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Serviço Público Federal

Universidade Federal do Pará


Instituto de Ciências Exatas e Naturais
Faculdade de Química

Estrutura Eletrônica dos Átomos

Belém – PA
2018
Conteúdo
Observação Dos Átomos
1.1 Modelo nuclear do átomo
1.2 Características da radiação eletromagnética
1.3 Espectros atômicos

Teoria Quântica
1.4 Radiação, quanta e fótons
1.5 Dualidade onda-partícula da matéria
1.6 Princípio da incerteza
1.7 Funções de onda e níveis de energia

O Átomo de Hidrogênio
1.8 Número quântico principal
1.9 Orbitais atômicos
1.10 Spin do elétron
1.11 Estrutura eletrônica do hidrogênio
TEORIA QUÂNTICA

Um experimento imaginário conhecido como gato de Schrödinger


visa a mostrar que a estranheza do mundo quântico não se
transfere para o mundo macroscópico.
Introdução
O Início da Mecânica Quântica

o Até o início do século XX acreditava-se que todos os


fenômenos físicos era determinístico.

o Trabalhos realizados na época por muitos físicos


famosos descobriram que, para partículas
subatômicas, a condição atual não determina a
condição futura.
 Albert Einstein, Neils Bohr, Louis de Broglie, Max Planck, Werner
Heisenberg, P. A. M. Dirac, and Erwin Schrödinger
Introdução

A mecânica quântica forma a base da química

 Explica a tabela periódica

 O comportamento dos elementos nas ligações


químicas

 Fornece a base prática para lasers, computadores e


inúmeras outras aplicações
Observação Dos Átomos
1.1 Modelo nuclear do átomo

(1856—1940) (1868—1953) (1871—1937)

Núcleo Atômico, 1910


Raios Catódicos e os
Elétrons, 1897
Carga do Elétrons
entre 1908 a 1917
Observação Dos Átomos
1.1 Modelo nuclear do átomo
No modelo nuclear do átomo, toda a carga positiva e quase toda a
massa estão concentradas no pequeno núcleo e os elétrons com
carga negativa cercam o núcleo. O número atômico é o número de
prótons do núcleo.
As Origens da Mecânica Quântica
Mecânica Clássica

Baseada na lei de Isaac Newton

Mecânica Clássica

Explica Falha

Objetos do dia-a-dia Na explicação da transferência


Dos planetas e quantidade muito pequena de
massa e energia
As Origens da Mecânica Quântica
Mecânica Clássica
Descreve a luz como Radiação Eletromagnética

Eletromagnética

Elétrico Magnética

Atuam sobre as Atuam somente sobre as


partículas carregadas partículas carregadas que se
movimentam, caracterizados por
um comprimento de onda, 𝝀
(lambda).
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
A teoria atômica moderna surgiu a partir de estudos sobre a
interação da radiação com a matéria.

Onda eletromagnética – tem um componente de campo elétrico e


um componente de campo magnético, semelhantes às ondas que se
movem na água.

Frequência 𝜈 (nu) – é o número de


ondas que passam por um
determinado ponto durante 1
segundo
Comprimento
de onda

Depressão da onda
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
Comprimento
𝝀 de onda, 𝝀

Comprimento de onda 𝝀 (lambda) – é a distância entre pontos idênticos


em ondas sucessivas.

Onda – perturbação vibracional pela qual é transmitida energia

Amplitude – é a distância vertical entre o meio da onda e a crista ou a


depressão
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
Radiação eletromagnética – é a emissão e transmissão
de energia na forma de ondas eletromagnéticas.

Componente Campo Elétrico

Componente Campo Magnético

Se propagam com velocidade = 3,00x108 metros/segundo


(velocidade da luz, c).
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

“foto” de uma onda


eletromagnética em um dado
instante, que oscila no espaço e
no tempo

Comprimento de onda x frequência = Velocidade da luz

𝛌𝛎 = 𝐜
𝐝𝐢𝐬𝐭â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐭â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐨𝐧𝐝𝐚
= 𝐱 𝟏 𝐇𝐳 = 𝟏 𝐜𝐢𝐜𝐥𝐨/𝐬 𝐇𝐞𝐫𝐭𝐳 (𝐇𝐳)
𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐨𝐧𝐝𝐚 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
A linha vertical mostra como o campo As setas horizontais que aparecem no
elétrico muda acentuadamente em cada alto das imagens mostram que, em
um dos cinco instantes sucessivos, de cada caso, a onda percorreu a mesma
cima para baixo distância.

Para os
mesmos
cinco
instantes, o
campo
elétrico da
radiação de
grande
comprimen
to de onda
muda
muito
menos.
A radiação de pequeno (𝝀) tem alta
Radiação de pequeno 𝜆 frequência (𝜈) enquanto a radiação de
grande (𝝀) tem baixa frequência (𝜈)
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

Velocidade da Transmissão de Energia


Observação Dos Átomos
Interferência
A interação entre as ondas é chamada de interferência

Interferência construtiva: quando Interferência destrutiva: quando


as ondas interagem de modo que as ondas interagem, cancelam-se
elas adicionam para formar uma mutuamente, são chamadas de
onda maior, ela é chamada em fora de fase.
fase.

O entendimento da interferência em ondas é crucial para a


compreensão da natureza ondulatória do elétron.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
O resumo do campo eletromagnético é dado no espectro eletromagnético

• A cor da luz é determinado pelo seu


comprimento de onda ou frequência.

• A luz branca é uma mistra de todas


as cores sa luz visível.
– Um espectro
– Vermelho Laranja Amarelo Verde
Azul Anil Violeta

Quando um objeto absorve alguns dos


comprimentos de onda da luz branca e reflete
outros, ele aparece colorido; a cor observada é
predominantemente as cores refletidas.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
O resumo do campo eletromagnético é dado no espectro eletromagnético

 Espectro eletromagnético e nomes


de suas regiões.

 A região a que chamamos “luz


visível” ocupa um intervalo muito
pequeno de comprimentos de onda.

 As regiões não estão em escala.

