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Auditoria p/ Receita Federal

Teoria e exercícios comentados


Prof. Claudenir Brito e Prof. Rodrigo Fontenelle – Aula 04

AULA 04: Amostragem. Testes em Áreas Específicas


das Demonstrações Contábeis.
SUMÁRIO PÁGINA
Introdução 1
1. Amostragem 2
2. NBC TA 530 5
3. Testes em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis 31
Questões comentadas durante a aula 72
Referências bibliográficas 88

Olá Pessoal!

Sejam bem-vindos a nossa aula 04. Hoje iremos abordar um tema


(Amostragem) que muitos têm dificuldades, mas que, como veremos, não
é esse bicho de sete cabeças.

Na segunda parte vamos falar de testes em áreas específicas das


demonstrações contábeis, que no edital de 2009 estava explícito e agora,
no de 2012, veio apenas com a nomenclatura Testes (item 21).
Entendemos que a ESAF pode cobrar de forma mais superficial, como
vimos na aula passada, mas também pode aprofundar, como tem
ocorrido em provas da área fiscal elaboradas por outras bancas (vide ISS-
SP 2012)

Portanto, deixamos pra vocês fazerem, nesse ponto do edital, a gestão de


riscos de vocês. Se entenderem que vale a pena ir mais fundo, trouxemos
diversas questões nesta aula sobre o tema (até por isso a aula ficou um
pouco maior que o de costume). Se acharem que não vale a pena, em
relação ao item Testes, fiquem com o que foi dado na aula 03.

Para aqueles que optarem por se aprofundar e acharem necessário,


temos algumas questões comentadas de outras bancas, que podemos
disponibilizar a vocês. Tendo interesse, é só enviarem um email.

Continuamos à disposição nos emails


claudenir@estrategiaconcursos.com.br e
rodrigofontenelle@estratégiaconcursos.com.br. Bons estudos e vamos à
aula!

Prof. Claudenir Brito Prof. Rodrigo Fontenelle


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1. Amostragem em Auditoria

A norma do Conselho Federal de Contabilidade – CFC – que trata do tema


é a Resolução CFC nº 1.222/09, que aprovou a NBC TA 530 –
Amostragem em Auditoria. Assim, a base da nossa aula será essa norma,
embora adiantamos que faremos uma complementação na parte teórica,
tendo em vista que a norma antiga, a NBC T-11.11, ainda venha sendo
cobrada em alguns certames. Não deve acontecer com o concurso do
ICMS-SP, mas a precaução é importante.

A literatura disponível sobre o assunto amostragem em auditoria é


bastante farta, tendo em vista que a grande maioria dos autores dedica
um ponto de suas obras ao tema.
Um teste eficaz fornece evidência de auditoria apropriada e suficiente
quando, considerada com outra evidência de auditoria obtida ou a ser
obtida, será suficiente para as finalidades do auditor. Os meios à
disposição do auditor para a seleção de itens a serem testados são:

(a) seleção de todos os itens (exame de 100%);


(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.

O exame de 100% dos itens, na prática, raramente é aplicável, pois as


empresas de auditoria não têm estrutura suficiente - nem tempo – para
fiscalizar a totalidade dos registros que fazem parte de sua competência.
É por essa razão que definimos as prioridades da auditoria e o escopo
dos trabalhos.

Mesmo nos objetos selecionados, é comum que a equipe de auditoria


verifique, antecipadamente, que não dispõe dos meios necessários para a
verificação do universo de itens a serem auditados.

Sobre universo, podemos defini-lo como sendo o conjunto integral de


elementos a serem verificados, dependendo dos objetivos da auditoria.
Pode ser o universo de registros efetuados; o universo de despesas
realizadas; o universo de funcionários da empresa auditada, por exemplo.

Em certos casos, é possível, ou necessário, realizarmos os testes de


auditoria na totalidade dos elementos do universo, como, por exemplo, se
a quantidade de empregados constante da folha de pagamento da
empresa a ser auditada for muito pequena (é possível), ou no caso do
censo promovido pelo IBGE, para que se verifique as características da
população brasileira.

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Crepaldi (2010) explica que, ao determinar a extensão de um teste de


auditoria ou método de seleção de itens a testar, o auditor pode
empregar técnicas de amostragem, assim a definindo:

“é a utilização de um processo para obtenção de dados


aplicáveis a um conjunto, denominado universo ou
população, por meio do exame de uma parte deste conjunto
denominada amostra.” (grifamos)

O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a


realização das auditorias em situações onde o objeto alvo da ação se
apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira
bastante pulverizada. A amostragem é também aplicada em função da
necessidade de obtenção de informações em tempo hábil, em casos em
que a ação na sua totalidade se torne impraticável.
A amostragem tem como objetivo conhecer as características de
interesse de uma determinada população a partir de uma parcela
representativa.

A amostragem tem como objetivo conhecer as características de


interesse de uma determinada população a partir de uma parcela
representativa.

É um método utilizado quando se necessita obter informações sobre um


ou mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado
grande ou numeroso, observando apenas uma parte do mesmo
(amostra). As informações obtidas dessa parte somente poderão ser
utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo, como um todo
caso esta seja representativa.

A representatividade é uma característica fundamental para a


amostra, que depende da forma de seleção e do tamanho da
amostra. Potencialmente, a amostra obtém essa característica quando ela
é tomada ao acaso.

Para uma amostra ser considerada representativa de uma população, ela


deve possuir as características de todos os elementos da mesma, bem
como ter conhecida a probabilidade de ocorrência de cada elemento na
sua seleção.

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Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em


levantamentos de grandes populações. Uma dessas razões é a
economicidade dos meios. Onde os recursos humanos e materiais são
escassos, a amostragem se torna imprescindível, tornando o trabalho do
auditor bem mais fácil e adequado.

Outro fator de grande importância é o tempo, pois onde as informações


das quais se necessitam são valiosas e tempestivas, o uso de amostra
também se justifica.

Outra razão é o fato de que com a utilização da amostragem, a


confiabilidade dos dados é maior. Devido ao número reduzido de
elementos, pode-se dar mais atenção aos casos individuais, evitando
erros nas respostas. Além disso a operacionalidade em pequena escala
torna mais fácil o controle do processo como um todo.

Porém, existem casos onde não se recomenda a utilização de


amostragem, tais como:
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra
fica relativamente grande;
b) quando as características da população são de fácil mensuração,
mesmo que a população não seja pequena; e
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo,
que nada mais é do que o exame da totalidade da população.

O método de amostragem se subdivide em dois tipos: a estatística e


a não-estatística.

Segundo Crepaldi (2010), amostragem estatística é aquela em que a


amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os
resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a
teoria da probabilidade ou as regras estatísticas, sendo seu uso
recomendável quando os itens da população apresentam
características homogêneas.

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Tem como característica fundamental o fato de poder ser submetido a


tratamento estatístico, sendo, portando, os resultados obtidos na amostra
generalizáveis para a população.

Amostragem não estatística (por julgamento) é aquela em que a


amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência, critério
e conhecimento da entidade.

A principal característica do método de amostragem não-estatístico é


que este se baseia, principalmente, na experiência do auditor, sendo
assim, a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados se torna
inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da
amostra para a população.
Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma
argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não são passíveis
de demonstração segundo as normas de cálculo existentes.

Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de determinados contextos, tal


como, na busca exploratória de informações ou sondagem, quando se
deseja obter informações detalhadas sobre questões particulares, durante
um espaço de tempo específico. Assim, seus resultados podem ser
considerados em pareceres e relatórios, em algumas circunstâncias.

O método de amostragem não-estatístico não serve de suporte para


uma argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não são
passíveis de demonstração segundo as normas de cálculo existentes.
Entretanto, seus resultados podem ser considerados em pareceres e
relatórios, em algumas circunstâncias.

2. NBC TA 530

Esta Norma se aplica quando o auditor independente decide usar a


amostragem na execução de procedimentos de auditoria, e trata do uso
de amostragem estatística e não estatística na definição e seleção da
amostra de auditoria, na execução de testes de controles e de detalhes e
na avaliação dos resultados da amostra.

Segundo o CFC, a NBC TA 530 complementa a NBC TA 500 – Evidência


de Auditoria –, que trata da responsabilidade do auditor na definição e

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execução de procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria


apropriada e suficiente para chegar a conclusões razoáveis que
fundamentem sua opinião de auditoria.

A NBC TA 500 fornece orientação sobre os meios disponíveis para o


auditor selecionar os itens para teste, dos quais a amostragem de
auditoria é um deles.

Mas qual o objetivo do auditor ao utilizar a amostragem?

Segundo a norma, é proporcionar uma base razoável para o auditor


concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.

2.1 Definições

Para fins das normas de auditoria do CFC, os termos a seguir tem os


seguintes significados (e tem sido cobrados literalmente nas provas):

2.1.1 - Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de


auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para
fins de auditoria (ou seja, em partes do universo), de maneira que
todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de
serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que
possibilite o auditor concluir sobre toda a população.

2.1.2 - População é o conjunto completo de dados sobre o qual a


amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir.

Fonte: Barbetta (2006)

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2.1.3 - Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,


com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população
fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco de
amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas:

(a) no caso de teste de controles, em que os controles são


considerados mais eficazes do que realmente são ou no
caso de teste de detalhes, em que não seja identificada
distorção relevante, quando, na verdade, ela existe. O
auditor está preocupado com esse tipo de conclusão errônea
porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a
uma opinião de auditoria não apropriada.

(b) no caso de teste de controles, em que os controles são


considerados menos eficazes do que realmente são ou no
caso de teste de detalhes, em que seja identificada
distorção relevante, quando, na verdade, ela não existe.
Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da auditoria
porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional
para estabelecer que as conclusões iniciais estavam incorretas.

2.1.4 - Risco não resultante da amostragem é o risco de que o


auditor chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que
não seja relacionada ao risco de amostragem.

Os exemplos de risco não resultante da amostragem incluem o uso de


procedimentos de auditoria não apropriados ou a interpretação
errônea da evidência de auditoria e o não reconhecimento de uma
distorção ou de um desvio.
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2.1.5 - Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente


não representativo em uma população.

2.1.6 - Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que


constituem uma população.

As unidades de amostragem podem ser itens físicos (por exemplo,


cheques relacionados em comprovante de depósito, lançamentos de
crédito em extratos bancários, faturas de venda ou saldos de devedores)
ou unidades monetárias.

2.1.7 - Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as


seguintes características:

(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e


(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os
resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco de
amostragem.

A abordagem de amostragem que não tem as características (a) e (b) é


considerada uma amostragem não estatística.

A amostragem estatística possui as seguintes características:


(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das
amostras, incluindo a mensuração do risco de amostragem.
Se não tiver as características acima, é amostragem não estatística.

2.1.8 - Estratificação é o processo de dividir uma população em


subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de
amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).

2.1.9 - Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor


para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor não seja
excedido pela distorção real na população.

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Ao definir uma amostra, o auditor determina a distorção tolerável


para avaliar o risco de que o conjunto de distorções individualmente
irrelevantes possa fazer com que as demonstrações contábeis apresentem
distorções relevantes e forneça margem para possíveis distorções não
detectadas. Ou seja, é a distorção que o auditor aceita, a fim de que as
pequenas distorções, no conjunto, não se tornem grandes distorções.

A distorção tolerável é a aplicação da materialidade na execução da


auditoria, em procedimento de amostragem específico. A distorção
tolerável pode ter o mesmo valor ou valor menor do que o da
materialidade na execução da auditoria.

2.1.10 - Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos


procedimentos de controles internos previstos, definida pelo auditor para
obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não
seja excedida pela taxa real de desvio na população.

2.2 Requisitos

Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a


finalidade do procedimento de auditoria e as características da
população da qual será retirada a amostra.

A amostragem de auditoria permite que o auditor obtenha e avalie a


evidência de auditoria em relação a algumas características dos
itens selecionados de modo a concluir, ou ajudar a concluir sobre a
população da qual a amostra é retirada.

Como vimos, a amostragem em auditoria pode ser aplicada usando


tanto a abordagem de amostragem não estatística como a estatística.

Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins


específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos de
auditoria que devem alcançar esses fins.

A consideração da natureza da evidência de auditoria desejada e as


eventuais condições de desvio ou distorção ou outras características
relacionadas com essa evidência de auditoria ajudam o auditor a definir o
que constitui desvio ou distorção e qual população usar para a
amostragem.

A consideração do auditor sobre a finalidade do procedimento de auditoria


inclui um claro entendimento do que constitui desvio ou distorção, de
modo que todas essas condições, e somente elas, que são relevantes
para a finalidade do procedimento de auditoria estejam inclusas na
avaliação de desvios ou na projeção de distorções.

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Por exemplo, em um teste de detalhes relacionado com a existência de


contas a receber tais como confirmação, pagamentos efetuados pelo
cliente da entidade antes da data de confirmação, mas que a entidade
recebeu pouco depois dessa data, não é considerada distorção.

Adicionalmente, um registro errôneo entre as contas de clientes não afeta


o saldo total das contas a receber. Portanto, pode não ser apropriado
considerar que isso seja uma distorção na avaliação dos resultados da
amostragem desse procedimento de auditoria em particular, embora isso
possa ter um efeito importante em outras áreas da auditoria, como por
exemplo, na avaliação do risco de fraude ou da adequação da provisão
para créditos de liquidação duvidosa.

Ao considerar as características de uma população, para testes de


controles, o auditor faz uma avaliação da taxa esperada de desvio
com base no entendimento do auditor dos controles relevantes ou no
exame de pequena quantidade de itens da população. Essa avaliação é
feita para estabelecer a amostra de auditoria e determinar o tamanho
dessa amostra.

Por exemplo, se a taxa esperada de desvio for inaceitavelmente alta,


o auditor geralmente decide por não executar os testes de controles.

Da mesma forma, para os testes de detalhes, o auditor faz uma avaliação


da distorção esperada na população. Se a distorção esperada for alta,
o exame completo ou o uso de amostra maior pode ser apropriado ao
executar os testes de detalhes.

Ao considerar as características da população da qual a amostra será


extraída, o auditor pode determinar que a estratificação ou a seleção com
base em valores é apropriada.

A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou


não estatística é uma questão de julgamento do auditor, entretanto,
o tamanho da amostra não é um critério válido para distinguir entre
as abordagens estatísticas e não estatísticas.

- Decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou


não estatística: questão de julgamento do auditor;
- o tamanho da amostra não é um critério válido para distinguir
entre as abordagens estatísticas e não estatísticas;
- quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior
deve ser o tamanho da amostra.
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O auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para


reduzir o risco de amostragem a um nível mínimo aceitável.

O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar


afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto menor o risco que o
auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da
amostra.

Risco Amostra

O tamanho da amostra pode ser determinado mediante aplicação de


fórmula com base em estatística ou por meio do exercício do julgamento
profissional.

O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada


unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser
selecionada.

Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de


modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade
conhecida de ser selecionada. Pela amostragem não estatística, o
julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.

Como a finalidade da amostragem é a de fornecer base razoável para o


auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada, é
importante que o auditor selecione uma amostra representativa, de modo
a evitar tendenciosidade mediante a escolha de itens da amostra que
tenham características típicas da população.

Os principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso


de seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso.

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2.3 Execução de procedimentos de auditoria

O auditor deve executar os procedimentos de auditoria, apropriados à


finalidade, para cada item selecionado. Se o procedimento de auditoria
não for aplicável ao item selecionado, o auditor deve executar o
procedimento em um item que substitua o anteriormente selecionado.

Um exemplo de quando é necessário executar o procedimento em item de


substituição é quando um cheque cancelado é selecionado durante teste
de evidência de autorização de pagamento. Se o auditor estiver satisfeito
que o cheque foi cancelado de forma apropriada de modo a não constituir
desvio, um item escolhido de maneira apropriada para substituí-lo é
examinado.

Se o auditor não puder aplicar os procedimentos de auditoria


definidos ou procedimentos alternativos adequados em um item
selecionado, o auditor deve tratar esse item como um desvio do
controle previsto, no caso de testes de controles ou uma distorção, no
caso de testes de detalhes.

Um exemplo de quando o auditor não pode aplicar os procedimentos de


auditoria definidos a um item selecionado é quando a documentação
relacionada com esse item tiver sido perdida.

Um exemplo de procedimento alternativo adequado pode ser o exame de


recebimentos subsequentes, juntamente com a evidência da fonte dos
recebimentos e os itens que eles visam liquidar quando nenhuma
resposta tiver sido recebida para uma solicitação positiva de confirmação.

2.4 Natureza e causa de desvios e distorções

O auditor deve investigar a natureza e a causa de quaisquer desvios ou


distorções identificados e avaliar o possível efeito causado por eles na
finalidade do procedimento de auditoria e em outras áreas de auditoria.

Ao analisar os desvios e as distorções identificados, o auditor talvez


observe que muitos têm uma característica em comum como, por
exemplo, o tipo de operação, local, linha de produto ou período de tempo.
Nessas circunstâncias, o auditor pode decidir identificar todos os itens da
população que tenham a característica em comum e estender os
procedimentos de auditoria para esses itens. Além disso, esses desvios
ou distorções podem ser intencionais e podem indicar a possibilidade
de fraude.

Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que


uma distorção ou um desvio descobertos na amostra são anomalias, o
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auditor deve obter um alto grau de certeza de que essa distorção ou esse
desvio não sejam representativos da população.

O auditor deve obter esse grau de certeza mediante a execução de


procedimentos adicionais de auditoria, para obter evidência de
auditoria apropriada e suficiente de que a distorção ou o desvio não
afetam o restante da população.

2.5 Projeção de distorções

Para os testes de detalhes, o auditor deve projetar, para a população,


as distorções encontradas na amostra, para obter uma visão mais
ampla da escala de distorção, mas essa projeção pode não ser suficiente
para determinar o valor a ser registrado.

Quando a distorção tiver sido estabelecida como uma anomalia, ela


pode ser excluída da projeção das distorções para a população.
Entretanto, o efeito de tal distorção, se não for corrigido, ainda
precisa ser considerado, além da projeção das distorções não
anômalas.

Para testes de controles, não é necessária qualquer projeção explícita


dos desvios uma vez que a taxa de desvio da amostra também é a taxa
de desvio projetada para a população como um todo.

2.6 Avaliação do resultado da amostragem em auditoria

O auditor deve avaliar:

(a) os resultados da amostra; e


(b) se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base
razoável para conclusões sobre a população que foi testada.

Para os testes de controles, uma taxa de desvio da amostra


inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco identificado
de distorção relevante, a menos que sejam obtidas evidências
adicionais de auditoria que comprovem a avaliação inicial.

Para os testes de detalhes, o valor de distorção inesperadamente alto


em uma amostra pode levar o auditor a acreditar que uma classe de
operações ou o saldo de uma conta está distorcido de modo relevante,
na ausência de evidências adicionais de auditoria de que não há
distorções relevantes.

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No caso de testes de detalhes, a distorção projetada mais a


distorção anômala, quando houver, é a melhor estimativa do auditor
de distorção na população.

Quando a distorção projetada mais a distorção anômala excederem


uma distorção tolerável, a amostra não fornece uma base razoável
para conclusões sobre a população que foi testada.

Quanto mais próximo o somatório da distorção projetada e da distorção


anômala estiver da distorção tolerável, mais provável será que a distorção
real na população exceda a distorção tolerável. Além disso, se a distorção
projetada for maior do que as expectativas de distorção do auditor usadas
para determinar o tamanho da amostra, o auditor pode concluir que
há um risco inaceitável de amostragem de que a distorção real na
população exceda a distorção tolerável.

