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Análise do Manejo de Pacientes com Agenesia Vaginal e suas

Consequências Psicológicas: Uma Revisão de Literatura.


Objetivo: O objetivo desse estudo consiste em reunir os principais
conhecimentos sobre o manejo diagnóstico e terapêutico da agenesia vaginal
em suas duas principais causas, Síndrome de Rokitansky e de Insensibilidade
completa à andrógenos, dando ênfase em suas consequências psicológicas no
paciente fenotipicamente feminino. Além disso, temos o propósito de criticar e
destacar a presença ou a ausência de estudos sobre vários procedimentos e
situações que cercam a agenesia vaginal, por exemplo, a perturbação do estado
psicológico da paciente e o melhor procedimento terapêutico a ser desenvolvido.
Metodologia: A metodologia utilizada para o estudo foi a revisão sistemática de
literatura, na qual foram analisados dez artigos publicados entre os anos de 2012
e 2017 e colhidos em bases de dados reconhecidas no meio acadêmico, como
Pubmed, Medline e Clinical Key (Elsevier). Desses artigos, cinco são relatos de
caso, dois relatos de série de casos, dois são revisões de literatura e um é a
combinação de desenhos retrospectivos e prospectivos.
Resultados: Todos os relatos de caso usaram procedimentos padrões, já
citados pela literatura, com pequenas modificações que foram adequadas de
acordo com a experiência da equipe médica ou com as possibilidades financeiras
do centro de tratamento, as quais forneceram aumento das taxas de sucesso
funcional e anatômico, tendo um estudo em que 100% dos seus pacientes
sexualmente ativos relataram satisfação no intercurso sexual e ausência de dor
durante o ato. Além disso, foi evidenciada a importância do exame físico
completo da paciente para um diagnóstico correto e a necessidade de espera
até a paciente atingir a maturidade emocional e, assim, participar da escolha do
tratamento.
Discussão: Na revisão, foram considerados todos os aspectos de abordagem
diagnóstica, os quais incluem exame físico completo, ultrassonografia e
ressonância magnética, e terapêutica, que apresenta todos os procedimentos,
tanto não-cirúrgicos quanto cirúrgicos, elegendo em alguns estudos até uma
linha primária de tratamento, começando com a terapia de dilatação vaginal feita
pela própria paciente com molde adequado. Ademais, foram abordados os
fatores que afetam a área psicossocial da mulher, envolvendo, principalmente, a
queda de autoestima e o sentimento de confusão devido ao abalo de
característica que constituem a feminilidade da paciente, como dificuldade de
realização da relação sexual, infertilidade ou própria deformação do órgão
genital.
Conclusão: Após análise minuciosa de tais trabalhos, chegamos à conclusão
que ainda são necessários mais estudos com relação a agenesia vaginal e,
consequentemente, as doenças que a causam, por exemplo, pesquisas que
busquem a etiologia da Síndrome de Rokitansky. Entre esses estudos, que são
escassos e são necessários ao manejo mais adequado do paciente, é
imprescindível a busca pelo consenso de qual o método mais seguro e eficaz
para a reconstrução vaginal por meio de ensaios clínicos ou outros desenhos
com alto nível de evidência científica. Outrossim, é fundamental que mais
pesquisas sejam feitas no campo psicossocial do paciente com fenótipo feminino
que possui agenesia vaginal e sua relação com doenças psiquiátricas, como
depressão e transtorno de ansiedade, deixando clara a necessidade de uma
abordagem multidisciplinar com inclusão de um psicólogo.
Descritores: Anormalidade Congênita, Agenesia, Cirurgia e Transtorno de
Ansiedade.