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Quando nós nos observamos de momento a momento, trabalhando sobre nós mesmo, e não nos
Quando nós nos observamos de momento a momento, trabalhando sobre nós mesmo, e não nos
Quando nós nos observamos de momento a momento, trabalhando sobre nós mesmo, e não nos

Quando nós nos observamos de momento a momento, trabalhando sobre nós mesmo, e não nos identificando com os problemas, calúnia, desengano, ofensa, etc. Estamos de fato, no caminho da Auto Realização.

23ª Lição

- Curso de Antropologia Holística

A Lei do Pêndulo

Paz inverencial.

Jorge L. Rodrigues

Você já deve ter observado que, em determinadas épocas de nossas vidas, nos encontramos saudáveis, otimistas e felizes. E em outras épocas nada dá certo e até parece que temos que comer o pão que o diabo amassou. Às vezes estamos tristes e outras vezes estamos contentes; sempre existe uma dualidade em nossa mente.

Imagine o pêndulo de um relógio, ele vai de um lado para o outro; quando está

Imagine o pêndulo de um relógio, ele vai de um lado para o outro; quando está de um lado corre tudo bem, basta apenas passar para o outro lado para as coisas desvirtuarem. Quem está sorrindo passa a chorar, quem está chorando passa a sorrir; esta é a Lei do Pêndulo que está presente em tudo.

Na própria Bíblia, por exemplo, está dualidade é mostrada logo no começo das escrituras através de Caim e Abel. Na verdade, estes dois personagens estão em nossa própria mente, pois sempre estamos condenando e criticando o nosso irmão que está em nós mesmos. Quando não estamos com Caim, estamos com Abel. Esta é a crua realidade dos fatos.

Nas empresas, ao fazermos uma simples observação, vemos que tem épocas de muitos serviços, lucros e prosperidade, onde todos trabalham unidos e contentes. Só que, no entanto, estes são apenas os bons momentos. Pois sabemos que também existem as épocas mais difíceis que exige uma maior dedicação por parte de todos. Nas vendas tem épocas onde se vende muito e épocas em que nem os melhores produtos têm saída. É por isto que dizem que, em época de vaca gorda, é bom guardar um pouco, para quando chegar os dias difíceis ter uma certa reserva. As formigas, por exemplo, durante o verão fazem um grande estoque de alimentos que dá para passar todo o inverno sem sair do formigueiro.

Nas famílias também, a Lei do Pêndulo está presente, tanto nos dias difíceis quanto nos felizes ... Quando o pêndulo não está de um lado, está do outro com certeza.

A Lei do Pêndulo está presente em tudo, em todo o universo, planetas e principalmente em nossa mente. Pois sabemos que nossa mente não é uma, mas muitas. Sempre existe uma dualidade em nossa mente. Na própria Bíblia, por exemplo, está dualidade é mostrada logo no começo das escrituras através de Caim e Abel. Na verdade, estes dois personagens estão em nossa própria mente, pois sempre estamos condenando e criticando o nosso irmão que está em nós mesmos. Quando não estamos com Caim, estamos com Abel. Esta é a crua realidade dos fatos.

Para se conseguir a Auto Realização é fundamental que aprendamos a ver os dois lados de cada questão. Geralmente, nos identificamos com apenas um lado. E quando o Pêndulo vai para o outro, o resultado é dores e amarguras. Quem consegue ver os dois lados de cada questão, evita muitos sofrimentos e desenganos.

Imagine o pêndulo de um relógio, ele vai de um lado para o outro; quando está

Imagine o pêndulo de um relógio, ele vai de um lado para o outro; quando está de um lado corre tudo bem, basta apenas passar para o outro lado para as coisas desvirtuarem. Quem está sorrindo passa a chorar, quem está chorando passa a sorrir; esta é a Lei do Pêndulo que está presente em tudo.