A consideração dos resultados de outros procedimentos de auditoria ajuda


o auditor a avaliar o risco de que a distorção real na população exceda a
distorção tolerável e o risco pode ser reduzido se for obtida evidência
adicional de auditoria.

Se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma


base razoável para conclusões sobre a população que foi testada, o
auditor pode:

- solicitar que a administração investigue as distorções


identificadas e o potencial para distorções adicionais e faça quaisquer
ajustes necessários; ou
- ajustar a natureza, época e extensão desses procedimentos
adicionais de auditoria para melhor alcançar a segurança exigida. Por
exemplo, no caso de testes de controles, o auditor pode aumentar o
tamanho da amostra, testar um controle alternativo ou modificar os
respectivos procedimentos substantivos.

2.7 Estratificação e seleção com base em valor

Ao considerar as características da população da qual a amostra será


retirada, o auditor pode determinar que a estratificação ou a seleção
com base em valores é apropriada.

2.7.1 Estratificação

A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a


população dividindo-a em subpopulações distintas que tenham
características similares. O objetivo da estratificação é o de reduzir a
variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto, permitir que o
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tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de


amostragem.

Na execução dos testes de detalhes, a população é geralmente


estratificada por valor monetário. Isso permite que o trabalho maior de
auditoria possa ser direcionado para os itens de valor maior, uma vez que
esses itens podem conter maior potencial de distorção em termos de
superavaliação.

Da mesma forma, a população pode ser estratificada de acordo com uma


característica específica que indica maior risco de distorção como, por
exemplo, no teste da provisão para créditos de liquidação duvidosa na
avaliação de contas a receber, os saldos podem ser estratificados por
idade.

Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra


de itens dentro de um estrato só podem ser projetados para os itens
que compõem esse estrato. Para concluir sobre toda a população, o
auditor precisa considerar o risco de distorção relevante em relação a
quaisquer outros estratos que componham toda a população.

Por exemplo, 20% dos itens em uma população podem compor 90% do
saldo de uma conta. O auditor pode decidir examinar uma amostra desses
itens. O auditor avalia os resultados dessa amostra e chega a uma
conclusão sobre 90% do saldo de uma conta separadamente dos 10%
remanescentes (nos quais outra amostra ou outros meios de reunir
evidências de auditoria serão usados ou que possam ser considerados não
relevantes).

Se uma classe de operações ou o saldo de uma conta tiver sido dividido


em estratos, a distorção é projetada para cada estrato
separadamente. As distorções projetadas para cada estrato são, então,
combinadas na consideração do possível efeito das distorções no total das
classes de operações ou do saldo da conta.

2.7.2 Seleção com base em valor

Ao executar os testes de detalhes, pode ser eficaz identificar a unidade


de amostragem como unidades monetárias individuais que compõem a
população. Após ter selecionado unidades específicas da população, como
por exemplo, o saldo das contas a receber, o auditor pode, então,
examinar os itens específicos, como por exemplo, os saldos individuais
que contêm essas unidades monetárias.

O benefício dessa abordagem para definir a unidade de amostragem é


que o trabalho de auditoria é direcionado para itens de valor maior
porque eles têm mais chances de serem selecionados e podem
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resultar em amostras de tamanhos menores. Essa abordagem é muito


eficiente quando os itens são selecionados usando a seleção aleatória.

Ao considerar as características da população da qual a amostra será


retirada, o auditor pode determinar que a estratificação ou a seleção
com base em valores é apropriada.

2.8 Exemplos de fatores que influenciam o tamanho da amostra


para os testes de controles

A seguir, os fatores que o auditor pode levar em consideração ao


determinar o tamanho da amostra para os testes de controles. Esses
fatores, que precisam ser considerados em conjunto, pressupõem que o
auditor não modifica a natureza ou a época dos testes de controles nem
de outra forma modifica a abordagem aos procedimentos substantivos em
resposta aos riscos avaliados.

FATOR Efeito no
tamanho da
amostra
1. Aumento na Aumento Quanto mais segurança o
extensão na qual a auditor pretende obter da
avaliação de risco efetividade dos controles, menor a
do auditor leva em avaliação do auditor quanto ao
consideração os risco de distorção relevante e
controles maior deve ser o tamanho da
relevantes amostra. Quando a avaliação do
auditor quanto ao risco de
distorção relevante inclui uma
expectativa da efetividade
operacional dos controles, o
auditor tem que executar os testes
de controles. Sendo os outros
fatores iguais, quanto maior for a
confiança que o auditor deposita
na efetividade operacional dos
controles na avaliação de risco,
maior será a extensão dos testes
de controles do auditor (e,
portanto, maior o tamanho da
amostra).

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2. Aumento na Redução Quanto menor a taxa tolerável


taxa tolerável de de desvio, maior o tamanho da
desvio amostra precisa ser.
3. Aumento na Aumento Quanto mais alta a taxa esperada
taxa esperada de de desvio, maior o tamanho da
desvio da amostra para que o auditor esteja
população a ser em posição de fazer uma
testada estimativa razoável da taxa real de
desvio.
Fatores relevantes para a
consideração do auditor sobre a
taxa esperada de desvio incluem o
entendimento do auditor dos
negócios da entidade, mudanças
no pessoal ou no controle interno,
resultados dos procedimentos de
auditoria aplicados em períodos
anteriores e os resultados de
outros procedimentos de auditoria.
Altas taxas esperadas de desvio de
controle geralmente garantem, se
garantirem, pouca redução do
risco de distorção relevante
avaliado.
4. Aumento no Aumento Quanto maior for o nível de
nível de segurança segurança de que o auditor
desejado do espera que os resultados da
auditor de que a amostra sejam de fato indicativos
taxa tolerável de com relação à incidência real de
desvio não seja desvio na população, maior deve
excedida pela taxa ser o tamanho da amostra.
real de desvio na
população
5. Aumento na Efeito Para populações grandes, o
quantidade de negligenciável tamanho real da população tem
unidades de pouco efeito, se houver, no
amostragem na tamanho da amostra. Para
população pequenas populações, entretanto,
a amostragem de auditoria pode
não ser tão eficiente quanto os
meios alternativos para obter
evidência de auditoria apropriada e
suficiente.

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2.9 Exemplos de fatores que influenciam o tamanho da amostra


para os testes de detalhes

A seguir, apresentamos os fatores que o auditor pode levar em


consideração ao determinar o tamanho da amostra para testes de
detalhes. Esses fatores, que precisam ser considerados em conjunto,
pressupõem que o auditor não modifica a abordagem aos testes de
controles nem de outra forma modifica a natureza ou a época dos
procedimentos substantivos em resposta aos riscos avaliados.

FATOR Efeito no
tamanho da
amostra
1. Aumento na Aumento Quanto mais alta a avaliação do
avaliação do risco risco de distorção relevante do
de distorção auditor, maior deve ser o
relevante do tamanho da amostra.
auditor A avaliação do risco de distorção
relevante do auditor é afetada
pelo risco inerente e pelo risco de
controle. Por exemplo, se o
auditor não executar os testes de
controles, a avaliação de risco do
auditor não pode ser reduzida
pela operação eficiente dos
controles internos com relação à
afirmação em particular. Portanto,
para reduzir o risco de auditoria a
um nível baixo aceitável, o
auditor precisa de um risco baixo
de detecção e pode confiar mais
em procedimentos substantivos.
Quanto mais evidência de
auditoria for obtida com os
testes de detalhes (ou seja,
quanto mais baixo for o risco de
detecção), maior precisa ser o
tamanho da amostra.
2. Aumento no Redução Quanto mais o auditor confia em
uso de outros outros procedimentos
procedimentos substantivos (testes de detalhes
substantivos ou procedimentos analíticos
direcionados à substantivos) para reduzir a um
mesma afirmação nível aceitável o risco de detecção
relacionado com uma população
em particular, menos segurança o
auditor precisa da amostragem e,
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portanto, menor pode ser o


tamanho da amostra.
3. Aumento no Aumento Quanto maior o nível de
nível de segurança segurança de que o auditor
desejado pelo precisa de que os resultados da
auditor de que uma amostra sejam de fato indicativos
distorção tolerável do valor real de distorção na
não é excedida pela população, excedido pela
distorção real na distorção real na população,
população maior o tamanho da amostra
precisa ser.
4. Aumento na Redução Quanto menor for a distorção
distorção tolerável tolerável, maior o tamanho da
amostra precisa ser.
5. Aumento no Aumento Quanto maior for o valor da
valor da distorção distorção que o auditor espera
que o auditor encontrar na população, maior
espera encontrar na deve ser o tamanho da amostra
população para se fazer uma estimativa
razoável do valor real de
distorção na população. Os
fatores relevantes para a
consideração do auditor do valor
de distorção esperado incluem a
extensão na qual os valores dos
itens são determinados
subjetivamente, os resultados dos
procedimentos de avaliação de
risco, os resultados dos testes de
controle, os resultados de
procedimentos de auditoria
aplicados em períodos anteriores
e os resultados de outros
procedimentos substantivos.
6. Estratificação Redução Quando houver uma faixa ampla
da população, (variabilidade) no tamanho
quando apropriado monetário dos itens da população,
pode ser útil estratificar a
população. Quando a população
pode ser adequadamente
estratificada, o conjunto de
tamanhos de amostra dos
estratos geralmente será menor
do que o tamanho da amostra
que seria necessário para
alcançar certo nível de risco de
amostragem se uma amostra
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tivesse sido retirada de toda a


população.
7. Quantidade Efeito Para populações grandes, o
de unidades de negligenciável tamanho real da população tem
amostragem na pouco efeito, se houver, no
população tamanho da amostra. Assim, para
pequenas populações, a
amostragem de auditoria não é
geralmente tão eficiente quanto
os meios alternativos para obter
evidência de auditoria apropriada
e suficiente. (Entretanto, ao usar
a amostragem de unidade
monetária, um aumento no valor
monetário da população aumenta
o tamanho da amostra, a menos
que isso seja compensado por um
aumento proporcional na
materialidade para as
demonstrações contábeis como
um todo e, se aplicável, nível ou
níveis de materialidade para
classes específicas de operações,
saldos de contas e divulgações).

2.10 Métodos de seleção da amostra

Existem muitos métodos para selecionar amostras. Os principais são os


seguintes:

(a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números


aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios).

(b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de


amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra
para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e
após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda
50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. Embora o
ponto de início possa ser determinado ao acaso, é mais provável
que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada
pelo uso de um gerador computadorizado de números aleatórios ou
de tabelas de números aleatórios. Ao usar uma seleção sistemática,
o auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da
população não estão estruturadas de modo que o intervalo de
amostragem corresponda a um padrão em particular da população.

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(c) Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com


base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da
amostra resultam em uma conclusão em valores monetários.

(d) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem


seguir uma técnica estruturada. Embora nenhuma técnica
estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer
tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar
itens difíceis de localizar ou escolher ou evitar sempre os primeiros
ou os últimos lançamentos de uma página) e, desse modo,
procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm
uma mesma chance de seleção. A seleção ao acaso não é
apropriada quando se usar a amostragem estatística.

(e) Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de itens


contíguos da população. A seleção de bloco geralmente não pode
ser usada em amostragem de auditoria porque a maioria das
populações está estruturada de modo que esses itens em sequência
podem ter características semelhantes entre si, mas características
diferentes de outros itens de outros lugares da população. Embora,
em algumas circunstâncias, possa ser apropriado que um
procedimento de auditoria examine um bloco de itens, ela
raramente seria uma técnica de seleção de amostra apropriada
quando o auditor pretende obter inferências válidas sobre toda a
população com base na amostra.

A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem


estatística.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor, ao realizar o


processo de escolha da amostra, deve considerar:
I. que cada item que compõe a amostra é conhecido como unidade de
amostragem;
II. que estratificação é o processo de dividir a população em
subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de
amostragem com características homogêneas ou similares;
III. na determinação do tamanho da amostra, o risco de amostragem,
sem considerar os erros esperados.
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a) Somente a I é verdadeira.
b) Somente a II é verdadeira.
c) I e III são verdadeiras.
d) Todas são falsas.
e) Todas são verdadeiras.

Comentários:
Pra começar, questão da última prova da RFB, retirada em sua
literalidade da NBC T 11, norma vigente à época.
Segundo o item 11.11.2.3.3 dessa norma, “cada item que compõe a
população é conhecido como unidade de amostragem.” (grifos nossos)
Portanto, o item I da questão está errado, pois trocou a palavra
população por amostra.
Já o item II está de acordo com o item 11.11.2.4 da supracitada
norma, que estabelece que “para auxiliar no planejamento eficiente e
eficaz da amostra, pode ser apropriado usar estratificação, que é o
processo de dividir uma população em subpopulações, cada qual contendo
um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas
ou similares.”
Por fim, segundo o item 11.11.2.5.1 da norma, “ao determinar o
tamanho da amostra, o auditor deve considerar o risco de amostragem,
bem como os erros toleráveis e os esperados.” (grifos nossos) Portanto, o
item III da questão está incorreto.
Atualmente os principais conceitos que devemos saber acerca de
amostragem, e que constam na NBC TA 530, norma vigente atualmente,
são:
Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins
de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a
mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base
razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população.
População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra
é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir.
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,
com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse
sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor
chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja
relacionada ao risco de amostragem.
Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não
representativo de distorção ou desvio em uma população.
Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que
constituem uma população.
Estratificação é o processo de dividir uma população em
subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem
com características semelhantes (geralmente valor monetário).

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Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor


para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário
não seja excedido pela distorção real na população.
Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos
de controles internos previstos, definida pelo auditor para obter um nível
apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida
pela taxa real de desvio na população.
Resposta: B

2 - (ESAF / CGU / 2008) - Sobre o tema “amostragem estatística


em auditoria”, segundo o que dispõe a NBC-T-11, é incorreto
afirmar que:
a) na seleção da amostra é vedada a seleção casual, a critério do auditor,
baseada em sua experiência profissional.
b) ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o
auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria, aplicar a
essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da
amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e
apropriada.
c) na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração,
entre outros fatores: a população objeto da amostra; o tamanho da
amostra e o risco da amostragem.
d) a amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o
volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação
objeto de exame, como também com os efeitos na posição patrimonial e
financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.
e) ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de
seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de
amostragem.

Comentários:
A NBC T 11, norma em que se baseia a questão, estabelece, em seu
item 11.11.3.1.3, que na seleção de amostra, devem ser consideradas: a)
a seleção aleatória ou randômica; b) a seleção sistemática, observando
um intervalo constante entre as transações realizadas; e c) a seleção
casual, a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional.
Portanto, a letra “a” está incorreta. Atualmente, a NBC TA 530
estabelece, além da seleção aleatória, sistemática e ao acaso, a seleção
de bloco e a amostragem de unidade monetária como métodos de seleção
da amostra.
A alternativa “b” descreve de maneira correta os procedimentos que
devem ser adotados pelo auditor, segundo a norma, quando da utilização
de métodos de amostragem.
As assertivas “c” e “d” também estão certas, pois ao planejar e
determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração
os seguintes aspectos: a) os objetivos específicos da auditoria; b) a
população da qual o auditor deseja extrair a amostra; c) a estratificação
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da população; d) o tamanho da amostra; e) o risco da amostragem; f) o


erro tolerável; e g) o erro esperado.
Por fim, segundo o item 11.11.1.2 da mencionada norma, “ao
determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de
itens a testar, o auditor pode empregar técnicas de amostragem.”
Portanto, a letra “e” foi retirada em sua literalidade da norma e está
correta.
Resposta: A

3 - (ESAF / PMRJ / 2010) - Avalie, se verdadeiro ou falso, os itens


a seguir a respeito do uso de amostragem estatística em auditoria
e assinale a opção que indica a sequência correta.
I. O nível de risco que o auditor está disposto a aceitar não afeta o
tamanho da amostra exigido em razão da existência de outros
controles a serem utilizados;
II. O auditor seleciona itens para a amostragem de forma que
cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance
de ser selecionada;
III. Existem outros riscos não resultantes da amostragem tais
como o uso de procedimentos de auditoria não apropriados;
IV. Para os testes de controle, uma taxa de desvio da amostra
inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco
identificado de distorção relevante.
a) V, V, F, V
b) F, V, V, V
c) V, V, V, F
d) F, F, F, V
e) V, F, V, F

Comentários:
Pessoal, uma das poucas questões sobre o tema de provas da ESAF
elaboradas já a partir das novas normas de auditoria.
Segundo o item A 10 da NBC TA 530, o nível de risco de
amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da
amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a
aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. Portanto, o item I está
incorreto.
A mesma norma define amostragem de auditoria como sendo a
“aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens
de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as
unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o
auditor concluir sobre toda a população”. (grifamos). Portanto, o item II
está correto.
O item III também está certo, pois segundo a norma supra existe o
Risco não resultante da amostragem, que é o risco de que o auditor
chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja
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relacionada ao risco de amostragem, conforme vimos na questão 1. Como


exemplos temos o uso de procedimentos de auditoria não apropriados ou
a interpretação errônea da evidência de auditoria e o não reconhecimento
de uma distorção ou de um desvio.
Por fim, o item IV foi retirado de forma literal do item A 21 da NBC
TA 530, que estabelece que “Para os testes de controles, uma taxa
de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um
aumento no risco identificado de distorção relevante, a menos que
sejam obtidas evidências adicionais de auditoria que comprovem a
avaliação inicial”. (grifamos)
Resposta: B

4 - (ESAF / TCU / 2006) - O auditor, ao determinar a amostra a


ser selecionada, deve considerar:
a) obrigatoriamente, métodos de amostragem estatísticos e não
estatísticos de forma a garantir a avaliação de todos os itens da amostra.
b) um número mínimo de elementos a serem testados, independente do
volume da amostra.
c) que a amostra deva ter uma relação direta com o volume de
transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto do
exame.
d) que a amostra seja selecionada conforme critérios determinados pela
área auditada e o auditor.
e) somente elementos selecionados por métodos estatísticos, sendo
necessário evidenciar suficientemente os fatos que comprovem os itens
selecionados.

Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois o auditor não é obrigado a
utilizar qualquer método de amostragem.
A letra B também está incorreta, pois o número de elementos a
serem testados está diretamente relacionado ao volume da amostra.
A alternativa C está correta, e é o gabarito da questão.
A letra D está incorreta, pois a área auditada não participa da
determinação de critérios para a seleção da amostra.
A alternativa E está incorreta, pois os métodos não-estatísticos
também devem ser considerados.
Resposta: C

5 - (ESAF / CCU / 2006) - Nos trabalhos de auditoria, o método da


amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de
ações de controle em situações onde o objeto-alvo da ação se
apresenta em grandes quantidades e/ou se apresenta de forma
muito pulverizada. Acerca da aplicação do método de amostragem
em auditoria, assinale a opção incorreta.
a) Achados de auditoria obtidos por meio de amostragem não-estatística
não têm valor na composição dos pareceres.
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b) Por estratificação entende-se a separação da população-objeto em


classes.
c) Por erro tolerável entende-se o erro máximo que o auditor estaria
disposto a aceitar e, ainda assim, concluir que se possa atingir o objetivo
dos trabalhos.
d) Por risco de amostragem entende-se da possibilidade de que a
conclusão do auditor, tomando por base uma amostra, possa ser
diferente da conclusão que seria alcançada se o procedimento de
auditoria tivesse sido aplicado de forma censitária.
e) Entre os aspectos a serem considerados estão o tamanho da amostra e
a população-objeto da amostra.

