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ARTE PRÉ-HISTÓRICA

O período que vai do aparecimento do homem até o aparecimento da escrita chama-se pré-história.

Durante todo esse período, o homem foi acumulando conhecimentos e aperfeiçoando seus instrumentos. Aprendeu a
produzir e a utilizar o fogo, desenvolveu formas de expressão oral e com a agricultura, tornou-se sedentário.

Costuma-se dividir a pré-história nos seguintes períodos: Paleolítico e Neolítico.

PALEOLÍTICO
O primeiro período da pré-história denomina-se paleolítico ou idade da pedra lascada.

Inicia-se com o aparecimento do homem e termina com a revolução agrícola.

As principais características desse período são:

 Homem com aparência simiesca;


 Instrumentos rudimentares feitos de pedra lascada;
 Conheciam o fogo mas não faziam uso dele;
 Arte pouco desenvolvida;
 Havia preocupação com os mortos.

PALEOLÍTICO INFERIOR
É o período em que surgem os primeiros utensílios em pedra. Estes são de início um pouco elaborados ( por exemplo,
simples seixos lascados ) e encontram-se na África, associados, num primeiro momento, à mais antigo forma humana
conhecida, o Homo habilis, que foi o antecessor do omoHHlljkjksdf
Homo erectus, o primeiro homonídeo a colonizar o continente eurasiático.

Progressivamente, os utensílios líticos adquiriram formas mais complexas. Os bifaces, peças que caracterizam o
Acheulense, apareceram na África há mis de 1 milhão de anos. E deste período que data o primeiro povoamento humano
da Europa, pelo que não é de se admirar que as indústrias acheulenses sejam bem conhecidas em Portugal. Nesta época,
os sítios arqueológicos distribuem-se um pouco por todo o território, mas concentram-se sobretudo nos vales dos grandes
rios e seus afluentes.

PALEOLÍTICO SUPERIOR
Este período é marcado pelo desenvolvimento de pontas de projéctil modeladas de matérias duras de origem animal (
ossos, marfim, corno de cervídeo ), pela utilização de objetos de adorno pessoal ( dentes de animais e conchas furados
para serem usados como pendentes, por exemplo.), e pela arte.

As utensilagens em pedra passam a ser quase sempre fabricadas sobre lâminas e contém micrólitos. Estes últimos são
pequenos objetos de pedra utilizados com obarbelas que eram montadas por encaixe ou fixação com resina, sobre pontas
de zagaia feitas em madeira ou em matérias ósseas.

A evolução destas utensilagens permitiu uma subdivisão mais detalhada do Paleolítico superior, que, do mais antio para
o mais recente, compreende, no Sudoeste europeu, as seguintes fases: Aurignaces, Gravettense, Solutrense,
Magdalenense. Estas desiganações baseiam-se nos nomes de sítios arqueológicos franceses em que aqueles tipos de
vestígios foram pela primeira vez identificados de forma clara.

Na Europa, o Paleolítico superior corresponde aproximadamente à época da última Idade do Gelo, durante a qual a
Inglaterra e a Escandinávia estiveram cobertas por uma extensa calota glacial.

NEOLÍTICO
Denomina-se neolítico o período compreendido entre o aparecimento da agricultura e o aparecimento da escrita.
É impossível determinar cronologicamente o início e o término desse período já que, como vimos, a evolução cultural da
humanidade não se processou de maneira uniforme. Ainda hoje perduram culturas neolíticas. Entre elas, podemos citar
a dos papuas, que vivem na Nova Guiné.

A passagem do paleolítico para o neolítico dá-se através da revolução agrícola. O homem, começando a praticar a
agricultura, deixa de ser coletor para ser produtor de alimentos. Com isso, consegue exercer maior domínio sobre o meio
do que qualquer dos seus predecessores.

Enquanto o homem pratica a caça e a pesca, a mulher fica reservado o papel de plantar e colher alimentos.
Gradativamente, é introduzida a atividade do pastoreio, com a finalidade de abastecimento e tração.

