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GERENCIAMENTO

DE RISCOS -
Avaliação Qualitativa
de Riscos Químicos
PROF. KLEBER SILVA

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PERCEPÇÃO DE RISCO
PERCEPÇÃO DE RISCO é um fator
muito importante no entendimento do
risco, mas é um conceito de difícil
definição.
Vários estudos mostram que a
percepção e a aceitação do risco têm
suas raízes em FATORES CULTURAIS
E SOCIAIS.
A REAÇÃO AO PERIGO DECORRE DE
INFLUÊNCIAS TRANSMITIDAS POR
AMIGOS, PELA FAMÍLIA, POR
COLEGAS DE TRABALHO, POR
PERSONALIDADES PÚBLICAS, PELA
MÍDIA.

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PERCEPÇÃO DE RISCO
Os estudos sobre percepção de risco
examinam os julgamentos que as
pessoas fazem quando lhes é solicitado
que caracterizem e avaliem atividades e
tecnologias perigosas.
A compreensão desses julgamentos
ajuda na análise de riscos e na tomada
de decisões, fornecendo uma base para
o entendimento e antecipação de
respostas à sociedade e melhorando a
comunicação da informação sobre o
risco entre os legisladores, técnicos
especialistas e tomadores de decisão.

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ASPECTOS INSTINTIVOS
A SOBREVIVÊNCIA DE TODOS OS SERES VIVOS DEPENDE DE
SUA HABILIDADE PARA SENTIR E EVITAR CONDIÇÕES
AMBIENTAIS NOCIVAS.
Os seres humanos têm uma capacidade adicional que lhes permite
alterar seu meio ambiente bem como responder a ele, codificando e
aprendendo a partir da experiência passada.
Os humanos são considerados “TOXICOLOGISTAS INTUITIVOS”,
confiando em seu senso de sinais, baseados no gosto e no cheiro, para
detectar comida, água e ar nocivos ou inseguros.
Entretanto, os sentidos e a intuição NÃO SÃO ADEQUADOS para
perceber os perigos inerentes à exposição a substâncias químicas.

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ASPECTOS INSTINTIVOS
A TEORIA DE MASLOW defende que as pessoas não reagem somente
a estímulos e reforços de comportamento ou a impulsos instintivos
inconscientes, mas também a tudo aquilo que contribui para o
desenvolvimento do seu potencial humano.
Maslow explica que as necessidades humanas são de natureza
hierárquica e possuem CINCO NÍVEIS.
Em uma pirâmide as NECESSIDADES ANIMAIS OU INSTINTIVAS
ficam na base e as NECESSIDADES HUMANAS no topo.
As pessoas que se encontram na base, não focalizam os valores e sim
as necessidades da sobrevivência.

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NÍVEL 1: NECESSIDADES FISIOLÓGICAS OU BIOLÓGICAS DE
SOBREVIVÊNCIA (o oxigênio, a comida, a água e a proteção do calor e
do frio e das intempéries). Tais necessidades são muito importantes, pois
se um indivíduo não conseguir satisfazê-las, pode vir a morrer.
NÍVEL 2: NECESSIDADES DE SEGURANÇA. São muito importantes
em situações de emergência ou em períodos de desestabilização social
(como a anarquia e a violência social).
NÍVEL 3: NECESSIDADES PSICOLÓGICAS. Inclui a necessidade de
dar e receber afeto, o
sentimento de pertencer a um grupo e de evitar a solidão ou a alienação.
NÍVEL 4: NECESSIDADES DE AUTOESTIMA. A necessidade de uma
base estável de autoestima e respeito pelos outros é importante para nos
sentirmos satisfeitos, confiantes e valorizados.
NÍVEL 5: NECESSIDADES DE REALIZAÇÃO PESSOAL. Maslow
descreve a realização pessoal como um processo em que as pessoas
dedicam-se a uma atividade que consideram muito valiosa, às vezes
chamada de vocação. Com frequência trata-se de pessoas saudáveis,
perspicazes e atentas ao que fazem, com uma visão do gênero humano
diferente dos demais.

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ASPECTOS EMOCIONAIS
AS EMOÇÕES desempenham
um papel importante na percepção
do risco.
 A preocupação, a angústia e o
temor podem ser o resultado do
conhecimento que se possui sobre
o risco e isto INFLUI NA
PERCEPÇÃO QUE SE TEM
DELE.
Estudos mostram que a
percepção de risco é influenciada
por algumas condições
características.

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ASPECTOS EMOCIONAIS - MEDO
O MEDO É UMA EMOÇÃO
BÁSICA.
 Trata-se de uma reação diante
da necessidade biológica de
proteção diante do perigo e, por
isso, tem um poderoso impacto na
percepção de risco.
O temor é um exemplo claro
daquilo que pensamos sobre um
risco em termos dos nossos
sentimentos intuitivos e faz com
que as pessoas permaneçam
alertas para a ocorrência do risco.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –CONTROLE
Por outro lado, a SENSAÇÃO DE
CONTROLE sobre uma situação
que determina o risco faz com que
ele não seja considerado tão
grande quanto no caso em que
não se tem nenhum tipo de
controle sobre ele.
Por exemplo, muitas pessoas se
sentem mais seguras quando elas
mesmas estão dirigindo do que
quando estão acompanhando
outro motorista no banco do
carona.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
RISCO NATURAL
Quando o risco é de ORIGEM
NATURAL é considerado pelas
pessoas como sendo menos
nocivo do que aquele gerado pela
obra do homem.
As fontes de energia nuclear,
tanto quanto os telefones
celulares, assim como os campos
elétricos e magnéticos, provocam
com frequência maior
preocupação do que a radiação
proveniente do sol. Entretanto, é
de conhecimento geral que esta
provoca um grande número de
cânceres de pele todos os anos.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –ESCOLHA
UM RISCO SELECIONADO PELA
PRÓPRIA PESSOA PARECE SER
MENOS PERIGOSO DO QUE AQUELE
QUE É IMPOSTO POR OUTRA
PESSOA.
Por exemplo, uma pessoa decide falar
ao telefone celular enquanto dirige,
apesar de saber que é perigoso,
entretanto fica indignada quando outro
motorista faz o mesmo, achando que
este pode estar colocando sua
segurança em risco.
O controle que ela sente quando está
dirigindo contribui para esta percepção,
tornando essa atitude um risco
voluntário, ou seja, ela se arrisca por
escolha própria.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –RISCOS NOVOS

Os novos riscos, trazidos pelas


novas tecnologias e produtos, tendem
a PARECER MAIS TERRÍVEIS do
que aqueles com os quais se convive
há mais tempo.
A convivência com o risco faz com
que ele se torne parte do dia-a-dia e
se coloque dentro de um contexto
conhecido.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
CONSCIENTIZAÇÃO
QUANTO MAIS CONSCIENTES SE
ESTÁ SOBRE UM RISCO, MELHOR É
A PERCEPÇÃO E MAIOR A
PREOCUPAÇÃO.
Por exemplo, o acidente ocorrido no
aeroporto de Congonhas provocou
mais cobertura da mídia, mais atenção
e maior preocupação do que os
acidentes de trânsito, que provocam
um grande número de óbitos todos os
anos.
A conscientização de certos riscos
pode ser alta ou baixa dependendo da
atenção dada aos riscos.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
IMPACTO PESSOAL

QUALQUER RISCO PODE


PARECER MAIOR SE A VÍTIMA
FOR A PRÓPRIA PESSOA OU
ALGUÉM PRÓXIMO A ELA.
Quanto maior for a proximidade
e o conhecimento das
consequências do risco, maior
poderá ser a sua percepção.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO
Alguns analistas e estudiosos da
percepção de risco acreditam que a
relação custo-benefício é o principal
fator que determina um maior ou menor
medo diante de uma ameaça.
O RISCO ASSOCIADO A UMA
CONDUTA PARECERÁ MENOR
QUANDO SE ACREDITA QUE ESSA
CONDUTA PODE TRAZER ALGUM
BENEFÍCIO.
Por exemplo, trabalhos em atividades
de alto risco geralmente são
compensadas por salários mais
elevados.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
CONFIANÇA
QUANTO MAIS CONFIANÇA se tem
nos profissionais que estão
encarregados da proteção, nos
funcionários do governo ou nas
instituições responsáveis pela
exposição ao risco (por exemplo, os
funcionários do setor ambiental ou os
gerentes das indústrias) ou ainda nos
responsáveis pela informação sobre
um determinado risco, MENOS MEDO
É SENTIDO.
QUANTO MENOS CONFIANÇA
SENTIRMOS, MAIOR SERÁ O NÍVEL
DE PREOCUPAÇÃO.