Comentários:
A alternativa A está incorreta, e é o gabarito da questão, pois os
achados de auditoria obtidos por meio de amostragem não-estatística tem
valor na composição dos pareceres. O que ocorre é que a aplicação de
tratamento estatístico a seus resultados se torna inviável, bem como a
generalização dos resultados obtidos através da amostra para a
população.
Contudo, como vimos, é inegável a sua utilidade dentro de
determinados contextos, tal como, na busca exploratória de informações
ou sondagem, quando se deseja obter informações detalhadas sobre
questões particulares, durante um espaço de tempo específico. Nesse
sentido, suas informações poderiam ser incluídas em parecer.
As demais alternativas estão corretas. Chamamos atenção para o
termo erro tolerável que, na nova norma em vigor foi substituído por duas
outras nomenclaturas:
a) Distorção tolerável (refere-se aos procedimentos substantivos):
valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de
segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção
real na população.
b) Taxa tolerável de desvio (refere-se aos testes de controle): taxa
de desvio dos procedimentos de controles internos previstos, definida
pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa
taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população.
Resposta: A

6 - (ESAF / ENAP / 2006) - A amostragem estratificada consiste


em:
a) gerar diretamente o resultado estatístico final da amostra.
b) eliminar a possibilidade de erro na definição da amostra.
c) dividir a população em grupos relativamente homogêneos.
d) determinar o risco de rejeição incorreta ou erro aceitável.
e) avaliar a população total por meio de amostra única.

Comentários:

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Segundo a NBC TA 530, Estratificação é o processo de dividir uma


população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de
amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
As bancas adoram tentar confundir o candidato, dizendo que nesse
tipo de processo se divide uma população homogênea em grupos
heterogêneos. Portanto, não confundam!

Estratificação:
Divide uma população
heterogênea em estratos
homogêneos.

As outras alternativas estão incorretas, pois não se relacionam à


definição de amostragem estratificada.
Resposta: C

7 - (ESAF / ICMS-RN / 2005) - Das assertivas a seguir, identifique


a que não está relacionada à determinação da amostra:
a) estratificação
b) tamanho
c) erro tolerável
d) erro esperado
e) sequência

Comentários:
Questão retirada de forma literal da NBC T-11.11, em vigor à época
da aplicação desta prova. Segundo ela, ao planejar e determinar a
amostra de auditoria, o auditor deveria levar em consideração os
seguintes aspectos:
- os objetivos específicos da auditoria;
- a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
- a estratificação da população;
- o tamanho da amostra;
- o risco da amostragem;
- o erro tolerável; e
- o erro esperado.
Ressalta-se que, segundo a NBC TA 530, atualmente vigente, “ao
definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade
do procedimento de auditoria e as características da população da
qual será retirada a amostra”. (grifamos). Além disso, deve determinar o
tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem a
um nível mínimo aceitável.
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Entretanto, mesmo com essa nova definição, muitas bancas ainda


continuam cobrando, quando o assunto é a determinação da amostra pelo
auditor, da forma como era estabelecido na norma antiga. Por essa razão
trouxemos esta questão.
Resposta: E

8 - (ESAF / CGU / 2006) - O auditor, para determinar a extensão


de um teste de auditoria, pode recorrer a técnicas de amostragem.
Qual dos fatores abaixo não corresponde a um fator a ser levado
em consideração na determinação da amostra?
a) tamanho da amostra
b) risco de amostragem
c) erro tolerável
d) erro esperado
e) uniformidade

Comentários:
Conforme questão anterior, e segundo a norma vigente à época, o
único fator que não deveria ser levado em consideração pelo auditor na
determinação da amostra era a uniformidade, letra “e”.
Resposta: E

9 - (ESAF / RFB / 2003) - Segundo o Conselho Federal de


Contabilidade, na determinação da amostra para auditoria
externa, devem ser considerados, no mínimo:
a) população objeto da amostra, tamanho da amostra, risco de
amostragem e fraude.
b) tamanho da amostra, erro tolerável, tamanho da empresa e
inadimplência.
c) risco de amostragem, erro intolerável, erro esperado e manipulação.
d) erro inesperado, risco de amostragem, tamanho da amostra e valores.
e) estratificação da amostra, tamanho da amostra, erro tolerável e erro
esperado.

Comentários:
Mais uma questão que cobra apenas o conhecimento dos fatores
que devem ser levados em conta na definição de uma amostra e, como já
ressaltamos anteriormente, ainda é importante e tem sido cobrado pelas
bancas, mesmo com a revogação da NBC T 11.
Como vimos, ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o
auditor deveria levar em consideração os seguintes aspectos:
- os objetivos específicos da auditoria;
- a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
- a estratificação da população;
- o tamanho da amostra;
- o risco da amostragem;
- o erro tolerável; e
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- o erro esperado.
A alternativa A está incorreta, pela inclusão de “fraude”. A letra B
pelo “tamanho da empresa” e “inadimplência”. A alternativa C, pelo “erro
intolerável” e a letra D, pelo “erro inesperado” e “valores”. Resposta: E

10 - (ESAF / TCU / 2002) - Ao utilizar o método de amostragem


estatística para verificar a aderência aos controles internos, o
auditor tem maior probabilidade em conduzir a uma opinião
errônea quando incorre no risco de:
a) Subavaliação da confiabilidade
b) Rejeição incorreta
c) Aceitação incorreta
d) Superavaliação da confiabilidade
e) Avaliação da população

Comentários:
Na verificação dos controles internos, o maior risco de erro para o
auditor seria na superavaliação dos controles internos, estimando-os
mais eficientes do que seriam na realidade. Essa interpretação
inadequada faria com que o auditor aplicasse testes em menor
profundidade do que o devido, pois a amplitude e profundidade dos testes
de auditoria é inversamente proporcional à eficiência dos controles
internos.
Qualquer dúvida nesse tipo de questão, retornem ao esquema do
item 2.1.3 na parte teórica da aula.
Resposta: D

11 - (ESAF / ICMS-PI / 2001) - Para conseguir o nível de


confiança desejado com menores amostras, a melhor técnica
estatística que o auditor pode utilizar é a:
a) Amostragem por Intervalo
b) Amostragem por Estratificação
c) Amostragem por Julgamento
d) Tabela de Números Aleatórios
e) Amostragem Exploratória

Comentários:
De acordo com a NBC TA 530, a eficiência da auditoria pode ser
melhorada se o auditor estratificar a população dividindo-a em
subpopulações distintas que tenham características similares. O objetivo
da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato
e, portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem
aumentar o risco de amostragem.
Resposta: B

12 - (ESAF / ISS-Natal-RN / 2008) - A relação existente entre o


fator de confiabilidade com a amostra é:
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a) quanto mais baixo for o fator de confiabilidade, maior será o tamanho


da amostra.
b) não existir no modelo a expectativa de risco de aceitação incorreta.
c) o fator de confiabilidade e a amostra devem ter correlação positiva.
d) independente do fator de confiabilidade, o tamanho da amostra não
varia.
e) não correlacionar o fator de confiabilidade da amostra com o seu
tamanho.

Comentários:
Para responder a essa questão era necessário que o aluno
entendesse que o caput se refere à confiabilidade da evidência de
auditoria obtida pelo auditor.
Nesse sentido, o fator de confiabilidade é inversamente proporcional
ao tamanho da amostra, ou seja, quanto maior for a confiança do auditor
nas evidencias obtidas, menor será a quantidade de testes a serem
aplicados e menor pode ser o tamanho da amostra. Portanto, o gabarito
da questão é a letra “a”.
Resposta: A

13 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - No processo de


amostragem o LSE – Limite Superior de Erro para superavaliações
é determinado pela:
a) soma do erro projetado e da provisão para risco de amostragem.
b) divisão da população pela amostra estratificada.
c) soma do erro estimado e da confiabilidade da amostra.
d) divisão do erro total pela população escolhida.
e) subtração do erro total, do desvio das possíveis perdas amostrais.

Comentários:
Pessoal, pra finalizar, questão extremamente específica, difícil e
rara em auditoria, embora tenha sido praticamente uma cópia de uma
elaborada pela mesma banca em concurso realizado no ano de 2008, para
a Prefeitura de Natal / RN.
Para respondê-la o candidato deveria ter conhecimento da definição
de Limite Superior de Erros (LSE). Entretanto, para conhecimento do
candidato, apresentamos a seguir também a definição de Limite Superior
de Desvios (LSD), caso a banca volte a cobrar questões acerca do tema.
Limite Superior de Erros (LSE) para superavaliações é o erro da
população após a projeção dos erros encontrados na amostra. Deve ser
comparada à distorção tolerável e é a soma do provisão de risco de
amostragem (PRA) com o erro projetado (EP). Se LSE > Distorção
tolerável, a amostra é falha. Se o LSE for menor, não há o que se alterar,
pois era a situação esperada.
Já Limite Superior de Desvios (LSD) é a taxa máxima de desvios
aceita pelo auditor na avaliação do processo de amostragem. É igual à

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provisão de risco de amostragem (PRA) + Taxa de desvios da amostra


(TD). Se LSD > Taxa tolerável de desvios, a amostra é falha.
Portanto, a resposta correta é a letra “a”.
Resposta: A

3. Tipos de Teste em áreas específicas das


Demonstrações Contábeis

As Demonstrações Contábeis obrigatoriamente sujeitas à Auditoria


Independente, segundo a Lei 6.404/76 – Lei das Sociedades por Ações –
são o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado do
Exercício (DRE), a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados
(DLPA), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), a Demonstração do
Valor Adicionado (DVA) e as Notas Explicativas (NE) que as acompanham.

Conforme vimos em nossa aula demonstrativa, para atingir suas


finalidades, a Contabilidade utiliza-se das seguintes técnicas
contábeis:
- Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais);
- Demonstrações (balanços e outras demonstrações);
- Auditoria; e
- Análise de balanços (ou análise das demonstrações
contábeis).

A análise das demonstrações contábeis (ADC) é uma técnica contábil que


consiste na verificação da exatidão e da fidedignidade dos dados contidos
nas demonstrações contábeis, por meio do exame dos registros contábeis
e dos documentos que deram origem a esses registros.

Vimos também que, de acordo com a NBC TA 200, o objetivo da


Auditoria das Demonstrações Contábeis é:

“aumentar o grau de confiança nas demonstrações


contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante
a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os
aspectos relevantes, em conformidade com uma
estrutura de relatório financeiro aplicável.” (grifei)

Na aula passada, ao citar a NBC TA 500 – Evidência de Auditoria –,


dissemos que o objetivo do auditor é definir e executar
procedimentos de auditoria que permitam conseguir evidência de
auditoria apropriada e suficiente que lhe possibilitem obter conclusões
razoáveis para fundamentar a sua opinião.

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Ou seja:
- executar PROCEDIMENTOS; para
- conseguir EVIDÊNCIAS; que possibilitem
- obter CONCLUSÕES; para
- fundamentar sua OPINIÃO.

Agora chegamos ao tema específico da nossa aula. Para cada tipo de


conta das demonstrações contábeis, devemos aplicar testes e
procedimentos específicos, em busca de evidências de distorções
relevantes que possam justificar a existência de não-conformidades
porventura existentes.

Essa não conformidades – ou distorções –, segundo Ribeiro e Ribeiro


(2012), podem ser de quatro tipos:
- saldo superavaliado (valor maior que o real);
- saldo subavaliado (valor menor que o real);
- saldo fictício (valor inexistente ou irreal); ou
- saldo oculto (omissão de valor).

As não conformidades – ou distorções – encontradas nas DC podem ser


de quatro tipos:
- saldo superavaliado (valor maior que o real);
- saldo subavaliado (valor menor que o real);
- saldo fictício (valor inexistente ou irreal); ou
- saldo oculto (omissão de valor).

Assim, em virtude desses riscos, recomenda-se que todas as contas


apresentadas nas DC sejam testadas.

Em linhas gerais, funciona da seguinte forma: o auditor confere os


cálculos dos grupos de contas apresentados nas DC, para depois conferir
os saldos iniciais com os saldos finais da auditoria do exercício anterior.

Adicionalmente, verifica se os saldos informados “batem” com os


registrados nos livros contábeis (principalmente no razão). Se julgar
conveniente, em vista do necessário ceticismo que deve possuir, estende
as verificações aos registros contábeis. Isso porque o simples
confronto entre os saldos das contas apresentadas nas DC com os saldos
existentes no Livro-Razão dificilmente irá evidenciar as distorções nos
respectivos saldos.

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Lembrem-se de que, de acordo com o Método das Partidas Dobradas


(MPD), cada lançamento (ou mais) no Ativo corresponderá a um
lançamento (ou mais) no Passivo, e vice versa.

Isso explica o fato de que o auditor, ao analisar a documentação, deva ter


ciência de que, normalmente, a superavaliação do saldo de uma conta (ou
mais) encontra guarida na subavaliação do saldo de sua (s) contrapartida
(s). Observem o quadro resumo a seguir, contendo algumas das contas
que abordaremos “em sala”, conforme a Lei nº 6.404/76, alterada pela
11.941/09.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC)
- Disponibilidades
- Caixa e bancos Passivo Não Circulante (PNC)
- Clientes (contas a receber) Patrimônio Líquido (PL)
- Estoques

Ativo Não Circulante (ANC)


- Ativo Realizável a Longo Prazo
(ARLP)
- Investimentos
- Imobilizado
- Intangível

Esse quadro não está completo, mas serve apenas para os colegas que
ainda não estão craques na Contabilidade terem uma noção do
posicionamento das contas no Balanço Patrimonial.

Elaboramos outro quadro, com base na obra de Ribeiro e Ribeiro (2012),


apresentando alguns exemplos das muitas situações que podem ocorrer:

Situação Definição Exemplo


Saldo superavaliado O saldo constante de Superavaliação em conta de despesa:
uma conta da DC é despesa de 100 paga em $ (valor deixa
superior ao saldo da de compor “caixa”), mas escriturada
mesma conta no como 120. Para haver compensação, ou
livro-razão o caixa será subavaliado em 20 ou o
passivo será superavaliado com a
inclusão de um saldo fictício (conta
inexistente)
Saldo subavaliado O saldo constante de Subavaliação em conta de receita:
uma conta da DC é receita de 500 recebida em $ (valor
inferior ao saldo da passa a compor “caixa”), mas
mesma conta no escriturada como 400. Acarretará
livro-razão subavaliação na conta de receita, e em
contrapartida, subavaliação no saldo da
conta “caixa”, que será menor que o
real.
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Saldo fictício O saldo constante de Para compensar desfalque de 50 no
uma conta da DC não caixa, o contador intencionalmente lança
existe no livro-razão o respectivo valor na conta “duplicatas a
receber”.
Saldo oculto O saldo de uma conta Nota fiscal de venda de mercadorias a
constante do livro- prazo, no valor de 80, não escriturada
razão bão foi no livro diário. Essa omissão provocou
informado ou sequer uma subavaliação no saldo da conta
contabilizado “duplicatas a receber” e a consequente
subavaliação da conta de “receitas com
vendas”.

3.1. Caixa e Bancos

Como sabemos, no Balanço Patrimonial, os ativos são classificados em


ordem decrescente de grau de liquidez. Assim, caixa e bancos são
classificados na primeira linha do lado do ativo do BP, pois é o ativo de
maior liquidez.

São registrados no grupo de caixa e bancos os recursos disponíveis


para aplicação nas transações da empresa, tais como:
- dinheiro em caixa;
- dinheiros em contas correntes bancárias;
- recebimentos não depositados.

O valor de caixa e bancos é composto, em geral, por dois


componentes: o numerário em caixa (também denominado encaixe) e
o depósito em bancos. Para cada componente, o auditor realiza
procedimentos próprios.

De acordo com Almeida (2010), para um ativo ser classificado nesse


grupo, é importante que não haja restrições quanto ao seu uso
imediato. Os cheques emitidos e ainda não entregues aos beneficiários
não devem ser considerados como redução de caixa e bancos.

O autor afirma que “caixa e bancos”, por ser um ativo de pronta liquidez,
é o mais sujeito a uma utilização indevida. Nessa área, mesmo que
haja bom sistema de controle interno, o auditor executa maior volume
de testes do que o normal, já que o risco é maior.

Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação, e o


principal objetivo é verificar a existência do ativo. Entre os objetivos
específicos, estão a verificação da existência, da propriedade da exatidão
dos valores, a descoberta de restrições e a apresentação exata nas DC. E
qual seria, na opinião de vocês, a melhor forma de se ter certeza da
existência de recursos em caixa? Exatamente: contá-los fisicamente,
principalmente em empresas nas quais o fluxo de dinheiro diário é mais
expressivo.

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Sempre que possível, a auditoria das DC deve ser iniciada pela contagem
física do dinheiro existente em caixa. Para os recursos em contas
correntes bancárias, esse procedimento não poderá ser executado, mas
uma carta do banco, em resposta a uma circularização, normalmente é a
forma utilizada para essa conferência.

As contas “caixa e bancos” são as mais testadas nos trabalhos de


auditoria, pois apresentam alto grau de liquidez, oferecendo mais riscos
que as demais.
Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação, e o
principal objetivo é verificar a existência do ativo.

3.1.1 Contagem de caixa (encaixe)

É normalmente utilizada para as empresas que costumam manter uma


quantia considerável em caixa na data do Balanço Patrimonial. Isso é
bastante comum naquelas que vendem à vista grandes quantidades de
produtos de pequeno valor.

Para se realizar a contagem, na visão de Ribeiro e Ribeiro (2012),


algumas recomendações devem ser seguidas:

- que a contagem física seja realizada em horário bem próximo ao final


do expediente, para evitar que o saldo esteja muito baixo, o que
descaracterizaria as verificações;

- o fator surpresa inibe o mascaramento do movimento por parte dos


responsáveis (isso pode ser conseguido por meio de uma segunda
contagem, já que o auditado vai acabar esperando pela primeira);

- quando a empresa trabalhar com mais de um caixa, é importante se


destacar membros da equipe de auditoria para que a contagem seja
realizada simultaneamente (para evitar que o mesmo numerário seja
contado nos dois caixas, por substituição de fundos);

- a contagem do dinheiro deve ser feita, se possível, pelo próprio


tesoureiro, na presença da equipe de auditores (os auditores não
devem se apoderar dos valores);

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- a contagem física deve abranger não só o dinheiro, mas também


outros documentos integrados ao saldo, como por exemplo, recibos e
cheques;

- é importante verificar a existência de cheques depositados e


devolvidos por falta de fundos ou por outro motivo (se os cheques não
forem depositados enquanto o auditor controla o numerário, não será
possível certificar-se da validade dos mesmos);

- após a conclusão da contagem, lavrar um termo de conferência.

3.1.2 Saldos bancários

Aqui, o auditor não mais está tratando de dinheiro em mãos, mas com
documentos que comprovam a existência do dinheiro. A checagem é feita,
normalmente, por meio de circularização aos bancos e de
conferência dos extratos bancários, após a resposta.

Almeida (2010) relaciona as principais atividades a serem desenvolvidas


pelo auditor, na verificação dos saldos bancários:

- solicitar o preenchimento da carta de circularização (lembre-se de


que quem preenche a carta é a administração da empresa, pois não há
vínculo direto entre a equipe de auditoria e o banco a ser circularizado);

- incluir na carta um envelope selado endereçado à própria firma de


auditoria (a resposta será enviada diretamente aos auditores, e isso
facilitaria o trabalho do banco);

- para as cartas não respondidas, reiterar em quinze dias. Se ainda assim


não obtiver êxito, obter confirmação pessoalmente;

Os procedimentos finais de auditoria concentram-se nas conciliações


bancárias.

