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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA (PPGEE)
CONVERSORES ESTÁTICOS

TURBINA EÓLICA DE 5 kW INTERLIGADA À REDE


ELÉTRICA

PROF.: Dr. FERNANDO L. M. ANTUNES


EQUIPE: DEIVID MARINS
ROBSON TAVEIRA
RODRIGO LINHARES

FORTALEZA
2018
SUMÁRIO
1  INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 3 
2  Sistema de Conversão de Energia Eólica........................................................................... 5 
2.1 Turbinas Eólicas .............................................................................................................. 5 
2.2 Geradores ......................................................................................................................... 6 
2.3 PMSG ............................................................................................................................... 6 
3  ANÁLISE DO INVERSOR TRIFÁSICO e controle pwm senoidal ................................. 7 
4  BOOST DE ALTO GANHO ........................................................................................... 10 
5  CONTROLE POR CORRENTE MÉDIA ....................................................................... 13 
6  PROJETO COMPLETO DO BOOST E SEU CONTROLE........................................... 17 
As especificações básicas do conversor boost de alto ganho são apresentadas a seguir: ........ 17 
7  ANALISE DE PERDAS .................................................................................................. 21 
7.1 Conversor de Alto Ganho ............................................................................................... 21 
7.1.1 Chaves ..................................................................................................................... 21 
7.1.2 Diodos ..................................................................................................................... 22 
7.2. Inversor ......................................................................................................................... 24 
7.2.1. Chaves .................................................................................................................... 24 
7.3. Perdas totais .................................................................................................................. 25 
8  SIMULAÇÃO .................................................................................................................. 25 
9  CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................... 32 
10  REFERÊNCIAS............................................................................................................... 33 
1 INTRODUÇÃO

A energia eólica pode ser entendida como a energia proveniente dos movimentos das
massas de ar, ou seja, da energia cinética contida no vento. Um dos primeiros usos da energia
eólica foi para moagem de grãos, o bombeamento de água e outras aplicações. Para a geração
de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, no entanto somente
após uma crise do petróleo em meados de 1970 é que houve investimentos suficientes para
viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial (ANEEL,
2005)
Conforme o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC – Global Wid Energy
Council), a energia eólica vem aumentando significativamente a sua capacidade instalada de
geração no mundo, como pode ser vista na Figura 1. Atualmente a capacidade instalada
acumulada global de potência eólica está em torno dos 500 GW. Em 2017 o acumulado total
foi de 539,12 GW, representando um crescimento de 10,64% se comparado ao ano de 2016
(GWEC, 2018).
 
Figura 1 - Evolução da capacidade de geração instalada acumulada mundial (MW) desde o ano de 2001 até o
ano de 2017.

Fonte: (GWEC, 2018)

No Brasil, as usinas hidrelétricas têm sido as principais fontes geradoras de eletricidade,


no entanto a participação da energia eólica na matriz elétrica aumenta ano após ano. Entre o
ano de 2016 e o ano de 2017 houve um aumento na geração de energia eólica de 33.489 GW
para 42.373 GW, ou seja, uma variação de +26,5% (EPE, 2018), o que representa uma
participação de 6,8% na matriz elétrica Brasileira. Na Figura 2 mostra a evolução da geração
de energia eólica no Brasil de 2002 ao ano de 2017.

 
 
 
 
 
Figura 2 - Evolução da geração eólica no Brasil

Fonte: (EPE, 2018)

A energia eólica, tem demostrado possuir uma grande maturidade, principalmente na


geração de grande porte, sendo economicamente viável. Aliado as grandes parque de geração
de energia eólica, existem as pequenas usinas e sistemas de pequeno porte, podendo ser isolado
ou não-isolado, que possuem um grande potencial na contribuição da matriz energética, já que
um número grande de pequenos geradores pode equivaler a uma usina de grande porte
(TIBOLA, 2009).
Este relatório apresenta um estudo, projeto e simulação de um sistema eólico de
pequeno porte (5kW) para geração de energia elétrica interligado a rede elétrica de distribuição
de energia. Nesse mesmo sistema foi utilizado um conversor boost de alto ganho como
interface entre o retificador e o inversor.
2 SISTEMA DE CONVERSÃO DE ENERGIA EÓLICA

A conversão da energia eólica em energia elétrica é feita através do acoplamento de


uma turbina eólica a um gerador. A turbina eólica converte parte da energia cinética disponível
no vento em energia mecânica de eixo; o gerador converte a energia mecânica de eixo em
energia elétrica; e um conversor eletrônico processa esta energia e a disponibiliza para a rede
elétrica, como está ilustrado na Figura 3.

