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FUNDAÇÃO ESTADUAL
DO MEIO AMBIENTE

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE DANO AMBIENTAL


DAS BARRAGENS DE CONTENÇÃO DE
REJEITOS, DE RESÍDUOS E DE RESERVATÓRIO DE ÁGUA
EM EMPREENDIMENTOS INDUSTRIAIS E DE MINERAÇÃO
NO ESTADO DE MINAS GERAIS

RELATÓRIO FINAL

Maio/ 2004
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Elaboração:

Roberta Soares de Farias


Engenheira Civil Geotécnica, M. Sc.
CREA RJ - 87.107-0333/D

Coordenação e Revisão:

Zuleika Stela Chiacchio Torquetti


Engenheira Química, M.Sc.
Diretora de Atividades Industriais e Minerárias

Equipe de apoio:

Divisão de Extração de Minerais Não Metálicos:


Caio Márcio Benício Rocha – Engenheiro Civil - Gerente

Divisão de Extração de Minerais Metálicos:


Barbara Valadão Torres – Bióloga – Gerente
Sandra Maria Oberdá – Bal. Química
Josino Gomes Neto – Engenheiro de Minas
Flávia Silva Marinho Nani - Secretária
Aline Faria Souza – Estagiária de Engenharia Civil

Divisão de Indústria Química:


Márcia Cristina Romanelli – Engenheira Química

Divisão de Monitoramento e Geoprocessamento:


Polynice Rabello Mourão Junior – Engenheiro Químico
Mário Teixeira Rodrigues Bragança - Geógrafo

Estagiária - Apoio logístico e banco de dados:


Letícia Gontijo França – Estagiária de Engenharia Civil

Apoio administrativo:
Neila Oliveira Jardim - Secretária
Ana Cláudia Ribeiro Marzinetti

Classificação das barragens – Maio/2004


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Grupo de Trabalho – GT Barragens

Instituído por meio da Resolução COPAM n.º 53, de 03/02/2003, publicada em


07/02/2003, em cumprimento ao disposto no Artigo 9.º da Deliberação Normativa
COPAM n.º 62/2002

1. Instituto Brasileiro de Mineração - IBRAM


Titular: José Mendo Mizael de Souza
Suplente: Paulo Ricardo Behrens da Franca

2. Sindicato dos Geólogos - SINGEO


Titular: Edézio Teixeira de Carvalho, Coordenador

3. Sociedade Mineira de Engenheiros - SEME


Titular: Misael de Jesus dos Santos Sá

4. Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM


Titular: Ana Lúcia Bezerra Kierulff

5. Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais - SENGE


Titular: Paulo Henrique Francisco dos Santos

6. Ministério Público do Estado de Minas Gerais/Procuradoria Geral de Justiça


Titular: Carlos Eduardo Dutra Pires

7. Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM


Titular: Caio Márcio Benício da Rocha
Suplente: Josino Gomes Neto

8. Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM


Titular: Marcelo Garcia Miranda Diniz

9. Instituto Estadual de Florestas - IEF


Titular: João Paulo de Melo Sarmento

10. Universidade Federal de Minas Gerais/Escola de Engenharia da UFMG


Titular: Raul Zanoni Lopes Cançado

11. Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA


Titular: Júlio César Moreira Guerra

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SUMÁRIO
1 – Introdução
2 – Metodologia do trabalho
2.1 – Coleta e análise dos dados dos cadastros
2.2 – Complementação dos dados do cadastro de barragens
2.3 - Seleção das barragens para inspeção de campo
2.4 - Inspeções de campo
2.5 - Classificação das barragens
3 – Critérios de classificação das barragens
3.1 – Critérios descritos na DN COPAM n.º 062/2002
3.2 – Definições técnicas adicionais à DN COPAM n.º 062/2002
3.3 – Premissas adotadas para a pontuação dos critérios de classificação das
barragens
4 – Classificação das barragens
5 – Deliberações do GT Barragens
5.1 - Proposta de critério de definição da área a jusante da barragem
5.2 - Periodicidade das Auditorias de Segurança
5.3- Definição das providências necessárias para adequação dos procedimentos de
segurança de cada barragem
6 – Recomendações
6.1 - Influência da área de jusante
6.2 - Indústrias de polvilho e destilarias
6.3 - Pilhas de rejeito
6.4 - Proteção vegetal dos taludes das barragens
6.5 – Revisão da Deliberação Normativa COPAM n.º 062/2002
6.6 – Segurança da barragem
6.7 – Extensão do cadastramento de barragens
6.8 - Recomendações do GT Barragens

7 – Conclusão

ANEXOS Anexo 1 - Formulário de cadastro de barragem


Anexo 2 - Formulário de informações complementares ao cadastro de barragem
Anexo 3 - Lista das barragens inspecionadas
Anexo 4 – Banco de dados do cadastramento de barragens
Anexo 5 – Barragens de mineração ou indústria
Anexo 6 – Barragens de infra-estrutura
Anexo 7 – Estruturas que não são barragens
Anexo 8 - Mapa de classificação das barragens
Anexo 9 - Fotografias das vistorias de campo

Classificação das barragens – Maio/2004


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1 – Introdução

As barragens são estruturas complexas e dinâmicas que requerem cuidados especiais na


elaboração dos projetos de engenharia, operação, manutenção das estruturas, bem como
para o fechamento. No histórico de acidentes reportados pela Comissão Internacional de
Grandes Barragens (ICOLD), as principais causas de rompimento de barragens são
problemas de fundação, capacidade inadequada dos vertedouros, instabilidade dos taludes,
falta de controle da erosão, deficiências no controle e inspeção pós fechamento e falta de
dispositivos graduais de segurança ao longo da vida útil da estrutura. Na maioria dos casos, a
ruptura da barragem causa dano ambiental em virtude da descarga descontrolada de
substâncias, o que representa um perigo iminente ou um risco substancial para o meio
ambiente.

Com o objetivo de iniciar o levantamento do número e do tipo de barragens existentes nas


indústrias e minerações do Estado, em 29-01-2002 foi publicada a Resolução n.º 99 da
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD, que
definiu um prazo de 90 dias para que os empreendedores apresentassem à Fundação
estadual do Meio Ambiente – FEAM - o formulário de Cadastro de Barragens devidamente
preenchido.

Desde então, a FEAM conduziu um amplo processo de debates sobre esta questão, com a
participação de empreendedores, consultor de notório saber, representantes do
Departamento Nacional de Produção Mineral, Instituto Brasileiro de Mineração, Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais, ONG´s e do Conselho
estadual de Política Ambiental - COPAM. Essa discussão culminou com a aprovação, em 21
de dezembro de 2002, da Deliberação Normativa (DN) do Conselho Estadual de Política
Ambiental - COPAM n.º 062, que define critérios de classificação para barragens de
contenção de rejeitos, de resíduos e de reservatórios de água em empreendimentos
industriais e minerários. Esta DN estendeu o prazo para cadastramento para mais 90 dias a
partir da data de sua publicação.