3.2 Clientes

As contas de clientes, ou contas a receber, representam direitos


adquiridos por vendas a prazo de bens ou serviços relacionados ao
objetivo social da empresa. Além desses, algumas transações são
classificadas como contas a receber:
- adiantamentos (férias, 13º salário), e empréstimos a empregados,
administradores, acionistas e empresas controladas e coligadas;
- impostos a recuperar;
- conta retificadora (provisão para devedores duvidosos – PDD);
- notas fiscais a receber;
- duplicatas a receber.
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Na venda de bens, a principal exigência é a transferência para o


comprador dos riscos e benefícios mais significativos inerentes à
propriedade dos bens.

O principal objetivo do auditor na auditoria dos valores a receber é


cobrir a existência, a avaliação e a classificação das contas.

Por serem de natureza intangível, exigem procedimentos diferentes


daqueles aplicados na auditoria de caixa e bancos, tendo o auditor que
aplicar critérios de julgamento não só quantitativos, mas qualitativos,
por meio de evidências indiretas.

De acordo com Crepaldi (2010), os procedimentos de auditoria usados no


exame de contas a receber podem ser classificados da seguinte maneira:

- coleta e exame de evidências externas;

- exame de evidências internas da firma;

- procedimentos analíticos referentes a saldos de contas a receber e


Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.

3.2.1 Evidências Externas - Confirmação

A confirmação externa é um dos mais importantes procedimentos de


auditoria, e é particularmente utilizado na verificação da conta clientes.
Como vimos na aula passada, podem ocorrer dois tipos de pedidos de
confirmação: positivo e negativo.

LEMBRETE:
O primeiro é utilizado quando há necessidade de resposta da pessoa de quem se quer
obter uma confirmação formal. Pode ser usado de duas formas:
- branco: quando não se colocam os valores nos pedidos de confirmação;
- preto: quando utilizados saldos ou valores a serem confirmados na data-base
indicada.

O pedido de confirmação negativo é utilizado quando a resposta for necessária em


caso de discordância da pessoa de quem se quer obter a confirmação, ou seja, na
falta de confirmação, o auditor entende que a pessoa concorda com os valores
colocados no pedido de confirmação.

Considera-se de melhor qualidade a evidência obtida por meio dos


pedidos de confirmação positivos, pois o auditor não tem meios
imediatos de determinar se a ausência de resposta ocorreu por anuência
ou negligência do devedor.

Para as cartas de confirmação não respondidas, Almeida (2010)


apresenta alguns procedimentos alternativos:
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- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;


- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;
- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de
recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos.

Para as cartas de confirmação não respondidas, Almeida (2010)


apresenta alguns procedimentos alternativos:
- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;
- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;
- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de
recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos.

3.2.2 Evidências Internas – teste de avaliação das contas a


receber

Os procedimentos utilizados para essa parte da auditoria são os testes de


registros contábeis e o exame da documentação hábil. Devem ser
testadas a exatidão dos registros contábeis e os documentos
comprobatórios, comparando-os aos registros. Esses procedimentos de
auditoria são comumente denominados testes de transações.

Para tanto, o auditor deve solicitar da empresa um mapa demonstrativo


de contas a receber por idade de recebimento, a fim de facilitar a
identificação de problemas.

3.2.3 Procedimentos Analíticos

Consiste em analisar, pelos vencimentos, os saldos das contas a receber,


e fornece dados sobre o vencimento das contas a receber. Esse
procedimento relaciona-se diretamente com a avaliação que o auditor faz
da adequação da PDD, o que se traduz de grande para a fidedignidade
das contas a receber, embora outros dados também possam ser utilizados
com a mesma finalidade:
- antecedentes de porcentagens dos saldos a receber, expressos
pela provisão;
- tendências da incidência de dívidas duvidosas;
- alterações na política de concessão de crédito;
- cálculos de movimentação de contas a receber; e
- condições econômicas vigentes no momento.

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3.3 Estoques

Segundo Almeida (2010), os estoques são bens destinados à venda ou


à fabricação, relacionados com os objetivos e atividades da empresa.
Eles são importantes na apuração do lucro líquido de cada exercício social
e na determinação do valor do capital circulante líquido do Balanço
Patrimonial.

A importância dada a este item, na auditoria das DC, deve-se ao fato de


que os resultados da empresa podem ser facilmente manipulados
pela superavaliação ou subavaliação dos estoques.

As principais classes de estoques são:


- matérias-primas (bens comprados e destinados à produção);
- produtos em processo (bens que estão em processo de
produção);
- produtos acabados (bens produzidos e destinados à venda);
- mercadorias (bens comprados e destinados à venda).

Ainda conforme a obra citada, os principais objetivos da auditoria de


estoques (feita por amostragem) são:

- verificar se as quantidades de bens declaradas realmente


existem;
- verificar se os bens foram custeados e avaliados de acordo com
os princípios de contabilidade;
- verificar se as informações referentes aos estoques foram
adequadamente divulgadas nas DC.

Crepaldi (2010), por sua vez, apresenta os seguintes objetivos:


- determinação de que há bom controle sobre os estoques;
- verificação de que o cliente é realmente o proprietário do estoque;
- determinação de quantidade de estoque em mão do cliente;
- averiguação e certeza de que o cliente atribui preço adequado a
seu estoque;
- determinação se há ônus sobre o estoque;
- determinação da possibilidade de venda do estoque existente,
atentando para indícios, tais como mercadoria danificada, itens
obsoletos, etc;
- determinação da forma correta de apresentação do estoque nas
DC.

Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a inspeção


física (verificação da existência física) e os testes de avaliação
(sistema de alocação de custos aos estoques).

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A verificação da existência física ocorre por meio da observação e da


contagem física, confrontando os resultados com os registros
contábeis.

O corte das operações (cut-off), de acordo com Franco e Marra (2011)


consiste em determinar o momento em que os registros contábeis
auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o
levantamento do inventário. Assim, o que estiver registrado até aquele
momento será incluído, o que vier a ser registrado depois será excluído.

É escolhida uma data limite, e estando os registros rigorosamente em


dia, verifica-se a última anotação constante, a qual indicará os
materiais que, até ali, farão parte do inventário.

Os testes de avaliação dos estoques dizem respeito à revisão do sistema


de alocação de custos aos estoques – PEPS, UEPS – e à verificação de que
o somatório das relações finais de inventário concorda com os saldos das
respectivas contas do razão geral da contabilidade.

Os principais procedimentos de auditoria nos estoques são a


inspeção física (verificação da existência física) e os testes de
avaliação (sistema de alocação de custos aos estoques).

3.4 Investimentos

Como parte da política de algumas empresas, estas aplicam recursos em


títulos e outros direitos. Essas aplicações normalmente se dividem em
três grupos (Almeida, 2010):
- instrumentos financeiros de dívidas: aplicações em títulos
públicos e privados;
- instrumentos financeiros de capital: participação no capital
social de outras empresas;
- investimentos avaliados pelo método de equivalência
patrimonial: investimentos em sociedades coligadas e em
sociedades controladas.

Para concursos – ou seja, o que nos interessa no momento – o mais


importante é o investimento no capital de outras empresas, tendo em
vista que o que acontece com a investida acaba por refletir na situação da
investidora, de acordo com a materialidade do investimento.

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Na auditoria de investimentos, o auditor deve tomar cuidados especiais,


além daqueles comuns a outras contas do BP, em virtude das
características das operações que envolvem as operações de
investimentos, especificamente às relativas à legislação de aquisição e
métodos de avaliação.

As informações mais importantes dizem respeito:


- natureza do título;
- data e valor da aplicação;
- data e taxa dos juros e outros rendimentos que eles possam
gerar;
- data do resgate;
- valor dos dividendos provisionados;
- valor de mercado, etc.

De acordo com Crepaldi (2010), os procedimentos usados pelo auditor


para atingir o objetivo referente à existência e à propriedade dos
investimentos, normalmente, compreendem exame ou confirmação.
Quando há títulos envolvidos, considera-se boa prática examiná-los e
confrontá-los com a contagem realizada pelo cliente.

Se esse procedimento for impraticável, uma alternativa pode ser a


confirmação com o encarregado externo das custódia dos bens,
ponderando sobre a reputação e os antecedentes financeiros de quem faz
a confirmação.

Os principais procedimentos utilizados são, de acordo com a obra de


Franco e Marra (2011):

1 - Verificação física (exame documental) dos títulos de investimento:


verificação física, caso os títulos, contratos ou certificados estejam de
posse da empresa; ou circularização, em caso negativo.

2 - Verificação da contabilização do investimento: quando de sua


aquisição, e das variações ocorridas, para assegurar-se da adequação dos
valores mencionados no BP.

3 - Avaliações dos investimentos em coligadas e controladas


(investimento relevante): deve ser feito por meio do Método de
Equivalência Patrimonial – MEP –, por determinação legal.

3.5 Imobilizado

O Art. 179, IV, da Lei nº 6.404/76, considera Ativo Imobilizado como


sendo os direitos que tenham por objeto os bens corpóreos destinados
à manutenção das atividades da Companhia ou da empresa, ou exercidos

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com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram


à Cia. os benefícios, riscos e controle desses bens.

Ou seja, o Imobilizado é composto exclusivamente por bens


materiais, tangíveis.

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à


auditoria de outras áreas do BP, como a conferência de cálculos, a
checagem de saldos do BP com saldos constantes dos livros contábeis e
da documentação comprobatória.

Uma característica importante, tendo em vista a sujeição ao desgaste


pelo uso, ação da natureza e obsolescência, é avaliação dos planos e
cálculos de depreciação.

De acordo com Crepaldi (2010), a auditoria do imobilizado tem os


seguintes objetivos:
- determinar sua existência física e a permanência em uso;
- determinar se pertence à empresa;
- determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade,
em bases uniformes;
- determinar se o imobilizado não contém despesas
capitalizadas e, por outro lado, as despesas não contém itens
capitalizáveis;
- determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente
depreciados monetariamente, em bases aceitáveis;
- determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em
garantia ou com restrição de uso;
- determinar se está corretamente classificado nas DC e se as
divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas;
- estudar e avaliar o controle interno existente para esses bens.

Com base nesses objetivos, podemos concluir pelas ações mais


comuns:
- avaliação dos bens, inclusive correção;
- existência, propriedade e posse;
- eventual ônus sobre os bens;
- critérios e extensão das depreciações e amortizações.

Na auditoria do imobilizado, alguns procedimentos são comuns à


auditoria de outras áreas do BP, como a conferência de cálculos, a
checagem de saldos do BP com saldos constantes dos livros contábeis
e da documentação comprobatória.
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3.6 Fornecedores

Da mesma forma que nas Contas a Receber, o grupo Contas a Pagar


engloba um conjunto de obrigações, como as obrigações com
fornecedores, as obrigações trabalhistas, empréstimos,
financiamentos, etc., de curto ou de longo prazo, ou seja, podem ser
classificadas tanto no Passivo Circulante (PC) como no Passivo Não
Circulante (PNC).

Em geral, o maior volume de testes recai sobre as obrigações com


fornecedores. A conta fornecedores (componente do “contas a pagar”)
representa uma obrigação da empresa auditada, uma dívida com
fornecedores, devida às aquisições de bens ou serviços, e deve ser
reconhecida quando a empresa recebe a prestação do serviço ou quando
o ativo passa para sua propriedade.

Os procedimentos de auditoria são semelhantes aos utilizados nas


contas a receber, e podem ser identificados da seguinte forma:
- Inspeção física;
- Circularização;
- Recálculo;
- Investigação.

Em relação à circularização, da mesma forma que na auditoria do


”contas a receber”, no caso de “fornecedores”, é o procedimento mais
importante, com a seguinte observação encontrada na obra de Ribeiro e
Ribeiro (2012): “Em relação à circularização, nesse caso, nas cartas
enviadas aos fornecedores, não constam valores, pois é o fornecedor
quem informa o valor da dívida da auditada”.

Nesse caso, a experiência demonstra ser a circularização mais eficiente,


pois o credor tem maior interesse em demonstrar seu crédito ou
apontar irregularidades, sendo de grande importância na detecção de
omissão de passivos.

Segue um quadro adaptado de enumeração constante da obra de Attie


(2010), no qual o autor ilustra alguns dos principais procedimentos
que poderão ser utilizados nos trabalhos de auditoria do Passivo:

Procedimento Aplicação
- Contagem das contas a pagar
Exame físico (inspeção)
- Contagem dos títulos a pagar
- Dos fornecedores
Circularização (confirmação) - Dos empréstimos a pagar
- Das contas a pagar
- Exame documental das faturas /
Inspeção de documentos
notas fiscais
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- Exame documental dos contratos de


empréstimos
- exame das atas e assembleias
-Exame documental das guias de
recolhimento de impostos
- Dos impostos a pagar
- Dos juros a pagar
Cálculo (recálculo) - Da composição dos fornecedores
- Das provisões de férias, 13º salário
- Dos royalties a pagar
- Classificação adequada das contas
Observação - Observação aos princípios de contabilidade
- Observação de ativos dados em garantia
Fonte: Attie (Atlas, 2010, p. 455 e 456)

3.7 Advogados

De acordo com a orientação IBRACON (Instituto dos Auditores


Independentes do Brasil), referente à NBC T 11.15 – Contingências –, a
circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter confirmação
independente das informações fornecidas pela administração, referentes a
situações relacionadas a litígios, pedidos de indenização ou questões
tributárias.

As respostas servem de evidência para que o auditor avalie se a


administração adotou os procedimentos adequados para a contabilização
e/ou divulgação dos passivos não registrados e/ou das contingências
(ativas ou passivas).

A extensão da selação dos advogados a serem circularizados depende do


julgamento profissional do auditor, que deve levar em consideração:
- a estrutura de controles internos da empresa;
- a natureza e a relevância dos assuntos envolvidos.

Ao final o auditor deve avaliar todas as circunstâncias e as evidências


obtidas durante a aplicação de seus procedimentos de auditoria para
passivos não registrados e contingências para formar o seu julgamento
quanto à adequação às práticas contábeis adotadas na elaboração e na
apresentação das DC.

3.8 Seguros

De acordo com Franco e Marra (2011), para verificação deste item, além
do exame atento das apólices vigentes, é recomendável a circularização,
com o objetivo principal de constatar qual a cobertura existente para os
ativos da empresa, se é suficiente e adequada, e se existem outros tipos
de seguros para contingências.
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3.9 Folha de pagamentos (salários a pagar)

De acordo com Franco e Marra (2011), os procedimentos são orientados


sobre a razoabilidade do saldo final a pagar. Para tanto, se deve
pesquisar o movimento durante o exercício, a fim de verificar possíveis
lançamentos extraordinários. O confronto das folhas de pagamento, se
demonstrar regularidade, é um bom elemento de convicção.

Almeida (2010) sugere as seguintes ações:


- análise de composição do saldo da conta;
- conferência do valor da análise com a respectiva conta do razão
da contabilidade;
- verificação de que não existam itens antigos ou anormais na
análise;
- confrontação dos valores com a folha de pagamentos.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

14 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa de prestação


de serviços NBA Informática S.A. tem seus processos integrados
sistemicamente. A folha de salários é integrada à contabilidade
mensalmente. No mês de julho de 2009, não foi feita a
parametrização no sistema, para contabilização de uma nova
verba de horas extras a pagar, de 100% de acréscimo. A folha de
pagamentos apresentava remuneração de R$ 20.000,00 nessa
verba. Dessa forma, pode-se afirmar que:
a) o passivo está superavaliado e o resultado está subavaliado.
b) o ativo está subavaliado e o passivo está superavaliado.
c) o passivo está subavaliado e o resultado está subavaliado.
d) os saldos estão adequados sem subavaliação ou superavaliação.
e) o passivo está superavaliado e o resultado está superavaliado.

Comentários:
A questão foi anulada por não ter uma resposta correta. De
qualquer forma, é interessante resolvê-la, dada a pouca quantidade de
questões recentes da ESAF que temos sobre o assunto.
Foi informado na questão que não foi realizado um lançamento das
horas extras referente ao período. Dessa forma, a conta horas extras a
pagar (conta do passivo, credora) está subavaliada. Analogamente, a
conta Despesas com horas extras (conta de resultado, devedora),
também está subavaliada. Portanto, o resultado do período está
superavaliado, já que horas extras (despesa que reduziria o resultado)
não foram contabilizadas.
Resposta: Anulada
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15 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor, ao avaliar as


provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa
Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores
provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma,
deve o auditor:
a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela
empresa, no período.
b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de
cálculos que garantam os valores registrados.
c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos,
dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis.
d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três
anos, para estabelecer o valor da provisão.
e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas
mais apropriadas no período.

Comentários:
Questão retirada em sua literalidade da NBC T 11.13, que trata das
estimativas contábeis e era a norma vigente à época.
Segundo o item 11.13.1.6 dessa norma, “quando a comparação
entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais
destas evidenciar variações significativas, o auditor deve verificar se
houve o competente ajuste nos procedimentos, de forma a
permitir estimativas mais apropriadas no período em exame.”
(grifos nossos). Portanto, a letra “e” é a assertiva correta.
O restante das alternativas não corresponde a procedimentos que
devam ser adotados pelo auditor quando da identificação do fato
enunciado no caput da questão.
Atualmente, a norma vigente que trata de Estimativas Contábeis é a
NBC TA 540.
Resposta: E

16 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa Parcial S.A.


realizou o estorno da Reserva de Reavaliação, conforme
permissibilidade estabelecida pela Lei n. 11.638/2007. No
entanto, o contador não realizou o estorno dos impostos
pertinentes à reavaliação. Dessa forma pode-se afirmar que:
a) a conta de reserva de reavaliação está superavaliada.
b) a conta de investimento reavaliação está adequada.
c) a conta de imposto de renda diferido está superavaliada.
d) a conta de lucros acumulados está superavaliada.
e) a conta de resultado do exercício está subavaliada.

Comentários:
Ao reavaliar um bem, quando era possível pela legislação, a
empresa também registrava uma provisão para imposto de renda sobre a
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realização da reserva, debitando a conta imposto sobre reserva de


realização (conta redutora do PL) e creditando imposto de renda diferido
(passivo não circulante).
Nessa questão, a banca afirma que o contador não realizou um
estorno de imposto pertinente à reavaliação, o que faz com que a conta
Imposto de Renda Diferido apresente um valor maior do que o real. Dessa
forma, ela está superavaliada e a resposta correta da questão é a letra
“c”.
Resposta: C

17 - (ESAF / CVM / 2010) - Segundo determinação da Comissão


de Valores Mobiliários – CVM, no ajuste a valor presente do ativo e
do passivo de longo prazo de que trata a Lei n. 11.638/2007, as
empresas devem obedecer aos seguintes procedimentos, exceto:
a) as notas explicativas deverão detalhar as premissas e fundamentos
que justificaram as taxas de desconto adotadas pela Administração.
b) ao submeter ativos e passivos de curto prazo ao ajuste, devem ser
observadas, além das regras gerais, as taxas de retorno para
investimentos de curto prazo.
c) as reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos
monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou
despesas financeiras.
d) as premissas e fundamentos que justificarem as estimativas contábeis
relativas ao cálculo dos ajustes a valor presente, inclusive as taxas de
desconto, serão objeto de avaliação quanto à razoabilidade e pertinência
pelos auditores independentes.
e) A quantificação do ajuste a valor presente deverá ser realizada em
base exponencial “pro rata die”, a partir da origem de cada transação,
sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam.