A cor da luz depende de sua frequência ou comprimento de onda. A radiação de


grande comprimento de onda tem frequência menor do que a radiação de
pequeno comprimento de onda.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

Comprimento de onda (nm)

Frequência (Hz)
Raios Raios Ultra Infra Micro Ondas de rádios
Gama X violeta vermelho ondas

Tipo de
radiação

Raios X Lâmpadas Lâmpadas Fornos de TV UHF, Radio FM, Radio AM


solares de micro-ondas. Telefones TV VHF
aquecimento Radar de polícia, celulares
estações-satélite,

Para produzir um raio X médico, o paciente é exposto à radiação


eletromagnética de comprimento de onda curto que pode travessar a pele
criando uma imagem de ossos e órgãos internos.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

Os objetos aquecidos emitem luz infravermelha, que é invisível ao olho,


mas pode ser capturada em filme ou por detectores produzindo um
fotografia infravermelha.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

Tabela 1. Cor, frequência e comprimento de onda de radiações


eletromagnéticas
Observação Dos Átomos
Tratamento de câncer por Radiação

Na terapia de radiação, raios gamas de Durante a terapia de radiação, um


alta energia são direcionados para os tumor é alvejado a partir de múltiplas
tumores cancerosos. direções para minimizar a exposição de
células saudáveis enquanto a exposição
de células cancerosas é maximizada.
Observação Dos Átomos
1.2 Características da radiação eletromagnética

Tabela 2. Unidades comuns de comprimento de onda para radiação


eletromagnética

Unidade Símbolo Comprimento (m) Tipo de Radiação


Angströn Å 10-10 Raios X
Nanômetro nm 10-9 Ultravioleta, visível
Mícron µm 10-6 Infravermelho
Milímetro mm 10-3 Micro-ondas
Centímetro cm 10-2 Micro-ondas
Metro m 1 Televisão, Rádio
Quilômetro km 1000 Rádio
Observação Dos Átomos
1.3 Espectros atômicos
o Johann Balmer foi a primeira pessoa a 𝒏𝟐
identificar uma tendência nas linhas da 𝝀∝ 𝟐
região visível do espectro. 𝒏 −𝟒
o Ele percebeu, em 1885, que os ∴
comprimentos de todas as linhas até
então conhecidas obedeciam à seguinte 𝒏 = 𝟑, 𝟒, … Johann Jakob
expressão Balmer (1825—
1898) foi um físico e
matemático suíço
 Pouco tempo depois, o espectroscopista sueco Johannes
Rydberg sugeriu uma nova forma para a mesma
expressão, que foi muito mais reveladora:
𝟏 𝟏 𝟏
∝ 𝟐− 𝟐 ∴ 𝒏 = 𝟑, 𝟒, …
𝝀 𝟐 𝒏

𝟏 𝟏 𝒏𝟏 = 𝟏, 𝟐, … ,
𝝂=𝓡 − ∴
𝒏𝟐𝟏 𝒏𝟐𝟐 𝒏𝟐 = 𝒏𝟏 + 𝒏𝟐 , 𝒏𝟏 + 𝟐, . . Johannes Robert
Rydberg
(1854 — 1919)
foi um físico sueco
ℛ é a constante de Rydberg = é 3,29 x 1015 Hz.
Observação Dos Átomos
1.3 Espectros atômicos
(a) Espectro infravermelho, visível e ultravioleta. (b) Espectro completo dos
átomos de hidrogênio.

As linhas espectrais foram atribuídas a vários grupos chamados de séries,


duas das quais aparecem com seus nomes.
Observação Dos Átomos
1.3 Espectros atômicos
Quando a luz branca passa por um vapor, a radiação é absorvida pelos
átomos em frequências que correspondem às energias de excitação.

Exemplo, nesta pequena seção do espectro do Sol, é possível identificar os átomos de


sua atmosfera que absorvem a radiação emitida pelo núcleo do Sol. Muitas das linhas
foram atribuídas ao hidrogênio, mostrando que este elemento está presente nas
camadas mais externas e mais frias da atmosfera solar.

Portanto, a observação de linhas espectrais discretas sugere que


um elétron em um átomo só pode ter certas energias.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons (a partir de 1900)

A Física Clássica ao descrever as energias emitidas por


um corpo negro.
É um corpo capaz de emitir e absorver uniformemente
todas as frequências da radiação).

Assim, corpos frios deveriam irradiar nas regiões do


visível e do ultravioleta e brilhar no escuro, logo não
haveria escuridão!
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons (a partir de 1900)
Em 1879 Josef Stefan
Com o aumento da temperatura, a energia
estabeleceu que a
radiação total de um total emitida (a área sob a curva) cresce
corpo negro é rapidamente e o máximo da intensidade da
proporcional à quarta emissão desloca--se para comprimentos de
potência de sua
temperatura, expressa onda menores.

Joseph Stefan foi um


como:
físico e matemático
austro-esloveno

𝐈𝐧𝐭𝐞𝐧𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 = 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐱 𝐓 𝟒


O valor empírico (experimental) da
constante nessa expressão é 2,9
K.mm.

Intensidade da radiação emitida por um

corpo negro aquecido em função do

comprimento de onda.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons (a partir de 1900)
Contudo, o físico Lorde Rayleigh e James Jeans, calcularam a
energia média de cada um dos osciladores do cama
eletromagnético, dado como:
Explica: 𝝀 ↑ 𝒆 𝝂 ↓

Lei de Rayleigh-Jeans Pois justificaria a


catástrofo do
Falha: 𝝀 ↓ 𝒆 𝝂 ↑ ultravioleta, onde
𝟖𝝅𝒌𝑻 não haveria
𝒅𝑬 = 𝝆𝒅𝝀 ∴ 𝝆=
𝝀𝟒
escuridão, só luz.

𝝆 (rô) massa específica de estado;

𝑬 é a energia;

𝝀 comprimento de onda;

𝑻 é a temperatura

𝒌 é a constante de Boltzmann
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons (a partir de 1900)

Cor e temperatura. A cor e


a intensidade da luz
emitida por um objeto
quente, como esta unha,
dependem da temperatura
do objeto
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons

 Estudos da radiação de corpos-negros levaram à


hipótese de Planck da quantização da radiação
eletromagnética.

 O efeito fotoelétrico fornece evidência da natureza de


partícula da radiação eletromagnética.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858-1947) foi um físico alemão,
considerado o “pai” da física quântica e um dos físicos mais
importantes do século XX. Planck foi laureado com o Nobel de
Física de 1918, por suas contribuições na área da física quântica.

Planck deu o nome de quantum – à menor quantidade de energia que


pode ser emitida (ou absorvida) na forma de radiação eletromagnética.

𝒄
𝑬 = 𝒉𝝂 ∴ 𝑬=𝒉
𝝀
ℎ = constante de Planck (6,63x10-34 J.s)
𝜈 = frequência
𝑐 = velocidade da luz
É considerado o pai da física quântica e um dos físicos mais importantes do século XX.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Para entender a quantização, considere a subida em uma rampa
versus a subida em uma escada:
Para a rampa, há uma alteração constante na altura, enquanto na
escada há uma alteração gradual e quantizada na altura.
Variação na energia quantizada versus contínua

Energia potencial de uma pessoa A energia potencial de uma pessoa


subindo uma rampa aumenta de que caminha em etapas aumenta
forma uniforme e contínua passo a passo, maneira quantizada
TEORIA QUÂNTICA
Exemplo. O comprimento de onda da luz verde de um
sinal de trânsito é 522 nm. Qual é a frequência dessa
radiação? 𝐑 = 𝟓, 𝟕𝟓 𝐱 𝟏𝟎𝟏𝟒 𝐬 𝐨𝐮𝟓, 𝟕𝟓 𝐱 𝟏𝟎𝟏𝟒 𝐇𝐳
Resolução
𝑐
𝜆 = 522 𝑛𝑚 𝜈=
𝜆
𝑐 = 3,0𝑥108 𝑚/𝑠

𝜈 =?
TEORIA QUÂNTICA
Exemplo. Calcule a energia de um fóton de luz amarela
que tem um comprimento de onda de 589 nm.

