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Servir e liderar são qualidades que se

aperfeiçoam com o exercício da disciplina


Embora a disciplina seja mencionada com espantosa freqüência na
Bíblia, os escritores contemporâneos têm se mostrado
particularmente om issos a seu respeito.
Mas Kent H ughes apireceu para preencher esta lacuna com uma
obra esplêndida.
Você será desafiado por este livro. Ele acenderá, em sua alma. uma
ardente paixão pe la discipli na piedosa.
John MacArthur,
pa sto r da I gr eja C om un ida de da Gr aça n os Es ta d os Unidos

Este é um livro para homens ansiosos por aprender a serem mais


úteis. D i scip li n a s do H ome m Cr istã o procede da pena de alguém
que aprendeu tanto a servir como a liderar, e que é hábil em prover o
leitor com aplicações práticas das v erd ade s eternas.
C. William Pollard,
pr esid en te da Ser vi cem as te r Com pany

A u to r

R. Kent Hughes é pastor em Wheaton, Illinois, EUA. Conferencista e


escritor, é um dos mais respeitados expoentes das Sagradas
Escrituras. Eis alguns de seus livros: Father: The Lord’s Pattern for
Prayer, Living on the Cutting Edge, Liberating Ministry from the
Success Syndrome.
ISBN - 85-263-0045-8
R. Kent Hughes

do ho m e m
Servir e liderar são qualidades que se
aperfeiçoam com o exercício da disciplina
T odos os di reitos reservado s. C opy rig ht © 1996 para a lí ng ua portuguesa da Casa
Publicadora das Assembléias de Deus.

T ítulo do or iginal em in glês:


Disciplines of a Godly Man
Crossway Books
W heaton, Illinois , U S A
Primeira Edição em ing lês: 1991
H7_1» -----I

Capa: J aime de Paul a Prad o

248.27 A uto dis ciplina


Hughes, R. Kent
HUGd Disciplinas do Homem Cristão.../R.
1 ed. - Rio de Janeiro: Casa PubWcadwk,
bléias de Deus, 1996. \\\
p. 304. cm. 14x21

ISBN 85-263-0C

1. A uto iptm; 2 .. arai Cr istã e T eologia


Devocionaj 1
D
248 .27 - A utodiscipli na

Casa Publicadora das Assem bléias de De us


Caixa Postal 331
2000 1- 970, R io de J anei ro, RJ , B rasil

Ia edição/1996
Para meusfilhos
Brian ThomasHoch
JamesJeffersonSimpson
RichardKent HughesII
WilliamCarey Hughes
I ndice

Agradecimentos..................................................................... 9
INTRODUÇÃO
1 Disciplina para a Santificação............................................... 13

RELACIONAMENTOS
2 Disciplina da Pureza............................................................ 23
3 Disciplina no Casamento..................................................... 35
4 Disciplina da Paternidade .................. ..................... ............ 47
5 Disciplina da Amizade......................................................... 61
ALM A
6 Disciplina da Mente.................... .................... .................... 75
7 Disciplina da Devoção........................................................ 87
8 Disciplina da Oração ........................................................ 101
9 Disciplina do Louvor ..................... ..................... .............. 1 15
O CARÁTER
10 Disciplina da Integ ridade....... ........ ......... ........ ........ ......... 131
11 Disciplina da Língua............ :......................................... 143
12 Disciplina do Trabalho.................................................... 155
MINISTÉRIO
13 Disciplina da Igreja......................................................... 167
14 Disciplina da L iderança........... ......... ........ ......... ........ ...... 1 77
15 Disciplina da C ontr ibuição..... ........ ......... ........ ......... ....... 189
16 Disciplina do Testemunho.............................................. 201
11 Disciplina do Ministério.................................................. 21 3
DISCIPLINA
18 A Graça da Disciplina...................................................... 223
RECURSOS
A O Testemunho de James e Deby Fellowes .................. . 233
B Plano M’Cheyne para Leitura Diária.................................. 239
C Através da Bíblia...........................................................255
D Guia Tópico para Leitura Devocional
da Bíblia em um A no ..................................................... 263
E Seleção de Provérbios Referentes à Língua ....................... 271

F Salmos de Louvor (Apropriados para o Louvor Pessoal) 277 ...

Notas.................................................................................... 279
índice das Escrituras.............................................................. 291
índice Remissivo.............................. ..................... ................ 299
A gradecimentos

v ^T os ta ria de agr adecer à minha secretária, Sra. Sharon Fritz, por


t sua dedicação e satisfação em datilografar as múltiplas revisões
v i dos manuscritos; ao Sr. Herbert Carlburg, por sua leitura semanal das
provas e pelas várias sugestões; ao Sr. George Grant, pela perfeita edição,
embora estivesse ocupado em ponto distante da Inglaterra; ao Sr. Ted Griffing,
editor- gerente da Crossway Books, por sua visão acurada que tomou claro o
incompreensível; e à minha esposa, Barbara, que possui a graciosa sabedoria
para eliminar o irrelevante e atingir o âmago das coisas com a perpétua visão
semelhante à de Tiago: “Qual o proveito disto?”
I ntrodução

Todos que são benef iciados pel


o quefaço, fiquem
certos que sou contra a venda ou troca de odo
t
material disponibilizado por m
im. Infelizmente
depois de postar o ateri
m al na Internet nãotenho o

' alguns aproveitadores tirem


poder de evitar que
vantagem do m eu trabalho que é feito sem fins
lucrativos e unicamente para edificação do p
de Deus. Criticas e agradecimentos para:
mazinhorodriguesQyahoo. com. br

Att: Mazinho Rodrigues.


D isc ipl in a pa r a a Sa n t if ic a ç ã o

erta vez, no início do verão, antes de iniciar a sétima série, eu estava


jando minha voltinha pelo campo de beisebol e peguei uma raquete de
ânis pela primeira vez... e estava fisgado! Não foi muito tempo antes de
eu me tornar, em dez anos, um dependente do tênis. Minha paixão pelo
esporte tornou- se tão intensa que eu era capaz de pegar uma bola de tênis à-
toa e cheirá- la. Opsst e a suave fragrância da borracha ao destampar uma lata
de botes novas eram inebriantes. O ruído de uma bola suavemente tocada,

principalmente
Minhas na quietude
lembranças da manhã,
daquele verão erasecomo
e do que seguiuuma
é dasinfonia
brilhantepara mim.de
quadra
tênis, pés ardentes, o suor salgado e os deliciosos banhos de água tépida
derramada de uma lata vazia de bolas, as sombras domeio - dia, apontando
preguiçosas para o Leste, seguidas pela “luz diurna” da quadra iluminando o
estádio, e as misteriosas raquetes à noite, assustadoras, bombardeando nos-
sas bol^s.
Naquele outono, decidi tornar- me um jogador de tênis. Gastei minhas
economias naquelas belas raquetes Davis Imperial laminadas - um tesouro
que eu chegava a levar para cama. Eu era disciplinado! Jogava diariamente
após 3.S aulas (exceto durante a temporada de basquete) e todo fim de
semana Quando a primavera chegou, pegava minha bicicleta e ia para a
quadra em que o time dahigh schooltreinava, e ficava observando de longe,
até qu^ eles desistiam e me deixavam jogar com eles. Nos dois verões seguin
tes, tornei lições, joguei em alguns uns torneiose treinei oito horas por dia -
só voltava para casa quando apagavam as luzes.
E fiquei bom. Bom o bastante, na verdade, que aos doze anos e meio de
idade, cinqüenta quilos de peso, eu era o segundo homem do time de minha
universidade, na Califórnia, entre seus três mil alunos.
Eu não apenas era um jogador de alto nível, mas aprendi que a disciplina
pessoal é a chave indispensável para se atingir qualquer coisa na vida. Desde
então, comecei a entender mais que isto, de fato: que a disciplina é a mãe e a
artesã do que chamamos de gênio.

EXEMPLOS
Quem quer que tenha visto Mike Sangletary (profissional permanente -
All- Pro - e duas vezes jogador de defesa do ano doNFL e membro do Super
Bowl XXV Drearn Tearn) “jogar”- e observou sua batida e seuscrunches
samurai - normalmente se surpreende ao conhecê-lo. Ele não é um tipo
atlético imponente. Tem um metro e oitenta de altura e pesa uns cem quilos.
Onde está sua grandeza? Disciplina. Mike Sangletary é um aluno tão discipli
Calling
nado quanto qualquer um que já tenha jogado tênis. Em sua biografia,
the Shots,ele diz que, ao vertapes de jogos, normalmente repete uma jogada
cinqüenta a sessenta vezes, e que gasta três horas para ver üm tempo de jogo
de futebol, que são apenas vinte a trinta jogadas! 0 Por observar cada
jogador, por saber mentalmente a tendência do adversário - contra- ataques,
saída de bola distância, o tempo que falta - por ler a mente do adversário
através da posição de seus pés, ele está sempre avançando na direção do
destino preestabelecido para a bola, antes que o outro jogador execute a
jogada. O sucesso legendário de Mike Sangletary é o testemunho de sua vida
notavelmente disciplinada.
Estamos acostumados a julgar Ernest Hemingway como um bêbado, um
gênio indisciplinado que tomava um quarto de garrafa de uísque por dia nos
últimos vinte anos de sua vida. No entanto, ele tinha a musa sobre si. Sem
dúvida, ele era um alcoólatra conduzido por paixões complexas. 0 Mas,
quando se punha a escrever, ele era a quintessência da disciplina! Suas
primeiras obras eram caracterizadas por um perfeccionismo literário obsessi
vo, que se refletia em seu trabalho, como uma economia de estilo, gastando
horas, polindo frases, à procura domôtjuste - a palavra exata. É um fato por
demais conhecido que ele reescreveu a conclusão de seu romance Adeus às
Armas dezessete vezes, num esforço para atingir a perfeição. Esta é uma
característica dos grandes escritores. Dylan Thomas fez mais de duzentos
manuscritos (!) de seu poemaFemHill. (3) Mesmo próximo do fim, quando
já estava colhendo a ruína de seu estilo de vida, Hemingway, enquanto
escrevia seuFinca Vigia em Cuba, colocava-se diante de uma escrivaninha
improvisada de caixas desproporcionais colocadas sobre telhas amareladas,
das seis e meia da manhã até ao meio- dia, todos os dias, anotando cuidadosa
mente sua produção de um dia, em um mapa. Sua média era de duas páginas
- quinhentas palavras. (4) Era disciplina. Disciplina literária sólida, que trans
formou seus irmãos americanos e outras pessoas através do mundo de língua
inglesa com sua maneira de se expressar.
Os inúmeros esboços de Michelangelo, Da Vinci e Tintoretto,'&quantita
tiva disciplina de seu trabalho preparou o caminho para a qualidadecósmica
de sua obra. Admiramo- nos com a perfeição anatômica da pintura de Da
Vinci, mas nos esquecemos que ele certa vez pintou milhares de mãos. (5) No
último século, Matisse explicou sua própria perícia, relembrando que a difi
culdade de muitos em se tornar artistas era que passavam seu tempo à
procura de modelos, em lugar de pintá- los. (6) Mais uma vez, o fator discipli
na!
Em nossa época, Winston Churchill foi proclamado, com justiça, o
orador do século, e poucos dos que ouviram seus eloqüentes discursos
discordariam. Menos, ainda, suspeitariam que ele pudesse ser qualquer

outra coisa,nomenos
de dicção 55 que“natural”.
o tornavaAalvo
verdade é que anedotas
de muitas Churchilletinha um defeito
resultava em sua
falta de habilidade para ser expontâneo, ao falar em público. Ainda assim,
ele ficou famoso por seus discursos e observações oportunas de improvi
so.
Na realidade, Churchill escrevia tudo e exercitava! Ele coreografava até as
pausas e fingia tropeçar na frase exata. As margens de seus manuscritos
levavam anotações, antecipando os “aplausos”, “silêncio”, “aplausos prolon
gados” e até a “ovação de pé”. Feito isto, ele ensaiava infinitamente diante do
espelho, moldando suas respostas mordazes e expressão facial. F. E. Smith
dizia: “Winston passou os melhores anos de sua vida escrevendo improvisos”.
O Um orador natural? Talvez. Um homem com um duro trabalho natural
mente disciplinado!
E assim acontece em qualquer área da vida.
Thomas Edison surgiu com a lâmpada incandescente após cerca de mil e
cluzentas experiências.
Jascha Heifita, o maior violinista deste século, começou tocando violino
com a idade de três anos, e logo começou a praticar quatro horas ao dia, até
sua morte, aos 75 - quando já havia sido considerado o maior do mundo há
muito tempo - cerca de 102 mil horas de exercício! Sem dúvida, ele deu seu
próprio “Bravo, Bravo!” à reação de Paderewski a urna mulher que esbanjava
elogios a sua genialidade: “Madame, antes de eu ser um gênio, eu era um
burro de carga”.
Jamais chegaremos a lugar algum na vida sem disciplina, seja nas artes,
nos negócios, no atletismo ou na cultura. E em dobro, na verdade, quanto a
assuntos espirituais. Em outras áreas, pode-se alegar um dom inato. Um atleta
pode ter nascido com um físico privilegiado; um niúsico, com um perfeito
dispasãcy uro
artista, comum dho para perspectiva.
Mas nenhum âe nós

pode alegarNenhum
deficientes. um domde espiritual inato.chegar
nós procura Na realidade, somos todos
a Deus, ninguém igualmente
é inerentemen
te justo, ninguém faz o bem instintivamente (Rm 3.9-18). Portanto, como
crianças na graça, nossa disciplina espiritual é tudo -■tudo!
Repito: Disciplina é tudo!

PAULO E A DISCIPLINA
Sendo assim, a declaração de Paulo a Timóteo, com relação à disciplina
espiritual - “Exercita-te pessoalmente na piedade” (1 Tm 4.7) -, envolve-se não
de uma importância transcendente, mas de uma urgência pessoal. Há outras
passagens que ensinam disciplina, mas este é o grande texto das Escrituras.
“Exercita” vem degumnos, que significa “despido”, termo do qual se deriva a
palmaginásio. No grego clássico, nas competições atléticas, os participantes
competiam sem roupa, de modo que não fossem estorvados. Portanto, a
palavra “exercita” srcinalmente levava o significado literal de “exercitar-se
despido”. (*) Nos tempos do Novo Testamento, referia-se a exercitar-se no
sentido genérico. Mas era e é uma palavra com odor de ginásio - o suor de um
bom exercício. “Fazer ginástica (exercitar, treinar) ccjm o propósito da religi
osidade” contém o sentimento do que Paulo está dizendo.

SUOR ESPIRITUAL
Em uma palavra, ele está conclamando ao suor espiritual! Da mesma
forma que o atleta se descartava e competia gumnos - livre de tudo que
pudesse eventualmente sobrecarregá- lo - devernos livrar- nos de todo
csiorvo, toda associação, hábito e tendência que impeça a piedade. Se
queremos vencer, devemos despojar- nos até à nudez espiritual. O autor
de Hebreus explica- o desta forma: “Portanto, também nós, visto qUe
lemos a rodear- nos tão grande nuvem, desembarcando- nos de todo peso
c do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a
carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). Jamais chegaremos a lugar
algum, espiritualmente, sem um des pojamento das coisas que estão r\ os
atrasando. O que está pesando sobre você? O chamamento à disciplina
requer que você se desfaça dessas coisas.
O chamado a treinarmos para a piedade também sugere que apliquerrtos
toda nossa energia no sentido da religiosidade. Paulo retrata isto em outro
lugar: “Todo aüeta em tudo se domina... Assim corro também eu, não sçm
meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu
corpo, e o reduzo à escravidão” (1 Co 9.25-27). Suor intenso, energétiço!
Devemos notar que uma frase aparece singularmente: “Exercita-te pessoal
mente na piedade”, comenta o apóstolo, acrescentando: pois o exercido
físico”. “Exercício” significa “fadiga corajosa”, e “físico” é a palavra grega da
qual se deriva “agonizar.” Fadiga e agonia são apelos para quem quer ;;er
piedoso.
Quando nos exercitamos séria e voluntariamente, entregamo-nos a hoi-as
de disciplina e mesmo de dor, com o fim de ganhar o prêmio - correr cinco
mil metros para competir nos cem da melhor maneira. A vida do cristão b&m
sucedido é cheia de suor!
Sem virilidade, não há maturidade! Sem disciplina, não há discipulaclo!
Sem suor, não há santidade!

POR QUE AS DISCIPLINAS?


Compreendendo isto, chegaremos às razões deste livro, que são duas.
Primeiro, no mundo e na igreja de hoje, as vidas dos cristãos disciplina
dos são a esperança, não a regra. Isto é válido para homens, mulheres e p^ra
os profissionais do clero. Não podemos nos escusar, dizendo que sempre foi
assim. Não foi! Por ser assim, várias razões de senso comum poderiam $er
provadas, tais como a pobreza na pregação ou a indolência. Porém, por ti-ás
i ie muita rejeição consciente à disciplina espiritual está o terror do legalisnio.
l’ara muitos, disciplina espiritual significa submeter-se a uma série de regi-as
draconianas que ninguém pode cumprir - e que geram frustração e morte
espiritual.
Mas nada pode estar mais longe da verdade, se entendemos o significado
de disciplina e legalismo. A diferença está na motivação: O legalismo é
egocêntrico; a disciplina mantém Deus no centro. O coração legalista diz:“Vou
agir desta forma, para ter mérito diante de Deus”. O coração disciplinado diz:
“Vou agir desta forma, porque amo a Deus e quero agradá- lo”. Há uma
diferença infinita entre a motivação do legalismo e a da disciplina. Paulo
conhecia isto implicitamente, e lutou contra a trama dos legalistas através de
toda a Ásia Menor, sem ceder um centímetro. E agora ele clama para nós:
“Exercita-te [disciplina-te] pessoalmente na piedade!” Se confundirmos
legalismo com disciplina, fazemo-lo com o risco de nossa alma.
A segunda razão para este livro é que os homens estão muito menos
inclinados e disciplinados espiritualmente que as mulheres. Um estudo re
cente levado a cabo na United Methodist Church(Igreja Metodista Unida)
revela que 85 por cento dos assinantes do livrete sobre os princípios
devocionais da denominação,The Upper Room(“O Quarto de Cima”), são
mulheres. Mais ainda, a mesma estatística aplica-se a outro livrete devocional,
Alive now (“Vivo Agora”), que tem 75 por cento de leitoras, f ) Isto é corrobo
rado pelo fato de que a surpreendente maioria de livros, em livrarias cristãs,

são adquiridos
tura cristã que por mulheres. (10) As mulheres simplesmente lêem mais litera
os homens!
Também é verdade que muito mais mulheres estão preocupadas com a
Today’s
prosperidade espiritual de seus companheiros que o inverso. A revista
Christian Woman (“A Mulher Cristã de Nossos Dias”) descobriu que artigos
que focalizam o desenvolvimento espiritual dos maridos atingiram os maiores
índices de leitura. (n) Tudo isto é sustentado por severas estatísticas. O
Instituto Gallup, em junho de 1990, conduziu uma pesquisa que revelou que

71 por
aos cento dasdemulheres
problemas consultadas
hoje, enquanto que criam que55a por
apenas religião pode
cento dosresponder
homens
concordaram. (12) Nas igrejas, 59 por cento da participação ativa éde mulhe
res contra 41 por cento de homens. (13) Além do mais, as mulheres casadas
que freqüentam a igreja sem seus maridos excedem em número, na propor
ção de quatro por um, os homens que freqüentam sem a esposa. (I4)
Por quê? Certamente o conhecido credo de auto-suficiência do homem
americano e seu individualismo contribuem para isso. Deve-se em boa parte
,i luga masculina a qualquer coisa que crie um relacionamento (de que,
i)l)vi;imcnte, o Cristianismo faz parte!). Mas não reconhecemos que as mulhe-
ics são, por natureza, mais espirituais. O desfile dos grandes santos (homens
c mulheres) através dos séculos, assim como o de homens espiritualmente
rxrmplares, nas igrejas
de <| uc os homens atuais,
hoje refuta de
precisam claramente esta ajuda
muito mais idéia. Mas
para persiste
edificar ouma
fato
disciplina espiritual do que as mulheres.
O que digo neste livro nasceu do coração e de meus estudos na Palavra
»Ir Deus - de homem para homem. Ao escrever, imaginei meus próprios
lilhos crescidos, sentados à mesa com as xícaras de café nas mãos, enquanto
t u lentava fazê-los entender o que acredito ser a disciplina essencial à religio-
A Igreja, estáprecisando de homens de verdade, e nós somos esses

homens! ■
APELO CÓSMICO
Não podemos dar ênfase exagerada à importância deste apelo para a
disciplina espiritual. Ouçam a Paulo mais uma vez, em 1 Timóteo 4.7,8:
"líxercita-te pessoalmente na piedade. Pois o exercício físico para pouco é
I>r<»veitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da
vi» la que agora é e da que há de ser”.

A disciplina fará uma enorme diferença nesta vida. Como irmãos, somos,
cada um, elevados ou rebaixados pelas vidas interiores, uns pelos outros.
Alguns de nós afetam aos outros como uma maré de alegria, elevando-os, mas
alguns são como ressaca para o Corpo de Cristo. Se você é casado, a presença
ou a ausência de uma disciplina espiritual pode servir para santificar ou
amaldiçoar seus filhos e netos. A disciplina espiritual, portanto, alimenta uma
grande promessa para esta vida.
Quanto à “vida futura”, a disciplina espiritual edifica a arquitetura da

resistência da resistirão
preciosas que alma sobreaos ofogos
fundamento
do juízo edepermanecerão
Cristo - ouro, prata
como umemonu
pedras
mento a Cristo pela eternidade (1 Co 3.10-15).
Alguns podem minimizar a importância da disciplina espiritual agora, mas
ninguém o faria então. “A piedade para tudo é proveitosa!” O cristão discipli
nado dá e recebe de ambos os mundos - o atual e o que há de vir. A palavra
"disciplina” pode despertar um constrangimento embrutecedor em algumas
menies, sugerindo uma vida restrita, claustrofóbica. Nada mais equivocado! A
disciplina obsessiva, quase maníaca de Mike Sangletary liberava-o para jogar
como um selvagem no campo de futebol,kbusca de Hemingway pela palavra
correta liberava-o paradeixar uma marca na língua inglesa, tendo a sua frente
apenas Shakespeare. Os milhões de esboços das grandes obras de
Michelangelo, na Renascença, liberava-o para criar os céus da capela Sistina. A
preparação de Churchill deixava-o livre para fazer grandes “improvisos” e
brilhantes respostas. O penoso trabalho dos grandes músicos liberava sua
genialidade. Assim, a disciplina espiritual liberta-nos do peso do tempo e
permite elevar-nos com santos e anjos.
Estamos prontos a suar - a entrar no ginásio da disciplina divina? a despir-
nos das coisas que nos impedem progredir? a nos disciplinarmos através do
poder do Espírito Santo?
Eu o convido a entrar no ginásio de Deus nos próximos capítulos - para
aquele suor santificante - para alguma dor e muito ganho. Deus está procu
rando bons homens!
RELACIONAMENTOS

Todos que são benef


iciados pel
o quefaço, fiquem

certos que sou contra a venda ou troca de odo


t
material disponibilizado por mim. Infelizmente
depois de postar o ateri
m al na Internet nãotenho o
“alguns aproveitadores 1tirem
poder de evitar que

vantagem do m eu trabalho que é feito sem fins


lucrativos e unicamente para edificação do p
de Deus. Criticas e agradecimentos para:
mazinhorodrigues@yahoo
. com. br

Att: Mazinho Rodrigues.


D isc ipl in a d a P useza

j “%asta ligar a televisão por alguns minutos para se sentir o calor da


opressiva sensualidade de nossos dias. A maior parte da opressão é
JLJ grosseira. Um rotineiro passeio pelos canais de TV revela invariavel
mente pelo menos um casal embrulhado em lençóis e muito apelo erótico.
Mas o calor torna-se crescentemente ardiloso, especialmente quando seu
(ibjetivo é vender. O foco da câmera mostra umdose em preto e branco num
rosto masculino cheio de lascívia, sobre o qual é sobreposto um brilho âmbar,
que então se transforma num reluzente frasco de Obsessão, de Kelvin Klein,
enquanto o rosto entoa seu desejo. Spots mais recentes exibem imagens
rinematográticas com prosa de D.H. Lawrence - “... para conhecê-lo, para
amarrá-lo...” - e Madame Bovary de Flauber passeando pelo quarto de seu
amante. (*) A fumaça pegajosa de sensualidade penetra tudo em nosso mun
do!
Apesar de tudo, os sensualistas querem mais. 0 professor David A. J.
Kichard, da New York University Law School (“Faculdade de Direito da
I Iniversidade de Nova Iorque”), que defende liberdade para a pornografia
mais agressiva, argumenta que “a pornografia pode ser vista como o
único meio de sexualidade, a ‘pornotopia’ - numa visão de deleite sensual
em celebração erótica do corpo, um conceito de liberdade fácil, sem
conse qüências , uma fantasia d e infinita indulg ência re petiti va”.(2)
Pornotopia? Agora há uma palavra! Soa como uma nova atração da
Disneylândia. Autotopia... Pornotopia... Mundo da Fantasia. “Absurdo!”
pensamos, e é, mas com tristeza constatamos que os argumentos de
Richard estão ganhando peso. Não é de admirar que vivamos numa
sociedade que transpira sensualidade por todos os poros!
E a Igreja não escapou, já que muitas das igrejas de hoje murcharam sob
o calor. Recentemente, a revistaLeadership (“Liderança”) selecionou uma
lista de mil pastores. Doze por cento deles haviam cometido adultério, en
quanto no ministério - um em cada oito pastores! - e 23 por cento haviam
praticado algo que consideravam sexualmente impróprio. 0 Cristianismo
Hoje fez uma pesquisa entre seus leitores quenão eram pastores e descobriu
que os números dobravam, com 23 por cento declarando que tinham rela
ções extraconjugais e 45 por cento indicando que haviam feito algo que
julgavam sex ualmente impróprio. (4) Um entre quatro homens cristãos são
infiéis e quase metade se comportou de forma inconveniente! Estatística
chocante! Especialmente quando nos lembramos que os leitores de Cristia
nismo Hoje tendem a ser pessoas instruídas, líderes nas igrejas, presbíteros,
diáconos, superintendentes de escolas dominicais e professores. Se isto é
verdadeiro na liderança da igreja, o quanto mais podemos esperar entre os
membros da congregação? Só Deus sabe!
Isto nos leva a uma conclusão da qual não podemos nos desviar: a igreja
evangélica, vista com amplitude, é “coríntia” até o âmago. Está sendo cozida
no molho de sua própria sensualidade, de modo que: não é de admirar que a
igreja tenha perdido suas garras na santidade; não é de admirar que seja tão

lenta mundo,
pelo em disciplinar os seus
com sendo membros;não
irrelevante; nãoé édedeadmirar
admirarque
quetantos
seja rejeitada
de seus
filhos a rejeitem; não é de admirar que tenha perdido sua força em muitos
lugares - e que o islamismo e outras falsas religiões estejam conseguindo fazer
tantos convertidos.
A sensualidade é facilmente o maior obstáculo para a piedade entre os
homens hoje, e está se saciando com a devastação na igreja. Piedade e
sensualidade se excluem mutuamente, e os que estão em busca de sensuali
dade nunca poderão se dedicar à piedade enquanto estiverem suas garras
suadas. Se estamos a dispostos a “[nos] disciplinar com o fim de atingirmos a
santidade” (1 Tm 4.7), comecemos pela disciplina da pureza. É preciso que
haja calor e suor santos.

LIÇÕES DE UM REI CAÍDO


Até onde teremos de voltar para obter ajuda? O exemplo mais instrutivo
em toda a Palavra de Deus é a experiência do rei Davi, conforme relatada em
2 Samuel 11.
A VIDA NO TOPO
Ao começar o relato, Davi está no topo de sua brilhante carreira - tão alto
como nenhum homem na história bíblica. Desde a infância, ele foi um amante
de Deus e possuía uma imensa integridade de alma, conforme atestado nas
palavras de Samuel, quando o ungiu rei: “O homem vê o exterior, porém o
Senhor, o coração” (1 Sm 16.7). Deus gostou do que viu no coração de Davi.
Era um coração bravo, como ficou evidenciado quando ele se defrontou
com Golias e contestou a retórica alarmante do gigante com suas próprias
palavras contundentes, arremessando-se, então, à batalha, atingindo Golias
bem na testa (1 Sm 17.45-49).
Davi era de temperamento sangüíneo arquetípico, cheio de alegria, entu
siasmo e confiança, e possuía um carisma irresistível. Era poeta - o doce
salmista de Israel - tão próximo de Deus e de si mesmo que seus saimos
tocam o mais íntimo do coração do homem ainda hoje. Sob sua liderança,
Israel foi unificado. Dificilmente Davi pareceria um candidato ao desastre
moral. Porém, ele era vulnerável. Havia brechas consideráveis em sua condu
ta, que o expunham à tragédia.

DESSENSIBILIZAÇÃO
O livro de 2 Samuel, no capítulo 5, que registra a assunção de Davi ao
poder em Jerusalém, menciona, quase à parte, que “tomou Davi mais
concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom” (v. 13).
Temos de observar, e observar atentamente, que o fato de Davi trazer outras
esposas constituíapecadol Deuteronômio 17, que determina os padrões para
os reis hebreus, ordenava que deveriam abster-se de três coisas: 1) adquirir
muitos cavalos, 2) tomar muitas esposas e 3) acumular muita prata e ouro (w.
14-17). Davi cumpria o primeiro e o terceiro preceito, mas falhou completa
mente no segundo, ao formar um considerável harém.
Temos de entender que a dessensibilização progressiva ao pecado e a
conseqüente decadência interior da santidade criou raízes na vida de Davi. O
ato de tomar várias esposas, embora legal e não fosse considerado adultério
na cultura daqueles dias, não deixava de ser pecado. A indulgência sensual do
rei Davi dessensibilizava-o para o apelo santo de Deus em sua vida, assim
como para o perigo e conseqüências da queda. Em pouco tempo, ao abraçar
Davi uma sensualidade socialmente permitida, dessensibilizava-se para Deus
e tornava-se presa fácil para o pecado fatal de sua vida.
São as sensualidades “legais”, as indulgências culturalmente aceitáveis,
que nos levam a cair. As longas horas diante da TV, que não é apenas um
estigma cultural, mas chega a ser uma atitude esperada do povo, é uma
massiva causa da dessensibilização. A previsível conversa masculina - duplo
sentido, humor grosseiro, rir de coisas que deveriam causar rubor - é outro
agente mortal. A sensualidade consentida tem amolecido insidiosamente os
cristãos, como provam as estatísticas. Um homem que sucumbe à
dessensibilização da sensualidade “legal” está marcado para a queda.

RELAXAMENTO
A segunda brecha na conduta de Davi, que o expôs ao desastre, foi seu
relaxamento com os rigores e a disciplina que tinham feito parte de sua vida
ativa. Davi estava na meia-idade, por volta dos cinqüenta anos, e suas campa
nhas militares haviam tido tanto sucesso que não era mais necessário que
fosse pessoalmente à guerra. Acertadamente, entregava a “pilhagem” dos
territórios conquistados a seu competente general, Joabe - e então relaxava. O
problema era que seu relaxamento se estendia até sua vida moral. É difícil
manter uma disciplina interior quando você está relaxando deste modo. Davi
estava vulnerável.
Ele não suspeitava que alguma coisa incomum pudesse acontecer naque
le dia fatal de primavera. Ele não se levantou e disse: “Puxa, que belo dia. Acho
que vou cometer adultério hoje!” Que esta lição possa não ser desperdiçada
por nós, homens. Exatamente quando achamos que estamos seguros, quan
do não sentirmos nenhuma necessidade de manter nossa guarda, de traba
lhar em nossa integridade interior, de disciplinar- nos para a santidade - é que
a tentação se,aproxima!

Fixação
*
Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a
guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel,
que destruíram os filhos de Amon, e sitiaram a Rabá; porém Davi ficou
em Jerusalém. Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito,e andava
passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava
tomando banho; era ela mui formosa. Davi mandou perguntar quem
era. Disseram
- lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã
, e mulher de Urias, o heteu.
(1 Sm 11.1-3)
Tinha sido um dia quente, e a noite estava caindo. O rei atravessou o
terraço com passos largos, em busca de ar fresco e para dar uma olhada na
cidade ao crepúsculo. Enquanto olhava, seus olhos se depararam com as
formas de uma mulher de rara beleza que tomava banho descuidada. Quanto
a isto, o hebraico é explícito: a mulher “bela de aparência” (v. 2). Era jovem,
na flor da idade, e as sombras da noite faziam- na ainda mais sedutora. O rei
olhou para ela... e continuou a olhar. Após a primeira olhada, Davi deveria ter
se virado para outra direção e se retirado para seus aposentos, mas não o fez.
Seu olhar transformou- se num olhar fix o, e em seguida, num olhar libidino
so. Nesse momento Davi, que tinha sido o homem segundo o coração de
Deus, tornou- se um impuro voyeur de meia-idade. Uma fixação lasciva caiu
sobre ele, a qual não podia resistir.

Dietrich Bonhoeffer observa o momento em que a lascívia assume o


controle: “Neste momento, Deus... perde a realidade... Satanás não nos enche
com aversão a Deus, mas com o esquecimento de Deus.” (5) Que mundo de
sabedoria nesta declaração! Quando estamos nas garras da lascívia, Deus vai
se tornando mais e mais irreal. Quanto mais o rei Davi olhava, menos real
Deus se tornava para ele. Perdia não apenas a percepção de Deus, mas a de
quem era ele próprio - sua santa vocação, sua fragilidade - e das evidentes
conseqüências do pecado. É isto que a lascívia causa! Deus desaparece diante
de olhos impermeabilizados pela lascívia.
A verdade requer algumas sérias questões: Teria Deus desfalecido diante
de sua visão? Alguma vez você o teria visto em cores brilhantes, sendo que
agora vê sua imagem empalidecida como uma antiga fotografia em sépia?
Você tem uma fixação ilícita que se tomou na única coisa que consegue
enxergar? Seu desejo é o que há de mais real em sua vida? Se é, então você
está enfrentando sérios problemas. Alguns passos decisivos tornam- se neces
sários, como veremos.

RACIONAUZACÃO
#
Da fixação mortal, Davi desceu ao nível da racionalização. No momento
em que sua intenção tornou- se aparente para seus servos, estes tentaram
dissuadi-lo: “É Bate- Seba, filha de Eliã, e mulher de Urias, o heteu”. Mas Davi
não seria rejeitado. Alguma poderosa racionalização tomou lugar na sua
mente, talvez tanto quanto J. Allan Peterson sugeriu emThe Myth of the
(Ireener Grass (“O Mito da Grama Mais Verde”):
Urias é um grande soldado, mas provavelmente não tão bom como
marido e amante - muito mais velho que sua mulher - e se ausenta por
longos períodos. Esta jovem precisa de um pouco de conforto em sua
solidão. Este é um modo deajudá-la. Ninguém vai sair magoado. Eu não

pretendo
vi fazervezes.
isto muitas nada errado
Isto é ao agir Não
amor. destaéforma. Isto que
o mesmo não éencontrar
lascívia -uma
eu já
prostituta na rua. Deus sabe disto. E ao servo: “Traga-a para mim”. (6)
A mente controlada pela luxúria tem uma infinita capacidade de raciona
lização .
•“Como pode algo que trouxe tanto prazer ser errado?”
•“A vontade de Deus para mim é de que eu seja feliz; certamente Ele não
me negaria nada que fosse essencial para minha felicidade - e isto é!”
•“O problema aqui é amor. Estou agindo por amor, o mais elevado
amor!”
•“Em primeiro lugar, meu casamento nunca foi da vontade de Deus!”
•“Vocês, cristãos, e suas atitudes limitadas de julgamento me deixam
doente. Vocês estão me julgando. Vocês são mais pecadores do que eu jamais
serei!”

Degeneração (Adultério,
A dessensibilização, Mentiras,
o relaxamento, a fix açãoHomicídio)
e a racionalização de
Davi prepararam-no para uma das maioresquedas da História - e suadegene
ração. “Então enviou Davi mensageiros, que a trouxeram; ela veio, e ele se
deitou com ela. Tendo-se ela purificado de sua impudícia, voltou para sua
casa. A mulher concebeu e mandou dizer a Davi: estou grávida” (w. 4,5). Davi
não tinha consciência de que dera um passo num precipício e que sua queda
havia começado e que o atingiria muito em breve - o fundo do abismo se
aproximava rapidamente.
Todos sabemos do comportamento desprezível de Davi, quando ele
começou a imaginar mentiras e a planejar o assassinato de Urias, para enco
brir seu pecado com Bate-Seba. Basta dizer que a esta altura, na vida do rei,
Urias era melhor bêbado do que Davi sóbrio (v. 13).
Um ano depois, Davi se arrependeria ante a demolidora acusação do
profeta Natã. Mas as tristes conseqüências já não podiam ser desfeitas. Como
sempre ficou demonstrado:
•Foi a quebra dodécimo mandamento (relativo à mulher do próximo)
que levou Davi a cometer adultério, quebrando, assim, osétimo mandamen
to.
•Então, com o objetivo de roubar a esposa de seu vizinho (quebra do
oitavo mandamento), ele cometeu assassinato, quebrando osexto manda
mento.
•Quebrou onono mandamento, ao prestar falso testemunho contra seu
irmão.
•Tudo isto trouxe desonra para seus pais e, assim, quebrou também o
quinto mandamento.
Assim, ele quebrou todos os Dez Mandamentos, os seis que se referem a

amar o próximo
primeiros, como aa Deus.
por desonrar si mesmo (do quinto
Ç) O reinado ao despencou
de Davi décimo), e aos quatro
partir de
então, a despeito de seu salutar arrependimento:
•Seu bebê morreu.
•Sua bela filha, Tamar, foi violentada por seu irmão Amnon.
•Amnon foi assassinado pelo irmão de Tamar, Absalão.
•Absalão passou a odiar tanto a seu pai, Davi, por sua baixeza moral, que
liderou uma rebelião sob a tutela do ressentido avô de Bate-Seba, Aitofel,
•O reino de Davi perdeu o sorriso de Deus. Seu trono jamais recuperou
a antiga estabilidade.
Davi jamais teria dado uma segunda olhadela, mesmo ligeira, em Bate-
Seba, se pudesse ter antevisto os resultados arrasadores. Creio, de todo o
meu coração, que poucos - se há algum - se desviariam da Palavra de Deus, se
pudessem ver o que se seguiria.
O registro da trágica queda do rei Davi vem de Deus, e deve ser vista com

muita seriedade
patologia pela humanos
dos fatores igreja nesta “época
a que coríntia”,
conduz a quedacomo um alerta relativo à
moral:
•a dessensibilização que ocorre através das sensualidades permitidas
pela sociedade;
•a síndrome mortal que vem através do relaxamento moral da disciplina;
•os efeitos dafixação sensual, que impedem nossa visão;
•e aracionalização daqueles que se encontram nas garras da luxúria.
No caso de Davi, o ciclo incluiadultério, mentira, morte, degeneração
familiar e decadência nacional. A patologia é clara, assim como os horríveis
efeitos da sensualidade. Ambos estão expressos não apenas para nos instruir,
para nos assustar - mas para espantar a sensualidade de nossas vidas!

PUREZA - VONTADE DE DEUS


Algumas pessoas, sob a proteção do Cristianismo, simplesmente não
aplicam o que digo com relação à pureza. Consideram- na um ensinamento
vitoriano e puritano. Vitoriano, não. Puritano, gloriosamente, sim! - por ser
soberbamente bíblico. Para contestar tais pessoas, levo-as ao apelo mais
explícito à pureza sexual que conheço :

Pois é a vontade de Deus a vossa pureza: que vos abstenhais da prosti


tuição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santidade
e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhe
ce a Deus, e que, esta matéria, a ninguém ofenda nem defraude seu
irmão, porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos
avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não
nos chamou para a impureza, e, sim, em santificação. Destarte, quem
rejeita estas cousas não rejeita ao homem, e, sim, a Deus, que também
vos dá o seu Espírito Santo.
(1 Ts 4.3-8)
Se esta passagem não for bastante convincente, com relação à ética
bíblica, devemos entender que ela se baseia em Levítico 19.2, onde Deus diz:
“Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” - uma ordem
dada no contexto dos alertas contra o desvio sexual. Também quero chamar
atenção para o fato de que em 1 Tessalonicenses somos chamados a evitar a
imoralidade sexual e, por três vezes, a ser “santos”. Rejeitar isto é pecar contra
o Espírito Santo - a presença viva de Deus - como a passagem dos

Tessalonicenses
Leon Morris,torna claro.do Novo Testamento, escreveu:
estudioso
O homem que pratica um ato de impureza não está simplesmente
quebrando um código humano, nem mesmo pecando contra o Deus
que há algum tempo lhe deu o dom do Espírito. Ele está pecando
contra o Deus que está presente naquele momento, contra aquEle que
continuamente dá o Espírito. O ato impuro é um acinte aos dons de
Deus no exato momento em que está sendo oferecido... Este pecado é
visto em sua verdadeira luz apenas quando é visto como uma preferên
cia pela impureza, mais que o Espírito é Santo, (*)
Portanto, para um cristão declarado, rejeitar este ensinamento a respeito da
impureza sexual é o mesmo que rejeitar a Deus, e isto podeindicar uma falsa fé .

DISCIPLINA DA PUREZA
Se somos cristãos, é imperativo que vivamos uma vida santificada, pura
no meio de nossa cultura pomotópica, coríntia. Temos de viver acima das
horríveis estatísticas, ou a igreja tornar-se-á mais e mais irrelevante e despro
vida de força, e nossos filhos vão abandoná- la. A igreja pode não ter força
além da pureza. Isto exige que vivamos segundo a máxima de Paulo: “Exerci
ta-te pessoalmente na piedade” - bendito suor!

Responsabilidade
Um ponto importante para iniciar nosso exercício é a disciplina da
responsabilidade, ou da seriedade, se você for casado. Será preciso al
guém para cuidar regularmente de você, como responsável por sua vida
moral, f azendo- lhe duras perg untas: sua esposa seria o ideal, mas tam
bém recomendo um homem, que não lhe dará nenhuma acolhida em
assuntos sensuais. Alguém do mesmo sexo compreenderá sua sensualida
de de dentro para fora - alguém com quem você possa ser completamen
te honesto e confessar suas tentações e atrações. Você precisa de alguém
que possa ajudá- lo a alcançar a marca e manter sua alma fiel a Deus.
Responsabilidade mútua é o ideal. Com relação a isto, eu penso num
certo vendedor que mantém um relatório regular por telefone com ou
tros vendedores cristãos, e inclusive trabalha no planejamento de viagens
para cidades, na mesma hora em que estará lá.

A Oracão
*
Juntamente com isso vem a disciplina da oração (mais sobre este assunto,
no capítulo 8). Ore diariamente e especificamente pela própria pureza. Eu
fico surpreso que tão poucos homens que se preocupem com suas vidas,
orem por elas. Faça uma lista de orações, incluindo suas esposas e amigos e
ore pelos outros a este respeito. Não espere que lhe peçam. Ore pela pun -za
de seus amigos. Eles precisam disto, e você também!
Memorização
Em seguida, encha-se com a Palavra de Deus através da disciplina da
memorização. Nosso Senhor deu o exemplopar excellence, ao repelir as
tentações de Satanás com quatro citações do Anúgo Testamento (Mt 4 1.1
11). O salmista diz: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu
caminho? Observando-o segundo a tua Palavra” (SI 119-9); e: “Guardo no
coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (v. 11). Obviamente ele se
referia a todas as Palavras de Deus, não às passagens que dizem respeito à
sensualidade. No entanto, eu vi a memorização disciplinada de 1 Tessaloni-
censes 4.3-8 mudar a vida de um homem. (Outras passagens são Jó 31.1, Pv
6.27, Mc 9.42, Ef 5.3-7 e 2 Tm 2.22, algumas das quais são comentadas a seguir.)

A Mente
A disciplina da mente é, obviamente, um doS maiores desafios (e serão
discutidas mais plenamente no capítulo 6). E Escrituras apresentam- na
regularmente como a disciplina dos olhos. É impossível manter uma mente
pura, se você é um “televiciado”. Em uma semana você terá apreciado mais
assassinatos, adultérios e perversões do que seup o em toda sua vida.
E nesse ponto que a ação mais radical se faz necessária. Jesus disse: “E se
um de seus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrar no reino de Deus
com um só de teus olhos do que, tendo os dois, seres lançado no inferno”(Mc
9.47). Não há homem que permita à podridão de vídeos proibidos para
menores e revistas pornográficas circular em sua casa e escape da sensualida
de!
Jó traz sabedoria para nossos dias: "Fiz aliança com meus olhos; como,
pois, os fixaria numa donzela?” (Jó 31.1). Como você acha que Jó viveria no
meio de nosso ambiente cultural hoje em dia? Ele captou a sabedoria de
Provérbios: “Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendei-
em?” (Pv 6.27).
mulheres A aliança -de
com dignidade Jó proíbe
vendo- as comuma
respsegunda
eito- Se olhada. Significa
sua roupa tratar as
é imprópria,
olhe-a nos olhos apenas, e afaste-se o mais rápido que puder!
A mente também cinge a língua (veja o capítulo 11 deste livro), pois,
como Jesus também disse: “Porque a boca fala do que está cheio o coração”
(Mt 12.34). Paulo é mais incisivo: “Mas a impudícia e toda sorte de impurezas,
ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, cofno convém a santos; nem
conversação torpe, nem palavras vãs, ou chocamce, cousas essas inconveni
entes, antes, pelo contrário, ações de graça” (Ef 5-3,4). Não deve haver humor
sexual, vulgaridades e grosserias, como fazem muitos cristãos, para provar
<| ue não estão “por fora”.

Cercas O
Construa cercas ao redor de sua vida - especialmente se trabalhar cc>m
mulheres. Evite a intimidade verbal com mulheres que não sejam a sua
esposa. Não dispa seu coração à outra mulher, nem lhe derrame seus proble
mas. Intimidade é uma grande necessidade na vida da maioria das pessoas - e
falar de assuntos pessoais, especialmente de seus problemas, pode preencher
a necessidade alheia por intimidade, despertando um desejo por mais. Mui
tos v'casos‘" começam exatamente assim.
Num nível prático, não as toque, não as trate com a afeição casual que
você dedica ao sexo frágil de sua família. Quantas tragédias começaram com
loques fraternais ou paternais, e depois com ombros compreensíveis. Você
pode até correr o risco de ser considerado “alheio” ou “frio” por algunias
mulheres.
Sempre que você jantar fora ou viajar com uma mulher, faça-o em três.
isto pode parecer deselegante, mas lhe proporcionará uma oportunidade de
explicar sua atitude racionalizante, que, mais comumente que nunca, vai
atrair sobre você respeito, em vez de crítica. Muitas sociedades comerciais
femininas vão até sentir-se melhor, ao fazer negócios com você.
Nunca flerte - mesmo por gracejo. Flertar é intrinsecamente lisonjear.
Você pode achar que está sendo agradável, mas normalmente despertará
desejos não correspondidos na outra pessoa.

Realidade
Seja verdadeiro quanto a sua sexualidade. Não sucumba à idéia infantil de
que você, um cristão cheiod o Espírito, “nunca faria tal coisa”.Reco rdo - fn e
bem de um homem que esbravejava estar além de tal pecado. Caiu, dentro de
nlguns meses! Encare a verdade - o rei Davi caiu, e você também pode cair!

Consciência Divina
Finalmente, existe a disciplina da consciência de Deus. Foi o quesusten
tou José através das tentações da mulher de Potifar. “Como, pois, cometeria
eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39.9) - e fugiu. “Foge,
outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com
os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).
O calor de nossa cultura nos oprime com suas obsessões e pornotopias.
Muitos homens murcharam na igreja. As estatísticas revelam tudo. Para não
fazer parte destas estatísticas, é preciso algum suor de disciplina. Somos
homens o bastante? Somos homens de Deus? Oro para que sejamos.
3
D isc ipl in a n o C asamento

ormalmente, tenho uma visão melhor dos casamentos cristãos, uma


rez que fico a um metro do alegre casal. Suas peles brilham com a
uminosidade âmbar das velas por trás de mim. Vejo tudo: os olhos
rasos d’água, as mãos trêmulas, o piscar sub-reptício, a sinceridade de suas
almas. Ouço as palavras ditas por seus pais diante deles: “No melhor e no
pior; na riqueza e na pobreza; na saúde e na doença...” Eles estão se subme-
I ei ido às maiores lógicas da vida, para a solidariedade da comunidade cristã, à
“diversidade” da própria vida.
Algumas vezes, no meu contentamento, permito que tudo se tolde por
um momento e imagino o supremo casamento em que Cristo nos tomará
<»finalmente para si, e então volto-me à parábola viva diante de mim. Como o
casal irá se sair com o passar dos anos? Prestará ela reverência a seu marido?
Amará ele sua bela noiva como Cristo amou a Igreja? Amá-la-á com um amor
santificante, que enleva? Amá-la-á como a si próprio? E oro para que seja desta
forma.
É assim na vida de Robertson McQuilkin, o amado ex- presidente do
üdumbia Bible College, e de sua esposa, Muriel, que sofre o avanço da
destruição causada pela doença de Alzheimer. Em março de 1990, o Dr.
McQuilkin pediu sua demissão através de uma carta, nestas palavras:

Minha querida esposa, Muriel, está sofrendo com uma debilitada saúde
mental há cerca de oito anos. Até o momento, tenho suportado tanto
suas crescentes necessidades quanto minhas responsabilidades na lide
rança da CBC. Porém, recentemente, Muriel demonstrou ficar mais
alegre, na maior parte do tempo que estou a seu lado, e não me afasto
dela quase nunca. Não é apenas “descontentamento”. Ela se enche de
medo - terror mesmo - de que tenha me perdido e sempre sai à minha
procura, quando me ausento. Então, ela se enche de raiva, quando não
consegue me achar. Isto deixa claro que ela precisa de mim todo o
tempo.
Talvez os ajudasse a entender minha atitude, se eu compartilhasse com
os senhores o mesmo que compartilhei quando me demiti de meu
serviço religioso. A decisão foi tomada, de certa forma, há 42 anos,
quando prometi cuidar de Muriel “na saúde e na doença... até que a
morte nos separe”. Portanto, como eu disse aos estudantes e à faculda
de, para um homem de palavra, integridade tem a ver com isto. O
mesmo tem a probidade.
sacrificialmente Ela se
por todos estes dedicou
anos; se eu acuidar
mim dela
completa e
nos próximos
quarenta anos, ainda assim não liquidaria meu débito. O dever, no
entanto, pode ser severo e estóico. Mas há mais; eu amo Muriel. Ela é o
prazer de minha vida -sua dependência infantil e a confiança em mim,
seu amor fervoroso, ocasionais momentos de lucidez que costumava
apreciar tanto, seu alegre e vigoroso poder de recuperação diante de
Tenhode cuidar dela, eu
sua contínua e lastimável frustração. preciso!É
uma honra cuidar de uma pessoa tão maravilhosa.

No mês seguinte, eu e Bárbara fizemos uma breve visita aos McQuilkin e


testemunhamos a maneira amável e gentil do Dr. McQuilkin para com sua
querida êsposa, que pouco entendia o que estava acontecendo. A lembrança
de nossa visita é uma beleza duradoura.
Um amor semelhante ao de Cristo não terá acontecido tão simplesmente!
Nasceu da resolução íntima de um jovem marido que havia determinado, 42
anos atrás, viver sob as diretrizes de Deus referentes a quão santo um homem

deve ser ao
com que amar
todo sua deve
cristão esposa - como
estar estabelecido
familiarizado, deveem Efésiose,5.acho,
entender São diretrizes
guardar
na memória, como eu fiz. Elas são a disciplina fundamental do casamento - as
bases para o suor matrimonial santo.
Para examinar a responsabilidade do homem santificado, devemos man
ter em nossa mente a grande verdade expressa em Efésios 5.31, onde Paulo
cita Gênesis 2.24, quando o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher,
“tomando- se os dois uma só carne”. Ele ainda acrescenta, no versículo 32:
“Grande é o mistério, mas me refiro a Cristo e à igreja”. Existe uma espantosa
unidade no casamento! A afirmação de que homem e mulher se tornam “uma
só carne” indica algo da profundidade psico-espiritual do casamento - uma
troca de almas.

tantoO quanto
casamento
duasideal resultapodem
pessoas em duas
ser!pessoas transforman
Cristãos casados do-
têmsem
o numa só,
esmo Se
nhor, a mesma família, osmesmosfilhos, o mesmo futuro e o mesmo destino
final - uma espantosa unidade. Um surpreendente compromisso aconteceu
1 1 0 momento em que eu vi meus filhos recém- nascidos e os peguei no colo.
São carne de minha carne. Estou próximo de meus filhos, interligado com
cies. Ainda assim, não sou carne com eles. Sou uma só carne com minha
esposa. Por isso acredito que antigos casais, possuindo aparências extraordi
nariamente diferentes, costumam parecer tão iguais - eles são “uma carne”.
I louve uma troca de almas - uma apropriação mútua da vida um do outro.
Isto é, na verdade, um mistério - que ilustra parcialmente a cada vez mais
profunda união de Cristo com a Igreja. E é por isto que o texto freqüentemente
usa uma linguagem descritiva ao se referir a Cristo e a maridos e à igreja e a
esposas ao mesmo tempo. Devemos manter a natureza misteriosa de nossa
união constantemente diante de nós se quisermos compreender a disciplina
que rege o amor matrimonial, quando ela se desdobra - a disciplina do amor
sacrificial, do amor santificante e do amor próprio.

AMOR SACRIFICIAL
A chamada inicial de Efésios 5 é um claro convite ao amor radical,
sacrificial: “Maridos, amai vossas mulheres como também Cristo amou a
igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (v. 25). Este apelo ao amor matrimo
nial era um aceno diante do compromisso doméstico (ou sua falta) de ho
mens da época - exatamente como hoje. Tomada seriamente, a forma nua das
palavras “ame suas esposas, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo
se entregou por ela” é um golpe que derruba! E, honestamente recebido,
desanima muitos homens cristãos... porque não atingem este objetivo.

A Morte
0 golpe fere porque é um apelo puro ao amor com aceitação do
sacrifício, mesmo de morte.Ao reconhecer isto, Mike Mason, autor do clássi
co The Mystery óf Marriage(“0 Mistério do Casamento”), diz intencional
mente que o amor conjugal é como a morte - ele pega a todos nós. Eu
concordo. Se você não entende do mesmo modo, não sabe o que é amor
conjugal. Ele exige tudo. Mason prossegue, comparando o amor conjugal a
um tubarão: “E quem não tenha sido amedrontado quase até a morte pelo
gavião, deslizando nas sombras negras do amor, imenso como um tubarão
interestelar, como uma montanha que flutua, através das águas mais profun
das de nosso ser, através de profundezas que nunca imaginamos ter?”(x)
Tal apelo pode, em princípio, ser assustador mas também é belo, porque um
homem que abraça o amor dessa forma, experimentará a graça da morte do ego.
O casamento é um apelo à morte, e um homem que não é capaz de morrer por
sua esposa não chega nem perto do amor para o qual foi chamado. Os votos de
um casamento cristão são o princípio de uma prática para a morte por toda a vida,

de dar não apenas o que você tem, mas tudo que você é.
Será um chamado para uma horripilante forca? Nada disto! Não é mais
horrível do que morrer em seu ego e seguir a Cristo. Na realidade, os que
morrem em amor por suas esposas são os que conhecem maior júbilo, que
têm a mais plena vida conjugal e sentem mais amor. O apelo de Cristo aos
maridos cristãos não é um chamamento a se transformarem em capachos,
mas para morrer. Como veremos, isto pode significar morte para nossos
direitos, para nosso tempo, para nossos prazeres concebidos por meio dos

sentidos - -uma
masculino morte
porque queum
chama libera totalmente.
homem Isto aé morte.
valente para algo verdadeiramente

O Sofrimento
Quando Cristo “entregou- se” por nós, Ele não morreu simplesmente, Ele
sofreu. E não apenas na cruz, mas foi um sofrimento proveniente da identifi
cação com sua noiva, a Igreja. Foi por essa razão que Saulo, que perseguia a
Igreja fanaticamente, subitamente ouviu o grito de Jesus-, “Saulo, por que me
persegues?” (At 9.4). Cristo sofre por sua noiva, e os maridos têm de sofrer
por suas esposas.
Ao amarrar sua vida à outra, você deve estar preparado para uma viagem
com grandes altos e baixos. Exatamente como quando você ama a Deus e
enfrenta dificuldades alheias a um coração não apaixonado, assim também
ocorre no casamento. Você irá compartilhar suas experiências de injustiças,
crueldades e decepções. Irá conviver com seu mau humor, insegurança e
desespero. Mas, é claro, também conhecerá um índice de contentamentos
que superam o casamento daquele que não ama. Passará por alguns vales
escuros, mas também se elevará às estrelas!

Intercessão
Ao anoitecer, Cristo entregou- se por nós, conta- nos João 17, Ele orou
sucessivamente por si mesmo, por seus doze discípulos e por todos nós que,
mais tarde, iríamos crer. Quando terminou de orar por sua futura noiva, Ele
foi para a cruz. Veio, então suamorte, ressurreição e entronização à mão
direita do Pai, onde faz constantemente intercessão por nós. Entendemos,
assim, que entregar-nos por nossas noivas significa intercessão.
Você tem orado por sua esposa com algo mais do que: “Abençoe Margareth
em tudo que ela faz”? Se você não o faz, estará pecando contra ela e contra
Deus. A maioria dos cristãos que alegam amar suas esposas não dão mais que
um aceno superficial às suas necessidades diante de Deus. E preciso que
tenham umalista dessas necessidades, reveladas ou não, a qual devem entre
gar a Deus apaixonadamente, por ela. Oração é obrigação conjugal de um
cristão!
A ordem gerada pelo apelo é: “Maridos, amem suas esposas, assim como
Cristo amou a igreja e se entregou por ela”. Somos divinamente chamados a
morrer por nossas noivas, assumir seussofrimentoscomo se fossem nossos e

interceder por elas.


O AMOR QUE SANTIFICA
O amor debaixo do senhorio de Cristo é uma relação santificante - ele nos
conduz à santidade. A maioria de nós, quando se casa, é como uma casa bem
mobiliada - e muitos dos móveis precisam ser jogados fora, a fim de que haja
espaço para outra pessoa. O casamento em amor verdadeiro revela e ajuda a
esvaziar os espaços cheios de egoísmo. À proporção que esses espaços vão
sendo liberados, acha-se mais lugares de egocentrismo, autonomia e vontade
própria - uma limpeza contínua da casa. O casamento certamente fez isto
comigo. Eu não fazia idéia de quão egocêntrico eu era, até casar-me. George
Gilder, em seu controvertido livroHomem e Casamento,argumenta que o
casamento é uma instituição que doma o inveterado barbarismo do ho
mem. (2) Com o passar dos anos, um bom casamento pode melhorar- nos -
quase além do perceptível. Existe realmente uma santificação mútua no
casamento.
Porém, a ênfase nas Escrituras é sobre a responsabilidade do amor de um
homem por sua esposa: “Para que a santificasse, tendo-a purificado por meio
da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa,
sem mácula, nem ruga nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito”
(w. 26,27). Isto é o que Cristo fará através de nosso casamento com Ele, de
modo que, à sua volta, a igreja lavada e regenerada seja apresentada a Ele em
absoluta perfeição. Este é o selo do romance dos tempos.
Enquanto isso, as divinas núpcias são uma parábola do que teria de ser o
efeito da exaltação da esposa por um marido que a ama. ele tem que ser um
homem da Palavra, que nutre uma mulher santificada, orando e se sacrifican
do por ela. Uma autêntica espiritualidade a conduzirá para a frente e para o
alto, em direção a imagem de Cristo. O homem que santifica sua esposa
compreende ser isto responsabilidade ordenada por Deus.
Você tem consciência de que buscar a santificação da esposa é responsa
bilidade sua? Mais ainda, honestamente, você a aceita? O casamento revelará
algo a respeito dela que você já conhece, em você- que ela é uma pecadora. O
casamento revela tudo: suas fraquezas, seus piores momentos de inconsciên
cia, as coisas que os outros nunca vêem, am ar sua esposa não é amá- la
como uma santa, mas como uma pecadora..“Se a amamos por ser santa,
não a amamos completamente”, (3) diz Mason. Você vê sua esposa da mesma
forma que se vê a si mesmo. Você reconhece essa mútua necessidade e busca,
na Palavra de Deus, viver de tal forma que ela seja estimulada pela sua vida - e,
assim, torne-se numa noiva cada vez mais bela para Cristo.
Isto traz à baila algumas questões. Estará minha esposa mais semelhante
a Cristo por ter-se casado comigo? Ou ela se assemelha a Cristo a despeito de
ter-se casado comigo? Terá ela alcançado sua semelhança por minha causa?
Tenho-a santificado ou a tenho impedido de evoluir? Ela tornou- se melhor
por estar casada comigo? É uma melhor amiga? Uma melhor mãe?
O chamado é claro: um amor que santifica.

AMOR POR SI MESMO


A mitologia grega conta a história de um belo jovem que não amava a
ninguém, até o dia em que se viu refletido na água e se apaixonou pelo
reflexo. Ficou de tal modo apaixonado que acabou definhando e morreu e
transformou- se numa flor que recebeu seu nome - Narciso. (4) Na verdade, o
amor narcisista por si mesmo não é louvável! Temos repulsão pelo narcisismo
e fazemos o possível para evitá- lo.
Porém, inacreditavelmente, em Efésios 5, somos chamados para um
sublime amor por nós mesmos: “Assim também os maridos devem amar as
suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si
mesmo se ama, porque ninguém jamais odiou a própria carne, antes a alimen
ta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos
membros de seu corpo” (w. 28-30). Este amor por nós mesmos com que
amamos nossas esposas baseia-se na unidade de “uma só carne”, de que já
falamos - a profunda troca de nossas almas no casamento que pode mesmo
fazer-nos iguais. É o amor que Lorenzo, de Shakespeare, celebra quandodiz a
Jessica
conjugalque ela será
é nossa colocada
constante “em minha alma constante”. Õ Nosso amor
alma!
Amar nossas esposas como a nossos próprios corpos é algo ex traordiná
rio, grandioso. Significa dar a ela a mesma importância, o mesmo valor, “a
mesma gravidade existencial que tomamos como certa em nós mesmos”. (6)
Ela se torna tão real quanto nós, para nós mesmos.Ela sou eu.
Como amar nossas esposas como a nossos próprios corpos? Como nos
preocuparmos com ela, da mesma forma que nos preocupamos conosco?
Para responder,
corporificação precisamos
física, Dr. RobertdeSeizer,
três corporificações. A Lprimeira
em seu livro,Mortal é euma
essons: Not s in
tbe Art of Surgery (“Lições Mortais: Observações na Arte da Cirurgia”), conta
sobre uma cirurgia para remover um tumor e da necessidade de romper um
nervo facial, o que deixou a boca da paciente permanentemente torcida, com
paralisia. Nas palavras do Dr. Seizer:

Seu jovem marido está na sala. Está de pé no lado oposto da cama e,


juntos, parecem- se bem à luz da lâmpada, isolados de mim, em
particular. Quem são eles, pergunto a mim mesmo, ele e esta boca
torta que criei, que se olham e se tocam tão carinhosamente, com
tanta avidez? A jovem fala: “Minha boca vai ficar assim para sempre?”
pergunta. “Sim, vai!” respondi. “É porque o nervo foi seccionado”.
Ela concorda com a cabeça e fica em silêncio. Mas o jovem sorri. “Eu
gosto,” diz ele. “Dá um ar atraente...” Distraído, ele se inclina para
beijar sua boca torta, e eu, tão próximo, posso ver como ele ajeita
seus próprios lábios para se acomodarem aos dela, para demonstrar
que seu beijo ainda funciona. (7)

É desta forma que devemos amar. O corpo da mulher é nosso corpo; seu

conforto,
cuidado. nosso conforto; seus adornos, nossos adornos; seu cuidado, nosso
A segunda forma de amar nossas esposas como a nossos próprios corpos
é pela corporificaçãoemocional. Muitos homens julgam as diferenças emoci
onais existentes entre homens e mulheres com um humor degradante. De
preciam a disposição feminina, como se o estoicismo masculino fosse superi
or. Reconhecem as diferenças, mas nada fazem para entendê-las. Nenhum
homem pode proclamar obediência a Deus, no que se refere a isto. É a

masculinidade
de feminina. Narasteira que aimagina
realidade, que compreender
compreensão da naturezaoscomplementar
outros é uma atitu
dada
por Deus ao homem e à mulher é a marca da plena maturidade do homem.
Então, é claro, deve haver uma corporificaçãosocial. Erma Bombeck
ironicamente sugere que alguns desses “buracos de areia” acham que suas
esposas passaram o dia arrastando brinquedos para a caixa de areia das
crianças, ou separando os pés de meia da gaveta.
E óbvio que as mulheres têm muitas obrigações: a casa, o escritório, a sala
de-sula. Recordo- me, no entanto, de uma corporificação útil que ex perimen
tei quando minha esposavisitou sua irmã em Connecticut, deixando-me com
as crianças para cuidar durante uma semana. Determinei as refeições, troquei
fraldas, cuidei de machucados, resolvi brigas, dei banhos, arrumei e limpei
tudo de novo. Eu começava a trabalhar antes de me levantar e continuava até
depois de deitar. A experiência marcou de tal forma a minha mente, que
inventei uma nova cozinha, traçada depois de lavar o carro. O piso se inclina
va para proporcionar uma grande drenagem no centro do piso. Uma man

gueira pendurada
tudo, após na parede,
cada refeição. Foiligada
uma àcorporificação
torneira, pronta
quepara
eu esguichar
não estavae ansioso
lavar
para repetir, mas minha mulher disse: “Foibom para você!”
Somos chamados para um amor próprio divinamente enfatizado-, amar
nossas esposas como a nosso próprio corpo, cuidar dela como Cristo cuida da
Igreja. Amar seu corpo como ao nosso requer uma corporificação tripla:
física, emocional e social. Temos de devotar energia, tempo e criatividade às
nossas esposas na mesma proporção que a nós mesmos. Somos levados a
dedicar nossas almas constantes. Inveja-se a mulher amada desta maneira.
Mais ainda, inveja-se o homem que ama desta maneira - porque ele é como
Cristo.
Efésios 5 apresenta- nos um desafio - o amor sacrificial (o amor é como a
morte), o amor santificante (o amor que eleva) e oamor por si mesmo (amar
a esposa tanto quanto se ama o próprio corpo). Se isto é um algum tipo de
apelo, estamos sendo chamados a um pouco de suor santo. Como disse
Walter Trobisch: “O casamento não é uma conquista que está terminada. É
um processo dinâmico entre duas pessoas, uma relação que está em perma
nente mudança, que cresce ou morre”. (®)
A exortação para amarmos nossas esposas como Cristo amou a Igreja
requer uma disciplina específica.

O COMPROMISSO
Temos de começar pela disciplina do compromisso. Com o passar dos
anos, cresce a solicitação de casais para que eu celebre suas cerimônias de
casamento. Costumo dizer- lhes que os votos exprimem um compromisso da
vontade de amar a despeito de como estão se sentindo. Explico-lhes que é
(olice pensar poder-se romper os votos por já não se “sentir” apaixonado.
Mostro- lhes que as escrituras nos chamam para “um vínculo de perfeição” (Cl
3.14) - e, apesar do conceito de que tal amor é hipócrita, jamais será hipocrisia
colocar-se na graça cristã. Digo-lhes que se houver, no fundo de suas mentes,
(>mais leve pensamento de que podem romper o casamento se o outro não
for exatamente o que espera dele, não celebrarei a cerimônia. A verdade é:
casamentos que dependem de estarem os noivos “apaixonados” se desfazem.
Aqueles que recordam os votos feitos na cerimônia de casamento são os que
resistem. Não há substituto parapacto mais compromisso.

FIDELIDADE
Quando um homem se compromete a amar sua esposa “assim como
(iristo amou a igreja e se entregou por ela”, ele será sempre fiel. Há uma coisa
com que a Igreja pode contar: a fidelidade do Noivo. Nisto a esposa cujo
marido a ama como Cristo também pode confiar, jeremy Taylor, o grande
pregador do século XVII, em seu sermão, The Marriage Ring or the
Mysteriousness óf Marriage (“A Aliança de Casamento ou os Mistérios do
(iasamento”), faz esta cobrança relativa à fidelidade:
Acima de tudo... deixe-o [o noivo] preservar, com relação a ela, uma
fé inviolável e uma castidade sem mácula, porque esta é uma aliança
de casamento que amarra dois corações por um laço eterno; é como
a espada flamejante do querubim firmada na guarda do paraíso...
Castidade
os segredosé de
a segurança do Sob
um templo. amoressa
e preserva tododepositada
tranca está o mistérioa como
segu
rança de famílias, a união de afeições, a reparação de brechas aci
dentais. (9)

Nossas esposas devem ser capazes de descansar em nossa fidelidade,


tê-la como um fato. Tudo a nosso respeito: nossos olhos, linguagem,
compromissos e paixão devem dizer a ela: “Sou e sempre serei fiel a
você”.

