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Física

Frente III
CAPITULO 4 – GASES

Aula 09 à 11 Nº de mols: pode ser determinado sempre que se


souber a massa do gás - m - e a sua massa
molecular – M.
CONCEITOS IMPORTANTES
m
n onde n é o n° de mols do gás
Gás: fluido que tem forças de coesão muito fracas, M
resultando em um distanciamento intermolecular
CNTP: Condições Normais de Temperatura e
grande em comparação com sólidos e líquidos. Além
Pressão. Nas CNTP temos:
disso, possui propriedades de compressibilidade e
T = 273 K e P = 1 atm.
expan-sibilidade, além de ocupar todo o espaço que
lhe é oferecido.
Transformações Gasosas
As moléculas de gás estão em movimentação As leis que seguem são experimentais.
contínua e desordenada, movimento browniano, Lei de Avogadro
que só cessa em um estado hipotético de zero Volumes iguais, de gases diferentes, à mesma
absoluto. temperatura e pressão, contêm o mesmo n° de
Em nosso estudo passaremos a considerar um moléculas.
Gás Ideal, que é um gás hipotético, cujas A partir dessa lei e de experimentos chegou-se
propriedades não se alteram. Ele se mantém sempre ao famoso n° de Avogadro:
no estado gasoso e segue rigorosamente as leis de NA = 6,02x1023, que é o n° de moléculas por mol de
transformações dos gases. Apesar de os gases gás.
ideais se tratarem de gases fictícios, a grande Sendo a massa molar dos gases dife-rentes,
maioria dos gases reais, quando estão a uma alta então a densidade é tanto maior quanto maior a
temperatura e baixa pres-são, se comporta de forma massa molar, pois:
semelhante aos gases ideais ou perfeitos.
m n.M
d 
V V
As equações que aparecerão na se-qüência são
para gases ideais, entretanto, em determinadas
condições, como baixa pressão e alta temperatura o
gás real tem comportamento semelhante ao gás
ideal.

Estudaremos neste capítulo toda a teoria que Lei de Boyle


envolve os gases ideais, mais especifica-mente as
Verificou-se que se a temperatura T de uma
suas transformações (isto é, quando um gás passa
determinada massa gasosa for mantida constante, o
de um Estado para outro). Uma análise completa de
volume V, deste gás será inversamente proporcional
um sistema gasoso é determinar todas as Variáveis
à pressão P, exercida sobre ele. Assim:
de Estado. São elas: pressão, volume e tempe-
ratura absoluta. A massa, ou n° de mols, também
deve ser considerada. P1V1  P2V2  cte
Pressão: a pressão de um gás é a medida do
número de colisões do mesmo com as paredes do
recipiente que o contém. A definição geral de pressão Gráfico PxV da Transformação Isotérmica
é a razão da Força pela área de aplicação:
F
P
A
Volume: como um gás não possui forma definida, o
seu volume é disperso, ocupando todo o volume
disponível. Se estiver contido em um recipiente, o O gráfico dessa transformação é uma hi-pérbole
volume do gás é o volume do recipiente. eqüilátera, denominada isoterma.
Temperatura: é a medida do grau de agitação das Lei de Gay-Lussac
moléculas de um gás. Deve ser sempre medida em
Kelvin nos estudos relacionados a gases.

35 Gases CASD Vestibulares


Na transformação à pressão constante de uma Gráfico Tridimensional da Equação Geral dos
dada massa gasosa, o volume é diretamente Gases Perfeitos
proporcional à temperatura absoluta.

V1 V
 2  cte
T1 T2

Gráfico VxT da Transformação Isobárica

A partir da equação de Clapeyron podemos


calcular a densidade do gás:

MP
d  onde M é a massa molar do gás
RT
A parte pontilhada da reta condiz com o fato de
Desse modo vemos que a densidade de um gás
ser impossível o estado de tempera-tura zero Kelvin
é diretamente proporcional à massa molecular e à
ou de comprimirmos um gás de forma a ele não ter
pressão e inversamente pro-porcional à temperatura.
volume.
* Misturas Gasosas
Lei de Charles
Pressão Parcial: A pressão parcial de cada gás, em
Na transformação gasosa onde não há variação
uma mistura gasosa, é igual à pressão que o mesmo
de volume, transformação isocórica, isométrica ou
exerceria se ocupasse o volume total da mistura
isovolumétrica, a pressão do gás é diretamente
gasosa, à tempera-tura da mistura.
proporcional à temperatura absoluta.
P1 P2 Lei de Dalton: a pressão total da mistura
  cte gasosa é igual à soma das pressões parciais de
T1 T2
cada gás que compõe a mistura.