Resolução
𝑐
𝜆 = 589 𝑛𝑚 𝜈= 𝐸 = ℎ𝜈
8
𝜆
𝑐 = 3,0𝑥10 𝑚/𝑠 𝜈 = 5,09𝑥1014 𝑠 −1
ℎ = 6,626𝑥10−34 J. s E = 3,37x10−19 J
𝐸 =?
𝐸 = (6,626𝑥10−34 J. s)(5,09𝑥1014 𝑠 −1 )
E = (6,02x1023 fóton/mol)(3,37x10−19 J/fóton)
E = 2,03x105 J/mol
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Efeito Fotoelétrico – é um fenômeno onde os elétrons são ejetados
da superfície de certos metais expostos à radiação de determinada
frequência mínima, denominada frequência limite.

Fóton – partícula de luz

 O efeito fotoelétrico fornece evidências para a natureza de


partícula da luz - “quantização”.

 Se a luz brilha na superfície de um metal, há um ponto no qual


os elétrons são expelidos do metal.

 Os elétons somente serão expelidos se a frequência mínima é


alcançada.

 Abaixo da frequência mínima, nenhum elétron é expelido.

 Acima da frequência mínima, o número de elétrons expelidos


depende da intensidade da luz.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Albert Einstein (1879–1955). Físico americano nascido na
Alemanha, recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1921 por sua
explicação do efeito fotoelétrico.

Einstein supôs que a luz trafega em pacotes


de energia denominados fótons.

A energia de um fóton:

𝐄 = 𝐡𝛎 ∴ 𝐡𝛎 = 𝐄𝐂 + 𝐄𝐋

𝐄𝐂 = 𝐡𝛎 − 𝐄𝐋 (quanto maior 𝛎 maior é EC)

EC = energia cinética do elétron ejetado e EL = energia de ligação do elétron


no metal.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Assim, as observações experimentais do efeito fotoelétrico à luz da
teoria de Einstein:

1. Nenhum elétron é ejetado até que a radiação tenha frequência


acima de um determinado valor, característico do metal.

2. Os elétrons são ejetados imediatamente, por menor que seja a


intensidade da radiação.
𝟏
𝒎𝒆 𝝂𝟐 = 𝒉𝝂 − 𝝓
𝟐 Energia fornecida pelo Energia necessária para
Energia cinética do fóton ejetar o fóton
elétron ejetado
𝒎𝒆 é a massa do elétron

𝝂 é a velocidade do elétron

h é a constante de Planck = 6,626 x 10−34 Js


TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
3. A energia cinética dos elétrons ejetados aumenta linearmente
com a frequência da radiação incidente.
𝟏
𝒎 𝒆 𝝂𝟐 = 𝒉𝝂 − 𝝓
𝟐 Energia fornecida peloEnergia necessária paraejetar o fóton
Energia cinética do fóton
elétron ejetado
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Espectros de emissão – espectros contínuos ou os
espectros de linhas da radiação emitida pelas
substâncias.

Espectros de linhas – corresponde à emissão de luz


apenas em comprimentos de onda específicos.

Balmer: descobriu que as linhas no espectro de linhas


visíveis do hidrogênio se encaixam em uma simples
equação.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
 A radiação composta por um único comprimento de
onda é chamada de monocromática.

 A radiação que se varre uma matriz completa de


diferentes comprimentos de onda é chamada de
contínua.

 A luz branca pode ser separada em um espectro


contínuo de cores.

 Observe que não há manchas escuras no espectro


contínuo que corresponderiam a linhas diferentes.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Niels Henrik David Bohr (1885–1962). Físico dinamarquês, um dos
fundadores da física moderna, recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1922
por sua teoria explicando o espectro do átomo de hidrogênio.

Bohr observou o espectro de


linhas de determinados
elementos e admitiu que os
elétrons estavam confinados em
estados específicos de energia.

Esses foram denominados


órbitas.
TEORIA QUÂNTICA
1.4 Radiação, quanta e fótons
Esta relação é chamada de condição de frequência de
Bohr.
𝒉𝝊 = 𝑬𝒔𝒖𝒑𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓 − 𝑬𝒊𝒏𝒇𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr

Chapa fotográfica

Fenda

Alta
tensão Espectro
de linha
Prisma

Tubo de descarga Luz separada


em vários
comprimentos

400 nm 500 nm 600 nm 700 nm


TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
•As cores de gases excitados surgem devido ao movimento dos
elétrons entre os estados de energia no átomo.

H
Zn
Li
Cs
He Metais
Na
Cd
Sr Metais
Alcalinos
Gases
(Bivalentes)
Ne (Univalentes)
Terrosos
Hg
K
Ba (Bivalentes)
Ar
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
A cor observada resulta da combinação das cores emitidas no
espectro visível

Cor emitida
por átomos de
hidrogênio em
um tubo de
descarga

Hidrogênio (H) Nônio (Ne)


TEORIA QUÂNTICA
Identificando Elementos com Teste de Chama

Na K Li Ba
TEORIA QUÂNTICA
Identificando Elementos com Teste de Chama

Energia elétrica usada


para excitar o elétron
do orbital 3s para o 3p

3p

3s
O fóton é emitido
quando o elétron volta
do orbital 3p para o 3s

A luz amarela característica em uma lâmpada de sódio resulta de elétrons excitados no orbital 3p de alta
energia que cai de volta ao orbital 3s de energia mais baixa.
TEORIA QUÂNTICA
FOGOS DE ARTIFÍCIO SÃO UMA BELA ILUSTRAÇÃO DA QUÍMICA EM AÇÃO
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr

• A primeira órbita no modelo de Bohr tem n = 1, é a mais próxima


do núcleo e convencionou-se que ela tem energia negativa.

• A órbita mais distante no modelo de Bohr tem n próximo ao


infinito e corresponde à energia zero.

• Os elétrons no modelo de Bohr podem se mover


apenas entre órbitas através da absorção e da emissão
de energia em quantum (𝒉𝝂).
• Podemos mostrar que

𝒉𝒄 𝟏 𝟏
𝚫𝐄 = 𝒉𝝂 𝚫𝐄 = −𝟐, 𝟏𝟖𝐱𝟏𝟎−𝟏𝟖 𝐉 −
𝝀 𝒏𝟐𝒇 𝒏𝟐𝒊
•Quando ni > nf, a energia é emitida.
•Quando nf > ni, a energia é absorvida.
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
 Já que os estados de energia são quantizados, a luz emitida por
átomos excitados deve ser quantizada e aparecer como espectro
de linhas.