Pode-se destacar, ainda, como características desse período:

 Invenção da roda;
 Cerâmica;
 Invenção de barcos;
 Instrumentação da pedra polida.
No final do período, inicia-se a utilização dos metais. Numa primeira fase, usa-se o cobre como era encontrado na
natureza. Em seguida, aparecem técnicas de fundição, que levaram a obtenção de metais mais resistentes.

Com o correr do tempo, as técnicas foram se aperfeiçoando. As construções tornam-se mais diferenciadas e, na
agricultura, iniciou-se a irrigação do solo.

As pinturas em cavernas, são repletas de cenas do cotidiano dos brasileiros primitivos referentes ao trabalho, a guerra,
ao desenvolvimento etc. Expressam toda a sensibilidade humana face a realidade. As primeiras impressões de nossos
antepassados sobre o mundo, bem como, a necessidade humana de comunicar-se com o próximo daquela época e com
o próximo que ainda estaria para vir. Isto acontece a cada visão, a cada toque nos objetos primitivos, porque assim é
estabelecido um ela entre aqueles primeiros brasileiros e os brasileiros de hoje.

ARTE EGÍPCIA
Uma das principais civilizações da antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa
em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam
templos funerários e túmulos grandiosos.

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império:
Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o
faraó Quéfen, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto
enigmático e misterioso.

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

MUMIFICAÇÃO
O processo de mumificação desenvolvido pelos egípcios teve início através da observação da natureza. Eles perceberam
que o clima quente e seco do país preservava naturalmente os corpos dos mortos. Assim, passaram a se preocupar com
essa conservação e aperfeiçoaram técnicas das mais variadas para atingir esse objetivo.

Passos para a mumuficação:

 Extração do cérebro através das narinas;


 remoção das vísceras, através de incisão no flanco esquerdo;
 esterilização das cavidades do corpo e vísceras;
 tratamento das vísceras: remoção do seu conteúdo, desidratação com natrão, sacagem, unção e aplicação de resina
derretida;
 enchimento do corpo com natrão e resinas perfumadas;
 cobertura do corpo com natrão, durante cerca de 60 dias;
 remoção dos materiais de enchimento;
 enchimento subcutâneo dos membros com areia e argila;
 enchimento das cavidades do corpo com panos ensopados em resina e sacos de materiais perfumados, como mirra e
canela, serradura, etc.;
 unção do corpo com ungüentos;
 tratamento das superfícies do corpo com resina derretida;
 enfaixamento e inclusão de amuletos, jóias, etc.
Vasos canopos eram vasos feitos de alabastro ou calcário destinados a guardas as vísceras do defunto, retiradas durante
o processo de mumificação. As tampas de cada vaso possuem formato determinados, o que indica que cada um era usado
para abrigar um órgão específico.

A SOCIEDADE EGÍPCIA
No Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada uma com suas funções bem definidas. Nessa sociedade, a
mulher tinha grande prestígio e autoridade.

A sociedade egípcia era assim dividida:

Os faraós eram reis e deuses: o faraó era um rei todo-poderoso, proprietário do país inteiro. Ele era ao mesmo tempo
rei, juiz, sacerdote, tesoureiro e general. Era ele quem decidia e dirigia tudo. O povo via no faraó a sua própria
sobrevivência e a esperança de sua felicidade.
Os sacerdotes: eles tinha enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administravam as riquezas e os
bens dos grandes e ricos templos. Eram também sábios do Egito, guardadores dos segredos das ciências e dos mistérios
religiosos relacionados com seus inúmeros deuses.
A nobreza: a nobreza era formada por parentes do faraó, altos funcionários e ricos senhores de terras.
Os escribas: eram provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar,
documentar e contabilizar documentos e atividades da vida do Egito.
Os artesãos e comerciantes: os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos.
Faziam belas peças de adorno, utensílios, estatuetas e máscaras funerais. O comércio forçou a construção de grandes
barcos cargueiros.
Os camponeses: formavam a maior parte da população. Eram organizados e controlados pelos funcionário do faraó, pois
todas as terras eram do governo. À custa da pobreza dos camponeses eram cultivadas cevada, trigo, lentilhas, árvores
frutíferas e videiras. Faziam pão, cerveja e vinho. O Nilo oferecia peixe em abundância.
Os escravos: eram, na maioria, capturados entre os vencidos nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho nas
grandes construções, como a das pirâmides.

