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CPI – Turma B

Português Jurídico

Aula 01 – 14/02/2019
Professora Alda Valverde

Resumo da professora

Interpretação e estilística do Texto Jurídico I


O que é interpretar? Consiste em uma operação de mediação que consiste em
transformar uma expressão em outra, visando tornar mais compreensível o objeto ao qual a
linguagem se aplica. A interpretação se dá pelo contexto atual, é a interpretação teleológica.

Estratégias e tipos de leitura: de reconhecimento, analítica e crítica; tipologia textual;


coerência: competências necessárias para o seu cálculo; estilística: figuras de palavras;
reestruturação de frases; estudo de caso: sentença.

O QUE É INTERPRETAR?
“Interpretar uma expressão de Direito não é simplesmente tornar claro o respectivo
dizer, abstratamente falando; é sobretudo, revelar o sentido apropriado para a vida real, e
conducente a uma decisão reta.” (MAXIMILIANO, 2006, p. 8)

1- Métodos de interpretação do Direito


Método: “o procedimento a ser adotado no estudo ou na exposição de determinado
tema” (SILVA, De Plácido, 2004, P. 916).

1- Gramatical: Consiste em uma leitura inicial do texto, com o objetivo de determinar o


significado literal e o alcance das palavras, não apenas isoladamente, mas também em
conexão com as demais palavras.
2-Método Sistemático: Objetiva analisar a norma jurídica em consonância com outras
normas diversas, mas referentes ao mesmo objeto. Não admite a análise de uma norma
isolada das demais.
3-Método teleológico: Fixa-se na noção de finalidade ou de utilidade social do Direito para
servir à sociedade. É a utilidade social do Direito que determina sua aplicação. Busca
salvaguardar os fins sociais da lei e o bem comum.
4- Método histórico- evolutivo: Conforme SALEILLES, (...) “a interpretação da lei não deve
ater-se apenas aos antecedentes legislativos e suas condições de nascimento, mas a lei deve
ser adaptada às condições do meio social que lhe proporcionam nova vida. Quando se
adapta a lei às modificações sociais ocasionadas no transcorrer do tempo, seu sentido evolui
paralelamente à sociedade". (Cf. AFTALIÓN, Enrique R.; VILANOVA, José. Introducción al
Derecho. 2. ed. Buenos Aires: Abeledo-Perrot, 1991. p. 284. Tradução livre.)

2- Técnicas de leitura:
1- Leitura de Reconhecimento: Identifica o significado das palavras, associa-as às demais,
analisa todos os elementos “periféricos” do texto como o título, a autoria, a data e o local da
sua publicação. Significado explícito
2- Leitura Analítica: Desmembra o texto em parágrafos, destaca as ideias principais, anota
(na margem ao lado do parágrafo) palavras-chave que o resuma.
3- Leitura Crítica: Explora os implícitos, associa as ideias do texto a outros que tratem do
mesmo assunto, avalia o sentido extraído do texto.

3- Conhecimento da tipologia textual


Quando se tem conhecimento das características de cada tipologia, inicia-se a leitura
com uma expectativa já direcionada do conteúdo que será exposto. Nas peças processuais,
isso facilita o cálculo do sentido.
1- Descrição: Inserida, por exemplo, no relatório da sentença.
2- Narração: É a tipologia utilizada no relatório da sentença, “dos fatos” da petição, etc.
3- Dissertação: expositiva e argumentativa: A argumentação é a tipologia predominante da
Motivação da sentença. Nessa parte, apresentam-se os argumentos que defendem a tese
defendida.
4- Injunção: Identificada no Dispositivo da sentença. Momento em que o juiz expressa sua
decisão de mérito.

Cálculo da coerência textual

1-Informatividade: Grau de informações novas que expressas em um texto. O equilíbrio se


dá conforme a expectativa do emissor a respeito do conhecimento de mundo do receptor.
Deve estar adaptada, também, ao veículo de comunicação em que o texto é transmitido. Um
texto deve ter um grau adequado de informações previsíveis e imprevisíveis. Se você sabe
para quem escreve, pode decidir quais informações e palavras pode incluir ou omitir no
texto.
2- Focalização: Ativa o conhecimento de mundo do receptor, por meio de “pistas”
fornecidas no texto pelo emissor que as apresenta de forma destacada. Essas serão
focalizadas pelo leitor e o ajudarão a extrair o sentido do texto. Foco ou a concentração do
produtor e do leitor do texto em determinada área de interesse, pois isso permite a
apreensão do significado do texto. Ao focar o texto em determinada área de seu interesse, o
leitor ou o produtor do texto, fazem a leitura/produção de acordo com sua visão, seu
propósito, suas vivências, seu conhecimento de mundo etc.
3- Intencionalidade: Expressa como os emissores usam o texto para perseguir e realizar suas
intenções. Os emissores registram “pistas linguísticas” que guiam o receptor na direção da
tese defendida. Tais pistas podem se concretizar por meio de conectores interfrásticos,
modalizadores, operadores argumentativos, etc.
4- Intertextualidade: É a adoção de uma palavra ou ideia, já utilizadas em outro texto, que
reforçam o sentido que o emissor deseja transmitir. Se o receptor identificá-las e conhecer o
seu sentido, terá mais facilidade de interpretar o texto. O sentido de um texto pode
depender, em grande medida, da relação que ele estabelece com outros textos.
5- Aceitabilidade: Construção de um texto, claro (bem ordenado), objetivo, conciso. Além
disso, que o conteúdo seja relevante e verdadeiro. Parte da coerência de um texto é dada
pela participação do leitor ou receptor.
6- Consistência: As ideias são expostas de forma ordenada, seguindo um “fio condutor”.