A COMUNICAÇÃO
A seguir, vem a disciplina da comunicação. Recentemente, uma popular
revista feminina fez a seguinte pergunta: “Se você pudesse mudar algo em seu
marido, o que mudaria?” (10) O esmagador consenso foi que elas gostariam
que seus maridos asouvissem.Eugene Peterson observa.-

O estereótipo é o marido enterrado no jornal da manhã durante o

café, preferindo
recente escândalolerem
o relato de umaeuropeu,
um governo agência de
os notícias sobre
resultados dosojogos
mais
de ontem e a opinião de alguns colunistas que ele nunca encontra
rá, em lugar de ouvir a voz de uma pessoa com quem acaba de
dividir o leito, serviu seu café com ovos - embora ouvir aquela voz
viva lhe traga uma promessa de amor e esperança, profundidade
emocional e uma exploração intelectual muito além do que ele
pode obter, do ponto de vista informativo, doThe New York Times,
The Wall Street Journale The Christian Science Monitor, todos
juntos. (n)

A disciplina da comunicação requer que você reserve um tempo regular


para conversar - e que realmente converse; que você se comunique além dos
fatos; que você comunique sentimentos; que você aprenda a conversar em
metáforas e a sorrir com frases que começam com “Eu gostaria...” Isto signifi
ca que você ouve. The Harvard Business Reviewrecomenda que 65 por
cento do tempo de um executivo seja gasto em ouvir. (12) Quanto mais os
maridos inteligentes!
A ASCENSÃO
Na seqüência, recomendo firmemente a disciplina da ascensão. Winston
Churchill participava de um banquete formal em Londres, no qual os dignitá
rios foram perguntados: “Se o senhor pudesse não ser quem é, quem gostaria
de ser?” Naturalmente, todos ficaram curiosos sobre o que Churchill, que
estava sentado ao lado de sua amada Clemmie iria responder. Afinal, não se
podia esperar que Churchill respondesse: “Júlio César” ou “Napoleão”. Quan
do finalmente chegou sua vez, o velho estadista levantou- se e deu sua respos
ta: “Se eu não pudesse ser quem sou, eu gostaria de ser...” - aí, fez uma pausa
para segurar a mão de sua esposa -"... o segundo marido de Lady Churchill”. (I:i)
O “velho garoto” marcou alguns pontos naquela noite. Mas ele também disse
isto por todos os que tinham um bom casamento.

Um compromisso para elevar sua esposa é de grande importância. Se é


sua concepção que a tarefa da mulher é menos importante, você está errado
e com sérios problemas. Cumprimentos pela amabilidade dela e por suas
provisões diárias deveriam ser um lugar- comum como o demonstrar- lhe
respeito por habituais cortesias.

A DEFERÊNCIA
A disciplina da deferência deve ser cuidadosamente praticada. Muitos
homens nunca se adiantam a um prazer planejado por suas esposas. Para
alguns homens, golfe é sinônimo do paraíso, mas a entrada de um shopping,
os portões do inferno de Dante, com a inscrição: “Abandone todas as suas
esperanças ao entrar aqui”. (14) Se você ama sua esposa, no entanto, certa
mente há momentos em que você renuncia ao verde celestial dos campos de
golfe porque valoriza os interesses dela e simplesmente a ama.

TEMPO/ROMANCE
Finalmente, devo mencionar a disciplina do tempo e do romance. Há
alguns anos, no Meio- oeste dos Estados Unidos, um fazendeiro e sua esposa
estavam na cama, durante uma tempestade, quando o olho de um tornado
subitamente levantou o telhado da casa e sugou a cama com eles ainda sobre
ela. A mulher começou a chorar, e o fazendeiro lembrou-lhe que não era hora
de chorar. Ela respondeu que estava tão feliz que não podia agüentar - era a
primeira vez que saíam juntos em vinte anos!
Em 1986, Psychology Today(“Psicologia de Hoje”) fez uma pesquisa
entre trezentos casais, perguntando o que os mantinha unidos. Um dos
fatores mais alegados para “continuarem juntos” foi o tempo em que passa
vam juntos. (15) Assegure-se de manter esta prioridade. Sua agenda revela o
que tem importância para você, então inclua a agenda dela na sua. Agende
momentos semanais para vocês dois que simplesmente não “aconteçam por
acaso”. Seja criativo. Faça programas! Surpreenda-a. Seja extravagante.
Qual foi a última vez que você abriu a porta para ela, que lhe disse: “Eu te
amo”, que a elogiou, que lhe escreveu bilhetes de amor, que lhe mandou- lhe
flores, que “fez um programa” com ela? Tem-lhe prestado atenção fora do
comum?

NãoMas
é que
queo se
amor
vai fira
aos meus dias,
poucos.
(Edna St Vincent Millay)

Muitas outras formas de “disciplinas” poderiam ser mencionadas, a maio


ria das quais está implícita no que dissemos - por exemplo, ternura, sensibili
dade, paciência -, mas a linha mestra persiste em trabalhar nelas. No fogo de
um novo amor, o casamento parece tão fácil quanto cair de um barco. Na
realidade, é tão fácil quanto permanecer no barco. Requer apenas uma aten
ção cuidadosa, desenvolvimento da habilidade e trabalho.
Você está trabalhando no segundo mais importante relacionamento de
sua vida? (Deus vem em primeiro lugar.) Tem suado ultimamente? Sem suor,
não há progresso. Sem dor, não há ganho.
Curvemo- nos à Palavra de Deus: “Portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.
Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (1 Co 16.13,14). Discipline- se
com o fim de se santificar.
D isopuna da P aternidade

y ^ecordo- me claramente do dia em que meu primeiro filho nasceu -10 de


» ^a g o s to de 1963 - uma noite de calor sufocante, no Sul da Califórnia.
X V Fazia tanto calor que levei minha mulher para um passeio na praia de
I luntington.
Tomamos a direção de voltapara casa, a encalorada e poluídaLos Angeles,
já no meio da tarde.

Após de
trabalho o jantar,
parto enquanto
começou. nos acomodávamos
E isto é tudo de queem
nosnossos finos lençóis,
lembramos do ardoro do
sol. Minha esposa estava ocupada com outro tipo de dor, e eu estava tão
nervoso que esqueci da minha. Aquela noite trouxe um dos maiores aconteci
mentos de nossas vidas. Deus nos dava nosso primogênito, uma bela meniní-
nha a quem demos o nome de Holly. Eu me lembro de tudo, até das cores da
parede do hospital. Parece que foi ontem.
Outro fato atravessou minha mente com a mesma intensidade. Em 23 de

julho de 1986,um
primogênito, num
belohospital
menino,deBrian
Illinois, meuEbebê
Emory. Holly
vi o seu paideu à luzlo ocom
segurá- seuo
mesmo enlevo.
Ambas as experiências foram profundamente sobrenaturais, porque eu
via a criação de Deus: sangue, terra, água, vento e fogo. Embora fosse apenas
uma marca no tempo, senti uma sagrada ligação entre o passado e o presente.
Também senti-me feliz em ver a bondade de Deus em mim e em minha
família.
Hoje, como avô de seis crianças, é natural que meu verdadeiro tesouro,
depois da minha conversão a Cristo,sejam os membros de minha famüia.
Admito a idéia de que, se houvesse um incêndio, voltaria para pegar as fotos,
o álbum de recortes, os cartões de aniversário e as notas. Sim, pelo amor que
sinto por eles.
Um dia, quando tudo passar e eu não puder mais ver, ouvir ou falar - na
realidade, quando eu já não puder mais saber seus nomes - os rostos dos
meus amados ficarão para sempre em minha alma.
Na meia-idade, vejo que estou tendo uma crescente satisfação por minha
família e seus descendentes. Todas as minhas crianças são cristãs com serie
dade e querem que suas vidas tenham um significado para Cristo. Posso dizer
isto com humildade, porque os pais normalmente levam maior parte da culpa
pelos problemas de seus filhos; e recebem os créditos quando eles se saem
bem. Reconheço que meus filhos são o que são pela graça de Deus e que,
tanto para mim quanto para eles, a estrada ainda não terminou.
Tenho um relacionamento mútuo e satisfatório com meus filhos. Eles são
independentes de mim, mas desejam minha companhia e conselho. Temos
um respeito mútuo. Eles me visitam e eu os visito, regularmente; e todos
passamos as férias juntos, quando podemos.
Compartilhei tudo isto com vocês porque, embora não seja um pai
perfeito, vivo aprendendo algumas coisas com a vida, que eu tenho de
experimentar. E penso que estas experiências, como lição, servirão para vocês
que já sabem o que é paternidade e, de certa forma - mesmo para aqueles que
estão começando - sentem- se envolvidos.
O simples fato da paternidade dotou- os de um terrível poder na vida de
seus filhos e filhas, porque eles têm uma paixão inata por vocês, dada por
Deus. Recentemente, lendo o livroThe Chief, A Memoir of,Fathers and Sons
(“O Chefe, Lembranças de Pais e Filhos”) , de LanceMorrow, deparei- me com
esta notável expressão:
De tempo em tempo, eu sentia atração por meu pai, de uma forma
bastante emotiva; algo ardente, quase uma paixão - uma coisa profunda
mente infantil, isto me deixou terrivelmente confusa, a ponto de jogar-
me em depressão. Para mim, era um mistério saber exatamente o que
eu queria de meu pai. Vi este sentimento em outras pessoas - e vejo-o
agora em meus próprios filhos, sua ansiedade por mim. Acho que
percebi isto uma vez ou duas nos sentimentos de meus pais, com
relação aos pais deles. Talvez seja um desejo de Telêmaco, que perma
nece na criança ainda sob proteção paterna. A pessoa, pelo que parece,
procura voltar, não para o ventre materno... mas para algo diferente,
para um apoio dos pais contra o mundo. Um menino quer a aura e as

armas
pouco de seu- épai.
triste um Etraço
umacomum,
profunda história,
bastante mas, algumas
masculino vezes, não
que também um
é muito viril. O que me surpreende é como um homem se aborrece, às
vezes, nas garras do que é, em essência, uma paixão correspondida. Q

Nossos filhos, naturalmente, nos amam! Talvez alguns de vocês já passa


ram por algo assim. Você terminou uma corrida e está sentado na varanda,
transpirando como um cavalo de corrida e cheiroso da mesma forma. E seu
filho, ou talvez o garoto do vizinho, senta-se a seu lado, inclina o nariz em sua
direção e diz: “Olha, seu aroma está bem agradável!” (querendo dizer exata
mente o contrário). Este é o primeiro sinal de ansiedade pelo pai. Os cora
ções de nossas filhas, com efeito, estão naturalmente inclinados para os
nossos com ansiedade semelhante.
Um fato terrível é quando amaldiçoamos nossos filhos, em vez de ajudá-
los, no momento em que surgem feridas, provocadas por sentimentos não
correspondidos, que nunca vão sarar (se não forem tratadas). Nossa socieda
de está inundada de filhas que têm pateticamente afeição por seus pais, e
estes nunca lhes dispensaram a devida atenção. Algumas dessas filhas se
encontram no ocaso da vida. Noutro extremo, estão miríades de filhos a
quem foi negada uma saudável relação com os pais do mesmo sexo, e que
agora passam o resto de suas vidas à procura de sua identidade sexual, através
da perversão e da imoralidade. Q
Na qualidade de pais, temos um poder extremo! E continuaremos tendo
este terrível poder até à morte, queiramos ou não. Por isso nossas atitudes
devem ser responsáveis, em relação a tal autoridade, diante das nossas famíli
as, de Deus e da igreja. Que terrível responsabilidade! Este é um verdadeiro
poder de vida e morte.
Por estas razões, vivemos um tempo de crise social. Muitos segmentos de
nossa sociedade estão privados de liderança masculina. Por outro lado, há
homens ativos que administram boa liderança no mercado, mas falham com
pletamente em casa. Somos homens e por isso temos valores! Se o
propósito de Deus não acontece nos filhos da igreja, então não acontecerá
com mais ninguém.
Existem poucos lugares em que o suor santificado apresentará maiores
dividendos do que na paternidade. Se você se dedicar a isto, será um bom pai.
Se suar, receberá bênçãos abundantes.
A Palavra de Deus nos ensina um exercício de paternidade, numa frase
pungente: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na
disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6.4). Este versículo é mais facil
mente lembrado como um “não- pode” ou “pode”. O “não- pode” é: “Pais, não
provoqueis vossos filhos”; o “pode” é: “mas criai-os na disciplina e na admoes
tação do Senhor”.

OS "NÃO-PODES" DA PATERNIDADE
filhosOsà “não- podes”
ir a ”, isto são que
é, para perfeitamente claros:
não comecem “Nãocom
a ferver provoqueis vossos
ressentimentos
e irritação. A New English Bible (“Nova Bíblia em Inglês”) capta a idéia
muito bem: “Vós, pais, mais uma vez, não devem aferroar seus filhos até
o ressentimento”. A retidão e a simplicidade deste “não- pode” convidam-
nos a algum raciocínio honesto,' a respeito de como fazemos nossos
filhos ferverem de exasperação.

O Criticismo
Quase em todos os segmentos o criticismo está presente. Todo ano
minha família decora a árvore de Natal. Eu, para ajudar, coloco um enfeite
verde e vermelho, de contas de vidro. Penso no garoto que me deu um
enfeite, quando eu era técnico de um time de futebol. Seu sarcástico pai era
capaz de correr de um lado para outro, atingindo-o com palavras duras e
humilhantes, como “sua mulherzinha”, etc. Foi o único pai a quem pedi que
ficasse quieto ou saísse do campo. Particularmente, gostaria de saber como se

saiu
de seuaquele rapaz,
pai, teve hoje,
boa comodehomem.
chance Mascom
ser alguém penso que, pelo comportamento
personalidade deturpada.
Winston Churchill teve um pai assim, o senhor Randolph Churchill.
Ele não gostava dos modos de Winston, da sua voz e de estar na mesma sala
com ele. Nunca o elogiou. Sempre estava a criticá- lo. Seus biógrafos resumem
as cartas do jovem Winston implorando a atenção de seus pais: “Eu preferia
ter sido treinado para ser um pedreiro... seria mais formidável... talvez conse
guisse conhecer meu pai,..”. (3)
Pais que criticam seus filhos normalmente criam um desagradável estí
mulo. A versão paralela a este “não- pode”, em Colossenses 3.21, ensina que
filhos amargurados com os resmungos e os escárnios (4) “ficam desanimados”
como um cavalo que foi domado; perdem completamente a motivação. Você
pode perceber que o cavalo, quando traquejado pelo domador, fica com
olhar triste e desfigurado. É a mesma postura de uma criança desanimada e
maltratada pelos pais.
O criticismo se apresenta de várias formas, além de palavras degradantes.
A princípio, alguns pais nunca elogiam seus filhos. Outros chegam a dizer:
“Meu elogio significará algo no momento em que o faço”. Só que nunca o
fazem.
Quando muito, surge um elogio fraco, desajeitado, como aquele feito a
um rapaz que acabou de marcar um gol no futebol: “Não foi mal. Na próxima
semana faça melhor”. Muitas vezes nem são as palavras, mas o tom de voz ou
o olhar desatento que dizem tudo. Por que os pais são críticos? Talvez esta
.seja a forma que seus pais os tratavam. Ou, então, são apenas pessoas críticas
que se mascaram de boa imagem em público, mas não conseguem desenvol
ver um bom relacionamento familiar. Para pais deste tipo, a Palavra de Deus
vem como uma flecha direto na mosca: “Não irriteis vossos filhos com exces-
s()de críticas”.

Rigor Excessivo
Alguns pais irritam seus filhos por serem excessivamente rigorosos e
controladores. Precisam lembrar-se de que educar é como empunhar uma
barra molhada com sabão: se segurá- la com força, foge; se pegá- la muito
levemente, escorrega. Segurando- a firme, mas com carinho, será mantida sob
controle.
Não podemos julgar a devastação do rigor excessivo na comunidade
(c|liie
isiãviveram
atravésvirtualmente
dos anos. Levei
seustempo,
setentaem meu aministério,
ou oitent sepultando
anos conservando pessoas
o legalismo
.izeilo daqueles que as educaram, barras perdidas que ninguém seria capaz de
segurar. Outros não eram tão trágicos. Acabaram por renunciar o legalismo
bíblica e teologicamente, mas lutavam, em termos emocionais, com as conse
qüências pelo resto da vida.
1’or que alguns pais são excessivamente rigorosos? Na verdade, investem
gmiescamente contra seus filhos porque estão longe de saber o mal que isso
lhes causará. Se soubessem, não o fariam. Ao contrário, outros tentam prote
ger seus filhos dos “filisteus” e da cultura que desenvolve a nosso redor
(regras sufocantes e inflexíveis capazes até de matar). Alguns outros estão
apenas controlando personalidades que se utilizam de regras, dinheiro, ami
zade ou remendos para regular a vida de seus filhos.
Ainda há outros que assimilam erroneamente sua fé abalizada em leis,
no lugar da graça. Deixam a escravidão do pecado, porém se tornam
escravos de religiões, regras e certos deveres religiosos abusivos. Do
mesmo modo, tentam reproduzir essa “coisa” nos filhos. Homens exces
sivamente rigorosos, não obstante, sempre estão preocupados com o que
os outros podem pensar. Por exemplo: “O que irão pensar se meu filho
for a este lugar... ou se usar este tipo de roupa... se for visto ouvindo esta
ou aquela música?”
Não são poucos os filhos de pregadores que foram lançados na rebelião
em virtude de seus pais os terem forçado a suportar certos padrões dentro
das expectativas de seus “paroquianos”. Que pecado terrível contra nossos
filhos!
Algumas vezes temos boas intenções na regência dos rigores à aplicação
das ordenanças. Falamos de santidade e obediência com determinada exati
dão. Via de regra, isso parece bom. O problema é quando nos tornamos
escravos da obediência.
Ao contrário deste padronismo religioso, devemos administrar nossa
paternidade com carinho e suavidade, a fim de que, gradualmente, os filhos
cresçam em segurança e maturidade. Como pais, devemos estar conscientes
e aprender a dizer “sim” ou “não” a muitas coisas. De igual modo, estejamos
sempre afinados para agir nas situações realmente importantes.
Temos de ser bíblicos com relação a nossos “nãos”, na proporção em que
nossos filhos crescem. Solidariamente ponderados, precisamos estar prontos
para discutir regras e princípios de maneira bíblica; sim, sábia e corretamente.
Por este prisma, é absolutamente importante aprendermos a confiar em
Deus; deixar que Ele atue na vida dos nossos filhos, reconhecendo que eles
devem aprender a tomar suas próprias decisões. Ponha isto na sua cabeça:
não irrite a seus filhos com um rigor excessivo. Pelo contrário, aprenda
admoestá- los com mansidão no amor do Senhor. Se assim o fizer, estará
construindo a boa auto-imagem de que eles precisam, e então, no futuro,
serão pessoas seguras e sociáveis.
A Irritabilidade
Todos nós sabemos o que é isto - quem nunca o fez?! 0 pai chega em
casa, após um corrido dia de tarefas e pressões. Pelo jeito da testa engelhada,
percebe-se um tamanho mau humor. Aí seu caçula de três anos corre para
ele, que está ocupado desabafando com a esposa sobre um punhado de
problemas. “Espere aí, Jimmy!”, diz ao garoto que não pára de puxar as calças
do pai. O homem resolve não ligar para Jimmy. O menino puxa de novo a sua
calça! O pai explode e dá- lhe uma palmada por ter sido teimoso. Só o Senhor
sabe quantas crianças “desanimam” porque seus pais estão sempre mal
humorados, em função de “um dia duro”.
A vida, às vezes, pode ser comparada como o chefe que resmunga com
um funcionário. O empregado, por sua vez, chega em casa e descarrega toda
aquela irritação nas crianças. Um menino, então, desapontado e zangado por
causa do pai, chuta o cachorro. O cachorro sai correndo para a rua e morde a
primeira pessoa que encontra. A pessoa é justamente o chefe.
Nós, pais, nunca devemos permitir que as pressões nos conduzam por
este ciclo infeliz. Os custos são muito altos! Como o chefe que foi a causa
inicial de todo o transtorno, no final sempre colhemos conseqüências desa
gradáveis.

Há quem diga que você trata seus colegas


corretamente.
Mas, quando vocêestá em casacom a mulher e osfilhos,
age como o diabo?
Zombam as crianças que o conhecem!

A Incongruência
Poucas coisas são capazes de irritar mais uma criança do que a incongru
ência. Pobre do cavalo cujo dono dá comandos confusos, metendo- lhe as
esporas na barriga e puxando as rédeas ao mesmo tempo. Pobre criança, mais
ainda, para quem as regras mudam porque o pai é caprichoso, e que se irrita
com as ordens conflitantes recebidas.
Pode ser que os senhores, na qualidade de pais, ousem desculpar-se
dizendo: “Eu ando tão ocupado... memória não é meu forte... sou apenas uma
Nunca
pessoa expontânea!” Mas seus filhos não irão entender. Seja coerente!
faça a seu filho uma promessa que não possa cumprir! Alguma promessa não
cumprida veio a sua mente? O andar a cavalo que nunca acontece? Passeios à
sorveteria ou ao parque?Você pode se esquecer, mas saiba que tem um
menino ou uma menina que vai se lembrar disto daqui a oito anos.

O Favoritismo
Um dos pecados mais irritantes e amaldiçoados, que um pai pode come
ter contra seu filho, é o favoritismo. Digo isto a despeito de ser o último a
sugerir que você deva tratar todos os seus filhos da mesma maneira. Alguns
filhos precisam de mais disciplina, outros de mais independência. Uns de
mais estrutura, enquanto há aqueles que precisam de menos. Há os que
precisam ser mais contidos e, outros, precisam de mais estímulo. Portanto, de
uma vez por todas, nenhum filho deve ser mais favorecido que o outro.
Favoritismo foi o pecado desditoso de Isaque, que favoreceu mais a Esaú
que a Jacó. Ironicamente, também foi o pecado desditoso de Jacó, que
favoreceu mais ajosé que a seus irmãos. Para cada favorecimento, há um filho
rejeitado! Que coisa esmagadora! Nada mais desmotivador do que você saber
que é menos favorecido ou amado. O sentimento de rejeição e inferioridade
logo se manifesta. Aí a revolta lhe sobe à cabeça e logo vem a vontade de fazer
loucuras. Foi o caso de Jacó e, mais tarde, o dos irmãos de José, seus filhos.
Pais, o grande “não- pode” da paternidade é: “Não irritem seus filhos”. A
vida vai nos ensinar em que resultam estes “não- podes”.
•Não seja crítico.
•Não tenha rigor excessivo.
•Não seja irritado.
•Não seja incongruente.
•Não demonstre favoritismo.
Deus criou nossos filhos com seus corações inclinados para nós. Eles nos
amam por natureza. Claro, somos seus pais! Porém, nosso poder aterrador
poderá transtorná- los! Muitos filhos odeiam a seus pais simplesmente por
viver sob abuso dessepoder. Para que isso não aconteça, temos de tomar a
Palavra de Deus no coração a fim de que sejamos quebrantados. O Senhor,
com sua graça, pode renovar nossa natureza paterna.
OS "PODES" DA PATERNIDADE
Os compreensíveis “não- podes” são seguidos pelos “podes” explícitos. É
necessário que tenhamos disciplina e admoestação do Senhor para nossas
crianças, com base em três “podes”:ternura, disciplina e instrução.

Ternura
0 termo criai- os significa “nutrir” ou “alimentar”, conforme Efésios 5.29,
onde a palavra grega tem o mesmo sentido, descrevendo um homem que
alimenta e cuida de seu próprio corpo. Calvino traduz “criai-os” como “que
sejam gentilmente cuidados”, e prossegue enfatizando que a idéia geral é falar
com nossos filhos com carinho e amizade. Q
Quando era adolescente, meu melhor amigo tinha um pai que era um
tipo de homem robusto. Havia passado 32 anos na guarda costeira, como
oficial não- comissionado, uma espécie de auxiliar de contra- mestre. Era um
homem grande, forte e, quando jovem, tinha se confrontado com Joe Louis.
Oficiais o cumprimentavam, gentilmente, quando caminhava pela rua. Ele
podia ser rude e forte, mas, sabe como tratava seu filho de 120 quilos?
“querido David”. A mim, que não era seu filho, tratava de “querido Kent”. E eu
ficava contente. Na realidade, isto fazia com que me sentisse ótimo. Ele jamais
se prendia a idéias como: “Homens de verdade não demonstram afeição”. Na
realidade, eleera
americanos, ainda
“umbeija
homemseu de
filho mesmo Para
homem”. depois
osde crescido. Como
americanos, dizem os
esta expressão
se refere a um homem condescendente.
Temos de ser ternos. Não há homens mais varonis do que aqueles que
demonstram ternura por seus filhos. Seja segurando uma criança no colo,
estimulando seu curso primário, abraçando um adolescente ou, ainda, um
jovem adulto, o importante é ser agradável e empático. Nunca seja o contrá
rio. Ou então perderá a capacidade de conquistar confiança e amizade de

seus filhos.
Aqui, uma declaração do filósofo cristão Elton T rueblood vai direto ao
ponto, levando o princípio mais adiante. “Uma criança”, ele diz,

também fica feliz em saber que seu pai e sua mãe se amam, pois é parte
do relacionamento com ela. É responsabilidade do pai, fazer com que o
filho profundamente afeiçoado à mãe sinta-se correspondido. Não há
boa razão para que toda a evidência de afeição seja escondida ou levada
em segredo. Uma criança que cresce com a noção de que seus pais se
amam tem uma fantástica base de estabilidade. (6)

Ternura, tanto verbal como física,nascenaturalmente na pessoa do pai


que medita na Palavra de Deus. Na verdade, quando a estudamos e a
vivenciamos, nossas emoções e mentes ficam amadurecidas e inteligentes. A
aparência reproduz um carisma bem mais agradável.

Disciplina
Algumas pessoas confundem disciplina com treinamento. Embora os
dois termos se assemelhem no srcinal grego, a Bíblia dá- lhes conotações
distintas. Treinamento é uma palavra dura que significa “agir com punição”.
Pilatos usou a mesma palavra quando disse aJesus: “Portanto, após castigá- lo,
soltá- lo- ei” (Lc 23-16). Assim, treinamento se refere a disciplina física. Mas isto
encerra tudo que é necessário para ajudar e ensinar “a criança no caminho em
que deve andar” (Pv 22.6). Treinamento é um termo militar e seu forte é
punição física, açoites. Certamente não é esta a mensagem bíblica. Deus, que
é amoroso e sincero nas suas promessas, não age assim. Ele é sábio e prima
por sua sabedoria; se agisse contra as pessoas com rigores militares, não 0
seria.
Quando a Bíblia se refere adisciplina, está falando de algo benéfico e não
maléfico. A idéia real é, no grego, ensinar, instruir e educar. Deus não maltra
ta, mas ensina. Não açoita, mas instrui. Em vez de acusar, educa. Os lexicólogos
nos ajudam a pensar melhor: “Disciplina é qualquer ramo de conhecimento
nas áreas científica, artística, histórica etc.; ensino, instrução e educação”.
A tragédia é que a maioria dos homens deixa esta tarefa para a mãe de
seus filhos. Isto não é justo para as mulheres. Por outro prisma, rouba da
criança a segurança e a auto-estima que surge ao ser disciplinada pelo pai.Q
Você deixa a disciplina de seus filhos e filhas para suas esposas? Caso
positivo, isto é uma triste lacuna na responsabilidade doméstica. Você não
está agindo em conformidade com a Palavra de Deus!

Instrução
Por fim temos a “instrução” instrução
- verbal, admoestação verbal. A
palavra “instrução” literalmente significa “colocar diante da mente”. Geral
mente isto significa “confrontar”, e assim é relacionado com
0 tópico anterior,
disciplina. Este era o ponto onde o sumo sacerdote Eli era um fracasso
doméstico: na criação de seus filhos. 1 Samuel 3-11-13 nos diz:

Disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma cousa em Israel, a qual

todo
contrao Eli
quetudo
a ouvir lhe tinirão
quanto ambos com
tenho falado os ouvidos.
respeitoNaquele dia suscitarei
à sua casa: começarei
e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre,
pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram
execráveis, e ele os não repreendeu.

A palavra grega para “repreender”, na Septuaginta, tem a mesma raiz de


enfrentar seus filhos. Ele falhou em
“instrução” em Efésios 6.4. Eli falhou em
instruí- los a respeito do pecado. E, por este motivo, foram destruídos.
Claro, instrução sem rodeios é necessária para uma educação correta. Se
pretendemos ter posse, de acordo com nossas responsabilidades, teremos
que ser:
•Envolvidos com a instrução verbal de nossos filhos.
•Conduzi- los regularmente nas devoções familiares e nas orações.
•Acompanhar e ser responsável juntamente com nossas esposas, com o
cjue penetra suas mentes impressionáveis.
•Assumir responsabilidade na ajuda para assegurar que a igreja é uma
experiência significativa.
•Acima de tudo, devemos ter certeza de que os livros abertos de nossas
vidas - nossos exemplos - demonstram a realidade da instrução capaz. Pois, ao
observar-nos, eles aprenderão muito mais.
No fim da vida, Evangeline Booth, com a idade de oitenta e um anos,
então general do Exército da Salvação, foi interrogada a respeito de quando
cia, pela
deu. “Eu primeira
vi meus vez,
pais quis fazer parte
[fundadores da organização.
do Exército “Muitotrabalhando
da Salvação] cedo”, respon
por
sua gente e carregando seus fardos. Dia e noite. Eles não precisaram dizer-me
uma palavra sequer a respeito do cristianismo”, f)
Os “podes” da paternidade -ternura, disciplina e instrução - juntos
requerem uma grande coisa, como um certo médico ocupado veio a enten
der. Ele comparecia a banquetes, pagava as gorjetas e dava conselhos, na
maioria das vezes, sem realmente ouvir os problemas de sua família. Uma
tarde, quando estava preparando um artigo para um respeitável jornal de
medicina, seu filhinho engatinhou pelo santuário do estúdio de seu pai. “Pai”,
chamou. Sem falar, o médico abriu a gaveta de sua escrivaninha e tirou uma
caixa de doce para o menino.
Alguns momentos mais tarde, o menino entrou de novo: “Pai”, e o pai
distraído deu- lhe um lápis. “Pai”, insistiu. O médico respondeu com um
grunhido, fazendo entender que ele sabia que o menino estava ali, mas não
queria ser incomodado. “Pai!”, chamou o menino de novo.
Aborrecido, o ocupado médico virou- se em sua cadeira e disse: “O que é
tão importante para que você insista em interromper? Não dá para ver que
estou ocupado? Eu já te dei doce e um lápis. Agora, o que você quer?”
“Pai, eu quero ficar com você!”
Os “podes” da paternidade não precisam ser vividos por procuração.
Você tem que participar, colocando seus pequeninos na cama e orando com
eles. De igual modo, tem de estar com eles em peças teatrais, discursos,
recitais e eventos esportivos. Você precisa tomar a liderança no planejamento
das férias, para celebrar e consolidar a solidariedade da família.
Agora, no meio de minha vida, algumas vezes penso, com saudade:
“Aonde foi o tempo entre as duas indeléveis lembranças, entre o nascimento
de minha filha e o de meu filho?” Para ser honesto, houve anos que foram
longos e difíceis. Eu pensava que jamais sobreviveria a uma boa parte do
estresse. Mas, quando estes grandes eventos são relembrados em todas as
suas cores, parece não haver nenhum tempo entre eles. Por isso, sempre que
tenho uma oportunidade de segurar um bebê no colo, estimulo os pais a
saborearem todos os momentos e a não se apressarem na experiência. A
criança terá crescido e partido sem que vejam o tempo passar. O reconheci
mento de que temos um breve período para ver nossos filhos crescerem
deveria dar-nos uma enorme motivação para fazermos o máximo por eles. E,
também, seguir o conselho das Escrituras a respeito da vibração da paternida
de, em sua grande importância para nós.
O tempo é a crisálida da eternidade - não há outro tempo a não ser o
presente. Eu sei que todos nós passamos por períodos na vida, em que temos
pouco tempo para nossas famílias. Por certo, faz parte do ritmo natural da
vida. Mas o excesso de “atividade” não deve ser a escolha predominante,
como normalmente acontece! Devemos estar cientes de como estabelecer
nossos compromissos, dizendo “sim” a coisas significativas e “não” para
nossas famílias.Agora está na hora de ganhar tempo. Não é viável deixar para
depois o que tem de ser feito agora! Você fará isto? Será que eu farei?
É importante avaliarmos nossa paternidade. O que o coração responde,
quando você lê as perguntas abaixo?
•Você é fraco ou forte?
•É impaciente e irritado, ou tem bom autocontrole ao lidar com seus
filhos?
•É consistente em suas expectativas?
•Sempre cumpriu as suas promessas?
•Você demonstra favoritismo?
•Demonstra ternura, tanto para com seus filhos, quanto com suas filhas?
•Participa da disciplina?
•Tem dedicado tempo a seus filhos e à sua família, individualmente?
Que poder assustador nós temos! Nossos filhos querem a “aura e o
armamento” de seus pais. Os corações de nossos filhos inclinam- se para nós!
Ií nosso Senhor quer que nossos corações estejam inclinados para eles.
Ouvimos esta verdade memoravelmente afirmada pelo anjo Gabriel, quando
anunciou que parte da missão de João Batista em preparar um povo para o
Senhor: “Para converter os corações dos pais aos filhos” (Lc 1.17). Agora que
Cristo veio, este é um resultado perpétuo de sua obra de salvação. Quando
um homem dá verdadeiramente o coração a Deus, ele se inclina aos filhos.
Submetam-se a Cristo. Permitam que Ele encline seu coração a seus
lilhos. Peçam ao Espírito Santo o poder para praticar a disciplina da paternida
de. Esforçem- se pelas almas de seus filhos.
D isopuna da A mizade

j r y ouv e um interessante desenvolvimento na arquitetura. Já vão longe os


Ê—Ê dias em que as casas tinham varandas, com fácil acesso à porta da
JL JL frente, permitindo que as pessoas rapidamente entrassem em contato
com a vizinhança.
Nos anos 90 tínhamos uma arquitetura que falava mais diretamente aos
nossos valores atuais. A parte mais proeminente de uma casa parece ser os

dois ou trêseclosets
clarabóias carros maiores
na garagem. Noos
do que interior,
quartosestão espaçosos
em que banheiros
eu me criei. com
A arquite
tura moderna usa pequenas salas de estar e jantar, e também pequenas
cozinhas, porque o entretenimento já não é a prioridade. As casas de hoje
ostentam pequenos quintais e cercas que crescem a cada dia .
O antigo adágio: “A casa do homem é seu castelo” está se tornando
verdade atualmente. Ofosso de seu castelo é o gramado da frente. A ponte
levadiça, a entrada da garagem, a porta automática da garagem, por onde ele

passa com sua


um adágio heráldica
agora eletrônica,
é realidade. sãojáprovas
Estando de quedaaquilo
no interior casa, que era apenas
ele retira sua
armadura, cuida da sua segurança e da lareira. Ao romper do dia, quando
assume o armamento de executivo e, com a pasta na mão, monta no seu
Bronco ou um Mustang - aperta o botão e galopa
<avalo de batalha - talvez um
para as guerras.
As casas de hoje refletem nossos valores modernos de individualidade,
isolamento e privacidade.
fixisíe «»2« Grato
jVo ar, por trás de mim
que ninguém irá tocar
Um retiro, um silêncio
(')
Fechando-se ao redor, um desabrochar edfogo.
Já não é comum conhecermos as famílias que vivem ao redor de nossa
casa! A média da família americana é mudar-se quatro vezes, mesmo que o
emprego não o exija. As pessoas se mudam de casa à procura de um ilusório
“alguma coisa”. Temos falta de raízes e comunidade - só nos resta dizer que as
amizades, especialmente as profundas, estão passando por momentos difí
ceis.
Isto é particularmente verdadeiro para os homens. Alan Loy, autor do
best-seller The Friendship Factor(“O Fator Amizade”), mostra que os princi
pais psicólogos e terapeutas da América estimam que apenas dez por cento
de todos os homens têm verdadeiros amigos. 0 A pesquisa de dez anos atrás,
feita por Michael McGill, publicada em 1985, entre cinco mil homens e
mulheres corrobora isto. Ele reíata:

Dizer que os homens não têm amigos íntimos, à primeira vista, parece
muito severo... Mas os dados indicam que não está muito longe da

verdade.
aproximamMesmo os amigos mais
da profundidade daíntimos
relação(que
quesão poucos)
uma raramente
mulher tem comse
outras mulheres... Os homensnão valorizam as amizades. (3)

Todos nós sabemos que os homens, por natureza, não são tão relaciona
dos como as mulheres. As amizades dos homens centraliza
m- se tipicamente a
partir de suas atividades, enquanto as das mulheres giram em torno dos
poblemas comuns. Os homens não revelam seus sentimentos ou fraquezas
tão facilmente quanto as mulheres. Eles se conduzem na esfera da competi
ção e vêem as amizades como feitas no caminho dos relacionamentos. Além
do mais, os homens temem a suspeita de um comportamento fora dos
padrões, se tiverem uma amizade próxima muito óbvia com outro homem. E,
é claro, existem os que sofrem da ilusão de John Wayne, pela qual “um
homem de verdade não precisa de ninguém”.
Tragicamente, aqueles que pensam deste modo, privam-se a si mesmos,
a suas esposas, a seus filhos e à igreja porque jamais serão tudo que Deus
deseja que sejam.
Tal modo de pensar ignora a sabedoria, tanto das Escrituras quanto da
vida. Logo depois da criação de Adão, Deus disse: “Não é bom que o homem
esteja só” (Gn 2.18). Embora isto se relacione diretamente com a criação de
Kva, também é uma declaração ontológica a respeito da natureza do homem,

que é (querseeledesenvolvem
significância admita ou em
não) um ser de relações. Seu crescimento e
relacionamentos.
Cristo é nosso exemplo. Seu ministério desenvolveu- se a partir da pro
funda amizade com os doze apóstolos, a quem repetidamente chamou de
“amigos” (Jo 15.13-15). E ainda havia o círculo íntimo de três, com quem Ele
lormava uma amizade mais profunda e a quem revelou seu coração.
Ser cristão é um relacionamento com o Deus triúno através de Cristo e
com seu corpo, a Igreja. Deus torna-se nosso Pai; nós nos tornamos irmãos e

irmãs.como
nos, Relacionamento
é costume de é advertência
alguns” (Hbbíblica:
10.25).“Não
Estedeixemos de congregar-
é um chamado à união e
;imizades com outras pessoas. Amizade não é uma opção, é necessidade.
Se você é casado, sua esposa deve ser sua amiga maisíntima. Todavia,
dizer que “minha mulher é minha melhor amiga” pode ser um erro. Você
lambém precisa de amigos cristãos que tenham uma compreensão do mes
mo sexo, a respeito das intrincadas coisas de seu coração. Tais pessoas devem
11 lanter bons diálogos e orar por você. Isso poderá ajudá- lo a ser mais respon
sável nos seus compromissos, quando necessário.

UMA GRANDE AMIZADE


Se algum dia houve um homem condescendente,este foi Jônatas. E se
existiu um homem que sentia a necessidade de um amigo, este era Jônatas. O
domínio dos filisteus sobre Israel, naqueles dias, era tão absoluto que não
permitiam nenhum ferreiro na terra, por medo que fabricassem espadas e
lanças para os israelitas. Na realidade, só havia duas espadas em toda a nação:
,i do rei Saul e a de seu filho Jônatas.
Toda a nação de Israel estava vivendo um terror negro de depressão e
desespero, mas Jônatas não. Ele via as coisas de outra maneira. Cria que, se
Deus quisesse, Israel seria salvo, mesmo com poucos homens. Enquanto
<nitros baixavam a cabeça, ele levantava os olhos e via o Deus grandioso e
glorioso que poderia libertá- lo a qualquer momento.
Armado de convicção e espada, Jônatas e seu escudeiro atacaram
m i/.inhos uma guarnição de filisteus. Suas palavras de ataque dizem tudo:
“Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura o Senhor nos
ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com
muitos ou com poucos” (1 Sm 14.6).
Seguro de que Deus iria entregá- los em sua mão, Jônatas lançou um
terrível ataque, sozinho. Foi um mano a mano, mão contra mão, homem
contra homem. O sangue correu sobre o chão e ossos brilhavam ao sol,
enquanto Jônatas espatifava e golpeava atacante após atacante, até que vinte
filisteus estenderam- se em meia jeira de terra.Jônatas era um valentehomem
coberto de sangue!
A heróica força de Jônatas criou grande espanto entre seu povo e uma
rebelião se seguiu (e alguns bons dias para Israel). Mas com o subseqüente
pecado e rejeição de Saul, Israel caiu em dias mais negros que antes (caps. 15
17). Jônatas ficou só como nunca. Atéseu grande coração foi afetado, pois ele
tremeu diante de Golias. “Não havia ninguém com uma mente semelhante”,
ele pensava. Até que conheceu Davi. Ele não podia acreditar no que estava
acontecendo, quando ouviu Davi chamar o gigante:

Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu,
porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos
exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo o Senhor te
entregará na minha mão; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça, e os cadáveres
do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas da
terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta
multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança, porque
do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos (17.45-47).

Então Davi correu a toda velocidade de encontro a Golias e feriu o filisteu


na testa! Sujo de sangue, Davi pôs-se de pé, segurando a grande cabeça
ensangüentada, falando calmamente com Saul, pai deJônatas. Por fim,Jônatas
encontrou alguém cujo coração se afinava com o seuum - amigo.
O que se seguiu foi o florescer de uma profunda amizade masculina, uma
das mais celebradas amizades em toda a literatura. Como tal, ela proporciona
va elementos de sabedoria, para uma amizade totalmente genuína.

A Reciprocidade de uma Amizade


O elemento inicial da grande amizade entre Davi e Jônatas era a recipro
cidade de almas. Como a descrição relata tão claramente: “Sucedeu que,
acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi”
(18.1). Literalmente, “Jônatas e Davi passaram a ser um só espírito”. (4)
Jônatas observou que Davi via a vida na mesma perspectiva (Deus é soberano
e faz o que acha certo, e toda a vida deve ser vivida para Ele). Quando ele viu
isto, sua alma, instintivamente, uniu- se à de Davi. Aqui estava um homem cujo
coração batia com o dele!
Isto é o que acontece com amizades profundas. Não é que os amigos
pensem igual em todas as coisas. Muitas vezes estão de lados opostos. Mas
compartilham da mesma visão do mundo e da vida. E é por isto que uma
amizade cristã excede qualquer coisa que exista entre dois não-crentes. Por
que tal amizade é fundada numa mutualidade sobrenatural da alma. O Espíri
to Santo faz com que suas almas clamem em coro:
•Vocês reconhecem a mesma autoridade
•Conhecem o mesmo Deus
•Seguem na mesma direção
•Têm as mesmas ansiedades
•Sonham os mesmos sonhos
•Aspiram ter as mesmas experiências de santidade e louvor.
A alma de Jônatas ligou- se à de Davi. Você sabe que quando isto acontece
é maravilhoso.

Amor na Amizade
Reciprocidade de alma é seguida por amor, como indica a frase seguinte:
“E Jônatas o [Davi] amou, como à sua própria alma” (v. 1). Esta é uma
declaração intrigante, dado seu imediatismo. Este amor não se desenvolveu

cm
1)avium mês ou mesmo
encontrou emnecessidade
profunda um dia, masna
dede
imediato!
Jônatas.É“Finalmente
que a vibrante almaque
alguém de
vive como eu!” Ele realmente o amou como a si mesmo e, ao fazê-lo, estava
amando seu vizinho como a si mesmo. E, desta forma, estava cumprindo a Lei
de Deus.
Por ser honesto, este amor pagaria grandes dividendos. Amor altruísta
icm um irresistível poder de atração. Davi seria atraído pelo mesmo amor,
como veremos.
O Compromisso da Amizade
A surpreendente reciprocidade da alma de Jônatas e o imediatismo de
seu amor foi acompanhado por um profundo comprometimento. “Jônatas e
Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
Despojou- se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a
armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto” (w. 3,4).
Que sublime cena espiritual: simbolismo de uma alma nobre! Jônatas, o
filho do rei, permanece humildemente desprovido de suas armas, enquanto o
jovem pastor veste a túnica e os armamentos do príncipe. A atitude de Jônatas
foi uma atitude dehonra, igualdade e invulnerabilidade. Usar a túnica de
um rei era uma honra imensa, conforme comprovado pelo pedido fatal de
Hamã, para usar a túnica do rei da Pérsia e desfilar pelas ruas (Et 6.6-9). O
despojamento simbólico anulou formalmente a condição de pastor do jovem
Davi e o colocou lado a lado como seu igual. Para ele, se despir da túnica era
uma exibição consciente de vulnerabilidade, um risco real. O gesto
shakespeareano significava: “Minha vida por sua vida” - e ele queria referir-se
a cada alma.
Nós podemos imaginar: será possível tal amizade realmente, fora das
páginas sagradas das Escrituras? Afinal de contas, estes homens eram gigantes
espirituais. Mas considere o que aconteceu, quando uma Anne Sullivan, aos
vinte anos, chegou em Tuscumbia, Alabama, para ser tutora da cega e surda
Helen Keller de sete anos de idade, que só conseguia grunhir, com sons
semelhantes a animais e que freqüentemente tinha ataques destruidores.
Durante semanas, Anne Sullivan tentou penetrar a consciência da menina, até
o famoso abril de 1887. Um dia em que Helen Keller descreveu sessenta anos
mais tarde. Enquanto a menina segurava uma caneca debaixo da torneira,
Anne a enchia, usando sua outra mão para soletrar á-g-u-a. E Helen subita
mente entendeu! Mais tarde ela disse, “Pouco a pouco, a comunicação fluía

de mão para mão, e, milagrosamente, nasceu o afeto”. (5)


Anne Sullivan dedicou quase toda sua vida a Helen Keller. Aos dez, Helen
estava escrevendo para pessoas famosas na Europa, em francês. Ela dominava
cinco idiomas e exibia maiores dons que sua mestra. Anne Sullivan ainda se
devotava a Helen, sentando-se ao lado de sua famosa aluna em Radcliffe,
passando- lhe a leitura através de suas mãos. A dedicação de Anne Sullivan
nunca mudou. Ela se alegrava por ser a melhor amiga e incentivadora de
Helen, para torná- la uma rainha.
0 mais profundo das amizades tem, em comum, o desejo de que a outra
pessoa atinja a realeza. Elas trabalham pela alegria, conquista e elevação das
outras pessoas. Não são armadilhas, nem o desejo de controlar ou manipular,
nem ciúme ou exclusividade; simplesmente um desejo pelo bem da outra
pessoa. Dostoyevski
Deus pretendia que captou esta idéia ao escrever: “Amar alguém é vê-la como
ela fosse”.
Você tem a grande ventura de ter um amigo tão profundo? Seremos, nós,
fazedores de reis? Um homemcondescendenteé algo bem mais que um
amigo. Pode haver amigo não condescendente, mas não há homem condes
cendente sem que seja um grande amigo.

A Lealdade da Amizade
Jônatas manteve uma ardente lealdade a Davi, quando seu amigo cres
ceu. Isto é notável, porque após o primeiro resplendor do dramático compro
misso, ele foi lembrado por seu pai (sem dúvida mais de uma vez!). “Pois
enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra nem tu estarás seguro, nem
seguro o teu reino” (20.31). Mesmo quando Saul caluniou Davi, lemos que
“Jônatas falou bem de Davi” (19.4), e, em certa ocasião, até persuadiu seu pai
a fazer um juramento de que não causaria nenhum mal a Davi (juramento que
Saul não manteve).

des,Aàslealdade é indispensável
vezes prósperas, para
diluíram- se apor
existência da amizade.
uma conversa deslealQuantas
? Pascal amiza
aborda
o assunto com ênfase: “Eu registro isto como um fato, que se todos os
homens soubessem o que dizem um do outro, não haveria quatro amigos no
mundo”. Você nunca terá uma profunda amizade, a menos que haja uma
lealdade e confiança recíprocas.

0 Estímulo da A mizad e
Por Os constantes
exemplo, quandoarroubos
libertoudea Saul produziam
cidade de Queilaalgumas quedas
das mãos para Davi.
dos filisteus, ele
(iiiviu dizer que os cidadãos planejavam devolvê- la a Saul. Então, ele fugiu
para Horesa, no deserto, abatido e terrivelmente desanimado. Mas Jônatas
veio à sua procura: “Então se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi a
1 loresa e lhe fortaleceu a confiança em Deus” (23.16). Que amigo! “Em todo
lempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). O estímulo de
Jônatas foi mais que um “Tudo vai sair bem”. Literalmente, o versículo acima
diz-, “Fortaleceu sua mão em Deus”. Jônatas reergueu Davi à grande perspec
tiva que o havia erguido, quando era um jovem pastor de ovelhas. Isto,
indubitavelmente, envolveu instrução, oração e um respeito recíproco.
O apóstolo Paulo sentiu um conforto semelhante de seu amigo Tito:
“Porém, Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de
Tito... aumentando, assim, meu regozijo” (2 Co 7.6,7). Este é o “toque de
Tito” - o toque dourado de um estimulante amigo.
A proporção que registramos os belos elementos da profunda amizade
entre Jônatas e Davi -reciprocidade, amor, compromisso, lealdade e estí
mulo -observamos que ela partiu de Jônatas. Porém não permaneceu unilate
ral. As demonstrações de confiança recíproca começaram a estabelecer a
amizade entre estes dois homens notáveis. O ápice de sua confiança foi a
promessa recíproca de um cuidar da família do outro, caso um fosse levado
(20.14-17). “Eu cuidarei da tua, e tu cuidarás da minha”. Eles ligaram suas
vidas e de seus filhos uns aos outros. Mais tarde reafirmaram suas promessas:
“... e choraram juntos, Davi, porém, muito mais” (20.41,42). Parece que a
amizade de Jônatas arrastou Davi a inesperados altos de devoção.
A amizade entre homens atinge os céus, quando os homens fazem tais
promessas uns aos outros. Eu entesourei um momento sagrado, quando meu
melhor amigo de infância, casado e com família, encontrou a mim e minha
esposa em férias nas montanhas do Colorado e disse, após um jantar: “Se
alguma coisa lhe acontecer, Kent, eu e Judy cuidaremos de Bárbara e das
crianças”. Foi um momento sagrado que retribuí com alegria.

UMA GRANDE PERDA


Davi estava destinado a ser rei, e ele e Jônatas planejaram permanecer
lado a lado, quando Davi reinasse. Mas isto não aconteceu, porque Jônatas e
seus irmãos morreram com seu pai no monte Gilboa nas mãos dos filisteus.
Davi ficou moído de tristeza. Na tristeza, ele escreveu um lamento e ordenou
que fosse ensinado a todos os homens de Judá. O lamento termina com estas
palavras:
Como caíram os valentes da peleja!
Jônatas sobre os montes foi morto!
Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas.
Tu eras amabílíssimo para comigo!
Excepcional era o teu amor,
Ultrapassando o amor de mulheres.
Como caíram os valentes,
Pereceram as armas da guerra!
(2 Sm 1.25-27)
Davi sentiu que Jônatas era “mais maravilhoso que o amor por mulheres”.
Isto não teria sido dito se ele tivesse um bom casamento monógamo! É o
testemunho da pobreza de seus relacionamentos com suas mulheres, um
resultado inevitável do pecado de seu crescente número de esposas (Dt
17.17). No entanto, não há aqui nenhuma insinuação de sensualidade, mas
apenas a celebração de uma profunda amizade. A reciprocidade da alma de
Jônatas, seu empenho, sua lealdade e o seu estímulo foram princípios que
Davi nunca reconheceria em qualquer outro relacionamento.
A amizade de Davi e Jônatas ensina- nos o que uma profunda amizade
pode e teria que ser. C. S. Lewis disse: “Amizade... é o instrumento pelo qual
Deus revela a cada um as belezas de todos os demais”. (6) Isto é certamente o
que a amizade de Davi e Jônatas faz por nós. Ela revela as belezas que
podemos possuir numa profunda amizade entre homens, fundada em Deus,
e estabelece os padrões de toda profunda amizade.

DISCIPLINA DA
Hoje a amizade AMIZADE
caiu em tempos ruins. Poucos homens têm bons amigos,
muito menos amigos profundos. O individualismo, a autonomia, a privatização
c o isolamento são marcas culturais, mas a amizade não é profunda, dedicada,
vulnerável. Esta é a grande tragédia do ego, da família e da igreja, porque é,
nos relacionamentos e nas amizades em geral (amizades íntimas, boas amiza
des casuais). Estão aí para serem feitas, se as valorizamos como devemos - e se
praticamos algumas disciplinas da amizade.

A Oracõo *

Temos de orar especificamente pela ajuda de Deus, para realizarmos as


mudanças interiores que expandirão nossa capacidade de fazer amizades. E
devemos orar pela oportunidade de desenvolvê-las. Estes pedidos podem
não ocorrer naturalmente nas mentes da maioria dos homens, mas são
orações que Deus se deleita em responder conforme minha própria experiên
cia e de muitos outros cristãos que testificam amplamente. Você está preci
sando de algumas boas amizades? A lógica espiritual requer que a oração seja
por onde você deve começar.

A Amabilidade
Um sábio velho fazendeiro estava trabalhando ao lado de uma estrada,
quando uma família, que estava se mudando para uma cidade próxima, parou
e lhe perguntou se aquela cidade era “amável”. O fazendeiro disse, na realida
de, não saber dizer. Mas o pessoal pressionou- o por uma resposta, então ele
perguntou como era a cidade de onde vinham. Responderam que era terrível.
O povo era rude e de mente curta. O velho fazendeiro respondeu: “É exata
mente o que vão achar desta cidade”.
Não importa nossa disposição, temos que desenvolver amabilidade. De
vemos ser conscientemente alegres. Temos defazer perguntas. Colocar-nos
em situações onde nasçam as amizades.
Se você é freqüentador assíduo da igreja, mas só assiste o louvor matinal,
está se privando e privando a igreja da amizade tão desesperadamente neces
sária a todos. Temos de estar nos caminhos das amizades. Uma escola domi
nical para adultos, como um estudo bíblico em casa, um café da manhã para
um grupo de homens, retiros rçiasculinos e, especialmente, trabalhos em
grupo nos ministérios da igreja. As mulheres são bem melhores que os
homens para este tipo de atividades. Temos, também, de aprender com elas
a tomar a iniciativa.

O Trabal ho
Poucas coisas verdadeiramente valiosas na vida acontecem espontanea
mente. Quando acontecem, é porque reconhecemos seu valor e vamos a seu
encontro. Obviamente, você pode ter qualquer coisa, se trabalhar por ela. Se
você quiser ganhar um milhão de dólares para valer, é provável que consiga.
Se quiser obter um diploma e estiver disposto a pagar o preço, você conse
gue. Geralmente conseguimos aquilo em que pomos os olhos. É o mesmo
com a amizade. Aqueles que têm amigos depositam importância neles. É por
isso que as mulheres têm mais amigas que os homens

A Afirmação »

Se trabalharmos em afirmar os outros, teremos amigos. Mark Twain


disse-, “Eu posso viver dois meses por um elogio”. Ele estava certo! Tenho um
amigo que envia um bilhete a cada dois ou três meses, com o fim de me
afirmar ou fortalecer- me. Elogios têm um extremo poder de sustentar. Seja
liberal com afirmações honestas, e terá amigos.

Ouvir
Se se dedicarem a ser bons ouvintes, vocês conquistarão ainda mais
amigos. A sátira “Eloqüência de Ouvir” não é verdade apenas quanto a pro
nunciamentos públicos, mas também na conversa em geral. Ouça com aten
ção e será chamado de “brilhante sociável!” E mais, as pessoas descobrirão
que são importantes para você, o que é a chave para qualquer amizade.

A Aceitação
A vida é preenchida com pequenas rejeições - um sorriso sarcástico,
insinuações, silêncios embaraçosos, atmosfera social. De modo que muitos
passam o dia com sua guarda levantada. Se nos disciplinarmos para ser
reconhecidos, os outros verão o brilho de nossos olhos, a inclinação de
nossas cabeças, o caráter distinto de nossa voz. E saberão que a aceitação está
presente. Uma alma aberta é como uma casa bem iluminada numa noite fria e
escura.

A Hospitalidade
Quando pensamos na ordem bíblica para praticar a hospitalidade, reflexi
vamente imaginamos uma delegação feminina: “Isto é algo em que minha
mulher deve primar, ou minha mãe, ou minha irmã. Mulheres, ouçam a
Palavra de Deus!” E elas fa
2 em, para o benefício de suas almas. Mas a ordem é
para ambos os gêneros. Homens, vocês têm que tomar a iniciativa na prática
da hospitalidade (veja 1 Pe 4.9), seja você solteiro ou casado. Se você fizer
isto, não apenas começará a construir novas amizades, mas poderá até, “sem
o saber, acolher anjos” (Hb 13.2).
Temos de colocar- nos contra o consenso cultural e perseguir e praticar a
amizade, se quisermos ser tudo o que Deus quer que sejamos. A Palavra de
Deus ordena uma masculinidade contra- cultural que é capaz de profunda
amizade. ■
Precisamos pôr algum suor santo em nossos relacionamentos, resistir ao
engodo de nossa arquitetura, com seus fossos, pontes levadiças e portas
automáticas, e superar a tecnologia da autonomia - o engodo isolante de
nossas televisões e vídeos.
Acima de tudo, temos de superar nossos corações privatizados - porque o
Cristianismo é um relacionamento com Deuse seu povo. A verdade de Deus
é aprendida e vivida mais efetivamente no relacionamento. Amizades mantêm
a promessa da graça!
ALMA

Todos que são benef


iciados pel
o quefaço, fiquem
certos que sou contra a venda ou troca de odo
t
material disponibilizado por m
im. Infelizmente
depois de postar o ateri
m al na Internet nãotenho o
alguns aproveitadores tirem
poder de evitar que
vantagem do m
eu trabalho que é feito sem fins
lucrativos e unicamente para edificação do p
de Deus. Criticas e agradecimentos para:
mazinhorodrigues(*)yahoo. com. br

Att: Mazinho Rodrigues.


D isopuna da M ente

complexa capacidade do cérebro humano é assunto das crescentes


maravilhas científicas. Seus 14 bilhões de células não passam de uma
sombra de sua complexidade, pois cada célula emite milhares de rami
ficações conectoras, de modo que uma única célula pode estar ligada a mil
células vizinhas. Cada uma das quais está constantemente intercambiando
impulsos de dados. Estes 12 a 14 bilhões de células multiplicados por dez mil
conectores fazem da mente humana um computador incomparável.

A atividade
bastante da mente
para servir uma foi comparada
cidade a mil Iorque,
como Nova mesas telefônicas, grande oem
todas funcionando
velocidade total, enquanto recebem e emitem perguntas e ordens. Veja de
outra maneira: existe mais equivalência eletrônica em um cérebro humano do
que em todas as estações de rádio e televisão do mundo, juntas.
O cérebro humano não perde uma só informação. É capaz de dar e
receber as informações mais sutis. Como de imaginar, por exemplo, um
universo a que o tempo se submete, até criar a textura polifônica de uma fuga
de Bach. Ou de transmitir e receber mensagens do próprio Deus, capacidade
que um computador nunca alcançará.
O vertiginoso potencial da mente humana atinge seu ápice na possibilida
de de processar a mente de Cristo através do ministério do Espírito Santo -
uma possibilidade confirmada por Paulo, ao dizer: “... nós, porém, temos a
mente de Cristo”, uma mente que está sendo constantemente renovada (1 Co
L 16; Rm 12.2). Nenhum computador jamais será capaz de ter os pensamen
tos de Deus, nem máquina alguma poderá entender o coração de Deus ou
executar sua obra. Mas o mistério que reside entre nossos ouvidos tem esta
capacidade. Na realidade, foi criado com este fim: ter a mente de Cristo.
Este potencial cósmico da mente do crente apresenta o grande escândalo
cristãos sem mentes cristãs,
da igreja de nossos dias-, cristãos que não racioci
nam como cristãos. Este é um fato trágico que é muito mais verdadeiro que a
idéia de que há mais homens professando o Cristianismo do que mulheres.
Algumas vozes proféticas andaram soando o alarme, há algum tempo,
como aquele ex-secretário geral da ONU, Charles Malik, que disse à distinta
audiência, na consagração do Billy Graham Center, no Wheaton College:
“Creiam- me, amigos, a mente hoje está enfrentando um profundo problema,
talvez mais do que antes. Como ordenar a mente, em princípios cristãos
relevantes, no coração de onde é formada e informada é um dos maiores
temas a ser considerado”. (')
Harry Blamires, em seu muito discutidoThe Christian Mind(“A Mente
Cristã”), disse que, embora oscristãos possam louvar e orar como cristãos,
não pensam como cristãos: “A mente cristã sucumbiu à secular corrente com
um grau de fraqueza e desânimo sem igual na história cristã”. Q Em toda
parte ele vê nossa geração sofrendo de anorexia religiosa, uma diminuição do
apetite pelo crescimento em Cristo”. (3)
A linha final é: o penoso escândalo tem origem na decrescente v onta
de de programar as surpreendentes armas com que Deus nos dotou. Os
cristãos deixam seus 1 2 bilhões de células desprotegidas, desatentas e
indisciplinadas.
Quando nos voltamos à Palavra de Deus, nos damos conta de que os
autores bíblicos compreenderam o problema de uma maneira menos técnica,
embora pessoalmente mais benéfica. “Sobre tudo que se deve guardar, guar
da teu coração”, diz em Provérbios, “porque dele procedem as fontes da vida”
(Pv 4.23). “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é” (Pv 23.7). As
Escrituras nos ensinam com exatidão que a quantidade absorvida determina a
capacidade. Nossa programação determina nossa produção.

A PROGRAMAÇÃO DIVINA
No Novo Testamento, ninguém compreendeu isto melhor que o apósto
lo Paulo. De fato, em sua epístola aos Filipenses, após admoestar a guardar o
coração, Paulo prescreve sua programação pessoal em uma sentença subli-
me: “Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que érespeitável, tudo
que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se
alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto que ocupe o vosso
pensamento” (Fp 4.8).
Cada um dos ingredientes de Paulo é explicitamente positivo. O verda
deiro, o nobre, o justo, o amável, o admirável, tudo desafia a exposição
negativa. Cada ingrediente era, e é,uma sugestão de escolha pessoal. E nossas
escolhas fazem toda a diferença do mundo. Todos nós podemos escolher
uma programação mental que produzirá uma mente cristã.
Tenho grande compaixão por aqueles cujo passado tenha sido uma série
de escolhas erradas. Entendo que, se durante anos alguém escolheu o impu
ro, o ilusório e o negativo, é muito difícil mudar. Mas como pensador bíblico,
eu não dou abrigo a mim mesmo ou a qualquer um que racionalize suas
escolhas presentes pelo passado.Como cristãos, somos livres para ter uma
mente cristã.Está ao nosso alcance e é nossa obrigação.
Ao considerar como a programação de Paulo deve afetar nossas mentes,
o peso que muda o rumo de seus pontos positivos requer uma rejeição
determinada da alimentação negativa: “Finalmente, irmãos, tudo é falso, tudo
é ignóbil, tudo que é errado, tudo que é impuro, tudo que não é amável, tudo
que não é admirável - tudo que não tem valor ou seja indigno de louvor - que
seja banido de nossas mentes. Não é que Paulo fosse um ingênuo. Ele
conhecia o lado negro da experiência humana. Romanos 1 prova isto. Mas ele
escolheu fazer de tal alimentação sua programação mental.
Então temos que considerar como fundamental para nosso Cristianismo,
esta verdade: uma mente cristã exige uma negação consciente; uma mente
cristã toma- se impossível sem a disciplina da recusa.
Charles Colson conta-nos quando sentou- se à mesa de jantar com o

presidente de uma das


tinha uma tremenda três maiores
oportunidade redes
para de televisão.
influenciar Colson
o homem, sentiu
então disseque
a
ele como milhões de cristãos se sentiam ofendidos com a programação da
rede. Sabendo que os executivos da TV têm um imenso interesse nos lucros,
Colson sugeriu que seria um bom negócio pôr no ar algum entretenimento
totalmente dirigido à família. “Além do mais”, acrescentou Colson, “existem
cinqüenta milhões de cristãos renascido lá fora”. A explicação era óbvia e,
como diz Colson:
Ele me dirigiu um olhar zombeteiro. Eu lhe assegurei que eram os
últimos números do Gallup.
“O que você está sugerindo, Mr. Colson, que passemos mais progra
mas como, digamos, Carruagens de Fogo?"
“Sim”, exclamei. “É um bom filme, com uma maravilhosa mensagem
cristã”.
“Bem”, disse ele, “a CBS o exibiu, em primeira exibição, há alguns
meses. O senhor tem idéia da audiência alcançada?”
Logo percebi que eu estava em apuros.
' Então ele explicou: “Naquela noite, a NBC exibiu Em Um Lago
Dourado,foi a primeira em audiência, com 25.2 por cento de todos os
aparelhos de TV ligados. Logo atrás vinhaA Vida Secreta de Minha
Mãe, um filme a respeito de uma mãe que escondia seu passado como
prostituta. Este foi o segundo lugar, com 25.1 por cento.
E em terceiro, um grande perdedor, o da CBS,Carruagens
com de
Fogo,11.8 por cento. aNverdade, entre os 65 lmes
fi pesquisados na
quela semana,Dallas foi o primeiro, eCarruagens de Fogo, o de
número 57.
“Assim”, concluiu meu companheiro, “onde andam seus cinqüenta
milhões de cristãos renascidos, Mr. Colson?”
Boa pergunta: Onde estamos nós? Se, pelo menos, metade dos 50
milhões de cristãos renascidos do Gallup tivesse visto o filme com a
mensagem cristã,Carruagens de Fogo encabeçaria a lista. De acordo
com as pesquisas das emissoras seculares, como também das emissoras
cristãs, os hábitos dos cristãos não são diferentes dos hábitos dos
demais!
Uma vez que a TV é um negócio, ela exibe a seus clientes (o
público) o que eles querem ver. Não passa de um reflexo nossa
de
imagem.(4)

A comunidade cristã está alimentando seu computador coletivo com os


mesmos dados que o resto do mundo. De acordo com A. C. Nielsen, os
aparelhos de TV, de modo geral, permanecem ligados durante sete horas e
sete minutos por dia.Q As estatísticas sobre os lares cristãos são de meia hora
a menos. (6)
Um renomado expert em mídia, professor Neil Postman, da Universidade
de Nova Iorque, diz que, entre as idades de seis e dezoito anos, a média é de
que gastam 15 a 16 mil horas diante da TV, enquanto passam apenas 13 mil
horas nas escolas. (7) Postman diz que nos primeiros vinte anos de vida uma
criança americana terá assistido a um milhão de comerciais, na proporção de
mil por semana! (8)
Quanto aos efeitos da televisão, os resultados são abjetos:
•diminuição da capacidade de atenção;
•diminuição do poder lingüístico;
•redução da capacidade de abstração;
•homogeneização da vida adulta e da infância.
Para aumentar e manter sua audiência, a indústria da TV sente que tem de
lazer desfilar diante de nós os tabus da sociedade: adultério, promiscuidade,
homossexualismo, incesto, violência e sadismo. 0 As atitudes mais baixas
tomam- se lugar- comum, e até padrões de moralidade.
Há uma distinção entre estas coisas e a experiência dos executivos de TV,
cm comparação com a vida do público telespectador. Apenas sete por cento
freqüentam a igreja regularmente, em comparação com os5 5 por cento do
público; 44 por cento não pertencem a nenhuma filiação religiosa, compara
dos com dez por cento dos expectadores que não pertencem a nenhuma
filiação. (10) Negar que há um assalto consistente à mente cristã e a seus
valores tradicionais é como crer que Saddam Hussein está construindo um
"mundo melhor e mais gentil”.
Estou ciente da sábia advertência contra usar palavras como “todo” e
“sempre” em tudo que dizemos. Não é bom generalizar o que se diz. Mas vou
fazê-lo, de qualquer jeito. Aí está:E muito difícil para qualquer cristão que
passa a maior parte do tempo vendo televisão ter uma mente puramente
cristã. Isto é sempre verdade sobre todos os cristãos em toda situação! Um
programa mental bíblico não pode coexistir com um programa do mundo.
Se quisermos ter mentes cristãs, há coisas que devemos expulsar de
nossas mentes. E isto se estende não somente à TV, mas também ao que
lemos, ouvimos e rimos.
Portanto, meu conselho é que os cristãos saibam administrar sua mente,
principalmente no que se refere a assistir televisão. É bem mais importante
Iornar-se uma pessoa melhor aprofundada no caráter cristão.
Não estou sugerindo um novo tipo de legalismo. Na verdade, há muita
eoisa de valor para ser vista. Mas estou apelando para que tomem o controle
de suas mentes, no que diz respeito ao que entra e ao que sai. Se você não
pode controlar o que vê e o que lê, talvez precise desenvolver-se. “Se teu olho
direito te faz tropeçar, arranca- o e lança-o de ti”, diz Jesus (Mt 5.29). Eu e
minha esposa escolhemos educar nossos filhos sem televisão, exatamente
por esta razão, e não temos de que nos queixar. O que fizemos não se aplica
a todos, mas, quem sabe, a você.
O salmista dá um sábio conselho àqueles que amam a era da mídia:
“Portas adentro em minha casa, terei coração sincero. Não porei cousa injusta
diante de meus olhos” (SI 101.2,3). Precisamos permitir que Cristo seja o
Senhor das primícias de nosso tempo.
Alguns de vocês precisam programar uma conversa confidencial com seu
cônjuge e devotadamente procurar a vontade de Deus com relação a isto. E
vocês, homens solteiros, que têm problemas com suas mentes, da mesma
forma
sermosprecisam procurar
como outros a vontade
cristãos ou ter de
umaDeus.
igrejaNão
quevamos
é comonosasacomodar por
outras igrejas
evangélicas. Sejamos diferentes, porque temos mentes cristãs.

