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Universidade Federal De Pernambuco

Departamento De Engenharia Química

Laboratório De Engenharia Química II

Associação de Bombas

Professora: Sandra Sarmento

Aluna: Vaniller Duarte

Turma: QB

Recife, 05 de outubro de 2018


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................... 3

1.1 Objetivos ........................................................................................ 3

2. METODOLOGIA .................................................................................. 4

2.1 Materiais ......................................................................................... 4

2.2 Método ........................................................................................... 4

3.RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................ 5

3.1 Associação de bombas .................................................................. 5

3.2 Tubo de Venturi ............................................................................ 10

4. CONCLUSÃO .................................................................................... 12

5. REFERÊNCIAS ................................................................................. 12
1. INTRODUÇÃO

As bombas podem ser definidas como um dispositivo que adiciona


energia aos líquidos, utilizando energia mecânica proveniente de um eixo, haste
ou de outro fluido. Existem grandes variedades de bombas para atenderem as
diferentes especificações de uma planta industrial.

De acordo com os parâmetros que se deseja alcançar as bombas podem


ser associadas em paralelo ou em série. A associação em paralelo é utilizada
quando se deseja alcançar maiores vazões, e como forma de manter o
abastecimento de algum equipamento em caso de falhas. As associações em
série são utilizadas para se aumentar a pressão do sistema, geralmente quando
se tem tubulações de longo comprimento, e em processos industriais de
desgaseificação.

Figura 1: a) Bombas em série e b) Bombas em paralelo.

1.1 Objetivos

- Analisar a variação de pressão no Tubo de Venturi de acordo com a


alteração da potência efetiva da bomba;

- Construir as curvas da bomba centrífuga em série, em paralelo e


operando sozinha.

3
2. METODOLOGIA

2.1 Materiais

- Manômetro analógico; - Tubo de Venturi;

- Potenciômetros; - Válvula globo;

- Rotâmentros; - Bombas.

2.2 Método

- Para obter a curva característica da bomba, utilizou-se a bomba 2


operando individualmente. Colocou-se a rotação da bomba fixada em 50% no
inversor, e foi feita a leitura no manômetro de entrada e no de saída, variando a
abertura da válvula em 100%, 80%, 60%, 40%, 20% e totalmente fechada;

- Em seguida se fez a associação em série, mudando as aberturas da


válvula em 100%, 80%, 60%, 40%, 20% e totalmente fechada, todas as
alterações foram feitas com o inversor em 50% da potencia da bomba;

- Fez-se o mesmo para as bombas em paralelo;

- Para a analise do tubo de Venturi as válvulas ficaram totalmente abertas


e a potencia da bomba foi alterada com o auxilio do inversor, utilizando o inversor
em 30%, 35%, 40%, 45% e 50%.

4
3.RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Associação de bombas

A análise da bomba operando individualmente, com rotação em 50% no


inversor (1665 rpm), e variando a abertura da válvula, tem-se os dados obtidos
na tabela 1.

Tabela 1: Dados para pressão e vazão da bomba atuando sozinha.

Bomba 1, ω=0,5
Abertura da válvula (%) Hr (bar) Hs (bar) ΔH Q (m3/h)
100 0,15 -0,10 0,25 6,15
80 0,15 -0,10 0,25 5,90
60 0,25 -0,03 0,28 4,50
40 0,40 -0,03 0,43 1,65
20 0,55 -0,02 0,57 0,14
0 0,55 -0,02 0,57 0,00

Assim para traçar a curva característica da bomba, foi feito ∆𝐻 = 𝐻𝑟 − 𝐻𝑠 ,


e plotado o gráfico da figura 2.

0.6

0.5

0.4
Carga (bar)

0.3

0.2

0.1

0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 5.5 6 6.5
Vazão (m3/h)

Figura 2: Curva característica para bomba atuando sozinha.

Mudando a configuração do sistema para abertura total da válvula e


variação dos valores do inversor, variando assim a potência da bomba, temos a
tabela 2 com os dados obtidos.

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Tabela 2: Dados para variação no inversor e abertura de válvula constante.

