Você está na página 1de 70

Earnings Release – 4T18/2018

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.


Enel Distribuição São Paulo
26 de fevereiro de 2019

Relações com Investidores


Monica Hodor
Diretora Vice-Presidente e de Relações com Investidores

Isabela Klemes Taveira


Diretora de Relações com Investidores

Daniel Spencer Pioner


Gerente de Relações com Investidores
Equipe de Relações com Investidores | 55 11 2195-7048

http://ri.eneldistribuicaosp.com.br/ | ri.eletropaulo@enel.com
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

São Paulo, 26 de fevereiro de 2019 - Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo (ENEL DISTRIBUIÇÃO SÃO PAULO) [BOV:
ELPL3], distribuidora de energia elétrica que atende 24 municípios paulistas (18 milhões de habitantes) divulga seus resultados do quarto
trimestre de 2018 (4T18) e do ano completo de 2018 (2018). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto quando indicado
de outra forma, são apresentadas de acordo com a legislação brasileira aplicável e vigente.

“Os principais destaques do ano foram o enquadramento dos indicadores de qualidade nos
RESULTADOS
níveis regulatórios globais assim como o maior nível de investimento já realizado pela
Companhia. Ainda, é importante ressaltar que, ao longo do ano, nos mantivemos focados na 4T18/2018
integração com o Grupo Enel, o que possibilitou a adoção de melhores práticas internacionais, Teleconferência
trazendo o desenvolvimento da imagem da distribuidora junto aos seus clientes.” de resultados
Comentários da Sra. Monica Hodor
Diretora Vice-Presidente e de Relações com Investidores 28.02.2019
11h00 (BRT) / 9h00 (EST)
Neste último ano, podemos afirmar por meio dos resultados obtidos, e demonstrados neste relatório, que a
Companhia avançou tanto operacional quanto financeiramente, passando por positivas transformações. Deste Código: Enel
então, um dos principais focos da nossa energia foi progredir na agenda de integração e sinergia com o novo
controlador, que culminou inclusive no processo de alteração da marca finalizada no mês de dezembro, e assim
Conexão:
fortalecendo a identidade da Companhia como um importante ativo do Grupo Enel, além da identificação e troca de
- Brasil: +55 11 3193 1001
melhores práticas entre a Companhia e as demais empresas do Grupo Enel no Brasil e no Mundo.
+55 11 2820 4001
No curto prazo, o resultado dessa integração já foi refletido nas nossas notas de crédito, com a elevação do rating
da Companhia por agências de crédito, fruto também dos esforços de revisão da estrutura de endividamento da - EUA: +1 800 492 3904
Companhia, processo conhecido como liability management, concluída com a 23ª Emissão de debêntures, no valor
de R$ 3,0 bilhões, permitindo a melhoria do perfil da dívida, alongando o prazo médio e adequando o seu custo.
Slides da apresentação e
Com foco na redução dos indicadores de qualidade e maior satisfação dos nossos consumidores, a Companhia áudio estarão disponíveis em:
investiu R$ 1.353,9 milhões em 2018, sendo R$ 1.256,8 milhões investidos com recursos financiados pela ri.eneldistribuicaosp.com.br
Companhia um aumento de 37,9% quando comparado com os valores observados em 2017. Além disso, mais do
que duplicamos os nossos investimentos em relação a 2015. No período de 2015 a 2018, investimos mais de R$
3,7 bilhões, e o nosso plano é investir um montante adicional de R$ 4.395,7 milhões entre 2019 e 2022. Índice

É importante salientar que em julho de 2019 ocorrerá a homologação da 5º Revisão Tarifária Periódica, período em
que o regulador avaliará a governança dos investimentos realizados no atual ciclo e redefinirá as tarifas de energia
DESTAQUES 3
elétrica em níveis compatíveis com o equilíbrio econômico financeiro para os anos de 2019-2023. PERFIL 4
Esses investimentos realizados permitiram mais uma vez a evolução da nossa performance e confiabilidade CONTEXTO SETORIAL 5
operacional, sendo um dos principais destaques o enquadramento dentro do limite regulatório global do DEC e MERCADO DE ENERGIA 8
FEC. Nosso DEC de 2018 apresentou redução de 38,7% entre 2018 e 2017, totalizando 7,18 horas. Já o nosso
FEC totalizou 4,39 vezes em 2018, 29,4% menor que o do ano anterior. EFICIÊNCIA
10
OPERACIONAL
Outro indicador que apresentou importante evolução foi o número de reclamações comerciais feitas diretamente à
Companhia, que evidenciam os nossos esforços na prestação de serviços de qualidade superior aos nossos
EFICIÊNCIA COMERCIAL 12
consumidores. Assim, em 2018, as reclamações comerciais apresentaram redução de 30,4% em relação ao volume DESEMPENHO
registrado em 2017. ECONÔMICO- 15
FINANCEIRO
No desempenho econômico-financeiro, o EBITDA ajustado por eventos não recorrentes manteve-se em linha entre
2018 e 2017 (R$ 1.281,3 milhões e 1.275,5 milhões respectivamente), enquanto que o prejuízo líquido ajustado e ENDIVIDAMENTO 22
líquido de IR/CS aumentou R$ 27,5 entre 2018 e o ano anterior (R$ 80,8 milhões e 53,3 milhões respectivamente). FLUXO DE CAIXA 26
Finalmente, para 2019, a permanecemos confiantes no cumprimento de nossa agenda estratégica, por meio da INFORMAÇÕES
contínua evolução operacional e alocação eficiente de capital, e seguros de que agora, como parte do Grupo Enel, 27
CORPORATIVAS
estamos ainda mais capacitados a oferecer serviços cada vez melhores aos nossos clientes, levando energia até
as mais de 7,2 milhões de unidades consumidoras da região metropolitana de São Paulo. ANEXOS 28
GLOSSÁRIO 33

2
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

1 DESTAQUES

Operacional
• Redução de 38,7% do DEC em 2018 para 7,18 horas em comparação com o registrado em 2017 (11,72 horas), dentro
do limite regulatório global de 7,56 horas;
• Indicador FEC totalizou 4,39 vezes em 2018, uma redução de 29,4% em comparação com 2017 (6,22 vezes), dentro
do limite regulatório global de 5,26 vezes;
• Redução de 8,2% da Duração Média (“DM”) quando comparado com 2017, resultado dos investimentos na
modernização e automação da rede como religadores automáticos, equipamentos telecomandados, detectores de
falha, redução de deslocamentos improdutivos e maior produtividade das equipes.

Mercado e Comercial
• Diminuição de 0,2% do mercado total em 2018, com retração de 1,7% no mercado cativo, reflexo principalmente da
migração de clientes para o mercado livre. Desconsiderando os efeitos da migração, o mercado cativo se manteria
estável;
• Por meio do portal de negociação foram realizadas 461,7 mil negociações de dívidas em 2018, resultando em R$ 237,9
milhões negociados;
• Em 2018, a PECLD apresentou uma provisão de R$ 57,4 milhões, em função, principalmente, da mudança na
estimativa contábil, visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo adotadas pelo Grupo Enel,
prospectivamente;
• Diminuição do patamar de perdas totais no comparativo entre os períodos (9,5% em 2018 versus 9,7% em 2017).

Regulatório
• Reajuste tarifário anual de 2018, com aplicação a partir de 4 de julho de 2018, com um efeito médio percebido pelos
consumidores de 15,84%;
• Em 17 de Agosto a ANEEL (“Agência Nacional de Energia Elétrica”) realizou audiência pública para debater diferentes
metodologias de definição do custo de capital regulatório (“WACC”) das empresas de distribuição, sendo aplicável para
a Companhia apenas no ciclo de 2023;
• Em julho de 2019 a Companhia passará pelo 5º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica, período em que ocorrerá a
redefinição das tarifas de energia elétrica em níveis compatíveis com o equilíbrio econômico financeiro.

Financeiro
• EBITDA reportado de R$ 1.101,2 milhões em 2018, redução de 25,8% versus os R$ 1.484,8 milhões registrados em
2017;
• Prejuízo líquido reportado de R$ 315,3 milhões em 2018, ante um prejuízo líquido reportado de R$ 876,6 milhões em
2017;
• Saldo de CVA líquida ativa em R$ 614,4 milhões em 2018 ante CVA líquida passiva de R$ 95,1 milhões em 2017;
• Relação de Dívida Líquida/EBITDA Ajustado1 de 3,01x em 2018 e aumento do prazo médio 2, passando de 3,0 anos
no 4T17 para 3,9 anos no 4T18.

Estratégia Financeira
• Conclusão da 23ª Emissão de debêntures da Companhia no valor de R$ 3,0 bilhões;
• Em setembro de 2018, foi realizado o processo de aumento de capital, com a emissão de 33.171.164 novas ações
ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, pela Companhia. Todas as ações foram devidamente
subscritas e integralizadas. Com a homologação do Aumento de Capital pelo Conselho de Administração da
Companhia, a Enel, controladora da Companhia, passou a deter 94,4% do capital total e votante da Enel Distribuição
São Paulo.

1
EBITDA ajustado para fins de covenants exclui PECLD, Contingências e Despesas com Fundo de Pensão
2
Prazo médio considera o principal e Fundação CESP (não considera efeito líquido de ganhos/perdas atuariais).

3
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

2 PERFIL

Área de Concessão

A Enel Distribuição São Paulo é a maior distribuidora de energia elétrica do Brasil em volume de energia vendida 3 e está
presente em 24 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, principal centro econômico-financeiro
do Brasil.
Sua área de concessão, que totaliza 4.526 km², concentra o maior PIB nacional e a mais alta densidade demográfica do
país, 1.596 unidades consumidoras4 por km², com 18 milhões de pessoas, o que corresponde a 32,6% do total de energia
elétrica consumida no Estado de São Paulo5 e 9,1% do total do Brasil6.

Estrutura Societária

Como resultado do processo competitivo para aquisição do controle da Companhia, no dia 04 de junho de 2018 foi realizado
o leilão para a aquisição de controle da Companhia – conforme previsto na Oferta Pública de Aquisição de Ações (“OPA”)
lançada pela Enel Brasil Investimentos Sudeste S.A. (“Enel”) – no qual foram adquiridas, pela Enel, ao preço de R$ 45,22
por ação, 122.799.289 ações ordinárias, representativas de, aproximadamente, 73,4% do capital votante da Companhia.
A transação foi concluída, com pagamento do preço e transferência das ações, em 7 de junho de 2018, ficando a Enel
obrigada a adquirir ações remanescentes, nas mesmas condições, nos 30 dias que se seguiram ao Leilão, pelo preço de
R$ 45,22 por ação, ajustado pela taxa SELIC.
Durante o período de venda das ações remanescentes, 33.359.292 ações foram também adquiridas pela Enel, que então
passou a deter, no dia 13 de julho de 2018, data do pagamento do último lote de ações adquiridos, 93,3% do capital da
Companhia.

Aumento de Capital da Companhia

Em 26 de junho e 26 de julho de 2018, foram celebrados, em caráter irrevogável e irretratável, com a Enel, termos para
adiantamento para futuro aumento de capital (“AFAC”), respectivamente, nos valores de R$ 900 milhões e R$ 600 milhões,
creditados à Companhia nas mesmas datas da celebração dos instrumentos.
Em 26 de julho de 2018, o Conselho de Administração da Companhia aprovou proposta de aumento do capital social por
subscrição privada, dentro do limite do capital autorizado, no valor de R$ 1.500,0 milhões, com a emissão de 33.171.164
novas ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 45,22 por ação

3
Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica – ABRADEE, de dezembro de 2017.
4
Dados internos de unidades faturadas, de dezembro de 2018.
5
Dados acumulados até novembro de 2018, da Secretaria de Energia de São Paulo
6
Dados acumulados até novembro de 2018, da Empresa de Pesquisa Energética - EPE

4
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

ordinária, implementado mediante capitalização de créditos (“Aumento de Capital”). Todas as 33.171.164 novas ações
ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal emitidas pela Companhia foram devidamente subscritas e
integralizadas em setembro de 2018.
Em decorrência do Aumento de Capital, o capital social da Companhia, anteriormente no valor de R$ 1.323,5 milhões
dividido em 167.343.887 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, passou a ser de R$ 2.823,5
milhões, dividido em 200.515.051 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.
Com a homologação do Aumento de Capital pelo Conselho de Administração da Enel Distribuição São Paulo em 19 de
setembro de 2018, a Enel, controladora da Companhia, passou a deter 189.323.545 ações ordinárias, nominativas,
escriturais e sem valor nominal, o que corresponde a 94,4% do capital total e votante da Enel Distribuição São Paulo.
A tabela a seguir apresenta a estrutura societária da Companhia em 25 de setembro de 2018, após o processo da OPA e
de Aumento de Capital:
Estrutura de Controle ON %
Controladores 189.323.545 94,42%
Enel Investimentos Sudeste S.A. 189.323.545 94,42%
Não Controladores 8.133.352 4,06%
Outros 8.133.352 4,06%
Ações em Tesouraria 3.058.154 1,53%
Total 200.515.051 100,00%

3 CONTEXTO SETORIAL

Distribuição Elétrica no Brasil

A Enel Distribuição São Paulo é uma concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica sujeita à
regulamentação da ANEEL e do Ministério de Minas e Energia (“MME”). A Companhia também está sujeita aos termos do
seu contrato de concessão, que foi celebrado com a ANEEL em 15 de junho de 1998, concedendo-lhe o direito de distribuir
energia na sua área de concessão até 15 de junho de 2028.
A tarifa de energia elétrica (uso de rede e fornecimento), praticada pela Companhia na distribuição de energia a clientes
finais, é determinada de acordo com o seu contrato de concessão e com a regulamentação estabelecida pela ANEEL.
Ambos estabelecem um teto para a tarifa e preveem ajustes anuais (reajuste tarifário), periódicos (a cada quatro anos) e
extraordinários (quando há observância de um significativo desequilíbrio econômico-financeiro).
Nos ajustes das tarifas de energia elétrica, a ANEEL divide os custos de distribuição entre (i) custos não gerenciáveis pela
distribuidora (chamados de Parcela A) e (ii) custos gerenciáveis pela distribuidora (chamados de Parcela B).
Na Parcela A estão inclusos, entre outros, o custo de energia comprada para revenda, os encargos setoriais, e os custos
referentes aos encargos de conexão e uso dos sistemas de transmissão e distribuição.
Os custos da Parcela B compreendem, entre outros, o retorno sobre os investimentos relacionados à concessão,
considerados na Base de Remuneração Regulatória (“BRR”) da Companhia, os custos de depreciação regulatória, e os
custos de operação e manutenção do sistema de distribuição.
Nos reajustes tarifários anuais, os custos da Parcela A são repassados aos clientes e os custos da Parcela B são corrigidos
de acordo com o índice IGP-M ajustado pelo Fator X.

Na revisão tarifária, todos os custos da Parcela B são recalculados, sendo também definidos dois componentes do Fator
X (XPd e Xt). O Fator X aplicado nos reajustes anuais e nas revisões tarifárias é resultado da somatória dos seguintes
componetnes:
I. XPd - componente de produtividade: consiste nos ganhos de produtividade da distribuidora no período histórico
analisado, ajustado pela variação observada no mercado e nas unidades consumidoras;
II. Xt - componente de trajetória de custos operacionais: objetiva ajustar os custos operacionais observados ao custo
operacional eficiente;
III. XQ - componente de qualidade: mede a qualidade dos serviços técnicos e comerciais prestados por cada
distribuidora aos seus consumidores. Estabelecido e revisado no decorrer do ciclo, nos reajustes tarifários anuais.
A data de aniversário dos reajustes anuais e revisões tarifárias da Enel Distribuição São Paulo é 4 de julho.

5
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Reajuste Tarifário Anual

A ANEEL, em Reunião Pública de Diretoria realizada em 03 de julho de 2018, deliberou sobre o reajuste tarifário anual de
2018, com aplicação a partir de 04 de julho de 2018. O índice de reajuste tarifário aprovado à Companhia foi de 16,40%
composto por reajuste econômico de +10,47% e componente financeiro de +5,93%. Descontado o componente financeiro
considerado no último processo tarifário, no valor de 0,56%, o efeito médio a ser percebido pelos consumidores foi de
+15,84%, conforme detalhado a seguir.

*CVA - Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A.

A Parcela A foi reajustada em 10,98%, representando 8,63% no reajuste econômico, afetado principalmente:
I. Encargos Setoriais – R$ 3.292 milhões. Um aumento de 12,20%, representando 2,58% no reajuste econômico
em função, principalmente, do aumento de 24,89% do encargo com a Conta de Desenvolvimento Energético
(“CDE”);
II. Energia Comprada (Inclui PROINFA) – R$ 7.257 milhões. O aumento de 14,52%, decorre principalmente do
aumento do custo das Cotas (Lei nº 12.783/2013) e de Itaipu. O aumento do custo de compra de energia
representa 6,63% no reajuste econômico; e
III. Encargos de Transmissão – R$ 1.564 milhões. A redução de 4,87% decorre principalmente da redução da
Receita Anual Permitida da Rede Básica em relação ao ciclo anterior, representando -0,58% no reajuste
econômico.
Caso não houvesse a aplicação de Bandeiras Tarifárias, conforme detalhado na próxima seção, o índice de reajuste tarifário
seria 7,12% maior, aproximando-se de 23%.
A Parcela B foi reajustada em +8,62%, representando uma participação de +1,84% no reajuste econômico. Tal reajuste é
composto pelo IGP-M de 6,92% no período de 12 meses findos em junho de 2018 acrescido pelo Fator X de -1,70%, que
é composto pelos ganhos de produtividade (“Fator Xp”) de 1,13% e do componente de trajetória de custos operacionais
(“Fator Xt”) de -2,37%, previamente definidos na Quarta Revisão Tarifária Periódica (“4RTP”), além do componente de
qualidade de serviço (“Fator Xq”) de -0,46%.
O reajuste tarifário médio de +15,84% (efeito médio a ser percebido pelos consumidores) apresenta variações para diversos
níveis de tensão, conforme detalhado a seguir:
Níveis de Tensão Efeito Médio
Alta Tensão 17,67%
Baixa Tensão 15,14%
Efeito M édio 15,84%

5o Ciclo de Revisão Tarifária Periódica

Em julho de 2019 a Companhia passará pelo processo de Revisão Tarifária Periódica, período em que ocorrerá a
redefinição das tarifas de energia elétrica em níveis compatíveis com o equilíbrio econômico-financeiro indicado no contrato
de concessão.

6
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Em relação à metodologia a ser utilizada para definir os parâmetros que compõem a Receita Requerida
(como a Remuneração de Capital, Custos Operacionais e Perdas, por exemplo), esta já se encontra definida nos
regulamentos da ANEEL. No caso da Remuneração de Capital, para o cálculo do WACC Regulatório, a
metodologia definida no início de 2015 determinava o seu recálculo atualizando-se os parâmetros utilizados (risco país,
taxa livre de risco, inflação americana, entre outros). No entanto, em decorrência da Audiência Pública 066/2017,
a ANEEL optou por revogar referida atualização, mantendo o WACC anterior de 8,09%, depois de impostos, para as
revisões que ocorrerão até dezembro de 2019, o que compreende o período do processo de revisão da Enel Distribuição
São Paulo. Da mesma forma, a metodologia de Custos Operacionais também previa um recálculo dos Parâmetros
de Eficiência a partir da atualização dos dados de entrada do modelo, sendo referido recálculo executado no âmbito da
Audiência Pública 052/2017.

Bandeiras Tarifárias

Composto por quatro modalidades (verde, amarela e vermelha - patamar 1 e patamar 2), tal sistema estabelece adicionais
às tarifas de modo a refletir a variação dos custos da geração de energia, conforme demonstrado a seguir:
I. Bandeira verde: a tarifa não sofre nenhum acréscimo;
II. Bandeira amarela: acréscimo de R$ 10/MWh;
III. Bandeira vermelha: Patamar 1: acréscimo de R$ 30/MWh, Patamar 2: acréscimo de R$ 50/MWh

Em maio de 2018, um novo critério de acionamento das bandeiras tarifárias entrou em vigor, decorrente da audiência
pública no 061 /17, que discutiu a revisão da metodologia das bandeiras e dos valores de suas faixas de acionamento

As bandeiras tarifárias que vigoraram ao longo de 2017 e 2018, reflexo das condições hidrológicas, estão demonstradas a
seguir:

2018 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Bandeira Tarifária

Verde Verde Verde Verde Amarela Vermelha 2 Vermelha 2 Vermelha 2 Vermelha 2 Vermelha 2 Amarela Verde

PLD gatilho -
189,63 157,28 184,91 40,16 193,36 425,01 505,18 505,18 490,74 377,47 140,51 56,74
R$/MWh
PLD Gatilho: Referência de PLD médio mensal para o partamar da Bandeira Tarifária, definido pela CCEE

7
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

4 MERCADO DE ENERGIA

Mercado Total7

O mercado total da Enel Distribuição São Paulo, conforme demostrado na tabela a seguir, encerrou o 4T18 em 10.628,0
GWh, queda de 1,3% em relação ao 4T17. Quando ajustado pelos dias de faturamento (-0,5 dia, o equivalente a -62,8
GWh), o mercado total apresentaria uma queda de 0,8% no período.
No ano, o mercado total sofreu leve queda em relação a 2017 (-0,2%), totalizando 42.877,7 GWh. Quando ajustado pelos
dias de faturamento (-0,6 dia, o equivalente a -75,3 GWh), o mercado total apresenta queda de 0,1% em 2018 em linha
com o valor reportado em 2017.
Venda e Transporte de Energia (GW h) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Mercado Cativo 7.982,2 8.122,3 -1,7% 32.230,3 32.776,3 -1,7%
Clientes Livres* 2.645,8 2.648,9 -0,1% 10.647,4 10.205,6 4,3%
Total - Venda e Transporte de Energia 10.628,0 10.771,3 -1,3% 42.877,7 42.981,9 -0,2%
* A partir do 4T18 a Companhia passou a incluir suprimentos para Cias Energéticas retroagindo seus efeitos desde Janeiro de 2018

Número de Consumidores (Unidades Faturadas) 4T18 4T17 V ar. %


Merc ado Cativo 7.229.420 7.155.268 1,0%
Residencial - Convencional 6.781.509 6.705.497 1,1%
Industrial 26.073 26.932 -3,2%
Comercial 402.502 402.368 0,0%
Rural 562 493 14,0%
Setor Público 18.774 19.978 -6,0%
Clientes Livres 1.324 1.192 11,1%
Industrial 409 372 9,9%
Comercial 869 782 11,1%
Setor Público 39 38 2,6%
Cias Energéticas 7 0 0,0%
Total - Número de Consumidores 7.230.744 7.156.460 1,0%

Mercado cativo

O mercado cativo somou 7.982,2 GWh no 4T18, o que correspondeu a uma redução de 1,7% comparado ao 4T17.
Ajustando-se o mercado 4T17 pelos fatores: (i) migrações do Ambiente de Contratação Regulada (“ACR”) para o Ambiente
de Contratação Livre (“ACL”), com impacto desfavorável de 80,3 GWh; (ii) dias de faturamento a menos no 4T18 (-0,6 dia,
equivalente a -54,2 GWh); e (iii) retorno de clientes ao ACR, com impacto favorável de 9,3 GWh, o mercado cativo no 4T18
teria uma queda de 0,2%.
Em 2018, o mercado cativo totalizou 32.230,3 GWh, o que também representou uma queda de 1,7% ante 2017. Ajustando-
se os efeitos: (i) migrações do ACR para o ACL, com impacto negativo de 593,3 GWh; (ii) dias de faturamento a menos em
2018 (-0,7 dia, equivalente a -65,1 GWh); e (iii) retorno de clientes ao ACR, com impacto positivo de 56,3 GWh, o mercado
cativo teria crescimento de 0,2%.

Venda de Energia no Merc ado Cativo (GW h) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Residencial 3.993,1 3.987,6 0,1% 16.187,3 16.090,1 0,6%
Industrial 776,7 831,0 -6,5% 3.122,9 3.343,9 -6,6%
Comercial 2.587,4 2.662,8 -2,8% 10.410,1 10.698,9 -2,7%
Rural 7,8 7,9 -0,8% 31,4 31,0 1,3%
Setor Público 617,2 633,0 -2,5% 2.478,6 2.612,5 -5,1%
Total - Venda de Energia no Merc ado Cativo 7.982,2 8.122,3 -1,7% 32.230,3 32.776,3 -1,7%

7
Não Inclui Consumo Próprio

8
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Clientes Livres

O mercado faturado dos clientes livres foi de 2.645,8 GWh no 4T18, uma queda de 0,1% quando comparado a ao 4T17.
Desde o 4T17, entre migrações ao ACL e retornos ao ACR, foram adicionadas 132 unidades ao faturamento do ACL,
totalizando 1.324 unidades no 4T18. Isso resultou em um acréscimo de 71,0 GWh nesse mercado que, descontado do
mercado livre faturado no período, reflete uma queda de 2,7% no trimestre.
Em 2018, o mercado livre somou 10.647,4 GWh, um aumento de 4,3% em relação a 2017, refletindo a migração de 296 e
133 clientes para o ACL em 2017 e 2018, respectivamente. O impacto líquido entre migrações ao ACL e retornos ao ACR
foi um acréscimo de 537,0 GWh nesse mercado que, se descontado, reflete em queda de 0,9% no período.
Transporte de Energia para os Clientes Livres (GW h) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Industrial 1.323,2 1.352,2 -2,1% 5.323,0 5.266,8 1,1%
Comercial 928,9 933,4 -0,5% 3.820,8 3.562,4 7,3%
Setor Público* 393,8 363,4 8,4% 1.503,6 1.376,4 9,2%
Total - Transporte de Energia para os Clientes Livres 2.645,8 2.648,9 -0,1% 10.647,4 10.205,6 4,3%
* A partir do 4T18 a Companhia passou a incluir suprimentos para Cias Energéticas retroagindo seus efeitos desde Janeiro de 2018

Desempenho do mercado por classe de consumo (Cativo + livre)

Residencial

O consumo da classe residencial somou 3.993,1 GWh no 4T18, o que correspondeu a um leve aumento em relação ao
4T17 (+0,1%). Neste período, a classe foi impactada desfavoravelmente por 0,7 dia a menos de faturamento (-31,0 GWh)
e pela queda do consumo médio por unidade (-1,3%), enquanto houve incremento de aproximadamente 145 mil unidades
consumidoras. Se descontado o efeito da diferença de dias de faturamento, o mercado residencial teria um crescimento de
0,9% no trimestre.
Em 2018, o consumo da classe residencial somou 16.187,3 GWh, o que correspondeu a um aumento de 0,6% em relação
aos 2017. Neste período, a classe foi impactada favoravelmente por incremento médio de aproximadamente 171 mil
unidades consumidoras em 2018, enquanto o consumo médio por unidade recuou 2,0%. O efeito da diferença de dias de
faturamento não foi relevante no período.

Comercial

O total do consumo faturado para a classe comercial foi de 3.516,3 GWh no 4T18, o que representou uma queda de 2,2%
ante o 4T17. Neste período, a classe foi impactada desfavoravelmente por 0,4 dia a menos de faturamento (-16,4 GWh),
pela queda do consumo médio por unidade (-3,7%), enquanto houve incremento médio de aproximadamente 7,6 mil
unidades consumidoras. Se descontado o efeito da diferença de dias de faturamento, o mercado comercial teria queda de
1,8% no trimestre.
Em 2018, o consumo da classe comercial totalizou 14.230,9 GWh, o que correspondeu a uma queda de 0,2% em relação
a 2017. Neste período, houve incremento médio de aproximadamente 4,9 mil unidades consumidoras. Por outro lado, a
classe foi impactada desfavoravelmente pela queda do consumo médio por unidade (-1,2%) e por 0,9 dia a menos de
faturamento (-39,3 GWh). Se descontado o efeito da diferença de dias de faturamento, o mercado comercial teria um
crescimento de 0,1% no período.

