedindo-se o pleno exercício do contraditório. o tempo de prisão provisória. Ed. prevista nos artigos 42 do Código Penal (“Computamse. o que poderá ser levado em conta.

A tendência da doutrina é aceitar apenas a prisão cautelar. apontado os seus erros e justificando a correção: “A coação moral. ou. parte da doutrina considera que. pelo menos. Contudo. 69. ou não. seja por aplicação de princípios constitucionais de proteção à liberdade. apesar do referido princípio constitucional da presunção de inocência. Resposta: A aceitação. de prisão que não tenha natureza cautelar. a prisão que é necessária em face de circunstâncias do caso concreto. ocasiona sempre a absolvição do coato. ou seja. de prisão preventiva obrigatória envolve a admissibilidade. como boa parte da jurisprudência admite prisões não cautelares. 337 . só deveria ser aplicada aos novos crimes. como se fosse culpado. Corrija a seguinte frase.aplicada a processos em andamento? Por quê? Fundamente. estaria sendo observado o princípio constitucional da presunção de inocência (art. como está envolvida a liberdade. só sendo punível o coator”. seja por aplicação do artigo 2° da Lei de Introdução ao Código de Processo Penal. A prisão preventiva obrigatória representaria simples antecipação de pena. da CF). A regra é de que a norma processual tem aplicação imediata. como causa excludente da tipicidade. ou não. assim. nos casos de prisão. atingindo processos em andamento. Contudo. antes de decisão definitiva. aos novos processos. deveria ser visto se a nova disposição seria aplicável aos processos em andamento. porque. LVII. sendo o acusado tratado. 5 º.

alínea a. 70) O advogado do acusado A. deixou de oferecer as razões de apelação 338 . em plenário de julgamento pelo Júri. Conforme essa orientação. com tempo menor em relação ao que poderia ser utilizado. haveria prejuízo ao Ministério Público e ofensa ao princípio do contraditório. Qual a solução a ser adotada? Fundamente. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. seria: “A coação moral irresistível. porque a Constituição Federal garante. no sentido de que o advogado do acusado não pode oferecer a tréplica. apesar de inexistir réplica do promotor. a plenitude da defesa. R: Há duas posições. requereu ao juiz que lhe fosse dada a oportunidade para oferecer tréplica.Resposta: A frase correta. sempre. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. não podendo ficar o acusado prejudicado em sua defesa devido à ausência de réplica do Ministério Público. Por esse entendimento. as quais indicam as possíveis soluções. a absolvição do coato. 71) O advogado de João. aplicável ao caso. ocasiona. só sendo punível o coator”. pois ela pressupõe a réplica. Uma. o juiz deveria indeferir o pedido. XXXVIII. apesar de regularmente intimado. como causa excludente da culpabilidade. no artigo 5 º. o juiz deveria deferir o requerimento. Outra posição sustenta que a defesa pode apresentar a tréplica. Além do mais.

entre outros. da Constituição Federal. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo. contudo. definido entre nós o crime de terrorismo. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. inexiste. sustenta que.. considera. Contudo. XLII. o crime de terrorismo? R: O artigo 20 da Lei 7. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe. ante a generalidade da disposição.170.. atos de terrorismo”. de 14. deveria nomear defensor para o acusado. entre nós. conforme doutrina predominante e forte jurisprudência..83. encaminhando os autos ao tribunal. Que deve fazer o juiz? Justifique.. em momento culminante do processo. na realidade. R: Segundo o Código de Processo Penal.que interpusera em favor do acusado em virtude de sua condenação. para melhor preservar o direito de defesa. 339 . considera crime “. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. Parte da doutrina. o juiz deveria intimar o acusado a constituir novo defensor para oferecer as razões no prazo. Decorrido o prazo. poderia o juiz dar seguimento ao processo (artigo 601) sem as razões. praticar.12. 72) Como o artigo 5o.