Bomba com válvula totalmente aberta


Inversor (%) Rotações por minuto Q (m3/h)
30 999 3,62
35 1165,5 4,25
40 1332 4,85
45 1498,5 5,40
50 1665 6,15

Com esses dados foi possível traçar um novo gráfico para a curva
característica da bomba atuando sozinha, variando o parâmetro da potência
efetiva utilizada pela bomba, visto na figura 3.
1800
1600

1400
1200
1000
RPM

800

600
400
200
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 5.5 6 6.5
Vazão (m3/h)

Figura 3: Gráfico para bomba com abertura constante.

Os gráficos condizem com o que é esperado teoricamente, visto que ao


se aumentar as rotações por minuto também se aumentou a vazão, e ao se
estrangular a válvula tem-se um aumento na carga e diminuição da vazão, como
visto no gráfico da figura 3.

Foi feito também as medições para as bombas em série, nesse arranjo as


medidas tomadas foram feitas na entrada da bomba 1 e na saída da bomba 2.
Os resultados obtidos para o inversor mantido em 50% e variando a abertura da
válvula estão na tabela 3.

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Tabela 3: Dados para as bobas em série com inversor 50%.

Bombas em série, ω=0,5


Abertura da válvula (%) Hr (bar) Hs (bar) ΔH Q (m3/h)
100 0,00 -0,10 0,10 6,50
80 0,00 -0,10 0,10 6,15
60 0,22 -0,08 0,30 5,00
40 0,70 -0,03 0,73 2,30
20 1,05 -0,02 1,07 0,10
0 1,05 -0,02 1,07 0,00

Para comparação fez-se um gráfico com as curvas da bomba atuando


sozinha, em série e o valor esperado teoricamente, visto na figura 4.

1.2

0.8
Carga (bar)

0.6 Em série
Teórico
0.4
Sozinha

0.2

0
0 1 2 3 4 5 6 7
Vazão (m3/h)

Figura 4: Gráfico comparativo das curvas da bomba com potência constante.

Analisando a figura 4, percebe-se que em vazões menores se tem um


comportamento em série mais próximo dos valores teóricos. Ao se aumentar a
vazão se tem um afastamento do valor teórico esperado. Este afastamento dos
valores em maiores vazões pode ser devido a erros de leitura ao longo da
prática.

Mudando agora a variação na potencia efetiva da bomba e mantendo a


válvula completamente aberta, obteve-se os dados dispostos na tabela 4.

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Tabela 4: Dados para associação em série com válvula toda aberta.

Bombas em série - válvula 100% aberta


Inversor (%) Rotações por minuto Q (m3/h)
30 999 4,3
35 1165,5 4,8
40 1332 5,25
45 1498,5 6,0
50 1665 6,5

A partir desta tabela traça-se o gráfico da figura 4 que faz o comparativo


entre as bombas atuando em série e atuando sozinha.

1800
1600
1400
Rotações por minuto

1200
1000
800 Em série
600 Individual
400
200
0
0 1 2 3 4 5 6 7
Vazão (m3/h)

Figura 5: Gráfico comparativo entre bomba atuando individual e em série.

O esperado teoricamente é que ao associar bombas em série se aumente


a potência da mesma, no gráfico da figura 5 percebe-se que não se tem um
aumento da potência da bomba em série.

Fazendo a associação das bombas em paralelo se obtém os dados da


tabela 5. Como se tem duas bombas iguais o valor da vazão é exatamente o
dobro da vazão obtida individualmente.

A partir da tabela 5 fez-se o gráfico da figura 6 que mostra as curvas da


bomba atuando sozinha e atuando em paralelo.

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Tabela 5: Dados para as bombas em paralelo com o inversor em 50%.

Bomba 1, ω=0,5
Abertura da válvula (%) Hr (bar) Hs (bar) ΔH QT (m3/h)
100 0,15 -0,10 0,25 12,30
80 0,15 -0,10 0,25 11,80
60 0,25 -0,03 0,28 9,00
40 0,40 -0,03 0,43 3,30
20 0,55 -0,02 0,57 0,28
0 0,55 -0,02 0,57 0,00

0.6

0.5

0.4
Carga (bar)

0.3 Em paralelo
Individual
0.2
Em paralelo teórico
0.1

0
0 2 4 6 8 10 12 14
Vazão (m3/h)

Figura 6: Comparativo gráfico da bomba atuando sozinha e em paralelo.