O BINÁRIO

O abade Eliphas Levi, (Alphonse Charles Constant, 1810-1875), extraordinários ocultistas contemporâneos, após receber a chave dos mistérios maiores da Alquimia e do Ocultismo, transforma-se em um erudito e autêntico Mestre e Imperador da Loja Branca, presenteando os poucos Iniciados da humanidade com cinco ou seis obras de valiosíssimo conhecimento gnóstico. E de sua obra “DOGMA E RITUAL DA ALTA MAGIA” páginas, 85 e 86 extraímos os seguintes parágrafos:

“A ciência é a posse absoluta e completa da verdade.

Por isso, os sábios de todos os séculos tremeram diante desta palavra absoluta e terrível; temeram arrogar-se o primeiro privilégio da divindade, atribuindo a si a ciência, e se contentaram, em lugar do verbo saber, que exprime o conhecimento, e da palavra ciência, com a de Gnosis, que exprime somente a ideia do conhecimento por intuição.

“Que sabe, com efeito, o homem? Nada, e, entretanto, nada lhe é permitido ignorar.

“Nada sabe, e é chamado tudo conhecer.

“Ora, o conhecimento supõe o binário. É preciso para o ente que conhece um objeto conhecido.

“O binário é o gerador da sociedade e da Lei; é também o número da gnose. O binário é a

unidade multiplicando-se por si mesma para criar; e é por isso que os símbolos sagrados fazem sair Eva do próprio peito de Adão.

Mais adiante no mesmo capítulo o abade Eliphas Levi, continua:

“Que é a sabedoria? É a conciliação e a união dos dois princípios, é a docilidade de Abel dirigindo

a energia de Caim, é o homem segundo as doze inspirações da mulher, é a depravação vencida pelo legítimo casamento, é a energia revolucionária abrandada e dominada pelas doçuras da ordem e da paz, é o orgulho submetido ao amor, é a ciência reconhecendo as inspirações da fé.

“Então, a ciência humana torna-se sábia, porque ela é modesta, e se submete a infabilidade da razão universal, ensinada pelo amor e pela caridade universal. Ela pode tomar o nome de gnose, porque ao menos, conhece o que não se pode vangloriar de saber perfeitamente.

“A unidade só pode manifestar-se pelo binário; a própria unidade e a ideia da unidade já fazem dois.

“A unidade do macrocosmo revela-se pelas duas pontas opostas dos dois triângulos.

“A unidade humana completa-se pela direita e pela esquerda. O homem primitivo é andrógino. Todos os órgãos do corpo humano são dispostos por dois, exceto o nariz, a língua, o umbigo e o jot cabalístico.

“A divindade, una na sua essência, tem duas condições essenciais por bases fundamentais do

ser: a necessidade e a liberdade.

“As leis da razão suprema são necessárias em Deus e regulam a liberdade, que é necessariamente razoável e sábia. “Para fazer visível a luz, Deus somente supôs a sombra.

“Para manifestar a verdade, fez possível a dúvida.

“A sombra é a repulsão da luz, e a possibilidade do erro é necessária para a manifestação

temporal da verdade.

“Se o escudo de Satã não parasse a lança de Micael, a força do anjo se perderia no vácuo ou deveria manifestar-se por uma destruição infinita dirigida de cima para baixo. “E se o pé de Micael

não retivesse Satã na sua ascensão, (

...

)

antes iria perder-se no abismo da altura.

“Satã é, pois necessário a Micael como o pedestal à estátua, e Micael é necessário a Satã como o freio à locomotiva. “Em dinâmica analógica e universal, só há apoio no que resiste.

“Por isso, o universo é balanceado por duas forças que o mantém em equilíbrio: a força que atrai e a que repele. Estas duas forças existem em física, filosofia e religião. Elas produzem, em física, o equilíbrio; em filosofia, a crítica; e em religião, a revelação progressiva. Os antigos representaram este mistério pela luta de Eros e Anteros, pelo combate de Jacó com o anjo, pelo equilíbrio da montanha de ouro, que conservam ligada com a serpente simbólica da Índia, de um lado os deuses e do outro os demônios.

“É também figurado pelo caduceu de Hermanubis, pelos dois querubins da arca, pelas duas esfinges do carro de Osíris, pelos dois serafins.