Figura 3 - Componentes de um Sistema de Conversão de Energia Eólica

Fonte: (GUIMARÃES, 2016)

 
2.1 Turbinas Eólicas
As turbinas eólicas podem ser horizontais ou verticais, no entanto a maior parte das
atuais turbinas apresentam eixo vertical. Em relação a sua forma construtiva possuem quatro
topologias: turbinas de uma, duas ou três pás, e ainda as turbinas multipás, também conhecidas
como “cata-ventos”.
Os rotores de uma, duas e três pás são os mais eficientes no que se refere ao melhor
aproveitamento do vento e são eles que constituem as modernas turbinas eólicas. Dentre esses
modelos de pás, a que possui três pás, distribuem melhor as tensões quando a máquina gira
durante mudanças de direção do vento. Com esta vantagem, as turbinas de 3 pás são as mais
modernas, consolidadas e são usadas no mundo todo, tanto em parques eólicos quanto em
sistemas isolados, de baixa ou de alta potência. A Figura 4 mostra um modelo de turbina de 3
pás.
Figura 4 - Turbina moderna de 3 pás

Fonte: (GWEC, 2018)

 
2.2 Geradores
Em Sistemas de Geração Eólica, tanto os geradores de indução quanto os geradores
síncronos podem ser utilizados. Os geradores de indução podem ser utilizados tanto para as
tecnologias com velocidade fixa quanto para as de velocidade variável, enquanto que os
geradores síncronos são normalmente usados em sistemas de velocidade variável, utilizando
como interface com a rede elétrica sistemas de eletrônica de potência (CHEN; GUERRERO;
BLAABJERG, 2009). Nesse relatório é utilizado o gerador síncrono de imã permanente
(Permanent Magnet Synchronous Generator - PMSG).

2.3 PMSG
O sistema de excitação a ímã permanente é aquele no qual uma excitatriz auxiliar,
constituída por um campo magnético constante produzido por uma peça magnetizada antes da
montagem, induz uma tensão elétrica nos enrolamentos de armadura ao girar em torno desses.
Com o desenvolvimento dos ímãs permanentes de terras raras e o progresso da eletrônica de potência, as
máquinas de ímã permanente se desenvolveram muito nas últimas décadas. Essas máquinas são recentes e já
possuem certa maturidade, podendo apresentar boa eficiência e densidade de potência. O seu princípio de
funcionamento e a possibilidade de serem montadas sem o uso de escovas fizeram com que elas substituíssem
as máquinas de corrente contínua e as máquinas de indução, em muitas áreas (TIBOLA, 2009).

A
Figura 5 mostra uma topologia de sistema de geração eólica usando PMSG.
Figura 5 - Topologia de sistemas de geração eólica usando PMSG

3 ANÁLISE DO INVERSOR TRIFÁSICO E CONTROLE PWM SENOIDAL

A função de um inversor consiste em converter uma tensão de entrada CC em uma


tensão de saída CA simétrica de amplitude e frequência desejada. Os inversores são
amplamente utilizados em aplicações industriais, acionamento de máquina CA em velocidade
variável, aquecimento indutivo, fontes auxiliares por exemplo. A entrada pode ser uma bateria,
célula combustível, geração solar fotovoltaica ou outra fonte CC (RASHID, 1999).
Os inversores podem ser classificados em dois tipos: Inversores monofásicos e
inversores trifásicos. Esses inversores em geral usam sinais de controle PWM para produzir
uma tensão CA de saída. Nesse trabalho é utilizado o inversor do tipo trifásico para fazer a
conexão com a rede elétrica. A Erro! Fonte de referência não encontrada. mostra um
circuito de um inversor trifásico.

Figura 6 – Topologia inversor trifásico

Fonte: (HART, 2011)

Cada chave tem uma taxa de trabalho de 50% e a ação do chaveamento ocorre a cada
intervalo de tempo T/6, ou intervalos com ângulo de 60°. Observe que as chaves que pertencem
ao mesmo braço funcionam de modo oposta uma da outra, de modo que evite um curto circuito
na fonte de entrada.

A modulação por largura de pulso é bastante utilizada pois os filtros


são reduzidos e outra vantagem é a controlabilidade da amplitude da
frequência fundamental. Cada chave é controlada pela comparação da
referência da onda senoidal com a conda triangular da portadora. Existem três
ondas senoidais de referência, cada uma defasa em 120º. Uma onda portadora
é comparada com o sinal de referência correspondente a uma fase, para gerar
os sinais de comando para aquela fase. A tensão de saída, Figura 7, é gerada
eliminando-se a condição de que dois dispositivos de chaveamento, em um
mesmo ramo, não podem conduzir ao mesmo tempo. A frequência
fundamental na saída é a mesma da onda de referência e a amplitude e saída
é determinada pelas amplitudes relativas das ondas de referência e
portadora(HART, 2011; RASHID, 1999).