𝟏 𝟏 −𝑹𝑯 −𝑹𝑯
𝜟𝑬 = 𝑬𝒇 − 𝑬𝒊 𝑬𝒇 = −𝑹𝑯 𝑬𝒊 = −𝑹𝑯 𝜟𝑬 = −
𝒏𝟐𝒇 𝒏𝟐𝒊 𝒏𝟐𝒇 𝒏𝟐𝒊

𝟏 𝟏 𝟏 𝟏
𝜟𝑬 = 𝑹𝑯 − 𝜟𝑬 = 𝒉𝝂 = 𝑹𝑯 −
𝒏𝟐𝒊 𝒏𝟐𝒇 𝒏𝟐𝒊 𝒏𝟐𝒇

𝑅𝐻 constante de Rydberg, para o Hidrogênio, 𝑅𝐻 = 2,18x10-18 J , e 𝑛 número


quântico principa (por exemplo, n = 1, 2, 3, ….).
(−) conversão arbitrária, indicando que a energia do elétron do átomo é
menor que a energia de um elétron livre (elétron que está infinitamente
afastado do núcleo).
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
𝟏 𝟏 𝟏 −𝟏𝟖
𝟏
𝜟𝑬 = 𝒉𝝂 = 𝑹𝑯 − 𝑬𝒏 = −𝑹𝑯 = −𝟐, 𝟏𝟖𝐱𝟏𝟎 𝐉
𝒏𝟐 𝐧𝟐
𝒏𝟐𝒊 𝒏𝟐𝒇

ΔE > 0 (n𝑓 > n𝑖 ); Fóton absorvido, com 𝑬𝒇ó𝒕𝒐𝒏 = 𝒉𝝂 = 𝚫𝐄

ΔE < 0 n𝑓 < n𝑖 ; Fóton emitido, com 𝑬𝒇ó𝒕𝒐𝒏 = 𝒉𝝂 = −𝚫𝐄

Exemplo. Calcular a transição do elétron do n𝑖 = 3 para n𝑓 = 1


1 1 8
ΔE = −2,18𝑥10−18 2
− 2 = −2,18𝑥10−18 = −1,94𝑥10−18 J
1 3 9
O fóton é emitido, logo E𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = ℎ𝜈 = −ΔE = +1,94𝑥10−18 J

Sabendo a energia do fóton, podemos calcular a sua frequência ou o seu


comprimento de onda:
𝑐 ℎ𝑐 ℎ𝑐 6,626𝑥10−34 J. s 2,998𝑥108 𝑚/𝑠
λ= = = = −18
= 1,02𝑥10−7 m
𝜈 E𝑓ó𝑡𝑜𝑛 −ΔE +1,94𝑥10 J
Assim, um fóton de comprimento de onda 1,02𝑥10−7 m (102 𝑛𝑚) é emitido.
TEORIA QUÂNTICA
Espectroscopia e o Átomo de Bohr
Os Estados Energéticos do Átomo do Hidrogênio
Energia x 1020 (J/átomo)

Estados excitado

Transição de ni = 2
para nf = 1. ∆E < 0, o
fóton é emitido.

Transição de ni = 1
para nf = 2. ∆E > 0, o
fóton é absorvido.

Estado fundamental
TEORIA QUÂNTICA
O Modelo de Borh e Espectros de Emissão
𝒏 = 𝟒𝟑𝟒 𝒏 = 𝟒𝟖𝟔 𝒏 = 𝟔𝟓𝟕
Violeta Azul-verde Vermelho

𝒏=𝟓

𝒏=𝟒

𝒏=𝟑

𝒏=𝟐

𝒏=𝟏
TEORIA QUÂNTICA

As diversas séries do espectros de emissão do átomo de hidrogênio.

Séries 𝒏𝒇 𝒏𝒊 Região espectral


Lymann 1 2, 3, 4, ... Ultravioleta
Balmer 2 3, 4, 5, ... Visível e Ultravioleta
Paschen 3 4, 5, 6, ... Infravermelho
Brackett 4 5, 6, 7, ... Infravermelho

Limitações da teoria de Bohr


Pode explicar adequadamente apenas o espectro de
linhas do átomo de hidrogênio.

Os elétrons não são completamente descritos como


partículas pequenas.
TEORIA QUÂNTICA
1.5 Dualidade onda-partícula da matéria
Louis Victor Pierre Raymond Duc de Broglie (1892–1977). Foi um
físico francês que contribuiu para a formulação da Teoria da
De Broglie argumentou que, se um elétron se comporta como uma onda
Mecânica quântica.
estacionária no átomo de hidrogênio, o comprimento da onda deve se
encaixar exatamente na circunferência da órbita.

Uma órbita Permitida Uma órbita não Permitida

A circunferência da órbita é igual a A circunferência da órbita não é igual a


um número inteiro de um número inteiro de comprimentos de
comprimentos de onda. onda. Como resultado, a onda de elétrons
não se fecha em si mesma.
TEORIA QUÂNTICA
1.5 Dualidade onda-partícula da matéria
Sabendo-se que a luz tem uma natureza de partícula, parece
razoável perguntar se a matéria tem natureza ondulatória.

Utilizando as equações de Einstein e de Planck, De Broglie mostrou:

𝒉 Equação que relaciona a


𝝀= circunferência de uma órbita
𝒎𝒄 permitida (2𝜋) e o
comprimento de onda (𝝀) do
𝟐𝝅𝒓 = 𝒏𝝀 elétron .

O momento, 𝒎𝒄, é uma propriedade de partícula, enquanto 𝝀 é uma


propriedade ondulatória.

de Broglie resumiu os conceitos de ondas e partículas, com efeitos


notáveis se os objetos são pequenos.
Os elétrons (e a matéria em geral) têm propriedades de ondas e de
partículas.
TEORIA QUÂNTICA
Exemplo. Qual é o comprimento de onda de um elétron
movendo-se com uma velocidade de 5,97x106 m/s? A
massa do elétron é 9.11x10-31 kg. Considere 1J = kg.m2s2
e 1Å = 10-10 m. Resposta: 𝝀 = 𝟏, 𝟐𝟐𝐱𝟏𝟎−𝟏𝟎 𝒎 = 𝟎, 𝟏𝟐𝟐 𝒏𝒎 =
𝟏, 𝟐𝟐 Å
Resolução
ℎ = 6,626x10−34 Js
−31
𝒉
m = 9,11x10 Kg 𝝀=
𝒎𝒆 𝒄
𝑐 = 5,97x106 m/s