Comunica-se a condição de funcionário público. segundo orientação doutrinária e em parte da jurisprudência. Pode. segundo orientação do STJ e do STF. conforme previamente combinado. seu amigo. O ingresso se deu no período noturno. ingressou na repartição pública em que João. com uso de chave cedida por João. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique.73) Pedro. §1º). porque elementar do crime (art. 30 do Código Penal). R: Peculato-subtração (artigo 312. orientação jurisprudencial minoritária em sentido contrário. que exige ser toda prisão cautelar. Considere. conforme 340 . sustentando que o recurso especial não tem efeito suspensivo. durante o processamento de recurso especial. Pena privativa de liberdade – Não pode. separadamente. Há. funcionário público. deixara sobre a sua mesa. contudo. trabalha e subtraiu o computador que João. não-funcionário. em face do artigo 147 da Lei de Execução Penal. 74) Pode. por ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. ser iniciado o cumprimento de pena privativa de liberdade ou de pena restritiva de direito aplicada a acusado que respondeu o processo em liberdade? Justifique. R) Pena restritiva de direitos – Não pode. as hipóteses de pena privativa e de pena restritiva.

as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. 28 do CPP). em caso de concurso de causas de aumento? E em caso de concurso de causas de diminuição? Justifique. R) Concurso de causas de aumento. 76) Como deve proceder o juiz. depende da orientação adotada. porque o recurso especial não tem efeito suspensivo e não há ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. Conforme uma 341 .orientação do STF e do STJ. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasileiro. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto. na aplicação da pena. 75) O promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. A outra possibilidade. admitindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. R) Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente. se for o caso. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique. de aplicar as diversas causas de aumento. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial.

aplicada a primeira diminuição. A outra possibilidade. para evitar a pena “zero”. o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? R) Segundo o sistema do duplo binário. de aplicar as diversas causas de diminuição. Conforme uma orientação. Há quem sustente que se deve adotar critérios diversos. depende da orientação adotada. 77) O Brasil adotava o sistema do duplo binário. porque mais favorável ao acusado. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança. Concurso de causas de diminuição.orientação. as outras incidirão sobre a pena já diminuída. seria adotado outro critério. no concurso de causas de aumento. as diminuições são sempre aplicadas sobre a pena-base. o de todos os acréscimos incidirem sobre a pena-base. 342 . feita a primeira redução. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. vigente antes da Reforma Penal de 1984. Por outra orientação. aplicado o primeiro aumento. Todavia. os aumentos são sempre aplicados sobre a pena-base. as demais incidiriam sobre a pena já diminuída. os outros incidirão sobre a pena já acrescida. Por outra orientação. No concurso de causas de diminuição. O sistema que o substituiu foi o vicariante.

79) João e Maria convivem. O amigo. não responde pelo crime porque. Por essa teoria. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código. cometer o crime ou. Que crimes cometem Maria. pelo menos. poderá ser punido pelo delito. Maria e o pai de João. de nome Pedro. R. embriagado. Pedro. O pai. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. há vinte anos.78) No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente. João foi condenado por crime de roubo qualificado. mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. na mesma casa e tiveram três filhos. a teoria da “actio libera in causa”. chamado Antonio.7. dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. sem serem casados. Esclarece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo.2). foi adotada. porque a ele não se 343 . 5. quando a prática do delito era previsível. Pedro e Antonio? Justifique. segundo o § 2º. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito) . R: O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. Antonio. fica isento de pena o ascendente. com o artigo 28 do Código Penal.

Quanto a Maria. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. ela responderia porque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge. pela invocação do princípio federativo (STF. o Supremo Tribunal Federal admite que as comissões federais determinem a quebra de sigilo bancário. 779-RJ). por terem os mesmos poderes do juiz. exceto aqueles que são exclusivos do Poder Judiciário. Por uma orientação mais rígida.aplica o referido parágrafo. R. Inq. equiparando-se os poderes dessas comissões aos outorgados às comissões federais. 80) Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? R: O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 344 . Por outro lado. § 3°). mais afinada com a vigente Constituição Federal. Por outra. é possível que as comissões parlamentares de inquérito estaduais determinem a quebra do sigilo bancário. 226. Segundo o Supremo Tribunal Federal. duas interpretações são possíveis. 81) As Comissões Parlamentares de Inquérito estaduais podem determinar a quebra de sigilo bancário de pessoas por elas investigadas? Fundamentar.