Figura 7 -(a) Formas de onda da portadora e referência; (b) formas de onda da tensão de saída e corrente na
carga

Fonte: (HART, 2011)


A Modulação por Largura de Pulso – MLP (em inglês, Pulse Width Modulation –
PWM) opera-se com frequência constante, variando-se o tempo em que a chave permanece
conduzindo.
O sinal de comando é obtido pela comparação de um sinal de controle (modulante) com
uma onda periódica (portadora). A figura 3 ilustra estas formas de onda.

Figura 8 –Modulação por Largura de pulso

Fonte: Autor.

Para que a relação entre o sinal de controle e a tensão média de saída seja linear, a onda
portadora deve apresentar as seguintes características:
 Variação linear 
 Frequência de valor mínimo 10 vezes maior do que da moduladora;
O método clássico usado para gerar sinais de comando PWM senoidal consiste em comparar
uma onda moduladora senoidal, cuja frequência é ajustada para ser a mesma da componente
fundamental da tensão de saída, com uma onda portadora triangular, cuja frequência define a
frequência de chaveamento do inversor. As características essenciais dessa comparação estão
mostradas na Figura 9, onde uma forma de onda senoidal retificada, e uma onda triangular
unipolar, alimentam respectivamente, a entrada não inversora e inversora de um circuito
integrado comparador. O sinal resultante na saída do comparador será nível logico alto quando
o valor instantâneo da onda senoidal exceder ao valor da onda triangular, caso contrario será
nulo. A duração da largura de pulso na saída do comparador depende do tempo em que a onda
senoidal permanece com valor superior ao adotado da onda triangular. Estes pulsos apresentam
alta frequência e são enviados as chaves estáticas do circuito com topologia apresentada na
Figura 6.
Figura 9 –Geração de sinais PWM, (a) circuito comparador, (b)formas de onda

Fonte Ivo Barbi, 2005

4 BOOST DE ALTO GANHO

Quando é necessário elevar muito a tensão de saída, ou seja, ganho estático maior que
0,7, o uso de conversores boost clássico não é uma boa escolha. Uma alternativa pode ser o uso
de conversores em cascata, mas esta solução apresenta baixo rendimento, devido o
processamento redundante da energia. Uma alternativa a este tipo de aplicação é o uso de
conversores boost de alto ganho, dentre as topologias do gênero vale destacar a com célula de
comutação de três estados (CCTE).
A CCTE foi inicialmente desenvolvida por (BASCOPE, 2001), apresentando como
característica dois interruptores controlados, dois diodos e dois indutores acoplados, as
principais vantagens de um conversor usando esta célula comparada a um clássico são: baixas
perdas por condução; reduzida ondulação de corrente de entrada como na saída; aumento de
frequência de comutação, influenciando no tamanho dos magnéticos, obtendo reduzido
volume. Na é apresentada a estrutura da célula de comutação de três estados.
 
 
 
 
Figura 10 - Estrutura da célula de comutação de três estados

Fonte: (BASCOPE, 2001)

 
Para este trabalho foi adotado a topologia proposta por (TORRICO-BASCOPE, G. et al.,
2006), tratando-se de um conversor boost de alto ganho de tensão baseado na CCTE. Sua
estrutura,
Figura 11, é composta por um indutor de armazenamento, um transformador com três
enrolamentos, duas chaves ativas; quatro diodos retificadores; três capacitores de comutação e
um capacito filtro na saída.

Figura 11 – Topologia do conversor adotado

Fonte: (TORRICO-BASCOPE, G. et al., 2006)

 
O conversor apresenta quatro etapas de operação: Primeiro Estágio (t0, t1): Os
comutadores S1 e S2 são ligados. A energia é armazenada apenas no indutor Lb e não é
transferida para a carga. Este estágio, representado na Figura 12(a), é finalizado quando o
interruptor S1 é desligado. A correspondente equação diferencial durante este estágio é dada
por:
 
diLb
Lb   Vi (1)
dt
 
Segunda Etapa (t1, t2): Nesta fase, a chave S2 permanece ligada. A tensão através do
interruptor S1 é igual à tensão através do capacitor C1. Os diodos D1 e D2 são diretamente
polarizados. A energia armazenada no indutor no primeiro estágio, assim como a energia da
fonte de tensão, é transferida para os capacitores C1 e C2. O intervalo resulta no circuito
mostrado na Figura 12(b). A equação diferencial representando esta etapa é igual a:
 
 diL   Vi 
Lb  b      Vi  0 (2)
 dt   2 1  D  
 
Terceira Etapa (t2, t3): Este estágio é similar ao primeiro, onde os interruptores S1 e S2
estão ligados e a energia é armazenada apenas no indutor Lb. Está terminado quando o
interruptor S2 está desligado. Este estágio é representado pelo circuito mostrado na Figura
12(c).
Quarto Estágio (t3, t4): Durante este estágio, o interruptor S1 permanece ligado. A
tensão através do interruptor S2 é igual à tensão através do capacitor C1. Os diodos Dp e D3
são diretamente polarizados. A energia armazenada no indutor durante o terceiro estágio, bem
como a energia da fonte de tensão, é transferida para os capacitores C1 e C3. Este estágio é
representado pelo circuito mostrado na Figura 12(d).
 