Equação de Clapeyron
Seja uma mistura de k gases diferentes entre si
Com base nas leis experimentais de Avogadro, ou não. Como proceder para determinar a
Boyle, Charles e Gay-Lussac, Clapeyron sintetizou- Pressão e/ou Temperatura final da mistura? (sem
as sob a forma de uma equação de estado de um reação química)
gás ideal.
Os k gases quando misturados passam a ocupar
Como o volume de um gás é diretamente
um volume total VM (que pode ou não ser a soma dos
proporcional ao seu n° de mols e à temperatura e
volumes iniciais de cada gás, dependendo do
inversamente proporcional à pressão, então é natural
problema), estando a uma temperatura final T M. A
que:
pressão parcial de cada gás é:

PV  nRT
ni RTM
PV Pi  onde ni é o n° de mols do gás
R ou
VM
nT Somando as pressões parciais de todos os gases
componentes da mistura e usando a Lei de Dalton
onde R, a constante de proporcionalidade, foi obtemos:
denominada de constante Universal dos Gases k k
ni RTM
Perfeitos. Alguns valores de R: PM   Pi  
R = 0,082 atm.l/mol.K i 0 i 0 VM
R = 8,31 J/mol.K k
PMVM
  ni
R = 62,3 mmHg.l/mol.K
Assim: (I)
Essa equação pode relacionar dois diferentes RTM i 0
estados em uma transformação gasosa qualquer,
quando não há variação de massa. Onde cada ni é igual ao número de mols de cada gás
inicialmente, quando cada gás es-tava sob certa
P1V1 P2V2
Assim:  temperatura Ti, uma certa pressão Pi e ocupava um
T1 T2 certo volume Vi.
PV
que é a Lei Geral dos Gases Perfeitos Assim: ni  i i
(II)
RTi

CASD Vestibulares Gases 36


Substituindo (II) em (I) temos: Resolução:
k
PMVM PV

03. Dois litros de um gás encontram-se a 27ºC, sob
 i i
600 mmHg de pressão. Qual será a nova pressão do
TM i 0 Ti gás, a 127ºC, com volume de 10 litros?
Resolução:
Para o caso de termos apenas dois com-
ponentes na mistura temos: 04. Seja um balão A que tem o quádruplo da
capacidade de um balão B. Ambos os balões contém
PMVM PV PV
 1 1  2 2 o mesmo gás à mesma temperatura. A pressão no
TM T1 T2 balão A é de 2 atm e no balão B é de 8 atm. Calcule
a pressão após a abertura da torneira, de forma a
* Teoria Cinética dos Gases não variar a temperatura.
As leis anteriormente estudadas para gases
perfeitos são o resultado de estudos macroscópicos.
A Teoria Cinética dos Gases busca através de um
estudo microscópico interpretar o comportamento dos
gases. Ela se baseia em um modelo de gás ideal,
que é definido por algumas hipóteses. São elas: Resolução:
1. O gás é constituído por um número muito grande
de moléculas em movimento desor-denado descrito Exercícios Resolvidos
pelas leis de Newton.
2. O volume próprio das moléculas é desprezível 01. Um reservatório de 30 litros contém nitrogênio,
frente ao volume do recipiente. no estado gasoso (diatômico), à temperatura de 20ºC
e à pressão de 3 atm. A válvula do reservatório é
3. As forças intermoleculares são despre-zíveis, aberta momenta-neamente e uma certa quantidade
exceto nas colisões mútuas e com as paredes do de gás escapa para o meio ambiente, fazendo com
recipiente. que a pressão do gás restante no reserva-tório seja
4. As colisões são elásticas e de duração de 2,4 atm. Determine a massa do nitrogênio que
desprezível. escapou.
Dados: R = 0,082 atm;l/mol.K; MN2 = 28 g/mol
Partindo desses postulados e em vista dos Resolução:
princípios da Mecânica Newtoniana é possível provar
PV
que a pressão de um gás é dada por: Da equação de Estado, obtemos: n 
1N RT

P    mv
2
Como V e T permanecem constantes, temos que n é
3 V  diretamente proporcional a P. Assim:
N - n° de moléculas no recipiente n2 P2 n 2, 4
V - volume do recipiente   2   n2  0,8n1 (I)
m - massa de cada molécula n1 P1 n1 3,0
v 2 - média dos quadrados das velocidades das
P1V 3.30
moléculas Mas como n1   n1 
Com base nisso, podemos calcular a energia RT 0,082.293
cinética média das moléculas, introduzindo a
constante de Boltzmann k: Isto é: n1  3,7 mols Então de (I), obtemos:

3 R n2  0,8.3,7  n2  2,9 mols


EC  kT onde k   1,38  10 23 J K
2 NA O número de mols que deixou o recipiente foi
n  3,7  2,9  n  0,8 mol
Exercícios de Sala
Como a massa molecular do nitrogênio diatômico
01. 10 litros de um gás perfeito encontram-se sob (N2) é M = 28 g/mol, temos que a massa que
pressão de 6 atm e à temperatura de 50ºC. Ao sofrer escapou é:
uma expansão isotérmica, seu novo volume passa a
15 litros. Calcule a nova pressão. m  n.M  n  0,8.28
Resolução:
 m  22, 4 gramas
02. Determine a temperatura de um gás, sabendo
que 2 mols desse gás ocupam um volume de 100
litros à pressão de 0,82 atm. Dado: R = 0,082 02. Um mol de gás perfeito está contido em um
atm.l/mol.K cilindro de secção S fechado por um pistão móvel,
ligado a uma mola de constante elástica k.