ARTE EGÍPCIA
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Entre as civilização da Antiguidade, a mais longeva e uma das principais foi a que se desenvolveu no Egito. Estendeu-se
por 30 séculos de uma civilização bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

Seis grandes dinastias se sucederam: Monarquia Antiga ou Antigo Império (3100 a 2181 a.C., I – IV dinastias faraônicas )
que se inicia com a unificação do Alto e do Baixo Egito.

Segue o primeiro período intermediário (2181 a 2133 a.C., VII – X dinastias) obscura fase de guerras civis e divisões
internas, que dá início à Monarquia Média (2133 a 1786 a.C., XI – XII dinastias). O país, após a invasão dos Hicsos, passa
por divisões chamado de segundo período intermediário (1786 a 1567 a.C., XIII – XVII dinastias).

A XVII dinastia, com seu fundador Ahmose, consegue libertar e reunificar o país, iniciando a Monarquia Recente ou
Império Novo (1567 a 1088 a.C., XVIII – XX dinastias) o momento de maior esplendor da civilização egípcia.
Com a XXI dinastia inicia-se um período de decadência que permanece sem alteração até a conquista pelos Romanos, no
anos 30 a.C.

Como sua história e cultura observava uma grande unidade de estilos e de objetivos o que fez que outras civilizações não
tiveram influência significativa sobre o Egito, acontecendo o inverso quando dominada, por exemplo pelos romanos, esses
outros povos é que absorviam muito dos seus usos e costumes.

A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política,
determinando o papel de cada classe social e, consequentemente, orientando toda a produção artística desse povo.

Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a
morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte
egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos
grandiosos, o que não surpreende pelo fato dos estilos artísticos permanecerem iguais por cerca de três mil anos.

Dessa forma, apesar da permanência de estilo os egípcios desenvolveram-se de forma grandiosa na literatura, nas ciências
médicas e na alta matemática. O que também manteve a civilização egípcia unificada e grandiosa.

ARQUITETURA
As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do
Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que
representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um
aspecto enigmático e misterioso.

A Esfinge representa o corpo de um leão (força) e a cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada
do templo para afastar os maus espíritos.
 Obeliscos eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

As características gerais da arquitetura egípcia são:

 solidez e durabilidade;
 sentimento de eternidade;
 aspecto misterioso e impenetrável.
As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam em média duas toneladas e meia cada uma,
mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para
a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar
na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. O calcário branco foi utilizado para revestir as
pirâmides.

É importante destacar que para as construções “comuns” eles utilizavam os adobes – tijolos feitos de barro secados ao
sol. As pedras eram utilizadas para as construções que deviam ser “perenes”.

VALE DOS REIS E RAINHAS


Vale dos Reis, situado a 643 quilômetros ao sul do Cairo, na margem oeste do Nilo, no lado oposto ao da atual cidade de
Karnak, é rodeado por escarpas íngremes formadas por rochas calcárias. O Vale dos Reis, parte da antiga cidade de Tebas
(Luxor), foi o local de sepultamento de quase todos os faraós da XVIII, da XIX e da XX dinastias que reinaram,
aproximadamente, entre 1550 e 1070 a.C.

Artistas e pedreiros cavaram e decoraram quilômetros de corredores subterrâneos para a vida após a morte de dezenas
de reis, suas esposas, filhos e principais ministros. A maioria das câmaras foi saqueada na antiguidade. Após o reinado
caótico de Ramsés XI (c. 1100 a 1070 a.C.), os enterros no vale cessaram abruptamente, após sua morte, a milenar
unificação do Estado egípcio se quebrou. O vale, antes constantemente policiado, foi pilhado repetidamente por centenas
de anos. Nenhuma tumba conhecida sobreviveu completamente sem ter sido saqueada. A tumba de Tutancâmon,
também localizada nesse vale, foi encontrada pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922, é dela que temos
maiores informações sobre a vida no palácio com moveis e adereços ricamente adornados, assim como os ritos fúnebres
que cercavam o faraó.
O TEMPLO EGÍPCIO
O templo egípcio toma a sua forma definitiva sob o Império Novo. A sua planta revela a transposição em pedra do palácio
real. Da mesma forma que o palácio, o templo divide-se em três partes: a primeira reservada à introdução, a segunda à
recepção e a última à vida privada.