6,626x10−34 Js 1 Kg𝑚2 /𝑠 2
𝜆= m
9,11x10−31 Kg 5,97x106 s 1𝐽

𝜆 = 1,22x10−10 𝑚 = 0,122 𝑛𝑚 = 1,22 Å


TEORIA QUÂNTICA
Difração de elétrons (propriedade ondulatória)
A primeira evidência das propriedades ondulatórias do
elétron foi fornecida pelo experimento de Davisson- Germer,
em 1927.
Lançaram elétrons lentos em um alvo de níquel cristalino, onde a
dependência angular da intensidade dos elétrons refletidos foi
medida, e foi verificada que há algum padrão de difração
semelhante àqueles previstos por Bragg para os raios X.
Clinton Joseph
Davisson
Padrão de difração de raios Difração electrónica de (1881–1958)
X da folha de alumínio folhas de alumínio

Lester Halbert
Germer
(1896–1972)

A similaridade desses dois padrões mostra que os elétrons podem se


comportar como raios X e exibir as propriedades das ondas.
TEORIA QUÂNTICA
Difração de elétrons (propriedade ondulatória)
A prova de que o elétron tinha natureza ondulatória veio alguns
anos depois com a demonstração de que um feixe de elétrons
produziria um padrão de interferência igual ao que as ondas fazem.

No entanto, os elétrons realmente Se os elétrons se comportam apenas


apresentam um padrão de como partículas, deve haver apenas
interferência, demonstrando que eles dois pontos brilhantes no alvo.
se comportam como ondas.
TEORIA QUÂNTICA
Difração de elétrons (propriedade corpuscular)
A difração ocorre quando a radiação eletromagnética é
espalhada de um conjunto regular de objetos, como os íons
em um cristal de cloreto de sódio. O grande ponto no centro
é do feixe incidente principal dos raios X.

Fonte de tubo George Paget


de raios-X Thomson
(1892–1975)
Filho de

Raios-X
10.000-40.000
volts

Sólido
cristalino JJ Thomson
(1856—1940)
Feixe incidente
Difração de Raios-X
Detector de Raios-X
TEORIA QUÂNTICA
Difração
o Quando as ondas que viajam encontram um obstáculo
ou se abrem em uma barreira que tem
aproximadamente o mesmo tamanho do comprimento
de onda, elas se dobram em torno dele; isso é
chamado de difração.
– Partículas em movimento não difratam.
o A difração da luz através de duas fendas separadas
por uma distância comparável ao comprimento de
onda resulta em um padrão de interferência das
ondas difratadas.
Um padrão de interferência é uma característica de
todas as ondas de luz.
TEORIA QUÂNTICA
1.5 Dualidade onda-partícula da matéria
Nesta ilustração, os máximos das ondas de radiação
eletromagnética são representados por linhas de cor laranja.

Quando a radiação que vem da


esquerda (as linhas verticais)
passa através de duas fendas
muito próximas, ondas
circulares são geradas em cada
fenda. Onde estas ondas
interferem construtivamente
(como indicado pelas posições
das linhas pontilhadas), uma
linha brilhante pode ser vista
no anteparo atrás das fendas.
Quando a interferência é
destrutiva, o anteparo
permanece escuro.
TEORIA QUÂNTICA
1.6 Princípio da incerteza

A localização da partícula está mal


definida; assim, o momento da
partícula (representado pela flecha)
pode ser especificado com precisão
razoável.

Mesmo o movimento de objetos muito


rápidos, como balas, pode ser capturado
A localização da partícula está bem na vida diária. Na escala atômica,
definida e, assim, o momento não pode entretanto, a velocidade e a posição não
ser especificado com muita precisão. podem ser conhecidas.
TEORIA QUÂNTICA
1.6 Princípio da incerteza de Heisenberg
Werner Karl Heisenberg (1901–1976). Físico alemão, um
dos fundadores da moderna teoria quântica, Heisenberg
recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1932.

Na escala de massa de partículas atômicas, não podemos


determinar exatamente a posição, a direção do
movimento e a velocidade simultaneamente.

Para os elétrons: não podemos determinar seu momento


e sua posição simultaneamente.

Se 𝛥𝑥 é a incerteza da posição e 𝚫𝐩 = 𝐦𝛎 é a incerteza do


momento, então:
TEORIA QUÂNTICA
1.6 Princípio da incerteza de Heisenberg
Heisenberg afirmou que o produto das incertezas tanto na posição
quanto na velocidade de uma partícula era inversamente
proporcional à sua massa.

𝒙 = posição,
𝒉 𝜟𝒙 = incerteza na posição
𝜟𝒙 𝐱 𝒎𝚫𝒗 ≥ 𝒗 = velocidade,
𝟒𝝅 𝜟𝒗 = incerteza na velocidade
𝒎 = massa

≥ significa que:: para Δp grande (experimento menos rigoroso) o



produto pode ser substancialmente maior do que (daí o sinal >).
4𝜋

E nunca pode ser menor que , logo o sinal =.
4𝜋

Assim, quanto mais precisamente você souber a posição de uma


partícula pequena, como um elétron, menos você saberá sobre sua
velocidade e vice-versa.
TEORIA QUÂNTICA
1.6 Princípio da incerteza de Heisenberg

 A localização e o momento de uma partícula são


complementares, isto é, ambos não podem ser conhecidos
simultaneamente com precisão arbitrária.

 A relação quantitativa entre a precisão de cada medida é dada


pelo princípio da incerteza de Heisenberg.
TEORIA QUÂNTICA
Exemplo. Estime a incerteza mínima (a) na posição de
uma bola de gude de massa 1,0 g, sabendo que sua
velocidade é conhecida no intervalo ± 1,0 mm·s-1, e (b)
na velocidade de um elétron confinado em um diâmetro
de um átomo típico (200 pm). Resposta: (a)
𝟐, 𝟔 𝒙 𝟏𝟎−𝟐𝟗 𝒎; (b) 𝟐, 𝟖𝟔 𝒙 𝟏𝟎𝟓 𝒎. 𝒔−𝟏
TEORIA QUÂNTICA
1.7 Funções de onda e níveis de energia
Erwin Schrödinger (1887–1961). Físico austríaco que formulou a
mecânica das ondas e lançou as bases para a moderna teoria
quântica, sendo laureado com o Nobel de Física em 1933.

Schrödinger propôs uma equação que contém os


termos onda e partícula.

ℏ𝟐 𝒅𝟐 𝝍
− 𝟐
+ 𝑽(𝒙)𝝍 = 𝑬𝝍 𝑯𝝍 = 𝑬𝝍
𝟐𝒎 𝒅𝒙

A resolução da equação leva às funções de onda.

A função de onda fornece o contorno do orbital eletrônico.

O quadrado da função de onda fornece a probabilidade de se


encontrar o elétron, isto é, dá a densidade eletrônica para o átomo.
TEORIA QUÂNTICA
1.7 Funções de onda e níveis de energia
Interpretação de Born da função de onda. A densidade de
probabilidade (a linha azul) é dada pelo quadrado da função de
onda e representada como uma variação da densidade do
sombreado da banda.