37 Gases CASD Vestibulares


Inicialmente, o gás está na pressão atmosférica P0 e b) altas temperaturas e altas pressões.
temperatura T0, e o comprimento do trecho do cilindro c) baixas temperaturas independentemente da
ocupado pelo gás é L0, com a mola não estando pressão.
deformada. O sistema gás-mola é aquecido e o d) altas temperaturas e baixas pressões.
pistão se desloca de uma distância x. e) baixas temperaturas e altas pressões.

02. (UFU-MG) As grandezas que definem


completamente o estado de um gás são:
a) somente pressão e volume.
b) apenas o volume e a temperatura.
c) massa e volume.
d) temperatura, pressão e volume.
Denotando a constante de gás por R, a nova
e) massa, pressão, volume e temperatura.
temperatura do gás é?
Resolução: 03. (MACK) Se a pressão de um gás confinado é
Na situação inicial aplicando a equação de Clapeyron duplicada a temperatura constante, a grandeza do
para 1 mol de gás, obtemos: gás que duplicará será:
P0V0  RT0 a) a massa
b) a massa específica
O volume inicial é igual à área da seção vezes o c) o volume
comprimento inicial. Assim: d) o peso
V0  SL0  P0SL0  RT0 (I) e) a energia cinética

Na situação final, a força aplicada pela mola deve 04. (UFU-MG) Um recipiente rígido de volume 4,1
equilibrar o acréscimo de força do gás (devido ao litros é dotado de uma válvula de segurança, cuja
aumento da pressão). abertura ocorre quando a pressão interna atinge 40
Fmola  Fgás atm. Se o recipiente contém 5 mols de um gás
perfeito, a máxima temperatura no seu interior é:
kx (Dado: R = 0.082 atm L/mol K)
kx  P.S  P  (II) a) 127 0C b) 277 0C c) 473 0C
S d) 527 C
0
e) 649
0

Aplicando Clapeyron para a situação final, vem:


PV  RT 05. (AMAN) Um gás perfeito se encontra em um
A pressão e o volume finais são dados por: recipiente de 4L de volume sob pressão de 2 atm e a
uma temperatura de 27° C. O gás é então
P  P0  P e V  S.( L0  x ) comprimido, sob pressão constante até que seu
volume seja reduzido a 25 % do inicial. Em seguida,
Assim, a equação de Clapeyron fica: o gás é aquecido a volume constante, até uma
temperatura de 477° C. A pressão do gás, no seu
 P0  P  .S.( L0  x )  RT (III) estado final, valerá:
a) 10 atm b) 8 atm c) 12 atm d) 15 atm e) 20 atm
Fazendo (II) em (III), temos:
06. (UERJ) Para podermos aplicar a equação PV =
 kx 
 P0   .S.( L0  x )  RT nRT dos gases perfeitos, indicamos P em
 S  atmosferas, V em litros e T em Kelvin. Assim,
Multiplicando termo a termo, obtemos: devemos utilizar para R o valor numérico:
a) 273/22,4 b) 22,4/273 c) 1/22,4
P0SL0  P0Sx  kxL0  kx 2  RT (IV) d) 1/273 e) 273
Fazendo (I) em (IV) para aparecer T0: 07. (CEFET) Um gás, contido em um cilindro, à
pressão atmosférica, ocupa apenas a metade de seu
RT0  P0 Sx  kxL0  kx  RT 2
volume à temperatura ambiente. O cilindro contém
Dividindo por R e fatorando, achamos: um pistão, de massa desprezível, que pode mover-se
sem atrito. Esse gás é aquecido, fazendo com que o
x
 T  T0 
R
 P0 S  kL0  kx  pistão seja empurrado, atingindo o volume máximo
permitido. Observa-se que a temperatura absoluta do
gás é aumentada em 3 vezes do seu valor inicial. Na
Exercícios situação final, a pressão do gás no cilindro deverá
ser:
 Nível 1 a) 1/3 da pressão atmosférica.
b) igual à pressão atmosférica.
01. (UNIVALI-SC) O comportamento de um gás real
c) 3 vezes a pressão atmosférica.
aproxima-se do comportamento de gás ideal quando
submetido a: d) 1,5 vezes a pressão atmosférica.
a) baixas temperaturas e baixas pressões. e) 4 vezes a pressão atmosférica.