No interior de uma cerca de tijolos cru fica o templo de pedra que é composto por duas partes monumentais, precedidos
por dois obeliscos, conduzindo a um pátio aberto, ornado com colunas, A decoração ficava por conta da imensidão de
colunas que sustentavam as grandiosas construções.

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:

 Palmiforme – flores de palmeira;


 Papiriforme – flores de papiro aberta ou fechada;
 Lotiforme – flor de lótus.

PINTURA
A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:

 ausência de três dimensões;


 ignorância da profundidade;
 colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;
 Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua
cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
A hierarquia na pintura era representada pelo tamanho das pessoas, ou seja, as pessoas com maior importância no reino,
eram representadas maiores em relação as outras. Nesta ordem de grandeza tem-se: o rei, a mulher do rei, o sacerdote,
os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas, em vermelho.

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Eles desenvolveram três formas de escrita:

 Hieróglifos – considerados a escrita sagrada;


 Hierática – uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes;
 Demótica – a escrita popular.
O Livro dos Mortos é um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado
com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro,
as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.

ESCULTURA
Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar
nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda,
exageravam frequentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força
e de majestade.

Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó
morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.

Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida
pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios
hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.
HIERÓGLIFOS
Foram decifrados pelo francês Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que
foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. Os hieróglifos foram decifrados segundo a interpretação
europeia, o que pode ter ocasionado que muitos símbolos da escrita não foram identificados.

PRINCIPAIS ETAPAS DA MUMIFICAÇÃO:


1. era retirado o cérebro pelas narinas e colocado em um vaso de pedra chamado Canopo. Os intestinos e outros órgãos
vitais eram retirados e preservados em urnas separadas;
2. nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes;
3. as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio;
4. após 40 dias, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como
impermeabilização.
GRANDE TEMPLO DE RAMSÉS II
Quando a grande Barragem de Assuã foi concluída em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram,
literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os
templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com
recursos de vários países – um total de 40 milhões de dólares – removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas
para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés
II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso
patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós.

QUEÓPS
É a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se
foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões
de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

ARTE EGÉIA
Povo Minóico: após cruzar o Mediterrâneo vindo do delta do Nilo no sentido noroeste chegaremos ao princípio da Europa
que é a extremidade oriental de Creta. Teve como grande e mais conhecido governante o Rei Minos, da onde deriva o
nome Minóico. A pintura tinha temas naturalistas, relatando principalmente a vida marinha e com uma certa freqüência
eram representados Touros, tidos como sagrados, em "jogos" com maior ênfase a facilidade de movimento do que a
dramaticidade. Como os Egípcios diferenciavam a mulher por uma tonalidade mais clara da pele e uma cintura mais fina.
As gravuras eram geralmente encontradas em palácios, os cretenses desenvolveram uma cultura centralizada em centros
urbanos, que estranhamente foram destruidos em 1700 a.C. e novamente reconstruídos 100 anos depois, para mais uma
vez tombarem em 1500 a.C. Estes palácios sobreviveram em lendas como o labirinto do Minotauro referente ao Palácio
de Minos e seus incontáveis cômodos. O interessante é que estas catastofres não são relatadas em suas manifestações
artísticas que tem um tom alegre e descontraído e somente são percebidas por uma descontinuidade da arte narrativa.
Povo Ciladense: na região ao norte de Creta existe um grupo de ilhas chamadas de Ciclades e foram habitadas no período
de 2600 e 1100 a.C. Este povo enterravam seus mortos em túmulos de pedras e junto com eles prestavam uma
homenagem a deusa da fertilidade representada pela figura de uma escultura em mármore com variados tamanho
podendo chegar ao natural. Apesar deste tipo de escultura, representado uma silhueta feminina, existir desde o
paleolítico a arte cicladense apresenta uma disciplina que a difere da arte da era das cavernas, uma característica
marcante é o nariz alongado presente na face bem como as noções de convexidade nos joelhos e abdome.
Povo Micenenses: do outro lado do mar Egeu no sudeste do continente Grego na época de 1600 a 1100 a.C. apareceram
diversos povoados onde seus moradores foram conhecidos como micenenses, nome originário do maior destes povoados
o de Micenas. A arte dos micenenses era pouco expressiva e se resumia a cerâmicas e armamentos em metais,
inexplicavelmente passaram a enterrar os mortos em túmulos com forma de colmeia e a construir palácios como
verdadeiras fortalezas rodeados por muros em pedra, surgiu com isto as paredes esculpidas com perceptíveis influencias
do oriente próximo. Uma dessas fortalezas foi considerada pelos gregos como obra dos Cíclopes e possuía dois leões
esculpidos na entrada.