“A sua realidade científica é demonstrada pelos fenômenos da polaridade e pela lei universal das simpatias ou antipatias”.

Até aqui as esclarecedoras palavras do abade Eliphas Levi.

A LEI DO PÊNDULO

Extraímos os seguintes parágrafos de uma das inúmeras obras do V.M. Samael Aun Weor: sábio,

antropólogo e esoterista, destinada a nossa atual Era de Aquário, intitulada “INDRODUÇÃO À GNOSE” capítulo 12, onde o Venerável Mestre afirma o seguinte:

“Vamos começar nossa cátedra. A humanidade vive certamente, entre o batalhar da antítese,

entre a luta cruenta dos opostos. Às vezes nos encontramos muito alegres, contentes; outras vezes, nos achamos deprimidos, tristes. Temos época de progresso, de bem-estar, uns mais que outros, de acordo com a Lei do Carma; temos também, épocas críticas no econômico, no social, etc. Às vezes, nos encontramos otimistas, com relação à vida e, às vezes, nos sentimos pessimistas. Sempre se tem visto que a todo período de alegria, de contentamento, segue uma temporada depressiva, dolorosa, etc. Ninguém pode ignorar que estamos sempre submetidos a muitas alternativas, no terreno prático da vida. Geralmente, às épocas que denominamos felizes seguem épocas angustiantes. É a Lei do Pêndulo que governa, realmente nossa vida.

“Vocês já viram, por exemplo, o pêndulo de um relógio: tão logo como sobe pela direita, se

precipita para subir pela esquerda. Essa Lei do Pêndulo governa também as nações - não há

dúvida. Nas épocas, por exemplo, em que o Egito florescia as margens do Nilo, o povo judeu parecia, ou melhor, era nômade no deserto. Muito mais tarde, quando o povo egípcio decaiu, levantou-se vitorioso o povo hebreu - é a Lei do Pêndulo. Uma Roma triunfante se sustentava sobre os ombros de muitos povos, porém depois cai com a Lei do Pêndulo - e outros povos ascendem vitoriosos.

“E a dialética de Carl Marx? Ficou, pois encurralada, está

“E a dialética de Carl Marx? Ficou, pois encurralada, está

caindo, praticamente, no fosso do esquecimento, para dar lugar à parapsicologia e, posteriormente, ao esoterismo científico, ao ocultismo, à ioga, etc., porque o pêndulo está mudando, está passando para o outro lado: da tese à antítese.

“Todos os seres humanos dependem da Lei do Pêndulo, isso é

óbvio. Temos bons amigos e, se soubermos compreendê-los, é claro que podemos conservar sua amizade; seria absurdo que exigíssemos que nossos amigos não estivessem jamais submetidos à Lei do Pêndulo. Nunca devemos estranhar, por exemplo, que um amigo com o qual temos tido sempre boas relações, resulte, da noite para o dia, com entrecenho franzido, iracundo, rabugento, irascível, áspero na conversa, etc., diante de nós. Nesses casos, há que fazer uma referência respeitosa e afastar-se, para que o irmão tenha tempo para aliviar-se e, pelo fato de que um dia nos faça “cara feia", não devemos desanimar, pelo contrário, compreendê-lo, porque não há ser humano que não esteja submetido a Lei do Pêndulo.

Ao lado o Arcano XII o Enforcado do Tarot que representa a Lei do Pêndulo.

“Todas as pessoas, em suas relações ou inter-relações, vivem completamente escravizadas pela Lei do Pêndulo: tão rápido como sobem com a alegria trasbordante, cantando vitórias, vão ao outro lado, deprimidas, pessimistas, angustiadas, desesperadas. A vida parece complicar-se toda, de acordo com a Lei do Pêndulo. As altas e baixas monetárias, subidas e descidas das finanças, as épocas de maravilhosa harmonia entre os familiares, os tempos de conflitos e problemas, sucedem-se inevitavelmente, de acordo com a Lei do Pêndulo.