Figura 12 - Etapas de operação do conversor

(a)– Primeira etapa de operação (b)– Segunda etapa de operação


(c)– Terceira etapa de operação (d)– Quarta etapa de operação

Fonte: (TORRICO-BASCOPE, G. et al., 2006)

5 CONTROLE POR CORRENTE MÉDIA


 
O controle por corrente média é uma derivação do controle por corrente de pico, a
diferença de acordo com (SILVA, 2012) é que no controle por corrente de pico a malha de
corrente não possui compensador, apenas um comparador que comanda a abertura do
interruptor quando o sinal de realimentação da corrente de entrada alcança o sinal de referência.
A principal característica do controle por corrente média é a presença do compensador
de corrente que é usado para calcular a corrente média no indutor. A tensão de erro do
compensador de corrente é comparada com uma rampa fixa para gerar a razão cíclica. Portanto,
neste tipo de controle, é a corrente média no indutor em vez da corrente de pico que é controlada
para seguir a tensão da rede elétrica (ZHOU; JOVANOVIC, 1992).
O erro do controle da corrente média no indutor se torna maior em níveis baixos de
corrente, especialmente quando a corrente no indutor se torna descontínua com a onda senoidal
se aproxima do zero a cada ciclo. Para obter baixa distorção, o erro deve ser pequeno. Isso
requer um indutor grande para diminuir a ondulação de corrente.
O diagrama do circuito boost pré-regulador por controle por corrente média é mostrado
na Figura 13.

Figura 13 - Diagrama do circuito boost por controle por corrente média


Fonte: (ROSSETTO; SPIAZZI; TENTI, 1994)

 
De acordo com (ROSSETTO; SPIAZZI; TENTI, 1994), esta técnica de controle possui
as seguintes vantagens: frequência de comutação constante; não necessita de rampa de
compensação; menos sensível a ruídos de comutação; possui formas de onda de entrada
melhores que o controle por corrente de pico desde que, próximo do cruzamento pelo zero da
tensão de entrada, a razão cíclica seja próximo de um. No entanto, conforme (ROSSETTO;
SPIAZZI; TENTI, 1994), este controle apresenta as seguintes desvantagens: corrente no
indutor precisa ser monitorada; necessita de um compensador de corrente.
A Figura 14 mostra o diagrama de blocos do controle por corrente média do pré-
regulador boost em CCM. O laço mais interno representa a malha de controle da corrente e a
externa representa a malha de tensão.

Figura 14 - Diagrama de blocos do controle por corrente média

Fonte:
 
O diagrama de blocos da malha de corrente é mostrado na Figura 15.

Figura 15 - Diagrama de blocos da malha de corrente

Fonte:

 
O sensoriamento da corrente pode ser feito por meio de um resistor de baixa resistência
e de alta precisão, em outras palavras um resistor shunt. O ganho de Hi(s) é o próprio valor da
resistência shunt Rsh.
Para representar melhor a planta foi inserido o He(s) para representar os harmônicos de
corrente em torna da frequência de comutação. Esse ganho é obtido utilizando os conceitos da
teoria de amostragem, pois na modelagem de pequenos sinais, a malha de corrente de comporta
como um sistema de amostragem que é representado por (3)[19].

 1   1 
H e  s    2  s2    s 1 (3)
 
      Qz 
A função de transferência do boost a partir da relação da corrente no indutor com a razão cíclica é expressa
em (4), conforme [14]:
Vout
Gi  s   (4)
Lb  s
Onde: Vout é a tensão de saída do conversor e Lb é a indutância boost.

O diagrama de Bode do módulo e da fase da função de transferência de laço aberto sem


compensador de corrente FTLAsci(s), é mostrado Figura 14. O ganho de amostragem He(s)
adiciona zeros na FTLAsci(s). Portanto é necessário incluir um polo próximo da frequência
que o zero está atuando.
Figura 16 - Diagrama de bode da função de transferência de laço aberto sem compensador de corrente

Fonte: Autor

A Figura 17 mostra o compensador de corrente PI com filtro. A função de transferência


do compensador sem ganho é dado por (5):

s  2 z
Ccisg  s   (5)

s s  2 p 
Figura 17 - Compensador de corrente

Fonte: Autor

Para obter o ganho do compensador de corrente é preciso a função de transferência do


compensador sem ganho e a FTLAsci(s), conforme (6):

FTLAsci  s   FTLAsci  s  Ccisg (6)

O ganho pode ser determinado através de (15) em dB.