UMA PROGRAMAÇÃO INTERNACIONAL


No texto que estivemos estudando, Pauio recomenda que direáonemos
nossas mentes pela verdade, nobreza, justiça, pureza, amabilidade,
admirabilidade, excelência e louvor, e termina com uma cobrança de peso:
“Seja isso o que ocupe vosso pensamento ”(Fp 4.8, itálico do autor). A palavra
que ele utiliza élogidzmai, da qual tiramos a palavra “matemática”, semelhan
te à linguagem de computador. Ela significa uma “... contemplação prolonga
da e deliberada, como se se estivesse ponderando sobre um problema mate
mático”. (n) A maneira com que trato minha correspndência é um exemplo.
Francamente, muito dela é deixado de lado. Eu leio o remetente, para verifi
car se se trata de um anúncio, talvez abri-la, correr algumas linhas, e vai para
o lixo. Mas se é um catálogo do exterior, por exemplo, o catálogo Orvis, ela
recebe uma contemplação prolongada e deliberada, especialmente se é algo
referente aos caniços de grafite Superfine. Devemos pensar a respeito dos
maravilhosos elementos que Deus quer que sejam inseridos em nosso com
putador. Deus nos chama, em sua Palavra, para uma massiva e positiva
disciplina de nossas mentes.

As Escrituras
A disciplina de nossa mente só pode ocorrer através de profunda exposi
ção e contínua imersão na Palavra de Deus, acompanhada por uma ilumina
ção do Espírito Santo. Uma exposição que se acha ao alcance de todos os
cristãos letrados e semi-letrados.
0 general William K. Harrison era o soldado mais condecorado na 30a
Divisão de Infantaria, considerada pelo general Eisenhower, como sendo a
divisão número um da infantaria na II Guerra Mundial. O general Harrison foi
o primeiro americano a entrar na Bélgica, como comandante das forças
aliadas. Ele recebeu todas as condecorações por valor, exceto a Medalha de
Honra do Congresso. Mas foi distinguido com a Cruz de Prata, a Estrela de
Bronze por valor e o Coração Púrpuro (ele foi um dos poucos generais feridos
em ação). Quando a guerra da Coréia começou, ele serviu como chefe de
pessoal no comando da ONU. E, devido a seu caráter e autocontrole, acabou
escolhido pelo presidente Eisenhower para chefiar as demoradas e tediosas
negociações que puseram fim à guerra.
Harrison era um soldadocondescendenteque levava uma vida ocupada e
ultracinética, mas também era um surpreendente homem do mundo. Quan
do era um cadete de vinte anos em West Point, ele começou a ler o Antigo
Testamento uma vez por ano, e o Novo Testamento, quatro vezes. Fezisto até
o fim de sua vida. Mesmo no rigor da guerra, ele manteve seu compromisso,
aproveitando dois ou três dias de folga. Antes de suas transferências ou no
descanso que seguia as batalhas, ao terminar a guerra, ele estava em dia.

Aos noventa anos, sua vista enfraquecida já não permitia que cumprisse
sua disciplina. Ele havia lido o Antigo Testamento setenta vezes e o Novo
Testamento 280. Não é de admirar sua proverbial religiosidade, seu bom
senso e o fato de o Senhor tê-lo usado por dezoito frutíferos anos para liderar
a Officers Christian Fellowship - OCF(“Comunidade Cristã de Oficiais”).(12)
A história do general Harrison fala-nos de duas coisas. Primeiro, é possí
vel, mesmo para os mais ocupados de nós, uma alimentação sistemática da
Palavra de Deus. Ninguém poderia ser mais ocupado ou dirigir uma organiza

ção que exigisse mais da vida que o general Harrison.


Segundo, sua vida continua sendo uma demonstração de uma mente
programada pela Palavra de Deus. Seus companheiros mais próximos dizem
que todas as áreas de sua vida (doméstica, espiritual e profissional), e cada
um dos grandes problemas que ele enfrentou eram instruídos pelas Escritu
ras. As pessoas se maravilhavam diante de seu conhecimento na Bíblia e da
habilidade de trazer sua luz a todas as áreas de sua vida. Ele viveu a experiên
cia do salmista;
Quanto amo tua lei!
É a minha meditação todo o dia.
Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos;
porque aqueles eu os tenho sempre comigo.
Compreendo mais que todos os meus mestres,
porque medito nos teus testemunhos
Sou mais entendido que os idosos,
porque guardo os teus preceitos.
(SI 119. 97-100)

Você deve guardar isto: nunca poderá ter uma mente cristã, sem ler as
Escrituras, porque você não pode ser profundamente influenciado pelo que
não conhece. Se você estiver cheio da Palavra de Deus, sua vida, então, pode
ser informada e conduzida por Deus - seus relacionamentos domésticos, a
educação de seus filhos, sua carreira, suas decisões éticas, sua vida íntima. O
caminho para uma mente cristã é através da Palavra de Deus!
Mais uma vez, temos de ter cuidado para não criar o legalismo na leitura
bíblica: “Bons cristãos lêem toda a Bíblia uma vez por ano”. Em nenhum lugar
a Bíblia exige isto.

A maioria das pessoas, no entanto, descobrirão que ler as Escrituras de


ponta a ponta, uma vez por ano, é a melhor maneira, e isto requer apenas
cinco páginas por dia e proporciona um objetivo anual atingível. Crente,
qualquer que seja sua capacidade, você tem que ler regularmente e estudar a
Palavra de Deus. Se você se recusar, está “alterando a Palavra de Deus” e
nunca terá uma mente cristã plena.
No capítulo sobre as referências deste livro, você encontrará planos
detalhados para uma leitura anual de toda a Bíblia (“Plano M’Cheyne para
Leitura Diária”, “Através da Bíblia”, e “G uia Tópico para Leitura Devocional da
Bíblia em um Ano”). Eu recomendaria que você se equipasse com estas
facilidades.

Literatura Cristã
• Juntamente com a Palavra, temos de ler bons livros. A brilhante conversa
da rádio Judaica mostra o apresentador Dennis Prager, como homem bem
informado, como foi dito numa recente entrevista emThe Door (“A Porta”):
Uma coisa que notei nos evangélicos, é que eles não lêem. Não lêem a
Bíblia, nem os grandes pensadores cristãos; nunca ouviram falar de
Aquino. Se são presbiterianos, nunca leram sobre os fundadores do
presbiterianismo. Não entendo isto. Como um judeu, fico confuso com
uma coisa dessas. O mandamento sobre o estudo, no judaísmo, é tão
profundo que nos imergimos no universo da leitura. Deus nos deu
cérebro. Não seria para que nós o usássemos a seu serviço? Ao entrar no
lar de um cristão evangélico, vejo um total de 30 livros, a maioria “best
sellers”. Eu não entendo. Tenho uma estante de livros cristãos, e sou
judeu. Por que motivo eu, não sendo cristão, tenho mais livros evangé
licos do que 98 por cento dos cristãos da América? Isto é bizarro para
mim.(13)

É bizarro, especialmente, quando o compromisso com Cristo é um


compromisso para crer em coisas que vão muito além da superfície da
vida. Infelizmente, no maior número dos que não lêem entre os cristãos,
estão os homens, que compram apenas 2 5 por cento de todos os livros
cristãos. (14)
Negar-nos a riqueza dos santos acumulada durante séculos é o mesmo
que abraçar conscientemente uma anorexia espiritual. Grandes escritos cris
tãos farão crescer, dramatizar e iluminar as maravilhas doadas pela vida a nós.
Outros, antes de nós, passaram por caminhos que queremos trilhar. Escreve
ram crônicas sobre as armadilhas e destacaram avisos pelo caminho. Também
nos brindaram com descrições dos prazeres espirituais que nos levam para
frente e para o alto.
Ao preparar-me para falar e escrever a respeito dos assuntos que tinha em
mente, enviei um questionário para trinta líderes cristãos, incluindo pessoas
como Charles Colson, James Dobson, Cari F.H. Henry, J. I. Packer, Warren
Wiersbe e Calvin Miller. Recebi 26 respostas. A pesquisa fazia quatro pergun
tas:

1. Quais são os cinco livros, seculares ouevangélicos, qu


e o influenci
aram mais?
2. Dos livros evangélicos, quais os que o influenciaram, qual o seu
favorito?
3. Qual o seu romance preferido?
4. Qual sua biografia favorita?
Os livros de devoção/teológicos mais mencionados foram: Mera
Christianity (“Cristianismo Simples”), de C.S. Lewis;
My Utmostfor His Highest
(“O Melhor de Mim por sua Grandeza”),de Oswald Chambers; As Institutas,
de Calvino; The Pursuit of God (“A Busca de Deus”), de A.W. Tozer;
Knowing
God (“Conhecendo a Deus”), de J.I. Packer; eThe Imitation of Christ (“A
imitação de Cristo”), de Thomas a Kempis.
As biografias mais mencionadas foram: Hudson Taylor’s Spiritual Secret
(“0 Segredo Espiritual de Hudson Taylor”); e Shadow of the Almight(“A
Sombra do Onipotente”), de Elisabeth Elliot.
Os romances favoritos foram:A nna K arenina, de Leon Tolstói; OsIr
mãos Karamazov, de Fyodor Dostoyevski (meus favoritos, por exemplo,
foram Charles Colson, Wayne Martindale, Harold Myra, J. I. Packer e Eugene
Peterson). Estes títulos fazem parte duma lista soberba do que se pode
selecionar, caso você não tenha ainda se dedicado a uma séria leitura cristã.
Além do mais, hoje em dia muitos livros são encontrados em audiocassettes
(ótimos para serem ouvidos, enquanto você dirige ou viaja etc.). Por exem
plo, a biblioteca pública de minha própria cidade tem fitas de grandes livros
como Pride and Prejudice (“Orgulho e Preconceito”), de Jane Austen;
Pilgrim’s Progress (“AJornada do Peregrino”), de John Bunyan; The Brother’s
Karamazov (“Os Irmãos Karamazov”), de Fyodor Dostoyewski;Diary of
Anne Frank (“0 Diário de Anne Frank”) e Scarlet Letter (“A Carta Escarlate”) ,
de Nathaniel Howthorne;Odissey(“Odisséia”), de Homero Screwtap e-, Letters
(“Cartas”), de C.S. Lewis;Lord of the Rings (“0 Senhor das Alianças”), de
Tolkien; War and Peace (“Guerra e Paz”), de Leon Tolstói, e muitos outros.
Você precisa ocupar sua mente com coisas boas. Não estou sugerindo
uma diversão maníaca (George Well, por exemplo, lê dois livros grandes por
semana). Mas muitos de nós estaríamos bem melhor se nos comprometêsse
mos a ler dois ou três bons livros por ano.
Que instrumento intrigante reside entre nossas orelhas, cuja
capacidade
é maior do que mil mesas telefônicas da cidade de Nova Iorque. A mente,
maior que todos os computadores juntos, possui a mente de Cristo e tem os
pensamentos de Deus.
Temos que fazer algo de bom para proteger nossas mentes. Temos de
evitar que a mídia programe nossa mente. Precisamos, também, dizer não ao
solo estéril que invade nossos lares.
É absolutamente necessário que se faça um esforço consciente para nos
submeter ao divino Programador, através da leitura de sua Palavra. Precisa
haver algum suor santo. “Exercita-te pessoalmente na piedade. Pois o exercí
cio físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa,
porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Tm 4.7,8).
Comprometa- se a ler e estudar a Palavra de Deus.
E mais: leia as grandes obras daqueles que partiram antes de você. Faça
seu compromisso agora, em oração.
D isc ipl in a d a D evoção

¥ "%elo que entendo sobre o desenvolvimento da vida íntima, aprendi que,


l- - ^além dos bem conhecidos apelos espirituais, existem duas razões hu-
X . manas pelas quais devemos orar.
A primeira é a nossa natureza. Nossa alma funciona como filmes fotográ
ficos, e o brilho de Cristo é a nossa luz. Quanto mais expomos nossas vid^s
diante de Deus, mais a sua imagem fica gravada em nossa natureza. Seu amor,
sua compaixão, verdade, integridade e humildade são nossa segurança em
todo o âmbito
relação espiritual.
ao general Como
Harrison, quepudemos
mantevever,
umanão
vidaaconteceu diferente
de devoção com
disciplinada
por mais de setenta anos. As pessoas dizem que sua presença criava um novo
sentido do que era Cristo.
A segunda razão equivalente é que a oração inclina nossas vontades
diante da vontade de Deus. E. Stanley Jones, o mundialmente renomado
missionário e homem de oração, explicou desta forma:

Se eu lanço o cabo de um barco sobre o cais e puxo, estarei puxando o


cais para mim, ou puxando a mim mesmo para o cais? Com a oração não
é assim. Ela não puxa Deus para minha vontade;antes, alinha-me à
vontade de Deus. (*)

Que benefícios pessoais, atormentadores, foram oferecidos pelo tempo


passado na presença de Deus em oração! Eis aqui a desolação espiritual de
nossos dias. Como disse Dallas Willard emO Espírito das Disciplinas: “0
segredo de muitas igrejas que crêem na Bíblia é que o pequeno e decrescente
percentual dos que falam a respeito de oração estão fazendo exatamente
aquilo de que falam”. (*) Isto é especialmente verdade entre os homens, para
nosso detrimento e vergonha. De acordo com o que demonstram as estatísti
cas de George Gallup, os homens têm uma dificuldade consideravelmente
maior em orar do que as mulheres. (*)
Minha experiência pessoal em falar com clérigos está em harmonia
com isto, porque muitos admitirão que suas vidas de oração são
indisciplinadas. Algumas vezes ouvi de homens a tentativa de encontrar
um sombrio conforto na confissão recíproca da omissão: “Você parece
bem, e eu também”.
Por que tantos fracassam na devoção pessoal e na oração? Em parte,
pela mesma razão que os faz freqüentar a igreja menos assiduamente e
lerem cada vez menos. Geralmente, os homens não são tão espiritual
mente sensitivos como as mulheres. Além do mais, cresce o número de
homens que são dominados pela falta de tempo. Pelo menos, esta é a
estatística da produção no mercado de trabalho, que os faz sentir- se
afastados quilômetros da meditação e da oração. Mas a maioria fracassa
porque, simplesmente, não sabe como cultivar uma vida espiritual íntima
disciplinada.
O que aprendemos neste capítulo, sobre a vida de devoção, e nos próxi
mos, sobre a oração, se levados ao coração devem ajudar a desenvolver uma
vida íntima que dê frutos.
Para começar, existem algumas advertências necessárias. Primeiro, a vida
de devoção e oração não pode ser reduzida a umas poucas regras simplistas.
Esta fase da experiência espiritual é mais dinâmica e pessoal para que se
satisfaça com uma redução simplista. O caráter cristão jamais progride em
meio ao simplismo religioso.
Temos ainda de imaginar, a partir do esboço que estamos utilizando
(meditação, confissão, adoração, submissão, petição), que há uma ordem de
devoção prescrita, visto não haver, como nunca houve, bom proveito das
regras espirituais por nós imaginadas. O ritmo da vida, às vezes, exige que
soltemos diretamente uma petição como, por exemplo, “Senhor, ajuda-me!”
Outras vezes, o nosso tempo é quase todo gasto com confissão, meditação ou
adoração.
Como discutimos no capítulo anterior, ler a Palavra de Deus é essencial
para o desenvolvimento de uma mente cristã. Todos os cristãos deveriam ler
a Bíblia, sistematicamente, durante cada ano. Assim, nossas mentes estarão
perpetuamente programadas pelos dados das Escrituras.
Existe ainda outro passo-,meditação - que compreende personalizar e
interiorizar um segmento da Palavra.

MEDITAÇÃO *

Ouvir
A meditação é seguida pelo exercício de devoção do ouvir a Palavra.
Eugene Peterson nos mostra que Salmos 40.6 conta uma brilhante metáfora
no srcinal, em hebraico, que graficamente ensina a necessidade de ouvir.
Ele diz literalmente: “Ouvidos que cavaste para mim”. (4) Para nossa infelicida
de, nenhuma tradução em português preserva ametáfora do srcinal. Prefe
rindo, em lugar disto, parafrasear com expressões como “tu me deste um
ouvido bem aberto” ou “abriste meus ouvidos”. No entanto, o verbo em
hebraico retém a preciosidade metafóricacavar, que sugere, além da obra de
Deus, uma cabeça humana sem orelhas (“um bloco: olhos, nariz e boca, mas
sem orelhas”).(5)
Esta notável metáfora, “ouvidos que tu cavaste para mim”, surge no
contexto de uma apresentação religiosa agitada, surda para a voz de Deus:

“Sacrifícios
os e ofertas,
requeres”. não quiseste...
O problema era que osholocaustos e ofertas
colegas religiosos dopelo pecado,
salmista não
haviam
lido como praticar os rituais de sacrifício, mas perderam sua mensagem. Deus
havia falado, mas eles não ouviram.
Então, o que fez Deus? Pegou uma picareta e cavou minas ao lado do
“granito craniano”, fazendo aberturas, através das quais sua Palavra pudesse
penetrar até a mente e o coração. Resultado: a audição capta a mensagem e o
ouvinte reage. “Então eu disse: Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a

meu respeito;
coração agrada-me
estáa tua lei” (w. fazer a tua
7,8). As vontade,
palavras dasóEscrituras
Deus meu;não
dentro em meu
são meramen
te para ser lidas, mas também ouvidas. Foram escritas para chegar até o
coração!
A importância de ter ouvidos cavados vem dos lábios de Jesus: “Quem
tem ouvidos, ouça...” (Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22). Precisamos lera Palavra de
Deus, mas também orar para que Ele faça explodir nossas cabeças de granito,
para que ouçamos verdadeiramente sua Palavra.
Murmurar
Quando o salmista fala em meditar na Lei, dia e noite (SI 1.2), usa o termo
que significa “murmurar”. (6) Esta palavra foi usada para descrever os murmú
rios do rei, em Salmos 2.1, e o gemido das pombas, em Isaías 59.11. Na
realidade, Agostinho traduziu Salmos 1.2 como “Em sua lei falam dia e noi-
te.”(7) A meditação é intrinsecamente verbal. Isto significa que o salmista
memorizou a Palavra de Deus, pois ninguém é capaz de murmurar as Escritu
ras sem memorizá- las, e vice-versa.
Na prática, isto nos diz que, junto com a leitura sistemática da Bíblia,
murmu
temos de selecionar os segmentos especialmente significativos, para
rar reverentemente. Algumas vezes pode ser um simples versículo como
Filipenses 3.10, por exemplo, cujas quatro ênfases gosto de murmurar na
NASB:
... para conhecê-lo
e o poder de sua ressurreição
e a comunhão de seus sofrimentos,
conformando- me com ele na usa morte.
Lenta e devotadamente, a leitura das Escrituras prende os olhos, ouvidos
e a boca, e perfura ogranito até o coração, interiorizando- nos a devoção.
Trechos maiores, especialmente trechos clássicos, são feitos sob medida
para a meditação. Os Dez Mandamentos, com quatro mandamentos
direcionados a Deus e seis dirigidos ao homem, devem sermurmurados
regularmente, num exame interior reverente (Êx 20.1-7; Dt 5.1-22). Existem
oito bem- aventuranças que consecutivamente levam em consideração pobre
za de espírito, lamentação, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia,
pureza, pacificação e perseguição. OPai Nosso começa com a qualidade
fundamental: “Pai nosso que estás no céu” e, então, apresenta três petições
que elevam e três queequilibram, isto é, um padrão perfeito para oração e
meditação.
Existem possibilidades infindáveis, incluindo a assim chamada passagem
Kenosis, em Filipenses 2.5-11: “Tende em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus...” Outro alimento para meditação inclui as
parábolas de Jesus, os Salmos e as epístolas de Tiago. Tanto as passagens
práticas quanto as herméticas podem prover-nos de divina substância para
uma reverente conversa com nossa alma.
Os efeitos da meditação são celestiais, trazendo- nos:
•Restauração - “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (SI 19.7).
• Sabedoria - “O testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos
símplices” (SI 19.7); “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia.
Os teus mandamentos me fàzem mais sábio que os meus inimigos; porque
aqueles eu os tenho sempre comigo” (SI 119.97,98).
•Aumento da fé - “E assim a fé vem pela pregação e a pregação pela
palavra de Cristo” (Rm 10:17).
Podemos ser desafiados, condenados e ridicularizados com o apelo à
meditação. Como isto deve ser féito? Segundo as Escrituras deve ser contí
nuo, ao dizer- nos que temos de meditar “dia e noite” (SI 1.2), e mesmo na

vigília
devoção daregular)
noite (SI
em63.6;
todo 119.148). O ideal é e,meditarmos
o tempo disponível (parte de
assim, reverenciar nossa
a Palavra
de Deus. Mesmo em nosso tempo apertado pode ser intercalada a meditação
sobre as Escrituras. No carro, na hora do almoço ou enquanto aguardamos
um ônibus. Escolha um texto, escreva- o num cartão e meta-o no bolso. Puxe-
o nestes momentos. Murmure- o. Decore-o. Ore-o. Diga-o. Compartilhe- o
com alguém.
A disciplina na meditação é uma obrigação. Moisés disse a Israel, ao
terminar o seu cântico.- “Aplicai ao coração todas as palavras que hoje testifico
entre vós... porque não é para vós outros cousa vã antes
- é a vossa vida” (Dt
32.46,47 - itálico do autor).

CONFISSÃO
Não pode haver devoção sem confissão, que pode ter lugar a qualquer
momento. O ideal é que seja a qualquer momento em que pecamos. Mas,
muito freqüentemente, nosso orgulho e emoção dificultam o reconhecimen
to do nosso
quando pecado,
perdemos nocontrole,
nosso momentonuma
em discussão.
que o praticamos - por exemplo,
Mas a devoção é impossí
vel quando estamos sobrecarregados de culpa.

Confissão Espontâne a
Se nos excusamos de admitir nossos pecados diante de Deus, é provável
que a confissão tenha de preceder nossa devoção. Há ainda a probabilidade
de que, durante nossa meditação sobre o texto escriturai, ou mesmo durante
a adoração, pecados bem escondidos venham à luz. Desta forma, nossos
momentos de devoção podem ser preenchidos com uma confissão repetida.
É esclarecedor o fato de que o Salmo 139, que sistematicamente contempla a
onipotência e onisciência de Deus, termine com uma oração pela investiga
ção divina na alma do salmista:
Sonda-me, ó Deus,
e conhece o meu coração:
prova-me e conhece os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau,
e guia-me pelo caminho certo.
(w. 23,24)

Da mesma forma, Isaías, quando estava louvando, gritou em confissão:


“Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros, habito no
meio dum povo de impuros lábios e meus olhos viram o Rei, o Senhor dos
Exércitos!” (Is 6.5). .

Confissão Sistemática
Uma vez que entendemos que a confissão deve ocorrer espontaneamen

te, nossa disciplina


sistemática. Primeiro,detemos
devoção tem de que
de confessar envolver
somosuma confissão
a realidade também
ontológica,
que somos verdadeiros pecadores. Romanos 3.9-20 é o texto mais útil que
encontrei com relação a este ponto, pois afirma repetidamente que somos
pecadores - que, de fato, todo o nosso ser está manchado com o mal. E de
suma importância que façamos esta confissão regularmente porque, na con
dição de homens regenerados a evoluir no Espírito, é pecaminosamente
natural a falsa suposição de que estamos nos elevando acima de nossa condi
ção - um desengano que testifica nossa depravação.
Em segundo lugar, temos de confessar nossos pecados específicos. Sugi
ro que façamos uma lista de nossos pecados, porque o ato de escrevê-los
ajuda-nos a materializar nossa realidade pessoal. C. S. Lewis diz: “Temos de
depositar diante dEle o que há dentro de nós, não o que deveria estar em
nosso interior”. (*) Feito isto, devemos confessar cada pecado por seu feio
nome e, então, agradecer a Deus por seu perdão, através do sangue de seu
Filho.
A importância da confissão para uma vida de devoção não pode ser
exagerada. “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria
ouvido” (SI 66.18; Pv 28.13) O pecado não confessado faz com que os céus
pareçam de latão. Mas a confissão não apenas abre os céus, como aumenta
nossa intimidade com Deus, como frisa François Fénélon:
Conte [a Deus] tudo que está em seu coração, à proporção que se
descarrega o coração para um amigo querido... Pessoas que não têm
segredos para as outras nunca procuram assunto para conversar; elas
não... medem suas palavras, porque não têm nada para esconder. Nem
vivem em busca de algo para dizer; elas exibem a abundância de seus
corações - sem preocupação, apenas o que pensam.... Abençoados são
aqueles que mantêm um relacionamento tão familiar e sem reservas
com Deus. f )

ADORAÇÃO
A disciplina da devoção deve culminar em sublime adoração e louvor.
Isto começa com o devido senso de temor na presença do Deus que conhece
mos e servimos.

Reverência
A reverência caracteriza sempre nossa aprox imação de Deus, e é especial
mente necessária hoje, em nossa sociedade evangélica que vive de mudar-de-
canal. A maioria dos cristãos poderia fazer uso do terror que se abateu sobre
Lutero, “horror da imensidade”(10) que o prostrou no altar - uma vez que
nosso acesso ao Deus do Céu, a quem devemos temer, é real!
Ao lado da reverência devida, tem de haver concentração. Nossa mente
precisa estar totalmente comprometida. Lutero disse: “Para deixar sua face
falar uma coisa, enquanto seu coração habita em outra, é simplesmente tentar
a Deus... todas as coisas, se merecem ser bem feitas, requerem o homem por
inteiro, com toda sua mente e faculdades”. (n) É por isto que devemos dar o
melhor tempo de nosso dia à devoção, quando estamos mais descansados.
Tenha o louvor como seu objetivo consciente. Reverência e concentração
têm de estar ligadas a um espírito humilde - para se elevar a Deus valorosa
mente e atribuir grande valor a Ele. “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de
receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas tu criaste, sim, por
causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.11; 5.9-13).

Contemplação
No âmago da adoração está a contemplação. Numerosos salmos incitam-
nos a contemplar a Deus, através da sua criação. E jamais sugerem que Deus
esteja na criação, mas que sua grandeza pode ser vista através de suas obras.
O Salmo 29, por exemplo, tributa glória a Deus através do instrumento de
uma tempestade de raios e trovões. O Salmo 19 começa com estas palavras
majestosas: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as
obras de suas mãos. Um dia discursa a outro, e uma noite revela conhecimen
to a outra noite” (w. 1,2). Ouça Deus falar através de seu macrocosmo, diz o
salmista! Em contraste, o Salmo 139 celebra a onisciência (w. 1-6), a
onipresença (w. 7-12) e a onipotência de Deus (w. 13-16) no microcosmo do
corpo e da mente do homem.
A natureza irradia e respira a glória de Deus. As próprias árvores fazem
isto, e o comprovaremos se dedicarmos algum tempo para observar. Talvez
você já tenha vivido experiência semelhante à de Annie Dillard e tenha visto
as árvores de seu quintal do modo que são: cheias de luz, “cada célula
zunindo em chama”, e você “abatido, com a respiração presa”, e seu coração
tenha se elevado a Deus, maravilhado. (12)
Lembro- me do dia sem nuvens, sem vento, em que fomos pescar no
cabo San Lucas, na boca do mar de Cortez, ao ritmo da dança da luz de
um so) perfeito, na água platinada e azul. Lembro- me que deslizei por
uma abóbada esmeralda, rodeada por um deserto de cactos, usando um
tubo de ar. Resvalei de lado, num mundo verde, turquesa, amarelo e rosa
- outro mundo de ritmo mais lento e mais manso. Recordo- me também
do pôr- do- sol, espalhando fogo sobre Pacífico, quando sentávamos na
areia para contemplar o verão que resplandecia em suas estrelas. Na
verdade, eu contemplava Deus através das obras de suas mãos. Naquele
mesmo dia, maravilhei- me com sua criação animada: as sempre presentes
gaivotas, num mar aparentemente infindável de atuns de barbatanas ama
relas e doninhas que eu não podia alcançar.
E há o microcosmo: um bebê recém- nascido, olhos e boca totalmente
abertos, braços estirados, à procura de vida - o ápice da criação de Deus. A
mente do bebê, um surpreendente computador que virtualmente grava tudo
que vivência. Seus olhos transmitem um inacreditável volume de dados -
primeiro através da córnea, depois, pelas lentes focais, onde a imagem se
estampa na retina e estimula 1 2 5 milhões de nervos que terminam simultane
amente. Isto é processado por milhões de microchaves que se afunilam no
nervo ótico, que contêm um milhão de fibras separadas isoladamente (para
que não haja um curto- circuito). Quando a informação atinge o cérebro, um
processo igualmente complexo tem início - que acontece em um milésimo de
segundo! Da mesma forma, os ouvidos da criança estão sintonizados, para as
vibrações a seu redor, que, um dia, ela transformará em música. Que Deus
nós temos!

Não tome, ó Senh


insuperável falaror,
quenosso Senh
nossa or de sentido
hesitante literal,traduz.
metáfora em13()teu imenso e

Através das Escrituras, técnicos discerniram cerca de vinte atributos de


Deus (embora este número seja discutível), e a contemplação desses atribu
tos dá-se pelo consagrado acesso da adoração. Passar vinte dias consecutivos
com um livro como The Knowledge of the Holy (“O Conhecimento do Sagra
do”), de A. W. Tozer, que dedica três pág inas a cada atributo - a auto-
existência de Deus, a eternidade de Deus, a imensidade de Deus, a onipresença
de Deus, a santidade de Deus, para enumerar apenas alguns - pode elevar sua
alma até a glória. (l4)
Finalmente, a contemplação e a meditação dão-se as mãos, ao con
templarmos Deus através de seus poderosos atos, como são descritos nas
Escrituras. Considere a transfiguração, por exemplo. Leia a respeito em
Mateus 17 e Marcos 9 e a visualize do ponto de vista dos discípulos: Jesus
é emoldurado por milhares de estrelas de verão, e sua roupa resplandece
num branco brilhante. Sobre sua cabeça, Ursa e Plêiades, e Ele próprio
brilha como se fosse uma estrela! Ou veja a transfiguração do ponto de
vista de Jesus: sua glória iluminando as faces de seu círculo fechado de
discípulos - sua própria imagem bailando diante de olhos arregalados.
Veja. T oque. Sinta seu odor. Prove. Participe da história e caia, como
Pedro, Tiago ejoão, em louvor.
Isto também pode ser feito com a materialização, a morte e a ressurreição
de Jesus, ou com os grandes atos de salvação de Deus no Antigo Testamento
- talvez a marcha dos israelitas através do mar Vermelho que se abriu ou a
pregação de reavivamento de Jonas após ser libertado da barriga do grande
peixe. Há muito combustível maravilhoso para uma meditação reverente, de
Gênesis 1 a Apocalipse 22.

O Louvor
O ponto alto da devoção é alcançado quando a reverência e a contempla
ção produzem um louvor apaixonado, que por sua vez rompe-se em ação de
graças e louvor em palavra e cântico. Jonathan Edwards descreveu sua experi
ência deste modo:
Tive veementes anseios de alma, depois de Deus e Cristo, e depois de
mais santidade, quando meu coração parecia estar repleto, a ponto de
explodir... Passei a maior parte de meu tempo pensando nestas coisas,
ano após ano; freqüentemente em caminhadas pelos bosques e locais
solitários, para meditação, solilóquio e oração e conversação com Deus;
e sempre era minha atitude, em tais momentos, cantar, em minha
contemplação... A oração parecia ser natural para mim, como a respira
ção, pela qual ainspiração queimava minhas narinas.(15)
À proporção que louvamos, podemos orar ou ler ou cantar a Palavra de
Deus de volta para Ele. Os salmos são perfeitos para isto, por serem um
manual de louvor. com
çam e terminam Por exemplo,
“aleluia” os salmos
(ex.: 146-150,
“Louvai os últimos
a Deus!”). cinco, 150
E o salmo comediz
“Louvai-o” em todos os versos.(16) O capítulo “Referências Deste Livro” apre
senta uma lista de numerosos salmos que são excelentes para se louvar o
Senhor (“Salmos de Louvor ”).
Há hinos fabulosos também no Novo Testamento - por exemplo, aqueles
mencionados em Lucas, a começar peloMagnificai de Maria (Lc 1.46-55). Há,
ainda os hinos cristológicos de Colossenses 1.15-18, os encarnacionais de

João 1 e Filipenses 2 e os celestiais de Apocalipse 4 e 5.


E, é claro, existe a música da igreja. A música de Bach é universalmente
vista como meditação cristã transposta em forma musical. Os hinos e canções
espirituais da igreja são a fonte mais rica de louvor poético composto em
música, com palavras de autores como Bernard de Clairvaux, Paul Gerhardt,
Charles Wesley, Isaac Watts, George Herbert e John Donne. Poderíamos
ainda mencionar as belas canções das Escrituras que sobreviveram até nossos
dias - tão convenientemente compostas na primeira pessoa.
Nossa adoração particular deve elevar-se em um louvor lírico e
extemporâneo da adoração de nosso coração: “Senhor, eu te amo e agradeço-
te por______ . Senhor, glorifica teu nome através de mim...” Precisamos ler e
cantar os Salmos e hinos em oração, em retribuição a Ele.

Que a mente de Cristo, meu salvador


Viva em mim dia a dia,
Controlando com seu amor e poder
Tudo que eu disser.
(Kate B. Williamson)

Nós te louvamos, ó tu, pão da Vida,


E ansiamos festejar-te,
Bebemos de tua água, o Manancial,
Para matar a sede de nossas almas.
(Bernard of Clairvaux)

Todo o reino da natureza era meu,


Que era um presente muito pequeno;

Amor tão surpreendente, tão divino,


Exige minha alma, minha vida, meu tudo.
(Isaac Watts)

A ti, o louvor,
A ti, o louvor
A ti, o louvor, ó Senhor,
Para receberes a glória e a honra,
A glória, a honra e o poder;
Pois tu criaste,
Criaste todas as coisas,
Tu criaste todas as coisas,
E, por teu prazer, tudo foi criado
Teu é o valor, ó Senhor.
(Pauiine Michael Mills)
Eu te amo, Senhor
E elevo minha voz
Para te louvar, minha alma se rejubila
Alegra-te, meu rei
Naquilo que ouço
Que seja doce, um doce som
Para teus ouvidos.
(Laurie Klein)

A Submissão
A adoração nos conduzirá a algo mais? Sim: à apresentação de nossos

corpos
que Isaía- snossas
coroouvidas inteiras - no
sua experiência mais
com extremo
Deus: do aqui,
“Eis-me louvor. Foi desta
envia-me forma
a mim”
(Is 6 .8 ). Semelhantemente, depois do grande apóstolo Paulo cantar doxologia
em louvor - “Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele,
pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11.36) - ele nos chama imediatamen
te à submissão: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de’Deus que
apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que
é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

Thomas
oração Kemp fez disto
de submissão: a primeira
“Segundo a tua parte de seu
vontade; louvor
o que seja diário,
de tua usando
vontade;a
quando for a tua vontade”. (17)
Nossa devoção deve culminar com uma submissão consciente de todas as
partes de nossa personalidade, toda ambição, todo relacionamento e toda
esperança nEle. Feito isto, teremos atingido o ápice de nossa devoção pesso
al.
Como avisei ao começarmos, a devoção pessoal não pode ser reduzida a

uns poucos
Nem pode serprincípios comocamisa-de-força
contida numa meditação, confissão, adoraçãovezes,
lógica. Algumas e submissão.
podemos
ser levados à confissão e submissão somente. Outras vezes, a adoração pode
ocupar um tempo mais longo, ou nossa devoção pode se resumir apenas à
petição. Haverá momentos em que tudo acontecerá em vinte minutos.
Mas uma coisa é certa - nada acontecerá sem disciplina. A razão pela qual
muitos homens nunca alcançam uma vida de devoção efetiva é porque não a
planejam. Não sabem o que significa porque nunca dedicaram algum tempo
para descobrir. Não oram porque nunca dedicaram um tempo para orar. Sua
natureza nunca se eleva à de Cristo porque nunca ex põem suas vidas à pureza
de sua luz. Suas vontades permanecem torcidas porque não as ligam a Ele.
A questão para homens que não oram é muito masculina: seremos ho
mens o bastante para meditar,confessar, submeter- nos, suar e resistir?
D iscipuna da O ração

J “ T M. BOUNDS disse: “Quando o anjo da devoção se vai, o anjo da


Ê i oração perde suas asas e se transforma em algo deformado e sem
^•amor”. (') Nosso estudo anterior foi sobre as nossas asas de devoção
(meditação, confissão, adoração e submissão). Agora, as asas se formaram e
alçaram vôo, e chegamos à petição, a oferta de nossos pedidos a Deus. Minha
esperança é de que este estudo venha instruir- nos e motivar- nos a elevar
nossas vidas de oração de súplicas.
O que estabelecem as Escrituras para o texto clássico sobre a oração da
súplica dificilmente poderia ser mais dramático - é como um soldado prepa
rando- se para a batalha. Seu coração bate acelerado por baixo da armadura.
Quando recupera o equilíbrio, aperta o cinto e arrasta os pés no chão, como
um jogador de futebol experimentando as travas da chuteira. Várias vezes
atravessa o grande escudo pelo corpo, antecipando as barreiras de fogo que
irá enfrentar. Como num reflexo, estica os braços e recoloca o elmo. Com
energia, testa a lâmina da espada e a recoloca na bainha.
O inimigo está cada vez mais próximo. As espadas são sacadas das bai
nhas, numa sinfonia que dá calafrios. Os guerreiros permanecem imóveis,
ofegantes em espasmos.
Então o soldado faz algo surpreendente. Cai de joelhos numa oração de
súplica profunda - ele está obedecendo instruções divinas para recobrar
aquilo a que John Bunyan se refere como “oração integral”.^) As Escrituras
Sagradas desenham esta arma: “Com toda oração e súplica, orando em todo
tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por
todos os santos” (Ef 6.18).
Nós estamos munidos de cinco elementos para experimentar plenamen
te o poder da oração de súplica.

ORAÇÃO NO ESPÍRITO
“E ore no espírito...” começa Paulo, dando- nos o primeiro elemento da
súplica - oração no Espírito ou conduzida pelo Espírito. Como ocorre a oração
no Espírito? Romanos 8.26,27 ensina-nos de forma eloqüente:
Da mesma forma, o Espírito fortalece-nos emnossas fraquezas. Nós não
sabemos o que temos que orar, mas o Espírito intercede pessoalmente
por nós com gemidos inexprimíveis. E ele, que pode sondar nossos
corações, conhece a mente do Espírito, porque o Espírito intercede
pelos santos, de acordo com a vontade de Deus.
O Espírito, que habita em nós, através de seu superior conhecimento
íntimo, ora tanto por nós, quanto junta-se a nós em nossas orações, infundin
do suas orações nas nossas, de modo que passamos a “orar no Espírito”. Judas
20 desafia-nos a cultivar e experimentar este maravilhoso fenômeno do Espí
rito: “Vós porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima e orando no
Espírito Santo”. Orar no Espírito é a vontade de Deus, e Ele nos fortalecerá se
o permitirmos.
Duas coisas sobrenaturais ocorrem neste ponto. Primeiro, o Espírito
Santo nos mostra por que devemos orar. A parte da assistência do Espírito,
nossas orações são limitadas por nosso raciocínio e pela intuição. Porém, com
a ajuda do Espírito Santo, elas passam a ser informadas pelos Céus. Quando
recorremos à ajuda do Espírito, Ele fala conosco através da Palavra, que nos
transmite a sua mente. Na oração conduzida pelo Espírito, captamos os
pensamentos de Deus. Seus desejos tornam- se nossos desejos; suas razões,
nossas razões; seus fins, nossos fins.
Além do mais, à proporção que mostra a nossos corações aquilo por que
importa orar, o Espírito nos dá a absoluta convicção de estarmos fazendo a
vontade de Deus. Oswald Sanders, ex- diretor da Overseas Missionary
Fellowship(“Comunidade Missionária Internacional”), diz a este respeito:
A fato de que Deus põe uma carga de oração sobre nossos corações e
nos mantém orando é a evidência prima
em fad e de que é seu propó
sito responder nossas súplicas. Ao ser perguntado se realmente cria que
dois homens, por cuja salvação havia orado durante mais de cinqüenta
anos, seriam convertidos, George Muller de Bristol respondeu: “Você
acha que Deus iria manter-me em oraçãodurante todo este tempo se

não prete
0 outr ndesse
o, logo apóssalavá-los?”
morte Ambos converteram
de Muller. (3) -se; um, pouco antes
,e

Tal confiança não é incomum. Tive uma convicção semelhante para com
meu irmão, que veio a Cristo após eu ter orado trinta anos por ele! Quando o
povo de Deus realmente “ora no Espírito”, recebe orientação e convicção
similares, não apenas com relação às pessoas, mas com respeito a aconteci
mentos e mesmo nações inteiras.
O segundo benefício de “orar no Espírito” é que esta oração nos supre
com a energia do Espírito Santo para a oração, fortalecendo corpos cansados
e até sem firmeza, e conduzindo o deprimido a orar com o poder e convicção
na obra de Deus. •
Aprendamos a orar no Espírito! Para ajudar-me nesta tarefa, escrevi “Ore
no Espírito” no topo de minha lista de oração, como um constante lembrete
para esperar pacientemente no Senhor, pedindo ao Espírito que me dê
orações. Minha lista contém numerosas súplicas de longa espera para as quais
oro regularmente, mas também quero estar conscientemente aberto para o
Espírito, de forma que, se quiser, Ele poderá invadi-la, com sua determinação
e energia.
Diz John Bunyan:

Orar é um jorrar sincero, sensível e afetuoso do coração ou da alma em


direção a Deus, através de Cristo, na força e ajuda do Espírito Santo,
pelas coisas que Deus prometeu, ou de acordo com a Palavra de Deus,
pelo bem daigreja, com submissão àvontade de Deus. (4)

Aprendamos a orar no Espírito, usando a força e a ajuda do Espírito


Santo.

ORACÃO CONTÍNUA
*■

O ingrediente seguinte da oração de súplica é que ela seja contínua - “em


todas as ocasiões”. Isto caracterizou a prática da igreja apostólica, como diz
Atos 1.14: “Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres,
estando entre elas Maria, mãe de Jesus, com os irmãos dele (cf. Ef 2.42). Paulo
disse aos tessalonicenses: “Orai sem cessar”( 1 Ts 5.17), e recomendou aos
filipenses: “Em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições,
pela oração e pela súplica, com orações, com ações de graças” (Fp 4.6).
Será possível uma oração contínua? Sim e não. E difícil, naturalmente,
levar um diálogo qiíe se desenrole enquanto trabalhamos, porém a oração a
que nos referimos não é tanto a articulação de palavras comodisposição
a do
coração.
Thomas Kelly explica, em seuTestament of Devotion (“Testamento da
Devoção”):

Existe uma maneira de colocar nossa vida mental em ordem em mais de


um nível aovendo,
discutindo, mesmocalculando,
tempo. Em satisfazendo
um nível, podemos
todas asestar pensando,
exigências dos
assuntos exteriores. Mas, por trás da cena, num nível mais profundo,
também podemos estar em oração e adoração, música e louvor, e na
suave recepção da respiração de Deus. (5)

O irrepreensível monge medieval, Irmão Lawrence, registra sua experiên


cia na oração contínua no clássicoThe Practice of the Presence of God(“A
Prática da Presença de Deus”):

A hora do trabalho, para mim, não difere da hora de orar; e, no


ruído e tinir dos pratos de minha cozinha, enquanto várias
pessoas estão ao mesmo tempo interessadas em coisas diferen
tes, eu vivencio Deus, numa tranqüilidade tão grande como se
estivesse de joelhos. (6)

Esta também era a experiência de John Wesley, que modestamente expli


ca na terceira pessoa:

[Seu] coração está sempre elevado a Deus, a cada momento e emtodos


lugares. Assim, ele nunca é incomodado, muito menos interrompido,
por qualquer pessoa ou objeto. Isolado ou acompanhado, relaxando ou
conversando, seu coração está sempre na presença do Senhor. Quer ao
deitar-se ou ao levantar-se, Deus está sempre presente em todos os
seus pensamentos; ele caminha com Deus continuamente, tendo o
olhar carinhoso desua mente sempre fixo nEle, “vendo-o, sendo invisí
vel”, em toda parte. O
Assim, vemos que uma vida em oração não apenas é possível, mas que
algumas pessoas vivem sua realidade. Paulo nos desafia a entender que esta
vida não era apenas para alguns, ou para uma elite espiritual, mas para nós. A
oração contínua é a vontade de Deus para todos os crentes, sem exceção. Eu
consigo, e você também pode conseguir. No escritório, estudantes, pais
jovens - todos podem conseguir. Precisamos manter um diálogo íntimo con
tínuo com Deus. Devemos sempre estar olhando para o alto, mesmo ao nos
dirigirmos para o escritório ou ao cortar a grama.

ORACÁO VARIADA
O terceiro aspecto da vida em oração é o fato de que ela é variada - “com
todo tipo de oração e súplica”. Adiante Paulo semelhantemente escreveria a
Timóteo: “Antes de tudo, pois exorto que se use a prática de súplicas, ora
ções, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens” (1 Tm 2.1).
A variedade na oração cresce a partir do que acabamos de ver a respeito da
oração contínua. Por orarmos continuamente, as várias situações com que
nos deparamos requererão uma variedade de orações. Pense na variedade
apropriada a cada situação da vida - orações para resistir à tentação, oração
por sabedoria, por poder de autocontrole, pela proteção de outras pessoas,
por crescimento, por convicção.

Floyd
são ao Pierson,
Interior trabalhador
da África”), era umaposentado
homem quedaliteralmente
Africa Inla nd Mission
orava (“Misa
“em todas
ocasiões, com todo tipo de orações e súplicas”. Isto era tão habitual que aos
setenta anos, ao fazer um exame de motorista, ele disse ao examinador: “Eu
sempre oro antes de dirigir - inclinemos juntos nossas cabeças”. O examina
dor imaginou para que tipo de exame ele estava ali! Podemos imaginá- lo,
checando seu cinto de segurança e descansando a mão suada na maçaneta da
porta. Pierson foi aprovado!
Além do humor, há algo muito belo aqui - a testemunha natural de uma
realidade espiritual íntima efervesce “com todo tipo de orações e súplicas”.

ORACÃO
* PERSISTENTE
O quarto aspecto da oração efetiva é a persistência: “Com isto em mente,
sê alerta e mantém-te em oração...”
Êxodo 17 descreve um Moisés idoso, de pé no topo de uma colina, braços
erguidos para os céus, intercedendo por Israel, que se envolvera numa bata
lha intensa com os amalequitas. Quando levantava as mãos, Israel prevalecia,
quando as abaixava, porém, prevaleciam os amalequitas. O pobre Moisés se
esgotava, porque a gravidade puxava suas mãos para baixo, para a destruição.
Então, vieram Arão e Hur e puseram uma pedra por baixo de seu braço e, um
de um lado e outro do outro, mantiveram sua mão firme até o pôr-do-sol, e
Josué desbaratou Ameleque (w. 10-13). Esta história enfatiza que, quando há
bastante oração, Deus responde. Mais exatamente, Ele, com sua soberania,
escolhe encorajar a persistência em oração, e a resposta é para sua glória
eterna.
Em uma de suas parábolas sobre oração, o Senhor dramatizou o que Ele
quer de todos os crentes:
Disse-lhes Jesus uma parábola, sobre o dever de orar sempre e nunca
esmorecer. Havia numa certa cidade um juiz, que não temia a Deus nem
respeitava homem algum. Havia também naquela cidade uma viúva,
que vinha ter com ele dizendo: Julga minha causa contra meu adversá
rio. Ele por algum tempo não quis atender; mas depois disse: Bem que
eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum, todavia, como esta
viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim
venha molestar- me! (Lc 18.1-5).
O cultivo da persistência era motivo de recurso nos ensinamentos de
Jesus sobre a oração. No Getsêmani, Jesus desafiou seus discípulos quando
falharam na perseverança, dizendo: “Vigiai e orai, para que não entreis em
tentação; o espírito, na verdade está pronto, mas a carne é fraca" (Mc 14.38).
No final do Sermão do Monte, Jesus uniu- se a seus seguidores com uma
tenacidade compenetrada: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e
abrir-se-vos-á” (Mt 7.7). A linguagem é igualmente constrangedora, por causa
dos três verbos (“pedi... buscai... batei...”) que demonstram uma intensidade
crescente. “Pedir” encerra a idéia de suplicar ajuda consciente. Sugere ainda
humildade, pois a palavra grega aqui era comumente usada para se dirigir a
um superior. “Buscar” envolve pedir, mas acrescenta ação. A idéia não é
apenas exprimir necessidade, mas levantar-se e procurar ajuda ao redor.
“Bater" inclui pedir, mais buscar, mais perseverar - por exemplo, alguém que
permanece socando uma porta fechada. O impacto destes verbos é poderoso,
e o fato de estarem no imperativo dá- lhes ainda mais força.As palavras de
Jesus dizem, na realidade: “Permanecei pedindo, e dar-se-vos-á; permanecei
buscando e achareis; permanecei batendo e abrir-se-vos-á”.
Tal tenacidade é exatamente o que Paulo tem em mente em seu apelo à
oração de súplica, ao dizer: “Sê alerta e permanece em oração...”
Será que estamos orando com persistência bíblica por nossas famílias,
pela igreja? Haverá indivíduos, grupos, causas, almas por que levantemos
nossas mãos em oração? É necessário que haja, porque Deus responde às
orações persistentes.

ORACÃO INTERCESSORA
O quinto aspecto da oração de súplica é a oração intercessora
os santos”. Existem muitos pedidos dignos de súplica, mas9 ;
aqueles que crêem em Jesus Cristo - merecem um lugar a.
orações. (
Observe que 0 apelo de Paulo à oração “po uo c tóôè ^g t^s ” resulta num
pedido de oração do apóstolo por ele m e s m o:^ t& l^êw poríriim , para que
me seja dada, no abrir de' minha boca,; pa tv f^rara com intrepidez fazer
conhecido 0 mistério do ev ang ellp^elcmuàV solje mba ix ador em cadeias,
para que em Cristo eu seja usadéuârà. fam/eomo me cumpre fazê-lo” (w.
19,20). Paulo sabia0 que a oração itópírtros podia fazer por ele.
As orações intercessorffidraztem graça à vida das pessoas. Poucos sabem
que 0 estupendo reáMd^mcançado na índia por William Carey se deve à sua
irmã acam ia, ele durante mais de cinqüenta anos.
Ten nysprá Mnq lo s versos ao testemu nho de Pauto:

yipáès minha face outra vez,


iór minha alma.
ais se obtém pela oração
Do que sonham estas palavras.
Pc sso, de voss;
Elevar-se como uma fonte, dia e noite por mim
Pois, 0 que faz 0 homem melhor que cabras e ovelhas
Que nutrem a vida com cérebro morto
Se, conhecendo a Deus, não elevam suas mãos em oração
Nem por si, nem por aqueles que chamam amigos?
Pois toda a terra é caminho
Amarrado com cadeias de ouro aos pés de Deus. (s)
Que bela é a quíntupla anatomia da oração intercessora:no Espírito -
oração “feita no Espírito”;contínua - oração “feita a todo momento”;variada
- oração para “todo tipo de súplica”;persistente- “sê alerta e permanece em
oração”; eintercessora- “por todos os santos”. Certamente somos desafiados
e motivados! Mas questão é: Como devemos agir, para orar deste modo?
Neste ponto, temos de nos voltar para conselhos práticos.

A PRÁTICA DA ORAÇÃO INTERCESSORA


A Lista de Orações
*
Essencial para a oração intercessora é uma lista de oração. Apresento- a
em primeiro lugar, por causa das minhas repetidas experiências. Por exem
plo, posso estar orando por minha mãe e, à proporção que oro por ela, eu
vejo nossa velha casa, no número 747 da Edmaru Avenue. Estacionado na
porta, está meu Ford 41 cinza. Ele tem pára- choques traseiros coloridos,
motor envenenado de Mercury 48 e, dos lados, uma pintura especial que diz:
Swing low, sweet chariot(“Voa baixo, doce carruagem”). De repente, tenho
dezessete anos, usando meu casaco de couro, sentado atrás do volante
dourado e dirigindo- me pelo Bulevard da praia para Huntington Beach. Posso
sentir o cheiro do mar e da manteiga de cacau.
É por isso que preciso de uma lista de orações. Para estar seguro, pois
mesmo usando a lista, minha mente ainda passeia. Mas, quando isto aconte
ce, tenho minha lista para me trazer de volta. E, quando estou especialmente
propenso à distração, passo meu dedo pelos nomes dela e oro com meus
olhos bem abertos, movendo-o assim de nome em nome.
Todo bom cristão deveria ter uma lista em que constasse, entre outras
coisas, os nomes de suas famílias e, se casado, esposa e filhos. Mais ainda, a
lista deve ser detalhada, contendo dados pessoais abaixo do nome das pesso
as mais próximas. Descobri que tais dados, colocados abaixo dos nomes,
ajudam a atualizar a lista.
Minha lista de orações diárias inclui os seguintes itens, cada um com
vários detalhes:
FAMÍLIA, EMPREGADOS/FUNCIONÁRIOS E PESSOAS DA MESMA CASA,
DOENÇAS, MAGOAS, ACONTECIMENTOS IMPORTANTES, PROBLEMAS ATU
AIS, MINISTÉRIOS, LOUVOR SEMANAL, NOVOS CRENTES, MISSÕES.
Mantenho ainda quatro outras listas que tento repassar uma vez por
semana:
Lista número 1 - DOENÇAS EM EVOLUÇÃO, PEDIDOS PESSOAIS DE
TERCEIROS, EVANGELISMO, GUERRAS ESPIRITUAIS.
Lista número 2 - O MUNDO, MEU PAÍS, VIDA PESSOAL, QUALIDADES
PESSOAIS DE QUE PRECISO.
Lista número 3 - LÍDERES CRISTÃOS, PASTORES, NOVOS MINISTROS E
SUA VISÃO.
Lista número 4 - LÍDERES GOVERNAMENTAIS (Eederais, estaduais e
municipais).
Com toda a franqueza, eu não conseguiria cumprir tudo isto sem uma
lista, não apenas porque ela domina minha mente que vagueia, mas também
porque me assegura que não vou negligenciar coisas importantes, incluindo
os numerosos pedidos de orações pessoais que recebo. Sem uma lista de
oração, minha promessa de “orar por você” seria completamente vazia. Além
do mais, uma lista de orações é perfeita para acompanhar os resultados dos
pedidos.
Se você ainda não mantém uma lista de orações, comece uma pequena.
Liste simplesmente, numa fichinha, as pessoas que lhe são relacionadas e os
assuntos mais importantes para você. Acrescente algumas especificações abaixo
de seus nomes e guarde a ficha em sua carteira, para ser uma referência diária.
Garanto que, se usá-la, sua vida de oração se intensificará enormemente.

lfm Momento "Tranqüilo"


Em seguida, você precisa de alguma tranqüilidade. Sei muito bem que
tranqüilidade é um termo relativo no mundo de hoje, em que virtualmente
não há silêncio. É raro experimentarmos silêncio enquanto damos nossa
caminhada, por exemplo. Somos acordados por um rádio- relógio, barbeamo-
nos ouvindo as notícias, dirigimos em um trânsito barulhento e agitado,
voltamos para casa ouvindo o noticiário, na hora dorush e “relaxamos” ao
som do estéreo da família.
E, o que é mais importante, o silêncio que encontramos pode ser
dispersivo, devido à elevação de ruídos dispersivos. O monge trapistaThomas
Merton conta como, na profunda quietude do mosteiro, uma tosse repetida a
intervalos previsíveis, pode destruir toda a possibilidade de captar um pensa-
mento. 0 O silêncio é algumas vezes mais alto que o barulho que tentamos
ignorar! Então, você precisa escolher a situação que melhor se adapta a você.
Pode ser dominada pelo ruído da rodovia, mas se esta é a atmosfera em que
você melhor se concentra, use-a.

Paz
Ao lado disso, você precisa encontrar o local em que não será perturbado.
No princípio de meu ministério, meu gabinete era um trailer de oito metros.
Minha secretária ficava do outro lado de uma divisória de compensado. Eu
podia ouvir tudo! Como se isto não bastasse, o trailer inteiro sacudia quando
abriam a porta.
Minhas soluções eram várias, e totalmente longe de minhas instalações -
o velho, belo, sempre aberto e vazio santuário de uma igreja das vizinhanças,
o parque, o maravilhoso anonimato de meu carro estacionado num agitado
shopping center. Ainda hoje, embora já possua um gabinete sossegado,
muitas vezes vou a lugares semelhantes, para minhas devoções.

A Hora
Eu também tento dar minha melhor hora para oração - que, para mim,
nunca é a hora imediatamente antes de deitar. Os últimos momentos acorda
do de alguém nunca devem ser dedicados a poderosas orações intercessoras
(exceto, talvez, para estudantes que tenham uma prova final de manhã).
O hábito de Jesus é instrutivo: “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu,
foi para um lugar deserto e ali orava” (Mc 1.35). Deus ajuda a quem cedo
madruga. A questão é: Qual a melhor hora? Para alguns, pode ser no almoço
ou no jantar.

A Postura
Certo homem não conseguia encontrar a postura correta para orar. Ten
tou orar de joelhos, mas não era confortável; além do mais, amarrotava as
calças. Tentou orar de pé, mas cansava-se com facilidade. Tentou orar senta
do, mas não parecia reverente. Então, certo dia, estava andando pelo campo
e caiu de cabeça num poço aberto. E orou como nunca!
Seriamente, a postura ao orar pode fazer diferença, conquanto as Escritu
ras mencionem várias posturas para oração. O importante é que sua postura
favoreça sua atenção reverente. Às vezes me ajoelho, ou caminho pela sala.
Em outras ocasiões, sento-me à escrivaninha - com a lista na mão. Às vezes
levanto as mãos, ou curvo-me sobre meu rosto. O fator chave é a atitude de
oração. -

A Preparação
Com respeito à preparação para orar, uma natureza prática é da maior
importância. Algumas vezes, um homem precisa de um banho e de barbear-
se. Uma xícara de café é uma pedida excelente. Mais uma vez, a importância
primordial não está nos detalhes físicos, mas na condição da alma. O que quer
que o ajude a concentrar-se no Senhor, use.

A Extensão
Normalmente as melhores orações são as breves. Lutero disse: “Cuidado
para que você não tente fazer tudo de uma vez, não tente fazer demais, ou sen
espírito vai fatigar-se. Além disto, uma boa oração não precisa ser longa. Não
se prolongue. Oração tem de ser freqüente e fervorosa”. (I0) Um compromis
so com a extensão pode destruir uma vida de oração.

A DISCIPLINA DA ORACÃO INTERCESSORA


*

A prática da oração - lista, tranqüilidade, hora, postura, preparaçãoe


extensão - sugere uma só coisa:disciplina.

O Trabalho
Francamente, oração é trabalho, não um esporte. Não é algo que você faz
se gostar, ou a que possa dedicar seus momentos de lazer ou fazer apenas se
for bom no assunto. (u) Oração é trabalho próprio da alma que ama a Cristo
(Ef 6.18):

Com toda oração e súplica,


orando todo tempo no Espírito,
e para isto vigiando
com toda perseverança e súplica
por todos os santos.
Isto é um apelo para o trabalho!
Não devemos esperar até que estejamosafim de orar, pois pode aconte
cer que não oremos nunca, a menos, talvez, que caiamos de cabeça num
poço. O contexto do apelo de Paulo em Efésios 6 é a guerra espiritual - e é isto
a oração! Homens cristãos encaram o mundo - e caem de joelhos. Trabalho e
guerra, guerra e trabalho - estas são as palavras que devemos ter diante de
nós, se quisermos ser homens de oração.

Um Trabalho Comedido
Não devemos nos sobrecarregar com compromissos, especialmente se
estamos ainda começando. A tendência, quando verdadeiramente desafiados,
é dizermos: “Estou comprometido com duas horas diárias de oração, vou ler
a Bíblia duas vezes este ano e praticar todos os dias, as disciplinas de devoção
(meditação, confissão, adoração, submissão) e ainda a da intercessão”. Isto
durará uns três dias - talvez!
É melhor comprometer- se com um total de quinze minutos e mantê-los -
com talvez cinco minutos de leitura bíblica, cinco de meditação e cinco de
oração disciplinada. Um período regular de devoção e oração tornar-se-á um
hábito, e o hábito da oração dará asas à sua vida espiritual.
O Dr. J. Sidlow Baxter dedicou certa vez uma página de seu próprio diário
pastoral a um grupo de pastores que o haviam questionado acerca da discipli
na da oração. Ele começava contando como, em 1928, assumiu o ministério e
determinou que seria o “mais batista-metodista” dos pastores, um verdadeiro
homem de oração. No entanto, não foi muito antes de ter aumentado suas
responsabilidades pastorais e deveres administrativos, e os sutis subterfugios
da vida pastoral começaram a empurrar para adiante suas orações. Pior, ele
começou a se acostumar com isso, criando desculpas para si mesmo.
Então, certa manhã, chegou ao conhecimento de um dos diretores o fato
de ele ter ficado até mais tarde sobre sua mesa toda desorganizada, olhando
para seu relógio. A voz do Espírito chamava-o a orar. No mesmo instante,
outra vozinha aveludada lhe dizia para ser prático e responder suas cartas, e
que ele tinha de encarar o fato de não ser do “tipo espiritual” - apenas umas
poucas pessoas podiam ser assim. “Esta última observação”, diz Baxter, “feriu-
me como a lâmina de um punhal. Eu não podia suportar pensar que fosse
verdade”. Ele ficou horrorizado com sua capacidade de racionalizar toda a
base de sua vitalidade e força espiritual.
Naquela manhã, Sidlow Baxter fez um bom exame de seu coração e
descobriu que parte dele queria orar e outra não queria. Suas emoções eram
a parte que não queria orar, enquanto que seu intelecto e vontade o deseja
vam. Esta análise criou a base para seu caminho rumo à vitória. Nas próprias
palavras inimitáveis do Dr. Baxter:
Como nunca havia ocorrido antes, eu e minha Vontade nos pusemos
cara a cara. Perguntei à minha Vontade, diretamente-, “Vontade, você
está pronta para uma hora de oração?” A Vontade respondeu: “Aqui
estou, e estou prontíssima, se você estiver”. Então, eu e a Vontade nos
demos os braços, e voltei para minha hora de oração. Imediatamente
todas as outras emoções começaram a me puxar na direção oposta,
protestando: “Nós não vamos”. Percebi que a Vontade vacilou um pou
co, então
deu: “Sim,me perguntei:
se você “VocêEntão
agüentar.” agüenta, Vontade?”
a Vontade a Vontade
E foi respon
orar, e nós descemos
para orar, andando em zig-zag, arrastando aquelas emoções estrondo
sas conosco. Era uma luta, durante todo
0 caminho. Num certo ponto,
quando eu e a Vontade estávamos no meio de uma sincera intercessão,
subitamente senti que uma daquelas emoções traiçoeiras havia armado
uma cilada contra minha imaginação e fugido para
0 campo de golfe, e
fiz 0 que pude fazer para arrastar a bandida de volta. Um minuto mais
tarde, apanhei outra das emoções, que fugira furtivamente com um

daqueles pensamentos
antes do planejado, desprotegidos,
pregando um sermãoe estava
que eunoainda
púlpito, dois diasde
não acabara
preparar!

No fim daquela hora, se você tivesse me perguntado: “Você aproveitou


bem 0 tempo?” Eu teria de responder: “Não, foi uma luta desgastante
com emoções adversas e uma perda de tempo com a imaginação do
princípio ao fim”. O que é pior - aquela batalha com as emoções
continuou por duas ou três semanas, e se você me perguntasse, no fim
desse tempo: “Você tem aproveitado bem seu tempo de orações diári
as?” Eu teria de confessar: “Não, houve momentos em que parecia que
os céus eram de latão; Deus, muito distante para me ouvir; o Senhor
Jesus, estranhamente indiferente, e que a oração não alcançava nada”.

No entanto, alguma coisaestava acontecendo. Por um motivo: eu e a


Vontade realmente ensinamos às emoções que estávamos completa-
mente livres delas. Além disso, numa manhã, umas duas semanas após
o início do concurso, no exato momento em que eu e a Vontade
estávamos saindo para mais um tempo de oração, ouvi uma das emo
ções sussurrar para a outra: “Vamos lá, turma, não adianta perder
tempo contra
primeira esta resistência:
vez, embora as emoçõeselesestivessem
não mudam”. Naquela manhã,
ocasinalmente pela
interferin
do, pelo menos estavam tranqüilas, o que permitiu a mim e à Vontade
conduzirmos a oração sem divagar.