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ASPECTOS EMOCIONAIS –
MEMÓRIA DE RISCOS
UM ACIDENTE MEMORÁVEL FAZ
COM QUE UM RISCO FIQUE MAIS
FÁCIL DE SER LEMBRADO E
IMAGINADO E PODE, PORTANTO,
PARECER MAIOR.
Muitos lembram-se do escapamento
de metilisocianato em Bhopal, na Índia,
que afetou milhares de pessoas.
As EXPERIÊNCIAS PESSOAIS são
um elemento importante da percepção,
pois determinarão o peso maior dado a
certos riscos, quando comparados a
outros estatisticamente mais
significativos.

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ACEITAÇÃO DO RISCO
A abordagem para determinação do risco aceitável está baseada naquilo
que é aceitável para o público em geral, porém há vários problemas
práticos com relação a isso.
Um deles é que indivíduos percebem a natureza do risco de maneiras
diferentes baseadas em processos pessoais profundos.
Além disso, os riscos devem ser entendidos dentro de um contexto
social, cultural e econômico maior.

A teoria cultural divide a sociedade em dois eixos.


- O primeiro eixo é a influência do grupo nos padrões das relações
sociais, isto é, COMO A PESSOA DEPENDE DA ACEITAÇÃO DA
SOCIEDADE.
- O segundo eixo se refere ao grau com que A PESSOA SE SENTE
CONSTRANGIDA POR REGRAS E EXPECTATIVAS IMPOSTAS POR
OUTROS.

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ACEITAÇÃO DO RISCO
USANDO ESSES DOIS EIXOS PODEMOS
DIVIDIR OS INDIVÍDUOS EM QUATRO TIPOS:
1. FATALISTAS, vêem o resultado do risco como
uma função do acaso e acreditam que têm
pouco controle sobre suas próprias vidas;
2. HIERÁRQUICOS, que acreditam que
gerenciamento de risco e definição de risco
aceitável é responsabilidade das autoridades;
3. INDIVIDUALISTAS, desprezam a autoridade e
argumentam que decisões sobre risco aceitável
devem ser deixadas para cada indivíduo;
4. IGUALITÁRIOS, que acreditam que definição
de risco aceitável deve ser baseada em
consenso que requer confiança e franqueza.

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CONSIDERANDO ESSES ASPECTOS, JULGA-SE QUE OS RISCOS SÃO
MAIS BEM ACEITOS QUANDO:
1. são voluntários;
2. são igualmente distribuídos na sociedade;
3. são evitáveis, quando tomadas todas as precauções;
4. são familiares ou se convive com eles há muito tempo;
5. são naturais ou não produzidos pelo homem;
6. são bem conhecidos pela ciência;
7. vêm de fontes conhecidas;
8. trazem benefícios relevantes para a sociedade;
9. não causam danos secretos ou irreversíveis que podem resultar em
doenças muitos anos depois;
10. não ameaçam gerações futuras, por exemplo, crianças pequenas ou
gestantes;
11. não causam morte ou doença mortal.

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DIFERENÇAS ENTRE A PERCEPÇÃO DO
PÚBLICO E A OPINIÃO DE
ESPECIALISTAS
Algumas vezes, as pessoas podem ter pontos de vista irracionais com
relação a um risco em particular, produzindo DESVIOS DAS REALIDADE.
Por exemplo, os DESVIOS OTIMISTAS, também conhecidos como
otimismo irreal, são aqueles em que as pessoas tendem a ser resistentes à
idéia de que se encontram em risco diante de um perigo.
Os indivíduos podem reconhecer a existência de um risco, mas com
frequência presumem que são invulneráveis a ele. Trata-se da síndrome
clássica "ISSO NÃO VAI ACONTECER COMIGO”. Esse tipo de
pensamento leva-as a achar que o perigo não é uma ameaça verdadeira,
mesmo que afete pessoas conhecidas, mas não diretamente ligadas a elas.
Isso influi na reação diante do perigo.
EM GERAL, AS PESSOAS SUBESTIMAM OS RISCOS POR
ACREDITAREM QUE ESTÃO SEGURAS, NÃO SE SENTINDO,
PORTANTO, OBRIGADAS A FAZER ALGO A RESPEITO.

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DIFERENÇAS ENTRE A PERCEPÇÃO DO
PÚBLICO E A OPINIÃO DE
ESPECIALISTAS
Estudos conduzidos sobre as
diferenças entre as percepções
básicas e o conhecimento
demonstraram que as dificuldades no
entendimento das probabilidades de
ocorrência, a cobertura tendenciosa
dos meios de comunicação, as
experiências pessoais enganadoras e
as ansiedades geradas pelos
problemas da vida provocam um
JULGAMENTO DEFICIENTE DOS
RISCOS, por vezes superestimados e
outras vezes subestimados, e a
negação daquilo que é incerto.

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DIFERENÇAS ENTRE A PERCEPÇÃO DO
PÚBLICO E A OPINIÃO DE
ESPECIALISTAS Apesar das divergências, entende-se
que haveria uma definição técnica de
risco (risco real) contra a qual a
percepção do leigo poderia ser
julgada com mais ou menos acurácia.
ASSIM, A DIFERENÇA DAS
OPINIÕES ENTRE LEIGOS E
ESPECIALISTAS É EXPLICADA
PELA FALTA DE CONHECIMENTO.
Se tal falta for corrigida, a distância
entre os dois universos diminuirá.
Para corrigir essas diferenças, o
público leigo deve ser corretamente
informado acerca dos riscos, o que
seria papel dos especialistas e da
comunicação de massa.

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DIFERENÇAS ENTRE A PERCEPÇÃO DO
PÚBLICO E A OPINIÃO DE
ESPECIALISTAS Os indivíduos cujas atitudes refletem
um certo nível de conhecimento
sobre o risco, vivenciam menos
obstáculos para modificar o ambiente
em que vivem do que aqueles que
reagem com atitudes de defesa.
QUANTO MAIS CONSCIENTE UMA
PESSOA ESTIVER SOBRE UM
RISCO, MELHOR É A SUA
PERCEPÇÃO E MAIOR A SUA
PREOCUPAÇÃO COM RELAÇÃO A
ELE.

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Questão 1

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QUANTA SEGURANÇA É O SUFICIENTE?
Toda tecnologia carrega algum risco de
efeitos adversos, ou os indesejáveis
“efeitos colaterais”, que podem ameaçar a
sobrevivência da sociedade.
Mas isso também traz um sério dilema,
uma vez que a redução de riscos pode
estar vinculada à redução de benefícios.
A questão básica que uma análise de risco
versus benefício deve responder é: este
produto, atividade ou tecnologia é
aceitavelmente seguro?
UMA DAS MANEIRAS DE RESPONDER
A ESSA PERGUNTA É PELA ANÁLISE
DE DADOS ECONÔMICOS DE RISCO E
BENEFÍCIO ASSOCIADO À ATIVIDADE.

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QUANDO UM RISCO É ACEITÁVEL?
A partir da década de 60 tornou-se comum
o uso da expressão “UMA CHANCE EM
UM MILHÃO” para definir um risco
aceitável.
Esse nível, que desde então tem sido
entendido como equivalente a
“ESSENCIALMENTE ZERO”, surgiu
durante o desenvolvimento das normas de
segurança para testes de estudos com
animais.