Estilística do texto jurídico


Segundo Miguel Reale: "Os juristas falam uma linguagem própria e devem ter
orgulho de sua linguagem multimilenar, dignidade que bem poucas ciências podem invocar
(...) antes exige os valores da beleza e da elegância" e devem "ter vaidade da linguagem
jurídica, uma das primeiras a se revestir de forma científica, continuando a ter, desde as
origens, o Direito Romano como fonte exemplar e ponto de referência."
(http://jus.com.br/artigos/12364/atributos-da-linguagem-juridica#ixzz2d832OjiO)

- Características do estilo jurídico:


1- Uso de termos técnicos.
2- Concisão, objetividade, clareza.
3- Na argumentação, emprego de figuras retóricas.
 Retórica, conforme Reboul, “é a arte de persuadir por meio do discurso”. (REBOUL,
Olivier. Introdução à retórica. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins
Fontes, 2000, p. XIV.)

Alguns tipos: as figuras de palavras


1- Comparação: Ex.: “Portanto, modéstia às favas, mais uma vez, este é um voto histórico,
tal como o de vossa excelência, mas esse foi o voto que permitiu que se abrisse essa caixa de
segredos.” (Ministro Gilmar Mendes, Julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer-
junho de 2017)

2- Metáfora (lat. metaphòra,ae 'metáfora', do gr. metaphorá,âs “mudança, transposição”).


Ex.: “A intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro representa um placebo político: não
conduz à cura para a insegurança que se proliferou no Estado. Esta doença produziu uma
metástase cuja reversão exigirá mais do que a presença repressora do exército.” (Parágrafo
extraído de um texto argumentativo.)

3- Alegoria (lat. allegorìa,ae derivado do gr. Allégoría que significa “dizer o outro”):
Conforme AZEREDO (2008, p.485), A alegoria se dá por meio de uma sucessão de
metáforas. Acrescenta que “Por meio da alegoria, ideias ou realidades abstratas ganham
representação concreta, geralmente por meio de narrativas [...]”
Ex.: Uma vez, um sultão poderoso sonhou que havia perdido todos os dentes.
Intrigado, mandou chamar um sábio que o ajudasse a interpretar o sonho. O sábio fez um
ar sombrio e exclamou: "Uma desgraça, Majestade. Os dentes perdidos significam que Vossa
Alteza irá assistir a morte de todos os seus parentes". Extremamente contrariado, o Sultão
mandou aplicar cem chibatadas no sábio agourento. Em seguida, mandou chamar outro
sábio. Este, ao ouvir o sonho, falou com voz excitada: "Vejo uma grande felicidade,
Majestade. Vossa Alteza irá viver mais do que todos os seus parentes". Exultante com a
revelação, o Sultão mandou pagar ao sábio cem moedas de ouro. Um cortesão que assistira
a ambas as cenas vira-se para o segundo sábio e lhe diz: "Não consigo entender. Sua resposta
foi exatamente igual à do primeiro sábio. O outro foi castigado e você foi premiado". Ao que
o segundo sábio respondeu: "a diferença não está no que eu falei, mas em como falei".
Pois assim é. Na vida, não basta ter razão: é preciso saber levar. É possível embrulhar os
nossos pontos de vista em papel áspero e com espinhos, revelando indiferença aos
sentimentos alheios. Mas, sem qualquer sacrifício do seu conteúdo, é possível, também,
embalá-los em papel suave, que revele consideração pelo outro.”
(http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI217918,61044Cinco+licoes+sobre+a+vida+
e+o+Direito+por+ministro+Barroso)

4- Símbolo – tipo de metáfora: Ex.: “É o Juiz entre a cruz e a espada. De um lado, a


consciência, a fé cristã, a compreensão do mundo, a utopia da Justiça… Do outro lado, a
Lei.”

5- Personificação – tipo de metáfora: Ex. O Juiz, de sua vez, deve ser a “boca da Lei.”