Industrial

No 4T18, o consumo da classe industrial decresceu 3,8% em relação ao 4T17, totalizando 2.099,9 GWh. Neste período, o
desempenho da classe foi influenciado pela queda do consumo dos segmentos de fabricação de veículos automotores,
reboques e carrocerias (-6,0%), fabricação de produtos químicos (-4,8%) e metalurgia (-8,4%), parcialmente compensada
pelo crescimento dos segmentos de fabricação de produtos de borracha e de material plástico (+4,1%) e fabricação de
celulose, papel e produtos de papel (+6,1%). O efeito da diferença de dias de faturamento não foi significativo nesta base
de comparação.
Em 2018, o consumo da classe industrial totalizou 8.445,9 GWh, o que correspondeu a uma queda de 1,9% em relação a
2017. Neste período, o desempenho da classe foi influenciado pela queda do consumo dos segmentos de fabricação de
produtos químicos (-2,6%), impressão e reprodução de gravações (-8,6%) e fabricação de produtos de minerais não

9
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

metálicos (-4,3%), parcialmente compensada pelo crescimento dos segmentos de fabricação de produtos de borracha e
plástico (+3,7%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (+3,6%). A classe industrial foi ainda impactada
desfavoravelmente por 0,9 dia a menos de faturamento (21,9 GWh), que se descontado, reflete em queda de 1,7% no
período.

Demais Classes (Poder Público, Rural, Serviço Público, Iluminação pública e Suprimento)

O consumo das demais classes foi de 1.018,7 GWh no 4T18, representando um crescimento de 1,4% em relação ao 4T17,
principalmente em função do aumento das classes de serviços públicos e iluminação pública, de 4,1% e 1,4%
respectivamente. Neste período, as demais classes foram impactadas desfavoravelmente por 2,2 dias a menos de
faturamento (-11,1 GWh). Se descontado esse efeito, o mercado das demais classes teria crescimento de 2,6% no
trimestre.
Em 2018, o consumo das demais classes somou 4.013,6 GWh, o que correspondeu a uma queda de 0,2% em relação a
2017, refletindo a queda das classes de poderes públicos e iluminação pública, que decresceram 3,7% e 1,4%
respectivamente. Neste período, as demais classes foram impactadas desfavoravelmente por 4,8 dias a menos de
faturamento (-17,7 GWh). O impacto da diferença de dias de faturamento não foi relevante no período.

5 EFICIÊNCIA OPERACIONAL

Operação

Os critérios de cálculo do DEC (“Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora”) e FEC (“Frequência
Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora”), definidos pela ANEEL, consideram as interrupções acima de três
minutos e, desse resultado, são expurgados os dias com volume atípico de ocorrências.
As compensações aos clientes pelas transgressões aos limites de DEC e FEC são definidas pela ANEEL e seu pagamento
se dá com base nos indicadores DIC, FIC, DMIC e DICRI. As metas para estes indicadores são individuais e levam em
consideração tanto a característica da instalação do cliente (alta, média ou baixa tensão) como a localização geográfica da
instalação. O gráfico a seguir apresenta um comparativo desses indicadores em 2018 ante 2017.

DEC – horas FEC – vezes DM - horas

-8,2%
-38,7% -29,4% 1,47
11,72 6,22 1,35
1,02
4,07 4,39
7,18 -25,4%
0,51
1,96 -31,8%
5,20
7,65 3,88
5,22

2017 2018 2017 2018 2017 2018


Programado Não Programado Programado Não Programado Duração Média das Interrupções

Referência Aneel– 2017: 7,78 horas / 2018: 7,56 horas Referência Aneel - 2017: 5,66 vezes / 2018: 5,26 vezes

DEC

Em 2018 o DEC totalizou 7,18 horas, uma redução expressiva de 38,7% em relação ao valor registrado em 2017, valor
este dentro do limite regulatório global do período, como resultado de ações do Plano de Recuperação dos Indicadores de
Qualidade, como: desenvolvimento de equipes multitarefas, melhoria dos processos de despacho de ordens emergenciais
com implantação de inovações, utilização da metodologia Lean e gestão à vista suportada por ferramentas data analytics.

10
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

FEC

Em 2018 o FEC totalizou de 4,39 vezes, uma redução de 29,4% em relação ao valor registrado em 2017, valor este dentro
do limite regulatório global para o ano de 2018 de 5,26 vezes, como resultado do grande investimento em manutenção
programada, como expansão de rede, execução de manutenção preventiva, poda de árvores e instalação de automação
da rede (sistemas supervisionados e sistemas de auto recomposição, tais como religadores e chaves automáticas), além
de novas subestações, larga aplicação de rede compacta e utilização de novos equipamentos, tais como big jumper e
chave provisória para redução de trecho de desligamento com maior número de equipamentos.

Duração Média (“DM”)

A DM de atendimento das ocorrências emergenciais de 2018 caiu 8,2% em comparação ao período de 2017, refletindo de
forma positiva a melhoria no processo de priorização e despacho e agilidade na reação dos desligamentos emergenciais.
Dentre as ações que a Companhia realizou visando a melhoria dos indicadores de qualidade, inclui-se: (i) substituição de
43,7 mil conectores e ramais em 2018; (ii) 387,5 mil podas realizadas em 2018; (iii) instalação de 358 religadores
automáticos em 2018; e (iv) instalação de 454 detectores de falta em 2018.

Perdas

O percentual de perdas é a taxa obtida por meio da divisão da diferença entre a energia medida na fronteira e a energia
faturada dos clientes (descontada do faturamento retroativo da cobrança das fraudes) pelo total do suprimento de energia
medido na fronteira nos últimos 12 meses (47.425 GWh).
As perdas totais apuradas nos últimos 12 meses foram de 9,54%8, sendo divididas entre perdas técnicas (5,21%) e não
técnicas (4,33%). Em comparação ao 4T17, as perdas totais apresentaram redução de 0,16 p.p., decorrente do incremento
dos cortes a partir de janeiro de 2018.
A Enel Distribuição São Paulo tem intensificado suas ações de combate às perdas comerciais para os segmentos de baixa
renda com um programa de mapeamento e recadastramento na Tarifa Social de Energia Elétrica das famílias que possuem
o perfil de renda previsto na nova legislação. Em dezembro de 2018, aproximadamente 494,6 mil clientes foram
beneficiados com este programa, em comparação com 442,3 mil clientes em dezembro de 2017.

Referência ANEEL 2017 / 2018: 9,4%

Perdas Técnicas: Valores calculados pela Companhia para torná-los comparáveis ao referencial para perdas não técnicas sobre o
mercado de baixa tensão determinado pela ANEEL. Referência Aneel: Referência de perdas para o ano regulatório normalizada para o ano civil.

8
A partir do 4T18, a metodologia de apuração de Perdas foi adequada aos padrões do Grupo Enel, retroagindo seu efeito a partir de janeiro de 2018.

11
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Principais Ações para Redução de Perdas no 4T18 e 2018

Dentre as principais ações promovidas para a redução de perdas, incluindo os esforços com a população de baixa renda,
destacam-se:

Inspeções de Fraude

Para identificar instalações com erros de medição, seja por defeitos nos equipamentos ou por ações de terceiros forjando
a medição, foram realizadas 80,9 mil inspeções e identificadas 24,7 mil irregularidades no 4T18, contra 97,9 mil inspeções
e 23,1 mil irregularidades no 4T17. Em 2018 foram realizadas 379,9 mil inspeções e identificadas 102,7 mil irregularidades,
contra 410,4 mil inspeções e 118,4 mil irregularidades em 2017.

Programa de Recuperação de Instalações Cortadas

Tem por objetivo recuperar as instalações de clientes que consomem energia de forma irregular após terem sido cortados
por inadimplência. No 4T18, foram realizadas 52,5 mil visitas e 10,4 mil instalações foram recuperadas, ante 91,5 mil visitas
e 38,6 mil instalações recuperadas no 4T17. Em 2018 foram realizadas 369,4 mil visitas e 42,8 mil instalações foram
recuperadas, ante 452,4 mil visitas e 146,8 mil instalações recuperadas em 2017. A redução no volume de instalações
recuperadas deve-se à segmentação do processo, onde instalações com encerramento de contrato passaram a ser
tratadas no processo de combate às perdas administrativas.

Regularização de Ligações Informais (Clandestinas)

Tem por objetivo transformar consumidores clandestinos em clientes regulares. No 4T18, foram regularizadas 2,7 mil
ligações informais, contra 19,5 mil regularizações no 4T17. Em 2018, foram regularizadas 44,7 mil instalações informais,
contra 65,5 mil instalações em 2017. Desde 2004, mais de 870 mil instalações já foram regularizadas.

Redução de Perdas Administrativas

Com objetivo de identificar oportunidades nos processos do ciclo comercial que geram perdas de faturamento, foram
identificadas cerca de 34,1 mil instalações com esse tipo de perdas no 4T18 ante 22,7 mil no 4T17. As principais causas
estão relacionadas às instalações com contratos rescindidos e aos impedimentos de leitura de medidores para o
faturamento. Em 2018 foram regularizadas 153,0 mil instalações, contra 141,3 mil instalações em 2017.
No 4T18, as iniciativas de combate a perdas contribuíram com aproximadamente R$ 67,9 milhões no resultado da
Companhia e acrescentaram ao mercado faturado 146,5 GWh de energia, ante os 210,0 GWh adicionados no 4T17. Em
2018 foram acrescentados 705,2 GWh de energia que corresponde a um faturamento aproximado de R$ 298,1 milhões.

6 EFICIÊNCIA COMERCIAL

Foco no Cliente

Para garantir a satisfação de seus clientes, a Enel Distribuição São Paulo realiza pesquisas que avaliam os processos da
Companhia. As pesquisas são realizadas em parceria com a ABRADEE, por meio de entrevistas realizadas na área de
concessão da Enel Distribuição São Paulo. A tabela a seguir apresenta a evolução do índice de satisfação da Companhia
para 2017 e 2018:

Índic e de Desempenho 2018 2017


Índice de Satisfação de Clientes 73,3% 74,9%

Em 2018, a Enel Distribuição São Paulo atingiu 73,3% no Índice de Satisfação de Qualidade Percebida pelos clientes
residenciais (“ISQP”), queda de 1,6 p.p quando comparado ao resultado de 2017. As áreas de qualidade que mais
influenciaram este índice foram as de “Conta de Luz” (queda de 6,0 p.p.), “Atendimento” (queda de 5,8 p.p.), e
“Imagem” (queda de 5,8 p.p.). Podemos atribuir a queda no indicador à percepção pelo cliente do aumento no valor da

12
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

conta de energia nos últimos 6 meses, ocasionado pelo reajuste anual e outros fatores, ainda associado à crise econômica
do país. Este cenário aumenta consideravelmente o número de contatos de atendimento nos canais da distribuidora e
contatos das cobradoras com a base de clientes, reflexo dos índices de inadimplência. Este movimento
reflete negativamente nas áreas de Atendimento, Conta e Imagem, avaliadas no ISQP.

Transformação Digital do Atendimento

A Companhia busca adaptar-se rapidamente aos novos hábitos de seus clientes de forma a garantir a satisfação por meio
de soluções tecnológicas que ofereçam comodidade e acessibilidade.
Em 2017, a Enel Distribuição São Paulo iniciou a implementação de ferramentas tecnológicas com inteligência artificial,
como o OCR (Optical Character Recognition), que reconhece documentos, com o objetivo de facilitar a comunicação com
o cliente. Em 2018, a Companhia relançou o seu portal de serviços, com novas versões mobile e desktop, oferecendo
melhor experiência de navegação aos usuários. Lançou ainda o FAQ, com utilização de inteligência artificial, assim como
um novo canal de URA Visual, no qual os clientes que acessam a central telefônica podem dar continuidade em seu
atendimento através da abertura de um portal de atendimento em seu aparelho telefônico, além de migrar sua plataforma
de atendimento para a nuvem. A ferramenta Speech Analytics já está em operação, tendo como objetivo o monitoramento
da central de atendimento telefônico com foco na melhoria de atendimento e processos. No final de 2018, foi relançado o
app de serviços aos clientes, permitindo a alteração de data fixa de vencimento, alteração do endereço de entrega,
comunicação de falta de energia e solicitação de fatura por e-mail, entre outros serviços.
Como resultado deste processo de transformação, em 2018, 82% de todos os atendimentos da Companhia foram efetuados
por meio de canais digitais.
Em 2019, a Companhia prevê implementar a solução chatbot (programa de computador que tenta simular um ser humano
na conversação com as pessoas) com o objetivo de executar e/ou direcionar as solicitações dos clientes. A Companhia
pretende também migrar sua plataforma de atendimento para a nuvem e implementar a solução Ominchannel
(Ocena/Avaya), otimizando e agilizando o atendimento dos serviços.

Ações de Negociação

Com o objetivo diminuir os níveis de inadimplência, a Enel Distribuição São Paulo continua intensificando suas ações para
facilitar as negociações e interações com o cliente. Dentre tais ações, foi implementado no 1T17 o portal de negociação 9
para auxiliar no processo de negociação de dívidas, proporcionando mais praticidade e agilidade. No 4T18, foram
realizadas 138,0 mil negociações somente pelo portal, totalizando um montante de R$ 71,9 milhões negociados. Em 2018
foram realizadas 461,7 mil negociações pelo portal, totalizando um montante de R$ 237,9 milhões negociados.
Nesse período também foi dada continuidade aos feirões de negociação, que são eventos em que os clientes podem
negociar os débitos pendentes junto à empresa e obter descontos e opções de parcelamento. No 4T18 foram realizados 3
feirões, resultando em 3.208 acordos e R$ 10,1 milhões negociados. Em 2018, foram realizados 14 feirões, somando R$
35,1 milhões negociados por meio de 11.620 acordos.
A Enel Distribuição São Paulo também investiu em ações de comunicação com clientes, por meio de: (i) campanhas de
marketing, utilizando SMS e e-mail marketing; (ii) reforço do tema nas redes sociais; (iii) divulgação nos canais de
comunicação (conta de luz, cartazes em lojas, entre outros).

Recicle Mais, Pague Menos

Trata-se de um projeto de eficiência energética da Companhia que oferece desconto na conta de energia elétrica aos
clientes residenciais em troca de materiais recicláveis, sem limite de desconto, permitindo inclusive que a conta de energia
elétrica do cliente possa ser zerada ou até mesmo gerar crédito para o mês seguinte. Este projeto tem se mostrado uma
importante alternativa para os clientes conciliarem suas contas de energia elétrica com o orçamento familiar, contribuindo
para evitar o aumento do índice de inadimplência e para melhorar o índice de recuperação de receita.
No 4T18, 603 novos clientes se cadastraram no projeto, comparado a 544 novos clientes cadastrados no 4T17. O valor de
bônus concedido aos clientes chegou a R$ 46,4 mil no 4T18, com a coleta de 320,5 toneladas de resíduos. No 4T17 foram
concedidos R$ 72,7 mil em bônus. Essa redução, deve-se principalmente pela quantidade acentuada de feriados ocorridos
no período, quando os postos de arrecadação não funcionaram.

9
https://portalhome.eneldistribuicaosp.com.br/#/landing-page.

13
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Em 2018, 3.051 novos clientes se cadastraram no projeto, comparado a 2.447 novos clientes cadastrados em 2017,
totalizando 55,7 mil clientes cadastrados desde o início do projeto em 2013. O valor do bônus concedido em 2018 totalizou
R$ 214,9 mil, com coleta de 1.129 toneladas de resíduos.
Os valores concedidos como bônus aos clientes retornam para a Companhia por meio da recicladora contratada pelo
projeto, que compra os materiais recicláveis, de forma que a receita não sofra alteração.

Tarifa Social de Energia Elétrica (“TSEE”)

Considerando as novas definições da Resolução Normativa 717/16, que estabelece e aprimora o procedimento para
comprovação do atendimento aos critérios de elegibilidade à concessão da TSEE entre maio de 2016 e dezembro de 2018
foram realizados cerca de 342 mil descadastramentos da Tarifa Social e aproximadamente 762 mil notificações ao cliente
por meio de mensagem em fatura.

Período Descadastramento Efetivo


2016 71.693
2017 136.798
2018* 134.213
Total 342.704
4T18* 38.791

*valores realizados até 31 de dezembro de 2018. Dados Preliminares.

Para minimizar o impacto aos clientes, a Enel Distribuição São Paulo tem realizado diversas medidas, como:
I. realização de reuniões sobre o tema com representantes dos 24 municípios da área de concessão, líderes
comunitários e PROCON;
II. realização de treinamento para as equipes de atendimento;
III. realização de saneamento na base cadastral dos clientes e atuação junto aos consumidores por meio do Projeto
CadÚnico Atualização;
IV. envio de mensagem via SMS e fatura aos clientes para atualizarem o benefício no CRAS – Centro de Referência
Assistencial.
Em dezembro de 2018, a Companhia faturou 494,6 mil clientes com o TSEE versus 442,3 mil faturas em 2017.

PECLD (Perda Estimada com Crédito de Liquidação Duvidosa)

No 4T18 a PECLD apresentou uma reversão de provisão no valor de R$ 84,7 milhões, enquanto que no 4T17 houve uma
provisão de R$ 56,8 milhões. Este resultado reflete, principalmente a mudança na estimativa contábil, visando a adequação
de premissas e metodologia de cálculo adotadas pelo Grupo Enel, prospectivamente, além das ações adotadas visando
aprimorar os processos já existentes, bem como ampliar a inteligência com o objetivo de evitar e reduzir a inadimplência
em um cenário de recuperação econômica.
Em 2018, a PECLD foi de R$ 57,4 milhões, uma melhora de R$ 161,9 milhões em comparação com 2017, principalmente,
reflexo da mudança na estimativa contábil visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo adotada pelo Grupo
Enel, incluindo a adoção do CPC 48.

Reclamações Comerciais

Seguindo um compromisso da Companhia com o foco no cliente, observamos uma redução de 30,4% das reclamações
comerciais, ao compararmos o ano de 2017 e 2018. Esta redução advém principalmente de melhorias nos processos de
serviços técnicos comerciais e faturamento. Destacam-se aqui algumas ações como mudança na gestão das equipes de
serviços técnicos comerciais com consequente melhora no tempo de atendimento e a redução de faturas por estimativa
em função da melhora dos processos de leitura e de faturamento.

14
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

O aumento das reclamações do 4T18 comparado ao 4T17 foi reflexo do reajuste tarifário, bandeiras tarifárias e outros
fatores atípicos no período associados ao aumento do valor da conta.

Reclamações Comerciais

+4,2% -30,4%
45.292 47.206 253.470

176.498

4T17 4T18 2017 2018

7 DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
Receita Operacional Bruta

A receita operacional bruta da Enel Distribuição São Paulo totalizou R$ 6.034,9 milhões no 4T18, apresentando um
crescimento de 3,1% ou R$ 182,0 milhões, quando comparada ao 4T17, explicada, principalmente por:
I. aumento de R$ 463,7 milhões na receita de fornecimento faturada e não faturada, incluindo as bandeiras, e TUSD
para consumidores cativos;
II. aumento de R$ 84,6 milhões com a TUSD paga pelos consumidores livres, em função da migração de cliente e
maior tarifa cobrada;
III. aumento de R$ 41,1 milhões com venda de energia no mercado livre; parcialmente compensado pela:
IV. redução do ativo financeiro setorial diferido no período no valor de R$ 403,8 milhões, explicado pela melhor
hidrologia no trimestre.
No acumulado do ano, a receita bruta da Companhia totalizou R$ 24.097,5 milhões, apresentando um aumento de
R$ 2.521,4 milhões, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. As principais variações são explicadas a seguir:
I. aumento de R$ 1.476,2 milhões da receita faturada e não faturada, incluindo bandeiras, e TUSD
para consumidores cativos;
II. maior receita com ativo e passivo financeiro setorial no valor de R$ 368,5 milhões em função da maior CVA no
período;
III. maior receita com venda de energia no curto prazo no valor de R$ 272,4 milhões;
IV. aumento com receita de construção no montante de R$ 231,2 milhões devido ao maior nível de investimentos em
infraestrutura da concessão, com foco na melhoria dos serviços prestados;
V. maior receita com a TUSD paga pelos consumidores livres no valor de R$ 90,5 milhões,
explicado principalmente pela migração de clientes para o ACL.

Deduções da Receita Operacional

As deduções totalizaram R$ 2.586,8 milhões no 4T18, o que representa um aumento de 11,0%, na comparação com o
mesmo período do ano anterior. Esse desempenho é explicado, principalmente, pelos seguintes fatores:
I. aumento de R$ 277,0 milhões da conta da CDE;
II. maior recolhimento de ICMS no montante de R$ 103,3 milhões;
III. aumento de R$ 21,0 milhões da conta de PIS/COFINS; parcialmente compensado pela:
IV. redução de R$ 145,2 milhões da conta de CCRBT.
No acumulado do ano, as deduções totalizaram R$ 9.607,7 milhões, um aumento de 13,1% em relação ao mesmo período
de 2017. As principais variações do período foram:

15
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

I. maiores encargos da CDE no montante de R$ 593,8 milhões;


II. aumento de R$ 515,6 milhões de ICMS e PIS/COFINS, impactado por créditos retroativos de
PIS/COFINS, reconhecidos em 2017, oriundo principalmente da exclusão do ICMS-ST (clientes ACL) da base de
cálculo.

Receita Operacional Líquida

Considerando as variações expostas, no 4T18, a Companhia registrou uma receita operacional líquida de R$ 3.448,1
milhões, uma redução de 2,1% em relação ao 4T17.
Em 2018, a receita operacional líquida foi de R$ 14.489,8 milhões, uma melhora de 10,8% em relação a 2017.

Custos e Despesas operacionais

Os custos e despesas operacionais da Enel Distribuição São Paulo, excluindo depreciação e custo de construção,
totalizaram R$ 2.926,0 milhões no 4T18, um crescimento de 2,2% em relação ao 4T17.
No acumulado do ano, esses custos e despesas totalizaram R$ 12.122,5 milhões, excluindo depreciação e custo de
construção, aumento de 14,8% comparado ao mesmo período do ano passado. As principais variações estão detalhadas
a seguir:

Custos do Serviç o e Despesas Operac ionais (R$ mil) 4T18 4T17 V ar. % 2018 2017 V ar. %
Parcela A
Energia Elétrica Comprada para Revenda - inclui PROINFA -1.784.564 -2.137.780 -16,5% -8.330.327 -7.803.282 6,8%
Encargos do Serviços dos Sistemas de Transmissão e Distribuição -423.862 -273.913 54,7% -1.579.054 -944.280 67,2%
Total - Parc ela A -2.208.426 -2.411.693 -8,4% -9.909.381 -8.747.562 13,3%
Despesas Operacionais
Pessoal -378.960 -211.046 79,6% -1.016.067 -821.900 23,6%
Previdência Privada -5.271 -5.238 0,6% -20.680 -18.394 12,4%
Serviços de Terceiros -139.097 -144.070 -3,5% -596.880 -563.412 5,9%
Material -17.567 -13.847 26,9% -71.705 -61.455 16,7%
PECLD 84.729 -56.769 -249,3% -57.422 -219.369 -73,8%
Provisão para Contingências -207.574 -12.462 1565,7% -277.407 -45.829 505,3%
Outras Despesas Operacionais -53.874 -9.031 496,5% -172.948 -85.484 102,3%
Total - Despesas Operac ionais -1.166.106 -890.990 30,9% -2.213.109 -1.815.843 21,9%
Total - Custos do Serviç o e Despesas Operac ionais* -2.926.040 -2.864.156 2,2% -12.122.490 -10.563.405 14,8%
* Não co nsidera Custo de Co nstrução e Depreciação e A mo rtização

Parcela A

Custo com Energia Elétrica Comprada para Revenda

No 4T18, a despesa com energia comprada para revenda reduziu em 16,5%, ou R$ 353,2 milhões, em comparação ao
4T17, totalizando R$ 1.784,6 milhões. No acumulado do ano, aumento de 6,8%, ou R$ 527,0 milhões, totalizando R$
8.330,3 milhões. A seguir estão detalhadas as principais variações:
I. Risco Hidrológico: redução de R$ 524,5 milhões no comparativo 4T18 versus 4T17 e, no acumulado do ano,
redução de R$ 257,3 milhões, em função da performance da hidrologia no período;
II. Compra de Energia10: aumento de R$ 140,8 milhões no trimestre e maior despesa de R$ 561,6 milhões em 2018,
em comparação a 2017, principalmente em função do maior custo com compra de energia;
III. Itaipu: aumento de R$ 30,5 milhões no comparativo entre 4T18 e 4T17, e aumento de R$ 222,8 milhões com
compra de Itaipu, decorrente da maior tarifa média e desvalorização cambial do real frente ao dólar, no ano de
2018 em comparação a 2017.

10
Inclui Quotas de Garantia Físicas, Angra, Proinfa, Ressarcimento relacionado aos leilões, Créditos de PIS/COFINS e Compra na CCEE.

16
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Fontes de Compra de Energia (GW h) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Itaipu 2.208 2.361 -6,5% 8.740 9.344 -6,5%
Leilão* 7.004 6.586 6,4% 28.068 27.553 1,9%
Angra 1 e 2 411 567 -27,4% 1.631 1.631 0,0%
Proinfa 220 226 -2,4% 819 839 -2,3%
Total - Compra de Energia 9.844 9.739 1,1% 39.258 39.367 -0,3%
* Inclui Leilão CCEA R, Co mpra CCEE e Quo tas de garantia física

Custo com Encargos do Uso da Rede Elétrica e de Transmissão

As despesas com encargos do uso da rede elétrica e de transmissão totalizaram R$ 423,9 milhões no 4T18, um aumento
de R$ 149,9 milhões, em comparação ao 4T17. A variação é explicada, principalmente, pela:
I. R$ 167,9 milhões em função do menor volume de recursos recebidos da Conta de Energia Reserva (“CONER”);
parcialmente compensada por:
II. maior liberação de créditos de PIS/COFINS no valor de R$ 15,4 milhões.
No acumulado do ano, a variação com despesas com encargos do uso da rede elétrica e transmissão totalizaram R$
1.579,1 milhões, aumento de 67,2%, ou R$ 634,8 milhões, explicada, principalmente, pelo:
I. aumento do custo com uso da rede básica, incluindo conexão da rede básica com a CTEEP, em
R$ 469,5 milhões principalmente devido ao aumento nas tarifas decorrentes da indenização de investimentos
realizados por transmissoras que renovaram concessão em 2013, aplicados no reajuste tarifário de 2017;
II. menor montante de recursos recebidos da CONER no valor de R$ 111,8 milhões, impactado pela redução dos
recebimentos de excedente da Conta;
III. maiores despesas referente ao transporte de energia – Furnas/Itaipu - no montante de R$ 82,2 milhões, em função
principalmente da referida indenização às transmissoras:
IV. maior despesa com Encargos do Serviço do Sistema (“ESS”) no valor de R$ 28,9 milhões, em função do maior
despacho por segurança energética; parcialmente compensado pelos maiores créditos de PIS/COFINS no valor
de R$ 67,4 milhões.

