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MARCA DA BESTA, O CRIME COMETIDO CONTRA O FIÉIS DE DEUS NA

CRISE FINAL: PROPOSTA ALTERNATIVA E COMPLEMENTAR


Pr. Jorge Darza Michael

Resumo: Tradicionalmente, a abordagem adventista relaciona corretamente a marca da besta


a um falso dia de adoração escatológica (domingo). Nesse sentido, este artigo tenta ampliar a
identificação e o significado desse elemento. Para tanto, propõe-se que a marca tenha uma
relação próxima com o crime incitado pela Babilônia contra os fiéis de Deus na crise
escatológica. Isso em termos de uma alternativa complementar à posição adotada pela
teologia adventista.

Introdução
A abordagem adventista da marca da besta relacionou corretamente um pano de fundo de
adoração e respeito pelos mandamentos de Deus para encontrar um significado apropriado
desse elemento.1 A alegação de que a marca da besta é o domingo escatológico 2 é sustentada
por evidências claramente bíblicas.3 Nesse sentido, e sob uma análise da narrativa do
Apocalipse e do Pensando joanino, o presente estudo tenta ampliar este significado. 4
Propondo um complemento alternativo que possa fornecer uma imagem mais profunda desse
elemento na teologia adventista.

Elementos básicos de interpretação


Como afirma Olivares, "o elemento inicial a ter em consideração é [...] reconhecer a relação
existente entre a marca, o nome e o número da besta"5 Estas três menções são
intercambiáveis, não apenas linguisticamente, pelo posicionamento dos termos em Apocalipse
13: 176, mas também por um relacionamento estrutural em todo o livro de Apocalipse.7 Esse
princípio também indica que o número é indivisível, porque fala de uma única marca e não de
duas ou três.8

Outro elemento a considerar é a identificação de quem impõe a marca. Olivares conclui que o
texto não se refere apenas à imagem da primeira besta, mas à besta restaurada que age junto
com a tríade satânica para marcar os habitantes da terra, isto é, Babilônia.9

Premissa da proposta
Este princípio de identificação também pode ser admitido na narrativa de Apocalipse 14: 6-13.
Onde três anjos estão em cena proclamando uma única mensagem10, "o evangelho eterno".
Cada um deles anuncia uma parte da mensagem salvífica para exaltar a Deus e avisar o mundo
dos planos malignos de Satanás. O primeiro anjo apresenta Deus como o único autor e doador
da vida, por seu título exclusivo de "Criador"11. O segundo anjo introduz termos desconhecidos
para João até aquele momento, estes são, Babilônia e o vinho de sua prostituição (14 : 8).
Contudo, a continuação da mensagem pelo terceiro anjo esclarece que Babilônia e seu vinho
não são elementos novos na narrativa, mas uma nova imagem12 para se referir à besta e sua
marca (14: 9-10)13::

BESTA = BABILÔNIA
MARCA = VINHO

Deste Apocalipse 14: 8, um princípio de ampliação, o leitor é movido para os capítulos 17 e 18,
de onde se descreve com maior detalhes a atuação e os propósitos da Babilônia. No capítulo
17, João percebe um panorama relacional entre a Babilônia e os reis-habitantes da Terra (17:
2, 8, 12), que se rompe repentinamente (17:16) e depois faz uma triste recordação no próximo
capítulo. Lá os detalhes relacionais são expandidos no espectro. João vê em princípio Babilônia
como uma habitação para demônios, espíritos e aves (18: 2);14mas depois retorna à imagem
dos reis para vinculá-lo a todas as nações e aos mercadores da terra (18: 3, 9, 11, 15). Para
estes são adicionados os marinheiros (18:17).

É claro, então, que João observa Babilônia em aliança com diferentes imagens de seus
seguidores, que fazem menção à terra15 e ao mar16. Assim, o leitor é traduzido no contexto das
bestas da terra e do mar em Apocalipse 13. A ordem em que são mencionados dá relevância à
terra17 (13: 11-18), contexto no qual a imagem surge e a marca da primeira besta é imposta.

Portanto, sugere-se que a exposição dos conceitos expressos em Apocalipse 13: 11-18,
comparada à sua expansão nos capítulos 17 e 18, sejam combinados de maneira proléptica na
seção de Apocalipse 14: 6-13. Por essa razão, se deduz que uma exploração dessas seções,18
em sua devida relação de interpretação, pode fornecer uma melhor compreensão bíblica da
marca da besta.

Exposição das seções e interpretação


As cenas expostas em Apocalipse 13: 11-18 mostram o interesse da besta terrestre de enganar
os habitantes da terra pelo pronunciamento enganoso19. Pela qual manda erigir a imagem da
besta restaurada (marítima) que impõe sua marca da pena de morte para quem não a adora.

Em Apocalipse 14: 6-13, se adverte contra tal engano, e introduz uma nova forma de
referência para a imagem e sua marca, isto é, Babilônia e o vinho da sua fornicação (14: 8). A
mensagem combina o fato de ser marcado, com o ato de beber o vinho da Babilônia (14: 9-
10)20; e informa sobre a punição que aqueles que são marcados ou bebem do vinho de
Babilônia terão, pois quem faz isso "também beberá do vinho da ira de Deus" (14:10).

Então "a marca da besta tem que ser algo muito maligno para despertar" 21 a ira de Deus. Em
termos de vingança divina, essa malignidade parece estar relacionada ao assassinato dos
santos martirizados, 22 que exigem a vingança de suas almas e daqueles que são mortos.