6- Metonímia (gr. metónumía,as 'emprego de um nome por outro', pelo lat. metonymìa,ae).
Ex.: Art. 16. CPP: O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à
autoridade policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da
denúncia.

7- Antonomásia – (tipo de metonímia-gr. antonomasía,as através do lat. antonomasìa, em


retórica 'nome que nada tinha que ver, morficamente, com o nome a que se juntava ou a que
substituía'). Refere-se, apenas, a nomes próprios. “Pode ter intuito descritivo, laudatório,
pejorativo, eufêmico ou irônico.” (AZEREDO, 2008, p.487). Ex.: “B.S.S é surdo e mudo, tem
21 anos e é conhecido em Coité como “Mudinho.” (Processo Número1863657-4/2008 Autor:
Ministério Público Estadual, Réu: B.S.S). Ex.: O Divino Mestre morreu para nos salvar.

8- Perífrase - (tipo de metonímia): Assemelha-se à antonomásia, só que se refere, também, a


nomes comuns. Ex.: As pessoas que tudo querem (os gananciosos) nada conseguem.

9- Diáfora ou antanáclase – uma espécie de trocadilho. Ex.: “Dois anos depois da tragédia,
o que as empresas querem de novo é menos custos, mesmo que à custa de mais riscos para
o país e seu meio ambiente.”(Míriam Leitão, Jornal O Globo, 9 ago. 2017- sobre o desastre
ambiental em Mariana.)

Aula 02 – 15/02/2019
Professora

Linguagem – Gramática
Sintaxe de concordância verbal
O português vem do latim vulgar, língua falada pelos soldados romanos. O latim
tinha a característica de terminar as palavras com uma desinência que identificava a posição
e o sentido da palavra na frase.
Com os pobres falando a língua sem conhecimento, as desinências se perderam e
fixou-se uma ordem para melhor entendimento: sujeito, verbo, objeto.
O primeiro elemento de uma oração é o sujeito, o segundo é o verbo, o terceiro é o
complemento do verbo. Podendo também, por último, haver um acessório. Esses elementos
essenciais da oração não podem ser separados por vírgula.
O importante para a concordância é a relação entre o sujeito e o verbo. O verbo deve
concordar em número e pessoa com o sujeito.
Sujeito pode ser:
 Simples: possui um núcleo. Quem está nesse núcleo é o substantivo. Pode ser
um verbo, desde que este verbo tenha uma formatação de substantivo,
ganhando status de coisa. Se tem um núcleo, o verbo será no singular. A
quantidade de núcleo vai indicar a variação do verbo. Pode ser também
pronomes pessoais do caso reto, que substituem o substantivo. Para usar
palavras que não são substantivos como sujeito, deve-se substantivar a
palavra por meio do uso de artigo.
 Composto: mais de um núcleo, verbo no plural.
 Desinencial (oculto): não está presente, mas sabe-se de sua presença pela
desinência do verbo. Ex.: fomos ao teatro, o sujeito que não está escrito é “nós”.
 Indeterminado: existe, mas não está escrito e nem é o desinencial. “Eu, tu, nós
e vós” são encontrados na desinência (sujeito desinencial). “Ele e eles” são
encontrados na desinência do verbo de 3ª pessoa, sendo sujeito
indeterminado. Ex.: fala-se de você ou falam de você.
 Oração sem sujeito: quando se fala de fenômenos da natureza. Ou quando o
verbo haver ou fazer estão fora do sentido original, o verbo “haver” indicando
“existir”, ou o verbo fazer no sentido de tempo (que só pode aparecer no
singular, nesse caso).