OPEX11 (PMSO, Contingências, PECLD e Outros)


No 4T18, o OPEX reportado foi de R$ 717,6 milhões, um aumento de R$ 265,2 milhões quando comparado ao mesmo
período do ano de 2017. Em 2018, o OPEX reportado foi de R$ 2.213,1 milhões, um aumento de R$ 397,3 milhões
comparado ao mesmo período do ano passado.
Vale destacar que com o objetivo de alinhar as práticas contábeis entre a Enel Distribuição São Paulo e o seu grupo
controlador, para o ano de 2017 e 2018, a Companhia reclassificou o custo dos juros e o rendimento esperado dos ativos
do seu fundo de pensão para a rubrica de “Despesa Financeira” mantendo sob a rubrica “Entidade de Previdência Privada”
somente os custos dos serviços correntes.
Adicionalmente, tivemos a mudança na estimativa contábil, visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo
adotadas pelo Grupo Enel, prospectivamente que trouxe novas exigências para a perda por redução ao valor recuperável
do ativo e mudanças na estimativa contábil de litígios e contingências. A companhia avaliou tais critérios e entende que os
mesmos representam uma melhor forma de avaliação.
As principais variações de OPEX são detalhadas a seguir:

Despesas com Pessoal e Encargos

No 4T18, as despesas com pessoal e encargos totalizaram R$ 379,0 milhões, um aumento de 79,6% ou R$ 167,9 milhões
em comparação ao 4T17. Essa variação deve-se, sobretudo, ao:
I. incremento de R$ 177,0 milhões relacionadas ao provisionamento de verbas rescisórias, incluindo as relacionadas
ao Programa de Saída Voluntária (“PSV”), FGTS e ao Programa de Incentivo à Aposentadoria (“PIA”);

11
Exclui custo de construção e depreciação e amortização

17
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

II. aumento de R$ 7,9 milhões com benefícios e assistência médica, incluindo impacto do dissídio coletivo nos
benefícios parcialmente compensada pelo;
III. aumento da capitalização da mão de obra própria no valor de R$ 6,9 milhões devido ao incremento do volume de
investimentos.
Em 2018, as despesas com pessoal e encargos totalizaram R$ 1.016,1 milhões, um aumento de 23,6% ou R$ 194,2 milhões
em comparação a 2017. Essa variação deve-se ao:
I. incremento de R$ 177,0 milhões relacionadas ao provisionamento de verbas rescisórias, incluindo as relacionadas
ao Programa de Saída Voluntária (“PSV”), FGTS e ao Programa de Incentivo à Aposentadoria (“PIA”);
II. aumento de R$ 21,3 milhões com benefícios e assistência médica, sendo R$ 15,7 milhões referente a assistência
médica e R$ 5,6 milhões referente impacto do dissídio coletivo nos benefícios;
III. aumento de R$ 20,4 milhões do processo de internalização de equipes de atendimento técnico comercial;
IV. aumento de R$ 6,7 milhões referentes a nova governança corporativa adotada pela Companhia; parcialmente
compensada pelo:
V. aumento da capitalização de mão de obra própria, no valor de R$ 26,9 milhões, devido ao incremento do volume
de investimentos.

Despesa com Entidade de Previdência Privada

Como já mencionado anteriormente, com o objetivo de alinhar as práticas contábeis entre a Enel Distribuição São Paulo e
o seu grupo controlador, para o ano de 2017 e 2018, a Companhia reclassificou o custo dos juros e o rendimento esperado
dos ativos do seu fundo de pensão para o grupo de “Despesa Financeira” mantendo sob a rubrica “Entidade de Previdência
Privada” somente os custos dos serviços correntes.
Assim, no 4T18, a despesa com entidade de previdência privada somou R$ 5,3 milhões, resultado em linha com o que foi
apresentado no mesmo período do ano anterior.
Em 2018, a despesa com entidade de previdência privada somou R$ 20,7 milhões, resultado 12,4% superior ao registrado
em 2017. Esse aumento deve-se sobretudo a redução da taxa de desconto de 5,80% a.a. (em 2016 com impacto em 2017)
versus 5,30% a.a. (em 2017 com impacto em 2018).

Despesas com materiais e serviços de terceiros


No 4T18, as despesas com materiais e serviços de terceiros totalizaram R$ 156,7 milhões, permanecendo estável em
relação ao mesmo período do ano anterior.
Em 2018, as despesas com materiais e serviços de terceiros totalizaram R$ 668,6 milhões, um aumento de 7,0% ou R$
43,7 milhões em comparação com 2017. Essa variação deve-se a:
I. aumento de R$ 62,8 milhões, principalmente, referente à assessoria financeira e jurídica relacionada a emissão
de ações (Follow On) e Oferta Pública de Aquisição de Ações (“OPA”);
II. aumento de R$ 9,8 milhões devido a menor capitalização de frota;
III. aumento de R$ 8,2 milhões decorrentes de despesas relacionadas à integração da marca da Companhia ao Grupo
Enel pós-OPA;
IV. aumento de R$ 6,1 milhões decorrentes de despesas relacionadas a segregação de estruturas, pós-migração
para o Novo Mercado, incluindo aquisição de licenças, parcialmente compensadas por:
V. revisão de processos com impacto positivo no valor de R$ 36,2 milhões, sendo composto principalmente por: (i)
R$ 15,8 milhões devido a alteração no modelo de contratação de call center; e (ii) R$ 20,4 milhões em função do
processo de internalização de equipes de atendimento técnico comercial;
VI. impacto de R$ 9,2 milhões com honorários advocatícios, em 2017, decorrente do acordo com a Eletrobras.

18
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Outras Despesas Operacionais

As principais despesas incluídas neste grupo são: (a) PECLD; (b) Provisão de Litígios e Contingências (c) Demais
Despesas, incluindo aluguéis, publicidade, IPTU, entre outros. Não estão incluídas neste grupo, as despesas com
compensações de DIC/FIC/DMIC/DICRI, que apresentaram uma redução de R$ 3,7 milhões no 4T18 e R$ 52,1 milhões
em 2018, comparado a 2017, atualmente reclassificadas no grupo de ‘outras receitas operacionais’ em decorrência do CPC
47/IFRS 15.
No 4T18, o total de Outras Despesas Operacionais apresentou aumento de R$ 98,5 milhões, em comparação ao mesmo
período de 2017, totalizando R$ 176,7 milhões. Dentre os principais componentes deste grupo, destacam-se as variações
a seguir:
I. aumento de R$ 195,1 milhões no volume de provisões para litígios e contingências, dos quais R$ 76,6 milhões
decorrentes da mudança na estimativa contábil visando adequação a premissas e metodologia de cálculo adotada
pelo Grupo Enel, e o restante referente, principalmente, a reconhecimento de provisões com autos de infração do
agente regulador e processos trabalhistas;
II. aumento com outras despesas, incluindo perdas na desativação de bens e direitos, no valor de R$ 16,1 milhões,
principalmente em função do aumento no volume de investimentos, ocasionando substituição de ativos elétricos
parcialmente compensado por;
III. redução de R$ 16,9 milhões no valor a receber de empreiteiras, devido a revisão de inventários realizada em
2017;
IV. redução de R$ 141,5 milhões com PECLD, refletindo principalmente a mudança na estimativa contábil, visando a
adequação de premissas e metodologia de cálculo adotadas pelo Grupo Enel, prospectivamente
Em 2018 o total de Outras Despesas Operacionais apresentou aumento de 44,8%, ou R$ 157,1 milhões, em comparação
ao ano de 2017, totalizando R$ 507,8 milhões. Dentre os principais componentes deste grupo, destacam-se as variações
a seguir:
I. aumento de R$ 231,6 milhões no volume de provisões para litígios e contingências, dos quais R$ 76,6 milhões
decorrentes da mudança na estimativa contábil visando adequação a premissas e metodologia de cálculo adotada
pelo Grupo Enel, e o restante referente, principalmente, a reconhecimento de provisões com autos de infração do
agente regulador, multas de trânsito e processos trabalhistas;
II. aumento com outras despesas, incluindo perdas na desativação de bens e direitos, no valor de R$ 43,3 milhões,
principalmente em função do aumento no volume de investimentos, ocasionando substituição de ativos elétricos;
III. aumento de R$ 6,5 milhões com tarifa de arrecadação;
IV. redução de R$ 16,9 milhões no valor a receber de empreiteiras, devido à falta de materiais identificados nos
inventários realizados em seus depósitos no ano de 2017;
V. redução de R$ 161,9 milhões com PECLD, refletindo principalmente a mudança na estimativa contábil, visando a
adequação de premissas e metodologia de cálculo adotadas pelo Grupo Enel, prospectivamente.

EBITDA e EBITDA Ajustado (Efeitos não recorrentes)

No 4T18, a Companhia alcançou um EBITDA Reportado de R$ 218,4 milhões, valor 38,7% inferior ao registrado no 4T17,
de R$ 356,4 milhões. Esta variação, de R$ 138,0 milhões, é explicada, principalmente, por:
I. efeito negativo no OPEX, de R$ 265,2 milhões, decorrente principalmente de (i) maior provisão com litígios e
contingências no valor de R$ 195,1 milhões, conforme detalhado anteriormente; (ii) incremento de R$ 184,9
milhões com despesas relacionadas ao provisionamento de verbas rescisórias e maiores gastos com benefícios
e assistência médica; parcialmente compensado (iii) redução com PECLD no valor de R$ 141,5 milhões
principalmente por mudança na estimativa contável, visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo
adotadas pelo Grupo Enel, prospectivamente;
II. pelo efeito positivo na margem no valor de R$ 123,4 milhões, impactado pela maior volume e ganhos com tarifa;
III. menor dispêndio com penalidades regulatórias no valor de R$ 3,7 milhões, efeito da melhora dos índices de
qualidade da operação.

19
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Em 2018, A Companhia alcançou um EBITDA Reportado de R$ 1.101,2 milhões, valor 25,8% inferior ao registrado em
2017, de R$ 1.484,8 milhões. Esta variação, de R$ 383,6 milhões é explicada, principalmente, por:
I. efeito negativo no OPEX, de R$ 397,3 milhões, decorrente principalmente de (i) maior provisão com litígios e
contingências no valor de R$ 231,6 milhões; (ii) incremento de R$ 198,3 milhões com despesas relacionadas ao
provisionamento de verbas rescisórias e maiores gastos com benefícios e assistência médica; e (iii) despesas
com assessoria jurídica e financeira no processo de OPA/Follow On, no valor de R$ 62,8 milhões; parcialmente
compensado (iv) redução com PECLD no valor de R$ 161,9 milhões, principalmente por mudança na estimativa
contável, visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo adotadas pelo Grupo Enel,
prospectivamente;
II. efeito positivo na margem no valor de R$ 13,7 milhões, decorrente do maior volume e ganhos com tarifa (R$ 157,8
milhões), menor dispêndio com penalidades regulatórias associadas aos indicadores DEC e FEC (R$ 52,1
milhões), efeito da melhora dos índices de qualidade da operação; parcialmente compensados pelo
efeito negativo no valor de R$ 157,6 milhões devido a ganhos tributários com alteração na base de cálculo do
PIS/COFINS sobre ICMS-ST (clientes ACL), ocorrido em 2017.
No 4T18, o EBITDA Ajustado por efeitos não recorrentes (R$ 117,3 milhões) em função, principalmente, das despesas com
o plano de saída voluntária e FGTS, totalizou R$ 335,7 milhões, representando uma redução de 8,2% em comparação com
o EBITDA Ajustado por efeitos não recorrentes do 4T17 de R$ 365,6 milhões.
Em 2018, o EBITDA Ajustado por efeitos não recorrentes (R$ 180,1 milhões) impactado, principalmente, pelas despesas
com plano de saída voluntária e FGTS, despesas relacionadas a assessoria jurídica e financeira relacionadas a OPA e
Follow On, totalizou R$ 1.281,3 milhões, resultado em linha comparado ao EBITDA Ajustado por efeitos não recorrentes
de 2017 (R$ 209,3 milhões), principalmente em função de efeitos tributários, de R$ 1.275,5 milhões.

Resultado Financeiro

A Companhia registrou no 4T18 um resultado financeiro negativo de R$ 300,4 milhões, em comparação com o resultado
financeiro negativo de R$ 1.706,9 milhões reconhecido no 4T17.
No acumulado do ano a Companhia registrou um resultado financeiro negativo de R$ 991,1 milhões versus o resultado
financeiro negativo de R$ 2.273,7 milhões apresentados no ano passado.
As variações das receitas e despesas financeiras dos períodos estão detalhadas a seguir:
Receitas Financeiras
As receitas financeiras totalizaram R$ 68,6 milhões no 4T18, um aumento R$ 29,3 milhões em relação aos R$ 39,3 milhões
registrados no 4T17. Esse desempenho é explicado, principalmente, pela:
I. receita com atualização monetária do ativo e passivo financeiro setorial líquido no valor de R$ 21,1 milhões, ante
uma despesa financeira no 4T17; e
II. maior receita com atualização monetária de contas em atraso no valor R$ 6,9 milhões.
Em 2018, a Companhia registrou uma receita financeira de R$ 176,4 milhões versus os R$ 237,4 milhões do ano passado.
Essa variação é explicada principalmente pela:
I. PIS/COFINS sobre a receita financeira no valor de R$ 52,2 milhões, referente ao total de PIS/COFINS sobre
receitas financeiras não repassáveis ao consumidor;
II. R$ 43,4 milhões referente à receita de atualização monetária de créditos retroativos de
PIS/COFINS, em 2017, oriundo da exclusão do ICMS-ST (clientes ACL) da base de cálculo;
III. menor receita com renda de aplicações financeiras no valor de R$ 16,0 milhões, explicado pelo menor CDI médio
no período (6,47% em 2018 e 10,07% em 2017), parcialmente compensado pelo maior saldo médio
disponível; estes efeitos foram parcialmente compensados por:
IV. maior receita no valor de R$ 35,3 milhões com atualização monetária do ativo e passivo financeiro setorial, em
função da constituição de receita em 2018 ante uma despesa financeira em 2017; e
V. maior receita, no valor de R$ 18,0 milhões, com atualização monetária sobre contas de energia elétrica em atraso.

20
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Despesas Financeiras e Variações Cambiais Líquidas


A despesa financeira e variações cambiais líquidas da Companhia no 4T18 totalizaram R$ 369,0 milhões, uma redução de
R$ 1.377,2 milhões, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Essa variação é explicada, principalmente,
pelos seguintes fatores:
I. menor despesa no valor de R$ 1.500,0 milhões, resultado da provisão do Acordo Eletrobras celebrado em março
de 2018, porém contabilizada no exercício de 2017;
II. variação positiva de R$ 18,4 milhões em função relacionado à atualização monetária do ativo e passivo financeiro
setorial, em função constituição de receita no 4T18 ante uma despesa no 4T17; parcialmente compensada pela
III. maior despesa com atualização monetária de processos judiciais no valor de R$ 131,3 milhões
IV. atualização do Acordo Eletrobras no valor de R$ 19,8 milhões.
Em 2018, companhia registrou despesa financeira e variações cambiais de R$ 1.167,5 milhões, uma redução de 1.343,6
milhões em relação aos R$ 2.511,1 milhões do mesmo período do ano passado. Essa variação é explicada pelos seguintes
fatores:
I. menor despesa no valor de R$ 1.500,0 milhões, resultado da provisão do Acordo Eletrobras celebrado em março
de 2018, porém contabilizada no exercício de 2017;
II. menor despesa de R$ 66,2 milhões com atualização monetária do ativo e passivo financeiro setorial líquido, em
função da constituição de receita em 2018 ante uma despesa financeira em 2017;
III. menores despesas no valor R$ 24,4 milhões em função do menor custo dos juros do plano de pensão;
parcialmente compensado pela:
IV. maior despesa com atualização monetária de processos judiciais no valor de R$ 146,7 milhões, reflexo da
mudança na estimativa contábil visando a adequação de premissas e metodologia de cálculo adotada pelo Grupo
Enel;
V. atualização do Acordo Eletrobras no valor de R$ 93,1 milhões;
VI. maiores dispêndios no montante de R$ 9,9 milhões com encargos de dívidas, resultado da estratégia de
refinanciamento a ser detalhada a seguir.

Resultado Líquido e Resultado Líquido Ajustado


No 4T18, a Companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 157,0 milhões versus um prejuízo líquido reportado de R$ 975,5
milhões no 4T17, uma variação positiva de R$ 818,5 milhões. Essa variação é explicada pelos efeitos abaixo:
I. variação positiva do resultado financeiro de R$ 1.406,5 milhões; parcialmente compensado pelo:
II. menor imposto de renda e contribuição social diferidos em função do resultado reportado no 4T18, em relação ao
4T17, no valor de R$ 441,2 milhões;
III. variação negativa do EBITDA reportado de R$ 138,0 milhões;
IV. maiores despesas com depreciação e amortização no valor de R$ 8,8 milhões.
Em 2018, a Companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 315,3 milhões, uma variação positiva de R$ 561,3 milhões, em
relação ao mesmo período de 2017, (prejuízo líquido de R$ 876,6 milhões). Essa variação ocorreu, principalmente, em
função da:
I. melhora do resultado financeiro de R$ 1.282,6 milhões, principalmente pelo Acordo Eletrobras ocorrido em 2017;
parcialmente compensado por:
II. redução do EBITDA reportado de R$ 383,6 milhões;
III. menor diferimento de impostos (IR/CSLL) no valor de R$ 302,8 milhões;
IV. aumento da depreciação e amortização no valor de R$ 34,8 milhões, fruto do maior patamar de investimentos da
Companhia.
Desconsiderando os efeitos não recorrentes e líquidos de IR/CS no valor de R$ 158,6 milhões no 4T18 (despesas com
PSV, FGTS e contingências) e no valor de R$ 996,1 milhões (provisão do Acordo Eletrobras contabilizada em 2017) no

21
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

4T17, o lucro líquido ajustado por efeitos não recorrentes seria de R$ 1,6 milhões no 4T18 em comparação ao lucro líquido
ajustado por efeitos não recorrentes de R$ 20,6 milhões no 4T17.
No acumulado do ano, desconsiderando os efeitos não recorrentes e líquidos de IR/CS no valor de R$ 234,5 milhões em
2018 (despesas com PSV, FGTS, PIA e provisão para contingências) no valor de R$ 823,2 milhões em 2017, o prejuízo
líquido ajustado por efeitos não recorrentes em 2018 seria de R$ 80,8 milhões em comparação ao prejuízo líquido ajustado
por efeitos não recorrentes de R$ 53,3 milhões em 2017.

Ativo e Passivo Financeiro Setorial Líquido


Em 31 de dezembro de 2018, a Companhia encerrou com um saldo de CVA Líquida Ativa (“a receber”) de R$ 614,4 milhões
em relação ao saldo de CVA Líquida Passiva de R$ 95,1 milhões em 31 de dezembro de 2017, fruto principalmente dos
maiores custos com aquisição de energia.

8 ENDIVIDAMENTO
A Companhia registrou em 31 de dezembro de 2018 uma dívida bruta 12, incluindo as obrigações com fundo de pensão, de
R$ 5.329,1 milhões, montante 12,6% maior em relação a 2017, de R$ 4.733,8 milhões. As disponibilidades somaram R$
941,4 milhões em 2018, ante R$ 601,3 milhões no ano anterior, um aumento de R$ 340,2 milhões, ou 56,6%.
Dessa forma, a dívida líquida da Companhia totalizou R$ 4.387,7 milhões em 31 de dezembro de 2018, um aumento de
R$ 255,2 milhões em relação ao saldo de R$ 4.132,5 milhões do ano anterior. Esse aumento deve-se principalmente a: (i)
emissões no valor total de R$ 3.460,7 milhões no período, com destaque para a 23ª Debênture no valor de R$ 3.000,0
milhões, e (ii) amortizações e pagamento de juros (principalmente Debêntures, CCB, FINEM), no total de R$ 2.879,7
milhões13 no período, compensando (iii) o aumento nas disponibilidades citado anteriormente.
A variação das disponibilidades deve-se, principalmente, a capitalização realizada no 3T18, no valor de R$ 1.500,0 milhões,
parcialmente compensados por maiores gastos com compra de energia e maiores investimentos.
Destaca-se no 4T18 o pré-pagamento dos FINEMs (1º, 2, 3º e 4º protocolos) e de CCB, no valor de R$ 524,6 milhões de
reais. Tais pré-pagamentos em conjunto com os resgates antecipados realizados no 3T18 no valor de R$ 1.884,9 milhões
e com a emissão da 23ª Emissão de Debêntures no valor de R$ 3.000 milhões em setembro de 2018, fazem parte da
estratégia financeira de alongamento de prazo e redução de custo das dívidas da Enel Distribuição São Paulo.
Importante notar que em 31 de dezembro de 2017, a Companhia adotava critério distinto de apuração da sua alavancagem
em relação ao atualmente publicado. Este critério foi modificado a partir da emissão da 23ª Debênture, cujos termos estão
alinhados ao praticado pelo Grupo Enel. Nesse sentido apresentamos na tabela abaixo uma visão comparativa,
considerando o critério contábil atual (4T18 e 4T17 reapresentado), refletindo as reclassificações e adoções de CPCs
realizadas ao longo de 2018, e o critério contábil vigente a época da divulgação dos resultados de 2017 (4T17 reportado).

4T17 4T17
Endividam ento (R$ m il) 4T18
Reapresentado Reportado

Empréstimos, Financiamentos e Debêntures* 4.066.332 3.485.529 3.569.012


Fundo de Pensão 1.262.800 1.248.228 1.248.228
(-) Disponibilidades** -941.434 -601.277 -601.277
Dívida Líquida 4.387.698 4.132.480 4.215.963
EBITDA (12 meses) 1.101.183 1.484.766 1.062.200
PECLD e Contingências 334.829 265.198 -
Despesa com Fundo de Pensão (12 meses) 20.680 18.394 392.715
EBITDA Ajustado (12 m eses) 1.456.692 1.768.358 1.454.915
Dívida Líquida/EBITDA Ajustado 3,01 n/a 2,90

* Não considera arrendamento financeiro (totalizando R$ 78,9 milhões em 31 de dezembro de 2018 e R$ 83,5 milhões em
31 de dezembro de 2017 com valores reapresentados) ** Caixa, equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo

12
Dívida Bruta corresponde ao somatório dos empréstimos, financiamentos, e debêntures de curto e longo prazo, além do saldo devedor com o fundo de
pensão de R$ 1.262,8 milhões em 31 de dezembro de 2018 (não considerando o efeito líquido de ganhos/perdas atuariais no montante de R$ 2.537,0 milhões)
e R$ 1.248,2 milhões em 31 de dezembro de 2017 (não considerando o efeito líquido de ganhos/perdas atuariais no montante de R$ 2.458,9 milhões).
13
O valor amortizado no exercício não considera os resgates antecipados 4ª Emissão de Notas Promissórias, da 22ª Emissão de Debêntures e do 3º e 4º
Protocolos do FINEM, que foram emitidas em 2018

22
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

No 4T18, a dívida da Enel Distribuição São Paulo atrelada ao CDI 14 foi de R$ 3.573,0 milhões, maior do que o registrado
no 4T17 de R$ 3.132,0 milhões. No 4T18 o custo médio registrado foi de CDI + 1,01 % a.a. em comparação a CDI + 2,03
% a.a. do ano anterior, em função, principalmente, do menor custo das novas emissões e dos pagamentos de dívidas mais
caras. O saldo da dívida atrelada aos demais índices15 no 4T18, é de R$ 1.756,2 milhões ante R$ 1.601,6 milhões
registrados no 4T17.
O prazo médio16 da dívida no 4T18 era de 3,9 anos, patamar superior ao prazo de 3,0 anos do ano anterior, também
explicado pelo resgate antecipado de dívidas com prazo menor e pela emissão da 23ª Emissão de Debêntures com prazo
mais longo. Desconsiderando a dívida associada ao Fundo de Pensão, o prazo médio da dívida no 4T18 é de 3,6 anos,
patamar superior ao prazo de 2,1 anos do 4T17.
A seguir, são apresentados a evolução do custo médio e prazo médio da dívida da Companhia, bem como a segregação
da dívida bruta da Companhia por indexador e seu cronograma de amortização

Custo e Prazo Médio da Dívida*

10,0 10,3
9,8
9,3
8,6

4,0 3,9
3,0 2,7
2,3

4T17 1T18 2T18 3T18 4T18

Prazo Médio da Dívida (em anos) Custo Médio da Dívida (%)

* Prazo médio considera principal; custo médio considera principal e juros, inclui Fundação CESP (excluindo corredor).

Dívida Bruta por Indexador * Cronograma de Amortização ** – R$ milhões

1.437
1.359

10,5% 1.155 428


469
1,6%
867 448 901

256 672 714 695

1.009 411 395


492 890 901
707
611
87,9% 303 299
180
2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026-2029
CDI TJLP Taxa Fixa
Fundação CESP Empréstimos e Debêntures (Moeda Nacional)

* Referente a Empréstimos, Financiamentos e Debêntures e Custos a Amortizar ** Fluxo composto por amortização de principal, juros acumulados
e custos a amortizar. Não considera arrendamento financeiro.

14
Dívida atrelada ao CDI compreende somatório de principal, encargos e custos a amortizar das debêntures, notas promissórias e cédulas de crédito
bancário (CCB).
15
A dívida atrelada aos demais índices compreende o somatório do FINEM, FINEP, fundo de pensão (não considera efeito líquido de ganhos/perdas
atuariais) e mútuo
16
Prazo médio considera principal e Fundação CESP (não considera efeito líquido de ganhos/perdas atuariais).

23
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Rating da Companhia17

Ratings Nacional Internacional Perspectiva


Fitch AAA BBB-1 e BB+2 Estável

Escala
S&P AAA BB+ Estável
Moody's Aaa Ba1 Estável
Últimas atualizações: Fitch - jul/2018; S&P - nov/2018; Moody's - set/2018; 1 - Moeda Local; 2 - Moeda Estrangeira

Cláusulas Restritivas (“Covenants”)

Para efeito de cálculo dos covenants da Companhia, considera-se o saldo devedor com o fundo de pensão de R$ 1.262,8
milhões em 31 de dezembro de 2018 (não considerando o efeito de perdas atuariais líquidas do plano de pensão,
registradas em “outros resultados abrangentes” no montante de R$ 2.537,0 milhões).
Na 23ª emissão de debêntures foi negociada uma cláusula de covenants diferente da condição até então utilizada. O
objetivo da alteração foi padronizar os termos do índice financeiro às condições utilizadas pelo Grupo Enel. Em paralelo, a
Companhia padronizou a redação da 14ª Emissão de debêntures de forma a manter apenas um índice financeiro.
Considerando o EBITDA previsto nos covenants dos últimos 12 meses findos em 31 de dezembro de 2018, a Enel
Distribuição São Paulo apresentou indicador Dívida Líquida/EBITDA Ajustado de 3,01x.
O limite dos covenants válido para todas as dívidas da Companhia é: Dívida Líquida/EBITDA Ajustado não pode ser
superior a 3,5x. Desta forma no 4T18, a Companhia estava dentro dos limites estabelecidos nos contratos de dívida.
Considerando o cálculo de covenants18 vigente no 4T17, a Companhia apresentou no fim de 2017 indicador Dívida
Líquida/EBITDA Ajustado de 2,90x.

Investimentos
No 4T18, a Enel Distribuição São Paulo investiu R$ 397,2 milhões, um aumento de 32,2% em comparação com 4T17,
sendo R$ 375,1 milhões realizados com recursos próprios e R$ 22,1 milhões financiados pelos clientes.
No acumulado do ano, a Enel Distribuição São Paulo investiu R$ 1.354,0 milhões, valor 32,0% maior quando comparado
com o 2017, sendo R$ 1.256,8 milhões realizados com recursos próprios e R$ 97,1 milhões correspondem a projetos
financiados pelos clientes, conforme detalhado na tabela a seguir.