Então "a marca da besta tem que ser algo muito mau para despertar" 21 a ira de Deus. Em
termos de vingança divina, essa malignidade parece estar relacionada ao assassinato dos
santos martirizados, 22 que exigem a vingança de suas almas e daqueles que são mortos. 23 no
período terrestre (6: 9-10; cf. 20: 4).24

Essa mesma ideia é refletida ao comparar os capítulos 13, 17 e 18, já que, como vimos
anteriormente, Babilônia é aliada de diferentes maneiras com seus cúmplices terrestres. Desta
forma, Assim como a imagem da besta quando emite um símbolo de aliança imposta (sua
marca) para os habitantes da terra (13: 15-18), em Apocalipse 17: 2 a aliança é concretizada
com a fornicação dos cúmplices terrestres.

Isso sugere que, no consumo do "vinho de sua fornicação"25, são concretizadas as alianças
babilônicas, como requerimentos para fazer parte de seus planos mortais; ou, em outras
palavras, ser marcado pela besta.26

Consequentemente, o significado do vinho da Babilônia se torna importante na interpretação


profética. A esse respeito, observe que João observa em Apocalipse 17: 6 a mulher bêbada
(Babilônia) "μεθυσμένος", um termo familiar usado em Apocalipse 17: 2 "ἐμεθύσθησαν " onde
os aliados do ébrios "ἐμεθύσθησαν " do vinho de sua fornicação. Mas João não vê a mulher
embriagada com o vinho da sua fornicação, mas embriagada com o sangue dos santos e
mártires de Jesus (17: 6 cf. 18:24)27

Isso deixaria em paralelo três alusões à exigência de suas alianças: exigência da marca, que
seria igual à exigência de consumo de vinho, sendo o mesmo que a exigência de cobrar a vida
dos santos de Jesus. Esta pode ser a razão pela qual Deus inclui a morte em Cristo como bem-
aventurado (14:13; cf. 20: 4)28 para aqueles que resistem à imposição da marca escatológica29

Em confirmação, os detalhes revelados em Apocalipse 18 parecem ser uma extensão do


conceito de comercializar (comprar e vender "ἀγοράσαι ἢ πωλῆσαι") de Apocalipse 13: 17.30
onde os mercadores (18: 3) como aliados terrestres de Babilônia realizar o ato de comprar
"ἀγοράζει" (18:11 ou beber de vinho cf 18: 3), não só objetos, mas também almas de homens
"ἀνθρώπoς " (18:13 cf. 13:18 ), como símbolo de homicídio e escravidão.31

Babilônia é acusada de fornicação porque em sua mão "χέρι" foi encontrado o sangue dos
servos de Deus (19: 2, 13:16). Diante desta ação satânica, Deus recomenda a sabedoria
"σοφία" (17: 9) como uma espécie de advertência sobre a guerra contra o Cristo e seus fiéis
(17: 9-14). Da mesma forma, em Apocalipse 13:18, a exigência da sabedoria "σοφία" leva o
remanescente a uma ação de reflexão contra o ataque do inimigo.32

Alianças Unificadas Apocalipse 13:11-18 Apocalipse 17-19


Aliados Terrestres κατοικοῦντας τῆς (13:14) κατοικοῦντας τῆς (17:2,8)
Atuação χέρι (13:16) χέρι (19:2)
Aliança Mercantil ἀγοράσαι (13:17) ἀγοράζει (18:11)
Humanidade ἀνθρώπoς (13:18) ἀνθρώπoς (18:13)
Sabedoria σοφία (13:18) σοφία (17:9)

Sob estas premissas, afirmar que a marca da besta representa o sangue dos mártires de Jesus33
nas mãos daqueles que obedecem a Babilônia (13,16; cf. 19,2), longe de ser uma afirmação
alegórica, converte-se numa aproximação mais adequada na narrativa do Apocalipse34. Isso é
consistente com os propósitos malignos do dragão e seus antecedentes de aniquilação contra
os agentes do bem (12: 4, 7, 13), e incluso contra o fiel remanescente de Deus. A este respeito,
deve ser notado que este remanescente que surge no período da besta da terra (12: 16,17),
sofre do martírio dos bem-aventurados (14:13),35 completando o número de mártires (6: 10-
11) 36

Aplicação de significado da teologia do contraste de Apocalipse

Essa afirmação, sob uma perspectiva de contraste, é adaptada à teologia do livro e ao


pensamento joanino, porque assim como Satanás tem uma marca, Deus tem um selo. Um
deles é o nome da besta e o outro é o nome do Pai e do Cordeiro. Da mesma forma, como o
nome é habitualmente associado ao caráter37. Deus proclama seu caráter "criador" (14: 6),
uma expressão que alude ao ato de dá vida e renová-la.38 Por outro lado, Satanás demonstra
ter um caráter destrutivo e tortuoso não só contra Cristo (12: 4), mas também contra os seus
fiéis (12:17) .39

Agora, o selo e a marca são símbolos de lealdade a Deus e à besta, respectivamente.40 O selo
denota a obediência do remanescente às leis de Deus (12:17), incluindo o sábado.41 Em vez
disso, a marca denotaria a obediência dos habitantes da terra ao decreto da morte ordenado
pela imagem da besta no contexto de Apocalipse 13: 15-17, complementando uma falsa
adoração dominical.

Outro contraste vital para o selo de Deus é a paródia do sangue. Sob uma análise estrutural,
Apocalipse 7: 1-8 em paralelo a Apocalipse 7: 9-14 sugere que o selo de Deus é equivalente ao
Sangue do Cordeiro que alveja a roupa de seus santos (7:14). Isso seria encontrado em
contraste paródico ao afirmar que a marca da besta é o sangue dos santos mártires de Jesus
que turva as mãos dos aliados terrestres (13,16) .43

Humanidade do número: uma referência à morte

Outro elemento a considerar é a humanidade do número, porque, sob uma análise gramatical,
a expressão "número de homens", em vez de uma relação genitiva, tem uma relação
qualificadora, traduzindo-se melhor como "número humano". 44 Antes disso, tentou contrastar
a divindade do número de Deus 777 com a humanidade do número da besta 666.45Mas tal
contraste parece mais alegórico do que bíblico, já que não há alusão direta ao número 777
como um número divino, talvez para a unidade 7.46

Uma aplicação melhor do número simbólico da humanidade é encontrada na exploração do


uso de João do termo "ἀνθρώπoς" dentro do livro de Apocalipse. Neste sentido, há uma
predominância no pensamento de João para relacionar a condição mortal da humanidade com
o termo "ἀνθρώπoς".47
Isso implica que o "número humano" é um símbolo que alude à morte, seja em um sentido
ativo (matar) 48ou passivo (morrer).49 Em outras palavras, o número da besta é uma marca ou
nome da morte.