ARTE GREGA
A arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao
bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente.

As edificações que despertaram maior interesse são os templos. O templo era construído sobre uma base de três degraus.
O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um
entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram
construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.

pintura grega encontra-se na arte cerâmica. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma,
mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para
rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por
isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados.

As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. O maior pintor de
figuras negras foi Exéquias.

estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo - esculturas
de formas humanas - foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento.

Realizavam-se em Olímpia, cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 a.C. As festas olímpicas
serviam de base para marcar o tempo.

No teatro foi criada a comédia e a tragédia. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles.

A música significa a arte das musas, entre os gregos a lira era o instrumento nacional.

Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses,
mas seres inteligentes e justos, que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida
presente.

Os gregos (ou helenos, como eles preferiam-se designar-se) eram, mais do que um povo homogêneo, uma série de tribos
que tinham em comum a língua, os principais deuses e a noção de que descendiam de antepassados em comum.

Nessa civilização predomina o racionalismo, o amor pela beleza entendida como suprema harmonia das coisas, o interesse
pelo homem, essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”. Ali nasce a democracia, o governo do povo.

A mitologia cria um conceito religioso, pois os gregos não possuem um conceito científico das suas origens, então usam a
sua criatividade. Os deuses possuem as qualidades e os defeitos humanos.
Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. Na sua
constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o
equilíbrio e a harmonia ideal. Tudo isso provoca consequências fundamentais na história da arte que determinam a
sobrevivência de muitos conceitos e formas desde então até hoje.

ARQUITETURA

Ainda que as suas cidades tivessem necessidade de muralhas, de casas e palácios, de praças, de ruas e aquedutos, ainda
que todas essas necessidades tivessem sido satisfeitas a sua investigação apontou para um só tipo de edifício: o templo,
a casa dos deuses.

A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era
construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as
colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija.
As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.

ORDEM DÓRICA

A ordem dórica é austera e maciça. Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga
das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma ideia de solidez e
imponência.

O fuste da coluna da ordem dórica é monolítico, composto de uma série de tambores de pedra sobrepostos, não é liso,
possui em toda a sua longitude, com uma série de caneluras verticais, cujo número varia de dezesseis a vinte e quatro,
conforme o templo e a época, mas que tende a fixar-se em vinte na época clássica, por volta do século V a.C. Outra
característica é a sutileza com que trata a proporção do fuste, o qual arranca do estilóbata com um certo diâmetro, que
vai aumentando até atingir a máxima espessura a um terço médio da sua altura, para se estreitar logo, à medida que
ascende até o capitel. A coluna adquire assim perfil bojudo, quase parece que se acachapa elasticamente sob o peso do
teto. Esse efeito era chamado pelos gregos de êntasis, engrossamento. A coluna termina com o capitel que se parece com
uma almofada de pedra. Ele compreende três partes: um colarinho, canelado, mas separado do fuste por um pequeno
corte; um pequeno coxim de mármore chamado equino; e um dado achatado, o ábaco. Essa sucessão de diferentes
elementos serve para evitar as transições bruscas.