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QUANDO UM RISCO É ACEITÁVEL?
No Reino Unido, por exemplo, o HEALTH AND SAFETY EXECUTIVE (HSE)
adotou os seguintes níveis de risco, em termos de probabilidade de um
indivíduo morrer durante o ano:
· 1 em 1.000 é considerado como um “RISCO QUASE TOLERÁVEL” para
qualquer categoria substancial de trabalhadores durante qualquer parte de
sua vida laboral;
· 1 em 10.000 é considerado como o “RISCO MÁXIMO TOLERÁVEL” para
um indivíduo da população devido a qualquer tipo de acidente com uma
planta não nuclear;
· 1 em 100.000 é considerado como o “RISCO MÁXIMO TOLERÁVEL”
para um indivíduo da população devido a qualquer tipo de acidente com
uma nova instalação nuclear;
· 1 em 1.000.000 é considerado como o nível de “RISCO ACEITÁVEL” para
o qual não é necessária nenhuma providência relativa à segurança.

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QUANDO UM RISCO É ACEITÁVEL?
A abordagem para determinar o risco
aceitável está baseada na aceitação
pública do risco, ou seja, no que é
aceitável para o público em geral.
Entretanto, a questão a ser discutida é:
QUALQUER RISCO QUE É TOLERADO
É CONSIDERADO ACEITÁVEL? Então,
o uso do termo “RISCO ACEITO” como
sinônimo de “RISCO ACEITÁVEL”
deveria ser tratado com muita cautela.
Exemplo: até recentemente fumar era
considerado inteiramente aceito, mas
hoje é visto por muitos como
inaceitavelmente arriscado. Mas o
fumante ignora o comportamento de
aversão por parte do público e o fato de
que só é aceito por uma pequena parte
da população.

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QUANDO UM RISCO É ACEITÁVEL?
Existem vários fatores que determinam em que medida as pessoas estão
dispostas a assumir riscos durante um determinado período de tempo.
O NÍVEL ACEITÁVEL DE RISCO É DETERMINADO POR QUATRO
CATEGORIAS DE FATORES DE MOTIVAÇÃO, A SABER:
1. os benefícios esperados face a comportamentos ou situações de risco
(ex: ganhar tempo por viajar a maior velocidade);
2. os custos esperados face a comportamentos ou situações de risco (ex: os
custos de indenizações por acidente, aumento do prêmio do seguro);
3. os benefícios esperados face a comportamentos ou situações seguras
(ex: bônus no prêmio do seguro);
4. os custos esperados face a comportamentos ou situações seguras (ex:
incômodo da utilização do cinto de segurança, viajar a uma velocidade mais
baixa e demorar mais tempo).

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COMUNICAÇÃO DO RISCO
A percepção de risco relaciona-se também com o grau de confiança que um
grupo específico tem com relação à instituição encarregada de gerenciar o
risco.
Há uma série de condições que podem fortalecer as relações entre os
comunicadores de risco e a população em geral. Dentre essas condições,
estão o COMPROMISSO, o CUIDADO, a COMPETÊNCIA e a
HONESTIDADE.
Além disso, é necessário demonstrar competência técnica em sua área de
responsabilidade, credibilidade, objetividade e sinceridade.
O fator mais importante na avaliação da credibilidade de uma organização
ou pessoa é a EMPATIA ou a PERCEPÇÃO DE CUIDADO QUE
DEMONSTREM EM RELAÇÃO À POPULAÇÃO. Esse fator é decidido no
primeiro contato (a primeira impressão).
A competência e a experiência determinam mais de 15% da credibilidade; a
honestidade e a receptividade de 15 a 20%, e outro tanto em percentual
para a dedicação e o compromisso.

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DO ENTENDIMENTO À APLICAÇÃO
A identificação, ou seja, o reconhecimento do
risco, está baseada na PERCEPÇÃO que o
indivíduo tem sobre o fator de risco presente no
ambiente.
Uma vez que percepção de risco é o julgamento
intuitivo ou pessoal que se tem do risco, o que é
reconhecido como risco nem sempre é o que se
entende por este conceito em termos técnicos,
mas uma avaliação baseada em interpretação e
aceitação pessoal e/ou sócio-política de uma
determinada situação ou fator de risco.
POR ISSO, EM GERAL, A PERCEPÇÃO DO
ESPECIALISTA EM DETERMINADA SITUAÇÃO
OU ASSUNTO É DIFERENTE DA PERCEPÇÃO
DA PESSOA NÃO ESTUDIOSA DO ASSUNTO
(LEIGA).

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DO ENTENDIMENTO À APLICAÇÃO
RISCO é um conceito relacionado com a
possibilidade (ou probabilidade) de ocorrência
de algum dano, e a sua magnitude está
relacionada com a gravidade do dano.
FATOR DE RISCO ou SITUAÇÃO DE RISCO é
uma condição, agente ou conjunto de
circunstâncias que têm o potencial de causar um
efeito adverso.
Portanto, RISCO é um conceito abstrato e não
observável, enquanto FATOR OU SITUAÇÃO DE
RISCO é um conceito concreto e observável.
Os fatores estão relacionados com a presença
dos riscos, por isso, devem ser reconhecidos e a
partir deles pode-se fazer uma avaliação desses
riscos.

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DO ENTENDIMENTO À APLICAÇÃO
No ambiente de trabalho, o trabalhador pode estar sujeito a diferentes tipos
de fatores de risco, os quais podem produzir respostas variáveis que vão
desde um dano leve até a morte.
Entre os FATORES AMBIENTAIS estão os agentes químicos, físicos,
biológicos e ergonômicos.
Entre os FATORES EXTRÍNSECOS estão a capacitação para exercer a
atividade, o tipo de alimentação, o estado nutricional, o hábito de fumar, o
consumo de álcool e medicamentos, e os hábitos de higiene pessoal.
Entre os FATORES INTRÍNSECOS estão a idade, o sexo, a obesidade, os
fatores genéticos, a suscetibilidade individual e a exposição prévia a
substâncias tóxicas.
Entre os FATORES RELACIONADOS COM A EMPRESA estão a
preocupação com a segurança e saúde dos trabalhadores, a existência
efetiva de programas como o PPRA, PCMSO, PPEOB, PCMAT, entre
outros, as fiscalizações e multas recebidas pela empresa, a atuação da
CIPA, as atividades de capacitação dos trabalhadores e o funcionamento do
SESMT.

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GERENCIAMENTO DE RISCO E ANÁLISE
DE RISCO
GERENCIAMENTO DE RISCO é o processo de tomada de decisão sobre
os riscos que foram identificados e analisados
AVALIAÇÃO DE RISCO é o processo pelo qual os resultados de uma
análise de risco são usados para tomada dessa decisão.

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GERENCIAMENTO DE RISCO E ANÁLISE
DE RISCO
A AVALIAÇÃO DE RISCOS QUÍMICOS é a ciência baseada na avaliação
da exposição a um agente químico, seguida pela comparação com algum
parâmetro conhecido de efeito à saúde devido a essa exposição.
Assim, a avaliação de riscos químicos envolve a IDENTIFICAÇÃO, A
MENSURAÇÃO E A ANÁLISE DO RISCO RESULTANTE DO USO OU
EXISTÊNCIA DE UM AGENTE QUÍMICO ESPECÍFICO NO AMBIENTE,
levando-se em consideração os efeitos adversos para o indivíduo ou grupo
que utiliza esse agente ou está em contato com ele, observando as
quantidades, seu estado físico e todas as possíveis rotas de exposição.
É um exame cuidadoso do que, no ambiente de trabalho, pode causar
danos aos trabalhadores, de maneira que se possa verificar se precauções
suficientes foram tomadas para evitar esses danos.
O PRINCIPAL OBJETIVO É GARANTIR QUE NÃO HAJAM ACIDENTES
OU DOENÇAS CAUSADAS POR PRODUTOS PERIGOSOS.