Conclusões

A exposição bíblica do presente estudo propõe que a marca da besta deve ser entendida em
fidelidade ao contexto mediato e imediato do Apocalipse e às sentenças que podem ser
encontradas no mesmo livro e na literatura joanina. Aplicando essa hermenêutica, o estudo
sugere que a ação de derramar o sangue dos mártires, em equivalência ao consumo do vinho
da Babilônia, representa a marca da besta em um contraste enfático com o caráter criador,
redentor e vivificante de Deus; que ele sela em seus fiéis para lhes conceder a vida eterna. Em
termos mais filosóficos, a marca da besta é a Morte (ativa ou passiva) e o selo de Deus é Vida
(Vida eterna).

É inquestionável que o contexto em que se faz menção à marca (12-14) expõe um conceito
acentuado de adoração e respeito pelos mandamentos de Deus. 50 E, de maneira semelhante,
seu contexto mediado (13: 11-18) sugere um problema de adoração, porque surge um objeto
diferente do estabelecido por Deus em sua lei.51 Isso, de uma maneira geral, leva a declarar
que o domingo escatológico é a marca da besta, como um sinal de deslealdade a Deus e
lealdade para a Babilônia.

Portanto, sugere-se que ambas as conclusões sejam corretas e complementares. Um conceito


unificador que é conhecido entre os adventistas como "decreto da morte" e também como "lei
dominical" em Apocalipse 13: 14-18, poderia ligar ambos os conceitos. Por um lado, uma lei
dominical é contemplada, onde qualquer pessoa que não mantenha esse falso dia de descanso
está condenada a morrer. Isso dá origem ao decreto de morte (13:15), que quando executado
pelos habitantes da terra deixa uma marca em suas mãos e em suas testas (13:16). Na
narrativa desses versos, "ποιἐω" (13:15) e "ποιἐω" (13:16), eles estão em sintaxe paralelo.
Portanto, pode-se concluir que a observância do domingo escatológico acarreta a ação de
derramar o sangue dos mártires de Jesus.

Portanto, propõe-se que a marca da fidelidade ao domingo, no tempo do fim, se traduza em


tal intolerância que leva ao derramamento do sangue dos fiéis escatológicos.

Referências não traduzidas:

1. Véase por ejemplo Carlyle B. Haynes, Our Times and Their Meaning (Nashville, Tennessee:
Southern Publishing Association, 1929), 266-67; “Jesus and his People”, Adult Sabbath School
Lessons, julio-septiembre 1973, 43; C. Mervyn Maxwell, “La marca de la bestia”, en Simposio
sobre Apocalipsis II, ed. Frank B. Holbrook (Florida: APIA, 2011), 68; William G. Johnsson, “La
victoria escatológica de los santos sobre las fuerzas del mal”, en Maxwell, Simposio sobre
Apocalipsis II, 43; Clifford Goldstein, El día del dragón, trad. Félix Cortés A. (Buenos Aires: ACES,
1994), 111; Hans K. LaRondelle, Las profecías del fin, trad. David P. Gullón (Buenos Aires: ACES,
1999), 360-362; Mario Veloso, Apocalipsis y el fin del mundo: fe para enfrentar la crisis final
(Buenos Aires, ACES, 1999), 181, 193; Ángel Manuel Rodríguez, Fulgores de Gloria, trad.
Benjamín García (Buenos Aires: ACES, 2001), 125-26; Ranko Stefanovic, La revelación de
Jesucristo: Comentario del libro de Apocalipsis, trad. Rolando A. Itin (Berrien Springs: Andrews
University Press, 2013), 422; Ronald Rojas, “La marca de la bestia”, Revista Anciano, enero-
marzo 2013, 23-25.

2. Se utiliza la frase “domingo escatológico”, para referirse a la adoración dominical consiente


e inadecuada del futuro y diferenciarla de la adoración inocente que realizan muchos fieles
dominicales, por falta de información, en la actualidad. También se una la frase “marca
escatológica”, cf. LaRondelle, Las profecías del fin, 77, 160, 300. Para certeza de su escatología
ver Maxwell, “La marca de la bestia”, 69; Johnsson, “La victoria”, 37; Stefanovic, La revelación
de Jesucristo, 422.

3. La alusión a la parodia sabática es evidente bajo la exégesis de Apocalipsis 13:15-18. Ver


Enrique Treiyer, “Ap 13:11-18: feu du Ciel et Marque de la Bête”, AUSS 37/1 (1999): 73-86;
Anthony McPherson, “The Mark of the Beast as a 'Sign Commandment' and 'Anti-Sabbath' in
The Worship Crisis of Revelation 12-14”, AUSS 43/2 (2005): 283; Carlos Olivares, “Elementos
para descifrar el 666: una propuesta”, DavarLogos 8/1 (2009): 43, 44.

4. En cuanto a la opinión de Elena de White, ella tienen varios escritos donde afirma que el
“domingo” es la marca de la bestia, pero también parece dejar la brecha abierta a mayor
profundización. En cuanto a esto ella dijo: “No se comprende todavía todo lo referente a este
asunto, ni se comprenderá hasta que se abra el rollo; pero se ha de realizar una obra muy
solemne en nuestro mundo”, Joyas de los Testimonios (Buenos Aires: ACES, 2010), 2:371

5.Olivares, “Elementos para descifrar el 666: una propuesta”, 33

6. Leon Morris, Apocalipsis, Comentario Didaque (Buenos Aires: Ediciones Certeza, 1977), 205;
Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 423; Maxwell, “La marca de la bestia”, 71; Johnsson,
“La victoria”, 37; Olivares, “Elementos para descifrar el 666: una propuesta”, 34.