Então, algumas semanas mais tarde, o que você acha que aconteceu?
Durante um de nossos períodos de oração, quando eu e a Vontade
pensávamos nas emoções tanto quanto no homem na lua, uma das
emoções mais vigorosas saltou e gritou: “Aleluia!” Ao que todas as
outras exclamaram: “Amém!” e, pela primeira vez, todo meu ser - inte
lecto, vontade, emoções - estavam unidos, numa operação coordenada
de oração.(u)
D isc ipl in a d o L ouvor

artigo de fundo da edição de outubro de 1978da Harper’s Magazine

0 tinha como título Trendier Than Thou(uma alusão ao farisaísmo de


igrejas extremamente preocupadas com as facilidades modernas). Re
latava que Kilmer Myers, então bispo primaz da Califórnia, havia oferecid
uma recepção aos transcedentalistas da região de San Francisco, no esplen
dor gótico da catedral da Graça. O artigo dizia:
Durante uma cerimônia naturalista na catedral, juntou- se a outros cida
dãos fantasiados da mesma forma, para ordenar os senadores Alan
Cranstron ejohn Tunney padrinhos dos animais (Cranstron do grande
alce e Tunney do urso pardo da Califórnia)... enquanto projetores de
cinema exibiam imagens de rebanhos de búfalos e outras espécies em
risco de extinção, nas paredes e no teto, ao som de rock. (')
Como já esperávamos, vários padres episcopais protestaram contra o que
chamaram corretamente de “um uso profano da casa sagrada”. A despeito
disto, o bispo Myers participou das cerimônias druídicas com sinceridade,

oferecendo
ca”. orações
Q) Tomando por um “renascimento
emprestada da reverência
a frase de Eliot, houve umpela vida na Améri
“assassinato na
catedral” - nesse caso, a morte do louvor reverente a Deus, em verdade e em
Espírito.
Para alguns, os problemas das grandes tradições religiosas parecem
estar longe de serem abolidos, mas a verdade é que problemas semelhan
tes são comuns nas tradições independentes e evangélicas. Um amigo
meu visitou uma igreja numa manhã de domingo, onde, para sua surpre
sa, o prelúdio do louvor era o tema do filme The Sting (“Golpe de
Mestre”), intitulado (significativamente, creio) “O Anfitrião”. A congrega
ção estava se preparando para o louvor a Deus, enquanto imagens cine
matográficas, não de rebanhos de búfalos, mas de Paul Newman e Robert
Redford, em trajes de 1920, caminhavam inconscientes! E isto era apenas
o prelúdio, porque o que se seguiu foi um culto que saía das paredes sem
nenhuma preocupação com o louvor, em que o “ponto alto” eram os
avisos, quando o pastor (inspirado, sem dúvida, pelo estimulante prelú
dio) ficava de pé por trás do infeliz que fazia os anúncios, fazendo
“chifrinhos” por cima de sua cabeça e caretas para a congregação. Esta
chocarrice teve lugar na igreja que se intitulava a si mesma de “Igreja da
Crença Bíblica”, que ostensivamente louva o Deus T riúno da Bíblia. “As
sassinato na Igreja?”
T ristemente, histórias como esta não são incomuns na cultura secular
de hoje. Muitos cristãos nunca pensaram no significado e importância do
louvor. Não é exagero dizer que nossa sociedade, que tem como base o
prazer, produziu muitos que trabalham pela diversão e se divertem com o
louvor.
Por que esta confusão e falha trágica no que diz respeito ao louvor? A
resposta está em outra pergunta: O louvor é para Deus ou para o homem? A

tácita
seja porém crescente
primariamente concepção
para nós - para ir da
de cristandade
encontro às de hoje necessidades.
nossas é de que o louvor
Tais
cultos de louvor são encarados como entretenimento, e aquele que louva é
um espectador descompromissado que, em silêncio, avalia a apresentação.
Desta perspectiva, a pregação não passa de homilética de consenso - segundo
as necessidades imediatas - a agenda consciente do homem, em lugar da de
Deus. A informação bíblica é minimizada, e os sermões - tópicos, nunca
textuais - são curtos e cheios de histórias. Toda e qualquer coisa suspeita de
desconforto ao assistente casual é removida do culto, seja um cartão de
identificação ou um “mero” credo. Elevada à enésima potência, esta filosofia
instala um trágico egocentrismo. Tudo é julgado pelo modo como afeta o
homem. Isto corrompe qualquer teologia.
O sinal desta maneira de pensar é a usual pergunta pós- louvor: O que
você achou do culto de hoje? A pergunta apropriada seria: O que terá Deus
achado do culto e daqueles que ministraram o louvor? E o que eu ofereci a
Deus? É fácil esquecer que, quando vamos louvar, nossa preocupação princi
pal deve ser “adorar em espírito e verdade” (Jo 4.24), e não elevarmos a nós
mesmos.
Portanto, é importante que, ao contrário da visão popular de que o
louvor é para nós, entendamos que o louvor não começa dirigido ao homem,
mas a Deus. O louvor deve ser orquestrado e conduzido com a visão de um
Deus augusto diante de nós, tremendo, santo e transcendente que tem de se
comprazer e, acima de tudo, ser glorificado por nós. Tudo, em conjunto, flui
desta premissa.
O que ocorre, então, com nossas necessidades? Quando louvamos e
adoramos a Deus com canções e orações, ou no ouvir a Palavra, sua shalotn
virá ao fundo de nossas almas, de modo que voltaremos para casa com um
agradável senso de bênção pessoal, uma grande elevação. Mas isto é um
subproduto,
Deus. não um objetivo, uma evidência além da generosa graça de

RAZÕES PARA UM LOUVOR


CENTRALIZADO EM DEUS

Prioridade Divina
Ao considerar a base lógica do louvor centralizado em Deus, devemos
começar pela compreensão de que o louvor é a prioridade número um da
igreja. A famosa declaração de Jesus, em João 4.23, de que o Pai procura
adoradores é inigualável, pois em nenhum ponto das Escrituras Sagradas
lemos que Deus esteja procurando qualquer coisa de seus filhos. (3) Deus
deseja o louvor acima de qualquer outra coisa.
Desta forma, todo homem que se diga cristão deve entender que o
louvor é a prioridade maior de sua vida e o que Deus quer de você e de mim.
Jesus consagrou e substanciou esta verdade em sua repreensão à frenética e
atarefada Marta, que criticava sua irmã por sentar-se aos pés do Mestre:
“Marta! Marta! andas inquieta e te preocupas com muitas cousas. Entretanto,
pouco é necessário, ou mesmo uma só cousa; Maria, pois escolheu a boa
parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.41,42).
Uma vista na sólida ênfase dada ao louvor no Antigo Testamento
revela essa prioridade do louvor. Êxodo dedica 2 5 capítulos à construção
do tabernáculo, o local do louvor a Deus. Levítico é um manual litúrgico
de 27 capítulos. E os Salmos são um hinário espetacular de 150 capítulos.
O louvor divino é a ocupação e o alimento, a prioridade de uma alma que
crê em Deus.

A Presença Divina
A outra razão por que temos de louvar é a presença de Deus. Sabemos
que Deus está em todos os lugares - Ele é onipresente, e nos prometeu: “De
maneira alguma te deixarei; nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5). Não
obstante, fez à igreja a singular promessa de “onde estiverem dois ou três
reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20), o que significa
sua presença conosco de uma maneira muito especial quando, juntos, nos
concentramos nEle.
O Dr. A. J. Gordon, fundador do Gordon College e da Gordon- Conwell
Divinity School, tinha o sonho de elevar esta realidade espiritual. Certa noite
de sábado, cansado de trabalhar no sermão de domingo, pegou no sono e
começou a sonhar. Sonhou que estava no púlpito, quando um estranho
entrou e se sentou. Gordon via tudo ao redor do homem com uma clareza
surrealista, até o número de bancos. Mas não conseguia delinear- lhe o rosto.
Lembrava-se, no entanto, de que tinha uma aparência séria, como de uma
pessoa que sofria grande tristeza - e que lhe deu a mais respeitosa atenção.
Enquanto pregava, não conseguia tirar os olhos do estranho. E o olhar do
homem para o Dr. Gordon era ainda mais fixo.
Findo o culto, o Dr. Gordon tentou aproximar-se dele, através do corre
dor congestionado, mas ele já havia desaparecido. Chegou- se, então, ao
homem que estivera sentado ao lado do estranho, perguntou- lhe se sabia
quem era. E veio a resposta lacônica: “Era Jesus de Nazaré”. O Dr. Gordon
repreendeu- o por haver deixado Jesus partir, mas o homem respondeu indi
ferente: “Oh, não se preocupe. Ele esteve aqui hoje, e não há dúvida de que
voltará”.
O Dr. Gordon ao registrar seu choque e subseqüente auto-exame, con
clui:

Um pensamento... reteve-se em minha mente com algo de conforto e


mais de temor:Ele esteve aqui hoje e, sem dúvida voltará.
E, repetindo
estas palavras mentalmente, como um lamento por uma visão que
desapareceu, acordei. Tinha sido um sonho. Não, não tinha sido um
sonho! Foi uma visão da mais profunda realidade, uma miniatura de um
ministério real.

O impacto em A. J. Gordon foi histórico. Na realidade, ele diz que o

novo sentido
igreja da presença
de Clarendon de Cristo
Street que, trouxe
no final, uma no
resultou grande bênção paradea
estabelecimento
uma escola de treinamento bíblico destinada a transformar- se no G ordon
College. (4)
Pense no que o conhecimento da presença de Cristo faria no louvor
da igreja em confissão, se permitíssemos que a verdade se infiltrasse.
Uma coisa é certa: o “assassinato na catedral” - e igualmente na capela -
teria um fim!

Quando nos juntamos paraosum louvor em(Ap


conjunto,
1.20) Cristo
- pelosestá em nosso
meio. Ele caminha por entre candeeiros corredores de
nossa igreja - e senta-se ao nosso lado. Ele procura por aqueles que louvam
em Espírito e verdade. Ele deseja nosso louvor.
Sendo assim, a prioridade mais importante a que temos de responder
com toda a verdade é: Estaremos louvando como Ele deseja?

PRATICANDO O LOUVOR DIRIGIDO A DEUS


Se aprendi alguma coisa sobre como conduzir um louvor, após 25 anos
no ministério, foi que o louvor não “acontece” simplesmente. O louvor
requer uma preocupação cuidadosa por parte dos ministros e da congrega
ção.
Já experimentei esses dois lados, e sei que a manhã de domingo pode ser
o pior período da semana. Talvez porque os casais, especialmente aqueles
com crianças pequenas, têm mais brigas aos domingos de manhã do que no
resto da semana. E, ao chegamos à igreja, o louvor se torna uma impossibili
dade - a menos, talvez, que o sermão seja sobre o arrependimento!

A Preparação
A resposta ao problema começa com a preparação de sábado. (Qualquer
homem, que interprete isto como um trabalho feminino, está errado. Ambos,
marido e mulher devem dividir as responsabilidades pela preparação prática
e espiritual para o dia do Senhor.) É recomendável que famílias jovens lavem
sua roupa suja na noite de sábado, e que até o que vão comer no café da
manhã seja decidido então. O que será pregado e as lições bíblicas devem ser
conhecidas e estar prontas. Deve haver um acordo, sobre a hora de levantar,
que deixe bastante tempo para se aprontar para a igreja. Deitar-se em um
horário razoável também é uma boa idéia. Espiritualmente, orar arespeito do
dia do Senhor é essencial - orar pelo culto, pela música, pelos pastores, pela
própria família e por si mesmo. (5)
Os puritanos compreenderam bem isto, como um de seus grandes pasto
res, George Swinnock, expressou singularmente:

Preparai-vos para encontrar vosso Deus, ó cristãos! retirai-vos para


vossos quartos na noite de sábado... A chama de vossos corações, bem
aquecida, pois, ao passardes a noite assim, será facilmente aquecida a
manhã seguinte; com o fogo tão bem aceso ao irdes para o leito, mais
rapidamente se acenderia. Se assim deixardes vosso coração com Deus,
nas noites de sábados, encontrá-los-eis comEle na manhã seg uinte. (6)

No domingo, todos devem levantar-se em tempo, comer na hora


estabelecida e sair bem cedo, de preferência após algum tempo de oração
em família, pedindo que Deus seja glorificado e que fale a cada membro
da família. Se você fizer isto, o louvor de domingo se elevará a novas
alturas.

Esperança
Em seguida, você tem de vir com a esperança única de encontrar- se
com Deus, num louvor em conjunto. O louvor congregacional torna
possível uma intensidade de devoção que não vem tão prontamente
quanto seu louvor pessoal. Ao nível trágico, um povo tende descer a um
nível muito mais profundo de crueldade que os indivíduos isoladamente.

Entende-
de se, da
amantes também,
músicaque a apreciação
durante e o gozo
uma sinfonia de umintenso
é mais grupo do
conhecedor
que o de
um ouvinte solitário, em casa. Isto é verdade também quanto ao louvor,
porque o louvor em conjunto provê um contexto, no qual a paixão é
elevada com alegria, e a Palavra de Deus vem com um poder singular.
Martin Lutero falou sobre isto, ao confidenciar: “Em minha própria casa,
não há fervor ou vigor em mim, mas, na igreja, quando a multidão está
reunida, um fogo se acende em meu coração e penetra em mim”. (7)
Devemos nos dirigir à igreja com muita esperança - porque experimenta
mos exatamente o que esperamos.

Em Verdade
Jesus nos diz em João 4.24 que devemos adorar em Espírito e em verda
de. Adorar “em verdade” significa que devemos nos aproximar informados
pela objetiva revelação de Deus, a respeito do grandioso Deus a quem servi
mos e sobre os preceitos de que Ele nos falou. Neste sentido, nosso louvor é
conduzido pelo que sabemos e cremos de Deus. Quanto mais informados
estamos, melhor podemos louvar. Se soubermos e guardarmos no coração,
mensagens como Gênesis 1, Salmo 139, o livro de Jó, João 7, João 17,
Romanos 1-3, Apocalipse 19 - para citar apenas algumas passagens, estaremos
melhor equipados para louvar “em verdade”. O conhecimento de Deus atra
vés de sua Palavra tem que engrandecer nossa esperança e instila um temor e
uma reverência saudáveis, como escreveu Annie Dillard:

No todo, eu não encontro cristãos fora das catacumbas, suficientemen


te sensíveis das condições. Alguém terá a mais velada idéia de que tipo
de força invocamos tão alegremente? Ou, como suspeito, ninguém
acreditará nessa força?... É uma loucura usar chapéus femininos de
palha e de veludo para ir à igreja; nós todos deveríamos estar usando
capacetes de choque. Os porteiros deveriam estar distribuindo salva-
vidas e tochas de sinalização; deveriam atar-nos a nossos bancos, com
cintos de segurança. Porque o deus que dorme pode despertar um dia
e se ofender, ou o deus que desperta pode puxar-nos para um lugar de
onde podemos nunca retornar. (*)

Irmãos, precisamos encher- nos com a verdade de Deus, de modo que


nosso louvor seja eletrizado com a realidade própria!

Em Espírito
Além de louvar em toda verdade, adoramos “em espírito”. Observe o “e”
minúsculo, referindo- se a nosso espírito humano, a pessoa interior. O verda
deiro louvor flui de dentro para fora. O louvor não é uma atividade externa,
mas primeiro é de necessidade interna. Jesus repreendeu os hipócritas com
palavras de Isaías: “Este povo honra- me com os lábios, mas o seu coração está
longe de mim; e em vão me adoram”(Mc 7.6,7, citando Is 29.13).
Desta forma, o verdadeiro louvor tem de saltar do íntimo do espírito do
homem, da espontânea afeição do coração - como aconteceu tão naturalmen
te no coração de Davi. O Salmo 130, um salmo de romagem, expressa o que
se espera de um louvor em espírito:
Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda;
Eu espero na sua palavra.
A minha alma anseia pelo SENHOR
Mais do que os guardas pelo romper da manhã.
(w. 5 ,6 )

A DISCIPLINA DO LOUVOR
Este é o dia do senhor. Você vem à igreja para louvar a Deus “em
espírito e em verdade”. Você está na igreja para lhe dar valor - worth-
shíp, “valorizar” como é formada a palavra em inglês. E agora? mais
uma vez, a palavra que é o tema deste livro assume o alvo central -
disciplina.
E de grande significação que uma das duas palavras mais destacadas,
denotando o louvor no Novo Testamento sejalatreuo, que quer dizer “traba
lhar ou servir”. Isto nos diz implicitamente que o louvor envolve trabalho -
trabalho disciplinado. E desta palavra queliturgia é derivada, porque liturgia
é o trabalho de uma pessoa no louvor.
Todas as igrejas têm liturgia, mesmo aquelas que se denominam
não- litúrg icas”. Na realidade, não ter litu rg ia é uma lit urgia! Cultos
carismáticos relaxados podem ser tão litúrgicos em seu formato quan
to o culto de uma igreja mais tradicional - e, em alguns casos, até
mais rígido. Meu objetivo não é recomendar uma liturgia como supe
rior a outra, contanto que eu tenha minha opinião. O ponto para o
qual
você quero
tem dechamar sua nela,
trabalhar atenção
comé que,
tudoqualquer
que vocêque seja aporque
possui, sua liturgia,
lou
vor é trabalho. É preciso que haja algum tipo de suor santo, se você
quiser agradar e glorificar a Deus.
Utilizando a ordem típica do culto na minha igreja como um exemplo,
serei muito específico (e assumidamente idealista). Não se sinta deslocado
por seu culto ser diferente, porque, para louvar corretamente, a mesma ética
de valorizar se aplica .
Prelúdio
Você chegou cedo (admitamos que isto seja impossível em muitas igrejas
- se há um culto anterior, por exemplo), e você traz o boletim na mão. Você
ora em silêncio, lê o texto das Escrituras para a manhã, ora pelo sermão,
repassa os cânticos com um pensamento de oração e, talvez, termine orando
pelo coro e pelos participantes do culto. Você começou corretamente.

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Se este é o início do culto, eles atrapalham menos do que no meio do
louvor.

Apelo ao quando
O apelo, Louvorfeito
e àcorretamente,
Invocação é um chamado de Deus, que está
nos convidando em conjunto, à sua presença. Ouvimos às palavras de Deus
com uma expectativa reverente e em oração. Ao terminar o chamado, somos
levados em uma invocação que convida Deus para estar em nossa presença,
para que nos submetamos em louvor, por sua glória.

Credo Apostólico
Este credo, acreditam estudiosos, data de antes de 250 d.C. e é a mais
antiga profissão de fé cristã com aceitação universal. O objetivo do credo é
fazer uma confissão Trinitariana e afirmar nossa solidariedade à Igreja univer
sal de todos os tempos. Para fazê-lo de forma apropriada, Credo
o nunca deve
ser recitado, mas confessado. Isto é, o coração e a mente devem operar em
conjunto, para afirmar genuinamente uma crença autêntica.

O Glória
O GloriaPatri
Patri (“Doxologia”) tem o objetivo de elevar-nos na música,
com o propósito para o qual viemos à igreja - dar glória a Deus. Deve ser
cantado de todo coração.

Os Cânticos
Os levantamentos feitos, demonstram que cerca de cinqüenta por cento
de qualquer culto de louvor é música, quer seja culto formal ou informal. O
louvor vocal, desta forma, requer trabalho. É fácil deixar sua mente vagar de
tal forma que você poderá estar vocalizando sem compreensão - como o
menino que pensava que o refrão evangélicoGladly the crossFd bear(“Com
alegria, carregaria a cruz” - que em inglês tem exatamente a mesma pronúncia
da frase: Gladly the cross eyed bear)significasse algo referente a um ursinhb
vesgo e alegre! O antídoto para este perigo comum é reconhecer que Deus é
a nossa audiência e cantar para Ele, cumprindo, desta forma, a determinação
de Paulo: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente (1 Co
14.15).
Que glória para Deus, quando cem, duzentas ou mil pessoas estão todas
cantando verdadeiramente para Ele, com suas mentes e seus espíritos no
sublime labor de louvar. Agostinho disse mui corretamente: “Um cristão
deveria ser um aleluia da cabeça aos pés”.^
Neste livro, há uma lista de salmos que são uma arma inestimável para o
louvor (“Salmos de Louvor”). Eles podem ser usados em casa na hora do
louvor individual, assim como no louvor em conjunto.

O Coro Litúrgico
A igreja tem seus exemplos no grande coro de vozes e instrumentos no
Antigo Testamento. Nada menos de 35 dos salmos no Antigo Testamento
trazem a subscrição “ao Mestre de Canto”. Outros são cantados segundo os
tons recomendados, como “ACorça da Manhã”, tons sem dúvida bem conhe
cidos de muitas pessoas em Israel. (10)
Os coros oferecem música de uma maneira que está além da média da
capacidade individual de cada um. É a maneira que a congregação tem de
oferecer o melhor a Deus e é um presente especialmente para Ele.

O Silêncio e a Oração Congregacional


Os americanos parecem obcecados com a necessidade do som contínuo.
Alguns consideram o silêncio uma brecha na etiqueta. Eles não admitem a
diminuição de intensidade - “Pastor, eu acho que ficaria melhor com acompa
nhamento de órgão”.
O silêncio diminui o compasso frenético e dá tempo para reflexão e
diálogo individual com Deus. Reverência ao apelo de Habacuque: “O SE
NHOR, porém, está no seu templo; cale-se diante dele toda terra” (2.20).
Quando a oração congregacional começa, todas as mentes devem estar
comprometidas em uníssono com o silêncio ou concordância verbal - “Sim,
Senhor - que assim seja. Amém”. Pessoalmente, acho que as tradições litúrgicas,
ao terminar a oração com um “Amém!” congregacional vão bem de acordo
com as Escrituras.
Existe ainda o problema do “Pai Nosso”. Se for dito pela congregação,
não pode nunca ser simplesmente “dito”, mas sim orado com todo o
coração. Os adoradores fariam bem em recordar que, quando o Senhor
deu à Igreja a grande oração, primeiro Ele alertou quanto ao “uso de vãs
repetições” (Mt 6.7).

Dízimos e Ofe rtas


Dar tem de ser um ato de louvor consciente, e não um ato religioso
reflexivo. Aquele que dá, como está dando uma substância, tem de primeiro
dar-se asi mesmo a Deus (Rm 12.1; 2 Co 8.5).

As Escrituras
Ler as Escrituras é puramente compartilhar a Palavra de Deus, ao passo
que persiste o fato de que o sermão que se segue também o será. Quando
Esdras leu a Lei, toda Israel permaneceu atenta “da alva até ao meio-dia” (Ne
8 .3 ),
e nós deveríamos agir dademesma
mesmo respeito pela Palavra Deus, maneira, em solidariedade,
simbolizando com oÉ
nossa submissão.
imperativo que façamos isto com ouvidos para ouvir.

O Sermão
Evidentemente, a parte mais difícil do culto de louvor pode ser ouvir
o sermão. Neste ponto, o ministro deve ter feito seu trabalho, mas a
congregação tem, da mesma forma, seu trabalho a fazer. Richard Baxter,
em seu “Ilustrações para Ouvir Proveitosamente a Pregação da Palavra”,
disse:

Faça seu trabalho com diligência, para aplicar a palavra conforme você a
ouve... não deixe recair sobre o ministro, pois aquele que o faz não vai
mais longe, a não ser se carregado a força... Você tem o que fazer, assim
como o pregador e, durante todo o tempo, deve estar tão ocupado
quanto ele... você tem que abrir sua boca e assimilar tudo para você
mesmo... portanto, esteja todo o tempo trabalhando e abomine um
coração indolente, da mesma forma que abominaria um ministro indo
lente. (u)

Mantenha sua Bíblia aberta e acompanhe o texto. Procure as

referências mencionadas.
as obser vações Faça Peça
e aplicações. anotações.
a DeusIdentifique o lo
par a ajudá- tema.
a verListe
ex ata
mente onde Ele quer que você aplique as Escrituras, para que a
pregação se aplique em sua vida.
Não há como fugir: o louvor requer disciplina. Devemos louvar a
Deus “em espírito e em verdade”, e isto é impossível sem disciplina.
Devemos nos disciplinar para conhecer a verdade de Deus, de modo
que poss amos louvá- lo em ver dade. T emos que disc iplinar nossos
espíritos, de modo que as afeições derramem, em espírito, de nossos
cora ções para Deus. T emos que disciplin ar- nos em prepar ação para .
o louvor em conjunto, e isto começa com os trinta segundos depois
de sentarmos ofegantes.

No Sábado
Pedi a Cristo para fazer-me sensível amanhã, para as necessi
dades das pessoas do corpo que estão feridas.
Já resolvi “as discussões sobre as roupas de domingo,” estan
do certo de que o que vou usar já foi escolhido hoje.
Passei meu tempo em confissão, para que toda a vontade
seja entre mim e meu Senhor, quando nos encontrarmos ama
nhã.
Determinei ir deitar-me cedo, para que eu esteja descansado
e pronto para a igreja amanhã.
Planejei sustentar o prazer deste tempo com Cristo e com
seu povo, guardando- me das transgressões da tarde de domin
go-
No Domingo
Levantei-me com bastante tempo, para evitar atropelos.
Planejei minha manhã, para que não chegue na igreja em
cima da hora, e sim mais cedo.
Tomei um bom café da manhã, de modo que um estômago
vazio não venha a distrair-me durante meu louvor.
Tenho minha Bíblia em mãos, mais uma caneta e papel, para
fazer anotações.
Saí para a igreja com um grande senso de expectativa, por
que sei que Cristo estará lá. (12)

Finalmente temos de entender que a disciplina do louvor é a maneira de


garantir alegria no louvor. Como disse Eugene Peterson: “O louvor é umato
que desenvolve o sentimento de Deus, nãoum sentimentopor Deus expres
so no ato de louvar”. (13)
Disciplinemo- nos com o propósito de louvar!
OCARATER
D isc ipl in a d a I ntegridade

he Day America Told the Truth(“0 Dia em que a América Disso a


ferdade”), um novo livro baseado numa vasta pesquisa de opinião que
jarantia o anonimato dos participantes, revela a alarmante crise de
integridade que assola a América.
Apenas treze por cento dos americanos vêem os Dez Mandamentos
como algo que tem a ver conosco hoje. Noventa e um por cento mentçm
regularmente - em casa e no trabalho. Em resposta à pergunta: “Para qu&rn
você mentiu regularmente?” as estatísticas apontaram8 6 por cento para os
pais e 75 para amigos. Um terço de portadores de AIDS admite não ter
informado o fato a seus parceiros. A maioria dos operários admite ter cabulaclo,
em média, sete horas - quase um dia inteiro - por semana, e metade admite
ter faltado ao trabalho por motivo de doença regularmente, estando perfeita
mente bem.
A pesquisa ainda propunha a pergunta: “0 que você faria para ganhar 1 0
milhões de Dólares?” Vinte e cinco abandonariam suas famílias, 23 por ceqto
se transformariam
matariam em prostitutas
um estranho. durante
(') Pense nisto: umacem
a cada semana, e sete sete
americanos, por concor
ceqto
dariam em matá- lo, se o preço compensasse. Em mil, seriam setenta!
Mesmo os observadores casuais podem sentir a degradação da integricla-
de em todas as áreas da sociedade - com seus Watergates, Irangates, Savingates,
Pearlygates - as numerosas sátiras de proeminentes senadores que ocupam
muitas crônicas; os congressistas que perjuram contra si mesmos; o ardiloso
floreamento dos registros acadêmicos e até os registros de guerra dos Últimos
presidentes. (*) Ofranco poema- oração de Fred Holloman, capelão do sena
do do Kansas, chega sem surpresa:

Pai onisciente:

Ajude-nos
a verdade.a Um
descobrir
lado dquem
iz-nosestá
umafalando
coisa, eo outro, exatamente o contrário.
E, se nenhum dos dois estáfalando a verdade, gostaríamos desaber
isto também.
E, se cada um estiver dizendo meia verdade,
Dá-nos a sabedoriapara colocarmos as duas metadesjuntas.
Em nome deJesus, Amém.
Verdade e integridade não só se apresentam fictícias na maioria da lide
rança, como também alguns de nossos futuros líderes estão se escolando na
mentira. Revistas comoNew York Times, Book Reviewe Rolling Stones
publicam anúncios que oferecem umahot line para o “Departamento de
Pesquisa” na região Oeste de Los Angeles: “Nosso catálogo de 306 páginas
contém descrições detalhadas de 14.278 fichas de pesquisas, uma biblioteca
virtual de informação ao alcance de seus dedos. Nota de rodapé e bibliográfi
cas estão incluídas, sem custo extra. Para assinar, basta usar o telefone. Deixe
que esta valiosa arma educacional o sirva durante os anos escolares”.(3) Eles
deveriam acrescentar: “Aqui está uma oportunidade de diminuir o custo de
sua educação, estabelecendo uma personalidade fraudulenta para sua vida”.
Hoje, no mundo de negócios americano, há um declínio ético epidê
mico. Em 1983, o W all StreetJ our nal pediu a George Gallup para fazer a
agora famosa pesquisa entre executivos. O estudo revelou uma chocante
disparidade entre os executivos do primeiro escalão e a população em
geral. Oitenta por cento dos executivos confessaram dirigir embriagados,
comparados aos 33 por cento do público em geral. Setenta e oito por
cento admitiram usar o telefone da empresa para interurbanos pessoais,
3 5 por cento haviam trapaceado na declaração do imposto de renda e 7 5
por cento havim roubado material de escritório para uso pessoal, compa
rados com quarenta por cent o dos empregados em geral. (4) A triste
verdade é que é mais provável um residente de Beverly Hills fazer uso de
drogas ilegais, cometer um crime ou manter uma relação extraconjugal
que um morador do pobre South Bronx. (5)
Essas estatísticas condenam a alta sociedade, mas tais números não exclu
em a população mais pobre. Em conferência num simpósio sobre roubo por
parte do empregado, patrocinada pela American Psychological Association,
destacou- se que o furto nos estoques custava às lojas de departamentos, e
especialmente às cadeias,oito bilhõesde dólares cada ano. Dez por cento
desses roubos são atribuídos a erro na escrita, trinta a pequenos furtos e
sessenta à colossal desonestidade - ou 16 milhões de dólares por dia - dos
empregados. O custo do “furto de telefones” - empregados que usam as
facilidades das companhias telefônicas em benefício próprio - é tão alto que
as contas telefônicas tornaram- se uma das partes que mais crescem na indús
tria das telecomunicações. (6)
Significativamente, a culpa pelo declínio ético reside no homem, como
apressam-se a destacar os autores deThe Day America Told the Truth\
Nossa ética habitual no trabalho é baixa, mas seria ainda mais baixa, não
fosse o grande número de mulheres que se empregam na força de
trabalho nos últimos anos.
Quando comparamos as respostas dadas pelos dois sexos, confirmamos
que as mulheres deste país simplesmente têm um comportamento mais
ético do que os homens.
Para todas as perguntas que propusemos, as mulheres americanas, no
local de trabalho, têm um conceito moral mais elevado que os ho
mens...
Menos da metade das mulheres, em comparação aos homens, acham
que a única maneira de progredir é trapacear, e menos ainda crêem que
a política, mais do que o trabalho, seja o caminho para o sucesso...
Além do mais, as mulheres estão menos dispostas a comprometer seus
valores para progredir e, de certa forma, mais dispostas a se demitir, por
princípios, se descobrirem que suas empresas estão envolvidas em
atividades ilegais...
Se algo de valor da empresa é furtado, o ladrão será um homem, em seis
entre sete casos. Q

A verdade é: a sociedade americana está em maus lençóis. O colossal


desvio de integridade (especialmente na ética masculina) tem severas impli
cações espirituais, domésticas e políticas que ameaçam a sobrevivência da
vida que conhecemos.
Mas, para o cristão, o fato mais deprimente é este:existe pouca diferen
ça, na estatística, entre aspráticas éticas dos religiosos e a dos não-religio-
sos.Doug Sherman e William Hendricks, em seu ljvroKeepingyour Ethical
Edge Sharp (“Como Manter Afiada Espada de sua Ética”), observam que, nas
estatísticas
que furtam de Gallup,do
material 43 escritório,
por cento de não- freqiientadores
contra 37 por cento dosde igrejas admitem
freqüentadores.
Dezessete por cento dos não- freqüentadores usam o telefone da empresa
para interurbanos pessoais, mas 13 por cento daqueles que participam do
louvor agem da mesma forma.
Mas, será isto verdade com relação aos verdadeiros cristãos? podemos
perguntar. Sherman e Hendricks dizem que sim. A conduta ética geral dos
cristãos varia muito pouco em comparação com os não-cristãos, com grandes

exceções, é óbvio. (8)


Tristemente, os cristãos sãoquase idênticos aos não-cristãos:
•falsificam sua declaração de imposto de renda;
•cometem plágio/colam (os professores especialmente, conhecem isto);
•subornam a fim de conseguir uma licença para construir - “Afinal, é
assim que as coisas são feitas”,
•ignoram as especificações de construção;
•copiam programas de computador ilegalmente;
•roubam tempo;
•praticam o “furto telefônico”;
•dizem aos outros o que estes gostariam de ouvir;
•obedecem apenas as leis que lhes interessam, seletivamente.
Muitas razões podem ser citadas para reforçar este argumento. A culpa
popular recai no subjetivismo e no relativismo moral de nossos dias. Com
pessoas como Justice Harlan, dando uma declaração doutrinária: “A vulgari
0
dade é o corte:
suprema lirismo“Minha
do outro” ; ouéotão
opinião homem de rua,a apelando
boa quanto para sua própria
sua”, a integridade e a ética
sofrem.
Quando se descobre que um ícone cultural como Ernest Hemingway
(que ainda arbitra o estilo literário) mentia a respeito de tudo, inclusive sobre
sua infância, bravura atlética e heroísmos militares, de modo a ter sido, como
disse uma de suas esposas, “o maior mentiroso desde Munchausen”(10) -
como podemos escapar?
Mas a razão principal para a crise de integridade é que nós, humanos,
somos fundamentalmente desonestos, mentirosos congênitos. Analise o raci
ocínio do apóstolo Paulo em Romanos 3, onde lemos: “A garganta deles é
sepulcro aberto; com a língua urdem engano” (v. 13). Ninguém teve de nos
instruir na desonestidade. Mesmo depois de regenerados, se não nos discipli
narmos sob o domínio de Cristo, voltaremos a enganar, da mesma maneira
como o pato volta para a água.
Nossa situação é exacerbada pelos mares sutis da decepção, que se
movem, indo e vindo sobre nossa cultura através da mídia, tanto que dificil
mente reconhecemos onde se encontra a realidade. Muitos cristãos trafegam
na ilusão, alguns por falta de integridade, e nem sabem disso.

DEUS NA INTEGRIDADE
Ananias e Safira (At 5) sabiam que estavam enganando a igreja, quando
venderam uma propriedade e concordaram em agir como se estivessem
doando tudo, quando estavam dando apenas uma parte. Mas a história não dá
a impressão de que falhavam na integridade. Afinal, estavam fazendo algo
bom e generoso.
Se fosse nos dias de hoje, Ananias teria esperado até que o órgão estives
se tocando I Surrender Ali (“Tudo Entregarei”) e então, humildemente,
deixaria seu cheque nas mãos de Pedro, murmurando: “Gostaria de ter mais
para dar, Pedro, mas isto é tudo que tenho”.
Imagine a cena nos primeiros dias da igreja: o coração de Ananias batia
acelerado diante da vibração do público, mas Pedro não estava sorrindo. De
alguma forma, ele sabia!
Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao
Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o,
porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como,
pois, assentaste no coeação este desígnio? Não mentiste aos homens,
mas a Deus.
(At 5.3,4)
Pobre Ananias! Seu coração descompassado parou, e ele não podia respi
rar. O semblante austero de pedro deu lugar às trevas, à proporção que a vida
de Ananias se findava, e um jovem levou- lhe o corpo - como fizeram mais
tarde com sua viúva.
A história de Ananias e Safira nos choca, porque sofreram a morte por
uma infração tão “pequena”. Eles apenas informaram errado a porcenta
gem de seus lucros - por que a morte? Afinal, eles deram mais do que
muita gente!
A resposta é: a igreja não pode prosperar com mentira entre seus mem
bros - e Deus queria deixar isto bem claro, para sempre. A mentira fere o
Corpo de Cristo - faz com que funcione mal - e é umpecado contra Deus\Foi
por isso que Pedro gritou para Ananias e Safira, no momento em que morre
ram: “Não mentistes aos homens, mas a Deus” (At 5.4).
Integridade é uma das maiores necessidades da igreja hoje em dia. A
igreja necessita de pessoas que não apenas refreiem a mentira espalhafa
tosa, mas estejam livres da hipocrisia. Paulo diz, na realidade, que a
honestidade é necessária para o crescimento da igreja: “Mas, seguindo a
verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo (Ef
4.15). Literalmente, o meio para chegarmos a um crescimento autêntico
da igreja é verdade em, amor - falando e praticando a verdade uns para
com os outros.
A grande necessidade de integridade na igreja está diretamente liga
da às necessidades deste mundo perdido. Porque o mundo anseia por
libertar-se da desonestidade. Certamente, ele cultiva e promove a menti
ra, mas, bem no fundo, muitas pessoas anseiam escapar da ambição. Um
número de pessoas fora das quatro paredes da igreja abraçarão ansiosa
mente a fé dos crentes que estamparem a honestidade e a integridade
pelas quais anseiam.
Helmut Thielicke, o grande pastor e teólogo alemão que manteve sua
integridade durante todo o Terceiro Reich de Hitler, disse: “Fugir de uma
pequena mentira... pode ser uma confissão de fé mais forte que toda a
‘filosofia cristã’ defendida numa discussão enfadonha e violenta”. (n)
O espírito verdadeiro é uma grande arma evangélica. Conheci pessoas
que eram fascinadas por Cristo, porque viam esta qualidade numa igreja ou
num indivíduo. A integridade, para alguns, será uma bebida gelada no secular
deserto da mentira.
A experiência de Ananias e Safira conta-nos que nossa integridade tem
significado para Deus. Precisamos declarar como Jó: “Nunca afastarei de mim
a minha integridade” (Jó 27.5).
O MODELO DE INTEGRIDADE
É essencial compreendamos que o conceito bíblico de integridade tem
raízes na idéia de perfeição, que uma pessoa íntegra é uma pessoa completa.
(12) A palavra “integridade” vem do latim, e enfatiza a mesma qualidade,
porque integritas significa “integralizar,” “totalidade,” “perfeição”. (13)
Integridade caracteriza a pessoa inteira, não apenas uma parte. A pessoa
é justa e honesta sempre e sempre. Não apenas em seu interior, mas também
na ação externa. O Salmo 15 celebra a perfeição de um homem íntegro:

Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?


Quem há de morar no teu santo monte?
O que vive com integridade, e pratica a justiça,
e, de coração, fala a verdade;
o que não difama com sua língua,
nem lança injúria contra o seu vizinho;
o que, a seus olhos, tem por disprezível o réprobo,
mas honra aos que temem ao Senhor;
o que jura com dano próprio e não se retrata.

Pesquisas indicam que normalmente as pessoas mentem para encobrir o


que fizeram de errado. (14) Tome, por exemplo, o empregado que negligente
mente emperrou uma copiadora e, para disfarçar, acusa: “Quem foi que
emperrou esta máquina?”
A segunda razão mais freqüente para mentir é fazer com que as coisas
sejam emocionalmente agradáveis. Você já haverá de ter evitado expressar a
verdade para preservar a paz.
Isto não significa que tenhamos que dizer aos outros tudo o que pensa
mos, não importa o que seja - uma ordem espiritual fala sempre a nossas
mentes. O que devemos fazer é agir “segundo a verdade em amor” (Ef 4.15).
A integridade requer que tudo o que falemos seja intencionalmente verda
deiro. Tal maneira de falar agrada a Deus - “Os lábios mentirosos são abomi
náveis ao Senhor, mas os que obram fielmente são o seu prazer” (Pv 12.22 j.
Em seguida, um homem íntegro jamais trapaceia ou defraudao-. ,
nunca rouba. Provérbios nos diz: “Dois pesos e duas medidas uns e outra o
abomináveis ao SENHOR” (20.10). “Balança enganosa é abominação par,! o
SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer” (11.1). “Suave é ao homem o pão
ganho por fraude, mas depois a sua boca se enche de pedrinhas de
areia”(20.17).
Existem inúmeras maneiras de roubar casualmente, que o consenso
encara como justificadas: levar material do escritório para casa, almoços
prolongados, refeições extravagantes, aceitar presentes dos clientes, ignorar
as leis dos direitos à criação, reclamar deduções impróprias no imposto de
renda. Mas o homem íntegro evita todas essas tentações, para a glória de
Deus.
O homem de Deus mantém sua palavra. Nunca promete o que não
pretende cumprir. E executa o que projeta - não “esquece”, por conveniência,
o que tenha prometido. Nunca se é enganado por um homem que tenha
integridade. A fidelidade, um dos frutos do Espírito (G1 5-22), é uma marca
registrada. Mesmo quando ele descobre que, ao manter sua palavra, perderá
benefícios, ainda assim ele a mantém, porque o salmista diz que o homem
íntegro “honra os que temem ao Senhor” (SI 15.4). Este homem, dizem as
Escrituras, é singular. “Muitos proclamam a sua própria benignidade, mas o
homem fidedigno quem o achará?” (Pv 20.6). Integridade é uma rara beleza.
Finalmente, um homem íntegro é um homem de princípios. Devemos
entender que ser um homem de princípios significa mais do que ter princípi

os. Significa
um preço a ter a coragem
pagar. de manter-se
Recentemente, de péfilha
minha por esuas
meuconvicçõ
genro,esBrian
quando há
e Holly
Hoch, e seus três filhos procuraram durante quatro meses uma casa para
morar em Viena, Áustria, porque as residências são escassas e os proprietários
das poucas que encontraram queriam que assinassem um documento, ates
tando falsamente estarem pagando pelo apartamento um valor abaixo do real.
Minha filha e sua família, neste caso, são vítimas da própria integridade -
vítimas invejáveis.

OS BENEFÍCIOS DA INTEGRIDADE
A integridade pode custar- lhe uma amizade, reputação, emprego, até sua
vida, mas também tem seus benefícios.

O Caráter
Não há dúvidas de que a integridade é sua própria recompensa, por
produzir caráter e, não obstante a intervenção divina, o caráter determina o
curso de nossas vidas na terra. Mais ainda, glorificará a Deus pela eternidade,
através de suas graças.

A Consciência
Alinhada muito próxima e paralela ao caráter está a consciência limpa.
Este é o benefício primordial, porque, se você tem uma consciência limpa,
será capaz de postar-se firmemente na tempestade. Se o coração não o
condena, ao contrário, o apoia, você pode ser uma torre de força: “Quem
anda em integridade anda seguro” (Pv 10.9).

A Intimidade
Mas os
profunda benefícioscom
intimidade da integridade vão mais
Deus. Ele deseja ver longe, porque
a verdade ela garante
no íntimo umae,
(SI 51.8)
quando a encontra, se alegra. Uma alma transparente e honesta é um refúgio
para o Espírito de Deus.

A Elevação
Ainda há benefícios externos da integridade, porque eleva a vida do
crente. Integridade estimula mais integridade, conduta ética gera mais condu
ta ética, honestidade conduz à honestidade, caráter produz caráter! “O justo
anda na sua integridade”, diz Salomão. “Felizes lhe são os filhos depois dele”
(Pv 20.7).

O Evangelismo
Finalmente, como já mencionamos, o magnetismo evangélico da integri
dade. O anúncio a seguir foi publicado noThe East África Standard, em
Nairóbi:

TODOS OS DÉBITOS SERÃO PAGOS


Eu, ALLAN HAKANGUI, pseudônimo WANIEK HARANGUI, Caixa Postal
40380, Nairóbi, dediquei meus serviços ao Senhor Jesus Cristo. Tenho
de corrigir todos os meus erros. Se lhe devo qualquer quantia, ou
causei-lhe algum dano, pessoalmente ou através de qualquer empresa
de que fui diretor ou sócio - GUARANTEED SERVICES LTD.,
WATERDUMPS ELECTRICAL e GENERAL CO. SALES AND SERVICES.
Solicito que entre em contato comigo, ou com meus advogados, J. K
Kibicho & Cia. Advogados, Caixa Postal 73137, Nairóbi, para liquidação.
Nenhuma dívida será motivo de disputa.
DEUS E SEU FILHO JESUS CRISTO SEJAMGLORIFICADOS.

Em um momento glorioso, toda a grande cidade de Nairóbi tomou


conhecimento de que Jesus Cristo havia feito a diferença. Integridade e
evangelismo são uma poderosa combinação.
Dificilmente podemos superestimar a importância da integridade, para
uma geração de crentes que é tão semelhante ao mundo em sua conduta
ética. O mundo estámorrendo para que tenhamos integridade! Seus invejá
veis benefícios:caráter, uma consciência limpa,profunda intimidade com
a e tudo
Deus,
reclamaelevação de outrassua
poderosamente pessoas a recuperação do que foi perdido,
importância.
E os corações parados de Ananias e Safira declaram esta urgência.

A DISCIPLINA DA INTEGRIDADE
A urgência e a importância da integridade sugerem ao coração sério a
necessidade de disciplina. Deus quer que sejamos homens de princípio. G. K.
Chesterton disse: “Como a arte, a moralidade consiste em traçar uma linha
em algum ponto”. (15) Temos de permitir que a Palavra de Deus trace esta
linha, não a cultura. A elevada ética das Escrituras Sagradas tem de ser
mantida a qualquer custo, mesmo que a cultura a considere estranha e
impossível. E devemos nos disciplinar através da força do Espírito Santo, para
mantê-la.
Aqui, Wealey Pippers, correspondente da UP1, oferece um sábio conse
lho:

Uma das mais eficientes disciplinas que conheço é não fazer algo
pela primeira vez - porque a repetição vem com facilidade... Deixar
de fazer algo pela primeira vez é um baluarte contra voltar a fazer
mais tarde. Como disse a filósofa moral Sissela Bok, em seu livro
Lying (“Mentir” - New York Pantheon, 1987, p. 28): “É fácil dizer
uma mentira, mas difícil é dizê-la só uma vez”. A disciplina nos
ajudará a evitar a culpa que sentimos normalmente, ao tocarmos em
coisas que não devíamos. Um fruto importante da disciplina é a
integridade. Poucas coisas são mais importantes do que alguém ter
uma boa reputação, um “bom nome”. Nem todas as pessoas são
gregárias ou dispersivas. Nem todas as pessoas são discretas e amá
veis. Mas todos podem ter integridade. A integridade flui mais facil
mente de um caráter disciplinado do que de uma personalidade
atrevida. (16)
Temos que desenvolver uma disciplina parasermos verdadeiros no que
dizemos. A intenção das Escrituras não é coibir a diversão com nossos amigos,
inclusive brincadeiras e anedotas. Mas a Palavra de Deus nos chama a ser
honestos sempre e sempre, a nunca mentir ou demonstrar uma personalida
de ambígua para evitarmos uma humilhação ou para fazer boa figura diante
dos outros.
Não podemos jamais ser descuidados com a verdade. Temos de
medir nossas palavras. Se iludimos alguém, devemos admiti- lo imediata
mente, porque a mentira pode tornar-se um hábito. William James, em
seu clássico Principies ofPsychology (“Princípios da Psicologia”), coloca
desta forma:
Pudesse o jovem reconhecer quão cedo ele vai transformar-se num
mero feixe ambulante de hábitos, e daria mais atenção à sua conduta,
enquanto ainda está em estado plástico. Estamos tecendo nossa própria
sorte, boa ou má, que não pode ser desfeita. Todo golpe, virtude ou
vício deixa sua cicatriz, por pequena que seja. O bêbado Rip Van Winkle,
na peça de jefferson, desculpa-se por toda nova negligência, dizendo:
“Não vou contar esta vez” Bem! Ele pode não contar, mas está sendo
computada de qualquer modo. No fundo, em suas células nervosas- e
fibras, as moléculas estão contando, registrando e somando tudo, para
ser usado contra ele, ao surgir a próxima tentação. Nada que façamos é,
num sentido cientificamente literal, inocentado. Obviamente, isto tem
seu lado bom, assim como um lado mau. (17)

Temos de nos disciplinar para dizer a verdade, porque a verdade pode


tornar-se um hábito - algo que fazemos sem pensar.
A honestidade habitual - integridade - tem de ser o objetivo em tudo o
que fazemos. Temos de nos disciplinar para não sucumbirmos às chamadas
“pequenas coisas”: o uso ocasional do telefone do escritório, matar o tempo
do trabalho, apropriar- se indevidamente de material do escritório, ser gene
rosos com nós mesmos num relatório de despesas, estimar a quilometragem
a nosso favor ou torcer a verdade só um pouquinho.
Se esta disciplina se tornar habitual, as “coisas grandes” vão cuidar de si
mesmas.

Semeie uma ação


e colherá um hábito.
Semeie um hábito
e colherá um caráter.
Semeie um caráter
e colherá um destino para você mesmo
sua família
sua igreja

seu mundo.ÍS
()
D isc ipl in a d a L íngua

m 1899, quatro repórteres de Denver, Colorado, encontraram- se por


acaso numa noite de sábado, numa estação ferroviária de Denver. Al
Srtevens, Jack Tournay, John Lewis e Hal Wilshire trabalhavam para os
jornais: ThePost, TheTimes, T heRepublicant T heRockyMountainNews, de
Denver.
Cada um tinha a tarefa nada invejável de encontrar um furo para a edição
de domingo. Eles esperavam para cobrir a chegada de uma celebridade no
trem daquela noite.
No entanto, não apareceu ninguém, e os repórteres imaginavam o que
fariam. Enquanto discutiam as opções num bar próximo, Al sugeriu que
criassem uma história. Os outros três riram - a princípio. Mas, antes que
passasse muito tempo, todos estavam de acordo - eles sairiam com uma
mentira tão grande que ninguém ousaria contestar, e seus respectivos edito
res iriam parabenizá- los pelo que haviam descoberto.
Um embuste local seria muito óbvio, então eles decidiram escrever a
respeito de um lugar bem distante. Concordaram que seria a China. “Que tal
se nós dissermos que um engenheiro americano, a caminho da China, con
tou- nos que estão numa licitação para um trabalho das maiores proporções: o
governo chinês está planejando demolir a grande muralha?”
Harold não tinha certeza se a história seria verossímil. Por que motivo os
chineses poriam abaixo a grande muralha da China? “Como um sinal de boa
vontade internacional, para estimular o comércio exterior”.
Por volta das 23 horas, os quatro repórteres tinham criado todos os
detalhes e, no dia seguinte, todos os quatro jornais de Denver traziam a
história - na primeira página. A manchete doTimes de domingo era: “A
Grande Muralha da China Condenada! Pequim Procura Mercado Mundial!”
Obviamente, a história era uma invenção ridícula fabricada por quatro
repórteres oportunistas, num bar de hotel. Mas, surpreendentemente, sua
história havia sido recebida com seriedade e, em breve, corria nos jornais da
costa leste dos EUA, e até no exterior.
Quando os cidadãos da China ouviram que os americanos estavam envi
ando uma equipe de demolição para desmantelar a grande muralha, a maioria
ficou intrigada, enfurecida. Particularmente enraivecidos ficaram os membros
de uma sociedade secreta, criada por patriotas chineses contra qualquer tipo
de intervenção externa. Movidos para ação pelas notícias, eles atacaram as
embaixadas estrangeiras em Pequim e assassinaram centenas de missionários
no exterior.
Nos dois meses seguintes, doze mil homens de tropas de seis países, em
operação conjunta, invadiram a China, para proteger seus camponeses. O
derramamento de sangue nasceu de uma brincadeira jornalística fabricada
num bar em Denver. Foi o tempo de violência conhecido desde então como
Rebelião Boxer. (*)
Que poder tem a palavra escrita ou falada! Nações se ergueram, e nações
caíram pela língua. Vidas foram enaltecidas e rebaixadas pelo falar humano. A
bondade flui como um doce rio de nossas bocas, da mesma forma, o esgoto.
A pequena língua, sem dúvida, é uma força poderosa.

A FORÇA INTRÍNSECA
Tiago, o irmão do Senhor, entendia isto tão bem, quanto qualquer ho

mem na História
penetrante e, através
exposição sobre do uso de do
a língua analogias gráficas,texto
que qualquer ele nos deu a seja
literário, mais
secular ou sagrado: “Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para nos
obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai igualmente os
navio que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo
leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim também a
língua, pequeno órgão, se gaba de grandes cousas. Vede como a fagulha põe
em brasas tão grande selva!” (Tg 3-3-5).
0 cavalo é um animal inacreditavelmente forte. Pegue, por exemplo,
duzentos quilos (quanto pode levantar um levantador de peso olímpico
acima da cabeça), fixe no lombo de um cavalo. Ele mal vai bufar, sem dificul
dade sob a carga. O mesmo cavalo, sem carga, pode correr um quarto de
milha em cerca de 25 segundos. Um cavalo é meia tonelada de força bruta!
Mesmo assim, ponha- lhe freios e bridão na boca e uma mulher de cinqüenta
quilos em suas costas, que saiba traquejá- lo e ela pode fazer o animal literal
mente dançar.
Tiago observou o mesmo fenômeno nos antigos navios, já que pequenos
ou grandes eram dirigidos por um surpreendentemente pequeno leme. Hoje
ainda é o mesmo, seja um barco ou oUSSEnterprise. Quem quer que controle
o leme, controla todo o navio.
Assim é com a poderosa língua, aquela “estrutura muscular móvel, ligada
ao fundo da boca” (Webster’s Unbridged Dictionary).“Assim também a
língua, pequeno órgão, se gaba de grandes cousas”, diz Tiago (v. 5). Ou, como
Phillips parafraseou muito bem, “a língua é fisicamente pequena, mas que de
grandes feitos pode gabar-se”. Embora pese apenas 62 gramas, ela pode se
gabar de uma força desproporcional, capaz de determinar o destino do
homem. As vidas de Adolf Hitler e Winston Churchill levam testemunho
eloqüente para os lados negro e claro do poder da língua. O Führer, de um

lado
dão, do
comcanal
suasda Mancha,hipnóticas.
cadências fazia discursos bombásticos
Do outro para uma evasta
lado, as brilhantes multi
ensaiadas
expressões verbais do Primeiro Ministro empurravam uma nação vacilante
para sua “hora mais apropriada”. Mas não precisamos recorrer ao drama de
nações para ver a verdade das palavras de Tiago. Nossas próprias vidas são
uma evidência suficiente. Jamais duvide do poder da pequena língua e nunca
a subestime.

PODER DESTRUTIVO
A principal preocupação de T iago é com o poder destrutivo da língua,
e isto produz uma das mais provocantes declarações: “Vede como uma
fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora a língua é fogo; é mundo de
iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo e
contamina o corpo inteiro e não só contamina e não só põe em chama
toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em cha
mas pelo inferno” (w. 5 ,6 ).
A língua tem um terrível potencial para ferir, como sugere a analogia do
fogo na floresta. Às 21 horas de um domingo,8 de outubro de 1871, a pobre
vaca de Mrs. 0 ’Leary derrubou o lampião com a pata, enquanto estava sendo
ordenhada, dando início ao grande incêndio de Chicago. O desastre escure
ceucontido
foi três milhas e meia dade
por explosões cidade, destruindo
pólvora maisdodefogo.
na linha sul 17 mil prédios,
O fogo durouatédois
que
dias e custou mais de2 5 0 vidas.
Mas, ironicamente, este não foi o maior inferno no Centro-Oeste naquele
ano. Historiadores contam que no mesmo dia seco daquele outono, uma
fagulha deu ignição a um violento incêndio nos bosques, ao norte de Wisconsin,
uma chama que queimou durante um mês inteiro, ceifando mais vidas que o
incêndio de Chicago. Uma verdadeira tempestade de fogo destruiu milhões
de metros de madeira, tudo por uma fagulha!
A língua tem este poder de força inflamatória nos relacionamentos huma
nos, e Tiago está dizendo que aquele que usa mal sua língua é culpado de um
incêndio espiritual. A mera fagulha de uma palavra mal aplicada pode produ
zir uma tempestade de fogo que aniquila a todos que por ela são tocados.
Além disto, como a língua é um “mundo de maldade”, contém e conduz toda
a maldade do sistema do mundo. E parte de toda a maldade e penetra nossas
vidas com seu mal.
Qual o efeito da maldade cósmica da língua? “Põe em chamas toda a
carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo
inferno” (v. 6 ). “Carreira da existência humana” é literalmente “à roda de
nossa gênese”, referindo-se a nossa vida humana ou existência, f ) Que
descrição hábil para a experiência humana! Cerca de nove décimos das
chamas que experimentamos em nossas vidas vêm da língua.
Tendo capturado nossa imaginação com sua linguagem gráfica, Tiago
acrescenta o toque final: “...como é posta ela mesma em chamas pelo infer
no”. Aqui a linguagem significacontinuamente posta em chamas. Tiago usou
a mesma palavra para inferno que seu irmão, Jesus:Gehenna,derivada do
depósito de lixo que queimava perpetuamente fora de Jerusalém, um lugar
de fogo e imundície, onde Jesus disse: “onde não lhes morre o verme, nem o
fogo se apaga” (Mc 9.48).
Pode alguém deixar de entender? A língua sem controle tem uma linha
direta para o inferno! Abastecida pelo inferno, ela queima nossas vidas com
fogos imundos. Mas também é como diz Calvino: “... instrumento para captar,
estimular e aumentar os fogos do inferno”. (3)
Tomando as palavras de Tiago com sinceridade, reconhecemos que a
língua tem mais poder destrutivo que a bomba de hidrogênio, porque o
poder da bomba é físico e temporal, enquanto que o da língua é espiritual e
Ragman and
eterno. Walter Wangerin, em sua coleção de pequenas histórias
Other Cries of Faith (“O trapeiro e Outros Gritos de Fé”), volta-se para a
natureza de uma fria metáfora dos poderes da língua. Ele explica que a aranha
fêmea normalmente é viúva, por razões embaraçosas - ela devora todo aquele
que atravessa em seu caminho. Pretendentes e visitantes solitários, da mesma
forma, rapidamente transformam- se em cadáveres, e sua sala de jantar, num
necrotério. Uma mosca visitante, tendo caído presa parecerá estar inteira,
mas a aranha bebeu todo o interior de seu corpo, de modo que a mosca se
transformou em seu próprio esquife vazio. Não é um pensamento agradável,
especialmente se você tem um toque de aracnofobia, como eu!
A razão deste procedimento macabro é que ela não tem estômago,
portanto, é incapaz de digerir qualquer coisa em seu interior. Através de
pequenas picadas, ela injeta seus sucos digestivos na mosca, de modo que
seu interior vai ruindo e até transformar-se numa sopa morna. “Esta sopa, ela
bebe às goladas”, diz Wangerin, “assim como a maioria de nós toma as almas
dos outros, depois de havê-las cozido em várias enzimas: culpa, humilhações,
amor cruel - há um sem- número de finas misturas ácidas. E alguns de nós
estamos tão habituados com a palavra hipodérmica, que nossas pessoas
queridas continuam a nos oprimir e sorrir, afinal, contuinuam vivas”. (4)
Esta é a metáfora repulsiva, embora efetiva, que serve para descrever o
poder destrutivo de palavras miseravelmente intencionais. As palavras não
dissolvem meramente órgãos e nervos, mas almas! Este mundo é povoado
por esquifes humanos ambulantes, porque inumeráveis vidas foram dissolvi
das e esvaziadas pela palavra alheia.

CIANURETO VERBAL
De modo significativo, Tiago não nos fala como o poder destruidor da
língua se manifesta no falar humano. Ele sabe que a mente espiritual, informa
da pelas Escrituras, não terá problema em chegar às conclusões.

Mexericos
O poder destruidor da língua nos mexericos (fofocas) abre a lista, é claro.
Um médico, numa cidade do Meio-Oeste dos EUA, foi vítima de uma cliente
difamadora que tentou arruiná- lo profissionalmente, através de rumores, e
quase conseguiu. Vários anos mais tarde, a mexeriqueira teve um problema
no coração e escreveu para o médico pedindo perdão, e ele a perdoou. Mas
não havia como apagar a história, nem ele conseguia. Como Salomão obser
vou sabiamente: “As palavras do maldizente são doces bocados, que descem
para o mais interior do ventre” (Pv 18.8). A intriga é assimilada sofregamente
e guardada pelos que ouvem como saboroso petisco. Negativas vigorosas
apenas trazem maiores suspeitas - “Ele protesta muito!” O dano foi feito.
Daqui em diante, o inocente médico olharia dentro de certos olhos e imagi
naria se haviam ouvido a história - e se acreditaram nela.
Mexericos normalmente encobrem- se com aceitáveis convenções, como:
‘Você ouviu... ?” ou “Você sabia... ?” ou “Me contaram...” ou “Eu não te
contaria. Só estou contando porque sei que você não passará adiante". É claro
que a mais infamante maneira de racionalização nos meios cristãos é: “Estou
lhe contando para que você possa orar”. Esta atitude parece tão piedosa, mas
o coração que se alimenta ao ouvir notícias maldosas é uma arma do inferno
e deixa chamas em seu rasto. Oh, que sofrimentos nascem da língua e
atingem o coração!

A Insinuação *

Uma prima do mexerico é a insinuação. Considere o imediato de um


navio que, após uma farra, teve registrado pelo capitão, no diário de bordo:
“Imediato bêbado hoje”. A vingança do imediato? Alguns meses mais tarde
ele, subrepticiamente, escreve em suas próprias anotações: “Capitão sóbrio
hoje”. Então, ele parte com a palavra não dita, o silêncio desairoso, com as
sombrancelhas levantadas, com aparência problemática - carregado com a
miséria do inferno.

A Bajulação
v Mexerico envolve dizer por trás de uma pessoa aquilo que você não teria
coragem de dizer na frente. Bajulação significa dizer na frente o que você diria
por trás. As Escrituras alertam repetidamente contra os bajuladores, porque
são pessoas destrutivas que carregam uma legião de motivos imorais: “O
homem que lisonjeia a seu próximo, ama-lhe uma rede aos passos” (Pv
29.5);“A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de
ruína” (Pv 26.28); “Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que
fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevaleceremos...” (SI 12.3,4).

O Criticismo
Encontrar erros parece epidêmico na igreja cristã. Talvez isto seja por
causa de um sabor de retidão que pode ser pervertido em um senso de
vanglória, de auto-retidão e um julgamentalismo sem precedente. Certa vez,
enquanto João Wesley estava pregando, ele notou uma senhora na audiência
que era conhecida por sua atitude crítica. Durante todo o culto, ela estava
sentada e observava sua nova gravata. Quando o culto terminou, ela se
aproximou dele e disse muito diretamente: “Sr. Wesley, sua gravata está
muito longa. Isto é uma ofensa para mim!” Ele perguntou se alguma das
senhoras presentes teria uma tesoura em sua bolsa. Quando lhe passaram a
tesoura, ele a deu para sua crítica e pediu que ela aparasse o que não estava
de acordo com seu gosto. Depois que ela a cortou próximo do colarinho, ele
disse-, “Tem certeza de que agora está bom?” “Sim, agora está muito melhor”.
“Então, empreste- me esta tesoura um momento”, disse Wesley. “Tenho certe
za de que a senhora não se incomodará se eu também lhe fizer uns retoques.
Tenho que dizer-lhe, madame, que sua língua é uma ofensa para mim - é
muito comprida! Por favor, ponha- a para fora... eu gostaria de tirar um pou
co”. EmWesley
penso”. outra ocasião,
respondeu: alguém
“Este disse
é um atalento
Wesley:
que“Meu
Deus talento é falar o que
não se importaria se
você o sepultasse!” Isto é um bom conselho para cristãos.

A Depredação
Num texto subseqüente, Tiago exprime sua ordem: “Irmãos, não faleis
mal uns dos outros” (4.11). Literalmente, “não deprecieis uns aos outros,
irmãos”. Tiago proíbequalquer comentário (verdadeiro ou falso) que depre
cie outra pessoa.
Certamente nenhum cristão deveria tomar partido em qualquer calúnia,
impondo falsos comentários sobre a reputação alheia. Ainda assim, o fazem.
Porém, ainda mais pungente é o desafio para conter qualquer comentário que
pretenda diminuir alguém, mesmo que seja totalmente verdadeiro. Pessoal
mente, posso pensar em alguns mandamentos que vão de encontro às con
venções comumente aceitas mais que este, já que a maioria das pessoas acha
correto transmitir informações negativas se são corretas. Nós entendemos
que mentir é imoral. Mas transmitir verdades danosas também é imoral?
Parece quase uma responsabilidade moral! Por este raciocínio, o críticismo
por trás de outra pessoa é visto como correto, desde que se baseie em fato.
Da mesma forma, o mexerico que denigre (é claro que nunca é chamado de
mexerico!) é visto como correto, se a informação é verdadeira. Desta forma,
muitos crentes usam a verdade como uma licença para diminuir a reputação
alheia de modo justificado.
Com relação a isto, alguns rejeitam que se deprecie outra pessoa por trás,
mas acreditam que fazê-lo face a face é correto. Estas pessoas são conduzidas
por uma compulsão “moral” para alertar essas pessoas sobre suas limitações.
Apontar erros é, para eles, um dom espiritual - uma licença para levar a cabo
uma missão de procura e destruição.
O que muitos não sabem é que a maioria das pessoas está dolorosamente
a par de seus defeitos. E, desta forma, gostariam de superá- los. Estão tentan
do consegui-lo com muito esforço. Então alguém, sem piedade, ataca, crendo
que está executando seu dever espiritual e, então, a dor implicada será
profunda!
Esta maneira destrutiva de depreciar os outros também pode se manifes
tar na sutil arte de minimizar as virtudes e realizações alheias. Após conviver
com tais pessoas, suas habilidades mentais, conquistas atléticas, desempenho
musical e virtudes domésticas não parecerão tão bons quanto eram minutos
atrás. Alguns destes sentimentos talvez tenham surgido de suas palavras a
respeito de seu Steinway - “Que pianinho bom!” - ou por uma exclamação de
surpresa a respeito do que você não sabia. Talvez o tom de voz, a maneira de
olhar e os silêncios cirúrgicos.
Existem muitas razões pecaminosas, pelas quais irmãos em Cristo depre
ciam-se uns aos outros. A reação a algum menosprezo, real ou imaginário,

pode ser motivação


ritualidade para difamação
e sensibilidade os habilita“cristã”.
a puxarOutros imaginam
os outros de seusque sua espie
pedestais
desmascaram suas hipocrisias. Gideão, certa vez, gritou corretamente: “Espa
da pelo Senhor e por Gideão!” (Jz 7.20), e nós podemos fazer o mesmo, mas
em nosso caso, é muito freqüente uma espada de auto-honradez.
Diminuir os outros também pode vir da necessidade de elevar-se a si
mesmo - como o fariseu que agradeceu a Deus por não ser ele como os
outros pecadores “nem como este publicano” (Lc 18.11). Desta forma nós
desfrutamos da duvidosa pretensão de sermos capazes de pisar nas feridas
alheias.
As vezes a depreciação dos outros vem simplesmente de muita conversa
vazia. As pessoas não têm do que falar, então, alimentam o fogo da conversa
com a carne alheia. As habilidades e motivações do Corpo de Cristo para se
diminuir os outros poderia encher uma biblioteca.
Somos todos hábeis em racionalizar este tipo de conversa, mas a Palavra
de Deus diz: “Irmãos, não faleis um do outro”.
O cianureto verbal vem de várias formas. Mexerico, insinuação,
bajulação, criticismo e depreciaçãosão apenas um pouco do veneno que
cristãos injetam uns nos outros. E os resultados são universais: sucos gástri
cos, tóxicos fermentam um banquete do diabo, a lavagem de almas.

RELIGIÃO VÃ
As palavras de Tiago são consistentemente cirúrgicas. Mas nunhuma é tão
pungente como estas: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a
língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (1.26). Um
exercício de futilidade!
Esta é uma declaração espiritualmente aterradora, para dizer o mínimo,
pois, como uma lâmina quente na manteiga morna dissecando a conversa
hipócrita e a piedade de religiões auto-satisfeitas, uma língua sem controle
sugere uma falsa religião, não importa quão bem se lide com a devoção. O
verdadeiro teste de espiritualidade de um homem não está em sua habilidade
no falar, como estamos inclinados a pensar, antes em sua capacidade de
refrear a língua.
O próprio Senhor Jesus explicou isto em termos precisos, numa acalora
da discussão com os fariseus: “Ou fazei a árvore boa e o fruto bom, ou a
árvore má
víboras, e opodeis
como fruto mau;
fazer porque pelo fruto
cousas boas, sendosemaus?
conhece a árvore.
Porque a bocaRaça de
fala do
que está cheio o coração” (Mt 12.33,34). língua
A inevitavelmente revela o
interior. Isto é especialmente verdadeiro quando a língua está se revelando
compulsivamente.
Um pregador, com um martelo na mão, fazendo algum trabalho num dia
de semana na igreja, notou que um homem o observava. Finalmente, o
pregador perguntou por quê. O homem respondeu: “Eu só quero ouvir o que
o senhor dirá, quando acertar o dedo”. O curioso paroquiano entendia que
seria um momento verdadeiramente existencial. O mesmo poderia ser dito
do stressdoméstico, onde a boca infalivelmente trombeteia a essência íntima.
Tiago não quer dizer que aquele que, às vezes,cai neste pecado tenha
uma religião vã, pois todos são culpados, uma vez ou outra. Antes, ele está
dizendo que se a língua de alguém estáhabitualmente sem freios, mesmo
que sua freqüência à igreja seja impecável, seu conhecimento da Bíblia,
invejável, suas orações freqüentes, seus dízimos, exemplares, embora “se
considere um religioso... ele se engana a si mesmo, e sua religião é vã”.
O sempre prático Tiago dissecou o decoro religioso, mas não é manteiga
o que corre de sua faca, e sim a medula de nossas almas. A verdadeira religião
controla a língua.
Como vai sua religião:
•Você fala demais?
•Você passa adiante o melhor pedaço dos bocadinhos que recebe, com
alegria?
•Você diz na frente dos outros o que você nunca seria capaz de dizer por
trás?
•Você tem o “dom” de uma língua afiada?
•As pessoas se sentem elevadas ou depreciadas com suas palavras?
“A língua semosso, tão pequenae frágil,
Pode esmagar e matar’’, declara o grego,
“A língua destrói multidões”,
Assegura o turco, “mais do que uma espada”.
O provérbio persa diz sabiamente-,
“Mais longa a língua - mais rápida a morte!”
Ou às vezes toma esta forma:
“Vocêpermite que sua língua corte sua cabeça”.
A língua pode falar uma palavra cuja velocidade,
diz o chinês, “ultrapassa o cavalo na batalha”,
A sabedoria árabe dizia em parte:
“0 grande celeiro da língua é o coração”.
Do hebraico saltou a máxima:
“Vossos pés podem escorr
egar, vossa ílngua não”.
0 autor sagrado conclui tudo:
“Aquele que contéma língua, mantém sua vida"Q .