Com o objetivo de ampliar a possibilidade de preenchimento do Cadastro diante da


importância desse levantamento, a Deliberação Normativa COPAM nº 065, publicada em 25
de abril, prorrogou a data para o encaminhamento até o dia 9 de junho de 2003.

Os critérios são baseados em parâmetros técnicos e ambientais, tais como altura do maciço,
volume do reservatório, tipo do resíduo contido e características da área a jusante, como
ocupação humana, interesse ambiental e instalações existentes.

De acordo com o artigo 9 da DN COPAM n.º 62/2002, foi constituído o Grupo Multidisciplinar
de Trabalho (GT), chamado GT Barragens, criado por meio da Resolução COPAM Nº 53, de
03-02-2003, publicada em 07-02-2003, com a participação de empreendedores, órgãos
públicos e de técnicos de notório saber, para proceder à consolidação, tratamento dos dados
e classificação das barragens, baseada nas informações do Formulário para Cadastro de
Barragens. Sob a coordenação da Superintendência de Apoio Técnico da SEMAD o GT
Barragens foi formado, sendo composto por 11 membros, representantes das seguintes
instituições:

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA


Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM
Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM
Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM

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Instituto Estadual de Florestas – IEF


Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM
Ministério Público do Estado de Minas Gerais /Procuradoria Geral de Justiça
Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais - SENGE
Sindicato dos Geólogos - SINGEO
Sociedade Mineira de Engenheiros – SME
Universidade Federal de Minas Gerais/Escola de Engenharia da UFMG

O prazo para conclusão dos trabalhos pelo grupo multidisciplinar foi fixado em 180 dias, a
partir de 21-12-2002, data da publicação da DN COPAM n.º 062/2002. No entanto, como
ocorreu a prorrogação do prazo para apresentação do cadastro de barragem à FEAM até 09-
06-2003, a Deliberação Normativa COPAM n.º 066/2003 prorrogou por mais 180 dias o prazo
para conclusão dos trabalhos do GT Barragens.

Como atribuições descritas na DN COPAM n.º 62/2002 o GT deverá proceder à classificação


das barragens; definir os critérios para a delimitação da área a jusante da barragem para fins
de sua classificação; estabelecer a periodicidade das auditorias nas estruturas e
posteriormente determinar as providências necessárias para adequação dos procedimentos
de segurança de cada barragem.

Após a classificação, os empreendedores terão que tomar providências para adequar os


procedimentos de segurança em cada barragem, com prazos definidos para implementação,
visando à minimização do potencial de dano ambiental inerente a essas estruturas.

Este relatório apresenta a classificação das barragens de Minas Gerais, que foi feita em
conformidade com os critérios definidos na Deliberação Normativa COPAM N.º 062/2002,
consolidada por meio da consulta aos cadastros apresentados, inspeções em estruturas
selecionadas, discussões técnicas com o GT Barragens e consulta aos profissionais da
FEAM.

2 – Metodologia do trabalho

A metodologia de trabalho foi definida em conjunto com a Diretoria de Atividades Industriais e


Minerárias – DIRIM/FEAM, tendo sido acompanhada e complementada pelo Grupo
Multidisciplinar de Trabalho do COPAM – GT Barragens, ao longo das seguintes etapas:

2.1 – Coleta e análise dos dados dos cadastros

A primeira fase baseou-se no estudo dos 462 cadastros de barragens (modelo no Anexo 1)
recebidos pela FEAM até 09-06-2003, onde foram levantadas as principais características das
estruturas, tais como: localização; responsável técnico e legal; função do reservatório; altura
da barragem; volume do reservatório; classe do rejeito ou resíduo industrial; ocupação
humana, interesse ambiental e instalações na área de jusante.
Nesta fase, foi possível fazer a classificação preliminar de aproximadamente 60% das
barragens de empresas de mineração, na maioria de grande porte. No entanto, verificou-se
uma grande deficiência no preenchimento dos cadastros, que prejudicava a classificação das
estruturas. A questão foi discutida no âmbito do GT Barragens, tendo sido definido a
elaboração e distribuição às empresas de mineração e indústrias para preenchimento de um

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formulário complementar do cadastro de barragens, que permitisse o aprimoramento da


coleta de dados.
Também foi detectado que algumas estruturas cadastradas não seriam classificadas como
barragens, conforme a definição contida na DN COPAM N.º 062/2002, caracterizando-se
como reservatórios escavados no solo, lagoas de estabilização para tratamento de efluentes
industriais e outros, sem a estrutura clássica de barramento.
Um outro aspecto que chamou a atenção foi o cadastramento de 25 estruturas de contenção
de efluentes da indústria de fabricação de polvilho, situadas na região de Cachoeira de Minas
e Conceição dos Ouros. Considerando que estas indústrias são de micro ou pequeno porte,
assim como as estruturas cadastradas, foi definido que as mesmas não seriam solicitadas a
apresentar a complementação dos dados do cadastro.

2.2 – Complementação dos dados do cadastro de barragens

Após avaliação técnica dos dados necessários à melhor caracterização das estruturas foi
elaborado o modelo do “Formulário de Informações Complementares” ao cadastro de
barragens, apresentado no Anexo 2.
O modelo do formulário foi submetido á aprovação do GT Barragens e aprovado. Porém,
durante a discussão no GT também foi definido que, além do formulário de informações
complementares, a FEAM deveria solicitar a apresentação dos seguintes documentos, com o
objetivo de possibilitar a criação de um arquivo técnico geral, incluindo as principais
características das barragens do Estado de Minas Gerais.
a) sumário descritivo da barragem, contendo descrição da geologia local; tratamento da
fundação; relação dos projetos e alterações de projeto que foram feitos (incluindo datas
de elaboração, nome e número do CREA dos respectivos projetistas); descrição da rotina
de monitoramento e registro de acidentes;
b) mapa de localização da barragem, indicando a hidrografia e os principais aspectos de uso
e ocupação do solo;
c) registro fotográfico atualizado da barragem;
d) currículo resumido do responsável técnico pela operação da barragem.

Desta forma, a FEAM procedeu ao envio de ofício circular a todos os proprietários das
barragens que apresentaram o cadastro, preferencialmente por mensagem eletrônica
destinada ao responsável pelo preenchimento do cadastro, solicitando a apresentação do
formulário e dos documentos técnicos acima, fixando um prazo até 20-12-2003, conforme
definido pelo GT. Para aqueles que não puderam ser contatados via eletrônica foi enviado
ofício via ECT, com Aviso de Recebimento.
Durante o período em que as empresas prepararam a documentação complementar, a FEAM
disponibilizou um especialista em barragens para eventuais esclarecimentos técnicos, via
correio eletrônico ou telefone.
Diante das dificuldades que a maioria dos empreendedores encontraram para preparar as
informações complementares, a FEAM submeteu ao coordenador do GT Barragens a
proposta de estender o prazo para apresentação por mais 30 dias, ou até 20-01-2004, o que
foi acatado. Desta forma, fizeram parte do levantamento de dados complementares todos os
documentos protocolados na FEAM até o final de janeiro/2004.