7. En todas las menciones de la bestia y a su imagen, la marca/número/nombre, se presentan


como opcionales a intercambio, ver Olivares, “Elementos para descifrar el 666: una
propuesta”, 38.

8. Ibíd., 50-52.

9. Ibíd., 44-47; ver también Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 456-457. También se


arguye que Babilonia representa el trio satánico, ver Ekkehardt Müller, “Basic Questions About
the Millennium”, BRI, 2016,
https://www.adventistbiblicalresearch.org/sites/default/files/pdf/Basic%

20 Questions%20About%20the%20Millennium.pdf (18 abril 2017); LaRondelle, “Babilonia,


imperio anticristiano”, en Simposio sobre Apocalipsis II, 216-18

10. Alberto R. Timm, El santuario y el mensaje de los tres ángeles: factores integradores en el
desarrollo de las doctrinas de la Iglesia Adventistas del Séptimo Día (Lima: Imprenta Unión,
2004), 43, 44; Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 456; Maxwell, “La marca de la bestia”,
67.

11 “El mensaje evangélico del libro [en Apocalipsis 14:6] consiste en la llamada a adorar al
Creador, al Dios vivo. Invita a todos a reconocer la fuente última de toda vida”. Elizabeth
Shüssler Fiorenza, Apocalipsis: Visión de un mundo justo, trad. Víctor Morla Asensio (Navarra:
Verbo Divino, 1997), 127.

12.Es común en el Apocalipsis la diversidad de referencias simbólicas para referirse a un


mismo personaje o grupo de personas, ver Jon Paulien, Las siete claves del Apocalipsis
(México, D.F.: Gema Editores, 2012), 118-119; y la aplicación que hace con respecto al
remanente, Ídem., “The Best is yet to Come: A Vision for the Eschatological Remnant”, JATS
(marzo, 2007):

13. Es común en el Apocalipsis la diversidad de referencias simbólicas para referirse a un


mismo personaje o grupo de personas, ver Jon Paulien, Las siete claves del Apocalipsis
(México, D.F.: Gema Editores, 2012), 118-119; y la aplicación que hace con respecto al
remanente, Ídem., “The Best is yet to Come: A Vision for the Eschatological Remnant”, JATS
(marzo, 2007):

14. Los espíritus y demonios al parecer son una alusión a los tres agentes satánicos que
formaron la gran Babilonia y engañaron a los reyes de la tierra de todo el mundo (16:13) para
combatir contra Dios y sus elegidos (17:12- 14.) Y las aves llegarían a representar a los
moradores/reyes de la tierra que fueron enganados

15 Moradores de la tierra, Reyes de la tierra, mercaderes de la tierra.

16 Pilotos del mar, viajantes en naves del mar, marineros del mar

17 13 = mar y (tierra 17,18= tierra) y mar. En un quiasmo tierra es central. Este uso de los
términos en el Apocalipsis para contextualizar al lector en la narrativa y el orden de
acontecimientos, parece más adecuado que hacer un uso literal de los mismos. “LaRondelle,
en un trabajo publicado privadamente, sostiene que la inferencia de que 'la tierra' significa un
área geográfica restringida (tal como Palestina o el Asia Menor) o una región escasamente
poblada (que representa a Norte América) en contraste con las áreas habitadas (tales como 'el
mar' en Apoc. 13:1), 'siguen siendo conjeturas'. El Comentario Bíblico Adventista, en armonía
con la interpretación tradicional adventista, mantiene que puede suponerse razonablemente
esa inferencia”. Hans K. LaRondelle, How to Understand the End-Time Prophecies of the Bible
(Sarasota, Florida: Firstlmpressions, 1997), 302-303; Francis D. Nichol y otros eds., Comentario
bíblico adventista del séptimo día (Buenos Aires: ACES, 1992-1996), 7:834, citados en
Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 420; ver también el uso que hace Maxwell, “La marca
de la bestia”, 63.

18 La exploración que realiza Maxwell se delimita en Apocalipsis 12-14, y toma en apartado las
otras partes donde se menciona la marca. Olivares prefiere hacer una exploración general
incluyendo Apocalipsis 17. Ver Maxwell, “La marca de la bestia”, 61-73; Olivares, “Elementos
para descifrar el 666: una propuesta”, 31-58.
19 Enrique Treiyer, “Ap 13:11-18: feu duciel et marque de la bête”, 73.

20 Rebekah Yi Liu, tras un análisis bíblico, en su tesis doctoral, llega a concluir que “Just as the
image of the beast causes the inhabitants of the earth to worship the beast and its image on
pain of death, Babylon the Great causes the nations to drink the wine of her adultery”. “The
Background and Meaning of the Image of the Beast in Rev. 13:14, 15” (tesis doctoral, Andrews
University, Berrien Spring, 2016), 308-309.

