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Introdução

O presente trabalho tem como temas Função real de variável natural e limite e continuidade
de funções de caracter avaliativo no âmbito da cadeira de Matemática com os objectivos:
 As sucessões aparecem como uma forma de organizar possíveis resoluções para
situações problemáticas que são apresentadas, com base em aspectos da realidade
(social) e em aspectos do estudo das diversas ciências (Matemática incluída).
 De forma intuitiva a teoria dos limites como objectivo para estudar o comportamento de
uma função quando sua variável está na proximidade de um número real, podendo a
função estar ou não definida. Inicialmente, trabalharemos com limite de funções
tendendo para um valor fixo ou para mais infinito.
Está estruturado em dois capítulos, e seus respectivos subtítulos. Para a elaboração do
mesmo foi graças a consultas bibliográficas
1.0 SUCESSÃO

Definição
Sucessão ou sequencia é todo conjunto onde consideramos os elementos dispostos em uma
certa ordem.
O conjunto ordenado (Janeiro, Fevereiro, ..., Dezembro) é chamado sequência ou sucessão
dos meses do ano.

1.2- Sequência ou sucessão numérica


Sequência numérica é todo conjunto de números dispostos numa certa ordem.
A representação matemática de uma sequência é (a1 , a2 , a3 , ..., an+1 , an), em que:

a1 é o primeiro termo
a2 é o segundo termo
a3 é o terceiro termo
. .
. .
. .
an é o enésimo termo
Uma sequência numérica pode ser finita ou infinita.
Ex: (2, 5, 8, 11, 14)
(-3, 4, 8, 10, ...)

Termo geral
As sucessões são dadas, em sua maioria, por meio de uma regra chamada lei de formação
que nos permite calcular qualquer termo da sucessão.

Ex: Escrever a sucessão em que an = 2n e n  {1, 2, 3, 4, 5}.

Para n = 1 temos: a1 = 2 . 1 = 2
Para n = 2 temos: a2 = 2 . 2 = 4
Para n = 3 temos: a3 = 2 . 3 = 6
Para n = 4 temos: a4 = 2 . 4 = 8
Para n = 5 temos: a5 = 2 . 5 = 10

Logo, a sucessão será (2, 4, 6, 8, 10).

Sequências monótonas
Em relação a seus termos, uma sequência numérica pode ser:
estritamente crescente se a1 < a2 < a3 < … < an < …
crescente se a1 ≤ a2 ≤ a3 ≤ … ≤ an ≤ …
estritamente decrescente se a1 > a2 > a3 > … > an > …
decrescente se a1 ≥ a2 ≥ a3 ≥ … ≥ an ≥ …

Chamamos a uma sequência crescente ou decrescente de monótona e a uma estritamente


crescente ou estritamente decrescente de estritamente monótona.

Para determinarmos se uma sequência é crescente ou decrescente, em um primeiro


momento basta olhar para alguns de seus termos. No entanto, existem técnicas mais
matematicamente corretas (e precisas) do que nos valer da intuição. A maneira mais simples
de fazermos isso é através da diferença ou da divisão de dois termos sucessivos, o que for
mais adequado.

A tabela abaixo resume o teste e seus resultados:


Tipo Diferença Razão
Estritamente crescente an+1-an > 0 an+1/an > 1
Crescente an+1-an ≥ 0 an+1/an ≥ 1
Estritamente decrescente an+1-an < 0 an+1/an < 1
Decrescente an+1-an ≤ 0 an+1/an ≤ 1
Desta forma, para inferirmos algo sobre o crescimento ou o decrescimento de uma
sequência numérica, tudo o que precisamos fazer é diminuir ou dividir um de seus termos
pelo termo anterior.

No entanto, algumas sequências apresentam a propriedade de crescimento ou de


decrescimento apenas a partir de um determinado termo.
Por exemplo: a sequência 3, 8, 1, 0,1, 0,01, 0,001… é estritamente decrescente a partir do
quarto termo. Analisando-a como um todo, não podemos dizer que ela é estritamente
decrescente, mas podemos dizer que essa propriedade é válida a partir do quarto termo.

Quando falamos de sequências monótonas, o seguinte teorema nos diz o que pode
acontecer com elas em relação ao limite.

Teorema: se uma sequência {an} for crescente/decrescente a partir de um certo termo,


a) Existe uma constante M, chamada de cota superior/inferior para a sequência tal que
todo an é menor ou igual/maior ou igual para todo n a partir de um certo termo e, assim, a
sequência converge para um certo termo L, que é menor ou igual/maior ou igual a M.
b)Não existe cota superior/inferior e, assim, o limite é infinito.

Sucessão limitada
Recordemos que sendo A um subconjunto de e a e b reais, diz-se que b é um majorante de
A se qualquer elemento de A for menor ou igual a A e diz-se que é um minorante de A se
qualquer elemento de A for maior ou igual a A. Diz-se que um subconjunto de é majorado
(ou limitado superiormente) se tiver majorantes, minorado (ou limitado inferiormente) se
tiver minorantes e limitado se for majorado e minorado. Um conjunto que não seja limitado
diz-se ilimitado.
Uma sucessão (un) diz-se limitada se o conjunto dos seus termos, é limitado, ou seja se,
Definição

Uma sucessão diz-se limitada se


o conjunto dos seus termos, é
limitado, ou seja se,

Note-se que a condição anterior é


equivalente à seguinte:

Por exemplo as sucessões de termos


gerais , e
são limitadas.

Proposição

Toda a sucessão convergente é


limitada.
Observação

O recíproco desta proposição não se


verifica. Considere-se, por exemplo,
a sucessão . Esta sucessão
é limitada mas não é convergente.
Proposição

Se é um infinitésimo e é
uma sucessão limitada então
é um infinitésimo..
Exemplo

Consideremos a sucessão de termo


geral

A sucessão é limitada
pois , .
Pela proposição anterior, a sucessão

de termo geral
converge para zero, uma vez que é o
produto do infinitésimo pela
sucessão limitada .

1.2 Progressão aritmética (PA)


1.2.1 Definição
Consideremos a sucessão (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16).
Observamos que, a partir do segundo termo, a diferença entre qualquer termo e seu
antecessor é sempre a mesma:
4 – 2 = 6 – 4 = 10 – 8 = 14 – 12 = 16 – 14 = 2
Sucessões como esta são denominadas progressões aritméticas (PA). A diferença
constante é chamada de razão da progressão e costuma ser representada por r. Na PA dada
temos r = 2.
Podemos, então, dizer que:
Progressão aritmética é a sucessões numérica onde, a partir do primeiro termo, todos são
obtidos somando uma constante chamada razão.
São exemplos de PA:
 (5, 10, 15, 20, 25, 30) é uma PA de razão r = 5
 (12, 9, 6, 3, 0, -3) é uma PA de razão r = -3
 (2, 2, 2, 2, 2,...) é uma PA de razão r = 0
1.2.2 Notação
PA( a1, a2, a3, a4, ...., an)
Onde:
a1= primeiro termo
r = razão
n = número de termos( se for uma PA finita )
an = último termo, termo geral ou n-ésimo termo

Exemplo: PA (5, 9, 13, 17, 21, 25)


a1 = 5 r = 4 n = 6 an = a6 = 25

1.2.3 Classificação
Quanto a razão:
  (5, 10, 15, 20, 25, 30) é uma PA de razão r = 5.
Toda PA de razão positiva ( r > 0 ) é crescente.
  (12, 9, 6, 3, 0, -3) é uma PA de razão r = -3
Toda PA de razão negativa ( r < 0) é decrescente.
  (2, 2, 2, 2, 2,...) é uma PA de razão r = 0
Toda PA de razão nula ( r = 0 ) é constante ou estacionária.