As partes do entablamento estão também graduadas de maneira semelhante. Assim, os capitéis sustentam uma
arquitrave, isto é, um bloco de pedra lisa. Sobre este, apoia-se uma parte muito mais decorada, o friso, que se compõe
de uma série de blocos retangulares com tripla canelura vertical, os tríglifos, separados entre si pelas métopas, pequenas
lousas quase quadradas e que muitas vezes têm decoração esculpida. Em cima do friso está colocada a cornija, saliente,
para desviar, quando chove, a queda da água. Finalmente, a cobertura é em duas vertentes e forma dois triângulos nos
dois lados menores do templo: os frontões.

ORDEM JÔNICA

A ordem jônica representa a graça e o feminino em contraste com a austeridade e a masculinidade da ordem dórica. A
coluna apresenta fuste mais delgado e não se firma diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O
capitel torna-se muito mais complicado. As suas faces não são todas iguais, mas apenas de duas em duas. As paralelas à
fachada do templo, e por isso destinadas a verem-se melhor, apresentam duas volutas ou espirais unidas por linhas
curvas: exatamente como um rolo de papel que se tivesse estendido pelo meio, enquanto as extremidades se
enrolavam. As fachadas secundárias expõem a parte exterior do rolo, isto é, praticamente lisas. Na época helenística,
apareceu a solução de colocar um par de volutas de cada lado do capitel, tornando-o simétrico. Mas na arte grega
propriamente dita, não se encontra um capitel assim.

A arquitrave é composta por três faixas, cada uma um pouco mais saliente do que a inferior. O friso é contínuo à volta de
todo o templo e costuma ser ornamentado com decoração escultórica. Na fachada, as colunas são mais esbeltas do que
as dóricas, tem uma êntase muito menor, e estão colocadas a maior distância uma das outras.
ORDEM CORÍNTIA

A terceira ordem grega, depois da dórica e da jônica, é a coríntia, variante decorativa da jônica. De fato, muitos
pormenores são quase idênticos, exceto as proporções. Em contrapartida, são diferentes a base da coluna, muito mais
trabalhadas, e principalmente o capitel, onde aparecem as volutas da ordem jônica, aplicadas nas quatro faces, mas elas
são agora um elemento menor, em forma de sino invertido, envolvido por duas filas de folhas de acanto – uma planta
herbácea de folhas grandes e muito decorativas. É mais decorativa do que funcional, sugerindo luxo e ostentação.

Um pouco antes tinha aparecido, ainda um exemplo quase único, mas famosíssimo, uma variante ainda mais decorativa
da ordem jônica: a substituição da coluna por uma estátua, que se chamou cariátide como reminiscência de uma antiga
lenda alusiva às mulheres de Cária, na Ásia Menor, que haviam sido condenadas a trabalhos forçados por um sátrapa
persa, governador de província.

TEATRO
Se há um povo atento à análise de si próprio, à sua própria representação, era o povo helênico cujas tragédias e comédias
foram as primeiras expressões daquilo a que chamamos de teatro. Era necessário, para isso, um lugar adequado que,
coerentemente à concepção grega, não foi um espaço fechado, mas a encosta aberta de uma colina. Composto de três
partes: cena, skéne, em grego, para os atores; a orquestra, konistra, em grego, destinado às evoluções , danças e cantos
do coro; arquibancada, koilon, em grego, para os espectadores.

Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em
duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e
tornou-se famoso por sua acústica perfeita.

GINÁSIO
São os edifícios destinados à cultura física.

PRAÇA
Chamado de Ágora, era um espaço de convivência onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos,
principalmente a filosofia.
PINTURA

A pintura grega encontra-se na arte cerâmica, porque, infelizmente, tivemos quase o desaparecimento total da pintura
maior. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre
o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram
usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por isso, a sua forma correspondia à
função para que fossem destinados. Como por exemplo, a ânfora, uma vasilha em forma de coração, com o gargalo largo
ornado com duas asas; a hidra, que como o nome indica, (derivado de ydor, água) era utilizado para recolher água das
fontes e caracterizava-se por três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar; a cratera,
com uma boca muito larga, com o corpo em forma de um sino invertido, servia para misturar água com o vinho (os gregos
nunca bebiam vinho puro); o oinokoe (nome que provém de oinos, vinho e chêin, verter), quer dizer, jarro para o vinho,
o lekithos que era um vaso para óleos ou perfumes, etc.