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A documentação complementar foi entregue por aproximadamente 70% das empresas, ou


seja, 75 empreendedores enviaram o formulário e anexos. Em número de barragens, foram
entregues 290 formulários de informações complementares, o que corresponde a 61% do
total. Não foi considerado neste percentual o número de indústrias de polvilho, que foram
dispensadas de apresentar as informações complementares.
Assim, observou-se que algumas barragens não cadastradas anteriormente foram
contempladas no preenchimento do formulário de informações complementares, elevando o
número total de cadastros de barragens protocolados na FEAM de 462 para 503.
2.3 – Seleção das barragens para inspeção de campo

Posteriormente à análise dos dados dos cadastros existentes, fez-se uma seleção das
barragens para inspeção de campo, considerando os seguintes aspectos: barragens cujos
cadastros apresentavam dados incompletos ou inconsistentes; empresas de pequeno a
médio porte e/ou barragens de maior preocupação por parte das equipes da FEAM.
Foram descartadas da seleção as barragens cujos cadastros forneceram dados suficientes
para determinar a classe das mesmas, assim como as estruturas de menor porte, em virtude
da necessidade de limitar-se o número de viagens de acordo com o prazo estipulado para a
conclusão dos trabalhos de levantamento de dados, até dezembro/2003.
Os critérios de seleção foram discutidos e aprovados pelo GT Barragens.
Com isso, restou 32% das barragens cadastradas para inspeção de campo, somando um total
de 148 estruturas.

2.4 - Inspeções de campo

As inspeções de campo foram planejadas de modo a possibilitar a classificação das


estruturas com cadastros deficientes, tendo em vista, prioritariamente:
a) Coletar dados no campo, principalmente referentes a altura e volume do reservatório das
barragens, pois muitos cadastros apresentaram esta informação inconsistente;
b) Conferir aspectos referentes à ocupação da área de jusante da barragem.

É importante salientar que as inspeções não tiveram o objetivo de avaliar a segurança das
barragens, o que demandaria uma rotina de inspeção muito mais detalhada, além da análise
dos relatórios técnicos de implantação do barramento. O trabalho em campo restringiu-se à
coleta de dados para melhor caracterização dos parâmetros técnicos e ambientais que
determinam a classificação das barragens, conforme descrito na DN COPAM N.º 062/2002.
Durante os trabalhos em campo e após o recebimento dos formulários de informações
complementares verificou-se que, em alguns casos, a inspeção acrescentaria poucas
informações às contidas nos documentos apresentados. Após esta análise, a FEAM decidiu
eliminar 42 barragens da lista inicial das 148 previamente selecionadas para inspeção,
assumindo que a classificação seria baseada apenas nos dados dos cadastros e no
formulário de informações complementares.
Assim, no período entre novembro e dezembro de 2003, foram realizadas 106 inspeções, em
46 empreendimentos, em 32 municípios diferentes, com prioridade para os municípios e/ou
regiões de maior concentração de barragens.

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O Anexo 3 apresenta a lista com o nome dos empreendimentos e das barragens


inspecionadas.

2.5 - Classificação das barragens

A fase final do trabalho foi aplicar os critérios de classificação de barragens descritos na DN


COPAM n.º 062/2002 em todas as barragens cadastradas, agregando também os dados
coletados nas inspeções de campo e as informações obtidas dos formulários de informações
complementares, conforme descrito no item 3, a seguir.
Os resultados da classificação estão apresentados no item 4 deste relatório.

3 – Critérios de classificação das barragens

3.1 – Critérios descritos na DN COPAM n.º 062/2002

A DN COPAM n.º 62/2002 define dois critérios técnicos e três critérios ambientais para a
classificação quanto ao potencial de dano ambiental de barragens de contenção de rejeitos,
de resíduos e de reservatórios de água em empreendimentos industriais e minerários:
a) Altura da barragem: H, em metros.
b) Volume do reservatório: Vr, em metros cúbicos.
c) Ocupação humana a jusante da barragem.
d) Interesse ambiental a jusante da barragem.
e) Instalações na área a jusante.

Os critérios técnicos altura da barragem e volume do reservatório são dados informados nos
cadastros pelos empreendedores. Os critérios ambientais são avaliados conforme as
definições contidas na DN COPAM n.º 062/2002, em três níveis diferentes:

Ocupação humana a jusante:


a) Inexistente: não existem habitações na área a jusante da barragem;
b) Eventual: significa que não existem habitações na área a jusante da barragem, mas existe
passagem ou locais de permanência eventual de pessoas;
c) Grande: significa que existem habitações na área a jusante da barragem e, portanto,
vidas humanas serão atingidas ou que a barragem armazena rejeitos ou resíduos sólidos
classificados como Classe I – Perigosos ou Classe II - Não Inertes, segundo a norma NBR
10.004 da ABNT, ou outra equivalente que vier sucedê-la.

Interesse ambiental a jusante:


a) Pouco significativo: quando a área a jusante da barragem não representa área de
interesse ambiental relevante ou encontra-se totalmente descaracterizada de suas
condições naturais;

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b) Significativo: quando a área a jusante da barragem apresenta interesse ambiental


relevante.
c) Elevado: quando a área a jusante da barragem apresenta interesse ambiental relevante e
a barragem armazena rejeitos ou resíduos sólidos classificados como Classe I - Perigosos
ou Classe II - Não Inertes, segundo a norma NBR 10.004 da ABNT, ou equivalente.

Instalações na área a jusante:


a) Inexistente: quando não existem quaisquer instalações na área a jusante da barragem;
b) Baixa concentração: quando existe pequena concentração de instalações residenciais,
agrícolas, industriais ou de infra-estrutura de relevância sócio econômico cultural na área
a jusante da barragem;
c) Alta concentração: quando existe grande concentração de instalações residenciais,
agrícolas, industriais ou de infra-estrutura de grande relevância sócio econômico cultural
na área a jusante da barragem.

Segundo a DN, cada um destes critérios recebe uma pontuação (V) que varia de zero a três,
dependendo das características da barragem, conforme o Quadro 1 abaixo.

Quadro 1 – Critérios para classificação das barragens, DN COPAM N.º 062/2002(*)


Altura da Volume do reservatório Ocupação Interesse Instalações na
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barragem H (x10 m ) humana a ambiental a área de jusante
(m) jusante jusante
H < 15 Vr < 0,5 Inexistente Pouco significativo Inexistente
V=0 V=0 V=0 V=0 V=0
15 < = H < =30 0,5 < = Vr < =5,0 Eventual Significativo Baixa
concentração
V=1 V=1 V=2 V=1
V=1
H > 30 Vr > 5,0 Grande Elevado Alta concentração
V=2 V=2 V=3 V=3 V=2

(*) O quadro não está idêntico ao apresentado na DN-62 COPAM. Houve pequena revisão nos itens
referentes a “altura” e “volume do reservatório”, pois faltava a condição de igualdade, escrita
propositadamente desta forma, para evitar incompatibilidades entre versões diferentes do editor de texto
Microsoft Word.