Observe que a densidade de


probabilidade é zero em um nodo.
Um nodo é um ponto em que a
função de onda passa pelo zero, não
meramente se aproxima do zero
TEORIA QUÂNTICA
1.7 Funções de onda e níveis de energia
Ondas estacionárias em uma corda vibrante
TEORIA QUÂNTICA
1.7 Funções de onda e níveis de energia

Alta densidade de “pontos”, alto valor


de 𝜓2 , alta probabilidade de encontrar
elétrons nessa região

Baixa densidade de “pontos”, baixo


valor de 𝜓2 , baixa probabilidade de
encontrar elétrons nessa região
TEORIA QUÂNTICA
TEORIA QUÂNTICA
1.7.1. Números Quânticos
Se resolvermos a equação de Schrödinger, teremos as funções de
onda e as energias para as funções de onda.

Chamamos as funções de onda de orbitais.

A equação de Schrödinger necessita de três números quânticos:

 Número quântico principal, n.

 O número quântico azimuthal, 𝒍

 O número quântico magnético, 𝒎𝒍 .


TEORIA QUÂNTICA
Número quântico principal, n.
Este é o mesmo n de Bohr. À medida que n aumenta, o orbital
torna-se maior e o elétron passa mais tempo mais distante do
núcleo.
Para o átomo de hidrogênio, como no modelo de Bohr.

𝟏 𝟏
𝑬𝒏 = −𝟐, 𝟏𝟖𝐱𝟏𝟎−𝟏𝟖 𝐉 𝟐− 𝟐
𝒏𝒇 𝒏𝒊

𝒏 = 𝟏, 𝟐, 𝟑, …
TEORIA QUÂNTICA
O número quântico azimuthal, 𝒍
O número quântico do momento angular determina a forma do
orbital. 𝒍 = 𝒏 − 𝟏
𝑙 pode ter valores inteiros de 0 a (𝑛 − 1).

Cada valor de 𝑙 é chamado por uma letra específica que designa a


forma do orbital.
– Os orbitais 𝒔 são esféricos.
– Os orbitais 𝒑 são como dois balões amarrados em nós.
– Os orbitais 𝒅 são principalmente como quatro balões amarrados em
nós.
– Os 𝒇 orbitais são principalmente como oito balões amarrados em
nós.
Geralmente nos referimos aos orbitais s, p, d e f.

Valor de 𝑙 0 1 2 3

Letra usada 𝑠 𝑝 𝑑 𝑓
TEORIA QUÂNTICA
O número quântico magnético, 𝒎𝒍

o O número quântico magnético é um inteiro que especifica a


orientação do orbital.𝒎𝒍 = 𝒍

• A direção no espaço do orbital está alinhada em relação aos


outros orbitais.

Valores são inteiros de −𝑙 a +𝑙

Incluindo zero

 Fornece o número de orbitais de uma forma particular

Quando l = 2, os valores de 𝒎𝒍 são -2, -1, 0, +1, +2, o que significa


que existem cinco orbitais com l = 2.
TEORIA QUÂNTICA
Números Quânticos

Tabela. Relação entre os valores de 𝑛, 𝑙, e 𝑚𝑙 até 𝑛 = 4.


Número Número total
𝒏 Valores Designação Valores possíveis de orbitais de orbitais no
possíveis de 𝒍 do subnível de 𝒎𝒍 no nível
subnível
1 0 1s 0 1 1
2 0 2s 0 1
1 2p 1, 0, -1 3 4
3 0 3s 0 1
1 3p 1, 0, -1 3
2 3d 2, 1, 0, -1, -2 5 9
4 0 4s 0 1
1 4p 1, 0, -1 3
2 4d 2, 1, 0, -1, -2 5
3 4f 3, 2, 1, 0, -1, -2, -3 7 16
Representações dos orbitais
O orbital 𝒔

o Todos os orbitais s são esféricos.


o À medida que n aumenta, os orbitais s ficam maiores.
o À medida que n aumenta, aumenta o número de nós.
o Um nó é uma região no espaço onde a probabilidade
de se encontrar um elétron é zero.
o Em um nó, 𝝍𝟐 = 𝟎.
o Para um orbital 𝒔, o número de nós é 𝒏 − 𝟏.
Representações dos orbitais
O orbital 𝒔
Os três orbitais s de energia mais baixa. A maneira mais simples de
desenhar um orbital atômico é como uma superfície limite, uma
superfície dentro da qual existe uma alta probabilidade
(normalmente 90%) de encontrar o elétron.

Usaremos azul para os orbitais s, mas a cor é usada somente para


auxiliar a identificação.

O sombreado das
superfícies-limite é uma
indicação aproximada da
densidade de elétrons em
cada ponto. Quanto mais
forte for o sombreado,
maior é a probabilidade de
encontrar o elétron naquela 𝟏𝒔
distância a partir do núcleo. 𝟐𝒔
𝟑𝒔
Representações dos orbitais
O orbital 𝒔

𝟒𝛑𝐫 𝟐 𝛙(𝐫) 𝟐 é 𝐚 𝐟𝐮𝐧𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐫𝐢𝐛𝐮𝐢çã𝐨


𝐫𝐚𝐝𝐢𝐚𝐥 = 𝐬𝐨𝐦𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝛙(𝐫) 𝟐
𝐭𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐫

𝝍(𝒓) 𝟐 é 𝒂 𝒅𝒆𝒔𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆
𝒑𝒓𝒐𝒃𝒂𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆
𝒑𝒐𝒏𝒕𝒐 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄í𝒇𝒊𝒄𝒐 𝒏𝒂 𝒆𝒔𝒇𝒆𝒓𝒂
Representações dos orbitais
O orbital 𝒔
Funções de probabilidade radial para os orbitais 1s, 2s e 3s do hidrogênio.
Esses gráficos mostram a probabilidade de encontrar o elétron como uma
função da distância do núcleo. À medida que n aumenta, a distância mais
provável para encontrar o elétron (o pico mais alto) se afasta do núcleo.