Quanto ao número de termos:


 (5, 15, 25, 35, 45, 55) é uma PA de 6 termos e razão r = 10.
Toda PA de n° de termos finito é limitada.

 (12, 10, 8, 6, 4, 2,...) é uma PA de infinitos termos e razão r = -2, Toda PA de n° de


termos infinito é ilimitada.

1.2.4 Propriedades
P1:Três termos consecutivos

Numa PA, qualquer termo, a partir do segundo, é a média aritmética do seu antecessor e do
seu sucessor.

Exemplo:
Consideremos a PA(4, 8, 12, 16, 20, 24, 28) e escolhamos três termos consecutivos
quaisquer: 4, 8, 12 ou 8, 12, 16 ou ... 20, 24, 28.
Observemos que o termo médio é sempre a média aritmética dos outros dois termos:
4  12 8  16 20  28
 8,  12,...,  24
2 2 2
seja a PA ( a1, a2, a3 ) temos que: a1  a3
a2 
2
Exemplo1: Determine x para que a sucessão ( 3, x+3, 15) seja uma PA

X+3 = ( 3 + 15) / 2 => x+3 =9 => x= 6 ( 3, 6+3 , 15) => (3, 9 , 15)

Exemplo2: Determinar x para que a sucessão (3+x,5x,2x+11) seja PA resolvendo essa


(3  x)  (2 x  11)
equação obtém-se x=2 5x 
2

P2: Termo Médio

Numa PA qualquer de número ímpar de termos, o termo do meio(médio) é a média


aritmética do primeiro termo e do último termo.

Exemplo: Consideremos a PA (3, 6, 9, 12, 15, 18, 21) e o termo médio é 12. Observemos
que o termo médio é sempre a média aritmética do primeiro e do último.
3  21
 12
2
Representação genérica de uma PA de três termos
Para a resolução de certos problemas (envolvendo soma ou produto dos termos da PA). É
de grande utilidade representar uma PA nas seguintes formas: (x, x+r,x+2r) ou (x-r ,x, x+r)
onde “r” e a razão da PA.

Exemplo: Determinar a PA crescente de três termos, sabendo que a soma desses termos é 3
e que o produto vale –8
Soma dos termos x-r + x + x+r = 3 => 3x=3 => x = 1
Produto dos termos (1- r).(1).(1+r) = -8 => 1-r 2 = - 8 => 1+8 = r 2 => r2 = 9 r = +3 ou -3
como a PA é crescente temos que r = 3 resposta (-2,1,4)

P3: Termos Equidistantes

A soma de dois termos eqüidistantes dos extremos de uma PA finita é igual à soma dos
extremos.
Exemplo:
Consideremos a PA (3, 7, 11, 15, 19, 23, 27, 31).

7 e 27
11 e 23 são os termos equidistantes dos extremos 3 e 31
15 e 19
1.2.5 Termo Geral

Uma PA de razão r pode ser escrita assim:


PA ( a1, a2, a3, a4, ...., an-1 an)
Aplicando a definição de PA, podemos escrevê-la de uma outra forma:

PA ( a1, a2, a3, a4, ...., an-1 ,an)

+ r+ r+ r+ r +r

PA ( a1, a1+ r, a1+ 2r, a1+ 3r, a1+ 4r, ..., a1+ (n-1)r )

Portanto, o termo geral será:

an = a1 + (n-1)r, para n  N
*

Exercícios Resolvidos

1. 1. Determine o quarto termo da PA (3, 9, 15,...).


Resolução: a1=3 a2=9 r = a2 - a1 = 9 – 3 = 6
(a1, a2, a3, a4,... )

+ r+ r+ r

Então:a4 = a1 + r + r + r => a4 = a1 + 3r =>a4 = 3 + 3.6 => a4 = 3+18 a4 = 21

2. 2. Determine o oitavo termo da PA na qual a3 = 8 e r = -3.


Resolução:a3 = 8 r = -3
(a1, ...,a3, a4, a5, a6, a7, a8,... )

+ r+ r+ r + r+ r+ r

Então: a8 = a3 + r + r + r + r + r => a8 = a3 + 5r => a8 = 8 + 5.-3


a8 = 8 – 15 => a8 = - 7

3. 3. Interpole 3 meios aritméticos entre 2 e 18.


Resolução:

Devemos formar a PA(2, ___, ___, ___, 18), em que:

a1 = 2 an = a5 = 18 n=2+3=5
Para interpolarmos os três termos devemos determinar primeiramente a razão da PA.
Então:
a5 = a1 + r + r + r + r a5 = a1 + 4r
18 = 2 + 4r 16 = 4r r = 16/4 r=4
Logo temos a PA (2, 6, 10, 14, 18)

1.2.6 Soma dos Termos de uma PA finita

Consideremos a sucessão ( 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20).


Trata-se de uma PA de razão 2. Suponhamos que se queira calcular a soma dos termos
dessa sucessão, isto é, a soma dos 10 termos da PA(2, 4, 6, 8, ..., 18,20).
Poderíamos obter esta soma manualmente, ou seja, 2+4+6+8+10+12+14+16+18+20 =110.
Mas se tivéssemos de somar 100, 200, 500 ou 1000 termos? Manualmente seria muito
demorado. Por isso precisamos de um modo mais prático para somarmos os termos de uma
PA. Na PA( 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20)
Vejamos:
a1+a10 = 2 + 20 = 22 a2+a9 = 4 + 18 = 22 a3+a8 = 6 + 16 = 22
a4+a7 =8 + 14 = 22 a5+a6 = 10 + 12 = 22

Note, que a soma dos termos equidistantes é constante (sempre 22 ) e apareceu exactamente
5 vezes (metade do número de termos da PA, porque somamos os termos dois a dois). Logo
devemos ao invés de somarmos termo a termo, fazermos apenas 5 x 22 = 110, e assim,
determinamos S10 = 110 (soma dos 10 termos).

E agora se fosse uma progressão de 100 termos como a PA(1, 2, 3, 4,...,100), procederemos
do mesmo modo. A soma do a1 com a100 vale 101 e esta soma vai se repetir 50 vezes
(metade de 100), portanto S100 = 101x50 = 5050.

Então para calcular a soma dos n termos de uma PA somamos o primeiro com o último
termo e esta soma irá se repetir n/2 vezes. Assim podemos escrever:

n
S n   a1  a n 
2

Exercícios Resolvidos

1. 1. Calcule a soma dos 50 primeiros termos da PA(2, 6, 10,...).


Resolução:
a1 = 2
r = a2 – a1 = 6 – 2 = 4
Para podemos achar a soma devemos determinar o an(ou seja, a50):
a50 = a1 + 49r = 2 + 49.4 = 2 + 196 = 198
Aplicando a fórmula temos:
S50 = (a1+an).n/2 = (2+198).50/2 = 200.25=5000

2. 2. Um ciclista percorre 20 km na primeira hora; 17 km na segunda hora, e assim


por diante, em progressão aritmética. Quantos quilómetros percorrerá em 5 horas?
Resolução:
PA(20, 17,14,...)
a1 = 20
r = a2 – a1 = 17 - 20 = -3
Para podemos achar quantos quilómetros ele percorrerá em 5 horas devemos somas os 5
primeiros termos da PA e para isto precisamos do an(ou seja, a5):
a5 = a1 + 4r = 20 + 4.-3 = 20 - 12 = 8
Aplicando a fórmula temos:
S50 = (a1+an).n/2 = (20+8).5/2 = 14.5 = 70
Logo ele percorreu em 5 horas 70 km.