Considerando-se o somatório dos valores (V) dos parâmetros de classificação do quadro


anterior, as barragens são classificadas quanto ao potencial de dano ambiental em três
categorias:
a) Baixo potencial de dano ambiental - Classe I, quando o somatório dos valores for
menor ou igual a dois (V < = 2).
b) Médio potencial de dano ambiental - Classe II, quando o somatório dos valores for
maior que dois e menor ou igual a quatro (2 < V < = 4)
c) Alto potencial de dano ambiental - Classe III, quando o somatório dos valores for maior
que quatro (V > 4).

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Ressalta-se que o potencial de dano ao meio ambiente de uma determinada barragem não
está diretamente relacionado ao risco de acidente na estrutura e sim à magnitude do impacto
ambiental que poderá ocorrer, no caso desta barragem passar possuir gestão insatisfatória,
ou caso tenha sido construída fora dos padrões técnicos de engenharia.

3.2 – Definições técnicas adicionais à DN COPAM n.º 062/2002

Durante o estudo dos cadastros das barragens e nas inspeções de campo, considerou-se
necessário adotar algumas definições técnicas adicionais àquelas contidas na deliberação
normativa, visando a assegurar a correta classificação das estruturas, com base em critérios
uniformes.
Estas definições técnicas foram sugeridas pela FEAM e discutidas no GT Barragens,
estabelecendo-se os seguintes critérios, que foram adotados para a classificação das
barragens cadastradas:
a) A altura da barragem deve ser medida na maior seção transversal da barragem,
calculando-se o desnível entre a cota da crista da barragem (topo) até a cota do pé do
talude de jusante (talude externo).
b) O volume do reservatório é o volume total do material, seja líquido ou sólido, que foi
depositado após a construção da barragem e durante os alteamentos. Para isto, sempre
se deve tomar como base a topografia da fundação do reservatório.
c) No caso de reservatório de contenção de sólidos, deve ser considerado o volume total
dos sólidos carreados pela erosão, somado ao volume total de água captada no período
de cheias, volume este considerado significativo.
d) Estéril é o material descartado, retirado durante o processo de lavra do minério.
e) Rejeito é o material descartado, ou seja, que não é produto, resultante do processo de
beneficiamento do minério.
f) O porte de uma barragem é determinado pela sua altura e o porte de um reservatório é
determinado pelo seu volume, conforme o Quadro 2 a seguir.

Quadro 2 – Critérios para definição do porte da barragem


Barragem Altura da barragem Reservatório Volume
H (m) Vr (m3)
Pequeno porte H < 15 Pequeno porte Vr < 500.000
Médio porte 15 < = H < = 30 Médio porte 500.000 < = Vr < = 5.000.000
Grande porte H > 30 Grande porte Vr > 5.000.000

3.3 – Premissas adotadas para a pontuação dos critérios de classificação das


barragens

Para criar um sistema padronizado com o objetivo de pontuar os valores dos critérios de
classificação das barragens estabelecidos na DN COPAM n.º 062 (Quadro 1), também foi

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identificada a necessidade de se estabelecer as seguintes premissas, discutidas e aprovadas


no âmbito do GT Barragens, a partir de sugestões da FEAM durante a execução do trabalho:

a) A influência da área de jusante depende de vários fatores (topografia, hidrologia local,


tipo de rejeito/resíduo ou água, volumes). Considerou-se para este trabalho uma análise
qualitativa feita com base nos dados dos cadastros e/ou nas observações durante as
inspeções de campo.
3
b) Barragem com reservatório mínimo, ou seja, cujo volume é inferior a 1.000 m e com
rejeito ou resíduo inerte, foi adotado que a ocupação humana a jusante é inexistente
(V=0).
c) No caso de passagem ou via de acessos internos à área da empresa, foi adotado que a
ocupação humana a jusante é inexistente (V=0).
d) Nas inspeções de campo foi constatado que alguns reservatórios possuem volumes
muito superiores ao declarado nos cadastros. Nestes casos, para efeitos de classificação,
foi estimado o volume de acordo com a definição estabelecida pelo GT Barragens,
conforme o Quadro 2.
e) A empresa CVRD utiliza soda cáustica no processo. Porém a empresa informou que este
elemento químico não se torna agressivo ou perigoso, mesmo que fique remanescente no
rejeito, considerado inerte.
f) Foram comparados os cadastros originais com os cadastros complementares e adotou-se
os dados mais conservadores ou os dados coletados durante as inspeções.
g) Cadastros com dados duvidosos ou muito incompletos, cujas barragens são de grande
porte, foram consideradas classe III.
h) Cadastros com dados incompletos, cujas barragens e seus respectivos reservatórios são
de pequeno porte, foram consideradas classe II.
i) As barragens das indústrias de polvilho e destilarias de álcool, cujo conteúdo são os
efluentes líquidos originados no processamento da mandioca (“água de mandioca”) e
vinhaça, ou seja, resíduos não inertes, que apresentaram cadastros muito incompletos,
foram classificadas como classe III.

4 – Classificação das barragens

Adotando-se os critérios estabelecidos na DN COPAM n.º 062/2002, as definições técnicas


adicionais e as premissas descritas nos itens 3.2 e 3.3, todas as estruturas cadastradas junto
a FEAM foram classificadas, obtendo-se os resultados apresentados a seguir.
As estruturas classificadas como barragens de contenção de rejeitos, de resíduos e de
reservatórios de água em empreendimentos industriais e minerários correspondem a 90,9%
do número total de 503 cadastros protocolados na FEAM, distribuídas nas seguintes classes:

Quadro 3 – Classificação geral quanto ao potencial de dano ambiental


das barragens em empreendimentos industriais e minerários

Número de Percentual do total


Classe
barragens de barragens
I 89 19,3%

Classificação das barragens – Maio/2004


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II 91 19,8%
III 277 60,2%
Barragens desativadas 3 0,07%
TOTAL 460 100%

Destas barragens, 172 estão situadas em indústrias e 288 em minerações, o que corresponde
a 37,4% e 62,6%, respectivamente, do total de barragens classificadas.
As barragens localizadas em destilarias de álcool, totalizam 89 estruturas, representando
19,5% do total de barragens classificadas e 17,7% do total de cadastros apresentados à
FEAM, sendo classificadas de acordo com o Quadro 4.
Foram apresentados a FEAM 14 cadastros de barragens destinadas a atividades de infra-
estrutura, basicamente para captação e/ou reservatório de água, gerenciadas por prefeituras
municipais. Apesar de não serem objeto de cadastramento, conforme a DN COPAM n.º 062,
por não estarem localizadas em empreendimentos industriais ou de mineração, todos os
cadastros foram avaliados e as barragens enquadradas nas Classes I a III. As barragens de
água para infra-estrutura municipal correspondem 2,8% do total de barragens cadastradas.