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GERENCIAMENTO DE RISCO E ANÁLISE
DE RISCO
A avaliação dos riscos químicos nos locais de trabalho deve ser feita
levando-se em consideração os EFEITOS À SAÚDE provocados pelos
agentes, de maneira a relacionar os riscos com o trabalho e com o
ambiente de trabalho.
ESSA AVALIAÇÃO É COMPOSTA DAS SEGUINTES ETAPAS:
1. identificar ou reconhecer os fatores de risco;
2. estimar a magnitude de cada risco identificado;
3. julgar as condições de exposição aos riscos mediante a
comparação com os níveis de exposição aceitáveis;
4. analisar as opções de eliminação ou controle dos riscos com
eficiente e efetiva alocação de tempo e recursos.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
O problema básico na
AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL constitui-se em
reconhecer todas as exposições a
agentes químicos, em avaliar se
cada uma delas é aceitável ou
tolerável e em controlar todas as
exposições inaceitáveis.
O reconhecimento das exposições
considera as tarefas, os agentes
químicos, o trabalhador, o
ambiente de trabalho e as
interações entre eles.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Nas AVALIAÇÕES QUANTITATIVAS em
higiene ocupacional, as decisões são
baseadas em medições representativas
da exposição dos trabalhadores.
A aceitabilidade de um local de trabalho
é julgada pela comparação de resultados
de monitoramento com os Limites de
Exposição Ocupacional (LEO).
O LEO REPRESENTA UM VALOR
ESTIMADO DE CONCENTRAÇÃO DE
EXPOSIÇÃO PARA A QUAL A
MAIORIA DOS TRABALHADORES
PODERIA ESTAR EXPOSTA
REGULARMENTE, DIA APÓS DIA,
SEM EFEITOS ADVERSOS À SAÚDE.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
A exposição a agentes químicos
suspensos no ar é, então, medida como
uma concentração média observada
durante um determinado período que
corresponde ao tempo de amostragem
padronizado (15 minutos ou 8 horas).
Daí, um LEO está ancorado em um par
de números relacionados com uma
concentração estimada para um tempo
médio de exposição.
PARA AVALIAR SE AS EXPOSIÇÕES
SÃO SIGNIFICATIVAS, O HISTÓRICO
DE CADA EXPOSIÇÃO E O LIMITE DE
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL PARA
CADA AGENTE QUÍMICO DEVE SER
CONHECIDO E ENTENDIDO.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Já na AVALIAÇÃO QUALITATIVA DE RISCOS QUÍMICOS procura-se
estimar a exposição sem se utilizar da medição.
Utilizam-se MÉTODOS INDIRETOS, envolvendo dados e informações
disponíveis sobre o ambiente e o processo de trabalho, como, por exemplo,
questionários e modelos de exposição.
O modelo viabiliza a utilização de dados pré-existentes combinando
diferentes tipos e fontes em uma estrutura matricial e REDUZINDO A
NECESSIDADE DE RECURSOS E PROGRAMAS INTENSIVOS DE
MONITORAMENTO QUANTITATIVO.
Da mesma maneira que a avaliação quantitativa, o OBJETIVO da
avaliação qualitativa também é possibilitar a implementação de um sistema
preventivo que tem por finalidade reduzir fatores de risco associados à
exposição aos agentes químicos e assegurar a saúde do trabalhador.
PARA CONTROLAR EXPOSIÇÕES INACEITÁVEIS É NECESSÁRIA A
OBTENÇÃO DE INÚMEROS DETALHES SOBRE O LOCAL DE
TRABALHO.
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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
A primeira etapa na avaliação
da exposição ocupacional é
caracterizar o LOCAL DE
TRABALHO.
Deve-se identificar as
possíveis exposições de
cada trabalhador que
desenvolve atividades nesse
local, verificar os limites de
exposição ocupacional para
cada agente e definir
GRUPOS DE EXPOSIÇÃO
SIMILAR (GES).

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
NA CARACTERIZAÇÃO BÁSICA é realizada uma avaliação abrangente
do local de trabalho com o reconhecimento da possível exposição de cada
trabalhador. Isso é feito por meio de visita aos locais de trabalho para
observação direta, envolvendo a coleta de informações sobre as relações
entre o ambiente, o trabalho e o trabalhador.
ESSAS OBSERVAÇÕES DEVEM SER REGISTRADAS E VISAM AVALIAR
A POSSÍVEL EXPOSIÇÃO DOS TRABALHADORES AOS
CONTAMINANTES IDENTIFICADOS.
Informações sobre o processo de trabalho e substâncias utilizadas também
podem ser obtidas na literatura, outras podem ser obtidas por meio de
entrevista com trabalhadores, levantamento de livros de atas de reuniões
da CIPA, livro de registro de autuações da fiscalização, entre outros.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE
OU LOCAL DE TRABALHO
A maioria dos locais de trabalho pode
ser representada por um DIAGRAMA
ESQUEMÁTICO e/ou por uma
DESCRIÇÃO ESCRITA do processo ou
operação para explicar quais atividades
estão acontecendo na área de trabalho.
O objetivo desse esboço é realçar as
operações, atividades e/ou áreas
chaves com possíveis exposições dos
trabalhadores e fornecer detalhes das
atividades de produção e processos
químicos.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE OU LOCAL DE TRABALHO
a) descrição do processo produtivo e suas operações;
b) fluxograma e layout dos postos de trabalho, indicando as fases do
processo;
c) lista completa dos agentes químicos utilizados;
d) localização de fontes de emissão de contaminantes e suas
características;
e) procedimentos operacionais que causam as emissões ou o aumento
delas;
f) pontos de ventilação natural ou forçada;
g) dispersão de contaminantes por correntes de ar;

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE OU LOCAL DE TRABALHO
h) medidas de controle existentes (coletivas, como sistemas de ventilação
local exaustora, e/ou individuais, como EPIs);
i) influências das condições climáticas no local de trabalho e suas possíveis
variações, incluindo temperatura e umidade médias;
j) interferências de áreas vizinhas aos locais de trabalho;
k) existência de programa de manutenção das máquinas e equipamentos;
l) resultados de concentração de agentes químicos no ar provenientes de
monitoramentos anteriores;
m) limpeza dos locais de trabalho.

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO E DOS TRABALHADORES
A caracterização do trabalho envolve o levantamento e a análise de
informações referentes à execução do trabalho em si, podendo ser
compostas por:
a) nome e descrição de cada uma das funções;
b) descrição de tarefas rotineiras e especiais;
c) métodos, procedimentos e práticas adotados;
d) organização do trabalho;
e) atividades para as quais se presume maior risco de exposição;
f) duração da jornada e regime de trabalho;
g) duração de cada atividade;
h) número de trabalhadores para cada atividade;
i) treinamento dos trabalhadores (sobre os riscos e utilização de EPIs)
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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO E DOS TRABALHADORES
Esta etapa envolve o levantamento de informações sobre os trabalhadores e
o seu comportamento durante a execução das tarefas. Os parâmetros a
serem observados são:
a) número total de trabalhadores expostos a produtos químicos;
b) posição e proximidade dos trabalhadores em relação às fontes emissoras
de contaminantes químicos;
c) número de trabalhadores com atividades idênticas e que possam ser
separados por grupos de exposição similar;
d) indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente da
exposição a produtos químicos, como, por exemplo, irritação da pele ou
dermatites;
e) queixas dos trabalhadores sobre problemas de saúde, como, por
exemplo, problemas respiratórios, alergias aos produtos provenientes do
local de trabalho;
f) dados de avaliações sobre o estado de saúde dos trabalhadores e
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procedimentos relativos a trabalhadores vulneráveis.
RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS
A caracterização dos agentes químicos envolve dados que possibilitam a
classificação da exposição, visando estimar o risco de se ter um local de
trabalho inaceitável baseado nos efeitos à saúde provocados pelos agentes
encontrados nesse local. Para isso, são necessárias informações sobre:
a) propriedades físicas de cada agente;
b) as quantidades das substâncias químicas utilizadas e produzidas, as
demandas e as oscilações de produção;
c) dados de efeitos à saúde;
d) valores de referência para níveis de exposição aceitáveis;
e) dados de exposição passada.
AS DESCRIÇÕES DO PROCESSO, DO LOCAL DE TRABALHO E DAS
TAREFAS PODEM SER UTILIZADAS PARA PREPARAR UM
INVENTÁRIO DOS POSSÍVEIS CONTAMINANTES, SUBSTÂNCIAS OU
PRODUTOS QUÍMICOS QUE PODERIAM CONTRIBUIR PARA A
EXPOSIÇÃO DOS TRABALHADORES.
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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS DE EXPOSIÇÃO
SIMILAR
Os GRUPOS DE EXPOSIÇÃO SIMILAR (GES) são
agrupamentos de trabalhadores para os quais é
esperado o mesmo ou similar perfil de exposição.
Os GES são baseados na classificação das descrições
do trabalho e da tarefa (procedimentos escritos, quando
houver) após comparação dessas descrições com
aquilo que o trabalhador realmente executa em sua
rotina.
A classificação deve conter atributos específicos que
incluem os agentes químicos utilizados nas tarefas do
trabalhador, localização, freqüência e intensidade dos
contatos com os agentes químicos, medidas de
controle da exposição e considerações sobre variações
devidas a turno de trabalho, estação climática,
flutuações sazonais típicas, entre outros.
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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS DE
EXPOSIÇÃO SIMILAR