“Para nossa maneira de ver as coisas, devemos assegurar, de forma enfática, que a Lei do Pêndulo é, cem por cento mecanicista. Temos essa Lei em nossa mente, em nosso coração e nos centros motor-instintivo-sexual. É óbvio que existe, em cada centro, a Lei do Pêndulo. Na mente está perfeitamente definida com o batalhar das antíteses, nas opiniões encontradas, etc. No coração, com as emoções antitéticas, com os estados de angústia e de felicidade, de otimismo e depressão. No centro motor-instintivo-sexual, manifesta-se com os hábitos, os costumes, com os movimentos; franzimos o entrecenho, ficamos austeros; quando nos encontramos deprimidos ou sorrimos alegres, sob o impulso, pois, do centro motor; quando nos achamos muito contentes, etc. Saltamos pulamos cheios de alegria por uma boa notícia, nos tremem as pernas diante de um perigo iminente: tese e antítese do centro motor, a Lei do Pêndulo, no centro motor.

“Conclusão: somos escravos de uma mecânica. Se alguém nos dá palmadinhas no ombro,

sorrimos tranquilos. Se alguém nos dá uma bofetada, respondemos com outra. Se alguém nos dirige uma palavra de louvor, sentimo-nos felizes, porém, se alguém nos fere com uma palavra agressiva, sentimo-nos terrivelmente ofendidos. Resumo: somos maquininhas submetidas à Lei do Pêndulo, cada um pode fazer de nós o que lhe venha na vontade. Querem ver nos contentes? Deem-nos algumas palmadinhas nas costas e digam-nos algumas lisonjas ao ouvido e ficamos contentíssimos. Querem ver-nos cheios de ira? Digam-nos qualquer palavra que nos fira o amor próprio, digam-nos qualquer palavra dura e nos verãos também ofendidos, iracundos.

“Dessa forma, a psique de cada um de nós, na realidade, está submetida ao que os demais

queriam. Não somos - isso é triste dizer - donos de nossos próprios processos psicológicos, somos verdadeiras marionetes que qualquer um maneja. Se eu quero tê-los, aqui, contentes, basta-me mitigar-lhes o ódio, louvá-los, e os tenho felizes. Se quero que fiquem desgostosos

comigo, ponho-me a ofendê-los e então, vocês franzem o cenho, o entrecenho; já não me verão

com doces olhos, como fazem neste momento, mas sim de forma iracunda, com “olhos de

pistola”. Porém se eu quero tornar a vê-los contentes outra vez, volto e lhes falo docemente. Resultado: vocês convertem-se, para mim em um instrumento em que posso tocar melodias, sejam doces, graves, agressivas ou românticas, como quiser. Então, onde está, pois, pois

individualidade das pessoas? Pois, não a possuem, se não são donas de seus próprios processos psicológicos. Quando alguém não é dono de seus próprios processos psicológicos, não pode dizer, realmente, que possui uma individualidade.

“Vocês saem, por exemplo, à rua, vão muito contentes, enquanto não haja algo que os desgoste.

Vão, talvez, dirigindo seu carrinho e, por aí vem um louco, desses que andam pela cidade, e os

ultrapassa pela direita, e os cruza. Isto lhes ofende terrivelmente. Vocês não protestam com a buzina - porém, sem protestar não ficam. Quer dizer. O do carrinho que os ultrapassou, que os ofende, que os aborreceu, fê-los mudar totalmente. Se iam contentes, se encheram de ira; então, aquele do carrinho pôde mais sobre vocês, pois conseguiu manejar suas psiques e você não.