- sujeito simples:
Quando o sujeito simples termina em “s” indicando plural: a concordância é
ideológica. Se indicam um único núcleo, o verbo deve ser no singular. Ex.: EUA, Campo dos
Goytacazes, Países Baixos. Ex.: EUA é um país américa. Se colocar um artigo na frente do
sujeito, o verbo deve concordar com o artigo. Ex.: Os EUA são um país americano.
Sujeito como pronome de tratamento: o “tu” deveria ser usado como vocativo, mas é
usado o pronome de tratamento “você”, assim, o verbo deve concordar com o pronome e
aparecer na terceira pessoa do singular. O pronome de tratamento sempre leva o verbo para
a terceira pessoa do singular. Ex.: Vossa Excelência aceita um café (falando com alguém, a
pessoa toma posição de “tu”). Mas se usar um pronome obliquo depois do verbo, o pronome
deve ser de segunda pessoa, ex.: Você vai embora cedo? Mais tarde quero falar contigo.
- sujeito composto:
No sujeito composto unido por “e” (conjunção que une orações ou termos iguais), o
verbo fica no plural. Ex.: O técnico e o jogador chegaram. No sujeito composto unido por
“ou” o verbo fica no singular. Ex.: O jogador ou o técnico chegou.
Às vezes, o “ou” acaba tendo sentido de “e”, é o sujeito composto com repetição de
“ou”, o verbo deve ficar no plural, pois perde o sentido de alternativa e ganha o sentido de
inclusão. Ex.: Bahia, ou Floripa, ou Rio, ou Minas são opções de carnaval.
Sujeito composto na ordem indireta:
Ex.: Chegaram o técnico e o jogador. Na assertiva, o sujeito é composto unido pela
conjunção “e”. Logo o sentido é de adição e o verbo vai para o plural, ainda que na ordem
indireta.
Ex.: Dos integrantes do time, chegou o técnico e o jogador. Na inversão pode fazer
concordância atrativa. Na assertiva, a gramática permite a concordância atrativa do verbo e
o primeiro núcleo do sujeito.
No sujeito composto resumido num pronome indefinido, o verbo concorda com o
pronome, não mais com os sujeitos iniciais. Ex.: Juca, Caio e João, ninguém fez nada. Ex.:
Cinema, teatro, esporte, nada lhe interessa. O “lhe” se significa “ a ele”, para usar pro nome
do caso reto, o verbo deve ter preposição, só pode usar depois do verbo se tiver uma
preposição antes (verbo transitivo indireto).
No sujeito composto formado por pessoas diferentes do discurso verbal:
 Eu e tu, o eu manda: Eu e tu vamos no jogo. Primeira pessoaa do singular se
transforma em primeira pessoa do plural.
 Tu (você) e outras pessoas, o tu (você) prevalece. Tu e ele ides ao jogo. Segunda
pessoa do singular se transforma em segunda pessoa do plural, mas a
gramatica permite que se transforme em terceira pessoa do plural, ex.: Tu e ele
vão ao jogo.
Sujeito composto com núcleos ligados por “com”, o verbo vai para o plural
exatamente como se fosse com a conjunção “e”. Ex.: O pai com o filho prepararam o jantar.
Mas a gramática permite que possa ser no singular, é uma concordância ideológica. Ex.: O
pai com o filho preparou o jantar.

- sujeito com núcleo coletivo: o verbo fica no singular. Ex.: o arquipélago de Fernando de
Noronha é o mais visitado. Uma quadrilha assaltou um banco.

- sujeito com a expressão “a maioria”:


 Tem a mesma ideia do coletivo, mas o que vai comandar é o fato de estar escrita no
singular. Ex.: A maioria veio. A maioria chegou atrasada.
 Quando vem ao lado de uma especificação no plural, a gramática permite a
concordância com a expressão ou com a especificação no plural. Ex.: A maioria dos
alunos chegou ou A maioria dos alunos chegaram.
 Elipse: Os alunos da EMERJ estão em sala. A maioria chegou. // Os alunos da EMER
estão em sala. A maioria deles chegaram ou A maioria deles chegou.
- sujeito com a expressão “a metade”: metade é um numeral fracionário que indica ½. A
regra é a mesma da expressão “ a maioria”.
 A metade dos alunos chegou// A metade dos alunos chegaram.
 A metade chegou.

- sujeitos com a expressão “parte de”.


Parte dos alunos foi à palestra (ou foram)

- sujeito com a expresso “mais de um” ou “mais de dois”: quem manda na concordância é
o numeral. Ex.: Mais de um aluno foi à palestra. Mais de dois alunos foram à palestra.
A exceção é no caso de reciprocidade, ou quando houver repetição. Na repetição, as
expressões se somam e formam o plural. Ex.: mais de um aluno, mais de um professor foram
à palestra. Na reciprocidade, usa o plural. Ex.: mais de um jogador agrediram-se.

OBS: regra do numeral: abaixo de 2 se usa o singular. Ex.: 1,99% da população votou.

Pronome: modifica o substantivo e deve concordar com ele.


- substantivo: quando substitui o substantivo. Pode ser:
 Pessoal: reto, obliquo, tratamento
 Interrogativo: quando o pronome relativo vem na frente ao fazer uma pergunta
 Relativo
- adjetivo:
 Possessivo
 Demonstrativo
 Indefinido (não confundir com advérbio)

- sujeito quando é pronome indefinido: se o pronome varia, o nome vai para o plural, se não
varia, fica no singular.
Ex.: Algum de nós vai à palestra?
Alguns de vocês vão à palestra?

- sujeito quando é pronome relativo “que” ou “quem”: no casso do “que”, quem manda é o
termo antecedente. No caso do “quem”, ele que manda, fica sempre no singular.
Ex.: Fui eu que vi o OVNI. Fostes vós que vistes o OVNI.
Fui eu quem viu o OVNI. Fostes vós quem viu o OVNI. Fomos nós quem viu o
OVNI. Foram eles quem viu o OVNI.