LÍNGUA DISCIPLINADA
A língua, tão pequena, é imensamente poderosa. Quatro repórteres,
bons rapazes, depois de algumas cervejas num bar de Denver, em 1899,
criaram uma fagulha ilusória que incendiou a infame Rebelião Boxer. A língua
é realmente mais poderosa do que generais e seus exércitos, ela pode alimen
tar nossas vidas de tal forma, que se tornarão numa fornalha de fogo, ou uma
ferramenta dos céus.
Oferecida a Deus no altar, a língua tem um terrível poder para o bem.
Ela pode proclamar a mensagem da nova vida da salvação: “E como
ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem envia
dos? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam
cousas boas!” (Rm 10.14,15). Ela tem o poder da santificação, como
compartilhamos na Palavra de Deus: “Santifica-os na verdade; a tua pala
vra é a verdade” (Jo 17.17). Ela tem o poder de cura: “Porque chegando
nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos
atribulados: lutas por fora, tumores por dentro. Porém, Deus que confor
ta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito; não somente com
sua chegada, mas também pelo conf orto que r ecebeu de vós, referindo-
nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando
assim meu regozijo” (Hb 13.15).
Depende de nós. Sem suor, não há santificação!
Primeiro, temos de pedir a Deus que cauterize nossos lábios, confes
sando, como Isaías: “Ai de mim! Estou perdido! porque sou homem de
lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus
olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.5). Então, temos de nos
submeter a um toque purificador: “Depois disto ouvi a voz do Senhor,
que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me
aqui, envia-me a mim” (v. 8 ). Isaías delineia o que um exercício espiritual,
feito com o coração, fará em nossas vidas. Façamos todos isto - hoje!
Segundo, de mãos dadas com o primeiro pajso, tem de haver devoção
contínua, relativa ao uso de nossas línguas - oração regular, detalhada. Isto
em combinação com o primeiro passo, operará uí 11 milagre espiritual.
Terceiro, precisamosdisciplinar- nos com relação ao uso da língua, to
mando resoluções solenes como:
•Perpétua e amorosamente falar a verdade6 ra amor (Ef 4.15).
•Abster-nos de tomar partido ou de alimentar um mexerico (Pv 16.28;
17.9; 26.20).
•Abster-nos da bajulação (Pv 26.28).
•Abster-nos de depreciar os outros (Tg 4.11}*
%Kbster-nos òa conversação torpe ^À).
•Abster- nos do sarcasmo (Pv 26.24,25).
•Memorizar as Escrituras que ensinam o uso correto da língua (veja a
lista de provérbios que fornecem instruções sobre a língua - “Provérbios
Selecionados Relativos à Língua’9-
Discipline sua língua com o propósito da religiosidade:

Aquele que controla a língua, controla sua ahnã-


D iscipunado Trabalho

ltuds Terkel abre seu mundialmente aclamado livroWorking: People Talk

5 About What Tbey Do Ali Day and How They Feel About What They D°
(“Trabalhar: Pessoas Comentam Sobre o que Fazem o Dia Inteiro e Como
se Sentem a Respeito do que Fazem”) com estas palavras:

Este livro, por tratar de trabalho, é, por natureza, a respeito da violência


- contra o espírito, assim como contra o corpo. É a respeito das úlceras,
comodedos
lutas acidentes.
punhos A respeito
cerrados. de competições
A respeito de como
de neurastenia, gritos,decomo
passardeo
dia sem fazer nada. É, acima de tudo (ou abaixo de tudo), sobre humi
lhações diárias. (!)

Milhões de pessoas vêem seu trabalho como algo que precisam carregai
uma indignidade de vida. Seus sentimentos não são sem precedente. Herman
Melville tinha bem o mesmo sentimento: “Eles falam em dignidade do traba
lho. Bobagem. A dignidade está no lazer”.
Uma nuvem negra de insatisfação encobre a força do trabalho de hoj£-
Apenas um décimo dos trabalhadores americanos afirmam que estão satisfei
tos com seus empregos. Q Para a esmagadora maioria, o trabalho é estúpid0
e sem sentido. Este descontentamento universal resulta no paradoxal proble
ma de preguiça, por um lado, e excesso de trabalho, por outro. Patterson e
Kim, em The Day America Told the Truth(“O Dia em que a América Disse a
Verdade”), contam- nos que apenas um em quatro empregados dá o melhor
de seu esforço ao trabalho e que cerca de vinte por cento da média de tempo
do trabalhador é desperdiçado, produzindo assim, como resultado, uma
semana de quatro dias de trabalho. (3)
Esta indolência é epidêmica, como também o trabalho extra. O trabalho
noturno é um meio de vida para uma parte substancial de nossa força de
trabalho. Esta prática recebeu uma explicação clássica, quando os emprega
dos de uma manufatura de borracha em Akro, Ohio passaram a ter uma
jornada de trabalho de seis horas - e mais da metade deles assumiu um
segundo emprego de jornada completa ou meio expediente. (4)
A explicação gerencial sobre trabalhadores noturnos é que é um vício
trabalhista daqueles que sublimam tudo - família, lazer, amigos, igreja - à
carreira. O ponto a que o carreirismo pode chegar é registrado pelo Dr.
Douglas LaBier, chefe do conselho doprojeto Tecnologia, Trabalho e Perso
nalidade em Washington D.C.que relata a “expressão extrema, mas não
incomum” de um homem que lhe contou que temia morrer, não pela morte
em si, mas porque estaria pondo um fim à sua carreira. (5)
Esta maneira de pensar produziu uma lista infindável de sátiras a
religiões populares sem fundamento que buscam os requisitos de quali
dade para uma carreira de sucesso: disciplina - “Criatividade é dois por
cento de inspiração e 98 por cento de transpiração”; objetivos - “Se seu
alvo é em nada, acertará todas as vezes”; miolo - “Sucesso na vida não
depende de ter boas cartas, mas de saber jogar com as cartas más que
tem”; perseverança - “Tempos duros nunca duram para sempre, mas
pessoas duras, sim”; visão - “Um homem sonha sonhos e se pergunta:
por quê? Eu sonho sonhos e me pergunto: por que não?”; autoconfiança
- “Creia em Deus, e já é meio caminho andado; creia em si próprio, e já
terá andado três quartos”. (6) Os carreiristas que esposam as linhas destes
credos imaginam- se erroneamente herdeiros da ética da obra protes tan
te, mas são qualquer coisa menos isto, como veremos.
Esta ilusão toma trágicas dimensões na personalidade, porque as pesqui
sas indicam que a ética do trabalho de cristãos e não- cristãos é virtualmente
idêntica. “Na igreja, eles juram obediência a valores ditados por credos e
Escrituras. Mas, no trabalho, curvam- se a ídolos de conveniência e sucesso
profissional. Uma camuflagem tornou- se de rigor no local de trabalho”. Q A
verdade pura e simples é que muitos cristãos miseravelmente fracassam em
sua ética no trabalho, seja por indolência ou excesso de trabalho, ou ironica
mente os dois.
0 que precisamos é de uma ética trabalhista que se respalde na Palavra de
Deus e seja vivida religiosamente, tanto no trabalho quanto na igreja. A razão
pela qual isto é tão importante deve-se ao fato de que a maioria de nós passa
de oito a dez de nossas dezesseis horas acordados no trabalho, cinco a seis
dias na semana. Portanto, nossa maneira de trabalhar não revela quem somos,
mas determina o que somos.
A disciplina cristã do trabalho deve ser observada com rigor, onde quer
que Deus nos tenha posto.

O QUE DIZ A BÍBLIA


A RESPEITO DO TRABALHO
A doutrina cristã bíblica do trabalho tem uma elevada srcem, porque
está estritamente relacionada às doutrinas da energia criativa de Deus e à
imagem de Deus no homem. Encontramos Deus como um trabalhador em
Gênesis 1 .1-2.2. Na realidade, toda esta parte é um diário da obra de Deus,
terminando com a declaração de que, “havendo Deus terminado no sétimo
dia a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha
feito” (2.2). Como disse Milton:

Os planetas em suas órbitas, ouvindo permaneceram,


Enquanto o esplendor ascendeu jubilante.
“Abram os portõeseternos", cantavam;
“Abram céus, vossasportas vivas; deixem entrar
O grande Criador que de sua obra retomou
Magnífico, seu trabalho de seis dias", um Mundo.
(Paradise Lost,VII.536)

Por ser Deus um trabalhador, doa a todo trabalho legítimo uma dignida
de intrínseca.
O que mais se aprende em Gênesis 1 é que “Criou Deus, pois, o homem
à sua imagem” (1.27). Somos compelidos a entender que esta imagem de
Deus no homem significa que este foi criado para ser um trabalhador. A
maneira com que trabalhamos revelará o quanto permitirmos que a imagem
de Deus se desenvolva em nós. Há uma imensa dignidade em trabalhar e em
ser um trabalhador.
seu trabalho importa a Deus!
É preciso colocar isto em seus corações:
Uma observação mais profunda e de grande importância é que o trabalho
foi dado ao homemantes da queda, antes do pecado, antes da imperfeição:
“E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden” (Gn 2.8). “Tomou, pois, o
Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim para o cultivar e o guardar”
(2.15). A partir daí, chegamos à conclusão de que não podemos negar que
trabalhar é bom, a despeito do raciocínio moderno de que é mau e desuma
no. David Ben-Gurion, líder pioneiro do moderno Estado de Israel, deixou
esta memorável expressão sobre a nobreza inata do trabalho:
Nós não consideramos o trabalho braçal uma maldição, ou uma
amarga necessidade, nem mesmo um meio de prover a subsistência. Nós o
consideramos como uma elevada função humana. Como uma base da
vida humana. 0 fato mais digmficante na vida de um ser humano é que
ele tem de ser livre, criativo. Os homens têm de se orgulhar dele. (8)

O Trabalho sob Maldição *

Então, vemos que Deus trabalha e que o homem, criado à sua imagem, é
um trabalhador e que o trabalho é bom. No entanto, veio a queda e a
maldição:
Visto que atendeste à voz de tua mulher, e comeste da árvore que eu te
ordenara não comesses: maldita é a terra por tua causa: em fadiga
obterás dela o sustento durante todos os dias de tua vida. Ela produzirá
também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do
rosto, comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste forma
do; tu és pó e ao pó voltarás.
(Gn 3.17-19)
A maldição tornou a natureza não cooperativa, de forma que o trabalho
tornou- se penosa labuta, e o homem tinha que suar para obter sustento.
Alguns suam mais que os outros. Podemos estar numa posição melhor que
alguns. Mas a norma para o mundo é “penosa labuta”.
Mais ainda, a experiência normal da raça humana em seu labor é mal-estar
fútil. O autor de Eclesiastes deu- nos esta expressão universal, quando lamen
tava sua situação do ponto de vista de alguém que deixa Deus fora de sua
vida. Em 2.4-10, ele descreveu seu sucesso profissional, em adquirir vinhas,
jardins, parques, escravos, rebanhos e tesouros. Ele era maior que seus
contemporâneos. Nada que seus olhos quisessem lhe era negado. Mas ele
concluiu no versículo 11: “Considerei todas as obras que fizeram as minhas
mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas havia feito; e eis que
tudo eram vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo
do sol”. E reitera no versículo 17: “Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa
a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento”.
Isto é, até onde o trabalho vai levá-los sem Deus. Você vai comprometer-
se com ele, porque, embora caído, você é a imagem de Deus e porque
trabalho é parte da ordem natural, pois produzirá seus benefícios e satisfa
ções - mas também será uma labuta e suas alegrias serão efêmeras. Studs
Terkel revelou o que sempre foi verdade debaixo do sol, quando Deus é
deixado de fora.

O Rendimento do Trabalho
Existe uma visão cristã que faz de Deus o centro da equação. Para se ter
certeza, Deus não retira a maldição, nem a labuta penosa e suada, mas
substitui 9ua falta de significação.
Aquete que foi salvo pela fé, tornou- se herdeiro desta grande declaração:
“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais
Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Sendo
feitura dEle, nós somos, como traduz F. F. Bruce, “seu trabalho de arte, sua
obra- prima”. 0 Somos pináculo dacriação de Deus, porque, acima de todas
as coisas criadas (até dos anjos!), somos feitos sua imagem. Isto tem possibi
lidades sofismáticas. Além disto, fomos regenerados - “criados em Jesus Cris
to” - passando, assim, por uma segunda grande criação. Como diz Paulo em 2
Coríntios 5.17: “Assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura”. A mais
estupenda criação de Deus é o homem, feito vida em Cristo. Para citar
Jonathan Edwards, “a vida espiritual que se alcança na obra da conversão é
um efeito muito maior e mais glorioso do que uma mera existência”. (10)
Como objeto das duas criações de Cristo, somos sua suprema feitura!
Como suas obras- primas, fomos “criados em Cristo Jesus para fazer boas
obras, que Deus preparou antecipadamente para que façamos”. Cada um de
nós tem uma obra eternamente estabelecida que incluitarefa, habilidade e
um lugar para servir. Qualquer que seja a tarefa para a qual Ele o tenha
chamado, você estará preparado para ela, como certamente um pássaro é
feito para voar. E, ao realizarmos as obras para as quais Ele o chamou, você vai
ser mais e mais sua feitura e mais e mais você mesmo.
As implicações práticas disto são estupendas. Não há distinção entre o
secular e o sagrado em relação ao trabalho honesto realizado. Para o Senhor,
estetransformou
isto trabalho também é sagrado.
a vida de Lutero, eHistoriadores concordam
certamente até queseus
o mundo de o entender
dias. Ele
escreveu: “Seu trabalho é assunto muito sagrado. Deus se regozija nele e,
através dele, quer derramar suas bênçãos em você. Este louvor ao trabalho
deveria ser inscrito com todas as armas, na testa e nas faces que suam com a
labuta”. (n) Não há cristãos em primeira classe, nem segunda classe para seus
variados trabalhos. Todo trabalho é sacramental na natureza, seja conferindo
mantimentos, seja vendendo títulos, limpando dentes, conduzindo máquinas
de varrer, ensinando ou pintando ornamentos.
Tudo que fazemos tem de ser feito pela glória de Deus. Ouça o chama
do de Deus para servi-lo.
Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer,
fazei tudo para a glória de Deus.
(1 Co 10.31)
E tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do
Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
(Cl 3.17)
Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e
não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa
da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.
(Cl 3.23,24)
Você pode sentir que está num “trabalho por nada”. Por causa da maldi
ção, seu trabalho pode envolver uma labuta penosa e render pouca satisfação
fijncional. Mas você pode glorificar a Deus onde estiver, pela atitude de seu
coração. Você pode achar que sua ocupação não é sagrada, mas será, se a fizer
pela glória de Deus. Você é a obra- prima de Deus, criado em Cristo Jesus, para
executar as boas obras que Deus planejou antecipadamente para você. Tudo
a respeito de seu trabalho tem de ser dedicado a Ele - sua atitude, sua
dedicação e seu preparo.

A DISCIPLINA DO TRABALHO
As disciplinas do trabalho são práticas. Neste ponto, as Escrituras são
muito explícitas.
Energia
Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, são cristalinos sobre a
necessidade de um trabalho com energia, em oposição à preguiça. Provérbios
escarnece a falsa sabedoria do preguiçoso:

Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos?


Maior esperança há no insensato do que nele.
Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho;
um leão está nas ruas.
Como a porta se revolve nos seus gonzos,
Assim o preguiçoso no seu leito.
O preguiçoso mete a mão no prato,
e não quer ter o trabalho de levar à boca,
mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos
do que sete homens que sabem responder bem.
(Pv 26.12-16; cf. 6.6-11)

As epístolas do Novo Testamento desacreditam todo tipo de preguiça -


um tipo de dieta espiritual ultra- rápida para preguiçosos. Evidentemente, a
igreja tessalonicense tinha alguns “irmãos” que viviam ostensivamente “pela
fé”, enquanto se embebiam com a igreja - parasitas cristãos, poderíamos
dizer. Para eles Paulo tem um conselho explícito: “Nós vos ordenamos, ir
mãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que
ande desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes.
Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: “Se alguém não quer
trabalhar, também não coma”( 2 Ts 3.6,10).
Na parábola dos talentos, o mestre diz ao servo que nada tinha feito com
seu talento: “Servo mau e negligente” (Mt 25.25). Ninguém jamais conseguiu
ser preguiçoso
insultuoso venhae fiel a Deus“Ora,
de Paulo: ao mesmo tempo.
se alguém nãoMas
temtalvez o epíteto
cuidado maise
dos seus
especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o
descrente” (1 Tm 5.8). Não há como esquecer disto - santidade está associada
a um trabalho árduo. Você não pode ser um empregado preguiçoso e santo
(ou empregador, neste caso).
Dito isto, devemos entender que as Escrituras não premiam o vício
do trabalho que vem da procura do bem- estar e da carreira, em lugar da
glória de Deus. A este respeito deve ser observada a dedicação dos
puritanos, que eram zelosos em obrigar a obedecer as leis do Sabat, sem
o que os empregadores teriam feito com que as pessoas trabalhassem
sete dias na semana.
A questão para nós é: Somos realmente dedicados ao trabalho? Se for
mos, o somos por Deus, ou por nós mesmos? .

Entusiasmo
Um segundo aspecto e paralelo da ética do trabalho é o entusiasmo.
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não
para os homens” (G13.23). Aos romanos, Paulo admoesta: “No zelo não sejais
remissos: sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).
E natural - na realidade, muito fácil - entusiasmar- se se seu trabalho
aparece; mas o entusiasmo menos natural, quanto mais discreto for o traba
lho como o maestro de uma grande orquestra sinfônica certa vez revelou, ao
ser perguntado sobre qual era o instrumento mais difícil de tocar. “Segundo
violino”, respondeu. “Podemos conseguir muitos primeiros violinistas. Mas
achar alguém para assumir o segundo violino com entusiasmo - é um proble
ma”.
E é. Mas, na realidade, executar seu trabalho com entusiasmo, mesmo
sendo discreto, é estar tocando para uma platéia infinitamente maior que a de
uma orquestra sinfônica. Se pudéssemos enxergar esta realidade, nosso entu
siasmo nunca enfraqueceria.

De Todo Coração *

Quanto a vós outros, servos, obedecei a vossos senhores, segundo a


carne com temor, na sinceridade do vosso coração, como Cristo, não

servindode
fazendo à vista,
coraçãocomo para dardea Deus;
a vontade homens, mas como
servindo servos
de boa de Cristo,
vontade, como
ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer
alguma cousa boa, receberá isso outra vez do Senhor quer seja servo,
quer livre.
(Ef 6.5-8)

Se você teve oportunidade de assistir uma aula de ginástica, entenderá o


sentido destes versículos. O treinador manda que todos se abaixem e come
cem a entoar: “Embaixo, em cima; embaixo, em cima”, e todos acompanham,
até que ele olha para a direita, para que, naquele momento, a metade da
esquerda pare. Até que seu olhar comece a se mover de volta para a esquerda,
onde começam a fazer o exercício de novo, e os da direita é que param. Há
empregados que dão tudo o que podem quando o patrão está por perto, mas
ficam em torno do bebedouro quando ele está longe. Longe de seus olhos,
não há energia, não há entusiasmo, não há coração.
A alegria prometida da boa vontade está aí, como antes, quando seu
trabalho era realizado para o Senhor. Temos de trabalhar como fazíamos
quando crianças, quando sabíamos que nosso pai estava observando, porque
Ele sempre está!

Qualidade
Finalmente, nosso trabalho deve ser realizadovisando aqualidade. Dorothy
Sayers disse que a igreja de nossos dias
esqueceu que a vocação secular é sagrada. Esqueceu que a construção
tem de ser boa; como arquitetura, antes de ser uma boa igreja; Uma
pintura tem de ser bem executada, antes de ser uma pintura sacra; a
obra tem de ser boa obra, antes de ser uma boa obr
a de Deus. (12)
A verdadeira obra cristã é um trabalho bem feito.
Gênesis lança o compromisso de Deus com a qualidade ao dizer: “Viu
Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (v.31). Os cristãos deveri
am sempre fazer boas obras. Eles têm de ser osmelhorestrabalhadores, onde
quer que estejam. Têm de ter amelhor atitude, amelhor integridade e serem
os melhores em confiança.
Se o que os pesquisadores de opinião dizem é verdade - que existe pouca
diferença na ética do trabalho entre cristãos e não-cristãos - temos motivo
para alarme. Se há diferença, então grande número dos filhos de Deus terão
sucumbido aos extremos da preguiça e do trabalho extra que caracteriza a
força do trabalho de hoje. Significa ainda que o vasto número de vidas cristãs
são espiritualmente disfuncionais, porque é impossível dedicar mais da meta
de do período acordado (de 80 a 1 0 0 mil horas em média durante uma vida)
a uma ética de trabalho sub- bíblico enão sofrer um imenso trauma espiritual.
Devemos recuperar a verdade bíblica - a verdade que renova - de que
nossa vocação deve ser humilde, e é um apelo divino. E assim, se liberado,
fazê-lo pela glória de Deus. Isto apenas difundirá a Igreja no mundo.
Se você se sente deficiente, precisa de três coisas.
Primeiro, tome uma determinação honesta para sua vida, usando as
Escrituras como padrão, ao responder às perguntas:
•Faço meu trabalho pela glória de Deus?
•Com honestidade, eu faço um trabalho eficiente?
•Trabalho com entusiasmo?
•Trabalho com boa vontade?
•Faço um trabalho de qualidade?
Em seguida, após uma avaliação honesta, confesse seus pecados.
E, em terceiro lugar, dedique sua vida de trabalho à glória de Deus.

Você faria isto agora?


oimisimv
______c_____________
D isc ipl in a d a I greja

bservadores perspicazes aumentam dia a dia sua convicção de quç a

O doutrina da Igreja vem se enfraquecendo e, em alguns casos, sendo


até abandonada pelos evangélicos. Robert W. Patterson, assessor do
diretor executivo da Associação Nacional de Evangélicos, expôs sua preocu
pação na edição de março de 1991 deChristianity Today (“Cristianismo
Hoje”):

Quando o presidente Dwight Eisenhower se converteu, ele fez uma


profissão pública de fé em Jesus e foi batizado na Igreja Presbiteriana
Nacional, em Washington, no segundo domingo após sua posse em
1953. Tivesse o presidente expressado interesse em tornar-se cristão
uma geração mais tarde, segundo os prognósticos evangélicos mais
conscientes, ele poderia nunca ter isdo desafiado a identificar-se como
Corpo de Cristo pelo batismo, tornando-se membro da igreja. Um
relacionamento pessoal com Jesus, diria mais tarde, é tudo que real
mente importa. (')

Obviamente, devemos concordar de todo coração que, sem um relacio


namento salvador com Jesus, tudo é inútil. Mas não devemos arrazoar equivo-
cadamente que o relacionamento com Cristo minimiza a importância da
igreja. Ainda assim, é precisamente o que a multidão de evangélicos presurrie,
da forma como agem.
A freqüência à igreja é infectada por uma doença de lealdade condici
onal que produziu um exército de caronas eclesiásticos. O polegar do
carona diz: “Você compra um carro, paga as revisões, a conservação e o
seguro, abastece-o - e eu vou com você. Mas, se você sofrer um acidente,
estará sozinho. E eu provavelmente ainda vou te processar”. Assim é o
credo de muitos freqüentadores da igreja, hoje: “Você comparece ao
culto, participa das reuniões e se envolve com todos os compromissos na
igreja, paga as contas - e eu apareço de carona. Mas, se as coisas não me
agradarem, vou criticar, reclamar e provavelmente dar o fora - meu pole
gar está sempre pronto para uma carona melhor”. Essa pretensa lealdade
alimenta- se de uma menta lidade de consumidor de supermer cado cristã -
que escolhe aqui e ali a forma de preencher sua lista de compras eclesiás
tica. Os caronas freqüentam uma igreja pela pregação, mandam os filhos
à outra para assistirem a um programa dinâmico de juventude e compare

cem
bulárioà reunião de que
particular um inclui:
pequeno “eugrupo
vou”,numa terceira.mas
“eu assisto”, Possuem
nuncaum“euvoca
per
tenço” ou “eu sou membro”. Pollster George Barna comenta esta maneira
de proceder: “A média dos adultos pensa que pertencer a uma igreja é
bom para os outros mas um fardo desnecessário para si mesmos”. (2)
Portanto, hoje, no fim do século XX, vemos um fenômeno inimaginável
em qualquer outro século: os cristãos sem igreja. Há um vasto rebanho de
cristãos confessos que vivem como nômades, sem responsabilidade, discipli
na ou discipulado, alheios aos benefícios normais dos ritos da igreja. Toman
do emprestada a idéia de Cipriano, (3) eles têm Deus como Pai, mas rejeitam
a igreja como mãe e, como resultado, são incompletos e têm seu crescimento
retardado. A tragédia é complexa, porque as estatísticas indicam que os
homens estão muito menos comprometidos com a igreja do que as mulheres
(4) - produzindo inevitavelmente uma liderança contraída.
Quanto à razão pela qual a Igreja caiu em tempos tão difíceis, historiado
res revelam que uma forte ênfase ao “invisível Corpo de Cristo”, dada pelos
líderes evangélicos, produziu um descaso implícito pela igreja visível. No
entanto, a filiação à Igreja invisível, sem participação em sua expressão local,
não é considerada no Novo Testamento. (5)
Outra razão para a desagregação de muitos cristãos é o histórico individu
alismo do cristianismo evangélico e do enraizamento do impulso contra a
autoridade. A tendência natural é pensar que se necessita apenas de um
relacionamento individual com Cristo e com nenhuma outra autoridade. Este
raciocínio produz soldados cristãos solitários que demonstram sua autentici
dade ao se dirigirem não à igreja, mas a desertos, com a Bíblia na mão como
referência, para enfrentar sozinhos a batalha contra este mundo fora-da-lei.
Este nobre pouco caso pela doutrina da Igreja é estranho, para se dizer o
mínimo. Ele ignora não apenas as Escrituras, mas o consenso dos doutores da
Igreja. Agostinho, em Encbiridion detém- se na igreja visível, dizendo: “Pois,
fora da igreja eles [ 0 5 pecados de cada um] não conseguem nenhuma
remissão. Pois é a igreja, em particular, que recebeu a determinação, 0
Espírito Santo, sem0 qual, nenhum pecado recebe remissão” (6) (itálico do
autor). Ele não podia conceber alguém ser regenerado e, ainda assim, estar
separado conscientemente da igreja visível: “O desertor da igreja não pode
estar em Cristo, uma vez que não está entre os membros de Cristo”. (7)
Martin Lutero semelhantemente declarou: “Fora da Igreja cristã, não há
salvação ou perdão de pecados, mas uma morte eterna e maldição; embora
possa existir uma magnificente aparência de santificação...” f )
Calvino repetiu 0 pensamento de Cipriano de que a evidência de ter
Deus como Pai é ter a igreja como mãe. Na realidade, ele dá0 subtítulo The
True Church with Which as Mother Aofli the Godly WeMustKeep Unity (“A
Igreja Verdadeira com a qual, como Mãe de Todos os Santos, Devemos
Princípios 0 . E,
Manter a Unidade”) ao primeiro capítulo do livro 4 de seus
em seus comentários sobre Efésios, escreve: “A igreja é a mãe comum de
todos os santos, que traz alimento e governa no Senhor, tanto reis, como0
povo; e isto é feito pelo ministério. Aquele que negligencia ou despreza esta
ordem quer ser mais sábio que Cristo. Ai de seu orgulho!” (10)
A obra suíça SecondHelvetic Confession (“A Segunda Confissão Helvética”)
apresenta a idéia ainda com mais força:

Da mesma forma que não houve salvação fora da arca de Noé, quando
0
mundo foi destruído pelo dilúvio; cremos que não haja certeza de
salvação fora de Cristo,
pelos escolhidos quee, se
na igreja; oferece
quando a si mesmo
ensinamos quepara ser usufruído
aqueles que que
rem viver não podem ser separados da verdadeira Igreja de Cristo
(Capítulo 27). (n)

Finalmente, a Westminster Confession (“A Confissão de Westminster”)


refere-se “à igreja visível... fora da qual não há uma possibilidade comum de
salvação” (Capítulo 25.2). (12)
Concluímos, então, que os caronas da igreja, os que perambulam pelas
igrejas, os soldados solitários, cristãos que desdenham a congregação, são
aberrações na história da Igreja cristã e estão cometendo um grave erro.

A DOUTRINA DA IGREJA
Não há texto capaz de inflamar a alma de alguém como Hebreus 12.22-24,
que descreve sete cultos estupendos, que o cristão experimenta na igreja:

Mas tendes chegado ao monte e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém


celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e à
igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e
aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador, e ao
sangue da aspersão, que fala cousas superiores ao que fala o próprio
Abel.

Primeiro, vimos acidade de Deus -você chega ao monte e à cidade do


Deus vivo, ajerusalém celestial. O monte era o local da fortaleza dos jebuseus,
que Davi capturou e transformou no centro religioso de seu reino ao trazer a
arca do Senhor à presença de Deus. Quando Salomão construiu o Templo e
instalou a arca, Sião e Jerusalém tornaram- se sinônimos da morada terrena de
Deus. Em Cristo, tornamo-nos sua contrapartida na presença de Deus, a
Jerusalém
acontecer, espiritual, vinda do
mas, ao mesmo alto. Num
tempo, nós jácerto sentido, isto
o atingimos. aindajáestá
Os cristãos sãopor
cidadãos dos céus e podem usufruir de seus privilégios.
Em segundo lugar, no momento em que a igrejase encontra com os
anjos você se chega a milhares e milhares deles, numa comunhão de alegria.
Moisés nos conta que “miríades de santos” assistiram a entrega da Lei (Dt
33.2), e de Daniel ouvimos “milhares e milhares o serviam, [os povos daquela
época - Deus]; miríades e miríades estavam diante dele” (Dn 7.10). Davi disse:

“Os carros de
(Sl 68.17). Na Deus
igreja,são vinte
nos mil, sim milhares
deparamos com essededesconcertante
milhares”, milhares de anjos
número de
anjos, todos em celebração de alegria. Eles estão por toda parte - poderosos e
ardentes espíritos, “espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos
que hão de herdar a salvação” (Hb 1.14), entrando e saindo de nossas vidas,
movendo-se ao nosso redor e sobre nós, a exemplo do que fizeram a Jacó.
Em terceiro lugar, chegamos aoscompanheiros crentes- “à igreja dos
primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus”. Jesus era o primogênito
por excelência, e, em virtude de nossa união com Ele, nós somos primogênitos.
Todos os direitos de herança vão para o primogênito - a nós, “co-herdeiros
com Cristo” (Rm 8.17). Na igreja fazemos mais do que entrar um na presença
do outro - há verdadeira comunhão.
Em quarto lugar, chegamosa Deus - “Chegais a Deus, o Juiz de todos os
homens”. Chegamos com temor, porque Ele é o Juiz - mas não nos aproxima
mos com um temor covarde, porque seu Filho assumiu o julgamento por nós.
Este é o nosso maior gozo - reunir- nos diante de nosso Deus!
Em quinto lugar, chegamostriunfantes à igreja celestial - “aos espíritos
que os homens tornaram justos”. Embora estejam nos Céus, compartilhamos
a solidariedade com aqueles que partiram antes. Dividimos os mesmos segre
dos e alegrias que Abraão e Moisés e Davi e Paulo.

Em sexto
o sangue lugar, atingimos
derramado o perdão,
que fala melhor quepor causa do
o sangue sangue
de Abel”.derramado - “e
O sangue quente
de Abel clamou por condenação e julgamento, mas o sangue de Cristo grita
que estamos perdoados e temos paz com Deus. Aleluia!
i s Escrituras dizem que, na igreja, “conquistamos” (já!) estas sete subli
mes realidades: 1)A cidade de Deus, 2) miríades de miríades de anjos,3)
irmãos crentes, 4) a presença de Deus, 5) o triunfo da igreja, 6 ) a presença
de Deus e 7)ope rdãol Se isto não criar uma fonte de graça em seu coração e
uma ansiedade pela comunhão com a igreja visível, nada mais o fará!
John Bunyan, certa vez, contou que caiu em desânimo por vários dias,
procurando desesperadamente uma palavra de Deus que viesse ao encontro
de suas necessidades - e, então, este mesmo grande texto veio a suas mãos.
Bunyan escreveu:
Mas a noite não foi boa para mim; eu já havia experimentado melhores.
Ansiava pela companhia de algumas pessoas de Deus com quem eu
pudesse compartilhar o que Ele me havia mostrado. Cristo era um
Cristo precioso para minha al
ma naquela noite. Eu pude deitar-me em
minha cama, como raramente fizera, com alegria e paz e triunfo através
de Cristo. (13)
Salvador, se da cidade de Sião,
Pela graça sou um membro
Deixa o mundo escarnecer ou co
mpadecer-se
Eu me gloriarei em teu nome.
(John Newton,1779)
As deslumbrantes imagens nos assaltam outra vez, no Novo Testamento,
num esforço de levantar nossos pensamentos à devida altura. Como igreja,
somos realmente o Corpo de Cristo (Ef 1.22,23)- Ele é a Cabeça e, como
membros de seu Corpo, temos ao mesmo tempo profunda unidade, diversi
dade e mutualidade. Somos umtemplo (Ef 2.19-22). Ele é a pedra angular, e
nós, as pedras vivas (1 Pe 2.5), formando um lugar vivo de louvor. Nós somos
a Noiva (Ef 5.25-33). E Cristo, nosso Noivo, nos ama com um amor santo que
nos levará às bodas do Cordeiro. Somos suas ovelhas, e Ele, nosso Bom
Pastor (Jo 10.14-16,25-30). Ele é a Videira, e nós, ramos.
os Estamos organica
mente nEle, retirando dEle todo o sustento de nossas vidas (Jo 15-5).
O que deveria a verdade de que somos igreja significar para nós? Deveria
encher- nos com milagre e ação de graças. Temos de cantar: “Sou seu corpo,

seu
aos templo,
irmãos, sua noiva, sua
ao próprio ovelha,
Deus, seus ramos.
à igreja Eu vim
glorificada, à sua cidade,
a Jesus, aos anjos,
ao perdão pelo
sangue de Cristo”.
Esta doutrina ainda nos conta que a Igreja sobreviverá ao mundo. Harry
Blamires escreveu:

O mundo é como um trem expresso, dirigindo-se para o desastre -


talvez, rumo à destruição total. E, nesta situação verdadeiramente de
sesperada, alguns passageiros correm para cima e para baixo nos corre
dores, anunciando uns aos outros que a Igreja está em grande perigo!
Seria hilariante, não fosse tão séria a situação. Porque a maioria dos
membros da Igreja já saltou em estações intermediárias. Nós mesmos
estaremos saltando em breve, de qualquer maneira. E, se a colisão
acontecer e o mundo transformar-se em cinzas, a única coisa que
sobreviverá ao desastre será obviamente a Igreja. (14)

Pessoalmente, creio que fazemos parte da maior instituição que o Univer


so jamais conheceu, e que somos tragicamente diminuídos, por não partici
parmos do Corpo de Cristo. Da mesma forma, a igreja também é diminuída
por nossa não-participação. Eu e vocêprecisamos da igreja! As Escrituras são
muitíssimo claras com relação a isto: “Não deixemos de congregar-nos, como
é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto
vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.25).
Esta franca exortação tem de ser suficiente. Mas há outras fortes razões
para participação fiel na igreja, das quais, como argumentou Cipriano, a
menos importante não é a de que todos nós precisamos ter uma mãe. A igreja
certamente foi isto para mim. Ela foi o ventre materno que aqueceu minha
alma, até que eu estivesse pronto para nascer, quando meu pastor, Verl
Lindley, levou- me a Cristo. Na juventude, eu era amorosamente nutrido na fé
por meus tutores, Howard e Ruby Busse.
A igreja me deu o leite da Palavra através do poderoso ensino de meu
professor do College Department,Robert Seelye. Acompanhou- me durante
os tempos difíceis através das orações de minhas mães espirituais, como
Roselva Taylor. Foi 0 ventre e o berço de minha esposa também. Quando
nossos filhos nasceram, ficava ao nosso lado no momento em que os cleclicá-
vamos a Deus. Também foi a mãe de meus melhores amigos.
Devo muito à igreja: minha vida, meu caráter, minha visão do mundo,
minha chamada, minha visão, minha paz, minha esperança, tudo. Eu creio na
igreja!
Entendo, então, que precisamos da proteção maternal da igreja. E, jamais
usufruiremos de seus benefícios separados da Cabeça. Toda a vida cristã gira
em torno de compromisso - em primeiro lugar e acima de tudo com Cristo,
mas também com a igreja, a família, amigos e ministério. Nenhum destes
florescerá sem compromisso.
Por exemplo, o casamento nunca poderá produzir a segurança, a
satisfação e o crescimento que promete, a menos que haja um compro
misso. É por isso que os casamentos de hoje estão durando cada vez
menos. O compromisso de viver os bons e maus tempos é o que faz o
casamento solidificar- se.
Numa definição elementar, você não precisa ir à igreja para ser cristão.
Tampouco precisa ir para casa para ser casado. Mas, em ambos os casos, terá
um relacionamento muito deficiente.
Dentre os benefícios do compromisso que induzem ao crescimento da
igreja, estão:
•O louvor - a alma é unida a Deus numa única comunidade de louvor.
•Ouvir a Palavra - a alma é nutrida com o alimento correto, trazendo
saúde para todo o ser.
•Participar da Mesa do Senhor- você se sente renovado ao agradecer a
Deus pela obra restauradora de Cristo.
Nós te saboreamo s, ó Pão vivo,
E ansiamos porfestejar-te.
Bebemos de ti, ó Manancial,
Para matar a sede de nossas almas por ti.
Bernard de Clairvaux

•Discipulado -um necessário aprofundamento é alcançado, que o não-


comprometido jamais conhecerá.
•Visão e missão - uma visão sobrenatural pela vida toma lugar, o que
resulta em missão.
Precisamos da igreja porque as Escrituras assim o determinam, porque
precisamos de uma mãe e porque, sem esse compromisso, não cresceremos.

A DISCIPLINA DA IGREJA
Não importa quem você seja - presidente da república, executivo ou líder
eclesiástico - ou o quanto esteja ocupado,a igreja tem de ser o verdadeiro
centro de sua vida. O carona de igreja é uma aberração - assim como o
compromisso frouxo.

Os crentes
temporada aquidooutra
tipo acolá,
“agentejamais
livre”,alcançarão
que vivem experimentando igrejas,Neste
maturidade espiritual. uma
final de século XX, tanto a Igreja quanto o mundo precisam de homens que
pratiquem a disciplina da igreja.

Disciplina da Freqüência Regular


Você precisa comprometer- se com a freqüência regular aos cultos de
louvor de sua igreja. Sua agenda precisa curvar-se a este compromisso. Quan
do viajar, programe- se para estar de volta à igreja e, se isto não for possível,
compareça a um culto em outro lugar.

Disciplina da Congregação
Se você não é membro da igreja, precisa comprometer- se diante de Deus
a encontrar uma boa igreja, afiliar-se a ela, apoiá- la e submeter- se à sua
disciplina.
Disciplina de Contribuir
0 apoio financeiro à igreja deve ter precedência sobre os seus compro
missos paraeclesiásticos, e precisa ser regular e sistemático (dez por cento é
um bom ponto de partida).

Disciplina da Participação
Seu tempo, talentos, habilidade e criatividade devem fluir sobre a igreja,
para a glória de Deus.

Disciplina do Amor e Oração


Timothy Dwight, herdeiro dos puritanos e maior presidente da Universi
dade de Yale, escreveu:
Eu amo tuaigreja, ó Deus!
Suas paredes se estabelecem diante de ti
Amada como a menina de teus olhos.
E esculpida em tua mão. .
Por ela minhas lágrimas cairão;
Por ela minhas orações se elevarão;
Para ela meus cuidados e minha labuta serão dados,
Até que a labuta e os cuidados se extingam.
D iscipuna da L iderança

“ iderança”, diz Warren Bennis, poeta, filósofo e estudioso da vida


organizacional, “é uma palavra nos lábios de todo o mundo. Os jovens a
atacam e a polícia a procura. Os tecnocratas a reclamam e os artistas a
desprezam, enquanto os estudiosos a querem... os burocratas fingem tê-la, os
políticos a desejam. Todos concordam que hoje há menos dela do que
costumava haver”. (*)
O consenso pessimista e a ansiedade por liderança se expande até a igreja
de modo que, hoje, muitas sofrem da alarmante falta de liderança, quando
comparadas à história tão recente quanto as décadas de 40 e 70 (décadas que
produziram líderes do porte de Harold John Ockenga, Billy Graham, Cari F.
H. Henry e Francis Schaffer, assim como a igreja local dinâmica e líderes
leigos). Q
Existirá realmente menos liderança do que costumava haver? Parece que
sim, mas uma análise objetiva é difícil. As estatísticas indicam que sim. No
entanto, a liderança masculina na igreja está decaindo, enquanto as mulheres
superam os homens, já que os homens se comprometem apenas em 41 por
cento com o serviço adulto na igreja. E algumas igrejas não conseguem
encontrar um só homem para prestar atendimento no gabinete dos idosos.
Mais e mais homens se satisfazem em deixar que os outros assumam as
responsabilidades pesadas, preferindo assumir apenas a parte mais leve.
Certamente, é fato que a liderança é mais difícil hoje, devido à mudança da
complexidade e o volume das instituições de hoje. E, também, por causa da
confusão contemporânea sobre o que é liderança. “Liderança é como o
abominável homem das neves”, escreve Bennis, “cujas pegadas estão por
toda parte, mas [ele] não se acha em lugar nenhum”. (3)
Porém, nada disto exime a igreja ou o cristão de hoje. Ao contrário de
nossa cultura, a Bíblia nos dá instruções claras com relação à liderança através
das vidas de seus grandes líderes e através de ensinamento específico referen
te à natureza, qualificações e compromissos dos líderes espirituais. Além
disto, no meio da confusão de nossa cultura a respeito de liderança, existe
uma análise perspicaz sobre quem levantou a essência da liderança, que está
fornecendo informação que produz imenso benefício à cultura geral, incluin
do a igreja. Quanto a tentarmos resolver o tópico da disciplina na liderança,
busquemos elementos nas duas fontes com o maior apoio da Palavra de
Deus.

PREPARAÇÃO PARA A LIDERANÇA ESPIRITUAL


O “livro texto” para se aprender as essências das qualidades para a
liderança espiritual vem das citações de Josué, no Pentateuco, onde o Espírito
Santo deixou registradas sete experiências singulares que dotaram Josué das
qualidades necessárias para suceder a Moisés, como líder do povo de Deus.
Consideremos estas experiências, na ordem em que aparecem nas Escrituras
- cada uma sucessivamente, edificando um retrato surpreendentemente com
preensível da liderança santificada.

Oracão*

A primeira menção de Josué vem em Êxodo 17.8,9, depois que os amale-


quitas atacam a retaguarda de Israel: “Com isso ordenou Moisés a Josué:
Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã estarei eu no
cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão”.

haviaMoisés,
aberto então
o mar com seus oitenta
Vermelho, e subiuanos, pegou próximo.
no outeiro a vara deJosué,
Deus, no
com que
auge
da luta, assumiu o comando do exército, lá embaixo. A batalha seguia, e
quando Moisés levantava suas mãos em oração intercessora, Israel preva
lecia. Mas quando Moisés cansava e começava a baixar o braço, o curso da
batalha favorecia os amalequitas. Então, mais uma vez, Moisés reunia
todas as suas forças e levantava as mãos, e a vantagem voltava a ser de
Israel.
A sorte de Israel mudava conforme baixava ou subia a mão idosa de
Moisés. Logo, Arão e Hur foram chamados para sustentá- lo. Assentaram
Moisés numa pedra e ali ficaram, um de cada lado. Assim, ficaram- lhe as mãos
firmes. Com o pôr-do-sol, as mãos de Moisés ainda estavam levantadas na
direção de Deus, e Israel prevaleceu durante todo o dia.
As lições, para Josué, foram um claro manifesto. Ele aprendeu que o
verdadeiro poder não está na espada, mas em Deus. A vitória, indubitavelmente,
tentou- o a esquecê- lo. Ele se fez um herói instantâneo, e naquela noite todos
os acampados cantavam o nome de Josué. Mas a imagem de Arão e Hur, ao
lado de Moisés, sustentando suas mãos para Deus fixou-se para sempre na
sua mente.
Ninguém detém a verdadeira força espiritual, sepensar que sua força

Avem de extra
lição si mesmo, ou queaprendeu
que Josué as vitórias passadas
naquele diasão
foi devidas a seu próprio
que a espinha dorsal gênio.
de
qualquer obra realizada por Deus é a oração. A respeito daqueles que tiveram
uma efetiva liderança espiritual, E. M. Bounds disse: “Eles não são líderes por
seu próprio brilho... mas porque, pela força da oração, conseguiram coman
dar o poder de Deus”. (4)
Como isto se opõe ao pensamento convencional sobre liderança! A pri
meira coisa que o mundo (e muitas vezes a igreja) considera é o magnetismo

do líder Santo
Espírito e o entusiasmo - terá ele
coloca a oração em oprimeiro
carisma lugar.
para magnetizar pessoas? Mas o

Visão
A próxima referência a Josué nas Escrituras aparece em Êxodo 24, no
meio do relato que descreve a subida de Moisés ao monte Sinai para receber
a Lei. Este capítulo nos conta que Moisés, Arão, Nadabe e Abiú e setenta
anciãos de Israel (Josué era um deles) foram chamados para subir o monte.
Após haverem subido uma parte e tendo a visão distante da glória de Deus, os
setenta ficaram para trás, então Josué e Moisés se adiantaram (v. 13). Neste
ponto, Josué ficou com Moisés por sessenta dias, quando a glória do Senhor
pousou sobre o monte Sinai (v. 16). Mas, no sétimo dia, Moisés isolou-se,
deixando Josué só no Sinai por quarenta dias (v. 18).
A experiência no Sinai deixou marcas em Josué. A visão inicial, Deus
sobre uma pavimentação de safira (v.1 0 ), e seus subseqüentes quarenta dias
de meditação solitária - enquanto Moisés recebia a Lei, permanecendo no
brilho da nuvem sobre o Sinai - marcou seu coração com um profundo
sentido da glória, santidade e poder de Deus.
A visão de Deus pelo líder cristão fez toda a diferença em sua vida. Existe
uma grandiosa cadeia visionária que liga os grandes líderes e a Palavra de
Deus.
Considere Moisés no meio de trovões e relâmpagos do Sinai, enquanto
Deus, colocando- o na fenda de uma rocha, faz com que sua glória passe por
ele (Êx 33.21-23).
Josué não apenas sentou-se lá embaixo, no Sinai, vislumbrando a glória
de Deus, como também, mais tarde, na véspera da batalha deJericó, deparou-
se com Deus - “o príncipe do exército do Senhor” - como um guerreiro com
vestimentas de batalha, a espada brilhando à luz da lua, e Josué se prostrou e
o adorou (Js 5.13-15).
A visão cresceu muito no jovem Davi, quando ele pastoreava sob as
estrelas e contemplava a vastidão de Deus a tal ponto que, quando viu Golias
desafiando Israel, sem um líder capaz, ele gritou: “Quem é, pois, este
incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Sm 17.26), e
partiu impetuoso para a batalha.
Isaías “viu o Senhor assentado sobre um trono alto e sublime, e as abas de
suas vestes enchiam o templo”, e esta imensa visão lançou- o numa espetacu
lar liderança ea uma grande obra: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.1,8).
Pedro, Tiago e João viram Jesus transfigurado, de modo que sua glória
brilhava como o sol - e eles prosseguiram como líderes-chave na igreja
apostólica (Mt 9.2-8).
Paulo, que não fazia parte do grupo original de apóstolos, tornou- se o
líder missionário da igreja, alimentado depois de ter sido elevado ao terceiro
céu e ouvido e visto coisas que era incapaz de descrever (2 Co 12.1-6).

Uma visão
grandiosa de Deus
diferença, imensacontinental
o divisor e crescente
daéliderança
a condição
espiritual. non, a
sine quaDiz-se
que Robert Dick Wilson, estudioso do Antigo Testamento que servia no
Princeton Seminary, ao ouvir que um bacharel estava de volta para
pregar, retirou- se para o fundo da capela Miller e ouviu uma única
sentença: “Quando meus rapazes voltarem, eu virei para ver se são gran
des ou pequenos pregadores e, então, saberei qual o seu ministério”.(5) A
visão de Deus, ou visio Dei, é tudo.
Mas, ao mesmo tempo, não se desfaça nem traia seu potencial de coman
do por não ter tido uma visão beatífica. Você não precisa dela porque dispõe
de dois livros de visão: as Escrituras, que revelam Deus repetidamente, e o
livro da criação, que continuamente testifica a grandeza de Deus. Tome, por
exemplo, as estrelas: “Um dia discursa a outro dia e uma noite revela conhe
cimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se
ouve nenhum som” (SI 19.2,3). A massiva visão está permanentemente diante
de você - basta olhar. Leia as grandes passagens da Bíblia, para ampliar sua
visão da grandeza de Deus. Olhe para as estrelas e para a criação a seu redor.
Ore por uma crescente revelação da vastidão de Deus e pela graça de crer
naquilo que você lê e vê.

Devoção
*

Encontramos outro aspecto na preparação de Josué para a liderança em


Exodo 33, quando olhamos rapidamente sua crescente devoção a Deus. Ele
estava servindo no Tabernáculo com Moisés, quando a coluna de nuvem se
levantou sobre a tenda. O versículo 11 diz: “Falava o Senhor a Moisés face a
face, como qualquer fala a seu amigo; então voltava Moisés para o arraial,
porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda”.
Embora não fosse privilegiado como Moisés, para falar com Deus face a face,
Josué estava tão dominado pela presença de Deus, que não era capaz de
deixar o Tabernáculo! Existe uma emoção muito grande nesta imagem. “Se
nhor, tu és tão maravilhoso, que eu não consigo deixar este lugar. Eu te
imploro, deixa-me ficar”.
A imagem correlativa a Josué no Novo Testamento é Maria de Betânia,
que foi incapaz de sair do cômodo em que Jesus estava, extasiada a seus pés
a despeito da repreensão de sua irmã. E ela estava correta! Como ouvimos
dos lábios de nosso Senhor: “Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe
será tirada” (Lc 10.42). Era a mesma Maria que derramou o bálsamo sobre a
cabeça de Jesus e enxugou-lhe os pés com seu cabelo e sobre quem Jesus
disse: “Ela praticou boa ação para comigo” (Mc 14.6).
A verdadeira liderança nasce para a devoção e requer estar em ambiente
reservado com Deus. Não podemos mencionar um só grande líder da Igreja
que não tenha dado prioridade à devoção. Assim era a vida de Lutero,
Bunyan, Edward, Wesley, Müller, Lloyd-Jones e de todos os demais verdadei
ros líderes espirituais. Não há liderança espiritual sem uma ardente devoção.
Há cem anos, o grande C. J. Vaughn disse: “Se eu desejasse humilhar
alguém, bastaria perguntar-lhe sobre suas orações. Não conheço nada que es
compare a este ponto em suas tristes confissões”. (6) Líder, como você
responderia a esta pergunta?

Magnanimidade
A próxima alusão a Josué nas Escrituras não é tão lisonjeira quanto as
anteriores. Números 11 conta-nos que, quando Josué estava servindo como
assistente de Moisés, recebeu notícias desconcertantes. Alguns dos anciãos
mencionaram que Eldade e Medade estavam profetizando (pregando) no
arraial de Israel. Para Josué, isto era uma afronta à liderança espiritual de
par excellence. Alarmado
Moisés, uma vez que Moisés era o profeta de Israel
e preocupado por Moisés, Josué imediatamente foi a ele, falando sem pensar:
“Moisés, meu senhor, proíbe-lho” (na certeza de que Moisés tomaria uma
atitude). Porém, para sua grande surpresa, Moisés respondeu: “Tens tu ciú
mes por mim? Oxalá todo povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes
desse o seu Espírito!” (Nm 11.28,29).
Esta foi a experiência definitiva para Josué. Não tivesse ele sido desmasca
rado pela resposta magnânima de Moisés, seu abnegado ciúme pela honra de
Moisés o teria transformado num homem de visão estreita e pequena, despre
paradonunca
Josué para amais
liderança. Da forma
demonstrou como pequenez.
tamanha apareceu, aTornou-se
lição foi bem
um absorvida
líder mag e
nânimo, que viveu apenas para a glória de Deus.
Infelizmente, os líderes da igreja nem sempre se valem desta lição. John
Claypool disse, em sua conferência sobre pregação (1979), em Yale, que
enquanto estive no seminário experimentou disputa ciumenta por posição, e
que a vida no ministério paroquial não tinha sido muito diferente. Seus
trágicos comentários vieram depois de assistir convenções nacionais de líde

res da de
cheias igreja, onde
inveja a maioria
de um dasestava
líder que conversas nos bem,
se saindo quartos
ou de hotéis ou
raramente eram
escondi
am o prazer na derrota de um outro. Q
A verdadeira liderança espiritual não conhece nada disto, como demons
tra eloqüentemente o caso do grande Charles Simeon, pastor da Santíssima
Trindade, em Cambridge, no início do século XIX. Ele recebera a incumbên
cia de estabelecer a ala evangélica da igreja da Inglaterra. Sua imensa lideran
ça, pela forte personalidade, grande pregação que preencheu 2 1 volumes de
influência e discipulado pessoal de alguns dos maiores missionários e líderes.
Este homem poderia ter sido tentado a criar ressentimento em outros que
poderiam afastá-lo. Como, por exemplo, quando sua saúde foi abalada, e ele
teve que passar oito meses afastado, em recuperação, e seu pastor auxiliar,
Thomason, assumiu a pregação. Thomason surpreendeu a todos com sua
habilidade em pregar, que rivalizava à de Simeon. E qual foi a reação do
grande homem? Júbilo! Realmente, como diz sua biografia, ele fez alusão a
João 3.30 (“Convém que ele cresça e que eu diminua”) e disse a um amigo:
“Agora, percebo por que fui afastado. Louvo a Deus por isto”. (8) A verdadeira
liderança espiritual nada tem a ver com o espírito de autopromoção.
Pertinente a esta verdade está o fato, mencionado várias vezes no
Pentateuco, de que a designação regular de Josué é “o servo de Moisés”.
Algumas
sor” ou vezes, a palavra
“ministro”, mas“servo”
o títulopode se referir
carrega semprea “pajem”, “ajudante”,
uma idéia “suces
de subserviência.
Significativamente, Josué permaneceu como servo de Moisés até a morte de
seu líder. Embora o segundo violino seja um instrumento difícil de ser assu
mido (muito pior que a primeira cadeira!) Josué tocava-o bem. Na realidade,
ele era um virtuoso segundo violino.
Líderes espirituais magnânimos, como Josué, podem ser o número dois,
número três, quatro, cinco... Jesus, o supremo Josué, demonstrou-nos como:
“Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem
está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve” (Lc 22.27).
Aqueles que estão qualificados para uma liderança espiritual têm um
grande coração, que dão aos Josués, um ao outro e a todos que estão ao
redor.


A seguir, vemos o nome de Josué ligado ao famoso incidente da espiona
gem
cada da terra,
tribo) emfazer
para Números 13 el4. Moisés
o reconhecimento da selecionou doze como
Terra Prometida espiões (um de
prelúdio
da conquista. Calebe e Josué eram os representantes de suas respectivas
tribos (13.6,8). Após quarenta dias de inspeção secreta, os batedores volta
ram. Todos concordaram que a terra era rica (13.23,24).
No entanto, dez dos espias disseram que a terra não podia ser conquista
da, porque as cidades eram bem fortificadas e algumas das pessoas eram
gigantes (w. 28,29). Calebe e Josué se opuseram, dizendo quase literalmente
que a vitória seria como um “pedaço de bolo”. No hebraico, 14.9 diz literal
mente: “Não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão os podemos
devorar” - “Não vos preocupeis, é um pedaço de pão!”
Tudo que Israel teria de fazer - os dois homens insistiram - seria
invadir (13.30; 14.9). Mas o resto de Israel tomou o partido da maioria, e
tentaram apedrejar Josué e Calebe (14.12-10). Como resultado, o povo
caiu no julgamento de Deus e teve de passar quarenta anos vagando no
deserto (um ano para cada um dos quarenta dias de reconhecimento da
terra) até que todos se tornaram cadáveres, exceto Josué e Calebe.
Para Josué, a lição foi bastante clara: a maioria nem sempre está com
razão. Na realidade, está muitas vezes errada. Os homens que Deus utiliza
sempre estiveram contra a corrente - Lutero, Knox, Fox, Wilberforce, Booth,
Carey, Banhoeffer. Como precisamos ter isto em mente! Nestes dias em que
a verdade é determinada por consenso; em que a justiça é feita por um voto
de cinco a quatro; em que o que “todos fazem” se torna razão universal para
o comportamento; em que o medo de Jefferson pela tirania da maioria se
tome realidade. Líderes espirituais não seguem necessariamente a opinião da
maioria.
Josué e Calebe ficaram a sós, uma situação comum entre os grandes
líderes. Mas a qualidade proeminente da liderança em sua posição solitá
ria é uma grande fé. Eles simplesmente creram num Deus glorioso que
Josué vislumbrou de longe no Sinai. Não havia como compartilhar do
complexo de “gafanhoto” dos outros espias, pois, como poderiam eles
sentir o mesmo, quando criam verdadeiramente num Deus tão grande?
Sem exceção, os grandes líderes espirituais têm uma fé que se eleva
acima de seus contemporâneos. A cartilha de suas vidas é “pela fé, pela fé,
pela fé...” (Hb 11).
Significativamente, foi nesse momento que Moisés mudou o nome srci
nal de Oséias (“salvação”) para Josué (“Jeová é a salvação”) (Nm 13.16). Este é
um elevado nome de liderança, poisJesus é o nome grego para o hebraico
Josué: “E lhe porás o nome de Jesus”, disse o anjo, “porque ele salvará o seu
povo dos pecados deles” (Mt 1.21).

O Espírito
Após os quarenta anos vagando no deserto, as coisas mudaram nas
planícies de Moabe que, de acordo com Nm 26.25: “E nenhum deles ficou,
senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num”. Era a hora de Josué
receber o comando: “Disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num,
homem em que há o Espírito, e impõe- lhe a mão; apresenta- o perante
Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe à vista deles, as
tuas ordens” (Nm 27:18,19). Observe que “Espírito” está com “E” maiúsculo
(trata-se do Espírito Santo). Ele estava sobre Josué, que agora tinha a qualifi
cação indispensável para assumir a liderança espiritual. J, Oswald Sanders diz:
“A liderança espiritual não é uma questão de força espiritual, e nunca pode
ser gerada espontaneamente. Não há o assim chamado líder espiritual auto-
formado”. (*) O Novo Testamento concorda:

Mas irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios
do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e,
quanto anós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra....
Elegeram a Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo...
(At 6.3,5)

Não há liderança espiritual sem que se esteja cheio do Espírito Santo.


Portanto, se aspiramos a liderança na igreja, temos de estar cheios do Espírito
Santo. Na prática, isto significa que temos de confessar nossos pecados
continuamente, manter- nos na Palavra de Deus e nos submetermos continu
amente a Deus, pedindo ao Espírito para nos encher. O fato indicador será o
de que manifestaremos Cristo (Ef 5-17-20). A proporção que falamos e servi
mos no Espírito, este vai nos ordenar tarefas específicas na igreja, e serão
tarefas de liderança em todos os níveis, seja servir à mesa ou pregar o
Evangelho.

Dedicacão
Há mais uma menção a Josué, no capítulo final do Pentateuco:
Deuteronômio 34, onde sua preparação para liderança se completa com a
morte de Moisés.

Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume


de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou a terra de
Gileade até Dã. E todo o Naftali e a terra de Efraim, e Manassés; e toda
a terra de Judá até ao mar ocidental; e o Neguebe, e a campina do vale
de Jericó, a cidade das palmeiras até Zoar. Disse-lhe o Senhor: Esta é a
terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo:
... eu te faço vê-la com teus próprios olhos; porém não irás para lá.
Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo
a palavra do Senhor, este o sepultou num vale, na terra de Moabe,
defronte a Bate-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar de sua sepultu
ra. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos, quando morreu; não se
lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor. Os filhos de Israel
prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então se
cumpriram os dias de pranto no luto por Moisés. Josué, filho de Num,
estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés havia posto
sobre ele as suas mãos: assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e
fizeram como o Senhor ordenara a Moisés. Nunca mais se levantou em
Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse trata
do face a face, no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando
do Senhor, fez na terra do Egito, a Faraó, a todas as obras de sua
poderosa mão, e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista
de todo o Israel.
(w 1-22)

Moisés foi o maior líder que Israel jamais teve - infinitamente maior que
Josué. A transição de Moisés a Josué foi como mudar da poesia à prosa. Ainda
assim, Deus não precisou de Moisés. Embora Moisésfosse dedicado!
Que verdade para agarrarem- se todos os líderes! Deus não precisa de
nós, Ele usou jumentos para proclamar sua Palavra! Ele é perfeitamente
capaz de levar seus planos, sem nossa liderança. Porém, maravilha das
maravilhas, júbilo dos júbilos, Ele escolheu usar- nos! Devemos assumir
nosso apelo à liderança com seriedade. Temos de o glorificar na obra,
nunca a nós mesmos.
Ela se aplica, sem que se diga que a liderança, por si só, envolve muitos
elementos além das sete qualidades instiladas em Josué. Mas uma coisa é
certa: liderança tem que ter um sonho, umavisão, uma imagem mental, um
objetivo
visão ou preciso do que
sonho tem se queroalcançar.
de assaltar Visão é conseguir,
líder, e, quando a moeda dapuxará
liderança. Uma
os outros
juntos. O desafio à liderança é grande hoje, devido à falta de sonhos do
homem moderno.
Em seguida, um líder não tem apenas que ter um sonho, ele deve ser
capaz de transmiti-lo. E assim com os artistas, educadores, líderes militares,
franchisers de fast-food. Um grande líder se comunica com clareza, seja
falando, por metáfora, por um diagrama ou por um modelo.
. Bons líderes, então, delegam e orquestram. Eles se cercam de pessoas
competentes, armam um consenso e elevam as pessoas com quem traba
lham.
Bons líderes lideram por demonstração. Eles puxam as pessoas para si,
em lugar de empurrá- las. O general Eisenhower costumava demonstrar a arte
da liderança de uma maneira simples, mas poderosa. Colocava um pedaço de
barbante sobre a mesa e dizia: “Puxe-o e ele vai aonde você quiser; empurre-
o, e ele não vai a lugar algum”.
Bons líderes são determinados. Ray Kroc exibiu esta declaração bem
elaborada, composta por Calvin Coolidge:

Nada neste mundo pode tomar o lugar da persistência.


Nem o talento conseguirá;
nada é mais comum do que homens fracassados com muito talento
Nem o gênio conseguirá;
gênios não recompensados são quase um provérbio.
Nem a educação conseguirá;
o mundo está cheio de educados abandonados.
A persistência, a determinação apenas são onipotentes.

Se quisermos ser bons líderes, temos de reconhecer e abraçar esta sabe


doria convencional: visão, comunicação, delegação de podere s e organiza-
ção, demonstração, e determinação. Louvamos e aprovamos tudo isto, mas
também temos de pô- lo em prática.
Mas ainda há muito mais além disto, em nosso apelo pela liderança
espiritual, já que as sete características instiladas em Josué através de seu
treinamento de liderança não têm paralelo em nenhum manual de conduta

no mundo
E mais: se -são
especialmente comodisciplinas
abraçadas como são apresentadas, com a espiritual,
de liderança fragrância escriturai.
sua energia
coletiva suprirá de ânimo os líderes, para um viver sábio, a partir da sabedoria
da liderança convencional. Coloque de outra maneira: a sabedoria transcen
dente da liderança espiritual energizará e elevará outros tipos de sabedoria
que tenhamos recebido - produzindo, assim, uma liderança dinâmica.
Uma liderança masculina madura é rara na igreja. Você faz parte do
problema ou da solução? Seja honesto consigo mesmo e com Deus.
A preparação de Josué para a liderança diz- nos que, se quisermos sincera
mente desenvolver nossa capacidade de líder, há algumas coisas pelas quais
temos de suar.
•o compromisso e a prática daoração intercessora;
•a busca de uma grande e crescente visão de Deus;
•um crescentelouvor e devoção a Deus;
•um coração grande para amagnanimidade que se emocione diante da
elevação alheia;
•uma/é que transcenda a dúvida dos demais;
•uma compreensão e um cingir que liberam a dedicação ao próximo.

O exemplo da preparação de Josué é um apelo a nossa transpiração -


santo suor.

Levantaivos, ó homens de Deus!


A igreja, por vós espera.
Suaforça não se iguala a sua tarefa!
Levantaivos e tomaivos grandes!
(William P. Merrill)
D isopuna da C ontribuição

m 1923, uma conferência muito significativa teve lugar no Edgewater


Beach Hotel, em Chicago. Assistindo a esta importante reunião, estavam
nove dos mais bem- sucedidos financistas do mundo. Os presidentes da
maior siderúrgica independente, da maior empresa de utilidade, da maior
companhia de gás, da maior companhia de trigo, da Bolsa de Nova Iorque,
um membro do gabinete do Presidente dos Estados Unidos, o maior baixista
de Wall Street, o líder do maior monopólio do mundo e, finalmente, o
presidente do maior Banco Internacional de Transferências, estavam todos
presentes. Um grupo de alto poder, se é que há algum. Estes homens eram os
mestres supremos do mundo das finanças!
Vinte e cinco anos mais tarde, em 1948, o quadro era muito diferente.
Charles Schwab morrera falido após viver de empréstimos durante os cinco
últimos anos de sua vida. Samuel Insull morrera fugido da justiça, sem dinhei
ro, em outro país. Howard Hopson estava louco. Arthur Critten havia morrido
no exterior, insolvente. Richard Whitney acabara de ser libertado de Sing
Sing. Albert Fali havia sido perdoado da prisão, para que pudesse morrer em
casa. Jesse Livermore suicidara-se, como Leon Fraser e Ivan Kreuger. Todos
estes homens, mestres das finanças, haviam sido dominados pela riqueza!
A extraordinária semelhança da gravidade infernal de suas vidas famosas
é um alerta divino. Deus colocou os fantasmas destes gigantes financeiros
como testemunhas espectrais do meio do século para uma nação à beira do
materialismo. Hoje, seus fantasmas se apagaram e uma nova galeria de espíri-
tos empreendedores está se formando, com nomes como Ivan Boesky e
Michael Milken.
Mesmo assim, poucos observam com seriedade. Talvez seja porque a
maioria, especialmente cristãos, não aspira ser o líder do maior monopólio do
mundo, ou o vulgar exibir de um estilo de vida de riqueza e fama.
Em vez disto, eles estão muito felizes em cultivar um nível de riqueza
menos difícil. Sem levar em conta que os perigos, para si próprio, são os
mesmos para os super-ricos: uma crescente ilusão de que este mundo é tudo,
de que um dia vão se regozijar. “Prover uma família” significa ser capaz de lhe
dar algo mais que a idéia de que a riqueza os transformará em pessoas
melhores.
De forma clara, a realidade permanente é que a riqueza oferece riscos
substanciais para todos, especialmente para uma próspera população cristã
em crescimento. Mas, o que podemos fazer para escapar do poder do materi
alismo? Saltar deste mundo competitivo? AbandonarWall Street? Evitar as
profissões? Entrar para umacomuna? Alguns acham que sim, a despeito das
firmes admoestações de Cristo contra o isolamento.
No entanto, existe outro caminho, ensinado repetidamente na Palavra de
Deus. Realmente, as Escrituras o apresentam como uma graçaa graça - de
contribuir.
O ensinamento mais explícito sobre este assunto está em 2 Coríntios
8 , onde o apóstolo Paulo primorosamente instrui a igreja de Coríntio a
respeito de dar, citando um belo exemplo da maneira de dar da igreja da
Macedônia. Ele começa: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça
de Deus [referindo- se à graça de contribuir] , concedida às igrejas da
Macedônia”; (v. 1) Para Paulo, contribuir é uma graça tão grande que ele
mesmo usa a palavra grega cinco vezes neste pequeno texto do versículo
1 : “a graça” (charin ),- versículo 4: “a graça” cbaras
( ); versículo 6 : “esta

graça” (charin), versículo 7: “abundeis nesta graça” (chariti ); e versículo


9: “a graça” (charin). Dar, ou contribuir, é uma questão de graça, do
princípio ao fim, como veremos.

CONTRIBUICÃO VOLUNTÁRIA
NA HISTÓRÍA DE ISRAEL
Para se compreender o ensinamento dinâmico de Paulo sobre contri
buição voluntária devemos recorrer às instruções bíblicas dadas a Israel
anter iormente. Hoje, há uma certa confusão a respeito, imagina- se algo
como dez por cento, o que é um lamentável falso juízo. Na realidade,
havia múltiplas exigências em Israel, que se tomaram consideravelmente
mais numerosas.

O Dízimo do Senhor
O dízimo fundamental era denominado dízimo do Senhor (ou o
dízimo dos levitas, Nm 18.21-29) porque servia para sustentar os
serviços da congregação). Levítico 27.30 diz: “Também todas as
dízimas da terra, tanto do grão do campo, como do fruto das árvo
res, são do Senhor: santas são ao Senhor”. Significava que um dízimo
(dez por cento) de todos os produtos e animais do povo eram entre
gues aos levitas. Nenhum israelita tinha qualquer opção quanto a
isto. Um homem que não o pagasse estaria roubando a Deus.
Malaquias 3.8 refere-se a isto, dizendo: “Roubará o homem a Deus?
Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos
e nas ofertas”.