Distância mais
provável do núcleo Distância mais
~0,5 Å provável do núcleo
~3 Å
Nó Distância mais
Probabilidade

provável do núcleo
~7 Å
Probabilidade

Nós

Probabilidade
Um Modelo de
1s 2s 3s
Densidade Eletrônica

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Distância do núcleo, r (Å) Distância do núcleo, r (Å) Distância do núcleo, r (Å)
1s 2s 3s
Representações dos orbitais
O orbital 𝒔

𝐍ó𝐬 𝐍ó𝐬

𝝍𝟐𝟏𝒔 𝝍𝟐𝟐𝒔 𝝍𝟐𝟑𝒔

𝒓 𝒓 𝒓
𝟏𝒔 (𝒏 = 𝟏, 𝒍 = 𝟎) 𝟐𝒔 (𝒏 = 𝟐, 𝒍 = 𝟎) 𝟑𝒔 (𝒏 = 𝟑, 𝒍 = 𝟎)

A altura do gráfico indica a densidade de pontos à


medida que ocorre afastamento da origem
Representações dos orbitais
O orbital 𝒑
Existem três orbitais 𝒑, 𝒑𝒙 , 𝒑𝒚 , e 𝒑𝒛 .
Os três orbitais 𝑝 localizam-se ao longo dos eixos 𝑥 −, 𝑦 − e 𝑧 − de
um sistema cartesiano.
As letras correspondem aos valores permitidos de 𝒎𝒍 , −𝟏, 𝟎, e +𝟏.
Os orbitais têm a forma de halteres.
À medida que 𝒏 aumenta, os orbitais 𝒑 ficam maiores.
Todos os orbitais 𝒑 têm um nó no núcleo.
Representações dos orbitais
O orbital 𝒑

The p orbitals. (a) Electron-density distribution of a 2p orbital. (b)


Contour representations of the three p orbitals. The subscript on
the orbital label indicates the axis along which the orbital lies.
Representações dos orbitais
O orbitais 𝒅
o Existem cinco orbitais d e sete orbitais f.

o Três dos orbitais d encontram-se em um plano


bissecante aos eixos 𝒙 −, 𝒚 − e 𝒛.

o Dois dos orbitais d se encontram em um plano


alinhado ao longo dos eixos 𝒙 −, 𝒚 − e 𝒛.

o Quatro dos orbitais d têm quatro lóbulos cada.

o Um orbital d tem dois lóbulos e um anel.


Representações dos orbitais
O orbitais 𝒅
A superfície-limite de um orbital d é mais complicada do que a dos
orbitais s e p. Existem, na verdade, cinco orbitais d de uma dada
energia. Quatro deles têm quatro lobos e o último é ligeiramente
diferente. Em nenhum caso, um elétron que ocupa um orbital d será
encontrado no núcleo. Usaremos a cor laranja para indicar os
orbitais d: laranja-escuro e laranja-claro correspondem a sinais
diferentes da função de onda.
Representações dos orbitais
O orbitais 𝒇
Os sete orbitais f de uma camada (com l = 3) têm aparência muito
complexa. existência é importante para o entendimento da Tabela Periódica,
da presença dos lantanoides e actinoides e das propriedades dos últimos
elementos do bloco d. A cor mais escura corresponde ao lobo positivo e a
cor mais clara, ao lobo negativo.
Átomos Polieletrônicos
Orbitais e suas Energias

Orbitais de mesma energia são conhecidos como


degenerados.

Para 𝑛 ≥ 2, os orbitais 𝑠 e 𝑝 não são mais degenerados


porque os elétrons interagem entre si.

Portanto, o diagrama de Aufbau apresenta-se


ligeiramente diferente para sistemas com muitos
elétrons.
Átomos Polieletrônicos

𝟒𝒑

𝟑𝒅
𝟒𝒔

𝟑𝒑
Orbitais em qualquer subnível
𝟑𝒔 são degenerados (tem a
mesma energia)
Energia

𝟐𝒑
Ordenação geral de energia dos
𝟐𝒔 orbitais para um átomo
polieletrônico

Energia do subnível
segue a ordem
𝟏𝒔 𝒏𝒔 < 𝒏𝒑 < 𝒏𝒅 < 𝒏𝒇
Átomos Polieletrônicos

Sumário do arranjo das camadas, subcamadas e orbitais em um


átomo e os números quânticos correspondentes

Note que o número quântico 𝒎𝒍 é uma


caracterização alternativa dos orbitais
individuais: em química, é mais comum
usar x, y e z.

A localização de um elétron em um átomo é


descrita por uma função de onda conhecida
como orbital atômico. Os orbitais atômicos são
designados pelos números quânticos 𝒏, 𝒍 e 𝒎𝒍 e
organizam-se em camadas e subcamadas,
como resumido na Figura.
Átomos Polieletrônicos

Existem 16 orbitais na camada n 4, cada um dos quais


pode aceitar dois elétrons, no total de 32 elétrons.
Átomos Polieletrônicos

Exemplo. Qual é o número total de orbitais associados


ao número quântico principal n = 3?
O ÁTOMO DE HIDROGÊNIO
1.10 Spin do elétron
Em 1925 (antes do trabalho de Schrödinger, mas após o desenvolvimento,
por Bohr, do primeiro modelo do átomo), dois físicos holandeses,
naturalizados americanos, Samuel Goudsmit e George Uhlenbeck

Em 1928 Dirac encontrou um modo de combinar a teoria da relatividade de


Einstein com o procedimento de Schrödinger.

Experimento que confirma essas


propriedades do spin do elétron.

Um elétron tem a propriedade de spin. O número quântico 𝒎𝒔


descreve o spin, que pode ter um de dois valores.
O ÁTOMO DE HIDROGÊNIO
1.11 Estrutura eletrônica do hidrogênio
O elétron do átomo de hidrogênio no estado fundamental é descrito por
quatro números quânticos, cujos valores são:
𝟏 𝟏
𝒏=𝟏 𝒍 = 𝟎 (𝒏 − 𝟏) 𝒎𝒍 = 𝟎 𝒎𝒔 = + 𝒎𝒔 = −
𝟐 𝟐

O estado de um elétron em um átomo de hidrogênio é definido pelos


quatro números quânticos 𝒏, 𝒍, 𝒎𝒍 e 𝒎𝒔 ;

À medida que o valor de n aumenta, o tamanho do átomo aumenta.


A Estrutura dos Átomos Com Muitos Elétrons
1.13 Princípio da Construção*
Wolfgang Pauli (1900-1958) foi um físico austríaco conhecido por
seu trabalho na teoria do spin do elétron.

Já que o spin eletrônico é


1
quantizado, definimos 𝑚𝑠 = ± 2 ,

número quântico de rotação.

O princípio da exclusão de Pauli: dois elétrons


não podem ter a mesma série de 4 números
quânticos. Portanto, dois elétrons no mesmo
orbital devem ter spins opostos.

Na presença de um campo magnético,


podemos elevar a degeneração dos elétrons.
*Também é comumente chamado de princípio de Aufbau, da palavra alemã para “construir”.
A Estrutura dos Átomos Com Muitos Elétrons
1.13 Princípio da Construção
Friedrich Hund (1896–1997) físico alemão que ajudou a
desenvolver a teoria orbital molecular da ligação química.

•As configurações eletrônicas nos dizem em quais


orbitais os elétrons de um elemento estão localizados.

• Três regras:

- Os orbitais são preenchidos em ordem crescente de 𝒏.

- Dois elétrons com o mesmo spin não podem ocupar o mesmo


orbital (Pauli).