Gci  20 log FTLAci  2 f   (7)
A partir de (8) é obtido o valor absoluto do ganho Kci.
Gci
K ci  10 20 (8)

O diagrama de Bode da FTLAcci(s) é mostrado na Figura 16. Conforme dimensionado


o compensador aplicou o ganho necessário para que na frequência de cruzamento fci
especificada cruze o 0dB a -20dB/dec. A margem de fase obtida foi de aproximadamente 35º.
 
Figura 18 - Diagrama de bode da função de transferência de laço aberto com compensador de corrente

Fonte: Autor
 
Para a malha de tensão temos o diagrama de blocos apresentado na Figura 19, para
encontra o valor de K e a função de transferência relacionados a malha de tensão, basta seguir
os mesmos passos para a malha de corrente.
 
Figura 19 - Diagrama de blocos da malha de tensão

Fonte: Autor

6 PROJETO COMPLETO DO BOOST E SEU CONTROLE

As especificações básicas do conversor boost de alto ganho são apresentadas a seguir:

𝑉 170 𝑉 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎


𝑉 200 𝑉 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎
𝑉 150𝑉 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎
𝑉 600𝑉 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑠𝑎í𝑑𝑎
𝑃 5𝑘𝑊 𝑃𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑎í𝑑𝑎

São assumidos para o projeto os seguintes parâmetros:

𝑓𝑠 30𝑘𝐻𝑧
𝐷𝑚𝑎𝑥 0,7
𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑛 95%

Parâmetros calculados:

𝑃
𝑃 5,2𝑘𝑊 𝑝𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎
𝑛

𝑃
𝑙 35,08𝐴 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑑𝑢𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎
𝑉

𝑃
𝐼 8,33𝐴 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑎í𝑑𝑎
𝑉
Dimensionamento do indutor:
𝑣
𝐿 296,87𝑢𝐻
16. 𝑓𝑠. ∆𝐼𝐿𝑏. 1 𝑎

Projeto de transformador de alta frequência: o numero de espiras no primário:


1,3
𝑁 𝑉 . . 10 61 𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎𝑠
2𝐴 ∆𝐵𝑚𝑎𝑥. 𝑓𝑠
Numero de espiras no secundário:
𝑁 𝑁 .𝑎 3,4 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑟𝑎𝑠

Indutância de magnetização:
𝑋
𝐿 419,86𝑢
2𝜋𝑓𝑠
Projeto da malha de corrente:
Seguindo os passos especificados no capitulo teórico de controle foi adotado os seguintes
valores:
𝑉𝐷 2,4𝑉 𝑎𝑚𝑝𝑙𝑖𝑡𝑢𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑟𝑟𝑎

𝑉 2,5𝑉 𝑡𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑓𝑒𝑟𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑚𝑎𝑙ℎ𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒

𝐾ℎ𝑎𝑙𝑙 0,04 𝑔𝑎𝑛ℎ𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑠𝑜𝑟 ℎ𝑎𝑙𝑙 𝑑𝑒 50𝐴

𝐻𝑖 𝑠 𝐾ℎ𝑎𝑙𝑙. 𝐾𝑑𝑖𝑓 0,071 𝐹𝑢𝑛çã𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑓𝑒𝑟ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒

A função de transferência da planta (Gi(s)=iL/d) é igual a:

Vieq 
s j Coeq(Roeq Rseeq)  1 

RoeqDeqlinha 

Deqlinha   Rseeq
RoeqDeqlinha
Gi(s) 
2   Rseeq
RoeqDeqlinha
(s j ) LbeqCoeq(Roeq Rseeq)  s j (Lbeq CoeqRseeq
 RoeqDeqlinha
)  RoeqDeqlinha
 
Roeq Rseeq

Voeq
G1 ( s )  Função de transferência aproximada
s  j  Lbeq

Fazendo a analise do gráfico de Bode para a FT, adotando a frequência de cruzamento


menor que ¼ da frequência de trabalho, a malha de fase de 30°, o calculo d avanço de fase fica
igual a 52,7°, ou seja um valor menor que 90°, assim o se faz necessário o uso de um
compensador tipo II, como apresentado na figura a seguir com seus valores de componentes
calculados.

Figura 20 – Circuito compensador de corrente


Fonte: Autor

Projeto da malha de tensão:


Foi adotado como tensão de referencia o valor de 2,5V, para calcular o valor da FT do elemento
de medição de tenção foi adotado a equação:
𝑉
𝐻 𝑠 0,0041
𝑉

E para a função de transferência da malha de tensão tem se a seguinte expressão:

Roeq  Rseeq RoeqDeqlinha2  s j LbeqDeq (1  s j RseeqCoeq)


Z( s )  
Roeq Deqlinha  Rseeq Roeq Deq Deqlinha
1  s  j  ( Roeq  Rseeq)  Coeq
Roeq Deqlinha  Rseeq

Roeq FT aproximada
Z1( s )  Deqlinha
1  s  j  Coeq Roeq

Da mesma forma da malha de corrente fazendo algumas considerações para analise do


gráfico de Bode para da FT, adotando a frequência de cruzamento entre 10Hz e 30Hz ,a malha
de fase de 60°, o calculo d avanço de fase fica igual a 47,18°, ou seja um valor menor que 90°,
assim o se faz necessário o uso de um compensador tipo II, como apresentado na figura a seguir
com seus valores de componentes calculados.