O Dízimo Festivo
Além dos dez por cento iniciais, havia um seg undo dízimo, comu-
mente chamadoeste
12.10,11,17,18, de dízimo
dízimoteria
festivo.
efeitoDequando
acordoIsrael
comconquistasse
Deuteronômio
a Ter
ra Prometida, porque outros dez por cento deveriam ser dados para a
celebração anual, festejando com a família, amigos e servos. Consideran
do-se que o propósito de Deus era perpetuar o ministério, o dízimo
festivo servia para organizar a celebração religiosa e a comunidade do
povo de Deus. Os dois dízimos juntos compreendiam uma porção econô
mica substancial - vinte por cento obrigatórios.

O Dízimo do Pobre
Mas ainda havia mais. Deuteronômio 14.28,29 ordena um terceiro dízimo,
o dízimo do pobre:
Ao fim de cada três anos tirarás todos os dízimos do fruto do
terceiro ano, e os recolherás na tua cidade. Então, virá o levita (pois,
não tem parte, nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a
viúva, que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para
que o Senhor teu Deus te abençoe em todas as obras que as tuas
mãos fizerem.
Isto proveria o bem social daqueles que não podiam se prover a si
mesmos. Como o dízimo era de dez por cento a cada três anos, equivalia
a 3.3 por cento ao ano, perfazendo, assim, um total de 23 por cento
anuais.
Estes três dízimos obrigatórios financiavam 0 clero, um festival
nacional e ajudavam os pobres - bastante, é 0 que poderíamos achar.
Mas Levítico 19-9,10 ordenava ainda mais, já que 0 povo ainda era
obrigado a deixar parte da colheita nos cantos de seus campos e
impedido de colher todas as uvas de seus vinhedos, de modo a
deixar as sobras para os pobres. Além disto, ainda havia outras taxas
de tempo em tempo, como a taxa de um terço de sbekel (moeda
hebraica) que teriam de pagar mais tarde, pelo material usado nas
ofertas do Templo (Ne 10.32,33). Concluindo, exigia-se do povo de
Deus um mínimo de 25 por cento ao ano!

Contribuição Volun tária


Pode-se achar que 25 por cento era certamente 0 limite. Mas este era
apenas 0 ponto que 0 dar de coração começava: a contribuição voluntá
ria, ou as ofertas não- obrigatórias. Havia as primícias, nas quais um israelita,
independente de amar a Deus, trazia as dádivas de suas colheitas ou de
seu rebanho (Nm 18.11-13). O que havia de mais belo é que ele fazia isto
antes do resto da colheita e ainda sem saber quanto iria colher. Dava 0
melhor para Deus, confiando que Ele traria 0 resto. Era uma oferta de fé
e totalmente voluntária.
Havia ainda a oferta alçada, que Deus pediu quando ordenou a
Moisés a construção do Tabernáculo: “Fala aos filhos de Israel que me
tragam oferta; de todo homem cujo coração 0 mover para isso, dele
recebereis minha oferta” (Êx 25.1,2). Nada foi especificado, exceto que
fosse voluntária e que partisse do coração. Aqui a reação foi tão grande
que Moisés teve de proibi- los de trazer mais (Ex 36.2- 7).
A dádiva de um coração repleto da graça de Deus, seja ela voluntária ou
obrigatória, sempre foi ideal para0 povo de Deus - antes e depois da vinda de
Cristo. Quando um coração transborda em graça, um volume substancial da
renda pessoal vai para Deus. (')
CONTRIBUICÃO VOLUNTÁRIA
NO NOVO TESTAMENTO
Conforme pudemos notar, Paulo inicia sua argumentação mantendo ele
vado o exemplo da superabundante generosidade da empobrecida igreja da
Macedônia: “Também, irmãos, fazemos conhecer a graça de Deus conhecida
às igrejas da Macedônia; porque no meio de muita prova de tribulação,
manifestaram abundância de alegria e a profunda pobreza deles superabun-
dou em grande riqueza de sua generosidade” (2 Co 8.1,2).
Da expressão “a profunda pobreza deles” deriva-se o termobatisfera,
nome que deu Jacques Cousteau ao navio usado para sondar as profundezas
do oceano. O grande estudioso do grego, Alfred Plumer, traduziu como “sua
profunda pobreza”, f ) A igreja da Macedônia estava no fundo, eles eram
realmente pobres.
Hoje nos imaginamos pobres, se temos de pensar duas vezes antes de
ir jantar fora. A “saída americana” hoje é o cartão de crédito. Comprar
coisas que você não precisa com o dinheiro que você não tem, para
impressionar quem você não gosta. Mas isto não aconteceria com os
cristãos da Macedônia.
Eles não só eram terrivelmente pobres, mas também estavam “no
meio de muita prova de tribulação” (v. 2 ). O significado literal é: “eles
estavam sendo esmagados pelas dificuldades de suas vidas”. A cultura da
vizinhança os rejeitava e os mantinha mais e mais esmagados, devido a
sua devoção a Cristo. Eles se achavam numa impiedosa panela de pres
são. Sua situação era impossível: triturados pela pobreza e enfrentando
prova de tribulação. Mas, por fora desta situação, veio a incrível graça, e
sua ex trema pobreza e provas de tribulação misturavam- se com uma
transbordante alegria que “superabundou na grande riqueza de sua gene
rosidade”. Esta foi a graça de contribuir.

Istoouça
dade, é verdadeiramente curioso. Mas,
o que Paulo descreve nos se isto estabelece
versículos 3 e 4: nossa creduli
“Porque eles,
testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se
mostraram voluntários, pedindo- nos com muitos rogos, a graça de parti
ciparem da assistência dos santos”. Eles deram acima de (literalmente:
“contrário a”) suas posses. Crisóstomo maravilhou- se com esta frase:
“Pedindo- nos, eles pediram a Paulo. Vamos, Paulo, tenha piedade! Não
limite nossa obra”.
Contribuição voluntária nada tem a ver com a riqueza. Não é ditada pela
capacidade. Tem a ver com a vontade de contribuir. Dar é visto como um
privilégio. É estar alegremente interessado e apela à oportunidade de poder
contribuir com mais.
O que mais produz tal dádiva? Paulo responde no versículo 5, ao descre
ver as linhas verticais e horizontais do compromisso das igrejas da Macedônia:
“E não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos,
primeiro ao Senhor, depois a nós pela vontade de Deus”. Sua notável dádiva
foi resultado de se terem dado primeiro a Deus. É tão simples: quando tudo
o que temos é dado a Deus, dar aos outros torna-se um reflexo natural de
nossas almas.
É fácil render parte, quando já temos o todo. Isto foi demonstrado na vida
de um jovem norueguês chamado Peter Torjesen, quando, com a idade de
dezessete anos, seu coração foi movido por um desafio para uma doação
missionária, e ele abriu sua carteira e derramou todo o dinheiro como oferta.
Refletindo, mais tarde, ele escreveu num pedaço de papel:“Og mit liv ” (“E
minha vida”). (3) Significativamente, o jovem Torjesen continuou a levar uma
vida frutífera como missionário na China.
Os macedônios agiram da mesma maneira: deram seus corações a Deus
e, em seguida, deram-se a si mesmos a seus amigos crentes que, por sua vez,
acabaram
contribuir por
devedar o que tinham
começar à obra
- dar-se de Cristo.
a si mesmo E neste pontoaque
completamente a graça
Deus. de
A graça
de contribuir não pode existir sem isto (Rm 12.1).

A INFLUÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA


O exemplo brilhante da dádiva dos macedônios foi elevada pelo apósto
lo, como forma de condenar e motivar os coríntios. Agora Paulo não deixa
dúvidas sobre o que espera que aconteça: “O que nos levou a recomendar a
Tito... que complete esta graça entre vós. Como, porém, em tudo manifestais
superabundância, tanto na fé e na palavra, como no saber e em todo cuidado
e em nosso amor para convosco, assim, também abundeis nesta graça” (w.
6,7).
Os coríntios eram um grupo abençoado que abundava em muitas coisas
louváveis, além da graça de contribuir. Mas Paulo sabia que, a despeito de
toda sua superabundância, eles nunca se tornariam o que podiam ser, até que
aprendessem essa graça. O fato espiritual da obediência é crescer em maturi
dade e no compromisso de dar ao Senhor.Deus pode ter nosso dinheiro e
não ter nossos corações. Jesus disse: “Porque onde está o teu tesouro, estará
também o teu coração” (Mt 6.21).
Os espectros dos gigantes caídos deWall Street não são os únicos a
anunciar os perigos do dinheiro. O Novo Testamento está repleto de repeti
das advertências, muitas das quais saíram dos lábios do próprio Jesus, que
ensinava a seus ouvintes sobre o Céu e o inferno, imoralidade sexual e
violência. Depois que o jovem saiu, lamentando- se porque Jesus lhe dissera
para vender tudo o que tinha, o Mestre disse a seus discípulos: “É mais fácil
passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino
de Deus” (Mc 10.25). O que dizia é que é impossível para um homem que crê
em riquezas
“Para entrarénos
os homens Céus. Graças
impossível; por Ele
contudo, nãoterpara
acrescentado uma para
Deus, porque linha Deus
final:
tudo é possível” (w. 27).
Na verdade, Jesus assim apresenta a riqueza: se dependemos dela mais
do que de Deus, onde estará o nosso futuro? No fim do Sermão do Monte, Ele
recomenda: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a
traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai
para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde
ladrões não escavam nem roubam” (Mt 6.19,20). Pouco mais tarde, Ele adver
te: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de
um e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis
servir a Deus e as riquezas” (Mt 6.24).
E para um homem que lutava por uma herança Cristo clamou: “Tende
cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um
homem não consiste da abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15).
Então, ele relatou a história do homem rico que construiu celeiros maiores e
morreu na mesma noite, terminando sua parábola com um solene pronunci
amento: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”
( v .2 1 ) .

Os “ricos para com Deus” são aqueles que se dão não apenas a si mes
mos, mas também suas riquezas - ajuntando, assim, tesouros no céu. A chave
da libertação do poder do materialismo não é uma fuga da cultura. Abandonar
Wall Street, por exemplo, ou deixar o bem- estar da nação para os outros. E,
sim, agraça de contribuir.
A graça de contribuir vai além do dízimo. Ela afeta o estilo de vida de cada
um. Há coisas que não podemos ter e há coisas predeterminadas quando a
negligenciamos. Como lembrou C. S. Lewis:

Se o queentre
padrões gastamos em com
aqueles conforto, luxo,renda
a mesma divertimento
que nós,etc., depende
talvez dos
estejamos
dando muito pouco. Se nossa caridade não nos apertar, ou não nos
dificultar, eu diria que é muito pequena. Tem de haver coisas que
gostaríamos de fazer e não podemos, porque nossas despesas com a
caridade não nos permitem. (4)

Doadores desmoralizam o poder do dinheiro. Eles atraem a graça de


Deus, para fluir através de si.

agoraÉ esteja
possível que você
surpreso. tenha
Afinal atingidovocê
de contas, umafreqüenta
certa estabilidade
a igreja comespiritual,
assiduidae
de, sente-se bem na comunhão com os amigos cristãos, já leu toda a sua Bíblia
e ora regularmente. O problema é que você não tem ofertado. Deus não tem
obtido esta parte de você. Se for assim, você está precisando da graça de
contribuir: ofertar as primícias, que consiste ofertar a Deus o melhor de
seus frutos, crendo que Ele proverá o restante; a alegria daoferta alçada , que
os israelitas experimentaram, quando Moisés teve que lhes dizer: “Parem!”; a
graça de contribuir das igrejas macedônias, cuja liberalidade superabundou
quando eles imploraram pela oportunidade de dar mais.
O apóstolo atingiu seu objetivo de forma convincente, mas ele a descreve
com uma suprema ilustração: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus
Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua
pobreza vos tomásseis ricos” (v. 9). Embora Jesus pudesse pôr suas mãos em
todas as estrelas, Ele seesvaziou e tornou- se pobre como um servo na Terra
por nós. Este é o programa de “atendimento”, e é o padrão para nós. Os
coríntios não eram sensíveis à contribuição, por temor ou por algum tipo de
apelo financeiro mágico. Em vez disto este era o extremo exemplo de oferta:
“a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo” - que produziu a graça da contribuição
em suas vidas. Aconteceu apenas por causa de Jesus.

A DISCIPLINA DA OFERTA
Devemos compreender que a graça de Deus em nossas vidas requer
disciplinas. É por esta razão que o grande apóstolo da graça diz: “Exercita-te
pessoalmente na piedade” (1 Tm 4.7). Também deve haver disciplina para a
contribuição.

Disciplina Mental
Antes de compreendermos qualquer disciplina sobre a aparência externa
da contribuição, devemos ter uma compreensão disciplinada sobre o que é
contribuir.
Em primeiro lugar, você deve ter em mente que contribuir é uma obra
meritória que vai melhorar sua posição diante de Deus. De forma idêntica, a
contribuição não lhe fará melhor que os outros cristãos.
Em segundo lugar, você precisa entender que a contribuição atrairá

favores
sacudida,detransbordante,
Deus! Jesus disse: “Dai, e dar-se-vos-á;
generosamente boa medida
vos darão; porque, com arecalcada,
medida
com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.38). Da mesma forma,
Paulo escreveu: “E isto afirmo: Aquele que semeia pouco, pouco também
ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará” (2 Co
9.6).
Reconhecidamente, estas bênçãos são essencialmente espirituais. Mas o
que você preferiria ter? Uma bênção espiritual ou uma gorda conta bancária,
com um novo iate?
Em terceiro lugar, você precisa ter em mente que a oferta que agrada a
Deus é generosa. Como já vimos, as igrejas da Macedônia deram o mais
profundo de sua pobreza. Podemos ainda refletir proveitosamente sobre o
que disse Jesus a respeito da viúva pobre que ofertou apenas uma fração de
centavo: “Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio
mais do que fizeram todos os ofertantes” (Mc 12.43).
Em quarto lugar, você tem de entender que o que você oferta é determi

nado entre mas


petulante, vocêatravés
Deus. Ofertar
de umanunca deveséria
oração ser decidido casualmente
- perguntando a Deusdeo forma
que Ele
quer que você oferte.

Disciplina Volitiva
Com a disciplina da oferta firmada na mente, o caminho está aberto para
a ação.
De início, o ato de ofertar deve ser acompanhado pela oferta de si mesmo
ao Senhor, da mesma forma que as igrejas da Macedônia, que “deram a si
mesmos primeiro ao Senhor” (2 Co 8.5). Isto deve ser feito em silêncio, não
de forma que alguém veja nossa atitude piedosa de louvor. E dar-se a si
mesmo é, sem dúvida, uma forma de louvor (Rm 12.1).
Em segundo lugar, é extremamente recomendável, à luz dos grandes
requisitos das ofertas impostas ao antigo povo de Deus (os israelitas),
que todos observem os primeiros dez por cento como o ponto de partida
da oferta. E, no caso da oferta voluntária dos macedônios, a importância
deve ter sido muito além dos dez por cento, por sua “extrema pobreza”
(2 Co 8.2).
Em terceiro lugar, a oferta deve ser regular. Paulo avisou a estes mesmos
coríntios em outra ocasião: “No primeiro dia da semana cada um de vós
ponha de parte, em casa, conforme sua prosperidade, e vá juntando, para que
se não façam coletas quando eu for” (1 Co 16.2). O apóstolo sabia que a oferta
regular, sistemática, ajudaria o povo a cumprir suas obrigações regulares e a
maioria das emergências.
Em quarto lugar, você deve começar a ofertar já. A tendência natural é
não fazer ofertas até que se sinta capaz de fazê-las. Tal maneira de pensar
impede muitas pessoas de ofertarem para sempre. Um pregador veio visitar
um fazendeiro e perguntou:
“Se o senhor tivesse duzentos dólares, daria cem dólares ao Senhor?”
“Daria”.
“Se tivesse duas vacas, daria uma ao Senhor?”
“Claro”.
“Se tivesse dois porcos, daria um ao Senhor?”
O fazendeiro argumentou: “Isto não é correto! Sabe? Eu tenho dois
porcos”. (5)
Ofertar não tem de ser apenas regular, mas deve corresponder à necessi
dade espontânea, como a dos macedônios e de Maria de Betânia ao ungir
Jesus tão prodigamente, dando tudo o que possuíam.

Os céusrejeitam a tradição
de gentilmente calcular o menos e o mais.(6)
Finalmente, nossa oferta deve ser feita com alegria, “porque Deus ama
quem dá com alegria” (2 Co 9.7). Como somos lembrados constantemente,
“com alegria” pode ser traduzido por “contente”, sugerindo a alegria que
sobressai sobre toda restrição.
O ato de ofertar é um estado de graça. Fazemos bem ao relembrar nosso
Senhor Jesus, ao dizer: “Mais bem- aventurado é dar que receber” (At 20.35)-
Que possamos ser fiéis disciplinados em dar tudo o que possuímos a Deus!
D iscipunado Testemunho

Ô
uando minha esposa e eu estamos no sul da Califórnia, comumente
planejamos uma viagem até os vendedores de caranguejos em Newpi >11
Beach, para um delicioso jantar de frutos do mar, servido em pratos
de papel. Depois do jantar, damos uma volta pela orla marítima, para ver o
surfistas e dirigimos até a Península. Pegamos um barco até a ilha de Balboa,
para a sobremesa. Ao atravessarmos o porto, invariavelmente pensamos em
Jim. Normalmente, digo a minha mulher: “Jim costumava comandar estes
barcos”, e, então, eu e ela nos envolvemos em agradáveis lembranças que
nada têm a ver com o oceano.
Quando conheci Jim, em 1975, ele era um orgulhoso e auto-suficiente
executivo aposentado, de pouca utilidade para o Cristianismo, sendo, muitas
vezes, até brigão. Seu apelido, “Big Jim” não era por seu tamanho (talvez
tivesse l,70m) mas pela força de sua personalidade. Ele suspeitava de mim e
criticava os que tinham fé em Cristo. Eramos adversários nos treinos de lutas,
e nos tornamos amigos. Nossas conversas revelaram que ele tinha necessida
des espirituais conscientes e um interesse oculto em Cristo.
E foi assim que o assunto surgiu, em agosto de 1976. Tive uma notável
conversa com Jim, na privacidade de sua sala de estar. Lágrimas afloraram em
seus olhos e começaram a rolar em seu rosto, quando ele disse: “Eu não sou
bom. Mas quero Cristo, se Ele me aceitar”. Então oramos juntos. Jim estava
agitado. A primeira vez que ele foi à igreja, comentou: “Pastor, que sermão
danado!”. Mas ele era aprendiz e se tornou um discípulo, e algumas, das
arestas foram desaparecendo.
Minha melhor lembrança de Jim é dele sentado na areia, de pernas
cruzadas e queimado de sol (como um garoto de praia). Trabalhando no
sistema de evangelismo pessoal da igreja, rechaçava todos os conselhos para
ir à sua casa descansar, dizendo: “Depois de tudo que Cristo fez por mim, isto
é o mínimo que posso fazer”. Esta é, na verdade, a última lembrança que
guardo dele, porque, uma semana depois, quando peguei o telefone para
convidá- lo a jantar fora, disseram- me que Jim havia falecido, sentado na
mesma cadeira em que o vi aceitar a Cristo.

ALE GRI AS "PROPORCION AIS"


Que doces lembranças! Principalmente porque não são profissionais,
mas intensamente pessoais. Num retrospecto, as mais duradouras alegrias
espirituais de minha família vieram através dos testemunhos pessoais de cada
dia, como o de Susie, professora de nossa filha Holly, no jardim de infância,
algo maravilhoso. Susie acabou aceitando a Cristo e tornando-se grande
amiga nossa.
Tínhamos um vizinho, John, que era professor de artes industriais. Um
homem simpático que, depois de muitos anos de amizade entre nossas
famílias, tornou- se cristão e, mais tarde, diácono em nossa igreja.

um Outra lembrança
ex- fuzileiro naval,particularmente guardadaBobbie.
e sua jovem esposa, é a de nosso
Nossacarteiro,
saudação Damon,
diária
criou uma amizade que culminou com a vinda de Bobbie à igreja, através de
um estudo bíblico para mulheres, e Damon, fazendo o mesmo num grupo de
homens.
Nada, em meus anos de ministério, deu a mim e à minha esposa mais
alegria do que ver nossos vizinhos, Jamie e Deby Flowers crescerem num
profundo relacionamento com Cristo e tornando-se, mais tarde, um autênti

co testemunho
encontrará na igreja, nanocomunidade
seu testemunho e no círculo
capítulo “referências” delivro
deste trabalho (você
- “O Teste
munho de James e Deby Flowers”).
Eu e minha esposa descobrimos que as maiores alegrias de nosso minis
tério pastoral não vieram de extraordinários acontecimentos (como um lou
vor excepcional ou a fundação de um grande projeto arquitetônico) mas dos
testemunhos diários de pessoas - das coisas que qualquer cristão pode fazer,
a despeito de dons e de chamada.
A este respeito, é altamente significativo que André, um dos nomes mais
relacionados a testemunhos na Bíblia, era um homem que compartilhava
Cristo de maneiras patentemente comuns. Na realidade, parece haver alguma
poesia divina intencional em seu nome, pois “André” vem da raiz grega
andros que significa “homem”. Desta forma, ele é um exemplo para todos
que seguiram a Cristo. André é o que todo homem deve ser ao dar testemu
nho de Cristo. Assim, uma olhada em sua vida irá desafiar e motivar a todos
nós, com propriedade.
Os evangelhos nos contam que André estava presente no andar de baixo
do ministério de Jesus. Quando ele encontrou Jesus, já era um devotado à
causa profética de João Batista (Jo 1.35), o que indica que era um homem
espiritualmente sensível e reconhecia que os dias eram maus. Um homem
que havia sido batizado em arrependimento por seus pecados e que estava à
espera do Messias. Ele ainda tinha, como diferença, o fato de ser irmão de
Simão Pedro, que em breve seria o líder do grupo apostólico (Jo 1.40).
Mas o principal motivo da fama de André era que ele, juntamente com
João, havia sido primeiro discípulo a seguir Jesus. A igreja dos primeiros dias
reconheceu este fato e lhe honrou com o título deProtokletos, que significa
“o primeiro chamado”. (!)
No entanto, a despeito de sua invejável iniciação, André nunca chegou a
ganhar destaque entre os discípulos. Ele era excluído do círculo de Pedro,
Tiago e João, e perdeu as grandes experiências que eles compartilharam com
o Mestre: a Transfiguração, a cura da filha de Jairo, a angústia de Jesus no
Getsêmani. E mais: ele não era um grande líder. Não pregou nenhum sermão
digno de ser registrado. Não escreveu nenhuma epístola e não há registro de
nenhum milagre por ele realizado. Ele parece não ter tido nenhum arrojo
como seu irmão Pedro e nunca aparece em primeiro plano. Mas teve uma
diferença, uma grande diferença: ele abundou em trazer outros a Cristo!
É interessante que esta distinção humilde o tornou benquisto entre todas
as culturas, de modo que hoje é o padroeiro de três nações diferentes.f)
Eusébio, em suaHistória Eclesiástica (3.1,1) alega que André, mais tarde, foi
para Cítia, a terra ao norte do mar Negro, entre o Danúbio e os rios Tanais,
que hoje fazem parte da moderna Rússia. Outra tradição o fez padroeiro da
Grécia, porque se diz que ele foi martirizado lá, numa cruz em forma de X,
onde padeceu por três dias, louvando a Deus e orando por seus inimigos. O
terceiro país que reclama por André é a Escócia, na fantástica suposição de
que um monge do século VIII tenha trazido as relíquias de André (três dedos
de sua mão direita, um osso do braço, um dente e uma rótula) para o lugar
que hoje é Santo André. Os escoceses iam para a batalha com uma cruz
branca em forma de X acima de suas cabeças, no céu azul. Desde então, a cruz
branca de Santo André num céu azul é o símbolo da Escócia.
Terá André realmente ido para a Grécia, ou Rússia, ou Escócia? Ninguém
sabe. Então, por que os três países clamam por ele? A resposta está no seu
caráter cativante, como registram as Escrituras. Era um homem de coração
grandioso, de habilidades medianas, que gostava de apresentar outras pesso
as a Cristo. O extraordinário coração evangelístico de André fez com que seu
nome não se apagasse, nem perdesse a beleza que faz com que as nações o
reivindiquem.
O coração de André recomenda- se a si mesmo a todo homem. E serve de
modelo para o que tem de ser a experiência da média dos cristãos.

O EXTRAORDINÁRIO
CORAÇÃO SIMPLES DE ANDRÉ

Um Coração Bem Informado


André conheceu Cristo pessoalmente e desenvolveu um conhecimento
íntimo sobre Ele. Tudo aconteceu quando André e outro discípulo estavam
ao lado de João Batista. Jesus ia passando, e João disse: “Eis o Cordeiro de
Deus” (Jo 1.36), apressando, assim, sua decisão de seguir a Jesus, e passou o
resto do dia com ele (w. 39,40). Embora não tenha ficado registrado o
assunto da conversa, isto foi a linha divisória para André. A encantadora
humanidade do Deus encarnado elevou os horizontes espirituais de André e
animou sua obediência. André ouviu Jesus falar palavras que eram as mais
verdadeiras que já tinha ouvido, e seu coração se inflamou. Ele agora conhe
cia e amava a Jesus Cristo.
A reação do coração de André nasceu com seu novo conhecimento de
Cristo. Era o caso detodos os outros discípulos. Assim aconteceu: Cristo foi
conhecido e a vida deles abundou numa nova dimensão de espiritualidade.
Quando o Peregrino, de John Bunyan, encontrou a Cristo nos pés da
cruz, sua alegria foi tão grande que ele queria gritar para as árvores, estrelas,
rios e pássaros. (3)
George Whitefield, evangelista doGrande Despertamento, registrou em
seu diário o mesmo fenômeno, quando encontrou Cristo:

Oh! com que alegria - alegria indizível - a mesma que estava cheia de

grande glória.
de minhas Assim
bodas estava
- um diarepleta minha alma...
para permanecer Certamente,em
eternamente eraminha
o dia
lembrança! No princípio, minha alegria era como uma maré cheia, e
transbordava! (4)

Meu coração ressoa estas palavras, porque foi a minha experiência ao


encontrar Cristo. Na realidade, alguns de meus amigos bem intencionados
tentaram me conter, dizendo: “Estamos felizes por você... Mas vá com calma!”
Eu não conseguia me deter, pois, ao encontrar Jesus, experimentei da motiva
ção inicial e, também, da qualificação para compartilhá- lo. Não podemos
permitir que a natureza da verdade nos insensibilize até sua profundidade,
que é a seguinte: quanto mais imediato e pessoal é nosso conhecimento com
Cristo, mais natural é compartilhá- lo com os outros. Por esta razão, aqueles
que encontraram Cristo recentemente muitas vezes são tão loquazes e bem-
sucedidos em conduzir outras pessoas para Ele, a despeito da ausência de
argumentos.
Se você conhece a Cristo, como o simples André, tem as qualidades
essenciais no coração para compartilhá- lo. Mesmo que você não tenha as
respostas exatas! E o segredo para uma efecácia continuada é um perpétuo
frescor no seu crescente conhecimento sobre Ele.

Um Coração Dominado
A segunda característica do ex traordinário coração de André é que
ele era dominado por Cristo. “Ele achou primeiro ao seu próprio irmão,
Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)” 0o
1.41).
Certamente, André tinha a idéia correta! Ao contrário do “Cristo” esculpi
do, o Cristo das Escrituras é tão encantador, tão absolutamente diferente dos
estereótipos que, quando é verdadeiramente visto, atrai o mais resistente a
Ele mesmo. Embora homens e mulheres tenham sempre resistido a Cristo, e
ainda o façam, há milhares que vêm a Ele, quando compreendem a verdade a
seu respeito.
Se quisermos um coração como o de André, temos de expor repetida
mente a nós mesmos às realidades cruas de Cristo, conforme relatadas nos
evangelhos. Corações dominados atraem outras pessoas para Cristo.

Um Coração Abnegado
André tinha um coração inteligente, quebrantado e notavelmente abne
gado. O evangelho de João mostra:

Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o
testemunho de João e seguido a Jesus. Ele achou primeiro ao seu
próprio irmão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cris
to), e o levou ajesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho
de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
00 1.40-42)

O que podemos observar aqui, e está substanciado por outros evange


lhos, é que André era comumente identificado como “o irmão de Simão
Pedro”, As listas apostólicas em Mateus 10.2-4 e Lucas 6.14-16 o identificam
desta forma. O relato de João sobre a alimentação dos cinco mil homens,
igualmente, identifica-o como o “irmão de Simão Pedro”6 .(8 ).
Todos conheciam o valentão Pedro. Ele normalmente atraia pessoas para
si, mas André se ofuscava, especialmente quando o grandalhão estava por
perto. Era uma espécie de cor-de-malva. Fácil de não ser notado. Um homem
inferior se teria anulado aqui. Tendo vivido com Pedro toda sua vida, sabia
que só haveria um lugar para ele, se trouxesse Pedro até Cristo: o último! Mas
André era livre de egoísmo e apresentou Pedro de qualquer jeito. E Pedro
tornou- se o maior, sem dúvida!
Existem homens que só se ajuntarão a um exército se puderem ser
oficiais. Que só divulgarão o evangelho se puderem ser evangelistas. Mas o
verdadeiro coração evangelista não conhece o egoísmo. O coração de André
era talvez comum, mas extraordinário em seu desprendimento.

Um Coração Otimista
O quarto elemento no coração de André era seu otimismo a respeito do
que estava para acontecer, quando os problemas eram trazidos a Cristo. Foi
André que, na ocasião em que Felipe demonstrou desânimo diante da possi
bilidade de não alimentar cinco mil, sugeriu a Cristo os cinco pães e os dois
peixes do rapaz (Jo 6.5-9). André pode ter parecido louco por sua sugestão,
mas ele sabia que Cristo podia usar poderosamente tudo que lhe era dado. O
resultado foi estupendo - o maior piquenique da História! Depois disto, o
otimismo de André não tinha barreiras.
Nossa atitude faz toda a diferença para trazer pessoas a Cristo. A crença na
plena capacidade de Cristo alimentou as grandes obras de Wesley e Whitefield.
Na verdade, toda grande obra evangélica contou com este otimismo em sua
essência
Somos otimistas com relação ao que Cristo pode fazer? Se formos, vê-lo-
emos mudar o ordinário em extraordinário, exatamente como o viu o simples
André.

Um Coração Expansivo
A característica final que notaremos no coração de André é a de ser
expansivo. João 12.20-22 preserva uma vinheta que demonstra este aspecto:

Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns
gregos: estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia,
e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e

André e Filipe o comunicaram a Jesus.


Os gregos que queriam ver Jesus eram, obviamente, gentios e, assim,
amaldiçoados aos tradicionais olhos judeus. Filipe não estava seguro acerca
do que fazer, com relação a seu pedido, então consultou André. Este, sem
hesitação, foi direto a Jesus. André tem a grande distinção de ser o primeiro
discípulo a aceitar que Jesus é a resposta paratodose a aplicar a universalida
de do ministério de Jesus. Não é de se estranhar o fato de ele ser o padroeiro
da Grécia, da Rússia e da Escócia.

ESTÍMULO EXTRAORDINÁRIO
Que estímulo há, aqui, para nós? André era umgenuíno homem comum.
Ele não tinha uma educação como o doutor Lucas. Não possuía um grande
intelecto, como o apóstolo Paulo. Talvez nada tivesse da personalidade e
oratória do seu célebre irmão. Mas, à sua própria maneira, ele ajudou a formar
o mundo cristão, de forma surpreendente.
Ao pensarmos em pessoas trazidas a Cristo, lembramos de André. Toda
cidade, de qualquer tamanho, tem uma igreja com o nome de Santo André. A
Associação Billy Graham nos estimulou a trazer outras pessoas para sua
cruzada através da “Operação André”.André é um dos nomes mais doces da
cristandade.
O coração extraordinário de André era sábio, dedicado, sem egoísmo,
otimista e expansivo. O coração de um cristão comum pode ter, se quiser, a
humildade de se render à obra do Espírito. O de André não só desafia, mas
consagra a vida comum, de todos os dias. As maiores alegrias não estão nos
acontecimentos extraordinários do ministério, mas nos caminhos normais
dos testemunhos de todo dia - em trazer pessoas para Cristo.

O EVANGELISMO DO que
As estatísticas demonstram COMUM ANDRÉ
o evangelismo pessoal do comum André
é a forma mais efetiva de se seguir. Recentemente,The American Institute of
Church Growth(“Instituto Americano para o Crescimento da Igreja”) pesquisou
oito mil freqüentadores de igrejas e descobriu que um a dois por cento
compõem- se de pessoas com necessidades especiais; dois a três por cento
vieram porque gostaram da programação da igreja; um a dois por cento
vieram em resposta ao esforço de visitação; quatro a cinco por cento foram
tocados pela escola dominical; cinco por cento vieram através de cruzadas
evangelísticas e de TV; e a grande maioria, de 75 a 90 por cento, veio através
da influência de amigos ou parentes.(5) Claramente, o contato pessoal do
comum André é o aspecto mais importante do evangelismo, ultrapassando,
muitas vezes, as técnicas institucionais.
Além disso, muitos ministérios são uma espécie de organização dedicada
a equipar a igreja no evangelismo. Diz-se que cerca de um por cento recebe a
missão de proclamar o evangelismo por pregação; cinco a dez por cento, pelo
testemunho frontal; enquanto cem por cento podem praticar o evangelismo
pessoal. (6) A implicação é clara: enquanto todas as formas de evangelismo
são importantes para a igreja, de longe o estilo do comum André, de “ganhar
um de cada vez”, é o mais importante e, por conseguinte, o mais eficiente.

A DISCIPLINA DO TESTEMUNHO
Isto significa que todos sabem, se quiserem, como conduzir outra pessoa
a Cristo. Aqueles, entre nós, que foram envolvidos pela igreja necessitam de
um trabalho de oração, ao se igualar a André, praticando a disciplina do
testemunho.

O Valor dos Relacionamentos O


Devemos compreender que temos um Deus soberano que orde
na toda a vida. Inclusive nossos relacionamentos e amizades, assim
como os encontros casuais que não são uma lista de acidentes soci
ais. Deus nos colocou em nossas famílias, vizinhanças, locais de
trabalho, por uma razão: para estarmos próximos de pessoas que Ele
quer que influenciemos a Cristo. Susie, a professora de nossa filha
no jardim de infância, não foi um acidente pessoal. Nem Damon,
nosso carteiro, ou Jamie e Debie, nossos vizinhos e amigos queridos.
Toda pessoa com que nos deparamos é uma alma eterna de imenso
valor. Temos de ver com o mesmo peso com o qual Deus vê. Como
C. S. Lewis, o grande dignatário de Oxford, disse memoravelmente:
E um sério problema viver numa sociedade de possíveis deuses
e deusas. Lembrar que a pessoa mais vazia e desinteressante,
com quem você conversa, pode um dia ser a criatura que você
vê agora, fortem ente motivado a louvar, é uma coisa que
impressiona.Talvez, para você, isso poderá parecer até um pe

sadelo.
um Durante
ao outro, emtodo o dia,
direção a umdestinos.
a estes certo grau,
É naestamos ajudando
luz destas possi
bilidades esmagadoras que devemos conduzir tudo o que faze
mos uns com os outros. Todas as amizades, todos os amores,
todas as nossas atitudes, toda a política são coisas de nosso
universo natural. Nesta altura não há pessoas comuns. Você
nunca falou com um mero mortal. Nações, culturas, artes, civili
zação - isto é mortal e suas vidas estão para as nossas, assim
como a vida de um mosquito. Mas são imortais aqueles com

quem nós- brincamos,


ploramos trabalhamos,
horrores imortais casamos,
ou esple criticamos(8) e ex
ndores eternos.

Identificando Relações 0
Todos nós temos uma rede de relações complexa, construída ao
redor de quatro contatos: biológico (parentes e família e, por exemplo, a
família da igreja), geográfica (onde vivemos), vocacional (com quem
trabalhamos) e relacional (com quem nos divertimos). Precisamos desco
brir nossas redes, fazer uma lista de possíveis contatos e começar a orar
por eles.

Investindo em Relacionam en tos (10)


Finalmente, enquanto oramos, temos de investir nossos tesouros, t empo
e talento em relacionamentos.
• Ficar pessoalmente envolvidos na vida dos outros. Planejar em gastar
um tempo significativo com aqueles que gostaríamos de alcançar e, então, ter
certeza de que o plano faz parte de sua agenda.
• Convidar seus amigos para almoçar ou jantar fora, ou para um café em
sua casa.

• Fazer programas juntos. Assistir exposição de artes. Sair para pescar.


• Usar dias espec iais para compartilhar seus interesses: aniversários,
formaturas, feriados, casamentos, nascimentos. Visita ou escrever um
bilhete.
• Entrar para um clube de interesse especial: jardinagem, caça, culinária,
artesanato.
• Oferecer-se para treinar meninos ou meninas; ajudar nos estu
dos, dar seu tempo para um hospital ou uma das várias instituições
de caridade.
• Franquear sua casa para os vizinhos. Ser a casa mais hospitaleira do
bairro, para as crianças e os adultos.

Todo dia elespassam por mim;


podem ver em seus olhos;
Pessoas vazias, cheias de cuidado.

Dirigindose quem sabe para onde.


Carregam suas próprias dores,
Vivendode medo em medo.
O riso esconde gritos silencios
os,
Que só Jesus ouve.
As pessoas precisam do Senhor.
As pessoas precisam do Senhor.
Nofim dos sonhosfrustrados,
Ele é a porta aberta.

A? pessoas precisam do Senhor.


A? pessoas precisam do Senhor.
Quando iremos reconhecer
Que as pessoasprecisam do Senhor?
(Grei Nelson e Phil McHugh).
D isc ipl in a d o M in ist é r io

ara homens que clamam o nome de Cristo, há dois caminhos na vida. O


primeiro é cultivar um coração pequeno. Este, de longe, parece ser o
mais seguro, uma vez que diminui as tristezas da vida. Se nosso desejo é
escapar dos problemas da existência humana, a fórmula é simples: evite
envolver-se com relações. Não se dê aos outros e nem abrace seriamente
ideais elevados. Fazendo assim, escaparemos de uma hoste de aflições.
Este princípio de vida apoia-se ainda em outras lógicas: cultive a surdez, e
se esquivará de ouvir as diferenças da vida; cultive a cegueira, e evitará as
cenas tristes. Se desejamos atravessar a vida com um mínimo de problemas,
tudo que devemos fazer é vendar os olhos. É o que muitos fazem, mesmo os
que se dizem cristãos, para atravessar a vida felizes. Eles alcançaram a peque
nez de coração.
O outro caminho é cultivar um coração dedicado ao ministério: abra-se
para os outros, e estará suscetível a uma lista de tristezas raramente imagináveis
e a um coração contraído pela dor; amplie e enobreça seus ideais, e sua
vulnerabilidade crescerá na mesma proporção.
Uma frase do diário de James Gilmour, missionário pioneiro na
Mongólia, escrita no ocaso de sua carreira, ilustra o assunto: “Na aparên
cia dos convertidos, não vi resultado algum. Não descobri, pelo menos no
que pude observar, alguém que queira ser cristão”. Palavras doídas. Mas a
profundidade da dor de Gilmour só pode ser pecebida vagamente, até
que passemos às palavras de abertura do diário,escritas quando ele che
gou à Mongólia: “Várias cabanas à vista. Quando serei capaz de falar com
essas pessoas? Ó, Senhor, pelo Espírito, sugira- me como chegar até eles e
como devo preparar- me para ensinar a vida e o amor de Jesus Cristo” -
“Não descobri, pelo menos no que pude observar, alguém que queira ser
cristão”. (:)
Suas palavras vibrantes fizeram esvair o sangue de sua vida. Naturalmen
te, pensamos: “Pobre Gilmour”. Porém, a causa estava no próprio Gilmour.
Ele tinha um “problema”: um coração generoso. Jamais teria conquistado
aquele povo, não fosse o seu coração dedicado ao ministério. Tivesse dackX
ouvidos ao conselho dos amigos, permaneceria na confortável Inglaterrafeta^o
vez de ir para uma terra hostil.
Alargue seu coração, cultive- o, discipline- se para o minkt v óc C k a r á
amplia ndo sua ex periência na dor. Este é um ax ioma es^m^a^mcont es -
tável. Ninguém que tenha cultivado um coração Qu t {ymhistério viveu
para contar sobre uma vida de felic idade. Corà ç' r t ó ^a p o s , embora a
salvo e protegidos, não contribuem para naeSrMNmiém se beneficia com
visões restritas. Por outro lado, corações^qu^OTaçam as disciplinas do
ministério - ainda que v ul ne r ^v ^- ím j^ós mais satisfeitos e os que
deixam suas marcas no mundo.\
Cultive a surdez e nunepMvii discordância, mas também não poderá
apreciar a m e l o d i a d e bma grande sinfonia; cultive a cegueira, e
jamais verá o feio/JM^Qrç£>em deixará de ver a beleza da criação de Deus;
evite escalar@mmTaqhà<fe não correrá o risco de se espatifar contra a ladeira,
mas será priVatb d£ colocar-se de pé sobre o pico.
Ma^a (içkãçao pequeno, a vida pode ser tão suave quanto velejar em
.. ‘ratòüilas, mas não viverá a experiência do vento do Espírito Santo
lo em suas velas nem a alegria de ser usado por Deus. O coração
-jueno jamais conhecerá o heroísmo de Gilmour, e certamente nunca virá
A ser o que Deus deseja.
Basta uma olhadela no jornal para lembrarmos de que vivemos numa
época em que há necessidade urgente de ampliar, cuidar dos corações disci
plinados para o ministério. Alguns estão experimentando elevação, com todas
as agitações que a acompanham, e precisam ser estimulados a continuar
ampliando seus horizontes. O relato bíblico que estudaremos a seguir de
monstra brilhantemente a disciplina do próprio Jesus em seu ministério. E,
como seus seguidores, devemos imitá- lo.
DISCIPLINADO PARA O TRABALHO
0 evangelho de João conta que Jesus, após batizar na Judéia, decidiu
regressar à sua região de srcem, a Galiléia, julgando necessário passar por
Samaria, no caminho de Sicar. João detalha: “Estava ali a fonte de Jacó.
Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta"
0o 4.6). A hora sexta era o meio- dia, hora do almoço. Então, o Senhor
mandou os discípulos à cidade comprar mantimentos, enquanto Ele, exausto,
sentava à beira da fonte para descansar. A expressão “cansado da viagem”
indica a prostração comum ao homem depois de um trabalho árduo, f )
Ele estava exausto, e por uma boa razão. Uma olhada nos evangelhos
revela que Ele raramente dispunha de tempo para si, a menos que se afastasse
de tudo e de todos. Quando não estava sob o aperto das multidões, achava-se
ministrando aos Doze, ao círculo fechado dos trêsou ao irreprimível Pedro. E
era constante o seu caminhar pelas estradas poeirentas da Palestina. Certa vez
exclamou: “As raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do
homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Não é de admirar que
estivesse mais cansado que seus discípulos, rendido à fadiga mental e ao
desgaste físico.
Era agradável estar ao calor do sol, sem se mover. E bem provável que o
Senhor estivesse com os olhos fechados, quando percebeu alguém se aproxi
mando
sido e levantou
fácil os olhos,
para Ele tornar deparando-se
a cerrar com uma
as pálpebras, mulher
dizendo parasamaritana.
si mesmo:Teria
“Estive
ministrando a milhares de pessoas. Ela está só... apenas uma pessoa. E eu
preciso descansar. Se eu não cuidar de mim, quem o fará?”
No entanto, Jesus buscou em seu coração energia para um dos mais
espetaculares casos de abordagem espiritual já registrado. O coração do
Mestre era tão dedicado às almas, que Ele ainda conseguiu reunir forças para
ministrar, mesmo estando nos limites de sua capacidade física. As pessoas

oque compartilham das disciplinas do coração de Cristo com certeza também


conseguirão.
Já foi dito que o mundo é governado por homens cansados, e é verdade,
porque observamos que o país é governado por líderes políticos cansados,
que as guerras são ganhas por generais cansados, que a paz é garantida por
diplomatas cansados e que as leis são elaboradas por legisladores cansados. A
razão é que tais líderes querem aparecer, para tornarem- se dignos de nota.
Da mesma forma, o mundo cristão recebe ministração de pessoas cansa
das. A Europa Oriental está sendo evangelizada por missionários cansados
que tentam aproveitar todas as oportunidades. Mostre uma grande igreja, e
eu lhe mostrarei pessoas cansadas, tanto à frente como por trás da cena,
porque a grandeza depende de pessoas que estejam prontas para agir sempre
que a situação exija. Jamais faremos algo grandioso para Deus sem o desejo
de nos oferecermos, mesmo esgotados até os ossos, à causa do Evangelho.
O exemplo de Cristo ensina que é indispensável ao ministério um cora
ção laborioso. Paulo possuía um coração assim: “Porque, vos recordais, ir
mãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não
vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamando o evangelho de Deus”
(1 Ts 2.9). O trabalho apostólico é um tema proeminente em Paulo, como
revela aos coríntios: “Em trabalhos e fadigas, em vigília muitas vezes: em fome
e sede, em jejuns muitas vezes; em frio e nudez” (2 Co 11.27).
Qualquer um que já tenha feito alguma coisa para Deus possui um
coração laborioso - sem exceção. Diz-se que Lutero trabalhava tão pesado que
freqüentemente caía na cama sem ter sequer tempo para mudar os lençóis
até durante um ano! A oração de D. L. Moody certa vez ao deitar-se foi apenas:
“Senhor, estou cansado. Amém”.
Grandes corações são aqueleslaboriosos que, embora extenuados, estão
prontos a se entregar o quanto necessário. São corações disciplinados para o
labor, pois atuam regularmente além das zonas de conforto - colocam-se em
pontos vulneráveis, assumem compromissos onerosos, cansam-se pela causa
de Cristo, pagam o preço. Vão de encontro a mares revoltos, mas suas velas se
enchem com o sopro do Espírito de Deus.

DISCIPLINADO PARA ALCANÇAR PESSOAS


A conversa que se seguiu, entre Jesus e a samaritana, revela que um
coração disciplinado para o ministério não só trabalha duro como cruza
difíceis barreiras de relacionamento para alcançar as pessoas: “Nisto veio uma
mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá- me de beber. Pois seus
discípulos tinham ido à cidade, para comprar alimentos. Então lhe disse a
mulher samaritana: Como, sendo judeu, pedes beber a mim que sou mulher
samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)?” (Jo 4.7-9). As
diferenças raciais têm criado algumas das barreiras mais assustadoras deste
mundo.
O bispo australiano John Reed, da Igreja Anglicana, relata que estav;i
dirigindo um ônibus, levando uma mistura de rapazes brancos e negros para
uma excursão. Quando embarcaram, os brancos tomaram um lado, e os
negros, o outro. E, no caminho, trocavam zombarias, numa crescente intensi
dade.
Finalmente, Reed não suportou mais. Parou o ônibus, mandou que todos
descessem, colocou- se na porta e obrigou cada um dos rapazes a dizer: “Eu
sou verde”, antes de deixá-los subir.
Deu algum trabalho, mas finalmente todos voltaram a embarcar. O bispo
Reed estava satisfeito com o que conseguira, até que ouviu alguém dizer lá no
fundo: “Tudo bem: verdes-claros deste lado e verdes-escuros do outro!”
O comportamento de Jesus despertou a curiosidade da mulher samaritana.
Todavia, para os judeus, era ainda mais surpreendente. O ódio entre Judéia e
Samaria iniciara há mais de quatrocentos anos, e concentrava-se na pureza
racial, porque, enquanto os judeus a tinham mantido durante o cativeiro na
Babilônia, os samaritanos perderam a sua devido a casamentos com os inva
sores assírios. Aos olhos dos judeus isto era imperdoável, e olhavam com
desprezo os samaritanos. Profeticamente, os samaritanos construíram um
templo rival no monte Gerizim, que os judeus destruíram no tempo dos
macabeus.
Portanto, nos tempos de Jesus o ódio estava enraizado, e era implacável.
Os rabis diziam: “Não deixe nenhum homem comer do pão dos cutaítas
[samaritanos], pois o que comer do seu pão é igual ao que come carne suína”.
O auge do vilipêndio vinha na forma de uma corrosiva oração judaica que
termina assim: “... e não vos lembreis dos cutaítas na ressurreição”. Assim,
compreendemos que a atitude de Jesus ao se aproximar daquela mulher era
uma abertura radical nas convenções sociais e religiosas.
Sobre toda essa ignomínia pesava ainda o fato de a pessoa ser uma
mulher. Os rabis mais tradicionais censuravam outros mestres que cumpri
mentavam mulheres em público. Havia, inclusive, fariseus que piedosamente
se designavam “fariseus feridos e sangrando”, porque quando viam uma
mulher fechavam os olhos, o que os levava a esbarrar em paredes e cair sobre
o que estivesse em seu sagrado caminho. Ainda assim, Jesus falou com a
mulher - e logo uma samaritana! E, para amontoar pecado sobre pecado,
Jesus es candalosamente pediu- lhe um copo d ’água, torn ando- se
cerimonialmente desonrado. (3)
A tentativa corajosa de Jesus para alcançar a alma da mulher samaritana
perdida quebrou radicalmente as barreiras convencionais da época - e explo
diu a mente das pessoas.
Em seu grande gesto, Jesus modelou uma das maiores glórias da igreja - a
superação das barreiras étnicas, sociais, econômicas e psicológicas. E exata
mente o que a Igreja Primitiva fazia, quando um judeu ou gentio, rico ou
pobre, escravo ou livre, homens ou mulheres, todos se encontravam ao redor
da mesa, como uma única família em Cristo. Essa quebra de barreiras era tão
incompreensível que o mundo antigo começou a acusar a Igreja de magia e
bruxaria.
É mais confortável alcançar outros iguais a nós - semelhantes alcançam
semelhantes - os ricos ganham os ricos; advogados, advogados; jogadores de
basquete, jogadores de basquete; funcionários públicos, funcionários públi
cos. Mas este não é o ideal estabelecido por Jesus e as primeiras igrejas. Antes,
devemos ter um coração de amor, tão desejoso de caminhar uma milha a
mais, que alcancemos a qualquer um que encontrarmos, a despeito de qual
quer barreira.
Como vamos nos sair com isto? Primeiro, temos de entender que
jamais poder á ser feito na forma condescendente do “reformador social
irrealista”, mas antes, com o igualitarismo relacional, instruído pela Pala
vra de Deus, compreendendo que devemos ultrapassar as barreiras, de
pecador para pecador, de igual para igual. As oportunidades são virtual
mente ilimitadas: estudantes estrangeiros solitários que anseiam por um
contato com alguém que se preocupe genuinamente com eles; refugia
dos imigrantes que procuram desesperadamente um ponto de apoio
num país estranho; uma mulher grávida só, necessitando de um santuá
rio e de proteção; os manobreiros e lavadores de nossos carros, no
estacionamento; faxineiras, motoristas, frentistas, cortadores de grama e

quem mais se depare conosco.


Não é natural ultrapassar barreiras. E necessário o coração sobrenatural
de Cristo, que só pode ser alcançado através de oração consciente e discipli
na. Apela-se a todo crente para que tenha um coração capaz de alcançar os
outros. Você orará para possuir este coração? Disciplinará seu coração para
alcançar os outros? Jesus anseia pela hora em que seu coração irá bater junto
com o dEle.
DISCIPLINADO EM PERSPECTIVA
A conversa de Jesus com a muiher na fonte sugere mais uma qualidade do
coração que ministra: uma perspectiva disciplinada para ver a vida alheia, de
pessoa para pessoa, como uma série de compromissos divinos. Isto está
implícito na expressão do versículo 4: “E era-lhe necessário atravessar a
província de Samaria”, o que indica que a vontade ou o plano de Deus estava
envolvido. (4) Num certo sentido, Jesus não tinha de ir por Samaria. Ele
poderia ter dado a volta, mas estava a par da ordem soberana de sua vida e de
que pessoas cruzariam seu caminho.
Corações que ministram estão a par dessa dimensão. Eles sabem que não
há acidentes relacionais.
Em 1968, levei 25 estudantes secundários para Parker, a compartilharem
sua fé com as dezenas de milhares de jovens californianos que também
haviam viajado para o Estado do Arizona nos feriados da Páscoa. Meus planos
foram cuidadosamente estabelecidos, porque eu e um amigo tomamos um
táxi aéreo para Parker, tiramos algumas fotografias do rio Colorado, da repre
sa de Parker e fomos visitar as margens do rio, a fim de escolher um local para
o acampamento. No entanto, na chegada constatei que o local que eu havia
escolhido não estava disponível. Passei oresto daquele dia quente levando
minha caravana de lugar em lugar e deparando com uma série de dificulda
des, até que, finalmente, perto do pôr-do-sol, encontramos uma clareira,
onde armamos nossas tendas a uns seis metros do acampamento de cinco
formandos do colegial - quatro deles fizeram profissão de fé. Três continuam
a seguir Cristo - dois no ministério!
É uma realização saber que “o Senhor firma os passos do homem
bom” (SI 37.23) e que as pessoas que cruzam nosso caminho fazem parte do
plano divino. Uma santa calma nos enche quando notamos que nenhum de
nossos compromissos é com mortais, mas que todos - a mulher na fonte ou

na lavadoraeternamente,
continuar automática, como
os líderes
seresreligiosos
gloriosose ou
o entregador
como almasdeperdidas.
pizzas - vão
O
coração que ministra, à semelhança de Jesus, percebe isto e trata todas as
almas de acordo.
O espetáculo junto à fonte de Jacó foi a demonstração de um coração
disciplinado para o ministério. Primeiro, disciplinado para o labor. O homem
que possui este coração é separado para Cristo e a igreja. Ele nunca se
molesta, e permite que sua zona de conforto seja invadida. Algumas vezes
trabalhará até a exaustão.
Segundo, o coração que ministra é um coraçãodisciplinado para alcan
çar os outros.Pela causa do Evangelho, rompe barreiras sociais e até corre o
risco de ser opróbio diante dos outros, ao agir desta forma. Humildemente,
vai à busca de pessoas muito diferentes dele.
Terceiro, o coração que Deus usa déisciplinado emprespectiva,vendo
todas as relações humanas como encontros ordenados soberanamente com
seres eternos. Para tal coração, todos os relacionamentos da vida são parte de
um drama eterno, no qual cada cristão tem um papel especial.
O coração disciplinado para o labor, para alcançar os outros e para ver as
relações da vida repletas de potencial divino é, acima de tudo, um coração
generoso. Seus ideais elevados e sua harmonia desenvolvida o tornam susce
tível a tristezas desconhecidas a um coração fechado, mas também está
aberto a alegrias que um coração endurecido jamais conhecerá.
Cultive um coração pequeno e a vida poderá parecer o velejar em águas
tranqüilas, mas nunca experimentará a alegria de sentir o vento do Espírito
em suas velas.
A escolha é nossa. Que possamos nos disciplinar para o ministério.
DISCIPLINA
A G raça d a D isopuna

C
f onforme aprendemos no início deste livro, a palavra disciplina quer
dizer “exercita-te [disciplina-te] pessoalmente na piedade” (1 Tm 4.7).
Contém o odor de ginástica, o suor de um bom exercício.
Sua rica etimologia sugere um despojamento consciente de toda dificul
dade e, então, um determinadoinvestimento de todas as nossas energias.
Exatamente como os antigos atletas, que se despiam e competiamgumnos

(“nus”),
lhe impeçao cristão disciplinado
a santidade. Assim,despoja-se
com esta de toda comprometida,
nudez associação ou hábito que
ele deve
investir e suar na busca da santidade.
A clássica figura do corredor grego mostra sua perspicácia ao despir-se
com o propósito de correr bem. Igualmente, a vida cristã bem sucedida é
sempre um suar despojado, disciplinado.
O sentido de que uma disciplina espiritual vigorosa é essencial para a
santidade está de acordo com a compreensão universal de que a disciplina,

também
vida. na escaladonatural,
O sucesso é necessária
legendário de Mikepara se atingir
Singletary, qualquer
duas coisa nesta
vezes jogador de
defesa no ano da NFL, é o exemplo de uma vida notavelmente disciplinada.
A disciplina literária de Ernest Hemingway transformou o estilo de vida
do povo de língua inglesa. Os “bilhões” de esboços de Michelangelo, Da Vinci
e Tintoretto prepararam o caminho para a duradoura qualidade universal de
suas obras. Winston Churcill, o orador do século, podia ser tudo, menos
natural. A menos que, por “natural”, queiramos falar de um homem natural
mente disciplinado. Nesse caso ele pode superar suas óbvias limitações atra
vés de trabalho duro e esforço extra. Ignace Jan Paderewski, brilhante pianis
ta, disse tudo quanto observou a uma ardente admiradora: “Madame, antes
de ser um gênio, eu era um escravo do trabalho”.
É um fato imutável que nunca chegaremos a lugar algum na vida sem
disciplina, especialmente em assuntos espirituais. Existem pessoas que pos
suem certas vantagens atléticas ou musicais inatas. Mas nenhum de nós pode
alegar ter alguma vantagem espiritual na mesma condição. Não somos ineren
temente justos, e jamais buscamos a Deus naturalmente ou por reflexão.
Portanto, como filhos da graça, nossa disciplina espiritual é importante.

Sem disciplinas não há discipulado!

Sem suor, não há santidade!


Sem perspicácia, não há inspiração!
Sem dor, não há ganho!
Sem virilidade, não há maturidade!

Este grande axioma espiritual criou bases para um exame de dezesseis


disciplinas, essenciais para uma vida santa:
pureza, casamento, paternidade,
amizade, mente, devoção, oração, louvor, integridade, língua, trabalho,
igreja, liderança, contribuição, testemunho ministério.
e
É uma lista assustadora, para dizer o mínimo. E cada disciplina foi apre
sentada de um modo “faça assim” intencional. Na realidade, cada um dos
dezesseis títulos contém uma média de sete disciplinas recomendadas - o que
perfaz mais de cem disciplinas.

A REACÃO CORRETA
Então, qual deve ser nossa reação? Certamente não serápassividade
a do
“não faça nada”, que se transformou na crescente característica do homem
americano. Para muitos homens, o desafio é uma oportunidade para enterrar
o pescoço no chão - puxar as cobertas e ficar na cama - “Há tanta coisa para
fazer... eu nem sei por onde começar... ” - a paralisia da análise. .
Por outro lado, uma reação igualmente mortal é a dolegalismo auto-
suficiente. Reconhecidamente, é um perigo menor do que a passividade. No
entanto, há muitos cujas condições mentais poderiam apropriar- se das
dezesseis disciplinas como uma estrutura draconiana para uma áspera hibridez
legalística. Oh, que possibilidades temos em nossa lista!
Que Deus nos salve dasimplificação desse legalismo que entesoura a
espiritualidade como uma série de tábuas da Lei e diz: “Se você puder praticar
estas seis regras, será santo”. Entre Cristianismo e santidade há muito mais do
que uma relação. Estar “em Cristo” é um relacionamento, e, como todo
relacionamento, exige uma manutenção disciplinada, mas nunca uma simpli
ficação legalística.
Que Deus nos livre do senso de justiça própria! Pois facilmente nossos
corações pecadores podem utilizar-se da lista para levar os outros a julgamen
to.
Como dissemos ao começar, há um universo de diferenças entre as
motivações por trás do legalismo e da disciplina. O legalismo diz: ‘Vou agir
assim para ter maiores méritos diante de Deus”, enquanto a disciplina diz:
“Vou agir assim, porque amo a Deus e quero agradá- lo”. O legalismo tem o
homem no centro; a disciplina tem Deus no centro. Paulo, o ultra-antilegalista,
disse: “Discipline- se [exercite-se] para ser santo!”

SABEDORIA PELA DISCIPLINA


jovensPordetodo
minhaeste livro,meus
família, mantive
filhosdiante de mim
e genros, uma ao
sentados imagem pessoal
redor da dos
mesa do
café, diante de mim, enquanto discutíamos as disciplinas de um homem
cristão. Eles indagam: “Como devemos agir a este respeito? Diga-nos como
nos disciplinarmos para a santidade sem cair no legalismo”. Como resposta,
passo a agir de forma muito pessoal.

Priorize
Começo aconselhando- os a reverem a lista das dezesseis disciplinas e
subdividi- las em listas separadas -uma lista das áreas nas quais estão se saindo
bem e outra daquelas em que precisam de ajuda. Os casados devem procurar
a ajuda da esposa para objetivar as listas. Os solteiros devem confiá-la a um
amigo espiritualmente maduro.
Então, dê-se números às áreas de necessidade, em ordem de importân
cia, digamos: 1) pureza, 2) mente, 3) oração, 4) testemunho, 5) contribuição,
6) trabalho, 7) amizades e8 ) liderança. Começando com a primeira necessi
dade, a pureza, sugiro uma olhada nas subdisciplinas e a escolha de uma a
três coisas que considerem mais úteis ao seu desenvolvimento.
Deve-se resistir à tentação de comprometer- se com muitas disciplinas.
Melhor é ser bem- sucedido em poucas áreas do que falhar por compromisso
excessivo. Talvez, na disciplina da pureza, seja importante comprometer- me
primeiro em decorar as Escrituras que ajudam a proteger das tentações, e, em
segundo lugar, evitar as cenas sensuais, sob qualquer forma. Com relação ao
testemunho, o ideal, em princípio seria o compromisso de orar para que
Deus permita a aproximação de alguém com quem se possa compartilhar
Cristo.
Depois de repassada a lista, cerca de vinte pontos específicos podem ser
abordados a fim de melhorar as oito áreas deficientes.

Seja Realista
Porém, antes de se comprometer com coisas específicas, repasse toda a
lista com honestidade, perguntando: “Estarão os pontos com os quais vou me
comprometer realmente ao meu alcance, com a ajuda de Deus?” Talvez,
examinado a disciplina da mente, você se convença de estar exagerando, ao
comprometer- se em ler o Antigo Testamento uma vez, duas vezes o Novo
Testamento e ainda Guerra e Paz, em janeiro. Pense de novo! Uma vez que
não tem lido muito, que tal estabelecer o objetivo de ler o Novo Testamento
uma vez no prazo de um ano eGuerra e Pa z de janeiro a abril? Tenha certeza
de que seus compromissos o farão suar, mas também assegure-se de que são
realizáveis. E melhor ir aumentando os compromissos à proporção que consi
ga alcançá- los. Sucesso chama sucesso.

O re
Antes de estabelecer seus compromissos, dê a si mesmo uma semana
para pensar e orar por eles. Busque orientação do Espírito Santo sobre outros
meios de disciplina não mencionados neste livro.

Seja Responsável
Peça à esposa, marido ou amigo para cobrar de você suas disciplinas.
Tenha certeza de conferir e orar periodicamente - mesmo que tenha de ser
por telefone. Seja honesto quanto a seus sucessos e fracassos. E esteja sempre
pronto a ouvir conselhos e fazer ajustes.

Se você tropeçar...
Sem dúvida, você vai tropeçar uma vez ou outra. Quando isto acontecer,
orgulho ferido e vergonha podem fazê-lo querer desistir. Normalmente, não
gostamos de fazer as coisas em que falhamos. Mas temos de levar em conta
que o fracasso faz parte do sucesso, desde que admitamos nossas falhas e
voltemos a insistir. Além do mais, não estamos sob a Lei, mas debaixo da
graça. Deus não está computando nossas falhas contra nós, e nós não esta
mos construindo um tesouro de méritos com nosso sucesso. Estamos sim
plesmente tentando viver uma vida disciplinada que agrade a nosso Pai
amado, e Ele compreende nossas falhas melhor do que compreendemos
nossos próprios filhos.

A GRACA DA DISCIPLINA
*

O homem que sabiamente se disciplina para a santificação compreende a


necessidade de priorizar e orar, de ser realista e confiável, e que a falha faz
parte do sucesso, mas este ímpeto vem de entender a graça. Tudo em sua

vida parte da graça de Deus -sola g ratia - apenas da graça!


A própria salvação vem apenas da graça. Estávamos mortos em nossas
transgressões e pecados, cativos de forças tenebrosas, tão incapazes de
salvar-nos quanto os cadáveres. “Mas... Deus, sendo rico em misericórdia,
por causa do grande amor com que nos amou... Porque pela g raça, sois
salvos, me diante a fé ; e isto não vem de vós, é dom de Deus... não de
obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.4, 8 ,9, itálicos do autor). Somos
salvos pela graça de Deus, seu imerecido favor. Mesmo a menor porcen-

lagein de obras
diretamente: “E diminui a graça
é pela graça, já da
nãosalvação, conforme
pelas obras; Paulo esclareceu
do contrário, a graça já
não é graça” (Rmll. 6 ).
A salvação é pela graça, apenas. Assim também o viver uma vida cristã.
Tiago faz uma estupenda declaração com relação à experiência universal do
nvnie neste mundo: “Antes ele dá a maior graça” (4.6). Esta não é a graça da
salvação, mas graça para vivermos nossas vidas neste mundo caído - literal-
mrnie “graça maior”. Sempre há “mais graça”. (*)
Um artista certa vez expôs uma pintura das cataratas do Niágara, mas
esqueceu de dar título ao quadro. A galeria sentiu- se no dever de lhe dar um
nome e sugeriu: “Mais por vir”. As velhas cataratas, derramando bilhões de
litros por ano, durante milhares de anos, supre além das necessidades a quem
vive dela, e é apenas uma figura da graça que Deus derrama sobre nós. E ainda
há mais por vir! O apóstolo João refere-se a esta realidade, quando diz:
“Porque todos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça” (Jo
1 .1 6 ) - literalmente “graça em lugar de graça” ou, como outros interpretam,
“graça seguida de graça” ou “graça derramada sobre graça”. “Pois pelas neces
sidades diárias, há graças diárias; para as necessidades imediatas, há graças
imediatas; para as necessidades que permanecem, há graças permanentes”,
diz John Blanchard. (-)

As disciplinas de um homem cristão são graça, do princípio ao fim.


Medite cuidadosamente nas palavras de Paulo: “Mas, pela graça de Deus,
sou o que sou; e a suagraça, que me foi concedida, não se tornou vã, antes
trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus
comigo” (1 Co 15.10, itálicos do autor). Compreende? Não há contradição
entre a graça e as grandes obras. Na realidade, a graça produz suor espiritual!
É a graça de Deus que nos dá energia para viver as disciplinas de um
homem piedoso. Sempre há mais graça.
Graça para a pureza
Graça para o casamento
Graça para a paternidade
Graça para a amizade
Graça para a mente
Graça para a devoção
Graça para a oração
Graça para o louvor
Graça para a integridade
Graça para a língua
Graça para o trabalho
Graça para a igreja
Graça para a liderança
Graça para contribuir
Graçapara o testemunho
Graça para o ministério
Quando nos esforçamos para fazer a vontade de Deus, Ele sempre derra
ma mais graça.