21 Maxwell, “La marca de la bestia”, 72.

22. Apocalipsis 6:9 podría aplicarse a la persecución medieval de los santos, ver, Alberto R.
Treiyer, El enigma de los sellos y las trompetas a la luz de la visión del trono y de la
recompensa final (Buenos Aires: Proyecciones Bíblicas, 1990), 221-232, cf. LaRondelle, Las
profecías del fin, 136-37

23 Entiéndase “periodo terrestre” como el tiempo en que la bestia terrestre de Apocalipsis


13:11 alcanzará su clímax en actuación, esto es, el decreto de muerte en Apocalipsis 13:15-17.
Al parecer el decreto de muerte en su primera fase pre graciana (anterior al cierre de la puerta
de gracia) martiriza y mata a una parte del remanente del fin. Para mayores detalles sobre las
facetas del decreto de muerte pre y pos graciano ver Len Tohurst, “The Death Dacree in the
Setting of the Final Crisis”, manuscrito no publicado, 2, citado en Gerhard Pfandl, “A
Escatologia de Ellen G. White”, en O Futuro: A visão adventista dos últimos acontecimentos,
eds. Amin Rodor, Vanderlei Dorneles y Alberto Timm (Engenheiro Coelho, Sao Paulo:
UNASPRESS, 2004), 316-331; Pfandl, El don de profecía: El lugar de Elena de White en la iglesia
remanente de Dios (Buenos Aires: ACES, 2008), 82; Carlos Olivares, “El decreto de muerte en
Apocalipsis y escritos de Elena de White: Diferencias y posibles soluciones”, Evangelio 7/1
(2014): 111-137; Jorge Daza Michel, “El decreto pre y pos graciano en Apocalipsis 13:9-10: un
intento de encontrar base bíblica para dicha realidad teológica”, Doxa 6/1 (2016): 7-17; Ídem.,
“El decreto de muerte pos graciano en Ap. 16: 13-14 y Ap. 17:12-14”, artículo en proceso de
publicación; Ídem. “¿La iglesia sobrevivirá a la “gran tribulación?”, artículo en proceso de
aceptación. Siguiendo una teología más tradicional adventista, hay muchos que observan, el
decreto de muerte solo en el periodo pos graciano (posterior al cierre de la puerta de gracia),
pero admiten una persecución pre graciana que incluye el martirio de parte del remanente,
ver por ejemplo Loron T. Wade, El futuro del mundo revelado en el Apocalipsis (Buenos Aires:
ACES, 1990), 177; LaRondelle, “Armagedom” (curso de extensão Andrews IPAE, 1976), 85; cf.
Ídem., “God's Church in the End-Time”, Biblical Research Institute Committee, febrero 1990,
13; Ídem., “Aproximación contextual a las siete plagas postreras”, en Simposio sobre
Apocalipsis II, 187; Donald E. Mansell, El perfil de la crisis venidera (Nampa, Idaho: Pacific Press
Publishing Association, 1999), 86; Veloso, Apocalipsis y el fin del mundo, 178, 180; Máximo
Vicuña A., Interpretación histórica del libro de Apocalipsis (Lima, Perú: Imprenta Unión, 2000),
129; Alberto R. Treiyer, Estudios sobre Apocalipsis: Comentarios sobre la Escuela Sabática
(abril-junio 2002), 31, https://es.scribd.com/doc/184668313/Estudios-Sobre-El-Apocalipsis-
Alberto-Treiyer; Marvin Moore, Los desafíos del remanente, trad. Ana Laura Gálvez Cruz, 2ª
ed. (Mexico, D.F.: Gema Editores, 2010), 225; Michael W.Troxell, “The Order and Significance
of the Sealed Tribes of Revelation 7:4-8” (tesis de maestría, Andrews University, 2011), 49-50,
59. Otros sostienen que el decreto de muerte es pos graciano y no ven martirio en la
persecución pre graciana, ver por ejemplo Fernando Chaij, Preparación para la crisis final
(Colombia: Editolaser y Pacific Press Publishing Association, 1966), 19, 20; Ralph E. Neall,
¿Cuánto aún faltará Señor?, trad. Adriana I. de Femopase (Buenos Aires: ACES, 1994), 34;
Norman Gulley, ¡Cristo Viene! Un enfoque cristocéntrico de los eventos de los últimos días
(Buenos Aires: ACES, 1998), 205; Stephen Bohr, Culto en el trono de Satanás: ¿importará
realmente lo que creemos y como adoramos? (Chicago: Remnant Publications, 2012), 121-123.
También hay quienes ven el decreto de muerte como netamente pre graciano, ver por
ejemplo, F. T. Wright, Orden de los eventos finales (Dickendorf, Alemania: Sabbatruhe-Advent-
Gemeinschaft, 2002), 150-57; Jon Paulien, Armageddon at the Door: An Insider’s Guide to the
Book of Revelation (Hagerstown, Maryland: Autumn House, 2008), 183, 179, 175-176; quien
asegura que algunos perderán sus vidas en los eventos finales.

24 No se descarta la idea tradicional de que “Los que moran sobre la tierra es una expresión
que se repite frecuentemente en el Apocalipsis y siempre parece referirse en conjunto a la
humanidad no regenerada (3:10; 8: 13; 11: 10; 13: 8, 14; 17: 8, siendo el griego idéntico en
todos los casos; cf. también 13:12; 17:2, donde difiere ligeramente)”. Ver Morris, 127-128
(énfasis del autor). Sin embargo, es menester hacer notar que, bajo un análisis exegético y
contextual, Apocalipsis 6:9-11 posee una aplicación más escatológica que antropológica. Véase
el prolijo trabajo de Patrice Allet, “Revelation 6:9-11: An Exegesis of the Fifth Seal in the Light
of the Problem of the Eschatological Delay” (tesis doctoral, Andrews University, Berrien Spring,
2015), 314-322.

25. 25 De manera tradicional, se ha interpretado el vino como las falsas doctrinas de Babilonio,
ver J. N. Andrews, “Three Angels of Rev. xiv, 6-12”, RH, 6 de marzo 1855, 185-186; J. N.
Loughborough, “Questions for Bro. Loughborough”, RH, 12 de noviembre 1861, 192;
LaRondelle, Las profecías del fin, 335; Veloso, Apocalipsis y el fin del mundo, 176; Heber
Pinheiro, El día de Jehová en Sofonías: Aspectos teológicos distintivos e implicancias con la
escatología adventista, Serie de Estudios Avanzados en Teología (SEAT de aquí en adelante) 4,
ed. Raúl Quiroga (tesis doctoral, Universidad Adventista de Bolivia, Vinto, Cochabamba, 2014),
205; Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 457. Sin embargo la actuación natural de Babilonia
no solo tiene que ver con “idolatría” sino también con el “derramamiento de sangre de los
auténticos santos”, ver LaRondelle, “Babilonia, imperio anticristiano”, 203. Esto es
corroborado también con la consecuencia mortal que implica el hecho de impedir el negocio a
los fieles (13:17), ver Morris, 205, pues el objetivo de la marca es la muerte de los santos.