CASD Vestibulares Gases 38


08. (CEFET) Numa transformação gasosa cíclica, em d) 0,5 M0 e) 0,1 M0
forma de quadrado de lados paralelos aos eixos de
um gráfico da pressão absoluta de um gás, em 13. (PUCCAMP) Um gás perfeito é mantido em um
função de seu volume gasoso, podemos afirmar que cilindro fechado por um pistão. Em um estado A, as
ela apresenta: suas variáveis são: pA = 2,0 atm; VA = 0,90 litros; TA =
a) duas transformações isobáricas e duas 27 0C. Em outro estado B, a temperatura é TB = 127
0
isométricas. C e a pressão é pB = 1,5 atm. Nessas condições, o
b) duas transformações isotérmicas e duas volume VB, em litros, deve ser:
isométricas. a) 0,90 b) 1,2 c) 1,6 d) 2,0 e) 2,4
c) duas transformações adiabáticas e duas
isométricas. 14. (UNISA-SP) Um volume de 8,2 litros é ocupado
d) duas transformações adiabáticas e duas por 64g de gás oxigênio à temperatura de 27 0C.
isobáricas. Qual é a pressão no interior do recipiente? Considere
e) duas transformações isobáricas e duas o oxigênio um gás perfeito. (1 mol de O2 = 32g) (R =
adiabáticas. 0,082 atm L/mol.K)
a) 2,0 atm b) 3,0 atm c) 4,0 atm
09. (UCMG) Duplicando-se a velocidade média d) 6,0 atm e) 8,0 atm
quadrática das moléculas de um gás ideal
monoatômico a uma temperatura termodinâmica T, a 15. (FUVEST) Uma certa massa de gás ideal sofre
nova temperatura do gás é: uma compressão isotérmica muito lenta passando de
a) 2T b) 4T c) 2 d) T/ 2 e) T/4 um estado A para um estado B. As
figuras representam diagramas TxP e TxV, sendo
T a temperatura absoluta, V o volume e P a pressão
10. (UNB) Considere n mols de um gás ideal,
do gás. Nesses diagramas, transfor-mação descrita
monoatômico, encerrado num recipiente de volu-me
acima só pode corresponder às curvas
V onde a pressão é p e a temperatura, medi-da em
graus Celsius é T. Analise os itens abaixo quanto ao
fato de as relações dadas estarem certas ou erradas.
Nessas relações: E = energia cinética média das
moléculas do gás; NA = n° de Avogadro; R =
constante universal dos gases ideais; K = constante
de Boltzmann.
a) pV = nNaKT b) pV = NART
c) pV = 2nNAE/3 d) pV/NA =nKT +273nK
a) I e IV b) II e V c) III e IV
d) I e VI e) III e VI
11. (CEFET) O reservatório representado contém
0,249 m3 de um gás perfeito a 27° C e se comu-nica 16. (FUVEST) O gasômetro G, utilizado para o
com um manômetro de tubo aberto que contém armazenamento de ar, é um recipiente cilíndrico,
mercúrio. Sabe-se que a pressão atmos-férica no metálico, com paredes laterais de pequena
local vale 680 mmHg, que a constante dos gases espessura. G é fechado na sua parte superior, aberto
vale 8,30 J.mol–1.K–1 e que 1x105 Pa corresponde a na inferior que permanece imersa em água e pode se
760 mmHg. Desconsiderando o volume do mover na direção vertical. G contém ar, inicialmente à
manômetro é possível afirmar que existe no temperatura de 300K e o nível da água no seu interior
reservatório: se encontra 2,0m abaixo do nível externo da água.
Nessas condições, a tampa de G está 9,0m acima do
a) 5 mols de gás. nível externo da água como mostra a figura a seguir.
b) 36 mols de gás. Aquecendo-se o gás, o sistema se estabiliza numa
c) 8 mols de gás. nova altura de equilíbrio, com a tampa superior a uma
d) 3x104 mols de gás. altura H, em relação ao nível externo da água, e com
e) 22 mols de gás. a temperatura do gás a 360K. Supondo que o ar se
comporte como um gás ideal, a nova altura H será,
aproximadamente, igual a:
12. (FUVEST) Um cilindro contém uma certa massa
M0 de um gás a T0 = 7 ºC (280 K) e pres-são P0. Ele
possui uma válvula de segurança que impede a
pressão interna de alcançar valores superiores a P0.
Se essa pressão ultrapassar P0, parte do gás é
liberada para o ambiente. Ao ser aquecido até T = 77
ºC (350 K), a válvula do cilindro libera parte do gás,
mantendo a pressão interna no valor P0. No final do
aquecimento, a massa de gás que permanece no
cilindro é, aproximadamente, de:
a) 1,0 M0 b) 0,8 M0 c) 0,7 M0

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a) 8,8m b) 9,0m c) 10,8m d) 11,2m e) 13,2m A, B e C. Marque os valores da escala utilizada no
eixo da pressão P.
 Nível 2 - Aprofundamento c) Escreva a função P(T) que representa a pressão P
do gás em função da temperatura absoluta T, no
01. (UNICAMP) O esquema abaixo representa um intervalo de 300K a 600K, com seus coeficientes
dispositivo para se estudar o comportamento de um dados numericamente.
gás ideal. Inicialmente, no frasco 1, é colocado um
gás à pressão de 1 atmosfera, ficando sob vácuo os
frascos 2 e 3. Abre-se, em
seguida, a torneira entre os frascos 1 e 2 até que se
estabeleça o equilíbrio. Fecha-se, então, esta torneira
e abre-se a torneira entre os frascos 1 e 3. O volume
do frasco 1 é 9 vezes maior do que o do frasco 2 e o
do 3 é 9 vezes maior que o do 1.
a) Feito o procedimento acima descrito, em que
frasco haverá menor quantidade de moléculas do
gás? Justifique.
b) Sendo p2 a pressão final no frasco 2 e p3 a
pressão final no frasco 3 qual será o valor da relação
p2/p3, ao final do experimento? Observação:
Desprezar o volume dos tubos das conexões.