- sujeito como sujeito da passiva: tem-se sujeito indeterminado representado pela partícula
“se’ e o sujeito da passiva, também representado pelo “se”
Ex.: alguém fala de você. O sujeito é “alguém”
Fala-se de você. Sujeito indeterminado, o sujeito é o “se”, o verbo transitivo indireto
sempre será no singular. O “se” é partícula de indeterminação do sujeito.
Conserta-se sapato. Agente da passiva. O sujeito é “sapato”, o verbo transitivo direto
vai para o plural quando concordar com o sujeito. O “se” é partícula apassivadora.

- sujeito quando é verbo transformado em substantivo: é o sujeito oracional, que pode ser
verbo solitário ou uma oração inteira. O verbo deve sempre ser no singular. Ex.: Correr faz
bem. Correr diariamente faz bem. Preencher os formulários ainda falta.

- verbos “dar e bater”: se vier com uma expressão na frente, o sujeito vai ser simples e o
verbo vai ser no singular, ex.: O relógio deu três horas. Mas se o verbo vier na frente, vai
concordar com o numeral, ex.: Bateram três horas no relógio.

- haja vista é invariável

- o verbo “ser” é de ligação, quem manda é a pessoa, sempre tem preferencia à coisa, mesmo
quando tem predicativo do sujeito.
 Numeral: passou de um, o verbo deverá ir para o plural. Agora é meio dia/ meia-
noite. Agora são onze horas. Hoje são 15. Hoje é dia 15. Os alunos são sessenta.
 Pessoa X coisa: o verbo vai concordar com a pessoa, estando no sujeito ou no
predicativo. Ex.: Os alunos são ouro. Maria é flores. Flores é Maria.

- quando o sujeito é expressão “tudo”: o verbo pode concordar com a expressão “tudo” ou
com coisa, pois não tem pessoa concorrendo com coisa. Ex.: Flores são tudo! Flores é tudo!
Tudo são flores. Tudo é flores.

Exercícios de prova:

O direito líquido e certo, como pressuposto para verificação de requisitos legais,


PREVALECEM na aposentadoria. Sujeito: direito líquido e certo (1 núcleo com dois
adjetivos). O verbo deveria vir no singular. Verifica-se um erro de concordância verbal entre
o sujeito direito líquido e certo que ficou afastado por um aposto.

Os dois filhos de Francisco que vieram ao Rio ontem, apesar da chuva que caiu, FEZ
com que a mídia se movimentasse no aeroporto. Sujeito: dois filhos de Francisco. O verbo
devia ser no plural. Houve um erro de concordância verbal, sendo certo que o núcleo é “dois
filhos de Francisco”, n plural, então o verbo deveria vir no plural.

Aula 03 – 18/02/2019
Professor Agostinho Dias Carneiro
Tema 03 e 04: Tópicos de Redação Jurídica I - Estudos de casos em peças jurídicas;
apresentação dos tipos textuais: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção;
estudo do parágrafo: tópico e desenvolvimento (classificação); adequação dos tempos
verbais.
Deu folha para acompanhar
Aula 04 – 19/02/2019
Professor Luiz Carlos Cassano Junior
Tema 09 e 10: Processo decisório e aspectos psico-lingüísticos I

Decisão e comunicação I
Desenvolver uma atitude crítica que mantém a comunicação com complexidade do
real e garante melhor qualidade nas decisões.

Tópicos:
 Introdução
 A busca da certeza
 A realidade como estrutura aberta
 A racionalidade humana
 Diálogo com a realidade

Introdução

Qualidade da decisão

Atitudes
Conhecimentos

Competência

Habilidades

Competência no sentido de ser capaz de, ser capaz para, ter as condições necessárias
para a prática. O conhecimento é uma consequência da competência.
A habilidade vem com a prática.
A atitude tem a ver com os seus valores, sus crenças, seu posicionamento pessoal
diante de alguma coisa. a atitude é subjetiva. Não é necessariamente visível. A atitude
permite uma certa resistência em uma condição adversa.

Situação >> Decisão


>> Percepção
>> Pensamento
Linguagem
A busca pela certeza
O desejo de conhecer a verdade é bastante antigo, essa ambição sobre ter certeza do
que é verdade e não é vem de tempos antigos.
Descartes diz que seria possível alcançar o alicerce da verdade e, sobre ele, seria
possível construir os demais conhecimentos. A base do entendimento era o costume, a
autoridade, que eram presumidos verdadeiros mesmo que se tivesse dúvidas. Descartes faz
uma mudança de pensamento e diz que tudo que houvesse dúvida seria descartado como
conhecimento.
Para Descartes, já que a percepção engana, nos resta o pensamento. Só de uma coisa
não se pode duvidar, que é da capacidade de duvidar. Pensar é uma atitude inquestionável,
se eu penso, logo existo.
Para Husserl, a visão é um resultado da subjetividade. O real e objetivo é o que
coletivamente a gente acredita que é real.