Quando tivermos exaurido todo nossopoder de resistência,

Quando nossa força tiverfalhado e o dia estiver só na metade;


Quando atingirmos o fim de nossa capacidade de reabilitar,
As dádivas de nosso Pai estarão apenas começando,
Seu amor não tem limites, suas graça não tem medida,
Seu poder não temfronteiras conhecidas pelo homem;
Pois, fora de suas infinitas riquezas em Jesus,
Ele dá, e dá, e dá mais uma vez.
(Annie Johnson Flint)
RECURSOS
O Testemunho de
J ames e D e b v F ellowes

James: Eu e minha esposa, Deby, estamos felizes em testemunhar as


mudanças verificadas em nossas vidas, quando aceitamos Jesus Cristo como
nosso Senhor e Salvador. Somos gratos por aqueles que se mantiveram
elevados em sua fé e foram instrumentos de nossa conversão.
Durante nosso namoro e primeiros anos de casamento nunca freqüenta
mos igreja, nem lembro de ter discutido sobre Deus ou sobre nossas crenças.
Estávamos muito ocupados com nossas carreiras e um com o outro.
Nasci numa família que freqüentava a igreja. Meus pais eram e ainda são
exemplos maravilhosos do ideal cristão. São generosos, amáveis, graciosos e
humildes. Mas, apesar de tão bom exemplo, nunca entendi a vida, morte e
ressurreição de Jesus. Achava que era cristão porque ia à igreja e tentava ser
uma boa pessoa como meu pai ou minha mãe.
Deborah: Assim como Jamie, cresci na igreja. Minha mãe foi professora
de escola dominical por muitos anos, e nos levava, a mim e a meu irmão, à
igreja todos os domingos. Foi na igreja, creio, que nós três encontramos
conforto e forças para enfrentar os difíceis problemas familiares.
Durante um período de incerteza e insegurança, na minha juventude,
despertou em mim um profundo interesse por assuntos espirituais. Comecei
a sentir forte desejo de ir à igreja, embora não encontrasse uma explicação
para isto. Lembro- me de haver na igreja uma janela de vidro embaçado, com
uma representação de anjos ajoelhados com as asas abertas. Como ansiei
arrastar- me sob aquelas asas, em busca de segurança, proteção e paz!
Quando me apaixonei por Jamie, pareceu- me haver encontrado todas
essas coisas em nosso relacionamento. Tínhamos um ao outro, e virei as
costas para Deus. Vivíamos o momento e só para nós mesmos.
James: Em 23 de dezembro de 1975, às duas horas da tarde, nasceu nossa
primeira filha, Jennifer. A experiência do nascimento de um filho era mais do
que este pai de primeira viagem podia resistir. Eu chorava descontroladamente,
vencido pela emoção da alegria, medo e gratidão. Esse momento magnífico
puxou cordões espirituais dentro de mim.
Nas horas e dias que se seguiram, eu pensei muito em Deus e na criação
de um bebê. Só mesmo Deus pode criar um bebê, pensei. Eu queria conhecer
Deus. Havia contemplado a grandeza e poder de sua obra.
No domingo seguinte, procuramos uma igreja na vizinhança, na área do
Lincoln Park, em Chicago, onde morávamos, até que encontramos uma de
nosso agrado. Eu realmente estava gostando dessa nova fase de minha vida.
Passei a estudar sobre Cristianismo, num curso de adulto. Gostava das pesso
as e de fazer parte da comunidade. No devido tempo, tornei-me auxiliar,
depois diácono e finalmente presidente do grupo de diáconos.
Deborah: Jamie estava entrando para uma nova dimensão de sua vida, e
eu me ressenti com seu interesse. Agora, ele tinha mais reuniões para assistir
e obrigações para atender, compromissos que não me incluíam. Sabendo o
quanto a igreja representava para Jamie, passei a participar junto com ele.
Espiritualmente, no entanto, ainda estava necessitada. Cantar hinos ape
nas me trazia lágrimas. Eu queria saber em que crer. Estava buscando um
significado para a minha vida, mas procurava no lugar errado. Posses materi
ais e posição social eram muito importante para mim. E estes eram objetivos
tangíveis, uma vez que Jamie estava em ascensão nos negócios de sua família.
A despeito de nosso sucesso material, eu sentia um vazio em minha vida.
Minha formação e a de Jamie nos fizeram fartos de igrejas evangélicas.
Quando nos mudamos para Wheaton, em 1979, procuramos uma casa distan
te do campus Wheaton College. No entanto, a casa de nossos sonhos estava a
um quarteirão da área que estávamos tentando evitar.
Cinco meses depois, o novo pastor da College Church, Kent Hughes, e
sua família mudaram- se para o outro lado da rua, em frente a nossa casa. Fiz
amizade com sua esposa, Bárbara. Ela me convidou para um estudo bíblico
em sua igreja, nas manhãs de quarta-feira, e decidi tentar. Desde o momento
em que entrei na sala, senti uma diferença no grupo. As mulheres pareciam
preocupar- se com as outras sinceramente. Não havia a superficialidade que
encontrara em tantos outros grupos sociais ou de negócios. Logo no princí
pio, o estudo bíblico tornou- se a parte mais importante de minha semana.
Admirava naquelas mulheres a força de caráter que sentia estar faltando em
mim. Percebi que aquelas mulheres eram diferentes, devido ao ensino das
Escrituras. Elas tinham o compromisso de mostrar através de suas vidas o que
a Bíblia ensinava - agindo de acordo com o que haviam aprendido. Confiavam
em Cristo para determinar suas vidas, em lugar delas mesmas. Era o oposto ao
modo como estávamos vivendo nossas vidas.
Foi durante esse tempo que recebemos o convite de um amigo de
trabalho de Jamie para jantar no Country Club. Era para ouvir o testemunho
de um executivo e sua esposa sobre o que o relacionamento com Cristo havia
significado em suas vidas. Por respeito a nosso amigo, comparecemos. Lá ouvi
o que já havia escutado no estudo bíblico, mas pela boca da mulher de um
executivo, alguém que lutara com muitas das coisas com as quais eu também
estava lutando. Eu podia definitivamente identificar- me com ela. Entendi que
Apocalipse 3.20 falava comigo: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir
a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele
comigo”.

Aquela noiteorei
de ansiedade, foi para
uma das
quemais espetaculares
minha para viesse
amiga Bárbara mim. Em umcomigo
falar momento
no dia
seguinte. E ela veio. Após explicar- lhe os acontecimentos da noite anterior,
ela pôde entender a luta que eu estava enfrentando. Ela ofereceu- se para
ajudar na leitura da Bíblia e explicar por que clamar por Jesus. Com sua ajuda,
dei um passo na fé e rendi minha vida a Cristo. Tinha consciência de que meu
compromisso faria uma grande mudança em nosso casamento, mas era o que
eu precisava fazer.

queiJames: Ao “não
o quadro final do
me testemunho,
telefone”. Eurecebemos cartões
não acreditava para preencher.
em quem Mar
se dizia nascido
de novo. Achava que tais pessoas se julgavam muitos virtuosas, sendo, na
maioria das vezes, piores que nós. Além disso, eu havia sido presidente dos
diáconos e servia a igreja de outras maneiras. Não seria isto suficientemente
religioso?
Sentia-me doente só de pensar que minha suscetível esposa havia “caído”
nessa de nascido de novo. Talvez isso acabasse um dia.
Logo uma divisão entre eu e Deby começou a surgir. Ela lia a Bíblia o
tempo todo. Se não era a Bíblia, estava lendo Chuck Swindoll, C. S. Lewis ou
Kent Hughes, nosso vizinho. Ela passava todo o tempo em estudos bíblicos e
grupos de oração. Aceitava convites para festas, e essas festas eram muito
chatas. Eu me sentiadeslocado,e não queria estar “por dentro”.
Deborah: Na realidade, o que eu temia acabou acontecendo. Jamie não
conseguia entender como minhas prioridades puderam mudar da noite para
o dia. Onde ele se encaixava nesse novo esquema? Embora nosso casamento
continuasse tão importante como no passado, um novo relacionamento esta
va se aprofundando em de mim - um relacionamento com Cristo. Meu desejo
de seguir, servir e obedecer a Cristo tinha se tornado o principal em minha
vida. Queria gastar meu tempo de outra maneira. Preferências e estilo de vida
mudaram. A divisão em nosso casamento tornou- se maior. Eu simplesmente
precisava confiar em Cristo.
James-,Eu tentava ser compreensivo e paciente, mas quase sempre estava
ressentido e zangado. Sentia-me sozinho em minha própria casa. Se Deus é
bom, como poderia Ele interferir num casamento até ali bem- sucedido? Eu
estava muito confuso.
Tinha meus próprios pontos de vista a respeito de Deus, com base em
não-sei-quê. Imaginava ter uma ficha razoável no Céu, porque era uma boa
pessoa. Deus estava me colocando numa encruzilhada, sem dúvida - feliz
mente, uma encruzilhada generosa. Deby refutava meus argumentos, basean
do-se nas Escrituras. Falava-me de salvação pela fé e graça de Deus.
No interesse da unidade familiar, decidi acompanhá- la num culto de
domingo à noite. Minha experiência foi muito semelhante à dela, na primeira
vez em que visitou o grupo feminino de estudos bíblicos. Senti algo diferente
do que havia experimentado em outras igrejas. Decidi voltar no domingo
seguinte, e senti a presença de Cristo de uma maneira nova e mais profunda.
Era duro
Deby admitir,
havia mudadomasdepensei
várias que talvez houvesse
maneiras. Ela estavaalgo bomEuem
em paz. tudoestava
é que aquilo.
estressado. Ela era uma pessoa definitivamente mais forte, mais independen
te. Estava menos irritadiça e mais apta a perdoar. Ironia das ironias, ela estava
mais romântica, durante esse período de tensão matrimonial.
Achei que poderia ler alguns de seus livros que ficavam sobre os móveis:
0 que Significa Amar a Deus, de Charles Colson, eCristianismo Básico, de
John Stott, entre outros. Eu e Kent Hughes começamos a conversar sobre fé.
Em uma difícil viagem a São Francisco, li, no hotel, o evangelho de João num
Novo Testamento dos gideões. O poder das Escrituras estava começando a
criar raízes, pela primeira vez em minha vida.
Deborab: Jamie havia mudado. Não foi uma transformação da noite para
o dia, como acontecera comigo, mas eu podia sentir uma abertura gradual e
um espírito mais sensível ao Senhor. Nosso relacionamento cresceu como
nunca antes, num clima espiritual. Começamos a confiar a Deus nossas
decisões diárias. Reconhecemos que Ele era soberano e estava no controle de
nossas vidas. Tornamo- nos mais felizes e mais próximos um do outro. Deus
havia feito o que prometera em Ezequiel 11.19,20: “Dar-lhes-ei um só cora
ção, espírito novo porei dentro neles; tirarei da sua carne o coração de pedra,
e lhesosdarei
dem meuscoração
juízos, edeoscarne; para eles
executem; que serão
andemo nos
meumeus
povo,estatutos,
e eu sereieoguar
seu
Deus”.
James: Antes, existia um vazio em minha vida, a despeito de meu ótimo
casamento, filhos e todas as boas coisas que possuíamos. Como você definiria
um vazio ou vácuo? E duro. Na maior parte do tempo, nós o suprimimos,
tentamos febrilmente preenchê- lo com algo superficial.
À proporção em que compreendia o chamado de Cristo e a razão por que
Ele morreu por mim, comecei a olhar para a minha vida. Era embaraçoso
quando eu refletia no que Deus fizera por mim e o comparava ao egoísmo e
à maldade de meu coração. Fiquei envergonhado.
Buscava freqüentemente a cruz, e implorava perdão. Orava com todos os
detalhes, sofrendo cada um deles. Quanto mais lia e ouvia, melhor entendia
como andara errado. Mais importante, descobri como permanecer no cami
nho. Pelo perdão e graça de Deus, começava a sentir- me livre e vivo. Nos
primeiros dias, Deus parecia encher- me com uma força nova e um senso de

auto-estima
melhor. totalmente
Tentar agradá-lonovo. Confiando
em vez de a mimnEle, as coisas
mesmo, pareciam
de certa forma,funcionar
retirou a
pressão e me fez sentir melhor a respeito de minha vida.
Jesus Cristo fez toda a diferença em nossas vidas, que hoje são um
testemunho vivo de sua força. Através de incontáveis julgamentos, lutas e
acontecimentos diários, Ele guiou nossos passos e abençoou- nos além de
nossas expectativas.
Como um homem de negócios, um saudável ceticismo surge natural
mente. Minha conversão foi lenta, ponderada, diferente de Deby. Mas desco
bri o Caminho, a Verdade e a Vida - o Senhor Jesus Cristo. Aprendi onde
colocar minha confiança. Deus é fiel. Ele o ama, e também a mim. Confie
nEle.
B

P lano M ’C h eï n e
pa r a L e ii vr a D iár ia

Um plano compacto que lhe permitirá ler toda a Bíblia,


 os Salmos e o Novo Testamento i ias "ès

Organizado por Robert Murra^M<rae

1. Este plano indica o dia do mês, assim «srrio.. texto a ser lido em família e

indicado com antecedência para o


culto doméstico e manár o^dois ou três dos versículos mais proeminen-
sSaitemorar, dando algumas explicações e formu-

;tCKÊmfamília quanto em particular, será mais iluminada se


)mento de oração silenciosa: “Desvenda os meus
;mple as maravilhas da tua lei”,
nesa freqüentemente gire em torno do capítulo
) será santificada pela oração e pela Palavra.
_ ^ ^ :ceda o amanhecer. Deixe que a voz de Deus seja
~ primeira o _ ^ _____ hã. Marque os dois ou três dos versículos mais
___

ricos e ore sobre cada palavra e linha.


6 . Acima de tudo, use a Palavra como uma lâmpada para seus pés e luz para
seu caminho - seu guia na perplexidade, seu escudo na tentação, seu
alimento em tempos de fome.
Janeiro
Este é meu filho amado em que me comprazo.
Ouvio.

FAMÍLIA EM SEGREDO
D ia Livro e c a p ítu lo D ia Livro e Capítulo
1 Gênesis 1 Mateus 1 □ 1 Esdras 1 Atos 1

□ 2 Gênesis 2 Mateus2 □ 2 Esdras2 Atos 2

□ 3 Gênesis3 Mateus3 □ 3 Esdras3 Atos 3

□ 4 Gênesis 4 Mateus 4 □ 4 Esdras 4 Atos 4

□ 5 Gênesis 5 Mateus 5 □ 5 Esdras 5 Atos 5


Esdras6 Atos 6
□ 6 Gênesis 6 Mateus 6 □ 6
□ 7 Gênesis 7 Mateus 7 □ 7 Esdras 7 Atos 7

□ 8 Gênesis8 Mateus8 □ 8 Esdras 8 Atos 8

□ 9 Gênesis 9,10 Mateus 9 □ 9 Esdras9 Atos 9

□ 10 Gênesis 11 Mateus 10 □ 10 Esdras 10 Atos 10

□ 11 Gênesis 12 Mateus 11 □ 11 Neemias 1 Atos 11

□ 12 Gênesis 13 Mateus 12 □ 12 Neemias 2 Atos 12

□ 13 Gênesis 14 Mateus 13 □ 13 Neemias 3 Atos 13

□ 14 Gênesis 15 Mateus 14 □ 14 Neemias 4 Atos 14

□ 15 Gênesis 16 Mateus 15 □ 15 Neemias 5 Atos 15

□ 16 Gênesis 27 Mateus 16 □ 16 Neemias 6 Atos 16

□ 17 Gênesis 18 Mateus 17 □ 17 Neemias 7 Atos 17

□ 18 Gênesis 19 Mateus 18 □ 18 Neemias 8 Atos 18

□ 19 Gênesis 20 Mateus 19 □ 19 Neemias 9 Atos 19

□ 20 Gênesis 21 Mateus 20 □ 20 Neemias 10 Atos 20


21
□ 21 Gênesis 22 Mateus 21 □ 21 Neemias 11 Atos
□ 22 Gênesis 23 Mateus 22 □ 22 Neemias 12 Atos 22

□ 23 Gênesis 24 Mateus 23 □ 23 Neemias 13 Atos 23


24 Gênesis25 Mateus 24 □ 24 Ester 1 Atos 24

□ 25 Gênesis 26 Mateus 25 □ 25 Ester 2 Atos 25
26 Gênesis 27 Mateus 26 □ 26 Ester 3 Atos 26

□ 27 Gênesis 28 Mateus 27 □ 27 Ester 4 Atos 27
Dia Livro e capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 28 Gênesis 29 Mateus 28 □ 28 Ester5 Atos28

□ 29 Gênesis 30 Marcos 1 □ 29 Ester 6 Romanos 1

□ 30 Gênesis 31 Marcos 2 □ 30 Ester 7 Romanos 2

□ 31 Gênesis 32 Marcos 3 □ 31 Ester 8 Romanos 3

FEVEREIRO
Eu valorizei as palavras de sua boca
mais do que o alimento de que necessito.

FAMÍLIA EMSEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 1 Gênesis33 Marcos4 □ 1 Ester9,10 Romanos4

□ 2 Gênesis 34 Marcos 5 □ 2 Jó 1 Romanos 5

□ 3 Gênesis 35,36 Marcos 6 □ 3 Jó 2 Romanos 6

□ 4 Gênesis 37 Marcos 7 □ 4 Jó 3 Romanos 7

□ 5 Gênesis 38 Marcos 8 □ 5 Jó 4 Romanos 8

□ 6 Gênesis 39 Marcos 9 □ 6 Jó 5 Romanos 9

□ 7 Gênesis 40 Marcos 10 □ 7 Jó 6 Romanos 10


8 Gênesis 41 Marcos 11 □ 8 Jó 7 Romanos 11

□ 9 Gênesis 42 Marcos 12 □ 9 Jó 8 Romanos 12

1 1 10 Gênesis 43 Marcos 13 □ 10 Jó 9 Romanos 13

1 ] 11 Gênesis 44 Marcos 14 □ 11 Jó 10 Romanos 14


12 Jó 11 Romanos 15
1"] 12 Gênesis 45 Marcos 15 □

U 13 Gênesis 46 Marcos 16 □ 13 Jó 12 Romanos 16


1 1 14 Gênesis 47 Lucas 1.38 □ 14 Jó 13 1 Coríntios 1
1 Coríntios 2
1 1 15 Gênesis 48 Lucas 1.39 □ 15 Jó 14
[ ] 16 Gênesis 49 Lucas 2 □ 16 Jó 15 1 Coríntios 3

1 1 17 Gênesis 50 Lucas 3 □ 17 Jó 16,17 1 Coríntios 4

1 1 18 Êxodo1 Lucas4 □ 18 Jó18 1Coríntios5

( 1 19 Êxodo2 Lucas5 □ 19 Jó 19 1 Coríntios 6


Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
Q 20 Êxodo 3 Lucas 6 □ 20 Jó 20 1 Coríntios 7
□ 21 Êx odo 4 Lucas7 □ 21 Jó21 1 Coríntios 8
| [ 22 Êxodo 5 Lucas8 □ 22 Jó22 1 Coríntios 9
23 Êxodo 6 Lucas 9 □ 23 J ó 23 1 Coríntios 10
Q 24 Êxodo 7 Lucas10 □ 24 Jó24 1 Coríntios 11
Q 25 Êxodo 8 Lucas11 □ 25 Jó25,26 1 Coríntios 12
| | 26 Ê xodo 9 Lucas12 □ 26 Jó27 1 Coríntios 13
□ 27 Êxodo 10 Lucas 13 □ 27 J ó 28 1 Coríntios 14
□ 28 Êxodo11-12.21 Lucas 14 □ 28 Jó 29 1 Coríntios 15

MARCO
*
Maria guardou todas estas
coisas e as manteve em seu coração.

EMFAMÍLIA EMSEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
1 Êxodo 12.22 Lucas 15 □ 1 Jó 30 1 Coríntios 16

□ 2 Êxodo 13 Lucas 16 □ 2 Jó 31 2 Coríntios 1


3 Êxodo 14 Lucas 17 □ 3 Jó 32 2 Coríntios 2

4 Êxodo 1 5 Lucas 18 □ 4 Jó 33 2 Coríntios 3

5 Êxodo16 Lucas19 □ 5 Jó 34 2 Coríntios 4

6 Êxodo 17 Lucas 20 □ 6 Jó 35 2 Coríntios 5

7 Êxodo 18 Lucas 21 □ 7 Jó 36 2 Coríntios 6

8 Êxodo 19 Lucas 22 □ 8 Jó 37 2 Coríntios 7

□ 9 Êxodo20 Lucas23 □ 9 Jó 38 2 Coríntios 8
10 Êxodo 21 Lucas 24 □ 10 Jó 39 2 Coríntios 9

□ 11 Êxodo 22 João 1 □ 11 Jó 40 2 Coríntios 10

□ 12 Êxodo 23 João 2 □ 12 Jó 41 2 Coríntios 11

□ 13 Êxodo 24 João 3 □ 13 Jó 42 2 Coríntios 12


14 Êxodo 25 João 4 □ 14 Provérbios 1 2 Coríntios 1

15 Êxodo26 João5 □ 15 Provérbios 2 Gálatas 1

16 Êxodo 27 João 6 □ 16 Provérbios 3 Gálatas 2

Dia Livro e Capitule > Dia Livro e Capítulo

□ 17 Êxodo28 João7 □ 17 Provérbios 4 Gálatas 3

□ 18 Êxodo29 João8 □ 18 Provérbios 5 Gálatas 4

□ 19 êxodo 30 João 9 □ 19 Provérbios 6 Gálatas 5

□ 20 Êxodo 31 jo ã o 10 □ 20 Provérbios 7 Gálatas 6

□ 21 Êxodo 32 João 11 □ 21 Provérbios 8 Efésios 1

□ 22 Êxodo 33 João 12 □ 22 Provérbios 9 Efésios 2

□ 23 Êxodo34 João13 □ 23 Provérbios 10 Efésios 3

□ 24 Êxodo 35 João 14 □ 24 Provérbios 11 Efésios 4

□ 25 Êxodo36 João15 □ 25 Provérbios 12 Efésios 5

□ 26 Êxodo 37 João 16 □ 26 Provérbios 13 Efésios 6

□ 27 Êxodo38 João17 □ 27 Provérbios 14 Filipenses 1


□ 28 Êxodo 39 João 18 □ 28 Provérbios 15 Filipenses 2

29 Êxodo40 João19 29 Provérbios 16 Filipenses 3


□ □
□ 30 Levítico 1 João 20 □ 30 Provérbios 17 Filipenses 4

31 Levítico 2,3 João 21 31 Provérbios 18 Colossenses 1


□ □

ABRIL
Derrama Tua Luz e Tua Verdade;
Deixa que elas me guiem.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
1 L evítico4 Salmos 1,2 1 Provérbios 19 Colossenses 2
□ □
2 Levítico 5 Salmos 3,4 2 Provérbios 20 Colossenses 3
□ □
3 L evítico 6 Salmos 5,6 □ 3 Provérbios 21 Colossenses 4

4 Levítico 7 Salmos 7,8 4 Provérbios 22 1 Tessalonic. 1
□ □
5 L evítico8 Salmos9 5 Provérbios 23 1 Tessalonic 2
□ □
6 Levítico 9 Salmos 10 6 Provérbios 24 1 Tessalonic. 3
□ □
7 Levítico 10 Salmos 11,12 □ 7 Provérbios 25 1Tessalonic. 4

8 Levítico 11,12 Salmos 13,14 8 Provérbios 26 1 Tessalonic. 5
□ □
9 Levítico 13 Salmos 15,16 □ 9 Provérbios 27 2 Tessalonic. 1

Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
10 Levítico 14 Salmos 17 10 Provérbios 28 2 Tessalonic. 2
□ □
11 Levítico 15 Salmos 18 11 Provérbios 29 2 Tessalonic. 3
□ □
□ 12 Levítico 16 Salmos 19 □ 12 Provérbios 30 1 Timóteo 1

□ 13 Levítico 17 Salmos 20,21 □ 13 Provérbios 31 1 Timóteo 2

□ 14 Levítívo 18 Salmos 22 □ 14 Eclesiastes 1 1 Timóteo 3

15 Levítico 19 Salmos 23,24 □ 15 Eclesiastes 2 1 Timóteo 4



□ 16 Levítico 20 Salmos 25 □ 16 Eclesiastes 3 1 Timóteo 5

□ 17 Levítico 21 Salmos 26,27 □ 17 Eclesiastes 4 1 Timóteo 6

□ 18 Levítico 22 Salmos 28,29 □ 18 Eclesiastes 5 2 Timóteo 1

□ 19 Levítico 23 Salmos 30 □ 19 Eclesiastes 6 2 Timóteo 2

□ 20 Levítico 24 Salmos 31 □ 20 Ede sias tes 7 2 Timóteo 3


□ 21 Levítico25 Salmos32 □ 21 Eclesiastes 8 2 Timóteo 4

□ 22 Levítico 26 Salmos 33 □ 22 Eclesiastes 9 Tito 1

□ 23 Levítico 27 Salmos 34 □ 23 Eclesiastes 10 Tito 2

□ 24 Núm eros 1 Salmos 35 □ 24 Eclesiastes 11 Tito 3

□ 25 Núm eros 2 Salmos 36 □ 25 Eclesiastes 12 Filemon 1

□ 26 Núm eros 3 Salmos 37 □ 26 Cantares 1 Hebreus 1

□ 27 Núm eros 4 Salmos 38 □ 27 Cantares 2 Hebreus 2

□ 28 Núm eros 5 Salmos 39 □ 28 Cantares 3 Hebreus 3


29 Números 6 Salmos 40,41 9 Cantares 4 Hebreus 4
□ □
30 Núm eros 7 Salmos 42,43 □ 30 Cantares 5 Hebreus 5

MAIO
Como uma criança fizeste conhecer as Escrituras.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Cap ítulo
| | 1 Núme ros 8 Salmos 44 CD ^ Cantares 6 He breu s 6
| | 2 Números 9 Salmos 45 Q 2 Cant ares 7 Hebreus 7
Dia Livro e Capítulo D ia Livro e Capítulo

□ 3 NúmeroslO Salmos 46,47 □ 3 Cantares8 Hebreus 8


4 Núm eros 11 Salmos 48 □ 4 Isaías 1 Hebreus 9

□ 5 Núm. 12,13 Salmos 49 □ 5 Isaías 2 Hebreus 10

□ 6 Nú me ros 14 Salmos 50 □ 6 Isaías 3,4 Hebreus 11

□ 7 Núm eros 15 Salmos 51 □ 7 Isaías 5 Hebreus 12

□ 8 Nú me ros 16 Salmos 52-54 □ 8 Isaías6 Hebreus13

□ 9 Núm. 17,18 Salmos 55 □ 9 Isaías 7 Tiago 1

□ 10 Núm eros 19 Salmos 56,57 n 10 Isaías 8-9. 7 Tiago 2

□ 11 Números 20 Salmos 58,59 □ 11 Isaías 9-8 -10.4 Tiago 3

□ 12 Núm eros 21 Salmos 60,61 □ 12 Isaías 10V 5 Tiago 4

□ « Núm eros 22 Salmos 62,63 □ 13 Isaías 11,12 Tiago 5


□ 14 Números 23 Salmos 64,65 □ 14 Isaías 13 1 Pedro 1

□ « Núm eros 24 Salmos 66,67 □ 15 Isaías 14 1 Pedro 2

□ 16 Números 25 Salmos 68 □ 16 Isaías 15 1 Pedro 3

□ 17 Números 26 Salmos 69 □ 17 Isaías16 1Pedro4

□ 18 Núm eros 27 Salmos 70,71 □ 18 Isaías 17,18 1 Pe dro 5

□ » Núm eros 28 Salmos 72 □ 19 Isaías 19,20 2 Pedro 1

□ 20 Nú me ros 29 Salmos 73 □ 20 isaías 21 2 Pedro 2

□ 21 Núm eros 30 Salmos 74 □ 21 Isaías22 2Pedro3

□ 22 Núm eros 31 Salmos 75,76 □ 22 Isaías 23 lj oão 1

□ 23 Núm eros 32 Salmos 77 □ 23 Isaías24 1João2

□ 24 Núm eros 33 Salmos 78.1- 37 □ 24 Isaías 25 1 Joã o 3

□ 25 Núm eros 34 Salmos 78.38-72 □ 25 Isaías 26 1 Joã o 4

□ 26 Núm eros 35 Salmos 79 □ 26 Isaías 27 lj oão 5

□ 27 Nú me ros 36 Salmos 80 □ 27 Isaías 28 2 Joã o 1


Deu ter. 1 28 Isaías29 3João1
□ 28 Salmos 81,82 □
□ 29 Deuter. 2 Salmos83,84 □ 29 Isaías30 Judas 1

□ 30 Deuter. 3 Salmos 85 □ 30 Isaías31 Apocalipse 1

□ 31 Deuter. 4 Salmos86,87 □ 31 Isaías32 Apocalipse 2


JUNHO
Bem aventurado aquele que crê e aquele que ouve.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
Deuter. 5 Salmos 88 □ 1 Isaías 33 Apocalipse 3
□ 1
□ 2 Deuter. 6 Salmos 89 □ 2 Isaías 34 Apocalipse 4

□ 3 Deuter. 7 Salmos90 □ 3 Isaías 35 Apocalipse 5


Deuter. 8 Salmos 91 Isaías36 Apocalipse 6
□ 4 □ 4
□ 5 Deuter. 9 Salmos 92,93 □ 5 Isaías 37 Apocalipse 7

□ 6 Deuter. 10 Salmos94 □ 6 Isaías 38 Apocalipse 8

□ 7 Deuter. 11 Salmos 95,96 □ 7 Isaías 39 Apocalipse 9


□ 8 Deuter. 12 Salmos 97,98 □ 8 Isaías 40 Apocalipse 10

□ ? Deuter. 13,14 Salmos 99-101 □ 9 Isaías 41 Apocalipse 11

□ 10 Deuter. 15 Salmos 102 □ 10 Isaías42 Apocalipse 12

□ 11 Deuter. 16 Salmos 103 □ 11 Isaías 43 Apocalipse 13


□ 12 Deuter. 17 Salmos 104 □ l2 Isaías 44 Apocalipse 14

□ 13 Deuter. 18 Salmos 105 □ 13 Isaías 45 Apocalipse 15


□ 14 Deuter. 19 Salmos 106 □ 14 Isaías 46 Apocalipse 16

□ 15 Deuter. 20 Salmos 107 □ 15 Isaías 47 Apocalipse 17


□ 16 Deuter. 21 Salmos 108,109 □ 16 Isaías 48 Apocalipse 18

□ 17 Deuter.22 Salmos110,111 □ 17 Isaías 49 Apocalipse 19


□ 18 Deuter. 23 Salmos 112,113 □ 18 Isaías 50 Apocalipse 20

□ 19 Deuter. 24 Salmos 114,115 □ 19 Isaías 51 Apocalipse 21

□ 20 Deuter. 25 Salmos 116 □ 20 Isaías 52 Apocalipse 22


□ 21 Deuter. 26 Salmos 117,118 □ 21 Isaías 53 Mateus 1

□ 22 Deuter. 27-28.19 Salmos 119.1-24 □ 22 Isaías54 Mateus2


□ 23 Deuter. 28.20 Salmos w. 25-48 □ 23 Isaías55 Mateus3
□ 24 Deuter. 29 Salmosw . 49-72 □ 24 Isaías56 Mateus4

□ 25 Deuter. 30 Salmos w . 73-96 □ 25 Isaías57 Mateus5

□ 26 Deuter. 31 Salmos w. 97-120 □ 26 Isaías58 Mateus6


Q 27 Deuter. 32 Salmos w. 1 21-144 □ 27 Isaías 59 Mateus 7

□ 28 Deuter. 33,34 Salmos w. 1 45-176 □ 28 Isaías60 Mateus8


Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
□ 29 Jo su é 1 Salmos 120-122 □ 29 Isaías 61 Mateus 9

[ | 30 Josué 2 Salmos 123-125 □ 30 Isaías 62 Mate uslO

JULHO
Receberam a Palavra com toda prontidão e buscam as
Escrituras todos os dias.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Ca pítulo Dia Livro e Ca pítu lo

| | 1 Jo sué 3 Salmos 126-128 | | 1 Isaías 63 Mateus 11


| [ 2 Josué 4 Salmos 129-131 | | 2 Isaías 64 Mateus 12
□ 3 Jos ué 5.1-6. 5 Salmos 132-134 j | 3 Isaías 65 Mateus 13
| | 4 Josué 6.6 Salmos 135,136 | | 4 Isaías 66 Mateus 14
□ 5 Josué 7 Salmos 137,138 | | 5 Jeremias 1 Mateus 15
| j 6 Josué8 Salmos139 | | 6 Jerem ias 2 Mateus 16
| | 7 Jo su é 9 Salmos 140,141 | | 7 Jeremias 3 Mateus 17
| | 8 Josué 10 Salmos 142,143 || 8 Jeremias 4 Mateus 18

| | 9 Josué 11 Salmos 144


|| 9 Jeremias 5 Mateus 19
□ 10 Jo su é 12,13 Salmos 145 | | 10 Jeremias 6 Mateus 20
| | 11 Josué 14,15 Salmos 146,147 | ) 11 Jere mi as 7 Mateus 21
[ | 12 Jo su é 16,17 Salmos 148 [ | 12 Jere mia s 8 Mateus 22
| [ 13 Josué 18,19 Salmos 149,150 | [ 13 Jerem ias 9 Mateus 23
| | 14 Jo sué 20,21 Atos 1 | | 14 Jere mi as 10 Mateus 24
| | 15 Jo su é 22 Atos 2 | | 15 Jerem ias 11 Mateus 25

□ 16 Josué23
| | 17 Josué24
Atos3
Atos4
| | 16 Jerem ias 12
| | 17 Jeremias13
Mateus 26
Mateus 27
| | 18 Juiz es 1 Atos 5 [ | 18 Jeremias 14 Mateus 28
| | 19 Juizes2 Atos6 j | 19 Je rem ias 15 Marcos 1
[ | 20 Juizes3 Atos7 j | 20 Jere mia s 16 Marcos 2
| | 21 Juizes4 Atos8 | | 21 Jeremias17 Marcos 3
| 22 Juizes5 Atos9 [ | 22 Jeremias 18 Marcos 4
□ 23 Juizes 6 Atos 10 | | 23 Jere mi as 19 Marcos 5
Dia Livro e Cap ífulo Dia Livro e Ca pítulo
| | 24 Juizes7 Atos11 1 1 24 Jeremi as 20 Marcos 6
| | 25 Juize s 8 Atos12 1 1 25 Jeremias21 Marcos7
| | 26 Juizes9 Atos 13 1 1 26 Jeremi as 22 Marcos 8
□ 27 Ju izes 10-11.11 Atos 14 j 1 27 Jeremias 23 Marcos 9
| | 28 Juizes 11.1 2 Atos 15 1 1 28 Jeremi as 24 Marcos 10
| | 29 Juize s 12 Atos16 1 1 29 Jeremias25 Marcos11
Q 30 J uizes 13 Atos17 1 1 30 Jeremias26 Marcos12
| | 31 Juiz es 14 Atos 18 1 1 31 Jeremi as 27 Marcos 13

AGOSTO
Fala, Senhor; pois teu servo te ouve.

EMFAMÍLIA EMSEGREDO
Dia Livroe Capítulo Dia LivroeCapítulo

□ 1 Juizes 15 Atos 19 □ 1 Jeremias 28 Marcos 14

□ 2 Juizes 16 Atos 20 □ 2 Jeremias 29 Marcos 15


□ 3 Juizes 17 Atos 21 □ 3 Jeremias 30,31 Marcos 16

□ 4 Juizes 18 Atos 22 □ 4 Jeremi as 32 Salmos 1,2

□ 5 Juizes19 Atos23 □ 5 Jeremias 33 Salmos 3,4

□ 6 Juizes20 Atos24 □ 6 Jeremias 34 Salmos 5,6

□ 7 Juizes21 Atos25 □ 7 Jeremias 35 Salmos 7,8

□ 8 Rute 1 Atos 26 □ 8 Jeremias 36,45 Salmos 9

□ 9 Rute2 Atos27 □ 9 Jeremias 37 Salmos 10

□ 10 Rute 3,4 Atos 28 □ 10 Jeremias 38 Salmos 11,12

□ 11 1Samuel 1 Romanos 1 □ 11 Jeremi as 39 Salmos 13,14

□ 12 1Samuel 2 Romanos2 □ 12 Jeremias 40 Salmos 15,16

□ « 1 Samuel 3 Romanos 3 □ 13 Jeremias 41 Salmos 17

□ 14 1 Samuel 4 . Romanos 4 □ 14 Jeremias 42 Salmos 18

□ U 1 Samuel 5,6 Romanos 5 □ 15 Jeremias 43 Salmos 19

n iß 1Samuel 7,8 Romanos 6 □ 16 Jeremias 44 Salmos 20,21


Dia ivro e Capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 17 Samuel 9 Romanos 7 | | 17 Jeremias 46 Salmos 22

□ 18 Samuel 10 Romanos 8 | | 18 Je rem ias 47 Salmos 23,24

□ 19 Samuel 11 Romanos 9 | | 19 Jeremias 48 Salmos 25

□ 20 Samuel 12 Romanos 10 | | 20 Jeremias 49 Salmos26,27

□ 21 Samuel 13 Romanos 11 | | 21 Jeremias 50 Salmos 28,29


□ 22 Samuel 14 Romanos 12 | | 22 Jeremias 51 Salmos 30

□ 23 Samuel 15 Romanos 13 | | 23 Je rem ias 52 Salmos 31


□ 24 Samuel 16 Romanos 14 | | 24 La mentações 1 Salmos 32

□ 25 Samuel 17 Romanos 15 | | 25 La mentações 2 Salmos 33

□ 26 Samuel 18 Romanos 16 | | 26 L amentações 3 Salmos 34

□ 27 Samuel 19 1 Coríntios 1 | | 27 L amentações 4 Salmos 35


□ 28 Samuel 20 1 Coríntios 2 | | 28 L amentações 5 Salmos 36

□ 29 Samuel 21,22 1 Coríntios 3 | | 29 Ezequiel 1 Salmos37

□ 30 Samuel 23 1 Coríntios 4 | | 30 Ezequiel 2 Salmos 38

□ 31 Samuel 24 1 Coríntios 5 | | 31 Ezequiel 3 Salmos 39

SETEMBRO
A Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO

Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 1 1 Samuel 25 1 Coríntios 6 □ 1 Ez equiel 4 Salmos 40,41

□ 2 1 Sam uel 26 1 Coríntios 7 □ 2 Ezequiel 5 Salmos 42,43

□ 3 1 Samuel 27 1 Coríntios 8 □ 3 E zequiel 6 Salm os 44

□ 4 1 Sam uel 28 1 Coríntios 9 □ 4 E zequiel 7 Salmos 45

□ 5 1 Samuel 29,30 1 Coríntios 10 □ 5 E zequiel 8 Salmos 46,47

□ 6 1 Samuel 31 1 Co rínt ios 11 □ 6 Ezequiel 9 Salm os 48

□ 7 2 Sam uel 1 1 Co rínt ios 12 □ 7 E zequiel 10 Salmos 49

□ 8 2 Sam uel 2 1 Coríntios 13 □ 8 E zequiel 11 Salm os 50


Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 9 2 Samuel 3 1 Coríntios 14 □ 9 Ezequiel 12 Salmos 51

□ 10 2 Samuel 4,5 1 Coríntios 15 □ 10 Ezequiel 13 Salmos 52-54


11 2 Samuel 6 1 Coríntios 16 11 Ezequiel 14 Salmos 55
□ 12 2 Samuel 7 2 Coríntios 1 □ 12 Ezequiel 15 Salmos 56,57
□ □
□ 13 2 Samuel 8,9 2 Coríntios 2 □ 13 Ezequiel 16 Salmos 58,59

□ 14 2 Samuel 10 2 Coríntios 3 □ 14 Ezequiel 17 Salmos 60,61

□ 15 2 Samuel 11 2 Coríntios 4 □ 15 Ezequiel 18 Salmos 62,63

□ 16 2 Samuel 12 2 Coríntios 5 □ 16 Ezequiel 19 Salmos 64,65

□ 17 2 Samuel 13 2 Coríntios 6 □ 17 Ezequiel 20 Salmos 66,67

□ 18 2 Samuel 14 2 Coríntios 7 □ 18 Ezequiel 21 Salmos 68

□ 19 2 Samuel 15 2 Coríntios 8 □ 19 Ezequiel 22 Salmos 69


□ 20 2 Samuel 16 2 Coríntios 9 □ 20 Ezequiel 23 Salmos 70,71

□ 21 2 Samuel 17 2 Coríntios 10 □ 21 Ezequiel 24 Salmos 72

□ 22 2 Samuel 18 2 Coríntios 11 □ 22 Ezequiel 25 Salmos 73

□ 23 2 Samuel 19 2 Coríntios 12 □ 23 Ezequiel 26 Salmos 74

□ 24 2 Samuel 20 2 Coríntios 13 □ 24 Ezequiel 27 Salmos 75,76

□ 25 2 Samuel 21 Gálatas 1 □ 25 Ezequiel 28 Salmos 77

□ 26 2Samuel 22 Gálatas 2 □ 26 Ezequiel 29 Salmos 78.37

□ 27 2 Samuel 23 Gálatas 3 □ 27 Ezequiel 30 Salmos 78.38

□ 28 2 Samuel 24 Gálatas 4 □ 28 Ezequiel31 Salmos 79

□ 29 1 Reis 1 Gálatas 5 □ 29 Ezequiel 32 Salmos 80

□ 30 1Reis2 Gálatas6 □ 30 Ezequiel 33 Salmos 81,82

OUTUBRO
A Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Ca pítulo Dia Livro e Cap ítulo
□ 1 1 Reis 3 Efésios 1 CD ^ Ezequiel 34 Salm os 83,84
Q 2 1 Reis 4,5 Efésios 2 CD ^ Ezequiel 35 Salm os 85
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo

□ 3 1 Reis 6 Efésios 3 □ 3 Ezequiel 36 Salmos 86

□ 4 1Reis7 Efésios4 □ 4 Ezequiel 37 Salmos 87,88

5 1Reis8 Efésios5 5 Ezequiel 38 Salmos 89



□ 6 1Reis9 Efésios6 □ 6 Ezequiel 39 Salmos 90

□ 7 1 Reis 10 Filipenses 1 □ 7 Ezequiel 40 Salmos 91

□ 8 1Reis 11 Filipenses 2 □ 8 Ezequiel 41 Salmos 92,93

□ 9 1 Reis 12 Filipenses 3 □ 9 Ezequiel 42 Salmos 94

□ 10 1 Reis 13 Filipenses 4 □ 10 Ezequiel 43 Salmos 95,96

□ 11 1 Reis 14 Colossenses 1 □ 11 Ezequiel 44 Salmos 97,98

□ 12 1 Reis 15 Colossenses 2 □ 12 Ezequiel 45 Salmos 99-101

□ 13 1 Reis 16 Colossenses 3
□ 1314 Ezequiel 46 Salmos 102
□ 14 1 Reis 17 Colossenses 4 □ Ezequiel 47 Salmos 103

□ 15 1 Reis 18 1 Tessalonic, 1 □ 15 Ezequiel 48 Salmos 104

□ 16 1 Reis 19 1 Tessalonic. 2 □ 16 Daniel 1 Salmos 105

□ 17 1 Reis 20 1 Tessalonic. 3 □ 17 Daniel 2 Salmos 106

□ 18 1 Reis 21 1 Tessalonic. 4 □ 18 Daniel 3 Salmos 207

□ 19 1 Reis 22 1 Tessalonic. 5 □ 19 Daniel 4 Salmos 108,109

20 2 Reis 1 2 Tessalonic. 1 20 Daniel 5 Salmos 110,111



□ 21 2 Reis 2 2 Tessalonic. 2 □ 21
P Daniel 6 Salmos 112,113

□ 22 2 Reis 3 2 Tessalonic. 3 □ 22 Daniel 7 Salmos 114,115

□ 23 2Reis4 1Timóteo1 □ 23 Daniel 8 Salmos 116

□ 24 2 Reis 5 1 Timóteo 2 □ 24 Daniel 9 Salmos 117,118

□ 25 2Reis6 1Timóteo3 □ 25 Daniel 10 Salmos 119.24

□ 26 2 Reis 7 1 Timóteo 4 □ 26 Daniel 11 Salmos v. 25-48

□ 27 2 Reis 8 1 Timóteo 5 □ 27 Daniel 12 Salmos v. 49-72



28 2 Reis 9
29 2Reis10
1 Timóteo 6
2Timóteo 1 □ 28
□ 29
Oséias 1
Oséias 2
Salmos v. 73-96
Salmos v. 97-120

□ 30 2 Reis 11,12 2 Timóteo 2 □ 30 Oséias 3,4 Salmos v. 121-144

□ 31 2Reis13 2Timóteo3 □ 31 Oséias 5,6 Salmos v. 145-176


NOVEMBRO
A Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia LivroeCapítulo Dia Livro eCapitulo

□ 1 2 Reis 14 2 Timóteo 4 □ 1 Oseias 7 Salmos 120-122

□ 2 2 Reis 15 Titol □ 2 Oseias8 Salmos 123-125

□ 3 2 Reis 16 Tito 2 □ 3 Oseias 9 Salmos 126-128

□ 4 2 Reis 17 Tito 3 □ 4 Oseias 10 Salmos 129-131

□ 5 2Reis18 Filemon 1 □ 5 Oseias 11 Salmos 132-134

□ 6 2Reis19 Hebreus1 □ 6 Oseias 12 Salmos 135,136

□ 7 2 Reis 20 Hebreus 2 □ 7 Oseias 13 Salmos 137,138


□ 8 2Reis21 Hebreus3 □ 8 Oseias 14 Salmos 139

□ 9 2 Reis 22 Hebreus 4 □ ? Joel 1 Salmos 140,141

□ 10 2 Reis 23 Hebreus 5 □ 10 Joel 2 Salmos 142

□ 11 2 Reis 24 Hebreus 6 Joel 3 Salmos 143


□ “
□ 12 2 Reis 25 Hebreus 7 □ 12 Amös 1 Salmos 144

□ 13 1 Crônicas 1,2 Hebreus 8 □ 13 Amös2 Salmos145

□ 14 1 Crônicas 3,4 Hebreus9 □ 14 Amös3 Salmos 146,147

□ 15 1 Crônicas 5,6 Hebreus 10 □ 15 Amös 4 Salmos 148-150

□ 16 1 Crônicas 7,8 Hebreus11 □ 16 Amös5 Lucas 1.38

□ 17 1 Crônicas 9,10 Hebreus 12 □ 17 Amös6 Lucas1.39

□ 18 1Crônicas11,12 Hebreus 13 □ 18 Amös7 Lucas 2

□ 19 1 Crônicas 13,14 Tiago 1 □ 19 Amos 8 Lucas 3

□ 20 1 Crônicas 15 Tiago 2 □ 20 Amös9 Lucas 4 '

□ 21 1 Crônicas 16 Tiago 3 □ 21 Obadias1 Lucas5

□ 22 1 Crônicas 17 Tiago 4 □ 22 Jonas 1 Lucas 6


□ 23 1 Crônicas 18 Tiago 5 □ 23 Jonas 2 Lucas 7

□ 24 1 Crônicas 19,20 1 Pedro 1 □ 24 Jonas 3 Lucas 8

□ 25 1 Crônicas 21 1 Pedro 2 □ 25 Jonas 4 Lucas 9

□ 26 1Crônicas22 . 1Pedro3 □ 26 Miqueias 1 Lucas 10

□ 27 1 Crônicas 23 1 Pedro 4 □ 27 Miqueias 2 Lucas 11

□ 28 1 Crônicas 24,25 1 Pedro 5 □ 28 Miqueias 3 Lucas 12


Dia Livro e Cap ítulo Dia Livro e Ca pítulo
□ 29 1 Crônicas 26,27 2 Pedro 1 | 129 Miquéias 4 Lucas 13
□ 30 1 Crô nicas 28 2 Pedro 2 | 130 Miquéias 5 Lucas 14

DEZEMBRO
A Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma.

EM FAMÍLIA EM SEGREDO
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Capítulo
1 1 Crônicas 29 2 Pedro 3 □ 1 Miquéias6 Lucas 15

□ 2 2Crônicas 1 1João 1 □ 2 Miquéias 7 Lucas 16
3 2 Crônicas 2 1João 2 □ 3 Naum 1 Lucas 17

4 2 Crônicas 3,4 1 Joã o 3 □ 4 Naum 2 Lucas 18

□ 5 2 Crônicas 5-6.11 1João 4 □ 5 Naum 3 Lucas 19
6 2 Crônicas 6.12 lj oão 5 6 Habacuque 1 Lucas 20
□ □
7 2Crônicas 7 2João 1 □ 7 Habacuque 2 Lucas 21

8 2Crônicas 8 3João 1 □ 8 Habacuque 3 Lucas 22

9 2Crônicas 9 Judas 1 9 Sofonias 1 Lucas23
□ '• D Lucas 24
10 2 Crônicas 10 Apocalipse 1 □ 10 Sofonias 2

11 2 Crônicas 11,12 Apocalipse 2 □ 11 Sofonias 3 João 1

12 2 Crônicas 13 Apocalipse 3 12 Ageu 1 João 2
□ □
□ « 2 Crônicas 14,15 Apocalipse 4 □ 13 Ageu 2 João 3
14 2 Crônicas 16 Apocalipse 5 □ 14 Zacarias 1 João 4

□ 15 2 Crônicas 17 Apocalipse 6 □ 15 Zacarias2 João 5
16 2 Crônicas 18 Apocalipse 7 □ 16 Zacarias 3 João 6

□ 17 2 Crô nicas 1 9,20 Apocalipse 8 □ 17 Zacarias 4 João 7
18 2 Crônicas 21 Apocalipse 9 □ 18 Zacarias 5 João 8

Apocalipse 10 19 Zacarias 6 João 9
□ 19 2 Crônicas 22,23 □
20 2 Crônicas 24 Apocalipse 11 □ 20 Zacarias 7 João 10

21 2 Crônicas 25 Apocalipse 12 □ 21 Zacarias 8 João 11

22 2 Crônicas 26 Apocalipse 13 22 Zacarias 9 João 12
□ □
□ 23 2 Crônicas 27,28 Apocalipse 14 □ 23 Zacarias 10 João 13
Dia Livro e Capítulo Dia Livro e Ca pítu lo
24 2 Crônicas 29 Apocalipse 15 | | 24 Zacarias 11 João 14

□ 25 2 Crônicas 30 Apocalipse 16 | | 25 Zacarias 12,13,1 João 15
26 2 Crônicas 31 Apocalipse 17 | | 26 Zacarias 13,2 João 16

27 2 Crônicas 32 Apocalipse 18 | | 27 Zacarias 14 João 17

28 2 Crônicas 33 Apocalipse 19 | | 28 Malaquias 1 João 18

Q 29 2 Crônicas 34 Apocalipse 20 | | 29 Malaquias 2 João 19
□ 30 2 Crônicas 35 Apocalipse 21 | | 30 Malaquias 3 João 20
| | 31 2 Crônica s 36 Apocalipse 22 | | 31 M alaquias 4 João 21
A través d a B íbl ia

Leitura Diária de Toda a Bíblia em um Ano

JANEIRO □ 18 Jó 33- 36
Dia Livro e Capítulo □ 19 Jó 37-39
□ 1 João 1.1-18 □ 20 Salm os 8-11

□ 2 G ên es is 1-4 □ 21 Jó 40- 42

□ 3 G êne sis 5-8 □ 22 Gênesis 23-26

□ 4 G ên es is 9-12 □ 23 Gênesis 27-30



5 G ên es is 13-16
6 Sa lm os 1-3 □ 24

Gênesis 31-34
25 Gênesis 35-38
□ 7 Gê ne si s 17-19 □ 26 Gênesis 39-42
Q 8 Gêne si s 20-22 □ 27 Salmos 12-14
□ 9 Jó 1-4 □ 28 Gênesis 43-46
( □ 10 Jó 5-8 □ 29 Gênesis 47-50
□ 11 Jó 9-12 □ 30 Êxodo 1-3
□ 12 J ó 13-16 Êxodo 4-6
| 13 Sa lm os 4-7 □ 31
13] 14 J ó 17-2 0 FEVEREIRO
□ 15 Jó 21-24 Dia Livro e Capítulo
| ~] 16 J ó 25-28 | | 1 Êxodo 7-9
□ 17 J ó 29-32 | | 2 Ê xo do 10-12
□ 3 Sa lmos 15-17 □ 5 Nú mer os 22-24

□ 4 Ê xo do 13-15 Q 6 Pr ovér bi o 7 - 9
□ 5 Êx od o 16-18 | | 6 N úm ero s 25-2 7
□ 6 Ê xo do 19-21 □ 7 Núme ros 28-30
□ 7 Êx od o 22-24 | | 8 Nú m ero s 31- 33
□ 8 Êx od o 25-27 0 9 Nú mer os 34-36
□ 9 Êx od o 28-30 □ 10 Sa lmos 30-32
□ 10 Sal mos 18-20 □ 11 D eut eronômio 1-3
□ 11 Êx od o 31-33 | j 12 D eutero nô m io 4-6
□ 12 Êx od o 34-37 □ 13 Deut er onô mio 7-9
□ 13 Êx od o 38-40 □ 14 Deut er onômio 10-12

□ 14 Lev ítico 1-3 □ 15 Deuter onômio 13-15


| | 15 L evític o 4-6 | | 16 D eu tero nô m io 16-18

0 16 Le vítico 7-9 0 17 Salm os 33- 35


□ 17 Sa lmo s 21-23 | |18 D eu tero nô m io 19 -21
□ 18 Lev ítico 10-12 | |19 D eu tero nô m io 2 2-24
0 19 Le vítico 13-15 0 20 D euteron ôm io 25 -27
□ 20 Le vítico 16-18 Q 21 Deuter onôm io 28-30
□ 21 Lev ítico 19-21 Q 22 Deuter onôm io 31-34
0 22 Le vítico 22-24 0 23 Jo su é 1-3
| | 23 Lev ítico 25-27 □ 24 Sa lmos 36-38
0 24 Sa lmo s 24-26 Q 25 Jos ué 4-6
Q 25 Númer os 1-3 | |26 Jo su é 7-9
j | 26 N úm ero s 4-6 | |27 Jo su é 10-12
□ 27 Nú mer os 7-10 □ 28 Josu é 13-15
| | 28 N úm ero s 11-12 | | 29 Jo su é 16-18
Q 30 J osué 19-21

MARÇO □ 31 Sa lmos 39-41

Dia Livro e Capítulo


Q 1 Númer os 13-15 ABRIL
| | 2 N úm ero s 16-18 Dia Livro e Capítulo
j | 3 Salmos 27-29 □ 1 Jos ué 22-24
| | 4 N úm ero s 19-21 0 2 Juizes 1-3
Q 3 Ju ize s 4-6 | | 3 P ro vé rbi os 1-3
Q 4 Ju izes 7-9 | | 4 Prov érb ios 4-6
Q 5 Jui zes 10-12 | | 5 Sa lm os 54-56
Q 6 Jui zes 13-15 | | 6 Pro vé rbi os 7-9
| | 7 Sa lm os 42-44 | | 7 Prov érb ios 10-1 2
Q 8 Jui zes 16-18 | | 8 Pro vé rbio s 13- 15
Q 9 Ju izes 19-21 | | 9 Pro vé rbio s 16-1 8
□ 10 Ru te 1-4 | | 10 Pro vé rbi os 19-21
Q 11 1 Samuel 1-3 Q 11 Pro vér bios 22 -24
Q 12 1 Samuel 4-6 | | 12 Salm os 57-59
Q 13 1 Samuel 7-9 Q 13 Provér bios 25 -27

| | 14 Salm os 45-47 | j 14 P ro vé rbi os 28-31


15 1 Sa m ue l 10-13 Q 15 Cantar es de Sal omão 1-4
Q 16 1 Samuel 14-16 | | 16 C an tares d e Salo m ão 5-8
□ 17 1 Samue l 17-19 □ 17 1 Re is 5-7
| | 18 l'S amuei 20-22 □ 18 1 Re is 8-11
Q 19 1 Samuel 23 -25 | | 19 Sa lm os 60-62
□ 20 1 Samu el 26-28 Q 20 Ecl esi ast es 1-4
Q J 21 Salmos 48- 50 Q 21 Ecl esi ast es 5-8
□ 22 1 Sa muel 29-31 Q 22 Ecl esi ast es 9-12
□ 23 2 Sa mue l 1-3 □ 23 1 Re is 12-14
□ 24 2 Sa mu el 4-6 □ 24 1 Re is 15-17
□ 25 2 Sa mue l 7-9 □ 25 1 Rei s 18-20
Q 26 2 Samuel 10-12 | | 26 Sa lm os 63-65
Q 27 2 Samue l 13-15 □ 27 1 Re is 21 ,2 2; 2 Rei s 1
Q 28 Sa lmos 51-53 □ 28 2 Reis 2-4

Q 29 2 Sa muel 16-18 □ 29 2 Reis 5-7


□ 30 2 Sa muel 19-21 □ 30 2 Re is 8-10
□ 31 2 Re is 11 .1-14 .25

MAIO
Dia Livro e Capítulo JUNHO
j^J 1 2 Sam uel 22- 24 Dia Livro e Capítulo
□ 2 1 Reis 1-4 □ 1 Jon as
| | 2 Sa lm os 66-68 0 3 2 Crô ni cas 27-29
□ 3 2 Rei s 14.26-29; Am ós 1-3 0 4 2 Crô ni ca s 30-32
| | 4 Am ós 4-6 0 5 Isaías 7-9
0 5 Am ós 7-9 | | 6 Isaía s 10-12
□ 6 2 Reis 15-17 0 7 S almos 81-83
□ 7 2 Re is 18-21 0 8 I sa ías 13-15

□ 8 2 Re is 22-25 0 9 Isaías 16-18

| | 9 Salm os 69-71 0 10 Isaías 19-21

0 10 1 Crôni cas 1-3 0 11 Isa ías 22-24

0 1 1 1 Cr ônicas 4-6 0 12 Isaías 25-27

0 12 1 Crôni cas 7-9 0 13 Isa ías 28-30

0 13 1 Crôni cas 10-12 | | 14 Sa lm os 84-86

0 14 1 Crôni cas 13-16 0 15 Isaías 31-33

0 15 1 Crônica s 17-19 | | 16 Is aía s 34- 36

0 16 Sa lmos 72-74 0 17 Isa ías 37-39

0 17 1 Crôni cas 20-22 0 18 Isa ías 40-42

0 18 1 Crôni cas 23-25 0 19 Isa ías 43-45

0 19 1 Crôni cas 26-29 0 20 Isa ías 46-48

0 20 2 Crô ni cas 1-3 0 21 Sa lmos 87-90

0 21 2 Crôn ic as 4-6 0 22 Isaías 49-51


0 22 2 Crôn ic as 7-9 0 23 Isaías 52-54

0 23 Sa lmos 75-77 0 24 Isaías 55-57

0 24 2 Crôn ic as 10-12 0 25 Isa ías 58-60

0 25 2 Crôn icas 13-15 0 26 Isa ías 61-63

0 26 2 Crôni cas 16-18 | | 27 Isaía s 64-66

0 27 2 Crôni cas 19-22 0 28 Sa lmos 91-93

0 28 Joel 1-3; Oba di as 0 29 Oséi as 1-3

0 29 2 Crôni cas 23 .1-26 .8 | | 30 O séia s 4-6


0 30 Sa lmos 78-80 0 31 Osé ias 7-9

JULHO AGOSTO
Dia Livro e Capítulo
Dia Livro e Capítulo
0 1 Osé ias 10-12
0 1 Isa ías 1-3
0 2 O séi as 13,14; Miqu éi as 1
| | 2 Isaía s 4-6; 2 C rôn ica s 26.9-23
| | 3 M iqu éia s 2-4 j | 2 D anie l 4-6
| | 4 Sa lm os 94-96 0 3 D aniel 7-9
□ 5 Mi qu éi as 5-7 | | 4 D an iel 10-12
| | 6 N au m 1-3 0 5 2 Cr ônic as 36.9-21; Ez equ iel 1 -3
[] 7 2 Crônicas 33, 34; Sofonia s 1 0 6 Ezequiel 4-6
| | 8 Sofo nias 2,3; 2 C rôn icas 35 0 7 Ezequ iel 7-9

| | 9 H ab ac uq ue 1-3 | | 8 S alm os 109-111

0 10 Jeremias 1-3 | | 9 Ez eq uie l 10-1 2

0 11 Salm os 97-99 | | 10 Ez eq uie l 13-16

| | 12 Je re m ia s 4-6 0 11 Ez equ iel 17-20

| | 13 Je rem ias 11,12,26 | | 12 Ez eq uie l 21-24


| | 13 Ez eq uie l 25-28
0 14 J erem ias 7-9 | | 14 Ez eq uie l 29-32
| | 15 Je rem ias 10,14,15
| | 16 Je re m ia s 16-18 | | 15 Sa lm os 112-114

0 17 Jeremias 19,20,35 | | 16 Ez eq uie l 33-36

| | 18 S alm os 100-102 | | 17 Ez eq uie l 37-40


| | 18 Ez eq uie l 41-44
| | 19 Je rem ias 25,36,45
0 20 Jerem ias 46- 49 | | 19 Ez equ iel 45-48

| | 21 Je re m ias 13,22, 23 0 20 2 C rôn icas 36.22,23; Esd ras 1 -3

| | 22 Je rem ias 24,27,2 8 0 21 Esd ras 4; Ag eu 1, 2


| | 22 S alm os 115-117
0 23 Jere m ias 29, 50- 51
0 24 Jerem ias 30- 33
0 23 Zaca rias 1-3
| | 24 Za caria s 4-6
| | 25 Sa lm os 103-105
0 26 Jerem ias 21,34, 37
0 25 Zaca rias 7-9
| | 26 Za ca rias 10-12
0 27 Jeremias 38,39,52
0 27 Zaca rias 13,14
| | 28 Je rem ias 40-4 2
| | 28 Es dr as 5-7
| | 29 Jerem ias 43, 44; Lam entações 1
| | 29 Salm os 118-119.16
0 30 Lam entações 2-5
| | 30 Es dra s 8-10
0 31 2 Cr ônic as 36.1-8; D anie l 1-3

SETEMBRO OUTUBRO
Dia Livro e Capítulo
Dia Livro e Capítulo
0 1 E ste r 1-3
| 2| 1 Salm os 106-108
| | 2 E st er 4-6
Q 3 Est er 7-10 □ 3 Salmos 123-125
| | 4 N ee m ias 1-3 □ 4 João 7-9
| | 5 N eem ias 4-6 □ 5 João 10-12
□ 6 Sal mos 119.17-72 □ 6 João 13-15
Q 7 Ne em ias 7-9 □ 7 João 16-18
| | 8 N eem ias 10-13 □ 8 João 19-21
□ 9 Ma laquias □ 9 Atos 1-4
Q 10 Mat eu s 1-3 □ 10 Salmos 126-128
Q 11 M ateus 4-7 □ 11 Atos 5.1-8.3
| | 12 M ate us 8-10 □ 12 Atos 8.4-11.18
□ 13 Sal mos 11 9.73-12 0 □ 13 Atos 11.19-14.28

□ 14 M at eu s 11-13 □ 14 Tiago
| | 15 M ate us 14-16 □ 15 Gálatas
Q 16 Mate us 17-19 □ 16 Atos 15-17.10
□ 17 Mat eu s 20-22 □ 17 Salmos 129-131
| 1 18 Mateus 23- 25 □ 18 Fi lipe ns es
| | 19 M ate us 26-28 □ 19 1 Tessalon icenses
| | 20 Salm os 119.121-176 □ 20 2 Tess alonice nses ; Atos 17. 11; 18. 11
j | 21 M arcos 1-4 □ 21 1 Coríntios 1-3

| | 22 M arc os 5-8 □ 22 1 Cor ínt ios 4-7


Q 23 Mar co s 9-12 □ 23 1 Coríntios 8.1-11.1
□ 24 Mar co s 13-16 □ 24 Sa lmos 131-134
| | 25 Lucas 1-4 □ 25 1 Coríntios 11.2-14.40
| | 26 Luc as 5-8 □ 26 1 Cor ín ti os 1 5,16
□ 27 Sa lmos 120-122 □ 27 2 Coríntios 1-5
| | 28 Lu cas 9-12 □ 28 2 Coríntios 6-9
□ 29 Lu cas 13-16 29 2 Coríntios 10-13
□ 30 Atos 18.12-19.41; Efésios 1,2
□ 30 Luc as 17-20 □
| | 31 Lu cas 21-24
DEZEMBRO
NOVEMBRO Dia Livro e Capítulo
Dia Livro e Capítulo □ 1 Sa lmos 135-137
Q 1 Jo ão 1-3 1 | 2 Ef és ios 3-6
□ 2 Jo ão 4-6 Q 3 Ro man os 1-3
I I 4 R om anos 4-6 | | 18 Fi lem om
0 5 Ro ma no s 7-9 0 19 1 Ti mót eo; 2 Timót eo
1 I 6 Ro ma nos 10-12 0 20 1 P edro
0 7 Ro ma no s 13-16 | | 21 l jo ã o
1 I 8 Sa lmo s 138-140 | | 22 Sa lm os 145-147
□ 9 At os 20-22 | | 23 2 Pedro; 2 Joã o; 3 Joã o; Jud as
□ 10 At os 23-25 | | 24 A po calip se 1-3
□ 11 At os 26-28 | | 25 A po calip se 4-7
I I 12 C olossenses | | 26 A po calip se 8-10
j I 13 H eb reu s 1-4 | | 27 A po calip se 11-13
0 14 Hebr eu s 5-8 | | 28 A po calip se 14-17

1 I 15 Sa lmo s 141-144 | | 29 Sa lm os 148-150


0 16 Heb reu s 9-11 ) | 30 Ap oc alip se 18-20
0 17 Heb reus 12-13; Ti to | | 31 A po ca lips e 21-22
D
G u ia T ó p ic o pa r a
L eitura D evoqonal da
B íbua e m u m A n o

JANEIRO Q 15 Co lossenses 1.23-29; 3. 12- 17


Dia Livro e Capítulo Q 16 M ateus 13-24-30; Joã o 1.29-34
a. Início | | 17 E cle sia ste s 12.1-18; 1 C or íntio s
I I 1 G ên esis 1.1-31 9.24-27

□ 2 Gêne si s 2.1-25 | | 18 M ateu s 20.1-16

I I 3 G ên es is 3-1-24 □ 19 2 Corí nt io s 11 .19 -31

□ 4 Jo ão 1.1-18 c. Santificação
□ 5 Sal mos 100.1-5; 101.1-8 [ | 20 G ên es is 2.7; Êx od o 21.22,23; Salmos
30.1-3
b. Tempo de Manifestação
□ 21 Sa lmos 68.1-20
□ 6 Ef és ios 3.1-13
□ 22 Sa lmos 104 .19- 30
I I 7 M ateus 2.1-12
□ 23 lsa ías 38.15-20
) I 8 R o m an o s 12.1-5; lsaías 50.1-6
□ 9 Lu cas 2.41-51 □ 24 Jó 27 .1-6; 34 .10 -15
□ 25 Tiago 4.13 -17 ; 1 João 3. 10 -15
I I 10 Roman os 12.6-16a; 13.8-10
□ 26 Jo ão 12 .23 -25,44 -40 ; 17.2,3
□ 11 João 2.1-11
I I 12 Roman os 12 .l6c -21; lsaí as 6 1.1-6 d. Tempo de Unidade
□ 13 Mat eu s 8.1-13 □ 27 1 Corí nti os 1.10-17
[~~1 14 M at eu s 8.23-3 4 □ 28 R om ano s 12.16-18-, 14.16-19-, 15-4-6
□ 29 Filipe ns es 1.27-30; 2.1-11; 3.15-17 □ 25 João 6.1-15

□ 30 Atos 4.32,33; Salmos 133-1-3 □ 26 Efésios 5-1-14

□ 31 P1 edro3.8-17 □ 27 Lucas 11.4-28


□ 28 João 8.46-59

FEVEREIRO
Dia Livro e Capítulo MARCO
□ 1 João 1 7.1-26 Dia Livro e Capítulo
□ 2 Coloss enses 2 .1-7; 3-12-15 g. Tempo de Oraçáo
□ 3 2 Crônicas 30.1-12 Dia mu ndi al de oraç ão
4 1 Cor ín ti os 1 2.12-31
□ □ 1 Salmos 117.1,2; 105.1-5; Hebreus
□ 5 2C oríntios13.7-11 4.14-16 '

□ 6 Isaías 52.1-8
7 Efésios 4.1-16
□ 2 Tiago 5-13-18; Romanos 8.18-26
Lucas 18.1-8; Filipenses 4.4-7
□ □ 3
e. Tempo de Relembrar Heróis □ 4 Efési os 6.10-2 0; C olos sens es 4.2-6

□ 8 Salmos 85.1-13 h. Tempo de Estar Juntos


□ 9 Salmos 51.18,19; 122.6-9; 137.1-6 □ 5 Salmos 19.1-11; 50.1-6
□ io Juizes 5-1-23 □ 6 Mateus 28.16-20; Atos 5.40-42;
20.22-27
□ 11 2 Samuel 10.12; Neemias 1.1-11
12 2 Samuel 2 3.3,4; Pr ovérbi os 28 .2,16; □ 7 Colossenses 1.15-29
□ Romanos 13.1-7 i. Retomo ao Tempo de Oraçáo
f. Tempo de Reflexáo Pessoal □ » 1 Tessalonicenses 5.12-18; Salmos
□ 13 M ateus 6.5-23 146.1-10

□ 14 Isaías 53.1-12 □ 9 Apocalipse 5.8-10; 8.1-5; 14.7


□ 15 Isaías 55.1-9 □ io Salmos 145.1-21
□ 16 Gênesis 22.1-14 □ 11 Efésios 3.1-21
□ 17 Jerem ias 26.1-15 □ I 2 Ma rcos 9.14- 29; Ju da s 20- 23

□ 18 Mateus 4.1-11 □ 13 La m entaçõ es 3.40,41; Luca s 11. 1-13


□ 19 Zacarias 9-9-12; Números 21.4-9 □ 14 Salmos 148.1-14
□ 20 1 Tessalonicenses 4.1-7; Hebreus □ 15 Deuteronômio 4.9,29-31; Jeremias
9.11-15 33.1-3