26. 26 “Hacer marcar” y “hacer beber del vino”, son claras expresiones de imposición y
dominio. J.R Spangler, hizo notar acertadamente que el “el vino de la ira de su fornicación
representaría el embriagador dominio que ejerce sobre todos los que se rindan a sus
encantos”. “The Three Angels of the Apocalypse”, Ministry, marzo 1980, 19. Ver también
Paulien, Armageddon at the Door, 174.

27 Ver la opinión afín de Alfred Wikenhauser, El Apocalipsis de Juan, Comentario de Ratisbona


al Nuevo Testamento (Barcelona: Herder, 1969), 100:209 y el análisis de Xabier Picaza
Ibarrondo, Apocalipsis (Navarra: Verbo Divino, 2001), 210, 249, 298.

28 “El contexto indica que la bendición [de Apocalipsis 14:13] no se pronuncia sobre los
muertos en general, sino sobre los que 'mueren en el Señor' durante la crisis final de fe. La
expresión 'de aquí en adelante' tiene un significado especial en este escenario del tiempo del
fin cuando el anticristo perseguirá a todos los que se reúsan inclinarse ante la imagen de la
bestia (Apoc. 13:11-17)”. LaRondelle, La certeza de la salvación (Buenos Aires: ACES, 1999),
120-21. “Revelation 20:4 speaks of those who were “beheaded” on account of the word of
God and the testimony of Jesus. These are not just any Christian martyrs, but specifically those
who faced the economic boycott and death decree of Revelation 13:15-17”. Paulien,
Armageddon at the Door, 176.

29 En el pensamiento juanino la noción de sobrevivencia del creyente va más allá de la muerte


(ver, Morris, 216). Pues la muerte ha perdido su potencia ante la vida eterna que ofrece Cristo
en la resurrección (Jn 11:25). Apocalipsis 14:13 no está exento de la amonestación final de Dios
al mundo (14:6-12). Anqué se plantee lo contrario (véase Johnsson, “La victoria”, 39), el
mensaje final incluye al v. 13 (ver Olivares, “El decreto de muerte en Apocalipsis”, 124). Esto,
porque existe un factor común que hilvana toda la sección de Apocalipsis 14:6-13. Esto es, el
concepto sabático. Tal concepto se manifiesta ya en el v. 6 con la alusión al cuarto
mandamiento. El v.13 profiere “descansarán de sus obras”, otra clara referencia sabática. Lo
sobresaliente es que se menciona la muerte como descanso (ver Robert M. Johnston, “The
Eschatological Sabbath in John’s Apocalypse”, AUSS 25/1 [1987]: 46-47; Larry L. Lichtenwalter,
“The Seventh-Day Sabbath and Sabbath Theology in The Book of Revelation: Creation,
Covenant, sign”, AUSS 49/2 [2011]: 317-320). Esto hace recuerdo al lector a la experiencia
sabática de Cristo en su muerte (pues el remanente sufre de un decreto de muerte al igual que
Cristo en su tribulación, ver Desmond Ford, “New Light on Daniel 8:14”, Ministry, octubre
1969, 26; cf. T. H. Jemison, “The Companions of the Lamb”, en Our Firm Foundation, 2 vols.
(Hagerstown: Maryland: Review and Herald Publishing Association, 1953), 2:161-169; Dick
Jewett, “Hell could be worse”, These Times, octubre 1975, 26. Posiblemente este es el
testimonio/martirio de Jesús (14:12 cf.12:17) que posee el pueblo fiel escatológico (cf.
LaRondelle, “God's Church in the End-Time”, 13; Allet, Revelation 6:9-11, 320-321). Elena de
White al hablar de la apostasía escatológica pre graciana declara que, “Entonces se oirá una
voz procedente de las tumbas de los mártires, representados por los muertos a causa de la
palabra de Dios y el testimonio de Jesús que ellos respetaron, que Juan vio en visión; entonces
ascenderá esta oración de parte de cada verdadero hijo de Dios: Ya es tiempo, Señor, que
obres, porque han invalidado tu ley”. Testimonies to Southern Africa (Bloemfontain, South
Africa: South African Union Conference of Seventh-day Adventists, 1977), 52 (énfasis añadido),
citado en Mansell, El perfil de la crisis venidera, 46. También menciona que en el periodo pos
graciano los sobrevivientes también obtendrán una experiencia similar a la de Cristo en la cruz,
ver Elena de White, El conflicto de los siglos (Buenos Aires: ACES, 2010), 688.

30 Humberto Raúl Treiyer, Enigmas descifrados: conozca los fascinantes misterios de Daniel
capítulos 11 y 12 (Antillas: CollegePress, 2007), 182.

31 Para LaRondelle, los artículos de comercio en Apocalipsis 18: 12-13 son un símbolo de vino
de Babilonia, Las profecías del fin, 437. De esta manera se podría dilucidar, con la premisa
anterior, que el vino de Babilonia es la sangre de los mártires de Jesús.

32. Bajo una comparación narrativa de los identificadores del remanente (12:17; 13:9-10;
13:18 y 14:12-13), la sabiduría tiene mucho que ver con la paciencia y la decisión de morir, si
fuera necesario, por causa de Cristo (13:18 cf. 14:13). Para mayor detalle de los identificadores
del remanente ver Olivares, “Análisis estructural de Apocalipsis 12 y 13: En busca de un
esqueleto estructural”, Theologika 20 (2005): 45-49, 60-62.