Razão e decisão

Razão e intuição

Aula 05 – 20/02/2019
Professor
Tema 07:
Tema 08:

Argumentar, convencer e persuadir


O núcleo dessa trilogia é o “convencer”, que é o objetivo final d argumentação e da
persuasão. O auditório (vocábulo técnico para interlocutor) é o destinatário final de
argumentar e persuadir.
Expor ideias não é argumentar e nem persuadir, só é a apresentação de ideias sem
que leve em consideração a mudança de opinião de pessoas. O processo de exposição é
unilateral, o único compromisso é colocar para fora as ideias.
Na argumentação e persuasão tem uma ligação direta com o auditório, senão vira
exposição de ideias.
A demonstração é um discurso racional e científico, dificilmente empregado no ramo
jurídico. Também não pode ser confundido com argumentação e persuasão. Serve para as
ciências exatas. Pode ser necessária ou não, quando deixa de ser necessária é porque a
afirmação que é feita constitui um axioma, que é uma verdade que dispensa comprovação
e demonstração, encontra seu aspecto de verdade na própria experiencia humana.
Fora do campo dos axiomas, é necessário convencer o auditório por meio de dois
mecanismos: argumentar e persuadir.

- Argumentação:
É uma organização lógica de argumentos formais, ou seja, existem argumentos
formais (que são objetivos, claros e explícitos). É fundamental que os argumentos sejam
apresentados de maneira completamente clara para o auditório, no há nada de subjetivo e
subliminar. É um jogo completamente limpo, as ideias são apresentadas com o objetivo claro
de convencimento.
Para que esse convencimento aconteça é preciso estabelecer um pacto argumentativo,
que é a disposição que o auditório tem de ser convencido, o auditório está aberto a aceitar
uma estruturação de pensamento que leve a alteração de posição.
Em algumas situações esse pacto argumentativo é pré construído, o que não significa
que é suficiente para o convencimento, pois é necessário agregar elementos.
Na sentença do juiz já existe um pacto pré construído, pois se procura a sentença pra
saber o que foi decidido pelo juiz, que é alguém que tem o papel de dizer a verdade. Mas
não quer dizer que sempre haja uma concordância com a sentença. O processo
argumentativo não leva necessariamente ao convencimento, a ideia é manter o vínculo e a
atenção do auditório, mantendo o pacto argumentativo ativo. O convencimento é
individual.

Convicção X Crença: convicção é tudo que você consegue comprovar com argumentos
sólidos, coerentes, objetivos, claros, racionais, caso contrário é crença. No cenário atual,
muitas pessoas são levadas por crenças, não tendo argumentos sólidos para embasar seus
pensamentos, é um reflexo da incapacidade intelectual do povo.
O judiciário precisa, por meio da sentença, alcançar a noção do “acesso ao judiciário”.
O problema do judiciário não é apenas morosidade, mas é a crise de representatividade,
pois é um órgão não eleito, ficando distante da sociedade. O melhor mecanismo para
contornar o problema é transformar a linguagem do judiciário para uma linguagem
acessível ao homem comum, simplificando a linguagem jurídica. Outro aspecto social, não
exclusivo do Judiciário, é a representatividade do povo em questões de etnia.

A organização argumentativa vai depender da manutenção do pacto argumentativo


que é a aceitação possível do auditório de vir a se convencer. O auditório pode ser particular
ou universal. O universal é toda a sociedade, o particular é um grupo desse auditório
universal com um traço distintivo. O auditório particular não exclui o universal, é parte
dele.
Quando se trata de qualquer tema que precise ser tratado pela via da argumentação
é porque esse tema, naturalmente, admite opiniões diversas. O auditório vai ser bastante
variado, a argumentação deve ser para todos, deve ser escrito de maneira a alcançar a todos,
deve-se construir e manter o pacto argumentativo. Para isso não se pode iniciar um texto de
maneira contrária a opinião do próprio auditório, pois afasta uma parcela do auditório,
destruindo o pacto argumentativo. Deve-se construir o texto para cativar o leitor
primeiramente, mesmo que seja opositor da ideia do texto e descorde no final (o
convencimento não é obrigatório no processo argumentativo)