- Para os orbitais degenerados, os elétrons preenchem cada


orbital isoladamente antes de qualquer orbital receber um
segundo elétron (regra de Hund).
A Estrutura dos Átomos Com Muitos Elétrons
1.13 Princípio da Construção
Tabela. Configurações eletrônicas de vários elementos mais leves
A Estrutura dos Átomos Com Muitos Elétrons
1.13 Princípio da Construção

Início H 1𝑠

𝐵𝑙𝑜𝑐𝑜 𝐵𝑙𝑜𝑐𝑜 𝐵𝑙𝑜𝑐𝑜 𝐵𝑙𝑜𝑐𝑜 − 𝑝


𝑠 𝑓 𝑑 He

[He] 2𝑠 2𝑝 Ne

[Ne] 3𝑠 3𝑝 Ar

[Ar] 4𝑠 3𝑑 4𝑝 Kr

[Kr] 5𝑠 4𝑑 5𝑝 Xe

[Xe] 6𝑠 5𝑑 4𝑓 6𝑝 Rn

[Rn] 7𝑠 6𝑑 5𝑓 7𝑝
2 14 10 6
Configurações Eletrônicas
Configurações de Elétrons Condensados
O neônio tem o subnível 2p completo.

O sódio marca o início de um novo período.

Logo, escrevemos a configuração eletrônica condensada para


o sódio como

Na: [Ne] 3s1

[Ne] representa a configuração eletrônica do neônio.

Elétrons mais internos: os elétrons no [Gás Nobre].


Metais
Elétrons de valência: os elétrons fora do [Gás Nobre]. Alcalinos
Configurações Eletrônicas
Metais de Transição
Depois de Ar, os orbitais d começam a ser preenchidos.

Depois que os orbitais 3d estiverem preenchidos, os


orbitais 4p começam a ser preenchidos.

Metais de transição: são os elementos nos quais os


elétrons d são os elétrons de valência.
Configurações Eletrônicas
Lantanídeos e Actinídeos
Do Ce em diante, os orbitais 4f começam a ser preenchidos.

Observe: La: [Kr]6s25d14f1

Os elementos Ce -Lu têm os orbitais 4f preenchidos e são chamados


lantanídeos ou elementos terras raras.

Os elementos Th -Lr têm os orbitais 5f preenchidos e são chamados


actinídeos.

A maior parte dos actinídeos não é encontrada na natureza.

Lantânio, La Cério, Ce Praseodímio, Pr


[Xe] 6s25d1 [Xe] 6s25d14f1 [Xe] 6s24f3
Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica

A tabela periódica pode ser utilizada como um guia para


as configurações eletrônicas.

O número do periodo é o valor de n.

Os grupos 1A e 2A têm o orbital s preenchido.

Os grupos 3A -8A têm o orbital p preenchido.

Os grupos 3B -2B têm o orbital d preenchido.

Os lantanídeos e os actinídeos têm o orbital f


preenchido.
Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica

Tabela. Configurações eletrônicas dos elementos do grupo 2A


Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica

Tabela. Configurações eletrônicas dos elementos do grupo 2A


Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica
Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica
REGIÕES DA TABELA PERIÓDICA
A ordem em que os elétrons são adicionados aos orbitais é lida da
esquerda para a direita, começando no canto superior esquerdo.
Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica

Cerne do Gás Nobre


Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica
Configurações Eletrônicas Dos Níveis
Mais Externos no Estado Fundamental
Configurações Eletrônicas e Tabela Periódica
Configurações Anômalas de Elétrons
Quais são os erros nas seguintes configurações?

Por quê?
O correto Seria 𝑪𝒓 𝑨𝒓 𝟑𝒅𝟓 𝟒𝒔𝟏 O correto Seria 𝑪𝒖 𝑨𝒓 𝟑𝒅𝟗 𝟒𝒔𝟐
E não 𝐂𝐫 𝐀𝐫 𝟑𝐝𝟒 𝟒𝐬 𝟐 E não 𝐂𝐮 𝐀𝐫 𝟑𝐝𝟏𝟎 𝟒𝐬 𝟏

Esse comportamento anômalo é basicamente uma consequência da


proximidade entre as energias dos orbitais 3d e 4s. Ela ocorre
frequentemente quando existem elétrons suficientes para fazer com
que orbitais degenerados tornem-se parcialmente preenchidos
(como no cromo) ou totalmente preenchidos (como no cobre). Isso
não apresenta grande relevância química!
Revisão das Equações-Chave

Luz como onda: 𝝀 = comprimento de onda em metros, 𝝂 =


𝝀𝝂 = 𝒄 frequencia em s-1, 𝒄 = velocidade da luz 2,998x108 m.s2

luz como uma partícula (fóton): E = energia do fóton em joules, h


𝑬 = 𝒉𝝀 = constante de Planck 6,626 x 10-34 J.s, 𝝀 = frequencia em s-1
(mesma freqüencia da fórmula anterior)

𝟏 −𝟏𝟖
𝟏 Energias dos estados permitidos
𝑬 = − 𝒉𝒄𝑹𝑯 = (−𝟐, 𝟏𝟖 𝒙 𝟏𝟎 ) 𝟐 do átomo de hidrogênio:
𝒏𝟐 𝒏
h = constante de Planck; c = velocidade da luz; RH = constante de Rydberg
1,096776 x 107 m-1; n = 1, 2, 3, c (qualquer número inteiro positivo)

matéria como uma onda: 𝝀 = comprimento de onda, h =


𝒉
𝝀= constante de Planck, m = massa do objeto em kg, v =
𝒎𝝂 velocidade do objeto em m/s.

Princípio da incerteza de Heisenberg. A incerteza na


𝒉 posição (𝚫𝒙) e o momento [𝚫(𝒎𝝂)] de um objeto não
𝚫𝒙. 𝚫(𝒎𝝂) ≥
𝟒𝝅 𝒉
pode ser zero; o menor valor de seu produto é 𝟒𝝅.
Referências Bibliográficas
Atkins, P.; Jones, L. Princípio de Química: Questionando a Vida
Moderna e o Meio Ambiente, 5° ed. Porto Alegre: Brookman, 2014.

Chang, R.; Goldsby, K. A. Química, 11° ed. Porto Alegre: AMGH,


2013.

Brown, T. L.; LEMay, H. E. Química: A Ciência Central, 13° ed. São


Paulo: Prentice Hall, 2015.

Maham, B. M.; Myers, R. J. Química: Um Curso Universitário, 4° ed.


São Paulo: Blucher, 1995.

Kotz, J. C.; Treicel Jr, P. M.; Vichi, F. M. Química Geral e Reações


Químicas, São Paulo: Cengage Learning, 2009.

Maia, D. T.; Bianchi, J. C. A. Química Geral: Fundamentos, São


Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
Referências Bibliográficas
http://www.grupoa.com.br/changquimica11ed/animacoes2.html

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http://www.zamandayolculuk.com/kuantumkuramisay.HTM

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https://www.thinglink.com/scene/569421147997732866