Comentários:
Esta questão é bem específica da prova da CVM e não está
relacionada diretamente ao conteúdo de auditoria, mas sim contabilidade.
Entretanto, recentemente (vide ISS-SP) as bancas tem explorado um
pouco mais o conhecimento dos CPCs e por isso achamos interessante
trazer essa questão.
As alternativas “a”, “c”, “d” e “e” foram retiradas, em sua
literalidade, do Pronunciamento Técnico CPC 12, que trata de ajuste a
valor presente, conforme verificamos a seguir:
“Em se tratando de evidenciação em nota explicativa, devem ser
prestadas informações mínimas que permitam que os usuários das
demonstrações contábeis obtenham entendimento inequívoco das
mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos,
compreendendo: (...) (b) premissas utilizadas pela administração, taxas
de juros decompostas por prêmios incorporados e por fatores de risco
(risk-free, risco de crédito, etc.), montantes dos fluxos de caixa
estimados ou séries de montantes dos fluxos de caixa estimados,
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horizonte temporal estimado ou esperado, expectativas em termos de


montante e temporalidade dos fluxos (probabilidades associadas);” (CPC
12, Item 33)
“A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em
base exponencial "pro rata die", a partir da origem de cada transação,
sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam.” (CPC
12, Item 22)
“As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos
monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou
despesas financeiras (...)” (CPC 12, Item 23)
Por fim, segundo a norma supra “os elementos integrantes do ativo
e do passivo decorrentes de operações de longo prazo, ou de curto prazo
quando houver efeito relevante, devem ser ajustados a valor presente
com base em taxas de desconto que reflitam as melhores
avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os
riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais.” (grifos
nossos) Portanto, a alternativa “b” está incorreta.
Resposta: B

18 - (ESAF / SUSEP / 2010) - O auditor externo, ao realizar testes


no cálculo do valor recuperável de um ativo imobilizado, feito pelo
método do fluxo de caixa descontado, identificou que a taxa
utilizada para descontar o fluxo de caixa estava maior que a
recomendada para aquela atividade. Dessa forma, pode-se afirmar
que a conta:
a) de ajuste especial no Patrimônio Líquido, está subavaliada.
b) de despesa de depreciação, do imobilizado, está superavaliada.
c) do ajuste especial no Resultado do Exercício, está subavaliada.
d) de depreciação acumulada do imobilizado, está superavaliada.
e) do ativo imobilizado está subavaliada.

Comentários:
Segundo a nova redação do § 3º do art. 183 da Lei nº 6.404/76,
alterado pela Lei nº 11.638/07, a companhia deverá efetuar,
periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no
imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver
decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se
destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir
resultados suficientes para recuperação desse valor; ou
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação
da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação,
exaustão e amortização.
Dessa forma, o valor contábil de um ativo permanente não pode
estar registrado no balanço patrimonial por montante superior ao seu
valor recuperável. Portanto, quando a empresa utiliza, no fluxo de caixa
descontado, uma taxa de desconto maior do que a recomendada para
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aquela atividade, o valor de uso do imobilizado será menor do que


deveria realmente ser, levando à subavaliação da conta do ativo
imobilizado, e provocando uma superavaliação da conta de ajuste no
Resultado do Exercício. Assim, a alternativa “c” está incorreta e a letra “e”
é a assertiva correta.
A mesma lei estabelece que serão classificadas como ajustes de
avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do
exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do
passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. A letra “a” está
errada, pois o ajuste patrimonial está superavaliado e não subavaliado, já
que é uma conta redutora do patrimônio líquido.
A despesa com depreciação é uma conta do resultado e a
depreciação acumulada uma conta redutora do imobilizado. Ambas, nesse
caso, estão subavaliadas, pois dependem diretamente do valor do ativo
imobilizado. Como verificamos que este está subavaliado, essas duas
contas também estão, o que leva à incorreção das assertivas “b” e “d”.
Resposta: E

19 - (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) - O sócio-diretor


pagou diversos compromissos pessoais com recursos financeiros
da empresa e determinou que tais valores fossem contabilizados
como duplicatas a receber de um determinado cliente. A situação
descrita caracteriza-se como:
A) Ativo fictício
B) Ativo oculto
C) Passivo fictício
D) Passivo oculto
E) Ativo intangível

Comentários:
Para esconder a atitude desonesta de utilizar recursos da empresa
para honrar compromissos pessoais, o sócio-diretor criou o que a doutrina
chama de ativo fictício (valores inexistentes em duplicatas a receber).
Portanto, letra A. As letras C e D não correspondem à contabilização
como duplicatas a receber, pois tratam do passivo e as letras B e E não
representam a nomenclatura correta desse tipo de ativo.
Resposta: A

20 - (SEFAZ/SP/APOFP/ESAF/2009) - A inspeção física, por meio


da contagem de numerário, é procedimento básico de auditoria
aplicável à verificação em conta do:
(A) Ativo Circulante.
(B) Ativo Realizável a Longo Prazo.
(C) Ativo Permanente.
(D) Passivo Circulante.
(E) Patrimônio Líquido.
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Comentários:
Normalmente a conta Caixa e Bancos é verificada por meio do
procedimento da inspeção física, e pertence ao Ativo Circulante.
Resposta: A

21 - (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) - No


encerramento do exercício social, o balanço patrimonial
apresentava a rubrica contábil "Caixa" com saldo credor. Indique
a opção que pode justificar essa situação.
A) pagamentos a fornecedores não contabilizados
B) empréstimos concedidos não contabilizados
C) recebimentos de numerários não contabilizados
D) adiantamentos recebidos de clientes
E) compras a prazo canceladas

Comentários:
O saldo credor na conta caixa também é conhecido por “estouro de
caixa”, e indica que a natureza da conta está sendo contrariada. Em
situações normais, a conta caixa não apresenta saldo credor, pois
estaríamos admitindo que foram realizados pagamentos superiores aos
recursos disponíveis, ou inclusão de numerário sem a devida
contabilização.
No estouro de caixa, a saída dos recursos foi contabilizada, o que
elimina, de imediato, as alternativas A e B.
A alternativa C é coerente com o alegado, e é o gabarito da
questão.
A alternativa D está incorreta, pois o adiantamento de clientes não
caracteriza a utilização de numerário não contabilizado ou receita omitida.
A alternativa E está incorreta, pois o cancelamento das compra a
prazo não implica em pagamentos pela empresa, ou numerário não
contabilizado.
Resposta: C

22 - (Pref. Niterói-RJ/Contador/ESAF/1999) - Os testes principais


de auditoria dirigidos para os saldos da conta CAIXA são,
respectivamente:
A) superavaliação e confirmação de saldos
B) subavaliação e inspeção física
C) superavaliação e inspeção documental
D) subavaliação e inspeção documental
E) superavaliação e inspeção física

Comentários:
Segundo as melhores doutrinas, os testes de auditoria são
dirigidos para superavaliação, e o principal objetivo é verificar a

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existência do ativo. Essa verificação da existência é realizada por meio


da inspeção física, conforme visto em questão anterior.
Resposta: E

23 - (SRF/AFRF/ESAF/1998) - Assinale a opção abaixo que não


corresponde a um procedimento geralmente empregado na
auditoria das disponibilidades financeiras das entidades.
A) confirmação de assinaturas autorizada
B) análise do fluxo de caixa projetado
C) contagem de fundo fixo de caixa
D) confirmação de contas bancárias paralisada
E) exame documental dos avisos bancários

Comentários:
A auditoria das disponibilidades é a aplicação de procedimentos em
relação à conta caixa e bancos. Das alternativas apresentadas, a única
que não se relaciona com esse trabalho é a de letra B, tendo em vista que
o objetivo principal do fluxo de caixa projetado é informar como se
comportará o fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros em
determinado período, podendo ser projetado a curto ou a longo prazo. Ou
seja, trata do futuro, e não dos valores existentes no presente.
Resposta: B

24 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - A Cia. Miudezas vende, em média,


70% de seus produtos a prazo e possui cerca de 5 mil clientes. O
perfil de seus clientes é o de pessoas que possuem renda familiar
de até 10 salários mínimos. Na análise da constituição de provisão
para devedores duvidosos do saldo de clientes da Cia. Miudezas, o
auditor deve:
(A) circularizar um percentual significativo de clientes, questionando
quanto à posição em atraso e suas justificativas.
(B) analisar individualmente o máximo possível a carteira de clientes da
empresa e tirar suas conclusões pessoais.
(C) segregar a carteira de clientes em função de períodos de contas
vencidas, medindo tendências e probabilidades de perdas.
(D) efetuar testes globais sobre o saldo de clientes, uma vez que as
perdas efetivas do setor variam de 5 a 10 % das vendas.
(E) estabelecer um valor adicional de provisão para cobrir perdas
prováveis, de modo que não afete o fluxo de caixa projetado.

Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois o custo x benefício da
circularização de um percentual “significativo” de 5 mil clientes seria
muito baixo.
A alternativa B está incorreta, pelo mesmo motivo (baixo custo x
benefício), já que o auditor teria que analisar cada uma das 5 mil
carteiras.
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A alternativa C é a melhor opção, e é o gabarito da questão,


facilitada pela solicitação do mapa demonstrativo de contas a receber por
idade de recebimento.
A alternativa D está incorreta, pois a banca inseriu uma informação
não constante da questão, o que não é comum (perdas efetivas do setor
variam de 5 a 10 % das vendas), e não podemos chegar a conclusões
sem a informação disponível.
A alternativa E está incorreta, pois não cumpriria o pedido da
questão, qual seja, a análise da constituição do PDD.
Resposta: C

25 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Assinale a opção em que o


procedimento de revisão analítica não está associado a clientes.
A) Análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas por
produto.
B) Análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes
individualmente.
C) Margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas.
D) Análise de variação de preços de produtos entregues pelos
fornecedores.
E) Alterações nos preços unitários e taxas de desconto para clientes
especiais.

Comentários:
Questão simples, mas que deve ser lida com atenção. Das
alternativas apresentadas, a única que não diz respeito à conta clientes,
em referência ao procedimento de revisão analítica é a letra D, pois está
relacionada aos preços de compra de produtos pela empresa auditada
(conta fornecedores), e não aos produtos vendidos (conta clientes). As
demais alternativas citam as informações “vendas” ou “clientes”.
Resposta: D

26 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - A circularização é um
procedimento de auditoria que aplicado à área de contas a receber
confirma:
A) os cálculos efetuados pelo auditor.
B) a existência física do bem da empresa.
C) a existência física do documento gerador do fato.
D) a existência de duplicatas descontadas.
E) o saldo apresentado pela empresa no cliente.

Comentários:
A confirmação externa é um dos mais importantes procedimentos
de auditoria, e é particularmente utilizado na verificação da conta
clientes.

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A alternativa D poderia trazer alguma dúvida aos candidatos, mas


as duplicatas estariam relacionadas às contas a receber caso estivessem
na situação “duplicatas e receber”.
Resposta: E

27 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Quando a administração de uma


entidade solicita, por carta postal, aos seus clientes que
respondam diretamente aos seus auditores independentes, caso
não concorde com o saldo em aberto informado, numa
determinada data, tem-se uma circularização:
A) branca
B) preta
C) positiva
D) negativa
E) atestatória

Comentários:
Como vimos na aula 3, o pedido de confirmação negativo é
utilizado quando a resposta for necessária em caso de discordância
da pessoa de quem se quer obter a confirmação, ou seja, na falta de
confirmação, o auditor entende que a pessoa concorda com os valores
colocados no pedido de confirmação.
Resposta: D

28 - (SERPRO/Analista de Auditoria/ESAF/2001) - O auditor


normalmente deve planejar obter confirmações diretas das contas
a receber. Todavia, quando os devedores não responderem a uma
confirmação da forma denominada "positiva", o auditor deve:
A) aplicar procedimentos alternativos.
B) solicitar confirmação na forma "negativa".
C) solicitar confirmação em data posterior.
D) aplicar procedimentos de controle.
E) emitir parecer com ressalva.

Comentários:
Uma solução para a ausência de resposta a um pedido de
confirmação positiva, segundo Almeida (2010) é a aplicação de alguns
procedimentos alternativos, tais como:
- inspeção de pedido de venda e nota fiscal;
- exame de comprovante de embarque, com atenção para as datas;
- verificação do recebimento subsequente, por meio da inspeção de
recibos, avisos bancários comprovantes de depósitos.
Resposta: A

29 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - A empresa Grande Porte


S.A. tem o seu Ativo formado em 15% pelo Contas a Receber e

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35% composto pelos Estoques. Dessa forma, a auditoria


contratada, ao realizar seus serviços, deve:
A) proceder à conferência de 100% do faturamento e realizar inventário
físico na empresa, para confirmar a existência dos estoques.
B) ressalvar em parecer o Contas a Receber por não ser possível auditar
por amostragem e recalcular a apropriação dos custos.
C) realizar o procedimento de circularização para confirmação dos saldos
de contas a receber e acompanhar o inventário físico realizado pela
entidade.
D) confrontar com os fornecedores o saldo de contas a receber e
determinar a realização de inventário físico pela empresa.
E) validar a existência de todos os clientes, mediante verificação do
cadastro de clientes da empresa e realizar com sua equipe técnica,
inventário físico para confirmação dos Estoques.

Comentários:
Sobre o contas a receber (clientes), o auditor, em vista da
materialidade dos valores envolvidos (15%) e pelas características da
conta clientes, deverá utilizar o procedimento da circularização para
confirmação dos saldos de contas a receber. Sobre o procedimento na
auditoria dos estoques, a verificação da existência física ocorre por meio
da observação e da contagem física, confrontando os resultados com os
registros contábeis.
Assim, podemos concluir que a alternativa que atende ao pedido é a
de letra C.
A alternativa A está incorreta, pois a conferência da totalidade do
faturamente pode não trazer uma boa relação entre custo e benefício,
ainda mais com valores tão representativos. Nesse caso, seria desejável a
utilização de amostragem.
A alternativa B está incorreta, pois é possível a utilização de
amostragem ao contrário do que se afirma.
A alternativa D está incorreta, pois contas a receber se relacionam
aos clientes, e não aos fornecedores da empresa.
A alternativa E está incorreta, pois a validação da existência dos
clientes, sem referência aos valores, não atenderia às necessidades da
auditoria.
Resposta: C

30 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - A empresa Celta S.A.


apresentou um nível de ociosidade de 30% de sua capacidade
instalada. Seu gestor, com o objetivo de apresentar resultados
mais condizentes com a performance de seus negócios, decidiu
reter essa ociosidade no processo produtivo, dimensionando esses
valores e mantendo-os nos estoques. O auditor, ao realizar os
testes nas contas de estoques, deve concluir que o saldo da conta:
A) Estoques está superavaliado, visto que não é permitido no sistema de
custeio reconhecer a ociosidade.
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B) Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado por ter


reconhecido mais custos do que deveria apropriar aos resultados.
C) Fornecedores está superavaliado por não ter sido apropriado aos
custos dos produtos.
D) Depreciação está superavaliado, visto ter reconhecido mais
depreciação em função da ociosidade.
E) Estoques está correto, visto que desde que fundamentado a ociosidade
pode ser retida nos custos.

Comentários:
De acordo com Attie (2010) em períodos de baixa produtividade, o
custo de ociosidade será apurado e levado ao resultado em rubrica
específica. Isso porque os custos referentes à ociosidade compõem o
estoque, já que, por exemplo, um custo de depreciação das máquinas vai
ocorrer, mesmo no caso da questão, onde estas operam apenas com 70%
de sua capacidade. Assim, podemos concluir que a ociosidade pode ser
retida nos custos, tornando a alternativa E correta.
A alternativa A está incorreta, por contrariar a informação
apresentada acima.
As alternativas B, C e D estão incorretas, por não se referirem à
manutenção da ociosidade nos estoques, como afirma a questão.
Resposta: E

31 - (SRF/AFRF/ESAF/2005) - Os procedimentos de controles


internos têm sido fundamentais na prevenção e inibição de
desvios, identificação de erros nos processos contábeis e
deterioração ou perdas dos ativos das empresas. Identifique a
seguir o procedimento relativo ao controle dos estoques.
A) Limites de alçada escalonados de acordo com os cargos para
aprovação de vendas.
B) Segregação de funções do departamento de contas a pagar e do gestor
financeiro.
C) Restrições de acesso aos ativos da empresa realizando movimentações
via requisições.
D) Circularização semestral de fornecedores de ativos para confirmação
dos saldos.
E) Inventário físico dos bens patrimoniais da empresa pelo menos uma
vez ao ano.

Comentários:
Das alternativas apresentadas, a única que efetivamente
possibilitaria o controle dos estoques é a de letra C, com a exigência de
que as movimentações de materiais do estoque somente possam ser
realizadas por meio de requisições formais.
Uma observação importante é quanto à definição de limite de
alçada, que nada mais é do que o valor permitidos a cada nível
hierárquico para a aprovação de certas operações.
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Outra observação diz respeito à alternativa E, que não teria um


efeito tão preventivo, sendo mais utilizado para a detecção de distorções
do que para inibir futuras ações fraudulentas.
Resposta: C

32 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Durante o acompanhamento de um


inventário físico de estoques, o auditor deve efetuar o cut-off
para:
(A) determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem
como os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do
inventário.
(B) comprovar que efetivamente todos os itens a serem inventariados
estão adequadamente acondicionados no almoxarifado da empresa.
(C) determinar o momento em que as três últimas compras e as três
últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o inventário.
(D) comprovar que os procedimentos adotados pela administração para a
contagem de estoques são adequados às práticas usuais.
(E) comprovar que os documentos de compras de mercadorias estão
suportados por documentação suporte às necessidades da empresa.

Comentários:
O corte das operações (cut-off), de acordo com Franco e Marra
(2011) consiste em determinar o momento em que os registros contábeis
auxiliares, bem como os documentos a ele relacionados, refletem o
levantamento do inventário. Assim, o que estiver registrado até aquele
momento será incluído, o que vier a ser registrado depois será excluído.
Portanto, a alternativa correta é a de letra A.
Atenção para a alternativa C, que prevê a determinação do
momento em que as três últimas compras e as três últimas vendas de
mercadorias ocorreram durante o inventário, quando o previsto é que
sejam determinados o momento da última compra e da última venda.
Resposta: A

33 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Assinale a opção que não


corresponde ao fator de risco inerente em estoques.
A) Flutuações significativas nos preços de materiais.
B) Alterações significativas nos níveis de produção.
C) Variação no custo-padrão é relevante.
D) Processo de produção envolve várias etapas complexas.
E) Análise de composição de estoques.

Comentários:
Risco inerente é aquele que existirá na atividade,
independentemente da existência de controles interno eficientes ou de um
trabalho de auditoria realizado com correção. É o risco próprio da
atividade, nesse caso da questão, de estoques.

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As alternativas A, B, C e D correspondem a riscos aos quais os


estoques estão sujeitos, independentemente de existirem controles
adequados.
A alternativa E, por sua vez, não chega a ser considerada como
risco do estoque, já que se traduz em simples análise do material que o
compõe, o que a torna o gabarito da questão.
Resposta: E

34 - (SFC/AFC/ESAF/2001) - No acompanhamento dos


inventários físicos de estoques de materiais, o auditor observou a
existência de diversos itens obsoletos. Qual procedimento deve
adotar?
A) Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não-operacionais.
B) Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber.
C) Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos
vendidos.
D) Propor a constituição de provisão para perdas em estoques.
E) Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação duvidosa.

Comentários:
Um dos objetivos da auditoria em estoques é a determinação da
possibilidade de venda do estoque existente, atentando para indícios, tais
como mercadoria danificada, itens obsoletos, etc.
No caso de identificação de itens obsoletos, a atitude correta seria a
constituição de provisão para perdas em estoques, pois a possibilidade de
venda de materiais obsoletos ou danificados é pequena, e a tendência é
que os valores dos mesmos sejam perdidos pela empresa.
Resposta: D

35 - (SRF/AFRF/ESAF/2001) - A confirmação, por escrito, de um


fornecedor que mantém estoques da empresa auditada em seu
poder na data-base do balanço:
A) É um procedimento usual de auditoria independente das
demonstrações contábeis
B) Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e
existência do ativo
C) É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de
estoques
D) Deve obrigatoriamente ser validado com a realização de inspeção física
no local
E) Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das notas
explicativas.

