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Responsabilidade do enfermeiro e sua equipe de enfermagem na prevenção das

IRAS no processo de assistência

Para o início, é necessário conceituar o que são as IRAS e IHs.

Infecção Hospitalar (IH) é definida como uma patologia que o paciente adquire
após 48 horas de sua admissão em uma unidade hospitalizar, podendo se manifestar
durante a sua internação ou após sua transferência para outra unidade e o uso do termo
vem sendo substituído nos últimos anos pelo termo Infecções Relacionadas à
Assistência à Saúde (IRAS), no qual a prevenção e o controle das infecções passam a
ser considerados para todos os locais onde se presta o cuidado e a assistência à saúde,
inclusive o hospital.
Sobre as Comissões de Controle de Infecções Hospitalares.

Apenas 37,50% de nossos hospitais possuem uma Comissão de Infecção ou


uma pessoa com atribuições definidas para o controle de infecções que, além de outras
responsabilidades tão bem enumeradas por C. G. Melo, é o órgão responsável pela
indicação dos diversos produtos químicos utilizados no hospital. Muitos de nossos
hospitais (68,75%) deixam a critério do Serviço de Enfermagem a indicação dos
antissépticos e desinfetantes e, para esta responsabilidade complexa, deve preparar-se
para estar em condições de estabelecer os critérios técnicos para a escolha dos
mesmos. O pessoal de enfermagem deve usar os desinfetantes e antissépticos baseado
em resultados de sua própria experiência, tendo em vista os germes responsáveis pelas
infecções no hospital onde trabalha.
Sobre a atuação do enfermeiro na CCIH e na prevenção das IRAS.

A atuação dos enfermeiros na CCIH é de grande importância, pois estes têm a


responsabilidade em suas ações em atentar não só diretamente ao paciente, mas
também a outros profissionais de outras áreas tendo que averiguar as corretas ações
exercidas por estes

Realizar a Vigilância Epidemiológica de maneira sistemática e rotineira através


da busca em todos os setores; proceder à investigação epidemiológica quando houver
indicação; padronizar resoluções adequadas quanto à prevenção e controle de
infecções; padronizar, treinar, implementar e supervisionar técnicas de precauções
padrão em todas as unidades de internação; acompanhar eventualmente,
procedimentos assistências; elaborar, padronizar, treinar, implementar rotinas
operacionais para serviços de apoio: higiene hospitalar, lavanderia; desenvolver
trabalho integrado com todos os setores do hospital, buscando observar fatos
relacionados; programar e executar Sistematicamente treinamento em serviço, em
conjunto com os chefes de serviço de cada setor, para profissionais de saúde e outros
que lidam direta ou indiretamente na assistência ao cliente.
Recomendações para os Enfermeiros para dificultar a propagação das IRAS no
contato direto e indireto com o paciente

A indicação do uso de álcool na ausência de sujidade visível traz inúmeros benefícios,


tais como a economia de tempo e o fato de ser mais conveniente ao profissional. A
promoção do comportamento da higiene das mãos é um assunto complexo e tem sido
influenciada pelo sexo, atividade profissional, carga de trabalho e pelo acesso à
infraestrutura para a higiene de mãos.
- A utilização das preparações alcoólicas para higienização das mãos sob as
formas gel, espuma e outras: preparações contendo álcool, na concentração final
mínima de 70% com atividade antibacteriana comprovada.

- A fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica não substitui a


higienização simples das mãos com água e sabonete, na presença de sujidade visível
nas mãos (mãos que mostram sujidade visível ou que estejam visivelmente
contaminadas por sangue, fluidos ou excreções corporais).

- O método mais barato e eficaz para a prevenção e o controle das infecções


relacionadas à assistência à saúde (IRAS) é a higiene das mãos.

- Valorizem e realizem, sistematicamente, avaliação bacteriológicas da


desinfecção e esterilização do material hospitalar assessorados por técnicos no
assunto;

- Supervisionem o seu pessoal na desinfecção e esterilização de material e do


ambiente, no tratamento e no processo de atenção de enfermagem ao paciente
infectado;

- Desenvolvam cursos para o seu pessoal dando realce aos conteúdos


relacionados com a atenção de enfermagem a pacientes infectados e à prevenção de
infecções;

- Se façam representar na Comissão de Infecção designando uma enfermeira,


em tempo integral, como coordenadora da execução de sua parte no programa de
controle de infecções no hospital;

- Procurem ampliar seus conhecimentos sobre antissépticos e desinfetantes


muito especialmente quando se responsabilizar pela indicação dos mesmos para os
diversos fins no hospital.

A comparação de dados sobre infecção entre instituições é desaconselhada, devido às


diferentes características dos serviços de saúde e da população atendida. O
importante é que o serviço de saúde conheça seus indicadores de infecção e faça
comparação de dados com a sua própria série histórica.

Dificuldades no exercício da função na CCIH

Nos hospitais, sempre existem problemas que se desenvolvem nos setores


como à falta de material, escassez de recursos humanos etc.

É perceptível que a maioria dos enfermeiros afirmam ter dificuldades para


exercer suas atividades, em se comunicar com outros setores, na vigilância
epidemiológica, número reduzido de leitos em relação à demanda, equipe reduzida,
dentre outros problemas. Sendo assim, com a função que a comissão adquire em uma
instituição, a falta de organização resulta numa deficiência de proteção contra as
infecções.
O treinamento e reuniões com outros setores também contribuem para a
diminuição de infecções.

Referencias

https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/cienciasaude/article/viewFile/3411/306
6 17/09/2018 – 15:40

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71671974000400462
17/09/2018 – 15:40

DALTOÉ, T. Métodos de vigilância epidemiológica de infecções hospitalares utilizados


pelos hospitais de Porto Alegre. 2008. 107 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós
Graduação em Epidemiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2008

FERNANDES, A. T. Percepções de profi ssionais de saúde relativas à infecção


hospitalar e às práticas de controle de infecção. 2008. 234 f. Dissertação (Mestrado) –
Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2008

AZAMBUJA, E. P.; PIRES, D. P.; VAZ, M. R. C. Prevenção e controle da infecção


hospitalar: as interfaces com o processo de formação do trabalhador. Texto contexto
Enfermagem, Florianópolis, v. 13, n. esp., p. 79-85, dez. 2004. doi: 10.1590/S0104-
07072004000500009.