A) BASEADO NA DESCRIÇÃO DA FUNÇÃO –


onde o GES é estabelecido com base na
equivalência das funções dos trabalhadores,
considerando que cada função associada com um
processo é tratada como uma entidade separada
e observando-se a presença ou ausência de
controles e dos agentes químicos no ambiente de
trabalho; o indivíduo que executa a função não
precisa ser identificado
(exemplo: avaliação da função de acabador, de
pintor, de forneiro);

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA
CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS DE
EXPOSIÇÃO SIMILAR

B) BASEADO NA DESCRIÇÃO DA TAREFA –


onde a descrição da tarefa (ou serviço) pode
envolver a execução de diversas tarefas e o
contato com vários agentes; um trabalhador pode
ocupar-se com diferentes tarefas no mesmo dia
ou em dias diferentes, geralmente de curta
duração e de frequência variável; a avaliação é a
expressão do dia de trabalho de um indivíduo
específico (exemplo: avaliação da exposição na
execução das tarefas do ajudante geral);

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA

CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS DE
EXPOSIÇÃO SIMILAR

C) BASEADO NOS AGENTES QUÍMICOS


UTILIZADOS - onde os agentes de maior
interesse são selecionados a partir do inventário
de substâncias encontradas no local de trabalho e
os trabalhadores expostos a cada agentes são
separados em grupos (exemplo: trabalhadores
expostos à sílica, trabalhadores expostos a fumos
metálicos, trabalhadores expostos a benzeno);
dificuldade de classificação para exposições
mistas;

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RECONHECIMENTO DO RISCO:
CARACTERIZAÇÃO BÁSICA

CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS DE
EXPOSIÇÃO SIMILAR

D) BASEADO NO PROCESSO – onde


o agrupamento considera um conjunto
de fatores de exposição vinculados,
como processo/função/agente/tarefa
(exemplo: avaliação da exposição a
fumos metálicos em forneiros de uma
fundição).

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
A AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO envolve a análise da
relação entre a exposição a agentes químicos e as informações sobre o
local de trabalho.
O objetivo dessa etapa é DEFINIR GRUPOS DE EXPOSIÇÃO SIMILAR
(GES), com base no potencial de exposição e nos efeitos à saúde
causados pelos agentes químicos identificados.
A avaliação qualitativa se utiliza de MÉTODOS DE ESTIMAÇÃO POR
CATEGORIAS DE EXPOSIÇÃO e por CATEGORIAS DE EFEITOS À
SAÚDE para cada agente e estabelece classificações para os GES
prioritários baseados nos riscos para os trabalhadores em cada GES.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
DADOS DE MONITORAMENTOS
ANTERIORES
Os resultados de avaliações ocorridas em
anos anteriores podem fornecer informações
valiosas, principalmente se o processo não
sofreu mudanças significativas.
Mas, ainda que mudanças tenham ocorrido,
os dados de exposição passada podem
fornecer alguma base para estimar
exposições potenciais dos trabalhadores
classificados em um GES.
Tendências sobre o aumento ou a diminuição
da exposição podem ser observadas a partir
de registros de monitoramentos anteriores.
E se muitos dados estão disponíveis, análises
estatísticas podem ser realizadas.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
JULGAMENTO PROFISSIONAL

O PROFISSIONAL EM SST deve usar de


sua experiência para a aplicação de modelos
de gradação como o do exemplo a seguir,
devido à subjetividade das classificações nas
avaliações qualitativas de exposição.
Em caso de dúvida, decisões mais
conservativas devem ser tomadas, isto é,
optar pelos índices mais elevados, de
maneira a garantir que a saúde e a
segurança dos trabalhadores sejam
preservadas.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
MODELOS DE EXPOSIÇÃO

Modelos são usados para estimar exposições


das populações que por qualquer razão não
podem ser monitoradas diretamente e
também como uma ferramenta de
rastreamento para definir prioridades para
estudos envolvendo monitoramentos mais
aprofundados.
Esses modelos podem ser usados para
analisar exposições históricas que não
podem ser recriadas e estimar possíveis
exposições futuras em situações hipotéticas.
Também podem ser usados em cálculos de
custo para decisões sobre alternativas de
tecnologias de controle.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
GRADAÇÃO DA EXPOSIÇÃO (CATEGORIAS DE EXPOSIÇÃO)
A maneira mais utilizada para classificar os trabalhadores em um processo
industrial é reuni-los em grupos de exposição similar com relação aos
agentes a que estão expostos.
Dentro de um GES e para um agente específico, os trabalhadores podem ser
divididos em classes de exposição, conforme mostrado na Tabela a seguir:

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA EXPOSIÇÃO
GRADAÇÃO DOS DANOS À SAÚDE
(CATEGORIAS DE EFEITOS ADVERSOS À SAÚDE)
Cada agente pode ser avaliado subjetivamente quanto à severidade dos
danos potenciais à saúde, levando em consideração, inclusive, as incertezas
quanto às evidências dos dados experimentais de estudos com animais
versus dados epidemiológicos humanos.
Nessa gradação os efeitos leves e reversíveis recebem os índices mais
baixos e os efeitos sérios, irreversíveis ou fatais recebem os índices mais
altos.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS
QUÍMICOS
(CARACTERIZAÇÃO DOS RISCOS)
A definição dos GES prioritários
é particularmente difícil quando
há centenas de agentes e
dezenas de GES em uma planta
industrial.
Nessa definição, um modelo de
classificação qualitativa pode ser
usado para estabelecer
prioridades que relacionam o
grau de exposição e os danos à
saúde, conforme mostrado na
figura ao lado

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS
QUÍMICOS
(CARACTERIZAÇÃO DOS RISCOS)
Nota-se que a maior
dificuldade se encontra nas
FAIXAS CENTRAIS do
quadro de classificação de
risco.
Por isso, essa ordenação dos
riscos depende fortemente do
julgamento profissional, e
consequentemente, da
experiência desse profissional.

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AVALIAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS
QUÍMICOS
(CARACTERIZAÇÃO DOS RISCOS)
O QUE FAZER COM OS RESULTADOS
DE GRADAÇÃO DOS RISCOS?

A lista de GES classificados pelos riscos


relativos é o primeiro resultado desta etapa
e é o primeiro passo do planejamento de
campanhas de monitoramento.
Os grupos com riscos insignificante ou
baixo provavelmente não necessitam ser
monitorados.
GES com risco moderado devem ser
monitorados periodicamente e GES com
risco alto ou muito alto deverão ser
monitorados freqüentemente.

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Questão 2

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ONDE ESSAS AVALIAÇÕES FALHAM?
POR QUE FALHAM?

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As falhas também podem ocorrer em função das
limitações da própria metodologia em questão.

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As falhas também podem ocorrer em função das
limitações da própria metodologia em questão.
POR TRABALHAR COM A SUBJETIVIDADE (E ASSIM, COM A
PERCEPÇÃO E ACEITAÇÃO INDIVIDUAL DO RISCO), ESSE TIPO DE
AVALIAÇÃO PODE APRESENTAR AS SEGUINTES LIMITAÇÕES:
 É fácil definir o significado dos extremos da matriz, ou seja, o que
significa Trivial ou Muito Alto. O SIGNIFICADO DAS GRADAÇÕES
INTERMEDIÁRIAS, ENTRETANTO, PODE NÃO SER ALGO TÃO
SIMPLES DE SE DEFINIR (podem ocorrer sobreposições entre as
definições de Baixo e Moderado, ou ainda, Moderado e Alto).
 De acordo com a gradação, a definição correta do que deve ser
melhorado e/ou implementado (EPIs, proteção de máquinas,
ventilação geral, ventilação local exaustora, etc), muitas vezes
REQUER MÃO-DE-OBRA-ESPECIALIZADA, QUE NEM SEMPRE
ESTÁ À DISPOSIÇÃO.

