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O Latim

LÍNGUA OFICIAL DA IGREJA, NO RITO LATINO

Para que haja uniformidade e para se compreenderem os que são de diversas


nacionalidades, o Papa Pio X, muito recomendou que em todas as partes se
pronunciasse o latim conforme a pronúncia romana. O latim lê-se do mesmo modo que
o português, com as exceções seguintes: a) Nunca se acentua a última sílaba das
palavras; b) Nas palavras de duas sílabas, o acento recai sempre na primeira; c)
Geralmente as palavras que têm mais de duas sílabas, levam o acento gráfico na sílaba
correspondente.

VOGAIS E DITONGOS

As vogais em latim são cinco:

a, e, i, (y), o, u.

Pronunciam-se sempre, seja qual for a posição que ocupem na palavra ou frase.

O a como na palavra portuguesa pá; ex.: altáre, ánima;

O e quasi como na palavra portuguesa credo; ex.: Deus, orémus;

O i e o y como na palavra portuguesa mira; ex.: ánima, butyrum;

O o como na palavra portuguesa ópera; ex.: orémus, hóra;

O u como na palavra portuguesa uva; ex.: Dóminus, lux.

III
Nos ditongos, cada vogal conserva o som que lhe é próprio, menos em ae e oe, que,
com relação à pronúncia, equivalem à vogal e; ex.:

coelum = célum, poena = pena.

N.B. Evitar cuidadosamente o defeito de dar, como se faz em português, às vogais


átonas (sem acento), som fechado ou mudo, especialmente ao e e ao o.

Dómino e não Dóminu.

Virtute e não virtuti.

CONSOANTES

As consoantes latinas são as mesmas do alfabeto português.

Pronunciam-se sempre, seja qual for a posição que ocupem na palavra ou frase.

Ao contrário do que se dá no português, as duplas (geminadas) devem pronunciar-se


ambas: stella, não stela, offero, não ofero.

1.

a) O c diante dos sons e e i tem o som do c italiano diante de e e i e equivale quase a


tch: Cicero = tchitchero.

b) O grupo de c e c soa ttch: ecce = ettche.

c) O grupo ch soa sempre como k: brachium = brákium.

2.

a) g antes de e e i pronuncia-se dg: genu = dgenu; agit = adgit.

b) gn soa sempre nh: agnus = anhus.

3.

a) h é letra muda, nunca aspirada. Não se pronuncia, menos em

b) mihi, nihil, e compostos, em que o h tem o som de k: mihi = miki, nihil = nikil.

IV
4.

j para os efeitos de pronúncia vale sempre i, nunca, portanto, tem o som do j português:
ejus pronuncia-se – éiuss.

5.

a) s soa sempre como dois ss: nos = nóss e não nóz.

b) Entre vogais é ligeiramente sibilante brando, quase z: Jesus= i-ézuss.

c) sc antes de e e i é igual a ch (chapéu): descendit = dechendit.

6.

ti precedido de uma letra qualquer, que não seja s, x ou t e seguido de uma vogal, soa
tci: patientia = patciéntcia.

7.

a) x depois de vogal (que não seja o e) sôa kc: axis – akçiss.

b) x depois de e vale kz: exaudi = ekzaudi.

c) xc deante de e e i vale quasi kch: excelsis = ekchélsiss.

8.

z = dz: zelus = dzéluss.

N. B. Evitar, todo som nasal, que não existe na pronúncia romana:

a) rosam: o am final não deve soar como na 3.ª pess. do plural: êles amam.

b) virtutem: não como em português: êles devem.

c) magnus = má-nhuss e não mã-nhuss.

Quem pronunciasse o latim à moda portuguesa, por estar acostumado a pronunciá-lo


assim, não incorre em nenhuma falta.

USUS TE PLURA DOCEBIT


(A prática te ensinará muitas coisas)

Fonte: https://regisaeculorumimmortali.wordpress.com

V
que (kué)

ti (ti) e não (tchi)

di (di) e não (dji)

A pronúncia do r deve se fazer sempre vibrando a ponta da língua atrás dos dentes

VI