“Estão vendo, pois, a Lei do Pêndulo? Bom, haveria alguma forma para se escapar desta terrível

Lei mecânica do Pêndulo? Se não a houvesse, estaríamos condenados a viver uma vida

mecânica per secula seculorum, amém

Obviamente, tem que haver algum sistema que nos

... permita evadir-nos dessa Lei, ou manejá-la. Existe, realmente: temos que aprender a tornar-nos compreensivos, reflexivos, aprender a ver as coisas, na vida, tal como são. Evidentemente, qualquer coisa, na vida, tem duas faces. Uma superfície qualquer está nos indicando a existência de uma face oposta; isso é inquestionável. A face de uma moeda sugere-nos o reverso da mesma. Tudo tem duas faces; as trevas são o oposto da luz. Nos mundos suprassensíveis, pode evidenciar-se que, ao lado de um Templo de Luz, existe sempre um Templo Tenebroso; isto é claro. Porém, por que cometemos o erro de nos alegrar diante de algo positivo e de protestar ante algo negativo, se são as duas caras de uma mesma coisa? Penso que o erro mais grave, em nós, consiste precisamente em não sabermos olhar as duas faces de qualquer coisa, ou qualquer circunstância, etc.

Sempre vemos mais uma face, identificamo-nos com ela e sorrimos; porém quando se nos apresenta a antítese da mesma, protestamos, rasgamos nossas vestes, trovejamos relampejamos; não queremos nós, na verdade, cooperar com o inevitável e é esse precisamente, o nosso erro. Às vezes nos apaixonamos por um prato da balança e, outras vezes, pelo outro prato; às vezes, vamos a um extremo do Pêndulo e, outras vezes, vamos ao outro, e, por esse motivo não há paz entre nós, nossas relações são péssimas, conflitivas. A toda época de guerra, sucede uma época de paz. Somos vítimas da Lei do Pêndulo e isso é doloroso. A isso se deve, exatamente, a tempestade de todos os exclusivismos, a luta de classes, os conflitantes entres o capital e os trabalhadores, etc.

Porém, por que cometemos o erro de nos alegrar diante de algo positivo e de protestar
Porém, por que cometemos o erro de nos alegrar diante de algo positivo
e de protestar ante algo negativo, se são as duas caras de uma mesma
coisa? Penso que o erro mais grave, em nós, consiste precisamente em
não sabermos olhar as duas faces de qualquer coisa, ou qualquer
circunstância, etc. Sempre vemos mais uma face, identificamo-nos com
ela e sorrimos; porém quando se nos apresenta a antítese da mesma,
protestamos, rasgamos nossas vestes, trovejamos relampejamos; não
queremos nós, na verdade, cooperar com o inevitável e é esse
precisamente, o nosso erro. Às vezes nos apaixonamos por um prato da
balança e, outras vezes, pelo outro prato; às vezes, vamos a um
extremo do Pêndulo e, outras vezes, vamos ao outro, e, por esse motivo
não há paz entre nós, nossas relações são péssimas, conflitivas.

“Se pudéssemos ver as duas famas nos falta compreensão. Se quisermos ver as duas faces de

cada questão, se faz necessário - à minha maneira de entender as coisas - viver não dentro da Lei do Pêndulo, mas dentro de um círculo fechado, um círculo mágico. Por esse círculo vão

passando todos os pares de opostos da Filosofia: as teses e as antíteses, as circunstâncias

agradáveis, as épocas de triunfo e de fracasso, o otimismo e o pessimismo, o que chamam “bom”

e o que chamam “mal”, etc. Ao redor desse círculo mágico, podemos ver um desfile muito interessante; descobrimos, por exemplo, que a toda grande alegria, sucede, em seguida, estados depressivos angustiosos, dolorosos. Quando as pessoas riem mais, as lágrimas são maiores e os prantos piores. Observem, verão que tem havido - na vida - instantes em que todo mundo ri, a

família, que todos estão contentíssimos, que não há senão gargalhadas e alegria

Má coisa é

... essa. Quando alguém vê isso em uma família aguarda um sofrimento em que todos vão chorar. Isso é certo, porque, na vida tudo é duplo. Ao trejeito da gargalhada segue outro trejeito fatal: o da suprema dor e o pranto. Aos gritos de alegria, etc., sucedem os gritos de suprema dor.