Figura 21 - Circuito compensador de tensão


Fonte: Autor

7 ANALISE DE PERDAS
7.1 Conversor de Alto Ganho
7.1.1 Chaves
A tensão na chave é calculada pela equação:

𝑉
𝑉𝑆1𝑚𝑎𝑥 500𝑉
𝑎 1

Onde a é a relação de transformação do Trafo (a=Ns/Np), para a topologia calculado com a


equação:

𝑉
𝑎 . 1 𝐷 1 0,2
𝑉

A corrente eficaz é dado por:

Iimax
IS1ef   ( 3  2  Dmax)  2  a  Dmax
2  ( a  1)

Para o projeto é adotado o transistor MOSFET IPA60R125C6 pelo fato de ser


bastante comercial e com baixa resistência de condução. As especificações do transistor obtidas
do catálogo são apresentadas na Tabela 1 a seguir:

A Tabela 1 contém os resultados de simulação dos esforços nas chaves.


Tabela 1 – Resultados de simulação dos esforços nas chaves.

Parâmetro Valor
Tensão máxima VSmáx = 600V
Corrente eficaz ISef = 24A
Corrente de pico ISpk = 60A
Fonte: Autor

A Tabela 2 contém os principais dados contidos no datasheet do MOSFET


utilizado como chave, o IRF840 da IR.

Tabela 2 – Dados do datasheet do IRF840.

Vds = 650 V/100°C Rds = 0,125 Ω


Idn = 26 A/100°C Tfn = 15 ns
Idm = 89 A/25°C Trn = 83 ns
Fonte: Autor

As perdas de condução das chaves podem ser calculadas por (9).

P R .I

As perdas de comutação das chaves podem ser calculadas por (10).

I .V á
. T T .f
P
2
7.1.2 Diodos
As tensões de pico reverso dos diodos são encontradas com as seguintes equações:

𝑉
𝑉𝐷1 500𝑉
𝑎 1

𝑎. 𝑉
𝑉𝐷3 100𝑉
𝑎 1

As correntes médias e eficazes nos diodos D1 e D2 são iguais, cujos valores são
obtidos pelas seguintes equações:

1
𝐼𝐷1 𝐿𝑖 max 1 𝐷𝑚𝑎𝑥 4,3𝐴
2. 𝑎 1
𝐿𝑖𝑚𝑎𝑥
𝐼𝐷3𝑒𝑓 1 𝐷𝑚𝑎𝑥 16,01𝐴
𝑎 1

Para a montagem são escolhidos um diodo catodo comum (RURG3040CC) e dois


diodos simples (30EPH06), cuja especificações são mostradas a seguir.

A Tabela 3 contém os resultados de simulação dos esforços nos diodos.

Tabela 3 – Resultados de simulação dos esforços nos diodos.

Parâmetro Valor
Tensão máxima D3/D4 VDmáx = 600 V
Tensão máxima D1/D2
Corrente média D1/D2 IDméd = 8 A
Corrente média D3/D4 = 16 A
Corrente eficaz D1/D2 IDef = 15 A
Corrente eficaz D3/D4 = 20 A
Corrente de pico D1/D2 IDpk = 30 A
Corrente de pico D3/D4 = 38 A
Fonte: Autor

A Tabela 4 contém os principais dados contidos no datasheet do diodo utilizado, o


RURG3040CC.

Tabela 4 – Dados do datasheet do 15ETH06.

Vpk = 600 V VFN = 1,5 V @ TJ = 25 ºC


IF = 30 A Rthjc = 1,3 ºC/W
IFM = 60 A Trr = 60 ns
IFN = 30 A @ TC = 100 ºC Irr = 30 A
VBR = 600 V VFO = 0,7 V
Fonte: Autor

A Tabela 5 contém os principais dados contidos no datasheet do diodo utilizado, o


30EPH06.

Tabela 4 – Dados do datasheet do 15ETH06.

Vpk = 600 V VFN = 2,6 V @ TJ = 25 ºC


IF = 15 A Rthjc = 1,3 ºC/W
IFM = 30 A Trr = 51 ns
IFN = 15 A @ TC = 100 ºC Irr = 20 A
VBR = 600 V VFO = 0,7 V
Fonte: Autor

As perdas nos diodos podem ser calculadas por (11) e (12).