1.3 Progressão Geométrica

1.3.1 Definição

Progressão Geométrica é a sucessão de números não nulos, onde qualquer termo (a


partir do segundo), é igual ao antecedente multiplicado por uma constante. Essa constante
é denominada razão da progressão, sendo indicada por q.

As progressões geométricas possuem este nome graças à seguinte característica de sua


formação: Tomando-se 3 termos consecutivos de uma P.G. , o termo do meio é a média
geométrica dos outros dois termos

Exemplos simples

(3, 9,27, 81, ...) → é uma P.G. Crescente de razão q = 3

(90, 30, 10, ...) → é uma P.G. Decrescente de razão q = 1/3


(-7, 14, -28, 56, ...) → é uma P.G. Oscilante de razão q = - 2

(3, 3, 3, 3, ...) → é uma P.G. Constante de razão q = 1

A razão de uma P.G. pode ser calculada pela igualdade abaixo: q = an / an - 1 ou


seja: q = a2 / a1 = a3 / a2 = a4 / a3 = an / an-1

1.3.2 Classificação:

Quando q > 0, a P.G. é crescente. Por exemplo: (3, 6, 12, 24, 48, ...)

q = a2 / a1 a1 = 3
q=6/3 onde a2 = 6 (a2 = a1 . q → a2 = 3 . 2 → a2 = 6)
q=2 a3 = 12 (a3 = a1 . q2 → a3 = 3 . 22 → a3 = 3 . 4 → a3 = 12)

Concluindo que toda P.G. crescente, partindo do segundo termo, qualquer elemento é maior
que o anterior.
Quando a1 < 0 e q > 1 ou a1 > 0 e 0 < q < 1, a P.G. é decrescente. Por exemplo:
(48,24,12,6,.., 3)

q = a2 / a1 a1 = 48
q = 24 / 48 a2 = 24 (a2 = a1 . q → a2 = 48 . 1/2 → a2 = 24)
onde a3 = 12 (a3 = a1 . q2 → a3 = 48 . (1/2)2 → a3 = 48 . 1/4 → a 3
q=1/2
= 12)

Concluindo que toda P.G. decrescente, partindo do segundo termo, qualquer elemento é
menor que o anterior.

Quando q < 0, a P.G. é Alternante ou Oscilante. Por exemplo: (- 5, 10, -


20, 40, - 80, ...)

q = a2 / a1 onde a1 = - 5
q = 10 / -5 a2 = 10 (a2 = a1 . q → a2 = - 5 . - 2 → a2 = 10)
a3 = - 20 (a3 = a1 . q2 → a3 = - 5 . (-2)2 → a3 = -5 . 4 → a3 =
q=-2
- 20)

Concluindo que toda P.G. Alternante ou Oscilante, partindo de qualquer termo, há uma
alternância sucessiva entre termo negativo e positivo.

1.3.3 Termo Geral da P.G.

Como em uma P.A. pode se achar todos os seus termos a partir de qualquer termo e da
razão, em uma P.G., isso também é possível, sendo a fórmula denominada termo geral da
P.G..

Vejamos:

a2 / a1 = q → a2 = a1 . q a3 / a2 = q → a3 = a2 . q → a3 = a1 . q . q → a3 = a1 . q2

a4 / a3 = q → a4 = a3 . q → a4 = a1 . q2 . q → a4 = a1 . q3 ( e assim por diante)

Uma PG de razão q pode ser escrita assim:


PG( a1, a2, a3, a4, ...., an-1 an)
Aplicando a definição de PG, podemos escrevê-la de uma outra forma:

PG( a1, a1. q, a1. 2q, a1. 3q, a1. 4q, ..., a1.q(n-1)
Portanto, o termo geral será:

an = a1 .q(n-1), para n  N
*

Assim, concluímos que an = a1 . qn - 1


é a fórmula que rege a demonstração acima,
lembrando que, se não tivéssemos o primeiro termo da P.G., mas tivéssemos outro como o
terceiro, usaríamos a seguinte fórmula:

an = ak .q(n-k)
Exemplo 1-- Dada a PG (2,4,8,... ), pede-se calcular o décimo termo.
Temos: a1 = 2, q = 4/2 = 8/4 = ... = 2. Para calcular o décimo termo ou seja a 10, vem pela
fórmula: dados a1= 2 q = 2 n =10 a 10 = ?
an = a1 . qn – 1 => a10 = a1 . q10-1 => a10 = 2 . 29 => a10 = 2. 512 => a10 = 1024

Exemplo 2- Sabe-se que o quarto termo de uma PG é igual a 20 e o oitavo termo é igual a
320. Qual a razão desta PG?
Temos a4 = 20 e a8 = 320. Logo, podemos escrever: a8 = a4 . q8-4 . Daí, vem: 320 = 20.q4
Então 16 = q4 = 24 e portanto q = 2.

Exemplo 3 Na PG onde a5=1/32 e razão ¼ , calcule a1

Dados a1= ? q = ¼ n=5 a5=1/32

an = a1 . qn – 1 => 1/32= a1.(1/4)5-1 => 1/32 = a1.(1/4)4 => 1/32 =a1.(1/256)

a1 = 1/32 : 1/256 a1 = 1/32 . 256/1 => a1 = 8

Exemplo 4 Quantos termos tem na PG (3,6,.....,48)

Dados a1= 3 q = 2 n=? an= 48

an = a1 . qn – 1 => 48 = 3.2(n-1) => 48/3 =2(n-1) 16 = 2(n-1) fatorando 16 temos 16 = 24 => 24


= 2(n-1) da igualdade de expoente temos 4 = n-1 n=4+1 => n=5

Exemplo 5 Interpolar três termos geométricos entre 3 e 48


(3, ____ , ____ , ____ , 48) Dados a1= 3 q = ? n=5 an= 48

an = a1 . qn – 1 => 48 = 3.q(5-1) 48/3 = q4 => q4 = 16 q   4 16 q = +/- 2

Escrevendo a PG temos (3,6,12,24,48) ou (3,-6,12,-24,48)

Por exemplo: Dada a P.G. ( x, y, 12, 24, 48, ...) determine o seu oitavo termo (a8):

Primeiramente achamos a razão: q = a4 / a3 q = 24 / 12 => q = 2

Agora resolvemos a partir do terceiro termo:

an = ak . qn - k
an → é o último termo especificamente pedido
a8 = a3 . q8 – 3
a8 = 12 . 25 ak → é o primeiro termo escolhido
a8 = 12 . 32 k → é a posição do termo ak
a8 = 384 n → é a posição do termo an
(n - 1)
Esta fórmula, an = a1 . q permite que se calcule qualquer termo de uma P.G.

1.3.4 P.G. com três termos consecutivos

Para três termos em P.G. (a1, a2, a3 ) vale a propriedade: “o termo do meio é a média
geométrica dos outros dois”. ou, com outras palavras, o quadrado do termo do meio é igual
ao produto dos outros dois termos. Ou seja (a2)2 = a1 . a3

Exemplo1 Escreva a PG onde ( 2, x+1, 8)


(a2)2 = a1 . a3 => (x+1) 2 2. 8 => (x+1) 2 = 16 => (x+1) =  16 => x =+4-1 => x =3
ou x=- 4-1 => x = -5 Escrevendo a PG ( 2, 4, 8) ou ( 2, -4, 8)
Exemplo2 Escreva a PG e determine valor de x em (x, x+9, x+45)
(x+9)2 = x . (x+45) => x2+18x+81 = x2+45x resolvendo temos -27x = -81 => x= 3
PG (3, 12, 48)

1.3.5 Produto dos termos de uma PG finita.

Em uma PG finita de n termos e razão q, o produto de dois termos equidistantes dos


extremos é igual ao produto dos extremos.
Com base nessa propriedade, podemos estabelecer uma fórmula para o produto dos n
termos da PG.