04. (FUVEST) Um compartimento cilíndrico, isolado


02. (FUVEST) Um cilindro de Oxigênio hospitalar termicamente, é utilizado para o transporte entre um
(O2), de 60 litros, contém, inicialmente, gás a uma navio e uma estação submarina. Tem altura H0 = 2,0
pressão de 100 atm e temperatura de 300 K. Quando m e área da base S0 = 3,0 m2. Dentro do
é utilizado para a respiração de pacientes, o gás compartimento, o ar está inicialmente à pressão
passa por um redutor de pressão, regulado para atmosférica (Patm) e a 27°C, comportando-se como
fornecer Oxigênio a 3 atm, nessa mesma gás ideal. Por acidente, o suporte da base inferior do
temperatura, acoplado a um medidor de fluxo, que compartimento não foi travado e a base passa a
indica, para essas condições, o consumo de Oxigênio funcionar como um pistão, subindo dentro do cilindro
em litros/minuto. Assim, determine: à medida que o compartimento desce lentamente
a) O número n0 de mols de O2, presentes dentro d’água, sem que ocorra troca de calor entre a
inicialmente no cilindro. água, o ar e as paredes do compartimento. Considere
b) O número n de mols de O2, consumidos em 30 a densidade da água do mar igual à densidade da
minutos de uso, com o medidor de fluxo indicando 5 água. Despreze a massa da base. Quando a base
litros/minuto. inferior estiver a 40 m de profundidade, determine:
c) O intervalo de tempo t, em horas, de utilização do
O2, mantido o fluxo de 5 litros/minuto, até que a a) A pressão P do ar, em Pa, dentro do
pressão interna no cilindro fique reduzida a 40 atm. compartimento.
Note e Adote: b) A altura H, em m, do compartimento, que
Considere o O2 como gás ideal. permanece não inundado.
Suponha a temperatura constante e igual a 300K c) A temperatura T do ar, em °C, no compartimento.
-2
R = 8x10 litros.atm/K
Curvas PxV para uma massa de ar que, à Patm e
03. (FUVEST) Um mol de gás ideal é levado 27ºC, ocupa 1 m 3: (A) isobárica, (B) isotérmica, (C)
lentamente do estado inicial A ao estado final C, sem troca de calor, (D) volume constante. Patm = 105
passando pelo estado intermediário B. A Figura 1 Pa ; 1 Pa = 1 N/m
2

representa a variação do volume, V do gás, em litros


(l), em função da temperatura absoluta T,
para a transformação em questão. A constan-te
dos gases vale R=0,082 atm.L./(mol.K)
a) Dentre as grandezas pressão, volume e
temperatura, quais permanecem constantes no
trecho AB? E no trecho BC?
b) Construa na Figura 2 o gráfico da pressão P em
função da temperatura absoluta T. Indique
claramente os pontos correspondentes aos estados

CASD Vestibulares Gases 40


05. (ITA) Um recipiente continha inicialmente 10,0 kg b) O volume de um balão de plástico de massa 600g
de gás sob a pressão de 10.106 N/m2. Uma para que ele flutue, com ar a 127°C e a temperatura
quantidade m de gás saiu do recipiente sem que a ambiente de 27°C.
temperatura variasse. Determine m, sabendo que a
pressão caiu para 2,5.106 N/m2. 11. (OBF) Um gás ideal, inicialmente à temperatura
a) 2,5 kg b) 5,0 kg c) 7,5 kg d) 4,0 kg e) 2,0 kg T0 = 27°C, é confinado em um recipiente horizontal
cilíndrico de comprimento inicial L0 = 10 cm (ver
06. (ITA) Na figura abaixo, uma pipeta cilíndrica de figura). À tampa do recipiente é presa uma mola de
25 cm de altura, com ambas as extremidades constante elástica k = 100 N/m, inicialmente
abertas, tem 20 cm mergulhados em um recipiente comprimida de x0 = 4 cm, que se encontra conectada
com mercúrio. Com sua extremidade superior tapada, a um bloco de massa m = 1 kg em repouso. O
em seguida a pipeta é retirada lentamente do coeficiente de atrito estático entre o bloco e a
recipiente. Considerando uma pressão atmosférica superfície vale μe = 0,8. Uma chama aquece o gás,
de 75 cm Hg, calcule a altura da coluna de mercúrio que então se expande lentamente e a velocidade
remanescente no interior da pipeta. constante, aumentando o comprimento do
recipiente. Despreze o atrito da tampa com as
paredes do recipiente. Quando o bloco
encontrar-se na iminência de movimento,
calcule:
a) o comprimento do recipiente;
b) a temperatura do gás.
07. (ITA) Um tubo capilar fechado em uma
extremidade contém uma quantidade de ar
aprisionada por um pequeno volume de água. A
7,0°C e à pressão atmosférica (76,0 cmHg) o
comprimento do trecho com ar aprisionado é de
15,0 cm. Determine o comprimento do trecho com ar
aprisionado a 17,0°C. Se necessário, em- 12. (OBF) Colocam-se 3 litros de água numa
pregue os seguintes valores da pressão de vapor da panela de pressão de 5 litros (volume total). O
água: 0,75 cmHg a 7,0°C e 1,42 cmHg a 17,0°C. orifício de escape de vapor da panela tem
diâmetro 2,83 mm e o “pesinho” para regular
pressão tem massa 126 g. A pressão
atmosférica é a normal (1 atm).
08. (ITA) Um tubo capilar de comprimento 5a é a) Calcular a pressão total na panela em regime
fechado em ambas as extremidades. Ele contém ar normal de funcionamento.
seco, que preenche o espaço no tubo não ocupado b) Se a temperatura da água no regime normal é
por uma coluna de mercúrio de densidade ρ e 127°C, calcular a massa de gás na panela.
comprimento a. Quando o tubo está na posição
horizontal, as colunas de ar têm comprimentos a e 13. Um barômetro dá indicações falsas como
3a. Nessas condições calcule a pressão no tubo conseqüência da presença de uma pequena
capilar quando em posição horizontal. quantidade de ar sobre a coluna de mercúrio.
Para uma pressão p01 = 755 mmHg, o barômetro
indica p1 = 748 mmHg e para p02 = 740 mmHg
temos p2 = 736 mmHg. Encontre o comprimento
L do tubo do barômetro, mostrado na figura 1.