Investimentos (R$ mil) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %


Manutenção 206.526 172.955 19,4% 603.205 487.217 23,8%
Crescimento 138.142 54.687 152,6% 510.915 290.716 75,7%
Novas Conexões 30.435 36.821 -17,3% 142.669 133.222 7,1%
Financ iado pela Companhia 375.103 264.464 41,8% 1.256.789 911.156 37,9%
Financiado pelo Cliente 22.087 36.014 -38,7% 97.145 114.872 -15,4%
Total 397.190 300.477 32,2% 1.353.935 1.026.028 32,0%

Principais investimentos no 4T18 e 2018

Manutenção

No 4T18, foi investido R$ 206,5 milhões, 19,4% superior ao investido no 4T17 (R$ 173,0 milhões), a destacar:

17
Quadro considera ratings válidos em 31 de Dezembro de 2018. Em 20 de fevereiro de 2019 a empresa de rating S&P retirou seus ratings de crédito
atribuídos a Companhia.
18
O EBITDA ajustado correspondia ao somatório dos últimos doze meses do resultado operacional conforme demonstrativo contábil consolidado na linha
“Resultado Operacional” (excluindo as receitas e despesas financeiras), todos os montantes de depreciação e amortização e todos os montantes relativos
com entidade de Previdência Privada classificado na conta de “custo de operação”.

24
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

I. implantação das novas subestações ETSD19 São Lourenço com 8 MVA de capacidade ao sistema elétrico, ETD 20
Alphaville 13,8 kV com 160 MVA, ETD Alphaville 34,5 kV com 96 MVA, ETD Batistini com 66 MVA e ETD Vila
Mariana com 120 MVA;
II. nova Subestação ETD Thomas Edison 34,5 kV com 96 MVA de capacidade ao sistema elétrico e ampliação das
subestações ETD Gomes Cardim, ETD Miguel Paulista, ETD Morumbi, ETD São Bernardo do Campo, ETD
Taboão da Serra e ETD Vila Ema.
O investimento em 2018, foi 23,8% superior comparado ao investido no 2017 (R$ 487,2 milhões). Destaca-se o investimento
de R$ 14,3 milhões com a aquisição de 61 veículos caminhões e a implementação das novas subestações ETD Alphaville
13,8 kV com 160 MVA de capacidade ao sistema elétrico e ETD Vila Mariana com 120 MVA.

Crescimento

Investimentos focados na qualidade e confiabilidade da rede. Os investimentos totalizaram 138,1 milhões no 4T18, valor
152,6% superior ao investido no 4T17 (R$ 54,7 milhões). Destaca-se no 4T18 os seguintes:
I. foram realizadas 8,0 mil regularizações com emprego de medidor por meio de inspeções de fraude e a
regularização de 2,7 mil conexões informais;
II. investimentos de R$ 20 milhões em rede compacta, com 78,4 km instalados e investimento de R$13,8 milhões
em reforma de rede secundária;
III. implantação das novas subestações ECD21 Aldeia da Serra com 12 MVA, ECD Parque dos Lagos com 20 MVA e
ECD Roselândia com 20 MVA.
No acumulado, foram investidos R$ 510,9 milhões, 75,7% superior comparado ao acumulado de 2017 (R$ 290,7 milhões).
Destacam-se os investimentos de rede compacta (R$ 98,3 milhões), com mais de 388 km instalados, investimento de
R$ 32 milhões em reforma de rede secundária e a Implantação das novas subestações ECD Aldeia da Serra com 12 MVA,
ECD Parque dos Lagos com 20 MVA e ECD Roselândia com 20 MVA.

Novas Conexões

No 4T18, foram investidos R$ 30,4 milhões e no acumulado de 2018 R$ 142,7 milhões, 7,1% superior comparado com o
acumulado de 2017 (R$ 133,2 milhões). Destacam-se a realização de 275 mil novas conexões de clientes e o investimento
de R$ 49,3 milhões em serviços técnicos comerciais.

Financiados pelo Cliente

Os investimentos no 4T18 totalizaram R$ 22,1 milhões, valor 38,7% inferior ao investido no 4T17 (R$ 36,0 milhões) e nos
2018 15,4% inferior ao investido em 2017 (R$ 114,9 milhões), reflexo de demanda inferior de projetos para atendimento
aos clientes.

Plano de Investimento – 2018 até 2022

A Companhia pretende investir, entre recursos financiados pela Companhia e pelos clientes, R$ 5,7 bilhões no período de
2018 até 2022, principalmente na qualidade de rede e preservação de ativos para garantir a distribuição de energia e
melhorar os indicadores de qualidade.

Investimentos estimados* (R$ milhões) 2018 2018e 2019e 2020e 2021e 2022e
Financiado pela Companhia 1.256,8 1.228,8 777,8 1.032,1 1.085,4 1.217,5
Recursos Financiados pelos clientes 97,1 94,3 109,8 63,2 53,2 56,5
Total 1.354,0 1.323,1 887,7 1.095,3 1.138,7 1.274,0

* em termo s no minais

e=estimado

19
Estação Transformadora Subterrânea de Distribuição
20
Estação Transformadora de Distribuição
21
Estação Compacta de Distribuição

25
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

9 FLUXO DE CAIXA22
Fluxo de Caixa (R$ mil) 4T18 4T17 V ar. 2018 2017 V ar
Saldo inic ial de c aixa 1.332.871 1.065.720 267.150 601.276 1.067.631 - 466.355
Geração de Caixa Operacional 314.841 -196.626 511.467 355.384 1.115.013 - 759.629
Investimentos -329.534 -236.201 - 93.333 -1.223.193 -1.036.373 - 186.820
Despesas Financieras e Amortizações Líquidas* -362.931 14.775 - 377.706 124.935 -160.113 285.048
Despesas com Fundo de Pensão 0 -97.019 97.019 -346.319 -428.299 81.980
Tributos** 0 -1 0 -11.436 -1.856 - 9.581
Caixa restrito e/ou bloqueado -13.812 73.037 - 86.849 -57.252 67.682 - 124.933
Caixa Livre - 391.437 - 442.035 50.598 - 1.157.882 - 443.946 - 713.935
Pagamentos de Dividendos e JSCP 0 -22.409 22.408 -1.961 -22.409 20.447
AFAC 0 0 - 1.500.000 0 1.500.000
Saldo Final de Caixa 941.433 601.276 340.157 941.433 601.276 340.157

* Despesa Financeira e Amortizações líquidas de juros da dívida, comissões de fiança/seguro garantia, líquido de rendimento das aplicações financeiras
e ingressos de novos empréstimos e financiamentos, amortizações e custos de estruturação; ** Inclui imposto de renda e IOF sobre captação de dívida.

No 4T18, a Companhia registrou uma geração de caixa operacional positiva de R$ 314,8 milhões, desempenho R$ 511,5
milhões superior ao apresentado no 4T17. Esse aumento, em comparação ao mesmo período do ano anterior, se deve,
principalmente, aos fatores abaixo:
I. aumento na arrecadação, devido, sobretudo, (i) ao reajuste anual ocorrido em julho de 2018; (ii) à regularidade
dos repasses relativo ao subsídio de baixa renda; e (iii) ao adicional de bandeira tarifária vermelha patamar 2.
Ainda, a redução do PLD médio do segundo semestre de 2018 contribuiu para a redução das despesas com
compra de energia. Essas melhoras foram parcialmente compensadas por:
II. maior desembolso com encargos em razão, principalmente, (i) do aumento do dispêndio com ICMS e PIS/COFINS;
e (ii) do aumento de quotas de CDE.
O saldo de movimentações com despesas financeiras e amortizações líquidas apresentou variação negativa no
comparativo do 4T18 versus 4T17, em função do maior volume de amortizações devido à estratégia de Liability
Management. Destaca-se, nesse cenário, a liquidação antecipada dos quatro protocolos do FINEM e o Intercompany de
R$ 420 milhões realizado em dezembro.
A movimentação positiva com despesas com Fundo de Pensão ocorreu em função da a alteração da periodicidade do fluxo
de pagamentos do último trimestre do exercício de 2018, sendo o pagamento do referido período realizado em janeiro de
2019.
No acumulado do ano, a Companhia registrou redução de R$ 759,6 milhões na geração de caixa operacional quando
comparada com o ano de 2017 devido, principalmente:
I. efeito negativo decorrente dos gastos elevados com compra de energia em razão, essencialmente, (i) da elevação
dos custos com uso da rede básica; (ii) dos custos com Angra e quotas. Além disso, pode-se ressaltar o aumento
do pagamento dos encargos de CDE e de ICMS e PIS/Cofins; (iii) do aumento do dólar, impactado no pagamento
à Itaipu; esses custos foram parcialmente compensados por:
II. aumento de arrecadação, quando comparado com o ano de 2017, devido (i) ao reajuste tarifário de 2018, (ii) à
regularização dos repasses relativo ao subsídio de baixa renda e (iii) ao adicional da bandeira tarifária vermelha
patamar 2, conforme mencionado acima.
O saldo de movimentações com despesa financeira e amortizações líquidas apresentou variação positiva no ano de 2018
comparado com 2017, em função do maior volume de captações no período, refletindo a estratégia de perfilamento das
dívidas, que buscou o alongamento de prazo e a redução de custos.
A movimentação positiva com despesas com Fundo de Pensão ocorreu em função da a alteração da periodicidade do fluxo
de pagamentos do último trimestre do exercício de 2018, sendo o pagamento do referido período realizado em janeiro de
2019.
Por fim, em vista do cenário destacado acima, o saldo final de caixa totalizou R$ 941,4 milhões no ano de 2018, comparado
com R$ 601,3 milhões em 2017.

22
Considera fluxo de caixa direto e gerencial. Para fluxo de caixa indireto, ver Anexo “Fluxo de Caixa Indireto”.

26
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

10 INFORMAÇÕES CORPORATIVAS

Composição da Diretoria Estatutária


• Max Xavier Lins - Diretor-Presidente
• Monica Hodor - Diretora Vice-Presidente e de Relações com Investidores
• Sidney Simonaggio - Diretor Vice-Presidente de Relações Externas
• Rosario Zaccaria - Diretor Vice-Presidente de Operações
• Carlos Ewandro Naegele Moreira - Diretor Vice-Presidente de Recursos Humanos
• Déborah Meirelles Rosa Brasil – Diretora Vice-Presidente de Assuntos Legais, Compliance e Auditoria Interna

Composição do Conselho de Administração


• Britaldo Pedrosa Soares - Presidente • Guilherme Gomes Lencastre
• Nicola Cotugno - Vice-Presidente • Hélio Lima Magalhães - Independente
• Antonio Basilio Pires de Carvallho Albuquerque • Márcia Sandra Roque Vieira
• Aurélio Ricardo Bustilho de Oliveira • Ana Marta Horta Veloso - Independente
• Bernardino Jesus Brito

Composição do Conselho Fiscal Comitê de Auditoria


• Mario Daud Filho – Chairman • Mário Shinzato - Presidente do Comitê
• Newton Akira Fukumitsu • Britaldo Pedrosa Soares
• Maria Carmen Westerlund Montera • Ana Marta Horta Veloso
• Wilton de Medeiros Daher
• Lousi Barsi Contador Responsável
• Renato Resende Paes - CRC - SP308201

Relações com Investidores - (11) 2195 7048 / ri.eletropaulo@enel.com


• Diretora Vice-Presidente e de Relações com Investidores
Monica Hodor
• Diretora de RI
Isabela Klemes Taveira – (11) 2195 2212 / isabela.taveira@enel.com
• Gerente de RI
Daniel Spencer Pioner – (11) 2195 2799 / daniel.spencer@enel.com
• Equipe de RI
Isabella Rodrigues de Melo – (11) 2195 4806 / isabella.melo@enel.com
João Pedro Paschoal – (11) 2195 7221 / joao.paschoal@enel.com
Ricardo Borges Medeiros – (11) 2195 7868 / ricardo.borges@enel.com

27
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

11 ANEXOS

Receita Operacional

Dem onstrativo de Resultado (R$ m il) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Receita Operacional Bruta 6.034.911 5.852.867 3,1% 24.097.525 21.576.085 11,7%
Residencial 2.683.680 2.373.424 13,1% 10.014.160 9.121.123 9,8%
Industrial 480.045 448.485 7,0% 1.758.460 1.702.529 3,3%
Comercial 1.657.934 1.497.553 10,7% 6.080.785 5.689.102 6,9%
Rural 2.099 1.814 15,7% 7.693 5.710 34,7%
Poder Público 167.720 154.191 8,8% 614.773 580.172 6,0%
Iluminação Pública 75.559 67.760 11,5% 281.786 261.084 7,9%
Serviço Público 66.008 58.238 13,3% 234.744 239.386 -1,9%
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição - TUSD (Cativo) -2.000.916 -1.705.950 17,3% -7.383.039 -6.993.958 5,6%
Fornecim ento de Energia 3.132.129 2.895.515 8,2% 11.609.362 10.605.148 9,5%
Não faturado -4.009 63.903 -106,3% 127.270 44.364 186,9%
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição - TUSD (Livre) 316.059 231.500 36,5% 1.075.365 984.913 9,2%
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição - TUSD (Cativo) 2.000.916 1.705.950 17,3% 7.383.039 6.993.958 5,6%
(-) DIC/FIC/DMIC/DICRI - TUSD Consumidores cativos e livres -7.052 -10.743 -34,4% -33.260 -85.320 -61,0%
Energia no curto prazo 61.942 20.801 197,8% 442.451 170.087 160,1%
Receita de construção 303.701 302.561 0,4% 1.266.166 1.035.001 22,3%
Aluguel de Poste 33.250 32.626 1,9% 132.975 130.002 2,3%
Receitas com partes relacionadas 191 463 -58,7% 1.423 2.181 -34,8%
Outras receitas 6.345 7.333 -13,5% 23.951 28.718 -16,6%
Outras receitas originadas de contratos com clientes 2.711.343 2.354.394 15,2% 10.419.380 9.303.904 12,0%
Subvenção de recursos da CDE 93.979 91.140 3,1% 362.801 321.123 13,0%
Ativo e passivo financeiro setorial 82.325 486.088 -83,1% 1.584.689 1.216.152 30,3%
Atualização do ativo financeiro da concessão 15.135 25.545 -40,8% 121.293 51.912 133,7%
Ressarcimento - ônus de acordos bilaterais 0 185 -100,0% 0 77.846 -100,0%
Outras Receitas 191.439 602.958 -68,3% 2.068.783 1.667.033 24,1%
ICMS -1.022.826 -919.538 11,2% -3.805.592 -3.567.777 6,7%
Encargos do Consumidor -1.055.157 -922.646 14,4% -3.771.199 -3.171.295 18,9%
PROINFA -21.614 -20.210 6,9% -83.376 -85.436 -2,4%
Eficiência Energética, P&D, FNDCT e EPE -30.996 -31.699 -2,2% -129.912 -118.625 9,5%
CDE -838.987 -561.940 49,3% -2.848.952 -2.255.194 26,3%
Bandeira Tarifária (CCRBT) -163.560 -308.797 -47,0% -708.959 -712.040 -0,4%
Outros (PIS, Cofins e ISS) -505.391 -484.425 4,3% -2.017.729 -1.739.942 16,0%
Taxa de Fiscalização da Aneel -3.433 -3.150 9,0% -13.166 -13.899 -5,3%
Dedução do Resultado Bruto -2.586.807 -2.329.759 11,0% -9.607.686 -8.492.913 13,1%

28
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Demonstração de Resultados

Dem onstrativo de Resultado (R$ m il) 4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Receita Operacional Líquida 3.448.104 3.523.108 -2,1% 14.489.839 13.083.172 10,8%
Custos e Despesas Operacionais -3.374.532 -3.302.683 2,2% -13.947.543 -12.122.460 15,1%
Parcela A -2.208.426 -2.411.693 -8,4% -9.909.381 -8.747.562 13,3%
Energia Elétrica Comprada para Revenda -1.784.564 -2.137.780 -17,1% -8.330.327 -7.803.282 6,8%
Encargos Uso Rede Elétrica e Transmissão -423.862 -273.913 54,7% -1.579.054 -944.280 67,2%
Despesas Operacionais -1.166.106 -890.990 30,9% -4.038.162 -3.374.898 19,7%
Pessoal -378.960 -211.046 79,6% -1.016.067 -821.900 23,6%
Entidade de Previdência Privada -5.271 -5.238 0,6% -20.680 -18.394 12,4%
Serviços de Terceiros -139.097 -144.070 -3,5% -596.880 -563.412 5,9%
Materiais -17.567 -13.847 26,9% -71.705 -61.455 16,7%
PECLD 84.729 -56.769 -249,3% -57.422 -219.369 -73,8%
(Provisão) Reversão para contigências -207.574 -12.462 1565,7% -277.407 -45.829 505,3%
Outros custos -53.874 -9.031 496,5% -172.948 -85.484 102,3%
Custo de construção -303.701 -302.561 0,4% -1.266.166 -1.035.001 22,3%
Depreciação e Amortização -144.791 -135.966 6,5% -558.887 -524.054 6,6%
EBITDA 218.363 356.391 -38,7% 1.101.183 1.484.766 -25,8%
Margem EBITDA (%) 6,3% 10,1% -37,4% 7,6% 11,3% -33,0%
EBIT 73.572 220.425 -66,6% 542.296 960.712 -43,6%
Margem EBIT 2,1% 6,3% -65,9% 3,7% 7,3% -49,0%
Resultado Financeiro -300.416 -1.706.895 -82,4% -991.115 -2.273.668 -56,4%
Receita Financeira 68.614 39.290 74,6% 176.357 237.414 -25,7%
Renda de aplicações financeiras 9.758 8.446 15,5% 44.452 60.481 -26,5%
Atualização monetária sobre contas de energia elétrica em atraso 25.673 18.727 37,1% 87.781 69.748 25,9%
Subvenções governamentais 1.151 1.104 4,3% 4.916 4.119 19,3%
Atualização de créditos tributários 13 121 -89,3% 1.235 1.479 -16,5%
Atualização monetária dos depósitos judiciais 6.460 3.809 69,6% 23.412 30.959 -24,4%
Atualização monetária - PIS/COFINS sobre ICMS-ST - clientes ACL 0 832 -100,0% 0 43.363 -100,0%
Atualização monetária do ativo e passivo financeiro setorial 21.089 0 0,0% 35.319 0 0,0%
Precatórios judiciais - juros e atualização monetária 19 356 -94,7% 473 1.880 -74,8%
Outras Receitas s Financeiras - partes relacionadas 115 103 11,7% 115 401 -71,3%
ICMS - compra de créditos 10.195 2.293 344,6% 10.195 2.293 344,6%
PIS e Cofins sobre receita financeira -2.318 0 0,0% -52.153 0 0,0%
Outras receitas financeiras -3.541 3.499 -201,2% 20.612 22.691 -9,2%
Despesa Financeira -368.814 -1.746.352 -78,9% -1.168.403 -2.511.185 -53,5%
Encargo de dívidas - empréstimos e debêntures em moeda nacional -92.544 -87.655 5,6% -429.953 -420.962 2,1%
Encargo de dívidas - Mútuo - Partes relacionadas -873 0 0,0% -873 0 0,0%
Subvenções governamentais -1.164 -1.104 5,4% -4.916 -4.119 19,3%
Atualização monetária de P&D e eficiência energética -2.057 -2.033 1,2% -7.903 -11.604 -31,9%
Juros capitalizados transferidos para o intangível em curso 3.214 2.208 45,6% 12.077 11.892 1,6%
Cartas de fiança e seguros garantia -12.661 -11.797 7,3% -48.577 -50.610 -4,0%
Atualização monetária de processos judiciais e outros -141.785 -10.489 1251,7% -196.469 -49.773 294,7%
Atualização monetária - Energia livre -1.695 -1.762 -3,8% -7.098 -9.484 -25,2%
Atualização monetária do ativo e passivo financeiro setorial líquido 0 -18.415 -100,0% 0 -66.185 -100,0%
Provisão Acordo Eletrobras 0 -1.500.000 -100,0% 0 -1.500.000 -100,0%
Atualização Acordo Eletrobras -28.113 -8.312 238,2% -101.444 -8.312 1120,4%
Custo dos juros (líquidos) do plano de pensão -87.481 -93.581 -6,5% -349.942 -374.321 -6,5%
Outras despesas financeiras -3.656 -13.412 -72,7% -33.305 -27.707 20,2%
Variação Cam bial Itaipu -216 167 -229,6% 931 103 803,9%
Lucro Antes de Im posto de Renda -226.846 -1.486.470 -84,7% -448.819 -1.312.956 -65,8%
Im posto de Renda e Contribuição Social 69.845 511.016 -86,3% 133.558 436.400 -69,4%
Lucro (Prejuízo) Líquido do Período -157.001 -975.454 -83,9% -315.261 -876.556 -64,0%

29
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Balanço Patrimonial – Ativo

Balanço Patrim onial (R$ m il) 4T18 4T17


Ativo Total 18.554.580 16.087.314
Ativo Circulante 5.860.815 4.450.073
Caixa e equivalentes de caixa 936.678 597.447
Investimentos de curto prazo 4.756 3.830
Consumidores, revendedores e outros 2.323.574 2.058.670
Imposto de renda e contribuição social compensáveis 23.293 32.126
Outros tributos compensáveis 129.414 89.512
Contas a receber - acordos 192.431 124.187
Outros créditos 227.827 346.427
Almoxarifado 31.465 30.182
Serviços em curso 139.003 154.032
Despesas pagas antecipadamente 43.140 37.067
Ativo financeiro setorial 1.809.234 976.593
Ativo Não Circulante 12.693.765 11.637.241
Consumidores, revendedores e outros 25.058 13.380
Outros tributos compensáveis 84.967 62.244
Tributos e contribuições sociais diferidos 2.159.671 1.998.433
Cauções e depósitos vinculados 539.358 532.495
Contas a receber - acordos 10.882 11.657
Outros créditos 47.308 46.762
Ativo Contratual 634.918 528.151
Ativo financeiro da concessão 3.795.279 3.011.833
Ativo financeiro setorial 836.557 761.167
Investimento 45.377 44.049
Imobilizado, líquido 66.329 72.762
Intangível 4.448.061 4.554.308

30
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Balanço Patrimonial – Passivo

Balanço Patrim onial (R$ m il) 4T18 4T17


Passivo Total e Patrim ônio Líquido 18.554.580 16.087.314
Passivo Circulante 5.455.867 5.545.424
Fornecedores 1.625.422 1.789.718
Empréstimos e financiamentos 437.652 461.099
Debêntures 239.953 534.728
Arrendamento financeiro 31.254 30.616
Subvenções governamentais 4.083 4.916
IRCS a pagar 0 0
Outros tributos a pagar 497.503 452.952
Dividendos e JSCP a pagar 358 2.046
Obrigações sociais e trabalhistas 190.358 119.379
Encargos setoriais 404.688 450.965
Obrigações com benefícios pós-emprego 11.160 0
Provisão para processos judiciais e outros 520.852 481.893
Reserva de Reversão 7.342 0
Outras obrigações 255.919 258.807
Passivo financeiro setorial 1.229.323 958.305
Passivo Não Circulante 10.217.733 8.790.052
Empréstimos e financiamentos 55.717 473.056
Debêntures 3.333.010 2.016.646
Arrendamento financeiro 47.602 52.867
Subvenções governamentais 8.488 12.570
Obrigações com benefícios pós-emprego 3.895.506 3.707.100
Provisão para processos judiciais e outros 1.965.093 1.546.924
Encargos setoriais 38.689 30.868
Obrigações sociais e trabalhistas 401 937
Reserva de reversão 51.399 66.085
Outras obrigações 19.802 8.453
Passivo financeiro setorial, líquido 802.026 874.546
Patrim ônio Líquido 2.880.980 1.751.838
Capital social 2.823.486 1.323.486
Reserva de capital 691.470 693.338
Ações em Tesouraria -49.236 -49.236
Outros resultados abrangentes/ajustes de avaliação patrimonial -781.506 -646.685
Reserva de lucros: 0 0
Reserva legal 196.766 248.984
Reserva estatutária 0 238.545
Lucros (prejuízos) acumulados 0 -56.594

31
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Fluxo de Caixa Indireto

Fluxo de Caixa Indireto (R$ Mil)


Atividades operacionais: 4T18 4T17
Prejuízo líquido do exercício -315.261 -876.556

Ajustes para conciliar o prejuízo líquido do exercício com o caixa das atividades operacionais:
Depreciação e amortização 558.887 524.054
Variações monetárias 7.146 11.991
Atualização do ativo financeiro da concessão -121.293 -51.912
Perda esperada com créditos de liquidação duvidosa 79.899 260.607
Provisão para processos judiciais e outros, líquida 450.912 82.462
Provisão acordo Eletrobras 0 1.499.138
Atualização acordo Eletrobras 101.443 0
Custo de empréstimos e debêntures (encargos de dívidas) 407.117 409.094
Benefícios pós-emprego 478.773 389.312
Receita de aplicação financeira em investimentos de curto prazo -834 -2.613
Baixa de ativo financeiro, intangível da concessão e imobilizado 74.948 6.522
Tributos e contribuições sociais diferidos -133.558 -436.402
Ações e opções de ações outorgadas -1.868 886

Redução (aum ento) dos ativos:


Ativo financeiro setorial -908.031 25.955
Contas a Receber -421.112 -312.735
Tributos Compensáveis -47.749 -55.253
Outros Créditos 61.080 14.472
Outros Efeitos 7.673 43.080

Aum ento (redução) dos passivos:


Contas a Pagar -174.490 73.346
Passivo financeiro setorial 198.498 -199.523
Obrigações Sociais, Trabalhistas e Outras 74.644 19.706
Tributos a Pagar 44.551 -49.654

Pagamento de juros (encargos de dívidas), deduzido dos juros capitalizados -320.347 -377.539
Pagamento de imposto de renda e contribuição social -15.272 -15.656
Pagamento de obrigações com benefícios pós-emprego -360.616 -450.413
Pagamento de processos judiciais e outros -131.403 -102.495
Juros resgatados de investimentos de curto prazo 0 6.849

Atividades de investim entos:


Adições para ativo contratual, financeiro e intangível da concessão -1.353.935 -1.106.051
Consumidores participação financeira 65.706 107.313
Investimentos, líquidos 70.199 -10.715

Atividades de financiam entos:


Financiamentos, líquidos 502.292 259.306
Pagamento de obrigações por arrendamento financeiro -37.080 -31.784
Aumento de capital 1.500.000 0
Recompra de ações - direito de retirada (migração novo mercado) 0 -49.236
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos -1.688 -20.679

Variação no caixa líquido da Com panhia 339.231 -415.123


Saldo inicial de caixa e equivalentes de caixa 597.447 1.012.570
Saldo final de caixa e equivalentes de caixa 936.678 597.447

32
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

12 GLOSSÁRIO
ABRADEE – Associação Brasileira de Distribuidores de CDI (Certificado de Depósito Interbancário) –
Energia Elétrica. Certificado de Depósito Interbancário. Taxa de referência
no mercado de juros, originada da média negociada entre
ACL – Ambiente de Contratação Livre. Segmento do
instituições financeiras.
mercado no qual se realizam as operações de compra e
venda de energia elétrica, objeto de contratos bilaterais Clientes Livres – São clientes de energia que, de acordo
livremente negociados, conforme regras e com a Lei 9.074, de julho de 1995, e Resolução ANEEL
procedimentos de comercialização específicos. 264, de 13 de agosto de 1998, podem optar por comprar
energia de qualquer distribuidor/ comercializador,
ACR – Ambiente de Contratação Regulada. Segmento
negociando livremente o preço e duração do
do mercado no qual se realizam as operações de compra
fornecimento de energia elétrica, conforme legislação e
e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e
regulamentos específicos.
agentes de distribuição. As operações são precedidas de
licitação, ressalvados os casos previstos em lei, Contrato bilateral – Instrumento jurídico que formaliza a
conforme regras e procedimentos de comercialização compra e venda de energia elétrica entre agentes da
específicos. CCEE, tendo por objeto estabelecer preços, prazos e
montantes de suprimento em intervalos temporais
Alta tensão - Unidade Consumidora atendida em tensão
determinados.
nominal igual ou superior a 69kV.
CONER – Conta de Energia de Reservas.
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica:
autarquia sob regime especial, que tem por finalidade CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição
Covenants - Compromisso em um contrato de emissão
e comercialização de energia elétrica, zelando pela
de títulos, restringindo determinadas situações ou
qualidade do serviço prestado, pelo trato isonômico
atividades com o objetivo de dar maior segurança ao
dispensado aos usuários e pelo controle da razoabilidade
financiador.
das tarifas cobradas aos clientes, preservando, sempre,
a viabilidade econômica e financeira dos agentes e da CVA – Conta de Compensação de Variação de Valores
indústria. de Itens da Parcela A.
Baixa Tensão - Unidade Consumidora atendida com CVU – Custo Variável Unitário. Representa o custo
tensão nominal igual ou inferior a 1kV. variável da última usina despachada.
BRR - Base de Remuneração Regulatória. CVM – Comissão de Valores Mobiliários.
CAPEX – Capital Expenditures, em português, despesas DEC – Duração Equivalente de Interrupção por Unidade
de capital ou investimento em bens de capital. Consumidora. Indica o número de horas, em média, que
um cliente fica sem energia elétrica durante um período,
CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
geralmente mensal.
Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos.
Atua sob autorização do Poder Concedente e da DIC – Duração de Interrupção Individual por Unidade
regulação e fiscalização da ANEEL, com a finalidade de Consumidora. Indica quanto tempo a unidade
viabilizar as operações de compra e venda de energia consumidora ou ponto de conexão ficou sem luz.
elétrica entre os agentes da CCEE, restritos ao Sistema
DMIC - Duração máxima de Interrupção. Tempo máximo
Interligado Nacional (“SIN”).
de interrupção no fornecimento de energia elétrica em
CCRBT – Conta Centralizadora dos Recursos de uma Unidade Consumidora.
Bandeira Tarifária.
DICRI – Duração da Interrupção individual ocorrida em
CDE – Conta de Desenvolvimento Energético. É usada dia Crítico. Indica o tempo em que a unidade
para promover a competitividade da energia elétrica consumidora ou ponto de conexão ficou sem luz, no dia
produzida por usinas que utilizam fontes alternativas: em que a quantidade de ocorrências é muito alta.
eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa,
EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes,
carvão mineral nacional, etc. Parte dos recursos
Depreciation & Amortization Expenses) - Resultados
provenientes da Conta também é repassada para a
financeiros da empresa antes de serem subtraídos os
universalização da energia elétrica no País. O custo da
juros, impostos, depreciação e despesas de amortização.
CDE é rateado por todos os clientes atendidos pelo
Sistema Interligado. Os clientes dos Sistemas Isolados ESS – Encargos de Serviços do Sistema.
estão isentos desse custo.