Neste gráfico nota-se que a curva prática coincide com a curva teórica da
bomba, como se é esperado, nota-se que a carga continuou a mesma e a vazão
dobrou em relação a medição da bomba individualmente.

Na tabela 6 tem-se os dados para o sistema onde a válvula estava


completamente aberta e houve variação na potência efetiva da bomba.

Tabela 6: Dados para bombas em paralelo com abertura total da válvula.

Bombas em paralelo - válvula 100% aberta


Inversor (%) Rotações por minuto QT (m3/h)
30 999 7,24
35 1165,5 8,50
40 1332 9,70
45 1498,5 10,80
50 1665 12,30

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Com a tabela 6 e a tabela 2 traçou-se o gráfico com as duas curvas
comparativas entre as bombas atuando em paralelo e atuando sozinha. O gráfico
é visto na figura 7.

1800
1600
1400
Rotações por minuto

1200
1000
800 Em paralelo
600 Individual
400
200
0
0 2 4 6 8 10 12 14
Vazão (m3/h)

Figura 7:Gráfico comparativo entre a bomba atuando sozinha e em paralelo.

Com este gráfico pode-se afirmar que o experimento seguiu o que se era
esperado na teoria, tendo as vazões das bombas em paralelo dobrando em
relação a bomba trabalhando individualmente.

3.2 Tubo de Venturi

Para a análise do Tubo de Venturi o sistema foi analisado variando a


potência efetiva por meio do inversor e a válvula permaneceu completamente
aberta. A tabela 7 descreve os dados obtidos.

Tabela 7:Dados para o Tubo de Venturi.

Inversor (%) Pe (bar) Ps (bar) Vazão (m3/h)


30 0,04 -0,18 3,25
35 0,06 -0,24 3,77
40 0,08 -0,28 4,34
45 0,1 -0,36 4,05
50 0,14 -0,42 5,35

Com esses dados foi possível calcular a diferença de pressão entre a


entrada e a saída, e utilizando a equação 1 foi possível achar valores para se

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fazer a regressão linear, e esta é mostrada no gráfico da figura 8, e os valores
utilizados calculados pela equação 1 se encontram na tabela 8.

𝑄 = 𝐾√(𝑝1 − 𝑝2) (1)

Tabela 8: Dados utilizados na regressão linear.

Ensaio ΔP = (Pe – Ps) √ΔP


1 0,22 0,469042
2 0,3 0,547723
3 0,36 0,6
4 0,46 0,678233
5 0,56 0,748331

y = 6.4626x + 0.2184
5
R² = 0.8151

4
Vazão (m3/h)

0
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8
√Δ𝐏

Figura 8: Gráfico obtido pela regressão linear dos dados.

A regressão linear forneceu a equação para o modelo com os parâmetros


da prática, sendo igual a y = 6,4626 + 0,2184, com um ajuste de R2 = 0,8151.

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4. CONCLUSÃO

Ao realizar essa prática foi possível analisar a variação do comportamento


do sistema para as diferentes associações da bomba. Notou-se que o
comportamento das bombas em paralelo se ajustou melhor ao esperado pela
teoria, as associações em série se distanciaram mais do esperado teórico.

Para a o experimento do tubo de Venturi foi possível calcular a equação


do modelo ajustada para a prática e perceber a variação de pressão e vazão
ocorrendo em função da diminuição e aumento do diâmetro ao longo do tubo.

5. REFERÊNCIAS

FOX, R. W. Introdução à Mecânica dos Fluidos. Rio de Janeiro: LTC,


2001. 504 p. BIRD, R. B., STEWART, W. E. e LIGHTFOOT, E. N., Transport
Phenomena, Wiley, New York, (1960)

PERRY, R.H. Manual de Engenharia Química. Rio de Janeiro:


Guanabara Dois, 1980.

FOUST, A. S. et.al. (1982). “Princípios das Operações Unitárias” – Ed


LTC, Rio de Janeiro– RJ, 2ª edição

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