09. (IME) Dois recipientes, condutores de calor, de


mesmo volume, são interligados por um tubo de
volume desprezível e contêm um gás ideal,
5
inicialmente a 27°C e 1,5.10 Pa. Um dos recipientes
é mergulhado em um líquido a 127°C enquanto que o
outro, simultaneamente, é mergulhado em oxigênio
líquido a -173°C. Determine a pressão de equilíbrio
do gás. 14. (Superdesafio) Na metade de um tubo de
comprimento L, colocado horizontalmente e
10. (OBF) A densidade do ar a 27°C ao nível do mar
3
é aproximadamente 1,2 kg/m . Calcular ao nível do
fechado em ambos os extremos, encontra-se
mar: uma coluna de mercúrio de comprimento l. Se
a) A densidade do ar a 127°C. colocarmos o tubo na posição vertical, então, a
41 Gases CASD Vestibulares
coluna de mercúrio desloca-se à distancia Δl da DICAS DE EXERCÍCIOS
sua posição inicial. A que distância, do meio do
tubo, ficará o centro da coluna, se abrirmos um Nível 1
dos extremos do mesmo na posição horizontal
(1)? Se abrirmos o extremo superior do tubo na 1 - Para volume constante, a temperatura é máxima
no ponto de máxima pressão, desde que não haja
posição vertical (2)? Se abrirmos o extremo
variação da massa gasosa.
inferior do tubo na posição vertical (3)? A
pressão atmosférica é igual a H cmHg. T é 2 – Aplique a Lei Geral dos Gases ideais entre os
constante. estados Inicial e Final, lembrando que o volume final
é igual ao volume do Estado intermediário, isto é: VF
Gabarito = 0,25 Vinicial.

Nível 1 3 – Nas CNTP, um mol de gás ocupa 22,4 litros.