Pn = (a1 .an)n/2

Exemplo: Obtenha o produto dos seis primeiros termos da PG (4,8,16,......)


a6= a1.q5 => a6 = 4.25 => a6 = 128

P6 =(a1.a6)6/2 P6 =(4.128)3 => P6 = 5123

1.3.6 Soma dos n primeiros termos de uma PG

Seja a PG (a1, a2, a3, a4, ... , an , ...) . Para o cálculo da soma dos n primeiros termos S n,
vamos considerar o que segue:
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + ... + an-1 + an

Multiplicando ambos os membros pela razão q vem:


Sn.q = a1 . q + a2 .q + .... + an-1 . q + an .q

Conforme a definição de PG, podemos reescrever a expressão como:


Sn . q = a2 + a3 + ... + an + an . q
Observe que a2 + a3 + ... + an é igual a S n - a1 . Logo, substituindo, vem:
Sn . q = Sn - a1 + an . q Sn.q-Sn = an.q-a1 => Sn.(q-1)= an.q-a1 => Sn = (an.q-a1)/q-1

soma dos n primeiros termos de uma P.G. é dada pelas seguintes relações:

a n .q  a1 .q n  1
Sn  ou Sn  a1.
q 1 q 1

Exemplo: Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (1,2,4,8,...) resposta S10 = 1023

Exemplo: Calcule a soma dos termos da PG (1,2,4,8,...,256) resp 511

Exemplo Em uma PG a soma de 8 termos vale 1530, sua razão é 2. Calcule a1 e a5


resposta 6 e 96

1.3.7 Soma dos termos de uma PG decrescente e ilimitada (infinita)

Considere uma PG ILIMITADA ( infinitos termos) e decrescente. Nestas condições,


podemos considerar que no limite teremos an = 0. Substituindo na fórmula anterior,
encontraremos
a1
Sn 
1 q

Exemplo: Resolva a equação: x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + ... =100


O primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão 1/2. Logo, substituindo na
fórmula, vem:

Dessa equação encontramos como resposta x = 50.


2.0 LIMITE DE UMA FUNÇÃO
2.1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE
Dizemos que a função f(x) têm por limite o número L quando x tende para o número p, e
escrevemos:
lim f ( x )  L
x p

Nota: Os valores de x podem se aproximar do valor de p pela direita ou pela esquerda,


estudaremos estes casos precisamente em limites laterais.

Exemplos:

1) Seja a função f(x) = 2x+1, calcule, utilizando a ideia intuitiva de limite, lim (2x  1) .
x2

Solução:
Queremos determinar o valor da função "f(x)" quando o valor de "x" se aproxima de 2, seja
pela direita(valores superiores a 2) ou pela esquerda (valores inferiores a 2)

Esquerda Direita
x 2x+1 x 2x+1
1 2.1+1 =3 3 2.3+1 =7
1,5 2.1,5+1 =4 2,5 2.2,5+1 =6
1,7 2.1,7+1 = 4,4 2,1 2.2,1+1 = 5,2
1,8 2.1,8+1 = 4,6 2,01 2.2,01+1 = 5,02
1,9 2.1,9+1 = 4,8 2,001 2.2,001+1 = 5,002
1,95 2.1,95+1 = 4,9 2,0001 2.2,0001+1 = 5,0002
1,99 2.1,99+1 = 4,98 2,00001 2.2,00001+1 = 5,00002
... ... ... ...
   
2 5 2 5

Y = 2X + 1
8

6
eixo das ordenadas, Y

-2

-4

-6
-3 -2 -1 0 1 2 3
eixo das abscissas, X

Assim, substituindo estes valores no gráfico observamos que quando x se aproxima de 2 a


função f(x) se aproxima de 5.

Como o Domínio de f(x) = 2x+1 é todos os Reais temos lim (2 x  1)  2  2  1  5


x 2

2) lim ( x 2  4) =12 – 4 = 1 – 4 = -3, pois o domínio de f(x) = x2 – 4 é todos os Reais


x 1

x2  4 ( x  2)( x  2)
3) lim  lim  lim( x  2)  2  2  4 , pois D(f )    {2}
x2 x  2 x 2 x2 x2

4x  8 4( x  2) 4 4 4
4) lim  lim  lim    4 , pois
x2 x  5x  6 x  2 ( x  2)( x  3) x  2 x  3 2  3  1
2

D(f )    {2, 3}
5)

x 9 ( x  9)( x  3) ( x  9)( x  3)
lim  lim  lim  lim( x  3)  9  3  3  3  6
x 9 x  3 x 9 ( x  3)( x  3) x 9 ( x  9) x 9

6 x  18 6  ( x  3) 6 6 6
6) lim  lim  lim   6
x 3 ( x  2)  ( x  3) x3 ( x  2)  ( x  3) x 3 x  2 3  2 1
6 x  30 6  ( x  5) 6 6 6 3
7) lim  lim  lim   
x 5 x  25 x 5 ( x  5)  ( x  5) x 5 x  5 5  5 10 5
2

8) Utilizando a ideia intuitiva de limite, calcule lim ( x  1)


x 1

Solução:

Esquerda Direita
x x+1 x x+1
2 1+2 =3 0,5 1+0,5 = 1,5
1,5 1+1,5 = 2,5 0,9 1+0,9 = 1,9
1,1 1+1,1 = 2,1 0,99 1+0,99 = 1,99
1,01 1+1,01 = 2,01 0,999 1+0,999 = 1,999
1,001 1+1,001 = 2,001 0,9999 1+0,9999 = 1,9999
... ... ... ...
   
1 2 1 2
Y = X+ 1
4

3
eixo das ordenadas, Y

-1

-2
-3 -2 -1 0 1 2 3
eixo das abscissa, X

2.2 PROPRIEDADES OPERATÓRIAS DOS LIMITES

A seguir introduziremos propriedades que podem ser usadas para achar muitos limites sem
utilizar a pesquisa do número  que aparece na definição de limite.

 (P0) Se lim f ( x)  L1 e lim f ( x)  L2 , então L1  L2 . (Teorema da Unicidade do


x a x a

limite)

 (P1) Sejam a e c números reais quaisquer, então lim c  c isto é o limite de uma
x a

constante é a própria constante.

 (P2) Se a, b, m são números reais, então: lim (mx  b)  ma  b


x a

Exemplo: lim (3 x  5)  3.4  5  7


x 4

 (P3) Se lim f ( x )  L e lim g ( x)  M , então:


x a x a
a) lim [ f ( x)  g ( x)]  L  M
x a

b) lim [ f ( x )  g ( x)]  L  M
x a

f ( x) L
c) lim = desde que M  0
xa g ( x) M

d) lim
x a
 f ( x)  Ln ( p/  inteiro positivo n)
n

n f ( x )  n L , desde que L  0 p/ n par


e) lim
x a

f) lim ln f ( x)  ln .L , desde que L  0


xa

g) lim cos  f(x)  cos ( L)


x a

h) lim sen  f(x)  sen ( L)


x a

i) lim e f ( x)  e L
xa

Exemplo: Determine o seguinte limite:

P3 P2
lim ( x 2  3 x  1)   lim x 2  lim 3 x  lim 1  2 2  3.2  1  1
x2 x 2 x 2 x 2

Vemos neste exemplo que o valor de lim f ( x)  f (a )


xa

Isto na verdade ocorre para todos os polinómios. Enunciando então, formalmente, temos:
Teorema I: Se f é uma função polinomial, então: lim f ( x)  f (a ) .
xa

Exemplos:

1) Calcule lim ( x 2  5 x  1)  2 2  5  2  1  5
x 2

3x, se x  2
2) Calcule lim f ( x) sendo  2 .
x2
x , se x > 2

Solução: Se x  2  lim
x 2 
f ( x )  3  2  6 . Por outro lado, x > 2  lim + f ( x)  2 2  4 .
x2

Portanto, não existe o limite.