Quadro 4 – Classificação das barragens localizadas em destilarias de álcool

Percentual do total
Número de Percentual do total
Classe de barragens em
barragens de barragens (503)
destilarias
I -- -- --
II 17 19,1% 3,4%
III 72 80,9% 14,3%
Total de barragens em
89 100% 17,7%
destilarias de álcool

Após análise técnica e consulta ao banco de dados dos processos de licenciamento


ambiental da FEAM, concluiu-se que 29 das estruturas cadastradas não são qualificadas
como barragens, segundo a definição contida na DN COPAM n.º 062, pois essas estruturas
consistem basicamente de lagos escavados no solo ou tanques de concreto.
Dessas 29 estruturas que não foram enquadradas como barragens, 17 são destinadas à
contenção de efluentes da indústria de fabricação de polvilho, situadas na região de
Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros. Porém, quando aplicados os critérios da DN
COPAM N.º 62, essas estruturas podem ser tratadas como Classe III, devido ao conteúdo
constituído por efluente industrial, com características altamente poluidoras (alta
concentração de matéria orgânica e presença de cianeto).
Em resumo, a distribuição geral de todas as estruturas estudadas, considerando o número
total de cadastros apresentados à FEAM está apresentada no quadro a seguir:

Quadro 5 – Distribuição geral das estruturas cadastradas

Número de Percentual do total de


Tipo de estrutura
cadastros cadastros apresentados

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 13

Barragens Classe I 89 17,7%


Barragens Classe II 91 18,1%
Barragens Classe III 277 55,1%
Barragens de infra-
14 2,8%
estrutura
Não são barragens 29 5,8%
Barragens desativadas 3 0,6%
Total 503 100%

Quanto à dispersão geográfica, as informações contidas nos cadastros mostram haver uma
maior concentração de barragens no Quadrilátero Ferrífero, totalizando 159 estruturas, fato
justificado pelo elevado número de minerações situadas naquela região. No entanto, somente
foram georeferenciadas 468 barragens, do total de 503 cadastros apresentados à FEAM, em
virtude dos erros na identificação das coordenadas geográficas contidas nos cadastros.
O gráfico 1 a seguir apresenta os municípios que possuem mais de 5 barragens cadastradas
e o número de estruturas em cada um deles.
A distribuição das barragens classificadas de acordo com as Unidades Regionais do
Colegiadas (URC’s) do Conselho Estadual de Política Ambiental é resumida no Quadro 6, a
seguir. Nota-se que o maior número de estruturas (178) está localizado na URC Central, em
virtude desta englobar o Quadrilátero Ferrífero. No entanto, a URC Triângulo Mineiro possui
106 unidades cadastradas, relacionadas, em sua grande maioria às barragens situadas nas
destilarias de álcool, sendo o município de Delta o que apresentou o maior número de
barragens (46) em todo o levantamento efetuado, conforme mostra o Gráfico 1.

Quadro 6 – Distribuição das estruturas por URC/COPAM


Unidade Regional Colegiada
Tipo da
Norte Zona Alto São
Barragem Triângul Jequitinhonh Leste Sul de
de da Francisc Central
o Mineiro a Mineiro Minas
Minas Mata o

Classe I 2 2 3 11 4 13 7 45
Classe II 9 0 0 4 10 5 4 41
Classe III 23 6 0 26 15 30 11 82
Vinhaça
18 0 0 0 0 0 0 0
Classe II
Vinhaça
54 3 0 3 10 0 2 0
Classe III
Polvilho
0 0 0 0 0 1 0 0
Classe III
Não é
0 0 0 1 0 13 3 10
barragem

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 14

TOTAL(*) 106 11 3 45 39 62 24 178


(*) 468 estruturas georeferenciadas

O banco de dados do cadastramento de barragens, apresentado no Anexo 4, contém a


relação de todas as estruturas cadastradas na FEAM, com dados sobre as principais
características das mesmas, compilados a partir dos cadastros originais e formulários de
informações complementares, as informações coletadas nas inspeções de campo e a
classificação de cada estrutura com relação ao potencial de dano ambiental.
Os Anexos 5, 6 e 7 trazem as listagens das barragens situadas em empreendimentos
industriais e minerários, das barragens de infra-estrutura e das estruturas que não são
barragens, respectivamente.
Após a conclusão da etapa de classificação foi elaborado o Mapa de Localização das
Barragens cadastradas em Minas Gerais, pela equipe da Divisão de Monitoramento e
Geoprocessamento - DIMOG/FEAM, apresentado no Anexo 8.

Classificação das barragens – Maio/2004


Número de estruturas cadastradas
B
EL
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50

O
H
O
R
IZ
O
12

N
TE
5

C B B
A R
C U
ET
H M IM
O A
E D
7

IR IN
A H
D O
E
M
22

IN
A
S
7

C
O
9

N C
G O
O N
N G
H O
A N
S
12

D H
O A
S
C
A
M
23

PO
D
10

EL
TA
IT
A
43

B
IR
IT A
A
B
32

IR
IT
O
8

IT
U
R
18

A
M
A
M
A 7
R
12
IA
N N
O A
VA

8
O LI
U M
R A
O
PR
23
ET
O
R
IO
37

P IR
A
C
IC
33
A
B
A

Gráfico 1 – Municípios que possuem mais de 5 estruturas que foram cadastradas


8
U
B

5
ER
A
B
A

10 10
feam

5 – Deliberações do GT Barragens

Além de propor a classificação das barragens quanto ao potencial de dano ambiental,


segundo a DN COPAM n.º 062/2002, o GT Barragens deve definir os critérios para a
delimitação da área a jusante da barragem para fins de sua classificação; estabelecer a
periodicidade das auditorias nas estruturas e posteriormente determinar as providências
necessárias para adequação dos procedimentos de segurança de cada barragem.
Desta forma, com base no trabalho efetuado pela FEAM, após discussão em várias reuniões
técnicas, o GT Barragens propõe as diretrizes descritas nos itens a seguir.

5.1 - Proposta de critério de definição da área a jusante da barragem

A seguir está transcrita a proposta contida no relatório final do GT Barragens para o


estabelecimento do critério de definição da área a jusante da barragem, visando subsidiar a
pontuação dos critérios “ocupação humana”, “interesse ambiental” e “instalações a jusante”,
estabelecidos na DN COPAM n.º 062/2002, para as futuras barragens a serem implantadas
no Estado ou para revisão da classificação das barragens apresentada neste relatório.

Após discussão, o Grupo de Trabalho resolveu considerar três hipóteses distintas para
definição da área a jusante da barragem, para fins de classificação segundo a DN COPAM n.º
062/2002:


 Reservatórios de água (suprimento / aproveitamento energético);



Reservatórios com rejeitos inertes, em forma de polpa, ou pouco ativos;
Reservatórios de materiais perigosos.

