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Carlo Madero

Figura 1 Basílica de São


Pedro
Carlo Maderna
é um dos destaques dentro do programa eclesiástico de construção iniciado em Roma nos finais do século XVI. Em
1603 foi confiada a ele a tarefa de terminar a Igreja de S. Pedro a partir do acréscimo de espaço à nave central
tornando a planta de cruz latina, e não mais grega como Michelangelo havia previsto. Dessa forma há um
transformação da planta, de volta ao formato de basílica mas com a marca de cruz latina. O acrescentamento da
nave central foi uma alteração certamente inspirada no exemplo da Il Gésu e que propiciou a ligação do Palácio do
Vaticano à própria Igreja. Mas o traçado de Maderna segue o esquema geral estabelecido por Miguel Angelo: a
ordem colossal que sustenta o ático ( platibanda ), com acentuação dos portais e um efeito das laterais para o
centro, com pilastras se transformando em colunas, projetando pouco a pouco a parede da fachada. Maderna fez do
princípio das fachadas estabelecidas por Della Porta, para a Il Gésu, o exemplo dos seus próprios projetos, era a
“fachada em profundidade”.

A politica arquitetónica pontifícia do século xvii é marcada por grandes empreendimentos de enorme importância
para o futuro. Ao cabo de um século de obras, a construção de São Pedro estava finalmente terminada e o fato
revestiu-se de maior importância. Durante anos e anos discutira-se se a igreja deveria ser construída em forma
circular, tal como fora projetada por Bramante e como Miguel Ângelo propusera - acabando , no entanto, o papa
acaba por decidir-se por um edifício longitudinal. Do concurso organizado para o efeito saíra vencedor Carlo
Maderno. Este destacara-se com o seu projeto para a fachada da igreja de Santa Suzanna. O ponto de partida do
projeto era situação singular da fachada, que se desenvolvia paralelamente à Via Pia ( traçada por Miguel Ângelo) e
em perpendicular à atual via Torino. Maderno reage à perspetiva longitudinal e diagonal com uma figuração plástica
totalmente inovadora. O seu projeto desenvolveu-se em oposição clara à linguagem gráfica do academismo clássico
concebido num só plano, tal como o representam Flaminio Ponzio e Giovanni Vasanzio. Maderno projeta a fachada a
disposição do espaço interior , articulado em nave principal e naves laterais, concentra e ritma em direção ao
centros as secções e os elementos ordenadores, conferindo à fachada profundidade espacial. Os três espaços assim
surgidos são enquadrados e sustidos por colunas e pilastras, em intercambio dinâmico com o contraponto dos
nichos ornamentais. Foi totalmente impossível a Maderno criar em São Pedro um equilíbrio equivalente. A opção
pontifícia a favor de um edifício longitudinal remeteu para segundo plano a cúpula projetada por Miguel Ângelo.
Maderno tentou salvaguardar o plano de Miguel Ângelo, mantendo a fachada tao baixa quanto possível e
projetando torres laterais para enquadrar a cúpula e a puxar para o primeiro plano.

BERNINI
Figura 2 Baldaquino de São pedro

Figura 3 Santa Bibiana (à esquerda) e Santa Susanna


(à direita)

PIETRO DI CORTONA
Figura 4 Santi Luca e Martina