Além deste, temos ainda outros teoremas que nos fornecem resultados úteis para o cálculo
de limites.

Teorema II: Se f é uma função racional, e a pertence ao domínio, então:

lim q ( x)  q (a )
x a

Exemplos:
5x 2  2 x  1
1) Calcule lim
x3 6x  7
Solução:
5 x 2  2 x  1 5  32  2  3  1 40 7
lim   3
x 3 6x  7 63  7 11 11

2) Calcular lim
3
3x 2  4 x  9
x5

Solução:

lim 3 3 x 2  4 x  9  3 lim 3 x 2  4 x  9 = 3 75 - 20 + 9  3 64  4
x5 x 5

Em resumo:
 Sejam f e g funções tais que: lim f ( x )  L1 e lim f ( x )  L 2 então:
x p x p

1) lim [ f ( x )  g ( x )]  L1  L 2  lim f ( x)  lim g ( x) , ou seja, o limite da soma é igual a


x p x p x p

soma dos limites.

2) lim k  f ( x )  k .  L1  k  lim f ( x)
x p x p

3) lim [f ( x )  g( x )]  L1  L 2  lim f ( x )  lim g ( x )


x p x p x p

4) lim [ f ( x )  g ( x)]  L1  L 2  lim f ( x)  lim g ( x)


x p x p x p

f ( x ) L1 limxp
f (x)
5) lim   , desde que L 2  0
x p g( x ) L 2 lim g ( x )
xp

n
  lim f ( x )  , n  N
n
6) lim[f ( x )]  L1
n
x p  x p 
n f ( x )  n L  n lim f ( x ) , desde que L  0 (no caso em que n é par)
7) lim
x p
1
x p
1

8) lim k  k ,  k   , ou seja, o limite de uma constante é a própria constante.


x p

9) lim xp
x p

lim g ( x )
 lim f ( x )
L2 x p
10) lim f ( x ) g ( x )  L1
x p  x p 

 Se lim f 1 (x)  L1 , lim f 2 (x)  L 2 ,..., lim f n (x)  L n , então


x p x p x p

11) lim [f 1 ( x )  f 2 ( x )  ...  f n ( x )]  L1  L 2  ...  L n


x p
12) lim [f 1 ( x ).f 2 ( x )...f n ( x )]  L1 .L 2 ...L n , n  N, n  2
x p

Exemplos:

1) lim (4x 3  8)  ...  24 2)


x2

lim(ax 2  bx  c)  ...  ap2  bp  c, ( a, b, c  )


x p

x 4 5
x3  x2 1 3  x 3  2x   3
3) lim  ...  4) lim   ...   

x 1 x 1 2 x 1  x  2  2
   

2.3 LIMITES INDETERMINADOS


Em alguns casos não é possível calcular o valor do limite por simples substituição. Ao

0 
adoptar tal procedimento nos deparamos com resultados do tipo ou .
0 
Exemplo:
x2  x  2
1) Calcular o limite abaixo: lim
x2 x2  4
Solução:

Seja f(x) = x2 - x – 2 e g(x) = x2 - 4.

Então:

f(2) = 22- 2 - 2 = 0 e g(2) = 22 - 4 = 0

0
Assim, ao substituirmos direito teríamos uma indeterminação do tipo , logo tal
0
procedimento não pode ser utilizado.
0 
No caso de indeterminações do tipo ou há vários métodos que podem ser aplicados
0 
de acordo com as funções envolvidas. Futuramente, utilizando-se de derivadas
apresentaremos um método prático para resolver tais casos, método este conhecido como
regra de L’Hospital.

2.4 LIMITES NO INFINITO


1
Consideremos a função f definida por f ( x)  e analisemos, mediante uma tabela, o
x
seu comportamento quando os valores de x crescem ilimitadamente através de valores
positivos.

x 1 1 1 1 2 3 4 10 100 1.000 10.000 100.000


4 3 2
f (x) 4 3 2 1 1 1 1 0,1 0,01 0,001 0,0001 0,00001
2 3 4

Pela tabela constatamos que quando x cresce ilimitadamente através de valores positivos,
os valores da função se aproximam cada vez mais de 0 (zero). Simbolicamente,

representamos tal fato por: xlim f ( x )  0 , que se lê: “limite de f de x , quando x tende a


mais infinito, é igual a zero”.

Observação: Quando uma variável independente x está crescendo ilimitadamente através


de valores positivos, escrevemos: “ x   ”. Devemos enfatizar que   não é um
número real. O símbolo   indica, portanto, o comportamento da variável independente
x.

Consideremos agora, para a mesma função, uma tabela onde os valores da variável x
decrescem ilimitadamente através de valores negativos.

x - - - -1 -2 -3 -4 -10 -100 -1.000 -10.000 -100.000


1 1 1
4 3 2
f (x) -4 -3 -2 -1 - - - -0,1 -0,01 -0,001 -0,0001 -0,00001

1 1 1
2 3 4

Observando a tabela anterior verificamos que à medida em que os valores de x decrescem


ilimitadamente através de valores negativos, os valores da função se aproximam cada vez
mais de 0 (zero). Usando o simbolismo “ x   ” para indicar os valores de x que estão
decrescendo ilimitadamente, representamos simbolicamente o fato acima por um

lim f ( x)  0 , que se lê: “limite de f de x , quando x tende a menos infinito, é igual a


x  

zero.

1
Pelo gráfico da função f ( x)  cujo esboço é indicado pela figura ao lado, notamos que
x
quando x cresce ilimitadamente através de valores positivos ( x   ), os valores da
função f (x ) aproximam-se cada vez mais de 0 (zero). E, portanto, simbolicamente

lim f ( x )  0 1
x 
lim 0
x   x

podemos escrever ou .
Analogamente, observando o comportamento da função através do seu gráfico (figura
indicada acima), constatamos que quando x decresce ilimitadamente através de valores
negativos ( x   ), os valores da função f (x ) aproximam-se cada vez mais de 0 (zero).

Simbolicamente, escrevemos: xlim f ( x)  0 ou lim 1  0 .


 
x
x  

Exemplos:

1
1) Observe o gráfico da função f ( x)  1  apresentado na Figura a seguir:
x

Observando o gráfico e as tabelas, vemos que esta função tende para o valor 1, quando x

 1
tende para o infinito. Isto é, y  1 quando x  . Denotamos por xlim 1   1

 x

2x 1
2) A função f ( x)  tende para 2 quando x   como podemos observar na
x 1
Figura a seguir.