33
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

EER – Encargo de Energia de Reserva. JSCP – Juros sobre Capital Próprio.


Fator X – Mecanismo que permite repassar aos MCSD - Mecanismo de Compensação de Sobras e
consumidores, por meio das tarifas, projeções de ganhos Déficits. Possibilita que distribuidoras com nível de
de produtividade das distribuidoras de energia elétrica. sobrecontratação de energia acima do limite regulatório
negociem reduções contratuais com geradoras, além de
FEC – Frequência Equivalente de Interrupção por
equilibrar as trocas com a realização de cessões
Unidade Consumidora. Indica quantas vezes, em média,
compulsórias entre as distribuidoras que declararem
houve interrupção na unidade consumidora.
sobras.
FIC - Frequência de Interrupções Individuais. Indica a
MME (Ministério de Minas e Energia) - Órgão que atua
frequência com que a falta de luz ocorre.
na formulação e implementação de políticas para o setor
Follow-On – Distribuição Primária de Ações. É a energético, de acordo com as diretrizes do CNPE.
emissão de novas ações pela Companhia.
MVA – Megavolt Ampere.
Giga Watt (GWh) – Unidade de energia equivalente a um
MRE – Mecanismo de Realocação de Energia.
bilhão de watts por hora.
OPA - Oferta pública de aquisição de ações é uma
Ibovespa - O objetivo do Ibovespa é ser o indicador do
operação por meio da qual um acionista ou uma
desempenho médio das cotações dos ativos de maior
sociedade pretende comprar uma participação ou a
negociabilidade e representatividade do mercado de
totalidade das ações de uma empresa listada na bolsa de
ações brasileiro.
valores.
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
PECLD - Perda Estimada com Créditos de Liquidação
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Duvidosa.
Intermunicipal e de Comunicação.
PIA – Programa de Incentivo à Aposentadoria.
IEE - o Índice de Energia Elétrica foi lançado em agosto
de 1996 com o objetivo de medir o desempenho do setor PLD – Preço de Liquidação das Diferenças. É utilizado
de energia elétrica. para valorar a compra e a venda de energia no Mercado
de Curto Prazo.
IFRS – International Financial Reporting Standards,
correspondente às normas internacionais de PROINFA – Programa de Incentivo às Fontes
contabilidade. Alternativas de Energia Elétrica.
IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Rating – Avaliação da Companhia por agências de
Amplo) – Medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro classificação de riscos. Mede a capacidade da
de Geografia e Estatística (“IBGE”), o índice de inflação Companhia de cumprir com suas dívidas.
mensal calcula a variação dos preços no comércio,
RTP – Revisão Tarifária Periódica. Para a Enel
refletindo o custo de vida para famílias com renda mensal
Distribuição São Paulo, é definida pela Agência Nacional
de 1 a 40 salários mínimos.
de Energia Elétrica (ANEEL) a cada quatro anos,
IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) – Índice conforme definido no contrato de concessão. Diferente
de inflação mensal, medido pela Fundação Getúlio do reajusto tarifário anual, além do reajuste da Parcela A
Vargas (“FGV”), que calcula a variação de preços no para contemplar os custos não gerenciáveis para os
mercado de atacado, consumo, e construção civil, próximos 12 meses, a revisão tarifária periódica revisa
considerando inclusive produtos importados. O indicador toda a metodologia de cálculo da Parcela B e seus
apura as variações de preços de matérias-primas componentes. O objetivo é preservar o equilíbrio
agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços econômico-financeiro da concessão e o realismo
finais no consumo. tarifário. A última revisão tarifária da Enel Distribuição
São Paulo ocorreu em 2015.
ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) –
Índice que mede o grau de satisfação dos consumidores Taxa SELIC – Taxa dos financiamentos diários, com
de energia, produzido a partir dos dados levantados na lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial
Pesquisa Abradee de Satisfação do Cliente Residencial. de Liquidação e Custódia.
ETD – Estação Transformadora de Distribuição TSEE - Tarifa Social de Energia Elétrica.
ETSD – Estação Transformadora Subterrânea de TUSD – Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição.
Distribuição
URA – Unidade de Resposta Audível.
ECD – Estação Compacta de Distribuição

34
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Earnings Release – 4T18/2018


Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.
Enel Distribuição São Paulo
26 de fevereiro de 2019

LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Declarações contidas neste documento relativas a perspectivas dos negócios da Enel Distribuição São Paulo, projeções
de resultados operacionais e financeiros e ao potencial de crescimento da Companhia, constituem-se em meras
previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Companhia. Essas expectativas
são altamente dependentes de mudanças no mercado, do desempenho econômico do Brasil, do setor elétrico e do
mercado internacional, estando, portanto, sujeitas a mudanças.

RELAÇÕES COM INVESTIDORES


ri.eneldistribuicaosp.com.br

ri.eletropaulo@enel.com

(11) 2195-7048

.....

35
Earnings Release - 4Q18/2018
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.
Enel Distribuição São Paulo
February 26, 2019

Investor Relations
Monica Hodor
Executive Vice-President and Investor Relations Officer

Isabela Klemes Taveira


Investor Relations Director

Daniel Spencer Pioner


Investor Relations Manager
Investor Relations Team | 55 11 2195-7048

http://ri.eneldistribuicaosp.com.br/ | ri.eletropaulo@enel.com
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

São Paulo, February 26, 2018 - Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo (ENEL DISTRIBUIÇÃO SÃO PAULO) [BOV: ELPL3],
an electric energy distribution company serving 24 municipalities in the state of São Paulo (18 million inhabitants) announces its results for
the fourth quarter of 2018 (4Q18) and for the full year 2018 (2018). The following financial and operating information, except when otherwise
indicated, is presented in compliance with applicable Brazilian laws in force.

"The main highlights of the year were the inclusion of quality indicators within the global
RESULTS
regulatory levels and also the increased level of investment ever made by the Company. It is
worth noting that, throughout the year, we remained focused on integration process with Enel 4Q18/2018
Group, which enabled the adoption of best international practices, bringing the development of Earnings
the distributor image with its customers." Conference Call
Comments by Ms. Monica Hodor
Executive Vice-President and Investor Relations Officer 02.28.2019
11:00 AM (BRT) / 9AM (EST)
Based on the results achieved, and evidenced in this report, we can state that, during last year, the Company has
advanced both in operational and financial fronts, undergoing positive transformations. Since then, one of the main Access: Enel
focuses of our energy was to progress in the integration and synergy agenda with the new controlling shareholder,
which also culminated in the process of changing the brand, completed in December, thus strengthening the
Dial-in:
Company's identity as an important asset of Enel Group, in addition to the identification and sharing of best practices
- Brazil: +55 11 3193 1001
between the Company and the other Enel Group companies in Brazil and around the world.
+55 11 2820 4001
In the short term, the result of this integration has already been reflected in our credit rating, which were raised by
credit agencies, also as a result of the efforts for reviewing the structure of the Company's indebtedness, a process - USA: +1 800 492 3904
known as liability management, concluded with the 23rd Issue of Debentures, in the amount of R$ 3.0 billion, enabling
the improvement in the debt profile, lengthening the average term and adjusting its cost.
Presentation slides and audio
With a focus on reducing quality indicators and increasing consumer satisfaction, the Company has invested R$ will be available at:
1,353.9 million in 2018, of which R$ 1,256.8 million were invested with funds financed by the Company, a 37.9% ri.eneldistribuicaosp.com.br
increase when compared to the amounts reported in 2017. In addition, we have more than doubled our investments
y versus 2015. In the period from 2015 to 2018, we invested more than R$ 3.7 billion, and our plan is to invest an
additional amount of R$ 4,395.7 million between 2019 and 2022. Summary

It is important to highlight that in July 2019, the 5th Periodic Tariff Review will be ratified, period in which the regulator
will evaluate the governance of the investments made in the current cycle and will redefine the electric energy tariffs
HIGHLIGHTS 3
to levels compatible with the economic and financial balance for fiscal years 2019-2023. PROFILE 4
Such investments made once again enabled the evolution of our performance and operational reliability, being one SECTOR CONTEXT 5
of the main highlights the inclusion within the global regulatory limit of the SAIDI and SAIFI. Our SAIDI for 2018 ENERGY MARKET 8
recorded a 38.7% reduction between 2018 and 2017, amounting to 7.18 hours. Our SAIFI amounted to 4.39 times
in 2018, 29.4% lower than the previous year. OPERATIONAL
10
EFFICIENCY
Other indicator showing a significant evolution was the number of commercial claims made directly to the Company,
evidencing our efforts in providing higher quality services to our consumers. Thus, in 2018, commercial complaints
COMMERCIAL
12
were down 30.4% versus the volume recorded in 2017. EFFICIENCY
ECONOMIC AND
In terms of economic and financial performance, EBITDA adjusted for non-recurring events was flat between 2018 FINANCIAL 15
and 2017 (R$ 1,281.3 million and 1,275.5 million, respectively) whereas adjusted net loss, net of IR/CS rose R$ 27.5 PERFORMANCE
between 2018 and the previous year (R$ 80.8 million and 53.3 million, respectively).
INDEBTEDNESS 22
Finally, for 2019, we remain confident in meeting our strategic agenda, through the continuous operational evolution
and efficient capital allocation, and assured that, as part of the Enel Group, we are now even better able to offer CASH FLOW 26
increasingly better services to our customers, bringing energy to the more than 7.2 million consumer units in the CORPORATE
metropolitan region of São Paulo. 28
INFORMATION
Highlights 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Volume of Energy - Sales and Transportation (GWh) 10,628 10,771 -1.3% 42,878 42,982 -0.2%
Net Revenue (R$ thousand) 3,448,104 3,523,107 -2.1% 14,489,839 13,083,172 10.8%
ANEXXES 29
ETBIDA (R$ thd) 218,362 356,391 -38.7% 1,101,183 1,484,766 -25.8%
EBITDA Margin (%) 6.3% 10.1% -37.4% 7.6% 11.3% -33.0%
Net (Loss) Income (R$ thousand) -157,001 -975,455 -83.9% -315,261 -876,556 -64.0% GLOSSARY 34
CAPEX (R$ thd) 397,190 300,477 32.2% 1,353,935 1,026,028 32.0%
Employees 7,239 7,355 -1.6% 7,239 7,355 -1.6%
Net Debt/Adjusted EBITDA 3.01 2.90* - 3.01 2.90* -
*In 2017, the Company adopted a leverage calculation criteria, different from the current one, adjusting, considering the criterion and limit in effect at the time, the
Company’s leverage w ould be w ithin the permitted limit of 3,5x.

2
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

1 HIGHLIGHTS

Operational
• 38.7% reduction in SAIDI in 2018 to 7.18 hours, as compared to 2017 (11.72 hours), within the global regulatory limit
of 7.56 hours;
• SAIFI indicator reached 4.39 times in 2018, a 29.4% reduction compared to 2017 (6.22 times), within the regulatory
limit of 5.26 times;
• 8.2% reduction in Customer average interruption duration index (“CAIDI”) as compared to 2017, a result of the
investments in grid modernization and automation, such as automatic reclosers, remote-controlled equipment, failure
detectors and reduction of the unproductive displacement and higher team productivity;

Market and Commercial


• 0.2% decrease of the total market in 2018, with 1.7% retraction at the captive market, reflecting mainly the customer
migration to the free market. Excluding the effects of migration, the captive market would have remained stable;
• Through the negotiation portal, 461.7 thousand debt negotiations were completed in 2018, resulting in R$ 237.9 million
negotiated;
• In 2018, ADA recorded a R$ 57.4 million provision, mainly due to the change in the accounting estimate, aiming at the
adequacy of the assumptions and calculation methodology adopted by the Enel Group, on a prospective basis;
• Decline in the level of total losses in the comparison between the periods (9.5% in 2018 versus 9.7% in 2017).

Regulatory
• Annual tariff adjustment for 2018, effective as of July 4th, 2018, with an average effect perceived by consumers of
15.84%;
• On August 17, ANEEL (“National Agency of Electric Energy”) held a public hearing to discuss different methodologies
for defining the regulatory capital cost ("WACC") of distribution companies, being applicable to the Company only in the
2023 cycle;
• In July 2019, the Company will undergo the 5th Periodic Tariff Review Cycle, period which the electric energy tariffs will
be redefined at levels compatible with the economic and financial balance.

Financial
• Reported EBITDA at R$ 1,101.2 million in 2018, a 25.8% reduction versus R$ 1,484.8 million recorded in 2017;
• Reported net loss of R$ 315.3 million in 2018, compared to a reported net loss of R$ 876.6 million in 2017;
• Net CVA assets balance at R$ 614.4 million in 2018 as compared to net CVA liabilities of R$ 95.1 million in 2017;
• Net Debt/Adjusted EBITDA Ratio1 at 3.01x in 2018 and an increase in the average term2, from 3.0 years in 4Q17 to
3.9 years in 4Q18.

Financial Strategy
• Conclusion of the Company’s 23rd Issue of debentures in the amount of R$ 3.0 billion;
• In September 2018, the capital increase process was carried out, with the issuance of 33,171,164 new registered, book-
entry common shares, with no par value, by the Company. All shares were duly subscribed and paid-in. With the
approval of the Capital Increase by the Company's Board of Directors, the Company’s controlling company, Enel, now
holds 94.4% of Enel Distribuição São Paulo’s total and voting capital.

1
Adjusted EBITDA for Covenants calculation excludes ADA, Contingencies and Pension Fund Charges.
2
Average term includes the principal and Fundação CESP (not including the net effect actuarial gains/losses).

3
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

2 Profile

Concession Area

Enel Distribuição São Paulo is the largest electric energy distribution company in Brazil in terms of energy volume sold 3and
it is present in 24 cities in the Metropolitan Region of São Paulo, including the capital, the main economic and financial
center of Brazil.
Its concession area, amounting to 4,526 km², has the greatest GDP and the highest population density in the country, 1,596
consumer units4 per km² with 18 million inhabitants, corresponding to 32.5% of the total electricity consumed in the State of
São Paulo5 and 9.1% of Brazilian total6.

Corporate Structure

As a result of the competitive process aiming at the Company’s control acquisition, on June 4, 2018, the auction for the
acquisition of the Company’s control – pursuant to the Tender Offer (“OPA”) launched by Enel Brasil Investimentos Sudeste
S.A. ("Enel") was held - whereby Enel acquired, at the price of R$ 45.22 per share, 122,799,289 common shares,
representing approximately 73.4% of the Company’s voting capital. The transaction was concluded, with payment of the
price and transfer of shares, on June 7 th, 2018, wherein Enel was bound to acquire remaining shares, under the same
conditions, in the 30 days subsequent to the Auction, for a price of R$ 45.22 per share, adjusted by the SELIC rate.
During the selling period of the remaining shares, 33,359,292 shares were also acquired by Enel, which, as from July 13,
2018, date of payment of the last lot of shares acquired, is the holder of 93.3% of the share capital of the Company.

Company’s Capital Increase

On June 26 and July 26, 2018, the provisions for the advance for future capital increase ("AFAC"), in the amounts of R$ 900
million and R$ 600 million, respectively, were irrevocably and irreversibly entered into with Enel, which were credited to the
Company on the same dates of execution of the instruments.
On July 26, 2018, the Company's Board of Directors approved a proposal for a share capital increase by means of private
subscription, within the limit of the authorized capital, in the amount of R$ 1,500 million, with the issuance of 33,171,164
new common shares, all registered and book-entry shares with no par value, at the issue price of R$ 45.22 per common

3
Data from the Brazilian Electrical Energy Distribution Company Association - ABRADEE, December 2017.
4
Internal data from units billed, December 2018.
5
Data from the Energy Secretary of São Paulo year-to-date to November 2018.
6
Data from the Energy Research Company - EPE, year-to-date to November 2018.

4
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

share, to be implemented through capitalization of credits ("Capital Increase"”). All 33,171,164 new registered, book-entry
common shares, with no par value issued by the Company, were duly subscribed and paid-in September 2018.
As a result of the Capital Increase, the Company's share capital, previously in the amount of R$ 1,323.5 million, broken-
down into 167,343,887 registered, book-entry common shares, with no par value was R$ 2,823.5 million, broken-down into
200,515,051 registered, book-entry common shares with no par value.
With the approval of the Capital Increase by Enel Distribuição São Paulo’s Board of Directors on September 19, 2018, Enel,
the Company's controlling company, now holds 189,323,545 registered, book-entry common shares, with no par value,
corresponding to 94.4% of the total and voting capital of Enel Distribuição São Paulo.
The following table presents the Company's corporate structure on September 25 th, 2018, following the OPA and Capital
Increase process:

Shareholder Structure ON %
Controlling Shareholder 189,323,545 94.42%
Enel Investimentos Sudeste S.A. 189,323,545 94.42%
Non Controlling Shareholder 8,133,352 4.06%
Others 8,133,352 4.06%
Treasury Shares 3,058,154 1.53%
Total 200,515,051 100.00%

3 SECTOR CONTEXT

Power Distribution in Brazil

Enel Distribuição São Paulo is a public utility company of electric energy distribution, subject to the regulations of ANEEL
and the Ministry of Mines and Energy (“MME”). The Company is also subject to the terms of its concession agreement,
which was entered into with the ANEEL on June 15, 1998, granting it the right to distribute energy in its concession area
until June 15, 2028.

The electric energy tariff (use of the electrical grid and supply) practiced by the Company in the energy distribution to final
customers is determined pursuant to its concession agreement and in compliance with the regulations set forth by ANEEL.
Both establish a maximum for the rate and provide annual adjustments (tariff adjustment), periodic (every four years) and
extraordinary (when there is a significant economic and financial imbalance).
In the electric energy tariff adjustments, ANEEL divides distribution costs between (i) non-manageable costs by the
distributor (so-called Parcel A) and (ii) costs manageable by the distributor (so-called Parcel B).
Parcel A includes, among others, the cost of energy purchased for resale, the sector charges, and the costs related to
connection charges and use of the transmission and distribution systems.
Parcel B costs comprise, among other things, the return on investments related to the concession, considered in the
Company's Regulatory Asset Base ("RAB"), regulatory depreciation costs, and operating and maintenance costs of the
distribution system.
In the annual tariff adjustments, Parcel A costs are passed on to customers and Parcel B costs are adjusted according to
the IGP-M index adjusted by the X Factor.

In the tariff review, all Parcel B costs are recalculated, and two components of the X Factor (XPd and Xt) are also defined.
The X Factor applied in the annual adjustments and tariff reviews is a result of the sum of the following components:
I. XPd –productivity component: consists of the productivity gains of the distributor in the historical period analyzed,
adjusted by the variation observed in the market and the consumer units;
II. XT – operational costs trajectory component: aims to adjust operating costs assessed to the efficient operational
cost;
III. XQ - quality component: measures the quality of the technical and commercial services provided by each distributor
to its consumers. Established and revised over the course of the cycle, in annual tariff adjustments.
The annual date of the annual tariff adjustments and reviews of Enel Distribuição São Paulo is July 4.

5
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Annual Tariff Adjustment

ANEEL, at Public Meeting of the Executive Board held on July 3, 2018, resolved upon the 2018 annual tariff adjustment, to
be effective as of July 04, 2018. The tariff adjustment index for the Company was 16.40%, comprising an economic
adjustment of +10.47% and a financial component of +5.93%. Upon deducting the financial component considered in the
last tariff process, in the amount of 0.56%, the average effect to be perceived by consumers was +15.84%, as detailed
below.

Tariff Readjustm ent


Sector Charges 2.58%
Energy Purchased 6.63%
Parcel A
Transmission Charges -0.58%
Parcel A 8.63%
Parcel B 1.84%
Econom ic Readjustm ent 10.47%
Total CVA* 8.47%
Other Parcel A Financial Components -2.54%
Financial Readjustm ent 5.93%
Total Readjustm ent 16.40%
Financial Components of Previous Process -0.56%
Effect Perceived by the Custom ers 15.84%

*CVA – Clearing Account for the Variation of Value of Items of Parcel A.

Parcel A was adjusted by 10.98%, representing 8.63% in the economic adjustment, mainly affected by:
I. Sector Charges - R$ 3,292 million. 12.20% increase, representing 2.58% in the economic adjustment, mainly due
to the 24.89% increase in the Energy Development Account ("CDE") charge;
II. Energy Purchased (Includes PROINFA) - R$ 7,257 million. The 14.52% increase is mainly derived from the
increase in the Quota cost (Law 12.783/2013) and Itaipu. The increase in the cost of energy purchase represents
6.63% in the economic adjustment; and
III. Transmission Charges - R$ 1,564 million. The 4.87% reduction is particularly explained by the reduction of the
Annual Allowed Revenue of the Basic Network as compared to the previous cycle, representing -0.58% in the
economic adjustment.
If there were no Tariff Flag application, as detailed in the next section, the tariff adjustment index would be 7.12% higher,
close to 23%.
Parcel B was adjusted by +8.62%, representing a +1.84% share in the economic adjustment. Such adjustment is comprised
of 6.92% IGP-M in the 12-month period ended June 2018, plus X-Factor of -1.70%, which comprises the productivity gains
("Xp Factor") of 1.13% and the operational cost path component ("Xt Factor") of -2.37%, previously set in the Fourth Period
Tariff Review ("4PTR"), in addition to the service quality component ("Xq Factor") of -0.46%.
The average tariff adjustment of +15.84% (average effect to be perceived by consumers) presents variations for several
voltage levels, as detailed below:

Voltage Levels Average Effects


High Voltage 17.67%
Low Voltage 15.14%
Average Effect 15.84%

6
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

5th Periodic Tariff Review Cycle

In July 2019, the Company will undergo the 5 th Periodic Tariff Review, during which the electric energy tariffs will be redefined
at levels compatible with the economic and financial balance as showed in the concession contract.
As to the methodology to be used to define the parameters that make up the Required Revenue (such as Capital
Remuneration, Operating Costs and Losses, for example), it has been already defined in ANEEL regulations. In the case of
the Capital Remuneration, for the calculation of the Regulatory WACC, the methodology defined at the beginning of 2015
set its recalculation by updating the parameters used (country risk, risk free rate, U.S. inflation, among others). However, as
a result of the Public Hearing 066/2017, ANEEL has chosen to revoke this update, maintaining the previous 8.09% WACC,
after taxes, for the reviews occurring until December 2019, during which period Enel Distribuição São Paulo’s review process
will be carried out. Likewise, the methodology for Operational Costs also provided for a recalculation of the Efficiency
Parameters from the updating the model’s input data, where the recalculation is set to be held within the scope of Public
Hearing 052/2017.

Tariff Flags

Comprised of four flags (green, yellow and red - level 1 and level 2), this system establishes additional rates for the tariffs
in order to reflect the energy generation cost variation, as shown below:
I. Green flag: the tariff has no addition;
II. Yellow flag: addition of R$ 10/MWh;
III. Red flag: Tier 1: R$ 30/MWh increase, Tier 2: R$ 50/MWh increase

In May 2018, a new criterion for triggering the tariff flags came into effect, due to the public hearing no. 061/17, which
discussed the revision of the flag methodology and the amount for of the triggering ranges.
The tariff flags prevailing during 2017 and 2018, reflecting the hydrological conditions, are shown below.