1. d 2. d 3. b 4. a 5. e 6. b 7. d 8. a 9. b 3
10. d 11. a 12. b 13. c 14. d 15. c 16. d 4 – Aplicar Lei de Bolztman: EC  kT (dada no
2
Nível 2 aprofundamento)
1. a) Frasco 1 b) 10
2. a) n0 = 250 mols b) n = 18,75 mols 5 – Aplicar princípios da Hidrostática:
c) 4 horas Patm = Pgás + Pcoluna de Hg e depois aplicar a Equação
3. a) AB – pressão; BC – Volume de Estado: PV = nRT
T  300 6 – Como há variação de massa gasosa, então não
b) Gráfico c) P(T) = 1+
300 se pode aplicar a Lei Geral dos Gases ideais. Deve-
4. a) P = 5.105 Pa b) H = 0,6m c) T = 177° C se aplicar a Equação de Estado em ambos os casos,
5. c 6. h = 18,4cm lembrando que em um cilindro o volume não varia.
7. L = 15,7 cm, pois Patm = Pvapor + Par
8. P0 = 3ρga/4 9. P = 1,25.105 Pa 7 – Em uma compressão isotérmica, o volume
10. a) d = 0,9 kg/m3 b) V = 2 m3 diminui (pois é uma compressão), assim, a pressão
11. a) Lf = 14 cm b) Tf = 840 K deve aumentar, pela Lei de Boyle: P1V1 = P2V2
12. a) Ptotal = Pp + Patm ; Ptotal = 3,0 atm
b) m = 3,25 g 8 – A pressão do ar dentro do gasômetro não varia
13. L = 764 mm com o aquecimento, pois não há variação do desnível
14. 1) Pressão inicial no tubo: de 2,0 m entre a água dentro e fora. Isso ocorre pois
l  l0 l  a força que mantém o gasômetro em equilíbrio é o
P0      onde ρ é a densidade do empuxo (E = ρgVdesl) e este depende do volume de
2  l l0  líquido deslocado, no caso Vdesl = 2.A, onde A é a
mercúrio (veja exercício 8 do nível 2) área de seção da base do gasômetro. Como o
A coluna de mercúrio vai se deslocar de: gasômetro continua tendo o mesmo peso, antes e
l.l  2H  l0 l   onde l   L  l  2 depois do aquecimento, a força de empuxo para
l1  0      0 mantê-lo em equilíbrio deve ser a mesma, por isso
2H  l  l l0   Vdesl deve ser mantido constante e portanto, o
O mercúrio não derrama se: desnível de 2,0 m não varia. Assim, a pressão do gás
l0 H 
2
H é constante e igual à pressão no líquido à 2,0 m de
   1  profundidade, que não precisa ser calculada. Basta
l  l  l
aplicar a Lei da Transformação Isobárica.
2) A coluna de mercúrio vai se deslocar de:
l.l0  2H  l0 l   Nível 2
l2        2
2  H  l   l  l l0   1 - a) Aplique a equação de Estado entre 1 e 2 e
O mercúrio não derrama se: conclua que da quantidade inicial de moléculas, 10%
 2 H  l   2 H  l 
2
l0 ficam em 2 e 90% ficam em 1. Depois, de fechada a
   1  torneira 1-2 e aberta a 1-3, aplique novamente e
l  l  l
conclua que 90% do que tinha em 1 vai para 3, isto é,
3) A coluna de mercúrio vai se deslocar de: 81% do total, sobrando 10% para 1, isto é, 9% do
l.l0  2H  l0 l   total.
l3        2 b) Entre os frascos 1 e 3 aplicar a equação da
2  H  l   l  l l0   mistura gasosa, lembrando que a temperatura é
O mercúrio não derrama se: constante e a pressão inicial no frasco 3 é zero
4 H  l  2 H  l 
2 (vácuo) e a pressão inicial no frasco 1 (depois deste
l0
 1  ter entrado em equilíbrio com o frasco 2 e t fechado a
l l 2
l torneira entre eles) é igual à final do frasco 2.

CASD Vestibulares Gases 42


2 - a) Aplique a Equação de Estado d1T1 = d2T2 , onde d é a densidade e T a temperatura
b) Calcule o volume total de n0 mols de gás, depois absoluta. Use a expressão deduzida e calcule d2.
que o gás tem sua pressão reduzida. Para isso, b) Para flutuar, o peso do balão (balão+ar interno à
aplique a Lei de Boyle. Calcule quantos litros o 127ºC) deve ser igual ao peso do fluido deslocado
paciente consome em 30 minutos e ache o número (isto é, ao peso do ar que deveria estar no lugar do
de mols n que ele consumiu. balão: ar à 27ºC). Esse é o princípio de Arquimedes,
c) Aplique a equação de Estado para P = 40 atm e que pode ser escrito como: Peso = Empuxo, onde Empuxo
calcule o número de mols restante no cilindro. Assim, = ρgVdesl
calcule o número de mols consumido.
11 – A pressão do gás é equilibrada pela pressão
3 – b) Para desenhar o gráfico identifique as exercida pela mola (a força que a mola aplica, tanto
transformações e calcule as variáveis de Estado de no êmbolo quanto na massa é F = kx, onde k é a
interesse nos pontos A, B e C. constante elástica e x é a deformação da mola). Na
iminência do movimento, a força que a mola aplica na
4 – a) Pressão do gás equilibra a pressão do líquido massa é igual à força de atrito estática. Assim,
à 40 m de profundidade (altura da base móvel). Use calcula-se a deformação final. Para se determinar o
Pgás = Patm + Pcoluna de água novo comprimento do recipiente basta somar ao
b) O compartimento é isolado termicamente. Assim, comprimento inicial a variação da deformação da
escolha a curva correta e com a pressão calculada mola (lembre-se que inicialmente ela estava
no item a), calcule o novo volume. Note que o volume comprimida de 4 cm).
no gráfico é dado a partir de um volume inicial de 1,0 b) Calcule as pressões inicial e final, no gás, devido à
m3, portanto calcule o volume inicial do força da mola e aplique a Lei Geral dos Gases Ideais.
compartimento para readequar o valor encontrado no
gráfico. Depois, é só calcular a altura do 12 – a) A pressão total, quando a panela está
compartimento. funcionando normalmente (orifício de escape aberto)
c) Aplique a Lei Geral dos Gases Ideais é devida à pressão atmosférica mais a pressão do
pesinho sobre o orifício de escape. Assim: Ptotal =
5 – Aplique a Equação de Estado duas vezes e Ppesinho + Patm, onde Ppesinho = mg/Apesinho., lembrando
calcule a razão entre as massas final e inicial e que o orifício tem área circular.
depois, calcule quanto escapou. b) Aplicar a equação de Estado com a pressão
calculada no item a), volume do vapor d´água (igual
6 – Quando a pipeta é retirada do recipiente ela está ao volume total menos o volume de água),
aberta embaixo e portanto temos que a pressão na temperatura dada e sabendo que a massa molar da
superfície inferior é P0 = 75 cmHg (pressão água é 18g/mol. A constante R = 0,082 atm.l/mol.K
atmosférica). A pressão P0 é dada por: P0 = Pgás + h.
A massa de ar sofre uma transformação isotérmica e 13 – A pressão atmosférica é dada pela pressão na
portanto devemos aplicar a Lei de Boyle, lembrando superfície livre do líquido. Essa pressão é igual à
que a pressão inicial do gás é a pressão do gás mais a pressão devido à coluna de
pressão atmosférica. Note que a Hg (que é a medida do barômetro).
equação de 2º grau irá fornecer duas Assim: Patm = Pgás + Pbarômetro. Aplicando essa equação
raízes, mas só uma delas terá sentido para os dois casos teremos dois estados gasosos
físico. distintos, com suas pressões determinadas pela
equação acima. Relacione seu volume, em cada um
7 – Aplique a Lei Geral dos Gases dos dois Estados, com o comprimento L e a altura da
Ideais e use: Patm = Pvapor + Par, coluna de Hg (que é a própria pressão barométrica) e
lembrando que quem sofre a aplique a Lei de Boyle (pois a temperatura é mantida
transformação é o ar e não ar+água. constante), para achar o valor de L.