Assim,
podemos escrever:

2x 1
lim 2
x x 1

2.5. Limite de uma função Polinomial

Consideremos a função polinomial P( x)  4 x 3  6 x 2  7 x  13 , podemos escrevê-la na


seguinte forma:

 6 7 13 
P( x)  4 x 3  1   2  3
 4x 4x 4x 
Portanto,
 6 7 13 
lim P ( x)  lim (4 x 3 )  lim 1   2  3
x   x   x  
 4x 4x 4x 
Ora, é claro que:
 6 7 13 
lim 1   2  3  1
x  
 4x 4x 4x 
Temos, então:
lim P ( x)  lim (4 x 3 )
x   x 

Assim, temos dois casos:

lim P ( x)  lim (4 x 3 )   e lim P( x )  lim ( 4 x 3 )  


x  x  x   x  
Generalizando, sendo P( x)  a n x n  a n 1 x n 1  ...  a2 x 2  a1 x  a0 , podemos sempre

escrever:

lim P ( x)  lim a n x n
x  x  

2.6 Limite de uma função racional

P ( x)
Dada a função racional f ( x )  , onde P e Q são funções polinomiais em x com:
Q( x)

P( x)  a n x n  a n1 x n 1  ...  a2 x 2  a1 x  a0 e

Q ( x )  bm x m  bm1 x m1  ...  b2 x 2  b1 x  b0

Sendo a n  0 e bm  0. Tem-se então que:

P ( x) xlim P ( x) lim an x n a xn a
lim f ( x)  lim  
 x m  lim n m  n  lim x nm
x  x  Q ( x ) lim Q( x) lim bm x x  b x bm x
m
x  x 

Dependendo do valor de n e m , três casos podem ser considerados:

1o) n  m  xlim
 
f ( x)  

2o) n  m  xlim

f ( x)  0

an
3o) n  m  xlim f ( x) 
  bm

Exemplos:
10 x 3  x 2  8 x  115 10 x 3 10
1) lim  lim   lim x  
x   9 x 2  10 x  4 x  9 x 2 9 x

15 x 3  8 x 2  6 x  119 15 x 3 1
2) lim  lim  15  lim  15  0  0
x   x  2 x  101x  2
4 2 x   x 4 x  x

7 x 3  8 x 2  11x  2 7x3 7 7
3) lim  lim   lim 1 
x  5 x  14 x  8 x  5
3 2 x  5 x 3
5 x 5

x
4) Calcule xlim
 
x2 1

Solução:

Para calcularmos este limite, escrevemos x  x 2 ( x  0, pois x  ) e então dividimos


o numerador e o denominador, sob o sinal do radical, por x 2 .

x2
x x2 x2 1
lim  lim  lim  lim 1
x  
x 2 1 x 
x 2 1 x 
x2 1 x  1
 1 2
x2 x2 x

5) Calcule xlim x 2  3x  4  x
 

Solução: Multiplicando, numerador e denominador, por x 2  3x  4  x , temos:

lim  x  3x  4  x   lim  x  3 x  4  x  
 x 2  3x  4  x   lim x 2  3x  4  x 2 3x  4
  3x  4  x 
2 2
 lim
x   x  
x 2 x  
x  3x  4  x
2 x  
x  3x  4  x
2

Procedendo de modo análogo ao exemplo anterior, vem:


3x 4 4
 3
lim
x 
 
x 2  3 x  4  x  lim
x  
x 2
x x
3x 4 x
 lim
x   3 4
x 
3

11 2
3

 2 2  1  2 1
x 2
x x x x x

2.7 Limites laterais

Vimos que para determinar o limite de uma função quando x tende para a, devemos
verificar o comportamento da função para valores de x muito próximos de a, maiores ou
menores que a.

O valor do qual f se aproxima quando o valor de x se aproxima de a por valores menores


do que a é denominado limite à esquerda de f. Analogamente, o valor do qual f se
aproxima quando x tende para a através de valores maiores que a é o limite à direita de f.

Estes limites, são chamados limites laterais.

 Limite à esquerda: lim


xa 
f ( x) , teremos x < a logo x = a – h, onde h > 0 é muito

pequeno.

lim f ( x )
 Limite à direita: x a 
, teremos x > a logo x = a + h, onde h > 0 é muito

pequeno.

Quando temos o gráfico de uma função ou temos esta função definida por várias sentenças
fica simples calcular os limites laterais.

Exemplos:
1) Seja a função definida pelo gráfico da Figura a seguir, calcule:
a) lim  f ( x) b) lim  f ( x)
x 1 x 1

Solução:

Observando o gráfico, podemos concluir que: lim f ( x)  5 e lim  f ( x)  3


x 1 x 1

Logo não existe o limite desta função quando x tende a 1.

 x 2  1 , para x  2

2) Seja a função: f ( x )  2 , para x  2 Calcule:
9 - x 2 , para x  2

(a ) lim  f ( x)
x 2

(b) lim  f ( x)
x 2

(c) lim f ( x)
x 2

Solução:

 Quando x  2  significa x > 2 logo f ( x)  9  x 2 assim xlim 


9 - x 2  9 - 22  5
2

 Quando x  2 significa x < 2 logo f ( x)  x 2  1 assim

lim  x 2  1  2 2  1  5
x 2

Como os limites laterais são iguais, concluímos que lim f ( x)  5.


x 2

Quando a função não está definida por várias sentenças, ou não temos o gráfico da função,
teremos que usar um artifício que chamaremos de incremento (h) para encontrar os limites
laterais.
Isto é: Simplificando: Para calcular os limites laterais, basta fazer uma substituição:

 Quando xlim
 a
f ( x) fazemos x = a + h

 Quando xlim
 a
f ( x) fazemos x = a – h

Onde h é positivo e muito pequeno.

2.8 Funções contínuas ou continuidade de funções

Sejam f e g funções de gráficos:

Observe que f e g se comportam de maneira diferente no ponto p. Enquanto a função g


apresenta um salto a outra não.

Ao calcular o limite da função f, observamos que o valor deste limite, quando x tende
para p é igual ao valor da função quando x é igual a p, isto é:

lim f ( x)  f ( p )
x p

Por exemplo, se f ( x )  x 2  4 e p = 2, temos que:

lim f ( x)  lim ( x 2  4)  2 2  4  0  f (2)  f ( p )


x p x 2
As funções que se comportam desta forma em um ponto qualquer de seu domínio são ditas
contínuas nesse ponto.

2.8.1. Definição:

Dizemos que uma função f é contínua em um ponto p se forem verificados as três


condições abaixo:
(i)  f ( p )

(ii)  lim
x p
f ( x), isto é : lim f ( x)  lim f ( x)
x p x p

(iii) lim f ( x )  f(p)


x p

Observação: quando pelo menos uma das três condições não for verificada dizemos que f é
descontínua em x  p.

Exemplos:

1) Verifique se a função f ( x)  2 x  5  3x é contínua em x  4.


Solução: Analisaremos uma a uma as três condições:
 f ( 4)  2  4  5  3 4  3  12

 lim f ( x )  lim ( 2 x  5  3 x)  2  4  5  3  4  3  12
x p x4

 lim f ( x)  f ( 4)
x 4

Portanto, como lim f ( x)  f (4) a função é contínua em x  4.


x 4

| x  2|
2) Verifique se a função f ( x)  é contínua em x  2.
2
Solução: Primeiramente, lembramos que:
 x  2
, se x  2
| x  2|  2

2 x 2
 2 , se x  2
A seguir, analisaremos uma a uma as três condições:
22 0
 f ( 2)    0.
2 2
 Para verificar a existência do limite, devemos calcular os limites laterais:
| x  2|  x2 22 0
lim f ( x)  lim  lim   0
x2 x 2 2 x  2 2 2 2
e
| x  2| x2 22 0
lim f ( x)  lim  lim   0
x2 x 2 2 x 2 2 2 2

Como xlim f ( x)  lim f ( x)   lim f ( x) e lim f ( x)  0 .


2  x 2 x 2 x2

 lim f ( x)  f (2) . Portanto, como lim f ( x)  f (2) a função é contínua em x  2.


x 2 x 2

x 2 1, se x  3

3) Verifique se a função f ( x)  2, se x  3 é contínua em x  3.
3  x, se x  3

Solução: Analisaremos uma a uma as três condições:
 f (3)  2 .