“Tudo tem as duas faces: a positiva e a negativa, isso é óbvio. Este signo, por exemplo, indica - esoterismo. Suponham, ou reflitam-no, aqui, no solo. Observem a sombra, no solo. O que vê? O diabo, isso é claro e, entretanto, é o signo do esoterismo, porém sua sombra, obviamente, tem a cara do diabo. Tudo na vida, não há nada que não seja duplo.

“Quando alguém se acostuma a ver as coisas a partir do centro de um círculo mágico, tudo muda,

libera-se da Lei do Pêndulo. Em certa ocasião, quando tive o corpo físico de Tomás Kempis, escrevi, em uma obra intitulada A IMITAÇÃO DO CRISTO, a seguinte frase:

“Não sou mais por que me louvem, nem menos porque me vituperem, porque sempre sou o que

sou”. Isso é claro, tudo tem sua face dupla: o louvor e vitupério, o triunfo e a derrota. Tudo tem

duas faces.

“Quando alguém se acostuma a ver qualquer circunstância, qualquer coisa, qualquer acontecimento, de forma íntegra, unitotal, com suas duas faces, evita, pois, muitos desenganos,

muitas frustrações, muitas decepções, etc.”.

Até aqui as sábias palavras do V.M. Samael Aun Weor.

“Se pudéssemos ver as duas famas nos falta compreensão. Se quisermos ver as duas faces de

Uma Roma triunfante se sustentava sobre os ombros de muitos povos, porém depois cai com a Lei do Pêndulo e outros povos ascendem vitoriosos.

Ruinas do império romano

COMO SE LIBERTAR DA LEI DO PÊNDULO

Inquestionavelmente, não identificarmos com os eventos, é fator fundamental para nos libertarmos da Lei do Pêndulo. Devemos assistir nossa vida como se fosse um filme, não nos identificando nem com os acontecimentos felizes, e muito menos com as decepções. Devemos ter em mente que tudo passa, e este mundo é apenas uma dimensão na imensidão do universo. Com justa causa os hindus chamam-no, de Maya ou, o mundo das ilusões.

Não iludir com as pessoas que ficam nos vangloriando, e mostrando-nos qualidades que não possuímos é básico, pois quando o Pêndulo for para o outro lado, já não nos enxergarão com os

mesmos olhos. E também, dar importância a eventos, pessoa ou situações negativas, é uma forma equivocada de encarar os fatos.

Na vida às vezes temos que ser quente como o fogo, e em outras vezes frio como o gelo, não nos identificando com os fatos do dia a dia. Se podemos resolver o problema, resolvemos com certeza, mas há eventos que não podem ser mudados, como no caso de morte ou outros fatores, etc. neste caso entregamos nas mãos de Deus, pois Ele É o Criador, e sabe o que faz.

O importante é não nos identificarmos com os fatos. Diante de ofensa ou humilhação, se não identificarmos com as palavras, estas perdem o valor e tornam-se cheques sem fundo. Quando protestamos de alguma forma, mesmo que seja em pensamentos, estamos sendo dominados e é justamente isto que não pode acontecer.

Se o povo ou a sociedade age de forma destrutiva ou equivocada, devemos ter em mente que, quem crucifica o Cristo a cada momento é justamente o povo; simplesmente, levamos nossa vida e não identificamos com os processos equivocados, pois cada um tem uma maneira de ver as coisas. Cada povo de acordo com a lei do karma tem o que merece. Por que vocês acham que em certos estados o clima é temperado favorecendo a lavoura, indústria etc. enquanto que em outros estados o povo passa até fome?

Quando nós nos observamos de momento a momento, trabalhando sobre nós mesmo, e não nos identificando com os problemas, calúnia, desengano, ofensa, etc. Estamos de fato, no caminho da Auto Realização.

Se levantamos da cama felizes, nada e ninguém, pode mudar este nosso estado psicológico. Temos que ter o domínio de nosso estado interior. Os mestres das Artes Marcais, ensinam que:

O maior dos guerreiros, é aquele que vence a si próprio”. Pois inquestionavelmente, a maior arma que possuímos, é um correto e perfeito estado psicológico.

Saúde e sucesso.

Jorge L Rodrigues