□ 21 Mateus 15. 21-28; Fi lipenses 2.5-11 □ 16 João 17.1-26


□ 22 Gênesis 41.33 ; Êxodo 1 8.21,22 □ 17 Mateus 7.7-11; 18.18-20
□ 23 Êxodo 33-12-23 □ 18 Daniel 9.5-15; Salmos 141.1,2
□ 24 2 Cor ínt ios 6 .1-10 □ 19 Salmos 150.1-6; Isaías 12.1-6
□ 20 Gênesis 1. 14 ; 8. 22 ; Can tares de □ 8 João 15.1-27
Salomão 2.11-13; lsaías 28.2-4 □ 9 J oão 16.1-33
□ 21 1 Rei s 8.22 -30; Salmos 61. 1, 2 [ I 10 Jo ã o 17.1-2 6
□ 22 Gênesis 32.1, 2, 22-31; Sal mos □ 11 At os 13.13-41
55-1,2,16,17 Q 12 1 Pedro 2. 11 -25
□ 23 Gêne si s 18.23-32
□ 13 1 João 5-1-13
j. Tempo de Celebração □ 14 At os 10.1-43
j | 24 M a teus 21.1 -1 1; M a rc o s 11 .1 -1 1;
□ 15 1 Corínt ios 15.1-19
Lucas 19.28-44; João 12.12-19
□ 16 1 Corí nti os 15 .20 -3 4
□ 25 Mateus 21 .12 -46; M arcos 11.12-26;
□ 17 1 Corínt ios 15-35-49
Lucas 19.45-48
□ 18 João 21.12-22
□ 26 Mateus 22. 1- 46; 23.1- 39; Lu ca s 20 .1
47; João 12.20-36 □ 19 At os 2.22-36
□ 27 M ateus 24. 1-51 ; 25.11-46; 26.1-16; □ 20 At os 17.16-34
Marcos 13-1-37; 14.1-9; Lucas 21.1 □ 21 At os 26.2-23
38; Jo ão 12.37 -50
I j 22 R om an os 14.1-12
| |28 M ateus 26.17-46; M ar co s 14. 10- 42;
□ 23 Ro man os 1.1-7
Luc as 22. 1-6 2; Jo ão 13.1-3 0
□ 24 Mat eu s 28 .1-10
| |29 M ateu s 26.47-75; 2 7 .1 -6 1 ; Luc as
□ 25 Mat eu s 28 .11 -20
22.63-71; 23.1-49
□ 26 Romanos 10 .5-10 ; 2 Corínt ios
| |30 M ateu s 27.62-66; L u ca s 23.50- 56;
João 19.38-42 4.13-15
j [31 M a teus 28.1 -1 0; M a r c o s 16.1-1 1; □ 27 Mat eu s 12.38-45
Luca s 24. 1-1 2; Jo ão 20 .1-1 8 □ 28 João 20.11-18
□ 29 Joã o 20.19-29
ABRIL I I 30 Jo ã o 21.1-23
Dia Livro e Capítulo
k. Tempo de Júbilo - Relembrando a
Ressurreição
MAIO
Dia Livro e Capítulo
| | 1 M ateus 28.11- 15; Jo ão 20 .19 -31
1. Outro Tempo de Oração
| | 2 M ateus 28.16 -20; Jo ã o 20 .10 -14
□ 1 1 Crô ni cas 16.7-36
Q 3 Marcos 16.14-18; João 21.15-19
□ 2 2 Crôn ic as 6.34 -4 2; 7. 12- 14
| | 4 Ezequ iel 34. 11- 16; J o ã o 21.2 0-25
□ 5 Lu cas 24 .13 -32 □ 3 Nee mi as 1.1-11

□ 6 Lucas 24.33-49 □ 4 Ne em ias 4.1-9

□ 7 Jo ão 14.1-31 j I 5 N eem ia s 9-1-21


| | 6 N ee m ias 9-22-38 JUNHO
□ 7 Jó 1.20-22; 17.1-9; 23 .M 7 Dia Livro e Capítulo
□ 8 Jó 40 .1-5; 42.1-6,12-17 p. Tempo de Examinar a Natureza da
m. Tempo de Gratidão Igreja
□ 1 Mat eu s 16.13-20
| ) 9 M arcos 16.19,20; Lucas 24.50-53;
Atos 1.1-11 □ 2 Ef és ios 4.1-16

| | 10 A to s 1.12-26 □ 3 Co lossens es 1.18-29


0 1 1 2 Re is 2.1-15 ; Gênesi s 5.21 -24 □ 4 Efésios 3.8.21

n. Tempo de Admiração □ 5 Efésios 5.23- 32

□ 12 Prové rbios 10.1; 15-20; 31.10-31 □ 6 Mat eu s 1 8.15-20

□ 13 Provérbios 19.26-29; 20. 20- 22; 23.22 □ 7 1 Coríntios 11.17-34

25; 28.20-24 □ 8 1 Cor ín ti os 5 .1 - 6.8


□ 14 Provérb ios 29.11-15 ; 30. 11- 17 □ 9 Hebreus 10.19-25
Q ] 15 1 Tess alonicenses 2. 7; 1 Tim óteo □ 10 At os 2 .37-47
2.9-15 □ 11 1 Co rínt ios 14.26-40
0 16 Tito 2.3-5; 1 Pedro 3.1-6 12 1 Coríntios 10.23-33

0 17 Roman os 16.1-7 □ 13 1 Coríntios 12.12-31
□ 18 Ef és io s 5.22 -24,33 14 Ef és ios 2.13 -22

o. Tempo de Alegria D 1? 1 Pedro 2.1-10
□ 19 Joel 2.28, 29; At os 2.1-24 □ 16 1 Timóteo 2.8; 3-1-10
□ 20 At os 2.25- 47 □ 17 Tito 1.6-9; 2.2,6-8
0 21 Isaías 57.15-21 □ 18 Efé si os 5.23 -3 3; 6.4; Colossenses
□ 22 1 Pedr o 4.7-19 3.19,21

□ 23 Jo ão 3.1-21 □ 19 D euteronôm io 6. 1-25


0 24 At os 8.26-40 □ 20 Deu ter on ômi o 11.13-21

| | 25 Atos 10.42 -48 □ 21 M ateus 24.32-3 5; Salm os 74.9-17

□ 26 G ênesis 1.26; 3-22; 1 João 4.7-21 q. Tempo de Repartir nossaF é


0 27 Lu ca s 16.19-31 □ 22 Lu cas 15-1-10

| | 28 M ateu s 1.18, 20; 28.19; Jo ã o 16.7,13 □ 23 Lu ca s 15.11-32


15 | | 24 R om an os 10.1- 17
□ 29 Rom anos 1.3,4; 8.9- 11 ,26 ,2 7 0 25 1 Corí nti os 9.11 -23
□ 30 Jos ué 3.1-17 | | 26 C olo sse ns es 4.2- 6
| | 31 Jo su é 4.1-24 □ 27 2 Ti móte o 4.1-8
□ 28 Jo ão 4.1-42 □ 26 Hebre us 10.19-25
I I29 Mat eu s 28.16- 20
s. Tempo de Examinar a natureza de
I I30 Isaías 52 .7; 60 .1,2 Cristo
| | 27 Lu cas 1.26-38

JULHO Q 28 Mate us 3-1-17

Dia Livro e Capítulo □ 29 João 3.13-21

I I1 Mar co s 1.14-20 | | 30 Jo ã o 6.52-65

I I2 R om an os 1.14- 17; 1 T im ót eo 2.3- 7 □ 31 João 8. 21 -30 ,53 -58

Q 3 1 Tessaloni censes 2.1-9


I I4 Êx od o 22.28; A tos 23.1-5 AGOSTO
□ 5 Esdras 6.9,10 ; Leví tico 7.25- 28 Dia Livro e Capítulo
Q 6 Eci esi ast es 8.2-9 | | 1 J o ã o 5.16-47
□ 7 M at eu s 17.24-27 | | 2 A tos 2.22 -36
I I8 Roma no s 13.1-7 □ 3 J oã o 1.1-18
[] 9 1 Timó teo 2.1-7 | | 4 G álata s 4.1-7
□ 10 1 Pedro 2.13 -20 | | 5 Efé sio s 1.3-23
I I 11 M ateus 22.15 -22 | | 6 M ateus 17.2 -9; M arc os 9.2-10
□ 12 Jó 34.16-20 | | 7 Lucas 9-29- 36; 2 P e d ro 1.16-18
□ 13 Provérbios 14. 28, 35; 23.1-3
| | 8 C olo sse nse s 1.15- 20; 2.9-12
r. Tempo de Adoração □ 9 M at eu s 26.57 -68

□ 14 1 Pedr o 2.1-10 | | 10 A tos 13-16-41

□ 15 At os 2.37-47 □ 11 Isaías 7. 14 ; 9.2-7


I I 16 M ateus 4.1-11 □ 12 Apoca lip se 4.1-11

Q 17 Ato s 14.8-18 t. Tempo de Reconhecer a Natureza da


□ 18 João 4.19-25 Expiação
I I 19 Ap ocalipse 4.1-11 | | 13 2 C or ín tio s 5-11- 21
I I 20 Apocalipse 5.6-14 | |14 H eb re us 9-11- 28
□ 21 Isa ías 6.1-7 □ 15 1 Pedro 1.8-19
I I 22 Salmos 96 .1- 13 Q ] 16 1 Pe dro 2.21- 25
I I 23 D eu tero nô m io 6.4- 17 □ 17 Fil ip ens es 2.5-11
□ 24 Sa lmos 84.1-12 | |18 H eb re us 12.1-3
I I 25 Isaías 29 .11 -24 □ 19 Romano s 5-6-21
□ 20 Hebr eus 2.5-18 I I 17 Ma teus 21.28-41
□ 21 1 Jo ão 1. 5- 2. 2 Q 18 Mateus 21.28-41
□ 22 1 João 4.7-17 □ 19 Rut e 2.1,2

□ 23 João 1.26-36 0 20 Luc as 12.35-48


0 24 Gál at as 3.1-14 0 21 Luc as 16.1-13

□ 25 Mate us 20 .20 -28 0 22 Gál at as 6.1-10

Q ] 26 1 Tim óteo 2.1-7 0 23 Provérbios 6.6-8; 10.1-5; 27. 25- 27

□ 27 Jo ão 10.7-18 u. Tempo de Considerar o Julgamento


Final
Q 28 Romanos 3-21-30
[ I 24 M at eu s 25.3 1-46
| | 29 Le vítico 16.1-19
0 25 Joã o 5.19-29
Q 30 Lev ítico 16.20-34
1 I 26 Ro ma no s 2.1-16
□ 31 Lev ítico 23.26-32
I I 27 H eb re u s 9-27,2 8; 10.26-31
0 28 2 Pedr o 3.1-10
SETEMBRO 0 29 Apoca lip se 20.11-15
Dia Livro e Capítulo
0 30 Sa lmos 50 .1- 6
□ 1 Números 29.7-11
□ 2 Gênesis 2.15 -17; 3.1-19
□ 3 Êxodo 23 .10-12 ; 35. 2,3; Provér bios
OUTUBRO
Dia Livro e Ca pít ulo
12.11-27
□ 4 Provér bios 13.4-11; 14.15-23 □ 1 Mateus 12.30-37
□ 2 Atos 10.38-43
□ 5 Provérbios 19 .22 -24 ; 20. 1- 13;
28.18,19 3 1 Coríntios 4.1-4; 2 Coríntios 5-9,10

| | 6 Ec lesia stes 2.10-22 □ 4 Mateus 13-36-50
| | 7 Ec les ias tes 9-1-10; 11.4-6 □ 5 Lucas 12.41-48
| | 8 Ec lesia stes 4.17-28 □ 6 1 Cor ín ti os 11.17-34
| | 9 1 T es sa lon ice ns es 4.9-12; 2 Tess alo- □ 7 1 Coríntios 10.14-31
nic en ses 3-6-12 8 João 14.1-18
□ 10 1 Tim óteo 5-1-8; Tiago 5-1-4 □ 1 Coríntios 12.12-31
□ 9
Q 11 D eutero nô m io 24.14-22; 25-1-4 10 1 Co rí nti os 13-1-13; H ebreus

| | 12 Ec les ias tes 5-1-12 10.24,25 '
□ 13 Jer emias 22.13 -17 □ 11 1 João 11.1-10; Atos 2.42- 47
Q 14 Mala qui as 3-1-10 □ 12 Atos 4,32-37
□ 15 Mate us 20.1-15 □ 13 1 Coríntios 12.4-31
□ 16 Lu cas 20.17 -35 □ 14 Ef és ios 4.1-16
j I 15 R om anos 12.1-8 □ 12 Gêne si s 47.13 -26
I I 16 1 Pe dr o 4.1-11 □ 13 Mateus 19.16-26
v. Tempo para Pensar na Trindade □ 14 Mateus 25.1-13
17 João 14.25-31; 15.27-27 Mateus 25.14-30
□ □ 15 Malaquias 3-6-18
16
□ 18 Gálatas 4.1-7 □
□ 19 Mateus 3-13-17 □ 17 Tiago 5-1-6

□ 20 Mateus 28.16-20 □ 18 João 4.31-38

□ 21 1 C orínti os 12.4-11 □ 19 2 Coríntios 6.1-10

□ 22 2 Coríntios 13.11-14 □ 20 Filipenses 1.12-30

□ 23 1 Ped ro 1.1-12 □ 21 Tiago 4.7-17

□ 24 Gênesis 1.26,27; 11.5-9 □ 22 Ef és ios 5.15-21

□ 25 Atos 5.1-11 □ 23 Colossenses 4.2-6


□ 26 Lucas 1.26-36 24 Lucas 17.11-19

□ 27 Romanos 1.1-17 □ 25 2 Coríntios 9-6-15

□ 28 Ro m anos 3.1-31 □ 26 Filipenses 1.3-11

□ 29 Romanos 4.1-25 □ 27 1 Timóteo 4.1-10

□ 30 Ro ma nos 5.1-21 □ 28 Salm os 75.1-10

□ 31 Romanos 8.1-30 □ 29 Salmos 107.1-43


□ 30 Salmos 136.1-26

NOVEMBRO
Die1 Livro e Capítulo DEZEMBRO
□ 1 Salmos 116.7-16 Dia Livro e Capítulo
2 1 Coríntios 15.20-25,35-58 1 João 1.1-15; Gênesis 3-14,15
□ □
W. 'fempo de Agradar a Deus □ 2 Zaca rias 9-9,10 ; 11.12 ,13

□ 3 1 Tess alonice nses 4.1- 12 □ 3 Isaías 2.2-5; 7.10-16; 8.11-18

□ 4 2 Coríntios 5-6-10 4 Isaías 9-1-17



□ 5 Roma no s 1 4.13-23 □ 5 Isaías 11.1-10

□ 6 Efésios 5-1-21 □ 6 Isaías 35-1-10

□ 7 Colossenses 1.9-14 □ 7 Isaías 40.1-11

□ 8 Romanos 6.1-14 8 Isaías 40 .12- 31



□ 9 Romanos 6.15-23 □ 9 Isaías 42.1-13,18-21

□ 10 Lucas 19-11-27 10 Isaías 45-1- 25



□ 11 Atos 4.31-37 □ 11 Isaías 53-1-13
12 Jerem ias 31.3 1-4 0 □ 22 Luc as 1.39-56

13 Salmos 2.1-12 □ 23 Lucas 1.57-66

14 Salmos 22,1-31 24 Lucas 1.67-80
□ □
15 Salm os 45.1-7 □ 25 Lucas 2.1-20; Mateus 1.18-25
□ 16 Sa lmo s 67.1-7 26 Lucas 2.21-38
□ □
17 Sa lmo s 72.1-19 □ 27 M ateus 2.2-12

18 Daniel 7.9-14,27; Malaquias 4.1-6 □ 28 M ateus 2. 13-18; 1 Joã o 5-1-3,18-21

19 Mateus 1.1-7 □ 29 Lucas 2.39-52

20 Lucas 1.1-25 □ 30 Mateus 2.19-23; Filipenses 2.5-11

21 Luc as 1.26-38 □ 31 Lucas 3.1-22

E

Seleção de P rovérbios
R eferentes à L íngua

10.11 - “A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos


mora a violência”.
10.18 “O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato”.
10.19 “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus
lábios é prudente”.
10.20 - “Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos
vale mui pouco”.
1 0 .2 1 “Os lábios dos justos apascentam a muitos, mas por falta de senso
morrem todos”.
10.31 - “A boca do justo produz sabedoria, mas a língua da perversidade
será desarraigada”.
10.32 - “Os lábios dos justos sabem o que agrada, mas a boca dos perver
sos, somente o mal”.
11.9 - “O ímpio com a boca destrói o próximo, mas os justos são liberta
dos pelo conhecimento”.
1 1 .1 1 “Pela bênção que os retos suscitam a cidade se exalta, mas pela
boca dos perversos é derrubada”.
1 1 .1 2 “O que despreza o próximo é falto de senso, mas o homem pru
dente, este se cala”.
11.13- “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o
encobre”.
1 2 .6 “As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue,
mas a boca dos retos livra homens”.
12.19 “O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa,
apenas um momento”.
1 2 .2 2 “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que
obram fielmente são o seu pra2 er”.
13.3 “O que guarda a boca conserva sua alma, mas o que muito abre os
lábios a si mesmo se arruina”.
14.3 - “Está na boca do insensato a vara para sua própria soberba, mas os
lábios do prudente o preservarão”.
15.1 “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”.

15.2 “A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos


insensatos derrama a estultícia”.
15.4 “A língua serena é árvore da vida, mas a perversa quebranta o
espírito”.
15.7 “A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos
insensatos não procede assim”.
15.14 “O coração entendido procura o conhecimento, mas a boca dos
insensatos se apascenta de estultícia”.
15.23 “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra a seu
tempo, quão boa é!”
15.28 “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos
perversos transborda maldades”.
1 6 .1 “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos
lábios vem do Senhor”.
16.13 “Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala
cousas retas”.
16.23 - “O coração do sábio é mestre de sua boca, e aumenta persuasão
nos seus lábios”.
16.24 - “Palavras agradáveis são como favo de mel, doces para a alma, e
medicina para o corpo”.
16.27 - “O homem depravado cava o mal e nos seus lábios há como que
fogo ardente”.
16.28 - “O homem perverso espalha contendas, e o dífamador separa os
maiores amigos”.
17.4 - “O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os
ouvidos para a língua maligna”.
17.7 - “Ao insensato não convém a palavra excelente, quanto menos ao
príncipe o lábio mentiroso!”
17.9 - “O que encobre a transgressão adquire o amor, mas o que traz o
assunto à baila separa os maiores amigos”.
17.20 - “O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua
dobre vem a cair no mal”.
17.27 - “Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de
espírito é homem de inteligência”.
17.28 - “Até o estulto, quando se cala é tido por sábio, e o que cerra os
lábios por entendido”.
18.2 - “O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar
seu interior”.
18.4 - “Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da
sabedoria ribeiros transbordantes”.
18.6 - “Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a
sua boca”.
18.7 - “A boca do insensato é a sua própria destruição, e os lábios um
laço para sua alma”.
18.8 - “As palavras do maldizente são doces bocados, que descem para o
mais interior do ventre”.
18.13 - “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha”.
18.20 - “Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se
satisfaz".
18.21 - “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza
come de seu fruto”.
19.1 - “Melhor é o pobre que anda na integridade, do que o perverso de
lábios, e tolo”.
19-5 - “A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não
escapa”.
19.28 - “A testemunha de Belial escarnece da justiça, e a boca dos perver
sos devora a iniqüidade”.
20.15 - “Há ouro e abundância de pérolas, mas os lábios instruídos são jóia
preciosa”.
2 0 .1 9 - “O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com
quem muito abre seus lábios”.
21.6 - “Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço
moral”.
21.23 - “O que guarda sua boca e a sua língua, guarda sua alma das
angústias”.
21.28 - “A testemunha falsa perecerá, mas a auricular falará sem ser con
testada”.
23-9 - “Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedo
ria das tuas palavras”. '
24.1.2 - “Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com
eles, porque 0 seu coração maquina violência, e os seus lábios
falam para0 mal”.
24.26 - “Como beijo nos lábios é a resposta com palavras retas”.
24.28 - “Não sejas testemunha sem causa contra teu próximo, nem 0
enganes com os teus lábios”.
25.11 - “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a
seu tempo”.
25.15 - “A longanimidade persuade 0 príncipe, e a língua branda esmaga
ossos”.
25.23 - “O vento norte traz chuva, e a língua fingida, 0 rosto irado”.
26.2 - “Como 0 pássaro que foge, como aandorinha no seu vôo, assim a
maldição sem causa não se cumpre”.
26.7 - “As pernas do coxo pendem bambas, assim é0 provérbio na boca
dos insensatos”.
26.9 - “Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é 0 provérbio
na boca do insensato”.
26.20 - “Sem lenha 0 fogo se apaga; e não havendo maldizente, cessa a
contenda”.
26.22 - “As palavras do maldizente são comida fina, que desce para <>mais
interior do ventre”.
26.23 - “Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim s;io os
lábios amorosos e o coração maligno”.
26.24,25 - “Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo
encobre o engano; quando te falar suavemente, não te fies nele,
porque sete abominações há no seu coração”.
29.20 - “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior espe
rança há para o insensato do que há para ele”.
30.11,12 - “Há daqueles que amaldiçoam seu pai, e que não bendizem sua
mãe. Há daqueles que são puros nos seus próprios olhos, e que

jamais fora lavados de sua imundícia”.


31.26 - “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua”.
F

Salmos de L ouvor
(Apr opr iados para o louvor pessoal )

Salmo 8 Salmo 67 Salmo 105.


Salmo 9.1,2 Salmo 68.4-6.32-35 Salmo 108.
Salmo 16.7-11 Salmo 72.18,19 Salmo 111
Salmo 18.1-3 Salmo 84 Salmo 113
Salmo19 Salmo89-1,2 Salmo 115
Salmo23 Salmo91 Salmo116
Salmo 24 Salmo 92.1-5 Salmo 117
Salmo 29 Salmo 93 Salmo 118
Salmo33 Salmo95.1-7 Salmo126
Salmo 34 Salmo96 Salmo134
Salmo 40.1-5 Salmo 97 Salmo 135
Salmo46 Salmo98 Salmo 136
Salmo 47 Salmo99 Salmo138
Salmo63.1-7 Salmo100 Salmo144.
Salmo 65 Salmo 103
Salmo 66.1-8 Salmo 104
N o rn

CAPÍTULO UM: Disciplina para a Santificação

1. Mike Singletary com Armen Ketenyan, Calling the Shots (Chicago/Nova Iorque:
C ontem po raly Books, 198 6), p. 5 7.
2. Pau l Jo hn so n, Intellectuals (Nova Iorque: Harper & Row, 1988), pp. 168 e 169.
3. Leland Ryken, The Lib erated Im ag inatio n (Portland: Multnomah, 1989), p. 76.
4. MD, “Scrive ners’ Sta nc es”, vol. 13, n° 7 (ju lho d e 1969), pp. 245 e 254.
5. Ryken, The Liberated Ima g ination , p. 76.
6. Lane T. Dennis, ed., Letters o f Fr ancis Schaeffer (Wheaton, IL: Crossway Books, 1985),
pp. 93 e 94.
7. William Manchester, The Last Lion: Winston Spenc er Chur chill; V isions o f Glory: 1874
1932 (Boston: Little, Brown and Company, 1983), pp. 32 e 33.
8. G erh ard Kitt le, ed ., T heological Dictionary o f the New T estament , vol. 1 (G ran d Ra pids,
MI: Eerdmans, 1968), p. 775.
9. Correspondência pessoal com Harold Smith, diretor executivo da revista Marriage
Partnership, 01 de fevereiro de 1991.
10. Bill H endricks, da C hrist ian Booksellers Associat ion, rep orta nd o-s e a 28 de fevereiro de
1991, qu an do for am pesqu isadas sete livr ar ias em diferentes pa rtes d o paí s. Descobriu-
se que de cada quatro compradores três são mulheres, que a média de idade é de 35

anos e qu e setenta por cen to são ca sados . A pesquisa t am bém revel ou que m enos da
metade dos compradores (casados e não-casados) têm crianças em casa. A renda
fami liar é d e 35 mil dólares, e gastam em m édia 15 dólares a cad a vis ita à l oja. Sess enta
p o r c e n to dele s freq ü e n ta m a ig re ja p elo m e n o s um a ve z p o r sem ana.
11. Ibidem
12. Gallup Poll, Emerging Trends , uma publicação da Princeton Religion Research Center.
13- Leadership , inverno de 1991, vol. 12, n° 1, p. 17.
14. Ibidem, p.18.
CAPÍTULO DOIS: Disciplina da Pureza
1. B arba ra Lipp ert, “Tal k on th e Wil d Side”, Chicago Tribune, 3 de setembro de 1990.
2. R ob ert H. Bo rk, The Tempting of A merica (Nova Iorque, The Free Press, 1990), p.212.
3. “H ow C om m on I s Pastor al Indiscretion?”, Leadership, inverno de 1988, p. 12, diz:
“A pesquisa estuda o comportamento freqüente que os próprios pastores julgam
inapropriados. Desde que está no ministér io, você tem fe ito a lg um a coisa com alg uém
(que não seja sua esposa) que considera sexualmente ilícita? As respo stas: 23 po r
cento positivas; 77 por cento negativas. Ficou indefinido o que seja ‘comportamento
inapropriado’, talvez convites explícitos ao flerte ou adultério. As questões subseqüen
tes eram mais específ icas. Vocêj á teve intercurso c a m a l com alg uém que não seja sua
esposa, desde que assumiu o ministério? Sim: 12 por cento. Não: 88 por cento. E,
de stes 88 po r cent o, m uitos ressal tar am que n ão fo i fácil s e m antere m pu ros”.
4. Ibidem:
“Para melhor delinear este perfil, pesquisadores da Christianity Today entrevistaram
cerca de mil assinantes que não são m ini st ros. A inci dência de imorali dade do brou : 45
p o r c e n to adm itir am u m c o m p o rta m e n to se xual in ap rop ri ad o , 23 p o r cen to co n fessa
ram aventuras extraconjugais e 28 por cento declararam alguma forma de contato
sexual fora do casamento.
5. D ietri ch Bo nhoe ffer , T emptation (Londres, SCM Press Ltd., 1961), p 33
6. J. Allan Peterson, O Mito da G ram a mais V erde (Rio de Janeiro: Jue rp).
7. J. Oswald Sander, Bible Men o f Fa ith (Chicago: Moody Press, 1974), p. 13.

8. Leon Morris, The First and Second Epistles to the Thessalonians (Grand Rapids, MI:
Eerdmans, 1959), p. 128.
9. Jerry B. Jenk ins, “How to Love Y our Marri age Enou gh to Pro tect It” ( “Co m o Am ar Seu
Casam ento o Bastante para P rotegê- lo”), Marriag e Partnershi p, verão d e 1990, pp. 16 e
17, que sugere quatro rotas de escape. Ver também seu livro Hedges (Brentwood, TN:
W olge m uth & Hyatt, 1989) , pp. 75-1 30.

CAPÍTULO TRÊS: Disciplina do Casamento

1. Mike Ma son, The Mystery o f Ma rr iag e (Portland: Multnomah, 1985), p. 52.


2. George Gilder, “Taming the Barbarians” (“Domesticando os Bárbaros”) em Men and
Marriage (Gretna, LA: Pelican Publishing House, 1986), pp. 39-47.
3. Mason, The Mystery o f Mar riag e, pp. 163 e 164.
4. N. G. L. Hammond & H. H. Scillard, eds., The Oxford Classical Dictionary (Londres:
Oxford University Press, 1978), p. 722.
5. William Shakespeare, O Mer cador de V eneza, II, vi, 57.
6. Mason, The Mystery o f Marriag e, p. 36.
7. Robert Seizer, Mortal Lessons: Notes on the Art of Sugery (Nova Iorque: Simon it
Sc hus ter, 1976), pp. 45,4 6. .
8. WálterT rdoischfT heC omplete W orksofW alter T robisch (“ Ob ras C om pletas” ) (Dow ners
Grov e, I L: In te r Varsi ty Pr ess, 1987), citad o em Marr iage P artnershi p, inv erno de 1989,
p. 17.
9. Will iam Alan Sadler, Jr., e d Masters S ermons T hrough the Ages (Nova Iorque: H arper &
Row, 1963), p. 116.
10. Conversa com Harold Smith, editor da Marriage Partnership, em 19 defevereiro de
1991.
11. Eugene H. Peterson, Working the Angles (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1989), p. 62.
12. Howard Hendricks fez esta declaração durante um discurso no College Church
(W heaton), em julho d e 198 4.
13. James Humes, Churchill, Speaker of the Century (Briarcliff Manor, NY: Stein & Day,
Scarborough House, 1980), p. 291.
14. D an te Alighi eri , 0 Inferno, trad. John Ciardi (Nova Iorque: New American Library,
1954), p. 42, canto III.
15- Jeanette e Robert Lauer, “Marriages Made to Last” (“Casamentos Feitos para Durar”),
Psychology Today, junho de 1985, p. 26.

CAPÍTULO QUATRO: Disciplina da Paternidade

1. Lance Morrow, The Chi ef A Me moir o f Fathers a nd Sons (Nova Iorque: Macmillan,
1984), pp. 6 e 7.
2. Elis ab eth R. Mo berly, Homosex uality: A New Christian Ethi c (Cambridge: Jam es C la rke
& Co,, 1986), p. 2, escreve:
“O hom ossexual carente no rel acionam ento com o pai ou a m ãe - o que for do m esmo
sexo - sen te um impulso de m elhor á-l o rel acionando-se com ou tra pessoa t am bém do
m esmo se xo .
3. Willi am M an che ster, The Last L io n Winston Spen cer Churchill; V isions o f Glory: 1874
1932 (Boston: Little, Brown & Cia, 1983), pp. 187 e 188, citando Churchill:
“Eu deveria ter sido instruído como servente de pedreiro, ou garoto de recados, ou
ajuda do m eu pai a arrum ar a vitr ine de algum a lo ja de secos e m olhados. Isto teri a si do
natural; me ensinaria mais, e eu teria conseguido entender meu pai, o que seria para
mim um a alegr ia” .
4. P ete r T. O ’Brien , “Co lossian s”, “Ph ilem on ”, W or ld B iblic al Comentary, vol. 44 (Waco,
TX: Word, 1982), p. 225.
5. C a lv in’s Coment aries: The Epistles of P a ul to th e G alatians , E phesians, Philipp ians
a n d Colossians, trad uç ão d e T. H. L. Pa rker (G ran d Rapids, MI: Eerdm ans , 1974), p. 213 .
6. Elton e Pauline Trueblood, The Recovery of Family Life (Nova Iorque: Harpes &
Brothers, 1953), P- 94.
7. James Dobson, Hide or Seek (Old Tappan, NJ: Revell, 1974), pp. 82 e 83, que cita o Dr.
Stanl ey C oope rsmith, profess or associado da Universi dade da Cal ifórn ia, que entrevis
tou 1738 jovens de classe média e suas famílias, iniciando da pré-adolescência até a
idade vi ril. Sep arando os jovens de m elho r aut o-est ima, com parou seus lare s e infl uên
ci as da inf ânci a com os da que les garotos qu e aprese ntaram um sens o infer ior de auto-
estima. Ele descobriu três importantes características que os distinguia. Esta era a
segunda:
“O g rupo da alta est ima era p rove nien te de lar es cujos pai s eram rigorosos na dis cip lina.
Por constraste, os pais daqueles que apresentavam baixa auto-estima desenvolveram
insegurança e de pe nd ênc ia po r causa da permissivi dade. Alé m dis so, os mais bem-
sucedidos nos estudos eram os qu e provi nham de la re s que cobr avam mais responsabi
lidade.
8. D oroth y W alwort h, “ G eneral of the Ar my: Evangeline Bo oth”, Re ade r’s Diges t, agosto
de 1947, p. 37.

CAPÍTULO CINCO: Disciplina da Amizade


1. James Wright, Above the River. The Complete Poems (Hanover, NH/Nova Iorque:
Wesleyan University Press/Farrar, Straus & Giroux, 1990), p. 122.
2. Alan Loy McGinnis, The Friendship Fa ctor (Mineápolis: Augsburg, 1979), p. 11.
3. H arold B. Smith, “ Best F rien d” (“ M elho r Am igo” ), Marriage Partnership, verão de
1988, p. 126.
4. C. F. Keil e F. Delitzs ch, B iblical Coment ary on the Books o f Samuel (G rand Rapids, MI :
Eerdmans, 1967), p. 187.
5. McGinnis, The Friendship Factor, pp. 60 e 61.
6. C. S. Lew is, Os Quatro A more s (São Paul o: M un do Crist ão).

CAPÍTULO SEIS: Dis ciplina da Mente

1. Charles Malik, The Two Tasks (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1980), p. 32.
2. H arry Blamires, The Christian Mind (Ann Arbor, MI : Servan t Books, 1978), pp. 3 e 4.
3. H arry Blamires, Recovering the Christian Mind (Do w ners Grove, IL: InterVarsity Pr ess,
1988), p. 9.
4. Charles Colson, Who Speaks f o r God? (Wheaton, IL: Crossway Books, 1985), pp. 129 e
130.
5. Television (Northbrook, IL: Nielsen Report, 1986), pp. 6-8.
6. G eo rge B arna e Will iam Paul McKay , V ital Signs (Wheaton, IL: Crossway Books, 1984),
p. 51.
7. Neil Postman, “T V’s ‘D isastrou s’ Im pact o n C hildren” (“ O D esa stroso Im pac to da 'I V
sob re as C rianças” ), U.S. New and Wordl Report, 19 de janeiro de 1981, p. 43.
8. Ibidem, p. 44.
9. Ibid em , p. 45.

10. B am a e McKay, V ital Signs, p. 56, fazendo referência a Linda Lichter, S. Robert, Stanley
Rothman, “Hollywood and America: The Odd Couple” (“Hollywood e América: um
Estranho Casal”), Public Opinion, janeiro de 1983, pp. 54-58.
11. A. T. R ob ertso n, Pau l’s Jo y in Christ
12. C orrespo ndê ncia pessoal com o coron el reform ado da Força Aérea , Wi lliam W aldr op,
fevereiro d e 1991.
13. Dennis Prager, “A Civilization That Believes in Nothing” (“Uma Civilização que Não
Acredita em Nada”), The Door, novembro/dezembro de 1990, p. 15
14. Bill Hen dricks, d a Christian Boo ksellers Associ ati on, 28 d e feve reiro de 199 1, con side 
rand o rec en te p esquisa em sete liv rar ias de diferentes p artes do paí s.

CAPÍTULO SETE: Disciplina da Devoção

1. E. Stanley Jo ne s, A Song os Ascents (Nashville: Abingdon, 1979), p. 383.


2. Da las W illard, The S pirit o f the Dis ciplines (San Francisco: Harper & Row, 1988), p. 186.
3. G eorg e G all up, Jr. e Sarah Jon es, 100 Questi ons A nd Answe rs: Relig ion in A mer ica
(Princeton, Religion Research Center, 1989), p. 39, diz:
“A maior parte dos que citaram a importância da oração diária são mulheres”. E: “O
grup o m enos incl inado a subm eter- se à or ação diá rias é o dos ho m en s”.
4. Eug ene Peterson, W orking the Angles (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1989), p. 70.
5. Ibidem.
6. E dm un d P. Clowney, CM* Christian Meditation (Nutley, NJ: Craig Press, 1978), p. 13.
7. C. H. Spurgeon, The T reasury o f Da v id, vol. 1 (Londres: Passemore & Alabaster, 1884),
p.6.
8. C. S. Lewis, Letters to Malcolm: Chiefly on Prayer (Nova Iorque-, Harcourt, Brace &
World), p. 22.
9. George Arthur Buttrick, ed., The Inte rpr eter’s B ible, vol. 8 (Nova Iorque: Abingdon
Press, 1952), p. 725.
10. R oland B ainton , Here I Stand (Nashville: Abingdon, 1950), p. 41.
11. H. G. Haile, Luther, An Experiment in Biography (Garden City, NY: Doubleday, 1980),
p. 56.
12. Annie Dillard, Pilgrim at Tinker Creek (Nova Iorque: Bantam, 1978), p. 35.
13. C. S . Le wis, “F o otn ot to A ll Prayers” (“No tas de R odap é p ara To das as O raç õe s”) em
Poems (Nova Iorqu e/L ond res: H arco urt Brace Jovanov ich, 1977), p . 129 .
14. A. W. Tozer, The Knowledge o f the Holy (Nova Iorque: Harper & How, 1961), p. 128.
15. John Piper, Desiring God (Portland: Multnomah, 1986), p. 145, que cita “Personal
N arr ative” d e Jonathan Edwards, eds. C. H. Faust e T. H. Johnson (Nova Iorque: Hill
Wang, 1962), p. 61.

16. Peterson, Working the Angles, pp. 35 e 36.


17. Rich ard J. Fos ter, Celebração da Disciplina (São Paulo.- Vida).

CAPÍTULO OITO: Disciplina da Oração


\

1. E. M. Bounds, Tesouros da Oração (São Paulo: Vida)


2. John Bunyan, The P ilg rim ’s Progress (Fi lad élf ia: Universal B o o k e Bible Hou se, 1935), p .
66.
3. J. Oswald Sanders, Liderança Espiritual (São Paul o, M undo C ristão) .
4. John Bunyan, Prisão de Bedford, 1662.
5. Thomas Kelly, T estament o f Devotion (Nova Iorque: Harper, 1941), p. 35
6. Irm ão Lawrence, The Pr atic o f the Presen ce o f Go d (Nova Iorq ue : Revel l, 1958) , pp. 30
e 31.
7. John Wesley, Works, vol. 8 (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1959), p. 343.
8. Alfr ed Lord Tenn yson, “Th e P assing of A rthur” ( “A Part ida de A rthur” ) e m The Idylls of
the K ing, cit ado no The Ox ford Dicti onary o f Quotat ions, p. 535.
9. Michael Mott, The Seven Mountains of Thomas Merton (Boston: Houghton Mifflin,
1984), p. 216.

10. H. G. Haile, Luther, An Experiment in Biography (Garden City, NY: Doubleday, 1980),
p. 56. '
11. E lisa be th Elliot, Notes on Pray er (Wheaton, IL: Good News Publishers, 1982), escreve:
“Suponho que as pessoas que esquiam gostam de esquiar, têm tempo para esquiar,
dis pensam tempo par a 0 esqui e são boas nesse esporte. Muitas vezes trato a oração
dessa m aneira. Você só fará algum a coisa se disp en sar tem po para iss o. Só reali zará algo
se for bom no que faz”.
12. Extr aíd o da co rrespon dên cia pessoal do au tor com J . Si dl ow Bax ter, 8 de setem bro de
1987.

CAPÍTULO NOVE: Disciplina do Louvor


1. Paul Se abury, “Tre nd ier Than Th ou, t he Many Te m ptations of the Episcopal C hu rch ”,
H ar per ’s Mag azine, outubro de 1978, vol. 257, n° 1541, pp. 39-52.
2. Ibidem.
3. Robert G. Rayburn, 0 Come, Let Us Wors hip (Grand Rapids, ML Baker, 1984), p. 15:
“Em nenhuma parte das Escrituras se lê que Deus está sempre buscando alguma coisa
de seus filhos. Freqüentemente ouvimos que os cristãos são ‘salvos para servir’, e num
certo sentido is to é ver dade. Por toda a eternidade, be m com o d uran te nossa exis tê nci a
terrestr e, será gran de alegr ia e pri vil égi o serv ir ao S enh or Deus. Ma s em prime iro lugar
está a ado ração (Hb 9 -14; 12 .28; Ap 22.3) . Em ne nh um lugar da Bí blia no s é d ito qu e o
Senhor procura nosso serviço. Ele não está procurando servos, mas verdadeiros
adoradores”.
4. A. J. Gordon, How Christ Came to Chu rch, The Pas tor ’s Dr eam (Filadélfia: American
Baptist Publication Society, 1895), pp. 28-30.
5. Os seg uintes panfletospo dem ser obtidos na C apel a do Ar (Chapel of the Ai r): # 72 45 ,
Getting Ready for Sunday , por David e Karen Mains; #7451, Rules for the Sunday
Search, por David R. Mains; #7454, Preparation for Sunday, #7462, The Sunday
Search: A G uide to Better Church Ex periences, p o r Steve Be ll.
6. J. 1. Packer, A Ques t fo r Godliness (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990), p. 257.
7. Rayburn, 0 Come, Let Us Worship, pp. 29 e 30.
8. Annie Dillard, Teaching a Stone to Talk (Nova Iorque: Harper & Row, 1982), pp. 40 e
41.
9. Eugene H. Peterson, A Long Obedience in the Same Direction (Downers Grove, IL:
InterVarsity Press, 1980), p. 49.
10. Lawrence C. Roff,Ze? Us Sing (Norcross, GA: Great Commission Publications, 1991), p.
27.
11. Packer, A Ques t fo r Godliness, p. 254.
12. Pr eparation fo r Sunday.
13. Pe ters on , /I Long Obedience in the Same Direction, p. 50.

CAPÍTULO DEZ: Disciplina da Integridade


1. Ja m es P eterso n e P eter K im, The Day America Told the Truth (Nova Iorque: Prentice
Hall, 1991), pp. 200, 201, 45, 48,136,154,155,65,66.
2. Ro bert A. C aro, The Years o f Ly ndon John son: Means o f Ascent (N ova Io rqu e: Alfre d A.
Knopf, 1990), pp. 46-53.
3. Th om as Mallon, Stolen Words: Fora ys into th e Or igin a n d Ravages o f Plagiarism (Nova
Iorque: Penguin Books, 1989), p. 90.
4. D oug S herm an e Wil liam Hendricks , Keeping You r Ethi cal Edge Sharp (Co lorado Spr ing s,
CO: NavPress, 1990), p. 25, citando o W all Street Journal, d e 31 de ou tub ro d e 1989, p.
33.
5. Patterson e Kim, The Day America Told the Truth , pp. 157 e 158.
6. Sherm an e Hen dricks, Keeping Y our E thica l Edge Sharp, p. 26.
7. Patterson e Kim, The Day A mer ica T old the T ruth, pp. 157 e 158.
8. Ibidem, pp. 29-31.
9. Robert H. Bork, The T empting o f A mer ica (Nova Iorque: The Free Press, 1980), p. 55.
10. Paul Joh ns on , Intellectuals (Nova Iorque: Harper & How, 1988), pp. 154 e 155.
11. H elm uth Thielicke, Life Can Beg ins A g ain (Filadélfia: Westminster Press, 1980), p. 55.
12. Fran cis Brow n, S. R. Drive r, Ch arles A . Briggs, A Hebrew a n d English Lex iconof the O ld
Testament (Londres: Oxford University Press, 1974), pp. 1070 e 1071.
13. Warren W. Wiersbe, A Crise de Integ ridade (São Paulo: Vida)
14. Sherman e Hendricks, K eeping Y our E thical Edge S harp , p. 91.
15. H enry Fair lie, The Seven D eadly Si ns Tod ay (No tre Dame, IN : Univer sit y of N otre D am e
Press, 1979), p. 36.
16. Myrna Grant, ed., Letters to Graduates (Nashville: n. p., 1990), p.82.
17. William James, Principles of Psychology (Chicago, Londres, Toronto: Encyclopedia
Britannica, Inc., 1952), p. 83.
18. The Oxford Dictionary of Quotations, 2a edição (Londres: Oxford University Press,
1959), p. 405.

CAPÍTULO ONZE: Disciplina da Língua


1. Paul Aurandt, ed., More o f P a ul Harv ey ’s the Rest o f the Story (Nova Iorque: Bantam
Books, 1981), pp. 136-138.
2. D oug las Moo, T iago - Intr od ução e Co me ntário (São Paul o: Mu ndo Cristão/Vida Nova ),
refer indo-se ao W orld B iblic al Commentary , que diz:
"... a fr ase - e exp ressõ es se m elha ntes - era usada nas reli giões esotéricas p ara desc reve r
o inter minável ci clo de reencarn açõe s. Mas há evidências sufi cient es de haverem sido
srcinalme nte um a expressão técnica ou fi losó fica que se popularizou e e ra usada n os
dias de Tiago para descrever o curso normal da existência humana, dando ênfase aos
“altos e baixos” da vida.
3. Calvino, A harmony o f the Gospels Matthew , Mar k a n d Luke, a n d the Epistle ofJam es
e Jude , tradução de A. W. Morrison (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1972), p. 26.
4. Walter Wangerin, Jr., Rag man a n d Other Cri es o f Faith (São Francisco: Harper & How,
1984), p. 26.

5. James S. Hewitt, ed., Illustrations Unlimited (Wheaton, IL: Tyndale house, 1988), p. 475.

CAPÍTULO DOZE: Dis ciplina do T rabalho


1. Stud s Terke l, Working: People T alk A bout W hat They Do A ll a n d How They Feet A bout
What They Do (Nova Iorque: Pantheon, 1974), p. 11.
2. James Patterson e Peter Kim, The Day America Told the Truth (Nova Iorque: Prentice
Hall, 1991), p. 155.
3. Ibidem.
4. Leland Ryken, Work a n d Leisure in Christian Perspectives (Portland: Multnomah,
1987), p. 44.
5. Douglas LaBier, Modem Madness (Reading, MA: Addison-Wesley, 1986), p. 25.
6. D oug Sherm an e Wil liam H end ricks, Y our Work Matters to G od (Co lorado Springs, C O:
Nav Press, 1987), p. 27,
7. Sh erm an e Hen dricks, Y our Work Matters to God, p. 18.
8. Tim Ha nsel, When 1 Relax 1 Feel Guilty (Elgin, IL: David C. Cook, 1981), p. 34.
9. F. F. Bru ce , The Espistle to the Ephes ians (Londres: Pickering & Inglis, 1973), p. 52.
10. Clyde E. Fant, Jr., e W illiam M . Pin son , Jr., e ds ., Twenty Centuries o f Gr eat Pre aching ,
vol. 3 ( Waco, T X: W ord, 197 6), p. 74, citando o serm ão de Jo na tha n Edwards, “God
Glor if ie d the M an’s De pen de nce ” (“Deus H onra a Depen dênc ia do H om em ”).
11. Ew ald M. Plass, What Luther Says, vol. 3 (Saint Louis: Concordia, 1959), p. 1493.

12. Ryken, Work a n d Leisure in Christian Perspectives, p. 174, citando Dorothy L. Sayers,
Creed o f Chaos (Nova Iorque: Harcourt, Brace and Company, 1949), p. 57.

CAPÍTULO TREZE: Dis ciplina da Ig re ja


1. R ob ert W . Pa tterson , “In Search o f th e Visi ble C hu rch ” (“Em Bu sca da Igreja Visí vel ”),
Chistianity Today, 11 de março de 1991, vol. 34, n° 3, p. 36.
2. G eorg e Barna, The Frog in theK etlle (Ventura, CA: Regal Books, 1991), p. 133
3. Alexander Robert s e Jam es D onaldson, e ds., The Ante- Nicene Fathes, vol. 5 (Grand

Rapids, MI: Eerdmams, 1951), p. 384.


4. Leadership, inverno de 1991, vol. 12, n° 1, p. 17.
5. Robert L. Saucy, The Church in G od’s Prog ram (Chicago: Moody Press, 1972), p. 17,
escreve:
“Q ua nto a se r m em bro d a Igre ja invisível à pa rte de pe rtenc er a um a igr eja local , este é
um conc eito ja mais considerad o no Novo Testam ento. A Igrej a invi síve l é a com un hão
de todo s os c rentes q ue se reú nem nas assembléias l oca is, vi sívei s”.
6. Ern est Bevans, trad., S aint A ugustine’s E nchiridion (Londres: S. P. C. K., 1953), p. 57;
ver tam bém As Institu tos d a Re lig ião Cristã , de Calvino, vol. 2, n° 10.
7. John Burnaby, A ugustine: Later Works (Philadelphia: Westminster Press, 1955), p. 368,
cit ando a p rim e ira/f o ra /w de Agost inho sobre 1 João 1.1-2.11.
8. R ob ert H. Fische r, ed., L uther ’s Works, vol . 37 (Philadelphia: M ullenb erg Press, 1961), p .
368 .
9. As Ins tituías da Relig ião Cristã.
10. David W. e Thomas F. Torrance, eds., Ca lvin's Comentaries, The Epistles o f P a ul the
Apostle to the G alatians , P hilippians a n d Colossians, vol. 3, trad. T. H. L . Pa rke r (Gra nd
Rapids, MI: Eerdmans, 1974), p. 181.
11. John H. Leith, ed., Creeds o f the Churches (Richmond, VA: John Knox, 1973), p. 147.
12. Ibidem, p. 2^2.
13. John Bunyan, Grace A boundi ng to the Chief o f Sinners (G rand Rapi ds, M I: Zonde rvan,
1948), pp. 107 e 108.
14. Harry Blamires, The Christian Mind (Ann Arbor, MI: Servant, 1963), p. 153-

CAPÍTULO CAT ORZE: Dis ciplina d a L idera nça


1. W arren Bennis e Burt Nanu s, Leaders: The Strategies fo r T aking Charge (Nova I orqu e:
Harper & Row, 1985), p. 1.
2. H aro ld Lindsell, The New P ag anism (São Francisco: Harper & Row, 1987), p. 231:
“O Novo Testamento assevera a continuidade da obra de Deus após a ressurreição.
Pedro, Paulo e outros apóstolos deram prosseguimento à obra de Deus com grande
p o d e r e com a aju da d o E spír ito Santo . Ao p e río d o apósto li co seguiu -s e o su rgim ento
de pessoas eminentemente qualificadas, que deixaram sua marca na história: Agosti
nh o , Aquino, Wyc liffe, Hus, C alvi no, Lutero , Zwínglio, Latimer, Ri dley, Wesley, Sp urg eo n,
Edwards, Moody, Fuller e Graham, para mencionar alguns. Nesta encruzilhada da
história da Igreja, em que a última geração da liderança evangélica começa a sair de
cena, faz- se necessária um a no va e dinâm ica li deranç a qu e seja f iel à Pal avr a de Deus.
3. Be nnis e Nanus , Leaders: The Strategies fo r T aking Charge, pp. 4 e 20.
4. J. Oswald Sanders, Liderança Espiritual.
5. John Huffman, Jr., Who’s in Charge Here? (Chappaqua, NY: Christian Herald Books,
1981), p. 63.
6. Sanders, Liderança Espiritual.
7. John R. Claypool, The Pre achin g Ev ent (Waco, TX: Word, 1980), p. 68.
8. Hugh Evan Hopkins, Charles Simeon of Cambridge (Grand Rapids, MI: Eerdmans,
1977), p. 111.
9. Sanders, Liderança Espiritual.

CAPÍTULO QUINZE: Disc iplina da Contr ibuição


1. Ver Jo h n M cArthur , Jr., Giv ing : G od’s Way (Wheaton, IL: Tyndale House, 1979), pp. 60
73, onde o au tor sucintam en te deli neia a s três contribuições obrigatór ias e os dois t ipos
de oferta volunt ári a d o Anti go Testam ento.
2. Alfred Plummer, A C ritical A nd Ex eg etical Commentary on the Second Epistle o f St.
P a ul to t he C orinthi ans (Edinburgh: T. & T. Clark, 1915), p. 234.
3. Kari Torjesen Malcolm, We Signed Away O ur Lives (Downers Grove, IL: InterVarsity
Press, 1990), p. 23.
4. C. S. Lew is, Mere Christianity (Nova Iorque: Macmillan, 1976), pp. 81 e 82.
5. MacArthur, Giv ing: G od’s Way , p. 92.
6. Wil liam W ords w orth, Ecclesiasti cal So nn ets, pa rte 3, 43.

CAPÍTULO DEZESSEIS: Disciplina do Testemunho


1. William Barclay, The Mas ter ’s M an (Nashville: Abingdon, 1978), p. 41.
2. Ibidem, pp. 44-4 6, discu te Santo and ré com o o pad roe iro da Rússi a, Grécia e Escó cia.
3- James Hastings, ed., The Gr eater Men a n d Women o f the Bibl e, vol. 5 (Edinburgh: T. &
T. Clark, 1915 ), p. 122. '
4. Arnold Dallimore, George Whitefield, vol. 1 (Edinbu gh: B an ne r of Tru th, 1989), p. 77 .
5. W in Arn, The Master’s P lan fo r M ar k ing Disciples (M onrovi a, C A: Chu rch G row th Press,
1982), p. 43.
6. He art fo r the Harvest S eminar No tebook a nd Study Guid e (Lutherville, MD: Search
Ministries), p. 3
7. Ibidem, p. 9.
8. C. S. Lewis, The Weight of Glory and Other Address (Grand Rapids, MI: Eerdmans,
1965), pp. 14 e 15.
9. He art fo r the Ha rvest, p. 10.
10. Ibidem, p. 11.

CAPÍTULO DEZESSETE: D is ciplina do M inistér io


1. Cly de E. Fan t, Jr. e Will iam M . Pins on , Jr., 50 Centuries o f Gr eat Preaching, vol. 8 (Waco,
TX: Word, 1976), p. 76.

2. R. H. Strachan , T he Fo urth G os pe l (Londres: SC M Press, 1943), p. 148 notas:


“Assim = ‘com o ele est ava. O qu e si gnif ica assim’? Não sobre um trono, não sobre
almofada s, mas sim plesm ente com o ele estava - sob re a terra” ( Crisóst om o).
3. Le on Morris, The Gospel A ccor ding toJ oh n (G rand R apids, ML Eerd m ans , 1971), p. 2 58.
4. Raym ond Brown, The Gospel A ccor ding toJ oh n (i- x ii) (Nov a Iorqu e: D oubleday , 1966 ),
p. 169, diz:
“V. 4. Era- lhe necess ário pass ar. Ist o não é geografi cam ente necessário; poi s, embo ra a
prin cip al ro ta e n tre a Ju d é ia e a Galiléia fosse através d e Sam ar ia, s e Je su s esta va n o vale
d o Jord ão p od eria facil m ente seguir para o No rte at ravés do val e e su bir para a Gal iléia
através do desfi ladei ro de Betsai da, evitando Samar ia. N uma ou tra p arte d o Evangel ho
(3. 14) a exp ressão ‘ é ne cessário’ indica estar envol vido o plano ou a vontade de De us”.

CAPÍT ULO DEZOIT O: A G ra ça d a Dis ciplina


1. “M aio r gr aç a” (ARC/ARA).
2. John Blanchard, T ruthf o r Life (West Sussex, England: H. E. Walter Ltd., 1982), p. 239-
“T™ “ "“ ™*™““”""- - - - - ---- — 1—
I ndice d as E scrituras

Gênesis 24.16
1 24.18
1 . 1 - 2.2 25-1,2
1.31 33
1.27 33.11
2 .2 33.21-23
2.8 36.2-7
2.15
2.18 Levítico
2.24 19.2
3.17-19 19.9,10
39.9 27.30

Êxodo

17 Números
17.8.9 11

17.10-13 11.28,29
20.1-17 13,14
24 13.6,8
24.10 13.16
24.13 13.23,24
13.28.29 17.45-47
13.30 17.45-49
14.1-10 18.1

14.9 18.3.4
18.11-13 19.4
18.21-29 20.14-17
26.65 20.31
27.18,19 20.41,42
23.16
Deuteronõmio
5.1-22 2 Samuel
12.10,11,17,18 I.25-27
14.28.29 5
17 5.13
17.14-17 11
17.17 II.1-3
32.46,47 11.2
33.2 11.4
34 11.13
34.1-12
Neemias
Josué 8.3
5.13-5 10.32,33

Juizes Ester
7.20 6.6-9

XSamuel Jõ
3.11-13 27.5
14.6 31.1
15-17
16.7 Salmos
17.26 1.2
2.1 Provérbios
12.3,4 4.23
15 6.6-11
15.4 6.27
19.1,2 10.9
19.2,3 11.1
19.7 12.22
23 16.28
29 17.9
37.23 17.17
40.6 18.8

40.7,8 20.6
51.6 20.7
63.6 20.10
66.18 20.17
68.17 22.6
101.2,3 23.7
119.9 26.12-16
119.11 26.20
119.97 26.24,25
119.97,98 26.28
119.97-100 28.13
119.148 29.5
130
130.5,6 Eclesiastes
139 2.4-10

139.1-6 2.11
139.7-12 2.17
139.13-16
139.23,24 Isaías
146-150 6.1,8
150 6.5
29.13 9 . 2-8

59.11 9.42 s s

9.47

Daniel 9.48
10.25
7.10
10.26
Habacuque 10.27
2.20 12.43
14.6
Malaquias 14.38
3.8

Lucas
Mateus 1.17
1 .2 1 1.46-55
4.1-11 6.14-16

5.29 6.38
6.7 10.41.42
6 . 19,20 10.42
6 .2 1 12.15
6.24 12.21

7.7 18.1-5
8.20 18.11
10.2-4 22.27

12.33.34 23.16
12.34
17

18.20 João
25.26 1
1.16
Marcos 1 .3 5 ss
1.35 1.39.40
7.6.7 1.40
9 1.40-42
1.41 3.13
3.30 8.17
4.4 8.26,27
4.6 10.14.15
4.7-9 10.17
4.23 11.6
4.24 11.36
6.5-9 12.1

6.8 1 2. 2

7 12.11

10.14-16,25-30

1 2 .2 0 - 2 2
1 Coríntios
15.5ss 2 .1 6

15.13-15 3.10-15
17 9.25-27
17.17 10.31
14.8
Atos 14.15
1.14 15.10
2.42 1 6 .2

5 16.13,14
5.3.4
5.4 2 Coríntios
6.3,5 5.17
9.4 7.5-7
20.35 7.6,7

8
Romanos 8.1
1. 8 . 1,2
1-3 8.2
3 8.3.4
3.9-18 8.4
3.9-20 8.5
8.6 6.18
8.6.7 6.19,20
8.7

8.9 Filipenses
9 .6 2

9.7 2.5-11
11.27 3.10
12.1-6 4.6
4.8
Gálatas
5.22 Colossenses
1 15-18
.

Efésios 3-14
1.22,23 3.17
2.4.8.9 3.21
2.10 3.23
2.19-22 3.23,24
4.15
5 1 Timóteo
5.3.4 2.1
5->7 4.7
5.4 ' 4.7,8
5.17-20 5.8
5.25
5.25-33 2 Timóteo
5.26.27 2.22

5.28-30
5.29 1 Tessalonicenses
5.31 2.9
5.32 4.3-8
6 5-17
6.4
6.5-8 2 Tessalonicenses
3.6 3.6
3.10 4.6
4.11
Hebreus
1.14 1 Pedro
10.25 2.5
11 4.9
12.1
12.22-24 Judas
13.2 20
13.5

13.15 Apocalipse
1.20

2.7,11,17,29; 3.6,13,22
Tiago 4.5
1.26 4.11
3.3-5 5.9-13
3.5 19
3.5,6 22
— — —- -
I ndice R emissivo

Abel 171 Boesky, Ivan 190


Abiú 179 Bok, Sissela 140
Abraão 171 Bom beck, Erma 42
Absalão 29 Bon hoeffer, Dietri ch 27 ,184
Adão 63 Bo oth, Evang eline 57
Agostinho 90,124,169 Bo oth, Willi am 184
Aitofel 29 Bo unds, E. M. 10 1,17 9
Alive No w 18 Bruce, F. F. 159
Amnom 29 Bunyan,John 101,103,171,181,204
A nanias e Safir a 135,136 Busse, H ow ard e Ruby 173
A nd ré 203, 204, 205, 206, 207
An na K arenina ( Leon Tolstoi) 84 Calebe 183,184
Arão 106,179 Call ing th e Sho tes (Mike Singlet ary) 14
Calvino 55,84,146,169
Bach 96 Car ey, Will iam 10 7,1 84
Barna, G eo rge 168 Cham bers, Oswald 84
Ba te-Seb a 26, 27, 28, 29 C he ster ton . G. K. 140
Ba xter, J. Sidlow 112 Chi ef, A M em oir of Fathers and Sons, The
Ba xter, Ric hard 125 (Lance M orrow ) 48
Be n-G urion , Davi 158 Christi an Mind, Th e (H arry Blamires) 75
Bennis, W arren 177 Churchill, Clemmie 45
Bernard de Clairvaux 96, 97,174 Churchill, Lord Randolph 50
Blamires, Harry 76,172 Churchil, W inston 15, 20 ,45 , 50 ,145 , 223
Blanchar d, Jo hn 228 Cipriano 168,172
Claypool, Jo h n 182 Eusébio 203
Colso n, Ch arles 77, 78, 83 Eva 63
Co olidg e, Calvi n 187
Cranston, sen ad or Ala n 115 Fall, A lber t 189
C redo do s A póstolos 123 Farewell to Arms, A (Ernest Hemingway)
Crisóstomo 193 14

C rit ten, A rthur 189 Fell owes, Jam ie e D eby 202,209 , 233-2 38
Fen elon, François 93

Daniel 170 Filipe 206

Dan te 45 Flint, An nie Jo hn so n 229

Davi, re i 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 33, 64, Fox , G eo rge 184
65, 66, 67, 68, 69,122,170,171,180 Fras er, Leon 189
da Vinci, Leo nardo 15,223 Frien ship Factor, T he (Alan Lo y McG innis)
Day am erica Told the Truth, Th e 131,13 3, 62
155
Dil lar d, Annie 94 ,121 Gabriel 59
Do bson, Jam es 83 G allup Polls , G eo rge Ga llup 18, 88, 132,
Don ne, John 96 134
D oor, The 82 G erhard t, Paul 96
Gideäo 150
Dos toyevski, Fyo dor 67, 84
Dw ight, Thim oty, 175 Gilder , G eorg e 39
Gilmour, Jam es 213,214
East Afric an Stan dard 139 Glo ria Patri 123
Edison, Tho m as 15 Golia s 25, 64 ,18 0
Edwards,Jonathan 96,159,181 G ordo n, A. J. 118 ,119
Eise nhower, Dwigh t 81 ,16 7,18 7 G rah am , Billy 177, 208
Eldade e M edade 182
Eleazar 185 Habacuque 124
Eli 57 Hamä 66
Eliot , T. S. 115 Harlam, Justice 134
En chiridio n (Agostinho) 169 H arp er’ s Ma gazine 115
Esaú 54 H arriso n, ge ne ral Willi am K. 81, 87
Esdras 125 Ha rvard B usiness Review 44
Estêvão 185 Heifi tz, Jas ch a 16
Hem ingway, Ernest 14, 20 ,134 , 223 Jo ne s, Stanl ey 87
He nry, Carl F. H. 83 ,17 7 José 33,54
H erbert, George 96 Jo s u é 178, 179, 180, 181, 182, 183, 184,
História Eclesiást ica (Eus ébio) 203 185,186,187,188

Hitler, A dolf 136


H och, Brian e Holly 138 Keeping Your Ethical Edge Sharp (Doug
Holloman , Fred 132 She rm an e Wil liam H endricks) 134

Ho pson, How ard 189 Kelle r, H elen 66

Hudson Taylor’s Spiritual Secrets (Sr. e Sra. Kel ly, Th om as 104


H ow ard Taylor) 84 Klein, Laurie 98
Hur 106,179 K now ledge o f th e H ol y, The (A. W.
Tozer) 95
Knox , Jo hn 184
Incênd io de Chi cago, 0 146
Kroc, Ray 187
Imitation of Chr ist , Th e (Thom as a Kempis)
84 Kreu ger, Ivar 189
Ins titut as , As (Calvino) 84
Insull, Samuel 189 LaBier , D ou gla s 156
Irm ão Lawrence 104 Le adership Magazine 24
Irm ãos Kara mazov, Os (Fyo dor Dos toyevski) Lewi s, C. S. 69, 84, 92 ,1 96 , 209
84 Lewi s, Jo h n 143
Is ai as 92, 98 ,12 1,1 53 ,18 0 Lind ley, Verl 173
Isaque 54 Livermo re, Jes se 189
Lloyd-Jones, Ma rtyn 181
Jacó 54,170,215 Lucas 207
Jairo 203 Lu tero, M artin ho 93, 120, 160, 169, 181,
Ja m es, Will iam 141 184, 216

Jefferson, Th om as 184 Lyin g (Sissela Bok ) 140

Jessé 67
Jó 32,136 McGill , M ichae l 62
Joabe 26 Mc Ginnis, Alan Loy 62
João ( 0 apó stolo) 95 ,18 0, 203 , 206, 228 Mc Quilkin, Mu riel 35, 36
Jo ã o Batista 59, 203, 204 McQuil kin, Ro bertson 35,36
Jonas 96 Malik, C ha rles 76
Jô na tas 63, 64, 65, 6 6,6 7, 68, 69 Marta 117
Ma rti ndale, W ayne 84 Natã 28
Mar ia (mãe de Jesus) 96,10 4 Nels on, G reg e M cHugh, Phill 211
Mar ia de Betânia ( irmã de Marta ) 117,181, N ewto n, J o h n 171
198 Niels en , A. C. 178
Mason, Mike 37 ,38 , 40 Noé 169
Matisse 15
Melville, H erm an 155 Ockenga, Harold Jo hn 177
Men an d Marria ge (G eoig e Gilder) 39
Me re C hristia nity (C. S. Lewis) 84 Pac ker, J. I. 83
Me rril, William P. 188 Paderewski, Ignacejan 16, 224
M erton, Tho ma s 109
Parábola do s Talen tos 161

M igue lânge lo 15, 20, 223 Parad ise Lost (Jo hn Milton) 157
Milken, Mich ael 190
Pascal, Blaise 67
Millay, E dn a St. Vic ent 46
Pa tterson, Jam es e Kim Pe ter 155
Miller, Calvin 83
Pa tterson, Ro bert W. 167
Mills, Pa ulin e Mic hael 97
Pau lo (o apóstolo - Saul o) 16 ,17 ,19 ,31 ,
Mil ton, Jo h n 157 32, 38, 68,76, 77, 98,102,104,105,107,
Mito .d a G ram a Mais V erde, O (J. Al lan 124, 135, 136, 159, 161, 162, 171, 180,
Peterson) 27 190,193,194,197, 198,207,216, 227,228

M ois és 91, 105, 171, 178, 179, 180, 181, P ed ro (Sim ão) 95, 135, 180, 203, 205,
182,183,184,185,186,192,196 206, 215
M oo dy , D. L. 216 Pet er son , Eugen e 44 ,84,89 ,127
Morris, Leo n 30 Pe ters on , J. Allan 27
M orrow, Lance 48 Pierso n, Floyd 105
Mortal Lesson: Notes in the Art of Surgery Pilatos 56
(Ro bert Seizer) 41 Pip pert, W esley 140
Müller, G eo rge 103 Plu m m er, Alfred 193

Myra , H aro ld 84 Pos tm an, Neil 78


Myers, Kilm er 115 Pr acti ce of the P resence of God, The (Ir mão
M yster y o f Marriage (Mike Ma son) 37 Lawrence) 104
My Utmost for His Highest (Oswald Prager , D enn is 82
Chambers) 84 Principles os Psychology (Wi lliam Jam es)
141
N adabe 179 Psycholg y Today 46
N arc is o 41 Pursuit o f God, T he ( A. W. To zer) 84
Ragman and Other Cries of Faith (Walter Testam ent o f Dev otion (Thom as Ke lly)
Wangerin) 147 104
Reed, Jo h n 217 Thieli cke, H elm uth 136
Richa rd, Dav id A. 23 Thom as a Kempis 84 ,98
Tho m as, Dyla n 14

Salomão 139,170 Thomason 183

Sam uel 24, 57 T iag o 95, 144, 145, 146, 147, 149, 151,
180, 227
Sand ers, J. Osw ald 102,185
Tia go, urn do s Do ze 203
Saul, rei 63, 64, 65
Timóteo 16,105
Sayers, D or oth y 163
T into retto 15, 223
Sch aeffer, Fra ncis 177
Tito 68,153,194
Schw ab, cha rles 189
To day’ s Christian W om an 18
Seelye, R ob ert 173
Tolstoi, Leon 84
Seizer, Ro bert 41
To rjesen, Pe ter 194
Sha dow of the Almig hty (Eli sabeth Elliot)
Tournay, Jack 143
84
To zer. A. W. 8 4,9 5
Shak espea re 20, 41,66
Tunney, senad or Jo hn 115
Sherm an, Do ug e Hendricks , Wil liam 134
Trobisch, W alter 43
Sime on, Ch arles 182
Trueb lood, Elt on 55
Sing letary, M ike 14, 20, 223
Tw ain, Mark 70
Sm ith, F. E. 15
Spirit of the Discipline, Th e (Dallas Will ard)
U ppe r Room, The 18
87
Urias 26,27,28
St ev en s, A1 143
Sull ivan, A nne 66
Vaughn 182
Sw innock, G eorg e 120

Wal l Stre et Jo urn al 132


Tamar 29 W angerin, W alter 147
Taylor, Je rem y 43 Watts, Isac 96, 97
Tay lor, Ro selva 173 Wesley, cha rles 96
Telemachus 49 Wesl ey, Jo hn 10 4,14 9,18 1, 207
Tennyson 107 W hitef iel d, G eorg e 205, 207
Terkel, Stud s 155,159 W hitney, Richard 189