As primeiras pinturas tinham caráter geométrico, séculos VIII e VII a.C., e as figuras humanas e de animais eram bem
estilizadas. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. O maior
pintor de figuras negras foi Exéquias.

A pintura grega apresenta cerâmicas com figuras negras sobre o fundo vermelho, as figuras eram dadas pelas linhas de
contorno cheia de cor, sem nenhuma profundidade ou perspectiva. Por volta de 500 a.C., o esquema decorativo se
inverte, agora o fundo do vaso é negro e sobre este fundo homogêneo destaca-se, em vermelho, a figura. Esta inversão
não foi uma simples variante gráfica, porque realizar a figura reservando uma parte do fundo vermelho, natural, que podia
ser enriquecido com traços negros, constitui o ponto de partida para dar movimento à simples silhueta, mediante linhas
que sugerem volumes. Finalmente, chegou-se à aplicação de novidades como o escorço (a representação com simples
linhas da profundidade espacial das três dimensões) e a perspectiva, são as cerâmicas com figuras vermelhas sobre o
fundo branco.

ESCULTURA

Das obras originais, muito pouco nos chegou, talvez porque foram realizadas com materiais preciosos (como por exemplo,
a grande estátua da deusa Atena, esculpida por Fídias para o interior do Paternon, toda em ouro e marfim) e, portanto,
incitavam ao roubo; ou porque desapareceram no decurso dos séculos, devido às pequenas dimensões e maior fragilidade
em relação à arquitetura.

O que conservamos, sobretudo da época clássica, são as cópias que os romanos ricos encomendaram para o adorno das
suas residências. Cópias que se revelam, ao compará-las com os poucos originais que sobreviveram, de qualidade
decadente. Realizadas muitas vezes em mármore, quando o original era em bronze, ou vice-versa, trazem consigo todas
as adaptações necessárias à mudança de material, sendo brancas da cor do mármore, enquanto que os originais gregos
estavam vivamente decorados: negro para os cabelos e para os olhos, vermelho para os lábios, várias cores para o
vestuário, até em tons contrastados de vermelho e azul nas inúmeras obras do período mais antigo. Contudo,
frequentemente sobressaem nas cópias precisamente os detalhes formais mais úteis para o nosso objetivo: reconhecer
o estilo.

A estatuária grega nasceu para venerar os deuses. Mas os deuses gregos, contrariamente dos egípcios ou persas, são
concebidos à imagem e semelhança do homem, têm paixões e pensamentos humanos. Na escultura, o antropomorfismo
– esculturas de formas humanas – foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o
movimento.

As esculturas também ocupavam os tímpanos dos templos. Nas métopas colocavam-se cenas míticas com dois ou três
personagens, com histórias de heróis, gigantes e centauros. No friso jônico, o artista tinha maior liberdade criativa,
desenvolvendo uma ação sequenciada, numa secessão narrativa sem interrupção. Os temas mais utilizados eram as
procissões, os desfiles e as corridas de cavalos.

Dividimos a escultura grega em três períodos:

No Período Arcaico, séculos VIII-VI a.C., os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens.
Primeiramente, aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, braços e pernas colados ao corpo, com o
peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas ou um dos pés ligeiramente avançado, uma postura estática
e, sobretudo por uma expressão facial conhecida como o sorriso grego. Essa expressão, na verdade, era fruto de um
domínio restrito na exploração das feições humanas, que fazia com que o escultor arcasse as sobrancelhas, repuxasse os
lábios, mas não fizesse com que as maxilas acompanhassem o sorriso. Percebe-se a influência egípcia em virtude da
frontalidade e rigidez das formas. Esse tipo de estátua é chamado Kouros, palavra grega que significa homem jovem,
simboliza o deus da juventude e da plenitude. A versão feminina é chamada de Koré, representam jovens virgens,
graciosas e encantadoras, com longas túnicas pregueadas, que eram pintadas cde cores vivas, luminosas e cintilantes.