33. La “frente” podría referirse a un compromiso ideológico; mientras que la “mano” al


funcionamiento practico de ese compromiso, ver G. K. Beale, The Book of Revelation: A
Commentary on the Greek Text (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1999), 717, citado en Ronald
Rojas, “La marca de la bestia”, 25.

34 Es posible que esta conclusión se adecue más a la perspectiva de los cristianos perseguidos
del primer siglo, ver Johnsson, “La victoria”, 37. Pero es evidente que la persecución se
reactivará en el futuro (6:11; 12:11; 13:15; 14:13; 17:6; 18:13, 24; 19:2; 20:4), por lo que la
aplicación de la sangre mártir como marca bestial podría validarse en el contexto escatológico.

35 Mártires que mueren en la restauración de la bestia terrestre, pues han sido muertos en la
tierra (18:24) y su misión de predicar a los moradores de la tierra (14:6) conlleva el martirio
bienaventurado (14:13). Ekkehardt Müller argumenta que “Juan raras veces usa términos
vinculados con la misión [en Apocalipsis], excepto (1) “dar testimonio, testificar, ser testigo”
(martyreō); (2) “testimonio, reputación” (martyría); y (3) “testigo” (marty, de donde viene
“mártir”). Un mártir es quien testifica de la verdad con su vida. Esta familia de palabras no
siempre está orientada a la misión, pero en el Apocalipsis aparentemente sí”, ver “Misión en el
Apocalipsis”, en Mensaje, misión y unidad de la iglesia, ed. Ángel Manuel Rodríguez (Buenos
Aires: ACES, 2015), 126; Ídem., “Revelation’s Perspective on Persecution”, BRI, 2012,
https://www.adventistbiblicalresearch.org/sites/default/ files/pdf/

Revelation%27s%20perspective%20on%20persecution.pdf (18 abril 2017). Ver también


Veloso, Apocalipsis y el fin del mundo, 178.

36. Elena de White, hablando de los futuros seguidores de Babilonia declara lo siguiente: “dijo
el ángel: Los nombres de los opresores están escritos con sangre, cruzados por azotes e
inundados por las ardientes lágrimas de agonía que han derramado los dolientes”. Elena G. de
White, Primeros escritos (Buenos Aires: ACES, 2010), 275.

37 Maxwell, “La marca de la bestia”, 70; LaRondelle, Las profecías del fin, 315; Beatrice Neall,
“The Concept of Character in the Apocalypse” (Washington, DC: University Press of America,
1983), 149-53, citado en Neall, “Los santos sellados y la tribulación”, en Simposio sobre
Apocalipsis I, ed. Frank B. Holbrook (Florida: APIA, 2010), 302.

38. En la teología de Juan, el acto de creación no se remite únicamente a una alusión al cuarto
mandamiento, pues su evangelio presenta un prólogo del concepto de creación más amplio,
que remite a la recreación de la vida. “Juan anhela que el lector comprenda que “en él estaba
la vida y la vida era la luz de los hombres”; mostrando así que la plenitud de la vida se halla
sólo en quien trajo la vida a la existencia. El evangelio no sólo muestra lo que el lo,goj hizo “en
el principio”, sino además lo que él es capaz de hacer en favor de sus criaturas en el 'hoy'”. S.
Teófilo Correa, El motivo de la creación en el prólogo del evangelio según Juan, SEAT 1, ed. S.
Teófilo Correa (tesis doctoral, Universidad Adventista de Bolivia, Vinto, Cochabamba, 2012),
140; (cursiva añadida). El uso del término “zwh.” (vida), en la literatura juanina cobra
relevancia en comparación a los demás escritores del Nuevo Testamento (de las 126 veces que
se menciona “zwh.” en el NT, 57 veces se encuentran en los escritos de Juan). Juan define
“zwh” como la cualidad divina más elevada. La cual se le otorga al creyente para impartirla
amando al semejante (cf. Jn1:4; 3:15, 16, 36; 4:14, 36; 5:26, 29, 39, 40; 6:27, 33, 35, 40, 47, 48,
51, 53, 54, 63, 68; 8:12; 10:10, 28; 11:25; 12:25, 50; 14:6; 17:2, 3; 20:31; 1 Jn 1:1, 2; 2:25; 3:14,
15; 5:11, 12, 13, 16, 20), esta cualidad se ve en un claro contraste con la muerte y su aplicación
pasiva (cf. Jn 3:16, 36; 5:24, 29; 6:53; 8:12; 10:10; 20:31; 1 Jn 3:14; 5:12) o activa (cf. 1 Jn 3:15;
5:16).

39 Maxwell, “La marca de la bestia”, 70.

40. 40 Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 421

41 No se niega la relevancia que tendrá la obediencia del cuarto mandamiento en la crisis final,
pero el sello de Dios en Apocalipsis hace alusión a una obediencia integral de sus
mandamientos, los cuales enfatizan el poder de dar vida (Jn 12:50), pues la exhortación dice
“adorad al Creador” (14:6): una obediencia que da Vida al creyente. En este caso el contraste
no llegaría a ser sólo un falso día de adoración, sino una falsa obediencia que busca la Muerte.
Quizá una de las razones principales por las que Juan da énfasis al homicidio como la principal
transgresión legal, sea por su propia experiencia en el primer siglo. Pedro instó repetidas veces
al arrepentimiento del homicidio (cf. Hch 2:36-37; 3:14-19; 4:10-13; 10:39), Esteban denunció
el homicidio como la principal transgresión de la ley (cf. 7:52-53), el Espíritu Santo hizo que
Felipe explicase el martirio de Cristo al etíope (8:29-35), la conversión de Pablo, es
principalmente de un homicida a un anunciante de la vida (cf. 9:1-16; 11:29-30), etc.