Comentários:
A confirmação é amplamente utilizada na auditoria independente
das demonstrações contábeis, tanto em relação aos fornecedores quanto
aos estoques da empresa auditada. Das alternativas apresentadas, a
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única que nos remete à realidade é a de letra A, pois esse tipo de


procedimento é realmente usual nas AIDC.
Além disso, na questão, aceitar que é uma prática irregular levaria o
candidato a quatro possíveis respostas: B, C, D e E.
Resposta: A

36 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - No processo de


acompanhamento do inventário físico de estoques de matéria-
prima, o auditor constatou a existência de quantidades relevantes
de itens que não constavam dos registros físico-financeiros e
contábeis. Neste caso, o auditor pode ter descoberto:
A) ativos e passivos fictícios
B) ativos e passivos ocultos
C) ativos ocultos e passivos fictícios
D) ativos fictícios e passivos ocultos
E)ativos obsoletos e passivos a descoberto

Comentários:
A alternativa A e D estão incorretas, pois na realidade há mais
ativos do que registros, o que inviabiliza a existência de ativos fictícios.
A alternativa B está correta, pois faltam registros de ativos (ativos
ocultos), e, consequentemente, em virtude do Método das Partidas
Dobradas, é possível que existam obrigações com fornecedores (dívidas)
não registradas (passivos ocultos).
A alternativa C está incorreta, pois não há possibilidade de passivo
fictício, como vimos.
A alternativa E está incorreta, pois não há referência a
obsolescência de ativos no enunciado, nem indícios de passivo a
descoberto.
Resposta: B

37 - (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) - O auditor


externo, ao auditar entidade que controle outras empresas e que
registre seus investimentos pelo método de equivalência
patrimonial, tem responsabilidade sobre:
A) as demonstrações contábeis das controladas que serviram de base
para cálculo da equivalência patrimonial.
B) o cálculo das equivalências patrimoniais registradas nos investimentos
das entidades controladas.
C) a apresentação da reserva de reavaliação efetuada nas controladas no
Patrimônio Líquido da Controladora.
D) os pareceres emitidos para as entidades controladas e emitidos por
outros auditores independentes.
E) a apresentação da reavaliação efetuada nas controladas e registrada
no Patrimônio Líquido da Controlada.

Comentários:
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Acreditamos que essa questão deveria ter sido anulada, pois o


auditor não tem responsabilidade sobre a apresentação da reserva de
reavaliação efetuada nas controladas no Patrimônio Líquido da
Controladora, ou de qualquer saldo das DC, mas apenas em relação a sua
opinião.
De qualquer modo, como o candidato deve escolher a opção que
atenda ao pedido da melhor forma possível, o gabarito da questão (C) é a
única alternativa que se refere à controladora, já que as demais estão de
acordo com as controladas, que não são de responsabilidade do auditor.
Resposta: C

38 - (SRF/AFRF/ESAF/2001) - A empresa auditada possui


investimento permanente relevante em subsidiária integral. O
principal procedimento de auditoria aplicável é:
A) acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações
B) conferência do cálculo da correção monetária integral
C) confirmação dos investimentos através de circularizações
D) conferência do cálculo de equivalência patrimonial
E) exame dos subsídios recebidos para investimentos

Comentários:
Um dos principais procedimentos utilizados são, de acordo com a
obra de Franco e Marra (2011), as avaliações dos investimentos em
coligadas e controladas (investimento relevante), que deve ser feito por
meio do Método de Equivalência Patrimonial, por determinação legal.
Resposta: D

39 - (SRF/AFRF/ESAF/1998) - Os procedimentos de auditoria de


conferência de cálculo da equivalência patrimonial aplicam-se às
contas contábeis que registram:
A) capital social subscrito e integralizado
B) investimentos permanentes relevantes em controladas
C) capital social subscrito e a subscrever
D) importação de bens do imobilizado em andamento
E) investimentos temporários em ações de empresas

Comentários:
Utilizando a mesma justificativa da questão anterior, podemos
concluir que os procedimentos de auditoria de conferência de cálculo da
equivalência patrimonial aplicam-se às contas contábeis que registram
investimentos permanentes relevantes em controladas.
Resposta: B

40 - (SEFAZ-CE/AFRE/ESAF/2007) - Ao analisar a contabilização


em uma imobiliária, de um terreno destinado à construção da sede
da empresa, percebeu-se que o mesmo tinha sido contabilizado
nos Estoques. Pode-se afirmar que:
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A) ao executar o teste primário de superavaliação na conta de Terrenos


no Imobilizado, esta conta estará sub-avaliada e a conta Estoques de
Terrenos estará superavaliada.
B) ao praticar o teste primário de superavaliação na conta de Estoques, a
mesma estará com seu saldo sub-avaliado e o Contas a Pagar
superavaliado.
C) independentemente da atividade da empresa, terrenos devem ser
sempre contabilizados no Imobilizado, por se tratar de bem imóvel.
D) ao proceder o teste primário de superavaliação do Contas a Receber,
este apresentará saldo sub-avaliado.
E) o referido procedimento está adequado, em virtude de a atividade da
empresa ser de comercialização de imóveis.

Comentários:
O terreno deveria ter sido contabilizado na conta “terrenos” da
empresa imobiliária, do ativo imobilizado. Como o terreno foi
contabilizado em estoques ao invés de em “terrenos”, a conta “terrenos”
ficou subavaliada e conta “estoques” ficou superavaliada, o que torna a
alternativa A correta.
Resposta: A

41 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Um auditor, sabendo que a taxa de


depreciação de um determinado grupo de imobilizado é de 10%
ao ano e que não ocorreram adições ou baixas no período sob
exame, efetua um cálculo global de despesa de depreciação no
valor de $ 1.000. Se os saldos iniciais de custo do bem e da
depreciação acumulada eram de $ 10.000 e $ 5.000,
respectivamente, e o auditor constata que o livro contábil, no final
do exercício, apresenta um saldo de $ 10.000 para o custo do
imobilizado e $ 5.500 como depreciação acumulada, neste caso o
auditor falhou em:
A) confiar demasiadamente no sistema da empresa.
B) confiar que a taxa de depreciação era de 10% ao ano.
C) não verificar os itens totalmente depreciados.
D) não verificar os itens reavaliados do imobilizado.
E) não considerar a adição de um novo imobilizado.

Comentários:
A alternativa A está incorreta, pois a questão trata de um risco de
detecção do auditor que acabou se confirmando, não se relacionando ao
risco de controle.
A alternativa B está incorreta, pois a taxa de depreciação é
determinada pela vida útil do bem, e não pela vontade do auditor.
A alternativa C está correta, já que, aparentemente, ainda existem
bens que já foram depreciados, mas ainda constam do ativo. Caso o
auditor tivesse verificado esses bens, a distorção seria identificada.

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A alternativa D está incorreta, pois a reavaliação de itens do


imobilizado não causariam essa distorção, da mesma forma que a adição
de novo imobilizado (letra E).
Resposta: C

42 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - Caracteriza-se como


fraude o seguinte evento identificado pelo auditor:
A) o sistema de folha de pagamentos não está calculando os duodécimos
da provisão de férias para dois funcionários.
B) a área de produção desativou máquina da linha de produção e não
informou a área contábil para suspender a depreciação.
C) a empresa não reconheceu os créditos de impostos decorrentes de
prejuízos fiscais a compensar.
D) saldo em aberto na Conta Fornecedores que, consultado na carta de
circularização, respondeu não possuir nenhum crédito contra a empresa.
E) existem depósitos não identificados efetuados na conta-corrente que
estão em aberto na conciliação.

Comentários:
Recordando a diferença entre fraude e erro, enquanto a primeira é
um ato intencional, o erro é consequência de um ato não intencional.
A alternativa D apresenta um fato bastante característico de fraude,
pois existe uma dívida registrada que, segundo o credor, não existe. Esse
aumento fictício do passivo poderia justificar uma diminuição criminosa do
ativo.
As demais alternativas podem ter ocorrido por equívoco ou falha na
interpretação de normativos.
Resposta: D

43 - (SUSEP/Analista/ESAF/2002) - O auditor independente,


durante seus trabalhos, circulariza uma amostra selecionada de
fornecedores. Este procedimento de auditoria deve ser autorizado
pelo:
A) auditor independente.
B) administrador da empresa auditada.
C) contador da empresa auditada.
D) auditor interno da companhia.
E) sócio diretor da empresa de auditoria.

Comentários:
Questão interessante, relacionada a quem tem a competência de
autorizar as circularizações com fornecedores.
Conforme vimos na aula 3, na circularização, o auditor solicita o
preenchimento da carta de circularização pela administração da empresa,
pois não há vínculo direto entre a equipe de auditoria e a empresa a ser
circularizada.

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A resposta, por outro lado, será dirigida diretamente ao


auditor/empresa de auditoria.
Resposta: B

44 - (SFC/AFC/ESAF/2001) - Os procedimentos de auditoria mais


eficazes para detectar a omissão de passivos nas demonstrações
contábeis são:
A) exame das conciliações bancárias e análise das pendências relevantes
B) confirmação de contas a pagar e inventário físico de mercadorias
C) exames de pagamentos subseqüentes e inventário físico de
mercadorias
D) análise da composição dos saldos de fornecedores e outras contas a
pagar
E) confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos subsequentes

Comentários:
As conciliações bancárias (A) e o inventário físico de mercadorias (B
e C) não possibilitam a detecção de omissão de passivos, pois são testes
realizados em ativos.
A análise da composição de saldos (D), por si só, não demonstração
se determinado passivo foi omitido.
A alternativa E é a única que atende ao pedido da questão, pois a
confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos subsequentes
podem demonstrar se um passivo foi omitido nas DC, já que seria
possível observar pagamentos subsequentes em relação a contas a pagar
que não existiam quando da verificação.
Resposta: E

45 - (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) - Para


reconhecimento dos passivos tributários, em discussão jurídica,
devem os escritórios de advocacia ou advogados da entidade
auditada classificar o sucesso das causas em remoto, possível ou
provável. Assim podemos afirmar que o auditor deve:
A) calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e analisando
as probabilidades nos processos possíveis.
B) não-contabilizar provisão para as autuações que estejam sendo
discutidas administrativamente, mesmo com posição desfavorável à
entidade.
C) não-reconhecer referidos passivos porque se assim o fizer estará
reconhecendo a obrigação.
D) compor a provisão sem considerar os processos com provável perda
judicial.
E) solicitar o registro contábil de provisão para processos com
classificação remota de perda.

Comentários:

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A Deliberação CVM nº 489, de 03 de outubro de 2005, que aprovou


o Pronunciamento do IBRACON NPC nº 22 sobre Provisões, Passivos,
Contingências Passivas e Contingências Ativas, definiu que, para fins de
classificação dos ativos e passivos em contingentes ou não, usa-se os
termos praticamente certo, provável, possível e remota com os
seguintes conceitos:
- Praticamente certo - este termo é mais fortemente utilizado no
julgamento de contingências ativas. Ele é aplicado para refletir uma
situação na qual um evento futuro é certo, apesar de não ocorrido. Essa
certeza advém de situações cujo controle está com a administração de
uma entidade, e depende apenas dela, ou de situações em que há
garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem
mais recursos.
- Provável - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é maior do
que a de não ocorrer.
- Possível - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é menor
que provável, mas maior que remota.
- Remota - a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é pequena.
Podemos verificar que na possível, a chance de um ou mais eventos
futuros ocorrer é menor que na provável.
Assim, a alternativa que atende à lógica apresentada acima é a de
letra A, pois o auditor deve calcular a provisão reconhecendo os passivos
prováveis e analisando as probabilidades nos processos possíveis.
Mais recentemente, segundo o CPC 25 - Provisões, Passivos
Contingentes e Ativos Contingentes, temos as seguintes relações entre
ativos e passivos contingentes e seus reconhecimentos e divulgações:

Ativo Contingente

Entrada de Entrada de Entrada de


benefícios benefícios benefícios
Tipo econômicos é econômicos é econômicos é
praticamente provável, mas não possível (não
certa praticamente certa provável)

O ativo não é
contingente. Nem reconhece
Ação Apenas divulga
Deve ser nem divulga
reconhecido

Passivo Contingente

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Obrigação com
Obrigação Obrigação presente
probabilidade
presente com com saída possível
Tipo remota de
saída provável (não provável) de
saída de
de recursos recursos
recursos.

Reconhece e Nem reconhece


Ação Apenas divulga
Divulga nem divulga

Resposta: A

46 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Em decorrência das respostas de


circularização, de advogados internos e externos da empresa
auditada, o auditor independente recebeu diversas respostas com
opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de
diversas naturezas, contra a empresa, já em fase de execução.
Neste caso, o auditor deve:
A) concordar integralmente com os advogados.
B) discordar parcialmente dos advogados.
C) concordar parcialmente com os advogados.
D) discordar integralmente dos advogados.
E) não concordar nem discordar dos advogados.

Comentários:
As ações citadas já se encontram em fase de execução da decisão,
ou seja, já houve manifestação do Poder Judiciário contra a empresa. Se
os advogados, ainda assim, informam que as possibilidades de insucesso
são remotas, o auditor deve desconsiderar essa opinião, por ser contrária
aos fatos.
Resposta: D

47 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - No momento da circularização de


advogados da empresa auditada, o objetivo do auditor é
A) identificar todos os compromissos.
B) questionar os ativos e passivos contingentes.
C) identificar todos os passivos contingentes.
D) questionar as chances de sucesso das ações.
E) identificar os valores a serem divulgados.

Comentários:
A circularização dos advogados é uma forma de o auditor obter
confirmação independente das informações fornecidas pela administração,
referentes a situações relacionadas a litígios, pedidos de indenização ou
questões tributárias, e servem de evidência para que o auditor avalie se a
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administração adotou os procedimentos adequados para a contabilização


das contingências (ativas ou passivas).
Resposta: C

48 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Como resposta a uma


circularização de advogados, o auditor recebeu a seguinte
resposta de um dos advogados da empresa auditada: o valor da
ação, contra nosso cliente é 100.000 reais, e a expectativa de
perda é remota. Baseado no julgamento do advogado, a posição
do auditor é que a empresa:
A) contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.
B) contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.
C) contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.
D) não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.
E) não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.

Comentários:
Vimos que o conceito de “remota” é que a chance de um ou mais
eventos futuros ocorrer é pequena. Assim, não há necessidade de
contabilização do valor da ação ou da inclusão do fato em nota
explicativa.
Resposta: D

49 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - O auditor independente, ao efetuar


o teste de auditoria nos contratos de seguros, constatou que
todas as apólices estavam em vigor conforme relatório entregue
pelo contador da Cia. Siderúrgica Ferro e Aço S.A. Dois dias após o
encerramento dos trabalhos de auditoria, uma explosão ocorre em
uma das principais caldeiras da empresa e o auditor é convocado
pelo conselho de administração do cliente para esclarecimentos,
já que a cobertura de seguros não era suficiente para o sinistro
ocorrido. Apesar de ter efetuado o teste quanto à vigência das
apólices, o auditor não atentou em:
A) verificar o grau de risco de eventual sinistro dos imobilizados.
B) avaliar o montante segurado com o valor dos imobilizados.
C) verificar as medidas preventivas tomadas pela empresa.
D) avaliar a real situação financeira da companhia seguradora.
E) verificar detalhadamente as informações fornecidas para a seguradora.

Comentários:
Mesma linha da questão anterior, embora esta traga um exemplo
prático do assunto. Para avaliar a suficiência do valor da cobertura, o
auditor deveria ter confrontado o valor da apólice com o saldo contábil do
ativo, e não com sua existência física, como deve ter feito no caso
concreto.
Resposta: B

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50 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - Assinale a opção que


não representa um controle eficaz para prevenir o inflacionamento
da folha de pagamento.
A) Reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria.
B) Anotações formais de realização de jornada de trabalho.
C) Resumo da folha de pagamento contabilizado mensalmente.
D) Conferência dos cálculos realizada por funcionário independente.
E) Comparação com valores anteriores e análise de variações
independentes.

Comentários:
A única alternativa que não faria diferença como controle para
prevenção do inflacionamento da folha de pagamento é a de letra C, que
é o gabarito da questão.
O reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria, as
anotações formais de realização de jornada de trabalho, a conferência dos
cálculos realizada por funcionário independente e a comparação com
valores anteriores e análise de variações independentes seriam atividades
bastante eficientes nesse sentido.
Resposta: C

Pessoal, até aqui trouxemos as principais questões da ESAF


acerca do tema da nossa aula de hoje. Entretanto, como muitas
das questões dessa banca foram elaboradas ainda na vigência da
NBC T 11, e para complementar o assunto, selecionamos mais
algumas questões das principais bancas e concursos do país.

51 - (FCC / SEFAZ/SP – Fiscal de Rendas / 2009) - O auditor, ao


escolher as notas fiscais a serem examinadas, determinou que
fossem separadas as notas com último dígito representado pelo
número cinco. Esse procedimento representa uma seleção:
a) casual.
b) sistemática.
c) aleatória.
d) direcionada.
e) geométrica.

Comentários:
Existem diversos métodos para selecionar amostras. Os principais
são os seguintes, conforme definido no apêndice 4 da NBC TA 530 (grifos
nossos):
a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números
aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios).

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b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de


amostragem na população é dividida pelo tamanho da
amostra para dar um intervalo de amostragem.
c) Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com
base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da
amostra resultam em uma conclusão em valores monetários.
d) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem
seguir uma técnica estruturada. A seleção ao acaso não é
apropriada quando se usar a amostragem estatística.
e) Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de
itens contíguos da população. Embora, em algumas
circunstâncias, possa ser apropriado que um procedimento de
auditoria examine um bloco de itens, ela raramente seria uma
técnica de seleção de amostra apropriada quando o auditor
pretende obter inferências válidas sobre toda a população com
base na amostra.
Quando o auditor define que irá verificar apenas as notas cujo
último dígito é cinco, ele está sistematizando sua seleção amostral.
Portanto, a letra “b” é a alternativa correta. Ressalta-se que a opção
apresentada na letra “e”, seleção geométrica, não consta em nenhuma
norma de auditoria e nem na doutrina da disciplina.
Resposta: B

52 - (FGV / SEFAZ/RJ – Fiscal de Rendas / 2010) – O Conselho


Federal de Contabilidade – CFC, com relação à amostragem em
auditoria, define o termo anomalia como:
a) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa
ser diferente se toda a população estiver sujeita ao mesmo
procedimento de auditoria.
b) a distorção ou o desvio comprovadamente não representativo de
distorção ou desvio em uma população.
c) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma
sendo um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes.
d) um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível
apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja
excedido pela distorção real na população.
e) o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e
sobre o qual o auditor deseja concluir.

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Nesta questão, mais uma vez, a FGV cobra a literalidade de uma


definição constante nas novas normas de auditoria. Nesse caso, a NBC TA
530 define anomalia como sendo a “distorção ou o desvio que é
comprovadamente não representativo de distorção ou desvio em uma
população.” Portanto, a resposta correta é a letra “b”.
A assertiva “a” é a definição dada pela norma de risco de
amostragem. Já a “c” refere-se ao conceito de estratificação. A alternativa
“d” define distorção tolerável e, por fim, a opção “e” apresenta o conceito
de população.
Resposta: B

53 - (FCC / TRE-SP / 2012) – A técnica de amostragem que


consiste em dividir uma população em subpopulações, cada uma
sendo um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes é denominada amostragem:
(A) randômica.
(B) estratificada.
(C) de seleção em bloco.
(D) aleatória.
(E) de seleção com base na experiência do auditor.