2017 Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov* Dec*

Tariff Flag

Level 1 Level 1 Level 1 Level 2 Level 2 Level 1


CVU/PLD (Spot
128.65 179.74 279.04 426.99 447.61 155.85 237.71 513.51 411.92 698.14 533.82 201.51
Price) - R$/MWh
CVU - Variable Cost per Unit of the last plant to be dispatched in the system from jan/17 until oct/17; *PLD (spot price) trigged from nov/17 until dec/17 (source: ANEEL)

2018 Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec

Tariff Flag

Green Green Green Green Yellow Red level 2 Red level 2 Red level 2 Red level 2 Red level 2 Yellow Green

PLD Spot Price -


189.63 157.28 184.91 40.16 193.36 425.01 505.18 505.18 490.74 377.47 140.51 56.74
R$/MWh

PLD Spot Price: Average Monthly PLD Reference for the Tariff Flag, defined by CCEE

7
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

4 ENERGY MARKET

Total Market 7

Enel Distribuição São Paulo’s total market, as shown in the following table, closed 4Q18 with a volume of 10,628.0 GWh, a
1.3% reduction in comparison with 4Q17. When adjusted for billing days (-0.5 day, equivalent to -62.8 GWh), the total market
would have shown a 0.8% decline in the period.
In the year, the total market posted a slight fall when compared to 2017 (-0.2%), amounting to 42,877.7 GWh. When adjusted
for billing days (-0.6 day, equivalent to -75.3 GWh), the total market would have shown a 0.1% decrease in 2018, in line with
reported in 2017.
Sale and Transport of Energy (GWh) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Captive Market 7,982.2 8,122.3 -1.7% 32,230.3 32,776.3 -1.7%
Free Market* 2,645.8 2,648.9 -0.1% 10,647.4 10,205.6 4.3%
Total - Sales and Transportation of Energy 10,628.0 10,771.3 -1.3% 42,877.7 42,981.9 -0.2%
* As of 4Q18, the Company started to include supplies for energy companies, w ith retroactive effects since January 2018

Num ber of Billed Consum ers Unit 4Q18 4Q17 Var. %


Captive Market 7,229,420 7,155,268 1.0%
Household - Conventional 6,781,509 6,705,497 1.1%
Industrial 26,073 26,932 -3.2%
Commmercial 402,502 402,368 0.0%
Rural 562 493 14.0%
Public Services 18,774 19,978 -6.0%
Free Market 1,324 1,192 11.1%
Industrial 409 372 9.9%
Commercial 869 782 11.1%
Public Services 39 38 2.6%
Energy Companies 7 - 0.0%
Subtotal - Efective Billed Consum ers 7,230,744 7,156,460 1.0%

Captive market

The captive market amounted to 7,982.2 GWh in 4Q18, corresponding to a 1.7% reduction versus 4Q17. Upon adjusting
4Q17 market by factors including: (i) migrations from the Regulated Contracting Environment (ACR) to the Free Contracting
Environment (ACL), with an unfavorable impact of 80.3 GWh; (ii) more billing days in 4Q18 (-0.6 day, equivalent to -54.2
GWh); and (iii) customer return to ACR, with a favorable impact of 9.3 GWh, the captive market in 4Q18 would have declined
0.2%.
In 2018, the captive market amounted to 32,230.3 GWh, also representing a 1.7% fall versus 2017. Upon adjusting the
effects: (i) migrations from ACR to ACL, with a negative impact of 593.3 GWh; (ii) less billing days in 2018 (-0.7 day,
equivalent to -65.1 GWh); and (iii) return of customers to ACR, with a positive impact of 56.3 GWh, the captive market would
have grown 0.2%.
Sale of Energy in the Captive Market (GWh) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Residential - Conventional 3,993.1 3,987.6 0.1% 16,187.3 16,090.1 0.6%
Industrial 776.7 831.0 -6.5% 3,122.9 3,343.9 -6.6%
Commercial 2,587.4 2,662.8 -2.8% 10,410.1 10,698.9 -2.7%
Rural 7.8 7.9 -0.8% 31.4 31.0 1.3%
Public Services 617.2 633.0 -2.5% 2,478.6 2,612.5 -5.1%
Total - Captive Market Energy Sale 7,982.2 8,122.3 -1.7% 32,230.3 32,776.3 -1.7%

7
Does not include own consumption.

8
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Free Customers

The free customers billed market was 2,645.8 GWh in 4Q18, a 0.1% decrease when compared to 4Q17. Since 4Q17,
considering migrations to ACL and returns to ACR, 132 units have been added to ACL billing, amounting to 1,324 units in
4Q18. This resulted in an addition of 71.0 GWh in this market, which, if discounted from the free market billed in the period,
reflects a 2.7% decline in the quarter.
In 2018, the free market amounted to 10,647.4 GWh, a 4.3% increase versus 2017, reflecting the migration of 296 and 133
customers to the ACL in 2017 and 2018, respectively. The net impact considering migrations to ACL and returns to ACR
was an addition of 537.0 GWh in this market, which, if discounted, reflects a 0.9% decrease of in the period.
Energy Transportation for clients in the free market (GWh) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Industrial 1,323.2 1,352.2 -2.1% 5,323.0 5,266.8 1.1%
Commercial 928.9 933.4 -0.5% 3,820.8 3,562.4 7.3%
Public Services* 393.8 363.4 8.4% 1,503.6 1,376.4 9.2%
Total - Free Market Energy Transportation 2,645.8 2,648.9 -0.1% 10,647.4 10,205.6 4.3%
* As of 4Q18, the Company started to include supplies for energy companies, w ith retroactive effects since January 2018

Market performance per consumption class (Captive + free)

Residential

The residential class consumption amounted to 3,993.1 GWh in 4Q18, corresponding to a slight increase versus 4Q17
(+0.1%). In this period, the class was negatively impacted by 0.7 less billing days (-31.0 GWh) and by the reduction in the
average consumption per unit (-1.3%), while approximately 145 thousand consumer units were added. Upon deducting the
effect of the difference in billing days, the residential market would have grown 0.9% in the quarter.
In 2018, the residential class consumption amounted to 16,187.3 GWh, corresponding to a 0.6% increase compared to
2017. In this period, the class was positively impacted by an average increase of around 171 thousand consumer units in
2018, while the average consumption per unit was 2.0% lower. The effect of the difference in billing days was not significant
in the period.

Commercial

The total consumption billed for the commercial class was 3,516.3 GWh in 4Q18, representing a 2.2% decrease compared
to 4Q17. In this period, the class was negatively impacted by 0.4 less billing days (-16.4 GWh), due to the average reduction
per unit (-3.7%), while an average increase of 7.6 thousand consumer units was reported. Excluding the effect of the
difference in billing days the commercial market would have a decrease of 1.8% in the quarter.
In 2018, the commercial class consumption amounted to 14,230.9 GWh, corresponding to a 0.2% decrease compared to
2017. In this period, there was an average increase of approximately 4.9 thousand consumer units. On the other hand, the
class was negatively impacted by the lower average consumption per unit (-1.2%) and 0.9 less billing days (-39.3 GWh).
Upon deducting the effect of the difference in billing days, the commercial market would have grown 0.1% in the period.

Industrial

In 4Q18, the consumption of industrial class was 3.8% lower versus 4Q17, amounting to 2,099.9 GWh. In this period, the
class performance was influenced by the fall in the consumption in segments of vehicles, trailers and bodies manufacturing
(6.0%), chemicals (-4.8%) and metallurgy (-8.4%), partially offset by the growth in segments of rubber and plastic products
manufacturing (+4.1%) and pulp, paper and paper products manufacturing (+6.1%). The effect of the difference in billing
days was not significant in this comparative basis.
In 2018, the industrial class consumption amounted to 8,445.9 GWh, corresponding to 1.9% reduction as compared to 2017.
In this period, the class performance was influenced by the consumption drop in segments of chemicals manufacturing (-
2.6%), printing and recording reproduction (-8.6%), nonmetallic mineral products manufacturing (-4.3%), partially offset by
the growth in segments of rubber and plastic products manufacturing (+3.7%) and pulp, paper and paper products
manufacturing (+3.6%). The industrial class was also adversely impacted by 0.9 less billing days (21.9 GWh), which, if
discounted, is translated into a decrease of 1.7% in the period.

9
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Other Classes (Government, Rural, Utility, Public Lighting and Supply)

The consumption of other classes amounted to 1,018.7 GWh in 4Q18, representing a 1.4% reduction versus 4Q17, mainly
due to the increase in utility and lighting classes, at 4.1% and 1.4% respectively. In this period, other classes were negatively
impacted by 2.2 less billing days (-11.1 GWh). Excluding such effect, the market for other classes would have shown a
2.6% growth in the quarter.
In 2018, the consumption of other classes amounted to 4,013.6 GWh, corresponding to a 0.2% drop versus 2017, reflecting
the decline in government and public lighting classes, which were 3.7% and 1.4% lower, respectively. In this period, other
classes were adversely impacted by 4.8 less billing days (-17.7 GWh). The impact of the difference in billing days was not
significant in the period.

5 OPERATIONAL EFFICIENCY

Operation

The criterion of the calculation of SAIDI (“System Average Interruption Duration Index”) and SAIFI (“System Average
Interruption Frequency Index”), determined by ANEEL, consider interruptions above three minutes and, from this result, the
days with an atypical volume of occurrences are withdrawn.
The penalties paid to the customers due to the transgressions of SAIDI and SAIFI limits are set by ANEEL and such payment
is based on DIC, FIC, DMIC and DICRI indicators. The targets for these indicators are individual and take into account both
the characteristics of the customer installation (high, medium, or low voltage) and the geographical location of the installation.
The following chart shows a comparison of such indicators in 2018 as compared to 2017:

SAIDI – hours SAIFI – times CAIDI - hours

-8.2%
-38.7% -29.4% 1.47
11.72 6.22 1.35
1.02
4.07 4.39
7.18 -25.4%
0.51
1.96 -31.8%
5.20
7.65 3.88
5.22

2017 2018 2017 2018 2017 2018


Scheduled Non Scheduled Scheduled Non Scheduled Customer Average Interuption Duration Index

ANEEL’s Reference - 2017: 7.78 hours / 2018: 7.56 hours ANEEL’s Reference - 2017: 5.66 times / 2018: 5.26 times

SAIDI

In 2018, SAIDI has amounted to 7.18 hours, a 38.7% a significant reduction versus 2017, this number within the global
regulatory limit of the period, as a result of the actions of the Quality Indicators Recovery Plan, such as: development of
multitasking teams, improvement of processes for the dispatch of emergency orders with the implementation of innovations,
use of Lean methodology and spot management supported by data analytics tools.

SAIFI

In 2018, SAIFI indicator reached 4.39 times, a 29.4% reduction versus 2017, this number within the global regulatory limit
for 2018 (5.26 times), as a result of the high investment in scheduled maintenance, such as grid expansion, performance
of preventive maintenance, tree pruning and grid automation installation (supervised systems and self-recomposition
systems, such as reclosers and automatic switches), in addition to new substations, wide application of compact grid and
use of new equipment, such as big jumper and provisional switch for purposes of reducing the disconnection stretch with
higher number of equipment.

10
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Customer Average Interruption Duration Index ("CAIDI")

CAIDI for service of emergencies in 2018 was down 8.2% compared to 2017 period, positively reflecting the improvement
in the prioritization and dispatch process and agility in responding to emergency shutdowns.
Among the actions carried out by the Company with a view to improving quality indicators, includes: (i) replacement of 43.7
thousand connectors and branches in 2018; (ii) 387.5 thousand prunings carried out in 2018; (iii) installation of 358 automatic
reclosers in 2018; and (iv) installation of 454 fault detectors in 2018.

Losses

The percentage of loss is the rate obtained by dividing the difference between the energy measured at the border and the
energy billed to customers (minus the retroactive billing of fraud charges) by the total energy supply measured at the border
over the last 12 months (47,425 GWh).
Total losses in the last 12 months were 9.54%8, broken down in technical losses (5.21%) and non-technical losses (4.33%).
Compared to 4Q17, total losses presented a 0.16 p.p. reduction, arising from the increase in disconnections from January
2018 onwards.
Enel Distribuição São Paulo has intensified its actions to combat commercial losses for the low-income segments with a
mapping and relisting program in the Social Electricity Tariff of families that have the income profile defined in the new
legislation. In December 2018, approximately 494.6 thousand customers benefited from this program, compared to 442.3
thousand customers in December 2017.

Total Losses %

9.7 9.5

5.2 5.2

4.5 4.3

2017 2018
Technical Losses Non-Technical Losses
Aneel Reference 2017 / 2018 9.4%

Technical Losses: Amounts calculated by the Company in order to make them comparable to the reference for non-technical losses on
low-voltage market determined by the ANEEL Aneel Reference: Reference of losses for the regulatory year, normalized for the civil year

Main Actions for Loss Reduction in 4Q18 and 2018

Among the main actions promoted to reduce losses, including efforts with the low-income population, the following stand
out:

Fraud Inspections

In order to identify facilities with measurement errors, either by defects in the equipment or by the actions of third parties
defrauding the measurement, 80.9 thousand inspections were performed and 24.7 thousand irregularities were identified in
4Q18, versus 97.9 thousand inspections and 23.1 thousand irregularities in 4Q17. In 2018, 379.9 thousand inspections were
performed and 102.7 thousand irregularities were identified, versus 410.4 thousand inspections and 118.4 thousand
irregularities in 2017.

8
As from 4Q18, the methodology for assessing losses was adjusted to Enel Group standards, on a retrospective basis, starting January 2018.

11
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Recovery of Cut Installations Program

The objective of these actions is to recover the installations of customers disconnected due to default and are consuming
electricity irregularly. In 4Q18, 52.5 thousand visits were performed and 10.4 thousand connections were recovered, versus
91.5 thousand visits and 38.6 thousand connections recovered in 4Q17. In 2018, 369.4 thousand visits were performed and
42.8 thousand connections were recovered, versus 452.4 thousand visits and 146.8 thousand connections recovered in
2017. The reduction in the recovered installation volume is due to the process segmentation, where the installations with
closing agreements started to be treated in the administrative loss combat process.

Regularization of Informal (Clandestine) Connections

It aims to turn clandestine consumers into regular customers. In 4Q18, 2.7 thousand informal connections were regularized,
versus 19.5 thousand regularizations in 4Q17. In 2018, 44.7 thousand informal installations versus 65.5 thousand
installations in 2017. Since 2004, over 870 thousand installations have been regularized.

Reduction of Administrative Losses

In order to identify opportunities in the processes of commercial cycle that generate billing losses, about 34.1 thousand
installations were identified with this type of loss in 4Q18, compared to 22.7 thousand in 4Q17. The main causes are related
to installations connected under terminated contracts and metering impediments for billing. In 2018, 153.0 thousand
installations were regularized versus 141.3 thousand installations in 2017.
In 4Q18, the initiatives to combat losses contributed to approximately R$ 67.9 million in the Company's results and added
to the billed market 146.5 GWh of energy, compared to 210.0 GWh added in 4Q17. In 2018, 705.2 GWh of energy were
added, corresponding to an approximate billing of R$ 298.1 million.

6 COMMERCIAL EFFICIENCY

Focus on the Customer

In order to ensure customer satisfaction, Enel Distribuição São Paulo carries out surveys to evaluate the company's
processes. The surveys are carried out in partnership with ABRADEE, through interviews conducted in Enel Distribuição
São Paulo concession area. The following table shows the evolution of the Company's satisfaction index for 2017 and 2018.

Performance Indicator 2018 2017


Customer Satisfaction Index 73.3% 74.9%

In 2018, Enel Distribuição São Paulo achieved a 73.3% rate in the Quality Satisfaction Index Perceived by residential
customers ("ISQP"), down 1.6 pp when compared to 2017 result. The quality areas with more influence in this index were
“Energy Bill” (down 6.0 p.p.), “Customer Service” (down 5.8 p.p.) and “Image” (down 5.8 p.p.). We may explain the fall in
the indicator to the perception by the customer of the increase in the value of the energy bill in the last 6 months, due to the
annual adjustment and other factors, still associated with the economic crisis of the country. This scenario results in a
significantly increased number of service contacts in the distributor channels and the contacts of the collection companies
with the customer base, reflecting the delinquency rates. This movement reflects negatively in the areas of Service, Bill and
Image, evaluated in the ISQP.

Digital Transformation of Customer Service

The Company seeks to adapt quickly to the new habits of its customers to ensure satisfaction, through technological
solutions that may offer convenience and accessibility.
In 2017, Enel Distribuição São Paulo kicked off the implementation of technological tools featuring artificial intelligence, such
as OCR (Optical Character Recognition) that recognizes documents, with the purpose of making communication with the

12
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

customer easier. In 2018, the Company has relaunched its service portal, featuring new mobile and desktop versions,
providing a better browsing experience for users. It also launched the FAQ, using artificial intelligence as well as a new
Visual URA channel, by which customers accessing the telephone service center are able to continue their service by
opening a service portal on their telephone set, as well as migrating their service platform to the cloud. The Speech Analytics
tool is already in operation, aiming at the monitoring of the telephone service center, with a focus on improving service and
business processes. In late 2018, the customer services app was relaunched, allowing to change the fixed maturity date,
change delivery address, communicate energy failure and request invoice by email, among other services.
As a result of this transformation process, in 2018, 82% of all the Company's services were performed through digital
channels.
In 2019, the Company plans to implement the chatbot (computer program that tries to simulate a human being in
conversation with people) in order to execute and/or direct customer requests. The Company also intends to migrate its
service platform to the cloud and implement the Ominchannel solution (Ocena/Avaya), optimizing and streamlining the
rendering of services.

Negotiation Actions

Aiming at reducing default levels, Enel Distribuição São Paulo continued to step up its actions in order to ease negotiations
and interactions with customers. Among these actions, the negotiation portal 9 was implemented in 1Q17 to assist in the debt
negotiation process, providing more practicality and agility. In 4Q18, 138.0 thousand negotiations were held only by means
of the portal, amounting to R$ 71.9 million negotiated. In 2018, 461.7 thousand negotiations were held through the portal,
amounting to R$ 237.9 million negotiated.
Over that period, the negotiation fairs where the customers may negotiate their pending debits with the company and obtain
deductions and installment payment options were continued. In 4Q18, 3 negotiation fairs were held, resulting in 3,208
agreements, with R$ 10.1 million negotiated. In 2018, 14 negotiation fairs were held, amounting to R$ 35.1 million negotiated
through 11,620 agreements.
In addition, Enel Distribuição São Paulo has invested in communication actions with customers, by means of: (i) marketing
campaigns, using SMS and marketing e-mails; (ii) reinforcement of the topic on social media; (iii) disclosure in the
communication channels (electricity bills, posters at stores, among others).

Recicle Mais, Pague Menos

This is a Company’s energy efficiency project that offers a discount on residential customers’ electricity bills in exchange for
recyclable materials, with no limits for such discount, also allowing that the customer energy bill may be zeroed or even
generate a credit for the subsequent month. This project has proven to be an important alternative for customers to reconcile
their electricity bills with the family budget, helping to avoid an increase in the delinquency ratio and to improve the recovery
of revenue index.
In 4Q18, 603 new customers were enrolled in the project, compared to 544 new customers enrolled in 4Q17. The amount
of bonus granted to customers reached R$ 46.4 thousand in 4Q18, with the collection of 320.5 tons of waste. In 4Q17, R$
72.7 thousand in bonuses were granted. This reduction is mainly due to the high number of holidays in the period, when
the collection points were not in operation.
In 2018, 3,051 new customers were enrolled in the project, compared to 2,447 new customers enrolled in 2017, amounting
to 55.7 thousand customers enrolled since the beginning of the project in 2013. The amount of the bonus granted amounted
to R$ 214.9 thousand in 2018, with the collection of 1,129 tons of waste.
The amounts granted as bonuses to customers return to the Company through the recycler engaged by the project to
purchase recyclable materials, so that the revenue does not suffer adversely.

Social Electric Energy Tariff (“TSEE”)

Considering the new definitions of Normative Resolution 717/16, which establishes and improves the procedure for proving
compliance with the eligibility criterion for the TSEE concession between May 2016 and March 2018, about 342 thousand

9
https://portalhome.eneldistribuicaosp.com.br/#/landing-page.

13
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

subscription cancellations of the Social Tariff were made and about 762 thousand notifications were sent to the customer
through invoice messages.

Period Subscription Cancellations

2016 71,693

2017 136,798
2018* 134,213
Total 342,704
4Q18* 38,791
*actual amounts up to December 31, 2018. Preliminary Data.

In order to minimize this impact on customers, Enel Distribuição São Paulo has taken several measures, such as:
I. holding meetings on the subject with representatives from the 24 municipalities of the concession area, community
leaders and PROCON;
II. conducting training for service teams;
III. sanitation in the customer registration base and action with the consumers through the Project CadÚnico Update.
IV. sending messages to customers via SMS and bill informing on the need of updating the benefit in CRAS -
Assistance Reference Center
In December 2018, the Company invoiced 494.6 thousand TSEE customers versus 442.3 thousand invoices in 2017.

ADA (Estimated Loss with Allowances for Doubtful Account)

In 4Q18 ADA recorded a provision reversal in the amount of R$ 84.7 million, while in 4Q17 there was a R$ 56.8 million
provision. This result mainly reflects the change in the accounting estimate, aiming at the adequacy of the assumptions and
calculation methodology adopted by the Enel Group, on a prospective basis, in addition to the actions adopted to improve
existing processes, as well as to increase intelligence with the objective of avoiding and reducing default in a scenario of
economic recovery.
In 2018, ADA reached R$ 57.4 million, a R$ 161.9 million improvement as compared to 2017, mainly reflecting the change
in the accounting estimate for the adequacy of assumptions and calculation methodology adopted by the Enel Group,
including the adoption of CPC 48.

Commercial Complaints

Following the Company’s commitment with the focus on the customer, we note a 30.4% reduction of commercial complaints,
when comparing the 2017 and 2018. Such reduction is mainly a result of improvements in commercial technical services
and billing processes. We highlight some actions such as a change in the management of technical commercial services
teams with a consequent improvement in the service time and the reduction of invoices issued by estimative amounts due
to improved reading and billing processes.
The increase in 4Q18 complaints compared to 4Q17 was a reflection of the tariff adjustment, tariff flags and other atypical
factors in the period associated with the increase in the value of the bill.

14
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Commercial Complaints

+4.2% -30.4%
45,292 47,206 253,470

176,498

4Q17 4Q18 2017 2018

7 ECONOMIC AND FINANCIAL PERFORMANCE


Gross Operational Revenue

Enel Distribuição São Paulo's gross operational revenue amounted to R$ 6,034.9 million in 4Q18, representing a 3.1%
growth or R$ 182.0 million, compared to 4Q17, particularly explained by:
I. R$ 463.7 million increase in billed and unbilled supply revenue, including flags, and TUSD for captive consumers;
II. R$ 84.6 million increase with the TUSD paid by free consumers, due to the customer migration and higher tariff
charged;
III. R$ 41.1 million increase with energy sales at the free market; partially offset by:
IV. R$ 403.8 million reduction in deferred net sector financial assets in the period, explained by the better hydrology
in the quarter.
Year-to-date, the Company's gross revenue amounted to R$ 24,097.5 million, a R$ 2,521.4 million increase, when compared
to the same period in the previous year. The main variations are explained below:
I. R$ 1,476.2 million increase in billed and unbilled supply revenue, including flags, and TUSD for captive consumers;
II. higher income from net sector financial assets and liabilities in the amount of R$ 368.5 million due to the higher
CVA in the period;
III. higher revenues with energy sales in spot market in the amount of R$ 272.4 million;
IV. R$ 231.2 million increase referring to construction revenue due to the higher level of investments in the concession
infrastructure, with a focus on the improvement of the services rendered;
V. higher revenue from the TUSD paid by free consumers in the amount of R$ 90.5 million, mainly explained by the
migration of customers to the ACL.

Gross Revenue Deductions

Deductions amounted to R$ 2,586.8 million in 4Q18, representing a 11.0% increase compared to the same period in
previous year. This performance is mainly explained by the following factors:
I. R$ 277.0 million increase in CDE account;
II. higher ICMS payment in the amount of R$ 103.3 million.
III. R$ 21.0 million increase in PIS/COFINS account; partially offset by:
IV. R$ 145.2 million reduction in CCRBT account;
Year-to-date, deductions amounted to R$ 9,607.7 million, up 13.1% versus the same period in 2017. The main variations in
the period were:
I. higher CDE charges in the amount of R$ 593.8 million;
II. R$ 515.6 million increase in ICMS and PIS/COFINS, impacted by PIS/COFINS retroactive credits, recognized in
2017, arising mainly from the exclusion of ICMS-ST (ACL customers) from the calculation basis.

15
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Net Operational Revenue

Considering the aforementioned variations, the Company achieved in 4Q18 a net operational revenue of R$ 3,448.1 million,
down 2.1% as compared to 4Q17.
In 2018, net operational revenue reached R$ 14,489.8 million, a 10.8% improvement versus 2017.

Operational Costs and Expenses

Enel Distribuição São Paulo’s operational costs and expenses, excluding depreciation and construction cost, amounted to
R$ 2,926.0 million in 4Q18, a 2.2% growth compared to 4Q17.
Year-to-date, such costs and expenses amounted to R$ 12,122.5 million, excluding depreciation and construction costs, a
14.8% growth when compared to the same period last year. The main variations are detailed as follows:

Service Costs and Operating Expenses (R$ Thousand) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Parcel A
Eletric Energy Purchased for Resale - includes PROINFA -1,784,564 -2,137,780 -16.5% -8,330,327 -7,803,282 6.8%
System Services Charges -423,862 -273,913 54.7% -1,579,054 -944,280 67.2%
Total - Parcel A -2,208,426 -2,411,693 -8.4% -9,909,381 -8,747,562 13.3%
Operational Expenses
Personnel -378,960 -211,046 79.6% -1,016,067 -821,900 23.6%
Pension Fund -5,271 -5,238 0.6% -20,680 -18,394 12.4%
Third-Party Services -139,097 -144,070 -3.5% -596,880 -563,412 5.9%
Materials -17,567 -13,847 26.9% -71,705 -61,455 16.7%
Estimated Losses w ith Doubtful Accounts 84,729 -56,769 -249.3% -57,422 -219,369 -73.8%
Contingencies -207,574 -12,462 1565.7% -277,407 -45,829 505.3%
Other Operational Expenses -53,874 -9,031 496.5% -172,948 -85,484 102.3%
Total - Operational Expeses -1,166,106 -890,990 30.9% -2,213,109 -1,815,843 21.9%
Total* -2,926,040 -2,864,156 2.2% -12,122,490 -10,563,405 14.8%
* Does not consider construction costs and depreciation and amortization

Parcel A

Costs with Electric Energy Purchased for Resale

In 4Q18, expenses related to energy purchased for resale decreased 16.5%, or R$ 353.2 million, when compared to 4Q17,
amounting to R$ 1,784.6 million. Year-to-date, a 6.8% increase, or R$ 527.0 million, amounting to R$ 8,330.3 million. The
main variations are detailed as follows:
I. Hydrological Risk: R$ 524.5 million reduction in 4Q18 versus 4Q17 and, year-to-date, R$ 257.3 million decline,
due to the hydrology performance in the period;
II. Energy Purchase10: R$ 140.8 million increase in the quarter and higher expenses in the amount of R$ 561.6 million
in 2018, compared to 2017, mainly due to the higher cost of energy purchase;
III. Itaipu: R$ 30.5 million increase when comparing 4Q18 and 4Q17 and R$ 222.8 million growth on purchase from
Itaipu, due to the higher average tariff and weaker Brazilian Real against the U.S. Dollar in 2018 versus 2017.

Source of Energy Purchase (Gw h) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Itaipu 2,208 2,361 -6.5% 8,740 9,344 -6.5%
Auction* 7,004 6,586 6.4% 28,068 27,553 1.9%
Angra 1 e 2 411 567 -27.4% 1,631 1,631 0.0%
Proinfa 220 226 -2.4% 819 839 -2.3%
Total Volum e 9,844 9,739 1.1% 39,258 39,367 -0.3%
* Includes CCEA R A uctio n, CCEE P urchase and P hysical Guarantee Quo tas

10
Includes Physical Guarantee Quotas, Angra, Proinfa, auction-related Reimbursements, PIS/COFINS credits and Purchase at CCEE.