42“La labor del sellamiento es análoga a lavar la ropa y emblanquecerla en la sangre del
Cordero”. Neall, “Los santos sellados y la tribulación”, 320. El acto de Cristo, de lavar las ropas
en su sangre, es un claro símbolo de la entrega de su vida por la vida del creyente, es su acto
redentor. Veloso no halla diferencia entre el sábado y la sangre de Cristo como sello de Dios,
pues poseen el mismo concepto de redención y propiedad, ver Veloso, Apocalipsis y el fin del
mundo, 45-46. “The woman gives to the nations its own wine rather than the wine that
represents the blood of Christ”. Rodríguez, Sabbath Schooll Bible Study Guide, 92.

43 “Mientras que los verdaderos seguidores de Cristo están dispuestos a dar sus vidas por
causa del testimonio de Jesús como la Palabra final de Dios, los seguidores del anticristo
impondrán un boicot a los creyentes en la Biblia que no acepten la marca de la bestia”.
LaRondelle, Las profecías del fin, 316.

44 Olivares, “Elementos para descifrar el 666: una propuesta”, 48-50.

45 Stefanovic, La revelación de Jesucristo, 423.

46 Neall, The Concept of Character in the Apocalypse with Implications for Character
Education [El concepto de carácter en el Apocalipsis con implicaciones para la educación del
carácter] (Washington: University of America Press, 1983), 154, citado en LaRondelle, Las
profecías del fin, 318
47. El término “a;nqrwpoj”, aparece 24 veces en el libro. Catorce se relacionan con la fragilidad
física y mortal de la condición humana. Cuatro veces se menciona como cualificante de un
símbolo, dos indicando la susceptibilidad al engaño (13:13), dos indicando un sector temporal
(16:18, 21:3) y dos dan referencia a Jesucristo (1:13; 14:14).

48 Esto se aplicaría a la acción que conlleva tener la marca de la bestia, pues su orden es
“matar” (13:15), y quienes tienen su marca le obedecen matando.

49 Esto se aplicaría a la condena de Dios sobre quienes tomaron la vida de sus siervo (14:10-11
cf. 16:2).

50 Maxwell, “La marca de la bestia”, 68. “La idea de la adoración correcta emerge
constantemente como un tema central del Apocalipsis, especialmente en los capítulos 12-14.
La palabra "adoración" ocurre quince veces en Apocalipsis (3: 9; 4: 10; 9:20; 11:1; 13: 8, 12, 15;
14: 7, 9, 11; 15:4; 19:10 [dos veces]; 22: 8,9), mientras que la palabra 'venerado ' ocurre
nueveveces (5:14; 7:11; 11:16; 13:4 [dos veces], 16:2; 19:4, 20; 20:4). De las veinticuatro veces
que las palabras 'adorar ' o 'venerar' ocurren, diez casos están directamente relacionados con
la adoración del dragón, bestia o imagen a la bestia”, ver McPherson, “The Mark of the Beast”,
275. R. J. Bauckham declara que el conjunto del tema de Apocalipsis es la distinción entre el
culto verdadero y el falso, “Worship of Jesus in Apocalyptic Christianity”, NTS 27 (1981): 332-
341. Ver también Jon Paulien, quien sostiene que, “The issue in the final crisis of earth's history
is clearly worship”. “Revisiting the Sabbath in the Book of Revelation”, JATS 9/1, 2 (1998): 182.

51. Olivares, “Elementos para descifrar el 666: una propuesta”, 43-44, ver también LaRondelle,
Las profecías del fin, 360-62

52 Maxwell parece notar la inseparable unión de estos dos conceptos al declarar: “las
personas que lleven su marca serán individuos que, como ella [la bestia], no solo se rebelan
contra Dios y su morada, [Santuario: Ley-Sábado] sino también son partícipes de la
persecución del auténtico Pueblo de Dios [Sangre de los mártires]”. “La marca de la bestia”, 70
(las frases entre corchetes fueron añadidas por motivos de claridad). En conformidad Enrique
Treiyer señala que dicho “culto está acompañado de una actitud de intolerancia: se trata de
una religión exclusivista que no acepta otras formas de adoración. Efectivamente, cuando la
imagen de la bestia habla, pronuncia un decreto de boicot económico y de muerte hacia
aquellos que no aceptan esa adoración (v. 15-17)”. “Fuego del cielo y la marca de la bestia: Un
estudio exegético de Apocalipsis 13:11-18”, Theologika 19/1 (2004), 92. Artículo publicado
originalmente como “Ap 13:11- 18: feu du Ciel et Marque de la Bête”, en AUSS 37/1 (1999).
Paulien también afirma: “In ancient Babylon death decrees enforced religious issues. Bow
down to this image or be hurled into the fiery furnace (Daniel 3). Worship only the king or get
thrown into a den of hungry lions (Daniel 6). During much of the Middle Ages the church
enforced its religious dominance of Europe with torture and burning at the stake. In similar
fashion, end-time Babylon will utilize the power of the state to impose its religious agenda
across the entire world. It will include economic boycotts and a death decree (Rev. 13:15-17)”.
Ver Armageddon at the Door, 135. LaRondelle menciona acertadamente que el conflicto final,
más que doctrinal, será un conflicto moral “a batalha não está fundamentada entre o sétimo e
o primeiro dia da semana. Qualquer comunista sabe que o sétimo dia da semana é o sábado. O
conflito final não será quanto a um ou outro mandamento, baseado em doutrinas ou coisa
semelhante, mas no governo universal de Deus, Seu caráter e a legitimidade do Seu governo.
Tudo isto está cristalizado no quarto mandamento, mas devemos atingir, através deste
mandamento, Aquele que nos deu a lei. O conflito final é um conflito moral”. “Armagedom”
(curso de extensão Andrews IPAE, 1976), 70.