PRINCIPAIS PRAZOS PROCESSUAIS Processo Penal INQUÉRITO POLICIAL 30 dias solto) 15 dias preso) – 30 dias solto) 05 dias preso) 15 dias solto) 05 dias preso) – 03 dias (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado (indiciado INQUÉRITO POLICIAL ENTORPECENTES DENÚNCIA DENÚNCIA ENTORPECENTES 345 .

368/76) 10 dias – 10 dias Rito Sumário – na audiência ou 05 dias 05 dias – 05 dias 30 dias – 30 dias (crimes ediondos) 02 a 04 anos (“Sursis”) 04 a 06 anos (“Sursis – Etário”) SENTENÇA PRISÃO TEMPORÁRIA PERÍODO DE PROVA 346 . 12. 13 e 14 da lei 6.QUEIXA-CRIME 06 meses 03 meses (crimes de imprensa) 01 mês (adultério) 06 meses 03 dias (triduo) 03 dias (rito ordinário) 05 dias (rito do Tribunal do Júri) Rito Sumário min. – 10 min – 20 REPRESENTAÇÃO DEFESA PRÉVIA ALEGAÇÕES FINAIS DEBATES ORAIS TÉRMINO DA INSTRUÇÃO 81 dias (réu preso) 38 dias (réu preso – entorpecentes) 76 dias (arts.

(01 réu) 01 hora (mais de 01 réu) Não tem DE 120 dias 05 dias (interposição) 08 dias (razões) 08 dias (contra razões) 10 dias (Lei 90.S. AGRAVO DE EXECUÇÃO . ( 01 réu) 01 hora (mais de 01 réu) 30 min.E.LIBELO ACUSATÓRIO CONTRARIEDADE LIBELO CRIME 05 dias DO 05 dias – 02 horas (01 réu) 03 horas (mais de 01 réu) 30 min.E.99/95) 05 dias ( interposições) 20 dias (interposição inciso XIV 02 dias (razões) 02 dias (contra razões) 05 dias (interposição) 347 DEBATES ORAIS PLENÁRIO DO JÚRI RÉPLICA TRÉPLICA HABEAS-CORPUS MANDADO SEGURANÇA APELAÇÀO R.

02 dias (razões) 02 dias (contra razões) CARTA TESTEMUNHÁVEL CORREIÇÃO PARCIAL EMBARGOS DECLARAÇÃO EMBARGOS INFRINGENTES NULIDADE PROTESTO JÚRI POR 48 horas 05 dias DE 02 dias 10 dias OU NOVO 05 dias Não tem OU 15 dias

REVISÃO CRIMINAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO ESPECIAL R.O.C.

05 dias

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Competência: A Ementa Constitucional n° 14 de 02 de março de 2004, alterando o art. 79, “caput” e II da Constituição do Estado de São Paulo, disciplinando a remessa de processos à Segunda Instância e estabelecendo, como orientação programática, a classificação das ações judiciais, segundo a competência de cada tribunal. Houve alteração pela Ementa nº 45 de 2004, onde em seu artigo 4º , extingue os Tribunais de Alçada Criminal. Eram antes assim estabelecidas: TRIBUNAL DE JUSTIÇA (TJ) COMPETÊNCIA SEÇÃO CRIMINAL: I – Ações penais relativas a crimes sujeitos à pena de reclusão, inclusive crimes da competência do Tribunal do Júri; II – Crimes contra o patrimônio apenas quando ocorra o evento morte; III – Crimes falimentares; V – Crimes comuns e de responsabilidade de prefeitos e vereadores.