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POSSÍVEIS LIMITAÇÕES DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO
QUALITATIVA DE RISCOS QUÍMICOS.

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O FATO É: tanto a
metodologia, como suas
limitações, são bem
conhecidas daqueles que
trabalham na área de SST.
Por que, então, ainda
existe essa dificuldade de
transpor a barreira
conhecimento/aplicação?
Por que existem tantas
pessoas expostas aos
riscos?

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PORQUE:
 Observa-se a falta de programas eficientes, bem planejados, com boa
gestão, com visão multidisciplinar, e mais do que isso, sustentáveis.
 Concentra-se maior atenção na vigilância e serviços médicos com
ênfase na detecção e tratamento de doenças ocupacionais. Pouca
atenção é concentrada no desenvolvimento de programas
prevencionistas;
 A comunicação de riscos é ineficaz;
 Atividades voltadas à capacitação dos trabalhadores são escassas, e
assim, a participação dos mesmos é irrelevante;
 Dá-se ênfase exagerada à avaliação quantitativa da exposição e do
risco (muitas vezes com o único objetivo de atender à legislação), sem
estratégias coerentes de amostragem e com resultados que pouco
dizem a respeito da real situação de exposição;
 Faltam ABORDAGENS PRAGMÁTICAS, com soluções acessíveis e
aplicáveis a curto/médio prazo em empresas de diferente porte.
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ABORDAGENS PRAGMÁTICAS NA
AVALIAÇÃO QUALITATIVA DE RISCOS
QUÍMICOS A avaliação de riscos químicos é realizada
por uma série de classificações que, por
sua vez, são baseadas em informações
como tipo de substância, seus efeitos à
saúde e como é utilizada no local de
trabalho.
Em outras palavras, avaliação de risco é
um processo utilizado para determinar o
risco de doença ou acidente associado a
cada perigo identificado.
SE O PERIGO NÃO É IDENTIFICADO
ADEQUADAMENTE, OU O CONSENSO
SOBRE O QUE É PERIGOSO NÃO ESTÁ
CLARAMENTE DEFINIDO, A AVALIAÇÃO
DE RISCO CERTAMENTE FALHARÁ

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ABORDAGENS PRAGMÁTICAS NA
AVALIAÇÃO QUALITATIVA DE RISCOS
QUÍMICOS
DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS SIMPLES DE AVALIAÇÃO DE
RISCO E IDENTIFICAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
APROPRIADAS
Esses métodos vêm sendo desenvolvidos/estudados a fim de:
Facilitar, nos casos em que isto é possível, a recomendação de ações
preventivas, sem esperar por avaliações quantitativas complicadas e
dispendiosas.
Permitir tomadas de decisão quanto à exposição e controle, mesmo em
situações não óbvias.
Ajudar as empresas (principalmente as pequenas) a reconhecerem a
existência de riscos químicos para a saúde no local de trabalho, e a
necessidade de tomarem decisões quanto a controlá-los, bem como
orientar a escolha de medidas adequadas.

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ABORDAGENS PRAGMÁTICAS NA
AVALIAÇÃO QUALITATIVA DE RISCOS
QUÍMICOS
DENTRE OS MAIS CONHECIDOS, PODE-SE DESTACAR:

INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL TOOLKIT (CONTROL


BANDING;
http://www.ilo.org/public/english/protection/safework/ctrl_banding)

SOBANE (http://www.sobane.be/)

GTZ (http://www2.gtz.de/chs/englisch/index.htm)

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O MÉTODO SOBANE

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O MÉTODO SOBANE
Assim como outras abordagens pragmáticas, apresenta uma estratégia
de controle focada na PREVENÇÃO, dividida em 4 níveis:
· DIAGNÓSTICO PRELIMINAR (SCREENING), onde os fatores de risco
são detectados e soluções evidentes são colocadas em prática;
· OBSERVAÇÃO (OBSERVATION), onde os problemas que não
puderam ser resolvidos são aprofundados, e as causas e soluções são
discutidas de maneira detalhada;
· ANÁLISE (ANALYSIS), onde, quando necessário, se recorre a um
prevencionista para realizar avaliações e desenvolver soluções
específicas; e
· PERÍCIA (EXPERTISE), quando a participação de um especialista se
torna indispensável para a discussão e resolução dos problemas.
ESSA ABORDAGEM PROPÕE A AVALIAÇÃO PROGRESSIVA DA
SITUAÇÃO DE TRABALHO, ATRAVÉS DE AÇÕES COORDENADAS E
DA COLABORAÇÃO ENTRE TRABALHADORES, SUPERVISORES,
MÉDICOS E ENGENHEIROS DO TRABALHO, ALÉM DA CHEFIA
ADMINISTRATIVA. Prof. Kleber Silva
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O MÉTODO SOBANE
O método preconiza que, antes de mais nada, é preciso compreender e
conhecer a situação de trabalho. Sendo assim, quando se trata dos
riscos químicos, é preciso coletar os seguintes dados:

1. Descrição da situação de trabalho9. Estocagem


2. Inventário dos produtos químicos 10. Gestão dos rejeitos industriais
(incluindo Frases R e S dos 11. O que fazer em caso de
produtos químico utilizados) acidente
3. Etiquetagem/rotulagem dos 12. Formação e Informação
produtos e área de trabalho 13. Supervisão Médica
4. Eliminação e substituição dos 14. Medidas de prevenção
produtos perigosos específicas a determinada atividade
5. Redução da Exposição 15. Avaliação dos riscos
6. Manipulação 16. Resumo
7. Ventilação 17. Medidas a curto prazo
8. Equipamentos de Proteção
Individual

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A partir desses dados, é possível definir as ações
que devem ser adotadas, de acordo com um dos 4
níveis de ação propostos pela metodologia.
MÉTODO Para os níveis de ação Observação (observation),
SOBANE Análise (analysis), e Perícia (expertise), o método
oferece uma série de fichas de controle com
medidas que devem ser implementadas.
O método SOBANE não se restringe somente aos
riscos químicos, e possui fichas de controle para
ruído, calor, agentes biológicos, etc. O princípio da
análise permanece o mesmo.
Na homepage SOBANE é possível encontrar todo
o material disponível para download. Somente
parte do mesmo encontra-se disponível em
português e inglês. Grande parte do material está
disponibilizado somente em francês (para acessar
os documentos: http://www.sobane.be/).

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O MÉTODO GTZ
O metodologia GTZ (Gesselschatf für Technisch Zusammenarbeit;
http://www2.gtz.de/chs/englisch/index.htm) foi desenvolvida na Alemanha,
com o objetivo de melhorar o gerenciamento dos riscos químicos.
O método pode ser resumido de acordo com a figura abaixo:

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O CONCEITO CONHECIDO COMO
CONTROL BANDING
CONTROL BANDING é o processo pelo qual
uma faixa de risco (RISK BAND) é formada
combinando-se um determinado fator de risco,
intrínseco a determinado produto químico
(HAZARD BAND), com a faixa de exposição
ao mesmo (EXPOSURE BAND).
Cada faixa de risco está associada a uma
medida de controle a ser aplicada a fim
impedir que as substâncias perigosas causem
o danos à saúde dos trabalhadores.
QUANTO MAIOR O POTENCIAL DE
CAUSAR DANOS À SAÚDE, MAIS RÍGIDA
É A MEDIDA DE CONTROLE A SER
IMPLEMENTADA.