16
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Costs related to Charges for Use of the Electrical Grid and Transmission

Expenses related to charges for the use of the electrical grid and transmission amounted to R$ 423.9 million in 4Q18, R$
149.9 million increase as compared to 4Q17. The variation is particularly explained by:
I. R$ 167.9 million due to the lower volume of funds received from Energy Reserve Account ("CONER"); partially
offset by:
II. higher release of PIS/COFINS credits in the amount of R$ 15.4 million.
Year-to-date, the variation in charges for use of the electrical grid and transmission amounted to R$ 1,579.1 million, up
67.2%, or R$ 634.8 million, mainly explained by:
I. R$ 469.5 million increase in the cost of the basic grid use, including connection of the basic grid with CTEEP,
mainly due to the increased tariffs, arising from indemnity of investments made by transmission companies that
renewed their concession in 2013, applied in the 2017 tariff adjustment;
II. lower amount of funds received from CONER in the amount of R$ 111.8 million, impacted by the reduction of
receipts from the Account surplus;
III. higher expenses in the amount of R$ 82.2 million referring to the energy transportation - Furnas/Itaipu, due to the
said indemnity to transmission companies;
IV. higher expenses with System Service Charges ("ESS") in the amount of R$ 28.9 million, as a result of the higher
energy dispatch due to energy safety; partially offset by higher PIS/COFINS credits in the amount of R$ 67.4 million.

OPEX 11(PMSO, Contingencies, ADA and Others)


In 4Q18, reported OPEX was R$ 717.6 million, a R$ 265.2 million increase, as compared to the same period in 2017. Year-
to-date, reported OPEX was R$ 2,213.1 million, a R$ 397.3 million growth, as compared to the same period last year.
It is worth highlighting that, in order to align accounting practices between Enel Distribuição São Paulo and its controlling
group for 2017 and 2018, the Company reclassified the cost of interest and expected income from its pension fund assets
to the "Financial Expenses" account keeping under the "Private Pension Entity" account only the costs of current services.
In addition, we had a change in the accounting estimate, aiming at the adequacy of the assumptions and calculation
methodology adopted by the Enel Group, that prospectively brought new requirements for the impairment loss and changes
in the accounting estimates of litigation and contingencies. The Company has evaluated these criteria and understands that
they represent a better form of evaluation.
The main Opex variations are detailed as follows:
Personnel Expenses and Payroll

In 4Q18, personnel expenses and payroll charges amounted to R$ 379.0 million, a 79.6% increase, or R$ 167.9 million
comparing with 4Q17. Such variation is mainly due to:
I. R$ 177.0 million increase related to the provisioning of severance payments, including those related to the
Voluntary Exit Program ("PSV"), FGTS and the Retirement Incentive Program ("PIA");
II. R$ 7.9 million increase with benefits and health care, including the impact of collective bargaining on benefits
partially offset by;
III. higher capitalization of own labor force, in the amount of R$ 6.9 million, as a result of the increased volume of
investments.
In 2018, personnel expenses and payroll charges amounted to R$ 1,061.1 million, a 23.6% increase, or R$ 194.2 million
comparing with 2017. This variation is due to:
I. R$ 177.0 million increase related to the provisioning of severance payments, including those related to the
Voluntary Exit Program ("PSV"), FGTS and the Retirement Incentive Program ("PIA");
II. R$ 21.3 million increase with benefits and health care, of which R$ 15.7 million refers to health care and R$ 5.6
million refers to the impact of collective bargaining on benefits;

11
Excludes construction cost and depreciation and amortization

17
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

III. R$ 20.4 million referring to the internalization process of the technical commercial service teams;
IV. R$ 6.7 million increase referring to the Company's new corporate governance, partially offset by:
V. increase in the capitalization of own labor force, in the amount of R$ 26.9 million, due to increased volume of
investments.

Expenses related to the Private Pension Fund

As previously discussed, in order to align accounting practices between Enel Distribuição São Paulo and its controlling
group for 2017 and 2018, the Company reclassified the cost of interest and expected income from its pension fund assets
to the "Financial Expenses" account keeping under the "Private Pension Entity" account only the costs of current services.
Thus, in 4Q18, expenses related with Private Pension Fund amounted to R$ 5.3 million, in line with the result recorded in
the same period of the previous year.
In 2018, expenses with Private Pension Fund amounted to R$ 20.7 million, 12.4% higher versus 2017. Such increase is
mainly due to the reduction of the discount rate of 5.80% p.a. (in 2016, with impact in 2017) versus 5.30% p.a. (in 2017, with
impact in 2018).

Expenses related to materials and outsourced services


In 4Q18, the costs of materials and outsourced services amounted to R$ 156.7 million, flattish when compared to the same
period in the previous year.
In 2018, expenses with materials and outsourced services amounted to R$ 668.6 million, a 7.0% increase or R$ 43.7 million
compared to 2017. This variation is due to:
I. R$ 62.8 million increase particularly referring to financial and legal advisory services related to the issuance of
shares (“Follow On”) and Tender Offer (“OPA”);
II. R$ 9.8 million increase due to the lower capitalization of the fleet;
III. R$ 8.2 million increase arising from expenses related to the integration of the Company's brand into the Enel Group
after the OPA;
IV. R$ 6.1 million increase due to expenses related to the segregation of structures, post-migration to Novo Mercado,
including acquisition of licenses, partially offset by:
V. review of processes with a positive impact in the amount of R$ 36.2 million, comprising mainly: (i) R$ 15.8 million
due to a change in call center contracting model; and (ii) R$ 20.4 million due to the internalization process of
commercial technical assistance teams;
VI. R$ 9.2 million impact due to attorney's fees, in 2017, resulting from the agreement with Eletrobras.

Other Operational Expenses

The main expenses in this group are: (a) ADA; (b) Provisions for Litigation and Contingencies; and (c) Other Expenses,
including rents, advertising, IPTU, among others. DIC/FIC/DMIC/DICRI penalties expenses, which showed a R$ 3.7 million
reduction in 4Q18 and R$ 52.1 million in 2018, as compared to 2017 are not included in this group and are currently
reclassified under the group “other operational revenues” due to CPC 47/IFRS 15.
In 4Q18, the total Other Operational Expenses increased R$ 98.5 million, compared to the same period in 2017, amounting
to R$ 176.7 million. Among the main components of this group, we highlight the following variations:
I. R$ 195.1 million growth in the volume of provisions for litigation and contingencies, of which R$ 76.6 million resulted
from the change in the accounting estimate aiming at the adequacy of the assumptions and calculation
methodology adopted by the Enel Group, and the remainder, mainly, from the recognition of provisions with
infraction notices issued by the regulatory agent and labor lawsuits;
II. increase in other expenses, including losses in the asset and right deactivation, in the amount of R$ 16.1 million,
particularly due to the increased volume of investments, triggering the replacement of electric assets, partially offset
by;

18
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

III. R$ 16.9 million reduction in the amount receivable from contractors, due to the inventory review carried out in 2017;
IV. R$ 141.5 million decrease referring to ADA, mainly due the accounting estimate, aiming at the adequacy of
assumptions and calculation methodology adopted by the Enel Group, prospectively;
In 2018, the total Other Operational Expenses increased 44.8%, or R$ 157.1 million, versus 2017, amounting to R$ 507.8
million. Among the main components of this group, we highlight the following variations:
I. R$ 231.6 million growth in the volume of provisions for litigation and contingencies, of which R$ 76.6 million resulted
from the change in the accounting estimate, aiming at the adequacy of assumptions and calculation methodology
adopted by the Enel Group, and the remainder, mainly, from the recognition of provisions with infraction notices
issued by the regulatory agent, traffic fines and labor lawsuits;
II. increase in other expenses, including losses in the asset and right deactivation, in the amount of R$ 43.3 million,
particularly due to the increased volume of investments, triggering the replacement of electric assets:
III. R$ 6.5 million increase in collection fees;
IV. R$ 16.9 million reduction in the amount receivable from contractors due to the lack of materials identified in the
inventories carried out in their warehouses in 2017;
V. R$ 161.9 million decrease referring to ADA, mainly reflecting the change in the accounting estimate, aiming at the
adequacy of the assumptions and calculation methodology adopted by the Enel Group, on a prospective basis;

EBITDA and Adjusted EBITDA (Non-recurring events)

The Company’s Reported EBITDA in 4Q18 amounted to R$ 218.4 million, 38.7% lower versus 4Q17 (R$ 356.4 million).
This R$ 138.0 million variation is mainly explained by:
I. a negative effect on OPEX of R$ 265.2 million, mainly due to (i) an increased provision for litigation and
contingencies in the amount of R$ 195.1 million, as detailed above; (ii) R$ 184.9 million increase with expenses
related to the provision of severance costs and higher expenses with benefits and health care; partially offset by
(iii) ADA reduction in the amount of R$ 141.5 million mainly from the change in the accounting estimate, aiming at
the adequacy of the assumptions and calculation methodology adopted by the Enel Group, on a prospective basis;
II. due to the positive effect on margin in the amount of R$ 123.4 million, impacted by higher volume and tariff gains;
and
III. lower expenditure with regulatory penalties in the amount of R$ 3.7 million, reflecting the improvement of the
operation quality indices.
The Company’s Reported EBITDA in 2018 amounted to R$ 1,101.2 million, down 25.8% versus 2017 (R$ 1,484.8 million).
This R$ 383.6 million variation is mainly explained by:
I. a negative effect on OPEX of R$ 397.3 million, mainly due to (i) an increased provision for litigation and
contingencies in the amount of R$ 231.6 million; (ii) R$ 198.3 million increase with expenses related to the provision
of severance costs and higher expenses with benefits and health care; and (iii) expenses related to legal and
financial advisory services related to Follow On/OPA process, in the amount of R$ 62.8 million, partially offset by
(iv) ADA reduction in the amount of R$ 161.9 million mainly due to a change in the accounting estimate, aiming at
the adequacy of assumptions and calculation methodology adopted by Enel Group, on a prospective basis;
II. a positive effect at the margin in the amount of R$ 13.7 million, due to the higher volume and tariff gains (R$ 158.8
million), lower expenditures with regulatory penalties associated with the SAIDI and SAIFI indicators (R$ 52.1
million), reflecting the improvement in the quality indices of the operation; partially offset by the negative effect in
the amount of R$ 157.6 million due to tax gains with change in the calculation basis of PIS/COFINS on ICMS-ST
(ACL customers), occurred in 2017.
In 4Q18, the Adjusted EBITDA by non-recurring effects (R$ 117.3 million) mainly due to expenses with the voluntary exit
plan and FGTS, totaled R$ 335.7 million, representing a reduction of 8.2% compared to Adjusted EBITDA by non-recurring
effects in 4Q17 of R$ 365.6 million.
In 2018, Adjusted EBITDA by non-recurring effects (R$ 180.1 million) was mainly impacted by expenses with voluntary exit
program and FGTS, expenses related to legal and financial advisory related to OPA and Follow On, reaching R$ 1,281.3
million, in line as compared to Adjusted EBITDA by non-recurring effects in 2017 (R$ 209.3 million), mainly due to tax effects,
in the amount of R$ 1,275.5 million.

19
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

Financial Result

The Company recorded in 4Q18 a negative financial result of R$ 300.4 million, compared to a negative financial result of
R$ 1,706.9 million in 4Q17.
Year-to-date, the Company recorded a R$ 991.1 million negative financial result versus the R$ 2,273.7 million negative
financial result recorded last year.
The financial revenues and expenses variations for the periods are detailed as follows:
Financial Revenues
Financial revenues amounted to R$ 68.6 million in 4Q18, a R$ 29.3 million growth versus R$ 39.3 million in 4Q17. Such
performance is mainly explained by:
I. revenues related to monetary adjustment of net sector financial assets and liabilities in the amount of R$ 21.1
million versus a financial expense in 4Q17; and
II. higher revenue from the monetary adjustment on energy bills in arrears in the amount of R$ 6.9 million.
In 2018, the Company recorded a financial revenue in the amount of R$ 176.4 million versus R$ 237.4 million last year.
Such variation is mainly explained by:
I. PIS/COFINS on financial revenue in the amount of R$ 52.2 million, referring to total PIS/COFINS on financial
revenues not eligible to be passed on to consumers;
II. R$ 43.4 million referring to the revenue from monetary adjustment of retroactive PIS/COFINS in 2017, arising from
exclusion of ICMS-ST (ACL customers) from the calculation basis;
III. lower revenues from financial investments in the amount of R$ 16.0 million, explained by the lower average CDI in
the period (6.47% in 2018 and 10.07% in 2017), partially offset by the higher average balance available; such
effects were partially offset by:
IV. higher revenues from monetary adjustment of net sector financial assets and liabilities in the amount of R$ 35.3
million as a result of the reporting revenues in 2018 versus a financial expense in 2017; and
V. higher revenues form monetary restatement on energy bills in arrears in the amount of R$ 18.0 million.

Financial Expenses and Net Exchange Rate Variation


In 4Q18, the Company's financial expense and net exchange rate variations amounted to R$ 369.0 million, R$ 1,377.2
million decrease as compared to the same period in the previous year. The variation is mainly explained by the following
factors:
I. lower expense in the amount of R$ 1,500.0 million, as a result of the provision related to Eletrobras Agreement
entered into in March 2018, but booked in 2017;
II. R$ 18.4 million positive variation related to the monetary adjustment of the sector financial assets and liabilities, as
a result of recording revenues in 4Q18 compared to expenses in 4Q17; partially offset by
III. higher expenses related to monetary adjustment of lawsuits in the amount of R$ 131.3 million
IV. update of Eletrobras Agreement in the amount of R$ 19.8 million.
In 2018, the company recorded financial expenses and exchange variations at R$ 1,167.5 million, a R$ 1,343.6 million
reduction versus R$ 2,511.1 million in the same period last year. Such variation are explained by the following factors:
I. lower expense in the amount of R$ 1,500.0 million, as a result of the provision related to Eletrobras Agreement
entered into in March 2018, but booked in 2017;
II. lower expenses related to monetary adjustment of financial assets and liabilities in the amount of R$ 66.2 million,
as a result of recording revenues in 2018 versus a financial expense in 2017; and
III. lower expenses in the amount of R$ 24.4 million due to the lower interest cost of the pension plan; partially offset
by:

20
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

IV. higher expenses related to monetary restatement of lawsuits in the amount of R$ 146.7 million, reflecting the
change in the accounting estimate for the adequacy of assumptions and calculation methodology adopted by the
Enel Group;
V. update of Eletrobras Agreement in the amount of R$ 93.1 million;
VI. higher expenditures in the amount of R$ 9.9 million with debt charges, as a result of the refinancing strategy to be
detailed below.

Net Result and Adjusted Net Result


In 4Q18, the Company reported a net loss of R$ 157.0 million versus a reported net loss of R$ 975.5 million in 4Q17, a
positive variation of R$ 818.5 million. Such variation is explained by the effects below:
I. R$ 1,406.5 million positive variation in financial result; partially offset by the:
II. lower deferred income tax and social contribution due to the result reported in 4Q18, versus 4Q17, in the amount
of R$ 441.2 million.
III. R$ 138.0 million negative variation in reported EBITDA;
IV. higher depreciation and amortization expenses in the amount of R$ 8.8 million.
In 2018, the Company reported a R$ 315.3 million net loss, a R$ 561.3 million positive variation, compared to 2017 (net loss
at R$ 876.6 million). This variation was mainly due to:
I. improvement of the financial result of R$ 1,282.6 million, mainly due to Eletrobras Agreement occurred in 2017;
partially offset by:
II. reported EBITDA reduction of R$ 383.6 million;
III. lower tax deferral (IR/CSLL) in the amount of R$ 302.8 million;
IV. increase in depreciation and amortization in the amount of R$ 34.8 million, due to the Company's higher level of
investments.
Excluding non-recurring effects and net of IR/CS in the amount of R$ 158.6 million in 4Q18 (expenses with PSV, FGTS and
contingencies) and in the amount of R$ 996.1 million (provision for Eletrobras Agreement booked in 2017) in 4Q17, the net
loss adjusted for non-recurring effects would have been R$ 1.6 million in 4Q18 versus a net income adjusted for non-
recurring effects at R$ 20.6 million in 4Q17.
Year-to-date, excluding non-recurring effects and net of IR/CS in the amount of R$ 234.5 million in 2018 (expenses with
PSV, FGTS, PIA and contingencies) in the amount of R$ 823.2 million in 2017, the net loss adjusted for non-recurring effects
would have been R$ 80.8 million in 2018 versus a net loss adjusted for non-recurring effects at R$ 53.3 million in 2017.

Net Sector Financial Assets and Liabilities


As of December 31, 2018, the Company ended with a balance of Net CVA Assets ("receivable") in the amount of R$ 614.4
million compared to the balance of Net CVA Liabilities of R$ 95.1 million in December 31, 2017, mainly as a result of higher
costs with energy acquisition.

21
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

8 INDEBTEDNESS
As of December 31, 2018, the Company recorded gross debt12, including pension fund obligations, in the amount of R$
5,329.1 million, up 12.6% versus 2017, at R$ 4,733.8 million. Cash and cash equivalents totaled R$ 941.4 million in 2018,
compared to R$ 601.3 million in the previous year, a R$ 340.2 million increase, or 56.6%.
Thus, the Company's net debt amounted to R$ 4,387.7 million as of December 31, 2018, a R$ 255.2 million growth compared
to the R$ 4,132.5 million in previous year. This increase is mainly due to: (i) issuances in the total amount of R$ 3,460.7
million in the period, with a highlight to the 23 rd Debenture in the amount of R$ 3,000.0 million, and (ii) amortization and
interest payment (mainly Debentures, CCB, FINEM), totaling R$ 2,879.7 million13 in the period, offsetting (iii) the increase in
cash and cash equivalents mentioned above.
The variation in cash and cash equivalents was mainly due to capitalization in 3Q18, in the amount of R $ 1,500.0 million,
partially offset by increased expenses with energy purchase and higher investments.
The highlight in 4Q18 was the early payment of FINEMs (1st, 2nd, 3rd and 4th protocols) and CCB, in the amount of R$ 524.6
million. Such early payments, together with the early redemptions made in 3Q18 in the amount of R$ 1,884.9 million and
with the issuance of the 23rd Issue of Debentures in the amount of R$ 3,000 million in September 2018 are part of the
financial strategy of lengthening term and cost reduction of the debts of Enel Distribuição São Paulo.
It is noteworthy that as of December 31, 2017, the Company adopted a different criterion to assess its leverage from to the
one currently published. This criterion was changed, as from the issuance of the 23rd Debenture, which terms are aligned to
the adopted by Enel Group. In this sense, we present in the table below a comparative view, considering the current
accounting criterion (4Q18 and 4Q17 restated), reflecting the reclassifications and adoptions of CPCs carried out throughout
2018, and the accounting criterion in force at the time of the announcement of 2017 results (4Q17 reported).

4Q17 4Q17
Indebtness (R$ thd) 4Q18
Restated Reported
Loans, Financing and Debentures* 4,066,332 3,485,529 3,569,012
Pension Fund 1,262,800 1,248,228 1,248,228
(-) Cash and Cash Equivalents** -941,434 -601,277 -601,277
Net Debt 4,387,698 4,132,480 4,215,963
EBITDA (LTM) 1,101,183 1,484,766 1,062,600
Bad Debt and Contingencies 334,829 265,198 -
Pension Fund Expenses (LTM) 20,680 18,394 392,715
Adjusted EBITDA (LTM) 1,456,692 1,768,358 1,454,915
Net Debt / Adjusted EBITDA 3.01 n/a 2.90

* Not considering financial leasing (amounting to R$ 78.9 million as of December 31, 2018 and R$ 83.5 million as of
December 31, 2017 with restated amounts) ** Cash, cash equivalents and short-term investments

In 4Q18, Enel Distribuição São Paulo’s debt linked to CDI14 amounted to R$ 3,573.0 million, up from R$ 3,132.0 million
reported in 4Q17. In 4Q18, the average cost recorded was CDI + 1.01% p.a. compared to CDI + 2.03% p.a. in the same
period in previous year, mainly due to the lower cost of new issuances and the payment of more expansive debts, as
described below.
The debt balance linked to the further indices15 in 4Q18 amounted to R$ 1,756.2 million versus R$ 1,601.6 million reported
in 4Q17.
The average debt 16 term in 4Q18 was 3.9 years, higher than the 3.0-year term in 4Q17, also explained by the early
redemption of debts with shorter maturities and the issuance of the 23 rd Issue of Debentures with a longer maturity term.
Excluding the debt associated to the Pension Fund, the average debt term in 4Q18 is 3.6 years, higher than the 2.1-year
term in 4Q17.

12
Gross Debt corresponds to the sum of loans, financing and short- and long-term debentures, in addition to the debt balance with the pension fund in the
amount of R$ 1,262.8 million (not considering the net effect of actuarial gain/losses in the amount of R$ 2,537.0 million) and R$ 1,248.2 million as of December
31, 2017 (not considering the net effect of actuarial gains/losses at R$ 2,458.9 million).
13
The amortized amount in the year does not include the early redemptions of 4th Issue of Promissory Notes, the 22 nd Issue of Debentures and 3rd and 4th
FINEM Protocols issued in 2018.
14
Debt linked to CDI comprises the sum of principal, charges and costs to be amortized of debentures, promissory notes and bank credit notes (CCB).
15
The debt linked to further indices comprises the sum of FINEM, FINEP and pension fund (excluding actuarial gains/losses) and loan.
16
Average term includes principal, Fundação CESP (does not include the net effect of actuarial gains/losses).

22
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

The following is the evolution of average cost and average term of the Company’s debt, as well as the breakdown of the
Company's gross debt per indexer and amortization schedule

Average Cost and Term Debt*

10.0 10.3
9.8
9.3
8.6

4.0 3.9
3.0 2.7
2.3

4Q17 1Q18 2Q18 3Q18 4Q18

Average Debt in Terms (Years) Average Cost of Debt (% )

* Average term includes principal; average cost includes principal and interest, including Fundação CESP (excluding corridor).

Gross Debt by Index* Amortization Schedule ** – R$ million

1,437
1,359

10.5% 1,155 428


469
1.6%
867 448 901

256 672 714 695

1,009 411 395


492 890 901
707
611
87.9% 303 299
180
2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026-2029
CDI TJLP Fixed Rate
Cesp Foundation Loans and Debentures (National Currency)

* Referring to Loans, Financing and Debentures and Costs to be Amortized ** Flow consisting of amortization of principal, accrued interest and
costs to be amortized. Not considering financial leasing.

Company Rating17

Ratings National International Perspective


Scale

1 2
Fitch AAA BBB- e BB+ Stable
S&P AAA BB+ Stable
Moody's Aaa Ba1 Stable
Latest Updates: Fitch - jul/2018; S&P - nov/2018; Moody's - sep/2018; 1 - Local Currency; 2 - Foreign Currency

Covenants

For the effect of calculation of the Company's covenants, the debit balance of the pension fund of R$ 1,262.8 million on
December 31, 2018 is included (excluding the effect of the net actuarial losses of the pension plan, recorded as "other
comprehensive results", in the amount of R$ 2,537.0 million).

17
The table includes rating in force as of December 31, 2018. On February 20, 2019, rating agency S&P removed its credit ratings for the Company.

23
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

In the 23rd issue of debentures, a covenant clause was negotiated, which was different from the condition previously used.
The purpose of the amendment was to standardize the terms of the financial index to the conditions used by Enel Group. In
parallel, the Company standardized the wording of the 14 th Issue of debentures in order to maintain a single financial index.
Considering the expected EBITDA in the covenants of the last 12 months ended December 31, 2018, Enel Distribuição São
Paulo presented a Net Debt/Adjusted EBITDA ratio of 3.01x.
The limits of covenants in force for all the Company's debts are: Net Debt/Adjusted EBITDA may not exceed 3.5x. Thus, in
4Q18, the Company was within the limits established in the debt agreements.
Considering the calculation of covenants18 in force in 4Q17, the Company recorded at the 2017 Net Debt/Adjusted EBITDA
ratio of 2.90x.

Investments
In 4Q18, Enel Distribuição São Paulo has invested R$ 397.2 million, a 32.2% increase as compared to 4Q17, broken down
into R$ 375.1 million financed by the company and R$ 22.1 million financed by the clients
Year-to-date, Enel Distribuição São Paulo has invested R$ 1,354.0 million, up 32.0% versus 2017, broken down into R$
1,256.8 million with own funds and R$ 97.1 million corresponding to projects funded by the clients, as detailed in the following
table.
Capex (R$ thd) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Maintenance 206,526 172,955 19.4% 603,205 487,217 23.8%
Grow th 138,142 54,687 152.6% 510,915 290,716 75.7%
New Connections 30,435 36,821 -17.3% 142,669 133,222 7.1%
Funded by the Com pany 375,103 264,464 41.8% 1,256,789 911,156 37.9%
Funded by the Clients 22,087 36,014 -38.7% 97,145 114,872 -15.4%
Total 397,190 300,477 32.2% 1,353,935 1,026,028 32.0%

Main investments in 4Q18 and 2018

Maintenance

In 4Q18, R$ 206.5 million were invested, 19.4% higher versus 4Q17 (R$ 173.0 million), and the main highlights were:
I. implementation of new substations 19ETSD São Lourenço with 8 MVA of capacity to the electrical system, ETD 20
Alphaville 13.8 kV with 160 MVA, ETD Alphaville 34.5 kV with 96 MVA, Batistini ETD with 66 MVA and Vila Mariana
ETD with 120 MVA;
II. new Substation ETD Thomas Edison 34.5 kV with 96 MVA of capacity to the electrical system and expansion of
substations ETD Gomes Cardim, ETD Miguel Paulista, ETD Morumbi, ETD São Bernardo do Campo, ETD Taboão
da Serra and ETD Vila Ema.
Investment in 2018 was 23.8% higher as compared to the amount invested in 2017 (R$ 487.2 million). The highlight was
the R$ 14.3 million investment with the acquisition of 61 truck vehicles and the implementation of the new ETV Alphaville
13.8 kV substations with 160 MVA capacity to the electric system and Vila Mariana ETD with 120 MVA.

Growth

Investment focused on quality and reliability of the grid. The investments amounted to R$ 138.1 million in 4Q18, up 152.6%
versus the amount invested in 4Q17 (R$ 54.7 million). The following stand out in 4Q18:
I. 8.0 thousand regularizations were made by using meters through fraud inspections and 2.7 thousand informal
connections were regularized.

18
Adjusted EBITDA corresponded to the sum of the last twelve months of operational income according to the consolidated financial statement under
"Operating Income" (excluding financial income and expenses), all depreciation and amortization amounts and all amounts related with the private pension
fund classified under "operation costs”.

19
Underground Transformer Distribution Station.
20
Distribution Transformer Station.

24
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

II. R$ 20 million invested in a compact grid, with 78.4 km installed and R$ 13.8 million in secondary network
refurbishment;
III. implementation of new substations ECD21 Aldeia da Serra with 12 MVA, ECD Parque dos Lagos with 20 MVA and
ECD Roselândia with 20 MVA.
In total, R$ 510.9 million were invested, 75.7% higher than the total amount in 2017 (R$ 290.7 million). The compact network
investments (R$ 98.3 million) stand out, with more than 388 km installed, investment of
R$ 32 million in secondary network refurbishment and the implementation of new substations ECD Aldeia da Serra with 12
MVA, ECD Parque dos Lagos with 20 MVA and ECD Roselândia with 20 MVA.

New Connections

In 4Q18, R$ 30.4 million were invested, and year-to-date 2018, R$ 142.7 million, up 7.1% versus the total amount in 2017
(R$ 133.2 million). 275 thousand new customer connections and the R$ 49.3 million investment in commercial technical
services stand out.

Third Party Resources

Investments in 4Q18 amounted to R$ 22.1 million, down 38.7% versus the amount invested in 4Q17 (R$ 36.0 million) and
in 2018 15.4% lower than the invested in 2017 (R$ 114.9 million), reflecting the decreased demand of projects for customer
service.

Investment Plan – 2018 to 2022

The Company intends to invest, including funds financed by the Company and the clients, R$5.7 billion in 2018-2022 period,
mainly targeted to the network quality and asset preservation in order to assure the energy distribution and improve quality
indicators.