V V
r
I
P r .I V .I é

7.2. Inversor
7.2.1. Chaves
A Tabela 5 contém os resultados de simulação dos esforços nas chaves.

Tabela 5 – Resultados de simulação dos esforços nas chaves.

Parâmetro Valor
Tensão máxima VSmáx = 380 V
Corrente eficaz ISef = 13,1 A
Corrente de pico ISpk = 14,6 A
Fonte: Autor

A Tabela 6 contém os principais dados contidos no datasheet do IGBT utilizado


como chave, o IRGB15B60KD.

Tabela 6 – Dados do datasheet do IRF840.

Vce = 600 V Tsc > 10 µs


Ic = 15 A @ TC = 100 ºC Trr = 92 ns
Icm = 62 A Irr = 29 ns
Fonte: Autor

As perdas de condução das chaves podem ser calculadas por (13).


P R .I (1)
As perdas de comutação das chaves podem ser calculadas por (14).
I .V á
. T T .f
P W (2)
2
7.3. Perdas totais

As perdas totais são então definidas por (15).


P 2. P P 2. P 4. P P (3)

8 SIMULAÇÃO

Nesse item serão apresentados circuitos de simulação de uma turbina eólica de 5kW
interligada à rede elétrica utilizando um inversor trifásico. Os dados de projeto são como segue:
 Potencia nominal: 5kW
 Gerador Imã permanente PMSG trifásico: 220V/5kW
 Tensão barramento CC (entrada inversor): 580-600V
 Tensão da rede no PCC (eficaz): 380 V
 Frequencia da rede: 60 Hz
 Frequencia de chaveamento: 20 kHz
A Figura 22 - Diagrama de bloco do gerador eólico e gerador PMSM mostra o circuito
do gerador eólico acoplado a um gerador síncrono de imã permanente.
Figura 22 - Diagrama de bloco do gerador eólico e gerador PMSM

Fonte: Autor

O modelo da turbina eólica simulado relaciona a potência de geração como uma função
da velocidade do vento e ângulo de pitch. Para obter um resultado de simulação variável com
o vento, foi inserida uma fonte de tensão degrau variável (velocidades 1, 10, 11 e 12,5 m/s) e
foi mantido um ângulo de pitch constante e igual a zero. A saída do gerador PMSM é acoplada
ao retificador trifásico a diodo, conforme Figura 23.
Figura 23 – Acoplamento do gerador PMSM ao retificador trifásico

Fonte: Autor

A Figura 24 mostra os resultados das formas de onda dos blocos do estagio de geração
(turbina, gerador, retificador) em relação a velocidade de vento de entrada. É possível observar
que a tensão de saída do retificador aumenta gradualmente com o aumento da velocidade de
vento de entrada.

Figura 24 – Formas de Onda do degrau de velocidade do vento (vermelho), tensão de linha da saída do
gerador PMSM (verde) e tensão na saída do retificador (azul)

Fonte: Autor

A Figura 25 mostra a forma de onda da potencia de geração com o aumento gradual da


velocidade de vento.
Figura 25 – Formas de Onda do degrau de velocidade do vento (vermelho) e potência de geração (verde)

Fonte: Autor

A Figura 26 mostra o conversor boost de alto ganho de tensão utilizado para elevar a
tensão de geração ao nível adequado para entrada no inversor. A forma de onda de entrada do
conversor refere-se a saída do retificador.

Figura 26 – Conversor Boost de alto ganho de tensão (circuito de simulação)

Fonte: Autor

A Figura 27 mostra a forma de onda da tensão de saída do conversor boost com variação
da tensão de entrada. Para isso, utilizou-se uma tensão degrau, com valores de 100V, 150 V,
170 V e 200 V.
Figura 27 – Tensão de saída do Conversor Boost de alto ganho com variação da tensão de entrada

Fonte: Autor
A Figura 28 mostra a forma de onda da corrente no indutor de entrada, onde é possível
ver que a corrente de entrada drenada da fonte é não pulsante com baixa ondulação (ripple).
Figura 28 – Tensão de saída do Conversor Boost de alto ganho (vermelho) e corrente no indutor de entrada Lb

Fonte: Autor
A Figura 29 mostra as formas de onda da tensão de saída, após estado permanente,
assim como as formas de onda das tensões nas chaves S1 e S2. Com isso é possível ver que,
devido topologia da célula de três estados com capacitores em paralelo às chaves, a tensão
máxima eficaz nos interruptores é metade da tensão de saída.
Figura 29 – Tensão de saída do Conversor Boost de alto ganho (vermelho) e tensões nas chaves S1 e S2 (verde
e azul)

Fonte: Autor

A Figura 30 mostra o inversor trifasico em configuração ponte completa (full-bridge)


para simulação. O inversor tem como tensão de entrada a tensão do barramento CC de 600
proveniente do conversor boost e na saída um valor eficaz igual a 220 V sincronizada com a
tensão da rede.