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O CONCEITO CONHECIDO COMO
CONTROL BANDING
O modelo mais desenvolvido de aplicação do
control banding foi o publicado pelo Health
and Safety Executive (HSE, Reino Unido) em
1998, com o nome de “COSHH ESSENTIALS
– EASY STEPS TO CONTROL HEALTH
RISKS FROM CHEMICALS” (endereço
eletrônico http://www.coshh-essentials.org.uk)
ESTA FERRAMENTA FOI DESENVOLVIDA
COM O INTUITO DE RECOMENDAR, NOS
CASOS EM QUE É POSSÍVEL, A
IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS DE
CONTROLE PREVENTIVAS, A PARTIR DE
INFORMAÇÕES SIMPLES DA ATIVIDADE /
PROCESSO EM QUESTÃO

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
Tanto a OIT (Organização Internacional do Trabalho) como a OMS
(Organização Mundial da Saúde) reconheceram o potencial do COSHH
Essentials e iniciaram um processo para promovê-lo internacionalmente, a
fim de contribuir para o alcance de seus objetivos preventivos em saúde
ocupacional.
O COSHH ESSENTIALS FOI ENTÃO ADAPTADO SOB A FORMA DE
UM TOOLKIT, DENOMINADO INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT (ICCT)

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
PARA DAR INÍCIO A IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS PARA CONTROLE
DOS AGENTES QUÍMICOS NO AMBIENTE DE TRABALHO É PRECISO:
Conhecer as propriedades de todos os agentes químicos armazenados e
utilizados na empresa;
Conhecer as quantidades frequentemente utilizadas;
Calcular as quantidades realmente utilizadas no processo produtivo;
Avaliar as quantidades perdidas e/ou desperdiçadas;
Identificar situações onde a utilização da substância tenha potencial para
causar danos à saúde do trabalhador;
Identificar se há alternativa de substituição de produtos classificados
como muito tóxicos por produtos menos tóxicos;
Identificar meios de utilizar os produtos químicos de modo mais eficiente
e seguro.

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
Para identificar todas as situações de
perigo na empresa, deve-se analisar
desde a estocagem dos produtos, sua
utilização no processo, até o descarte
de material.
Uma maneira prática de identificar tais
situações é seguir o “FLUXO” dos
produtos químicos dentro da empresa:
aquisição, recebimento/expedição,
armazenagem, manuseio,
processamento e descarte.
Para tanto, deve-se programar
“PASSEIOS EXPLORATÓRIOS” pelos
diversos setores da empresa, durante
diferentes dias e horários da semana e
em diferentes semanas.
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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
É preciso analisar as atividades dos trabalhadores e as condições de
utilização dos produtos químicos, procurando observar, por exemplo:
Se há desperdício ou perda de material. Há algum registro das
quantidades utilizadas para cada produto químico presente no processo?
A etapa de pesagem é eficiente? Há derramamento? Quais as principais
causas de perdas e derramamentos?
Se a maneira como os produtos são armazenados, manuseados e
transportados representam riscos à saúde e segurança dos trabalhadores.
É possível melhorar a qualidade das ferramentas de trabalho e
transporte? É possível manter a área de trabalho desobstruída?
Se há formação de nuvens de poeiras durante a transferência ou
pesagem de material sólido.

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
É preciso analisar as atividades dos trabalhadores e as condições de
utilização dos produtos químicos, procurando observar, por exemplo:
Se há frascos mal vedados ou deixados abertos. É possível melhorar a
vedação dos frascos mal vedados?
Se há embalagens danificadas, não-rotuladas ou reutilizadas.
Se há situações onde os trabalhadores “criam” seus próprios EPIs, como
por exemplo, toalhas ao redor da face. Os EPIs fornecidos são realmente
adequados ao trabalho? Os trabalhadores receberam treinamento
adequado para utilizar e conservar seus EPIs?
Se as condições de ventilação (natural e artificial) e temperatura estão
adequadas.

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
É preciso analisar as atividades dos trabalhadores e as condições de
utilização dos produtos químicos, procurando observar, por exemplo:
As condições de limpeza e organização nos departamentos onde há altos
índices de absenteísmo por motivo médico. Os trabalhadores reclamam
de mal-estar constantemente? As substâncias utilizadas estão causando
danos ao meio ambiente e aos trabalhadores? É possível substituir a
substância em questão?
Locais onde ocorreram incidentes no passado. Qual a qualidade desses
registros? Quais foram as causas e as soluções adotadas?
FAÇA UMA FICHA DESCRITIVA ANOTANDO O QUE FOI
OBSERVADO

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
Uma vez conhecendo todo o fluxo dos produtos químicos dentro da
empresa, deve-se criar um INVENTÁRIO dos mesmos.
Para criar um inventário, inicialmente é preciso saber quais informações
sobre os produtos químicos utilizados a empresa tem à disposição.
LEMBRAR QUE DEVEM SER DISCRIMINADOS TODOS OS
PRODUTOS QUÍMICOS EXISTENTES E/OU GERADOS DENTRO DA
EMPRESA, TAIS COMO:
· Matéria-prima; Preparações especiais; Vapores emanados durante o
manuseio e preparação de produtos; Fumos, poeiras, névoas gerados
durante as atividades/processos; Substâncias coadjuvantes,
intermediárias e soluções de limpeza (catalisadores, corantes, tintas,
adesivos, secantes, etc); · Produto final e Resíduos sólidos, líquidos e
gasosos oriundos do processo.

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT

PARA AS SUBSTÂNCIAS SEM RÓTULO E DESCONHECIDAS


PROVIDENCIAR, PARA CADA FRASCO ENCONTRADO, UMA
ETIQUETA COM A FRASE “PRODUTO DESCONHECIDO N° __”.
ESTES PRODUTOS DEVEM SER REUNIDOS E DESCARTADOS DE
ACORDO COM A NORMAS/REGULAMENTAÇÕES LOCAIS.

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT
DURANTE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO É NECESSÁRIO LEVAR EM
CONSIDERAÇÃO A SEGUINTE HIERARQUIA DE CONTROLE:

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INTERNATIONAL CHEMICAL CONTROL
TOOLKIT – PASSO A PASSO

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO
De acordo com os princípios da presente abordagem de controle, as
substâncias químicas foram divididas em 6 GRUPOS DISTINTOS.
CINCO DESSES GRUPOS, DO A AO E, RELACIONAM-SE COM OS
DANOS À SAÚDE CAUSADOS POR INALAÇÃO OU INGESTÃO DAS
SUBSTÂNCIAS.
As substâncias que apresentam MAIOR POTENCIAL DE CAUSAR
DANOS À SAÚDE (ou seja, de maior toxicidade, ou mais perigosas à
saúde) são classificadas na CATEGORIA E.
As substâncias que apresentam MENOR POTENCIAL DE CAUSAR
DANOS À SAÚDE estão alocadas na CATEGORIA A, inclusive aquelas
para as quais não há classificação de acordo com as frases R.
Existe ainda o GRUPO S, que abrange produtos químicos que podem
causar danos quando em contato com a pele ou olhos.

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO Utilizando a Tabela ao lado, escolhe-se
um grupo de A a E, tendo certeza de
combiná-los perfeitamente com as Frases
R, que por sua vez são encontradas na
FISPQ do produto, disponibilizada pelo
fornecedor do produto.
Elas podem estar isoladas ou em
combinação com outras indicadas com o
símbolo / entre os números.
É preciso também verificar se estão
alocadas também no grupo S (também na
Tabela) para se certificar de que não
existe perigo pelo contato com olhos e
pele.
Anote esse dado no Questionário de
Verificação.

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO Note-se que, em função das Frases R
enumeradas na Tabela II, alguns produtos
(ou substâncias) podem ser alocados em
mais de uma categoria.
Nesse caso, a categoria que expressa o
maior potencial de causar danos à saúde
é a que deve ser selecionada.
O fornecedor deverá ser consultado se
houver dificuldade para encontrar as
Frases R na FISPQ, ou dúvida sobre a
Frase R correta.
Verifique se é um pesticida. Em caso
afirmativo anote no questionário de
verificação. Existem medidas especiais
para o manuseio desta classe de
compostos.

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO

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ICCT - ETAPA 1- ALOCAÇÃO DO FATOR DE
RISCO
A natureza dos riscos específicos de produtos e/ou substâncias perigosas
pode ser classificada de acordo com as chamadas frases de risco.
As frases de Risco, ou frases R, são frases convencionais que descrevem
o risco específico à saúde humana, dos animais e ambiental ligados à
manipulação de substâncias químicas.
São estabelecidas pela União Européia.
Para cada frase é associado um único código composto da letra R
seguida de um número. Cada código corresponde a traduções diferentes
nas diversas línguas faladas na União Européia, entretanto, todas elas
possuem o mesmo significado.