- Persuasão:
Não há argumentos formais, os argumentos fazem parte da argumentação. Se a
persuasão não traz argumentos, como se chega no convencimento? A persuasão é um
mecanismo subjetivo de fazer a ideia fundar-se dentro do auditório, sem que ele se dê conta
disso. É um mecanismo implícito, não estabelece uma relação de que vai apresentar ideias
claras, o auditório acha que chegou a ideia sozinho, mas o orador que plantou a ideia.
A persuasão não é um mecanismo enganoso, é um mecanismo que pode empregar
falácias (ameaças). Qualquer um do povo pode empregar a persuasão e seus elementos
falaciosos, é uma forma de convencimento imediata. Esse discurso não pode ser utilizado
por juízes na fundamentação das sentenças. É arma do advogado, mas o juiz não pode usar
falácias. Mas o juiz pode trazer mecanismos persuasivos de maneira auxiliar para
potencializar o convencimento.
Na persuasão não há pacto argumentativo. A ideia é não deixar claro o processo de
convencimento, deve-se encontrar mecanismos para levar o outro a perceber a ideia que eu
quero que ele tenha. Não é um jogo claro, aproxima-se de um jogo de sedução, um está
tentando levar o outro a aderir uma ideia. O processo de convencimento é um processo de
adesão à ideia.
Esse processo de adesão não vem com argumentos, são utilizados mecanismos
persuasivos para convencer o auditório. A fundamentação da sentença pode agregar
convencimento usando elementos persuasivos. Ex.: ao invés de falar que o marido agrediu
a ex esposa, fala que o marido agrediu a mãe de seus filhos. É uma escolha de linguagem
que pode favorecer a adesão do auditório.
Em síntese, a argumentação e a persuasão têm como objetivo de convencimento. Na
argumentação o convencimento é feito por meio de argumentos formais organizados
logicamente, pressupondo a concatenação de ideias (ideia, que puxa ideia, que puxa ideia).
Na persuasão não há necessidade de argumentos, utiliza-se mecanismos subjetivos para
levar o auditório a pensar que ele mesmo criou a ideia, achar que passou a pensar diferente,
com isso, não há pacto argumentativo, há um jogo de sedução para levar o outro a aderir a
minha ideia. Na persuasão, é mais adequado que o auditório seja particular ou
particularíssimo (pessoa que já conhecemos), pois a adesão é mais fácil. Contudo o auditório
de qualquer sentença é o auditório universal, o juiz não escreve apenas para as partes, mas
para toda a sociedade.
No processo de construir um esforço para o auditório universal pode-se agregar
elementos de persuasão, mas esses elementos nunca vão substituir os argumentos formais.
A ideia de empregar metáforas na sentença é admitida, mas sempre de maneira auxiliar,
agregando um teor subjetivo à sentença, são mecanismos de persuasão, não podem
constituir o cerne da questão. A utilização de metáforas na sentença é para o respeito ao
auditório universal, reforçando o pacto argumentativo.

Competência linguística e discursiva


A competência linguística é a excelência do conhecimento gramatical, a discursiva é
a capacidade de organizar textos, concatenando ideias.
A competência linguística e discursiva funciona como argumento oculto, está num
aspecto intermediário entre a argumentação e a persuasão. É, na verdade, um mecanismo
persuasivo tão forte que ganha um valor de argumento. Funciona como argumento pela
experiência humana.
Textos bem escritos e falas bem feitas mantém o pacto argumentativo, impede que o
pacto se destrua ao longo do discurso.
São mecanismos de construção do pacto que dependem de outro mecanismo ligado
à persuasão, que nos remete à Aristóteles. Aristóteles, na ideia de aceitação do pacto
argumentativo, fala em logos, ethos, pathos.
Para haver o convencimento perfeito, o orador vai conseguir a adesão do auditório
quando denota logos, que é conhecimento. Deve conhecer o assunto para ter credibilidade.
Isso ocorre no aspecto do conhecimento profundo até o domínio de um vocabulário técnico.
Ethos é a ética, é o conjunto de valores que estão ali expressados, que correspondem
aos valores da sociedade. O discurso deve alcançar valores éticos e morais de acordo com o
auditório.
Pathos é extremamente importante na lógica do argumento oculto. É a essência
individual humana, é o que cada um traz da sua essência humana. Tem a ver com a questão
de apresentação, a maneira como o orador se apresenta perante ao auditório, tem a ver com
a postura, tem a ver com a ideia de autoridade. Pathos pode ser agregado ao discurso, ainda
que seja mecanismo falacioso.

Lei Complementar 95/98


Traz as normas de como o legislativo deve compor as leis, incluindo os atos
normativos do executivo e do judiciário.
Tem o objetivo que a linguagem seja única para todos, garantir o cumprimento do
que quis dizer o legislador.
O art. 11 garante o que a lei pode e não pode fazer em termos de linguagem,
estabelece regras de clareza, precisão e ordem lógica. Clareza e precisão são pontos
fundamentais a serem incorporados ao discurso.
O manual da presidência traz as normas de linguagem para o poder executivo, mas
também é utilizado como norteador da escrita do judiciário, assim como a LC 95/98. O
judiciário carece de uma orientação de linguagem em nome dessa adequação da linguagem
ao cidadão.