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TRIBUNAL DE ALÇADA CRIMINAL (TACrim) HOJE EXTINTO COMPETÊNCIA –modificada pela ementa nº 17/04Constituição do Estado de São Paulo (HOJE NÃO MAIS EM VIGOR) Dispunha a referida ementa sobre a competência do TACRIM-SP (NÃO MAIS APLICADA) Artigo 1º - O artigo 79, "caput", da Constituição do Estado de São Paulo, e o seu inciso II passam a vigorar com a seguinte redação: "Artigo 79 - Ressalvada a competência residual do Tribunal de Justiça, compete aos Tribunais de Alçada processar e julgar, em grau de recurso: I …………………………………………………………………… …………………………… II - em matéria criminal: a) os crimes contra o patrimônio, excetuados os com evento morte; b) os crimes relativos a entorpecentes e drogas afins; c) os crimes relativos a armas de fogo e os contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo; d) os crimes de falsidade documental, seqüestro, quadrilha ou bando e corrupção de menores pela indução ou prática com eles de infração penal, se conexos com os crimes de sua competência; e) as demais infrações penais a que não seja cominada pena de reclusão, isolada, cumulativa ou alternadamente, excetuadas as relativas a falências,

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as dolosas contra a vida e as de responsabilidade de Vereadores." (NR)

CÂMARA ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA I - Conflitos de competência entre Juízes de Primeira Instância; II - Exceções de suspeição ou de impedimento contra os mesmos Juízes; III - Agravos de Instrumento manifestados em exceções de incompetência, desde que a matéria nos autos principais se inclua na sua competência recursal; IV - Processos da jurisdição da Infância e da Juventude; V - Recursos das decisões originárias do CorregedorGeral da Justiça, nos processos disciplinares relativos aos titulares e servidores

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COMPETÊNCIA DOS FOROS REGIONAIS Resolução nº 2, de 15 de dezembro de 1976 Lei Estadual nº 3.947, de 8 de dezembro de 1983 Resolução nº 148, de 5 de setembro de 2001 Artigo 54 - Compete às Varas Distritais da Comarca da Capital processar e julgar: III - As causas Criminais seguintes: a) Ações por Crimes e Contravenções sujeitas a pena de multa, prisão simples e detenção; b)Pedidos de "Habeas-Corpus" relativos a atos policiais, no âmbito de sua competência; c) Os feitos acessórios ou conexos, nos casos de sua competência, inclusive para restituição de coisas apreendidas em inquéritos, policiais; d)As questões incidentes relativas à prisão em flagrante prisão preventiva, liberdade provisória, ou outras, vinculadas à sua competência; DESTA FORMA, TODOS OS RECURSOS OU PEDIDOS FEITOS PARA O TRIBUNAL DE 2ª INSTÂNCIA (EM SÃO PAULO) DEVE SER REMETIDO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.

SEGUE ABAIXO ALGUNS ARTIGOS DA EMENTA Nº 45/04 QUE EXTINGUE OS TRIBUNAIS DE
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ALÇADA CRIMINAL, VIGORANDO APENAS O TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Competência: (EM VIGOR) EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45 Altera dispositivos dos arts. 5º, 36, 52, 92, 93, 95, 98, 99, 102, 103, 104, 105, 107, 109, 111, 112, 114, 115, 125, 126, 127, 128, 129, 134 e 168 da Constituição Federal, e acrescenta os arts. 103-A, 103-B, 111-A e 130-A, e dá outras providências. As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1º Os arts. 5º, 36, 52, 92, 93, 95, 98, 99, 102, 103, 104, 105, 107, 109, 111, 112, 114, 115, 125, 126, 127, 128, 129, 134 e 168 da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 5º..................................... LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. ............................................. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por
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três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão." (NR) "Art. 36..................................... III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. IV - (Revogado). ......................................" (NR) "Art. 52..................................... II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; Art. 92 ................................... I-A. O Conselho Nacional de Justiça; ............................................. § 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.