 Para verificar a existência do limite, devemos calcular os limites laterais:

lim f ( x)  lim ( x 2  1)  32  1  9  1  8 e lim f ( x)  lim (3  x)  3  3  0


x 3 x 3 x 3 x 3

Como xlim f ( x)  lim f ( x)  não existe lim f ( x) e, portanto a função dada não é
3 x 3 x3

contínua em x  3.
2x, se x  2
4) Verifique se a função f ( x)   é contínua em x  2.

x  3x, se x  2
2

Solução: Analisaremos uma a uma as três condições:


 f (2)  2  2  4 .

 Para verificar a existência do limite, devemos calcular os limites laterais:


lim f ( x)  lim (2 x)  2  2  4 e
x  2 x 2

lim f ( x)  lim ( x 2  3x)  2 2  3  2  4  6  2


x2 x 2

Como xlim f ( x)  lim f ( x)  não existe lim f ( x) e, portanto a função dada é


2 x 2 x2

descontínua em x  2.
Mostramos a seguir um esboço do gráfico de f e podemos constatar que o mesmo tem um
“salto” em x  2.

x2 1
5) A função f ( x)  não é contínua no ponto x  1, pois a função dada não é
x 1
definida no ponto especificado. Graficamente, temos:
 x 2 1
 , se x  1
6) A função g ( x)   x  1 também não é contínua no ponto x  1, pois:
1, se x  1

 g (1)  1 .

 Limites laterais:
( x 2  1) ( x  1)  ( x  1)
lim g ( x)  lim  lim  lim ( x  1)  1  1  2
x 1 x 1 x 1 x 1 ( x  1) x 1

e
( x 2  1) ( x  1)  ( x  1)
lim g ( x)  lim  lim  lim ( x  1)  1  1  2
x 1 x 1 x 1 x 1 ( x  1) x 1

Como lim g ( x )  lim g ( x)   lim g ( x) e lim g ( x )  2 .


x 1 x1 x1 x 1

 lim g ( x)  2  1  g (2)
x 1

Portanto, como não foi satisfeita a terceira condição, a função dada não é contínua no ponto
especificado, como confirma o gráfico a seguir:
 4 x, se x  0

Verificar os possíveis pontos de descontinuidade da função f ( x)  2x  x 2 , se 0  x  3 .
2x  9, se x  3

Solução: Da definição de f, os prováveis pontos de descontinuidade são x  0 e x  3.

Pelo esboço do gráfico de f, verificamos as condições de continuidade para o ponto x  0,


assim:
 f (0)  2  0  0 2  0  0  0.

 Limites laterais:

lim f ( x)  lim (4 x)  0 e lim f ( x)  lim (2 x  x 2 )  0


x 0  x 0 x 0 x 0

Como xlim f ( x)  lim f ( x)   lim f ( x) e lim f ( x)  0 .


0  x 0 x0 x 0

 lim f ( x)  f (0)
x 0

Logo, como lim f ( x)  f (0) a função é contínua em x  0.


x 0

Da mesma forma, pelo esboço do gráfico de f, verificamos as condições de continuidade


para o ponto x  3, assim:
 f (3)  2  3  3 2  6  9  3.

 Limites laterais:
lim f ( x)  lim (2 x  x 2 )  2  3  32  6  9  3
x 3 x 3

e
lim f ( x)  lim (2 x  9)  2  3  9  6  9  3
x 3 x 3

Como xlim f ( x)  lim f ( x)   lim f ( x) e lim f ( x)  3 .


3 x 3 x3 x 3

 lim f ( x)  f (3)
x 3

Logo, como lim f ( x)  f (3) a função é contínua em x  3.


x 3

Portanto, uma vez que nos pontos de provável descontinuidade, verificamos que a função f
é contínua, concluímos que f é contínua para todo x real, e vemos que seu gráfico não tem
qualquer tipo de salto ou interrupção.

2.9 Limites de funções exponenciais


O Número “e”.
No estudo dos logaritmos (ensino médio ou antigo segundo grau) já nos referimos ao
número e. Esse número é a base do sistema de logaritmos naturais ou neperianos. O número
e pode ser obtido por meio de uma sucessão notável (sucessão de Euler), cujo termo geral
é:

n
 1
a n  1  
 n

Tomando alguns valores naturais, para exemplificar, temos:

1
 1
 n  1  a1  1    2
 1
2
 1
 n  2  a 2  1    2,25
 2
3
 1
 n  3  a3  1    2,37037037...
 3
5
 1
 n  5  a5  1    2,48832
 5
10
 1
 n  10  a10  1    2,59374246...
 10 
100
 1 
 n  100  a100  1    2,704813829...
 100 
1.000
 1 
 n  1.000  a1.000  1    2,716923932...
 1.000 
10.000
 1 
 n  10.000  a10.000  1    2,718145927...
 10.000 
100.000
 1 
 n  100.000  a100.000  1    2,71818268237... , e assim por diante
 100.000 
(and so on...).
...

 n    an  e , ou seja:

Notamos que aumentando o valor de n, infinitamente, an tende ao valor aproximado de


2,718182..., ou ainda:
x
 1
lim 1    e  2,7182818284590...
x 
 x

2.9.1 Limite Exponencial Fundamental

x
 1
Teorema: lim 1    e  2,718281828.......
x
 x
Lembre-se: O número “e” é irracional.
Dois limites podem ser obtidos como consequência do limite exponencial fundamental.

1
 Primeira Consequência: lim 1  x  x
e
x0

1 1
De fato, fazendo u    x , e observando que quando x  0  u   , ficamos
x u
com:

1 u
 1
lim 1  x  x
 lim 1    e
x 0 u 
 u

que é o próprio limite exponencial fundamental.

ex  1
 Segunda Consequência: lim 1
x0 x

Fazendo e x  1  u  e x  u  1  x  ln(u  1) , e é evidente que quando x  0, u  0. Daí,

   
 ex 1   u   1   1 
lim    lim    lim    lim  
x 0
 x  u 0  ln (u  1)  u 0  1  ln(u  1)  u 0 1
 ln(u  1) u 
   
 u 

1 1 1 1
    1
 1
   1
 ln e 1
lim  ln(1  u) u 
 ln lim  (1  u) u 
u 0  u 0  
    
Exemplos:

1) Calcule lim 1  kx  , k  * .
x

x 0

Solução: Podemos escrever:


k
 kx 
1 k 1

1  kx   1  kx   1  kx  
x kx

 

Fazendo kx  u, resulta que se x  0  u  0 portanto, ficamos com:

1 k
 1

lim 1  kx   lim 1  u  u   e k
x

x 0 u 0
 
ln x
2) Calcule lim .
x1 x 1
Solução: Façamos u  x  1  x  u  1.

Quando x  1  u  0, logo:

 ln x   ln (u  1)  1   1
  1

       u 
   u 
lim 
x 1 x  1

 lim
 u 0 

u
 lim
 u 0  u
ln (u 1)  lim
 u 0 
ln (u 1)  ln lim
 u 0 (u 1)   ln e  1.
  