Figura 30 – Inversor trifasico em ponte completa

Fonte: Autor

A Figura 31 mostra as formas da tensão de saída do inversor (curva superior), assim


como os níveis de tensão na saída da ponte completa (curva inferior) antes do filtro LC.
Figura 31 – Inversor trifasico em ponte completa – formas de onda de ta tensão de saida

Fonte: Autor

O THD da tensão de entrada do inversor simulado apresentou valores muito baixos, em


torno de 1%, sendo satisfatório.

A Figura 32 mostra a forma de onda da corrente injetada na rede, onde é possível ver
sua característica senoidal operando a 60 Hz. A figura também contempla a forma de onda da
tensão de saída senoidal do inversor. Como a rede é modelada como uma fonte (barramento
infinito), ao receber potência, apresentará corrente medida com deslocamento de 180°.

Figura 32 – Forma de onda da corrente de saída do inversor injetada na rede

Fonte: Autor

A corrente injetada na rede possui uma ondulação em alta frequência


(aproximadamente 20 kHz), devido comutação das chaves. A Figura 33 mostra o detalhe da
corrente injetada no sistema. Para essa forma de onda, foi identificado o valor de THD de 8%.
Figura 33 –Corrente de saída do inversor injetada na rede

Fonte: Autor

A Figura 34 mostra uma análise no domínio da frequência da corrente injetada na rede.


Nessa análise, verifica-se que a componente de 20 kHz é a componente em alta frequência que
mais se destaca no espectro harmônico.

Figura 34 – Espectro harmônico da corrente injetada na rede

Fonte: Autor
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho obteve como principal resultado conseguir injetar corrente na rede
elétrica da concessionária a partir de uma microgeração com gerador eólico de 5kW. O controle
do fluxo de potência foi realizado no estágio CA-CC, ou seja, no inversor sincronizado com a
rede elétrica, onde foi projetado filtros para adequação do sinal elétrico para a rede, enquanto
a busca pelo ponto de máxima potência a ser extraída do painel foi realizada no estágio CC-
CC, neste estagio foi usado a técnica de controle por corrente média em um conversor boost de
alto ganho.
O projeto dos compensadores nas malhas de controle no estagio CC-CC mostrou-
se eficaz seguindo a referência de potência do gerado eólico, por a geração eólica ser de
natureza intermitente foi usado de uns chaveamentos para simular alguns degraus no nível de
na variação de velocidade do vento para o software de simulação computacional. Dado a
variação da velocidade do vento, percebeu-se uma variação na entrada de tensão do barramento
CC que foi rapidamente controlada por ação da malha de controle e de tensão de entrada por
corrente média implementada neste conversor.
Para adequar o nível de tensão do gerador eólico ao nível de tensão do barramento
CC foi necessário utilizar uma topologia de conversor CC-CC elevador de alto ganho de tensão.
Conversores de alto ganho geralmente possuem mais componentes, tais quais interruptores e
diodos, que os conversores clássicos, implicando assim num aumento das perdas condução e
por comutação já que não foram projetadas técnicas de comutação suave.
A tensão no barramento CC mostrou-se de boa qualidade tanto em termos de THDv
quanto em termos de níveis toleráveis de afundamento e elevação de tensão. Já, na saída do
inversor, o THDi apresentou um valor bastante considerável. Assim, fica como proposta para
trabalhos futuros a melhoraria do projeto do filtro LC na saída do inversor com vistas a reduzir
o THD da corrente injetada na rede.
10 REFERÊNCIAS

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[s.n.], 2005, p. 93–110.
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comutação de três estados. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2001.
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Electronics for Wind Turbines. IEEE Transactions on Power Electronics, ago. 2009. v. 24,
n. 8, p. 1859–1875. Disponível em: <http://ieeexplore.ieee.org/document/5200696/>.
EPE, E. D. P. E. –. Relatório Síntese | ano base 2017 |. Rio de Janeiro: [s.n.], 2018. Disponível
em: <http://epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-
abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-303/topico-397/Relatório Síntese 2018-
ab 2017vff.pdf>.
GUIMARÃES, J. S. Sistema de conversão de energia eólica interligado à rede. Fortaleza:
Universidade Federal do Ceará, 2016.
GWEC. Global Wind Report - Annual Market Update 2017. [S.l.]: [s.n.], 2018. Disponível
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HART, D. W. Power Electronics. New York: Mc Graw Hill, 2011.
RASHID, M. H. Eletrônica de potência: circuitos, dispositivos e aplicações. [S.l.]: [s.n.],
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interligado a rede elétrica. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2012.
TIBOLA, G. SISTEMA EÓLICO DE PEQUENO PORTE PARA GERAÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA COM RASTREAMENTO DE MÁXIMA POTÊNCIA.
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Switching Cell. Montreal: IEEE, 2006. p. 998–1003. Disponível em:
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