Período Severo, 500-450 a.C., é um período transitório entre os estilos Arcaico e o Clássico. Caracteriza-se pela severidade
e sobriedade no tratamento dos corpos e rostos, há um congelamento da ação em movimento e, também pelo abandono
da rigidez e atitude estática do corpo, aparece maior naturalismo e um estudo bem mais detalhado da anatomia.

No Período Clássico, século V a.C., passou-se a procurar movimento nas estátuas, há maior uso do bronze, mais resistente
do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras
de mulher eram esculpidas sempre vestidas. As principais características desse período são o realismo idealizado, o
naturalismo, o equilíbrio e a serenidade.

Período Helenístico, século IV-I a.C., podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram
representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito
de um momento. O desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma
figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos
que pudessem ser observados. Além disso, aparece o pathos muito pronunciado, a composição desequilibrada para
valorizar o dramatismo, a expressão da dor física através do rosto e na tensão muscular e o abandono do realismo idealista
e da serenidade.

Os principais mestres da escultura clássica grega são:

 Fídias (c. 500-c-432 a.C.), talvez o mais famoso de todos. Suas obras-primas foram a estátua de Atena, no Paternon, e
a de Zeus, no templo de Zeus Olímpico. Além disso, ele projetou e supervisionou a execução dos relevos do Paternon:
as esculturas dos frontões, métopas e frisos.
 Míron, um dos mais renomados escultores do século V, autor da estátua Discóbolo (homem arremessando disco)
prezava pela glorificação dos corpos atléticos.
 Praxíteles, célebre por suas representações de divindades humanizadas, com corpos esguios e graciosos, pela
lânguida pose em “S”, como na estátua Hermes com Dionísio menino. Foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino.
 Escopas, contemporâneo mais velho de Praxíteles, ganhou fama como escultor emocional. Uma das suas melhores
criações foi a estátua de um religioso em êxtase, um adorador de Dionísio, em estado de exaltação mística.
 Policleto, estabeleceu um manual chamado Cânone, um sistema de relações matemáticas estabelecidas entre todas
as partes do corpo, no qual descrevia suas noções de beleza, das proporções e conhecimentos do corpo humano. Ele
afirmava que a cabeça seja a sétima parte da altura total da figura, o pé três vezes o comprimento da palma da mão,
enquanto que a perna, desde o pé até o joelho, deverá medir seis palmos, e a mesma medida deverá haver também
entre o joelho e o centro do abdômen. Para demonstrar com exatidão o seu cânone, esculpiu uma estátua que chegou
até nós em inúmeras cópias romanas: o Doríforo, que significa o portador de lança. O contraposto é uma característica
do período clássico, onde o corpo da escultura dispõe-se a ¾, levemente torcidos, com o peso assente numa das pernas
e a outra semiflexionada.
 Lisipo, último dos grandes escultores da arte helênica e artista predileto de Alexandre Magno, ele introduziu na
escultura qualidades ainda mais fortes de realismo e individualismo. Representava os homens “tal como se vêem” e
“não como são” (verdadeiros retratos). No século IV a.C., ele introduziu que a altura ideal do corpo humano deveria
ter a medida de oito vezes o tamanho da cabeça. Isto traduz-se no alongamento e sinuosidade da figura humana, as
figuras são mais torcidas e precisam de apoio, por exemplo, uma coluna ou um tronco de árvore.
MITOLOGIA: Zeus: senhor dos céus; Ateneia: deusa da guerra; Afrodite: deusa do amor; Apolo: deus das artes
e da beleza; Poseidon: deus das águas; entre outros.
OLIMPÍADAS: Realizavam-se em Olímpia, cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 a.C. As
festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo.
TEATRO: Foi criada a comédia e a tragédia. Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles.
MÚSICA: Significa a arte das musas, entre os gregos a lira era o instrumento nacional.