8 – Aplique a Lei de Boyle para os dois 14 – Na parte em que o tubo é deslocado da posição
compartimentos de ar, que estão inicialmente à horizontal para vertical, proceder como no exercício 8
mesma pressão. Na posição vertical, temos: Pgás-baixo do nível 2, achando a pressão inicial do gás.
= Pgás-cima + Pcoluna de Hg Expresse o comprimento inicial de cada um dos dois
compartimentos gasosos como sendo
9 – Como os dois recipientes têm o mesmo volume e l0   L  l  2 . Em I), temos que, ao abrir um dos
estão à mesma pressão inicial, então têm a mesma
massa. Assim, metade da massa total irá ficar à extremos, na posição horizontal, a nova pressão
127ºC e a outra metade -173ºC. Como eles trocam nesse compartimento será igual à atmosférica. O
calor entre eles, no equilíbrio eles terão ambos, uma mercúrio não derrama se a pressão inicial do gás for
certa temperatura. Calculada essa temperatura é só menor que a atmosférica (pois se for maior, ele
aplicar a lei de transformação isocórica e calcular a expulsa o Hg para fora). Devemos aplicar a Lei de
nova pressão. Boyle para o compartimento de gás não aberto.
Sabemos sua pressão inicial P0 (não é necessário
10 – a) Aplique a Equação de Estado duas vezes e utilizar a densidade do mercúrio, pois a unidade de
prove que, numa transformação isobárica, temos: pressão usada é cm Hg) e sua pressão final (Patm),

43 Gases CASD Vestibulares


além do seu volume inicial. Para se chegar na
resposta da condição de não derramamento do Hg ,
deve-se resolver a equação P0 ≤ Patm utilizando os
l0
parâmetros dados e resolvendo a equação para .
l
Dará uma equação de 2º grau e obviamente só uma
solução terá sentido físico.
II) Abrindo o extremo superior, na posição vertical, o
compartimento de cima fica sob pressão atmosférica
e a pressão no compartimento de baixo fica: P = H +
l. A altura inicial do compartimento de baixo é I0 – Δl.
Aplicando-se a lei de Boyle, obtemos o novo volume
e portanto o quanto se deslocou o centro da coluna
de Hg em relação ao meio do tubo. A condição agora
é que a pressão no compartimento inferior (quando
todo o tubo está fechado) seja menor que a
atmosférica (senão ele empurra o Hg pelo
compartimento de cima, quando este for aberto).
l0
Resolva a restrição em função de .
l
III) Abrindo o extremo inferior, na posição vertical, o
compartimento de baixo fica sob pressão atmosférica
e a pressão no compartimento de cima fica: P = H - l.
A altura inicial do compartimento de cima é I0 + Δl.
Aplicando-se a lei de Boyle, obtemos o novo volume
e portanto o quanto se deslocou o centro da coluna
de Hg em relação ao meio do tubo. A condição agora
é que a pressão no compartimento superior (quando
todo o tubo está fechado) seja menor que a
atmosférica (senão ele empurra o Hg pelo
compartimento de baixo, quando este for aberto).
l0
Resolva a restrição em função de .
l
Equações Necessárias

F
Pressão: P 
A
Lei de Boyle: P1V1  P2V2
V1 V2
Lei de Gay-Lussac: 
T1 T2
P P
Lei de Charles: 1  2
T1 T2
PV PV
Lei Geral dos Gases Ideais: 1 1  2 2
T1 T2
Equação de Estado: PV  nRT

Pressão em um líquido: P2  P1   gh
Força de Atrito: Fatrito  N
Força Elástica: Felástica  kx

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