2.10 Limites de funções trigonométricas

sen x
Teorema: Limite Trigonométrico Fundamental: lim 1
x0 x
Uma demonstração: No círculo trigonométrico (o raio é a unidade), seja ÂM um arco de


x radianos, com 0  x  . Na figura a seguir: x  Aˆ M , sen x  PM e tg x  AT .
2
Lembre-se:
1
 A   Base  Altura
2

1
 ASetor   ( Raio) 2  Arco
2

Observe que o triângulo oAM está contido no setor circular oAM , o qual por sua vez está
contido no triângulo oAT .
Assim, podemos afirmar que:
área  oAM  área setor oAM  área  oAT
isto é:
1 1 1
 oA  PM   (oA) 2  x   oA  AT
2 2 2
Mas,
oA  1
Logo:
PM  x  AT
ou,
sen x  x  tg x
Dividindo termo a termo por sen x, temos:

sen x x tg x x 1
  1 
sen x sen x sen x sen x cos x

Tomando os inversos e invertendo a desigualdade, ficamos com:


sen x sen x
1  cos x  cos x  1
x x
Sabemos que, quando x  0, cos x  1.

sen x
Então, para x tendendo a zero, permanece entre cos x e 1
x

E, portanto:
sen x
lim 1 (c.q.d)
x 0 x
A seguir, construímos um quadro para confirmar o que acabamos de demonstrar:

x (em radianos) sen x


f ( x) 
x
 2,0 0,4546
 1,0 0,8414
 0,5 0,9588
 0,2 0,9933
 0,1 0,9983
 0,001 0,9999
... ...
x 0 f(x)  1
sen x
Assim, quando x 0 (em radianos), temos que: f(x)  1, ou seja, lim  1.
x 0 x
Exemplos:
x
1) Calcule lim .
x0 sen x

x 1 1 1
lim  lim   1
Solução: x 0 sen x x 0 sen x sen x 1
lim
x x 0 x
tg x
2) Calcule lim .
x0 x
Solução:
sen x
tg x cos x  sen x 1   sen x 1  sen x 1 1
lim  lim  lim     lim     lim  lim  1  1
x 0 x x 0 x x 0 cos x x
  x 0  x cos x  x 0 x x 0 cos x 1

sen 3 x sen u
3) lim  lim  1.
x 0 3x u 0 u
Nota: u  3 x, x  0  u  0

sen kx sen u
4) lim  lim  1,  k  * .
x 0 kx u  0 u
Nota: u  kx, x  0  u  0

sen 2 x sen x sen x


5) lim 2
 lim   1.
x 0 x x 0 x x

1  cos x
6) Calcule lim .
x 0 x
Solução:

1  cos x  (1  cos x) (1  cos x)   (1  cos2 x)   sen 2 x 


lim  lim     lim    lim  
x 0 x x 0
 x (1  cos x)  x0  x  (1  cos x)  x0  x  (1  cos x) 

 sen x sen x   sen x   sen x  sen 0 0


lim     lim    lim    1   1  1 0  0
x 0
 x 1  cos x  x  0
 x  x  0
 1  cos x  1  cos 0 11

sen 3 x
7) Calcule lim .
x 0 5x
sen 3 x  sen 3 x 3  3  sen 3 x  3 3
Solução: lim  lim      lim    1 
x 0 5x x 0
 3 x 5  5 x 0  3 x  5 5
2.11 Assíntotas horizontais e verticais

Em aplicações práticas, encontramos com muita frequência gráficos que se aproximam de


uma recta a medida que x cresce ( x  +  ) ou decresce (x  ). Veja as Figuras a
seguir:

Essas retas são chamadas assíntotas.

Traçaremos com facilidade um esboço do gráfico de uma função se conhecermos as


assíntotas horizontais e verticais do gráfico, caso elas existam.

 Assíntota Vertical

Dizemos que a reta x  a é uma assíntota vertical do gráfico de f, se pelo menos uma das
afirmações seguintes for verdadeira:

(i ) lim  f ( x )   (ii ) lim  f ( x)   (iii ) lim  f ( x)   (iv) lim  f ( x)  


x a x a xa xa

 Assíntota Horizontal

Dizemos que a reta y  b é uma assíntota horizontal do gráfico de f, se pelo menos uma das
afirmações seguintes for verdadeira:
(i ) lim f ( x)  b (ii ) lim f ( x)  b
x  x 

Exemplos:
5
Seja a função f ( x)  . Encontre a equação das assíntotas horizontais e verticais, se
x 3
elas existirem.
Solução: Primeiramente devemos observar o domínio da função.
5
Verificamos, facilmente que D( f )    {3}. Sendo assim, vamos calcular: lim .
x 3 ( x  3)
Para calcular o limite da função quando x tende a 3 devemos calcular os limites laterais,
assim:

5
Para calcular xlim , fazemos x  3  h, com h  0 , assim temos:
3 ( x  3)

5 5 5 1
lim  lim  lim  5  lim  5    
x 3 ( x  3) h0 (3  h  3) h0 (h) h0 h

5
Por outro lado, para calcular xlim , fazemos x  3  h, com h  0 , assim temos:
3 ( x  3)

5 5 5 1
lim  lim  lim  5  lim  5    
x 3 ( x  3) h0 (3  h  3) h0 h h 0 h

Desta forma, temos:


lim f ( x)   e lim f ( x)  
x  3 x 3

Logo, x  3 é uma Assíntota Vertical da função dada, pois são válidas as afirmações (i) e
(iv).

Agora, vamos determinar a assíntota horizontal, se esta existir.


Para determinar a assíntota horizontal, basta fazer:

5 5
lim f ( x)  lim  lim  0
x  x  x 3 x   x

Logo, y  0 é a assíntota horizontal.

O gráfico da função em estudo está apresentado na figura a seguir:

4
Considere a função f ( x)  3  . Encontre a equação das assíntotas horizontais e/ou
( x  2) 2
verticais, se elas existirem.
Solução:
Primeiramente devemos observar o domínio da função. Verificamos facilmente que
D ( f )    {2}.

4
Sendo assim, vamos calcular lim 3 .
x 2 ( x  2) 2

Para calcular o limite da função quando x tende a 2 (dois) devemos calcular os limites
laterais, assim:
4
Para calcular lim 3 , fazemos x  2  h , com h  0, vamos a:
x2 ( x  2) 2
4 4 4 4 4
lim  3   lim 3   lim 3   lim 3  2  lim 3  lim 2  3     
x 2 ( x  2) 2 h 0 (2  h  2) 2 h 0 (  h) 2 h 0 h h 0 h 0 h

4
Agora para calcular lim 3 , fazemos x  2  h , com h  0 , vamos a:
x 2 ( x  2) 2

4 4 4 4
lim  3   lim 3   lim 3  2  lim 3  lim 2  3     
x 2 ( x  2) 2 h 0 ( 2  h  2) 2 h 0 h h 0 h 0 h

Assim, temos:

lim  f ( x)   e lim  f ( x )  
x2 x 2

Logo x  2 é uma Assíntota Vertical da função dada.

Agora vamos encontrar a assíntota horizontal, se esta existir:

4
Para encontrar a assíntota horizontal, basta calcular lim 3 , ou seja:
x  ( x  2) 2
4 4 4
lim 3   lim 3  2  lim 3  lim 2  3  0  3
x  ( x  2) 2 x   x  4 x  4 x x  x

Logo, y  3 é a assíntota horizontal.


O gráfico da função em estudo está apresentado na figura a seguir:
Conclusão
Feito o trabalho cheguei a conclusão de que:
 Uma primeira aproximação da definição de sucessão, trata-se de listas com uma
infinidade de números, e que, naturalmente nos aparecem por uma certa ordem.
Há alguma linguagem própria das sucessões. Em vez de objecto e imagem, temos
ordem e termo.
 A noção de limite de uma função, e o uso do deste é de fundamental importância na
compreensão e, consequentemente, no desenvolvimento de grande quantidade de tópicos
no campo das ciências que lidam com a Matemática.
O conceito de limite de uma função f é uma das ideias fundamentais que distinguem o
Cálculo da Álgebra e da Trigonometria.
Usamos a palavra limite no nosso cotidiano para indicar, genericamente, um ponto que
pode ser eventualmente atingido, mas que jamais pode ser ultrapassado.
Bibliografia

CAMPOS FERREIRA, J. – Introdução a Analise Matemática, Fundação Calouste


Gulbenkian, 1982.
SARRICO, C. – Função real de variável natural, Gradiva, 1997.
http://www.unificado.com.br/matematica/prof_ale/Progressao_aritmetica1.htm