A caracterização, ou definição da área a jusante, deverá estabelecida em cada caso


mediante os seguintes procedimentos:

a) Para reservatório de água: a área a jusante deve ser definida por estudos hidrológicos
elaborados pelos respectivos responsáveis técnicos;

b) Para reservatório de materiais inertes em forma de polpa: assimila-se a trajetória do fluxo


conseqüente a um evento de ruptura a um volume, desenhado pela massa em deslocamento,
em forma de dois prismas sucessivos ao longo do vale, definidos da seguinte forma: o
primeiro prisma tem por base a seção da barragem transversal ao vale, por topo a seção de
inundação do curso d’água no ponto em que se admite que o fluxo passa a ocupar apenas
essa seção, por altura a distância d1, obtida pela divisão do volume de reservatório mais o
volume da barragem pela seção da barragem acima definida. O segundo prisma tem por base
o topo do primeiro e é formado pelo leito de inundação com altura d2 (extensão medida ao
longo do leito), obtida pela divisão do volume do reservatório mais o volume da barragem
pela seção de inundação acima definida. (Desenho 1)

c) Para reservatório de materiais perigosos: a área a jusante é a soma das áreas envolventes
das dos prismas acima mais o prisma ao longo do leito que se estende até uma distância d3,
medida ao longo do curso d´água, de modo que a diluição dos contaminantes/poluentes
alcancem os níveis considerados toleráveis pela OMS para as respectivas substâncias.
(Desenho 2)

O Desenho 1 esclarece a forma de determinar d1 e indica esquematicamente as distâncias


d2 e d3.

Classificação das barragens – Março/2004


feam 17

VB

d2 d3

Desenho 1 – Parâmetros para definição da área de jusante de barragem


com reservatórios de materiais inertes em forma de polpa

Assim, a área a jusante da barragem de rejeitos inertes, em forma de polpa, ou pouco ativos
pode ser determinada aplicando-se:

AJ = Área envolvente dos prismas de alturas d1 + d2 + d3

sendo,

d1 = (VR + VB) / ST barragem;


d2 = (VR + VB) / ST inundação
d3 = distância para diluição aos níveis considerados toleráveis pela OMS para a
substância contida
VR + VB = Volume do Reservatório mais o da barragem (m3)
ST = Seção da barragem transversal ao vale (m2)

O Desenho 2, na página seguinte, exemplifica o conjunto da área a jusante, considerada a


hipótese de reservatório de material perigoso. Trata-se de desenho esquemático sobre mapa
topográfico, na escala 1:2.000, de barragem com cerca de 10 metros de altura com
reservatório e os componentes da área a jusante, representados pelos prismas de altura d1,
altura d2 e altura d3, este visível apenas parcialmente.

Para a hipótese de resíduo não perigoso, a extensão total da área a jusante no caso é de
cerca de 4.600,00 metros (d1 + d2).

5.2 - Periodicidade das Auditorias de Segurança

O GT considera que todas as barragens devem sofrer auditoria técnica de segurança, sendo
que a periodicidade das auditorias deve variar de acordo com classificação da estrutura,
conforme sugerido a seguir:
a) Barragens Classe III, auditoria a cada 1 ano
b) Barragens Classe II, auditoria a cada 2 anos
c) Barragens Classe I, auditoria a cada 3 anos
As auditorias devem ser independentes, para garantir clareza e evitar conflito de interesses e
executadas por uma junta de um a três especialistas em segurança de barragens.

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 18

Desenho 2 – Exemplo de definição de área a jusante de barragens


com reservatórios de materiais perigosos.

Para auditorias em barragens de rejeito/resíduo não inerte ou perigoso, se necessário, o


empreendedor deverá solicitar apoio técnico de profissional habilitado na avaliação da fonte
geradora do rejeito/resíduo, para considerar a influência das características físico-químicas do
material nas estruturas de contenção e do reservatório.

5.3- Definição das providências necessárias para adequação dos procedimentos de


segurança de cada barragem

O GT Barragens considera que o primeiro Relatório da Auditoria de Segurança efetuada na


periodicidade estabelecida no item 5.2, contendo, obviamente, as recomendações do
responsável técnico pela auditoria, constitui o ponto de partida para a definição das
o o
providências de adequação dos procedimentos de segurança de que trata o § 3 do Art. 9
da DN COPAM n.º 062/2002. Desta forma, a FEAM deverá atuar na verificação da
implantação das medidas apontadas pelo(s) auditor(es), especialista(s) em segurança de
barragens, no contexto dos processos de licenciamento e fiscalização ambiental.

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 19

Além disso, o GT Barragens recomenda que uma auditoria de idêntica natureza deverá ser
sempre solicitada ao empreendedor quando ocorrer qualquer tipo de evento imprevisto na
operação da barragem ou quando houver alteração programada nas características das
estruturas. Esse trabalho de auditoria, conforme a complexidade da estrutura, deve ser
executado por pelo menos um especialista ou por uma junta de especialistas externos aos
quadros da empresa e deve ser realizado no prazo de até 120 dias.
Para o caso dos empreendimentos que não apresentaram documentação exigível na
DNCOPAM n.º 062/2002, o GT Barragens recomenda que tão logo sejam identificadas pela
FEAM, seja solicitada a realização imediata de auditoria de segurança das respectivas
estruturas, bem como a adoção de procedimentos administrativos cabíveis.

6 – Recomendações

Com base na avaliação dos cadastros de barragens apresentados a FEAM, no estudo da DN


COPAM n.º 062/2002, bem como na percepção da situação de algumas estruturas
inspecionadas, apresentam-se as seguintes recomendações para continuidade e
aprimoramento da classificação das barragens quanto ao potencial de dano ambiental.

6.1 - Influência da área de jusante


Para barragens de grande porte ou situadas em locais relevantes (área a jusante com
presença de população ou de relevante interesse ambiental) e cujo rejeito/ resíduo é inerte
sugere-se solicitar ao empreendedor, a critério da FEAM, uma avaliação de risco de ruptura,
para indicar a dimensão da área a jusante da barragem que poderá ser atingida em caso de
acidente, visando a propor medidas adicionais de segurança, bem como em plano de
contingência.
Para barragens cujo rejeito/ resíduo é não inerte ou perigoso, sugere-se ainda solicitar ao
empreendedor uma avaliação de risco de contaminação da área de influência do reservatório,
visando avaliar o comprometimento do solo e das águas superficiais e subterrâneas.

6.2 - Indústrias de polvilho e destilarias


As estruturas existentes em indústrias de polvilho e destilarias não são barragens
convencionais, pois muitas são lagos escavados ou tanques de concreto, cujos volumes são
inferiores a 10.000m3. Por isso, recomenda-se que seja dado tratamento diferenciado a estas
estruturas de contenção de “água de mandioca" ou vinhaça, que são resíduos industriais
orgânicos, não inertes e consequentemente podem gerar alto potencial de dano ao meio
ambiente se não forem cuidados.
Recomenda-se que os procedimentos de gestão destas estruturas sejam focados
principalmente em preservar a qualidade da água dos cursos de água na sua área de
influência.