Estim ated Investm ents* (R$ m illion) 2018 2018e 2019e 2020e 2021e 2022e
Funded by the Company 1,256.8 1,228.8 777.8 1,032.1 1,085.4 1,217.5
Funded by the Clients 97.1 94.3 109.8 63.2 53.2 56.5
Total 1,354.0 1,323.1 887.7 1,095.3 1,138.7 1,274.0
* in no minal terms

e=estimated

9 CASH FLOW22

Cash Flow (R$ Thousand) 4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var
Initial balance of Cash 1,332,871 1,065,720 267,150 601,276 1,067,631 -466,355
Operating Cash Generation 314,841 -196,626 511,467 355,384 1,115,013 -759,629
Investments -329,534 -236,201 -93,333 -1,223,193 -1,036,373 -186,820
Net financial expenses/net amortization* -362,931 14,775 -377,706 124,935 -160,113 285,048
Pension fund expenses 0 -97,019 97,019 -346,319 -428,299 81,980
Income Tax** 0 -1 0 -11,436 -1,856 -9,581
Cash restricted and/or locked -13,812 73,037 -86,849 -57,252 67,682 -124,933
Free Cash -391,437 -442,035 50,598 -1,157,882 -443,946 -713,935
Payments of Dividends and JSCP 0 -22,409 22,408 -1,961 -22,409 20,447
Advance for Future Capital Increase 0 0 0 1,500,000 - 1,500,000
Free Balance of Cash 941,433 601,276 340,157 941,433 601,276 340,157

* Financial Expenses and Amortization net of debt interest, surety/performance bond commissions, net of income from financial investments
and inflows of new loans and financing, amortizations and structuring costs; ** Includes income tax and IOF on debt intake.

21
Compact Distribution Station.
22
Considering direct and managerial flow cash. For cash flow by indirect method, please refer to Cash Flow – Indirect Method” Annex.

25
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

In 4Q18, the Company recorded positive operational cash generation at R$ 314.8 million, a R$ 511.5 million higher
performance versus 4Q17. This growth, compared to the same period in previous year, is mainly due to the following factors:
I. increased revenues, mainly due to (i) the annual adjustment effective in July 2018 (ii) regular transfers related
to low-income group subsidies and (iii) the addition related to level 2 red tariff flag. Also, the reduction in
average PLD in 2H18 contributed to lower expenses with energy purchase. These improvements were partially
offset by:
II. higher disbursement with charges mainly due to: (i) increased ICMS and PIS/COFINS expenses; and (ii) the
increase in CDE quotas.
The balance of transactions with financial expenses and net amortizations showed a negative variation when comparing
4Q18 versus 4Q17, due to the higher amortization volume as a result of the Liability Management. The highlight in this
scenario is the early settlement of the four FINEM protocols and the Intercompany in the amount of R$ 420 million in
December.
The positive variation with expenses with the Pension Fund occurred due to change in the periodicity of the flow of payments
of the last quarter of the fiscal year of 2018, being the payment of the period carried out in January 2019.
Year-to-date, the Company recorded a R$ 759.6 million reduction in operational cash generation when compared to 2017,
mainly due to:
I. negative effect caused by high expenses with energy purchase, particularly as a result of: (i) higher costs with use
of the basic network; (ii) Angra and quota costs. In addition, we can highlight the increased payment of CDE and
ICMS and PIS/Cofins charges; (iii) the U.S. dollar appreciation, impacted by the payment to Itaipu; such costs were
partially offset by:
II. higher revenues versus 2017, due to (i) 2018 tariff adjustment, (ii) regular transfers related to low-income group
subsidies and (iii) addition related to level 2 red tariff flag, as mentioned above.
The balance of transactions with financial expenses and net amortizations showed a positive variation in 2018 compared to
2017, due to the higher volume of funding in the period, reflecting the strategy of reprofiling debts seeking the lengthening
of term and cost reduction.
The positive variation with expenses with the Pension Fund occurred due to change in the periodicity of the flow of payments
of the last quarter of the fiscal year of 2018, being the payment of the period carried out in January 2019.
Finally, considering the scenario outlined above, the final cash balance amounted to R$ 941.4 million in 2018, versus R$
601.3 million in 2017.

26
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
Enel Distribuição São Paulo

10 CORPORATE INFORMATION

Composition of the Statutory Executive Office


• Max Xavier Lins - Chief Executive Officer
• Monica Hodor - Executive Vice-President and Investor Relations Officer
• Sidney Simonaggio - Executive Vice-President - External Relations
• Rosario Zaccaria - Executive Vice-President - Operations
• Carlos Ewandro Naegele Moreira - Executive Vice-President -Human Resources
• Déborah Meirelles Rosa Brasil - Executive Vice-President - Legal Affairs, Compliance and Internal Audit

Composition of the Board of Directors


• Britaldo Pedrosa Soares – Chairman of the Board • Guilherme Gomes Lencastre
• Nicola Cotugno - Vice Chairman of the Board • Hélio Lima Magalhães - Independent member
• Antonio Basilio Pires de Carvallho Albuquerque • Márcia Sandra Roque Vieira
• Aurélio Ricardo Bustilho de Oliveira • Ana Marta Horta Veloso - Independent member
• Bernardino Jesus Brito

Composition of the Fiscal Council Audit Committee


• Mario Daud Filho – Chairman • Mário Shinzato - Chairman of the Committee
• Newton Akira Fukumitsu • Britaldo Pedrosa Soares
• Maria Carmen Westerlund Montera • Ana Marta Horta Veloso
• Wilton de Medeiros Daher
• Lousi Barsi Accountant in Charge
• Renato Resende Paes - CRC - SP308201

Investor Relations - (11) 2195 7048 / ri.eletropaulo@enel.com


• Executive Vice-President and Investor Relations Officer
Monica Hodor
• IR Director
Isabela Klemes Taveira – (11) 2195 2212 / isabela.taveira@enel.com
• IR Manager
Daniel Spencer Pioner – (11) 2195 2799 / daniel.spencer@enel.com
• IR Team
Isabella Rodrigues de Melo – (11) 2195 4806 / isabella.melo@enel.com
João Pedro Paschoal – (11) 2195 7221 / joao.paschoal@enel.com
Ricardo Borges Medeiros – (11) 2195 7868 / ricardo.borges@enel.com

27
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

11 ANEXXES

Operational Revenue

Statem ent of Incom e (R$ Thousand) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Gross Revenue 6,034,911 5,852,867 3.1% 24,097,525 21,576,085 11.7%
Residential 2,683,680 2,373,424 13.1% 10,014,160 9,121,123 9.8%
Industrial 480,045 448,485 7.0% 1,758,460 1,702,529 3.3%
Commercial 1,657,934 1,497,553 10.7% 6,080,785 5,689,102 6.9%
Rural 2,099 1,814 15.7% 7,693 5,710 34.7%
Public Entities 167,720 154,191 8.8% 614,773 580,172 6.0%
Street Lights 75,559 67,760 11.5% 281,786 261,084 7.9%
Public Services 66,008 58,238 13.3% 234,744 239,386 -1.9%
Transfer for Distributions Actitivies - TUSD Captive Market -2,000,916 -1,705,950 17.3% -7,383,039 -6,993,958 5.6%
Total Supply 3,132,129 2,895,515 8.2% 11,609,362 10,605,148 9.5%
Non Billed Revenue -4,009 63,903 -106.3% 127,270 44,364 186.9%
Revenue w ith Availability of Distribution Grid - TUSD (Free Market) 316,059 231,500 36.5% 1,075,365 984,913 9.2%
Revenue w ith Availability of Distribution Grid - TUSD (Captive Market) 2,000,916 1,705,950 17.3% 7,383,039 6,993,958 5.6%
(-) DIC/FIC/DMIC/DICRI - TUSD Captive and Free Market -7,052 -10,743 -34.4% -33,260 -85,320 -61.0%
Free Energy in the Short Term 61,942 20,801 197.8% 442,451 170,087 160.1%
Construction Revenue 303,701 302,561 0.4% 1,266,166 1,035,001 22.3%
Pole Light Rent Revenue 33,250 32,626 1.9% 132,975 130,002 2.3%
Revenue w ith Related Parties 191 463 -58.7% 1,423 2,181 -34.8%
Other Revenues 6,345 7,333 -13.5% 23,951 28,718 -16.6%
Other revenues originated w ith clients 2,711,343 2,354,394 15.2% 10,419,380 9,303,904 12.0%
CDE Subsidiary Resources 93,979 91,140 3.1% 362,801 321,123 13.0%
Financial Sectorial Asset (Liability) 82,325 486,088 -83.1% 1,584,689 1,216,152 30.3%
Inflation Adjustment - Sectorial Assets and Liabilities 15,135 25,545 -40.8% 121,293 51,912 133.7%
Reimbursements - Bilateral Agreement Burde - 185 -100.0% - 77,846 -100.0%
Other Revenues 191,439 602,958 -68.3% 2,068,783 1,667,033 24.1%
ICMS -1,022,826 -919,538 11.2% -3,805,592 -3,567,777 6.7%
Consumer Charges -1,055,157 -922,646 14.4% -3,771,199 -3,171,295 18.9%
PROINFA -21,614 -20,210 6.9% -83,376 -85,436 -2.4%
Energy Efficiency, P&D, FNDCT e EPE -30,996 -31,699 -2.2% -129,912 -118,625 9.5%
CDE -838,987 -561,940 49.3% -2,848,952 -2,255,194 26.3%
Tarrif Flag (CCRBT) -163,560 -308,797 -47.0% -708,959 -712,040 -0.4%
Others (PIS, Cofins e ISS) -505,391 -484,425 4.3% -2,017,729 -1,739,942 16.0%
ANEEL Inspection Fee -3,433 -3,150 9.0% -13,166 -13,899 -5.3%
Deductions of Gross Revenue -2,586,807 -2,329,759 11.0% -9,607,686 -8,492,913 13.1%

28
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Income Statement

Statem ent of Incom e (R$ Thousand) 4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Net Revenue 3,448,104 3,523,108 -2.1% 14,489,839 13,083,172 10.8%
Operating Expenses -3,374,532 -3,302,683 2.2% -13,947,543 -12,122,460 15.1%
Parcel A -2,208,426 -2,411,693 -8.4% -9,909,381 -8,747,562 13.3%
Eletric Energy Purchased for Resale -1,784,564 -2,137,780 -17.1% -8,330,327 -7,803,282 6.8%
Charges for Use of Eletric Grid and Transmission -423,862 -273,913 54.7% -1,579,054 -944,280 67.2%
Operating Expenses -1,166,106 -890,990 30.9% -4,038,162 -3,374,898 19.7%
Personnel -378,960 -211,046 79.6% -1,016,067 -821,900 23.6%
Pension Fund -5,271 -5,238 0.6% -20,680 -18,394 12.4%
Third-Party Services -139,097 -144,070 -3.5% -596,880 -563,412 5.9%
Materials -17,567 -13,847 26.9% -71,705 -61,455 16.7%
Estimated Losses w ith Doubtful Accounts 84,729 -56,769 -249.3% -57,422 -219,369 -73.8%
Contingencies -207,574 -12,462 1565.7% -277,407 -45,829 505.3%
Others -53,874 -9,031 496.5% -172,948 -85,484 102.3%
Construction Cost -303,701 -302,561 0.4% -1,266,166 -1,035,001 22.3%
Depreciation and Amortization -144,791 -135,966 6.5% -558,887 -524,054 6.6%
EBITDA 218,363 356,391 -38.7% 1,101,183 1,484,766 -25.8%
EBITDA Margin (%) 6.3% 10.1% -37.4% 7.6% 11.3% -33.0%
EBIT 73,572 220,425 -66.6% 542,296 960,712 -43.6%
EBIT Margin 2.1% 6.3% -65.9% 3.7% 7.3% -49.0%
Financial Result -300,416 -1,706,895 -82.4% -991,115 -2,273,668 -56.4%
Financial Revenue 68,614 39,290 74.6% 176,357 237,414 -25.7%
Interest on investment 9,758 8,446 15.5% 44,452 60,481 -26.5%
Monetary update and interest on overdue electricity bills 25,673 18,727 37.1% 87,781 69,748 25.9%
Government grants 1,151 1,104 4.3% 4,916 4,119 19.3%
Monetary update of tax credits 13 121 -89.3% 1,235 1,479 -16.5%
Monetary update of judicial deposits 6,460 3,809 69.6% 23,412 30,959 -24.4%
Monetary Update - PIS/COFINS over ICMS-ST - Free Clients - 832 -100.0% - 43,363 -100.0%
Monetary update of financial sector assets and liabilities 21,089 - 0.0% 35,319 - 0.0%
Court-order debt security - interest and monetary update 19 356 -94.7% 473 1,880 -74.8%
Other finance income - related parties 115 103 11.7% 115 401 -71.3%
ICMS - Purchase of Credits 10,195 2,293 344.6% 10,195 2,293 344.6%
PIS and COFINS on finance income -2,318 - 0.0% -52,153 - 0.0%
Other finance income -3,541 3,499 -201.2% 20,612 22,691 -9.2%
Financial Expenses -368,814 -1,746,352 -78.9% -1,168,403 -2,511,185 -53.5%
Debt charges - loans and debentures in local currency -92,544 -87,655 5.6% -429,953 -420,962 2.1%
Debt charges - loan agreement - related parties -873 - 0.0% -873 - 0.0%
Government grants -1,164 -1,104 5.4% -4,916 -4,119 19.3%
Monetary update of R&D and energy efficiency -2,057 -2,033 1.2% -7,903 -11,604 -31.9%
Capitalized interest transferred to intangible assets in progress 3,214 2,208 45.6% 12,077 11,892 1.6%
Letters of guarantee and guarantee insurance -12,661 -11,797 7.3% -48,577 -50,610 -4.0%
Monetary update of contingencies and others -141,785 -10,489 1251.7% -196,469 -49,773 294.7%
Monetary update - Free energy -1,695 -1,762 -3.8% -7,098 -9,484 -25.2%
Monetary update of financial sector assets and liabilities - -18,415 -100.0% - -66,185 -100.0%
Eletrobras agreement provision - -1,500,000 -100.0% - -1,500,000 -100.0%
Eletrobras agreement update -28,113 -8,312 238.2% -101,444 -8,312 1120.4%
Pension Plan (net) interest cost -87,481 -93,581 -6.5% -349,942 -374,321 -6.5%
Other finance costs -3,656 -13,412 -72.7% -33,305 -27,707 20.2%
Exchange Variation - Itaipu -216 167 -229.6% 931 103 803.9%
Result Before Taxes -226,846 -1,486,470 -84.7% -448,819 -1,312,956 -65.8%
Incom e Tax and Social Contributions 69,845 511,016 -86.3% 133,558 436,400 -69.4%
Net Profit (Loss) -157,001 -975,454 -83.9% -315,261 -876,556 -64.0%

29
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Balance Sheet – Assets

Balance Sheet (R$ thd) 4Q18 4Q17


Total Asset 18,554,580 16,087,314
Current Asset 5,860,815 4,450,073
Cash and Cash Equivalents 936,678 597,447
Short-term investments 4,756 3,830
Consumers, Concessionaires and Permitees 2,323,574 2,058,670
Recoverable income tax and social contribution 23,293 32,126
Other recoverable taxes 129,414 89,512
Accout receivables - agreements 192,431 124,187
Other Credits 227,827 346,427
Inventories 31,465 30,182
Current Services 139,003 154,032
Prepaid Expenses 43,140 37,067
Financial Sector Assets 1,809,234 976,593
Non-Current Asset 12,693,765 11,637,241
Consumers, Concessionaires and Licensees 25,058 13,380
Other recoverable taxes 84,967 62,244
Income and social contribution taxes differed 2,159,671 1,998,433
Garantees and judicial deposits 539,358 532,495
Accout receivables - agreements 10,882 11,657
Other Credits 47,308 46,762
Contractual Asset 634,918 528,151
Financial asset related to the concession agreement 3,795,279 3,011,833
Sector net financial assets 836,557 761,167
Investments 45,377 44,049
Property, plant and equipament 66,329 72,762
Intangible 4,448,061 4,554,308

30
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Balance Sheet - Liabilities

Balance Sheet (R$ thd) 4Q18 4Q17


Total Liabilities and Shareholders' Equity 18,554,580 16,087,314
Current Liabilities 5,455,867 5,545,424
Local Suppliers 1,625,422 1,789,718
Loans and Financing 437,652 461,099
Debenture 239,953 534,728
Leasing 31,254 30,616
Government Grants 4,083 4,916
Income tax and social contribution payable - -
Other taxes payable 497,503 452,952
Dividends and Interest on shareholders' equity payable 358 2,046
Labor and social liabilities 190,358 119,379
Sector Charges 404,688 450,965
Liabilities w ith private pension plan 11,160 -
Provision for legal proceedings and others 520,852 481,893
Rerversion Reserve 7,342 -
Other Obligations 255,919 258,807
Sector net Financial Liabilities 1,229,323 958,305
Non Recurring Liabilities 10,217,733 8,790,052
Loans and Financing 55,717 473,056
Debentures 3,333,010 2,016,646
Leasing 47,602 52,867
Government Grants 8,488 12,570
Liabilities w ith provate pension plan 3,895,506 3,707,100
Provision for legal proceedings and others 1,965,093 1,546,924
Sector Charges 38,689 30,868
Social and labor obligations 401 937
Reversal Reserve 51,399 66,085
Other Obligations 19,802 8,453
Sectorial net financial/liabilities 802,026 874,546
Shareholders' Equity 2,880,980 1,751,838
Capital 2,823,486 1,323,486
Capital Reserve 691,470 693,338
Shares Held in Treasury -49,236 -49,236
Other Comprehensive Income -781,506 -646,685
Profit Reserves: - -
Legal Reserve 196,766 248,984
Statutory Reserve - 238,545
Retained Earnings - -56,594

31
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Cash Flow – Indirect Method


Cash Flow - Indirect Method (R$ Thousand)
Operating Activites 4Q18 4Q17
Net Loss for the period -315,261 -876,556

Adjusts to reconcile the net loss of the period w ith cash flow from operating activities:
Depreciation and Amortization 558,887 524,054
Monetary Variations 7,146 11,991
Update of the Financial Asset of the Concession -121,293 -51,912
Expected Loss of Doubtful Accounts 79,899 260,607
Provisions for judicial and other proceedings, net 450,912 82,462
Provision of Eletrobras Agreement 0 1,499,138
Update on Eletrobras Agreement 101,443 0
Cost of loans and debentures (charges on debt) 407,117 409,094
Pension fund 478,773 389,312
Interest on short-term investments -834 -2,613
Disposal of financial asset, intangibles to the concession agreement and PP&E 74,948 6,522
Deferred income tax and social contribution -133,558 -436,402
Shares and stock options granted -1,868 886

Reduction (increase) of assets:


Financial sector assets -908,031 25,955
Accounts Receivable -421,112 -312,735
Recovarable Taxes -47,749 -55,253
Other Credits 61,080 14,472
Other Effects 7,673 43,080

Reduction (increase) of liabilities:


Accounts Payable -174,490 73,346
Financial Sector Liabilities 198,498 -199,523
Social and labor liabilities 74,644 19,706
Tax payable 44,551 -49,654

Interest paid (charges on debt), net of capitalized interest -320,347 -377,539


Payment of income tax and social contribution -15,272 -15,656
Payment of liabilities w ith pension plan entity -360,616 -450,413
Payment of legal proceedings and others -131,403 -102,495
Cash interest on short-term investments received 0 6,849

Investm ent Activities:


Addition of concession-related financial assets and intangible assets -1,353,935 -1,106,051
Financial participation of consumers 65,706 107,313
Net cash from investing activities 70,199 -10,715

Financing Activities
Net cash from financing activities 502,292 259,306
Payment of finance lease liabilities -37,080 -31,784
Capital Increase 1,500,000 0
Share repurchase - w ithdraw al right (migration to Novo Mercado) 0 -49,236
Dividends and interest on shareholders' equity paid -1,688 -20,679

Changes in Com pany's net cash 339,231 -415,123


Cash and cash equivalents at the beginning of the year 597,447 1,012,570
Cash and cash equivalents at the end of the year 936,678 597,447

32
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

12 GLOSSARY

ABRADEE - Association of Electric Power Distribution Free Customers - Are customers of energy, according to
Companies. Law 9074, July 1995 and Aneel Resolution 264, of August
13th, 1998, that can choose to buy energy from any
ACL - Free Contracting Environment. The market
distributor/supplier, freely negotiating the price and
segment in which are carried out the purchase and sale
duration of electricity supply, according to specific
of electricity, under bilateral contracts freely negotiated,
legislation and regulations.
pursuant to specific trading rules and procedures.
Bilateral agreement – Legal instrument that formalizes
ACR - Regulated Contracting Environment. Market
the purchase and sale of electric energy among CCEE
segment in which the electricity purchase and sale
agents, and sets prices, deadlines, and supply amounts
operations between selling agents and distribution agents
for determined periods of time.
takes place. The operations are preceded by bidding,
except in cases provided for by law, pursuant to specific CONER - Reserve Electricity Account.
trading rules and procedures.
CPC - Accounting Pronouncement Committee.
High Voltage - Consumer Unit supplied with rated
Covenants – A commitment in a security issue
voltage equal to or greater than 69 kV.
agreement that restricts certain situations of activities with
ANEEL - National Electric Energy Agency: independent the purpose of ensuring greater security to the funding
authority, which aims to regulate and supervise the party.
production, transmission, distribution and sale of
CVA – Clearing Account for the Variation in Values of
electricity, ensuring the quality of service, by isonomic
Items of Parcel A.
treatment of users and control of reasonableness of tariffs
charged to customers, preserving always, the economic CVU – Cost of Unit Value. It represents the variable cost
and financial feasibility of the agents and industry. of the last dispatched power plant.
Low Voltage - Consumer Unit supplied with rated voltage CVM – Brazilian Securities and Exchange Commission
equal to or lower than 1kV.
SAIDI - System Average Interruption Duration Index
RAB – Regulatory Remuneration Base Indicates the number of hours, on average, that a
customer has no energy supply for a period, usually
CAPEX – Capital Expenditures or investments in capital
monthly.
assets.
DIC – Individual Interruption Duration per Consumer Unit.
CCEE - Chamber of Electric Energy Commercialization
Indicates how long the consumer unit or connection point
Private non-profit legal entity. It operates under the
had no energy supply.
authorization of the Granting Authority and the regulation
and supervision of the ANEEL, with the purpose of DMIC - Maximum Interruption Duration. Maximum
enabling the purchase and sale operations of electricity interruption duration in the supply of electricity in a
between the agents of the CCEE, restricted to the Consumer Unit.
National Interconnected System (“SIN”).
DICRI - Individual Interruption Duration occurred in a
CCRBT– Centralizing account of Tariff Flag Resources critical day. It indicates the time when the consumer unit
or connection point was with no light in the day that the
CDE - Energy Development Account. It is used to
number of occurrences is high.
promote the competitiveness of the electricity produced
by plants that use alternative sources: wind, small hydro, EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes,
biomass, national coal power plants, etc. Part of the funds Depreciation & Amortization Expenses) - Financial
from the Account is also passed on to the universalization results of the company before the interest, taxes,
of electricity in the country. CDE cost is apportioned by all depreciation and amortization expenses are subtracted.
customers served by the Interconnected System.
ESS - System Service Charges.
Customers of Isolated Systems are exempt from this
charge. EER - Energy Reserve Charge.
CDI (Interbank Deposit Certificate) - Reference rate in the X Factor – Mechanism through which projections of
interest rate market, originated from average negotiated productivity gains of distribution companies are passed
between financial institutions. Benchmark rate in the on to consumers, through tariffs.
interest market, originated from the average traded
SAIFI - Equivalent Interruption Frequency per Consumer
among financial institutions.
Unit. Indicates how often, on average, there was an
interruption in the consumer unit.

33
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

FIC - Individual Interruption Frequency. Indicates how OPA - Tender offer for shares (Oferta Pública de Ações,
often a blackout occurs. in Portuguese) is a transaction by which any shareholder
or company intends to purchase the any portion of the
Follow-On - Primary Distribution of Shares. It is the
shareholding or all the shares of any company listed in
issuance of new shares by the Company.
the stock exchange.
Giga Watt (GWh) – Energy unit equivalent to one billion
ADA - Estimated Loss with Allowances for Doubtful
watts per hour.
Account.
Ibovespa -The objective of Ibovespa is to be the indicator
PIA - Retirement Incentive Program.
of the average performance of the quotations of most
traded assets and representative of the Brazilian stock PLD - Settlement Price of Differences. It is used to value
market. the purchase and sale of energy in the spot market.
ICMS – State Goods and Services Tax. PROINFA - Program of Incentive for Alternative Sources
of Electric Energy.
IEE - the Electric Power Index (IEE) was launched in
August 1996 with the aim of measuring the performance Rating - Evaluation by risk classification agencies. It
of the electricity sector. measures Companies ability to comply with Debt.
IFRS – International Financial Reporting Standards, RTP - Periodic Tariff Review. For Enel Distribuição São
equivalent to the international accounting standards. Paulo, it is defined by the National Agency of Electric
Energy (ANEEL) every four years, as defined in the
IPCA (Broad National Consumer Price Index) –
concession agreement. Unlike the annual tariff
Measured monthly by the Brazilian Institute of Geography
adjustment, in addition to the adjustment of Parcel A to
and Statistics (IBGE), the monthly inflation index
encompass non-manageable costs for the next 12
calculates the change in prices in trade, reflecting the cost
months, the periodic tariff review analyses the entire
of living for families with monthly income from 1 to 40
methodology for calculating Parcel B and its components.
minimum wages.
The objective is to preserve the economic and financial
IGP-M (General Market Price Index) – Monthly inflation balance of concession and tariff realism. The last tariff
index, as measured by the Getúlio Vargas Foundation revision of Enel Distribuição São Paulo occurred in 2015.
(FGV), which calculates the price variation in the
SELIC – Rate of daily financings, with ballast in federal
wholesale, consumer, and construction market, including
securities, calculated in the Special System for
imported products. The indicator calculates the price
Settlement and Custody.
changes of agricultural and industrial raw materials in
wholesale and final goods and services in consumption. TSEE - Social Electric Energy Tariff.
ISQP (Perceived Quality Satisfaction Index) – Index TUSD - Tariff for the Use of the Distribution System.
that measures the degree of satisfaction of the
URA - Unit of Audible Response.
consumers of energy, produced from the data collected
in the Abradee Survey of Residential Customer
Satisfaction.
ETD - Distribution Transformer Station
ETSD - Underground Transformer Distribution Station
ECD – Compact Distribution Station
JSCP – Interest on Equity.
MCSD - Leftover and Deficit Offsetting Mechanism. It
enables overcontracted distribution companies to
negotiate reductions in the agreements with the
generation companies, in addition to balancing the
exchanges by performing compulsory assignments
between the distribution companies declaring their
leftovers.
MME (Ministry of Mines and Energy) – Organizational
body that acts in the formulation and implementation of
policies for the energy sector, according to CNPE
guidelines.
MVA – Megavolt Ampere.
ERM - Energy Reallocation Mechanism.

34
Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A
(Enel Distribuição São Paulo)

Earnings Release - 4Q18/2018


Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.
Enel Distribuição São Paulo
February 26, 2019

LIMITATION OF LIABILITY
Statements contained in this document regarding Enel Distribuição São Paulo's business prospects, projections of
operational and financial results and the Company's growth potential are mere forecasts and were based on the
management's expectations regarding the Company's future. These expectations are highly dependent on changes in
the market, the economic performance of Brazil, the electric sector and the international market, and are therefore subject
to change.

INVESTOR RELATIONS
ri.eneldistribuicaosp.com.br

ri.eletropaulo@enel.com

(11) 2195-7048

.....