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........ 355 . a qualquer título ou pretexto...... e fundamentadas todas as decisões......... IV ..exercer a se afastou....receber... IX ........a distribuição de processos será imediata......... Parágrafo único....... 93.............. entidades públicas ou privadas..... XV ... em todos os graus de jurisdição............ ressalvadas as exceções previstas em lei.... em determinados atos...... Aos juízes é vedado: .... podendo a lei limitar a presença.......... ........ afastamento exoneração.." advocacia no juízo ou tribunal do qual antes de decorridos três anos do do cargo por aposentadoria ou (NR) "Art.. 102 ....... V ................ às próprias partes e a seus advogados..todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. 95. auxílios ou contribuições de pessoas físicas....."(NR) "Art... em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação." (NR) Art....... ou somente a estes.......§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional..... sob pena de nulidade.........................................

.................................... .. III ..... somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros..... ...... § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso..... nos termos da lei.............. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso..... nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante..III .................... proferidas pelo Supremo Tribunal Federal..............." (NR) "Art.... I -........ relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta..................... 356 . estadual e municipal................... d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.............. 105............ § 2º As decisões definitivas de mérito................................. nas esferas federal................................. i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias..

mediante proposta do Tribunal de Justiça.as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo..... "Art....... nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos 357 ................. ................ em segundo grau..........." (NR) "Art..... com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte...... pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e.... pelo próprio Tribunal de Justiça............ em qualquer fase do inquérito ou processo.... incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.. .......... poderá suscitar.......b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal..... em primeiro grau..... perante o Superior Tribunal de Justiça... o Procurador-Geral da República...... § 3º A lei estadual poderá criar................. § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos...... ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes.. 125..................... V-A ...... § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados.. 109.. a Justiça Militar estadual. constituída..

." (NR) Art.. os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares.... o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas. singularmente.. nos limites territoriais da respectiva jurisdição.. § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar... 103-A...disciplinares militares. 2º A Constituição Federal passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. sob a presidência de juiz de direito... . ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil.. 111-A e 130-A: 358 .. § 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente.. com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional. processar e julgar os demais crimes militares... cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.... cabendo ao Conselho de Justiça..... Para dirimir conflitos fundiários. 103-B.. § 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante. constituindo Câmaras regionais.." (NR) "Art. 126... servindo-se de equipamentos públicos e comunitários.. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. com competência exclusiva para questões agrárias........

de ofício ou por provocação. e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. 103-A. acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. julgando-a procedente. a aprovação. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que. estadual e municipal. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei."Art. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. a partir de sua publicação na imprensa oficial. mediante decisão de dois terços dos seus membros. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. 4º Ficam extintos os tribunais de Alçada." Art. § 1º A súmula terá por objetivo a validade. onde houver. aprovar súmula que. O Supremo Tribunal Federal poderá. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar. nas esferas federal. passando os seus membros a 359 . na forma estabelecida em lei. conforme o caso.

Organização judiciária Organização judiciária é a estrutura. No prazo de cento e oitenta dias. promoverão a integração dos membros dos tribunais extintos em seus quadros. CF : 360 . a fim de que. não só de seus órgãos. Art. dos a Parágrafo único. contado da promulgação desta Emenda. é o organograma do Poder Judiciário. assegurados os direitos dos inativos e pensionistas e o aproveitamento dos servidores no Poder Judiciário estadual.integrar os Tribunais de Justiça respectivos Estados. segundo princípios e regras legais. em igual prazo. respeitadas antigüidade e classe de origem. OBSERVAÇÃO: Nos casos de competência da Justiça Federal. mas como os mesmo funcionam. fixandolhes a competência e remetendo. se cumpra a administração da Justiça. o tribunal competente será Tribunal Regional Federal. É a totalidade de órgãos e instituições mantidos pelo Poder Público. 92. proposta de alteração da organização e da divisão judiciária correspondentes. por ato administrativo. ao Poder Legislativo. os Tribunais de Justiça.

desembargador instância Juízes de Direito instância Juizados Especiais (cíveis/criminais) 2ª 1ª Ministério Público 361 .I II STF STJ Ministr os Ministr os (11) (33) III os Tribunais Regionais Federais IV os Tribunais e juízes do trabalho V os Tribunais e juízes eleitorais TST TRT VT TSE TRE Juizes Eleitorais VI os Tribunais e juízes militares VII os Tribunais e juízes do Estado Estadual Tribunal de Justiça .