6.3 - Pilhas de rejeito


Recomenda-se que as pilhas de rejeito de mineração sejam também cadastradas na FEAM,
por meio de procedimento de convocação específico, uma vez que estas devem ser tratadas
com os mesmos procedimentos de segurança exigidos para as barragens, tendo em vista que
são estruturas com características semelhantes, cujos taludes são construídos com o próprio
rejeito.

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 20

6.4 - Proteção vegetal dos taludes das barragens


O plantio de gramíneas nos taludes das barragens deve ser discutido entre os órgãos de
fiscalização ambiental, especificamente FEAM e o Instituto Estadual de Florestas – IEF, tendo
em vista que parece existir uma divergência de opiniões.
Na engenharia de barragens recomenda-se apenas o plantio de espécies gramíneas,
consideradas como elemento de proteção do talude contra erosão superficial e não o plantio
de arbustos ou árvores.
No caso do talude apresentar alguma não conformidade (trincas, erosão, ou surgências de
água), os arbustos ou árvores podem camuflar o problema, podendo comprometer a
segurança da barragem.
Além disso, as raízes das árvores podem gerar caminhos preferenciais para a água,
prejudicando ou interferindo na drenagem interna da barragem.

6.5 – Revisão da Deliberação Normativa COPAM n.º 062/2002


Com o objetivo de complementar a norma, sugere-se adicionar as definições descritas no
item 3.2 deste relatório ao artigo 1o da DN COPAM n.º 062.
Ao longo deste trabalho constatou-se que os critérios de classificação das barragens são
muito rigorosos, quando tratam as barragens que armazenam rejeitos ou resíduos
considerados não inertes ou perigosos, mesmo sendo estruturas de pequeno porte.
Desta forma, sugere-se uma revisão dos itens para pontuação do critério “ocupação humana
a jusante”, como apresentado a seguir:
a) Inexistente: não existem habitações na área a jusante da barragem, V=0
b) Eventual: significa que não existem habitações na área a jusante da barragem, mas existe
estrada municipal, estadual ou federal ou outro local de permanência eventual de pessoas
(exemplo: mina operante, planta de beneficiamento, escritórios), V=2
c) Existente: significa que existem habitações na área a jusante e que a barragem armazena
rejeitos ou resíduos sólidos classificados inertes, V=3
d) Grande: significa que existem habitações na área a jusante e a barragem armazena
rejeitos ou resíduos sólidos classificados como Classe I – Perigosos ou Classe II - Não
Inertes, segundo a NBR 10.004 da ABNT, ou outra equivalente que vier sucedê-la, V=4

Caso esta revisão seja feita, resultará na alteração nos critérios de enquadramento da
estrutura avaliada, como se segue:
• Baixo potencial de dano ambiental - Classe I, quando o somatório dos valores for menor
ou igual a dois (V < = 2).
• Médio potencial de dano ambiental - Classe II, quando o somatório dos valores for maior
que dois e menor ou igual a quatro (2 < V < = 5)
• Alto potencial de dano ambiental - Classe III, quando o somatório dos valores for maior
que quatro (V > 5).

6.6 – Segurança da barragem


A despeito da realização das auditorias periódicas de segurança conforme determina a
DNCOPAM n.º 062/2002, na periodicidade definida pelo GT (item 5.2), sugere-se que para
os empreendimentos cujas barragens não têm projeto executivo identificado ou que não

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 21

apresentaram o sumário descritivo solicitado pela FEAM como complementação do cadastro,


seja solicitado, imediatamente, um laudo técnico de segurança da barragem, elaborado por
profissional legalmente habilitado.
Além disso, ressalta-se que os requisitos mínimos obrigatórios descritos no Art. 4º da DN
COPAM n.º 062/2002 devem ser sempre contemplados pelo empreendedor nos sistemas de
gestão, nas várias etapas de licenciamento ambiental, nas fases de projeto, implantação,
operação e fechamento/desativação de novas barragens, ampliações/modificações ou na
revalidação das licenças daquelas já existentes, a saber:

a) Projeto de concepção do sistema, incluindo a caracterização preliminar do conteúdo a ser


disposto;
b) Projeto executivo da barragem, incluindo caracterização físico-química do conteúdo a ser
disposto, estudos geológico-geotécnicos da fundação, execução de sondagens e outras
investigações de campo, coleta de amostras e execução de ensaios de laboratórios dos
materiais de construção, estudos hidrológico-hidráulicos e plano de instrumentação;
c) Manual de operação do sistema, incluindo procedimentos operacionais e de manutenção,
freqüência de monitoramento, níveis de alerta e emergência da instrumentação instalada;
d) Análise de performance do sistema e elaboração de plano de contingência, com
informação às comunidades;
e) Plano de desativação do sistema;
f) Supervisão da construção da barragem e elaboração de relatórios as built (como
construído).
g) Execução de auditoria periódica por profissional legalmente habilitado.
h) Solicitação de outorga de direito de uso de água e de autorização de supressão de
vegetação, quando couber.

6.7 – Extensão do cadastramento de barragens

O levantamento de dados efetuado neste trabalho com base nos cadastros recebidos pela
FEAM permitiu contatar que metade das 14 barragens de infra-estrutura para captação ou
reservatório de água gerenciadas por prefeituras municipais podem ser classificadas como de
alto potencial de dano ambiental – Classe III, segundo os critérios da DN COPAM n.º
062/2002.

Este fato sugere que estas estruturas também podem representar risco à comunidade e ao
meio ambiente, principalmente em função do elevado volume dos reservatórios, motivo pelo
qual sugere-se que sejam objeto de deliberação normativa específica do COPAM, que defina
critérios de classificação das mesmas quanto ao potencial de dano ambiental, adequados às
suas características próprias.

6.8 - Recomendações do GT Barragens


Após a conclusão do presente trabalho o GT Barragens apresentou em seu relatório final as
seguintes recomendações ao COPAM:

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 22

• solicitar ao Presidente do CREA – MG o envio de correspondência oficial aos


Responsáveis Técnicos pelos diversos empreendimentos solicitando-lhes, na forma
que couber, participarem com empenho do esforço de ampliação das condições de
segurança associadas às estruturas que constituem o objeto dos trabalhos aqui
relatados;
• Estender os critérios resultantes deste trabalho, com as adaptações pertinentes, às
barragens de hidrelétricas não incluídas na DN COPAM n.º 062/2002 e às barragens
de serviços estaduais e municipais de suprimento de água;
• Para o caso das estruturas consideradas tecnicamente excluídas da natureza
“barragem” prevista no âmbito da DN COPAM n.º 062/2002, adotar os seguinte
procedimentos: a) Que sua exclusão seja objeto de homologação do órgão
competente; b) que, não obstante essa decisão, a FEAM deverá exigir o
monitoramento de lençol freático, para detecção de processos de contaminação.
• Que seja admitida a solicitação, fundamentada com base em argumentação objetiva,
da revisão dos critérios de determinação da área a jusante, bem como da
classificação final das estruturas classificadas neste relatório, em documento
formalmente apresentado à FEAM.
• Considerando as imprecisões que podem afetar a classificação das barragens de
contenção de rejeitos, de resíduos e de reservatórios de água em empreendimentos
industriais e minerários apresentada neste trabalho, em nenhuma hipótese poderá o
Proprietário da estrutura isentar-se de responsabilidade de reparação dos danos
ambientais decorrentes de acidentes, mesmo que sejam atingidas áreas externas ao
domínio definido pela área a jusante da respectiva estrutura, delimitada como
proposto no item 5.1.