Comentários:
Pessoal, questão bem recente da FCC, mas também bastante
batida. Segundo a NBC TA 530, como já vimos, Estratificação é o
processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo
um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes. Portanto, só pra variar um pouco, a banca trouxe uma
definição literal da norma. Por isso a importância de se apresentar os
conceitos na aula teórica, conforme já mencionamos aqui.
Resposta: B

54 - (FCC / TCE-SE / 2011) - Segundo a NBC TA 530, que versa


sobre a utilização de amostragem em auditoria, é correto afirmar:
(A) O objetivo da estratificação da amostra é o de aumentar a
variabilidade dos itens de cada estrato e permitir que o tamanho da
amostra seja aumentado.
(B) Quanto menor o risco de amostragem que o auditor está disposto a
aceitar, menor deve ser o tamanho da amostra.
(C) Anomalia é a distorção ou o desvio comprovadamente representativo
de distorção ou desvio em uma população.
(D) O método de seleção da amostra em que o auditor não segue
nenhuma técnica estruturada é denominado método de seleção aleatório.
(E) Quanto maior a confiança do auditor em procedimentos substantivos
(testes de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos), menor
pode ser o tamanho da amostra.

Comentários:
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Conforme vimos na questão anterior, a estratificação diminui a


variabilidade dos itens de cada estrato, o que faz com que a letra “a”
esteja incorreta.
A letra “b” também está errada, pois há uma relação inversa entre
risco de amostragem a ser aceito e tamanho da amostra definida.
Na letra “c” faltou um NÃO antes da palavra representativo,
conforme vimos na definição da NBC TA 530. Dessa forma, anomalia é
uma distorção ou desvio não representativo.
Quando o auditor não segue nenhuma técnica estruturada, temos a
chamada Amostragem ao acaso. Portanto, a alternativa “d” também está
errada.
A letra “e” apresenta uma relação correta entre confiabilidade do
auditor nos procedimentos substantivos e tamanho da amostra, sendo,
assim, o gabarito da questão.
Resposta: E

55 - (FCC / CÂMARA DOS DEPUTADOS / 2007) - Deve o auditor,


no Processo de amostragem,
a) utilizar somente métodos estatísticos.
b) efetuar seleção sistemática.
c) proibir o uso de seleção casual.
d) eliminar o risco de amostragem.
e) desconsiderar o erro tolerável.

Comentários:
Conforme verificado no item A11 da NBC TA 530, o tamanho da
amostra pode ser determinado mediante aplicação de fórmula com base
em estatística ou por meio do exercício do julgamento profissional. Dessa
forma, as letras “a” e “c” estão incorretas.
Risco de amostragem, segundo a norma supra, é o risco de que a
conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se
toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. Esse
tipo de risco pode ser reduzido, mas nunca eliminado. Apenas não haverá
risco se o auditor realizar o exame em 100% das transações e/ou
registros da empresa, mas nesse caso não terá sido utilizado o processo
de amostragem e sim realizado um censo. Portanto, a assertiva “d”
também está errada.
Distorção tolerável (anteriormente chamado de erro tolerável) é um
valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de
segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção
real na população. É sempre um fator considerado pelo auditor na
determinação da amostra. Portanto, a opção “e” está incorreta.
Por fim, a seleção sistemática é um dos vários métodos que podem
ser utilizados para definição de uma amostra de auditoria. Assim, a letra
“b” é a resposta correta.
Resposta: B

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56 - (FCC / SEFAZ/SP - APOFP / 2010) - Para propiciar


representatividade da população contábil aplicada nos testes de
auditoria, o auditor pode estipular intervalos uniformes entre os
itens a serem selecionados como um método de seleção de
amostras denominado:
a) números aleatórios.
b) amostragem de atributos.
c) amostragem sistêmica.
d) amostragem por bloco.
e) amostragem ao acaso.

Comentários:
Segundo o apêndice 4 da NBC TA 530, na seleção sistemática, a
quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo
tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem. Portanto, a
resposta correta é a letra “c”.
As definições das assertivas “a”, “d” e “e” encontram-se na questão
14. Já a amostragem de atributos (letra “b”) tem a finalidade de estimar
a taxa de desvios em uma população e é utilizada em testes de
observância (atualmente, testes de controle).
Resposta: C

57 - (FCC/INFRAERO/Analista Contábil/2011) - Em relação à


utilização de amostragem na auditoria, é correto afirmar:
A) A amostragem utilizada em auditoria é necessariamente probabilística,
sob pena de ocorrerem riscos decorrentes da utilização do julgamento
pessoal do auditor sobre os itens a serem selecionados.
B) A estratificação é o processo de dividir uma população em
subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de
amostragem com características heterogêneas.
C) O tamanho da amostra a ser determinada pelo auditor deve considerar
o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os esperados.
D) O erro tolerável é o erro mínimo na população que o auditor está
disposto a aceitar e, ainda assim, concluir que o resultado da amostra
atingiu o objetivo da auditoria.
E) Quando o erro projetado for inferior ao erro tolerável, o auditor deve
reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e, se esse
risco for inaceitável, considerar a possibilidade de ampliar o procedimento
de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos.

Comentários:
Vamos aos erros das alternativas:
A – a amostragem utilizada em auditoria pode ser probabilística ou
não probabilística.
B – na estratificação, os componentes dos estratos são
homogêneos, e não heterogêneos. Por exemplo, podemos estratificar uma
população de pessoas por faixa etária (10 a 20 anos; 21 a 30 anos).
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C – alternativa correta.
D – o erro tolerável é o erro máximo, e não mínimo, que o auditor
pode aceitar (tolerar).
E – erro projetado é o erro considerado para a população como um
todo. Na alternativa, quando o erro esperado, e não o projetado, for
inferior ao erro tolerável, toma-se o procedimento descrito.
Resposta: C

58 - (FCC/TCM-CE/ACE/2010) - Conforme normas técnicas de


auditoria independente, NÃO se refere à definição de uma
amostragem de auditoria:
A) a possibilidade de existência de fraude.
B) os fins específicos da auditoria.
C) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra.
D) as condições de desvio ou distorção.
E) a natureza da evidência da auditoria.

Comentários:
A possibilidade de existência de fraude não é considerada na
definição da amostra, ao contrário das demais alternativas. Fraude é um
ato intencional, que pode ou não ocorrer, mas que não vai interferir no
tamanho da amostra.
Resposta: A

Bom pessoal, por hoje é isso. Esperamos que tenham gostado e


compreendido a forma de cobrança, principalmente da ESAF, dos temas
vistos na aula de hoje.

Segue, a partir de agora, a relação de questões comentadas durante a


aula, a fim de que possam resolver as questões sem os comentários,
como um simulado. O gabarito está ao final.

Até a próxima aula! Bons estudos!

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QUESTÕES COMENTADAS DURANTE A AULA

1 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor, ao realizar o


processo de escolha da amostra, deve considerar:
I. que cada item que compõe a amostra é conhecido como unidade de
amostragem;
II. que estratificação é o processo de dividir a população em
subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de
amostragem com características homogêneas ou similares;
III. na determinação do tamanho da amostra, o risco de amostragem,
sem considerar os erros esperados.
a) Somente a I é verdadeira.
b) Somente a II é verdadeira.
c) I e III são verdadeiras.
d) Todas são falsas.
e) Todas são verdadeiras.

2 - (ESAF / CGU / 2008) - Sobre o tema “amostragem estatística


em auditoria”, segundo o que dispõe a NBC-T-11, é incorreto
afirmar que:
a) na seleção da amostra é vedada a seleção casual, a critério do auditor,
baseada em sua experiência profissional.
b) ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o
auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria, aplicar a
essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da
amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e
apropriada.
c) na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração,
entre outros fatores: a população objeto da amostra; o tamanho da
amostra e o risco da amostragem.
d) a amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o
volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação
objeto de exame, como também com os efeitos na posição patrimonial e
financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.
e) ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de
seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de
amostragem.

3 - (ESAF / PMRJ / 2010) - Avalie, se verdadeiro ou falso, os itens


a seguir a respeito do uso de amostragem estatística em auditoria
e assinale a opção que indica a sequência correta.
I. O nível de risco que o auditor está disposto a aceitar não afeta o
tamanho da amostra exigido em razão da existência de outros
controles a serem utilizados;
II. O auditor seleciona itens para a amostragem de forma que
cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance
de ser selecionada;
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III. Existem outros riscos não resultantes da amostragem tais


como o uso de procedimentos de auditoria não apropriados;
IV. Para os testes de controle, uma taxa de desvio da amostra
inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco
identificado de distorção relevante.
a) V, V, F, V
b) F, V, V, V
c) V, V, V, F
d) F, F, F, V
e) V, F, V, F

4 - (ESAF / TCU / 2006) - O auditor, ao determinar a amostra a


ser selecionada, deve considerar:
a) obrigatoriamente, métodos de amostragem estatísticos e não
estatísticos de forma a garantir a avaliação de todos os itens da amostra.
b) um número mínimo de elementos a serem testados, independente do
volume da amostra.
c) que a amostra deva ter uma relação direta com o volume de
transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto do
exame.
d) que a amostra seja selecionada conforme critérios determinados pela
área auditada e o auditor.
e) somente elementos selecionados por métodos estatísticos, sendo
necessário evidenciar suficientemente os fatos que comprovem os itens
selecionados.

5 - (ESAF / CCU / 2006) - Nos trabalhos de auditoria, o método da


amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de
ações de controle em situações onde o objeto-alvo da ação se
apresenta em grandes quantidades e/ou se apresenta de forma
muito pulverizada. Acerca da aplicação do método de amostragem
em auditoria, assinale a opção incorreta.
a) Achados de auditoria obtidos por meio de amostragem não-estatística
não têm valor na composição dos pareceres.
b) Por estratificação entende-se a separação da população-objeto em
classes.
c) Por erro tolerável entende-se o erro máximo que o auditor estaria
disposto a aceitar e, ainda assim, concluir que se possa atingir o objetivo
dos trabalhos.
d) Por risco de amostragem entende-se da possibilidade de que a
conclusão do auditor, tomando por base uma amostra, possa ser
diferente da conclusão que seria alcançada se o procedimento de
auditoria tivesse sido aplicado de forma censitária.
e) Entre os aspectos a serem considerados estão o tamanho da amostra e
a população-objeto da amostra.

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6 - (ESAF / ENAP / 2006) - A amostragem estratificada consiste


em:
a) gerar diretamente o resultado estatístico final da amostra.
b) eliminar a possibilidade de erro na definição da amostra.
c) dividir a população em grupos relativamente homogêneos.
d) determinar o risco de rejeição incorreta ou erro aceitável.
e) avaliar a população total por meio de amostra única.

7 - (ESAF / ICMS-RN / 2005) - Das assertivas a seguir, identifique


a que não está relacionada à determinação da amostra:
a) estratificação
b) tamanho
c) erro tolerável
d) erro esperado
e) sequência

8 - (ESAF / CGU / 2006) - O auditor, para determinar a extensão


de um teste de auditoria, pode recorrer a técnicas de amostragem.
Qual dos fatores abaixo não corresponde a um fator a ser levado
em consideração na determinação da amostra?
a) tamanho da amostra
b) risco de amostragem
c) erro tolerável
d) erro esperado
e) uniformidade

9 - (ESAF / RFB / 2003) - Segundo o Conselho Federal de


Contabilidade, na determinação da amostra para auditoria
externa, devem ser considerados, no mínimo:
a) população objeto da amostra, tamanho da amostra, risco de
amostragem e fraude.
b) tamanho da amostra, erro tolerável, tamanho da empresa e
inadimplência.
c) risco de amostragem, erro intolerável, erro esperado e manipulação.
d) erro inesperado, risco de amostragem, tamanho da amostra e valores.
e) estratificação da amostra, tamanho da amostra, erro tolerável e erro
esperado.

10 - (ESAF / TCU / 2002) - Ao utilizar o método de amostragem


estatística para verificar a aderência aos controles internos, o
auditor tem maior probabilidade em conduzir a uma opinião
errônea quando incorre no risco de:
a) Subavaliação da confiabilidade
b) Rejeição incorreta
c) Aceitação incorreta
d) Superavaliação da confiabilidade
e) Avaliação da população
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11 - (ESAF / ICMS-PI / 2001) - Para conseguir o nível de


confiança desejado com menores amostras, a melhor técnica
estatística que o auditor pode utilizar é a:
a) Amostragem por Intervalo
b) Amostragem por Estratificação
c) Amostragem por Julgamento
d) Tabela de Números Aleatórios
e) Amostragem Exploratória

12 - (ESAF / ISS-Natal-RN / 2008) - A relação existente entre o


fator de confiabilidade com a amostra é:
a) quanto mais baixo for o fator de confiabilidade, maior será o tamanho
da amostra.
b) não existir no modelo a expectativa de risco de aceitação incorreta.
c) o fator de confiabilidade e a amostra devem ter correlação positiva.
d) independente do fator de confiabilidade, o tamanho da amostra não
varia.
e) não correlacionar o fator de confiabilidade da amostra com o seu
tamanho.

13 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - No processo de


amostragem o LSE – Limite Superior de Erro para superavaliações
é determinado pela:
a) soma do erro projetado e da provisão para risco de amostragem.
b) divisão da população pela amostra estratificada.
c) soma do erro estimado e da confiabilidade da amostra.
d) divisão do erro total pela população escolhida.
e) subtração do erro total, do desvio das possíveis perdas amostrais.

14 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa de prestação


de serviços NBA Informática S.A. tem seus processos integrados
sistemicamente. A folha de salários é integrada à contabilidade
mensalmente. No mês de julho de 2009, não foi feita a
parametrização no sistema, para contabilização de uma nova
verba de horas extras a pagar, de 100% de acréscimo. A folha de
pagamentos apresentava remuneração de R$ 20.000,00 nessa
verba. Dessa forma, pode-se afirmar que:
a) o passivo está superavaliado e o resultado está subavaliado.
b) o ativo está subavaliado e o passivo está superavaliado.
c) o passivo está subavaliado e o resultado está subavaliado.
d) os saldos estão adequados sem subavaliação ou superavaliação.
e) o passivo está superavaliado e o resultado está superavaliado.

15 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor, ao avaliar as


provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa
Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores
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provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma,


deve o auditor:
a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela
empresa, no período.
b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de
cálculos que garantam os valores registrados.
c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos,
dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis.
d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três
anos, para estabelecer o valor da provisão.
e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas
mais apropriadas no período.

16 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A empresa Parcial S.A.


realizou o estorno da Reserva de Reavaliação, conforme
permissibilidade estabelecida pela Lei n. 11.638/2007. No
entanto, o contador não realizou o estorno dos impostos
pertinentes à reavaliação. Dessa forma pode-se afirmar que:
a) a conta de reserva de reavaliação está superavaliada.
b) a conta de investimento reavaliação está adequada.
c) a conta de imposto de renda diferido está superavaliada.
d) a conta de lucros acumulados está superavaliada.
e) a conta de resultado do exercício está subavaliada.

17 - (ESAF / CVM / 2010) - Segundo determinação da Comissão


de Valores Mobiliários – CVM, no ajuste a valor presente do ativo e
do passivo de longo prazo de que trata a Lei n. 11.638/2007, as
empresas devem obedecer aos seguintes procedimentos, exceto:
a) as notas explicativas deverão detalhar as premissas e fundamentos
que justificaram as taxas de desconto adotadas pela Administração.
b) ao submeter ativos e passivos de curto prazo ao ajuste, devem ser
observadas, além das regras gerais, as taxas de retorno para
investimentos de curto prazo.
c) as reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos
monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou
despesas financeiras.
d) as premissas e fundamentos que justificarem as estimativas contábeis
relativas ao cálculo dos ajustes a valor presente, inclusive as taxas de
desconto, serão objeto de avaliação quanto à razoabilidade e pertinência
pelos auditores independentes.
e) A quantificação do ajuste a valor presente deverá ser realizada em
base exponencial “pro rata die”, a partir da origem de cada transação,
sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam.

18 - (ESAF / SUSEP / 2010) - O auditor externo, ao realizar testes


no cálculo do valor recuperável de um ativo imobilizado, feito pelo
método do fluxo de caixa descontado, identificou que a taxa
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utilizada para descontar o fluxo de caixa estava maior que a


recomendada para aquela atividade. Dessa forma, pode-se afirmar
que a conta:
a) de ajuste especial no Patrimônio Líquido, está subavaliada.
b) de despesa de depreciação, do imobilizado, está superavaliada.
c) do ajuste especial no Resultado do Exercício, está subavaliada.
d) de depreciação acumulada do imobilizado, está superavaliada.
e) do ativo imobilizado está subavaliada.

19 - (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) - O sócio-diretor


pagou diversos compromissos pessoais com recursos financeiros
da empresa e determinou que tais valores fossem contabilizados
como duplicatas a receber de um determinado cliente. A situação
descrita caracteriza-se como:
A) Ativo fictício
B) Ativo oculto
C) Passivo fictício
D) Passivo oculto
E) Ativo intangível

20 - (SEFAZ/SP/APOFP/ESAF/2009) - A inspeção física, por meio


da contagem de numerário, é procedimento básico de auditoria
aplicável à verificação em conta do:
(A) Ativo Circulante.
(B) Ativo Realizável a Longo Prazo.
(C) Ativo Permanente.
(D) Passivo Circulante.
(E) Patrimônio Líquido.

21 - (Pref. Natal-RN/Auditor Fiscal/ESAF/2001) - No


encerramento do exercício social, o balanço patrimonial
apresentava a rubrica contábil "Caixa" com saldo credor. Indique
a opção que pode justificar essa situação.
A) pagamentos a fornecedores não contabilizados
B) empréstimos concedidos não contabilizados
C) recebimentos de numerários não contabilizados
D) adiantamentos recebidos de clientes
E) compras a prazo canceladas

22 - (Pref. Niterói-RJ/Contador/ESAF/1999) - Os testes principais


de auditoria dirigidos para os saldos da conta CAIXA são,
respectivamente:
A) superavaliação e confirmação de saldos
B) subavaliação e inspeção física
C) superavaliação e inspeção documental
D) subavaliação e inspeção documental
E) superavaliação e inspeção física
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23 - (SRF/AFRF/ESAF/1998) - Assinale a opção abaixo que não


corresponde a um procedimento geralmente empregado na
auditoria das disponibilidades financeiras das entidades.
A) confirmação de assinaturas autorizada
B) análise do fluxo de caixa projetado
C) contagem de fundo fixo de caixa
D) confirmação de contas bancárias paralisada
E) exame documental dos avisos bancários

24 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - A Cia. Miudezas vende, em média,


70% de seus produtos a prazo e possui cerca de 5 mil clientes. O
perfil de seus clientes é o de pessoas que possuem renda familiar
de até 10 salários mínimos. Na análise da constituição de provisão
para devedores duvidosos do saldo de clientes da Cia. Miudezas, o
auditor deve:
(A) circularizar um percentual significativo de clientes, questionando
quanto à posição em atraso e suas justificativas.
(B) analisar individualmente o máximo possível a carteira de clientes da
empresa e tirar suas conclusões pessoais.
(C) segregar a carteira de clientes em função de períodos de contas
vencidas, medindo tendências e probabilidades de perdas.
(D) efetuar testes globais sobre o saldo de clientes, uma vez que as
perdas efetivas do setor variam de 5 a 10 % das vendas.
(E) estabelecer um valor adicional de provisão para cobrir perdas
prováveis, de modo que não afete o fluxo de caixa projetado.