362 . registros públicos etc. Vara das Execuções penais. o Estado divide-se em: circunscrições. para crimes dolosos contra a vida tentados ou consumados. Faz parte do Poder Executivo Advocacia Procuradorias Territorialmente. família e sucessões. Varas cíveis especializadas: fazendárias. comarcas e distritos Organização judiciária estadual em 1ª instância 1) Tribunal do Juri e Economia Popular 2) Juízes de Direito 3) Juízes Substitutos Varas: cíveis e criminais Vara do Tribunal do Juri.Está inserido em todos os tribunais. Organização judiciária estadual em 2ª instância 1) Tribunal de Justiça.

A secção criminal câmaras e 3 grupos. apenas 3 x 2. quais sejam: o relator. sorteia-se dentre os desembargadores da mesma. O tratamento dispensado às câmaras é de Colenda.m. (votação por maioria) -> cabe embargos infringentes. portanto. é sediado na capital dos Estados. Sobre os recursos : 363 . que irão julgar. obtendo-se. ( três). o revisor e o terceiro juiz. -> votos vencidos -> votos vencedores Quando há embargos infringentes. subdivide-se em 6 Cada câmara possui entre 7 e 9 desembargadores. poderemos obter resultados: desembargadores dois possíveis 3 x 0 => v. tem o tratamento de Egrégio e seus membros de Excelência. dois desembargadores entram na análise e decisão do recurso. Quando é distribuído um recurso para alguma câmara.u. Como são três os votantes. (votação unânime) -> não cabe recurso 2 x 1 => v.Sobre o Tribunal de Justiça: é composto por desembargadores.

8) Contradita: possibilidade de impugnação de testemunhas pelas partes. 9) Tríduo: 3 dias 10) Quinquídeo: 5 dias 364 .Contagem Exclui-se o dia do início e inclui-se o dia do término A regra geral. 2) Peça Tempestiva -> apresentada dentro do prazo. impulsiona o processo. 3) Peça Intempestiva -> apresentada fora do prazo. Prazos processual.Apelação criminal: 5 dias para recurso (aviso que vai recorrer) e 8 dias para arrazoar (razões de discordância). será de 5 dias para a manifestação da parte. 4) Cota nos autos -> manifestação por escrito nos próprios autos das partes ou do MP. Expressões práticas jurídicas 1) Despacho -> dá andamento. 5) Entranhamento -> juntada de peças aos autos 6) Desentranhamento .> retirada de peças dos autos 7) Vista dos autos -> possibilidade da parte ver os autos ou retirar o processo do cartório para sua manifestação. quando a lei não estipular prazo.

carta de remição. traslado. citação. penhora. réplicas. prova pericial.gabinete do juiz cartório da vara 13) por termo : manifestar por escrito no próprio processo PROGRAMA GERAL DETERMINADO PELA OAB PARA A ELABORAÇÃO DO EXAME 1. carta de ordem. 4. assistência. laudo. 5. fotocópia e conferência. cálculo. 2. intervenção de terceiro. carta precatória. Valor da causa. prova documental. confissão. Petição inicial. conta. 3. carta de adjudicação. contestação.11) Oitiva : ouvida 12) {Ofício / Vara} . prova testemunhal. Provas: depoimento pessoal. carta de sentença. Mandado. carta de arrematação. vista. auto. impugnações. certidão. avaliação. remessa. edital. Processo judicial: distribuição. cotas. pareceres. memoriais. reconvenção. exibição de documento ou coisa. carta rogatória. autuação. exceções. recebimento. litisconsórcio. juntada. alvará. intimação. contrafé. informação. 365 . certidão e conclusão.