Art. 11. As disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica,
observadas, para esse propósito, as seguintes normas:

I - para a obtenção de clareza:


a) usar as palavras e as expressões em seu sentido comum, salvo quando a norma versar
sobre assunto técnico, hipótese em que se empregará a nomenclatura própria da área em
que se esteja legislando;
 Para elaboração de leis não pode haver metáforas. Para o judiciário, pode haver
metáforas com reservas, desde que seja complementar, acessória, nunca substitutiva.
 As palavras devem ser usadas em seu sentido real, caso contrário dificultaria o acesso
do cidadão comum. Ex.: vislumbrar, que significa “o que você mal”, é emprega de
maneira incorreta, indicando certeza. No direito, o verbo vislumbrar só fará sentido
em sentenças negativas. Outro exemplo é a palavra inconteste, que significa inválido
(conteste significa válido), mas as pessoas usam como incontestável. A palavra eivar
é utilizado como “está cheio”, mas o sentido real é aquilo que destrói, macha.
 A sociedade utiliza o vício contemporâneo usar X utilizar. Usar é no sentido real da
coisa, empregando o emprego natural do objeto. Utilizar é empregar um emprego
diverso do natural. Ex.: usar a caneta para escrever e utilizar a caneta para coçar o
ouvido.
 Alegar X arguir: alegar é trazer algo novo, deve ser utilizada para questões de mérito.
Arguir é questionar o que já existe, deve ser utilizada para questões processuais (que
são as preliminares). Assim, a expressão “alegações finais” não faz sentido.
b) usar frases curtas e concisas;
 Faça frases curtas e em começo de parágrafo.
c) construir as orações na ordem direta, evitando preciosismo, neologismo e adjetivações
dispensáveis;
 Sujeito, verbos, complementos ao final: ordem direta.
 Preciosismo é a escolha de palavras antigas e rebuscadas que poucos vão reconhecer.
O latinismo pode ser mantido em termos técnicos, explicando o seu significado.
 Neologismo é a criação de vocábulos, é o papel da literatura, não é o papel do direito.
 Toda adjetivação de caráter impressionista é indispensável. O discurso do advogado
pode vir carregado de impressionismo, mas o do juiz não.
d) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto das normas legais, dando
preferência ao tempo presente ou ao futuro simples do presente;
 Nas sentenças, todos os atos processuais estão no presente. Todos os fatos originais
comprovados estão no passado ou futuro do pretérito (condição), quando o fato
depender de avaliação. Ex.: O autor alega que contraiu obrigação com a instituição
financeira e teria sido ludibriado no momento da contratação.
e) usar os recursos de pontuação de forma judiciosa, evitando os abusos de caráter estilístico;

II - para a obtenção de precisão:


a) articular a linguagem, técnica ou comum, de modo a ensejar perfeita compreensão do
objetivo da lei e a permitir que seu texto evidencie com clareza o conteúdo e o alcance que
o legislador pretende dar à norma;
 A sentença deve ser clara em relação aos argumentos utilizados na fundamentação.
b) expressar a ideia, quando repetida no texto, por meio das mesmas palavras, evitando o
emprego de sinonímia com propósito meramente estilístico;
 Deve separar o vocabulário técnico, que não tem sinônimo e o resto das palavras. O
vocabulário técnico não muda, não tem sinônimo. O CPC diz que a primeira peça
petição inicial, não deve ser utilizada as expressões exordial, peça vestibular, etc.
c) evitar o emprego de expressão ou palavra que confira duplo sentido ao texto;
d) escolher termos que tenham o mesmo sentido e significado na maior parte do território
nacional, evitando o uso de expressões locais ou regionais;
e) usar apenas siglas consagradas pelo uso, observado o princípio de que a primeira
referência no texto seja acompanhada de explicitação de seu significado;
 As siglas dispensam o ponto, as abreviaturas precisam do ponto.
f) grafar por extenso quaisquer referências a números e percentuais, exceto data, número de
lei e nos casos em que houver prejuízo para a compreensão do texto;
g) indicar, expressamente o dispositivo objeto de remissão, em vez de usar as expressões
‘anterior’, ‘seguinte’ ou equivalentes;

Manual de elaboração de textos do Senado (1999)

Manual da presidência da república (2018): o que será importante para a prova é o item 12,
que traz homônimos e parônimos.

Três questões na prova:

1- Parte A e B
2- Gramática
3- Técnica de enquadramento

A técnica de enquadramento é usar o argumento mais importante do opositor,


planificando o auditório universal, que possui opiniões diversas. Ex.: Dona Fulana furta
uma garrafa de vodca. Para planificar o auditório, e amaciar a opinião, eu começo dizendo
que a OMS considera o alcoolismo como doença, para depois entrar com o argumento da
insignificância.
Outro exemplo seria a questão do aborto. Para ser a favor e cativar o auditório, pode-se
começar falando de vida e liberdade e depois dizer que a mulher livre e cidadã, com o direito
a vida, deve ter a liberdade de escolher fazer ou não um aborto. Usa o direito a vida para
ser a favor do aborto.