25 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Assinale a opção em que o


procedimento de revisão analítica não está associado a clientes.
A) Análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas por
produto.
B) Análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes
individualmente.
C) Margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas.
D) Análise de variação de preços de produtos entregues pelos
fornecedores.
E) Alterações nos preços unitários e taxas de desconto para clientes
especiais.

26 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - A circularização é um
procedimento de auditoria que aplicado à área de contas a receber
confirma:
A) os cálculos efetuados pelo auditor.
B) a existência física do bem da empresa.
C) a existência física do documento gerador do fato.
D) a existência de duplicatas descontadas.
E) o saldo apresentado pela empresa no cliente.
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27 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Quando a administração de uma


entidade solicita, por carta postal, aos seus clientes que
respondam diretamente aos seus auditores independentes, caso
não concorde com o saldo em aberto informado, numa
determinada data, tem-se uma circularização:
A) branca
B) preta
C) positiva
D) negativa
E) atestatória

28 - (SERPRO/Analista de Auditoria/ESAF/2001) - O auditor


normalmente deve planejar obter confirmações diretas das contas
a receber. Todavia, quando os devedores não responderem a uma
confirmação da forma denominada "positiva", o auditor deve:
A) aplicar procedimentos alternativos.
B) solicitar confirmação na forma "negativa".
C) solicitar confirmação em data posterior.
D) aplicar procedimentos de controle.
E) emitir parecer com ressalva.

29 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - A empresa Grande Porte


S.A. tem o seu Ativo formado em 15% pelo Contas a Receber e
35% composto pelos Estoques. Dessa forma, a auditoria
contratada, ao realizar seus serviços, deve:
A) proceder à conferência de 100% do faturamento e realizar inventário
físico na empresa, para confirmar a existência dos estoques.
B) ressalvar em parecer o Contas a Receber por não ser possível auditar
por amostragem e recalcular a apropriação dos custos.
C) realizar o procedimento de circularização para confirmação dos saldos
de contas a receber e acompanhar o inventário físico realizado pela
entidade.
D) confrontar com os fornecedores o saldo de contas a receber e
determinar a realização de inventário físico pela empresa.
E) validar a existência de todos os clientes, mediante verificação do
cadastro de clientes da empresa e realizar com sua equipe técnica,
inventário físico para confirmação dos Estoques.

30 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - A empresa Celta S.A.


apresentou um nível de ociosidade de 30% de sua capacidade
instalada. Seu gestor, com o objetivo de apresentar resultados
mais condizentes com a performance de seus negócios, decidiu
reter essa ociosidade no processo produtivo, dimensionando esses
valores e mantendo-os nos estoques. O auditor, ao realizar os
testes nas contas de estoques, deve concluir que o saldo da conta:

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A) Estoques está superavaliado, visto que não é permitido no sistema de


custeio reconhecer a ociosidade.
B) Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado por ter
reconhecido mais custos do que deveria apropriar aos resultados.
C) Fornecedores está superavaliado por não ter sido apropriado aos
custos dos produtos.
D) Depreciação está superavaliado, visto ter reconhecido mais
depreciação em função da ociosidade.
E) Estoques está correto, visto que desde que fundamentado a ociosidade
pode ser retida nos custos.

31 - (SRF/AFRF/ESAF/2005) - Os procedimentos de controles


internos têm sido fundamentais na prevenção e inibição de
desvios, identificação de erros nos processos contábeis e
deterioração ou perdas dos ativos das empresas. Identifique a
seguir o procedimento relativo ao controle dos estoques.
A) Limites de alçada escalonados de acordo com os cargos para
aprovação de vendas.
B) Segregação de funções do departamento de contas a pagar e do gestor
financeiro.
C) Restrições de acesso aos ativos da empresa realizando movimentações
via requisições.
D) Circularização semestral de fornecedores de ativos para confirmação
dos saldos.
E) Inventário físico dos bens patrimoniais da empresa pelo menos uma
vez ao ano.

32 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Durante o acompanhamento de um


inventário físico de estoques, o auditor deve efetuar o cut-off
para:
(A) determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem
como os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do
inventário.
(B) comprovar que efetivamente todos os itens a serem inventariados
estão adequadamente acondicionados no almoxarifado da empresa.
(C) determinar o momento em que as três últimas compras e as três
últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o inventário.
(D) comprovar que os procedimentos adotados pela administração para a
contagem de estoques são adequados às práticas usuais.
(E) comprovar que os documentos de compras de mercadorias estão
suportados por documentação suporte às necessidades da empresa.

33 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Assinale a opção que não


corresponde ao fator de risco inerente em estoques.
A) Flutuações significativas nos preços de materiais.
B) Alterações significativas nos níveis de produção.
C) Variação no custo-padrão é relevante.
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D) Processo de produção envolve várias etapas complexas.


E) Análise de composição de estoques.

34 - (SFC/AFC/ESAF/2001) - No acompanhamento dos


inventários físicos de estoques de materiais, o auditor observou a
existência de diversos itens obsoletos. Qual procedimento deve
adotar?
A) Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não-operacionais.
B) Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber.
C) Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos
vendidos.
D) Propor a constituição de provisão para perdas em estoques.
E) Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação duvidosa.

35 - (SRF/AFRF/ESAF/2001) - A confirmação, por escrito, de um


fornecedor que mantém estoques da empresa auditada em seu
poder na data-base do balanço:
A) É um procedimento usual de auditoria independente das
demonstrações contábeis
B) Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e
existência do ativo
C) É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de
estoques
D) Deve obrigatoriamente ser validado com a realização de inspeção física
no local
E) Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das notas
explicativas.

36 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - No processo de


acompanhamento do inventário físico de estoques de matéria-
prima, o auditor constatou a existência de quantidades relevantes
de itens que não constavam dos registros físico-financeiros e
contábeis. Neste caso, o auditor pode ter descoberto:
A) ativos e passivos fictícios
B) ativos e passivos ocultos
C) ativos ocultos e passivos fictícios
D) ativos fictícios e passivos ocultos
E)ativos obsoletos e passivos a descoberto

37 - (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) - O auditor


externo, ao auditar entidade que controle outras empresas e que
registre seus investimentos pelo método de equivalência
patrimonial, tem responsabilidade sobre:
A) as demonstrações contábeis das controladas que serviram de base
para cálculo da equivalência patrimonial.
B) o cálculo das equivalências patrimoniais registradas nos investimentos
das entidades controladas.
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C) a apresentação da reserva de reavaliação efetuada nas controladas no


Patrimônio Líquido da Controladora.
D) os pareceres emitidos para as entidades controladas e emitidos por
outros auditores independentes.
E) a apresentação da reavaliação efetuada nas controladas e registrada
no Patrimônio Líquido da Controlada.

38 - (SRF/AFRF/ESAF/2001) - A empresa auditada possui


investimento permanente relevante em subsidiária integral. O
principal procedimento de auditoria aplicável é:
A) acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações
B) conferência do cálculo da correção monetária integral
C) confirmação dos investimentos através de circularizações
D) conferência do cálculo de equivalência patrimonial
E) exame dos subsídios recebidos para investimentos

39 - (SRF/AFRF/ESAF/1998) - Os procedimentos de auditoria de


conferência de cálculo da equivalência patrimonial aplicam-se às
contas contábeis que registram:
A) capital social subscrito e integralizado
B) investimentos permanentes relevantes em controladas
C) capital social subscrito e a subscrever
D) importação de bens do imobilizado em andamento
E) investimentos temporários em ações de empresas

40 - (SEFAZ-CE/AFRE/ESAF/2007) - Ao analisar a contabilização


em uma imobiliária, de um terreno destinado à construção da sede
da empresa, percebeu-se que o mesmo tinha sido contabilizado
nos Estoques. Pode-se afirmar que:
A) ao executar o teste primário de superavaliação na conta de Terrenos
no Imobilizado, esta conta estará sub-avaliada e a conta Estoques de
Terrenos estará superavaliada.
B) ao praticar o teste primário de superavaliação na conta de Estoques, a
mesma estará com seu saldo sub-avaliado e o Contas a Pagar
superavaliado.
C) independentemente da atividade da empresa, terrenos devem ser
sempre contabilizados no Imobilizado, por se tratar de bem imóvel.
D) ao proceder o teste primário de superavaliação do Contas a Receber,
este apresentará saldo sub-avaliado.
E) o referido procedimento está adequado, em virtude de a atividade da
empresa ser de comercialização de imóveis.

41 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Um auditor, sabendo que a taxa de


depreciação de um determinado grupo de imobilizado é de 10%
ao ano e que não ocorreram adições ou baixas no período sob
exame, efetua um cálculo global de despesa de depreciação no
valor de $ 1.000. Se os saldos iniciais de custo do bem e da
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depreciação acumulada eram de $ 10.000 e $ 5.000,


respectivamente, e o auditor constata que o livro contábil, no final
do exercício, apresenta um saldo de $ 10.000 para o custo do
imobilizado e $ 5.500 como depreciação acumulada, neste caso o
auditor falhou em:
A) confiar demasiadamente no sistema da empresa.
B) confiar que a taxa de depreciação era de 10% ao ano.
C) não verificar os itens totalmente depreciados.
D) não verificar os itens reavaliados do imobilizado.
E) não considerar a adição de um novo imobilizado.

42 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - Caracteriza-se como


fraude o seguinte evento identificado pelo auditor:
A) o sistema de folha de pagamentos não está calculando os duodécimos
da provisão de férias para dois funcionários.
B) a área de produção desativou máquina da linha de produção e não
informou a área contábil para suspender a depreciação.
C) a empresa não reconheceu os créditos de impostos decorrentes de
prejuízos fiscais a compensar.
D) saldo em aberto na Conta Fornecedores que, consultado na carta de
circularização, respondeu não possuir nenhum crédito contra a empresa.
E) existem depósitos não identificados efetuados na conta-corrente que
estão em aberto na conciliação.

43 - (SUSEP/Analista/ESAF/2002) - O auditor independente,


durante seus trabalhos, circulariza uma amostra selecionada de
fornecedores. Este procedimento de auditoria deve ser autorizado
pelo:
A) auditor independente.
B) administrador da empresa auditada.
C) contador da empresa auditada.
D) auditor interno da companhia.
E) sócio diretor da empresa de auditoria.

44 - (SFC/AFC/ESAF/2001) - Os procedimentos de auditoria mais


eficazes para detectar a omissão de passivos nas demonstrações
contábeis são:
A) exame das conciliações bancárias e análise das pendências relevantes
B) confirmação de contas a pagar e inventário físico de mercadorias
C) exames de pagamentos subseqüentes e inventário físico de
mercadorias
D) análise da composição dos saldos de fornecedores e outras contas a
pagar
E) confirmação de contas a pagar e exames de pagamentos subsequentes

45 - (Estado do RN/Auditor do Tesouro/ESAF/2005) - Para


reconhecimento dos passivos tributários, em discussão jurídica,
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devem os escritórios de advocacia ou advogados da entidade


auditada classificar o sucesso das causas em remoto, possível ou
provável. Assim podemos afirmar que o auditor deve:
A) calcular a provisão reconhecendo os passivos prováveis e analisando
as probabilidades nos processos possíveis.
B) não-contabilizar provisão para as autuações que estejam sendo
discutidas administrativamente, mesmo com posição desfavorável à
entidade.
C) não-reconhecer referidos passivos porque se assim o fizer estará
reconhecendo a obrigação.
D) compor a provisão sem considerar os processos com provável perda
judicial.
E) solicitar o registro contábil de provisão para processos com
classificação remota de perda.

46 - (INSS/AFPS/ESAF/2002) - Em decorrência das respostas de


circularização, de advogados internos e externos da empresa
auditada, o auditor independente recebeu diversas respostas com
opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de
diversas naturezas, contra a empresa, já em fase de execução.
Neste caso, o auditor deve:
A) concordar integralmente com os advogados.
B) discordar parcialmente dos advogados.
C) concordar parcialmente com os advogados.
D) discordar integralmente dos advogados.
E) não concordar nem discordar dos advogados.

47 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - No momento da circularização de


advogados da empresa auditada, o objetivo do auditor é
A) identificar todos os compromissos.
B) questionar os ativos e passivos contingentes.
C) identificar todos os passivos contingentes.
D) questionar as chances de sucesso das ações.
E) identificar os valores a serem divulgados.

48 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - Como resposta a uma


circularização de advogados, o auditor recebeu a seguinte
resposta de um dos advogados da empresa auditada: o valor da
ação, contra nosso cliente é 100.000 reais, e a expectativa de
perda é remota. Baseado no julgamento do advogado, a posição
do auditor é que a empresa:
A) contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.
B) contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.
C) contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.
D) não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.
E) não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.

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49 - (SRF/AFRF/ESAF/2002) - O auditor independente, ao efetuar


o teste de auditoria nos contratos de seguros, constatou que
todas as apólices estavam em vigor conforme relatório entregue
pelo contador da Cia. Siderúrgica Ferro e Aço S.A. Dois dias após o
encerramento dos trabalhos de auditoria, uma explosão ocorre em
uma das principais caldeiras da empresa e o auditor é convocado
pelo conselho de administração do cliente para esclarecimentos,
já que a cobertura de seguros não era suficiente para o sinistro
ocorrido. Apesar de ter efetuado o teste quanto à vigência das
apólices, o auditor não atentou em:
A) verificar o grau de risco de eventual sinistro dos imobilizados.
B) avaliar o montante segurado com o valor dos imobilizados.
C) verificar as medidas preventivas tomadas pela empresa.
D) avaliar a real situação financeira da companhia seguradora.
E) verificar detalhadamente as informações fornecidas para a seguradora.

50 - (Pref. Natal-RN/AFTM/ESAF/2008) - Assinale a opção que


não representa um controle eficaz para prevenir o inflacionamento
da folha de pagamento.
A) Reajuste de salários previamente aprovados pela diretoria.
B) Anotações formais de realização de jornada de trabalho.
C) Resumo da folha de pagamento contabilizado mensalmente.
D) Conferência dos cálculos realizada por funcionário independente.
E) Comparação com valores anteriores e análise de variações
independentes.

51 - (FCC / SEFAZ/SP – Fiscal de Rendas / 2009) - O auditor, ao


escolher as notas fiscais a serem examinadas, determinou que
fossem separadas as notas com último dígito representado pelo
número cinco. Esse procedimento representa uma seleção:
f) casual.
g) sistemática.
h) aleatória.
i) direcionada.
j) geométrica.

52 - (FGV / SEFAZ/RJ – Fiscal de Rendas / 2010) – O Conselho


Federal de Contabilidade – CFC, com relação à amostragem em
auditoria, define o termo anomalia como:
f) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa
ser diferente se toda a população estiver sujeita ao mesmo
procedimento de auditoria.
g) a distorção ou o desvio comprovadamente não representativo de
distorção ou desvio em uma população.

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h) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma


sendo um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes.
i) um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível
apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja
excedido pela distorção real na população.
j) o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e
sobre o qual o auditor deseja concluir.

53 - (FCC / TRE-SP / 2012) – A técnica de amostragem que


consiste em dividir uma população em subpopulações, cada uma
sendo um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes é denominada amostragem:
(A) randômica.
(B) estratificada.
(C) de seleção em bloco.
(D) aleatória.
(E) de seleção com base na experiência do auditor.

54 - (FCC / TCE-SE / 2011) - Segundo a NBC TA 530, que versa


sobre a utilização de amostragem em auditoria, é correto afirmar:
(A) O objetivo da estratificação da amostra é o de aumentar a
variabilidade dos itens de cada estrato e permitir que o tamanho da
amostra seja aumentado.
(B) Quanto menor o risco de amostragem que o auditor está disposto a
aceitar, menor deve ser o tamanho da amostra.
(C) Anomalia é a distorção ou o desvio comprovadamente representativo
de distorção ou desvio em uma população.
(D) O método de seleção da amostra em que o auditor não segue
nenhuma técnica estruturada é denominado método de seleção aleatório.
(E) Quanto maior a confiança do auditor em procedimentos substantivos
(testes de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos), menor
pode ser o tamanho da amostra.

55 - (FCC / CÂMARA DOS DEPUTADOS / 2007) - Deve o auditor,


no Processo de amostragem,
f) utilizar somente métodos estatísticos.
g) efetuar seleção sistemática.
h) proibir o uso de seleção casual.
i) eliminar o risco de amostragem.
j) desconsiderar o erro tolerável.

56 - (FCC / SEFAZ/SP - APOFP / 2010) - Para propiciar


representatividade da população contábil aplicada nos testes de
auditoria, o auditor pode estipular intervalos uniformes entre os

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itens a serem selecionados como um método de seleção de


amostras denominado:
f) números aleatórios.
g) amostragem de atributos.
h) amostragem sistêmica.
i) amostragem por bloco.
j) amostragem ao acaso.

57 - (FCC/INFRAERO/Analista Contábil/2011) - Em relação à


utilização de amostragem na auditoria, é correto afirmar:
A) A amostragem utilizada em auditoria é necessariamente probabilística,
sob pena de ocorrerem riscos decorrentes da utilização do julgamento
pessoal do auditor sobre os itens a serem selecionados.
B) A estratificação é o processo de dividir uma população em
subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de
amostragem com características heterogêneas.
C) O tamanho da amostra a ser determinada pelo auditor deve considerar
o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os esperados.
D) O erro tolerável é o erro mínimo na população que o auditor está
disposto a aceitar e, ainda assim, concluir que o resultado da amostra
atingiu o objetivo da auditoria.
E) Quando o erro projetado for inferior ao erro tolerável, o auditor deve
reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e, se esse
risco for inaceitável, considerar a possibilidade de ampliar o procedimento
de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos.

58 - (FCC/TCM-CE/ACE/2010) - Conforme normas técnicas de


auditoria independente, NÃO se refere à definição de uma
amostragem de auditoria:
A) a possibilidade de existência de fraude.
B) os fins específicos da auditoria.
C) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra.
D) as condições de desvio ou distorção.
E) a natureza da evidência da auditoria.

GABARITO

1–B 2–A 3–B 4–C


5–A 6–C 7–E 8–E
9–E 10 – D 11 – B 12 – A
13 – A 14 – ANULADA 15 – E 16 – C
17 – B 18 – E 19 – A 20 – A
21 – C 22 – E 23 – B 24 – C
25 – D 26 – E 27 – D 28 – A
29 – C 30 – E 31 – C 32 – A

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33 – E 34 – D 35 – A 36 – B
37 – C 38 – D 39 – B 40 – A
41 – C 42 – D 43 – B 44 – E
45 – A 46 – D 47 – C 48 – D
49 – B 50 – C 51 – B 52 – B
53 – B 54 – E 55 – B 56 –C
57 – C 58 – A

Referências utilizadas na elaboração das aulas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo.


7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

ARAGÃO, Marcelo. Auditoria CESPE – questões comentadas e organizadas


por assunto. 1. ed. Rio de janeiro: Método, 2010.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Atlas,


2010.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de


Contabilidade.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 6. ed.


São Paulo: Atlas, 2010.

FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria - Questões. Rio de Janeiro: Elsevier. 1.


ed. 2012.

FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4. ed. São Paulo:


Atlas, 2011.

JUND, Sérgio. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos. 9.


ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2007.

RIBEIRO, Juliana Moura e RIBEIRO, Osni Moura. Auditoria fácil. 1. ed. São
Paulo: Saraiva, 2012.

WANDERLEY, Carlos Alexandre Nascimento. Auditoria: teoria e questões.


1. ed. Rio de Janeiro: Ferreira, 2011.

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