7 – Conclusão

A classificação das barragens de contenção de rejeitos, de resíduos e de reservatórios de


água em empreendimentos industriais e minerários, realizada pela FEAM segundo as
diretrizes estabelecidas na DN COPAM n.º 062/2002, com o acompanhamento do Grupo de
Trabalho multidisciplinar, criado pela SEMAD em cumprimento à mesma deliberação,
mostrou-se um trabalho técnico específico e criterioso, pautado na adoção dos critérios mais
conservadores para avaliação de cada estrutura, visando à adoção de medidas para proteção
do meio ambiente.
O formulário de cadastro de barragem definido na DN COPAM n.º 062/2002 mostrou-se
insuficiente para o trabalho de classificação das estruturas, principalmente devido à
imprecisão dos dados declarados pelos empreendedores, à exceção daqueles apresentados
por grandes empresas de mineração, que normalmente, possuem profissionais responsáveis
pela gestão das barragens.
Por este motivo, a FEAM definiu o escopo do formulário de informações complementares ao
cadastro de barragem, aprovado pelo GT Barragens, que foi enviado a todos os
empreendedores, tendo um índice de resposta igual a 70%, dentro do prazo estipulado para
apresentação.
Com o objetivo de possibilitar a criação de um arquivo técnico geral, incluindo as principais
características das barragens do Estado de Minas Gerais, o GT também determinou à FEAM
que fosse solicitado aos empreendedores a apresentação, além do formulário complementar,

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 23

o sumário descritivo da barragem, mapa de localização, o registro fotográfico atualizado e o


currículo resumido do responsável técnico pela operação da barragem.
O resultado geral obtido, aponta que aproximadamente 60% das barragens cadastradas são
consideradas de alto potencial de dano ambiental, ou seja, pertencem à Classe III. Isto não
significa que estas estruturas possuem riscos de segurança, pois muitas contam com
sistemas de gestão adequados. É importante frisar que o potencial de dano ao meio ambiente
refere-se à magnitude do impacto ambiental que possa vir a ocorrer no caso de algum
acidente, e está relacionado ao porte da barragem e/ou às características da área de jusante
da mesma, independentemente da rotina de operação e gerenciamento.
No entanto, este dado reforça a preocupação do Conselho Estadual de Política Ambiental
expressa na DN n.º 62/2002, relativa à necessidade da adoção por parte dos
empreendedores de medidas de gerenciamento das barragens desde a fase de concepção e
projeto, passando pelas etapas de implantação e operação, incluindo seu monitoramento
constante, até o final da vida útil das estruturas, visando à redução do risco de acidentes,
bem como a proteção e preservação ambiental.

Como atribuições previstas na DN COPAM n.º 62/2002, com base no trabalho de


levantamento de dados realizado pela FEAM, bem como na experiência profissional de seus
componentes, o GT Barragens estabeleceu os critérios para a delimitação da área a jusante
da barragem para fins de sua classificação, a periodicidade das auditorias nas estruturas,
bem como as diretrizes gerais para a definição das providências necessárias para adequação
dos procedimentos de segurança das estruturas.

As diretrizes gerais para a definição da área a jusante da barragem baseiam-se em critérios


técnicos de engenharia e hidrogeologia, de acordo com o tipo de reservatório, a saber,
reservatórios de água (suprimento / aproveitamento energético), reservatórios com rejeitos
inertes, em forma de polpa, ou pouco ativos; e reservatórios de materiais perigosos.

A periodicidade das auditorias de segurança deve variar de acordo com classificação da


estrutura, conforme sugerido pelo GT Barragens: anualmente para Barragens Classe III, a
cada dois anos para Barragens Classe II e a cada 3 anos para Barragens Classe I. Destaca-
se que recomenda-se que as auditorias devem ser independentes, para garantir clareza e
evitar conflito de interesses e executadas por uma junta de um a três especialistas em
segurança de barragens.

Para a definição das providências de adequação dos procedimentos de segurança de que


trata o § 3o do Art. 9o da DN COPAM n.º 062/2002, o GT Barragens considera que o primeiro
Relatório da Auditoria de Segurança contendo as recomendações do respectivo responsável
técnico, constitui o ponto de partida. Desta forma, a FEAM deverá atuar na verificação da
implantação das medidas apontadas pelo(s) auditor(es), especialista(s) em segurança de
barragens, no contexto dos processos de licenciamento e fiscalização ambiental. Auditorias
de segurança deverão também ser imediatamente realizadas no caso da ocorrência de
eventos imprevistos nas barragens, por ocasião de modificação do projeto da estrutura ou
para aqueles empreendedores que não apresentaram o cadastro de barragem.

A realização das auditorias periódicas por profissionais qualificados proporcionará a


implementação de medidas e procedimentos adicionais de segurança necessários em cada
barragem, dependendo do nível de gerenciamento a que ela já estiver submetida. Desta
forma, o acompanhamento das ações executadas pelo empreendedor será facilitado para
todos os atores que compartilham o dever de zelar pela proteção do meio ambiente nos
vários segmentos, tais como FEAM, IEF, IGAM, CREA, Ministério Público, ONG’s, etc, além
de propiciar à comunidade maiores garantias quanto à segurança das estruturas.

Classificação das barragens – Maio/2004


feam 24

Portanto, entende-se que a classificação das barragens localizadas em indústrias e


minerações quanto ao potencial de dano ambiental apresentada neste relatório é apenas o
início da estruturação de um programa de gestão dessas estruturas, uma vez que
corresponde ao diagnóstico inicial da situação atual das mesmas no Estado de Minas Gerais.
Ressalta-se que diante da ausência de dados precisos sobre as barragens ou da
impossibilidade de realizar inspeção em todas elas, a classificação apresentada neste
relatório adotou os parâmetros mais conservadores, de modo que os empreendedores devem
ter a oportunidade de solicitar à FEAM a revisão do enquadramento de cada estrutura,
apresentando as justificativas técnicas pertinentes, elaboradas por profissional habilitado,
com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
Desta forma, o processo de classificação das barragens deverá ser dinâmico, baseado em
parâmetros de projeto, nas diversas fases de operação, bem como na inspeção das
estruturas, independentemente das medidas de segurança adotadas.
Por fim, sugere-se a discussão da necessidade de aperfeiçoamento da DN COPAM n.º
062/2002 visando a incorporação das definições técnicas, premissas e recomendações
descritas nos itens 3.2, 3.3 e 6 deste relatório, além das deliberações do GT Barragens,
discutidas no item 5, como forma de aprimoramento da classificação das barragens em Minas
Gerais.

Classificação das barragens – Maio/2004