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ICCT - ETAPA 2- QUANTIDADE UTILIZADA
A PROBABILIDADE DE UMA SUBSTÂNCIA CAUSAR DANOS AOS QUE
SE EXPÕE A ELA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À QUANTIDADE
UTILIZADA E À MAGNITUDE DA EXPOSIÇÃO.
É necessário saber quanto de um lote de material é processado por
batelada (ou o quanto se utiliza em um dia, para um processo contínuo).
As informações da Tabela a seguir permitem determinar a quantidade de
produtos químicos utilizada.

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE
A FORMA FÍSICA DE UM PRODUTO QUÍMICO DETERMINA COMO
ELE SE DISPERSA NO AMBIENTE.
A dispersão ou propagação na atmosfera será determinada pela
quantidade de poeira produzida, quando a substância se encontra no
estado sólido, ou pela volatilidade quando a substância se encontra no
estado líquido.
É possível reduzir a quantidade de produtos químicos dispersos no
ambiente, adquirindo e utilizando estes produtos de forma diferente, por
exemplo:
 Substituindo as poeiras finas por pelotas ou grânulos que são mais
difíceis de serem transformados em pó.
 Processando líquidos em temperaturas mais baixas.

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE
TRABALHANDO COM LÍQUIDOS
Quanto mais volátil a substância, maior é a sua evaporação a uma dada
temperatura, e maior será a quantidade desta substância presente no ar.
De acordo com esta ferramenta, deve-se determinar a volatilidade dos
produtos químicos utilizados, seguindo as instruções abaixo.
· Para tarefas executadas a temperatura ambiente (sem aquecimento),
determinar a volatilidade de acordo com o quadro a seguir:

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE
TRABALHANDO COM LÍQUIDOS
· PARA TAREFAS EXECUTADAS ACIMA DA TEMPERATURA
AMBIENTE, A VOLATILIDADE DEVE SER DETERMINADA
CONSULTANDO O GRÁFICO DA FIGURA A SEGUIR.
Para chegar a este resultado é preciso conhecer o ponto de ebulição do
produto, informação que deve ser encontrada na FISPQ do mesmo, ou
disponibilizada pelo fornecedor. É preciso conhecer também a
temperatura de operação.
· Com os dados de temperatura em mãos, basta localizar o ponto de
convergência entre a temperatura de ebulição (linhas horizontais) e a
temperatura do processo (linhas verticais). Nesse ponto encontra-se a
volatilidade. Se este ponto se situar em cima das linhas divisórias,
escolher a volatilidade mais alta.

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE
OBSERVAÇÃO: Se a FISPQ apresentar mais de um valor de ponto de
ebulição para o produto, deve-se sempre utilizar o de mais baixo
valor. Se a tarefa exigir vários níveis de temperatura, utilizar sempre
a mais alta. Se houver mistura de uma ou mais substâncias,
considerar a de menor ponto de ebulição.

ATENÇÃO: Um ponto de ebulição alto indica que a substância é


menos volátil do que as outras com ponto de ebulição baixo.
Quando os fatores operacionais permitirem, devem ser selecionados
produtos de menor volatilidade. Isto significa, por exemplo, preferir
solventes de ponto de ebulição mais alto. Deve-se procurar evitar a
substituição por produtos químicos que, apesar de menos voláteis,
sejam mais perigosos à saúde.

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE
TRABALHANDO COM SÓLIDOS
Nesse caso, a propagação no ambiente será determinada pela
quantidade de poeira produzida pelo sólido e classificada de acordo a
tabela abaixo:

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ICCT - ETAPA 3- PROPAGAÇÃO NO
AMBIENTE

ATENÇÃO: É possível
reduzir a dispersão no
ambiente substituindo
produto finamente dividido
por material granulado ou
em escamas, sempre que
possível.

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ICCT - ETAPA 4- COMO ENCONTRAR A
MEDIDA DE CONTROLE CORRETA
Com os dados obtidos nas etapas 1 a 3, todas as informações
necessárias para determinar a(s) medida(s) de controle já foram
coletadas.
A medida de controle adequada será encontrada localizando-se na Tabela
VI inicialmente o grupo A-E no qual o produto foi alocado (com base nas
frases R). Em seguida, localiza-se nessa parte da Tabela VI a linha que
corresponde à quantidade utilizada do produto. Acompanhando-se essa
linha até encontrar a coluna que corresponde à volatilidade ou
empoeiramento, encontra-se um número que indica a medida de controle
a ser adotada. Anote este número no questionário de verificação.
No caso de pesticidas, deve-se anotar no questionário de verificação e
seguir as orientações.
Se a substância em questão foi alocada também no Grupo S, isso
significa que há uma medida de controle especial para esse produto.

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ICCT - ETAPA 4- COMO ENCONTRAR A
MEDIDA DE CONTROLE CORRETA
Os números 1 a 4 apresentados na Tabela VI indicam 4 diferentes níveis
de ação e controle que devem ser implementados no local de trabalho
para prevenir ou minimizar a exposição a agentes químicos.
As quatro medidas de controle preconizadas pelo método são:

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXEMPLO

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ICCT - EXERCÍCIO

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ICCT - EXERCÍCIO

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ICCT - ETAPA 5– IMPLEMENTAÇÃO DAS
MEDIDAS DE CONTROLE
Após a identificação da medida de
controle correta, é preciso ponderar
como colocar em prática as
recomendações e como reuni-las com
as outras ações a serem
implementadas.
Neste momento, é válido fazer um plano
de ação, pois ele ajuda a economizar, a
longo prazo, tempo e dinheiro.
O plano de ação pode ser redigido de
maneira simplificada

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ICCT - ETAPA 5– IMPLEMENTAÇÃO DAS
MEDIDAS DE CONTROLE
COMO COLOCAR EM PRÁTICA AS MEDIDAS DE CONTROLE

Consultar as orientações disponíveis, comparar com a prática adotada


pela empresa e verificar se existe alguma diferença. Antes de
implementar qualquer uma das orientações:
• Consultar a lista de produtos químicos e as atividades que são
desenvolvidas. Com base nesses dados, é possível decidir qual é a
melhor medida a ser adotada.
• É preciso ter certeza de que as orientações recomendadas se adaptam
à situação. Se houver dúvida ou necessitar de ajuda, procure a
orientação de um especialista.

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ICCT - ETAPA 5– IMPLEMENTAÇÃO DAS
MEDIDAS DE CONTROLE
COMO COLOCAR EM PRÁTICA AS MEDIDAS DE CONTROLE

• Todos os aspectos descritos são essenciais para um controle


adequado. Não selecionar partes individuais aleatoriamente. A
orientação, para fornecer um controle adequado, funciona como um
todo.
Por exemplo, o sistema de ventilação local exaustora já está instalado, o
seu desempenho está dentro do padrão planejado? Há manutenção
periódica? Talvez a medida de controle correta já seja utilizada –
exaustão local, por exemplo. É preciso garantir que esteja funcionando
corretamente. Os funcionários a utilizam de maneira adequada? Quando
foi a última manutenção ou teste?
• Lembre-se de que as orientações se adicionam. Uma não substitui a
outra.
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ICCT - ETAPA 5– IMPLEMENTAÇÃO DAS
MEDIDAS DE CONTROLE
COMO COLOCAR EM PRÁTICA AS MEDIDAS DE CONTROLE
Após ter identificado as ações que devem ser colocadas em prática,
implemente os mecanismos de controle que estão sendo consultados
juntamente com os trabalhadores e verifique se funcionam.
Coloque em prática as outras ações que tenha identificado.
Deve-se escolher uma pessoa responsável para garantir a execução nos
prazos determinados.
Lembre-se de que o trabalho de implementação das medidas de controle
deve ser conduzido por todos os envolvidos na atividade. O ideal é que se
formem grupos compostos por trabalhadores, representantes da CIPA,
técnicos de segurança, engenheiros de segurança, médicos do trabalho e
administradores.
Todos devem saber as suas responsabilidades e executá-las de acordo
com o plano proposto.
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