Medidas Cautelares. Processo de Execução. 14. Estatuto da Criança e Adolescente. reclamações e correições parciais. 25. 20. de instrução e julgamento. Ação de Despejo. 16. Ação Renovatória de Locação. Ação Declaratória em Matéria Tributária. Reclamação Trabalhista. Apelação. agravos. Ação Monitória. 9. 26. Desapropriação. Procedimentos Administrativos. 7. Inventário. 11. Inquérito Policial. Organização Judiciária Estadual. 27. 29. Ação Revisional de Aluguel. 17. 13. 22. 28. 19. 12. 366 . Contratos. Ação Anulatória de Débito Fiscal. sentenças.6. Mandado de Segurança: individual e coletivo. 18. Queixa-crime e representação criminal. Embargos do Devedor. Ação de Procedimentos Ordinário e Sumário. Arrolamento e Partilha. Habeas-Corpus. Defesa Trabalhista. Despachos. Ações Possessórias. Ação Revisional de Alimentos. 8. Ação Penal. Ação de Usucapião. Apelação e Recursos criminais. Mandato e Procuração. Ação de Repetição de Indébito. tutela antecipatória. Audiência: de conciliação. 10. embargos. Temas e problemas vinculados às peculiaridades jurídicas de interesse local ou regional: Código de Defesa do Consumidor. Ação Popular. 24. Execução Fiscal. Ação de Alimentos. 21. acórdãos. Ação de Consignação em Pagamento. 30. 23. Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Separação Judicial e Divórcio. Recurso Ordinário. 15.

Em seguida revisea como se fosse o examinador. a saber.A capacidade de interpretação e exposição . Rascunhe a peça e após o seu término. ou alheios ao enunciado. A utilização somente de dados fornecidos pelo problema.Raciocínio jurídico . seja assinando. seja fornecendo quaisquer outros dados pessoais ou não. utilize-se de todo material permitido pela OAB.DICAS PARA UMA BOA PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Inicie a prova pela elaboração da peça profissional. sem acréscimo de dados não fornecidos. portanto não se identifique na peça. Na elaboração da peça. legislação. livros de doutrina e jurisprudência.A correção gramatical e a técnica profissional demonstrada ASSIM RECOMENDA-SE: A atenta leitura do problema proposto e sua localização no contexto da disciplina.A fundamentação e sua consistência . respire fundo e descanse por 2 minutos. Lembre-se que é proibida a identificação. 367 . cuja avaliação será feita tomando-se como parâmetro:  .

ESTUDEM E LEVEM NO DIA DA PROVA DE SEGUNDA FASE -CÓDIGO PENAL COMENTADO -CÓDIGO DE PROCESSO PENAL COMENTADO. DIREITO PENAL: -CÓDIGO PENAL COMENTADO . comece pelas questões que você têm certeza que sabe. No dia da prova. Tente ter uma boa noite de sono. depois faça as outras.“CURSO DE PROCESSO PENAL” – FERNANDO TOURINHO FILHO . . JULIO FABRINI MIRABETE . as 4 perguntas restantes com a indicação do fundamento jurídico. Passe tudo a limpo. DICAS PARA OBTER UM MELHOR DESEMPENHO NA PROVA Coma alimentos leves na véspera da prova. Ao iniciar a prova.DOUTRINA SOBRE RECURSOS INDICO AS OBRAS PROF. leve um copo de água para o exame. fazendo uso de grafia clara e legível. FERNANDO CAPEZ – “PROCESSO PENAL” (sem perguntas e respostas) . Leia as questões atentamente antes de começá-las. Tenha confiança em si mesmo. INDICO CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL DE ALEXANDRE ISSA KIMURA UM LIVRO SOBRE EXECUÇÕES PENAIS E LEIS ESPECIAIS. objetivamente.Responda.CÓDIGO PENAL INTERPRETADO.DOUTRINA DE DIREITO CONSTITUCIONAL.CELSO DELMANTO 368 .

Caso tenham alguma dúvida durante o estudo entrem em contato pelo email:  rosamariaabade@aasp. 369 .INDICO UMA DOUTRINA PARA A PARTE GERAL.com..br BOA SORTE A TODOS.br rosamariaabade@terra. POIS PARA A PARTE ESPECIAL O CÓDIGO COMENTADO JÁ AJUDARÁ.org.

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